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DIREITO PENAL 1

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CRIMINOLOGIA: É uma ciência empírica e interdisciplinar, que se ocupa do crime, da criminali- dade e suas causas, da vítima, do controle social do ato criminoso, bem como da personalidade do criminoso e da maneira de ressocializá-lo.

POLÍTICA CRIMINAL: A Política Criminal é a disciplina que oferece aos poderes públicos as opções científicas concretas mais adequadas para o eficaz controle do crime.

#ATENÇÃO Assim, a Criminologia tem a função de reunir um núcleo de conhecimentos verificados empiricamente sobre o problema criminal (momento explicativo) e a Política Criminal transforma essa base empírica em opções, alternativas e programas científicos, a partir de uma ótica valorativa (momento decisivo).

POLÍTICA PENITENCIÁRIA: disciplina que define as diretrizes e as metas existentes para a gestão do sistema penitenciário de um determinado local.

CRIMINALIZAÇÃO

PRIMÁRIA

SECUNDÁRIA

Transformação de um fato em crime. Em essência não há nenhuma diferença entre um fato criminoso e um fato normal, exceto pelo fato criminoso ter o rótulo de crime.

Poder Legislativo

Transformação de uma pessoa em criminoso

Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia.

Poder Legislativo Transformação de uma pessoa em criminoso Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia.
Poder Legislativo Transformação de uma pessoa em criminoso Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia.
Poder Legislativo Transformação de uma pessoa em criminoso Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia.

SELETIVIDADE DO SISTEMA PENAL: há uma forte tendência de ser o poder punitivo exercido precipuamente sobre pessoas previamente escolhidas em face de suas fraquezas, a exemplo dos mora- dores de rua, prostitutas e usuários de drogas.

DIREITO PENAL DO AUTOR O que configura o delito é a capacidade de delinquir do

DIREITO PENAL DO AUTOR

O que configura o delito é a capacidade de delinquir do agente, constatada através do seu modo de ser.

DIREITO PENAL DO FATO

A culpabilidade resulta de um juízo do delito como ato concretizado pelo autor

1 Por Tiago Pozza

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A pessoa é punida mais pelo que é e menos pelo que fez.

A pessoa é punida pelo que fez, não pelo que é. A gravidade do ato que mensura o rigor da pena.

#OLHAOGANCHO DIREITO PENAL DO INIMIGO, teoria de Jakobs, prega um tratamento diferen- ciado aos indivíduos que vão de encontro às normas estabelecidas pela sociedade de uma forma tão grave que não mereceriam mais ser considerados cidadãos. O direito penal do inimigo é um direito de guerra e, dessa forma, o Estado não é obrigado a obedecer a regras preestabelecidas, o importante é vencer o inimigo. Para cumprir tal objetivo, segundo Jakobs, será permitida a flexibili- zação ou até mesmo a eliminação de direitos e garantias, permitindo-se, por exemplo, a utilização da tortura como meio de obtenção de provas.

GARANTISMO PENAL (FERRAJOLI): O garantismo, à luz da hermenêutica constitucional, tutela não apenas os direitos individuais dos acusados, investigados ou processados na esfera criminal, devendo valorar todos os direitos e deveres previstos na Constituição Federal. Isso porque os direitos fundamentais não preveem apenas uma proibição de intervenção (proibição de excesso), mas também uma vedação à omissão (proibição da proteção deficiente, proibição da proteção insuficiente). Dessa forma, o garantismo penal integral ou proporcional é aquele que assegura os direitos do acusado, não permitindo violações arbitrárias, desnecessárias ou desproporcionais, e, por outro lado, assegura a tutela de outros bens jurí- dicos relevantes para a sociedade, em consonância com as duas vertentes do princípio da proporcionali- dade, incluindo a proibição do excesso e a proibição da proteção deficiente.

#OLHAOGANCHO GARANTISMO HIPERBÓLICO OU MONOCULAR (#SELIGANOSINÔNIMO) é aquele aplicado de maneira ampliada e desproporcional, monocular. Tutela apenas os direitos fundamentais do investigado/processado, desconsiderando-se o interesse coletivo. Contrapõe-se ao garantismo penal integral, que resguarda os direitos fundamentais afetos à coletividade.

FUNÇÕES DAS PENAS

Teorias

Teorias Absolutas: a pena representa como um fim em si mesma, isto é, o autor do crime deverá pagar pelo mal cometido. Ou seja, a pena tem caráter retributivo.

Legitimadoras

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Te o r i a s Relativas

Teoria da Prevenção Geral : a pena é aplicada em função de toda a sociedade

Teoria da Prevenção Geral: a pena é aplicada em função de toda a sociedade para que esta presencie o sofrimento e dor daquele cidadão e se intimide para que não cometa crimes.

Teoria da Prevenção Especial:

A pena atua sobre um indivíduo

(ou grupo) para evitar que este

volte a delinquir. Pessoaliza-se

a ameaça à sociedade. Por isso,

ganha reforço a concepção da ressocialização através da pena.

Teorias Unitárias ou Mistas: em que se tenta compatibilizar as teorias absolutas com as relativas. Um caráter inicial é o de que a pena possui funções múltiplas, não havendo incompatibilidade em se reconhecer que é possível uma função preventiva e retribucionista.

que é possível uma função preventiva e retribucionista. Teorias Deslegitimadoras: abominam a intervenção do
que é possível uma função preventiva e retribucionista. Teorias Deslegitimadoras: abominam a intervenção do

Teorias Deslegitimadoras: abominam a intervenção do Estado sob o manto do direito de punir. Desacredita-se a suposta eficiência do sistema penal como legitimante do controle social. Entre essas teorias, destaque para o Abolicionismo Penal e o Minimalismo Radical

Positiva: a pena é um instru- mento de estabilização, ou seja, a pena restabelece a ordem social que fora abalado pelo sujeito criminoso.

Negativa: busca causar um temor na sociedade para que, com medo das consequências do crime, deixe de cometer condutas ilícitas.

Positiva: consiste na meta de ressocialização do indivíduo.

Negativa: tem como foco a proteção da sociedade através da neutralização do indivíduo, ou seja, a exclusão do crimino- so da sociedade em razão do mal que cometeu.

PRINCÍPIOS PENAIS

» Princípio da Reserva Legal ou Estrita Legalidade:

Somente a lei pode criar delitos e cominar penas. Como consequência lógica, não se admite a utili- zação de medida provisória em matéria penal.

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O princípio da legalidade possui algumas funções fundamentais:

• Lei estrita: é proibida a analogia contra o réu.

• Lei escrita: é proibido o costume incriminador.

#OLHAOGANCHO: da mesma forma que o costume não tem o condão de incriminar, também não tem de descriminalizar (os costumes contrários às leis são chamados de DESUETUDO: contrariam uma lei penal, mas não a revogam. Ex.: crime de casa de prostituição/jogo do bicho).

• Lei certa: é proibida a criação de tipos penais vagos e indeterminados.

• Lei prévia: é proibida a aplicação da lei penal incriminadora a fatos - não considerados crimes - prati- cados antes de sua vigência. Engloba aqui o da anterioridade, cláusula pétrea.

» Princípio da Intervenção Mínima:

Afirma ser legítima a intervenção penal apenas quando a criminalização de um fato se constitui meio indispensável para a proteção de determinado bem ou interesse, não podendo ser tutelado por outros ramos do ordenamento jurídico. A intervenção mínima é gênero do qual são espécies: a fragmen- tariedade e a subsidiariedade. Vamos conferir?

Princípio da Fragmentariedade: no universo da ilicitude, somente alguns poucos fragmentos cons- tituem-se em ilícitos penais. O Direito Penal é a última etapa de proteção. #ATENÇÃO! O princípio da fragmentariedade atua no PLANO ABSTRATO (na criação de tipos penais).

#SELIGA: FRAGMENTARIEDADE ÀS AVESSAS: É o contrário da fragmentariedade; o crime deixa de existir, pois a incriminação se torna desnecessária. Por exemplo, o adultério.

Princípio da Subsidiariedade: incide no PLANO CONCRETO, ou seja, no momento de aplicação da lei penal. É analisado se, naquele caso concreto, seria possível solucionar através de outros ramos do direito, ou se será preciso utilizar a ultima ratio, o executor de reserva, isto é, o direito penal.

» Princípio da Ofensividade:

Possui quatro funções principais:

1) Proibição da incriminação de uma atitude interna, como as ideias, convicções, e desejos dos homens.

2) Proibição da incriminação de uma conduta que não exceda o âmbito do próprio autor (princípio

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da alteridade).

3) Proibição da incriminação de simples estados ou condições existenciais (aplica-se o direito penal do fato e não do autor).

4) Proibição da incriminação de condutas desviadas que não afetem qualquer bem jurídico.

» Princípio da Insignificância:

Pode ser visto como instrumento de interpretação restritiva do tipo penal. Possui natureza jurídica de causa supralegal de exclusão da tipicidade material, devendo ser analisado em conexão com os postu- lados da fragmentariedade e da intervenção mínima.

Vamos dar uma conferida nos requisitos desse princípio?!

Objetivos: mínima ofensividade da conduta do agente; nenhuma periculosidade social da ação; reduzido grau de reprovabilidade do comportamento; Inexpressividade da lesão jurídica provocada.

Subjetivos: importância do bem para a vítima (STF) e condições do agente (#SELIGA: a reincidên- cia, a reiteração criminosa, a habitualidade delitiva NÃO são suficientes, por si sós, para afastar a aplicação do princípio da insignificância – STF Info 793).

#ATENÇÃO: Os tribunais superiores, em algumas situações concretas, têm afastado o princípio da insignificância nos casos de reincidência e de furto qualificado.

