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Recursos

Terapêuticos
Manuais
Material Teórico
Massagem Relaxante Corporal

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Esp. Daniela Siviero Hercules Bessa

Revisão Textual:
Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos
Massagem Relaxante Corporal

• Introdução;
• O Estresse e a Saúde;
• A Importância da Aromaterapia;
• A Importância da Cromoterapia;
• Massagem Relaxante.

OBJETIVOS DE APRENDIZADO
• Identificar as indicações e contraindicações sobre a realização da técnica;
• Selecionar o produto cosmético adequado para a realização da técnica;
• Conhecer as manobras utilizadas em massagem relaxante;
• Identificar e compreender a pressão, ritmo, velocidade e frequência adequadas para
realização da técnica;
• Realizar de forma correta as manobras de massagem relaxante;
• Compreender associações de tratamentos e cosméticos para obtenção de melhores resultados.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de
aprendizagem.
UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

Introdução
Reduzir o estresse e a tensão provocada por ele são tarefas difíceis para algumas
pessoas. Algumas necessitam da percepção do toque como forma de relaxamento.
Uma das formas de obtenção de relaxamento e bem-estar é a massagem relaxante.

O Estresse e a Saúde
A vida moderna, com sua grande competitividade, o sonho do crescimento so-
cioeconômico, os relacionamentos sociais baseados no sucesso e a ansiedade, cria
tensões constantes e crescentes.

Figura 1
Fonte: Getty Images

Estas situações nos obrigam a frequentes adaptações, e essas adaptações, mui-


tas vezes realizadas sob tensão, acabam comprometendo o nosso equilíbrio físico
e psicológico.

No organismo humano, o fator diferencial desta resposta é a forma que o indiví-


duo interpreta estas situações.

A maioria das adaptações do organismo ocorre de forma harmoniosa, isso gra-


ças ao estresse positivo, que tem função estimulante, levando o indivíduo a au-
mentar sua energia. Mas há, também, o estresse negativo, que causa esgotamento,

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gerando uma sintomatologia com consequências nocivas à saúde, como fadiga;
dificuldade de concentração; irritabilidade; tristeza; dor de cabeça; problemas diges-
tivos; úlceras estomacais; depressão; impotência; alterações estéticas, como lesões
cutâneas, olheiras, celulite; entre outras.

Conceito de estresse
O estresse é definido como toda modificação neuroendócrina que acomete o
organismo, na presença de fatores exógenos (externos) ou endógenos (internos)
que o precipitam, alterando, como consequência, o equilíbrio de seu meio interno.

Fisiologia do estresse
Quando o cérebro interpreta alguma situação como ameaçadora (estressante),
todo o organismo passa a desenvolver uma série de alterações, denominadas, em
seu conjunto, de Síndrome Geral da Adaptação do Stress, definida como um com-
plexo mecanismo fisiológico capaz de promover transformações diante de circuns-
tâncias novas, às quais o indivíduo precisa se adaptar.

A necessidade desta adaptação inicia-se no Sistema Nervoso Central (SNC).


A região neurológica mais importante para o início do processo orgânico do es-
tresse é o hipotálamo, região capaz de integrar uma série de informações recebi-
das pelo SNC. Depois de integradas essas informações, o hipotálamo age sobre a
“glândula chefe” do sistema endócrino, a hipófise.

A hipófise passa a estimular toda a constelação endócrina do organismo, envian-


do, assim, mensagem às glândulas suprarrenais (síntese de adrenalina e cortisol),
através da liberação de um hormônio chamado ACTH (hormônio adrenocorticotró-
fico). As glândulas suprarrenais são da maior importância no processo do estresse;
portanto, através de um estímulo neuroendócrino, todo o organismo responderá
ao estresse.

Estresse SNC Hipotálamo


(ACTH)

Hipófise Glândulas Modificações


Suprarrenais orgânicas

Figura 2

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UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

Sistema de Resposta ao Estresse


Hipotálamo
Cerebral
Aumento da
Dilatação Frequência Cardíaca
de Bronquíolos

ACTH
Glândula Glândula
Supra-Renal Supra-Renal
Adrenalina Adrenalina
e Cortisol e Cortisol

Rim Rim Pressão


Alta

Diminuição da Atividade
do Sistema Digestivo
Fígado Converte
Glicogênio em Glicose

Figura 3 – Sitema de resposta ao estresse


Fonte: Adaptado de Getty Images

Ação da adrenalina no estresse


A adrenalina (catecolamina) é um hormônio produzido pelas glândulas suprar-
renais e prepara o organismo para realizar atividade física e esforços físicos, pois
age sobre o sistema cardiovascular, mantendo a frequência cardíaca e a pressão
arterial adequadas.

