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<text>@TITLE=Andorinha

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"Andorinha lá fora está dizendo:
_ 'Passei o dia à toa, à toa!'
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa..."
@AUTHOR=Manuel Bandeira</text>
1 - No poema acima, Bandeira se revela:
a) frustrado e desanimado.
b) vagabundo e sonhador.
c) irônico e oportunista.
d) desanimado e sádico.
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2 - Indique qual, dentre os seguintes versos de Manuel Bandeira, aquele que mais
se aproxime do seu pensamento expresso no poema acima:
a) "Vida noves fora zero."
b) "Vou-me embora pra Pasárgada."
c) "Estavam todos deitados / Dormindo / Profundamente."
d) "O que eu vejo é o beco."
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<text>Um dia que o gado
No prado guardava,
Amor me aparece
Com arco e aljava.
No tronco mais verde,
Que no prado houvesse,
Amor me mandou
Seu nome escrevesse.
Contente parti
Um tronco buscar,
Para nele as ordens
Pronto executar.
No tronco dum freixo
Que viçoso vi,
Quis gravar "Amor".
Marília escrevi.
Tanto que o Amor vê
O engano feliz
O nome beijando
Alegre me diz:
"Não temas, Dirceu,
Não mudes de cor;
Nesse doce nome
Escreveste Amor".
@AUTHOR=TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA
@TITLE=Marília de Dirceu
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3 - O nome deveria ser escrito "no tronco mais verde" (v.5) porque:
a) Foi um simples recurso plástico, para dar cor à poesia;
b) Num tronco verde apareceria melhor a inscrição.
c) Um tronco verde seria mais novo e, conseqüentemente, guardaria mais tempo os ca
racteres.
d) Existe uma conotação entre verde, juventude, esperança e amor.
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@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Interpretação de Texto
4 - O poeta partiu contente (v.9), porque:
a) Gostava de receber e cumprir ordens
b) Estava profundamente dominado pelo amor
c) Não gostava dos enamorados
d) Gostava de trabalhar
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@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Interpretação de Texto
5 - Por que o nome de Marília foi escrito em vez de Amor?
a) Sendo pastor e vivendo no campo, já se habituara a escrever o nome de Marília, em
troncos verdes.
b) Amor, para o poeta, era Marília
c) Ambos eram igualmente importantes
d) Ambos eram igualmente indiferentes
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@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Interpretação de Texto
<text>"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas."
@AUTHOR=Carlos Drummond de Andrade
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6 - Aponte a alternativa correta:
a) É inútil preocuparmo-nos com o mundo, ele está perto do fim.
b) A luta vale a pena: unamo-nos todos e enfrentemos a realidade do presente.
c) O mundo é perigoso, convém unirmo-nos para nos defendermos dele como de um inimig
o.
d) Tão perdido está o mundo que não vale a pena nem pensar em seu futuro.
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@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Interpretação de Texto
7 - Observe o texto abaixo, excerto de um conto de Bernardo Elis: é uma fala do pr
otagonista, um sitiante.
"- Com perdão da pergunta, mas será que mecê não tem por lá alguma enxada assim meia velha
pra ceder para a gente?"
Assinale a alternativa que propõe a transposição dessa frase para uma forma adequada à l
inguagem urbana culta.
a) Me perdoe de perguntar, mas será que você não tem por lá uma enxada assim meia velha
que a gente pudesse usar?
b) Me perdoa a pergunta, mas o senhor não teria alguma enxada velha para nos ceder
?
c) Desculpe a pergunta, mas o senhor não teria alguma enxada meio velha para nos c
eder?
d) Desculpe-me a pergunta, mas será que você não tem, para nos emprestar, alguma enxad
a do tipo assim meio velha?
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Interpretação de Texto
<text>"(...) - Escuta, Miguilim, uma coisa você me perdoa? Eu tive inveja de você, p
orque o Papaco-o-Paco fala Miguilim me dá um beijim... e não aprendeu a falar meu no
me..." O Dito estava com jeito: as pernas duras, dobradas nos joelhos, a cabeça du
ra na nuca, só para cima ele olhava. O pior era que o corte do pé ainda estava doent
e, mesmo pondo cataplasma doía muito demorado. Mas o papagaio tinha de aprender a
falar o nome do Dito! - "Rosa, Rosa, você ensina Papaco-o-Paco a chamar alto o nom
e do Dito?" " - Eu já pelejei, Migüilim, porque o Dito mesmo me pediu. Mas ele não que
r falar, não fala nenhum, tem certos nomes assim eles teimam de não entender..."