#OLHAOGANCHO. #BAGATELAIMPRÓPRIA. No caso do princípio da insignificância impróprio ou bagatela imprópria ocorre o injusto penal. Entretanto, verifica-se que no caso concreto a pena é desnecessária (incidência dos princípios da desnecessidade da pena com o princípio da irrelevância penal do fato).

Vamos entender melhor?

O princípio da insignificância impróprio pressupõe a análise do que ocorreu após a prática do crime

até o momento do julgamento. Ex.: O réu casou, teve filhos, tem uma empresa com 50 funcionários?! Nesses casos, o juiz reconhece a existência do crime, mas conclui que a pena não é necessária. Aqui não há causa supralegal de exclusão da tipicidade, há causa supralegal de extinção da punibilidade. O Estado reconhece o crime, mas conclui pela desnecessidade de punição. A punição não é mais vantajosa para a sociedade.

A análise da pertinência da bagatela imprópria há de ser realizada, obrigatoriamente, na situação

fática, jamais no plano abstrato. Atente-se também para a necessidade de se observar que a bagatela

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imprópria tem como pressuposto inafastável a não incidência do princípio da insignificância (própria). Afinal, se o fato não era merecedor da tutela penal em decorrência da sua atipicidade, descabe enveredar pela discussão acerca da necessidade ou não de pena.

A bagatela imprópria se ASSEMELHA ao perdão judicial (art. 107, IX, do CP). O fundamento da bagatela imprópria e do perdão judicial é o mesmo, só que o perdão judicial está duplamente previsto em lei, enquanto instituto bem como em relação às hipóteses legais em que ele incide. Em contrapartida, no Brasil, não há previsão legal do princípio da insignificância impróprio.

Pessoal, por fim, COLEM NA RETINA essa revisão sobre a aplicação do princípio da insignificância. Trata-se de um compilado das principais informações extraídas da jurisprudência, tomando por base os comentários do Dizer o Direito. #DEOLHONAJURIS. #AJUDAMARCINHO.

NÃO SE APLICA A INSIGNIFICÂNCIA

Delitos praticados em violência doméstica: não se aplica o princípio da insignificância.

Posse ou porte de arma ou munição.

Estelionato contra o INSS (estelionato previdenciário).

Tráfico de drogas.

Crime de moeda falsa.

Contrabando.

Roubo.

Lesão corporal.

Falsificação de documento público.

Estelionato envolvendo o seguro-desemprego.

Estelionato envolvendo FGTS.

Violação de direito autoral (§ 2º do art. 184 do CP).

Tráfico internacional de arma de fogo ou munição.

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Furto qualificado. Obs. Como regra, a aplicação do princípio da insignificância tem sido rechaçada nas hipóteses de furto qualificado, tendo em vista que tal circunstância denota, em tese, maior ofensividade e reprova- bilidade da conduta. Deve-se, todavia, considerar as circunstâncias peculiares de cada caso concreto, de maneira a verificar se, diante do quadro completo do delito, a conduta do agente representa maior reprovabilidade a desautorizar a aplicação do princípio da insignificância. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 785755/MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 22/11/2016. STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 746011/MT, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 05/11/2015.

Crimes militares. Trata-se de tema extremamente polêmico, mas a posição majoritária é no sentido

de que não se aplica o princípio da insignificância aos crimes militares, sob pena de afronta à autorida- de, hierarquia e disciplina, bens jurídicos cuja preservação é importante para o regular funcionamento das instituições militares. O caso mais comum e que é provável que seja cobrado em sua prova é o crime de posse de substância entorpecente em lugar sujeito à administração militar (art. 290 do CPM).

O

Plenário do STF já assentou a inaplicabilidade do princípio da insignificância à posse de quantidade

reduzida de substância entorpecente em lugar sujeito à administração militar (art. 290 do CPM). STF.

Turma. HC 118255, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 19/11/2013. STF. 2ª Turma. ARE 856183 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 30/06/2015.

POSSÍVEL APLICAR A INSIGNIFICÂNCIA

Crimes ambientais. #AJUDAMARCINHO: É possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes ambientais, devendo ser analisadas as circunstâncias específicas do caso concreto para se verificar a atipicidade da conduta em exame. STJ. 5° Turma. AgRg no AREsp 654.321/SC, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 09/06/2015. É possível aplicar o princípio da insignificância para crimes ambientais. STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 1°/3/2016 (Info 816). PORÉM, CUIDADO:

#AJUDAMARCINHO: O princípio da bagatela não se aplica ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo único, II, da Lei 9.605/98: Art. 34. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: Pena - detenção de um ano a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem: II - pesca quantidades superiores às permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos não permitidos; Caso concreto: realização de pesca de 7kg de camarão em período de defeso com o uso de método não permitido. STF. 1ª Turma. HC 122560/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 8/5/2018 (Info 891). #JULGADORECENTE.

Descaminho.

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Furto Simples. PORÉM, CUIDADO:

Se o valor do bem é acima de 10% do salário mínimo vigente na época, o STJ tem negado a aplicação do princípio da insignificância. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1558547/MG, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 19/11/2015.

“Flanelinha” e exercício da profissão sem registro no órgão competente (não configura a contravenção penal prevista no art. 47 do Decreto-Lei 3.688/1941: exercício ilegal de profissão ou atividade).

#DIVERGÊNCIA entre o STJ e o STF.

MANTER RÁDIO CLANDESTINA

STJ: NÃO

STF: SIM

STJ: NÃO. É inaplicável o princípio da insigni- ficância ao delito previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/97, nas hipóteses de exploração irregular ou clandestina de rádio comunitária, mesmo que ela seja de baixa potência, uma vez que se trata de delito formal de perigo abstrato, que dispensa a comprovação de qualquer dano (resultado) ou do perigo, presumindo-se este absolutamente pela lei. Nesse sentido: STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 740.434/BA, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 14/02/2017.

STF: SIM, é possível, em situações excepcionais, o reconhecimento do princípio da insignificância desde que a rádio clandestina opere em baixa frequência, em localidades afastadas dos grandes centros e em situações nas quais ficou demons- trada a inexistência de lesividade. STF. 2ª Turma. HC 138134/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 7/2/2017 (Info 853).

inexistência de lesividade. STF. 2ª Turma. HC 138134/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 7/2/2017 (Info
inexistência de lesividade. STF. 2ª Turma. HC 138134/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 7/2/2017 (Info

APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA

STJ: SIM

STF: NÃO

O STJ já firmou o entendimento de que é possível a aplicação do princípio da insignificância ao delito de apropriação indébita previdenciária, desde que o total dos valores retidos não ultrapasse o valor utilizado pela Fazenda Público como limite mínimo para que sejam ajuizadas as execuções fiscais. STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1241697/PR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 06/08/2013. STJ. 6ª Turma. RHC 59839/SP, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 07/04/2016.

O bem jurídico tutelado pelo delito de apropria- ção indébita previdenciária é a subsistência financeira da Previdência Social. Logo, não há como afirmar-se que a reprovabilidade da conduta atribuída ao paciente é de grau reduzi- do, considerando que esta conduta causa prejuí- zo à arrecadação já deficitária da Previdência Social, configurando nítida lesão a bem jurídico supraindividual. O reconhecimento da atipicida- de material nesses casos implicaria ignorar esse

lesão a bem jurídico supraindividual. O reconhecimento da atipicida- de material nesses casos implicaria ignorar esse
lesão a bem jurídico supraindividual. O reconhecimento da atipicida- de material nesses casos implicaria ignorar esse
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preocupante quadro. STF. 1ª Turma. HC 102550, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/09/2011. STF. 2ª Turma. RHC 132706 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 21/06/2016.

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

STJ: NÃO

STF: SIM

Súmula 599-STJ.

Há julgados da 2ª Turma admitindo a aplicação do princípio mesmo em outras hipóteses além do descaminho.

Há julgados da 2ª Turma admitindo a aplicação do princípio mesmo em outras hipóteses além do

PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL

STJ: NÃO

STF: SIM

A jurisprudência de ambas as turmas do STJ firmou entendimento de que o crime de posse

de drogas para consumo pessoal (art. 28 da Lei

nº 11.343/06) é de perigo presumido ou abstrato

e a pequena quantidade de droga faz parte da própria essência do delito em questão, não lhe sendo aplicável o princípio da insignificância

STF: possui um precedente isolado, da 1ª Turma, aplicando o princípio:

aplicável o princípio da insignificância STF: possui um precedente isolado, da 1ª Turma, aplicando o princípio:
aplicável o princípio da insignificância STF: possui um precedente isolado, da 1ª Turma, aplicando o princípio:

CRIMES PRATICADOS POR PREFEITOS

STJ: NÃO

STF: SIM

Possui precedentes afirmando que não é possível

a aplicação do princípio da insignificância a

prefeito, em razão mesmo da própria condição que ostenta, devendo pautar sua conduta, à frente da municipalidade, pela ética e pela moral, não havendo espaço para quaisquer desvios de conduta.

Possui julgados entendendo ser possível.

ética e pela moral, não havendo espaço para quaisquer desvios de conduta. Possui julgados entendendo ser
ética e pela moral, não havendo espaço para quaisquer desvios de conduta. Possui julgados entendendo ser

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APLICABILIDADE Furto simples, crimes contra a ordem tributária e descami- nho (STJ e STF: 20
APLICABILIDADE Furto simples, crimes contra a ordem tributária e descami- nho (STJ e STF: 20

APLICABILIDADE

Furto simples, crimes contra a ordem tributária e descami- nho (STJ e STF: 20 mil reais); “Flanelinha” e exercício da profissão sem registro no órgão competente.