Quando o organismo passa por alguma situação de estresse, ocorre um estímulo


à produção de adrenalina, que atua, principalmente, nos órgãos periféricos, provo-
cando dilatação das pupilas, taquicardia, tremores, sudorese, dentre outros efeitos.

Dilatação
de Bronquíolos

Aumento da
Frequência Cardíaca

Diminuição da Atividade Catecolaminas


do Sistema Digestivo
Fígado Converte
Glicogênio em Glicose

Pressão Alta

Figura 4
Fonte: Adaptado de Getty Images

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Ação do cortisol no estresse
O cortisol é sintetizado pelas glândulas suprarrenais, que em momentos de gran-
de estresse, passam a produzi-lo em grande quantidade, por isso é conhecido como
“hormônio do estresse”. Fisiologicamente, é produzido em períodos de agitação,
como ao acordar ou praticar atividade física.

Em estresse, o cortisol promove diminuição da imunidade (por diminuir as


concentrações de leucócitos no sangue), alteração no metabolismo, crescimento,
regeneração celular, pressão alta, doenças cardíacas, diabetes e aumento da gor-
dura abdominal.

Importante! Importante!

O aumento de gordura abdominal ocorre pela diminuição dos níveis de insulina, a longo
prazo, promovendo o acúmulo de gordura na região abdominal.

Diminuir a sensibilidade
à dor

Memória e Atenção
Doença Cardíaca

Cortisol

Pressão Alta Açúcar Alto


no Sangue

Suprimir o
Sistema Imunológico Problemas Digestivos

Figura 5
Fonte: Adaptado de Getty Images

Fases do estresse
O cientista canadense Hans Seyle, em 1925, quando estudante de Medicina,
estudou os sinais e sintomas comuns apresentados pelos pacientes. Começou a
realizar experimentos em animais, provocando situações agressivas, e observou
que a reação destes animais era a mesma. Devido aos seus estudos, Hans Seyle foi

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UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

considerado o precursor do estresse biológico e o classificou em três fases: alarme,


resistência e exaustão.

Figura 6
Fonte: Getty Images

Fase de alarme ou alerta


Nesta fase, todas as respostas corporais entram em estado de prontidão geral,
ou seja, todo o organismo é mobilizado, sem envolvimento específico de algum
órgão em particular. É um estado de alerta geral, tal como se fosse um susto.

Representa o primeiro contato entre os fatores que provocam o estresse, desen-


cadeando ativação das glândulas suprarrenais. Como consequência da exposição
perante o agente agressor, o organismo reage com aumento da pressão arterial,
taquicardia, aumento dos níveis glicêmicos, alteração na distribuição de oxigênio e
nutrientes para os tecidos, aumento da tensão muscular, alterações gastrointesti-
nais, sudorese e cefaleia.

Fase de resistência
Se o estresse persiste por um período mais longo, sobrevém a segunda fase,
chamada fase de resistência, a qual acontece quando a tensão se acumula.

Nesta fase, o organismo desenvolve seu sistema de defesa para impedir os efei-
tos lesivos da exposição crônica aos agentes que provocam o estresse. Durante esta
exposição, o organismo adapta suas reações e seu metabolismo para suportar o
estresse por um período mais prolongado. A reação de estresse pode atingir um

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órgão ou sistema específico, produzindo reações como ansiedade, risco de doenças
cérebro-cardiovasculares, úlceras, gastrites, impotência sexual, falta ou excesso de
apetite e medo.

Fase de exaustão ou esgotamento


Nesta fase, os estressores tornam-se crônicos e os mecanismos de adaptação
começam a falhar, ocorrendo declínio das reservas de energia. É o momento
em que a capacidade do organismo de liberar hormônios, leucócitos e antioxi-
dantes se torna comprometida, favorecendo a ação dos agentes estressantes,
levando à diminuição das reservas energéticas, reversão da adrenalina como
mecanismo de defesa, passando a um processo de autoagressão, doenças au-
toimunes e depressão.

Essa fase é grave e pode evoluir para a fase terminal e a morte.

