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CEULP – ULBRA (BIOMEDICINA E FARMÁCIA)

PROCEDIMENTO OPERACIONAL Código: POP - 001


PADRÃO
HEMATOLOGIA LABORATORIAL Folha: 1 de 44

POP DE HEMATOLOGIA LABORATORIAL

FINALIDADE: AULAS PRÁTICAS DE HEMATOLOGIA CLÍNICA – FARMÁCIA E BIOMEDICINA

PALMAS

NOVEMBRO 2014

Elaboração Larissa Almeida Brasil Aprovação e Profº Msc. Divino José Otaviano
Professora de Hematologia Liberação Professor de Hematologia
Revisão Danilo Rodrigues de Melo – Acadêmico de Biomedicina
Danilo Meirelles de Souza Abreu – Acadêmico de Farmácia
Francielly Lopes Dias – Acadêmica de Farmácia
Fernanda Paula Atavila – Acadêmica de Farmácia
Helem Maria Cicotti – Acadêmica de Farmácia
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PROCEDIMENTO OPERACIONAL Código: POP - 001
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HEMATOLOGIA LABORATORIAL Folha: 2 de 43

Uso De Anticoagulantes em Hematologia 03


Confecção de Esfregaço e Coloração 05
Contagem Global de Hemácias 07
Leucograma 08
Câmara de Newbauer 09
Determinação de Hematócrito Manual 10
Dosagem de Hemoglobina 12
Contagem de Plaquetas 12
Reticulócitos 14
Teste de Falcização 16
Tipagem Sanguínea 17
Coombs Direto 20
Coombs Indireto 21
Tempo de Sangramento 23
Tempo de Coagulação 24
Retração do Coágulo 25
Prova de Fragilidade Capilar 27
Tempo de Protrombina 28
Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado 31
Valores de Referência do Coágulo 34
VHS – Velocidade de Hemossedimentação 35
Microscópio e seus Componentes 37
Padronização do Laudo do Eritrograma 39
Valores de Referência do Hemograma 39
Procedimento de Coleta Sanguínea 40
Procedimento de Uso – Centrífuga de Tubos 46

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O USO DE ANTICOAGULANTES EM HEMATOLOGIA

HEPARINA

1. PRINCÍPIO

Inibe a formação de trombina, impedindo a conversão de fibrinogênio em fibrina

2. VANTAGEM

Não altera a morfologia e tamanho celular.

3. DESVANTAGEM

Os esfregaços corados apresentam fundo azulado pelas colorações rotineiras, dificultando seu
estudo e possui um alto custo.

4. INDICAÇÃO

Indicado para testes de fragilidade osmótica e gasometria.

5. QUANTIDADE UTILIZADA

Utilizando na proporção de 1 ml para 9 ml de sangue.

CITRATO DE SÓDIO A 3,8%

1. PRINCÍPIO

É um quelante de cálcio, portanto, impede a cascata de coagulação.

2. VANTAGEM

Conserva o fator V da coagulação.

3. DESVANTAGEM

Permite uma entrada maior de líquido para dentro da célula, alterando a morfologia celular, não
inibe a glicose.

4. INDICAÇÃO

É de escolha nas provas de coagulação. Utilizado para coleta para coleta de bolsas de sangue
para transfusão, pelo fato de não ser tóxico.

5. QUANTIDADE UTILIZADA

0,1 mg para 1 ml de sangue coletado.

6. FÓRMULA

Citrato trissódico (5,5 H2O)...............................3,8g

Água destilada.................................................100mg
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EDTA (ETILENO DIAMINO TETRACÉTICO)

1. PRINCÍPIO
Impede a aglutinação das plaqueta no sangue ao formar quelatos com cálcio, permitindo
estimativa grosseira de seu número no esfregaço corado, feito logo após a colheita do sangue.
2. VANTAGEM
Possui boas propriedades de conservação da morfologia.
3. INDICAÇÃO
É o anticoagulante de escolha na rotina hematológica com algumas exceções.
Obs: Não deve ser usado para testes de coagulação e prova de fragilidade capilar.
4. QUANTIDADE UTILIZADA
Usar 0,05 ml de EDTA para 0,5 ml de sangue
5. FÓRMULA
EDTA dipotássico..................1,0g
Água destilada q.s.p.

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CONFECÇÃO DE ESFREGAÇOS SANGUÍNEOS E COLORAÇÃO

1. PROCEDIMENTO

A gota é colocada em uma das extremidades da lâmina de vidro. A lâmina extensora é


posicionada à frente da gota e recuada. A gota de sangue se distribui pela largura de vidro.
Com a extensora a 45º de inclinação em relação a lâmina, realiza-se um movimento rápido e
contínuo para frente, distribuindo a gota de sangue pelo comprimento da lâmina

O esfregaço bem feito é composto por três porções: fina, média e espessa.

Na Porção Fina a disposição de eritrócitos e leucócitos é defeituosa, com células deformadas


artefatualmente.

Na Porção Média se concentram as células com distribuição homogênea, perfeitas para


analise.

Na Porção Espessa as células se congestionam, dificultando análise.

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O esfregaço depois de corado é percorrido em zingue-zangue da porção média em direção a


porção fina.

COLORAÇÃO PANÓTICO

1. PRINCÍPIO

O panótico é constituído por: corante 1, corante 2 e corante 3, sendo respectivamente o álcool


(fixar o esfregaço), a eosina (revela as proteínas ácidas no citoplasma) e o azul de metileno
(fixa os componentes básicos). Tratada pelos corantes, a célula evidencia estruturas acidófilas,
basófilas ou neutrófilas, conforme a retenção do corante ácido, básico ou neutro.

2. PROCEDIMENTO

1- Colocar 10 segundos no corante 1

2- Deixar escorrer por 5 segundos

3- 10 segundos no corante 2

4- Deixar escorrer por 5 segundos

5- 20 segundos no corante 3

6- Deixar escorrer, lavar em água corrente pelo lado oposto ao esfregaço, deixando secar
naturalmente à temperatura ambiente.

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CONTAGEM GLOBAL DE HEMÁCIAS

PRINCÍPIO: O sangue é diluído na porção 1:200 com líquido diluidor isotônico contendo um
fixador para conservação da forma celular.

TIPO DE AMOSTRA: Sangue total colhido com EDTA

COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO DILUIDORA (Líquido de Hayem): Citrato de Sódio, Formol a


40% e Água Destilada.

PROCEDIMENTO:

Preparar a diluição 1:200 (4,0 mL do liquído diluidor + 20μL do sangue);

Agitar por 2 minutos, suavemente por inversão;

Preencher os retículos da Câmara de Newbauer; (Nota: o preenchimento deve ser feito de uma
única vez com micropipeta de 10L, de tal modo que não extravase e nem falte líquido no local
da contagem, repetir o preenchimento se houver formação de bolhas, evitar movimentar a
câmara).

Deixar repousar por 5 minutos para sedimentação dos eritrócitos;


2
Contagem em objetiva de 400x, analisar 1/5 mm do retículo, ou seja, 5 quadrados do
quadrante central, em seguida aplique a formula:
3
Hemácias/mm = h.c. x 5 x 10 x 200

Ou
3
Hemácias/mm = h.c. x 1000

h.c. = hemácias contadas


2
5 = fator de conversão para 1mm
3
10 = Fator de conversão para = mm

200 = Fator de diluição

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LEUCOGRAMA:

- Contagem global de leucócitos

- Contagem diferencial dos leucócitos

* Contagem Relativa (%) = Realiza-se em contador de células a contagem e diferenciação de


100 leucócitos.
3
* Contagem Absoluta (mm ) = Leucócitos totais x Valor relativo/100

-Análise quantitativa dos leucócitos

Contagem Global de Leucócitos

Princípio: O sangue é diluído na proporção de 1:20 com o líquido diluidor (Turk) que hemolisa
as hemácias e cora o núcleo dos leucócitos pelo Azul de Metileno.

Tipo de Amostra: Sangue total colhido com EDTA

Composição da Solução Diluidora (Líquido de Turk):

Ácido acético glacial: Solução hipotônica que lisa as hemácias, exceto os eritroblastos.

Azul de metileno a 1%: cora o núcleo dos leucócitos

Água destilada

Procedimento:

Preparar a diluição 1:20 (400 μL do liquido diluidor + 20 μL do sangue)

Agitar suavemente por 2 minutos. Não utilizar o homogeneizador de tubos;

Preencher o retículo da Câmara de Newbauer, evitando excesso de líquido e bolhas de ar;

Deixar repousar por 5 minutos para sedimentação dos leucócitos;

*Contagem:
3
Leucócitos/mm = L.c. x 20 x 10

L.c. = Leucócitos contados

20 = Fator de diluição
3
10 = Fator de conversão para mm

4 = Área da câmara de newbauer utilizada na contagem


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 IMPORTANTE: OBS: Realiza-se a Contagem


Corrigida dos Leucócitos quando os
Contagem de Leucócitos Corrigida: eritroblastos, que são precursores dos
eritrócitos que ainda se apresentam
Contagem Corrigida de Leucócitos = Leucócitos Totais x 100 nucleados, forem superior a 5%.

