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CURSO: Odontologia

PERÍODO: Integral e Noturno

FASE: Graduação

MATÉRIA: ASPECTOS CLÍNICOS NORMAIS E VARIAÇÕES DO ASPECTO


NORMAL DA MUCOSA BUCAL
OBJETIVOS: Apresentar aos alunos as alterações clínicas que podem acometer a boca, mas que não são
doenças e, na maioria dos casos não necessitam de tratamento, apenas orientação e esclarecimento ao
paciente.

TAREFA: Complementação com estudo nos livros adotados no Plano de Ensino da Disciplina de
Estomatologia, bem como artigos sobre o tema e internet.

PADRÃO MÍNIMO: Saber distingui-las de lesões e manifestações bucais de doenças.

LOCAL DA INSTRUÇÃO: Central de salas de aula do Campus da Rod. Marechal Rondon – FOA-UNESP.

TÉCNICA(S) DE INSTRUÇÃO: Palestra, interrogatório e estímulo para participação de debates.

MEIOS AUXILIARES: Computador, data show e estudo de casos.

PROFESSORES DA DISCIPLINA DE ESTOMATOLOGIA

FONTES DE CONSULTA:

1. CASTRO, A.L. Estomatologia . 3a ed. São Paulo: Santos, 2000. 243p.


2. NEVILLE, B.; DAMM, D.D.; ALLEN, C. M.; BOUQUOT, J. Patologia oral e maxilofacial. 6a ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2009. 992p.
3. PRABHU, S.R. Medicina oral. 1a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 260p.
4. REGEZI, J.A.; SCIUBBA, J.J.; POGREL, M.A. Patologia oral: correlações clínico-patológicas. 5a ed.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 512p.
5. SCULLY, C.; FLINT, S.R.; PORTER, S.R. Atlas colorido de doenças da boca : diagnóstico e
tratamento. 2a ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1997. 371p.
6. SCULLY, C. Medicina oral e maxilofacial: bases do diagnóstico e tratamento, Rio de Janeiro:
Elsevier Editora Ltda, 2009. 408p.

ASSINATURA: VISTO:

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REPRESENTANTE ALUNO PROFESSOR RESPONSÁVEL
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1. INTRODUÇÃO
a. Apresentação dos objetivos
Nosso objetivo é:
• Demonstrar clinicamente os tipos e manifestações das alterações que podem acometer a mucosa
bucal e lingual mas que não correspondem a doenças.

b. Apresentação do sumário
Para que possamos atingir este objetivo seguiremos o seguinte sumário:

1. Apresentação do aspecto normal da mucosa bucal e lingual


2. Glândulas sebáceas ectópicas ou grânulos de Fordyce
3. Frênulos ou freios labiais
4. Papila parotídea proeminente
5. Linha alba de oclusão
6. Leucoedema
7. Melanoplasia – pigmentação melânica racial
8. Papilite foliada
9. Língua fissurada, escrotal ou cerebriforme
10. Língua crenada
11. Glossite rômbica mediana
12. Língua saburrosa
13. Carúncula sublingual proeminente
14. Varicosidade lingual
15. Língua geográfica, glossite areata esfoliativa ou glossite migratória
16. Toro mandibular
17. Toro palatino
18. Papila incisiva
19. Rugosidades palatinas
20. Tonsila palatina

c. Motivação
No exame clínico, o profissional relaciona os achados da anamnese aos sinais visualizados no exame físico
obtendo seu diagnóstico definitivo. Assim, evitar-se-á tratamentos desnecessários e iatrogênicos.

2. DESENVOLVIMENTO
Para a introdução do aluno no diagnóstico de lesões bucais, é necessário o conhecimento das manifestações
clínicas das alterações que podem ocorrer tanto na mucosa bucal quanto na língua. Dessa maneira, o
profissional deverá identificar se o sinal clínico que está vendo trata-se de uma manifestação de doença ou
apenas uma alteração da mucosa ou da língua. A importância dessa identificação é transmitir ao paciente a
tranquilidade de que seu estado de saúde não está alterado, pois a manifestação é apenas uma variação do
normal sem conotação patogênica e, na maioria dos casos, não requer tratamento.

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1. APRESENTAÇÃO DO ASPECTO NORMAL DA MUCOSA BUCAL E


LINGUAL

Será apresentado aos alunos, por meio de fotos projetadas, o aspecto clínico da mucosa bucal e língua.

2. GLÂNDULAS SEBÁCEAS ECTÓPICAS OU GRÂNULOS DE FORDYCE

A identificação de pontos ou placas de coloração amarelada na mucosa jugal, principalmente, indolor e de


número variável recebem esta denominação. Essa alteração corresponde à glândulas sebáceas ectópicas e
não requer tratamento, somente orientação para o paciente.