Atuação do estresse no corpo


• Cérebro: o excesso de cortisol afeta os neurônios, prejudicando o raciocínio;
podem ocorrer lapsos de memória, surtos de raiva, depressão e fadiga.
• Cabelos: podem ocorrer queda acentuada dos cabelos e escamação do couro
cabeludo devido à falta de irrigação sanguínea.
• Coração: devido ao aumento da liberação de adrenalina e cortisol, ocorrem
taquicardia, aumento da pressão arterial e risco de infarto.
• Pulmão: a respiração fica acelerada, aumentando o nível de oxigênio no sangue.
A respiração acelerada pode agravar crises de asma ou doenças respiratórias.
• Órgão sexuais: os níveis de testosterona diminuem no estresse, tanto em ho-
mens como em mulheres, reduzindo a libido. Nas mulheres, a queda do nível
de progesterona provoca cólicas menstruais.
• Estômago e intestinos: a mucosa do intestino fica vulnerável ao aparecimento
de úlceras e o excesso de suco gástrico pode provocar gastrite.
• Músculos: o estresse gera tensão muscular, que, quando constante, causa dor
principalmente no pescoço, dorso e ombros, além do aumento do cansaço.
• Pele: devido à falta de irrigação sanguínea, a pele apresenta-se pálida, com
escamação e envelhecimento precoce devido ao aumento de radicais livres.
• Sistema imunológico: por ter ação reduzida no estresse, podem ocorrer gri-
pes, resfriados e doenças infecciosas, pela baixa imunidade.
• Sistema circulatório: os batimentos cardíacos acelerados e a pressão arterial
elevada diminuem a elasticidade dos vasos sanguíneos, podendo levar ao sur-
gimento de doenças cardiovasculares.

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UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

Resposta ao Estresse

Glândula Pituitária

Hormônio
Adrenocorticotrófico (ACTH)

Glândula
Adrenal

Respiração
Rápida Cortisol Suando
Adrenalina

Converte Glicogênio Aumentar a Visão Aceleração da Digestão


em Glicose Pressão Arterial de Túnel Frequência Cardíaca Diminui

Figura 7 – Resposta ao estresse


Fonte: Adaptado de Getty Images
Explor

Síndrome de Bournout, disponível em http://bit.ly/2NyoKl3

Tratamento do estresse
• Eliminação dos agravantes: são fundamentais a identificação e o afastamento
do agente agressor, seja ele interno ou externo;
• Atividade física: qualquer atividade física proporciona benefícios ao organis-
mo, melhorando as funções cardiovasculares e respiratórias, queimando calo-
rias, ajudando no condicionamento físico e induzindo a produção de substân-
cias com caráter relaxante e analgésico, como a endorfina;

Vale lembrar que a atividade física escolhida é aquela que dê prazer à pessoa que a realiza.

• Farmacoterapia: somente o médico poderá indicar o melhor medicamento


para cada caso, porém os mais indicados são os calmantes, antidepressivos
e ansiolíticos;

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• Alimentação balanceada: durante o período de estresse, o organismo perde
muitas vitaminas e nutrientes, portanto para repor esta perda é recomendável
comer muita fruta e verdura, pois são ricas em vitaminas, magnésio e manganês;
• Fitoterapia: tratamento elaborado com plantas, como melissa, rosa branca
e maracujá;
• Aromaterapia: tratamento à base de aromas. Algumas fragrâncias causam
prazer, ajudando a restabelecer a saúde;
• Cromoterapia: tratamento feito com a utilização de cores. As ondas eletro-
magnéticas que as cores emitem beneficiam o organismo. As cores indicadas
para a redução e equilíbrio do estresse são: verde, azul e violeta;
• Massagem: há várias técnicas de massagem, dentre elas podem ser citadas a
massagem relaxante, quickmassage, ayurvédica, shiatsu, entre outras;
• Terapias de apoio: psicoterapia, psiquiatria ou dinâmicas em grupo.

Figura 8
Fonte: Getty Images

A Importância da Aromaterapia
O efeito da massagem relaxante está relacionado com a sensibilidade de quem
escolhe e aplica a técnica.

É preciso moldar-se às circunstâncias, equilibrando os diversos componentes de


uma sessão de tratamento.

Os resultados de qualquer tratamento dependem da habilidade de quem o executa:


1. a escolha dos movimentos a serem realizados;
2. a aplicação correta da técnica.