Eritroblastos + 100

- A Câmara de Newbauer é dividida em quatro quadrantes laterais e um central. Os quadrantes


laterais ao divididos em 16 quadrados menores e o quadrante central em 25 quadrados dentro
dos quais há 16 quadrados menores. Cada lado de cada quadrante tem o comprimento de
1mm e a altura da câmara (distância entre o retículo e a lamínula) é de 0,1mm. Esses dados
devem ser conhecidos para poder expressar em microlitros o numero de células contadas. Os
leucócitos devem ser contados nos quatro quadrantes laterais e os eritrócitos e plaquetas no
quadrante central. Existe também uma padronização para a contagem de células na câmara,
pelo fato de as células poderem ficar encostadas para dentro ou para fora ou ainda nas linhas
que delimitam o retículo.

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DETERMINAÇÃO DO HEMATÓCRITO MANUAL


1-PRINCÍPIO

HEMATÓCRITO: Corresponde ao volume ocupado pelas hemácias numa coluna de sangue


centrifugado. A leitura é realizada em escala apropriada que determina a porcentagem da
coluna de eritrócitos em relação ao volume total de sangue. Aparelhos com alta rotação são
empregados, que após 3 a 5 min ocorre a sedimentação constante para o volume hematócrito.

2. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

- Material para punção venosa;


- Frasco com anticoagulante EDTA;
- Tubo hematócrito de Wintrobe sem anticoagulante;
- Microcentrífuga;
- Bico de gás ou massa para a selagem dos tubos;
- Papel filtro ou algodão
- Régua específica para leitura.

3. PROCEDIMENTOS

1. Encher o tubo capilar com a amostra de sangue homogeneizada (em média 75% da
capacidade do tubo);
2. Selar o tubo capilar na chama do Bico de Bunsen, movimentando por rotação, introduzindo
perpendicular à chama o lado vazio do tubo capilar, ou seja, o lado oposto ao que foi utilizado
no preenchimento;
3. Colocá-los na microcentrífuga em posições diametralmente opostas com a parte selada
para fora. Observar a numeração na Microcentrífuga evitando a troca de resultados;
4. Centrifugar por 5 minutos;
5. Fazer a leitura usando a escala própria.
Obs1.: Coincidir a extremidade inferior das células com a linha 0% (zero), ir deslocando até
coincidir o menisco superior do plasma com a linha 100%.
Obs2.: Descontar os leucócitos e as plaquetas (buffy coat) que se acomodam sobre a camada
de eritrócitos, eles não devem ser contados na leitura do hematócrito.

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4. COMENTÁRIOS
- Imediatamente após uma hemorragia aguda os vasos estão contraídos e as hemácias mais
concentradas.
Consequentemente o hematócrito será alto. Várias horas após o episódio hemorrágico, o
líquido tecidual passa para o sistema vascular levando à hemodiluição e redução do
hematócrito.
- A camada branca entre o plasma e as hemácias é formada por plaquetas e leucócitos. Sua
espessura varia de acordo com:
- Número e tipo de leucócitos, sendo maior para mielóides; menor para linfócitos. Em
leucemias com leucocitose a camada branca pode ser tão espessa quanto à das hemácias.
- Número de plaquetas.
- Se a cor da coluna do plasma estiver amarela indica icterícia, se avermelhada, hemólise.
- Excesso de anticoagulante pode fornecer valor baixo no hematócrito.
- Um valor normal não indica obrigatoriamente normalidade, desde que modificações
quantitativas do volume aquoso e celular se contrabalançam ou se opõem. Por exemplo: uma
anemia associada à desidratação e uma policitemia sobreposta a hiperhidratação podem
apresentar hematócrito normal.
Hematócrito diminuído: em casos de leucemia mielóide, leucemia aguda, anemias, gravidez,
hiperhidratação, hemorragias agudas.
Hematócrito aumentado: nas policitemias, hemoconcentração (devido traumatismos,
queimaduras, desidratação, choque cirúrgico).

5.OBSERVAÇÕES TÉCNICAS;
- Existe uma diferença, em situações fisiológicas normais, entre o hematócrito manual e o
automatizado (impedância)que geralmente é de 2 a 3%. O hematócrito automatizado é menor
e o manual é maior pois fica retido plasma entre os eritrócitos. Essa diferença pode ser mais
acentuada em anemias moderadas ou em hematócritos altos.

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DOSAGEM DA HEMOGLOBINA

O método de escolha para a dosagem de hemoglobina é o cianometahemoglobina, que utiliza


o líquido de Drabkin (ferricianeto de potássio, cianeto de potássio e fosfato de potássio anidro).
A amostra sanguínea adicionada ao líquido de Drabkin é hemolisada e a hemoglobina livre é
transformada em metemoglobina (ferro hemoglobínico na forma férrica) que, por adição do
cianeto de potássio é transformada em cianometemoglobina, um composto estável que
absorve luz em 450 nm. A concentração de hemoglobina da amostra é calculada a partir de um
padrão comercial de hemoglobina.
Nota: Lipemia, leucocitoses (> de 30.000/mm³), presença de hemoglobinas variantes (Hb S ou
C), imunoglobulinas (Mieloma múltiplo e macroglobulinemia) elevam o resultado de
hemoglobina por turvarem a solução.

CONTAGEM DE PLAQUETAS

MÉTODO DE FONIO

PRINCÍPIO:
É um método indireto em que as plaquetas e hemácias são contadas simultaneamente no
mesmo esfregaço.
Após faz-se o relacionamento entre essa contagem e o número de hemácias por microlitro de
sangue obtido, à parte, pelo hemocitômetro.
PROCEDIMENTO:
1. Colher sangue para a contagem de hemácias.
2. Corar o esfregaço pelo panótico. Secar e examinar sob imersão.
3. Contar mil hemácias e, ao mesmo tempo, as plaquetas encontradas, anotando seu número.
A contagem é feita em vários campos sucessivos, seguindo linhas longitudinais em relação às
lâminas.
Realizar a contagem de hemácias na câmara de Neubauer.

Cálculos:

P= plaquetas
Hm= hemácias

MÉTODO DE REES-ECHER
PRINCÍPIO:
Através da diluição do sangue, as plaquetas são contadas na Câmara de Neubauer.

COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO DILUIDORA:

Citrato de sódio .............................3,8g


Formol a 40% ...............................2,0mL
Azul de cresil brilhante..................0,05g
Água destilada..........................100,0 ml

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PROCEDIMENTO:
1. Pipetar 4,0 ml da solução diluidora em um tubo de ensaio
2. Pipetar 0,02 ml de sangue com EDTA.
3. Limpar sua parede externa com papel de filtro e acertar exatamente o volume.
4. Transferir os 0,02 ml de sangue para o frasco com solução diluidora, lavando com ele o
interior da pipeta por aspiração e expulsão do liquido. A diluição é de 1:200.
5. Homogeneizar por inversão dois minutos, no mínimo.
6. Encher os retículos da câmara de contagem.
7. Sedimentar as plaquetas, repousando a preparação 15 minutos com água (câmara úmida) e
em local isento de vibrações.
2
Fazer a contagem microscópica com aumento de 400x em 1/5 de mm , conforme indicado para
hemácias. É necessário ter experiência para distinguir as plaquetas de outras partículas.
Aquelas aparecem como corpos arredondados, ovais ou alongados, altamente refringentes,
com 1 a 5 mícrons de diâmetro. O ajuste do contraste na microscopia é indispensável para
uma boa visualização das plaquetas.

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RETICULÓCITOS

COMENTÁRIOS:
Os reticulócitos são eritrócitos jovens recém liberados pela medula óssea e que contém RNA
ribossômico. É um excelente teste hematológico que avalia a função da medula óssea,
especialmente a eritropoiese.
PRINCÍPIO:
Os esfregaços submetidos ao azul de cresil brilhante permitem que o RNA ribossômico dos
reticulócitos se corem. Sob circunstâncias patológicas, os corantes usuais da rotina
hematológica (Leishman, Wright, May-Grunwal ou Giemsa), podem mostrar os reticulócitos
discretamente maiores que os eritrócitos e com cor cinza pálido-azulado, caracterizando a
policromasia.
TIPO DE AMOSTRA:
Sangue total (EDTA)
PROCEDIMENTO:
- Em um tubo de hemólise adicionar:

- Incubar a 37 ° C por 30 minutos


- Confeccionar os esfregaços e fazer a análise microscópica (aumento de 1000x, imersão)
- Pode-se realizar uma contra coloração, ou seja, corar pelo panótico o esfregaço já corado
pelo ACB.
PROCEDIMENTO DE LEITURA:
Contagem relativa:
Contam-se os reticulócitos em cada campo microscópico contrapondo ao número de hemácias,
e dessa relação se extrai a porcentagem (valor relativo). Contar no mínimo 1000 hemácias.

