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Métodos de Indução na Terapia Breve

É extremamente fácil induzir a hipnose e todos os métodos parecem funcionar


igualmente bem, desde que o operador se aplique confiantemente e atue como se o
fato do paciente cair em transe hipnótico fosse algo a esperar, sem lugar para dúvidas.
Se o terapeuta aceita como axioma que todas as pessoas são hipnotizáveis, em vários
graus, e que a aceitação de sugestões tem escassa relação com a profundidade do
transe, estará apto a abordar o paciente com um sentimento de que pode ajudá-lo,
independentemente das resistências ou dúvidas expressas pelo paciente. A confiança
do terapeuta é comunicada ao paciente na postura e no tom de voz e, se o paciente
acha que o terapeuta tem fé no que está fazendo, reagirá, usualmente, de modo
bastante satisfatório.
Comprovei que, se facilitarmos ao paciente alguma literatura que ele possa estudar de
antemão, isso o ajudará a obter algumas respostas ás suas interrogações, embora
ainda alimente dúvidas quanto à sua capacidade de ser hipnotizado, nas fases iniciais
da psicoterapia As páginas mimeografadas que dou a ler aos meus pacientes são as
seguintes:
 Dúvidas que você pode ter sobre a hipnose
1. Em que consiste exatamente a hipnose?
A hipnose é um estado de consciência alterada que ocorre, normalmente, em todas as
pessoas, nos momentos que precedem a transição para o estado de sono. Na hipnose
terapêutica, prolongamos esse breve transe, para podermos trabalhar dentro de seus
limites.
2. Todas as pessoas podem ser hipnotizadas?
Sim, porque se trata de um estado normal pelo qual todos passamos antes de
adormecer. Entretanto, é possível resistir à hipnose, tal como é possível resistir ao
sono. Mas, ainda que se resista à hipnose, a resistência pode ser vencida com a
prática.
3. Qual é o valor da hipnose?
Não existe magia na hipnose. Existem certas condições em que é útil e outras em que
nenhum benefício considerável dela se tira. É empregada na medicina para reduzir a
tensão e a dor concomitantes de vários problemas físicos e para ajudar em certos
procedimentos de reabilitação. Na prática psiquiátrica, é útil na terapia breve e,
também, em alguns casos, no tratamento prolongado, quando nos deparamos com
resistência obstinadas.
4. Quem pode praticar a hipnose?
Somente uma pessoa profissionalmente qualificada deve decidir se alguém necessita
ou pode beneficiar-se da hipnose. Além dos outros aspectos de sua experiência, o
profissional precisa de treino especial nas técnicas e nos usos da hipnose, antes de
podermos considerá-lo qualificado.
5. Por que motivo alguns médicos têm dúvidas sobre a hipnose?
A hipnose é um fenômeno muito mal compreendido. Durante séculos, esteve
associado com o espiritismo, a feitiçaria e várias espécies de charlatanismo. É um
instrumento comum dos charlatões que a usaram para "curar" todas as doenças
possíveis e imagináveis, da calvíce ao câncer. As exigências exageradas feitas à
hipnose por algumas pessoas indisciplinadas fizeram com que alguns médicos se
voltassem contra ela. Também alguns psiquiatras duvidam do valor da hipnose,
porque Freud a abandonou há sessenta anos e eles próprios não têm muita experiência
de suas aplicações modernas.
6. Sendo a hipnose valiosa, não deveria ser empregada em todos os problemas
psicológicos ou psiquiátricos?
A maioria dos problemas psicológicos e psiquiátricos responde ao tratamento dos
terapeutas proficientes, em requerer a hipnose. Quando se desenvolvem obstáculos ao
tratamento, um terapeuta qualificado para o emprego da hipnose poderá utilizá-la
eficazmente. Mas só um profissional especializado pode decidir se é necessária ou
desejável. 7. O uso da hipnose é reconhecido pelas autoridades competentes?
