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Estado do Ceará

Secretaria de Educação Básica


Centro Regional de Desenvolvimento da Educação – 6º CREDE
Núcleo Regional de Desenvolvimento Pedagógico

Francisco de Assis Abel


Maria Osileusa Gomes Furtado
Wendel Melo Andrade

MÓDULO III
GEOMETRIA: PLANA E ESPACIAL
MÓDULO III

GEOMETRIA: PLANA E ESPACIAL

Índice

A HISTÓRIA DA GEOMETRIA

EXPLORANDO PROBLEMAS E DESCOBRINDO PADRÕES

OS PONTOS E O NÚMERO DE SEGMENTOS

O GEOPLANO

OS PENTAMINÓS

OS PENTAMINÓS E A PLANIFICAÇÃO DE CAIXAS CÚBICAS

OS HEXAMINÓS E A PLANIFICAÇÃO DO CUBO

UMA HISTÓRIA CURIOSA

ALGUNS JOGOS

ALGUNS DESAFIOS

SOLUÇÕES

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A HISTÓRIA DA GEOMETRIA
Uma estranha construção feita pelos antigos persas para estudar o movimento dos astros.
Um compasso antigo. Um vetusto esquadro e, sob ele, a demonstração figurada do teorema de
Pitágoras. Um papiro com desenhos geométricos e o busto do grande Euclides. São etapas
fundamentais no desenvolvimento da Geometria. Mas, muito antes da compilação dos
conhecimentos existentes, os homens criavam, ao sabor da experiência, as bases da Geometria. E
realizavam operações mentais que depois seriam concretizadas nas figuras geométricas.

Uma medida para a vida

As origens da Geometria (do grego medir a terra) parecem coincidir com as necessidades
do dia-a-dia. Partilhar terras férteis às margens dos rios, construir casas, observar e prever os
movimentos dos astros, são algumas das muitas atividades humanas que sempre dependeram de
operações geométricas. Documentos sobre as antigas civilizações egípcia e babilônica comprovam
bons conhecimentos do assunto, geralmente ligados à astrologia. Na Grécia, porém, é que o gênio
de grandes matemáticos lhes deu forma definitiva. Dos gregos anteriores a Euclides, Arquimedes e
Apolônio, consta apenas o fragmento de um trabalho de Hipócrates. Além de Tales de Mileto, um
introdutor da Geometria na Grécia, por importação do Egito.
Pitágoras deu nome a um importante teorema sobre o triângulo-retângulo, que inaugurou
um novo conceito de demonstração matemática. Mas enquanto a escola pitagórica do século VI
a.C. constituía uma espécie de seita filosófica, que envolvia em mistério seus conhecimentos, os
"Elementos" de Euclides representam a introdução de um método consistente que contribui há
mais de vinte séculos para o progresso das ciências. Trata-se do sistema axiomático, que parte dos
conceitos e proposições admitidos sem demonstração (postulados e axiomas) para construir de
maneira lógica tudo o mais. Assim, três conceitos fundamentais - o ponto, a reta e o círculo - e
cinco postulados a eles referentes servem de base para toda Geometria chamada euclidiana, útil até
hoje, apesar da existência de geometrias não-euclidianas baseadas em postulados diferentes (e
contraditórios) dos de Euclides.

O corpo como unidade


As primeiras unidades de medida referiam-se direta ou indiretamente ao corpo humano:
palmo, pé, passo, braça, cúbito. Por volta de 3500 a.C. - quando na Mesopotâmia e no Egito
começaram a serem construídos os primeiros templos - seus projetistas tiveram de encontrar
unidades mais uniformes e precisas. Adotaram a longitude das partes do corpo de um único
homem (geralmente o rei) e com essas medidas construíram réguas de madeira e metal, ou cordas
com nós, que foram as primeiras medidas oficiais de comprimento.

