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Sistema de gestão de operações

Operações de proteção civil


O Sistema Integrado de Operações de
Proteção e Socorro (SIOPS) é o
conjunto de estruturas, de normas e
procedimentos que asseguram que
todos os agentes de proteção civil
atuam, no plano operacional,
articuladamente sob um comando
único, sem prejuízo da respetiva
dependência hierárquica e funcional.

Visa responder a situações de iminência ou de ocorrência de acidente grave ou catástrofe.


Mecanismos de resposta operacional
Sistema de Gestão de Operações

Duas NOP com o objetivo de complementar a Diretiva


Operacional Nacional N.º01– Dispositivo Integrado de
Operações de Proteção e Socorro (DON-DIOPS), com vista a
uma plena operacionalização deste sistema em qualquer Teatro
de Operações (TO).

Aplica- se aos APC e instituições com especial dever de cooperação, quando


empenhadas em operações de proteção e socorro.
importância e
O SGO é uma forma de ORGANIZAÇÃO
OPERACIONAL que se desenvolve numa
configuração modular de acordo com a:

o tipo de ocorrência
Em que situações se aplica o SGO?

Em qualquer ocorrência, seja qual for a sua importância e proporções...

Entre uma ocorrência de grandes proporções e outra menos complexa


difere apenas no desenvolvimento da sua organização.
Aplicação do SGO

Equilíbrio entre a gestão dos meios e as necessidades da operação...

PCO VCOT
SectorSectorSector VCI VCI VCI
GC GC GC GC VTT VCI VTT VCI
CONCEITOS

• Sistema

… pode ser definido como um conjunto de elementos interrelacionados que


interagem no desempenho de uma função.

• Gestão
… conjunto de tarefas que procuram garantir a afetação eficaz de todos os
recursos disponíveis pela organização, a fim de serem atingidos os objetivos pré-
determinados.
• Emergência

Processo que possui capacidade de alteração das condições normalmente


estabelecidas, obrigando a tomada de medidas extraordinárias.

• Gestão de emergência

Ato ou atos de gestão de situações fora do comum, que obrigam ao


empenhamento de meios humanos e materiais, capazes de se adaptarem
em cada momento a uma situação de exceção, procurando soluções
adequadas a cada momento da operação.
10
Despacho n.º 3317- A/2018 - Revisão do Sistema de Gestão de Operações
(SGO)

• Regula e define o desenvolvimento do sistema de gestão de operações;

• Aplica-se a todos os agentes de protecção civil (APC) e entidades com especial

dever de cooperação quando empenhadas em operações de proteção e socorro.


O SGO configura-se em 3 níveis de atuação

ESTRATÉGICO TÁTICO MANOBRA

Assegura a gestão da Dirige as atividades Determina e executa


operação que inclui a operacionais tendo tarefas específicas,
determinação da estratégia em consideração os normalmente
apropriada, a elaboração e objetivos a alcançar realizadas e
atualização do plano de acordo com a desenvolvidas com
estratégico de ação, a estratégia definida meios humanos e com
previsão e planeamento de pelo COS e o apoio de meios
resultados e a fixação de definem-se as técnicos de acordo
objetivos específicos para o orientações para o com os objetivos
nível tático. nível de manobra. definidos.
O SGO configura-se em 3 níveis de atuação

ESTRATÉGICO TÁTICO MANOBRA

Estabelecimento dos Receção e colocação Execução das


objetivos gerais da operação; dos meios de reforço; tarefas específicas;
Definição de prioridades Comando tático dos Operacionalização
Previsão e planeamento de setores de trabalho; /materialização
resultados; Gestão de meios e das missões
Fixação de objetivos recursos afetos; operacionais.
específicos ao nível tático; Controlo da
Identificação de prossecução dos
necessidades e pedido de objetivos definidos.
meios de reforço.
Sempre que uma força de socorro de uma qualquer
das organizações integrantes do SIOPS seja
acionada para uma ocorrência, o chefe da primeira
força a chegar ao local assume de imediato o
comando da operação e garante a construção de
um sistema evolutivo de comando e controlo da
operação.
A decisão do desenvolvimento da organização é da responsabilidade do

COMANDANTE DAS OPERAÇÕES DE SOCORRO, designado por COS, que a deve


tomar sempre que os meios disponíveis no ataque inicial e respetivos reforços se
mostrem insuficientes.
Comandante das operações de socorro (COS)

A decisão do desenvolvimento da organização é da responsabilidade do COS.

