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TERAPEUTA HOLÍSTICA

Modalidades
As Três Modalidades: Cardinal, Fixa e Mutável
O esquema dos quatro elementos é um modo de categorizar a
realidade psíquica da astrologia; o esquema das três
modalidades é diferente. Esses dois sistemas se entrelaçam na
mandala astroló gica; e, como veremos, acrescentam camadas
de significado aos signos zodiacais. Assim como cada signo
pode ser classificado de acordo com o seu elemento, pode
também ser classificados segundo seu modo. Quatro
elementos vezes três modos é igual a doze signos.
Assim,temos um signo cardinal do Ar (Balança),
Balança) um signo
fixo de terra (Touro), um signo mutável de Água (Peixes) e
assim por diante. Cada signo é uma mistura ú nica de elemento
e modo; nenhum signo tem exatamente a mesma constituiçã o
que outro.
De acordo com Jung e com os astró logos védicos, os nú meros
ímpares sã o masculinos. O nú mero três é um exemplo
especialmente forte, pois o pró prio cristianismo concebe Deus
como uma trindade; consequentemente, nossa civilizaçã o
cristã baseia-se no princípio masculino representado pelo
nú mero três. Nú meros pares sã o femininos e o nú mero
quatro, em particular, aparece de forma recorrente na
mitologia e em religiõ es nã o ocidentais. Jung observou que a
estrutura da psique humana aparece em sonhos como uma
entidade quá drupla;dessa forma, podemos concluir que a
alma humana é essencialmente feminina.
A mandala astroló gica une os nú meros três e quatro. Une a
energia masculina e feminina, yin e yang, em um símbolo
reconciliador,o círculo horoscó pico. Dentro dessa uniã o do yin
e do yang, há nuances mais sutis, pois os pró prios elementos
podem ser divididos em componentes masculinos (Fogo e Ar) Ar
e femininos (Terra e Água). A astrologia tem algo da antiga
sabedoria, pois une símbolos masculinos e femininos em um
arquétipo de completude. Essa completude foi perdida há
muito no mundo ocidental. Mesmo antes do advento do
judaísmo e do cristianismo com seus fortes aspectos
patriarcais, as mentes analíticas dos pensadores gregos já
inclinavam nossa civilizaçã o em direçã o de seu atual curso
masculino ou científico. O horó scopo, porém, trata de uma
visã o de mundo mais antiga e equilibrada.
Se nos perguntarmos como ou de onde essas modalidades
surgiram, nã o haverá uma resposta clara. Certamente, as
modalidades sã o parte da teoria astroló gica desde Ptolomeu
de Alexandria, embora nã o pareçam ter sido conhecidas pelos
babilô nios; de fato, todo o sistema de elementos e modos
parecem ter origem grega. Qualquer que seja sua origem, as
modalidades sã o um conceito muito antigo. Podemos
encontrar muitas similaridades entre os três modos da
astrologia ocidental e os três gunas ou atributos da filosofia
clá ssica hindu. Os três gunas, que exploraremos um pouco
mais profundamente com os modos, sã o rajas (atividade),
tamas (inércia) e sattva (espírito ou harmonia). Correspondem
com bastante exatidã o aos modos cardinal, fixo e mutável,
respectivamente. A medicina hindu clá ssica, ou Ayurveda,
reconhece também uma divisã o similar dos três “humores”
(doshas) ou tipos físicos:
 vata (sattva, mutável, ar); Espirito/Harminia-Impar
masculino
 pitta (rajas, cardinal, fogo);Actividade,impar,femenino
 e kapha (tamas, fixo, terra/água).Inercia-par,femenino