A massagem permite a integração de todos os sentidos, para a conquista de um


prazer maior. O olfato é indiscutivelmente o que mais consegue quebrar a resistência,

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UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

pois todo aroma agradável funciona como uma experiência conhecida e nos propor-
ciona sensação de segurança, prazer e bem-estar. Por ele podemos ser transporta-
dos, rapidamente, a campos ou jardins, a pomares ou a qualquer outra lembrança de
infância ou de situações que nos remetem a segurança e lembranças positivas.

Figura 9
Fonte: Getty Images

A aromaterapia ajuda a relaxar e equilibrar as emoções, atuando no subcons-


ciente do ser humano, visando ao equilíbrio entre corpo e mente, preservando a
saúde por meio do bem-estar físico, mental e emocional.

Por estes motivos, utilizam-se óleos essenciais em diversas técnicas de atendi-


mento para conseguir o equilíbrio ideal. Esta utilização se dá através da aplicação
do óleo essencial na pele, associado a produtos cosméticos ou até em richô.

Os óleos essenciais são elaborados através de plantas aromáticas, a partir da


energia solar, possibilitando as reações químicas que ocorrem na intimidade das
suas folhas e flores, mediante a ação clorofílica.

Figura 10
Fonte: Getty Images

A maior parte das plantas contém óleo essencial, estes se apresentam sob forma
de pequenas gotas entre as células da planta, agindo como estimulantes biológicos.

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Os principais óleos essenciais utilizados na massagem relaxante são:
• Alecrim: estimulante, fortificante, refrescante, digestivo, antisséptico, analgési-
co. Atua positivamente em casos de esgotamento e fraqueza mental, preguiça
e desânimo;
• Camomila: refrescante e relaxante, tem ação digestiva, antiespasmódica, diu-
rética, anti-inflamatória e em casos de depressão, estresse, irritabilidade, an-
siedade e insônia;
• Cânfora: tonificante, aquece e estimula o coração e os sistemas respiratório e
circulatório. Tem ação antisséptica, de combate às câimbras e atua em casos
de depressão, falta de energia vital e insônia;
• Eucalipto: descongestionante, diurético, expectorante, analgésico, antisséptico,
cicatrizante, além de atuar em casos de falta de atenção e de concentração,
dando mais amplitude mental;
• Flor-de-laranjeira: altamente calmante, relaxante, tem ação digestiva, antissép-
tica e em casos de ansiedade, depressão, medo, histeria, insônia e palpitação;
• Lavanda: refrescante e relaxante, tem ação analgésica, anticonvulsivante, an-
tiespasmódica, antisséptica, cicatrizante, sedativa e diurética;
• Menta: estimulante, tonificante, energizante e refrescante, tem ação analgésica,
ajuda no combate à fadiga e má circulação;
• Rosas: acalma e tem ação antidepressiva, adstringente, afrodisíaca, depurativa,
sedativa, além de ser tônico cardíaco, estomacal e hepático;
• Sândalo: relaxante e desintoxicante, de ação antidepressiva, afrodisíaca, ads-
tringente, expectorante e sedativa;
• Tangerina: relaxante, calmante, refrescante e tem ação antisséptica;
• Ylang-Ylang: relaxante e afrodisíaco, tem forte ação antisséptica, sedativa
e antidepressiva.

A Importância da Cromoterapia
A cromoterapia é a ciência que utiliza o poder
das cores na busca do equilíbrio do corpo, me-
lhorando, assim, inúmeras disfunções orgânicas e
emocionais, estimulando um fluxo de energia po-
tencialmente curativa.

A cromoterapia, como tratamento alternativo, tem


muito a colaborar na área da estética, por meio da
integração entre cores e os cosméticos desenvolvidos
para tratar as diversas disfunções, através de másca-
ras coloridas indicadas para cada caso. Figura 11
Fonte: Adaptado de Getty Images

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UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

A cromoterapia também pode ser aplicada através de toalhas ou lâmpadas colo-


ridas no ambiente de trabalho.

Certas cores, como vermelho e laranja, elevam a temperatura. São chamadas


de cores quentes ou tonificantes, pois o laranja ajuda na eliminação de toxinas e o
vermelho auxilia na restauração das células e aumenta o fluxo sanguíneo.

As cores frias, ou seja, verde e azul, são calmantes e relaxantes. O azul acalma
o sistema nervoso e tem ação analgésica, o verde tem ação antisséptica, relaxante
e calmante. São muito utilizadas na massagem relaxante.