O COS é o responsável por toda a operação que, num dado momento, comanda.

Chefe da 1ª Mais graduado Comandante do CMDT designado pelo


equipa a dos bombeiros no CB na Área de CODIS, por ausência
chegar local Atuação do CMDT da AA

Sem bombeiros no Com bombeiros no


local local Estrutura de comando
da ANPC

Nas áreas sob a jurisdição da autoridade marítima, a função de COS cabe aos Capitães dos Portos
Posto de Comando Operacional

É o órgão diretor das operações no local da ocorrência destinado a apoiar o


COS na tomada das decisões e na articulação dos meios no teatro de
operações.
Posto de Comando Operacional
•Oficial Segurança
•Oficial Ligação
COS assessorado
•Oficial Relações Públicas
Técnicos / Oficiais Ligação
(ICNF, AFOCELCA, OPF, OB, GNR, PSP, etc…)
É constituído pelas células de
Representante da Autarquia Local

Coordenador Operacional Municipal

Planeamento Operações Logística


CEPLAN CECOP CELOG

responsável nomeado pelo COS


Oficial de Planeamento Oficial de Operações Oficial de Logística
Núcleo de Informações Núcleo de Meios e
Núcleo de Coordenação de Meios Recursos
Aéreos
Núcleo de Antecipação Núcleo de
Setores de Intervenção Comunicações e
Núcleo de Especialistas Sistemas de Informação
OFICIAL DE PLANEAMENTO

Chefia a célula do planeamento e propõe ao COS a designação de adjunto;

Na passagem ao nível VI do SGO, propõe ao COS a nomeação de um adjunto


por cada um dos Postos de Comando Municipal;

É responsável pelo desenvolvimento das tarefas atribuídas à Célula de


Planeamento.

n.º 1 a 4 do art. 8º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


OFICIAL DE OPERAÇÕES

Chefia a célula de operações e propõe ao COS a designação de adjunto;

Na passagem ao nível VI do SGO, propõe ao COS a nomeação de um adjunto


por cada um dos Postos de Comando de Área;

É responsável pelo desenvolvimento das tarefas atribuídas à Célula de


Operações.

n.º 1 a 4 do art. 7º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


OFICIAL DE LOGÍSTICA

Chefia a célula de logística e propõe ao COS a designação de adjunto;

Na passagem ao nível VI do SGO, propõe ao COS a nomeação de um adjunto


por cada um dos Postos de Comando Municipal;

É responsável pelo desenvolvimento das tarefas atribuídas à Célula de


Logística.

n.º 1 a 4 do art. 9º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


Comandante das operações de socorro (COS)

O COS é o responsável por toda a operação que comanda.

É um elemento tecnicamente qualificado e dotado de autoridade para atribuir

missões operacionais, articular as forças que lhe forem atribuídas, dirigir e

regular aspetos logísticos de interesse imediato para as operações, bem como

gerir a informação operacional.

Art. 3º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


Revisão do Sistema de Gestão de Operações (SGO)
A função de COS é a única, prevista no SGO que é obrigatória e permanente
em qualquer operação de proteção e socorro, independentemente da sua
tipologia, dimensão, complexidade ou duração.
Princípios fundamentais do SGO

• O SGO é uma forma de organização operacional que se desenvolve numa


configuração modular de acordo com a importância e o tipo de ocorrência.

Unidade de Comando

Obrigatoriedade de função

Manutenção da capacidade de controlo


Unidade de comando

Em cada momento há só…


…um elemento a comandar

Dotado da respetiva competência e autoridade que está, deste


modo, no topo da pirâmide...

Qualquer elemento deve receber ordens, exclusivamente, do seu


superior direto

Mas dá informações a qualquer graduado, dentro da organização no


teatro de operações…
Obrigatoriedade de função

Apenas uma função obrigatória:

Comandante das operações de socorro (COS)

Todas as outras funções só são providas quando se tornam essenciais à boa gestão
do teatro de operações…
Manutenção da Capacidade de Controlo

Capacidade de controlo directo de cada graduado, em média:


Cinco (5) elementos

Número válido para qualquer nível da estrutura da organização:

equipas, grupos de combate, sectores


O número de elementos que cada graduado deve dirigir diretamente, varia de
quatro (4) a seis (6) e depende da:
• Complexidade e riscos da operação;
• Segurança do pessoal.
O COS é o responsável por toda a operação que, num dado momento, comanda.

