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CLOVIS FERREIRA - OSM –

GESTOR em ESTRATEGIA da ENG de MANUTENÇÃO e


PRODUÇÃO
CORREÇÃO DA POTÊNCIA DO MOTOR AS CONDIÇÕES
ATMOSFÉRICAS PADRÃO

A potência desenvolvida pelo motor é função da pressão, da


temperatura e da umidade. O mesmo motor, ensaiado em locais ou
dias diferentes, não irá produzir os mesmos resultados, dependendo
das condiçoes do ambiente naquele local e data.

Torna-se necessária , para efeito de padronização e para eliminar o


efeito do ambiente, corrigir a potência do motor observada para a
que seria obtida num local padronizado.

Para que isso seja possível, existem normas para a redução da


potência a condições atmosféricas padrão:
NBR ISSO 1585/1996 – veículos rodoviários – Código de ensaios de
motores – potência liquida efetiva.
Obs: essa norma brasileira é baseada na norma ISSO 1585/1992, à qual se
referem a maioria das normas atuais.

SAEJ 1349/2008 –Engine Power Test Code – Spark Ignition and


Compression Ignition – Net Power Rating.

JIS D1001/1993 – Road Vehicles – Engine power test code.

DIN 70020-3/2008 – Road vehicles –Automotive engineering – Part 3:


testing conditions, maximum epeed, acceleration and elasticity, mass,
terms, miscellaneous.

Entre outras.
O procedimento de redução da potência a
valores correspondentes as condições
atmosféricas padrão segundo as normas
acima será aqui resumido sem, porém entrar
em grandes detalhes.

Para melhores informações, o aluno poderá


recorrer à publicações da ABNT
Normas de correção da potência
Como a potência é influenciada pelas condições
ambientais do local onde trabalha e também pelos seus
acessórios montados, foram criadas certas normas,
estabelecendo-se condições ambientais padrões e tipos
de acessórios a serem montados.

As normas atualmente mais usadas são:

- SAE
- DIN
- CUNA
- ABNT
a) Norma SAE
(Society of Automotive Engineers nº J.816/63):

A norma SAE se divide em dois grupos, segundo o tipo de acessórios e condições


atmosféricas a que está sujeito o motor durante as provas

Os grupos são:

SAE (liquida)

Esta divisão da norma SAE estabelece as seguintes condições


atmosféricas padrões.
- Temperatura ambiente 29,4ºC
- Pressões barometrica 746,25 mmHg
- Pressão de vapor (9,65 mmHg)
SAE (liquida)

Os acessórios que não são utilizados nos motores durante


as provas são:

- Filtro de ar
- Ventilador de arrefecimento
- Silencioso
- O alternador ou dínamo (deve ser montado no motor,
porém sem gerar corrente elétrica).
SAE (Bruta)

Estabelece as mesmas condições atmosféricas padrões as SAE


líquida.

A diferença entre elas está na utilização dos acessórios, sendo que


na SAE Bruta o motor deve funcionar com todos os acessórios.
Caso os motores possuam ventiladores de arrefecimento elétricos
ou
Eletromagnéticos, estes devem ser desligados.
O alternador ou dínamo (deve ser montado no motor, porém sem
gerar corrente elétrica).
Necs = Potência corrigida segundo a norma SAE nº J816/63 em CV
Ne = Potência efetiva em CV
Np = Potência absorvida em CV
746,25 = Pressão barométrica padrão mmHg
9,65 = Pressão de vapor padrão mmHg
Pi = Pressão barométrica indicada mmHg ( no ambiente de prova)
Tv = Pressão de vapor no ambiente da prova
29.4 = temperatura padrão

Temperatura ambiente (medida na boca do coletor) na mesma altura


b) Norma DIN (Deutsche Industrie Normem nº 70020/57)

Esta norma alemã estabelece que o motor deve ser testado nas mesmas
condições de como é montado o veiculo, isto é

- Com ventilador
- Com tubo de descarga completo, enfim, com todos os seus acessórios de
utilização.