As cores violeta e rosa são conhecidas como cores intermediárias e promovem


o equilíbrio físico e mental.

Massagem Relaxante
Muitas têm sido as propostas para solucionar ou minimizar o estresse. Uma de-
las é a massagem relaxante, que atua sobre os mecanismos do estresse, pois a pele
e o sistema nervoso se originam de uma mesma capa embrionária, o ectoderma.
Assim, a estimulação cutânea fortalece o sistema nervoso, estimulando o mecanis-
mo que atua contra o estresse.
As manobras realizadas induzem à diminuição da produção de ACTH (hormô-
nio adrenocorticotrófico), que atua na glândula suprarrenal e, consequentemente,
estimula o cortisol, que está diretamente ligado ao estresse.
Dessa forma, gradativamente, todo o corpo se beneficia dos efeitos fisiológicos
da massagem, reduzindo o estresse e equilibrando as funções neuroendócrinas.
As manobras realizadas têm as seguintes funções:
• Miorrelaxante: executada diretamente sobre os músculos, para promover relaxa-
mento através de movimentos que promovam estiramento do sistema muscular,
relaxamento das fibras musculares, oxigenação tecidual e melhora da circulação;
• Neurossedante: atua sobre a coluna espinhal, reduzindo a tensão e reenergi-
zando as terminações nervosas.

A sequência dos movimentos deve ser de tal forma que a massagem realizada
em uma região deve preparar a seguinte, sem se perder o contato com o cliente.

Importante! Importante!

Antes da execução da massagem, preparar o ambiente de trabalho (carrinho auxiliar e


maca) e escolher o cosmético a ser utilizado (óleo ou creme), que poderá ser associado
ao óleo essencial.
Receber o cliente e posicioná-lo, confortavelmente, na maca e realizar a higienização das
axilas, virilha, mãos e pés do cliente.

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Manobras da massagem relaxante corporal
Decúbito dorsal
• Membros superiores
1. Alongamento dos membros superiores: O profissional deverá ficar na
cabeceira da maca, elevar os membros superiores do cliente e apoiá-los
na maca. Posicionar as mãos acima dos cotovelos e realizar a tração dos
membros durante a expiração do cliente;
2. Relaxamento do ombro e braço: Realizar fricção com os quatro dedos
de ambas as mãos contornando o ombro e finalizar o movimento na
região do deltoide;
3. Círculos alternados no ombro: Realizar círculos alternados com ambas
as mãos contornando o ombro;
4. Deslizamento profundo: Afastar o membro superior do tronco, com
uma das mãos manter o antebraço do cliente apoiado e com a outra
realizar deslizamentos profundos e ascendentes no braço;
5. Tração escápulo-umeral: Realizar tração mantendo uma das mãos no
braço e a outra na região superior do ombro, manter a tração por 10
segundos e liberar;
6. Fricção na mão: Realizar círculos alternados, com os polegares, no
dorso e na palma da mão. Finalizar com oscilação e alongamento
dos dedos.
• Membros inferiores
7. Deslizamento cruzado: Partindo do tornozelo, subir realizando desliza-
mentos com as mãos cruzadas até a região inguinal. Descruzar as mãos
e descer deslizando com leve tração no tornozelo;
8. Fricção no dorso do pé: Realizar círculos com os quatro dedos na re-
gião dos metatarsos e todo dorso do pé;
9. Pressões digitais: Com os polegares, fazer pressões pontuais na região
dos metatarsos e dorso do pé para alívio das tensões;
10. Alongamento da fáscia plantar: Apoiar os polegares paralelamente no
dorso do pé e realizar movimentos de abertura da fáscia plantar, com os
quatro dedos apoiados na planta do pé.

Decúbito ventral
• Membros inferiores
11. Fricção na planta do pé: Realizar círculos compressivos, com os pole-
gares, na planta do pé;
12. Deslizamento com o antebraço: Realizar movimento de deslizamento
com o antebraço no arco do pé;

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UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