Ângulos e figuras
Tanto entre os Sumérios como entre os egípcios, os campos primitivos tinham forma
retangular. Também os edifícios possuíam plantas regulares, o que obrigava os arquitetos a
construírem muitos ângulos retos (de 90º). Embora de bagagem intelectual reduzida, aqueles
homens já resolviam o problema como um desenhista de hoje. Por meio de duas estacas cravadas
na terra assinalavam um segmento de reta. Em seguida prendiam e esticavam cordas que
funcionavam à maneira de compassos: dois arcos de circunferência se cortam e determinam dois
pontos que, unidos, secionam perpendicularmente a outra reta, formando os ângulos retos.
O problema mais comum para um construtor é traçar, por um ponto dado, a perpendicular a
uma reta. O processo anterior não resolve este problema, em que o vértice do ângulo reto já está
determinado de antemão. Os antigos geômetras, o solucionavam por meio de três cordas,
colocadas de modo a formar os lados de um triângulo-retângulo. Essas cordas tinham
comprimentos equivalentes a 3, 4 e 5 unidades respectivamente. O teorema de Pitágoras explica
porque: em todo triângulo-retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da
hipotenusa (lado oposto ao ângulo reto). E 32+42=52, isto é, 9+16=25.
Qualquer trio de números inteiros ou não que respeitem tal relação definem triângulos-
retângulos, que já na antiguidade foram padronizados na forma de esquadros.

Para medir superfícies


Os sacerdotes encarregados de arrecadar os impostos sobre a terra provavelmente
começaram a calcular a extensão dos campos por meio de um simples golpe de vista. Certo dia, ao
observar trabalhadores pavimentando com mosaicos quadrados, uma superfície retangular, algum
sacerdote deve ter notado que, para conhecer o total de mosaicos, bastava contar os de uma fileira
e repetir esse número tantas vezes quantas fileiras houvesse. Assim nasceu a fórmula da área do
retângulo: multiplicar a base pela altura.
Já para descobrir a área do triângulo, os antigos fiscais seguiram um raciocínio
extremamente geométrico. Para acompanhá-lo, basta tomar um quadrado ou um retângulo e dividi-
lo em quadradinhos iguais. Suponhamos que o quadrado tenha 9 "casas" e o retângulo 12. Esses
números exprimem então a área dessas figuras. Cortando o quadrado em duas partes iguais,
segundo a linha diagonal, aparecem dois triângulos iguais, cuja área, naturalmente, é a metade da
área do quadrado.
E a área do círculo? A história da Geometria explica-a de modo simples e interessante.
Cerca de 2000 anos a.C., um escriba egípcio chamado Ahmes matutava diante do desenho de um
círculo no qual havia traçado o respectivo raio. Seu propósito era encontrar a área da figura.
Conta a tradição que Ahmes solucionou o problema facilmente: antes, pensou em
determinar a área de um quadrado e calcular quantas vezes essa área caberia na área do círculo.
Que quadrado escolher? Um qualquer? Parecia razoável tomar o que tivesse como lado o próprio
raio da figura. Assim fez, e comprovou que o quadrado estava contido no círculo mais de 3 vezes e
menos de 4, ou aproximadamente, três vezes e um sétimo (atualmente dizemos 3,14 vezes).
Concluiu então que, para saber a área de um círculo, basta calcular a área de um quadrado
construído sobre o raio e multiplicar a respectiva área por 3,14.
O número 3,14 é básico na Geometria e na Matemática. Os gregos tornaram-no um pouco
menos inexato: 3,1416. Hoje, o símbolo π ("pi") representa esse número irracional, já determinado
com uma aproximação de várias dezenas de casas decimais. Seu nome só tem uns duzentos anos e
foi tirado da primeira sílaba da palavra peripheria, significando circunferência.

Fonte: Dicionário Enciclopédico Conhecer - Abril Cultural


Retirado do site : http://www.somatematica.com.br/historia.php
EXPLORANDO PROBLEMAS E
DESCOBRINDO PADRÕES
Aprender a solucionar grandes problemas de matemática consiste em desenvolver, entre
outras habilidades, o processo de generalização de dados. Esta habilidade pode ser treinada quando
analisamos situações simples, e a partir delas encontramos modelos matemáticos através de
padrões que facilitarão na resolução de problemas mais difíceis.
As atividades a seguir ajudaram a desenvolver este tipo de habilidade.

