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QUADRO COMPARATIVO

PROVIMENTO CONJUNTO Nº 260/CGJ/2013 PROVIMENTO CONJUNTO Nº 93/2020


LIVRO VII LIVRO VII
DOS OFÍCIOS DE REGISTRO DE IMÓVEIS DOS OFÍCIOS DE REGISTRO DE IMÓVEIS
TÍTULO I
TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 619. Os Ofícios de Registro de Imóveis estão Art. 713. Os Ofícios de Registro de Imóveis
sujeitos ao regime jurídico estabelecido na estão sujeitos ao regime jurídico estabelecido
Constituição da República, no Código Civil e na na Constituição Federal, no Código Civil e na
Lei dos Registros Públicos, Lei nº 8.935/1994 e Lei nº 6.015, de 1973, na Lei nº 8.935, de 1994
Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009, e demais e na Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009, que
leis que definam sua organização, competência, “dispõe sobre o Programa Minha Casa,
atribuições e funcionamento. Minha Vida - PMCMV e a regularização
fundiária de assentamentos localizados em
áreas urbanas; altera o Decreto-Lei nº 3.365,
de 21 de junho de 1941, as Leis nºs 4.380, de
21 de agosto de 1964, 6.015, de 31 de
dezembro de 1973, 8.036, de 11 de maio de
1990, e 10.257, de 10 de julho de 2001, e a
Medida Provisória nº 2.197-43, de 24 de
agosto de 2001; e dá outras providências”, e
demais leis que definam sua organização,
competência, atribuições e funcionamento.
Art. 620. Aos oficiais de registro de imóveis Art. 714. Aos oficiais de registro de imóveis
cumpre, na forma da lei, garantir autenticidade, cumpre, na forma da lei, garantir autenticidade,
publicidade, segurança, disponibilidade e publicidade, segurança, disponibilidade e
eficácia dos atos jurídicos constitutivos, eficácia dos atos jurídicos constitutivos,
declaratórios, translativos ou extintivos de declaratórios, translativos ou extintivos de
direitos reais sobre imóveis. direitos reais sobre imóveis.
TÍTULO II DOS PRINCÍPIOS TÍTULO II DOS PRINCÍPIOS
Art. 621. O serviço, a função e a atividade Art. 715. O serviço, a função e a atividade
registral imobiliária se norteiam pelos princípios registral imobiliária devem visar, respeitada
constantes do art. 5º e pelos específicos da sempre a legalidade, à simplificação e
atividade, tais como: viabilização da prática do ato registral,
I - da obrigatoriedade, a impor o registro dos atos tendo em vista a preservação dos elementos
previstos em lei, mesmo que inexistam prazos ou essenciais do ato ou negócio jurídico, e se
sanções pelo seu descumprimento; norteiam pelos princípios constantes do art. 5º
II - da territorialidade, a circunscrever o exercício deste Provimento Conjunto e pelos específicos
das funções delegadas do registro de imóveis à da atividade, tais como:
área territorial definida nos termos da legislação I - da obrigatoriedade, a impor o registro dos
em vigor; atos previstos em lei, mesmo que inexistam
III - da continuidade, a impedir o lançamento de prazos ou sanções por seu descumprimento;
qualquer ato de registro sem a existência de II - da territorialidade, a circunscrever o
registro anterior que lhe dê suporte formal, exercício das funções delegadas do registro de
excepcionadas as aquisições originárias; imóveis à área territorial definida nos termos da
IV - da especialidade objetiva, a exigir a plena e legislação em vigor;
perfeita identificação do imóvel na matrícula e III - da continuidade, a impedir o lançamento de
nos documentos apresentados para registro; qualquer ato de registro sem a existência de
V - da especialidade subjetiva, a exigir a perfeita registro anterior que lhe dê suporte formal,
identificação e qualificação das pessoas excepcionadas as aquisições originárias;
nomeadas na matrícula e nos títulos levados a IV - da especialidade objetiva, a exigir a plena
registro; e perfeita identificação do imóvel na matrícula e
nos documentos apresentados para registro;
VI - da prioridade, a outorgar ao primeiro V - da especialidade subjetiva, a exigir a
apresentante de título a prevalência de seu perfeita identificação e qualificação das
direito sobre o de apresentante posterior, quando pessoas nomeadas na matrícula e nos títulos
referentes ao mesmo imóvel e contraditórios; levados a registro;
VII - da tipicidade, a afirmar serem registráveis VI - da prioridade, a outorgar ao primeiro
apenas títulos previstos em lei; apresentante de título a prevalência de seu
VIII - da disponibilidade, a precisar que ninguém direito sobre o de apresentante posterior,
pode transferir mais direitos do que os quando referentes ao mesmo imóvel e
constantes do registro de imóveis, a contraditórios;
compreender as disponibilidades física (área VII - da tipicidade, a afirmar serem registráveis
disponível do imóvel) e jurídica (a vincular o ato apenas títulos previstos em lei;
de disposição à situação jurídica do imóvel e da VIII - da disponibilidade, a precisar que ninguém
pessoa); pode transferir mais direitos do que os
IX - da concentração, a possibilitar que se constantes do registro de imóveis, a
averbem na matrícula as ocorrências que compreender as disponibilidades física (área
alterem o registro, inclusive títulos de natureza disponível do imóvel) e jurídica (a vincular o ato
judicial ou administrativa, para que haja uma de disposição à situação jurídica do imóvel e da
publicidade ampla e de conhecimento de todos, pessoa);
preservando e garantindo, com isso, os IX - da concentração, a possibilitar que se
interesses do adquirente e de terceiros de boa- averbem na matrícula as ocorrências que
fé. alterem o registro, inclusive títulos de natureza
judicial ou administrativa, para que haja uma
publicidade ampla e de conhecimento de todos,
preservando e garantindo, com isso, os
interesses do adquirente e de terceiros de boa-
fé.
TÍTULO III DAS ATRIBUIÇÕES TÍTULO III DAS ATRIBUIÇÕES
CAPÍTULO I CAPÍTULO I
DO REGISTRO DO REGISTRO
Art. 622. No Ofício de Registro de Imóveis, além Art. 716. No Ofício de Registro de Imóveis, além
da matrícula, serão feitos: da matrícula, se fará o registro:
I - o registro: I - da instituição de bem de família (Livros nº 2
a) da instituição de bem de família (Livros nº 2 e e nº 3);
nº 3); II - das hipotecas legais, judiciais e
b) das hipotecas legais, judiciais e convencionais convencionais (Livro nº 2);
(Livro nº 2); III - dos contratos de locação de prédios, nos
c) dos contratos de locação de prédios, nos quais quais tenha sido consignada cláusula de
tenha sido consignada cláusula de vigência no vigência no caso de alienação da coisa locada
caso de alienação da coisa locada (Livro nº 2); (Livro nº 2);
d) das penhoras, arrestos e sequestros de IV - das penhoras, arrestos e sequestros de
imóveis (Livro nº 2); imóveis (Livro nº 2);
e) das servidões em geral (Livro nº 2); V - das servidões em geral (Livro nº 2);
f) do usufruto, do uso sobre imóveis e da VI - do usufruto, do uso sobre imóveis e da
habitação, quando não resultarem do direito de habitação, quando não resultarem do direito de
família (Livro nº 2); família (Livro nº 2);
g) dos contratos de compromisso de compra e VII - dos contratos de compromisso de compra
venda, de cessão deste e de promessa de e venda, de cessão e de promessa de cessão,
cessão, com ou sem cláusula de com ou sem cláusula de arrependimento, que
arrependimento, que tenham por tenham por objeto imóveis não loteados e cujo
objeto imóveis não loteados e cujo preço tenha preço tenha sido pago no ato de sua
sido pago no ato de sua celebração, ou deva sê- celebração, ou deva sê-lo a prazo, de uma só
lo a prazo, de uma só vez ou em prestações vez ou em prestações (Livro nº 2);
(Livro nº 2); VIII - da enfiteuse (Livro nº 2);
h) da enfiteuse (Livro nº 2); IX - da anticrese (Livro nº 2);
i) da anticrese (Livro nº 2); X - das convenções antenupciais (Livro nº 3);
j) das convenções antenupciais (Livro nº 3); XI - das cédulas de crédito industrial, à
k) das cédulas de crédito rural (Livro nº 3); exportação e comercial (Livro nº 3);
l) das cédulas de crédito industrial, à exportação XII - dos penhores rural, industrial e mercantil
e comercial (Livro nº 3); (Livro nº 3);
m) dos penhores rural, industrial e mercantil XIII - das incorporações (Livro nº 2), instituições
(Livro nº 3); (Livro nº 2) e convenções de condomínios
n) das incorporações (Livro nº 2), instituições edilícios (Livro nº 3);
(Livro nº 2) e convenções de condomínios XIV - dos contratos de promessa de venda,
edilícios (Livro nº 3); cessão ou promessa de cessão de unidades
o) dos contratos de promessa de venda, cessão autônomas condominiais a que alude a Lei nº
ou promessa de cessão de unidades autônomas 4.591, de 1964, quando a incorporação ou a
condominiais a que alude a Lei nº 4.591, de 16 instituição de condomínio se formalizar na
de dezembro de 1964, quando a incorporação ou vigência da Lei nº 6.015, de 1973 (Livro nº 2);
a instituição de condomínio se formalizar na XV - dos loteamentos urbanos e rurais (Livro nº
vigência da Lei dos Registros Públicos (Livro nº 2);
2); XVI - dos contratos de promessa de compra e
p) dos loteamentos urbanos e rurais (Livro nº 2); venda de terrenos loteados em conformidade
q) dos contratos de promessa de compra e venda com o Decreto-lei nº 58, de 10 de dezembro de
de terrenos loteados em conformidade com o 1937, que “dispõe sobre o loteamento e a
Decreto-lei nº 58, de 10 de dezembro de 1937, e venda de terrenos para pagamento em
respectiva cessão e promessa de cessão, prestações” e respectiva cessão e promessa de
quando o loteamento se formalizar na vigência cessão, quando o loteamento se formalizar na
da Lei dos Registros Públicos (Livro nº 2); vigência da Lei nº 6.015, de 1973 (Livro nº 2);
r) das citações de ações reais ou pessoais XVII - das citações de ações reais ou pessoais
reipersecutórias relativas a imóveis (Livro nº 2); reipersecutórias relativas a imóveis (Livro nº 2);
s) dos julgados e atos jurídicos entre vivos que XVIII - dos julgados e atos jurídicos entre vivos
dividirem imóveis ou os demarcarem, inclusive que dividirem imóveis ou os demarcarem,
nos casos de incorporação que resultarem em inclusive nos casos de incorporação que
constituição de condomínio e atribuírem uma ou resultarem em constituição de condomínio e
mais unidades aos incorporadores (Livro nº 2); atribuírem uma ou mais unidades aos
t) dos atos judiciais ou escrituras públicas de incorporadores (Livro nº 2);
adjudicação ou partilha (Livro nº 2); XIX - dos atos judiciais ou escrituras públicas
u) da arrematação e da adjudicação em hasta de adjudicação ou partilha (Livro nº 2);
pública (Livro nº 2); XX - da arrematação e da adjudicação em hasta
v) das sentenças declaratórias de usucapião e do pública (Livro nº 2);
reconhecimento extrajudicial de usucapião (Livro XXI - das sentenças declaratórias de usucapião
nº 2); (Redação dada pelo Provimento nº e do reconhecimento extrajudicial de usucapião
325/2016) (Livro nº 2);
v) das sentenças declaratórias de usucapião XXII - da compra e venda pura e da condicional
(Livro nº 2); (Livro nº 2);
w) da compra e venda pura e da condicional XXIII - da permuta (Livro nº 2);
(Livro nº 2); XXIV - da dação em pagamento (Livro nº 2);
x) da permuta (Livro nº 2); XXV - da transferência de imóvel em casos de
y) da dação em pagamento (Livro nº 2); integralização ou redução de capital social,
z) da transferência de imóvel em casos de cisão, fusão, incorporação ou dissolução de
integralização ou redução de capital social, pessoas jurídicas (Livro nº 2);
cisão, fusão, incorporação ou dissolução de XXVI - da doação (Livro nº 2);
pessoas jurídicas (Livro nº 2); XXVII - da desapropriação amigável e das
aa) da doação (Livro nº 2); sentenças que, em processo de
ab) da desapropriação amigável e das sentenças desapropriação, fixarem o valor da indenização
que, em processo de desapropriação, fixarem o (Livro nº 2);
valor da indenização (Livro nº 2); XXVIII - da alienação fiduciária em garantia de
ac) da alienação fiduciária em garantia de coisa coisa imóvel (Livro nº 2);
imóvel (Livro nº 2); XXIX - da imissão provisória na posse, quando
concedida à União, aos Estados, ao Distrito
ad) da imissão provisória na posse, quando Federal, aos Municípios ou às suas entidades
concedida à União, aos Estados, ao Distrito delegadas, e respectiva cessão e promessa de
Federal, aos Municípios ou às suas entidades cessão (Livro nº 2);
delegadas, e respectiva cessão e promessa de XXX - dos termos administrativos ou das
cessão (Livro nº 2); sentenças declaratórias da concessão de uso
ae) dos termos administrativos ou das sentenças especial para fins de moradia (Livro nº 2);
declaratórias da concessão de uso especial para XXXI - da constituição do direito de superfície
fins de moradia (Livro nº 2); (Livro nº 2);
af) da constituição do direito de superfície (Livro XXXII - do contrato de concessão de direito real
nº 2); de uso de imóvel público (Livro nº 2);
ag) do contrato de concessão de direito real de XXXIII - da legitimação de posse (Livro nº 2);
uso de imóvel público (Livro nº 2); XXXIV - da Certidão de Regularização
ah) da legitimação de posse (Livro nº 2) Fundiária, da legitimação fundiária, da
ai) da conversão da legitimação de posse em conversão da legitimação de posse em
propriedade, prevista no art. 60 da Lei nº propriedade (Livro nº 2);
11.977/2009 (Livro nº 2); XXXV - da transferência de domínio prevista
aj) da transferência de domínio prevista nas leis nas Leis estaduais nº 7.373, de 3 de outubro de
que regulamentem a regularização fundiária 1978, que “dispõe sobre legitimação e doação
(Leis Estaduais nº 7.373/1978 e nº 11.020/1993) de terras devolutas do Estado em zona urbana
(Livro nº 2); ou de expansão urbana”, e nº 11.020, de 8 de
ak) do tombamento definitivo (Livro nº 3); janeiro de 1993, que “dispõe sobre as terras
al) da escritura pública de arrendamento de públicas e devolutas estaduais e dá outras
imóvel rural por estrangeiro residente ou providências” (Livro nº 2);
autorizado a funcionar no Brasil, bem como por XXXVI - do tombamento definitivo (Livro nº 3);
pessoa jurídica brasileira da qual participe, a XXXVII - da escritura pública de arrendamento
qualquer título, pessoa estrangeira física ou de imóvel rural por estrangeiro residente ou
jurídica que resida ou tenha sede no exterior e autorizado a funcionar no Brasil, bem como por
possua a maioria do capital social, desde que pessoa jurídica brasileira equiparada a
previamente registrada no Ofício de Registro de estrangeira, desde que previamente registrada
Títulos e Documentos ( Provimento da no Ofício de Registro de Títulos e Documentos
Corregedoria Nacional de Justiça nº 43, de 17 de (Livro nº 2);
abril de 2015) (Livro nº 2); (Acrescentada pelo XXXVIII - do direito real de laje (Livro nº 2);
Provimento nº 305/2015) XXXIX - do condomínio de lotes (Livro nº 2);
am) al) de outros atos, fatos ou títulos previstos XL - do condomínio urbano simples (Livro nº
em lei. (Renumerada pelo Provimento nº 2);
305/2015) XLI - da multipropriedade (Livro nº 2);
XLII - de outros atos, fatos ou títulos previstos
em lei.
CAPÍTULO II DA AVERBAÇÃO
II - a averbação: Art. 717. No Ofício de Registro de Imóveis ainda
a) das convenções antenupciais dos regimes de se fará a averbação:
bens diversos do legal e suas alterações, nos I - das convenções antenupciais dos regimes de
registros referentes a imóveis ou a direitos reais bens diversos do legal e suas alterações, nos
pertencentes a qualquer dos cônjuges, inclusive registros referentes a imóveis ou a direitos reais
os adquiridos posteriormente ao casamento; pertencentes a qualquer dos cônjuges,
b) por cancelamento, da extinção dos ônus e inclusive os adquiridos posteriormente ao
direitos reais; casamento;
c) dos contratos de promessa de compra e II - por cancelamento, da extinção dos ônus e
venda, das cessões e das promessas de cessão direitos reais;
a que alude o Decreto-lei nº 58/1937, quando o III - dos contratos de promessa de compra e
loteamento tiver se formalizado anteriormente à venda, das cessões e das promessas de
vigência da Lei dos Registros Públicos; cessão a que alude o Decreto-lei nº 58, de
d) da mudança de denominação e de numeração 1937, quando o loteamento tiver se formalizado
dos prédios, da edificação, da reconstrução, da anteriormente à vigência da Lei nº 6.015, de
1973;
demolição, do desmembramento e da unificação IV - da mudança de denominação e de
de imóveis; numeração dos prédios, da edificação, da
e) da alteração do nome por casamento, reconstrução, da demolição, do
separação ou divórcio, ou, ainda, de outras desmembramento e da unificação de imóveis;
circunstâncias que, de qualquer modo, tenham V - da alteração do nome por casamento,
influência no registro ou nas pessoas nele separação ou divórcio, ou, ainda, de outras
interessadas; circunstâncias que, de qualquer modo, tenham
f) dos atos pertinentes a unidades autônomas influência no registro ou nas pessoas nele
condominiais a que alude a Lei nº 4.591/1964, interessadas;
quando a incorporação tiver sido formalizada VI - dos atos pertinentes a unidades autônomas
anteriormente à vigência da Lei dos Registros condominiais a que alude a Lei nº 4.591, de
Públicos; 1964, quando a incorporação tiver sido
g) das cédulas hipotecárias, das cédulas de formalizada anteriormente à vigência da Lei nº
crédito imobiliário e das respectivas cessões; 6.015, de 1973;
h) da caução e da cessão fiduciária de direitos VII - das cédulas hipotecárias, das cédulas de
relativos a imóveis; crédito imobiliário e das respectivas cessões;
i) do restabelecimento da sociedade conjugal; VIII - da caução e da cessão fiduciária de
j) das cláusulas de inalienabilidade, direitos relativos a imóveis;
impenhorabilidade e incomunicabilidade IX - do restabelecimento da sociedade
impostas a imóveis, bem como da constituição conjugal;
de fideicomisso; X - das cláusulas de inalienabilidade,
k) das decisões, recursos e seus efeitos que impenhorabilidade e incomunicabilidade
tenham por objeto atos ou títulos registrados ou impostas a imóveis, bem como da constituição
averbados; de fideicomisso;
l) de ofício ou a requerimento, dos nomes dos XI - das decisões, recursos e seus efeitos que
logradouros decretados pelo Poder Público; tenham por objeto atos ou títulos registrados ou
m) da separação, divórcio, restabelecimento de averbados;
sociedade conjugal, nulidade ou anulação de XII - de ofício ou a requerimento, dos nomes
casamento, mesmo quando não haja partilha de dos logradouros decretados pelo Poder
bens; Público;
n) da rerratificação do contrato de mútuo com XIII - da separação, divórcio, restabelecimento
pacto adjeto de hipoteca em favor de entidade de sociedade conjugal, nulidade ou anulação
integrante do Sistema Financeiro da Habitação - de casamento, mesmo quando não haja
SFH, ainda que importando elevação da dívida, partilha de bens;
desde que mantidas as mesmas partes e que XIV - da rerratificação do contrato de mútuo
inexista outra hipoteca registrada em favor de com pacto adjeto de hipoteca em favor de
terceiros; entidade integrante do Sistema Financeiro da
o) do arquivamento de documentos Habitação - SFH, ainda que importando
comprobatórios de inexistência de débitos para elevação da dívida, desde que mantidas as
com o INSS; mesmas partes e que inexista outra hipoteca
p) da indisponibilidade de bens que constituam registrada em favor de terceiros;
reservas técnicas das companhias seguradoras; XV - do arquivamento de documentos
q) do tombamento provisório e definitivo de bens comprobatórios de inexistência de débitos para
imóveis, declarado por ato administrativo, com o INSS;
legislativo ou por decisão judicial; XVI - da indisponibilidade de bens que
r) das restrições próprias dos imóveis constituam reservas técnicas das companhias
reconhecidos como integrantes do patrimônio seguradoras;
cultural, por forma diversa do tombamento, em XVII - do tombamento provisório e definitivo de
decorrência de ato administrativo, legislativo ou bens imóveis, declarado por ato administrativo,
decisão judicial específicos; legislativo ou por decisão judicial;
s) das restrições próprias dos imóveis situados XVIII - das restrições próprias dos imóveis
na vizinhança dos bens tombados ou reconhecidos como integrantes do patrimônio
reconhecidos como integrantes do patrimônio cultural, por forma diversa do tombamento, em
cultural; decorrência de ato administrativo, legislativo ou
decisão judicial específicos;
t) do contrato de locação, para fins de exercício XIX - das restrições próprias dos imóveis
do direito de preferência; situados na vizinhança dos bens tombados ou
u) do comodato e do arrendamento, desde que reconhecidos como integrantes do patrimônio
previamente registrados no Ofício de Registro de cultural;
Títulos e Documentos, salvo na hipótese da XX - do contrato de locação, para fins de
alínea “al” do inciso I deste artigo; (Redação dada exercício do direito de preferência;
pelo Provimento nº 305/2015) XXI - do comodato e do arrendamento, desde
u) do comodato e do arrendamento, desde que que previamente registrados no Ofício de
previamente registrados no Ofício de Registro de Registro de Títulos e Documentos, salvo na
Títulos e Documentos; hipótese do inciso XXXVII do art. 716, deste
v) do direito de preferência, para fins de Provimento Conjunto;
publicidade; XXII - do direito de preferência, para fins de
w) da caução locatícia; publicidade;
x) do termo de securitização de créditos XXIII - da caução locatícia;
imobiliários, quando submetidos a regime XXIV - do termo de securitização de créditos
fiduciário; imobiliários, quando submetidos a regime
y) da notificação para parcelamento, edificação fiduciário;
ou utilização compulsórios de imóvel urbano; XXV - da notificação para parcelamento,
z) da extinção da concessão de uso especial edificação ou utilização compulsórios de imóvel
para fins de moradia; urbano;
aa) da extinção do direito de superfície do imóvel XXVI - da extinção da concessão de uso
urbano; especial para fins de moradia;
ab) da cessão de crédito imobiliário; XXVII - da extinção do direito de superfície do
ac) da reserva legal; imóvel urbano;
ad) da servidão ambiental; XXVIII - da cessão de crédito imobiliário;
ae) do ajuizamento de execução (inciso IX do art. XXIX - da reserva legal;
799 e art. 828 do Código de Processo Civil); XXX - da servidão ambiental;
(Redação dada pelo Provimento nº 325/2016) XXXI - do ajuizamento de execução (inciso IX
ae) do ajuizamento de execução (art. 615-A do do art. 799 e art. 828 do CPC);
Código de Processo Civil); XXXII - do destaque de imóvel de gleba pública
af) do destaque de imóvel de gleba pública originária;
originária; XXXIII - do auto de demarcação urbanística, da
ag) do auto de demarcação urbanística; existência de área de risco, da construção por
ah) da extinção da legitimação de posse; mera notícia e outras necessárias ou
ai) da extinção da concessão de uso especial decorrentes de procedimento de Regularização
para fins de moradia; Fundiária;
aj) da extinção da concessão de direito real de XXXIV - da extinção da legitimação de posse;
uso; XXXV - da extinção da concessão de uso
ak) da sub-rogação de dívida, da respectiva especial para fins de moradia; XXXVI - da
garantia fiduciária ou hipotecária e da alteração extinção da concessão de direito real de uso;
das condições contratuais em nome do credor XXXVII - da sub-rogação de dívida, da
que venha a assumir tal condição, na forma do respectiva garantia fiduciária ou hipotecária e
disposto no art. 31 da Lei nº 9.514, de 20 de da alteração das condições contratuais em
novembro de 1997, ou no art. 347 do Código nome do credor que venha a assumir tal
Civil, realizada em ato único, a requerimento do condição, na forma do disposto no art. 31 da Lei
interessado instruído com documento nº 9.514, de 1997, ou no art. 347 do Código
comprobatório firmado pelo credor original e pelo Civil, realizada em ato único, a requerimento do
mutuário; interessado instruído com documento
al) do título que reconhecer a união estável e de comprobatório firmado pelo credor original e
sua conversão em casamento; pelo mutuário;
am) do protesto contra alienação de bens XXXVIII - do título que reconhecer a união
quando determinado judicialmente; estável e de sua conversão em casamento;
an) da certificação de não sobreposição a outros XXXIX - do protesto contra alienação de bens
imóveis no cadastro georreferenciado do INCRA; quando determinado judicialmente;
ao) do novo código do imóvel fornecido pelo XL - da certificação de não sobreposição a
INCRA, nos termos do art. 5º, parágrafo único, outros imóveis no cadastro georreferenciado do
do Decreto nº 4.449, de 30 de outubro de 2002; INCRA;
ap) da indisponibilidade de bens e direitos, XLI - do novo código do imóvel fornecido pelo
comunicada, inclusive, por meio eletrônico, na INCRA, nos termos do art. 5º, parágrafo único,
hipótese do art. 185-A do Código Tributário do Decreto nº 4.449, de 30 de outubro de 2002,
Nacional; que “regulamenta a Lei nº 10.267, de 28 de
aq) das comunicações, inclusive por meio agosto de 2001, que altera dispositivos das Leis
eletrônico, de atos de processos judiciais, nos nos. 4.947, de 6 de abril de 1966; 5.868, de 12
termos da Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de de dezembro de 1972; 6.015, de 31 de
2006; dezembro de 1973; 6.739, de 5 de dezembro de
ar) da impossibilidade de negociação dos 1979; e 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e
imóveis rurais concedidos a beneficiários da dá outras providências”;
reforma agrária, pelo prazo de 10 (dez) anos, nos XLII - da indisponibilidade de bens e direitos,
termos do art. 189 da Constituição da República; comunicada, inclusive, por meio eletrônico, na
as) da indisponibilidade de bens decorrente de hipótese do art. 185-A do Código Tributário
penhora em execução de dívida ativa da União, Nacional;
suas autarquias e fundações, nos termos do art. XLIII - das comunicações, inclusive por meio
53, parágrafo único, da Lei nº 8.212/1991; eletrônico, de atos de processos judiciais, nos
at) da indisponibilidade dos bens dos termos da Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de
administradores das instituições financeiras, nos 2006, que “dispõe sobre a informatização do
casos de intervenção, liquidação extrajudicial ou processo judicial; altera a Lei nº 5.869, de 11 de
falência, nos termos do art. 36 da Lei nº janeiro de 1973 - Código de Processo Civil; e
6.024/1974; dá outras providências”;
au) da indisponibilidade de bens do requerido em XLIV - da impossibilidade de negociação dos
medida cautelar fiscal, nos termos do art. 4º da imóveis rurais concedidos a beneficiários da
Lei nº 8.397/1992; reforma agrária, pelo prazo de 10 (dez) anos,
av) das restrições aos bens e direitos adquiridos nos termos do art. 189 da Constituição Federal;
pela administradora em nome do grupo de XLV - da indisponibilidade de bens decorrente
consórcio, nos termos do art. 5º, § 7º, da Lei nº de penhora em execução de dívida ativa da
11.795/2008; União, suas autarquias e fundações, nos
aw) do patrimônio de afetação, nos termos do art. termos do art. 53, parágrafo único, da Lei nº
31-A da Lei nº 4.591/1964; 8.212, de 1991;
ax) das demais ordens judiciais e administrativas XLVI - da indisponibilidade dos bens dos
que determinem a indisponibilidade de bens; administradores das instituições financeiras,
ay) de outras ocorrências que, por qualquer nos casos de intervenção, liquidação
modo, alterem o registro (art. 246 da Lei dos extrajudicial ou falência, nos termos do art. 36
Registros Públicos). da Lei nº 6.024, de 13 de março de 1974, que
“dispõe sobre a intervenção e a liquidação
extrajudicial de instituições financeiras, e dá
outras providências”;
XLVII - da indisponibilidade de bens do
requerido em medida cautelar fiscal, nos
termos do art. 4º da Lei nº 8.397, de 6 de janeiro
de 1992, que “institui medida cautelar fiscal e
dá outras providências”;
XLVIII - das restrições aos bens e direitos
adquiridos pela administradora em nome do
grupo de consórcio, nos termos do art. 5º, § 7º,
da Lei nº 11.795, de 8 de outubro de 2008, que
“dispõe sobre o Sistema de Consórcio”;
XLIX - do patrimônio de afetação, nos termos
do art. 31-A da Lei nº 4.591, de 1964;
L - das demais ordens judiciais e
administrativas que determinem a
indisponibilidade de bens;
LI - da construção nos termos do art. 247-A
da Lei nº 6.015, de 1973;
LII - da geração do direito de construir no
imóvel gerador;
LIII - do controle do saldo da área líquida
transferível, no imóvel gerador;
LIV - da aquisição, por escritura pública, da
transferência do direito de construir no
imóvel receptor;
LV - de outras ocorrências que, por qualquer
modo, alterem o registro (art. 246 da Lei nº
6.015, de 1973).
Art. 623. Os registros e as averbações Art. 718. Os registros e as averbações
enumeradas no artigo acima são obrigatórios e enumeradas nos artigos 716 e 717 deste
serão efetuados no Ofício de Registro de Imóveis Provimento Conjunto são obrigatórios e serão
da situação do imóvel, exceto: efetuados no Ofício de Registro de Imóveis da
I - as averbações, que serão efetuadas na situação do imóvel, exceto:
matrícula ou à margem do registro a que se I - as averbações, que serão efetuadas na
referirem, ainda que o imóvel tenha passado a matrícula ou à margem do registro a que se
pertencer a outra circunscrição; referirem, ainda que o imóvel tenha passado a
II - os registros relativos a imóveis situados em pertencer a outra circunscrição;
mais de uma comarca ou circunscrição, que II - os registros relativos a imóveis situados em
serão feitos em todas elas, devendo constar dos mais de uma comarca ou circunscrição, que
atos tal ocorrência. serão feitos em todas elas, devendo constar
dos atos tal ocorrência.
Art. 624. O desmembramento territorial posterior Art. 719. O desmembramento territorial
ao registro ou à averbação não exige sua posterior ao registro ou à averbação não exige
repetição no novo Ofício de Registro. sua repetição no novo Ofício de Registro.
Art. 625. Os atos relativos às vias férreas Art. 720. Os atos relativos a vias férreas
deverão ser registrados no Ofício de Registro serão registrados na circunscrição
correspondente à estação inicial da respectiva imobiliária onde se situe o imóvel.
linha. Parágrafo único. A requerimento do
§ 1º No caso de transmissão dos imóveis da interessado, o oficial de registro de imóveis
extinta Rede Ferroviária Federal, a alienação da circunscrição a que se refere o caput
será registrada na serventia da circunscrição do deste artigo abrirá a matrícula da área
imóvel, nos termos do disposto no art. 16, IV, da correspondente, com base em planta,
Lei nº 11.483, de 31 de maio de 2007. memorial descritivo e, caso exista, certidão
atualizada da matrícula ou da transcrição do
imóvel, podendo a apuração do
remanescente ocorrer em momento
posterior.
§ 2º Os atos relativos às rodovias deverão ser Art. 721. Os atos relativos às rodovias
registrados no Ofício de Registro da deverão ser registrados no Ofício de
circunscrição do imóvel Registro da circunscrição do imóvel.
Art. 626. Na designação genérica de registro, Art. 722. Na designação genérica de registro,
consideram-se englobadas a inscrição e a consideram-se englobadas a inscrição e a
transcrição a que se referem as leis civis. transcrição a que se referem as leis civis.
TÍTULO IV TÍTULO IV
DOS LIVROS, SUA ESCRITURAÇÃO E DOS LIVROS, SUA ESCRITURAÇÃO E
PROCESSO DO REGISTRO PROCESSO DO REGISTRO
Art. 627. Haverá, no Ofício de Registro de Art. 723. Haverá, no Ofício de Registro de
Imóveis, os seguintes livros: Imóveis, os seguintes livros:
I - Livro nº 1 - Protocolo; I - Livro nº 1 - Protocolo;
II - Livro nº 2 - Registro Geral; II - Livro nº 2 - Registro Geral;
III - Livro nº 3 - Registro Auxiliar; IV - Livro nº 4 - III - Livro nº 3 - Registro Auxiliar;
Indicador Real; IV - Livro nº 4 - Indicador Real;
V - Livro nº 5 - Indicador Pessoal; V - Livro nº 5 - Indicador Pessoal;
VI - Livro de Cadastro de Aquisições e VI - Livro de Cadastro de Aquisições e
Arrendamentos de Imóveis Rurais por Arrendamentos de Imóveis Rurais por
Estrangeiros. (Redação dada pelo Provimento nº Estrangeiros.
305/2015)
VI - Livro de Cadastro de Aquisições de Imóveis
Rurais por Estrangeiros.
Art. 628. A escrituração deverá observar os Art. 724. A escrituração deverá observar os
requisitos dispostos nos arts. 172 e seguintes da requisitos dispostos no art. 1º, especialmente
Lei dos Registros Públicos e arts. 37 e seguintes em seu §3º, no art. 172 e seguintes da Lei nº
da Lei nº 11.977/2009. 6.015, de 1973, e no art. 37 e seguintes da Lei
§ 1º Entende-se por escrituração mecânica nº 11.977, de 2009.
aquela realizada sem o uso de sistema § 1º Entende-se por escrituração mecânica
informatizado de base de dados, ainda que aquela realizada sem o uso de sistema
utilizados editores de texto em computador. informatizado de base de dados, ainda que
§ 2º Entende-se por escrituração eletrônica utilizados editores de texto em computador.
aquela realizada por meio de sistema § 2º Entende-se por escrituração eletrônica
informatizado de base de dados, com impressão aquela realizada por meio de sistema
dos atos em fichas ou em livros físicos. informatizado de base de dados, com
§ 3º Entende-se por registro eletrônico a impressão dos atos em fichas ou em livros
escrituração realizada exclusivamente por meio físicos.
de sistema informatizado de base de dados, § 3º Entende-se por registro eletrônico a
observados os requisitos do sistema de registro escrituração realizada exclusivamente por meio
eletrônico, conforme o disposto na Lei nº de sistema informatizado de base de dados,
11.977/2009, sem a impressão dos atos em observados os requisitos do sistema de registro
fichas ou em livros físicos. eletrônico, conforme o disposto na Lei nº
11.977, de 2009, sem a impressão dos atos em
fichas ou em livros físicos.
Art. 629. A migração para a escrituração registral Art. 725. A migração para a escrituração
no sistema de registro eletrônico será feita de registral no sistema de registro eletrônico será
forma gradativa, nos prazos e condições feita de forma gradativa, nos prazos e
previstos na Lei nº 11.977/2009, em seu condições previstos na Lei nº 11.977, de 2009,
regulamento e pelas normas editadas pela em seu regulamento e pelas normas editadas
Corregedoria-Geral de Justiça, sempre pela Corregedoria-Geral de Justiça, sempre
atendidos os critérios de segurança da atendidos os critérios de segurança da
informação. informação.
Art. 630. O Livro nº 1 - Protocolo será escriturado Art. 726. O Livro nº 1 - Protocolo poderá ser
observando-se os requisitos do art. 175 da Lei registrado eletronicamente, observando-se
dos Registros Públicos e poderá ser escriturado os requisitos da Lei nº 6.015, de 1973, e
eletronicamente, devendo ser emitidos contendo, sucessivamente, as seguintes
relatórios diários impressos, que conterão, informações dos atos praticados no respectivo
sucessivamente, as seguintes informações dos dia:
atos praticados no respectivo dia: I - prenotações realizadas;
I - prenotações realizadas; II - prenotações com suscitação de dúvida;
II - prenotações com suscitação de dúvida; III - prenotações canceladas por decurso de
III - prenotações canceladas por decurso de prazo; IV - prenotações com anotações dos
prazo; IV - prenotações com anotações dos atos atos praticados;
praticados; V - termo de encerramento, com assinatura do
V - termo de encerramento, com assinatura do oficial de registro ou preposto autorizado.
oficial de registro ou preposto autorizado.
Art. 631. Os Livros nº 2 - Registro Geral, nº 3 - Art. 727. Os Livros nº 2 - Registro Geral e nº 3 -
Registro Auxiliar e de Cadastro de Aquisições e Registro Auxiliar e de Cadastro de Aquisições e
Arrendamentos de Imóveis Rurais por Arrendamentos de Imóveis Rurais por
Estrangeiros serão escriturados mecânica ou Estrangeiros serão escriturados mecânica ou
eletronicamente, com a impressão física dos atos eletronicamente, com a impressão física dos
em livros ou fichas. (Redação dada pelo atos em livros ou fichas.
Provimento nº 305/2015)
Art. 631. Os Livros nº 2 - Registro Geral, nº 3 -
Registro Auxiliar e de Cadastro de Aquisições de
Imóveis Rurais por Estrangeiros serão
escriturados mecânica ou eletronicamente, com
a impressão física dos atos em livros ou fichas.
Art. 632. Até a implantação plena do sistema de Art. 728. Até a implantação plena do sistema de
registro eletrônico, a escrituração em meio registro eletrônico, a escrituração em meio
eletrônico, sem impressão em papel, restringe-se eletrônico, sem impressão em papel, restringe-
aos indicadores reais e pessoais, controle de se ao protocolo, aos indicadores reais e
títulos contraditórios, certidões e informações pessoais, ao controle de títulos contraditórios,
registrais, mantidos os demais livros na forma e às certidões e informações registrais, mantidos
modelos previstos na Lei dos Registros Públicos. os demais livros na forma e modelos previstos
na Lei nº 6.015, de 1973.
Art. 633. As fichas deverão ser escrituradas com Art. 729. As fichas deverão ser escrituradas
esmero e arquivadas com segurança. com esmero e arquivadas com segurança.
Art. 634. As fichas deverão possuir dimensões Art. 730. As fichas deverão possuir dimensões
que permitam a digitalização e a extração de que possibilitem a digitalização e a extração de
cópias reprográficas e que facilitem o manuseio, cópias reprográficas e que facilitem o
a boa compreensão da sequência lógica dos atos manuseio, a boa compreensão da sequência
e o arquivamento, permitida a utilização de cores lógica dos atos e o arquivamento, permitida a
distintas para facilitar a visualização. utilização de cores distintas para facilitar a
visualização.
Art. 635. As fichas dos Livros nº 2 e nº 3 deverão Art. 731. As fichas dos Livros nº 2 e nº 3
ser autenticadas e os atos assinados pelo oficial deverão ser autenticadas e os atos assinados
de registro, substituto ou escrevente autorizado pelo oficial de registro, substituto ou escrevente
que os tenha praticado. autorizado que os tenha praticado.
CAPÍTULO I CAPÍTULO I
DO EXAME E CÁLCULO DO EXAME E CÁLCULO
Art. 636. A recepção de títulos somente para Art. 732. A recepção de títulos somente para
exame e cálculo é excepcional e sempre exame e cálculo é excepcional e sempre
dependerá de requerimento escrito e expresso dependerá de requerimento escrito e expresso
do interessado, em que declare ter ciência de do interessado, em que declare ter ciência de
que a apresentação do título, na forma deste que a apresentação do título, na forma deste
artigo, não implica a prioridade e preferência dos artigo, não implica a prioridade e preferência
direitos, requerimento este que será mantido em dos direitos, requerimento este que será
pasta própria ou em meio eletrônico. mantido em pasta própria ou em meio
Parágrafo único. O registro de imóveis deixará eletrônico.
disponível, na seção de atendimento, sem ônus Parágrafo único. O Ofício de Registro de
para o interessado, formulário para o Imóveis deixará disponível, na seção de
requerimento, dispensado o reconhecimento de atendimento, sem ônus para o interessado,
firma quando assinado na presença do oficial de formulário para o requerimento a que se refere
registro ou de seu preposto. o caput deste artigo, dispensado o
reconhecimento de firma quando assinado na
presença do oficial de registro ou de seu
preposto.
Art. 637. É vedado lançar, no Livro nº 1 - Art. 733. É vedado lançar, no Livro nº 1 -
Protocolo, títulos apresentados exclusivamente Protocolo, títulos apresentados exclusivamente
para exame e cálculo. para exame e cálculo.
Parágrafo único. Deverá ser fornecido às partes Parágrafo único. Deverá ser fornecido às partes
recibo da apresentação do título para exame e recibo da apresentação do título para exame e
cálculo. cálculo.
Art. 638. O prazo para exame ou qualificação do Art. 734. O prazo para exame ou qualificação
título, cálculo dos emolumentos e do título, cálculo dos emolumentos e
disponibilização para retirada pelo apresentante disponibilização para retirada pelo
será de, no máximo, 15 (quinze) dias, contados apresentante será de, no máximo, 15 (quinze)
da data em que ingressou na serventia. dias, contados da data em que o documento
ingressou na serventia.
Art. 639. Deverá o Oficial de Registro proceder Art. 735. Deverá o oficial de registro proceder
ao exame do título apresentado e ao cálculo ao exame do título apresentado e ao cálculo
integral dos emolumentos, expedindo nota, de integral dos emolumentos, expedindo nota, de
forma clara e objetiva, em papel timbrado da forma clara e objetiva, em papel timbrado da
serventia, que deverá ser datada e chancelada serventia, que deverá ser datada e chancelada
pelo preposto responsável. pelo preposto responsável.
Parágrafo único. A qualificação deve abranger Parágrafo único. A qualificação deve abranger
completamente a situação examinada, em todos a situação examinada em todos os seus
os seus aspectos relevantes para o registro, aspectos relevantes para o registro, sua
complementação ou seu indeferimento, complementação ou seu indeferimento,
permitindo quer a certeza correspondente à permitindo quer a certeza correspondente à
aptidão registrária (título apto para registro), aptidão registrária, quer a indicação integral
quer a indicação integral das deficiências para a das deficiências para a inscrição registral e o
inscrição registral e o modo de suprimento, ou a modo de suprimento das referidas deficiências,
negação de acesso. ou a negação de acesso.
Art. 640. A devolução do título ao apresentante Art. 736. A devolução do título ao apresentante
com a competente nota do exame e cálculo com a competente nota do exame e cálculo
deverá ficar documentada na serventia mediante deverá ficar documentada na serventia
recibo. mediante recibo.
Art. 641. Após a devolução do título ao Art. 737. Após a devolução do título ao
apresentante, poderão o requerimento e o recibo apresentante, poderão o requerimento e o
de entrega permanecer arquivados somente em recibo de entrega permanecer arquivados
microfilme ou mídia digital. somente em microfilme ou mídia digital.
CAPÍTULO I CAPÍTULO II
DO LIVRO Nº 1 - PROTOCOLO DO LIVRO Nº 1 - PROTOCOLO
Art. 642. O Livro nº 1 - Protocolo servirá para a Art. 738. O Livro nº 1 - Protocolo servirá para a
prenotação de todos os títulos apresentados prenotação de todos os títulos apresentados
diariamente, com exceção daqueles que o diariamente, com exceção daqueles que o
tiverem sido, a requerimento expresso e escrito tiverem sido, a requerimento expresso e escrito
da parte, apenas para exame e cálculo dos da parte, apenas para exame e cálculo dos
respectivos emolumentos, na forma dos arts. 636 respectivos emolumentos, na forma dos arts.
e 637 deste Provimento. 732 e 733 deste Provimento Conjunto.
Parágrafo único. O livro referido no caput deste Parágrafo único. O livro referido no caput deste
artigo não pode ser reimpresso, mesmo que para artigo não pode ser reimpresso, mesmo que
lançamento das anotações relativas aos atos para lançamento das anotações relativas aos
formalizados, devendo ser observado o disposto atos formalizados, devendo ser observado o
no art. 655 deste Provimento. (Acrescentado disposto no art. 751 deste Provimento
pelo Provimento nº 310/2015) Conjunto.
Art. 643. Apresentado ao Ofício de Registro o Art. 739. Apresentado ao Ofício de Registro o
título, este será imediatamente protocolizado e título, este será imediatamente protocolizado e
tomará o número de ordem que lhe competir em tomará o número de ordem que lhe competir em
razão da sequência rigorosa de sua razão da sequência rigorosa de sua
apresentação. apresentação.
Art. 644. A cada título corresponderá um número Art. 740. A cada título corresponderá um
de ordem do protocolo, independentemente da número de ordem do protocolo,
quantidade de atos que gerar. independentemente da quantidade de atos que
gerar.
§ 1º Todos os atos acessórios necessários
ao registro do título principal serão
lançados sob o mesmo número de
protocolo, como averbações, inserções de
dados etc.
§ 2º Em caso de exigência parcial, o
registrador deverá realizar os atos
possíveis, com exceção do título principal,
emitindo nota de exigência somente quanto
aos atos com pendências a serem sanadas,
permanecendo o protocolo vigente pelo
prazo legal.
§ 3º Reapresentados os documentos com
vistas a sanar as exigências e estando o
protocolo no prazo de vigência, nele serão
praticados os demais atos.
Art. 645. Sendo um mesmo título em várias vias, Art. 741. Possuindo um mesmo título várias
o número do protocolo será único. vias, o número do protocolo será único.
Art. 646. Nenhuma exigência fiscal ou dúvida Art. 742. Nenhuma exigência fiscal ou
obstará a apresentação de um título e o seu documental obstará a apresentação de um
lançamento no protocolo com o respectivo título e seu lançamento no protocolo com o
número de ordem. respectivo número de ordem.
Parágrafo único. Não será obstado o
registro de escritura lavrada de acordo com
o § 5º do art. 190 deste Provimento
Conjunto, devendo-se fazer referência a tal
circunstância no ato registral.
Art. 647. São elementos necessários na Art. 743. São elementos necessários na
escrituração do protocolo: escrituração do protocolo:
I - número de ordem, que seguirá I - número de ordem, que seguirá
indefinidamente; indefinidamente; II - data da apresentação;
II - data da apresentação; III - nome do apresentante;
III - nome do apresentante; IV - natureza formal do título;
IV - natureza formal do título; V - atos que formalizar, resumidamente
V - atos que formalizar, resumidamente mencionados.
mencionados.
Art. 648. Deverá ser fornecido às partes recibo- Art. 744. Deverá ser fornecido às partes recibo-
protocolo contendo numeração de ordem protocolo contendo numeração de ordem
idêntica à lançada no Livro nº 1 - Protocolo, para idêntica à lançada no Livro nº 1 - Protocolo,
garantir a prioridade do título e a preferência do para garantir a prioridade do título e a
direito real. preferência do direito real.
Parágrafo único. A data e o número de protocolo Parágrafo único. A data e o número de
deverão constar nos registros e averbações protocolo deverão constar nos registros e
respectivos e nos títulos em tramitação, ainda averbações respectivos e nos títulos em
que por cópia do mencionado recibo-protocolo. tramitação, ainda que por cópia do mencionado
recibo-protocolo.
Art. 649. É obrigatória a existência ou criação de Art. 745. É obrigatória a existência ou criação
mecanismo de controle de tramitação simultânea de mecanismo de controle de tramitação
simultânea de títulos contraditórios ou
de títulos contraditórios ou excludentes de excludentes de direitos sobre um mesmo
direitos sobre um mesmo imóvel. imóvel.
Art. 650. A escrituração do Livro nº 1 - Protocolo Art. 746. A escrituração do Livro nº 1 - Protocolo
incumbe tanto ao oficial de registro como a seus incumbe tanto ao oficial de registro como a seus
substitutos ou escreventes autorizados. substitutos ou escreventes autorizados.
Art. 651. Nos dias em que houver expediente, Art. 747. Nos dias em que houver expediente,
deve ser lavrado, ao final, o termo de deve ser lavrado, ao final, o termo de
encerramento no livro protocolo, mencionando- encerramento no livro protocolo, mencionando-
se o número de títulos protocolizados. se o número de títulos protocolizados.
Parágrafo único. O termo de encerramento
será gerado de forma eletrônica, no caso de
opção pela escrituração e registro
eletrônicos do Livro de Protocolo, nos
termos do § 3º do art. 1º da Lei nº 6.015, de
1973.
Art. 652. Será lavrado o termo de encerramento Art. 748. Será lavrado o termo de encerramento
diariamente ainda que não tenha sido diariamente ainda que não tenha sido
apresentado título para apontamento. apresentado título para apontamento.
Art. 653. É dispensável a lavratura de termo Art. 749. É dispensável a lavratura de termo
diário de abertura de protocolo. diário de abertura de protocolo.
Art. 654. Na coluna “natureza formal do título”, Art. 750. Na coluna “natureza formal do título”,
bastará referência à circunstância de se tratar de bastará referência à circunstância de se tratar
escritura pública, instrumento particular, título de escritura pública, instrumento particular,
judicial ou título administrativo. título judicial ou título administrativo.
Art. 655. Na coluna destinada à anotação dos Art. 751. Na coluna destinada à anotação dos
atos formalizados, serão lançados, em forma atos formalizados, serão lançados, em forma
resumida, os atos praticados, inclusive nos livros resumida, os atos praticados, inclusive nos
anteriores ao atual sistema de registro livros anteriores ao atual sistema de registro
(exemplos: R. 1/457; Av. 4/1950; R. 758; Av. 1 na (exemplos: R. 1/457; Av. 4/1950; R. 758; Av. 1
T. 3.789- L3D). na T. 3.789 - L3D).
§ 1º As anotações referidas no caput deste artigo § 1º As anotações referidas no caput deste
devem ser escrituradas em perfeita consonância artigo devem ser escrituradas em perfeita
com a realidade concretamente existente, de consonância com a realidade concretamente
modo que somente será lançado o ato de registro existente, de modo que somente será lançado
ou averbação quando efetivamente praticado na o ato de registro ou averbação quando
matrícula ou nos livros correspondentes. efetivamente praticado na matrícula ou nos
(Acrescentado pelo Provimento nº 310/2015) livros correspondentes.
§ 2º A escrituração das anotações mencionadas § 2º A escrituração das anotações
no caput deste artigo deve ser realizada de forma mencionadas no caput deste artigo deve ser
manuscrita, datilografada ou mediante sistema realizada de forma manuscrita, datilografada ou
informatizado que permita a inserção dos atos mediante sistema informatizado que permita a
praticados pontualmente na respectiva coluna do inserção dos atos praticados pontualmente na
livro de protocolo, vedada a reimpressão de respectiva coluna do livro de protocolo, vedada
folhas. (Acrescentado pelo Provimento nº a reimpressão de folhas.
310/2015) § 3º É permitida a utilização de sistema
§ 3º É permitida a utilização de sistema informatizado adaptado para utilizar a mesma
informatizado adaptado para utilizar a mesma folha já escriturada, a ser passada novamente
folha já escriturada a ser passada novamente em em impressora computadorizada, a fim de ser
impressora computadoriza, a fim de ser devidamente lançada, no campo próprio, a
devidamente lançada, no campo próprio, a anotação da ocorrência.
anotação da ocorrência. (Acrescentado pelo § 4º É permitido, especialmente quando não
Provimento nº 310/2015) houver espaço suficiente na coluna própria à
§ 4º É permitido, especialmente quando não margem do respectivo protocolo, que as
houver espaço suficiente na coluna própria à anotações sejam realizadas no livro corrente,
margem do respectivo protocolo, que as
anotações sejam realizadas no livro corrente, em em linha própria e na sequência, com
linha própria e na sequência, com remissões que remissões que facilitem a busca.
facilitem a busca. (Acrescentado pelo § 5º Não se aplica o estabelecido nos §§ 2º
Provimento nº 310/2015) ao 4º deste artigo quando utilizado o
sistema de escrituração e registro
eletrônicos do Livro de Protocolo, nos
termos do § 3º do art. 1º da Lei nº 6.015, de
1973.
Art. 656. O número de ordem determinará a Art. 752. O número de ordem determinará a
prioridade do título, e esta, a preferência dos prioridade do título, e esta, a preferência dos
direitos reais, ainda que apresentado mais de um direitos reais, ainda que apresentado mais de
título simultaneamente pela mesma pessoa. um título simultaneamente pela mesma pessoa.
Art. 657. Em caso de permuta e pertencendo os Art. 753. Em caso de permuta e pertencendo os
imóveis à mesma circunscrição, serão feitos os imóveis à mesma circunscrição, serão feitos os
registros nas matrículas correspondentes sob um registros nas matrículas correspondentes sob
único número de ordem no protocolo. um único número de ordem no protocolo.
Parágrafo único. A requerimento do Parágrafo único. A requerimento do
apresentante, poderá ser registrada a permuta apresentante, poderá ser registrada a permuta
em apenas uma das matrículas. em apenas uma das matrículas.
Art. 658. No caso de prenotações sucessivas de Art. 754. No caso de prenotações sucessivas
títulos contraditórios ou excludentes, será criada de títulos contraditórios ou excludentes, será
fila de precedência, e, após cessados os efeitos criada fila de precedência, e, após cessados os
da primeira prenotação, terá prioridade o título efeitos da primeira prenotação, terá prioridade
detentor do número de ordem imediatamente o título detentor do número de ordem
posterior. imediatamente posterior.
Art. 659. O exame do segundo título se subordina Art. 755. O exame do segundo título se
ao resultado do procedimento de registro do subordina ao resultado do procedimento de
título que goza da prioridade, e somente se registro do título que goza da prioridade, e
inaugurará novo procedimento registrário ao somente se inaugurará novo procedimento
cessarem os efeitos da prenotação do primeiro registrário ao cessarem os efeitos da
título. prenotação do primeiro título.
Art. 660. É dever do oficial de registro proceder Art. 756. É dever do oficial de registro proceder
ao exame exaustivo do título apresentado, e, ao exame exaustivo do título apresentado, e,
havendo exigências de qualquer ordem, estas havendo exigências de qualquer ordem, estas
deverão ser formuladas de uma só vez, por deverão ser formuladas de uma só vez,
escrito, articuladamente, de forma clara e articuladamente, de forma clara e objetiva, com
objetiva, em papel timbrado do Ofício de Registro data, identificação do preposto responsável e
de Imóveis, com data, identificação e do Ofício de Registro de Imóveis, para que o
assinatura ou chancela do preposto interessado possa satisfazê-las ou, em não se
responsável, para que o interessado possa conformando, requerer a suscitação de dúvida.
satisfazê-las ou, não se conformando, requerer a Parágrafo único. Havendo requerimento do
suscitação de dúvida. apresentante para impressão da nota de
exigência, deverá ser utilizado papel
timbrado do Ofício de Registro de Imóveis,
contendo a assinatura do preposto
responsável.
Art. 661. A nota de exigência deve conter a Art. 757. A nota de exigência deve conter a
exposição clara e sucinta das razões e dos exposição clara e sucinta das razões e dos
fundamentos de fato e de direito em que o oficial fundamentos de fato e de direito em que o
de registro tiver se apoiado para a qualificação oficial de registro tiver se apoiado para a
negativa do título, vedadas justificativas de qualificação negativa do título, vedadas
devolução com expressões genéricas, tais como justificativas de devolução com expressões
“para os devidos fins”, “para fins de direito” e genéricas, tais como “para os devidos fins”,
outras congêneres. “para fins de direito” e outras congêneres.
Art. 662. Elaborada a nota de exigência, esta Art. 758. Elaborada a nota de exigência, esta
poderá ser postada em ambiente de internet, em poderá ser disponibilizada em ambiente
que possa ser consultada pelo interessado, ou eletrônico, para consulta pelo interessado, ou
encaminhada ao endereço de correspondência encaminhada ao endereço de correspondência
eletrônico (e-mail) do apresentante, quando eletrônico do apresentante, quando houver.
houver, sem prejuízo de sua manutenção na Parágrafo único. No caso de escritura
serventia. pública, deverá o oficial de registro de
imóveis encaminhar a nota devolutiva ao
tabelião que praticou o ato por meio de
endereço eletrônico vinculado à serventia
notarial constante do instrumento público.
Art. 663. As notas de exigência serão feitas com Art. 759. As notas de exigência serão
cópias, as quais deverão ser arquivadas em armazenadas em meio eletrônico ou físico, a
pastas ou meio eletrônico, a fim de possibilitar o fim de possibilitar o controle das exigências
controle das exigências formuladas e a formuladas e a observância do prazo legal.
observância do prazo legal.
Art. 664. Reingressando o título no prazo de
vigência da prenotação com as exigências
cumpridas, o ato será praticado no prazo máximo
de 15 (dias) dias, sob o mesmo número de
ordem.
Art. 665. A restituição, total ou parcial, dos Art. 760. A restituição, total ou parcial, dos
valores correspondentes ao depósito prévio valores correspondentes ao depósito prévio
somente será realizada em caso de desistência somente será realizada em caso de desistência
ou após o cancelamento da prenotação. ou após o cancelamento da prenotação.
Parágrafo único. Serão deduzidas as quantias § 1º Serão deduzidas as quantias
correspondentes a buscas, certidões, arquivos e correspondentes a todos os atos praticados,
prenotação. tais como certidões, intimações realizadas,
arquivamentos necessários e prenotação.
§ 2º A restituição dos valores será efetuada
após requerimento do apresentante, no
prazo de máximo de 5 (cinco) dias.
Art. 666. As cópias das notas de exigência, os Art. 761. As cópias das notas de exigência, os
comprovantes de entrega e devolução do título e comprovantes de entrega e devolução do título
os recibos de valores recebidos ou devolvidos ao e os recibos de valores recebidos ou devolvidos
apresentante serão arquivados pelo prazo de 5 ao apresentante serão armazenados em meio
(cinco) anos, facultado o arquivamento somente eletrônico ou físico, pelo prazo de 5 (cinco)
em microfilme ou mídia digital. anos.
Art. 667. Não se conformando o interessado com Art. 762. Não se conformando o interessado
a exigência, ou não podendo satisfazê-la, o título com a exigência, ou não podendo satisfazê-la,
será, a seu requerimento e com a declaração de o título será, a seu requerimento e com a
dúvida formulada pelo oficial de registro, declaração de dúvida formulada pelo oficial de
remetido ao juízo de direito competente para registro, remetido ao juízo de direito
dirimi-la, consoante procedimento previsto nos competente para dirimi-la, consoante
arts. 124 a 135 deste Provimento. procedimento previsto nos arts. 150 a 161 deste
Provimento Conjunto.
Art. 668. O prazo para exame, qualificação e Art. 763. O prazo para exame, qualificação e
devolução do título com exigências ao devolução do título com exigências ao
apresentante será de, no máximo, 15 (quinze) apresentante, bem como de validade da
dias, e o prazo para registro do título não poderá prenotação, contados da data em que
ultrapassar 30 (trinta) dias, contados da data em ingressou na serventia e foi prenotado no Livro
que ingressou na serventia e foi prenotado no nº 1 - Protocolo, será de:
Livro nº 1 - Protocolo, observado o prazo de 15 I - 15 (quinze) dias, no máximo, para
(quinze) dias contados do reingresso com as qualificação do título;
exigências cumpridas, ressalvados os casos de
usucapião extrajudicial, consoante disposto no § II - 15 (quinze) dias, no máximo, para registro
1º do art. 216-A da Lei dos Registros Públicos e do título reingressado no prazo de vigência da
no § 1º do art. 1.024-A deste Provimento. prenotação com as exigências cumpridas, sob
(Redação dada pelo Provimento nº 325/2016) o mesmo número de ordem, contados do
Art. 668. O prazo para exame, qualificação e reingresso;
devolução do título com exigências ao III - 30 (trinta) dias, para os efeitos da
apresentante será de, no máximo, 15 (quinze) prenotação.
dias, e o prazo para registro do título não poderá § 1º Os prazos a que se refere este artigo
ultrapassar 30 (trinta) dias, contados da data em iniciam-se no primeiro dia útil seguinte à
que ingressou na serventia e prenotado no Livro data em que ingressou o título na serventia
nº 1 - Protocolo, observado o prazo de 15 e foi prenotado no Livro nº 1 - Protocolo e
(quinze) dias contados do reingresso com as contam-se em dias corridos, excluindo-se o
exigências cumpridas. dia do começo e incluindo-se o do
vencimento.
§ 2º Considera-se prorrogado o prazo até o
próximo dia útil se o vencimento cair em dia
em que não haja expediente ao público.
§ 3º Os prazos a que se refere este artigo
podem ser prorrogados nas hipóteses
legais.
Art. 669. Apresentado título de segunda Art. 764. Apresentado título de segunda
hipoteca, com referência expressa à existência hipoteca, com referência expressa à existência
de outra anterior, o oficial de registro, depois de de outra anterior, o oficial de registro, depois de
prenotá-lo, aguardará durante 30 (trinta) dias, prenotá-lo, aguardará durante 30 (trinta) dias,
contados da data da prenotação, que os contados da data da prenotação, até que os
interessados na primeira promovam o registro; e, interessados na primeira promovam o registro;
esgotado esse prazo sem que seja apresentado e, esgotado esse prazo sem que seja
o título anterior, o segundo será registrado. apresentado o título anterior, o segundo será
Parágrafo único. Havendo, na matrícula, registro registrado.
de mais de uma hipoteca, o cancelamento de Parágrafo único. Havendo, na matrícula,
uma delas importa, automaticamente, na registro de mais de uma hipoteca, o
reclassificação das demais com referência à cancelamento de uma delas importa,
ordem de suas preferências. automaticamente, na reclassificação das
demais com referência à ordem de suas
preferências, devendo o oficial praticar, de
ofício, o ato de averbação de
reclassificação.
Art. 670. Não serão registrados, no mesmo dia, Art. 765. Não serão registrados, no mesmo dia,
títulos pelos quais se constituam direitos reais títulos pelos quais se constituam direitos reais
contraditórios sobre o mesmo imóvel. contraditórios sobre o mesmo imóvel.
Art. 671. Prevalecerão, para efeito de prioridade Art. 766. Prevalecerão, para efeito de
de registro, quando apresentados no mesmo dia, prioridade de registro, quando apresentados no
os títulos prenotados sob número de ordem mais mesmo dia, os títulos prenotados sob número
baixo, protelando-se o registro dos apresentados de ordem mais baixo, protelando-se o registro
posteriormente pelo prazo correspondente a, dos apresentados posteriormente pelo prazo
pelo menos, 1 (um) dia útil. correspondente a, pelo menos, 1 (um) dia útil.

Art. 672. O disposto nos arts. 670 e 671 deste Art. 767. O disposto nos arts. 765 e 766 deste
Provimento não se aplica às escrituras públicas Provimento Conjunto não se aplica às
lavradas na mesma data e apresentadas no escrituras públicas lavradas na mesma data e
mesmo dia que determinem taxativamente a apresentadas no mesmo dia que determinem
hora de sua lavratura, prevalecendo, para efeito taxativamente a hora de sua lavratura,
de prioridade, a que foi lavrada primeiramente. prevalecendo, para efeito de prioridade, a que
foi lavrada primeiramente.
Art. 673. Cessarão, automaticamente, os efeitos Art. 768. Cessarão, automaticamente, os
da prenotação se, decorridos 30 (trinta) dias do efeitos da prenotação se, decorridos 30 (trinta)
seu lançamento no Livro nº 1 - Protocolo, o título dias do seu lançamento no Livro nº 1 -
não tiver sido registrado por omissão do Protocolo, o título não tiver sido registrado por
interessado em atender às exigências legais. omissão do interessado em atender às
§ 1º O prazo para a cessação dos efeitos da exigências legais.
prenotação poderá ser distinto do previsto no § 1º O prazo para a cessação dos efeitos da
caput em virtude de previsão legal, suscitação de prenotação poderá ser distinto do previsto no
dúvida ou em função de diligências necessárias caput deste artigo em virtude de previsão legal,
à prática do ato. suscitação de dúvida ou em função de
§ 2º Na coluna de atos praticados do Livro nº 1 - diligências necessárias à prática do ato.
Prenotação, deverá ser anotado, de ofício e § 2º Na coluna de atos praticados do Livro nº 1
independentemente da natureza do título, que - Prenotação, deverá ser anotado, de ofício e
cessaram os efeitos da prenotação. independentemente da natureza do título, que
cessaram os efeitos da prenotação.
Art. 674. As penhoras, os arrestos e os Art. 769. As penhoras, os arrestos e os
sequestros de imóveis serão registrados depois sequestros de imóveis serão registrados depois
de pagos os emolumentos do registro pela parte de pagos os emolumentos do registro pela
interessada, independentemente de mandado parte interessada, independentemente de
judicial, mediante apresentação de certidão do mandado judicial, mediante apresentação de
escrivão, ou de cópia do respectivo auto ou certidão, ofício judicial ou cópia do respectivo
termo, de que constem, além dos requisitos auto ou termo, de que constem, além dos
exigidos para o registro, os nomes do juiz, do requisitos exigidos para o registro, os nomes do
depositário e das partes e a natureza do juiz de direito, do depositário e das partes e a
processo. (Redação dada pelo Provimento nº natureza do processo.
325/2016) Parágrafo único. Na ausência de algum dos
Art. 674. As penhoras, arrestos e sequestros de requisitos legais, o oficial praticará o ato e
imóveis serão registrados depois de pagos os oficiará ao juízo da ordem, solicitando-lhe
emolumentos do registro pela parte interessada, os dados faltantes para posterior averbação
em cumprimento de mandado ou à vista de complementar de ofício.
certidão do escrivão, de que constem, além dos
requisitos exigidos para o registro, os nomes do
juiz, do depositário e das partes e a natureza do
processo.
Art. 675. Para o registro de arresto ou penhora Art. 770. Para o registro de arresto ou penhora
decorrente de execuções fiscais, é indispensável decorrente de execuções fiscais, é
a apresentação do mandado, da certidão ou do indispensável a apresentação do mandado, da
ofício judicial, ou ainda da contrafé e cópia do certidão ou do ofício judicial, ou, ainda, da
termo ou auto respectivo, fornecendo- se recibo contrafé e cópia do termo ou auto respectivo,
ao encarregado da diligência. fornecendo-se recibo ao encarregado da
§ 1º Os dados necessários para a prática de tais diligência.
atos poderão ser encaminhados eletronicamente § 1º Na ausência de algum dos requisitos
pelo juízo competente, observados os requisitos legais, o oficial praticará o ato e oficiará ao
de segurança previstos em lei. juízo da ordem, solicitando-lhe os dados
§ 2º Havendo exigências a cumprir, o oficial de faltantes para posterior averbação
registro deverá comunicá-las por escrito e em 10 complementar de ofício.
(dez) dias ao juízo competente, mantendo o título § 2º Os dados necessários para a prática de tais
na serventia para que o interessado ou a atos poderão ser encaminhados
Fazenda Pública, intimada, possa, diretamente eletronicamente pelo juízo competente,
na serventia, satisfazê-las, ou, não se observados os requisitos de segurança
conformando, requerer a suscitação de dúvida. previstos em lei.
§ 3º Decorrido o prazo de validade da prenotação
sem o cumprimento das exigências formuladas,
o título poderá ser devolvido ao juízo de origem
com a informação da inércia do interessado ou
da Fazenda Pública.
§ 4º Os emolumentos devidos pelos atos de
constrição judicial efetivados em execução fiscal
serão pagos pelo interessado antecipadamente;
caso sejam pagos ao final ou quando da
efetivação do registro da arrematação ou
adjudicação do imóvel, ou do cancelamento da
penhora, serão utilizados os valores vigentes à
época do pagamento. (Revogado pelo
Provimento nº 274/CGJ/2014)

Art. 676. Se o imóvel não estiver matriculado ou Art. 771. Se o imóvel não estiver matriculado ou
registrado em nome do outorgante, o oficial de registrado em nome do outorgante, o oficial de
registro exigirá a prévia matrícula e o registro do registro exigirá a prévia matrícula e o registro
título anterior, qualquer que seja a sua natureza, do título anterior, qualquer que seja a sua
para manter a continuidade do registro. natureza, para manter a continuidade do
registro.
Art. 677. Nas vias dos títulos restituídos aos Art. 772. Nas vias dos títulos restituídos aos
apresentantes, serão declarados, apresentantes, serão declarados,
resumidamente, o número e a data da resumidamente, o número e a data da
prenotação, bem como indicados os atos prenotação, bem como indicados os atos
praticados. praticados.
CAPÍTULO III CAPÍTULO III
DO LIVRO Nº 2 - REGISTRO GERAL DO LIVRO Nº 2 - REGISTRO GERAL
Art. 678. O Livro nº 2 - Registro Geral será Art. 773. O Livro nº 2 - Registro Geral será
destinado à matrícula dos imóveis e aos registros destinado à matrícula dos imóveis e aos
ou averbações dos atos atribuídos ao Ofício de registros ou averbações dos atos atribuídos ao
Registro de Imóveis e não atribuídos ao livro nº 3 Ofício de Registro de Imóveis não relacionados
- Registro Auxiliar. ao livro nº 3 - Registro Auxiliar.
Art. 679. No Livro nº 2 - Registro Geral, será Art. 774. No Livro nº 2 - Registro Geral, será
indevido qualquer lançamento sob rubrica de indevido qualquer lançamento sob rubrica de
“certidão”, “anotação” ou “observação”, sendo os “certidão”, “anotação” ou “observação”, sendo
atos registrados (R) ou averbados (Av), os atos registrados (R) ou averbados (Av),
inexistindo previsão legal diversa. inexistindo previsão legal diversa.
Parágrafo único. Salvo ordem judicial expressa,
a prenotação de título qualificado negativamente
não ensejará a prática de nenhum ato na
matrícula ou no registro, devendo ser, de ofício,
averbado o cancelamento de qualquer ato
eventualmente já lançado que contrarie essa
disposição.
Art. 680. No preenchimento do Livro nº 2 - Art. 775. No preenchimento do Livro nº 2 -
Registro Geral, enquanto for utilizado livro Registro Geral, enquanto for utilizado livro
encadernado ou de folhas soltas, serão encadernado ou de folhas soltas, serão
observadas as seguintes normas: observadas as seguintes normas:
I - no alto da face de cada folha, será lançada a I - no alto da face de cada folha, será lançada a
matrícula do imóvel, com os seus requisitos; e, matrícula do imóvel, com seus requisitos, e, no
no espaço restante e no verso, serão lançados, espaço restante e no verso, serão lançados, por
por ordem cronológica e em forma narrativa, os ordem cronológica e em forma narrativa, os
registros e averbações dos atos pertinentes aos registros e as averbações dos atos pertinentes
imóveis matriculados; ao imóvel matriculado;
II - preenchida uma folha, será feito o transporte II - preenchida uma folha, será feito o transporte
para a primeira folha em branco do mesmo livro para a primeira folha em branco do mesmo livro
ou do livro da mesma série que estiver em uso, ou do livro da mesma série que estiver em uso,
em que continuarão os lançamentos, com em que continuarão os lançamentos, com
remissões recíprocas; remissões recíprocas;
III - o número da matrícula será repetido na nova III - o número da matrícula será repetido na
folha, sem necessidade do transporte dos dados nova folha, sem necessidade do transporte dos
constantes da folha anterior; dados constantes da folha anterior;
IV - cada lançamento de registro será precedido IV - cada lançamento de registro será precedido
pela letra “R”; e o da averbação, pelas letras pela letra “R” e o de averbação, pelas letras
“AV”, seguindo-se o número de ordem de “AV”, seguindo-se o número de ordem de
lançamento do ato e o da matrícula (exemplos: lançamento do ato e o da matrícula (exemplos:
R. 1/780; R. 2/780; AV. 3/780; AV. 4/780). R. 1/780; R. 2/780; AV. 3/780; AV. 4/780).
Art. 681. Sendo utilizadas fichas, serão Art. 776. Sendo utilizadas fichas, serão
observadas as seguintes normas: observadas as seguintes normas:
I - ao se esgotar o espaço no anverso da ficha e I - ao se esgotar o espaço no anverso da ficha
se tornar necessária a utilização do verso, será e se tornar necessária a utilização do verso,
consignada, ao pé da ficha, a expressão será consignada, ao pé da ficha, a expressão
“continua no verso”; “continua no verso”;
II - se for necessário, o transporte para nova ficha II - se for necessário, o transporte para nova
será feito da seguinte maneira: ficha será feito da seguinte maneira:
a) na base do verso da ficha anterior, será a) na base do verso da ficha anterior, será
consignada a expressão “continua na ficha nº “; consignada a expressão “continua na ficha nº”;
b) o número da matrícula será repetido na ficha b) o número da matrícula será repetido na ficha
seguinte, que levará o número de ordem seguinte, que levará o número de ordem
correspondente (exemplo: Matrícula nº 325 - correspondente (exemplo: Matrícula nº 325 -
Ficha nº 2, Matrícula nº 325 - Ficha nº 3, e assim Ficha nº 2, Matrícula nº 325 - Ficha nº 3, e assim
sucessivamente); sucessivamente).
