Você está na página 1de 30

❖ Localização Forma ou configuração

Possui uma configuração de um Trapézio em


O Estado do Maranhão está localizado na re-
função do processo histórico de ocupação do território,
gião Nordeste do Brasil, entre os paralelos 1°01‟ e
com a implantação das atividades econômicas. No pro-
10°21‟de latitude sul e os meridianos 41°48‟ e 48°50‟
cesso de ocupação do território podemos identificar três
de longitude oeste. É o segundo maior estado do Nor-
vertentes migratórias a saber:
deste, depois da Bahia, com uma extensão territorial de
As principais correntes migratórias:
331.983 km2, suas dimensões territoriais, corres-
ponde aproximadamente a 4% do território brasileiro e
A corrente Litorânea: Ao longo do litoral
18% do tamanho do Nordeste. Situa-se numa faixa
ocidental e oriental, nos vales dos rios Itapecuru, Mea-
transacional entre a Amazônia quente e úmida da re-
rim e Pindaré, entre os séculos entre XVII e XIX, com
gião Norte e o sertão quente e seco nordestino. É o ú-
interiorização da cultura do algodão, Cana – de – Açú-
nico estado do Nordeste brasileiro que compõem a
car e do Arroz.
Amazônia Legal.
A corrente da Pecuária: Criadores oriundos
do caminho do São Francisco, chegaram ao Maranhão
 Limites e suas fronteiras naturais na região de Pastos Bons, ao Sul, e ramificou-se por
quase todo território maranhense, a partir do século
Ao norte: Oceano Atlântico XVII.
Ao sul: O Estado do Tocantins (Rios Tocantins A Corrente da Seca ou Sertaneja: Um ca-
e Manuel Alves Grande) minho mais recente – ao longo da primeira metade do
A leste: O Estado do Piauí (Rio Parnaíba) A século XX – em função das estiagens sertanejas e o
Oeste: O Estado do Pará (Rio Gurupi) declínio da economia da borracha na porção extremo-
ocidental do norte brasileiro, a “opção” passou a ser o
caminho para o oeste maranhense.

• DIVISÃO POLÍTICA

Os municípios maranhenses estão distribuí-


dos em cinco mesorregiões geográficas – Norte Mara-
nhense, Oeste Maranhense, Centro Maranhense, Leste
Maranhense e Sul Maranhense –, em 21 Microrregiões
Geográficas e 217 municípios conforme o IBGE.

1 - Mesorregião Norte Maranhense - É formada


pela união de 60 municípios, agrupado em seis mi-
crorregiões, a saber: Aglomeração Urbana de São
Luís, Baixada Maranhense, Itapecuru Mirim, Len-
 Pontos Extremos
Ao Norte: Ponta do Tacundeo ou Ponta do
Bacanga (Carutapera) Ao Sul: Alto Parnaíba (Ma) e
Chapada das Mangabeiras em Mateiros (To)
A Leste: Convexidade mais Oriental do Rio
Parnaíba - Araioses (Ma)
A Oeste: Confluência do Rio Araguaia com o
Rio Tocantins em São Pedro da Água Branca (Ma)
çóis Maranhenses, Litoral Ocidental Maranhense e sobre magma pastoso na camada intermediária da
Rosário. Terra.
2 - Mesorregião Sul Maranhense - É formada pela
união de 19 municípios, agrupado em três micror-
regiões, a saber: Chapadas das Mangabeiras, Ge-
rais de Balsas e Porto Franco.
3 - Mesorregião Leste Maranhense - É formada
pela união de 44 municípios, agrupado em seis mi-
crorregiões, a saber: Baixo Parnaíba Maranhense,
Caxias, Chapadas do Alto Itapecuru, Chapadinha,
Codó e Coelho Neto.
4 - Mesorregião Oeste Maranhense - É composta
por 52 municípios, agrupado em três microrregi-
ões, conforme segue: Gurupi, Imperatriz e Pinda-
ré.
5 - Mesorregião Centro Maranhense - É formada
pela união de 42 municípios, agrupado em três mi-
crorregiões, a saber: Alto Mearim, Grajaú, Médio
Mearim e Presidente Dutra.

Estado do Maranhão – Mesorregiões

A Geologia de uma região é a base material


para o desenvolvimento de toda e qualquer atividade
humana, bem como se configura como “palco” para a
articulação de todos os processos geoambientais pos-
síveis. O território maranhense possui uma formação
geológica, onde mais ou menos 90% do seu território
estão inseridos nas bacias sedimentares de cobertura
fanerozóica (Eras: Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico),
enquanto uma pequena parcela, 10% do território,
corresponde a terreno pré-cambriano, representados
pelo fragmentos cratônicos de São Luís e o Cinturão
Gurupi, compondo o embasamento aflorante no ex-
tremo noroeste do Estado. Por suas características ge-
ológicas, as bacias de coberturas sedimentares fanero-
zóicas hospedam minerais e rochas pertencentes às
classes de minerais industriais de uso na construção
civil, cerâmica, insumos para agricultura, gemas, re-
cursos energéticos e água mineral/potável.

• MARANHÃO: ASPECTOS FÍSICOS

• ESTRUTURA GEOLÓGICA E RECURSOS MINE-


RAIS

A litosfera ou crosta terrestre, é a camada


sólida da Terra e apresenta uma espessura variada. A
crosta terrestre é constituída por três grandes conjun-
tos de rochas magmáticas ou ígneas, sedimentares e
metamórficas, denominadas de estruturas geológicas
que se movimentam, em forma de placas tectônicas,
tado, entre os rios Gurupi e Turiaçu, com ocorrência de
resíduos auríferos, onde é praticada a garimpagem de
ouro; e uma pequena região na parte oriental do Gol-
fão Maranhense, apresentando ramificações cristalinas
entre o baixo Munim e o baixo Itapecuru, conforme
destaca o mapa a seguir.

O relevo do Maranhão é muito antigo e, por


isso mesmo, bastante desgastado, com ausência de
dobramentos modernos. Apenas 10% dos terrenos são
formados por escudos cristalinos ou maciços anti-
gos. Esses terrenos cristalinos ficam situados em duas
regiões específicas: o Núcleo Gurupi, no oeste do es-

ERAS PERÍODOS OCORRÊNCIAS


Formação do Litoral, Baixada, médio e baixo Grajaú e Pinda-
CENOZOICA
Quaternário ré.
(70 milhões de anos aos dias a-
Terciário Formação do nordeste e os interflúvios do oeste e ramifica-
tuais)
ções do sul.
Formação do centro, oeste, parte do norte, centro-leste e
Cretáceo
MESOZOICA extremo-sul.
Jurássico
(135 milhões de anos) Formação do leste e sudoeste.
Triássico
Formação do centro-sul e sudeste.
Formação de maiores altitudes do sul e leste nas bacias dos
PALEOZOICA Permiano rios Balsas, Parnaíba e Manoel Alves Grande.
(600 a 270 milhões de anos) Carbonífero Formação de menores altitudes do sul e leste nas bacias dos
rios Balsas, Parnaíba e Manoel Alves Grande.
ARQUEOZOICA e PROTEROZOI-
Arqueano Formação do extremo noroeste com manifestação entre os
CA
Algonqueano baixos Munim e Itapecuru.
(2 bilhões de anos)

• RECURSOS MINERAIS O alumínio, metal tão amplamente usado nos


dias de hoje devido as características como leveza, re-
• Ouro sistência, aparência, entre outras, tem como principal
fonte a bauxita – mineral terroso e opaco – encontrado
Os depósitos e ocorrências de ouro concen- mais comumente em regiões de clima tropical e sub-
tram-se nos núcleos cristalinos do Pré-cambriano de tropical. No Maranhão, as reservas estão distribuídas na
São Luís e Gurupi, no norte e noroeste do estado do serra de Pirocaua (município de Godofredo Viana), Ilha
Maranhão, principalmente nos municípios de Godofre- Trauíria (município de Cândido Mendes), Itinga do
do Viana, Cândido Mendes, Luís Domingues, Centro Maranhão e Bom Jardim, no Noroeste e Oeste do Es-
Novo do Maranhão e Centro do Guilherme. tado.

• Bauxita Ferrosa • Calcário


O calcário é uma rocha sedimentar composta
por carbonato de cálcio e magnésio, extraído de jazi-
das e largamente utilizado na agricultura para neutra-
lizar a acidez do solo. No Maranhão, as reservas estão
diluídas pelo território maranhense, mas merece des-
taques as áreas dos municípios de Balsas, Codó, Im-
peratriz, Barra do Corda, Grajaú, Tuntum, Presidente
Dutra e Caxias

OBS.: A incorporação de calcário no solo chama-se ca-


lagem

• Gás Natural

No segundo semestre de 2010, a empresa


brasileira MPX encontrou gás mineral no município de
Capinzal do Norte, a aproximadamente 250 km ao Sul
A porção centro-sul do Maranhão (Planalto
de São Luís. As reservas de gás natural na Bacia do
Parnaíba, em território maranhense já sendo explorado Maranhense), de acordo com as classificações do rele-
vo existentes, estão agrupada:
na microrregião de Codó e Médio Mearim nos jazimen-
tos dos campos de Gavião Azul (Capinzal do Norte) e
• De acordo com Aroldo de Azevedo, faz parte do
Gavião Real (Santo Antônio dos Lopes)
Planalto central;
• De acordo com Aziz Nacib Ab Saber, Faz parte do
• ASPECTOS GEOMORFOLÓGICOS
Planalto Meio Norte;
• De acordo com Jurandir Ross, faz parte do Planalto
As diversas configurações existentes na su-
e chapada sedimentar do Meio Norte
perfície da terra são chamado de relevo. As diversas
formas de relevo estão em permanente processo de
O Planalto Maranhense, encontra-se dividido
destruição (erosão) e formação (acumulação), decor-
em: Planalto Meridional, Planalto Oriental, Planalto O-
rente das forças endógenas (agentes internos) e exó-
cidental e Planalto Central.
genas( agentes externos), que são as forças origina-
doras e modeladoras da geomorfologia terrestre ao
longo do processo de sedimentação – Erosão, trans-
porte e acumulação.
O território maranhense possui um conjunto
de formas de relevo que combina um litoral – com a
planície litorânea representada por extensas dunas e
costões rochosos, as planícies fluviais ao longo dos seus
rios –, com as formas interioranas, com um rele- vo de
planaltos e a depressão de Balsas.
Da porção centro-sul do Maranhão, onde
predomina as formas de planaltos – erodido pela ação
dos elementos físicos da tropicalidade e principalmente
pela erosão fluvial – para direção ao centro-norte, até
litoral, há um declive resultante dos depósitos dos se-
dimentos fluvial e marinho.
Com ausência de áreas montanhosas, o ter-
reno maranhense é formado por grandes unidades
morfológicas, de acordo com dois renomados geógra-
fos brasileiros:

• Jurandyr Luciano Sanches Ross – O relevo ma-


ranhense é formado por planície/tabuleiros litorâ-
neos e planaltos;
• Aziz Nacib Ab'Saber – o relevo maranhense é
formado essencialmente por planaltos (centro-sul)
e planícies (centro-norte).  Terremoto no Maranhão
Nesta manhã de terça-feira por volta de
9h50min o Maranhão sofreu um terremoto com magni-
tude de 4,7 na escala Richter. Com esta intensidade o
terremoto é classificado como ligeiro, ocasionando
tremor notório de objetos no interior de habitações, origem tectônicos ocorrem devido ao deslocamento de
ruídos de choque entre objetos dentre outros peque- placas tectônicas, causando falhamentos.
nos movimentos vibratórios. Danos importantes nestes Ainda de acordo com a professora Karina
casos são pouco comuns. De acordo com o Centro Na- Pinheiro, o que provavelmente pode ter ocorrido hoje
cional de Sismologia da USP, o epicentro ou centro do que alcançou os Estados do Maranhão, Piauí e Ceará, foi
terremoto ocorreu na cidade de Belágua no Maranhão a atividade tectônica resultante do deslocamento de
cerca de 100 km de São Luís. Além de São Luís o falhas geológicas. O resultado deste deslocamento po-
terremoto atingiu as cidades de Itapecuru-Mirim, Nina de gerar a acomodação de camadas ou estratos em
Rodrigues, Vargem Grande, Axixá, São Benedito do Rio bacias sedimentares, como foi sentido em vários pon-
Preto, Timon e a cidade de Teresina. tos de São Luís. Segundo estudiosos do Serviço Geo-
Os terremotos são também chamados de a- lógico do Brasil (CPRM), nesta situação podem ocorrer
balos sísmicos ou tremores de terra. Eles resultam da mudanças no nível estático e turbidez nas águas de
dinâmica interna da Terra, e libera rapidamente gran- poços. Sugere-se para isto, a consulta junto a CAEMA
des quantidades de energia produzindo ondas (vibra- ou às empresas de perfuração de poços para confirma-
ções ou tremores). Essas vibrações se propagarem pe- ção, a exemplo de situações semelhantes que ocorre-
la Terra em extensões diretamente proporcional à for- ram em poços em Curitiba e arredores por conta de
ça com que são produzidos os abalos. A força de um terremoto no Chile.
terremoto também denominada de magnitude é medi- O professor de Geografia Física da UE- MA,
da através de escalas, a mais conhecida é a de Richter Luiz Jorge Dias, também confirmou que a causa deste
que varia de zero a 10. abalo foi uma acomodação de placas. ”Isso a- contece
quando as rochas estão absolutamente satu- radas por
conta do peso do solo para baixo. Isso per- mite com
que a retirada de água e a injeção das ro- chas se
acomodem do solo até alguns poucos quilôme- tros de
profundidade. Isso é bastante comum em á- reas
sedimentares como é o caso da nossa região, que são
rochas mais recentes, menos instáveis e estão su- jeitas
a isso. Há falhas geológicas na zona costeira
maranhense inferida por gel magnetismo não sendo
perceptível na superfície fazendo com que haja propa-
gação mais concentrada. Em 1994 aconteceu um ter-
remoto semelhante por conta de um tremor ocorrido no
Chile. Nos próximos dias poderão acontecer abalos
secundários então é preciso que os órgãos responsá-
veis fiquem em alerta, principalmente em relação aos
prédios que estão com estrutura comprometida”.
Para a professora Karina Pinheiro, apesar do
Brasil se localizar no centro da Placa Sul- Americana,
distante da zona de instabilidade tectônica (encontro de
placas), há de se considerar que o des- gastes na placa,
de aproximadamente 200 quilômetros de espessura,
pode causar falhas geológicas, podendo provocar
Figura 1. Epicentro do terremoto na cidade de Belágua
tremores com epicentros nos países da Amé- rica
Latina. Desta forma ressalta-se que o Brasil não está de
Quando a magnitude atinge valores superio-
um todo livre da ocorrência de tremores de terras,
res a 6 graus, os efeitos dos terremotos podem ser
apesar destes não causarem grandes destrui- ção em
destrutivos em lugares habitados. A mais elevada
infraestruturas. O tremor de terras ocorrido hoje
magnitude registrada foi de 9,5 graus, no Chile, em
certamente nos deixa um legado – a oportunida- de de
1960. No Brasil o maior terremoto ocorreu no estado de
uma reflexão sobre o processo de uso e ocupa- ção dos
Mato Grosso em 1955 com magnitude 6,6. O ter-
espaços urbano e rural, especialmente sobre o uso dos
remoto ocorrido hoje no Maranhão é classificado como
recursos hídricos subterrâneos no estado do Maranhão.
ligeiro, com magnitude de 4,7.
Para a Engenheira de Minas e professora de
• VEGETAÇÃO MARANHENSE
Geologia da UEMA, Karina Pinheiro, os tremores ou
abalos sísmicos, podem estar associados a eventos ex-
• A Vegetação é o “Espelho do Clima”
ternos, chamados de atectônicos ou a processos inter-
no (interior da Terra), chamados tectônicos. Os tremo-
A cobertura vegetal encontra-se distribuída
res atectônicos podem ocorrer devido ao emprego de
pela superfície terrestre, formando uma proteção na-
carga explosiva no desmonte de rochas na mineração,
tural do solo. Este revestimento apresenta-se de forma
na construção civil, ou mesmo, pelo rompimento de
contínua em algumas regiões e, descontínua em ou-
barragens, a exemplo de Mariana, ou ainda, por im-
tros. A diferença existente entre os tipos formações
pactos de meteoros, dentre outros. Os terremotos de
vegetais existente, refletem as características dos e- O maranhão apresenta uma diversidade de
lementos naturais que compõem a paisagem natural. cobertura vegetal, típicas das condições de transição do
Entre os elementos, o clima, é o que mais influencia na Meio norte do Nordeste brasileiro. Em função do ca-
caracterização nos diversos tipos de cobertura ve- ráter transacional, os tipos de vegetação vão refletir as
getal. As influências climáticas sobre a vegetação se características das condições atmosféricas, (variações
manifesta através dos elementos do clima: a tempera- de temperatura e umidade), das características do solo
tura e a umidade por esse motivo as grandes paisa- e do baixo relevo.
gens vegetais estão correlacionada com os tipos climá-
ticos.

• Os principais tipos de coberturas vegetais e gueiras, Alto do Parnaíba e São Raimundo das Manga-
suas características gerais beiras.

Matas de Cocais – É a vegetação caracterís-


Floresta Amazônica – Está localizada no tica do Maranhão. Possui uma maior concentração nos
noroeste e oeste do território maranhense, cobrindo um vales médios dos rios Mearim, Grajaú, Itapecuru e
pouco mais de 35% do território. É uma vegetação Munim. É uma vegetação Secundária mista com a
Ombrófila densa e aberta que reflete a transacionali- marcante presença da palmeira de Babaçu. É típica da
dade do território. Possui uma grande heterogeneidade faixa de transição entre a Floresta Amazônica, a Oes-
de espécies de vegetais, é Latifoliada, higrófila e me- te; o Cerrado ao Sul e a Caatinga do sertão, a leste.
gatérmica. Desde a década de 1960, sofre antropiza- Vegetação litorânea – Encontramos a for-
ção com implantação das atividades da agropecuária, mação de mangue ao longo do litoral ocidental mara-
madeireira e mineração, ampliado o desmatamento na nhense (entre a foz do rio Gurupi e do rio Periá), as
Amazônia Legal, na porção Maranhense. formações de Dunas e Restingas no litoral Oriental,
Cerrado – Cobre as áreas do Centro-sul, al- (entre a foz do rio Periá e a foz delta do rio Parnaíba).
gumas “manchas” nas porções Leste e Nordeste do A vegetação de Mangue é arbustiva e está adaptada ao
território. É a vegetação predominante no Maranhão e solo lodoso, halófito, muito orgânico e pobre em o-
está adaptada ao clima tropical com dois períodos bem xigênio, de rica biodiversidade. É considerada por mui-
definidos: chuvoso e úmido bem definidos. Apresenta tos a “Maternidade” da vida marinha.
uma formação arbustiva com um elevado grau de en- Campos Inundáveis – Localiza-se próximo
demismo, em solos do tipo latossolos amarelo (Pre- ao Golfão Maranhense, de formação herbácea, que no
dominante) e desde a década de 1980, sofre com o período chuvoso é alagado pelo aumento do volume dos
avanço – na confluência com os Estados do Piauí, To- rios que formam a Bacia do Golfão, nos seus bai- xos
cantins e Bahia – da sojicultura mecanizada com des- cursos.
taque para os municípios de Balsas, Fortaleza dos No-
Carrasco – É uma vegetação de transição
entre o Cerrado e a Caatinga, encontrada em espaços • Reservas Biológicas (REBIO),
descontínuos na porção leste do maranhão, na frontei- • Parques Estaduais (PES),
ra com o Estado do Piauí • Parques Nacionais (PARNA),
• Estações Ecológicas (ESEC) e Reservas Particulares
• UNIDADES DE CONSERVAÇÃO do Patrimônio Natural (RPPN).

O estado do Maranhão é composto por 26 u- • Unidades de Uso Sustentável


nidades de conservação, sendo 14 sob jurisdição esta-
dual e 12 sob jurisdição federal, divididas em dois gru- • Reservas Extrativistas (RESEX),
pos (Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000): • Florestas Estaduais (FLORSU),
• Florestas Nacionais (FLONA),
• Unidades de Proteção Integral e Unidades de • Áreas de Proteção Ambiental (APA).
Uso Sustentável.

Unidades de conservação estadual no Maranhão


• CLIMA dade no Estado que é reduzida em direção ao sudeste,
pela proximidade do sertão semi-árido, apresentando,
Podemos afirmar que o clima vem ser um portanto, menor índice de chuvas.
conjunto dos fenômenos meteorológicos (temperatura, Entre os domínios climáticos, o clima equato-
pressão atmosférica, ventos, precipitações) que carac- rial manifesta-se no oeste e noroeste, onde se caracte-
terizam o estado médio da atmosfera e sua evolução riza pelas maiores médias, em torno de 27ºC, meno-
num dado lugar. Sendo assim, as condições climáticas res amplitudes térmicas, não chegando a 2ºC e o mai-
exercem um papel de destaque entre os fatos naturais or índice pluviométrico, que chega a ser superior a
que compõem o ambiente geográfico e neste sentido, o 2.000mm, com até nove meses de chuva.
conhecimento do tipo climático de uma região é um Ocupando a maior faixa no Estado, que se
importante subsídio para o planejamento de diversas estende no litoral, nordeste, centro e sudeste está o
atividades humanas. clima tropical úmido com temperatura em torno de
A grande extensão territorial do Maranhão e 24ºC, também com baixa amplitude térmica e índice de
sua localização geográfica como área de transição en- chuvas que varia em torno de 1.700mm distribuída
tre as regiões amazônica (úmida) e nordeste (semiári- principalmente de dezembro a junho. Esse índice dimi-
do), favorecem o grande contraste espacial pluviomé- nui, gradativamente do litoral para o interior, nesse
trico anual, como observado em registros anuais. Na mesmo período.
região Noroeste do Estado foi verificado uma média No extremo sul e sudeste, encontra-se uma
pluviométrica de 2.800 mm anual, enquanto no sudes- ramificação do clima tropical semi-úmido, quente, com
te a média anual é de 1.200 mm. chuvas nos 5 primeiros meses do ano, ultrapassando a
Com relação à temperatura, o Estado do Ma- 1.200mm anuais.
ranhão apresenta médias térmicas anuais superiores a No clima maranhense, a variação térmica é
22°C, devido a sua posição latitudinal e ao seu relevo, insignificante, no entanto, a distribuição das chuvas é
a temperatura do ar é normalmente elevada e unifor- bem notada.
me ao longo do ano, as temperaturas médias anuais As cidades maranhenses do interior apresen-
mais elevadas são geralmente, registradas no Norte do tam maior variação térmica por influencia da continen-
Maranhão, superior a 27ºc, enquanto no centro-sul fi- talidade e da altitude associada à latitude. No Mara-
cam entre 25ºc e 27ºc respectivamente. Além da pro- nhão, é comum destacar-se os climas: TROPICAL:
ximidade com a floresta amazônica, outros fatores predominante no estado.
contribuem neste comportamento das condições at-
mosféricas, notadamente a altitude, a latitude, a vege-
tação e a continentalidade.

• CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA

A presença de massas quentes e úmidas


(massas equatoriais continental e atlântica), a grande
extensão do litoral e os ventos alísios de nordeste são
alguns elementos que determinam uma grande umi-
mais quentes do ano é inferior a 48% em relação à
evapotranspiração potencial anual
• Clima sub-úmido do tipo (C2), com moderada defi-
ciência de água no inverno, entre os meses de ju-
nho a setembro, megatérmico, ou seja, temperatu-
ra média mensal sempre superior a 18° C, sendo
que a soma da evapotranspiração potencial nos três
meses mais quentes do ano é inferior a 48% em
relação à evapotranspiração potencial anual
• Clima sub-úmido seco do tipo (C1), com pouco ou
nenhum excesso de água, megatérmico, ou seja,
temperatura média mensal sempre superior a 18°
C, sendo que a soma da evapotranspiração poten-
cial nos três meses mais quentes do ano é inferior a
48% em relação à evapotranspiração potencial
anua.

DIVISÃO:

• Úmido: abrange toda a faixa costeira, baixada e


áreas de cocais
• Semi-úmido: domina na região de cerrado, centro-
sul do estado.

