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Concurso Público 1/2019.

Bela Vista de Goiás.


Professor - Pedagogo
Baseado no Edital Nº 01/19
APRESENTAÇÃO

PARABÉNS! ESTE É O PASSAPORTE PARA AUXILIAR NA SUA


APROVAÇÃO.

Temos um único propósito: mudar a vida das pessoas.


Vamos ajudar você a alcançar o tão desejado cargo público.
Esse material é elaborado de acordo com o Edital 1/2019. Assim a matéria é organizada
de forma que otimize o tempo do candidato. Afinal corremos contra o tempo, por isso a
preparação é muito importante.
Obrigado e bons estudos!
SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Compreensão e interpretação de textos literários e não literários/ significado contextual de palavras e expressões. 83
Níveis de linguagem. .......................................................................................................................................................... 07
Figuras de linguagem. ........................................................................................................................................................ 74
Princípios de coesão e coerência textuais. ........................................................................................................................ 86
Tipos de discurso. ............................................................................................................................................................... 07
Funções da linguagem. ...................................................................................................................................................... 74
Estrutura e formação de palavras. ..................................................................................................................................... 04
Pontuação. .......................................................................................................................................................................... 50
Regência verbal e nominal. ................................................................................................................................................ 58
Concordância verbal e nominal. ........................................................................................................................................ 52
Colocação pronominal. ...................................................................................................................................................... 07
Uso de crase. ....................................................................................................................................................................... 71
Análise Sintática: Introdução à sintaxe. ............................................................................................................................. 63
Termos integrantes e acessórios da oração. ..................................................................................................................... 63
Classificação das orações coordenadas e subordinadas. ................................................................................................. 63

Matemática
Números naturais e operações. ......................................................................................................................................... 01
Frações. ............................................................................................................................................................................... 01
Números decimais. ............................................................................................................................................................. 01
Expressão numérica e algébrica. ........................................................................................................................................ 01
Conjuntos. ........................................................................................................................................................................... 01
Equações do 1º e 2º graus. ................................................................................................................................................ 23
Razões e proporções .......................................................................................................................................................... 11
Regra de três simples e composta. .................................................................................................................................... 15
Porcentagem. Juros simples e compostos. ....................................................................................................................... 74
Probabilidade. ..................................................................................................................................................................... 77
Estatística básica. ................................................................................................................................................................ 41
Medidas de Comprimento e Superfície. ............................................................................................................................ 19
Medidas de volume e Capacidade. .................................................................................................................................... 19
Medida de Massa................................................................................................................................................................ 19
Raciocínio Lógico ................................................................................................................................................................ 01
Noções de Informática

Microsoft Windows XP/2000 ou superior: conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos, área detrabalho, área de
transferência, manipulação de arquivos e pastas, uso dos menus, programas e aplicativos, interação com o conjunto
de aplicativos Microsoft Office ...........................................................................................................................................01
Navegação Internet, conceitos de URL, links, sites, impressão de páginas ..................................................................... 72
Uso de correio eletrônico. .................................................................................................................................................. 70
Microsoft Word 2003 ou superior. Estrutura básica dos documentos, edição e formatação de textos, cabeçalhos,
parágrafos, fontes, colunas, marcadores simbólicos e numéricos, e tabelas, impressão, ortografia e gramática,
controle de quebras, numeração de páginas, legendas, índices, inserção de objetos, campos predefinidos, caixas de
texto. .................................................................................................................................................................................... 12
Microsoft Excel 2003 ou superior. Estrutura básica das planilhas, conceitos de células, linhas, colunas, pastas e
gráficos, elaboração de tabelas e gráficos, uso de fórmulas, funções e macros, impressão, inserção de objetos,
campos predefinidos, controle de quebras, numeração de páginas, obtenção de dados externos,
classificação............................................................................................................................................................. ..............31

Conhecimentos Específicos
Ética e Educação. Aprendizagem – Processo e Fatores que interferem e aplicação das Teorias Psicológicas à
Educação........................................................................................................... ........................................................................................01
A Compreensão da Educação como Processo Social. ........................................................................................................03
A LDB: Princípios e Fins da Educação; Níveis e Modalidades de Ensino ...........................................................................05
Planejamento de Ensino ......................................................................................................................................................42
Componentes do Plano Didático ........................................................................................................................................42
O Projeto Pedagógico da Escola: Concepção, Características, Processos .........................................................................43
Currículo e Matriz Curricular: Teorias do Currículo. Fundamentos Condicionantes e Metodologia do Planejamento
Curricular................................................................................................................................................................................47
Gestão Escolar: Gestão Democrática da Escola. Eficiência e Eficácia Escolar. ...................................................................60
Clima de Trabalho na Escola ...............................................................................................................................................62
Organização. Assistência à Educação / Coordenação / Controle. Avaliação ....................................................................69
A Dinâmica da Escola...........................................................................................................................................................71
Projeto Pedagógico .............................................................................................................................................................71
Estrutura Funcional. Currículo .............................................................................................................................................71
A Função e a Prática do Gestor na organização e articulação do Trabalho Pedagógico .................................................82
Práticas Pedagógicas Integradas no cotidiano Escolar ......................................................................................................83
Tempos e Espaços Escolar: Os Aspectos legais para o seu funcionamento .....................................................................96
O Regimento Escolar sua importância, elaboração e aplicabilidade .................................................................................97
Conhecimentos pedagógicos ..............................................................................................................................................98
O processo de construção do conhecimento científico pela criança. ...............................................................................98
Concepções Pedagógicas ....................................................................................................................................................98
Teorias Educacionais ............................................................................................................................................................99
Projetos Pedagógicos ....................................................................................................................................................... 100
Currículo e Avaliação. Didática Geral e Prática de Ensino ............................................................................................... 100
O Lúdico como Instrumento de Aprendizagem. ............................................................................................................. 100
O Jogo e o Brincar ............................................................................................................................................................ 101
Prática Educativa. .............................................................................................................................................................. 104
Parâmetros Curriculares Nacionais .................................................................................................................................. 105
Projetos Interdisciplinares ................................................................................................................................................ 131
Temas transversais ............................................................................................................................................................ 132
Diretrizes e bases da educação na nova LDB .................................................................................................................. 132
Ambiente Educacional e Familiar, .................................................................................................................................... 132
Participação dos Pais ........................................................................................................................................................ 133
História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena ................................................................................................................... 133
Legislação Educacional ..................................................................................................................................................... 137
História da Educação ........................................................................................................................................................ 153
ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente .................................................................................................................. 154
LÍNGUA PORTUGUESA

LETRA E FONEMA

A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimento”).
Significa literalmente “estudo dos sons” ou “estudo dos sons da voz”. Fonologia é a parte da gramática que estuda os
sons da lín-gua quanto à sua função no sistema de comunicação linguística, quanto à sua organização e classificação.
Cuida, também, de aspectos relacionados à divisão silábica, à ortografia, à acentuação, bem como da forma correta de
pronunciar certas palavras. Lembrando que, cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar estes sons no ato da fala.
Particularidades na pronúncia de cada falante são estudadas pela Fonética.
Na língua falada, as palavras se constituem de fonemas; na língua escrita, as palavras são reproduzidas por meio de
símbolos gráficos, chamados de letras ou grafemas. Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de
esta-belecer uma distinção de significado entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a
distinção entre os pares de palavras:
amor – ator / morro – corro / vento - cento

Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica que
você - como falante de português - guarda de cada um deles. É essa imagem acústica que constitui o fonema. Este forma
os significantes dos signos linguísticos. Geralmente, aparece representado entre barras: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.

Fonema e Letra
O fonema não deve ser confundido com a letra. Esta é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por
exemplo, a letra “s” representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a letra “s” representa o fonema /z/ (lê-se zê).
Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que
pode ser representado pelas letras z, s, x: zebra, casamento, exílio.

Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:
o fonema /sê/: texto
o fonema /zê/: exibir
o fonema /che/: enxame
o grupo de sons /ks/: táxi
O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.

Tóxico = fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: tóxico


1234567 123456

Galho = fonemas: /g/a/lh/o/ letras: galho


1234 12345

As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos: compra, conta.
Nestas palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das vogais que as antecedem: /õ/. Veja ainda: nave: o /n/ é um fonema;
dança: o “n” não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras “a” e “n”.

A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.

Hoje = fonemas:
ho / j / e / letras: h o j e
1 2 3 1234

Classificação dos Fonemas


Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:

1) Vogais
As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua,
desempenham o papel de núcleo das sílabas. Isso significa que em toda sílaba há, necessariamente, uma única vogal.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entrea- 1) Ditongo


berta. As vogais podem ser:
o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-
Orais: quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
/o/, /u/. - Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal:
sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas na- - Decrescente: quando a vogal vem antes da semivo-
sais. gal: pai (a = vogal, i = semivogal)
/ã/: fã, canto, tampa - Oral: quando o ar sai apenas pela boca: pai
/ ẽ /: dente, tempero - Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas na-
/ ĩ/: lindo, mim sais: mãe
/õ/: bonde, tombo
/ ũ /: nunca, algum 2) Tritongo

Átonas: pronunciadas com menor intensidade: até, a sequência formada por uma semivogal, uma vo-
bola. gal e uma semivogal, sempre nesta ordem, numa só
sílaba. Pode ser oral ou nasal: Paraguai - Tritongo oral,
Tônicas: pronunciadas com maior intensidade: até, quão - Tri-tongo nasal.
bola.
3) Hiato
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
Abertas: pé, lata, pó a sequência de duas vogais numa mesma palavra
Fechadas: mês, luta, amor que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das mais de uma vogal numa mesma sílaba: saída (sa-í-da),
pa-lavras: dedo (“dedu”), ave (“avi”), gente (“genti”). poesia (po-e-si-a).

2) Semivogais Encontros Consonantais

Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vo-
Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela gal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal.
uma só emissão de voz (uma sílaba). Neste caso, estes Existem basicamente dois tipos:
fonemas são chamados de semivogais. A diferença 1-) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r”
fundamental en-tre vogais e semivogais está no fato de e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no,
que estas não de-sempenham o papel de núcleo silábico. a-tle-ta, cri-se.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: 2-) os que resultam do contato de duas consoantes
pa - pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
o “a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é Há ainda grupos consonantais que surgem no início
tão forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo,
saudade, história, série. psi-có-lo-go.

Consoantes Dígrafos

Para a produção das consoantes, a corrente de ar De maneira geral, cada fonema é representado, na es-
expi-rada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar crita, por apenas uma letra: lixo - Possui quatro fonemas e
pela ca-vidade bucal, fazendo com que as consoantes quatro letras.
sejam verda-deiros “ruídos”, incapazes de atuar como
núcleos silábicos. Seu nome provém justamente desse Há, no entanto, fonemas que são representados, na
fato, pois, em portu-guês, sempre consoam (“soam com”) es-crita, por duas letras: bicho - Possui quatro fonemas e
as vogais. Exemplos: /b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc. cinco letras.

Encontros Vocálicos Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ fo-


ram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas
semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante para representar um único fonema (di = dois + grafo = le-
reconhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em tra). Em nossa língua, há um número razoável de dígrafos
sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois
triton-go e o hiato. tipos: consonantais e vocálicos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Dígrafos Consonantais

Letras Fonemas Exemplos


lh /lhe/ telhado
nh /nhe/ marinheiro
ch /xe/ chave
rr /re/ (no interior da palavra) carro
ss /se/ (no interior da palavra) passo
qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo, quiabo
gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
sc /se/ crescer
sç /se/ desço
xc /se/ exceção

Dígrafos Vocálicos

Registram-se na representação das vogais nasais:

Fonemas Letras Exemplos


/ã/ am tampa
an canto
/ẽ/ em templo
en lenda
/ĩ/ im limpo
in lindo
õ/ om tombo
on tonto
/ũ/ um chumbo
un corcunda

Observação: “gu” e “qu” são dígrafos somente quando seguidos de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/:
guitarra, aquilo. Nestes casos, a letra “u” não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o “u”
repre-senta um fonema - semivogal ou vogal - (aguentar, linguiça, aquífero...). Aqui, “gu” e “qu” não são dígrafos.
Também não há dígrafos quando são seguidos de “a” ou “o” (quase, averiguo) .
** Dica: Conseguimos ouvir o som da letra “u” também, por isso não há dígrafo! Veja outros exemplos: Água = /agua/
nós pronunciamos a letra “u”, ou então teríamos /aga/. Temos, em “água”, 4 letras e 4 fonemas. Já em guitarra = /gitara/ -
não pronunciamos o “u”, então temos dígrafo [aliás, dois dígrafos: “gu” e “rr”]. Portanto: 8 letras e 6 fonemas).

Dífonos

Assim como existem duas letras que representam um só fonema (os dígrafos), existem letras que representam dois
fonemas. Sim! É o caso de “fixo”, por exemplo, em que o “x” representa o fonema /ks/; táxi e crucifixo também são
exemplos de dífonos. Quando uma letra representa dois fonemas temos um caso de dífono.

Fontes de pesquisa:
http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono1.php
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões
ESTRUTURA DAS PALAVRAS
1-) (PREFEITURA DE PINHAIS/PR – INTÉRPRETE DE LI-
BRAS – FAFIPA/2014) Em todas as palavras a seguir há um
dígrafo, EXCETO em
prazo. As palavras podem ser analisadas sob o ponto de
cantor. vista de sua estrutura significativa. Para isso, nós as
trabalho. dividimos em seus menores elementos (partes)
professor. possuidores de sen-tido. A palavra inexplicável, por
exemplo, é constituída por três elementos significativos:
1-)
prazo – “pr” é encontro consonantal In = elemento indicador de negação
cantor – “an” é dígrafo Explic – elemento que contém o significado básico da
trabalho – “tr” encontro consonantal / “lh” é dígrafo palavra
professor – “pr” encontro consonantal q “ss” é dí- Ável = elemento indicador de possibilidade
grafo RESPOSTA:
“A”. Estes elementos formadores da palavra recebem o
nome de morfemas. Através da união das informações
2-) (PREFEITURA DE PINHAIS/PR – INTÉRPRETE DE LI- contidas nos três morfemas de inexplicável, pode-se en-
BRAS – FAFIPA/2014) Assinale a alternativa em que os tender o significado pleno dessa palavra: “aquilo que não
itens destacados possuem o mesmo fonema consonantal tem possibilidade de ser explicado, que não é possível
em to-das as palavras da sequência. tornar claro”.
Externo – precisa – som – usuário.
Gente – segurança – adjunto – Japão. MORFEMAS = são as menores unidades significativas
Chefe – caixas – deixo – exatamente. que, reunidas, formam as palavras, dando-lhes sentido.
Cozinha – pesada – lesão – exemplo.
Classificação dos morfemas:
2-) Coloquei entre barras ( / / ) o fonema
Radical, lexema ou semantema – é o elemento por-
representado pela letra destacada:
tador de significado. É através do radical que podemos for-
Externo /s/ – precisa /s/ – som /s/ – usuário /z/
mar outras palavras comuns a um grupo de palavras da
Gente /j/ – segurança /g/ – adjunto /j/ – Japão /j/
mesma família. Exemplo: pequeno, pequenininho, pequenez. O
Chefe /x/ – caixas /x/ – deixo /x/ – exatamente
conjunto de palavras que se agrupam em torno de um
/z/
mesmo radical denomina-se família de palavras.
cozinha /z/ – pesada /z/ – lesão /z/– exemplo /z/
RESPOSTA: “D”. Afixos – elementos que se juntam ao radical antes (os
prefixos) ou depois (sufixos) dele. Exemplo: beleza (sufi-
3-) (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR/PI – CURSO DE
xo), prever (prefixo), infiel.
FORMAÇÃO DE SOLDADOS – UESPI/2014) “Seja Sangue
Bom!” Na sílaba final da palavra “sangue”, encontramos Desinências - Quando se conjuga o verbo amar, ob-
duas letras representando um único fonema. Esse têm-se formas como amava, amavas, amava, amávamos,
fenôme-no também está presente em: amáveis, amavam. Estas modificações ocorrem à medida
cartola. que o verbo vai sendo flexionado em número (singular e
problema. plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também
guaraná. ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do verbo
água. (amava, amara, amasse, por exemplo). Assim, podemos
nascimento. concluir que existem morfemas que indicam as flexões
das palavras. Estes morfemas sempre surgem no fim das
3-) Duas letras representando um único fonema = dí- pala-vras variáveis e recebem o nome de desinências. Há
grafo desi-nências nominais e desinências verbais.
cartola = não há dígrafo
problema = não há dígrafo Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos
guaraná = não há dígrafo (você ouve o som do “u”) nomes. Para a indicação de gênero, o português cos-tuma
água = não há dígrafo (você ouve o som do “u”) opor as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/ menina.
nascimento = dígrafo: sc Para a indicação de número, costuma-se utilizar o morfema –
RESPOSTA: “E”. s, que indica o plural em oposição à ausência de morfema,
que indica o singular: garoto/garotos; garota/ garotas;
menino/meninos; menina/meninas. No caso dos nomes
terminados em –r e –z, a desinência de plural assu-me a
forma -es: mar/mares; revólver/revólveres; cruz/cruzes.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Desinências verbais: em nossa língua, as Palavras primitivas: aquelas que, na língua portugue-
desinências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há sa, não provêm de outra palavra: pedra, flor.
desinências que indicam o modo e o tempo (desinências
modo-tem-porais) e outras que indicam o número e a Palavras derivadas: aquelas que, na língua portugue-
pessoa dos ver-bos (desinência número-pessoais): sa, provêm de outra palavra: pedreiro, floricultura.

cant-á-va-mos: Palavras simples: aquelas que possuem um só radical:


cant: radical / -á-: vogal temática / -va-: desinência azeite, cavalo.
mo-do-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do
indicati-vo) / -mos: desinência número-pessoal (caracteriza Palavras compostas: aquelas que possuem mais de
a primei-ra pessoa do plural) um radical: couve-flor, planalto.
As palavras compostas podem ou não ter seus ele-
cant-á-sse-is: mentos ligados por hífen.
cant: radical / -á-: vogal temática / -sse-:desinência
mo-do-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do Processos de Formação de Palavras
subjunti-vo) / -is: desinência número-pessoal (caracteriza a
segunda pessoa do plural) Na Língua Portuguesa há muitos processos de forma-ção
de palavras. Entre eles, os mais comuns são a derivação, a
Vogal temática composição, a onomatopeia, a abreviação e o hibridismo.
Entre o radical cant- e as desinências verbais, surge
Derivação por Acréscimo de Afixos
sempre o morfema –a. Este morfema, que liga o radical às
desinências, é chamado de vogal temática. Sua função o processo pelo qual se obtêm palavras novas (deri-
ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. É ao
vadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A deri-
tema (radical + vogal temática) que se acrescentam as de-
vação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética.
sinências. Tanto os verbos como os nomes apresentam vo-
gais temáticas. No caso dos verbos, a vogal temática indica
Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
as conjugações: -a (da 1.ª conjugação = cantar), -e (da 2.ª
acréscimo de prefixo.
conjugação = escrever) e –i (3.ªconjugação = partir).
In feliz des leal
Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando
átonas finais, como em mesa, artista, perda, escola, base, Prefixo radical prefixo radical
combate. Nestes casos, não poderíamos pensar que essas
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
mesa e escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. acréscimo de sufixo.
A estas vogais temáticas se liga a desinência indicadora
Feliz mente leal dade
de plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados
em vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) Radical sufixo radical sufixo
não apresentam vogal temática.
Parassintética: a palavra nova é obtida pelo
Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que ca- acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. Por
racterizam três grupos de verbos a que se dá o nome de parassíntese formam-se principalmente verbos.
conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a per-
tencem à primeira conjugação; aqueles cuja vogal temática En trist ecer
-e pertencem à segunda conjugação e os que têm vogal Prefixo radical sufixo
temática -i pertencem à terceira conjugação.
Em tard ecer
Interfixos prefixo radical sufixo

São os elementos (vogais ou consoantes) que se in- Outros Tipos de Derivação


tercalam entre o radical e o sufixo, para facilitar ou mes-
mo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Por Há dois casos em que a palavra derivada é formada
exemplo: sem que haja a presença de afixos. São eles: a derivação
Vogais: frutífero, gasômetro, carnívoro. regressiva e a derivação imprópria.
Consoantes: cafezal, sonolento, friorento.
Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por re-
Formação das Palavras dução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na
formação de substantivos derivados de verbos.
Há em Português palavras primitivas, palavras deriva- janta (substantivo) - deriva de jantar (verbo) / pesca
das, palavras simples, palavras compostas. (substantivo) – deriva de pescar (verbo)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é ob- Fontes de pesquisa:


tida pela mudança de categoria gramatical da palavra pri-
mitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas somente http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-
na classe gramatical. formacao-de-palavras-i.htm
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
“porquê” deriva da conjunção porque) Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Seu olhar me fascina! (olhar aqui é substantivo, deriva Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
do verbo olhar). Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
Dica: A derivação regressiva “mexe” na estrutura da Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
palavra e geralmente transforma verbos em substantivos: ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
caça = deriva de caçar, saque = deriva de sacar.
A derivação imprópria não “mexe” com a palavra,
apenas faz com que ela pertença a uma classe gramatical Questões sobre Estrutura das Palavras
“imprópria” da qual ela realmente, ou melhor, costumeira-
mente faz parte. A alteração acontece devido à presença 1-) (RIOPREVIDÊNCIA – ESPECIALISTA EM PREVIDÊN-
de outros termos, como artigos, por exemplo: CIA SOCIAL – CEPERJ/2014) A palavra “infraestrutura” é
O verde das matas! (o adjetivo “verde” passou a fun- for-mada pelo seguinte processo:
cionar como substantivo devido à presença do artigo “o”) sufixação
Composição prefixação
parassíntese
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais justaposição
radicais para formar uma nova palavra. Há dois tipos de aglutinação
composição: justaposição e aglutinação.
1-) Infra = prefixo + estrutura – temos a junção de um
Justaposição : ocorre quando os elementos que for-
prefixo com um radical, portanto: derivação prefixal (ou
mam o composto são postos lado a lado, ou seja,
prefixação).
justapos-tos: para-raios, corre-corre, guarda-roupa,
segunda-feira, girassol.
RESPOSTA: “B”.
Composição por aglutinação: ocorre quando os ele-
mentos que formam o composto aglutinam-se e pelo me-
2-) (SECRETARIA DE ESTADO DE DEFESA SOCIAL/MG
nos um deles perde sua integridade sonora: aguardente
– AGENTE DE SEGURANÇA SOCIOEDUCATIVO –
(água + ardente), planalto (plano + alto), pernalta (perna +
IBFC/2014) O vocábulo “entristecido”, presente na terceira
alta), vinagre (vinho + acre).
estrofe, é um exemplo de:
palavra composta
Outros processos de formação de palavras:
palavra primitiva
Onomatopeia – é a palavra que procura reproduzir palavra derivada
certos sons ou ruídos: reco-reco, tique-taque, fom-fom. neologismo

Abreviação – é a redução de palavras até o limite 2-) en + triste + ido (com consoante de ligação “c”) =
per-mitido pela compreensão: moto (motocicleta), pneu ao radical “triste” foram acrescidos o prefixo “en” e o
(pneu-mático), metrô (metropolitano), foto (fotografia). sufixo “ido”, ou seja, “entristecido” é palavra derivada do
processo de formação de palavras chamado de:
* Observação: prefixação e sufixa-ção. Para o exercício, basta “derivada”!
Abreviatura: é a redução na grafia de certas
palavras, limitando-as quase sempre à letra inicial ou às RESPOSTA: “C”.
letras ini-ciais: p. ou pág. (para página), sr. (para senhor).
Sigla: é um caso especial de abreviatura, na qual se
reduzem locuções substantivas próprias às suas letras ini-
ciais (são as siglas puras) ou sílabas iniciais (siglas
impuras), que se grafam de duas formas: IBGE, MEC (siglas
puras); DETRAN ou Detran, PETROBRAS ou Petrobras
(siglas impu-ras).
Hibridismo: é a palavra formada com elementos
oriundos de línguas diferentes.
automóvel (auto: grego; móvel: latim)
sociologia (socio: latim; logia: grego)
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)

6
LÍNGUA PORTUGUESA

de lago lacustre
CLASSES DE PALAVRAS E SUAS FLEXÕES
de leão leonino
de lebre leporino
de lua lunar ou selênico
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
característica do ser e se relaciona com o substantivo, de madeira lígneo
con-cordando com este em gênero e número. de mestre magistral
de ouro áureo
As praias brasileiras estão poluídas.
de paixão passional
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos de pâncreas pancreático
(plural e feminino, pois concordam com “praias”).
de porco suíno ou porcino
Locução adjetiva dos quadris ciático
de rio fluvial
Locução = reunião de palavras. Sempre que são ne-
cessárias duas ou mais palavras para falar sobre a mesma de sonho onírico
coisa, tem-se uma locução. Às vezes, uma preposição + de velho senil
substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a Locu- de vento eólico
ção Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo). Por
exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio de vidro vítreo ou hialino
(paixão desenfreada). de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico
Observe outros exemplos:
Observação: nem toda locução adjetiva possui um
de águia aquilino adjetivo correspondente, com o mesmo significado. Por
de aluno discente exemplo: Vi as alunas da 5ª série. / O muro de tijolos caiu.
de anjo angelical Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):
de ano anual
de aranha aracnídeo O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando
de boi bovino como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito
de cabelo capilar ou do objeto).
de cabra caprino
Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
de campo campestre ou rural
de chuva pluvial Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
de criança pueril Observe alguns deles:

de dedo digital Estados e cidades brasileiras:


de estômago estomacal ou gástrico
de falcão falconídeo Alagoas alagoano
de farinha farináceo Amapá amapaense
de fera ferino Aracaju aracajuano ou aracajuense
de ferro férreo Amazonas amazonense ou baré
de fogo ígneo Belo Horizonte belo-horizontino
de garganta gutural Brasília brasiliense
de gelo glacial Cabo Frio cabo-friense
de guerra bélico Campinas campineiro ou campinense
de homem viril ou humano
de ilha insular
de inverno hibernal ou invernal

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LÍNGUA PORTUGUESA

Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos:

África afro- / Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros

Flexão dos adjetivos

O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Gênero dos Adjetivos

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos subs-
tantivos, classificam-se em:

Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino: ativo e ativa, mau e má.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último elemento: o moço norte-americano, a
moça norte-americana.

Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino: conflito político-social e desavença político-social.

Número dos Adjetivos

Plural dos adjetivos simples

Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
substan-tivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que
estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra
cinza é, originalmente, um substantivo; porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, en-
tão, invariável. Logo: camisas cinza, ternos cinza.

Veja outros exemplos:


Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Adjetivo Composto Observe que:


As formas menor e pior são comparativos de supe-
aquele formado por dois ou mais elementos. Nor- rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res-
malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas pectivamente.
o último elemento concorda com o substantivo a que se Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações
um dos elementos que formam o adjetivo composto seja fei-tas entre duas qualidades de um mesmo elemento,
um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto deve-se usar as formas analíticas mais bom, mais
ficará invariável. Por exemplo: a palavra “rosa” é, mau,mais grande e mais pequeno. Por exemplo:
originalmente, um substantivo, porém, se estiver Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois
qualificando um elemen-to, funcionará como adjetivo. ele-mentos.
Caso se ligue a outra pala-vra por hífen, formará um Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o
duas qualidades de um mesmo elemento.
adjetivo composto inteiro ficará invariável. Veja:
Camisas rosa-claro.
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Infe-
Ternos rosa-claro.
rioridade
Olhos verde-claros.
Sou menos passivo (do) que tolerante.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Superlativo
Observação:
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer O superlativo expressa qualidades num grau muito
adjetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre in- ele-vado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou
variáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste, relativo e apresenta as seguintes modalidades:
vestidos cor-de-rosa. Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois ele- um ser é intensificada, sem relação com outros seres.
mentos flexionados: crianças surdas-mudas. Apre-senta-se nas formas:
1-) Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de
Grau do Adjetivo palavras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por
exemplo: O concurseiro é muito esforçado.
Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a 2-) Sintética: nesta, há o acréscimo de sufixos. Por
inten-sidade da qualidade do ser. São dois os graus do exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo.
adjetivo: o comparativo e o superlativo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Comparativo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri- benéfico - beneficentíssimo


buída a dois ou mais seres ou duas ou mais características bom - boníssimo ou ótimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de comum - comuníssimo
igual-dade, de superioridade ou de inferioridade.
cruel - crudelíssimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade difícil - dificílimo
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
doce - dulcíssimo
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
quão. fácil - facílimo
fiel - fidelíssimo
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
rioridade Analítico Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de
No comparativo de superioridade analítico, entre os um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe- Essa relação pode ser:
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a 1-) De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de
“mais...do que” ou “mais...que”. todas.
2-) De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de
todas.
Supe-rioridade Sintético

Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de * Note bem:


superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
alto/superior, grande/maior, baixo/inferior. an-tepostos ao adjetivo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O superlativo absoluto sintético se apresenta sob de inferioridade: menos + advérbio + que (do que):
duas formas: uma erudita - de origem latina - outra po- Renato fala menos alto do que João.
pular - de origem vernácula. A forma erudita é constituída de superioridade:
pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, - 1-) Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato
imo ou érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A forma fala mais alto do que João.
popular é constituída do radical do adjetivo português + 2-) Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato fala
o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. melhor que João.
3-) Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo
com dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os termi-nados Grau Superlativo
em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo, cheio
– cheíssimo. O superlativo pode ser analítico ou sintético:
Analítico: acompanhado de outro advérbio: Renato
Fontes de pesquisa: fala muito alto.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf32. muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio de
php modo
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Sintético: formado com sufixos: Renato fala altíssimo.
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Observação: as formas diminutivas (cedinho, perti-
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. nho, etc.) são comuns na língua popular.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- Maria mora pertinho daqui. (muito perto) A
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. criança levantou cedinho. (muito cedo)

Advérbio Classificação dos Advérbios

De acordo com a circunstância que exprime, o advér-


Compare estes exemplos: bio pode ser de:
Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
O ônibus chegou.
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo,
O ônibus chegou ontem. aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro,
afora, alhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o
distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à es-
sen-tido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de
querda, ao lado, em volta.
tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e do Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
próprio advérbio. amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en-
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio fim, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes,
(bem) imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessiva-
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um adje- mente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de
tivo (claros) vez em quando, de quando em quando, a qualquer
momen-to, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia.
Quando modifica um verbo, o advérbio pode Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa,
acrescen-tar ideia de: acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas, à
Tempo: Ela chegou tarde. toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse
Lugar: Ele mora aqui. modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado,
Modo: Eles agiram mal. a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em
Negação: Ela não saiu de casa. “-mente”: calmamente, tristemente, propositadamente, pa-
Dúvida: Talvez ele volte. cientemente, amorosamente, docemente, escandalosamen-
te, bondosamente, generosamente.
Flexão do Advérbio Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efeti-
vamente, certo, decididamente, deveras, indubitavelmente.
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apre- Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
sentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
porém, admitem a variação em grau. Observe: Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavel-
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe.
Grau Comparativo Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso,
bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, as-
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo saz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo,
modo que o comparativo do adjetivo: de muito, por completo, extremamente, intensamente,
- de igualdade: tão + advérbio + quanto (como): Re- gran-demente, bem (quando aplicado a propriedades
nato fala tão alto quanto João. graduá-veis).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, Locução Adverbial


somen-te, simplesmente, só, unicamente. Por exemplo:
Brando, o vento apenas move a copa das árvores. Quando há duas ou mais palavras que exercem
Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. função de advérbio, temos a locução adverbial, que pode
Por exemplo: O indivíduo também amadurece durante a expres-sar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam
adolescência. ordinaria-mente por uma preposição. Veja:
Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para
exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer aos dentro, por aqui, etc.
meus amigos por comparecerem à festa. afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em
* Saiba que: geral, frente a frente, etc.
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe- tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde,
se ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: hoje em dia, nunca mais, etc.
Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o
menos tarde possível. * Observações:
Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, - tanto a locução adverbial como o advérbio modifi-
em geral sufixamos apenas o último: Por exemplo: O cam o verbo, o adjetivo e outro advérbio:
aluno respondeu calma e respeitosamente. Chegou muito cedo. (advérbio)
Joana é muito bela. (adjetivo)
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido De repente correram para a rua. (verbo)

Há palavras como muito, bastante, que podem apare- Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais
cer como advérbio e como pronome indefinido. mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio:
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro Essa matéria é mais bem interessante que aquela.
advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito. Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso!
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advér-
sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros. bio: Cheguei primeiro.

Dica: Como saber se a palavra bastante é advérbio Quanto a sua função sintática: o advérbio e a
(não varia, não se flexiona) ou pronome indefinido (varia, locução adverbial desempenham na oração a função de
sofre flexão)? Se der, na frase, para substituir o “bastante” adjunto adverbial, classificando-se de acordo com as
por “muito”, estamos diante de um advérbio; se der para circunstân-cias que acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou
substituir por “muitos” (ou muitas), é um pronome. Veja: ao advérbio. Exemplo:
Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto ad-
1-) Estudei bastante para o concurso. (estudei muito, verbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”)
pois “muitos” não dá!). = advérbio Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de intensi-
dade e de tempo, respectivamente.
2-) Estudei bastantes capítulos para o concurso.
(estudei muitos capítulos) = pronome indefinido Fontes de pesquisa:
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf75.
Advérbios Interrogativos php
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes Paulo: Saraiva, 2010.
às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja: Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Interrogação Direta Interrogação Indireta SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
Onde mora? Indaguei onde morava. Artigo
Por que choras? Não sei por que choras.
O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo-
Aonde vai? Perguntei aonde ia. se como o termo variável que serve para individualizar ou
Donde vens? Pergunto donde vens. generalizar o substantivo, indicando, também, o gênero
Quando voltas? Pergunto quando voltas. (masculino/feminino) e o número (singular/plural).
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as va-
riações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações
“uma”[s] e “uns”).

11
LÍNGUA PORTUGUESA

Artigos definidos – São aqueles usados para indicar Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a pre-
seres determinados, expressos de forma individual: sença do artigo será obrigatória: O professor visitará a
O concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam bela Roma.
muito.
antes de pronomes de tratamento:
Artigos indefinidos – São aqueles usados para Vossa Senhoria sairá agora? Exceção:
indicar seres de modo vago, impreciso: O senhor vai à festa?
Uma candidata foi aprovada! Umas candidatas foram
aprovadas! após o pronome relativo “cujo” e suas variações:
Esse é o concurso cujas provas foram anuladas? Este
Circunstâncias em que os artigos se manifestam: é o candidato cuja nota foi a mais alta.

Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do Fontes de pesquisa:


numeral “ambos”: http://www.brasilescola.com/gramatica/artigo.htm
Ambos os concursos cobrarão tal conteúdo. Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cere-
ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso Saraiva, 2010.
do artigo, outros não: Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD,
2000.SACCO-NI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Quando indicado no singular, o artigo definido pode Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
indicar toda uma espécie: Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
O trabalho dignifica o homem. Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
No caso de nomes próprios personativos, denotando
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso Conjunção
do artigo:
Marcela é a mais extrovertida das Além da preposição, há outra palavra também invariá-
irmãs. O Pedro é o xodó da família. vel que, na frase, é usada como elemento de ligação: a
con-junção. Ela serve para ligar duas orações ou duas
No caso de os nomes próprios personativos estarem palavras de mesma função em uma oração:
no plural, são determinados pelo uso do artigo: O concurso será realizado nas cidades de Campinas e
Os Maias, os Incas, Os Astecas... São Paulo.
A prova não será fácil, por isso estou estudando
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido to-
do(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso muito. Morfossintaxe da Conjunção
dele (o artigo), o pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa- cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
dos. (qualquer classe)
Classificação da Conjunção
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é
facultativo: De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as
Preparei o meu curso. Preparei meu curso. conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse iso-
ideia de aproximação numérica: lamento, no entanto, não acarreta perda da unidade de
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. sentido que cada um dos elementos possui. Já no
segundo caso, cada um dos elementos ligados pela
O artigo também é usado para substantivar palavras conjunção de-pende da existência do outro. Veja:
pertencentes a outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso. Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo.
Podemos separá-las por ponto:
Há casos em que o artigo definido não pode ser Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo.
usado:
- antes de nomes de cidade e de pessoas Temos acima um exemplo de conjunção (e, conse-
conhecidas: O professor visitará Roma. quentemente, orações coordenadas) coordenativa –
“mas”. Já em:

12
LÍNGUA PORTUGUESA

Espero que eu seja aprovada no concurso! As conjunções subordinativas subdividem-se em inte-


Não conseguimos separar uma oração da outra, pois grantes e adverbiais:
a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração
prin-cipal): Integrantes - Indicam que a oração subordinada por
Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período temos uma elas introduzida completa ou integra o sentido da principal.
oração subordinada substantiva objetiva direta (ela exerce a Introduzem orações que equivalem a substantivos, ou seja, as
função de objeto direto do verbo da oração principal). orações subordinadas substantivas. São elas: que, se.
Quero que você volte. (Quero sua volta)
Conjunções Coordenativas
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada
São aquelas que ligam orações de sentido completo e exerce a função de adjunto adverbial da principal. De acor-do
com a circunstância que expressam, classificam-se em: a)
independente ou termos da oração que têm a mesma
Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência
função gramatical. Subdividem-se em:
da oração principal. São elas: porque, que, como (= porque, no
Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando
início da frase), pois que, visto que, uma vez
ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e não), que, porquanto, já que, desde que, etc.
não só... mas também, não só... como também, bem como,
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.
não só... mas ainda.
A sua pesquisa é clara e objetiva. Concessivas: introduzem uma oração que expressa
Não só dança, mas também canta. ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir
sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que,
Adversativas: ligam duas orações ou palavras, ex- se bem que, mesmo que, por mais que, posto que,
pressando ideia de contraste ou compensação. São elas: conquanto, etc.
mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.
obstante.
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. Condicionais: introduzem uma oração que indica a
hipótese ou a condição para ocorrência da principal. São
Alternativas: ligam orações ou palavras, expressan-do elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde
ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se que, a menos que, sem que, etc.
realizam separadamente. São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... Se precisar de minha ajuda, telefone-me.
já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez.
Dica: você deve ter percebido que a conjunção con-
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário. dicional “se” também é conjunção integrante. A diferença é
clara ao ler as orações que são introduzidas por ela. Acima,
Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração ela nos dá a ideia da condição para que recebamos um
que expressa ideia de conclusão ou consequência. São telefonema (se for preciso ajuda). Já na oração:
elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, Não sei se farei o concurso...
por isso, assim. Não há ideia de condição alguma, há? Outra coisa: o
Marta estava bem preparada para o teste, portanto verbo da oração principal (sei) pede complemento (objeto
não ficou nervosa. direto, já que “quem não sabe, não sabe algo”). Portanto,
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão. a oração em destaque exerce a função de objeto direto da
oração principal, sendo classificada como oração subordi-
Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração nada substantiva objetiva direta.
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São elas: d) Conformativas: introduzem uma oração que expri-
que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. me a conformidade de um fato com outro. São elas:
Não demore, que o filme já vai começar. confor-me, como (= conforme), segundo, consoante, etc.
Falei muito, pois não gosto do silêncio! O passeio ocorreu como havíamos planejado.

Finais: introduzem uma oração que expressa a


Conjunções Subordinativas
fina-lidade ou o objetivo com que se realiza a oração
principal. São elas: para que, a fim de que, que, porque (=
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas
para que), que, etc.
dependente da outra. A oração dependente, introduzida
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
pelas conjunções subordinativas, recebe o nome de ora-
ção subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha Proporcionais: introduzem uma oração que
começado quando ela chegou. expres-sa um fato relacionado proporcionalmente à
O baile já tinha começado: oração principal ocorrência do expresso na principal. São elas: à medida
quando: conjunção subordinativa (adverbial temporal) que, à proporção que, ao passo que e as combinações
ela chegou: oração subordinada quanto mais... (mais), quanto menos... (menos), quanto
menos... (mais), quanto menos... (menos), etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O preço fica mais caro à medida que os produtos Fontes de pesquisa:


escas-seiam. http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf84.
php
Observação: são incorretas as locuções proporcio-nais SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
à medida em que, na medida que e na medida em que. Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto
Temporais: introduzem uma oração que Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
acrescenta uma circunstância de tempo ao fato expresso Paulo: Saraiva, 2010.
na oração principal. São elas: quando, enquanto, antes que, Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
depois que, logo que, todas as vezes que, desde que, sempre ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
que, assim que, agora que, mal (= assim que), etc. Interjeição
A briga começou assim que saímos da festa.
Interjeição é a palavra invariável que exprime emo-
Comparativas: introduzem uma oração que expres-sa ções, sensações, estados de espírito. É um recurso da lin-
ideia de comparação com referência à oração principal. São guagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de
maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas sim
elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, tanto
a manifestação de um suspiro, um estado da alma decor-
como, tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que
rente de uma situação particular, um momento ou um
nem, que (combinado com menos ou mais), etc.
con-texto específico. Exemplos:
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo =
Consecutivas: introduzem uma oração que interjeição Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
expressa a consequência da principal. São elas: de sorte hum: expressão de um pensamento súbito = interjei-
que, de modo que, sem que (= que não), de forma que, de ção
jeito que, que (tendo como antecedente na oração principal
uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc. O significado das interjeições está vinculado à
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do maneira como elas são proferidas. O tom da fala é que
exame. dita o senti-do que a expressão vai adquirir em cada
contexto em que for utilizada. Exemplos:
Atenção: Muitas conjunções não têm classificação Psiu!
úni-ca, imutável, devendo, portanto, ser classificadas de contexto: alguém pronunciando esta expressão na rua
acor-do com o sentido que apresentam no contexto significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando!
(grifo da Zê!). Ei, espere!”

O bom relacionamento entre as conjunções de um texto Psiu!


garante a perfeita estruturação de suas frases e pa-rágrafos, contexto: alguém pronunciando em um hospital; sig-
bem como a compreensão eficaz de seu conteú-do. nificado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça silêncio!”
Interagindo com palavras de outras classes gramaticais
essenciais ao inter-relacionamento das partes de frases e Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
textos - como os pronomes, preposições, alguns advérbios e puxa: interjeição; tom da fala: euforia
numerais -, as conjunções fazem parte daquilo a que se pode
chamar de “a arquitetura textual”, isto é, o con-junto das Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
relações que garantem a coesão do enunciado. O sucesso puxa: interjeição; tom da fala: decepção
desse conjunto de relações depende do conhe-cimento do
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
valor relacional das conjunções, uma vez que estas interferem
Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo
semanticamente no enunciado.
alegria, tristeza, dor, etc.
Dessa forma, deve-se dedicar atenção especial às
Ah, deve ser muito interessante!
con-junções tanto na leitura como na produção de textos.
Nos textos narrativos, elas estão muitas vezes ligadas à Sintetizar uma frase apelativa.
expres-são de circunstâncias fundamentais à condução da
Cuidado! Saia da minha frente.
história, como as noções de tempo, finalidade, causa e
consequên-cia. Nos textos dissertativos, evidenciam As interjeições podem ser formadas por:
muitas vezes a li-nha expositiva ou argumentativa simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô
adotada - é o caso das exposições e argumentações palavras: Oba! Olá! Claro!
construídas por meio de con-trastes e oposições, que grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu
implicam o uso das adversativas e concessivas. Deus! Ora bolas!

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LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação das Interjeições A interjeição pode ser considerada uma “palavra-


frase” porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Comumente, as interjeições expressam sentido de: Por exemplo:
Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido! Aten- Socorro! Ajudem-me! Silêncio! Fique quieto!
ção! Olha! Alerta!
Afugentamento: Fora! Passa! Rua! Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imi-
Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva! tativas, que exprimem ruídos e vozes. Por exemplo: Miau!
Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-
Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem! Âni- quá-quá!, etc.
mo! Adiante!
Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva! Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com
Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá! a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria,
Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamente! tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do “oh!” exclamativo e
Essa não! Chega! Basta! não a fazemos depois do “ó” vocativo. Por exemplo:
Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Queira “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo
Deus! Bilac) Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
Desculpa: Perdão!
Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena! Fontes de pesquisa:
Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê! http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.
Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus! Quê! php
Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz! SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! Puxa! Pô! Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Ora! Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática
Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade! – volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus
Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve! Viva! Barbosa Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
Adeus! Olá! Alô! Ei! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me, Deus! Numeral
Silêncio: Psiu! Silêncio!
Numeral é a palavra variável que indica quantidade
Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa! numérica ou ordem; expressa a quantidade exata de pes-
soas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa determi-
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis,
isto é, não sofrem variação em gênero, número e grau nada sequência.
como os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo,
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o
aspecto e voz como os verbos. No entanto, em uso espe-
que os números indicam em relação aos seres. Assim,
cífico, algumas interjeições sofrem variação em grau. Não
quando a expressão é colocada em números (1, 1.º, 1/3,
se trata de um processo natural desta classe de palavra,
etc.) não se trata de numerais, mas sim de algarismos.
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
Locução Interjetiva vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década,
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma dúzia, par, ambos(as), novena.
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem
Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus! Classificação dos Numerais
Toda frase mais ou menos breve dita em tom
exclama-tivo torna-se uma locução interjetiva, - Cardinais: indicam quantidade exata ou determina-
dispensando análise dos termos que a compõem: da de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns cardinais têm
Macacos me mordam!, Valha-me Deus!, Quem me dera! sentido coletivo, como por exemplo: século, par, dúzia, dé-
cada, bimestre.
* Observações:
As interjeições são como frases resumidas, Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém
sintéticas. Por exemplo: ou alguma coisa ocupa numa determinada sequência:
Ué! (= Eu não esperava por essa!) primei-ro, segundo, centésimo, etc.
Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe.)
* Observação importante:
Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é As palavras anterior, posterior, último, antepenúltimo,
o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes final e penúltimo também indicam posição dos seres, mas
gramaticais podem aparecer como interjeições. Por exem- são classificadas como adjetivos, não ordinais.
plo:
Viva! Basta! (Verbos) Fracionários: indicam parte de uma quantidade, ou
Fora! Francamente! (Advérbios) seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação - Para designar papas, reis, imperadores, séculos e
dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi au- par-tes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais
mentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc. até décimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o
numeral venha depois do substantivo;
Flexão dos numerais
Ordinais Cardinais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
uma, dois/duas e os que indicam centenas de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
duzentos/du-zentas em diante: trezentos/trezentas; D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
quatrocentos/quatro-centas, etc. Cardinais como milhão,
bilhão, trilhão, variam em número: milhões, bilhões, Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
trilhões. Os demais cardinais são invariáveis. Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido
primeiro segundo milésimo como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)
primeira segunda milésima
Dica: Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por
primeiros segundos milésimos associação. Ficará mais fácil!
primeiras segundas milésimas - Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o
ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
esforço e conseguiram o triplo de produção. Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se
tri-plas do medicamento. refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e “uma e outra”, “as duas”) e são largamente empregados
número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/ para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
duas terças partes. Sua utilização exige a presença do artigo posposto:
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo dia.
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros. O arti-go só é dispensado caso haja um pronome
comum na linguagem coloquial a indicação de grau demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.
nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
sentido. É o que ocorre em frases como: Função sintática do Numeral
“Me empresta duzentinho...”
artigo de primeiríssima qualidade! O numeral tem mais de uma função sintática:
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= se na oração analisada seu papel é de adjetivo, o
segunda divisão de futebol) numeral assumirá a função de adjunto adnominal; se fizer
papel de substantivo, pode ter a função de sujeito, objeto
Emprego e Leitura dos Numerais direto ou indireto.
- Os numerais são escritos em conjunto de três alga- Visitamos cinco casas, mas só gostamos de duas.
rismos, contados da direita para a esquerda, em forma de Objeto direto = cinco casas
centenas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma Núcleo do objeto direto = casas
separação através de ponto ou espaço correspondente a
Adjunto adnominal = cinco
um ponto: 8.234.456 ou 8 234 456.
Objeto indireto = de duas
Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar
exagero intencional, constituindo a figura de linguagem Núcleo do objeto indireto = duas
conhecida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
No português contemporâneo, não se usa a conjun-
ção “e” após “mil”, seguido de centena:
Nasci em mil novecentos e noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por


dois zeros, usa-se o “e”:
Seu salário será de mil e quinhentos reais. (R$1.500,00)
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo
ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

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LÍNGUA PORTUGUESA

fontes de pesquisa: Dicas sobre preposição


http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf40.
php O “a” pode funcionar como preposição, pronome
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. seja um artigo, virá precedendo um substantivo, servindo
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto para determiná-lo como um substantivo singular e femi-
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São nino.
Paulo: Saraiva, 2010. A matéria que estudei é fácil!
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
Preposição termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Preposição é uma palavra invariável que serve para Irei à festa sozinha.
ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, Entregamos a flor à professora!
normalmente há uma subordinação do segundo termo *o primeiro “a” é artigo; o segundo, preposição.
em relação ao primeiro. As preposições são muito
importantes na estrutura da língua, pois estabelecem a Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
coesão textual e possuem valores semânticos lugar e/ou a função de um substantivo.
indispensáveis para a com-preensão do texto. Nós trouxemos a apostila. = Nós a trouxemos.

Tipos de Preposição Relações semânticas (= de sentido) estabelecidas


por meio das preposições:
Preposições essenciais: palavras que atuam
Destino = Irei a Salvador.
exclusi-vamente como preposições: a, ante, perante, após,
Modo = Saiu aos prantos.
até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob,
Lugar = Sempre a seu lado.
sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
Assunto = Falemos sobre futebol.
Tempo = Chegarei em instantes.
Preposições acidentais: palavras de outras classes
Causa = Chorei de saudade.
gramaticais que podem atuar como preposições, ou seja,
Fim ou finalidade = Vim para ficar.
formadas por uma derivação imprópria: como, durante, Instrumento = Escreveu a lápis. Posse
ex-ceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto. = Vi as roupas da mamãe. Autoria =
livro de Machado de Assis Companhia
Locuções prepositivas: duas ou mais palavras va- = Estarei com ele amanhã. Matéria =
lendo como uma preposição, sendo que a última palavra copo de cristal. Meio = passeio de
é uma (preposição): abaixo de, acerca de, acima de, ao barco.
lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo Origem = Nós somos do Nordeste.
de, em frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto Conteúdo = frascos de perfume.
de, por causa de, por cima de, por trás de. Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais.
A preposição é invariável, no entanto pode unir-se a
outras palavras e, assim, estabelecer concordância em gê- Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas lo-
nero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela. cuções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução pre-
positiva por trás de.
Essa concordância não é característica da
preposição, mas das palavras às quais ela se une. Fontes de pesquisa:
Esse processo de junção de uma preposição com http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
outra palavra pode se dar a partir dos processos de: SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Combinação: união da preposição “a” com o artigo Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cere-
“o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, aos. Os vocá- ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
bulos não sofrem alteração. Saraiva, 2010.
Contração: união de uma preposição com outra Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
pa-lavra, ocorrendo perda ou transformação de fonema: ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
de + o = do, em + a = na, per + os = pelos, de + aquele = Pronome
da-quele, em + isso = nisso. Pronome é a palavra variável que substitui ou acom-
Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” prepo- panha um substantivo (nome), qualificando-o de alguma
sição + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal do forma.
pronome “aquilo”). O homem julga que é superior à natureza, por isso o
homem destrói a natureza...