Art. 682. Cada imóvel terá matrícula própria, que Art. 777. Cada imóvel terá matrícula própria,
será obrigatoriamente aberta por ocasião do que deverá ser aberta por ocasião do primeiro
primeiro registro, ou, ainda: registro, ou, ainda:
I - quando se tratar de averbação que deva ser I - quando se tratar de averbação que deva ser
feita no livro de transcrição das transmissões e feita no livro de transcrição das transmissões e
neste não houver espaço, à margem da qual será neste não houver espaço, à margem da qual
anotada a abertura da matrícula; será anotada a abertura da matrícula;
II - nos casos de fusão de matrículas ou II - nos casos de fusão de matrículas ou
unificação de imóveis; unificação de imóveis;
III - para cada lote ou unidade de uso exclusivo, III - para cada lote ou unidade de uso exclusivo,
logo em seguida ao registro de loteamento, logo em seguida ao registro de loteamento,
desmembramento, divisão, instituição ou desmembramento, divisão, instituição ou
incorporação de condomínio edilício; incorporação de condomínio edilício,
IV - nos casos de inserção ou alteração de condomínio de lotes, condomínio urbano
medidas perimetrais, de que resulte ou não simples, loteamento de acesso controlado,
alteração de área, nos termos do art. 9º, § 5º, do direito de laje ou regularização fundiária;
Decreto nº 4.449/2002. IV - nos casos de inserção ou alteração de
medidas perimetrais, de que resulte ou não
alteração de área, nos termos do art. 9º, § 5º,
do Decreto nº 4.449, de 2002.
Art. 683. É facultada a abertura de matrícula: Art. 778. É facultada a abertura de matrícula:
I - a requerimento do proprietário; I - a requerimento do proprietário;
II - de ofício, no interesse do serviço, vedada a II - de ofício, no interesse do serviço, vedada a
cobrança de emolumentos; cobrança de emolumentos;
III - nos demais casos de inserção ou alteração III - nos demais casos de inserção ou alteração
de medidas perimetrais, de que resulte ou não de medidas perimetrais, de que resulte ou não
alteração de área alteração de área.
Art. 684. A matrícula será aberta com os Art. 779. A matrícula será aberta com os
elementos constantes do título apresentado e do elementos constantes do título apresentado e
registro anterior; e, no caso de este ter sido do registro anterior; e, no caso de este ter sido
efetuado em outra circunscrição, deverá ser efetuado em outra circunscrição, deverá ser
apresentada certidão atualizada do inteiro teor apresentada certidão atualizada do inteiro teor
da matrícula, com certificação de ônus e ações, da matrícula, com certificação de ônus e ações,
expedida com antecedência máxima de 30 expedida com antecedência máxima de 30
(trinta) dias da data da prenotação. (trinta) dias da data da prenotação.
Parágrafo único. Na hipótese do caput, o oficial § 1º Apresentado o título para registro no
de registro abrirá matrícula mesmo que a área cartório da circunscrição territorial
descrita na transcrição seja inferior ao mínimo atualmente competente, caberá ao próprio
estabelecido na lei municipal ou na Lei nº 6.766, oficial realizar o pedido das certidões
de 19 de dezembro de 1979, no caso de imóvel eletrônicas necessárias para a abertura da
urbano, ou inferior à fração mínima de matrícula, repassando ao apresentante o
parcelamento, no caso de imóvel rural. custo correspondente, devendo ser
arquivados apenas os arquivos eletrônicos
destas certidões.
§ 2º Na hipótese do caput deste artigo, o oficial
de registro abrirá matrícula, à qual dará
continuidade com a prática de quaisquer
atos, mesmo que a área descrita na
transcrição seja inferior ao mínimo
estabelecido na lei municipal ou na Lei nº
6.766, de 19 de dezembro de 1979, que “dispõe
sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá
outras Providências”, no caso de imóvel
urbano, ou inferior à fração mínima de
parcelamento, no caso de imóvel rural.
Art. 685. A abertura de matrícula na nova Art. 780. A abertura de matrícula na nova
circunscrição será obrigatoriamente comunicada circunscrição será obrigatoriamente
ao Ofício de Registro de origem, mensalmente, comunicada ao Ofício de Registro de origem,
por meio físico ou eletrônico, em que será mensalmente, por meio do malote digital ou
averbada de ofício tal circunstância. Central Eletrônica de Registro de Imóveis,
onde será averbada de ofício tal circunstância.
Art. 686. É irregular a abertura de nova matrícula Art. 781. É irregular a abertura de nova
para parte ou fração ideal de imóvel em situação matrícula para parte ou fração ideal de imóvel
jurídica de condomínio geral. em situação jurídica de condomínio geral.
Art. 782. A requerimento do Município, será
aberta matrícula de parte ou da totalidade de
imóveis públicos, dispensado o
procedimento discriminatório
administrativo ou judicial e observado o
procedimento do art. 195-A da Lei nº 6.015,
de 1973, nas seguintes hipóteses:
I - oriundos de parcelamento do solo urbano
implantado, ainda que não inscrito ou
registrado;
II - glebas municipais adquiridas por lei ou
por outros meios legalmente admitidos,
inclusive para as terras devolutas
transferidas ao Município em razão de
legislação estadual ou federal.
Art. 783. A requerimento de ente público, é
permitido o transporte de transcrição e
matrícula da antiga circunscrição para a
nova, através da abertura de matrícula com
a descrição primitiva e o transporte de todos
os atos de averbação.
§ 1º A abertura de matrícula na nova
circunscrição será obrigatoriamente
comunicada ao Ofício de Registro de
origem, mensalmente, por meio físico ou
eletrônico, onde será averbada de ofício tal
circunstância.
§ 2º A partir da abertura da matrícula, os
novos atos serão praticados na nova
serventia.
Art. 687. Considera-se parte ou fração ideal a Art. 784. Considera-se parte ou fração ideal a
resultante do desdobramento da titularidade do resultante do desdobramento da titularidade do
imóvel em partes não localizadas, de modo a imóvel em partes não localizadas, de modo a
permanecerem contidas dentro da área original. permanecerem contidas dentro da área
§ 1º Nas matrículas e transcrições já existentes, original.
a menção à titularidade de imóveis com base em § 1º Nas matrículas e transcrições já existentes,
valores e quantidade de área não localizada a menção à titularidade de imóveis com base
dentro de um todo maior será, se possível, em valores e quantidade de área não localizada
convertida em percentuais e frações ideais. dentro de um todo maior será, se possível,
§ 2º Nos novos registros que constituam convertida em percentuais e frações ideais.
condomínios comuns ou gerais, os quinhões § 2º Nos novos registros que constituam
devem ser expressos em percentuais ou frações. condomínios comuns ou gerais, os quinhões
devem ser expressos em percentuais ou
frações.
Art. 688. Os ônus sobre parte do imóvel, tais Art. 785. Os ônus sobre parte do imóvel, tais
como servidão e superfície, serão registrados na como servidão e superfície, serão registrados
matrícula do imóvel, vedada a abertura de na matrícula do imóvel, vedada a abertura de
matrícula para a parte onerada. matrícula para a parte onerada.
Art. 689. Em observância ao princípio da Art. 786. Em observância ao princípio da
continuidade, não constará da matrícula continuidade, não constará da matrícula
qualquer elemento não existente no registro qualquer elemento não existente no registro
anterior, o qual será objeto de averbação. anterior, o qual será objeto de averbação.
Art. 690. São requisitos da matrícula: Art. 787. São requisitos da matrícula:
I - o número de ordem, que seguirá ao infinito; II I - o número de ordem, que seguirá ao infinito;
- a data; II - a data;
III - a identificação e a caracterização do imóvel; III - a identificação e a caracterização do imóvel;
IV - o nome e a qualificação do proprietário; IV - o nome e a qualificação do proprietário;
V - o número do registro anterior ou, tratando-se V - o número do registro anterior ou, tratando-
de imóvel oriundo de loteamento, o número do se de imóvel oriundo de loteamento, o número
registro ou inscrição do loteamento; e, tratando- do registro ou inscrição do loteamento, ou,
se de imóvel oriundo de condomínio edilício, o ainda, tratando-se de imóvel oriundo de
número do registro ou inscrição do condomínio. condomínio edilício, o número do registro ou
inscrição do condomínio.
Art. 691. A identificação e a caracterização do Art. 788. A identificação e a caracterização do
imóvel compreendem: imóvel compreendem:
I - se urbano: I - se urbano:
a) o número do lote e da quadra, se houver; a) o número do lote e da quadra, se houver;
b) o nome do logradouro para o qual faz frente; b) o nome do logradouro para o qual faz frente;
c) o número no logradouro, quando se tratar de c) o número no logradouro, quando se tratar de
prédio; prédio;
d) o bairro; d) o bairro;
e) a designação cadastral, se houver; e) a designação cadastral, se houver;
II - se rural: II - se rural:
a) a denominação; a) a denominação;
b) o código do imóvel e os dados constantes do b) o código do imóvel e os dados constantes do
CCIR; CCIR;
III - a localização (distrito, município); III - a localização (distrito, município);
IV - as características e confrontações, IV - as características e confrontações,
inadmitidas expressões genéricas, tais como inadmitidas expressões genéricas tais como
“com quem de direito”, ou “com sucessores de “com quem de direito” ou “com sucessores de
determinadas pessoas” e assim por diante; determinadas pessoas”, dentre outras;
V - a área do imóvel em metros quadrados ou V - a área do imóvel em metros quadrados ou
hectares. hectares.
Art. 692. É obrigatória a apresentação do CCIR, Art. 789. É obrigatória a apresentação do CCIR,
transcrevendo-se na matrícula o código, o transcrevendo-se na matrícula o código, o
módulo rural e a fração mínima de parcelamento. módulo rural e a fração mínima de
parcelamento.
Art. 693. Consideram se irregulares, para efeito Art. 790. Consideram-se irregulares, para efeito
de matrícula ou registro, os títulos nos quais a de matrícula ou registro, os títulos nos quais a
caracterização do imóvel não coincida com a que caracterização do imóvel não coincida com a
consta do registro anterior. que consta do registro anterior.
Art. 694. Entende-se por caracterização do Art. 791. Entende-se por caracterização do
imóvel apenas a indicação, as medidas e a área, imóvel apenas a indicação, as medidas e a
não sendo considerados irregulares títulos que área, não sendo considerados irregulares
corrijam omissões ou que atualizem nomes de títulos que corrijam omissões ou que atualizem
confrontantes, respeitado o princípio da nomes de confrontantes, respeitado o princípio
continuidade. da continuidade.
Art. 695. Entende-se ocorrer atualização de Art. 792. Entende-se ocorrer atualização de
nomes de confrontantes quando, nos títulos, nomes de confrontantes quando, nos títulos,
houver referência expressa aos anteriores e aos houver referência expressa aos anteriores e
que os substituírem. aos que os substituírem.
Art. 696. Sempre que possível, nos títulos devem Art. 793. Sempre que possível, devem ser
ser mencionados como confrontantes os próprios mencionados como confrontantes, nos títulos,
prédios e não os seus proprietários. os imóveis ou a matrícula, e não seus
proprietários.
Art. 697. Se, por qualquer motivo, não constarem Art. 794. Se, por qualquer motivo, não
do título e do registro anterior os elementos constarem do título e do registro anterior os
indispensáveis à caracterização do imóvel, elementos indispensáveis à caracterização do
poderão os interessados, para fins de matrícula, imóvel, poderão os interessados, para fins de
completá-los servindo-se exclusivamente de matrícula, completá-los, servindo-se
documentos oficiais. exclusivamente de documentos oficiais.
Art. 795. Nas escrituras ou contratos que
tenham por objeto imóvel rural que não
esteja sendo desmembrado, parcelado ou
remembrado, para sua caracterização é
suficiente a indicação da denominação,
localização, área e número de matrícula,
sendo dispensada sua descrição perimetral.
Art. 698. A qualificação do proprietário, quando Art. 796. A qualificação do proprietário, quando
se tratar de pessoa física, compreende: se tratar de pessoa física, compreende:
I - nome completo, sem abreviaturas; I - nome completo, sem abreviaturas;
II - nacionalidade; II - nacionalidade;
III - estado civil; III - estado civil;
IV - profissão; IV - profissão;
V - domicílio ou residência; V - domicílio ou residência;
VI - número de CPF; VI - número de CPF;
VII - número do documento oficial de identidade VII - número do documento oficial de identidade
ou, na falta deste, sua filiação; ou, na falta deste, sua filiação;
VIII - sendo casado, nome e qualificação VIII - sendo casado, nome e qualificação
completa do cônjuge e regime de bens do completa do cônjuge e regime de bens do
casamento, bem como data em que foi celebrado casamento, bem como data em que foi
ou se este o foi antes ou depois da Lei nº 6.515, celebrado ou se este o foi antes ou depois da
de 26 de dezembro de 1977. Lei nº 6.515, de 26 de dezembro de 1977, que
“regula os casos de dissolução da sociedade
conjugal e do casamento, seus efeitos e
respectivos processos, e dá outras
providências”.
Art. 699. Se o proprietário for casado sob regime Art. 797. Se o proprietário for casado sob
de bens diverso do legal, deverá ser averbado, regime de bens diverso do legal, deverá ser
por ocasião da aquisição do imóvel, o número do averbado, por ocasião da aquisição do imóvel,
registro do pacto antenupcial no Ofício de o número do registro do pacto antenupcial no
Registro de Imóveis, ou o dispositivo legal Ofício de Registro de Imóveis, ou o dispositivo
impositivo do regime. legal impositivo do regime, salvo se estas
informações constarem no título
apresentado.
Parágrafo único. Fica facultado o registro do
pacto antenupcial, a requerimento da parte,
na serventia em que será feito o registro do
título se esta for domicílio dos adquirentes.
Art. 700. As partes serão identificadas pelos seus Art. 798. As partes serão identificadas por seus
nomes corretos, não se admitindo referências nomes corretos, não se admitindo referências
dúbias ou que não coincidam com as que dúbias ou que não coincidam com as que
constem dos registros imobiliários anteriores constem dos registros imobiliários anteriores
(como “que também assina” ou “é conhecido (como “que também assina” ou “é conhecido
como”) a não ser que tenham sido como”), a não ser que tenham sido
precedentemente averbadas no Ofício de precedentemente averbadas no Ofício de
Registro Civil das Pessoas Naturais, Registro Civil das Pessoas Naturais, fato esse
comprovado por certidão. comprovado por certidão.
Art. 701. O número de CPF é obrigatório para as Art. 799. O número de CPF é obrigatório para
pessoas físicas titulares de direitos ou as pessoas físicas titulares de direitos ou
obrigações nas operações imobiliárias, inclusive obrigações nas operações imobiliárias,
para a constituição de garantia real sobre imóvel. inclusive para a constituição de garantia real
sobre imóvel.
Art. 702. É igualmente obrigatória a inscrição no Art. 800. É igualmente obrigatória a inscrição no
CPF das pessoas físicas estrangeiras, ainda que CPF das pessoas físicas estrangeiras, ainda
domiciliadas no exterior, quando titulares de que domiciliadas no exterior, quando titulares
bens e direitos sujeitos ao registro público, de bens e direitos sujeitos ao registro público,
inclusive imóveis. inclusive imóveis.
Art. 703. Quando se tratar de pessoa jurídica, Art. 801. Quando se tratar de pessoa jurídica,
além do nome empresarial, será mencionada a além do nome empresarial, será mencionada a
sede social ou endereço e o número de inscrição sede social ou o endereço e o número de
do CNPJ. inscrição do CNPJ.
Art. 704. É obrigatória a inscrição no CNPJ das Art. 802. É obrigatória a inscrição no CNPJ das
pessoas jurídicas domiciliadas no exterior que pessoas jurídicas domiciliadas no exterior que
possuam imóveis no País ou direitos reais a eles possuam imóveis no País ou direitos reais a
relativos. eles relativos.
Art. 705. Não constando do título, da certidão ou Art. 803. Não constando do título, da certidão
do registro anterior os elementos indispensáveis ou do registro anterior os elementos
à identificação das partes, podem os indispensáveis à identificação das partes,
interessados completá-los exclusivamente com podem os interessados completá-los
documentos oficiais. exclusivamente com documentos oficiais.
§ 1º Para promover as averbações que
busquem atender à especialidade subjetiva,
consideram-se também documentos oficiais
a escritura pública, o instrumento particular
com efeito de escritura pública e os títulos
judiciais que contenham todos os requisitos
deste Provimento Conjunto.
§ 2º É possível fazer a inserção dos dados
do documento de identidade e/ou CPF se
houver ao menos um elemento seguro de
qualificação vinculante entre o proprietário
constante da matrícula e a parte qualificada
nos títulos mencionados no § 1º deste
artigo.
§ 3º Quanto ao estado civil, sendo a
matrícula omissa, havendo alteração ou não
constando o nome do outro cônjuge, deve
ser exigida a certidão de casamento
atualizada ou expedida há no máximo 90
(noventa) dias, contados da data do título.
§ 4º Se na matrícula constar o nome do outro
cônjuge, mas faltar a informação do regime
de bens, pode-se completar esta informação
com os dados constantes dos títulos
mencionados no § 1º deste artigo.
Art. 706. Consideram-se também documentos Art. 804. Consideram-se também documentos
oficiais os obtidos, por via da internet, em sítios oficiais os obtidos em sítios eletrônicos oficiais.
eletrônicos oficiais.
Art. 707. As averbações das circunstâncias Art. 805. As averbações das circunstâncias
previstas no art. 167, II, 4, 5, 10 e 13, da Lei dos previstas no art. 167, II, 4, 5, 10 e 13, da Lei nº
Registros Públicos que estejam à margem de 6.015, de 1973 que estejam à margem de
transcrições deverão ser, quando da abertura da transcrições deverão ser, quando da abertura
respectiva matrícula, incorporadas à descrição da respectiva matrícula, incorporadas à
do imóvel. descrição do imóvel.
Art. 708. A descrição do imóvel não poderá incluir Art. 806. A descrição do imóvel não poderá
construção que não conste do registro anterior incluir construção que não conste do registro
ou que nele não tenha sido regularmente anterior ou que nele não tenha sido
averbada, permitindo-se, entretanto, que a regularmente averbada, permitindo-se,
averbação seja feita logo após a abertura da entretanto, que a averbação seja feita logo após
matrícula, se o registro anterior estiver em a abertura da matrícula, se o registro anterior
transcrição ou em outro Ofício de Registro. estiver em transcrição ou em poder de outro
Ofício de Registro de Imóveis.
Art. 709. Logo após a abertura da matrícula, Art. 807. Logo após a abertura da matrícula,
também poderão ser averbadas, no Ofício de também poderão ser averbadas, no Ofício de
Registro a que atualmente pertencer o imóvel, as Registro a que atualmente pertencer o imóvel,
circunstâncias previstas no art. 167, II, da Lei dos as circunstâncias previstas no art. 167, II, da Lei
Registros Públicos. nº 6.015, de 1973.
Art. 710. Quando houver divisão de imóvel Art. 808. Quando houver divisão de imóvel
destinada à extinção parcial ou total do destinada à extinção parcial ou total do
condomínio geral, será adotado o seguinte condomínio geral, será adotado o seguinte
procedimento, em atos contínuos: procedimento, em atos contínuos:
I - será previamente averbado, na matrícula I - será previamente averbado, na matrícula
originária, o desmembramento do imóvel, sem originária, o desmembramento do imóvel, sem
abertura de novas matrículas; abertura de novas matrículas;
II - será feito, na matrícula originária, o registro II - será feito, na matrícula originária, o registro
da divisão dos imóveis; da divisão dos imóveis;
III - será averbado, de ofício, o encerramento da III - será averbado, de ofício, o encerramento da
matrícula originária; matrícula originária;
IV - serão abertas novas matrículas para os IV - serão abertas novas matrículas para os
imóveis resultantes da aplicação do disposto no imóveis resultantes da aplicação do disposto no
inciso II, delas constando os novos proprietários. inciso II deste artigo, delas constando os novos
proprietários.
Art. 711. A usucapião, a desapropriação, a Art. 809. A usucapião, a desapropriação, a
regularização fundiária, as ações regularização fundiária, as ações
discriminatórias, em qualquer de suas formas, e discriminatórias, em qualquer de suas formas,
as arrematações e adjudicações judiciais são e as arrematações e adjudicações judiciais são
modos de aquisição originária de propriedade, modos de aquisição originária de propriedade.
dispensando-se a observância ao princípio § 1º Os requisitos da matrícula e do registro
da continuidade previsto no art. 621, III, deste devem constar no título, quando possível.
Provimento. § 2º Se do título constar a informação de que se
§ 1º Os requisitos da matrícula e do registro trata de imóvel transcrito ou matriculado, total
devem constar no título, quando possível. ou parcialmente, caberá ao oficial de registro
§ 2º Se do título constar a informação de que se fazer as remissões e averbações à margem dos
trata de imóvel transcrito ou matriculado, total ou registros anteriores relativamente à matrícula
parcialmente, caberá ao oficial de registro fazer que abrir para o registro.
as remissões e averbações à margem dos § 3º Se o imóvel já for objeto de matrícula e a
registros anteriores relativamente à matrícula descrição nela constante coincidir com a
que abrir para o registro. descrição constante no título, será nela feito o
§ 3º Se o imóvel já for objeto de matrícula e a registro.
descrição nela constante coincidir com a § 4º Não constando do título a informação de
descrição constante no título, será nela feito o que se trata de imóvel transcrito ou matriculado,
registro. total ou parcialmente, mesmo assim será
§ 4º Não constando do título a informação de que aberta matrícula e registrado o título, com as
se trata de imóvel transcrito ou matriculado, total devidas cautelas.
ou parcialmente, mesmo assim será aberta
matrícula e registrado o título, com as devidas
cautelas.

§ 5º Caso existam gravames judiciais no imóvel Art. 810. Os gravames judiciais, as


objeto da arrematação ou adjudicação judiciais, indisponibilidades e averbações
o oficial de registro deverá oficiar aos respectivos premonitórias, constantes da matrícula do
juízos, comunicando o registro efetuado, com imóvel objeto da arrematação ou
cópia do ato praticado. adjudicação judiciais, quando originários do
mesmo processo que resultou na
arrematação ou adjudicação, serão
cancelados, independentemente de ordem
judicial específica.
§ 1º A carta de arrematação ou adjudicação
é título suficiente à prática dos atos na
matrícula.
§ 2º As indisponibilidades constantes da
matrícula do imóvel averbadas no âmbito da
Central Nacional de Indisponibilidades de
Bens – CNIB não impedem o registro da
carta de arrematação ou adjudicação desde
que expressamente consignada no título
judicial a prevalência da alienação judicial
em relação às restrições oriundas de outro
juízo ou autoridade administrativa a que foi
dada ciência da execução.
§ 3º Os demais gravames judiciais e as
averbações premonitórias constantes da
matrícula do imóvel não impedem o registro
da carta de arrematação ou adjudicação,
mesmo quando originários de processos
distintos do que deu origem à arrematação
ou adjudicação, devendo o interessado
formular pedido de cancelamento
diretamente à autoridade que determinou o
gravame ou à que expediu a Carta de
Arrematação ou Adjudicação.
§ 4º Caso existam gravames judiciais no
imóvel objeto da arrematação ou
adjudicação judicial, o oficial de registro
deverá oficiar aos respectivos juízos,
comunicando o registro efetuado, com
cópia do ato praticado.
Art. 712. Exceto nas hipóteses previstas no art. Art. 811. Exceto nas hipóteses previstas no art.
711 deste Provimento, em caso de abertura de 809 deste Provimento Conjunto, em caso de
matrícula de imóvel onerado ou sujeito a abertura de matrícula de imóvel onerado ou
qualquer restrição, o oficial de registro, logo em sujeito a qualquer restrição, o oficial de registro,
seguida à matrícula e antes do primeiro registro, logo em seguida à matrícula e antes do primeiro
averbará de ofício o transporte dos ônus ou registro, averbará de ofício o transporte dos
restrições, com todos seus elementos, inclusive ônus ou restrições, com todos seus elementos,
a data e número de seu registro original. inclusive a data e número de seu registro
Parágrafo único. Será feita uma averbação de original.
transporte para cada ônus. Parágrafo único. Será feita uma averbação de
transporte para cada ônus.
Art. 713. Quando for apresentado título anterior à Art. 812. Quando for apresentado título anterior
vigência da Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916 à vigência da Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de
- Código Civil de 1916, referente a imóvel ainda 1916 - Código Civil, referente a imóvel ainda
não registrado, a matrícula será aberta com os não registrado, a matrícula será aberta com os
elementos constantes do título, os constantes de elementos constantes do título, os constantes
outros documentos oficiais; e, sendo necessário, de outros documentos oficiais, e, sendo
será observado o procedimento previsto no art. necessário, será observado o procedimento
213, II, da Lei dos Registros Públicos. previsto no art. 213, II, da Lei nº 6.015, de 1973.
Art. 714. A inocorrência dos requisitos previstos Art. 813. A inocorrência dos requisitos previstos
no art. 176, § 2º, da Lei dos Registros Públicos no art. 176, § 2º, da Lei nº 6.015, de 1973 não
não impedirá a matrícula e registro das escrituras impedirá a matrícula e o registro das escrituras
públicas e partilhas, lavradas ou homologadas na públicas e partilhas, lavradas ou homologadas
vigência do Decreto nº 4.857, de 9 de novembro na vigência do Decreto nº 4.857, de 9 de
de 1939, devendo tais atos obedecer ao disposto novembro de 1939, que “dispõe sobre a
na legislação anterior, observadas as devidas execução dos serviços concernentes aos
cautelas. registros públicos estabelecidos pelo Código
Civil”, devendo tais atos obedecer ao disposto
na legislação anterior, observadas as devidas
cautelas.
Art. 715. A matrícula só será cancelada por Art. 814. A matrícula só será cancelada por
decisão judicial. decisão judicial, ressalvadas as hipóteses
legais de cancelamento administrativo.
Art. 716. A matrícula será encerrada, de ofício: Art. 815. A matrícula será encerrada, de ofício:
I - quando, em virtude de alienações parciais, o I - quando, em virtude de alienações parciais, o
imóvel for inteiramente transferido a outros imóvel for inteiramente transferido a outros
proprietários; proprietários;
II - pela fusão; II - pela fusão ou unificação;
III - para o respectivo saneamento; III - para o respectivo saneamento;
IV - em outras hipóteses previstas na legislação IV - em outras hipóteses previstas na legislação
em vigor. em vigor.
Art. 717. Quando 2 (dois) ou mais imóveis Art. 816. Quando 2 (dois) ou mais imóveis
contíguos pertencentes ao mesmo proprietário contíguos pertencentes ao mesmo proprietário
constarem de matrículas autônomas, poderá ele constarem de matrículas autônomas, poderá
requerer a fusão destas em uma só, de novo ele requerer a fusão destas em uma só, de novo
número, encerrando-se as primitivas. número, encerrando-se as primitivas.
§ 1º O mesmo se aplica a 2 (dois) ou mais § 1º O mesmo se aplica a 2 (dois) ou mais
imóveis contíguos em regime de condomínio nos imóveis contíguos em regime de condomínio
quais os condôminos possuam frações ideais nos quais os condôminos possuam frações
idênticas em todos eles. ideais idênticas em todos eles.
§ 2º A unificação de imóveis contíguos nos quais § 2º A unificação e a fusão de imóveis
os condôminos possuam frações ideais distintas, contíguos nos quais os condôminos possuam
bem como a unificação de imóveis contíguos frações ideais distintas, bem como a junção de
pertencentes a proprietários distintos, implicam o imóveis contíguos pertencentes a proprietários
estabelecimento de condomínio voluntário e distintos implicam o estabelecimento de
depende de escritura pública, observada a condomínio voluntário e dependem de escritura
legislação tributária. pública, observada a legislação tributária.
Art. 718. Podem, ainda, ser unificados com Art. 817. Podem, ainda, ser unificados com
abertura de matrícula única: abertura de matrícula única:
I - 2 (dois) ou mais imóveis constantes de I - 2 (dois) ou mais imóveis constantes de
transcrições anteriores à Lei dos Registros transcrições anteriores à Lei nº 6.015, de 1973,
Públicos, à margem das quais será averbada a à margem das quais será averbada a abertura
abertura de matrícula que os unificar; de matrícula que os unificar;
II - 2 (dois) ou mais imóveis registrados por II - 2 (dois) ou mais imóveis registrados por
ambos os sistemas jurídicos registrais, caso em ambos os sistemas jurídicos registrais, caso em
que, nas transcrições, será feita a averbação que, nas transcrições, será feita a averbação
prevista no inciso anterior e as matrículas serão prevista no inciso I deste artigo e as matrículas
encerradas; serão encerradas;
III - 2 (dois) ou mais imóveis contíguos objeto de III - 2 (dois) ou mais imóveis contíguos objeto
imissão provisória na posse registrada em nome de imissão provisória na posse registrada em
da União, Estados, Municípios ou Distrito nome da União, Estados, Municípios ou Distrito
Federal. Federal.
Art. 719. No caso de fusão de matrículas, deverá Art. 818. No caso de fusão de matrículas ou
ser adotada rigorosa cautela na verificação da unificação de imóveis, deverá ser adotada
área, medidas, características e confrontações rigorosa cautela na verificação da área, das
do imóvel que dela poderá resultar, a fim de se medidas, características e confrontações do
evitarem, a tal pretexto, retificações sem o devido imóvel que dela poderá resultar, a fim de se
procedimento legal ou efeitos só alcançáveis evitarem, a tal pretexto, retificações sem o
mediante processo de usucapião. devido procedimento legal ou efeitos só
alcançáveis mediante processo de usucapião.
Art. 720. O requerimento de fusão de matrículas Art. 819. Em relação aos imóveis urbanos, o
de imóveis urbanos será instruído com requerimento de fusão de matrículas ou de
autorização da Prefeitura Municipal, que poderá unificação será instruído com autorização do
ser provada com o documento de aprovação de órgão municipal competente, desde que
planta da edificação a ser erguida no imóvel exigida pela legislação municipal.
resultante da fusão. Parágrafo único. A autorização municipal
poderá ser provada por meio do documento de
aprovação da planta da edificação a ser erguida
no imóvel resultante da fusão ou unificação.
Art. 721. No caso de condomínio geral entre os Art. 820. No caso de condomínio geral entre os
mesmos condôminos em várias glebas mesmos condôminos em várias glebas
contíguas, para a fusão de diversas transcrições contíguas, para a fusão de matrículas ou
e/ou matrículas, poderá ser aceito requerimento unificação de imóveis, admite-se requerimento
formulado por apenas 1 (um) dos titulares de formulado por apenas 1 (um) dos titulares de
partes ideais. frações ideais.
Art. 722. A unificação de imóveis rurais depende Art. 821. A unificação de imóveis rurais
de requerimento, planta, memorial descritivo e depende de requerimento, planta, memorial
ART. descritivo e Anotação de Responsabilidade
Técnica - ART.
Art. 724. Tratando-se de unificação de imóveis Art. 822. Tratando-se de unificação de
transcritos, não será feita prévia abertura de imóveis, serão averbados a junção e o
matrículas para cada um deles, mas sim a encerramento dos registros primitivos e
averbação da fusão nas transcrições respectivas será aberta nova matrícula, resultante da
e a abertura de matrícula única. unificação.
Parágrafo único. É vedada a abertura de
prévia matrícula dos imóveis transcritos
objeto de unificação.
Art. 725. São requisitos do registro no Livro nº 2: Art. 823. São requisitos do registro no Livro nº
I - o número e a data da prenotação; 2:
II - o nome do transmitente ou do devedor e do I - o número e a data da prenotação;
adquirente ou credor, com as respectivas II - o nome do transmitente ou do devedor e do
qualificações; adquirente ou credor, com as respectivas
III - o título da transmissão ou do ônus; qualificações;
IV - a forma do título, sua procedência e III - o título da transmissão ou do ônus;
caracterização; IV - a forma do título, sua procedência e
V - o valor do contrato, da coisa ou da dívida, o caracterização;
prazo desta, as condições e mais especificações, V - o valor do contrato, da coisa ou da dívida, o
inclusive os juros, se houver; prazo desta, as condições e mais
VI - o valor fiscal; especificações, inclusive os juros, se houver;
VII - a cotação dos emolumentos e da TFJ e o VI - o valor fiscal;
valor total; VII - a cotação dos emolumentos e da TFJ e o
VIII - a data do registro; valor total;
IX - a assinatura. VIII - a data do registro;
IX - a assinatura.
Art. 726. É vedado o registro da cessão enquanto Art. 824. É vedado o registro da cessão
não registrado o respectivo compromisso de enquanto não registrado o respectivo
compra e venda. compromisso de compra e venda.
CAPÍTULO IV CAPÍTULO IV
DO LIVRO Nº 3 - REGISTRO AUXILIAR DO LIVRO Nº 3 - REGISTRO AUXILIAR
Art. 727. O Livro nº 3 - Registro Auxiliar será Art. 825. O Livro nº 3 - Registro Auxiliar será
destinado ao registro dos atos que, sendo destinado ao registro dos atos que, sendo
atribuídos ao Ofício de Registro de Imóveis por atribuídos ao Ofício de Registro de Imóveis por
disposição legal, não digam respeito diretamente disposição legal, não digam respeito
a imóvel matriculado. diretamente a imóvel matriculado.
Art. 728. Serão registrados no Livro nº 3 - Art. 826. Serão registrados no Livro nº 3 -
Registro Auxiliar: Registro Auxiliar:
I - as cédulas de crédito rural, de produto rural, I - as cédulas de crédito industrial, de crédito à
de crédito industrial, de crédito à exportação, de exportação, de crédito imobiliário e de crédito
crédito imobiliário e de crédito comercial; comercial; (Exclui rural.)
II - as convenções de condomínio; II- as garantias pignoratícias advindas das
III - os penhores rural, industrial e mercantil; cédulas de crédito rural e de produto rural;
IV - as convenções antenupciais e as escrituras III - as convenções de condomínio;
públicas de união estável; IV - os penhores rural, industrial e mercantil;
V - a escritura de instituição do bem de família, V - as convenções antenupciais e as escrituras
mediante sua transcrição integral, sem prejuízo públicas de união estável;
do seu registro no Livro nº 2;
VI - o tombamento definitivo de imóvel;
VII - os títulos que, a requerimento do VI - a escritura de instituição do bem de família,
interessado, forem registrados no seu inteiro mediante sua transcrição integral, sem prejuízo
teor, sem prejuízo do ato praticado no Livro nº 2. do seu registro no Livro nº 2;
VII - o tombamento definitivo de imóvel;
VIII - os títulos que, a requerimento do
interessado, forem registrados no seu inteiro
teor, sem prejuízo do ato praticado no Livro nº
2.
Art. 729. Os registros do Livro nº 3 poderão ser Art. 827. Os registros do Livro nº 3 poderão ser
feitos de forma resumida, arquivando-se na feitos de forma resumida, arquivando-se na
serventia uma via dos instrumentos que os serventia uma via dos instrumentos que os
originarem, com exceção dos documentos originarem, com exceção dos documentos
expedidos pelos Serviços Notariais e de expedidos pelos Serviços Notariais e de
Registro. Registro.
Art. 730. As escrituras antenupciais serão Art. 828. As escrituras antenupciais serão
registradas no Livro nº 3 do Ofício de Registro do registradas no Livro nº 3 do Ofício de Registro
domicílio das partes, sem prejuízo de sua do domicílio das partes, sem prejuízo de sua
averbação obrigatória no lugar da situação dos averbação obrigatória no lugar da situação dos
imóveis de propriedade das mesmas, ou dos que imóveis de propriedade das mesmas, ou dos
forem sendo adquiridos e sejam sujeitos a que forem sendo adquiridos e sejam sujeitos a
regime de bens diverso do comum. regime de bens diverso do comum.
Parágrafo único. As escrituras de união estável, Parágrafo único. As escrituras de união estável,
quando contiverem pactos patrimoniais, serão quando contiverem pactos patrimoniais, serão
registradas no Livro nº 3 e averbadas na registradas no Livro nº 3 e averbadas na
matrícula dos imóveis. matrícula dos imóveis.
Art. 731. O registro dos pactos antenupciais e Art. 829. O registro dos pactos antenupciais e
das escrituras públicas de união estável das escrituras públicas de união estável
mencionará, obrigatoriamente, os nomes e a mencionará, obrigatoriamente, os nomes e a
qualificação das partes, as disposições ajustadas qualificação das partes, as disposições
quanto ao regime de bens, o Tabelionato de ajustadas quanto ao regime de bens, o
Notas, o livro e a folha em que tiverem sido Tabelionato de Notas, o livro e a folha em que
lavrados. tiverem sido lavrados.
Art. 732. Após o registro do pacto antenupcial, o Art. 830. Após o registro do pacto antenupcial,
casamento será averbado no Livro nº 3, o casamento será averbado no Livro nº 3,
mencionando-se sua data, o Ofício de Registro mencionando-se sua data, o Ofício de Registro
Civil das Pessoas Naturais em que tiver sido Civil das Pessoas Naturais em que tiver sido
realizado, o número da matrícula ou do assento, realizado, o número da matrícula ou do
o livro e a folha em que tiver sido lavrado. assento, o livro e a folha em que tiver sido
lavrado.
Art. 733. Os atos de tombamento definitivo de Art. 831. Os atos de tombamento definitivo de
bens imóveis, requerido pelo órgão competente, bens imóveis, requerido pelo órgão competente
federal, estadual ou municipal, do serviço de federal, estadual ou municipal do serviço de
proteção ao patrimônio histórico e artístico, serão proteção ao patrimônio histórico e artístico,
registrados em seu inteiro teor no Livro nº 3, além serão registrados em seu inteiro teor no Livro nº
de averbada a circunstância à margem das 3, além de averbada a circunstância à margem
transcrições ou nas matrículas respectivas, das transcrições ou nas matrículas respectivas,
sempre com as devidas remissões. sempre com as devidas remissões.
Art. 734. O registro e as averbações atinentes a Art. 832. O registro e as averbações atinentes
tombamento e outras restrições administrativas a tombamento e outras restrições
serão efetuados mediante apresentação de administrativas serão efetuados mediante
certidão do correspondente ato administrativo ou apresentação de certidão do correspondente
legislativo ou do mandado judicial, conforme o ato administrativo ou legislativo ou do mandado
caso, no qual constem as seguintes informações: judicial, conforme o caso, no qual constem as
seguintes informações:
I - a localização do imóvel e sua descrição, I - a localização do imóvel e sua descrição,
admitindo-se a descrição por remissão ao admitindo-se a descrição por remissão ao
número da matrícula ou transcrição; número da matrícula ou transcrição;
II - as restrições a que o bem imóvel está sujeito; II - as restrições a que o bem imóvel está
III - quando certidão de ato administrativo ou sujeito;
legislativo, a indicação precisa do órgão emissor, III - quando certidão de ato administrativo ou
da lei que lhe dá suporte e da natureza do ato, se legislativo, a indicação precisa do órgão
de tombamento, se provisório ou definitivo, ou, emissor, da lei que lhe dá suporte e da natureza
se de forma diversa de preservação e do ato, se de tombamento, se provisório ou
acautelamento de bem imóvel, sua definitivo, ou, se de forma diversa de
especificação; preservação e acautelamento de bem imóvel,
IV - quando mandado judicial, a indicação sua especificação;
precisa do juízo e do processo judicial IV - quando mandado judicial, a indicação
correspondente, a natureza do provimento precisa do juízo e do processo judicial
jurisdicional, se sentença ou decisão cautelar ou correspondente, a natureza do provimento
antecipatória, e seu caráter definitivo ou jurisdicional, se sentença ou decisão cautelar
provisório, bem como a especificação da ordem ou antecipatória, e seu caráter definitivo ou
do juiz prolator em relação ao ato de averbação provisório, bem como a especificação da ordem
a ser efetivado. do juiz de direito prolator em relação ao ato de
averbação a ser efetivado.
CAPÍTULO V CAPÍTULO V
DO LIVRO Nº 4 - INDICADOR REAL DO LIVRO Nº 4 - INDICADOR REAL
Art. 735. O Livro nº 4 - Indicador Real será o Art. 833. O Livro nº 4 - Indicador Real será o
repositório das indicações de todos os imóveis repositório das indicações de todos os imóveis
que figurarem no Livro nº 2 ou no antigo livro de que figurarem no Livro nº 2 ou no antigo livro de
transcrições, devendo conter a identificação dos transcrições, devendo conter a identificação
imóveis e o número da matrícula. dos imóveis e o número da matrícula.
Art. 736. Adotado sistema informatizado de base Art. 834. Adotado sistema informatizado de
de dados, fica dispensada a manutenção do base de dados, fica dispensada a manutenção
sistema de fichas ou livros. do sistema de fichas ou livros.
Art. 737. Enquanto não for utilizado sistema de Art. 835. Enquanto não for utilizado sistema de
banco de dados ou fichas, o Livro nº 4 conterá, banco de dados ou fichas, o Livro nº 4 conterá,
ainda, o número de ordem, que seguirá ainda, o número de ordem, que seguirá
indefinidamente nos livros da mesma espécie. indefinidamente nos livros da mesma espécie.
Parágrafo único. Na hipótese mencionada no Parágrafo único. Na hipótese mencionada no
caput deste artigo, o Ofício de Registro deverá caput deste artigo, o Ofício de Registro deverá
possuir, para auxílio das consultas e buscas, possuir, para auxílio das consultas e buscas,
livro-índice ou fichas organizadoras segundo os livro-índice ou fichas organizadoras segundo os
nomes das ruas, quando se tratar de imóveis nomes das ruas, quando se tratar de imóveis
urbanos, e conforme os nomes e situações, urbanos, e conforme os nomes e situações,
quando rurais. quando rurais.
CAPÍTULO VI CAPÍTULO VI
DO LIVRO Nº 5 - INDICADOR PESSOAL DO LIVRO Nº 5 - INDICADOR PESSOAL
Art. 738. O Livro nº 5 - Indicador Pessoal, dividido Art. 836. O Livro nº 5 - Indicador Pessoal,
alfabeticamente, será o repositório dos nomes de dividido alfabeticamente, será o repositório dos
todas as pessoas que, individual ou nomes de todas as pessoas que, individual ou
coletivamente, ativa ou passivamente, direta ou coletivamente, ativa ou passivamente, direta ou
indiretamente, inclusive os cônjuges, figurarem indiretamente, inclusive os cônjuges, figurarem
nos demais livros, fazendo-se referência aos nos demais livros, fazendo-se referência aos
respectivos números de ordem. respectivos números de ordem.
Art. 739. Adotado sistema informatizado de base Art. 837. Adotado sistema informatizado de
de dados, fica dispensada a manutenção do base de dados, fica dispensada a manutenção
sistema de fichas ou livros. do sistema de fichas ou livros.
Art. 740. Se não for utilizado sistema de banco Art. 838. Se não for utilizado sistema de banco
de dados ou fichas, o Livro nº 5 conterá, ainda, o de dados ou fichas, o Livro nº 5 conterá, ainda,
número de ordem em cada letra do alfabeto, que o número de ordem em cada letra do alfabeto,
seguirá indefinidamente nos livros da mesma que seguirá indefinidamente nos livros da
espécie. mesma espécie.
Parágrafo único. Na hipótese mencionada no Parágrafo único. Na hipótese mencionada no
caput deste artigo, o Ofício de Registro poderá caput deste artigo, o Ofício de Registro poderá
adotar, para auxílio das consultas e buscas, livro- adotar, para auxílio das consultas e buscas,
índice ou fichas em ordem alfabética. livro-índice ou fichas em ordem alfabética.
Art. 741. Para facilitar as buscas, é Art. 839. Para facilitar as buscas, é
recomendável que, nas indicações do Livro nº 5, recomendável que, nas indicações do Livro nº
figure, ao lado do nome do interessado, o número 5, figure, ao lado do nome do interessado, o
do CPF ou CNPJ, conforme o caso. número do CPF ou CNPJ, conforme o caso.
Art. 742. Após a averbação de casamento, se Art. 840. Ressalvados os casos de sigilo,
necessário, será feita nova indicação para o sempre que houver alteração de nome, será
nome adotado pelo cônjuge, com remissão ao feita indicação para o novo nome adotado,
nome antigo, cuja indicação será mantida. com remissão ao nome antigo, cuja
indicação será mantida.
CAPÍTULO VII CAPÍTULO VII
DO LIVRO DE REGISTRO DE AQUISIÇÃO E DO LIVRO DE REGISTRO DE AQUISIÇÃO E
ARRENDAMENTO DE IMÓVEL RURAL POR ARRENDAMENTO DE IMÓVEL RURAL POR
ESTRANGEIRO ESTRANGEIRO
Art. 743. O Livro de Registro de Aquisição e Art. 841. O Livro de Registro de Aquisição e
Arrendamento de Imóvel Rural por Estrangeiro Arrendamento de Imóvel Rural por Estrangeiro
servirá para o cadastro especial das aquisições servirá para o cadastro especial das aquisições
e arrendamentos de terras rurais por pessoas e arrendamentos de terras rurais por pessoas
físicas ou jurídicas estrangeiras e deverá conter: físicas ou jurídicas estrangeiras e deverá
(Redação dada pelo Provimento nº 305/2015) conter:
Art. 743. O Livro de Registro de Aquisição de I - a menção ao documento de identidade das
Imóvel Rural por Estrangeiro servirá para o partes contratantes ou dos respectivos atos de
cadastro especial das aquisições de terras rurais constituição, se pessoas jurídicas;
por pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras e II - a nacionalidade do adquirente ou
deverá conter: arrendatário estrangeiro;
I - a menção ao documento de identidade das III - o nome e o CPF do adquirente brasileiro
partes contratantes ou dos respectivos atos de casado ou em união estável com estrangeiro,
constituição, se pessoas jurídicas; quando for o caso;
II - a nacionalidade do adquirente ou arrendatário IV - as características do imóvel, contendo, no
estrangeiro; (Redação dada pelo Provimento nº mínimo, a área, o CCIR e a localização,
305/2015) inclusive município;
II - a nacionalidade do adquirente estrangeiro; V - o número e a data da autorização do órgão
III - o número do Registro Nacional do competente, quando for o caso;
Estrangeiro - RNE; VI - as circunstâncias mencionadas no § 2º do
III - o nome e o CPF do adquirente brasileiro art. 842 deste Provimento Conjunto;
casado ou em união estável com estrangeiro, VII - a menção ao número e à data do registro
quando for o caso; no Livro nº 2.
IV - as características do imóvel, contendo no § 1º As aquisições de imóveis rurais por
mínimo a área, o CCIR e a localização, inclusive estrangeiros a que se refere este artigo incluem
município; aquelas referentes a pessoa jurídica brasileira
V - o número e a data da autorização do órgão da qual participem, a qualquer título, pessoas
competente, quando for o caso; estrangeiras, físicas ou jurídicas, que detenham
VI - as circunstâncias mencionadas no § 2º do a maioria do seu capital social, bem como
art. 744 deste Provimento; aquelas relativas a pessoa natural brasileira
VII - a menção ao número e à data do registro no casada ou em união estável com estrangeiro
Livro nº 2. sob o regime da comunhão de bens.
§ 1º As aquisições de imóveis rurais por § 2º Na hipótese de tratar-se de pessoa natural
estrangeiros a que se refere este artigo incluem brasileira casada ou em união estável com
aquelas referentes a pessoa jurídica brasileira estrangeiro sob o regime da comunhão de
da qual participem, a qualquer título, pessoas bens, serão informados os dados relativos ao
estrangeiras, físicas ou jurídicas, que detenham cônjuge ou companheiro estrangeiro, referidos
a maioria do seu capital social, bem como nos incisos I, II e III do caput deste artigo.
aquelas relativas a pessoa natural brasileira § 3º As restrições estabelecidas para
casada ou em união estável com estrangeiro sob aquisição ou arrendamento de imóvel rural
o regime da comunhão de bens. previstas na Lei nº 5.709, de 7 de outubro de
§ 2º Na hipótese de tratar-se de pessoa natural 1971, que “regula a Aquisição de Imóvel
brasileira casada ou em união estável com Rural por Estrangeiro Residente no País ou
estrangeiro sob o regime da comunhão de bens, Pessoa Jurídica Estrangeira Autorizada a
serão informados os dados referidos nos incisos Funcionar no Brasil, e dá outras
I, II e III do caput deste artigo relativos ao Providências”, não se aplicam aos casos de
cônjuge ou companheiro estrangeiro. transmissão causa mortis.
Art. 744. A soma das áreas rurais pertencentes a Art. 842. A soma das áreas rurais pertencentes
pessoas estrangeiras, físicas ou jurídicas, não a pessoas estrangeiras, físicas ou jurídicas,
poderá ultrapassar 1/4 (um quarto) da superfície não poderá ultrapassar 1/4 (um quarto) da
dos municípios onde se situem, comprovada por superfície dos municípios onde se situem,
certidão do Ofício de Registro de Imóveis com comprovada por certidão do Ofício de Registro
base no Livro de Registro de Aquisição de Imóvel de Imóveis com base no Livro de Registro de
Rural por Estrangeiro. Aquisição de Imóvel Rural por Estrangeiro.
§ 1º As pessoas da mesma nacionalidade não § 1º As pessoas da mesma nacionalidade não
poderão ser proprietárias, em cada município, de poderão ser proprietárias, em cada município,
mais de 10% (dez por cento) de sua superfície. de mais de 10% (dez por cento) de sua
§ 2º Ficam excluídas das restrições deste artigo superfície.
as aquisições de áreas rurais: § 2º Ficam excluídas das restrições deste artigo
I - inferiores a 3 (três) módulos de exploração as aquisições de áreas rurais:
indefinida; I - inferiores a 3 (três) módulos de exploração
II - que tiverem sido objeto de compra e venda, indefinida;
de promessa de compra e venda, de cessão ou II - que tiverem sido objeto de compra e venda,
de promessa de cessão, mediante escritura de promessa de compra e venda, de cessão ou
pública ou instrumento particular devidamente de promessa de cessão, mediante escritura
protocolizado no Ofício de Registro competente, pública ou instrumento particular devidamente
e que tiverem sido cadastradas no INCRA em protocolizado no Ofício de Registro
nome do promitente comprador antes de 10 de competente, e que tiverem sido cadastradas no
março de 1969; INCRA em nome do promitente comprador
III - quando o adquirente tiver filho brasileiro ou antes de 10 de março de 1969;
for casado com pessoa brasileira sob o regime III - quando o adquirente tiver filho brasileiro ou
de comunhão universal de bens. for casado com pessoa brasileira sob o regime
de comunhão universal de bens.
Art. 745. Todas as aquisições e arrendamentos Art. 843. Todas as aquisições e arrendamentos
de imóveis rurais por estrangeiros deverão ser de imóveis rurais por estrangeiros deverão ser
trimestralmente comunicadas ao INCRA e trimestralmente comunicadas ao INCRA.
mensalmente à Corregedoria-Geral de Justiça, § 1º A comunicação à Corregedoria-Geral de
obrigatoriamente. (Redação dada pelo Justiça será feita por meio de Central Eletrônica
Provimento nº 305/2015) de Registro de Imóveis até o 15º (décimo
Art. 745. Todas as aquisições de imóveis rurais quinto) dia útil do mês subsequente à prática do
por estrangeiros deverão ser trimestralmente ato.
comunicadas ao INCRA e mensalmente à § 2º Na hipótese de inexistência de aquisição
Corregedoria-Geral de Justiça, obrigatoriamente. ou arrendamento de imóvel rural por
§ 1º A comunicação à Corregedoria-Geral de estrangeiro, a comunicação negativa é
Justiça será feita por meio da Central Eletrônica desnecessária.
de Atos Notariais e de Registro até o 15º (décimo
quinto) dia útil do mês subsequente à prática do
ato.
§ 2º Na hipótese de inexistência de aquisição ou
arrendamento de imóvel rural por estrangeiro, a
comunicação negativa é desnecessária.
(Redação dada pelo Provimento nº 305/2015)
§ 2º Na hipótese de inexistência de aquisição de
imóvel rural por estrangeiro, a comunicação
negativa é desnecessária.
Art. 746. O oficial de registro deverá manter Art. 844. O oficial de registro deverá manter
controle atualizado quanto à dimensão das áreas controle atualizado quanto à dimensão das
adquiridas ou arrendadas por pessoas áreas adquiridas ou arrendadas por pessoas
estrangeiras constantes do Livro de Registro de estrangeiras constantes do Livro de Registro de
Aquisição e Arrendamento de Imóvel Rural por Aquisição e Arrendamento de Imóvel Rural por
Estrangeiro, e, destas áreas, quanto à dimensão Estrangeiro e, destas áreas, quanto à dimensão
pertencente aos estrangeiros da mesma pertencente aos estrangeiros da mesma
nacionalidade, visando cumprir as restrições nacionalidade, visando cumprir as restrições
impostas pela Lei nº 5.709, de 7 de outubro de impostas pela Lei nº 5.709, de 1971,
1971, regulamentada pelo Decreto nº 74.965, de regulamentada pelo Decreto nº 74.965, de 26
26 de novembro de 1974. (Redação dada pelo de novembro de 1974, que “regulamenta a Lei
Provimento nº 305/2015) nº 5.709, de 7 de outubro de 1971, que dispõe
Art. 746. O oficial de registro deverá manter sobre a aquisição de imóvel rural por
controle atualizado quanto à dimensão das áreas estrangeiro residente no País ou pessoa
adquiridas por pessoas estrangeiras constantes jurídica estrangeira autorizada a funcionar no
do Livro de Registro de Aquisição de Imóvel Brasil”.
Rural por Estrangeiro, e, destas áreas, quanto à
dimensão pertencente aos estrangeiros da
mesma nacionalidade, visando cumprir as
restrições impostas pela Lei nº 5.709, de 7 de
outubro de 1971, regulamentada pelo Decreto nº
74.965, de 26 de novembro de 1974.
Art. 747. Na aquisição e no arrendamento de Art. 845. Na aquisição e no arrendamento de
imóvel rural por pessoa estrangeira, física ou imóvel rural por pessoa estrangeira, física ou
jurídica, é da essência do ato a escritura pública. jurídica, é da essência do ato a escritura
(Redação dada pelo Provimento nº 305/2015) pública.
Art. 747. Na aquisição de imóvel rural por pessoa
estrangeira, física ou jurídica, é da essência do
ato a escritura pública.
Art. 748. Nos casos em que for necessária a Art. 846. Nos casos em que for necessária a
autorização prévia do INCRA, a escritura deverá autorização prévia do INCRA, a escritura
ser lavrada no prazo de 30 (trinta) dias do deverá ser lavrada no prazo de 30 (trinta) dias
deferimento do pedido e deverá ser apresentada do deferimento do pedido e deverá ser
para registro no prazo de 15 (quinze) dias da sua apresentada para registro no prazo de 15
lavratura, sob pena de nulidade, sendo vedado (quinze) dias da sua lavratura, sob pena de
ao oficial de registro proceder ao registro em nulidade, sendo vedado ao oficial de registro
desatendimento a tais prazos (art. 14, § 2º, do proceder ao registro em desatendimento a tais
Decreto nº 74.965/1974, c/c art. 15 da Lei nº prazos (art. 14, § 2º, do Decreto nº 74.965, de
5.709/1971). 1974, c/c art. 15 da Lei nº 5.709, de 1971).
Art. 749. A pessoa física estrangeira, ainda que Art. 847. A pessoa física estrangeira, ainda que
residente no Brasil, casada com brasileiro e com residente no Brasil, casada com brasileiro e
filhos brasileiros, submete-se, para a aquisição com filhos brasileiros, submete-se, para a
de imóvel rural, às exigências da Lei nº aquisição de imóvel rural, às exigências da Lei
5.709/1971, regulamentada pelo Decreto nº nº 5.709, de 1971, regulamentada pelo Decreto
74.965/1974. nº 74.965, de 1974.
§ 1º Às mesmas exigências se submete a pessoa § 1º Às mesmas exigências se submete a
física brasileira casada com estrangeiro em pessoa física brasileira casada com estrangeiro
regime de bens que importe em comunicação do em regime de bens que importe em
imóvel adquirido. comunicação do imóvel adquirido.
§ 2º Aplicam-se as regras deste artigo quando § 2º Aplicam-se as regras deste artigo quando
brasileiro e estrangeiro conviverem em união brasileiro e estrangeiro conviverem em união
estável que importe em comunicação do imóvel estável que importe em comunicação do imóvel
adquirido. adquirido.
Art. 750. O cidadão português declarado titular Art. 848. O cidadão português declarado titular
de direitos civis em igualdade de condições com de direitos civis em igualdade de condições
os brasileiros (§ 1º do art. 12 da Constituição da com os brasileiros (§ 1º do art. 12 da
República) poderá adquirir e arrendar livremente Constituição Federal) poderá adquirir e
imóveis rurais, desde que comprove essa arrendar livremente imóveis rurais, desde que
condição perante o tabelião de notas ou o oficial comprove essa condição perante o tabelião de
de registro, consignando-se o fato no registro. notas ou o oficial de registro, consignando-se o
(Redação dada pelo Provimento nº 305/2015) fato no registro.
Art. 750. O cidadão português declarado titular
de direitos civis em igualdade de condições com
os brasileiros (art. 12, § 1º, da Constituição da
República) poderá adquirir livremente imóveis
rurais, desde que comprove essa condição
perante o tabelião de notas ou o oficial de
registro, consignando-se o fato no registro.
Art. 751. Aplicam-se as mesmas restrições Art. 849. Aplicam-se as mesmas restrições
relativas à aquisição de imóvel rural por relativas à aquisição de imóvel rural por
estrangeiros nos casos de fusão, cisão ou estrangeiros aos casos de fusão, cisão ou
incorporação de empresas, de alteração de incorporação de empresas, de alteração de
controle acionário da sociedade, ou de controle acionário da sociedade ou de
transformação de pessoa jurídica nacional em transformação de pessoa jurídica nacional em
pessoa jurídica estrangeira. pessoa jurídica estrangeira.
CAPÍTULO VIII CAPÍTULO VIII
DO CONTROLE DE INDISPONIBILIDADES DO CONTROLE DE INDISPONIBILIDADES
Art. 752. Os oficiais de registro de imóveis Art. 850. Os oficiais de registro de imóveis
deverão manter registro em base de dados deverão manter registro em base de dados
informatizada destinada ao controle das informatizada destinada ao controle das
indisponibilidades de bens comunicadas pela indisponibilidades de bens comunicadas pela
Corregedoria-Geral de Justiça e por autoridades Corregedoria-Geral de Justiça e por
judiciais e administrativas que detenham essa autoridades judiciais e administrativas que
competência legal. detenham essa competência legal.
§ 1º As comunicações e o controle a que se Parágrafo único. As comunicações e o controle
referem o caput deste artigo serão realizados a que se refere o caput deste artigo serão
eletronicamente com uso obrigatório da Central realizados eletronicamente, com o uso
Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, obrigatório da Central Nacional de
instituída por meio do Provimento da Indisponibilidade de Bens - CNIB, instituída por
Corregedoria Nacional de Justiça nº 39, de 2014, meio do Provimento da Corregedoria Nacional
o qual será observado integralmente, respeitado de Justiça nº 39, de 2014, o qual será
o disposto neste Provimento. (Acrescentado pelo observado integralmente, respeitado o disposto
Provimento nº 315/2016) neste Provimento Conjunto.
§ 2º O disposto neste artigo exclui a
obrigação relativa à Central Eletrônica de
Atos Notarias e de Registro, conforme o art.
117 deste Provimento. (Renumerado e com
redação dada pelo Provimento nº 315/2016)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não
exclui a obrigação relativa à Central Eletrônica de
Atos Notarias e de Registro, conforme arts. 114
a 119 deste Provimento.
Art. 753. Verificada a existência de imóveis no Art. 851. Verificada a existência de imóveis no
nome comunicado, a indisponibilidade de bens nome comunicado, a indisponibilidade de bens
será averbada à margem da respectiva será averbada à margem da respectiva
transcrição, inscrição ou na matrícula. transcrição, inscrição ou na matrícula.
§ 1º Parágrafo único. Constatada a existência de § 1º Constatada a existência de mais de um
mais de um imóvel de propriedade de pessoa imóvel de propriedade de pessoa que sofre a
que sofre a constrição e indicando a ordem um constrição e indicando a ordem um limite de
limite de valor para a indisponibilidade, deve o valor para referida indisponibilidade, deve o
oficial de registro comunicar tal fato à autoridade oficial de registro comunicar tal fato à
judicial para que ela defina em quais matrículas autoridade judicial para que ela defina em quais
deverá ser averbada a indisponibilidade, matrículas deverá ser averbada a
mantendo os efeitos da prenotação até o indisponibilidade, mantendo os efeitos da
recebimento da resposta. (Renumerado pelo prenotação até o recebimento da resposta.
Provimento nº 302/2015) § 2º A ordem ou mandado de indisponibilidade
§ 2º A ordem ou mandado de indisponibilidade genérica ou específica de determinado imóvel
genérica ou específica de determinado imóvel será prenotada e, respeitando-se a respectiva
será prenotada e, respeitando-se a respectiva ordem de protocolo, averbada.
ordem de protocolo, averbada. (Acrescentado § 3º Não serão sustados os registros dos títulos
pelo Provimento nº 302/2015) que já estejam prenotados, devendo ser
§ 3º Não serão sustados os registros dos títulos assegurada sua prioridade, salvo a existência
que já estejam prenotados, devendo ser de ordens anteriores ao protocolo que não
assegurada a sua prioridade. (Acrescentado pelo tenham sido averbadas na transcrição,
Provimento nº 302/2015) inscrição ou na matrícula em razão de ausência
§ 4º Quando se tratar de ordem de sustação ou ou erro dos parâmetros de busca e identificação
abstenção de registro ou averbação decorrente da CNIB.
de título determinado que já esteja tramitando no § 4º Quando se tratar de ordem de sustação ou
registro imobiliário, o protocolo do título será abstenção de registro ou averbação decorrente
suspenso e sua prenotação ficará prorrogada até de título determinado que já esteja tramitando
que a ordem seja cancelada, devendo ser no registro imobiliário, o protocolo do título será
anotada a ocorrência no campo de anotações do suspenso e sua prenotação ficará prorrogada
Livro 1 - Protocolo. (Acrescentado pelo até que a ordem seja cancelada, devendo ser
Provimento nº 302/2015) anotada a ocorrência no campo de anotações
§ 5º Na hipótese de ordem de abstenção ou do Livro 1 - Protocolo.
sustação de título ainda não apresentado para § 5º Na hipótese de ordem de abstenção ou
protocolo, o oficial, em atenção ao princípio da sustação de título ainda não apresentado para
concentração, deverá averbar a ordem judicial na protocolo, o oficial, em atenção ao princípio da
matrícula do imóvel, visando dar publicidade à concentração, deverá averbar a ordem judicial
informação nas certidões expedidas. na matrícula do imóvel, visando dar publicidade
(Acrescentado pelo Provimento nº 302/2015) à informação nas certidões expedidas.
§ 6º Apresentado o título a que se refere o § 5º § 6º Apresentado o título a que se refere o § 5º
deste artigo, será ele prenotado, ficando o deste artigo, será ele prenotado, ficando o
protocolo suspenso na forma do § 4º deste artigo. protocolo suspenso na forma do § 4º deste
(Acrescentado pelo Provimento nº 302/2015) artigo.
§ 7º Na hipótese descrita no § 4º deste artigo, § 7º Na hipótese descrita no § 4º deste artigo,
também permanecerão suspensas as também permanecerão suspensas as
prenotações dos demais títulos representativos prenotações dos demais títulos representativos
de direitos reais conflitantes relativos ao mesmo de direitos reais conflitantes, relativos ao
imóvel posteriormente protocolados, passando- mesmo imóvel, posteriormente protocolados,
se à qualificação, observadas a ordem de passando-se à qualificação, observada a
prioridade decorrente da anterioridade do ordem de prioridade decorrente da
protocolo, assim que apreciada definitivamente a anterioridade do protocolo, assim que
matéria na esfera jurisdicional. (Acrescentado apreciada definitivamente a matéria na esfera
pelo Provimento nº 302/2015) jurisdicional.
Art. 754. Os nomes das pessoas, cujos bens Art. 852. Os nomes das pessoas cujos bens
forem tornados indisponíveis, também deverão forem tornados indisponíveis também deverão
constar no Livro nº 5 - Indicador Pessoal, até o constar no Livro nº 5 - Indicador Pessoal, até o
recebimento da ordem de cancelamento, mesmo recebimento da ordem de cancelamento,
que no Ofício de Registro não haja imóveis ou mesmo que no Ofício de Registro não haja
direitos registrados. (Redação dada pelo imóveis ou direitos registrados.
Provimento nº 348/2018) § 1º Em caso de futura aquisição de imóvel por
Art. 754. Os nomes das pessoas cujos bens pessoa cujos bens tenham sido atingidos por
forem tornados indisponíveis também deverão indisponibilidade, deverá o oficial de registro,
constar no Livro nº 5 - Indicador Pessoal, mesmo imediatamente após o lançamento do registro
que no Ofício de Registro não haja imóveis ou aquisitivo na matrícula do imóvel, promover a
direitos registrados até o recebimento da ordem averbação da indisponibilidade,
de cancelamento. independentemente de prévia consulta ao
adquirente, comunicando a prática do ato à
§ 1º Em caso de futura aquisição de imóvel por autoridade que impôs a constrição por meio da
pessoa cujos bens tenham sido atingidos por Central Nacional de Indisponibilidade de Bens
indisponibilidade, deverá o oficial de registro, – CNIB.
imediatamente após o lançamento do registro § 2º Não se aplica o disposto neste artigo se a
aquisitivo na matrícula do imóvel, promover a indisponibilidade abranger expressamente
averbação da indisponibilidade, apenas os bens atuais.
independentemente de prévia consulta ao
adquirente, comunicando a prática do ato à
autoridade que impôs a constrição, por meio da
Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
CNIB. (Redação dada pelo Provimento nº
348/2018)
§ 1º Em caso de futura aquisição de imóvel por
pessoa cujos bens tenham sido atingidos por
indisponibilidade, deverá o oficial de registro,
imediatamente após o lançamento do registro
aquisitivo na matrícula do imóvel, promover a
averbação da indisponibilidade,
independentemente de prévia consulta ao
adquirente, comunicando a prática do ato à
autoridade que impôs a constrição e à
Corregedoria-Geral de Justiça.
§ 2º Não se aplica o disposto neste artigo se a
indisponibilidade abranger expressamente
apenas os bens atuais.
CAPÍTULO IX DOS ARQUIVOS CAPÍTULO IX DOS ARQUIVOS
Art. 755. Os papéis referentes ao serviço de Art. 853. Os papéis referentes ao serviço de
registro serão mantidos na serventia mediante a registro serão mantidos na serventia mediante
utilização de processos racionais que facilitem as
a utilização de processos racionais que
buscas, facultada a utilização de digitalização, facilitem as buscas, facultada a utilização de
microfilmagem e de outros meios de reprodução digitalização, microfilmagem e de outros meios
autorizados em lei. de reprodução autorizados em lei.
Art. 756. O título de natureza particular, Art. 854. O título de natureza particular,
apresentado em uma só via, será arquivado na apresentado em uma só via, será arquivado na
serventia, fornecendo o oficial de registro, a serventia, fornecendo o oficial de registro, a
pedido, certidão do mesmo. pedido, certidão do mesmo.
Parágrafo único. Se adotado sistema de
Parágrafo único. Se adotado sistema de digitalização, microfilmagem (Lei nº 5.433, de
digitalização, microfilmagem (Lei nº 5.433/1968) 1968) ou de arquivamento digital nos termos da
ou de arquivamento digital nos termos da ICP- ICP-Brasil, os documentos particulares
poderão ser devolvidos aos interessados.
Brasil, os documentos particulares poderão ser
devolvidos aos interessados.
Art. 757. Deverão ser arquivados, física ou Art. 855. Deverão ser arquivados, física ou
eletronicamente: eletronicamente:
I - os comprovantes das comunicações feitas ao I - os comprovantes das comunicações feitas ao
INCRA e à Corregedoria-Geral de Justiça, INCRA e à Corregedoria-Geral de Justiça,
relativas às aquisições de imóveis rurais por relativas às aquisições de imóveis rurais por
estrangeiros; estrangeiros;
II - os comprovantes das comunicações feitas à II - os comprovantes das comunicações feitas à
Secretaria da Receita Federal do Brasil das Secretaria da Receita Federal do Brasil,
operações imobiliárias realizadas. relativas às operações imobiliárias realizadas.
CAPÍTULO X DAS PESSOAS CAPÍTULO X DAS PESSOAS
Art. 758. O registro e a averbação poderão ser Art. 856. O registro e a averbação poderão ser
solicitados por qualquer pessoa. solicitados por qualquer pessoa.
Art. 759. Para os fins deste Provimento, Art. 857. Para os fins deste Provimento
considera-se: Conjunto, considera-se:
I - apresentante, o portador do título; I - apresentante, o portador do título;
II - requerente ou interessado, o titular de II - requerente ou interessado, o titular de
interesse jurídico no ato a ser praticado. interesse jurídico no ato a ser praticado.
Art. 760. Nos atos a título gratuito, o registro pode
Art. 858. Nos atos a título gratuito, o registro
também ser promovido pelo transferente, pode também ser promovido pelo transferente,
acompanhado da prova de aceitação do acompanhado da prova de aceitação do
beneficiado. beneficiado.
Art. 761. O registro do penhor rural independe do Art. 859. O registro do penhor rural independe
consentimento do credor hipotecário. do consentimento do credor hipotecário.
Art. 762. São considerados, para fins de Art. 860. São considerados, para fins de
escrituração, credores e devedores,
escrituração, credores e devedores,
respectivamente: respectivamente:
I - nas servidões, o dono do prédio dominante e I - nas servidões, o dono do prédio dominante e
o do prédio serviente; o do prédio serviente;
II - no uso, o usuário e o proprietário; II - no uso, o usuário e o proprietário;
III - na habitação, o habitante e o proprietário; III - na habitação, o habitante e o proprietário;
IV - na anticrese, o mutuante e o mutuário; IV - na anticrese, o mutuante e o mutuário;
V - no usufruto, o usufrutuário e o nu-proprietário;
V - no usufruto, o usufrutuário e o nu-
VI - na enfiteuse, o senhorio e o enfiteuta; proprietário; VI - na enfiteuse, o senhorio e o
VII - na locação, o locatário e o locador; enfiteuta;
VIII - nas promessas de compra e venda, o VII - na locação, o locatário e o locador;
promitente comprador e o promitente vendedor; VIII - nas promessas de compra e venda, o
IX - nas penhoras e ações, o autor e o réu; promitente comprador e o promitente vendedor;
X - nas cessões de direito, o cessionário e o IX - nas penhoras e ações, o autor e o réu;
cedente; X - nas cessões de direito, o cessionário e o
XI - nas promessas de cessão de direitos, o cedente;
promitente cessionário e o promitente cedente; XI - nas promessas de cessão de direitos, o
XII - na alienação fiduciária, o fiduciário e o promitente cessionário e o promitente cedente;
fiduciante. XII - na alienação fiduciária, o fiduciário e o
fiduciante;
XIII - no direito de superfície, o superficiário
e o concedente.