As condições atmosféricas padrão, segundo a norma DIN é a seguinte:


- Temperatura ambiente padrão 20º C
- Pressão barométrica padrão 760 mmHg

A fórmula de correção segundo a norma DIN nº 70020/57 é:


A fórmula de correção segundo a norma DIN nº 70020/57 é:
c) Norma Cuna (Commissione Tecnica Unificazione Automobile)
( nº N.C.003-20)

Esta norma italiana estabelece que o motor deve ser testado nas mesmas
condições de como é montado no veiculo porem sem o.

- Ventilador
- Silencioso

As condições padrão ambientais são as seguintes:

- Pressão barométrica 760 mmHg


- Temperatura ambiente 15ºC
A fórmula de correção desta norma é a seguinte:
d) A Norma ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)
( Nº NB-392) como a SAE, se divide em duas:

A liquida e a bruta.

A liquida estabelece que o motor deve funcionar com os seguintes acessórios:


- Tubo de descarga
- Silencioso
- Filtro de ar
- Gerador com carga

A Bruta estabelece que o motor deve funcionar do seguinte modo:


- Sem Tubo de descarga
- Sem Silencioso
- Filtro de ar opicional
- Gerador sem carga
- Sem ventilador
A fórmula de correção de potência segundo a norma
ABNT é:
- Para motor do ciclo do ciclo Otto

- Para motores do ciclo Diesel


Temperatura

– Medida do estado de agitação dos átomos de um corpo (energia


cinética dos átomos).

Escalas Termométricas:

• Celsius (ºC) – (0 ponto de solidificação da água pura


a 1 atm)
• Fahrenheit (ºF) – (0 ponto de solidificação da água
salgada a 1 atm)
• Kelvin (K) – Escala absoluta (0 Absoluto)
• Rankine (R) –Escala absoluta (0 Absoluto)
t ºC = 5/9*(t ºF-32)

K ºC ºF R

373,15 100 212 671,67

273,15 0 32 491,67

0 -273,15 -459,67 0
Zero Absoluto
• MASSA ESPECÍFICA (ρ) - É a massa de fluido contida
em uma unidade de volume do mesmo:

• PESO ESPECÍFICO (γ) - É o peso ( G ) por unidade de


volume de um fluido:
• Pressão – Força por área ( kgf/m², etc.):

V1=V2

• Lei de Pascal – A pressão aplicada em um ponto


de um fluido incompressível ( líquidos ) em repouso
é transmitida integralmente a todos os pontos do
fluido.
• TEOREMA DE STEVIN - A pressão em um ponto do
fluido é diretamente proporcional à profundidade deste
ponto e ao peso específico do fluido.

h
• Pressão absoluta – Pressão que toma como referência o vácuo
absoluto – indicada por “abs” ou “a” após a unidade – psia,ata,etc.

• Pressão efetiva – Conhecida também como pressão manométrica,


é a pressão interna do meio, menos a pressão externa ao
manômetro – psi, at, etc.

• Pressão estática – É a pressão, efetiva ou absoluta, que não leva


em consideração a energia cinética do fluido.

• Pressão dinâmica– É a pressão, efetiva ou absoluta, que leva em


consideração apenas a energia cinética do fluido.
Experiência de Torricelli

Vácuo H =760 mm Hg

Pressão do Ar
Pef =Pi-Patm P estática

P total

Patm

Pi

P total= P estática + P dinâmica

Ao nível do mar:
1 atm = 760 mm Hg = 14,7 psi = 1,013 bar = 1,033 kgf/cm2 = 101,325 kPa
• Trabalho é definido como uma força (F) agindo através
do deslocamento (S) de uma carga, sendo o deslocamento na
direção da força:

W=F*S Energia
Calor
Trabalho
• Principais tipos de energia:

Energia Cinética: Ec= (m* v²)/2

Energia Potencial: Ep = m * g * h

Energia Interna: é a energia intrínseca das partículas


do sistema (capacidade de um sistema de realizar
um trabalho).
VAZÃO (Q)

• VAZÃO (Q) - é o volume de fluido que escoa através de


uma certa seção em um intervalo de tempo.

Q=V / t;
V= A * X;
Q=A * X / t;
Q=A*v.
Onde v é a velocidade
média do fluido.
FLUXO DE MASSA

• FLUXO DE MASSA - É a massa de fluido que


escoa através de uma certa seção em um intervalo
de tempo.