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LÍNGUA PORTUGUESA

Utilizando pronomes, teremos: Pronome Reto


O homem julga que é superior à natureza, por isso ele
destrói... Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na senten-
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de ça, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos flores.
termos (homem e natureza).
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
Grande parte dos pronomes não possuem nero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
significados fixos, isto é, essas palavras só adquirem principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
significação dentro de um contexto, o qual nos permite Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
recuperar a referên-cia exata daquilo que está sendo gurado:
colocado por meio dos pronomes no ato da comunicação.
Com exceção dos pro-nomes interrogativos e indefinidos, 1.ª pessoa do singular: eu
os demais pronomes têm por função principal apontar 2.ª pessoa do singular: tu
3.ª pessoa do singular: ele, ela
para as pessoas do dis-curso ou a elas se relacionar,
1.ª pessoa do plural: nós
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em
2.ª pessoa do plural: vós
virtude dessa característica, os pronomes apresentam uma
3.ª pessoa do plural: eles, elas
forma específica para cada pessoa do discurso.
Atenção: esses pronomes não costumam ser usa-
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. dos como complementos verbais na língua-padrão. Frases
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala] como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
fala] mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem me até aqui”.
se fala]
Observação: frequentemente observamos a
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras omissão do pronome reto em Língua Portuguesa. Isso se
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- dá porque as próprias formas verbais marcam, através de
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência suas desi-nências, as pessoas do verbo indicadas pelo
através do pronome seja coerente em termos de gênero e pronome reto: Fizemos boa viagem. (Nós)
número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Pronome Oblíquo

Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen-
nos-sa escola neste ano. tença, exerce a função de complemento verbal (objeto
[nossa: pronome que qualifica “escola” = direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
concordância adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância Observação: o pronome oblíquo é uma forma va-
adequada] riante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação in-
dica a função diversa que eles desempenham na oração:
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” =
pronome reto marca o sujeito da oração; pronome
concor-dância inadequada] oblíquo marca o complemento da oração.
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
com a acentuação tônica que possuem, podendo ser
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
átonos ou tônicos.
Pronomes Pessoais Pronome Oblíquo Átono
São aqueles que substituem os substantivos, São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
indicando diretamente as pessoas do discurso. Quem fala são precedidos de preposição. Possuem acentuação
ou escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os tônica fraca: Ele me deu um presente.
pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a Tabela dos pronomes oblíquos átonos
quem se di-rige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer 1.ª pessoa do singular (eu): me
referência à pessoa ou às pessoas de quem se fala. 2.ª pessoa do singular (tu): te
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- 3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto 1.ª pessoa do plural (nós): nos
ou do caso oblíquo. 2.ª pessoa do plural (vós): vos
3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes

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LÍNGUA PORTUGUESA

* Observações: - As preposições essenciais introduzem sempre


O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se prono-mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en-tre o caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por da língua formal, os pronomes costumam ser usados
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome “lhe” desta forma:
exerce sempre a função de objeto indireto na oração. Não há mais nada entre mim e ti.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
objetos diretos como objetos indiretos. Não há nenhuma acusação contra mim.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente Não vá sem mim.
como objetos diretos.
Atenção: Há construções em que a preposição, ape-
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem com- sar de surgir anteposta a um pronome, serve para
binar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for- introdu-zir uma oração cujo verbo está no infinitivo.
mas como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, Nesses casos, o verbo pode ter sujeito expresso; se esse
lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. sujeito for um pronome, deverá ser do caso reto.
Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem: Trouxeram vários vestidos para eu
Trouxeste o pacote? experimentar. Não vá sem eu mandar.
Sim, entreguei-to ainda há pouco.
Não contaram a novidade a A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela
vocês? Não, no-la contaram. questão!” está correta, já que “para mim” é complemento
de “fácil”. A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi
No Brasil, essas combinações não são usadas; até mes-
fácil para mim!
mo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.
- A combinação da preposição “com” e alguns prono-
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas
mes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
especiais depois de certas terminações verbais.
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos fre-
- Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome
quentemente exercem a função de adjunto adverbial de
assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a
companhia.
terminação verbal é suprimida. Por exemplo:
Ele carregava o documento consigo.
fiz + o = fi-lo fazeis
+ o = fazei-lo dizer
A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas: Ela
+ a = dizê-la
veio até mim, mas nada falou.
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido
assume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo: de) inclusão, usaremos as formas retas:
viram + o: viram-no Todos foram bem na prova, até eu! (=inclusive eu)
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por
tem + as = tem-nas “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são
reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
Pronome Oblíquo Tônico todos, ambos ou algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos Estávamos com vós outros quando chegaram as más
por preposições, em geral as preposições a, para, de e notícias.
com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a Ele disse que iria com nós três.
função de objeto indireto da oração. Possuem acentuação
tônica forte. Pronome Reflexivo
Quadro dos pronomes oblíquos tônicos:
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco ação expressa pelo verbo.
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco Quadro dos pronomes reflexivos:
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas 1.ª pessoa do singular (eu): me,
mim. Eu não me lembro disso.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô-
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As 2.ª pessoa do singular (tu): te,
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. ti. Conhece a ti mesmo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. * Observações:


Guilherme já se preparou. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de
Ela deu a si um presente. tratamento que possuem “Vossa(s)” são empregados em
Antônio conversou consigo mesmo. relação à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª,
Se-nhor Ministro, compareça a este encontro.
1.ª pessoa do plural (nós): nos.
Lavamo-nos no rio. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito
da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua
- 2.ª pessoa do plural (vós): vos. Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com
Vós vos beneficiastes com esta conquista. pro-priedade.

3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, - Os pronomes de tratamento representam uma for-ma
consigo. Eles se conheceram. indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
Elas deram a si um dia de folga. tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
O pronome é reflexivo quando se refere à mesma supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
pessoa do pronome subjetivo (sujeito): Eu me arrumei e saí.
** É pronome recíproco quando indica reciprocidade - 3.ª pessoa: embora os pronomes de tratamento diri-
de ação: jam-se à 2.ª pessoa, toda a concordância deve ser feita
Nós nos amamos. com a 3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes
possessi-vos e os pronomes oblíquos empregados em
Olhamo-nos calados.
relação a eles devem ficar na 3.ª pessoa.
Pronomes de Tratamento Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas pro-
messas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
São pronomes utilizados no tratamento formal, ceri-
monioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (portan- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou
to, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pes- nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo
soa. Alguns exemplos: do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente.
Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de
Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques
“você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e
religio-sos em geral
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior
teus cabelos. (errado)
de coronel, senadores, deputados, embaixadores,
profes-sores de curso superior, ministros de Estado e de Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
Tribunais, governadores, secretários de Estado, presidente seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
da Repú-blica (sempre por extenso)
ou
Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universi-
dades Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores
teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais
até a patente de coronel, chefes de seção e funcionários Pronomes Possessivos
de igual categoria São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Vossa Meritíssima (sempre por extenso) = para juízes (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
de direito (coisa possuída).
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do
cerimonioso singular)
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a se- NÚMERO PESSOA PRONOME


nhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empre- singular primeira meu(s), minha(s)
gados no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no singular segunda teu(s), tua(s)
tra-tamento familiar. Você e vocês são largamente
empregados no português do Brasil; em algumas regiões, singular terceira seu(s), sua(s)
a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco plural primeira nosso(s), nossa(s)
empregada. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem plural segunda vosso(s), vossa(s)
litúrgica, ultraformal ou literária.
plural terceira seu(s), sua(s)

21
LÍNGUA PORTUGUESA

Note que: A forma do possessivo depende da *Em relação ao tempo:


pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em
concordam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e relação à pessoa que fala:
sua contribui-ção naquele momento difícil. Esta manhã farei a prova do concurso!

* Observações: Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, po-


A forma “seu” não é um possessivo quando resultar rém relativamente próximo à época em que se situa a
pes-soa que fala:
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado,
seu José. Essa noite dormi mal; só pensava no concurso!

Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afasta-


Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos-
mento no tempo, referido de modo vago ou como tempo
se. Podem ter outros empregos, como: remoto:
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. Naquele tempo, os professores eram valorizados.
indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 *Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se
anos. fala-rá ou escreverá):
Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer
atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se falará:
lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, or-
tografia, concordância.
Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Excelência Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende
trouxe sua mensagem? fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou:
Sua aprovação no concurso, isso é o que mais deseja-
Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- mos!
vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e
Este e aquele são empregados quando se quer fa-
anotações.
zer referência a termos já mencionados; aquele se refere
ao termo referido em primeiro lugar e este para o referido
Em algumas construções, os pronomes pessoais
por último:
oblí-quos átonos assumem valor de possessivo: Vou
seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos) Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São
Paulo; este está mais bem colocado que aquele. (= este
O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró- [São Paulo], aquele [Palmeiras])
prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo, para ou
que não ocorra redundância: Coloque tudo nos respectivos
lugares. Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São
Paulo; aquele está mais bem colocado que este. (= este
Pronomes Demonstrativos [São Paulo], aquele [Palmeiras])

São utilizados para explicitar a posição de certa Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis
palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação ou invariáveis, observe:
pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao discurso. Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s),
aque-la(s).
*Em relação ao espaço: Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da
Também aparecem como pronomes demonstrativos:
pessoa que fala:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
Este material é meu. puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. Não
ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) Essa
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
pessoa com quem se fala: indiquei.)
Esse material em sua carteira é seu?
mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): variam em
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está gênero quando têm caráter reforçativo:
dis-tante tanto da pessoa que fala como da pessoa com Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
quem se fala: Eu mesma refiz os exercícios.
Aquele material não é Elas mesmas fizeram isso.
nosso. Vejam aquele prédio! Eles próprios cozinharam.
Os próprios alunos resolveram o problema.

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LÍNGUA PORTUGUESA

semelhante(s): Não tenha semelhante atitude. Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
riáveis e invariáveis. Observe:
tal, tais: Tal absurdo eu não comenteria.
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário,
* Note que: tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita,
Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer *,
eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. (ou en- alguns, ne-nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos,
tão: este solteiro, aquele casado) - este se refere à pessoa outros, quantos, algumas, nenhumas, todas, muitas,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em poucas, várias, tantas, outras, quantas.
primeiro lugar.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,
O pronome demonstrativo tal pode ter conotação algo, cada.
irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Qualquer é composto de qual + quer (do verbo que-
Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em rer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, plu-ral é feito em seu interior).
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no
naquilo) Todo e toda no singular e junto de artigo significa
inteiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as:
Pronomes Indefinidos Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade
inteira) Toda cidade está enfeitada. (= todas as
São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discurso, cidades) Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro)
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando
Trabalho todo dia. (= todos os dias)
quan-tidade indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém - São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada
plantadas. um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja
quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa
e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
Cada um escolheu o vinho desejado.
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu-
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des-
Indefinidos Sistemáticos
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em:
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o
percebemos que existem alguns grupos que criam oposi-
lu-gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na
ção de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm
frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano,
sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm
nada, nin-guém, outrem, quem, tudo.
sentido negativo; todo/tudo , que indicam uma totalidade
Algo o incomoda? afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade
negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e
Quem avisa amigo é.
algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza,
Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser e qualquer, que generaliza.
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade Essas oposições de sentido são muito importantes na
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
Cada povo tem seus costumes. tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
Certas pessoas exercem várias profissões. pronomes indefinidos destacados imprimem às
afirmações de que fazem parte:
Note que: Ora são pronomes indefinidos substanti- Nada do que tem sido feito produziu qualquer
vos, ora pronomes indefinidos adjetivos: resultado prático.
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, pessoas quaisquer.
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), *Nenhum é contração de nem um, forma mais
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. enfática, que se refere à unidade. Repare:
Nenhum candidato foi aprovado.
Menos palavras e mais ações. Nem um candidato foi aprovado. (um, nesse caso, é
Alguns se contentam pouco. nu-meral)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronomes Relativos O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com o


seu antecedente (o ser possuidor), mas com o conse-quente
São aqueles que representam nomes já mencionados (o ser possuído, com o qual concorda em gênero e número);
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem não se usa artigo depois deste pronome; “cujo” equivale a do
as orações subordinadas adjetivas. qual, da qual, dos quais, das quais.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de Existem pessoas cujas ações são nobres.
um grupo racial sobre outros. (antecedente) (consequente)
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre
outros = oração subordinada adjetiva). *interpretação do pronome “cujo” na frase acima:
ações das pessoas. É como se lêssemos “de trás para
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e frente”. Ou-tro exemplo:
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra Comprei o livro cujo autor é famoso. (= autor do livro)
“sistema” é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pro-
prono-me demonstrativo o, a, os, as. nome:
Não sei o que você está querendo dizer. O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (referiu-
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem se a)
expresso.
Quem casa, quer casa. - “Quanto” é pronome relativo quando tem por an-
tecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações)
Observe: e tudo:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os Emprestei tantos quantos foram necessários.
quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, (antecedente)
quantas. Ele fez tudo quanto havia falado.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. (antecedente)

Note que: - O pronome “quem” se refere a pessoas e vem


O pronome “que” é o relativo de mais largo sem-pre precedido de preposição.
emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode É um professor a quem muito devemos.
ser subs-tituído por o qual, a qual, os quais, as quais, (preposição)
quando seu antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) - “Onde”, como pronome relativo, sempre possui an-
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a tecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A
qual) casa onde morava foi assaltada.
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
quais) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as ou em que.
quais) Sinto saudades da época em que (quando) morávamos
no exterior.
O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamente Podem ser utilizadas como pronomes relativos as
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que pa-lavras:
podem ter várias classificações) são pronomes relativos. To- como (= pelo qual) – desde que precedida das pala-
dos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por vras modo, maneira ou forma:
motivo de clareza ou depois de determinadas preposições: Não me parece correto o modo como você agiu
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual semana passada.
me deixou encantado. O uso de “que”, neste caso, geraria
ambiguidade. Veja: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de quando (= em que) – desde que tenha como antece-
minha tia, que me deixou encantado (quem me deixou dente um nome que dê ideia de tempo:
encantado: o sítio ou minha tia?). Bons eram os tempos quando podíamos jogar videoga-
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas me.
dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utiliza-
se o qual / a qual) Os pronomes relativos permitem reunir duas
orações numa só frase.
O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste es-
e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas porte.
deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural. = O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode -lugares: Alemanha, Portugal


ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de -sentimentos: amor, saudade
gente que conversava, (que) ria, observava. -estados: alegria, tristeza
-qualidades: honestidade, sinceridade...
Pronomes Interrogativos -ações: corrida, pescaria...

São usados na formulação de perguntas, sejam elas Morfossintaxe do substantivo


di-retas ou indiretas. Assim como os pronomes
indefinidos, referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo Nas orações, geralmente o substantivo exerce funções
impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual diretamente relacionadas com o verbo: atua como núcleo
(e variações), quanto (e variações).
do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou
Com quem andas?
indireto) e do agente da passiva, podendo, ainda, funcio-
Qual seu nome?
nar como núcleo do complemento nominal ou do aposto,
Diz-me com quem andas, que te direi quem és.
como núcleo do predicativo do sujeito, do objeto ou
Sobre os pronomes: como núcleo do vocativo. Também encontramos
substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de
O pronome pessoal é do caso reto quando tem adjuntos ad-verbiais - quando essas funções são
função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso desempenhadas por grupos de palavras.
oblíquo quando desempenha função de complemento.
Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. Classificação dos Substantivos
Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
lhe ajudar. Substantivos Comuns e

Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” Próprios Observe a definição:


exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce Cidade: s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas
função de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo. ca-sas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil,
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
discurso. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, cidade (em oposição aos bairros).
aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você):
Maria não sabia se devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, cidade. Isso significa que a palavra cidade é um
diferentemente dos segundos, que são sempre substantivo comum.
precedidos de preposição. Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
eu estava fazendo. homem, mulher, país, cachorro.
Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para Estamos voando para Barcelona.
mim o que eu estava fazendo.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da
Fontes de pesquisa: es-pécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio –
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42. aquele que designa os seres de uma mesma espécie de
php forma par-ticular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Substantivos Concretos e Abstratos
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser
Paulo: Saraiva, 2010.
que existe, independentemente de outros seres.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Observação: os substantivos concretos designam se-
res do mundo real e do mundo imaginário.
Substantivo
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
Substantivo é a classe gramatical de palavras Brasília.
variáveis, as quais denominam todos os seres que existem, Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas-
sejam reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e ma.
fenôme-nos, os substantivos também nomeiam:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que


enxoval roupas
dependem de outros para se manifestarem ou existirem.
Por exemplo: a beleza não existe por si só, não pode falange soldados, anjos
ser observada. Só podemos observar a beleza numa pes- fauna animais de uma região
soa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser
feixe lenha, capim
para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um subs-
tantivo abstrato. flora vegetais de uma região
Os substantivos abstratos designam estados, qualida- frota navios mercantes, ônibus
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser
girândola fogos de artifício
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado),
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento). horda bandidos, invasores
médicos, bois, credores,
Substantivos Coletivos junta
examinadores
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, ou- júri jurados
tra abelha, mais outra abelha. legião soldados, anjos, demônios
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. leva presos, recrutas
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
malta malfeitores ou desordeiros
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- manada búfalos, bois, elefantes,
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, matilha cães de raça
mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas
palavras no plural. No terceiro, empregou-se um substan- molho chaves, verduras
tivo no singular (enxame) para designar um conjunto de multidão pessoas em geral
seres da mesma espécie (abelhas). insetos (gafanhotos,
nuvem
mosquitos, etc.)
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
penca bananas, chaves
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, pinacoteca pinturas, quadros
mesmo estando no singular, designa um conjunto de
quadrilha ladrões, bandidos
seres da mesma espécie.
ramalhete flores
Substantivo coletivo Conjunto de: rebanho ovelhas
assembleia pessoas reunidas repertório peças teatrais, obras musicais
alcateia lobos réstia alhos ou cebolas
acervo livros romanceiro poesias narrativas
antologia trechos literários selecionados revoada pássaros
arquipélago ilhas sínodo párocos
banda músicos talha lenha
bando desordeiros ou malfeitores tropa muares, soldados
banca examinadores turma estudantes, trabalhadores
batalhão soldados vara porcos
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos
cacho frutas
cancioneiro canções, poesias líricas
colmeia abelhas
concílio bispos
congresso parlamentares, cientistas
elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação dos Substantivos Substantivos Uniformes: apresentam uma única forma,


Substantivos Simples e Compostos que serve tanto para o masculino quanto para o feminino.
Classificam-se em:
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
terra. Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo se faz
O substantivo chuva é formado por um único mediante a utilização das palavras “macho” e “fêmea”: a cobra
elemento ou radical. É um substantivo simples. macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.
Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes a
Substantivo Simples: é aquele formado por um único pessoas de ambos os sexos: a criança, a testemunha, a
elemento. víti-ma, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros: in-
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele- dicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o colega e a
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo. em ema ou oma são masculinos: o fonema, o poema, o sis-
tema, o sintoma, o teorema.
Substantivos Primitivos e Derivados
Existem certos substantivos que, variando de
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de gênero, variam em seu significado:
ne-nhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz) o
subs-tantivo limoeiro, por exemplo, é derivado, pois se cabeça (líder) e a cabeça (parte do corpo) o
originou a partir da palavra limão. capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de o coma (sono mórbido) e a coma (cabeleira, juba) o
ou-tra palavra. lente (professor) e a lente (vidro de aumento)
o moral (estado de espírito) e a moral (ética; conclusão) o
Flexão dos substantivos praça (soldado raso) e a praça (área pública)
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora)
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá-
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo: Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
meninão / Diminutivo: menininho aluna.
Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
Flexão de Gênero masculino: freguês - freguesa
Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
Gênero é um princípio puramente linguístico, não de- de três formas:
vendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz respeito a 1- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
2- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram a
seres animais providos de sexo, quer designem apenas 3- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
“coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa.
Exceções: barão – baronesa, ladrão- ladra, sultão -
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e
sultana
feminino. Pertencem ao gênero masculino os substantivos
que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja - Substantivos terminados em -or: acrescenta-se -
estes títulos de filmes: a ao masculino = doutor – doutora troca-se -or
O velho e o mar por -triz: = imperador - imperatriz
Um Natal inesquecível
Os reis da praia - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn-sul
- consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim Substantivos que formam o feminino trocando o -e
Uma cidade sem passado final por -a: elefante - elefanta
As tartarugas ninjas
Substantivos que têm radicais diferentes no masculi-
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes no e no feminino: bode – cabra / boi - vaca

Substantivos Biformes (= duas formas): apresentam Substantivos que formam o feminino de maneira es-
uma forma para cada gênero: gato – gata, homem – pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita czar – czarina, réu - ré

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação do Feminino dos Substantivos Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata,


a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a
Uniformes Epicenos:
libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
- São geralmente masculinos os substantivos de ori-
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
forma para indicar o masculino e o feminino.
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha- eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando ma, o hematoma.
houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se
palavras macho e fêmea. Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. Gênero dos Nomes de Cidades: Com raras exceções,
nomes de cidades são femininos.
Sobrecomuns: A histórica Ouro Preto.
Entregue as crianças à natureza. A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo Uma Londres imensa e triste.
mas-culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o
nem o artigo nem um possível adjetivo permitem
identificar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: Havre. Gênero e Significação
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria. Muitos substantivos têm uma significação no masculi-
no e outra no feminino. Observe:
Outros substantivos sobrecomuns:
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à
criatura.
frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão), a
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibi-ção
Marcela faleceu
de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do cor-po), o
Comuns de Dois Gêneros: cisma (separação religiosa, dissidência), a cisma (ato de
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. Quem cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), a cinza
(resíduos de combustão), o capital (dinheiro), a capital (ci-
sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? dade), o coma (perda dos sentidos), a coma (cabeleira), o coral
impossível saber apenas pelo título da notícia, uma (pólipo, a cor vermelha, canto em coro), a coral (cobra
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na administração da
A distinção de gênero pode ser feita através da análise crisma e de outros sacramentos), a crisma (sacramento da
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti-vo: confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de curar), o estepe
o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície de vege-tação), o
uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- guia (pessoa que guia outras), a guia (documento, pena
cês - repórter francesa grande das asas das aves), o grama (unidade de peso), a
grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa (re-
A palavra personagem é usada indistintamente nos
cipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
dois gêneros.
(vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
preferência pelo masculino: O menino descobriu nas bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
nuvens os personagens dos contos de carochinha. nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva a
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o femini- vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
no: O problema está nas mulheres de mais idade, que não (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-ro),
aceitam a personagem. o rádio (aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga
(remador), a voga (moda).
Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte. Flexão de Número do Substantivo

Observe o gênero dos substantivos seguintes: Em português, há dois números gramaticais: o


Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó singular, que indica um ser ou um grupo de seres, e o
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o característica do plural é o “s” final.
proclama, o pernoite, o púbis.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Substantivos Simples Flexionam-se os dois elementos, quando formados


de:
Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per-
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon feitos
cânones. adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho-
mens
Os substantivos terminados em “m” fazem o plural numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
em “ns”: homem - homens.
Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plu-ral formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e al-
to-falantes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-re-
cos
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; cara-col
Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
– caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul formados de:
cônsules. substantivo + preposição clara + substantivo = água-
de-colônia e águas-de-colônia
Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de substantivo + preposição oculta + substantivo =
duas maneiras: cava-lo-vapor e cavalos-vapor
Quando oxítonos, em “is”: canil - canis substantivo + substantivo que funciona como
Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. determi-nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou
o tipo do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave,
Observação: a palavra réptil pode formar seu plural de bomba-re-lógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-rã,
duas maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). peixe-espa-da - peixes-espada.

Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de Permanecem invariáveis, quando formados de:
duas maneiras: verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
1- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses ca-rolhas
2- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam
inva-riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. Casos Especiais

Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de o louva-a-deus e os louva-a-deus


três maneiras.
o bem-te-vi e os bem-te-vis
1- substituindo o -ão por -ões: ação - ações
2- substituindo o -ão por -ães: cão - cães o bem-me-quer e os bem-me-queres
3- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos o joão-ninguém e os joões-ninguém.

Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o Plural das Palavras Substantivadas


látex - os látex.
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
Plural dos Substantivos Compostos classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
no plural, as flexões próprias dos substantivos.
A formação do plural dos substantivos compostos Pese bem os prós e os contras.
depende da forma como são grafados, do tipo de O aluno errou na prova dos noves.
palavras que formam o composto e da relação que Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
estabelecem en-tre si. Aqueles que são grafados sem
hífen comportam-se como os substantivos simples: Observação: numerais substantivados terminados em
aguardente/aguardentes, gi-rassol/girassóis, “s” ou “z” não variam no plural: Nas provas mensais con-
pontapé/pontapés, malmequer/malmeque-res. segui muitos seis e alguns dez.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Diminutivos Singular Plural


Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final Corpo (ô) corpos (ó)
e acrescenta-se o sufixo diminutivo. esforço esforços
fogo fogos
pãe(s) + zinhos = pãezinhos forno fornos
animai(s) + zinhos = animaizinhos fosso fossos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos imposto impostos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos olho olhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
osso (ô) ossos (ó)
tren(s) + zinhos = trenzinhos
ovo ovos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
poço poços
flore(s) + zinhas = florezinhas
porto portos
mão(s) + zinhas = mãozinhas
posto postos
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
tijolo tijolos
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol-
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
pai(s) + zinhos = paizinhos pé(s) + Observação: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de
zinhos = pezinhos pé(s) + zitos = carne), de molho (ó) = feixe (molho de lenha).
pezitos
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
sempre que a terminação preste-se à flexão. Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
Os Napoleões também são derrotados. Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
As Raquéis e Esteres. singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
bom nome) e honras (homenagem, títulos).
Plural dos Substantivos Estrangeiros Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas
com sentido de plural:
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- Aqui morreu muito negro.
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exceto Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os jazz. improvisadas.

Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- Flexão de Grau do Substantivo


do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os ré- Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
quiens. as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
Observe o exemplo: - Grau Normal - Indica um ser de tamanho
Este jogador faz gols toda vez que joga.
considera-do normal. Por exemplo: casa
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
Plural com Mudança de Timbre do ser. Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um
Certos substantivos formam o plural com mudança de
adje-tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
fonético chamado metafonia (plural metafônico).
cador de aumento. Por exemplo: casarão.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho Classificação dos Verbos


do ser. Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo Classificam-se em:
que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi- Regulares: são aqueles que apresentam o radical
cador de diminuição. Por exemplo: casinha. inalterado durante a conjugação e desinências idênticas
às de todos os verbos regulares da mesma conjugação.
Fontes de pesquisa: Por exemplo: comparemos os verbos “cantar” e “falar”,
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
conju-gados no presente do Modo Indicativo:
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cere- canto falo
ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: cantas falas
Saraiva, 2010.
canta falas
Verbo cantamos falamos
cantais falais
Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, núme-
ro, tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o cantam falam
nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre Dica: Observe que, retirando os radicais, as desi-
outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenômeno nências modo-temporal e número-pessoal mantiveram-se
(choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer). idênticas. Tente fazer com outro verbo e perceberá que se
repetirá o fato (desde que o verbo seja da primeira conju-
Estrutura das Formas Verbais gação e regular!). Faça com o verbo “andar”, por exemplo.
Substitua o radical “cant” e coloque o “and” (radical do
Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar ver-bo andar). Viu? Fácil!
os seguintes elementos:
- Radical: é a parte invariável, que expressa o - Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera-
significa-do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal- ções no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei, fizesse.
ava; fal-am. (radical fal-) Observação: alguns verbos sofrem alteração no ra-
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que in- dical apenas para que seja mantida a sonoridade. É o caso
dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
de: corrigir/corrijo, fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo.
fala-r. São três as conjugações:
Tais alterações não caracterizam irregularidade, porque o
1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática
- E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir). fonema permanece inalterado.
- Desinência modo-temporal: é o elemento que de-
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: - Defectivos: são aqueles que não apresentam conju-
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo) gação completa. Os principais são adequar, precaver, com-
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo) putar, reaver, abolir, falir.
Desinência número-pessoal: é o elemento que de-
signa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o número - Impessoais: são os verbos que não têm sujeito e,
(sin-gular ou plural): nor-malmente, são usados na terceira pessoa do singular.
falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam (in- Os principais verbos impessoais são:
dica a 3.ª pessoa do plural.)
haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados se ou fazer (em orações temporais).
(compor, repor, depor), pertencem à 2.ª conjugação, pois a Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia =
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de Exis-tiam)
haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
formas do verbo: põe, pões, põem, etc. Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão)
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz)
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura Faz invernos rigorosos na Europa.
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- Era primavera quando o conheci.
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento Estava frio naquele dia.
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo, por
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai
no radical, mas sim na terminação verbal (fora do radical):
opinei, aprenderão, amaríamos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido figurado. Qual-
quer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal, ou seja, terá conjugação
completa.
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

São impessoais, ainda:


o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo: Já passa das seis.

os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição “de”, indicando suficiência:


Basta de tolices.
Chega de promessas.

os verbos estar e ficar em orações como “Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem referência a
sujeito expresso anteriormente (por exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético,
tornando-se, tais verbos, pessoais.

o verbo dar + para da língua popular, equivalente de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uma apostila?

Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. São
unipessoais os verbos constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os que indicam vozes de animais (cacarejar,
cricrilar, miar, latir, piar).

Observação: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
O que é que aquela garota está cacarejando?

Principais verbos unipessoais:

cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso,


necessário): Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos bastante)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova)

fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção


que. Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei à Europa)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a vejo. (Sujeito: que não a vejo)

* Observação: todos os sujeitos apontados são oracionais.

Abundantes: são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio, em que, além
das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular é
em-pregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser, ficar e estar. Observe:

Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular


Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Anexar Anexado Anexo
Benzer Benzido Bento
Corrigir Corrigido Correto
Dispersar Dispersado Disperso

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LÍNGUA PORTUGUESA

Eleger Elegido Eleito


Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Inserir Inserido Inserto
Limpar Limpado Limpo
Matar Matado Morto
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Murchar Murchado Murcho
Pegar Pegado Pego
Romper Rompido Roto
Soltar Soltado Solto
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago

Importante:
estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/dito, escrever/
escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.

Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois, fui) e
ir (fui, ia, vades).

Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal
(aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa
das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar todos!


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pret. Imp. Pret.mais-que-perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

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LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Modo Subjuntivo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro
que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo


Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo

Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres. Fut.doPreté.


estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

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LÍNGUA PORTUGUESA

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais


Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo


Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Preté.mais-q-perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

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LÍNGUA PORTUGUESA

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita
no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:

Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mes-ma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço
da ideia refle-xiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos
pronomes): Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem

Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes
mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: A
garota penteou-me.

* Observações:
Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.
Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente prono-
minais - são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do
sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me (objeto direto) – 1.ª pessoa do singular

Modos Verbais

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro.
Existem três modos:

Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu estudo para o concurso.


Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, colega!

Formas Nominais

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo,
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:

36
LÍNGUA PORTUGUESA

1-) Infinitivo
1.1-) Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de substan-
tivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.

1.2-) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

2-) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo:
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)

Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.

Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do gerúndio:
1- Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando
futebol. 2 – Sim, senhora! Vou estar verificando!

Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada, pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no momento da
outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um futuro em andamento,
exigindo, no caso, a construção “verificarei” ou “vou verificar”.

3-) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica, geralmente, o
resul-tado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por exemplo: Terminados os exames, os
candidatos saíram.

Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função de
adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida pela turma.

(Ziraldo)

Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.

37
LÍNGUA PORTUGUESA

1. Tempos do Modo Indicativo


Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as lições
quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele
pudesse, estudaria um pouco mais.

2. Tempos do Modo Subjuntivo


Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o jogo.

Observação: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou de-
sejo. Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
loja, levará as encomendas.

Observação: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se
ele vier à loja, levará as encomendas.
Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas para indicar
outro. Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil.
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu)

No próximo final de semana, faço a prova!


faço = forma do presente indicando futuro ( = farei)

Modo Indicativo

Presente do Indicativo
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo


1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

38
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito mais-que-perfeito

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3ª. conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

39
LÍNGUA PORTUGUESA

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

1.ª conjug. 2.ª conjug. 3.ª conju. Desinên. pessoal Des. temporal Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de nú-
mero e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e
pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM partiREM R EM

40
LÍNGUA PORTUGUESA

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante ---


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
Observações:
No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem,
pedido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

* Observações:
- o verbo parecer admite duas construções:
Elas parecem gostar de você. (forma uma locução verbal)
Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito oracional, correspondendo à construção: parece gostarem de você).

o verbo pegar possui dois particípios (regular e irregular):


Elvis tinha pegado minhas apostilas.
Minhas apostilas foram pegas.

41
LÍNGUA PORTUGUESA

fontes de pesquisa: 3-) (POLÍCIA MILITAR/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO


http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54. – VUNESP/2014) Considere o trecho a seguir.
php Já __________ alguns anos que estudos a respeito da
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa utilização abusiva dos smartphones estão sendo desen-
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. volvidos. Os especialistas acreditam _________ motivos para
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto associar alguns comportamentos dos adolescentes ao uso
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São prolongado desses aparelhos, e _________ alertado os pais
Paulo: Saraiva, 2010. para que avaliem a necessidade de estabelecer limites aos
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- seus filhos.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. De acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas,
correta e res-pectivamente, com:
Questões sobre Verbo faz … haver … têm
fazem … haver … tem
1-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – faz … haverem … têm
2014) A assertiva correta quanto à conjugação verbal é: fazem … haverem … têm
Houveram eleições em outros países este ano. faz … haverem … tem
Se eu vir você por aí, acabou.
Tinha chego atrasado vinte minutos. 3-) Já FAZ (sentido de tempo: não sofre flexão) alguns
Fazem três anos que não tiro férias. anos que estudos a respeito da utilização abusiva dos
smartphones estão sendo desenvolvidos. Os especialistas
Esse homem possue muitos bens.
acreditam HAVER (sentido de existir: não varia) motivos para
1-) Correções à frente: associar alguns comportamentos dos adolescentes ao uso
Houveram eleições em outros países este ano = prolongado desses aparelhos, e TÊM (concorda com o termo
“os especialistas”) alertado os pais para que avaliem a
houve
necessidade de estabelecer limites aos seus filhos.
Tinha chego atrasado vinte minutos = tinha chegado
Temos: faz, haver, têm.
Fazem três anos que não tiro férias = faz três anos
Esse homem possue muitos bens = RESPOSTA: “A”.
possui RESPOSTA: “B”.
Vozes do Verbo
2-) (POLÍCIA CIVIL/SC – AGENTE DE POLÍCIA – ACA-
Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a
FE/2014) Complete as lacunas com os verbos, tempos e
ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando
modos indicados entre parênteses, fazendo a devida con-
se este é paciente ou agente da ação. Importante lembrar
cordância.
que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três
O juiz agrário ainda não _________ no conflito porque
as vozes verbais:
surgiram fatos novos de ontem para hoje. (intervir - preté-
rito perfeito do indicativo)
Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a
Uns poucos convidados ___________-se com os vídeos
ação expressa pelo verbo:
postados no facebook. (entreter - pretérito imperfeito do
indicativo) Ele fez o tra-
Representantes do PCRT somente serão aceitos na balho.
composição da chapa quando se _________ de criticar a
sujeito agente ação objeto (paciente)
atual diretoria do clube, (abster-se - futuro do subjuntivo)
A sequência correta, de cima para baixo,
é: A-) interveio - entretinham - abstiverem Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo a
B-) interviu - entretiveram - absterem C-) ação expressa pelo verbo:
intervém - entreteram - abstêm
D-) interviera - entretêm - abstiverem E-) O trabalho foi feito p o r
intervirá - entretenham - abstiveram ele.
sujeito paciente ação agente
da passiva
2-) O verbo “intervir” deve ser conjugado como o ver-
bo “vir”. Este, no pretérito perfeito do Indicativo fica Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo,
“veio”, portanto, “interveio” (não existe “interviu”, já que agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
ele não deriva do verbo “ver”). Descartemos a alternativa
B. Como não há outro item com a mesma opção,
chegamos à res-posta rapidamente!
RESPOSTA: “A”.

42
LÍNGUA PORTUGUESA

O menino feriu-se. Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva

Observação: não confundir o emprego reflexivo do Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar
verbo com a noção de reciprocidade: subs-tancialmente o sentido da frase.
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Nós nos amamos. (um ama o outro) O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa objeto Direto
Formação da Voz Passiva
A apostila foi comprada pelo concurseiro.
A voz passiva pode ser formada por dois processos: (Voz Passiva)
analítico e sintético. Sujeito da Passiva Agente da Passi-
va
1- Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte
ma-neira: Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva;
o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo
Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exemplo: ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: os tempo. Observe:
alunos pintarão a escola) - Os mestres têm constantemente aconselhado os alu-
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho) nos.
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
Observação: o agente da passiva geralmente é acom- mestres.
panhado da preposição por, mas pode ocorrer a constru-
ção com a preposição de. Por exemplo: A casa ficou - Eu o acompanharei.
cercada de soldados. Ele será acompanhado por mim.
- Pode acontecer de o agente da passiva não estar ex- Observação: quando o sujeito da voz ativa for inde-
plícito na frase: A exposição será aberta amanhã. terminado, não haverá complemento agente na passiva.
Por exemplo: Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar
(SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma- Saiba que:
ção das frases seguintes: com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir,
acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou reflexiva,
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo) O
trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito per- porque o sujeito não pode ser visto como agente,
feito do Indicativo, assim como o verbo principal da voz paciente ou agente-paciente.
ativa)
Fontes de pesquisa:
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.
php
O trabalho é feito por ele. (ser no presente do indica-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
tivo)
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente) Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Observe a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) Questões

2- Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética - ou 1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/GO – ANALISTA JUDICIÁ-
pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª pessoa, RIO – FGV/2014 - adaptada) A frase “que foi trazida pelo
segui-do do pronome apassivador “se”. Por exemplo: instituto Endeavor” equivale, na voz ativa, a:
Abriram-se as inscrições para o concurso. que o instituto Endeavor traz;
Destruiu-se o velho prédio da escola. que o instituto Endeavor trouxe;
trazida pelo instituto Endeavor;
Observação: o agente não costuma vir expresso na que é trazida pelo instituto Endeavor;
voz passiva sintética. que traz o instituto Endeavor.

43
LÍNGUA PORTUGUESA

1-) Se na voz passiva temos dois verbos, na ativa tere- Regras ortográficas
mos um: “que o instituto Endeavor trouxe” (manter o tem-
po verbal no pretérito – assim como na passiva). O fonema s
RESPOSTA: “B”.
S e não C/Ç

2-) (PRODAM/AM – ASSISTENTE – FUNCAB/2014 - palavras substantivadas derivadas de verbos com radi-
adaptada) Ao passarmos a frase “...e É CONSIDERADO por cais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender - pretensão /
muitos o maior maratonista de todos os tempos” para a expandir - expansão / ascender - ascensão / inverter - inver-
voz ativa, encontramos a seguinte forma verbal: são / aspergir - aspersão / submergir - submersão / divertir
consideravam. diversão / impelir - impulsivo / compelir - compulsório /
consideram. repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso /
considerem.
sentir - sensível / consentir – consensual.
considerarão.
considerariam.
e não C e Ç
2-) É CONSIDERADO por muitos o maior maratonista
de todos os tempos = dois verbos na voz passiva, então nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem
na ativa teremos UM: muitos o consideram o maior em gred, ced, prim ou com verbos terminados por tir ou
marato-nista de todos os tempos. -meter: agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir
RESPOSTA: “B”. - admissão / ceder - cessão / exceder - excesso / percutir -
percussão / regredir - regressão / oprimir - opressão / com-
prometer - compromisso / submeter – submissão.
3-) (TRT-16ª REGIÃO/MA - ANALISTA JUDICIÁRIO –
ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC/2014) *quando o prefixo termina com vogal que se junta
Transpondo-se para a voz passiva a frase “vou glosar com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico -
uma observação de Machado de Assis”, a forma verbal re- assimé-trico / re + surgir – ressurgir.
sultante deverá ser *no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem-
terei glosado plos: ficasse, falasse.
seria glosada
haverá de ser glosada C ou Ç e não S e SS
será glosada
terá sido glosada vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar.
vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,
3-) “vou glosar uma observação de Machado de Assis” Ju-çara, caçula, cachaça, cacique.
– “vou glosar” expressa “glosarei”, então teremos na pas- sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
siva: uma observação de Machado de Assis será glosada uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço,
por mim. esperança, carapuça, dentuço.
RESPOSTA: “D”. nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção /
de-ter - detenção / ater - atenção / reter – retenção.
após ditongos: foice, coice, traição.
palavras derivadas de outras terminadas em -te, to(r):
ORTOGRAFIA marte - marciano / infrator - infração / absorto – absorção.

O fonema z
A ortografia é a parte da Fonologia que trata da
correta grafia das palavras. É ela quem ordena qual som S e não Z
devem ter as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma
língua são grafados segundo acordos ortográficos. sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
A maneira mais simples, prática e objetiva de apren- freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa.
der ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras, sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese,
familiarizando-se com elas. O conhecimento das regras é metamor-fose.
necessário, mas não basta, pois há inúmeras exceções e, formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
em alguns casos, há necessidade de conhecimento de eti- qui-seste.
mologia (origem da palavra). nomes derivados de verbos com radicais terminados
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
empresa / difundir – difusão.

44
LÍNGUA PORTUGUESA

diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís - Lui- CH e não X


sinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.
após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa. palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, chassi,
verbos derivados de nomes cujo radical termina com mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
“s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar – pesquisar.
As letras “e” e “i”
Z e não S
Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. Com
sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adjetivo: “i”, só o ditongo interno cãibra.
macio - maciez / rico – riqueza / belo – beleza. verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de ori- escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Escrevemos com
gem não termine com s): final - finalizar / concreto – con- “i”, os verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói,
cretizar. possui, contribui.
consoante de ligação se o radical não terminar com “s”:
pé + inho - pezinho / café + al - cafezal Atenção para as palavras que mudam de sentido
quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (super-
Exceção: lápis + inho – lapisinho. fície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir)
emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estân-
O fonema j cia, que anda a pé), pião (brinquedo).

G e não J Dica:
- Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto à orto-
palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, ges- grafia de uma palavra, há a possibilidade de consultar o
so. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), ela-
estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim. borado pela Academia Brasileira de Letras. É uma obra de
terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com pou- referência até mesmo para a criação de dicionários, pois traz
cas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge. a grafia atualizada das palavras (sem o significado). Na
Internet, o endereço é www.academia.org.br.
Exceção: pajem.
Informações importantes
terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, Formas variantes são formas duplas ou múltiplas,
litígio, relógio, refúgio. equivalentes: aluguel/aluguer, relampejar/relampear/re-
verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger, fugir, lampar/relampadar.
mugir. Os símbolos das unidades de medida são escritos
depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur- sem ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar
gir. plu-ral, sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg,
depois da letra “a”, desde que não seja radical 20km, 120km/h.
termina-do com j: ágil, agente. Exceção para litro (L): 2 L, 150 L.
Na indicação de horas, minutos e segundos, não deve
J e não G haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h,
22h30min, 14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três
palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje. minutos e trinta e quatro segundos).
palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia, O símbolo do real antecede o número sem espaço:
manjerona. R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma barra
palavras terminadas com aje: ultraje. vertical ($).

O fonema ch Fontes de pesquisa:


http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or-
X e não CH tografia
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi, Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
xucro. Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
palavras de origem inglesa e espanhola: xampu, lagar- Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
tixa. Paulo: Saraiva, 2010.
depois de ditongo: frouxo, feixe. Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval. ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

Exceção: quando a palavra de origem não derive de


outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)

45
LÍNGUA PORTUGUESA

Hífen O hífen é suprimido quando para formar outros ter-


mos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado para
ligar os elementos de palavras compostas (como ex-presi- Lembrete da Zê!
dente, por exemplo) e para unir pronomes átonos a verbos Ao separar palavras na translineação (mudança de li-
(ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente para fazer a nha), caso a última palavra a ser escrita seja formada por
translineação de palavras, isto é, no fim de uma linha, se- hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escreverei anti -
parar uma palavra em duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro). inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na próxima
linha escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas as linhas).
Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
tográfica: Não se emprega o hífen:

Em palavras compostas por justaposição que formam Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou
para formarem um novo significado: tio-avô, porto-ale- “s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes:
grense, luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda- -fei-ra, antir-religioso, contrarregra, infrassom, microssistema,
conta-gotas, guarda-chuva, arco-íris, primeiro-ministro, minissaia, microrradiografia, etc.
azul-escuro.
Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
Em palavras compostas por espécies botânicas e fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora- vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação,
-menina, erva-doce, feijão-verde. autoes-trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual,
autoes-cola, infraestrutura, etc.
Nos compostos com elementos além, aquém, re-cém
e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém- Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
-casado. “dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h” inicial: de-
sumano, inábil, desabilitar, etc.
No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando o
uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de- segundo elemento começar com “o”: cooperação, coobriga-
meia, água-de-colônia, queima-roupa, deus-dará. ção, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc.

Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção
Rio-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis-
combinações históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, ta, etc.
Angola-Brasil, etc.
Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei-
Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- to, benquerer, benquerido, etc.
per- quando associados com outro termo que é iniciado
por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc. - Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas corres-
pondentes átonas, aglutinam-se com o elemento
Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex- seguinte, não havendo hífen: pospor, predeterminar,
diretor, ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito. predeterminado, pressuposto, propor.
- Escreveremos com hífen: anti-horário, anti-infeccio-
Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: so, auto-observação, contra-ataque, semi-interno, sobre--
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc. humano, super-realista, alto-mar.
Escreveremos sem hífen: pôr do sol, antirreforma,
Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, antisséptico, antissocial, contrarreforma, minirrestaurante,
abra-ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. ultrassom, antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus,
autoajuda, autoelogio, autoestima, radiotáxi.
Nas formações em que o prefixo tem como se-
gundo termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, Fontes de pesquisa:
geo--história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospitalar, http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or-
super-homem. tografia
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
termina com a mesma vogal do segundo elemento: micro
-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões Armandinho, personagem do cartunista Alexandre


Beck, sabe perfeitamente empregar os parônimos “cestas”
1-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – “sestas” e “sextas”. Quanto ao emprego de parônimos, da-
2014) De acordo com a nova ortografia, assinale o item das as frases abaixo,
em que todas as palavras estão corretas: I. O cidadão se dirigia para sua _____________ eleitoral.
autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial. A zona eleitoral ficava ___________ 200 metros de um
supracitado – semi-novo – telesserviço. posto policial.
ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som. III. O condutor do automóvel __________ a lei seca.
contrarregra – autopista – semi-aberto. IV. Foi encontrada uma __________ soma de dinheiro no
contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor. carro.
V. O policial anunciou o __________ delito.
1-) Correção:
autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial = correta Assinale a alternativa cujos vocábulos preenchem cor-
supracitado – semi-novo – telesserviço = seminovo retamente as lacunas das frases.
ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som = hi- seção, acerca de, infligiu, vultosa, fragrante.
droelétrica, ultrassom seção, acerca de, infligiu, vultuosa, flagrante.
contrarregra – autopista – semi-aberto = semiaberto sessão, a cerca de, infringiu, vultosa, fragrante.
contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor = infraes- seção, a cerca de, infringiu, vultosa, flagrante.
trutura
sessão, a cerca de, infligiu, vultuosa, flagrante.
RESPOSTA: “A”.
3-) Questão que envolve ortografia.
I. O cidadão se dirigia para sua SEÇÃO eleitoral. (setor)
2-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS –
A zona eleitoral ficava A CERCA DE 200 metros de um
2014) De acordo com a nova ortografia, assinale o item
posto policial. (= aproximadamente)
em que todas as palavras estão corretas:
III. O condutor do automóvel INFRINGIU a lei seca.
autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial.
(re-lacione com infrator)
supracitado – semi-novo – telesserviço.
IV. Foi encontrada uma VULTOSA soma de dinheiro
ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som.
contrarregra – autopista – semi-aberto. no carro. (de grande vulto, volumoso)
V. O policial anunciou o FLAGRANTE delito. (relacione
contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor.
com “pego no flagra”)
2-) Correção: Seção / a cerca de / infringiu / vultosa / flagrante
autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial = correta RESPOSTA: “D”.
supracitado – semi-novo – telesserviço = seminovo
ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som = hi-
droelétrica, ultrassom
contrarregra – autopista – semi-aberto = semiaberto ACENTUAÇÃO
contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor = infraes-
trutura
RESPOSTA: “A”.
Quanto à acentuação, observamos que algumas pala-
vras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora se
3-) (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE - dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra. Por
COPEVE/ UFAL/2014) isso, vamos às regras!

Regras básicas – Acentuação tônica

A acentuação tônica está relacionada à intensidade


com que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela
que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como
sí-laba tônica. As demais, como são pronunciadas com
menos intensidade, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são
classifica-das como:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre
a última sílaba. Ex.: café – coração – Belém – atum – caju –
papel

Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai


na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – sapato
– passível

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LÍNGUA PORTUGUESA

Proparoxítonas - São aquelas cuja sílaba tônica está Alerta da Zê! Cuidado: Se os ditongos abertos esti-
na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tímpano verem em uma palavra oxítona (herói) ou monossílaba
– médico – ônibus (céu) ainda são acentuados: dói, escarcéu.

Há vocábulos que possuem mais de uma sílaba, mas


Antes Agora
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba
somente: são os chamados monossílabos. assembléia assembleia
idéia ideia
Os acentos
geléia geleia
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a” e “i”, jibóia jiboia
“u” e “e” do grupo “em” - indica que estas letras represen- apóia (verbo apoiar) apoia
tam as vogais tônicas de palavras como pá, caí, público.
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre paranóico paranoico
aberto: herói – médico – céu (ditongos abertos).
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, Acento Diferencial
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
tâma-ra – Atlântico – pêsames – supôs . Representam os acentos gráficos que, pelas regras de
acentuação, não se justificariam, mas são utilizados para
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a”
diferenciar classes gramaticais entre determinadas
com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles
palavras e/ou tempos verbais. Por exemplo:
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi
totalmen-te abolido das palavras. Há uma exceção: é Pôr (verbo) X por (preposição) / pôde (pretérito perfeito
de Indicativo do verbo “poder”) X pode (presente do Indica-
utilizado em palavras derivadas de nomes próprios
tivo do mesmo verbo).
estrangeiros: mülle-riano (de Müller)
Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas:
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo-
terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentuada,
gais nasais: oração – melão – órgão – ímã
mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acentua-se,
para que saibamos se se trata de um verbo ou preposição.
Regras fundamentais
Os demais casos de acento diferencial não são mais
utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substanti-
Palavras oxítonas:
vo), pelo (preposição). Seus significados e classes gramati-
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”,
cais são definidos pelo contexto.
“e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s)
Polícia para o trânsito para realizar blitz. = o primeiro
– ci-pó(s) – Belém.
“para” é verbo; o segundo, preposição (com relação de fi-
Esta regra também é aplicada aos seguintes casos:
nalidade).
- Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”,
se-guidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há Quando, na frase, der para substituir o “por” por
“colocar”, estaremos trabalhando com um verbo,
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,
portanto: “pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex:
seguidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo
Faço isso por você. / Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: Regra do Hiato:
i, is: táxi – lápis – júri
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, for a
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum
se-gunda vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”,
l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax –
haverá acento. Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
fórceps
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato
ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos
quan-do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
não de “s”: água – pônei – mágoa – memória
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Re-
pare que esta palavra apresenta as terminações das paro-
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se
xítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM = vierem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização!
Observação importante:
Regras especiais:
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento hiato quando vierem depois de ditongo (nas paroxítonas):
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em
palavras paroxítonas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Antes Agora Questões

bocaiúva bocaiuva 1-) (PREFEITURA DE SÃO PAULO/SP – AUDITOR


feiúra feiura FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL – CETRO/2014 -
adaptada) Assi-nale a alternativa que contém duas
Sauípe Sauipe
palavras acentuadas conforme a mesma regra.
“Hambúrgueres” e “repórter”.
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
“Inacreditáveis” e “repórter”.
abolido: “Índice” e “dólares”.
“Inacreditáveis” e “atribuídos”.
Antes Agora “Atribuídos” e “índice”.
crêem creem
1-)
lêem leem “Hambúrgueres” = proparoxítona / “repórter” = pa-
vôo voo roxítona
enjôo enjoo “Inacreditáveis” = paroxítona / “repórter” = paro-
xítona
Dica: Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos “Índice” = proparoxítona / “dólares” = proparoxí-
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais tona
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER. “Inacreditáveis” = paroxítona / “atribuídos” = regra do
Repare: hiato
1-) O menino crê em você. / Os meninos creem em você. “Atribuídos” = regra do hiato / “índice” = proparo-
2-) Elza lê bem! / Todas leem bem! xítona RESPOSTA:
3-) Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos que “B”.
os garotos deem o recado!
4-) Rubens vê tudo! / Eles veem tudo! 2-) (SEFAZ/RS – AUDITOR FISCAL DA RECEITA
Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / Eles vêm à FEDERAL – FUNDATEC/2014 - adaptada)
tarde! Analise as afirmações que são feitas sobre acentuação
As formas verbais que possuíam o acento tônico na gráfica.
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’
seja retirado, essas continuam sendo palavras da língua
“e” ou “i” não serão mais acentuadas:
portuguesa.
A regra que explica a acentuação das palavras ‘vá-
Antes Depois rios’ e ‘país’ não é a mesma.
apazigúe (apaziguar) apazigue III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente.
IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em
averigúe (averiguar) averigue
si-tuação de uso, quanto à flexão de número.
argúi (arguir) argui Quais estão corretas?
A) Apenas I e III. B)
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pessoa Apenas II e IV. C)
do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo Apenas I, II e IV. D)
vir) Apenas II, III e IV. E)
I, II, III e IV.
A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
reter, deter, abster: ele contém – eles contêm, ele obtém – eles 2-)
obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém – eles convêm. I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’
seja retirado, essas continuam sendo palavras da língua
Fontes de pesquisa: portuguesa = teremos “transito” e “especifico” – serão
http://www.brasilescola.com/gramatica/acentuacao. ver-bos (correta)
htm A regra que explica a acentuação das palavras ‘vá-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa rios’ e ‘país’ não é a mesma = vários é paroxítona
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. terminada em ditongo; país é a regra do hiato (correta)
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente = há
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São um hiato, por isso a acentuação (da - í) = incorreta.
Paulo: Saraiva, 2010. IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em
situação de uso, quanto à flexão de número = “vêm” é uti-
lizado para a terceira pessoa do plural (correta)
RESPOSTA: “C”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Dois pontos (:)


PONTUAÇÃO
1- Antes de uma citação
Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que 2- Antes de um aposto


servem para compor a coesão e a coerência textual, além Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Um tarde e calor à noite.
texto escrito adquire diferentes significados quando
pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
depende, em certos momentos, da intenção do autor do Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa,
discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamente vivendo a rotina de sempre.
relacionados ao contexto e ao interlocutor.
4- Em frases de estilo direto
Principais funções dos sinais de Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão?
pontuação Ponto (.)

1- Indica o término do discurso ou de parte dele, en- Ponto de Exclamação (!)


cerrando o período.
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera,
2- Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com- susto, súplica, etc.
panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final de pe- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
ríodo, este não receberá outro ponto; neste caso, o ponto
de abreviatura marca, também, o fim de período. 2- Depois de interjeições ou
Exemplo: Estudei português, matemática, constitucional, vocativos Ai! Que susto!
etc. (e não “etc..”) João! Há quanto tempo!

3- Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do Ponto de Interrogação (?)


ponto, assim como após o nome do autor de uma citação:
Haverá eleições em outubro Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
(Napoleão Mendes de Almeida) (ou: Almeida.) vedo)

4- Os números que identificam o ano não utilizam Reticências (...)


pon-to nem devem ter espaço a separá-los, bem como os
nú-meros de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250. 1- Indica que palavras foram suprimidas: Comprei
lápis, canetas, cadernos...
Ponto e Vírgula ( ; )
2- Indica interrupção violenta da frase.
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos
dão pelo pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este
pão a vida; os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...”
mal... pega doutor?
(VIEIRA)

2- Separa partes de frases que já estão separadas por 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito:
vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, mon- Deixa, depois, o coração falar...
tanhas, frio e cobertor.
Vírgula (,)
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de
mo-tivos, decreto de lei, etc. Não se usa vírgula
Ir ao supermercado;
Pegar as crianças na escola; separando termos que, do ponto de vista sintático,
Caminhada na praia; ligam-se diretamente entre si:
Reunião com amigos. - entre sujeito e predicado:
Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito predicado

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LÍNGUA PORTUGUESA

- entre o verbo e seus objetos: Fontes de pesquisa:


O trabalho custou sacrifício aos http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
realizadores. http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu-
V.T.D.I. O.D. O.I. la.htm
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto
Usa-se a vírgula: Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
- Para marcar intercalação: SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun- Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
dância, vem caindo de preço.
da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão Questões
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
das expressões explicativas ou corretivas: As indús- 1-) (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP - 2014)
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
querem abrir mão dos lucros altos.

- Para marcar inversão:


do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
chadas.
dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
maio de 1982.

- Para separar entre si elementos coordenados (dis-


postos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.

Para marcar elipse (omissão) do verbo:


Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

Para isolar: (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP - 2014) Se-


o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei- gundo a norma-padrão da língua portuguesa, a
ra, possui um trânsito caótico. pontuação está correta em:
o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. A) Hagar disse, que não iria.
B) Naquela noite os Stevensens prometeram servir,
Observações: bi-fes e lagostas, aos vizinhos.
- Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expres-são C) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas:
latina et cetera, que significa “e outras coisas”, seria dis- para Hagar e Helga
pensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o acordo D) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse,
ortográfico em vigor no Brasil exige que empreguemos etc. Ha-gar à Helga.
precedido de vírgula: Falamos de política, futebol, lazer, etc. E) Helga chegou com o recado: fomos convidados,
pe-los Stevensens, para jantar bifes e lagostas.
- As perguntas que denotam surpresa podem ter
com-binados o ponto de interrogação e o de exclamação: 1-) Correções realizadas:
Você falou isso para ela?! Hagar disse que não iria. = não há vírgula entre ver-
bo e seu complemento (objeto)
- Temos, ainda, sinais distintivos: Naquela noite os Stevensens prometeram servir bi-fes
1-) a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), sepa- e lagostas aos vizinhos. = não há vírgula entre verbo e seu
ração de siglas (IOF/UPC); complemento (objeto)
2-) os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas Chegou o convite dos Stevensens: bife e lagostas
pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira opção para Hagar e Helga.
aos parênteses, principalmente na matemática; “Eles são chatos e nunca param de falar”, disse Ha-gar
3-) o asterisco ( * ) = usado para remeter o leitor a à Helga.
uma nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir um Helga chegou com o recado: fomos convidados, pe-
nome que não se quer mencionar. los Stevensens, para jantar bifes e lagostas.
RESPOSTA: “E”.
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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO TRA- Concordância Verbal


BALHO – CESPE/2014 - adaptada)
A correção gramatical do trecho “Entre as bebidas al- a flexão que se faz para que o verbo concorde com
coólicas, cervejas e vinhos são as mais comuns em todo o seu sujeito.
mundo” seria prejudicada, caso se inserisse uma vírgula
logo após a palavra “vinhos”. a) Sujeito Simples - Regra Geral
( ) CERTO ( ) ERRADO O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo
em número e pessoa. Veja os exemplos:
2-) Não se deve colocar vírgula entre sujeito e predi- A prova para ambos os cargos será aplicada
cado, a não ser que se trate de um aposto (1), predicativo às 13h.
do sujeito (2), ou algum termo que requeira estar 3.ª p. Singular 3.ª p. Singular
separado entre pontuações. Exemplos:
O Rio de Janeiro, cidade maravilhosa (1), está em festa! Os candidatos à vaga chegarão às 12h.
Os meninos, ansiosos (2), chegaram! 3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
RESPOSTA: “CERTO”.
Casos Particulares
3-) (PRODAM/AM – ASSISTENTE – FUNCAB/2014) Em
apenas uma das opções a vírgula foi corretamente empre- Quando o sujeito é formado por uma expressão par-
gada. Assinale-a. titiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a
A)No dia seguinte, estavam todos cansados. maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de
B)Romperam a fita da vitória, os dois atletas. um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode
C)Os seus hábitos estranhos, deixavam as pessoas ficar no singular ou no plural.
per-plexas. A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
D)A luta em defesa dos mais fracos, é necessária e Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram
fundamental. proposta.
E)As florestas nativas do Brasil, sobrevivem em
peque-na parte do território. Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vânda-
3-) los destruiu / destruíram o monumento.
No dia seguinte, estavam todos cansados. = correta
Romperam a fita da vitória, os dois atletas = não se Observação: nesses casos, o uso do verbo no singular
separa sujeito do predicado (o sujeito está no final). enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere
Os seus hábitos estranhos, deixavam as pessoas destaque aos elementos que formam esse conjunto.
per-plexas = não se separa sujeito do predicado.
A luta em defesa dos mais fracos, é necessária e Quando o sujeito é formado por expressão que in-
fun-damental = não se separa sujeito do predicado. dica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de,
As florestas nativas do Brasil, sobrevivem em peque-na perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo con-
parte do território. = não se separa sujeito do predicado corda com o substantivo.
RESPOSTA: “A”. Cerca de mil pessoas participaram do concurso.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas
Olimpíadas.
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
Observação : quando a expressão “mais de um” asso-
ciar-se a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é
obrigatório: Mais de um colega se ofenderam na discussão.
Os concurseiros estão apreensivos. (ofenderam um ao outro)
Concurseiros apreensivos.
Quando se trata de nomes que só existem no plu-
No primeiro exemplo, o verbo estar encontra-se na ral, a concordância deve ser feita levando-se em conta a
terceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito, ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo
os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo “apreen- deve ficar no singular; com artigo no plural, o verbo deve
sivos” está concordando em gênero (masculino) e núme- ficar o plural.
ro (plural) com o substantivo a que se refere: concurseiros. Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gê- Estados Unidos possui grandes universidades. Alagoas
nero correspondem-se. impressiona pela beleza das praias.
A correspondência de flexão entre dois termos é a As Minas Gerais são inesquecíveis.
con-cordância, que pode ser verbal ou nominal. Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.

52
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou *Quando “um dos que” vem entremeada de
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, substanti-vo, o verbo pode:
quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou “de vós”, o ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atravessa
verbo pode concordar com o primeiro pronome (na o Estado de São Paulo. (já que não há outro rio que faça o
terceira pes-soa do plural) ou com o pronome pessoal. mesmo).
Quais de nós são / somos capazes? ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? poluídos (noção de que existem outros rios na mesma
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino- con-dição).
vadoras.
Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o
Observação : veja que a opção por uma ou outra forma verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
indica a inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém Vossa Excelência está cansado?
diz ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fize- Vossas Excelências renunciarão?
mos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não
ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de tudo e A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se de
nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia. acordo com o numeral.
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido Deu uma hora no relógio da sala. Deram
estiver no singular, o verbo ficará no singular. cinco horas no relógio da sala. Soam
Qual de nós é capaz? dezenove horas no relógio da praça.
Algum de vós fez isso. Baterão doze horas daqui a pouco.

Quando o sujeito é formado por uma expressão que Observação : caso o sujeito da oração seja a palavra re-
indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve lógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito.
concordar com o substantivo. O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
25% do orçamento do país será destinado à Educação. Soa quinze horas o relógio da matriz.
85% dos entrevistados não aprovam a administração
do prefeito. Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum
1% do eleitorado aceita a mudança. sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do singular. São
1% dos alunos faltaram à prova. verbos impessoais: Haver no sentido de existir; Fazer indi-
cando tempo; Aqueles que indicam fenômenos da nature-
Quando a expressão que indica porcentagem não é za. Exemplos:
seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o Havia muitas garotas na festa.
nú-mero. Faz dois meses que não vejo meu
25% querem a mudança. pai. Chovia ontem à tarde.
1% conhece o assunto.
b) Sujeito Composto
Se o número percentual estiver determinado por artigo
ou pronome adjetivo, a concordância far-se-á com eles: Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a
Os 30% da produção de soja serão exportados. concordância se faz no plural:
Esses 2% da prova serão questionados. Pai e filho conversavam longamente.
Sujeito
O pronome “que” não interfere na concordância; já o
“quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa do singular. Pais e filhos devem conversar com frequência.
Fui eu que paguei a conta. Fomos Sujeito
nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da Nos sujeitos compostos formados por pessoas gra-
vida. Sou eu quem faz a prova. maticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte
Não serão eles quem será aprovado. ma-neira: a primeira pessoa do plural (nós) prevalece
sobre a segunda pessoa (vós) que, por sua vez, prevalece
Com a expressão “um dos que”, o verbo deve assu- sobre a terceira (eles). Veja:
mir a forma plural. Teus irmãos, tu e eu tomaremos a
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encan- decisão. Primeira Pessoa do Plural (Nós)
taram os poetas.
Este candidato é um dos que mais estudaram! Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Segunda Pessoa do Plural (Vós)
Se a expressão for de sentido contrário – nenhum dos
que, nem um dos que -, não aceita o verbo no singular: Pais e filhos precisam respeitar-se.
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga. Terceira Pessoa do Plural (Eles)
Nem uma das que me escreveram mora aqui.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: quando o sujeito é composto, formado Quando os núcleos do sujeito são unidos por “com”,
por um elemento da segunda pessoa (tu) e um da terceira o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos recebem um
(ele), é possível empregar o verbo na terceira pessoa do mesmo grau de importância e a palavra “com” tem
plural (eles): “Tu e teus irmãos tomarão a decisão.” – no sentido muito próximo ao de “e”.
lugar de “tomaríeis”. O pai com o filho montaram o brinquedo.
O governador com o secretariado traçaram os planos
No caso do sujeito composto posposto ao verbo, para o próximo semestre.
passa a existir uma nova possibilidade de concordância: O professor com o aluno questionaram as regras.
em vez de concordar no plural com a totalidade do
sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se
núcleo do su-jeito mais próximo. a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
Faltaram coragem e competência. Faltou O pai com o filho montou o brinquedo.
O governador com o secretariado traçou os planos para
coragem e competência. Compareceram todos
o próximo semestre.
os candidatos e o banca. Compareceu o banca
O professor com o aluno questionou as regras.
e todos os candidatos.
Observação : com o verbo no singular, não se pode
Quando ocorre ideia de reciprocidade, a falar em sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez
concordân-cia é feita no plural. Observe: que as expressões “com o filho” e “com o secretariado”
Abraçaram-se vencedor e vencido. são adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. como se houvesse uma inversão da ordem. Veja:
“O pai montou o brinquedo com o filho.”
Casos Particulares “O governador traçou os planos para o próximo semes-
tre com o secretariado.”
Quando o sujeito composto é formado por núcleos “O professor questionou as regras com o aluno.”
sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no singular.
Descaso e desprezo marca seu comportamento. A *Casos em que se usa o verbo no singular:
coragem e o destemor fez dele um herói. Café com leite é uma delícia!
O frango com quiabo foi receita da vovó.
Quando o sujeito composto é formado por núcleos
dispostos em gradação, verbo no singular: Quando os núcleos do sujeito são unidos por ex-
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um pressões correlativas como: “não só...mas ainda”, “não so-
segun-do me satisfaz. mente”..., “não apenas...mas também”, “tanto...quanto”, o
verbo ficará no plural.
Quando os núcleos do sujeito composto são Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o
unidos por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural, Nordeste.
de acor-do com o valor semântico das conjunções: Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a
Drummond ou Bandeira representam a essência da no-tícia.
poe-sia brasileira.
Quando os elementos de um sujeito composto são
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é
feita com esse termo resumidor.
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.
“adi-ção”. Já em:
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante
Juca ou Pedro será contratado.
na vida das pessoas.
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olim-
píada. Outros Casos
Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam no 1) O Verbo e a Palavra “SE”
singular. Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há
duas de particular interesse para a concordância verbal:
Com as expressões “um ou outro” e “nem um nem quando é índice de indeterminação do sujeito;
outro”, a concordância costuma ser feita no singular. quando é partícula apassivadora.
Um ou outro compareceu à festa. Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
Nem um nem outro saiu do colégio. acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e
de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na ter-
Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou no ceira pessoa do singular:
singular: Um e outro farão/fará a prova. Precisa-se de funcionários.
Confia-se em teses absurdas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Quando pronome apassivador, o “se” acompanha ver- Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for
bos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos seguido de palavras ou expressões como pouco, muito, menos
(VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o de, mais de, etc., o verbo SER fica no singular:
verbo deve concordar com o sujeito da oração. Exemplos: Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Construiu-se um posto de saúde. Três metros de tecido é pouco para fazer seu
Construíram-se novos postos de saúde. vestido. Duas semanas de férias é muito para mim.
Aqui não se cometem equívocos
Alugam-se casas. Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo)
for pronome pessoal do caso reto, com este concordará o
Dica: Para saber se o “se” é partícula apassivadora ou verbo.
índice de indeterminação do sujeito, tente transformar a frase No meu setor, eu sou a única
para a voz passiva. Se a frase construída for “com-preensível”, mulher. Aqui os adultos somos nós.
estaremos diante de uma partícula apassivado-ra; se não, o
“se” será índice de indeterminação. Veja: Observação: sendo ambos os termos (sujeito e pre-
Precisa-se de funcionários qualificados. dicativo) representados por pronomes pessoais, o verbo
Tentemos a voz passiva: concorda com o pronome sujeito.
Funcionários qualificados são precisados (ou precisos)? Eu não sou ela.
Não há lógica. Portanto, o “se” destacado é índice de Ela não é eu.
inde-terminação do sujeito.
Agora: Vendem- Quando o sujeito for uma expressão de sentido par-
se casas. titivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o verbo
Voz passiva: Casas são vendidas. Construção correta! SER concordará com o predicativo.
Então, aqui, o “se” é partícula apassivadora. (Dá para eu A grande maioria no protesto eram
passar para a voz passiva. Repare em meu destaque. Per- jovens. O resto foram atitudes imaturas.
cebeu semelhança? Agora é só memorizar!).
2) O Verbo “Ser” 3) O Verbo “Parecer”
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução
A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o verbal (é seguido de infinitivo), admite duas concordâncias:
sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân- Ocorre variação do verbo PARECER e não se flexiona o
cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do infinitivo: As crianças parecem gostar do desenho.
sujeito.
A variação do verbo parecer não ocorre e o infinitivo
Quando o sujeito ou o predicativo for: sofre flexão:
As crianças parece gostarem do desenho.
a)Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo SER (essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho as
concorda com a pessoa gramatical: crianças)
Ele é forte, mas não é dois.
Fernando Pessoa era vários poetas. Atenção: Com orações desenvolvidas, o verbo PARE-
A esperança dos pais são eles, os filhos. CER fica no singular. Por Exemplo: As paredes parece que
têm ouvidos. (Parece que as paredes têm ouvidos = oração
b)nome de coisa e um estiver no singular e o outro no subordinada substantiva subjetiva).
plural, o verbo SER concordará, preferencialmente, com o
que estiver no plural: Concordância Nominal
Os livros são minha paixão!
Minha paixão são os livros! A concordância nominal se baseia na relação entre
nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se
Quando o verbo SER indicar ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se:
horas e distâncias, concordará com a expressão normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um
numérica: termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal.
É uma hora. A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
São quatro horas. seguintes regras gerais:
Daqui até a escola é um quilômetro / são dois O adjetivo concorda em gênero e número quando se
quilôme-tros. refere a um único substantivo: As mãos trêmulas denun-
ciavam o que sentia.
datas, concordará com a palavra dia(s), que pode
estar expressa ou subentendida: Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos, a
Hoje é dia 26 de agosto. concordância pode variar. Podemos sistematizar essa fle-
Hoje são 26 de agosto. xão nos seguintes casos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

a) Adjetivo anteposto aos substantivos: Dica: Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. Se a
O adjetivo concorda em gênero e número com o frase ficar coerente com o primeiro, trata-se de advérbio,
substantivo mais próximo. portanto, invariável; se houver coerência com o segundo,
Encontramos caídas as roupas e os prendedores. função de adjetivo, então varia:
Encontramos caída a roupa e os prendedores. Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo
Encontramos caído o prendedor e a roupa. Ele está só descansando. (apenas descansando) - ad-
vérbio
Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de
pa-rentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural. Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula depois de
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar. “só”, haverá, novamente, um adjetivo:
Encontrei os divertidos primos e primas na festa. Ele está só, descansando. (ele está sozinho e descansan-
do)
b) Adjetivo posposto aos substantivos: 7) Quando um único substantivo é modificado por
O adjetivo concorda com o substantivo mais dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as
próximo ou com todos eles (assumindo a forma masculina cons-truções:
plural se houver substantivo feminino e masculino). a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o
A indústria oferece localização e atendimento perfeito. A artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura
indústria oferece atendimento e localização perfeita. A espanhola e a portuguesa.
indústria oferece localização e atendimento perfeitos. A
indústria oferece atendimento e localização perfeitos. O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo
antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e portu-
Observação: os dois últimos exemplos apresentam guesa.
maior clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se
refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi Casos Particulares
flexionado no plural masculino, que é o gênero predomi-
nante quando há substantivos de gêneros diferentes. proibido - É necessário - É bom - É preciso - É per-
mitido
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o
ad-jetivo fica no singular ou plural. Estas expressões, formadas por um verbo mais um
A beleza e a inteligência feminina(s). adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se referem
O carro e o iate novo(s). possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo).
É proibido entrada de crianças.
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: Em certos momentos, é necessário
O adjetivo fica no masculino singular, se o substan- atenção. No verão, melancia é bom.
tivo não for acompanhado de nenhum modificador: Água É preciso cidadania.
bom para saúde. Não é permitido saída pelas portas laterais.

O adjetivo concorda com o substantivo, se este for Quando o sujeito destas expressões estiver deter-
modificado por um artigo ou qualquer outro determinati- minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o verbo
vo: Esta água é boa para saúde. como o adjetivo concordam com ele.
É proibida a entrada de
O adjetivo concorda em gênero e número com os crianças. Esta salada é ótima.
pronomes pessoais a que se refere: Juliana encontrou-as A educação é necessária.
muito felizes. São precisas várias medidas na educação.

Nas expressões formadas por pronome indefinido Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Qui-
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE + te
adjetivo, este último geralmente é usado no masculino
sin-gular: Os jovens tinham algo de misterioso. Estas palavras adjetivas concordam em gênero e nú-
mero com o substantivo ou pronome a que se referem.
A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem Seguem anexas as documentações requeridas.
fun-ção adjetiva e concorda normalmente com o nome a A menina agradeceu: - Muito obrigada.
que se refere: Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Cristina saiu só. Seguem inclusos os papéis solicitados.
Cristina e Débora saíram sós. Estamos quites com nossos credores.

Observação : quando a palavra “só” equivale a


“somen-te” ou “apenas”, tem função adverbial, ficando,
portanto, invariável: Eles só desejam ganhar presentes.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Bastante - Caro - Barato - Longe Questões

Estas palavras são invariáveis quando funcionam 1-) (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA
como advérbios. Concordam com o nome a que se E COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO ADMINIS-
referem quan-do funcionam como adjetivos, pronomes TRATIVO – CESPE/2014) Em “Vossa Excelência deve estar
adjetivos, ou nu-merais. satisfeita com os resultados das negociações”, o adjetivo
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio) Há estará corretamente empregado se dirigido a ministro de
bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pro- Estado do sexo masculino, pois o termo “satisfeita” deve
nome adjetivo) concordar com a locução pronominal de tratamento
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) “Vossa Excelência”.
As casas estão caras. (adjetivo) ( ) CERTO ( ) ERRADO
Achei barato este casaco. (advérbio)
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) 1-) Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo femi-
nino (ministra), o adjetivo está correto; mas, se for do sexo
Meio - Meia masculino, o adjetivo sofrerá flexão de gênero: satisfeito.
O pronome de tratamento é apenas a maneira de como
A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo, tratar a autoridade, não concordando com o gênero (o
concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi pronome de tratamento, apenas).
meia porção de polentas. RESPOSTA: “ERRADO”.
Quando empregada como advérbio permanece in- 2-) (GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – CADASTRO
variável: A candidata está meio nervosa. RESERVA PARA O METRÔ/DF – ADMINISTRADOR - IA-
DES/2014 - adaptada) Se, no lugar dos verbos destacados
Dica! Dá para eu substituir por “um pouco”, assim no verso “Escolho os filmes que eu não vejo no elevador”,
saberei que se trata de um advérbio, não de adjetivo: “A fossem empregados, respectivamente, Esquecer e gostar,
candidata está um pouco nervosa”. a nova redação, de acordo com as regras sobre regência
ver-bal e concordância nominal prescritas pela norma-
Alerta - Menos
padrão, deveria ser
A) Esqueço dos filmes que eu não gosto no elevador.
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
B)Esqueço os filmes os quais não gosto no elevador.
sempre invariáveis.
Os concurseiros estão sempre alerta. C)Esqueço dos filmes aos quais não gosto no eleva-
dor.
Não queira menos matéria!
(D) Esqueço dos filmes dos quais não gosto no eleva-
* Tome nota! dor.
Não variam os substantivos que funcionam como ad- (E) Esqueço os filmes dos quais não gosto no elevador.
jetivos:
Bomba – notícias bomba 2-) O verbo “esquecer” pede objeto direto; “gostar”,
Chave – elementos chave in-direto (com preposição): Esqueço os filmes dos quais
Monstro – construções monstro não gosto.
Padrão – escola padrão RESPOSTA: “E”.

Fontes de pesquisa: 3-) (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) Considerada


http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49. a substituição do segmento grifado pelo que está entre
php pa-rênteses ao final da transcrição, o verbo que deverá
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto perma-necer no singular está em:
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São A)... disse o pesquisador à Folha de S. Paulo. (os pes-
Paulo: Saraiva, 2010. quisadores)
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa B)Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. ruína dessa sociedade... (as mudanças do clima)
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- C)No sistema havia também uma estação... (várias es-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. tações)
D)... a civilização maia da América Central tinha um
método sustentável de gerenciamento da água. (os povos
que habitavam a América Central)
E)Um estudo publicado recentemente mostra que a
civilização maia... (Estudos como o que acabou de ser pu-
blicado).

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) 1-) Verbos Intransitivos


... disse (disseram) (os pesquisadores)
Segundo ele, a mudança climática contribuiu (con- Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
tribuíram) (as mudanças do clima) importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
No sistema havia (várias estações) = permanecerá aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
no singular Chegar, Ir
... a civilização maia da América Central tinha (ti- Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
nham) (os povos que habitavam a América Central) biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
Um estudo publicado recentemente mostra (mos- indicar destino ou direção são: a, para.
tram) (Estudos como o que acabou de ser publicado). Fui ao teatro.
RESPOSTA: “C”. Adjunto Adverbial de Lugar

Ricardo foi para a Espanha.


Adjunto Adverbial de Lugar
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
em ou a.
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome último jogo.
(regência nominal) e seus complementos.
2-) Verbos Transitivos Diretos
Regência Verbal = Termo Regente: VERBO
Os verbos transitivos diretos são complementados por
A regência verbal estuda a relação que se estabelece objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
entre os verbos e os termos que os complementam (obje- para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre-
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos gar esses verbos, lembre-se de que os pronomes oblíquos o,
adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem
regência, o que corresponde à diversidade de significados assumir as formas lo, los, la, las (após formas ver-bais
que estes verbos podem adquirir dependendo do terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas
contexto em que forem empregados. verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são,
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar, quando complementos verbais, objetos indiretos.
con-tentar. São verbos transitivos diretos, dentre outros: aban-
A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar donar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar,
agra-do ou prazer”, satisfazer. admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar,
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de “agra- castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, defender,
dar a alguém”. eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar,
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Saiba que: Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
O conhecimento do uso adequado das preposições é como o verbo amar:
um dos aspectos fundamentais do estudo da regência Amo aquele rapaz. / Amo-o.
ver-bal (e também nominal). As preposições são capazes Amo aquela moça. / Amo-a.
de modificar completamente o sentido daquilo que está Amam aquele rapaz. / Amam-no.
sen-do dito. Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô. Observação: os pronomes lhe, lhes só acompanham
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se- esses verbos para indicar posse (caso em que atuam
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. como adjuntos adnominais):
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
A voluntária distribuía leite às crianças. Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
A voluntária distribuía leite com as crianças. reira)
Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu-
como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto (obje-to mor)
indireto: às crianças); na segunda, como transitivo direto
(objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto adverbial). 3-) Verbos Transitivos Indiretos

Para estudar a regência verbal, agruparemos os Os verbos transitivos indiretos são complementados por
verbos de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi-gem
é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de uma preposição para o estabelecimento da relação de
diferentes formas em frases distintas. regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter-

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LÍNGUA PORTUGUESA

ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são Informar
o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re- Informe os novos preços aos clientes.
presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os
de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes novos preços)
átonos lhe, lhes.
Na utilização de pronomes como complementos, veja
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: as construções:
- Consistir - Tem complemento introduzido pela Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
prepo-sição “em”: A modernidade verdadeira consiste em Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so-
direitos iguais para todos. bre eles)
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus
complemen-tos introduzidos pela preposição “a”: Observação: a mesma regência do verbo informar é
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. usada para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientifi-
Eles desobedeceram às leis do trânsito. car, prevenir.

- Responder - Tem complemento introduzido pela Comparar


pre-posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite
indicar “a quem” ou “ao que” se responde. as preposições “a” ou “com” para introduzir o
Respondi ao meu patrão. complemento indireto: Comparei seu comportamento ao
Respondemos às perguntas. (ou com o) de uma criança.
Respondeu-lhe à altura.
Pedir
Observação : o verbo responder, apesar de transitivo Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente
indireto quando exprime aquilo a que se responde, na forma de oração subordinada substantiva) e indireto
admite voz passiva analítica: de pessoa.
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamen- Pedi-lhe favores.
te.
Objeto Indireto Objeto Direto
- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
complemen-tos introduzidos pela preposição “com”.
Antipatizo com aquela apresentadora. Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
Simpatizo com os que condenam os políticos que tantiva Objetiva Direta
gover-nam para uma minoria privilegiada.
Saiba que:
4-) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos - A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa- culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem licença estiver subentendida.
desta-que, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas
e objeto indireto relacionado a pessoas. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
uma oração subordinada adverbial final reduzida de
Agradeço aos ouvintes a audiência. infiniti-vo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
Objeto Indireto Objeto Direto
Preferir
Paguei o débito ao cobrador.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in-
Objeto Direto Objeto Indireto direto introduzido pela preposição “a”:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
com particular cuidado: Prefiro trem a ônibus.
Agradeci o presente. / Agradeci-
o. Agradeço a você. / Agradeço- Observação: na língua culta, o verbo “preferir” deve
lhe. Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. ser usado sem termos intensificadores, tais como: muito,
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. Paguei antes, mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é
minhas contas. / Paguei-as. Paguei aos dada pelo prefixo existente no próprio verbo (pre).
meus credores. / Paguei-lhes.

59
LÍNGUA PORTUGUESA

Mudança de Transitividade - Mudança de Signifi- CHAMAR


cado Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
solicitar a atenção ou a presença de.
Há verbos que, de acordo com a mudança de Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá cha-
transitivi-dade, apresentam mudança de significado. O má-la.
conhecimen-to das diferentes regências desses verbos é Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
um recurso lin-guístico muito importante, pois além de
permitir a correta interpretação de passagens escritas, Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere
Dentre os principais, estão: predi-cativo preposicionado ou não.
A torcida chamou o jogador mercenário. A
AGRADAR torcida chamou ao jogador mercenário. A
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- torcida chamou o jogador de mercenário. A
torcida chamou ao jogador de mercenário.
nhos, acariciar, fazer as vontades de.
Sempre agrada o filho quando.
Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
Aquele comerciante agrada os clientes.
Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.
Agradar é transitivo indireto no sentido de causar CUSTAR
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
in-troduzido pela preposição “a”. valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial:
O cantor não agradou aos presentes. Frutas e verduras não deveriam custar muito.
O cantor não lhes agradou.
No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
*O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indireto: ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração re-
O cantor desagradou à plateia. duzida de infinitivo.

ASPIRAR Muito custa viver tão longe da família.


- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspi- Verbo Intransitivo Oração Subordinada
rar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter Custou-me (a mim) crer nisso.
como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (Aspi- Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
rávamos a ele) tantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pes- *A Gramática Normativa condena as construções que
soa, as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por
utilizadas, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”. pessoa: Custei para entender o problema. = Forma
Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= correta: Custou-me entender o problema.
As-piravam a ela)
IMPLICAR
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: a)
ASSISTIR
dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres-
implicavam um firme propósito.
tar assistência a, auxiliar.
ter como consequência, trazer como consequência,
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
acarretar, provocar: Uma ação implica reação.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
- Como transitivo direto e indireto, significa compro-
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
presen-ciar, estar presente, caber, pertencer. econômicas.
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões. No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
Essa lei assiste ao inquilino. indireto e rege com preposição “com”: Implicava com
quem não trabalhasse arduamente.
*No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é in-
transitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de NAMORAR
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa Sempre transitivo direto: Luísa namora Carlos há dois
conturbada cidade. anos.

60
LÍNGUA PORTUGUESA

OBEDECER - DESOBEDECER Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-


Sempre transitivo indireto: brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
Todos obedeceram às regras. alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
Ninguém desobedece às leis. gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
*Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas. Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
PROCEDER Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter momentos é sujeito)
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto SIMPATIZAR - ANTIPATIZAR
adverbial de modo. São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
As afirmações da testemunha procediam, não havia Não simpatizei com os jurados.
como refutá-las. Simpatizei com os alunos.
Você procede muito mal.
Importante: A norma culta exige que os verbos e ex-
Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo- pressões que dão ideia de movimento sejam usados com
sição “de”) e fazer, executar (rege complemento a preposição “a”:
introduzido pela preposição “a”) é transitivo indireto. Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
O avião procede de Maceió. Cláudia desceu ao segundo andar.
Procedeu-se aos exames. Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
O delegado procederá ao inquérito.
Regência Nominal
QUERER
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter o nome da relação existente entre um nome (subs-
vontade de, cobiçar. tantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por
Querem melhor atendimento. esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma
Queremos um país melhor. prepo-sição. No estudo da regência nominal, é preciso
levar em conta que vários nomes apresentam exatamente
Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o
estimar, amar: Quero muito aos meus amigos. regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o
regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo
VISAR obedecer e os nomes correspondentes: todos regem
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi- complementos in-troduzidos pela preposição a. Veja:
rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. Obedecer a algo/ a alguém.
O gerente não quis visar o cheque. Obediente a algo/ a alguém.

No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como Se uma oração completar o sentido de um nome, ou
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”. seja, exercer a função de complemento nominal, ela será
O ensino deve sempre visar ao progresso social. completiva nominal (subordinada substantiva).
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
público.

ESQUECER – LEMBRAR
Lembrar algo – esquecer algo
Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronomi-
nal)

No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,


exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc)
e exigem complemento com a preposição “de”. São,
portan-to, transitivos indiretos:
Ele se esqueceu do caderno.
Eu me esqueci da chave.
Eles se esqueceram da prova.
Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados:
para-lela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Fontes de pesquisa:
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

Questões

1-) (PRODAM – AUXILIAR - MOTORISTA – FUNCAB/2014) Assinale a alternativa em que a frase segue a norma culta
da língua quanto à regência verbal.
A)Prefiro viajar de ônibus do que dirigir.
B)Eu esqueci do seu nome.
C)Você assistiu à cena toda?
D)Ele chegou na oficina pela manhã.
E)Sempre obedeço as leis de trânsito.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1-) Quanto à estrutura da frase, as que possuem verbo


Prefiro viajar de ônibus do que dirigir. = prefiro viajar (oração) são estruturadas por dois elementos essenciais:
de ônibus a dirigir sujeito e predicado.
Eu esqueci do seu nome. = Eu me esqueci do seu O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo
nome em número e pessoa. É o “ser de quem se declara algo”, “o
Você assistiu à cena toda? = correta tema do que se vai comunicar”; o predicado é a parte da
Ele chegou na oficina pela manhã. = Ele chegou à frase que contém “a informação nova para o ouvinte”, é o
oficina pela manhã que “se fala do sujeito”. Ele se refere ao tema, constituindo a
Sempre obedeço as leis de trânsito. = Sempre obe- declaração do que se atribui ao sujeito.
deço às leis de trânsito Quando o núcleo da declaração está no verbo (que in-
RESPOSTA: “C”. dique ação ou fenômeno da natureza, seja um verbo signi-
ficativo), temos o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver
2-) (POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP – em um nome (geralmente um adjetivo), teremos um predi-
MÉDICO LEGISTA – VUNESP/2014 - adaptada) Leia o se- cado nominal (os verbos deste tipo de predicado são os que
guinte trecho para responder à questão. indicam estado, conhecidos como verbos de ligação):
A pesquisa encontrou um dado curioso: homens com O menino limpou a sala. = “limpou” é verbo de ação
baixos níveis de testosterona tiveram uma resposta imuno- (predicado verbal)
lógica melhor a essa medida, similar _______________ . A prova foi fácil. – “foi” é verbo de ligação (ser); o nú-
A alternativa que completa, corretamente, o texto é: cleo é “fácil” (predicado nominal)
A)das mulheres
B)às mulheres Quanto ao período, ele denomina a frase constituída por
C)com das mulheres uma ou mais orações, formando um todo, com sentido
D)à das mulheres completo. O período pode ser simples ou composto.
E)ao das mulheres
Período simples é aquele constituído por apenas
2-) Similar significa igual; sua regência equivale à da uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
palavra “igual”: igual a quê? Similar a quem? Similar à (su- Chove.
A existência é frágil.
bentendido: resposta imunológica) das mulheres.
Amanhã, à tarde, faremos a prova do concurso.
RESPOSTA: “D”.
Período composto é aquele constituído por duas ou
mais orações:
Cantei, dancei e depois dormi.
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO SINTAXE DA ORAÇÃO Quero que você estude mais.
E DO PERÍODO TERMOS DA ORAÇÃO Termos essenciais da oração
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO
O sujeito e o predicado são considerados termos
essenciais da oração, ou seja, são termos indispensáveis
para a formação das orações. No entanto, existem
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para orações formadas exclusivamente pelo predicado. O que
estabelecer comunicação. Normalmente é composta por define a oração é a presença do verbo. O sujeito é o
dois termos – o sujeito e o predicado – mas não obrigato- termo que es-tabelece concordância com o verbo.
riamente, pois há orações ou frases sem sujeito: Trovejou O candidato está preparado.
muito ontem à noite. Os candidatos estão preparados.
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em Na primeira frase, o sujeito é “o candidato”. “Candida-
verbais (possuem verbos, ou seja, são orações) e nominais to” é a principal palavra do sujeito, sendo, por isso, deno-
(sem a presença de verbos), feita a partir de seus minada núcleo do sujeito. Este se relaciona com o verbo,
elementos constituintes, elas podem ser classificadas a estabelecendo a concordância (núcleo no singular, verbo
partir de seu sentido global: no singular: candidato = está).
- frases interrogativas = o emissor da mensagem for- A função do sujeito é basicamente desempenhada
mula uma pergunta: Que dia é hoje? por substantivos, o que a torna uma função substantiva
frases imperativas = o emissor dá uma ordem ou faz da ora-ção. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer
um pedido: Dê-me uma luz! outras palavras substantivadas (derivação imprópria)
frases exclamativas = o emissor exterioriza um estado também po-dem exercer a função de sujeito.
afetivo: Que dia abençoado! Os dois sumiram. (dois é numeral; no exemplo, subs-
frases declarativas = o emissor constata um fato: A tantivo)
prova será amanhã. Um sim é suave e sugestivo. (sim é advérbio; no exem-
plo: substantivo)

63
LÍNGUA PORTUGUESA

Os sujeitos são classificados a partir de dois 1-) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que
elementos: o de determinação ou indeterminação e o de o sujeito não tenha sido identificado anteriormente:
núcleo do sujeito. Bateram à porta;
Um sujeito é determinado quando é facilmente iden- Andam espalhando boatos a respeito da queda do mi-
tificado pela concordância verbal. O sujeito determinado nistro.
pode ser simples ou composto.
A indeterminação do sujeito ocorre quando não é Se o sujeito estiver identificado, poderá ser simples
possível identificar claramente a que se refere a concor- ou composto:
dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não Os meninos bateram à porta. (simples)
inte-ressa indicar precisamente o sujeito de uma oração. Os meninos e as meninas bateram à porta. (composto)
Estão gritando seu nome lá fora.
Trabalha-se demais neste lugar. 2-) com o verbo na terceira pessoa do singular, acres-
cido do pronome “se”. Esta é uma construção típica dos
O sujeito simples é o sujeito determinado que apre- verbos que não apresentam complemento direto:
senta um único núcleo, que pode estar no singular ou no Precisa-se de mentes criativas.
plural; pode também ser um pronome indefinido. Abaixo, Vivia-se bem naqueles tempos.
sublinhei os núcleos dos sujeitos: Trata-se de casos delicados.
Nós estudaremos juntos. Sempre se está sujeito a erros.
A humanidade é frágil.
Ninguém se move. O pronome “se”, nestes casos, funciona como índice de
O amar faz bem. (“amar” é verbo, mas aqui houve uma indeterminação do sujeito.
derivação imprópria, transformando-o em substantivo)
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predi-
As crianças precisam de alimentos saudáveis.
cado, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A
O sujeito composto é o sujeito determinado que men-sagem está centrada no processo verbal. Os
apre-senta mais de um núcleo. principais ca-sos de orações sem sujeito com:
Alimentos e roupas custam caro.
1-) os verbos que indicam fenômenos da natureza:
Ela e eu sabemos o conteúdo.
Amanheceu.
O amar e o odiar são duas faces da mesma moeda.
Está trovejando.
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a
2-) os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam
referência ao sujeito implícito na desinência verbal (o
fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao tempo
“antigo” sujeito oculto [ou elíptico]), isto é, ao núcleo do em geral:
sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido pela Está tarde.
desinência verbal ou pelo contexto. Já são dez horas.
Abolimos todas as regras. = (nós) Faz frio nesta época do ano.
Falaste o recado à sala? = (tu) Há muitos concursos com inscrições abertas.
Os verbos deste tipo de sujeito estão sempre na pri- Predicado é o conjunto de enunciados que contém a
meira pessoa do singular (eu) ou plural (nós) ou na segun- informação sobre o sujeito – ou nova para o ouvinte. Nas
da do singular (tu) ou do plural (vós), desde que os orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia
prono-mes não estejam explícitos. um fato qualquer. Nas orações com sujeito, o predicado é
Iremos à feira juntos? (= nós iremos) – sujeito implícito aquilo que se declara a respeito deste sujeito. Com
na desinência verbal “-mos” exceção do vocativo - que é um termo à parte - tudo o
Cantais bem! (= vós cantais) - sujeito implícito na que difere do sujeito numa oração é o seu predicado.
desi-nência verbal “-ais” Chove muito nesta época do ano.
Houve problemas na reunião.
Mas:
Nós iremos à festa juntos? = sujeito simples: nós Em ambas as orações não há sujeito, apenas predi-
Vós cantais bem! = sujeito simples: vós cado.

O sujeito indeterminado surge quando não se quer - As questões estavam fáceis!


ou não se pode - identificar a que o predicado da oração Sujeito simples = as questões
refere-se. Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso Predicado = estavam fáceis
contrário, teríamos uma oração sem sujeito.
Na língua portuguesa, o sujeito pode ser indetermina- Passou-me uma ideia estranha pelo pensamento.
do de duas maneiras: Sujeito = uma ideia estranha
Predicado = passou-me pelo pensamento

64
LÍNGUA PORTUGUESA

Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta
núcleo é um nome (então teremos um predicado no-minal) duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de
ou um verbo (predicado verbal). Deve-se considerar também liga-ção. Este predicado poderia ser desdobrado em dois:
se as palavras que formam o predicado referem-se apenas ao um verbal e outro nominal.
verbo ou também ao sujeito da oração. O dia amanheceu. / O dia estava ensolarado.

Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona
de opinião. o complemento homens com o predicativo “inconstantes”.
Predicado
Termos integrantes da oração
O predicado acima apresenta apenas uma palavra que
se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras ligam-se Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o
direta ou indiretamente ao verbo. complemento nominal são chamados termos integrantes
A cidade está deserta. da oração.
Os complementos verbais integram o sentido dos ver-
O nome “deserta”, por intermédio do verbo, refere-se bos transitivos, com eles formando unidades significativas.
ao sujeito da oração (cidade). O verbo atua como Estes verbos podem se relacionar com seus complementos
elemento de ligação (por isso verbo de ligação) entre o diretamente, sem a presença de preposição, ou indireta-
sujeito e a palavra a ele relacionada (no caso: deserta = mente, por intermédio de preposição.
predicativo do sujeito).
O objeto direto é o complemento que se liga direta-
O predicado verbal é aquele que tem como núcleo mente ao verbo.
significativo um verbo: Houve muita confusão na partida final.
Chove muito nesta época do ano. Queremos sua ajuda.
Estudei muito hoje!
O objeto direto preposicionado ocorre principalmen-
Compraste a apostila?
te:
com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns
Os verbos acima são significativos, isto é, não servem
referentes a pessoas:
apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam pro- Amar a Deus; Adorar a Xangô; Estimar aos pais.
cessos. (o objeto é direto, mas como há preposição, denomi-
na-se: objeto direto preposicionado)
O predicado nominal é aquele que tem como núcleo
significativo um nome; este atribui uma qualidade ou esta-do
com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de
ao sujeito, por isso é chamado de predicativo do sujei-to. O
tratamento: Não excluo a ninguém; Não quero cansar a
predicativo é um nome que se liga a outro nome da oração
Vossa Senhoria.
por meio de um verbo (o verbo de ligação).
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, para evitar ambiguidade: Ao povo prejudica a crise.
isto é, não indica um processo, mas une o sujeito ao pre- (sem preposição, o sentido seria outro: O povo prejudica a
dicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado do crise)
sujeito: Os dados parecem corretos.
O verbo parecer poderia ser substituído por estar, an- O objeto indireto é o complemento que se liga indi-
dar, ficar, ser, permanecer ou continuar, atuando como retamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
ele-mento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele Gosto de música popular brasileira.
rela-cionadas. Necessito de ajuda.
A função de predicativo é exercida, normalmente, por
um adjetivo ou substantivo. O termo que integra o sentido de um nome chama-se
complemento nominal, que se liga ao nome que
O predicado verbo-nominal é aquele que apresen-ta comple-ta por intermédio de preposição:
dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No A arte é necessária à vida. = relaciona-se com a
predicado verbo-nominal, o predicativo pode se referir ao palavra “necessária”
sujeito ou ao complemento verbal (objeto). Temos medo de barata. = ligada à palavra “medo”
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre sig-
nificativo, indicando processos. É também sempre por in- Termos acessórios da oração e vocativo
termédio do verbo que o predicativo se relaciona com o
termo a que se refere. Os termos acessórios recebem este nome por serem
1- O dia amanheceu ensolarado; explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o ad-
2- As mulheres julgam os homens inconstantes. junto adverbial, o adjunto adnominal, o aposto e o vocativo
– este, sem relação sintática com outros temos da oração.

65
LÍNGUA PORTUGUESA

O adjunto adverbial é o termo da oração que indi-ca O aposto pode ser classificado, de acordo com seu
uma circunstância do processo verbal ou intensifica o va-lor na oração, em:
sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função explicativo: A linguística, ciência das línguas huma-
adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais nas, permite-nos interpretar melhor nossa relação com o
exercerem o papel de adjunto adverbial: Amanhã voltarei mundo.
a pé àquela velha praça. enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas
coisas: amor, arte, ação.
As circunstâncias comumente expressas pelo adjunto resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho,
adverbial são: tudo forma o carnaval.
assunto: Falavam sobre futebol. comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixa-
causa: As folhas caíram com o vento. ram-se por muito tempo na baía anoitecida.
companhia: Ficarei com meus pais.
concessão: Apesar de você, serei feliz. O vocativo é um termo que serve para chamar,
conformidade: Fez tudo conforme o combinado. invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético, não
dúvida: Talvez ainda chova. mantendo relação sintática com outro termo da oração. A
fim: Estudou para o exame. função de vocativo é substantiva, cabendo a substantivos,
instrumento: Fez o corte com a faca.
pronomes substantivos, numerais e palavras
intensidade: Falava bastante.
substantivadas esse pa-pel na linguagem.
lugar: Vou à cidade.
João, venha comigo!
matéria: Este prato é feito de porcelana.
meio: Viajarei de trem. Traga-me doces, minha menina!
modo: Foram recrutados a dedo.
negação: Não há ninguém que mereça.
tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo. Questões

O adjunto adnominal é o termo acessório que deter- 1-) (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE -
mina, especifica ou explica um substantivo. É uma função COPEVE/ UFAL/2014 - adaptada)
adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que
exercem o papel de adjunto adnominal na oração.
Também atuam como adjuntos adnominais os artigos, os
numerais e os pronomes adjetivos.
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu
amigo de infância.

O adjunto adnominal se liga diretamente ao substan-tivo


a que se refere, sem participação do verbo. Já o predi-cativo
do objeto se liga ao objeto por meio de um verbo.
O poeta português deixou uma obra originalíssima.
O poeta deixou-a.
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto:
ad-junto adnominal)

O poeta português deixou uma obra inacabada. O cartaz acima divulga a peça de teatro “Quem tem
O poeta deixou-a inacabada. medo de Virginia Woolf?” escrita pelo norte-americano
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo Edward Albee. O termo “de Virginia Woolf”, do título em
do objeto) português da peça, funciona como:
A)objeto indireto.
Enquanto o complemento nominal se relaciona a um
B)complemento nominal.
substantivo, adjetivo ou advérbio, o adjunto adnominal se
C)adjunto adnominal.
relaciona apenas ao substantivo.
D)adjunto adverbial.
O aposto é um termo acessório que permite ampliar, E)agente da passiva.
explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida em um
ter-mo que exerça qualquer função sintática: Ontem, 1-) O termo complementa a palavra “medo”, que é
segunda-feira, passei o dia mal-humorado. substantivo (nome – nominal). Portanto é um
complemen-to nominal. O verbo “ter” tem como
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de complemento verbal (objeto) a palavra “medo”, que
tempo “ontem”. O aposto é sintaticamente equivalente ao exerce a função sintática de objeto direto.
termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: RESPOSTA: “B”.
Segunda-feira passei o dia mal-humorado.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014) Coordenadas Assindéticas


... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de São orações coordenadas entre si e que não são liga-
com-plemento que o da frase acima está em: das através de nenhum conectivo. Estão apenas justapos-
A)A Rota da Seda nunca foi uma rota única... tas.
B)Esses caminhos floresceram durante os primórdios Entrei na sala, deitei-me no sofá, adormeci.
da Idade Média.
C)... viajavam por cordilheiras... Coordenadas Sindéticas
D)... até cair em desuso, seis séculos atrás.
E)O maquinista empurra a manopla do acelerador. Ao contrário da anterior, são orações coordenadas
en-tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção
2-) Acompanhar é transitivo direto (acompanhar coor-denativa, que dará à oração uma classificação. As
quem ou o quê - não há preposição): orações coordenadas sindéticas são classificadas em cinco
A = foi = verbo de ligação (ser) – não há tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e
complemento, mas sim, predicativo do sujeito (rota única); explicati-vas.
B = floresceram = intransitivo (durante os primórdios
= adjunto adverbial); Dica: Memorize SINdética = SIM, tem conjunção!
C = viajavam = intransitivo (por cordilheiras = adjunto Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin-
adverbial); cipais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não
D = cair = intransitivo; só... como, assim... como.
E = empurra = transitivo direto (empurrar quem ou o Nem comprei o protetor solar nem fui à praia.
quê?) Comprei o protetor solar e fui à praia.
RESPOSTA: “E”.
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
Período Composto por Coordenação principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretan-
to, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
O período composto se caracteriza por possuir mais Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
de uma oração em sua composição. Sendo assim: Li tudo, porém não entendi!
Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma
oração) Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas
Estou comprando um protetor solar, depois irei à principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer;
praia. (Período Composto =locução verbal + verbo, duas seja...seja.
orações) Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
protetor solar. (Período Composto = três verbos, três Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas
orações). principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con-
seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo).
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer Passei no concurso, portanto comemorarei!
entre as orações de um período composto: uma relação A situação é delicada; devemos, pois, agir.
de coordenação ou uma relação de subordinação.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas
em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na
informações, marcado pela pontuação final), mas têm, verda-de, pois (anteposto ao verbo).
am-bas, estruturas individuais, como é o exemplo de: Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. mingo.
(Período Composto) Maria chorou porque seus olhos estão vermelhos.
Podemos dizer:
Estou comprando um protetor solar. Período Composto Por Subordinação
Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são independen- Quero que você seja aprovado!
tes. Tal período é classificado como Período Composto Oração principal oração subordinada
por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, te- Observe que na oração subordinada temos o verbo
mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas “seja”, que está conjugado na terceira pessoa do singular do
Sindéticas. presente do subjuntivo, além de ser introduzida por
conjunção. As orações subordinadas que apresentam ver-bo
em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do
indicativo, subjuntivo e imperativo) e são iniciadas por con-
junção, chamam-se orações desenvolvidas ou explícitas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Podemos modificar o período acima. Veja: Atenção: Observe que a oração subordinada subs-
tantiva pode ser substituída pelo pronome “isso”. Assim,
Quero ser aprovado. temos um período simples:
Oração Principal Oração Subordinada É fundamental isso ou Isso é fundamental.
Desta forma, a oração correspondente a “isso”
A análise das orações continua sendo a mesma: “Que- exercerá a função de sujeito.
ro” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração su- Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na
bordinada “ser aprovado”. Observe que a oração subordi- oração principal:
nada apresenta agora verbo no infinitivo (ser). Além disso,
a conjunção “que”, conectivo que unia as duas orações, Verbos de ligação + predicativo, em construções do
desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo surge tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo -
numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particí- É claro - Está evidente - Está comprovado
pio) chamamos orações reduzidas ou implícitas. É bom que você compareça à minha festa.
Observação: as orações reduzidas não são introdu-
Expressões na voz passiva, como: Sabe-se, Soube-se,
zidas por conjunções nem pronomes relativos. Podem ser,
Conta-se, Diz-se, Comenta-se, É sabido, Foi anunciado,
eventualmente, introduzidas por preposição.
Ficou provado.
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
1-) Orações Subordinadas Substantivas

A oração subordinada substantiva tem valor de subs- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar -
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção importar - ocorrer - acontecer
inte-grante (que, se). Convém que não se atrase na entrevista.