3. FRÊNULOS OU FREIOS LABIAIS

As mucosas labiais superior e inferior e assoalho bucal possuem na sua região mediana uma prega que as une
ao rebordo alveolar ou gengiva na área entre os incisivos centrais. Se a inserção dessas bridas forem de
volume demasiado para o local, ocorrerá a instabilidade de próteses, no caso de desdentados, e diastema, no
caso da inserção estender-se até a região entre os incisivos. Nesses casos, está indicada a frenulectomia.
Estas bridas também podem ocorrer nas laterais, regiões de caninos e pré-molares.

4. PAPILA PAROTÍDEA PROEMINENTE

Nas regiões jugais, próximo ao primeiro molar superior há uma proeminência que corresponde ao óstio do
conduto parotídeo.

5. LINHA ALBA DE OCLUSÃO

Ainda na região jugal, em sua porção mediana, há uma saliência linear anteroposterior posicionada no mesmo
plano que a linha de oclusão dos dentes. Esta saliência linear pode ter vários graus de coloração, indo do rosa
ao branco.

6. LEUCOEDEMA

Principalmente nas pessoas da raça negra, quando há presença de edema intraepitelial, a mucosa jugal torna-
se esbranquiçada ou acinzentada de padrão uniforme e opalescente. Nesse caso, poder-se-á realizar a tração
da mucosa ou a diascopia, onde será observado o desaparecimento da área branca, tornando a mucosa jugal
de coloração rosa.

7. PIGMENTAÇÃO MELÂNICA RACIAL – MELANOPLASIA

Corresponde a manchas de coloração escura que acomete, principalmente, a gengiva, podendo estar presente
também na mucosa jugal, palato, língua e lábio. Esta manifestação corresponde à pigmentação por melanina.

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8. PAPILITA FOLIADA
Essa papila encontra-se na borda posterior da língua que corresponde à tecido linfóide e podem mimetizar
lesões quando proeminentes.

9. LÍNGUA FISSURADA, ESCROTAL OU CEREBRIFORME


O dorso da língua pode apresentar sulcos em número variável que se irradiam aleatoriamente formando
fissuras. Nesses casos é indicada atenção especial à higienização do dorso da língua.

10. LÍNGUA CRENADA


É a denominação que se dá as marcas deixadas pelo contorno dos dentes na borda da língua.

11. GLOSSITE RÔMBICA MEDIANA


É localizada no terço posterior do dorso da língua na linha média, anteriormente as papilas caliciformes,
podendo apresentar-se como nódulo ou vegetação, lisa ou rugosa, de coloração avermelhada. É uma
manifestação da candidíase e, em alguns casos, lesão semelhante é observada no palato devido ao contato
das duas estruturas. Nestes casos, a glossite rômbica mediana e a lesão do palato recebem o nome de “lesão
beijada”.

12. LÍNGUA SABURROSA


É uma situação relacionada com a deficiência de higienização do dorso da língua e corresponde a restos
alimentares e de biofilme removíveis à raspagem.

13. CARÚNCULA SUBLINGUAL


Correspondem a duas saliências localizadas no assoalho bucal lateralmente ao frênulo lingual e são os óstios
das glândulas submandibulares.

14. VARICOSIDADE LINGUAL


Correspondem a nódulos pequenos e múltiplos localizados no ventre lingual decorrentes de ectasia vascular.

15. LÍNGUA GEOGRÁFICA, GLOSSITE AREATA ESFOLIATIVA OU


GLOSSITE MIGRATÓRIA
A língua geográfica está relacionada a períodos de estresse e localiza-se no dorso lingual. Apresenta períodos
de remissão e exacerbação, ardência e dor. Recebe essa denominação pela sua característica clínica
apresentar-se como um mapa, onde áreas do dorso lingual estão despapiladas. No período de exacerbação do
quadro clínico, deve-se evitar alimentação condimentada, cítrica e excessivamente quente.

16. TORO MANDIBULAR


Na região interna do corpo da mandíbula, na área de pré-molares, podem ocorrer nódulos uni ou
multilobulares, duros à palpação e indolores podendo ser uni ou bilaterais. Quando são unilaterais, denomina-
se exostose. Sua remoção está indicada quando compromete a instalação de próteses e compromete a função
mastigatória do paciente.

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17. TORO PALATINO


Idêntico ao anterior, difere somente quanto a localização anatômica que nesse caso é na região central do
palato duro.

18. PAPILA INCISIVA E RUGOSIDADES PALATINAS


Estão localizadas na região anterior do palato duro. A papila incisiva é um nódulo na área central entre e
imediatamente posterior aos incisivos superiores. As rugosidades palatinas são estrias laterais a papila incisiva
e auxiliam na mastigação e podem servir como identificação pessoal.