INAPLICABILIDADE

lesão corporal; roubo; tráfico de drogas; moeda falsa e outros crimes contra a fé pública; contrabando, estelio- nato contra o INSS, envolvendo FGTS ou envolvendo seguro- -desemprego; violação de direito autoral; posse ou porte de arma de fogo/munição (Cuidado com a exceção: porte ilegal de uma munição como pingente); delitos praticados em violência doméstica; provedor clandestino de internet sem fio.

DIVERGÊNCIAS

Crimes ambientais, Crimes

cometidos por prefeitos (STF

já admitiu, STJ não); Apropria-

ção indébita previdenciária (STF já admitiu, STJ afasta); Porte de droga para consumo pessoal (STF tem um preceden- te isolado); Crimes contra Administração Pública (STJ afasta, STF já admitiu); Rádio comunitária clandestina (STF admite em rádios com baixa

frequência e em locais afastados dos grandes centros, quando demonstrada a inexistência de lesividade – Info 853.O STJ, por sua vez, não admite); furto qualificado (em alguns casos

o STJ já admitiu o princípio da

insignificância, como no furto qualificado pelo concurso de pessoas).

alguns casos o STJ já admitiu o princípio da insignificância, como no furto qualificado pelo concurso
alguns casos o STJ já admitiu o princípio da insignificância, como no furto qualificado pelo concurso

#VAICAIR: Com relação à polêmica sobre os crimes contra a Administração Pública, o STJ, em novembro de 2017, editou a Súmula nº 599:

SÚMULA 599 DO STJ:O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a admi- nistração pública.

#MAISUMA O STJ recentemente editou súmula em relação ao delito de rádio clandestina:

Súmula 606-STJ: Não se aplica o princípio da insignificância aos casos de transmissão clan- destina de sinal de internet via radiofrequência que caracterizam o fato típico previsto no artigo 183 da lei 9.472/97.

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#AJUDAMARCINHO: A Lei de Crimes Ambientais tipifica a pesca ilegal, nos seguintes termos: “Art. 34. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão compe- tente:” Se a pessoa é flagrada sem nenhum peixe, mas portando consigo equipamentos de pesca, em um local onde esta atividade é proibida, ela poderá ser absolvida do delito do art. 34 da Lei de Crimes com base no princípio da insignificância?

2ª TURMA DO STF

2ª TURMA DO STF

SIM. É possível aplicar o princípio da insignifi- cância para crimes ambientais.

NÃO. Não é possível aplicar o princípio da insignifi- cância para crimes ambientais.

Ex.: pessoa encontrada em uma unidade de conservação onde a pesca é proibida, com vara de pescar, linha e anzol, conduzindo uma pequena embarcação na qual não havia peixes.

Na estação ecológica, os servidores do IBAMA encontraram uma pequena embarcação com um indivíduo. Apesar de não estar com peixes, ele estava com vara de pescar, linha e anzol. O pescador foi autuado administrativamente pelo IBAMA por pesca ilegal, e o MP ofereceu denúncia contra ele, pela prática do crime previsto no art. 34, caput, da Lei nº 9.605/98.

STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia , julgado em 1°/3/2016 (INFO 816

STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 1°/3/2016 (INFO 816 DO STF)

STF. 2ª Turma. RHC 125566/PR e HC 127926/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, julgados em 26/10/2016 (INFO 845 DO STF)

STF) STF. 2ª Turma. RHC 125566/PR e HC 127926/SC, Rel. Min. Dias Toffoli , julgados em
STF) STF. 2ª Turma. RHC 125566/PR e HC 127926/SC, Rel. Min. Dias Toffoli , julgados em

» Princípio da Culpabilidade:

Possui três consequências materiais:

a)

Não há responsabilidade penal objetiva;

b)

A responsabilidade penal é pelo fato praticado e não pelo autor;

c)

A culpabilidade é a medida da pena.

» Princípio da Exclusiva Proteção de Bens Jurídicos:

O Direito Penal possui como função a proteção de bens jurídicos mais relevantes para a sociedade. Assim, o Estado não pode utilizar o Direito Penal para tutelar a moral, a religião, os valores ideológicos etc., sob pena de prevalecer a intolerância.

» Princípio da Proporcionalidade:

O princípio da proporcionalidade adveio do direito alemão. É chamado de razoabilidade (direito

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italiano) ou de convivência das liberdades públicas (direito norte-americano). É desdobramento lógico do Princípio da Individualização da Pena. Em síntese, o que a proporcionalidade impõe é que a pena seja proporcional à gravidade da infração penal.

Não é possível analisar esse princípio sob uma única ótica. Há dois aspectos fundamentais. Vamos conferir?

Garantismo negativo: proibição contra os excessos do Estado. Não se pode punir mais do que o necessário para a proteção de um bem jurídico.

Garantismo positivo: proibição da proteção insuficiente do bem jurídico.

» Princípio da Pessoalidade ou da intranscendência da Pena:

A pena deve ser aplicada somente ao autor do fato e não a terceiros.

CF, art. 5, XLV - Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dono e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido.

APLICAÇÃO DA LEI PENAL

TEMPO DO CRIME: Teoria da atividade: considera-se praticado o crime no momento da ação ou
TEMPO DO CRIME: Teoria da atividade: considera-se praticado o crime no momento da ação ou

TEMPO DO

CRIME:

Teoria da atividade: considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. #SELIGANASUMULA SÚMULA 711 DO STF: Nos casos de crime continuado,

permanente ou habitual, aplica-se a lei mais grave, se vigente antes de cessada

a continuidade, permanência ou habitualidade.

LUGAR DO

CRIME

Teoria da ubiquidade: considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu

a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou

deveria produzir-se o resultado). #NÃOCONFUNDA: Com o artigo 70 do CPP, que adota a teoria do resultado no que diz respeito à competência para julgar crimes.

#DECORE #OLHAOMACETE: LUTA: Lugar = Ubiquidade / Tempo = Atividade.

LEI PENAL NO ESPAÇO

REGRA

TERRITORIALIDADE: consiste na aplicação da lei brasileira aos crimes pratica- dos no Brasil (art. 5º, CP).

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EXCEÇÃO EXTRATERRITORIALIDADE: na qual aplica-se a lei brasileira a crimes (não inclui contravenção penal)
EXCEÇÃO EXTRATERRITORIALIDADE: na qual aplica-se a lei brasileira a crimes (não inclui contravenção penal)

EXCEÇÃO

EXTRATERRITORIALIDADE: na qual aplica-se a lei brasileira a crimes (não inclui contravenção penal) praticados no exterior.

INCONDICIONADA (art. 7º, I, CP)

CONDICIONADA (art. 7º, II, CP)

HIPERCONDICIONADA (art. 7º, §3°, CP)

#ATENÇÃO diz-se que o Código Penal adotou a Teoria da Territorialidade mitigada ou temperada.

LEI PENAL NO TEMPO REGRA EXCEÇÕES PRINCÍPIO DA ATIVIDADE: A lei é aplicada aos fatos

LEI PENAL NO TEMPO

LEI PENAL NO TEMPO REGRA EXCEÇÕES PRINCÍPIO DA ATIVIDADE: A lei é aplicada aos fatos praticados
LEI PENAL NO TEMPO REGRA EXCEÇÕES PRINCÍPIO DA ATIVIDADE: A lei é aplicada aos fatos praticados
REGRA EXCEÇÕES

REGRA

EXCEÇÕES

PRINCÍPIO DA ATIVIDADE: A lei é aplicada aos fatos praticados durante a sua vigência.

IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL: Em regra, a lei penal não retroage para alcançar fatos anteriores a sua vigência.

RETROATIVIDADE DA LEI PENAL BENÉFICA: A lei nova mais benéfica retroage, de forma que será aplicada aos fatos criminosos praticados antes de sua entrada em vigor. Ex: ABOLITIO CRIMINIS: lei nova que deixa de considerar um fato como criminoso, aplica-se inclusive aos processos já transitados em julgado. Nesse caso, a competência será do juiz das execuções penais.

ULTRATIVIDADE DA LEI PENAL BENÉFICA: A lei mais benéfica, quando revogada, continua a reger os fatos praticados durante a sua vigência.

PENAL BENÉFICA: A lei mais benéfica, quando revogada, continua a reger os fatos praticados durante a

#ATENÇÃO LEX TERTIA: é a combinação de aspectos mais benéficos de mais de uma lei, criando uma terceira lei. É vedada (súmula 501 do STJ).

criando uma terceira lei. É vedada (súmula 501 do STJ). #SELIGA Princípio da descontinuidade normativo-típica ou

#SELIGA Princípio da descontinuidade normativo-típica ou da transmudação geográfica: Pode ocorrer a revogação formal da lei sem que ocorra a abolitio criminis, em razão de inexistir a descon- tinuidade normativo-típica. Como exemplo, pode ser citado o crime de atentado violento ao pudor (CP, art. 214), que passou a ser considerado como estupro (CP, art. 213).

#NÃOCONFUNDA Em relação às normas processuais penais não se aplica a retroatividade, vigora o princípio do tempus regit actum.

LEI PENAL

Leis que tratam de matéria penal, mas que estão fora do Código Penal. Ex: Lei de drogas.

ESPECIAL:

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LEI PENAL

TEMPORÁRIA:

É a que tem vigência predeterminada no tempo. Ex. Lei nº 12.663/12 (Lei Geral da Copa do Mundo de Futebol de 2014).

LEI PENAL

EXCEPCIONAL:

São aquelas que são produzidas para vigorar durante determinada situação. Ex:

Uma lei definindo crimes durante o período de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro.

#ATENÇÃO A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência (art. 3, CP).

INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL X ANALOGIA

INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA

INTERPRETAÇÃO

ANALÓGICA

ANALOGIA

Existe norma para o caso Existe norma para o caso concreto concreto Não existe norma
Existe
norma
para
o
caso
Existe
norma
para
o
caso
concreto
concreto
Não existe norma para o caso
concreto
O legislador previu uma fórmula genérica, permitindo ao juiz Amplia-se o alcance. Ex: na encontrar
O legislador previu uma fórmula genérica, permitindo ao juiz Amplia-se o alcance. Ex: na encontrar
O legislador previu uma fórmula genérica, permitindo ao juiz Amplia-se o alcance. Ex: na encontrar
O legislador previu uma fórmula genérica, permitindo ao juiz Amplia-se o alcance. Ex: na encontrar
O legislador previu uma fórmula genérica, permitindo ao juiz Amplia-se o alcance. Ex: na encontrar
O legislador previu uma fórmula
genérica,
permitindo
ao
juiz
Amplia-se o alcance. Ex: na
encontrar outras.
Pode ser prejudicial ao réu.
palavra “arma” – art. 157, § 2°
Ex. art.
121,
§2º,
I
- median-
do CP.
te
paga
ou
promessa
de
recompensa,
ou
por
outro
motivo torpe (qualificadora do
homicídio);

No caso em que há lacuna (caso omisso), o juiz aplica, por analogia (por assemelhação), uma lei que trata sobre o caso semelhante. Não pode ser prejudicial ao réu (in malam partem). OBS: também chamada de analogia legal ou “legis”. Ex. adolescente estuprada que pretende interromper a gestação do seu feto pode fazer uso do aborto sentimen- tal previsto no art. 128, II, CP, apesar deste não ter sido editado quando da previsão legal do estupro de vulnerá- vel, portanto, não abrangen- do essa hipótese. #CUIDADO:

A analogia não é forma de interpretação da lei

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penal, mas sim técnica de integração ou colmatação do ordenamento jurídico. A lei pode ter

penal, mas sim técnica de integração ou colmatação do ordenamento jurídico. A lei pode ter lacunas, mas não o ordenamento jurídico. Trata-se de aplicação, ao caso não previsto em lei, de norma reguladora de caso semelhante. Não se aplica às leis excepcio- nais, justamente em razão de seu caráter extraordinário.

PRINCÍPIOS PARA SOLUCIONAR O CONFLITO APARENTE DE NORMAS PENAIS (#MNEMÔNI- CO SECA)

SUBSIDIARIEDADE

Atua no plano concreto. O crime tipificado pela lei subsidiária, além de menos grave do que o narrado pela lei primária, dele também difere quanto à forma de execução, já que corresponde a uma parte deste. Em outras palavras, a

figura subsidiária está inserida na principal. No princípio da subsidiariedade

a comparação sempre deve ser efetuada no caso concreto, buscando-se a

aplicação da lei mais grave. A subsidiariedade pode ser tanto expressa (por exemplo, disparo de arma de fogo), como tácita.

ESPECIALIDADE

Sua aferição se estabelece em abstrato, ou seja, para saber qual lei é geral

e qual é especial, prescinde-se da análise do fato praticado. Pouco importa

também a quantidade de sanção penal reservada para as infrações penais. A comparação entre as leis não se faz da mais grave para a menos grave, pois a lei específica pode narrar um ilícito penal mais rigoroso ou mais brando.

CONSUNÇÃO

Também é analisado no plano concreto. Difere-se da subsidiariedade em dois aspectos. Na regra da subsidiariedade, em função do fato concreto pratica- do, comparam-se as leis para saber qual é a aplicável. Por seu turno, na consunção, sem buscar auxílio nas leis, comparam-se os fatos, apurando-se que o mais amplo, completo e grave consome os demais. O fato principal absorve o acessório, sobrando apenas a lei que o disciplina. Lei consuntiva é aquela que define o todo, o fato mais amplo. Lei consumida define a parte, o fato menos amplo. A consunção é aplicada nos casos de crimes progressivos, na progressão criminosa ou nos atos impuníveis. #EXEMPLIFICACOACH: Na subsidiariedade, o constrangimento ilegal só pode ser praticado se houver a ameaça. Um crime está obrigatoriamente dentro

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do outro, a ameaça é elemento do constrangimento ilegal. Por outro lado, na consunção, tomemos como exemplo a lesão corporal e o homicídio. A lesão corporal não é um elemento do homicídio. O homicídio pode ser praticado por outro modo que não a lesão corporal. Um crime não está obrigatoria- mente dentro do outro, comparam-se os fatos. SÚMULA 17 DO STJ: Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido. #DEOLHONAJURIS: um crime não pode ser absorvido por uma contraven- ção penal.

CRIME PROGRESSIVO

PROGRESSÃO CRIMINOSA

CRIME PROGRESSIVO PROGRESSÃO CRIMINOSA A intenção do agente é, desde o início, cometer o crime mais
CRIME PROGRESSIVO PROGRESSÃO CRIMINOSA A intenção do agente é, desde o início, cometer o crime mais

A

intenção do agente é, desde

o

início, cometer o crime mais

grave. Ex.: objetiva cometer um homicídio. Contudo, para se chegar até o homicídio, ocorre primeiro a lesão corporal (crime de ação de passagem). Pela consunção, a lesão corporal é absorvida pelo homicídio.

Há uma mudança no ânimo do agente. Ex.: ele deseja inicialmente causar lesão corporal. Contudo, durante a execução muda de intenção e acaba cometendo o homicídio. Pela consunção, a lesão corporal é absorvida pelo homicídio.

consunção, a lesão corporal é absorvida pelo homicídio. ALTERNATIVIDADE Se refere aos crimes plurinucleares, ou

ALTERNATIVIDADE

Se refere aos crimes plurinucleares, ou seja, aqueles crimes que apresentam vários verbos, a exemplo do artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A prática de mais de uma dessas condutas configura crime único, podendo a pena ser majorada em razão dos vários núcleos praticados na fase da dosimetria da pena. É também chamado de “tipo penal misto alternativo”. #NÃOCON- FUNDIR com o princípio da alteridade, segundo o qual não se deve punir condutas que prejudicam apenas o próprio agente. Ex: autolesão.

TEORIA DO DELITO

TEORIAS DO DELITO

SISTEMA CLÁSSICO (POSITIVISMO JURÍDICO)

TEORIAS DO DELITO SISTEMA CLÁSSICO (POSITIVISMO JURÍDICO)
TEORIAS DO DELITO SISTEMA CLÁSSICO (POSITIVISMO JURÍDICO)
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Conduta: movimento corporal voluntário; Resultado naturalístico; Relação de causalidade; Tipicidade

Relação de contrariedade entre

o fato e o direito

Imputabilidade

Dolo normativo ou culpa – inclui

a consciência atual da ilicitude Teoria psicológica

SISTEMA NEOCLÁSSICO / NEOKANTISMO

SISTEMA FINALISTA

Conduta - dolo e culpa (o dolo é natural, pois não contém a consciência da
Conduta - dolo e culpa (o dolo é natural, pois não contém a consciência da

Conduta - dolo e culpa (o dolo é natural, pois não contém a consciência da ilicitude); Resultado naturalístico; Relação de causalidade; Tipicidade.

Relação de contrariedade entre

o fato e o direito

Potencial consciência da ilicitu- de Exigibilidade de conduta diversa Teoria normativa pura. Imputabilidade Teoria normativa pura. Imputabilidade

FATO TÍPICO

ILICITUDE

CULPABILIDADE

FATO TÍPICO

ILICITUDE

CULPABILIDADE

FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE Conduta: prefere-se comportamento, abrangendo teoria causalista para o
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE Conduta: prefere-se comportamento, abrangendo teoria causalista para o
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE Conduta: prefere-se comportamento, abrangendo teoria causalista para o
Conduta: prefere-se comportamento, abrangendo teoria causalista para o conceito de crime , agregando ao tipo

Conduta:

prefere-se comportamento,

abrangendo

teoria causalista para o conceito de crime, agregando ao tipo dados valorativos - Resultado naturalístico; Relação de causalidade; Tipicidade

(adota

ação,

ao

invés

de

omissão

Relação de contrariedade entre

o

fato e o direito

Relação de contrariedade entre o fato e o direito Imputabilidade Dolo normativo ou culpa - inclui

Imputabilidade Dolo normativo ou culpa - inclui

a

consciência atual da ilicitude

Exigibilidade

Teoria

conduta

diversa psicológica-normativa da culpabilidade

de

atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de
atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de
atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de
atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de
atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de
atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de
atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de
atual da ilicitude Exigibilidade Teoria conduta diversa psicológica-normativa da culpabilidade de

#ATENÇÃO O FUNCIONALISMO busca explicar as funções do direito penal e não apenas conceituar o crime em si. Temos duas principais espécies:

FUNCIONALISMO MODERADO OU DUALIS - TA DE ROXIN FUNCIONALISMO SISTÊMICO OU RADICAL DE JAKOBS O
FUNCIONALISMO MODERADO OU DUALIS - TA DE ROXIN FUNCIONALISMO SISTÊMICO OU RADICAL DE JAKOBS O

FUNCIONALISMO MODERADO OU DUALIS- TA DE ROXIN

FUNCIONALISMO SISTÊMICO OU RADICAL DE JAKOBS

O Direito Penal tem limites impostos pelo próprio direito penal e demais ramos do direito.

O Direito Penal só reconhece os limites impostos pelo próprio Direito Penal.

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A função do Direito Penal é tutelar os bens jurídicos. O Direito Penal se ajusta

A função do Direito Penal é tutelar os bens jurídicos. O Direito Penal se ajusta à sociedade.

Tem como norte a política criminal.

A função do Direito Penal é punir, aplicar a norma. A sociedade é que deve ajustar-se ao Direito Penal.