CARACTERIZAÇÃO:

• TROPICAL ÚMIDO: apresenta temperaturas ele-


vadas – superior a 24ºC; chuvas de verão e outono -
1600 a 1800mm anuais
• TROPICAL SEMIÚMIDO: temperaturas eleva-
das com médias anuais - 25 a 27ºC; chuvas de
verão - 1200mm anuais.
• EQUATORIAL: é considerado o cima mais
quente e mais chuvoso do estado, ocorre na • HIDROGRAFIA MARANHENSE
porção ocidental do Maranhão.
Cerca de 97% das águas do planeta perten-
A classificação climática de THORNTHWAITE, cem a oceanos, mares e lagos de água salgada e a
1948, para o Maranhão identifica quatro tipos climáti- maior parte da água doce estão nas calotas polares,
cos, tipos que variam desde o clima sub-úmido seco, inacessíveis ainda para os seres humanos. Existe ape-
que predomina no Sudeste, até o úmido no extremo nas 1% de água doce para a vida nos continentes e i-
Noroeste. lhas. O Brasil é um país rico em recursos hídricos do-
Os tipos climáticos, de acordo com THORN- ce. Há grandes e pequenas bacias hidrográficas alem de
THWAITE, 1948, predominantes no Maranhão são: reservas de água subterrânea. É histórica a conta-
minação pelo esgotamento sanitário, efluentes indus-
• Clima úmido tipo (B2), com pequena ou nenhuma triais e de resíduo de agrotóxico pela sociedade.
deficiência de água, megatérmico, ou seja, tempe- Em função desta situação, em 1997, após um
ratura média mensal sempre superior a 18°C, sen- amplo debate, foi promulgada a lei 9.433/97, preconi-
do que a soma da evapotranspiração potencial nos zando a água como sendo um bem publico e um re-
três meses mais quentes do ano é inferior a 48% curso natural dotado de valor econômico é prioritário
em relação à evapotranspiração potencial anual para o consumo humano. Para ser viabilizada, a bacia
• Clima úmido tipo (B1), com moderada deficiência de hidrográfica é definida como unidade territorial privile-
água no inverno, entre os meses de junho a se- giada a fim de programar uma política nacional de re-
tembro, megatérmico, ou seja, temperatura média cursos hídricos.
mensal sempre superior a 18° C, sendo que a so- Neste sentido conhecer as características da
ma da evapotranspiração potencial nos três meses bacia hidrográfica do Nordeste Ocidental, formada
principalmente pelos rios genuinamente maranhenses é bastecidas exclusivamente por mananciais subterrâ-
essencial para aproveitamento de seu potencial e de neos (poços).
preservação para gerações futuras. De acordo com a ANA – Agencia Nacional de
Águas, as águas maranhenses superficiais abastecem
21% dos municípios e os 5% restantes são abasteci-
dos tantos por mananciais superficiais como subterrâ-
neos.
As principais vertentes hidrográficas estão nas
porções territoriais do centro-sul do Maranhão: A
Chapada das Mangabeiras, a Chapada do Azeitão, as
Serras das Crueira, Cinta, Gado Bravo,Serra do Gurupi
e Serra do Tiracambu entre outras.

• As principais Bacias hidrográficas do Mara-


nhão

• Genuinamente maranhense

Bacia do Litoral ocidental – 1


Bacia do Litoral ocidental – 2
Bacia do Pindaré – 3,
Bacia do Mearim – 4
Bacia do Itapecuru – 5
Bacia do Munim – 8

• Bacias limítrofes

• Rio Parnaíba

O Maranhão é um “Nordeste diferente”. É Nasce na Serra da Tabatinga, ramificação na-


o Estado Nordestino que menos se identifica com a ca- tural da Chapada das Mangabeiras, a partir da junção
racterística maior dessa região: a deficiência de recur- dos igarapés Boi Pintado, Surubim e Águas Quentes,
sos hídricos. É um Estado que apresenta uma invejável desaguando, sob a forma de delta (com vários canais),
rede hidrográfica composta bacias de rios perenes e na Baía das Canárias, após separar em toda a sua ex-
predominantemente exorréicos. O Estado quase-Ilha, tensão, por mais de 1.700 km, o Maranhão e o Piauí.
possui uma enorme rede hidrográfica, diferenciando- se
das características gerais da Região Nordeste. Es- tudos
indicam que 74% das sedes municipais são a-
Rio Parnaíba nas proximidades da Ponte Estaiada
Os rios maranhenses são vitais para a população ribei- (Teresina - PI)
rinha
Em toda a sua trajetória, o Rio Parnaíba é o
O Parnaíba é o principal rio do Meio Norte, que mais banha cidades maranhenses. Da nascente
considerado fonte vital para grande parte da população para a foz, temos: Alto Parnaíba (na outra margem,
maranhense e piauiense. Do ponto de vista econômi- Santa Filomena), Tasso Fragoso, Benedito Leite, Nova
co, a particularidade consiste no fornecimento de e- Iorque, Barão de Grajaú (na outra margem, Floriano),
nergia elétrica a partir da hidrelétrica de Boa Esperan- São Francisco do Maranhão (na outra margem, Ama-
ça (Presidente Castelo Branco). rante), Parnarama, Timom (na outra margem, Teresi-
O Delta do Parnaíba, considerado um dos na), Coelho Neto, Duque Bacelar, Santa Quitéria do
maiores do mundo, formado em pleno mar, possui a- Maranhão, Milagres do Maranhão, Magalhães de Al-
proximadamente 70 ilhas, com destaque para Canárias meida, Araioses e Água Doce do Maranhão.
e Ilha Grande. Está relacionado a 7 municípios: Araio-
ses, Água Doce do Maranhão, Paulino Neves, Santana • Rio Tocantins
do Maranhão e Tutoia, além de Parnaíba e Luís Correa,
no Piauí. Nasce na Serra Dourada, no estado de Goiás,
e deságua na Baía de Marajó, no golfão Amazônico,
com o nome de Rio Pará, após um curso de 2.500 qui-
lômetros, dos quais 400 estão em terras maranhenses.
A bacia do rio Tocantins ocupa 9,5% do terri-
tório nacional. Durante décadas, foi inclusa na bacia
amazônica por causa da proximidade da foz de ambos
os rios (Amazonas e Tocantins) e também pelo fato de
atravessar a floresta Amazônica. Há algum tempo, ela
passou a ser considerada uma bacia independente,
sendo a maior localizada totalmente no território na-
cional.
O Tocantins tem um afluente principal, o Ara-
guaia, tão importante do ponto de vista do volume de
água e de extensão que muitos preferem chamar essa
bacia de Tocantins-Araguaia. Nesse rio foram instala-
Aspecto do Delta do Parnaíba, no limite do Maranhão
das algumas hidrelétricas, notadamente a de Tucuruí, a
com o Piauí
maior da região Amazônica.
A bacia do Parnaíba ainda apresenta os aflu-
entes que deságuam no rio principal: pela margem di-
reita (lado piauiense), rios Urucu-Vermelho, Urucu-
Preto, Gurguéia, Itaueiras, Piauí, Poti (que banha a ca-
pital Teresina); pela margem esquerda (lado mara-
nhense), rios Parnaibinha, Medonho, Babilônia, Limpe-
za, Balsas e Bacuri.

www.ihaa.com.br
bro de 2010, o IBAMA emitiu a Licença de operação,
Seus afluentes, na margem direita (lado ma- autorizando o início do enchimento do reservatório da
ranhense), são os rios Manuel Alves Grande, que sepa- usina.
ra uma parte do Maranhão e do Tocantins, Sereno, Fa- O então Presidente da República, Luís Inácio
rinha, Lajeado e Itapecuru; na margem esquerda, está Lula da Silva, acionou o fechamento da primeira com-
justamente o Araguaia, onde fica localizada a Ilha do porta do vertedouro, simbolizando o início do enchi-
Bananal, a mais extensa ilha fluvial do mundo. mento do reservatório. Dali a alguns anos, com a ope-
racionalização da hidrelétrica, ocorreria um grande de-
 Hidrelétrica de Estreito sastre ambiental entre os estados do Maranhão e do
Tocantins.
• Desastre ambiental

No fim da década de 1990, a Eletrobrás sina-


lizava a construção de uma hidrelétrica no sul do Ma-
ranhão como empreendimento de geração de energia
elétrica necessário para atender ao aumento da de-
manda nacional.
Em janeiro de 2001, a Eletronorte e a
Themag realizaram estudo de revisão das característi-
cas técnicas da região de Estreito, definindo localiza-
ção (rio Tocantins), quedas e arranjos gerais do em-
preendimento, que, anos mais tarde, provocaria gran- Na época desta foto, 85% do cronograma físico da hi-
des problemas ambientais. drelétrica estavam concluídos

No mês de outubro de 2012 foi inaugurada a


hidrelétrica de Estreito. A Presidente da República,
Dilma Rousseff, acionou simbolicamente a oitava uni-
dade geradora. Assim, a hidrelétrica maranhense pas-
saria a oferecer ao Brasil, em sua capacidade total de
1.087 MW (megawatts), energia renovável, inundando
uma área infinitamente maior do que aquela que os
técnicos afirmavam que ficaria sob as águas do rio To-
cantins.
Segundo o Consórcio Estreito de Energia, a
Ribeirinhos encontram dificuldades para pescar no ve- área inundada pela hidrelétrica é de 400 km². O Con-
lho Tocantins sórcio não explica, porém, porque uma área imensa de
floresta foi coberta pela lâmina fluvial, dezenas de
Em julho de 2002, quatro empresas vence- praias desapareceram e centenas de famílias foram
ram o leilão promovido pela ANEEL (Agência Nacional obrigadas a deixar suas casas por causa do avanço das
de Energia Elétrica) para a implantação da nova usina. águas, após receberem a indenização devida.
O Consórcio Estreito Energia – CESTE – era formado
pelas empresas GDF Suez, Vale, Alcoa e Camargo Cor- • Trituradora de peixes
rêa. O projeto empregaria capital nacional e interna-
cional na construção da hidrelétrica, com o aval do go- Cerca de 60 toneladas de peixes morreram
verno brasileiro. durante a fase de testes da usina hidrelétrica de Es-
Cada empresa tinha a seguinte participação treito. Segundo o presidente da Associação dos Pesca-
no Consórcio: dores de Estreito e coordenador do Movimento dos A-
tingidos por Barragem (MAB) na região, Luis Abreu de
Camargo Moura, a mortandade dos peixes é criminosa.
GDF Suez Vale Alcoa “É a primeira vez que isso acontece em bar-
Corrêa
40,07% 30% 25,49% 4,44% ragens. Poderia ter sido evitado, pois existe um buraco
aonde vão às turbinas da casa de força, para haver o
www.uhe-estreito.com.br
acúmulo de água suficiente. E na tentativa de fazer a
piracema, os peixes estavam amontoados na parte
Várias cidades seriam diretamente envolvidas
funda desse buraco, quando começou a rodar e as tur-
pela construção da usina: Estreito e Carolina, no esta-
binas trituraram os peixes”. Portanto, “era necessária
do do Maranhão; e Aguiarnópolis, Babaçulândia, Barra
uma tela de proteção para que os peixes não se con-
do Ouro, Darcinópolis, Filadélfia, Goiatins, Itapiratins,
centrassem lá!”, afirmou Luis Abreu.
Palmeirante, Palmeiras do Tocantins e Tupiratins, no
Segundo ele, foi necessário abrir três valas de
estado do Tocantins.
quatro metros de fundura, dois metros de largura e
As obras da instalação da hidrelétrica de Es-
100 metros de comprimento para soterrar os peixes
treito foram iniciadas em junho de 2007. Em novem-
mortos. “Isso sendo removido na calada da noite para Outra foto, clicada na área onde havia uma
ninguém ver!”, revelou Moura. extensa faixa de areia, com praias bastante concorri-
das, mostra uma paisagem completamente diferente...

Mortandade de peixes – Rio Tocantins –


www.justicanostrilhos.org
As águas do Tocantins avançaram sobre o es-
• Ilha dos Botes tiranço (linha de areia), afogando as praias. Milhares de
árvores afogadas pelo rio agora compõe o triste quadro
Um rápido passeio de barco pelo rio Tocan- da região que um dia foi paradisíaca.
tins, próximo à cidade de Carolina, revela um cenário
de tristeza e desolação, com centenas de árvores mor- • Rio Gurupi
rendo afogadas, sem esboçar qualquer reação diante do
avanço inexorável das águas. Nasce na Serra do Gurupi e deságua na Baía
do Gurupi, separando em toda a sua extensão o Mara-
nhão e o Pará. Seu curso banha a floresta do noroeste
maranhense, sendo muito importante na extração do
ouro sob a forma rudimentar de garimpagem, com
muitos prejuízos ao leito fluvial, sobretudo quando da
utilização do mercúrio para separar o ouro do casca-
lho.