19. TONSILA PALATINA


Localizadas posteriormente ao pilar amigdaliano anterior, as tonsilas palatinas possuem aspecto arredondado
com fissuras e correspondem a órgãos linfáticos bilaterais. Quando inflamadas ou infectadas, aumentam de
volume e causam dor.

3. CONCLUSÃO
• Será aproveitado o tema para relembrar a anatomia da mucosa bucal e os aspectos físicos das
alterações que podem acometer a mucosa e língua, sem conotação patogênica.
• No final da aula, o aluno deverá ser capaz de responder questões sobre as possíveis alterações da
mucosa normal e suas denominações.

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CURSO: Odontologia

PERÍODO: Integral e Noturno

FASE: Graduação

MATÉRIA: LESÕES FUNDAMENTAIS


OBJETIVOS: Apresentar aos alunos as lesões fundamentais que norteiam a descrição visíveis nos tegumentos
cutâneo-mucoso.

TAREFA: Complementação com estudo nos livros adotados no Plano de Ensino da Disciplina de
Estomatologia, bem como artigos sobre o tema e internet.

PADRÃO MÍNIMO: Saber distinguir o aspecto clínico das lesões ou manifestações para descrevê-las.

LOCAL DA INSTRUÇÃO: Central de salas de aula do Campus da Rod. Marechal Rondon – FOA-UNESP.

TÉCNICA(S) DE INSTRUÇÃO: Palestra, interrogatório e estímulo para participação de debates.

MEIOS AUXILIARES: Computador, data show e estudo de casos.

PROFESSORES DA DISCIPLINA DE ESTOMATOLOGIA

FONTES DE CONSULTA:

1. GOLDMAN, L.; AUSIELLO, D., ed. Cecil tratado de medicina interna. 22. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2005. 2 v.
2. PORTO, C.C. Semiologia médica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 1317 p.
3. PRABHU, S.R. Medicina oral. 1a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 260p.
4. SACHER, R.A.; MCPHERSON, R.A. Widmann : interpretação clínica dos exames laboratoriais.
11. ed. São Paulo: Manole, 2001. 1102 p.
5. SCULLY, C. Medicina oral e maxilofacial: bases do diagnóstico e tratamento, Rio de Janeiro:
Elsevier Editora Ltda, 2009. 408p.

AUXILIARES:
6. Revistas, jornais e internet.

ASSINATURA: VISTO:

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REPRESENTANTE ALUNO PROFESSOR RESPONSÁVEL
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1. INTRODUÇÃO
a. Apresentação dos objetivos
Nosso objetivo é:
• Apresentar aos alunos as lesões fundamentais ou elementares que nortearam a descrição de
alterações visíveis nos tegumentos cutâneo-mucoso.

b. Apresentação do sumário
Para que possamos atingir este objetivo seguiremos o seguinte sumário:

Para se descrever uma lesão o examinador deve estar atento a todos os detalhes das lesões, sendo o
mais preciso e completo possível. Para isto, deve-se seguir um guia para o estudo clínico.
1. Forma
2. Localização
3. Limites
4. Cor
5. Tamanho
6. Base
7. Consistência
8. Superfície
9. Textura
10. Contorno
11. Borda
12. Número

Durante a aula, serão abordadas e discutidas as seguintes alterações:


1. Mancha ou mácula
2. Pápula
3. Nódulo, nodosidade
4. Vegetação
5. Edema
6. Vesícula, Bolha, pústula
7. Erosão ou exulceração
8. Ulceração
9. Fissura ou rágade
10. Fístula
11. Atrofia
12. Cicatriz

c. Motivação
Todas as doenças se manifestam inicialmente através de determinadas alterações (lesões
fundamentais). Desta forma, o conhecimento destas lesões é fundamental para a comunicação entre os
profissionais, para a formulação das hipóteses diagnósticas, para que se solicite os exames complementares
adequados e para se chegar ao diagnóstico definitivo.

2. DESENVOLVIMENTO
Para o processo do diagnóstico, é necessário que o acadêmico tenha conhecimento das diversas
lesões fundamentais ou elementares para se formular hipóteses diagnósticos e se chegar a um diagnóstico

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definitivo. Deve-se observar e descrever cada detalhe da lesão de forma minuciosa e clara. Elas podem ser
primárias ou secundárias. As primárias aparecem sem serem precedidas por outra alteração enquanto as
secundárias são a evolução das lesões primárias.

1. GUIA PARA O ESTUDO CLÍNICO

Uma lesão fundamental deve ser descrita de acordo com os seguintes termos:

• FORMA: Descreve-se a forma geométrica da lesão.

• LOCALIZAÇÃO: Localização anatômica exata da lesão. Quando forem áreas extensas, descrever da
forma mais precisa possível.

• LIMITES: Nítidos ou imprecisos

• COR: Coloração da lesão

• TAMANHO: Dimensão da lesão. Descrever sempre o maior diâmetro da lesão.