Responsabilidade do COS:
a) O exercício da função de COS compete, pela ordem indicada:

i) Ao Chefe da primeira equipa a chegar ao local da ocorrência,


independentemente da sua titularidade;
ii) Ao mais graduado dos Bombeiros no TO;
iii) Ao Comandante do CB da área de atuação;
iv) A um Comandante de Bombeiros designado pelo respetivo Comandante
Operacional Distrital (CODIS), se a situação o justificar, nomeadamente sempre
que o Comandante do CB da área de atuação não se encontrar disponível;
v) À estrutura operacional da ANPC. n.º 2 do art. 6º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril
Responsabilidade do COS:

b) Em qualquer fase da operação e sempre que a ocorrência o justificar, quer


pela sua natureza, gravidade, extensão, quer pelos meios envolvidos ou a
envolver ou quer pelo impacto previsível, a estrutura operacional da ANPC pode
assumir a função de COS;

c) Os Capitães dos Portos têm, de acordo com o Decreto -Lein.º 44/2002, de 2


de março, competências de Proteção Civil na faixa litoral e nos espaços do
Domínio Público Hídrico sob jurisdição da Autoridade Marítima Nacional, e no
âmbito das competências que a lei lhes confere, assumem as funções de COS no
seu espaço de jurisdição e em articulação estreita com o Comando Distrital de
Operações de Socorro (CDOS) onde se inserem as respetivas capitanias dos
portos, sem prejuízo das competências nacionais da Proteção Civil e do Sistema
Nacional para a Busca e Salvamento Marítimo.
n.º 2 do art. 3º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril
Competências

a) Aprovar o Plano Estratégico de Ação;


b) Efetuar o reconhecimento do TO, avaliar a situação e comunicar o resultado ao PCO e
ao CDOS territorialmente competente;
c) Coordenar os meios das várias entidades e organismos presentes no TO;
d) Propor ao CDOS o reforço de meios operacionais ou de suporte logístico;
e) Garantir diretamente ao CDOS a informação dos pontos de situação (POSIT), dos
resultados obtidos, bem como da desmobilização das várias forças do TO;
f) Solicitar às autoridades policiais, sempre que necessário, a criação de perímetros, zonas
ou áreas de segurança;

n.º 3 do art. 6º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


Competências
g) Requisitar temporariamente quaisquer bens móveis indispensáveis às operações de proteção civil e socorro
e os serviços de pessoas válidas;
h) Ocupar as infraestruturas necessárias ao estabelecimento da organização de comando e controlo e meios
de intervenção;
i) Utilizar imediatamente quaisquer águas públicas e, na falta destas, as de particulares, verificada a situação
de necessidade para conter ou evitar danos;
j) Solicitar, dando conhecimento ao CDOS, o acionamento dos órgãos do sistema de proteção civil, de nível
Municipal;
k) Garantir ao CDOS a informação operacional para divulgação aos órgãos de comunicação social (OCS),
fornecendo exclusivamente os dados oficiais sobre a ocorrência, devendo limita -la à informação da
operação de proteção e socorro, respeitando a estratégia e determinações que, a cada momento, possam
vir a ser emanadas pelo escalão superior;
Competências

l) Garantir a ligação com as entidades e oficiais de ligação presentes e organizações


locais necessárias ao suporte e sustentação das operações;
m) Promover a realização de briefings operacionais regulares como forma de:
i) Garantir um fluxo de informação sincronizado e de acordo com a complexidade e a natureza do TO;
ii) Capacitar e verificar os objetivos estratégicos definidos para a operação em curso;
iii) Promover e assegurar o efetivo comando e controlo da operação;

n) Determinar a localização do PCO;


o) Nomear os responsáveis pelas Células do PCO;
p) Nomear, sob proposta do Oficial de Operações, os Comandante de Área de
Intervenção Municipal, de Frente e de Setor.
Níveis de atuação do SGO

O SGO configura-se em três (3) níveis de atuação:

Estratégico

Tático

Manobra
ESTRATÉGICO

Planear e dirigir a organização de forma a atingir os objetivos globais fixados.