CAPÍTULO XI DOS TÍTULOS CAPÍTULO XI DOS TÍTULOS
Art. 763. Somente são admitidos a registro: Art. 861. Somente são admitidos a registro:
I - as escrituras públicas, inclusive as lavradas I - as escrituras públicas, inclusive as lavradas
em consulados brasileiros; em consulados brasileiros;
II - os escritos particulares autorizados em lei, II - os escritos particulares autorizados em lei,
assinados pelas partes e testemunhas, com as assinados pelas partes e testemunhas, com as
firmas reconhecidas, sendo dispensado o firmas reconhecidas, sendo dispensado o
reconhecimento de firmas quando se tratar de reconhecimento de firmas quando se tratar de
atos praticados por entidades vinculadas ao atos praticados por entidades vinculadas ao
SFH; SFH;
III - os atos autênticos de países estrangeiros III - os atos autênticos de países estrangeiros
com força de instrumento público, legalizados e com força de instrumento público, legalizados e
traduzidos na forma da lei, e registrados no Ofício traduzidos na forma da lei e registrados no
de Registro de Títulos e Documentos, assim Ofício de Registro de Títulos e Documentos,
como as sentenças proferidas por tribunais assim como as sentenças proferidas por
estrangeiros após homologação pelo Superior tribunais estrangeiros após homologação pelo
Tribunal de Justiça - STJ; STJ;
IV - as cartas de sentença, formais de partilha, IV - as cartas de sentença, formais de partilha,
certidões e mandados extraídos de autos de certidões e mandados extraídos de autos de
processos judiciais; processos judiciais;
V - os contratos ou termos administrativos, V - os contratos ou termos administrativos,
assinados com a União, Estados, Distrito Federal assinados com a União, Estados, Distrito
ou Municípios, no âmbito de programas de Federal ou Municípios, no âmbito de programas
regularização fundiária e de programas de regularização fundiária e de programas
habitacionais de interesse social, dispensado o habitacionais de interesse social, dispensado o
reconhecimento de firma; reconhecimento de firma;
VI - as certidões e outros atos emanados do VI - as certidões e outros atos emanados do
Poder Público necessários para a prática dos Poder Público necessários para a prática dos
atos previstos no art. 167 da Lei dos Registros atos previstos no art. 167 da Lei nº 6.015, de
Públicos, dispensado o reconhecimento de firma. 1973, dispensado o reconhecimento de firma;
§ 1º Para os fins do inciso II deste artigo, VII - as sentenças arbitrais.
integram o SFH, nos termos do art. 8º da Lei nº § 1º Para os fins do inciso II deste artigo,
4.380, de 21 de agosto de 1964: integram o SFH, nos termos do art. 8º da Lei nº
I - os bancos múltiplos; 4.380, de 21 de agosto de 1964, que “institui a
II - os bancos comerciais; correção monetária nos contratos imobiliários
III - as caixas econômicas; de interesse social, o sistema financeiro para
IV - as sociedades de crédito imobiliário; aquisição da casa própria, cria o Banco
V - as associações de poupança e empréstimo; Nacional da Habitação - BNH e Sociedades de
VI - as companhias hipotecárias; Crédito Imobiliário, as Letras Imobiliárias, o
VII - os órgãos federais, estaduais e municipais, Serviço Federal de Habitação e Urbanismo e dá
inclusive sociedades de economia mista em que outras providências”:
haja participação majoritária do Poder Público, I - os bancos múltiplos;
que operem no financiamento de habitações e II - os bancos comerciais;
obras conexas; III - as caixas econômicas;
VIII - as fundações, cooperativas e outras formas IV - as sociedades de crédito imobiliário;
associativas para construção ou aquisição da V - as associações de poupança e empréstimo;
casa própria sem finalidade de lucro; VI - as companhias hipotecárias;
IX - as caixas militares; VII - os órgãos federais, estaduais e municipais,
X - as entidades abertas de previdência inclusive sociedades de economia mista em
complementar; que haja participação majoritária do Poder
XI - as companhias securitizadoras de crédito Público, que operem no financiamento de
imobiliário; e habitações e obras conexas;
XII - outras instituições que venham a ser VIII - as fundações, cooperativas e outras
consideradas pelo Conselho Monetário Nacional formas associativas para construção ou
como integrantes do SFH. aquisição da casa própria sem finalidade de
§ 2º Serão registrados os contratos e termos lucro;
mencionados no inciso V do caput assinados a IX - as caixas militares;
rogo com a impressão datiloscópica do X - as entidades abertas de previdência
beneficiário, quando este for analfabeto ou não complementar;
puder assinar, acompanhados da assinatura de XI - as companhias securitizadoras de crédito
2 (duas) testemunhas. imobiliário;
§ 3º Os contratos ou termos administrativos XII - outras instituições que venham a ser
mencionados no inciso V do caput poderão ser consideradas pelo Conselho Monetário
celebrados constando apenas o nome e o Nacional como integrantes do SFH.
número de documento oficial do beneficiário, § 2º Serão registrados os contratos e termos
podendo sua qualificação completa ser efetuada mencionados no inciso V deste artigo
posteriormente, no momento do registro do assinados a rogo com a impressão
termo ou contrato, mediante simples datiloscópica do beneficiário, quando este for
requerimento do interessado dirigido ao registro analfabeto ou não puder assinar,
de imóveis. acompanhados da assinatura de 2 (duas)
testemunhas.
§ 3º Os contratos ou termos administrativos
mencionados no inciso V deste artigo poderão
ser celebrados contendo apenas o nome e o
número de documento oficial do beneficiário,
podendo sua qualificação completa ser
efetuada posteriormente, no momento do
registro do termo ou contrato, mediante simples
requerimento do interessado dirigido ao registro
de imóveis.
§ 4º A certidão dos atos de constituição,
alteração ou extinção de sociedades
empresárias, emitida pelas juntas
comerciais ou pelos Ofícios de Registro
Civil de Pessoas Jurídicas em que foram
arquivados, é considerada documento hábil
para a transferência dos bens.
Art. 764. O testamento e o instrumento de cessão Art. 862. O testamento e o instrumento de
de direitos hereditários não são títulos que cessão de direitos hereditários não são títulos
ensejam registro. que ensejam registro.
Parágrafo único. Se a partilha contemplar
cessionário de direito hereditário, as
cessões darão ensejo a tantas averbações
quantas necessárias para a fiel observância
do princípio da continuidade registral,
estando a averbação sujeita à prova de
recolhimento dos tributos devidos pela
transmissão intervivos (gratuita ou
onerosa), salvo se esta comprovação já
constar do título.
CAPÍTULO XII DA QUALIFICAÇÃO CAPÍTULO XII DA QUALIFICAÇÃO
Art. 765. A fase de qualificação, que se realiza Art. 863. A fase de qualificação, que se realiza
entre a protocolização do título e seu respectivo entre a protocolização do título e seu respectivo
registro, compreende o exame de caracteres registro, compreende o exame de caracteres
extrínsecos do documento e a observância da extrínsecos do documento e a observância da
legislação e dos princípios registrais. legislação e dos princípios registrais.
Art. 766. Incumbe ao oficial de registro impedir o Art. 864. Incumbe ao oficial de registro impedir
registro de título que não satisfaça os requisitos o registro de título que não satisfaça os
exigidos pela legislação, quer sejam requisitos exigidos pela legislação, quer sejam
consubstanciados em instrumento público ou consubstanciados em instrumento público ou
particular, quer em títulos judiciais. particular, quer em títulos judiciais.
Art. 767. No caso de venda de quota-parte por Art. 865. No caso de venda de quota-parte por
um dos condôminos, em situação jurídica de um dos condôminos, em situação jurídica de
condomínio geral, não é necessária a anuência condomínio geral, não é necessária a anuência
prévia dos demais para fins de registro. prévia dos demais para fins de registro.
Art. 768. Fica dispensado o requerimento escrito Art. 866. Independentemente de
autônomo para fins da averbação, inclusive as do requerimento, escrito ou verbal, o oficial
art. 167, II, 4 e 5, da Lei dos Registros Públicos, deve praticar todos os atos necessários
quando no título constar requerimento das partes para registro ou averbação de título
para que o oficial de registro proceda às apresentado.
averbações necessárias ao registro do título.
Art. 769. As certidões do Ofício de Registro Civil
Art. 867. As certidões do Ofício de Registro Civil
das Pessoas Naturais apresentadas para fins de das Pessoas Naturais apresentadas para fins
averbação deverão ter antecedência máxima de de averbação deverão ter antecedência
expedição de 90 (noventa) dias contados da datamáxima de expedição de 90 (noventa) dias,
do protocolo do título, exceto as certidões de contados da data da formalização do título,
óbito e as que instruírem título judicial, caso em
exceto as certidões de óbito e as que instruírem
que poderão ser utilizadas para as necessárias título judicial, caso em que poderão ser
averbações independentemente de sua data de utilizadas para as necessárias averbações
expedição. independentemente de sua data de expedição.
Art. 770. Para fins de registro, não constando na
Art. 868. Para fins de registro ou averbação,
matrícula ou transcrição a qualificação completa,
não constando da matrícula ou transcrição a
atual e correta das partes e do imóvel (art. 176, §
qualificação completa, atual e correta das
1º, II, 3 e 4, da Lei dos Registros Públicos), deve
partes e do imóvel, deve o oficial de registro
o oficial de registro exigir a prévia inserção,exigir a prévia inserção, atualização ou
atualização ou retificação de dados, fazendo asretificação de dados, fazendo as averbações
averbações correspondentes. correspondentes.
§ 1º Ainda que ausentes alguns elementos
de especialidade objetiva ou subjetiva, mas
desde que haja segurança quanto à
identificação e localização do imóvel, a
critério do oficial, a matrícula poderá ser
aberta com lançamento de averbação, de
ofício, de notícia nos seguintes termos:
“Para a prática de atos voluntários relativos
à transmissão ou constituição de direitos
que tenham por objeto o imóvel desta
matrícula, o interessado deverá suprir
omissões e imperfeições de natureza
subjetiva e objetiva, nos termos do art. 213
da Lei nº 6.015, de 1973.”
§ 2º Os elementos de especialidade objetiva
ou subjetiva que não alterarem elementos
essenciais do ato ou negócio jurídico
praticado, quando não constantes do título
ou do acervo registral, poderão ser
complementados por documentos oficiais
ou, em se tratando de manifestação de
vontade, por declarações dos proprietários
ou dos legitimados, sob sua
responsabilidade.
§ 3º Atendidos os requisitos da
especialidade objetiva e subjetiva, a
averbação mencionada no parágrafo
primeiro será cancelada, de ofício.
Art. 771. O documento comprobatório necessário Art. 869. O documento comprobatório
à averbação será apresentado no original, em necessário à averbação será apresentado no
cópia autenticada ou em cópia de documentos original, em cópia autenticada ou em cópia
arquivados extraída pelo oficial de registro. extraída de documentos arquivados pelo oficial
de registro.
Art. 772. A averbação da alteração do estado civil Art. 870. A averbação da alteração do estado
por separação, divórcio, restabelecimento de civil por separação, divórcio, restabelecimento
sociedade conjugal, nulidade ou anulação de de sociedade conjugal, nulidade ou anulação
casamento será feita mediante apresentação da de casamento será feita mediante a
certidão de casamento com as respectivas apresentação da certidão de casamento com
averbações. as respectivas averbações.
Art. 773. Sendo o imóvel bem particular de um Art. 871. Sendo o imóvel bem particular de um
dos cônjuges e havendo separação, divórcio ou dos cônjuges e havendo separação, divórcio ou
óbito do outro cônjuge, bastará a respectiva óbito do outro cônjuge, bastará a respectiva
averbação, sendo desnecessário o registro do averbação, sendo desnecessário o registro do
instrumento de partilha para fins de instrumento de partilha para fins de
disponibilidade. disponibilidade.
Art. 774. Sendo o imóvel bem comum a ambos Art. 872. Sendo o imóvel bem comum a ambos
os cônjuges, havendo separação ou divórcio e os cônjuges, havendo separação ou divórcio e
não havendo partilha, será averbada a alteração não havendo partilha, será averbada a
do estado civil, mediante apresentação da alteração do estado civil, mediante
certidão de casamento atualizada, ficando o bem apresentação da certidão de casamento
em estado de mancomunhão entre os cônjuges. atualizada, ficando o bem em estado de
mancomunhão entre os cônjuges.
Art. 775. Em atendimento ao princípio da Art. 873. Em atendimento ao princípio da
continuidade, no caso de escritura ou formal de continuidade, no caso de escritura ou formal de
partilha conjuntivo decorrente de inventário, as partilha conjuntivo decorrente de inventário, as
partilhas serão registradas na sequência de partilhas ou adjudicações serão registradas na
sucessão de óbitos. sequência de sucessão de óbitos.
§ 1º Para o fim previsto no caput deste artigo, as § 1º Para o fim previsto no caput deste artigo,
partilhas deverão discriminar cada pagamento as partilhas ou adjudicações deverão
referente a cada óbito. discriminar o pagamento referente a cada óbito.
§ 2º O registro das partilhas deverá indicar o § 2º O registro das partilhas ou adjudicações
estado civil dos beneficiários à época da abertura deverá indicar o estado civil dos beneficiários à
de cada sucessão. época da abertura de cada sucessão.
§ 3º Nos formais de partilha e cartas de
adjudicação judiciais em que não estiverem
discriminados o pagamento ou adjudicação
referente a cada óbito, poderá ser efetuado
o registro diretamente aos herdeiros finais,
com a qualificação constante dos autos, tal
qual homologado, desde que observada
adequadamente a incidência da tributação
dos sucessivos óbitos, bem como a
cobrança da TJF e emolumentos de cada um
deles.
Art. 776. Não ofende o princípio da continuidade Art. 874. Não ofende o princípio da
a divergência de profissão e endereço dos continuidade a divergência de profissão e
envolvidos no registro, sendo desnecessária a endereço dos envolvidos no registro, sendo
averbação de tais alterações, salvo se requerida desnecessária a averbação de tais alterações,
pela parte. salvo se requerida pela parte.
Art. 777. Para fins de aplicação do art. 108 do Art. 875. Para fins de aplicação do art. 108 do
Código Civil, deve-se tomar por base o maior Código Civil, deve-se tomar por base o maior
valor, dentre os parâmetros legais, referente à valor, dentre os parâmetros legais, referente à
totalidade do imóvel, ainda que a alienação ou totalidade do imóvel, ainda que a alienação ou
oneração seja parcial. oneração seja parcial.
Art. 778. Para registro de escrituras públicas, é Art. 876. Para registro de escrituras públicas, é
desnecessário o reconhecimento de firma do desnecessário o reconhecimento de firma do
tabelião de notas ou escrevente que as tenha tabelião de notas ou escrevente que as tenha
assinado.
assinado, bem como de requerimento apartado
solicitando seu registro.
Parágrafo único. Aplica-se aos
instrumentos particulares com força de
escritura pública a dispensa de
reconhecimento de firma dos signatários,
bem como de requerimento apartado
solicitando seu registro.
Art. 779. No caso de instrumento particular Art. 877. No caso de instrumento particular
apresentado a registro, o instrumento deve estar apresentado a registro, o instrumento deve
assinado pelas partes e eventuais testemunhas, estar assinado pelas partes e eventuais
com todas as firmas reconhecidas, ficando uma testemunhas, com todas as firmas
via do instrumento arquivada no Ofício de reconhecidas, ficando uma via do instrumento
Registro de Imóveis. arquivada no Ofício de Registro de Imóveis.
§ 1º Nas hipóteses previstas no caput deste § 1º Nas hipóteses previstas no caput deste
artigo, o instrumento deverá conter todos os artigo, o instrumento deverá conter todos os
requisitos de conteúdo e documentação exigidos requisitos de conteúdo e documentação
para a lavratura de escrituras públicas, devendo exigidos para a lavratura de escrituras públicas,
o oficial de registro arquivar todos os devendo o oficial de registro arquivar todos os
documentos apresentados em cópias documentos apresentados em cópias
autenticadas. autenticadas.
§ 2º Salvo os casos expressos em lei, é § 2º Salvo os casos expressos em lei, é
desnecessária a presença de testemunhas para desnecessária a presença de testemunhas
o registro ou averbação de instrumentos para o registro ou averbação de instrumentos
particulares. particulares.
§ 3º No caso de cédulas e notas de crédito,
bem como dos instrumentos constitutivos
de sua garantia, são exigíveis unicamente
os requisitos previstos em legislação
específica.
Art. 780. Nos casos em que a lei atribuir a Art. 878. Nos casos em que a lei atribuir a
documento particular efeitos de escritura pública, documento particular efeitos de escritura
fica dispensada a exigência de apresentação da pública, fica dispensada a exigência de
documentação necessária à lavratura do apresentação da documentação necessária à
instrumento. lavratura do instrumento.
§ 1º Deverá o contrato, contudo, conter § 1º Deverá o contrato, contudo, conter
declaração de que a documentação necessária à declaração de que a documentação necessária
lavratura do instrumento foi apresentada ao à lavratura do instrumento foi apresentada ao
emissor e por este arquivada. emissor e por este arquivada.
§ 2º Na hipótese do caput, fica o oficial de registro § 2º Na hipótese do caput deste artigo, fica o
dispensado de conferir a regularidade de oficial de registro dispensado de conferir a
representação dos signatários, salvo se houver regularidade de representação dos signatários,
fundada dúvida sobre a documentação salvo se houver fundada dúvida sobre a
apresentada. documentação apresentada.
Art. 781. A procuração em causa própria, Art. 879. A procuração em causa própria,
irrevogável, na qual o outorgante dispensa o irrevogável, na qual o outorgante dispensa o
outorgado de prestação de contas e que outorgado de prestação de contas e que
contenha todos os requisitos da compra e venda, contenha todos os requisitos da compra e
inclusive o pagamento do imposto de venda, inclusive o pagamento do imposto de
transmissão e aqueles previstos no art. 267 transmissão e aqueles previstos no art. 296
deste Provimento, será considerada título hábil deste Provimento Conjunto, será considerada
ao registro. título hábil ao registro.
Art. 782. Os títulos judiciais estão sujeitos à Art. 880. Os títulos judiciais estão sujeitos à
qualificação registral e ao procedimento de qualificação registral e ao procedimento de
dúvida. dúvida.
Art. 783. Encaminhado o título diretamente pelo Art. 881. Encaminhado o título diretamente pelo
juízo competente, o oficial de registro deverá juízo competente, o oficial de registro deverá
prenotá-lo e proceder à qualificação, observando prenotá-lo e proceder à qualificação,
os requisitos extrínsecos, a relação do título com observando os requisitos extrínsecos, a relação
o registro e os princípios registrais, sendo do título com o registro e os princípios
vedado ao oficial de registro adentrar o mérito da registrais, sendo vedado ao oficial de registro
decisão judicial proferida. adentrar o mérito da decisão judicial proferida.
Art. 784. No caso de qualificação negativa, o Art. 882. No caso de qualificação negativa, o
oficial de registro deverá elaborar nota de oficial de registro deverá elaborar nota de
devolução, que será entregue à parte devolução, que será entregue à parte
apresentante ou encaminhada, de ofício, à apresentante ou encaminhada, de ofício, à
autoridade que tiver enviado o título, em ambos autoridade que tiver enviado o título, em ambos
os casos dentro do prazo de 15 (quinze) dias. os casos dentro do prazo de 15 (quinze) dias.
Parágrafo único. O disposto no caput não Parágrafo único. O disposto no caput deste
interrompe nem suspende os efeitos da artigo não interrompe nem suspende os efeitos
prenotação, que será cancelada no prazo legal. da prenotação, que será cancelada no prazo
legal.
Art. 785. Caso a autoridade judicial, ciente da Art. 883. Caso a autoridade judicial, ciente da
qualificação negativa, determine o registro, o qualificação negativa, determine o registro, o
oficial de registro praticará o ato em cumprimento oficial de registro praticará o ato em
à determinação, devendo haver nova prenotação cumprimento à determinação, devendo haver
caso cancelada a original por decurso de prazo. nova prenotação caso cancelada a original por
decurso de prazo.
Art. 786. Não é necessário o “cumpra-se” do juiz Art. 884. Não é necessário o “cumpra-se” do
de direito local para a prática de atos emanados juiz de direito local para a prática de atos
de juízos da mesma ou de diversa jurisdição. emanados de juízos da mesma ou de diversa
jurisdição.
Art. 787. Para o registro de títulos judiciais, com Art. 885. Para o registro de títulos judiciais, com
exceção do recolhimento do imposto de exceção do recolhimento do imposto de
transmissão, quando devido, o oficial de registro transmissão, quando devido, o oficial de
não fará qualquer exigência relativa à quitação registro não fará qualquer exigência relativa à
de débitos para com a Fazenda Pública. quitação de débitos para com a Fazenda
Pública.
Art. 788. A notificação extrajudicial Art. 886. A notificação extrajudicial
desacompanhada de título hábil não tem eficácia desacompanhada de título hábil não tem
para a prática ou abstenção de atos pelo oficial eficácia para a prática ou abstenção de atos
de registro, não sendo passível de prenotação. pelo oficial de registro, não sendo passível de
prenotação.
Art. 789. Para o registro de imóveis adquiridos Art. 887. Para o registro de imóveis adquiridos
para fins residenciais, com financiamento pelo para fins residenciais, com financiamento pelo
SFH, deverá ser exigida declaração escrita do SFH, deverá ser exigida declaração escrita do
interessado, sob as penas da lei, de interessado, sob as penas da lei, de
cumprimento dos requisitos para a concessão de cumprimento dos requisitos para a concessão
desconto previsto em lei. de desconto previsto em lei.
§ 1º A declaração permanecerá arquivada na § 1º A declaração permanecerá arquivada na
serventia a fim de possibilitar o exato serventia a fim de possibilitar o exato
cumprimento dos requisitos legais e seu cumprimento dos requisitos legais e seu
posterior controle. posterior controle.
§ 2º A formalização de venda, promessa de § 2º A formalização de venda, promessa de
venda, cessão ou promessa de cessão de imóvel venda, cessão ou promessa de cessão de
ocorrida durante financiamento no âmbito do imóvel ocorrida durante financiamento no
SFH será feita em ato concomitante à âmbito do SFH será feita em ato concomitante
transferência do financiamento respectivo, com a à transferência do financiamento respectivo,
interveniência obrigatória da instituição com a interveniência obrigatória da instituição
financiadora. financiadora.
Art. 888. Poderá ser registrada a escritura ou
o título judicial em que a descrição do
imóvel alienado inclua construção ainda
não averbada na matrícula do imóvel desde
que expressamente requerida pelo
interessado a efetivação do registro com
base na descrição já constante na matrícula.
CAPÍTULO XIII CAPÍTULO XIII
DAS RETIFICAÇÕES DO REGISTRO DAS RETIFICAÇÕES DO REGISTRO
Art. 790. A retificação administrativa de erro Art. 889. A retificação administrativa de erro
constante da matrícula, registro ou averbação constante da matrícula, registro ou averbação
será feita pelo oficial de registro ou mediante será feita pelo oficial de registro ou mediante
procedimento judicial. procedimento judicial.
§ 1º O oficial retificará a matrícula, o registro ou § 1º O oficial retificará a matrícula, o registro ou
a averbação quando se tratar de erro evidente e a averbação quando se tratar de erro evidente
nos casos de: e nos casos de:
I - omissão ou erro cometido na transposição de I - omissão ou erro cometido na transposição de
qualquer elemento do título; qualquer elemento do título;
II - indicação ou atualização de confrontação; II - indicação ou atualização de confrontação;
III - alteração de denominação de logradouro III - alteração de denominação de logradouro
público, comprovada por documento oficial; público, comprovada por documento oficial;
IV - retificação que vise à indicação de rumos, IV - retificação que vise à indicação de rumos,
ângulos de deflexão ou inserção de coordenadas ângulos de deflexão ou inserção de
georreferenciadas em que não haja alteração coordenadas georreferenciadas em que não
das medidas perimetrais, cuidando para que a haja alteração das medidas perimetrais,
retificação não altere a conformidade física do cuidando para que a retificação não altere a
imóvel; conformidade física do imóvel;
V - alteração ou inserção que resulte de mero V - alteração ou inserção que resulte de mero
cálculo matemático feito a partir das medidas cálculo matemático feito a partir das medidas
perimetrais constantes do registro; perimetrais constantes do registro; VI -
VI - reprodução de descrição de linha divisória de reprodução de descrição de linha divisória de
imóvel confrontante que já tenha sido objeto de imóvel confrontante que já tenha sido objeto de
retificação; retificação;
VII - inserção ou modificação dos dados de VII - inserção ou modificação dos dados de
qualificação pessoal das partes, comprovada por qualificação pessoal das partes, comprovada
documentos oficiais, exigido despacho judicial por documentos oficiais, exigido despacho
quando houver necessidade de produção de judicial quando houver necessidade de
outras provas. produção de outras provas;
§ 2º A retificação prevista nos incisos I, III e V VIII - matrícula, registro ou averbação feita
poderá ser feita de ofício ou a requerimento do em desacordo com o art. 225 da Lei nº 6.015,
interessado, e as demais somente a de 1973, quando a alteração da área ou dos
requerimento do interessado. limites do imóvel importar em transferência
de terras públicas, nos termos da Lei nº
6.739, de 5 de dezembro de 1979, que
“dispõe sobre a matrícula e o registro de
imóveis rurais e dá outras providências”.
§ 2º A retificação prevista nos incisos I, III e V
deste artigo poderá ser feita de ofício ou a
requerimento do interessado, e as demais
somente a requerimento do interessado.
§ 3º A retificação prevista no inciso VIII
deste artigo observará o procedimento
previsto na Lei nº 6.739, de 1979.
Art. 890. A retificação de registro feito em
livro impróprio será precedida por
determinação do Corregedor-Geral de
Justiça, na forma da Lei nº 6.739, de 1979.
Art. 791. A retificação, no caso de inserção ou Art. 891. A retificação, no caso de inserção ou
alteração de medidas perimetrais de que resulte alteração de medidas perimetrais de que
ou não alteração de área, deverá ser feita a resulte ou não alteração de área, deverá ser
requerimento do interessado, instruído com feita a requerimento do interessado, instruído
planta e memorial descritivo assinados pelo com planta e memorial descritivo assinados
requerente, pelos confrontantes e por pelo requerente, pelos confrontantes e por
profissional legalmente habilitado, com prova de profissional legalmente habilitado.
ART no competente Conselho Regional de § 1º As assinaturas serão identificadas com o
Engenharia e Agronomia - CREA ou de RRT no nome e a indicação da qualidade de quem as
competente Conselho de Arquitetura e lançou (proprietário, possuidor de imóvel
Urbanismo - CAU. contíguo ou requerente da retificação) e o
§ 1º As assinaturas serão identificadas com o número de matrícula ou transcrição do imóvel
nome e a indicação da qualidade de quem as ou a indicação de que o imóvel não a possui.
lançou (proprietário, possuidor de imóvel § 2º Desde que preenchidos os requisitos deste
contíguo ou requerente da retificação). artigo, não há limites de aumento ou redução
§ 2º Desde que preenchidos os requisitos deste da mensuração de área para a retificação.
artigo, não há limites de aumento ou redução da § 3º Caso o oficial de registro conclua, com
mensuração de área para a retificação. fundadas razões, que a retificação pode
§ 3º Caso o oficial de registro conclua com implicar transferência de área, usucapião ou
fundadas razões que a retificação pode implicar alguma forma de aquisição de propriedade
transferência de área, usucapião ou alguma pública ou particular, encerrará o procedimento,
forma de aquisição de propriedade pública ou facultada às partes a utilização das vias
particular, suspenderá o procedimento, facultada judiciais cabíveis.
às partes a utilização das vias judiciais cabíveis. § 4º O usucapiente é considerado parte
§ 4º O usucapiente é considerado parte interessada para requerer a retificação prevista
interessada para requerer a retificação prevista neste artigo, quando pleiteada
neste artigo, quando pleiteada simultaneamente simultaneamente com o requerimento de
com o requerimento de reconhecimento reconhecimento extrajudicial de usucapião.
extrajudicial de usucapião. (Acrescentado pelo § 5º É suficiente que o requerimento de
Provimento nº 325/2016) retificação seja formulado e assinado por
qualquer dos proprietários, dispensada a
assinatura de seu cônjuge, se for o caso.
§ 6º O adquirente cujo título aquisitivo
dependa da retificação para registro é
considerado parte interessada para
requerer a retificação prevista neste artigo,
quando pleiteada simultaneamente com o
registro do mencionado título.
§ 7º Em imóveis situados em loteamentos,
desmembramentos e demais áreas
aprovadas pela municipalidade, a inserção
de área ou medidas que não constem da
matrícula, transcrição ou acervo arquivado
na serventia dispensa a apresentação de
planta, anuência de confrontantes e
memorial descritivo, desde que a parte
apresente certidão municipal, indicando a
área, os limites e as confrontações originais
da aprovação do loteamento.
§ 8º Quando as medidas, os limites e as
confrontações já constarem da matrícula ou
do acervo arquivado na serventia, a
averbação destas informações, se
necessária, deverá ser feita de ofício.
Art. 792. O requerimento de retificação será Art. 892. O requerimento de retificação será
lançado no Livro nº 1 - Protocolo, observada lançado no Livro nº 1 - Protocolo, observada
rigorosamente a ordem cronológica de rigorosamente a ordem cronológica de
apresentação dos títulos. apresentação dos títulos.
Art. 793. O requerimento de retificação de Art. 893. O requerimento de retificação de
registro formulado com fundamento no art. 213, registro formulado com fundamento no art. 213,
II, da Lei dos Registros Públicos não gera II, da Lei nº 6.015, de 1973, não gera prioridade
prioridade nem impede a qualificação e o registro nem impede a qualificação e o registro ou
ou averbação dos demais títulos que não sejam averbação dos demais títulos que não sejam
excludentes ou não contraditórios, nos casos em excludentes ou não contraditórios, nos casos
que da precedência destes últimos decorra em que da precedência destes últimos decorra
prioridade de direitos para o apresentante. prioridade de direitos para o apresentante.
Art. 794. Protocolizado o requerimento de Art. 894. Protocolizado o requerimento de
retificação de registro de que trata o art. 213, II, retificação de registro de que trata o art. 213, II,
da Lei dos Registros Públicos, deverá sua da Lei nº 6.015, de 1973, deverá sua existência
existência constar em todas as certidões da constar em todas as certidões da matrícula, até
matrícula, até que efetuada a averbação ou que efetuada a averbação ou negada a
negada a pretensão pelo oficial de registro. pretensão pelo oficial de registro.
Art. 795. É considerado profissional habilitado Art. 895. É considerado profissional habilitado
para elaborar a planta e o memorial descritivo para elaborar a planta e o memorial descritivo
todo aquele que apresentar prova de Anotação todo aquele que apresentar prova de Anotação
de Responsabilidade Técnica - ART no de Responsabilidade Técnica - ART no
competente Conselho Regional de Engenharia e competente Conselho Regional de Engenharia
Agronomia - CREA ou Registro de e Agronomia - CREA, de Registro de
Responsabilidade Técnica - RRT no competente Responsabilidade Técnica - RRT no
Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU. competente Conselho de Arquitetura e
Urbanismo - CAU ou de Termo de
Responsabilidade Técnica - TRT no
competente Conselho Federal dos Técnicos
Industriais.
Art. 796. Se a planta não contiver a assinatura de Art. 896. Se a planta não contiver a assinatura
algum confrontante, este será notificado pelo de algum confrontante, este será notificado
oficial de registro, a requerimento do interessado, pelo oficial de registro, a requerimento do
para se manifestar em 15 (quinze) dias, interessado, para se manifestar em 15 (quinze)
promovendo-se a notificação pessoalmente, pelo dias, promovendo-se a notificação
correio com serviço de AR, pelo oficial de registro pessoalmente, com o uso do correio com
de títulos e documentos da comarca da situação serviço de AR, pelo oficial de registro de títulos
do imóvel ou do domicílio de quem deva recebê- e documentos da comarca da situação do
la, mediante solicitação do oficial de registro de imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-la,
imóveis, ou ainda por edital, nas hipóteses dos mediante solicitação do oficial de registro de
arts. 803 e 804 deste Provimento. imóveis, ou, ainda, por edital, nas hipóteses dos
arts. 903 e 904 deste Provimento Conjunto.
Art. 797. Entendem-se como confrontantes os Art. 897. Entendem-se como confrontantes os
proprietários ou os ocupantes dos imóveis proprietários ou os ocupantes dos imóveis
contíguos. contíguos.
Art. 798. Na manifestação de anuência, ou para Art. 898. Na manifestação de anuência ou para
efeito de notificação: efeito de notificação:
I - o condomínio geral, de que tratam os arts. I - o condomínio geral, de que tratam os arts.
1.314 e seguintes do Código Civil, será 1.314 e seguintes do Código Civil, será
representado por qualquer dos condôminos; representado por qualquer dos condôminos;
II - o condomínio edilício, de que tratam os arts. II - o condomínio edilício, de que tratam os arts.
1.331 e seguintes do Código Civil, será 1.331 e seguintes do Código Civil, será
representado pelo síndico ou pela comissão de representado pelo síndico ou pela comissão de
representantes; representantes;
III - sendo os proprietários ou os ocupantes dos III - sendo os proprietários ou os ocupantes dos
imóveis contíguos casados entre si e incidindo imóveis contíguos casados entre si e incidindo
sobre o imóvel comunhão ou composse, bastará sobre o imóvel comunhão ou composse,
a manifestação de anuência ou a notificação de bastará a manifestação de anuência ou a
um dos cônjuges; notificação de um dos cônjuges;
IV - a União, o Estado, o Município, suas IV - a União, o Estado, o Município, suas
autarquias e fundações poderão ser notificadas autarquias e fundações poderão ser notificadas
por intermédio de sua Advocacia-Geral ou por intermédio de sua Advocacia- Geral ou
Procuradoria que tiver atribuição para receber Procuradoria que tiver atribuição para receber
citação em ação judicial. citação em ação judicial;
V - sendo o proprietário falecido, bastará a
manifestação de anuência ou notificação do
inventariante.
Parágrafo único. A existência de ônus real
ou gravame na matrícula do imóvel
confinante não impedirá a outorga da
anuência exclusivamente por seu
confrontante.
Art. 799. Serão considerados confrontantes Art. 899. Serão considerados confrontantes
somente os confinantes de divisas que forem somente os confinantes de divisas que forem
alcançadas pela inserção ou alteração de alcançadas pela inserção ou alteração de
medidas perimetrais. medidas perimetrais.
Parágrafo único. É dispensada a anuência
ou intimação dos confrontantes cujas
medidas perimetrais não estejam sendo
alteradas.
Art. 800. As pessoas jurídicas de direito público Art. 900. As pessoas jurídicas de direito público
serão notificadas, caso não tenham manifestado serão notificadas, caso não tenham
prévia anuência, sempre que o imóvel objeto do manifestado prévia anuência, sempre que o
registro a ser retificado confrontar com outro imóvel objeto do registro a ser retificado
público, ainda que dominical. confrontar com outro público, ainda que
dominical.
Art. 801. A manifestação de anuência ou a Art. 901. A manifestação de anuência ou a
notificação do município será desnecessária notificação do município será desnecessária
quando o imóvel urbano estiver voltado somente quando o imóvel urbano estiver voltado
para a rua ou avenida oficial e a retificação não somente para a rua ou avenida oficial e a
importar em aumento de área ou de medida retificação não importar em aumento de área ou
perimetral ou em alteração da configuração física de medida perimetral ou em alteração da
do imóvel que possam fazê-lo avançar sobre o configuração física do imóvel que possa fazê-lo
bem municipal de uso comum do povo. avançar sobre o bem municipal de uso comum
do povo.
Art. 802. A notificação poderá ser cumprida no Art. 902. A notificação poderá ser cumprida no
endereço do confrontante constante do Ofício de endereço do confrontante, constante do Ofício
Registro de Imóveis, no próprio imóvel contíguo de Registro de Imóveis, no próprio imóvel
ou naquele fornecido pelo requerente. contíguo ou naquele fornecido pelo requerente.
Art. 803. Não sendo encontrado o confrontante Art. 903. Não sendo encontrado o confrontante
nos endereços mencionados no parágrafo nos endereços mencionados no art. 902 deste
anterior, ou estando em lugar incerto e não Provimento Conjunto, ou estando em lugar
sabido, tal fato será certificado pelo oficial de ignorado, incerto ou inacessível tal fato será
registro encarregado da diligência, promovendo- certificado pelo oficial de registro encarregado
se a notificação do confrontante mediante edital da diligência, promovendo-se a notificação do
publicado por 2 (duas) vezes em jornal local de confrontante mediante edital publicado por 2
grande circulação, com intervalo inferior a 15 (duas) vezes por meio de Central Eletrônica de
(quinze) dias, para que se manifeste nos 15 Registro de Imóveis, para que se manifeste nos
(quinze) dias subsequentes à última publicação, 15 (quinze) dias subsequentes à última
devendo o edital conter os nomes dos publicação.
destinatários e, resumidamente, a finalidade da
retificação.
Art. 804. Esgotados os meios disponíveis para a Art. 904. Na impossibilidade material de
notificação pessoal de todos os confinantes, bem identificação de todos os confinantes, a
como na impossibilidade material de suas exemplo de áreas extensas com alto número de
identificações, a exemplo de áreas extensas com confinantes, ocupações irregulares, invasões,
alto número de confinantes, ocupações assentamentos etc., o proprietário e o
irregulares, invasões, assentamentos, etc., o profissional habilitado assim o declararão, sob
proprietário e o profissional habilitado assim o responsabilidade civil e penal, podendo, nessa
declararão, sob responsabilidade civil e penal, hipótese, ser a notificação efetuada por edital,
podendo, nessa hipótese, ser a intimação conforme previsto no dispositivo anterior, e
efetuada por edital, conforme previsto no preservada, em qualquer caso, a impugnação
parágrafo anterior, e preservada, em qualquer por qualquer dos ocupantes que demonstre
caso, a impugnação por qualquer dos ocupantes essa condição.
que demonstre essa condição.
Art. 805. Serão anexados ao procedimento de Art. 905. Serão anexados ao procedimento de
retificação os comprovantes de notificação pelo retificação os comprovantes de notificação pelo
correio ou pelo oficial de registro de títulos e correio ou pelo oficial de registro de títulos e
documentos e cópias das publicações dos documentos e cópias das publicações dos
editais; e, caso promovida a notificação pelo editais; e, caso promovida a notificação pelo
oficial de registro de imóveis, será anexada, oficial de registro de imóveis, será anexada,
também, a nota de ciência emitida pelo também, a nota de ciência emitida pelo
destinatário. destinatário.
Art. 806. Será presumida a anuência do Art. 906. Será presumida a anuência do
confrontante que deixar de apresentar confrontante que deixar de apresentar
impugnação no prazo da notificação. impugnação no prazo da notificação.
Art. 807. O prazo para apresentação de Art. 907. O prazo para apresentação de
impugnação, inclusive para entes públicos, é de impugnação, inclusive para entes públicos, é de
15 (quinze) dias a contar do recebimento da 15 (quinze) dias a contar do recebimento da
notificação ou da última publicação do edital, e notificação ou da última publicação do edital, e
conta-se individualmente para cada notificação. conta-se individualmente para cada notificação.
Art. 808. Sendo necessário para a retificação, o Art. 908. Sendo necessário para a retificação, o
oficial de registro poderá realizar diligências e oficial de registro poderá realizar diligências e
vistorias externas e utilizar-se de documentos e vistorias externas e utilizar-se de documentos e
livros mantidos no acervo da serventia, lançando livros mantidos no acervo da serventia,
no procedimento da retificação certidão relativa lançando, no procedimento da retificação,
aos assentamentos consultados, e, poderá, certidão relativa aos assentamentos
ainda, por meio de ato fundamentado, intimar o consultados, bem como, por meio de ato
requerente e o profissional habilitado para que fundamentado, intimar o requerente e o
esclareçam dúvidas e complementem ou profissional habilitado para que esclareçam
corrijam a planta e o memorial descritivo do dúvidas e complementem ou corrijam a planta
imóvel, quando os apresentados contiverem erro e o memorial descritivo do imóvel, quando
ou lacuna. aqueles apresentados contiverem erro ou
lacuna.
Parágrafo único. O oficial poderá verificar a
integridade do memorial através de software
ou plataforma especializada, bem como
verificar eventual sobreposição com outro
imóvel cujo memorial esteja previamente
cadastrado em seu sistema.
Art. 909. Em caso de necessidade de provas
complementares, as diligências e as vistorias
externas, assim como a conferência do
memorial e da planta, poderão ser realizadas
pessoalmente pelo oficial de registro ou, sob
sua responsabilidade, por preposto ou por
técnico que contratar, devendo o resultado ser
certificado no procedimento de retificação, com
a assinatura e identificação de quem tiver
realizado a diligência ou a vistoria.
Art. 810. No caso do art. 809 deste Provimento, Art. 910. No caso do art. 909 deste Provimento
consistindo a prova complementar na simples Conjunto, consistindo a prova complementar na
confrontação do requerimento apresentado com simples confrontação do requerimento
elementos contidos em documentos e livros apresentado com elementos contidos em
mantidos no acervo da própria serventia, documentos e livros mantidos no acervo da
competirá ao oficial de registro promovê-la, de própria serventia, competirá ao oficial de
ofício, lançando no procedimento respectivo registro promovê-la, de ofício, lançando no
certidão relativa aos documentos e livros procedimento respectivo certidão relativa aos
consultados. documentos e livros consultados.
Art. 811. Findo o prazo sem impugnação e Art. 911. Findo o prazo sem impugnação e
ausente impedimento para sua realização, o ausente impedimento para sua realização, o
oficial de registro averbará a retificação, após o oficial de registro averbará a retificação, após o
que será a prática do ato lançada, que será a prática do ato lançada,
resumidamente, na coluna do Livro nº 1 - resumidamente, na coluna do Livro nº 1 -
Protocolo, destinada à anotação dos atos Protocolo, destinada à anotação dos atos
formalizados, e certificada no procedimento formalizados, e certificada no procedimento
administrativo da retificação. administrativo da retificação.
Art. 812. Oferecida impugnação fundamentada Art. 912. Oferecida impugnação fundamentada
por confrontante do imóvel objeto do registro em por confrontante do imóvel objeto do registro
processo de retificação, o oficial de registro em processo de retificação, o oficial de registro
intimará o requerente e o profissional que houver intimará o requerente e o profissional que
assinado a planta e o memorial a fim de que se houver assinado a planta e o memorial a fim de
manifestem no prazo de 5 (cinco) dias. que se manifestem no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 813. Sendo a impugnação fundamentada, Art. 913. Sendo a impugnação fundamentada,
ouvidos o requerente e o profissional que houver ouvidos o requerente e o profissional que
assinado a planta, e não tendo as partes houver assinado a planta, o oficial de registro
formalizado transação amigável para solucioná- tentará promover a mediação ou conciliação
la, o oficial de registro encaminhará os autos ao entre as partes interessadas.
juiz de direito competente.
Art. 814. Decorrido o prazo de 5 (cinco) dias sem Art. 914. Decorrido o prazo de 5 (cinco) dias,
a formalização de transação para solucionar a permanecendo a controvérsia ou constatada a
divergência, ou constatada a existência de existência de impedimento para a retificação,
impedimento para a retificação, o oficial de os autos serão remetidos ao juiz de direito com
registro remeterá o procedimento ao juiz de jurisdição em Registros Públicos ou, onde não
direito competente. houver vara especializada, ao juízo cível.
Art. 815. O prazo para a remessa do Parágrafo único. O prazo do estabelecido no
procedimento ao juiz de direito poderá ser caput deste artigo pode ser prorrogado, a
prorrogado a requerimento dos interessados por requerimento dos interessados, por até 30
até 30 (trinta) dias, para permitir que seja (trinta) dias.
celebrada transação destinada a afastar a
impugnação.
Art. 816. Sendo a impugnação infundada, o Art. 915. Sendo a impugnação infundada, o
oficial de registro deverá rejeitá-la, de plano, por oficial de registro deverá rejeitá-la, de plano, por
meio de ato motivado, do qual constem meio de ato motivado do qual constem
expressamente as razões pelas quais assim a expressamente as razões pelas quais assim a
considerou, prosseguindo na retificação caso o considerou, prosseguindo na retificação caso o
impugnante não recorra no prazo de 10 (dez)
dias; e, em caso de recurso, após o impugnante impugnante não recorra no prazo de 10 (dez)
apresentar suas razões, o oficial de registro dias.
intimará o requerente para, querendo, apresentar Parágrafo único. Em caso de recurso, após o
contrarrazões no prazo de 10 (dez) dias, impugnante apresentar suas razões, o oficial de
encaminhando os autos acompanhados de suas registro intimará o requerente para, querendo,
informações complementares ao juiz de direito apresentar contrarrazões no prazo de 10 (dez)
competente. dias, encaminhando os autos acompanhados
de suas informações complementares ao juiz
de direito com jurisdição em Registros Públicos
ou, onde não houver vara especializada, ao
juízo cível.
Art. 817. Considera-se infundada a impugnação: Art. 916. Considera-se infundada a
I - já examinada e refutada em casos iguais ou impugnação:
semelhantes pelo juiz de direito competente ou I - já examinada e refutada em casos iguais ou
pela Corregedoria-Geral de Justiça; semelhantes pelo juiz de direito com jurisdição
II - em que o interessado se limite a dizer que a em Registros Públicos ou, onde não houver
retificação causará avanço na sua propriedade vara especializada, pelo juízo cível ou pela
sem indicar, de forma plausível, onde e de que Corregedoria-Geral de Justiça;
forma isso ocorrerá; II - em que o interessado se limite a dizer que a
III - que não contenha exposição, ainda que retificação causará avanço em sua propriedade
sumária, dos motivos da discordância sem indicar, de forma plausível, onde e de que
manifestada; forma isso ocorrerá;
IV - que ventile matéria absolutamente estranha III - que não contenha exposição, ainda que
à retificação; sumária, dos motivos da discordância
V - que o oficial de registro, pautado pelos manifestada;
critérios da prudência e da razoabilidade, assim IV - que ventile matéria absolutamente estranha
reputar. à retificação;
V - que o oficial de registro, pautado pelos
critérios da prudência e da razoabilidade, assim
reputar.
Art. 818. A remessa do procedimento Art. 917. A remessa do procedimento
administrativo de retificação ao juiz de direito administrativo de retificação será efetuada por
será efetuada por meio de ato fundamentado, em meio de ato fundamentado, em que serão
que serão prestadas todas as informações de prestadas todas as informações de que o oficial
que o oficial de registro dispuser em seus de registro dispuser em seus assentamentos
assentamentos, relativas ao imóvel objeto do relativas ao imóvel objeto do registro a ser
registro a ser retificado e aos imóveis retificado e aos imóveis confinantes, bem como
confinantes, bem como outras que puderem outras que puderem influenciar na solução do
influenciar na solução do requerimento, juntando requerimento, juntando-se aos autos certidões
aos autos certidões atualizadas das matrículas atualizadas das matrículas respectivas e cópias
respectivas e cópias de plantas, croquis e outros de plantas, croquis e outros documentos que
documentos que forem pertinentes para essa forem pertinentes para essa finalidade.
finalidade.
Art. 819. O oficial de registro poderá exigir o Art. 918. O oficial de registro poderá exigir o
prévio depósito das despesas com notificação, prévio depósito das despesas com notificação,
edital e do valor correspondente aos edital e do valor correspondente aos
emolumentos, que deverão ser complementados emolumentos, que deverão ser
pelo requerente, caso necessário, emitindo complementados pelo requerente, caso
recibo conforme disposto neste Provimento. necessário, emitindo recibo conforme disposto
neste Provimento Conjunto.
Art. 820. Importando a transação em Art. 919. Importando o acordo em transferência
transferência de área, deverão ser atendidos os de área, deverão ser atendidos os requisitos do
requisitos do art. 213, § 9º, da Lei dos Registros art. 213, § 9º, da Lei nº 6.015, de 1973.
Públicos.
Art. 821. Determinada a retificação pelo juiz de
Art. 920. Determinada a retificação pelo juiz de
direito competente, o mandado respectivo será
direito com jurisdição em Registros Públicos ou,
protocolado no Livro nº 1 - Protocolo, observada
onde não houver vara especializada, pelo juízo
rigorosamente a ordem cronológica de cível, o ato será praticado utilizando-se o
apresentação dos títulos. protocolo já aberto e ainda vigente.
Art. 822. O procedimento administrativo de Art. 921. O procedimento administrativo de
retificação será realizado perante o Ofício de
retificação será realizado perante o Ofício de
Registro de Imóveis que tiver praticado o ato a
Registro de Imóveis que tiver praticado o ato a
ser retificado, salvo se o imóvel tiver passado a
ser retificado, salvo se o imóvel tiver passado a
pertencer a outra circunscrição, hipótese em que
pertencer a outra circunscrição, hipótese em
será aberta matrícula na nova serventia para
que será aberta matrícula na nova serventia
nela ser procedida a retificação, comunicando-se
para nela ser realizada a retificação,
à serventia de origem para baixa da matrícula
comunicando-se o fato à serventia de origem
anterior. para baixa da matrícula anterior.
CAPÍTULO XIV CAPÍTULO XIV
DA AVERBAÇÃO E DO CANCELAMENTO DA AVERBAÇÃO E DO CANCELAMENTO
Art. 823. As averbações serão efetuadas na Art. 922. Ressalvado o disposto no art. 921
matrícula ou à margem da transcrição ou deste Provimento Conjunto, as averbações
inscrição a que se referirem, ainda que o imóvel
serão efetuadas na matrícula ou na transcrição
tenha passado a pertencer a outra circunscrição.
ou inscrição a que se referirem, ainda que o
Parágrafo único. Fica vedada a prática de novos
imóvel tenha passado a pertencer a outra
atos após o recebimento de comunicação de circunscrição.
abertura de matrícula para o imóvel na serventia
§ 1º Tendo havido o efetivo transporte de
de sua nova circunscrição. ônus para uma nova matrícula do mesmo ou
de outro Ofício, o cancelamento será feito
apenas nesta última.
§ 2º Fica vedada a prática de novos atos após
o recebimento de comunicação de abertura de
matrícula para o imóvel na serventia de sua
nova circunscrição.
Art. 923. As averbações em transcrições e
inscrições poderão ser feitas em fichas
individuais, que conterão o inteiro teor do
registro original e eventuais averbações já
praticadas, inclusive com indicação dos
números de ordem do assento, do livro e
das folhas originais.
§ 1º No caso da abertura das fichas a que se
refere o caput deste artigo, o oficial anotará
no livro manuscrito respectivo a
circunstância de ter sido aberta ficha para a
respectiva transcrição ou inscrição.
§ 2º Na hipótese do § 1º deste artigo,
havendo dúvida sobre a grafia de palavras
manuscritas, o oficial deverá fazer as
ressalvas correspondentes nas fichas
abertas para a prática de atos de averbação.
§ 3º A escrituração das averbações em
transcrições e inscrições, a partir da efetiva
implantação do sistema de registro
eletrônico, não dispensará a conservação
dos livros manuscritos no arquivo do
Cartório.
Art. 824. Além dos casos expressamente Art. 924. Além dos casos expressamente
previstos em lei e neste Provimento, serão previstos em lei e neste Provimento Conjunto,
averbadas na matrícula as sub-rogações e serão averbadas na matrícula as sub- rogações
outras ocorrências que, por qualquer modo, e outras ocorrências que, por qualquer modo,
alterem o ato. alterem o ato.
Art. 925. Admite-se a prática de atos de
averbação e cancelamento por meio de
cópia autenticada do título por tabelião de
notas.
Parágrafo único. Caso o título original seja
apresentado diretamente ao oficial de
registro ou preposto autorizado, este
poderá conferi-lo com cópia reprográfica
exibida pelo apresentante e declará-la
autêntica, utilizando-a para a prática da
averbação ou cancelamento.
Art. 825. Os atos, fatos e contratos relativos ao Art. 926. Os atos, fatos e contratos relativos ao
imóvel, registro ou averbação ou às pessoas imóvel, o registro ou à averbação ou, ainda, às
neles constantes poderão ser averbados para pessoas neles referidas poderão ser averbados
que produzam efeitos contra terceiros. para que produzam efeitos contra terceiros.
Art. 826. As informações constantes dos Art. 927. As informações constantes dos
registros ou das averbações são suficientes para registros ou das averbações são suficientes
atestar tanto a titularidade dos direitos quanto as para atestar tanto a titularidade dos direitos
restrições pessoais e os ônus, encargos ou quanto as restrições pessoais e os ônus,
gravames existentes no imóvel. encargos ou gravames existentes no imóvel.
Art. 827. As averbações de mudança de Art. 928. As averbações de mudança de
denominação e de numeração dos prédios, da denominação e de numeração dos prédios, da
edificação, da reconstrução, da demolição, do edificação, da reconstrução, da demolição, do
desmembramento e do loteamento de imóveis, desmembramento e do loteamento de imóveis,
bem como da alteração do nome por casamento bem como da alteração do nome por
ou por separação ou divórcio serão feitas a casamento ou por separação ou divórcio, serão
requerimento dos interessados, com firma feitas a requerimento dos interessados, com
reconhecida, instruído com documento firma reconhecida, e instruídas com documento
comprobatório fornecido pela autoridade comprobatório fornecido pela autoridade
competente. competente.
Parágrafo único. O reconhecimento de firma § 1º O reconhecimento de firma previsto no
previsto no caput deste artigo fica dispensado caput deste artigo, bem como nos demais
quando o requerimento for firmado pelo requerimentos de averbação, fica dispensado
interessado na presença do oficial de registro ou quando o requerimento for firmado pelo
de seu preposto. interessado na presença do oficial de registro
ou de seu preposto.
§ 2º Exceto os requerimentos previstos no
caput deste artigo e quando expressamente
previsto na legislação, os demais casos de
averbação prescindem de requerimento
assinado por interessado e de
reconhecimento de firma.
§ 3º Nos Municípios em que não se emite
“habite-se” ou documento correspondente
para edificações construídas em zona rural,
para a averbação de mera notícia da
construção em imóvel situado em zona rural
exige-se tão somente a declaração do
proprietário de que existe edificação no
imóvel matriculado ou transcrito,
dispensada a Certidão Negativa de Débitos
da Receita Federal do Brasil.
§ 4º Para a averbação de mera notícia de
demolição em imóvel situado em zona rural,
não se exigirá a correspondente certidão do
órgão municipal competente, mas tão
somente a declaração do proprietário de que
realizou demolição no imóvel matriculado
ou transcrito, dispensada a Certidão
Negativa de Débitos da Receita Federal do
Brasil.
Art. 828. Poderão ser averbados os atos Art. 929. Poderão ser averbados os atos
referentes à preservação do meio ambiente, referentes à preservação do meio ambiente,
emitidos para os fins de legislação florestal, por emitidos para os fins de legislação florestal, por
iniciativa da parte interessada ou do órgão iniciativa da parte interessada ou do órgão
florestal. florestal.
Art. 829. As averbações de nomes de Art. 930. As averbações de nomes de
logradouros e de suas alterações, decretados logradouros, bairros e demais alterações
pelo Poder Público, serão procedidas de ofício, decretadas pelo Poder Público serão
inclusive quando provocadas pelo interessado. procedidas de ofício, inclusive quando
provocadas pelo interessado.
Art. 830. Os cancelamentos serão feitos Art. 931. O cancelamento, total ou parcial,
mediante averbação e conterão o motivo que os referente a quaisquer atos de registro ou
tiver determinado, bem como o título em virtude averbação é feito mediante averbação,
do qual tiverem sido feitos. mencionando-se o título em que se baseou e o
motivo que o tiver determinado.
Art. 831. O cancelamento poderá ser total ou
parcial e referir-se a qualquer dos atos de registro
ou averbação.
Art. 832. O cancelamento será feito: Art. 932. O cancelamento será feito:
I - em cumprimento de decisão judicial transitada I - em cumprimento de decisão judicial
em julgado; transitada em julgado;
II - a requerimento unânime das partes que II - a requerimento unânime das partes que
tenham participado do ato registrado, se tenham participado do ato registrado, se
capazes, com as firmas reconhecidas por capazes, com as firmas reconhecidas por
tabelião; tabelião;
III - a requerimento do interessado, instruído com III - a requerimento do interessado, instruído
documento hábil; com documento hábil;
IV - a requerimento da Fazenda Pública, IV - a requerimento da Fazenda Pública,
instruído com certidão de conclusão de processo instruído com certidão de conclusão de
administrativo que tiver declarado, na forma da processo administrativo que tiver declarado, na
lei, a rescisão do título de domínio ou de forma da lei, a rescisão do título de domínio ou
concessão de direito real de uso de imóvel rural, de concessão de direito real de uso de imóvel
expedido para fins de regularização fundiária, e rural, expedido para fins de regularização
a reversão do imóvel ao patrimônio público. fundiária, e a reversão do imóvel ao patrimônio
público.
V - por determinação do Corregedor-Geral
de Justiça ou de juiz federal, nas hipóteses
previstas na Lei nº 6.739, de 1979.
Parágrafo único. O reconhecimento de firma
a que se refere o inciso II do caput deste
artigo fica dispensado se o requerimento for
firmado pelas partes na presença do oficial
de registro ou de preposto autorizado.
Art. 933. O cancelamento das averbações
premonitórias, de que trata o art. 906 do
CPC, efetuar-se-á nas seguintes hipóteses:
I - por determinação judicial;
II - por meio de requerimento expresso do
credor/exequente;
III - por meio de requerimento expresso do
devedor/executado, quando comprovada a
extinção do processo de execução, o que
poderá ocorrer por impressão do
acompanhamento processual extraído do
sítio do tribunal competente.
Art. 833. Ao interessado é lícito, em juízo ou Art. 934. Ao interessado é lícito, em juízo ou
perante o oficial de registro de imóveis fazer perante o oficial de registro de imóveis, fazer
prova da extinção dos ônus reais ou outras prova da extinção dos ônus reais ou outras
restrições e promover o cancelamento do seu restrições e promover o cancelamento do seu
registro ou averbação. registro ou averbação.
Art. 834. As cláusulas de inalienabilidade, Art. 935. As cláusulas de inalienabilidade,
impenhorabilidade e incomunicabilidade podem impenhorabilidade e incomunicabilidade podem
ser canceladas por autorização dos instituidores, ser canceladas por autorização dos
com anuência do beneficiário, ordem judicial ou instituidores, com anuência do beneficiário,
apresentação da certidão de óbito do ordem judicial ou apresentação da certidão de
beneficiário. óbito do beneficiário.
Parágrafo único. As cláusulas de Parágrafo único. As cláusulas de
impenhorabilidade e/ou incomunicabilidade, por impenhorabilidade e/ou incomunicabilidade,
serem personalíssimas, podem ser canceladas por serem personalíssimas, podem ser
também em razão da alienação do imóvel. canceladas também em razão da alienação do
imóvel.
Art. 835. É dispensável a averbação de Art. 936. É dispensável a averbação de
cancelamento do registro de compromisso de cancelamento do registro de compromisso de
compra e venda quando ocorrer o registro da compra e venda quando ocorrer o registro da
escritura definitiva, desde que observado o escritura definitiva, desde que observado o
princípio da continuidade. princípio da continuidade.
Parágrafo único. Também é dispensável a
averbação do cancelamento do usufruto
quando ocorre a venda da plena
propriedade conjuntamente pelo nu-
proprietário e o usufrutuário.
Art. 836. Nos loteamentos registrados sob a Art. 937. Nos loteamentos registrados sob a
égide do Decreto-lei nº 58/1937, caso o imóvel égide do Decreto-lei nº 58, de 1937, caso o
tiver deixado de pertencer à circunscrição, imóvel tenha deixado de pertencer à
deverá ser exigida, para a averbação de circunscrição, deverá ser exigida, para a
compromisso de compra e venda, de cessão ou averbação de compromisso de compra e
de promessa de cessão, certidão negativa de venda, de cessão ou de promessa de cessão,
abertura de matrícula ou qualquer ato praticado certidão negativa de abertura de matrícula ou
na nova circunscrição, a qual ficará arquivada na de qualquer ato praticado na nova
serventia. circunscrição, a qual ficará arquivada na
serventia.
Art. 837. O cancelamento de hipoteca só poderá Art. 938. O cancelamento de hipoteca só
ser feito: poderá ser feito:
I - à vista de autorização expressa ou quitação I - à vista de autorização expressa ou quitação
outorgada pelo credor ou seu sucessor em outorgada pelo credor ou seu sucessor em
documento particular com firma reconhecida ou documento particular com firma reconhecida ou
em instrumento público; em instrumento público;
II - em razão de procedimento administrativo ou II - em razão de procedimento administrativo ou
jurisdicional no qual o credor tenha sido intimado jurisdicional no qual o credor tenha sido
(inciso V do art. 889 do Código de Processo intimado (inciso V do art. 889 do CPC); III - em
Civil); (Redação dada pelo Provimento nº conformidade com a legislação referente às
325/2016) cédulas hipotecárias;
II - em razão de procedimento administrativo ou IV - a requerimento do interessado, no caso de
jurisdicional no qual o credor tenha sido intimado hipoteca convencional vencida e não
(art. 698 do Código de Processo Civil); prorrogada (art. 1.485 do Código Civil), desde
III - em conformidade com a legislação referente que declare, sob as penas da lei, a inexistência
às cédulas hipotecárias; de ações ou execuções relacionadas à
IV - a requerimento do interessado, no caso de hipoteca, comprovando tais fatos com a
hipoteca convencional vencida e não prorrogada apresentação das certidões de protesto de
(art. 1.485 do Código Civil), desde que declare, títulos e de feitos ajuizados da comarca de
sob as penas da lei, a inexistência de ações ou situação do imóvel;
execuções relacionadas à hipoteca, V - em virtude de registro de carta de
comprovando tais fatos com apresentação das arrematação ou adjudicação extraída dos
certidões de protesto de títulos e de feitos autos da execução da garantia hipotecária.
ajuizados da comarca de situação do imóvel.
Art. 838. A matrícula, o registro e a averbação, Art. 939. A matrícula, o registro e a averbação,
enquanto não cancelados por autoridade judicial, enquanto não cancelados por autoridade
produzem todos os efeitos legais ainda que, por judicial ou pelo Corregedor-Geral de Justiça
outra maneira, se prove que o título está desfeito, ou juiz federal, nas hipóteses previstas na
anulado, extinto ou rescindido. Lei nº 6.739, de 1979, produzem todos os
Parágrafo único. Não havendo cancelamento do efeitos legais ainda que, por outra maneira, se
ato ou bloqueio da matrícula, nela poderão ser prove que o título está desfeito, anulado, extinto
praticados atos decorrentes de títulos ou rescindido.
apresentados.
Art. 839. O cancelamento da servidão, quando o Art. 940. O cancelamento da servidão, quando
prédio dominante estiver hipotecado, só poderá o prédio dominante estiver hipotecado, só
ser feito com aquiescência do credor, poderá ser feito com aquiescência do credor,
expressamente manifestada. expressamente manifestada.
Art. 840. O dono do prédio serviente terá, nos Art. 941. O dono do prédio serviente terá, nos
termos da lei, direito a cancelar a servidão. termos da lei, direito a cancelar a servidão.
Art. 841. O foreiro poderá, nos termos da lei, Art. 942. O foreiro poderá, nos termos da lei,
averbar a renúncia de seu direito, sem averbar a renúncia de seu direito, sem
dependência do consentimento do senhorio dependência do consentimento do senhorio
direto. direto.
Art. 842. Salvo por determinação judicial Art. 943. Salvo por determinação judicial
expressa, o cancelamento não pode ser feito em expressa, o cancelamento não pode ser feito
virtude de sentença ainda sujeita a recurso. em virtude de sentença ainda sujeita a recurso.
TÍTULO V TÍTULO V
DAS CERTIDÕES E INFORMAÇÕES DAS CERTIDÕES E INFORMAÇÕES
Art. 843. Segundo a conveniência do serviço, a Art. 944. Segundo a conveniência do serviço, a
serventia deverá empregar, em relação aos serventia deverá empregar, em relação aos
pedidos de certidões, sistema de controle pedidos de certidões, sistema de controle
semelhante ao previsto para a recepção de semelhante ao previsto para a recepção de
títulos, a fim de assegurar às partes ordem de títulos, a fim de assegurar às partes ordem de
precedência na expedição das certidões. precedência na expedição das certidões.
Art. 844. Quando a certidão não for expedida no Art. 945. Quando a certidão não for expedida no
momento da solicitação, é obrigatório o momento da solicitação, é obrigatório o
fornecimento de comprovante do respectivo fornecimento de comprovante do respectivo
pedido, do qual deverão constar, além dos dados pedido, do qual deverão constar, além dos
da certidão solicitada, a data do pedido, a data dados da certidão solicitada, a data do pedido,
prevista para retirada da certidão, bem como o a data prevista para retirada da certidão, bem
valor cobrado. como o valor cobrado.
Art. 946. Qualquer pessoa pode requerer
certidão do registro sem informar ao oficial
ou ao preposto o motivo ou interesse do
pedido.
Parágrafo único. Sob nenhum pretexto o
oficial pode deixar de emitir certidões do
que lhe é requerido, ainda que se trate de
atos cancelados.
Art. 845. A certidão será lavrada em inteiro teor, Art. 947. A certidão será lavrada em inteiro teor,
em resumo, ou em relatório, conforme quesitos. em resumo, ou em relatório, conforme quesitos.
§ 1º A certidão de ônus reais inclui não somente
os direitos reais, mas também todos os
gravames, as cláusulas e obrigações de
quaisquer naturezas, à exceção das ações
reais e pessoais reipersecutórias, que são
objeto de certidão específica.
§ 2º A certidão de ações reais e pessoais
reipersecutórias inclui não somente os registros
e as averbações relativos a ações de tal
natureza, mas também relativos a ações
fundadas em obrigações propter rem e com
eficácia real.
Art. 846. A certidão de inteiro teor poderá ser Art. 948. A certidão de inteiro teor poderá ser
extraída por meio datilográfico, impresso, extraída por meio datilográfico, impresso,
reprográfico, ou digital. reprográfico ou digital.
Parágrafo único. Na certidão de inteiro teor de Parágrafo único. Na certidão de inteiro teor de
matrícula, será mencionada a existência de matrícula, será mencionada a existência de
títulos em tramitação na serventia, quando títulos em tramitação na serventia, quando
houver. houver.
Art. 847. Na hipótese de criação de nova Art. 949. Na hipótese de criação de nova
circunscrição territorial, caberá ao oficial de circunscrição territorial, caberá ao oficial de
registro da antiga circunscrição informar, registro da antiga circunscrição informar,
obrigatoriamente, nas certidões emitidas, que o obrigatoriamente, nas certidões emitidas, que o
imóvel em questão passou a pertencer a outra imóvel em questão passou a pertencer a outra
circunscrição territorial, indicando-a. circunscrição territorial, indicando-a.
Art. 848. Sempre que houver qualquer alteração Art. 950. Sempre que houver qualquer
posterior ao ato cuja certidão é pedida, deve o alteração posterior ao ato cuja certidão é
oficial de registro mencioná-la, obrigatoriamente, pedida, deve o oficial de registro mencioná-la
não obstante as especificações do pedido, sob obrigatoriamente, não obstante as
pena de responsabilidade administrativa, civil e especificações do pedido, sob pena de
penal, ressalvadas as certidões de transcrições, responsabilidade administrativa, civil e penal,
nas quais deverá ser feita a ressalva de que não com exceção das certidões de transcrições,
fazem prova de propriedade e de inexistência de nas quais deverá ser feita a ressalva de que
ônus, a não ser que sejam concomitantemente não fazem prova de propriedade e de
solicitadas as respectivas certidões negativas de inexistência de ônus, a não ser que sejam
ônus e alienações. concomitantemente solicitadas as respectivas
certidões negativas de ônus e alienações.
Parágrafo único. Ainda que o pedido esteja
incompleto, especificado indevidamente ou
tente induzir o oficial a se restringir ao
conteúdo original de registro, a certidão
deve ser o mais completa possível,
abrangendo inclusive alterações
posteriores ao registro indicado no pedido.
Art. 849. Quando solicitada com base no Livro nº Art. 951. Quando solicitada com base no Livro
4 - Indicador Real, o oficial de registro só nº 4 - Indicador Real, o oficial de registro só
expedirá certidão após as buscas efetuadas com expedirá certidão após as buscas efetuadas
os elementos de indicação constantes da com os elementos de indicação constantes da
descrição do imóvel apresentados pelo descrição do imóvel apresentados pelo
interessado, devendo ser ressalvada a possível interessado, devendo ser ressalvada a possível
existência de matrícula ou transcrição com existência de matrícula ou transcrição com
descrição diversa da apresentada, que possa descrição diversa da apresentada que possa
englobar referido imóvel. englobar o referido imóvel.
Parágrafo único. Para a emissão da certidão
de que trata o caput deste artigo, o oficial
pode pedir o fornecimento do máximo de
dados sobre o imóvel de que o solicitante
disponha. A certidão será lavrada, levando-
se em conta esses dados, que devem
constar de seu texto como parâmetro de
busca.
TÍTULO VI TÍTULO VI
DA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS DA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS
IMÓVEIS IMÓVEIS
Art. 850. O contrato de alienação fiduciária será Art. 952. O contrato de alienação fiduciária será
registrado no Ofício de Registro de Imóveis da registrado no Ofício de Registro de Imóveis da
circunscrição da situação do imóvel. circunscrição da situação do imóvel.
Art. 851. O imóvel enfitêutico pode ser objeto de Art. 953. O imóvel enfitêutico pode ser objeto de
alienação fiduciária, não havendo necessidade alienação fiduciária, não havendo necessidade
de anuência do senhorio e do pagamento do de anuência do senhorio e do pagamento do
laudêmio, tendo em vista que a transmissão se laudêmio, tendo em vista que a transmissão se
faz somente em caráter fiduciário, com escopo faz somente em caráter fiduciário, com escopo
de garantia. de garantia.
Parágrafo único. O pagamento do laudêmio Parágrafo único. O pagamento do laudêmio
ocorrerá se e quando houver a transmissão da ocorrerá se e quando houver a transmissão da
propriedade plena, mediante sua consolidação propriedade plena, mediante sua consolidação
em favor do credor fiduciário. em favor do credor fiduciário.
Art. 852. Os atos e contratos relativos à alienação Art. 954. Os atos e contratos relativos à
fiduciária de bens imóveis e negócios conexos alienação fiduciária de bens imóveis e negócios
poderão ser celebrados por escritura pública ou conexos poderão ser celebrados por escritura
instrumento particular, desde que, neste último pública ou instrumento particular, desde que,
caso, seja celebrado por entidade integrante do neste último caso, seja celebrado por entidade
Sistema de Financiamento Imobiliário - SFI ou integrante do Sistema de Financiamento
por Cooperativas de Crédito. (Redação dada Imobiliário - SFI, por Cooperativas de Crédito
pelo Provimento nº 345/2017) ou por Administradora de Consórcio de
Art. 852. Os atos e contratos relativos à alienação Imóveis.
fiduciária de bens imóveis e negócios conexos
poderão ser celebrados por escritura pública ou
instrumento particular, nos termos do art. 38 da
Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997.
(Redação dada pelo Provimento nº 299/2015)
Art. 852. Os atos e contratos relativos à alienação
fiduciária de bens imóveis e negócios conexos
poderão ser celebrados por escritura pública ou
instrumento particular, desde que, neste último
caso, seja celebrado por entidade integrante do
Sistema de Financiamento Imobiliário - SFI.
Art. 853. O contrato que serve de título ao Art. 955. O contrato que serve de título ao
negócio fiduciário deverá conter os seguintes negócio fiduciário deverá conter os seguintes
requisitos: requisitos:
I - o valor do principal da dívida; I - o valor do principal da dívida;
II - o prazo e as condições de reposição do II - o prazo e as condições de reposição do
empréstimo ou do crédito empréstimo ou do crédito do fiduciário; III - a
do fiduciário; taxa de juros e os encargos incidentes;
III - a taxa de juros e os encargos incidentes; IV - a cláusula de constituição da propriedade
IV - a cláusula de constituição da propriedade fiduciária, com a descrição do imóvel objeto da
fiduciária, com a descrição do imóvel objeto da alienação fiduciária e a indicação do título e
alienação fiduciária e a indicação do título e modo de aquisição;
modo de aquisição; V - cláusula assegurando ao fiduciante,
V - cláusula assegurando ao fiduciante, enquanto enquanto adimplente, a livre utilização, por sua
adimplente, a livre utilização, por sua conta e conta e risco, do imóvel objeto da alienação
risco, do imóvel objeto da alienação fiduciária; fiduciária;
VI - a indicação, para efeito de venda em público VI - a indicação, para efeito de venda em
leilão, do valor do imóvel e dos critérios para a público leilão, do valor do imóvel e dos critérios
respectiva revisão; para a respectiva revisão; VII - cláusula
VII - cláusula dispondo sobre os procedimentos dispondo sobre os procedimentos do eventual
do eventual leilão do imóvel alienado leilão do imóvel alienado fiduciariamente;
fiduciariamente; VIII - o prazo de carência a ser observado antes
VIII - o prazo de carência a ser observado antes que seja expedida intimação para purgação de
que seja expedida intimação para purgação de mora ao devedor ou fiduciante inadimplente.
mora ao devedor, ou fiduciante, inadimplente. Parágrafo único. Os contratos de abertura
de limite de crédito, efetivados nos termos
da Lei nº 13.476, de 28 de agosto de 2017,
que “altera a Lei nº 12.810, de 15 de maio de
2013, para dispor sobre a constituição de
gravames e ônus sobre ativos financeiros e
valores mobiliários objeto de registro ou de
depósito centralizado, e a Lei nº 13.097, de
19 de janeiro de 2015, e revoga dispositivo
da Lei nº 10.931, de 2 de agosto de 2004”,
quando garantidos por alienação fiduciária
de bens imóveis, deverão conter os
seguintes requisitos:
I - o valor total do limite de crédito aberto; II
- o prazo de vigência;
III - a forma de celebração das operações
financeiras derivadas;
IV - as taxas mínima e máxima de juros que
incidirão nas operações financeiras
derivadas, cobradas de forma capitalizada
ou não, e os demais encargos passíveis de
cobrança por ocasião da realização das
referidas operações financeiras derivadas;
V - a descrição das garantias, reais e
pessoais, com a previsão expressa de que
as garantias constituídas abrangerão todas
as operações financeiras derivadas nos
termos da abertura de limite de crédito,
inclusive as dívidas futuras;
VI - a previsão de que o inadimplemento de
qualquer uma das operações faculta ao
credor, independentemente de aviso ou
interpelação judicial, considerar vencidas
antecipadamente as demais operações
derivadas, tornando-se exigível a totalidade
da dívida para todos os efeitos legais.