ATIVIDADE I

Dado um triângulo e um ponto em seu interior, ligando os vértices deste retângulo a este
ponto, podemos formar quatro triângulos menores, como mostra a figura abaixo:

Considere agora que neste triângulo encontram-se dois pontos, observe o acontece quando
ligamos os vértices do triângulo e estes pontos com retas, de modo que estas retas não se cruzem.
Obteremos com isso cinco triângulos menores. Veja na figura abaixo:

Observe o que acontece quando repetimos este processo agora com três pontos no interior
do triângulo. Encontraremos sete triângulos menores. Veja na figura abaixo:
Repetindo este processo n vezes , sempre acrescentando um ponto a mais no interior deste
triângulo veremos que os resultados obtidos serão:

Nº de pontos no interior 1 2 3 4 5 ... n


da figura
Nº de triângulos 3 5 7 9 11 ... 2n + 1
formados

Ao analisarmos os resultados obtidos poderemos chegar a conclusão que se colocarmos no


interior deste triângulo n pontos, e ligarmos com retas estes pontos e os vertesses do triângulo, sem
cruzar estas ratas, iremos obter 2n + 1 triângulos menores.

ATIVIDADE II

Veremos agora o que acontece se colocarmos um ponto no interior de um quadrilatero e


ligarmos os vértices deste quadrilátero a este ponto. Podemos observas através da figura abaixo
que iremos formar quatro triângulos:

Considere agora que neste quadrilátero existam dois pontos, ligando então os vértices deste
quadrilátero e estes dois pontos, sem cruzar as retas, poderemos formar seis triângulos. Observe na
figura abaixo:

Com três pontos no interior do quadrilátero e seguindo o mesmo processo iremos obter oito
triângulos, como mostra a figura abaixo:

Repetindo este processo n vezes , sempre acrescentando um ponto a mais no interior deste
quadrilátero veremos que os resultados obtidos serão:
Nº de pontos no interior 1 2 3 4 5 ... n
da figura
Nº de triângulos 4 6 8 10 12 ... 2n + 2
formados

Ao analisarmos os resultados obtidos novamente poderemos chegar à conclusão que se


colocarmos no interior deste quadrilátero n pontos, e ligarmos com retas estes pontos e os
vertesses do retângulo, sem cruzar estas retas, iremos obter 2n + 2 triângulos.

ATIVIDADE III

Resolveremos o mesmo problema do anterior, só que agora ao invés de um quadrilátero


usaremos uma figura na forma de um pentágono. Veja agora o que acontece:
Ao colocarmos um ponto obtemos cinco triângulos:

Ao colocarmos dois ponto obtemos 7 triângulos:

Ao colocarmos três pontos obtemos nove triângulos:


Repetindo este processo n vezes , sempre acrescentando um ponto a mais no interior deste
pentágono veremos que os resultados obtidos serão:

Nº de pontos no interior 1 2 3 4 5 ... n


da figura
Nº de triângulos 5 7 9 11 13 ... 2n + 3
formados

Chegando a conclusão que se colocarmos no interior deste pentagonoo n pontos, e ligarmos


com retas estes pontos e os vertesses do retângulo, sem cruzar estas retas, iremos obter 2n + 3
triângulos.

É importante que o aluno consiga desenvolver sozinho estas generalizações e a partir delas
possa solucionar problemas tais como estes :

1º) Na situação analisada com os quadriláteros (ATIVIDADE II), obedecendo a este


procedimento, quantos triângulos poderíamos construir se houvesse 100 pontos em seu interior ?
2º) Usando agora a situação analisada com os pentágonos (ATIVIDADE III), obedecendo
aos mesmo procedimento, quantos triângulos poderíamos construir se houvesse 100 pontos em seu
interior ?
3º) Se continuássemos o processo usando agora hexágonos, qual seria a fórmula geral que
iríamos obter para n pontos em seu interior ?
4º) Se usássemos neste mesmo processo um polígono de L lados, qual seria a fórmula geral
que iríamos obter para n pontos em seu interior ?
OS PONTOS E O NÚMERO DE SEGMENTOS

Outra excelente atividade para exercitar a investigação matemática, trata-se de saber o


número de segmentos de retas, que podemos formar dados n pontos não alinhados, é importante
destacar que este tipo de atividade e bastante adequada para desenvolver estratégias de
pensamento. A resolução de problemas como estes, possibilita que o aluno encontre propriedades,
relações e regularidades, capacitando-os a formularem conjecturas sobre uma regra que surge a
partir uma série de números.
Para a analise do problema, observaremos o número de segmentos de retas que podemos
formar começando com um ponto e continuando a seqüências com dois pontos, três pontos e assim
por diante. Para esta atividade será permitido cruzar os segmentos de reta.

