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ENSINO Química

MÉDIO
a
1 série
MANUAL DO
PROFESSOR

2
Caderno
Manual do Professor

Química
Pedro Cesar Fiorett
Francisco Manhães Barroso Neto
Direção de inovação e conteúdo: Guilherme Luz
Direção executiva de integração: Rafaela de Escobar Khouri
Direção editorial: Renata Mascarenhas, Luiz Tonolli e Lidiane Olo
Gerência editorial: Bárbara Muneratti de Souza
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Coordenação pedagógica e gestão de projeto: Fabrício
Cortezi de Abreu Moura
Gestão de projeto editorial: Camila Amaral Souza
Desenvolvimento pedagógico: Filipe Couto
Revisão pedagógica: Ribamar Monteiro
Fluxo de produção: Fabiana Manna, Daniela Carvalho e
Paula Godo
Gestão de área: Viviane Carpegiani e Pietro Ferrari (Matemática e
Física), Isabel Rebelo Roque e Tatiana Leite Nunes (Biologia e Química)

Edição: Erich Gonçalves da Silva (Química), Isabela Ramalho


(Matemática), Luisiana Andresa Carneiro (Biologia), Maria Ângela de
Camargo (Física)
Revisão: Hélia Gonsaga (ger.), Letícia Pieroni (coord.), Ana
Curci, Célia da Silva Carvalho, Cesar G. Sacramento, Danielle
Modesto, Lilian Miyoko Kumai, Luciana Batista de Azevedo, Luís
Maurício Boa Nova, Marília Lima, Marina Saraiva, Maura Loria,
Patrícia Travanca, Paula Teixeira de Jesus, Rosângela Muricy,
Tayra Alfonso, Vanessa Lucena, Vanessa de Paula Santos
Edição de arte: Daniela Amaral (coord.), Catherine Saori
Ishihara, Daniel Hisashi Aoki
Diagramação: Casa de Tipos, Fábio Cavalcante, Luiza
Massucato, Renato Akira dos Santos
Iconografia e licenciamento de texto: Sílvio Kligin (superv.),
Denise Durand Kremer (coord.), Claudia Bertolazzi, Claudia
Cristina Balista, Ellen Colombo Finta, Jad Silva, Karina Tengan,
Sara Plaça (pesquisa iconográfica), Liliane Rodrigues, Thalita Corina
da Silva (licenciamento de textos)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf, Fernanda Crevin
Ilustrações: Casa de Tipos, Julio Dian, Luis Moura
Créditos das imagens de abertura: Ciências Naturais: Science Faction/Getty Images,
Cartografia: Eric Fuzii, Alexandre Bueno
TEK IMAGE/SPL RF/Latinstock, Doug Stevens/Shutterstock SPL/Latinstock (Biologia),
Capa: Gláucia Correa Koller Charles Smith/Corbis/VCG/Getty Images (Física), Dmitry Chulov/Shutterstock (Química)
Foto de capa: Sanjatosi/Shutterstock
Projeto gráfico de miolo: Gláucia Correa Koller

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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Sistema de ensino pH : ensino médio : caderno 1 a 4 :


exatas 1a série : professor. -- 1. ed --
São Paulo : SOMOS Sistemas de Ensino, 2017.

Vários autores.

1. Biologia (Ensino médio) 2. Física (Ensino médio)


3. Livros-texto (Ensino médio) 4. Matemática (Ensino
médio) 5. Química (Ensino médio).

16-01441 CDD-373.19

Índices para catálogo sistemático:


1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino médio 373.19

2019
ISBN 978 85 468 0407-8 (PR)
1ª edição
1ª impressão

Impressão e acabamento

Uma publicação
Sumário
geral

CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

7 Ligações químicas I 8 Ligações químicas II 9 Ligações químicas III


MÓDULO

MÓDULO

MÓDULO
5 8 10
QUÍMICA

10 Ligações 11 Número de oxidação 12 Funções da Química


MÓDULO

MÓDULO

MÓDULO
intermoleculares 12 e métodos de 15 Inorgânica I 19
balanceamento de
equações
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
Competência de área 1 – Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções
humanas, percebendo seus papéis nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social da
humanidade.
H1 – Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ou oscilatórios, relacionando-os a seus usos em
diferentes contextos.
H2 – Associar a solução de problemas de comunicação, transporte, saúde ou outro, com o correspondente desenvolvimento científico
e tecnológico.
H3 – Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum, ao longo do tempo ou em diferentes culturas.
H4 – Avaliar propostas de intervenção no ambiente, considerando a qualidade da vida humana ou medidas de conservação, recuperação
ou utilização sustentável da biodiversidade.
Competência de área 2 – Identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas às ciências naturais em diferentes contextos.
H5 – Dimensionar circuitos ou dispositivos elétricos de uso cotidiano.
H6 – Relacionar informações para compreender manuais de instalação ou utilização de aparelhos, ou sistemas tecnológicos de uso comum.
H7 – Selecionar testes de controle, parâmetros ou critérios para a comparação de materiais e produtos, tendo em vista a defesa do consumidor, a
saúde do trabalhador ou a qualidade de vida.
Competência de área 3 – Associar intervenções que resultam em degradação ou conservação ambiental a
processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações científico-tecnológicos.
H8 – Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas,
considerando processos biológicos, químicos ou físicos neles envolvidos.
H9 – Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou do fluxo de energia para a vida, ou da ação de agentes ou fenômenos que podem
causar alterações nesses processos.
H10 – Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e(ou) destino dos poluentes ou prevendo efeitos em sistemas naturais,
produtivos ou sociais.
H11 – Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da biotecnologia, considerando estruturas e processos biológicos envolvidos em produtos
biotecnológicos.
H12 – Avaliar impactos em ambientes naturais decorrentes de atividades sociais ou econômicas, considerando interesses contraditórios.
Competência de área 4 – Compreender interações entre organismos e ambiente, em particular aquelas relacionadas à saúde humana,
relacionando conhecimentos científicos, aspectos culturais e características individuais.
H13 – Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características dos seres vivos.
H14 – Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações com o ambiente,
sexualidade, entre outros.
H15 – Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de organização dos sistemas biológicos.
H16 – Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos.
Competência de área 5 – Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
H17 – Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas,
como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica.
H18 – Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.
H19 – Avaliar métodos, processos ou procedimentos das ciências naturais que contribuam para diagnosticar ou solucionar problemas de ordem social,
econômica ou ambiental.
Competência de área 6 – Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situações-problema, interpretar,
avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.
H20 – Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos ou corpos celestes.
H21 – Utilizar leis físicas e(ou) químicas para interpretar processos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e(ou) do eletromagnetismo.
H22 – Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos,
ou em suas implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais.
H23 – Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais,
sociais e/ou econômicas.
Competência de área 7 – Apropriar-se de conhecimentos da química para, em situações-problema, interpretar,
avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.
H24 – Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais, substâncias ou transformações químicas.
H25 – Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua
obtenção ou produção.
H26 – Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando
transformações químicas ou de energia envolvidas nesses processos.
H27 – Avaliar propostas de intervenção no meio ambiente aplicando conhecimentos químicos, observando riscos ou benefícios.
Competência de área 8 – Apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em situações-problema, interpretar,
avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.
H28 – Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em
especial em ambientes brasileiros.
H29 – Interpretar experimentos ou técnicas que utilizam seres vivos, analisando implicações para o ambiente, a saúde, a produção de alimentos, matérias-
-primas ou produtos industriais.
H30 – Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e à implementação da saúde individual, coletiva
ou do ambiente.
7
Módulo
Liga•›es químicas I

OBJETO DO CONHECIMENTO HABILIDADES

• Ligações iônicas e propriedades • H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da


química para caracterizar materiais, substân-
cias ou transformações químicas.
• Identificar as substâncias formadas por
ligações iônicas.
• Identificar as propriedades da ligação iônica.

QUÍMICA
do octeto e do dueto, que são geralmente respeitadas pelos
INTRODUÇÃO

M—dulo 7
outros elementos representativos da tabela periódica para
Este módulo tem como objetivo introduzir o concei- completar suas camadas de valência, alcançando, assim,
to de ligações químicas, apresentando os motivos pelos maior estabilidade. É importante não recorrer à ideia de que
quais os átomos se unem na natureza para formar varia- a regra do dueto é uma exceção à regra do octeto, uma vez
dos compostos. Além disso, pretende-se fazer com que que os átomos que a seguem também adquirem configura-
os alunos compreendam uma das maneiras pelas quais os ção eletrônica com camada de valência completa e, portan-
átomos se unem, a ligação iônica, através de suas repre- to, não se configuram como exceção.
sentações e principais características e propriedades dos
compostos iônicos resultantes.
Elemento Número Camadas eletrônicas
químico atômico
K L M N O P
ESTRATÉGIAS DE AULA Hélio (He) 2 2
Neônio (Ne) 10 2 8
Argônio (Ar) 18 2 8 8
AULA 1
Criptônio (Kr) 36 2 8 18 8
Nesta aula, é extremamente importante trabalhar com
Xenônio (Xe) 54 2 8 18 18 8
os alunos o conceito de estabilidade e associá-lo a uma si-
tuação de menor energia. Por isso, sugere-se que o professor Radônio (Rn) 86 2 8 18 32 18 8
inicie a explicação mostrando aos estudantes que, na natu-
reza, a grande maioria dos átomos não se encontra isolada-
mente, e isto se deve a uma busca por maior estabilidade AULA 2
Ligações químicas I

eletrônica. Com isso, aconselha-se que o professor destaque


os gases nobres na tabela periódica e ressalte que eles, em Em seguida, o professor pode apresentar a ligação iôni-
geral, não se associam a outros átomos devido à sua estrutu- ca aos alunos, mostrando que, na verdade, ela se configura
ra eletrônica com camada de valência completa, que já lhes apenas como uma interação, uma atração eletrostática en-
confere estabilidade. A partir daí, pode-se enunciar as regras tre íons de cargas opostas. Assim, pode mostrar, na tabela

5
periódica, os elementos que, ao se associarem, tenderão a AULA 4
realizar esse tipo de ligação, exemplificando. O professor
ainda pode fazer uma relação entre a tendência dos átomos Por fim, o professor pode utilizar o texto da situação-
a ganhar ou perder elétrons e suas propriedades periódicas, -problema com os alunos para lhes mostrar alguns exem-
como energia de ionização e eletronegatividade. plos de compostos iônicos naturais e suas propriedades.

LIGAÇÃO IÔNICA EXERCÍCIOS


Definição:
Para a fixação do conteúdo, sugere-se a resolução dos
➜ Ocorre através da transferência definitiva de elé-
seguintes exercícios: Praticando o aprendizado – 1, 2, 4 e 5;
trons de um átomo para outro, dando origem a
Desenvolvendo habilidades – 1, 2, 4 e 7; Aprofundando o
íons de cargas contrárias que se atraem, forman-
conhecimento – 2, 3 e 5.
do um aglomerado iônico ou retículo cristalino.

Exemplo:
➜ Formação do fluoreto de sódio NaF ATIVIDADES COMPLEMENTARES
➜ Na (Z 5 11) → 1s , 2s , 2p , 3s
2 2 6 1
Para que os alunos consigam ter uma visão mais con-
➜F (Z 5 9) → 1s2, 2s2, 2p5 creta a respeito das ligações iônicas, sugere-se a utilização
de um simulador virtual, no qual é possível observar a inte-
Na F Na1 F 2 ração entre as cargas opostas dos íons, bem como alterar
certas condições experimentais, como temperatura, volu-
me do recipiente e quantidade de partículas presentes.

• <www.quimica.net/emiliano/ligacao-ionica.html>.
Acesso em: 5 jan. 2016.
AULA 3
Após os alunos compreenderem a essência da ligação
iônica, o professor poderá apresentar suas representa- MATERIAL DE APOIO AO PROFESSOR
ções, como a fórmula eletrônica e a fórmula química. É • <http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/04/
muito importante que o professor ressalte que os compos- ligacoes.pdf>. Acesso em: 5 jan. 2016.
tos formados por ligações iônicas não são considerados
moléculas, uma vez que não há uma ligação de fato os
unindo, e sim uma interação.
Apresentados os conceitos e as representações das
GABARITO COMENTADO
ligações iônicas, o professor pode passar às proprieda-
des dos compostos formados por esse tipo de ligação.
É importante que, ao falar da condutividade elétrica dos PRATICANDO O APRENDIZADO
compostos iônicos, o professor ressalte a necessidade da
presença de cargas livres em um sistema para que ele seja 1. c. [a] Incorreta. O cloreto de sódio é formado pela
um bom condutor elétrico. Também se recomenda que o ligação iônica, que ocorre entre os íons de sódio
professor explique que as propriedades dos compostos (Na1) e o íon cloreto (Cl2).
iônicos podem ser utilizadas para a identificação de subs- [b] Incorreta. À temperatura ambiente, o cloreto
tâncias desconhecidas. de sódio encontra-se no estado sólido.
Características [c] Correta. O soro fisiológico é uma solução aquo-
Sólidos cristalinos
sa de cloreto de sódio (NaCl) que pode ser utiliza-
da na terapia de suporte contra a desidratação.
(25 °C e 1 atm)
[d] Incorreta. Em quantidades acima do recomen-
Elevados pontos de fusão e ebulição
dado, pode causar vários danos ao nosso organis-
Duros e quebradiços mo, como a hipertensão e o cálculo renal.
Conduzem a corrente elétrica no estado fundido [e] Incorreta. Além da água do mar, pode ser en-
(líquido) e em solução aquosa. contrado em menores quantidades em alguns ti-
Solvente principal → Água pos de rochas.

6
2. b. A ligação ocorre entre um metal (Ca) e um ame- 20
Ca 5 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2. Apresenta tendência
tal (F) formando, portanto, uma ligação iônica, ou a doar 2 elétrons para tornar-se estável (Ca12).
seja, o cálcio doa 2 elétrons e cada flúor recebe Portanto, a ligação prevista entre Ca e Cl é do tipo
1 elétron na ligação. iônica, formando CaCl2, que é um sal.
Ca21F2 → CaF2 9. d. Teremos:
4. a. Um metal alcalino terroso pode doar 2 elétrons A: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p1 ⇒ A31
13
para se estabilizar, enquanto um halogênio preci-
B: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p4 ⇒ B22
16
sa receber apenas 1 elétron para completar 8 elé-
trons em sua camada de valência. [A31]2[B22]3 ⇒ A 2B3
A ligação entre um metal (alcalino terroso) e um 10. d. Grupo 17: X2
ametal (halogênio) forma uma ligação iônica. Grupo 2: Y21
Y 21X2 ⇒ YX2 (composto iônico)
DESENVOLVENDO HABILIDADES

1. d. Isso se explica pelo fato de a água salgada conter APROFUNDANDO O CONHECIMENTO


grande quantidade de íons (partículas carregadas
2. e. Para os compostos teremos:
eletricamente), como Na1 e Cl2, livres para transpor-
tar carga elétrica no meio. Uma maneira de liberar A: 1s2 2s2 2p5 ⇒ A12: 1s2 2s2 2p6
essas partículas é dissolver sal de cozinha em um B: 1s2 2s2 2p6 3s2 ⇒ B21: 1s2 2s2 2p6

QUÍMICA
copo com água. Nesse processo, os cátions e ânions B21 A12 ⇒ BA2 (ligação iônica)
existentes no sal sofrem dissociação iônica.
3. d. São necessários três íons Mg2+ para produzir a car-
2. d. Teremos: ga +6, e dois íons P3– para produzir a carga –6.
A; 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 ⇒ A21
20 4. e. Distribuições eletrônicas:
B; 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 ⇒ B2
17 (Al; Z 5 13); 1s2 2s2 2p6 3s2 3p1 ⇒ Al31 5 1s2 2s2 2p6
A21B2B2 → [A21][B2]2 ⇒ AB2 (composto iônico) (O; Z 5 8); 1s2 2s2 2p4 ⇒ O22 5 1s2 2s2 2p6
4. a. PbO2 → Pb O

M—dulo 7
41 22
Combinando Al3+ e O22, teremos Al2O3, ou seja,
HgO → Hg O 21 22
Al31, Al31, O22, O22, O22.
7. a. Observe a distribuição eletrônica dos átomos: O número de elétrons transferidos é 6.
17
Cl 5 1s 2s 2p 3s 3p . Apresenta tendência a
2 2 6 2 5
5. b. O CaCl2 tem seu retículo cristalino quebrado pela
receber 1 elétron para tornar-se estável (Cl2). ação da água absorvida do ambiente.

ANOTA‚ÍES

Ligações químicas I

7
Liga•›es qu’micas II
8
Módulo

OBJETO DO CONHECIMENTO HABILIDADES


• Ligações metálicas e propriedades • H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da Química para
caracterizar materiais, substâncias ou transformações
químicas.
• Identificar as substâncias formadas por ligações metálicas.
• Identificar as propriedades dos metais.

SUGESTÌO DE QUADRO
INTRODUÇÃO
Este módulo pretende que o aluno compreenda a rea-
lização da ligação metálica, seus participantes e também
suas propriedades. Ao final, há uma situação-problema na Liga•‹o met‡lica
qual o aluno deve entender as diferenças entre as proprie-
dades de compostos metálicos e iônicos (a partir da com-
paração entre ouro e pirita), fazendo, assim, uma revisão
do módulo anterior.

ESTRATÉGIAS DE AULA

AULAS 1 E 2 Íons com cargas positivas


(bolinhas grandes), rodeados de
elétrons livres (bolinhas pequenas).
Inicialmente, o professor pode recordar com os alu-
nos que, de uma maneira geral, os metais apresentam Condutor s—lido (metal)
uma tendência a perder elétrons e que, portanto, a li-
gação metálica tem essa característica. Genericamente,
o assunto ligações químicas já é muito abstrato ao alu- 1 1 1
no e, quando se trata da ligação metálica, o grau de
abstração é maior, pois, neste nível de ensino, não se
utiliza nenhuma representação específica do compos- 1 1 1
to metálico, como fórmula de Lewis ou qualquer outra.
Sendo assim, é necessário que o professor vá com cal-
ma e cuidado quando tratar deste assunto para que o 1 Íon positivo Elétron livre
aluno não crie um conceito distorcido daquele aceito
cientificamente.

8
AULA 3
GABARITO COMENTADO
Em seguida, podem ser apresentadas as principais
características e propriedades dos compostos metálicos,
PRATICANDO O APRENDIZADO
ressaltando que elas podem ser utilizadas para a deter-
minação de uma substância desconhecida. O professor 1. a.
pode adotar os exemplos dados no Caderno do Aluno
para falar de algumas ligas metálicas importantes no coti- [a] Correta. A união dos metais Cu e Zn forma o latão,
diano e discutir suas propriedades com os alunos. insolúvel em água, sendo também um bom condutor
térmico, dúctil e maleável, aspecto comum a todos os
metais.
SUGESTÃO DE QUADRO [b] Incorreta. A ligação entre Na e Cl forma o compos-
to iônico NaCl, solúvel em água.
[c] Incorreta. A ligação entre Fe e O forma o Fe2O3, um
CARACTERÍSTICAS DOS METAIS
composto iônico solúvel em água, à semelhança do
Dureza, ponto de fusão e ponto de ebulição – de-
cloreto de sódio.
pendem primordialmente da força da ligação metálica.
Os átomos de um metal no estado sólido estão ar-
[d] Incorreta. F e Xe formam o XeF6, um composto só-
ranjados de modo a formar figuras geométricas bem
lido, cristalino e incolor que se hidroliza em contato
definidas – os retículos metálicos.
com a água.
[e] Incorreta. C e Si, por não serem metais, não pos-

QUÍMICA
suem características como ductilidade, maleabilidade
ou boa condutibilidade térmica.
AULA 4 2. e.
Por fim, recomenda-se utilizar a situação-problema, X é isoeletrônico de Zn2+
que trata da diferenciação entre o ouro e a pirita, tam- 30
Zn2+
bém conhecida como ouro dos tolos, para diferenciar p = 30

Módulo 8
compostos metálicos e iônicos a partir de suas proprie- e = 28 (perdeu 2 e–)
dades. Assim, X possui 28 elétrons quando seu número de
oxidação é +1, ou seja, perdeu 1 elétron. Sendo assim,
EXERCÍCIOS ele possui 29 elétrons quando neutro.
Então:
Para fixação do conteúdo, recomenda-se a resolução 29 e– = 29 p. Trata-se do elemento cobre, que forma o
dos seguintes exercícios: Praticando o aprendizado – 1, latão ao se ligar ao zinco, o bronze ao se ligar ao esta-
2, 3 e 5; Desenvolvendo habilidades – 3, 4 e 10; Aprofun- nho e o ouro vermelho ao se ligar ao ouro.
dando o conhecimento – 1 e 2. 3. a.
Teremos:
ATIVIDADES COMPLEMENTARES 1. Na Pré-História, o cobre foi um dos primeiros me-
tais usados para fazer ferramentas e outros utensí-
Para que os alunos percebam que as ligas metálicas lios, como facas, machados, ornamentos e pontas
são muito importantes ao homem e que suas proprieda- de flecha.
des são diversas daquelas dos metais que as constituem
2. O bronze (liga de cobre e estanho) foi usado pos-
isoladamente, sugere-se a realização de uma pesquisa so- teriormente, por ser mais duro e por permitir a fa-
bre outras ligas metálicas que não foram citadas no Cader- bricação de ferramentas mais resistentes.
no do Aluno, seus usos e propriedades que justificam sua
3. O ferro puro e sua liga com carbono (aço) demo-
aplicabilidade no cotidiano. raram ainda mais a serem usados, devido à maior
complexidade de sua produção.
Ligações químicas II

MATERIAL DE APOIO AO PROFESSOR 4. No final do século XIX, devido ao processo de ele-


trólise da bauxita, o alumínio começou a ser usado
A atividade do penhor e a qu’mica. Disponível em: <http:// de maneira generalizada em utensílios domésti-
qnesc.sbq.org.br/online/qnesc34_3/02-QS-81-11.pdf>. cos, sendo antes disso um metal de produção ex-
Acesso em: 5 jan. 2016. tremamente cara.

9
9
Módulo
Liga•›es qu’micas III

OBJETO DO CONHECIMENTO HABILIDADES


• Ligações covalentes, propriedades, geometria • H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da Química para
molecular e polaridade das seguintes molécu- caracterizar materiais, substâncias ou transformações
las: H2, O2, N2, HCl, NH3, H2O, CO2, SO2, SO3, químicas.
CH4 • Identificar as substâncias formadas por ligações cova-
lentes.
• Identificar as propriedades e representações dos com-
postos moleculares.
• Compreender a formação das ligações covalentes e
suas propriedades
• Diferenciar polaridade da ligação e polaridade da mo-
lécula.

Em seguida, sugere-se que o professor apresente as


INTRODUÇÃO diferentes representações da ligação covalente, como
Este módulo pretende introduzir o conceito de ligação as fórmulas molecular, eletrônica e estrutural. Ao abor-
covalente, determinar que elementos a realizam e de que dar a fórmula eletrônica, é importante que o professor vá
maneira podemos representá-la. Além disso, ao final do deixando de utilizar o conceito de ligação covalente dativa,
capítulo, o aluno deve reconhecer as principais geome- uma vez que ele não é aceito cientificamente.
trias moleculares e, a partir delas, determinar a polaridade
das moléculas, diferenciando este conceito daquele que
SUGESTÃO DE QUADRO
trata da polaridade das ligações.

ESTRATÉGIAS DE AULA Fórmula Fórmula Fórmula


molecular eletrônica estrutural

AULAS 1 e 2
H2 H xH H—H

O professor pode iniciar esta aula conceituando


a ligação covalente como fruto do compartilhamento O2 O O O—
—O
eletrônico, uma vez que os átomos que a realizam apre-
sentam tendência ao ganho de elétrons. É importante N2 N N N—
—N —

deixar esta ideia muito clara ao aluno para que, no futu-


ro, ele tenha mais facilidade em compreender a abstra- H2O H O H H—O—H
ta fusão de orbitais que ocorre na realização deste tipo
de ligação, bem como a hibridização. O artigo na seção CO2 O C O —C—
O— —O
“Para começar” é uma ótima ideia de introdução e apli-
cação do conteúdo.

10
Na sequência, o professor pode introduzir a ideia de geometria molecular, justificando-a a partir do argumento da busca
pela maior estabilidade do sistema. Sugere-se que o professor frise com os alunos que a fórmula estrutural de um composto
deve sempre ser representada de acordo com a geometria correspondente.
Com os assuntos anteriores já trabalhados, o professor pode passar ao conceito de polaridade da ligação, dando a ideia
de carga parcial e formação de dipolos, e enfatizando que, apesar de, em alguns casos, haver formação de cargas, não há
perda ou ganho de elétrons, dada a característica da ligação covalente.

SUGESTÃO DE QUADRO

POLARIDADE DE LIGAÇÕES COVALENTES


Ligação covalente apolar: o par de elétrons da ligação é compartilhado igualmente porque os dois átomos têm a mesma ele-
tronegatividade.
Exemplo: molécula de H2.
H—H

H H

QUÍMICA
H H

Ligação covalente polar: o par de elétrons da ligação não é compartilhado igualmente. O átomo mais eletronegativo atrai com
mais força os elétrons, criando-se uma carga negativa sobre ele e uma carga positiva sobre o outro átomo.
Exemplo: molécula de HBr.

H — Br H Br

Módulo 9
δ1 δ2
H — Br

Os símbolos δ1 e δ2 representam as cargas resultantes da diferente atração dos átomos pelos elétrons.
As ligações entre átomos do mesmo elemento químico são APOLARES e entre átomos de elementos químicos diferentes
são POLARES.

AULA 3 ATIVIDADE COMPLEMENTAR


Após trabalhar a polaridade da ligação, o professor Para que os alunos possam visualizar com mais clare-
pode abordar a polaridade molecular, sempre enfatizando
za as diferentes geometrias moleculares, sugere-se que o
que ela só poderá ser determinada corretamente com a fór-
professor utilize modelos moleculares para a construção
mula estrutural geometricamente adequada da substância.
das fórmulas estruturais das moléculas, principalmente
Introduz, assim, o conceito de momento de dipolo e recor-
da com os alunos o desenho de vetores. É muito importante por conta das moléculas que apresentam geometrias es-
que, neste ponto, o professor deixe bem clara a diferença paciais, conforme indicado na seção “Para praticar” no
entre a polaridade da ligação e a polaridade da molécula. Caderno do Aluno.

AULA 4
Ligações químicas III

Por fim, o professor pode apresentar ao aluno as pro- MATERIAL DE APOIO AO PROFESSOR
priedades dos compostos que realizam ligação covalente,
classificando-os como compostos moleculares ou com- <https://phet.colorado.edu/sims/html/molecule-shapes/
postos covalentes. latest/molecule-shapes_en.html>. Acesso em: 6 jan. 2016.

11
10Módulo
Liga•›es intermoleculares

OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES


• Dipolo induzido, dipolo permanente e liga- • H18 - Relacionar propriedades físicas, químicas ou bio-
ções de hidrogênio. lógicas de produtos, sistemas ou procedimentos tec-
nológicos às finalidades a que se destinam.
• H25 - Caracterizar materiais ou substâncias, identifi-
cando etapas, rendimentos ou implicações biológicas,
sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou
produção.
• Diferenciar as propriedades das ligações intermolecu-
lares.
• Relacionar as ligações intermoleculares com as pro-
priedades dos compostos moleculares.
• Compreender a relação entre a ligação intermolecular
e as temperaturas de fusão e de ebulição.

INTRODUÇÃO
Este módulo se baseia no estudo das ligações intermoleculares. O objetivo é que os alunos, ao final do módulo, sejam
capazes de identificar a força intermolecular nas substâncias, relacioná-la com as temperaturas de fusão e de ebulição e com
a solubilidade.

ESTRATÉGIAS DE AULA

AULA 1
A sugestão é que a aula se inicie com uma revisão de polaridade de moléculas. Substâncias como H2O, CCl4, CO2 e HCl
são bons exemplos.

12
SUGESTÃO DE QUADRO

H2O HCl

MOLEKUUL_BE/SHUTTERSTOCK

MOLEKUUL_BE/SHUTTERSTOCK
CCl4
CO2

MOLEKUUL_BE/SHUTTERSTOCK
MOLEKUUL_BE/SHUTTERSTOCK

QUÍMICA
M—dulo 10
A partir disso, pode-se mostrar a diferença entre liga- AULA 2
ção interatômica e intermolecular.
Mencione que as ligações intermoleculares são res-
ponsáveis pelos estados físicos das substâncias e que a
SUGESTÃO DE QUADRO intensidade delas está relacionada diretamente com as
temperaturas de ebulição e fusão. Mostre e defina as for-
ças intermoleculares relacionando-as com a intensidade.
Compare as temperaturas de ebulição da H2O e do HCl e
entre substâncias com a mesma interação intermolecular.
δ2 H2O δ2 HCl
δ1 δ1
AULA 3

Por fim, relacione as forças intermoleculares também


com a soludibilidade. Um bom exemplo é o texto sugeri-
Ligações intermoleculares

do no material de apoio ao professor a respeito do derra-


mamento de petróleo na água. Mencione que o petróleo
é uma mistura de hidrocarbonetos que, por ser apolar,
tem baixa soludibilidade em água. Portanto, o petróleo
(dipolo induzido) não consegue separar as moléculas de
água (ligações de hidrogênio) e interagir com elas.

13
AULA 4 A sublimação do dióxido de carbono sólido en-
volve o rompimento de interações do tipo dipolo
Esta aula pode ser destinada à resolução de exercícios induzido.
de fixação e aprofundamento, para que os alunos possam 5. a. CO2: geometria linear; interações do tipo dipolo
tirar as dúvidas a respeito do conteúdo trabalhado. induzido.
NH3: geometria piramidal; interações do tipo liga-
EXERCÍCIOS ção de hidrogênio.
SO2: geometria angular; interações do tipo dipolo
Exercícios propostos: Praticando o aprendizado: 1, 2
permanente.
e 5; Desenvolvendo habilidades: 2, 4, 5, 6 e 10; Aprofun-
dando o conhecimento: 3, 5, 9, 10 e 12. B(CH3)3: geometria triangular ou trigonal plana; in-
terações do tipo dipolo induzido.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR DESENVOLVENDO HABILIDADES

Procure fazer com os alunos os experimentos propostos 1. a. Apesar de apresentar estrutura semelhante à molé-
na seção Atividade prática, disponível no Caderno do Aluno. cula de água, o H2S é um gás à temperatura ambien-
Se preferir, use copos grandes no lugar de tubos de te e pressão atmosférica, porque apresenta forças
ensaio para mostrar o experimento à turma toda, aumen- intermoleculares do tipo dipolos permanentes, que
tando a proporção dos materiais. são interações mais fracas em relação às ligações ou
pontes de hidrogênio presentes na água.
Após os experimentos, pergunte aos alunos a razão de
ter acontecido o que foi observado. Explique, em seguida, 2. d. Na passagem de estado físico, as ligações inter-
que água e óleo não se misturaram pois a água é polar e moleculares são rompidas e a água passa do esta-
o óleo, apolar. Depois, diga que a glicerina é solúvel em do líquido para o gasoso.
água pois ela também é polar, mas que isso só foi possível 4. d. CCl4 e CH4: maior massa molar e maior nuvem ele-
após agitação devido à sua viscosidade. Por fim, diga que trônica.
o sistema ficou homogêneo após a adição do detergente NaCl e HCl: faz ligação iônica, apresenta forças
por ele ser uma molécula anfifílica, e interage com água, eletrostáticas elevadas.
glicerina e óleo. São formadas minúsculas gotas de óleo
H2O e H2S: faz pontes de hidrogênio, ligações mui-
que ficam dispersas no sistema.
to intensas.
SO2 e CO2: molécula polar.

MATERIAL DE APOIO AO PROFESSOR 6. a. Quanto maior a nuvem eletrônica (ou massa mole-
cular em alguns casos específicos), maior a atração
• Notícia sobre vazamento de óleo. Disponível em: intermolecular e, consequentemente, a tempera-
<http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/05/ tura de ebulição.
california-entra-em-estado-de-emergencia-por- Composto Massa molecular
vazamento-de-oleo.html>. Acesso em: 2 jun. 2016. H2S 34
• Visualização de dispersão de London. Disponível em: H2Se 81
<http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/
H2Te 129
handle/mec/3367/dipolo.swf?sequence=4>. Acesso
em: 2 jun. 2016. H2Te . H2Se . H2S ou TEH2S , TEH2Se , TEH2Te
• Artigo a respeito do estudo das forças intermolecula- 7. d. A densidade e a temperatura de ebulição, apesar
res. Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/ de serem propriedades específicas das substân-
qnesc29/05-RSA-1008.pdf>. Acesso em: 2 jun. 2016. cias, não apresentam nenhuma relação.
8. c. As forças intermoleculares presentes no ácido
GABARITO COMENTADO fluorídrico líquido são do tipo dipolo ligações de
hidrogênio. Essas forças são menos intensas do
que as forças eletrostáticas entre íons.
PRATICANDO O APRENDIZADO 9. a. De acordo com a interação do tipo dipolo induzido-
-dipolo induzido, quanto maior a massa, maior a
2. a. O dióxido de carbono é um composto que apre- interação intermolecular, então
senta moléculas lineares e apolares. TE(H2) , TE(N2) , TE(O2) , TE(Br2).

14
11
Número de oxidação e
métodos de balanceamento
Módulo
de equações
OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES
• Número de oxidação • H24 - Utilizar códigos e nomenclaturas da química
• Balanceamento de equações pelos métodos para caracterizar materiais, substâncias ou transforma-
das tentativas e de oxirredução ções químicas.
• Conceitos de oxidação, redução, agentes • H25 - Caracterizar materiais ou substâncias, identifi-
oxidante e redutor cando etapas, rendimentos ou implicações biológicas,
sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou
produção. 

QUÍMICA
• Compreender números de oxidação.
• Compreender os conceitos relacionados à oxirredução.
• Entender os métodos de balanceamento.

M—dulo 11
INTRODUÇÃO
Este módulo se inicia com um conceito importantíssimo no estudo da Química que vai dar base para diversos outros
assuntos futuros: número de oxidação. O aluno deve compreender este conceito, bem como determiná-lo de forma correta
e ágil. Além disso, o capítulo aborda o conceito fundamental de equações químicas, seus símbolos e significados. Serão tra-
balhados os balanceamentos de equações químicas pelos métodos das tentativas e de oxirredução. Com isso, os conceitos
de oxidação e redução também serão discutidos e o estudante deverá estar familiarizado com eles.

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


ESTRATÉGIAS DE AULA

AULA 1
O professor pode iniciar este módulo diferenciando as cargas real e parcial assumidas por um átomo, de acordo com o
tipo de ligação que ele realiza, e explicar que, independentemente do tipo de carga assumida na ligação, costuma-se chamá-
-la de número de oxidação ou, simplesmente, Nox. Com isso, sugere-se que sejam apresentadas ao aluno as maneiras pelas
quais se pode determinar o Nox de um átomo. É importante que se utilize as regras práticas para sua determinação, a fim de
que ela se dê rapidamente; para tal, deve-se realizar muitos exemplos. Aconselha-se, ainda, que seja definido o conceito
de Nox médio e sua determinação.

15
SUGESTÃO DE QUADRO

Principais Nox dos elementos em substâncias comuns

Elementos Situação Nox


Metais alcalinos (Li, Na, K, Rb e Cs) Em substâncias compostas 11

Metais alcalinoterrosos (Be, Mg, Ca, Sr e Br) Em substâncias compostas 12

Prata (Ag) Em substâncias compostas 11

Zinco (Zn) Em substâncias compostas 12

Alumínio (Al) Em substâncias compostas 13

Em sulfetos (quando o enxofre for o elemento mais


Enxofre (S) 22
eletronegativo)

Em halogenetos (quando o halogênio for o elemento


Halogênios (F, Cl, Br, I) 21
mais eletronegativo)

Ligado a ametais (quando o hidrogênio estiver ligado a


11
um elemento mais eletronegativo que ele)
Hidrogênio (H)
Ligado a metais (quando o hidrogênio estiver ligado a
21
um elemento menos eletronegativo que ele)

Na maioria das substâncias compostas 22

Em peróxidos 21

Oxigênio (O) 1
Em superóxidos 2
2
12
Em fluoretos
11

Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/upload/conteudo/images/nox-quimica.jpg>. Acesso em: 22 maio 2016.