13. Pressões no calcanhar: Fazer pressões, com os polegares, no calca-


nhar e finalizar com bracelete no tornozelo;
14. Fricção na perna: Realizar fricção, com os polegares, na região poste-
rior, lateral interna e externa da panturrilha;
15. Deslizamento na perna: Realizar deslizamentos ascendentes e com-
pressivos com o antebraço na região da panturrilha. Retornar com des-
lizamento suave;
16. Bracelete na perna: Fazer bracelete na região da panturrilha realizando
torção ascendente e descendente;
17. Deslizamento profundo na perna: Com as mãos alternadas, realizar
deslizamentos ascendentes e profundos na região da panturrilha;
18. Fricção na região poplítea: Realizar fricção, com os dedos, nas laterais
do joelho;
19. Deslizamento mão fechada: Realizar deslizamentos profundos e as-
cendentes, com uma das mãos fechada e a outra espalmada, partindo do
tornozelo até região poplítea. Retornar com deslizamento suave;
20. Fricção na coxa: Realizar fricção, com os polegares, nas regiões poste-
rior, lateral interna e externa da coxa;
21. Deslizamento com antebraço na coxa: Realizar deslizamentos com-
pressivos e ascendentes com o antebraço na região da coxa;
22. Bracelete na coxa: Fazer o movimento de bracelete com as mãos, rea-
lizando torção em toda coxa;
23. Deslizamento profundo na coxa: Com as mãos alternadas e espalma-
das, realizar deslizamentos profundos e ascendentes na coxa. Retornar
com deslizamento suave;
24. Deslizamento mão fechada: Realizar deslizamentos ascendentes e pro-
fundos com uma das mãos fechada e a outra espalmada na região da coxa;
25. Fricção no glúteo: Realizar fricção, com os polegares, na região do
nervo ciático;
26. Círculos relaxantes: Com a região palmar, fazer círculos compressivos
em todo o glúteo.
• Dorso
27. Deslizamento no dorso: Posicionar-se na cabeceira da maca, realizar
deslizamentos, com as mãos espalmadas até a região lombar. Retornar
pelas laterais e contornar os ombros;
28. Deslizamento cruzado no dorso: Na mesma posição anterior, realizar
deslizamentos com as mãos cruzadas até a região lombar. Retornar sua-
vemente pelas laterais do dorso;

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29. Deslizamento circular com os antebraços: Manter-se na mesma po-
sição e realizar movimentos circulares com os antebraços no sentido
horário e anti-horário;
30. Fricção nos músculos paravertebrais: Posicionar-se na lateral da maca,
apoiar os polegares ao lado da coluna, na região lombar, e realizar fric-
ção ascendente até a região cervical. Retornar pelas laterais;
31. Deslizamento com os dedos flexionados: Realizar deslizamentos as-
cendentes com o dorso dos dedos flexionados e retornar com os punhos,
em toda região do dorso;
32. Deslizamento com os dedos flexionados: Posicionar-se na cabeceira
da maca e repetir o movimento anterior, em sentido contrário;
33. Amassamento no músculo trapézio: Realizar amassamento em toda
região do trapézio e ombro;
34. Repetir a manobra 27 para encerramento da massagem relaxante.

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UNIDADE Massagem Relaxante Corporal

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

 Leitura
Uso de óleos essenciais na massagem relaxante corporal
http://bit.ly/2NAd1m9
Massagem e Reiki para redução de estresse e ansiedade: ensaio clínico randomizado
http://bit.ly/2NK8Wfg
Massagem relaxante com argila verde para o alívio da dor na região dorsal
Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em
Estética e Bem-Estar da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) como
requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Estética e Bem-Estar
http://bit.ly/2NCiGIb
Aromaterapia no auxílio do combate ao estresse: bem-estar e qualidade de vida
http://bit.ly/2Nz7XhD
Características de publicações nacionais sobre Síndrome de Burnout
http://bit.ly/2NvfgXx
Evolução histórica do conceito de estresse
http://bit.ly/2NAv4IO

22
Referências
BAUDOUX, D. O grande manual da aromaterapia. Belo Horizonte: Laszio, 2018.

BENTLEY, E. O livro essencial da massagem. São Paulo: Manole, 2006.

CASSAR, M. P. Manual de massagem terapêutica. São Paulo: Manole, 2001. Dis-


ponível em: <http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/12/livro-
-mario-paul-cassar-manual-de-massagem-terapeutica.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2019.

NESSI, A. Massagem antiestresse: teoria e prática para o bem-estar. 5ª ed. São


Paulo: Phorte, 2010.

WEIL, P.; TOMPAKOW, R. O corpo fala: a linguagem silenciosa da comunicação


nãoverbal. 5ª ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

ZULAR, A. Sucesso sem stress. São Paulo: Best Seller, 2000.

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