Exemplo: 10 reticulócitos em 2000 hemácias

2000 hemácias __________100%


10 reticulócitos __________ X
= Contagem relativa = 0,5%

Outra forma de estimar a produção de eritrócitos é a realizando a contagem absoluta dos


reticulócitos.
Constitui um excelente parâmetro para avaliar a resposta positiva da eritropoiese.

Contagem absoluta = Contagem relativa (%) x Eritrócitos Totais


100
3
Exemplo: 0,5 x 5.100,000 = 25.500 reticulócitos/mm
100
Observação:
*** Quando o paciente padece de anemia é importante que seja realizada a correção da
contagem de reticulócitos da seguinte forma:
Contagem corrigida = Contagem Relativa (%) x hematócrito do paciente
Hematócrito normal
* Hematócrito normal: Feminino = 40%
Masculino = 45%

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VALORES DE REFERÊNCIA:
Adultos:
Contagem relativa = 0,5 a 2,0%
3
Contagem absoluta = 25.000 a 75.000/mm
Recém nascidos:
Contagem relativa = 2,5 a 6,5%

TEMPO DE MATURAÇÃO DO RETICULÓCITO NO SANGUE PERIFÉRICO

HEMATÓCRITO DIAS

40 a 45% 1

35 a 39% 1,5

25 a 34% 2

15 a 24% 2,5

Abaixo de 15% 3

Fonte: Hematologia Laboratorial - Paulo Henrique da Silva

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TESTE DE FALCIZAÇÃO

PRINCÍPIO:
Sob baixa tensão de oxigênio, os eritrócitos contendo hemoglobina S tomam a forma
característica de foice, ou de meia lua. O metabissulfito de sódio reduz a tensão de oxigênio.
Assim, quando uma solução de metabissulfito é adicionada ao sangue total, e esta mistura é
vedada entre a lâmina e a lamínula por meio de esmalte, os eritrócitos contendo HbS se
deformam, após algumas horas em repouso.

PROCEDIMENTO:
- Diluir em um tubo de hemólise.
100μl de sangue total homogeneizado
- Adicionar ao sangue 20μl do metabissulfito de sódio a 2% (0,2g para 10ml de água
destilada).
- Cobrir a preparação com lamínula e vedar com esmalte os quatro lados.
- Conservar a preparação em câmara úmida (placa de Petri c/ algodão embebido em água).
- Examinar em microscópio com objetiva de 40X após 1 hora, 3, 6, 12, 24 horas.
INTERPRETAÇÃO:
O fenômeno de falcização ocorre em portadores de HbS, com variação de tempo entre os
diferentes tipos: HbSS (1 a 3 horas); HbSC e HbSD (6 a 12 horas); HbS/tal (12 a 24 horas);
HbSA (12 a 24 horas). Entretanto essa relação falcização/genótipo/tempo não é constante e
também não serve para caracterizar o genótipo. Após 24 horas, a ausência de eritrócitos
falcizados o resultado do teste é negativo.
Precauções importantes:
- Hb fetal aumentada em associação com HbS prejudica a falcização.
(Hb F tem alta afinidade pelo Oxigênio).
- O metabissulfito deve estar dentro do prazo de validade e preparados momentos antes de ser
utilizado;
- A vedação lâmina/lamínula com esmalte é fundamental;
- A câmara úmida deve ser colocada em local fresco e úmido à temperatura ambiente.

Elaboração Larissa Almeida Brasil Aprovação e Profº Msc. Divino José Otaviano
Professora de Hematologia Liberação Professor de Hematologia
Revisão Danilo Rodrigues de Melo – Acadêmico de Biomedicina
Danilo Meirelles de Souza Abreu – Acadêmico de Farmácia
Francielly Lopes Dias – Acadêmica de Farmácia
Fernanda Paula Atavila – Acadêmica de Farmácia
Helem Maria Cicotti – Acadêmica de Farmácia
CEULP – ULBRA (BIOMEDICINA E FARMÁCIA)
PROCEDIMENTO OPERACIONAL Código: POP - 001
PADRÃO
HEMATOLOGIA LABORATORIAL Folha: 17 de 46

TIPAGEM SANGUÍNEA

FINALIDADE: É indicado em pré-operatórios, transfusões, transplantes, pré-natal.


PRINCÍPIO: As hemácias contendo aglutinogênio de um determinado grupo sanguíneo sofrem
aglutinação quando em presença da aglutinina correspondente. No mesmo sangue não existe
aglutinogênio e aglutinina que reagem especificamente.
* Os antígenos eritrocitários são geneticamente determinados e podem ser classificados em
diversos sistemas. Os de maior expressão são os sistemas ABO e Rh ou CDE.

TIPO DE AMOSTRA: Sangue total (EDTA)


PROCEDIMENTO:
1. Em um tubo de hemólise preparar a seguinte diluição (10%) da amostra em estudo:
900 μL de salina
ue total teste
2. Identificar 3 tudos: A, B e D

4. Adicionar 2 gotas dos respectivos reagentes: Anti-A, Anti-B e Anti-D


5. Homogeneizar e centrifugar a 2700 rpm por 1 minuto
6. Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e examinar a presença ou ausência de
aglutinação.
u
* Em caso de Rh negativo proceder com a identificação do fator D

RESULTADOS:

IMPORTÂNCIA:

O Sistema ABO é o mais importante na prática transfusional como primeira e mais importante
regra, nunca se deve transfundir sangue contendo um antígeno ABO ao receptor que não o
possua, devido a presença de anticorpos naturais e regulares em seu plasma. A reação
hemolítica será intravascular, seguida de alterações imunológicas e bioquímicas, podendo ser
fatal.

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FATOR DU

SIGNIFICADO: As hemácias Rh negativas podem pertencer à variante DU, considerada Rh


positiva para efeitos transfusionais.

PROCEDIMENTO:
1. Utilizando ainda a suspensão preparada acima a 10% da amostra do paciente, adicionar em
um tubo de hemólise:

-D
2 gotas de albumina bovina
2. Incubar em banho-maria a 37°C por 15 minutos.
3. Lavar as hemácias 3 vezes com salina

( 1,0 mL de solução fisiológica em cada tubo e centrifugar por 2 minutos)


4. Adicionar 2 gotas de soro de Coombs (Anti-IgG).
5. Homogeneizar e centrifugar a 3.400 rpm por 15 segundos.
6. Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e examinar a presença ou ausência de
aglutinação.

INTERPRETAÇÃO:
Presença de aglutinação = Du positivo
Ausência de aglutinação = Du negativo.

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Daí o conceito simples de que em relação ao Rh, indivíduos Rh POS podem receber sangue
Rh POS e NEG, enquanto indivíduos Rh NEG só podem receber sangue Rh NEG., (na
verdade poderiam receber uma primeira transfusão Rh POS, mais seriam sensibilizados e
desenvolveriam Anti-D e uma segunda transfusão traria sérias consequências).

Eis abaixo um diagrama que ajuda a compreender a relação entre os tipos sanguíneos.
Visualize primeiro sangues do mesmo Rh. Lembre-se: Rh positivo pode receber sangue Rh
negativo. O oposto não é possível.

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COOMBS DIRETO ou TESTE DIRETO DA ANTIGLOBULINA HUMANA - TAD

FINALIDADE: Pesquisa anticorpos fixos às hemácias nos casos de incompatibilidade materno-


fetal, transfusões incompatíveis e em algumas anemias hemolíticas adquiridas.

TIPO DE AMOSTRA: Sangue total colhido com EDTA

PROCEDIMENTO:
- Lavar as hemácias teste 3 vezes com solução fisiológica.
1,0 mL do sangue total
2,0 mL de solução salina
- Em um tubo de hemólise preparar uma suspensão a 5% da papa de hemácia
50 μL da papa de hemácias
950 μL de solução salina
- Em outro tubo de hemólise preparar uma suspensão de hemácias “O”+ também a 5%, que
será utilizada pra controle.
50 μL do sangue total “O” positivo
950 μL solução fisiológica
- Identificar três tubos: Teste, Controle positivo, Controle negativo. E adicionar:

- Incubar a 37° C por 15 minutos


- Lavar 3 vezes com solução fisiológica todos os tubos. (Após a última lavagem, inverter os
tubos sob papel absorvente)
- Adicionar:

- Homogeneizar e centrifugar a 1000 rpm durante 1 minuto. A leitura deverá ser feita em
cruzes.

INTERPRETAÇÃO:
Positivo = Aglutinação
Negativo = Ausência de aglutinação

VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo

IMPORTÂNCIA DIAGNÓSTICA: É utilizado principalmente na investigação das anemias


hemolíticas auto-imunes, inclusive de recém-nascidos, na hemólise induzida por drogas (Ex.:
penicilinas, cefalosporinas, sulfonamidas, tetraciclinas, metildopa, insulina, dipirona e
clopropamida) e ainda em reações hemolíticas pós-transfusionais.