Observando as figuras acima, poderemos complete a tabela abaixo com os resultados


obtidos:

Número de pontos 1 2 3 4 5 6 ... n


Número de 2
n −n
segmentos de retas 0 1 3 6 10 15 ...
2

n2 − n
A partir da seqüência dos números, foi possível chegar a fórmula que nos dará o
2
número exato de segmentos de retas que podemos formar dados n pontos.

É sempre importante destacar que atividades como esta devem ser trabalhadas de tal forma
que o aluno consiga descobrir por si só a generalização do problema.
O GEOPLANO
O geoplano é uma ótima ferramenta para o ensino de geometria plana, ele consiste apenas de
uma tábua com pregos dispostos tal como mostra as figuras abaixo, onde temos um exemplo de um
geoplano de 3 x 3 e um de 5 x 5 :

Usando um elástico ligado aos pregos do geoplano podemos formas diversas figuras, o que
possibilita trabalhar com os alunos as áreas das figuras planas. Veja a seguir algumas atividades
que podem ser trabalhadas com este material.

ATIVIDADE 01

Num geoplano 3 x 3 é possível construirmos com um elástico figuras de área correspondente


a 2 u.a., como mostra a representação abaixo.

Usando um elástico e geoplano 3 x 3, tende formar o número máximo outras figuras de área
igual a 2 u.a.
ATIVIDADE 02

Num geoplano 3 x 3 é possível construir com um elástico, vários tipos de triângulos, abaixo
temos um exemplo de um destes triângulos.

Descubra exatamente quantos tipos de triângulos podem ser construídos neste geoplano.

ATIVIDADE 03

Num geoplano 3 x 3 é possível construir com um elástico, vários tipos de quadriláteros,


abaixo temos um exemplo de um destes quadriláteros.

Usando um elástico num geoplano 3 x 3 tente descobrir quantos tipos diferentes de


quadriláteros podemos formar.

ATIVIDADE 04

Num geoplano 5 x 5 é possível construir com um elástico, vários tipos de quadrados, abaixo
temos um exemplo de um destes quadrados.
Usando agora um elástico num geoplano 5 x 5, descubra exatamente quantos tipos de
quadrados podem ser construídos neste geoplano.

ATIVIDADE 05

Num geoplano 5 x 5, utilizando um elástico é possível formar um hexágono, como mostra o


exemplo abaixo:

Agora tente formas as seguintes figuras:


a) Um hexágono sem lados paralelos
b) Um hexágono com três lados paralelos (diferente do exemplo acima)
c) Um hexágono com todos os lados diferentes
d) Um hexágono com todos os lados iguais

OS PENTAMINÓS
Pentaminós são um jogo pertence à classe dos “poliminós”, assim como o
conhecidíssimo dominó. Os poliminós são formas compostas por associação de quadrados unidos
pelos seus lados.

Veja :
Os pentaminós tratam-se então de uma associação de cinco quadrados. Há 12 peças que
compõem os pentaminós (as 12 peças deste jogo estão ilustradas a seguir), elas constituem uma
espécie de quebra-cabeça onde é possível construir diversas formas geométricas.

O JOGO

Este jogo foi criado pelo americano Salomon W. Golomb em 1953, que deu a cada uma
das peças o nome de uma letra que sua forma se assemelha.

Este jogo também pode ser encontrado em lojas de brinquedo ou fabricado com peças de
madeira, isopor ou outros materiais alternativos.
O OBJETIVO DO JOGO

O objetivo do jogo é construir formas geométricas planas utilizando suas peças lado a
lado sem sobreposição.
As regras deste jogo variam de acordo com a atividade proposta

UMA PROPOSTA DE SITUAÇÃO-PROBLEMA PARA O JOGO

Unindo as peças do pentaminó podemos formar uma grande diversidade de formas


geométricas, porem desejamos saber quantos tipos diferentes de retângulos podemos construir
utilizando todas as peças do pentaminó.