Tanto a American Medical Association como a American Psychiatric Association
classificaram a hipnose como uma forma útil de tratamento, nas mãos de médicos
hábeis que tenham recebido um treino adequado e que a empreguem no contexto de
um programa total de tratamento.
8. A hipnose pode ser perigosa?
O estado hipnótico não é mais perigoso do que o estado de sono. Mas operadores
inábeis podem impor aos sujeitos absurdas e irresponsáveis, como testemunhamos
freqüentemente em espetáculos públicos de hipnotismo, onde o transe é explorado
para fins de diversão. Uma pessoa delicadamente equilibrada e sensível exposta a
sugestões estúpidas e humilhantes, poderá reagir com ansiedade. De modo geral, não
existem perigos na hipnose, quando praticada por pessoas qualificadas e que
respeitem a ética profissional.
9. Creio que não posso ser hipnotizado.
Todas as pessoas atravessam um estado semelhante à hipnose antes de adormecer.
Não há razão para que você não seja capaz de ingressar num estado hipnótico. 10. O
que é que se sente ao ser hipnotizado?
A resposta a este ponto é extremamente importante, porquanto poderá determinar se
uma pessoa é suscetível ou não de se beneficiar com a hipnose. A maior parte das
pessoas que abandonam a hipnose, após algumas sessões, fazem-no porque se
decepcionam com suas reações, acreditando não serem sujeitos apropriados. A pessoa
comum tem a idéia de que vai passar por uma experiência diferente, inteiramente
nova e espetacular, no estado hipnótico. Freqüentemente, confunde ser hipnotizada
com ser anestesiada, ou estar adormecida ou inconsciente. Quando descobre, na
hipnose, que sua mente está ativa, que pode ouvir todos os ruídos da sala, que pode
resistir às sugestões, se assim o desejar, que sua atenção continua peregrinando e seus
pensamentos não param, que não adormeceu e que pode recordar tudo o que
aconteceu quando abre os olhos, o paciente acredita ter fracassado. Imagina, então,
que é um sujeito inadequado e não tardará em abandonar os tratamentos hipnóticos. A
experiência de estar hipnotizado não é diferente da experiência de descontrair-se e
começar a entrar no sono. Por essa experiência lhe ser tão familiar e por esperar,
talvez, algo surpreendentemente diverso na hipnose, a pessoa poderá ficar
desencorajada quando é induzida um transe. Lembre-se de que não está anestesiado,
nem inconsciente, nem adormecido. Sua mente está ativa, seus pensamentos estão
sob o seu próprio controle, todos os estímulos são percebidos e o hipnotizado
encontra-se em completa comunicação com o operador. A única coisa incomum que
poderá experimentar é uma sensação de peso nos braços e do formigueiro nas mãos e
nos dedos. Se a pessoa tem habitualmente, um sono pesado, poderá cochilar
momentaneamente; se o seu sono for leve, poderá ter a sensação de que se encontra
completamente desperta.
11. A que profundidade se deve chegar para obter benefícios da hipnose?
Se a hipnose for concebida como um espectro do estado de consciência, que vai
desde a vigília ao sono, a pessoa se dará conta de que alguns aspectos são
semelhantes ao estado de vigília e fazem parte dos fenômenos do despertar; outros
aspectos são semelhantes ao sono e participam dos fenômenos do sono leve. Mas, de
uma ponta à outra do espectro, a capacidade de sugestionabilidade é intensificada;
isso é o que torna a hipnose potencialmente benéfica, desde que se dê à
sugestionabilidade no uso construtivo. A profundidade da hipnose não se correlaciona
sempre com o grau de sugestionabilidade. Com outras palavras, mesmo que não se vá
além das fases mais superficiais e mais leves da hipnose e o sujeito esteja,
meramente, num estado ligeiro de relaxamento, ele ainda estará apto a beneficiar-se
dos seus efeitos terapêuticos. Acontece que, com a prática, o sujeito estará apto a
mergulhar numa hipnose mais profunda, mas, realmente, isso não tem grande
importância na maioria dos casos.