Será que deveríamos, por isso, admitir que a astrologia grega


foi influenciada pelo hinduísmo? Essa influência certamente
nã o é impossível. Praticantes do sistema védico que inclui a
astrologia afirmam que ele tem ao menos cinco mil anos.
Alexandre, o Grande, um conquistador grego, tinha iogues
hindus em seu séquito e conversava frequentemente com eles
sobre assuntos filosó ficos. Suas façanhas militares deram
origem a uma civilizaçã o que era meio grega e meio asiá tica,
que ia do continente europeu até as fronteiras da Índia. Muitas
ideias foram transportadas pelas rotas das caravanas do
Oriente Pró ximo naquele tempo. O sâ nscrito, a língua do
hinduísmo clá ssico, tem semelhanças com o grego. Ambas sã o
classificadas como línguas indo-europeias, o que sugere que
em algum momento distante elas tiveram um ancestral
comum. A maioria dos estudiosos acredita atualmente que a
busca por esse ancestral comum remonta ao quarto milênio
antes de Cristo e à parte meridional da antiga Uniã o Soviética.
Ali, nas grandes estepes, viviam algumas tribos guerreiras –
patriarcas que manejavam espada se mestres cavaleiros. Tudo
o que sabemos sobre esses primitivos indo europeus sugere
que o nú mero três tinha vital importâ ncia para sua religiã o.
Esses nô mades viajaram para oeste de sua pá tria original e
invadiram a Europa. Surgiram nos Bá lcã s por volta de 3500
a.C. A Arqueó loga Marija Gimbutas afirmou que os Bá lcã s
eram o local de origem de uma proto civilizaçã o muito
primitiva a que chama “Velha Europa”. A cultura da Velha
Europa baseava-se no culto à Grande Deusa; era um mundo de
pacíficas aldeias agrícolas, um verdadeiro matriarcado. Nã o
surpreende que seus artefatos religiosos sugiram que quatro,
o nú mero feminino, fosse de grande importâ ncia. Mas em
meados do quarto milênio a.C. a Velha Europa foi invadida por
nô mades que traziam espadas de bronze e esculpiam cabeças
de cavalo em seus utensílios fú nebres. Esses invasores,
segundo Gimbutas, eram os indo-europeus. Continua dizendo
que a mesma histó ria de conquista repetiu-se quando os
gregos micênicos patriarcais invadiram a civilizaçã o da Creta
Minó ica, que cultuava a Deusa (de acordo com Gimbutas, há
fortes razõ es para crer que a Velha Europa e a Creta Minoica
fossem ramificaçõ es da mesma civilizaçã o matriarcal).
Aqui, pela primeira vez, vemos o conflito e a eventual uniã o
entre a religiã o patriarcal baseada no três e a visã o de mundo
matriarcal baseada no quatro. Na Grécia, especialmente, as
duas visõ es de mundo realizaram uma síntese incô moda, mas
praticável. Os indo-europeus trouxeram seus deuses
guerreiros –Zeus, o Pai Céu, Ares, o Guerreiro e outros – para
uma Grécia que ainda cultuava a Grande Mã e. Os invasores e
os habitantes originais forjaram um desconfortável
compromisso em que os novos deuses se tornaram filhos ou
consortes da Grande Mã e–como quando Zeus é retratado
como filho da deusa cretense Réia ou marido de Hera, nome
sob o qual a Grande Deusa era cultuada em Argos. Gaia, a Mã e
Terra, deu à luz Ouranos, o Deus Céu. Gaia também era
cultuada em Delfos muito antes que Apolo surgisse e exigisse
aquele ponto como lar.
A mandala astroló gica de elementos e modalidades pode ser
parte do legado simbó lico dessa síntese. Se os quatro
elementos representam uma sobrevivência da visã o de mundo
matriarcal, os três modos podem representar os conceitos dos
invasores indo-europeus que trouxeram um fim à Antiga
Europa.
Em suma, vemos que três, o nú mero dos modos da astrologia,
simboliza um princípio patriarcal masculino, celeste,
enquanto o quatro, nú mero dos elementos, relaciona-se com o
culto terrestre da deusa-mã e. A roda astroló gica de quatro
vezes três equilibra o masculino e o feminino, ou yin e yang,
num círculo de completude. Afinal de contas, embora alguns
digam que Deus é homem e outros que é mulher, a vida neste
planeta nã o tem possibilidade de surgir exceto através de uma
uniã o de ambos. Além disso, diz-se que além deste plano
terrestre nã o há necessidade de uma diferenciaçã o masculina
ou feminina; somos seres absorvidos um no outro. Mas nesse
plano também nã o há necessidade de classificaçõ es como
cardinal/fixo/mutável ou terra/fogo/ar/á gua. Tudo se funde e
se torna um.

NOTA.
E se todos somos Um, onde os elementos e as modalidades se
tocam, concluímos que a proposta para cada um de nós é
integrar as polaridades, para que o SER se torne mais
equilibrado.