Qm= m / t;

Qm= ρ* V / t = ρ*Q= ρ* v * A.
CALOR (Q)

– É a transferência de energia entre dois corpos


que possuem diferentes níveis de temperatura,
através de três processos básicos:

• Radiação - Processo de transferência de calor


através de ondas eletromagnéticas (Pode ocorrer
no vácuo);
• Convecção - Processo de transferência de calor
através de meios fluidos que ocorre por diferença
de densidade;
• Condução - Processo de transferência de calor
através de meios sólidos, por meio da vibração
de molécula a molécula.

OBS: Fluxo de Calor = Q / t.


• Entalpia (h) – É uma propriedade termodinâmica que
representa o estado energia de um sistema. Assim a variação de
entalpia é igual ao calor adicionado ou removido em um processo - h
(kcal/kg).

• Título (X) – É a relação entre a massa de vapor e a


massa total em uma mudança de estado.

• Adiabático – Processo que não há nenhuma troca de


calor.
LEI ZERO DA TERMODINÂMICA

Se dois Corpos A e B estão em equilíbrio térmico com um


terceiro Corpo C, então os Corpos A e B estão em equilíbrio mútuo
entre si.

PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA

Estabelece o princípio de conservação da energia total.


Quando uma energia é transferida ou transformada em qualquer
outra forma, a energia final total mais a soma de todas as energias
envolvidas no processo é igual a energia inicial.
DEinicial + DEfinal = ZERO
Onde DE= Σ (Ecinética+Epotencial+Calor+Trabalho)
DE = Q + W
DE = Variação da Energia total do sistema.
Q = Quantidade de calor transmitida para o sistema.
W = Trabalho realizado pelo sistema.
Em 1824 o Engenheiro Sadi Carnot estabeleceu que
é possível transformar trabalho/energia completamente
em calor, exemplo: Aquecimento de resistência elétrica,
reações químicas exotérmicas etc.
Já o oposto não é possível, apesar deste fato não
contrariar a 1ª Lei.

A máquina que recebe calor e fornece trabalho,


denomina-se máquina térmica propriamente dita ou
máquina motora; e aquela que, recebendo trabalho,
propicia a passagem do calor de um corpo frio para um
quente, chama-se refrigerador
SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA

É IMPOSSÍVEL CONSTRUIR UMA MÁQUINA TÉRMICA QUE,


OPERANDO EM UM CICLO, TRANSFORME EM TRABALHO TODO
O CALOR A ELA FORNECIDO.

A 2º Lei estabelece uma nova propriedade que demonstra se o


sistema é ou não irreversível. Esta propriedade é chamada de
Entropia.

• Entropia (S) – É uma propriedade termodinâmica que mede o


grau de perdas irreversíveis em um sistema. Pode-se afirmar que não
existe nenhuma transformação natural em que a entropia decresça.
Ciclo reversível de Carnot

T (K)
Isotérmicas
Adiabáticas

T2

T1

S1 S2 S (kJ/K)

η = 1-T1/T2
OBS:η é o maior rendimento possível (Ideal) – Nenhuma máquina pode
ter um rendimento maior que o do ciclo ideal de Carnot
• Calor Especifico (c) - Indica a quantidade de calor que
cada unidade de massa de um corpo precisa receber ou ceder
para que sua temperatura possa variar de um grau.

Q=m*c*Δt

• Calor Sensível (Qs) - É assim chamado o calor


responsável pela variação de temperatura.

Q=m*c*Δt;
Q=C*Δt onde;
C - Capacidade calorífica do sistema;
Δt - Variação de temperatura do sistema (absoluta ou
relativa);
m - Massa do sistema;
c - Calor específico do sistema.
• Calor Latente (QL) - É o calor presente nas mudanças
de estado, onde sua temperatura permanece constante;

Q=m.L onde;

Q - Quantidade de calor latente;

m - massa do sistema;

L - Calor latente do sistema.