A função do Direito Penal é punir, aplicar a norma. A sociedade é que deve ajustar-se

Direito Penal do inimigo.

ELEMENTOS DO FATO TÍPICO (TIPICIDADE)

Conduta

Resultado

Nexo Causal

Tipicidade Formal e Material

#SELIGA A tipicidade penal é formada pela tipicidade formal + tipicidade material. A tipicidade formal é o juízo de subsunção/adequação entre o fato e a norma. O fato praticado na vida real se encaixa no modelo de crime previsto pela norma penal. A tipicidade formal não é suficiente, sendo necessária a tipicidade material, expressada na lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico penal- mente protegido. O princípio da insignificância exclui a tipicidade material.

TEORIAS DA TIPICIDADE

TEORIAS DA TIPICIDADE

TEORIA DO TIPO AVALORADO/TIPO MERAMENTE DESCRITIVO:

Fato típico não constitui emissão de valor sobre ilicitude.

TEORIA INDICIÁRIA DO TIPO (RATIO COGNOSCENDI):

Trata-se da teoria majoritariamente aceita. Coloca a tipicidade como ratio cognoscendi, sendo vista, portanto, como um indício da ilicitude. Todo fato típico também é presumi- damente ilícito, operando-se uma presunção relativa de ilicitude. O efeito prático da teoria indiciária é a inversão do ônus da prova no tocante as excludentes da ilicitude.

TEORIA DA RATIO ESSENDI:

Fato típico e ilícito seria um elemento só.

no tocante as excludentes da ilicitude. TEORIA DA RATIO ESSENDI : Fato típico e ilícito seria
no tocante as excludentes da ilicitude. TEORIA DA RATIO ESSENDI : Fato típico e ilícito seria
no tocante as excludentes da ilicitude. TEORIA DA RATIO ESSENDI : Fato típico e ilícito seria
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TEORIA DA TIPICIDADE CONGLOBANTE (ZAFFARONI):

Tipicidade legal + antinormatividade. Para que uma conduta seja crime é necessário que seja proibida pelo ordenamento jurídico global- mente considerado. Antecipa a análise de excludentes de ilicitude: exercício regular de direito e o estrito cumprimento do dever legal são analisados como causas excludentes da tipicidade penal.

TEORIAS DA CONDUTA

Teoria Causalista

Conduta

voluntário que produz uma modificação no mundo exterior perceptível pelos sentidos.

(ação)

é

um

movimento

corporal

Teoria Neokantista

Conduta

omissão) voluntário que produz uma modifica- ção no mundo exterior perceptível pelos sentidos.

ou

é

um

comportamento

(ação

Teoria Finalista (Welzel) #IMPORTANTE Conduta é um comportamento humano voluntá- rio psiquicamente dirigido a um
Teoria Finalista (Welzel) #IMPORTANTE Conduta é um comportamento humano voluntá- rio psiquicamente dirigido a um

Teoria Finalista (Welzel) #IMPORTANTE

Conduta é um comportamento humano voluntá- rio psiquicamente dirigido a um determinado fim. Por essa teoria, o dolo e a causa compõe o elemento “conduta”. Foi a teoria adotada pelo nosso Código Penal.

Teoria cibernética da ação (Welzel) Teoria significativa da ação (Vivés Anton) Teoria Social da Ação
Teoria cibernética da ação (Welzel) Teoria significativa da ação (Vivés Anton) Teoria Social da Ação
Teoria cibernética da ação (Welzel) Teoria significativa da ação (Vivés Anton) Teoria Social da Ação
Teoria cibernética da ação (Welzel) Teoria significativa da ação (Vivés Anton) Teoria Social da Ação

Teoria cibernética da ação (Welzel)

Teoria significativa da ação (Vivés Anton)

Teoria Social da Ação (Wessels)

Funcionalismo Moderado (Roxin)

Foi criada para explicar o elemento vontade (controle da vontade) nos crimes culposos. Afirmava Welzel que a vontade estava no resulta- do e não na conduta.

Valoriza o significado da ação em um contexto social em detrimento da vontade do agente.

Conduta é um comportamento humano voluntá- rio dirigido a um fim socialmente reprovável.

Conduta aparece como comportamento humano voluntário, causador de relevante e intolerável lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado pela norma penal.

voluntário, causador de relevante e intolerável lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado pela
voluntário, causador de relevante e intolerável lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado pela
voluntário, causador de relevante e intolerável lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado pela
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Funcionalismo Radical (Jakobs)

Conduta é comportamento humano voluntário causador de um resultado evitável, violador do sistema, frustrando as expectativas normativas.

CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA:

Caso fortuito (homem) ou força maior (natureza).

Atos ou movimentos reflexos. #ATENÇÃO Não se confundem com as ações em curto circuito que são explosões emocionais repentinas (há conduta e crime, em regra).

Coação Física irresistível (#OLHAOGANCHO Se for resistível, é atenuante).

Sonambulismo e Hipnose

#ATENÇÃO Não há crime sem conduta, pois o Direito Penal do fato não aceita os crimes de mera suspeita, isto é, aqueles em que o agente não é punido por sua conduta, mas sim pela suspeita despertada pelo seu modo de agir.

Relação de causalidade

Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

Superveniência de causa independente

§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.

Relevância da omissão

§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resul- tado. O dever de agir incumbe a quem:

a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;

b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;

c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

A relação de causalidade ou nexo causal pode ser conceituado com o vínculo formado entre a conduta praticada pelo agente ativo de um crime e o resultado por ele produzido. É através dela que se

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conclui se o resultado foi ou não provocado pela conduta, autorizando, desde que presente a tipicidade (adequação do fato à norma) a configuração da tipicidade.

Encontra previsão legal no artigo 13 e parágrafo primeiro, do Código Penal, onde está expresso que o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa, sendo esta a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido, bem como de que a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultados, impu- tando-se os fatos anteriores a quem os praticou. A relação de causalidade, portanto, está relacionada aos crimes materiais, compostos pelos delitos em que o tipo penal descreve uma conduta e um resultado naturalístico, exigindo a produção deste para a consumação.

»

Teorias:

1. Equivalência dos Antecedentes Causais:

No art. 13, caput, do CP, foi adotada a teoria da equivalência dos antecedentes causais, ou teoria da conditio sine qua non, criada por Glaser, e posteriormente desenvolvida por Von Buri e Stuart Mill.

Para esta teoria, causa é todo fato humano sem o qual o resultado não teria ocorrido, quando ocor- reu e como ocorreu. Toma como base o processo hipotético de eliminação de Thyrén para se constatar se algum acontecimento deve ser inserido ou não no conceito de causa.

2. Teoria da Causalidade Adequada:

No art. 13, §1°, do CP, foi adotada a teoria da causalidade adequada, que teve origem nos estudos de Von Kries. Segundo esta teoria, causa é o antecedente não só necessário, mas adequado à produção do resultado.

3. Teoria da Imputação Objetiva:

Em uma perspectiva clássica, o tipo penal apresentava apenas aspectos objetivos, representados na relação de causalidade. Buscando resolver esse problema, o sistema finalista conferiu ao tipo penal também uma feição subjetiva, com a inclusão na conduta do dolo e da culpa. Para os adeptos da teoria da imputação objetiva, contudo, o sistema finalista, ao liminar o tipo objetivo à relação de causalidade, de acordo com a teoria da equivalência dos antecedentes, não resolve todos os problemas inerentes à imputação.

Buscando solucionar tal problema, a teoria da imputação objetiva inseriu no tipo objetivo, dois novos elementos, quais sejam, a criação de um risco proibido e a realização do risco no resultado, além da já presente causalidade. A criação do risco proibido considera perigosa a ação que, aos olhos de um observador objetivo dotado dos conhecimentos especiais do autor, situado no momento da prática da

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ação, gere real possibilidade de dano para um determinado bem. Ademais, para que o resultado possa ser atribuído ao agente, o risco proibido por ele criado deve ser realizado no resultado.

A teoria da imputação objetiva está intimamente ligada ao funcionalismo penal, pois este questiona a validade do conceito de conduta desenvolvido pelos sistemas clássicos e finalista, sendo que ao conce- ber o Direito como regulador da sociedade, delimita o âmbito das expectativas normativas de conduta, vinculando-se à teoria em comento.

Para o funcionalismo teleológico de Claus Roxin, parte-se da premissa de uma ideia a respeito do Direito Penal, identificada como a proteção subsidiária de bens jurídicos mais relevantes e a respeito da pena, que vem a ter um caráter preventivo geral e especial, para chegar a composição de um novo modelo de sistema de imputação.

Já o funcionalismo sistêmico de Gunther Jakobs trabalha com a ideia central de competência e papel social, sendo que em relação à imputação objetiva, com fundamento no argumento segundo o qual, o comportamento social do homem é vinculado a papeis, traça quatro instituições -penais sobre as quais desenvolve a referida teoria, quais sejam; risco permitido, princípio da confiança, proibição do regresso e competência ou capacidade da vítima.

APLICAÇÃO PRÁTICA: Rumoroso caso do afogamento em piscina de um jovem, em uma festa de formatura, onde havia livre trânsito de substâncias psicotrópicas. O MP denunciou todos os integrantes da comissão de formatura, o que foi rechaçado pelo STJ, nos seguintes termos: “4. Ainda que se admita a existência de relação de causalidade entre a conduta dos acusados e a morte da vítima, à luz da teoria da imputação objetiva, necessária é a demonstração da criação pelos agentes de uma situação de risco não permitido, não-ocorrente, na hipótese, porquanto é inviável exigir de uma Comissão de Formatura um rigor na fiscalização das substâncias ingeridas por todos os partici- pantes de uma festa”. (HC 46.525/MT, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 21/03/2006, DJ 10/04/2006, p. 245).