Passeio de barco no rio Tocantins


Foto: Liana Santos

A Ilha dos Botes, localizada a cinco quilôme-


tros de Carolina e banhada pelas águas do rio Tocan-
tins, preservava uma exuberante mata virgem, forma-
da por babaçuais nativos e coqueiros. E guardava, na Aspecto do Rio Gurupi, bacia limítrofe entre Maranhão
época de veraneio, belas praias de águas límpidas, e Pará
margeadas por pequenas dunas nos seus sete quilô-
metros de extensão. Banha Boa Vista do Gurupi, Centro Novo do
Depois da construção da hidrelétrica de Es- Maranhão e Amapá do Maranhão. Um dos seus afluen-
treito, tudo mudou. As águas avançaram sobre a ilha, tes, o Rio Itinga, separa uma parte do Maranhão com o
cobriram toda a linha de praia e afogaram milhares de Pará e banha a cidade do mesmo nome.
árvores. A foto a seguir mostra como era a região an-
tes da tragédia ambiental, com o Morro do Chapéu, ao • Bacias genuinamente maranhenses
fundo.
• Rio Mearim

Nasce nas proximidades da Serra Negra e


deságua na Baía de São Marcos, no Golfão Maranhen-
se, formando com o Pindaré o maior estuário (quando
o rio deságua num grande canal) do estado, onde o-
corre o fenômeno da pororoca, que é o encontro inten-
so da água do rio com o mar, formando grandes ondas
no leito fluvial.
Rio Mearim sob ponta Itapoã, em Arari – MA

Seus afluentes, pela margem direita, são: Rio


Corda ou Capim (Barra do Corda) e o Rio Flores. Na
margem esquerda, o Rio Grajaú (que banha Grajaú,
Itaipava do Grajaú e Formosa da Serra Negra).
Durante o seu curso, o Mearim banha as ci-
dades de Barra do Corda, Esperantinópolis, Pedreiras,
São Luís Gonzaga, Bacabal, Vitória do Mearim, Arari,
Trizidela do Vale e São Raimundo do Doca Bezerra.

Bacia hidrográfica do Itapecuru

Seus afluentes, pela margem direita, são: ri-


os Corrente, Itapecuruzinho e Pirapemas; e, pela mar-
gem esquerda, os rios Alpercatas, Codozinho e Perito-
ró. Banhas as seguintes cidades: Mirador, Colinas, Ca-
xias, Codó, Timbiras, Coroatá, Pirapemas, Cantanhe-
Surf na pororoca do Rio Mearim, em Arari de, Itapecuru-Mirim e Rosário.
O Itapecuru é um dos rios mais assoreados do
• Rio Pindaré estado. Assoreamento é o entupimento de um rio
mediante a destruição de suas matas ciliares – tal des-
Nasce na Serra da Cinta e deságua junto do truição pode ocorrer pela especulação madeireira ou
Mearim, na Baía de São Marcos, após banhar as cida- pelo avanço da cidade em direção ao rio, destruindo a
des de Pindaré Mirim, Monção, Tufilândia, Alto Alegre vegetação de suas margens.
do Pindaré e passar próximo a Santa Inês. Seus aflu-
entes, pela margem direita, são: rios Zutiuia e Buriti-
cupu; e, pela margem esquerda, o Rio Caru.

• Rio Itapecuru

Nasce na Serra do Itapecuru e deságua na


Baía de São José, no Golfão Maranhense, após um curso
superior a 1.600 km, sendo o mais extenso e mais
navegável rio maranhense.

Trecho assoreado do Rio Itapecuru

• Rio Munim

Nasce no município de Aldeias Altas e desá-


gua na Baía de São José, no Golfão Maranhense, após
banhar as cidades de Nina Rodrigues, Presidente Jus-
celino, Morros, Morros, Axixá, Cachoeira Grande e Ica-
tu, na sua foz. Seus afluentes mais importantes são, na
margem direita, o Rio Preto (São Benedito do Rio
Preto); e, na margem esquerda, o Rio Iguará, que ba-
nha Nina Rodrigues.

• Rio Periá
É o limite oeste dos Lençóis Maranhenses, nho, Grande e Bujiritiva (Pinheiro); Formoso e Ilha de
uma das regiões mais belas do nosso litoral, banhando Formosa (Penalva); Lago Itaus (Matinha); Lago Taru-
Humberto de Campos e Primeira Cruz. pau (Pindaré-Mirim) e Laguinho e Lago da Morte (Ara-
ri).
• Rio Pericumã
• O LITORAL MARANHENSE
Está diretamente relacionado à Baixada Ma-
ranhense. Banha a cidade de Pinheiro e deságua na Baía O litoral do Estado do Maranhão possui ex-
de Cumã, no litoral ocidental, onde está o muni- cípio tensão aproximada de 640 km, estendendo-se no sen-
de Guimarães. tido oeste-leste da foz do rio Gurupi, no extremo oeste
maranhense, na divisa com o Pará, até o delta do rio
• Rio Cururupu Parnaíba, no extremo leste, na divisa com o Piauí. É o
segundo mais extenso do Brasil, superado apenas pelo
Banha a cidade de Cururupu, situada no lito- Estado da Bahia.
ral ocidental maranhense, e deságua na Baía do Cabe- A faixa litorânea do Maranhão possui caracte-
lo da Velha. rísticas geoambientais diferenciadas que justificam sua
divisão em Litoral Ocidental, da foz do rio Gurupi até a
• Rio Preguiças foz do rio Periá e Litoral Oriental, da foz do rio Paruá até
a foz do rio Parnaíba.
É o limite leste dos Lençóis Maranhenses. A-
braça a calorosa cidade de Barreirinhas. Suas águas Divisão:
escuras são um atrativo para o turismo dessa região do
litoral oriental maranhense. • Litoral ocidental
• Golfão Maranhense
• Litoral Oriental

OBS.: COSTEIRA – De sedimentação quaternária, a-


companha a orla marítima em costa de falsas rias (foz
dos rios Gurupi, Periá, vales fluviais invadidos pe- las
águas do mar, com presença de manguezais) e costa
de dunas (foz do Parnaíba – intenso trabalho eólico,
com presença dos Lençóis Maranhenses). Eco-
Aspecto do Rio Preguiças, em Barreirinhas nomicamente, a planície costeira tem seu espaço ocu-
pado pela atividade pesqueira, pelo turismo, pela ex-
• Rio Turiaçu tração de sal marinho, além da atividade portuária.

Nasce na Serra da Desordem e deságua na COSTAS DE FALSAS RIAS(de acordo com


Baía de Turiaçu, junto à cidade do mesmo nome. Ba- Feitosa e Trovão) – Costas baixas que dominam o li-
nha os municípios de Santa Helena e Turilândia. Na sua toral ocidental, caracterizada ilhas, reentrâncias, baías
foz, a exemplo do que acontece com o Mearim, ocorre e manguezais resultantes da ação flúvio-marinha.
o fenômeno da pororoca. COSTA DE DUNAS – Grande acumulação de
areia, sobretudo no litoral oriental maranhense, pela
• Rio Maracaçumé ação eólica, fluvial e marinha (transporte dos sedimen-
tos).
Nasce na Serra do Tiracambu e desemboca na
Baía do Curará ou Maracaçumé, após banhar os
municípios de Cândido Mendes e Maracaçumé.

• Bacias lacustres do Maranhão

A hidrografia do Maranhão é complementada


por uma grande quantidade de lagos, geralmente de
origem fluvial. Localizam-se, principalmente, na Bai-
xada Maranhense, onde têm grande importância, pois
além de reservatório de água, no período da estiagem,
são também grande fonte de alimento pela alta pisco-
sidade.

Os lagos da Baixada são: Lago Acará (Mon-


ção), Lago-Açu (Conceição do Lago-Açu), que se des-
taca na produção de pescado; lagos de Apuí, Aquari,
Aquiri, Cajari ou Cajarana e Viana (Viana); Lago de Apuí
(Cajari); Lagos de Canfundoca, Faveiro, Lagui-
A ilha de Upaon-Açu, ilha maranhense, está A população do Estado do Maranhão encon-
situada no norte do estado, no Golfão maranhense e se tra-se distribuída de forma irregular pelo território em
encontra entre a Baia de São marcos, a oeste; a Baia função dos fatores histórico, físico e econômico. Em
de São José, a leste e pelo Estreito dos Mosquitos ao função dos fatores de ocupação, o Estado apresenta
Sul, separando a ilha da porção continental. Possui uma uma concentração populacional maior no entorno do
hidrografia formada por rios de pequena exten- são. A golfão maranhense – na mesorregião norte maranhen-
bacia hidrográfica de São Luis pelos rios Anil, Bacanga, se – e, uma menor concentração populacional nas me-
Tibiri, Itaqui, Paciência, Maracanã, Calhau, Pimenta, sorregiões sul e centro do Estado.
Coqueiro, Guarapiranga, Geniparana, Estiva, Santo Os municípios mais populosos do Maranhão -
Antonio, Inhaúma e Cachorros. IBGE (2010).

• POPULAÇÃO / URBANIZAÇÃO 1. São Luís – 1.014.837 habitantes


2. Imperatriz – 247.505 habitantes
Os dados do Censo do Instituto Brasileiro de 3. São José de Ribamar – 163.045 habitantes
Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Maranhão 4. Timon – 155.460 habitantes
é o Estado que detém a menor taxa de urbanização 5. Caxias – 155.129 habitantes
(63,1%) e, ao mesmo tempo, apresenta a maior taxa 6. Codó – 118.038 habitantes
de população Rural (36,9%) 7. Paço do Lumiar – 105.121 habitantes
– o que retrata a situação de ter sido o últi- 8. Açailândia – 104.047 habitantes
mo Estado brasileiro a se tronar urbano. Ainda de a- 9. Bacabal – 101.159 habitantes
cordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís- 10. Balsas – 83.528 habitantes.
tica (IBGE), com base nas informações obtidas pela
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) – • IDH – ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HU-
2012, revelou que o Maranhão possui uma população MANO
residente no estado de 6.8 milhões e que a população
maranhense é composta principalmente de mestiço. O Índice de Desenvolvimento Humano (I- DH)
do Brasil apresentou melhora em 2013, confir- mando
• Etnia/cor uma trajetória de crescimento constante du- rante as
últimas três décadas, nas três dimensões do índice (vida
68,1% parda ou mestiça longa e saudável, educação e padrão de vida decente).
21,1% branca Com um IDH de 0,744, o Brasil melho- rou uma posição
10,3% negra em relação a 2012 no ranking de paí- ses, aparecendo
0,4% indígena agora, em 2013, está em 79º entre os 187 países e
0,1% amarela. territórios reconhecidos e pesquisados pela ONU. No
Brasil, o Estado do Maranhão com IDH
de 0,639, é o penúltimo, ficando á frente do Estado de sustentável, ou seja, de assegurar o bem estar dos re-
Alagoas. O nível de seu desenvolvimento é apontado cursos naturais e a preservação e conservação dos re-
como médio na classificação oficial das Nações Unidas. cursos hídricos da região, promovendo o equilíbrio en-
tre o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade
Os critérios utilizados são: ecológica.

Na saúde: A variável é a esperança de vida ao As principais lavouras de agricultura temporária


nascer. do estado são:
Na educação: É a combinação de duas vari-
áveis – média de anos de estudo da população com 25 Soja: O cultivo da soja no Meio-Norte do
anos ou mais e expectativa de anos de estudo. Brasil, concentrou -se nos cerrados do Sul do Mara-
A renda: A variável é a Renda Nacional Bruta nhão e do Sudoeste do Piauí, em função das condições
per capita. ambientais favoráveis ao desenvolvimento da cultura e
das políticas públicas adotadas para atração dos capi-
Os 5 piores IDHs do Maranhão tais oriundo do sul do Brasil.

Fernando Falcão; IDH de 0.443


Marajá do Sena: 0.452
Jenipapo dos Vieiras: 0.490
Satubinha: 0.493
Água Doce do MA: 0.500

Os 5 melhores IDHs do Maranhão

São Luís – IDH de 0.768


Imperatriz: 0.731
Paço do Lumiar: 0.724
São José de Ribamar: 0.708
Balsas: 0.687

OBS: Uma das principais características da população


maranhense é um processo de intensa miscigenação
étnica. Os agrupamentos básico estão representados
nas cores da bandeira maranhense: o branco, o preto e
o vermelho.