Figura: tabela com o resumo dos estados de oxidação de elementos químicos, para auxiliar na aplicação das regras práticas de Nox.

AULA 2 conceitos como oxidação e redução; agentes oxidante e


redutor; e íons espectadores. É de extrema importância
Na sequência, o professor pode introduzir o conceito de que o professor faça inúmeros exemplos deste método de
equação química, frisando que ela é uma representação dos balanceamento com os alunos, uma vez que é um tema
processos ou reações químicas que acontecem na natureza em que se apresenta muita dificuldade.
ou são induzidas pelo homem. Ao desenvolver o assunto,
aconselha-se que se apresentem os principais símbolos que
podem estar presentes em uma equação química para EXERCÍCIOS
que o aluno fique mais familiarizado com a escrita científica. Para melhor compreensão do assunto, sugere-se a
Com isso, o professor pode realizar o balanceamento de di- resolução dos seguintes exercícios: Praticando o apren-
versas equações químicas pelo método das tentativas, a fim dizado – 1, 3 e 4; Desenvolvendo habilidades – 1, 2 e 8;
de que o aluno consiga realizá-lo de forma hábil e rápida. Aprofundando o conhecimento – 9.

AULAS 3 E 4
Em seguida, o professor apresenta o método de oxir-
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
redução para o balanceamento de equações químicas Sugere-se que o professor realize o procedimento ex-
nas quais há transferência de elétrons entre alguns de perimental descrito no artigo da Química Nova na Escola,
seus átomos participantes. Dessa forma, pode desenvolver presente na seção Atividade prática do Caderno do Aluno.

16
d) Incorreta. O Nox do nitrogênio no ácido nítrico
MATERIAL DE APOIO AO PROFESSOR será 15.
+1+5 −6
<http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc23/a04.pdf>.
HNO 3
Acesso em: 6 jan. 2016.
e) Incorreta. A soma dos coeficientes será:
13 11 13 11 12 5 10.
GABARITO COMENTADO 4. e.
a) Incorreta. O permanganato é um agente oxidante,
conforme a reação a seguir:
PRATICANDO O APRENDIZADO
17 21 12 0

1. b. 2 KMnO4(aq) 1 3 H2SO4(aq) 1 5 H2O2(aq) → K2SO4(aq) 1 8 H2O(,) 1 2 MnSO4(aq) 1 5 O2(g)

1. Al2S 3 Ag. oxidante Δ55?155


Al Al S S S
1313222222 Δ52?152 Ag. redutor

Al 5 1 3
2.K 2S b) Incorreta. O oxigênio é formado pela decomposi-
K K S ção do peróxido de hidrogênio.
111122 c) Incorreta. O oxigênio não é um íon nessa reação re-
K 511 dox, e sim uma molécula.

QUÍMICA
3. SrCl2 d) Incorreta. O sulfato de potássio é um sal provenien-
Sr Cl Cl te de uma base forte e de um ácido forte, sendo,
12 21 21 portanto, um sal neutro.
Sr 5 1 2
e) Correta. De acordo com a reação balanceada, a
4.KF soma dos coeficientes da reação balanceada é:
K F
1 2 1 3 1 5 1 1 1 8 1 2 1 5 5 26.
1121

M—dulo 11
F 521
5. O 3 DESENVOLVENDO HABILIDADES
O 5 zero
1. e.
3. b. Desnitrificação:
0 15 11 12
3 Ag 1 1 HNO3 → 3 AgNO3 1 1 NO 1 2 H2O NO 3− ... → ... N2
+5 redução
→ 0
Δ51?151
2. c.
Δ53?153

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


13 22 15 15 16 22
As2S3 1 HNO3 1 H2O → H3AsO4 1 H2SO4 1 NO
a) Incorreta. A prata irá oxidar; portanto, será o agente Oxida
redutor.
0 11
Oxida
Ag 1 HNO3 → AgNO3 1 NO 1 H2O
Reduz
Ag. redutor
a) Incorreta. Em uma reação de auto-oxirredução, o
b) Correta. O nitrogênio reduz; portanto, o ácido nítri- mesmo elemento oxida e reduz.
co é o agente oxidante. b) Incorreta. A reação é de oxirredução completa.
15 12
c) Correta. Os elementos As e S sofrem oxidação e o
Ag 1 HNO3 → AgNO3 1 NO 1 H2O
nitrogênio sofre redução.
Ag. oxidante d) Incorreta. A reação corretamente balanceada será:
3 As2S3 1 28 HNO3 1 4 H2O → 6 H3AsO4 1 9 H2SO4 1
c) Incorreta. Nesta reação o nitrogênio do nitrato de 1 28 NO, cuja soma dos coeficientes é 78.
prata não irá sofrer nenhum processo redox. e) Incorreta. O agente oxidante é o ácido nítrico.

17
8. b. 11. e.
14 21 12 0
1 MnO2 1 4 HCl → 1 MnCl2 1 2 H2O 1 1 Cl2 Teremos:

SnO 2 (s) 1 C(s) → Sn(s) 1 CO 2 (g)


Δ52?15251 1 4  → 0 (redução; recebimentode 4 mols
deelétrons)
0  → 14 (oxidação; perda de 4
Δ51?25251
de elétrons)

12. c.
APROFUNDANDO O CONHECIMENTO I2O5(s) 1 5 CO(g) → 5 CO2(g) 1 I2(s)

5. a.
Pelo método das tentativas, vem: 12 14
oxidação
1
1NH4NO 3 → 1N2 1 O 2 1 2 H2O ( ×2) redução
2 15 0
2 NH4NO 3 → 2 N2 1 1 O 2 1 4 H2O Agente oxidante: I2O5
9. b. Agente redutor: CO
Teremos: 13. b.
Teremos:
CrI3 1 Cl2 1 OH12 → IO142 1 CrO 242 1 Cl12 1 H2O
CIO12 1 I12 1 H11 → CI12 1 I2 1 H2O
13 1 6 (oxidação; cromo) (11) −−−−−−−−−−−−
−−−− (21) (redução)
(21) −−−−−−−−−−−
−−− (0) (oxidação)
21 1 7 (oxidação; iodo)
CI1 1 2e2 → Cl− (redução)
0 2 1(redução; cloro)
2 I2 → I2 1 2e2 (oxidação)
Então,
Cr 31 → Cr 61 1 3e2 Cr 31 → Cr 61 1 3e2 1CIO12 + 2 I12 1 2 H11 → 1CI12 1 1I2 1 1H2O
3 I12 → 3 I71 1 24e2 3 I12 → 3 I71 1 24e2 (soma das cargas 5 21) → (soma das cargas 5 21)
⇒ 2
Cl 1 1e2 → Cl12 3 Cl 1 3e2 → 3 Cl1
16. a.
Cl 1 1e2 → Cl12 24 Cl 1 24e2 → 24 Cl1
2

Os números de oxidação do cloro nos compostos da-


dos serão:
27 0 11 21
(1CrI3 1 Cl2 1 32 OH12 → 3 IO142 1 1CrO 242 1 Cl HClO HCl
2
As equações devidamente balanceadas serão:
1 27Cl12 1 16 H2O ( × 2)
I. 2 NaClO2(aq) 1 Cl2 (aq) → 2 ClO2(aq) 1 NaCl(aq)
2CrI3 1 27Cl2 1 64 OH12 → 6 IO142 1 2 CrO 242 1
II. 2 NaClO2(aq) 1 HOCl(aq) → 2 ClO2(aq) 1 NaCl(aq) 1
1 54 Cl12 1 32 H2O 1 NaOH(aq)
Soma 5 02 1 27 1 64 1 06 1 02 1 54 1 32 5 187 III. 5 NaClO2(aq) 1 4 HCl(aq) → 4 ClO2(aq) 1 NaCl(aq) 1
O cromo ou (crômio) e o iodo sofrem oxidação. 1 H2O (,)

ANOTA‚ÍES

18
12Módulo
Funções da Química
Inorgânica I
OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES
• Óxidos básicos e propriedades • H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da química para
• Bases – Teoria de Arrhenius e classificações caracterizar materiais, substâncias ou transformações
químicas.
• Identificar os óxidos básicos.
• Relacionar o número de oxidação e o elemento com a
classificação do óxido.
• Compreender a nomenclatura e as propriedades dos

QUÍMICA
óxidos, bem como suas reações.
• Compreender a nomenclatura e as classificações das
bases, bem como suas reações.

Módulo 12
Depois, mostre a nomenclatura. Mencione o efeito da cala-
INTRODUÇÃO gem no solo através do óxido de cálcio.
Este módulo baseia-se no estudo dos óxidos básicos e
das bases. O objetivo é que ao final deste módulo o aluno SUGESTÃO DE QUADRO
seja capaz de:
• Definir óxido.
• Identificar, nomear e formular um óxido básico. ÓXIDOS BÁSICOS
• Equacionar uma reação de óxido básico + água. São predominantemente formados entre metais –
alcalinos, alcalinoterrosos.
• Identificar, nomear, formular e classificar uma base.
Na2O - óxido de sódio
Uma situação-problema adequada para introduzir o
CaO - óxido de cálcio
assunto é a notícia disponível em: <http://g1.globo.com/
sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2015/12/acidente- FeO - óxido de ferro II ou óxido ferroso
mata-homem-e-faz-soda-caustica-cair-na-raposo-tavares.
html>. Acesso em: 29 de jun. 2016.
AULA 2 Funções da Química Inorgânica I

Defina base pela teoria de Arrhenius explicando o que


ESTRATÉGIAS DE AULA significa dissociar. Mostre que uma base pode ser produzi-
da pela reação de óxido básico com água. Exemplos com
AULA 1 Na+, Mg2+ e Fe2+ são sugestões. Não deixe de mencionar
a nomenclatura de bases constituídas por metais com Nox
A sugestão inicial é que a aula se inicie com a definição variável e a produção do NH4OH a partir da hidratação do
de óxidos e os tipos de óxidos. Defina óxido básico relacio- NH3. Mencione a soda cáustica, o leite de magnésia e suas
nando o conceito com os elementos da Tabela Periódica. aplicações no cotidiano.

19
AULA 3
MATERIAL DE APOIO AO PROFESSOR
Apresente aos alunos as diferentes classificações utili- ¥ Artigo a respeito do estudo dos solos e calagem. Dis-
zadas para as bases, dando sempre muitos exemplos para ponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc08/
que fiquem muito claras as diferenciações entre elas. exper2.pdf>. Acesso em: 6 jun. 2016.

AULA 4 GABARITO COMENTADO


Esta aula pode ser destinada à resolução de exercícios
PRATICANDO O APRENDIZADO
de fixação e aprofundamento com os alunos, que pode-
rão tirar suas dúvidas a respeito da identificação, nomen- 2. b.
clatura, reações e classificações das funções inorgânicas São óxidos básicos (possuem metais com Nox +1 ou
trabalhadas. +2) e reagem com água produzindo bases as seguin-
tes substâncias: CaO, Na2O, K2O.
5. e.
EXERCÍCIOS Hidróxido de sódio (NaOH): monobase (1 grupo OH2).
Sugestão de exercícios em sala: Praticando o apren- Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2): dibase (2 grupos OH2).
dizado – 2 e 5; Desenvolvendo habilidades 2 1 e 5; Hidróxido de alumínio (Al(OH)3): tribase (3 grupos OH2).
Aprofundando o conhecimento 2 5 a 10.
DESENVOLVENDO HABILIDADES
1. c.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR Teremos:
NH3 (g) 1 H2O (,) → NH4OH (aq)
Recomenda-se a leitura, com os alunos, de um ar-
tigo a respeito de bases inorgânicas, disponível em: 5. d.
<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula. Teremos:
html?aula=20868>. Acesso em: 6 jun. 2016. K2O + H2O → 2KOH

ANOTA‚ÍES

20
Química
Ligações

7
Módulo
químicas I

OBJETO DO CONHECIMENTO
• Ligações iônicas e propriedades

HABILIDADES
• H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracteri-
zar materiais, substâncias ou transformações químicas.
• Identificar as substâncias formadas por ligações iônicas.
• Identificar as propriedades da ligação iônica.

322
PARA COMEÇAR

Principais sais inorgânicos usados no cotidiano

Em Química Inorgânica, os sais são um grupo de compostos iônicos que em solução aquo-
sa liberam, pelo menos, um cátion diferente de H1 e um ânion diferente de OH2. Os sais
inorgânicos são formados na rea-

HRIANA/SHUTTERSTOCK
ção de um ácido com uma base de
Arrhenius.
Os sais são bastante comuns no
cotidiano e nas indústrias químicas,
sendo utilizados para as mais diversas
aplicações. A seguir, temos os princi-
pais sais usados em nossa sociedade,
suas fórmulas químicas, nomes e
aplicações.

QUÍMICA
Figura 1. O cloreto de sódio é um dos sais mais conhecidos.

Cloreto de sódio
PIERRE JEAN DURIEU/SHUTTERSTOCK

M—dulo 7
• Fórmula química: NaCl;
• Nome usual: Sal de cozinha;
• Principais aplicações: É usado como tempero
de comidas; na conservação de carnes, de pesca-
dos e de peles; está presente no soro caseiro e no
soro fisiológico; além de ser usado como matéria-
-prima na produção de soda cáustica (NaOH), de
gás cloro (Cl2) e de gás hidrogênio (H2) por meio
de sua eletrólise em meio aquoso.

Figura 2. A extração de NaCl é feita pela


evaporação da água do mar.
RASULOV/SHUTTERSTOCK

Fluoreto de sódio

• Fórmula química: NaF;


• Nome usual: Não possui. Apesar de muitas vezes ser cha-
mado apenas de “flúor” nas embalagens dos cremes dentais,
essa designação é incorreta;
• Principais aplicações: É usado em cremes dentais, pois
Ligações químicas I

previne as cáries nos dentes.

Figura 3. O creme dental é rico em


fluoreto de sódio.

323
Nitrato de sódio
CK
TO
E RS
TT
• Fórmula química: NaNO3; /S HU
OK
BL
• Nome usual: Salitre do Chile, por ser encontrado em FA

grandes depósitos naturais nos desertos chilenos;


• Principais aplicações: É usado na fabricação de nitrato
de potássio e como matéria-prima na produção de pólvora
negra, um explosivo; é utilizado também nas indústrias
de fertilizantes e como conservante de carnes enlatadas e
defumadas. Figura 4. Pólvora negra.

Carbonato de sódio

• Fórmula química: Na2CO3;


• Nome usual: Barrilha ou soda;
• Principais aplicações: É usado em tratamento de águas de piscina; na fabricação de vários produ-
tos como sabões, remédios, corantes, papéis e, principalmente, na produção de vidro, juntamente
com o carbonato de cálcio do calcário e com a sílica da areia.
barrilha 1 calcário 1 areia → vidro comum 1 gás carbônico
ou
Na2CO3 1 CaCO3 1 SiO2 → silicatos de sódio e cálcio 1 gás carbônico
ou
x Na2CO3 1 y CaCO3 1 z SiO2 → (Na2O)x ? (CaCO3)y ? (SiO2)z 1 (x 1 y) CO2
MEHMETCAN/SHUTTERSTOCK

Figura 5. Fusão de barrilha,


calcário e sílica para produção
do vidro.

Carbonato ácido de sódio ou hidrogenocarbonato


AFRICA STUDIO/SHUTTERSTOCK
de sódio

• Fórmula química: NaHCO3;


• Nome usual: Bicarbonato de sódio;
• Principais aplicações: É usado como fermento de bolos e pães, em
extintores de incêndio de espuma, em talcos desodorantes e em antiáci-
dos estomacais.

Figura 6. Antiácido estomacal


composto de bicarbonato de sódio.

324
Carbonato de cálcio

• Fórmula química: CaCO3;


• Nome usual: Calcário ou mármore;
• Principais aplicações: É usado na produção de cimento junto
com argila e areia; na fabricação de pias, estátuas, pisos e esca-
darias; na agricultura, para reduzir a acidez do solo; e é também
uma das matérias-primas da produção de vidro e na produção de
ANSHAR/SHUTTERSTOCK

cal virgem; na natureza, está na composição de estalactites e es-


talagmites que existem em muitas cavernas, recifes de corais e
carapaças de muitos animais marinhos.

Figura 7. Estátua constituída de calcário.

ANDREY_POPOV/SHUTTERSTOCK
Sulfato de cálcio

• Fórmula química: CaSO4;

QUÍMICA
• Nome usual: Sua forma hidratada, (CaSO4 ? 2 H2O, é
conhecida como gipsita;
• Principais aplicações: É usado na fabricação do giz
escolar; do gesso usado na Medicina para imobilização;
na construção civil; na produção de moldes dentários; e
em certos tipos de tintas.

M—dulo 7
Figura 8. Gesso composto de sulfato de
cálcio.
YANIK CHAUVIN/SHUTTERSTOCK

Sulfato de magnésio

• Fórmula química: MgSO4;


• Nome usual: Sal amargo ou sal de Epsom;
• Principais aplicações: Possui ação laxativa e é usado para mas-
sagens e banhos relaxantes.

Figura 9. Sulfato de magnésio,


substância utilizada como
relaxante.

Figura 10. Fosfato


de cálcio, uma
Fosfato de cálcio das substâncias
constituintes dos
• Fórmula química: Ca3(PO4)2; ossos.

• Nome usual: Não possui;


• Principais aplicações: É usado na
Ligações químicas I

produção de fertilizantes fosfatados.

KUTLAYEV DMITRY/SHUTTERSTOCK

325
Hipoclorito de sódio

PAUL BIRYUKOV/SHUTTERSTOCK
• Fórmula química: NaClO;
• Nome usual: Nomes comerciais de alvejantes, geralmente
com o nome de cloro;
• Principais aplicações: É usado principalmente como alve-
jante, branqueador de tecidos e papéis; tem também ação bac-
tericida, sendo usado na limpeza de casas, hospitais, alimentos
(como verduras e legumes) e no tratamento de águas para con-
sumo e para piscinas.

Figura 11. Hipoclorito de sódio.

KEN TANNENBAUM/SHUTTERSTOCK
Nitrato de amônio

• Fórmula química: NH4NO3;


• Nome usual: Não possui;
• Principais aplicações: É usado como fertilizante e explo-
sivo; inclusive, foi usado junto com o óleo combustível no
ataque terrorista aos edifícios do World Trade Center, em
11 de setembro de 2001.

Figura 12. Nitrato de amônio, utilizado


como explosivo pelos terroristas no ataque
às torres gêmeas de Manhattan, EUA.

Disponível em: <http://alunosonline.uol.com.br/quimica/principais-sais-inorganicos-usados-no-cotidiano.html>. Acesso em: 26 mar. 2016.

PARA APRENDER

Conceitos iniciais

A grande quantidade de substâncias diferentes presentes na natureza está relacionada à capacidade de


combinação (ligação) dos átomos de elementos químicos. Somente os gases nobres encontram-se na natu-
reza sob a forma de átomos isolados.
Mas qual a “intenção” de um átomo ao se combinar? A resposta é: adquirir estabilidade. Para que
ocorra uma ligação química entre dois ou mais átomos (a chamada ligação interatômica), e consequen-
temente a estabilidade seja atingida, é necessário haver contato entre os átomos. Nesse contato verifi-

326
camos que os elétrons das camadas de valência serão os responsáveis pela ligação, que, dependendo
do tipo de ligação, podem doar, receber ou compartilhar elétrons. E o que significa ser estável? Ser
estável é ter na camada de valência uma distribuição eletrônica semelhante à de um gás nobre, ou seja,
8 elétrons, assim como os gases nobres Ne, Ar, Kr, Xe e Rn, ou apenas 2 elétrons, como o He, casos do
hidrogênio, do lítio e do berílio.

Distribuição eletrônica da camada de valência dos gases nobres

2
He* 10
Ne 18
Ar Kr
36 54
Xe 86
Rn

1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 4p6 5s2 5p6 6s2 6p6
* O hŽlio Ž o œnico g‡s nobre que n‹o possui 8 elŽtrons na camada de val•ncia.

Essa teoria ficou conhecida por Teoria ou Regra do octeto em função de os gases nobres (com exceção
do hélio) possuírem 8 elétrons na camada de valência. Em outras palavras, podemos dizer:

Um átomo estará estável quando possuir apenas 2 elétrons no total, configuração semelhante ao He, ou 8
elétrons na camada de valência, como os gases nobres Ne, Ar, Kr, Xe e Rn.

QUÍMICA
Vale ressaltar que, embora haja exceções, essa teoria se aplica principalmente aos elementos represen-
tativos, pois os elementos de transição não a seguem obrigatoriamente.

M—dulo 7
+ QUÍMICA

Valência 3 Eletrovalência
Valência, além de ter o significado de mais externo, também pode ser conceituado como o número de
ligações que um átomo precisa para alcançar a estabilidade. Vejamos alguns exemplos:
• 9F: 1s2 2s2 2p5
Podemos perceber que o átomo de flúor possui 7 elétrons na camada de valência, portanto, necessita
de apenas 1 elétron para completar o octeto; logo, sua valência é 1.
• 8O: 1s2 2s2 2p4
Podemos perceber que o átomo de oxigênio possui 6 elétrons na camada de valência, portanto, neces-
sita de apenas 2 elétrons para completar o octeto; logo, a valência é 2.
Quando uma ligação química é formada pela perda ou ganho de elétrons, a valência vem acompanhada
de um sinal indicando a carga do íon formado, resultando na eletrovalência. Vejamos alguns exemplos:
• Mg: 1s2 2s2 2p6 3s2
12

O gás nobre mais próximo do magnésio na Tabela Periódica é o 10Ne, o que nos faz concluir que a ten-
dência do magnésio é de perder 2 elétrons.

12
Mg perde
2 elétrons
→ 12Mg21

• Cl: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5


17
Ligações químicas I

O gás nobre mais próximo do cloro na Tabela Periódica é o 18Ar, o que nos faz concluir que a tendência
do cloro é de ganhar 1 elétron.

Cl ganha
17
1 elétron
→ 17Cl2

327
A partir das tendências dos átomos (perder, ganhar ou compartilhar elétrons) podemos relacionar o tipo
de substância química com o tipo de ligação interatômica.

Tipo de ligação interatômica


Substância química
(entre átomos)

Iônica Iônica

Molecular Covalente

Metálica Metálica

Ligação metálica, Na

Ligação covalente, Cl2

Ligação iônica, NaCl

Figura 13. Sódio (Na), cloro (Cl2)


e cloreto de sódio (NaCl) são exemplos
clássicos dos três tipos de ligação.

Ligação iônica ou eletrovalente

Formação da ligação iônica


A ligação interatômica do tipo iônica se caracteriza pela forte atração eletrostática entre íons de cargas
opostas (positiva e negativa). Além disso, os íons associados apresentam uma elevada diferença de eletrone-
gatividade, o que torna esta ligação altamente polarizada.
A ligação iônica, que é a única com transferência definitiva de elétrons, ocorre entre átomos com tendên-
cias opostas, ou seja, perder e ganhar elétrons.

Metais tendem a perder elétrons e ametais a ganhar.

Com base nisso, podemos estabelecer ligações, principalmente e não somente, dos grupos 1, 2 e 13,
que possuem tendências de doar 1, 2 e 3 elétrons, respectivamente, e dos grupos 15, 16 e 17, que possuem
tendências de ganhar 3, 2 e 1 elétrons, respectivamente. Vejamos alguns exemplos:

Ligação entre os átomos de sódio (Na) e cloro (Cl)


1
perde 1 elétron do 3s e se torna semelhante ao Ne
11
Na: 1s2 2s2 2p6 3s1 → 11Na1: 1s2 2s2 2p6
5
ganha 1 elétron do 3p e se torna semelhante ao Ar
17
Cl:1s2 2s2 2p6 3s2 3p5  → 17Cl2: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6

328
Na1 (cátion) Cl2 (ânion)

2 2
2
2 2 2
2 2 2
2 2 2
1 1
2 2 2
2 2 2 2
2 2 2 2 2 2
2

Na Cl
2
2 2
2
2 2 2
2 2 2
2 22
2
1 2 1
2 2
2 2 2 2
2 2 2 2 2 2
2
Figura 14. Esquema da doação de elétron do
átomo de sódio para o átomo de cloro.

A fórmula de um composto iônico deve seguir as seguintes regras:


• O símbolo do cátion deve vir escrito antes do símbolo do ânion;

QUÍMICA
• A fórmula deve apresentar a menor proporção em números inteiros de cátions e ânions, de modo que
o conjunto seja eletricamente neutro;
• As cargas elétricas não aparecem escritas na fórmula final;
• A quantidade de cátions e ânions da fórmula é chamada de índice e deve ser escrita abaixo e à direita
do símbolo. O índice 1 não deve ser representado.

M—dulo 7
[C]y1 [A]x2, então [C] yx1 [A] yx2
Na1 Cl2, logo, NaCl
Outra representação possível é a fórmula eletrônica, ou fórmula de Lewis. Nesta fórmula são representa-
dos os elétrons da camada de valência dos íons do composto.
2
Na1 Cl

Ligação entre os átomos de cálcio (Ca) e flúor (F)


2
perde 2 elétrons do 4s e se torna semelhante ao Ar
20
Ca: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 → Ca21: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6
20

9
F: 1s2 2s2 2p5 ganha 1 elétron no 2p e se torna semelhante ao Ne
 → 9F2: 1s2 2s2 2p6
Ca21 F2, logo, CaF2

2
Ca21 2 F

1 QUÍMICA
Ligações químicas I

O hidrogênio, por possuir configuração eletrônica 1s1, possui tendência a ganhar 1 elétron para adquirir
configuração do gás nobre He, portanto, estabelece ligação iônica com metais, como o hidreto de sódio,
NaH, e o hidreto de lítio, LiH.

329
Propriedades dos compostos i™nicos
As forças de atração eletrostática que mantêm unidos os cátions e ânions, além de serem responsáveis
por várias propriedades comuns aos compostos iônicos, produzem agrupamentos com formas geométri-
cas definidas, os chamados retículos cristalinos. Neste retículo cristalino, cátions e ânions se atraem simul-
taneamente.

Na1

Cl2

Figura 15. Retículo


cristalino do NaCl.

A figura abaixo mostra a melhor estrutura possível em duas dimensões para o NaCl; entretanto, o arranjo
real que acontece na natureza tem três dimensões, como mostrado na figura acima. Observe que isso exige
que cada cátion Na1 esteja contornado por seis ânions Cl2 e vice-versa.

Cl2 Na1 Cl2 Na1 Cl2 Na1

Na1 Cl2 Na1 Cl2 Na1 Cl2

Cl2 Na1 Cl2 Na1 Cl2 Na1

Na1 Cl2 Na1 Cl2 Na1 Cl2

Cl2 Na1 Cl2 Na1 Cl2 Na1

Figura 16. Estrutura em duas dimensões para


o NaCl.

Como descrito, a existência das forças eletrostáticas e consequentemente do retículo cristalino determi-
na as principais características dos compostos iônicos, tais como:
• A grande maioria é sólida em condições ambiente (temperatura de 25 °C e pressão de 1 atm), porque a
força de atração eletrostática mantém os cátions e os ânions firmemente ligados uns aos outros;
• Possuem elevadas temperaturas de fusão e ebulição, uma vez que é necessário fornecer uma grande
quantidade de energia para separar os íons, vencendo a atração eletrostática entre eles;
• Conduzem corrente elétrica no estado fundido (líquido) ou em solução aquosa, pois seus íons com
cargas positivas e negativas adquirem liberdade de movimento, permitindo, assim, a passagem da
corrente elétrica;
• São duros e quebradiços, devido à sua estrutura ordenada. A dureza (resistência ao esforço de riscar
uma superfície) se justifica pela falta de lugar para onde os íons possam se deslocar sob pressão. São
frágeis ou quebradiços, já que um deslocamento posiciona íons do mesmo sinal uns em frente aos ou-
tros, causando forte repulsão e consequente rompimento da estrutura.

330
SITUAÇÃO-PROBLEMA

6 cristais com poderes que parecem mágicos Espato da Islândia – a pedra do sol viking
(só parecem – a ciência explica todos eles) Você já assistiu à série “Vikings”? Lembra da ‘pedra do sol’
Por Luciana Galastri que Ragnar usa para navegar e encontrar outras terras? Ela real-
mente existe e foi usada pelo pessoal da Escandinávia para loca-
Não, estes cristais não vão te ajudar a fazer feitiços, macum-
lizar o Sol e conseguir navegar mesmo em dias nublados. Uma
bas ou qualquer coisa do gênero – mas eles têm poderes (muito
variação da calcita, ela ‘dobra’ a luz em duas quantidades dife-
bem explicados pela ciência, obrigado) impressionantes. Confira:
rentes, produzindo imagens duplas. Essa propriedade, chamada
Fluorita – capaz de ter qualquer cor de birrefringência, é causada porque a força que mantém os áto-
Talvez o mineral mais colorido do mundo, com algumas mos do cristal juntos é mais forte em alguns pontos. Como isso
rochas que possuem colorações múltiplas. Mas o engraçado é ajudou os vikings? Movendo a pedra para a frente e para fora do
que a fluorita pura é transparente. Como assim? A cor de um campo de visão de uma pessoa faz com que ela veja um padrão
cristal muda de acordo com a forma com que a luz interage de pontos duplos que se alinha com a posição do Sol. 
com seus elementos. Ou seja, qualquer impureza pode alterar

QUÍMICA
a cor aparente da fluorita (íons de manganês, por exemplo, po-
dem deixá-la laranja).
BLICKWINKEL/ALAMY/LATINSTOCK

M—dulo 7
THE NATURAL HISTORY MUSEUM/ALAMY/LATINSTOCK
Figura 19. Pedra dos Vikings.
Figura 17.
Fluorita.
Quartzo
Selenita – os cristais gigantes Se você espremer um cristal de quartzo, ele gera uma pe-
No norte do México está a Cueva de Los Cristales, a casa quena corrente elétrica. Energia? Magia? Não: a pressão na su-
dos maiores cristais conhecidos do planeta. As pedras, que po- perfície do cristal faz com que seus íons se movam, modifican-
dem medir até 11 metros de comprimento e um metro de lar- do o equilíbrio da carga do cristal e o transformando em uma
gura, foram descobertas em 2000 por dois irmãos que estavam pequena bateria, com lados de cargas opostas (polos negativo
escavando novos túneis na mina de Naica (que possui reservas e positivo). Alguns relógios usam pequenos pedaços de quartzo
de prata e zinco). Como a estrutura estava cheia de água, foi como osciladores para marcar
só quando ela foi drenada que os cristais foram descobertos.  o tempo. A eletricidade da ba-
teria do relógio faz com que o
cristal oscile várias vezes por
CORBIN17/ALAMY/LATINSTOCK

segundo – e circuitos do re-


lógio convertem essa vibração
em uma batida por segundo.
Ligações químicas I
CK /
TO EY

Figura 20. Cristal


NS R
TI ND

Figura 18. A de quartzo.


LA A
Y/ OV

caverna de
AM HK

cristais.
AL PAS

331
Galena

THE NATURAL HISTORY MUSEUM/ALAMY/LATINSTOCK


Tem a incrível habilidade de extrair música e vozes
de ondas de rádio! Por isso ela foi responsável pela gran-
de revolução do rádio no início do século XX. O cristal é
considerado um semicondutor (conduz eletricidade, mas
apenas em certas circunstâncias) e, por isso, é usado em
combinação com metais para converter ondas de rádio em
um sinal elétrico capaz de ser transformado em som por
alto-falantes. [...]
Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/06/6-cristais-com-
poderes-que-parecem-magicos.html>. Acesso em: 23 jun. 2015. Adaptado.

Figura 21. Galena.

PARA CONCLUIR

Neste módulo estudamos a razão pela qual o átomo estabelece uma ligação química, bem como
o conceito e as propriedades da ligação iônica.

Veja, no Manual do Professor, o gabarito comentado das questões sinalizadas com asterisco.

PRATICANDO O APRENDIZADO

1. (IFSC) O sal de cozinha é considerado tanto mocinho 2. (Ifsul-RS) O tipo de ligação e a fórmula do composto que
quanto vilão para o nosso organismo; se ingerido em ocorre ao combinarmos átomos dos elementos quími-
quantidades acima do recomendado, pode causar vários cos Ca e F são, respectivamente,
danos ao nosso organismo, e o mesmo acontece quando a) covalente dativa e Ca2F2.
em quantidades muito abaixo do recomendado.
b) iônica e CaF2.
Sobre este composto é correto afirmar:
c) covalente normal e CaF.
a) É formado por uma mistura de sódio e cloro.
d) metálica e Ca2F.
b) Na temperatura ambiente, também pode ser encon-
e) iônica e CaF.
trado no estado gasoso.
c) Misturado com a água forma o soro fisiológico (em
3. (EsPCEx-SP – Adaptada)
proporção apropriada), que pode ser utilizado como
“Compostos iônicos são aqueles que apresentam ligação
medicamento para o organismo humano.
iônica. A ligação iônica é a ligação entre íons positivos e nega-
d) Não causa danos ao organismo humano em hipótese
tivos, unidos por forças de atração eletrostática.”
alguma.
Adaptado de: USBERCO, J.; SALVADOR, E.
e) É encontrado somente na água do mar. Qu’mica: química geral. São Paulo: Saraiva, 2009. v. 1. p. 225.

332
Sobre as propriedades e características de compostos a) iônico e MgF2. d) molecular e MgCl2.
iônicos, assinale a alternativa verdadeira: b) iônico e Na2O. e) metálico e CaO.
a) apresentam brilho metálico.
c) molecular e Na2S.
b) apresentam elevadas temperaturas de fusão e ebulição.
c) apresentam boa condutibilidade elétrica quando no 5. (Ifsul-RS) O principal componente do sal de cozinha é o
estado sólido. cloreto de sódio. Este composto se apresenta no estado
d) são líquidos nas condições ambiente (25 °C e 1 atm). sólido nas condições ambientes (temperatura de 25 °C
e) são pouco solúveis em solventes polares como a água. e pressão de 1 atm) em decorrência das fortes atrações
que se estabelecem entre seus cátions e ânions.
4. (Cefet-MG) Ao reagir um metal alcalinoterroso do tercei- Quando dissolvido em água, são rompidas as ligações
ro período da Tabela Periódica dos Elementos com um
químicas
halogênio do segundo período forma-se um composto
__________ de fórmula __________. a) dativas. d) covalentes.

Os termos que completam corretamente as lacunas são, b) iônicas. e) de hidrogênio.


respectivamente, c) metálicas.

QUÍMICA
DESENVOLVENDO HABILIDADES

1. (PUC-RS) Analise o texto a seguir. b) molecular de fórmula A2B.

M—dulo 7
C7
H24 Durante o verão, verificam-se habitualmente tempestades c) iônico de fórmula AB.
em muitas regiões do Brasil. São chuvas intensas e de cur- d) iônico de fórmula AB2.
ta duração, acompanhadas muitas vezes de raios. No litoral,
e) iônico de fórmula A2B.
essas tempestades constituem um risco para os banhistas,
pois a água salgada é eletricamente condutora. Isso se expli-
3. (Unifor-CE) O fluoreto de sódio é um haleto alcalino mui-
ca pelo fato de a água salgada conter grande quantidade de
C7 to utilizado na prevenção de cáries e pode ser obtido a
, como Na1 e Cl2 livres para transportar carga H25
partir da reação do ácido fluorídrico com carbonato de
elétrica no meio. Uma maneira de liberar essas partículas é
sódio.
dissolver sal de cozinha em um copo de água. Nesse processo,
os existentes no sal sofrem . O tipo de ligação química existente entre o sódio e o
flúor é:
As expressões que completam corretamente o texto
a) covalente apolar. d) metálica.
são, respectivamente:
a) átomos – cátions e ânions – ionização. b) dipolo-dipolo. e) iônica.

b) átomos – átomos e moléculas – dissociação. c) covalente polar.

c) íons – elétrons livres – hidrólise.


4. (CP2-RJ)
d) íons – cátions e ânions – dissociação. C3 “Toneladas de lixo são lançadas todos os dias nos lixões,
H10
e) moléculas – átomos e moléculas – ionização. terrenos onde o lixo fica amontoado ao ar livre, sem nenhum
cuidado. A matéria orgânica em decomposição atrai ratos, ba-
Ligações químicas I

2. (IFCE) Um elemento “A”, de número atômico 20, e outro ratas, moscas, mosquitos e outros transmissores de organis-
C7 “B”, de número atômico 17, ao reagirem entre si, origi-
H24 mos que nos causam doenças (vírus, bactérias, protozoários,
narão um composto fungos). Ela também produz um caldo negro malcheiroso – o
a) molecular de fórmula AB2. chorume.