A SOLUÇÃO DO PROBLEMA

Considerando uma unidade de medida para cada lado de um quadrado que compõe uma
peça do pentaminó, temos então que a área a cada quadrado será de uma unidade de área (u.a.),
podemos concluir que: Se cada peça possui cinco quadrados, então, cada peça terá cinco unidades
de área, logo qualquer polígono formado com todas as 12 peças do pentaminó possuirá uma área
total de 60 unidades de área (5 · 12 = 60)
Adotando A, como sendo a área de um retângulo, dada pelo produto da base pela altura
(A = b·h) e sendo: D={1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30, 60} o conjunto dos divisores de 60,
efetuando as possíveis combinações entre dois elementos deste conjunto na qual o produto será
sempre igual a 60, observaremos que podemos formar retângulos com as seguintes demissões:
R 1 → A = b ⋅ h = 1 ⋅ 60 = 60 u.a.
R 2 → A = b ⋅ h = 2 ⋅ 30 = 60 u.a.
R 3 → A = b ⋅ h = 3 ⋅ 20 = 60 u.a.
R 4 → A = b ⋅ h = 4 ⋅15 = 60 u.a.
R 5 → A = b ⋅ h = 5 ⋅ 12 = 60 u.a.
R 6 → A = b ⋅ h = 6 ⋅10 = 60 u.a.

Levando em consideração que não é possível formar retângulos cujos lados são menores
ou iguais a 2, devido ao formato das peças identificadas pelas letras X , W, F, V, T e Z , temos
então que os retângulos R1 e R2 não podem ser construídos, restando apenas quatro tipos de
retângulos, que são :
R 3 → 3 × 20
R 4 → 4 × 15
R 5 → 5 × 12
R 6 → 6 × 10
Segundo Bolt (1991, p.78) “Na totalidade, existem milhares de soluções para esta
atividade, mas dê-se por satisfeito se descobrir uma para cada caso”
Golomb, criador do jogo, estima que existem cerca de 2.300 formas de se construir o
retângulo 6x10, mas apenas duas formas de se construir o retângulo 3x20.
Construa as peças do pentaminós e tente montar uma das soluções para cada um dos
retângulos ( R 3 , R 4 , R 5 e R 6 ).

OS PENTAMINÓS E A PLANIFICAÇÃO
DE CAIXAS CÚBICAS
Com as peças do jogo pentaminós é possível também explorar a planificação de figuras
espaciais. Analisando que cada quadrado de um pentaminó pode se constituir numa face de um
sólido, percebemos então que alguns pentaminós podem compor uma construção espacial
semelhante uma caixa cúbica aberta na face superior.
Na figura abaixo, podemos ver um pentaminó, em três fases da construção de uma caixa
cúbica aberta no topo. A parte sombreada do pentaminó corresponde a base da caixa aberta.

Encontre outros pentaminós que também possibilitam a construção de uma caixa idêntica
a da figura, e destaque no pentaminó o quadrado que corresponde a base da caixa aberta.

OS HEXAMINÓS E A PLANIFICAÇÃO DO CUBO

Os hexaminós são construções semelhantes aos pentaminós, porém construídos pela união
de seis quadrados iguais ligados pelos seus lados.
Há um total de 35 hexaminós diferentes. Experimente descobri-los. Em seguida verifique
quantos deles correspondem a planificação de um cubo, ou seja, podem formar um cubo.
Abaixo temos dois exemplos de hexaminós sendo que somente o 2º exemplo pode
constituir a planificação de um cubo.
UMA HISTÓRIA CURIOSA
A MATEMÁTICA E O CAIPIRA
Esta história tem dois personagens: o caipira e o advogado. E aconteceu mais ou menos
assim:
Num certo dia um advogado resolveu comprar um sítio, de poucos alqueires, com a
intenção de construir uma casa e nela passar seus finais de semanas. Como não havia neste sítio
uma nascente, o advogado mandou cavar um poço, porem ficou sabendo que ali próximo, morava
há muito tempo um caipira chamado José, e que na propriedade deste caipira havia uma nascente
com água boa e farta. O advogado foi então procurar o seu vizinho para lhe fazer uma proposta:
─ Seu José, eu instalo um cano de uma polegada de diâmetro na sua nascente, conduzo a
água para o meu sítio e lhe pago R$ 50,00 por mês.
A proposta foi aceita na hora.
Passam-se alguns meses e o advogado resolve implantar no seu sítio uma criação de porcos
e para isso, vai precisar de mais água. Então ele volta para o seu vizinho caipira e lhe faz mais uma
proposta.
─ Seu José, estou precisando de mais água e venho lhe fazer a seguinte proposta: Trocarei
o cano de uma polegada por outro de duas polegadas de diâmetro e lhe pagarei então pela água que
consumir R$ 100,00 por mês.
O caipira escuta a proposta, não dá resposta imediata, pensa, e passados alguns minutos
responde que não aceita a proposta.
─ Mas como, Seu José ? pergunta o advogado. Tem água sobrando, porque não vende mais
e assim ganhará mais ?