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COOMBS INDIRETO ou PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES

FINALIDADE: Detecta a presença de anticorpos livres no soro, que é incubado com hemácias,
contendo antígenos conhecidos. A prova é usada nos casos de imunização da mãe por
incompatibilidade materno-fetal e na imunização do receptor consequente a transfusão de
sangue.

TIPO DE AMOSTRA: Soro

PROCEDIMENTO QUALITATIVO:
1. Preparar uma suspensão de hemácias “O” positivo a 5 % (Preferencialmente de um paciente
do sexo masculino)
Obs.: A nível de banco de sangue as hemácias utilizadas nesse procedimento são
comercializadas fenotipadas.
- Lavar as hemácias 3 vezes com solução fisiológica

950 μL de solução fisiológica.


2. Identificar três tubos: teste, controle positivo e controle negativo. E adicionar:

3. Acrescentar 2 gotas em todos os tubos de albumina bovina


4. Incubar em Banho Maria a 37 °C por 15 minutos.
5. Lavar 3 vezes com solução fisiológica todos os tubos. (Após a última lavagem, verter os
tubos sob papel absorvente)
6. Adicionar:

7. Centrifugar a 1000 rpm por 1 minuto.


8. Interpretar.

INTERPRETAÇÃO:
Positivo = Aglutinação
Negativo = Ausência de Aglutinação

VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo

IMPORTÂNCIA DIAGNÓSTICA:
- Exames pré-natal em gestantes Rh negativas;
- Triagem de anemias hemolíticas;
- Provas pré-transfusionais.
*** COOMBS INDIRETO POSITIVO – PROCEDIMENTO QUANTITATIVO
1. Fazer uma diluição seriada fator 2 (como no VDRL).
1/2; 1/4; 1/8; 1/16; 1/32; 1/64 ...
2. Acrescentar 100μL da suspensão de hemácias “O +” a 5% em cada tubo respectivamente;
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3. Adicionar 2 gotas de Albumina Bovina em todos os tubos;


4. Incubar a 37°C por 15 minutos;
5. Lavar 3 vezes com salina
6. Adicionar 2 gotas do soro de Coombs monoespecífico em todos os tubos;
7. Centrifugar a 1000 rpm por 20 segundos e fazer a leitura, liberar o último título que houve
aglutinação.

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TEMPO DE SANGRAMENTO (TS)

PRINCÍPIO: O tempo de sangria corresponde à duração de uma pequena hemorragia quando


uma incisão de dimensões padronizadas é praticada na pele artificialmente.
É um teste complementar, porém inespecífico para o estudo dos defeitos da coagulação
sanguínea. Fornece dados relativos à função e número de plaquetas, bem como da resposta
da parede à lesão.

MÉTODO: Duke

MATERIAL:
1. Lancetas descartáveis para punção digital ou agulha de Bensaude;
2. Papel de filtro de aproximadamente 5cm de diâmetro;
3. Cronômetro;
4. Algodão e álcool.

PROCEDIMENTO:
1. Fazer a assepsia da polpa digital ou lobo da orelha com álcool. Escolher o local da picada
evitando áreas congestas e inflamadas. O dedo ou lobo deve estar à temperatura do corpo.
2. Com a lanceta fazer uma incisão de três milímetros de profundidade, permitindo que o
sangue escoe livremente. Fazer funcionar o cronômetro no momento da picada.
3. Usando papel de filtro secar de 30 em 30 segundos a gota de sangue que se forma sem, no
entanto, tocar a lesão, utilizando cada vez uma porção limpa do papel.
4. Quando o sangue deixar de manchar o papel, parar o cronômetro.
5. Registrar a duração da hemorragia como o tempo de sangria.
6. Proteger o local puncionado com uma bandagem.

VALOR DE REFERÊNCIA: Um a três minutos

INTERPRETAÇÃO
Falsamente aumentado: pela punção muito profunda, área congesta, por compressão da
região puncionada.
Falsamente reduzido: pela punção superficial, áreas anêmicas, calosidades, falta de limpeza
adequada do local puncionado.
Tempos aumentados: podem ser observados em: Deficiências Vasculares, Deficiências
Funcionais e Quantitativas das Plaquetas. Exs: Trombocitopatias, Doença de Glanzmann, Von
Willebrand etc.

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TEMPO DE COAGULAÇÃO (TC)

PRINCÍPIO: O tempo de coagulação corresponde ao tempo gasto para o sangue coagular,


quando retirado do organismo, quando em contato com a superfície de vidro.

MÉTODO: Lee-White

MATERIAL
1. Material para punção venosa
2. Tubos de ensaio de 10 x 100mm
3. Banho–maria a 37ºC
4. Cronômetro

PROCEDIMENTO:
1. Colher o sangue por punção venosa, atingindo diretamente a veia. Os fatores teciduais
alteram o processo de coagulação e até invalidam a prova.
2. Marcar o tempo logo que o sangue aparecer na seringa.
3. Tomar dois tubos de ensaio, previamente aquecidos a 37º e colocar 1,0ml de sangue em
cada um deles.
4. Colocar os tubos em Banho–Maria a 37ºC
5. Após 3 minutos começar a inverter o primeiro tubo de 30 em 30 segundos, inclinando-o
quase na horizontal para ver se o sangue escorre, até que se complete sua coagulação.
6. Após a coagulação do primeiro tubo começar a inclinar o segundo tubo em intervalos de 15
segundos até que se complete também a sua coagulação.
7. Parar o cronômetro e anotar o tempo transcorrido com precisão de 30 segundos.

VALOR DE REFERÊNCIA: Cinco a onze minutos

INTERPRETAÇÃO
Aumentado nas deficiências de fatores intrínsecos da coagulação (deficiência de fator X,
deficiência de Fibrinogênio, etc), na presença de anticoagulantes;

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RETRAÇÃO DO COAGULO (RC)

PRINCÍPIO: A porcentagem de retração do coágulo é representada pelo volume do soro


obtido, após coagulação e retração do coagulo, de uma quantidade determinada de sangue. O
coágulo inicial contém todos os elementos do sangue. Após sua retração o soro é expulso da
malha de fibrina, que se retrai pela ação das plaquetas. Fornece dados relativos à atividade
plaquetária. Uma retração pequena corresponde a um número de plaquetas abaixo de 100.000
por microlítros de sangue. Nas deficiências funcionais das plaquetas, a prova pode estar
alterada em presença de número normal ou aumentada de plaquetas.

MATERIAL:
1. Material para punção venosa
2. Tubo de centrifugador de 15 ml graduado em 0,1 ml
3. Fio de cobre do mesmo comprimento do tubo ou bastão de vidro retorcido de dimensão
idêntica
4. Rolhas de cortiça ou borracha adaptáveis ao tubo de centrifugador
5. Banho-maria a 37°C
6. Relógio

PROCEDIMENTO:
1. Colher um pouco mais de 5 ml de sangue por punção venosa
2. Encher o tubo de centrifugador até a marca 5 ml
3. Colocar o fio de cobre, fixo pela rolha, com a extremidade encurvada mergulhada no
sangue até a metade da coluna liquida
4. Determinar a coagulação do sangue, inclinando o tubo, como para o tempo de
coagulação
5. Colocar então o tubo em banho-maria a 37°C durante uma hora
6. Retirar cuidadosamente o coágulo aderido ao fio de cobre através da rolha. Deixar
escorrer o líquido existente no coágulo por um a dois minutos.

Cálculos:
O volume do soro expresso como porcentagem de 5 ml de sangue total representa a
porcentagem de retração do coágulo. Se em 5 ml de sangue são obtidos 2 ml de soro, em 100
ml de sangue são obtidos X ml de soro.
X= retração do coágulo = 2 x 100 / 5 = 40%
Sendo 5 e 100 valores constantes, basta multiplicar o volume de soro por 20.
Valores normais: 48 a 64% com média de 54,7%.

COMENTÀRIOS:
1. No método de Aggeler-Lucia, a eficiência da retração do coágulo sanguíneo é medida
pelo volume extra corpuscular do coagulo, isto é, o volume do coágulo excluído o seu
conteúdo celular expresso como porcentagem do volume total de sangue examinado.