»

Concausas:

É a convergência de uma causa externa à vontade do autor da conduta, influindo na produção do resultado naturalístico por ele desejado e posicionando-se paralelamente ao seu comportamento, omis- sivo ou comissivo.

#SELIGANATABELA:

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Causa Dependente

Causa independente

Emana da conduta do agente, se insere no curso normal do desenvolvimento causal. Não exclui a relação de causalidade. Há dependência entre os acontecimentos.

Foge da linha normal de desdobramento da conduta. Aparecimento é inesperado e imprevi- sível. Capacidade por si só de produzir o resultado. Pode ser absoluta ou relativamente independen- te a depender da sua origem.

Classificação da causa independente em razão da origem:

Causa absolutamente independente Não se originam da conduta do agente. Podem ser: preexistentes, concomitantes

Causa absolutamente independente

Não se originam da conduta do agente.

Podem

ser:

preexistentes,

concomitantes

e

supervenientes

Causa relativamente independente

Se originam da conduta do agente. Essas causas não existiriam sem a conduta do agente.

Podem

ser:

preexistentes,

concomitantes

e

supervenientes.

ser: preexistentes, concomitantes e supervenientes. Efeito jurídico (em todas as modalidades): agente não

Efeito jurídico (em todas as modalidades): agente não responde pelo resultado naturalístico, mas somente pelo seu dolo (atos até então pratica- dos).

Efeito jurídico:

1. preexistente e concomitante: o agente respon- de pelo resultado naturalístico 2. superveniente:

2.1. que produzem por si só o resultado: agente não responde pelo resultado naturalístico, mas somente pelo seu dolo (atos até então pratica- dos). Rompimento do nexo causal. Art. 13, §1º, CP (teoria da causalidade adequada). Exemplo:

acidente com a ambulância que transportava o enfermo. 2.2. que não produzem por si só o resultado:

agente responde pelo resultado naturalístico. Exemplo: omissão no tratamento médico após um ato de atentado contra a vida da vítima.

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DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA ARREPENDIMENTO EFICAZ E POSTERIOR

» Desistência Voluntária e Arrependimento Eficaz:

Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resul- tado se produza, só responde pelos atos já praticados.

São formas de tentativa abandonada, ou seja, a consumação do crime não ocorre em razão da vontade do agente. A natureza jurídica da desistência voluntária e do arrependimento eficaz majoritaria- mente na jurisprudência é de causa de exclusão da tipicidade.

Na desistência voluntária, o agente voluntariamente interrompe o processo executório do crime, abandonando a prática dos demais atos necessários e que estavam à sua disposição para a consumação.

Diferencia-se da tentativa através da Fórmula de Frank (#SELIGANONOME), pois na desistência voluntária o agente pode prosseguir, mas não quer, enquanto na tentativa o agente quer prosseguir, mas não pode.

No arrependimento eficaz, o agente já praticou todos os atos executórios suficientes à consumação do crime, mas adota providências aptas a impedir a produção do resultado. Possível somente nos crimes materiais (que necessitam de resultado).

#ATENÇÃO

A

desistência voluntária e arrependimento eficaz são comunicáveis no concurso de pessoas?

corrente: caráter subjetivo dos institutos, não se comunicam.

2ª corrente: caráter misto (objetivo e subjetivo), se comunicam. (#DOMINANTE)

#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #AJUDAMARCINHO

O instituto do arrependimento eficaz e da desistência voluntária somente são aplicáveis a delito que

não tenha sido consumado. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1549809/DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 02/02/2016.

» Arrependimento Posterior:

Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou resti- tuída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será

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reduzida de um a dois terços.

É a causa pessoal e obrigatória de diminuição da pena que ocorre quando o responsável pelo crime praticado sem violência à pessoa ou grave ameaça, voluntariamente e até o recebimento da denúncia ou queixa, restitui a coisa ou repara o dano provocado por sua conduta. Seus fundamentos são a proteção da vítima e o fomento ao arrependimento por parte do agente.

#OLHAOGANCHO:

Em regra, o arrependimento deve ser integral, mas o STF já admitiu o arrependimento posterior na reparação parcial do dano.

Há comunicabilidade aos demais coautores e partícipes em razão de sua natureza objetiva.

O índice de redução da pena em função da maior ou menor celeridade no ressarcimento do prejuí- zo à vítima.

#VAIMARCINHO #DIZERODIREITO

Não se aplica o instituto do arrependimento posterior (art. 16 do CP) para o homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do CTB) mesmo que tenha sido realizada composição civil entre o autor do crime a família da vítima. Para que seja possível aplicar a causa de diminuição de pena prevista no art. 16 do CP é indispensável que o crime praticado seja patrimonial ou possua efeitos patrimoniais. O arrependimento posterior exige a reparação do dano e isso é impossível no caso do homicídio. STJ. 6ª Turma. REsp 1561276-BA, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 28/6/2016 (Info 590).

Desse modo, os crimes contra a fé pública, semelhantes aos demais crimes não patrimoniais em geral, são incompatíveis com o instituto do arrependimento posterior, dada a impossibilidade mate- rial de haver reparação do dano causado ou a restituição da coisa subtraída. STJ. 6ª Turma. REsp 1242294-PR, Rel. originário Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. para acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 18/11/2014 (Info 554).

CRIME IMPOSSÍVEL

» Crime Impossível:

Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impro-

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priedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.

Quando por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, jamais ocorrerá

No crime impossível não há perigo ao bem jurídico penalmente tutelado. Tem natu-

a consumação.

reza jurídica de causa de exclusão da tipicidade.

Teorias sobre o crime impossível:

1. Teoria Sintomática: Preocupa-se com a periculosidade do autor. Justifica-se em qualquer caso a aplicação de medida de segurança.

2. Teoria Subjetiva: Leva em conta a intenção do agente.

3. Objetiva Pura: Quando nenhum bem jurídico foi lesado ou exposto. Mas não importa se a inido- neidade do meio ou do objeto é absoluta ou relativa.

4. Objetiva Temperada: Haverá crime impossível quando a inidoneidade do meio ou a improprie-

dade do objeto for absoluta. #ADOTADAPELOCP

#DEOLHONASSÚMULAS

Súmula 145-STF. Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.

Súmula 567-STJ: Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto.

#MAISJURISPRUDÊNCIA

O STF em julgamento do dia 22/08/17, publicado em 06/02/2018, entendeu que a Súmula 567 do STJ pode ser relativizada a depender do caso concreto. vejamos a ementa do julgado:

Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Furto simples tentado. Artigo 155, caput, em combinação com o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. Conduta delituosa praticada em loja de departamento. Estabelecimento vítima que exerceu a vigilância direta sobre a conduta do paciente. Acompanhamen- to ininterrupto de todo o iter criminis. Ineficácia absoluta do meio empregado para a consecução do delito, dadas as circunstâncias do caso concreto. Crime impossível caracterizado. Artigo 17 do Código Penal. Atipicidade da conduta. Recurso provido. Com fundamento diverso, votaram pelo provimento do recurso os eminentes Ministros Celso de Mello e Edson Fachin. 1. A forma específica mediante a qual os funcionários do estabelecimento vítima exerceram a vigilância direta sobre a conduta do paciente, acompanhando ininterruptamente todo o iter criminis, tornou impossível a consumação

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do crime, dada a ineficácia absoluta do meio empregado. Tanto isso é verdade que, no momento em que se dirigia para a área externada do estabelecimento comercial sem efetuar o pagamento do produto escolhido, o paciente foi abordado na posse do bem, sendo esse restituído à vítima. 2. De rigor, portanto, diante dessas circunstâncias, a incidência do art. 17 do Código Penal, segundo o qual “não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime”. 3. Esse entendimento não conduz, automaticamente, à atipicidade de toda e qualquer subtração em estabelecimento comercial que tenha sido monitorada pelo corpo de seguranças ou pelo sistema de vigilância, sendo imprescindível, para se chegar a essa conclusão, a análise individualizada das circunstâncias de cada caso concreto. 4. Recurso provido para conceder a ordem de habeas corpus, reconhecendo-se a atipicidade da conduta imputada ao paciente na Ação Penal 0000802-76.2016.8.24.0039, com fundamento no art. 17 do Código Penal. 5. Com fundamento diverso, votaram pelo provimento do recurso os eminentes Ministros Celso de Mello e Edson Fachin.

TEORIA DO ERRO

ERRO DE TIPO

ERRO DE TIPO Trata-se de uma falsa percepção da realidade, em que o agente não sabe
ERRO DE TIPO Trata-se de uma falsa percepção da realidade, em que o agente não sabe

Trata-se de uma falsa percepção da realidade, em que o agente não sabe o que faz. Possui previsão expressa no art. 20 do Código Penal, podendo o erro recair sobre circunstâncias essenciais (erro essencial) ou agregadas ao tipo penal (erro acidental).

DE TIPO

DE TIPO
DE TIPO ERRO ESSENCIAL ERRO DE TIPO ACIDEN - TAL INEVITÁVEL Exclui o dolo e a
DE TIPO ERRO ESSENCIAL ERRO DE TIPO ACIDEN - TAL INEVITÁVEL Exclui o dolo e a
DE TIPO ERRO ESSENCIAL ERRO DE TIPO ACIDEN - TAL INEVITÁVEL Exclui o dolo e a
DE TIPO ERRO ESSENCIAL ERRO DE TIPO ACIDEN - TAL INEVITÁVEL Exclui o dolo e a

ERRO

ESSENCIAL

ERRO

DE TIPO

ACIDEN-

TAL

INEVITÁVEL

Exclui o dolo e a culpa.

ERRO SOBRE A PESSOA

Art. 20, CP: O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. Ex. agente que pretende ceifar a vida de A, mas termina por cometer o homicídio contra seu irmão gêmeo, crendo ser A.