TÁTICO

Dirigir uma intervenção combinando pela manobra a ação dos meios, tendo em
vista atingir os objetivos fixados para suprimir um sinistro.

MANOBRA
Tarefas executadas no teatro de operações, utilizando técnicas e procedimentos
para cumprimento do planeamento tático definido.
ESTRATÉGICO

Assegura a gestão da operação:

Determinação da estratégia apropriada;

Elaboração e permanente atualização do PEA;

Previsão e planeamento de resultados e a definição das medidas de


comando e controlo;

Fixação de objetivos específicos para o nível tático;

Identificação de necessidades e pedido de meios de reforço;

Planeamento logístico da operação.


TÁTICO

Dirige as atividades operacionais:

Gestão de meios e recursos atribuídos;

Fixação de objectivos específicos para o nível manobra;

Comando táctico dos sectores;

Controlo da prossecução dos objectivos definidos;

Execução do plano logístico.


MANOBRA

Executa as actividades operacionais:

Execução das tarefas especificas;

Concretização das missões atribuídas.


Setorização de um teatro de operações

Um teatro de operações (TO) organiza-se em setores a que correspondem

ZONAS ZONAS
GEOGRÁFICAS FUNCIONAIS
Expressa por polígono Figura que permite inserir
de cor preta a categoria do setor
CONFORME O TIPO DE OCORRÊNCIA E AS OPÇÕES ESTRATÉGICAS CONSIDERADAS.

CADA SETOR DO TO TEM UM RESPONSÁVEL QUE ASSUME A DEFINIÇÃO DE COMANDANTE DE SETOR.


Organização do teatro de operações (TO)

As ZONAS DE INTERVENÇÃO caraterizam-se como áreas de configuração e


amplitude variáveis e adaptadas às circunstâncias e condições do tipo de
ocorrência, podendo compreender:

zonas de sinistro

zonas de apoio
zonas de concentração e reserva

zonas de receção de reforços.


ZS

A ZONA DE SINISTRO (ZS) é a superfície na qual se desenvolve a ocorrência,


de acesso restrito, onde se encontram exclusivamente os meios necessários à
intervenção direta e com missão atribuída, sob a responsabilidade do COS.
ZA

A ZONA DE APOIO (ZA) é uma zona adjacente à ZS, de acesso condicionado,


onde se concentram os meios de apoio e logísticos estritamente necessários ao
suporte dos meios em operação e onde estacionam meios de intervenção para
resposta imediata.
ZCR

A ZONA DE CONCENTRAÇÃO E RESERVA (ZCR) é uma zona do teatro de


operações onde se localizam temporariamente meios e recursos disponíveis sem
missão imediata e onde se mantém o sistema de apoio logístico às forças.
Na ZCR são instaladas:
Na ZCR
Área de reserva são instaladas:
– onde se localizam os meios e recursos sem missão imediata
atribuída e que constituem a reserva estratégica;

Área de reabastecimento – onde se realizam as operações de reabastecimento


de combustíveis, água, equipamentos e consumíveis;

Área de apoio de serviços – onde se garante a recuperação e suporte logístico


das forças;

Pontos de Trânsito – locais de controlo de entrada e saída de meios no TO, que


PT
não existindo ZCR, devem ser instalados na ZA. 45
Pontos de Trânsito

PT

Agrupar meios e a recepção da missão;

Receber os meios terrestres e comunicar ao PCO a sua chegada ao PT;

Reagrupar os meios isolados;

Comunicar aos diferentes meios, missão e frequências rádio do plano de


comunicações.
ZRR

A ZONA DE RECEÇÃO DE REFORÇOS (ZRR) é uma zona de controlo e apoio


logístico, sob a responsabilidade do comandante operacional distrital da área
onde se desenvolve o sinistro, para onde se dirigem os meios de reforço
atribuídos pelo CCON antes de atingirem a ZCR no teatro de operações.
Zonas de Intervenção

ZRR ZCR
Área
Reabastecimentos
ZA Área
Posto Comando Reservas
Operacional
RBT
RSV

Local Reforço
Tático
ZS Local Reforço
Tático
LRT
Ponto
Transito LRT
PT

Área
Apoio e Serviços

AAS 48
Organização do teatro de operações (TO)
Funções de Comando e Coordenação

COORDENADOR DE POSTO DE COMANDO OPERACIONAL

• Na fase IV, V e VI do SGO, passa a existir a referida função (CPCO);