333
No chorume podem ser encontrados, além de matéria or- 7. (UTFPR) Para evitar bolor em armários utilizam-se pro-
gânica, produtos tóxicos como o chumbo e o mercúrio, que C5 dutos denominados comercialmente de “substâncias
H18
se originam de tintas, solventes, pilhas, lâmpadas fluores- secantes”. Esses produtos, como o cloreto de cálcio
centes, etc.” anidro, são higroscópicos, ou seja, capazes de absorver
GEWANDSNAJDER, F. Ci•ncias – Planeta Terra. moléculas de água. Por isso, o frasco contendo esse se-
São Paulo: Ática, 2012. 1. ed. p. 95.
cante acaba por acumular líquido no fundo, que nada
mais é que solução aquosa de cloreto de cálcio.
O óxido de chumbo e o óxido de mercúrio, substâncias
tóxicas, têm fórmulas PbO2 e HgO, respectivamente. Sa- Dados os números atômicos: Ca 5 20 e Cl 5 17, é cor-
bendo-se que o número atômico do oxigênio é 8, pode- reto afirmar que:
mos concluir que: a) entre o cálcio e o cloro ocorre ligação iônica.
b) na formação do cloreto de cálcio anidro, o cálcio rece-
a) o chumbo é tetravalente e o mercúrio é divalente.
be 2 elétrons e o cloro perde um elétron.
b) o chumbo é divalente e o mercúrio é monovalente.
c) a fórmula do cloreto de cálcio é Ca2Cl.
c) o mercúrio é divalente e o oxigênio é monovalente. d) o cloreto de cálcio é uma base.
d) o chumbo é monovalente e o mercúrio é tetravalente. e) o cálcio forma o ânion Ca22 e o cloro forma o cátion Cl11.
e) o chumbo é divalente e o mercúrio é tetravalente.
8. (UFPB – Adaptada) A obtenção do cloreto de sódio,
C7 a partir da água do mar, é um processo eficiente e de
5. (UEM-PR – Adaptada) Tendo como base a reação quí- H26
baixo impacto ambiental, visto que se utiliza da ener-
C7 mica entre o átomo de sódio e o átomo de cloro para
H24 gia solar e dos ventos para evaporação da água.
formar os íons Na1 e Cl2, assinale a alternativa correta:
A respeito do cloreto de sódio, identifique a afirmativa
a) Supondo que o raio atômico do sódio seja X e o raio correta:
atômico do cloro seja Y, a distância da ligação química a) É uma substância iônica formada pela combinação de
entre Na1 e Cl2 no cloreto de sódio será obrigatoria- um metal e um ametal.
mente X 2 Y. b) É uma substância formada por íons que se ligam co-
b) O átomo de sódio é menor do que o átomo de cloro, valentemente.
no entanto o íon sódio é maior do que o íon cloro. c) Tem alto ponto de fusão devido à grande atração en-
c) A regra do octeto é respeitada nos íons sódio e cloro tre suas moléculas.
do NaCl, assim como para o boro no BF3. d) Apresenta compartilhamento de um conjunto desor-
denado de elétrons.
d) Compostos iônicos formados entre metais alcalinos
e) É condutor de eletricidade, quando sólido.
e halogênios apresentarão, para ambos os íons, uma
camada de valência do tipo s2p6, exceto o Li1.
9. (UEG-GO – Adaptada) Dois elementos químicos A e B
e) A quantidade de energia envolvida na segunda ioni- C5 apresentam números atômicos iguais a 13 e 16, respecti-
H17
zação do sódio é de valor aproximadamente igual ao vamente. Ao reagirem entre si, eles formam um compos-
envolvido na primeira ionização. to iônico do tipo
a) AB. c) A2B. e) A3B2.
6. (Cefet-MG) No laboratório de Química, um professor
b) AB2. d) A2B3.
C5 disponibilizou as seguintes substâncias:
H17
10. (Colégio Naval-RJ) Quando átomos do elemento X, o qual
I. O3 V. Ca(OH)2 C7 está presente no terceiro período e no grupo 17 da mo-
H24
II. NaI VI. HCN derna classificação periódica, se combinam com átomos
III. KNO3 VII. CO2
do elemento Y, o qual está presente no terceiro período e
grupo 2, forma-se um composto
IV. NH3 VIII. Li2O
a) molecular de fórmula XY2.
Os compostos formados somente por ligações iônicas são: b) iônico de fórmula X2Y.
a) I e VII. d) IV e VI. c) molecular de fórmula XY.
b) II e VIII. e) I e VIII. d) iônico de fórmula YX2.
c) III e V. e) iônico de fórmula Y2X.

334
APROFUNDANDO O CONHECIMENTO

1. (Vunesp-SP) Soluções são misturas homogêneas de c) Como os compostos são eletricamente neutros, os
duas ou mais substâncias. A água é um solvente muito íons devem se combinar de modo que as cargas se
eficaz para solubilizar compostos iônicos. Quando um neutralizem.
composto iônico se dissolve em água, a solução resul- d) São necessários dois íons Mg21 para produzir a carga
tante é composta de íons dispersos pela solução. 16 e três íons P31 para produzir a carga 26.
e) O nome do composto binário formado é fosfeto de
magnésio.

4. (Mack-SP – Adaptada) Em uma substância iônica, o núme-


ro de elétrons cedidos e recebidos deve ser o mesmo. As-

REPRODUÇÃO/UNESP, 2011
sim, no composto formado por alumínio e oxigênio, esse
número de elétrons é igual a:
Dado: grupo Al 5 13, O 5 16.

QUÍMICA
a) 2. c) 4. e) 6.
b) 3. d) 5.
O composto que representa melhor a solução esquema-
tizada na figura é: 5. (UFMG – Adaptada) Certo produto desumidificador, ge-
a) MgCl2. d) Fe2O3. ralmente encontrado à venda em supermercados, é uti-

M—dulo 7
lizado para se evitar a formação de mofo em armários e
b) KCl. e) MgCO3.
outros ambientes domésticos.
c) K2SO4.
A embalagem desse produto é dividida, internamente,
em dois compartimentos – um superior e um inferior. Na
2. (Unemat-MT) Considere uma ligação química entre os
parte superior, há um sólido branco iônico – o cloreto de
compostos A e B, de números atômicos 9 e 12, respecti-
cálcio, CaCl2.
vamente, e assinale a afirmativa correta.
Algum tempo depois de a embalagem ser aberta e co-
a) O elemento B é muito eletronegativo. locada, por exemplo, em um armário em que há umida-
b) A ligação entre eles produzirá o composto B2A. de, esse sólido branco desaparece e, ao mesmo tempo,
forma-se um líquido incolor no compartimento inferior.
c) O último elétron do composto A tem configuração 3s2.
As duas situações descritas estão representadas nestas
d) O composto B é um halogênio.
figuras:
e) A ligação entre eles será do tipo iônica.
REPDOUÇÃO/UFMG, 2009

3. (Unemat-MT) Um aluno quer escrever a fórmula do com-


posto binário que se forma entre o magnésio e o fósforo.
Para prever a fórmula, ele seguiu algumas orientações.
Assinale a alternativa em que ocorreu erro conceitual na
orientação.
Ligações químicas I

a) O magnésio está no Grupo 2/2A e forma íons com


carga 12. Considerando-se essas informações e outros conheci-
b) O fósforo está no Grupo 15/5A e forma ânions com mentos sobre os materiais e os processos envolvidos, é
carga 23. correto afirmar que:

335
a) O CaCl2 passa por um processo de sublimação. Com base na Tabela Periódica, escreva a fórmula do
b) O CaCl2 tem seu retículo cristalino quebrado. sal formado pelo halogênio mais eletronegativo e o
metal alcalinoterroso citado por Gilberto Gil na letra
c) O líquido obtido tem massa igual à do CaCl2.
de Quanta, indicando o tipo de ligação química do sal
d) O líquido obtido resulta da fusão do CaCl2.
formado.
e) O líquido obtido resulta da condensação do CaCl2. RaF2, liga•‹o i™nica

6. (Udesc) Os atributos químicos são índices importantes


que caracterizam a qualidade da água. Os principais são:
9. (UFRGS-RS) Considere as espécies químicas cujas fór-
a medida de compostos iônicos, a medida da avaliação
mulas estão arroladas a seguir.
da produtividade de nutrientes e os conteúdos orgânicos.
1 – HBr.
Assinale a alternativa correta em relação aos compostos
2 – BaO.
iônicos.
3 – CaCl2.
a) O KCl é um óxido, por isso não se dissolve em água.
4 – SiO2.
b) O KCl quando dissolvido em água não conduz a cor-
5 – B2O3.
rente elétrica, e é considerado um não eletrólito.
Quais delas apresentam ligação tipicamente iônica?
c) O KCl não é um composto iônico.
a) Apenas 1 e 2.
d) O KCl quando dissolvido em água conduz a corrente
elétrica, e é considerado um eletrólito forte. b) Apenas 1 e 3.

e) O KCl é considerado uma base, pois sofre dissociação c) Apenas 2 e 3.


quando solubilizado em água. d) Apenas 2, 4 e 5.
e) Apenas 3, 4 e 5.
7. (Cefet-SC) O sal de cozinha é uma mistura de alguns
sais. O constituinte principal é o cloreto de sódio, pre- 10. (Cefet-MG) Quando um elemento químico Al (Z 5 13)
sente numa proporção acima de 99%. Tem-se também o se combina quimicamente com o elemento S (Z 5 16), a
iodeto de potássio, responsável pela presença de iodo fórmula e a ligação são, respectivamente:
no sal de cozinha, além de outros sais.
a) Al3S2; iônica.
Sabendo que o sódio (Na) e o potássio (K) apresen-
b) Al2S3; iônica.
tam um elétron na última camada e que o iodo (I) e o
cloro (Cl) apresentam sete elétrons na última camada, c) AlS; covalente.
assinale a alternativa que representa corretamente as d) AlS3; metálica.
fórmulas do cloreto de sódio e do iodeto de potássio: e) Al2S; covalente.
a) NaCl e KI. d) NaCl2 e KI2.
b) NaCl2 e K2I. e) NaCl e KI2. 11. (Ufla-MG) A seguir são dadas as configurações eletrôni-
c) Na2Cl e KI2. cas dos átomos A e B.
A: 1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2
8. (UFRJ) B: 1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p5
QUANTA (Gilberto Gil) O cátion, o ânion e o composto formado por A e B são,
respectivamente,
“Fragmento infinitésimo
a) A1, B2, AB.
Quase apenas mental
b) B1, A22, B2A.
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado do sal c) B21, A2, BA2.
Mel de urânio, sal de rádio d) A21, B2, AB2.
Qualquer coisa quase ideal” e) B21, A22, AB.

336
12. (Vunesp-SP) Os metais alcalinoterrosos, como o estrôncio, pertencentes ao grupo 2 da Tabela Periódica, têm a tendência
de perder dois elétrons para a formação de sais com os halogênios pertencentes ao grupo 17, como o iodo. Consideran-
do o isótopo 38Sr88, assinale a alternativa em que todas as informações estão corretas.

Número de partículas constituintes do cátion

Fórmula do iodeto de estrôncio Representação do cátion Nêutrons Prótons Elétrons


a) SrI 88
38
Sr1 88 38 37

b) SrI 88
38
Sr1 50 37 37

c) SrI2 88
38
Sr1 88 37 37

d) SrI2 88
36
Sr21 50 36 36

e) SrI2 88
38
Sr21 88 38 36

13. (PUC-PR) Considere os elementos 20Ca e 16S e assinale a enquanto permite a passagem da água e dos íons mo-
única alternativa correta: novalentes.
a) O composto resultante terá altos pontos de fusão e As espécies iônicas retidas são:

QUÍMICA
de ebulição. a) sódio e potássio. c) magnésio e sódio.
b) Haverá formação de dois pares eletrônicos que serão b) potássio e cálcio. d) cálcio e magnésio.
compartilhados garantindo a estabilidade de ambos.
c) Haverá transferência de elétrons do 16S para o 20Ca. 16. (UFV-MG) Consulte a tabela periódica e assinale a alter-
nativa correta sobre os elementos lítio, cálcio e cloro:
d) O composto resultante apresenta brilho e maleabi-
lidade. a) Os três elementos possuem as mesmas propriedades

Módulo 7
químicas.
e) O composto resultante será um gás com odor carac-
terístico dos processos de putrefação. b) O lítio possui elétrons nas camadas K, L e M.
c) O átomo de cloro, ao doar um elétron, se transforma
14. (Cefet-MG) Nos compostos iônicos, os íons se unem em um ânion.
devido a forças de atração eletrostáticas. Esses arranjos d) O lítio e o cálcio se ligam com o cloro formando LiCl
de cátions e ânions fornecem grande estabilidade aos e CaCl2.
compostos e determinam suas principais propriedades. e) O lítio e o cálcio são chamados de metais alcalino-
A respeito dos sólidos iônicos, é correto afirmar que terrosos.
a) apresentam altos pontos de fusão e ebulição.
b) são bons condutores de eletricidade no estado sólido. 17. (Uerj) A figura a seguir representa o átomo de um ele-
mento químico, de acordo com o modelo de Bohr.
c) se transformam em compostos moleculares, quando
fundidos.
d) se apresentam como líquidos ou gases na temperatu-
ra ambiente.
REPRODU‚ÌO/UERJ, 2001

e) são maus condutores de eletricidade no estado líquido.

15. (Uerj) A nanofiltração é um processo de separação que


emprega membranas poliméricas cujo diâmetro de poro
Ligações químicas I

está na faixa de 1 nm.


Considere uma solução aquosa preparada com sais so-
lúveis de cálcio, magnésio, sódio e potássio. O processo
HARTWIG, D. R. et al. Química geral e inorg‰nica.
de nanofiltração dessa solução retém os íons divalentes, São Paulo: Scipione, 1999.

337
Para adquirir estabilidade, um átomo do elemento 18. (PUCC-SP) Os átomos de certo elemento metálico pos-
representado pela figura deverá efetuar ligação quí- suem, cada um, 3 prótons, 4 nêutrons e 3 elétrons. A ener-
mica com um único átomo de outro elemento, cujo gia de ionização desse elemento está entre as mais baixas
dos elementos da tabela periódica. Ao interagir com ha-
símbolo é:
logênio, esses átomos têm alterado o seu número de
a) C.
a) prótons, transformando-se em cátions.
b) F.
b) elétrons, transformando-se em ânions.
c) P. c) nêutrons, mantendo-se eletricamente neutros.
d) S. d) prótons, transformando-se em ânions.
e) Na. e) elétrons, transformando-se em cátions.

ANOTA‚ÍES

338
Ligações

8
Módulo
químicas II

OBJETO DO CONHECIMENTO
• Ligações metálicas e propriedades

HABILIDADES
• H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da Química para caracte-
rizar materiais, substâncias ou transformações químicas.
• Identificar as substâncias formadas por ligações metálicas.
• Identificar as propriedades dos metais.

339
PARA COMEÇAR

Pare por um momento e olhe a seu redor. Tente identificar todos os materiais feitos de metais
que estão próximos a você. Certamente você observará que os metais se encontram em diversas
formas que fazem parte de seu dia a dia, desde a estrutura de sua casa até os talheres que você
utiliza para se alimentar.
O ser humano já domina o manuseio de metais há muitos milênios e, com o desenvolvimento
tecnológico, foi possível aprimorar as funções dadas a esses materiais ao longo da História, a
ponto de nossa sociedade atual ser extremamente dependente deles. Você conseguiria imaginar
o mundo contemporâneo sem o computador ou sem meios de transporte? Sem indústrias para
produção em larga escala de todo tipo de bens? Na ausência dos metais, nada disso seria possí-
vel da maneira como conhecemos.
Este módulo visa estudar o tipo de ligação presente nos metais, suas características e particulari-
dades, bem como compreender as propriedades desses materiais.

YONGYUT RUKKACHATSUWA/SHUTTERSTOCK
ANDREY BURMAKIN/SHUTTERSTOCK

Figura 1. Na Antiguidade, o metal foi muito usado para a Figura 2. Atualmente, os metais que usamos em nosso
fabricação de armas para caça e luta. dia a dia são feitos em metalúrgicas.
STOYAN YOTOV/SHUTTERSTOCK

YEVHENII KUCHYNSKYI/SHUTTERSTOCK

Figura 3. O metal está presente tanto em grandes estruturas, como aviões, quanto em componentes minúsculos,
como microchips.

340
PARA APRENDER

A ligação metálica
Como o próprio nome sugere, as ligações metálicas são realizadas entre metais, sejam eles constituí-
dos de átomos do mesmo elemento ou de elementos diferentes entre si. De acordo com o que foi visto
anteriormente, os metais, de uma maneira geral, são átomos que apresentam forte tendência a perder
elétrons, uma vez que exibem maiores raios atômicos e, portanto, menores energias de ionização. Sendo
assim, como justificar a realização de uma ligação na qual todos os átomos desejam perder elétrons?
Para explicar esse fenômeno, desenvolveu-se um modelo teórico a par-
Átomos do metal Elétrons livres
tir de experimentos denominados difração de raios X, que foram realizados 2 2 2
1 1 1 1 1
com várias amostras de metais. Os resultados dos experimentos fazem crer 2
1 1 1 1 1
que os retículos cristalinos dos metais são formados por um aglomerado 2 2
2
de cátions, entre os quais se encontra, livre, uma grande quantidade de 1 1 1 1 1
2
elétrons de valência que compunha a eletrosfera desses cátions. O “mar” 1 1 1 1 1
2

QUÍMICA
de elétrons livres está disperso por toda a estrutura metálica, sendo capaz 1 12 1 1 21
2
de dar sentido a algumas características particulares desses materiais, entre
elas a condutibilidade elétrica, que analisaremos mais adiante. Figura 4. Representação dos cátions fixos rodeados pelo
“mar” de elétrons de valência livres na estrutura metálica.

Características e propriedades dos metais

Módulo 8
Os metais são materiais que apresentam características e propriedades muito particulares, capazes de dife-
renciá-los com clareza de outros tipos de substâncias. Essas características e propriedades estão, direta ou indire-
tamente, associadas ao modo como seus átomos se unem uns aos outros. Entre elas, podemos citar as seguintes:

Elevados pontos de fusão e ebulição


Os metais apresentam, em geral, valores altos de pontos de fusão e ebulição e, por esse motivo, nas
condições ambiente, estão no estado sólido, em sua maioria. A exceção é o mercúrio, cujo ponto de fusão
vale –38,8 °C e, portanto, é encontrado no estado líquido. Alguns outros metais, apesar de serem sólidos,
apresentam baixos pontos de fusão, como o gálio e o frâncio.

Metais Pontos de Fusão (°C)


Mercúrio 238,87
Lítio 180,54
Sódio 97,81
Potássio 63,65
Césio 28,4
Frâncio 26,85
Gálio 29,78
Estanho 231,99
Ligações químicas II

Ferro 1 534,85
Níquel 1 452,85
Crômio 1 856,85
Tungstênio 3 403,85

341
Brilho

NEBUTO/SHUTTERSTOCK
Os metais podem ser identificados por apresentarem um brilho carac-
terístico. Esse brilho se deve à presença de elétrons livres em sua estru-
tura que, de acordo com a teoria de Bohr, absorvem energia e a irradiam
na forma de luz.
Figura 5. O ouro é conhecido
por ter um forte brilho.
Condutibilidade térmica e elétrica
Os metais são excelentes condutores tanto de calor, já que seus elétrons livres transportam facilmente
energia, quanto de corrente elétrica, já que esses elétrons livres podem ser transportados facilmente por
toda a superfície.

KENISHIROTIE/SHUTTERSTOCK

POSONSKYI ANDREY/SHUTTERSTOCK
Figura 6. O metal da panela permite que os alimentos sejam Figura 7. Fios de cobre são usados para a transmissão de
aquecidos. energia elétrica.

Maleabilidade
Os metais, em geral, são maleáveis, o que significa que é fácil produzir lâminas ou chapas finas com eles.
ANDREW BASSETT/SHUTTERSTOCK

Figura 8. Tubulações só
são possíveis graças à
maleabilidade do metal.

342
Ductibilidade
Também é fácil transformar metais em fios (dutos), uma característica chamada ductibilidade.

KATRAN/SHUTTERSTOCK
Figura 9.
É possível
construir molas
transformando
metais em fios.

Formação de ligas metálicas


Liga metálica é o nome dado a um material com propriedades metálicas formado por mais de um ele-

QUÍMICA
mento, sendo pelo menos um deles metal. As ligas metálicas são muito difundidas e utilizadas, pois apresen-
tam propriedades distintas dos elementos que as constituem separadamente.

+ QUÍMICA

Módulo 8
No nosso cotidiano, é muito comum utilizarmos diversas ligas metálicas, e cada

AFRICA STOCK
/
STUDIO
uma é empregada para determinado fim específico. Vejamos alguns exemplos de

ER
SHUTT
ligas metálicas bastante encontradas.

• Bronze: uma das ligas metálicas mais antigas conhecidas pelo homem, é formado
pela mistura entre cobre e estanho e apresenta alta flexibilidade. É largamente
utilizado em medalhas, esculturas e moedas.

• Latão: liga constituída pela mistura entre cobre e zinco, apresenta resistência à
corrosão. Pode ser usado na fabricação de tubos, armas e instrumentos musicais.
STOCKSNAPPER/SHUTTERSTOCK

Figura 10.
Medalhas de
bronze são
muito usadas
em premiações
esportivas.
Ligações químicas II

Figura 11. Saxofones


são um exemplo
de instrumentos
musicais geralmente
feitos de latão.

343
• Ouro 18 quilates: é uma liga constituída por 75% em massa de ouro, sendo os outros 25% correspondentes
à prata e ao cobre. Esta mistura exibe maior dureza que o ouro puro, sendo amplamente empregada na con-
fecção de joias.

VERSUSSTUDIO/SHUTTERSTOCK
Figura 12. Alianças de
casamento são, muitas vezes,
feitas de ouro 18 quilates.

• Amálgama: liga constituída basicamente por mercúrio, prata e estanho. Apresenta a vantagem da facilidade
de manipulação, uma vez que o mercúrio, em temperatura ambiente, é líquido. Era muito utilizada em restau-
rações dentárias, porém, devido à sua desvantagem estética, vem sendo substituída pelo emprego de resinas.

SZASZ-FABIAN JOZSEF/SHUTTERSTOCK
Figura 13.
Amálgamas eram
muito usados para
o preenchimento
interno de dentes.

• Aço: é uma liga constituída basicamente por ferro e carbono, podendo conter outros metais em sua compo-
sição. É muito resistente à tração, sendo utilizada em peças estruturais da construção civil. Quando o aço está
associado aos metais cromo e níquel, apresenta alta resistência à corrosão, sendo chamado de aço inox, muito
empregado na fabricação de utensílios domésticos, como talheres e panelas.
PUSHISH IMAGES/SHUTTERSTOCK

Figura 14. O aço inox


confere maior tempo
de vida para utensílios
domésticos.

344
SITUAÇÃO-PROBLEMA

Ouro × ouro dos tolos


Todos nós sabemos que o ouro é um metal valioso, e isso se deve a, basicamente, dois fatores.
O primeiro deles é a dificuldade com que o encontramos na natureza, ou seja, trata-se de um metal raro. Sua abundância
na crosta terrestre é de apenas 0,0000004% (CRC Handbook of Chemistry and Physics, 85th Edition, CRC Press). O segundo
é o fato de ele ser muito pouco reativo. Em outras palavras, ele dificilmente vai se associar a outros elementos, deixando,
assim, de ser ouro metálico. Por esse motivo o ouro é tão empregado na fabricação de joias e objetos de valor, que terão
longa durabilidade.

EDUARDO ESTELLEZ/SHUTTERSTOCK
Existe outra substância na natureza que, à primeira vista, pode
ser confundida com o ouro, uma vez que ambas apresentam algumas
características semelhantes, como cor e brilho. Essa substância é o
dissulfeto de ferro, FeS2, também conhecida como pirita, ou “ouro
dos tolos”, utilizada como matéria-prima na fabricação de ácido sulfú-

QUÍMICA
rico. Valendo-se das semelhanças entre as substâncias, muitos enga-
nadores tentam cobrar um alto valor pela venda de pirita, afirmando
que se trata de ouro. Porém, existem várias diferenças entre os dois
compostos, que podem ser detectadas facilmente.
A primeira diferença básica que podemos observar entre o ouro
Figura 15. Pepita de ouro.
e a pirita é o tipo de ligação química estabelecida em cada substân-

Módulo 8
cia. Enquanto o ouro é um composto metálico, a pirita se constitui

VVOE/SHUTTERSTOCK
como composto iônico. Sendo assim, apenas o ouro é bom condutor
de eletricidade no estado sólido. Outra característica particular do
ouro é sua maleabilidade, e, graças a ela, um teste muito simples o
distingue da pirita: basta morder levemente a amostra. O ouro, por
ser maleável, apresentará as marcas dos dentes em sua superfície; já a
pirita, por se tratar de um sólido iônico duro e quebradiço, não exibirá
tais marcas. Um último teste que pode ser realizado é o aquecimento
brando da amostra. O ouro não sofrerá alteração, enquanto a pirita
liberará um gás tóxico, o dióxido de enxofre. Figura 16. Pirita, o ouro dos tolos.

PARA CONCLUIR

Neste capítulo, descrevemos a ligação metálica, que ocorre com a formação do “mar” de elé-
trons em sua estrutura, bem como as principais características de um metal. Resumidamente,
vimos que os metais apresentam brilho característico; altos pontos de fusão e ebulição; alta con-
Ligações químicas II

dutividade térmica e elétrica (mesmo no estado sólido); maleabilidade; ductibilidade; e capaci-


dade de formar ligas. Por fim, utilizamos algumas características e propriedades dos metais e dos
compostos iônicos para diferenciar o ouro da pirita, à primeira vista semelhantes.

345
PRATICANDO O APRENDIZADO
Veja, no Manual do Professor, o gabarito comentado das questões sinalizadas com asterisco.

1. (Cefet-MG) Para a realização de uma determinada ati- 4. No final do século XIX, esse material começou a ser
vidade experimental, um estudante necessitou de um usado de maneira generalizada em utensílios domés-
material que possuísse propriedades típicas de substân- ticos, sendo antes disso um metal de produção extre-
cias dúcteis, maleáveis, insolúveis em água e boas con- mamente cara.
dutoras térmicas. Um material com essas propriedades
resulta da ligação entre átomos de: As afirmativas 1, 2, 3 e 4 referem-se, respectivamente, às
a) Cu e Zn. espécies químicas
b) Na e Cl. a) cobre – bronze – ferro – alumínio
c) Fe e O. b) ferro – latão – cobre – alumínio
d) F e Xe. c) aço – bronze – ouro – latão
e) C e Si. d) latão – titânio – bronze – aço
e) chumbo – latão – ferro – cobre
2. (IFBA) As ligas metálicas apresentam ligações entre áto-
mos de elementos químicos diferentes, sendo, assim,
4. (UFG-GO) Analise os esquemas a seguir.
uma composição com características diferentes dos ele-
mentos químicos originais e com uma gama maior de

REPRODUÇÃO/UFG, 2012
aplicações que as dos próprios metais constituintes.
O elemento químico X, comum a três ligas, latão (Zn 1 X),
bronze (Sn 1 X) e ouro vermelho (Au 1 X), é isoeletrôni-
co com Zn21 quando seu próprio número de oxidação é
igual a 11, e conserva sua alta condutibilidade elétrica e
térmica ao compor as ligas. O elemento químico com as
características citadas é o
a) cobalto.
Tendo em vista as estruturas apresentadas,
b) manganês.
c) ferro. a) explique a diferença de comportamento entre um
composto iônico sólido e um metal sólido quando
d) cromo.
submetidos a uma diferença de potencial;
e) cobre. Nos compostos iônicos sólidos, os íons (cargas) estão presos
na rede cristalina e não se movimentam. Nos metais sólidos,
3. (PUC-RS) Para responder à questão, analise as afirmati-
os elétrons estão livres na rede cristalina (constituindo bandas
vas apresentadas a seguir sobre o uso de metais e ligas
metálicas ao longo da História do homem. eletrônicas) e se movimentam livremente (corrente elétrica).

1. Na Pré-História, esse foi um dos primeiros metais usa-


dos para fazer ferramentas e outros utensílios, como
facas, machados, ornamentos e pontas de flecha.
2. Essa liga de cobre e estanho foi usada posteriormen-
te, por ser mais dura e por permitir a fabricação de
ferramentas mais resistentes.
3. Esse metal puro e sua liga com carbono demoraram
ainda mais a serem usados, devido à maior complexi-
dade de sua produção.

346
b) explique por que o comportamento de uma solução náutica, na eletrônica, na comunicação, na construção
de substância iônica é semelhante ao comportamen- civil e na indústria automobilística.
to de um metal sólido, quando ambos são submeti- Sobre os metais, pode-se afirmar que são:
dos a uma diferença de potencial.
a) bons condutores de calor e de eletricidade, assim
Numa solução iônica, os cátions e ânions estão livres, logo, podem
como os não metais.
conduzir corrente elétrica.
b) materiais que se quebram com facilidade, caracterís-
tica semelhante à dos cristais.
c) materiais que apresentam baixo ponto de fusão, tor-
nando-se sólidos na temperatura ambiente.
d) encontrados facilmente na forma pura ou metálica, sen-
do misturados a outros metais, formando o mineral.
5. (CP2-SP) Os metais, explorados desde a Idade do Bron- e) maleáveis, transformando-se em lâminas, por exemplo,
ze, são muito utilizados até hoje, por exemplo, na aero- quando golpeados ou submetidos a rolo compressor.

DESENVOLVENDO HABILIDADES

QUÍMICA
1. (UFU-MG – Adaptada) Considere as alternativas a seguir Marque a alternativa que apresenta a sequência correta:
C5 e assinale a correta:
H18 a) V, IV, I, III, II

M—dulo 8
a) Não se pode obter fios a partir de elementos como b) V, I, II, IV, III
ouro e níquel.
c) II, V, III, I, IV
b) Metais são, em geral, muito resistentes à tração.
d) II, III, IV, I, V
c) Quando polidas, superfícies metálicas não refletem
e) I, III, IV, II, V
muito bem a luz.
d) Em materiais que apresentam ligação metálica, os
pontos de fusão são sempre elevados. 3. (PUC-SP) Cobre e zinco são metais de larga utilização na
C5 sociedade moderna.
e) Objetos metálicos podem ser dissolvidos em água. H18

O cobre é um metal avermelhado, bastante maleável e


2. (UFU-MG – Adaptada) Correlacione os elementos na colu- dúctil. É amplamente empregado na fiação elétrica de-
C5 na 1 com as respectivas aplicações listadas na coluna 2. vido à sua alta condutividade. É também encontrado em
H18

COLUNA 1 COLUNA 2 tubulações de água, devido à sua baixa reatividade (é


um metal nobre), além de diversas ligas metálicas, sen-
I – Zinco ( ) Pinos para fraturas ósseas e do o bronze a mais conhecida. Apresenta densidade de
motores de avião 8,96 g/cm3 a 20 °C.
II – Ferro
( ) Papel fotográfico e fabricação
III – Níquel O zinco é um metal cinza bastante reativo. É utilizado como
de espelhos
IV – Prata revestimento de peças de aço e ferro, protegendo-as da
( ) Protetor de metais e pigmento corrosão. Esse metal encontra grande aplicação na indús-
V – Titânio
Ligações químicas II

branco tria de pilhas secas, na qual é utilizado como ânodo (polo


( ) Confecção de moedas e bate- negativo). Sua densidade é de 7,14 g/cm3 a 20 °C.
rias recarregáveis
Pode-se afirmar que a diferença dos valores de densida-
( ) Fabricação de aço e parafusos de entre esses dois metais é mais bem explicada

347
a) pela maior reatividade do zinco em relação ao cobre. Essas forças são conhecidas como
b) pela diferença do raio atômico do cobre em relação a) magnéticas.
ao zinco, com o átomo de cobre apresentando tama- b) eletrostáticas.
nho muito menor do que o de zinco.
c) London.
c) pela diferença de massa atômica do cobre em relação d) Van Der Waals.
ao zinco, com o zinco apresentando massa bem maior.
e) dipolo-dipolo.
d) pelo posicionamento do zinco na tabela periódica, no
período imediatamente posterior ao do cobre.
e) pelo diferente arranjo cristalino apresentado pelos 6. (UFC-CE) As propriedades físicas e químicas do ouro jus-
dois metais: o cobre tem os seus átomos mais empa- C5 tificam a importância comercial histórica desse mineral.
H18
cotados, restando menos espaços vazios entre eles. Entre essas propriedades, relacionam-se as seguintes:
I. sua coloração e reluzente beleza, que o qualificam
4. (UFMG – Adaptada) Nas figuras I e II, estão representa- como um metal precioso;
C5 dos dois sólidos cristalinos, sem defeitos, que exibem
H17 II. é relativamente fácil de ser modelado mecanicamen-
dois tipos diferentes de ligação química:
te para compor objetos artísticos;
REPRODU‚ÌO/UFMG, 2005

III. não é oxidado ao ar e não é facilmente solúvel em


solventes comuns;
IV. é cineticamente inerte em soluções alcalinas e em
quase todas as soluções ácidas.

Entre as características do ouro acima relacionadas, são


propriedades físicas e químicas, respectivamente:
a) (I, III) e (II, IV)
b) (II, III) e (I, IV)
c) (I, II) e (III, IV)
d) (III, IV) e (I, II)
e) (II, IV) e (I, III)

Considerando-se essas informações, é correto afirmar que


7. (Ufla-MG) O alumínio e o cobre são largamente empre-
a) a figura II corresponde a um sólido condutor de eletri-
C5 gados na produção de fios e cabos elétricos. A conduti-
cidade. H18
vidade elétrica é uma propriedade comum dos metais.
b) a figura I corresponde a um sólido condutor de eletri- Este fenômeno deve-se:
cidade.
a) à presença de impurezas de ametais que fazem a
c) a figura I corresponde a um material que, no estado transferência de elétrons.
líquido, é um isolante elétrico. b) ao fato de os elétrons nos metais estarem fracamente
d) a figura II corresponde a um material que, no estado atraídos pelo núcleo.
líquido, é um isolante elétrico. c) à alta afinidade eletrônica destes elementos.
e) a figura II corresponde a um material que, em solução d) à alta energia de ionização dos metais.
aquosa, é um isolante elétrico. e) ao tamanho reduzido dos núcleos dos metais.

5. (UFRRJ) Os metais e alguns semimetais apresentam a


C7 propriedade de perder ou ganhar elétrons transforman-
H24
8. (UFRRJ) As ligas metálicas são formadas pela união de
do-se em íons. A alta mobilidade desses íons funcio- C5 dois ou mais metais, ou, ainda, por uma união entre me-
H17
na como uma força de atração que os mantém unidos tais, ametais e semimetais. Relacionando, no quadro a
como cola. seguir, cada tipo de liga com as composições dadas

348
d) existirem prótons livres entre seus átomos.
Liga Composição
e) existirem elétrons livres entre seus cátions.
(I) Aço (a) Cu 67%; Zn 33%

(II) Ouro 18 quilates (b) Cu 90%; Sn 10% 10. (UFC-CE) Nenhuma teoria convencional de ligação quí-
(c) Fe 98,5%; C 0,5 a 1,5% C5 mica é capaz de justificar as propriedades dos compostos
(III) Bronze H18
Traços de Si, S e P metálicos. Investigações indicam que os sólidos metálicos
(IV) Latão (d) Au 75%; Cu 12,5%; Ag 12,5% são compostos de um arranjo regular de íons positivos, no
qual os elétrons das ligações estão apenas parcialmente lo-
pode-se afirmar que a única correlação correta entre liga calizados. Isso significa dizer que se tem um arranjo de íons
e composição encontra-se na opção: metálicos distribuídos em um “mar” de elétrons móveis.
a) I b; II c; III a; IV d.
Com base nestas informações, é correto afirmar que os
b) I c; II b; III d; IV a. metais, geralmente:
c) I a; II b; III c; IV d. a) têm elevada condutividade elétrica e baixa condutivi-
d) I c; Il d; lll b; IV a. dade térmica.
e) I d; II a; IIl c; IV b. b) são solúveis em solventes apolares e possuem baixas
condutividades térmica e elétrica.
9. (PUC-RS) A condutibilidade elétrica do cobre pode ser c) são insolúveis em água e possuem baixa condutivida-
C7 explicada pelo fato de:

QUÍMICA
H24 de elétrica.
a) ser sólido à temperatura ambiente (25 °C). d) conduzem com facilidade a corrente elétrica e são so-
b) formar um aglomerado molecular. lúveis em água.
c) ocorrer ruptura das suas ligações iônicas. e) possuem elevadas condutividades elétrica e térmica.