• AGRICULTURA

A necessidade de garantir o alimento levou o


homem produzir um processo de seleção de sementes
desde tempos remotos e ao mesmo tempo, produzir
sucessivas transformações no sentido de desenvolver
novas tecnologias na prática agrícola.
Neste contexto de desenvolvimento tecnoló-
gico, a agricultura maranhense vem passando por uma
nova fase, com a implantação da agricultura comercial
no centro-sul, a partir dos anos 80 com o avanço pela
região dos cerrados, que se transformou em um novo
“Eldorado” da agricultura. Abriu-se uma oportunidade
para uma nova frente agrícola voltada para o “Agribu-
siness”. Apoiado nos incentivos governamentais, os
médios e grandes produtores, somados ao grande ca-
pital industrial, estão explorando esta região de forma
intensiva e, ao mesmo tempo, agravando os proble-
mas ambientais e sociais com uma ocupação susten-
tada no grande capital,
O desmatamento de grandes extensões de
terras que estão produzindo danos irreparáveis ao meio
ambiente na chamada ultima fronteira agrícola dos
cerrados, que nos traz grandes preocupações. A
ocupação e a exploração dos cerrados maranhenses não
podem fugir da perspectiva do desenvolvimento
A partir da década de 1980, a sojicultura passa
gradativamente a ocupar solos que outrora seria
utilizado pela Rizicultura e torna os Cerrados mara-
nhenses o “Novo El Dorado” econômico. Os principais
municípios produtores de soja do Estado são: Balsas,
Tasso Fragoso, Riachão – os primeiros a se destacarem
na produção – e, no início do século XXI, outros muni-
cípios ganharam evidência na produção de soja, tais
como: Alto Parnaíba, São Raimundo das Mangabeiras,
Sambaíba, Fortaleza dos Nogueiras e Chapadinha.
Arroz: As primeiras produções significativas
de arroz no Maranhão só apareceram na segunda me-
tade do século XVIII e, desde então, passou a fazer
parte da economia maranhense para consumo interno.
Como item importante também para a exportação por
muito tempo, na história do Maranhão, as áreas pro-
dutivas se ampliaram e avançaram pelos Vales dos rios
Mearim, do Itapecuru e na Baixada Maranhense. Atu-
almente, de acordo com o levantamento da Compa-
nhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Maranhão
ao longo das safras de 2012 a 2014, manteve a posi-
ção entre os maiores produtores de Arroz do Brasil. A
produção do arroz. Hoje, a produção ocorre com maior
intensidade nas microrregiões do Pindaré, Alto Mea-
rim, Grajaú e, também, nas microrregiões das Chapa-
das do Alto Itapecuru, Presidente Dutra, Imperatriz, Os maiores produtores no Brasil são o Pará,
Caxias e Médio Mearim Bahia, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Sul e São
Mandioca: O Brasil ocupa a segunda posição Paulo, No Maranhão, a maior produção de mandioca é
na produção mundial de mandioca. A mandioca é cul- observada na região Oeste, Norte e Nordeste. Apesar
tivada em todas as regiões do Brasil, assumindo des- do crescimento da produção de mandioca em outras
tacada importância na alimentação humana e animal, regiões – principalmente na porção central do Mara-
além de ser utilizada como matéria-prima em inúme- nhão – a Mesorregião Oeste permanece como maior
ros produtos industriais. Tem ainda papel importante na taxa de produção, com destaque para os Municípios de
geração de emprego e de renda, notadamente nas Zé Doca, Centro Novo do Maranhão, Bom Jardim, Nova
áreas pobres da Região Nordeste. No Maranhão, a Olinda do Maranhão, Presidente Médici, Pedro do Rosá-
produção de Farinha de Mandioca estão em todos os rio e Maracaçumé.
seus duzentos e dezessete municípios. Cana-de–açúcar: No Maranhão, o cultivo da
cana e a fabricação do açúcar tiveram papel relevante
até o século XIX com a instalação de numerosos enge-
nhos nos vales dos principais rios – concentrado prin-
cipalmente no Vale do rio Itapecuru –, posteriormente
com a produção açucareira se espalhou pelos vales dos
rios Mearim e Pindaré. Atualmente, o Maranhão,
conforme o estudo da CONAB, é o quinto maior produ-
tor de cana-de-açúcar do Nordeste brasileiro, atrás de
alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
O cultivo da cana-de-açúcar embora distribu-
ída pelo território maranhense, tem sua produção
marcante nas Microrregiões sul e leste do estado, com
forte presença nos municípios de São Raimundo das
Mangabeiras, Porto Franco e Coelho Neto.

• MARANHÃO

• Áreas de destaque na produção de cana-de-


açúcar
res de famílias do Estado. Tem no extrativismo da
palmeira de babaçu grande força produtiva, tão
importante quanto a pecuária e da agricultura.

O Babaçu é matéria-prima na produção de:


Estética - cremes, sabonetes, xampus.
Limpeza - detergentes.
Moda - artesanatos, brincos, pulseiras.
Cozinha - farinha, azeite, leite, temperos.

No chamado período Brasil–Colônia, o Mara- A luta dos movimentos sociais em defesa dos
nhão destacou-se como o principal pólo produtor de babaçuais e da garantia do emprego e renda, levou a
algodão e se tornou um importante produto econômico aprovação da Lei do Babaçu livre, em 1997, no muni-
do Estado entre período colonial até o inicio do século cípio Lago do Junco – localizado na região central – Es-
XX. A cotonicultura, além de expandir a economia, deu te processo de conquista, do movimento das quebra-
ao Maranhão a condição de pioneiro no Brasil em al- deiras de coco, posteriormente, ocorreu também em
guns aspectos do negócio do algodão. Em fins do sé- outros municípios, que aprovaram leis municipais com
culo XVIII, o Maranhão foi o primeiro grande produtor e base no livre acesso aos babaçuais.
exportador brasileiro, o que levou o Estado, no sécu- lo
XIX, vivenciar a denominada “economia do algo- dão”. Municípios:
Atualmente o Maranhão é o segundo maior pro- dutor
de algodão do Nordeste brasileiro. Lei n. 05/97 e Lei n. 01/2002 de Lago do Junco,
Lei n. 32/99 de Lago dos Rodrigues,
• EXTRATIVISMO VEGETAL Lei n. 255/99 de Esperantinópolis,
Lei n. 319/2001 de São Luiz Gonzaga,
O extrativismo é uma atividade econômica Lei n. 1.084/2003 de Imperatriz,
que faz referência a toda coleta animal, vegetal ou mi- Lei n. 466/2003 de Lima Campos,
neral de produtos espontaneamente gerados pela na- Lei n. 52/2005 de São José dos Basílios,
tureza. No Brasil, essa atividade marca o início da his- Lei n. 01/2005 de Cidelândia,
tória econômica com a exploração do pau-brasil e ex- Lei n. 1.137/2005 de Pedreiras
tração das “drogas do sertão”, borracha, madeira, cas-
tanha, metais preciosos e cacau são outros importan- 2. Outros:
tes exemplos da atividade extrativista ao longo da his-
tória econômica brasileira. Jaborandi – Típica do Brasil, da Amazônia
Com relação ao extrativismo vegetal, no ter- Oriental, sendo o Maranhão o grande produtor nacio-
ritório maranhense, podemos destacar: nal. Desta planta extrai-se uma substância denomina-
da policarpina, longamente utilizada na indústria far-
1. O babaçu – Principal fonte de renda do Extrativis- macêutica. A maior extração desse produto ocorre nos
mo vegetal do Maranhão, encontrada principal- meses secos no município de Arame, Morros, Barra do
mente nos vales dos rios Munim, Itapecuru, Mea- Corda, Santa Luzia e São Benedito do Rio Preto.
rim, Grajaú, Pindaré entre outros rios maranhen-
ses. É um gerador de emprego e renda para milha-
Extração de Madeira – Avança no oeste do • Merecem destaque
Maranhão, a Pré Amazônia maranhense, de floresta
menos densa, pelo fato de está associada ao processo São Luis – É o principal pólo Industrial do
de ocupação da porção ocidental e a implantação de Maranhão, possui o mais importante complexo portuá-
siderúrgicas na região. rio da Região Nordeste e Norte do Brasil. A economia
ludovicense baseia-se na indústria de transformação de
• INDÚSTRIA alumínio e alumina através da Alcoa – empresa do
consócio da Alumar. Ao lado das indústrias de grandes
Ao longo do processo de industrialização no investimentos, destacam-se ainda as atividades tradi-
Estado do Maranhão, a década de 1970 foi marcante cionais como alimentícia, bebidas, oleaginosas e de
pois adquiriu uma nova dinâmica: De uma economia. serviços, com destaque para a Indústria do Turismo.
agroexportadora – baseada na economia rural com a Imperatriz – Localizada no sudoeste do es-
pecuária extensiva e na economia camponesa tradicio- tado e, nas últimas décadas, está diversificando sua
nal – para uma de inserção de grandes projetos indus- economia. A segunda maior cidade maranhense vem
triais com contornos socioeconômicos urbano. apresentando um crescimento no setor industrial. O
A instalação de grandes projetos industriais no grande impulso na industrialização ocorreu, principal-
estado ao longo do projeto “Maranhão Novo”, como por mente, com a instalação da indústria Suzano papel e
exemplo: A instalação Distrito Industrial em São Luís, a celulose, a crescente Indústria da construção civil e a
implantação do Projeto Ferro Carajás, associa- do a indústria madeireira.
obras de infraestrutura como a rodoviária (São Luís- Açailândia – A base da economia de Açai-
Teresina), ferroviária (Ferrovia Carajás) e portuá- ria lândia está no complexo do PGC (Projeto Grande Cara-
(Porto do Itaqui) – compondo o complexo portuário de jás). É um dos municípios que integram as áreas que
São Luis, com destaque para o Porto do Itaqui, com sua são cortadas pela Estrada de Ferro Carajás – Açailân-
posição geográfica privilegiada em relação aos dia é o município que abriga a maior extensão de ma-
mercados consumidores asiático e europeu – contri- lha ferroviária, são 123,6 quilômetros –. No povoado de
buíram para atrair novos investimentos do setor se- Pequiá, a ferrovia tem uma estação de grande im-
cundário da economia. portância regional pois nesta parada, denominada
De acordo com a Secretaria do Estado de Açailândia-Pequiá, fica o encontro da Estrada
Indústria e Comércio - SENIC, foram implantados em de ferro Carajás com a Estrada de Ferro Norte Sul, que
São Luís, Açailândia, Imperatriz, Porto Franco, Al- deias conduz a produção do Centro-Oeste brasileiro, até o
Altas, Grajaú, Balsas, Bacabeira, Rosário, Timon e Porto de Itaqui, em São Luís. As indústrias de ferro-
Caxias distritos indústrias, alguns em fase de cons- gusa é uma fonte de empregos e, a Indústria madei-
trução. reira, também vem apresentando um crescimento a
partir década de 1980.

Transportes

Aeroportos

• Aeroporto Internacional Marechal Cunha Macha-


do (São Luís)
• Base Aérea de Alcântara - Centro de Lançamento
de Alcântara(Alcântara)
• Aeroporto Prefeito Renato Moreira (Imperatriz)
• Aeroporto Regional João Silva (Santa Inês)
• Aeroporto Regional de Balsas (Balsas)
• Aeroporto de Carolina - Brigadeiro Lysias Augusto
Rodrigues

Portos

• Porto do Itaqui
• Porto da Alumar
• Terminal Marítimo Ponta da Madeira
• Cujupe

Terminais rodoviários

• Terminal Rodoviário de São Luís


• Terminal Rodoviário de Imperatriz
• Terminal Rodoviário de Caxias
Rodovias

• Rodovia Belém-Brasília (BR-010)


• Rodovia Transamazônica (BR-230)
• BR-135
• BR-316
• BR-222
• BR-226

Ferrovias

• Estrada de Ferro Carajás (EFC)


• Ferrovia Norte-Sul (EF-151)
• Superintendência Reg. Recife (SR 1)

Energia
Bumba-Meu-Boi
O estado conta com um eficiente sistema de
abastecimento de energia, através da Subestação da No mês de junho o Maranhão se incendeia e
Eletronorte instalada no Distrito Industrial do Município transforma-se num imenso arraial, são os festejos ju-
de Imperatriz, além de estar bastante próxima das hi- ninos. Particularmente em São Luis toda a riqueza das
droelétricas de Estreito (1 328 megawatts) e de Serra manifestações populares tomam conta das ruas, pal-
Quebrada. cos e praças.
A concessionária de energia elétrica que cobre o Mara- As comemorações à Santo Antonio, São
nhão é a Companhia Energética do Maranhão. Pedro, São Marçal, São Benedito e São Gonçalo mistu-
ram sons, passos e indumentárias variados. O
Primeiro parque eólico do Maranhão trará desen- bumba-meu-boi, brincadeira existente em outros
volvimento econômico e social ao estado estados, tem aqui características bem particulares e a
principal é que se expressa em três estilos bem dife-
A extensão da MA-315, conexão entre os rentes que são chamados de Sotaque. São eles o So-
municípios de Paulino Neves e Barreirinhas, garante, na taque de Zabumba, de Matraca e de Orquestra, cada
primeira fase, o início de um empreendimento iné- dito um com origem em regiões distintas do estado e que se
no Maranhão: a instalação do primeiro parque eó- lico diferenciam pela expressão musical, cada qual valo-
do estado. Com capacidade inicial de 220 mega- watts, rizando um ritmo e um instrumento.
a instalação do parque eólico no município de Paulino
Neves traz benefícios em cadeia à comunidade que
habita no entorno. Do fornecimento de energia aos
royalties distribuídos aos moradores, a energia dos
novos moinhos trará bons ventos a centenas de mara-
nhenses, mudando a realidade da região. As obras de
terraplanagem da rodovia já foram concluídas.