Estado físico – sólido, liquido e gasoso

T (K)
Q latente
P=cte

Fase gasosa
Líquido + Vapor
T=cte

Fase líquida
Sólido + líquido

T=cte

Fase sólida

Q sensível
V ( m³/kg)
Condicionamento de ar - É o processo de
tratamento do ar interior do espaço
condicionado, controlando variáveis como
temperatura, umidade, velocidade e a
pureza do ar em recintos fechados.
Unidades usuais

Energia/Calor

• 1 Joule (J) = 1 N*m


• 1 kcal = 4186,8 J
• 1 BTU(British thermal unit) = 0,252 kcal

Potência/Fluxo de Calor

• 1 W (Watt) = J/s
• 1 HP= 745,7 W
• 1 CV= 736 W
• 1 HP=1,014 CV
• 1 kW=3415,179 BTU/h
• 1 TR (tonelada de refrigeração) = 12000
BTU/h
Unidades usuais

Pressão

• 1 Pa = 1 N/m²
• 1 kgf/cm² (at) = 14,22 psi

• 1 atm = 1.01325 bar


• 1 atm = 1,033 kgf/cm² (at)
• 1 atm = 10,33 mca
• 1 atm = 14,7 psi
• 1 atm = 101.325 kPa
• 1 atm = 760 torr (mmHg)
A Psicrometria:

é o estudo relacionado às propriedades


termodinâmicas do ar úmido (mistura de ar seco
com vapor d’água), tais como temperatura,
umidade, entalpia e volume específico. Todas
estas propriedades podem ser visualizadas e
relacionadas na Carta Psicrométrica:
• Psicrômetros - aparelhos que medem o vapor de água
contido na atmosfera, tal mistura na atmosfera é
chamada umidade, e a expressão comum ”não é o calor,
é a umidade”. Possuem um termômetro de bulbo seco e
outro com reservatório que conserva sempre úmido o seu
bulbo.

• A evaporação da água rouba calor baixando a sua


temperatura mais que a do bulbo seco.

• A diferença entre as temperaturas de bulbo seco e


bulbo úmido é chamada de depressão do bulbo
úmido.
AR E UMIDADE, UMA MISTURA FÍSICA

O vapor d’água no ar não é absorvido ou dissolvido por


ele.

A temperatura do vapor d’agua é sempre a mesma que a


do ar.

O ar pode reter diferentes quantidade de vapor de água


e , quando ele esta retendo todo o vapor d’água que é
capaz de reter, é chamado de ar saturado

A porção de umidade no ponto de saturação varia com


a temperatura do ar; quanto mais alta a temperatura,
mais umidade o ar pode reter.
Necessitamos de Três Temperaturas do Ar

Três temperaturas diferentes são necessárias para


entender e controlar as operações.

Elas são as temperaturas de


bulbo seco , bulbo úmido e do ponto
de orvalho.
CARTA PSICROMETRICA
Carta Psicométrica
Volume específico OBS: Carta para
uma pressão
Temperatura de específica
bulbo seco

Umidade específica

Entalpia do ar saturado

Temperatura de
Umidade relativa(%) bulbo úmido
PROPRIEDADES:
Volume Específico
O volume específico representa o volume ocupado por um quilograma de ar
seco (m³/kg) em uma condição específica. O inverso deste valor representa a
densidade do ar (kg/m³), ou seja, quanto menor o volume específico, maior a
densidade do ar.
Entalpia
A entalpia indica o total de energia térmica que o ar
úmido possui em uma determinada condição (kJ/kg).
Representa uma parcela de energia do ar seco e uma
parcela de energia do vapor d’água.
Temperatura de Bulbo Seco:
É a temperatura indicada por um termômetro comum, exposto ao ar atmosférico e
sem influencia da radiação solar. Esta temperatura não é afetada pela umidade do ar.
Temperatura de Bulbo Úmido:
É a temperatura medida por um termômetro que tem seu
bulbo coberto por um algodão molhado.

A evaporação desta água absorve calor do algodão, o que


faz com que a temperatura medida por este termômetro seja
menor que a medida pelo termômetro de bulbo seco.

Quanto mais seco estiver o ar, maior será a capacidade de


evaporação da água no algodão, e consequentemente,
menor será a temperatura indicada neste termômetro.

Quando o ar estiver muito úmido, a capacidade de


evaporação da água no algodão diminui, fazendo com que a
temperatura de bulbo úmido seja muito próxima da
temperatura de bulbo seco.
Ponto de Orvalho:
É a temperatura de saturação do vapor
presente no ar.