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2. O procedimento técnico é idêntico é idêntico ao de Mac Farlane, apenas eliminando


nos cálculos a interferência do volume celular. Para tanto, roda-se o hematócrito
paralelamente, fazendo-se a leitura de todo o volume celular, incluindo hemácias,
leucócitos e plaquetas.
3. A retração do coagulo é expressa por:
RC = T – S / T x 100 - HT
RC = retração do coagulo
T = volume de sangue examinado
S = volume de soro
T – S = volume do coágulo
Ht = Hematócrito ( % )
4. Para o método, os valores normais estão entre 4,1 e 19,9%, com média de 7,9%. Os
valores negativos podem impressionar as pessoas menos avisadas.
IMPOTÂNCIA DIAGNÓSTICA:
Trombocitopenias
Tromboastenia de Glanzmann

RETRAÇÃO DO COÁGULO (RC) – 2º MÉTODO

PROCEDIMENTO:
Após o término do Tempo de Coagulação deixar os dois tubos em banho-maria 37ºC, tendo
certeza de que o nível da água do banho-maria esteja acima do nível do sangue.
Deixar em banho-maria por 2 horas;
Verificar se houve ou não retração do coagulo;
O resultado pode ser expresso como coágulo retrátil, parcialmente retrátil ou retrátil. Conforme
figura abaixo:

VALOR DE REFERÊNCIA: Coágulo Retrátil.

COMENTÁRIOS: Quando se retraem, função fisiológica, causam a retração do coágulo. O


teste mede a capacidade de retração das plaquetas, portanto, homeostasia primária.

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PROVA DE FRAGILIDADE CAPILAR – PROVA DO LAÇO

PRINCIPÍO: O sangue é normalmente retido no leito capilar devido à resistência oferecida pela
parede destes finos vasos. A permeabilidade capilar alterada permite a passagem de células
do sangue para os tecidos. Isso é evidenciado pelo aparecimento de petéquias na pele. O teste
mede a resistência capilar sob condições de anoxia e pressão sanguínea capilar aumentada
artificialmente por meio de um aparelho para medida da pressão arterial. O número e tamanho
das petéquias dependem da estrutura do endotélio capilar e número de plaquetas por microlítro
de sangue. Estas e a vitamina C são fatores mais importantes na manutenção da integridade e
resistência dos capilares.

MATERIAL:
1. Aparelho para determinação da pressão arterial
2. Lápis demográfico
3. Relógio

PROCEDIMENTO:
1. Verificar a presença de petéquias no braço do paciente. Caso existam, contorná-las
com lápis demográfico.
2. Adaptar o manguito do aparelho de pressão ao braço do paciente.
3. Determinar a pressão diastólica e mantê-lo insuflado nessa pressão durante cinco
minutos.
4. Desinsuflar rapidamente o manguito. Verificar o aparecimento e contar o número de
petéquias formadas durante o teste. Aquelas que aparecem logo abaixo do manguito
não são consideradas. Não confundir pequenas manchas da pele com petéquias.

RESULTADO:
O resultado é fornecido conforme o número e tamanho das petéquias formadas. Devido ao
aparecimento tardio de algumas petéquias, deve ser feita outra leitura 30 minutos após a
prova. Normalmente, nenhuma, ou raras petéquias aparecem.
Com a finalidade de estabelecer uma uniformização para a leitura da prova, os seguintes
são convencionados:
Negativo: nenhuma ou no Maximo 6 petéquias puntiformes no limite onde foi colocada o
manguito.
Positivo+ : de seis a 50 petéquias puntiformes isoladas localizadas na região da fossa
antecubital.
Positivo++ : inúmeras petéquias puntiformes e isoladas localizadas na fosse antecubital,
antebraço e raras na mão.
Positivo+++ : petéquias de dois a quatro milímetros com a mesma localização anterior e
confluentes em algumas áreas.
Positivo++++: petéquias maiores que as anteriores localizadas em toda a área de estase,
confluentes em alguns pontos, dando ao membro coloração violácea.

IMPORTÂNCIA DIAGNÓSTICA: Deficiência Vascular, Plaquetaria (Quantitativa e Funcional).


Exs: Trombopenias, tromboastenia, etc.
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TEMPO DE PROTROMBINA (TP)

PRINCÍPIO: O plasma descalcificado pelo citrato, é adicionado um excesso de tromboplastina.


Considerando que a protrombina é convertida em trombina num tempo uniforme, a
recalcificação com quantidade conhecida de cloreto de cálcio produz a coagulação do plasma.
O tempo, em segundos, anotado desde a recalcificação até a coagulação é o tempo de
protrombina. A prova determina a concentração de protrombina no sangue.
MATERIAL:
1. Material para punção venosa
2. Frasco com citrato de sódio 3,8 g/dl ou 18,8 g/dl. Deste usar 1 gota para 3 ml de
sangue.
3. Tubos de ensaio de 12 x 75 mm
4. Pipetas de 1 ml graduadas em centésimo ou automática
5. Tubo de ensaio de 16 x 180 mm
6. Balão volumétrico de 100 ml
7. Frascos para solução
8. Banho-maria a 37 e 45°C
9. Centrifugador
10. Balança
11. Cronômetro
MATERIAL:
1. Cloreto de sódio a 0,85%
Cloreto de sódio...............................................................................0,85g
Água destilada q.s.p.....................................................................100,0 ml
2. Cloreto de cálcio 0,025 M
Solução estoque:
Cloreto de cálcio anidro p.a.................................................................10,0g
Água destilada q.s.p.......................................................................100,0 ml
Conserva-se indefinidamente
Solução de uso:
Solução estoque.................................................................................2,7 ml
Água destilada q.s.p........................................................................100,0 ml
3. Tromboplastina
Tromboplastina em pó....................................................................250,0 mg
Cloreto de sódio 0,85%......................................................................10,0 ml
Colocar o pó em um tubo de ensaio de 16 x 180 e tampa-lo. Incubar em banho-maria a
45°C, durante 30 minutos, agitando por inversão de 10 em 10 minutos. Após sedimentação
usar o sobre nadante. Guardar no congelador. Tromboplastina já calcificada e liofilizada
pode ser adquirida no comércio, bastando apenas fazer sua diluição.
4. Plasma límpido recentimente colhido em citrato.

PROCEDIMENTO
A prova deve ser realizada em duplicata paralelamente com um controle normal.
1. Tomar três tubos de hemólise e coloca-los em banho-maria a 37°C.
Dois tubos são usados para o teste e um para o controle normal.

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2. Colocar em cada tubo 0,1 ml de plasma, observando que para o tubo controle o plasma
é normal.
3. Acrescentar a todos os tubos 0,1 ml da solução de tromboplastina.
4. Deixar em banho-maria por 2 minutos para estabilizar a temperatura.
5. Adicionar rapidamente ao primeiro tubo 0,1 ml da solução de cloreto de cálcio com
pipeta automática. Ao mesmo tempo fazer funcionar o cronômetro. Agitar.
6. Aguardar 6 segundos. Retirar o tubo do banho-maria e invertê-lo a cada segundo,
observando o momento em que houver coagulação. Nesse instante parar o
cronômetro. O tempo gasto em segundos para ocorrer a coagulação é o tempo de
protrobina.
7. Repetir os itens cinco e seis para os dois outros tubos.
8. Expressão dos resultados
Protrombina (Quick).......................................................%
Plasma normal....................................................segundos
Plasma paciente..................................................segundos
Valores normais:
Os valores normais estão entre 11 e 13 segundos. O resultado é dado também
em porcentagem no normal, segundo uma curva de diluição do plasma normal. A
atividade normal é de 70% a 100% do padrão normal.
Quando o tempo de protrombina for superior a 12 segundos para o plasma normal,
Deve-se fazer a correção do resultado para o valor encontrado. Isso ocorre devido à
atividade tromoboplástica insuficiente da solução de tromboplastina.
No entanto, a condição ideal que se verifica na rotina de trabalho é o uso de
troboplastina de boa qualidade evitando a necessidade de correção.
COMENTÀRIOS
O tempo de protronbina é uma das provas que mais exige um perfeito controle técnico
e laboratorial, especialmente no que se refere á colheita de sangue sem traumatismo e
contaminação por liquido tissular. Recomenda-se ainda verificar as quantidades especificadas
do anticoagulante, o volume de sangue colhido e processo de coagulação pela pesquisa de
coágulos o que invalida o teste, fornecendo tempo infinito.
Quando não for possível realizar um exame por deficiência da colheita, providenciar um novo
material obtido nas condições exigidas pelo método, explicando o motivo da rejeição ao coletor.
Os medicamentos que podem encurtar o TP por interação com anticoagulantes, usados com
finalidade terapêutica, são os barbitúratos, digitais, vitamina k, anticoncepcionais e alguns
diuréticos.
Os barbituratos estimulam o metabolismo do dicumarol, induzindo uma redução do tempo de
protrombina e conseqüentemente aumento da dose terapêutica do anticoagulante. Se o
barbiturato é retirado sem correção da quantidade do anticoagulante, seu efeito será
demasiado, aumentando o tempo de protrombina com risco de hemorragia grave.
O TP prolongado sugere o estudo dos fatores 2, 5, 7 e 10. A deficiência do fator 1 é também
suspeitada, justificando sua pesquisa.
É considerado risco cirúrgico uma atividade inferior a 50%. No tratamento com anticoagulante,
a atividade deve ser mantida entre 25% e 35% do normal.