Não sei se sairemos hoje. Observação : quando a oração subordinada


Oração Subordinada Substantiva substanti-va é subjetiva, o verbo da oração principal está
sempre na 3.ª pessoa do singular.
Temos medo de que não sejamos aprovados.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta = exerce função de objeto direto do
verbo da oração principal:
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual)
também introduzem as orações subordinadas Todos querem sua aprovação no concurso.
substantivas, bem como os advérbios interrogativos (por Objeto Direto
que, quando, onde, como).
Todos querem que você seja aprovado. (Todos
O garoto perguntou qual seu nome. querem isso)
Oração Subordinada Subs- Oração Principal oração Subordinada Substantiva
tantiva Objetiva Direta
Não sabemos quando ele virá. As orações subordinadas substantivas objetivas
Oração Subordinada Substan- diretas (desenvolvidas) são iniciadas por:
tiva Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e
“se”: A professora verificou se os alunos estavam presentes.
Classificação das Orações Subordinadas Substanti-
vas
Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às ve-zes
Conforme a função que exerce no período, a oração regidos de preposição), nas interrogações indiretas: O pessoal
subordinada substantiva pode ser: queria saber quem era o dono do carro importado.
Subjetiva - exerce a função sintática de sujeito do
verbo da oração principal: Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às ve-
zes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: Eu
É fundamental o seu comparecimento à reu- não sei por que ela fez isso.
nião.
Sujeito Objetiva Indireta = atua como objeto indireto do
verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.
É fundamental que você compareça à
reunião. Meu pai insiste em meu estudo.
Oração Principal Oração Subordinada Substan- Objeto Indireto
tiva Subjetiva

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LÍNGUA PORTUGUESA

Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste 2-) Orações Subordinadas Adjetivas
nisso)
Oração Subordinada Substantiva Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui
Objetiva Indireta valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
Observação: em alguns casos, a preposição pode a função de adjunto adnominal do antecedente.
estar elíptica na oração.
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora. Esta foi uma redação bem-sucedida.
Oração Subordinada Substantiva Substantivo Adjetivo (Adjunto Adno-
Objetiva Indireta minal)

Completiva Nominal = completa um nome que O substantivo “redação” foi caracterizado pelo adjetivo
pertence à oração principal e também vem marcada por “bem-sucedida”. Neste caso, é possível formarmos outra
preposição. construção, a qual exerce exatamente o mesmo papel:

Sentimos orgulho de seu comportamento. Esta foi uma redação que fez sucesso.
Complemento Nominal Oração Principal Oração Subordinada
Adjetiva
Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sen-
timos orgulho disso.) Perceba que a conexão entre a oração subordinada
Oração Subordinada Substantiva adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é
Completiva Nominal feita pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou
relacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha
Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob- uma função sintática na oração subordinada: ocupa o pa-
jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, pel que seria exercido pelo termo que o antecede (no
enquanto que orações subordinadas substantivas caso, “redação” é sujeito, então o “que” também funciona
completivas nomi-nais integram o sentido de um nome. como sujeito).
Para distinguir uma da outra, é necessário levar em conta
o termo complemen-tado. Esta é a diferença entre o Observação: para que dois períodos se unam num
objeto indireto e o com-plemento nominal: o primeiro período composto, altera-se o modo verbal da segunda
complementa um verbo; o segundo, um nome. oração.
Predicativa = exerce papel de predicativo do sujei-to Atenção: Vale lembrar um recurso didático para re-
do verbo da oração principal e vem sempre depois do conhecer o pronome relativo “que”: ele sempre pode ser
verbo ser. substituído por: o qual - a qual - os quais - as quais
Refiro-me ao aluno que é estudioso. = Esta oração é
Nosso desejo era sua desistência.
equivalente a: Refiro-me ao aluno o qual estuda.
Predicativo do Sujeito
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo
era isso) Quando são introduzidas por um pronome relativo e
Oração Subordinada Substantiva apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as
Predicativa orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi-
das. Além delas, existem as orações subordinadas
Observação: em certos casos, usa-se a preposição ex- adjetivas reduzidas, que não são introduzidas por
pletiva “de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de pronome relativo (podem ser introduzidas por
que não fui bem na prova. preposição) e apresentam o verbo numa das formas
nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio).
Apositiva = exerce função de aposto de algum ter-
mo da oração principal. Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade! Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
Aposto No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome re-
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
lativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito
Oração subordinada
per-feito do indicativo. No segundo, há uma oração
substantiva apositiva reduzida de infinitivo
subordina-da adjetiva reduzida de infinitivo: não há
(Fernanda tinha um grande sonho: isso)
pronome relativo e seu verbo está no infinitivo.
Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! (:)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
minha vida.
Na relação que estabelecem com o termo que caracteri- Quando vi o mar, senti uma das maiores emoções de
zam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de duas minha vida.
maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou especifi-
cam o sentido do termo a que se referem, individualizando-o. No primeiro período, “naquele momento” é um adjun-to
Nestas orações não há marcação de pausa, sendo chamadas adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “sen-ti”. No
subordinadas adjetivas restritivas. Existem também orações
segundo período, este papel é exercido pela oração “Quando
que realçam um detalhe ou amplificam dados sobre o ante-
vi o mar”, que é, portanto, uma oração subordi-nada
cedente, que já se encontra suficientemente definido. Estas
adverbial temporal. Esta oração é desenvolvida, pois
orações denominam-se subordinadas adjetivas explicativas.
Exemplo 1: introduzida por uma conjunção subordinativa (quando)
Jamais teria chegado aqui, não fosse um homem que e apresenta uma forma verbal do modo indicativo (“vi”, do
passava naquele momento. pretérito perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la,
Oração obtendo-se:
Subordinada Adjetiva Restritiva Ao ver o mar, senti uma das maiores emoções de
minha vida.
No período acima, observe que a oração em destaque
restringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: tra- A oração em destaque é reduzida, apresentando uma
ta-se de um homem específico, único. A oração limita o uni- das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é
verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens, introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por
mas sim àquele que estava passando naquele momento. uma preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
Exemplo 2: Observação: a classificação das orações subordinadas
O homem, que se considera racional, muitas vezes adverbiais é feita do mesmo modo que a classificação dos
age animalescamente.
adjuntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa pela oração.
Agora, a oração em destaque não tem sentido
restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, Orações Subordinadas Adverbiais
apenas explici-ta uma ideia que já sabemos estar contida
Causal = A ideia de causa está diretamente ligada
no conceito de “homem”.
àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do
Saiba que: A oração subordinada adjetiva explicati-va que se declara na oração principal. Principal conjunção su-
é separada da oração principal por uma pausa que, na bordinativa causal: porque. Outras conjunções e locuções
escrita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a causais: como (sempre introduzido na oração anteposta à
pontuação seja indicada como forma de diferenciar as ora- oração principal), pois, pois que, já que, uma vez que, visto
ções explicativas das restritivas; de fato, as explicativas vêm que.
sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não. As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Já que você não vai, eu também não vou.
3-) Orações Subordinadas Adverbiais
A diferença entre a subordinada adverbial causal e a
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a sindética explicativa é que esta “explica” o fato que
função de adjunto adverbial do verbo da oração principal. aconte-ceu na oração com a qual ela se relaciona; aquela
Assim, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim, apresenta a “causa” do acontecimento expresso na oração
causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida, vem à qual ela se subordina. Repare:
introduzida por uma das conjunções subordinativas (com
1-) Faltei à aula porque estava doente.
exclusão das integrantes, que introduzem orações subor-
2-) Melissa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. Em
dinadas substantivas). Classifica-se de acordo com a con-
1, a oração destacada aconteceu primeiro que o fato
junção ou locução conjuntiva que a introduz (assim como
expresso na oração anterior, ou seja, o fato de estar
acontece com as coordenadas sindéticas).
doente impediu-me de ir à aula. No exemplo 2, a oração
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. sublinhada relata um fato que aconteceu depois, já que
Oração Subordinada Adverbial primeiro ela chorou, depois seus olhos ficaram vermelhos.
Consecutiva = exprime um fato que é consequên-cia,
A oração em destaque agrega uma circunstância de é efeito do que se declara na oração principal. São in-
tempo. É, portanto, chamada de oração subordinada adver- troduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma
bial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas estruturas
que indicam uma circunstância referente, via de regra, a tão...que, tan-to...que, tamanho...que.
um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende Principal conjunção subordinativa consecutiva: que
da exata compreensão da circunstância que exprime. (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou Final = indica a intenção, a finalidade daquilo que se
con-cretizando-os. declara na oração principal. Principal conjunção subordi-
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração nativa final: a fim de. Outras conjunções finais: que,
Reduzi-da de Infinitivo) porque (= para que) e a locução conjuntiva para que.
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigas.
Condicional = Condição é aquilo que se impõe como Estudarei muito para que eu me saia bem na prova.
necessário para a realização ou não de um fato. As
orações subordinadas adverbiais condicionais exprimem o Proporcional = exprime ideia de proporção, ou seja,
que deve ou não ocorrer para que se realize - ou deixe de um fato simultâneo ao expresso na oração principal.
se realizar - o fato expresso na oração principal. Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: à
Principal conjunção subordinativa condicional: se. Ou- proporção que. Outras locuções conjuntivas proporcio-
tras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde nais: à medida que, ao passo que. Há ainda as estruturas:
que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem quanto maior...(maior), quanto maior...(menor), quanto me-
que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo). nor...(maior), quanto menor...(menor), quanto mais...(mais),
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, quanto mais...(menos), quanto menos...(mais), quanto me-
certamente o melhor time será campeão. nos...(menos).
Caso você saia, convide-me. À proporção que estudávamos mais questões acertáva-
mos.
Concessiva = indica concessão às ações do verbo da À medida que lia mais culto ficava.
oração principal, isto é, admitem uma contradição ou um fato
inesperado. A ideia de concessão está diretamente ligada ao Temporal = acrescenta uma ideia de tempo ao fato
contraste, à quebra de expectativa. Principal con-junção expresso na oração principal, podendo exprimir noções de
subordinativa concessiva: embora. Utiliza-se tam-bém a simultaneidade, anterioridade ou posterioridade. Principal
conjunção: conquanto e as locuções ainda que, ainda quando, conjunção subordinativa temporal: quando. Outras con-
mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que. junções subordinativas temporais: enquanto, mal e locu-
Só irei se ele for. ções conjuntivas: assim que, logo que, todas as vezes que,
A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu”
antes que, depois que, sempre que, desde que, etc.
ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
Assim que Paulo chegou, a reunião acabou.
Compare agora com:
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando
Irei mesmo que ele não vá.
termi-nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
Fontes de pesquisa:
irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida.
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/fra-
A oração destacada é, portanto, subordinada adverbial
con-cessiva. se-periodo-e-oracao
Observe outros exemplos: SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Embora fizesse calor, levei agasalho. Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em-
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)

Comparativa= As orações subordinadas adverbiais CRASE


comparativas estabelecem uma comparação com a ação
indicada pelo verbo da oração principal. Principal conjun-
ção subordinativa comparativa: como.
Ele dorme como um urso. (como um urso dorme) Você A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais
age como criança. (age como uma criança age) idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” com
o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos pro-
*geralmente há omissão do verbo. nomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo e com
o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as quais).
Conformativa = indica ideia de conformidade, ou Casos estes em que tal fusão encontra-se demarcada pelo
seja, apresenta uma regra, um modelo adotado para a acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às
execução do que se declara na oração principal. Principal quais.
conjunção subordinativa conformativa: conforme. Outras O uso do acento indicativo de crase está condicionado
conjunções conformativas: como, consoante e segundo (to- aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e no-
das com o mesmo valor de conforme). minal, mais precisamente ao termo regente e termo regido.
Fiz o bolo conforme ensina a receita. Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome - que exige
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm complemento regido pela preposição “a”, e o termo regido
direitos iguais. aquele que completa o sentido do termo regente, admi-
tindo a anteposição do artigo a(s).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela A letra “a” que acompanha locuções femininas (ad-
con-tratada recentemente. verbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave:
Após a junção da preposição com o artigo - locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às
(destacados entre parênteses), temos: pres-sas, à vontade...
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela - locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura
contratada recentemente. de...
- locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que.
O verbo referir, de acordo com sua transitividade,
clas-sifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos Cuidado: quando as expressões acima não exerce-
referi-mos a alguém ou a algo. Houve a fusão da rem a função de locuções não ocorrerá crase. Repare:
preposição a + o artigo feminino (à) e com o artigo Eu adoro a noite!
feminino a + o pronome demonstrativo aquela (àquela). Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer
objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não
Observação importante: Alguns recursos servem de preposição.
ajuda para que possamos confirmar a ocorrência ou não
da crase. Eis alguns: Casos passíveis de nota:
Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a crase *a crase é facultativa diante de nomes próprios
está confirmada. femini-nos: Entreguei o caderno a (à) Eliza.
Os dados foram solicitados à diretora.
Os dados foram solicitados ao diretor. *também é facultativa diante de pronomes possessivos
femininos: O diretor fez referência a (à) sua empresa.
No caso de nomes próprios geográficos, substitui-
se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na *facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja
expres-são “voltar da”, há a confirmação da crase.
ficará aberta até as (às) dezoito horas.
Faremos uma visita à Bahia.
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada) Constata-se o uso da crase se as locuções preposi-
tivas à moda de, à maneira de apresentarem-se implícitas,
Não me esqueço da viagem a Roma.
mesmo diante de nomes masculinos: Tenho compulsão
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja-
por comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV)
mais vividos.
Não se efetiva o uso da crase diante da locução ad-
Atenção: Nas situações em que o nome geográfico se
apresentar modificado por um adjunto adnominal, a crase verbial “a distância”: Na praia de Copacabana, observamos
está confirmada. a queima de fogos a distância.
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas
Entretanto, se o termo vier determinado, teremos
praias.
uma locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedestre
Dica: Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou foi arremessado à distância de cem metros.
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a Campinas. =
Volto de Campinas. (crase pra quê?) De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade -,
Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!) faz-se necessário o emprego da crase.
ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver Ensino à distância.
especifica-do, ocorrerá crase. Veja: Ensino a distância.
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” Em locuções adverbiais formadas por palavras repeti-
Irei à Salvador de Jorge Amado. das, não há ocorrência da crase.
Ela ficou frente a frente com o agressor.
A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s), Eu o seguirei passo a passo.
aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo re-
gente exigir complemento regido da preposição “a”. Casos em que não se admite o emprego da crase:
Entregamos a encomenda àquela menina.
(preposição + pronome demonstrativo) * Antes de vocábulos masculinos.
As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Iremos àquela reunião. Esta caneta pertence a Pedro.
(preposição + pronome demonstrativo)
Antes de verbos no infinitivo.
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando Ele estava a cantar.
crian-ça. (àquelas que eu ouvia quando criança) Começou a chover.
(preposição + pronome demonstrativo)

72
LÍNGUA PORTUGUESA

* Antes de numeral. Questões


O número de aprovados chegou a cem.
Faremos uma visita a dez países. 1-) (POLÍCIA CIVIL/SC – AGENTE DE POLÍCIA – ACA-
FE/2014) Assinale a alternativa que preenche
Observação: corretamente as lacunas da frase a seguir.
- Nos casos em que o numeral indicar horas – funcio- Quando________ três meses disse-me que iria _________
nando como uma locução adverbial feminina – ocorrerá Grécia para visitar ___ sua tia, vi-me na obrigação de ajudá
crase: Os passageiros partirão às dezenove horas. -la _______ resgatar as milhas _________ quais tinha direito.
A-) a - há - à - à - às
Diante de numerais ordinais femininos a crase está B-) há - à - a - a – às
confirmada, visto que estes não podem ser empregados C-) há - a - há - à - as
sem o artigo: As saudações foram direcionadas à primeira D-) a - à - a - à - às
aluna da classe. E-) a - a - à - há – as
Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quan-do 1-) Quando HÁ (sentido de tempo) três meses disse-
essa não se apresentar determinada: Chegamos todos
me que iria À (“vou a, volto da, crase há!”) Grécia para vi-
exaustos a casa.
sitar A (artigo) sua tia, vi-me na obrigação de ajudá-la A
Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto ad-
(ajudar “ela” a fazer algo) resgatar as milhas ÀS quais
nominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos
tinha direito (tinha direito a quê? às milhas – regência
exaus-tos à casa de Marcela.
nominal). Teremos: há, à, a, a, às.
não há crase antes da palavra “terra”, quando essa RESPOSTA: “B”.
indicar chão firme: Quando os navegantes regressaram a
terra, já era noite. 2-) (EMPLASA/SP – ANALISTA JURÍDICO – DIREITO –
Contudo, se o termo estiver precedido por um deter- VUNESP/2014)
minante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase. A ministra de Direitos Humanos instituiu grupo de tra-
Paulo viajou rumo à sua terra balho para proceder _____ medidas necessárias _____ exu-
natal. O astronauta voltou à Terra. mação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart,
sepultado em São Borja (RS), em 1976. Com a exumação de
não ocorre crase antes de pronomes que requerem o Jango, o governo visa esclarecer se o ex-presidente morreu
uso do artigo. de causas naturais, ou seja, devido ____ uma parada cardía-ca
Os livros foram entregues a mim. – que tem sido a versão considerada oficial até hoje –, ou se
Dei a ela a merecida recompensa. sua morte se deve ______ envenenamento.
(http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,-
Observação: Pelo fato de os pronomes de tratamento governo-cria-grupo-exumar--restos-mortais-de- jan-
relativos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, go,1094178,0.htm 07. 11.2013. Adaptado)
o uso da crase está confirmado no “a” que os antecede,
no caso de o termo regente exigir a preposição. Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, as la-
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia. cunas da frase devem ser completadas, correta e respecti-
vamente, por
*não ocorre crase antes de nome feminino utilizado a ... à ... a ... a
em sentido genérico ou indeterminado: as ... à ... a ... à
Estamos sujeitos a críticas.
às ... a ... à ... a
Refiro-me a conversas paralelas. à ... à ... à ... a
Fontes de pesquisa: a ... a ... a ... à
http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-crase-.
2-) A ministra de Direitos Humanos instituiu grupo de
html
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa trabalho para proceder a medidas (palavra no plural, ge-
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. neralizando) necessárias à (regência nominal pede prepo-
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto sição) exumação dos restos mortais do ex-presidente João
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Goulart, sepultado em São Borja (RS), em 1976. Com a
Paulo: Saraiva, 2010. exu-mação de Jango, o governo visa esclarecer se o ex-
presi-dente morreu de causas naturais, ou seja, devido a
uma (artigo indefinido) parada cardíaca – que tem sido a
versão considerada oficial até hoje –, ou se sua morte se
deve a (regência verbal) envenenamento. A / à / a / a
RESPOSTA: “A”.

3
LÍNGUA PORTUGUESA

3-) (SABESP/SP – ADVOGADO – FCC/2014) Orações iniciadas por palavras interrogativas: Quem
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores lhe disse isso?
fizeram uma escavação arqueológica nas ruínas da antiga
cidade de Tikal, na Guatemala. Orações iniciadas por palavras exclamativas: Quanto
O a empregado na frase acima, imediatamente depois se ofendem!
de chegar, deverá receber o sinal indicativo de crase caso
o segmento grifado seja substituído por: Orações que exprimem desejo (orações optativas):
A)Uma tal ilação. Que Deus o ajude.
B)Afirmações como essa.
C)Comprovação dessa assertiva. A próclise é obrigatória quando se utiliza o pronome
D)Emitir uma opinião desse tipo. reto ou sujeito expresso:
E)Semelhante resultado. Eu lhe entregarei o material
amanhã. Tu sabes cantar?
3-)
Uma tal ilação – chegar a uma (não há acento Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do
grave antes de artigo) verbo. A mesóclise é usada:
Afirmações como essa – chegar a afirmações
(antes de palavra no plural e o “a” no singular) Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
Comprovação dessa assertiva – chegar à compro- turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
vação precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos:
Emitir uma opinião desse tipo – chegar a emitir Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento
(verbo no infinitivo) em prol da paz no mundo.
Semelhante resultado – chegar a semelhante (pala- Repare que o pronome está “no meio” do verbo “rea-
vra masculina) lizará”:
realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma
RESPOSTA: “C”.
palavra que justificasse o uso da próclise, esta
prevaleceria. Veja: Não se realizará...
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia
nessa viagem.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL (com presença de palavra que justifique o uso de pró-
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te
acompanha-ria nessa viagem).
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo.
pronomes oblíquos átonos na frase. A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
forem possíveis:
Dica: Pronome Oblíquo é aquele que exerce a função
de complemento verbal (objeto). Por isso, memorize: Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
OBlíquo = OBjeto! Quando eu avisar, silenciem-se todos.
Embora na linguagem falada a colocação dos prono- Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Não
mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas de- era minha intenção machucá-la.
vem ser observadas na linguagem escrita.
Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não se
Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo. inicia período com pronome oblíquo).
A próclise é usada: Vou-me embora agora
mesmo. Levanto-me às 6h.
Quando o verbo estiver precedido de palavras que
atraem o pronome para antes do verbo. São elas: Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo no
a) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, concurso, mudo-me hoje mesmo!
jamais, etc.: Não se desespere!
b) Advérbios: Agora se negam a depor. 5-) Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a
c) Conjunções subordinativas: Espero que me pro-posta fazendo-se de desentendida.
expliquem tudo!
d) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se es- Colocação pronominal nas locuções verbais
forçou. após verbo no particípio = pronome depois do verbo
e) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportuni- auxiliar (e não depois do particípio):
dade. Tenho me deliciado com a leitura! Eu
tenho me deliciado com a leitura! Eu
f) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito. me tenho deliciado com a leitura!

74
LÍNGUA PORTUGUESA

não convém usar hífen nos tempos compostos e nas 1-) Primeiramente identifiquemos se temos objeto di-
locuções verbais: reto ou indireto. Reconhece o quê? Resposta: a informali-
Vamos nos unir! dade. Pergunta e resposta sem preposição, então: objeto
Iremos nos manifestar. direto. Não utilizaremos “lhe” – que é para objeto indireto.
Como temos a presença do “que” – independente de sua
quando há um fator para próclise nos tempos com- função no período (pronome relativo, no caso!) – a regra
postos ou locuções verbais: opção pelo uso do pronome pede próclise (pronome oblíquo antes do verbo): que a
oblíquo “solto” entre os verbos = Não vamos nos re-conhecem.
preocupar (e não: “não nos vamos preocupar”). RESPOSTA: “A”.

Observações importantes: 2-) (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) A substitui-


ção do elemento grifado pelo pronome correspondente
Emprego de o, a, os, as foi realizada de modo INCORRETO em:
Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os A)que permitiu à civilização = que lhe permitiu
pronomes: o, a, os, as não se alteram. B)envolveu diferentes fatores = envolveu-os
Chame-o agora. Deixei- C)para fazer a dragagem = para fazê-la
a mais tranquila. D)que desviava a água = que lhe desviava
E)supriam a necessidade = supriam-na
Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes
finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos: 2-)
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. (A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu = cor-
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa. reta
envolveu diferentes fatores = envolveu-os = correta
Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, para fazer a dragagem = para fazê-la = correta
ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, que desviava a água = que lhe desviava = que a
nos, nas. desviava
Chamem-no agora. supriam a necessidade = supriam-na = correta
Põe-na sobre a mesa. RESPOSTA: “D”.

Dica: 3-) (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014)


Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que significa cruzando os desertos do oeste da China − que con-
“antes”! Pronome antes do verbo! tornam a Índia − adotam complexas providências
Ênclise – “en”... lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end, em In- Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
glês – que significa “fim, final!). Pronome depois do verbo! grifados acima foram corretamente substituídos por um
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do pronome, respectivamente, em:
verbo Pronome Oblíquo – função de objeto A)os cruzando - que contornam-lhe - adotam-as
B)cruzando-lhes - que contornam-na - as adotam
Fontes de pesquisa: C)cruzando-os - que lhe contornam - adotam-lhes
http://www.portugues.com.br/gramatica/colocacao D)cruzando-os - que a contornam - adotam-nas
-pronominal-.html E)lhes cruzando - que contornam-a - as adotam
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 3-) Não podemos utilizar “lhes”, que corresponde ao
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto objeto indireto (verbo “cruzar” pede objeto direto: cruzar o
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São quê?), portanto já desconsideramos as alternativas “B” e “D”.
Paulo: Saraiva, 2010. Ao iniciarmos um parágrafo (já que no enunciado temos uma
oração assim) devemos usar ênclise: (cruzan-do-os); na
Questões segunda oração temos um pronome relativo (dá para
substituirmos por “o qual”), o que nos obriga a usar a
1-) (IBGE - SUPERVISOR DE PESQUISAS – ADMINIS- próclise (que a contorna); “adotam” exige objeto direto
TRAÇÃO - CESGRANRIO/2014) Em “Há políticas que reco- (adotam quem ou o quê?), chegando à resposta: adotam-nas
nhecem a informalidade”, ao substituir o termo destacado (quando o verbo terminar em “m” e usarmos um pro-nome
por um pronome, de acordo com a norma-padrão da lín- oblíquo direto, lembre-se do alfabeto: jklM – N!).
gua, o trecho assume a formulação apresentada em: RESPOSTA: “D”.
A)Há políticas que a reconhecem.
B)Há políticas que reconhecem-a.
C)Há políticas que reconhecem-na.
D)Há políticas que reconhecem ela.
E)Há políticas que lhe reconhecem.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou


SIGNIFICADO DAS PALAVRAS perfeitas): São palavras iguais na escrita e na pronúncia:
caminho (subst.) e caminho
(verbo); cedo (verbo) e cedo (adv.);
livre (adj.) e livre (verbo).
Semântica é o estudo da significação das palavras e
das suas mudanças de significação através do tempo ou - Parônimos = palavras com sentidos diferentes, po-
em determinada época. A maior importância está em dis- rém de formas relativamente próximas. São palavras pa-
tinguir sinônimos e antônimos (sinonímia / antonímia) e recidas na escrita e na pronúncia: cesta (receptáculo de
homônimos e parônimos (homonímia / paronímia). vime; cesta de basquete/esporte) e sesta (descanso após o
almoço), eminente (ilustre) e iminente (que está para ocor-
Sinônimos rer), osso (substantivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/
ou verbo “ser” no imperativo) e cede (verbo), comprimento
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto (medida) e cumprimento (saudação), autuar (processar) e
abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir. atuar (agir), infligir (aplicar pena) e infringir (violar), deferir
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são (atender a) e diferir (divergir), suar (transpirar) e soar (emi-
substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto (cara e tir som), aprender (conhecer) e apreender (assimilar; apro-
rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quando, priar-se de), tráfico (comércio ilegal) e tráfego (relativo a
ocasionalmente, podem ser substituídas, uma pela outra, em movimento, trânsito), mandato (procuração) e mandado
determinado enunciado (aguardar e esperar). (ordem), emergir (subir à superfície) e imergir (mergulhar,
afundar).
Observação: A contribuição greco-latina é responsá-vel
pela existência de numerosos pares de sinônimos: ad-versário Hiperonímia e Hiponímia
e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo;
Hipônimos e hiperônimos são palavras que
contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo;
pertencem a um mesmo campo semântico (de sentido),
transformação e metamorfose; oposição e antítese. sendo o hipô-nimo uma palavra de sentido mais
específico; o hiperôni-mo, mais abrangente.
Antônimos O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipôni-
mo, criando, assim, uma relação de dependência semânti-
São palavras que se opõem através de seu significado: ca. Por exemplo: Veículos está numa relação de hiperoní-
ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - censurar; mia com carros, já que veículos é uma palavra de
mal - bem. significa-do genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões.
Veículos é um hiperônimo de carros.
Observação: A antonímia pode se originar de um pre- Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em
fixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili-
simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e dis- zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita
córdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e a repetição desnecessária de termos.
an-ticomunista; simétrico e assimétrico.
Fontes de pesquisa:
Homônimos e Parônimos http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an-
tonimos,-homonimos-e-paronimos
Homônimos = palavras que possuem a mesma SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
grafia ou a mesma pronúncia, mas significados diferentes. Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Podem ser Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife- Paulo: Saraiva, 2010.
rentes na pronúncia: Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
rego (subst.) e rego (verbo); colher ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
(verbo) e colher (subst.); jogo (subst.) e XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua
jogo (verbo); denúncia (subst.) e Por-tuguesa – 2ªed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000.
denuncia (verbo); providência (subst.) e
providencia (verbo). Denotação e Conotação

Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e di- Exemplos de variação no significado das palavras:
ferentes na escrita:
acender (atear) e ascender (subir); Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido li-
concertar (harmonizar) e consertar (reparar); teral)
cela (compartimento) e sela (arreio); Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido
censo (recenseamento) e senso figurado)
(juízo); paço (palácio) e passo (andar). Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado)

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LÍNGUA PORTUGUESA

As variações nos significados das palavras ocasionam Polissemia


o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo
(conotação) das palavras. Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir
multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro de
Denotação um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra,
mas que abarca um grande número de significados
Uma palavra é usada no sentido denotativo quando dentro de seu próprio campo semântico.
apresenta seu significado original, independentemente do Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
contexto em que aparece. Refere-se ao seu significado cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconheci- algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se
do e muitas vezes associado ao primeiro significado que em consideração as situações de aplicabilidade. Há uma
aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal infini-dade de exemplos em que podemos verificar a
da palavra. ocorrência da polissemia:
A denotação tem como finalidade informar o receptor O rapaz é um tremendo gato.
da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo um O gato do vizinho é peralta.
ca-ráter prático. É utilizada em textos informativos, como Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
jor-nais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
medi-camentos, textos científicos, entre outros. A palavra sobrevivência
“pau”, por exemplo, em seu sentido denotativo é apenas O passarinho foi atingido no bico.
um pe-daço de madeira. Outros exemplos:
O elefante é um mamífero. Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de
As estrelas deixam o céu mais bonito! computadores e rede elétrica, por exemplo, temos em
comum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido
Conotação de “entrelaçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”,
que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão” ou
Uma palavra é usada no sentido conotativo quando “jogo” – o sentido comum entre todas as expressões é o
apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes in- formato quadriculado que têm.
terpretações, dependendo do contexto em que esteja
inse-rida, referindo-se a sentidos, associações e ideias que Polissemia e homonímia
vão além do sentido original da palavra, ampliando sua
signifi-cação mediante a circunstância em que a mesma é A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
utiliza-da, assumindo um sentido figurado e simbólico. comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signifi-
Como no exemplo da palavra “pau”: em seu sentido cados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado,
conotativo ela pode significar castigo (dar-lhe um pau), quando duas ou mais palavras com origens e significados
reprovação (tomei pau no concurso). distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho-
A conotação tem como finalidade provocar sentimen- monímia.
tos no receptor da mensagem, através da expressividade A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
e afetividade que transmite. É utilizada principalmente significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
numa linguagem poética e na literatura, mas também polissemia porque os diferentes significados para a pala-
ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em vra “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma palavra
anúncios pu-blicitários, entre outros. Exemplos: polissêmica: pode significar o elemento básico do
Você é o meu sol! alfabeto, o texto de uma canção ou a caligrafia de um
Minha vida é um mar de tristezas. determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes
Você tem um coração de pedra! significados estão in-terligados porque remetem para o
mesmo conceito, o da escrita.
Dica: Procure associar Denotação com Dicionário:
trata-se de definição literal, quando o termo é utilizado Polissemia e ambiguidade
com o sentido que consta no dicionário.
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na
Fontes de pesquisa: interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denota- ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma interpreta-
cao/ ção. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à colocação
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. uma frase. Vejamos a seguinte frase:
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Pessoas que têm uma alimentação equilibrada
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São frequen-temente são felizes.
Paulo: Saraiva, 2010. Neste caso podem existir duas interpretações diferen-
tes:

77
LÍNGUA PORTUGUESA

As pessoas têm alimentação equilibrada porque são feli- Observação: toda metáfora é uma espécie de compa-
zes ou são felizes porque têm uma alimentação equilibrada. ração implícita, em que o elemento comparativo não apa-
rece.
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela Seus olhos são como luzes brilhantes.
pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma interpre- O exemplo acima mostra uma comparação evidente,
tação. Para fazer a interpretação correta é muito importan-te através do emprego da palavra como.
saber qual o contexto em que a frase é proferida. Observe agora: Seus olhos são luzes brilhantes.
Muitas vezes, a disposição das palavras na construção Neste exemplo não há mais uma comparação (note a
do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo, ausência da partícula comparativa), e sim símile, ou seja,
co-micidade. Repare na figura abaixo: qualidade do que é semelhante.
Por fim, no exemplo: As luzes brilhantes olhavam-me.
Há substituição da palavra olhos por luzes brilhantes. Esta
é a verdadeira metáfora.

Observe outros exemplos:


“Meu pensamento é um rio subterrâneo.” (Fernando
Pessoa)
Neste caso, a metáfora é possível na medida em que
o poeta estabelece relações de semelhança entre um rio
subterrâneo e seu pensamento (pode estar relacionando a
fluidez, a profundidade, a inatingibilidade, etc.).

Minha alma é uma estrada de terra que leva a lugar


(http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto- algum.
cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014). Uma estrada de terra que leva a lugar algum é, na
Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras, frase acima, uma metáfora. Por trás do uso dessa
mas duas seriam: expressão que indica uma alma rústica e abandonada (e
Corte e coloração capilar angustiadamente inútil), há uma comparação
ou subentendida: Minha alma é tão rústica, abandonada (e
inútil) quanto uma estrada de terra que leva a lugar algum.
Faço corte e pintura capilar
A Amazônia é o pulmão do mundo.
Fontes de pesquisa:
Em sua mente povoa só inveja.
http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia.
htm
Metonímia
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São a substituição de um nome por outro, em virtude de
Paulo: Saraiva, 2010. existir entre eles algum relacionamento. Tal substituição
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa pode acontecer dos seguintes modos:
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (=
Figura de Linguagem, Pensamento e Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis).
2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (=
Construção Figura de Palavra As lâmpadas iluminam o mundo).
3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes
A figura de palavra consiste na substituição de uma da cruz. (= Não te afastes da religião).
palavra por outra, isto é, no emprego figurado, simbólico, 4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso
seja por uma relação muito próxima (contiguidade), seja Havana. (= Fumei um saboroso charuto).
por uma associação, uma comparação, uma similaridade. 5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (= Só-
Estes dois conceitos básicos - contiguidade e similaridade crates tomou veneno).
- permitem-nos reconhecer dois tipos de figuras de 6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu
palavras: a metáfora e a metonímia. trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que pro-
duzo).
Metáfora 7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo.
(= Bebeu todo o líquido que estava no cálice).
Consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão 8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfo-
em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em nes foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram
vir-tude da circunstância de que o nosso espírito as atrás dos jogadores).
associa e percebe entre elas certas semelhanças. É o - Parte pelo todo: Várias pernas passavam apres-
emprego da palavra fora de seu sentido normal. sadamente. (= Várias pessoas passavam apressadamente).

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LÍNGUA PORTUGUESA

10 - Gênero pela espécie: Os mortais pensam e so- Fontes de pesquisa:


frem nesse mundo. (= Os homens pensam e sofrem nesse http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil2.
mundo). php
11 - Singular pelo plural: A mulher foi chamada para SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
ir às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
chamadas, não apenas uma mulher). Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
- Marca pelo produto: Minha filha adora danone. Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
(= Minha filha adora o iogurte que é da marca Danone). Paulo: Saraiva, 2010.
- Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (=
Alguns astronautas foram à Lua). Antítese
- Símbolo pela coisa simbolizada: A balança pen-
derá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado). Consiste no emprego de palavras que se opõem
quan-to ao sentido. O contraste que se estabelece serve,
Saiba que: Sinédoque se relaciona com o conceito de essen-cialmente, para dar uma ênfase aos conceitos
extensão (como nos exemplos 9, 10 e 11, acima), envolvidos que não se conseguiria com a exposição
enquanto que a metonímia abrange apenas os casos de isolada dos mes-mos. Observe os exemplos:
analogia ou de relação. Não há necessidade, atualmente, “O mito é o nada que é tudo.” (Fernando
de se fazer distinção entre ambas as figuras. Pessoa) O corpo é grande e a alma é pequena.
“Quando um muro separa, uma ponte une.”
Catacrese Não há gosto sem desgosto.

Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso contínuo, Paradoxo ou oximoro
cristalizou-se. A catacrese costuma ocorrer quando, por falta
de um termo específico para designar um conceito, toma-se
a associação de ideias, além de contrastantes, contra-
ditórias. Seria a antítese ao extremo.
outro “emprestado”. Assim, passamos a empregar algumas
Era dor, sim, mas uma dor deliciosa.
palavras fora de seu sentido original. Exemplos: “asa da
xícara”, “batata da perna”, “maçã do rosto”, “pé da mesa”, Ouvimos as vozes do silêncio.
“braço da cadeira”, “coroa do abacaxi”.
Eufemismo
Perífrase ou Antonomásia o emprego de uma expressão mais suave, mais nobre
ou menos agressiva, para comunicar alguma coisa áspera,
Trata-se de uma expressão que designa um ser através
desagradável ou chocante.
de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato
Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao
que o celebrizou. É a substituição de um nome por outro ou
Senhor. (= morreu)
por uma expressão que facilmente o identifique:
O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou)
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua
Fernando faltou com a verdade. (=
atraindo visitantes do mundo todo.
mentiu) Faltar à verdade. (= mentir)
A Cidade-Luz (=Paris)
O rei das selvas (=o leão) Ironia
Observação: quando a perífrase indica uma pessoa, sugerir, pela entoação e contexto, o contrário do que
recebe o nome de antonomásia. Exemplos: as palavras ou frases expressam, geralmente
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida apresentando intenção sarcástica. A ironia deve ser muito
pratican-do o bem. bem construí-da para que cumpra a sua finalidade; mal
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) morreu muito jo- construída, pode passar uma ideia exatamente oposta à
vem. desejada pelo emis-sor.
O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas Como você foi bem na prova! Não tirou nem a nota
mí-nima.
canções. Sinestesia Parece um anjinho aquele menino, briga com todos
que estão por perto.
Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as sen- O governador foi sutil como um elefante.
sações percebidas por diferentes órgãos do sentido. É o
cruzamento de sensações distintas. Hipérbole
Um grito áspero revelava tudo o que sentia. (grito =
au-ditivo; áspero = tátil) a expressão intencionalmente exagerada com o intui-
No silêncio escuro do seu quarto, aguardava os aconte- to de realçar uma ideia.
cimentos. (silêncio = auditivo; escuro = visual) Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.
Tosse gorda. (sensação auditiva X sensação tátil) “Rios te correrão dos olhos, se chorares.” (Olavo
Bilac) O concurseiro quase morre de tanto estudar!

79
LÍNGUA PORTUGUESA

Prosopopeia ou Personificação Elipse

a atribuição de ações ou qualidades de seres anima- Consiste na omissão de um ou mais termos numa
dos a seres inanimados, ou características humanas a ora-ção e que podem ser facilmente identificados, tanto
seres não humanos. Observe os exemplos: por elementos gramaticais presentes na própria oração,
As pedras andam vagarosamente. quanto pelo contexto.
O livro é um mudo que fala, um surdo que ouve, um A catedral da Sé. (a igreja catedral)
cego que guia. Domingo irei ao estádio. (no domingo eu irei ao está-
A floresta gesticulava nervosamente diante da serra. dio)
Chora, violão.
Zeugma
Apóstrofe
Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é feita
Consiste na “invocação” de alguém ou de alguma a omissão de um termo já mencionado anteriormente.
coisa personificada, de acordo com o objetivo do Ele gosta de geografia; eu, de português. (eu gosto de
discurso, que pode ser poético, sagrado ou profano. português)
Caracteriza-se pelo chamamento do receptor da Na casa dela só havia móveis antigos; na minha, só
mensagem, seja ele imaginá-rio ou não. A introdução da mo-dernos. (só havia móveis)
apóstrofe interrompe a linha de pensamento do discurso, Ela gosta de natação; eu, de vôlei. (gosto de)
destacando-se assim a entidade a que se dirige e a ideia
que se pretende pôr em evidên-cia com tal invocação. Silepse
Realiza-se por meio do vocativo. Exemplos:
Moça, que fazes aí parada? A silepse é a concordância que se faz com o termo
“Pai Nosso, que estais no céu” que não está expresso no texto, mas, sim, subentendido. É
Deus, ó Deus! Onde estás? uma concordância anormal, psicológica, porque se faz
com um termo oculto, facilmente identificado. Há três
Gradação tipos de si-lepse: de gênero, número e pessoa.

Silepse de Gênero - Os gêneros são masculino e femi-


Apresentação de ideias por meio de palavras, sinôni-
mas ou não, em ordem ascendente (clímax) ou nino. Ocorre a silepse de gênero quando a concordância se
descenden-te (anticlímax). Observe este exemplo: faz com a ideia que o termo comporta. Exemplos:
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Joana
A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com o calor
com seus olhos claros e brincalhões... intenso.
Neste caso, o adjetivo bonita não está concordando
O objetivo do narrador é mostrar a expressividade
com o termo Porto Velho, que gramaticalmente pertence
dos olhos de Joana. Para chegar a este detalhe, ele se
ao gênero masculino, mas com a ideia contida no termo
refere ao céu, à terra, às pessoas e, finalmente, a Joana e
(a cidade de Porto Velho).
seus olhos. Nota-se que o pensamento foi expresso em
ordem decres-cente de intensidade. Outros exemplos: Vossa Excelência está preocupado.
“Vive só para mim, só para a minha vida, só para meu O adjetivo preocupado concorda com o sexo da pes-
amor”. (Olavo Bilac) soa, que nesse caso é masculino, e não com o termo
“O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, Vossa Excelência.
colheu-se.” (Padre Antônio Vieira)
Silepse de Número - Os números são singular e
Fontes de pesquisa: plural. A silepse de número ocorre quando o verbo da
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil5. oração não concorda gramaticalmente com o sujeito da
php oração, mas com a ideia que nele está contida. Exemplos:
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da cidade
Sac-coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. de Salvador.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto O povo corria por todos os lados e gritavam muito alto.
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. Note que nos exemplos acima, os verbos andaram e
gritavam não concordam gramaticalmente com os sujei-
As figuras de construção (ou sintática, de sintaxe) tos das orações (que se encontram no singular, procissão
ocorrem quando desejamos atribuir maior expressividade e povo, respectivamente), mas com a ideia que neles está
ao significado. Assim, a lógica da frase é substituída pela contida. Procissão e povo dão a ideia de muita gente, por
maior expressividade que se dá ao sentido. isso que os verbos estão no plural.

80
LÍNGUA PORTUGUESA

Silepse de Pessoa - Três são as pessoas gramaticais: Observação: o pleonasmo só tem razão de ser quan-
eu, tu e ele (as três pessoas do singular); nós, vós, eles (as do confere mais vigor à frase; caso contrário, torna-se um
três do plural). A silepse de pessoa ocorre quando há um pleonasmo vicioso:
desvio de concordância. O verbo, mais uma vez, não con- Vi aquela cena com meus próprios olhos.
corda com o sujeito da oração, mas sim com a pessoa que Vamos subir para cima.
está inscrita no sujeito. Exemplos: Ele desceu pra baixo.
O que não compreendo é como os brasileiros persista-
mos em aceitar essa situação. Anáfora
Os agricultores temos orgulho de nosso trabalho. “Dizem
que os cariocas somos poucos dados aos jardins a repetição de uma ou mais palavras no início de vá-
públicos.” (Machado de Assis) rias frases, criando, assim, um efeito de reforço e de coe-
rência. Pela repetição, a palavra ou expressão em causa é
Observe que os verbos persistamos, temos e somos posta em destaque, permitindo ao escritor valorizar de-
não concordam gramaticalmente com os seus sujeitos terminado elemento textual. Os termos anafóricos podem
(brasilei-ros, agricultores e cariocas, que estão na terceira muitas vezes ser substituídos por pronomes.
pessoa), mas com a ideia que neles está contida (nós, os Encontrei um amigo ontem. Ele me disse que te conhe-
brasileiros, os agricultores e os cariocas). cia.
“Tudo cura o tempo, tudo gasta, tudo digere, tudo aca-
Polissíndeto / Assíndeto ba.” (Padre Vieira)
Para estudarmos as duas figuras de construção é ne-
Anacoluto
cessário recordar um conceito estudado em sintaxe sobre
período composto. No período composto por coordena- Consiste na mudança da construção sintática no meio
ção, podemos ter orações sindéticas ou assindéticas. A da frase, ficando alguns termos desligados do resto do
oração coordenada ligada por uma conjunção (conectivo)
pe-ríodo. É a quebra da estrutura normal da frase para a
sindética; a oração que não apresenta conectivo é assin- intro-dução de uma palavra ou expressão sem nenhuma
dética. Recordado esse conceito, podemos definir as duas ligação sintática com as demais.
figuras de construção: Esses alunos da escola, não se pode duvidar deles.
Morrer, todo haveremos de morrer.
Polissíndeto - É uma figura caracterizada pela repe-
Aquele garoto, você não disse que ele chegaria logo?
tição enfática dos conectivos. Observe o exemplo: O
meni-no resmunga, e chora, e grita, e ninguém faz nada.
A expressão “esses alunos da escola”, por exemplo,
Assíndeto - É uma figura caracterizada pela ausên-cia, deveria exercer a função de sujeito. No entanto, há uma
pela omissão das conjunções coordenativas, resultando no interrupção da frase e esta expressão fica à parte, não exer-
uso de orações coordenadas assindéticas. Exemplos: cendo nenhuma função sintática. O anacoluto também é
Tens casa, tens roupa, tens amor, tens chamado de “frase quebrada”, pois corresponde a uma in-
família. “Vim, vi, venci.” (Júlio César) terrupção na sequência lógica do pensamento.

Pleonasmo Observação: o anacoluto deve ser usado com finalida-de


expressiva em casos muito especiais. Em geral, evite-o.
Consiste na repetição de um termo ou ideia, com as
mesmas palavras ou não. A finalidade do pleonasmo é Hipérbato / Inversão
real-çar a ideia, torná-la mais expressiva.
O problema da violência, é necessário resolvê-lo logo. a inversão da estrutura frásica, isto é, a inversão da
ordem direta dos termos da oração, fazendo com que o
Nesta oração, os termos “o problema da violência” e sujeito venha depois do predicado:
“lo” exercem a mesma função sintática: objeto direto. As- Ao ódio venceu o amor. (Na ordem direta seria: O
sim, temos um pleonasmo do objeto direto, sendo o pro- amor venceu ao ódio)
nome “lo” classificado como objeto direto pleonástico. Ou- Dos meus problemas cuido eu! (Na ordem direta seria:
tro exemplo: Eu cuido dos meus problemas)
Aos funcionários, não lhes interessam tais medidas.
Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto * Observação da Zê!
O nosso Hino Nacional é um exemplo de hipérbato, já
que, na ordem direta, teríamos:
Neste caso, há um pleonasmo do objeto indireto, e o “As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado re-
pronome “lhes” exerce a função de objeto indireto pleo- tumbante de um povo heroico”.
nástico.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Figuras de Som

Aliteração - Consiste na repetição de consoantes como recurso para intensificação do ritmo ou como efeito sonoro
significativo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
Vozes veladas, veludosas vozes... (Cruz e Sousa)
Quem com ferro fere com ferro será ferido.

Assonância - Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos:


“Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral.”

Onomatopéia - Ocorre quando se tentam reproduzir na forma de palavras os sons da realidade:


Os sinos faziam blem, blem, blem, blem.

Fontes de pesquisa:
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil8.php
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.

Questões
1-) (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO EM BIBLIOTECO-
NOMIA – FGV/2014 - adaptada) Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o autor do texto faz uso de um tipo de
linguagem figurada denominada
A)metonímia.
B)eufemismo.
C)hipérbole.
D)metáfora.
E)catacrese.

1-) A metáfora consiste em retirar uma palavra de seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la para um novo
campo de significação (conotativa), por meio de uma comparação implícita, de uma similaridade existente entre as duas.
(Fonte:http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/metafora-figura-de-palavra-variacoes-e-
exemplos.htm) RESPOSTA: “D”.

2-) (PREFEITURA DE ARCOVERDE/PE - ADMINISTRADOR DE RECURSOS HUMANOS – CONPASS/2014) Identifique a


figura de linguagem presente na tira seguinte:

A)metonímia
B)prosopopeia
C)hipérbole
D)eufemismo
E)onomatopeia

82
LÍNGUA PORTUGUESA

2-) “Eufemismo = é o emprego de uma expressão mais Normalmente, numa prova, o candidato deve:
suave, mais nobre ou menos agressiva, para comunicar al-
guma coisa áspera, desagradável ou chocante”. No caso da 1- Identificar os elementos fundamentais de uma ar-
tirinha, é utilizada a expressão “deram suas vidas por nós” gumentação, de um processo, de uma época (neste caso,
no lugar de “que morreram por nós”. procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o
RESPOSTA: “D”. tempo).
2- Comparar as relações de semelhança ou de
3-) (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE - diferen-ças entre as situações do texto.
COPEVE/ UFAL/2014) 3- Comentar/relacionar o conteúdo apresentado com
Está tão quente que dá para fritar um ovo no asfalto. uma realidade.
O dito popular é, na maioria das vezes, uma figura de 4- Resumir as ideias centrais e/ou secundárias.
linguagem. Entre as 14h30min e às 15h desta terça-feira, 5- Parafrasear = reescrever o texto com outras pala-
horário do dia em que o calor é mais intenso, a tempera- vras.
tura do asfalto, medida com um termômetro de contato,
chegou a 65ºC. Para fritar um ovo, seria preciso que o Condições básicas para interpretar
local alcançasse aproximadamente 90ºC.
Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br. Acesso Fazem-se necessários:
em: 22 jan. 2014. Conhecimento histórico-literário (escolas e gêneros
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
O texto cita que o dito popular “está tão quente que Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
dá para fritar um ovo no asfalto” expressa uma figura de texto) e semântico;
linguagem. O autor do texto refere-se a qual figura de lin-
guagem? Observação – na semântica (significado das palavras)
A)Eufemismo. incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conota-
B)Hipérbole.
ção, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
C)Paradoxo.
gem, entre outros.
D)Metonímia.
E)Hipérbato. Capacidade de observação e de síntese;
3-) A expressão é um exagero! Ela serve apenas para Capacidade de raciocínio.
representar o calor excessivo que está fazendo. A figura
que é utilizada “mil vezes” (!) para atingir tal objetivo é a Interpretar / Compreender
hipérbole.
Interpretar significa:
RESPOSTA: “B”. Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
Através do texto, infere-se que...
É possível deduzir que...
O autor permite concluir que...
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL Qual é a intenção do autor ao afirmar que...

Compreender significa
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
relacio-nadas entre si, formando um todo significativo o texto diz que...
capaz de produzir interação comunicativa (capacidade de é sugerido pelo autor que...
codificar e decodificar). de acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. ção...
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com a o narrador afirma...
anterior e/ou com a posterior, criando condições para a
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interli- Erros de interpretação
gação dá-se o nome de contexto. O relacionamento entre
as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai do
seu contexto original e analisada separadamente, poderá contexto, acrescentando ideias que não estão no texto,
ter um significado diferente daquele inicial. quer por conhecimento prévio do tema quer pela imagi-
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe- nação.
rências diretas ou indiretas a outros autores através de Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se aten-
cita-ções. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. ção apenas a um aspecto (esquecendo que um texto é um
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação de conjunto de ideias), o que pode ser insuficiente para o en-
um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, tendimento do tema desenvolvido.
localizam-se as ideias secundárias - ou fundamenta- Contradição = às vezes o texto apresenta ideias con-
ções -, as argumentações - ou explicações -, que levam ao trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões
esclarecimento das questões apresentadas na prova. equivo-cadas e, consequentemente, errar a questão.

83
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação - Muitos pensam que existem a ótica do Observe as relações interparágrafos. Um parágrafo
escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas geralmente mantém com outro uma relação de continua-
numa prova de concurso, o que deve ser levado em ção, conclusão ou falsa oposição. Identifique muito bem
consideração é o que o autor diz e nada mais. essas relações.
Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou seja,
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que a ideia mais importante.
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre Nos enunciados, grife palavras como “correto” ou
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de “incorreto”, evitando, assim, uma confusão na hora da
um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um resposta – o que vale não somente para Interpretação de
prono-me oblíquo átono, há uma relação correta entre o Texto, mas para todas as demais questões!
que se vai dizer e o que já foi dito. Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia princi-
pal, leia com atenção a introdução e/ou a conclusão.
Observação – São muitos os erros de coesão no dia a Olhe com especial atenção os pronomes relativos,
dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc., cha-
pronome oblíquo átono. Este depende da regência do mados vocábulos relatores, porque remetem a outros vo-
verbo; aquele, do seu antecedente. Não se pode esquecer cábulos do texto.
também de que os pronomes relativos têm, cada um,
valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao Fontes de pesquisa:
ante-cedente. http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu-
Os pronomes relativos são muito importantes na in- gues/como-interpretar-textos
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de http://portuguesemfoco.com/pf/09-dicas-para-me-
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que lhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, http://www.portuguesnarede.com/2014/03/dicas-pa-
saber: ra-voce-interpretar-melhor-um.html
que (neutro) - relaciona-se com qualquer http://vestibular.uol.com.br/cursinho/questoes/ques-
anteceden-te, mas depende das condições da frase. tao-117-portugues.htm
qual (neutro) idem ao anterior.
quem (pessoa) Questões
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e
depois o objeto possuído. 1-) (SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO
como (modo) PÚ-BLICA DO DISTRITO FEDERAL/DF – TÉCNICO EM
onde (lugar) ELETRÔ-NICA – IADES/2014)
quando (tempo)
quanto (montante) Gratuidades
Exemplo: Crianças com até cinco anos de idade e adultos com
Falou tudo QUANTO queria (correto) mais de 65 anos de idade têm acesso livre ao Metrô-DF.
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria Para os menores, é exigida a certidão de nascimento e,
aparecer o demonstrativo O). para os idosos, a carteira de identidade. Basta apresentar
um documento de identificação aos funcionários
Dicas para melhorar a interpretação de textos posicionados no bloqueio de acesso.
Disponível em: <http://www.metro.df.gov.br/estacoes/
Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral do gratuidades.html> Acesso em: 3/3/2014, com adaptações.
assunto. Se ele for longo, não desista! Há muitos candidatos
na disputa, portanto, quanto mais informação você absorver Conforme a mensagem do primeiro período do texto,
com a leitura, mais chances terá de resolver as questões. assinale a alternativa correta.
Se encontrar palavras desconhecidas, não A)Apenas as crianças com até cinco anos de idade e
interrompa a leitura. os adultos com 65 anos em diante têm acesso livre ao
Leia, leia bem, leia profundamente, ou seja, leia o tex- Metrô-DF.
to, pelo menos, duas vezes – ou quantas forem necessárias. B)Apenas as crianças de cinco anos de idade e os adultos
Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma com mais de 65 anos têm acesso livre ao Metrô-DF.
conclusão). C)Somente crianças com, no máximo, cinco anos de
Volte ao texto quantas vezes precisar. idade e adultos com, no mínimo, 66 anos têm acesso livre
Não permita que prevaleçam suas ideias sobre as ao Metrô-DF.
do autor. D)Somente crianças e adultos, respectivamente, com
Fragmente o texto (parágrafos, partes) para melhor cinco anos de idade e com 66 anos em diante, têm acesso
compreensão. livre ao Metrô-DF.
Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado E)Apenas crianças e adultos, respectivamente, com
de cada questão. até cinco anos de idade e com 65 anos em diante, têm
O autor defende ideias e você deve percebê-las. acesso livre ao Metrô-DF.