Art. 854. Com o pagamento da dívida e seus Art. 956. Com o pagamento da dívida e seus
encargos, resolve-se a propriedade fiduciária do encargos, resolve-se a propriedade fiduciária
imóvel. do imóvel.
§ 1º No prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data § 1º No prazo de 30 (trinta) dias, a contar da
de liquidação da dívida, o fiduciário fornecerá o data de liquidação da dívida, o fiduciário
respectivo termo de quitação ao fiduciante, sob fornecerá o respectivo termo de quitação ao
pena de multa em favor deste, equivalente a fiduciante, sob pena de multa em favor deste,
0,5% (meio por cento) ao mês, ou fração, sobre equivalente a 0,5% (meio por cento) ao mês, ou
o valor do contrato. fração, sobre o valor do contrato.
§ 2º Para averbação do cancelamento da § 2º Para averbação do cancelamento da
propriedade fiduciária, será apresentado o termo propriedade fiduciária, será apresentado o
de quitação ao fiduciante. termo de quitação ao fiduciante.
Art. 855. O termo de quitação deverá conter firma Art. 957. O termo de quitação deverá conter
reconhecida e estar acompanhado, se for o caso, firma reconhecida e estar acompanhado, se for
dos instrumentos que comprovem a legitimidade o caso, dos instrumentos que comprovem a
da representação. legitimidade da representação.
§ 1º Caso haja a emissão de cédula de crédito § 1º Caso haja a emissão de cédula de crédito
imobiliário de forma cartular, a quitação com imobiliário de forma cartular, a quitação com
autorização para cancelamento da alienação autorização para cancelamento da alienação
fiduciária e baixa da cédula deverá ser lançada fiduciária e baixa da cédula deverá ser lançada
na própria via negociável, que ficará arquivada. na própria via negociável, que ficará arquivada.
§ 2º Caso haja a emissão de cédula de crédito § 2º Na impossibilidade de apresentação da
imobiliário de forma cartular e a autorização cédula de crédito imobiliário cartular, sua
acima seja firmada por pessoa diversa do credor baixa será feita com a declaração de
original, deverão ser previamente averbados os quitação, emitida pelo credor, com menção
atos que motivaram a circulação do título. de que a cédula não circulou.
§ 3º A autorização para cancelamento da § 3º Caso haja a emissão de cédula de crédito
alienação fiduciária e baixa da cédula de crédito imobiliário de forma cartular e a autorização de
imobiliário de forma escritural deverá ser que trata o § 1º deste artigo seja firmada por
acompanhada de declaração da instituição pessoa diversa do credor original, deverão ser
custodiante indicando quem é o atual titular do previamente averbados os atos que motivaram
crédito fiduciário. a circulação do título.
§ 4º A autorização para cancelamento da
alienação fiduciária e baixa da cédula de crédito
imobiliário de forma escritural deverá ser
acompanhada de declaração da instituição
custodiante com indicação do atual titular do
crédito fiduciário.
Art. 856. Para efeito de registro, o título que Art. 958. Para efeito de registro, o título que
instrumentaliza a transferência de direito real de instrumentaliza a transferência de direito real
aquisição sobre o imóvel objeto da alienação de aquisição sobre o imóvel objeto da alienação
fiduciária em garantia e respectivas obrigações fiduciária em garantia e as respectivas
será registrado na matrícula imobiliária, com obrigações será registrado na matrícula
anuência do credor, cabendo ao oficial de imobiliária, com anuência do credor, cabendo
registro observar a regularidade do recolhimento ao oficial de registro observar a regularidade do
do imposto de transmissão respectivo. recolhimento do imposto de transmissão
respectivo.
Art. 857. Havendo cessão de direitos creditórios Art. 959. Havendo cessão de direitos creditórios
referentes à alienação fiduciária, indispensável referentes à alienação fiduciária, é
prévia averbação da cessão de crédito na indispensável prévia averbação da cessão de
matrícula do imóvel para fins de substituição do crédito na matrícula do imóvel, para fins de
credor e proprietário fiduciário originário da substituição do credor e proprietário fiduciário
relação contratual pelo cessionário, salvo nos originário da relação contratual pelo
casos de portabilidade, ficando este cessionário, salvo nos casos de portabilidade,
ficando este integralmente sub-rogado nos
integralmente sub-rogado nos direitos e direitos e obrigações do contrato de alienação
obrigações do contrato de alienação fiduciária. fiduciária.
Parágrafo único. A cessão de direitos creditórios Parágrafo único. A cessão de direitos
referentes à alienação fiduciária implicará a creditórios referentes à alienação fiduciária
transferência ao cessionário de todos os direitos implicará a transferência, ao cessionário, de
e obrigações inerentes à propriedade fiduciária todos os direitos e obrigações inerentes à
em garantia e independe de anuência do propriedade fiduciária em garantia,
devedor fiduciante. independendo de anuência do devedor
fiduciante.
Art. 858. Em caso de falta de pagamento de Art. 960. Em caso de falta de pagamento de
prestações por parte do devedor fiduciante, para prestações por parte do devedor fiduciante,
os fins previstos no art. 26 da Lei nº 9.514/1997, para os fins previstos no art. 26 da Lei nº 9.514,
os oficiais de registro de imóveis somente farão de 1997, os oficiais de registro de imóveis
e aceitarão intimações quando a alienação somente farão e aceitarão intimações quando a
fiduciária estiver devidamente registrada e já alienação fiduciária estiver devidamente
tiver decorrido o prazo de carência previsto no registrada e já tiver decorrido o prazo de
contrato, em conformidade com o § 2º do carência previsto no contrato, em conformidade
mencionado art. 26. com o § 2º do mencionado art. 26.
Parágrafo único. No caso de existência de
múltiplos credores, inclusive no caso de
existência e/ou cessão de cédulas de
crédito imobiliárias fracionárias, escriturais
ou cartulares, o procedimento de intimação
poderá ser requerido por qualquer dos
credores.
Art. 859. Do requerimento do credor fiduciário Art. 961. Do requerimento do credor fiduciário
dirigido ao oficial do registro competente deverão dirigido ao oficial do registro competente
constar, necessária e discriminadamente, no deverão constar, necessária e
mínimo, as seguintes informações: discriminadamente, no mínimo, as seguintes
I - nome e qualificação dos devedores fiduciantes informações:
(e de seus cônjuges, se forem casados); I - nome e qualificação dos devedores
II - endereço completo para realização das fiduciantes (e de seus cônjuges, se forem
intimações; casados); II - endereço completo para
III - declaração de que já decorreu o prazo de realização das intimações;
carência estipulado no contrato; III - declaração de que já decorreu o prazo de
IV - planilha com demonstrativo do débito e carência estipulado no contrato;
projeção de valores atualizados para pagamento IV - planilha com demonstrativo do débito e
da dívida; projeção de valores atualizados para
V - comprovante de representação legal do pagamento da dívida;
credor fiduciário pelo signatário do requerimento, V - comprovante de representação legal do
se for o caso. credor fiduciário pelo signatário do
Parágrafo único. Da planilha com demonstrativo requerimento, se for o caso.
do débito e projeção de valores atualizados para Parágrafo único. Não compete ao oficial de
purgação da mora dentro dos 30 (trinta) dias registro qualificar ou conferir a planilha com
subsequentes à data do requerimento, no caso demonstrativo do débito e projeção de valores
de dívida com juros calculados pro rata die, atualizados para purgação da mora, sendo o
deverão constar de forma discriminada conteúdo das informações nela consignadas de
indicações sobre as prestações vencidas e as exclusiva responsabilidade do credor.
que vencerem até a data do pagamento, os juros
convencionais, as penalidades e os demais
encargos contratuais, os encargos legais,
inclusive tributos, e as contribuições
condominiais imputáveis ao imóvel.
Art. 860. O requerimento deverá ser Art. 962. O requerimento deverá ser
devidamente prenotado, mantendo-se a devidamente prenotado, mantendo-se a
prenotação vigente até a finalização dos prenotação vigente até a finalização dos
procedimentos. procedimentos.
§ 1º O requerimento de intimação não gera
prioridade nem impede a qualificação e o
registro ou averbação dos demais títulos
que não sejam excludentes ou não
contraditórios, nos casos em que da
precedência destes últimos decorra
prioridade de direitos para o apresentante.
§ 2º Protocolizado o requerimento de
intimação, deverá sua existência constar em
todas as certidões da matrícula, até a
finalização do procedimento.
Art. 861. Estando em ordem a documentação, Art. 963. Estando em ordem a documentação,
deverá o oficial de registro expedir intimação, no deverá o oficial de registro expedir intimação,
prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data do no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data
protocolo do requerimento, para ser cumprida em do protocolo do requerimento, para ser
cada um dos endereços fornecidos pelo credor cumprida em cada um dos endereços
fiduciário, na qual constarão, necessária e fornecidos pelo credor fiduciário, na qual
discriminadamente: (Redação dada pelo constarão, necessária e discriminadamente:
Provimento nº 337/2016) I - os dados relativos ao imóvel e ao contrato de
Art. 861. Deverá o oficial de registro expedir alienação fiduciária;
intimação para ser cumprida em cada um dos II - o demonstrativo do débito decorrente das
endereços fornecidos pelo credor fiduciário, na prestações vencidas e não pagas e das que
qual constarão, necessária e discriminadamente: vencerem até a data do pagamento, os juros
I - os dados relativos ao imóvel e ao contrato de convencionais, as penalidades e os demais
alienação fiduciária; encargos contratuais, os encargos legais,
II - o demonstrativo do débito decorrente das inclusive tributos, e as contribuições
prestações vencidas e não pagas e das que condominiais imputáveis ao imóvel, bem como
vencerem até a data do pagamento, os juros a projeção dos valores atualizados para
convencionais, as penalidades e os demais purgação da mora, podendo tais informações
encargos contratuais, os encargos legais, ser apresentadas em planilha fornecida pelo
inclusive tributos, e as contribuições credor, com a informação de que o valor
condominiais imputáveis ao imóvel, bem como a integral deverá ser pago diretamente ao credor,
projeção dos valores atualizados para purgação ou em cheque administrativo ou visado,
da mora, podendo tais informações ser nominal ao credor fiduciário ou seu cessionário;
apresentadas em planilha fornecida pelo credor, III - a advertência de que o pagamento do
com a informação de que o valor integral deverá débito discriminado deverá ser feito no prazo
ser pago diretamente ao credor ou em cheque improrrogável de 15 (quinze) dias, contado da
administrativo ou visado, nominal ao credor data do recebimento da intimação;
fiduciário, ou seu cessionário; IV - a advertência de que o não cumprimento da
III - a advertência de que o pagamento do débito referida obrigação, no prazo estipulado,
discriminado deverá ser feito no prazo garante o direito de consolidação da
improrrogável de 15 (quinze) dias, contado da propriedade do imóvel em favor do credor
data do recebimento da intimação; fiduciário, nos termos do § 7º do art. 26 da Lei
IV - a advertência de que o não cumprimento da nº 9.514, de 1997;
referida obrigação no prazo estipulado garante o V - a informação de que o recibo deverá ser
direito de consolidação da propriedade do imóvel apresentado no Ofício de Registro de Imóveis,
em favor do credor fiduciário, nos termos do § 7º no caso de pagamento efetuado diretamente ao
do art. 26 da Lei nº 9.514/1997; credor.
V - a informação de que o recibo deverá ser § 1º A intimação será feita pessoalmente ao
apresentado no Ofício de Registro de Imóveis, no fiduciante, a seu representante legal ou ao
caso de pagamento efetuado diretamente ao procurador regularmente constituído, podendo
credor. ser promovida, por solicitação do oficial do
registro de imóveis, por oficial de registro de
§ 1º A intimação será feita pessoalmente ao títulos e documentos da comarca da situação
fiduciante, ao seu representante legal ou ao do imóvel ou do domicílio de quem deva
procurador regularmente constituído, podendo recebê-la, ou pelo correio com serviço de AR.
ser promovida, por solicitação do oficial do § 2º Terá preferência a intimação pessoal por
registro de imóveis, por oficial de registro de meio do serviço de registro; todavia, quando o
títulos e documentos da comarca da situação do oficial de registro de imóveis optar por envio de
imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-la, correspondência pelo correio, deverá postá-la
ou pelo correio com serviço de AR. através do serviço postal SEDEX registrado,
§ 2º Terá preferência a intimação pessoal por fazendo uso, além do serviço de AR, do serviço
meio do serviço de registro; todavia, quando o de mão própria - MP, a fim de que a
oficial de registro de imóveis optar por envio de correspondência seja entregue exclusivamente
correspondência pelo correio, deverá postá-la ao destinatário.
através do serviço postal Sedex registrado, § 3º O oficial de registro poderá enviar a
fazendo uso, além do serviço de AR, do serviço intimação primeiramente pelo correio, na forma
de mão própria - MP, a fim de que a definida no § 2º deste artigo, fazendo uso dos
correspondência seja entregue exclusivamente demais meios permitidos caso a entrega venha
ao destinatário. a falhar pela recusa de recebimento ou de
§ 3º O oficial de registro poderá enviar, assinatura ou pela impossibilidade de entrega,
primeiramente, a intimação pelo correio, na não tendo sido encontrado o destinatário da
forma definida no parágrafo anterior, fazendo uso correspondência nas 3 (três) tentativas
dos demais meios permitidos caso a entrega efetuadas pelo carteiro.
venha a falhar pela recusa de recebimento ou de § 4º Para atender ao princípio da execução
assinatura ou pela impossibilidade de entrega, menos gravosa, o oficial de registro de imóveis
por não ser encontrado o destinatário da poderá encaminhar correspondência
correspondência nas 3 (três) tentativas convidando o fiduciante devedor a comparecer
efetuadas pelo carteiro. na serventia, no prazo de 5 (cinco) dias a contar
§ 4º Para atender ao princípio da execução do recebimento, para tomar ciência de assunto
menos gravosa, o oficial de registro de imóveis relacionado com o contrato de alienação
poderá encaminhar correspondência convidando fiduciária do imóvel.
o fiduciante devedor a comparecer na serventia, § 5º Comparecendo à serventia o devedor
no prazo de 5 (cinco) dias a contar do fiduciante, convidado na forma do § 4º deste
recebimento, para tomar ciência de assunto artigo, sua notificação será feita diretamente
relacionado com o contrato de alienação pelo oficial do registro de imóveis.
fiduciária do imóvel. § 6º Cuidando-se de vários devedores
§ 5º Comparecendo à serventia o devedor fiduciantes, ou cessionários, inclusive
fiduciante convidado na forma do parágrafo cônjuges, independentemente do regime de
anterior, sua notificação será feita diretamente bens adotado e de requerimento expresso
pelo oficial do registro de imóveis. do credor, é necessária a intimação individual
§ 6º Cuidando-se de vários devedores de todos eles.
fiduciantes, ou cessionários, inclusive cônjuges, § 7º Na hipótese de serem diversos o devedor
necessária a intimação individual de todos eles. e o proprietário do bem alienado
§ 7º Na hipótese de serem diversos o devedor e fiduciariamente, ambos deverão ser intimados.
o proprietário do bem alienado fiduciariamente, § 8º As intimações de pessoas jurídicas serão
ambos deverão ser intimados. feitas aos seus representantes legais, exigindo-
§ 8º As intimações de pessoas jurídicas serão se a apresentação, pelo credor fiduciário, de
feitas aos seus representantes legais, exigindo- certidão do contrato ou estatuto social,
se a apresentação, pelo credor fiduciário, de fornecida pela Junta Comercial do Estado ou
certidão do contrato ou estatuto social, fornecida pelo Ofício de Registro Civil das Pessoas
pela Junta Comercial do Estado ou pelo Ofício de Jurídicas, para aferição da regularidade da
Registro Civil das Pessoas Jurídicas, para representação.
aferição da regularidade da representação. § 9º As intimações de devedor fiduciante que
§ 9º As intimações de devedor fiduciante, que não for encontrado nos endereços indicados
não for encontrado nos endereços indicados pelo pelo credor deverão ser feitas mediante a
credor, deverão ser feitas mediante procura do procura do interessado no endereço de seu
interessado, no endereço de seu domicílio domicílio constante do contrato, e, ainda, no do
constante do contrato, e, ainda, no do respectivo respectivo imóvel, devendo o oficial obter tais
imóvel, devendo o oficial obter tais dados nos dados nos registros da serventia.
registros da serventia . (Redação dada pelo § 10. Considerar-se-á intimado o devedor que,
Provimento nº 337/2016) encontrado, se recusar a assinar a intimação,
§ 9º As intimações de devedor fiduciante que não caso em que o oficial certificará
for encontrado nos endereços indicados pelo minuciosamente o ocorrido.
credor deverão ser feitas mediante procura do § 11. Considerar-se-á em lugar ignorado o
interessado no endereço de seu domicílio devedor cujo endereço não seja localizado,
constante do contrato e, ainda, no do respectivo caso em que o oficial certificará o ocorrido.
imóvel. § 12. É desnecessária a intimação dos
§ 10. Considerar-se-á intimado o devedor que, fiadores e avalistas, salvo se
encontrado, se recusar a assinar a intimação, expressamente requerida pelo credor,
caso em que o oficial certificará minuciosamente situação na qual a intimação se dará nos
o ocorrido. (Acrescentado pelo Provimento nº mesmos moldes dos demais devedores.
337/2016) § 13. Na hipótese prevista no § 12 deste
artigo, a notificação infrutífera dos fiadores
e avalistas não obsta a continuidade do
procedimento de intimação e consolidação
do imóvel.
Art. 862. Quando o fiduciante, ou seu Art. 964. Quando o fiduciante, ou seu
cessionário, ou seu representante legal ou cessionário, ou seu representante legal ou
procurador, encontrar-se em local ignorado, procurador encontrar-se em local ignorado,
incerto ou inacessível, o fato será certificado pelo incerto ou inacessível, o fato será certificado
serventuário encarregado da diligência e pelo serventuário encarregado da diligência e
informado ao Oficial de Registro de Imóveis, que, informado ao oficial de Registro de Imóveis,
à vista da certidão, promoverá a intimação por que, à vista da certidão, promoverá a intimação
edital, publicado durante 3 (três) dias, pelo por edital, publicado durante 3 (três) dias, pelo
menos, em um dos jornais de maior circulação menos, por meio de Central Eletrônica de
local ou noutro de comarca de fácil acesso, se no Registro de Imóveis, ou em um dos jornais de
local não houver imprensa diária, contado o maior circulação local, ou noutro de comarca de
prazo para purgação da mora da data da última fácil acesso, se no local não houver imprensa
publicação do edital. (Redação dada pelo diária, contado o prazo para purgação da mora
Provimento nº 337/2016) da data da última publicação do edital
§ 1º Caso o devedor fiduciante, seu § 1º Quando, por duas vezes, o oficial de
representante legal ou procurador registro de imóveis ou de registro de títulos
regularmente constituído se ocultar de forma e documentos ou o serventuário por eles
a não concretizar a intimação, o oficial de credenciado houver procurado o intimando
registro devolverá o título ao apresentante, em seu domicílio ou residência sem o
devendo essa circunstância constar da encontrar, deverá, havendo suspeita
respectiva nota de devolução de forma motivada de ocultação, intimar qualquer
expressa, a fim de que o credor fiduciário pessoa da família ou, em sua falta, qualquer
promova a intimação do fiduciante pela via vizinho de que, no dia útil imediato,
judicial. retornará ao imóvel, a fim de efetuar a
§ 2º Recebidos os autos de notificação intimação, na hora que designar, aplicando-
judicial na forma do art. 729 do Código de se subsidiariamente o disposto nos arts.
Processo Civil, a parte interessada deverá 252, 253 e 254 do Código de Processo Civil.
apresentá-los ao oficial de registro para § 2º Nos condomínios edilícios ou outras
serem juntados ao procedimento respectivo espécies de conjuntos imobiliários com
em curso no Ofício de Registro de Imóveis, controle de acesso, a intimação de que trata
para fins de controle da purgação da mora. o § 1º deste artigo poderá ser feita ao
(Redação dada pelo Provimento nº 325/2016) funcionário da portaria responsável pelo
§ 2º Recebidos os autos de intimação judicial recebimento de correspondência.
na forma do art. 872 do Código de Processo
Civil, a parte interessada deverá apresentá-
los ao oficial de registro para serem juntados
ao procedimento respectivo em curso no
Ofício de Registro de Imóveis, para fins de
controle da purgação da mora.
§ 3º A notificação judicial somente será aceita
para fins de controle da purgação da mora se
constar da certidão do oficial de justiça
avaliador que o intimando foi procurado nos
endereços fornecidos pelo credor fiduciário,
além daquele mencionado no contrato e no
do próprio imóvel objeto da alienação
fiduciária.
§ 4º Verificada ocorrência de qualquer
irregularidade ou omissão na intimação
judicial, o oficial de registro deverá elaborar
nota de devolução circunstanciada.

Art. 863. Purgada a mora perante o Ofício de Art. 965. Purgada a mora perante o Ofício de
Registro de Imóveis competente, mediante Registro de Imóveis competente, mediante
pagamento dos valores informados no pagamento dos valores informados no
demonstrativo e na respectiva projeção, o oficial demonstrativo e na respectiva projeção, o
de registro entregará recibo ao devedor oficial de registro entregará recibo ao devedor
fiduciante e, nos 3 (três) dias úteis seguintes, fiduciante e, nos 3 (três) dias úteis seguintes,
comunicará esse fato ao credor fiduciário para comunicará esse fato ao credor fiduciário para
retirada na serventia das importâncias então retirada, na serventia, das importâncias então
recebidas, ou procederá à entrega diretamente recebidas, ou procederá a sua entrega
ao fiduciário. diretamente ao fiduciário.
Parágrafo único. Embora recomendável que o Parágrafo único. Embora recomendável que o
pagamento seja feito diretamente ao credor, não pagamento seja feito diretamente ao credor,
poderá o oficial de registro recusar o não poderá o oficial de registro recusar seu
recebimento, desde que por meio de cheque recebimento, desde que por meio de cheque
administrativo ou visado, com a cláusula “não à administrativo ou visado, nominal ao credor
ordem”, nominal ao credor fiduciário. fiduciário, com a cláusula “não à ordem”.
Art. 864. Decorrido o prazo da interpelação sem Art. 966. Decorrido o prazo da interpelação sem
purgação da mora, o Oficial de Registro deverá purgação da mora, o oficial de registro deverá
certificar esse fato, no prazo de 5 (cinco) dias. certificar esse fato, no prazo de 5 (cinco) dias.
(Redação dada pelo Provimento nº 337/2016)
Art. 864. Decorrido o prazo da interpelação sem
purgação da mora, o oficial de registro deverá
certificar esse fato.
Art. 865. A averbação da consolidação da Art. 967. A averbação da consolidação da
propriedade em nome do fiduciário será feita à propriedade em nome do fiduciário será feita à
vista de requerimento escrito, que será vista de requerimento escrito, que será
protocolizado, instruído com a prova do protocolizado, instruído com a prova do
pagamento do imposto de transmissão entre pagamento do imposto de transmissão entre
vivos e, se for o caso, do laudêmio. vivos e, se for o caso, do laudêmio.
§ 1º Parágrafo único. Caso a intimação tenha § 1º Nos casos de operações de financiamento
sido efetivada pela via judicial, deverá ser ainda habitacional, a consolidação da propriedade em
anexada certidão emitida pelo escrivão judicial nome do credor fiduciário será averbada no
comprovando a inocorrência de pagamento ou registro de imóveis após decorridos 30 (trinta)
depósito em juízo dos valores reclamados. dias da expiração do prazo para purgação da
(Renumerado pelo Provimento nº 306/2015) mora, contados da emissão da certidão referida
§ 2º Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte) no art. 966 deste Provimento Conjunto.
dias, contados da emissão da certidão referida § 2º Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte)
no art. 864 deste Provimento, sem as dias, contados da emissão da certidão referida
providências elencadas no caput deste artigo, os no art. 966 deste Provimento Conjunto, sem as
autos serão arquivados, exigindo-se, a partir de providências elencadas no caput deste artigo,
então, novo e integral procedimento de execução os autos serão arquivados, exigindo-se, a partir
extrajudicial para a consolidação da propriedade de então, novo e integral procedimento de
fiduciária. (Redação dada pelo Provimento nº execução extrajudicial para a consolidação da
337/2016) propriedade fiduciária.
§ 2º Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte) dias § 3º Na hipótese de haver mais de um devedor
da comunicação a que se refere o art. 864 deste a ser intimado, o prazo acima contar-se-á da
Provimento, sem as providências elencadas no data da certidão de intimação do último
caput deste artigo, os autos serão arquivados, devedor.
exigindo-se, a partir de então, novo e integral § 4º Na hipótese de haver mais de um credor,
procedimento de execução extrajudicial para a inclusive no caso de existência e/ou cessão
consolidação da propriedade fiduciária. de cédulas de crédito imobiliárias
(Acrescentado pelo Provimento nº 306/2015) fracionárias, escriturais ou cartulares, o
§ 3º Na hipótese de haver mais de um devedor a requerimento de consolidação poderá ser
ser intimado, o prazo acima contar-se-á da data feito por qualquer um deles, sendo a
da certidão de intimação do último devedor. propriedade consolidada em nome de todos
(Acrescentado pelo Provimento nº 337/2016) os credores, na proporção de seus créditos
informada no requerimento de
consolidação.
§ 5º Os direitos reais de garantia ou
constrições, inclusive penhoras, arrestos,
sequestros e indisponibilidades, incidentes
sobre o direito real de aquisição do devedor
fiduciante, não obstam a consolidação da
propriedade no patrimônio do credor
fiduciário e a venda do imóvel para
realização da garantia.
§ 6º Não se aplica o previsto no § 5º deste
artigo às ordens, constrições judiciais e
indisponibilidades que impeçam
especificamente a consolidação ou a prática
de qualquer ato na matrícula do imóvel.
§ 7º Na hipótese do § 5º deste artigo, caberá
ao interessado providenciar as respectivas
ordens para cancelamento de tais atos.
Art. 866. Pode o devedor efetivar o pagamento Art. 968. Pode o devedor efetivar o pagamento
mediante dação, caso em que transmitirá ao mediante dação, caso em que transmitirá ao
credor seu direito eventual, consolidando-se a credor seu direito eventual, consolidando-se a
propriedade definitivamente no patrimônio deste, propriedade definitivamente no patrimônio
dispensada a realização futura do leilão do deste último, dispensada a realização futura do
imóvel (Lei nº 9.514/1997, art. 26, § 8º). leilão do imóvel, conforme o disposto no art. 26,
§ 8º, da Lei nº 9.514, de 1997.
Art. 867. Uma vez consolidada a propriedade em Art. 969. Uma vez consolidada a propriedade
nome do fiduciário, este deverá promover a em nome do fiduciário, este deverá promover a
realização de leilão público para venda do realização de leilão público para venda do
imóvel, nos 30 (trinta) dias subsequentes, imóvel, nos 30 (trinta) dias subsequentes,
contados da data do registro da consolidação da contados da data da consolidação da
propriedade, não cabendo ao oficial de registro o propriedade, não cabendo ao oficial de registro
controle desse prazo ( Lei nº 9.514/1997, art. 26, o controle desse prazo, dos valores dos leilões
§ 7º). e dos demais aspectos formais dos mesmos.
§ 1º Havendo lance vencedor, a transmissão do § 1º Havendo lance vencedor, a transmissão do
imóvel ao licitante será feita por meio de contrato imóvel ao licitante será feita por meio de carta
de compra e venda e seu respectivo registro no de arrematação expedida pelo leiloeiro ou
Ofício de Registro de Imóveis competente, contrato de compra e venda e seu respectivo
figurando no título como vendedor o antigo registro no Ofício de Registro de Imóveis
credor fiduciário e como comprador o licitante competente, figurando no título como vendedor
vencedor. o antigo credor fiduciário e como comprador o
§ 2º O contrato de compra e venda mencionado licitante vencedor.
no § 1º poderá ser celebrado por instrumento § 2º O contrato de compra e venda mencionado
público ou particular, desde que, neste último no § 1º deste artigo poderá ser celebrado por
caso, o contrato originário tenha sido celebrado instrumento público ou particular, desde que,
no âmbito do SFI. neste último caso, o contrato originário tenha
sido celebrado no âmbito do SFI.
§ 3º Após a averbação da consolidação da
propriedade fiduciária no patrimônio do
credor fiduciário e até a data da realização
do segundo leilão, é assegurado ao devedor
fiduciante o direito de preferência para
adquirir o imóvel por preço correspondente
ao valor da dívida, somado aos encargos e
despesas de que trata o § 2º do art. 27 da Lei
nº 9.514, de 1997, aos valores
correspondentes ao imposto sobre
transmissão inter vivos e ao laudêmio, se for
o caso, pagos para efeito de consolidação
da propriedade fiduciária no patrimônio do
credor fiduciário, e às despesas inerentes
ao procedimento de cobrança e leilão,
incumbindo, também, ao devedor fiduciante
o pagamento dos encargos tributários e das
despesas exigíveis para a nova aquisição do
imóvel de que trata este parágrafo, inclusive
custas e emolumentos.
Art. 868. A requerimento do antigo credor Art. 970. Para a disponibilidade do bem,
fiduciário ou de pessoa interessada, poderá ser deve ser feita a averbação dos leilões
feita a averbação dos leilões negativos, instruída negativos, instruída com declaração
com cópias autênticas das publicações dos expressa do credor de que todos os
leilões e dos autos negativos, assinados por requisitos e formalidades legais foram
leiloeiro oficial. observadas, dispensada a apresentação de
quaisquer documentações comprobatórias.
Art. 971. Para a disponibilidade do bem,
deverá ser feita a averbação da quitação da
dívida.
Art. 869. Na contagem dos prazos do contrato de Art. 972. Na contagem dos prazos do contrato
alienação fiduciária, exclui-se o dia do começo e de alienação fiduciária, exclui-se o dia do
inclui-se o dia do vencimento; e, caso o prazo começo e inclui-se o dia do vencimento e, caso
regulamentar venha a se encerrar em sábado, o prazo regulamentar venha a se encerrar em
domingo ou feriado, prorroga-se para o primeiro sábado, domingo ou feriado, prorroga-se para
dia útil subsequente. o primeiro dia útil subsequente.
TÍTULO VII TÍTULO VII
DAS CÉDULAS DE CRÉDITO DAS CÉDULAS DE CRÉDITO
Art. 870. Serão registradas no Livro nº 3 - Art. 973. Serão registrados no Livro nº 3 -
Registro Auxiliar: Registro Auxiliar:
I - as cédulas de crédito rural, industrial, à I - as cédulas de crédito industrial, de crédito à
exportação, comercial e de produto rural, sem exportação, de crédito imobiliário e de crédito
prejuízo do registro do direito real de garantia; comercial, sem prejuízo do registro do direito
II - as notas de crédito rural, industrial, à real de garantia;
exportação e comercial; II - as notas de crédito industrial, à exportação
e comercial;
III - as cédulas de crédito bancário, somente III - as garantias pignoratícias advindas das
quando constituírem penhor rural, industrial, cédulas de crédito rural e de produto rural;
mercantil ou à exportação. IV - o penhor rural, industrial, mercantil ou à
§ 1º Sem prejuízo do registro da cédula no Livro exportação advindo das cédulas de crédito
nº 3 - Registro Auxiliar, as hipotecas e as bancário.
alienações fiduciárias em garantia de bens § 1º As hipotecas e as alienações fiduciárias em
imóveis serão registradas no Livro nº 2 - Registro garantia de bens imóveis provenientes das
Geral. cédulas serão registradas no Livro nº 2 -
§ 2º O registro das cédulas que constituam Registro Geral, devendo ser efetuadas as
exclusivamente penhor rural, industrial ou remissões recíprocas.
mercantil, realizado no Livro nº 3 - Registro § 2º O registro do penhor rural, industrial,
Auxiliar, mencionará expressamente o imóvel de mercantil ou à exportação, realizado no Livro nº
localização dos bens dados em garantia, 3 - Registro Auxiliar, mencionará
devendo ser feita a devida anotação no Livro nº expressamente o imóvel de localização dos
4 - Indicador Real. bens dados em garantia, devendo ser
§ 3º No caso da cédula de crédito bancário, será efetuada averbação de localização, sem
registrada no Livro nº 2 - Registro Geral somente conteúdo financeiro, no Livro nº 2.
a hipoteca ou alienação fiduciária com garantia § 3º No caso da cédula de crédito bancário,
de bem imóvel, caso em que, a requerimento do será registrada no Livro nº 2 somente a
interessado, também poderá ser registrada a hipoteca ou alienação fiduciária com garantia
cédula em seu inteiro teor no Livro nº 3 - Registro de bem imóvel, caso em que, a requerimento
Auxiliar. do interessado, também poderá ser registrada
§ 4º No registro da garantia efetuado na a cédula em seu inteiro teor no Livro nº 3 -
matrícula, será feita remissão ao número do Registro Auxiliar.
registro da cédula efetuado no Livro nº 3 -
Registro Auxiliar, no qual, por sua vez, será
feita remissão ao número do registro da
hipoteca ou da alienação fiduciária em
garantia efetuado na matrícula.
Art. 871. Os atos mencionados no art. 870 deste Art. 974. Os atos mencionados no art. 973
Provimento serão praticados: deste Provimento Conjunto serão praticados:
I - no caso de garantias exclusivamente de bens I - no caso de garantias exclusivamente de bens
móveis dados em penhor rural, industrial ou móveis dados em penhor rural, industrial ou
mercantil, na circunscrição do imóvel de mercantil, na circunscrição do imóvel de
localização dos bens apenhados; localização dos bens apenhados;
II - no caso de garantias exclusivamente de bens II - no caso de garantias exclusivamente de
imóveis, na circunscrição dos imóveis bens imóveis, na circunscrição dos imóveis
hipotecados ou alienados fiduciariamente; hipotecados ou alienados fiduciariamente;
III - no caso de garantias de bens imóveis e ainda III - no caso de garantias de bens imóveis e
de bens móveis dados em penhor rural, industrial ainda de bens móveis dados em penhor rural,
ou mercantil, tanto na circunscrição do imóvel de industrial ou mercantil, tanto na circunscrição
localização dos bens hipotecados ou alienados do imóvel de localização dos bens hipotecados
fiduciariamente, quanto na circunscrição dos ou alienados fiduciariamente quanto na
bens apenhados; circunscrição dos bens apenhados;
IV - no caso de nota de crédito rural, industrial, à IV - no caso de nota de crédito rural, industrial,
exportação e comercial, na circunscrição do à exportação e comercial, na circunscrição do
imóvel a cuja exploração se destina o imóvel a cuja exploração se destina o
financiamento; financiamento;
V - no caso de nota de crédito rural emitida por V - no caso de garantias provenientes de cédula
cooperativa, na circunscrição do domicílio do de produto rural ou de crédito rural:
emitente; a) será feito sempre o registro no Livro nº 3 do
VI - no caso de cédula de produto rural: Ofício de Registro do domicílio do emitente;
a) será feito sempre o registro no Livro nº 3 do b) se houver bem móvel dado em penhor, será
Ofício de Registro do domicílio do emitente; feito o registro do penhor no Livro nº 3 do Ofício
de Registro de Imóveis do imóvel de localização
b) se houver bem imóvel dado em garantia, será dos bens apenhados, mencionando-se
feito também o registro da hipoteca e/ou da expressamente o imóvel de localização dos
alienação fiduciária, bem como a averbação de bens dados em garantia, devendo ser efetuada
remissão ao registro da cédula de produto rural, averbação de localização, sem conteúdo
conforme disposto na alínea acima, nas financeiro, no Livro nº 2.
matrículas dos imóveis dados em garantia; Parágrafo único. O registro na forma dos arts.
c) se houver bem móvel dado em penhor, será 716 e 718 deste Provimento Conjunto não
feito o registro do penhor no Livro nº 3 do Ofício dispensa o registro das garantias de bens
de Registro de Imóveis do imóvel de localização móveis no Ofício de Registro de Títulos e
dos bens apenhados, mencionando-se Documentos competente, salvo no caso de
expressamente o imóvel de localização dos bens penhor rural, industrial, mercantil ou à
dados em garantia, devendo ser feita a devida exportação, devendo o oficial de registro de
anotação no Livro nº 4 - Indicador Real. imóveis fazer constar tal informação no texto do
Parágrafo único. O registro efetuado na forma registro.
dos arts. 622 e 623 deste Provimento não
dispensa o registro das garantias de bens
móveis, que deverão ser efetuados no Ofício de
Registro de Títulos e Documentos competente,
salvo no caso de penhor rural, industrial,
mercantil ou à exportação, devendo o Oficial de
Registro fazer constar tal informação no texto do
registro e da certidão emitida.

Art. 872. O registro e a averbação das cédulas e Art. 975. O registro e a averbação das cédulas
notas de crédito rural, industrial, à exportação, e notas de crédito industrial, à exportação,
comercial, imobiliário, bancário e de produto comercial, imobiliário e bancário, inclusive suas
rural, inclusive suas garantias e suas garantias e suas modificações, independem do
modificações, independem do reconhecimento reconhecimento de firma dos signatários nos
de firma dos signatários nos respectivos respectivos instrumentos, sendo, para a
instrumentos, sendo para a averbação de baixa averbação de baixa ou cancelamento,
ou cancelamento, entretanto, reconhecida a entretanto, reconhecida a firma do credor no
firma do credor no instrumento de quitação. instrumento de quitação.
§ 1º Com exceção da cédula de crédito § 1º Para a averbação de baixa ou
imobiliário, quando emitida cartularmente, cancelamento, exige-se o reconhecimento
fica dispensada a assinatura do credor nos de firma do credor no instrumento de
títulos constantes do caput, ainda que quitação.
contenham garantias imobiliárias. § 2º O instrumento de quitação expedido por
§ 2º O instrumento de quitação expedido por pessoa jurídica deverá vir acompanhado do
pessoa jurídica deverá vir acompanhado do comprovante dos poderes de representação de
comprovante dos poderes de representação de quem por ela assinou.
quem por ela assinou. § 3º Quitada a dívida e decorrido o prazo do
vencimento da garantia é vedada a
averbação de liberação de novo crédito por
meio de aditivo.
Art. 873. O registro e a averbação das hipotecas Art. 976. O registro e a averbação das
e as alienações fiduciárias em garantia de bens hipotecas e as alienações fiduciárias em
imóveis constituídas por cédulas de crédito rural, garantia de bens imóveis constituídas por
industrial, à exportação, comercial e de produto cédulas de crédito rural, industrial, à
rural, inclusive suas modificações, independem exportação, comercial, de produto rural, de
da apresentação da certidão negativa de débito crédito imobiliário e bancário, inclusive suas
modificações, dependem da apresentação da
do ITR.
certidão negativa de débito do ITR, ficando
§ 1º Os atos previstos no caput deste artigo serão dispensada, para efeito de concessão de
praticados independentemente da apresentação financiamento no âmbito do Programa
dos comprovantes de cumprimento de Nacional de Fortalecimento da Agricultura
obrigações perante o INSS se o beneficiário do Familiar - PRONAF, aos mini e pequenos
crédito, produtor rural pessoa física ou produtores rurais e aos agricultores
segurado especial, declarar que não familiares.
comercializa a sua produção com adquirente § 1º Os atos previstos no caput deste artigo
domiciliado no exterior, nem diretamente no serão praticados independentemente da
varejo com consumidor pessoa física, com apresentação de certidão negativa de débitos
outro produtor rural pessoa física ou com expedida pela Receita Federal do Brasil.
outro segurado especial. § 2º Para os atos previstos no caput deste
§ 2º Para os atos previstos no caput deste artigo artigo, é necessária a averbação dos dados do
é necessária a averbação dos dados constantes CCIR, caso ainda não constantes da matrícula.
do CCIR, caso ainda não averbados.
Art. 874. Para o registro e a averbação das
garantias de hipotecas e de alienações
fiduciárias de bens imóveis constituídas por
cédulas de crédito imobiliário e bancário,
inclusive suas modificações, devem ser
apresentadas as certidões negativas de débitos
do ITR e INSS, além da averbação dos dados do
CCIR, caso ainda não averbados.
Art. 875. A prorrogação do penhor rural deve ser Art. 977. A prorrogação do penhor rural deve
averbada à margem do registro respectivo, ser averbada à margem do registro respectivo,
mediante requerimento do credor e do devedor. mediante requerimento do credor e do devedor.

Art. 876. As cédulas e notas de crédito rural, Art. 978. As cédulas de crédito industrial, à
industrial, à exportação, comercial, de produto exportação e comercial, bem como suas
rural, bem como suas garantias, modificações e garantias, modificações e cancelamentos,
cancelamentos, serão registradas e averbadas serão registradas e averbadas em até 3 (três)
em até 3 (três) dias úteis, contados da data de dias úteis, contados da data de seu protocolo,
seu protocolo, observando-se o prazo de 15 observando-se o prazo de 15 (quinze) dias nos
(quinze) dias nos períodos cuja sazonalidade períodos cuja sazonalidade decorrente de
decorrente de liberação de crédito para plantio e liberação de crédito para plantio e custeio
custeio implique aumento de demanda. implique aumento de demanda.
Parágrafo único. As cédulas de crédito imobiliário § 1º Aplica-se aos registros de garantias das
e bancário, bem como suas garantias, cédulas de crédito rural e de produto rural,
modificações e cancelamentos, serão suas modificações e cancelamentos o
registradas e averbadas em até 15 (quinze) dias disposto no caput deste artigo.
contados da data de seu protocolo. § 2º As cédulas de crédito imobiliário e
bancário, bem como suas garantias,
modificações e cancelamentos, serão
registradas e averbadas em até 15 (quinze)
dias, contados da data de seu protocolo.
TÍTULO VIII TÍTULO VIII
DOS PARCELAMENTOS DE IMÓVEIS DOS PARCELAMENTOS DE IMÓVEIS
URBANOS E RURAIS URBANOS E RURAIS
CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 877. Os parcelamentos de imóveis urbanos Art. 979. Os parcelamentos de imóveis urbanos
são regidos, precipuamente, pela Lei nº são regidos, precipuamente, pela Lei nº 6.766,
6.766/1979, pela Lei nº 10.257, de 10 de julho de de 1979, pela Lei nº 10.257, de 10 de julho de
2001, e pela legislação municipal, enquanto os 2001, que “regulamenta os arts. 182 e 183 da
parcelamentos de imóveis rurais o são pela Constituição Federal, estabelece diretrizes
legislação agrária. gerais da política urbana e dá outras
providências”, e pela legislação municipal,
enquanto os parcelamentos de imóveis rurais o
são pela legislação agrária.
Art. 878. Na hipótese de o imóvel objeto do Art. 980. Na hipótese de o imóvel objeto do
parcelamento não se encontrar matriculado no parcelamento não se encontrar matriculado no
registro geral, o proprietário deverá providenciar registro geral, o proprietário deverá
abertura de matrícula em seu nome, devendo providenciar abertura de matrícula em seu
esta descrever o imóvel com todas as nome, devendo esta descrever o imóvel com
características e confrontações anteriores ao todas as características e confrontações
parcelamento e, na matrícula aberta, o oficial de anteriores ao parcelamento e, na matrícula
registro efetuará o registro do loteamento ou a aberta, o oficial de registro efetuará o registro
averbação do desmembramento, com do loteamento ou a averbação do
observância do disposto neste Capítulo. desmembramento, com observância do
disposto neste Capítulo.
Art. 879. A área ou descrição do imóvel a ser Art. 981. A área ou descrição do imóvel a ser
parcelado deverá corresponder à área ou parcelado deverá corresponder à área ou
descrição constante da matrícula. descrição constante da matrícula.
Parágrafo único. Não ocorrendo a Parágrafo único. Não ocorrendo a
correspondência mencionada no caput deste correspondência mencionada no caput deste
artigo, deverá, para tanto, ser previamente artigo, deverá, para tanto, ser previamente
promovida sua fusão, desmembramento ou promovida sua fusão, unificação, seu
retificação. desmembramento ou sua retificação.
Art. 880. O parcelamento de imóvel rural para fins Art. 982. O parcelamento de imóvel rural para
urbanos será precedido de averbação de fins urbanos será precedido de averbação de
alteração de sua destinação, que por sua vez alteração de sua destinação, a qual, por sua
depende de: vez, depende de certidão do órgão municipal
I - certidão municipal que ateste a inclusão do competente que ateste a inclusão do imóvel em
imóvel em zona urbana, de expansão urbana ou zona urbana, de expansão urbana ou de
de urbanização específica, conforme lei local; urbanização específica, conforme lei local.
II - certidão de não oposição expedida pelo Parágrafo único. Averbada a
INCRA. descaracterização do imóvel rural na
Parágrafo único. Consideram-se imóveis com matrícula, o oficial de registro de imóveis
fins urbanos os destinados a habitação, comunicará essa alteração ao INCRA, sendo
recreação, indústria ou comércio. dispensada a anuência prévia do
proprietário.
Art. 881. O parcelamento de imóvel urbano Art. 983. O parcelamento de imóvel urbano
dependerá, em qualquer hipótese, de prévia dependerá, em qualquer hipótese, de prévia
anuência do município, enquanto o anuência do Município.
parcelamento de imóvel rural dela Art. 984. O parcelamento de imóvel rural
independerá, sendo exigida a anuência do independe de prévia anuência do órgão
INCRA apenas nos casos expressamente municipal competente, sendo exigida a
previstos em lei. manifestação do INCRA apenas nos casos
expressamente previstos em lei.
Art. 882. O município poderá estabelecer, por lei, Art. 985. O município poderá estabelecer, por
normas sobre o parcelamento de imóveis lei, normas sobre o parcelamento de imóveis
urbanos, observados os requisitos mínimos urbanos, observados os requisitos mínimos
previstos na Lei nº 6.766/1979 e na Lei nº previstos na Lei nº 6.766, de 1979, e na Lei nº
10.257/2001. 10.257, de 2001.

Art. 883. O parcelamento de imóveis rurais Art. 986. O parcelamento de imóveis rurais
respeitará a fração mínima de parcelamento respeitará a fração mínima de parcelamento
constante do respectivo Certificado de Cadastro constante do respectivo Certificado de
do Imóvel Rural, salvo os casos previstos em Cadastro do Imóvel Rural, salvo os casos
norma federal. previstos em norma federal.
Art. 884. Nos casos previstos em lei, o Art. 987. Nos casos previstos em lei, o
parcelamento dependerá, ainda, da prévia parcelamento dependerá, ainda, da prévia
aprovação da entidade ou órgão metropolitano aprovação da entidade ou órgão metropolitano
ou estadual competente. ou estadual competente.
Art. 885. O parcelamento será feito com base em Art. 988. O parcelamento será feito com base
planta e memorial descritivo assinados por em planta e memorial descritivo assinados por
profissional legalmente habilitado, com prova de profissional legalmente habilitado, com prova
ART ou RRT na autarquia profissional de responsabilidade técnica do órgão
competente. profissional competente.
Art. 886. O parcelamento de imóvel onerado será Art. 989. O parcelamento de imóvel onerado
requerido também pelo titular do direito real com será requerido também pelo titular do direito
anuência expressa do proprietário, devendo o real, com anuência expressa do proprietário,
ônus ser transportado para as novas matrículas. devendo o ônus ser transportado para as novas
matrículas.
Art. 887. São dispensados do registro especial Art. 990. São dispensados do registro especial
previsto no art. 18 da Lei nº 6.766/1979: previsto no art. 18 da Lei nº 6.766, de 1979:
I - o simples desdobro, assim considerada a I - o simples desdobro, assim considerada a
subdivisão de gleba ou lote que não implique, subdivisão de gleba ou lote que não implique,
cumulativamente: cumulativamente:
a) a abertura de novas vias e logradouros a) a abertura de novas vias e logradouros
públicos, nem prolongamento, modificação ou públicos, nem prolongamento, modificação ou
ampliação dos já existentes; ampliação dos já existentes;
b) a necessidade de execução de obras ou b) a necessidade de execução de obras ou
melhoramentos públicos, conforme certidão melhoramentos públicos, conforme certidão
expedida pelo município; expedida pelo município;
II - as divisões entre vivos celebradas II - as divisões entre vivos celebradas
anteriormente a 20 de dezembro de 1979; anteriormente a 20 de dezembro de 1979;
III - as divisões entre vivos extintivas de III - as divisões entre vivos extintivas de
condomínios formados antes da vigência da Lei condomínios formados antes da vigência da Lei
nº 6.766/1979; nº 6.766, de 1979;
IV - as divisões consequentes de partilhas IV - as divisões consequentes de partilhas
judiciais, qualquer que seja a época de sua judiciais, qualquer que seja a época de sua
homologação ou celebração; homologação ou celebração;
V - as cartas de arrematação, de adjudicação ou V - as cartas de arrematação, de adjudicação
mandados, expedidos em cumprimento de ou mandados, expedidos em cumprimento de
decisões definitivas transitadas em julgado; decisões definitivas transitadas em julgado;
VI - as alienações ou promessas de alienação de VI - as alienações ou promessas de alienação
partes de glebas, desde que, no próprio título ou de partes de glebas, desde que, no próprio
em requerimento que o acompanhe, seja título ou em requerimento que o acompanhe,
requerida, pelo adquirente ou compromissário, a seja requerida, pelo adquirente ou
unificação do imóvel com outro contíguo de sua compromissário, a fusão ou unificação do
propriedade, casos em que a observância dos imóvel com outro contíguo de sua propriedade,
limites mínimos de área e de testada para a via casos em que a observância dos limites
pública não é exigível para a parcela mínimos de área e de testada para a via pública
desmembrada, mas sim para o remanescente do não é exigível para a parcela desmembrada,
imóvel que sofreu o desmembramento; mas sim para o remanescente do imóvel que
VII - os negócios que cumpram compromissos sofreu o desmembramento;
formalizados até 20 de dezembro de 1979; VII - os negócios que cumpram compromissos
VIII - as cessões e as promessas de cessão formalizados até 20 de dezembro de 1979;
integral de compromissos de compra e venda VIII - as cessões e as promessas de cessão
formalizados anteriormente a 20 de dezembro de integral de compromissos de compra e venda
1979; formalizados anteriormente a 20 de dezembro
IX - os terrenos que, até o exercício de 1979, de 1979;
tenham sido individualmente lançados para IX - os terrenos que, até o exercício de 1979,
pagamento de imposto territorial, o que será tenham sido individualmente lançados para
comprovado mediante certidão expedida pelo pagamento de imposto territorial, o que será
Município.
Parágrafo único. Consideram-se formalizados, comprovado mediante certidão expedida pelo
para fins dos incisos II, III, VII e VIII, os Município.
instrumentos que tenham sido registrados no Parágrafo único. Consideram-se formalizados,
Ofício de Registro de Títulos e Documentos, para fins dos incisos II, III, VII e VIII deste artigo,
aqueles em que a firma de pelo menos um dos os instrumentos que tenham sido registrados
contratantes tenha sido reconhecida, aqueles no Ofício de Registro de Títulos e Documentos,
em que tenha havido o recolhimento antecipado aqueles em que a firma de pelo menos um dos
do imposto de transmissão ou, enfim, quando, contratantes tenha sido reconhecida, aqueles
por qualquer outra forma segura, esteja em que tenha havido o recolhimento
comprovada a anterioridade dos contratos. antecipado do imposto de transmissão ou,
enfim, quando, por qualquer outra forma
segura, esteja comprovada a anterioridade dos
contratos.
Art. 888. É vedado proceder ao registro de venda Art. 991. É vedado proceder ao registro de
de frações ideais, com localização, numeração e venda de frações ideais, com localização,
metragem certa, ou de qualquer outra forma de numeração e metragem certa, ou de qualquer
instituição de condomínio geral que desatenda outra forma de instituição de condomínio geral,
aos princípios da legislação civil, caracterizadoras, de modo oblíquo e irregular,
caracterizadores, de modo oblíquo e irregular, de de loteamentos ou desmembramentos que
loteamentos ou desmembramentos. desatendam aos princípios da legislação
civil.
CAPÍTULO II
DO DESMEMBRAMENTO
Art. 889. Em casos de desmembramentos Art. 992. Em casos de desmembramentos
voluntários, para a perfeita caracterização do voluntários, para a perfeita caracterização do
imóvel, deverão ser descritas no título todas as imóvel deverão ser descritas no título todas as
circunstâncias do art. 176, § 1º, II, item 3, e do circunstâncias do art. 176, § 1º, II, item 3, e do
art. 225 da Lei dos Registros Públicos, tanto do art. 225 da Lei nº 6.015, de 1973, tanto do
imóvel desmembrado quanto do remanescente. imóvel desmembrado quanto do remanescente.
Art. 890. O desmembramento poderá não Art. 993. O desmembramento, desde que o
atender às dimensões mínimas estabelecidas imóvel resultante se destine à anexação com o
em norma federal ou municipal se o imóvel for imóvel vizinho, poderá não atender às
urbano, ou à fração mínima de parcelamento se dimensões mínimas estabelecidas em norma
o imóvel for rural, desde que o imóvel resultante federal ou municipal se o imóvel for urbano, ou
se destine à anexação com o imóvel vizinho, à fração mínima de parcelamento se o imóvel
quando então referidas dimensões ou fração for rural, observando-se, nesses casos, o
mínima deverão ser atendidas, observando-se, seguinte:
nesses casos, o seguinte: I - no caso de imóvel urbano, o projeto de
I - no caso de imóvel urbano, o projeto de desmembramento será aprovado pelo
desmembramento será aprovado pelo município; município;
II - o requerimento de averbação de II - o requerimento de averbação de
desmembramento mencionará a finalidade de desmembramento mencionará a finalidade de
anexação e o número da matrícula do imóvel anexação e o número da matrícula do imóvel
vizinho; vizinho;
III - a averbação de desmembramento será feita III - a averbação de desmembramento será feita
com menção à finalidade de anexação sem com menção à finalidade de anexação sem
abertura de novas matrículas; abertura de novas matrículas;
IV - a averbação de desmembramento será feita IV - a averbação de desmembramento será
com menção à finalidade de anexação com feita mencionando-se a finalidade de anexação
abertura de nova matrícula para a área com abertura de nova matrícula para a área
remanescente, ao passo que a área a ser remanescente.
anexada será objeto de nova matrícula no V - a averbação da área a ser anexada será
momento da unificação. feita mediante a apresentação de planta e
memorial descritivo assinados por profissional
legalmente habilitado, com prova de
Parágrafo único. Em todos os casos, o imóvel responsabilidade técnica do órgão profissional
remanescente deverá permanecer com área competente, e a devida aprovação municipal,
igual ou superior ao mínimo estabelecido em lei. caso a legislação local assim o exija.
VI - ato contínuo, deverá ser aberta a matrícula
do imóvel resultante da junção.
Parágrafo único. Em todos os casos, os imóveis
resultantes deverão ter área igual ou superior
ao mínimo estabelecido em lei.
Art. 891. O desmembramento de imóvel rural Art. 994. O desmembramento de imóvel rural
dependerá de apresentação do último CCIR dependerá de apresentação do último CCIR
quitado e da certidão negativa de débitos quitado e da certidão negativa de débitos
relativos ao ITR dentro de seu prazo de validade relativos ao ITR dentro de seu prazo de
ou das guias e respectivos comprovantes de validade ou das guias e respectivos
recolhimento do ITR dos últimos 5 (cinco) comprovantes de recolhimento do ITR dos
exercícios fiscais. últimos 5 (cinco) exercícios fiscais.
Art. 892. O desmembramento de imóvel rural não Art. 995. O desmembramento de imóvel rural
implicará alteração da reserva legal já averbada, não implicará alteração da reserva legal já
seja da sua área, localização ou descrição, averbada, seja de sua área, localização ou
conforme já aprovadas pela entidade ou órgão descrição, conforme já aprovadas pela
ambiental competente. entidade ou órgão ambiental competente.
§ 1º No caso previsto no caput deste artigo, o § 1º No caso previsto no caput deste artigo, o
oficial de registro averbará, em todas as novas oficial de registro averbará, em todas as novas
matrículas, que a reserva legal dos respectivos matrículas, que a reserva legal dos respectivos
imóveis se encontra especializada na matrícula imóveis se encontra especializada na matrícula
de origem. de origem.
§ 2º Fica facultado ao proprietário obter, na § 2º Fica facultado ao proprietário obter, na
entidade ou órgão ambiental competente, entidade ou órgão ambiental competente,
posteriormente ao desmembramento, o posteriormente ao desmembramento, o
cancelamento do termo original e a expedição de cancelamento do termo original e a expedição
novos termos - inclusive de compensação, se for de novos termos – inclusive de compensação,
o caso - para averbação nas novas matrículas. se for o caso – para averbação nas novas
matrículas.
CAPÍTULO II DO PROCESSO E REGISTRO CAPÍTULO III DO LOTEAMENTO
Art. 893. O requerimento de registro de Art. 996. O requerimento de registro de
loteamento ou desmembramento deve ser feito loteamento ou desmembramento deve ser feito
pelo proprietário da gleba, acompanhado de pelo proprietário da gleba dentro de 180
todos os documentos enumerados no caput do (cento e oitenta) dias da aprovação
art. 18 da Lei nº 6.766/1979. municipal, sob pena de caducidade da
aprovação, acompanhado dos seguintes
documentos, respeitado o princípio da
concentração:
I - certidões de inteiro teor, ônus e ações
atualizadas há, pelo menos 30 (trinta) dias,
ressalvada a dispensa de certidão de inteiro
teor na hipótese de parcelamento popular,
destinado às classes de menor renda, em
imóvel declarado de utilidade pública, com
processo de desapropriação judicial em
curso e imissão provisória na posse, desde
que promovido pela União, pelos Estados,
Distrito Federal, Municípios ou suas
entidades delegadas, autorizadas por lei a
implantar projetos de habitação;
II - certidão vintenária do imóvel, expedida
pelo Registro de Imóveis da situação do
bem;
III - certidões negativas:
a) de tributos federais, estaduais e
municipais incidentes sobre o imóvel;
b) de ações penais com respeito ao crime
contra o patrimônio e contra a
Administração Pública;
IV - certidões dos cartórios de protestos de
títulos em nome do loteador, pelo período de
10 (dez) anos;
V - cópia do ato de aprovação do loteamento
e comprovante do termo de verificação, pelo
Município ou pelo Distrito Federal, da
execução das obras exigidas por legislação
municipal, que incluirão, no mínimo, a
execução das vias de circulação do
loteamento, demarcação dos lotes, quadras
e logradouros e das obras de escoamento
das águas pluviais ou da aprovação de um
cronograma, com a duração máxima de
quatro anos, acompanhado de competente
instrumento de garantia para a execução
das obras;
VI - exemplar do contrato padrão de
promessa de venda, ou de cessão ou de
promessa de cessão, do qual constarão
obrigatoriamente as indicações previstas no
art. 26, da Lei nº 6.766, de 1979;
VII - declaração do cônjuge, se for o caso, de
que consente no registro do loteamento,
salvo nas hipóteses de casamento pelos
regimes da separação total de bens ou
participação final nos aquestos com
dispensa de outorga em pacto antenupcial.
Art. 894. O requerimento e os documentos serão Art. 997. O requerimento e os documentos
autuados pelo oficial de registro, na ordem serão autuados pelo oficial de registro, na
estabelecida em lei, em processo que terá suas ordem estabelecida no art. 996 deste
folhas numeradas e rubricadas; e, após o último Provimento Conjunto, em processo que terá
documento integrante do processo, serão suas folhas numeradas e rubricadas.
certificadas a data da apresentação do Parágrafo único. Após o último documento
requerimento e, em seguida, sempre antes da integrante do processo, serão certificados a
publicação dos editais, a sua protocolização data da apresentação do requerimento e o
com o correspondente número de ordem. correspondente número de protocolo.
Art. 895. Também serão certificados a expedição Art. 998. Também serão certificados a
e publicação dos editais, o decurso do prazo para expedição e publicação dos editais, o decurso
impugnações, as comunicações à Prefeitura do prazo para impugnações, as comunicações
Municipal e o registro. à Prefeitura Municipal e o registro.
Art. 896. As datas da apresentação e da Art. 999. As datas da apresentação e da
protocolização jamais poderão coincidir com a do protocolização jamais poderão coincidir com a
registro, tendo em vista o intervalo temporal do registro, tendo em vista o intervalo temporal
necessariamente decorrente da publicação dos necessariamente decorrente da publicação dos
editais. editais.
Art. 897. Quando o loteador for pessoa jurídica, Art. 1.000. Quando o loteador for pessoa
incumbirá ao oficial de registro verificar, com jurídica, incumbirá ao oficial de registro
base no estatuto social, a regularidade da verificar, com base no estatuto social, a
representação societária, especialmente se regularidade da representação societária,
quem requer o registro tem poderes para tanto. especialmente se quem requer o registro tem
poderes para tanto.
Art. 898. Os documentos apresentados para Art. 1.001. Os documentos apresentados para
registro do loteamento deverão vir, sempre que registro do loteamento deverão vir, sempre que
possível, no original, podendo ser aceitas vias possível, no original.
autenticadas. Parágrafo único. Se o oficial de registro
Parágrafo único. Se o oficial de registro suspeitar suspeitar da autenticidade de quaisquer das
da autenticidade de quaisquer das cópias cópias apresentadas, poderá exigir a exibição
apresentadas, poderá exigir a exibição do do original.
original.
Art. 899. As certidões mencionadas no art. 18 da Art. 1.002. As certidões mencionadas no art.
Lei nº 6.766/1979 devem referir-se ao loteador e 996 deste Provimento Conjunto devem referir-
a todos aqueles que, no período de 10 (dez) se ao loteador e a todos aqueles que, no
anos, tenham sido titulares de direitos reais período de 10 (dez) anos, tenham sido titulares
sobre o imóvel nos prazos ali previstos. de direitos reais sobre o imóvel nos prazos ali
§ 1º As certidões mencionadas no inciso III, previstos.
alíneas “b” e “c”, e inciso IV, alíneas “a”, “b” § 1º Quando o loteador e os titulares de direitos
e “d”, do art. 18 da Lei nº 6.766/1979 não reais sobre o imóvel forem pessoas naturais
poderão ter sido expedidas há mais de 3 (três) casadas, as certidões deverão se referir a
meses. ambos os cônjuges.
§ 2º Quando o loteador e os titulares de direitos § 2º Tratando-se de pessoa jurídica, as
reais sobre o imóvel forem pessoas naturais certidões dos distribuidores criminais deverão
casadas, as certidões deverão se referir a ambos referir-se, além da loteadora, também aos
os cônjuges. respectivos representantes legais
§ 3º Tratando-se de pessoa jurídica, as certidões § 3º Tratando-se de empresa constituída por
dos distribuidores criminais deverão referir-se, outras pessoas jurídicas, tais certidões deverão
além da loteadora, também aos respectivos referir-se também aos representantes legais
representantes legais. destas últimas.
§ 4º Tratando-se de empresa constituída por § 4º Sempre que for expedida certidão positiva
outras pessoas jurídicas, tais certidões deverão de ônus e ações relativamente ao imóvel ou à
referir-se também aos representantes legais pessoa dos proprietários tabulares, deverá ser
destas últimas. exigida certidão de objeto e pé ou histórico de
§ 5º Sempre que das certidões de feitos tramitação extraída dos sítios eletrônicos
ajuizados envolvendo ações pessoais e reais oficiais dos tribunais em que conste, no
constar a distribuição positiva, deverá ser exigida mínimo, a identificação do processo, das
certidão complementar, expedida pelo escrivão partes, da fase processual e do valor da
do feito, sobre seu desfecho ou estado atual. causa.
§ 6º Tal complementação será desnecessária § 5º Tal complementação será desnecessária
quando se trate de ação que, pela sua própria quando se trate de ação que, por sua própria
natureza, desde logo aferida pela certidão do natureza, desde logo aferida pela certidão do
distribuidor judicial, não tenha qualquer distribuidor judicial, não tenha qualquer
repercussão econômica ou relação com o imóvel repercussão econômica ou relação com o
objeto do loteamento. imóvel objeto do loteamento.
Art. 900. Os loteamentos ou desmembramentos Art. 1.003. Os loteamentos ou
requeridos pelas entidades político- desmembramentos requeridos pelas entidades
administrativas (União, Estados e Municípios) político-administrativas (União, Estados e
estão sujeitos ao processo do registro especial, Municípios) estão sujeitos ao processo do
dispensando-se, porém, os documentos registro especial, dispensando-se, porém, os
mencionados nos incisos II, III, IV e VII do art. 18 documentos mencionados nos incisos II, III, IV
da Lei nº 6.766/1979. e VII do art. 996 deste Provimento Conjunto.
Art. 901. Desde que o registro do loteamento ou Art. 1.004. Desde que o registro do loteamento
desmembramento seja requerido apenas com o ou desmembramento seja requerido com o
cronograma de execução das obras, o Ofício de cronograma de execução das obras, o Ofício de
Registro também providenciará, conforme o Registro também providenciará, conforme o
caso, o registro da garantia real oferecida nas caso, o registro da garantia real oferecida nas
matrículas dos imóveis ou lotes matrículas dos imóveis ou lotes
correspondentes. correspondentes.
Parágrafo único. A circunstância também será, Parágrafo único. A circunstância também será,
de forma resumida, averbada na matrícula em de forma resumida, averbada na matrícula em
que registrado o loteamento ou que registrado o loteamento ou
desmembramento. desmembramento.
Art. 902. Tratando-se de loteamento urbano, o Art. 1.005. O edital de loteamento será
edital será publicado em jornal de circulação publicado por 3 (três) dias consecutivos em
local, ou, não havendo, em jornal da região. jornal de circulação local, ou, não havendo, em
§ 1º Se o jornal de circulação local não for diário, jornal da região.
a publicação nele será feita em 3 (três) edições § 1º Se o jornal de circulação local não for
consecutivas. diário, a publicação nele será feita em 3 (três)
§ 2º Na capital, a publicação se fará, também, no edições consecutivas.
Diário Oficial do Estado. § 2º Na capital, a publicação se fará, também,
no Diário Oficial do Estado.
§ 3º As publicações poderão ser feitas
exclusivamente por meio de Central
Eletrônica de Registro de Imóveis.
Art. 903. As restrições presentes no loteamento, Art. 1.006. As restrições presentes no
impostas pelo loteador ou pelo Poder Público, loteamento, impostas pelo loteador ou pelo
deverão ser, obrigatoriamente, mencionadas na Poder Público, inclusive o acesso controlado,
matrícula- mãe e nas matrículas dos imóveis deverão ser obrigatoriamente mencionadas na
afetados, não cabendo ao oficial de registro, matrícula-mãe e nas matrículas dos imóveis
porém, fiscalizar a observância daquelas afetados, não cabendo ao oficial de registro,
restrições. porém, fiscalizar a observância daquelas
restrições.
Art. 904. O oficial de registro abrirá matrículas Art. 1.007. O oficial de registro abrirá matrículas
individualizadas referentes às áreas públicas. individualizadas referentes às áreas públicas.
§ 1º Uma vez aberta a matrícula, o oficial de § 1º Uma vez aberta a matrícula, o oficial de
registro deverá averbar que se trata de área registro deverá averbar que se trata de área
afetada em razão da instituição do loteamento ou afetada em razão da instituição do loteamento
desmembramento de solo urbano. ou desmembramento de solo urbano.
§ 2º É vedado o registro de qualquer título de § 2º É vedado o registro de qualquer título de
alienação ou oneração das áreas do município, alienação ou oneração das áreas do município,
sem que, previamente, seja averbada, após sem que, previamente, seja averbada, após
regular processo legislativo, a respectiva regular processo legislativo, a respectiva
desafetação e esteja a transação autorizada por desafetação e esteja a transação autorizada
lei. por lei.
Art. 905. O registro de escrituras de doação de Art. 1.008. O registro de escrituras de doação
ruas, espaços livres e outras áreas destinadas a de ruas, espaços livres e outras áreas
equipamentos urbanos, salvo quando o sejam destinadas a equipamentos urbanos, salvo
para fins de alteração do alinhamento das vias quando o sejam para fins de alteração do
públicas, mesmo que ocorrido anteriormente a alinhamento das vias públicas, mesmo que
20 de dezembro de 1979, não eximirá o ocorrido anteriormente a 20 de dezembro de
proprietário doador de proceder, de futuro, ao 1979, não eximirá o proprietário doador de
registro especial, obedecidas as formalidades proceder, de futuro, ao registro especial,
legais. obedecidas as formalidades legais.
Art. 906. No registro do loteamento, não será Art. 1.009. No registro do loteamento, não será
necessário descrever todos os lotes, com suas necessário descrever todos os lotes com suas
características e confrontações, bastando características e confrontações, bastando
elaborar um quadro resumido, indicando o elaborar um quadro resumido, indicando o
número de quadras e a quantidade de lotes que número de quadras e a quantidade de lotes que
compõem cada uma delas. compõem cada uma delas.
Art. 907. Aplicam-se aos loteamentos de imóveis Art. 1.010. Aplicam-se aos loteamentos de
rurais, no que couber, as normas constantes imóveis rurais, no que couber, as normas
deste Capítulo. constantes deste Capítulo.
CAPÍTULO III CAPÍTULO IV
DAS INTIMAÇÕES E DO CANCELAMENTO DAS INTIMAÇÕES E DO CANCELAMENTO
Art. 908. Para os fins previstos nos arts. 32 e 36, Art. 1.011. Para os fins previstos na Lei nº
III, da Lei nº 6.766/1979, os oficiais de registro 6.766, de 1979, os oficiais de registro somente
somente aceitarão e farão intimações de aceitarão e farão intimações se o respectivo
compromissários compradores, ou cessionários, loteamento ou desmembramento estiver
se o respectivo loteamento ou desmembramento regularmente registrado.
estiver regularmente registrado e os
correspondentes contratos de compromisso
de venda e compra, ou cessão, dos lotes,
averbados ou registrados.
Art. 909. Do requerimento do loteador e das Art. 1.012. Do requerimento do loteador e das
intimações devem constar, necessária e intimações devem constar, necessária e
discriminadamente, o valor da dívida, incluindo discriminadamente, o valor da dívida, incluindo
juros e despesas, e o prazo para o pagamento, juros e despesas, e o prazo para o pagamento,
além da informação de que o pagamento deverá além da informação de que o pagamento
ser efetuado diretamente no Ofício de Registro deverá ser efetuado diretamente no Ofício de
de Imóveis, cujo endereço completo será escrito Registro de Imóveis, cujo endereço completo
de forma destacada. será escrito de forma destacada.
Parágrafo único. Constarão, também, o valor
Parágrafo único. Constarão, também, o valor do do contrato, o número das parcelas pagas e o
contrato, o número das parcelas pagas e o seu seu montante, para que o Ofício de Registro
montante, para que o Ofício de Registro possa, possa, ao efetuar o eventual cancelamento,
ao efetuar o eventual cancelamento, proceder na proceder na forma do disposto no art. 35 da Lei
forma do disposto no art. 35 da Lei nº nº 6.766, de 1979.
6.766/1979.

Art. 910. O oficial de registro examinará, com o


devido cuidado, o teor de todas as intimações
requeridas, obstando o processamento das que
não atendam às formalidades legais,
especialmente as que incluam
verbas descabidas ou inexigíveis.
Art. 911. As intimações serão efetuadas Art. 1.013. As intimações serão efetuadas
pessoalmente, pelo oficial de registro, preposto pessoalmente pelo oficial de registro, preposto
regularmente autorizado, ou, ainda, por meio de regularmente autorizado, ou, ainda, por meio
Ofício de Registro de Títulos e Documentos da de Ofício de Registro de Títulos e Documentos
comarca da situação do imóvel ou do domicílio da comarca da situação do imóvel ou do
dos intimados, sendo absolutamente vedadas as domicílio dos intimados, sendo absolutamente
intimações postais, ainda que por carta com vedadas as intimações postais, ainda que por
serviço de AR. carta com serviço de AR.
§ 1º Cuidando-se de vários compromissários
§ 1º Cuidando-se de vários compromissários compradores ou cessionários, inclusive
compradores, ou cessionários, inclusive cônjuges, necessária a promoção da intimação
cônjuges, necessária a promoção da intimação de cada um deles, sem exceção.
de cada um deles, sem exceção. § 2º As intimações às pessoas jurídicas serão
§ 2º As intimações às pessoas jurídicas serão feitas aos seus representantes legais, exigindo-
feitas aos seus representantes legais, exigindo- se a apresentação, pelo loteador, de certidão
se a apresentação, pelo loteador, de certidão atualizada do contrato ou estatuto social,
atualizada do contrato ou estatuto social, fornecida pela Junta Comercial ou pelo Ofício
fornecida pela Junta Comercial ou pelo Ofício de de Registro Civil das Pessoas Jurídicas.