Elaboração Larissa Almeida Brasil Aprovação e Profº Msc. Divino José Otaviano
Professora de Hematologia Liberação Professor de Hematologia
Revisão Danilo Rodrigues de Melo – Acadêmico de Biomedicina
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CAUSAS DE ERRO
Existem diversos erros possíveis na determinação do tempo de protrombina. Segue uma
listagem dos mais evidentes.
1. Uso de anticoagulante incorreto, ou em proporções inadequadas ou deteriorado,
contendo preciptado. O melhor anticoagulante é o citrato tríssódico dihidratado a
3,8g/dl, na proporção de 0,5 ml para 4,5 ml de sangue ou 1 gota a 18,8g/dl para 3 ml
de sangue.
2. Uso de plasma velho além de quatro horas a 4°C, com hemólise ou inativação do fator
V.
3. Venostase prolongada e contaminação pela tromboplastina tecidual nas punções
incorretas ou demoradas.
4. Vidraria contaminada por detergentes ou trombina.
5. Perda de citrato por estoque prolongado ou falha na sua mistura com o sangue.
6. Erros de pipetagem ou na visualização do coágulo.
7. Deixar de seguir a metodologia proposta pelo fabricante da tromboplastina em uso ou
do anticoagulante.

VALORES DE REFERÊNCIA:
Tempo de Protombina = 10 a 14 segundos
Atividade 70 a 100%
RNI = 1 a 1,14

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TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO (TTPa)

Em princípio esta prova é semelhante ao tempo de protrombina. Envolve a recalcificação


do plasma, porém em presença de uma cefálina proveniente de um extrato etéreo de cérebro.
A cefalina é uma lipoproteína. Funciona como um substituto das plaquetas, fornecendo uma
concentração ótima de fosfolipideo. Dessa forma, as reações do sistema intrínseco de
coagulação são aceleradas.
O tempo de tromboplastina parcial corresponde ao tempo gasto para ocorrer a coagulação
do plasma recalcificado em presença de um fosfolipídio ou tromboplastina parcial.
Um meio de ativação por contato é obtido pela adição de uma suspensão do caolin ao
reagente.

MATERIAL
1. Tubos de ensaio de 12 x 75 mm
2. Pipetas de 1ml graduadas em centésimo ou automática
3. Banho-maria a 37°C
4. Cronômetro

REAGENTES
1. Tromboplastina parcial (cefalina-caolin)
2. Cloreto de cálcio 0,025M
Cloreto de cálcio........................................0,27g
Água destilada q.s.p..............................100,0ml
3. Plasma límpido recentimente colhido em citrato de sódio 3,8g/dl.
Usar uma amostra normal paralelamente á desconhecida.

PROCEDIMENTO
1. Em um tubo de ensaio por 12 x 75 mm aquecido a 37°C, colocar 0,1 ml de plasma
normal e 0,1 ml de cefalina-caolin.
2. Agitar uma vez e encubar a 37°C por quatro minutos.
3. Adicionar 0,2 ml da solução de cloreto de cálcio rapidamente e ao mesmo tempo fazer
funcionar o cronômetro.
4. Aguardar 30 segundos. Retirar o tubo do banho-maria e inverte-lo a cada segundo,
observando o momento em que houver coagulação. Nesse instante parar o
cronometro. O tempo gasto em segundos para ocorrer a coagulação é o tempo de
tromboplastina parcial.
5. Repetir o mesmo procedimento usando o plasma desconhecido do paciente.
6. Expressão dos resultados.
Tempo de tromplastina parcial (caolin ativado)
Plasma normal..........................................................segundos
Plasma paciente.......................................................segundos
COMENTÁRIOS
1. Agitar a suspensão de cefalina-caolin no momento do uso.
2. O plasma deve ser bem centrifugado. Se o exame não for executado dentro de 2 horas,
separar o plasma que pode ser estocado até 6 horas.
3. Para reagentes adquiridos no comércio, seguir as instruções do fabricante.
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VALORES NORMAIS:
O plasma normal coagula dentro de 40 a 60 segundos, dependendo da atividade da
tromboplastina parcial.
O tempo de tromboplastina parcial do paciente é comparado com o controle normal.
Diferenças entre 10 e 20 segundos são provavelmente anormais e diferença superiores a 20
segundos são definitivamente anormais.

INTERPRETAÇÂO:
Uma deficiência de qualquer fator da coagulação, com exceção do fator 7, e plaquetário é
detectado pelo teste. É valioso no reconhecimento da hemofilia e estado hemofilóides,
contribuindo ainda na avaliação da terapêutica de substituição nesses estados.

IMPORTÂNCIA DIAGNÓSTICA:
Estudo de rotina nas análises pré cirúrgicas;
Detecção de um ou mais fatores deficientes envolvidos na via intrínseca da coagulação;
Controle de terapêutica com anticoagulantes orais;
Permite a identificação rápida de hemofílicos em potencial.

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COAGULOGRAMA – VALORES DE REFERÊNCIA

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VHS- VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO DAS HEMÁCIAS

1. PRINCÍPIO: A hemossedimentação mede a estabilidade da suspensão das hemácias. As


hemácias em suspensão no plano, colocadas na pipeta de Westergren (graduada de 0 a 200
mm com 2,5 mm de diâmetro e 1ml de capacidade), sofrem com velocidade variável em
função da concentração de fibrinogênio e globulinas, tamanho forma das hemácias e
alterações elétricas do plasma e glóbulos. O aumento de fibrinogênio e globulina é também
responsável pela aceleração da hemossedimentação que fornece medida grosseira dessas
substancias no plasma.
2. AMOSTRA: Sangue com EDTA
3. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS:
Material para punção; Frascos com anticoagulante EDTA; Aparelho de Westergren; Suporte;
Pipetas; Relógio.
4. PROCEDIMENTO:
1. Colher 5ml de sangue do paciente em jejum, pela manhã. Não apertar demais o garrote,
evitando estase venosa;
2. Colocar o sangue no frasco com anticoagulante e homogeneizar com movimentos circulares
até que dissolva completamente;
3. Com a pipeta de Westergren aspirar sangue até exatamente a marca zero;
4. Colocar a pipeta no suporte de modo que a mantenha na posição vertical;
5. Marcar o tempo;
6. Fazer a leitura em milímetros após uma e duas horas ao nível de separação do plasma e
hemácias;
Obs: Nas reticulocitoses pode haver uma imprecisão do limite de sedimentação, dificultando a
leitura exata.
5. INTERPRETAÇÃO: É um teste sensível, mas pouco específico. Entretanto é útil no controle
da evolução das doenças como infecções agudas, crônicas e necrose por tumores malignos,
cirurgias e inflamações granulomatosas. É útil no controle de evoluções das doenças. O
retorno ao normal de uma hemossedimentação acelerada é sinal de processo inflamatório em
regressão, como, por exemplo, na tuberculose e febre reumática. Valores normais são
encontrados na ausência de lesões teciduais como patologias alérgicas, endócrinas,
metabólicas e inicio de doenças infecciosas.
6. FATORES QUE INTERFEREM NO VHS
Aceleram
Temperatura acima de 27 °C;
Uso de heparina;
Pipetas mais longas;
Pipetas com diâmetro > 3mm
Pipeta fora da vertical.
Retardam
Temperatura abaixo de 22 °C;
Uso de citrato de Na+;
Pipetas com diâmetro interno < 2mm;
Pipetas curtas;
Tempo prolongado de coleta e execução do exame.

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VARIAÇÕES QUE AUMENTAM VHS


-Período menstrual, gravidez, clima quente e exame realizado após alimentação.
-Crianças.
-Anemias.
-Doenças reumáticas.
-Processos inflamatórios.
-Neoplasias malignas
-Leucemias.
-Infarto agudo do miocárdio (IAM).
-Infecções respiratórias, nefrites, leucemia agranulociose.

VARIAÇÕES QUE DIMINUEM VHS


-Não tem valor médico para diagnóstico.
-Policitemia Vera.
-Caquexia.
-Doenças hepáticas descompensadas.
-Hipofibrinogenemia congênita, afecções hepáticas extensas, choque.

7. VALORES DE REFERÊNCIA:
Após 1 hora
Homens....................................3 a 5mm
Mulheres..................................4 a 7mm
Crianças...................................4 a 7mm

Após 2 horas
Homens....................................7 a 15mm
Mulheres..................................12 a 17mm
Crianças...................................12 a 17mm

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MICROSCÓPIO ÓPTICO

O microscópio óptico é um instrumento usado para ampliar, com uma série de lentes,
estruturas pequenas impossíveis de visualizar a olho nu.
É constituído por um componente mecânico que suporta e permite controlar um componente
óptico que amplia as imagens.