• É responsável por assegurar o funcionamento do PCO;

• Assegura a articulação e cooperação entre as diferentes células;

• Assegura a conduta do PCO durante os impedimentos do COS e sempre que


for necessário substitui os elementos do PCO garantindo o seu funcionamento.

n.º 1 a 3 do art. 10º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


OFICIAL DE SEGURANÇA

• Tem a competência para avaliar se estão adoptadas todas as medidas necessárias e


suficientes à segurança das forças envolvidas no TO;

• É conferida pelo COS ao Oficial Segurança a cessação de trabalhos em curso


quando se verifique ou se preveja a prática de actos inseguros;

• Propõe ao COS medidas adicionais que considere necessárias para reforço e


garantia da segurança dos operacionais;

• É responsável por efetuar relatório sobre vítimas no TO;

• É responsável por efectuar relatório sobre danos nos equipamentos no TO;

• Avalia e relata as consequências da ocorrência.


n.º 1 a 3 do art. 11º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril
OFICIAL DE LIGAÇÃO

• Articula com todas as entidades empenhadas no TO;

• Garante o espaço funcional para os oficiais de ligação de outras entidades e


assegurar a sua integração no SGO;

• Garante a circulação da informação entre todos os APC e entidades com


especial dever de cooperação envolvidas;

• Garante uma ligação próxima com o SMPC dos municípios onde se desenvolve o
incidente de forma a assegurar o apoio logístico.

n.º 1 a 2 do art. 12º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


OFICIAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS

• Recolhe toda a informação para sustentar as declarações periódicas aos OCS e às


entidades oficiais;

• Prepara as conferências de imprensa com base na informação recolhida;

• Informa o COS das solicitações dos jornalistas;

• Prepara o dossier de imprensa para fornecer aos jornalistas;

• Acompanha e informa o COS sobre as noticias difundidas pelos OCS;

• Prepara o COS para possíveis questões dos jornalistas no final da operação;

• Informa o COS sobre as melhores formas de comunicação;

• Em articulação com o Oficial de Segurança, prepara a visita com os jornalistas aos locais
de interesse nas ZI. n.º 1 e 2 do art. 13º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril
OFICIAL DE OPERAÇÕES AÉREAS

• A função de OPAR é desempenhada por um elemento certificado com o Curso de


Operações Aéreas Nível 1;

• Reporta directamente ao Oficial de Operações;

• É o responsável pelo desenvolvimento das tarefas atribuídas ao núcleo de


Operações Aéreas.

n.º 1 a 4 do art. 14º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


COORDENADOR DE OPERAÇÕES AÉREAS (COPAR)

• O COPAR é um elemento qualificado que tem a competência de transmitir aos


Pilotos-Comandantes, os objectivos atribuídos aos meios aéreos;

• Avalia permanentemente a eficácia dos meios aéreos e a segurança das forças


no terreno face à operação destes;

• Articula com o OPAR, propondo, se necessário, a alteração das missões.

n.º 1 e 2 do art. 15º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


COMANDANTE DE SETOR (CS)

• Responsável pelas missões e meios atribuídos ao seu setor, devendo, para tal, ter um
controlo absoluto sobre os mesmos, exercendo um comando tático sobre as forças e meios
que lhe estão atribuídos;

• Recebe do escalão superior a Ordem de missão (ORMIS), Plano de Comunicações


(PLANCOM) e a relação de meios e recursos atribuídos;

• Elabora um plano tático, efetua o reconhecimento ao seu setor e garante a articulação com
os CS adjacentes;

• Garante apoio à evacuação de pessoas, estabelece locais de reabastecimento para o seu


setor, estabelece o Local do Reforço Táctico (LRT) e transmite a cada 30 minutos ao escalão
superior um POSIT sempre que a situação justifique.
n.º 1 a 3 do art. 16º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril
COMANDANTE DE FRENTE (CF)

• Exerce o comando tático sobre os setores que lhe estão atribuídos;

• Recebe do escalão superior a ORMIS, PLANCOM e a relação de meios e recursos atribuídos;

• Elabora um plano tático para a frente com base no PEA e em articulação com os comandantes
de setor;

• Instala um Posto de Comando de Frente, solicita ao COS técnicos e especialistas para apoiar as
suas tarefas;