Registro Civil das Pessoas Jurídicas. § 3º As intimações de compromissário
§ 3º As intimações de compromissário comprador ou cessionário que não for
comprador, ou encontrado no endereço indicado no
cessionário, que não for encontrado no endereço requerimento deverão ser feitas mediante a
indicado no requerimento deverão ser feitas procura pelo interessado no endereço de seu
mediante domicílio, constante do próprio contrato, e,
procura do interessado no endereço de seu ainda, no do respectivo lote.
domicílio, constante do próprio contrato, e, ainda,
no do respectivo lote.
Art. 912. Recusando-se o destinatário a recebê- Art. 1.014. Na impossibilidade de intimação
la, a dar recibo, ou, ainda, sendo desconhecido o pessoal, devidamente certificada a
seu paradeiro, a intimação, devidamente circunstância, a intimação será feita por edital,
certificada a circunstância, será feita por edital, publicado em jornal de circulação local na
publicado em jornal de circulação local por 3 comarca da situação do imóvel ou, não
(três) dias consecutivos, na comarca da situação havendo, em jornal da região.
do imóvel. § 1º No edital, individual ou coletivo, deverão
§ 1º Na capital, a publicação será feita no Diário constar, além dos elementos especificados
Oficial do Estado e em um dos jornais de para as intimações, o número do registro do
circulação diária. loteamento, o número do registro ou averbação
§ 2º Nas demais comarcas, bastará a publicação do compromisso de venda e compra, ou da
em jornal de circulação local, ou, não havendo, cessão, bem como o nome, a nacionalidade, o
em jornal da região. estado civil, o número do CPF ou CNPJ, caso
§ 3º Se o jornal local não for diário, a publicação constantes do registro, e o local de residência
nele será feita em 3 (três) edições consecutivas. do intimado.
§ 4º Tratando-se de loteamento rural, o edital § 2º Decorridos 10 (dez) dias da publicação,
será publicado na forma do regulamento do fato devidamente certificado pelo oficial de
Decreto-lei nº 58/1937. registro, a intimação será considerada
§ 5º No edital, individual ou coletivo, deverão aperfeiçoada.
constar, além dos elementos especificados para § 3º Os prazos serão contados a partir do
as intimações, o número do registro do primeiro dia útil seguinte ao do
loteamento, o número do registro ou averbação aperfeiçoamento da intimação e, recaindo o
do compromisso de venda e compra, ou da último dia em sábado, domingo ou feriado,
cessão, bem como o nome, a nacionalidade, o serão prorrogados até o primeiro dia útil
estado civil, o número do CPF ou CNPJ, caso subsequente.
constantes do registro, e o local de residência do § 4º As publicações também poderão ser feitas
intimado. exclusivamente
§ 6º Decorridos 10 (dez) dias da última
publicação, fato devidamente certificado pelo
oficial de registro, a intimação será considerada
aperfeiçoada.
§ 7º O cancelamento só será feito, mediante
requerimento do loteador, se o compromissário
comprador, ou cessionário, não efetuar o
pagamento até 30 (trinta) dias depois do
aperfeiçoamento da intimação.
§ 8º Os prazos serão contados a partir do
primeiro dia útil seguinte ao do aperfeiçoamento
da intimação; e, recaindo o último dia em sábado,
domingo ou feriado,
serão prorrogados até o primeiro dia útil
subsequente.
Art. 913. O cancelamento do registro ou da Art. 1.015. O cancelamento só será feito,
averbação de compromisso de compra e venda, mediante requerimento do loteador, se o
ou da cessão, poderá ser requerido à vista da compromissário comprador ou cessionário não
intimação judicial, comprovando a inocorrência efetuar o pagamento até 30 (trinta) dias depois
de pagamento dos valores reclamados. do aperfeiçoamento da intimação.
Parágrafo único. Verificada qualquer § 1º Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte)
irregularidade na intimação judicial, o dias da expedição da certidão de não purgação
cancelamento deverá ser recusado, elaborando- da mora, os autos serão arquivados, anotando-
se nota de devolução. se no protocolo.
§ 2º Ultrapassado o prazo previsto no § 1º deste
artigo, será exigido novo procedimento para o
ato de cancelamento.
Art. 914. Ressalvados os casos de intimação
judicial, não serão aceitos requerimentos de
cancelamento em que a intimação efetuada
tenha consignado, para pagamento das
prestações, qualquer outro local que não o Ofício
de Registro de Imóveis.
Art. 915. A averbação de cancelamento do Art. 1.016. A averbação de cancelamento do
registro, por inadimplemento do comprador, registro por inadimplemento do comprador
deverá consignar se ocorreu ou não a hipótese consignará se ocorreu ou não a hipótese
prevista no art. 35 da Lei nº 6.766/1979. prevista no art. 35 da Lei nº 6.766, de 1979.
Art. 916. O oficial de registro deixará
documentado, mediante a emissão de recibo, a
satisfação das despesas de intimação por parte
dos interessados que efetuarem pagamento na
serventia, bem assim o seu efetivo reembolso
aos vendedores que, eventualmente, as tenham
antecipado.
Art. 917. As intimações referidas no art. 33 da Lei Art. 1.017. As intimações referidas no art. 33 da
nº 6.766/1979 só serão feitas se o interessado Lei nº 6.766, de 1979, só serão feitas se o
apresentar, com o requerimento, cheque interessado apresentar, com o requerimento,
administrativo nominal ao credor. cheque administrativo nominal ao credor.
Art. 918. A restituição ou o depósito, previstos no Art. 1.018. A restituição ou o depósito previstos
art. 35 da Lei nº 6.766/1979, serão feitos sem no art. 35 da Lei nº 6.766, de 1979, serão feitos
qualquer acréscimo, não importando o tempo sem qualquer acréscimo, não importando o
transcorrido da data do cancelamento do registro tempo transcorrido da data do cancelamento do
ou da averbação. registro ou da averbação.
§ 1º Os juros e a correção monetária só terão Parágrafo único. Os juros e a correção
incidência na hipótese do depósito efetuado na monetária só terão incidência na hipótese do
forma do § 2º do art. 35 da Lei nº 6.766/1979. depósito efetuado na forma do § 2º do art. 35
§ 2º Nesse caso, o depósito será feito em conta da Lei nº 6.766, de 1979.
conjunta bancária, a qual somente será
movimentada com autorização do juízo
competente, preferencialmente em
estabelecimento de crédito oficial, em nome do
credor e do Ofício de Registro.
§ 3º Para cada depositante será aberta conta
distinta.
Art. 1.019. O registro do loteamento só poderá
ser cancelado:
I - por decisão judicial;
II - a requerimento do loteador, com anuência
do Município, enquanto nenhum lote houver
sido objeto de contrato;
III - a requerimento conjunto do loteador e de
todos os adquirentes de lotes, com anuência do
Município e do Estado.
§ 1º Nas hipóteses dos incisos Il e III deste
artigo, o oficial do registro de imóveis fará
publicar, em resumo, edital, por 3 (três) dias
consecutivos, do pedido de cancelamento,
podendo este ser impugnado no prazo de 30
(trinta) dias contados da data da última
publicação.
§ 2º As publicações devem observar os
procedimentos constantes no art. 1.005 deste
Provimento Conjunto.
§ 3º Findo o prazo indicado no parágrafo
primeiro, com ou sem impugnação, o processo
será remetido ao juiz de direito com jurisdição
em Registros Públicos ou, onde não houver
vara especializada, ao juízo cível, para
homologação do pedido de cancelamento,
ouvido o Ministério Público.
Art. 1.020. Qualquer alteração ou
cancelamento parcial do loteamento registrado
dependerá de acordo entre o loteador e os
adquirentes de lotes atingidos pela alteração,
se houver, bem como da aprovação pelo
Município, devendo esta ser depositada no
Registro de Imóveis, em complemento ao
projeto original, para sua devida averbação.
Parágrafo único. Nos casos previstos em lei, a
alteração ou cancelamento parcial do
loteamento registrado dependerá, ainda, da
prévia aprovação da entidade ou órgão
metropolitano ou estadual competente.
Art. 919. As normas constantes deste Capítulo Art. 1.021. As normas constantes deste
aplicam-se, no que couber, aos loteamentos de Capítulo aplicam-se, no que couber, aos
imóveis rurais. loteamentos de imóveis rurais.
CAPÍTULO IV CAPÍTULO V
DOS DEPÓSITOS NOS LOTEAMENTOS DOS DEPÓSITOS NOS LOTEAMENTOS
URBANOS IRREGULARES URBANOS IRREGULARES
Art. 920. O depósito previsto no art. 38, § 1º, da Art. 1.022. O depósito previsto no art. 38, § 1º,
Lei nº 6.766/1979 só será admissível quando o da Lei nº 6.766, de 1979, só será admissível
loteamento não se achar registrado ou quando o loteamento não se achar registrado
regularmente executado pelo loteador. ou regularmente executado pelo loteador.
§ 1º Em qualquer das hipóteses, o depósito § 1º Em qualquer das hipóteses, o depósito
mencionado no caput estará condicionado à mencionado no caput deste artigo estará
apresentação de prova de que o loteador foi condicionado à apresentação de prova de que
notificado pelo adquirente do lote, pela Prefeitura o loteador foi notificado pelo adquirente do lote,
Municipal ou pelo Ministério Público, dispensada, pela Prefeitura Municipal ou pelo Ministério
entretanto, se o interessado demonstrar ter sido Público, dispensada, entretanto, se o
notificado pela municipalidade para suspender o interessado demonstrar ter sido notificado pela
pagamento das prestações. municipalidade para suspender o pagamento
§ 2º Tratando-se de loteamento não registrado, o das prestações.
depósito dependerá, ainda, da apresentação do § 2º Tratando-se de loteamento não registrado,
contrato de compromisso de compra e venda, ou o depósito dependerá, ainda, da apresentação
de cessão, e de prova de que o imóvel está do contrato de compromisso de compra e
transcrito, matriculado ou registrado em nome do venda, ou de cessão, e de prova de que o
promitente vendedor. imóvel está transcrito, matriculado ou
registrado em nome do promitente vendedor.
Art. 921. Os depósitos serão feitos:
I- em conta conjunta bancária, em nome do
interessado e do Ofício de Registro de Imóveis;
II-preferencialmente, onde houver, em
estabelecimento de crédito oficial;
III- vencendo juros e correção monetária.
Parágrafo único. As contas assim abertas só
poderão ser movimentadas com expressa
autorização judicial.
Art. 922. Admitidos os depósitos, o adquirente do Art. 1.023. Admitidos os depósitos, o adquirente
lote poderá efetuar os recolhimentos do lote poderá efetuar os recolhimentos
independentemente de pagamento de juros ou independentemente de pagamento de juros ou
quaisquer acréscimos, mesmo que em atraso quaisquer acréscimos, mesmo que em atraso
com as prestações. com as prestações.
Parágrafo único. De todos os recolhimentos Parágrafo único. De todos os recolhimentos
efetuados devem ser fornecidos recibos ou efetuados devem ser fornecidos recibos ou
cópias das guias correspondentes, para os fins cópias das guias correspondentes, para os fins
do art. 41 da Lei nº 6.766/1979. do art. 41 da Lei nº 6.766, de 1979.
Art. 923. Se ocorrer o reconhecimento judicial da Art. 1.024. Se ocorrer o reconhecimento judicial
regularidade do loteamento antes do vencimento da regularidade do loteamento antes do
de todas as prestações, o adquirente do lote, vencimento de todas as prestações, o
uma vez notificado pelo loteador, através do adquirente do lote, uma vez notificado pelo
Ofício de Registro de Imóveis, passará a pagar loteador através do Ofício de Registro de
as parcelas remanescentes diretamente ao Imóveis, passará a pagar as parcelas
vendedor, retendo consigo os comprovantes dos remanescentes diretamente ao vendedor,
depósitos até então efetuados. retendo consigo os comprovantes dos
Parágrafo único. O levantamento dos depósitos, depósitos até então efetuados.
nesse caso, dependerá do procedimento previsto Parágrafo único. O levantamento dos
no § 3º do art. 38 da Lei nº 6.766/1979. depósitos, nesse caso, dependerá do
procedimento previsto no § 3º do art. 38 da Lei
nº 6.766, de 1979.
TÍTULO IX TÍTULO IX
DO GEORREFERENCIAMENTO DO GEORREFERENCIAMENTO E SUA
CERTIFICAÇÃO DE NÃO SOBREPOSIÇÃO
DE POLIGONAL PELO INCRA
Art. 924. O georreferenciamento obedecerá ao Art. 1.025. O georreferenciamento obedecerá
disposto no art. 176, §§ 3º a 7º, da Lei dos ao disposto no art. 176, §§ 3º a 7º, da Lei nº
Registros Públicos, no Decreto nº 4.449/2002 e 6.015, de 1973, e no Decreto nº 4.449, de 2002.
em suas modificações posteriores.
Art. 925. O georreferenciamento deverá ser Art. 1.026. O georreferenciamento deverá ser
averbado em cada matrícula, mesmo que mais averbado em cada matrícula, mesmo que mais
de uma matrícula tenha sido, ao mesmo tempo, de uma matrícula tenha sido, ao mesmo tempo,
certificada pelo INCRA. certificada pelo INCRA.
Parágrafo único. Fica dispensada a
certificação:
I - de cada gleba, em caso de inserção de
medidas perimetrais georreferenciadas para
imóveis que serão objeto de imediata e
subsequente fusão, desde que o imóvel
resultante tenha seu perímetro certificado;
II - da gleba original, em caso de inserção de
suas medidas perimetrais
georreferenciadas, desde que, para fins de
desmembramento, as glebas resultantes e
remanescente estejam certificadas;
III - da gleba original, quando já possua
descrição georreferenciada, desde que,
para fins de desmembramento, as glebas
resultantes e remanescente estejam
certificadas.
Art. 926. Juntamente com o requerimento de Art. 1.027. Juntamente com o requerimento de
georreferenciamento, serão apresentados, pelo georreferenciamento, serão apresentados, pelo
interessado, os seguintes documentos: interessado, os seguintes documentos:
I - planta e memorial de cada matrícula a ser I - planta e memorial de cada matrícula a ser
georreferenciada, elaborados, executados e georreferenciada, elaborados, executados e
assinados por profissional habilitado, e assinados por profissional habilitado, e
certificados pelo INCRA, com o número da certificados pelo INCRA, com o número da
certificação expedida, contendo as coordenadas certificação expedida, contendo as
dos vértices definidores dos limites dos imóveis coordenadas dos vértices definidores dos
rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico limites dos imóveis rurais georreferenciadas ao
Brasileiro, e com precisão posicional a ser Sistema Geodésico Brasileiro, e com precisão
estabelecida em ato normativo, inclusive em posicional a ser estabelecida em ato normativo,
manual técnico, expedido pelo INCRA; inclusive em manual técnico, expedido pelo
II - ART, com prova de sua quitação; INCRA;
III - declarações expressas dos confinantes, com II - Anotação de Responsabilidade Técnica -
reconhecimento de firma, de que os limites ART, com prova de sua quitação;
divisórios foram respeitados; III - declarações expressas dos confinantes,
IV - a certificação do INCRA de que a poligonal com reconhecimento de firma, de que os limites
objeto do memorial descritivo não se sobrepõe a divisórios foram respeitados, podendo estas
nenhuma outra constante de seu cadastro integrar o memorial descritivo ou a planta
georreferenciado e que o memorial atende às apresentada.
exigências técnicas, conforme ato normativo IV - certificação do INCRA de que a poligonal
próprio; objeto do memorial descritivo não se sobrepõe
V - declaração conjunta do proprietário e do a nenhuma outra constante de seu cadastro
responsável técnico, firmada sob pena de georreferenciado e de que o memorial atende
responsabilidade civil e criminal, de que não às exigências técnicas, conforme ato normativo
houve alteração das divisas do imóvel registrado próprio;
e que foram respeitados os direitos dos V - declaração conjunta do proprietário e do
confrontantes; responsável técnico, firmada sob pena de
VI - CCIR, com prova de sua quitação; responsabilidade civil e criminal, de que não
VII - certidão negativa de débitos relativos ao ITR houve alteração das divisas do imóvel
ou guias e respectivos comprovantes de registrado e de que foram respeitados os
recolhimento do ITR dos últimos 5 (cinco) direitos dos confrontantes;
exercícios fiscais. VI - CCIR vigente, com prova de sua quitação;
VII - certidão negativa de débitos relativos ao
ITR ou guias e respectivos comprovantes de
recolhimento do ITR dos últimos 5 (cinco)
exercícios fiscais.
Art. 927. A averbação do georreferenciamento Art. 1.028. A averbação do
provocará, em ato contínuo, a abertura de uma georreferenciamento provocará, em ato
nova matrícula, que conterá, além dos requisitos contínuo, a abertura de uma nova matrícula,
do art. 176, § 1º, II, da Lei dos Registros Públicos, que conterá, além dos requisitos do art. 176, §
o número da certificação expedida pelo INCRA. 1º, II, da Lei nº 6.015, de 1973, o número da
Parágrafo único. Com a averbação do certificação expedida pelo INCRA.
georreferenciamento, será encerrada a matrícula Parágrafo único. Com a averbação do
anterior no Ofício de Registro de Imóveis georreferenciamento, será encerrada a
competente.
matrícula anterior no Ofício de Registro de
Imóveis competente.
Art. 928. Para os fins e efeitos do § 2º do art. 225 Art. 1.029. Para os fins e efeitos do § 2º do art.
da Lei dos Registros Públicos, a primeira 225 da Lei nº 6.015, de 1973, a primeira
apresentação do memorial descritivo segundo os apresentação do memorial descritivo, segundo
ditames do § 3º do art. 176 e do § 3º do art. 225 os ditames do § 3º do art. 176 e do § 3º do art.
da mesma lei, e nos termos do Decreto nº 225 da mesma lei, e nos termos do Decreto nº
4.449/2002, respeitados os direitos de terceiros 4.449, de 2002, respeitados os direitos de
confrontantes, não caracterizará irregularidade terceiros confrontantes, não caracterizará
impeditiva de novo registro, desde que presente irregularidade impeditiva de novo registro,
o requisito do § 13 do art. 213 da Lei dos desde que presente o requisito do § 13 do art.
Registros Públicos, devendo, no entanto, os 213 da Lei nº 6.015, de 1973, devendo, no
subsequentes estar rigorosamente de acordo entanto, os registros subsequentes estar
com o referido § 2º, sob pena de incorrer em rigorosamente de acordo com o referido § 2º,
irregularidade sempre que a caracterização do sob pena de incorrer em irregularidade sempre
imóvel não for coincidente com a constante do que a caracterização do imóvel não for
primeiro registro de memorial georreferenciado, coincidente com a constante do primeiro
excetuadas as hipóteses de alterações registro de memorial georreferenciado,
expressamente previstas em lei. excetuadas as hipóteses de alterações
Parágrafo único. Realizado o expressamente previstas em lei.
georreferenciamento das matrículas, novos Parágrafo único. Realizada a certificação de
desmembramentos, parcelamentos e/ou fusões não sobreposição das poligonais
das áreas das matrículas georreferenciadas georreferenciadas dos imóveis das matrículas,
exigirão nova certificação do INCRA. (Redação novos desmembramentos, parcelamentos e/ou
dada pelo Provimento nº 280/2014) fusões das áreas das matrículas
Parágrafo único. Realizado o georreferenciadas exigirão nova certificação do
georreferenciamento das matrículas, novos INCRA.
desmembramentos, parcelamentos e/ou fusões
das áreas das matrículas georreferenciadas não
exigirão nova certificação do INCRA.
Art. 929. A certificação do memorial descritivo Art. 1.030. A certificação do memorial descritivo
pelo INCRA não implicará reconhecimento do pelo INCRA não implicará reconhecimento do
domínio ou a exatidão dos limites e domínio ou a exatidão dos limites e
confrontações indicados pelo proprietário. confrontações indicados pelo proprietário.
Art. 930. Para o registro de mandados judiciais Art. 1.031. Para o registro de mandados
oriundos de processos que versem sobre judiciais oriundos de processos que versem
imóveis rurais, inclusive ações de usucapião, sobre imóveis rurais, inclusive ações de
além dos requisitos da matrícula nos termos da usucapião, além dos requisitos da matrícula
Lei dos Registros Públicos, devem constar nos termos da Lei nº 6.015, de 1973, deverão
informações sobre a localização, os limites e as constar informações sobre a localização, os
confrontações do imóvel objeto da lide; e, caso limites e as confrontações do imóvel objeto da
não haja, deverão ser apresentados planta e lide; e, caso não haja, deverão ser
memorial descritivo assinados por profissional apresentados planta e memorial descritivo
habilitado e com a devida ART contendo as assinados por profissional habilitado e com a
coordenadas dos vértices definidores dos limites devida ART, contendo as coordenadas dos
dos imóveis rurais georreferenciadas ao Sistema vértices definidores dos limites dos imóveis
Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a rurais georreferenciadas ao Sistema Geodésico
ser fixada pelo INCRA. Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada
pelo INCRA, devidamente certificados.
Parágrafo único. Se o memorial descritivo
que instruiu o processo judicial em que foi
expedido o título judicial não estiver
georreferenciado pelo Sistema Geodésico
Brasileiro com precisão posicional a ser
estabelecida em ato normativo, inclusive em
manual técnico expedido pelo INCRA, ou
não estiver certificado, deverá o interessado
apresentar a certificação expedida pelo
INCRA para a área objeto do mandado,
devidamente acompanhada de declaração
do responsável técnico de que o perímetro é
o mesmo objeto do processo judicial e de
que a eventual diferença de área apurada
decorre da diferença dos sistemas de
medição empregados.
Art. 931. Havendo requerimento de fusão ou
desmembramento de matrículas, juntamente
com o requerimento de georreferenciamento
será inicialmente averbado o
georreferenciamento em cada matrícula, para
que, somente então, possa ser realizado o ato de
fusão ou o de desmembramento requeridos.
§ 1º A certificação do INCRA não dispensará, nos
casos previstos no caput, a observância
obrigatória dos princípios regentes do registro de
imóveis, em especial os princípios da
continuidade e da especialidade objetiva.
§ 2º O requerimento de georreferenciamento e
desmembramento será acompanhado, além dos
documentos elencados no art. 926 deste
Provimento, do memorial descritivo da parte do
imóvel a ser desmembrada e do memorial
descritivo da parte remanescente do imóvel.
§ 3º O requerimento de georreferenciamento e
fusão será acompanhado, além dos documentos
elencados no art. 926 deste Provimento, do
memorial descritivo das partes a serem fundidas
em uma única matrícula e do memorial descritivo
da área resultante da fusão.
§ 4º Verificada a falta de algum documento para
a fusão e/ou para o desmembramento das
matrículas, o oficial de registro exigirá os
documentos faltantes do técnico responsável
pelo levantamento topográfico, dispensando-se o
carimbo da certificação do INCRA nos novos
documentos, desde que a situação final de
registro seja exatamente aquela expressa na
planta e nos memoriais certificados pelo INCRA.
TÍTULO X TÍTULO X
DO CONDOMÍNIO EDILÍCIO DOS CONDOMÍNIOS, DA
MULTIPROPRIEDADE E DO DIREITO DE
LAJE
CAPÍTULO I CAPÍTULO I DA INSTITUIÇÃO DO
DA INSTITUIÇÃO DO CONDOMÍNIO EDILÍCIO CONDOMÍNIO EDILÍCIO
Art. 932. Consideram-se atos de formação do Art. 1.032. Consideram-se atos de formação do
condomínio edilício os registros de instituição, da condomínio edilício os registros de instituição,
convenção, as aberturas de matrículas de cada da convenção, as aberturas de matrículas de
uma das unidades autônomas, a averbação da cada uma das unidades autônomas, a
construção e a da certidão negativa de débitos averbação da construção e a da certidão
para com o INSS, na matrícula de origem do negativa de contribuições previdenciárias e de
imóvel e em cada uma das matrículas das terceiros referente à obra, na matrícula de
unidades autônomas eventualmente abertas. origem do imóvel e em cada uma das
matrículas das unidades autônomas
eventualmente abertas.
Art. 933. O registro da instituição de condomínio Art. 1.033. O registro da instituição de
edilício importa no fracionamento ideal do solo e condomínio edilício importa no fracionamento
outras partes comuns em várias novas ideal do solo e outras partes comuns em várias
propriedades, correspondentes a cada uma das novas propriedades, correspondentes a cada
unidades autônomas constituídas, que serão uma das unidades autônomas constituídas, que
identificadas em forma decimal ou ordinária no serão identificadas em forma decimal ou
instrumento de instituição do condomínio. ordinária no instrumento de instituição do
condomínio.
Art. 934. Quando, em terreno onde não houver Art. 1.034. Quando, em terreno onde não
edificação, o proprietário, o promitente houver edificação, o proprietário, o promitente
comprador, o cessionário deste ou o promitente comprador, o cessionário deste ou o promitente
cessionário sobre ele desejarem erigir mais de cessionário sobre ele desejarem erigir mais de
uma edificação, deverá ser observado: uma edificação, deverá ser observado:
I - em relação às unidades autônomas que se I - em relação às unidades autônomas que se
constituírem em casas térreas ou assobradadas, constituírem em casas térreas ou
será discriminada a parte do terreno ocupada assobradadas, será discriminada a parte do
pela edificação e também aquela eventualmente terreno ocupada pela edificação e também
reservada como de utilização exclusiva dessas aquela eventualmente reservada como de
casas, como jardim e quintal, bem assim a fração utilização exclusiva dessas casas, como jardim
ideal do todo do terreno e de partes comuns que e quintal, bem assim a fração ideal do todo do
corresponderão às unidades; terreno e de partes comuns que
II - em relação às unidades autônomas que corresponderão às unidades;
constituírem edifícios de 2 (dois) ou mais II - em relação às unidades autônomas que
pavimentos, será discriminada a parte do terreno constituírem edifícios de 2 (dois) ou mais
ocupada pela edificação, aquela que pavimentos, será discriminada a parte do
eventualmente for reservada como de utilização terreno ocupada pela edificação, aquela que
exclusiva, correspondente às unidades do eventualmente for reservada como de
edifício, e, ainda, a fração ideal do todo do utilização exclusiva, correspondente às
terreno e de partes comuns, que corresponderão unidades do edifício, e, ainda, a fração ideal do
a cada uma das unidades; todo do terreno e de partes comuns, que
III - serão discriminadas as partes do total do corresponderão a cada uma das unidades;
terreno que poderão ser utilizadas em comum III - serão discriminadas as partes do total do
pelos titulares de direito sobre os vários tipos de terreno que poderão ser utilizadas em comum
unidades autônomas; pelos titulares de direito sobre os vários tipos de
IV - serão discriminadas as áreas que se unidades autônomas;
constituírem em passagem comum para as vias IV - serão discriminadas as áreas que se
públicas ou para as unidades entre si. constituírem em passagem comum para as vias
públicas ou para as unidades entre si.
Art. 935. Incumbirá ao oficial de registro o exame Art. 1.035. Incumbirá ao oficial de registro o
de correspondência entre as medidas do terreno exame de correspondência entre as medidas
constantes do registro e as configuradas no do terreno constantes do registro e as
projeto aprovado. configuradas no projeto aprovado.
Parágrafo único. Havendo divergência, deverá Parágrafo único. Havendo divergência, deverá
ser exigida a correspondente retificação. ser exigida a correspondente retificação.
Art. 936. É indispensável a unificação de imóveis, Art. 1.036. É indispensável a fusão de imóveis,
com a abertura de nova matrícula, para o registro com a abertura de nova matrícula, para o
da instituição do condomínio quando mais de um registro da instituição do condomínio quando
lote ou terreno, constantes de matrículas mais de um lote ou terreno, constante de
distintas, for utilizado para a instituição. matrículas distintas, for utilizado para a
§ 1º Inversamente, quando o futuro condomínio instituição.
restar assentado apenas em parte do imóvel
registrado, deverá ser feito previamente o § 1º Inversamente, quando o futuro condomínio
respectivo desmembramento. restar assentado apenas em parte do imóvel
§ 2º Serão abertas matrículas novas em ambos registrado, deverá ser feito previamente o
os casos previstos neste artigo para o registro da respectivo desmembramento.
instituição. § 2º Serão abertas matrículas novas em ambos
os casos previstos neste artigo para o registro
da instituição.
Art. 937. Em caso de desmembramento ou de Art. 1.037. Em caso de desmembramento ou de
unificação do imóvel, servirá como prova da fusão do imóvel, servirá como prova de sua
aprovação do mesmo pelo município o projeto aprovação pelo município o projeto
arquitetônico ou de construção devidamente arquitetônico ou de construção devidamente
aprovado. aprovado.
Art. 938. A instituição do condomínio prescinde Art. 1.038. A instituição do condomínio
da averbação da construção. prescinde da averbação da construção.
Art. 939. O proprietário ou proprietários deverão, Art. 1.039. O proprietário ou os proprietários
para o registro da instituição do condomínio, deverão, para o registro da instituição do
apresentar os seguintes documentos, que serão condomínio, apresentar os seguintes
autuados e numerados: documentos, que serão autuados e numerados:
I - memorial de instituição de condomínio, que I - memorial de instituição de condomínio, que
poderá ser por instrumento público ou particular poderá ser por instrumento público ou particular
com firmas reconhecidas, subscrito por todos os com firmas reconhecidas, subscrito por todos
proprietários; os proprietários;
II - projeto arquitetônico de construção, II - projeto arquitetônico de construção,
devidamente aprovado pelas autoridades devidamente aprovado pelas autoridades
competentes; competentes;
III - da NBR 12.721/2006 a folha preliminar e os III - da NBR 12.721/2006 a folha preliminar e os
quadros I, II, III, IV-A, IV-B e V, subscritos pelos quadros I, II, III, IV-A, IV-B (ou quadro IV-B.1,
proprietários e pelo profissional responsável se for o caso) e V, subscritos por um ou mais
pelos cálculos, com firmas reconhecidas; proprietários e pelo profissional responsável
IV - ART/CREA ou RRT/CAU, relativamente aos pelos cálculos, com firmas reconhecidas;
cálculos e os correspondentes comprovantes de IV - ART/CREA ou RRT/CAU, relativamente
pagamento, quando a anotação o exigir; aos cálculos e os correspondentes
V - alvará de construção em vigor para o comprovantes de pagamento, quando a
empreendimento, quando este estiver em fase anotação o exigir;
de construção; ou, caso as obras já estejam V - alvará de construção em vigor para o
concluídas, esse alvará será substituído pelos empreendimento, quando este estiver em fase
documentos previstos no art. 940 deste de construção, ou, caso as obras já estejam
Provimento. concluídas, os documentos previstos no art.
1.040 deste Provimento Conjunto.
§ 1º O memorial de instituição de condomínio, § 1º O memorial de instituição de condomínio,
mencionado no inciso I do caput deste artigo, mencionado no inciso I do caput deste artigo,
deverá conter: deverá conter:
I - quanto aos proprietários: I - quanto aos proprietários:
a) se pessoas físicas, nome, nacionalidade, a) se pessoas físicas, nome, nacionalidade,
estado civil, profissão, número do documento de estado civil, profissão, número do documento
identidade oficial, número do CPF e endereço de identidade oficial, número do CPF e
tanto dos proprietários quanto de seus cônjuges, endereço tanto dos proprietários quanto de
se houver, e, nesse caso, regime de bens e data seus cônjuges, se houver, e, nesse caso,
do casamento; regime de bens e data do casamento;
b) se pessoa jurídica, o requerimento deverá b) se pessoa jurídica, o requerimento deverá
estar instruído com o contrato social, original ou estar instruído com o contrato social, original ou
cópia autenticada, devidamente registrado na cópia autenticada, devidamente registrado na
Junta Comercial ou no Ofício de Registro Civil Junta Comercial ou no Ofício de Registro Civil
das Pessoas Jurídicas, juntamente com certidão das Pessoas Jurídicas, juntamente com
atualizada dos atos constitutivos, por meio dos certidão atualizada dos atos constitutivos, por
quais se verificará a capacidade dos signatários meio dos quais se verificará a capacidade dos
do requerimento; signatários do requerimento;
II - quanto ao terreno, a descrição completa de II - quanto ao terreno, a descrição completa de
acordo com o registro acordo com o registro respectivo;
respectivo; III - quanto à origem e disponibilidade, a
III - quanto à origem e disponibilidade, a indicação do registro imobiliário
indicação do registro imobiliário correspondente correspondente e declaração da existência ou
e declaração da existência ou não de ônus ou não de ônus ou gravames;
gravames; IV - quanto à caracterização do prédio a ser
IV - quanto à caracterização do prédio a ser construído, a descrição da construção que se
construído, a descrição da construção que se pretende registrar, finalidade das unidades
pretende registrar, finalidade das unidades (comercial, residencial ou mista), número de
(comercial, residencial ou mista), número de pavimentos, área total do empreendimento,
pavimentos, área total do empreendimento, áreas de uso comum e de uso privativo,
áreas de uso comum e de uso privativo, endereço, etc.;
endereço, etc.; V - quanto às unidades autônomas, descrição
V - quanto às unidades autônomas, descrição que compreenda as informações contidas no
que compreenda as informações contidas no quadro IV-B (ou quadro IV-B.1, se for o caso)
quadro IV-B da NBR: da NBR:
a) designação da unidade (se apartamento, loja, a) designação da unidade (se apartamento,
vaga de garagem, etc.); loja, vaga de garagem, etc.);
b) área privativa (principal); b) área privativa (principal);
c) outras áreas privativas (acessórias); c) outras áreas privativas (acessórias);
d) área privativa total; d) área privativa total;
e) área de uso comum; e) área de uso comum;
f) área real total; f) área real total;
g) coeficiente de proporcionalidade (fração g) coeficiente de proporcionalidade ou fração
ideal); ideal;
h) vagas de garagens (quando acessórias); h) vagas de garagens, com respectivo número
VI - quanto às áreas de uso comum, área coberta e correspondência a cada unidade (quando
ou descoberta situada nos diversos pavimentos acessórias);
da edificação e fora dos limites de uso privativo i) discriminação da área de terreno de uso
que pode ser utilizada em comum por todos ou exclusivo, se for o caso, com a utilização do
por parte dos titulares de direito sobre as quadro IV-B.1 da NBR;
unidades autônomas; VI - quanto às áreas de uso comum, área
VII - quanto à garagem, declaração indicando coberta ou descoberta situada nos diversos
sua área, número e tipo de veículos que pavimentos da edificação e fora dos limites de
comporta e a forma de utilização de seu espaço; uso privativo que pode ser utilizada em comum
VIII - ainda quanto à garagem, sua por todos ou por parte dos titulares de direito
caracterização segundo a NBR, que define as sobre as unidades autônomas;
vagas de garagem como áreas destinadas ao VII - quanto à garagem, declaração indicando
estacionamento de veículo automotor, da sua área, número e tipo de veículos que
seguinte forma: comporta e a forma de utilização de seu
a) área de vaga de garagem vinculada à unidade espaço;
autônoma, assim considerada a área coberta ou VIII - ainda quanto à garagem, sua
descoberta de estacionamento privativo de caracterização segundo a NBR, que define as
veículo automotor, demarcada e identificada em vagas de garagem como áreas destinadas ao
projeto arquitetônico e vinculada à área privativa estacionamento de veículo automotor, da
principal da unidade autônoma por direito de seguinte forma:
propriedade, sem atribuição de fração ideal a) área de vaga de garagem vinculada à
específica no terreno e partes comuns do unidade autônoma, assim considerada a área
edifício, podendo ser identificada como unidade coberta ou descoberta de estacionamento
acessória; privativo de veículo automotor, demarcada e
b) área de vaga de garagem como unidade identificada em projeto arquitetônico e
autônoma, assim considerada a área coberta ou vinculada à área privativa principal da unidade
descoberta de estacionamento privativo de autônoma por direito de propriedade, sem
veículo automotor, demarcada e identificada em atribuição de fração ideal específica no terreno
projeto arquitetônico, com acesso que independe e partes comuns do edifício, podendo ser
da ocupação das demais vagas consideradas identificada como unidade acessória;
unidades autônomas ou de uso comum e b) área de vaga de garagem como unidade
indeterminado, que será identificada como autônoma, assim considerada a área coberta
unidade autônoma, com fração ideal própria no ou descoberta de estacionamento privativo de
terreno e partes comuns do edifício; veículo automotor, demarcada e identificada
c) área de vaga de garagem de uso comum e em projeto arquitetônico, com acesso que
indeterminado, assim considerada a área independe da ocupação das demais vagas
coberta ou descoberta de estacionamento consideradas unidades autônomas ou de uso
privativo de veículo automotor, demarcada e comum e indeterminado, que será identificada
identificada em projeto tão somente para efeito como unidade autônoma, com fração ideal
de quantificação e disponibilidade e que pertence própria no terreno e partes comuns do edifício;
à área de uso comum do empreendimento; c) área de vaga de garagem de uso comum e
IX - quanto ao custo do empreendimento, a soma indeterminado, assim considerada a área
do valor da construção (quadro III da NBR coberta ou descoberta de estacionamento
12.721/2006 atualizado) mais o valor do terreno; privativo de veículo automotor, demarcada e
X - quanto ao custo de cada unidade, o resultado identificada em projeto tão somente para efeito
que será obtido com a multiplicação do custo de quantificação e disponibilidade e que
total do empreendimento pela fração ideal da pertence à área de uso comum do
unidade. empreendimento;
IX - quanto ao custo do empreendimento, a
soma do valor da construção (quadro III da NBR
12.721/2006 atualizado) mais o valor do
terreno;
X - quanto ao custo de cada unidade, o
resultado que será obtido com a multiplicação
do custo total do empreendimento pela fração
ideal da unidade.
§ 2º O construtor ou construtores que instituírem § 2º O construtor ou os construtores que
o condomínio antes da emissão do “habite-se”, instituírem o condomínio antes da emissão do
conforme regras dos arts. 7º e 8º da Lei nº “habite-se”, conforme regras dos arts. 7º e 8º da
4.591/1964 ou do art. Lei nº 4.591, de 1964, ou do art. 1.332 do
1.332 do Código Civil, terão, obrigatoriamente, Código Civil, terão, obrigatoriamente, que
que apresentar declaração em requerimento apresentar declaração em requerimento
escrito, com firma reconhecida, de que não farão escrito, com firma reconhecida, de que não
oferta pública das unidades até que elas farão oferta pública das unidades até que elas
obtenham, cada uma, seu respectivo “habite-se”, obtenham, cada uma, seu respectivo “habite-
devidamente averbado no Ofício de Registro de se”, devidamente averbado no Ofício de
Imóveis, ficando cientificados de que a venda, Registro de Imóveis, ficando cientificados de
promessa ou cessão de direitos antes da que a venda, promessa ou cessão de direitos
conclusão da obra só poderá ser feita mediante antes da conclusão da obra só poderá ser feita
arquivamento dos documentos previstos no art. mediante arquivamento, na serventia, dos
32 da Lei nº 4.591/1964 na serventia. documentos previstos no art. 32 da Lei nº
§ 3º A declaração prevista no parágrafo anterior 4.591, de 1964.
é dispensada em caso de apresentação conjunta § 3º A declaração prevista no § 2º deste artigo
dos documentos para o registro da incorporação. é dispensada em caso de apresentação
§ 4º Os documentos poderão ser apresentados conjunta dos documentos para o registro da
em 2 (duas) vias, com as firmas de seus incorporação.
subscritores reconhecidas quando de origem § 4º Os documentos poderão ser apresentados
particular, ou, apresentados em apenas uma via, em 2 (duas) vias, com as firmas de seus
esta ficará arquivada na serventia. subscritores reconhecidas quando de origem
§ 5º Se o terreno onde for erigida a construção particular, ou, apresentados em apenas uma
se tratar de imóvel já matriculado, desde que a via, esta ficará arquivada na serventia.
sua descrição preencha os requisitos do art. 176, § 5º Se o terreno onde for erigida a construção
§ 1º, II, 3, “b”, da Lei n° 6.015/1973, para atender se tratar de imóvel já matriculado, desde que
ao disposto no §1º, II, deste artigo, basta a sua descrição preencha os requisitos do art.
menção de que a descrição do terreno é aquela 176, § 1º, II, 3, “b”, da Lei n°6.015, de 1973,
constante da matrícula do imóvel, indicando o para atender ao disposto no §1º, II, deste artigo,
respectivo número. basta a menção de que a descrição do terreno
é aquela constante da matrícula do imóvel,
indicando-se o respectivo número.
Art. 940. Caso o prédio já esteja com a Art. 1.040. Caso o prédio já esteja com a
construção concluída ou o alvará de construção construção concluída ou o alvará de construção
com data vencida, para o registro da instituição com data vencida, para o registro da instituição
de condomínio, deverão ser apresentados os de condomínio, deverão ser apresentados os
documentos especificados no art. 939 deste documentos especificados no art. 1.039 deste
Provimento acrescidos dos seguintes Provimento Conjunto, acrescidos dos
documentos: seguintes:
I - certidão de baixa e “habite-se” para o I - certidão de baixa e “habite-se” para o
empreendimento, em via original; empreendimento, em via original;
II - certidão negativa de débitos para com o INSS II - certidão negativa de débitos relativos a
referente à obra, também em via original. contribuições previdenciárias e de terceiros
Parágrafo único. A certidão mencionada no referente à obra (construção e/ou demolição),
inciso II, para fins de averbação de construção, é também em via original.
válida a qualquer tempo, independentemente da Parágrafo único. A certidão mencionada no
data de sua emissão ou vencimento. inciso II deste artigo, para fins de averbação de
construção ou demolição, é válida a qualquer
tempo, independentemente da data de sua
emissão ou vencimento.
Art. 941. Será feito o registro da instituição do Art. 1.041. Será feito o registro da instituição do
condomínio edilício, nos termos definidos no condomínio edilício, nos termos definidos no
Código Civil (art. 1.332), constituindo-se novos art. 1.332 do Código Civil, constituindo-se
direitos reais referentes às unidades autônomas, novos direitos reais referentes às unidades
exigindo-se, também, o registro da convenção de autônomas, exigindo-se, também, o registro da
condomínio (art. 1.333 do Código Civil). convenção de condomínio, consoante o
disposto no art. 1.333 do Código Civil.
Art. 942. O registro da instituição conterá os Art. 1.042. O registro da instituição de
seguintes dados: condomínio edilício conterá os seguintes
I - nome e qualificação dos proprietários e sua dados:
respectiva fração ideal em forma decimal ou I - nome e qualificação dos proprietários e sua
ordinária; respectiva fração ideal em forma decimal ou
II - denominação e caraterização do prédio, ordinária;
contendo finalidade das unidades, número de II - denominação e caraterização do prédio,
pavimentos, endereço e área total; contendo finalidade das unidades, número de
III - identificação e individualização das unidades pavimentos, endereço e área total;
autônomas, compreendendo: III - identificação e individualização das
a) o número e a designação da unidade, se unidades autônomas, compreendendo:
apartamento, loja ou vaga de garagem, etc.; a) o número e a designação da unidade, se
b) a área privativa, principal; apartamento, loja ou vaga de garagem, etc.;
c) outras áreas privativas, acessórias; b) a área privativa, principal;
d) área privativa total; c) outras áreas privativas, acessórias;
e) área de uso comum; d) área privativa total;
f) área real total; e) área de uso comum;
g) coeficiente de proporcionalidade, ou fração f) área real total;
ideal; g) coeficiente de proporcionalidade, ou fração
h) vagas de garagem, quando acessórias; ideal;
IV - indicação das partes comuns;
V - indicação das vagas de garagem, contendo h) vagas de garagens, com respectivo
área, número, tipo e forma de utilização, e, se número e correspondência a cada unidade
são vinculadas, unidades autônomas ou de uso (quando acessórias);
comum; i) discriminação da área de terreno de uso
VI - valor atribuído ao empreendimento. exclusivo, se for o caso, com a utilização do
§ 1º É dispensada a descrição interna das quadro IV-B.1 da NBR;
unidades autônomas no memorial, no registro e IV - indicação das partes comuns;
na individualização. V - indicação das vagas de garagem, contendo
§ 2º As informações constantes do inciso III poderão ser área, número, tipo e forma de utilização e se
apresentadas em forma de tabela. são vinculadas, unidades autônomas ou de uso
comum;
VI - valor atribuído ao empreendimento.
§ 1º É dispensada a descrição interna das
unidades autônomas no memorial, no registro e
na individualização.
§ 2º As informações constantes do inciso III
deste artigo poderão ser apresentadas em
forma de tabela.
Art. 943. Registrada a instituição de condomínio, Art. 1.043. Registrada a instituição de
deverão ser abertas tantas matrículas quantas condomínio, deverão ser abertas tantas
forem as unidades autônomas integrantes do matrículas quantas forem as unidades
empreendimento. autônomas integrantes do empreendimento.
§ 1º O registro da convenção de condomínio no § 1º O registro da convenção de condomínio no
Livro nº 3 - Registro Auxiliar será averbado nas Livro nº 3 - Registro Auxiliar será averbado nas
matrículas das unidades autônomas e da matriz. matrículas das unidades autônomas e da
§ 2º O transporte dos ônus e gravames matriz.
porventura existentes será averbado nas § 2º O transporte dos ônus e gravames
matrículas das unidades autônomas, de ofício. porventura existentes será averbado nas
§ 3º Uma vez transportados os ônus e gravames, matrículas das unidades autônomas, de ofício.
todos os atos passam a ser praticados nas § 3º Uma vez transportados os ônus e
matrículas das unidades autônomas e não mais gravames, todos os atos passam a ser
na matrícula matriz. praticados nas matrículas das unidades
§ 4º Na hipótese de unidades autônomas em autônomas e não mais na matrícula matriz.
construção, será averbada nas matrículas a § 4º Excetuam-se da regra contida no § 3º
ressalva de que se trata de imóvel em construção deste artigo os atos de rerratificação da
pendente de regularização registral quanto à sua instituição de condomínio e da
conclusão, informando ainda: incorporação imobiliária, noticiando-se, nas
I - a data de validade do alvará de construção, matrículas filhas, apenas as alterações e
após a qual não se efetuará nenhum ato nas modificações que alterem ou modifiquem
matrículas até que sejam apresentadas a elementos nelas contidos.
certidão de “habite-se” e a certidão negativa de § 5º Na hipótese de unidades autônomas em
débito para com o INSS para averbação, exceto construção, será averbada nas matrículas a
se apresentada a prorrogação do alvará de ressalva de que se trata de imóvel em
construção; construção pendente de regularização registral
II - no caso de haver incorporação, o número e quanto a sua conclusão, informando-se ainda:
data do registro da incorporação e se alguma das I - a data de validade do alvará de construção,
certidões previstas em lei foi positiva; após a qual não se efetuará, nas matrículas,
III - no caso de grupo de pessoas, a menção de nenhum ato de transmissão voluntária, nem
que os proprietários apresentaram declaração de mesmo os de garantia, até que sejam
ciência de que a venda, promessa ou cessão de apresentadas a certidão de “habite-se” e a
direitos antes da conclusão da obra só poderá certidão negativa de débitos relativos a
ser feita mediante arquivamento dos documentos contribuições previdenciárias e de terceiros
previstos no art. 32 da Lei nº 4.591/1964 na referente à obra, para averbação;
serventia.
IV - que a matrícula poderá ser encerrada nas II - no caso de haver incorporação, o número e
hipóteses previstas em lei. a data do registro da incorporação e se alguma
§ 5º Os atos negociais referentes das certidões previstas em lei foi positiva;
especificamente a uma futura unidade III - no caso de grupo de pessoas, a menção de
autônoma, seus ônus e gravames serão que os proprietários apresentaram declaração
registrados nas matrículas próprias das de ciência de que a venda, promessa ou cessão
unidades, abertas com as ressalvas acima. de direitos antes da conclusão da obra só
§ 6º Concluída a obra com a expedição do poderá ser feita mediante arquivamento, na
“habite-se”, será feita, na matrícula de cada serventia, dos documentos previstos no art. 32
unidade autônoma, a sua averbação, bem como da Lei nº 4.591, de 1964.
a averbação da certidão negativa de débito para IV - que a matrícula poderá ser encerrada nas
com o INSS e das eventuais alterações hipóteses previstas em lei.
decorrentes da construção. § 6º Os atos negociais referentes
§ 7º Nos casos do art. 6º-A, § 1º, da Lei nº especificamente a uma futura unidade
11.977/2009 e art. 63, § 3º, da Lei nº 4.591/1964, autônoma, seus ônus e gravames serão
bem como nos casos em que forem reservadas, registrados nas matrículas próprias das
no ato de instituição de condomínio, unidades unidades, abertas com as ressalvas acima.
autônomas para exploração em favor do § 7º O “habite-se” será averbado na matrícula
condomínio, a matrícula será aberta em nome de cada unidade autônoma, bem como a
deste. certidão negativa de débitos relativos a
contribuições previdenciárias e de terceiros
referente à obra, abrangendo, inclusive,
eventuais alterações decorrentes da
construção.
§ 8º Nos casos do art. 6º-A, § 1º, da Lei nº
11.977, de 2009, e art. 63, § 3º, da Lei nº 4.591,
de 1964, bem como nos casos em que forem
reservadas, no ato de instituição de
condomínio, unidades autônomas para
exploração em favor do condomínio, a
matrícula será aberta em nome deste.
Art. 944. Demolido o prédio objeto de condomínio Art. 1.044. Demolido o prédio objeto de
de unidades autônomas, ou se a construção não condomínio de unidades autônomas, ou se a
for concluída, a requerimento dos proprietários, construção não for concluída, a requerimento
serão averbados, em ato contínuo, o dos proprietários, serão averbados, em ato
cancelamento da instituição na matrícula matriz contínuo, o cancelamento da instituição na
e em cada uma das matrículas das unidades matrícula matriz e em cada uma das matrículas
autônomas e, se for o caso, a demolição, das unidades autônomas e, se for o caso, a
encerrando-se as matrículas e abrindo-se outra demolição, encerrando-se as matrículas e
com novo número, relativamente ao terreno. abrindo-se outra com novo número,
relativamente ao terreno.
CAPÍTULO II CAPÍTULO II
DO REGISTRO DE ATRIBUIÇÕES DE DO REGISTRO DE ATRIBUIÇÕES DE
UNIDADES UNIDADES
Art. 945. Os registros de atribuição ou divisão de Art. 1.045. Os registros de atribuição ou divisão
unidades autônomas podem ocorrer nas de unidades autônomas podem ocorrer nas
seguintes hipóteses: seguintes hipóteses:
I - havendo condomínio geral, previsto no art. I - havendo condomínio geral, previsto no art.
1.314 do Código Civil, e pretendendo os 1.314 do Código Civil, e pretendendo os
proprietários ou titulares de direito e ação sobre proprietários ou titulares de direito e ação sobre
o imóvel instituir condomínio edilício previsto no o imóvel instituir condomínio edilício, previsto
art. 1.332 do mesmo Código e dividir tais no art. 1.332 do mesmo Código, e dividir tais
unidades entre si, deverá constar do memorial de unidades entre si, deverá constar do memorial
instituição de condomínio, ou em instrumento de instituição de condomínio, ou em
próprio desde que apresentado instrumento próprio desde que apresentado
concomitantemente, a divisão e atribuição de concomitantemente, a divisão e atribuição de
propriedade sobre as unidades autônomas, propriedade sobre as unidades autônomas,
verificando-se se há incidência tributária e verificando-se se há incidência tributária e
procedendo-se ao registro de tais atos, nos procedendo-se ao registro de tais atos, nos
termos do art. 167, I, itens 17 e 23, da Lei dos termos do art. 167, I, itens 17 e 23, da Lei nº
Registros Públicos; 6.015, de 1973;
II - a atribuição de unidades autônomas em razão II - a atribuição de unidades autônomas em
de cumprimento de contrato de permuta de razão de cumprimento de contrato de permuta
terreno por unidade construída insere-se na de terreno por unidade construída insere-se na
regra do inciso I; regra do inciso I deste artigo.
Parágrafo único. A atribuição de propriedade Parágrafo único. A atribuição de propriedade
para cada condômino será registrada, nos para cada condômino será registrada, nos
termos do art. 167, I, item 23, da Lei dos termos do art. 167, I, item 23, da Lei nº 6.015,
Registros Públicos, devendo ser feito um registro de 1973, devendo ser feito um registro para
para cada unidade, nos termos do art. 176, § 1º, cada unidade, nos termos do art. 176, § 1º, I, da
I, da referida lei, sendo permitido que todas as referida lei, sendo permitido que todas as
unidades autônomas atribuídas aos mesmos unidades autônomas atribuídas aos mesmos
proprietários sejam objeto de um único número proprietários sejam objeto de um único número
de ordem de registro, se o registro se der em ato de ordem de registro, se este se der em ato
contínuo. (Redação dada pelo Provimento nº contínuo.
274/CGJ/2014)
Parágrafo único. A atribuição de propriedade
para cada condômino será registrada, nos
termos do art. 167, I, item 23, da Lei dos
Registros Públicos, cabendo um registro para
cada unidade, nos termos do art. 176, § 1º, I, da
referida lei, sendo permitido que todas as
unidades autônomas atribuídas aos mesmos
proprietários sejam objeto de um único número
de ordem de registro, se o registro se der em ato
contínuo.
Art. 946. O registro de atribuição de unidades Art. 1.046. A solicitação da atribuição de
poderá ser realizado após o registro da propriedade, não efetuada
instituição de condomínio até a averbação do concomitantemente à instituição de
“habite-se”. condomínio, configura alienação de
Parágrafo único. À exceção da hipótese prevista unidades autônomas, devendo o ato ser
no caput deste artigo, a atribuição de unidades praticado com as formalidades pertinentes,
configura alienação de unidades autônomas, na qual deverá constar a apresentação da
devendo o ato ser praticado com as formalidades certidão de quitação ou não incidência do
pertinentes, como a lavratura de escritura imposto de transmissão.
pública, se for o caso, pagamento do imposto de
transmissão, etc.
CAPÍTULO III CAPÍTULO III
DO “HABITE-SE PARCIAL” DO “HABITE-SE PARCIAL”
Art. 947. Faculta-se a averbação parcial da Art. 1.047. Faculta-se a averbação parcial da
construção mediante apresentação de “habite-se construção mediante apresentação de “habite-
parcial”, fornecido pelo Poder Público Municipal, se parcial”, fornecido pelo órgão municipal
bem como da certidão negativa de débito para competente, bem como da certidão negativa de
com o INSS, em hipóteses como as seguintes: débitos relativos a contribuições
I - construção de uma ou mais casas em previdenciárias e de terceiros referente à obra.
empreendimento do tipo “vila de casas” ou Parágrafo único. A averbação parcial da
“condomínio fechado”; construção, por unidade,
II - construção de um bloco em empreendimento independentemente da expedição de
que preveja 2 (dois) ou mais blocos; “habite-se parcial” ou “total”, também é
possível em hipóteses como as seguintes:
III - construção da parte térrea do edifício, I - construção de uma ou mais casas em
constituída de uma ou mais lojas, estando em empreendimento do tipo “vila de casas” ou
construção o restante do prédio. “condomínio fechado”;
II - mediante requerimento formulado pela
Comissão de Representantes a que se
referem o art. 31-C e seguintes da Lei nº
4.591, de 1964, quando da ocorrência da
hipótese contida no art. 31-F da referida lei;
III - mediante requerimento do interessado,
nos casos de condomínios instituídos antes
da vigência do Código Civil, conforme
dispõe o art. 1.094 deste Provimento
Conjunto.
Art. 948. Nos casos mencionados no art. 947 Art. 1.048. Nos casos mencionados no art.
deste Provimento, quando da concessão de 1.046 deste Provimento Conjunto, quando da
outro “habite-se”, seja novamente parcial ou de concessão de outro “habite-se”, seja
todas as unidades restantes, será promovida, na novamente parcial ou de todas as unidades
matrícula da unidade autônoma respectiva, nova restantes, será promovida, na matrícula da
averbação de “habite-se parcial” e de certidão unidade autônoma respectiva, nova averbação
negativa de débito para com o INSS, de “habite-se parcial” e de certidão negativa de
procedimento este que será repetido tantas débitos relativos a contribuições
vezes quantas forem necessárias até a previdenciárias e de terceiros referente à obra,
averbação do “habite-se” em todas as unidades procedimento este que será repetido tantas
do empreendimento. vezes quantas forem necessárias até a
averbação do “habite-se” em todas as unidades
do empreendimento.
CAPÍTULO IV CAPÍTULO IV
DA CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO DA CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO
Art. 949. O registro da convenção de condomínio Art. 1.049. O registro da convenção de
será feito no Livro nº 3 - Registro Auxiliar e será condomínio será feito no Livro nº 3 - Registro
precedido da conferência do quórum e Auxiliar e será precedido da conferência do
atendimento das regras fixadas em lei. quórum e do atendimento das regras fixadas
§ 1º A convenção de condomínio, a ser em lei.
elaborada conforme as normas contidas no § 1º A convenção de condomínio, a ser
Código Civil, arts. 1.333 e seguintes, será elaborada conforme as normas contidas nos
subscrita pelos titulares de, no mínimo, 2/3 (dois arts.1.333 e seguintes do Código Civil, será
terços) das frações ideais, com firma subscrita pelos titulares de, no mínimo, 2/3
reconhecida de todos, devendo conter no mínimo (dois terços) das frações ideais, com firma
as seguintes cláusulas: reconhecida de todos, devendo conter, no
I - a discriminação e individualização das mínimo, as seguintes cláusulas:
unidades de propriedade exclusiva, estremadas I - a discriminação e individualização das
umas das outras e das partes comuns; unidades de propriedade exclusiva,
II - a determinação da fração ideal atribuída a estremadas umas das outras e das partes
cada unidade, relativamente ao terreno e partes comuns;
comuns; II - a determinação da fração ideal atribuída a
III - o fim a que as unidades se destinam; cada unidade, relativamente ao terreno e partes
IV - o modo de usar as coisas e serviços comuns; comuns; III - o fim a que as unidades se
V - a quota proporcional e o modo de pagamento destinam;
das contribuições dos condôminos para atender IV - o modo de usar as coisas e serviços
às despesas ordinárias e extraordinárias do comuns;
condomínio; V - a quota proporcional e o modo de
VI - a forma de contribuição para constituição de pagamento das contribuições dos condôminos
fundo de reserva; para atender às despesas ordinárias e
VII - sua forma de administração e o modo de extraordinárias do condomínio;
escolher o administrador;
VIII - as atribuições do síndico, além das legais, VI - a forma de contribuição para constituição
bem como a definição da natureza gratuita ou de fundo de reserva;
remunerada de suas funções; VII - sua forma de administração e o modo de
IX - a competência das assembleias, forma e escolher o administrador;
prazo de sua convocação e quórum exigido para VIII - as atribuições do síndico, além das legais,
as diversas deliberações; bem como a definição da natureza gratuita ou
X - as sanções a que estão sujeitos os remunerada de suas funções; IX - a
condôminos ou possuidores; competência das assembleias, a forma e o
XI - o regimento interno ou a previsão da forma e prazo de sua convocação e quórum exigido
quórum de sua elaboração; para as diversas deliberações; X - as sanções
XII - a forma e quórum para as alterações da a que estão sujeitos os condôminos ou
própria convenção; possuidores;
XIII - no caso de conjunto de edificações, os XI - o regimento interno;
direitos e as relações de propriedade entre os XII - a forma e o quórum para as alterações da
condôminos das várias edificações, podendo própria convenção;
haver estipulação de formas como se possam XIII - no caso de conjunto de edificações, os
desmembrar e alienar porções do terreno, direitos e as relações de propriedade entre os
inclusive as edificadas. condôminos das várias edificações, podendo
§ 2º Após o registro da convenção, previsto no haver estipulação de formas como se possam
art. 178, III, da Lei dos Registros Públicos, será desmembrar e alienar porções do terreno,
procedida a sua averbação na matrícula matriz e inclusive as edificadas.
em cada uma das matrículas das unidades § 2º Após o registro da convenção, previsto no
autônomas. art. 178, III, da Lei nº 6.015, de 1973, será
procedida a sua averbação na matrícula matriz
e em cada uma das matrículas das unidades
autônomas.
Art. 950. A convenção poderá ainda autorizar Art. 1.050. A convenção poderá ainda autorizar
que os abrigos de veículos sejam alienados ou que os abrigos de veículos sejam alienados ou
alugados a pessoas estranhas ao condomínio, alugados a pessoas estranhas ao condomínio,
nos termos do art. 1.331, § 1º, do Código Civil. nos termos do art. 1.331, § 1º, do Código Civil.
§ 1º Na ausência de estipulação expressa, será § 1º Na ausência de estipulação expressa, será
aplicada a regra geral de que os abrigos não aplicada a regra geral de que os abrigos não
poderão ser alienados ou alugados a pessoas poderão ser alienados ou alugados a pessoas
estranhas ao condomínio. estranhas ao condomínio.
§ 2º Nos condomínios instituídos antes da § 2º Nos condomínios instituídos antes da
vigência da Lei nº 12.607, de 4 de abril de 2012, vigência da Lei nº 12.607, de 4 de abril de 2012,
até que a convenção seja adequada, serão que “altera o § 1º do art. 1.331 da Lei nº 10.406,
observados, quanto à permissividade de de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, no que
alienação ou locação dos abrigos de veículos, os tange ao critério de fixação da fração ideal e às
usos e costumes do condomínio ou sua disposições sobre alienação e locação de
destinação, como nos “edifícios-garagem”, abrigos para veículos em condomínios
edifícios comerciais, etc. edilícios”, até que a convenção seja adequada,
serão observados, quanto à permissividade de
alienação ou locação dos abrigos de veículos,
os usos e costumes do condomínio ou sua
destinação, como nos “edifícios-garagem”,
edifícios comerciais, etc.
§ 3º Havendo alienação de vaga acessória a
terceiros estranhos ao condomínio, deverá
ser procedida a retificação da convenção de
condomínio e/ou instituição, alterando-se a
natureza da vaga de acessória para vaga
autônoma.
Art. 1.051. Para o registro da compra e venda
ou permuta de vagas acessórias entre as
unidades autônomas de um edifício, torna-
se necessária a apresentação dos seguintes
documentos:
I - título aquisitivo com recolhimento de ITBI;
II - Quadro IV-B da NBR ou declaração do
responsável técnico com firma reconhecida,
informando as novas áreas e fração ideal
das unidades, se for o caso;
III - ART dos quadros ou da declaração;
IV - requerimento dos proprietários das duas
unidades, solicitando a alteração das vagas;
V - comprovante de notificação do síndico
quanto à alteração da titularidade da
unidade acessória.
§ 1º Quando não houver baixa de
construção averbada e ainda não tiver
ocorrido alienação das unidades autônomas
a terceiros ou divisão amigável, podem os
condôminos alterar a disposição das vagas
por meio de rerratificação dos instrumentos
de instituição, convenção e incorporação,
se for o caso.
§ 2º Tratando-se a vaga de garagem de área
de uso comum, a alteração de seu direito de
uso exclusivo por determinada unidade
dependerá de rerratificação da convenção
de condomínio.
§ 3º Caso a alteração de que trata o § 2º
deste artigo resulte em alteração das
frações das unidades, deverão ser
apresentados os documentos mencionados
nos incisos I a III deste artigo.
Art. 951. Quando da apuração do quórum Art. 1.052. Quando da apuração do quórum
necessário para a aprovação ou alterações da necessário para a aprovação ou alterações da
convenção de condomínio, para fins de registro, convenção de condomínio, para fins de
serão considerados apenas os nomes dos registro, serão considerados apenas os nomes
figurantes no registro como proprietários ou dos figurantes no registro como proprietários ou
promitentes compradores ou cessionários promitentes compradores ou cessionários
destes, presumindo-se representante do casal destes, presumindo-se representante do casal
qualquer um dos cônjuges signatários. qualquer um dos cônjuges signatários.
Art. 952. Ao registrar convenção de condomínio Art. 1.053. Ao registrar convenção de
edilício, o oficial de registro deverá mencionar condomínio edilício, o oficial de registro deverá
expressamente o número do registro da mencionar expressamente o número do
instituição de condomínio feito na matrícula do registro da instituição de condomínio feito na
imóvel e fará, nas matrículas, as averbações de matrícula do imóvel e fará, nas matrículas das
remissão ao número do registro da convenção. unidades, as averbações de remissão ao
número do registro da convenção.
Art. 953. A alteração da convenção de Art. 1.054. A alteração da convenção de
condomínio edilício depende de aprovação, em condomínio edilício depende de aprovação, em
assembleia regularmente convocada, de pelo assembleia regularmente convocada, de pelo
menos 2/3 (dois terços) dos titulares dos direitos menos 2/3 (dois terços) dos titulares dos
reais registrados, salvo se a convenção a ser direitos reais registrados, salvo se a convenção
alterada exigir quórum superior. a ser alterada exigir quórum superior.
Art. 954. A alteração da instituição exige a Art. 1.055. A alteração da instituição exige a
anuência da totalidade dos condôminos, anuência da totalidade dos condôminos,
presumindo-se representante do casal qualquer presumindo-se representante do casal
um dos cônjuges signatários. qualquer um dos cônjuges signatários.
CAPÍTULO V CAPÍTULO V
DO REGISTRO DA INCORPORAÇÃO DO REGISTRO DA INCORPORAÇÃO
IMOBILIÁRIA IMOBILIÁRIA
Art. 955. A incorporação imobiliária é regulada Art. 1.056. A incorporação imobiliária é
pela Lei nº 4.591/1964, a partir do art. 28, sendo regulada pela Lei nº 4.591, de 1964, a partir do
a atividade exercida com o intuito de promover e seu art. 28, sendo a atividade exercida com o
realizar a construção de edificações ou conjunto intuito de promover e realizar a construção de
de edificações compostas de unidades edificações ou conjunto de edificações
autônomas para a alienação total ou parcial. compostas de unidades autônomas para a
alienação total ou parcial.
Art. 956. A incorporação imobiliária será Art. 1.057. A incorporação imobiliária será
registrada na matrícula matriz, após o registro da registrada na matrícula matriz, após o registro
instituição de condomínio e das atribuições de da instituição de condomínio e das atribuições
unidades autônomas, se houver, e será de unidades autônomas, se houver, e será
informada por averbação nas matrículas das informada por averbação nas matrículas das
unidades autônomas. unidades autônomas.
Art. 957. Para fins de arquivamento, os Art. 1.058. Para fins de arquivamento, os
documentos de registro de incorporação serão documentos de registro de incorporação serão
autuados e numerados. autuados e numerados.
Art. 958. O incorporador deverá apresentar, no Art. 1.059. O incorporador deverá apresentar,
Ofício de Registro de Imóveis, os seguintes no Ofício de Registro de Imóveis, os seguintes
documentos, organizados nesta ordem: documentos, organizados nesta ordem:
I - memorial de incorporação, assinado pelo I - memorial de incorporação, assinado pelo
incorporador, com firma reconhecida, incorporador, com firma reconhecida,
requerendo o registro da incorporação e requerendo o registro da incorporação e
contendo as seguintes informações: contendo as seguintes informações:
a) se pessoas físicas: a) se pessoas físicas:
1 - se os cônjuges forem os incorporadores do 1. se os cônjuges forem os incorporadores do
empreendimento, ambos deverão assinar o empreendimento, ambos deverão assinar o
requerimento; requerimento;
2 - se apenas um dos cônjuges for incorporador, 2. se apenas um dos cônjuges for incorporador,
somente este assinará o requerimento, mas, somente este assinará o requerimento, mas,
nesse caso, deverá apresentar o instrumento de nesse caso, deverá apresentar o instrumento
mandato outorgado pelo outro cônjuge, conforme de mandato outorgado pelo outro cônjuge,
mencionado no art. 31, § 1º, c/c art. 32 da Lei nº conforme mencionado no art. 31, § 1º, c/c art.
4.591/1964, devendo ser observada a mesma 32 da Lei nº 4.591, de 1964, devendo ser
exigência em relação aos alienantes do terreno, observada a mesma exigência em relação aos
se não forem, ao mesmo tempo, incorporadores; alienantes do terreno, se não forem, ao mesmo
b) se pessoa jurídica, o requerimento deverá tempo, incorporadores;
estar instruído com cópia autenticada da última b) se pessoa jurídica, o requerimento deverá
alteração contratual e com certidão simplificada estar instruído com cópia autenticada da última
da Junta Comercial ou do Ofício de Registro Civil alteração contratual e com certidão simplificada
das Pessoas Jurídicas, na qual se verificará a da Junta Comercial ou do Ofício de Registro
capacidade de representação dos signatários do Civil das Pessoas Jurídicas, na qual se
requerimento; verificará a capacidade de representação dos
II - título de propriedade do terreno, sendo aceita, signatários do requerimento;
também, escritura pública de promessa II - título de propriedade do terreno, ou de
irrevogável e irretratável de compra e venda, de promessa irrevogável e irretratável de compra e
cessão de direitos ou de permuta, da qual conste venda, de cessão de direitos ou de permuta, da
cláusula de imissão na posse do imóvel, desde qual conste cláusula de imissão na posse do
que não haja estipulações impeditivas de sua imóvel, desde que não haja estipulações
alienação em frações ideais, e haja impeditivas de sua alienação em frações ideais,
consentimento para demolição e construção e haja consentimento para demolição e
devidamente registrado (art. 32, “a”, da Lei nº construção devidamente registrado, nos termos
4.591/1964); do art. 32, “a”, da Lei nº 4.591, de 1964;
III - as seguintes certidões negativas referentes III - as seguintes certidões negativas referentes
aos atuais proprietários do terreno e aos aos atuais proprietários do terreno e aos
incorporadores: incorporadores:
a) federais (art. 32, “b”, da Lei nº 4.591/1964): a) federais, conforme o art. 32, “b”, da Lei nº
1 - certidão conjunta da Procuradoria-Geral da 4.591, de 1964:
Fazenda Nacional e Secretaria da Receita 1. certidão conjunta da Procuradoria-Geral da
Federal do Brasil; Fazenda Nacional e Secretaria da Receita
2 - do distribuidor cível e criminal da Justiça Federal do Brasil;
Federal; 2. do distribuidor cível e criminal da Justiça
3 - dos Juizados Especiais Federais; Federal;
4 - de ações trabalhistas da Justiça do Trabalho; 3. dos Juizados Especiais Federais;
b) estaduais (art. 32, “b”, da Lei nº 4.591/1964): 4. de ações trabalhistas da Justiça do Trabalho;
1 - da Fazenda Estadual; b) estaduais, conforme o art. 32, “b”, da Lei nº
2 - do distribuidor cível e criminal da Justiça 4.591, de 1964:
Estadual; 1. da Fazenda Estadual;
3 - dos Juizados Especiais Estaduais; 2. do distribuidor cível e criminal da Justiça
c) certidão negativa de tributos municipais, Estadual;
relativa a tributos diversos, com quitação plena 3. dos Juizados Especiais Estaduais;
ou total (art. 32, “b”, da Lei nº 4.591/1964); c) certidão negativa de tributos municipais,
d) certidão negativa de débito para com o INSS relativa a tributos diversos, com quitação plena
(art. 32, “f”, da Lei nº 4.591/1964): ou total, nos termos do art. 32, “b”, da Lei nº
1 - do proprietário do terreno e do incorporador, 4.591, de 1964;
sempre que forem responsáveis pela d) certidão negativa de débitos relativos a
arrecadação das respectivas contribuições - contribuições previdenciárias, nos termos do
pessoa jurídica ou equiparada; art. 32, “f”, da Lei nº 4.591, de 1964:
2 - não sendo pessoa jurídica ou equiparada, 1. do proprietário do terreno e do incorporador,
apresentar declaração de que não é contribuinte sempre que for responsável pela arrecadação
obrigatório, na qualidade de empregador, nem a das respectivas contribuições - pessoa jurídica
ele equiparado; ou equiparada;
3) em caso de pessoa jurídica, basta a 2. não sendo pessoa jurídica ou equiparada,
apresentação das certidões referentes a ela apresentar declaração de que não é
própria, dispensada a exigência de apresentação contribuinte obrigatório, na qualidade de
de certidões relativas aos sócios; empregador, nem a ele equiparado;
e) relativamente a protesto de títulos (art. 32, “b”, 3. em caso de pessoa jurídica, basta a
da Lei nº 4.591/1964): apresentação das certidões referentes a ela
1 - certidão negativa de protesto de título própria, dispensada a exigência de
abrangendo 5 (cinco) anos; ou, apresentação de certidões relativas aos sócios;
2 - caso haja na localidade Ofício de Registro de e) relativamente a protesto de títulos, nos
Distribuição, certidão negativa de distribuição; ou termos do art. 32, “b”, da Lei nº 4.591, de 1964:
3 - certidão positiva de distribuição 1. certidão negativa de protesto de título
acompanhada de certidão do Tabelionato de abrangendo 5 (cinco) anos; ou,
Protesto para o qual o título ou documento tenha 2. caso haja, na localidade, Ofício de Registro
sido distribuído; de Distribuição, certidão negativa de
IV - certidões do imóvel (art. 32, “b” e “c”, da Lei distribuição; ou
nº 4.591/1964): 3. certidão positiva de distribuição
a) certidão negativa de ônus reais; acompanhada de certidão do Tabelionato de
b) certidão negativa de inscrição de ações reais Protesto para o qual o título ou documento
e pessoais reipersecutórias do registro de tenha sido distribuído;
imóveis; IV - certidões do imóvel, nos termos do art. 32,
V - histórico dos títulos de propriedade do imóvel “b” e “c”, da Lei nº 4.591, de 1964:
(art. 32, “c”, da Lei nº 4.591/1964), abrangendo a) certidão negativa de ônus reais;
os últimos 20 (vinte) anos, acompanhado de
certidões integrais dos respectivos registros
(mencionar somente os atos translativos e b) certidão negativa de inscrição de ações reais
eventuais ônus); e pessoais reipersecutórias do registro de
VI - projeto arquitetônico de construção imóveis;
devidamente aprovado pelas autoridades V - histórico dos títulos de propriedade do
competentes; em caso de aprovação de projeto imóvel, nos termos do art. 32, “c”, da Lei nº
simplificado, deverá também ser apresentado o 4.591, de 1964, abrangendo os últimos 20
projeto completo (art. 32, “d”, da Lei nº (vinte) anos, acompanhado de certidões
4.591/1964); integrais dos respectivos registros,
VII - da NBR 12.721/2006, a folha preliminar e os mencionando-se somente os atos translativos e
quadros I, II, III, IV-A, IV-B, V, VI, VII e VIII, eventuais ônus;
assinados pelo profissional responsável e pelo VI - projeto arquitetônico de construção
proprietário, com firmas reconhecidas (art. 32, devidamente aprovado pelas autoridades
“e”, “g”, “h” e “i”, da Lei nº 4.591/1964); competentes e, em caso de aprovação de
VIII - ART do engenheiro responsável pela projeto simplificado, deverá também ser
elaboração dos quadros mencionados no inciso apresentado o projeto completo, nos termos do
anterior; art. 32, “d”, da Lei nº 4.591, de 1964;
IX - alvará de construção com prazo de validade VII - da NBR 12.721/2006, a folha preliminar e
vigente; os quadros I, II, III, IV-A, IV-B (ou quadro IV-B.1,
X - atestado de idoneidade financeira, em via se for o caso), V, VI, VII e VIII, assinados pelo
original, fornecido por estabelecimento de crédito profissional responsável e por um ou mais
que opere no país há mais de 5 (cinco) anos, com proprietários, com firmas reconhecidas, nos
firma do signatário reconhecida, bem como termos do art. 32, “e”, “g”, “h” e “i”, da Lei nº
comprovada a sua representação (art. 32, “o”, da 4.591, de 1964;
Lei nº 4.591/1964); VIII - a ART do engenheiro responsável pela
XI - contrato-padrão, facultativamente, que ficará elaboração dos quadros mencionados no inciso
arquivado na serventia, conforme determina o VII deste artigo;
art. 67, §§ 3º e 4º, da Lei nº 4.591/1964; IX - alvará de construção com prazo de validade
XII - declaração acompanhada de plantas vigente;
elucidativas sobre o número de veículos que a X - atestado de idoneidade financeira, em via
garagem comporta e os locais destinados à original, fornecido por estabelecimento de
guarda dos mesmos, salvo se as plantas crédito que opere no país há mais de 5 (cinco)
constarem expressamente do projeto aprovado anos, com firma do signatário reconhecida,
(art. 32, “p”, da Lei nº 4.591/1964); bem como comprovada sua representação, nos
XIII - declaração em que se defina a parcela do termos do art. 32, “o”, da Lei nº 4.591, de 1964;
preço de que trata o art. 39, II, da Lei de XI - facultativamente, contrato-padrão, que
Condomínio e Incorporação (art. 32, l, da Lei nº ficará arquivado na serventia, conforme
4.591/1964); determina o art. 67, §§ 3º e 4º, da Lei nº 4.591,
XIV - certidão de instrumento público de mandato de 1964;
quando o incorporador não for o proprietário, XII - declaração acompanhada de plantas
outorgando ao construtor/incorporador poderes elucidativas sobre o número de veículos que a
para a alienação de frações ideais do terreno (art. garagem comporta e os locais destinados à
31, § 1º, c/c art. 32, “m”, da Lei nº 4.591/1964); guarda dos mesmos, salvo se as plantas
XV - declaração expressa em que se defina se o constarem expressamente do projeto
empreendimento está ou não sujeito a prazo de aprovado, nos termos do art. 32, “p”, da Lei nº
carência de até 180 (cento e oitenta) dias (art. 32, 4.591, de 1964;
“n”, da Lei nº 4.591/1964). XIII - declaração em que se defina a parcela do
preço de que trata o art. 39, II, da Lei de
Condomínio e Incorporação, nos termos do art.