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Um microscópio óptico típico é constituído por partes mecânicas e ópticas que são:

1. Base: é o suporte do microscópio, peça que sustenta todas as outras.


2. Braço: é a peça que liga a base até a parte superior do microscópio.
3. Mesa ou platina: é uma placa de metal com um orifício no centro, por onde passam os
raios luminosos, segura o objeto que vai ser observado numa lâmina de vidro.
4. Charriot: é formado por uma presilha e dois botões giratórios que têm a função de
movimentar a lâmina no plano horizontal permitindo a observação de toda a sua área.
5. Canhão: parte mais superior do microscópio, contém um conjunto de espelhos que
projetam a imagem em direção às oculares nele encaixadas.
6. Revólver: peça encontrada abaixo do canhão na qual inserem-se várias lentes
objetivas. É dotado de um movimento de rotação que permite posicionar a objetiva
desejada para a observação do material a ser analisado.
7. Fonte de luz: lâmpada na base do microscópio, com interruptor e o regulador da
intensidade luminosa.
8. Condensador: de forma circular e situado entre a platina e a base, o condensador
converge os raios luminosos vindos da lâmpada e projeta-os como um cone de luz
sobre o material que está sendo examinado. É o conjunto de duas ou mais lentes
convergentes que orientam e espalham regularmente a luz emitida pela fonte luminosa
sobre o campo de visão do microscópio.
9. Filtro: de forma circular, colorida (azul, verde, etc.) presa ao condensador, tornando a
luz adequada ao uso.
10. Diafragma ou íris: fica acima do filtro, se liga a uma alavanca que permite sua
abertura ou fechamento, levando ao controle da passagem total ou parcial da luz.
11. Objetivas: são lentes que projetam uma imagem aumentada e invertida do objeto nas
oculares e inserem-se ao revólver, através de rosca. Toda objetiva traz gravado o
número do aumento que proporciona. A objetiva de 100x é também chamada objetiva
de imersão e será somente utilizada com óleo especial, o qual permite maior refração
da luz para dentro da objetiva, corrigindo a pouca luminosidade nas observações feitas
em grandes aumentos. As objetivas de 4x, 10x, 20x e 40x são designadas objetivas
secas pois entre a preparação e a objetiva existe somente ar. As objetivas de e 100x
são designadas objetivas de imersão, uma vez que, para as utilizar, é necessário
colocar uma gota de óleo de imersão entre elas e a preparação, a qual, por ter um
índice de refração semelhante ao do vidro, evita o desvio do feixe luminoso para fora
da objetiva.
12. Ocular: aumenta a imagem do objeto após o aumento já proporcionado pela objetiva.
É através desta lente que o observador vê a imagem do objeto como se ela estivesse
situada a 25 cm d ocular. Toda ocular traz gravado o número de aumentos que
proporciona.
13. Parafusos macrométrico e micrométrico: na parte lateral a estativa existem 2
parafusos encaixados um no outro. O maior é o macrométrico, que permite grandes
avanços ou recuos da platina em direção à objetiva, enquanto o micrométrico permite
pequenos avanços ou recuos. Esse movimento da platina leva à focalização do
material observado em diferentes aumentos.

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PROCEDIMENTO DE COLETA DE SANGUE VENOSO

O sangue é colhido com o objetivo de estudar as frequentes alterações dos seus


componentes quando o organismo é acometido por doenças. Uso de tubo com aditivo correto é
fundamental para preservação da amostra e a correta determinação do analito, de acordo com
o especificado em cada exame. Vários analitos têm concentrações diferentes no plasma e no
soro. Quando vários tubos são usados durante uma única punção, tubos sem aditivos devem
ser utilizados primeiro, para que se evite contaminação. O CSLI (Clinical and Laboratory
Standards Institute) recomenda que a seguinte ordem seja seguida: 1 - tubos para
hemocultura; 2 - tubos sem aditivos; 3 – tubos para coagulação (citrato); 4 - tubos para soro
com ativador do coágulo, com ou sem gel separador; 5 - tubos com heparina; 6 - tubos com
EDTA e fluoreto.
Os anticoagulantes são diferenciados pela cor da tampa do tubo:

1 Procedimentos para Higienização das Mãos:


As mãos devem ser higienizadas após o contato com cada paciente, evitando, assim, a
contaminação cruzada. A higienização pode ser feita com água e sabão, conforme o
procedimento ilustrado na Figura seguinte, e/ou usando álcool gel.

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2 Colocando as luvas:
As luvas descartáveis são EPIs sendo importante barreira de proteção primária, e
podem ser confeccionadas em látex, vinil, polietileno e outros. As luvas devem ser trocadas
antes da realização da venopunção. As luvas devem ser calçadas, com cuidado, para que não
rasguem. Devem ficar bem aderidas à pele, para que o flebotomista não perca a
sensibilidade no momento da punção.
3 A escolha da melhor veia:
O local de preferência para as venopunções é a fossa antecubital, na área anterior do
braço em frente e abaixo do cotovelo, onde está localizado um grande número de veias,
relativamente próximas à superfície da pele.
• Observação de veias calibrosas.
• Movimentação: pedir para o paciente abaixar o braço e fazer movimentos de abrir e fechar a
mão. Os movimentos de abertura das mãos reduzem a pressão venosa, com o relaxamento
muscular.
• Massagens: massagear suavemente o braço do paciente (do punho para o cotovelo).
• Palpação: realizada com o dedo indicador do flebotomista. Esse procedimento auxilia na
distinção entre veias e artérias pela presença de pulsação, devido à maior elasticidade e à
maior espessura das paredes dos vasos arteriais.
• Fixação das veias com os dedos, nos casos de flacidez.
4 Uso do Torniquete (garrote):
O torniquete é empregado para aumentar a pressão intravascular, o que facilita a
palpação da veia e o preenchimento dos tubos de coleta ou da seringa.
Precauções:
• É muito importante fazer uso adequado do torniquete.
• Quando a sua aplicação excede um minuto, pode ocorrer estase localizada,
hemoconcentração e infiltração de sangue para os tecidos, gerando valores falsamente
elevados para todos os analitos baseados em medidas de proteínas, alteração do volume
celular e de outros elementos celulares.
• O uso inadequado pode levar à situação de erro diagnóstico (como hemólise, que pode tanto
elevar o nível de potássio como alterar a dosagem de cálcio etc.), bem como gerar
complicações durante a coleta (hematomas, formigamento e, em casos extremos, sinal de
Trousseau etc.).
Procedimento:
• Posicionar o braço do paciente, inclinando-o para baixo, a partir da altura do ombro.
• Posicionar o torniquete com o laço para cima, a fim de evitar a contaminação da área de
punção.
• Não usar o torniquete continuamente por mais de 1 minuto.
• Ao garrotear, pedir ao paciente que feche a mão para evidenciar a veia.
• Não apertar intensamente o torniquete, pois o fluxo arterial não deve ser interrompido. O
pulso deve permanecer palpável.
• Trocar o torniquete sempre que houver suspeita de contaminação.
5 Procedimento para Antissepsia do Local da Punção:
A antissepsia da pele no local da punção é usada para prevenir a contaminação direta do
paciente e da amostra, o antisséptico escolhido deve ser eficaz, ter ação rápida, ser de baixa
causticidade e hipoalergência na pele e mucosa. Os álcoois etílico e isopropílico são os que
possuem efeito antisséptico na concentração de 70%, contudo, o etanol é o mais usado, pois,
nessa composição, preserva-se sua ação antisséptica e diminui-se sua inflamabilidade.
Procedimento:
• Recomenda-se usar uma gaze umedecida com solução de álcool isopropílico ou etílico 70%,
comercialmente preparado.
• Limpar o local com um movimento circular do centro para fora.
• Permitir a secagem da área por 30 segundos para prevenir hemólise da amostra e reduzir a
sensação de ardência na venopunção.
• Não assoprar, não abanar e não colocar nada no local.
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• Não tocar novamente na região após a antissepsia.


• Se a venopunção for difícil de ser obtida e a veia precisar ser palpada novamente para efetuar
a coleta, o local escolhido deve ser limpo novamente.