PERGUNTA-SE: Qual deve ser o preço mais justo a ser pago ao caipira nesta nova
proposta ?

Adaptado do livro “Explorando o Ensino de Metemática” , V. 2, páginas 11 à 13


ALGUNS JOGOS
JOGO 01  DIVIDINDO O AQUÁRIO DOS PEIXES
A figura abaixo, representa um aquário onde estão sete peixes de diferentes espécies, com
apenas três linhas retas, divida o aquário em sete regiões, de modo que em cada região
fique somente um peixe.

JOGO 02  CAMINHO MALUCO


Partindo do ponto preto, percorra todos os pontos cinzas e retorne para o ponto de partida, mas
sem passar duas vezes pelo mesmo caminho. Não é necessário percorrer todos os caminhos.
JOGO 03  DIVISÃO PERFEITA

Divida o quadro abaixo em duas áreas de mesmo tamanho e mesmo formato, sendo que cada área
deve possuir as mesmas figuras e em números iguais.

JOGO 04  A DIVISÃO DOS ASTROS

Divida o quadrado abaixo em quatro partes iguais (mesma área e mesmo formato), sendo que cada
parte tenha uma estrela e uma lua, não necessariamente na mesma posição.
JOGO 05  CAÇA-PALAVRAS COM QUADRILÁTEROS
Neste caça-palavras estão escondidas 12 palavras relacionadas a quadriláteros. Podem
ser encontradas na horizontal, na vertical e na diagonal, tanto na ordem correta como na inversa.
Descubra quais são estas palavras.

B L O N O C J V B S E N M X T F G E
E G A H C E L S E D A T N B P S C V
T E L C R S A B O T S J L O G H R T
A S S X P P A R A L E L A S L I B L
O P O Q U A N D R N X Q U A E S C F
T F R E T Z X G T R G J M L O T R E
E P E Q U A D G U K I U O P I R F G
R I T L U M A V A S L P L I M A V S
O M A R G O L E L A R A P O O P A F
L O L Z R E T A N G U L O O S E J D
U P I S T G H O B F R T E D S Z O P
G L R F G S G K E L O X C S P I P X
N O D R T A D E S A O G N A S O L O
A A A S I J C C O N G R U E N T E S
X D U D R E S G A M L E S A Z X O P
E G Q Q S T K L O A R D T S D E C A
R H T L L A D O J I Q U A D R A D O
ALGUNS DESAFIOS
01) Quantos quadriláteros existem na figura abaixo ?

02) Quantos triângulos têm a figura abaixo ?

03) Com apenas quatro linhas retas ligue os nove pontos abaixo. (não é permitido retirar a caneta
do papel)
04) Agora tente ligar os 16 pontos abaixo, usando apenas seis retas. (novamente, não é permitido
retirar a caneta do papel)

05) Esta é uma cruz feita de cinco quadrados iguais unidos pelos seus lados, é chamada de cruz
grega. Ela pode ser cortada em duas partes que formaram quatro pedaços, e com estes pedaços
pode ser arrumada de modo a fazer um único quadrado. Como?

06) Como podemos dividir a figura abaixo em duas partes iguais ?


07) Tente agora dividir a figura abaixo em duas partes iguais ?

08) Um clube dispunha de uma piscina de forma quadrada, tendo em cada vértice do quadrado, um
poste de iluminação. A diretoria deste clube resolveu aumentar a piscina, tornando-a duas vezes
maior e sem alterar sua profundidade e a sua forma (ou seja, continuando a piscina com a forma de
um quadrado). Como deve ser feita a reforma desta piscina sem que seja necessário retirar os
postes ?

09) Quantos triângulos existem nesta figura abaixo ?


10) A figura abaixo, mostra um ramal circular situado no fim de uma via férrea principal. G é um
vagão para gado, C é um vagão para carneiros, L é a locomotiva e PA é uma passagem aérea para
peões.