84
LÍNGUA PORTUGUESA

1-) Dentre as alternativas apresentadas, a única que 3-) Recorramos ao texto: “Localizada às margens do
condiz com as informações expostas no texto é “Somente Lago Paranoá, no Setor de Clubes Esportivos Norte (ao
crianças com, no máximo, cinco anos de idade e adultos lado do Museu de Arte de Brasília – MAB), está a Concha
com, no mínimo, 66 anos têm acesso livre ao Metrô-DF”. Acústica do DF. Projetada por Oscar Niemeyer”. As infor-
RESPOSTA: “C”. mações contidas nas demais alternativas são incoerentes
com o texto.
2-) (SUSAM/AM – TÉCNICO (DIREITO) – FGV/2014 - RESPOSTA: “A”.
adaptada) “Se alguém que é gay procura Deus e tem boa
vontade, quem sou eu para julgá‐lo?” a declaração do
Papa Francisco, pronunciada durante uma entrevista à im-
prensa no final de sua visita ao Brasil, ecoou como um TIPOLOGIA TEXTUAL
trovão mundo afora. Nela existe mais forma que
substância – mas a forma conta”. (...)
(Axé Silva, O Mundo, setembro 2013)
A todo o momento nos deparamos com vários textos,
O texto nos diz que a declaração do Papa ecoou sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença
como um trovão mundo afora. Essa comparação traz em do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo
si mes-ma dois sentidos, que são que está sendo transmitido entre os interlocutores. Estes
A)o barulho e a propagação. interlocutores são as peças principais em um diálogo ou
B)a propagação e o perigo. em um texto escrito.
C)o perigo e o poder. de fundamental importância sabermos classificar os
D)o poder e a energia. textos com os quais travamos convivência no nosso dia a
dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos
E)a energia e o barulho. textuais e gêneros textuais.
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um
2-) Ao comparar a declaração do Papa Francisco a um
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa
trovão, provavelmente a intenção do autor foi a de
opi-nião sobre determinado assunto, descrevemos algum
mostrar o “barulho” que ela causou e sua propagação
lugar que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre
mundo afora. Você pode responder à questão por
alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente
eliminação: a segun-da opção das alternativas relaciona-
nessas situações corriqueiras que classificamos os nossos
se a “mundo afora”, ou seja, que se propaga, espalha.
textos naquela tradicional tipologia: Narração,
Assim, sobraria apenas a al-ternativa A!
Descrição e Dis-sertação.
RESPOSTA: “A”.
As tipologias textuais caracterizam-se pelos aspec-
3-) (SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
tos de ordem linguística
PÚ-BLICA DO DISTRITO FEDERAL/DF – TÉCNICO EM
CONTABI-LIDADE – IADES/2014 - adaptada) Os tipos textuais designam uma sequência definida
Concha Acústica pela natureza linguística de sua composição. São observa-
Localizada às margens do Lago Paranoá, no Setor de dos aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações
Clubes Esportivos Norte (ao lado do Museu de Arte de lógicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo, argu-
Brasília – MAB), está a Concha Acústica do DF. Projetada mentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.
por Oscar Niemeyer, foi inaugurada oficialmente em 1969
e doada pela Terracap à Fundação Cultural de Brasília Textos narrativos – constituem-se de verbos de ação
(hoje Secretaria de Cultura), destinada a espetáculos ao ar demarcados no tempo do universo narrado, como
livre. Foi o primeiro grande palco da cidade. também de advérbios, como é o caso de antes, agora,
Disponível em: <http://www.cultura.df.gov.br/nossa- depois, entre outros: Ela entrava em seu carro quando ele
cultura/concha- acustica.html>. Acesso em: 21/3/2014, apareceu. De-pois de muita conversa, resolveram...
com adaptações.
Textos descritivos – como o próprio nome indica,
Assinale a alternativa que apresenta uma mensagem descrevem características tanto físicas quanto psicológicas
compatível com o texto. acerca de um determinado indivíduo ou objeto. Os
A)A Concha Acústica do DF, que foi projetada por Os- tempos verbais aparecem demarcados no presente ou no
car Niemeyer, está localizada às margens do Lago pretérito imperfeito: “Tinha os cabelos mais negros como a
Paranoá, no Setor de Clubes Esportivos Norte. asa da graúna...”
B)Oscar Niemeyer projetou a Concha Acústica do DF
em 1969. Textos expositivos – Têm por finalidade explicar um
C)Oscar Niemeyer doou a Concha Acústica ao que assunto ou uma determinada situação que se almeje de-
hoje é a Secretaria de Cultura do DF. senvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela aconte-
D)A Terracap transformou-se na Secretaria de Cultura cer, como em: O cadastramento irá se prorrogar até o dia
do DF. 02 de dezembro, portanto, não se esqueça de fazê-lo, sob
E)A Concha Acústica foi o primeiro palco de Brasília. pena de perder o benefício.

85
LÍNGUA PORTUGUESA

Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de uma


modalidade na qual as ações são prescritas de forma se- COESÃO E COERÊNCIA
quencial, utilizando-se de verbos expressos no imperativo,
infinitivo ou futuro do presente: Misture todos os ingredien-te
e bata no liquidificador até criar uma massa homogênea.
Na construção de um texto, assim como na fala,
Textos argumentativos (dissertativo) – Demarcam-se usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a
pelo predomínio de operadores argumentativos, revela-dos compreensão do que é dito, ou lido. Estes mecanismos
por uma carga ideológica constituída de argumentos e linguísticos que estabelecem a coesão e retomada do que
contra-argumentos que justificam a posição assumida acerca foi escrito - ou falado - são os referentes textuais, que
de um determinado assunto: A mulher do mundo buscam garantir a coesão textual para que haja coerência,
contemporâneo luta cada vez mais para conquistar seu es- não só entre os elementos que compõem a oração, como
paço no mercado de trabalho, o que significa que os gêneros também entre a sequência de orações dentro do texto.
Essa coesão tam-bém pode muitas vezes se dar de modo
estão em complementação, não em disputa.
implícito, baseado em conhecimentos anteriores que os
participantes do pro-cesso têm com o tema.
Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha ima-
ginária - composta de termos e expressões - que une os
diversos elementos do texto e busca estabelecer relações
GÊNEROS TEXTUAIS de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de di-
ferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição, substi-
tuição, associação), sejam gramaticais (emprego de
prono-mes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se
São os textos materializados que encontramos em nosso frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto –
cotidiano; tais textos apresentam características só-cio- decor-re daí a coerência textual.
comunicativas definidas por seu estilo, função, com-posição, Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o
conteúdo e canal. Como exemplos, temos: receita culinária, apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoe-
e-mail, reportagem, monografia, poema, editorial, piada, rência é resultado do mau uso dos elementos de coesão
debate, agenda, inquérito policial, fórum, blog, etc. textual. Na organização de períodos e de parágrafos, um erro
no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica
A escolha de um determinado gênero discursivo de- o entendimento do texto. Construído com os ele-mentos
pende, em grande parte, da situação de produção, ou corretos, confere-se a ele uma unidade formal.
seja, a finalidade do texto a ser produzido, quem são os Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, “o enunciado
locu-tores e os interlocutores, o meio disponível para não se constrói com um amontoado de palavras e orações.
veicular o texto, etc. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e
independência sintática e semântica, recobertos por unida-des
Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a es- melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”.
feras de circulação. Assim, na esfera jornalística, por exem- Não se deve escrever frases ou textos desconexos – é
plo, são comuns gêneros como notícias, reportagens, edito- imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que as frases
riais, entrevistas e outros; na esfera de divulgação científica estejam coesas e coerentes formando o texto. Relembre-se
são comuns gêneros como verbete de dicionário ou de enci- de que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre
clopédia, artigo ou ensaio científico, seminário, conferência. os elementos que compõem a estrutura textual.

Fontes de pesquisa: Formas de se garantir a coesão entre os elementos


http://www.brasilescola.com/redacao/tipologia-tex- de uma frase ou de um texto:
tual.htm
Substituição de palavras com o emprego de sinôni-
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
mos - palavras ou expressões do mesmo campo associa-
Cere-ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São tivo.
Paulo: Saraiva, 2010. Nominalização – emprego alternativo entre um ver-
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática bo, o substantivo ou o adjetivo correspondente (desgastar
– volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus desgaste / desgastante).
Barbosa Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. Emprego adequado de tempos e modos verbais:
Embora não gostassem de estudar, participaram da aula.
Emprego adequado de pronomes, conjunções, pre-
posições, artigos:
O papa Francisco visitou o Brasil. Na capital brasileira,
Sua Santidade participou de uma reunião com a Presiden-
te Dilma. Ao passar pelas ruas, o papa cumprimentava as
pessoas. Estas tiveram a certeza de que ele guarda respeito
por elas.

86
LÍNGUA PORTUGUESA

Uso de hipônimos – relação que se estabelece com Questões


base na maior especificidade do significado de um deles.
Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel (mais gené- As questões abaixo também envolvem o conteúdo
rico). “Conjunção”. Eu as coloquei neste tópico porque abordam
Emprego de hiperônimos - relações de um termo de inclusive - coesão e coerência.
sentido mais amplo com outros de sentido mais específico.
Por exemplo, felino está numa relação de hiperonímia 1-) (SEDUC/AM – ASSISTENTE SOCIAL – FGV/2014)
com gato.
As-sinale a opção que indica o segmento em que a
Substitutos universais, como os verbos vicários.
conjunção e tem valor adversativo e não aditivo.
Ajuda da Zê: verbo vicário é aquele que substitui A)“Em termos de escala, assiduidade e participação da
outro já utilizado no período, evitando repetições. Geral- população na escolha dos governantes,...”.
mente é o verbo fazer e ser. Exemplo: Não gosto de B)“... o Brasil de 1985 a 2014 parece outro país, mo-
estudar. Faço porque preciso. O “faço” foi empregado no derno e dinâmico, no cotejo com a restrita experiência
lugar de “estudo”, evitando repetição desnecessária. elei-toral anterior”.
C)“A hipótese de ruptura com o passado se fortalece
A coesão apoiada na gramática se dá no uso de conec- quando avaliamos a extensão dos mecanismos de distri-
tivos, como pronomes, advérbios e expressões adverbiais, buição de oportunidades e de mitigação de
conjunções, elipses, entre outros. A elipse justifica-se quan- desigualdades de hoje”.
do, ao remeter a um enunciado anterior, a palavra elidida D)“A democracia brasileira contemporânea, e apenas
facilmente identificável (Exemplo.: O jovem recolheu-se ela na história nacional, inventou o que mais perto se
cedo. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. O ter- pode chegar de um Estado de Bem-Estar num país de
mo o jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a renda mé-dia”.
relação entre as duas orações).
E)“A baixa qualidade dos serviços governamentais
Dêiticos são elementos linguísticos que têm a pro- está ligada sobretudo à limitação do PIB, e não à falta de
priedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao políticas públicas social-democratas”.
próprio discurso. Exercem, por excelência, essa função de
progressão textual, dada sua característica: são elementos 1-)
que não significam, apenas indicam, remetem aos compo- “Em termos de escala, assiduidade e participação
nentes da situação comunicativa. adição
Já os componentes concentram em si a significação. “... o Brasil de 1985 a 2014 parece outro país, mo-
Elisa Guimarães ensina-nos a esse respeito: derno e dinâmico”. = adição
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais indi- “A hipótese de ruptura com o passado se fortalece
cam os participantes do ato do discurso. Os pronomes de- quando avaliamos a extensão dos mecanismos de distri-
monstrativos, certas locuções prepositivas e adverbiais, bem buição de oportunidades e de mitigação de
como os advérbios de tempo, referenciam o momento da desigualdades de hoje”. = adição
enunciação, podendo indicar simultaneidade, anterioridade
“A democracia brasileira contemporânea, e apenas ela
ou posterioridade. Assim: este, agora, hoje, neste momento
na história nacional”. = adição
(presente); ultimamente, recentemente, ontem, há alguns
dias, antes de (pretérito); de agora em diante, no próximo “A baixa qualidade dos serviços governamentais está
ano, depois de (futuro).” ligada sobretudo à limitação do PIB, e não à falta =
adversativa (dá para substituirmos por “mas”)
A coerência de um texto está ligada: RESPOSTA: “E”.
- à sua organização como um todo, em que devem
es-tar assegurados o início, o meio e o fim;
à adequação da linguagem ao tipo de texto. Um texto 2-) (DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL/ DF –
técnico, por exemplo, tem a sua coerência fundamentada em ANALISTA DE APOIO À ASSISTÊNCIA JURÍDICA – FGV/2014)
comprovações, apresentação de estatísticas, relato de A alternativa em que os elementos unidos pela conjunção E
experiências; um texto informativo apresenta coerência se não estão em adição, mas sim em oposição, é:
trabalhar com linguagem objetiva, denotativa; textos poé- A)“...a disposição do povo de agir por conta própria e
ticos, por outro lado, trabalham com a linguagem figurada,
fazer justiça com as próprias mãos...”
livre associação de ideias, palavras conotativas.
B)“...como sintoma de descrença nos políticos e nas
Fontes de pesquisa: instituições:...”
http://www.mundovestibular.com.br/articles/2586/1/ C)“...os nossos mascarados se inspiram menos nos
COESAO-E-COERENCIA-TEXTUAL/Paacutegina1.html anarquistas e mais nos fascistas italianos...”
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática D)“...desprezando o passado e a tradição...”
– volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus E)“...capaz de exprimir a experiência da violência, da
Barbosa Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. velocidade e do progresso...”

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) A Ordem dos Termos na Frase


“...a disposição do povo de agir por conta própria
e fazer justiça com as próprias mãos”. = adição Leia novamente a frase contida no item 2. Note que ela é
“...como sintoma de descrença nos políticos e nas organizada de maneira clara para produzir sentido. Todavia,
instituições”. = adição há diferentes maneiras de se organizar gramatical-mente tal
“...os nossos mascarados se inspiram menos nos frase, tudo depende da necessidade ou da von-tade do
anarquistas e mais nos fascistas italianos”. = ideia de opo- redator em manter o sentido, ou mantê-lo, porém,
sição acrescentado ênfase a algum dos seus termos. Significa di-
“...desprezando o passado e a tradição”. = adição zer que, ao escrever, podemos fazer uma série de inversões e
“...capaz de exprimir a experiência da violência, da intercalações em nossas frases, conforme a nossa von-tade e
velocidade e do progresso”. = adição estilo. Tudo depende da maneira como queremos transmitir
RESPOSTA: “C”. uma ideia, do nosso estilo. Por exemplo, pode-mos expressar
a mensagem da frase 2 da seguinte maneira:

No Brasil e na América Latina, a globalização está cau-


sando desemprego.
REESCRITA DE TEXTOS/EQUIVALÊNCIA DE
ESTRUTURAS Neste caso, a mensagem é praticamente a mesma,
apenas mudamos a ordem das palavras para dar ênfase a
alguns termos (neste caso: No Brasil e na A. L.). Repare que,
para obter a clareza tivemos que fazer o uso de vírgulas.
“Ideias confusas geram redações confusas”. Esta frase Entre os sinais de pontuação, a vírgula é o mais usado
leva-nos a refletir sobre a organização das ideias em um e o que mais nos auxilia na organização de um período,
texto. Significa dizer que, antes da redação, naturalmen-te pois facilita as boas “sintaxes”, boas misturas, ou seja, a
devemos dominar o assunto sobre o qual iremos tratar e, vírgula ajuda-nos a não “embolar” o sentido quando
posteriormente, planejar o modo como iremos expô-lo, produzimos frases complexas. Com isto, “entregamos”
do contrário haverá dificuldade em transmitir ideias bem frases bem orga-nizadas aos nossos leitores.
acabadas. Portanto, a leitura, a interpretação de textos e a
experiência de vida antecedem o ato de escrever. O básico para a organização sintática das frases é a
Obtido um razoável conhecimento sobre o que iremos or-dem direta dos termos da oração. Os gramáticos
escrever, feito o esquema de exposição da matéria, é ne- estrutu-ram tal ordem da seguinte maneira:
cessário saber ordenar as ideias em frases bem estrutura-das.
Logo, não basta conhecer bem um determinado as-sunto, SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO VERBAL + CIR-
temos que o transmitir de maneira clara aos leitores. CUNSTÂNCIAS
O estudo da pontuação pode se tornar um valioso A globalização + está causando + desemprego + no
alia-do para organizarmos as ideias de maneira clara em Brasil nos dias de hoje.
frases. Para tanto, é necessário ter alguma noção de
sintaxe. “Sin-taxe”, conforme o dicionário Aurélio, é a Nem todas as orações mantêm esta ordem e nem to-
“parte da gramá-tica que estuda a disposição das palavras das contêm todos estes elementos, portanto cabem algu-
na frase e a das frases no discurso, bem como a relação mas observações:
lógica das frases entre si”; ou em outras palavras, sintaxe
quer dizer “mistu-ra”, isto é, saber misturar as palavras de As circunstâncias (de tempo, espaço, modo, etc.)
maneira a produ-zirem um sentido evidente para os normalmente são representadas por adjuntos adverbiais
receptores das nossas mensagens. Observe: de tempo, lugar, etc. Note que, no mais das vezes, quan-
do queremos recordar algo ou narrar uma história, existe
1)A desemprego globalização no Brasil e no na está La- a tendência a colocar os adjuntos nos começos das frases:
tina América causando.
A globalização está causando desemprego no Brasil “No Brasil e na América…” “Nos dias de hoje…” “Nas mi-
e na América Latina. nhas férias…”, “No Brasil…”. e logo depois os verbos e ou-tros
elementos: “Nas minhas férias fui…”; “No Brasil existe…”
Ora, no item 1 não temos uma ideia, pois não há uma
frase, as palavras estão amontoadas sem a realização de Observações:
“uma sintaxe”, não há um contexto linguístico nem tais construções não estão erradas, mas rompem com
relação inteligível com a realidade; no caso 2, a sintaxe a ordem direta;
ocorreu de maneira perfeita e o sentido está claro para é preciso notar que em Língua Portuguesa, há mui-tas
receptores de língua portuguesa inteirados da situação frases que não têm sujeito, somente predicado. Por
econômica e cul-tural do mundo atual. exemplo: Está chovendo em Porto Alegre. Faz frio em Fri-
burgo. São quatro horas agora;

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LÍNGUA PORTUGUESA

Outras frases são construídas com verbos intransiti- Neste caso, há uma oração adjetiva intercalada.
vos, que não têm complemento: As orações adjetivas explicativas desempenham fre-
O menino morreu na Alemanha. (sujeito + verbo + quentemente um papel semelhante ao do aposto
ad-junto adverbial) explicati-vo, por isto são também isoladas por vírgula.
A globalização nasceu no século XX. (idem)
Há ainda frases nominais que não possuem verbos: A globalização causa, caro leitor, desemprego no Brasil…
cada macaco no seu galho. Nestes tipos de frase, a ordem Neste outro caso, há um vocativo entre o verbo e o seu
direta faz-se naturalmente. Usam-se apenas os termos complemento.
existentes nelas.
A globalização causa desemprego, e isto é lamentável,
Levando em consideração a ordem direta, podemos no Brasil…
estabelecer três regras básicas para o uso da vírgula: Aqui, há uma oração intercalada (note que ela não
1)Se os termos estão colocados na ordem direta não per-tence ao assunto: globalização, da frase principal, tal
haverá a necessidade de vírgulas. A frase (2) é um ora-ção é apenas um comentário à parte entre o
exemplo disto: complemento verbal e os adjuntos).
A globalização está causando desemprego no Brasil e
na América Latina. Observação: a simples negação em uma frase não
exi-ge vírgula: A globalização não causou desemprego no
Todavia, ao repetir qualquer um dos termos da oração Brasil e na América Latina.
por três vezes ou mais, então é necessário usar a vírgula,
mesmo que estejamos usando a ordem direta. Esta é a re- 3)Quando “quebramos” a ordem direta, invertendo-a,
gra básica nº1 para a colocação da vírgula. Veja: tal quebra torna a vírgula necessária. Esta é a regra nº3 da
A globalização, a tecnologia e a “ciranda financeira” colocação da vírgula.
causam desemprego…
(três núcleos do sujeito) No Brasil e na América Latina, a globalização está cau-
sando desemprego…
A globalização causa desemprego no Brasil, na No fim do século XX, a globalização causou
América Latina e na África. desemprego no Brasil…
(três adjuntos adverbiais)
Nota-se que a quebra da ordem direta frequentemente
A globalização está causando desemprego, insatisfação se dá com a colocação das circunstâncias antes do sujeito.
e sucateamento industrial no Brasil e na América Latina. Trata-se da ordem inversa. Estas circunstâncias, em gramá-
(três complementos verbais) tica, são representadas pelos adjuntos adverbiais. Muitas
vezes, elas são colocadas em orações chamadas adverbiais
2)Em princípio, não devemos, na ordem direta, sepa- que têm uma função semelhante a dos adjuntos adverbiais,
rar com vírgula o sujeito e o verbo, nem o verbo e o seu isto é, denotam tempo, lugar, etc. Exemplos:
complemento, nem o complemento e as circunstâncias,
ou seja, não devemos separar com vírgula os termos da Quando o século XX estava terminando, a globalização
ora-ção. Veja exemplos de tal incorreção: começou a causar desemprego.
Enquanto os países portadores de alta tecnologia de-
O Brasil, será feliz. A globalização causa, o desemprego. senvolvem-se, a globalização causa desemprego nos países
pobres.
Ao intercalarmos alguma palavra ou expressão entre Durante o século XX, a Globalização causou desempre-
os termos da oração, cabe isolar tal termo entre vírgulas, go no Brasil.
assim o sentido da ideia principal não se perderá. Esta é a
regra básica nº 2 para a colocação da vírgula. Dito em Observação: quanto à equivalência e transformação de
outras palavras: quando intercalamos expressões e frases estruturas, um exemplo muito comum cobrado em provas
entre os termos da oração, devemos isolar os mesmos o enunciado trazer uma frase no singular e pedir a
com vírgulas. Vejamos: passa-gem para o plural, mantendo o sentido. Outro
A globalização, fenômeno econômico deste fim de exemplo é a mudança de tempos verbais.
sécu-lo XX, causa desemprego no Brasil.
Fonte de pesquisa:
Aqui um aposto à globalização foi intercalado entre o http://ricardovigna.wordpress.com/2009/02/02/estu-
sujeito e o verbo. dos-de-linguagem-1-estrutura-frasal-e-pontuacao/

Outros exemplos:
A globalização, que é um fenômeno econômico e cultu-
ral, está causando desemprego no Brasil e na América Lati-
na.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões
ESTRUTURA TEXTUAL
1-) (TRF/3ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO -
FCC/2014 - adaptada)
Reunir-se para ouvir alguém ler tornou-se uma prática
necessária e comum no mundo laico da Idade Média. Até Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a
a invenção da imprensa, a alfabetização era rara e os ca-pacidade que temos de pensar. Por meio do
livros, propriedade dos ricos, privilégio de um pequeno pensamento, elaboramos todas as informações que
punhado de leitores. recebemos e orien-tamos as ações que interferem na
Embora alguns desses senhores afortunados ocasional- realidade e organização de nossos escritos. O que lemos é
mente emprestassem seus livros, eles o faziam para um nú- produto de um pensa-mento transformado em texto.
mero limitado de pessoas da própria classe ou família. Logo, como cada um de nós tem seu modo de pen-
(Adaptado de: MANGUEL, Alberto, op.cit.) sar, quando escrevemos sempre procuramos uma maneira
organizada do leitor compreender as nossas ideias. A fina-
Mantêm-se a correção e as relações de sentido estabe- lidade da escrita é direcionar totalmente o que você quer
lecidas no texto, substituindo-se Embora (2.º parágrafo) por dizer, por meio da comunicação.
A)Contudo. Para isso, os elementos que compõem o texto se sub-
B)Desde que. dividem em: introdução, desenvolvimento e conclusão. To-
C)Porquanto. dos eles devem ser organizados de maneira equilibrada.
D)Uma vez que.
E)Conquanto. Introdução

1-) “Embora” é uma conjunção concessiva (apresenta Caracterizada pela entrada no assunto e a argumenta-
uma exceção à regra). A outra conjunção concessiva é ção inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa eta-
“con-quanto”. pa. Essa apresentação deve ser direta, sem rodeios. O seu
RESPOSTA: “E”. tamanho raramente excede a 1/5 de todo o texto. Porém, em
textos mais curtos, essa proporção não é equivalente. Neles,
2-) (PRODEST/ES – ASSISTENTE ORGANIZACIONAL – a introdução pode ser o próprio título. Já nos textos mais
VUNESP/2014 - adaptada) Considere o trecho: “Se o senhor longos, em que o assunto é exposto em várias pági-nas, ela
não se importa, vou levar minha sobrinha ao dentista, mas pode ter o tamanho de um capítulo ou de uma par-te
posso quebrar o galho e fazer sua corrida”. Esse trecho está precedida por subtítulo. Nessa situação, pode ter vários
corretamente reescrito e mantém o sentido em: parágrafos. Em redações mais comuns, que em média têm de
A)Uma vez que o senhor não se importe, vou levar 25 a 80 linhas, a introdução será o primeiro parágrafo.
mi-nha sobrinha ao dentista, assim que possa quebrar o
galho e fazer sua corrida. Desenvolvimento
B)Já que o senhor não se importa, vou levar minha
so-brinha ao dentista, porque posso quebrar o galho e A maior parte do texto está inserida no desenvol-
fazer sua corrida. vimento, que é responsável por estabelecer uma ligação
C)À medida que o senhor não se importe, vou entre a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são
levar minha sobrinha ao dentista, logo que possa quebrar elaboradas as ideias, os dados e os argumentos que sus-
o galho e fazer sua corrida. tentam e dão base às explicações e posições do autor. É
D)Caso o senhor não se importe, vou levar minha ca-racterizado por uma “ponte” formada pela organização
so-brinha ao dentista, no entanto posso quebrar o galho das ideias em uma sequência que permite formar uma
e fazer sua corrida. relação equilibrada entre os dois lados.
E)Para que o senhor não se importe, vou levar O autor do texto revela sua capacidade de discutir um
minha sobrinha ao dentista, todavia posso quebrar o determinado tema no desenvolvimento, e é através desse
galho e fazer sua corrida. que o autor mostra sua capacidade de defender seus pon-tos
de vista, além de dirigir a atenção do leitor para a con-clusão.
2-) “Se o senhor não se importa, vou levar minha so- As conclusões são fundamentadas a partir daqui.
brinha ao dentista, mas posso quebrar o galho e fazer sua Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o
corrida” es-critor já deve ter uma ideia clara de como será a
O primeiro período é introduzido por uma conjunção conclusão. Daí a importância em planejar o texto.
condicional (“se”); o segundo, conjunção adversativa. As Em média, o desenvolvimento ocupa 3/5 do texto, no
conjunções apresentadas que têm a mesma classificação, mínimo. Já nos textos mais longos, pode estar inserido em
respectivamente, e que, por isso, poderiam substituir ade- capítulos ou trechos destacados por subtítulos. Apresentar-
quadamente as destacadas no enunciado são “caso” e “no se-á no formato de parágrafos medianos e curtos.
entanto”. Acredito que, mesmo que você não saiba a clas- Os principais erros cometidos no desenvolvimento são o
sificação das conjunções, conseguiria responder à questão desvio e a desconexão da argumentação. O primeiro está
apenas utilizando a coerência: as demais alternativas não relacionado ao autor tomar um argumento secundário que
a têm. se distancia da discussão inicial, ou quando se concentra
RESPOSTA: “D”. em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O

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LÍNGUA PORTUGUESA

segundo caso acontece quando quem redige tem muitas


ideias ou informações sobre o que está sendo discutido, REDAÇÃO OFICIAL
não conseguindo estruturá-las. Surge também a dificul-
dade de organizar seus pensamentos e definir uma linha
lógica de raciocínio.
Pronomes de tratamento na redação oficial
Conclusão
A redação oficial é a maneira utilizada pelo poder públi-co
Considerada como a parte mais importante do texto, para redigir atos normativos. Para redigi-los, muitas regras
o ponto de chegada de todas as argumentações elabo- fazem-se necessárias. Entre elas, escrever de forma clara, con-
radas. As ideias e os dados utilizados convergem para cisa, sem muito comprometimento, bem como um uso ade-
essa parte, em que a exposição ou discussão se fecha. quado das formas de tratamento. Tais regras, acompanhadas de
Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma uma boa redação, com um bom uso da linguagem, asse-guram
brecha para uma possível continuidade do assunto; ou que os atos normativos sejam bem executados.
seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser No Poder Público, nós nos deparamos com situações em
en-cerrada com argumentos repetitivos, como por que precisamos escrever – ou falar – com pessoas com as
exemplo: “Portanto, como já dissemos antes...”, quais não temos familiaridade. Nestes casos, os pronomes de
“Concluindo...”, “Em conclusão...”. tratamento assumem uma condição e precisam estar
Sua proporção em relação à totalidade do texto deve adequa-dos à categoria hierárquica da pessoa a quem nos
ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das dirigimos. E mais, exige-se, em discurso falado ou escrito,
características de textos bem redigidos. uma homoge-neidade na forma de tratamento, não só nos
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões fi- pronomes como também nos verbos. No entanto, as formas
cam muito longas: de tratamento não são do conhecimento de todos.
Abaixo, seguem as discriminações de usos dos
O problema aparece quando não ocorre uma explo- pronomes de tratamento, com base no Manual da
ração devida do desenvolvimento, o que gera uma Presidência da Repú-blica.
invasão das ideias de desenvolvimento na conclusão.
Outro fator consequente da insuficiência de funda- São de uso consagrado:
mentação do desenvolvimento está na conclusão precisar
de maiores explicações, ficando bastante vazia. Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no tex- a) do Poder Executivo
to em que o autor fica girando em torno de ideias redun- Presidente da República, Vice-Presidente da República, Mi-
dantes ou paralelas. nistro de Estado, Secretário-Geral da Presidência da República,
Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeitamen- Consultor-Geral da República, Chefe do Estado-Maior das For-ças
te dispensáveis. Armadas, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da Re-pública,
Quando não tem clareza de qual é a melhor conclu- Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Secretários
são, o autor acaba se perdendo na argumentação final. da Presidência da República, Procurador – Geral da República,
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal,
Em relação à abertura para novas discussões, a con- Chefes de Estado – Maior das Três Armas, Ofi-ciais Generais das
clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguintes Forças Armadas, Embaixadores, Secretário Executivo e Secretário
fatores: Nacional de Ministérios, Secretários de Estado dos Governos
Para não influenciar a conclusão do leitor sobre temas Estaduais, Prefeitos Municipais.
polêmicos, o autor deixa a conclusão em aberto.
Para estimular o leitor a ler uma possível continuidade b) do Poder Legislativo:
do texto, o autor não fecha a discussão de propósito. Presidente, Vice–Presidente e Membros da Câmara dos
Por apenas apresentar dados e informações sobre o Deputados e do Senado Federal, Presidente e Membros do Tri-
tema a ser desenvolvido, o autor não deseja concluir o as- bunal de Contas da União, Presidente e Membros dos Tribunais de
sunto. Contas Estaduais, Presidente e Membros das Assembleias
Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o autor Legislativas Estaduais, Presidente das Câmaras Municipais.
enumera algumas perguntas no final do texto.
c) do Poder Judiciário:
A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o au- Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal, Presi-
tor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técnica dente e Membros do Superior Tribunal de Justiça, Presidente e
um roteiro, em que estão presentes os planejamentos. Membros do Superior Tribunal Militar, Presidente e Membros do
Naquele devem estar indicadas as melhores sequências a Tribunal Superior Eleitoral, Presidente e Membros do Tribunal
serem utilizadas na redação; ele deve ser o mais enxuto Superior do Trabalho, Presidente e Membros dos Tribunais de
possível. Justiça, Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Fede-rais,
Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Eleitorais,
Fonte de pesquisa: Presidente e Membros dos Tribunais Regionais do Trabalho, Juízes
http://producao-de-textos.info/mos/view/Caracter%- e Desembargadores, Auditores da Justiça Militar.
C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/

91
LÍNGUA PORTUGUESA

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas Impessoalidade


aos Chefes do Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do car- finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer
go respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: a)
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; Ex- alguém que comunique; b) algo a ser comunicado; c) alguém
celentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. que receba essa comunicação. No caso da redação oficial,
E mais: As demais autoridades serão tratadas com o quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele
vo-cativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção);
Senador, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador. o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atri-
O Manual ainda preceitua que a forma de tratamento buições do órgão que comunica; o destinatário dessa comu-
“Digníssimo” fica abolida para as autoridades descritas nicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro
acima, afinal, a dignidade é condição primordial para que órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União.
tais cargos públicos sejam ocupados. Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que
Fica ainda dito que doutor não é forma de deve ser dado aos assuntos que constam das
tratamento, mas titulação acadêmica de quem defende comunicações oficiais decorre:
tese de douto-rado. Portanto, é aconselhável que não se a) da ausência de impressões individuais de quem comu-
use discriminada-mente tal termo. nica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assina-
do por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do
As Comunicações Oficiais Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim,
uma desejável padronização, que permite que comunicações
1. Aspectos Gerais da Redação Oficial elaboradas em diferentes setores da Administração guardem
entre si certa uniformidade;
O que é Redação Oficial b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação,
com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a cidadão, sempre concebido como público, ou a outro
ma-neira pela qual o Poder Público redige atos órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário
normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do concebido de forma homogênea e impessoal;
ponto de vista do Poder Executivo. c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalida- o universo temático das comunicações oficiais restringe-
de, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, for- se a questões que dizem respeito ao interesse público, é
malidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos natural que não caiba qualquer tom particular ou pessoal.
decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A admi- Desta forma, não há lugar na redação oficial para impres-
nistração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer sões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoali- mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta
dade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publi- da interferência da individualidade que a elabora.
cidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade
administração pública, claro que devem igualmente nortear a de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais
elaboração dos atos e comunicações oficiais. con-tribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária
Não se concebe que um ato normativo de qualquer na- impes-soalidade.
tureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou im-
possibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são A necessidade de empregar determinado nível de lingua-
requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um gem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do
texto le-gal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade próprio caráter público desses atos e comunicações; de
implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos
Fica claro também que as comunicações oficiais são ne- como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para
cessariamente uniformes, pois há sempre um único comuni- a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos
cador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações órgãos públi-cos, o que só é alcançado se em sua elaboração
ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigi- for empre-gada a linguagem adequada. O mesmo se dá com
dos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou os expe-dientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de
instituições tratados de forma homogênea (o público). informar com clareza e objetividade.
A redação oficial não é necessariamente árida e As comunicações que partem dos órgãos públicos fede-
infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica – rais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão
comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de
certos parâ-metros ao uso que se faz da língua, de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dú-
maneira diversa da-quele da literatura, do texto vida de que um texto marcado por expressões de circulação
jornalístico, da correspondência particular, etc. restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jar-
Apresentadas essas características fundamentais da re- gão técnico, tem sua compreensão dificultada.
dação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada Ressalte-se que há necessariamente uma distância en-tre
uma delas. a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâ-
mica, reflete de forma imediata qualquer alteração de cos-

92
LÍNGUA PORTUGUESA

tumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que Concisão e Clareza
auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., A concisão é antes uma qualidade do que uma caracte-
para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa rística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue trans-
distância. Já a língua escrita incorpora mais lenta-mente as mitir o máximo de informações com um mínimo de palavras.
transformações, tem maior vocação para a perma-nência e vale- Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se
se apenas de si mesma para comunicar. tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se es-
Os textos oficiais, devido ao seu caráter impessoal e sua creve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pron-to.
finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais
requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias.
que o padrão culto é aquele em que se observam as regras O esforço de sermos concisos atende, basicamente, ao
da gramática formal e se emprega um vocabulário comum ao princípio de economia linguística, à mencionada fórmula de
conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se
a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial deve, de forma alguma, entendê-la como economia de
decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens subs-
morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos tanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se
vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, pas-
essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por sagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
todos os cidadãos. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto ofi-
Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a cial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita
sim-plicidade de expressão, desde que não seja imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não
confundida com pobreza de expressão. De nenhuma algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das
forma o uso do padrão culto implica emprego de demais características da redação oficial. Para ela concorrem:
linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpre-
e figuras de linguagem próprios da língua literária. tações que poderia decorrer de um tratamento
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um personalista dado ao texto;
“padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do padrão o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de
culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de
pre-ferência pelo uso de determinadas expressões, ou será circulação restrita, como a gíria e o jargão;
obe-decida certa tradição no emprego das formas sintáticas, a formalidade e a padronização, que possibilitam a
mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a im-prescindível uniformidade dos textos;
utiliza-ção de uma forma de linguagem burocrática. O jargão a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos
buro-crático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá linguísticos que nada lhe acrescentam.
sempre sua compreensão limitada. É pela correta observação dessas características que se
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável relei-tura
situações que a exijam, evitando o seu uso indiscriminado. de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de
Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário trechos obscuros e de erros gramaticais provém, principal-
próprio à determinada área, são de difícil entendimento por mente, da falta da releitura que torna possível sua correção.
quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cui- A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa
dado, portanto, de explicitá-los em comunicações encami- com que são elaboradas certas comunicações quase sempre
nhadas a outros órgãos da administração e em expedientes compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de
dirigidos aos cidadãos. um texto que não seja seguida por sua revisão. “Não há as-
suntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a máxima. Evite-
Formalidade e Padronização se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir.
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto
é, obedecem a certas regras de forma: além das já mencio- Pronomes de Tratamento
nadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto Concordância com os Pronomes de Tratamento
de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tra- Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indi-
tamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao reta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordân-cia
correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segun-da
para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a for- pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se
malidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfo- dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira
que dado ao assunto do qual cuida a comunicação. pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que in-tegra
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à ne- a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o
cessária uniformidade das comunicações. Ora, se a administra- substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.
ção federal é una, é natural que as comunicações que expede Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos
sigam um mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão a pronomes de tratamento são sempre os da terceira
exige que se atente para todas as características da redação pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não
oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. “Vossa... vos-so...”).
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o
para o texto definitivo e a correta diagramação do texto gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que
são in-dispensáveis para a padronização. se refere, e não com o substantivo que compõe a locução.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de
“Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas
estar satis-feito”; se for mulher, “Vossa Excelência está notas de rodapé;
atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”. para símbolos não existentes na fonte Times New Ro-
No envelope, o endereçamento das comunicações man poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
diri-gidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, é obrigatório constar a partir da segunda página o
terá a se-guinte forma: número da página;
os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser
A Sua Excelência o Senhor impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as
Fulano de Tal mar-gens esquerda e direita terão as distâncias invertidas
Ministro de Estado da Justiça nas páginas pares (“margem espelho”);
70.064-900 – Brasília. DF o campo destinado à margem lateral esquerda terá,
no mínimo, 3,0 cm de largura;
A Sua Excelência o Senhor
o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de
Senador Fulano de Tal
distância da margem esquerda;
Senado Federal
o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5
70.165-900 – Brasília. DF
cm;
Senhor Ministro, deve ser utilizado espaçamento simples entre as li-
nhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor
Submeto a Vossa Excelência projeto (...)
de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha
Fechos para Comunicações em branco;
O fecho das comunicações oficiais possui, além da fina- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sub-
lidade de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os linhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo,
modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram re- bor-das ou qualquer outra forma de formatação que afete
gulados pela Portaria nº1 do Ministério da Justiça, de 1937, a elegância e a sobriedade do documento;
que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em
e uniformiza-los, este Manual estabelece o emprego de so- papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas
mente dois fechos diferentes para todas as modalidades de para gráficos e ilustrações;
comunicação oficial: todos os tipos de documentos do Padrão Ofício de-vem
para autoridades superiores, inclusive o ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7
Presidente da República: Respeitosamente, 21,0 cm;
para autoridades de mesma hierarquia ou de deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de
hie-rarquia inferior: Atenciosamente, arquivo Rich Text nos documentos de texto;
dentro do possível, todos os documentos elabora-dos
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações devem ter o arquivo de texto preservado para consulta
dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e posterior ou aproveitamento de trechos para casos análo-
tradição pró-prios, devidamente disciplinados no Manual gos;
de Redação do Ministério das Relações Exteriores. para facilitar a localização, os nomes dos arquivos de-
vem ser formados da seguinte maneira:
Identificação do Signatário
tipo do documento + número do documento + pala-
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da
vras-chaves do conteúdo
República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o
Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002”
nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de
sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:
Aviso e Ofício
(espaço para assinatura)
Nome Definição e Finalidade
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que
(espaço para assinatura) o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado,
Nome para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofí-
Ministro de Estado da Justiça cio é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos
têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assi- pelos ór-gãos da Administração Pública entre si e, no caso
natura em página isolada do expediente. Transfira para essa do ofício, também com particulares.
página ao menos a última frase anterior ao fecho.
Forma e Estrutura
Forma de diagramação Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca
seguinte forma de apresentação: o destinatário, seguido de vírgula.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplos: Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao


Excelentíssimo Senhor Presidente da Presidente da República por um Ministro de Estado.
República Senhora Ministra Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de
Senhor Chefe de Gabinete um Ministério, a exposição de motivos deverá ser
assinada por to-dos os Ministros envolvidos, sendo, por
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício essa razão, chamada de interministerial.
as seguintes informações do remetente:
– nome do órgão ou setor; Forma e Estrutura - Formalmente, a exposição de mo-
– endereço postal; tivos tem a apresentação do padrão ofício. A exposição de
motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas for-
– telefone e e-mail.
mas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter
exclusivamente informativo e outra para a que proponha al-
Observação: Estas informações estão ausentes no
guma medida ou submeta projeto de ato normativo.
memorando, pois se trata de comunicação interna - des-
No primeiro caso, o da exposição de motivos que
tinatário e remetente possuem o mesmo endereço. Se o
sim-plesmente leva algum assunto ao conhecimento do
Aviso é de um Ministério para outro Ministério, também não
Presiden-te da República, sua estrutura segue o modelo
precisa especificar o endereço. O Ofício é enviado para outras
antes referido para o padrão ofício.
instituições, logo, são necessárias as informações do
remetente e o endereço do destinatário para que o ofício Mensagem
possa ser entregue e o remetente possa receber resposta.
Definição e Finalidade - É o instrumento de comunica-ção
Memorando oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as
mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder
Definição e Finalidade Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública,
O memorando é a modalidade de comunicação entre expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem legislativa, submeter ao Congresso Nacional matérias que de-
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível dife- pendem de deliberação de suas Casas, apresentar veto, enfim,
rente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de inte-
eminentemente interna. resse dos poderes públicos e da Nação.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos
em-pregado para a exposição de projetos, ideias, Mi-nistérios à Presidência da República, a cujas
diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor assessorias caberá a redação final.
do serviço público. As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do Con-gresso Nacional têm as seguintes finalidades:
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela ra-pidez - encaminhamento de projeto de lei ordinária,
e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para comple-mentar ou financeira;
evitar desnecessário aumento do número de comu-nicações, encaminhamento de medida provisória;
os despachos ao memorando devem ser dados no próprio
indicação de autoridades;
pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de
Pre-sidente da República ausentarem-se do País por mais
continuação. Este procedimento permite formar uma espécie
de 15 dias;
de processo simplificado, assegurando maior transparência à encaminhamento de atos de concessão e renovação
tomada de decisões e permitindo que se historie o de concessão de emissoras de rádio e TV;
andamento da matéria tratada no memorando. encaminhamento das contas referentes ao exercício
an-terior;
Forma e Estrutura mensagem de abertura da sessão legislativa;
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do comunicação de sanção (com restituição de autógrafos);
padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário comunicação de veto;
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Ex: outras mensagens.
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Forma e Estrutura - As mensagens contêm:
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos a indicação do tipo de expediente e de seu número,
horizontalmente, no início da margem esquerda;
Exposição de Motivos vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e
o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da
Definição e Finalidade - Exposição de motivos é o ex- margem esquerda (Excelentíssimo Senhor Presidente do
pediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice- Senado Fede-ral);
Pre-sidente para: o texto, iniciando a 2,0 cm do vocativo;
informá-lo de determinado assunto; b) propor algu- o local e a data, verticalmente a 2,0 cm do final do
ma medida; ou c) submeter a sua consideração projeto de texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a
ato normativo. margem direita.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A mensagem, como os demais atos assinados pelo Forma e Estrutura - Um dos atrativos de comunica-
Pre-sidente da República, não traz identificação de seu ção por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não
signa-tário. interessa definir forma rígida para sua estrutura.
Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem
Telegrama incompatível com uma comunicação oficial.
O campo “assunto” do formulário de correio eletrôni-
Definição e Finalidade - Com o fito de uniformizar a co mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a
terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, organização documental tanto do destinatário quanto do
passa a receber o título de telegrama toda comunicação remetente.
oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc. Para os arquivos anexados à mensagem, deve ser
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos utili-zado, preferencialmente, o formato Rich Text. A
cofres públicos e tecnologicamente superada, deve restringir- mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer
se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não seja informações mí-nimas sobre seu conteúdo.
possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de con-
justifique sua utilização. Em razão de seu custo elevado, esta firmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar na
forma de comunicação deve pautar-se pela concisão. mensagem o pedido de confirmação de recebimento.
Forma e Estrutura - Não há padrão rígido, devendo- Valor documental - Nos termos da legislação em vi-gor,
se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor
nas agências dos Correios e em seu sítio na Internet. documental, e para que possa ser aceito como documento
original, é necessário existir certificação digital que ateste a
Fax identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.
Definição e Finalidade - O fax (forma abreviada já Elementos de Ortografia e Gramática
consagrada de fac-símile) é uma forma de comunicação
que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento Problemas de Construção de Frases
da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens
urgentes e para o envio antecipado de documentos, de A clareza e a concisão na forma escrita são
cujo conhecimento há premência, quando não há condi- alcançadas, principalmente, pela construção adequada da
ções de envio do documento por meio eletrônico. frase, “a me-nor unidade autônoma da comunicação”, na
Quando necessário o original, ele segue posteriormente
definição de Celso Pedro Luft.
pela via e na forma de praxe.
A função essencial da frase é desempenhada pelo pre-
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com dicado, que, para Adriano da Gama Kury, pode ser entendi-
có-pia do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em do como “a enunciação pura de um fato qualquer”. Sempre
certos modelos, deteriora-se rapidamente. que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome de
período, que terá tantas orações quantos forem os ver-bos
Forma e Estrutura - Os documentos enviados por fax
não auxiliares que o constituem.
mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes.
Outra função relevante é a do sujeito – mas não indis-
conveniente o envio, juntamente com o documento
pensável, pois há orações sem sujeito, ditas impessoais –,
principal, de folha de rosto e de pequeno formulário com
de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre um
os dados de identificação da mensagem a ser enviada,
substantivo. Sempre que o verbo o exigir, teremos nas
con-forme exemplo a seguir:
orações substan-tivos (nomes ou pronomes) que
[Órgão Expedidor] desempenham a função de complementos (objetos direto
[setor do órgão expedidor] e indireto, predicativo e complemento adverbial). Função
[endereço do órgão expedidor] acessória desempenham os adjuntos adverbiais, que vêm
Destinatário:____________________________________ geralmente ao final da oração, mas que podem ser ou
No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___ intercalados aos elementos que desempenham as outras
Remetente: ____________________________________ funções, ou deslocados para o início da oração.
Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____ Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos ele-
No de páginas: ________ No do documento:____________ mentos que compõem uma oração (Observação: os parên-
teses indicam os elementos que podem não ocorrer):
Observações:___________________________________
(sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial).
Correio Eletrônico
Podem ser identificados seis padrões básicos para as
Definição e finalidade - O correio eletrônico (“e- orações pessoais (isto é, com sujeito) na língua
mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se portuguesa (a função que vem entre parênteses é
na princi-pal forma de comunicação para transmissão de facultativa e pode ocorrer em ordem diversa):
documen-tos.
1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial)

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LÍNGUA PORTUGUESA

O Presidente - regressou - (ontem). Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.

2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).
(ad-junto adverbial) Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).
O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na
manhã de terça-feira). Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo,
3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto - (...). Frases Fragmentadas
(adjunto adverbial).
O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os se- A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma
oração subordinada ou uma simples locução como se
tores).
fosse uma frase completa”. Decorre da pontuação errada
de uma frase simples. Embora seja usada como recurso
4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj.
estilístico na literatura, a fragmentação de frases deve ser
dire-to - obj. indireto - (adj. Adv.) evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a
Os desempregados - entregaram - suas reivindicações - compreensão. Exemplo:
ao Deputado - (no Congresso). Errado: O programa recebeu a aprovação do
5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento Congresso Nacional. Depois de ser longamente debatido.
ad-verbial - (adjunto adverbial) Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Nacional, depois de ser longamente debatido.
Buenos Aires - (na próxima semana). Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira) re-cebeu a aprovação do Congresso Nacional.
6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente sub-
ad-verbial) metido ao Presidente da República, que o aprovou.
O problema - será - resolvido - prontamente. Consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente subme-
Estes seriam os padrões básicos para as orações, ou seja, tido ao Presidente da República, que o aprovou, consultadas as
as frases que possuem apenas um verbo conjugado. Na áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
cons-trução de períodos, as várias funções podem ocorrer
em or-dem inversa à mencionada, misturando-se e Erros de Paralelismo
confundindo-se. Não interessa aqui análise exaustiva de Uma das convenções estabelecidas na linguagem escrita
todos os padrões exis-tentes na língua portuguesa. O que “consiste em apresentar ideias similares numa forma gramati-
importa é fixar a ordem normal dos elementos nesses seis cal idêntica”, o que se chama de paralelismo. Assim, incorre-
padrões básicos. Acrescen-te-se que períodos mais se em erro ao conferir forma não paralela a elementos
complexos, compostos por duas ou mais orações, em geral paralelos. Vejamos alguns exemplos:
podem ser reduzidos aos padrões bá-sicos (de que derivam).
Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios eco-
Os problemas mais frequentemente encontrados na
construção de frases dizem respeito à má pontuação, à am- nomizar energia e que elaborassem planos de redução de despesas.
biguidade da ideia expressa, à elaboração de falsos paralelis-
Na frase temos, nas duas orações subordinadas que com-
mos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral, do des-
pletam o sentido da principal, duas estruturas diferentes para
conhecimento da ordem das palavras na frase. Indicam-se, a ideias equivalentes: a primeira oração (economizar energia) é
seguir, alguns desses defeitos mais comuns e recorrentes na reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que elaborassem
construção de frases, registrados em documentos oficiais. planos de redução de despesas) é uma oração desenvolvida
introduzida pela conjunção integrante que. Há mais de uma
Sujeito possibilidade de escrevê-la com clareza e correção; uma seria a
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que de apresentar as duas orações subordinadas como desen-
exe-cuta a ação enunciada na oração. Ele pode ter volvidas, introduzidas pela conjunção integrante que:
complemen-to, mas não ser complemento. Devem ser
evitadas, portanto, construções como: Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos
Ministérios que economizassem energia e (que)
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda. elaborassem planos para redução de despesas.
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.
Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas
Errado: Apesar das relações entre os países estarem como reduzidas de infinitivo:
cor-tadas, (...). Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem economizar energia e elaborar planos para redução de despesas.
cor-tadas, (...).
Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na
Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim. coordenação de orações subordinadas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita culta: Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, não de um médico.
ser inseguro, inteligência e ter ambição.
Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.
O problema aqui decorre de coordenar palavras Novamente, a não repetição dos termos comparados
(subs-tantivos) com orações (reduzidas de infinitivo). confunde. Alternativas para correção:
Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da
por transformá-la em frase simples, substituindo as Por-taria.
orações redu-zidas por substantivos: Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais
segu-rança, inteligência e ambição. verbas do que os Ministérios do Governo.
No exemplo acima, a omissão da palavra “outros” (ou
Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso pa- “demais”) acarretou imprecisão:
ralelismo, que ocorre ao se dar forma paralela (equivalente) a Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
ideias de hierarquia diferente ou, ainda, ao se apresentar, de do que os outros Ministérios do Governo.
forma paralela, estruturas sintáticas distintas: Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa. do que os demais Ministérios do Governo.
Ambiguidade
Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades (Pa-
ris, Bonn, Roma) e uma pessoa (o Papa). Uma possibilidade Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada
de correção é transformá-la em duas frases simples, com o em mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico
cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar): de todo texto oficial, deve-se atentar para as construções
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta que possam gerar equívocos de compreensão.
últi-ma capital, encontrou-se com o Papa. A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de
identificar a qual palavra se refere um pronome que
Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado possui mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode
pelo uso inadequado da expressão “e que” num período ocorrer com:
que não contém nenhum “que” anterior.
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que - pronomes pessoais:
tem sólida formação acadêmica. Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado
que ele seria exonerado.
Para corrigir a frase, suprimimos o pronome relativo: Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu se-
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sólida cretariado.
formação acadêmica. Ou então, caso o entendimento seja outro:
Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exo-
Outro exemplo de falso paralelismo com “e que”: neração deste.
Errado: Neste momento, não se devem adotar medidas
precipitadas, e que comprometam o andamento de todo o pronomes possessivos e pronomes oblíquos:
pro-grama. Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da Repúbli-
Da mesma forma com que corrigimos o exemplo ca, em seu discurso, e solicitou sua intervenção no seu Esta-
anterior, aqui podemos suprimir a conjunção: do, mas isso não o surpreendeu.
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas Observe a multiplicidade de ambiguidade no exemplo
pre-cipitadas, que comprometam o andamento de todo o acima, a qual torna incompreensível o sentido da frase.
progra-ma. Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o
Presidente da República. No pronunciamento, solicitou a
Erros de Comparação intervenção federal em seu Estado, o que não surpreendeu
A omissão de certos termos ao fazermos uma compara- o Presidente da República.
ção, omissão própria da língua falada, deve ser evitada na lín-
- pronome relativo:
gua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem sempre
Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu
possível identificar, pelo contexto, qual o termo omitido.
costumava trabalhar.
A ausência indevida de um termo pode impossibilitar o
Não fica claro se o pronome relativo da segunda ora-
enten-dimento do sentido que se quer dar a uma frase:
ção faz referência “à mesa” ou “a gabinete”. Esta ambigui-
Errado: O salário de um professor é mais baixo do que dade se deve ao pronome relativo “que”, sem marca de
um médico. gê-nero. A solução é recorrer às formas o qual, a qual, os
A omissão de termos provocou uma comparação quais, as quais, que marcam gênero e número.
indevi-da: “o salário de um professor” com “um médico”. Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costu-
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o mava trabalhar.
salário de um médico. Se o entendimento é outro, então:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu dos pronomes de tratamento apresentados nas alternati-
costu-mava trabalhar. vas, o pronome demonstrativo será “sua”. Descartamos,
en-tão, os itens A, C e E. Agora recorramos ao pronome
Há, ainda, outro tipo de ambiguidade, que decorre da ade-quado a ser utilizado para deputados. Segundo o
dúvida sobre a que se refere a oração reduzida: Manual de Redação Oficial, temos:
Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
funcionário. do Poder Legislativo: Presidente, Vice–Presidente e
Para evitar o tipo de ambiguidade do exemplo acima, Membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
deve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida. (...).
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este RESPOSTA: “D”.
indisciplinado.
2-) (ANTAQ – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE SER-
Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma VIÇOS DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS – CESPE/2014)
senhora chamou o médico. Considerando aspectos estruturais e linguísticos das cor-
Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi respondências oficiais, julgue os itens que se seguem, de
acordo com o Manual de Redação da Presidência da Re-
chamado por uma senhora.
pública.
O tratamento Digníssimo deve ser empregado para
Fontes de pesquisa:
to-das as autoridades do poder público, uma vez que a
http://www.redacaooficial.com.br/redacao_oficial_pu-
dig-nidade é tida como qualidade inerente aos ocupantes
blicacoes_ver.php?id=2 de cargos públicos.
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/p/reda-
( ) CERTO ( ) ERRADO
cao-oficial-para-concursos.html
2-) Vamos ao Manual: O Manual ainda preceitua que
Questões a forma de tratamento “Digníssimo” fica abolida (...)
afinal, a dignidade é condição primordial para que tais
1-) (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014) cargos públi-cos sejam ocupados.
Leia o seguinte fragmento de um ofício, citado do Manual Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_ofi-
de Redação da Presidência da República, no qual expres- cial_publicacoes_ver.php?id=2
sões foram substituídas por lacunas. RESPOSTA: “ERRADO”.