Módulo 8
APROFUNDANDO O CONHECIMENTO

1. (UFMG) Um material sólido tem as seguintes características: Substância X Y Z


– não apresenta brilho metálico; Solubilidade em
solúvel insolúvel insolúvel
– é solúvel em água; água
Condutividade não não
– não se funde quando aquecido a 500 °C; conduz
elétrica do sólido conduz conduz
– não conduz corrente elétrica no estado sólido; Condutividade
não
– conduz corrente elétrica em solução aquosa. elétrica do estado conduz conduz
conduz
fundido
Com base nos modelos de ligação química, pode-se
Condutividade
concluir que, provavelmente, trata-se de um sólido
elétrica em conduz – –
a) iônico. solução aquosa
b) covalente.
Com base nestes dados, conclui-se que:
c) molecular.
d) metálico. a) X é uma substância iônica; Y e Z são substâncias cova-
e) magnético. lentes.
Ligações químicas II

b) X é uma substância iônica; Y é um metal; e Z é uma


2. (Vunesp-SP) As substâncias X, Y e Z, sólidas à tempera- substância covalente.
tura ambiente, apresentam as propriedades físicas resu- c) X é uma substância covalente; Y e Z são substâncias
midas na tabela a seguir. iônicas.

349
d) X e Y são substâncias covalentes; e Z é uma substân- 7. Explique por que metais são capazes de conduzir calor.
cia iônica. Os metais são excelentes condutores de calor devido à presença de
e) X, Y e Z são substâncias iônicas. elétrons livres em sua estrutura cristalina que, ao se chocarem entre
si, aumentam a velocidade, conduzindo calor.
3. (UEL-PR) Considere as propriedades:
I. elevado ponto de fusão;
II. brilho metálico;
III. boa condutividade elétrica no estado sólido;
IV. boa condutividade elétrica em solução aquosa.
São propriedades características de compostos iônicos:
a) I e II. 8. Explique por que, quando polidos, os metais apresen-
b) I e IV. tam brilho característico.
O brilho se deve à presença de elétrons livres em sua estrutura que,
c) II e III.
de acordo com a teoria de Bohr, absorvem energia e a irradiam na
d) II e IV.
forma de luz.
e) III e IV.

4. (Fatec-SP) Sólidos cristalinos com pontos de ebulição e


fusão altos, solúveis em solventes polares e que condu-
zem corrente elétrica quando fundidos ou em solução, são
exemplos de compostos formados por meio de ligação
a) covalente polar.
b) covalente apolar. 9. Explique por que, em geral, os metais apresentam ele-
c) covalente dativa. vados pontos de fusão e ebulição.
d) iônica. Os elevados pontos de fusão e ebulição são justificados pela forte

e) metálica. atração dos cátions da estrutura pelo “mar” de elétrons livres que os
cercam.
5. Explique a alta condutividade elétrica de um metal no
estado sólido.
Metais são bons condutores de eletricidade, pois apresentam
elétrons livres e em movimento na estrutura.

10. Explique por que os metais podem ser transformados


em fios.
6. Explique por que é possível entortar uma barra metálica Os metais podem ser transformados em fios porque a composição é
sem quebrá-la. mantida e se adéqua ao formato tubular, uma vez que os elétrons
Metais são maleáveis, pois os elétrons se movem livremente livres mantêm os cátions presos à estrutura.
pela estrutura, mantendo os cátions coesos por atração eletrostática.

350
Ligações

9
Módulo
químicas III

OBJETO DO CONHECIMENTO
• Ligações covalentes, propriedades, geometria mole-
cular e polaridade das seguintes moléculas: H2, O2, N2,
HCl, NH3, H2O, CO2, SO2, SO3, CH4

HABILIDADES
• H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar
materiais, substâncias ou transformações químicas.
• Identificar as substâncias formadas por ligações covalentes.
• Identificar as propriedades e representações dos compostos moleculares.
• Compreender a formação das ligações covalentes e suas propriedades.
• Diferenciar polaridade da ligação e polaridade da molécula.

351
PARA COMEÇAR

Bolhas de metano congelam em lago e criam “águas-vivas do gelo”

Imagem espetacular foi feita no Parque Nacional Banff, no Canadá.


KEVIN SCHAFER/ALAMY/LATINSTOCK Essas bolhas são consideradas altamente inflamáveis.

Uma imagem feita no Parque Nacio-


nal Banff, em Alberta, no Canadá, mos-
tra bolhas de metano congeladas dando a
impressão de que existem imensas águas-
-vivas sob a camada de gelo. A imagem
foi feita por Paul Zizka, 56 anos, no Lago
Vermillion.
O metano é emitido por bactérias
responsáveis pela decomposição de ma-
terial orgânico. Essas bolhas são consi-
deradas altamente inflamáveis e podem
causar explosões.
A liberação do gás é um indício de
que o gelo do permafrost (solo permanen-
temente congelado do Ártico) está des-
congelando naquele local. Como o meta-
no não dissolve na água, ele forma bolhas
que sobem para a superfície.
Disponível em: <http://g1.globo.com/natureza/
noticia/2015/02/bolhas-de-metano-congelam-em-lago-e-
criam-aguas-vivas-do-gelo.html>. Acesso em: 26 mar. 2016.

Figura 1. Bolhas de metano lançadas do


permafrost congelaram quando tentavam
alcançar a superfície do Lago Vermillion, no
Parque Nacional Banff, no Canadá.

Desde o início do desenvolvimento dos modelos atômicos, já se afirma que os átomos, na natu-
reza, combinam-se para formar novas espécies: as moléculas. Porém, apenas no início do século
XX, foi desvendado como e por que estas combinações ocorrem. Neste módulo, estudaremos o
processo de formação das moléculas a partir da ligação entre seus átomos, a chamada ligação
covalente, bem como analisaremos a organização espacial destes átomos e suas consequências
nas propriedades dos compostos gerados.
Trata-se de um módulo de extrema importância para a compreensão de assuntos futuros, uma vez
que a imensa maioria dos compostos conhecidos no Universo é formada por este tipo de ligação,
que serve de base para a explicação de diversos comportamentos e fenômenos relativos a estes
compostos na natureza.

352
PARA APRENDER

A ligação covalente
O físico-químico norte-americano Gilbert Lewis foi um dos primeiros a propor um modelo para a com-
binação entre átomos e a consequente formação de moléculas. Segundo ele, os átomos se ligariam a partir
do compartilhamento de pares eletrônicos da camada de valência e, desta maneira, alcançariam uma maior
estabilidade do que teriam se permanecessem isolados. Esta ligação recebeu o nome de ligação covalente.
Para compreender melhor a ligação covalente, vamos tomar como exemplo a molécula de hidrogênio.
Cada átomo de hidrogênio apresenta distribuição
eletrônica 1s1, pois possui um único elétron em sua Antes da união, cada átomo estava isolado com apenas um elétron

eletrosfera. Para formar a molécula de hidrogênio, os


átomos se aproximam a ponto de compartilhar seus
elétrons, formando, no fim, uma estrutura na qual
H H
cada átomo de hidrogênio apresenta dois elétrons

QUÍMICA
(aquele que já possuía antes do compartilhamento Com a formação da ligação covalente, os elétrons são compartilhados
mais aquele que foi compartilhado).

H H
Figura 2. Esquema de formação de ligação
covalente entre átomos de hidrogênio.

Ao apresentarem dois elétrons, cada um em sua eletrosfera, ambos os átomos de hidrogênio passam a

M—dulo 9
apresentar a configuração eletrônica de um gás nobre, o hélio (2He) e, portanto, adquirem maior estabilidade.
Quando os átomos se aproximam, diversas forças passam a atuar neste sistema; algumas delas são de
natureza atrativa, como a interação entre os núcleos (positivos) e as eletrosferas (negativas), enquanto outras
são de natureza repulsiva, como a interação entre os núcleos de um e de outro átomo, bem como entre suas
eletrosferas. Sendo assim, os átomos se posicionam a uma distância tal que as forças de atração superam
as de repulsão, estabilizando a união entre os dois átomos. Essa distância é chamada de comprimento de
ligação.

Forças atrativas

Nuvem eletrônica

Núcleo
Forças repulsivas
Figura 3. Forças de atração e
de repulsão entre dois átomos.

O termo “compartilhamento” pressupõe que os átomos ganham elétrons sem perder nada com isso, ou
seja, podemos inferir que a ligação covalente ocorre, de uma maneira geral, entre átomos com tendência a
ganhar elétrons. Sendo assim, a ligação covalente ocorre entre:

Elementos
Ligações químicas III

Hidrogênio e hidrogênio

Hidrogênio e ametal

Ametal e ametal

353
Fórmula Molecular

A fórmula molecular é a maneira mais simples de representarmos a ligação covalente, uma vez que ela
mostra apenas a quantidade de átomos de cada elemento que constitui a molécula.
Por exemplo, a fórmula molecular da água é H2O, indicando que uma molécula de água é composta por
dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio; a fórmula molecular do gás carbônico é CO2, o que
significa que esta molécula é formada por um átomo de carbono e dois átomos de oxigênio.

Fórmula Eletrônica ou Fórmula de Lewis

Esta maneira de representar uma molécula fornece mais informações sobre ela, mostrando não somente
a quantidade de átomos de cada elemento, mas também os elétrons das camadas de valência de todos os
átomos integrantes da molécula. Vale ressaltar que essa representação não é capaz de explicar a existência
de qualquer molécula, mas auxilia no entendimento de grande parte delas.
Para montarmos a fórmula de Lewis de um composto que apresenta ligações covalentes, devemos res-
peitar algumas regras básicas:
a) Dispor os átomos corretamente no espaço. Apesar de que esta disposição espacial possa apenas ser
determinada conclusivamente de maneira experimental, podemos afirmar que, em geral, o átomo
central é o elemento que se apresenta em menor quantidade e, em caso de empate, o de menor ele-
tronegatividade. Vale lembrar que moléculas diatômicas não apresentam elemento central;
b) Calcular o número total de pares de elétrons existentes nas camadas de valência de todos os átomos
integrantes da molécula. Lembre-se de que, quando se tratar de um ânion, deve-se adicionar o valor
referente à sua carga, e quando trabalhamos com um cátion, devemos retirar o valor correspondente
à sua carga;
c) Colocar um par de elétrons entre todos os átomos que se combinam, dois a dois;
d) Completar os octetos dos átomos com os pares restantes;
e) Se algum átomo, ainda assim, não tiver completado o octeto, mover pares de elétrons não ligados
(isolados) para realizar ligações duplas ou triplas.
Vamos construir, juntos, a fórmula de Lewis para algumas moléculas, seguindo as regras listadas acima.
Exemplo 1: H2O
a) O átomo central é o oxigênio, pois se apresenta em menor quantidade;

HOH

b) Como cada átomo de hidrogênio tem um elétron na camada de valência, enquanto o oxigênio apre-
senta seis elétrons também nesta camada, temos um total de oito elétrons de valência, ou quatro
pares;
c) Vamos colocar um par de elétrons entre cada hidrogênio e o oxigênio;

HOH

d) Com isso, os hidrogênios já alcançaram maior estabilidade, pois cada um apresenta um par de elé-
trons; porém, o oxigênio ainda não alcançou o octeto. Sendo assim, devemos posicionar os dois pares
de elétrons restantes ao redor do oxigênio, de modo que ele se torne mais estável.

HOH

Esta é, portanto, a fórmula de Lewis para a molécula de água, H2O.

354
Exemplo 2: CO2
a) O átomo central é o carbono;
OC O

b) Cada átomo de oxigênio apresenta seis elétrons de valência, enquanto o carbono apresenta quatro,
totalizando dezesseis elétrons de valência, ou oito pares;
c) Posicionamos então um par de elétrons entre cada oxigênio e o carbono;

OC O

d) E completando os octetos dos átomos;

OC O

e) Como, neste caso, ao utilizar todos os pares de elétrons disponíveis, o carbono ainda não completou o
octeto, devemos mover um par de elétrons isolados de cada oxigênio para fazer ligações duplas com
o carbono e, assim, todos os átomos adquirirem estabilidade.

QUÍMICA
O C O

Esta é, portanto, a fórmula de Lewis para a molécula de dióxido de carbono, CO2.


Exemplo 3: NO23
a) O átomo central é o nitrogênio;

M—dulo 9
O
O N O

b) Cada átomo de oxigênio apresenta seis elétrons de valência, e o átomo de nitrogênio apresenta cinco.
Como a espécie apresenta uma carga negativa, ela deve ser somada aos outros elétrons, totalizando
vinte e quatro elétrons de valência, ou doze pares;
c) Colocando um par de elétrons entre os oxigênios e o nitrogênio, temos:

O
O N O

d) Completando os octetos com os nove pares restantes, obtemos:

O
O N O

e) Como o nitrogênio não alcançou o octeto, movemos um par de elétrons isolado de um dos oxigênios
para realizar uma dupla-ligação com o nitrogênio e, assim, todos adquirirem estabilidade.
2
O
Ligações químicas III

O N O

Como se trata de um íon, colocamos sua carga destacada na estrutura de Lewis.


Esta é, portanto, a fórmula eletrônica do ânion nitrato, NO23 .

355
+ QUÍMICA

Até certo tempo atrás, era comum a utilização de um modelo diferente para representar a ligação covalente
quando um único átomo compartilhava os dois elétrons do par eletrônico com outro átomo. Esta ligação era de-
nominada ligação covalente dativa ou coordenada, e ocorria quando um dos átomos já se encontrava estável
e o outro ainda necessitava de um par de elétrons.
Porém, atualmente esse modelo não é aceito nos meios acadêmico e científico e, por isso, encontra-se em
desuso.

Fórmula Estrutural Plana

Esta forma de representar a ligação covalente substitui cada par de elétrons envolvido na ligação por um
traço, mantendo a disposição dos átomos utilizada na fórmula eletrônica.
Exemplo 1: H2O



H H

Exemplo 2: CO2

O—
—C—
—O

Exemplo 3: NO32

O 2

N

O O

Geometria Molecular

Os átomos, ao se unirem através de ligações covalentes e formarem moléculas, organizam-se espacial-


mente de modo a apresentar a menor energia possível e, consequentemente, tornar a molécula mais estável.
Esse arranjo dos átomos no espaço é conhecido como geometria molecular, que depende, basicamente, do
número de átomos que compõem a molécula e de sua estrutura eletrônica. Vejamos algumas geometrias
moleculares importantes.

MolŽculas com dois ‡tomos


Para este tipo de molécula só há um tipo de geometria possível, e a chamamos de linear.
Exemplo 1: H2

H—H

356
Exemplo 2: O2

O—
—O

Exemplo 3: N2

N—
—N —

Exemplo 4: HCl

H — Cl

Moléculas com três átomos


Já para este tipo de molécula, duas geometrias são possíveis: linear ou angular. Para determinarmos
qual das duas geometrias uma certa molécula vai apresentar, devemos analisar sua fórmula eletrônica.
Exemplo 1: CO2

O C O

QUÍMICA
Exemplo 2: H2O

H O H

Perceba que, no primeiro exemplo, não há elétrons isolados no átomo central, enquanto, no segundo,
o oxigênio apresenta dois pares de elétrons isolados (não ligados). Estes pares de elétrons provocam uma
repulsão maior com os outros elétrons, fazendo com que a molécula adquira uma geometria diferenciada.

Módulo 9
Sendo assim, o CO2 apresentará geometria linear, ao passo que a água exibirá geometria angular.

O—
—C—
—O

O

H H

Exemplo 3: SO2

S
O O

Como, neste caso, sobraram elétrons isolados no átomo central, a geometria desta molécula será angular.

S


O O

Moléculas com quatro átomos


Neste caso, também há duas possibilidades de geometria molecular: trigonal plana e piramidal. Para deter-
Ligações químicas III

minarmos qual das duas geometrias uma certa molécula vai apresentar, devemos analisar sua fórmula eletrônica.
Exemplo 1: SO3
O
S
O O

357
Exemplo 2: NH3

HNH
H

Assim como no caso anterior, para moléculas com três átomos, repare que há sobra de elétrons isolados
na molécula de NH3, enquanto isto não ocorre na molécula de SO3. Sendo assim, a molécula de SO3 apresen-
tará geometria trigonal plana, ao passo que a molécula de NH3 exibirá geometria piramidal.
O


S




O O

— N



H H
H

Moléculas com cinco ‡tomos


Como neste nível de ensino não trabalhamos com moléculas nas quais os átomos ultrapassam o octeto
de elétrons, a única geometria possível para moléculas com cinco átomos é a tetraédrica.
Exemplo: CH4
H

C


H H H

Polaridade da Ligação
Quando uma ligação covalente é realizada, a organização dos elétrons ao redor dos núcleos dos átomos
participantes depende da força de atração que cada um desses núcleos exerce. Em outras palavras, a dispo-
sição dos elétrons está diretamente associada à eletronegatividade de cada um dos átomos integrantes da
ligação.
Sendo assim, quando associamos átomos com o mesmo valor de eletronegatividade, os elétrons são
atraídos de forma equivalente pelos dois núcleos, não provocando a formação de polos. Neste caso, dizemos
que se trata de uma ligação covalente apolar.
Exemplo 1: Cl2

Cl Cl
Figura 4. Esquema da disposição
das nuvens eletrônicas ao redor dos
núcleos na molécula de Cl2.

Exemplo 2: O2

O O Figura 5. Esquema da
disposição das nuvens
eletrônicas ao redor dos
núcleos na molécula de O2.

358
Por outro lado, quando realizamos uma ligação covalente entre átomos de eletronegatividades distintas,
a nuvem eletrônica será direcionada para o átomo mais eletronegativo, criando, assim, uma polarização da
ligação. O átomo mais eletronegativo assumirá uma carga parcial negativa, enquanto o outro átomo se cons-
tituirá como uma região mais pobre em elétrons, assumindo, portanto, uma carga parcial positiva. Quando
este caso ocorrer, dizemos que se trata de uma ligação covalente polar. É importante lembrar que a ligação
é covalente e, por isso, nenhum dos átomos de fato perdeu ou ganhou elétrons; a nuvem eletrônica apenas
se desloca em direção ao átomo mais eletronegativo, mas o compartilhamento permanece.
Exemplo 1: HCl

δ1 H Cl δ2 Figura 6. Esquema mostrando


o deslocamento da nuvem
eletrônica em direção ao átomo
de cloro na molécula de HCl.

Exemplo 2: H2O

QUÍMICA
δ1

δ1 H O

M—dulo 9
Figura 7. Esquema mostrando o
deslocamento da nuvem eletrônica
em direção ao átomo de oxigênio na
δ2 molécula de H2O.

O símbolo delta (d) significa carga parcial, ou seja, que o átomo não perde nem ganha o elétron. O sinal
1 indica que os elétrons da ligação estão mais afastados do referido átomo, enquanto o sinal – indica que os
elétrons estão mais próximos do átomo que o representa.

+ QUÍMICA

Relação entre a polaridade e o caráter da ligação


Como já vimos, chamamos uma ligação de covalente apolar quando os átomos que se associam apresentam
o mesmo valor de eletronegatividade, pois não há a polarização da ligação. De fato, nesta situação, a ligação
será totalmente covalente, uma vez que os átomos ligantes compartilham os elétrons de modo equivalente.
Por outro lado, quando houver diferença de eletronegatividade entre os participantes de uma ligação, esta
apresentará polarização. A polarização de uma ligação covalente lhe confere um certo caráter iônico, já que co-
meça a haver uma separação entre cargas positivas e negativas. Seguindo essa linha de raciocínio, quanto maior
for a diferença de eletronegatividade entre dois átomos que se unem, maior será a polaridade da ligação e, por
conseguinte, o seu caráter iônico.
Ligações químicas III

Desta forma, podemos considerar a ligação iônica como um caso extremo, no qual a polarização da ligação
e sua consequente separação de cargas foram tão intensas que um átomo passou a possuir os elétrons do outro.

359
Polaridade da Molécula
Assim como as ligações, as moléculas também podem ser classificadas como polares ou apolares. Mo-
léculas polares são aquelas que se orientam da mesma forma na presença de um campo elétrico, ou seja, o
polo negativo da molécula se direcionará para uma placa carregada positivamente e vice-versa. Já as molé-
culas apolares, mesmo com um campo elétrico atuando, não apresentam uma orientação específica e sua
organização entre duas placas de cargas opostas será aleatória.
Para afirmar se uma molécula é polar ou apolar, devemos determinar o que conhecemos como momento
de dipolo ou momento dipolar resultante (mr). Para tal, definimos um vetor para cada ligação existente na
molécula a ser analisada. Este vetor sempre apontará para o elemento mais eletronegativo e, ao realizar a soma
vetorial desse conjunto de vetores, definimos o momento de dipolo resultante da molécula, de tal forma que:

mr 5 0 → molécula apolar
mr ? 0 → molécula polar

É muito importante lembrar que, para que a determinação seja feita corretamente, é necessário que os
vetores sejam definidos para a molécula representada com sua geometria correta! Vejamos alguns exemplos:
I) H2, O2, N2

—O N—
H—H O— —N —

Podemos perceber que, nestas moléculas, não há diferença de eletronegatividade entre seus átomos
constituintes. Sendo assim, o valor do momento dipolar resultante para elas será igual a zero (mr 5 0), o que
indica que se trata de moléculas apolares.
II) HCl
1δ 2δ
H — Cl H — Cl

Neste caso, como a molécula apresenta átomos com eletronegatividades distintas, o vetor apontará para o
átomo de cloro, que é o mais eletronegativo. Sendo assim, o momento dipolar resultante será diferente de zero
(mr ? 0) e a molécula será polar. Como o cloro é mais eletronegativo do que o hidrogênio, nesse caso o Cl terá
carga parcial negativa (d2) e, o H, positiva (d1).
III) CO2, H2O
δ2 δ1 δ2 μ& μ& μ& μ&
O—
—C—
—O O—
—C—
—O O—
—C—
—O
μ& 1 μ& 5 μ&r
μ&r 5 0

Na molécula de CO2, há diferença de eletronegatividade entre carbono e oxigênio e, por isso, devemos
desenhar vetores apontando para os oxigênios, que são mais eletronegativos que o carbono. Porém, ao
analisar a geometria simétrica da molécula, percebemos que os vetores definidos se anulam. Sendo assim,
apesar de o CO2 apresentar ligações covalentes polares, ele se constitui como uma molécula apolar.
μ& r
δ2
O O O
μ& μ&

H H H H H H
δ1 δ1

μ&r Þ 0

360
Já na molécula de água, os vetores definidos apontarão para o oxigênio, uma vez que ele é o átomo mais
eletronegativo de cada ligação. Porém, como a geometria da molécula de água é angular, estes vetores não
se anulam, o que a torna polar.
IV) SO3, NH3
O O


μ& μ&
μ& S μ& μ& S μ&





O O O O

μ& 1 μ& 1 μ& 5 μ&r


μ&r 5 0

Na molécula de SO3, os vetores, que apontam em direção aos átomos de oxigênio, também se anularão
dada a sua simetria. Sendo assim, dizemos que se trata de uma molécula apolar.

μ& N μ& N


H μ& H H H
δ1 H δ1 H
δ1

QUÍMICA
A molécula de NH3, que apresenta uma geometria piramidal, será considerada polar, uma vez que seus
vetores, que apontam para o nitrogênio, não se anulam. Vale lembrar que esta é uma geometria espacial e,
portanto, seus vetores não se encontram todos no mesmo plano.
V) CH4
H H

Módulo 9

μ& μ&

μ& C μ& μ& C μ&




μ&
H H μ& H H H
H

μ& 1 μ& 1 μ& 1 μ& 5 μ&r


μ&r 5 0

Na molécula de CH4, todos os vetores se anulam, dada a simetria da molécula. Assim sendo, dizemos que
ela é uma molécula apolar, mas constituída por ligações covalentes polares.

+ QUÍMICA

Compostos moleculares 3 Compostos covalentes


Como já foi visto, um composto formado por ligações iônicas é denominado composto iônico, e um forma-
do por ligações metálicas é chamado de composto metálico. Porém, quando a ligação existente entre os átomos
for covalente, poderemos formar compostos com denominações e características distintas: os compostos mole-
culares e os compostos covalentes.
Compostos moleculares são aqueles formados por um número definido de átomos e que podem ser en-
Ligações químicas III

contrados, em condições ambiente, nos três estados físicos da matéria. Além disso, os compostos moleculares
apresentam, em geral, baixos valores de ponto de fusão e ebulição, além de não conduzirem corrente elétrica.
Suas moléculas se mantêm unidas através de interações intermoleculares, um assunto que será estudado no
próximo módulo.

361
Composto molecular Estado físico (a 25 °C e 1 atm)
Cloro (Cl2) gás

Bromo (Br2) líquido

Iodo (I2) sólido

Chamamos de compostos covalentes aqueles nos quais todos os átomos se unem apenas por ligações
covalentes, não havendo interações intermoleculares. Estes compostos não apresentam um número definido de
átomos. São exemplos de compostos covalentes o diamante (Cdiam), o grafite (Cgraf) e a sílica (SiO2)n.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

A dureza do diamante Isso pode ser explicado pela sua estrutura. O diamante é
um composto covalente formado pela união de muitos áto-
O homem, até hoje, nunca descobriu na natureza um mos de carbono, no qual cada um destes átomos apresenta
sólido mais duro do que o diamante. Esse composto apre- uma geometria tetraédrica. Sendo assim, em sua estrutura,
senta dureza igual a 10 na Escala de Dureza de Mohs, uma cada átomo de carbono se liga a outros quatro átomos tam-
escala crescente de dureza que vai de 1 a 10. Quando dize- bém de carbono numa organização muito compacta. Des-
mos que um composto apresenta alta dureza, isso significa sa maneira, romper as ligações covalentes fortes entre seus
que ele apresenta alta resistência contra riscos, ou seja, um átomos e, consequentemente, riscar o sólido torna-se uma
diamante só pode ser riscado por outro diamante e, ao mes- tarefa extremamente difícil. Além disso, o diamante é um
mo tempo, pode riscar qualquer outro sólido. Mas por que o bom isolante elétrico, uma vez que não apresenta elétrons
diamante apresenta tão elevada dureza? livres em sua estrutura.
123DARTIST/SHUTTERSTOCK

ANDRIS TORMS/SHUTTERSTOCK

Figura 9. As propriedades peculiares do diamante só são


Figura 8. A visão macroscópica do diamante é fenomenal. possíveis graças à geometria tetraédrica de seus átomos.

362
PARA PRATICAR

Descrição
A atividade consiste na utilização de bexigas para que se possa ter uma representação tridimensional dos
orbitais moleculares.

Objetivo
Compreensão da geometria molecular.

Material
Bexigas cheias de ar.

Procedimento
Unir as bexigas cheias de acordo com as seguintes moléculas e geometrias:
CO2 – linear
H2O – angular
NH3 – piramidal

QUÍMICA
CH4 – tetraédrica
SO3 – trigonal plana

FARRES/TIMQUO/SHUTTERSTOCK

M—dulo 9
Figura 10. Utilização de bexigas para a representação de orbitais sp (à esquerda), sp2 (ao centro) e sp3 (à direita).

PARA CONCLUIR

Neste módulo, estudamos as características da ligação covalente, bem como os átomos que se
associam através desse tipo de ligação. Também estudamos as maneiras que podemos utilizar
para representar estas ligações e as consequentes geometrias das moléculas. Através da geome-
tria molecular, pudemos determinar a polaridade das moléculas e diferenciar este conceito do de
polaridade das ligações. Por último, apresentamos as propriedades dos compostos que realizam
ligações covalentes e analisamos a dureza dos diamantes.
Ligações químicas III

363
PRATICANDO O APRENDIZADO

1. (Ibmec-RJ) O ácido sulfídrico é um gás que se forma da Esses quatro compostos apresentam, respectivamente,
putrefação natural de compostos orgânicos. Por ser as- estruturas com geometria molecular:
sim, é um gás incolor, tóxico e corrosivo. Esse ácido se a) tetraédrica, piramidal, linear e angular.
forma da união de enxofre e hidrogênio. Indique a op- b) piramidal, octaédrica, angular e linear.
ção correta quanto à sua fórmula molecular e o tipo de
c) tetraédrica, trigonal plana, piramidal e linear.
ligação que está ocorrendo:
d) angular, tetraédrica, angular e piramidal.
a) H2S, ligação iônica
e) piramidal, piramidal, angular e trigonal plana.
b) H2S, ligação covalente
c) HS2, ligação iônica 4. (UFG-GO) Como usualmente definido na Química, a
d) HS2, ligação covalente medida da polaridade das ligações químicas é feita pelo
momento dipolar representado pelo vetor momento di-
e) H2S, ligação metálica
polar. A molécula de BF3 apresenta três ligações cova-
lentes polares e independentes entre um átomo de boro
e um átomo de flúor, e podem ser representadas como
2. (UFF-RJ) A Química está na base do desenvolvimento
vetores. A polaridade e a representação plana dessa
econômico e tecnológico. Da siderurgia à indústria da
molécula são, respectivamente,
informática, das artes à construção civil, da agricultura
à indústria aeroespacial, não há área ou setor que não
F
utilize em seus processos ou produtos algum insumo de
origem química. Um desses insumos é o metano, gás
B
natural, usado como combustível na indústria química. A
a) polar e F F
queima do metano pode ser representada pela seguinte
equação:
F
CH4(g) 1 2 O2(g) → CO2(g) 1 2 H2O
B
b) polar e F F
Em relação ao metano (CH4) e ao dióxido de carbono
(CO2), pode-se dizer que a forma geométrica de cada
um desses compostos, respectivamente, é: F

a) tetraédrica e trigonal planar.


B
b) tetraédrica e linear.
c) polar e F F
c) quadrática planar e trigonal planar.
d) quadrática planar e linear. F
e) tetraédrica e quadrática planar.
B
d) apolar e F F
3. (Unemat-MT) Na tentativa de explicar a origem dos se-
res vivos, Müller reproduziu, em seu experimento, as F
condições atmosféricas primitivas, que continham os
B
gases metano (CH4); amônia (NH3); gás hidrogênio (H2) e
vapor de água (H2O). e) apolar e F F

364
5. (PUC-RS) A molécula de NF3 é polar e a de BCl3 é apo- entre os átomos que formam a molécula de BCl3.
lar, apesar de ambas apresentarem moléculas formadas c) ambas têm a mesma geometria molecular, mas na
pela combinação de quatro átomos: três ligantes iguais molécula de NF3 existe um par isolado de elétrons.
e um átomo central. A explicação para isso está associa-
d) a molécula de NF3 apresenta simetria molecular, en-
da ao fato de que
quanto que a molécula de BCl3 é assimétrica.
a) a molécula de NF3 apresenta ligações polarizadas, en-
e) a molécula de NF3 apresenta geometria piramidal tri-
quanto na molécula de BCl3 as ligações são apolares.
gonal, enquanto que a molécula de BCl3 é trigonal
b) a diferença de eletronegatividade entre os átomos que plana.
formam a molécula de NF3 é maior do que a existente

DESENVOLVENDO HABILIDADES

1. (Ifsul-RS) O nitrogênio é um elemento químico com símbolo N. Devido à grande variação do número de oxidação, apre-
2 2
C7 senta-se em diferentes formas na natureza, tais como N , NH , NO e NO .
2 3 2 3

QUÍMICA
H24

A geometria dos compostos nitrogenados acima citados são, respectivamente,


a) linear, trigonal plana, linear e trigonal plana.
b) linear, piramidal, angular e trigonal plana.
c) linear, piramidal, linear e piramidal.
d) linear, trigonal plana, angular e trigonal plana.

M—dulo 9
e) trigonal plana, linear, angular e trigonal plana.

2. (UPF-RS) Na coluna da esquerda, estão relacionadas as moléculas, e, na coluna da direita, a geometria molecular. Rela-
C5 cione cada molécula com a adequada geometria molecular.
H17

1. NOCl ( ) linear

2. NCl3 ( ) tetraédrica

3. CS2 ( ) trigonal plana

4. CCl4 ( ) angular

5. BF3 ( ) piramidal

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


a) 3 – 2 – 5 – 1 – 4.
Ligações químicas III

b) 3 – 4 – 5 – 1 – 2.
c) 1 – 4 – 5 – 3 – 2.
d) 3 – 4 – 2 – 1 – 5.
e) 1 – 2 – 3 – 4 – 5.

365
3. (Fuvest-SP – Adaptada) Existem vários modelos para explicar as diferentes propriedades das substâncias químicas, em
C7 termos de suas estruturas submicroscópicas.
H24

Considere os seguintes modelos:


I. moléculas se movendo livremente;
II. íons positivos imersos em um “mar” de elétrons deslocalizados;
III. íons positivos e negativos formando uma grande rede cristalina tridimensional.

Assinale a alternativa que apresenta substâncias que exemplificam, respectivamente, cada um desses modelos:
l ll lll
a) gás nitrogênio (N2) ferro (Fe) sólido cloreto de sódio (NaCl) sólido
b) água (H2O) líquida iodo (I2) sólido cloreto de sódio (NaCl) sólido
c) gás nitrogênio (N2) cloreto de sódio (NaCl) sólido iodo (I2) sólido
d) água (H2O) líquida ferro (Fe) sólido diamante (C) sólido
e) gás metano (CH4) água (H2O) líquida diamante (C) sólido

4. (UEMG – Adaptada)
C5
H17
“Minha mãe sempre costurou a vida com fios de ferro.”
Conceição Evaristo, Olhos dÕ‡gua.

Identifique na tabela a seguir a substância que possui as propriedades do elemento mencionado no trecho acima:

Substância Estrutura Condutividade elétrica Ponto de fusão


A íons boa condutora baixo

B átomos boa condutora alto

C moléculas má condutora alto

D átomos má condutora baixo

E íons má condutora alto

A resposta correta é:
a) Substância A. d) Substância D.
b) Substância B. e) Substância E.
c) Substância C.

5. (EsPCEx-SP – Adaptada) O carvão e os derivados do petróleo são utilizados como combustíveis para gerar energia para
C7 maquinários industriais. A queima destes combustíveis libera grande quantidade de gás carbônico como produto.
H25

Em relação ao gás carbônico, assinale a alternativa correta:


a) é um composto covalente formado por ligações apolares.
b) apresenta geometria molecular angular e ligações triplas, por possuir um átomo de oxigênio ligado a um carbono.
c) é um composto apolar.
d) é um composto iônico.
e) é um composto polar.

366
6. (PUCC-SP) O quartzo é um mineral cuja composição d) angular – apolar.
C7 química é SiO , dióxido de silício. Considerando os valo-
H24 2 e) piramidal – polar.
res de eletronegatividade para o silício e oxigênio, 1,8 e
3,5 respectivamente, e seus grupos da tabela periódica 9. (IFSP) A ligação química entre dois átomos de nitrogê-
(o silício pertence ao grupo 14 e o oxigênio ao grupo C5 nio (Z 5 7) é representada corretamente pela fórmula
H17
16), prevê-se que a ligação entre esses átomos seja: estrutural
a) covalente apolar. a) N1N2
b) covalente coordenada. b) N31N32
c) covalente polar. c) N 22 N
d) iônica. d) N 55 N
e) metálica. e) N ;; N

7. (UEPG-PR – Adaptada) Considerando as representações 10. (IFSP) Todos os tipos de ligações químicas resultam do
C7 seguinte:
C5 abaixo, assinale o que for correto quanto às ligações H24
H17
químicas desses compostos: a) combinação de átomos de elementos químicos dife-
Dados: H(Z 5 1); O(Z 5 8); S(Z 5 16); Cl(Z 5 17); rentes.
K(Z 5 19); Ca(Z 5 20); I(Z 5 53). b) compartilhamento de elétrons das eletrosferas dos
átomos.

QUÍMICA
I. H2S
c) interações elétricas entre núcleos e eletrosferas dos
II. O2
átomos.
III. CaCl2
d) transferência de elétrons e prótons de um átomo a outro.
IV. KI e) combinação de prótons dos núcleos de átomos dife-
V. NH3 rentes.