6 Procedimentos de Coleta de Sangue a Vácuo:


1. Verificar se a cabine da coleta está limpa e guarnecida para iniciar as coletas
2. Solicitar ao paciente que diga seu nome completo para confirmação do pedido médico e
etiquetas
3. Conferir e ordenar todo o material a ser usado no paciente, de acordo com o pedido médico
(tubo, gaze, torniquete etc.). Essa identificação dos tubos deve ser feita na frente do paciente.
4. Informar ao paciente como será o procedimento.
5. Abrir o lacre da agulha de coleta múltipla de sangue a vácuo em frente ao paciente.
6. Rosquear a agulha no adaptador do sistema a vácuo.
7. Higienizar as mãos.
8. Calçar as luvas.
9. Posicionar o braço do paciente, inclinando-o para baixo na altura do ombro.
10. Se o torniquete for usado para seleção preliminar da veia, pedir para que o paciente abra e
feche a mão; em seguida, afrouxar o instrumento e esperar 2 minutos para utilizá-lo
novamente.
11. Fazer a antissepsia.
12. Garrotear o braço do paciente.
13. Retirar a proteção que recobre a agulha de coleta múltipla de sangue a vácuo.
14. Fazer a punção numa angulação oblíqua de 30°, com o bisel da agulha voltado para cima.
Se necessário, para melhor visualizar a veia, esticar a pele com a outra mão (longe do local
onde foi feita a antissepsia).
15. Inserir o primeiro tubo a vácuo.
16. Quando o sangue começar a fluir para dentro do tubo, desgarrotear o braço do paciente e
pedir para que abra a mão.
17. Realizar a troca dos tubos sucessivamente.
18. Homogeneizar imediatamente após a retirada de cada tubo, invertendo-o suavemente de 5
a 10 vezes.
19. Após a retirada do último tubo, remover a agulha e fazer a compressão no local da punção,
com algodão ou gaze secos.

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20. Exercer pressão no local, em geral, de 1 a 2 minutos, evitando-se, assim, a formação de


hematomas e sangramentos. Se o paciente estiver em condições de fazê-lo, orientá-lo
adequadamente para que faça a pressão até que o orifício da punção pare de sangrar.
21. Descartar a agulha imediatamente após sua remoção do braço do paciente, em recipiente
para materiais perfurocortantes.
22. Fazer curativo oclusivo no local da punção.
23. Orientar o paciente a não dobrar o braço, não carregar peso ou bolsa a tiracolo no mesmo
lado da punção por, no mínimo, 1 hora, e não manter a manga dobrada, pois pode funcionar
como torniquete.
24.Verificar se há alguma pendência, fornecendo orientações adicionais ao paciente, se for
necessário.
25. Certificar-se das condições gerais do paciente, perguntando se está em condições de se
locomover sozinho e, em caso afirmativo, entregar o comprovante de retirada do resultado ao
paciente para, em seguida, liberá-lo.
26. Colocar as amostras em local adequado ou encaminhá-las imediatamente ao
processamento. Deve-se respeitar sempre o procedimento operacional do laboratório; por
exemplo, nos casos recomendados, manter em gelo os materiais necessários.
27. Caso esteja usando uma agulha com dispositivo de segurança, seguir as recomendações
relativas à ordem de coleta, homogeneização etc.
Ilustração:

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7 Procedimentos de Coleta de Sangue com Seringa e Agulha.


1. Verificar se a cabine de coleta está limpa e guarnecida para início dos procedimentos;
2. Solicitar ao paciente que diga seu nome completo para confirmação do pedido médico e
etiquetas;
3. Conferir e ordenar todo o material a ser usado no paciente, de acordo com
o pedido médico (tubo, gaze, torniquete, etc.). A identificação dos tubos deve ser feita na frente
do paciente;
4. Abrir a seringa na frente do paciente;
5. Abra a agulha e retire a proteção transparente;
6. Rosqueie a agulha na seringa;
7. Observe que o bisel ficou voltado para cima Puncione a veia do paciente;
8. Informar ao paciente como será realizado o procedimento;
9. Higienizar as mãos;
10. Calçar as luvas;
11. Posicionar o braço do paciente, inclinando-o para baixo, na altura do ombro;
12. Se o torniquete for usado para seleção preliminar da veia, pedir para que o paciente abra e
feche a mão; em seguida, afrouxar o instrumento e esperar 1 minutos para utilizá-lo
novamente;
13. Fazer a antissepsia;
14. Garrotear o braço do paciente;
15. Fazer a punção numa angulação oblíqua de 30°, com o bisel da agulha voltado para cima,
se necessário, para melhor visualizar a veia, esticar a pele com a outra mão, longe do local
onde foi feita a antissepsia;
16. Desgarrotear o braço do paciente assim que o sangue começar a fluir dentro da seringa;
17. Aspirar devagar o volume necessário, de acordo com a quantidade de sangue requerida na
etiqueta dos tubos a serem utilizados (respeitar, ao máximo, a exigência da proporção
sangue/aditivo). Aspirar o sangue, evitando bolhas e espuma, com agilidade, pois o processo
de coagulação do organismo do paciente já foi ativado no momento da punção;
18. Retirar a agulha da veia do paciente;
19. Exercer pressão no local, em geral, de 1 a 2 minutos, evitando, assim, a formação
de hematomas e sangramentos. Se o paciente estiver em condições de fazê-lo, oriente-o para
que faça a pressão até que o orifício da punção pare de sangrar.
20. Tenha cuidado com a agulha para evitar acidentes perfurocortantes.
21. Descartar a agulha imediatamente após sua remoção do braço do paciente, em recipiente
adequado, sem a utilização das mãos (de acordo com a normatização nacional – não
desconectar a agulha – não reencapar). Caso esteja usando agulha com dispositivo de
segurança, ativar o dispositivo e descartar a agulha no descartador para objetos
perfurocortantes, de acordo com a NR32.
22. Fazer curativo oclusivo no local da punção;
23. Orientar o paciente a não dobrar o braço, não carregar peso ou bolsa a tiracolo no mesmo
lado da punção por, no mínimo, 1 hora, e não manter a manga dobrada, pois pode funcionar
como torniquete;
24.Verificar se há alguma pendência, dando orientações adicionais ao paciente, se necessário;
25. Certificar-se das condições gerais do paciente. Em caso afirmativo, entregar o comprovante
de retirada do resultado ao paciente para, em seguida, liberá-lo;
26. Colocar as amostras em local adequado ou encaminhá-las imediatamente para
processamento.

Elaboração Larissa Almeida Brasil Aprovação e Profº Msc. Divino José Otaviano
Professora de Hematologia Liberação Professor de Hematologia
Revisão Danilo Rodrigues de Melo – Acadêmico de Biomedicina
Danilo Meirelles de Souza Abreu – Acadêmico de Farmácia
Francielly Lopes Dias – Acadêmica de Farmácia
Fernanda Paula Atavila – Acadêmica de Farmácia
Helem Maria Cicotti – Acadêmica de Farmácia
CEULP – ULBRA (BIOMEDICINA E FARMÁCIA)
PROCEDIMENTO OPERACIONAL Código: POP - 001
PADRÃO
HEMATOLOGIA LABORATORIAL Folha: 45 de 46

Elaboração Larissa Almeida Brasil Aprovação e Profº Msc. Divino José Otaviano
Professora de Hematologia Liberação Professor de Hematologia
Revisão Danilo Rodrigues de Melo – Acadêmico de Biomedicina
Danilo Meirelles de Souza Abreu – Acadêmico de Farmácia
Francielly Lopes Dias – Acadêmica de Farmácia
Fernanda Paula Atavila – Acadêmica de Farmácia
Helem Maria Cicotti – Acadêmica de Farmácia
CEULP – ULBRA (BIOMEDICINA E FARMÁCIA)
PROCEDIMENTO OPERACIONAL Código: POP - 001
PADRÃO
HEMATOLOGIA LABORATORIAL Folha: 46 de 46

CENTRÍFUGA DE TUBOS
1. Centrifugação dos Tubos de Coleta

Instruções Gerais:
As cruzetas das centrífugas devem ser do tamanho específico para os tubos utilizados;
Certificar-se de que os tubos estejam corretamente encaixados na centrífuga;
Balancear os tubos para minimizar o risco de quebra;
Os tubos devem ser agrupados de acordo com o tipo, por exemplo:
tubos com o mesmo volume de aspiração,
tubos de tamanhos iguais,
tubos de vidro com tubos de vidro,
tubos com o mesmo tipo de tampa ou rolha de proteção,
tubos com gel com outros do mesmo tipo e tubos de plástico com tubos de plástico.
2. Medidas a serem adotadas no uso da centrífuga

a. Ligar o cabo da centrífuga em tomada 220 v;


b. Ligar a chave (on – off) no painel frontal;
c. Colocar os tubos nas cruzetas, de tal forma que a distribuição seja simétrica em relação ao
eixo de giro;
d. Fechar a tampa; Nunca ligar a centrífuga enquanto a tampa estiver aberta
e. Marcar o tempo e a velocidade.
f. Aguardar a conclusão do ciclo; Nunca abrir a tampa manualmente se a cruzeta ainda estiver
girando;
g. Retirar os tubos.

Elaboração Larissa Almeida Brasil Aprovação e Profº Msc. Divino José Otaviano
Professora de Hematologia Liberação Professor de Hematologia
Revisão Danilo Rodrigues de Melo – Acadêmico de Biomedicina
Danilo Meirelles de Souza Abreu – Acadêmico de Farmácia
Francielly Lopes Dias – Acadêmica de Farmácia
Fernanda Paula Atavila – Acadêmica de Farmácia
Helem Maria Cicotti – Acadêmica de Farmácia