Quando este ponto é alcançado (100% de


umidade relativa), as temperaturas de Bulbo
Seco, Bulbo Úmido e de Orvalho são iguais. É
quando se inicia a condensação do vapor
presente no ar.
Ponto de Orvalho
O ponto de saturação é mais freqüentemente chamado
ponto de orvalho

pois se a temperatura do ar saturado cair abaixo de seu


ponto de orvalho, parte do vapor d’agua nele contido
condensar-se-á.

A temperatura até a qual o ar deve ser resfriado, com


pressão constante, para atingir a saturação (em relação à
água líquida), é chamada ponto de orvalho. O ponto de
orvalho dá uma medida do conteúdo de vapor d’água no ar.
Quanto mais alto, maior a concentração de vapor d’água
no ar.
Temperatura do Ponto de Orvalho - É a
temperatura que o ar deve ser resfriado para
alcançar a saturação sem adição de vapor d'água. É
também a temperatura na qual se forma o orvalho.

A redução da Temperatura de Bulbo Úmido depende


do teor de umidade do ar; quanto menor esta última,
maior o abaixamento. A interseção entre a TBS e a
TBU fornece a Umidade Relativa, através da Carta
Psicrométrica.
DADOS DA MEDIÇÃO
Umidade relativa do ar é a relação entre a quantidade de
água existente no ar (umidade absoluta) e a quantidade
máxima que poderia haver na mesma temperatura (ponto de
saturação)

Umidade Absoluta e Umidade Especifica


– A umidade no ar é expressa de acordo com o seu peso. O
peso da umidade que o ar contem depende, acima de tudo,
da temperatura do ar, e é independente da sua pressão.

Umidade Relativa - A razão entre a quantidade de umidade


(vapor d'água) no ar, pela quantidade máxima de umidade
que o ar teria se estivesse saturado.

se o ar esta completamente saturado, sua


umidade relativa é 100%.
Umidade Específica (ou Absoluta):
É a proporção em massa de vapor d’água para cada unidade de massa de ar seco
(kg de vapor d’água/kg de ar seco).
Umidade Relativa:
É a fração de vapor d’água presente no ar. Seu valor indica se o ar está seco ou
úmido para uma determinada condição. Valores altos indicam um ar úmido, com
pouca capacidade de absorção de água. E valores baixos indicam um ar seco,
com maior capacidade de absorver a umidade do ambiente.
Enquanto a umidade específica indica a quantidade real de
água presente no ar, a umidade relativa indica se o
ambiente está seco ou úmido para uma determinada
condição.

De maneira geral, uma grande diferença entre a


temperatura de bulbo seco e a temperatura de bulbo úmido
indica um ambiente seco, com baixa umidade relativa,
adequado para armazenagem de bebidas, produtos
embalados e frutas de casca dura. Esta condição não é
recomendada para a armazenagem de carnes sem
embalagem, pois pode ressecar o produto.
Temperatura de Bulbo seco

é a temperatura do calor sensível do ar, como


medida por um termômetro comum.

Tal termômetro é chamado em psicrometria ou


em engenharia de ar-condicionado de
termômetro de bulbo seco.
Uma pequena diferença entre a
temperatura de bulbo seco e a
temperatura de bulbo úmido indica
um ambiente úmido, com alta
umidade relativa.
Uma condição em que a temperatura de bulbo seco e bulbo úmido são iguais indica
que o ar está saturado e que foi atingido o ponto de orvalho (100% de umidade
relativa
TEMPERATURA DE BULBO ÚMIDO

O termômetro de bulbo úmido é um termometro


comum com uma mecha de tecido, lã ou flanela.

A diferença entre as temperaturas de bulbo


seco e de bulbo úmido e chamada de depressão
do bulbo úmido.

A Temperatura de Bulbo úmido Mede o Calor


Total

O termômetro de bulbo úmido indica o calor do


ar que está sendo medido
Relação entre as temperaturas do Bulbo Úmido,
do bulbo seco e do Ponto de orvalho

Quando o ar contem alguma umidade, mas não esta


saturado, a temperatura do ponto de orvalho é
mais baixa que a do bulbo úmido, e a do bulbo seco
situa-se entre elas

À medida que a umidade do ar aumenta, as


diferenças entre as temperaturas são menores.