Módulo 9
a) O composto I é formado por ligação iônica. 11. (UFRN) A Química do século XXI fundamenta-se nas re-
b) O composto II tem moléculas de geometria linear for- C5 lações entre composição, estrutura e propriedades das
H17
madas por ligação covalente apolar. substâncias para produzir novos materiais, como uma
c) O composto III é formado por ligações do tipo cova- de suas finalidades. Esses novos materiais são essenciais
lente apolar. para o desenvolvimento da vida cotidiana, para a indús-
tria, para a ciência e a tecnologia, para a saúde, para o
d) O composto IV, quando puro, é um líquido à tempe-
lazer, entre outros.
ratura ambiente e essa característica se deve ao tipo
Com o objetivo de construir um dispositivo eletrônico, é
de ligação química apresentada.
necessário obter um material que apresente elevadíssi-
e) O composto V é formado por moléculas de geome-
ma temperatura de fusão, não seja solúvel em água nem
tria trigonal plana. tampouco em solventes apolares e apresente alta con-
dutividade ao calor.
8. (UFSM-RS) Um dos principais desafios mundiais, nos Baseando-se na composição e estrutura das partículas
C7 dias de hoje, é obter água de boa qualidade. É a água
H25 (átomos, moléculas, íons) que compõem o suposto ma-
uma molécula simples, mas fundamental para a sobrevi- terial e nas interações entre elas, que tipo de material
vência humana. apresenta essas propriedades? Justifique.
O material que apresenta essas propriedades é um metal.
A água é uma molécula que possui geometria
Esse material apresenta elevada temperatura de fusão devido à
__________; por isso, é __________.
formação de fortes interações dentro do retículo cristalino de cátions
Assinale a alternativa que completa corretamente as la- em um “mar”de elétrons. Não apresenta solubilidade em água
Ligações químicas III

cunas: devido à não polaridade das partículas. Os metais não são solúveis
a) linear – polar. em solventes apolares devido à não formação de interações de Van
b) linear – apolar. der Walls com esses solventes. A condutividade térmica é função da

c) angular – polar. mobilidade dos elétrons, que têm possibilidade de trasladar-se.

367
12. (UEG-GO – Adaptada) A estrutura a seguir representa b) polar e pouco solúvel em água; apolar e muito solúvel
C7 um carbocátion terciário, o qual pode ser formado em
H25
em água.
reações de substituição de haletos de alquila com es- c) apolar e solúvel em água; polar e solúvel em água.
pécies químicas nucleofílicas e na presença de solven- d) polar e solúvel em água; apolar e pouco solúvel em
tes adequados. água.
1 e) apolar e pouco solúvel em água; apolar e pouco solú-
CH3 — C — CH3
vel em água.


CH3 14. (Acafe-SC – Adaptada) A elaboração de modelos permi-
C7 te correlacionar as estruturas eletrônicas e as proprieda-
A análise de sua estrutura permite concluir que essa es- H24
des das substâncias.
pécie química apresenta uma geometria
Nesse sentido, assinale a afirmação correta:
a) linear.
a) Gás cloro (Cl2): substância molecular; ponto de ebuli-
b) piramidal. ção baixo; formada por ligação covalente polar.
c) tetraédrica. b) Cloreto de sódio (NaCl): substância metálica; ponto
d) trigonal planar. de fusão alto; formada por ligação metálica.
e) angular. c) Dióxido de carbono (CO2): substância covalente; ponto
de ebulição alto; formada por ligação covalente apolar.
13. (Udesc) Assinale a alternativa correta em relação às ca- d) Magnésio metálico (Mg): substância metálica; ponto
C7 racterísticas da molécula de amônia (NH ) e da de tetra- de fusão alto; formada por ligação iônica.
H24 3
cloreto de carbono (CCl4), respectivamente: e) Cloreto de magnésio (MgCl2) : substância iônica; pon-
a) polar e solúvel em água; polar e solúvel em água. to de fusão alto; formada por ligação iônica.

APROFUNDANDO O CONHECIMENTO

1. (Fatec-SP) As propriedades específicas da água a tornam b) os átomos estão arranjados em uma rede na ligação
uma substância química indispensável à vida na Terra. metálica, com alternância de espécies com cargas po-
Essas propriedades decorrem das características de sua sitivas e negativas.
molécula, H2O, na qual os dois átomos de hidrogênio c) todas as ligações químicas envolvem troca ou com-
estão unidos ao átomo de oxigênio por ligações partilhamento de elétrons, com aumento de energia
a) iônicas, resultando em um arranjo linear e apolar. em relação aos átomos separados.
b) iônicas, resultando em um arranjo angular e polar. d) a ligação iônica é caracterizada por interações entre
c) covalentes, resultando em um arranjo linear e apolar. cátions, carregados negativamente, e ânions, carre-
gados positivamente.
d) covalentes, resultando em um arranjo angular e apolar.
e) um composto covalente é formado por moléculas in-
e) covalentes, resultando em um arranjo angular e polar.
dependentes na estrutura.

2. (UFSJ-MG – Adaptada) Os átomos se combinam por 3. (UEM-PR – Adaptada) Assinale a alternativa correta.
meio de ligações químicas. Em relação a essas ligações, a) Um elemento de número atômico 12 apresentará, no
é correto afirmar que estado iônico, 12 como carga mais provável.
a) acontecem ligações covalentes na água (H2O), pois b) Tanto cátions quanto ânions apresentarão raio iônico
há compartilhamento de elétrons entre os átomos de menor que o raio atômico de seu átomo neutro cor-
hidrogênio e de oxigênio. respondente.

368
c) Um elemento de número atômico 9 formará ligação
iônica com um elemento de número atômico 11, en-
quanto que um elemento de número atômico 8 for-
mará uma ligação covalente com um elemento de
I: Linear II: Angular
número atômico 12.
d) Metais puros, ligas metálicas e sólidos iônicos são óti-
mos condutores de eletricidade no estado sólido.
e) Por apresentarem o mesmo número de átomos, as
moléculas de CO2, SO2 e ClO2 possuem a mesma
geometria molecular.

4. (UFPB – Adaptada) Durante e após atividades físicas, III: Piramidal IV: Trigonal
um atleta deve se hidratar para repor a perda de água
e sais minerais. A respeito da água, assinale a afirma- SO3, H2S e BeCl2 apresentam, respectivamente, as geo-
tiva correta: metrias moleculares:
a) A molécula da água apresenta quatro pares de elé- a) III, I e II.
trons ligantes.
b) III, I e IV.
b) A molécula da água apresenta dois pares de elétrons

QUÍMICA
c) III, II e I.
não ligantes.
d) IV, I e II.
c) A molécula da água apresenta geometria linear.
e) IV, II e I.
d) A molécula da água apresenta momento dipolar igual
a zero.
7. (Vunesp-SP) Considere os hidretos formados pelos ele-
e) A molécula da água é apolar.
mentos do segundo período da classificação periódica

M—dulo 9
e as respectivas geometrias moleculares indicadas: BeH2
5. (Cefet-MG) A disposição espacial de uma molécula
(linear), BH3 (trigonal), CH4 (tetraédrica), NH3 (piramidal),
pode ser prevista utilizando-se a teoria da repulsão dos
H2O (angular) e HF (linear). Quais destas substâncias são
pares eletrônicos da camada de valência.
mais solúveis em benzeno (C6H6)?
Com base nessa teoria, associe cada molécula à sua res- a) Amônia, água e ácido fluorídrico.
pectiva geometria.
b) Hidreto de berílio, hidreto de boro e amônia.
Geometrias Moléculas c) Hidreto de berílio, hidreto de boro e metano.
1. linear d) Hidreto de boro, metano e fluoreto de hidrogênio.
( ) SO2
2. angular e) Metano, amônia e água.
( ) CO2
3. piramidal
( ) BCl3
4. tetraédrica 8. (PUC-MG – Adaptada) Analise as propriedades físicas na
( ) CHCl3
5. trigonal plana tabela a seguir.

Temperatura Temperatura Condução de


A sequência correta encontrada é:
Amostra de fusão de ebulição corrente elétrica
a) 5, 2, 3 e 4.
(°C) (°C) 25 °C 1000 °C
b) 2, 1, 5 e 4.
A 805 1 413 Isolante Condutor
c) 1, 5, 4 e 3.
B 45 180 Isolante -
Ligações químicas III

d) 1, 2, 3 e 5.
C 1 540 2 800 Condutor Condutor
e) 3, 2, 1 e 5.

6. (Unifesp) Na figura, são apresentados os desenhos de Considerando-se os modelos de ligação, A, B e C podem


algumas geometrias moleculares. ser classificados, respectivamente, como compostos:

369
a) iônico, metálico e molecular. 12. (Ufla-MG) Responda aos itens a e b considerando as di-
b) metálico, molecular e iônico. ferentes características das ligações iônicas e covalentes
e a teoria de repulsão dos pares eletrônicos.
c) molecular, metálico e iônico.
a) Dado o composto AB2 e sabendo-se que
d) iônico, molecular e metálico.
I. As eletronegatividades de A e B são, respectivamen-
e) metálico, iônico e molecular.
te, 2,55 e 2,58;
9. (UFSC – Adaptada) São dadas, a seguir, as configura- II. O composto é apolar;
ções eletrônicas dos átomos genéricos A e B. III. A tem 4 elétrons de valência e B tem 6.

Átomo A → Configuração eletrônica: 2, 8, 8, 1 Escreva a fórmula eletrônica, a geometria e o tipo de


ligação envolvida.
Átomo B → Configuração eletrônica: 2, 8, 18, 7
b) Dadas as representações de Lewis para as três molé-
Com base nos dados anteriores, é correto afirmar que: culas a seguir, preveja a geometria de cada uma.
a) se o átomo A ligar-se ao átomo B formar-se-á um
X Y X X Y X X Y X
composto de fórmula AB; a ligação química estabele- X X
cida entre eles é do tipo covalente.
a) A fórmula eletrônica a seguir indica que a geometria é linear e o
b) A é metal e B é um não metal.
tipo de ligação envolvida é a covalente.
c) o raio atômico de A é menor que o raio atômico de B. B A B
d) se o átomo B ligar-se a outro átomo B, formar-se-á a b) Geometria angular, geometria piramidal e geometria triagonal
substância de fórmula B2; a ligação formada entre os plana, respectivamente.
dois átomos será do tipo covalente polar.
e) o átomo A pertence à família dos metais alcalinos e o
átomo B pertence à família dos calcogênios. 13. (Fuvest-SP) A figura mostra modelos de algumas molé-
culas com ligações covalentes entre seus átomos.

REPRODUÇÃO/
FUVEST, 2007
10. (PUC-MG – Adaptada) Os elementos X e Y, do mesmo
período da tabela periódica, têm configurações s2p4 e s1,
respectivamente, em suas camadas de valência.
Considerando-se essas informações, é CORRETO afirmar
que a fórmula do composto constituído pelos elementos
Analise a polaridade dessas moléculas, sabendo que tal
X e Y e o tipo de ligação envolvida entre eles, são:
propriedade depende da:
a) YX2, iônica.
- diferença de eletronegatividade entre os átomos que
b) Y2X, covalente.
estão diretamente ligados. (Nas moléculas apresenta-
c) YX2, covalente. das, átomos de elementos diferentes têm eletronegati-
d) Y2X, iônica. vidades diferentes.)
e) YX, iônica. - forma geométrica das moléculas.
Observa•‹o: Eletronegatividade é a capacidade de um
11. (UFRGS-RS – Adaptada) Considere as afirmações a se-
átomo para atrair os elétrons da ligação covalente.
guir, a respeito da estrutura eletrônica e da geometria
do íon carbonato, CO322, e assinale a correta. Dentre essas moléculas, pode-se afirmar que são pola-
a) Esse íon apresenta 24 elétrons de valência. res apenas
b) Sua geometria é piramidal. a) A e B
c) Seu átomo central apresenta um par de elétrons não b) A e C
ligante. c) A, C e D
d) Esse íon representa um cátion. d) B, C e D
e) Sua geometria é tetraédrica. e) C e D

370
14. (Vunesp-SP) O efeito estufa resulta principalmente da ab- 15. (Cefet-CE) Considerando os seguintes elementos: hidro-
sorção da radiação infravermelha, proveniente da radia- gênio (Z 5 1), sódio (Z 5 11), carbono (Z 5 6) e enxofre
ção solar, por moléculas presentes na atmosfera terrestre. (Z 5 16), é correto afirmar que:
A energia absorvida é armazenada na forma de energia de
vibração das moléculas. Uma das condições para que uma a) a ligação formada entre átomos de carbono e enxofre
molécula seja capaz de absorver radiação infravermelha é é iônica.
que ela seja polar. Com base apenas neste critério, dentre b) a ligação formada entre hidrogênio e sódio é cova-
as moléculas O2, N2 e H2O, geralmente presentes na at- lente.
mosfera terrestre, contribuem para o efeito estufa:
c) o composto formado por hidrogênio e enxofre tem
a) O2, apenas. fórmula molecular S2H.
b) H2O, apenas. d) o composto formado por sódio e enxofre é sólido em
c) O2 e N2, apenas. condição ambiente.
d) H2O e N2, apenas. e) o composto CH4, formado entre carbono e hidrogê-
e) N2, apenas. nio, é polar.

ANOTA‚ÍES

QUÍMICA
M—dulo 9
Ligações químicas III

371
Ligações

10
Módulo
intermoleculares

OBJETOS DO CONHECIMENTO
• Dipolo induzido, dipolo permanente e ligações
de hidrogênio.

HABILIDADES
• H18 - Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de
produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a
que se destinam.
• H25 - Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendi-
mentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de
sua obtenção ou produção.
• Diferenciar as propriedades das ligações intermoleculares.
• Relacionar as ligações intermoleculares com as propriedades dos compostos
moleculares.
• Compreender a relação entre a ligação intermolecular e as temperaturas de fusão e
de ebulição.

372
PARA COMEÇAR

Por que a lagartixa não cai quando anda pelas paredes?

Por muito tempo se acreditou


SINISA BOTAS/SHUTTERSTOCK

que essa incrível habilidade


estivesse ligada à existência de
microventosas nas patas da la-
gartixa. Essa hipótese foi des-
cartada porque se percebeu
que elas também eram capazes
da mesma proeza em superfí-
cies muito lisas e molhadas,
onde, supostamente, as micro-
ventosas não teriam aderên-
cia. O mistério começou a ser
desvendado em 1960, quando

QUÍMICA
o cientista alemão Uwe Hiller
sugeriu a existência de um tipo
de força atrativa entre as molé-
Figura 1. A lagartixa culas da parede e as da pata da lagartixa. Tal força é conhecida na física como
consegue andar
normalmente por força intermolecular de Van der Waals, em homenagem ao físico que a desco-
superfícies verticais,
como paredes. briu, o holandês Johannes Diederik van der Waals.

M—dulo 10
No final do século XX, uma equipe de cientistas, liderada pelo biólogo ameri-
cano Kellar Autumn, provou que a aderência da lagartixa à parede era mesmo resultado das forças
intermoleculares. A pesquisa saiu na revista científica Nature, onde Autumn escreveu: “Se todos os
pelos microscópicos das patas, chamados de setae, aderissem simultaneamente e em sua força máxi-
ma à parede, duas patas de uma lagartixa poderiam produzir uma força capaz de suspender até uma
criança de 20 quilos.”
Fonte: Mundo Estranho. Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-a-lagartixa-nao-cai-quando-anda-pelas-paredes>.
Acesso em: 26 dez. 2015.

PARA APRENDER

Conceitos iniciais
Ligações intermoleculares

Por que, à temperatura ambiente, a água é líquida e o dióxido de carbono é gasoso? O fato de esses
compostos moleculares estarem em estados físicos diferentes a uma mesma temperatura está relacionado
à intensidade de atração das forças intermoleculares (literalmente, as forças entre moléculas). O estudo das
forças intermoleculares, também chamadas de forças de Van der Waals, iniciou-se em 1873 por Johannes
Diederik van der Waals.
A seguir, veremos as principais forças intermoleculares.

373
Dipolo induzido, dipolo instantâneo ou dispersão de London
São forças de fraca intensidade que ocorrem em todas as moléculas, mas são as únicas entre moléculas
apolares.

Moléculas apolares
2 1

Dipolo
instantâneo
2 1 2 1

Figura 2. Movimentos aleatórios dos elétrons das moléculas apolares


causam temporariamente a formação de dipolos, em cadeia.

Podemos perceber que um acúmulo de cargas em uma das extremidades da molécula induz a formação de
dipolos nas moléculas vizinhas. Esse efeito se espalha por todas as direções, com as moléculas se atraindo umas
às outras. É, porém, bem fraco e de curta duração. Uma demonstração dessa interação pode ser encontrada em:
<http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/3367/dipolo.swf?sequence=4>. Acesso em:
5 jul. 2016.
Exemplos de moléculas apolares que interagem por dipolo induzido:

O2, Cl2, CO2, CH4

Dipolo permanente ou dipolo-dipolo


São forças de intensidade média que ocorrem entre moléculas polares. Essa interação se estabelece
quando o átomo mais eletronegativo de uma molécula é atraído pelo átomo menos eletronegativo da outra.

δ2 δ2 δ2
δ1 δ1 δ1
H Cl H Cl H Cl

Figura 3. As moléculas com


dipolo permanente são
ordenadas de modo a se
aproximar pelas extremidades
de cargas parciais opostas.

Exemplos de moléculas polares que interagem por dipolo permanente:

H2S, HCl, SO2

374
Ligações de hidrogênio
São forças de intensidade alta que ocorrem quando a molécula possui um átomo de hidrogênio ligado
a flúor, oxigênio ou nitrogênio. Essa atração se estabelece quando o átomo de hidrogênio de uma molécula
atrai o átomo de flúor, oxigênio ou nitrogênio de uma molécula vizinha.

H δ1 δ1 Figura 4. O oxigênio de uma


δ1 H molécula de água (representado
O H
em vermelho), com carga parcial
δ2 O negativa, atrai o hidrogênio
H (representado em branco), com
δ1 δ2 carga parcial positiva.

Exemplos de moléculas polares que interagem por ligações de hidrogênio:

H2O, HF, NH3

QUÍMICA
Em resumo

Interação
Intensidade Quando ocorre
intermolecular

Todas as moléculas, mas é a única entre


Dipolo induzido Fraca
moléculas apolares.

Módulo 10
Dipolo permanente Moderada Moléculas polares.

Moléculas com átomo de hidrogênio


Ligações de hidrogênio Forte
ligado a F, O ou N.

+ QUÍMICA

Tensão superficial da água


As moléculas de água que se situam na
MARKMIRROR/SHUTTERSTOCK
superfície de um lago interagem por ligações
de hidrogênio com moléculas abaixo e ao
lado, criando uma força sobre as moléculas
da superfície, a chamada tensão superficial. A
tensão superficial age como uma fina camada
que envolve o líquido, e é ela que permite pe-
quenos insetos flutuarem sobre a água.
Ligações intermoleculares

Figura 5.
A tensão
superficial da
água sustenta
pequenos
insetos em sua
superfície.

375
Relação entre as forças intermoleculares
e as temperaturas de fusão e de ebulição
Quando uma substância passa do estado líquido para o estado gasoso, por exemplo, as moléculas não
são quebradas nem destruídas, são apenas separadas umas das outras. Nessa separação, as interações inter-
moleculares são rompidas.

MAGNETIX/SHUTTERSTOCK
Figura 6. Os três
estados físicos de
uma substância. fase sólida fase líquida fase gasosa

fase gasosa

res ubli
su ma
o

s
en o

bli çã
çã
nd çã

ma o
sa
co ora

DESIGNUA/SHUTTERSTOCK
çã
ap

o
ev

solidificação
fusão
fase líquida
fase sólida

Figura 7. A intensidade das forças intermoleculares da água


varia com seu estado físico.

Quando a H2O (TE = 100 °C) sofre ebulição, rompem-se as ligações de hidrogênio. Quando o HCl (TE 5
5 50,5 °C) sofre ebulição, rompem-se as interações dipolo permanente. Quando o F2 (TE 5 2188 °C) sofre
ebulição, rompem-se as interações dipolo induzido. A diferença entre as temperaturas de ebulição se deve
basicamente a dois fatores: o tamanho da molécula (por simplicidade, estimado pela massa molecular) e a
força intermolecular que nela atua.

+ QUÍMICA

C‡lculo da massa molecular


A massa da molécula (MM) é calculada pela soma das massas atômicas (MA), valores encontrados na Tabela
Periódica, dos átomos que a constituem.
Exemplos:
• H2O → MMH O5 2 ? MAH 1 MAO ⇒ MMH O
5 2 ? 1 1 16 ⇒ MMH O
5 18 u
2 2 2
• HCl → MMHCl 5 MAH 1 MACl ⇒ MMHCl 5 1 1 35,5 ⇒ MMHCl 5 36,5 u

376
Tamanho da molécula
Quanto maior o tamanho de uma molécula, maior sua superfície e maior a quantidade de interações
com outras moléculas; portanto, maior sua temperatura de ebulição (TE). Se compararmos as moléculas do
metano (CH4), etano (C2H6) e propano (C3H8), por exemplo, podemos verificar que a ordem crescente de
temperatura de ebulição é:

metano (CH4) , etano (C2H6) , propano (C3H8)

Como todos são hidrocarbonetos, ou seja, possuem apenas hidrogênio e carbono, estes interagem por
dipolo induzido. Portanto, a diferença entre as temperaturas de ebulição é determinada pela superfície de
contato (massa molecular).
Uma observação importante: uma maior massa molecular acarreta uma maior energia necessária para
passar uma substância do estado líquido para o gasoso, por exemplo.

Interação intermolecular

QUÍMICA
Quanto mais intensas forem as forças intermoleculares, mais difícil será a passagem, por exemplo, do
estado líquido para o estado gasoso; portanto, maior será a temperatura de ebulição (TE).
Em regras gerais podemos dizer que:

Módulo 10
• Ao compararmos substâncias com o mesmo tipo de força intermolecular, a que possuir maior tamanho
(maior massa molecular) terá maior TE.
• Ao compararmos substâncias com massas moleculares próximas, a que possuir forças intermoleculares mais
fortes terá maior TE.
A lógica para a TF (temperatura de fusão) é a mesma que para a TE, ou seja, moléculas maiores ou com
forças intermoleculares de maior intensidade tendem a ter maior temperatura de fusão.
Devemos ressaltar que são apenas regras gerais, mas há exceções.

Vamos agora aplicar os conceitos mencionados nas substâncias HCl, HF, HBr e F2.
• HCl → molécula polar, interage por dipolo permanente e possui MM 5 36,5
• HF → molécula polar, interage por ligações de hidrogênio e possui MM 5 20
• HBr → molécula polar, interage por dipolo permanente e possui MM 5 81
• F2 → molécula apolar, interage por dipolo induzido e possui MM 5 38
A molécula do F2, por interagir por dipolo induzido, possui a menor TE. As moléculas de HCl e HBr
interagem por dipolo permanente, porém, a massa molecular do HBr é maior, o que acarreta maior TE.
Ligações intermoleculares

O HF, por interagir ligações de hidrogênio, possui maior TE. Logo, a ordem crescente de temperatura de
ebulição é:

F2 , HCl , HBr , HF

377
Graficamente, algumas substâncias formadas por elementos da família 16 possuem a seguinte relação
com a temperatura de ebulição:

150
H 2O

Temperatura (°C)
100

50
H2Te
0

250 H2Se
H2S

Figura 8. Gráfico da relação entre a 2100


temperatura de ebulição e a massa 0 20 40 60 80 100 120 140
molecular de algumas substâncias. Massa molecular

Solubilidade
Quando duas substâncias se dissolvem entre si, dizemos que há a formação de uma mistura homogênea.
A regra geral da solubilidade estabelece que:

Substâncias polares tendem a se dissolver em solventes polares e


substâncias apolares tendem a se dissolver em solventes apolares.

Água, uma molécula polar, dissolve a amônia (NH3), uma molécula polar, mas não o tetracloreto de carbono
(CCl4), que é apolar.

+ QUÍMICA

Polaridade dos hidrocarbonetos


Hidrocarbonetos são substâncias apolares que possuem apenas hidrogênio e carbono. Vejamos alguns
exemplos:
• CH4: gás metano, um dos principais constituintes do gás natural e um dos principais responsáveis pelo
agravamento do efeito estufa.
• C2H4: gás eteno, produzido durante o amadurecimento das frutas.

Algumas substâncias, como os sabões, possuem a propriedade de dissolver ao mesmo tempo substâncias
polares e apolares. No caso do sabão comum, isso se deve ao fato de ele possuir uma cadeia de hidrocarbo-
neto longa (hidrofóbica) e uma extremidade polar (hidrofílica). A parte hidrofóbica interage com a gordura,
dissolvendo-a, e a parte hidrofílica interage com a água. Por essa razão, utilizamos sabão para lavar as mãos
sujas de óleo ou graxa, por exemplo.
Observa•‹o: hidrofóbica → aversão a água, região apolar; hidrofílica → atração por água, região polar.

Figura 9. A
longa cauda O
apolar da

Na1
molécula de
sabão termina H3C O
com uma
cabeça polar. Hidrogênio Carbono Oxigênio Sódio

378
SITUAÇÃO-PROBLEMA

O fato de o gelo flutuar na água


O gelo é menos denso do que a água e, consequentemente, flutua nela. Isso ocorre porque, enquanto no estado líquido as liga-
ções de hidrogênio que ocorrem entre as moléculas de água estão dispostas numa forma desorganizada, as ligações de hidrogênio
nas moléculas do gelo são mais espaçadas e organizadas, formando uma estrutura rígida de forma hexagonal, que faz as moléculas
ocuparem um espaço bem maior do que ocupariam se estivessem no estado líquido.

REPRODU‚ÌO/HTTP://WWW.ACQUAKANGEN.IT/

QUÍMICA
Figura 10. Estrutura tridimensional da água no estado sólido (gelo).

É inclusive por isso que, se colocarmos água no volume total de uma garrafa e a colocarmos posteriormente em um refrigera-
dor, seu volume se expandirá e a garrafa vai rachar. Assim, haverá a mesma quantidade de moléculas por unidade de volume, o que
m

M—dulo 10
diminui a densidade, segundo a fórmula da densidade: d = . Haverá espaços vazios entre os hexágonos formados, diminuindo
V
a densidade dessa substância.
Fonte: Brasil Escola. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/quimica/ligacoes-hidrogenio.htm>. Acesso em: 26 dez. 2015.

PARA PRATICAR

Solubilidade
Objetivo:
• Observar o fenômeno de solubilidade e relacioná-lo com as interações intermoleculares.

Material:
• 4 tubos de ensaio.
• Óleo de cozinha.
• Água.
• Glicerina.
• Corante.
• Conta-gotas.
Ligações intermoleculares

• Detergente.

Procedimento:
• Adicione aproximadamente 1 mL de óleo a um tubo de ensaio. Em seguida adicione aproximadamente 1 mL
de água. Agite o tubo e aguarde alguns instantes.

379
• Adicione aproximadamente 1 mL de glicerina a outro tubo de ensaio. Em seguida adicione aproximadamente
1 mL de água. Agite o tubo e aguarde alguns instantes.
• Adicione aproximadamente 1 mL de água a outro tubo de ensaio e uma gota de corante. Agite. Adicione
aproximadamente 1 mL de glicerina ao tubo de ensaio. Agite.
• Adicione aproximadamente 1 mL de glicerina a outro tubo de ensaio. Em seguida, adicione lentamente, utili-
zando um conta-gotas, aproximadamente 1 mL de água ao tubo de ensaio. Adicione 1 gota de corante. Não
agite! Sobre a água, adicione lentamente, usando o conta-gotas, aproximadamente 1 mL de óleo.
• Agite o sistema obtido no passo anterior. Aguarde alguns instantes e observe. Adicione algumas gotas de
detergente ao tubo de ensaio. Agite e observe.

Analise e discuta:
• Explique o que acontece quando cada substância é misturada com água.
• Relacione os fenômenos observados com as interações intermoleculares.
• Observando o ocorrido no último tubo de ensaio, explique como o detergente atua.
Fonte: Ponto Ciência. Disponível em: <www.pontociencia.org.br/experimentos/visualizar/oleo-e-glicerina-solubilidade-em-agua/1038>.
Acesso em: 2 jun. 2016. Adaptado.

PARA CONCLUIR
Neste módulo estudamos as forças intermoleculares, suas características, relações com o coti-
diano e temperaturas de ebulição e de fusão.

Veja, no Manual do Professor, o gabarito comentado das quest›es sinalizadas com asterisco.

PRATICANDO O APRENDIZADO

1. (UEPG-PR – Adaptada) O gelo-seco é o dióxido de car- 2. (Cefet-MG – Adaptada) O dióxido de carbono (CO2), ao ser
bono (CO2) solidificado, utilizado em sistemas de refrige- resfriado a uma temperatura inferior a 278 °C, solidifica-se,
ração. Sobre o dióxido de carbono, assinale a alternativa transformando-se em gelo-seco. Exposto à temperatura
correta. ambiente, sob a pressão atmosférica, o gelo-seco sublima.
Dados: C (Z 5 6); O (Z 5 8). Essa mudança de estado envolve o rompimento de:
a) Os íons que compõem o CO2 promovem a solidificação a) interações dipolo induzido entre moléculas lineares.
do gás. b) ligações de hidrogênio presentes na estrutura do
b) A molécula de CO2 é formada por duplas ligações. gelo.
c) A força intermolecular que promove a interação entre c) interações dipolo permanente entre moléculas angu-
suas moléculas é do tipo dipolo-dipolo. lares.
d) A ligação química existente entre seus átomos é a d) interações iônicas entre os átomos de oxigênio e car-
ligação covalente apolar. bono.
e) A geometria das moléculas é angular, semelhante à e) ligações covalentes entre os átomos de carbono e
geometria das moléculas da água. oxigênio.

380
3. (Uepa) Uma das substâncias mais estudadas e presentes d) As moléculas de CO2 e CCl4 apresentam uma geome-
no nosso dia a dia é a água. Baseado nas suas proprie- tria molecular linear, enquanto a H2O apresenta geo-
dades, é correto afirmar que a: metria molecular angular.
a) água é uma substância simples. e) Todas as substâncias apresentam interações do tipo
b) água é formada por dois átomos de oxigênio e um de dipolo permanente-dipolo permanente.
hidrogênio.
c) água possui alto ponto de ebulição devido às ligações 5. (Cefet-MG) Associe os compostos a seus respectivos ti-
de hidrogênio. pos de geometria e de interações intermoleculares.
d) água é uma molécula apolar.
Geometrias Interações Compostos
e) água apresenta ângulo de ligação de 180° entre seus
átomos. ( ) CO2 A – linear 1 – ligação de hidrogênio

( ) NH3 B – angular 2 – dipolo permanente


4. (UEPG-PR – Adaptada) Dadas as substâncias representa-
( ) SO2 C – piramidal 3 – dipolo induzido
das a seguir, com relação às ligações químicas envolvidas
nessas moléculas e os tipos de interações existentes entre ( ) B(CH3) D – tetraédrica

as mesmas, assinale a alternativa correta. E – trigonal plana

H2O CO2 CCl4 NH3 ClF

QUêMICA
a) A3, C1, B2, E3.
a) Todas as moléculas apresentam ligações covalentes
apolares. b) A2, B1, B3, C2.
b) Nas substâncias H2O e NH3 ocorrem interações do c) B3, E2, A2, D3.
tipo ligação de hidrogênio. d) B3, C1, A2, D2.
c) As moléculas CO2 e CCl4 são polares. e) B2, D2, A3, C1.

M—dulo 10
DESENVOLVENDO HABILIDADES

1. (UCS-RS) O sulfeto de hidrogênio, H2S, é um dos com-

REPRODU‚ÌO/UTFPR, 2014
H2 H1 OH2 H2 O22 H2
O2 O22
C7 postos responsáveis pela halitose, ou mau hálito. Ele é
H25 O2 O22 H H2 H2
formado pela reação das bactérias presentes na boca O2 OH2 2
H2 H2 O22 H1 O22 H2 O22
com os restos de alimento. Apesar de apresentar estru- H2O HO H2O
H2O H2O H2O
tura semelhante à molécula de água, o H2S é um gás H2O H2O 2 H2O
H2O HO H2O HO H2O HO
à temperatura ambiente e pressão atmosférica, porque H2O 2 H2O 2 H2O 2
H2O H2O H2O H2O H2O H2O H2O H2O H2O
apresenta:
a) forças intermoleculares mais fracas em relação às liga- (I) (II) (III)
ções de hidrogênio na água.
b) forças intermoleculares mais fortes em relação às liga-
H2O 2 1
ções de hidrogênio na água. H2O H1 OH OH2 H
c) ligação iônica, e a água apresenta geometria angular. H2O OH2 H1
H2O
Ligações intermoleculares

H1 OH2 H1
d) ligação covalente, e a água apresenta ligação iônica.
H2O H2O H2O H2O
H2O H2O
e) geometria linear e ligação covalente. H2O H2O H2O HO
H2O H2O 2
H2O H2O H2O H2O H2O H2O
2. (UTFPR) Os cinco desenhos a seguir representam frascos
C5 contendo água líquida abaixo da linha horizontal: (IV) (V)
H17

381
Assinale a alternativa que apresenta o frasco que melhor 5. (Unicamp-SP – Adaptada) Uma prática de limpeza co-
representa a evaporação da água. C5 mum na cozinha consiste na remoção da gordura de
H18
a) I panelas e utensílios como garfos, facas, etc. Na ação
b) II desengordurante, geralmente se usa um detergente ou
c) III um sabão. Esse tipo de limpeza resulta da ação química
desses produtos, dado que suas moléculas possuem:
d) IV
e) V a) uma parte com carga, que se liga à gordura, cujas mo-
léculas são polares; e uma parte apolar, que se liga à
3. (UFPE – Adaptada) As interações intermoleculares são água, cuja molécula é apolar.
C5 muito importantes para as propriedades de várias subs-
H24 b) uma parte apolar, que se liga à gordura, cujas molécu-
tâncias. Analise as seguintes comparações, entre a mo-
las são apolares; e uma parte com carga, que se liga à
lécula de água, H2O, e de sulfeto de hidrogênio, H2S, e
água, cuja molécula é polar.
assinale o que for correto. (Dados: 1H, 8O, 16S).
c) uma parte apolar, que se liga à gordura, cujas molécu-
a) As moléculas H2O e H2S têm geometrias semelhantes. las são polares; e uma parte com carga, que se liga à
b) A molécula H2O é polar e a H2S é apolar, uma vez que água, cuja molécula é apolar.
a ligação H–O é polar, e a ligação H–S é apolar. d) uma parte com carga, que se liga à gordura, cujas mo-
c) Entre moléculas H2O, as ligações de hidrogênio são léculas são apolares; e uma parte apolar, que se liga à
mais fracas que entre moléculas H2S. água, cuja molécula é polar.
d) As interações dipolo-dipolo entre moléculas H2S são e) uma parte com carga, que se liga à gordura, cujas mo-
mais intensas que entre moléculas H2O, por causa do léculas são polares; e uma parte apolar, que se liga à
maior número atômico do enxofre. água, cuja molécula é polar.
e) Em ambas as moléculas, os átomos centrais apresen-
tam quatro pares de elétrons não ligantes. 6. (Uern – Adaptada)
C5 Os ácidos em maior ou menor grau são prejudiciais quando
4. (UFRGS-RS) Na coluna da esquerda, a seguir, estão listados H17
manuseados ou podem causar danos só de chegarmos perto.
C5 cinco pares de substâncias, em que a primeira substância
H17 Alguns deles em temperatura ambiente são gases (isso se deve
de cada par apresenta ponto de ebulição mais elevado do
ao fato de apresentarem baixas temperaturas de ebulição) e a
que o da segunda substância, nas mesmas condições
sua inalação pode provocar irritação das vias respiratórias.
de pressão. Na coluna da direita, encontra-se o fator mais SARDELLA, A. Qu’mica. v. único. Série novo ensino médio.
significativo que justificaria o ponto de ebulição mais ele- São Paulo: Ática, 2005. p. 74.

vado para a primeira substância do par. De acordo com a tabela a seguir, determine a ordem
Associe corretamente a coluna da direita à da esquerda. crescente das temperaturas de ebulição dos ácidos.

