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FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação

Filosofia Antiga I

Análise de Fragmentos

de Sábios Pré-Socráticos:

Heráclito de Éfeso

(Ἡράκλειτος ὁ Ἐφέσιος)

Prof. Me. Giovanni Vella

Ariella Brito Vieira; RA: 191213

Janderson Ribeiro do Carmo; RA: 191072

Vitória Huhn Scabelli dos Santos; RA: 191164

Filosofia Bacharelado
2019
1. Qual pensador?

Heráclito de Éfeso.

Nasceu entre 540 a.C e 470 a.C e é um pré-socrático que ficou conhecido
como ser o pai da dialética. Foi denominado também o apelido de obscuro.

Tem o pensamento que tudo fluí, tudo está em uma constante mudança, o
mundo está em constante movimento como no exemplo a seguir “não podemos
entrar duas vezes no mesmo rio”.

O elemento básico principal que ele considerava para o universo, o mundo


existir é o fogo “purifica, faz parte do espirito do homem”.

2. Quais fragmentos?

Grupo III. Método

A. Mau uso dos sentidos

10.19*(46) [Afirma que] a soberba é uma doença sagrada [e que] a visão diz
coisas falsas.

10.20 (19) [Reprovando alguns por sua incredulidade, Heráclito afirma] não
sabem nem como ouvir, nem como falar.

10.21 (107) Olhos e ouvidos são más testemunhas para as pessoas se


possuem almas barbaras.

10.22 (34) Não compreendo quando ouviram, são como o surdo. O ditado os
descreve embora presentes, estão ausentes.

Grupo V. Fragmentos sobre a oposição

A. X tem prioridades diferentes (a partir de diferentes pontos de vista).

10.53 (61) O mar é a água mais pura e mais poluída, para os peixes, potável e
salutar; para os seres humanos, impotável e mortal.
10.54 (13) Os porcos regozijam-se na lama mais do que na água pura.

10.55 (9) Os asnos escolheriam antes o lixo do que ouro.

10.56 (4) Diríamos que o boi é feliz quando encontra o marroio para comer.

10.57 (37) Os porcos lavam-se na lama; os pássaros, no pó ou nas cinzas.

10.58 (82) O mais belo dos símios é feio se comparado a raça humana.

10.59 (83) O mais sábio dos homens será semelhante a um símio em


comparação a um deus em matéria de sabedoria, beleza e todas as outras
coisas.

10.60 (124) O mais belo kosmos é uma pilha de coisas lançadas ao acaso.

Também 10.88

B. X tem propriedades contrarias para o mesmo observador, simultaneamente,


sob diferentes aspectos

10.61 (58) Médicos que cortam e queimam reclamam que não recebem justa
paga, embora façam esse tipo de coisa.

10.62 (59) A linha da escrita [ou “o caminho da carda”] é reto e tortuoso.

10.63 (60) O caminho para cima e o caminho para baixo são um e o mesmo.

10.64 (12) Sobre aqueles que entram no mesmo rio correm águas sempre
diferentes.

10.65 (91) [Não é possível entrar duas vezes no mesmo rio] (...) dispersa-se e
outra vez é reunido, avança e retrocede.

10.66* (49a) Entramos e não entramos nos mesmos rios. Somos e não somos.

10.67 (103) O princípio e o fim são comuns na circunferência de um círculo.

10.68 (48) O nome de arco [biós] é vida [bíos], mas sua obra é morte.

Também 10.47, 10.48, 10.49, 10.52, 10.78.


3. Quais as questões

Mau uso dos sentidos (grupo III): Os nossos sentidos nos dão uma falsa noção
da verdade, principalmente para os ignorantes.

Fragmentos sobre a oposição (grupo X): Entender o habitat de todas as coisas,


o que pode ser desejável para você pode não ser para o outro ou por que onde
você vive pode ser mortal para o oposto.

4. Porque o grupo acha relevante esse tema?

Mau uso dos sentidos (grupo III): Pois busca estar mais em contato com o
interior do que com o exterior é um dos fundamentos da filosofia “conheça-te a
ti mesmo”, nossos sentidos nos conectam ao exterior, podendo nos tornar
levianos com o nós mesmo e com os nossos conhecimentos.

Fragmentos da oposição (grupo X): Tem como objetivo explicar os comandos


básicos para a vida na terra, o princípio principal deste fragmento é o uno que
é a pergunta de porque temos que respirar (no caso o oxigênio), ou o porquê
cada um tem um ambiente especifico, com elementos básicos (agua, fogo,
terra, ar) que seria um conceito racional, já que o ser humano sabe que tem
que respirar. O múltiplo nada mais seria que o respirar para um todo. A
pergunta central seria “o porquê nós precisamos da terra e a terra não precisa
de nós?”, no trecho “10.76 (76) O fogo vive a morte da terra e o aer vive a morte
do fogo; a água vive a morte do aer, e a terra aquela da água”. “10.77 (30) O
kosmos, um único para todos, nem deus nem homem o fez, mas sempre foi e
deverá ser sempre: o fogo sempre existente sendo acesso em medidas e
sendo extinto em medidas”.

5. Comentadores?
Richard D. McKirahan, , Néstor Luis Cordero e Luiz Alfredo Garcia Roza.