12. Como funciona a hipnose?
A mente humana é extremamente sugestionável e está sendo constantemente
bombardeada por estímulos sugestivos do exterior e pensamentos e idéias sugestivos
do interior. Uma boa parte do sofrimento é conseqüência de pensamentos e impulsos
"negativos" que nos invadem a mente desde os escaninhos do subconsciente.
Infelizmente, as experiências passadas, os sentimentos de culpa e os impulsos e
desejos reprimidos estão incessantemente aflorando à consciência, diretamente ou
sob formas disfarçadas, sabotando a felicidade, a saúde e a eficiência do indivíduo.
Quando o indivíduo atingiu a idade adulta, construiu modos "negativos" de pensar,
sentir e agir que persistem como maus hábitos. Como todos os hábitos, esses modos
são difíceis de extirpar. Na hipnose, tentamos substituir essas atitudes "negativas" por
outras "positivas". Mas leva tempo a desintegração de velhos padrões de hábito;
assim, não há lugar para desânimos, se a hipnose não produz um efeito imediato. Se a
pessoa continuar praticando os princípios que lhe foram ensinados pelo terapeuta,
acabará por se aperceber da mudança. Ainda que não se notem alterações evidentes
na superfície, uma reestruturação estará ocorrendo em camadas mais profundas. Uma
analogia talvez torne isto mais claro. Se erguermos acima do nível dos olhos um
maço de folhas brancas de mata-borrão, de modo a só vermos a folha de baixo, e
deixarmos pingar algumas gotas de tinta na folha superior do maço, nenhuma
alteração será observada durante algum tempo, até que tenha sido derramada tinta
suficiente para empapar toda a espessura do maço. Finalmente, a tinta absorvida
chegará à folha de baixo. Durante esse período em que nada parecia acontecer,
estavam ocorrendo penetrações da tinta. Se o processo tivesse sido interrompido
antes de despejar sobre o maço tinta suficiente, seríamos tentados a pensar que o
processo tinha fracassado. As sugestões em hipnose são como a tinta que vai
penetrando em sucessivas camadas de resistência; temos de insistir na repetição
dessas sugestões, até que atravessem todas as camadas para influir nos velhos padrões
destrutivos.
13. Como posso colaborar no processo de tratamento?
É importante que a pessoa conte ao terapeuta suas reações a respeito dele e do
tratamento, por mais infundadas, injustas ou ridículas que essas reações lhe pareçam.
Seus sonhos também podem ser importantes. Se, por qualquer razão, acreditar que
deve interromper o tratamento, mencione o seu desejo ao médico. Pistas importantes
podem ser aduzidas de suas reações, sonhos e resistências, as quais fornecerão uma
compreensão de seus conflitos íntimos e ajudarão no seu tratamento.
14. As drogas hipnóticas não seriam úteis para forçar-me a ir mais fundo?
A experiência demonstra que, usualmente, as drogas são desnecessárias. Com
freqüência, apenas complica o problema. Se for imprescindível o recurso à
medicamentação, esta será empregada.
15. Em que consiste a auto-hipnose?
"Exercícios de relaxamento", "auto-hipnose" e "hipnose auto-induzida" são
expressões equivalentes para designar um processo de reforço que pode ser útil como
ajuda ao terapeuta para que este ajude o paciente. Se tal auxílio for necessário, será
empregado. A técnica é simples e segura.
O método hipnótico que emprego na terapia breve é simples e se combina facilmente
com outras técnicas. Também se presta bem ao auto-relaxamento e à auto-hipnose.
Essencialmente, o procedimento está contido na seguinte transcrição que o terapeuta,
é claro, poderá modificar, se assim o paciente o desejar, de acordo com as
necessidades especiais do seu paciente.
O paciente instala-se confortavelmente, apoiando a cabeça no espaldar de uma
cadeira e colocando os pés numa banqueta, ou poderá deitar-se num divã.