( ) intensidade das Composto Massa molecular


1. CCl4 e CH4
ligações de hidrogênio
H2S 34
( ) massa molecular mais
2. CHCl3 e CO2
elevada H2Se 81
( ) estabelecimento de
3. NaCl e HCl H2Te 129
ligação iônica
4. H2O e H2S ( ) polaridade da molécula a) H2S , H2Se , H2Te
5. SO2 e CO2 b) H2S , H2Te , H2Se
c) H2Te , H2Se , H2S
A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é: d) H2Te , H2S , H2Se

a) 2 – 4 – 1 – 3. e) H2Se , H2S , H2Te

b) 2 – 4 – 3 – 5. 7. (UFSJ-MG – Adaptada) O álcool etílico (etanol, C2H5OH)


c) 3 – 5 – 4 – 1. C5 é usado na limpeza doméstica porque dissolve gordu-
H18
d) 4 – 1 – 3 – 5. ras, é solúvel em água e é mais volátil do que ela. Além
e) 4 – 5 – 1 – 3. disso, sua densidade é menor do que a da água. Essas

382
propriedades são explicadas corretamente nas alternativas c) Br2, O2, N2, H2
abaixo, exceto em: d) Br2, N2, H2, O2
a) O etanol é solúvel em água porque forma ligações de e) O2, Br2, N2, H2
hidrogênio com a mesma.
b) O etanol dissolve gorduras porque tem uma parte apo- 10. ENEM A pele humana, quando está bem hidratada, ad-
C7
lar em sua estrutura. H24 quire boa elasticidade e aspecto macio e suave. Em con-
c) O etanol é mais volátil que a água porque suas ligações trapartida, quando está ressecada, perde sua elasticidade
intermoleculares são mais fracas do que as da água. e se apresenta opaca e áspera. Para evitar o ressecamento
da pele é necessário, sempre que possível, utilizar hidra-
d) O etanol é menos denso que a água porque sua tem-
tantes umectantes, feitos geralmente à base de glicerina e
peratura de ebulição é menor do que a da água.
polietilenoglicol:
e) O etanol dissolve gorduras porque tem uma parte po-
lar em sua estrutura. HO OH OH


8. (Cefet-MG – Adaptada) As forças intermoleculares presen-
H2C — CH — CH2
C7 tes no ácido fluorídrico (HF) líquido são menos intensas
H24 glicerina
que as interações:
a) dipolo-dipolo. HO — CH2 — CH2 — [O — CH2 — CH2]n — O — CH2 — CH2 — OH
b) de Van der Waals. polietilenoglicol

QUÍMICA
c) eletrostáticas entre íons. Disponível em: <www.brasilescola.com>. Acesso em: 23 abr. 2010. Adaptado.

d) por ligações de hidrogênio. A retenção de água na superfície da pele promovida pe-


e) dipolo induzido. los hidratantes é consequência da interação dos grupos
9. (UFC-CE) Sabendo-se que a temperatura de ebulição hidroxila dos agentes umectantes com a umidade conti-
C7 de uma substância depende da intensidade das forças da no ambiente por meio de:
H24
intermoleculares presentes, assinale a alternativa que a) ligações iônicas.

Módulo 10
corretamente apresenta as substâncias em ordem cres- b) forças de London.
cente de temperatura de ebulição. c) ligações covalentes.
a) H2, N2, O2, Br2 d) forças dipolo-dipolo.
b) N2, Br2, O2, Br2 e) ligações de hidrogênio.

APROFUNDANDO O CONHECIMENTO

1. (UEPG-PR – Adaptada) A seguir estão relacionados os a) Todos os haletos mostrados acima são gases a tem-
haletos de hidrogênio e seus respectivos valores de peraturas abaixo de 10 °C.
ponto de ebulição (PE). b) As moléculas de HF, HCl, HBr e HI são unidas por for-
ças dipolo permanente e somente as moléculas de
Composto HF HCI HBr HI HF são unidas também por pontes de hidrogênio.
PE (¡C) 120 285 267 23 c) Todos os haletos apresentam ligações covalentes
Ligações intermoleculares

apolares.
Dados: H 5 1,0 g/mol; I 5 126,9 g/mol; Br 5 79,9 g/mol; d) A ordem no PE: HI . HBr . HCl é devida à diferença
Cl 5 35,5 g/mol. de eletronegatividade de cada composto.
e) O HF apresenta maior PE, pois este tem na sua estru-
Com relação a esses haletos e suas propriedades, assi- tura o haleto de menor tamanho, que torna a intera-
nale o que for correto. ção entre as moléculas mais forte.

383
2. (UFG-GO) O elemento químico hidrogênio é bastante O H2S é um gás que se dissolve em água.
reativo e forma hidretos com vários outros elementos da Essa solubilidade decorre da formação de interações
Tabela Periódica. Na tabela a seguir estão listados os va- moleculares do tipo:
lores dos pontos de ebulição de alguns desses hidretos.
a) iônica.
b) covalente.
Composto Ponto de ebulição (°C)
c) dipolo-dipolo.
CH4 2161,6
d) ligação de hidrogênio.
SiH4 2112,0

GeH4 288,0
4. (UFSM-RS – Adaptada) Assinale a afirmativa correta em
H2S 260,7
relação à molécula de iodo (I2) e à sua dissolução direta
SnH4 252,0 em água:
H2Se 241,5 a) A molécula de iodo é facilmente dissolvida em água.
H2Te 21,8 b) O momento dipolar da molécula de iodo é nulo.
H2O 1100,0 c) São estabelecidas ligações de hidrogênio entre o I2 e
a água.
De acordo com os valores apresentados na tabela,
d) O momento dipolar da molécula de água é nulo.
a) esboce um gráfico contendo a correlação entre tem-
e) São estabelecidas ligações dipolo-dipolo entre o I2 e
peratura de ebulição dos hidretos e período do átomo
a água.
central, para as diferentes famílias dos elementos que
compõem esses hidretos.
b) explique por que os pontos de ebulição dos hidre- 5. (Cefet-MG – Adaptada) Os gases CH4, NH3 e H2S estão
tos formados a partir dos elementos do grupo 14 são em ordem crescente de temperaturas de ebulição em:
menores do que os pontos de ebulição dos hidretos
a) CH4, H2S e NH3.
formados a partir dos elementos do grupo 16.
b) H2S, CH4 e NH3.
a) Observe o gráfico a seguir:
c) NH3, H2S e CH4.
150 H2O
d) CH4, NH3 e H2S.
Temperatura (°C)

100
50 H2Te
0
H2Se e) NH3, CH4 e H2S.
H2S
250
2100 GeH4
SnH4 6. (UFU-MG – Adaptada) As substâncias SO2, NH3, HCl e Br2
2150 SiH4 apresentam as seguintes interações intermoleculares, res-
2200 CH4
pectivamente:
1 2 3 4 5
Período a) forças de London, dipolo-dipolo, ligação de hidrogênio
b) Isso ocorre devido à diferença de eletronegatividade, pois os
e dipolo induzido-dipolo induzido.
elementos pertencentes ao grupo 16 são mais eletronegativos b) dipolo-dipolo, ligação de hidrogênio, dipolo-dipolo e
que os da família 14, o que resulta em interações intermoleculares
mais intensas. dipolo induzido-dipolo induzido.
c) dipolo-dipolo, ligação de hidrogênio, ligação de hi-
drogênio e dipolo-dipolo.
3. (Uerj) Compostos de enxofre são usados em diversos
d) dipolo instantâneo-dipolo induzido, dipolo-dipolo, li-
processos biológicos. Existem algumas bactérias que
gação de hidrogênio, dipolo-dipolo.
utilizam, na fase da captação de luz, o H2S em vez de
e) dipolo instantâneo-dipolo induzido, dipolo-dipolo, li-
água, produzindo enxofre no lugar de oxigênio, confor-
gação de hidrogênio, dipolo-dipolo.
me a equação química:

6 CO2 1 12 H2S → C6H12O6 1 6 H2O 1 12 S

384
7. (ITA-SP) A tabela adiante apresenta os valores das tem-

REPRODUÇÃO/UFMG, 2007
peraturas de fusão (Tf) e de ebulição (Te) de halogênios e 200 Curva 1
haletos de hidrogênio.
Curva 2
100
Composto Tf (°C) Te (°C) I2
F2 2220 2188

Temperatura (¡C)
0
Cl2 2101 235 100 200 300
Br2
Br2 27 59 Massa molar / (g/mol)
2100
I2 114 184
Cl2
HF 283 20
2200
HCl 2115 285
HBr 289 267 F2

HI 251 235
Considerando-se as informações contidas nesse gráfi-
a) Justifique a escala crescente das temperaturas Tf e Te co e outros conhecimentos sobre o assunto, é correto
do F2 ao I2. afirmar que:
b) Justifique a escala decrescente das temperaturas Tf e

QUÍMICA
a) a temperatura de fusão das quatro substâncias está
Te do HF ao HCl.
indicada na curva 1.
c) Justifique a escala crescente das temperaturas Tf e Te
b) as interações intermoleculares no Cl2 são dipolo per-
do HCl ao HI.
a) Quanto maior for a massa da molécula, maior será a atração
manente-dipolo permanente.
intermolecular e maior será a temperatura de fusão e de ebulição,
c) as interações intermoleculares no F2 são menos inten-
pois mais intensa será a força de Van der Waals.
F2: Massa molecular 5 38,00 g/mol sas que no I2.

M—dulo 10
Cl2: Massa molecular 5 70,90 g/mol
d) o Br2 se apresenta no estado físico gasoso quando a
Br2: Massa molecular 5 159,82 g/mol
I2: Massa molecular 5 253,80 g/mol
temperatura é de 25 °C.
b) O HF forma ligações de hidrogênio mais intensas entre as suas e) o Cl2 se apresenta no estado físico líquido quando a
moléculas, elevando seu ponto de fusão e de ebulição.
c) Quanto maior a massa da molécula, maior será a temperatura de
temperatura é de 25 °C.
fusão e de ebulição.
HCl: Massa molecular 5 36,46 g/mol 9. (UFU-MG – Adaptada) O bromo, líquido castanho-aver-
HBr: Massa molecular 5 80,92 g/mol
melhado formado por moléculas apolares, ataca a pele
HI: Massa molecular 5 127,91 g/mol
do ser humano, causando feridas que cicatrizam muito
lentamente. Do grupo 17 da tabela periódica, à tempe-
ratura ambiente, este é o único líquido.
Em relação ao bromo, assinale a alternativa correta.
a) O bromo líquido é muito solúvel em água.
b) Uma solução de bromo em tetracloreto de carbono
não conduz corrente elétrica.
c) A intensa força de atração que atua entre as molécu-
las faz com que o bromo líquido tenha elevado ponto
Ligações intermoleculares

de fusão e ebulição.

8. (UFMG – Adaptada) Analise o gráfico, em que está re- d) As forças de atração que atuam entre as moléculas de
presentada a variação da temperatura de fusão e da bromo são do tipo dipolo-dipolo.
temperatura de ebulição em função da massa molar e) As forças de atração que atuam entre as moléculas de
para F2, Cl2, Br2 e I2, a 1 atm de pressão: bromo são do tipo ligação de hidrogênio.

385
10. (Unifesp) A geometria molecular e a polaridade das moléculas são conceitos importantes para predizer o tipo de força de
interação entre elas. Dentre os compostos moleculares nitrogênio, dióxido de enxofre, amônia, sulfeto de hidrogênio e
água, aqueles que apresentam o menor e o maior ponto de ebulição são, respectivamente,
a) SO2 e H2S.
b) N2 e H2O.
c) NH3 e H2O.
d) N2 e H2S.
e) SO2 e NH3.

11. (UFMG – Adaptada) Este quadro apresenta as temperaturas de fusão e de ebulição das substâncias Cl2, ICl e I2:

Substância Temperatura de fusão (°C) Temperatura de ebulição (°C)


Cl2 2102 235
ICl 127 197
I2 1113 1184

Considerando-se essas substâncias e suas propriedades, é correto afirmar que,


a) no ICl, as interações intermoleculares são mais fortes que no I2.
b) a 25 °C, o C2 é gasoso, o ICl é líquido e o I2 é sólido.
c) na molécula do ICl, a nuvem eletrônica está mais deslocada para o átomo de cloro.
d) no ICl, as interações intermoleculares são, exclusivamente, do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido.
e) no I2, as interações intermoleculares são, exclusivamente, do tipo dipolo permanente-dipolo permanente.

12. (PUC-MG – Adaptada) Sabe-se que um tipo importante de ligação que mantém as bases nitrogenadas ligadas no DNA
são aquelas circuladas na figura adiante. Observando-se o desenho a seguir, essas ligações são do tipo:

H3C O H — NH N



N—H N N

N açúcar


O Adenina
açúcar
Timina

a) covalente apolar.
b) ligações de hidrogênio.
c) covalente polar.
d) iônica.
e) Van der Waals.

13. (UFRRJ) Considere a seguinte tabela:

Substância Massa molar Ponto de fusão Ponto de ebulição


N2 28,0 g/mol –210 °C –196 °C
CF4 88,0 g/mol –150 °C –129 °C
HBr 81,0 g/mol –89 °C –67 °C
H2O 18,0 g/mol 0 °C 100 °C

386
Qual ou quais fatores justificam as diferenças de constantes físicas observadas neste grupo de compostos?
Os compostos N2 e CF4 são apolares e apresentam interações de Van der Waals ou dipolo induzido em seus estados líquido e
sólido. Essas interações são mais fracas e, consequentemente, as constantes físicas dos compostos são menores; o CF4, por ter
maior massa molecular, apresenta maiores valores de pontos de fusão e de ebulição do que o N2.
O HBr é uma molécula polar e apresenta interações do tipo dipolo-dipolo, que é uma interação intermolecular mais forte do que o dipolo
induzido.
A água é polar e apresenta ligações de hidrogênio (pontes de hidrogênio), que é uma interação intermolecular forte, mesmo para
moléculas com menor massa molecular, e as constantes físicas são altas.

14. (Ufscar-SP) A tabela apresenta os valores de ponto de ebulição (PE) de alguns compostos de hidrogênio
com elementos dos grupos 14, 15 e 16 da tabela periódica.

QUÍMICA
Grupo 14 Grupo 15 Grupo 16

Compostos PE (°C) Compostos PE (°C) Compostos PE (°C)

2o período CH4 X NH3 Y H2O 1100

3o período SiH4 2111 PH3 288 H2S 260

M—dulo 10
4o período GeH4 288 AsH3 262 H2Se Z

Os compostos do grupo 14 são formados por moléculas apolares, enquanto que os compostos dos grupos
15 e 16 são formados por moléculas polares.
Considerando as forças intermoleculares existentes nestes compostos, as faixas estimadas para os valores
de X, Y e Z são, respectivamente,
a) .2111, .288 e .260.
b) .2111, .288 e ,260.
c) ,2111, ,288 e .260.
d) ,2111, ,288 e ,260.
e) ,2111, .288 e .260.

ANOTA‚ÍES

Ligações intermoleculares

387
Número de
oxidação e

11
métodos de
balanceamento
Módulo de equações

OBJETOS DO CONHECIMENTO
• Número de oxidação
• Balanceamento de equações pelos métodos das
tentativas e de oxirredução
• Conceitos de oxidação, redução, agentes oxidante e redutor

HABILIDADES
• H24 - Utilizar códigos e nomenclaturas da química para caracterizar
materiais, substâncias ou transformações químicas.
• H25 - Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos
ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou
produção.
• Compreender números de oxidação.
• Compreender os conceitos relacionados à oxirredução.
• Entender os métodos de balanceamento.

388
PARA COMEÇAR

A Química é uma ciência cuja base são as transformações. As substâncias presentes na natureza
passam constantemente por mudanças em sua composição através da recombinação de seus
átomos, sempre em busca de uma situação mais estável. Como já vimos, as leis ponderais foram
propostas para explicar e justificar estas transformações de modo quantitativo e, assim, propor-
cionar uma melhor compreensão dos fenômenos que ocorrem à nossa volta.
Este capítulo se propõe a apresentar e desenvolver o conceito de número de oxidação, um dos
mais importantes para o entendimento de assuntos futuros, bem como mostrar dois importantes
métodos de balanceamento de equações: o das tentativas e o de oxirredução.

Relatório confirma que há problemas estruturais em pontes de Florianópolis

Documento foi entregue na quinta (22) para o Ministério Público do estado.


Edital deve ser lançado para que as obras de recuperação sejam iniciadas.

QUÍMICA
Um estudo feito nas pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, em Florianópolis, aponta pro-
blemas estruturais que podem comprometer a vida útil dos dois acessos e oferecer riscos à população.
A informação está em um relatório entregue ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na
quinta-feira (22). Segundo o documento, “qualquer acidente pode implicar, além do risco aos usuá-
rios, em paralisação da ponte, com sérias consequências para a população”. Entre as melhorias neces-
sárias nas duas pontes está a remoção de tubos que foram corroídos pela ferrugem devido à falta

M—dulo 11
de manutenção da estrutura. O problema também coloca em risco as fiações elétricas e a tubulação
de água que passam dentro da concretagem.
O relatório aponta ainda a necessidade de revestir estruturas metálicas que estão em avançado
estado de corrosão, vedar as fissuras em diversos pontos, principalmente nos pilares de sustentação,
e concretar partes que já não existem.
De acordo com o promotor de justiça Daniel Paladino, o relatório mostrou que a situação das pon-
tes de acesso à Ilha de Santa Catarina é grave. “Devemos nos preocupar e muito, o relatório aponta
que realmente a situação é bastante séria. Há uma série de problemas estruturais nas duas pontes,
fruto do tempo, mas principalmente da falta de manutenção. Problemas que vão desde a corrosão
extrema, severa, até problemas estruturais de toda a ordem, que se não forem reparados e corrigidos

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


em caráter de urgência podem se agravar ainda mais e ocasionar inclusive riscos aos usuários das
pontes”, pontua. O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Wanderley
Agostini, que havia afirmado que a situação estrutural das pontes não era tão grave, deu uma nova
versão após a divulgação do documento.
“É claro que os reparos são necessários, tanto que foi contratada esta empresa para fazer essa
vistoria na ponte e nos apresentar as necessidades na recuperação. Nós entendemos que existe a
necessidade e será feita a recuperação das pontes”, destaca.
Segundo Daniel Paladino, o MPSC deve realizar até a próxima semana uma audiência de conci-
liação com o Deinfra para definir prazos para a execução e conclusão das obras de recuperação dos
acessos da Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. Wanderley Agostini informou que um edital deve ser
lançado para que as obras sejam iniciadas.
Disponível em: <http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/01/
relatorio-confirma-que-ha-problemas-estruturais-em-pontes-de-florianopolis.html>. Acesso em: 24 jan. 2015.

389
PARA APRENDER

Número de oxidação (Nox)


Número de oxidação pode ser definido como a carga do íon em compostos iônicos e a carga do átomo
em compostos moleculares.
Quando átomos se unem através de ligações químicas, eles passam a apresentar uma carga, seja ela real
ou parcial. Analisemos dois exemplos:
I. NaCl

2
Na1 Cl

Como já foi visto anteriormente, o NaCl é um composto formado por ligações iônicas, cuja caracterís-
tica principal é a perda de elétrons de um elemento e o consequente ganho de elétrons de outro. Nesta
situação, o sódio de fato perdeu um elétron e o cloro, por sua vez, recebeu um elétron em sua eletrosfera.
Portanto, dizemos que o sódio, neste composto, assume uma carga real 11, enquanto o cloro assume
uma carga real 21.
II. HCl

δ1 δ2
H Ñ Cl

No caso do HCl, a ligação que une os seus átomos é covalente, ou seja, não há perda ou ganho de
elétrons por nenhum dos átomos, e sim compartilhamento entre eles. Porém, como o átomo de cloro é
mais eletronegativo que o átomo de hidrogênio, a nuvem eletrônica se desloca em direção a ele, polari-
zando a ligação. Sendo assim, o cloro assume uma carga parcial 21, enquanto o hidrogênio assume uma
carga parcial 11. Utilizamos o símbolo δ para designar carga parcial.
Independentemente do tipo de carga assumida pela espécie participante da ligação, real ou par-
cial, ela será denominada, daqui em diante, de número de oxidação, ou simplesmente Nox. O valor
do número de oxidação de cada átomo em um composto pode ser determinado através das ligações
que este átomo realiza ou, de uma maneira mais simples e rápida, através de algumas regras práticas, que
veremos a seguir.

Regras práticas para determinação do Nox


a) Os átomos de qualquer substância simples apresentarão Nox igual a zero.
Exemplos:

H2 → Nox(H) 5 0

O2 → Nox(O) 5 0

Fe → Nox(Fe) 5 0

390
b) A soma das cargas totais dos átomos em qualquer composto neutro será sempre igual a zero.
Exemplo:
H2SO4
Como não há regra prática específica para o enxofre, atribuiremos Nox igual a 1 1 para o hidrogênio e
Nox igual a 2 2 para o oxigênio. A explicação para essa atribuição está nos itens j e k, mais adiante. Como há
dois átomos de hidrogênio e quatro átomos de oxigênio neste composto, suas cargas totais serão iguais a
12 e 28, respectivamente. Para que a soma das cargas totais seja zero, o Nox do enxofre deverá ser igual a 1 6.

c) A soma das cargas totais das espécies em um íon será sempre igual à carga total deste íon.
Exemplo:
NO23
Como não há uma regra prática específica para determinar o Nox do nitrogênio, atribuiremos ao oxigênio
Nox igual a 2 2. Havendo três átomos de oxigênio, sua carga total será igual a 26. Neste caso, como se trata
de um íon, a soma das cargas totais dos átomos deve ser igual a 21 e, portanto, o Nox do nitrogênio será
igual a 15.
d) Metais alcalinos e a prata (Ag), quando não formarem substância simples, apresentarão Nox igual a 11.
Exemplos:

QUÍMICA
KBr
Como o potássio (K) é um metal alcalino, seu Nox será igual a 11. De acordo com a regra do item b, o Nox
do bromo (Br) deve ser igual a 21 para que a soma total das cargas seja igual a zero, uma vez que se trata de
um composto neutro.
Ag2S
A prata (Ag) apresenta Nox fixo igual a 11. Como no composto em questão há dois átomos de prata, a

Módulo 11
carga total referente a este elemento será igual a 12. Através da regra do item b, portanto, o Nox do enxofre
(S) deve ser igual a 22.
e) Metais alcalinoterrosos, zinco (Zn) e cádmio (Cd), quando não formarem substância simples, apresen-
tarão Nox igual a 12.
Exemplo:
BaCl2
O bário (Ba), por ser um metal alcalinoterroso, apresenta Nox fixo igual a 12. Sendo assim, a carga total re-
ferente ao cloro (Cl) deverá ser igual a 22, para que a soma das cargas dê zero. Porém, como há dois átomos
de cloro no composto, esta carga deve ser dividida entre eles e, dessa forma, o Nox do cloro será igual a 21.

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


f) O alumínio (Al), quando não formar substância simples, apresentará Nox igual a 13.
Exemplo:
Al2O3
O alumínio (Al) apresenta Nox fixo igual a 13. Como há dois átomos de alumínio no composto, sua carga
total é igual a 16. Portanto, a carga total referente ao oxigênio deve ser igual a 26, para que a soma das
cargas seja nula. Esta carga será dividida entre os três átomos de oxigênio e afirmaremos, assim, que o Nox
do oxigênio será igual a 22.
g) O flúor (F), quando não formar substância simples, apresentará Nox igual a 21.
Exemplo:
HgF2
O flúor (F) apresenta Nox fixo igual a 21. Como no composto há dois átomos de flúor, sua carga total será 22.
Para que a soma das cargas dê zero, o mercúrio (Hg) deverá apresentar Nox igual a 12.

391
h) Os halogênios, em compostos não oxigenados, apresentarão Nox igual a 21.
Exemplo:
CuCl2
Como neste composto não há oxigênio, podemos afirmar que o Nox do átomo de cloro (Cl), que é um
halogênio, é igual a 21. Havendo dois átomos de cloro no composto, sua carga total será igual a 22 e, por-
tanto, o Nox do átomo de cobre (Cu) será igual a 12, de modo que a soma total das cargas seja igual a zero.

i) Os calcogênios, em compostos não oxigenados, apresentarão Nox igual a 22.


Exemplo:
Fe2S3
Como neste composto não há oxigênio, podemos afirmar que o Nox do átomo de enxofre (S), que é um
calcogênio, é igual a 22. Havendo três átomos de enxofre no composto, sua carga total será igual a 26. As-
sim, a carga total referente ao ferro (Fe) deve ser igual a 16, e também deve ser dividida pelos dois átomos
que o composto apresenta. O Nox do átomo de ferro, portanto, será igual a 13.

j) Será atribuído Nox igual a 11 ao hidrogênio quando não houver regra prática para alguma outra espé-
cie participante do composto em questão.
Exemplos:
NH3
Como não há uma regra prática específica para determinar o Nox do nitrogênio, atribuiremos ao hidrogê-
nio Nox igual a 11. Havendo três átomos de hidrogênio no composto, sua carga total será igual a 13. Portan-
to, o Nox do nitrogênio será igual a 23 para que a soma das cargas seja nula.
NaH
Neste caso, existe uma regra prática específica para o sódio, que é metal alcalino e, por isso, apresenta
Nox igual a 11. Sendo assim, o hidrogênio apresentará Nox igual a 21 para que a soma das cargas seja igual
a zero.

k) Será atribuído Nox igual a 22 ao oxigênio quando não houver regra prática para alguma outra espécie
participante do composto em questão.
Exemplos:
K2Cr2O7
Neste caso, o potássio (K), por ser metal alcalino, apresenta Nox fixo igual a 11. Como há dois átomos
de potássio no composto, sua carga total será igual a 12. Porém, não há uma regra prática específica para o
cromo. Sendo assim, atribuiremos ao oxigênio Nox igual a 22 e, havendo sete átomos de oxigênio no com-
posto, sua carga total será igual a 214. Para que a soma das cargas totais do composto seja zero, a carga total
referente ao cromo deve ser igual a 112 e, havendo dois átomos de cromo no composto, o Nox do átomo de
cromo será igual a 16.
BaO2
Neste composto, o bário (Ba), por ser um metal alcalinoterroso, apresenta Nox fixo igual a 12. Para que a
soma das cargas totais deste composto seja zero, a carga total do oxigênio deve ser igual a 22. Porém, como
há dois átomos de oxigênio no composto, cada um deles apresentará Nox igual a 21.

As regras práticas apresentadas são formas rápidas de determinar o Nox de átomos em diferentes
compostos. Porém, vale lembrar que elas se aplicam a uma grande quantidade de compostos, mas
não a todos. Em alguns casos, as regras não se aplicarão e o Nox deverá ser determinado a partir das
ligações envolvidas no composto.

392
Número de oxidação médio
Como o próprio nome já pressupõe, o número de oxidação médio de um elemento é calculado a partir da
média aritmética dos números de oxidação de todos os seus átomos constituintes da molécula a ser analisada.
Vejamos um exemplo, no qual se deseja determinar o Nox médio do carbono na molécula do ácido acético.
H O



H—C—C



H O—H

Ao observarmos esta molécula, percebemos que ela apresenta dois átomos de carbono. Vamos determi-
nar o Nox de cada um deles, analisando as ligações que cada um realiza, individualmente.
O carbono que está mais à esquerda se liga a três átomos de hidrogênio, que são menos eletronegativos
que ele. Portanto, o carbono assumirá uma carga parcial 21 para cada uma dessas três ligações. Além disso,
este mesmo carbono ainda se liga ao outro átomo de carbono da molécula e, neste caso, não há diferença de
eletronegatividade entre os átomos, fazendo com que cada carbono assuma uma carga parcial zero devido a
essa ligação. Sendo assim, podemos afirmar que o Nox do carbono à esquerda é igual a 23.
Olhando agora para o carbono mais à direita na estrutura, percebemos que ele realiza, além da ligação

QUÍMICA
com o outro carbono, uma ligação dupla com um átomo de oxigênio e outra simples com um segundo oxigê-
nio. Como o átomo de carbono é menos eletronegativo que o oxigênio, ele assumirá cargas positivas nestas
ligações, fazendo com que o seu Nox seja igual a 13.
Se desejamos determinar o Nox médio do carbono, calculamos a média aritmética entre os Nox de todos
os átomos de carbono na molécula.
23 1 3
Nox médio (C) 5

Módulo 11
2
Nox médio (C) 5 0

Equações químicas
Como já vimos anteriormente, a Química é uma ciência baseada em transformações. Estes fenômenos,
que alteram tanto a composição quanto as propriedades dos compostos envolvidos, a partir de agora, serão
denominados reações químicas. São inúmeras as reações químicas que acontecem à nossa volta e até mes-
mo em nosso organismo, desde a digestão de alimentos até a queima de uma vela.

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


GLAYAN/SHUTTERSTOCK

MARIAN WEYO/SHUTTERSTOCK

Figura 1. O processo de digestão de alimentos envolve diversas Figura 2. A queima de uma vela é um exemplo de reação de
reações químicas. combustão.

393
Quando desejamos representar uma reação química no papel, utilizamos, para isso, alguns símbolos
característicos, que veremos a seguir. Esta representação será chamada de equação química e, em geral,
aparece da seguinte maneira:

A1B→C1D

Nesta representação genérica, queremos dizer que, no processo químico, as substâncias A e B se transfor-
mam nos compostos C e D. As substâncias representadas antes da seta indicativa da transformação (A e B) rece-
berão o nome de reagentes, enquanto aquelas representadas após a seta (C e D) serão chamadas de produtos.
É comum que, em algumas equações químicas, indiquemos, ao lado da substância participante, seu estado
de agregação naquele processo específico. Esses estados de agregação serão representados da seguinte
forma: (s) para sólido; (<) para líquido; (g) para gasoso; (v) para vapor; (aq) para aquoso (quando a substância
está dissolvida em água); e (c) para cristalino, indicando a característica do sólido. Vejamos um exemplo de
equação química em que alguns destes símbolos são apresentados.
C(s) 1 O2(g) → CO2(g)
Repare que, nesta equação, queremos dizer que o carbono utilizado como reagente se encontra no esta-
do sólido. Ele reage com o gás oxigênio para formar o CO2, produto que também se encontra, assim como
o oxigênio, no estado gasoso.
Algumas reações químicas ocorrem sob condições específicas e, muitas vezes, ao representarmos suas
equações químicas correspondentes, indicamos tais condições sobre a seta indicativa da transformação. Os
símbolos comumente usados são: (Δ) para indicar que o processo ocorre sob aquecimento e (λ) para indicar
a presença de luz no processo. Vejamos um exemplo.

CaCO 3 (s) → CaO(s) 1 CO 2 (g)
Nesta representação, é informado que a transformação do CaCO3, no estado sólido, em CaO (também
sólido) e gás carbônico, acontece sob aquecimento.
Além destas simbologias presentes nas equações químicas, é de extrema importância que respeitemos a
Lei de Conservação das Massas quando formos escrevê-las. Como já foi estudado, esta lei afirma que a maté-
ria se conserva em qualquer transformação, ou seja, que as quantidades de cada elemento utilizadas nos rea-
gentes devem ser exatamente iguais às suas quantidades nos produtos. Dessa forma, acrescentamos números
na frente de cada composto participante do processo para indicar a quantidade envolvida de cada um deles.
Estes números serão chamados de coeficientes estequiométricos. Vamos observar um exemplo a seguir.
2 H2(g) 1 O2(g) → 2 H2O(v)
Neste exemplo, podemos perceber que aparece o coeficiente 2 na frente do H2 e também na frente da
molécula de H2O. Eles indicam que, neste processo, para cada duas moléculas de H2 consumidas foi consu-
mida, simultaneamente, uma molécula de O2 e produzidas duas moléculas de H2O. É importante ressaltar
que, quando não representamos nenhum coeficiente em frente a um composto, estará implícito que ele é 1.
Mais adiante, veremos que esses coeficientes indicam o número de mols de moléculas envolvidas no proces-
so – mas este conceito será introduzido em um capítulo futuro.

Balanceamento de equações pelo método das tentativas


Toda equação química que representamos deve estar de acordo com a lei de conservação das massas e,
portanto, devemos inserir os coeficientes estequiométricos corretos à frente de cada substância, de modo
que as quantidades de cada um dos elementos nos reagentes sejam idênticas àquelas nos produtos. A esta
tarefa damos o nome de balanceamento da equação química.

394
Existem inúmeros métodos para balancear uma equação química e o mais simples e rápido deles é o que
chamamos de método das tentativas. Apesar de este nome passar a ideia de que se trata de um método
aleatório, existem algumas regras práticas que podemos seguir para realizar o balanceamento de forma mais
eficiente. São elas:
• 1a etapa: Atribuímos o coeficiente 1 à substância que apresenta o maior número de átomos;
• 2a etapa: Partindo desta substância, determinamos os coeficientes das outras, analisando elemento
por elemento, seguindo esta ordem: metais, ametais, carbono, hidrogênio e oxigênio;
• 3a etapa: Quando algum dos coeficientes for fracionário, podemos multiplicar toda a equação por um
mesmo valor, a fim de eliminar a fração e transformar todos os coeficientes em números inteiros.

É importante ressaltar que estas regras facilitam o balanceamento, mas em alguns casos não
serão capazes de realizá-lo e, portanto, deveremos utilizar outro método de balanceamento de equa-
ções, que veremos adiante.

Vamos aplicar estas regras a alguns exemplos apresentados a seguir.


Exemplo 1:

QUÍMICA
C2H6O 1 O2 → CO2 1 H2O

INSAGO/SHUTTERSTOCK
Esta equação representa a reação de
combustão do etanol (C2H6O), tão comum
em alguns veículos movidos por este com-
bustível. Para balanceá-la, vamos seguir os
passos apresentados.

M—dulo 11
Figura 3. A queima do etanol
combustível tem como produtos
principais o dióxido de carbono
(CO2) e a água (H2O).

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


Em primeiro lugar, observamos que o composto com o maior número de átomos é o C2H6O e, por isso,
atribuiremos a ele o coeficiente 1.
1 C2H6O 1 O2 → CO2 1 H2O
Em seguida, podemos observar que, entre os reagentes, há dois átomos de carbono no total. Sendo
assim, também deve haver dois átomos de carbono entre os produtos e, para tal, atribuiremos coeficiente 2
ao CO2.
1 C2H6O 1 O2 → 2 CO2 1 H2O
Analisando o hidrogênio, percebemos que há 6 átomos de hidrogênio entre os reagentes. Para que haja
também 6 hidrogênios entre os produtos, atribuiremos coeficiente 3 para a molécula de H2O.
1 C2H6O 1 O2 → 2 CO2 1 3 H2O
Por último, observamos que, entre os produtos, há um total de 7 átomos de oxigênio. Como, entre os rea-
gentes, já temos 1 átomo deste elemento na molécula de C2H6O, restam 6 átomos e, para tal, atribuiremos:
1 C2H6O 1 3 O2 → 2 CO2 1 3 H2O

395
Exemplo 2:

PHOTOTAKE INC./ALAMY/GLOW IMAGES


Ca(OH)2 1 H3PO4 → Ca3(PO4)2 1 H2O
Esta equação mostra um processo de neutralização
muito utilizado em tratamento de resíduos industriais. Va-
mos ao seu balanceamento.
Inicialmente, atribuiremos coeficiente 1 ao composto
Ca3(PO4)2, que apresenta o maior número de átomos.
Ca(OH)2 1 H3PO4 → 1 Ca3(PO4)2 1 H2O
Passando à análise do átomo de cálcio, observamos
que há três deles entre os produtos e, portanto, atribuire-
mos o coeficiente 3 ao composto Ca(OH)2.
3 Ca(OH)2 1 H3PO4 → 1 Ca3(PO4)2 1 H2O
Como esta equação apresenta dois átomos de fósfo-
ro entre os produtos, atribuiremos coeficiente 2 ao com-
posto H3PO4.
3 Ca(OH)2 1 2 H3PO4 → 1 Ca3(PO4)2 1 H2O
Analisando os átomos de hidrogênio, há 12 deles en-
tre os reagentes e, por isso, atribuiremos coeficiente 6 à
molécula de H2O.
3 Ca(OH)2 1 2 H3PO4 → 1 Ca3(PO4)2 1 6 H2O
Conferindo os átomos de oxigênio, atestamos que há
14 deles entre os reagentes e também entre os produtos.
Figura 4. Realização de processo de
Portanto, o balanceamento foi realizado corretamente. neutralização em laboratório.