Quando o ar esta saturado, as três temperaturas


são iguais.
SUPERALIMENTADO:
Aspiração do ar pelo compressor, até a entrada
deste no cilindro do motor
COMPONENTES DO SISTEMA DE
SUPERALIMENTAÇÃO:
1. Filtro de ar
2. Compressor
3. Turbina
4. Resfriador de ar
5. Caixão de ar
FILTRO DE AR,COMPRESSOR E
TURBINA: SÃO RESPONSÁVEIS PELO PROCESSO
DE ADMIÇÃO DO AR DA ATMOSFERA ATÉ A ENTRADA
NO CILINDRO.
RESFRIADOR E CAIXÃO DE AR:

O resfriador é normalmente de feixe


tubular, sendo circulado por água doce
ou salgada.

Caixão de ar é utilizado para


armazenamento de ar para
complementar o trabalho do
compressor.
CONDENSAÇÃO DE AGUA NO RESFRIADOR DE AR

Depois de comprimido, o ar de lavagem e sobre alimentação passa


através do resfriador e pode ter sua temperatura reduzida até um valor
abaixo do seu ponto de saturação.

Em conseqüência disso, ocorre uma intensa condensação de vapor


d’água na carcaça do resfriador. Essa água carregada para o interior
dos cilindros pode lavar o filme de óleo lubrificante das camisas.

A condensação de agua no resfriador de ar de lavagem é muito


acentuada nas zonas quentes e úmidas.

A figura, extraída do manual do motor MAN B&W 6L6 MC, da uma


impressão nítida das quantidades condensadas.
No diagrama foram consideradas apenas duas condições
para a temperatura do ar ambiente e da água salgada na
entrada do resfriador.
Considerando-se, por exemplo, o ar ambiente a 45 ºC, a
água salgada a 32 ºC, uma umidade relativa de 60% e uma
carga correspondente a 90% da MCR, observa-se que a
quantidade de água condensada no resfriador seria de
ordem de 39 TON/ 24h.
Ainda no mesmo diagrama percebe-se que se as temperaturas
do ar ambiente e da água salgada fossem ambas 25 ºC, para
as mesmas condições de umidade relativa e de carga do
exemplo anterior, a quantidade de água condensada cairia
para cerca de 4 TON / 24h.
Esses exemplos evidenciam a necessidade que esses motores têm de
possuir um adequado sistema de drenagem que viabilize uma ótima
condução. Entretanto, antes de detalharmos esse assunto,
apresentamos agora um diagrama extraído do manual do motor Sulzer
RL, figura 18.

A finalidade principal desse diagrama é permitir a determinação da


temperatura do ar de lavagem, abaixo da qual ocorre a condensação.
No exemplo sobreposto no próprio diagrama, a temperatura encontrada
foi de 43ºC.

Na linha vertical (no centro) obteve-se também uma unidade específica de


0,024 Kg de água/ Kg de ar. Para a obtenção da relação de compressão
Tc = Psp / Pbaro os dados são obtidos no manômetro instalado no caixão
de ar de lavagem (Psp) e no barômetro do navio (Pbaro).

Evidentemente a quantidade de água condensada poderia também ser


calculada se fosse conhecida a massa de ar no resfriador.
SISTEMA DE DRENO PARA OS COLETORES DA NÉVOA DE
ÁGUA

A figura 19 mostra um sistema de dreno instalado no motor


6L6OMC, no qual a água condensada no resfriador de ar de
lavagem é drenada por meio de uma tubulação que também é
utilizada para alimentar o tanque para limpeza química do lado
do ar do mesmo.

O fluxo de ar e água passa, portanto pelo visor sendo


drenado para o porão através do orifício AL. Com relação ao
controle do sistema de drenagem através do visor, deve-se
considera que um fluxo misturado de ar água indica que o
sistema está sendo corretamente operado onde há
condensação. Por um lado, um fluxo só de água indica um
mau funcionamento do sistema.
Um dispositivo de alarme é utilizado para denunciar
um possível nível alto de água na carcaça do
resfriador. Em condições ambientes secas, é normal
um fluxo de ar só no visor.