Senhor Deputado 3-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/SE – TÉCNICO JUDICIÁRIO


Em complemento às informações transmitidas pelo – CESPE/2014) Em toda comunicação oficial, exceto nas di-
te-legrama n.º 154, de 24 de abril último, informo _____ de recionadas a autoridades estrangeiras, deve-se fazer uso dos
que as medidas mencionadas em ______ carta n.º 6708, fechos Respeitosamente ou Atenciosamente, de acor-do com
dirigida ao Senhor Presidente da República, estão as hierarquias do destinatário e do remetente.
amparadas pelo procedimento administrativo de ( ) CERTO (
demarcação de terras in-dígenas instituído pelo Decreto ) ERRADO
n.º 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa).
(http://www.planalto.gov.br. Adaptado) 3-) Segundo o Manual de Redação Oficial: (...) Manual
estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes
A alternativa que completa, correta e respectivamen- para todas as modalidades de comunicação oficial:
te, as lacunas do texto, de acordo com a norma-padrão da para autoridades superiores, inclusive o Presidente da
língua portuguesa e atendendo às orientações oficiais a República: Respeitosamente,
respeito do uso de formas de tratamento em correspon- para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar-
quia inferior: Atenciosamente,
dências públicas, é:
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
A)Vossa Senhoria … tua.
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra-
B)Vossa Magnificência … sua.
dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de
C)Vossa Eminência … vossa. Redação do Ministério das Relações Exteriores.
D)Vossa Excelência … sua.
RESPOSTA: “CERTO”.
E)Sua Senhoria … vossa.

1-) Podemos começar pelo pronome demonstrativo.


Mesmo utilizando pronomes de tratamento “Vossa” (mui-tas
vezes confundido com “vós” e seu respectivo “vosso”), os
pronomes que os acompanham deverão ficar sempre na
terceira pessoa (do plural ou do singular, de acordo com o
número do pronome de tratamento). Então, em quaisquer

99
LÍNGUA PORTUGUESA

Não encontramos as pessoas que saíram.


FUNÇÕES DO “QUE” E DO “SE” pronome indefinido: nesse caso, pode funcionar
como pronome substantivo ou pronome adjetivo.
pronome substantivo: equivale a que coisa. Quando
for pronome substantivo, a palavra que exercerá as fun-
A palavra que em português pode ser: ções próprias do substantivo (sujeito, objeto direto,
Interjeição: exprime espanto, admiração, surpresa. objeto indireto, etc.)
Nesse caso, será acentuada e seguida de ponto de Que aconteceu com você?
exclamação. Usa-se também a variação o quê! A pala-vra
que não exerce função sintática quando funciona como pronome adjetivo: determina um substantivo. Nesse
interjeição. caso, exerce a função sintática de adjunto adnominal.

Quê! Você ainda não está pronto? Que vida é essa?


O quê! Quem sumiu?
Conjunção: relaciona entre si duas orações. Nesse caso,
Substantivo: equivale a alguma coisa. não exerce função sintática. Como conjunção, a pala-vra que
pode relacionar tanto orações coordenadas quan-to
Nesse caso, virá sempre antecedida de artigo ou
subordinadas, daí classificar-se como conjunção coorde-
outro determinante, e receberá acento por ser
nativa ou conjunção subordinativa. Quando funciona como
monossílabo tô-nico terminado em e. Como substantivo,
conjunção coordenativa ou subordinativa, a palavra que
designa também a 16ª letra de nosso alfabeto. Quando a
recebe o nome da oração que introduz. Por exemplo:
palavra que for substantivo, exercerá as funções sintáticas Venha logo, que é tarde. (conjunção coordenativa ex-
próprias dessa classe de palavra (sujeito, objeto direto, plicativa)
objeto indireto, predicativo, etc.) Falou tanto que ficou rouco. (conjunção subordinativa
consecutiva)
Ele tem certo quê misterioso. (substantivo na função
de núcleo do objeto direto) Quando inicia uma oração subordinada substantiva, a
palavra que recebe o nome de conjunção subordinativa
Preposição: liga dois verbos de uma locução verbal integrante.
em que o auxiliar é o verboter.
Equivale a de. Quando é preposição, a palavra que Desejo que você venha logo.
não exerce função sintática.

Tenho que sair agora. A palavra se


Ele tem que dar o dinheiro hoje.
A palavra se, em português, pode ser:
Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada
da frase, sem prejuízo algum para o sentido. Conjunção: relaciona entre si duas orações. Nesse
Nesse caso, a palavra que não exerce função sintáti- caso, não exerce função sintática. Como conjunção, a
ca; como o próprio nome indica, é usada apenas para dar pala-vra se pode ser:
realce. Como partícula expletiva, aparece também na ex- conjunção subordinativa integrante: inicia uma ora-
pressão é que. ção subordinada substantiva.
Perguntei se ele estava feliz.
Quase que não consigo chegar a tempo. conjunção subordinativa condicional: inicia uma ora-
Elas é que conseguiram chegar. ção adverbial condicional (equivale a caso).
Advérbio: modifica um adjetivo ou um advérbio. Se todos tivessem estudado, as notas seriam boas.
Equivale a quão. Quando funciona como advérbio, a pala-
Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada
vra que exerce a função sintática de adjunto adverbial; no
da frase sem prejuízo algum para o sentido. Nesse caso, a
caso, de intensidade. pa-lavra se não exerce função sintática. Como o próprio
nome indica, é usada apenas para dar realce.
Que lindas flores!
Passavam-se os dias e nada acontecia.
Que barato!
Parte integrante do verbo: faz parte integrante dos
Pronome: como pronome, a palavra que pode ser: verbos pronominais. Nesse caso, o se não exerce função
pronome relativo: retoma um termo da oração an- sintática.
tecedente, projetando-o na oração consequente. Equivale Ele arrependeu-se do que fez.
a o qual e flexões.

100
LÍNGUA PORTUGUESA

Partícula apassivadora: ligada a verbo que pede ob- Quanto ao nível informal, por sua vez, representa o
jeto direto, caracteriza as orações que estão na voz passi- es-tilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem
va sintética. É também chamada de pronome apassivador. gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez
Nesse caso, não exerce função sintática, seu papel é que, para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve
apenas apassivar o verbo. de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se
desta forma um estigma.
Vendem-se casas. Compondo o quadro do padrão informal da lingua-
Aluga-se carro. gem, estão as chamadas variedades linguísticas, as
Compram-se joias. quais representam as variações de acordo com as
Índice de indeterminação do sujeito: vem ligando a condições so-ciais, culturais, regionais e históricas em que é
um verbo que não é transitivo direto, tornando o sujeito utilizada. Dentre elas destacam-se:
indeterminado. Não exerce propriamente uma função sin-
tática, seu papel é o de indeterminar o sujeito. Lembre-se Variações históricas: Dado o dinamismo que a lín-
de que, nesse caso, o verbo deverá estar na terceira gua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo
pessoa do singular. do tempo. Um exemplo bastante representativo é a
questão da ortografia, se levarmos em consideração a
Trabalha-se de dia. palavra far-mácia, uma vez que a mesma era grafada com
Precisa-se de vendedores. “ph”, con-trapondo-se à linguagem dos internautas, a
qual se fun-damenta pela supressão do vocábulos.
Pronome reflexivo: quando a palavra se é pronome Analisemos, pois, o fragmento exposto:
pessoal, ela deverá estar sempre na mesma pessoa do su-
jeito da oração de que faz parte. Por isso o pronome oblí-
quo se sempre será reflexivo (equivalendo a a si mesmo), Antigamente
podendo assumir as seguintes funções sintáticas:
“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e
eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos:
* objeto direto
completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas,
Ele cortou-se com o facão.
mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arras-tando
* objeto indireto
a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.”
Ele se atribui muito valor.
Carlos Drummond de Andrade
sujeito de um infinitivo “Sofia
Comparando-o à modernidade, percebemos um
deixou-se estar à janela.”
voca-bulário antiquado.
* Texto adaptado por Por Marina Cabral Variações regionais: São os chamados dialetos, que
são as marcas determinantes referentes a diferentes re-
Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/classi- giões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que,
ficacao-das-palavras-que-e-se.htm em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais
como: macaxeira e aipim. Figurando também esta
modalidade es-tão os sotaques, ligados às características
orais da lingua-gem.

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente li-


gadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também
ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como
exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira.
A linguagem é a característica que nos difere dos de- As gírias pertencem ao vocabulário específico de cer-tos
mais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores, entre
sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião outros. Os jargões estão relacionados ao profissiona-lismo,
frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano e, so- caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe,
bretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. podemos citar os médicos, advogados, profissio-nais da área
Dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os de informática, dentre outros.
níveis da fala, que são basicamente dois: o nível de
formali-dade e o de informalidade. Vejamos um poema sobre o assunto:
O padrão formal está diretamente ligado à linguagem
escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo Vício na fala
geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma ma-neira Para dizerem milho dizem mio
que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma Para melhor dizem mió
pudesse exercer total soberania sobre as demais. Para pior pió

101
LÍNGUA PORTUGUESA

Para telha dizem teia Releva considerar, assim, o momento do discurso, que
Para telhado dizem teiado pode ser íntimo, neutro ou solene. O momento íntimo é o
E vão fazendo telhados. das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala entre
Oswald de Andrade ami-gos, parentes, namorados, etc., portanto, são
consideradas perfeitamente normais construções do tipo:
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/varia- Eu não vi ela hoje.
coes-linguisticas.htm Ninguém deixou ele falar.
Deixe eu ver isso!
Eu te amo, sim, mas não abuse!
Níveis de linguagem Não assisti o filme nem vou assisti-lo.
Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo.
A língua é um código de que se serve o homem para
elaborar mensagens, para se comunicar. Existem basica- Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a
mente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas norma culta, deixando mais livres os interlocutores.
funcionais: O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que
a língua funcional de modalidade culta, língua culta a língua da Nação. Como forma de respeito, tomam-se
ou língua-padrão, que compreende a língua literária, tem por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou
por base a norma culta, forma linguística utilizada pelo seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções
segmento mais culto e influente de uma sociedade. Cons- se alteram:
titui, em suma, a língua utilizada pelos veículos de comu- Eu não a vi hoje.
nicação de massa (emissoras de rádio e televisão, jornais, Ninguém o deixou falar.
revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é a de serem Deixe-me ver isso!
aliados da escola, prestando serviço à sociedade, colabo- Eu te amo, sim, mas não abuses!
rando na educação;
Não assisti ao filme nem vou assistir a ele.
a língua funcional de modalidade popular; língua
Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe.
po-pular ou língua cotidiana, que apresenta gradações as
mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão.
Considera-se momento neutro o utilizado nos
Norma culta: veículos de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal,
revista, etc.). Daí o fato de não se admitirem deslizes ou
A norma culta, forma linguística que todo povo civiliza-
transgres-sões da norma culta na pena ou na boca de
do possui, é a que assegura a unidade da língua nacional. E
jornalistas, quando no exercício do trabalho, que deve
justamente em nome dessa unidade, tão importante do
refletir serviço à causa do ensino.
ponto de vista político--cultural, que é ensinada nas esco-las
e difundida nas gramáticas. Sendo mais espontânea e O momento solene, acessível a poucos, é o da arte
criativa, a língua popular afigura-se mais expressiva e dinâ- poética, caracterizado por construções de rara beleza.
mica. Temos, assim, à guisa de exemplificação: Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume.
Estou preocupado. (norma culta) Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa
Tô preocupado. (língua popular) de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta o
Tô grilado. (gíria, limite da língua popular) co-mete, passando, assim, a constituir fato linguístico
registro de linguagem definitivamente consagrado pelo
Não basta conhecer apenas uma modalidade de lín- uso, ainda que não tenha amparo gramatical. Exemplos:
gua; urge conhecer a língua popular, captando-lhe a es- Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!)
pontaneidade, expressividade e enorme criatividade, para Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir.)
viver; urge conhecer a língua culta para conviver. Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos
Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das dispersar e Não vamos dispersar-nos.)
nor-mas da língua culta. Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho
de sair daqui bem depressa.)
O conceito de erro em língua: O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no
seu posto.)
Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos
casos de ortografia. O que normalmente se comete são As formas impeço, despeço e desimpeço, dos verbos
transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num im-pedir, despedir e desimpedir, respectivamente, são
momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou ele fa- exemplos também de transgressões ou “erros” que se
lar”, não comete propriamente erro; na verdade, tornaram fatos linguísticos, já que só correm hoje porque
transgride a norma culta. a maioria viu tais verbos como derivados de pedir, que
Um repórter, ao cometer uma transgressão em sua tem início, na sua conjugação, com peço. Tanto bastou
fala, transgride tanto quanto um indivíduo que comparece para se arcaizarem as formas então legítimas impido,
a um banquete trajando xortes ou quanto um banhista, despido e desimpido, que hoje nenhuma pessoa bem-
numa praia, vestido de fraque e cartola. escolarizada tem coragem de usar.

102
LÍNGUA PORTUGUESA

Em vista do exposto, será útil eliminar do vocabulário


escolar palavras como corrigir e correto, quando nos refe- O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO E AS
rimos a frases. “Corrija estas frases” é uma expressão que FUNÇÕES DA LINGUAGEM.
deve dar lugar a esta, por exemplo: “Converta estas frases
da língua popular para a língua culta”.
Uma frase correta não é aquela que se contrapõe a
uma frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada Comunicação
con-forme as normas gramaticais; em suma, conforme a
norma culta. A comunicação constitui uma das ferramentas mais
im-portantes que os líderes têm à sua disposição para
Língua escrita e língua falada. Nível de linguagem: desem-penhar as suas funções de influência. A sua
importância é tal que alguns autores a consideram
A língua escrita, estática, mais elaborada e menos eco- mesmo como o “san-gue” que dá vida à organização. Esta
nômica, não dispõe dos recursos próprios da língua falada. importância deve-se essencialmente ao fato de apenas
A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação através de uma comuni-cação efetiva ser possível:
(melodia da frase), as pausas (intervalos significativos no
decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos, Estabelecer e dar a conhecer, com a participação de
olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada a membros de todos os níveis hierárquicos da organização,
modalidade mais expressiva, mais criativa, mais os objetivos organizacionais por forma a que
espontânea e natural, estando, por isso mesmo, mais contemplem, não apenas os interesses da organização,
sujeita a transformações e a evoluções. mas também os interesses de todos os seus membros.
Nenhuma, porém, sobrepõe-se a outra em importân-
cia. Nas escolas, principalmente, costuma se ensinar a lín- Definir e dar a conhecer, com a participação de mem-
gua falada com base na língua escrita, considerada supe- bros de todos os níveis hierárquicos da organização, a es-
rior. Decorrem daí as correções, as retificações, as trutura organizacional, quer ao nível do desenho
emendas, a que os professores sempre estão atentos. organiza-cional, quer ao nível da distribuição de
Ao professor cabe ensinar as duas modalidades, mos- autoridade, respon-sabilidade e tarefas.
trando as características e as vantagens de uma e outra,
sem deixar transparecer nenhum caráter de superioridade Definir e dar a conhecer, com a participação de mem-
ou inferioridade, que em verdade inexiste. bros de todos os níveis hierárquicos da organização, de-
Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na lín- cisões, planos, políticas, procedimentos e regras aceites e
gua falada. A nenhum povo interessa a multiplicação de respeitadas por todos os membros da organização.
línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de diale-
tos, consequência natural do enorme distanciamento Coordenar, dar apoio e controlar as atividades de to-
entre uma modalidade e outra. dos os membros da organização.
A língua escrita é, foi e sempre será mais bem-ela-
borada que a língua falada, porque é a modalidade que Efetuar a integração dos diferentes departamentos e
mantém a unidade linguística de um povo, além de ser a que permitir a ajuda e cooperação interdepartamental.
faz o pensamento atravessar o espaço e o tempo. Ne-nhuma
reflexão, nenhuma análise mais detida será possível sem a Desempenhar eficazmente o papel de influência atra-
língua escrita, cujas transformações, por isso mesmo, vés da compreensão e atuação em conformidade satisfa-
processam-se lentamente e em número consideravelmente ção das necessidades e sentimentos das pessoas por
menor, quando cotejada com a modalidade falada. forma a aumentar a sua motivação.
Importante é fazer o educando perceber que o nível
da linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo Elementos do Processo de Comunicação
com a situação em que se desenvolve o discurso.
O ambiente sociocultural determina o nível da lingua- Para perceber desenvolver políticas de comunicação
gem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a eficazes é necessário analisar antes cada um dos elemen-
pronúncia e até a entoação variam segundo esse nível. tos que fazem parte do processo de comunicação. Assim,
Um padre não fala com uma criança como se estivesse em fazem parte do processo de comunicação o emissor, um
uma missa, as-sim como uma criança não fala como um canal de transmissão, geralmente influenciado por ruídos,
adulto. Um enge-nheiro não usará um mesmo discurso, um receptor e ainda o feedback do receptor.
ou um mesmo nível de fala, para colegas e para pedreiros,
assim como nenhum professor utiliza o mesmo nível de Emissor (ou fonte da mensagem da comunicação):
fala no recesso do lar e na sala de aula. representa quem pensa, codifica e envia a mensagem, ou
Existem, portanto, vários níveis de linguagem e, entre seja, quem inicia o processo de comunicação. A codificação
esses níveis, destacam-se em importância o culto e o coti- da mensagem pode ser feita transformando o pensamento
diano, a que já fizemos referência. que se pretende transmitir em palavras, gestos ou símbolos
que sejam compreensíveis por quem recebe a mensagem.

103
LÍNGUA PORTUGUESA

Canal de transmissão da mensagem: faz a ligação parte do emissor, nomeadamente com o fato de se tor-
entre o emissor e o receptor e representa o meio através narem impossíveis ou pelo menos difíceis as retificações e as
do qual é transmitida a mensagem. Existe uma grande novas explicações para melhor compreensão após a sua
variedade de canais de transmissão, cada um deles com transmissão. Assim, os principais cuidados a ter para que a
vantagens e inconvenientes: destacam-se o ar (no caso do mensagem seja perfeitamente recebida e compreendida
emissor e receptor estarem frente a frente), o telefone, os pelo(s) receptor(es) são o uso de caligrafia legível e unifor-
meios eletrônicos e informáticos, os memorandos, a rádio, me (se manuscrita), a apresentação cuidada, a pontuação e
a televisão, entre outros. ortografia corretas, a organização lógica das ideias, a ri-queza
vocabular e a correção frásica. O emissor deve ainda possuir
Receptor da mensagem: representa quem recebe e um perfeito conhecimento dos temas e deve tentar prever as
descodifica a mensagem. Aqui é necessário ter em reações/feedback à sua mensagem.
atenção que a descodificação da mensagem resulta Como principais vantagens da comunicação escrita,
naquilo que efetivamente o emissor pretendia enviar (por podemos destacar o fato de ser duradoura e permitir um
exemplo, em diferentes culturas, um mesmo gesto pode registro e de permitir uma maior atenção à organização da
ter significados diferentes). Podem existir apenas um ou mensagem sendo, por isso, adequada para a transmitir
numerosos recep-tores para a mesma mensagem. políticas, procedimentos, normas e regras. Adequa-se tam-
bém a mensagens longas e que requeiram uma maior aten-
Ruídos: representam obstruções mais ou menos in- ção e tempo por parte do receptor tais como relatórios e
tensas ao processo de comunicação e podem ocorrer em análises diversas. Como principais desvantagens destacam-se
qualquer uma das suas fases. Denominam-se ruídos inter-nos a já referida ausência do receptor o que impossibilita o
se ocorrem durante as fases de codificação ou desco- feedback imediato, não permite correções ou explicações
dificação e externos se ocorrerem no canal de transmissão. adicionais e obriga ao uso exclusivo da linguagem verbal.
Obviamente estes ruídos variam consoante o tipo de
canal de transmissão utilizado e consoante as Comunicação Oral
características do emissor e do(s) receptor(es), sendo, por
isso, um dos crité-rios utilizados na escolha do canal de No caso da comunicação oral, a sua principal caracte-
transmissão quer do tipo de codificação. rística é a presença do receptor (exclui-se, obviamente, a
comunicação oral que utilize a televisão, a rádio, ou as gra-
Retro-informação (feedback): representa a resposta vações). Esta característica explica diversas das suas prin-
do(s) receptor(es) ao emissor da mensagem e pode ser cipais vantagens, nomeadamente o fato de permitir o fee-
utilizada como uma medida do resultado da comunicação. dback imediato, permitir a passagem imediata do receptor a
Pode ou não ser transmitida pelo mesmo canal de trans- emissor e vice-versa, permitir a utilização de comunica-ção
missão. não verbal como os gestos a mímica e a entoação, por
exemplo, facilitar as retificações e explicações adicionais,
Embora os tipos de comunicação sejam inúmeros, po- permitir observar as reações do receptor, e ainda a grande
dem ser agrupados em comunicação verbal e comunica- rapidez de transmissão. Contudo, e para que estas vanta-
ção não verbal. Como comunicação não verbal podemos gens sejam aproveitadas é necessário o conhecimento dos
considerar os gestos, os sons, a mímica, a expressão facial, temas, a clareza, a presença e naturalidade, a voz agradável e
as imagens, entre outros. É frequentemente utilizada em a boa dicção, a linguagem adaptada, a segurança e auto-
locais onde o ruído ou a situação impede a comunicação domínio, e ainda a disponibilidade para ouvir.
oral ou escrita como por exemplo as comunicações entre Como principais desvantagens da comunicação oral
“dealers” nas bolsas de valores. É também muito utilizada destacam-se o fato de ser efêmera, não permitindo qual-
como suporte e apoio à comunicação oral. quer registro e, consequentemente, não se adequando a
Quanto à comunicação verbal, que inclui a comunica-ção mensagens longas e que exijam análise cuidada por parte
escrita e a comunicação oral, por ser a mais utilizada na do receptor.
sociedade em geral e nas organizações em particular, por ser
a única que permite a transmissão de ideias complexas e por Gêneros Escritos e Orais
ser um exclusivo da espécie humana, é aquela que mais
atenção tem merecido dos investigadores, caracteri-zando-a Gêneros textuais são tipos específicos de textos de
e estudando quando e como deve ser utilizada. qualquer natureza, literários ou não. Modalidades discur-
sivas constituem as estruturas e as funções sociais (narra-
Comunicação Escrita tivas, discursivas, argumentativas) utilizadas como formas de
organizar a linguagem. Dessa forma, podem ser consi-
A comunicação escrita teve o seu auge, e ainda hoje derados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites,
predomina, nas organizações burocráticas que seguem os atas, avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, comé-
princípios da Teoria da Burocracia enunciados por Max dias, contos de fadas, crônicas, editoriais, ensaios, entrevis-
Weber. A principal característica é o fato do receptor estar tas, contratos, decretos, discursos políticos, histórias, ins-
ausente tornando-a, por isso, num monólogo permanente do truções de uso, letras de música, leis, mensagens, notícias.
emissor. Esta característica obriga a alguns cuidados por São textos que circulam no mundo, que têm uma função

104
LÍNGUA PORTUGUESA

específica, para um público específico e com características Exemplo de gêneros orais e escritos: Texto expositivo,
próprias. Aliás, essas características peculiares de um gêne-ro exposição oral, seminário, conferência, comunicação oral,
discursivo nos permitem abordar aspectos da textualida-de, palestra, entrevista de especialista, verbete, artigo enciclo-
tais como coerência e coesão textuais, impessoalidade, pédico, texto explicativo, tomada de notas, resumo de
técnicas de argumentação e outros aspectos pertinentes ao tex-tos expositivos e explicativos, resenha, relatório
gênero em questão. científico, relatório oral de experiência.
Gênero de texto então, refere-se às diferentes formas
de expressão textual. Nos estudos da Literatura, temos, Domínios sociais de comunicação: Instruções e prescri-
por exemplo, poesia, crônicas, contos, prosa, etc. ções.
Para a linguística, os gêneros textuais englobam estes Aspectos tipológicos: Descrever ações.
e todos os textos produzidos por usuários de uma língua. Capacidade de linguagem dominante: Regulação mú-
Assim, ao lado da crônica, do conto, vamos também iden- tua de comportamentos.
tificar a carta pessoal, a conversa telefônica, o email, e Exemplo de gêneros orais e escritos: Instruções de
tan-tos outros exemplares de gêneros que circulam em mon-tagem, receita, regulamento, regras de jogo,
nossa sociedade. instruções de uso, comandos diversos, textos prescritivos.
Quanto à forma ou estrutura das sequências linguís-
ticas encontradas em cada texto, podemos classificá-los
dentro dos tipos textuais a partir de suas estruturas e esti-
los composicionais. Funções da Linguagem
Domínios sociais de comunicação: Cultura Literária Fic-
cional. Quando se pergunta a alguém para que serve a lingua-
Aspectos tipológicos: Narrar. gem, a resposta mais comum é que ela serve para comuni-
Capacidade de linguagem dominante: Mimeses de ação car. Isso está correto. No entanto, comunicar não é apenas
através da criação da intriga no domínio do verossímil. transmitir informações. É também exprimir emoções, dar
Exemplo de gêneros orais e escritos: Conto de Fadas, ordens, falar apenas para não haver silêncio. Para que serve
fá-bula, lenda,narrativa de aventura, narrativa de ficção linguagem?
cien-tífica, narrativa de enigma, narrativa mítica, sketch ou A linguagem serve para informar: Função Referencial.
his-tória engraçada, biografia romanceada, romance,
romance histórico, novela fantástica, conto, crônica “Estados Unidos invadem o Iraque”
literária, adivi-nha, piada.
Domínios sociais de comunicação: Documentação e Essa frase, numa manchete de jornal, informa-nos so-
memorização das ações humana. bre um acontecimento do mundo.
Aspectos tipológicos: Relatar. Com a linguagem, armazenamos conhecimentos na
Capacidade de linguagem dominante: Representação memória, transmitimos esses conhecimentos a outras pes-
pelo discurso de experiências vividas, situadas no tempo. soas, ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas, so-
Exemplo de gêneros orais e escritos: Relato de expe- mos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer
riência vivida, relato de viagem, diário íntimo, testemunho, alguma coisa. Graças à linguagem, um ser humano recebe de
anedota ou caso, autobiografia, curriculum vitae, notícia, outro conhecimentos, aperfeiçoa-os e transmite-os.
reportagem, crônica social, crônica esportiva, histórico, re- Condillac, um pensador francês, diz: “Quereis aprender
lato histórico, ensaio ou perfil biográfico, biografia. ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria
língua!” Com efeito, a linguagem é a maneira como
Domínios sociais de comunicação: Discussão de apren-demos desde as mais banais informações do dia a
proble-mas sociais controversos. dia até as teorias científicas, as expressões artísticas e os
Aspectos tipológicos: Argumentar. sistemas filosóficos mais avançados.
Capacidade de linguagem dominante: Sustentação, re- A função informativa da linguagem tem importância
futação e negociação de tomadas de posição. central na vida das pessoas, consideradas individualmente ou
Exemplo de gêneros orais e escritos: Textos de opinião, como grupo social. Para cada indivíduo, ela permite co-
diálogo argumentativo, carta de leitor, carta de nhecer o mundo; para o grupo social, possibilita o acúmulo
solicitação, deliberação informal, debate regrado, de conhecimentos e a transferência de experiências. Por meio
assembleia, discurso de defesa (advocacia), discurso de dessa função, a linguagem modela o intelecto.
acusação (advocacia), resenha crítica, artigos de opinião a função informativa que permite a realização do
ou assinados, editorial, ensaio. trabalho coletivo. Operar bem essa função da linguagem
possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender.
Domínios sociais de comunicação: Transmissão e cons- A função informativa costuma ser chamada também
trução de saberes. de função referencial, pois seu principal propósito é fazer
Aspectos tipológicos: Expor. com que as palavras revelem da maneira mais clara
Capacidade de linguagem dominante: Apresentação possível as coisas ou os eventos a que fazem referência.
textual de diferentes formas dos saberes.

105
LÍNGUA PORTUGUESA

A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: insinuarem intimidade com ele e, portanto, de exprimirem a
Função Conativa. importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o
poder. Inúmeras vezes, contamos coisas que fizemos para
“Vem pra Caixa você também.” afirmarmo-nos perante o grupo, para mostrar nossa valentia
ou nossa erudição, nossa capacidade intelectual ou nossa
Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a competência na conquista amorosa.
aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom
Federal. Para persuadir o público alvo da propaganda a de voz que empregamos, etc., transmitimos uma imagem
adotar esse comportamento, formulou-se um convite com nossa, não raro inconscientemente.
uma linguagem bastante coloquial, usando, por exemplo, Emprega-se a expressão função emotiva para
a forma vem, de segunda pessoa do imperativo, em lugar designar a utilização da linguagem para a manifestação
de venha, forma de terceira pessoa prescrita pela norma do enuncia-dor, isto é, daquele que fala.
culta quando se usa você.
Pela linguagem, as pessoas são induzidas a fazer de- A linguagem serve para criar e manter laços sociais:
terminadas coisas, a crer em determinadas ideias, a sen-tir Função Fática.
determinadas emoções, a ter determinados estados de
alma (amor, desprezo, desdém, raiva, etc.). Por isso, pode- __Que calorão, hein?
se dizer que ela modela atitudes, convicções, sentimentos, __Também, tem chovido tão pouco.
emoções, paixões. Quem ouve desavisada e __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos
reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom outros.
desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas; se a todo __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor.
momento nos dizem, num tom pejorativo, “Isso é coisa de
mulher”, aprendemos os preconceitos contra a mulher. Esse é um típico diálogo de pessoas que se
Não se interfere no comportamento das pessoas ape-nas encontram num elevador e devem manter uma conversa
com a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que nos nos poucos instantes em que estão juntas. Falam para
influenciam de maneira bastante sutil, com tentações e nada dizer, ape-nas porque o silêncio poderia ser
seduções, como os anúncios publicitários que nos dizem constrangedor ou pare-cer hostil.
como seremos bem sucedidos, atraentes e charmosos se Quando estamos num grupo, numa festa, não pode-mos
usarmos determinadas marcas, se consumirmos certos manter-nos em silêncio, olhando uns para os outros. Nessas
produtos. Por outro lado, a provocação e a ameaça expres- ocasiões, a conversação é obrigatória. Por isso, quando não
sas pela linguagem também servem para fazer fazer. se tem assunto, fala-se do tempo, repetem-se histórias que
Com essa função, a linguagem modela tanto bons ci- todos conhecem, contam-se anedotas velhas. A linguagem,
dadãos, que colocam o respeito ao outro acima de tudo, nesse caso, não tem nenhuma função que não seja manter os
quanto espertalhões, que só pensam em levar vantagem, laços sociais. Quando encontramos al-guém e lhe
e indivíduos atemorizados, que se deixam conduzir sem perguntamos “Tudo bem?”, em geral não que-remos, de fato,
questionar. saber se nosso interlocutor está bem, se está doente, se está
Emprega-se a expressão função conativa da linguagem com problemas.
quando esta é usada para interferir no comportamento das A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo
pessoas por meio de uma ordem, um pedido ou uma social.
sugestão. A palavra conativo é proveniente de um verbo Também os hinos têm a função de criar vínculos, seja
latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). entre alunos de uma escola, entre torcedores de um time
de futebol ou entre os habitantes de um país. Não
A linguagem serve para expressar a subjetividade: importa que as pessoas não entendam bem o significado
Função Emotiva. da letra do Hino Nacional, pois ele não tem função
informativa: o importante é que, ao cantá-lo, sentimo-nos
“Eu fico possesso com isso!” participantes da comunidade de brasileiros.
Na nomenclatura da linguística, usa-se a expressão
Nessa frase, quem fala está exprimindo sua indignação função fática para indicar a utilização da linguagem para
com alguma coisa que aconteceu. Com palavras, objetiva- estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um fa-
mos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. lante e seu interlocutor.
Exprimimos a revolta e a alegria, sussurramos palavras de
amor e explodimos de raiva, manifestamos desespero, - A linguagem serve para falar sobre a própria lingua-
desdém, desprezo, admiração, dor, tristeza. Muitas ve-zes, gem: Função Metalinguística.
falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos
socialmente. Durante o governo do presidente Fernando Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um
Henrique Cardoso, ouvíamos certos políticos dizerem “A substantivo”; “É errado dizer ‘a gente viemos’”; “Estou usan-do
intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O o termo ‘direção’ em dois sentidos”; “Não é muito elegan-te
Fernando tem mudado o país”. Essa maneira informal de se usar palavrões”, não estamos falando de acontecimen-tos do
referirem ao presidente era, na verdade, uma maneira de mundo, mas estamos tecendo comentários sobre a

106
LÍNGUA PORTUGUESA

própria linguagem. É o que chama função metalinguística. Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitaria-
A atividade metalinguística é inseparável da fala. Falamos mente ou esteticamente. No primeiro caso, ela é utilizada
sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo para informar, para influenciar, para manter os laços sociais,
tempo, fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos etc. No segundo, para produzir um efeito prazeroso de des-
outros. Quando afirmamos como diz o outro, estamos co- coberta de sentidos. Em função estética, o mais importante
mentando o que declaramos: é um modo de esclarecer como se diz, pois o sentido também é criado pelo ritmo,
que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial pelo arranjo dos sons, pela disposição das palavras, etc.
como a que estamos enunciando; inversamente, podemos Na estrofe abaixo, retirada do poema “A Cavalgada”,
usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso de Raimundo Correia, a sucessão dos sons oclusivos /p/,
modo de dizer. É o que se dá quando dizemos, por
/t/, /k/, /b/, /d/, /g/ sugere o patear dos cavalos:
exemplo, Paro-diando o padre Vieira ou Para usar uma
expressão clássica, vou dizer que “peixes se pescam,
E o bosque estala, move-se, estremece...
homens é que se não podem pescar”.
Da cavalgada o estrépito que aumenta
- A linguagem serve para criar outros universos. Perde-se após no centro da montanha...

A linguagem não fala apenas daquilo que existe, fala Apud: Lêdo Ivo. Raimundo Correia: Poesia. 4ª ed.
também do que nunca existiu. Com ela, imaginamos novos Rio de Janeiro, Agir, p. 29. Coleção Nossos
mundos, outras realidades. Essa é a grande função da arte: Clássi-cos.
mostrar que outros modos de ser são possíveis, que outros
universos podem existir. O filme de Woody Allen “A rosa Observe-se que a maior concentração de sons oclu-
púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem ex- sivos ocorre no segundo verso, quando se afirma que o
pressiva. Nele, conta-se a história de uma mulher que, para barulho dos cavalos aumenta.
consolar-se do cotidiano sofrido e dos maus-tratos infligi- Quando se usam recursos da própria língua para acres-
dos pelo marido, refugia-se no cinema, assistindo inúmeras centar sentidos ao conteúdo transmitido por ela, diz-se que
vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa, e o estamos usando a linguagem em sua função poética.
galã é carinhoso e romântico. Um dia, ele sai da tela e am-
bos vão viver juntos uma série de aventuras. Nessa outra Para melhor compreensão das funções de linguagem,
realidade, os homens são gentis, a vida não é monótona, o torna-se necessário o estudo dos elementos da comuni-
amor nunca diminui e assim por diante.
cação.
Antigamente, tinha-se a ideia que o diálogo era de-
A linguagem serve como fonte de prazer: Função
senvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta
Poética.
alguém espera ouvir a pergunta, daí responde, enquanto
Brincamos com as palavras. Os jogos com o sentido e outro escuta em silêncio, etc).
os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de Exemplo:
prazer. Divertimo-nos com eles. Manipulamos as palavras
para delas extrairmos satisfação. Elementos da comunicação
Oswald de Andrade, em seu “Manifesto antropófago”,
diz “Tupi or not tupi”; trata-se de um jogo com a frase sha- Emissor - emite, codifica a mensagem;
kespeariana “To be or not to be”. Conta-se que o poeta Receptor - recebe, decodifica a mensagem;
Emí-lio de Menezes, quando soube que uma mulher Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor;
muito gor-da se sentara no banco de um ônibus e este Código - conjunto de signos usado na transmissão e
quebrara, fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que recepção da mensagem;
vejo um banco quebrar por excesso de fundos”. Referente - contexto relacionado a emissor e recep-
A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel tor;
comprido para sentar-se” e “casa bancária”. Também está Canal - meio pelo qual circula a mensagem.
empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e Porém, com os estudos recentes dos linguistas, essa
“capital”, “dinheiro”. teoria sofreu uma modificação, pois, chegou-se a conclu-
são que quando se trata da parole, entende-se que é um
Observe-se o uso do verbo bater, em expressões
veículo democrático (observe a função fática), assim,
diver-sas, com significados diferentes, nesta frase do
deputado Virgílio Guimarães: admi-te-se um novo formato de locução, ou, interlocução
(diá-logo interativo):
“ACM bate boca porque está acostumado a bater:
bateu continência para os militares, bateu palmas para o locutor - quem fala (e responde);
Collor e quer bater chapa em 2002. Mas o que falta é que locutário - quem ouve e responde;
lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada.” interlocução - diálogo
(Folha de S. Paulo)

107
LÍNGUA PORTUGUESA

As respostas, dos “interlocutores” podem ser gestuais, EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES


faciais etc. por isso a mudança (aprimoração) na teoria. SOBRE: LÍNGUA PORTUGUESA
As atitudes e reações dos comunicantes são também
referentes e exercem influência sobre a comunicação 1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO
ABC/ SP – ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale
Lembramo-nos: a al-ternativa correta quanto à concordância, de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no A má distribuição de riquezas e a desigualdade
“eu” do emissor, é carregada de subjetividade. Ligada a social está no centro dos debates atuais.
esta função está, por norma, a poesia lírica. Políticos, economistas e teóricos diverge em re-
Função apelativa (imperativa): com este tipo de lação aos efeitos da desigualdade social.
men-sagem, o emissor atua sobre o receptor, afim de que A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
este assuma determinado comportamento; há frequente mais pobres é um fenômeno crescente.
uso do vocativo e do imperativo. Esta função da A má distribuição de riquezas tem sido muito
linguagem é frequentemente usada por oradores e criticado por alguns teóricos.
agentes de publici-dade. Os debates relacionado à distribuição de rique-zas
Função metalinguística: função usada quando a lín- não são de exclusividade dos economistas.
gua explica a própria linguagem (exemplo: quando, na
Realizei a correção nos itens:
aná-lise de um texto, investigamos os seus aspectos
A)A má distribuição de riquezas e a desigualdade so-
morfossin-táticos e/ou semânticos).
cial está = estão
Função informativa (ou referencial): função usada
B)Políticos, economistas e teóricos diverge = diver-
quando o emissor informa objetivamente o receptor de
gem
uma realidade, ou acontecimento.
C)A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
Função fática: pretende conseguir e manter a atenção
mais pobres é um fenômeno crescente.
dos interlocutores, muito usada em discursos políticos e
D)A má distribuição de riquezas tem sido muito criti-
textos publicitários (centra-se no canal de comunicação).
cado = criticada
Função poética: embeleza, enriquecendo a mensa-
E)Os debates relacionado = relacionados
gem com figuras de estilo, palavras belas, expressivas, rit-
mos agradáveis, etc. RESPOSTA: “C”.
Também podemos pensar que as primeiras falas cons- 2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Se-
cientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos guindo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase
evoluíram para o que podemos reconhecer como “interjei- – Um levantamento mostrou que os adolescentes ame-
ções”. As primeiras ferramentas da fala humana. ricanos consomem em média 357 calorias diárias dessa
fonte. – recebe o acréscimo correto das vírgulas em:
A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo Um levantamento mostrou, que os adolescentes
que mais profundamente distingue o homem dos outros americanos consomem em média 357 calorias, diárias
animais. dessa fonte.
Um levantamento mostrou que, os adolescentes
Podemos considerar que o desenvolvimento desta americanos consomem, em média 357 calorias diárias
fun-ção cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia dessa fonte.
e a libertação da mão, que permitiram o aumento do Um levantamento mostrou que os adolescentes
volume do cérebro, a par do desenvolvimento de órgãos americanos consomem, em média, 357 calorias diárias
fonadores e da mímica facial dessa fonte.
Um levantamento, mostrou que os adolescentes
Devido a estas capacidades, para além da linguagem americanos, consomem em média 357 calorias diárias
falada e escrita, o homem, aprendendo pela observação dessa fonte.
de animais, desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos Um levantamento mostrou que os adolescentes
sur-dos em diferentes países, não só para melhorar a americanos, consomem em média 357 calorias diárias,
comuni-cação entre surdos, mas também para utilizar em dessa fonte.
situações especiais, como no teatro e entre navios ou
pessoas e não animais que se encontram fora do alcance Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada
do ouvido, mas que se podem observar entre si. ou faltante:
A)Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes
americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X)
diárias dessa fonte.
B)Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes
americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias
dessa fonte.

108
LÍNGUA PORTUGUESA

C)Um levantamento mostrou que os adolescentes Distribuímos = regra do hiato


americanos consomem, em média, 357 calorias diárias sócio = paroxítona terminada em ditongo
des-sa fonte. sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome
D)Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes oblíquo. Nunca!)
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias lúcidos = proparoxítona
diárias dessa fonte. constituí = regra do hiato (diferente de “constitui”
E)Um levantamento mostrou que os adolescentes – oxítona: cons-ti-tui)
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias órfãos = paroxítona terminada em “ão”
diárias, (X) dessa fonte.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “C”.
5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012)
3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – A concordância verbal está plenamente observada na
FCC/2011) Estão plenamente observadas as normas de frase:
concordância verbal na frase: Provocam muitas polêmicas, entre crentes e
Destinam-se aos homens-placa um lugar visível materialistas, o posicionamento de alguns religiosos e
nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a parlamentares acerca da educação religiosa nas
visibilidade social. escolas públicas.
As duas tábuas em que se comprimem o Sempre deverão haver bons motivos, junto
famige-rado homem-placa carregam ditos que soam àqueles que são contra a obrigatoriedade do ensino
irônicos, como “compro ouro”. religioso, para se reservar essa prática a setores da ini-
Não se compara aos vexames dos homens- ciativa privada.
placa a exposição pública a que se submetem os Um dos argumentos trazidos pelo autor do tex-to,
guardadores de carros. contra os que votam a favor do ensino religioso na
Ao se revogarem o emprego de carros-placa na escola pública, consistem nos altos custos econômicos
propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma de- que acarretarão tal medida.
monstração de mau gosto. O número de templos em atividade na cidade de
Não sensibilizavam aos possíveis interessados São Paulo vêm gradativamente aumentando, em
em apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles proporção maior do que ocorrem com o número de
ve-lhos carros-placa. es-colas públicas.
Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Fiz as correções entre parênteses: como a regulação natural do mercado sinalizam para
A)Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu- as inconveniências que adviriam da adoção do ensino
gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é religioso nas escolas públicas.
supri-mida a visibilidade social.
B)As duas tábuas em que se comprimem A)Provocam = provoca (o posicionamento)
(comprime) o famigerado homem-placa carregam ditos B)Sempre deverão haver bons motivos = deverá haver
que soam irô-nicos, como “compro ouro”. C)Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
C)Não se compara aos vexames dos homens-placa contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
a exposição pública a que se submetem os guardadores pública, consistem = consiste.
de carros. D)O número de templos em atividade na cidade de
D)Ao se revogarem (revogar) o emprego de São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
carros--placa na propaganda imobiliária, poupou-se a ção maior do que ocorrem = ocorre
todos uma demonstração de mau gosto. E)Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
E)Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis a regulação natural do mercado sinalizam para as
in-teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca inconve-niências que adviriam da adoção do ensino
da-queles velhos carros-placa. religioso nas escolas públicas.

RESPOSTA: “C”. RESPOSTA: “E”.

4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) 6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011)
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo Segundo o Manual de Redação da Presidência da
a mesma regra que distribuídos. Repú-blica, NÃO se deve usar Vossa Excelência para
A)sócio A)embaixadores.
B)sofrê-lo B)conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
C)lúcidos C)prefeitos municipais.
D)constituí D)presidentes das Câmaras de Vereadores.
E)órfãos E)vereadores.

109
LÍNGUA PORTUGUESA

(...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria D)As instituições fundamentais de um regime demo-
(abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-das)
Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o às ordens indiscriminadas de um único poder central.
seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol-
Presi-dência da República (1991). tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-- (ex-põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
detail.php?id=393)
RESPOSTA: “A”.
RESPOSTA: “E”.
9-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010)
A frase que admite transposição para a voz passiva é:
7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
A)O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sa-
... valores e princípios que sejam percebidos pela grado.
so-ciedade como tais. B)O conceito de espetáculo unifica e explica uma
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo grande diversidade de fenômenos.
passará a ser, corretamente, C)O espetáculo é ao mesmo tempo parte da so-
A)perceba. ciedade, a própria sociedade e seu instrumento de uni-
B)foi percebido. ficação.
C)tenham percebido. D)As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
D)devam perceber. vida (...).
E)estava percebendo. E)Por ser algo separado, ele é o foco do olhar ilu-
dido e da falsa consciência.
... valores e princípios que sejam percebidos pela so-
ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te- (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra-
remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e do.
princípios... O conceito de espetáculo unifica e explica uma
grande diversidade de fenômenos.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
RESPOSTA: “A”
explicada pelo conceito...
O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-de, a
8-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A
própria sociedade e seu instrumento de unificação.
concordância verbal e nominal está inteiramente As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida
corre-ta na frase: (...).
A)A sociedade deve reconhecer os princípios Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e
e valores que determinam as escolhas dos da falsa consciência.
governantes, para conferir legitimidade a suas
decisões. RESPOSTA: “B”.
B)A confiança dos cidadãos em seus
dirigentes devem ser embasados na percepção dos 10-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRA-
valores e prin-cípios que regem a prática política. TIVO - FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias,
C)Eleições livres e diretas é garantia de um vê dezenas de caminhões parados”, revelou o analista
verda-deiro regime democrático, em que se respeita ambiental Geraldo Motta.
tanto as liberdades individuais quanto as coletivas. Substituindo-se Quando por Se, os verbos subli-
D)As instituições fundamentais de um regime nhados devem sofrer as seguintes alterações:
de-mocrático não pode estar subordinado às ordens A)entrar − vira
indis-criminadas de um único poder central. B)entrava − tinha visto
E)O interesse de todos os cidadãos estão C)entrasse − veria
D)entraria − veria
voltados para o momento eleitoral, que expõem as
E)entrava − teria visto
diferentes opiniões existentes na sociedade.
Fiz os acertos entre parênteses:
Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve-
A)A sociedade deve reconhecer os princípios e
ria = entrasse / veria.
valores que determinam as escolhas dos governantes,
para confe-rir legitimidade a suas decisões. RESPOSTA: “C”.
B)A confiança dos cidadãos em seus dirigentes
de-vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção
dos valores e princípios que regem a prática política.
C)Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-tam)
tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.

110
MATEMÁTICA

Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação); expressões numéri-
cas; Frações e operações com frações. .............................................................................................................................. 01
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais ...................................... 11
Regra de três ....................................................................................................................................................................... 15
Sistema métrico decimal..................................................................................................................................................... 19
Equações e inequações....................................................................................................................................................... 23
Funções ............................................................................................................................................................................... 29
Gráficos e tabelas ................................................................................................................................................................ 37
Estatística Descritiva, Amostragem, Teste de Hipóteses e Análise de Regressão ............................................................ 41
Geometria ............................................................................................................................................................................ 47
Matriz, determinantes e sistemas lineares ......................................................................................................................... 62
Sequências, progressão aritmética e geométrica .............................................................................................................. 70
Porcentagem ....................................................................................................................................................................... 74
Juros simples e compostos ................................................................................................................................................. 77
Taxas de Juros, Desconto, Equivalência de Capitais, Anuidades e Sistemas de Amortização ......................................... 80
Análise combinatória; ......................................................................................................................................................... 93
MATEMÁTICA

Exemplo 2
NÚMEROS INTEIROS E RACIONAIS: OPERAÇÕES
(ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, 40 – 9 x 4 + 23
POTENCIAÇÃO); EXPRESSÕES NUMÉRICAS; 40 – 36 + 23
4 + 23
FRAÇÕES E OPERAÇÕES COM FRAÇÕES.
27

Exemplo 3
Números Naturais 25-(50-30)+4x5
Os números naturais são o modelo mate-mático 25-20+20=25
necessário para efetuar uma contagem. Começando por
zero e acrescentando sempre uma unida-de, obtemos o Números Inteiros
conjunto infinito dos números naturais Podemos dizer que este conjunto é composto pelos
números naturais, o conjunto dos opostos dos números
naturais e o zero. Este conjunto pode ser representado por:
Z={...-3, -2, -1, 0, 1, 2,...}
Subconjuntos do conjunto :
1)Conjunto dos números inteiros excluindo o
Todo número natural dado tem um sucessor zero Z*={...-2, -1, 1, 2, ...}
a) O sucessor de 0 é 1.
b) O sucessor de 1000 é 1001. Conjuntos dos números inteiros não negativos
c) O sucessor de 19 é 20. Z+={0, 1, 2, ...}

Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero. Conjunto dos números inteiros não positivos
Z-={...-3, -2, -1}
Números Racionais
Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um Chama-se de número racional a todo número que
antecessor (número que vem antes do número dado). pode ser expresso na forma , onde a e b são inteiros
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente quaisquer, com b≠0
de zero. São exemplos de números racionais:
a) O antecessor do número m é m- -12/51
1. b) O antecessor de 2 é 1. -3
c) O antecessor de 56 é 55. -(-3)
d) O antecessor de 10 é 9. -2,333...

Expressões Numéricas As dízimas periódicas podem ser representadas por


fração, portanto são consideradas números racionais.
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtra- Como representar esses números?
ções, multiplicações e divisões. Todas as operações podem Representação Decimal das Frações
acontecer em uma única expressão. Para resolver as ex-
pressões numéricas utilizamos alguns procedimentos: Temos 2 possíveis casos para transformar frações em
decimais
Se em uma expressão numérica aparecer as quatro
operações, devemos resolver a multiplicação ou a divisão 1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o
primeiramente, na ordem em que elas aparecerem e so- nú-mero decimal terá um número finito de algarismos
mente depois a adição e a subtração, também na ordem após a vírgula.
em que aparecerem e os parênteses são resolvidos
primei-ro.