São empregadas quatro fases:
(1) exercícios de respiração profunda; (2) progressivo relaxamento muscular; (3)
visualização de uma cena aprazível; (4) contar lentamente de 1 a 20. A cadência das
sugestões deve ser lenta, com hesitações ocasionais entre as sugestões. O exemplo
seguinte foi extraído de uma gravação:
" Agora, recoste-se e feche os olhos. Respire profundamente pelo nariz até a boca do
estômago. Pro-fun-da-men-te, pro-fun-da-men-te; mas não tão profundamente que se
sinta incomodado. Apenas o bastante para sentir o ar sendo absorvido por todo o
corpo. (Quando o paciente inspira, como é indicado pelo arfar do peito, o operador
poderá dizer "inspire" e, com a expiração, dirá "expire", durante vários ciclos
respiratórios.) Inspire... expire...Pro-fun-da-men-te... Inspire... expire. E, enquanto
sente embriagar-se de ar, começa a ter uma sensação de can-sa-do... e des-con-tra-í-
do. Muito des-con-tra-í-do... Algo so-no-len-to e descontraído. Sonolento e
descontraído.
Agora, quero que se concentre nos grupos musculares que vou indicar-lhe.
Descontraia-os, relaxe-os enquanto os visualiza. Notará que talvez esteja tenso em
certas áreas e a idéia é que se descontraia completamente. Concentre-se na sua testa.
Relaxe os músculos da testa. Agora, os olhos, relaxe os músculos em volta dos olhos.
Suas pálpebras se relaxam, estão pesadas. Agora, o rosto, seu rosto se descontrai. E a
boca... relaxe os músculos em redor da boca, e mesmo dentro da boca. O queixo;
deixe-o descair, sentir-se pesado. E, ao relaxar seus músculos, sua respiração
continua re-gu-lar-men-te e pro-fun-da-men-te, profundamente, dentro de si. Agora, o
pescoço, seu pescoço se descontrai. Cada músculo, cada fibra de seu pescoço se
descontrai. Seus ombros se relaxam... seus braços... seus cotovelos... seus
antebraços... seus pulsos... suas mãos... e os seus dedos se relaxam. Sente os braços
frouxos e imóveis; pesados, frouxos e imóveis. Todo o seu corpo está imóvel e
flácido. Os músculos do pescoço se relaxam; os da frente do pescoço; os músculos da
nuca. Mova a cabeça, se necessário, para soltar todos os pontos de tensão. Continue
respirando fundo e descontraia-se. Agora, o peito. A parte da frente do seu tórax se
relaxa... e a parte posterior do seu tórax se relaxa. Seu abdômen... a boca do estômago
está-se relaxando... O fundo das costas, afrouxe os músculos. Suas ancas, suas
coxas... seus joelhos se relaxam... até os músculos das pernas. Os tornozelos... os
pés... os dedos dos pés. Todo o seu corpo está solto e flácido. E, quando eu levantar o
seu braço, vai senti-lo muito flácido, m-u-i-t-o r-e-l-a-x-a-d-o. Pesado e relaxado (O
braço esquerdo é ligeiramente içado e solto, para ver se cai, sem ajuda. Se o
paciente o controla e o mantém suspenso, podemos dizer: ´Deixe-o frouxo e solto,
relaxe.´ E continuaremos assim até que o braço tombe, inerte.) E agora, enquanto
sente os músculos se relaxando, notará que começa a sentir pesado e descontraído o
corpo todo. O corpo está começando a ficar m-u-i-t-o, m-u-i-t-o cansado... e você vai
sentir-se cada vez mais sonolento... so-no-len-to, desde o alto da cabeça até à ponta
dos pés. Cada inspiração penetra mais e mais e mais profundamente e você sente o
corpo cada vez mais sonolento.
E agora, quero que você imagine, que visualize a mais repousante, a mais tranqüila e
agradável cena imaginável. Visualize uma cena repousante, calma e agradável.