Cultura do Maranhão

O Maranhão é um estado de ritmos forjados


na confluência de três raças, o branco europeu, o ne-
gro africano e o índio nativo. Da comunhão dessas vi-
vências nascem manifestações culturais ricas e diversi-
ficadas em cores, ritmos e danças.
Tambor de Crioula
Carnaval
Tambor de Crioula, Dança do Lêle, Caro-
Em fevereiro a Ilha de São Luis explode ço, Dança Portuguesa, dança de São Gonçalo,
numa folia contagiante. É o carnaval que aqui não perde Dança do Coco, Cacuriá e Bumba-Meu-Boi que é um
nada em animação e alegria para os carnavais de Olinda espetáculo a parte, são algumas das danças e
e Salvador. brincadeiras que convidam o público a cair na festa em
São fofões, corsos, blocos, tribos, casinhas da qualquer dos diversos arraiais espalhados pela cidade.
roça, e tambores de crioula que desfilam ou se a-
presentam pelas ruas da cidade garantindo aos foliões,
brincantes ou assistentes vindos de todos os cantos do
Brasil e do Mundo uma festa que certamente irá sur-
preendê-los.
ção da Capital. Nesse sentido, é válido afirmar
que:

1. não há nenhuma relação entre o percentual de co-


leta de esgotos (38,6%) e a mortalidade por doen-
ças infecciosas e parasitárias (de veiculação hídri-
ca) na cidade.
2. há uma relação direta entre o percentual de coleta
de esgotos (38,6%) e a mortalidade por doenças
infecciosas e parasitárias (de veiculação hídrica) na
cidade.
3. a maior parte das águas residuais não é jogada in
natura nos cursos dos rios e na orla marítima da
cidade.
4. a cobertura da rede de esgotos é moderna e ga-
Afora outras manifestações culturais que o- rante o atendimento da população ludovicense.
cupam o calendário do estado o ano todo, o carnaval e 5. o rodízio no abastecimento e/ou a ausência de á-
os festejos juninos são as duas manifestações mais gua em vários bairros da cidade não implica ne-
fortes e expressivas da cultura maranhense. nhum prejuízo para a população.

Museus e casas de preservação da cultura mara- No contexto atual, há, na capital maranhense, a-
nhense proximadamente 1.000 imóveis de valor histórico e
paisagístico numa área de 90 hectares, sob prote-
• Casa das Minas ção jurídica federal, situados nos bairros da Praia
• Centro de Pesquisa e Historia natural e Ar- Grande, Desterro e Ribeirão e nas Praças Benedito
queologia do Maranhão Leite, João Lisboa e Gonçalves Dias. Ao proclamar
• Cafua das Mercês São Luis como cidade “Patrimônio Cultural da Hu-
• Casa de Nhozinho manidade” em 1997, a UNESCO estabeleceu algu-
• Museu Histórico de Alcântara mas pré-condições, e uma delas, em especial, que,
• Centro de Cultura Popular Domingo Vieira Filho caso não seja respeitada, pode fazer com que a ci-
• Museu Afro Digital do Maranhão dade perca esse pomposo título. Trata-se do(a)

 Exercícios 1. demolição de alguns sobrados localizados na área


do bairro do Desterro.
2. asfaltamento das ruas do centro histórico da cida-
1 A economia maranhense durante o período imperial
de.
tinha como suporte dois produtos básicos, o algo-
3. retirada dos azulejos existentes nos casarões do
dão e o açúcar. A quase totalidade dessa produção
bairro da Praia Grande.
ficava localizada:
4. não implementação de políticas públicas perma-
nentes de preservação do patrimônio histórico da
1. na microrregião da Chapada das Mangabeiras.
cidade.
2. no sul do Maranhão.
5. modernização das praças localizadas em toda a á-
3. nas ribeiras do rio Tocantins.
rea tombada.
4. nos Lençóis Maranhenses.
5. às margens do rio Itapecuru e em algumas cidades
Jalapão – área com pouco mais de 34 mil km², si-
da Baixada.
tuada a 200 km de Palmas no Tocantins, no limite
dos estados do Maranhão, do Piauí e da Bahia.
É recorrente, na literatura histórica, encontrar-se a
Embora a paisagem seja tomada por plantas que
expressão “Jornada Milagrosa” vinculada à:
necessitam de pouca água, a região reúne uma das
maiores reservas de água doce do Brasil. (Dis-
1. expulsão dos franceses do Maranhão.
cutindo Geografia – 2007)
2. luta pela independência do Maranhão.
3. expulsão dos holandeses.
São concentradas na região do Jalapão, parte de
4. criação da Companhia de Comércio do Maranhão.
importantes bacias hidrográficas dos rios:
5. catequese indígena no Maranhão.
1. Tocantins, Gurupi e Araguaia.
De acordo com informações apresentadas pela
2. Tocantins, Parnaíba e São Francisco.
Companhia de Abastecimento de Águas e Esgotos
3. Parnaíba, São Francisco e Balsas.
do Maranhão – CAEMA, 91% da população de São
4. Amazonas, Gurupi e Balsas.
Luís, ou seja, 931.191 habitantes recebem água
5. Parnaíba, Araguaia e Amazonas.
tratada. Outrossim, no que diz respeito à coleta de
esgoto, o número de pessoas beneficiadas atinge
apenas 387.000, representando 38,6% da popula-
“A Chapada das Mesas, situada no extremo sul do
Maranhão, quase na divisa com o estado do Tocan- A frase grifada na toada maranhense acima tem
tins, que ainda preserva trilhas aquáticas, pouco relação com qual paisagem vegetal?
navegadas por ecoturistas aventureiros, é mais um
daqueles segredos guardados no interior do Brasil.” 1. Cerrados
2. Vegetação Litorânea
São os principais municípios maranhenses, na rota 3. Floresta Amazônica
do ecoturismo, da Chapada das Mesas: 4. Campos
5. Florestas de Transição
1. Estreito, São João Paraíso e Imperatriz.
2. Imperatriz, Balsas e Carolina. 1) Sobre a população maranhense, é incorreto afir-
3. Alto Parnaíba, Porto Franco e Balsas. mar que:
4. Carolina, Estreito e Riachão.
5. Tasso Fragoso, Alto Parnaíba e Riachão. 1. a população maranhense está distribuída de forma
irregular, estando mais concentrada no litoral
Rio de especial relevância para o Maranhão, em (principalmente na ilha de São Luís), vales do rios
virtude de ser a maior fonte de água potável para Itapecuru, Mearim, Pindaré e Grajaú, além da bai-
quase 50% da população maranhense. Abastece a xada.
capital do Estado e beneficia outros 52 municípios 2. predomínio da população urbana (61,4%)
ao longo de sua bacia hidrográfica. 3. vem crescendo muito, entretanto, entre as déca-
das de 70 (34%) e 80 (23%), apresentou uma di-
A que rio maranhense o texto faz referência? minuição no ritmo de seu crescimento, devido a
uma diminuição da taxa de natalidade.
1. Mearim. 4. atualmente, o processo imigratório do Estado do
2. Itapecuru. Maranhão é bastante considerável, devido à ex-
3. Munim. pansão da fronteira agrícola à implantação de pro-
4. Parnaíba. gramas industriais.
5. Pindaré. 5. a população urbana do Maranhão vem aumentando
de forma considerável, principalmente nas áreas de
São considerados APAS e Parques Ambientais loca- influência da E.F. Carajás, tais como: São Luís,
lizados na Ilha do Maranhão: Imperatriz, Açailândia e Santa Inês.

1. Parque estadual Marinho do Parcel de Manoel Luís, 2) São áreas emergentes como grandes pólos de de-
Parque Municipal do Paxiba; APA das Reentrâncias senvolvimento turístico do maranhão.
maranhenses e APA da Foz do Rio Preguiças.
2. APA do Itapiracó, APA das Reentrâncias maranhen- 1. Imperatriz e Tutóia
ses, Parque Ecológico da Lagoa da Jansen e APA do 2. Pastos Bons e Balsas
Delta do Parnaíba. 3. Carolina e Barreirinhas
3. APA do Delta, APA do Itapiracó, Parque Nacional do 4. Santa Inês e Bacabal
Lençóis e o Parque Estadual do Bacanga; 5. Alcântara e Presidente Juscelino
4. APA das Reentrâncias maranhenses, APA do Mara-
canã, Parque estadual Marinho do Parcel de Manoel 3) No Maranhão, a paisagem de maior manifestação é
Luís e o Parque Municipal do Paxiba. o cerrado. Sobre tal paisagem é incorreto afirmar
5. APA do Itapiracó, APA do Maracanã, Parque ecoló- que:
gico da Lagoa da Jansen e o Parque Estadual do
Bacanga 1. Atualmente vem sendo substituída pela agricultu-
ra.
Em que Microrregião Maranhense o Caju deixa de 2. Apresenta-se de forma homogênea em todo o es-
ser um produto nativo de plantação doméstica e paço maranhense.
passa a adquirir um perfil de produto agrícola com 3. É substituída nos vales por uma vegetação densa e
alto valor comercial na sua produção de castanha? higrófila.
4. Domina o centro-sul, sudeste e nordeste mara-
1. Microrregião Aglomeração Urbana de São Luís nhense.
2. Microrregião dos Lençóis Maranhenses 5. É tipicamente de clima quente com uma estação
3. Microrregião da Baixada Maranhense seca a outra chuvosa.
4. Microrregião do Médio Mearim
5. Microrregião Gerais de Balsas 4) A opção incorreta é:

“Maranhão, meu tesouro, meu torrão 1. A floresta amazônica maranhense, é menos densa
Fiz essa toada para ti Maranhão em função do menor índice de umidade.
Terra do babaçu, onde a natureza cultiva 2. A mata dos Cocais, por ser considerada a grande
Essa palmeira nativa que me dá inspiração”. riqueza extrativa maranhense, vem sofrendo por
um processo de devastação reduzindo o seu po- 2. Campos Inundáveis, Manguezais e Palmáceas
tencial econômico. 3. Dunas, Floresta Amazônica e Campos Inundáveis
3. Os campos são importantes economicamente para 4. Floresta Amazônica, Palmáceas e Cerrado
a pecuária, principalmente a bufalina. 5. Manguezais, Cerrado e Floresta Amazônica
4. A estrutura geomorfológica do litoral tem contribu-
ído para a manifestação de paisagens diferentes. O Litoral Maranhense, o 2º mais extenso do Brasil, a-
5. A vegetação característica do Espaço Maranhense presenta várias potencialidades econômicas ao longo de
está relacionada, principalmente aos vales dos seus três segmentos litorâneos:
principais rios.

5) Sobre a estrutura geológica do Maranhão podemos


afirmar que:

1. Há um domínio de terrenos sedimentares em toda a


sua extensão.
2. O terreno da maior resistência a erosão domina o
Centro-Norte do Estado. Dentre as potencialidades litorâneas citadas no
3. O Centro-Sul apresenta os escudos cristalinos pois Maranhão, qual a que não tem aproveitamento no
apresenta as maiores altitudes. Estado?
4. O alto curso apresenta a maior atividade sedimen-
tar. 1. Pesca;
5. Há uma formação cristalina de grande expressão no 2. Energia maremotriz;
terreno maranhense. 3. Atividade portuária;
4. Turismo;
Observe o mapa abaixo para resolver as questões se- 5. Sal marinho.
guintes:
8. Do livro “Os azulejos do tempo”, do poeta José
Chagas, leia o poema abaixo e assinale a opção in-
correta.