• Reconhece a frente, efetua o levantamento dos riscos, garante o plano de segurança e o apoio
à evacuação de pessoas;

• Transmite a cada 30 minutos ao escalão superior um POSIT sempre que a situação justifique,
solicitando meios de reforço ou a sua desmobilização.
n.º 1 a 3 do art. 17º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril
COMANDANTE DE ÁREA DE INTERVENÇÃO MUNICIPAL (CA)

• Exercer o comando tático sobre a área de intervenção municipal que lhe está atribuída e
assegura a articulação com a respectiva Autoridade Municipal de Protecção Civil;

• Recebe do escalão superior a ORMIS, o PLANCOM e a relação de meios e recursos atribuídos;

• Elabora um plano táctico para a Área de Intervenção Municipal, com base no PEA e em
articulação com os comandantes de setor;

• Instala um Posto de Comando de Área, para apoio o desenvolvimento das suas tarefas, em
articulação com a Autoridade Municipal de Protecção Civil;

• Reconhece a Área Municipal, efetua o levantamento dos riscos, garante o plano de segurança e
o apoio à evacuação de pessoas;

n.º 1 e 2 do art. 18º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


COMANDANTE DE ÁREA DE INTERVENÇÃO MUNICIPAL (CA)

• Estabelece os locais de reabastecimento para a Área Municipal e uma reserva operacional;

• Estabelece, em articulação com a Autoridade Municipal de Proteção Civil e a Célula de


Logística, um Plano Logístico para a Área que comanda;

• Transmite a cada 30 minutos ao escalão superior um POSIT sempre que a situação se justifique,
solicitando meios de reforço ou a sua desmobilização;

• Mantém atualizada a lista de meios, sua localização e tarefas atribuídas;

• Promove briefings com os CS que integram a área municipal;

• Participa nos briefings operacionais para que for convocado;

n.º 1 e 2 do art. 18º do Despacho n.º 3317-A/2018 de 3 de abril


Organização do teatro de operações (TO)
Estruturas e Órgãos

Célula de Operações (CELOP)

• Compete à Célula de Operações assegurar a execução e implementação das


decisões operacionais estabelecidas no PEA e a preparação de elementos
operacionais necessários à tomada de decisão do COS;

A CELOP pode integrar os seguintes núcleos:

• Núcleo de Meios Aéreos;

• Núcleo de Emergência Médica;

• Núcleo de Coordenação ao Apoio Psicológico e Social de Emergência.


À Célula de Operações (CELOP) são atribuídas as seguintes tarefas:

• Ativar os núcleos em função da natureza e desenvolvimento da ocorrência;

• Manter atualizado o quadro geral da operação;

• Elaborar o esquema de Situação Tática (SITAC gráfico) e mantê-lo atualizado;

• Propor ao COS a setorização do TO, transmitir as ORMIS aos comandantes de


escalão subordinado, podendo ser de Setor, Frente ou Área de acordo com a
organização do TO;

• Propor ao COS mobilização de meios de reforço, garantir o registo e


atualização permanente da fita do tempo;

• Propor ao COS evacuações que não tenham sido previstas no PEA.


Na Fase V do SGO, o COS nomeia dois Adjuntos do Oficial de Operações
Fases do Sistema de Gestão de Operações

2018

62
Alterações relevantes

 A clarificação da obrigatoriedade da função de COS;


 Introdução das Fases V e VI;
 Introdução de Frentes a partir da Fase IV;
 Introdução dos conceitos de Frente, Comandante de Frente e Posto de Comando de
Frente;
 Introdução dos conceitos de Área de Intervenção Municipal, Comandante de Área e Posto
de Comando de Área;
 Introdução dos Núcleos de Emergência Médica e de Coordenação ao Apoio Psicológico e
Social de Emergência;
 A Criação do Coordenador de Posto de Comando;

 Alteração da relação com os OCS;

 Obrigatoriedade do Oficial de Segurança a partir da Fase II;

 Definição de parâmetros para a função COS, por fase e a constituição mínima do PCO;

 A definição da passagem de Comando;

 A publicação de uma matriz de competências para o desempenho das diferentes

funções.
Fase I

Na fase I do SGO todas as funções e tarefas, inerentes ao comando e controlo são


desempenhadas pelo COS;
É adequado para as operações pouco complexas, correspondendo à primeira intervenção
ou ataque inicial, até ao momento em que estão empenhadas até 6 (seis) equipas de
intervenção, independentemente da sua tipologia e titularidade:

 A solicitação de meios de reforço implica a activação dos PT;


 A função de COS compete ao chefe da primeira equipa a chegar ao local da ocorrência
independentemente da sua titularidade;
 Estando no local da ocorrência uma equipa dos bombeiros, a função de COS compete ao
mais graduado dos bombeiros no TO.
Efetivo máximo Constituição mínima do PCO – Estado
Fases Organização TO COS/Comando Meios apoio PCO
mobilizado Maior
Mínimo
I 36 Não aplicável COS bom. 1ª Não aplicável Não aplicável
Fase II

A implementação da Fase II do SGO acontece quando o efetivo mobilizado ultrapassa os


6 Grupos. Esta fase corresponde à necessidade de reforço de meios e de recursos para as
operações em que a primeira intervenção se manifesta insuficiente;
Na fase II do SGO as funções e tarefas necessárias ao comando e controlo obrigam a que
no mínimo:

 Seja ativada a Célula de Operações e designado um Oficial de Segurança;


 O COS, no mínimo, deve ser um Oficial Bombeiro Principal;
 Tem que ser instalado o PCO em local adequado e devidamente identificado;
 O chefe de grupo pode assumir cumulativamente a função de CS.
Efetivo
Organização Meios Constituição mínima do PCO –
Fases máximo COS/Comando
TO apoio PCO Estado Maior
mobilizado
Comandante/2º
comandante/adjunto/Of. VCOT/VCO Oficial Oficial
COS
Setores (até Bombeiro C operações segurança
II 108
3)
2º comandante/adjunto/Of.
Setores VCOT
Bombeiro/chefias
Fase III
A fase III do SGO é implementada quando os operacionais mobilizados ultrapassam os 6
Setores. São operações que tendem a tornar-se complexas, obrigando às seguintes ações:

 A função de COS é desempenhada por um Comandante de Corpo de Bombeiros;


 Mobilização de uma VCOC, ativação das Células de Planeamento e Logística;
 Designação de um Oficial de Ligação;
 Designação de Comandantes Setor dedicados em exclusivo à função;
 Implementação, na ZCR, das áreas de reabastecimento, de reserva e outras consideradas
necessárias;
 Ativação de, pelo menos, uma Equipa de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS).
Efetivo
Organização Meios Constituição mínima do PCO –
Fases máximo COS/Comando
TO apoio PCO Estado Maior
mobilizado
Oficial Oficial
COS Comandante VCOC
operações segurança
Setores (até
III 324 Oficial logística Oficial ligação
6) 2º comandante/adjunto/Of.
Setores VCOT Oficial
Bombeiro principal
planeamento
Fase IV

A fase IV do SGO é obrigatoriamente implementada em TO em que o número de


operacionais ultrapassa os 12 Sectores.
Corresponde a ocorrências de grande envergadura e/ou complexidade;
Nesta fase é expectável que em certas tipologias de ocorrências, a dimensão da área
atingida aconselhe, para garantir a capacidade de Comando e Controlo, a criação de
Frentes, estrutura de Comando intermédia entre o PCO e os Setores.
A implementação da fase IV do SGO diferencia-se porque:

O Comando da Operação é assegurado por um Comandante de Corpo de Bombeiros designado pelo CODIS,
ou por um elemento da estrutura operacional da ANPC até à função de CADIS, inclusive, com as diferentes
Células asseguradas por uma equipa de Posto de Comando, pré formatada, constituída por:
 Oficial de Operações,
 Oficial de Logística,
 Oficial de Planeamento,
 Oficial de Segurança,
 Oficial de Ligação
 Oficial de Relações Públicas e
 um Coordenador de Posto de Comando Operacional;
Podem ser implementadas até 2 (duas) Frentes com até 6 (seis) setores por Frente;
A CEPLAN e a CELOG ativam, obrigatoriamente, todos os seus núcleos e integram especialistas.
Efetivo
Organização Meios Constituição mínima do PCO –
Fases máximo COS/Comando
TO apoio PCO Estado Maior
mobilizado
CADIS/CODIS/2º
COS VPCC Coordenador PCO
CODIS/Comandante
FRENTES CMDT de 1 VCOC Oficial Oficial
Comandante
(até 2 com frente por frente Operações Segurança
IV 648
até 6 setores Oficial
por frente) Setores Comandante/2º Comandante VCOT Oficial Ligação
Logística
Oficial Oficial Relações
Planeamento Públicas
Fase V
É implementada quando o número de operacionais mobilizados ultrapassa os 24 Setores e
na presença ou eminência do aumento da complexidade da operação, obrigando ao
reforço da capacidade de Comando e Controlo e dos mecanismos de Coordenação
Institucional. Na passagem para esta fase:
 O Comando da Operação passa a ser desempenhado por CADIS ou Comando Nacional
da ANPC;
 São nomeados 2 adjuntos do Oficial de Operações;
 É mobilizada um VPCC para instalar o PCO, podendo ser mobilizado o VC3;
 Podem ser implementadas até 4 (quatro) Frentes, com até 6 (seis) Setores cada;
 É mobilizado, respetivamente, os CCOD ou CCON caso se trate de uma ocorrência supra
Municipal ou supradistrital.
Efetivo
Organização Meios Constituição mínima do PCO –
Fases máximo COS/Comando
TO apoio PCO Estado Maior
mobilizado
COS CONAC/2º CONAC/CADIS VC3 / VPCC Coordenador PCO
Oficial
CMDT de CODIS/2º CODIS/ 1 VCOC Oficial
FRENTES Operações
frente Comandante por frente Segurança
(até 4 com 2 Adjuntos
V 1944
até 6 setores Oficial
por frente) Setores Comandante/2º Comandante VCOT Oficial Ligação
Logística
Oficial Oficial Relações
Planeamento Públicas
Fase VI

A fase VI do SGO é implementada por decisão do Comandante Operacional Nacional, nas


situações em que, estando a operação em evolução e tendo atingindo a fase III ou superior
do SGO, estejam envolvidos vários municípios sendo necessário assegurar a Coordenação
das diferentes autoridades municipais de proteção civil, e o desenvolvimento das suas
competências e a execução dos Planos Municipais de Proteção Civil com o Comando e
Controlo da Operação de Socorro.
A implementação desta Fase do SGO implica:

 A implementação de áreas Municipais, 1 (um) por município, com o respetivo


Comandante de Área Municipal, apoiado por um Posto de Comando de Área;
 Cada uma das Áreas Municipais Instituídas pode ter até 6 (seis) setores de intervenção;
 O Comandante de Área Municipal assegura a coordenação institucional com a
Autoridade Municipal de Proteção Civil garantindo a articulação com o PCO para a
concretização do PEA.
Efetivo
Organização Meios Constituição mínima do PCO –
Fases máximo COS/Comando
TO apoio PCO Estado Maior
mobilizado
COS CONAC/2º CONAC/CADIS VC3 / VPCC Coordenador PCO
Oficial
CODIS/2º CODIS/ 1 VCOC Oficial
CMDT da área Operações
Comandante por frente Segurança
Áreas (até 4 2 Adjuntos
VI na com até 6 Oficial
setores cada) Setores Comandante/2º Comandante VCOT Oficial Ligação
Logística
Adjuntos do oficial de Operações/, do
Oficial Oficial Relações
PC área oficial de Logística e do Oficial de
Planeamento Públicas
Planeamento
Aguarda publicação

• Despacho da Simbologia Gráfica do SGO;

• Despacho das Ferramentas de Coordenação, Comando e Controlo;

• Despacho da matriz de Competências.


Sistema de Gestão de Operações

O sucesso da operação depende…

Conhecimento
Conhecimento
dos
das
recursos
necessidades
disponíveis

Gestão necessidades vs recursos


Bibliografia:

Decreto Lei nº134/2006 de 25 de julho de 2006


Despacho n.º 3551/2015 de 9 de abril de 2015
Despacho n.º 3317- A/2018 de 3 de abril de 2018
NOP 1401 2012 de 13 de abril Sistema de Gestão de Operações - SGO
NOP 1402 2009 de 23 de junho Sistema de Gestão de Operações – Simbologia
Diretiva Operacional Nacional n.º 1 - DIOPS - Dispositivo Integrado de Operações
de Proteção e Socorro
Diretiva Operacional Nacional n.º 2 - DECIR - Dispositivo Especial de Combate a
Incêndios Rurais 2019