ERRO SOBRE O OBJETO

Agente projeta sua conduta sobre um objeto, mas na realidade incide sobre coisa diversa. Ex. Acredita que está furtando um relógio de ouro, mas é uma bijuteria.

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ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL ou ABERRATIO CAUSAE O engano é no tocante à causa
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL ou ABERRATIO CAUSAE O engano é no tocante à causa
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL ou ABERRATIO CAUSAE O engano é no tocante à causa
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL ou ABERRATIO CAUSAE O engano é no tocante à causa

ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL ou ABERRATIO CAUSAE

O engano é no tocante à causa do crime. O resultado buscado pelo agente ocorreu em razão de um acontecimento diverso daquele que ele inicialmente idealizou. Ex. A empurra B da ponte para matá-lo afogado. B vem a falecer, mas não por asfixia derivada do afogamento, mas sim em decorrência do trauma- tismo craniano, pois se chocou com uma pedra antes de ter contato com a água.

mas sim em decorrência do trauma- tismo craniano, pois se chocou com uma pedra antes de
se chocou com uma pedra antes de ter contato com a água. RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO

RESULTADO

DIVERSO DO

PRETENDIDO

ou ABERRATIO

CRIMINIS

Erro na execução com unidade complexa, com resultado duplo:

é a situação descrita pelo art. 73, in fine, do Código Penal, na qual o sujeito, além de atingir a pessoa inicialmente desejada, ofende também pessoa ou pessoas diversas.

ERRO SOBRE A PESSOA

Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código.

ERRO SOBRE O OBJETO

Exemplo: Ciclano joga uma pedra na vidraça de seu rival, mas acaba atingindo pedestre que passava naquele momento. O agente, em razão do erro, acaba por atingir bem jurídico diverso.

ERRO DE PROIBIÇÃO

No erro de proibição o agente sabe exatamente o que está fazendo, mas desconhece a ilicitude do fato. Não é que o agente ignore os termos da lei, até porque o art. 21, “caput”, do CP, considera que “o desconhecimento da lei é inescusável”, não admitindo, portanto, a ignorantia legis. No erro de proibição, o agente apesar de saber dos termos da lei, desconhece ou interpreta mal o seu conteúdo, ou seja, não compreende com clareza seu caráter ilícito.

EVITÁVEL

Causa de diminuição de pena de 1/6 até 1/3.

INEVITÁVEL

Isenção de pena.

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ERRO DE TIPO

ERRO DE PROIBIÇÃO

ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO O agente não sabe o que faz . O agente
ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO O agente não sabe o que faz . O agente

O agente não sabe o que faz.

O agente sabe o que faz, mas pensa que sua conduta é lícita, quando, na verdade, é proibi- da.

sabe o que faz . O agente sabe o que faz, mas pensa que sua conduta
sabe o que faz . O agente sabe o que faz, mas pensa que sua conduta

É o erro incidente sobre os elementos objetivos do tipo

É o erro quanto à ilicitude da conduta

Trata-se da má interpretação sobre os FATOS. Recai sobre os requisitos ou elementos fático- -descritivos do tipo, como também sobre requisitos jurídico-normativos do tipo.

Afasta a POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE, que é requisito da culpabilidade. Não há erro sobre a situação de fato, já que essa está incontestável, mas não há a exata compreensão sobre os LIMITES JURÍDICOS DA LICITUDE da conduta.

Exclui sempre o DOLO, se poderia ser evitado (inescusável), responde pela culpa, caso haja previsão da forma culposa do delito.

Exclui a CULPABILIDADE, se INEVITÁVEL ou ESCUSÁVEL. Diminui a pena, se EVITÁVEL ou INESCUSÁ- VEL.

. Diminui a pena, se EVITÁVEL ou INESCUSÁ - VEL . Exclui CRIME Exclui PENA Exemplo:
. Diminui a pena, se EVITÁVEL ou INESCUSÁ - VEL . Exclui CRIME Exclui PENA Exemplo:

Exclui CRIME

Exclui PENA

Exemplo: pessoa que levou o carro de outrem achando que fosse o seu.

Exemplo: holandês que acreditou que no Brasil poderia usar drogas sem que praticasse crime.

14 Concurso de crimes.

SISTEMA DO CÚMULO MATERIAL:

Impõe ao juiz a soma de todas as penas dos crimes praticados pelo réu.

CONCURSO MATERIAL Art. 69 . Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
CONCURSO MATERIAL Art. 69 . Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,

CONCURSO

MATERIAL

Art. 69. Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa- -se primeiro aquela.

haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa- -se
haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa- -se
haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa- -se
haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa- -se
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SISTEMA DA EXASPERAÇÃO: O juiz aplica somente uma das penas, aumenta- da de determina- do

SISTEMA DA EXASPERAÇÃO:

O juiz aplica somente uma das penas, aumenta- da de determina- do percentual.

CONCUR-

SO FORMAL

PRÓPRIO

Art. 70. 1ª parte (concurso formal próprio ou perfeito) Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se- -lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade ( ).

CRIME

CONTINUADO

Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilida- de, os antecedentes, a conduta social e a personalida- de do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código.

#SELIGANAJURIS #AJUDAMARCINHO

Impossibilidade de aplicação concomitante da continuidade delitiva comum e específica.

Se reconhecida a continuidade delitiva específica entre estupros praticados contra vítimas diferentes, deve ser aplicada exclusivamente a regra do art. 71, parágrafo único, do Código Penal, mesmo que, em relação a cada uma das vítimas, especificamente, também tenha ocorrido a prática de crime continuado. STJ. 6ª Turma. REsp 1471651-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/10/2015 (Info 573).

Não há continuidade entre o art. 6º da Lei 7.492/86 e o art. 1º da Lei 9.613/98

Não há continuidade delitiva entre os crimes do art. 6º da Lei nº 7.492/86 (Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) e os crimes do art. 1º da Lei nº 9.613/98 (Lei dos Crimes de “Lavagem” de Dinheiro). Não incide a regra do crime continuado na hipótese, pois os crimes descritos nos arts. 6º da Lei 7.492/86 e 1º da Lei 9.613/98 não são da mesma espécie. STJ. 6ª Turma. REsp 1405989/SP,

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Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. p/ Acórdão Min. Nefi Cordeiro, julgado em 18/08/2015 (Info 569).

Aumento de pena no máximo pela continuidade delitiva em crime sexual

No caso de crime continuado, o art. 71 do CP prevê que o juiz deverá aplicar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de 1/6 a 2/3. O STJ entende que, em regra, a escolha da quantidade de aumento de pena deve levar em conside- ração o número de infrações praticadas pelo agente com base na seguinte tabela: O critério para o aumento no crime continuado é o número de crimes praticados: 2 crimes — aumenta 1/6 3 crimes — aumenta 1/5 4 crimes — aumenta 1/4 5 crimes — aumenta 1/3 6 crimes — aumenta 1/2 7 ou mais — aumenta 2/3 Porém, nem sempre será fácil trazer para os autos o número exato de crimes que foram praticados, especialmente quando se trata de delitos sexuais. É o caso, por exemplo, de um padrasto que mora há meses ou anos com a sua enteada e contra ela pratica constantemen- te estupro de vulnerável. Nessas hipóteses, mesmo não havendo a informação do número exato de crimes que foram cometidos, o juiz poderá aumentar a pena acima de 1/6 e, dependendo do período de tempo, até chegar ao patamar máximo. Assim, constatando-se a ocorrência de diversos crimes sexuais durante longo período de tempo, é possível o aumento da pena pela continuidade delitiva no patamar máximo de 2/3 (art. 71 do CP), ainda que sem a quantificação exata do núme- ro de eventos criminosos. STJ. 5ª Turma. HC 311146-SP, Rel. Min. Newton Trisotto (Desembargador convocado do TJ-SC), julgado em 17/3/2015 (Info 559).

Roubo praticado em ônibus contra o patrimônio de vários passageiros

O sujeito entra no ônibus e, com arma de fogo em punho, exige que oito passageiros entreguem

seus pertences (dois desses passageiros eram marido e mulher). O agente irá responder por oito roubos majorados (art. 157, § 2º-A, I, do CP) em concurso formal (art. 70). Atenção: não se trata, portanto, de crime único. Ocorre concurso formal quando o agente, mediante uma só ação, prati-

ca crimes de roubo contra vítimas diferentes, ainda que da mesma família, eis que caracterizada a

violação a patrimônios distintos. STJ. 5ª Turma. HC 207.543/SP , Rel. Min. Gilson Dipp, julgado em 17/04/2012. Nesse caso, o concurso formal é próprio ou impróprio? Concurso formal PRÓPRIO. Praticado o crime de roubo mediante uma só ação contra vítimas distintas, no mesmo contexto fático, resta configurado o concurso formal próprio, e não a hipótese de crime único, visto que violados patrimônios distintos. STJ. 6ª Turma. HC 197684/RJ , Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 18/06/2012. STJ. 5ª Turma. HC 455.975/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 02/08/2018.

Existe precedente do STJ reconhecendo continuidade entre o art. 168-A e o art. 337-A do CP

Em função da melhor hermenêutica, os crimes descritos nos arts. 168-A e 337-A, apesar de cons- tarem em títulos diferentes no Código Penal e serem, por isso, topograficamente díspares, refletem

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delitos que guardam estreita relação entre si, portanto cabível o instituto da continuidade deliti- va (art. 71 do CP). STJ. REsp 1212911/RS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em

20/03/2012.