32, l, da Lei nº 4.591, de 1964;
XIV - certidão de instrumento público de
mandato quando o incorporador não for o
proprietário, outorgando ao
construtor/incorporador poderes para a
alienação de frações ideais do terreno, nos
termos do art. 31, § 1º, c/c art. 32, “m”, da Lei
nº 4.591, de 1964);
XV - declaração expressa em que se defina se
o empreendimento está ou não sujeito a prazo
de carência de até 180 (cento e oitenta) dias,
nos termos do art. 32, “n”, da Lei nº 4.591, de
1964.
Art. 959. Os documentos poderão ser Art. 1.060. Os documentos poderão ser
apresentados em 2 (duas) vias, com as firmas de apresentados em 2 (duas) vias, com as firmas
seus subscritores reconhecidas quando de de seus subscritores reconhecidas quando de
origem particular, sendo a segunda via devolvida origem particular, sendo a segunda via
ao apresentante com as anotações do ato devolvida ao apresentante com as anotações
praticado. do ato praticado.
§ 1º As certidões da Justiça Federal, da Justiça § 1º As certidões da Justiça Federal, da Justiça
Estadual, da Justiça do Trabalho e do Estadual, da Justiça do Trabalho e do
Tabelionato de Protesto: Tabelionato de Protesto:
I - serão referentes aos proprietários do terreno I - serão referentes aos proprietários do terreno
(atuais proprietários e promitentes compradores, (atuais proprietários e promitentes
se houver, inclusive seus cônjuges) e ao compradores, se houver, inclusive seus
incorporador; e, em caso de pessoa jurídica, cônjuges) e ao incorporador e, em caso de
basta a apresentação das certidões referentes a pessoa jurídica, basta a apresentação das
pessoa jurídica, dispensada a exigência de certidões referentes à pessoa jurídica,
apresentação de certidões relativas aos sócios; dispensada a exigência de apresentação de
II - serão extraídas nos domicílios atuais do certidões relativas aos sócios;
proprietário, do incorporador e na circunscrição II - serão extraídas nos domicílios atuais do
onde se localiza o imóvel incorporado. proprietário, do incorporador e na circunscrição
§ 2º As certidões de débitos trabalhistas serão onde se localiza o imóvel incorporado.
emitidas e validadas no sítio eletrônico oficial do § 2º As certidões de débitos trabalhistas serão
Tribunal Superior do Trabalho - TST. emitidas e validadas no sítio eletrônico oficial do
§ 3º As certidões podem ser emitidas e validadas Tribunal Superior do Trabalho - TST.
por via da internet, caso o respectivo tribunal, § 3º As certidões podem ser emitidas e
órgão ou serviço notarial e de registro disponha validadas por meio da internet, caso o
de tal serviço. respectivo tribunal, órgão ou serviço notarial e
§ 4º Caso as certidões da Justiça Federal, da de registro disponha de tal serviço.
Justiça Estadual ou da Justiça do Trabalho § 4º As certidões positivas da Justiça
sejam positivas, deverá ser apresentada Federal, da Justiça Estadual ou da Justiça
certidão esclarecedora dos fatos do processo do Trabalho não impedem o registro da
ou histórico de tramitação extraída dos sítios incorporação, mas nele devem ser
eletrônicos oficiais dos tribunais em que mencionadas.
conste, no mínimo, a identificação do § 5º Os quadros da NBR 12.721/2006 devem
processo, partes, fase processual e valor da atender aos seguintes requisitos do art. 32 da
causa. Lei nº 4.591, de 1964:
§ 5º Os quadros da NBR 12.721/2006 devem I - cálculo das áreas das edificações,
atender aos seguintes requisitos do art. 32 da Lei discriminando-se, além da global, a área das
nº 4.591/1964: partes comuns e indicando, em cada tipo de
I - cálculo das áreas das edificações, unidade, a respectiva metragem de área
discriminando, além da global, a área das partes construída, nos termos do art. 32, “e”, da Lei nº
comuns e indicando, em cada tipo de unidade, a 4.591, de 1964;
respectiva metragem de área construída (art. 32, II - memorial descritivo das especificações da
“e”, da Lei nº 4.591/1964); obra projetada, segundo modelo a que se refere
II - memorial descritivo das especificações da o inciso IV do art. 53 da Lei nº 4.591, de 1964,
obra projetada, segundo modelo a que se refere nos termos do art. 32, “g”, da Lei nº 4.591, de
o inciso IV do art. 53 da Lei nº 4.591/1964; (art. 1964;
32, “g”, da Lei nº 4.591/1964); III - avaliação do custo global da obra,
atualizada à data do arquivamento, calculada
III - avaliação do custo global da obra, atualizada de acordo com a norma do inciso III do art. 53
à data do arquivamento, calculada de acordo com base nos custos unitários referidos no art.
com a norma do inciso III do art. 53 com base nos 54, ambos da Lei nº 4.591, de 1964,
custos unitários referidos no art. 54, ambos da discriminando-se, também, o custo de
Lei nº 4.591/1964, discriminando- se, também, o construção de cada unidade, devidamente
custo de construção de cada unidade, autenticada pelo profissional responsável pela
devidamente autenticada pelo profissional obra, nos termos do art. 32, “h”, da Lei nº 4.591,
responsável pela obra (art. 32, “h”, da Lei nº de 1964;
4.591/1964); IV - discriminação das frações ideais de terreno
IV - discriminação das frações ideais de terreno com as unidades autônomas que
com as unidades autônomas que corresponderão a elas, nos termos do art. 32,
corresponderão a elas (art. 32, “i”, da Lei nº “i”, da Lei nº 4.591, de 1964;
4.591/1964); § 6º O oficial de registro não responde pela
§ 6º O oficial de registro não responde pela exatidão dos documentos que lhe forem
exatidão dos documentos que lhe forem apresentados para arquivamento, em
apresentados para arquivamento, em obediência obediência ao disposto nas alíneas “e”, “g”, “h”,
ao disposto nas alíneas “e”, “g”, “h”, “i”, “l” e “p” “i”, “l” e “p” do art. 32 da Lei nº 4.591, de 1964,
do art. 32 da Lei nº 4.591/1964, desde que desde que assinados pelo profissional
assinados pelo profissional habilitado, devendo o habilitado, devendo o oficial conferir tais
oficial conferir tais documentos apenas no documentos apenas em seu aspecto formal,
aspecto formal, sendo vedada análise de sendo vedada análise do conteúdo, que está
conteúdo que está sob a responsabilidade de sob a responsabilidade de profissional
profissional habilitado. habilitado.
§ 7º Os quadros III e IV-A da NBR devem estar § 7º Os quadros III e IV-A da NBR devem estar
atualizados, nos termos do art. 54 da Lei nº atualizados, nos termos do art. 54 da Lei nº
4.591/1964. 4.591, de 1964.
§ 8º A apresentação dos documentos será feita § 8º A apresentação dos documentos será feita
à vista dos originais, admitindo-se cópias à vista dos originais, admitindo-se cópias
reprográficas autenticadas. reprográficas autenticadas.
§ 9º Caso os documentos sejam apresentados § 9º Caso os documentos sejam apresentados
em apenas uma via, esta ficará arquivada. em apenas uma via, esta ficará arquivada.
§ 10. Os incisos XI a XIV do art. 958 deste § 10. Os incisos XI a XIV do art. 1.059 deste
Provimento podem ser aplicáveis ou não de Provimento Conjunto podem ser aplicáveis ou
acordo com as circunstâncias de cada não de acordo com as circunstâncias de cada
incorporação. incorporação.
§ 11. Será de 180 (cento e oitenta) dias o prazo § 11. Será de 180 (cento e oitenta) dias o prazo
de validade das certidões, salvo se outro prazo de validade das certidões, salvo se outro prazo
constar expressamente do documento segundo constar expressamente do documento,
norma adotada pelo órgão expedidor. segundo norma adotada pelo órgão expedidor.
§ 12. A existência de ônus fiscais ou reais, salvo § 12. A existência de ônus fiscais ou reais, salvo
os impeditivos de alienação, não impede o os impeditivos de alienação, não impede o
registro, que será feito com as devidas ressalvas, registro, que será feito com as devidas
mencionando-se, em todos os documentos ressalvas, mencionando-se, em todos os
extraídos do registro, a existência e a extensão documentos extraídos do registro, a existência
dos ônus. e a extensão dos ônus.
§ 13. No caso de empresas com sedes
administrativas em várias cidades, as
certidões a serem apresentadas devem se
referir apenas ao endereço da matriz e da
localização do empreendimento.
Art. 960. No prazo de carência de até 180 (cento Art. 1.061. No prazo de carência de até 180
e oitenta) dias, caso o incorporador venha a (cento e oitenta) dias, caso o incorporador
desistir da realização da obra, deverá informar venha a desistir da realização da obra, deverá
expressamente ao Ofício de Registro de Imóveis, informar expressamente ao Ofício de Registro
indicando o motivo e solicitando o cancelamento de Imóveis, indicando o motivo e solicitando o
do registro da incorporação imobiliária, na forma cancelamento do registro da incorporação
do art. 34 da Lei nº 4.591/1964. imobiliária, na forma do art. 34 da Lei nº 4.591,
§ 1º Caso não seja feito o cancelamento dentro de 1964.
do prazo de carência, a incorporação considera- § 1º Caso não seja feito o cancelamento dentro
se concretizada para os fins do art. 33 da Lei nº do prazo de carência, a incorporação
4.591/1964. considera-se concretizada para os fins do art.
§ 2º Para o cancelamento do registro nos termos 33 da Lei nº 4.591, de 1964.
do caput, não é necessário comprovar anuência § 2º Para o cancelamento do registro nos
ou comunicação aos adquirentes, caso termos do caput deste artigo, não é necessário
existentes. comprovar anuência ou comunicação aos
adquirentes, caso existentes.
Art. 961. O cancelamento do registro da Art. 1.062. O cancelamento do registro da
incorporação após o prazo de carência será feito incorporação após o prazo de carência será
a requerimento do incorporador e, se alguma feito a requerimento do incorporador e
unidade tiver sido objeto de negociação mediante declaração, sob responsabilidade
registrada, ficará também condicionado à civil e criminal, de que não houve alienação
anuência dos compromissários ou cessionários. ou oneração de unidades.
Parágrafo único. Em caso de alienação ou
oneração de unidade, registrada ou não, ficará
também condicionado o cancelamento à
anuência dos compromissários, cessionários
ou credores.
Art. 962. O incorporador deverá declarar, no Art. 1.063. O incorporador deverá declarar, no
memorial, de forma expressa, a qual regime está memorial, de forma expressa, a qual regime
submetida a incorporação: está submetida a incorporação:
I - regime de preço global, na forma dos arts. 41 I - regime de preço global, na forma dos arts. 41
a 43 da Lei nº 4.591/1964, podendo o a 43 da Lei nº 4.591, de 1964, podendo o
incorporador, no decorrer das obras, promover a incorporador, no decorrer das obras, promover
alienação das “unidades autônomas futuras”, a a alienação das “unidades autônomas futuras”,
preço fixo ou reajustável, em índices a preço fixo ou reajustável, em índices
previamente determinados, englobando, na previamente determinados, englobando, na
alienação, a respectiva fração ideal de terreno, alienação, a respectiva fração ideal de terreno,
sendo, no entanto, de sua inteira sendo, no entanto, de sua inteira
responsabilidade, o encargo da construção até responsabilidade o encargo da construção até
conclusão, incluindo o registro de “baixa e habite- sua conclusão, incluindo o registro de “baixa e
se”; habite-se”;
II - regime de empreitada, na forma dos arts. 55 II - regime de empreitada, na forma dos arts. 55
a 57 da Lei nº 4.591/1964, podendo a a 57 da Lei nº 4.591, de 1964, podendo a
incorporadora, no decorrer das obras, promover incorporadora, no decorrer das obras,
a alienação de frações ideais vinculadas à promover a alienação de frações ideais
contratação de construção por empreitada em vinculadas à contratação de construção por
valores preestabelecidos, podendo ser empreitada em valores preestabelecidos,
reajustável por índices previamente passíveis de reajuste por índices previamente
determinados, sendo, no entanto, de sua inteira determinados, sendo, no entanto, de sua inteira
responsabilidade, o risco da construção até responsabilidade o risco da construção até sua
conclusão, incluindo o registro de “baixa e habite- conclusão, incluindo o registro de “baixa e
se”; habite-se”;
III - regime de administração, na forma dos arts. III - regime de administração, na forma dos arts.
58 a 62 da Lei 4.591/1964, podendo a 58 a 62 da Lei nº 4.591, de 1964, podendo a
incorporadora, no decorrer das obras, promover incorporadora, no decorrer das obras,
a alienação de frações ideais vinculadas à promover a alienação de frações ideais
contratação de construção por administração “a vinculadas à contratação de construção por
preço de custo”, conforme valores estimados, administração “a preço de custo”, conforme
assumindo os adquirentes a responsabilidade valores estimados, assumindo os adquirentes a
pelo pagamento do custo integral da construção responsabilidade pelo pagamento do custo
que vier a ser apurado ao longo da obra, até a integral da construção que vier a ser apurado
conclusão. ao longo da obra, até sua conclusão.
Art. 963. Consideram-se requisitos para o Art. 1.064. São requisitos para o registro da
registro da incorporação, além de outros incorporação, além de outros previstos em lei:
previstos em lei: I - o registro da instituição e da convenção de
I - o registro da instituição e da convenção de condomínio;
condomínio; II - a apresentação do memorial de
II - a apresentação do memorial de incorporação incorporação acompanhado dos documentos
acompanhado dos documentos acima acima elencados.
elencados.
Art. 964. Somente após o registro da Art. 1.065. Somente após o registro da
incorporação, feito de acordo com as normas incorporação, feito de acordo com as normas
previstas na legislação em vigor (Lei nº previstas na Lei nº 4.591, de 1964, e na Lei nº
4.591/1964 e Lei dos Registros Públicos), serão 6.015, de 1973, serão aceitos e examinados os
aceitos e examinados os pedidos de registro ou pedidos de registro ou de averbação dos atos
de averbação dos atos negociais do incorporador negociais do incorporador sobre unidades
sobre unidades autônomas. autônomas.
Art. 965. O registro da incorporação conterá os Art. 1.066. O registro da incorporação conterá
seguintes dados específicos: os seguintes dados específicos:
I - nome e qualificação do incorporador, com I - nome e qualificação do incorporador, com
indicação de seu título, se não for o proprietário; indicação de seu título, se não for o proprietário;
II - denominação do edifício; II - denominação do edifício;
III - definição sobre o prazo de carência e, III - definição sobre o prazo de carência e,
quando fixado, seu prazo e as condições a quando fixado, as condições a autorizarem o
autorizarem o incorporador a desistir do incorporador a desistir do empreendimento;
empreendimento; IV - regime de incorporação;
IV - regime de incorporação; V - custo global da construção e custos de cada
V - custo global da construção e custos de cada unidade autônoma; VI - preço das frações
unidade autônoma; e VI - preço das frações ideais do terreno.
ideais do terreno. § 1º É dispensada a descrição interna das
§ 1º É dispensada a descrição interna das unidades autônomas no memorial, no registro e
unidades autônomas no memorial, no registro e na individualização.
na individualização. § 2º No registro da incorporação, ficará
§ 2º No registro da incorporação, ficarão consignada, como ato de averbação, a
consignadas, como ato de averbação, a existência das certidões positivas e as positivas
existência das certidões positivas e as positivas com efeito de negativas.
com efeito de negativas.
Art. 966. Aplicam-se essas normas nos casos de Art. 1.067. Aplicam-se essas normas nos casos
retificações ou alterações no registro de de retificações ou alterações no registro de
incorporação, a dependerem, ainda, da incorporação, devendo ser apresentados
atualização dos documentos pertinentes, dentre somente os documentos que eventualmente
os arrolados no art. 32 da Lei nº 4.591/1964. tenham sofrido alteração, entre os arrolados
neste Capítulo e no art. 32 da Lei nº 4.591, de
1964.
CAPÍTULO VI CAPÍTULO VI
DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO
Art. 967. Considera-se constituído o patrimônio Art. 1.068. Considera-se constituído o
de afetação mediante averbação, a qualquer patrimônio de afetação mediante averbação, a
tempo, no Ofício de Registro de Imóveis, de qualquer tempo, no Ofício de Registro de
termo firmado pelo incorporador e, quando for o Imóveis, de termo firmado pelo incorporador e,
caso, também pelos titulares de direitos reais de quando for o caso, também pelos titulares de
aquisição sobre o terreno, assim considerados o direitos reais de aquisição sobre o terreno,
proprietário do terreno, o promitente comprador, assim considerados o proprietário do terreno, o
o cessionário deste ou promitente cessionário, promitente comprador, o cessionário do terreno
nos termos do art. 31, “a”, da Lei nº 4.591/1964(*) ou o promitente cessionário, nos termos do art.
nº 4.691/1964 31, “a”, da Lei nº 4.591, de 1964.
§ 1º A averbação não será obstada pela § 1º A averbação não será obstada pela
existência de ônus reais que tenham sido existência de ônus reais que tenham sido
constituídos sobre o imóvel objeto da constituídos sobre o imóvel objeto da
incorporação para garantia do pagamento do incorporação para garantia do pagamento do
preço de sua aquisição ou do cumprimento de preço de sua aquisição ou do cumprimento de
obrigação de construir o empreendimento. obrigação de construir o empreendimento.
§ 2º Depois da averbação, a incorporação fica § 2º Depois da averbação, a incorporação fica
submetida ao regime da afetação nos termos da submetida ao regime da afetação nos termos
lei (arts. 31-A e seguintes da Lei nº 4.591/1964, dos arts. 31-A e seguintes da Lei nº 4.591, de
com as alterações introduzidas pela Lei nº 1964.
10.931, de 2 de agosto de 2004). § 3º É dispensável a anuência dos adquirentes
§ 3º É dispensável a anuência dos adquirentes de unidades imobiliárias no termo de afetação
de unidades imobiliárias no termo de afetação da da incorporação imobiliária.
incorporação imobiliária.
Art. 968. O requerimento para a averbação da Art. 1.069. O requerimento para a averbação da
constituição do regime de patrimônio de afetação constituição do regime de patrimônio de
poderá ser feito por instrumento particular afetação poderá ser feito por instrumento
firmado pelo incorporador e com firma particular firmado pelo incorporador e com firma
reconhecida. reconhecida.
Art. 969. O oficial de registro de imóveis não é Art. 1.070. O oficial de registro de imóveis não
fiscal do controle financeiro do patrimônio de é fiscal do controle financeiro do patrimônio de
afetação, não sendo sua atribuição exigir a afetação, não sendo sua atribuição exigir a
formação da respectiva comissão de formação da respectiva comissão de
representantes dos adquirentes. representantes dos adquirentes.
Art. 970. Os bens e direitos integrantes do Art. 1.071. Os bens e direitos integrantes do
patrimônio de afetação somente poderão ser patrimônio de afetação somente poderão ser
objeto de garantia real em operação de crédito objeto de garantia real em operação de crédito
cujo produto seja integralmente destinado à cujo produto seja integralmente destinado à
consecução da edificação correspondente e à consecução da edificação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos entrega das unidades imobiliárias aos
respectivos adquirentes. respectivos adquirentes.
Art. 971. O patrimônio de afetação será extinto Art. 1.072. O patrimônio de afetação será
pela: extinto pela:
I - averbação da construção, registro dos títulos I - averbação da construção, com o registro dos
de domínio ou de direito de aquisição em nome títulos de domínio ou de direito de aquisição em
dos respectivos adquirentes e, quando for o nome dos respectivos adquirentes e, quando
caso, extinção das obrigações do incorporador for o caso, extinção das obrigações do
perante a instituição financiadora do incorporador perante a instituição financiadora
empreendimento; do empreendimento;
II - revogação em razão de denúncia da II - revogação em razão de denúncia da
incorporação, depois de restituídas aos incorporação, depois de restituídas aos
adquirentes as quantias por eles pagas (art. 36 adquirentes as quantias por eles pagas (art. 36
da Lei nº 4.591/1964), ou de outras hipóteses da Lei nº 4.591, de 1964), ou de outras
previstas em lei; hipóteses previstas em lei;
III - liquidação deliberada pela assembleia geral, III - liquidação deliberada pela assembleia
nos termos do art. 31- F, § 1º, da Lei nº geral, nos termos do art. 31- F, § 1º, da Lei nº
4.591/1964. 4.591, de 1964.
CAPÍTULO VII DO CONDOMÍNIO DE CASAS CAPÍTULO VII DO CONDOMÍNIO DE CASAS
TÉRREAS, ASSOBRADADAS, GEMINADAS E TÉRREAS, ASSOBRADADAS, GEMINADAS E
ASSEMELHADOS ASSEMELHADOS
Art. 972. Quando, sobre um mesmo terreno, Art. 1.073. Quando, sobre um mesmo terreno,
houver a construção de mais de um imóvel sem houver a construção de mais de um imóvel sem
possibilidade legal de seu desdobro, será possibilidade legal de seu desdobro, será
admitida a instituição do condomínio para admitida a instituição do condomínio para
possibilitar o registro do título aquisitivo, em possibilitar o registro do título aquisitivo, em
obediência ao princípio da unicidade da obediência ao princípio da unicidade da
matrícula, conforme disposto neste Capítulo. matrícula, conforme disposto neste Capítulo.
Parágrafo único. Por absoluta impossibilidade Parágrafo único. Por absoluta impossibilidade
física do desdobro, igual procedimento se física do desdobro, igual procedimento se
adotará quando a construção for sobreposta; ou adotará quando a construção for sobreposta,
quando se tratar de casas térreas, ou quando se tratar de casas térreas,
assobradadas, geminadas, condomínios de laje, assobradadas, geminadas, condomínios de laje
ou assemelhados, em empreendimentos de ou assemelhados, em empreendimentos de
pequeno porte, assim consideradas, para esse pequeno porte, assim consideradas, para esse
fim, as construções de até 6 (seis) unidades e/ou fim, as construções de até 6 (seis) unidades
máximo 3 (três) pavimentos. e/ou máximo 3 (três) pavimentos.
Art. 973. O proprietário ou proprietários deverão, Art. 1.074. O proprietário ou proprietários
para o registro da instituição do condomínio, nos deverão, para o registro da instituição do
termos deste capítulo, apresentar ao Ofício de condomínio, nos termos deste Capítulo,
Registro de Imóveis requerimento de instituição apresentar ao Ofício de Registro de Imóveis
do condomínio, contendo: requerimento de instituição do condomínio,
I - a qualificação completa dos instituidores; contendo:
II - a indicação precisa do respectivo título de I - a qualificação completa dos instituidores;
domínio e seu registro, sua procedência e II - a indicação precisa do respectivo título de
disponibilidade; domínio e seu registro, sua procedência e
III - a indicação da procedência e disponibilidade, disponibilidade;
com a indicação do registro imobiliário III - a indicação da procedência e
correspondente e a declaração da existência ou disponibilidade, com a menção do registro
não de ônus ou gravames; imobiliário correspondente e a declaração da
IV - a discriminação e individualização das existência ou não de ônus ou gravames;
unidades de propriedade exclusiva, estremadas IV - a discriminação e individualização das
umas das outras e das partes comuns; unidades de propriedade exclusiva,
V - a determinação da fração ideal atribuída a estremadas umas das outras e das partes
cada unidade, relativamente ao terreno e partes comuns;
comuns; V - a determinação da fração ideal atribuída a
VI - o fim a que se destinam as unidades. cada unidade, relativamente ao terreno e partes
comuns;
VI - o fim a que se destinam as unidades.
Art. 974. O requerimento de instituição deverá Art. 1.075. O requerimento de instituição deverá
ser acompanhado dos seguintes documentos: ser acompanhado dos seguintes documentos:
I - certidão de “baixa de construção e habite-se” I - certidão de “baixa de construção e habite-se”
ou documento equivalente, no original e com ou documento equivalente, no original e com
firmas reconhecidas, com a respectiva certidão firmas reconhecidas, com a respectiva certidão
negativa de débito para com o INSS, caso a negativa de débitos relativos a contribuições
construção já esteja concluída; ou projeto previdenciárias e de terceiros referente à obra,
arquitetônico de construção, devidamente caso a construção já esteja concluída, ou
aprovado pelas autoridades competentes, no projeto arquitetônico de construção,
original ou cópia autenticada, caso a construção devidamente aprovado pelas autoridades
não esteja concluída; competentes, no original ou em cópia
II - quadros preliminar e I a IV-B da NBR autenticada, caso a construção não esteja
12.721/2006, subscritos pelos proprietários e concluída;
pelo profissional responsável pelos cálculos, com II - quadros preliminar e I a IV-B (ou quadro 4-
a respectiva ART do profissional responsável, B.1, se for o caso) da NBR n° 12.721/2006,
com firmas reconhecidas; caso a obra esteja subscritos por um ou mais proprietários e pelo
concluída, os proprietários poderão substituir os profissional responsável pelos cálculos, com a
quadros por declaração determinando a fração respectiva ART, com firmas reconhecidas,
ideal atribuída a cada unidade, relativamente ao sendo que, caso a obra esteja concluída, os
terreno e partes comuns; quadros poderão ser substituídos por
III - instrumento de convenção de condomínio, declaração determinando a fração ideal
ou, caso os proprietários entendam atribuída a cada unidade, relativamente ao
desnecessária a elaboração da convenção de terreno e às partes comuns;
condomínio em razão da simplicidade do III - instrumento de convenção de condomínio,
condomínio de pequeno porte, poderá este ou, caso os proprietários entendam
instrumento ser dispensado no requerimento ou desnecessária a elaboração da convenção de
em documento apartado contendo: condomínio em razão da simplicidade do
a) a dispensa expressa quanto à elaboração de condomínio de pequeno porte, poderá este
uma convenção de condomínio e da indicação de instrumento ser dispensado no requerimento ou
um síndico, cabendo aos proprietários resolver em documento apartado contendo:
os casos em comum; a) a dispensa expressa quanto à elaboração de
b) se existem despesas em comum e, nesse uma convenção de condomínio e da indicação
caso, como serão rateadas; de um síndico, cabendo aos proprietários
c) se existem áreas de uso comum e, nesse resolver os casos em comum;
caso, como será definido seu uso; b) se existem despesas em comum e, nesse
d) como será o rateio de despesas caso, como serão rateadas;
extraordinárias relacionadas às áreas e coisas c) se existem áreas de uso comum e, nesse
comuns, tais como o terreno onde se acha a caso, como será definido seu uso;
edificação, paredes em comum, muros d) como será o rateio de despesas
divisórios, as despesas estruturais, etc. extraordinárias relacionadas às áreas e coisas
comuns, tais como o terreno onde se acha a
edificação, paredes em comum, muros
divisórios, as despesas estruturais, etc.
Parágrafo único. O oficial de registro de
imóveis não responde pela exatidão dos
documentos que lhe forem apresentados
em razão da aplicação do disposto neste
artigo.
Art. 975. Os documentos poderão ser Art. 1.076. Os documentos poderão ser
apresentados em 2 (duas) vias, com as firmas de apresentados em 2 (duas) vias, com as firmas
seus subscritores reconhecidas nos documentos de seus subscritores reconhecidas nos
de ordem particular, dispensada nos documentos documentos de ordem particular, dispensada
públicos; sendo apresentada apenas uma via nos documentos públicos, e, sendo
dos documentos, esta ficará arquivada na apresentada apenas uma via dos documentos,
serventia. esta ficará arquivada na serventia.
§ 1º Caso o empreendimento venha a ser § 1º Caso o empreendimento venha a ser
construído em mais de um lote, deverá ser construído em mais de um lote, deverá ser
apresentado requerimento assinado por todos os apresentado requerimento assinado por todos
proprietários, com firma reconhecida, solicitando os proprietários, com firma reconhecida,
a unificação dos lotes. solicitando a unificação dos lotes.
§ 2º Caso a matrícula ou a transcrição do imóvel § 2º Caso a matrícula ou a transcrição do imóvel
não informe seus limites e confrontações ou as não informe seus limites e confrontações ou as
áreas constantes do projeto sejam divergentes áreas constantes do projeto sejam divergentes
da constante da matrícula ou da certidão de da constante da matrícula ou da certidão de
origem, deverá ser procedida a prévia retificação origem, deverá ser procedida a prévia
de área do imóvel, nos termos do art. 213 da Lei retificação de área do imóvel, nos termos do art.
dos Registros Públicos. 213 da Lei nº 6.015, de 1973.
Art. 1.077. Após o registro da instituição do
condomínio, deverá ser aberta uma
matrícula para cada unidade autônoma, à
qual caberá, como parte inseparável, uma
fração ideal do solo e das outras partes
comuns, se houver.
Art. 1.078. As unidades autônomas
constituídas em matrícula própria poderão
ser alienadas e gravadas livremente por
seus titulares.
CAPÍTULO VIII
DO CONDOMÍNIO URBANO SIMPLES
Art. 1.079. Quando um mesmo imóvel contiver
construções de casas ou cômodos, poderá ser
instituído condomínio urbano simples, sendo
discriminadas a parte do terreno ocupada pelas
edificações, as partes de utilização exclusiva e
as áreas que constituem passagem para as
vias públicas ou para as unidades entre si.
Parágrafo único. O condomínio urbano simples
não é instituto exclusivo de Regularização
Fundiária Urbana - REURB, devendo ser
instituído pela unanimidade dos proprietários,
por instrumento particular, com firma
reconhecida.
Art. 1.080. A instituição do condomínio urbano
simples será registrada na matrícula do
respectivo imóvel, na qual deverão ser
identificadas as partes comuns ao nível do solo
e as partes comuns internas à edificação, se
houver, e as respectivas unidades autônomas.
Parágrafo único. Não é requisito obrigatório à
instituição do condomínio urbano simples a
existência de partes comuns, sejam elas ao
nível do solo ou internas à edificação.
Art. 1.081. O proprietário ou proprietários
deverão, para o registro da instituição do
condomínio, nos termos deste Capítulo,
apresentar ao Ofício de Registro de Imóveis
instrumento de instituição do condomínio,
contendo:
I - a qualificação completa dos instituidores;
II - a indicação precisa do respectivo título de
domínio e seu registro, sua procedência e
disponibilidade;
III - a indicação da procedência e
disponibilidade, com a indicação do registro
imobiliário correspondente e a declaração da
existência ou não de ônus ou gravames;
IV - a discriminação e individualização das
unidades de propriedade exclusiva,
estremadas umas das outras e das partes
comuns, se existirem;
V - a determinação da fração ideal atribuída a
cada unidade, relativamente ao terreno e partes
comuns, se existirem;
VI - o fim a que se destinam as unidades.
Art. 1.082. O instrumento de instituição deverá
ser acompanhado dos seguintes documentos:
I - certidão de “baixa de construção e habite-se”
ou documento equivalente, no original, com a
respectiva certidão negativa de débitos
relativos a contribuições previdenciárias e de
terceiros referente à obra, caso a construção já
esteja concluída, ou projeto arquitetônico de
construção, devidamente aprovado pelas
autoridades competentes, no original ou cópia
autenticada, caso a construção não esteja
concluída;
II - quadros preliminar e I a IV-B (ou quadro 4-
B.1, se for o caso) da NBR n° 12.721/2006,
subscritos por um ou mais proprietários e pelo
profissional responsável pelos cálculos, com a
respectiva ART, com firmas reconhecidas,
sendo que, caso a obra esteja concluída, os
quadros poderão ser substituídos por
declaração determinando a fração ideal
atribuída a cada unidade, relativamente ao
terreno e às partes comuns;
III - instrumento de convenção de condomínio
ou sua dispensa no requerimento ou em
documento apartado dispondo:
a) da dispensa expressa quanto à elaboração
de uma convenção de condomínio e da
indicação de um síndico, cabendo aos
proprietários resolver os casos em comum;
b) se existem despesas em comum e como
serão rateadas;
c) se existem áreas de uso comum e como será
definido seu uso;
d) como será o rateio de despesas
extraordinárias relacionadas às áreas e coisas
comuns, se houver, tais como o terreno onde se
acha a edificação, paredes em comum, muros
divisórios, as despesas estruturais, etc.
§ 1º No caso de REURB, a documentação
exigida será em consonância com a aprovação
municipal.
§ 2º O oficial de registro de imóveis não
responde pela exatidão dos documentos que
lhe forem apresentados em razão da aplicação
do disposto neste artigo.
Art. 1.083. Os documentos poderão ser
apresentados em 2 (duas) vias, com as firmas
de seus subscritores reconhecidas nos
documentos de ordem particular, dispensado o
procedimento nos documentos públicos e,
sendo apresentada apenas uma via dos
documentos, esta ficará arquivada na
serventia.
§ 1º Caso o empreendimento venha a ser
construído em mais de um lote, deverá ser
apresentado requerimento assinado por todos
os proprietários, com firma reconhecida,
solicitando a fusão dos imóveis.
§ 2º Caso a matrícula ou a transcrição do imóvel
não informe seus limites e confrontações ou as
áreas constantes do projeto sejam divergentes
da constante da matrícula ou da certidão de
origem, deverá ser procedida a prévia
retificação de área do imóvel, nos termos do art.
213 da Lei nº 6.015, de 1973.
Art. 1.084. Após o registro da instituição do
condomínio urbano simples, deverá ser aberta
uma matrícula para cada unidade autônoma, à
qual caberá, como parte inseparável, uma
fração ideal do solo e das outras partes
comuns, se houver.
Art. 1.085. As unidades autônomas constituídas
em matrícula própria poderão ser alienadas e
gravadas livremente por seus titulares.
Art. 1.086. Nenhuma unidade autônoma poderá
ser privada de acesso, direto ou indireto, ao
logradouro público.
CAPÍTULO IX
DO CONDOMÍNIO DE LOTES
Art. 1.087. A implantação do condomínio de
lotes submete-se à configuração estabelecida
pelos arts. 1.331 e seguintes do Código Civil e
aos parâmetros urbanísticos.
Art. 1.088. Para o registro da instituição do
condomínio de lotes, tanto em imóvel rural
quanto urbano, deverá ser comprovada a
aprovação do órgão municipal competente.
Art. 1.089. A unidade imobiliária autônoma é
formada por lote e quadra, com sua respectiva
denominação, características, área, limites,
logradouro, número e confrontações definidos,
se houver, e, ainda, por uma fração ideal nas
áreas comuns, como ruas, avenidas ou outras
partes ou espaços comuns existentes, fração
esta que será identificada em forma decimal ou
ordinária no instrumento de instituição do
condomínio.
Parágrafo único. A fração ideal de cada
condômino poderá ser proporcional à área do
solo de cada unidade autônoma, ao respectivo
potencial construtivo ou a outros critérios
indicados no ato de instituição.
Art. 1.090. Aplicam-se ao condomínio de lotes
as disposições relativas à incorporação
imobiliária.
§ 1º Quando houver incorporação imobiliária, a
implantação de toda a infraestrutura ficará a
cargo do empreendedor.
§ 2º Havendo, na incorporação, o intuito de
promover e realizar a construção para
alienação total ou parcial de edificações ou
conjunto de edificações compostas de
unidades autônomas, estas também serão de
responsabilidade do incorporador.
Art. 1.091. A conclusão das obras de
infraestrutura será averbada na matrícula
matriz do empreendimento.
Art. 1.092. As limitações convencionais
previstas na instituição do condomínio, bem
como as administrativas e urbanísticas,
deverão ser reproduzidas por extrato nas
matrículas dos lotes.
Art. 1.093. A convenção do condomínio de lotes
deverá ser elaborada de acordo com as normas
do Código Civil e registrada no Livro nº 3 -
Registro Auxiliar.
CAPÍTULO VIII CAPÍTULO X
DOS CONDOMÍNIOS ANTERIORES AO CÓDIGO DOS CONDOMÍNIOS ANTERIORES AO
CIVIL CÓDIGO CIVIL
Art. 976. Consideram-se devidamente instituídos Art. 1.094. Consideram-se devidamente
os condomínios edilícios formalizados instituídos os condomínios edilícios
anteriormente ao Código Civil vigente mesmo formalizados anteriormente ao Código Civil
sem o registro da instituição de condomínio, vigente mesmo sem o registro da instituição de
desde que: condomínio, desde que:
I - tenha havido o registro da incorporação I - tenha havido o registro da incorporação
imobiliária ou da convenção de condomínio; imobiliária ou da convenção de condomínio;
II - tais registros contenham os elementos II - tais registros contenham os elementos
essenciais de instituição do condomínio previstos essenciais de instituição do condomínio
no art. 1.332 do Código Civil; previstos no art. 1.332 do Código Civil;
III - tenha sido averbada a construção e já III - tenha sido averbada a construção e já
tenham sido abertas uma ou mais matrículas tenham sido abertas uma ou mais matrículas
para as unidades autônomas. para as unidades autônomas.
CAPÍTULO XI
DA MULTIPROPRIEDADE
Art. 1.095. A multipropriedade consiste no
regime de condomínio em que cada um dos
proprietários de um mesmo imóvel é titular de
uma fração de tempo, à qual corresponde a
faculdade de uso e gozo, com exclusividade, da
totalidade do imóvel, a ser exercida pelos
proprietários de forma alternada.
Parágrafo único. O condomínio edilício poderá
adotar a multipropriedade em parte ou na
totalidade das unidades autônomas.
Art. 1.096. A instituição da multipropriedade
será registrada mediante a apresentação do
respectivo instrumento público ou particular.
Parágrafo único. O instrumento de instituição
da multipropriedade identificará a duração dos
períodos correspondentes a cada fração de
tempo e disporá sobre os critérios a serem
estabelecidos para a fixação da fração de
tempo se for adotado o sistema flutuante, ainda
que de forma mista com o sistema fixo.
Art. 1.097 Não cabe ao oficial de registro de
imóveis fiscalizar o direito de preferência que
for previsto na instituição ou conversão do
condomínio em multipropriedade.
Art. 1.098. Não serão admitidos registros de
frações de tempo inferiores a 7 (sete) dias,
seguidos ou intercalados.
Art. 1.099. A convenção da multipropriedade
será registrada no Livro nº 3 - Registro Auxiliar
e observará as disposições legais.
CAPÍTULO XII
DO DIREITO DE LAJE
Art. 1.100. O direito real de laje será instituído
no espaço aéreo ou no subsolo de terrenos
públicos ou privados, tomados em projeção
vertical, como unidades imobiliárias
autônomas.
§ 1º Quando recair sobre parte da construção-
base, o título deverá descrever a área total da
laje e a área cedida.
§ 2º A descrição da laje deverá conter, além das
características comuns, o posicionamento da
construção-base em relação ao terreno, a
especificação de se tratar de laje de subsolo ou
de espaço aéreo, bem como o gabarito de
altura ou profundidade máxima da edificação
na laje.
§ 3º O instrumento de instituição deve
estabelecer a forma de partilha das despesas
necessárias à conservação e fruição das partes
que sirvam a todo o edifício e ao pagamento de
serviços de interesse comum.
Art. 1.101. A instituição do direito de laje não
implica a atribuição de fração ideal do terreno
ao titular da laje ou a participação proporcional
em áreas já edificadas.
Art. 1.102. A instituição do direito de laje poderá
ser feita por concreção ou por cisão.
§ 1º O registro da instituição depende da
averbação da edificação da construção-base,
bem como da edificação da laje.
§ 2º Na hipótese de a laje não estar edificada,
sua instituição depende de aprovação do órgão
municipal competente.
§ 3º Caso a construção-base tenha dimensão
inferior à laje projetada, deverá ser averbado o
projeto de plataforma a esta correspondente,
precedente ou concomitantemente à instituição
do direito da laje.
§ 4º Na instituição por cisão, em imóveis em
situação de condomínio geral, é facultado, no
próprio instrumento de instituição, a atribuição
da construção-base e da laje a condôminos
diversos, com abertura das matrículas próprias
e registro da divisão.
Art. 1.103. A abertura da matrícula para a laje
deverá ser averbada na matrícula do terreno ou
construção-base e nas matrículas das lajes
anteriores, com remissões recíprocas.
§ 1º Ressalvados os casos em que houver
autorização prévia no instrumento de
instituição, a constituição de laje sucessiva pelo
titular da laje deverá contar com o
consentimento expresso do titular da
construção-base e dos demais titulares de
direito de laje, respeitadas as posturas edilícias
e urbanísticas vigentes.
§ 2º Faculta-se ao titular da construção-base
reservar para si, nos instrumentos de instituição
de laje, o direito de instituir lajes sucessivas,
sem necessidade de autorização dos demais
titulares de laje.
Art. 1.104. A laje pode ser alienada por todas as
formas previstas em direito, por contrato
gratuito ou oneroso, não cabendo ao oficial de
registro de imóveis aferir o cumprimento do
direito de preferência.
Parágrafo único. No instrumento de instituição
da laje, pode haver renúncia prévia ao direito de
preferência, circunstância que deverá ser
objeto de averbação após a abertura da
matrícula de laje.
TÍTULO XI
DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
CAPÍTULO I
Art. 977. O presente capítulo destina-se a
viabilizar o registro da regularização fundiária
de assentamentos sobre imóveis com
destinação urbana, ainda que localizados em
zona rural, e a conferir titulação de seus
ocupantes, de modo a garantir o direito social
à moradia, o pleno desenvolvimento das
funções sociais da propriedade urbana e o
direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado.
Parágrafo único. Os procedimentos de
regularização fundiária de interesse social,
específico e inominado serão processados no
Ofício de Registro de Imóveis,
independentemente de manifestação do Poder
Judiciário ou do Ministério Público, salvo nos
casos de impugnação ao procedimento
devidamente fundamentada e com conciliação
infrutífera, quando o oficial deverá encerrar a
demarcação urbanística em relação à área
impugnada, indicando por escrito as
exigências a serem satisfeitas, observando-se,
o procedimento de suscitação de dúvida,
previsto nos arts.124 a 135 deste Provimento.
Art. 978. A regularização de imóveis em áreas
ambientalmente protegidas deverá observar os
dispositivos previstos em legislação cabível,
especialmente o disposto no art. 54, §§ 1º e 3º,
da Lei nº 11.977/2009.
Art. 979. Considera-se situação consolidada
aquela em que o prazo de ocupação da área, a
natureza das edificações existentes, a
localização das vias de circulação ou
comunicação, os equipamentos públicos
disponíveis, urbanos ou comunitários, dentre
outras circunstâncias peculiares, indiquem a
irreversibilidade da posse que induza ao
domínio.
Parágrafo único. Na aferição de situação
jurídica consolidada, serão valorados, sem
prejuízo de outros meios de prova, quaisquer
documentos provenientes do Poder Público, em
especial do município, presumindo-se que o
órgão emissor, sob sua eclusiva
responsabilidade, tenha observado os
requisitos legais.
Art. 980. A regularização fundiária de interesse
social apenas poderá ser realizada:
I - em terras particulares, quando haja
ocupação, titulada ou não, predominantemente
de população de baixa renda e para fins
residenciais, de forma mansa e pacífica, por
pelo menos 5 (cinco) anos; ou II - em imóveis
situados na Zona Especial de Interesse Social
- ZEIS ou em terras públicas declaradas de
interesse social para implantação de projetos
de regularização fundiária pela União, Estado
ou Município, dispensada averbação
específica para tais fins.
Parágrafo único. O registro do parcelamento
decorrente de projeto de regularização fundiária
de assentamentos consolidados anteriormente à
publicação da Lei nº 11.977/2009 independe de
atendimento aos requisitos constantes da Lei nº
6.766/1979, inclusive quanto à área mínima de
lotes, que poderá ser inferior a 125 m² (cento e
vinte e cinco metros quadrados) e frente inferior
a 5 m (cinco metros), desde que haja autorização
do município para redução do percentual de
áreas destinadas ao uso público e daárea
mínima dos lotes definidos na legislação de
parcelamento do solo urbano.
Art. 981. O procedimento de registro do projeto
de regularização fundiária de interesse social ou
específico é uno e observará as normas deste
Provimento, as disposições da Lei nº
11.977/2009 e o disposto no Capítulo XII do
Título V da Lei dos Registros Públicos, no que
couber ou não for incompatível, cabendo ao
oficial do registro realizar o controle de
legalidade, meramente formal, acerca das
aprovações dos órgãos competentes. Parágrafo
único. O registro da regularização fundiária de
interesse específico observará, no que couber ou
não for incompatível, as disposições da Lei nº
6.766/1979, sempre objetivando garantir o direito
fundamental à moradia.
Art. 982. Os projetos de regularização fundiária
de iniciativa privada deverão conter as
respectivas assinaturas reconhecidas por
tabelião de notas, dispensado o
reconhecimento no requerimento dirigido ao
oficial de registro.
Parágrafo único. Não será exigido
reconhecimento de firma nos requerimentos e
projetos de regularização fundiária apresentados
pela União, Estados ou Municípios.
Art. 983. O registro do parcelamento decorrente
do projeto de regularização fundiária de interesse
social ou específico importará na abertura de
matrícula para toda a área objeto de
regularização, se não houver, e para cada uma
das parcelas resultantes do projeto, inclusive dos
bens públicos.
Art. 984. Havendo frações ideais registradas, as
novas matrículas serão abertas mediante
requerimento de especialização formulado pelo
titular da fração ideal ou seus legítimos
sucessores, dispensada a outorga de escritura
de rerratificação para indicação da quadra e lote
respectivos.
Art. 985. Para atendimento ao princípio da
especialidade, o oficial de registro adotará o
memorial descritivo da gleba apresentado com o
projeto de regularização fundiária de interesse
social ou específico, devendo averbá-lo
previamente ao registro do projeto, dispensando-
se requerimento e procedimento autônomos de
retificação.
Art. 986. Na hipótese de regularização fundiária
implementada por etapas ou trechos, o registro
será feito com base em planta referente à
totalidade da área inscrita que defina seu
perímetro e que, tanto quanto o memorial
descritivo, especifique a área objeto da
regularização em análise e demarque a área
remanescente.
CAPÍTULO II
DO PROCEDIMENTO GERAL DO REGISTRO
DO PROJETO DE REGULARIZAÇÃO
FUNDIÁRIA
Art. 987. O requerimento de registro do projeto
de regularização fundiária de interesse social
ou específico deverá ser apresentado
diretamente ao oficial de registro,
acompanhado de uma via dos seguintes
documentos:
I - certidão atualizada da matrícula ou
transcrição do imóvel, quando o registro
anterior estiver em circunscrição diversa;
II - certidão atualizada de atos constitutivos,
quando os requerentes forem cooperativas
habitacionais, associações de moradores,
fundações, organizações sociais,
organizações da sociedade civil de
interesse
público ou outras associações civis que
tenham porfinalidade atividades nas áreas de
desenvolvimento urbano ou regularização
fundiária urbana;
III - projeto de regularização fundiária,
aprovado pelo Poder Público competente, com
a definição, no mínimo, dos seguintes
elementos:
a) planta do parcelamento assinada por
profissional legalmente habilitado, aprovada
pelo Poder Público competente, contendo as
subdivisões das quadras, as dimensões e a
numeração dos lotes, dos logradouros, dos
espaços livres, das vias de circulação
existentes ou projetadas, e de outras áreas
com destinação específica; (Acrescentada
pelo Provimento nº 327/2016)
b) quadro indicativo das áreas ocupadas
pelos lotes, dos logradouros, dos espaços
livres, das vias de circulação existentes ou
projetadas, e de outras áreas com destinação
específica, caso tais dados não constem de
planta referida no inciso anterior;
(Acrescentada pelo Provimento nº 327/2016)
c) memorial descritivo da gleba, da área
parcelada, dos lotes, dos bens públicos e das
demais áreas; (Acrescentada pelo Provimento
nº 327/2016)
d) medidas necessárias para a promoção
da sustentabilidade urbanística, social e
ambiental da área ocupada, incluindo as
compensações urbanísticas e ambientais
previstas em lei, em particular o licenciamento
urbanístico e, quando exigível, ambiental;
(Acrescentada pelo Provimento nº 327/2016)
e) as condições para promover a
segurança da população em situações de
risco, considerado o disposto no parágrafo
único do art. 3º da Lei 6.766, de 19 de
dezembro de 1979; (Acrescentada pelo
Provimento nº 327/2016)
f) as medidas previstas para adequação
da infraestrutura básica; (Acrescentada pelo
Provimento nº 327/2016)
IV - instrumento de instituição, especificação e
convenção de condomínio, quando exigível.
Parágrafo único. Tratando-se de registro de
condomínio edilício, além do requerimento e
dos documentos previstos nos incisos
anteriores, serão também apresentados e
autuados, caso já não constem do projeto de
regularização fundiária urbana:
I - projeto arquitetônico das edificações
assinado por profissional legalmente
habilitado, aprovado pelo Poder Público
competente, contendo as especificações
previstas na legislação municipal e nas
diretrizes da Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT;
II - cálculo das áreas das edificações,
discriminando, além da global, a das partes
comuns e indicando, para cada tipo de unidade
a respectiva metragem da área construída, e a
fração ideal no terreno e nas coisas comuns, a
serem elaboradas com base nas diretrizes da
ABNT;
III - memorial descritivo do terreno
condominial, com descrição das unidades
autônomas, das áreas de propriedade e uso
comum e das áreas de uso exclusivo, se
houver.
Art. 988. A aprovação municipal corresponderá
ao licenciamento urbanístico do projeto de
regularização fundiária, bem como ao
licenciamento ambiental, se o município tiver
conselho de meio ambiente e órgão ambiental
capacitado ou delegação estadual para o
licenciamento.
Parágrafo único. Presume-se capacitado o
órgão municipal que emitir o licenciamento
ambiental, ficando o oficial de registro
dispensado de verificar a composição de seu
conselho de meio ambiente e a capacitação do
órgão ambiental municipal.
Art. 989. Os padrões dos memoriais
descritivos, das plantas e demais
representações gráficas, inclusive as escalas
adotadas e outros detalhes técnicos, seguirão
as diretrizes estabelecidas pela autoridade
municipal competente, considerando-se
atendidas com a emissão do respectivo auto
de regularização ou documento equivalente.
Art. 990. Prenotados o requerimento e os
documentos que o instruem, o oficial de
registro o autuará e efetuará as buscas
necessárias nos assentos da respectiva
serventia.
Parágrafo único. A prenotação do
requerimento vigorará pelo prazo necessário à
finalização dos procedimentos registrais, mas
cessarão automaticamente seus efeitos, se,
decorridos 60 (sessenta) dias de seu
lançamento no Livro de Protocolo, o
requerente não tiver atendido às exigências
indicadas pelo registrador.
Art. 991. Constatada expansão do
parcelamento para além da área descrita na
matrícula, o oficial de registro aproveitará o
procedimento em curso para notificar o
confrontante em tese atingido e proceder à
necessária retificação da área constante da
matrícula objeto da regularização fundiária.
§ 1º O confrontante será notificado
pessoalmente, pelo correio com serviço de AR
ou pelo oficial de registro de títulos e
documentos da comarca da situação do imóvel
ou do domicílio de quem deva recebê-la, para,
querendo, apresentar impugnação no prazo de
15 (quinze) dias.
§ 2º A notificação será dirigida ao endereço do
notificando constante do Ofício de Registro de
Imóveis, podendo ser dirigida ao próprio imóvel
contíguo ou àquele fornecido pelo requerente,
mas, não sendo encontrado ou estando em
lugar incerto e não sabido, tal fato será
certificado pelo oficial encarregado da
diligência, promovendo-se a notificação por
edital com o mesmo prazo fixado no § 1º,
publicado por 2 (duas) vezes em jornal de
grande circulação local e afixado no Ofício de
Registro de Imóveis.
§ 3º Findo o prazo e não havendo impugnação,
o oficial de registro praticará os atos cabíveis e
requeridos, como o registro do parcelamento
do solo ou da instituição de condomínio e a
respectiva convenção, com a
subsequente abertura das matrículas das
unidadesimobiliárias e registro da atribuição de
unidades nas matrículas correspondentes.
§ 4º Se houver impugnação, o oficial de
registro intimará o requerente e o profissional
que houver assinado a documentação técnica
para que se manifestem no prazo de 10 (dez)
dias. Se as partes não formalizarem transação
para solucioná-la, o oficial de registro de
imóveis designará audiência de conciliação no
prazo de 15 (quinze) dias.
§ 5º Infrutífera a conciliação, o oficial de
registro procederá da seguinte forma:
I - se a impugnação for infundada (§ 6º), deverá
rejeitá- la de plano por meio de ato motivado
do qual constem expressamente as razões
pelas quais assim a considerou, do qual
intimará o impugnante e dará seguimento ao
procedimento caso o impugnante não recorra
no prazo de 10 (dez) dias; II - após o
procedimento previsto no inciso acima,
havendo recurso, o impugnante apresentará
suas razões ao oficial de registro de imóveis,
que intimará o requerente para, querendo,
apresentar contrarrazões no prazo de 10 (dez)
dias, e, em seguida, encaminhará os autos,
acompanhados de suas informações
complementares, ao juiz de direito com
jurisdição em registros públicos da
circunscrição em que situado o imóvel;
III - nos demais casos, depois de ouvir o
requerente, no prazo de 10 (dez) dias, o oficial
de registro encaminhará os autos ao juiz de
direito com jurisdição em registros públicos em
que situado o imóvel, observando-se, no que
couber, o procedimento de suscitação de
dúvida, previsto nos arts. 124 a 135 deste
Provimento.
§ 6º Consideram-se infundadas as
impugnações:
I - já examinadas e refutadas em casos iguais
ou semelhantes por juiz de direito com
jurisdição em registros públicos ou pela
Corregedoria-Geral de Justiça; II - nas quais
o impugnante se limita a dizer que o
procedimento causará avanço na sua
propriedade, sem indicar, de forma plausível,
onde e de que forma isso ocorrerá;
III- que não contêm exposição, ainda que
sumária, dos motivos da discordância
manifestada;
IV- que ventilam matéria absolutamente
estranha ao pedido formulado;
V- que o oficial de registro, pautado pelos
critérios da prudência e da razoabilidade,
assim reputar.
§ 7º Em qualquer das hipóteses previstas no §
5º deste artigo, os autos serão encaminhados
ao juiz de direito com jurisdição em registros
públicos da circunscrição em que situado o
imóvel, observando-se, no que couber, o
procedimento de suscitação de dúvida,
previsto nos arts. 124 a 135 deste Provimento.
Art. 992. Quando a área objeto da
regularização atingir 2 (dois) ou mais imóveis,
total ou parcialmente, ainda que de
proprietários distintos, o oficial de registro
procederá à unificação das áreas respectivas,
mediante fusão das matrículas atingidas ou
averbação dos destaques nas matrículas ou
transcrições originárias e abertura de nova
matrícula para a área resultante, efetivando-
se, a seguir, o registro do projeto de
regularização. § 1º Também será possível a
unificação quando 2 (dois) ou mais imóveis
contíguos forem objeto de imissão provisória
na posse, registrada em nome do Poder
Público expropriante, diretamente ou por
entidade delegada, podendo a unificação
abranger um ou mais imóveis de domínio
público que sejam contíguos à área objeto da
imissão provisória na posse.
§ 2º A existência de registros de direitos reais
ou constrições judiciais sobre os imóveis não
obstará a unificação das áreas.
§ 3º Ocorrendo unificação de imóveis de
proprietários distintos, o oficial de registro, logo
após a abertura da matrícula, averbará as
parcelas correspondentes aos titulares de
domínio, juntamente com os ônus e
constrições judiciais, legais ou convencionais
que sobre elas existirem, independentemente
de prévia anuência do beneficiário, do credor,
do exequente ou de manifestação judicial.
Art. 993. Registrado o projeto de regularização
fundiária, os compradores, compromissários
ou cessionários poderão requerer o registro
dos seus contratos, padronizados ou não,
apresentando o respectivo instrumento ao
oficial de registro competente, com a guia de
pagamento ou de isenção, imunidade ou não
incidência do Imposto sobre Transmissão de
Bens Imóveis.
§ 1º Os compromissos de compra e venda, as
cessões e as promessas de cessão valerão
como título hábil para transmissão da
propriedade quando acompanhados da
respectiva prova de quitação das obrigações
do adquirente e serão registrados nas
matrículas das correspondentes unidades
imobiliárias resultantes da regularização
fundiária.
§ 2º O registro de transmissão da propriedade
poderá ser obtido, ainda, mediante a
comprovação idônea, perante o oficial do
registro, da existência de précontrato,
promessa de cessão, proposta de compra,
reserva de lote ou outro instrumento do qual
constem a manifestação da vontade das
partes, a indicação da fração ideal, lote ou
unidade, o preço e o modo de pagamento e a
promessa de contratar.
§ 3º A prova de quitação será feita por meio de
declaração escrita ou recibo assinado pelo
loteador, com firma reconhecida, ou com a
apresentação da quitação da última parcela do
preço avençado.
§ 4º Equivale à prova de quitação a certidão
emitida após 5 (cinco) anos do vencimento da
última prestação pelo distribuidor da comarca
de localização do imóvel e da comarca do
domicílio do adquirente, se diversa (Código
Civil, art. 206, § 5º, I), que explicite a
inexistência de ação judicial contra o
adquirente ou seus cessionários.
Art. 994. Quando constar do título que o
parcelador foi representado por procurador,
deverá ser apresentada a respectiva prova da
regularidade de sua representação na data do
contrato.
Art. 995. Protocolizado o título, o oficial de
registro expedirá notificação ao proprietário ou
seus sucessores, observando-se o
procedimento estabelecido no art. 991 deste
Provimento; e, estando a documentação em
ordem e rejeitada a impugnação, se houver, o
oficial de registro efetuará o registro da
transmissão da propriedade, arquivando uma
via do título e os comprovantes do pagamento.
§ 1º Se a documentação for microfilmada em
conformidade com a Lei nº 5.433/1968 ou
armazenada em mídia digital na forma prevista
no art. 38 da Lei nº 11.977/2009, toda ela
poderá ser devolvida ao apresentante.
§ 2º Os requisitos de qualificação das partes
necessários ao registro poderão ser
comprovados por meio da apresentação de
cópias autenticadas de documento de
identidade oficial, do CPF, da certidão de
casamento ou de eventual certidão de registro
da escritura de pacto antenupcial, podendo os
demais dados ser complementados mediante
simples declaração firmada pelo beneficiário,
dispensado o reconhecimento de firma quando
assinada em presença do oficial de registro ou
de seu preposto, fato que deverá ser
certificado na declaração.
Art. 996. Quando a descrição do imóvel
constante do título de transmissão for
imperfeita em relação ao projeto de
regularização fundiária registrado, mas não
houver dúvida quanto à sua identificação e
localização, o interessado poderá requerer seu
registro, em conformidade com a nova
descrição, com base no disposto no art. 213, §
13, da Lei dos Registros Públicos.
CAPÍTULO III
DA REGULARIZAÇÃO DE CONDOMÍNIOS DE
FRAÇÕES IDEIAIS
Art. 997. Na hipótese de a irregularidade
fundiária consistir na ocupação individualizada
de fato, cuja propriedade esteja idealmente
fracionada, as novas matrículas serão abertas
a requerimento dos titulares das frações ideais
ou de seus legítimos sucessores, em conjunto
ou individualmente, aplicando-se, conforme o
caso concreto, o disposto no art. 3º do Decreto-
lei nº 271, de 28 de fevereiro de 1967, no art.
1º da Lei nº 4.591/1964 ou no art. 2º da Lei nº
6.766/1979.
Parágrafo único. Para as situações
consolidadas até a vigência deste Provimento,
deverá ser comprovado pelo requerente o
período de 5 (cinco) anos de ocupação
retroativa; e, para as situações consolidadas
após a vigência deste Provimento, o período
de 10 (dez) anos para que seja procedida a
regularização, respeitando-se, em todos os
casos, a fração mínima de parcelamento.
Art. 998. O requerimento deverá especificar a
modalidade de regularização pretendida, se
parcelamento do solo ou instituição de
condomínio de casas ou lotes, com as
respectivas atribuições de unidades autônomas
ou lotes.
Art. 999. O interessado na especialização de
fração ideal contida em parcelamento
regularizado nos moldes deste capítulo
apresentará requerimento dirigido ao oficial de
registro competente instruído com os
seguintes documentos:
I - certidão atualizada da matrícula do imóvel;
II - anuência dos confrontantes da fração do
imóvel que pretender localizar, expressa em
escritura pública declaratória de especificação
de área ou estremação, contendo a assinatura
do titular do domínio e seu cônjuge e dos
confrontantes e seus cônjuges, respeitado o
disposto no art. 108 do Código Civil;
III - a identificação da fração, em conformidade
com o projeto de regularização registrado, por
meio de certidão atualizada expedida pelo
município; IV - certidão fiscal, se existente.
§ 1º Nos casos de frações ideais localizadas em
parcelamentos do solo consolidados e ainda
não regularizados, admitida a cindibilidade da
regularização, além da anuência referida no
inciso II do caput deste artigo, o interessado
em regularizar o parcelamento do solo deverá
anexar ao requerimento:
I- planta da área total do parcelamento com a
localização da fração ideal, assinada por
profissional legalmente habilitado, com prova
de ART no CREA ou de RRT no CAU,
devidamente aprovada pelo município;
II- memorial descritivo da fração localizada.
§ 2º Se todo o imóvel estiver alienado, poderá
ser promovida a regularização de interesse
específico, aprovando-se inicialmente o
parcelamento do terreno e providenciando
posteriormente escritura pública de divisão,
assinada por todos os condôminos, cada um
recebendo como quinhão o seu lote,
apresentando essa escritura
concomitantemente com a regularização do
parcelamento do solo.
§ 3º O interessado na regularização de
parcelas de imóveis urbanos registrados em
condomínio, como loteamento, porém com
situação consolidada, ou seja, pro diviso,
quando não oriunda de loteamento
clandestino, apresentará requerimento dirigido
ao oficial de registro de imóveis competente
instruído com os seguintes documentos:
I- certidão atualizada da matrícula do imóvel;
II- certidões de ações reais e pessoais
reipersecutórias, de ônus reais e outros
gravames, referentes ao imóvel, expedidas
pelo Ofício de Registro de Imóveis;
III- aprovação municipal acompanhada de
planta do imóvel, memorial descritivo e
certidão atestando que o imóvel se encontra
em situação consolidada e integrado à cidade,
com infraestrutura básica implantada;
IV- escritura pública de divisão, assinada por
todos os condôminos, cada um recebendo
como quinhão o seu lote conforme o memorial
aprovado, contendo, ainda, a declaração de
localização da área com a anuência de todos
os confrontantes da parcela, que será
apresentada concomitantemente com a
regularização do parcelamento do solo.
§ 4º O oficial de registro abrirá nova matrícula
para a fração destacada e averbará o destaque
na matrícula matriz.
Art. 1.000. O requerimento de regularização
como condomínio deverá ser subscrito por
todos os titulares de fração registrada ou seus
legítimos sucessores, nos termos da Lei nº
4.591/1964 ou do art. 3º do Decreto-lei nº
271/1967, e instruído com: I - certidão
atualizada da matrícula do imóvel;
II - instrumento de instituição de condomínio;
III - plantas e memorial descritivo com a
descrição sucinta do empreendimento, a
identificação das unidades autônomas com as
respectivas frações ideais de terreno e as
restrições incidentes sobre elas, bem como
das áreas comuns, ambos assinados por
profissional legalmente habilitado e aprovados
pelo município;
IV - cálculo das áreas das edificações e dos
lotes, discriminando, além da global, a área
das partes comuns, inclusive áreas de
circulação interna, quando houver, e indicando
para cada tipo de unidade a respectiva
metragem da área construída ou a metragem
de cada lote;
V - convenção de condomínio e, se houver, o
respectivo regimento interno;
VI - certidão de aprovação emitida pelo
município; e
VII - instrumento de divisão ou atribuição de
unidades autônomas.
Parágrafo único. Na hipótese de o
requerimento de registro não estar subscrito
pela totalidade dos titulares do domínio, e
estando a documentação em ordem, os
faltantes serão notificados pelo oficial de
registro competente, a requerimento dos
interessados, para manifestação em 15
(quinze) dias, observandose o procedimento
estabelecido no art. 991 deste Provimento.
CAPÍTULO IV
DA DEMARCAÇÃO URBANÍSTICA
Art. 1.001. O instrumento de demarcação
urbanística é procedimento para a
regularização fundiária de interesse social.
§ 1º O auto de demarcação urbanística poderá
ser lavrado pelo Poder Público com base no
levantamento da situação da área a ser
regularizada e na caracterização da ocupação.
§ 2º O auto de demarcação urbanística poderá
abranger parte ou a totalidade de um ou mais
imóveis inseridos em uma ou mais das
seguintes situações:
I - domínio privado com proprietários não
identificados, em razão de descrições
imprecisas dos registros anteriores;
II - domínio privado objeto do devido registro
no Ofício de Registro de Imóveis competente,
ainda que de proprietários distintos;
III - domínio público.
§ 3º Quando o auto de demarcação urbanística
englobar áreas de propriedade privada e de
propriedade pública, tais áreas deverão ter
identificação separada.
Art. 1.002. O auto de demarcação urbanística
deve ser instruído com:
I - planta e memorial descritivo da área a ser
regularizada, nos quais constem suas medidas
perimetrais, área total, confrontantes,
coordenadas, preferencialmente,
georreferenciadas, dos vértices definidores de
seus limites, número das matrículas ou
transcrições atingidas, indicação dos
proprietários identificados e ocorrência de
situações mencionadas no § 1º do art. 1.001
deste Provimento;
II- planta de sobreposição do imóvel
demarcado com a situação da área constante
do registro de imóveis e, quando possível, com
a identificação das situações mencionadas no
§ 1º do art. 1.001 deste Provimento; e III -
certidão da matrícula ou transcrição da área a
ser regularizada, emitida pelo Ofício de
Registro de Imóveis, com atribuição atual ou
pelas circunscrições imobiliárias anteriormente
competentes, caso nelas esteja
registrado o imóvel, se for o caso.
§ 1º Antes de encaminhar o auto de
demarcação urbanística ao registro de
imóveis, o Poder Público deverá colher as
anuências dos órgãos responsáveis pela
administração patrimonial dos demais entes
federados ou notificálos para que se
manifestem no prazo de 30 (trinta) dias quanto
a:
I- anuência ou oposição ao procedimento, na
hipótese de a área a ser demarcada abranger
imóvel público;
II- os limites definidos no auto de demarcação
urbanística, na hipótese de a área a ser
demarcada confrontar com imóvel público; e
III- eventual titularidade pública da área, na
hipótese de inexistência de registro anterior ou
de impossibilidade de identificação dos
proprietários em razão de imprecisão dos
registros existentes.
§ 2º Após a notificação, na ausência de
manifestação no prazo previsto no parágrafo
anterior, a anuência do notificado será
presumida, e o procedimento de demarcação
urbanística terá continuidade.
§ 3º No que se refere às áreas de domínio da
União, será aplicado o disposto na Seção III-A
do Decreto-lei nº 9.760, de 5 de setembro de
1946, inserida pela Lei nº 11.481, de 31 de maio
de 2007, e, nas áreas de domínio dos Estados,
Distrito Federal ou Municípios, a respectiva
legislação patrimonial.
Art. 1.003. Encaminhado o auto de demarcação
urbanística para o Ofício de Registro de
Imóveis, será ele imediatamente prenotado e
autuado, após o que o oficial de registro
deverá proceder às buscas para identificação
do proprietário da área a ser regularizada e das
matrículas ou transcrições que a tenham por
objeto.
§ 1º Na impossibilidade de identificação da
totalidade dos titulares do domínio da área em
questão, as buscas deverão estender-se às
circunscrições imobiliárias anteriores.
§ 2º Realizadas as buscas, o oficial de registro
deverá notificar o proprietário e os confrontantes
da área demarcada, pessoalmente, pelo correio
com serviço de AR ou, ainda, por solicitação ao
oficial de registro de títulos e documentos da
comarca da situação do imóvel ou do domicílio
de quem deva recebê-la, conforme o caso, para,
querendo, apresentarem impugnação à
averbação da demarcação urbanística no prazo
de 15 (quinze) dias.
Art. 1.004. Caso não seja localizado nenhum
registro anterior referente à área demarcada,
esta deverá ser aberta com base na planta e
memorial descritivo que instruíram o auto de
demarcação urbanística.