Exemplo 1

10 + 12 – 6 + 7
22 – 6 + 7
16 + 7
23

1
MATEMÁTICA

2º) Terá um número infinito de algarismos após a vír- Exemplo 2


gula, mas lembrando que a dízima deve ser periódica para Seja a dízima 1,1212...
ser número racional
OBS: período da dízima são os números que se repe- Façamos x = 1,1212...
tem, se não repetir não é dízima periódica e assim 100x = 112,1212... .
números irracionais, que trataremos mais a frente. Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...
99x=111
X=111/99

Números Irracionais
Identificação de números irracionais

Todas as dízimas periódicas são números racionais.


Todos os números inteiros são racionais.
Todas as frações ordinárias são números racionais.
Representação Fracionária dos Números Decimais Todas as dízimas não periódicas são números irra-
cionais.
1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre Todas as raízes inexatas são números irracionais.
transformar com o denominador seguido de zeros. A soma de um número racional com um número irra-
O número de zeros depende da casa decimal. Para cional é sempre um número irracional.
uma casa, um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e A diferença de dois números irracionais, pode ser um
assim por diante. número racional.
-Os números irracionais não podem ser expressos na
forma , com a e b inteiros e b≠0.

Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.

O quociente de dois números irracionais, pode ser um


número racional.

Exemplo: : = = 2 e 2 é um número racional.

O produto de dois números irracionais, pode ser um


número racional.

2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, Exemplo: . = = 7 é um número racional.


en-tão como podemos transformar em fração?
Exemplo:radicais( a raiz quadrada de um nú-
Exemplo 1 mero natural, se não inteira, é irracional.

Transforme a dízima 0, 333... .em fração Números Reais


Sempre que precisar transformar, vamos chamar a
dízi-ma dada de x, ou seja
X=0,333...
Se o período da dízima é de um algarismo, multiplica-
mos por 10.

10x=3,333...

E então subtraímos:

10x-x=3,333...-0,333...
9x=3
X=3/9
X=1/3

Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de


período. Fonte: www.estudokids.com.br

2
MATEMÁTICA

Representação na reta Semirreta direita, fechada de origem a – números


reais maiores ou iguais a a.

Intervalo:[a,+ ∞[
Conjunto:{x∈R|x≥a}

Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais


INTERVALOS LIMITADOS maiores que a.
Intervalo fechado – Números reais maiores do que a
ou iguais a e menores do que b ou iguais a b.

Intervalo:]a,+ ∞[
Conjunto:{x∈R|x>a}
Intervalo:[a,b]
Conjunto: {x∈R|a≤x≤b} Potenciação
Multiplicação de fatores iguais
Intervalo aberto – números reais maiores que a e me-
nores que b. 2³=2.2.2=8

Casos
Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.
Intervalo:]a,b[
Conjunto:{x∈R|a<x<b}

Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores


que a ou iguais a a e menores do que b.

Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio


Intervalo:{a,b[ número.
Conjunto {x∈R|a≤x<b}

Intervalo fechado à direita – números reais maiores


que a e menores ou iguais a b.

Intervalo:]a,b] Todo número negativo, elevado ao expoente par,


Conjunto:{x∈R|a<x≤b} resulta em um número positivo.

INTERVALOS IIMITADOS

Semirreta esquerda, fechada de origem b- números


re-ais menores ou iguais a b.

Todo número negativo, elevado ao expoente ím-par,


Intervalo:]-∞,b] resulta em um número negativo.
Conjunto:{x∈R|x≤b}

Semirreta esquerda, aberta de origem b – números


re-ais menores que b.

Intervalo:]-∞,b[
Conjunto:{x∈R|x<b}

3
MATEMÁTICA

Se o sinal do expoente for negativo, devemos Radiciação


pas-sar o sinal para positivo e inverter o número que está Radiciação é a operação inversa a potenciação
na base.

Técnica de Cálculo
Toda vez que a base for igual a zero, não importa A determinação da raiz quadrada de um número tor-
o valor do expoente, o resultado será igual a zero. na-se mais fácil quando o algarismo se encontra fatorado
em números primos. Veja:

Propriedades
(am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências
de mesma base, repete-se a base e soma os expoentes.

Exemplos:
24 . 23 = 24+3= 27
(2.2.2.2) .( 2.2.2)= 2.2.2. 2.2.2.2= 2 7

64=2.2.2.2.2.2=26

(am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mes- Como é raiz quadrada a cada dois números iguais
ma base. Conserva-se a base e subtraem os expoentes. “tira--se” um e multiplica.

Exemplos:
1 1
96 : 92 = 96-2 = 94
1

Observe:3.5 = (3.5) 2 = 32 .5 2 = 3. 5
De modo geral, se a ∈ R+ ,b ∈ R+ , n ∈ N
*
, então:
(am)n Potência de potência. Repete-se a base e
n
a.b = n a.n b
mul-tiplica-se os expoentes.
Exemplos: O radical de índice inteiro e positivo de um produto
(52)3 = 52.3 = 56 indicado é igual ao produto dos radicais de mesmo
índice dos fatores do radicando.

Raiz quadrada de frações ordinárias

E uma multiplicação de dois ou mais fatores eleva- 1 1


dos a um expoente, podemos elevar cada um a esse mes- 2 22 22 2
mo expoente. Observe: = = 1 =
(4.3)²=4².3² 3 3 3
Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, 32
podemos elevar separados. De modo geral, se a ∈ R+ , b ∈ R
*
+ , n ∈ N * , então:
a=na
bnb

4
MATEMÁTICA

O radical de índice inteiro e positivo de um quociente Racionalização de Denominadores


indicado é igual ao quociente dos radicais de mesmo
índi-ce dos termos do radicando. Normalmente não se apresentam números irracionais
com radicais no denominador. Ao processo que leva à eli-
Raiz quadrada números decimais minação dos radicais do denominador chama-se
racionali-zação do denominador.
1º Caso:Denominador composto por uma só parcela

Operações

Operações 2º Caso: Denominador composto por duas parcelas.

Multiplicação

Exemplo Devemos multiplicar de forma que obtenha uma dife-


rença de quadrados no denominador:

Divisão

Questões

(Prefeitura de Salvador /BA - Técnico de Nível


Exemplo Superior II - Direito – FGV/2017) Em um concurso, há
150 candidatos em apenas duas categorias: nível superior
e nível médio.

Sabe-se que:
Adição e subtração
dentre os candidatos, 82 são homens;
o número de candidatos homens de nível superior é
igual ao de mulheres de nível médio;
dentre os candidatos de nível superior, 31 são mu-
Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20. lheres.

O número de candidatos homens de nível médio é


A)42.
B)45.
C)48.
D)50.
E)52.

(SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária


MSCONCURSOS/2017) Raoni, Ingrid, Maria Eduarda,
Isabella e José foram a uma prova de hipismo, na qual ga-
Caso tenha: nharia o competidor que obtivesse o menor tempo final.
A cada 1 falta seriam incrementados 6 segundos em seu
tempo final. Ingrid fez 1’10” com 1 falta, Maria Eduarda fez
1’12” sem faltas, Isabella fez 1’07” com 2 faltas, Raoni fez
Não dá para somar, as raízes devem ficar desse modo. 1’10” sem faltas e José fez 1’05” com 1 falta. Verificando a
colocação, é correto afirmar que o vencedor foi:

5
MATEMÁTICA

A)José 1/3 deveu-se a vazamentos de gás e


B)Isabella as demais foram geradas por descuidos ao cozinhar.
C)Maria Eduarda
D)Raoni De acordo com esses dados, ao longo da existência
desse prédio comercial, a fração do total de situações de
(SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - risco de incêndio geradas por descuidos ao cozinhar cor-
MSCONCURSOS/2017) O valor de √0,444... é: responde à
(A) 0,2222... A)3/20.
(B) 0,6666... B)1/4.
(C) 0,1616... C)13/60.
(D) 0,8888... D)1/5.
E)1/60.
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU-
NESP/2017) Se, numa divisão, o divisor e o quociente são (ITAIPU BINACIONAL - Profissional Nível Téc-nico
iguais, e o resto é 10, sendo esse resto o maior possível, I - Técnico em Eletrônica – NCUFPR/2017) As-sinale a
então o dividendo é alternativa que apresenta o valor da expressão
(A) 131.
(B) 121.
(C) 120.
(D) 110.
(E) 101.
A)1.
(TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) As B)2.
expres-sões numéricas abaixo apresentam resultados que C)4.
seguem um padrão específico: D)8.
E)16.
1ª expressão: 1 x 9 + 2
(UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIR-
2ª expressão: 12 x 9 + 3
VGO/2017) Qual o resultado de ?
3ª expressão: 123 x 9 + 4 A)3
B)3/2
... C)5
D)5/2
7ª expressão: █ x 9 + ▲
(IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervi-sor
Seguindo esse padrão e colocando os números ade- – FGV/2017) Suponha que a # b signifique a - 2b .
quados no lugar dos símbolos █ e ▲, o resultado da 7ª
expressão será Se 2#(1#N)=12 , então N é igual a:
A)1;
A)1 111 111. B)2;
B)11 111. C)3;
C)1 111. D)4;
D)111 111. E)6.
E)11 111 111.
(IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervi-sor –
(TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Durante FGV/2017) Uma equipe de trabalhadores de deter-minada
um treinamento, o chefe da brigada de incêndio de um empresa tem o mesmo número de mulheres e de homens.
prédio comercial informou que, nos cinquenta anos de Certa manhã, 3/4 das mulheres e 2/3 dos homens dessa
existência do prédio, nunca houve um incêndio, mas equipe saíram para um atendimento externo.
existiram muitas situações de risco, felizmente controladas
a tempo. Segun-do ele, 1/13 dessas situações deveu-se a Desses que foram para o atendimento externo, a fra-
ações criminosas, enquanto as demais situações haviam ção de mulheres é
sido geradas por di-ferentes tipos de displicência. Dentre A)3/4;
as situações de risco geradas por displicência, B)8/9;
C)5/7;
1/5 deveu-se a pontas de cigarro descartadas D)8/13;
inade-quadamente; E)9/17.
1/4 deveu-se a instalações elétricas inadequadas;

6
MATEMÁTICA

Respostas 08. Resposta: D.

01.Resposta: B.
150-82=68 mulheres
Como 31 mulheres são candidatas de nível superior,
37 são de nível médio.
Portanto, há 37 homens de nível superior. Resposta: C. 2-
82-37=45 homens de nível médio. 2(1-2N)=12 2-
2+4N=12
02. Resposta: D. 4N=12
Como o tempo de Raoni foi 1´10” sem faltas, ele foi o N=3
vencedor.
Resposta: E.
03. Resposta: B. Como tem o mesmo número de homens e mulheres:
Primeiramente, vamos transformar a dízima em fração

X=0,4444....
10x=4,444... Dos homens que saíram:
9x=4

Saíram no total

04. Resposta: A.
Como o maior resto possível é 10, o divisor é o
número 11 que é igua o quociente.
11x11=121+10=131

05. Resposta: E. MÚLTIPLOS E DIVISORES, MÁXIMO DIVISOR


A 7ª expressão será: 1234567x9+8=11111111 COMUM E MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM.

06. Resposta: D.

Múltiplos

Um número é múltiplo de outro quando ao


Gerado por descuidos ao cozinhar: dividirmos o primeiro pelo segundo, o resto é zero.
Exemplo

Mas, que foram gerados por displicência é 12/13(1- O conjunto de múltiplos de um número natural
1/13) não-nulo é infinito e podemos consegui-lo multiplican-
do-se o número dado por todos os números naturais.
M(3)={0,3,6,9,12,...}

Divisores
07.Resposta: C.
Os números 12 e 15 são múltiplos de 3, portanto 3 é
divisor de 12 e 15.

D(12)={1,2,3,4,6,12}
D(15)={1,3,5,15}

7
MATEMÁTICA

Observações: Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá


medir
Todo número natural é múltiplo de si mesmo. mais de 30 cm.
Todo número natural é múltiplo de 1. menos de 15 cm.
Todo número natural, diferente de zero, tem mais de 15 cm e menos de 20 cm.
infinitos múltiplos. mais de 20 cm e menos de 25 cm.
O zero é múltiplo de qualquer número natural. mais de 25 cm e menos de 30 cm.

Máximo Divisor Comum Resposta: A.


O máximo divisor comum de dois ou mais números
naturais não-nulos é o maior dos divisores comuns desses
números.
Para calcular o m.d.c de dois ou mais números, deve-
mos seguir as etapas:
Decompor o número em fatores primos
Tomar o fatores comuns com o menor expoente
Multiplicar os fatores entre si.

Exemplo:
Devemos achar o mdc para achar a maior medida
pos-sível
E são os fatores que temos
iguais:25=32 Exemplo2
(MPE/SP – Oficial de Promotora I – VUNESP/2016)
No aeroporto de uma pequena cidade chegam aviões de
três companhias aéreas. Os aviões da companhia A che-
gam a cada 20 minutos, da companhia B a cada 30
minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em um
O fator comum é o 3 e o 1 é o menor expoente. domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três
companhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se
m.d.c repetir, nesse mesmo dia, às
16h 30min.
Mínimo Múltiplo Comum 17h 30min.
O mínimo múltiplo comum (m.m.c) de dois ou mais 18h 30min.
nú-meros é o menor número, diferente de zero. 17 horas.
Para calcular devemos seguir as etapas: 18 horas.
Decompor os números em fatores primos
Multiplicar os fatores entre si Resposta: E.

Exemplo:

Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois juntos.


Basta começar sempre pelo menor primo e verificar a
divisão com algum dos números, não é necessário que os
dois sejam divisíveis ao mesmo tempo.
Observe que enquanto o 15 não pode ser dividido,
continua aparecendo.
Assim, o mmc
Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660

1h---60minutos
Exemplo x-----660
x=660/60=11
O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16
m, será revestido com ladrilhos quadrados, de mesma di- Então será depois de 11horas que se
mensão, inteiros, de forma que não fique espaço vazio encontrarão 7+11=18h
entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos serão escolhidos de
modo que tenham a maior dimensão possível.

8
MATEMÁTICA

Questões caixa acendia, o cliente que estava nela era premiado com
um desconto de 3% sobre o valor da compra e, quando as
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU- 3 luzes acendiam, ao mesmo tempo, esse desconto era de
NESP/2017) No depósito de uma loja de doces, há uma 5%. Se, exatamente às 9 horas de um determinado dia, as
caixa contendo n bombons. Para serem vendidos, devem luzes das 3 caixas acenderam ao mesmo tempo, então
ser repartidos em pacotes iguais, todos com a mesma verdade que o número máximo de premiações de 5%
quantidade de bombons. Com os bombons dessa caixa, de desconto que esse mercado poderia ter dado aos seus
podem ser feitos pacotes com 5, ou com 6, ou com 7 uni- clientes, das 9 horas às 21 horas e 30 minutos daquele dia,
dades cada um, e, nesses casos, não faltará nem sobrará seria igual a
nenhum bombom. Nessas condições, o menor valor que A)8.
pode ser atribuído a n é B)10.
(A) 280. C)21.
(B) 265. D)27.
(C) 245. E)33.
(D) 230.
(E) 210. (PREF. DE PIRAÚBA/MG – Agente Administrati-vo
– MSCONCURSOS/2017) Sabendo que a sigla M.M.C. na
(EMBASA – Agente Administrativo – IBFC/2017) matemática significa Mínimo Múltiplo Comum e que
Considerando A o MDC (maior divisor comum) entre os nú- M.D.C. significa Máximo Divisor Comum, pergunta-se:
meros 24 e 60 e B o MMC (menor múltiplo comum) entre os qual o valor do M.M.C. de 6 e 8 dividido pelo M.D.C. de
números 12 e 20, então o valor de 2A + 3B é igual a: 30, 36 e 72?
(A) 72 (A) 8
(B) 156 (B) 6
(C) 144 (C) 4
(D) 204 (D) 2

(MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO (CELESC – Assistente Administrativo – FEPE-


/2017) Em um determinado zoológico, a girafa deve SE/2016) Em uma excursão participam 120 homens e 160
comer a cada 4 horas, o leão a cada 5 horas e o macaco a mulheres. Em determinado momento é preciso dividir os
cada 3 horas. Considerando que todos foram alimentados participantes em grupos formados somente por homens
às 8 horas da manhã de domingo, é correto afirmar que o ou somente por mulheres, de maneira que os grupos te-
fun-cionário encarregado deverá servir a alimentação a nham o mesmo número de integrantes.
todos concomitantemente às:
(A) 8 horas de segunda-feira. Neste caso, o número máximo de integrantes em um
(B) 14 horas de segunda-feira. grupo é:
(C) 10 horas de terça-feira. A)10.
(D) 20 horas de terça-feira. B)15.
(E) 9 horas de quarta-feira. C)20.
D)30.
(EMBASA – Assistente de Laboratório – IBFC/2017) E)40.
Um marceneiro possui duas barras de ferro, uma com 1,40
metros de comprimento e outra com 2,45 metros de (PREF. DE GUARULHOS/SP – Assistente de Ges-tão
comprimento. Ele pretende cortá-las em barras de Escolar – VUNESP/2016) Para iniciar uma visita moni-torada
tamanhos iguais, de modo que cada pedaço tenha a a um museu, 96 alunos do 8º ano e 84 alunos do 9º ano de
maior medida possível. Nessas circunstâncias, o total de certa escola foram divididos em grupos, todos com o mesmo
pedaços que o marceneiro irá cortar, utilizando as duas de número de alunos, sendo esse número o maior possível, de
ferro, é: modo que cada grupo tivesse somente alunos de um único
(A) 9 ano e que não restasse nenhum aluno fora de um grupo.
(B) 11 Nessas condições, é correto afirmar que o número total de
(C) 12 grupos formados foi
(D) 13 (A) 8.
(B) 12.
(TJM/SP - Escrevente Técnico Judiciário – VU- (C) 13.
NESP/2017) Em um pequeno mercado, o dono resolveu (D) 15.
fazer uma promoção. Para tanto, cada uma das 3 caixas (E) 18.
registradoras foi programada para acender uma luz, em
intervalos de tempo regulares: na caixa 1, a luz acendia a
cada 15 minutos; na caixa 2, a cada 30 minutos; e na caixa 3,
a luz acendia a cada 45 minutos. Toda vez que a luz de uma

9
MATEMÁTICA

(PREF. DE JAMBEIRO – Agente Administrativo Resposta: D. Mmc(3, 4,


– JOTA CONSULTORIA/2016) O MMC(120, 125, 130) é: 5)=60 60/24=2 dias e
(A) 39000 12horas
(B) 38000 Como foi no domingo às 8h d amanhã, a próxima ali-
(C) 37000 mentação será na terça às 20h.
(D) 36000
(E) 35000 04. Resposta: B.

(MPE/SP – Analista Técnico Científico – VU-


NESP/2016) Pretende-se dividir um grupo de 216 pesso-as,
sendo 126 com formação na área de exatas e 90 com
formação na área de humanas, em grupos menores con-
tendo, obrigatoriamente, elementos de cada uma dessas
áreas, de modo que: (1) o número de grupos seja o maior
possível; (2) cada grupo tenha o mesmo número x de pes- Mdc=5⋅7=35
soas com formação na área de exatas e o mesmo número y 140/35=4
de pessoas com formação na área de humanas; e (3) cada 245/35=7
uma das 216 pessoas participe de um único grupo. Nessas
Portanto, serão 11 pedaços.
condições, e sabendo-se que no grupo não há pessoa com
ambas as formações, é correto afirmar que, em cada novo
05. Resposta: D.
grupo, a diferença entre os números de pessoas com for-
mação em exatas e em humanas, nessa ordem, será igual a
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5
Mmc(15, 30, 45)=90 minutos
Respostas Ou seja, a cada 1h30 minutos tem premiações.
Das 9 ate as 21h30min=12h30 minutos
01. Resposta: E.

9 vezes no total, pois as 9 horas acendeu.


Como são 3 premiações: 9x3=27

06. Resposta: C.

Mmc(5,6,7)=2⋅3⋅5⋅7=210

02. Resposta: E.

Mmc(6,8)=24

Para o cálculo do mdc, devemos multiplicar os comuns:


MDC(24,60)=2²⋅3=12

Mdc(30, 36, 72) =2x3=6


Portanto: 24/6=4

Mmc(12,20)=2²⋅3⋅5=60
2A+3B=24+180=204

10
MATEMÁTICA

07. Resposta: E. eles são múltiplos de 2, pois terminam com números


pares.
E são múltiplos de 3, lembrando que para ser múltiplo
de 3, basta somar os números e ser múltiplo de 3.
36=3+6=9
90=9+0=9
162=1+6+2=9

NÚMEROS E GRANDEZAS
MDC(120,160)=8x5=40 PROPORCIONAIS: RAZÕES E
PROPORÇÕES; DIVISÃO EM PARTES
08. Resposta:B. PROPORCIONAIS

Razão

Chama-se de razão entre dois números racionais a e


b, com b 0, ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a
para b por a/b ou a : b.
Exemplo:
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25
moças. Encontre a razão entre o número de rapazes e o
MDC(84,96)=2²x3=12 número de moças. (lembrando que razão é divisão)

09. Resposta: A.

Proporção

Proporção é a igualdade entre duas razões. A propor-


ção entre A/B e C/D é a igualdade:

Propriedade fundamental das proporções


Mmc(120, 125, 130)=2³.3.5³.13=39000 Numa proporção:
10. Resposta: B.
O cálculo utilizado aqui será o MDC (Máximo Divisor
Comum)
Os números A e D são denominados extremos enquan-to
os números B e C são os meios e vale a propriedade: o
produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto é:
AxD=BxC

Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8,


pois:
Mdc(90, 125)=2.3²=18

Então teremos
126/18 = 7 grupos de exatas Exercício: Determinar o valor de X para que a razão
90/18 = 5 grupos de humanas X/3 esteja em proporção com 4/6.
A diferença é de 7-5=2 Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte for-
ma:

11
MATEMÁTICA

Segunda propriedade das proporções


Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos dois primeiros termos está para o primeiro, ou para o se-
gundo termo, assim como a soma ou a diferença dos dois últimos termos está para o terceiro, ou para o quarto termo.
Então temos:

ou
Ou
ou

Terceira propriedade das proporções


Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos antecedentes está para a soma ou a diferença dos conse-
quentes, assim como cada antecedente está para o seu respectivo consequente. Temos então:

ou
Ou
ou

Grandezas Diretamente Proporcionais

Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente proporcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza
igual a razão entre os valores correspondentes da 2ª, ou de uma maneira mais informal, se eu
pergunto: Quanto mais.....mais....

Exemplo
Distância percorrida e combustível gasto
Distância(km) Combustível(litros)
13 1
26 2
39 3
52 4

Quanto MAIS eu ando, MAIS combustível?


Diretamente proporcionais
Se eu dobro a distância, dobra o combustível

Grandezas Inversamente Proporcionais

Duas grandezas variáveis dependentes são inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza
igual ao inverso da razão entre os valores correspondentes da
2ª. Quanto mais....menos...

Exemplo
velocidadextempo a tabela abaixo:
Velocidade (m/s) Tempo (s)
5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50

12
MATEMÁTICA

Quanto MAIOR a velocidade MENOS tempo?? Questões


Inversamente proporcional
Se eu dobro a velocidade, eu faço o tempo pela me- (DESENBAHIA – Técnico Escriturário - INSTITU-TO
tade. AOCP/2017) João e Marcos resolveram iniciar uma so-
ciedade para fabricação e venda de cachorro quente. João
Diretamente Proporcionais iniciou com um capital de R$ 30,00 e Marcos colaborou
Para decompor um número M em partes X1, X2, ..., Xn com R$ 70,00. No primeiro final de semana de trabalho, a
di-retamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar arrecadação foi de R$ 240,00 bruto e ambos reinvestiram
um sistema com n equações e n incógnitas, sendo as R$ 100,00 do bruto na sociedade, restando a eles R$
140,00 de lucro. De acordo com o que cada um investiu
somas X1+X2+...+Xn=M e p1+p2+...+pn=P.
inicial-mente, qual é o valor que João e Marcos devem
receber desse lucro, respectivamente?
(A) 30 e 110 reais.
(B) 40 e 100 reais.
A solução segue das propriedades das proporções: (C) 42 e 98 reais.
(D) 50 e 90 reais.
(E) 70 e 70 reais.

(TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Em uma


Exemplo empresa, trabalham oito funcionários, na mesma função,
Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. mas com cargas horárias diferentes: um deles trabalha 32
horas semanais, um trabalha 24 horas semanais, um tra-
Carlos entrou com R$ 10,00 e João com R$ 15,00. Caso
balha 20 horas semanais, três trabalham 16 horas sema-
ga-nhem o prêmio de R$ 525.000,00, qual será a parte de
nais e, por fim, dois deles trabalham 12 horas semanais.
cada um, se o combinado entre os dois foi de dividirem o
No final do ano, a empresa distribuirá um bônus total de
prê-mio de forma diretamente proporcional? R$ 74.000,00 entre esses oito funcionários, de forma que a
parte de cada um seja diretamente proporcional à sua
carga horária semanal.
Dessa forma, nessa equipe de funcionários, a diferença
entre o maior e o menor bônus individual será, em R$, de
(A) 10.000,00.
(B) 8.000,00.
(C) 20.000,00.
(D) 12.000,00.
(E) 6.000,00.
Carlos ganhará R$210000,00 e Carlos
R$315000,00. Inversamente Proporcionais (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VU-
NESP/2017) Para uma pesquisa, foram realizadas
Para decompor um número M em n partes X1, X2, ..., entrevis-tas nos estados da Região Sudeste do Brasil. A
Xn inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta amostra foi composta da seguinte maneira:
decom-por este número M em n partes X1, X2, ..., Xn
diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn. – 2500 entrevistas realizadas no estado de São Paulo;
A montagem do sistema com n equações e n incógni-
tas, assume que X1+X2+...+ Xn=M e além disso – 1500 entrevistas realizadas nos outros três estados
da Região Sudeste.

Desse modo, é correto afirmar que a razão entre o nú-


mero de entrevistas realizadas em São Paulo e o número
total de entrevistas realizadas nos quatro estados é de
cuja solução segue das propriedades das proporções: A)8 para 5.
B)5 para 8.
C)5 para 7.
D)3 para 5.
E)3 para 8.

(UNIRV/60 – Auxiliar de Laboratório – UNIR-


VGO/2017) Em relação à prova de matemática de um
con-curso, Paula acertou 32 das 48 questões da prova. A
razão entre o número de questões que ela errou para o
total de questões da prova é de

13
MATEMÁTICA

A)2/3 Nessas condições, é correto afirmar que a diferença


B)1/2 entre o número de caixas carregadas em A e o número de
C)1/3 caixas carregadas em B foi igual a
D)3/2 A)304.
B)286.
(MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPE- C)224.
GO/2017) José, pai de Alfredo, Bernardo e Caetano, de 2, D)216.
5 e 8 anos, respectivamente, pretende dividir entre os
E)198.
filhos a quantia de R$ 240,00, em partes diretamente
proporcionais às suas idades. Considerando o intento do
(EMDEC – Assistente Administrativo – IBFC/2016)
genitor, é possí-vel afirmar que cada filho vai receber, em
Paulo vai dividir R$ 4.500,00 em partes diretamente pro-
ordem crescente de idades, os seguintes valores:
(A) R$ 30,00, R$ 60,00 e R$150,00. porcionais às idades de seus três filhos com idades de 4, 6 e
(B) R$ 42,00, R$ 58,00 e R$ 140,00. 8 anos respectivamente. Desse modo, o total distribuído aos
(C) R$ 27,00, R$ 31,00 e R$ 190,00. dois filhos com maior idade é igual a:
(D) R$ 28,00, R$ 84,00 e R$ 128,00. (A) R$2.500,00
(E) R$ 32,00, R$ 80,00 e R$ 128,00. (B) R$3.500,00
(C) R$ 1.000,00
(TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VU- (D) R$3.200,00
NESP/2017) Sabe-se que 16 caixas K, todas iguais, ou 40
caixas Q, todas também iguais, preenchem totalmente cer-to Respostas
compartimento, inicialmente vazio. Também é possível Resposta: C.
preencher totalmente esse mesmo compartimento com- 30k+70k=140
pletamente vazio utilizando 4 caixas K mais certa quantida-de 100k=140 K=1,4
de caixas Q. Nessas condições, é correto afirmar que o 30⋅1,4=42
número de caixas Q utilizadas será igual a
70⋅1,4=98
(A) 10.
(B) 28. 02. Resposta: A.
(C) 18.
Vamos dividir o prêmio pelas horas
(D) 22.
somadas 32+24+20+3⋅16+2⋅12=148
(E) 30.
74000/148=500
(IPRESB/SP – Agente Previdenciário – VU- O maior prêmio foi para quem fez 32 horas semanais
NESP/2017) A tabela, onde alguns valores estão 32⋅500=16000
substituí-dos por letras, mostra os valores, em milhares de 12⋅500=6000
reais, que eram devidos por uma empresa a cada um dos A diferença é: 16000-6000=10000
três forne-cedores relacionados, e os respectivos valores
que foram pagos a cada um deles. Resposta:B.
2500+1500=4000 entrevistas
Fornecedor A B C
Valor pago 22,5 X 37,5
Valor devido Y 40 z
Sabe-se que os valores pagos foram diretamente pro-
porcionais a cada valor devido, na razão de 3 para 4. Nes- 04. Resposta: C.
sas condições, é correto afirmar que o valor total devido a Se Paula acertou 32, errou 16.
esses três fornecedores era, antes dos pagamentos efetu-
ados, igual a
R$ 90.000,00.
R$ 96.500,00.
R$ 108.000,00.
R$ 112.500,00.
Resposta: E.
R$ 120.000,00. 2k+5k+8k=240
(CRBIO – Auxiliar Administrativo – VU- 15k=240 K=16
NESP/2017) O transporte de 1980 caixas iguais foi total- Alfredo: 2⋅16=32
mente repartido entre dois veículos, A e B, na razão direta Bernardo: 5⋅16=80
das suas respectivas capacidades de carga, em toneladas. Caetano: 8⋅16=128
Sabe-se que A tem capacidade para transportar 2,2 t, en-
quanto B tem capacidade para transportar somente 1,8 t.

14
MATEMÁTICA

06. Resposta: E.
Se, com 16 caixas K, fica cheio e já foram colocadas 4 REGRA DE TRÊS
caixa, faltam 12 caixas K, mas queremos colocar as caixas
Q, então vamos ver o equivalente de 12 caixas K

Regra de três simples

Q=30 caixas Regra de três simples é um processo prático para re-


solver problemas que envolvam quatro valores dos quais
conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar
07. Resposta: E. um valor a partir dos três já conhecidos.

Passos utilizados numa regra de três simples:

Y=90/3=30 1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da


mesma espécie em colunas e mantendo na mesma linha
as grandezas de espécies diferentes em correspondência.

X=120/4=30 2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou in-


versamente proporcionais.

3º) Montar a proporção e resolver a equação.


Z=150/3=50 Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de
Portanto o total devido é de: 30+40+50=120000 400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas. Em
quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade
utilizada fosse de 480km/h?
08. Resposta: E.
Solução: montando a tabela:

1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)


400-----------------3
X=1,05 480---------------- x
Se o irmão mais alto cresceu 10cm, está com 1,50
2) Identificação do tipo de relação:

Velocidade ----------tempo
X=1,20 400↓----------------- 3↑
Ele cresceu: 1,20-1,05=0,15m=15cm 480↓---------------- x↑

Obs.: como as setas estão invertidas temos que inver-ter


Resposta: E. os números mantendo a primeira coluna e invertendo a
2,2k+1,8k=1980 segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e
4k=1980 K=495 o que está em baixo na segunda coluna vai para cima
2,2x495=1089
1980-1089=891 Velocidade---------- tempo
1089-891=198 400↓----------------- X↓
480↓---------------- 3↓
Resposta: B.
480x=1200
X=25

A+B+C=4500 Regra de três composta


4p+6p+8p=4500 Regra de três composta é utilizada em problemas
18p=4500 com mais de duas grandezas, direta ou inversamente
P=250 propor-cionais.
B=6p=6x250=1500
C=8p=8x250=2000
1500+2000=3500

15
MATEMÁTICA

Exemplos: (SEPOG – Analista em Tecnologia da Informação e


Comunicação – FGV/2017) Uma máquina copiadora A
Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de faz 20% mais cópias do que uma outra máquina B, no
areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão necessários mes-mo tempo.
para descarregar 125m³? A máquina B faz 100 cópias em uma
hora. A máquina A faz 100 cópias em
Solução: montando a tabela, colocando em cada co- (A) 44 minutos.
luna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha, as (B) 46 minutos.
grandezas de espécies diferentes que se correspondem: (C) 48 minutos.
(D) 50 minutos.
Horas -------- caminhões-----------volume (E) 52 minutos.
8↑---------------- 20↓---------------------- 160↑
5↑------------------ x↓---------------------- 125↑ (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária
MSCONCURSOS/2017) Para a construção de uma ro-
A seguir, devemos comparar cada grandeza com dovia, 12 operários trabalham 8 horas por dia durante 14
aque-la onde está o x. dias e completam exatamente a metade da obra. Porém, a
Observe que: rodovia precisa ser terminada daqui a exatamente 8 dias,
Aumentando o número de horas de trabalho, pode-mos e então a empresa contrata mais 6 operários de mesma
diminuir o número de caminhões. Portanto a relação é capacidade dos primeiros. Juntos, eles deverão trabalhar
inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna). quantas horas por dia para terminar o trabalho no tempo
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o correto?
número de caminhões. Portanto a relação é diretamente (A) 6h 8 min
proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos (B) 6h 50min
igua-lar a razão que contém o termo x com o produto das (C) 9h 20 min
outras razões de acordo com o sentido das setas. (D) 9h 33min
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Horas -------- caminhões-----------volume (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VU-


8↑---------------- 20↓---------------------- 160↓ NESP/2017 ) Um restaurante “por quilo” apresenta seus
5↑------------------ x↓---------------------- 125↓ preços de acordo com a tabela:

Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna fican-


do:

Horas -------- caminhões----------- volume Rodolfo almoçou nesse restaurante na última sexta--
5---------------- 20---------------------- 160 feira. Se a quantidade de alimentos que consumiu nesse
8------------------ x---------------------- 125 almoço custou R$ 21,00, então está correto afirmar que
essa quantidade é, em gramas, igual a

A)375.
B)380.
C)420.
Logo, serão necessários 25 caminhões D)425.
E)450.
Questões

(IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenciá- 05. . (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VU-


rios- VUNESP/2017) Para imprimir 300 apostilas destina-das NESP/2017 ) Um carregamento de areia foi totalmente
a um curso, uma máquina de fotocópias precisa traba-lhar 5 embalado em 240 sacos, com 40 kg em cada saco. Se fos-
horas por dia durante 4 dias. Por motivos administra-tivos, sem colocados apenas 30 kg em cada saco, o número de
será necessário imprimir 360 apostilas em apenas 3 dias. O sacos necessários para embalar todo o carregamento seria
número de horas diárias que essa máquina terá que trabalhar igual a
para realizar a tarefa é A)420.
(A) 6. B)375.
(B) 7. C)370.
(C) 8. D)345.
(D) 9. E)320.
(E) 10.

16
MATEMÁTICA

06. (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIR- Respostas


VGO/2017) Quarenta e oito funcionários de uma certa em-
presa, trabalhando 12 horas por dia, produzem 480 bolsas 01. Resposta: C.
por semana. Quantos funcionários a mais, trabalhando 15 ↑Apostilas ↑ horas dias↓
horas por dia, podem assegurar uma produção de 1200 300------------------ 5-------------- 4
bolsas por semana? 360----------------- x---------------- 3
(A) 48
(B) 96 ↑Apostilas ↑ horas dias↑
(C) 102 300------------------ 5-------------- 3
(D) 144 360----------------- x---------------- 4

07. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPE-


GO/2017) Durante 90 dias, 12 operários constroem uma 900x=7200
loja. Qual o número mínimo de operários necessários para X=8
fazer outra loja igual em 60 dias?
(A) 8 operários. 02. Resposta: D.
(B) 18 operários. Como a máquina A faz 20% a mais:
(C) 14 operários. Em 1 hora a máquina A faz 120 cópias.
(D) 22 operários. 120------ 60 minutos
(E) 25 operários 10------- x
X=50 minutos

08. (FCEP – Técnico Artístico – AMAUC/2017) A va- 03. Resposta: C.


zão de uma torneira é de 50 litros a cada 3 minutos. O tem- ↑Operário ↓horas dias↑
po necessário para essa torneira encher completamente 12-------------- 8------------ 14
um reservatório retangular, cujas medidas internas são 1,5 18---------------- x------------ 8
metros de comprimento, 1,2 metros de largura e 70 centí- Quanto mais horas, menos operários
metros de profundidade é de: Quanto mais horas, menos dias
(A) 1h 16min 00s
(B) 1h 15min 36s
(C) 1h 45min 16s
(D) 1h 50min 05s
(E) 1h55min 42s
8⋅18x=14⋅12⋅8
X=9,33h
09. (CRMV/SC – Assistente Administrativo – IE- 9 horas e 1/3 da hora
SES/2017) Trabalhando durante 6 dias, 5 operários produ- 1/3 de hora é equivalente a 20 minutos
zem 600 peças. Determine quantas peças serão produzidas 9horas e 20 minutos
por sete operários trabalhando por 8 dias:
(A) 1120 peças 04. Resposta:C.
(B) 952 peças 12,50------250
(C) 875 peças 21----------x
(D) 1250 peças X=5250/12,5=420 gramas

05. Resposta: E.
10. (MPE/SP – Oficial de Promotoria I – VU- Sacos kg
NESP/2016) Para organizar as cadeiras em um auditório, 6 240----40
funcionários, todos com a mesma capacidade de produção, x----30
trabalharam por 3 horas. Para fazer o mesmo trabalho, 20 Quanto mais sacos, menos areia foi
funcionários, todos com o mesmo rendimento dos iniciais, colocada(inversamente)
deveriam trabalhar um total de tempo, em minutos, igual a
(A) 48.
(B) 50.
(C) 46.
(D) 54. 30x=9600
(E) 52. X=320

17
MATEMÁTICA

06. Resposta: A.
↓Funcionários ↑ horas bolsas↓
48------------------------ 12----------- 480
x----------------------------- 15---------- 1200
Quanto mais funcionários, menos horas precisam
Quanto mais funcionários, mais bolsas feitas

X=96 funcionários
Precisam de mais 48 funcionários

Resposta: B.
Operários dias
12 -----------90
x-------------- 60
Quanto mais operários, menos dias (inversamente proporcional)

60x=1080
X=18

08. Resposta: B.
V=1,5⋅1,2⋅0,7=1,26m³=1260litros
50litros -----3 min
1260-------- x
X=3780/50=75,6min
0,6min=36s
75min=60+15=1h15min

09. Resposta: A.
↑Dias ↑ operários peças↑
6------------- 5--------------- 600
8-------------- 7--------------- x

30x=33600
X=1120

10. Resposta: D.

Como o exercício pede em minutos, vamos transformar 3 horas em minutos

3x60=180 minutos
↑Funcionários minutos↓
6------------180
20-------------x

18
MATEMÁTICA

As Grandezas são inversamente proporcionais, pois quanto mais funcionários, menos tempo será gasto.
Vamos inverter os minutos
↑Funcionários minutos↑
6------------x
20-------------180
20x=6.180
20x=1040
X=54 minutos

SISTEMA MÉTRICO DECIMAL

Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas
distân-cias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km

Exemplos de Transformação

1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m

Ou seja, para trasnformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda divide por
10.

Superfície
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a
unidade imediatamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada.

Unidades de Área
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Exemplos de Transformação

1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²

Ou seja, para trasnformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda divide
por 100.

19
MATEMÁTICA

Volume

Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem volume. Po-
demos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras, mas todos irão
possuir volume e capacidade.

Unidades de Volume
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus
múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de

1dm³ 1L=1dm³

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Massa

Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por
10. E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada 1 tonelada=1000kg

Tempo

A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).


É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos

Transformação de unidades

Deve-se saber:
dia=24horas
1hora=60minutos
minuto=60segundos
1hora=3600s

Adição de tempo

Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e 25 segundos.
Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

20
MATEMÁTICA

Questões

(IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenciá-rios-


VUNESP/2017) Uma gráfica precisa imprimir um lote de
100000 folhetos e, para isso, utiliza a máquina A, que
imprime 5000 folhetos em 40 minutos. Após 3 horas e 20
minutos de funcionamento, a máquina A quebra e o servi-ço
restante passa a ser feito pela máquina B, que imprime 4500
Não podemos ter 66 minutos, então temos que trans- folhetos em 48 minutos. O tempo que a máquina B levará
ferir para as horas, sempre que passamos de um para o para imprimir o restante do lote de folhetos é
outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 (A) 14 horas e 10 minutos.
hora=60 minutos (B) 14 horas e 05 minutos.
Então fica: 16h 6 minutos 25segundos (C) 13 horas e 45 minutos.
(D) 13 horas e 30 minutos.
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a (E) 13 horas e 20 minutos.
operação inversa.
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VU-
Subtração NESP/2017) Renata foi realizar exames médicos em uma
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as clínica. Ela saiu de sua casa às 14h 45 min e voltou às 17h
16h 6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35 15 min. Se ela ficou durante uma hora e meia na clínica,
minu-tos. Quanto tempo ficou fora? então o tempo gasto no trânsito, no trajeto de ida e volta,
foi igual a
(A) 1/2h.
(B) 3/4h.
(C) 1h.
(D) 1h 15min.
(E) 1 1/2h.
Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VU-
mesma forma que conta de subtração.
NESP/2017) Uma indústria produz regularmente 4500 li-
1hora=60 minutos tros de suco por dia. Sabe-se que a terça parte da produ-
ção diária é distribuída em caixinhas P, que recebem 300
mililitros de suco cada uma. Nessas condições, é correto
afirmar que a cada cinco dias a indústria utiliza uma quan-
tidade de caixinhas P igual a
(A) 25000.
(B) 24500.
Multiplicação
(C) 23000.
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas (D) 22000.
demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o estudo? (E) 20500.

(UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIR-


VGO/2017) Uma empresa farmacêutica distribuiu 14400
litros de uma substância líquida em recipientes de 72 cm3
cada um. Sabe-se que cada recipiente, depois de cheio, tem
80 gramas. A quantidade de toneladas que representa todos
os recipientes cheios com essa substância é de
(A) 16
Divisão (B) 160
5h 20 minutos :2 (C) 1600
(D) 16000

(MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPE-GO/2017)


João estuda à noite e sua aula começa às 18h40min. Cada
aula tem duração de 45 minutos, e o in-tervalo dura 15
minutos. Sabendo-se que nessa escola há
1h 20 minutos, transformamos para minutos 5 aulas e 1 intervalo diariamente, pode-se afirmar que o
:60+20=80minutos término das aulas de João se dá às:

21
MATEMÁTICA

22h30min (DPE/RR – Auxiliar Administrativo – FCC/2015)


22h40min Raimundo tinha duas cordas, uma de 1,7 m e outra de 1,45
22h50min m. Ele precisava de pedaços, dessas cordas, que medissem
23h 40 cm de comprimento cada um. Ele cortou as duas
Nenhuma das anteriores cordas em pedaços de 40 cm de comprimento e assim
conseguiu obter
(IBGE – Agente Censitário Administrativo- A)6 pedaços.
FGV/2017) Quando era jovem, Arquimedes corria 15km B)8 pedaços.
em 1h45min. Agora que é idoso, ele caminha 8km em C)9 pedaços.
1h20min. D)5 pedaços.
E)7 pedaços.
Para percorrer 1km agora que é idoso, comparado com a
época em que era jovem, Arquimedes precisa de mais: Respostas
10 minutos;
7 minutos; 01. Resposta: E.
5 minutos; 3h 20 minutos-200 minutos
3 minutos;
2 minutos. 5000----- 40
x---------- 200
(IBGE – Agente Censitário Administrativo- x=1000000/40=25000
FGV/2017) Lucas foi de carro para o trabalho em um ho-
rário de trânsito intenso e gastou 1h20min. Em um dia Já foram impressos 25000, portanto faltam ainda 75000
sem trânsito intenso, Lucas foi de carro para o trabalho a
uma velocidade média 20km/h maior do que no dia de 4500-------48
trânsito intenso e gastou 48min. 75000------x
X=3600000/4500=800 minutos
A distância, em km, da casa de Lucas até o trabalho é: 800/60=13,33h
A)36; 19 horas e 1/3 hora
B)40; 19h e 20 minutos
C)48;
D)50; 02. Resposta: C.
E)60.

(EMDEC - Assistente Administrativo Jr –


IBFC/2016) Carlos almoçou em certo dia no horário das
12:45 às 13:12. O total de segundos que representa o
tem-po que Carlos almoçou nesse dia é:
(A) 1840
(B) 1620
(C) 1780
(D) 2120 Como ela ficou 1hora e meia na clínica o trajeto de
ida e volta demorou 1 hora.
(ANP – Técnico Administrativo – CESGRAN-
RIO/2016) Um caminhão-tanque chega a um posto de 03. Resposta:A.
abastecimento com 36.000 litros de gasolina em seu re- 4500/3=1500 litros para as caixinhas
servatório. Parte dessa gasolina é transferida para dois 1500litros=1500000ml
tan-ques de armazenamento, enchendo-os 1500000/300=5000 caixinhas por dia
completamente. Um desses tanques tem 12,5 m3, e o 5000.5=25000 caixinhas em 5 dias
outro, 15,3 m3, e esta-vam, inicialmente, vazios.
Após a transferência, quantos litros de gasolina resta- Resposta:A.
ram no caminhão-tanque? 14400litros=14400000 ml
(A) 35.722,00
(B) 8.200,00
(C) 3.577,20
(D) 357,72
(E) 332,20 200000⋅80=16000000 gramas=16 toneladas

22
MATEMÁTICA

05. Resposta: B.
5⋅45=225 minutos de aula EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES
225/60=3 horas 45 minutos nas aulas mais 15
minutos de intervalo=4horas
18:40+4h=22h:40
Equação 1º grau
Resposta: D. Equação é toda sentença matemática aberta
1h45min=60+45=105 minutos represen-tada por uma igualdade, em que exista uma ou
mais letras que representam números desconhecidos.
15km------- 105 Equação do 1º grau, na incógnita x, é toda equação
1-------------- x redutível à forma ax+b=0, em que a e b são números
X=7 minutos reais, chamados coeficientes, com a≠0.
Uma raiz da equação ax+b =0(a≠0) é um valor nu-
1h20min=60+20=80min mérico de x que, substituindo no 1º membro da equação,
torna-se igual ao 2º membro.
8km----80
1-------x Nada mais é que pensarmos em uma balança.
X=10minutos

A diferença é de 3 minutos

Resposta: B. V-
-----80min
V+20----48
Quantomaioravelocidade,menoro
tempo(inversamente)

A balança deixa os dois lados iguais para equilibrar, a


equação também.
No exemplo temos:
3x+300
80v=48V+960
Outro lado: x+1000+500
32V=960
E o equilíbrio?
V=30km/h
3x+300=x+1500
30km----60 min
Quando passamos de um lado para o outro
x-----------80 invertemos o sinal
3x-x=1500-300
2x=1200
X=600
60x=2400
Exemplo
X=40km (PREF. DE NITERÓI/RJ – Fiscal de Posturas –
FGV/2015) A idade de Pedro hoje, em anos, é igual ao
08 Resposta: B.
do-bro da soma das idades de seus dois filhos, Paulo e
12:45 até 13:12 são 27 minutos
Pierre. Pierre é três anos mais velho do que Paulo. Daqui a
27x60=1620 segundos dez anos, a idade de Pierre será a metade da idade que
Pedro tem hoje.
Resposta: B.
A soma das idades que Pedro, Paulo e Pierre têm hoje
1m³=1000litros
é:
36000/1000=36 m³
A)72;
36-12,5-15,3=8,2 m³x1000=8200 litros B)69;
C)66;
10.Resposta: E.
D)63;
1,7m=170cm
E)60.
1,45m=145 cm
Resolução
170/40=4 resta 10
A ideia de resolver as equações é literalmente colocar
145/40=3 resta 25
na linguagem matemática o que está no texto.
4+3=7

23
MATEMÁTICA

“Pierre é três anos mais velho do que


Paulo” Pi=Pa+3
“Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da
idade que Pedro tem hoje.”
Exemplo

A idade de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da


soma das idades de seus dois filhos,
Pe=2(Pi+Pa)
Pe=2Pi+2Pa
, portanto não há solução real.
Lembrando que:
Pi=Pa+3 2.

Substituindo em Pe
Pe=2(Pa+3)+2Pa
Pe=2Pa+6+2Pa
Pe=4Pa+6

Pa+3+10=2Pa+3
Pa=10
Pi=Pa+3 3.
Pi=10+3=13
Pe=40+6=46
Soma das idades: 10+13+46=69

Resposta: B.

Equação 2º grau
Se não há solução, pois não existe raiz quadrada
A equação do segundo grau é representada pela fór- real de um número negativo.
mula geral:
Se , há duas soluções iguais:

Onde a, b e c são números reais,

Discussão das Raízes 1. Se , há soluções reais diferentes:

Relações entre Coeficientes e

Raízes Dada as duas raízes:


Se for negativo, não há solução no conjunto dos
números reais.

Se for positivo, a equação tem duas soluções:

24
MATEMÁTICA

Soma das Raízes Substituindo em A


A=44-26=18
Ou A=44-18=26
Resposta: B.

Produto das Raízes Inequação


Uma inequação é uma sentença matemática expressa
por uma ou mais incógnitas, que ao contrário da equação
que utiliza um sinal de igualdade, apresenta sinais de
desi-gualdade. Veja os sinais de desigualdade:
Composição de uma equação do 2ºgrau, conheci-
das as raízes >: maior
<: menor
Podemos escrever a equação da seguinte maneira: ≥: maior ou igual
≤: menor ou igual
x²-Sx+P=0

Exemplo O princípio resolutivo de uma inequação é o mesmo


da equação, onde temos que organizar os termos
Dada as raízes -2 e 7. Componha a equação do 2º grau. semelhan-tes em cada membro, realizando as operações
indicadas. No caso das inequações, ao realizarmos uma
Solução multiplicação de seus elementos por –1 com o intuito de
S=x1+x2=-2+7=5 deixar a parte da incógnita positiva, invertemos o sinal
P=x1.x2=-2.7=-14 representativo da desigualdade.
Então a equação é: x²-5x-14=0
Exemplo 1
Exemplo 4x + 12 > 2x – 2
(IMA – Analista Administrativo Jr – SHDIAS/2015) 4x – 2x > – 2 – 12
A soma das idades de Ana e Júlia é igual a 44 anos, e, 2x > – 14
quando somamos os quadrados dessas idades, obtemos x > –14/2
1000. A mais velha das duas tem: x>–7
24 anos
26 anos Inequação-Produto
31 anos
33 anos Quando se trata de inequações-produto, teremos uma
desigualdade que envolve o produto de duas ou mais fun-
Resolução ções. Portanto, surge a necessidade de realizar o estudo da
A+J=44 desigualdade em cada função e obter a resposta final
A²+J²=1000 realizando a intersecção do conjunto resposta das funções.
A=44-J
Exemplo
(44-J)²+J²=1000
1936-88J+J²+J²=1000 a)(-x+2)(2x-3)<0
2J²-88J+936=0
Dividindo por2:
J²-44J+468=0
∆=(-44)²-4.1.468
∆=1936-1872=64

Inequação-Quociente
Na inequação-quociente, tem-se uma desigualdade
de funções fracionárias, ou ainda, de duas funções na qual
uma está dividindo a outra. Diante disso, deveremos nos
atentar ao domínio da função que se encontra no
denomi-nador, pois não existe divisão por zero. Com isso,
a função que estiver no denominador da inequação
deverá ser dife-rente de zero.

25
MATEMÁTICA

O método de resolução se assemelha muito à resolu-


ção de uma inequação-produto, de modo que devemos
analisar o sinal das funções e realizar a intersecção do
sinal dessas funções.
Exemplo
Resolva a inequação a seguir:

x-2≠0 Portanto:
x≠2 S = { x R | x ≤ - 1} ou S = ] - ∞ ; -
1] Inequação 2º grau
Chama-se inequação do 2º grau, toda inequação que
pode ser escrita numa das seguintes formas:
ax²+bx+c>0
ax²+bx+c≥0
ax²+bx+c<0
Sistema de Inequação do 1º Grau ax²+bx+c<0
Um sistema de inequação do 1º grau é formado por ax²+bx+c≤0
duas ou mais inequações, cada uma delas tem apenas ax²+bx+c≠0
uma variável sendo que essa deve ser a mesma em todas
as outras inequações envolvidas.
Exemplo
Veja alguns exemplos de sistema de inequação do 1º
grau: Vamos resolver a inequação 3x² + 10x + 7 < 0.

Resolvendo Inequações
Resolver uma inequação significa determinar os valo-
res reais de x que satisfazem a inequação dada.
Assim, no exemplo, devemos obter os valores reais de
x que tornem a expressão 3x² + 10x +7 negativa.

Vamos achar a solução de cada inequação.


4x + 4 ≤ 0
4x ≤ - 4
x≤-4:4
x≤-1

S1 = {x R | x ≤ - 1}
Fazendo o cálculo da segunda inequação temos:
x+1≤0
x≤-1

A “bolinha” é fechada, pois o sinal da inequação é igual.