Pretendem trocarem-se as posições dos vagões G e C, manobrando de forma que a


locomotiva regresse, no final, à linha principal.
O problema esta em que a passagem aérea tem uma altura que permite apenas a passagem
da locomotiva, mas não a dos vagões G e C, demasiados altos.
Você é capaz de dar uma ajudinha ao maquinista, para que ele efetue esta tarefa.
SOLUÇÕES
EXPLORANDO PROBLEMAS E DESCOBRINDO PADRÕES
1°) 202
2º) 203
3°) 2n + 4
4º) 2n + L ─ 2

O GEOPLANO
ATIVIDADE 01 : Abaixo temos dez possíveis soluções para esta atividade, tente encontra outras.

ATIVIDADE 02 : Existe exatamente 8 tipos de triângulos (já contando com o exemplo dado), são
eles:

ATIVIDADE 03 : É possível formar 14 quadriláteros (já contando com o exemplo dado), são eles:

ATIVIDADE 04 : É possível formar 8 quadrados (já contando com o exemplo dado), são eles:
ATIVIDADE 05 : a) Um hexágono sem lados paralelos

b) Um hexágono com três lados paralelos

c) Um hexágono com todos os lados diferentes

d) Um hexágono com todos os lados iguais

OS PENTAMINÓS

• R 3 → 3 × 20

• R 4 → 4 × 15

• R 5 → 5 × 12

• R 6 → 6 × 10
OS PENTAMINÓS E A PLANIFICAÇÃO DE CAIXAS CÚBICAS
As figuras abaixo mostram os outros pentaminós que formam caixas cúbicas abertas. A parte
sombreada corresponde a base da caixa.

OS HEXAMINÓS E A PLANIFICAÇÃO DO CUBO


Abaixo temos os 35 hexaminós, sendo que apenas os sombreados correspondem a uma
planificação do cubo.

HISTÓRIAS CURIOSAS
O preço mais justo será R$ 200,00

ALGUNS JOGOS MATEMÁTICOS


JOGO 01  DIVIDINDO O AQUÁRIO DOS PEIXES

JOGO 02  CAMINHO MALUCO

(existem outras soluções)


JOGO 03  DIVISÃO PERFEITA

(existem outras soluções)

JOGO 04  A DIVISÃO DOS ASTROS

JOGO 05  CAÇA PALAVRAS COM QUADRILÁTEROS

As palavras são: Paralelas; Ângulos; Paralelogramo; Trapézio; Congruentes; Quadriláteros;


Quadrado; Lado; Losango; Diagonal; Retângulo e Ângulo reto

ALGUNS DESAFIOS

01) 10 quadriláteros
02) 35 triângulos

03)

04)

05)
06)

07)

08)

09) 38 triângulos

10) Observe os movimentos das representações abaixo:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Marcos Teodorico Pinheiro de. Jogos divertidos e brinquedos criativos. 1. ed.,
Petrópolis-RJ: Vozes, 2004

BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 1. ed., São Paulo: Madras, 2004.

BOLT, Brian. Actividades Matemáticas: coleção O prazer da matemática n° 7. 1. ed., Lisboa:


Gradiva, 1991.

BOLT, Brian. Mais Actividades Matemáticas: coleção O prazer da matemática n° 11. 1. ed.,
Lisboa: Gradiva, 1992.

BERLOQUIN, Pierre. 100 Jogos Geométricos. 3. ed., Lisboa: Gradiva, 2000.

DANTE, Luiz Roberto. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. 1. ed., São Paulo:
Ática, 1998.

MEC – Ministério da Educação.Explorando o Ensino da Matemática: Artigos Volume 2.


Brasília: MEC/SEF, 2004.

RÊGO, Rogério Gaudêncio; RÊGO, Rômulo Marinho. Matemáticativa . 1. ed., Paraíba: UFPB,
1997.

ROSA NETO, Ernesto. Didática da Matemática. 9.ed., São Paulo: Ática, 1997.

SMOOTHEY, Marion. Investigação Matemática: atividades e jogos com quadriláteros. 1. ed.,


São Paulo: Scipione, 1998.

SMOOTHEY, Marion. Investigação Matemática: atividades e jogos com triângulos. 1. ed., São
Paulo: Scipione, 1997.

TAHAN, Malba. Matemática Divertida e Curiosa. 19. ed. Rio de janeiro: Record, 2003,

SITES CONSULTADOS :
• http://www.somatematica.com.br
• http://www.start.com.br/matematica