• BASE: De acordo com a sua inserção, a lesão pode ser séssil, quando o diâmetro da lesão é menor
ou igual a base da lesão ou pediculada, quando o diâmetro da lesão é maior que sua base de
implantação.

• CONSISTÊNCIA: De acordo com a palpação da lesão. Pode ser mole ou flácida; borrachóide ou
fibrosa; dura.

• SUPERFÍCIE: Lisa ou rugosa

• CONTORNO: Nítido ou difuso, regular ou irregular

• BORDA: Plana, elevada, evertida

• NÚMERO: Única ou múltipla.

2. LESÕES FUNDAMENTAIS OU ELEMENTARES

MANCHA OU MÁCULA

Mancha ou mácula corresponde a área circunscrita de alteração de coloração sem elevação ou depressão do
tecido.
MANCHA OU MÁCULA PIGMENTAR
• HIPOCRÔMICA OU ACRÔMICA : Diminuição ou ausência de melanina. Exemplo: vitiligo, hanseníase
e nevo acrômico.
• HIPERCRÔMICA : Aumento da quantidade de pigmentos de melanina. Exemplo: nevo pigmentado.

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MANCHA OU MÁCULA VASCULAR


Alterações da microcirculação da pele. Desaparecem após vitropressão.
• TELANGIECTASIA: São dilatações dos vasos terminais (arteríolas, vênulas e capilares), apresentam
aspecto filamentoso ou pontilhado. Exemplo: varículas ou microvarizes nas pernas e coxas de
mulheres.

Eritema, Exantema, Enantema – coloração avermelhada devido ao acúmulo de pigmentos de


hemoglobina e seus derivados.
• ERITEMA: Localizado na pele.
• EXANTEMA: Quando é generalizado.
• ENANTEMA: Localizado na mucosa bucal.

MANCHA HEMORRÁGICA
Derivadas do extravasamento de sangue e não desaparecem pela vitropressão. A coloração vai do
vermelho-arroxeado ao amarelo, dependendo do tempo de evolução.
• PETÉQUIAS: Quando puntiformes.
• VÍBICE: Quando linear.
• EQUIMOSE: Quando em placas em com tamanho maior.

DEPOSIÇÃO PIGMENTAR
Deposição de hemossiderina, bilirrubina (icterícia), pigmento carotênico (ingestão exagerada de
cenoura), corpo estranho (tatuagem) e metálico (prata, bismuto).

FORMAÇÕES SÓLIDAS

PÁPULA
São elevações sólidas, até 0,5 cm de diâmetro, superficiais, circunscrita. Exemplo: grânulos de
Fordyce, estomatite nicotínica.

NÓDULO, NODOSIDADE
Elevação sólida, superficial ou profunda, com mais de 0,5cm de diâmetro.

PLACA
Elevação fibrosa, circunscrita, ocorre o espessamento do tecido. Exemplo: leucoplasia, liquem plano.
VEGETAÇÃO
Lesões sólidas, agrupadas, salientes, cônicas, filiformes ou em couve flor. Exemplo: verruga, papiloma.

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COLEÇÕES LÍQUIDAS

VESÍCULA
Elevação circunscrita com conteúdo líquido em seu interior, até 0,5 cm no maior diâmetro. Exemplo:
herpes simples.

BOLHA
Idêntica à vesícula, com tamanho superior a 0,5cm. Exemplo: queimaduras, pênfigos.

PÚSTULA
Vesícula ou bolha com conteúdo purulento. Exemplo: herpes zoster.
ABSCESSO
Coleção purulenta de localização dermo-hipodérmica ou subcutânea, flutuante. Quando acompanhada
dos sinais flogísticos é denominado de abscesso quente, quando não, abscesso frio. Exemplo: abscesso
dentoalveolar.

SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE

EROSÃO
Perda superficial da camada epitelial sem atingir o conjuntivo. Exemplo: Língua geográfica.

ÚLCERA OU ULCERAÇÃO
Perda da camada epitelial com exposição do conjuntivo. Exemplo: carcinoma espinocelular.

FISSURA OU RÁGADE
Perda tecidual linear, superficial ou profunda. Exemplo: queilite angular.

FÍSTULA
Canal ou ducto que faz a comunicação de regiões anatômicas diferentes, através do qual flui líquido
purulento, serossanguinolento ou gomoso. Exemplo: Fístulas dentais.

SEQUELAS

CICATRIZ
Proliferação de tecido fibroso para repor tecido perdido.

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ATROFIA
Diminuição do volume das células que compõem um tecido.

3. CONCLUSÃO
Ao final da aula o aluno deverá ser capaz de descrever detalhadamente cada uma das diversas lesões
fundamentais ou elementares existentes, bem como, sua principais características para que se chegue ao
diagnóstico.

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