Exemplo 3:
H2O2 → H2O 1 O2
Esta equação representa a decomposição do peróxido de hidrogênio (H2O2), cuja solução é conhecida
popularmente como água oxigenada, muito utilizada como antisséptico. Vamos ao seu balanceamento.
SCHANKZ/SHUTTERSTOCK

Figura 5. O peróxido
de hidrogênio (H2O2)
pode ser utilizado como
antisséptico.

Em primeiro lugar, atribuiremos coeficiente 1 ao H2O2, uma vez que este é o composto com maior número
de átomos.
1 H2O2 → H2O 1 O2
Em seguida, passamos ao hidrogênio. Entre os reagentes, há dois átomos de hidrogênio e, por isso, atri-
buiremos coeficiente 1 à molécula de H2O nos produtos.
1 H2O2 → 1 H2O 1 O2

396
Por último, analisamos o oxigênio. Entre os reagentes, encontramos dois átomos de oxigênio e, para que
1
este valor total ocorra também entre os produtos, atribuiremos coeficiente à molécula de O2.
2
1
1 H2O2 → 1 H2O 1 O
2 2
Como a molécula de O2 aparece com coeficiente fracionário, poderemos eliminá-lo multiplicando toda a
equação por 2. Sendo assim, teremos o seguinte:
2 H2O2 → 2 H2O 1 1 O2

Reações de oxirredução
Uma reação é dita de oxirredução quando ocorre variação de Nox das espécies químicas envolvidas. Nes-
sas reações, espécies aumentam e diminuem o Nox. Vejamos alguns exemplos:
0 11 12 0
Zn 1 2 HCl → ZnCl2 1 H2
O Nox do zinco passou de 0 para 12, enquanto o Nox do hidrogênio passou de 11 para 0.
0 0 14 22
C 1 O2 → CO2

QUÍMICA
O Nox do carbono passou de 0 para 14, enquanto o Nox do oxigênio passou de 0 para 22.

Conceitos
Para compreendermos uma reação de oxirredução e seu respectivo método de balanceamento alguns

M—dulo 11
conceitos são necessários. O principal é:

A quantidade de elétrons permanece constante, ou seja, o número de elétrons recebidos é igual


ao número de elétrons perdidos.

Além desse, há outros conceitos importantes:

Oxidação:
Aumento do Nox e perda de elétron (e).

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


Exemplo:

20
Ca0 (e2 5 20) → 20Ca12 (e2 5 18)
O Nox do cálcio passou de 0 para 12 e a quantidade de elétrons, de 20 para 18.

Redução:
Diminuição do Nox e ganho de elétron (e2).
Exemplo:

17
Cl0(e2 5 17) → 17Cl2 (e2 5 18)
O Nox do cloro passou de 0 para 21 e a quantidade de elétrons, de 17 para 18.
• Elemento oxidado ou redutor: aquele cujo Nox aumenta.
• Elemento reduzido ou oxidante: aquele cujo Nox diminui.
• Agente redutor: substância reagente que contém o elemento que sofre oxidação (aumenta o Nox).
• Agente oxidante: substância reagente que contém o elemento que sofre redução (diminui o Nox).

397
Método de balanceamento de uma equação de oxirredução
No balanceamento das equações de oxirredução, o princípio fundamental é que a quantidade de elé-
trons recebidos é igual à quantidade de elétrons perdidos. A partir disso, o processo pode ser feito nas
seguintes etapas:
• 1a etapa: identificar os elementos que alteram Nox no sentido do reagente para o produto.
• 2a etapa: fazer a variação do Nox em módulo e multiplicar pela quantidade de átomos do elemento que
altera o Nox.
• 3a etapa: atribuir como coeficiente estequiométrico do agente redutor um valor igual à variação do
número total de elétrons ganhos pelo elemento reduzido, e vice-versa. Simplificar quando possível.
• 4a etapa: completar o balanceamento pelo método das tentativas.
Vejamos alguns exemplos:
Exemplo 1:
0 15 15 12
P 1 HNO3 1 H2O → H3PO4 1 NO

As variações de Nox em módulo são:


P: Δ 5 |15 2 0| 5 |15| 5 5ep (elétrons perdidos)
N: Δ 5 |12 2 (15)| 5 |23| 5 3eg (elétrons ganhos)
Como o número de elétrons perdidos deve ser igual ao número de elétrons recebidos, devemos atribuir
o Δ de cada espécie como coeficiente da outra em que houve variação do Nox, ou seja, o coeficiente do P
passa a ser 3, enquanto o coeficiente do HNO3 passa a ser 5.
3 P 1 5 HNO3 1 H2O → H3PO4 1 NO
Os demais coeficientes são determinados pelo método das tentativas, que fica bem mais simples agora:
3 P 1 5 HNO3 1 2 H2O → 3 H3PO4 1 5 NO
Agente oxidante: HNO3
Agente redutor: P
Elemento oxidado ou redutor: P
Elemento reduzido ou oxidante: N
Exemplo 2:
0 11 15 21
Br2 1 HClO 1 H2O → HBrO3 1 HCl

As variações de Nox em módulo são:


Cl: Δ 5 2eg (elétrons ganhos)
Br: Δ 5 5ep (elétrons perdidos)
Como há dois átomos de bromo no reagente devemos multiplicar a variação do bromo por 2 e iniciar o
balanceamento pelos reagentes:
Cl: Δ 5 2eg
Br: Δ 5 10 ep
Como há possibilidade de simplificação, ela deve ser efetuada para que possamos utilizar os menores
coeficientes inteiros. Com isso, as variações finais são:
Cl: Δ 5 1eg
Br: Δ 5 5 ep

398
Visto que o número de elétrons perdidos deve ser igual ao número de elétrons recebidos, devemos atri-
buir o Δ de cada espécie como coeficiente da outra em que houve variação do Nox, ou seja, o coeficiente do
HClO passa a ser 5, enquanto o coeficiente do Br2 passa a ser 1.

1 Br2 1 5 HClO 1 H2O → HBrO3 1 HCl

Os demais coeficientes são determinados pelo método das tentativas.

Br2 1 5 HClO 1 H2O → 2 HBrO3 1 5 HCl

Agente oxidante: HClO


Agente redutor: Br2
Elemento oxidado ou redutor: Br
Elemento reduzido ou oxidante: Cl
Exemplo 3:
17 21 21 22 21 0
KMnO4 1 HCl → KCl 1 MnCl2 1 Cl2 1 H2O
As variações de Nox em módulo são:
Mn: Δ 5 5eg (elétrons ganhos)

QUÍMICA
Cl: Δ 5 1ep (elétrons perdidos)
Aqui há um complicador. Repare que apenas os átomos de cloro que vão do HCl para o Cl2 sofrem oxida-
ção; portanto, somente estes participam da transferência de elétrons. Quando isso acontecer, devemos ini-
ciar o balanceamento pelos produtos da equação; como no produto há dois átomos de cloro (Cl2), devemos
multiplicar a variação do cloro por 2. Repare que somente utilizaremos o átomo de cloro que altera o Nox para

M—dulo 11
o cálculo da variação, ou seja, o cloro do Cl2.
Mn: Δ 5 5eg
Cl: Δ 5 1ep? 2 5 2ep
Como o número de elétrons perdidos deve ser igual ao número de elétrons recebidos, devemos atribuir
o Δ de cada espécie como coeficiente da outra em que houve variação do Nox, ou seja, o coeficiente do MnCl2
passa a ser 2, enquanto o coeficiente do Cl2 passa a ser 5. Lembre-se de que estamos iniciando o balancea-
mento pelos produtos.

KMnO4 1 HCl → KCl 1 2 MnCl2 1 5 Cl2 1 H2O

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


Os demais coeficientes são determinados pelo método das tentativas:

2 KMnO4 1 16 HCl → 2 KCl 1 2 MnCl2 1 5 Cl2 1 8 H2O

Agente oxidante: KMnO4


Agente redutor: HCl
Elemento oxidado ou redutor: Cl
Elemento reduzido ou oxidante: Mn
Exemplo 4:
0 15 12 15 12
Cu 1 HNO3 → Cu(NO3)2 1 NO 1 H2O
As variações de Nox em módulo são:
N: Δ 5 3eg (elétrons ganhos)
Cu: Δ 5 2ep (elétrons perdidos)

399
Repare que apenas os átomos de nitrogênio que vão do HNO3 para o NO sofrem redução; portanto,
somente esses participam da transferência de elétrons. Quando isso acontecer, devemos iniciar o balancea-
mento pelos produtos da equação. Observe que somente utilizaremos o átomo de nitrogênio que altera o
Nox para o cálculo da variação, ou seja, o nitrogênio do NO. Já que o número de elétrons perdidos deve ser
igual ao número de elétrons recebidos, devemos atribuir o Δ de cada espécie como coeficiente da outra em
que houve variação do Nox, ou seja, o coeficiente do Cu(NO3)2 passa a ser 3, enquanto o coeficiente do NO
passa a ser 2. Lembre-se de que estamos iniciando o balanceamento pelos produtos.

Cu 1 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 1 2 NO 1 H2O

Os demais coeficientes são determinados pelo método das tentativas:

3 Cu 1 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 1 2 NO 1 4 H2O

Agente oxidante: HNO3


Agente redutor: Cu
Elemento oxidado ou redutor: Cu
Elemento reduzido ou oxidante: N
Exemplo 5:
16 24 13 26
Cr2SO722 1 SO322 1 H3O1 → Cr31 1 SO422 1 H2O
As variações de Nox em módulo são:
Cr: Δ 5 3eg (elétrons ganhos)
S: Δ 5 2ep (elétrons perdidos)
Como há dois átomos de cromo no reagente, devemos multiplicar a variação do cromo por 2 e iniciar o
balanceamento pelos reagentes.
Cr: Δ 5 6eg
S: Δ 5 2ep
Como há possibilidade de simplificação, devemos fazê-la para utilizarmos os menores coeficientes intei-
ros. Com isso, as variações finais são:
Cr: Δ 5 3eg
S: Δ 5 1ep
Uma vez que o número de elétrons perdidos deve ser igual ao número de elétrons recebidos, devemos
atribuir o Δ de cada espécie como coeficiente da outra em que houve variação do Nox, ou seja, o coeficiente
do Cr2O722 passa a ser 1, enquanto o coeficiente do SO322 passa a ser 3:

1 Cr2O722 1 3 SO322 1 H3O1 → Cr31 1 SO422 1 H2O

Os coeficientes do Cr e do S são determinados por tentativa:

1 Cr2O722 1 3 SO322 1 H3O1 → 2 Cr31 1 3 SO422 1 H2O

Podemos reparar que não possuímos a quantidade total de átomos de oxigênio e hidrogênio em ne-
nhum dos lados, o que impossibilita a continuidade do balanceamento por tentativas. Nesses casos, aplica-
remos o seguinte princípio:

O total de cargas dos reagentes é igual ao total de cargas dos produtos

Para isso, basta multiplicarmos a carga pelo coeficiente. Vamos colocar X no lugar do único íon sem coe-
ficiente, ou seja, do H3O1.

400
Vejamos:
• 1 Cr2O722 → 1 ? (22) 5 22
• 3 SO322 → 3 ? (22) 5 26
• X H3O1 → X ? (11) 5 1X
• 2 Cr31 → 2 ? (13) 5 16
• 3 SO422 → 3 ? (22) 5 26
• H2O → não tem carga; logo, é zero.
Como o total de cargas dos reagentes é igual ao total de cargas dos produtos:
(22) 1 (26) 1 X 5 6 1 (26) → X 5 18

1 Cr2O722 1 3 SO322 1 8 H3O1 → 2 Cr31 1 3 SO422 1 H2O

Os demais coeficientes são determinados pelo método das tentativas:

1 Cr2O722 1 3 SO322 1 8 H3O1 → 2 Cr31 1 3 SO422 1 12 H2O

Agente oxidante: Cr2O722

QUÍMICA
Agente redutor: SO322
Elemento oxidado ou redutor: S
Elemento reduzido ou oxidante: Cr

M—dulo 11
SITUAÇÃO-PROBLEMA

Antioxidantes podem promover progressão do melanoma, diz estudo

Câncer evoluiu mais rápido entre roedores que receberam antioxidante.


Em pessoas saudáveis, molécula é associada a retardo do envelhecimento.

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


Os antioxidantes, moléculas associadas com a melhora da saúde das células e o retardo do envelhecimento, poderiam ter um
efeito negativo sobre o melanoma, o tipo mais mortal de câncer de pele, facilitando a propagação das metástases. É o que diz
um estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista britânica Nature. As metástases ocorrem quando células cancerosas permi-
tem a um câncer inicial propagar-se para outras partes do corpo. Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa sobre as
Crianças, com sede em Dallas, nos Estados Unidos, transplantou células humanas de melanoma sobre camundongos transgênicos
e descobriu que o câncer se desenvolvia mais rápido entre aquelas que receberam injeções de antioxidantes do que entre aquelas
que não haviam recebido. “Nossos resultados sugerem que os antioxidantes favorecem a progressão da doença, ao menos no caso
no melanoma, estimulando as metástases”, concluem os autores no final do estudo.

Outros estudos
Esta não é a primeira vez que uma relação entre antioxidantes e desenvolvimento do câncer é colocada em evidência pela
equipe. Em 2014, pesquisadores suecos mostraram que o consumo de suplementos alimentares antioxidantes, mais especifica-
mente a vitamina E, acelerava o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas ou cânceres precoces do pulmão nos camundongos e
nas células humanas em laboratório.
Estudos mais antigos constatavam um efeito similar de antioxidantes sobre os cânceres de mama e de próstata.

401
Neutralização de radicais livres
Os antioxidantes, que podem ser encontrados na alimentação (vitaminas A, C e E), mas também sob a forma de suplementos ali-
mentares, permitem neutralizar os radicais livres das moléculas (ou estresse oxidativo) responsáveis pelo envelhecimento dos tecidos.
Os pesquisadores pensaram durante muito tempo que as substâncias antioxidantes poderiam ajudar na prevenção do câncer, mas
diversos testes clínicos “tiveram que ser interrompidos porque os pacientes que recebiam antioxidantes morriam mais rapidamente
do que os outros”, explicou Sean Morrison, principal autor do estudo. A explicação seria, segundo ele, que as células cancerosas
“aproveitariam mais os antioxidantes do que as células normais”. Até o momento, contudo, o risco de propagação das metástases não
foi comprovado nos seres humanos, apenas nos camundongos que receberam injeções diárias de um precursor da glutationa (protetor
celular do estresse oxidativo). Este estresse oxidativo, considerado nefasto em pessoas saudáveis, poderia – ao contrário – ser bastante
benéfico numa pessoa afetada pelo melanoma, explicam os pesquisadores. Eles explicam, ainda, que os resultados poderiam abrir o
caminho para tratamentos de pró-oxidantes que permitam evitar a propagação de metástases. “Uma das abordagens possíveis seria
mirar o caminho que as células do melanoma usam para sobreviver ao estresse oxidativo”, ressaltou Morrison.

Antioxidantes
Endocrinologista Alfredo Halpem e nutricionista Andréia Naves explicam o que
são e quais os benefícios

Radicais livres
Os radicais livres são substâncias produzidas A produção equilibrada de radicais
pela própria reação de respiração celular, a livres é importante para nossa
qual ocorre dentro das células do organismo, sobrevivência, o problema está na
mais especificamente nas mitocôndrias. produção excessiva.

RESPIRAÇÃO CELULAR
Mitocôndria

Água (H2O)

Dióxido de carbono (CO2)


Radical livre
Molécula instável (com elétron solitário),
tem a necessidade de se estabilizar
Célula humana captando elétrons de outras moléculas.

Antioxidantes
Moléculas capazes de evitar a Antioxidante Radical livre
oxidação de estruturas do organismo. É capaz de neutralizado
neutralizar os
PODEM SER radicais livres
Endógenos: produzidos pelo próprio organismo e impedir danos
Exógenos: adquiridos através da alimentação à saúde.

Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/10/antioxidantes-podem-promover-


progressao-do-melanoma-diz-estudo.html>. Acesso em: 29 dez. 2015.

402
ATIVIDADE PRÁTICA

Escurecimento e limpeza de objetos de prata


Objetivo:
Observar o fenômeno de oxidação e relacionar com o conteúdo aprendido em aula.
Material:
• Objeto de prata ou recoberto por prata (brinco, acessórios de prata).
• 1 béquer de 500 mL ou um frasco de vidro.
• 3 ovos.
• Fonte de calor.
• 1 copo tipo americano
• Papel-alumínio.
• 1 colher de sopa.
• Sal de cozinha (cloreto de sódio, NaCl).
• Água.
• Papel toalha ou lenço de papel.
• Flanela.

QUÍMICA
Procedimento experimental:
ESCURECIMENTO DE UM OBJETO DE PRATA
• Colocar certa quantidade de água em um béquer, suficiente para o cozimento de três ovos.
• Após 12 minutos de aquecimento, quando os ovos já estiverem cozidos, dar leves batidas neles, com
auxílio de uma colher, até que se observem rachaduras na casca, deixando parte da clara exposta.
• Inserir o objeto de prata no recipiente com os ovos e deixar em cozimento por 25 minutos.

Módulo 11
• Parar o cozimento, retirar o objeto de prata, lavar com água da torneira e observar o resultado.
LIMPEZA DE OBJETO DE PRATA
• Aquecer 250 mL de água até a fervura.
• Adicionar 1 colher (sopa) de sal de cozinha e misturar bem.
• Forrar a parte interna de um copo tipo americano com papel-alumínio e colocar a solução preparada
anteriormente.
• Inserir o objeto de prata e deixar reagir por três minutos.
• Retirar o objeto de prata e lavar com água em abundância.
• Secar com papel toalha ou lenço de papel e lustrar com uma flanela.

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


• Observar o resultado.
Analise e discuta:
• Explique o processo de escurecimento da prata, utilizando equações químicas.
• Explique o processo de limpeza da prata, utilizando equações químicas.
Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc30/11-EEQ-4407.pdf>. Acesso em: 3 jun. 2016.

PARA CONCLUIR
Neste módulo, aprendemos o conceito de número de oxidação, bem como os métodos de
balanceamento de equações por tentativa e por oxirredução.

403
Veja, no Manual do Professor, o gabarito comentado das quest›es sinalizadas com asterisco.

PRATICANDO O APRENDIZADO

1. (PUC-MG) Numere a segunda coluna de acordo com a (óxido nítrico) e NO2 (dióxido de nitrogênio). O NO (óxi-
primeira, relacionando o elemento sublinhado com seu do nítrico) pode ser obtido na reação entre a prata me-
número de oxidação (Nox). tálica e o ácido nítrico (HNO3), como mostra a reação
abaixo, não equilibrada.
1. Al2S3 ( ) 21
Ag 1 HNO3 → AgNO3 1 NO 1 H2O
2. K2S ( )0
Em relação à obtenção do NO (óxido nítrico), assinale a
3. SrCl2 ( ) 11 alternativa correta.
4. KF ( ) 12 a) Na reação, o agente oxidante é a prata.
5. O3 ( ) 13 b) O HNO3 é o agente oxidante.
c) Na reação, o nitrogênio do AgNO3 sofre oxidação.
A sequência correta encontrada é:
d) O número de oxidação do nitrogênio no HNO3 é igual
a) 4 – 5 – 3 – 2 – 1.
a 14.
b) 4 – 5 – 2 – 3 – 1.
e) A equação, depois de balanceada, apresenta soma
c) 2 – 3 – 5 – 4 – 1. dos coeficientes dos menores números inteiros igual
d) 2 – 3 – 5 – 1 – 4. a 23.
e) 3 – 2 – 5 – 1 – 4.
4. (PUC-PR – Adaptada) O sulfato de potássio e o perman-
2. (IFBA) O mineral esfalerita, composto de sulfeto de zin- ganato de potássio são duas importantes substâncias. O
co (ZnS), é usado em telas de raios X e em tubos de raios sulfato de potássio é utilizado na agricultura como um
catódicos, pois emite luz por excitação causada por fei- dos constituintes dos fertilizantes, pois ajuda na aduba-
xe de elétrons. Uma das etapas da obtenção do metal
ção das culturas que estão com carência de potássio,
pode ser representada pela seguinte equação química
ao passo que o permanganato de potássio é utilizado
não balanceada:
no tratamento da catapora, pois ajuda a secar os feri-
ZnO(s) 1 SO2(g) → ZnS(s) 1 O2(g) mentos causados pela doença. A reação a seguir mostra
Nessa equação, se o coeficiente estequiométrico da uma maneira de produzir o sulfato de potássio a partir
esfalerita for 2, os coeficientes estequiométricos, em do permanganato de potássio. Considerando as infor-
números mínimos e inteiros, do oxigênio, do óximo de mações apresentadas e a análise da reação não balan-
zinco e do dióxido de enxofre serão, respectivamente: ceada, assinale a alternativa correta.
a) 2, 2 e 2.
KMnO4(aq) 1 H2SO4(aq) 1 H2O2(aq) → K2SO4(aq) 1
b) 2, 2 e 3.
H2O(,) 1 MnSO4(aq) 1 O2(g)
c) 2, 3 e 3.
d) 3, 2 e 2. a) O permanganato de potássio (KMnO4) ajuda na cura
da catapora, pois é um importante agente redutor.
e) 3, 3 e 3.
b) Todo o oxigênio produzido provém do ácido sulfúrico
3. (IFPE) Os óxidos de nitrogênio, importantes poluentes (H2SO4) e do permanganato de potássio (KMnO4).
atmosféricos, são emitidos como resultado da combus-
c) Considerando a reação balanceada, há uma troca de
tão de qualquer substância que contenha nitrogênio e
3 mols de elétrons entre o oxidante e o redutor.
são introduzidos na atmosfera pelos motores de com-
bustão interna, fornos, caldeiras, estufas, incineradores d) A água oxigenada (H2O2) é o agente oxidante da reação.
utilizados pelas indústrias químicas e pela indústria de e) Na reação balanceada, a soma dos menores coefi-
explosivos. Os principais óxidos de nitrogênio são: NO cientes inteiros é igual a 26.

404
5. (IFSP) O ácido maleíco – C2H2(COOH)2 – pode ser total- a) 1, 4, 3, 2.
mente queimado, segundo a equação: b) 1, 4, 2, 3.
C2H2(COOH)2 1 O2 → CO2 1 H2O c) 1, 2, 4, 3.

Se essa equação for corretamente balanceada, os coefi- d) 1, 3, 4, 2.


cientes são os seguintes: e) 2, 3, 4, 1.

DESENVOLVENDO HABILIDADES

1. ENEM A aplicação excessiva de fertilizantes nitrogena- corrosão e no estudo da eletroquímica. Dada a equação
C3
H9
dos na agricultura pode acarretar alterações no solo e na não balanceada:
água pelo acúmulo de compostos nitrogenados, princi-
As2S3 1 HNO3 1 H2O → H3AsO4 1 H2SO4 1 NO
palmente a forma mais oxidada, favorecendo a prolife-
ração de algas e plantas aquáticas e alterando o ciclo do Marque a única afirmação verdadeira.

QUÍMICA
nitrogênio, representado no esquema.
a) Representa uma reação de auto-oxirredução.
b) Indica uma reação de oxirredução parcial.
N2
c) Dois elementos sofrem oxidação e um elemento sofre
I V
redução.
d) Quando balanceada, a soma de seus coeficientes é 76.
NH3 NO23

M—dulo 11
e) O agente oxidante é a água.

II IV
3. (UFRGS-RS) Postar fotos em redes sociais pode contri-
III C3 buir com o meio ambiente. As fotos digitais não utilizam
NH14 NO22 H10
mais os filmes tradicionais; no entanto, os novos proces-
sos de revelação capturam as imagens e as colocam em
papel de fotografia, de forma semelhante ao que ocor-
A espécie nitrogenada mais oxidada tem sua quantida-
ria com os antigos filmes. O papel, então, é revelado
de controlada por ação de microrganismos que promo-
com os mesmos produtos químicos que eram utilizados
vem a reação de redução dessa espécie, no processo

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


anteriormente.
denominado desnitrificação.
O quadro abaixo apresenta algumas substâncias que
O processo citado está representado na etapa
podem estar presentes em um processo de revelação
a) I.
fotográfica.
b) II.
c) III. SUBSTÂNCIA FÓRMULA
d) IV.
Brometo de prata AgBr
e) V.
Tiossulfato de sódio Na2S2O3
2. (Uece – Adaptada) O conhecimento dos conceitos de
Sulfito de sódio Na2SO3
C7 oxidação e redução é de fundamental importância no
H24
estudo da biologia molecular associado à fotossíntese e Sulfato duplo de alumínio e potássio KAl(SO4)2
à respiração, na redução de minerais para a obtenção de
metais, em cálculos estequiométricos, na prevenção da Nitrato de prata AgNO3

405
Sobre essas substâncias, é correto afirmar que os áto- ção química abaixo, a soma dos menores coeficientes
mos de estequiométricos inteiros dos reagentes é:
a) prata no AgBr e no AgNO3 estão em um mesmo esta- MnO24 (aq) 1 Fe21(aq) 1 H1(aq) → Mn21(aq) 1 H2O 1
do de oxidação. 1 Fe31(aq)

b) enxofre no Na2S2O3 e no Na2SO3 estão em um mesmo a) 10.


estado de oxidação. b) 3.
c) sódio no Na2S2O3 estão em um estado mais oxidado c) 14.
do que no Na2SO3. d) 5.
d) enxofre no Na2S2O3 estão em um estado mais oxida- e) 20.
do do que no Na2SO3.
7. (EsPCEx-SP) O cobre é uma substância que possui eleva-
e) oxigênio no KAl(SO4)2 estão em um estado mais oxi- C5 do potencial de redução e no seu estado metálico sofre
H18
dado do que no AgNO3. pouco em termos de oxidação frente a ácidos, não sen-
do oxidado pela maioria deles. Todavia, ele é oxidado
4. (IFSul-RS – Adaptada) O ferro, na presença de ar úmi- na presença de ácido nítrico, conforme mostra a equa-
C7 do ou de água que contém gás oxigênio dissolvido, se ção não balanceada de uma das possíveis reações:
H25
transforma num produto denominado ferrugem, que
Cu(s) 1 HNO3(aq) → Cu(NO3)2(aq) 1 NO(g) 1 H2O(,)
não tem fórmula conhecida, mas que contém a substân-
cia Fe2O3. Após o balanceamento da equação com os coeficientes
O número de oxidação do ferro do composto acima ci- estequiométricos (menores números inteiros), a soma
tado é destes coeficientes será igual a

a) 0. a) 14.

b) 11. b) 18.

c) 12. c) 20.

d) 13. d) 24.

e) 14. e) 26

8. (IFSul-RS – Adaptada) Leia o texto abaixo e responda à


5. (FGV-SP) As fosfinas – PH3 – são precursoras de compos-
C7 questão a seguir.
H25
C7 tos empregados na indústria petroquímica, de minera-
H25
ção e hidrometalurgia. Sua obtenção é feita a partir do O cloro é empregado para potabilizar a água de consu-
fósforo elementar, em meio ácido, sob elevada pressão, mo dissolvendo-o nela. Também é usado como oxidan-
e a reação se processa de acordo com te, branqueador e desinfetante. É gasoso e muito tóxico
(neurotóxico), foi usado como gás de guerra na Primeira
P4 1 H2O → PH3 1 H3PO4
e na Segunda Guerra Mundial. Ele pode ser obtido, de
A soma dos menores valores inteiros dos coeficientes acordo com a reação não balanceada:
estequiométricos dessa equação corretamente balan-
ceada é igual a MnO2 1 HCl → MnCl2 1 H2O 1 Cl2

a) 10. Os coeficientes (menores números inteiros possíveis)


b) 11. que tornam a reação balanceada são, respectivamente,
c) 15. iguais a
d) 22. a) 1; 2; 1; 1; 1.
e) 24. b) 1; 4; 1; 2; 1.
c) 2; 6; 2; 1; 1.
6. (Acafe-SC – Adaptada) Íons Fe21 podem ser quantifica-
2
C7 dos em uma reação de oxirredução com íons MnO pa- d) 2; 8; 2; 1; 2.
H24 4
dronizados em meio ácido. Uma vez balanceada a equa- e) 2; 6; 4; 1; 2.

406
9. (UFSC – Adaptada) A partir de 2014, todos os carros que saírem das fábricas no Brasil deverão conter, de série, os itens
C1 de segurança airbag e freios com ABS. O airbag é formado por um dispositivo que contém azida de sódio (NaN ), nitrato
H2 3
de potássio (KNO3) e dióxido de silício (SiO2). Este dispositivo está acoplado a um balão, que fica no painel do automó-
vel. Quando ocorre uma colisão, sensores instalados no para-choque do automóvel e que estão ligados ao dispositivo
com azida de sódio emitem uma faísca, que aciona a decomposição do NaN3. Alguns centésimos de segundo depois, o
airbag está completamente inflado, salvando vidas. O esquema abaixo mostra os componentes de um airbag:

REPRODU‚ÌO/UFSC, 2014

QUÍMICA
Disponível em: <http://carros.hsw.uol.com.br/airbag.htm>.
Acesso em: 21 ago. 2013. Adaptado.

Seguem abaixo as equações químicas não balanceadas que representam as etapas de funcionamento do airbag.

M—dulo 11
I. Decomposição do NaN3:
NaN3(s) → Na(s) 1 N2(g)
II. Inativação do sódio metálico através da reação com KNO3:
Na(s) 1 KNO3(s) → K2O(s) 1 Na2O(s) 1 N2(g)
III. Ação do SiO2 formando silicatos alcalinos:
K2O(s) 1 Na2O(s) 1 SiO2(s) → silicatos alcalinos
Assinale a proposição correta.
a) Em I, a soma dos menores coeficientes estequiométricos inteiros da equação química balanceada é 13.

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


b) A azida de sódio apresenta ligações covalentes entre o átomo de sódio e o grupo azida.
c) Em II, o número de oxidação do nitrogênio no nitrato de potássio é 15.
d) Em I, o sódio sofreu oxidação e o nitrogênio sofreu redução.
e) Em III, no dióxido de silício (SiO2) o número de oxidação do silício é 12.

10. (Uema) O bafômetro é um instrumento que detecta álcool no ar exalado por meio de uma reação de transferência de elé-
C5 trons. Esses dispositivos mais simples e descartáveis consistem num pequeno tubo que contém dicromato de potássio
H18
(K2Cr2O7) umedecido com ácido sulfúrico (H2SO4) com coloração amarelo-alaranjada. Quando a pessoa sopra, por meio
da mistura, provoca a reação dos íons dicromato, detectando a presença de álcool, devido à mudança da cor para verde,
conforme equação abaixo. A mudança de cor ocorre pela diferença do número de oxidação, observada na reação, que
indica o número de elétrons que um átomo ou íon perde ou ganha para adquirir estabilidade química.
Equação:
K Cr O7 1 4 H2SO4 1 3 CH3CH2OH → Cr2(SO4)3 1 7 H2O 1 3 CH3CHO 1 K2SO4
2 2
Alaranjada Incolor Verde Incolor

407
Os números de oxidação identificados nas espécies químicas responsáveis pela mudança de coloração são, respectiva-
mente,
a) 61 e 31.
b) 62 e 32.
c) 11 e 22.
d) 51 e 21.
e) 52 e 22.

APROFUNDANDO O CONHECIMENTO

1. (FMP-RJ) Em 2012, cientistas criaram condições em labo- Considere as seguintes afirmações a respeito dessa rea-
ratório para que bactérias produzissem ouro de 24 quila- ção e assinale a correta:
tes. As bactérias extremófilas Cupriavidus metallidurans a) O cádmio se oxida.
crescidas na presença de cloreto de ouro, que seria tóxico
b) O dióxido de níquel (NiO2) é o agente redutor.
para a maioria dos seres vivos, sobrevivem porque conver-
c) O cádmio é o agente oxidante.
tem essa substância em ouro metálico.
d) O número de oxidação do níquel varia de 12 para 14.
Sabendo-se que a fórmula do cloreto de ouro é AuCl3
ou Au2Cl6, conclui-se que o número de oxidação do ouro e) A água é o agente redutor.
nessa molécula é
4. (UTFPR) O gás hidrogênio (H2) é uma excelente alter-
a) 16.
nativa para substituir combustíveis de origem fóssil ou
b) 13.
qualquer outro que produza CO2. Uma forma bastante
c) 11. simples de produzir gás hidrogênio em pequena esca-
d) 21. la é adicionando alumínio a ácido clorídrico, de acordo
e) 23. com a equação a seguir:
j Al 1 q HC l → x AlCl3 1 y H2
2. (Mack-SP – Adaptada) A respeito da equação iônica de Após o balanceamento correto, a soma dos menores
oxirredução abaixo, não balanceada, assinale a afirma- coeficientes estequiométricos inteiros j, q, x e y será:
ção correta.
a) 4.
IO23 1 HSO23 → I2 1 SO422 1 H1 1 H2O
b) 9.
a) a soma dos menores coeficientes inteiros possível
c) 11.
para o balanceamento é 11.
d) 13.
b) o agente oxidante é o ânion IO23 .
e) 15.
c) o composto que ganha elétrons sofre oxidação.
d) o Nox do enxofre varia de 15 para 16. 5. (IFSP) Em 24/09/2013, uma carga de fertilizante à base
e) o hidrogênio sofre redução. de nitrato de amônio explodiu em um galpão a dois qui-
lômetros do porto de São Francisco do Sul, no litoral
3. (Uece – Adaptada) Pilhas de Ni-Cd são muito utilizadas norte de Santa Catarina. A decomposição do nitrato de
em eletrodomésticos caseiros, como em rádios portá- amônio envolve uma reação química que ocorre com
teis, controles remotos, telefones sem fio e aparelhos de grande velocidade e violência. A equação não balancea-
barbear. A reação de oxirredução desse tipo de pilha é: da dessa reação é:
Cd(s) 1 NiO2(s) 1 2 H2O(,) → Cd(OH)2(s) 1 Ni(OH)2(s) __ NH4NO3 → __ N2 1 __ O2 1 __ H2O

408
Nessa equação, quando o coeficiente estequiométrico b) O ouro metálico sofreu oxidação e é o agente redu-
do nitrato de amônio (NH4NO3) é 2, os coeficientes do tor; NO23 sofreu redução e é o agente oxidante; 3 elé-
nitrogênio, do oxigênio e da água são, respectivamente, trons estão envolvidos nesta reação de oxirredução.
a) 2, 1 e 4. c) O ouro metálico sofreu oxidação e é o agente oxidan-
b) 2, 2 e 4. te; NO23 sofreu redução e é o agente redutor; 3 elé-
c) 2, 3 e 2. trons estão envolvidos nesta reação de oxirredução.

d) 1, 2 e 2. d) O ouro metálico sofreu oxidação e é o agente redu-


tor; NO23 sofreu redução e é o agente oxidante; 6 elé-
e) 1, 1 e 3.
trons estão envolvidos nesta reação de oxirredução.

6. (UFRGS-RS) O nitrito de sódio é um aditivo utilizado e) O ouro metálico sofreu redução e é o agente oxidan-
em alimentos industrializados à base de carnes, que te; NO23 sofreu oxidação e é o agente redutor; 6 elé-
atua na fixação da cor e na prevenção do crescimen- trons estão envolvidos nesta reação de oxirredução.
to de certas bactérias, apresentando elevado fator de
risco toxicológico. A identificação de ânions nitritos 8. (Acafe-SC – Adaptada) O oxigênio é um gás muito reati-
pode ser realizada pela adição de um sal ferroso em vo. Interage com diferentes substâncias, como nas reações
meio ácido, produzindo óxido nítrico, que, por sua químicas expressas pelas equações não balanceadas:
vez, se combina com o excesso de íons ferrosos para I. Fe(s) 1 O2(g) → Fe2O3(s)

QUÍMICA
formar um complexo de cor marrom que identifica a II. NH3(g) 1 O2(g) → N2(g) 1 H2O(,)
presença de nitrito.
Nesse sentido, assinale a afirmação correta.
A primeira etapa do processo de identificação de nitri-
a) Os menores coeficientes inteiros que tornam a equa-
tos é representada pela reação
ção I corretamente balanceada são: 4, 3 e 1, respecti-
2 FeSO4 1 2 NaNO2 1 2 H2SO4 → Fe2(SO4)3 1 2 NO 1 vamente.
1 2 H2O 1 Na2SO4

Módulo 11
b) Moléculas de NH3 apresentam ligações polares e
Pode-se afirmar que, nessa etapa do processo, geometria tetraédrica.
a) ocorre redução dos ânions nitritos (NO22 ) por ação do c) A coesão entre as moléculas da substância H2O pode
sal ferroso (FeSO4). ser explicada por interações do tipo ligações dipolo-
b) ocorre oxidação dos íons H1 do ácido por ação do sal -dipolo.
ferroso (FeSO4).
d) Íons Fe21 apresentam a seguinte configuração eletrô-
c) o íon H1 do ácido atua como agente redutor dos nica: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6.
ânions nitritos (NO22 ).
e) O oxigênio é o agente redutor nas reações químicas
d) o nitrogênio, no óxido nítrico (NO), está em um esta- representadas pelas equações I e II.