Quando o navio navega em regiões tropicais com


elevada umidade, muitas vezes torna-se necessário
abrir um pouco as válvulas de descarga para
permitir uma drenagem satisfatória para aquelas
condições climáticas.
1) Um turbocompressor de um MCP aspira ar à 40º C
e 90% de umidade relativa, após a compressão e
troca de calor no resfriador de ar de lavagem,
tivemos a leitura manométrica de 0,7 Kg /cm² e a
temperatura de 40º C sabendo-se que este motor
desenvolve 20.000 CVe e que o consumo especifico de
ar é
7,7Kg / CVe-h.

pergunta-se:

Qual a quantidade de água em Kg que será drenado no


caixão de ar de lavagem em 24hs?
Obs: Pm = pressão manométrica
Pa = pressão absoluta
Patm = pressão atmosférica
Vac = vácuo

Pa = patm + Pm (vaso de pressão)


Pa = Patm – Pm (vácuo)
1Atm = 1,033kg/cm² = 14,7lb/in² (Psi)
1Atm = 76cm.hg = 30in.hg
1Atm = 10,34m.H2O = 34FT H2O
Resolução:

Pressão manométrica = 0,7 Kg/cm²,


pressão absoluta = 1,7 kg /cm²

Consumo especifico de ar = 7,7x24h


= 184,8 kg/cv-dia

Calculo da quantidade relativa de água / ar na aspiração:

Obs: no gráfico

90% de U.R a 40º C = 0,044 kg H2O / kgar


Calculo da quantidade relativa de água no ar
depois da compressão

Obs: no gráfico

Pressão 1,7 kg/cm²a 40º C =


0,028 kgH2O / kg ar

calculo da diferença asp – comp


0,044 – 0,028= 0,016 kgH2O / kgar
Calculo da massa de ar

M (ar) = P x C (esp)
Pot = 20.000CVe
C(esp) = 184,8 kg / CVe-dia
M (ar) = 20.000 x 184,8 = 3.696.000 kg ar

Calculo da quantidade de água.

Q (H2O) = M (total ar) x dif. Relativa

Q (H2O) = 3.696.000 x 0,016 = 59.136 kg (H2O)


2) um compressor de ar aspira à pressão
Atm e temperatura de 40º C com umidade
relativa de 90% comprimindo para um
reservatório de 5000 L, a uma pressão inicial
de 1Atm a pressão final manométrica de
30Kg/cm² e temperatura de 40°C.

Qual a quantidade de água drenada no


reservatório?
Resolução:

*40º C = 40 + 273 = 313º K


*Pressão atm = 1kg /cm² = 10000kg / m²
*Pressão manométrica = 30 kg / cm² =
*Pressão absoluta = 31 kg / cm² = 310.000 kg / m²
*Volume reservatório = 5000L = 5000dm³ = 5m³

*PV = MRT
M= PV / RT
10000 x 5 / 29,25 x 313 = 5,4613 kg ar
*PV = MRT
M= PV / RT = 10000 x 5 / 29,25 x 313 = 5,4613 kg ar
*Calculo da quantidade real H2O inicial
M = 5,4613kg
No gráfico UR 90% a 40º C = 0,044 kg H2O / kg ar
*Massa de ar final

PV = MRT
P= 310000 kg /m²
V = 5 m³
R ar = 29,25
T = 313° k

*M = PV / RT

M = 310000 x 5 / 29.25 x 313 =

169,3017 kgar

Ou 5,4613 x 31= 169,30Kgar


*Calculo H2O que veio junto com ar
UR 90% = 0,044
H2O = 169,3017 x 0,044 = 7,4492 kg H2O

*No gráfico pressão final


31 kg / cm² a 40º C = 0,001 kg H2O / kgar
31,0
*Calculo da quantidade de H2O em suspensão
no ar final

H2O em suspensão = M x Q (H2O) real =


169,3017kh H2O x 0,001 = 0,1693 kg H2O

*Calculo
da água precipitada
7,4492 – 0,1693 = 7,2799 kg H2O
OU
169,3017 x (0,044 – 0,001)= 7,2799
CLÓVIS FERREIRA MENDES
CHIEF ENGINEER
MECHANICAL ENGINEER
MBA- GESTÃO ESTRATEGICA DA MANUTENÇÃO

Referencias:

- Manual do motor MAN B&W 6L6 MC


- Site clima tempo.
- Arquivos Petrobras