A LAGOA DOS PECADOS

A lagoa da Jansen – sumidouro


de verbas de políticos safados,
já se tornou um lago imorredouro
onde navegam todos os pecados,
e ali o próprio diabo ainda é calouro,
perante governantes tarimbados,
que acharam na lagoa o seu tesouro
e têm, por isso, todos os cuidados
para mantê-la como um ovo goro
a poluir os ares, condenados
a essa podridão, que é o nascedouro
de recursos a serem desviados,
6) Na economia maranhense, a exploração madeireira e essa água suja vale mais que ouro,
e a sojicultura ocupam posição destacada. Quais os água de banho dos afortunados.
ambientes mais alterados por essas atividades?
1 O termo Lagoa da Jansen está incorreto, pois é na
1. Palmáceas e Floresta Amazônica verdade uma laguna.
2. Manguezais e Palmáceas 2 A elite privilegiada do São Francisco, Renascença
3. Campos Inundáveis e Dunas Ponta d'Areia, São Marcos e Ponta do Farol é a maior
4. Cerrado e Palmáceas responsável pela degradação deste ambiente
5. Floresta Amazônica e Cerrado aquático.
3 A área citada é uma formação lagunar/lacustre de
7) As lutas entre posseiros, proprietários de terras e origem antrópica.
grileiros resultam em conflitos com violência e 4 É uma área que tem relação com o processo de eu-
morte no campo. Escolha a alternativa que contém trofização cultural.
as áreas do território maranhense mais afetadas por 5 O processo de saneamento da lagoa não vem degra-
esses conflitos. dando os manguezais do ambiente.

1. Palmáceas, Campos Inundáveis e Manguezais 9. MA TEM 6,9 MILHÕES DE HABITANTES


O Maranhão, de acordo com resultados do censo, 2 o texto faz referência ao regime pluvial do Rio Itape-
atingiu em 1.º de agosto, um total de 6.904.241 curu, quando destaca 400 metros cúbicos por se-
milhões de habitantes. O que significa uma taxa de gundo (máxima);
crescimento de 1,52% ao ano, de 1991 a 2000. Com 3 o assoreamento do Rio Itapecuru não prejudica o
esse dado o Maranhão ocupa a 10.ª posição no sistema de água da Ilha de São Luís;
ranking nacional, concentrando 3,3% da popu- 4 o Rio Itapecuru é uma importante via de escoamen-
lação total do País. segundo Guedelha, a taxa de to da soja do Centro-Sul do Maranhão;
crescimento urbano foi o que mereceu destaque nas 5 há uma forte relação entre as atividades econômicas
estatísticas, com um grau de urbanização que foi racionais praticadas ao longo do curso do Itapecu-
resultado de um acréscimo de 1,4 milhão de ru e a preservação de suas matas galerias ou cilia-
habitantes, o que representa 70,12% em relação à res.
população urbana de 1991. “Em contrapartida a
população rural manteve a tendência do declínio 11. MANGUEZAIS DO MARANHÃO
representada por uma taxa de 22,82% ao ano”,
completa Guedelha. Pode até parecer só um mar de lama. Mas os
manguezais são um dos ecossistemas mais impor-
(O Imparcial - 22 de dezembro/2015) tantes e ricos do planeta. E a costa do Maranhão é
um dos lugares mais propícios da terra para o
No texto acima fica explícito o processo de urbani- mangue florescer. Não é por acaso que o Maranhão
zação do Maranhão. Dentre os fatores que contri- tem a maior área de manguezais do Brasil e um dos
buem para o fenômeno temos, exceto: litorais mais piscosos do Nordeste.

1. o crescimento vegetativo das cidades do Estado; (Série Especial de Ecologia - O Imparcial - ju-
2. as migrações campo - cidade; nho/2016)
3. a criação de novos municípios;
4. a transformação de áreas rurais em urbanas; São fatores que contribuem para o que está sendo
5. a grande imigração de outros estados para as ci- citado na reportagem, o fato do Maranhão...
dades do Maranhão.
1. ser um Estado tropical;
10. A matéria a seguir faz referência ao Rio Itapecuru: 2. possuir elevadas temperaturas;
3. ter o clima úmido;
ITAPECURU - CAMINHO DAS PEDRAS 4. presença de muitos encontros de rios com o mar;
5. ter uma média latitude.
O Rio Itapecuru, que corre 1.450 quilômetros por
um caminho de pedras (daí seu nome), pode já ter 12. DESMATAMENTO AMEAÇA O BATATÃ
sua morte decretada se não forem tomadas medi-
das para conter o assoreamento e a poluição. SACAVÉM – A represa do Batatã está localizada
Responsável por mais de 80% do abastecimento de dentro da reserva do Parque Estadual do Bacanga.
São Luís, o Itapecuru é mais que um rio para muita Compõe o sistema de abastecimento de água
gente, virou um personagem que querido, tem chamado Sacavém, responsável pelo abastecimen-
alma. to de 30% da cidade. Há algum tempo a Caema
Não existe pesquisa ou estudo recente sobre a si- alerta para o problema das invasões em volta da
tuação do Rio Itapecuru. O último levantamento represa.
sobre a capacidade de vazão de suas águas foi fei- Cerca de 50 hectares da mata em volta da represa
to há mais de dez anos. Não se sabe se a quanti- do Batatã, no Sacavém, foram desmatados em
dade que corre pelos mais de mil quilômetros con- menos de dois anos para dar lugar à invasão Vila
tinua a mesma. A média, nos últimos 30 anos, tem Verde. O desmatamento deverá provocar duas
ficado entre 33,4 metros cúbicos por segundo (mí- graves conseqüências ao reservatório. Uma é con-
nima) e 400 metros cúbicos por segundo (máxi- taminação bacteriológica e a outra é a redução do
ma). volume de armazenamento de água represada.
No início deste século o Itapecuru era a principal via
de escoamento da produção regional. Sua im- (O Estado do Maranhão - agosto/2016)
portância era conseqüência de sua bacia (com
54.027 km quadrados) ser a principal região pro- Dentro do contexto da matéria jornalística acima,
dutora do estado. podemos considerar:

(O Imparcial - março/2016) 1. o desmatamento resulta na compactação do solo,


o que prejudica a infiltração da água das chuvas;
Podemos afirmar que: 2. o desmatamento afeta a recarga de água no lençol
freático subterrâneo;
1 em um mapa feito na escala 1 : 5.000.000, a distân-
cia gráfica do Rio Itapecuru seria de 29 cm;
04. o processo citado tem relação com o crescimento so, 12 do Pará e 23 do Tocantins. No Maranhão, os
populacional da ilha de São Luís, fazendo que a ci- 12 municípios - Açailândia, Santa Luzia, Amarante
dade cresça sobre as bacias hidrográficas; do Maranhão, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu,
08. em meio a questão da água - um desafio para o São Domingos do Maranhão, Alto Alegre do Pinda-
século XXI - causa grande preocupação a poluição ré, Bom Jardim, Riachão, Centro Novo do Mara-
dos nossos mananciais formadores do Batatã; nhão, Senador La Rocque e Balsas - respondem por
16. o texto comprova que São Luís vem tendo uma mais de 50% das queimadas no Estado.
urbanização desintegrada, sem um planejamento Os números revelam a situação crítica do meio
urbano. ambiente brasileiro, principalmente do Maranhão,
que ocupa também a terceira posição no ranking
13. O polêmico Maranhão do Sul dos estados com maiores índices de desmatamen-
to, onde 60% da madeira comercializada é extraí-
O Projeto político de criar o Estado do Maranhão do da de forma ilegal, segundo o Ibama.
Sul teria como primeiro custo (R$ 6 milhões) a
realização de um plebiscito envolvendo a popula- (“O Imparcial” - 7 de junho - 2001)
ção de todo o Estado.
Se criado, o novo Estado teria 49 municípios e Auxiliado pelo artigo acima e pelos seus conheci-
continuaria recebendo as mesmas verbas federais. mentos, podemos afirmar:
A capital deveria ficar entre Imperatriz, Balsas e
Grajaú ou ser construída uma nova capital. 1. um dos principais fatores responsáveis pelo des-
O sentimento separatista é justificado pelo aban- matamento citado, no Maranhão, é o pólo de ferro-
dono do governo, que nunca investiu satisfatoria- gusa em Açailândia que trabalha com carvão mine-
mente em seu desenvolvimento. ral;
O Maranhão do Sul gera apenas 7% do ICMS arre- 2. um das saídas para a problemática citada poderia
cadado no Estado do Maranhão. ser o resflorestamento com espécies de coníferas;
Tem 19% da população do Estado. 04. uma dos impactos ambientais causados pelo des-
matamento citado, acompanhado de queimadas,
(Fragmentos de “O Imparcial” - 10 de junho de seria o aumento das médias térmicas e um maior
2014) assoreamento nos rios;
08. este desmatamento expõe o solo ao processo de
Após o resumo acima, feito de uma matéria de “O lixiviação, deixando-o mais pobre e podendo cau-
Imparcial” podemos afirmar, que de acordo com a sar no futuro uma desertificação;
regionalização brasileira, se o Estado do Maranhão 16. a grande presença de indústrias madeireiras no
do Sul for criado, o mesmo será uma unidade polí- oeste do Maranhão é um dos fatores causadores do
tica: excesso de desmatamento.

1 totalmente nordestina de acordo com a regionaliza- 15. Dentre as unidades de conservação existentes no
ção geoeconômica; Brasil para preservação do meio ambiente, os Par-
2 totalmente amazônico de acordo com a visão geoe- ques Nacionais tem como objetivo a preservação de
conômica; ecossistemas naturais de grande relevância
3 amazônica e nordestina de acordo com o IBGE; ecológica e beleza cênica. Criado em 1981, o Par-
4 nordestina e amazônica na visão geoeconômica; que Nacional dos Lençóis Maranhenses garante a
5 predominantemente nordestino e com pequena parte proteção de um dos principais patrimônios do es-
na Amazônia, como um Estado de transição na tado do Maranhão e do país.
concepção geoeconômica.
Com relação ao Parque Nacional dos Lençóis Mara-
14. Maranhão é o terceiro em queimadas nhenses, analise as afirmativas a seguir:

O Maranhão ocupa o terceiro lugar no ranking dos I. O parque abrange áreas dos municípios maranhen-
estados que mais contribuem para o aumento das ses de Barreirinhas, Primeira Cruz e Açailândia.
queimadas no país, nos últimos três anos, concen- II. Entre as dunas ativas situadas na área do parque
trando 10% dos focos de incêndios em áreas flo- ocorrem lagoas temporárias ou permanentes.
restais. Em primeiro lugar está o Mato Grosso III. A pluviometria local é marcada pelo elevado índice
(38%), em segundo o Pará (27%), e, após o Ma- de chuvas e pela regularidade da distribuição ao
ranhão, vem o Tocantins (7%). longo do ano.
A Amazônia Legal é disparado o local onde ocorre o
maior número de queimadas, mas de 85% do to- Na década de 1970, o cultivo da soja passou a o-
tal. A Região Centro-Oeste concentra mais de 35% cupar áreas do Centro-Oeste brasileiro. A partir da
das queimadas, seguida pelo Sudeste (29%) e década de 1990 uma nova fronteira agrícola surgiu
Norte (24%). com a expansão da sojicultura nos estados do Ma-
As áreas consideradas muito críticas estão situadas ranhão, Piauí, Tocantins e Pará.
em 12 municípios do Maranhão, 20 do Mato Gros-
Com relação ao cultivo da soja no Maranhão, anali- da do produto no mercado interno. O principal ob-
se as afirmativas a seguir. jetivo é a exportação.
5 Alto Parnaíba. Instalaram-se empresas agropecuá-
I. As empresas exportadoras de soja se utilizam, além rias nessa área, passando a ter intensa movimen-
de outros modais, da logística da Estrada de Ferro tação na direção cidade-campo, utilizando peque-
Carajás para o escoamento da produção. nas extensões de terra, em decorrência do cultivo
II. A área plantada e a produção de soja, no período de da soja. O principal objetivo é a importação.
1990 a 2005, apresentaram um grande cresci-
mento. 18. (STANLEY-GEO 2015) Considerando sua fundação
III. Os principais municípios produtores de soja no Ma- francesa, São Luís comemorou 400 anos. Ao longo
ranhão estão situados no sul do estado e na divisa desse período, a cidade passou por grandes trans-
com o estado do Piauí. formações.
Leia os fragmentos abaixo, retirados de diferentes
16. O censo de 2010, realizado pelo IBGE, evidenciou fontes, que revelam, sequencialmente, a origem, a
que a população total do Maranhão, aproximada- classificação e a realidade de problemas sociais e
mente 6.574.789 habitantes, representava cerca de ambientais urbanos contemporâneos das cidades.
3,5% da população brasileira. [... ] os primeiros dias da conquista do lugar em
Em relação à população do Maranhão, analise as que São Luís nasceria foram à sombra das folhas
afirmativas a seguir. de pindoba.