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


do mais oxidado do que no ânion nitrito (NO22 ).
e) o ferro, no FeSO4, está em um estado mais oxidado 9. (EsPCEx-SP) Dada a seguinte equação iônica de oxidor-
do que no Fe2(SO4)3. redução:
Crl3 1 Cl2 1 OH12 → IO412 1 CrO422 1 Cl12 1 H2O
7. (Udesc) Os alquimistas descobriram que o ouro pode ser
Considerando o balanceamento de equações químicas
dissolvido em uma mistura de 3:1 de ácidos clorídrico e
por oxidorredução, a soma total dos coeficientes míni-
nítrico, conhecida como água régia (“água real”), con-
mos e inteiros obtidos das espécies envolvidas e o(s)
forme reação química a seguir:
elemento(s) que sofrem oxidação são, respectivamente,
Au(s) 1 NO32(aq) 1 4 H1(aq) 1 4 Cl2(aq) → AuCl42(aq) 1
a) 215 e cloro.
1 2 H2O 1 NO(g)
b) 187, crômio e iodo.
Assinale a alternativa correta em relação à reação acima.
c) 73, cloro e iodo.
a) O ouro metálico sofreu redução e é o agente oxidan-
te; NO23 sofreu oxidação e é o agente redutor; 3 elé- d) 92, cloro e oxigênio.
trons estão envolvidos nesta reação de oxirredução. e) 53 e crômio.

409
10. (ITA-SP) Assinale a opção que apresenta os compostos são adicionadas à água durante o processo de tratamento.
nitrogenados em ordem crescente de número de oxida- Essas substâncias liberam o íon hipoclorito (ClO12), que é
ção do átomo de nitrogênio. responsável pela eliminação das bactérias. O hipoclorito
a) N2H2 , K2N2O2 , NaNH2 , NI3 , Na2NO2 pode ser determinado em laboratório pela adição de io-
deto em meio ácido, como mostra a reação abaixo:
b) K2N2O2 , Na2NO2 , NI3 , NaNH2 , N2H4
c) NaNH2 , N2H4 , K2N2O2 , Na2NO2 , NI3 ClO12 1 I12 1 H11 → Cl12 1 I2 H2O

d) NI3 , NaNH2 , Na2NO2 , N2H4 , K2N2O2 Assinale a alternativa correta quanto a essa reação.
e) Na2NO2 , NI3 , N2H4 , K2N2O2 , NaNH2 a) O íon ClO12 sofre oxidação.
b) Depois de equilibrada, a soma dos menores números
11. (Uespi) O estanho é um metal caro que é conhecido des- inteiros dos coeficientes do I12 e da H2O é 3.
de a Antiguidade. Não é muito resistente ao impacto, c) O I2 é o agente redutor.
mas é resistente à corrosão. Seu principal uso acontece d) O H11 sofre oxidação.
na deposição eletrolítica, mas é utilizado, também, na
e) O I12 é o agente oxidante.
produção de ligas tais como o bronze (com o cobre) e o
peltre (com antimônio e cobre). O estanho ocorre, prin-
14. (UCS-RS) O ácido fluorídrico é utilizado para a gravação
cipalmente, como o mineral cassiterita, SnO2, e é obtido
em vidros, porque ele reage com o dióxido de silício,
pela reação com carbono a 1 200 °C:
conforme a equação química não balanceada represen-
SnO2(s) 1 C(s) → Sn(,) 1 CO2(g) tada abaixo.
Analisando esta reação, podemos afirmar que:
HF(aq) 1 SiO2(s) → SiF4(aq) 1 H2O(,)
a) o SnO2 é o agente redutor.
No processo de gravação de vidros, a soma dos menores
b) o carbono é o agente oxidante. coeficientes estequiométricos inteiros que balanceiam a
c) o Sn12 sofre oxidação. equação química é de:
d) não há variação no número de oxidação do carbono. a) 8.
e) 1 mol de SnO2 recebe 4 mol de elétrons. b) 7.
c) 6.
12. (UCS-RS) O pentóxido de iodo é utilizado na detecção d) 5.
e quantificação do monóxido de carbono, em gases de e) 4.
escape de motores de combustão, de acordo com a
equação química balanceada representada abaixo. 15. (IFSP) A siderurgia é o setor industrial que responde
I2O5(s) 1 5 CO(g) → 5 CO2(g) 1 I2(s) pela produção do ferro-gusa a partir de minérios como
a hematita (Fe2O3) processada no alto-forno. Ar quente
Posteriormente, a quantificação do CO pode ser feita, é injetado na parte inferior do alto-forno e o oxigênio
titulando-se o iodo formado, com tiossulfato de sódio. interage com o carbono presente no carvão, liberando
Na detecção e quantificação do CO, calor e elevando a temperatura até cerca de 1 500 °C.
a) o I2O5 é o agente redutor. A equação global (não balanceada) a seguir representa
b) ocorre a redução do iodeto. a reação envolvida.
c) ocorre a oxidação do átomo de carbono do CO. Fe2O3(s) 1 C(s) 1 O2(g) → Fe(s) 1 CO2(g) 1 energia

d) o CO2 é o agente oxidante. A proporção de reagentes utilizados e produtos obti-


dos, na reação envolvida, é de
e) ocorre uma transferência de elétrons do I2O5 para o CO.
a) 1:1:1:2:4.
b) 2:1:1:4:4.
13. (IFPE) Três substâncias são de fundamental importância
c) 1:3:3:2:4.
nas Estações de Tratamento de Água (ETA): hipoclorito de
sódio (NaClO), hipoclorito de cálcio [Ca(ClO)2] e cloro ga- d) 2:6:3:2:6.
soso (Cl2), que são utilizadas como agentes bactericidas e e) 2:6:3:4:6.

410
16. (UEL-PR) A primeira aplicação de dióxido de cloro como desinfetante ocorreu em 1944 nos Estados Unidos. O uso deste
óxido para o tratamento de água de abastecimento foi possível devido à disponibilidade comercial do clorito de sódio.
Em estações de tratamento de água, o dióxido de cloro é produzido a partir de soluções de clorito de sódio, segundo as
reações representadas pelas equações químicas a seguir, não totalmente balanceadas.
I. 2 NaClO2(aq) 1 Cl2(g) → ClO2(aq) 1 NaCl(aq)
II. 2 NaClO2(aq) 1 HOCl(aq) → ClO2(aq) 1 NaCl(aq) 1 NaOH(aq)
III. 5 NaClO2(aq) 1 4 HCl(aq) → ClO2(aq) 1 NaCl(aq) 1 H2O(,)
Os números de oxidação do cloro no Cl2,HClO e HCl, e os coeficientes estequiométricos do ClO2, nas equações I, II e
III, são:

Coeficiente estequiométrico (ClO2)


Número de oxidação (Cl)
Equações químicas

Cl2 HOCl HCl (I) (II) (III)

a) 0 11 21 2 2 4

b) 12 21 22 1 1 5

QUÍMICA
c) 0 21 13 2 2 4

d) 12 11 12 2 1 4

e) 0 11 21 1 1 5

M—dulo 11
17. (Vunesp-SP) A bateria de níquel-cádmio (pilha seca), usada rotineiramente em dispositivos eletrônicos, apresenta a se-
guinte reação de oxirredução:
Cd(s) 1 NiO2(s) 1 2 H2O(,) → Cd(OH)2(s) 1 Ni(OH)2(s)
O agente oxidante e o agente redutor dessa reação, respectivamente, são:
a) H2O(,), Cd(OH)2(s)
b) NiO2(s), Cd(OH)2(s)
c) NiO2(s), Cd(s)
d) Cd(s), Cd(OH)2(s)
e) NiO2(s), Ni(OH)2(s)

Número de oxidação e métodos de balanceamento de equações


ANOTA‚ÍES

411
Funções

12
da Química
Inorgânica I
Módulo

OBJETOS DO CONHECIMENTO
• Óxidos básicos e propriedades
• Bases – Teoria de Arrhenius e classificações

HABILIDADES
• H24 - Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar
materiais, substâncias ou transformações químicas.
• Identificar os óxidos básicos.
• Relacionar o número de oxidação e o elemento com a classificação do
óxido.
• Compreender a nomenclatura e as propriedades dos óxidos, bem como suas
reações.
• Compreender a nomenclatura e as classificações das bases, bem como suas reações.

412
PARA COMEÇAR

A acidez do solo pode ser prejudicial para as plantas. Como o calcário


pode reduzir este problema?

A importância da correção da acidez do solo

A maioria dos solos do Paraná são ácidos, ou

G215/SHUTTERSTOCK
seja, apresentam grande concentração de íons
hidrogênio e/ou alumínio no solo. A acidez dos
solos promove o aparecimento de elementos
tóxicos para as plantas (Al), além de causar a
diminuição da disponibilidade de nutrientes
para as mesmas. As consequências são os pre-
juízos causados pelo baixo rendimento produti-
vo das culturas. Portanto, a correção da acidez
do solo (calagem) é considerada como uma das

QUÍMICA
práticas que mais contribui para o aumento da
eficiência dos adubos e, consequentemente, da
Figura 1. Há muitos conceitos químicos importantes por
produtividade e da rentabilidade agropecuária. trás de toda plantação.

Benefícios da correção da acidez do solo


A correção adequada da acidez do solo é uma das práticas que mais benefícios traz ao agricultor, sen-

M—dulo 12
do uma combinação favorável de vários efeitos, dentre os quais mencionam-se os seguintes:
• eleva o pH do solo (reduzindo a acidez);
• fornece cálcio e magnésio como nutrientes;
• diminui ou elimina os efeitos tóxicos do alumínio (Al);
• diminui a “fixação” de fósforo;
• aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e molibdênio no solo;
• aumenta a eficiência dos fertilizantes;
• aumenta a atividade biológica do solo e a liberação de nutrientes, tais como nitrogênio, fósforo
e boro, pela decomposição da matéria orgânica;
• em solos ricos em manganês (Mn), reduz as quantidades excessivas deste elemento presentes
na solução do solo;
• aumenta a produtividade das culturas como resultado de um ou mais dos efeitos anteriormente
citados.

Escolha do corretivo de acidez do solo Funções da Química Inorgânica I

Muitos materiais podem ser utilizados como corretivos da acidez do solo. Os principais são: cal vir-
gem, cal apagada, calcário calcinado, conchas marinhas moídas, cinzas e calcário (sendo este o mais
utilizado). Tanto a eficiência como o preço é bastante variado para cada tipo de corretivo.
Corretivos com qualidade baixa são em geral mais baratos, mas, em compensação, devem ser usados
em quantidades maiores para corrigir a acidez dos solos. O aumento da quantidade também aumenta
o custo do transporte até a propriedade, bem como o custo da aplicação por área de terra corrigida.

413
Assim, o custo final da correção da acidez do solo com um corretivo barato, mas de baixa qualidade,
pode ser maior do que com um corretivo mais caro, porém de melhor qualidade. Portanto, o corretivo
mais vantajoso para o agricultor e que deverá ser o escolhido é aquele que corrige a acidez dos seus
solos pelo menor custo. Assim, a qualidade e o custo posto na lavoura são os dois pontos fundamentais
que o agricultor deve considerar na escolha do corretivo.
A efetividade do corretivo é dada pelo valor do PRNT, ou seja, Poder Relativo de Neutralização Total.
Quanto maior for o seu PRNT, mais rápido e mais efetivo este corretivo será.

Quantidade de corretivo a aplicar

Somente através da análise química do solo pode-se chegar à quantidade de calcário a aplicar. A falta
ou excesso de calcário pode prejudicar a nutrição das plantas.
O Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Paraná possui laborató-
rios equipados para efetuar estas análises.
A interpretação da análise de solo e a recomendação de calagem (se necessária) devem ser feitas por
Engenheiro Agrônomo ou Florestal ou por Zootecnista.

Época de aplicação do corretivo

Para a obtenção dos efeitos esperados, o calcário normalmente deverá ser aplicado três meses ou
mais antes de qualquer cultura. Com isso, tem-se tempo necessário para a eficiente neutralização da
acidez do solo.

Distribuição do corretivo

Recomenda-se efetuar a distribuição do calcário o mais uniforme possível, o que depende da mão de
obra e da maquinaria disponível. Porém, a distribuição com espalhadeiras que aplicam o calcário em
linhas próximas sobre o solo pode ser uma alternativa interessante.

Incorporação do corretivo

Uma boa incorporação do calcário no solo é fundamental para a sua eficiência, ou seja, para que o
produto reaja com a maior quantidade possível de solo em menor tempo.
Dependendo das condições de tempo e das máquinas disponíveis, no plantio convencional recomen-
da-se a incorporação do calcário das seguintes formas:
• Para quantidades iguais ou inferiores a 5 toneladas por hectare (t/ha), aplicar de uma só vez, e logo
após gradear. Em seguida, arar e novamente gradear.
• Para quantidades superiores a 5 t/ha, recomenda-se dividir a aplicação, colocando-se a metade no
primeiro ano de cultivo e o restante no ano seguinte, ou conforme a recomendação do Engenheiro
Agrônomo ou Florestal, ou do Zootecnista.

Importante
Para situações de plantio direto não se incorpora o calcário, ele apenas é distribuído sobre a superfície
a ser corrigida. Ainda nesse caso recomenda-se a aplicação de no máximo 2 t/ha por vez até completar
a dose recomendada em intervalos de um cultivo para o outro.

414
Efeito residual da correção
Quando utilizadas as doses recomendadas, o efeito da calagem pode ser igual ou superior a 3 anos.
Isso quer dizer que novas aplicações de calcário só deverão ser feitas após este período e mediante
nova análise de solo.
Deve-se observar que o calcário é apenas um corretivo da acidez do solo, e não adubo. O uso exage-
rado do calcário pode causar redução da produtividade das culturas.
Disponível em: <www.soloplan.agrarias.ufpr.br/acidez.htm>. Cinthia
F. Lopes / Cristina R. Tamanini / Beatriz M. Serrat / Marcelo R. de Lima
Acesso em: 26 dez. 2015.

PARA APRENDER

QUÍMICA
Conceitos iniciais
Os compostos químicos podem ser divididos em dois grandes grupos: os compostos inorgânicos e os
compostos orgânicos. As funções inorgânicas, objeto de nosso estudo neste módulo, podem ser divididas
em quatro grupos:

M—dulo 12
• Óxidos
• Ácidos
• Bases
• Sais

Óxidos
Antes de iniciarmos o estudo dos óxidos, precisamos saber sua definição:

Óxido é todo composto binário (apenas dois elementos) em que o oxigênio é o elemento
mais eletronegativo.

+ QUÍMICA
Funções da Química Inorgânica I

Compostos binários oxigenados com flúor

Os compostos OF2 e O2F2 não são óxidos (são considerados sais) porque o flúor é mais eletronegativo que
o oxigênio.

Os óxidos podem ser divididos em moleculares ou iônicos.

415
Óxidos moleculares
Geralmente formados por ametal. A nomenclatura dos óxidos moleculares pode ser feita da seguinte
maneira:

Prefixo que indica a quantidade de oxigênio 1 “óxido de” 1 prefixo que indica a
quantidade do outro elemento 1 nome do elemento

Exemplos:
• NO – monóxido de nitrogênio
• CO2 – dióxido de carbono
• SO3 – trióxido de enxofre
• P2O5 – pentóxido de difósforo
Observação: O prefixo mono é opcional.

Óxidos iônicos
Geralmente formados por metal. A nomenclatura é feita da seguinte maneira:

“óxido de” 1 nome do elemento

Exemplos:
• Na2O – óxido de sódio
• CaO – óxido de cálcio
• Al2O3 – óxido de alumínio

+ QUÍMICA

Nomenclatura de óxidos formados por metais com Nox variável


Alguns metais podem ter duas possibilidades de Nox. Quando o óxido é formado pelo metal de menor car-
ga, sua terminação será oso. Já quando o metal tem o maior Nox possível, a terminação é ico.
O elemento ferro (Fe), por exemplo, por possuir dois estados de oxidação, 12 e 13, pode formar dois óxidos:
• Fe21 O22 → FeO – óxido de ferro II ou óxido ferroso
• Fe31O22 → Fe2O3 – óxido de ferro III ou óxido férrico
Outro exemplo é o cobre:
• Cu1O22 → Cu2O – óxido de cobre I ou óxido cuproso
• Cu21O22 → CuO – óxido de cobre III ou óxido cúprico
É importante darmos ênfase ao íon que forma os óxidos: o íon óxido, O22.

Os óxidos são também classificados em: básicos, ácidos, salinos, anfóteros e neutros. Essa classificação é
baseada no comportamento ao entrarem em contato com água, bases e ácidos.

416
Óxidos básicos
São óxidos de caráter iônico, geralmente formados por metais com Nox 11 ou 12. Vejamos alguns exemplos:
• K1O22 → K2O – óxido de potássio
• Mg21O22 → MgO – óxido de magnésio
Os óxidos básicos reagem com água, produzindo bases, e com ácidos, produzindo água e sal, conforme
será explorado posteriormente.

Compostos binários oxigenados com flúor


Os compostos OF2 e O2F2 não são óxidos (são considerados sais) porque o flúor é mais eletronegativo
que o oxigênio.

Bases ou hidr—xidos
A definição mais ampla e usada no Ensino Médio para bases é a de Arrhenius, que diz: base é toda substância
que em solução aquosa se dissocia, originando como único ânion OH2 (hidroxila ou oxidrila). As bases são forma-
das por um cátion, geralmente um metal, e pela hidroxila (OH2). A fórmula geral de uma base é dada por:

QUÍMICA
Mx1 1 x (OH)2 → M(OH)x

+ QUÍMICA

Módulo 12
Dissociação
É a separação pela água dos íons já existentes em uma substância iônica. No caso das bases:
M(OH) x → Mx1 1 xOH2
água

Exemplos:

NaOH → Na1 1 OH2


água

Mg(OH) 2 → Mg21 1 2OH2


água

A nomenclatura das bases se dá pela seguinte regra geral:

“hidróxido de” 1 nome do cátion Funções da Química Inorgânica I

Vejamos alguns exemplos:


• Na1OH2 → NaOH → hidróxido de sódio
• Ca21OH2 → Ca(OH)2 → hidróxido de cálcio
• Al31OH2 → Al(OH)3 → hidróxido de alumínio
• Fe21OH2 → Fe(OH)2 → hidróxido de ferro II ou hidróxido ferroso
• Fe31OH2 → Fe(OH)3 → hidróxido de ferro III ou hidróxido férrico

417
+ QUÍMICA

Hidr—xido de am™nio
O hidróxido de amônio (NH4OH) é a única base que não é formada por metal. É resultado da reação de
amônia (NH3), também chamado de amoníaco, com água:
NH3(g) 1 H2O(l) → NH4OH(aq)
Cuidado para não confundir o gás amônia (NH3) com o cátion amônio (NH14 ). Além disso, a amônia, ao
contrário das outras bases, sofre ionização ao se dissolver em água, conceito que será estudado posteriormente.

Classificação das bases


As bases podem ser classificadas segundo quatro critérios:

Quantidade de hidroxilas
• Monobases: possuem uma hidroxila. Ex.: NaOH.
• Dibases: possuem duas hidroxilas. Ex.: Ca(OH)2.
• Tribases: possuem três hidroxilas. Ex.: Al(OH)3.
• Tetrabases: possuem quatro hidroxilas. Ex.: Pb(OH)4.

Volatilidade
O termo “volátil” refere-se a substâncias com baixas temperaturas de ebulição. No caso das bases, a
única volátil é hidróxido de amônio, NH4OH. As demais são consideradas fixas, ou não voláteis.

Solubilidade
• Solúveis: NH4OH e bases formadas por metais alcalinos.
• Pouco solúveis: bases formadas por metais alcalinoterrosos, exceto Mg(OH)2 e Be(OH)2.
• Insolúveis: todas as demais (incluindo Mg(OH)2 e Be(OH)2).

Força ou grau de dissociação


A força da base está relacionada com sua solubilidade. Bases solúveis, por exemplo, são capazes de
produzir concentrações significativas de OH– em soluções aquosas. Em outras palavras, podemos dizer que
quanto mais solúvel for uma base, maior será o seu grau de dissociação, e mais forte ela será. A única exceção
é o NH4OH, pois é uma base fraca e solúvel.
• Fortes: formadas pelas famílias 1 e 2, exceto Be e Mg.
• Fracas: NH4OH e formadas pelos demais metais.

Produzindo bases
Uma das reações de produção de bases é feita através de óxido básico com água. Vejamos alguns exemplos:
K2O 1 H2O → 2 KOH
CaO 1 H2O → Ca(OH)2

418
SITUAÇÃO-PROBLEMA

Alisante capilar hidróxido de sódio danifica mais os A última substância, o hidróxido de sódio, foi aquela que
cabelos tingidos provocou a maior perda de teor proteico, um parâmetro co-
mum para medir a saúde dos cabelos. Os testes foram feitos
em mechas de cabelo castanho do mesmo tom.
Em estudo da USP, produto foi comparado a compostos Em cabelos tingidos que haviam recebido alisantes com base
diferentes, baseados nas substâncias tioglicolato de nesse produto, a taxa de perda de proteína era 356% maior. Nas
amônia e hidróxido de guanidina amostras testadas apenas com tintura, essa taxa era de 208%. Os
A mistura de alguns produtos para alisar o cabelo com co- outros dois produtos, baseados em amônia e guanidina, também
loração pode criar uma combinação química que chega quase aumentavam o grau de dano ao cabelo, mas em taxa menor.
a dobrar a taxa de perda de proteína capilar. A conclusão é de “Isso indica que quando a aplicação de ambos os tipos
um estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, de produtos é desejada [colorantes e alisantes], o tioglicolato de
que fez testes com diferentes tipos de produtos. amônia e o hidróxido de guanidina devem ser escolhidos para
O trabalho, liderado pela farmacóloga Michelli Ferrera o processo de alisamento”, escreveram Michelli e colegas em

QUÍMICA
Dario, combinou tinturas com três diferentes tipos de substân- estudo na edição deste mês do periódico científico “Journal of
cias químicas comumente usadas como princípios ativos dos Cosmetic Dermatology.”
Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/09/
alisantes. Os produtos foram tioglicolato de amônia, hidróxido alisante-capilar-hidroxido-de-sodio-danifica-mais-os-cabelos-tingidos.html>.
de guanidina e hidróxido de sódio. Acesso em: 26 dez. 2015.

M—dulo 12
PARA CONCLUIR

Neste módulo, demos início ao estudo das funções da Química Inorgânica. Estudamos os óxidos
básicos e as bases.

Veja, no Manual do Professor, o gabarito comentado das quest›es sinalizadas com asterisco.

PRATICANDO O APRENDIZADO

1. (IFSul-RS – Adaptada) A química está presente em nossa As fórmulas moleculares destas substâncias estão dis-
Funções da Química Inorgânica I

rotina, em todos os materiais que nos cercam e em to- postas, respectivamente, em


dos os seres vivos. O hidróxido de sódio, o hidróxido de a) NaOH, MgOH2 e CaO2.
magnésio e o óxido de cálcio são exemplos disso, pois,
b) NaOH, Mg(OH)2 e CaO.
no nosso cotidiano, são conhecidos como soda cáusti-
c) Na(OH)2, MgOH2 e Ca2O.
ca, leite de magnésia e cal virgem.
d) NaOH, Mg(OH)2 e Ca2O.
e) NaOH, MgOH e CaO.

419
2. (PUC-SP) Um óxido básico é um óxido iônico que reage c) O carbonato de lítio (Li2CO3) é uma molécula biatômica.
com água tendo um hidróxido como produto. d) O hidróxido de lítio apresenta ligação do tipo cova-
lente.
São óxidos básicos todas as seguintes substâncias:
e) O hidróxido de lítio é uma monobase.
a) CO2, SO3, TiO2.
b) CaO, Na2O, K2O.
4. (Udesc) O leite de magnésia é uma suspensão de
c) CaSO4, MgO, CO. Mg(OH)2 em água. Sobre o hidróxido de magnésio, é
d) Li2O, Mg(OH)2, SiO2. correto afirmar:
e) KNO3, CaO, BaSO4. a) é um óxido ácido.
b) é um óxido básico.
3. (Uern – Adaptada)
c) é uma base.
Apesar do perigo iminente de os astronautas ficarem sem
O2 para respirar, a principal preocupação da Nasa era evitar d) é um ácido.
que a atmosfera da espaçonave ficasse saturada de gás car- e) é um sal.
bônico (CO2) exalado pela própria equipe. Isso causaria um
abaixamento do pH do sangue da tripulação (acidemia san- 5. (Unioeste-PR) Os hidróxidos de sódio, cálcio, alumínio e
guínea). Para eliminar o CO2, há, adaptados à ventilação, re- magnésio são bases utilizadas com diferentes números
cipientes com LiOH, uma base capaz de absorver esse gás. de hidroxilas. Assinale a alternativa que define correta-
CO2 1 2 LiOH → Li2CO3 1 H2O mente estas bases na sequência indicada.
PEREIRA, L. F. Folha de S.Paulo, 29 maio 2003. a) Monobase, dibase, dibase e monobase.
A partir das informações e da reação contida no trecho b) Monobase, monobase, tribase e dibase.
anterior, marque a afirmativa correta. c) Dibase, dibase, tribase e dibase.
a) O hidróxido de lítio é uma base fraca. d) Tribase, monobase, monobase e monobase.
b) O dióxido de carbono é um óxido básico. e) Monobase, dibase, tribase e dibase.

DESENVOLVENDO HABILIDADES

1. (Cefet-MG – Adaptada) Em 31 de julho de 2010, um aci- e barrilha (carbonato de sódio). Outras substâncias que
C7 dente envolvendo um carro e uma carreta, carregada de
H24
passam por reações químicas específicas também po-
amônia, interditou a BR-381, próxima a Caeté, região dem ser incluídas nesse processo.
metropolitana de Belo Horizonte. Com relação a esse
Abaixo, são apresentadas fórmulas de cinco substâncias
gás, afirma-se, corretamente, que
que participam de reações realizadas na fabricação do
a) é solúvel em solventes apolares. vidro.
b) apresenta geometria trigonal plana.
1. SiO2
c) forma o hidróxido de amônio ao reagir com a água.
2. SO2
d) é uma molécula apolar formada por ligações polares.
e) é uma base de Arrhenius. 3. CO

4. Na2CO3
2. (UFRGS-RS) Na fabricação de vidros, utilizam-se, princi-
C7 palmente, areia (dióxido de silício), cal (óxido de cálcio) 5. CaO
H25

420
Assinale a afirmação correta sobre essas substâncias. Uma substância que pode ser incluída no cardápio de
a) As substâncias 1, 4 e 5 são sólidas na temperatura am- antiácidos por ter propriedades básicas é
biente. a) NaF.
b) Somente a substância 4 pode ser considerada iônica. b) CaCl2.
c) Todas as substâncias podem ser consideradas óxidos. c) Mg(OH)2.
d) A substância 2 é insolúvel em água.
d) CH3COOH.
e) As substâncias 1 e 3 são apolares com baixos pontos
e) CO2.
de fusão.

3. (IFSC – Adaptada) A azia é uma sensação de “queimação” 5. (Cefet-MG – Adaptada) Numa aula prática de Química,
C7 um aluno colocou em um tubo de ensaio um pouco de
C1 no estômago, relacionada à acidez do suco gástrico, e H24
H2
pode ser provocada por alimentação em excesso, alimen- água, 2 gotas de fenolftaleína e uma pequena porção de
tação deficiente, estresse, entre outros motivos. Alguns cinza de cigarro, rica em óxido de potássio, constatando
medicamentos indicados para o alívio dos sintomas con- que a mistura ficou rosa. Tal fato aconteceu porque o
têm, normalmente, substâncias como Al(OH)3 e Mg(OH)2. óxido de potássio é e reage com a água,
originando um(a) .
Nesse contexto e sobre as substâncias citadas, é correto
afirmar que: As palavras que completam corretamente as lacunas são
a) ácido e sal.
a) as substâncias: H2SO4, NaHSO4, H2CO3 e NaHCO3 po-

QUÍMICA
dem ser classificadas como bases, conforme a definição b) básico e sal.
de Arrhenius. c) neutro e ácido.
b) Al(OH)3 e Mg(OH)2 podem ser classificados como sais d) básico e base.
básicos. e) ácido e ácido.
c) o hidróxido de alumínio pode ser usado para alívio da
6. (UTFPR – Adaptada) Qual dos óxidos a seguir é usado na

Módulo 12
azia.
C5 agricultura para aumentar a basicidade do solo?
H18
d) as bases como o hidróxido de alumínio e o hidróxido
a) CO
de magnésio são substâncias moleculares e, portan-
to, não se dissolvem bem na água. b) CO2

e) os hidróxidos citados são monobases. c) MnO


d) CaO
4. (UFRN – Adaptada) Leia as informações contidas na tiri- e) Al2O3
C5 nha abaixo.
H17

7. (UFPA) O Carvão foi uma das primeiras fontes de ener-


REPRODU‚ÌO/UFRN, 2011

C7 gia e, em pleno século XXI, ainda é muito empregado,


H26
haja vista a possibilidade de instalação, no Pará, de uma
termoelétrica alimentada por carvão mineral. Sua com-
posição média varia muito, mas os valores mais comuns
são: 4% de umidade, 5% de matéria volátil, 81% de car-
bono e materiais minerais diversos que levam, após a
combustão, à formação de, aproximadamente, 10% de
cinzas. Estas cinzas ou “pó do carvão” são muito leves e,
Funções da Química Inorgânica I

para que não levantem poeira, devem ser armazenadas


em ambiente com umidade controlada. As cinzas são
constituídas de uma de série elementos, normalmente
expressos na forma de óxidos: SiO2, Al2O3, TiO2, Fe2O3,
CaO, MgO, K2O, Na2O, P2O5, Mn3O4, BaO. Além desses,
outro óxido importante é o SO3, produzido e liberado na
forma gasosa durante o processo de combustão.

421
Um dos parâmetros utilizados para avaliar a qualidade sintomas – ardência na língua e no estômago – e foram enca-
de um carvão é o “índice de alcalinidade” de suas cin- minhados ao Hospital Modelo da cidade.
zas. A alternativa que apresenta dois dos óxidos respon- Diário do Grande ABC On-Line, 19 set. 2005. Adaptado.

sáveis por esta propriedade é a


Sobre essa notícia, assinale a alternativa correta:
a) Fe2O3 e BaO. d) K2O e Na2O.
a) Os produtos ingeridos pelos alunos (limão, vinagre,
b) Mn3O4 e CaO. e) P2O5 e MgO. leite de magnésia e soda cáustica) são todos ácidos e,
c) K2O e TiO2. por isso, corrosivos.
b) Tanto o leite de magnésia (Mg(OH)2) como a soda
8. (Cefet-SC) Em relação às substâncias NaOH, NH4OH, cáustica (NaOH) são compostos alcalinos.
C7 Al(OH) , Fe(OH) e Fe(OH) , assinale a única afirmação
H24 3 2 3 c) A soda cáustica (NaOH) é uma base fraca; o leite de
correta:
magnésia (suspensão de Mg(OH)2) é uma base forte.
a) São todas bases muito solúveis em água. Isso ajuda a entender por que o leite de magnésia
b) Todas essas substâncias são compostos iônicos. pode ser ingerido, mas não a soda cáustica.
c) Todas essas substâncias são moleculares. d) A soda cáustica (NaOH) é uma dibase.
d) O hidróxido de sódio é uma base forte. e) O leite de magnésia (suspensão de Mg(OH)2) é uma
e) Todas se dissociam fortemente quando misturadas monobase.
em água.
10. (UFSC – Adaptada) Um agricultor necessita fazer a cala-
9. (Fatec-SP – Adaptada) Leia atentamente a seguinte notí- C1 gem do solo (correção do pH) para o cultivo de hortali-
H4
C7 cia publicada em jornal:
H24 ças e, nesse processo, utilizará cal virgem (CaO).

Com base na informação acima, assinale a proposição


Alunos tomam soda cáustica durante aula
correta.
e passam mal.
a) Cal virgem reage com água segundo a equação:
Dezesseis alunos de uma escola particular de Sorocaba, in- CaO 1 H2O → Ca(OH)2.
terior de São Paulo, foram internados após tomar soda cáus- b) A calagem diminui a basicidade do solo.
tica durante uma aula de química. Os alunos participavam
c) A dissociação de hidróxido de cálcio em água libera
de um exercício chamado “teste do sabor”: já haviam provado
íons H1 no solo.
limão, vinagre e leite de magnésia e insistiram em provar a
soda cáustica, produto utilizado na limpeza doméstica. Em d) A calagem é um processo de combustão.
pouco tempo, os alunos já começaram a sentir os primeiros e) Cal virgem é um óxido ácido.

APROFUNDANDO O CONHECIMENTO

1. (Cefet-MG) Todos os compostos a seguir, ao serem colo- 2. (Cefet-SC) O dióxido de carbono pertence a qual função
cados em água, formam base de Arrhenius, EXCETO inorgânica?
a) CaO(s). a) Sal
b) NH3(l). b) Óxido
c) MgO(s). c) Base
d) SO3(g). d) Hidreto
e) Na2O(s). e) Ácido

422
3. (ITA-SP – Adaptada) Considere os seguintes óxidos (I, ll, c) Ba(OH)2: hidróxido de bário
III, IV e V): d) Ca(OH)2: hidróxido de cálcio
I. CaO III. Na2O V. SO3 hidróxido de ferro III
e) Fe(OH)3:
II. N2O5 IV. P2O5

7. Classifique as bases abaixo quanto ao número de hidro-


Assinale a opção que apresenta os óxidos que, quando xilas:
dissolvidos em água pura, tornam o meio básico.
a) NaOH: monobase
a) Apenas I e IV.
b) KOH: monobase
b) Apenas I, III e V.
c) Mg(OH)2: dibase
c) Apenas II e III.
d) Pb(OH)4: tetrabase
d) Apenas lI, IV e V.
e) Fe(OH)3: tribase
e) Apenas I e III.

4. (Mack-SP) Observe as fórmulas do sulfato de amônio 8. Classifique as bases abaixo quanto à força:
(NH4)2SO4 e do hidróxido de potássio KOH e assina-
a) LiOH: forte
le a alternativa que apresenta a fórmula do hidróxido
b) NH4OH: fraca
de amônio, substância presente em alguns produtos

QUÍMICA
de limpeza. c) Ba(OH)2: forte

a) NH14 d) Ca(OH)2: forte

b) (NH4)2OH e) Fe(OH)3: fraca

c) NH4(OH)2
d) NH4OH 9. Classifique as bases abaixo quanto à solubilidade em água:

M—dulo 12
a) NaOH: solúvel
e) NH4(OH)4
b) KOH: solúvel

5. Dê as fórmulas dos óxidos abaixo: c) Mg(OH)2: insolúvel

a) óxido de sódio: Na2O d) Pb(OH)4: insolúvel

b) óxido de potássio: K2 O e) Fe(OH)3: insolúvel

MgO
c) óxido de magnésio:
10. Classifique as bases abaixo quanto à volatilidade:
d) óxido de cálcio: CaO
a) LiOH: fixa
e) óxido de cobre I: Cu2O
b) NH4OH: volátil

6. Dê os nomes das bases abaixo: c) Ba(OH)2: fixa

hidróxido de lítio d) Ca(OH)2: fixa


a) LiOH:
e) Fe(OH)3: fixa
b) NH4OH: hidróxido de amônio

ANOTA‚ÍES Funções da Química Inorgânica I

423
ANOTAÇÕES

424
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
O Sistema de Ensino pH apresenta um material capaz de
auxiliar o aluno a enxergar os caminhos que ele poderá
seguir, possibilitando que, ao final do Ensino Médio, ele
tenha desenvolvido um pensamento crítico para atuar
como cidadão, enfrentar os desafios da sociedade e
obter excelentes resultados no Enem e nos demais
vestibulares do Brasil.

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