S2 = { x R | x ≤ - 1}
Calculando agora o CONJUTO SOLUÇÃO da
inequação temos: S = {x ∈ R / –7/3 < x < –1}
S = S1 ∩ S2

26
MATEMÁTICA

Questões (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIR-


VGO/2017) O valor de m para que a equação (2m -1) x²
(SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - 6x + 3 = 0 tenha duas raízes reais iguais é
MSCONCURSOS/2017) O dobro do quadrado de um nú- 3
mero natural aumentado de 3 unidades é igual a sete 2
vezes esse número. Qual é esse número? −1
(A) 2 −6
(B) 3
(C) 4 (IPRESB - Agente Previdenciário – VUNESP/2017) Em
(D) 5 setembro, o salário líquido de Juliano correspondeu a 4/5 do
seu salário bruto. Sabe-se que ele destinou 2/5 do salário
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU- líquido recebido nesse mês para pagamento do alu-guel, e
NESP/2017) Um carro parte da cidade A em direção à que poupou 2/5 do que restou. Se Juliano ficou, ain-da, com
cidade B pela rodovia que liga as duas cidades, percorre R$ 1.620,00 para outros gastos, então o seu salário bruto do
1/3 do percurso total e para no ponto P. Outro carro parte mês de setembro foi igual a
da cidade B em direção à cidade A pela mesma rodovia, (A) R$ 6.330,00.
percorre 1/4 do percurso total e para no ponto Q. Se a (B) R$ 5.625,00.
soma das distâncias percorridas por ambos os carros até (C) R$ 5.550,00.
os pontos em que pararam é igual a 28 km, então a (D) R$ 5.125,00.
distância entre os pontos P e Q, por essa rodovia, é, em (E) R$ 4.500,00.
quilômetros, igual a
(A) 26. (SESAU/RO – Técnico em Informática – FUN-
(B) 24. RIO/2017) Daqui a 24 anos, Jovelino terá o triplo de sua
(C) 20. idade atual. Daqui a cinco anos, Jovelino terá a seguinte
(D) 18. idade:
(E) 16. (A) 12.
(B) 14.
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU- (C) 16.
NESP/2017) Nelson e Oto foram juntos a uma loja de ma- (D) 17.
teriais para construção. Nelson comprou somente 10 uni- (E) 18.
dades iguais do produto P, todas de mesmo preço. Já Oto
comprou 7 unidades iguais do mesmo produto P, e gastou (PREF. DE FAZENDA RIO GRANDE/PR – Profes-sor
mais R$ 600,00 na compra de outros materiais. Se os valo-res – PUC/2017) A equação 8x² – 28x + 12 = 0 possui raí-zes
totais das compras de ambos foram exatamente iguais, então iguais a x1 e x2. Qual o valor do produto x1 . x2?
o preço unitário do produto P foi igual a (A) 1/2 .
(A) R$ 225,00. (B) 3.
(B) R$ 200,00. (C) 3/2 .
(C) R$ 175,00. (D) 12.
(D) R$ 150,00. (E) 28.
(E) R$ 125,00.
10 (PREF.DO RIO DE JANEIRO – Agente de
(ITAIPU BINACIONAL - Profissional Nível Técni-co Adminis-tração – PREF. DO RIO DE JANEIRO/2016) Ao
I - Técnico em Eletrônica – NCUFPR/2017) Considere a perguntar para João qual era a sua idade atual, recebi a
equação dada por 2x² + 12x + 3 = -7. Assinale a alternati-va seguinte res-posta:
que apresenta a soma das duas soluções dessa equação. - O quíntuplo da minha idade daqui a oito anos, di-
(A) 0. minuída do quíntuplo da minha idade há três anos atrás
(B) 1. representa a minha idade atual.
(C) -1. A soma dos algarismos do número que representa,
(D) 6. em anos, a idade atual de João, corresponde a:
(E) -6. A)6
B)7
(UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIR- C)10
VGO/2017) Num estacionamento encontram-se 18 motos, D)14
15 triciclos e alguns carros. Se Pedrinho contou um total de
269 rodas, quantos carros tem no estacionamento?
(A) 45
(B) 47
(C) 50
(D) 52

27
MATEMÁTICA

RESPOSTAS 07. Resposta: B.


Salário liquido: x
Resposta:
B. 2x²+3=7x
2x²-7x+3=0
∆=49-24=25

10x+6x+40500=25x
Como tem que ser natural, apenas o número 3 convém. 9x=40500
X=4500
02. Resposta: C.
Salario fração
y---------------1
4500---------4/5

Mmc(3,4)=12

4x+3x=336
7x=336
X=48 08. Resposta: D.
A distância entre A e B é 48km
Como já percorreu 28km Idade atual: x
48-28=20 km entre P e Q. X+24=3x
2x=24
03. Resposta:B. X=12
Sendo x o valor do material P Ele tem agora 12 anos, daqui a 5 anos: 17.
10x=7x+600
3x=600 09. Resposta: C.
X=200 ∆=(-28)²-4.8.12
∆=784-384
04. Resposta: E. ∆=400
2x²+12x+10=0
∆=12²-4⋅2⋅10
∆=144-80=64

A soma das duas é -1-5=-6

05. Resposta:B.
Vamos fazer a conta de rodas:
Motos tem 2 rodas, triciclos 3 e carros 4
18⋅2+15⋅3+x⋅4=269
4x=269-36-45
4x=188
X=47 10. Resposta: C.
Atual:x
06. Resposta: B 5(x+8)-5(x-3)=x
∆=-(-6)²-4⋅(2m-1) ⋅3=0 5x+40-5x+15=x
36-24m+12=0 X=55
-24m=-48 Soma: 5+5=10
M=2

28
MATEMÁTICA

O conjunto B é denominado contradomínio, CD.


FUNÇÕES Cada elemento x do domínio tem um correspondente
y no contradomínio. A esse valor de y damos o nome de
imagem de x pela função f. O conjunto de todos os
valores de y que são imagens de valores de x forma o
Diagrama de Flechas conjunto imagem da função, que indicaremos por Im.

Exemplo
Com os conjuntos A={1, 4, 7} e B={1, 4, 6, 7, 8, 9, 12}
criamos a função f: A→B.definida por f(x) = x + 5 que
tam-bém pode ser representada por y = x + 5. A
representação, utilizando conjuntos, desta função, é:

Gráfico Cartesiano

No nosso exemplo, o domínio é D = {1, 4, 7}, o


contra-domínio é = {1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} e o conjunto
imagem é Im = {6, 9, 12}

Classificação das funções

Injetora: Quando para ela elementos distintos do do-


mínio apresentam imagens também distintas no
contrado-mínio.
Muitas vezes nos deparamos com situações que en-
volvem uma relação entre grandezas. Assim, o valor a ser
pago na conta de luz depende do consumo medido no
pe-ríodo; o tempo de uma viagem de automóvel depende
da velocidade no trajeto.
Como, em geral, trabalhamos com funções numéricas, o
domínio e a imagem são conjuntos numéricos, e pode-mos
definir com mais rigor o que é uma função matemáti-ca
utilizando a linguagem da teoria dos conjuntos.

Definição: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f


Sobrejetora: Quando todos os elementos do contra-
uma relação de A em B.
domínio forem imagens de pelo menos um elemento do
Essa relação f é uma função de A em B quando a cada
domínio.
elemento x do conjunto A está associado um e apenas um
elemento y do conjunto B.
Notação: f:A→B (lê-se função f de A em B)

Domínio, contradomínio, imagem


O domínio é constituído por todos os valores que
po-dem ser atribuídos à variável independente. Já a
imagem da função é formada por todos os valores
correspondentes da variável dependente.
O conjunto A é denominado domínio da função, indi-
cada por D. O domínio serve para definir em que conjun-
to estamos trabalhando, isto é, os valores possíveis para a
variável x.

29
MATEMÁTICA

Bijetora : Quando apresentar as características de Função Decrescente: a < 0


fun-ção injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora, ou Nesse caso, os valores de y, caem.
seja, elementos distintos têm sempre imagens distintas e
todos os elementos do contradomínio são imagens de
pelo me-nos um elemento do domínio.

Função 1 grau Raiz da função


A função do 1° grau relacionará os valores numéricos Calcular o valor da raiz da função é determinar o valor
obtidos de expressões algébricas do tipo (ax + b), consti- em que a reta cruza o eixo x, para isso consideremos o
tuindo, assim, a função f(x) = ax + b. valor de y igual a zero, pois no momento em que a reta
intersecta o eixo x, y = 0. Observe a representação gráfica
Estudo dos Sinais a seguir:
Definimos função como relação entre duas grandezas
representadas por x e y. No caso de uma função do 1º grau,
sua lei de formação possui a seguinte característica: y = ax
b ou f(x) = ax + b, onde os coeficientes a e b pertencem
aos reais e diferem de zero. Esse modelo de função possui
como representação gráfica a figura de uma reta, portanto,
as relações entre os valores do domínio e da imagem cres-
cem ou decrescem de acordo com o valor do coeficiente a.
Se o coeficiente possui sinal positivo, a função é crescente, e
caso ele tenha sinal negativo, a função é decrescente.
Podemos estabelecer uma formação geral para o cál-
Função Crescente: a > 0 culo da raiz de uma função do 1º grau, basta criar uma ge-
neralização com base na própria lei de formação da função,
De uma maneira bem simples, podemos olhar no grá-
considerando y = 0 e isolando o valor de x (raiz da função).
fico que os valores de y vão crescendo.
X=-b/a

Dependendo do caso, teremos que fazer um sistema


com duas equações para acharmos o valor de a e b.

Exemplo:
Dado que f(x)=ax+b e f(1)=3 e f(3)=5, ache a função.

F(1)=1a+b
3=a+b

F(3)=3a+b
5=3a+b

Isolando a em I
a=3-b
Substituindo em II

3(3-b)+b=5
9-3b+b=5
-2b=-4

30
MATEMÁTICA

b=2 Raízes
Portanto,
a=3-b
a=3-2=1

Assim, f(x)=x+2

Função Quadrática ou Função do 2º grau


Em geral, uma função quadrática ou polinomial do se-
gundo grau tem a seguinte forma:
f(x)=ax²+bx+c, onde a≠0
f(x)=a(x-x1)(x-x2) Vértices e Estudo do Sinal
É essencial que apareça ax² para ser uma função qua- Quando a > 0, a parábola tem concavidade voltada
drática e deve ser o maior termo. para cima e um ponto de mínimo V; quando a < 0, a pa-
rábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de
Considerações máximo V.
Em qualquer caso, as coordenadas de V são
Concavidade . Veja os gráficos:
A concavidade da parábola é para cima se a>0 e para
baixo se a<0

Discriminante(∆)

∆=b²-4ac

∆>0
A parábola y=ax²+bx+c intercepta o eixo x em dois
pontos distintos, (x1,0) e (x2,0), onde x1 e x2 são raízes da
equação ax²+bx+c=0

∆=0

Quando , a parábola y=ax²+bx+c é tangente ao


eixo x, no ponto

Repare que, quando tivermos o discriminante , as


duas raízes da equação ax²+bx+c=0 são iguais

∆<0

A função não tem raízes reais

31
MATEMÁTICA

Equação Exponencial Função decrescente


Se temos uma função exponencial
toda equação cuja incógnita se apresenta no expo- de-crescente em todo o domínio da função.
ente de uma ou mais potências de bases positivas e dife- Neste outro gráfico podemos observar que à
rentes de 1. medida que x aumenta, y diminui. Graficamente
observamos que a curva da função é decrescente.
Exemplo
Resolva a equação no universo dos números reais.

Solução

A Constante de Euler
definida por : e
= exp(1)
O número e é um número irracional e positivo e em
função da definição da função exponencial, temos que:
Função exponencial Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao
A expressão matemática que define a função exponen- ma-temático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um dos
cial é uma potência. Nesta potência, a base é um número real primei-ros a estudar as propriedades desse número.
positivo e diferente de 1 e o expoente é uma variável. O valor deste número expresso com 10 dígitos deci-
mais, é:
Função crescente e = 2,7182818284
Se x é um número real, a função exponencial exp(.)
Se temos uma função exponencial crescente, pode ser escrita como a potência de base e com expoente
qualquer que seja o valor real de x. x, isto é:
No gráfico da função ao lado podemos observar que ex = exp(x)
à medida que x aumenta, também aumenta f(x) ou y.
Grafica-mente vemos que a curva da função é crescente. Propriedades dos expoentes
Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um
número racional, então:
ax ay= ax + y
ax / ay= ax - y
(ax) y= ax.y
(a b)x = ax bx
(a / b)x = ax / bx
a-x = 1 / ax

Logaritmo
Considerando-se dois números N e a reais e positivos,
com a ≠1, existe um número c tal que:

A esse expoente c damos o nome de logaritmo de N


na base a

32
MATEMÁTICA

Ainda com base na definição podemos estabelecer Função Logarítmica


condições de existência:
Uma função dada por , em
que a constante a é positiva e diferente de 1, denomina-
se fun-ção logarítmica.
Exemplo

Consequências da Definição

Questões

(TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Uma


locadora de automóveis oferece dois planos de aluguel de
carros a seus clientes:
Propriedades
Plano A: diária a R$ 120,00, com quilometragem
livre.

Plano B: diária a R$ 90,00, mais R$ 0,40 por quilô-


metro rodado.

Alugando um automóvel, nesta locadora, quantos qui-


lômetros precisam ser rodados para que o valor do aluguel
pelo Plano A seja igual ao valor do aluguel pelo Plano B?

A)30.
Mudança de Base B)36.
C)48.
D)75.
E)84.

Exemplo (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Um


Dados log 2=0,3010 e log 3=0,4771, calcule: vendedor recebe um salário mensal composto de um
a)log 6 valor fixo de R$ 1.300,00 e de uma parte variável. A parte
log1,5 variá-vel corresponde a uma comissão de 6% do valor
log 16 total de vendas que ele fez durante o mês. O salário
Solução mensal desse vendedor pode ser descrito por uma
Log6=log2⋅3=log2+log3=0,3010+0,4771=0,7781 expressão algébrica f(x), em função do valor total de
b) vendas mensal, represen-tado por x.
c)
A expressão algébrica f(x) que pode representar o
salá-rio mensal desse vendedor é

33
MATEMÁTICA

A)f(x) = 0,06x + 1.300.


B)f(x) = 0,6x + 1.300.
C)f(x) = 0,78x + 1.300.
D)f(x) = 6x + 1.300.
E)f(x) = 7,8x + 1.300.

(CONSANPA – Técnico Industrial –


FADESP/2017) Um reservatório em formato de cilindro é
abastecido por uma fonte a vazão constante e tem a
altura de sua coluna d’água (em metros), em função do
tempo (em dias), descri-ta pelo seguinte gráfico:

Os valores de x, soluções da equação f(x)=g(x), são

A) -0,5 e 2,5.
B) -0,5 e 3.
Sabendo que a altura do reservatório mede 12
C) -1 e 2.
metros, o número de dias necessários para que a fonte
D) -1 e 2,5.
encha o reservatório inicialmente vazio é
E) -1 e 3.
A)18
B)12 (EMBASA – Agente Administrativo – IBFC/2017) A
C)8 soma das coordenadas do vértice da parábola da função
D)6 f(x) = – x² + 8x – 12 é igual a:
(A) 4
(B) 6
(TRT – 14ªREGIÃO -Técnico Judiciário – (C) 8
FCC/2016) Carlos presta serviço de assistência técnica de (D) 10
computadores em empresas. Ele cobra R$ 12,00 para ir
até o local, mais R$ 25,00 por hora de trabalho até 07. (EMBASA – Assistente de Laboratório –
resolver o problema (também são cobradas as frações de
horas traba-lhadas). Em um desses serviços, Carlos IBFC/2017) Substituindo o valor da raiz da função
resolveu o problema e cobrou do cliente R$ 168,25, o que na função g(x) = x2 - 4x + 5, encontramos
permite concluir que ele trabalhou nesse serviço
como resultado:
(A) 5 horas e 45 minutos.
(B) 6 horas e 15 minutos. A)12
(C) 6 horas e 25 minutos. B)15
(D) 5 horas e 25 minutos. C)16
(E) 5 horas e 15 minutos. D)17

(PETROBRAS - Técnico de Enfermagem do Tra-


(TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) No balho Júnior -CESGRANRIO/2017) Quantos valores reais
sistema de coordenadas cartesianas da figura abaixo, en- de x fazem com que a expressão as-
contram-se representados o gráfico da função de suma valor numérico igual a 1?
segundo grau f, definida por f(x), e o gráfico da função de
primeiro grau g, definida por g(x). A)2
B)3
C)4
D)5
E)6

34
MATEMÁTICA

(IF/ES – Administrador – IFES/2017) O gráfico (ITAIPU BINACIONAL - Profissional Nível


que melhor representa a função y = 2x , para o domínio Técni-co I - Técnico em Eletrônica – NCUFPR/2017)
em R+ é: Conside-rando que log105 = 0,7, assinale a alternativa que
apresenta o valor de log5100.
(A) 0,35.
(B) 0,50.
(C) 2,85.
(D) 7,00.
(E) 70,00.

(A) Respostas

01. Resposta: D.

90+0,4x=120
0,4x=30
X=75km

(B) 02. Resposta: A.

6%=0,06
Como valor total é x, então
0,06x E mais a parte fixa de 1300
0,06x+1300

03. Resposta: A.

(C)

2x=36
X=18

04.Resposta: B.
(D) F(x)=12+25x
X=hora de trabalho

168,25=12+25x
25x=156,25
X=6,25 horas
1hora---60 minutos
0,25-----x
X=15 minutos

(E) Então ele trabalhou 6 horas e 15 minutos

05. Resposta: E.
(PETROBRAS - Técnico de Enfermagem do Tra- Como a função do segundo grau, tem raízes -2 e 2:
balho Júnior -CESGRANRIO/2017) Qual o maior valor (x-2)(x+2)=x²-4
de k na equação log(kx) = 2log(x+3) para que ela tenha
exa-tamente uma raiz? A função do primeiro grau, tem o ponto (0, -1) e (2,3)
(A) 0 Y=ax+b
(B) 3 -1=b
(C) 6 3=2a-1
(D) 9 2a=4
(E) 12 A=2
Y=2x-1

35
MATEMÁTICA

Igualando a função do primeiro grau e a função do se-


gundo grau:
X²-4=2x-1
X²-2x-3=0
∆=4+12=16 A base for -1 desde que o expoente seja par:
X²-5x+5=-1
X²-5x+6=0

∆=25-24=1

06. Resposta:C.

Vamos substituir esses dois valores no expoente


X=2:
X²+4x-60
2²+8-60==48
A soma das coordenadas é igual a 8 X=3
3²+12-60=-39
07. Resposta: D.
Portanto, serão 5 valores.

09. Resposta: A.
Um gráfico de função exponencial não começa do
zero, é é uma curva.

10. Resposta: E.
-2x=-12 Kx=(x+3)²
X=6 Kx=x²+6x+9
X²+(6-k)x+9=0
Substituindo em g(x) Para ter uma raiz, ∆=0
G(6)=6²-4(6)+5=36-24+5=17 ∆=b²-4ac
, ∆=(6-k)²-36=0
08. Resposta: D. 36-12k+k²-36=0
Para assumir valor 1, o expoente deve ser igual a zero. k²-12k=0
X²+4x-60=0 k=0 ou k=12
∆=4²-4.1.(-60)
∆=16+240 11. Resposta:C.
∆=256

A base pode ser igual a 1:


X²-5x+5=1
X²-5x+4=0
∆=25-16=9

36
MATEMÁTICA

Histogramas
GRÁFICOS E TABELAS
São gráfico de barra que mostram a frequência de
uma variável específica e um detalhe importante que são
faixas de valores em x.
Os gráficos e tabelas apresentam o cruzamento entre
dois dados relacionados entre si.
A escolha do tipo e a forma de apresentação sempre
vão depender do contexto, mas de uma maneira geral um
bom gráfico deve: Setor ou pizza- Muito útil quando temos um total e
-Mostrar a informação de modo tão acurado quanto queremos demonstrar cada parte, separando cada pedaço
possível. como numa pizza.
-Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar
claro o contexto, o conteúdo e a mensagem.
-Complementar ou melhorar a visualização sobre aspec-tos
descritos ou mostrados numericamente através de tabelas.
-Utilizar escalas adequadas.
-Mostrar claramente as tendências existentes nos dados.

Tipos de gráficos
Barras- utilizam retângulos para mostrar a quantidade.

Barra vertical

Fonte: educador.brasilescola.uol.com.br

Linhas- É um gráfico de grande utilidade e muito co-


mum na representação de tendências e relacionamentos
de variáveis

Pictogramas – são imagens ilustrativas para tornar


Fonte: tecnologia.umcomo.com.br mais fácil a compreensão de todos sobre um tema.
Barra horizontal

Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visua-


lização de dados e muitas vezes é através dela que vamos
fazer os tipos de gráficos vistos anteriormente.

Podem ser tabelas simples:


Quantos aparelhos tecnológicos você tem na sua casa?
aparelho quantidade
televisão 3
celular 4
Geladeira 1
Até as tabelas que vimos nos exercícios de raciocínio
lógico
Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br

37
MATEMÁTICA

Questões

(TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Na Pes-


quisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, re-
alizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), foram obtidos os dados da taxa de desocupação
da população em idade para trabalhar. Esses dados, em
por-centagem, encontram-se indicados na apresentação
gráfi-ca abaixo, ao longo de trimestres de 2014 a 2017.

O número médio de carros vendidos por dia nesse


pe-ríodo foi igual a
A)10.
B)9.
C)8.
D)7.
E)6.

Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta a (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VU-NESP/2017)
melhor aproximação para o aumento percentual da taxa de Uma professora elaborou um gráfico de se-tores para
desocupação do primeiro trimestre de 2017 em relação representar a distribuição, em porcentagem, dos cinco
taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2014. conceitos nos quais foram agrupadas as notas obti-das
pelos alunos de uma determinada classe em uma prova
15%. de matemática. Observe que, nesse gráfico, as porcenta-
25%. gens referentes a cada conceito foram substituídas por x
50%. ou por múltiplos e submúltiplos de x.
75%.
90%.

(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU-


NESP/2017) A tabela seguinte, incompleta, mostra a distri-
buição, percentual e quantitativa, da frota de uma empresa
de ônibus urbanos, de acordo com o tempo de uso destes.

Analisando o gráfico, é correto afirmar que a medida


do ângulo interno correspondente ao setor circular que
re-presenta o conceito BOM é igual a
A)144º.
O número total de ônibus dessa empresa é B)135º.
C)126º
A)270. D)117º
B)250. E)108º.
C)220
D)180. 05. (TCE/PR – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016)
E)120.

(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU-


NESP/2017) O gráfico mostra o número de carros vendi-
dos por uma concessionária nos cinco dias subsequentes
à veiculação de um anúncio promocional.

38
MATEMÁTICA

Tendo como referência o gráfico precedente, que mos- Pode-se concluir que
tra os valores, em bilhões de reais, relativos à arrecadação de A)o total da folha de pagamentos é de 35,3 salários.
receitas e aos gastos com despesas do estado do Paraná nos B)60% dos trabalhadores ganham mais ou igual a 3
doze meses do ano de 2015, assinale a opção correta. salários.
No ano considerado, o segundo trimestre caracte- C)10% dos trabalhadores ganham mais de 10 salários.
rizou-se por uma queda contínua na arrecadação de D)20% dos trabalhadores detêm mais de 40% da ren-
recei-tas, situação que se repetiu no trimestre seguinte. da total.
No primeiro quadrimestre de 2015, houve um pe- E)60% dos trabalhadores detêm menos de 30% da
ríodo de queda simultânea dos gastos com despesas e da renda total.
arrecadação de receitas e dois períodos de aumento
simul-tâneo de gastos e de arrecadação.
No último bimestre do ano de 2015, foram regis- (TJ/SP – Estatístico Judiciário – VUNESP/2015)
trados tanto o maior gasto com despesas quanto a maior Considere a tabela de distribuição de frequência seguinte,
arrecadação de receitas. em que xi é a variável estudada e fi é a frequência
No ano em questão, janeiro e dezembro foram os absoluta dos dados.
únicos meses em que a arrecadação de receitas foi ultra-
passada por gastos com despesas. xi fi
A menor arrecadação mensal de receitas e o menor 30-35 4
gasto mensal com despesas foram verificados, respecti- 35-40 12
vamente, no primeiro e no segundo semestre do ano de 40-45 10
2015. 45-50 8
50-55 6
(BRDE – Assistente Administrativo – FUNDA- TOTAL 40
TEC/2015) Assinale a alternativa que representa a
nomen-clatura dos três gráficos abaixo, respectivamente. Assinale a alternativa em que o histograma é o que
melhor representa a distribuição de frequência da tabela.

(A)

A)Gráfico de Setores – Gráfico de Barras – Gráfico de


Linha. B)
B)Gráfico de Pareto – Gráfico de Pizza – Gráfico de
Tendência.
C)Gráfico de Barras – Gráfico de Setores – Gráfico de
C)
Linha.
D)Gráfico de Linhas – Gráfico de Pizza – Gráfico de
Barras.
E)Gráfico de Tendência – Gráfico de Setores – Gráfico
de Linha.

(TJ/SP – Estatístico Judiciário – VUNESP/2015) A


distribuição de salários de uma empresa com 30 funcioná- (D)
rios é dada na tabela seguinte.

Salário (em salários mínimos) Funcionários


1,8 10
2,5 8 (E)
3,0 5
5,0 4
8,0 2
15,0 1

39
MATEMÁTICA

(DEPEN – Agente Penitenciário Federal – CES- A partir das informações e do gráfico apresentados,
PE/2015) julgue o item que se segue.
Se os percentuais forem representados por barras ver-
ticais, conforme o gráfico a seguir, então o resultado será
denominado histograma.

Ministério da Justiça — Departamento


Penitenciário Nacional
— Sistema Integrado de Informações Penitenciárias
– InfoPen, ( ) Certo ( ) Errado
Relatório Estatístico Sintético do Sistema
Prisional Brasileiro,
dez./2013 Internet:<www.justica.gov.br> (com adap-
tações) Respostas

A tabela mostrada apresenta a quantidade de deten-tos Resposta: E.


no sistema penitenciário brasileiro por região em 2013. Nesse 13,7/7,2=1,90
ano, o déficit relativo de vagas — que se define pela razão Houve um aumento de 90%.
entre o déficit de vagas no sistema penitenciário e a
quantidade de detentos no sistema penitenciário — re-
gistrado em todo o Brasil foi superior a 38,7%, e, na média Resposta:D
nacional, havia 277,5 detentos por 100 mil habitantes. 81+27=108
Com base nessas informações e na tabela ônibus somam 60%(100-35-5)
apresentada, julgue o item a seguir. 108-----60 x------
Em 2013, mais de 55% da população carcerária no --100
Bra-sil se encontrava na região Sudeste. x=10800/60=180

( )certo ( ) errado
03. Resposta: C.
(DEPEN – Agente Penitenciário Federal – CES-
PE/2015)

04. Resposta: A.

X+0,5x+4x+3x+1,5x=360
10x=360
X=36
Como o conceito bom corresponde a 4x: 4x36=144°

05. Resposta: B.
Analisando o primeiro quadrimestre, observamos que
os dois primeiros meses de receita diminuem e os dois
me-ses seguintes aumentam, o mesmo acontece com a
des-pesa.

40
MATEMÁTICA

ESTATÍSTICA DESCRITIVA, AMOSTRAGEM,


TESTE DE HIPÓTESES E ANÁLISE DE
REGRESSÃO

Teste de Hipóteses
Definição: Processo que usa estatísticas amostrais
para testar a afirmação sobre o valor de um
parâmetro populacional.
Para testar um parâmetro populacional, você deve
afirmar cuidadosamente um par de hipóteses – uma que
represente a afirmação e outra, seu complemento.
06. Resposta: C. Quan-do uma é falsa, a outra é verdadeira.
Como foi visto na teoria, gráfico de barras, de setores Uma hipótese nula H0 é uma hipótese estatística que
ou pizza e de linha contém uma afirmação de igualdade, tal como ≤, =, ≥
A hipótese alternativa Ha é o complemento da hipó-
tese nula. Se H0 for falsa, Ha deve ser verdadeira, e
07. Resposta: D. contém afirmação de desigualdade, como <, ≠, >.
1,8x10+2,5x8+3,0x5+5,0x4+8,0x2+15,0x1=104 sa-
lários Vamos ver como montar essas
60% de 30=18 funcionários e se juntarmos quem hipóteses Um caso bem simples.
ganha mais de 3 salários (5+4+2+1=12)
(C)10% de 30=0,1x30=3 funcionários E
apenas 1 pessoa ganha
40% de 104=0,4x104= 41,6
20% de 30=0,2x30=6 Assim, fica fácil, se H0 for falsa, Ha é verdadeira
5x3+8x2+15x1=46, que já é maior.
60% de 30=0,6x30=18 Há uma regrinha para formular essas hipóteses
30% de 104=0,3x104=31,20da renda: 31,20 Formulação verbal Formulação
H0 Formulação verbal Ha
Matemática
08. Resposta: A. A média é A média é
Colocando em ordem crescente: 30-35, 50-55, 45-50, ...maior ou igual
40-45, 35-40, a k. ...menor que k

....pelo menos k. ... abaixo de k


Resposta: CERTA.
555----100% ...não menos que ...menos que k.
x----55% k.
x=305,25 ...menor ou igual ..maior que k

Está correta, pois a região sudeste tem 306 pessoas. a k.


... acima de k
....no máximo k.
Resposta: ERRADO. ...mais do que
Como foi visto na teoria, há uma faixa de valores no ...não mais que k. k.
... não igual
eixo x e não simplesmente um dado.
... igual a k. a k.

Referências .... k. .... diferente


http://www.galileu.esalq.usp.br de k.
...exatamente k.
...não k.

Exemplo: Um fabricante de torneiras anuncia que o


índice médio de fluxo de água de certo tipo de torneira
é menor que 2,5 galões por minuto.

41
MATEMÁTICA

Classes Frequências
41 |------- 45 7
Referências 45 |------- 49 3
Larson, Ron. Estatística Aplicada. 4ed – São Paulo: 49 |------- 53 4
Pe-arson Prentice Hall, 2010. 53 |------- 57 1
Frequências 57 |------- 61 5
A primeira fase de um estudo estatístico consiste em Total 20
recolher, contar e classificar os dados pesquisados sobre
uma população estatística ou sobre uma amostra dessa Média aritmética
população. Média aritmética de um conjunto de números é o
valor que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo
Frequência Absoluta núme-ro de elementos do conjunto.
o número de vezes que a variável estatística assume Representemos a média aritmética por .
um valor. A média pode ser calculada apenas se a variável
envol-vida na pesquisa for quantitativa. Não faz sentido
Frequência Relativa calcular a média aritmética para variáveis quantitativas.
o quociente entre a frequência absoluta e o número Na realização de uma mesma pesquisa estatística
de elementos da amostra. entre diferentes grupos, se for possível calcular a média,
Na tabela a seguir, temos exemplo dos dois tipos: ficará mais fácil estabelecer uma comparação entre esses
grupos e perceber tendências.
Considerando uma equipe de basquete, a soma das
al-turas dos jogadores é:

Se dividirmos esse valor pelo número total de jogado-


res, obteremos a média aritmética das alturas:

Distribuição de frequência sem intervalos de classe:


a simples condensação dos dados conforme as repeti- A média aritmética das alturas dos jogadores é
ções de seu valores. Para um ROL de tamanho razoável 2,02m. Média Ponderada
esta distribuição de frequência é inconveniente, já que
exi-ge muito espaço. Veja exemplo abaixo: A média dos elementos do conjunto numérico A relati-va
Dados Frequência à adição e na qual cada elemento tem um “determinado
41 3 peso” é chamada média aritmética ponderada.
42 2
43 1
44 1
45 1
46 2 Mediana (Md)
50 2 Sejam os valores escritos em rol:
51 1
52 1
54 1
57 1 Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo tal que
58 2 o número de termos da sequência que precedem
60 2 igual ao número de termos que o sucedem, isto é, é
Total 20 termo médio da sequência ( ) em rol.
Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido
Distribuição de frequência com intervalos de
pela média aritmética entre os termos e , tais que o
classe: Quando o tamanho da amostra é elevado é mais
número de termos que precedem é igual ao número de
racional efetuar o agrupamento dos valores em vários
termos que sucedem , isto é, a mediana é a média arit-
intervalos de classe.
mética entre os termos centrais da sequência ( ) em rol.

42
MATEMÁTICA

Exemplo 1:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
{12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}

Solução: Isto é:
Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se:
(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio desse
rol. Logo: Md=12

Resposta: Md=12. E para amostra

Exemplo 2:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
{10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Exemplo 1:
Solução: Em oito jogos, o jogador A, de bola ao cesto, apresen-
Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem- tou o seguinte desempenho, descrito na tabela abaixo:
-se: Jogo Número de pontos
(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média arit- 1 22
mética entre os dois termos centrais do rol. 2 18
3 13
Logo: 4 24
5 26
Resposta: Md=15 6 20
7 19
Moda (Mo)
Num conjunto de números: , chama-se 8 18
moda aquele valor que ocorre com maior frequência. Qual a média de pontos por jogo?
Qual a variância do conjunto de pontos?
Observação: Solução:
A moda pode não existir e, se existir, pode não ser úni- A média de pontos por jogo é:
ca.

Exemplo 1:
O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda
igual a 8, isto é, Mo=8.

Exemplo 2: A variância é:
O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.

Medidas de dispersão
Duas distribuições de frequência com medidas de ten-
dência central semelhantes podem apresentar característi-cas
diversas. Necessita-se de outros índices numéricas que
informem sobre o grau de dispersão ou variação dos dados Desvio médio
em torno da média ou de qualquer outro valor de concen-
tração. Esses índices são chamados medidas de dispersão. Definição
Medida da dispersão dos dados em relação à média de
Variância uma sequência. Esta medida representa a média das dis-
tâncias entre cada elemento da amostra e seu valor médio.
Há um índice que mede a “dispersão” dos elementos
de um conjunto de números em relação à sua média arit-
mética, e que é chamado de variância. Esse índice é assim
definido:

Seja o conjunto de números , tal que


é sua média aritmética. Chama-se variância desse
conjunto, e indica-se por , o número:

43
MATEMÁTICA

Desvio padrão

Definição
Seja o conjunto de números , tal que é sua média aritmética. Chama-se desvio padrão desse conjunto,
e indica-se por , o número:

Isto é:

Exemplo:
As estaturas dos jogadores de uma equipe de basquetebol são: 2,00 m; 1,95 m; 2,10 m; 1,90 m e 2,05 m. Calcular:
A estatura média desses jogadores.
O desvio padrão desse conjunto de estaturas.
Solução:
Sendo a estatura média, temos:

Sendo o desvio padrão, tem-se:

Questões

(CRBIO – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2017) Uma empresa tem 120 funcionários no total: 70 possuem
curso superior e 50 não possuem curso superior. Sabe-se que a média salarial de toda a empresa é de R$ 5.000,00, e que
a média salarial somente dos funcionários que possuem curso superior é de R$ 6.000,00. Desse modo, é correto afirmar
que a média salarial dos funcionários dessa empresa que não possuem curso superior é de
(A) R$ 4.000,00.
(B) R$ 3.900,00.
(C) R$ 3.800,00.
(D) R$ 3.700,00.
(E) R$ 3.600,00.

02. (TJM/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2017) Leia o enunciado a seguir para responder a questão.

A tabela apresenta o número de acertos dos 600 candidatos que realizaram a prova da segunda fase de um concurso,
que continha 5 questões de múltipla escolha
Número de acertos Número de candidatos
5 204
4 132
3 96
2 78
1 66
0 24

44
MATEMÁTICA

A média de acertos por prova foi de


A)3,57.
B)3,43
C)3,32.
D)3,25.
E)3,19.

(PREF. GUARULHOS/SP – Assistente de Gestão Escolar – VUNESP/2016) Certa escola tem 15 classes no período
matutino e 10 classes no período vespertino. O número médio de alunos por classe no período matutino é 20, e, no
período vespertino, é 25. Considerando os dois períodos citados, a média aritmética do número de alunos por classe é
(A) 24,5.
(B) 23.
(C) 22,5.
(D) 22.
(E) 21.

(SEGEP/MA – Técnico da Receita Estadual – FCC/2016) Para responder à questão, considere as informações
abaixo.
Três funcionários do Serviço de Atendimento ao Cliente de uma loja foram avaliados pelos clientes que atribuíram
uma nota (1; 2; 3; 4; 5) para o atendimento recebido. A tabela mostra as notas recebidas por esses funcionários em um
deter-minado dia.

Considerando a avaliação média individual de cada funcionário nesse dia, a diferença entre as médias mais próximas
igual a
A)0,32.
B)0,21.
C)0,35.
D)0,18.
E)0,24.

(UFES – Assistente em Administração – UFES/2017) Considere n números x1, x2, … , xn, em que x1 ≤ x2 ≤ ⋯ ≤ xn
. A mediana desses números é igual a x(n + 1)/2, se n for ímpar, e é igual à média aritmética de xn ⁄ 2 e x(n + 2)/2, se n for par.
Uma prova composta por 5 questões foi aplicada a uma turma de 24 alunos. A tabela seguinte relaciona o número de
acertos obtidos na prova com o número de alunos que obtiveram esse número de acertos.

Número de acertos Número de alunos


0 4
1 5
2 4
3 3
4 5
5 3

A penúltima linha da tabela acima, por exemplo, indica que 5 alunos tiveram, cada um, um total de 4 acertos na
prova. A mediana dos números de acertos é igual a
A)1,5
B)2
C)2,5
D)3
E)3,5

45
MATEMÁTICA

(UFAL – Auxiliar de Biblioteca – COPEVE/2016) (MPE/SP – Oficial de Promotoria I – VU-


A tabela apresenta o número de empréstimos de livros de NESP/2016) A média de salários dos 13 funcionários de
uma biblioteca setorial de um Instituto Federal, no uma empresa é de R$ 1.998,00. Dois novos funcionários
primeiro semestre de 2016. foram contratados, um com o salário 10% maior que o do
outro, e a média salarial dos 15 funcionários passou a ser
R$ 2.013,00. O menor salário, dentre esses dois novos fun-
Mës Empréstimos
cionários, é igual a
Janeiro 15 (A)) R$ 2.002,00.
Fevereiro 25 (B) R$ 2.006,00.
(C) R$ 2.010,00.
Março 22
(D) R$ 2.004,00.
Abril 30 (E) R$ 2.008,00.
Maio 28
Junho 15
(PREF. DE NITERÓI – Agente Fazendário –
Dadas as afirmativas, FGV/2015) Os 12 funcionários de uma repartição da pre-
I. A biblioteca emprestou, em média, 22,5 livros por feitura foram submetidos a um teste de avaliação de co-
mês. nhecimentos de computação e a pontuação deles, em
A mediana da série de valores é igual a 26. uma escala de 0 a 100, está no quadro abaixo.
III. A moda da série de valores é igual a 15.
50 55 55 55 55 60
verifica-se que está(ão) correta(s) 62 63 65 90 90 100
A)II, apenas.
B)III, apenas. O número de funcionários com pontuação acima da
C)I e II, apenas. média é:
D)I e III, apenas. A)3;
E)I, II e III. B)4;
C)5;
(COSANPA - Químico – FADESP/2017) Algumas D)6;
Determinações do teor de sódio em água (em mg L-1) fo- E)7.
ram executadas (em triplicata) paralelamente por quatro
laboratórios e os resultados são mostrados na tabela
abai-xo. Respostas
Laboratório
Replicatas 1 2 3 4 Resposta: E. S=cursam
1 30,3 30,9 30,3 30,5 superior M=não tem curso
2 30,4 30,8 30,7 30,4
3 30,0 30,6 30,4 30,7 superior
Média 30,20 30,77 30,47 30,53
Desvio
Padrão 0,20 0,15 0,21 0,15

Utilize essa tabela para responder à questão. S+M=600000


O laboratório que apresenta o maior erro padrão é o
de número
A)1.
B)2. S=420000
C)3. M=600000-420000=180000
D)4.

(ANAC – Analista Administrativo- ESAF/2016)


Os valores a seguir representam uma amostra

331546248 02. Resposta:B.


Então, a variância dessa amostra é igual a
A)4,0
B)2,5.
C)4,5.
D)5,5
E)3,0

46
MATEMÁTICA

03. Resposta: D. 08. Resposta: C.

M=300

V=250

09. Resposta: C.
Vamos chamar de x a soma dos salários dos 13
funcio-nários
04. Resposta: B. x/13=1998
X=13.1998
X=25974
Vamos chamar de y o funcionário contratado com
me-nor valor e, portanto, 1,1y o com 10% de salário
maior, pois ele ganha y+10% de y
Y+0,1y=1,1y
(x+y+1,1y)/15=2013
25974+2,1y=15∙2013
2,1y=30195-25974
2,1y=4221
Y=2010

3,36-3,15=0,21 10. Resposta: A.

05.Resposta: B.
Como 24 é um número par, devemos fazer a segunda
regra: M=66,67
Apenas 3 funcionários estão acima da média.

GEOMETRIA
06. Resposta: D.

Ângulos
Denominamos ângulo a região do plano limitada por
duas semirretas de mesma origem. As semirretas recebem
Mediana o nome de lados do ângulo e a origem delas, de vértice
Vamos colocar os números em ordem do ângulo.
crescente 15,15,22,25,28,30

Moda é o número que mais aparece, no caso o 15.

07. Resposta: C.
Como o desvio padrão é maior no 3, o erro padrão é
proporcional, portanto também é maior em 3.

47
MATEMÁTICA

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do Triângulo


que 90º.
Elementos
Mediana
Mediana de um triângulo é um segmento de reta
que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto.

Na figura, é uma mediana do ABC.

Um triângulo tem três medianas.

Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do


que 90º.

A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo


in-tercepta o lado oposto

Bissetriz interna de um triângulo é o segmento da


bissetriz de um ângulo do triângulo que liga um vértice a
um ponto do lado oposto.
Ângulo Raso:
Na figura, é uma bissetriz interna do .
É o ângulo cuja medida é 180º; Um triângulo tem três bissetrizes internas.
É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.

Ângulo Reto: Altura de um triângulo é o segmento que liga um


vér-tice a um ponto da reta suporte do lado oposto e é
É o ângulo cuja medida é 90º; perpen-dicular a esse lado.
É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendi-
culares. Na figura, é uma altura do .

Um triângulo tem três alturas.

48
MATEMÁTICA

Mediatriz de um segmento de reta é a reta perpen- Triângulo equilátero: três lados iguais.
dicular a esse segmento pelo seu ponto médio.
Na figura, a reta m é a mediatriz de .

Quanto aos ângulos

Triângulo acutângulo:tem os três ângulos agudos

Mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do tri-


ângulo que é mediatriz de um dos lados desse triângulo.
Na figura, a reta m é a mediatriz do lado do .
Um triângulo tem três mediatrizes.

Triângulo retângulo:tem um ângulo reto

Classificação Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso


Quanto aos lados
Triângulo escaleno:três lados desiguais.

Desigualdade entre Lados e ângulos dos triângulos


Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais. Num triângulo o comprimento de qualquer lado é me-nor
que a soma dos outros dois. Em qualquer triângulo, ao
maior ângulo opõe-se o maior lado, e vice-versa.

QUADRILÁTEROS

Quadrilátero é todo polígono com as seguintes pro-


priedades:
Tem 4 lados.
Tem 2 diagonais.
A soma dos ângulos internos Si = 360º
A soma dos ângulos externos Se = 360º

49
MATEMÁTICA

Trapézio: É todo quadrilátero tem dois paralelos. Diagonal de um polígono é um segmento cujas extre-
midades são vértices não-consecutivos desse polígono.

é paralelo a

Losango: 4 lados congruentes


Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)
Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.

Número de Diagonais

Observações: Ângulos Internos


A soma das medidas dos ângulos internos de um po-
- No retângulo e no quadrado as diagonais são lígono convexo de n lados é (n-2).180
congruentes (iguais) Unindo um dos vértices aos outros n-3, conveniente-
No losango e no quadrado as diagonais são per- mente escolhidos, obteremos n-2 triângulos. A soma das
pendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bisse- medidas dos ângulos internos do polígono é igual à soma
trizes dos ângulos internos (dividem os ângulos ao meio). das medidas dos ângulos internos dos n-2 triângulos.

Áreas

1- Trapézio: , onde B é a medida da base maior, b é a


medida da base menor e h é medida da altura.
2- Paralelogramo: A = b.h, onde b é a medida da base
e h é a medida da altura.
3- Retângulo: A = b.h
4- Losango: , onde D é a medida da diagonal
maior e d é a medida da diagonal menor.
5- Quadrado: A = l2, onde l é a medida do lado.

Polígono Ângulos Externos


Chama-se polígono a união de segmentos que são
chamados lados do polígono, enquanto os pontos são
cha-mados vértices do polígono.
A soma dos ângulos
externos=360° Teorema de Tales
Se um feixe de retas paralelas tem duas transversais,
então a razão de dois segmentos quaisquer de uma trans-
versal é igual à razão dos segmentos correspondentes da
outra.
Dada a figura anterior, O Teorema de Tales afirma que
são válidas as seguintes proporções:

50
MATEMÁTICA

Exemplo

3º Caso: LLL(lado-lado-lado)
Se dois triângulos têm os três lado correspondentes
proporcionais, então esses dois triângulos são semelhan-
tes.

2
Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo

Considerando o triângulo retângulo ABC.


Semelhança de Triângulos

Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os


seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as mesmas
medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais.

Casos de Semelhança

1º Caso:AA(ângulo-ângulo)
Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de
vértices correspondentes, então esses triângulos são con-
gruentes.

Temos:

2º Caso: LAL(lado-ângulo-lado)
Se dois triângulos têm dois lados correspondentes
proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles con-
gruentes, então esses dois triângulos são semelhantes.

51
MATEMÁTICA

hipotenusa b
e c: catetos
h:altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipo-
tenusa

Relações Métricas no Triângulo Retângulo Chamamos


relações métricas as relações existentes en-
tre os diversos segmentos desse triângulo. Assim:

O quadrado de um cateto é igual ao produto da


hipotenusa pela projeção desse cateto sobre a hipotenusa.

Fórmulas Trigonométricas
O produto dos catetos é igual ao produto da hi-
Relação Fundamental potenusa pela altura relativa à hipotenusa.
Existe uma outra importante relação entre seno e cos-
seno de um ângulo. Considere o triângulo retângulo ABC.

O quadrado da altura é igual ao produto das pro-


jeções dos catetos sobre a hipotenusa.

O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos


quadrados dos catetos (Teorema de Pitágoras).

Posições Relativas de Duas Retas


Duas retas no espaço podem pertencer a um mesmo
Neste triângulo, temos que: c²=a²+b² plano. Nesse caso são chamadas retas coplanares.
Dividindo os membros por c² Podem também não estar no mesmo plano. Nesse caso,
são de-nominadas retas reversas.
Retas Coplanares
Concorrentes: r e s têm um único ponto comum

Como

-Duas retas concorrentes podem ser:

Todo triângulo que tem um ângulo reto é Perpendiculares: r e s formam ângulo reto.
denominado triangulo retângulo.
O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são:

52
MATEMÁTICA

Oblíquas:r e s não são perpendiculares. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Con-


sidere um triângulo retângulo de catetos medindo 3m e
5m. Um segundo triângulo retângulo, semelhante ao pri-
meiro, cuja área é o dobro da área do primeiro, terá como
medidas dos catetos, em metros:
(A) 3 e 10.
(B) 3√2 e 5√2 .
(C) 3√2 e 10√2 .
(D) 5 e 6.
(E) 6 e 10.
Paralelas: r e s não têm ponto comum ou r e s são
(TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Na
coincidentes.
figura abaixo, encontra-se representada uma cinta
esticada passando em torno de três discos de mesmo
diâmetro e tangentes entre si.

Considerando que o diâmetro de cada disco é 8, o


comprimento da cinta acima representada é
Questões
A)8/3 π + 8 .
(IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenci-ários- B)8/3 π + 24.
VUNESP/2017) Um terreno retangular ABCD, com 40 m de C)8π + 8 .
largura por 60 m de comprimento, foi dividido em três lotes, D)8π + 24.
conforme mostra a figura. E)16π + 24.

(TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Na


figura abaixo, ABCD é um quadrado de lado 10; E, F, G e H
são pontos médios dos lados do quadrado ABCD e são os
centros de quatro círculos tangentes entre si.

Sabendo-se que EF = 36 m e que a área do lote 1


é 864 m², o perímetro do lote 2 é
A)100 m.
B)108 m.
C)112 m.
D)116 m.
E)120 m. A área da região sombreada, da figura acima apresen-
tada, é

53
MATEMÁTICA

A)100 - 5π . Sabendo-se que a razão entre as medidas dos lados


B)100 - 10π . correspondentes do retângulo ABCD e da região R é igual
C)100 - 15π . a 5/2 , é correto afirmar que as medidas, em centímetros,
D)100 - 20π . dos lados da região R, indicadas por x e y na figura, são,
E)100 - 25π . respectivamente,
A)80 e 64.
(TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) No B)80 e 62.
cubo de aresta 10, da figura abaixo, encontra-se represen- C)62 e 80.
tado um plano passando pelos vértices B e C e pelos pon- D)60 e 80.
tos P e Q, pontos médios, respectivamente, das arestas EF E)60 e 78.
e HG, gerando o quadrilátero BCQP.
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VU-
NESP/2017) O piso de um salão retangular, de 6 m de
comprimento, foi totalmente coberto por 108 placas qua-
dradas de porcelanato, todas inteiras. Sabe-se que quatro
placas desse porcelanato cobrem exatamente 1 m2 de
piso. Nessas condições, é correto afirmar que o perímetro
desse piso é, em metros, igual a
(A) 20.
(B) 21.
A área do quadrilátero BCQP, da figura acima, é (C) 24.
A)25√5. (D) 27.
B)50√2. (E) 30.
C)50√5.
D)100√2 . (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervi-sor
E)100√5. – FGV/2017) O proprietário de um terreno retangular
resolveu cercá-lo e, para isso, comprou 26 estacas de ma-
(SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária deira. Colocou uma estaca em cada um dos quatro cantos
MSCONCURSOS/2017) O triângulo retângulo em B, a do terreno e as demais igualmente espaçadas, de 3 em 3
seguir, de vértices A, B e C, representa uma praça de uma metros, ao longo dos quatro lados do terreno.
cidade. Qual é a área dessa praça? O número de estacas em cada um dos lados maiores
do terreno, incluindo os dois dos cantos, é o dobro do nú-
mero de estacas em cada um dos lados menores, também
incluindo os dois dos cantos.
A área do terreno em metros quadrados é:
(A) 240;
(B) 256;
(C) 324;
120 m² (D) 330;
90 m²
(E) 372.
60 m²
30 m² (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário- VU-
NESP/2017) A figura seguinte, cujas dimensões estão in-
(CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VU-
dicadas em metros, mostra as regiões R1 e R2 , ambas
NESP/2017) A figura, com dimensões indicadas em centí-
com formato de triângulos retângulos, situadas em uma
metros, mostra um painel informativo ABCD, de formato re-
tangular, no qual se destaca a região retangular R, onde x > y.
praça e destinadas a atividades de recreação infantil para
faixas etárias distintas.

Se a área de R1 é 54 m², então o perímetro de R2 é,


em metros, igual a

54
MATEMÁTICA

A)54.
B)48.
C)36.
D)40.
E)42. 96h=1728
H=18
(SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária – Como I é um triângulo:
60-36=24
MSCONCURSOS/2017) Seja a expressão X²=24²+18²
definida em 0< x < π/2 . Ao simplificá-la, obteremos: X²=576+324
X²=900
1 X=30
sen²x Como h=18 e AD é 40, EG=22
cos²x
0 Perímetro lote 2: 40+22+24+30=116

(SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária – 02. Resposta: B.


MSCONCURSOS/2017) Fábio precisa comprar arame para
cercar um terreno no formato a seguir, retângulo em B e C.
Considerando que ele dará duas voltas com o arame no ter-
reno e que não terá perdas, quantos metros ele irá gastar?
(considere √3 =1,7; sen30º=0,5; cos30º=0,85; tg30º=0,57).

64,2 m
46,2 m
92,4 m
128,4 m Lado=3√2
Outro lado =5√2
Respostas

01. Resposta: D. 03. Resposta: D.

Observe o triângulo do meio, cada lado é exatamente


a mesma medida da parte reta da cinta.
Que é igual a 2 raios, ou um diâmetro, portanto o
lado esticado tem 8x3=24 m
A parte do círculo é igual a 120°, pois é 1/3 do círculo,
como são três partes, é a mesma medida de um círculo.
O comprimento do círculo é dado por: 2πr=8π
Portanto, a cinta tem 8π+24

55
MATEMÁTICA

04. Resposta: E. 5y=320


Como o quadrado tem lado 10,a área é 100. Y=64

5x=400
X=80

Resposta: B.
108/4=27m²
6x=27 X=27/6
O perímetro seria

O ladao AF e AE medem 5, cada um, pois F e E é o


ponto Médio
Resposta: C. Número
A)X²=5²+5² de estacas: x
B)X²=25+25 X+x+2x+2x-4=26 obs: -4 é porque estamos contan-
C)X²=50 do duas vezes o canto
D)X=5√2 6x=30
X é o diâmetro do círculo, como temos 4 semi X=5
círculos, temos 2 círculos inteiros. Temos 5 estacas no lado menor, como são
A área de um círculo é