Art. 1.005. O oficial de registro exigirá do Poder
Público responsável pela regularização, em
todas as hipóteses contempladas neste
capítulo, comprovante de prévia notificação,
nos termos do § 2º do art. 56 da Lei nº
11.977/2009, dos órgãos responsáveis pela
administração patrimonial dos demais entes
federados (União, Estados, Distrito Federal e
Municípios) e, por edital, dos eventuais
interessados, bem como do proprietário e dos
confrontantes da área demarcada, estes se
não forem localizados nos endereços
constantes do registro de imóveis ou naqueles
fornecidos pelo Poder Público, para
manifestação na forma estabelecida no § 1º do
art. 999 deste Provimento. § 1º São requisitos
para a notificação por edital:
I - resumo do auto de demarcação urbanística,
com a descrição que permita a identificação da
área a ser demarcada e seu desenho
simplificado;
II- publicação do edital, no prazo máximo de 60
(sessenta) dias, uma vez pela imprensa oficial
e uma vez em jornal de grande circulação local;
e
III- determinação do prazo de 15 (quinze) dias
para apresentação de impugnação à
averbação da demarcação urbanística perante
o Ofício de Registro de Imóveis.
§ 2º Decorrido o prazo sem impugnação, a
demarcação urbanística será averbada nas
matrículas ou transcrições alcançadas pela
planta e memorial mencionados no inciso I do
art. 1.002 deste Provimento, abrindo-se
matrícula para a área objeto da demarcação,
salvo se a área demarcada coincidir
exatamente com a do imóvel objeto da
matrícula.
§ 3º Havendo impugnação, o oficial de registro
notificará o Poder Público para que se
manifeste no prazo de 60 (sessenta) dias,
oportunidade em que poderá propor a
alteração do auto de demarcação urbanística
ou adotar qualquer outra medida que possa
afastar a oposição do proprietário ou dos
confrontantes à regularização da área
ocupada, podendo apresentar nova planta
para fins da averbação da demarcação.
§ 4º Persistindo a divergência, o oficial de
registro promoverá a audiência de conciliação
entre o impugnante e o Poder Público no prazo
de 15 (quinze) dias; e, não havendo acordo,
procederá na forma dos §§ 5º ao 7º do art. 991
deste Provimento, prosseguindo-se em
relação à área não impugnada, para a qual o
Poder Público deverá apresentar planta que a
retrate.
§ 5º Na matrícula aberta para a área objeto da
demarcação urbanística e depois, nas
matrículas abertas para cada parcela
decorrente da regularização fundiária, deverão
constar nos campos referentes ao registro
anterior e ao proprietário:
I - quando for possível identificar a exata
origem da
parcela matriculada, por meio de planta de
sobreposição do parcelamento com os
registros existentes, amatrícula anterior e o
nome de seu proprietário;
II- quando não for possível identificar a exata
origem da parcela matriculada, todas as
matrículas anteriores atingidas pelo auto, a
expressão “proprietário não identificado”; e,
sendo o caso, os nomes dos proprietários
identificados, dispensando-se, nesse caso, os
requisitos dos itens 4 e 5 do inciso II do art. 176
da Lei dos Registros Públicos; e
III- na hipótese de multiplicidade de
proprietários, no preâmbulo da matrícula da
unidade imobiliária resultante da regularização
fundiária, deverá constar a advertência no
campo destinado à indicação do proprietário
“proprietários indicados na matrícula de
origem”, ao invés do disposto no inciso anterior
CAPÍTULO V
DA LEGITIMAÇÃO DE POSSE
Art. 1.006. Na regularização fundiária iniciada
por demarcação urbanística e após a
regularização das unidades imobiliárias, com a
abertura das matrículas respectivas, nelas
serão registrados os títulos de direito real ou de
legitimação de posse apresentados e aptos a
registro.
§ 1º A verificação dos requisitos da legitimação
de posse de que trata o § 1º do art. 59 da Lei
nº 11.977, de 7 de julho de 2009, será feita pelo
órgão público concedente.
§ 2º Caso o título de legitimação de posse
apresentado ao Ofício de Registro de Imóveis
não faça referência à verificação dos requisitos
de que trata o § 1º deste artigo, o oficial exigirá
que o legitimado declare expressamente, por
escrito com firma reconhecida, de que:
I - não é cessionário, foreiro ou proprietário de
outro imóvel urbano ou rural; e
II - não é beneficiário de legitimação de posse
concedida anteriormente.
§ 3º A legitimação de posse pode ser
concedida ao coproprietário da gleba, titular de
cotas ou de frações ideais devidamente
cadastradas pelo Poder Público, desde que
exerça seu direito de propriedade de área ou
lote individualizado e identificado no
parcelamento registrado, bem como ao
ocupante de área ou lote em parcelamento ou
de unidade autônoma em condomínio edilício
regular.
Art. 1.007. O detentor do título de legitimação
de posse, após 5 (cinco) anos de seu registro,
poderá requerer ao oficial de registro a
conversão desse título em registro de
propriedade, tendo em vista sua aquisição por
usucapião, nos termos do art. 183 da
Constituição da República.
§ 1º O pedido de conversão prevista neste
artigo deverá ser instruído pelo adquirente dos
seguintes documentos: I - certidões do
distribuidor judicial demonstrando a
inexistência de ações em andamento que
versem sobre a posse ou a propriedade de
imóvel;
II - declaração do legitimado de que não possui
outro imóvel urbano ou rural;
III - declaração do legitimado de que o imóvel
é utilizado para sua moradia ou de sua família;
e
IV - declaração do legitimado de que não teve
reconhecido anteriormente o direito à
usucapião de imóveis em áreas urbanas.
§ 2º As certidões previstas no inciso I do § 1º
deste artigo são as relativas ao titular da
legitimação de posse, original e atual, e dos
eventuais proprietários da gleba quando
houver.
§ 3º No caso de área urbana com mais de
250m² (duzentos e cinquenta metros
quadrados) e no caso de legitimação de posse
decorrente de projeto de regularização
fundiária de interesse específico, o prazo para
requerimento da conversão do título de
legitimação de posse em propriedade será o
estabelecido na legislação pertinente sobre
usucapião.
§ 4º O título de legitimação de posse poderá ser
extinto pelo Poder Público emitente quando
constatado que o beneficiário não está na posse
do imóvel e não houve registro de cessão de
direitos; e o Poder Público, após o procedimento
para extinção do título, solicitará ao oficial de
registro a averbação do cancelamento de seu
registro na forma do art. 250, III, da Lei dos
Registros Públicos.
CAPÍTULO VI
DA REGULARIZAÇÃO DE GLEBAS URBANAS
PARCELADAS ANTES DA LEI Nº 6.766/1979
Art. 1.008. O pedido de registro de
regularização fundiária, feito com base no art.
71 da Lei nº 11.977, de 2009, referente a
glebas parceladas para fins urbanos,
anteriormente a 19 de dezembro de 1979 que
não possuam registro, independe de
aprovação de projeto de regularização
fundiária e deverá ser instruído com os
seguintes documentos:
I - certidão do município atestando que o
loteamento foi implantado antes de 19 de
dezembro de 1979 e que está integrado à
malha viária urbana da cidade;
II - planta da área em regularização, ainda que
de origem particular, desde que apresentada e
depositada em qualquer repartição pública,
incluídas as arquivadas no Registro de
Imóveis, assinada por profissional legalmente
habilitado, com prova de ART no CREA ou de
RRT no CAU, contendo as subdivisões das
quadras, as dimensões e numeração dos lotes,
logradouros, espaços livres e outras áreas com
destinação específica, dispensada a ART ou o
RRT quando o responsável técnico o fizer na
condição de servidor ou empregado público;
III - certidão atualizada da matrícula ou
transcrição do imóvel, quando o registro
anterior estiver em circunscrição diversa;
IV - cadastramento municipal ou lançamentos
fiscais de época;
V - fotos aéreas encomendadas pelos poderes
públicos; ou
VI - compromissos de compra e venda em que a
época da contratação possa ser comprovada.
CAPÍTULO VII
DA ABERTURA DE MATRÍCULA PARA ÁREA
PÚBLICA EM PARCELAMENTO NÃO
REGISTRADO
Art. 1.009. O município poderá solicitar ao oficial
de registro de imóveis competente a abertura de
matrícula de parte ou da totalidade de imóveis
públicos, assim considerados pela destinação
dada e consolidada, oriundos de parcelamento
do solo urbano, ainda que não inscrito ou
registrado, por meio de requerimento
acompanhado dos seguintes documentos:
I- planta e memorial descritivo do imóvel público
a ser matriculado, dos quais constem a sua
descrição, com medidas perimetrais, área total,
localização, confrontantes e coordenadas,
preferencialmente, georreferenciadas, dos
vértices definidores de seus limites;
II- anuência dos confrontantes ou comprovação
de intimação dos confrontantes para que
informem, no prazo de 15 (quinze) dias, se os
limites definidos na planta e no memorial
descritivo do imóvel público a ser matriculado se
sobrepõem à suas respectivas áreas, se for o
caso;
III- as respostas à intimação prevista no inciso II,
quando houver; e
IV- planta de parcelamento assinada pelo
loteador ou confeccionada e aprovada pelo
município, acompanhada da declaração de que
o parcelamento se encontra implantado, quando
houver.
§ 1º Na hipótese de o requerimento não estar
subscrito ou instruído com anuência de todos os
confrontantes, e estando a documentação em
ordem, os faltantes serão notificados pelo
oficial de registro competente, a
requerimento do município, para manifestação
em 15 (quinze) dias, promovendo-se a
notificação pessoalmente, pelo correio com
serviço de AR, ou pelo oficial de registro de
títulos e documentos da comarca da situação do
imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-la.
§ 2º A notificação será dirigida ao endereço do
notificando constante do registro de imóveis,
podendo ser dirigida ao próprio imóvel contíguo
ou àquele fornecido pelo requerente; não sendo
encontrado ou estando em lugar incerto ou não
sabido, tal fato será certificado pelo oficial
encarregado da diligência, promovendo-se a
notificação por edital, com o mesmo prazo fixado
no parágrafo anterior, publicada por 2 (duas)
vezes em jornal local de grande circulação.
§ 3º Findo o prazo sem impugnação, o oficial de
registro abrirá a matrícula respectiva em nome
do município, independentemente do regime
jurídico do bem público, e efetuará a averbação
remissiva na matrícula ou transcrição da área
original para controle de disponibilidade, salvo se
se tratar de aquisição imemorial, o que deve ser
expressamente declarado pelo Município.
§ 4º Se houver impugnação por parte de algum
confrontante, o oficial de registro seguirá o rito
previsto nos §§ 5º a 7º do art. 991 deste
Provimento.
§ 5º Na abertura de matrícula de imóvel público
oriundo de parcelamento do solo urbano,
havendo divergência nas medidas perimetrais de
que resulte, ou não, alteração de área, a situação
de fato implantada do bem deverá prevalecer
sobre a situação constante do registro ou da
planta de parcelamento, respeitados os limites
dos particulares lindeiros.
§ 6º Nos casos de parcelamentos urbanos
regularizados nos termos deste capítulo, ainda
que realizados na vigência do Decreto-lei nº
58/1937, não se exigirá a formalização da
doação de áreas públicas pelo loteador para a
transferência de domínio.
CAPÍTULO VIII
DA ABERTURA DE MATRÍCULA DE IMÓVEL
PÚBLICO DO ESTADO OU DA UNIÃO
Art. 1.010. O requerimento do Estado ou da
União para abertura de matrícula de parte ou da
totalidade de imóveis urbanos sem registro
anterior, cujo domínio lhes tenha sido
assegurado pela legislação, deverá ser
acompanhado dos documentos mencionados
nos incisos I, II e III do art. 1.009 deste
Provimento.
§ 1º Recebido o requerimento na forma prevista
no caput, o oficial de registro abrirá a matrícula
em nome do interessado, observado o disposto
no § 5º do art. 195-A da Lei dos Registros
Públicos.
§ 2º O município poderá realizar, acorde com o
Estado ou com a União, o procedimento de que
trata este artigo e requerer, em nome destes, no
registro de imóveis competente, a abertura de
matrícula de imóveis urbanos situados nos
limites do respectivo território municipal.
§ 3º Na hipótese de o requerimento não estar
subscrito ou instruído com anuência de todos os
confrontantes, será aplicado o procedimento
previsto nos parágrafos do art. 1.009 deste
Provimento.
CAPÍTULO IX
DA REGULARIZAÇÃO DOS CONJUNTOS
HABITACIONAIS NÃO REGISTRADOS
Art. 1.011. Entende-se como conjunto
habitacional o empreendimento em que o
parcelamento do imóvel urbano, com ou sem
abertura de ruas, é feito para alienação de
unidades habitacionais edificadas pelo próprio
empreendedor.
§ 1º A regularização dos conjuntos
habitacionais compreende:
I - o registro ou averbação do parcelamento do
solo, quando couber, com a abertura das
respectivas matrículas de lotes e áreas
públicas;
II - a averbação de construção na matrícula
decorrente do parcelamento;
III- o registro de instituição e de convenção
docondomínio quando houver 2 (duas) ou mais
unidades no mesmo imóvel; e
IV - a abertura de matrícula das unidades
autônomas.
§ 2º Para regularização de conjunto
habitacional, o interessado instruirá seu
requerimento de registro com os seguintes
documentos:
I- planta do conjunto, emitida ou aprovada pelo
município e assinada por profissional
legalmente habilitado, com prova de ART no
CREA ou de RRT no CAU, contendo as
edificações, as subdivisões das quadras, as
dimensões, área e numeração de lotes,
logradouros, espaços livres e outras áreas com
destinação específica, inclusive garagem para
veículos e unidades autônomas se houver,
dispensados a ART ou o RRT quando o
responsável técnico o fizer na condição de
servidor ou empregado público;
II- cálculo das áreas das edificações
discriminando, além da global, a das partes
comuns, e indicando cada tipo de unidade e a
respectiva metragem de área construída, tudo
conforme as normas da Associação Brasileira
de Normas Técnicas - ABNT aplicáveis ao
caso;
III- discriminação das frações ideais de terreno
com as unidades de uso exclusivo que a elas
corresponderão;
IV- memorial descritivo com a descrição
sucinta do empreendimento, a identificação
das unidades e as restrições incidentes,
assinado por profissional legalmente habilitado
na forma prevista do inciso I; V - convenção de
condomínio e, se houver, o respectivo
regimento interno;
VI- prova do ato constitutivo do agente
empreendedor, observados o art. 8º da Lei nº
4.380/1964 e o art. 18 da Lei nº 5.764, de 16
de dezembro de 1971;
VII- auto de regularização ou vistoria (“habite-
se”) ou documento municipal equivalente
relativo às construções existentes;
VIII- certidão negativa de débito para com o
INSS relativa à construção, dispensada a
apresentação mediante declaração de
preenchimento dos requisitos previstos nos
arts. 322, XXV, e 370, III, da Instrução
Normativa nº 971/2009 da Receita Federal do
Brasil; e
IX - licença ambiental emitida pelo município
ou pelo órgão ambiental competente, quando
exigida pela lei, observado o disposto no art.
988 deste Provimento.
§ 3º O requerimento do interessado e os
documentos que o acompanham serão
autuados, numerados e rubricados formando
processo respectivo; e o oficial de registro,
então, procederá às buscas e à qualificação da
documentação apresentada.
§ 4º Procedido o registro do conjunto habitacional
e arquivado o processo respectivo com a
identificação do conjunto regularizado, o oficial
de registro abrirá as matrículas das respectivas
unidades autônomas, averbando-se esse fato na
matrícula matriz para comprovação do
esgotamento da disponibilidade imobiliária.
TÍTULO XI
DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA URBANA
Art. 1.105. A Regularização Fundiária Urbana -
REURB, observará o disposto na Lei nº 13.465,
de 2017, no Decreto nº 9.310, de 15 de março
de 2018, que “institui as normas gerais e os
procedimentos aplicáveis à Regularização
Fundiária Urbana e estabelece os
procedimentos para a avaliação e a alienação
dos imóveis da União”, e as regras previstas
neste Título.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E DA
LEGITIMIDADE
Art. 1.106. O presente Título trata do registro da
REURB de núcleos urbanos informais
consolidados e da titulação de seus ocupantes.
Art. 1.107. O procedimento de registro da
Certidão de Regularização Fundiária - CRF na
REURB, de interesse social ou específico, é
uno, cabendo ao oficial do registro de imóveis a
realização do controle de legalidade
meramente formal acerca das aprovações, das
notificações e da titulação final realizadas pelos
órgãos competentes.
Art. 1.108. Não compete ao oficial de registro
de Imóveis verificar se a REURB de núcleos
urbanos informais está situada em áreas
indispensáveis à segurança nacional ou de
interesse da defesa, em áreas ambientalmente
protegidas ou áreas de risco.
Art. 1.109. Para fins de REURB, os Municípios
e o Distrito Federal poderão dispensar as
exigências relativas ao percentual e às
dimensões de áreas destinadas ao uso público,
ao tamanho dos lotes regularizados ou a outros
parâmetros urbanísticos e edilícios,
independentemente da legislação municipal.
Art. 1.110. Admite-se REURB de núcleo urbano
informal constituído por unidades imobiliárias
com área inferior à fração mínima de
parcelamento prevista no art. 8º da Lei nº 5.868,
de 1972, independentemente da propriedade
do solo e de alteração formal do perímetro
urbano previsto no art. 42-B da Lei nº 10.257,
de 2001, ainda que situado em área qualificada
ou inscrita como rural.
Art. 1.111. A REURB compreende duas
modalidades:
I - REURB-S - regularização fundiária aplicável
aos núcleos urbanos informais ocupados
predominantemente por população de baixa
renda, assim declarados em ato do Poder
Público Municipal ou distrital;
II - REURB-E - regularização fundiária aplicável
aos núcleos urbanos informais ocupados por
população não qualificada na hipótese de que
trata o inciso I deste artigo.
§ 1º Serão isentos de custas e emolumentos,
entre outros, os atos registrais relacionados à
REURB-S.
§ 2º O registro dos atos de que trata § 1º deste
artigo independe da comprovação do
pagamento de tributos ou de penalidades
tributárias.
§ 3º O disposto nos § 1º e § 2º deste artigo
aplica-se também à REURB- S que tenha por
objeto conjuntos habitacionais ou condomínios
de interesse social construídos pelo Poder
Público, diretamente ou por meio da
administração pública indireta, que já tenham
sido implantados em 22 de dezembro de 2016.
§ 4º No mesmo núcleo urbano informal, poderá
haver as duas modalidades de REURB, desde
que a parte ocupada predominantemente por
população de baixa renda seja regularizada por
meio de REURB-S e o restante do núcleo por
meio de REURB-E.
§ 5º Na REURB, os Municípios e o Distrito
Federal poderão admitir o uso misto de
atividades como forma de promover a
integração social e a geração de emprego e
renda no núcleo urbano informal regularizado.
§ 6º A regularização fundiária de núcleos
urbanos informais constituídos por unidades
imobiliárias não residenciais poderá ser feita
por meio de REURB-E.
§ 7º A classificação da modalidade da REURB
de unidades imobiliárias residenciais ou não
residenciais integrantes de núcleos urbanos
informais poderá ser feita, a critério do
Município ou do Distrito Federal, ou, quando for
o caso, dos Estados e da União, de forma
integral, por partes ou de forma isolada por
unidade imobiliária.
§ 8º A classificação da modalidade visa
exclusivamente à identificação dos
responsáveis pela implantação ou adequação
das obras da infraestrutura essencial e ao
reconhecimento do direito à gratuidade das
custas e dos emolumentos notariais e registrais
em favor daqueles a quem for atribuído o
domínio das unidades imobiliárias
regularizadas.
§ 9º No caso de REURB com classificação
mista de modalidade, o oficial de registro
providenciará a prática de atos registrais e de
averbação comuns, tais como o registro do
parcelamento ou do empreendimento regido
pela modalidade predominante e adotará a
classificação individual da modalidade para os
atos de registro e averbação que possam ser
individualizados.
Art. 1.112. Os agentes promotores da REURB
são legitimados a requerer todos os atos de
registro, independentemente de serem titulares
de domínio ou detentores de direito real sobre
a gleba objeto da regularização.
Art. 1.113. O beneficiário individual também
poderá optar por fazer a regularização em
etapas, ainda que lote a lote, devendo a CRF
conter, no mínimo, a indicação das quadras do
núcleo urbano e, dentre estas, a localização do
imóvel em regularização, independentemente
do rito adotado e da modalidade eleita.
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA PARA O REGISTRO DA
REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA URBANA
Art. 1.114. Os atos relativos ao registro da
REURB serão realizados diretamente pelo
oficial do registro de imóveis da situação do
imóvel, independentemente de manifestação
do Ministério Público ou determinação judicial.
Art. 1.115. Na hipótese de a REURB abranger
imóveis situados em mais de uma circunscrição
imobiliária, o procedimento será efetuado
perante o oficial de cada um dos cartórios de
registro de imóveis.
Parágrafo único. Quando os imóveis
regularizados estiverem situados em divisa de
circunscrições imobiliárias, as novas matrículas
das unidades imobiliárias serão de
competência do oficial do cartório de registro de
imóveis em cuja circunscrição esteja situada a
maior porção da unidade imobiliária
regularizada.
Art. 1.116. O indeferimento do registro da CRF
em uma circunscrição não determinará o
cancelamento automático do registro procedido
em outra.
CAPÍTULO III
DOS DOCUMENTOS A SEREM
APRESENTADOS E SUA QUALIFICAÇÃO
Art. 1.117. A CRF e os documentos que a
compõem serão apresentados
independentemente de requerimento.
Art. 1.118. Para fins de registro, bastará que a
CRF contenha a descrição, em breve relato,
dos requisitos do art. 41 da Lei nº 13.465, de
2017, e do art. 38 do Decreto nº 9.310, de 2018,
acompanhado do Projeto de Regularização
Fundiária, se for o caso.
§ 1º A ausência de um dos requisitos da CRF
poderá ser suprida por documento autônomo
extraído do procedimento de regularização
fundiária ou, ainda, por declaração do
Município.
§ 2º É dispensada a apresentação do
cronograma físico e do termo de compromisso
na regularização de núcleo urbano informal que
já possua a infraestrutura essencial implantada
e para o qual não haja compensações
urbanísticas ou ambientais ou outras obras e
serviços a serem executados.
§ 3º É dispensada a apresentação de título
individualizado e de cópias da documentação
referente à qualificação de cada beneficiário
para fins de registro dos direitos reais indicados
na CRF.
§ 4º É dispensada a comprovação do
pagamento de tributos ou penalidades
tributárias de responsabilidade dos legitimados
para o registro da CRF e dos atos descritos no
art. 13 da Lei nº 13.465, de 2017, e art. 54 do
Decreto nº 9.310, de 2018.
§ 5º É dispensada a comprovação, pelo
Município, da notificação dos titulares de
domínio, dos confinantes e de terceiros
eventualmente interessados, bastando que
ateste, na CRF ou em documento autônomo, o
cumprimento dessa fase.
§ 6º Na hipótese de já haver sido concluída a
Demarcação Urbanística com a devida
averbação no registro de imóveis competente,
é dispensada qualquer menção à realização
das notificações.
Art. 1.119. A CRF indicará a modalidade de
organização do núcleo como parcelamento do
solo, ou condomínio edilício ou de lotes, ou
conjunto habitacional, bem como a existência
de lajes e de condomínios urbanos simples,
considerando-se atendidas as exigências
legais pertinentes a esses institutos.
Parágrafo único. A ausência de qualquer das
informações previstas no caput deste artigo
poderá ser suprida por documento autônomo
extraído do procedimento de regularização
fundiária ou declaração do Município.
Art. 1.120. Os padrões dos memoriais
descritivos, das plantas e das demais
representações gráficas, inclusive as escalas
adotadas e outros detalhes técnicos, seguirão
as diretrizes estabelecidas pelo Município, as
quais serão consideradas atendidas com a
emissão da CRF, não cabendo ao oficial de
registro de imóveis a análise da sua
regularidade.
Art. 1.121. É dispensada a apresentação de
memorial e planta georreferenciados em
Projeto de Regularização Fundiária quando se
tratar de CRF extraída de procedimentos de
regularização fundiária iniciados sob a égide da
Lei nº 11.977, de 2009.
Art. 1.122. A identificação e caracterização da
unidade imobiliária derivada de parcelamento
de solo será feita com a indicação da sua área,
medidas perimetrais, número, localização e
nome do logradouro para o qual faz frente e, se
houver, a quadra e a designação cadastral.
Parágrafo único. A ausência de indicação dos
elementos exigidos no caput deste artigo não
obstará o registro da CRF e da titulação final
quando o oficial de registro de imóveis puder
identificar com exatidão a unidade regularizada,
por quaisquer outros meios.
Art. 1.123. Na REURB, as edificações já
existentes nos lotes poderão ser regularizadas,
a critério do Poder Público Municipal, em
momento posterior, de forma coletiva ou
individual.
Art. 1.124. Não serão exigidos
reconhecimentos de firmas na CRF ou em
qualquer documento que decorra da aplicação
da Lei nº 13.465, de 2017, quando
apresentados pela União, Estados, Municípios
ou entes da administração pública indireta.
Parágrafo único. Nas demais situações não
contempladas pelo caput deste artigo, fica
dispensado o reconhecimento de firma do
interessado que comparecer pessoalmente ao
cartório e subscrever os documentos na
presença do oficial de registro ou de seu
preposto.
CAPÍTULO IV
DO PROCEDIMENTO DE REGISTRO
Art. 1.125. O procedimento de registro da CRF
tramitará em prenotação única,
independentemente de requerimento, e sua
apresentação legitima e autoriza a prática de
todos os atos necessários ao registro da
REURB e da titulação de seus beneficiários.
Parágrafo único. É facultada a apresentação de
requerimento para registro da CRF, o qual
conterá as declarações e requisitos legais
ausentes da CRF ou dos documentos que
seguem anexos.
Art. 1.126. Recebida a CRF, cumprirá ao oficial
de registro de imóveis prenotá-la, autuá-la,
instaurar o procedimento registral e, no prazo
de 15 (quinze) dias, emitir a respectiva nota de
exigência ou praticar os atos tendentes ao
registro.
Parágrafo único. A qualificação negativa de um
ou alguns nomes constantes da listagem não
impede o registro da CRF e das demais
aquisições.
Art. 1.127. Estando a documentação em ordem,
o oficial de registro de imóveis comunicará esse
fato ao agente promotor e efetivará os atos
registrais.
Parágrafo único. Não se conformando o
interessado com a exigência do oficial ou não a
podendo satisfazer, poderá requerer a
suscitação de dúvida.
Art. 1.128. O oficial procederá à realização de
buscas complementares pelo nome dos
responsáveis pela formação do núcleo urbano
informal, dos confrontantes, dos titulares de
direitos inscritos nas matrículas ou transcrições
atingidas pelo perímetro da REURB e dos
terceiros eventualmente interessados,
informados nos documentos apresentados a
registro.
Parágrafo único. Constatada a existência de
titulares de direitos reais, confrontantes ou
terceiros interessados não relacionados na
CRF, o oficial procederá à devolução dos
documentos ao interessado, para que realize
ou requeira, às suas expensas, a realização
das notificações faltantes pelo Registro de
Imóveis.
Art. 1.129. O oficial de registro fica dispensado
de providenciar a notificação dos titulares de
direitos reais, dos confrontantes e de terceiros
eventualmente interessados, nos seguintes
casos:
I - a declaração do cumprimento da fase de
notificação pelo Município;
II - o registro da CRF após a averbação de
procedimento de demarcação urbanística;
III- o registro da regularização dos
parcelamentos urbanos implantados antes de
dezembro de 1979.
Art. 1.130. Havendo necessidade de
notificações complementares, o oficial de
registro de imóveis as emitirá de forma
simplificada, contendo os dados de
identificação do núcleo urbano a ser
regularizado, sem a anexação de plantas,
projetos, memoriais ou outros documentos,
convidando o notificado a comparecer à sede
da serventia para tomar conhecimento da CRF,
com a advertência de que o não
comparecimento e a não apresentação de
impugnação, no prazo legal, importarão na
anuência ao registro e na perda de eventual
direito que o notificado titularize sobre o imóvel
objeto da REURB.
§ 1º As notificações serão feitas pelo oficial de
registro de imóveis, pessoalmente ou por via
postal, com aviso de recebimento, no endereço
que constar da matrícula ou da transcrição,
para que os notificados, querendo, apresentem
impugnação no prazo comum de 30 (trinta)
dias, facultada a notificação por oficial de
registro de títulos e documentos.
§ 2º As notificações serão consideradas
cumpridas quando comprovada sua entrega no
endereço constante da matrícula ou
transcrição.
§ 3º Aplica-se o disposto no § 10 do art. 213 da
Lei nº 6.015, de 1973, ao procedimento de
notificação de confrontantes.
§ 4º Eventuais titulares de domínio ou
confrontantes não identificados ou não
encontrados, ou que recusarem o recebimento
da notificação por via postal, serão notificados
por edital, para que, querendo, apresentem
impugnação no prazo comum de 30 (trinta)
dias.
Art. 1.131. Em caso de impugnação ao pedido
de REURB, apresentada por qualquer dos
titulares de direitos reais e de outros direitos
registrados ou averbados na matrícula do
imóvel objeto da REURB ou na matrícula dos
imóveis confinantes, por ente público ou por
terceiro interessado, o oficial de registro de
imóveis tentará promover a conciliação ou a
mediação entre as partes interessadas.
Parágrafo único. Fica dispensada a tentativa de
conciliação ou mediação se a impugnação for
feita por ente público com base em matéria que
envolva direito indisponível, caso em que os
autos serão remetidos ao juiz de direito com
jurisdição em Registros Públicos ou, onde não
houver vara especializada, ao juízo cível.
Art. 1.132. O procedimento de registro será
encerrado se o requerente não atender as
exigências formuladas pelo oficial de registro
de imóveis no prazo de 60 (sessenta) dias, a
contar da remessa da nota com indicação das
pendências.
CAPÍTULO V DO REGISTRO
Art. 1.133. Qualificada a CRF e não havendo
exigências ou impedimentos, o oficial de
registro de imóveis abrirá matrícula para a área
objeto da REURB, contendo a descrição do
perímetro apresentada no projeto de
regularização.
§ 1º Quando for possível identificar as
matrículas e ou transcrições atingidas, a
matrícula matriz será aberta informando os
nomes dos proprietários dos registros
anteriores com a qualificação constante desses
registros ou, ainda, a expressão “os
proprietários indicados nas matrículas de
origem”.
§ 2º Quando não for possível identificar todas
ou algumas das matrículas e/ou transcrições
atingidas, ou, ainda, tratando-se de imóvel sem
inscrição, a matrícula matriz será aberta com a
expressão “proprietários não identificados”,
mencionando-se os registros conhecidos.
§ 3º Em nenhum caso será exigida a
atualização ou a complementação dos dados
subjetivos dos proprietários das matrículas e/ou
transcrições atingidas.
Art. 1.134. O registro do parcelamento do solo
ou da regularização do empreendimento será
feito na matrícula matriz.
Art. 1.135. Sempre que a lista dos beneficiários
integre a CRF, é facultado ao oficial proceder
ao registro dos direitos reais outorgados aos
ocupantes em ato único na matrícula matriz,
após a regularização do parcelamento do solo.
Parágrafo único. Registrados o parcelamento
do solo e a titulação final na matrícula matriz, o
oficial procederá à abertura de matrículas
individualizadas para as unidades imobiliárias
em nome dos beneficiários finais.
Art. 1.136. Não sendo necessária a abertura de
matrícula matriz, o oficial procederá ao registro
da CRF e da titulação final na matrícula de
origem do parcelamento ou do
empreendimento.
Art. 1.137. A existência de direitos reais ou
constrições judiciais, inclusive as averbações
de bloqueio e indisponibilidade, inscritos nas
matrículas atingidas pela REURB não obstará a
fusão de áreas, o registro da CRF e a titulação
dos ocupantes por legitimação fundiária ou de
posse, ressalvada a hipótese de decisão
judicial específica.
CAPÍTULO VI
DA TITULAÇÃO EM REURB
Art. 1.138. O registro da legitimação fundiária
atribui propriedade plena e constitui forma
originária de aquisição do direito real de
propriedade conferido por ato do Poder Público,
exclusivamente no âmbito da REURB, àquele
que detiver, em área pública, ou possuir, em
área privada, como sua, unidade imobiliária
com destinação urbana, integrante de núcleo
urbano informal consolidado existente em 22 de
dezembro de 2016.
§ 1º Apenas na REURB-S, a legitimação
fundiária será concedida ao beneficiário desde
que atendidas as seguintes condições:
I - não ser o beneficiário concessionário, foreiro
ou proprietário de imóvel urbano ou rural;
II - não ter sido o beneficiário contemplado com
legitimação de posse ou legitimação fundiária
de imóvel urbano com a mesma finalidade,
ainda que situado em núcleo urbano distinto;
III - quanto a imóvel urbano com finalidade não
residencial, se reconhecido pelo Poder Público
o interesse público de sua ocupação.
§ 2º Tratando-se de legitimação fundiária de
imóvel público, caso o beneficiário não se
enquadre nas condições previstas no § 1º deste
artigo, deverá ser exigida a declaração do ente
público de que houve o pagamento do justo
valor da unidade imobiliária regularizada.
Art. 1.139. A legitimação fundiária conferida por
ato do poder público será registrada nas
matrículas das unidades imobiliárias dos
beneficiários, ainda que tenha sido
precedentemente registrada legitimação de
posse decorrente do regime jurídico anterior à
Lei nº 13.465, de 2017.
Art. 1.140. Sem prejuízo dos direitos
decorrentes do exercício da posse mansa e
pacífica no tempo, aquele em cujo favor for
expedido título de legitimação de posse,
decorrido o prazo de cinco anos, contado da
data do seu registro, terá a conversão
automática deste em título de propriedade,
desde que atendidos os termos e as condições
previstos no art. 183 da Constituição Federal,
independentemente de provocação prévia ou
da prática de ato registral.
§ 1º No registro da legitimação de posse para a
finalidade do art. 183 da Constituição Federal
constará que o decurso do prazo de 5 (cinco)
anos implicará na conversão automática da
posse em título de propriedade.
§ 2º Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos do
registro da Legitimação de Posse, o oficial de
registro de imóveis fica autorizado a proceder
ao registro, de ofício, da sua conversão em
propriedade.
Art. 1.141. Nas hipóteses não contempladas no
art. 183 da Constituição Federal, o título de
legitimação de posse poderá ser convertido em
título de propriedade, desde que satisfeitos os
requisitos da usucapião estabelecidos em lei, a
requerimento do interessado, perante o cartório
de registro de imóveis.
Art. 1.142. É facultado ao possuidor o cômputo
de tempo de posse anterior ao registro da
legitimação de posse para antecipação do
prazo de sua conversão em propriedade,
atendidos os demais requisitos da usucapião,
em qualquer de suas modalidades.
Parágrafo único. O Registro de Imóveis
comunicará a informação, de ofício, ao Poder
Público emitente do título de legitimação de
posse, para que se manifeste, no prazo de 15
(quinze) dias, acerca do pedido de conversão.
Art. 1.143. O ente público poderá, a qualquer
tempo, apresentar listagens complementares
para a titulação das demais unidades
imobiliárias.
Art. 1.144. Registrada a CRF e restando
unidades imobiliárias não tituladas, eventuais
compradores, compromissários ou
cessionários poderão requerer o registro dos
seus contratos, padronizados ou não, mediante
a apresentação do respectivo instrumento ao
oficial de registro de imóveis competente.
§ 1º Os instrumentos particulares, dentre eles,
os compromissos de compra e venda, as
cessões e as promessas de cessão valerão
como título hábil para aquisição da
propriedade, quando acompanhados da
respectiva prova de quitação das obrigações do
adquirente, os quais serão registrados nas
matrículas das correspondentes unidades
imobiliárias resultantes da regularização
fundiária, dispensada a exigência de
testemunhas instrumentárias.
§ 2º O registro de transmissão da propriedade
poderá ser obtido, ainda, mediante prova de
quitação das obrigações do adquirente e
comprovação idônea, perante o oficial do
registro de imóveis, da existência de pré-
contrato, promessa de cessão, proposta de
compra, reserva de unidade imobiliária ou outro
documento do qual constem a manifestação da
vontade das partes, a indicação da fração ideal,
a unidade imobiliária, o preço e o modo de
pagamento, e a promessa de contratar,
dispensada a exigência de testemunhas
instrumentárias.
§ 3º A prova de quitação dar-se-á por meio de
declaração escrita ou recibo assinado pelo
loteador, com firma reconhecida, ou com a
apresentação da quitação da última parcela do
preço avençado.
§ 4º Equivale à prova de quitação a certidão
emitida pelo Distribuidor Cível da comarca de
localização do imóvel e da comarca do
domicílio do adquirente, se diversa, onde
conste a inexistência de ação judicial que verse
sobre a posse ou a propriedade do imóvel
contra o adquirente ou seus cessionários, após
5 (cinco) anos do vencimento da última
prestação, conforme o art. 206, § 5º, I, do
Código Civil.
§ 5º Quando constar do título que o parcelador
ou o empreendedor foi representado por
procurador, corretor de imóveis ou preposto,
deverá ser apresentada a respectiva prova da
regularidade de sua representação, na data do
contrato.
§ 6º Na ausência ou imperfeição da prova de
representação, o oficial de registro de imóveis
notificará o titular de domínio e o parcelador, se
diversos, para oferecimento de impugnação no
prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de
proceder-se ao registro do título.
§ 7º Derivando a titularidade atual de uma
sucessão de transferências informais de
instrumentos particulares, o interessado deverá
apresentar cópias simples de todos os títulos ou
documentos anteriores, formando a cadeia
possessória, bem como a prova de quitação de
cada um dos adquirentes anteriores, consoante
o disposto nos §§ 1º a 6º deste artigo.
§ 8º No caso do § 7º deste artigo, o oficial de
registro de imóveis realizará o registro do último
título, fazendo menção, em seu conteúdo, de
que houve transferências intermediárias,
independentemente de prova do pagamento do
imposto de transmissão inter vivos e, se for o
caso, do laudêmio, vedado ao oficial do registro
de imóveis exigir sua comprovação, nos termos
do art. 13, § 2º, da Lei nº 13.465, de 2017.
§ 9º Quando a unidade imobiliária derivar de
matrícula matriz em que não foi possível
identificar a exata origem da parcela
matriculada, bastará que, no instrumento
apresentado, haja coincidência do nome do
alienante com um dos antigos proprietários
indicados nas matrículas de origem.
Art. 1.145. Em caso de omissão no título, os
dados de qualificação do adquirente poderão
ser complementados por meio da apresentação
de cópias simples da cédula de identidade - RG
ou documento equivalente, ou do CPF, além de
cópias da certidão de casamento e de eventual
certidão de registro da escritura de pacto
antenupcial ou de união estável, e declaração,
firmada pelo beneficiário, contendo sua
profissão e residência, dispensado o
reconhecimento de firmas.
Art. 1.146. Quando a descrição do imóvel
constante do título de transmissão for
imperfeita em relação ao projeto de
regularização fundiária registrado, mas não
houver dúvida quanto à sua identificação e
localização, o interessado poderá requerer seu
registro, de conformidade com a nova
descrição, com base no disposto no art. 213, §
13, da Lei nº 6.015, de 1973.
CAPÍTULO VII
DA ESPECIALIZAÇÃO DE FRAÇÃO IDEAL
EM REURB
Art. 1.147. Considera-se interessado, para fins
de requerer a especialização da fração ideal de
unidade imobiliária decorrente de REURB, seu
titular, o adquirente por meio de contrato ou
documento particular ou seus sucessores.
Art. 1.148. O interessado apresentará
requerimento dirigido ao oficial de registro de
imóveis, instruído com documento expedido
pelo Município que identifique a fração ideal a
ser especializada, em conformidade com o
projeto de REURB aprovado, dispensada a
notificação dos confrontantes.
CAPÍTULO III CAPÍTULO VIII
DA REGULARIZAÇÃO DE CONDOMÍNIO DE
FRAÇÕES IDEAIS
CAPÍTULO X DA ESTREMAÇÃO DE IMÓVEIS EM
DA INDIVIDUALIZAÇÃO DE IMÓVEL RURAL CONDOMÍNIO DE FATO
EM CONDOMÍNIO
Art. 997. Na hipótese de a irregularidade Art. 1.149. Nas circunscrições imobiliárias
fundiária consistir na ocupação individualizada possuidoras de condomínios pro diviso que
de fato, cuja propriedade esteja idealmente apresentem situação consolidada e localizada,
fracionada, as novas matrículas serão abertas a a regularização de frações com abertura de
requerimento dos titulares das frações ideais ou matrícula autônoma, respeitada a fração
de seus legítimos sucessores, em conjunto ou mínima de parcelamento de imóvel rural ou
individualmente, aplicando-se, conforme o caso a área mínima de lote urbano, tanto na área
concreto, o disposto no art. 3º do Decreto-lei nº a ser estremada quanto na remanescente,
271, de 28 de fevereiro de 1967, no art. 1º da Lei será feita com a anuência dos confrontantes
nº 4.591/1964 ou no art. 2º da Lei nº 6.766/1979. das parcelas a serem individualizadas.
Parágrafo único. Para as situações consolidadas § 1º A identificação do imóvel a se regularizar
até a vigência deste Provimento, deverá ser obedecerá ao disposto nos arts. 176, II, 3, e 225
comprovado pelo requerente o período de 5 da Lei nº 6.015, de 1973.
(cinco) anos de ocupação retroativa; e, para as § 2º A posse do proprietário sobre a parcela
situações consolidadas após a vigência deste pro diviso a estremar deve contar, no
Provimento, o período de 10 (dez) anos para que mínimo, 5 (cinco) anos, permitida a soma do
seja procedida a regularização, respeitando-se, tempo de posse dos proprietários
em todos os casos, a fração mínima de anteriores.
parcelamento. § 3º Para comprovação do prazo de posse
Art. 1.012. Nas circunscrições imobiliárias localizada, será́ suficiente a declaração do
possuidoras de condomínios rurais pro diviso proprietário, corroborada pelos
que apresentem situação consolidada e confrontantes.
localizada, a regularização de frações com § 4º Admite-se a estremeção requerida por
abertura de matrícula autônoma, respeitada a titular de fração ideal não registrada, desde
fração mínima de parcelamento, será feita com a que sejam apresentados ao Tabelionato de
anuência dos confrontantes das parcelas a Notas o título de propriedade da fração ideal
serem individualizadas. objeto da estremação, bem como a certidão
§ 1º Para as situações consolidadas até a de registro do imóvel em nome do
vigência deste Provimento, deverá ser transmitente.
comprovado pelo requerente o período de 5 § 5º Na hipótese do § 4º deste artigo, deve
(cinco) anos de ocupação retroativa, e, para ser feito o registro do título aquisitivo,
aquelas consolidadas após a vigência deste conjuntamente com a estremação.
Provimento, o período de 10 (dez) anos para que
seja procedida a regularização, respeitando-se
em todos os casos a fração mínima de
parcelamento.
§ 2º A identificação do imóvel a regularizar
obedecerá ao disposto nos arts. 176, II, 3, e 225
da Lei dos Registros Públicos.
Art. 998. O requerimento deverá especificar a Art. 1.150. A instrumentalização do ato para fins
modalidade de regularização pretendida, se de localização da parcela pro diviso será feita
parcelamento do solo ou instituição de necessariamente por escritura pública de
condomínio de casas ou lotes, com as estremação.
respectivas atribuições de unidades autônomas § 1º É obrigatória a intervenção na escritura
ou lotes. pública de todos os confrontantes da gleba a
Art. 999. O interessado na especialização de localizar, sejam eles condôminos ou não na
fração ideal contida em parcelamento área maior.
regularizado nos moldes deste capítulo § 2º Considera-se confrontante, para fins de
apresentará requerimento dirigido ao oficial de estremação, o titular de direito real ou o
ocupante, a qualquer título, da área lindeira à
registro competente instruído com os seguintes fração demarcada, integrante ou não do
documentos: condomínio da área maior.
I - certidão atualizada da matrícula do imóvel; § 3º No caso de falecimento de alguma das
II - anuência dos confrontantes da fração do partes que deve figurar na escritura,
imóvel que pretender localizar, expressa em comparecerá em seu lugar o inventariante.
escritura pública declaratória de especificação de § 4º Não será obrigatória a participação do
área ou estremação, contendo a assinatura do Município, Estado ou União, ou de seus
titular do domínio e seu cônjuge e dos órgãos representativos, nos casos em que a
confrontantes e seus cônjuges, respeitado o parcela a ser localizada fizer divisa com
disposto no art. 108 do Código Civil; bens públicos de uso comum do povo, tais
III - a identificação da fração, em conformidade como vias públicas, estradas, ruas,
com o projeto de regularização registrado, por travessas e rios navegáveis, exigindo-se
meio de certidão atualizada expedida pelo apenas declaração do responsável técnico
município; de que a medição respeitou plenamente as
IV - certidão fiscal, se existente. divisas com as áreas e faixas de domínio de
§ 1º Nos casos de frações ideais localizadas em imóveis públicos.
parcelamentos do solo consolidados e ainda não § 5º A anuência do ente público, quando
regularizados, admitida a cindibilidade da necessária, poderá ser dada na planta,
regularização, além da anuência referida no memorial, por meio de carta de anuência ou
inciso II do caput deste artigo, o interessado em qualquer outro documento inequívoco.
regularizar o parcelamento do solo deverá § 6º Na impossibilidade de obtenção da
anexar ao requerimento: anuência de qualquer dos confrontantes, a
I - planta da área total do parcelamento com a escritura deverá conter essa circunstância e o
localização da fração ideal, assinada por particular ou ente público será notificado pelo
profissional legalmente habilitado, com prova de oficial de registro a manifestar-se, no prazo de
ART no CREA ou de RRT no CAU, devidamente 15 (quinze) dias, seguindo-se o procedimento
aprovada pelo município; previsto no art. 213, §§ 2º a 6º, da Lei nº 6.015,
II - memorial descritivo da fração localizada. de 1973.
§ 2º Se todo o imóvel estiver alienado, poderá ser
promovida a regularização de interesse
específico, aprovando-se inicialmente o
parcelamento do terreno e providenciando
posteriormente escritura pública de divisão,
assinada por todos os condôminos, cada um
recebendo como quinhão o seu lote,
apresentando essa escritura concomitantemente
com a regularização do parcelamento do solo.
§ 3º O interessado na regularização de parcelas
de imóveis urbanos registrados em condomínio,
como loteamento, porém com situação
consolidada, ou seja, pro diviso, quando não
oriunda de loteamento clandestino, apresentará
requerimento dirigido ao oficial de registro de
imóveis competente instruído com os seguintes
documentos:
I - certidão atualizada da matrícula do imóvel;
II - certidões de ações reais e pessoais
reipersecutórias, de ônus reais e outros
gravames, referentes ao imóvel, expedidas pelo
Ofício de Registro de Imóveis;
III - aprovação municipal acompanhada de planta
do imóvel, memorial descritivo e certidão
atestando que o imóvel se encontra em situação
consolidada e integrado à cidade, com
infraestrutura básica implantada;
IV - escritura pública de divisão, assinada por
todos os condôminos, cada um recebendo como
quinhão o seu lote conforme o memorial
aprovado, contendo, ainda, a declaração de
localização da área com a anuência de todos os
confrontantes da parcela, que será apresentada
concomitantemente com a regularização do
parcelamento do solo.
§ 4º O oficial de registro abrirá nova matrícula
para a fração destacada e averbará o destaque
na matrícula matriz.
Art. 1.000. O requerimento de regularização
como condomínio deverá ser subscrito por todos
os titulares de fração registrada ou seus
legítimos sucessores, nos termos da Lei nº
4.591/1964 ou do art. 3º do Decreto-lei nº
271/1967, e instruído com:
I - certidão atualizada da matrícula do imóvel; II -
instrumento de instituição de condomínio;
III - plantas e memorial descritivo com a
descrição sucinta do empreendimento, a
identificação das unidades autônomas com as
respectivas frações ideais de terreno e as
restrições incidentes sobre elas, bem como das
áreas comuns, ambos assinados por profissional
legalmente habilitado e aprovados pelo
município;
IV - cálculo das áreas das edificações e dos lotes,
discriminando, além da global, a área das partes
comuns, inclusive áreas de circulação interna,
quando houver, e indicando para cada tipo de
unidade a respectiva metragem da área
construída ou a metragem de cada lote;
V - convenção de condomínio e, se houver, o
respectivo regimento interno;
VI - certidão de aprovação emitida pelo
município; e
VII - instrumento de divisão ou atribuição de
unidades autônomas.
Parágrafo único. Na hipótese de o requerimento
de registro não estar subscrito pela totalidade
dos titulares do domínio, e estando a
documentação em ordem, os faltantes serão
notificados pelo oficial de registro competente, a
requerimento dos interessados, para
manifestação em 15 (quinze) dias, observando-
se o procedimento estabelecido no art. 991 deste
Provimento.
Art. 1.013. A instrumentalização do ato para fins
de localização da parcela será feita mediante
escritura pública declaratória, ou por instrumento
particular nos casos do art. 108 do Código Civil.
§ 1º É obrigatória a intervenção na escritura
pública ou no instrumento particular de todos os
confrontantes da gleba a localizar, sejam ou não
condôminos na área maior.
§ 2º O município, o Estado e a União, ou seus
órgãos representativos, serão notificados pelo
oficial de registro em todos os procedimentos em
que o imóvel (parcela) a ser localizado fizer divisa
com vias públicas (estrada, rua, travessa,
corredor, etc.), arroio, rio, lago, etc.
§ 3º Quando utilizado o instrumento particular, as
assinaturas deverão ter suas firmas
reconhecidas.
§ 4º Na impossibilidade de obtenção da anuência
de qualquer confrontante no ato notarial, ou no
instrumento particular, será ele notificado pelo
oficial de registro a manifestar-se no prazo de 15
(quinze) dias, seguindo-se o procedimento
previsto no art. 213, §§ 2º a 6º, da Lei dos
Registros Públicos.

Art. 1.014. Tratando-se de simples localização de Art. 1.151. A escritura descreverá apenas a
parcela, será desnecessária a retificação da parcela localizada, sendo desnecessária a
descrição do imóvel, desde que da escritura retificação de área da gleba originária, bem
pública conste referência expressa à como a apuração da área remanescente.
apresentação dos seguintes documentos: § 1º A descrição da parcela localizada será
I - título de domínio; apurada por planta e memorial descritivo, com
II - CCIR; prova de documento de responsabilidade
III - prova de quitação do ITR; técnica pertinente.
IV - certidão das benfeitorias expedida pela § 2º No caso de imóvel rural, o título deve
Prefeitura Municipal; mencionar também a apresentação do CCIR
V - planta e memorial descritivo. quitado e a prova de quitação do ITR referente
Parágrafo único. Os documentos mencionados à parcela a ser estremada ou da gleba
neste artigo serão encaminhados com a escritura originária.
pública e, ainda, com a ART do CREA ou RRT § 3º No caso de imóveis urbanos, a escritura
do CAU relativos ao profissional responsável, pública deverá mencionar a apresentação de
devidamente quitados. anuência do Município.
§ 4º Uma via original da planta e do memorial
descritivo, bem como cópias da declaração de
responsabilidade técnica pertinente e da
anuência do órgão municipal competente, se
for o caso, serão arquivadas no registro de
imóveis.
Art. 1.015. A escritura pública declaratória ou o Art. 1.152. A escritura pública de estremação
instrumento particular serão protocolizados no será protocolizada no Ofício de Registro de
Ofício de Registro de Imóveis da circunscrição de Imóveis da circunscrição de localização do
localização do imóvel, devendo o oficial de imóvel, devendo o oficial de registro verificar
registro verificar sua regularidade em atenção sua regularidade em atenção aos princípios
aos princípios registrais. registrais aplicáveis.
§ 1º O oficial de registro localizará a gleba, § 1º O oficial de registro localizará a gleba,
lavrando ato de registro, a exemplo do que ocorre lavrando ato de registro, a exemplo do que
com as escrituras de divisão, do que resultará a ocorre com as escrituras de divisão, do que
abertura da respectiva matrícula para a parcela resultará a abertura da respectiva matrícula
localizada. para a parcela localizada.
§ 2º Tratando-se de localização cumulada com § 2º Tratando-se de localização cumulada com
retificação de descrição da gleba, o oficial de inserção de medidas da gleba, o oficial de
registro praticará 2 (dois) atos: a averbação registro praticará 2 (dois) atos: a averbação
desta e o registro daquela. desta e o registro daquela.
Art. 1.016. A adoção do procedimento previsto Art. 1.153. A adoção do procedimento previsto
neste Provimento não exclui a possibilidade de no art. 1.149 deste Provimento Conjunto não
efetivação de escritura pública de divisão ou exclui a possibilidade de efetivação de escritura
ajuizamento de ação de divisão, restando ao pública de divisão ou ajuizamento de ação de
interessado a opção, respeitadas as
divisão, restando ao interessado a opção,
circunstâncias de cada caso. respeitadas as circunstâncias de cada caso.
Art. 1.017. Na eventualidade da incidência de Art. 1.154. Na eventualidade da incidência de
cláusulas, ônus ou gravames sobre a parcela cláusulas, ônus ou gravames sobre a parcela
objeto da localização ou retificação, serão objeto da localização ou retificação, serão
observadas as providências abaixo: observadas as providências abaixo:
I - no caso de hipoteca, não será necessária a I - no caso de hipoteca, não será necessária a
anuência do credor hipotecário, devendo o oficial
anuência do credor hipotecário, devendo o
de registro, todavia, comunicar-lhe a realizaçãooficial de registro, todavia, comunicar-lhe a
do registro da localização da parcela; realização do registro da localização da
II - no caso de penhora, não será necessária parcela;
prévia autorização judicial para o registro e/ouII - no caso de penhora, não será necessária
retificação, devendo o oficial de registro, todavia,
prévia autorização judicial para o registro,
comunicar o fato ao juízo, mediante ofício; devendo o oficial de registro, todavia,
III - no caso de penhora fiscal em favor do INSS,
comunicar o fato ao juízo, mediante ofício;
havendo o devedor ofertado o imóvel em III - no caso de penhora fiscal em favor do INSS,
garantia da dívida, não será admitida a havendo o devedor ofertado o imóvel em
localização da gleba sem a expressa anuência garantia da dívida, não será admitida a
daquela autarquia federal, uma vez que a medida localização da gleba sem a expressa anuência
determina a indisponibilidade do bem, na forma daquela autarquia federal, uma vez que a
do art. 53 da Lei nº 8.212/1991; medida determina a indisponibilidade do bem,
IV - no caso de anticrese, é indispensável a na forma do art. 53 da Lei nº 8.212, de 1991;
anuência do credor anticrético; IV - no caso de anticrese, é indispensável a
V - no caso de propriedade fiduciária, a anuência do credor anticrético;
localização da parcela será instrumentalizada emV - no caso de propriedade fiduciária, a
conjunto pelo credor e pelo devedor; localização da parcela será instrumentalizada
VI - no caso de usufruto, a localização será em conjunto pelo credor e pelo devedor; VI - no
obrigatoriamente firmada pelo nu-proprietário e caso de usufruto, a localização será
pelo usufrutuário; obrigatoriamente firmada pelo nu-proprietário e
VII - no caso de indisponibilidade por pelo usufrutuário;
determinação judicial ou ato da Administração VII - no caso de indisponibilidade por
Pública federal, não será admitido o determinação judicial ou ato da Administração
processamento, uma vez que consiste em ato de Pública federal, não será admitido o
disposição; processamento, uma vez que consiste em ato
VIII - na hipótese de estar a parcela sob de disposição;
arrolamento, medida de cautela fiscal, possível o
VIII - na hipótese de estar a parcela sob
registro da localização, devendo o oficial de arrolamento, medida de cautela fiscal, é
registro, todavia, comunicar o fato imediatamente
possível o registro da localização, devendo o
ao agente fiscal; oficial de registro, todavia, comunicar o fato
IX - no caso da incidência de outros ônus, imediatamente ao agente fiscal;
cláusulas e gravames não expressamente IX - no caso da incidência de outros ônus,
previstos neste artigo, será aplicada a regra cláusulas e gravames não expressamente
qualificatória inerente às escrituras públicas de
previstos neste artigo, será aplicada a regra
divisão. qualificatória inerente às escrituras públicas de
divisão.
Art. 1.018. A necessidade ou não de prévio Art. 1.155. A necessidade ou não de prévio
georreferenciamento da parcela a ser localizada georreferenciamento com Certificação do
será determinada de acordo com as normas da INCRA da parcela rural a ser localizada e
legislação federal.
estremada será determinada de acordo com as
normas da legislação federal.
Art. 1.156. A dispensa de anuência de
confrontantes prevista no § 17 do art. 213 da
Lei nº 6.015, de 1973, aplica-se apenas a planta
e memorial descritivo, sendo necessário o
comparecimento dos confrontantes na escritura
de estremação.
CAPÍTULO IX
DO RECONHECIMENTO EXTRAJUDICIAL DE
USUCAPIÃO
Art. 1.018-A. Sem prejuízo da via jurisdicional, é Art. 1.157. Sem prejuízo da via jurisdicional, é
admitido o pedido de reconhecimento admitido o pedido de reconhecimento
extrajudicial de usucapião, que será processado extrajudicial de usucapião, que será
diretamente perante o ofício de registro de processado diretamente perante o ofício de
imóveis da circunscrição em que estiver situado registro de imóveis da circunscrição em que
o imóvel usucapiendo, nos termos do art. 216-A estiver situado o imóvel usucapiendo, nos
da Lei nº 6.015, de 1973, e do Provimento da termos do art. 216-A da Lei nº 6.015, de 1973,
Corregedoria Nacional de Justiça nº 65, de 14 de e sua regulamentação pela Corregedoria
dezembro de 2017. Nacional de Justiça.
§ 1º Tratando-se de usucapião de lote vago
ou em área sem edificação, a comprovação
da posse dependerá da apresentação de ao
menos duas testemunhas que atestem os
atos efetivos de posse pelo tempo
necessário à usucapião.
§ 2º Será dispensada a apresentação de
Certidões Negativas dos Distribuidores de
ações em nome dos titulares do domínio
quando sua obtenção for impossível, pelo
desconhecimento dos dados de
qualificação pessoal (RG, CPF e filiação),
sendo suficiente a impressão do resultado
da pesquisa online apenas com o nome.
§ 3º A planta de imóvel sem origem
registrária deve conter, no mínimo, três
pontos georreferenciados para possibilitar a
fixação territorial e o controle seguro da
especialidade objetiva, ressalvados os
casos de imóveis que já estejam
submetidos a exigência de descrição
georreferenciada.
Art. 1.018-B. Para fins de notificação de Art. 1.158. A notificação poderá ser realizada
confrontante será observado, no que couber, o de forma simplificada, acompanhada do
disposto nos arts. 797, 798, 802 e 805 deste requerimento inicial, desde que a serventia
Provimento. possua solução que proporcione a
visualização de todo o processo de
usucapião, sem ônus para o interessado,
por meio do site do próprio cartório, do site
da Central Eletrônica de Registro de Imóveis
ou outra ferramenta disponível.
§ 1º Para fins de notificação de confrontante
será observado, no que couber, o disposto nos
arts. 897, 898, 902 e 905 deste Provimento
Conjunto.
§ 2º Na hipótese do titular de direito real do
imóvel confinante ter falecido, é suficiente a
anuência do inventariante ou de qualquer
dos herdeiros.
§ 3º Na hipótese de tratar-se de usucapião
em parcelamento irregular do solo cuja área
da matrícula tenha sido alienada sob a forma
de partes ideais, deverão anuir ou ser
notificados todos os coproprietários, ou os
coproprietários ocupantes dos lotes
confrontantes quando identificados na ata
notarial.
Art. 1.018-C. O edital de que trata o art. 11 do Art. 1.159. Os editais do procedimento de
Provimento da Corregedoria Nacional de reconhecimento extrajudicial de usucapião
Justiça nº 65, de 2017, poderá ser divulgado por poderão ser divulgados por meio de Central
meio da CRI-MG, que manterá arquivo e Eletrônica de Registro de Imóveis, que manterá
registro de todos os editais ali arquivo e registro de todos os editais ali
disponibilizados, dispensada a publicação em disponibilizados, dispensada a publicação em
jornais de grande circulação. jornais de grande circulação.
§ 1º Será considerada como data da publicação
o primeiro dia útil subsequente ao da
disponibilização da informação no meio
eletrônico, e os prazos passarão a contar a
partir do primeiro dia útil seguinte ao
considerado como data da publicação.
§ 2º Tratando-se de imóvel que não tenha
origem registrária ou de origem não
encontrada, o edital de notificação dos terceiros
interessados deverá consignar, de forma
expressa, esta circunstância.
Art. 1.160. Todas as notificações destinadas ao
requerente serão efetivadas na pessoa do seu
advogado ou do defensor público, por e-mail,
com prazo para cumprimento de, no mínimo, 15
(quinze) dias corridos.
§ 1º O prazo eventualmente concedido para a
apresentação de documentação complementar
ou providências é contado a partir do primeiro
dia útil após o envio do e-mail.
§ 2º Não cumpridas, sem justificativa, as
exigências formuladas, o oficial deverá
notificar, por e-mail, o advogado ou o defensor
público, assim como o usucapiente, fixando
prazo preclusivo de 15 (quinze) dias, com
advertência de encerramento por desídia e
cancelamento da prenotação, estando novo
pedido sujeito a recolhimento de emolumentos
de processamento e de prenotação.
§ 3º O requerimento cancelado pode ser
renovado e submete-se a nova qualificação,
podendo ser aproveitados, conforme o caso, os
documentos e os atos regularmente praticados
anteriormente, caso não haja prejuízo para
terceiros.
§ 4º O prazo para análise do requerimento
inicial, das petições e demais documentos será
de 15 (quinze) dias.
§ 5º As demais diligências a cargo do
registrador deverão ser encaminhadas no
prazo de 15 (quinze) dias.
Art. 1.161. Em caso de impugnação do pedido
de reconhecimento extrajudicial da usucapião
apresentado por qualquer dos titulares de
direitos reais e de outros direitos registrados ou
averbados na matrícula do imóvel usucapiendo
ou na matrícula dos imóveis confinantes, por
ente público ou por terceiro interessado, o
oficial de registro de imóveis tentará promover
a conciliação ou a mediação entre as partes
interessadas.
Parágrafo único. Fica dispensada a tentativa de
conciliação ou mediação se a impugnação for
feita por ente público com base em matéria que
envolva direito indisponível, caso em que os
autos serão remetidos ao juiz de direito com
jurisdição em Registros Públicos ou, onde não
houver vara especializada, ao juízo cível.
Art. 1.162. Equivale à prova de quitação a que
se refere o caput do art. 13 do Provimento da
Corregedoria Nacional de Justiça nº 65, de 14
de dezembro de 2017, que “estabelece
diretrizes para o procedimento da usucapião
extrajudicial nos serviços notariais e de registro
de imóveis”, a certidão emitida após 5 (cinco)
anos do vencimento da última prestação pelos
distribuidores da Justiça Estadual e da Justiça
Federal do local da situação do imóvel
usucapiendo e do domicílio do requerente, se
diverso, que explicite a inexistência de ação
judicial que verse sobre a posse ou a
propriedade do imóvel contra o adquirente ou
seus cessionários.
Art. 1.163. Transcorridos os prazos
estabelecidos nos itens arts. 1.158 a 1.160,
sem pendência de diligências complementares
e achando-se em ordem a documentação, o
oficial de registro de imóveis emitirá nota
fundamentada de deferimento, a ser arquivada
com o procedimento de usucapião, e registrará
a aquisição do imóvel com as descrições
apresentadas.
§ 1º Caso ocorra diferença entre o memorial
georreferenciado apresentado pelo requerente
e aquele objeto de certificação pelo INCRA, a
diferença poderá ser relevada se acompanhada
de declaração do responsável técnico
informando que decorre da utilização de
técnicas diferentes de medição, mas que as
descrições se referem ao mesmo imóvel, do
ponto de vista físico, hipótese em que
prevalecerá o memorial certificado pelo INCRA.
§ 2º Na hipótese de o imóvel usucapido estar
matriculado e o pedido se referir à totalidade do
bem, sem alteração da descrição perimetral
nela consignada, o registro será feito na própria
matrícula existente.
§ 3º Se a área usucapida for maior do que a
constante da matrícula ou transcrição
existentes, e em se tratando do mesmo imóvel,
a informação sobre a diferença apurada será
averbada na matrícula de origem.
§ 4º Tratando-se de usucapião de unidade
autônoma localizada em condomínio edilício
ainda não instituído ou sem a devida averbação
de construção, a matrícula será aberta para a
respectiva fração ideal, mencionando-se a
unidade a que se refere, bem como que a
mesma está submetida ao regime jurídico de
condomínio edilício.
Art. 1.164. A abertura de matrícula de imóvel
edificado independerá da apresentação de
“habite-se”.
§ 1º Apresentado o documento a que se refere
o art. 247-A da Lei nº 6.015, de 1973, a
matrícula será aberta, contendo a descrição do
terreno e da construção existente, sem
necessidade de apresentação de certidão
previdenciária ou declaração de dispensa.
§ 2º Na hipótese de existir construção não
regularizada, a matrícula será aberta para o
terreno, devendo ser feita averbação de ofício,
noticiando-se tal fato.
§ 3º A existência de construção não
regularizada no imóvel não impede a
escrituração e o registro de atos posteriores na
matrícula do imóvel.
Art. 1.018-J. Em qualquer caso, é lícito ao Art. 1.165. Em qualquer caso, é lícito ao
interessado suscitar o procedimento de dúvida, interessado suscitar o procedimento de dúvida,
observado o disposto nos arts. 124 a 135 deste observado o disposto nos arts. 150 a 161 deste
Provimento. Provimento Conjunto.
CAPÍTULO X
DA USUCAPIÃO PLÚRIMA
Art. 1.166. Admite-se a usucapião plúrima
urbana formulada por qualquer legitimado para
requerer a REURB.
§ 1º O requerimento será instruído com:
I - ata notarial única, independentemente do
número de imóveis, atestando, de um modo
geral, o tempo, a origem e natureza da posse
dos ocupantes, com descrição das construções
e benfeitorias realizadas, entre outras
circunstâncias das ocupações consideradas
úteis e necessárias pelo tabelião de notas
competente;
II- planta e memorial descritivo
georreferenciado do imóvel usucapiendo e das
unidades autônomas dele resultantes,
juntamente com o documento de
responsabilidade técnica do profissional que os
elaborou;
III - demais documentos enumerados nos
incisos III, IV, VI, e VII, art. 4º, do Provimento da
Corregedoria Nacional de Justiça nº 65, de
2017, no que couber, apresentados de forma
individualizada, por beneficiário;
IV - listagem que contenha a identificação dos
ocupantes e sua manifestação de anuência
com a usucapião na forma pleiteada, bem como
indicação das unidades de cada um, com
referência na planta.
§ 2º As áreas individualmente possuídas devem
observar os requisitos urbanísticos previstos na
legislação municipal, tais como tamanho de lote
e testada para via pública, salvo se se tratar da
usucapião prevista no art. 183 da Constituição
Federal;
§ 3º Não se aplica a restrição prevista no § 2º
deste artigo na hipótese de o órgão municipal
competente, de forma prévia ou incidental,
declarar a flexibilização de parâmetros
urbanísticos.
§ 4º As notificações destinadas aos entes
públicos e aos titulares de direitos registrados
ou averbados na matrícula do imóvel
usucapiendo ou dos imóveis confinantes, bem
como a publicação de edital, serão realizadas
em ato único, abrangendo todos os imóveis
objeto do procedimento.
§ 5º Havendo impugnação ou indeferimento
parcial do pedido, o procedimento terá
seguimento em relação aos demais ocupantes.
§ 6º Serão abertas matrículas individualizadas
para cada uma das unidades autônomas, em
conformidade com os memoriais descritivos
apresentados, sendo feito o registro do
reconhecimento da aquisição por usucapião em
nome do beneficiário.
CAPÍTULO XI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 1.167. Serão aceitas chancelas mecânicas
e assinaturas eletrônicas nos contratos e
documentos apresentados pela União, pelo
Estado, pelos Municípios, por notários,
registradores, companhias habitacionais e
assemelhadas e agentes financeiros
autorizados pelo Banco Central do Brasil.
Art. 1.168. A certidão negativa de contribuições
previdenciárias e de terceiros referente à obra
para com o INSS, relativa à construção, não
necessitará ser revalidada depois de expirado
seu prazo de validade, se mantida a mesma
área construída.
Parágrafo único. A averbação de construção
civil localizada em área objeto de regularização
fundiária de interesse social, na forma da Lei nº
11.977, de 2009, independe da comprovação
do pagamento de quaisquer tributos, inclusive
previdenciários.
Art. 1.169. Em todas as situações descritas
neste Provimento Conjunto, considera-se
confrontante o titular de direito real ou o
ocupante, a qualquer título, da área lindeira da
fração demarcada, integrante ou não do
condomínio da área maior.
Art. 1.170. Aplica-se o disposto no § 10 do art.
213 da Lei nº 6.015, de 1973, a todas as
situações previstas neste Provimento em que
haja pluralidade de proprietários ou
confrontantes em situação de condomínio,
notificando-se apenas um deles em relação a
cada matrícula.
Art. 1.171. Nos procedimentos de regularização
fundiária, os efeitos da prenotação cessarão
automaticamente se, decorridos 60 (sessenta)
dias de seu lançamento no protocolo, o título
não tiver sido registrado por omissão do
interessado em atender às devidas exigências,
salvo no caso de outras hipóteses de
prorrogação por previsão legal ou normativa.
Art. 1.172. Quando houver seccionamento da
área original do imóvel por ato do Poder Público
para criação ou ampliação de sistema viário, ou
em decorrência de alienações parciais, dando
origem a mais de uma área remanescente, a
apuração conjunta ou individual de cada uma
delas poderá ser feita em procedimento
autônomo, caso em que serão considerados
como confrontantes tão somente os
confinantes das áreas remanescentes,
procedendo-se à necessária averbação dos
desfalques na matrícula ou transcrição
aquisitiva para controle da disponibilidade.
TÍTULO XII TÍTULO XII
DA CENTRAL ELETRÔNICA DE REGISTRO DE DA CENTRAL ELETRÔNICA DE REGISTRO
IMÓVEIS DO ESTADO DE MINAS GERAIS - DE IMÓVEIS DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CRI-MG - CRI-MG
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
Art. 1.024-A. O Sistema de Registro Eletrônico Art. 1.173. O Sistema de Registro Eletrônico de
de Imóveis - SREI, regulamentado por meio do Imóveis - SREI, regulamentado por meio do
Provimento da Corregedoria Nacional de Justiça Provimento da Corregedoria Nacional de
nº 47, de 19 de junho de 2015, será operado com Justiça nº 47, de 18 de junho de 2015, que
utilização da Central Eletrônica de Registro de “estabelece diretrizes gerais para o sistema de
Imóveis do Estado de Minas Gerais - CRI-MG, registro eletrônico de imóveis”, será operado
criada em plataforma única e integrada com a utilização da Central Eletrônica de
obrigatoriamente por todos os Oficiais de Registro de Imóveis do Estado de Minas Gerais
Registro de Imóveis, para o armazenamento, a - CRI-MG, criada em plataforma única e
concentração e a disponibilização de integrada obrigatoriamente por todos os oficiais
informações, bem como para efetivação das de registro de imóveis, para o armazenamento,
comunicações obrigatórias sobre os atos a concentração e a disponibilização de
praticados nos serviços de registro de imóveis, informações, bem como para a efetivação das
além da prestação dos respectivos serviços por comunicações obrigatórias sobre os atos
meio eletrônico e de forma integrada. praticados nos serviços de registro de imóveis,
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) além da prestação dos respectivos serviços por
§ 1º A CRI-MG e o SREI são regulamentados meio eletrônico e de forma integrada.
pelas normas contidas neste Título, com § 1º A CRI-MG e o SREI são regulamentados
observância das diretrizes gerais estabelecidas pelas normas contidas neste Título, com
pela legislação federal e pelo Conselho Nacional observância das diretrizes gerais estabelecidas
de Justiça - CNJ, destinando-se: (Acrescentado pela legislação federal e pelo CNJ, destinando-
pelo Provimento nº 317/2016) se:
I - ao intercâmbio de documentos eletrônicos e I - ao intercâmbio de documentos eletrônicos e
de informações entre os ofícios de registro de de informações entre os ofícios de registro de
imóveis, o Poder Judiciário, a Administração imóveis, o Poder Judiciário, a Administração
Pública e o público em geral; (Acrescentado pelo Pública e o público em geral;
Provimento nº 317/2016) II - à recepção e ao envio de títulos em formato
II - à recepção e ao envio de títulos em formato eletrônico;
eletrônico; (Acrescentado pelo Provimento nº III - à expedição de certidões e a prestação de
317/2016) informações em formato eletrônico;
III - à expedição de certidões e a prestação de IV - à formação, nos cartórios competentes, de
informações em formato eletrônico; repositórios registrais eletrônicos para o
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) acolhimento de dados e o armazenamento de
IV - à formação, nos cartórios competentes, de documentos eletrônicos;
repositórios registrais eletrônicos para o V - à facilitação do acesso aos ofícios de
acolhimento de dados e o armazenamento de registro de imóveis, via CRI-MG, inclusive para
documentos eletrônicos; (Acrescentado pelo fins de fiscalização pelo Poder Judiciário;
Provimento nº 317/2016) VI - à publicação e divulgação de editais de
V - à facilitação do acesso aos ofícios de registro procedimentos de competência do
de imóveis, via CRI- MG, inclusive para fins de registrador de imóveis, em formato
fiscalização pelo Poder Judiciário. (Acrescentado eletrônico.
pelo Provimento nº 317/2016) § 2º Toda e qualquer solicitação feita por meio
§ 2º Toda e qualquer solicitação feita por meio da da CRI-MG será enviada ao ofício de registro
CRI-MG será enviada ao ofício de registro de de imóveis competente, único responsável pelo
imóveis competente, único responsável pelo respectivo processamento e atendimento.
respectivo processamento e atendimento. § 3º Os oficiais de registro de imóveis
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) escriturarão e manterão, em segurança e sob
§ 3º Os oficiais de registro de imóveis seu exclusivo controle, os indicadores,
escriturarão e manterão, em segurança e sob documentos e dados eletrônicos, bem como os
seu exclusivo controle, os indicadores, livros físicos, de acordo com a Lei nº 6.015, de
documentos e dados eletrônicos, bem como os 1973, sem prejuízo da escrituração eletrônica
livros físicos, segundo a Lei nº 6.015, de 1973, na forma do § 2º do art. 724 deste Provimento
sem prejuízo da escrituração eletrônica na forma Conjunto, respondendo, indefinida e
do § 2º do art. 628 deste Provimento, permanentemente, por sua guarda e
respondendo, indefinida e permanentemente, conservação.
por sua guarda e conservação. (Acrescentado § 4º A CRI-MG funcionará por meio de
pelo Provimento nº 317/2016) aplicativo próprio, disponível na internet, em
§ 4º A CRI-MG funcionará por meio de aplicativo endereço eletrônico seguro, desenvolvido,
próprio, disponível na internet, em endereço cedido, mantido, operado e publicado
eletrônico seguro, desenvolvido, cedido, gratuitamente sob o domínio do Colégio
mantido, operado e publicado gratuitamente sob Registral Imobiliário de Minas Gerais - CORI-
o domínio do Colégio Registral Imobiliário de MG, com aprovação da Corregedoria-Geral de
Minas Gerais - CORI-MG, com aprovação da Justiça.