@AUTHOR=Guimarães Rosa
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8 - De acordo com o texto:
a) a Rosa pelejou para ensinar o papagaio a falar o nome dela.
b) o papagaio não conseguia falar nome algum porque estava doente.
c) o Dito tinha jeito para ensinar o papagaio a falar.
d) o Dito e o Miguilim pediram à Rosa que ensinasse o papagaio a falar o nome do D
ito.
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9 - Assinale a letra que corresponde à melhor redação, considerando correção, clareza e co
ncisão.
a) Foram chamados sua atenção pelo diretor.
b) O diretor chamou-os sua atenção.
c) O diretor lhes chamou a atenção.
d) O diretor chamou-lhes a atenção.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Tipos de texto, Qualidades e defeitos de um texto
10 - O período abaixo foi redigido de cinco formas diferentes. Assinale a alternat
iva correspondente ao período que tem melhor redação, considerando correção, clareza, conc
isão e elegância.
a) E foi assim que ele, pela derradeira vez na vida, viu Maria Eduarda, grande,
muda, toda negra na claridade, à portinhola daquele vagão que para sempre a levava.
b) E ele assim, na derradeira vez na vida, é que viu Maria Eduarda, grandona, emud
ecida, toda de preto naquela claridade, na portinhola daquele vagão que a levava p
ara nunca mais.
c) E foi, assim, que ele, pela vez derradeira na sua vida, viu a Maria Eduarda,
grande, muda, toda negra naquela claridade, na portinhola daquele vagão que a leva
va para jamais.
d) E, então, pela última vez na sua longa vida, ele viu a Maria Eduarda, grande e mu
da, toda de negro naquela claridade, debruçada na portinhola em cujo vagão ela parti
a para sempre.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Tipos de texto, Qualidades e defeitos de um texto
11 - Dentre as seguintes frases, assinale aquela que não contém ambigüidade.
a) Peguei o ônibus correndo.
b) Esta palavra pode ter mais de um sentido.
c) O guarda deteve o suspeito em sua casa.
d) O menino viu o incêndio do prédio.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Tipos de texto, Qualidades e defeitos de um texto
12 - Emprega-se o termo solecismo para indicar o uso errado da concordância, regênci
a ou colocação. Aponte a única alternativa em que não ocorre tal erro.
a) Faz cinco anos completos que não visito o Rio.
b) Devem haver explicações satisfatórias para este fato.
c) Haviam vários objetos espalhados sobre a mesa.
d) Se lhe amas, deve declarar-se depressa.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Tipos de texto, Qualidades e defeitos de um texto
13 - Qual o vício de linguagem que se observa na frase: "Eu vi ele não faz muito tem
po" ?
a) solecismo
b) cacófato
c) arcaísmo
d) barbarismo
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Tipos de texto, Qualidades e defeitos de um texto, Víci
o de Linguagem
14 - Leia o texto e responda à questão.
"Num tribunal, a testemunha afirmou.
_ Eu vi o desmoronamento do barracão.
O juiz ficou em dúvida quanto às hipóteses.
1º) A testemunha viu o barracão desmoronar.
2º) A testemunha estava no barracão e de lá viu um desmoronamento.
Este fenômeno é chamado de:
a) ambigüidade
b) pleonasmo
c) cacofonia
d) silepse
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Tipos de texto, Qualidades e defeitos de um texto
15 - Assinale a opção em que a substituição efetuada não altera o sentido fundamental do e
nunciado.
"Não obstante essa propaganda, as dificuldades surgiram."
a) Através dessa propaganda, as dificuldades surgiram.
b) Em razão dessa propaganda, as dificuldades surgiram.
c) A despeito dessa propaganda, as dificuldades surgiram.
d) Diante dessa propaganda, as dificuldades surgiram.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Tipos de texto, Qualidades e defeitos de um texto
16 - Esparadrapo
Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. "Esparadrapo", por exemplo.
Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. No entanto, há outras, aliás
de nobre sentido, que parecem estar insinuando outra coisa. Por exemplo, "incunáb
ulo*".
QUINTANA, Mário. Da preguiça como método de trabalho. Rio de Janeiro, Globo. 1987. p.
83.
*Incunábulo: [do lat. Incunabulu; berço]. Adj. 1- Diz-se do livro impresso até o ano d
e 1500./ S.m. 2- Começo, origem.
A expressão "quebrar a cara" é largamente empregada na língua portuguesa com sentido c
onotativo. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é:
a) fracassar.
b) desistir.
c) destruir.
d) machucar-se.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Conotação, Denotação
17 - "É mudo AQUELE a quem irmão chamamos,
E a mão que tantas vezes apertamos
Agora é fria já!
Não mais nos bancos esse rosto amigo
Hoje escondido no fatal jazigo
Conosco sorrir"
Nestes versos de Casimiro de Abreu, o pronome em maiúsculo revela um emprego denot
ativo de:
a) tempo presente e proximidade física.
b) tempo passado e proximidade física.
c) tempo futuro e afastamento físico.
d) tempo passado e afastamento físico.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Conotação, Denotação
18 - A palavra arroz está sendo empregada em sentido conotativo na frase:
a) O arroz doce foi servido num prato lindamente ornamentado.
b) O arroz, moldado em forma de pirâmide, acompanhava as carnes.
c) Na borda da travessa, traçadas com grãos de arroz, estavam suas iniciais.
d) Ele, sim, era arroz-de-festa, não perdia uma comemoração.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Conotação, Denotação
19 - Nos versos:
"O vento voa
a noite toda se atordoa..."
aparece a figura:
a) metáfora.
b) metonímia.
c) prosopopéia
d) antítese.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Figuras de linguagem
20 - Nos trechos:
"O pavão é um arco-íris de plumas"
"... de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira..."
enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente:
a) comparação e repetição
b) metáfora e polissíndeto
c) hipérbole e anacoluto
d) metonímia e aliteração
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Figuras de linguagem
21 - Em: "Ele lê Machado de Assis", há:
a) catacrese
b) perífrase
c) metáfora
d) zeugma
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Figuras de linguagem
22 - Identificando apenas uma figura, em cada um dos cinco exemplos (extraídos do
conto "A terceira margem do rio", de Guimarães Rosa).
I. "Nosso pai era cumpridor, ordeiro, positivo..."
II. "Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de
pálida."
III. "E a canoa saiu se indo - a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida
longa."
IV. "Nosso pai (...) se desertava para outra sina de existir, perto e longe de s
ua família dele."
V. "Nossa mãe muito não se demonstrava."
Têm-se, respectivamente,
a) elipse, comparação, pleonasmo, anástrofe, anacoluto.
b) elipse, anacoluto, comparação, pleonasmo, anástrofe.
c) anacoluto, elipse, comparação, pleonasmo, anástrofe.
d) Comparação, pleonasmo, anástrofe, elipse, anacoluto.
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Figuras de linguagem
23 - Escreva 1 nos parênteses se a figura grifada for uma prosopopéia; 2, se for metáf
ora e 3, se for onomatopéia:
I. ( ) "Ringe e range a rígida moenda
E ringindo e rangendo, a cana a triturar,
Parece que tem alma, adivinha e desvenda
A ruína. A dor, o mal que vai talvez causar."
2. ( ) "Outras vezes, no eterno itinerário,
O Sol que vira um dia no Calvário, de Cristo a Santa Cruz,
Enfiava de vir achar nos Andes,
A mesma cruz, abrindo os braços grandes aos índios rubros, nus."
3. ( ) "O mar é ? lago sereno,
O céu ? um manto azulado,
O mundo ? um sonho dourado,
A vida ? um hino de amor."
4. ( ) "Uma ilusão gemia em cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade."
(a) 3-1-2-1
b) 1-3-2-1
c) 3-2-2-1
d) 3-1-2-2
@KEYWORDS=Língua Portuguesa, Figuras de linguagem
01-A
02-A
03-C
04-B
05-B
06-B
07-D
08-D
09-D
10-A
11-D
12-A
13-B
14-A
15-C
16-A
17-D
18-D
19-C
20-B
21-B
22-B
23-A