I. O Maranhão apresenta o menor índice de urbaniza- MEIRELES, Mário. História do Maranhão. 3 ª ed.
ção dentre os estados brasileiros. São Luís: FTD, 2003.
II. A cidade de São Luís ultrapassou a marca de um
milhão de habitantes. [...] quanto às suas origens, as cidades são classi-
III. A população do Maranhão representa mais de 30% ficadas como espontâneas e planejadas. As cidades
da população da Região Nordeste. espontâneas expandiram-se de um núcleo inicial.
Nesse caso, não houve planejamento, fato eviden-
17 (STANLEY-GEO 2015) No Maranhão, há uma área ciado pelo seu traçado irregular.
produtora de soja, no sul do estado, regionalmente
denominada de „Arranjo Produtivo de Soja„. Ela é TAMDJIAN, J. O. Geografia: estudos para a com-
constituída pelos municípios de Alto Parnaíba, Bal- preensão do espaço. v. 1, São Paulo: FTD, 2010.
sas, Riachão, Tasso Fragoso, Fortaleza dos Noguei-
ras, Loreto, Sambaíba e São Raimundo das Man- [...] a precariedade das condições de vida trans-
gabeiras. forma as cidades em locais cheios de problemas
sociais e ambientais crônicos.
FERREIRA, M. da G. R. Repercussões da expansão
da agricultura moderna sobre a pequena produção TAMDJIAN, J. O. Geografia geral e do Brasil: estu-
no sul do Maranhão. In: BERNARDES, J. A.; BRAN- dos para a compreensão do espaço. v. único, São
DÃO FILHO, J. B. A territorialidade do capital. Rio Paulo: FTD, 2004.
de Janeiro: Arquimedes Edições, 2009.
A partir dos fragmentos apresentados, as sequên-
A partir da informação relativa à Mesorregião Sul, e, cias temporais que demonstram a evolução urbana
considerando a relação de causa e consequência no de São Luís, em múltiplas cidades, é
município, a opção que indica a relação região-
realidade-produção de soja é 1 até 1950, a dos grandes projetos nacionais e urbani-
zação fordista; de 1965 a 1980, a do acampamen-
1 Loreto. Instrumentalizou-se para a produção da soja to militar, a mercantil e a industrial; de 1980 a 2000,
em grande escala, por isso é o município com o a da crise urbana e de polo de urbanização; de 2000
maior número de créditos ligados ao PRONAF A, da a 2012, a da complexidade da contempo-
Mesorregião. O principal objetivo é a importação. raneidade.
2 São Raimundo das Mangabeiras. Prioriza o setor 2 até 1950, a do acampamento militar, a mercantil e a
primário na produção de soja e, consequentemen- industrial; de 1965 a 1980, a dos grandes projetos
te, é o município com o maior número de créditos nacionais e urbanização fordista; de 1980 a 2000, a
ligados ao PRONAF B, da Macrorregião. O principal da crise urbana e de polo de urbanização; de 2000
objetivo é a exportação. a 2012, a da complexidade da contempora-
3 Balsas. Representa o marco inicial do processo de neidade.
produção de soja, por ser o mais estruturado dessa 3 até 1950, a do acampamento militar, a mercantil e a
Mesorregião com grau técnico científico e serviços industrial; de 1965 a 1980, a cidade da crise urba-
especializados. O principal objetivo é a exportação. na e de polo de urbanização; de 1980 a 2000, a dos
4 Riachão. Apresenta tecnologia tradicional no cultivo grandes projetos nacionais e urbanização for- dista;
da soja e exerce atração cidade-campo pela oferta de 2000 a 2012, da complexidade da con-
de serviços com a finalidade de incrementar a ven- temporaneidade.
4 até 1950, a cidade da crise urbana e de polo de ur-
banização; de 1965 a 1980, a do acampamento O mapa em destaque apresenta áreas onde em-
militar, a mercantil e a industrial; de 1980 a 2000, presas empreendem projetos de plantio com Euca-
a da complexidade da contemporaneidade; de 2000 lipto (Eucaliptus ssp) numa extensão de 400 mil
a 2012, a dos grandes projetos nacionais e hectares nas regiões oeste e sudoeste, dos Cocais e
urbanização fordista. do Baixo Parnaíba, no Maranhão.
5 até 1950, a dos grandes projetos nacionais e urbani- Assinale a alternativa que especifica quais produ-
zação fordista; de 1965 a 1980, a do acampamen- tos advêm do eucalipto.
to militar, a mercantil e a industrial; de 1980 a 2000,
a da complexidade da contemporaneidade; de 2000 1 Coque, celulose, lenha e carvão.
a 2012, a da crise urbana e de polo de urbanização. 2 Celulose, açúcar, etanol e carvão.
3 Etanol, coco babaçu, carvão e lenha.
19. (STANLEY-GEO 2015) O Maranhão encontra-se en- 4 Papel, celulose, lenha e carvão.
tre os grandes polos pesqueiros nacionais, embora 5 Carvão, lenha, celulose e coque
essa atividade ainda seja praticada de forma bas-
tante primitiva com o uso de instrumentos artesa- 20 (STANLEY-GEO 2015)Assinale a alternativa que in-
nais. O litoral maranhense é bastante favorável à dica a que se referem as áreas destacadas no ma-
pesca devido pa.

1 à existência de grandes berçários (mangues), à ex-


tensão de mais de 1200 quilômetros de litoral, à
afluência de rios que trazem nutrientes da bacia
amazônica.
2 à pouca população que mantém estoques pesqueiros
significativos, aos nutrientes trazidos pelos rios, às
grandes áreas de dunas e mangues.
3 à extensão, à grande plataforma continental, aos es-
tuários fluviais, às marés e correntes marinhas.
4 à grande quantidade de manguezais, à abundância de
mão-de-obra tradicional altamente especializa- da e
à facilidade em transportes favoráveis aos grandes
centros consumidores do Centro-Sul.
5 à facilidade de escoamento da produção para o Cen-
tro- Sul, à existência de grande litoral, ao grande
número de barcos e a investimentos em alta tec-
nologia de pesca.

20. (STANLEY-GEO 2015)

1 Territórios indígenas
2 Territórios quilombolas
3 Áreas de assentamentos
4 Unidades de Conservação Estaduais
5 Áreas de Agricultura de Commodities

21 (STANLEY-GEO 2015) Considere o mapa a seguir


para responder à questão.
III - A faixa de temperatura do solo adequada para
semeadura varia de 5ºC e 15ºC, sendo 12,5ºC a
temperatura ideal para uma emergência rápida e
uniforme.
IV – Déficits hídricos expressivos, durante a flora-
ção/enchimento de grãos, provocam alterações fi-
siológicas na planta, resultando em redução do
rendimento de grãos.

Assinale a alternativa que contém as afirmações


corretas.

23 (STANLEY-GEO 2015) O relevo maranhense é o


modelado resultante da ação das forças endógenas
e exógenas que atuam na crosta terrestre. A afir-
mação correta sobre as formas de relevo do terri-
tório maranhense se encontra na alternativa:

1 A baixada maranhense,situada no litoral ocidental, é


caracterizada pela presença de campos e lagos.
2 A planície costeira ocupa área litorânea do Estado e
pode ser subdividida em costa de rias e o golfão
3 O centro-sul apresenta planícies fluviais
4 A costa de rias, resulta da ação eólica e está situada
na porção leste do Estado.
Observa-se que os índices pluviométricos anuais
5 O Parque dos Lençóis, com predomínio de praias,
dos climas do Estado do Maranhão variam entre 800
dunas e lagoas, abrange grande parte da porção
e 2.800mm. Sendo o extremo Noroeste a re- gião
oeste do Estado.
com índices que vão de 2400 a 2.800mm, a
explicação para a concentração de chuvas nessa 24 São Luís chega a ter o maior valor do metro qua-
região é a seguinte: drado em comparação a outras cidades do Nordes-
te. A informação é do Sindicato da Indústria da
1 Temperaturas elevadas, presença de rios temporá-
Construção Civil do Maranhão (Sinduscon-MA) e se
rios e domínio de manguezais.
justifica pela avaliação de elementos como: orga-
2 Temperaturas elevadas e contiguidade entre Floresta nização, grandes corredores e saneamento básico;
Amazônica e Oceano Atlântico. diversidade de empreendimentos e de construções
3 Temperaturas médias e convergência da Massa E- imobiliárias também podem contribuir para o enca-
quatorial Continental e Massa Tropical Atlântica. recimento de um bairro. Morar em São Luís, capital
4 Temperaturas médias anuais e contiguidade entre do Maranhão, custa caro.
Cerrado e Caatinga. Assinale a alternativa que especifique outros as-
5 Temperaturas médias, fatores orográficos e presença pectos dessa dinâmica no espaço urbano citado.
de Cerrado.
1 Poluição atmosférica; melhoria da qualidade de vida;
22(STANLEY-GEO 2015) Considerando alguns elemen- verticalização.
tos climáticos como a precipitação pluvial, a tem- 2 Crescimento de conjuntos habitacionais; universali-
peratura do ar e o fotoperíodo que influenciam na zação dos serviços de saúde pública; diminuição das
produção da soja, analise, com base nessas infor- alternativas de transporte.
mações, as afirmações abaixo: 3 Ocupações irregulares; precarização dos serviços
básicos; existência de condomínios verticais e hori-
I - O Estado do Maranhão cultivou, na safra zontais.
2008/2009, uma área de 387,4 mil hectares de so- 4 Harmonia entre a preservação e a expansão urbana;
ja (Glycine max (L).) com uma produção de 993 mil aumento de loteamentos fechados; ocupações ir-
toneladas, conforme dados do levantamento da regulares.
CONAB de junho de 2009 (EMBRAPA, 2009). A dis- 5 Excessiva concentração populacional; diminuição da
ponibilidade de água é importante, principalmente, demanda por aterros sanitários; ocupação de áreas
em dois períodos de desenvolvimento da cultura: de preservação permanente
germinação/emergência e floração/enchimento de
grãos. 24. O Maranhão encontra-se entre os grandes polos
II - A soja adapta-se melhor à temperatura do ar entre pesqueiros nacionais, embora essa atividade ainda
5ºC e 15ºC, ambiente em que sua floração ocorre seja praticada de forma bastante primitiva com o
de maneira abundante, resultando em maior pro- uso de instrumentos artesanais. O litoral mara-
dutividade. nhense é bastante favorável à pesca devido
3 a instalação de um centro têxtil que se beneficia da
1 à existência de grandes berçários (mangues), à ex- grande produção algodoeira da região.
tensão de mais de 1200 quilômetros de litoral, à 4 a construção de um pólo termelétrico, explorando o
afluência de rios que trazem nutrientes da bacia grande reservatório de gás natural encontrado na
amazônica. área.
2 à pouca população que mantém estoques pesqueiros 5 a formação de uma fronteira agrícola em grandes la-
significativos, aos nutrientes trazidos pelos rios, às tifúndios destinada à industrialização e à exporta-
grandes áreas de dunas e mangues. ção de commodities.
3 à extensão, à grande plataforma continental, aos es-
tuários fluviais, às marés e correntes marinhas.
4 à grande quantidade de manguezais, à abundância de
mão-de-obra tradicional altamente especializa- da e
à facilidade em transportes favoráveis aos grandes
centros consumidores do Centro-Sul.
5 à facilidade de escoamento da produção para o Cen-
tro- Sul, à existência de grande litoral, ao grande
número de barcos e a investimentos em alta tec-
nologia de pesca.

25. A opção incorreta é:

1. A floresta amazônica maranhense, é menos densa


em função do menor índice de umidade.
2. A mata dos Cocais, por ser considerada a grande
riqueza extrativa maranhense, vem sofrendo por
um processo de devastação reduzindo o seu po-
tencial econômico.
3. Os campos são importantes economicamente para
a pecuária, principalmente a bufalina.
4. A estrutura geomorfológica do litoral tem contribu-
ído para a manifestação de paisagens diferentes.
5. A vegetação característica do Espaço Maranhense
está relacionada, principalmente aos vales dos
principais rios.

26 O estado do Tocantins contribui para os índices


elevados na produção de grãos na região do
MAPITOBA (acrônimo referente às áreas de cha-
pada dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e
da Bahia) e também para o próprio estado: entre
2010 e 2013 houve uma valorização de 27,5% no
preço médio da terra para a agricultu- ra no
território tocantinense nessa região. En- tretanto,
a principal limitação à expansão do de-
senvolvimento agrícola no estado refere-se:

1. à baixa disponibilidade hídrica.


2. os elevados índices de radiação solar.
3. às precárias condições de logística.
4. da escassez de financiamentos bancários.

27 O Piauí forma, com os Estados do Maranhão, Bahia


e Tocantins, a região denominada de MAPITOBA,
uma área de expansão econômica e moderna. Des-
tacam-se, entre as atividades desenvolvidas nesta
região,

1 grandes projetos de mineração com destaque para a


extração de ferro e manganês.
2 a exploração de grandes jazidas carboníferas, devido
ser uma área rica em hidrocarbonetos.