Qualquer cena que seja reconfortante. Pode ser alguma cena em seu passado ou uma
cena que projete em seu futuro. nada menos do que estar numa praia vendo as ondas
que vêem quebrar-se na areia. Ou um lago com um barco à vela deslizando
preguiçosamente. Ou, meramente, estar olhando para o céu azul com uma ou duas
nuvens encapeladas que flutuam vagarosamente. Qualquer cena que seja calma,
agradável e faça você sentir-se sonolento. ( Alguns pacientes têm dificuldade em
visualizar uma cena agradável. Alguns começam a fazê-lo, mas são interrompidos
por imagens desagradáveis. Se o paciente contar isso no final da sessão, o operador
poderá reanimá-lo, assegurando-lhe que bem cedo será capaz de fazê-lo mais
facilmente , poderá visualizar apenas uma parede ou uma cortina branca e, se
algumas intromissões desagradáveis ocorrerem, afaste-as da mente.) Cada vez mais
sonolento, mais, mais. Você está muito can-sa-do e, cada vez que respira, você se
sente afundar cada vez mais, e mais, e mais.
Enquanto visualiza essa cena agradável e calma, eu contarei de um a vinte e, quando
eu chegar a vinte, você se sentirá mergulhando cada vez mais fundo. Um, mais fundo,
mais fundo. Dois, mais fundo, mais fundo, mais fundo. Três... mais e mais sonolento.
Quatro... mais e mais fundo. Cinco... mais e mais sonolento.Seis... sete... muito
cansado, muito descontraído. Oito, mais e mais fundo. Nove... dez, mais e mais
sonolento. Onze, doze, treze, mais e mais fundo, cada vez mais fundo. Mais so-no-
len-to... so-no-lento... Catorze, mais e mais sonolento. Quinze, dezesseis, dezessete...
mais e mais fundo. Dezoito... dezenove... e, finalmente, vinte.
Nos próximos minutos, quero que continue visualizando uma cena tranqüila e
maravilhosamente repousante e, enquanto o fizer, sentir-se-á cada vez mais
descontraído. Seu corpo começará a falar-lhe, você estará mais profundamente
descontraído. (Pausa de meio minuto, aproximadamente, antes de prosseguir.)"
Depois disto, usualmente, continuo aprofundando o transe; os braços do paciente
estão suavemente colocados nos braços correspondentes da cadeira, ou ao longo do
corpo, se ele estiver deitado num divã.
"Agora, concentre-se no seu braço esquerdo. Vou dar uma pancada no seu braço
esquerdo e, quando der a pancada, os músculos ficarão rígidos e firmes e o braço
ficará duro. (Dou leves pancadas ao longo do braço, do ombro às pontas dos dedos,
enquanto as sugestões prosseguem). Cada músculo, cada fibra do berço endureçe e
sentirá o braço como se estivesse pregado ao braço da cadeira ( ou colado ao divã). O
braço está tão rí-gi-do e tão fir-me e tão pe-sa-do como se estivesse pregado à
cadeira, e quaisquer tentativas que faça para erguê-lo só conseguem torná-lo mais
pesado e mais rígido. Pesado e rígido ( a firmeza da voz do operador, durante estas
sugestões, é, muitas vezes, útil.) Pesado e rígido e, quando eu ten-to er-guer o braço,
ele es-tá co-la-do à ca-dei-ra. (O operador poderá tentar erguer levemente o braço.
Se o paciente não mostra rigidez ou se ergue voluntariamente o braço, está
resistindo deliberadamente. Só raramente esta situação acontece. No caso de
ocorrer, o terapeuta dirá, simplesmente: ´Não resista voluntariamente; deixe,
simplesmente, que as coisas aconteçam à vontade.´ Poderá, então, prosseguir com
outras sugestões.)
Você sente, agora, como se tivesse os olhos colados. Seus olhos estão apertados e,
quando tenta abrí-los, sente como se as pálpebras estivessem coladas. Tem os olhos
fechados, muito fechados.
Agora, procure retratar em sua mente as coisas que eu for descrevendo e, à medida
que o fizer, indique que isso está acontecendo, para o que basta erguer um pouco este
dedo.