Corregedoria-Geral de Justiça. (Acrescentado § 5º A CRI-MG deverá observar os padrões e
pelo Provimento nº 317/2016) requisitos de documentos, de conexão e de
§ 5º A CRI-MG deverá observar os padrões e funcionamento da ICP-Brasil e da arquitetura
requisitos de documentos, de conexão e de dos Padrões de Interoperabilidade de Governo
funcionamento da Infraestrutura de Chaves Eletrônico - e-Ping, bem como o resultado dos
Públicas Brasileira - ICP-Brasil e da arquitetura estudos para a especificação do modelo de
dos Padrões de Interoperabilidade de Governo sistema digital para implantação do SREI,
Eletrônico - e-Ping, bem como o resultado dos divulgado pela Recomendação da
estudos para a especificação do modelo de Corregedoria Nacional de Justiça nº 14, de 2 de
sistema digital para implantação do SREI, julho de 2014, além das Recomendações para
divulgado pela Recomendação da Corregedoria Digitalização de Documentos Arquivísticos
Nacional de Justiça nº 14, de 2 de julho de 2014, Permanentes expedidas pelo Conselho
além das Recomendações para Digitalização de Nacional de Arquivos - CONARQ.
Documentos Arquivísticos Permanentes § 6º A CRI-MG será hospedada em ambiente
expedidas pelo Conselho Nacional de Arquivos - eletrônico seguro, capaz de integrar todos os
Conarq. (Acrescentado pelo Provimento nº oficiais de registro de imóveis do Estado de
317/2016) Minas Gerais e de se conectar com outras
§ 6º A CRI-MG será hospedada em ambiente centrais eletrônicas de registro de imóveis
eletrônico seguro, capaz de integrar todos os existentes no país.
oficiais de registro de imóveis do Estado de § 7º O Centro de Processamento de Dados -
Minas Gerais e de se conectar com outras CPD, Data Center, onde serão armazenados os
centrais eletrônicas de registro de imóveis dados da CRI-MG, atenderá aos requisitos de
existentes no país. (Acrescentado pelo segurança eletrônica estabelecidos na
Provimento nº 317/2016) legislação federal, com observância do
§ 7º O Centro de Processamento de Dados - disposto no § 5º deste artigo, e seu endereço
CPD, Data Center, onde serão armazenados os deve ser comunicado e permanentemente
dados da CRI-MG, atenderá aos requisitos de atualizado na Corregedoria-Geral de Justiça.
segurança eletrônica estabelecidos na legislação § 8º A CRI-MG será interligada por convênio
federal, com observância do disposto no § 5º com a CNIB e com os demais sistemas
deste artigo, e seu endereço deve ser similares de centrais de serviços eletrônicos
comunicado e permanentemente atualizado na compartilhados criados no país.
Corregedoria-Geral de Justiça. (Acrescentado § 9º Em todas as operações da CRI-MG serão
pelo Provimento nº 317/2016) obrigatoriamente respeitados os direitos à
§ 8º A CRI-MG será interligada por convênio com privacidade, à proteção dos dados pessoais e
a CNIB e com os demais sistemas similares de ao sigilo das comunicações privadas e, se
centrais de serviços eletrônicos compartilhados houver, dos registros.
criados no país. (Acrescentado pelo Provimento § 10. A Corregedoria-Geral de Justiça terá
nº 317/2016) acesso integral, irrestrito e gratuito a todas as
§ 9º Em todas as operações da CRI-MG serão informações constantes do banco de dados
obrigatoriamente respeitados os direitos à relativo à CRI-MG.
privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao § 11. O endereço eletrônico da CRI-MG na
sigilo das comunicações privadas e, se houver, internet será disponibilizado também em link
dos registros. (Acrescentado pelo Provimento nº próprio no portal eletrônico do TJMG, acessível
317/2016) por meio do menu relativo aos cartórios
§ 10. A Corregedoria-Geral de Justiça terá extrajudiciais.
acesso integral, irrestrito e gratuito a todas as § 12. O acesso à CRI-MG e a utilização de
informações constantes do banco de dados todas as funcionalidades nela contidas serão
relativo à CRI-MG. (Acrescentado pelo realizados pelos oficiais de registro de imóveis,
Provimento nº 317/2016) exclusivamente com uso de certificação digital
§ 11. O endereço eletrônico da CRI-MG na que atenda aos requisitos da ICP-Brasil e da
internet será disponibilizado também em link arquitetura e-Ping.
próprio no portal eletrônico do TJMG, acessível § 13. A consulta pública à CRI-MG poderá ser
por meio do menu relativo aos cartórios realizada com uso de certificação digital ou por
extrajudiciais. (Acrescentado pelo Provimento nº meio de sistema que possibilite a identificação
317/2016) do usuário por login e senha, que serão
§ 12. O acesso à CRI-MG e a utilização de todas fornecidos mediante cadastramento prévio,
as funcionalidades nela contidas serão com indicação, inclusive, de número de
realizados pelos oficiais de registro de imóveis, documento de identidade oficial, CPF ou
exclusivamente com uso de certificação digital CNPJ.
que atenda aos requisitos da ICP-Brasil e da § 14. A CRI-MG manterá registro de log de
arquitetura e-Ping. (Acrescentado pelo todos os acessos ao sistema.
Provimento nº 317/2016) § 15. Os documentos eletrônicos apresentados
§ 13. A consulta pública à CRI-MG poderá ser aos ofícios de registro de imóveis ou por eles
realizada com uso de certificação digital ou por expedidos serão assinados com o uso de
meio de sistema que possibilite a identificação do certificado digital, segundo os requisitos da
usuário por login e senha, que serão fornecidos ICP-Brasil, com observância da arquitetura e-
mediante cadastramento prévio, com indicação, Ping, e serão gerados conforme especificações
inclusive, de número de documento de contidas no Manual Técnico Operacional a que
identidade oficial ou CPF. (Acrescentado pelo se refere o § 2º do art. 1.174 deste Provimento
Provimento nº 317/2016) Conjunto.
§ 14. A CRI-MG manterá registro de log de todos § 16. Os documentos que não forem
os acessos ao sistema. (Acrescentado pelo originalmente eletrônicos serão microfilmados
Provimento nº 317/2016) ou digitalizados por meio de processo de
§ 15. Os documentos eletrônicos apresentados captura de imagem, observando-se o disposto
aos ofícios de registro de imóveis, ou por eles na legislação em vigor e as especificações
expedidos, serão assinados com uso de contidas no Manual Técnico Operacional a que
certificado digital, segundo os requisitos da ICP- se refere o § 2º do art. 1.174 deste Provimento
Brasil, com observância da arquitetura e-Ping, e Conjunto.
serão gerados conforme especificações contidas § 17. Todos os documentos recebidos, gerados
no Manual Técnico Operacional a que se refere ou convertidos em meio eletrônico serão
o § 2º do art. 1.024-B deste Provimento. arquivados, em meio físico ou eletrônico, pela
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) serventia, de forma segura e eficiente, que
§ 16. Os documentos que não forem garanta sua preservação e integridade,
originalmente eletrônicos serão microfilmados ou inclusive com indexação que facilite a
digitalizados por meio de processo de captura de localização e conferência, mediante Sistema de
imagem, observando-se o disposto na legislação Gerenciamento Eletrônico de Documentos -
em vigor e as especificações contidas no Manual GED, dispensando- se a guarda dos originais
Técnico Operacional a que se refere o § 2º do art. em papel, salvo quando houver exigência legal
1.024-B deste Provimento. (Acrescentado pelo ou normativa em sentido contrário.
Provimento nº 317/2016) § 18. O oficial de registro de imóveis procederá
§ 17. Todos os documentos recebidos, gerados à verificação de atributo, a fim de aferir se o
ou convertidos em meio eletrônico serão titular do certificado digital utilizado no traslado
arquivados pela serventia de forma segura e ou certidão eletrônicos é tabelião, substituto ou
eficiente que garanta sua preservação e preposto autorizado, ou tinha essa condição à
integridade, inclusive com indexação que facilite época da assinatura do documento, mediante
a localização e conferência, mediante Sistema consulta à CENSEC, mantida pelo Colégio
de Gerenciamento Eletrônico de Documentos - Notarial do Brasil e que poderá ser
GED, dispensando-se a guarda dos originais em automatizada pela CRI-MG.
papel, salvo quando houver exigência legal ou § 19. A consulta referida no § 18 deste artigo
normativa em sentido contrário. (Acrescentado será dispensada caso o documento eletrônico
pelo Provimento nº 317/2016) contenha, além da assinatura eletrônica do
§ 18. O oficial de registro de imóveis procederá à tabelião, substituto ou preposto autorizado,
verificação de atributo, a fim de aferir se o titular certificado de atributo, em conformidade com a
do certificado digital utilizado no traslado ou ICP-Brasil.
certidão eletrônicos é tabelião, substituto ou § 20. Eventual suspensão ou interrupção dos
preposto autorizado, ou tinha essa condição à serviços da internet, que prejudique a
época da assinatura do documento, mediante observância de prazo previsto neste Título,
consulta à CENSEC, mantida pelo Colégio será comunicada imediatamente à CRI-MG
Notarial do Brasil e que poderá ser automatizada para acompanhamento pela Corregedoria-
pela CRI- MG. (Acrescentado pelo Provimento nº Geral de Justiça, ficando o respectivo
317/2016) cumprimento excepcionalmente prorrogado até
§ 19. A consulta referida no parágrafo anterior o dia útil seguinte ao da normalização do
será dispensada caso o documento eletrônico serviço.
contenha, além da assinatura eletrônica do § 21. Nos casos em que a suspensão ou
tabelião, substituto ou preposto autorizado, interrupção mencionadas no § 20 deste artigo
certificado de atributo, em conformidade com a se prolongarem por prazo superior a 5 (cinco)
ICP-Brasil. (Acrescentado pelo Provimento nº dias úteis, o oficial do registro de imóveis
317/2016) comunicará o fato também ao diretor do foro de
§ 20. Eventual suspensão ou interrupção dos sua comarca.
serviços da rede mundial de computadores - § 22. Para a efetivação dos atos a serem
internet, que prejudique a observância de prazo praticados por meio da CRI-MG, o usuário
previsto neste Título, será comunicada efetuará o pagamento dos emolumentos e TFJ
imediatamente à CRI-MG para devidos segundo o disposto na Lei estadual nº
acompanhamento pela Corregedoria-Geral de 15.424, de 2004, cujos valores serão
Justiça, ficando o respectivo cumprimento destinados ao oficial de registro de imóveis
excepcionalmente prorrogado até o dia útil responsável pela serventia competente,
seguinte ao da normalização do serviço. ressalvadas as hipóteses de isenção previstas
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) em lei ou eventuais determinações judiciais em
§ 21. Nos casos em que a suspensão ou sentido contrário.
interrupção mencionadas no parágrafo anterior
se prolongarem por prazo superior a 5 (cinco)
dias úteis, o oficial do registro de imóveis
comunicará o fato também à Direção do Foro de
sua comarca. (Acrescentado pelo Provimento nº
317/2016)
§ 22. Para a efetivação dos atos a serem
praticados por meio da CRI- MG, o usuário
efetuará o pagamento dos emolumentos e TFJ
devidos segundo o disposto na Lei estadual nº
15.424, de 30 de dezembro de 2004, ressalvadas
as hipóteses de isenção previstas em lei ou
eventuais determinações judiciais em sentido
contrário, cujos valores serão destinados ao
oficial de registro de imóveis responsável pela
serventia competente. (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
Art. 1.024-B. A CRI-MG compreende os Art. 1.174. A CRI-MG compreende os seguintes
seguintes módulos: (Acrescentado pelo módulos:
Provimento nº 317/2016) I - Protocolo Eletrônico de Títulos;
I - Protocolo Eletrônico de Títulos; (Acrescentado II - Certidão Eletrônica;
pelo Provimento nº 317/2016) III - Banco de Dados Simplificado;
II - Certidão Eletrônica; (Acrescentado pelo IV - Pesquisa Eletrônica de Bens e Direitos;
Provimento nº 317/2016) V - Ofício Eletrônico;
III - Banco de Dados Simplificado; (Acrescentado VI - Mandado Judicial Eletrônico;
pelo Provimento nº 317/2016) VII - Matrícula Online;
IV - Pesquisa Eletrônica de Bens e Direitos; VIII - Repositório Confiável de Documento
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) Eletrônico;
V - Ofício Eletrônico; (Acrescentado pelo IX - Acompanhamento Registral Online;
Provimento nº 317/2016) X - Monitor Registral;
VI - Mandado Judicial Eletrônico; (Acrescentado XI - Cadastro de Regularização Fundiária;
pelo Provimento nº 317/2016)
VII - Matrícula Online; (Acrescentado pelo XII - Cadastro de Aquisição e Arrendamento de
Provimento nº 317/2016) Imóvel Rural por Estrangeiro;
VIII - Repositório Confiável de Documento XIII - Informações Estatísticas;
Eletrônico; (Acrescentado pelo Provimento nº XIV - Correição Online;
317/2016) XV - Publicação e divulgação de editais.
IX - Acompanhamento Registral Online; § 1º As comunicações de indisponibilidades de
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) bens imóveis poderão ser realizadas por meio
X - Monitor Registral; (Acrescentado pelo da CRI-MG, desde que haja interligação e
Provimento nº 317/2016) repasse simultâneo dos dados à CNIB.
XI - Cadastro de Regularização Fundiária; § 2º As especificações técnicas relativas à
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) operacionalização dos módulos da CRI-MG,
XII - Cadastro de Aquisição e Arrendamento de inclusive aquelas referentes ao parâmetro de
Imóvel Rural por Estrangeiro; (Acrescentado pelo conexão WebService, ao detalhamento dos
Provimento nº 317/2016) dados dos atos praticados, ao banco de dados
XIII - Informações Estatísticas; (Acrescentado e ao formato de arquivos eletrônicos, serão
pelo Provimento nº 317/2016) divulgadas por meio de Manual Técnico
XIV - Correição Online. (Acrescentado pelo Operacional a ser elaborado pelo CORI-MG,
Provimento nº 317/2016) com observância das normas previstas neste
§ 1º As comunicações de indisponibilidades de Título, e mantido permanentemente atualizado
bens imóveis referidas no art. 117 deste perante a Corregedoria-Geral de Justiça.
Provimento poderão ser realizadas por meio da § 3º É obrigatória a utilização dos módulos da
CRI-MG, desde que haja interligação e repasse CRI-MG pelos oficiais de registro de imóveis do
simultâneo dos dados à CNIB. (Acrescentado Estado de Minas Gerais.
pelo Provimento nº 317/2016) § 4º Os oficiais de registro de imóveis afixarão,
§ 2º As especificações técnicas relativas à nas dependências de suas serventias, cartazes
operacionalização dos módulos da CRI-MG, com informações sobre o funcionamento e as
inclusive aquelas referentes ao parâmetro de funcionalidades da CRI-MG.
conexão WebService, ao detalhamento dos § 5º Todos os oficiais de registro de imóveis do
dados dos atos praticados, ao banco de dados e Estado de Minas Gerais acessarão diariamente
ao formato de arquivos eletrônicos, serão os módulos referidos no caput deste artigo, pelo
divulgadas por meio de Manual Técnico menos duas vezes, sempre no início e no fim
Operacional a ser elaborado pelo CORI-MG, com do expediente, a fim de receber, processar e
observância das normas previstas neste Título, e enviar os arquivos eletrônicos e as
mantido permanentemente atualizado perante a comunicações que lhes são remetidas na forma
Corregedoria-Geral de Justiça. (Acrescentado deste Título, bem como para atender às
pelo Provimento nº 317/2016) solicitações de informações e/ou emissão de
§ 3º Os módulos da CRI-MG referidos neste certidão em relação aos atos praticados em
Título serão implantados de acordo com suas serventias.
cronograma constante do Manual Técnico § 6º Os oficiais de registro de imóveis que
Operacional previsto no § 2º deste artigo, optarem por solução de comunicação
observando-se os seguintes prazos: WebService estarão dispensados da
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) verificação a que se refere o § 5º deste artigo,
I - os módulos previstos nos incisos I a VI do desde que atendidas as especificações
caput deste artigo terão funcionamento técnicas e de segurança contidas no Manual
obrigatório até 18 de março de 2016, Técnico Operacional referido no § 2º deste
observado o disposto no § 4º deste artigo; artigo.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
II - os módulos previstos nos incisos VII a XIV
do caput deste artigo terão funcionamento
obrigatório até 1º de maio de 2017.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
§ 4º É obrigatória a utilização dos módulos da
CRI-MG pelos oficiais de registro de imóveis do
Estado de Minas Gerais, observado o disposto
no parágrafo anterior, a partir de: (Acrescentado
pelo Provimento nº 317/2016)
I - 18 de março de 2016, para os serviços de
registro de imóveis da Comarca de Belo
Horizonte; (Acrescentado pelo Provimento nº
317/2016)
II - 1º de maio de 2016, para os serviços de
registro de imóveis das demais comarcas de
entrância especial; (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
III - 13 de junho de 2016, para os serviços de
registro de imóveis das comarcas de primeira
e segunda entrâncias. (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
§ 5º Os oficiais de registro de imóveis, até as
datas estabelecidas no § 4º deste artigo,
afixarão nas dependências de suas serventias
cartazes com informações sobre o
funcionamento e as funcionalidades da CRI-MG.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
§ 6º Todos os oficiais de registro de imóveis do
Estado de Minas Gerais acessarão diariamente
os módulos referidos no caput deste artigo, pelo
menos duas vezes, sempre no início e no fim do
expediente, a fim de receber, processar e enviar
os arquivos eletrônicos e as comunicações que
lhes são remetidas na forma deste Título, bem
como para atender às solicitações de
informações e/ou emissão de certidão em
relação aos atos praticados em suas serventias.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
§ 7º Os oficiais de registro de imóveis que
optarem por solução de comunicação
WebService estarão dispensados da verificação
a que se refere o parágrafo anterior, desde que
atendidas as especificações técnicas e de
segurança contidas no Manual Técnico
Operacional referido no § 2º do art. 1.024-B deste
Provimento. (Acrescentado pelo Provimento nº
317/2016)
Art. 1.024-C. Aos oficiais de registro de imóveis Art. 1.175. Aos oficiais de registro de imóveis e
e seus prepostos é vedado: (Acrescentado pelo seus prepostos é vedado:
Provimento nº 317/2016) I - recepcionar ou expedir documentos
I - recepcionar ou expedir documentos eletrônicos por e-mail ou serviços postais ou de
eletrônicos por e-mail ou serviços postais ou de entrega;
entrega; (Acrescentado pelo Provimento nº II - postar ou baixar (download) documentos
317/2016) eletrônicos e informações em sites que não
II - postar ou baixar (download) documentos sejam os das respectivas centrais de serviços
eletrônicos e informações em sites que não eletrônicos compartilhados;
sejam os das respectivas centrais de serviços III - prestar os serviços eletrônicos referidos
eletrônicos compartilhados; (Acrescentado pelo neste Título, diretamente ou por terceiros, em
Provimento nº 317/2016) concorrência com as centrais de serviços
III - prestar os serviços eletrônicos referidos eletrônicos compartilhados, ou fora delas.
neste Título, diretamente ou por terceiros, em
concorrência com as centrais de serviços
eletrônicos compartilhados, ou fora delas.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
CAPÍTULO II CAPÍTULO II
DO PROTOCOLO ELETRÔNICO DE TÍTULOS DO PROTOCOLO ELETRÔNICO DE TÍTULOS
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
Art. 1.024-D. O módulo Protocolo Eletrônico de Art. 1.176. O módulo Protocolo Eletrônico de
Títulos destina-se à postagem e ao tráfego de Títulos destina-se à postagem e ao tráfego de
traslados, certidões e outros títulos, públicos ou traslados, certidões e outros títulos, públicos ou
particulares, elaborados sob a forma de particulares, elaborados sob a forma de
documento eletrônico, a serem remetidos aos documento eletrônico, a serem remetidos aos
serviços de registro de imóveis para prenotação, serviços de registro de imóveis para prenotação
ou para exame e cálculo, bem como à remessa ou para exame e cálculo, bem como à remessa
feita por estes aos usuários da serventia. feita por estes aos usuários da serventia.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) § 1º Os documentos que instruem o título ou
§ 1º Os documentos que instruem o título ou documento destinado ao ofício de registro de
documento destinado ao ofício de registro de imóveis poderão ser apresentados em forma
imóveis poderão ser apresentados em forma de: de:
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) I - documentos físicos ou eletrônicos, previstos
I - documentos físicos ou eletrônicos, previstos em lei, diretamente na serventia, mesmo
em lei, diretamente na serventia; (Acrescentado quando o processo tenha se iniciado via
pelo Provimento nº 317/2016) Central;
II - documentos eletrônicos assinados II - documentos eletrônicos assinados
digitalmente pelo agente emissor; (Acrescentado digitalmente pelo agente emissor;
pelo Provimento nº 317/2016) III - documentos digitalizados e assinados
III - documentos digitalizados e assinados eletronicamente na forma do § 1º do art. 171
eletronicamente na forma do § 1º do art. 145 deste Provimento Conjunto;
deste Provimento; (Acrescentado pelo IV - cópias digitalizadas simples, quando a
Provimento nº 317/2016) autenticidade puder ser confirmada pelo oficial
IV - cópias digitalizadas simples, quando a de registro de imóveis perante o órgão de
autenticidade puder ser confirmada pelo oficial origem e não houver exigência normativa de
de registro de imóveis perante o órgão de origem autenticação por tabelião de notas ou oficial de
e não houver exigência normativa de registro civil das pessoas naturais com
autenticação por tabelião de notas ou oficial de atribuição notarial;
registro civil das pessoas naturais com V - instrumentos particulares, bem como
atribuições notariais. (Acrescentado pelo todos os documentos que os acompanham,
Provimento nº 317/2016) digitalizados e assinados eletronicamente
§ 2º Cópias dos títulos e documentos eletrônicos por agentes financeiros autorizados pelo
apresentados serão armazenadas no sistema Banco Central do Brasil, nas operações em
informatizado da serventia, com adoção de que for parte como credor, devedor,
mecanismo específico para recepção dos títulos outorgante ou outorgado;
eventualmente apresentados apenas para VI - instrumentos e documentos
exame e cálculo. (Acrescentado pelo Provimento digitalizados e assinados eletronicamente
nº 317/2016) por registradores e tabeliães, necessários
§ 3º Para fins do disposto neste Capítulo, os ou complementares para registro ou
oficiais de registro de imóveis receberão dos averbação de atos por eles lavrados;
tabeliães de notas e dos oficiais de registro civil VII - cópias digitalizadas de procurações,
com atribuições notariais, observado o disposto substabelecimentos, documentos,
no art. 93 deste Provimento, bem como dos certidões, mandados, formais ou autos de
agentes financeiros autorizados pelo Banco processo, assinados eletronicamente por
Central do Brasil e dos órgãos da Administração advogado constituído no processo;
Pública extrato dos instrumentos públicos e VIII - instrumentos públicos e particulares,
particulares sob a forma de documento eletrônico bem como todos os documentos que os
estruturado, contendo as cláusulas que dizem acompanham, desmaterializados e
respeito diretamente aos negócios jurídicos assinados digitalmente pelo titular do
neles contidos, o qual, para perfeita qualificação
do título, será acompanhado da imagem direito alienado ou gravado, sob pena de
digitalizada integral do documento que lhe deu responsabilidade civil e penal;
origem, assinada eletronicamente, que ficará IX - documentos desmaterializados e
arquivada na serventia. (Acrescentado pelo assinados eletronicamente pelos agentes
Provimento nº 317/2016) financeiros autorizados pelo Banco Central
§ 4º O extrato a que se refere o § 3º deste artigo do Brasil, destinados a averbações
será assinado eletronicamente somente pelo indispensáveis ao registro dos títulos por
notário, registrador, representante legal da eles emitidos;
instituição financeira ou órgão público, com X - documentos desmaterializados e
poderes especiais e expressos para tal, assinados eletronicamente pelos órgãos do
declarando este, por sua exclusiva Poder Público, destinados a registros e
responsabilidade, que as cláusulas estão averbações.
contidas no original do contrato respectivo que se § 2º Cópias dos títulos e documentos
encontra em seu arquivo, devidamente eletrônicos apresentados serão armazenadas
formalizado e assinado pelas partes contratantes no sistema informatizado da serventia, com
e, em se tratado de instrumento particular, por adoção de mecanismo específico para
duas testemunhas. (Acrescentado pelo recepção dos títulos eventualmente
Provimento nº 317/2016) apresentados apenas para exame e cálculo.
§ 5º Havendo descrição, no extrato referido nos § 3º Para fins do disposto neste Capítulo, os
§§ 3º e 4º deste artigo, dos impostos pagos pela oficiais de registro de imóveis receberão dos
transmissão imobiliária, com indicação do tipo, tabeliães de notas e dos oficiais de registro civil
do nome do imposto, do valor e data do com atribuições notariais, observado o disposto
recolhimento, será dispensada a apresentação no art. 94 deste Provimento Conjunto, bem
do respectivo comprovante de pagamento. como dos agentes financeiros autorizados pelo
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) Banco Central do Brasil e dos órgãos da
§ 6º Caso haja menção genérica do recolhimento Administração Pública, extrato dos
dos impostos, ou não sendo atendidos todos os instrumentos públicos e particulares sob a
requisitos previstos no parágrafo anterior, será forma de documento eletrônico estruturado,
exigida a apresentação do original ou cópia contendo as cláusulas que dizem respeito
autenticada do respectivo comprovante. diretamente aos negócios jurídicos neles
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) contidos, o qual, para perfeita qualificação do
§ 7º Será considerada regular a representação, título, será acompanhado da imagem
dispensada a exibição e conferência dos digitalizada integral do documento que lhe deu
documentos respectivos, quando houver origem, assinada eletronicamente, que ficará
expressa menção no extrato referido nos §§ 3º e arquivada na serventia.
4º deste artigo: (Acrescentado pelo Provimento § 4º O extrato a que se refere o § 3º deste artigo
nº 317/2016) será assinado eletronicamente somente pelo
I - à data, ao livro e à folha do cartório em que foi notário, registrador, representante legal da
lavrada a procuração, para os casos de instituição financeira ou órgão público, com
representação por mandato; (Acrescentado pelo poderes especiais e expressos para tal,
Provimento nº 317/2016) declarando este, por sua exclusiva
II - ao tipo de ato constitutivo e seu número de responsabilidade, que as cláusulas estão
registro na Junta Comercial ou no ofício de contidas no original do contrato respectivo que
registro competente e indicação de cláusula que se encontra em seu arquivo, devidamente
delega a representação legal, quando se tratar formalizado e assinado pelas partes
de pessoa jurídica, bem como à data e ao contratantes e, em se tratando de instrumento
número de registro da ata da assembleia geral particular, por duas testemunhas.
que elegeu a diretoria e à autorização para a § 5º Havendo descrição, no extrato referido nos
prática do ato, estes, se exigíveis; (Acrescentado §§ 3º e 4º deste artigo, dos impostos pagos pela
pelo Provimento nº 317/2016) transmissão imobiliária, com indicação do tipo,
III - ao pacto antenupcial e seus ajustes, com do nome do imposto, do valor e data do
indicação do número de seu registro e respectivo recolhimento, será dispensada a apresentação
ofício de registro de imóveis onde foi registrado. do respectivo comprovante de pagamento.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) § 6º Caso haja menção genérica do
recolhimento dos impostos, ou não sendo
§ 8º O título apresentado em arquivo eletrônico atendidos todos os requisitos previstos no § 5º
poderá ser baixado mediante importação para o deste artigo, será exigida a apresentação do
sistema da serventia, ou impresso, hipótese em original ou cópia autenticada do respectivo
que constará expressamente da impressão ter comprovante.
sido o documento obtido diretamente na CRI-MG § 7º Será considerada regular a representação,
e que foram verificados sua origem, integridade dispensada a exibição e conferência dos
e elementos de segurança do certificado digital documentos respectivos, quando houver
com que foi assinado. (Acrescentado pelo expressa menção, no extrato referido nos §§ 3º
Provimento nº 317/2016) e 4º deste artigo:
§ 9º O título eletrônico poderá também ser I - à data, ao livro e à folha do cartório em que
apresentado direta e pessoalmente na serventia foi lavrada a procuração, para os casos de
registral em dispositivo de armazenamento representação por mandato;
portátil (CD, DVD, cartão de memória, pendrive, II - ao tipo de ato constitutivo e seu número de
dentre outros), vedada sua recepção por correio registro na Junta Comercial ou no ofício de
eletrônico (e-mail), serviços postais ou download registro competente e indicação de cláusula
em qualquer outro site que não seja a CRI-MG. que delega a representação legal, quando se
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) tratar de pessoa jurídica, bem como à data e ao
§ 10. É admitida, em quaisquer dias e horários número de registro da ata da assembleia geral
(inclusive sábados, domingos e feriados), a que elegeu a diretoria e à autorização para a
apresentação de quaisquer títulos eletrônicos por prática do ato, estes, se exigíveis;
meio da CRI-MG, advertindo-se o apresentante III - ao pacto antenupcial e seus ajustes, com
de que serão prenotados, na ordem de entrada indicação do número de seu registro e do
na CRI-MG, observando-se o seguinte respectivo ofício de registro de imóveis onde foi
procedimento: (Acrescentado pelo Provimento nº registrado.
317/2016) § 8º O título apresentado em arquivo eletrônico
I - os títulos postados a partir do término do poderá ser baixado mediante importação para
expediente anterior e até o horário de início do o sistema da serventia, ou impresso, hipótese
expediente atual, serão protocolizados antes dos em que constará expressamente da impressão
títulos apresentados fisicamente no mesmo dia; ter sido o documento obtido diretamente na
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) CRI-MG e que foram verificados sua origem,
II - os títulos postados após o início e até do integridade e os elementos de segurança do
término do expediente atual, serão certificado digital com o qual foi assinado.
protocolizados após os títulos apresentados § 9º O título eletrônico poderá também ser
fisicamente naquele dia. (Acrescentado pelo apresentado direta e pessoalmente na
Provimento nº 317/2016) serventia registral em dispositivo de
§ 11. No caso de falha do sistema de internet que armazenamento portátil (CD, DVD, cartão de
impossibilite o acesso aos títulos apresentados memória, pendrive, dentre outros), vedada sua
na CRI-MG e sua prenotação, nos termos do § recepção por correio eletrônico (e- mail),
10 deste artigo, a prenotação será feita na serviços postais ou download em qualquer
primeira oportunidade de acesso, segundo a outro site que não seja a CRI-MG.
ordem de entrada na CRI-MG. (Acrescentado § 10. É admitida, em quaisquer dias e horários,
pelo Provimento nº 317/2016) inclusive sábados, domingos e feriados, a
apresentação de quaisquer títulos eletrônicos
por meio da CRI-MG, advertindo-se o
apresentante de que serão prenotados, na
ordem de entrada na CRI-MG, observando-se o
seguinte procedimento:
I - os títulos postados fora do expediente serão
protocolizados antes dos títulos apresentados
fisicamente no expediente seguinte;
II - os títulos postados durante o expediente
serão protocolizados imediatamente ou após
os títulos apresentados fisicamente naquele
dia.
§ 11. No caso de falha do sistema de internet
que impossibilite o acesso aos títulos
apresentados na CRI-MG e sua prenotação,
nos termos do § 10 deste artigo, a prenotação
será feita na primeira oportunidade de acesso,
segundo a ordem de entrada na CRI-MG.
Art. 1.024-E. O pagamento dos emolumentos e Art. 1.177. O pagamento dos emolumentos e da
da TFJ devidos pela prenotação, observado o TFJ devidos pela prenotação, observado o
disposto no § 22 do art. 1.024-A deste disposto no § 22 do art. 1.173 deste Provimento
Provimento, deverá ser feito previamente e Conjunto, deverá ser feito previamente e
comprovado no ato da remessa. (Acrescentado comprovado no ato da remessa.
pelo Provimento nº 317/2016) § 1º No prazo de qualificação do título, o oficial
§ 1º No prazo de qualificação do título, o oficial de registro de imóveis ou seu preposto
de registro de imóveis ou seu preposto informará, informará, por meio da CRI-MG, a qualificação
por meio da CRI-MG, a qualificação positiva ou positiva ou negativa com a respectiva nota de
negativa exigência, acrescentando, em qualquer das
com a respectiva nota de exigência, situações, o orçamento dos valores devidos e
acrescentando em qualquer das situações o as formas de pagamento, ficando o
orçamento dos valores devidos e as formas de apresentante obrigado a informar o
pagamento, devendo o apresentante, também cumprimento das exigências e comprovar o
pela CRI-MG, informar o cumprimento das pagamento, também pela CRI-MG.
exigências e comprovar o pagamento. § 2º Havendo exigências de qualquer ordem,
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) estas serão formuladas de uma só vez e
§ 2º Havendo exigências de qualquer ordem, disponibilizadas no ambiente próprio da CRI-
estas serão formuladas de uma só vez e MG para conhecimento do interessado,
disponibilizadas no ambiente próprio da CRI-MG observado o disposto nos arts. 756 a 759 deste
para conhecimento do interessado, observado o Provimento Conjunto.
disposto nos arts. 660 a 663 deste Provimento. § 3º Os atos registrais somente serão lavrados
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) após a qualificação positiva e dependerão de
§ 3º Os atos registrais somente serão lavrados depósito prévio dos respectivos emolumentos e
após a qualificação positiva e dependerão de TFJ, ficando autorizada a devolução do título e
depósito prévio dos respectivos emolumentos e o cancelamento dos efeitos da prenotação, sem
TFJ, ficando autorizada a devolução do título e o a prática dos atos requeridos, caso o depósito
cancelamento dos efeitos da prenotação sem a prévio não seja realizado durante a vigência do
prática dos atos requeridos caso o depósito protocolo.
prévio não seja realizado durante a vigência do § 4º O cancelamento dos efeitos da prenotação
protocolo. (Acrescentado pelo Provimento nº referido no § 3º deste artigo será comunicado
317/2016) eletronicamente ao juízo competente, quando
§ 4º O cancelamento dos efeitos da prenotação se tratar de ordem judicial encaminhada por
referido no parágrafo anterior será comunicado meio do módulo Mandado Online.
eletronicamente ao juízo competente, quando se
tratar de ordem judicial encaminhada por meio do
módulo Mandado Online. (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
CAPÍTULO III CAPÍTULO III
DA CERTIDÃO ELETRÔNICA (Acrescentado DA CERTIDÃO ELETRÔNICA
pelo Provimento nº 317/2016)
Art. 1.024-F. O módulo Certidão Eletrônica Art. 1.178. O módulo Certidão Eletrônica
possibilita a solicitação e disponibilização, por possibilita a solicitação e disponibilização, por
meio da CRI-MG, de certidão assinada meio da CRI-MG, de certidão assinada
eletronicamente. eletronicamente.
§ 1º A certidão eletrônica expedida na forma § 1º A certidão eletrônica expedida na forma
deste Capítulo ficará disponível na CRI-MG para deste Capítulo ficará disponível na CRI-MG
ser baixada pelo requerente pelo prazo de 30 para ser baixada pelo requerente pelo prazo
(trinta) dias. mínimo de 30 (trinta) dias.
§ 2º O interessado poderá solicitar a qualquer § 2º O interessado poderá solicitar a qualquer
oficial de registro de imóveis de Minas Gerais oficial de registro de imóveis de Minas Gerais
que a certidão eletrônica disponibilizada na CRI- que a certidão eletrônica disponibilizada na
MG seja impressa em papel e assinada CRI-MG seja impressa em papel e assinada
fisicamente, mesmo que não tenha sido fisicamente, mesmo que não tenha sido
expedida por aquela serventia, devendo ser expedida por aquela serventia, devendo ser
utilizado o respectivo selo de fiscalização e utilizado o respectivo selo de fiscalização e
observados os emolumentos correspondentes a observados os emolumentos correspondentes
uma certidão. a uma certidão.
§ 3º A certidão materializada nos termos do § 2º § 3º A certidão materializada nos termos do §
deste artigo terá a mesma validade e será 2º deste artigo terá a mesma validade e será
revestida da mesma fé pública da certidão revestida da mesma fé pública da certidão
eletrônica que lhe deu origem. eletrônica que lhe deu origem.
§ 4º Para a obtenção da certidão eletrônica, o § 4º Para a obtenção da certidão eletrônica, o
usuário efetuará o pagamento dos valores usuário efetuará o pagamento dos valores
devidos pelo ato, segundo o disposto na Lei devidos pelo ato, segundo o disposto na Lei
estadual nº 15.424, de 2004, os quais serão estadual nº 15.424, de 2004, os quais serão
destinados ao oficial do registro de imóveis destinados ao oficial do registro de imóveis
responsável pela serventia que lavrou o ato responsável pela serventia que lavrou o ato
pesquisado, ressalvadas as hipóteses de pesquisado, ressalvadas as hipóteses de
isenção previstas em lei. isenção previstas em lei.
§ 5º Para a expedição das certidões solicitadas § 5º Para a expedição das certidões solicitadas
por meio da CRI-MG será observado o disposto por meio da CRI-MG, será observado o
no Título VII do Livro I e do Título V do Livro VII, disposto no Título VII do Livro I e do Título V do
ambos deste Provimento, além dos prazos Livro VII, ambos deste Provimento Conjunto,
legais, sem prejuízo da devida utilização do selo além dos prazos legais, sem prejuízo da devida
de fiscalização, nos termos da normatização utilização do selo de fiscalização, nos termos da
vigente. normatização vigente.
§ 6º Ao realizar a solicitação, após prévio § 6º Ao realizar a solicitação, após prévio
cadastramento e devida identificação, a pessoa cadastramento e devida identificação, a pessoa
interessada escolherá uma das seguintes interessada escolherá uma das seguintes
opções sobre a forma pela qual deseja receber opções sobre a forma pela qual deseja receber
a certidão: a certidão:
I - fisicamente, direto na serventia onde o ato foi I - fisicamente, direto na serventia onde o ato foi
lavrado; lavrado;
II - fisicamente, em ofício de registro de II - fisicamente, em ofício de registro de imóveis
imóveis diverso daquele onde o ato foi lavrado, diverso daquele onde o ato foi lavrado, na forma
na forma do § 2º deste artigo; do § 2º deste artigo;
III - fisicamente, no endereço de seu III - fisicamente, no endereço de seu domicílio,
domicílio, mediante envio pelos correios; mediante envio pelos correios;
IV - eletronicamente, por meio da própria IV - eletronicamente, por meio da própria CRI-
CRI-MG, em arquivo assinado digitalmente. MG, em arquivo assinado digitalmente.
§ 7º Nas hipóteses previstas nos incisos I e II do § 7º Nas hipóteses previstas nos incisos I e II
§ 6º deste artigo, a certidão poderá ser retirada do § 6º deste artigo, a certidão poderá ser
pessoalmente pelo solicitante ou por terceiro, retirada pessoalmente pelo solicitante ou por
mediante apresentação do comprovante de terceiro, mediante apresentação do
solicitação, bem como do pagamento dos comprovante de solicitação, bem como do
valores devidos, observando-se o disposto no § pagamento dos valores devidos, observando-
4º deste artigo. se o disposto no § 4º deste artigo.
§ 8º Na hipótese do inciso II do § 6º deste artigo, § 8º Na hipótese do inciso II do § 6º deste artigo,
o oficial de registro de imóveis ou preposto que o oficial de registro de imóveis ou preposto que
atuar na serventia providenciará a impressão, atuar na serventia providenciará a impressão,
em papel, da certidão eletrônica e afixará o em papel, da certidão eletrônica e afixará o
respectivo selo de fiscalização, apondo a sua respectivo selo de fiscalização, apondo sua
assinatura ao lado da identificação do assinatura
responsável pela emissão eletrônica do ao lado da identificação do responsável pela
documento, para, então, entregá-la ao emissão eletrônica do documento, para, então,
interessado, observando-se o disposto no entregá-la ao interessado, observando-se o
parágrafo anterior. disposto no § 7º deste artigo.
§ 9º Em se tratando da hipótese prevista no § 9º Em se tratando da hipótese prevista no
inciso III do § 6º deste artigo, o envio do inciso III do § 6º deste artigo, o envio do
documento fica condicionado ao prévio documento fica condicionado ao prévio
pagamento das despesas da remessa postal pagamento das despesas da remessa postal
escolhida pelo solicitante. escolhida pelo solicitante.
§ 10. A opção prevista no inciso IV do § 6º § 10. A CRI-MG disponibilizará aplicativo para
deste artigo somente poderá ser escolhida leitura e verificação da autenticidade e
em relação às serventias onde estiver integridade da certidão eletrônica, bem como
efetivada a implantação definitiva do Selo de do atributo de quem a assinou e da data de sua
Fiscalização Eletrônico, instituído por meio emissão.
da Portaria Conjunta nº
9/2012/TJMG/CGJ/SEF-MG, de 16 de abril de
2012, hipótese em que deve constar
expressamente no documento o endereço
eletrônico da CRI-MG na rede mundial de
computadores - internet.
§ 11. A CRI-MG disponibilizará aplicativo para
leitura e verificação de autenticidade e
integridade da certidão eletrônica, bem como do
atributo de quem a assinou e da data de sua
emissão.
CAPÍTULO IV
DO BANCO DE DADOS SIMPLIFICADO
Art. 1.024-G. O módulo Banco de Dados Art. 1.179. O módulo Banco de Dados
Simplificado - BDS reúne o conjunto de Simplificado - BDS reúne o conjunto de
informações fornecidas pelos oficiais de registro informações fornecidas pelos oficiais de
de imóveis à CRI-MG, destinadas à consulta por registro de imóveis à CRI-MG, destinadas à
usuários públicos e privados, para identificação consulta por usuários públicos e privados, para
de registros de bens e direitos, bem como da identificação de registros de bens e direitos,
serventia onde tenham sido lavrados. bem como da serventia onde tenham sido
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) lavrados.
§ 1º Para cada ato, será informado ao BDS: § 1º Para cada ato, será informado ao BDS:
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) I - Código Nacional da Serventia - CNS, CNPJ,
I - Código Nacional da Serventia - CNS, CNPJ, comarca, município e número ordinal do ofício
comarca, município e número ordinal do ofício de de registro de imóveis onde tenha sido lavrado;
registro de imóveis onde tenha sido lavrado; II - número da matrícula ou registro auxiliar;
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) III - nome e CPF ou CNPJ da(s) pessoa(s)
II - número da matrícula ou registro auxiliar; relacionada(s) na matrícula ou no registro
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016) auxiliar;
III - nome e CPF ou CNPJ da(s) pessoa(s) IV- link para visualização de imagem
relacionada(s) na matrícula ou no registro digitalizada da matrícula ou registro.
auxiliar; (Acrescentado pelo Provimento nº § 2º Os dados referidos no § 1º deste artigo
317/2016) serão remetidos ao BDS no primeiro dia útil
IV - link para visualização de imagem digitalizada subsequente à prática do ato.
da matrícula ou registro. (Acrescentado pelo § 3° Os oficiais de registro remeterão, até o
Provimento nº 317/2016) dia 30 de junho de 2020, todas as matrículas
§ 2º Os dados referidos no parágrafo anterior abertas e registros auxiliares lavrados
serão remetidos ao BDS nos seguintes prazos, desde 1º de janeiro de 1976.
observado o disposto nos §§ 3º e 4º do art. 1.024- § 4º Os oficiais de registro de imóveis manterão
B deste Provimento: (Acrescentado pelo o BDS permanentemente atualizado,
Provimento nº 317/2016) comunicando qualquer alteração nos registros
I - até o primeiro dia útil subsequente à prática do informados, observados o mesmo prazo e
ato, para aqueles lavrados a partir de 18 de forma previstos neste artigo.
março de 2016; (Acrescentado pelo Provimento § 5º Ao enviar as informações relativas ao BDS,
nº 317/2016) os oficiais de registro de imóveis deverão emitir
II - até o dia 31 de julho de 2016, para todas as e arquivar em cartório, em
matrículas abertas e registros auxiliares lavrados meio físico ou eletrônico, os respectivos recibos
desde 1º de janeiro de 2015; (Acrescentado pelo de transmissão de dados, os quais deverão ser
Provimento nº 317/2016) apresentados à CGJ e ao diretor do foro
III - até o dia 31 de dezembro de 2016, para todas sempre que solicitados.
as matrículas abertas e registros auxiliares
lavrados desde 1º de janeiro de 2010;
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
IV - até o dia 30 de junho de 2017, para todas as
matrículas abertas e registros auxiliares lavrados
desde 1º de janeiro de 2005; (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
V - até o dia 31 de dezembro de 2017, para todas
as matrículas abertas e registros auxiliares
lavrados desde 1º de janeiro de 2000;
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
VI - até o dia 30 de junho de 2018, para todas as
matrículas abertas e registros auxiliares lavrados
desde 1º de janeiro de 1995; (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
VII - até o dia 31 de dezembro de 2018, para
todas as matrículas abertas e registros auxiliares
lavrados desde 1º de janeiro de 1990;
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
VIII - até o dia 30 de junho de 2019, para todas
as matrículas abertas e registros auxiliares
lavrados desde 1º de janeiro de 1985;
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
IX - até o dia 31 de dezembro de 2019, para
todas as matrículas abertas e registros auxiliares
lavrados desde 1º de janeiro de 1980;
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
X - até o dia 30 de junho de 2020, para todas as
matrículas abertas e registros auxiliares lavrados
desde 1º de janeiro de 1976. (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
§ 3º Os oficiais de registro de imóveis poderão
remeter ao BDS informações relativas ao acervo
completo de suas serventias, a fim de possibilitar
a localização de atos praticados anteriormente a
1976, bem como poderão antecipar o
cumprimento dos prazos previstos neste artigo.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
§ 4º Os oficiais de registro de imóveis manterão
o BDS permanentemente atualizado,
comunicando qualquer alteração nos registros
informados, observados o mesmo prazo e forma
previstos neste artigo. (Acrescentado pelo
Provimento nº 317/2016)
§ 5º Ao enviar as informações relativas ao BDS,
os oficiais de registro de imóveis deverão emitir
e arquivar em cartório, em meio físico ou
eletrônico, os respectivos recibos de transmissão
de dados, os quais deverão ser apresentados à
CGJ e à Direção do Foro sempre que solicitados.
(Acrescentado pelo Provimento nº 317/2016)
Art. 1.180. Os oficiais de registro de imóveis que Art. 1.180. Os oficiais de registro de imóveis
não dispuserem de solução de comunicação que não dispuserem de solução de
sincronizada (WebService) deverão atualizar o comunicação sincronizada (WebService)
BDS e o banco de imagens do ambiente deverão atualizar o BDS e o banco de imagens
compartilhado da CRI-MG até o primeiro dia útil do ambiente compartilhado da CRI-MG até o
subsequente à prática do ato. primeiro dia útil subsequente à prática do ato.
Parágrafo único. Os oficiais de registro de Parágrafo único. Os oficiais de registro de
imóveis integrantes da CRI-MG terão acesso às imóveis integrantes da CRI-MG terão acesso às
informações públicas constantes do BDS, informações públicas constantes do BDS,
conforme definido no Manual Técnico conforme definido no Manual Técnico
Operacional referido no § 2º do art. 1.174 deste Operacional referido no § 2º do art. 1.174 deste
Provimento Conjunto. Provimento Conjunto.
CAPÍTULO V
DA PESQUISA ELETRÔNICA DE BENS E
DIREITOS
Art. 1.024-I. O módulo Pesquisa Eletrônica de Art. 1.181. O módulo Pesquisa Eletrônica de
Bens e Direitos permite a qualquer pessoa, Bens e Direitos permite a qualquer pessoa,
natural ou jurídica, pública ou privada, acessar a natural ou jurídica, pública ou privada, acessar
CRI-MG, mediante prévio cadastramento e a CRI-MG, mediante prévio cadastramento e
devida identificação, para verificação da devida identificação, para verificação da
existência e da localização de quaisquer atos existência e da localização de quaisquer atos
praticados pelos oficiais de registro de imóveis e praticados pelos oficiais de registro de imóveis
comunicados ao BDS. e comunicados ao BDS.
§ 1º Não havendo solicitação de emissão de § 1º Não havendo solicitação de emissão de
certidão, na pesquisa cujo resultado seja certidão, na pesquisa cujo resultado seja
positivo, serão disponibilizadas apenas as positivo, serão disponibilizadas apenas as
informações contidas nos incisos I, II e III do § 1º informações contidas nos incisos I, II e III do §
do art. 1.024-G deste Provimento. 1º do art. 1.179 deste Provimento Conjunto.
§ 2º No caso de a pesquisa realizada apresentar § 2º No caso de a pesquisa realizada
resultado negativo, não será fornecido nenhum apresentar resultado negativo, não será
documento, salvo se solicitada pelo consulente fornecido nenhum documento, salvo se
a expedição de certidão negativa referente a solicitada pelo consulente a expedição de
alguma serventia específica, observandose o certidão negativa referente a alguma serventia
disposto no Capítulo III deste Título. específica, observando-se o disposto no
§ 3º Em todas as pesquisas realizadas, o Capítulo III deste Título.
consulente será expressamente alertado para o § 3º Em todas as pesquisas realizadas, o
fato de que o banco de dados da CRI-MG é consulente será expressamente alertado para o
alimentado pelos oficiais de registro de imóveis fato de que o banco de dados da CRI-MG é
do Estado de Minas Gerais, ressalvando-se alimentado pelos oficiais de registro de imóveis
eventual erro na informação por eles prestada, do Estado de Minas Gerais, ressalvando-se
bem como eventual ausência na transmissão de eventual erro na informação por eles prestada,
algum dado, a qual não impede a existência de bem como eventual ausência na transmissão
ato registral relativo à pessoa ou imóvel de algum dado, a qual não impede a existência
pesquisado, além do fato de que a existência ou de ato registral relativo à pessoa ou imóvel
não de informação não constitui prova suficiente pesquisado, além do fato de que a existência
para indicar a situação atual das pessoas ou ou não de informação não constitui prova
imóveis, para o que deverá ser obtida a suficiente da situação atual das pessoas ou
necessária certidão expedida pelo cartório imóveis, para o que deverá ser obtida a
competente. necessária certidão expedida pelo cartório
competente.
CAPÍTULO VI
DO OFÍCIO ELETRÔNICO
Art. 1.024-J. O módulo Ofício Eletrônico destina- Art. 1.182. O módulo Ofício Eletrônico destina-
se à consulta e requisição eletrônicas, pelo se à consulta e requisição eletrônicas, pelo
Poder Público, de informações e de certidões Poder Público, de informações e de certidões
registrais, aos serviços de registro de imóveis, registrais, aos serviços de registro de imóveis,
em substituição aos ofícios em papel. em substituição aos ofícios em papel.
§ 1º A consulta referida no caput deste artigo § 1º A consulta referida no caput deste artigo
será efetivada no BDS, com o fim de será efetivada no BDS, com o fim de
proporcionar ao usuário informações sobre a proporcionar ao usuário informações sobre
titularidade de bens e direitos registrados em a titularidade de bens e direitos registrados em
nome da pessoa física ou jurídica pesquisada, nome da pessoa física ou jurídica pesquisada,
com disponibilização, quando for o caso, do link com disponibilização, quando for o caso, do link
para visualização da imagem da matrícula ou para visualização da imagem da matrícula ou
registro. registro.
§ 2º No caso de a pesquisa realizada apresentar § 2º No caso de a pesquisa realizada
resultado positivo, poderá o usuário, no mesmo apresentar resultado positivo, poderá o usuário,
ato, requerer a expedição da respectiva certidão, no mesmo ato, requerer a expedição da
observando-se o disposto no Capítulo III deste respectiva certidão, observando-se o disposto
Título. no Capítulo III deste Título.
§ 3º As operações de consulta e resposta serão § 3º As operações de consulta e resposta serão
realizadas, exclusivamente, por meio da CRI- realizadas exclusivamente por meio da CRI-
MG, vedado o trânsito e disponibilização de MG, vedados o trânsito e a disponibilização de
informações registrais por correio eletrônico ou informações registrais por correio eletrônico ou
similar. similar.
§ 4º Poderão aderir à utilização do módulo § 4º Poderão aderir à utilização do módulo
Ofício Eletrônico os entes e órgãos públicos que Ofício Eletrônico os entes e órgãos públicos
manifestem interesse justificado nas que manifestem interesse justificado nas
informações registrais, mediante celebração informações registrais, mediante celebração de
de convênio com o CORI-MG, responsável pela convênio com o CORI-MG, responsável pela
manutenção da CRI-MG. manutenção da CRI-MG.
§ 5º As requisições de pesquisas e de certidões § 5º As requisições de pesquisas e de certidões
imobiliárias oriundas de entes e órgãos públicos imobiliárias oriundas de entes e órgãos
devem ser feitas preferencialmente por meio da públicos devem ser feitas preferencialmente
CRI-MG. por meio da CRI-MG.
CAPÍTULO VII
DO MANDADO JUDICIAL ELETRÔNICO
Art. 1.024-K. O módulo Mandado Judicial Art. 1.183. O módulo Mandado Judicial
Eletrônico, ou Mandado Online, destina-se à Eletrônico, ou Mandado Online, destina-se à
formalização e ao tráfego de mandados para formalização e ao tráfego de mandados para
registro ou averbação, nos ofícios de registro de registro ou averbação, nos ofícios de registro de
imóveis, de penhoras, arrestos, sequestros e de imóveis, de penhoras, arrestos, sequestros e
outras ordens judiciais, bem como à remessa e de outras ordens judiciais, bem como à
recebimento das certidões comprobatórias da remessa e recebimento das certidões
prática desses atos ou de eventual exigência a comprobatórias da prática desses atos ou de
ser cumprida para acolhimento desses títulos, eventual exigência a ser cumprida para
além de cancelamentos de restrições. acolhimento desses títulos, além de
§ 1º O mandado judicial e a certidão para a cancelamentos de restrições.
prática dos atos referidos no caput deste artigo § 1º O mandado judicial e a certidão para a
serão encaminhados, obrigatoriamente, prática dos atos referidos no caput deste artigo
mediante o preenchimento do respectivo serão encaminhados, obrigatoriamente,
formulário eletrônico, com indicação, inclusive, mediante o preenchimento do respectivo
de eventual isenção de pagamento de formulário eletrônico, com indicação, inclusive,
emolumentos e TFJ, podendo ser anexados de eventual isenção de pagamento de
outros documentos ou certidões, e serão emolumentos e TFJ, podendo ser anexados
lançados no livro de protocolo, observado o outros documentos ou certidões, e serão
disposto no Capítulo II deste Título. lançados no livro de protocolo, observado o
§ 2º Compete ao interessado ou seu disposto no Capítulo II deste Título.
representante diligenciar o cumprimento de § 2º Compete ao interessado ou seu
eventual exigência e o pagamento dos valores representante diligenciar o cumprimento de
devidos ao ofício de registro de imóveis, eventual exigência e o pagamento dos valores
observado o disposto no § 22 do art. 1.024-A devidos ao ofício de registro de imóveis,
deste Provimento. observado o disposto no § 22 do art. 1.173
§ 3º O oficial de registro de imóveis lançará a deste Provimento Conjunto.
ordem judicial no protocolo e, no prazo de § 3º O oficial de registro de imóveis lançará a
qualificação do título, informará o valor do ordem judicial no protocolo e, no prazo de
depósito prévio, inclusive da prenotação, bem qualificação do título, informará o valor do
como aguardará a respectiva comprovação para depósito prévio, inclusive da prenotação, bem
a prática do ato, anexando eventual nota de como aguardará a respectiva comprovação
devolução, quando for o caso. para a prática do ato, anexando eventual nota
§ 4º Os atos registrais somente serão lavrados de devolução, quando for o caso.
após a qualificação positiva e após o depósito § 4º Os atos registrais somente serão lavrados
prévio dos valores devidos. após a qualificação positiva e após o depósito
§ 5º Fica autorizada a devolução do título sem a prévio dos valores devidos.
prática dos atos requeridos, caso o depósito § 5º Fica autorizada a devolução do título sem
prévio não seja realizado durante a vigência da a prática dos atos requeridos, caso o depósito
prenotação. prévio não seja realizado durante
§ 6º Praticado o ato registral, o oficial de registro a vigência da prenotação.
de imóveis informá-loá no módulo Mandado § 6º Praticado o ato registral, o oficial de registro
Judicial Eletrônico, onde anexará certidão da de imóveis o informará no módulo Mandado
respectiva matrícula atualizada. Judicial Eletrônico, onde anexará
§ 7º Em caso de qualificação registral negativa, certidão da respectiva matrícula atualizada.
o oficial do registro de imóveis comunicará o fato § 7º Em caso de qualificação registral negativa,
ao juízo que expediu a ordem, mediante resposta o oficial do registro de imóveis comunicará o
no campo próprio do sistema, com cópia da fato ao juízo que expediu a
respectiva nota de exigência, observandose o ordem, mediante resposta no campo próprio do
disposto no art. 785 deste Provimento. sistema, com cópia da respectiva nota de
§ 8º As ordens de indisponibilidade de bens e o exigência, observando-se o disposto no art. 883
respectivo cancelamento serão realizados por deste Provimento Conjunto.
meio da CNIB, observado o disposto no § 8º do § 8º As ordens de indisponibilidade de bens e o
art. 1.024-A e no § 1º do art. 1.024-B, bem como respectivo cancelamento serão realizados por
nos arts. 752 a 754, todos deste Provimento. meio da CNIB, observado o disposto no § 8º do
§ 9º Aplica-se ao Mandado Judicial Eletrônico, no art. 1.173 e no § 1º do art. 1.174, bem como nos
que couber, o disposto nos Capítulos II e VI deste arts. 850 a 852, todos deste Provimento
Título, relativos aos módulos Protocolo Conjunto.
Eletrônico de Títulos e Ofício Eletrônico. § 9º Aplica-se ao Mandado Judicial Eletrônico,
no que couber, o disposto nos Capítulos II e VI
deste Título, relativos aos módulos Protocolo
Eletrônico de Títulos e Ofício Eletrônico.
CAPÍTULO VIII
DA MATRÍCULA ONLINE
Art. 1.024-L. O módulo Matrícula Online destina- Art. 1.184. O módulo Matrícula Online destina-
se à visualização da imagem eletrônica do inteiro se à visualização da imagem eletrônica do
teor de matrículas imobiliárias, armazenadas em inteiro teor de matrículas imobiliárias,
ambiente compartilhado ou mediante adoção de armazenadas em ambiente compartilhado ou
solução de comunicação sincronizada mediante adoção de solução de comunicação
(WebService). sincronizada (WebService).
§ 1º As imagens das matrículas apresentadas Parágrafo único. As imagens das matrículas
aos usuários por meio do módulo referido neste apresentadas aos usuários por meio do módulo
artigo conterão em cada página a data e a hora referido neste artigo conterão, em cada página,
da visualização, o CPF do consulente, bem como a data e a hora da visualização, o CPF do
uma tarja com os seguintes dizeres: “Para consulente, bem como uma tarja com os
simples consulta. Não vale como certidão.”. seguintes dizeres: “Para simples consulta. Não
§ 2º Para a visualização de cada matrícula vale como certidão.”.
será devido o valor equivalente a um período
de busca previsto no item 3 da Tabela 8 do
Anexo da Lei estadual nº 15.424, de 2004,
destinado ao oficial do registro de imóveis
responsável pela serventia que lavrou o ato.
CAPÍTULO IX
DO REPOSITÓRIO CONFIÁVEL DE
DOCUMENTO ELETRÔNICO
Art. 1.024-M. O módulo Repositório Confiável de Art. 1.185. O módulo Repositório Confiável de
Documento Eletrônico - RCDE consiste em Documento Eletrônico - RCDE consiste em
serviço de apoio ao Protocolo Eletrônico de serviço de apoio ao Protocolo Eletrônico de
Títulos, para a postagem de documentos Títulos, para a postagem de documentos
eletrônicos autênticos, que cumpram requisitos eletrônicos autênticos, que cumpram requisitos
legais, a exemplo de procurações, legais, a exemplo de procurações,
substabelecimentos e atos constitutivos, substabelecimentos e atos constitutivos,
consignando-se expressamente o prazo de consignando-se expressamente o prazo de
validade, quando houver, a serem consultados validade, quando houver, a serem consultados
ou baixados, mediante download, pelos oficiais ou baixados, mediante download, pelos oficiais
de registro de imóveis e por outros usuários de registro de imóveis e por outros usuários
autorizados, mediante convênio autorizados, mediante convênio.
CAPÍTULO X
DO ACOMPANHAMENTO REGISTRAL
ONLINE
Art. 1.024-N. O módulo Acompanhamento Art. 1.186. O módulo Acompanhamento
Registral Online possibilita ao usuário Registral Online possibilita ao usuário
acompanhar, pela internet, as etapas de acompanhar, pela internet, as etapas de
tramitação do título apresentado ao ofício de tramitação do título apresentado ao ofício de
registro de imóveis. registro de imóveis.
§ 1º As consultas ao módulo previsto neste artigo § 1º As consultas ao módulo previsto neste
permitirão a localização e identificação dos artigo permitirão a localização e identificação
dados básicos do procedimento registral com, dos dados básicos do procedimento registral
pelo menos, as seguintes informações: com, pelo menos, as seguintes informações:
I- data e o número de ordem da prenotação do I - data e o número de ordem da prenotação do
título; título;
II-data prevista para retirada do título II-data prevista para retirada do título
registrado/averbado; registrado/averbado;
III- dados de eventual nota de devolução com as III - dados de eventual nota de devolução com
exigências a serem cumpridas; as exigências a serem cumpridas;
IV- fase em que se encontra o procedimento IV - fase em que se encontra o procedimento
registral; registral;
V - data de eventual reapresentação do título; V - data de eventual reapresentação do título;
VI -valores do depósito prévio, dos emolumentos VI-valores do depósito prévio, dos
e da TFJ devidos pelos atos praticados, bem emolumentos e da TFJ devidos pelos atos
como de possível saldo remanescente. praticados, bem como de possível saldo
§ 2º Caso seja interesse do usuário, mediante remanescente.
indicação em cadastro específico, o módulo § 2º Caso seja interesse do usuário, mediante
referido neste artigo poderá remeter avisos ao indicação em cadastro específico, o módulo
interessado por meio de correio eletrônico Short referido neste artigo poderá remeter avisos ao
Message Service - SMS, comunicando os dados interessado por meio de comunicação
mencionados no parágrafo anterior. eletrônica, comunicando os dados
mencionados no § 1º deste artigo.
§ 3º Os serviços referidos neste artigo poderão § 3º Os serviços referidos neste artigo poderão
também ser prestados diretamente pelos oficiais também ser prestados diretamente pelos
de registros de imóveis, nos sistemas de suas oficiais de registros de imóveis, nos sistemas de
serventias, sem prejuízo do fornecimento das suas serventias, sem prejuízo do fornecimento
informações à CRI-MG. das informações à CRI-MG.
CAPÍTULO XI
DO MONITOR REGISTRAL
Art. 1.024-O. O módulo Monitor Registral Art. 1.187. O módulo Monitor Registral consiste
consiste em serviço de suporte eletrônico que em serviço de suporte eletrônico que mantém o
mantém o interessado permanentemente interessado permanentemente atualizado
atualizado sobre ocorrências relacionadas à sobre ocorrências relacionadas à matrícula que
matrícula que indicar, a partir de expressa indicar, a partir de expressa solicitação ao
solicitação ao oficial de registro de imóveis oficial de registro de imóveis competente, que
competente, que as disponibilizará por as disponibilizará por comunicação
comunicação via WebService, correio eletrônico eletrônica.
ou SMS. § 1º O serviço de monitoramento de matrículas
§ 1º O serviço de monitoramento de matrículas será prestado exclusivamente na forma deste
será prestado exclusivamente na forma deste artigo, sendo vedada sua postagem em sítios
artigo, sendo vedada sua postagem em sítios de de despachantes, prestadores de serviços e
despachantes, prestadores de serviços e comércio de certidões ou quaisquer outros
comércio de certidões ou quaisquer outros ambientes diversos da CRI-MG.
ambientes diversos da CRI-MG. § 2º Os arrolamentos fiscais previstos em lei
§ 2º Os arrolamentos fiscais previstos em lei serão incluídos automaticamente no módulo
serão incluídos automaticamente no módulo Monitor Registral.
Monitor Registral.
CAPÍTULO XII
DO CADASTRO DE REGULARIZAÇÃO
FUNDIÁRIA
Art. 1.188. O módulo Cadastro de Regularização Art. 1.188. O módulo Cadastro de
Fundiária é destinado ao cadastramento dos Regularização Fundiária é destinado ao
projetos de regularização fundiária urbana e rural cadastramento dos projetos de regularização
registrados nos ofícios de registro de imóveis de fundiária urbana e rural registrados nos ofícios
Minas Gerais. de registro de imóveis de Minas Gerais.
§ 1º O módulo Cadastro de Regularização
Fundiária é constituído por Sistema de Banco de § 1º O módulo Cadastro de Regularização
Dados Eletrônico e estatísticas, além de interface Fundiária é constituído por Sistema de Banco
de acesso disponível pela internet, com de Dados Eletrônico e estatísticas, além de
informações das regularizações fundiárias interface de acesso disponível pela internet,
efetivadas a partir da edição da Medida com informações das regularizações fundiárias
Provisória nº 459, de 25 de março de 2009, efetivadas a partir da edição da Medida
convertida na Lei nº 11.977, de 2009. Provisória nº 459, de 25 de março de 2009,
§ 2º O módulo Cadastro de Regularização convertida na Lei nº 11.977, de 2009.
Fundiária será alimentado pelos oficiais de § 2º O módulo Cadastro de Regularização
registro de imóveis até o dia 15 (quinze) do mês Fundiária será alimentado pelos oficiais de
subsequente à data do respectivo registro, com registro de imóveis até o dia 15 (quinze) do mês
as seguintes informações: subsequente à data do respectivo registro, com
I - identificação da serventia registral; as seguintes informações:
II - comarca; I - identificação da serventia registral;
III - número da matrícula; II - comarca;
IV - nome do município, distrito, subdistrito e III - número da matrícula;
bairro de localização da área regularizada; IV - nome do município, distrito, subdistrito e
V - quantidade de unidades objeto do projeto; bairro de localização da área regularizada;
VI - área do imóvel objeto do projeto; V - quantidade de unidades objeto do projeto;
VII - data da prenotação do requerimento de VI - área do imóvel objeto do projeto;
regularização fundiária;
VIII - data do registro da regularização fundiária; VII - data da prenotação do requerimento de
IX - tipo de regularização fundiária, se de regularização fundiária;
interesse social, interesse específico ou VIII - data do registro da regularização fundiária;
parcelamentos anteriores à Lei nº 6.766, de IX - tipo de regularização fundiária, se de
1979; interesse social, interesse específico ou
X - agente promotor da regularização fundiária; parcelamentos anteriores à Lei nº 6.766, de
XI - documento de aprovação da regularização 1979;
fundiária. X - agente promotor da regularização fundiária;
§ 3º Os dados do módulo referido neste artigo XI - documento de aprovação da regularização
são públicos e acessíveis à população e ao fundiária.
Poder Público, podendo ser compilados e § 3º Os dados do módulo referido neste artigo
livremente divulgados, exigindo-se indicação da são públicos e acessíveis à população e ao
fonte Poder Público, podendo ser compilados e
livremente divulgados, exigindo-se indicação
da fonte
CAPÍTULO XIII
DO CADASTRO DE AQUISIÇÃO E
ARRENDAMENTO DE IMÓVEL RURAL POR
ESTRANGEIRO
Art. 1.024-Q. O módulo Cadastro de Aquisição Art. 1.189. O módulo Cadastro de Aquisição de
de Imóvel Rural por Estrangeiro presta-se ao Imóvel Rural por Estrangeiro presta-se ao
armazenamento, concentração e armazenamento, concentração e
disponibilização de informações sobre disponibilização de informações sobre
aquisições e arrendamentos de imóveis rurais aquisições e arrendamentos de imóveis rurais
por estrangeiros, nos termos da legislação em por estrangeiros, nos termos da legislação em
vigor. vigor.
§ 1º As aquisições e arrendamentos de imóveis § 1º As aquisições e os arrendamentos de
rurais por estrangeiros a que se refere o caput imóveis rurais por estrangeiros a que se refere
deste artigo incluem aqueles referentes a pessoa o caput deste artigo incluem aqueles referentes
jurídica brasileira da qual participem, a qualquer a pessoa jurídica brasileira da qual participem,
título, pessoas estrangeiras, físicas ou jurídicas, a qualquer título, pessoas estrangeiras, físicas
que detenham a maioria do seu capital social, ou jurídicas, que detenham a maioria do seu
bem como aquelas relativas a pessoa natural capital social, bem como aqueles relativos a
brasileira casada ou em união estável com pessoa natural brasileira casada ou em união
estrangeiro, sob o regime da comunhão de bens. estável com estrangeiro, sob o regime da
§ 2º Para fins do disposto no art. 11 da Lei nº comunhão de bens.
5.709, de 7 de outubro de 1971, regulamentada § 2º Para fins do disposto no art. 11 da Lei nº
pelo Decreto nº 74.965, de 26 de novembro de 5.709, de 1971, regulamentada pelo Decreto nº
1974, os oficiais de registro de imóveis 74.965, de 1974, os oficiais de registro de
remeterão à CRI-MG, por meio eletrônico, até o imóveis remeterão à CRI-MG, por meio
15º (décimo quinto) dia útil do mês subsequente eletrônico, até o 15º (décimo quinto) dia útil do
à prática do ato, os seguintes dados relativos às mês subsequente à prática do ato, os seguintes
aquisições e arrendamentos de imóveis rurais dados relativos às aquisições e arrendamentos
por estrangeiros: de imóveis rurais por estrangeiros:
I- data (formato dd/mm/aaaa) em que o ato foi I - data (formato dd/mm/aaaa) em que o ato foi
praticado; praticado;
II- nome do adquirente ou arrendatário; II - nome do adquirente ou arrendatário;
III- CPF/CNPJ do adquirente ou arrendatário; III - CPF/CNPJ do adquirente ou arrendatário;
IV- número do RNE do adquirente ou IV - número do RNE do adquirente ou
arrendatário; arrendatário;
V- nacionalidade do adquirente ou arrendatário V - nacionalidade do adquirente ou arrendatário
estrangeiro; estrangeiro