ILICITUDE

CAUSAS EXCLUDENTES DA ILICITUDE

GERAIS (Art. 23 do CP) ESPECÍFICAS SUPRALEGAIS - Estado de Necessidade   - Legítima Defesa
GERAIS (Art. 23 do CP) ESPECÍFICAS SUPRALEGAIS - Estado de Necessidade   - Legítima Defesa

GERAIS (Art. 23 do CP)

ESPECÍFICAS

SUPRALEGAIS

-

Estado de Necessidade

 

-

Legítima Defesa

 

-

Art. 128 do CP

-

Estrito

Cumprimento

do

- Art. 37, Lei 9.605/98

Dever Legal

- Exercício Regular do Direito

- outras

-Consentimento do ofendido - outras

#CUIDADO: o consentimento do ofendido também pode atuar como excludente de tipicidade, quando envolve bem jurídico indisponível e houver necessidade de dissenso da vítima para configurar o tipo penal. Exemplo: estupro.

ESTADO DE NECESSIDADE Conflito de vários bens jurídicos diante da mesma situação de perigo Pressupõe

ESTADO DE NECESSIDADE

Conflito de vários bens jurídicos diante da mesma situação de perigo

Pressupõe: perigo atual + sem destinatário certo.

LEGÍTIMA DEFESA

Ameaça ou ataque a um bem jurídico

Pressupõe: agressão humana injusta + atual ou iminente + com destinatário certo.

injusta + atual ou iminente + com destinatário certo . Os interesses em conflito são legítimos

Os interesses em conflito são legítimos.

Os interesses do agressor são ilegítimos.

Conclusão: cabe estado de necessidade contra estado de necessidade.

Conclusão: não cabe legítima defesa contra legítima defesa.

#ATENÇÃO: Em relação ao estado de necessidade, o Código Penal adotou a teoria unitária, de modo que sempre será uma causa de exclusão de ilicitude (estado de necessidade justifican- te). Na teoria diferenciadora, é possível que o estado de necessidade configure exclusão de ilici- tude (estado de necessidade justificante: o bem protegido é de valor superior ao bem sacrifi- cado) ou exclusão da culpabilidade (estado de necessidade exculpante: o bem protegido é de

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igual ou menor valor que o bem sacrificado). Atenção: o CPM adotou a teoria diferenciadora.

ESPÉCIES DE LEGÍTIMA DEFESA

LEGÍTIMA DEFESA AGRESSIVA OU ATIVA Pratica um fato previsto em lei LEGÍTIMA DEFESA DEFENSIVA OU
LEGÍTIMA DEFESA AGRESSIVA OU ATIVA
Pratica um fato previsto em lei
LEGÍTIMA DEFESA DEFENSIVA OU PASSIVA
Apenas se defende, sem praticar fato típico.
LEGÍTIMA DEFESA RECÍPROCA
Pressupondo agressão injusta, não é possível
duas pessoas simultaneamente agirem uma
contra a outra em legítima defesa.
LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA
É
a reação contra o excesso do agredido
É
descriminante putativa. Legítima defesa
LEGÍTIMA DEFESA CULPOSA
putativa por erro de tipo evitável. Ex. Confun-
de b com pessoa que pretendia matá-lo.
LEGÍTIMA DEFESA AUTÊNTICA OU REAL
Afasta a ilicitude
LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA
Afasta a culpabilidade ou tipicidade, depende da
teoria da culpabilidade adotada.
É
o excesso por erro de tipo inevitável. Ex.
LEGÍTIMA DEFESA SUBJETIVA OU EXCESSIVA
Bate em b (de alto porte) que desmaia. A não
percebe e continua agredindo. B morre.
LEGÍTIMA DEFESA PRESUMIDA
Não é possível. A tipicidade gera presunção
relativa de ilicitude, de forma que o ônus de
provar a excludente é do acusado.
LEGÍTIMA DEFESA REAL CONTRA LEGÍTIMA
DEFESA CULPOSA (PUTATIVA)
A agressão é injusta.
LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA RECÍPROCA
É possível também legítima defesa putativa de
legítima defesa putativa. Os dois imaginam que
vão ser agredidos pelo outros e atacam.

#OBS: Não é possível legítima defesa contra estado de necessidade ou outra excludente real (não pode ser encarado como agressão injusta). Assim, se dois náufragos se agridem pelo colete salva-vidas, ocorre estado de necessidade x estado de necessidade, pois nenhuma das agressões é injusta.

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#ATENÇÃO: A legítima defesa pode ser invocada diante de agressão perpetrada por inim- putável? SIM. A legítima defesa, enquanto excludente da ilicitude, segundo substrato do conceito analítico de crime, deve ser aferida objetivamente, de forma que a injustiça da agressão independe da capacidade de entendimento e autodeterminação do indivíduo, pois a inimputabilidade constitui elemento da culpabilidade. No entanto, o agente deve ter maior cautela ao reprimir a agres- são injusta no inimputável, se tinha consciência desse fato. Deve fugir ao combate, se possível.

16 Culpabilidade.

CULPABILIDADE

CULPABILIDADE Teoria normativa extremada, estrita ou normativa pura da culpabilidade : para essa vertente, todas as
CULPABILIDADE Teoria normativa extremada, estrita ou normativa pura da culpabilidade : para essa vertente, todas as
CULPABILIDADE Teoria normativa extremada, estrita ou normativa pura da culpabilidade : para essa vertente, todas as
Teoria normativa extremada, estrita ou normativa pura da culpabilidade : para essa vertente, todas as

Teoria normativa extremada, estrita ou normativa pura da culpabilidade: para essa vertente, todas as discriminantes putativas configuram erro de proibição indireto.

Teoria normativa limitada: o erro sobre as hipóte- ses (existência) e os limites das discriminantes putati- vas (causas de exclusão da ilicitude) configuram erro de proibição indireto, ao passo que o erro relacionado aos pressupostos fáticos que autorizam a discriminante putativa (causas de exclusão da ilicitude), caracteriza- -se como erro de tipo indireto ou permissivo. Adotada pelo CP

CONCEITO

TEORIAS

Consiste no juízo de reprovação do agente por ter praticado um fato típico e antijurídico, quando podia entender o caráter ilícito do fato e agir conforme o direito. #ATENÇÃO Para os adeptos do conceito bipartido de crime, é pressuposto de pena.

TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE: é o vínculo psicológico entre autor do fato e um resultado típico e ilícito, ou seja, uma mera imputação (cunho subjetivo:

análise do dolo e culpa). É formada pela imputabilidade e dolo normativo/culpa.

TEORIA PSICOLÓGICO-NORMATIVA DA CULPABILIDADE: A culpabilidade é vista como um juízo de valor que necessita de uma avaliação simultânea do vínculo psicológico do autor (dolo ou culpa) e da reprovação social, o que a torna psicológi- co-normativa. O novo elemento da culpabilidade é de natureza normativa (exigibi- lidade de conduta diversa). É formada pela imputabilidade, dolo normativo/ culpa e inexigibilidade de conduta diversa.

TEORIA NORMATIVA PURA DA CULPABI- LIDADE: A culpabili- dade deixa de analisar elementos subjetivos, tornando-se exclusi- vamente normativa, formada pela inimputa- bilidade, inexigibilida- de de conduta diversa e potencial consciência de ilicitude. É o exercício inadequado do livre-arbí- trio. Foi a teoria adotada pelo CP.

e potencial consciência de ilicitude . É o exercício inadequado do livre-arbí- trio. Foi a teoria
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ELEMENTOS

COCULPABI-

LIDADE

POTENCIAL CONSCIÊN - CIA DA ILICITUDE CAUSA DE EXCLUSÃO Erro de proibição inevitável EXIGIBILIDADE DE
POTENCIAL CONSCIÊN - CIA DA ILICITUDE CAUSA DE EXCLUSÃO Erro de proibição inevitável EXIGIBILIDADE DE
POTENCIAL CONSCIÊN - CIA DA ILICITUDE CAUSA DE EXCLUSÃO Erro de proibição inevitável EXIGIBILIDADE DE
POTENCIAL CONSCIÊN - CIA DA ILICITUDE CAUSA DE EXCLUSÃO Erro de proibição inevitável EXIGIBILIDADE DE
POTENCIAL CONSCIÊN - CIA DA ILICITUDE CAUSA DE EXCLUSÃO Erro de proibição inevitável EXIGIBILIDADE DE

POTENCIAL CONSCIÊN- CIA DA ILICITUDE

CAUSA DE EXCLUSÃO

Erro

de

proibição

inevitável

ILICITUDE CAUSA DE EXCLUSÃO Erro de proibição inevitável EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA CAUSA DE EXCLUSÃO Coação

EXIGIBILIDADE

DE

CONDUTA DIVERSA

CAUSA DE EXCLUSÃO

EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA CAUSA DE EXCLUSÃO Coação moral irresistí - vel #NÃOCONFUNDA : A coação

Coação moral irresistí- vel #NÃOCONFUNDA: A coação física irresistí- vel leva à exclusão da conduta e, consequente- mente, ao fato atípico.

Obediência hierárquica

IMPUTABILIDADE

CAUSAS DE INIMPUTA- BILIDADE

Doença

mental

ou

d e s e n v o l v i m e n t o

mental

incompleto/

 

retardado

 

Menoridade

 

Embriaguez completa e acidental

e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
e n t o mental incompleto/   retardado   Menoridade   Embriaguez completa e acidental
Para Zaffaroni, existe uma parcela de culpa da sociedade, que contribui para a prática do
Para Zaffaroni, existe uma parcela de culpa da sociedade, que contribui para a prática do

Para Zaffaroni, existe uma parcela de culpa da sociedade, que contribui para a prática do delito. Assim, a depender do grau de exclusão social, parcela da doutrina defende a aplicação da coculpabilidade como atenuante genérica inominada (art. 66 do CP). #ATENÇÃO COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS - É dividida em duas perspectivas: