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Boletim do Trabalho e Emprego, n.

º 29, 8/8/2018

Conselho Económico e Social ...


Regulamentação do trabalho 2595
Organizações do trabalho 2801
Informação sobre trabalho e emprego ...

Propriedade
Ministério do Trabalho, Solidariedade
e Segurança Social

Edição
N.º Vol. Pág. 2018 Gabinete de Estratégia
e Planeamento
29 85 2591-2806 8 ago
Direção de Serviços de Apoio Técnico
e Documentação

ÍNDICE

Conselho Económico e Social:

Arbitragem para definição de serviços mínimos:


...

Regulamentação do trabalho:

Despachos/portarias:

- Bioportdiesel, SA - Autorização de laboração contínua ............................................................................................................... 2595


- Elastictek - Indústria de Plásticos, SA - Autorização de laboração contínua ............................................................................... 2596
- KWD Portugal, Unipessoal, L.da - Autorização de laboração contínua ........................................................................................ 2596
- Carl Zeiss Vision Portugal, SA - Autorização de laboração contínua .......................................................................................... 2597

Portarias de condições de trabalho:


...

Portarias de extensão:

- Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica -
APIFARMA e a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêuticas, Celulose, Papel,
Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL e outro ..................................................................................................... 2598
- Portaria de extensão do contrato coletivo entre a APHORT - Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo e
a FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal ....................... 2599

Convenções coletivas:

- Contrato coletivo entre a Associação dos Agricultores do Ribatejo - Organização de Empregadores dos Distritos de Santa-
rém, Lisboa e Leiria e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar,
Bebidas e Afins - SETAAB ............................................................................................................................................................. 2600
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

- Contrato coletivo entre a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) e a FESAHT - Federação dos Sindicatos da
Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (administrativos) - Revisão global .................................... 2616
- Contrato coletivo entre a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) e a FESAHT - Federação dos Sindicatos da
Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (armazéns) - Revisão global ............................................. 2629
- Contrato coletivo entre a Associação Portuguesa da Indústria de Ourivesaria - APIO e a Federação Intersindical das Indústrias
Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL
- Revisão global ............................................................................................................................................................................. 2642
- Contrato coletivo entre a Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve - AIHSA e a FESAHT - Federação dos
Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal e outros - Alteração salarial e outras e texto
consolidado .................................................................................................................................................................................... 2661
- Acordo coletivo entre a Cooperativa Agrícola da Tocha, CRL e outras e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricul-
tura, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar, Bebidas e Afins - SETAAB e outro .............................................................. 2730
- Acordo coletivo entre a MEO - Serviços de Comunicações e Multimédia, SA e outras e o Sindicato Nacional dos Trabalha-
dores das Telecomunicações e Audiovisual - SINTTAV e outros - Revisão global ....................................................................... 2752
- Acordo coletivo entre a BRISA - Auto Estradas de Portugal, SA e outras e o Sindicato da Construção, Obras Públicas e
Serviços - SETACCOP e outros - Alteração salarial e outras ........................................................................................................ 2786
- Acordo de empresa entre a Petróleos de Portugal - PETROGAL, SA e a Federação de Sindicatos da Indústria, Energia e
Transportes - COFESINT e outros - Alteração salarial e outras .................................................................................................... 2792
- Acordo de empresa entre a Petróleos de Portugal - PETROGAL, SA e o Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços,
Comércio, Restauração e Turismo - SITESE e outros - Alteração salarial e outras ....................................................................... 2795
- Acordo de adesão entre a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e o Sindicato dos Trabalhadores
da Actividade Seguradora (STAS) e outro ao acordo coletivo entre a ARAG SE - Sucursal em Portugal e outras e a mesma
associação sindical e outro ............................................................................................................................................................. 2798
- Acordo de adesão entre o BNP Paribas - Sucursal em Portugal e o Sindicato dos Bancários do Norte - SBN ao acordo de
empresa entre o mesmo empregador e o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas - SBSI .............................................................. 2799
- Acordo de empresa entre a Celulose Beira Industrial (CELBI), SA e o Sindicato Nacional dos Técnicos de Instrumentos e
de Controle Industrial - SNTICI e outros - Retificação .................................................................................................................. 2799
- Acordo de empresa entre a The Navigator Company, SA e a Federação Intersindical das Industrias Metalúrgicas, Químicas,
Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL e outros - Retificação .......... 2799

Decisões arbitrais:
...

Avisos de cessação da vigência de convenções coletivas:


...

Acordos de revogação de convenções coletivas:


...

Jurisprudência:
...

Organizações do trabalho:

Associações sindicais:

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I – Estatutos:
...

II – Direção:

- Sindicato Nacional do Ensino Superior (Associação Sindical de Docentes e Investigadores) - SNESup - Eleição ................... 2801
- Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário, Confeção e Têxtil Região Norte - Eleição ............................................................... 2801
- União Geral de Trabalhadores - UGT - Braga - Eleição .............................................................................................................. 2802

Associações de empregadores:

I – Estatutos:
...

II – Direção:

- AESintra - Associação Empresarial do Concelho de Sintra - Eleição ......................................................................................... 2802


- Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) - Eleição ................................................................................................. 2802
- AES - Associação de Empresas de Segurança - Alteração ........................................................................................................... 2803
- Associação Portuguesa da Indústria de Moagem, Massas, Bolachas e Cereais de Pequeno-Almoço - APIM - Alteração ......... 2803

Comissões de trabalhadores:

I – Estatutos:
...

II – Eleições:

- TAP Portugal, SA - Eleição .......................................................................................................................................................... 2803


- Auto Viação Cura, L. - Eleição ..................................................................................................................................................
da
2804

Representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho:

I – Convocatórias:

- H Tecnic - Construções, L.da - Convocatória ................................................................................................................................ 2804


- Águas de Paredes, SA - Convocatória .......................................................................................................................................... 2804

II – Eleição de representantes:

- Mitsubishi Fuso Truck Europe - Sociedade Europeia de Automóveis, SA - Eleição ................................................................... 2805
- Caima - Indústria de Celulose, SA - Eleição ................................................................................................................................ 2805

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- Groz-Beckert Portuguesa, Unipessoal L.da - Eleição .................................................................................................................... 2805


- Gres Panaria Portugal, SA - Eleição ............................................................................................................................................. 2805
- ADIRA - Metal Forming Solutions, SA - Eleição ........................................................................................................................ 2806

Aviso: Alteração do endereço eletrónico para entrega de documentos a publicar no Boletim do Trabalho e Emprego
O endereço eletrónico da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho para entrega de documentos a publicar
no Boletim do Trabalho e Emprego passou a ser o seguinte: dsrcot@dgert.mtsss.pt
De acordo com o Código do Trabalho e a Portaria n.º 1172/2009, de 6 de outubro, a entrega em documento electrónico
respeita aos seguintes documentos:
a) Estatutos de comissões de trabalhadores, de comissões coordenadoras, de associações sindicais e de associações de
empregadores;
b) Identidade dos membros das direcções de associações sindicais e de associações de empregadores;
c) Convenções colectivas e correspondentes textos consolidados, acordos de adesão e decisões arbitrais;
d) Deliberações de comissões paritárias tomadas por unanimidade;
e) Acordos sobre prorrogação da vigência de convenções coletivas, sobre os efeitos decorrentes das mesmas em caso de
caducidade, e de revogação de convenções.

Nota:
- A data de edição transita para o 1.º dia útil seguinte quando coincida com sábados, domingos e feriados.
- O texto do cabeçalho, a ficha técnica e o índice estão escritos conforme o Acordo Ortográfico. O conteúdo dos textos é
da inteira responsabilidade das entidades autoras.

SIGLAS

CC - Contrato coletivo.
AC - Acordo coletivo.
PCT - Portaria de condições de trabalho.
PE - Portaria de extensão.
CT - Comissão técnica.
DA - Decisão arbitral.
AE - Acordo de empresa.

Execução gráfica: Gabinete de Estratégia e Planeamento/Direção de Serviços de Apoio Técnico e Documentação - Depósito legal n.º 8820/85.

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CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL

ARBITRAGEM PARA DEFINIÇÃO DE SERVIÇOS MÍNIMOS

...

REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO

DESPACHOS/PORTARIAS

Bioportdiesel, SA - Autorização de laboração trabalhadores, legalmente constituídas, nem é desenvolvida


contínua atividade sindical na empresa;
3- A situação respeitante ao posicionamento dos trabalha-
A empresa «Bioportdiesel, SA», NIF 507800699 com dores abrangidos pelo regime de laboração contínua encon-
sede em Parque Empresarial «Baltar-Parada», Rua D, Lote tra-se acima expressa;
11, Baltar, 4585 - 013 BALTAR PRD, freguesia de Baltar, 4- Se encontra autorizada a laboração no estabelecimento
concelho de Paredes e Distrito do Porto, requereu, nos ter- industrial, por decisão do IAPMEI - Agência para a Compe-
mos e para os efeitos do disposto no número 3 do artigo 16.º titividade e Inovação, IP, Ministério da Economia;
da Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro, autorização para 5- O processo foi regularmente instruído e se comprovam
laborar continuamente, no seu estabelecimento localizado no os fundamentos aduzidos pela empresa.
lugar da sede. Determinam o membro do Governo responsável pelo
A atividade que prossegue está subordinada, do ponto sector de atividade em causa, a Secretária de Estado da
de vista laboral, à disciplina do Código do Trabalho, apro- Indústria, ao abrigo da competência que lhe foi delegada
vado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, sendo aplicável nos termos da alínea a) do número 11 do Despacho n.º
o contrato coletivo de trabalho para as indústrias químicas 7543/2017, de 18 de agosto, do Ministro da Economia, pu-
publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 16, de 29 blicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 164, de 25 de
de abril de 2007, e alterações subsequentes. agosto de 2017 e enquanto membro do Governo responsável
A requerente fundamenta o pedido em razões, essencial- pela área laboral, o Secretário de Estado do Emprego, ao
mente, de ordem tecnológica e económica, invocando a ne- abrigo da competência que lhe foi delegada nos termos da
cessidade de obter melhor aproveitamento de equipamento alínea a) do número 1.6 do Despacho n.º 1300/2016, do Mi-
de elevado custo e de rentabilizar a produção e cumprimento nistro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de 13
atempado dos compromissos comerciais, que são de grandes de janeiro, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º
dimensões e com prazos muito curtos. 18, de 27 de janeiro, ao abrigo do número 3 do artigo 16.º da
Entende, por conseguinte, a empresa, que a situação des- Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro, o seguinte:
crita apenas poderá ser consumada com o recurso ao regime É autorizada a empresa «Bioportdiesel, SA» a laborar
de laboração pretendido. continuamente no seu estabelecimento industrial, localizado
No que concerne aos trabalhadores envolvidos no regi- em Parque Empresarial «Baltar-Parada», Rua D, Lote 11,
me de laboração requerido, foram os mesmos consultados, Baltar, 4585-013 BALTAR PRD, freguesia de Baltar, conce-
não levantando obstáculos ao processo em curso. lho de Paredes e Distrito do Porto.
Assim, e considerando que:
1- Não se conhece a existência de conflitualidade na em- 27 de julho de 2018 - A Secretária de Estado da Indústria,
presa; Ana Teresa Lehmann - O Secretário de Estado do Emprego,
2- Não existem estruturas de representação coletiva dos Miguel Filipe Pardal Cabrita.

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Elastictek - Indústria de Plásticos, SA - Autorização ticos, SA», a laborar continuamente no seu estabelecimen-
de laboração contínua to industrial, localizado em Rua da Guiné Bissau, 240,
3880-103 Ovar, freguesia e concelho de Ovar e distrito de
A empresa «Elastictek - Indústria de Plásticos, SA», Aveiro.
NIF 513143483, com sede em Rua da Guiné Bissau, 240,
3880-103 Ovar, freguesia e concelho de Ovar e distrito de 27 de julho de 2018 - A Secretária de Estado da Indústria,
Aveiro, requereu, nos termos e para os efeitos do disposto Ana Teresa Lehmann - O Secretário de Estado do Emprego -
no número 3 do artigo 16.º da Lei n.º 105/2009, de 14 de Miguel Filipe Pardal Cabrita.
setembro, autorização para laborar continuamente no seu es-
tabelecimento industrial localizado no lugar da sede.
A atividade que prossegue está subordinada, do ponto de
vista laboral, à disciplina do Código do Trabalho, aprovado KWD Portugal, Unipessoal, L.da - Autorização de
pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, sendo aplicável o laboração contínua
contrato coletivo de trabalho para as indústrias químicas, pu-
blicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 43, de 22 de A empresa «KWD Portugal, Unipessoal, L.da», NIF
novembro de 2015, e alterações subsequentes. 505644185, com sede no Edifício Schnellecke, Quinta da
A requerente fundamenta o pedido em razões, essen- Marquesa, 2950-557 Quinta do Anjo, Palmela, freguesia da
cialmente, de ordem económica e tecnológica, invocando Quinta do Anjo, concelho de Palmela, distrito de Setúbal,
a necessidade de resposta às solicitações dos clientes e às requereu, nos termos e para os efeitos do número 3 do artigo
exigências do mercado global, bem como à otimização dos 16.º da Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro, autorização para
processos de arranque, estabilização e paragem da linha de laborar continuamente no seu estabelecimento industrial sito
produção que são processos longos que obedecem a ciclos na Quinta da Marquesa, 2950-557, freguesia da Quinta do
térmicos rigorosos e complexos. Anjo, concelho de Palmela, distrito de Setúbal, no setor de
Entende, por conseguinte, a empresa, que a situação des- produção/área operacional.
crita apenas poderá ser consumada com o recurso ao regime A atividade que prossegue está subordinada, do ponto de
de laboração pretendido. vista laboral, à disciplina do Código do Trabalho, aprovado
No que concerne aos trabalhadores envolvidos no regime pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, sendo aplicável o
de laboração requerido, foram os mesmos consultados, não contrato coletivo de trabalho para o setor da Indústria Auto-
levantando obstáculos ao processo em curso. móvel, outorgado pela ACAP/SINDEL e publicado no Bole-
Assim, e considerando que: tim do Trabalho e Emprego, n.º 37, de 8 de janeiro de 2010,
1- Não se conhece a existência de conflitualidade na em- e subsequentes revisões.
presa; A requerente fundamenta o pedido em razões, essen-
2- Não existem estruturas de representação coletiva dos cialmente económicas, e entre outras, nomeadamente,
trabalhadores, legalmente constituídas, nem é desenvolvida por ter a sua atividade exclusivamente direcionada para a
atividade sindical na empresa; Volkswagen Autoeuropa, funcionando em JIT (Just in Time)
3- A situação respeitante ao posicionamento dos trabalha- com esta empresa estando concomitantemente, os seus ho-
dores abrangidos pelo regime de laboração contínua encon- rários de trabalho e de funcionamento, níveis de atividade,
tra-se acima expressa; calendário e volumes de produção e regime de laboração,
4- Possui Título de Instalação e Exploração, emitido pelo em exclusivo, dependentes dos mesmos desta empresa, que
IAPMEI e Alvará de Autorização de Utilização, emitido pela também funciona em laboração contínua e a qual tem tido
Câmara Municipal de Ovar; um aumento de produção. Nesta conformidade, entende a
5- O processo foi regularmente instruído e se comprovam empresa que os aludidos desideratos só serão passíveis de
os fundamentos aduzidos pela empresa. concretização mediante o recurso ao regime de laboração
Determinam o membro do Governo responsável pelo sec- solicitado.
tor de atividade em causa, a Secretária de Estado da Indús- No que concerne aos trabalhadores envolvidos no regime
tria, ao abrigo da competência que lhe foi delegada nos ter- de laboração requerido, foram os mesmos consultados, não
mos da alínea a) do número 11 do Despacho n.º 7543/2017, levantando obstáculos ao processo em curso.
do Ministro da Economia, de 18 de agosto, publicado no Assim, e considerando que:
Diário da República, 2.ª série, n.º 164, de 25 de agosto de 1- Não se conhece a existência de conflitualidade na em-
2017 e enquanto membro do Governo responsável pela área presa;
laboral, o Secretário de Estado do Emprego, ao abrigo da 2- Os delegados sindicais foram auscultados e emitiram o
competência que lhe foi delegada nos termos da alínea a) do respetivo parecer;
número 1.6 do Despacho n.º 1300/2016, do Ministro do Tra- 3- A situação respeitante ao posicionamento dos trabalha-
balho, Solidariedade e Segurança Social, de 13 de janeiro, dores abrangidos pelo regime de laboração contínua encon-
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 18, de 27 de tra-se acima expressa;
janeiro, e nos termos do número 3 do artigo 16.º da Lei n.º 4- Se encontra autorizada a laboração no estabelecimento
105/2009, de 14 de setembro, o seguinte: industrial, conforme comprovativo/cartão de empresa anexo
É autorizada a empresa «Elastictek - Indústria de Plás- e emitido pelo Ministério da Justiça;

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5- O processo foi regularmente instruído e se comprovam nando-se mais de 90 % da produção atual da unidade de
os fundamentos aduzidos pela empresa. Setúbal à exportação; em 2017 ter-se verificado um grande
Determinam o membro do Governo responsável pelo sec- investimento na fábrica, de cerca de 1 milhão de euros, o
tor de atividade em causa, a Secretária de Estado da Indústria, qual veio permitir que a fábrica de Setúbal possa produzir
ao abrigo da competência que lhe foi delegada nos termos da toda a gama de outros produtos e tratamentos; em 2018, caso
alínea a) do número 11 do Despacho n.º 7543/2017, de 18 de seja possível o total aproveitamento do potencial da fábri-
agosto, do Ministro da Economia, publicado no Diário da ca de Setúbal, está prevista a transferência da produção
República, 2.ª Série, n.º 164, de 25 de agosto de 2017 e en- atualmente feita na Alemanha e na China, o que permitirá
quanto membro do Governo responsável pela área laboral, o um aumento de produção de cerca de 20 % versus os valo-
Secretário de Estado do Emprego, ao abrigo da competência res atuais. Nesta conformidade, entende a empresa que
que lhe foi delegada nos termos da alínea a) do número 1.6 os aludidos desideratos só serão passíveis de concretização
do Despacho n.º 1300/2016, do Ministro do Trabalho, Soli- mediante o recurso ao regime de laboração solicitado.
dariedade e Segurança Social, de 13 de janeiro, publicado no No que concerne aos trabalhadores envolvidos no regi-
Diário da República, 2.ª série, n.º 18, de 27 de janeiro, ao me de laboração requerido, foram os mesmos consultados,
abrigo do número 3 do artigo 16.º da Lei n.º 105/2009, de 14 não levantando obstáculos ao processo em curso.
de setembro, o seguinte: Assim, e considerando que:
É autorizada a empresa «KWD Portugal, Unipessoal, 1- Não se conhece a existência de conflitualidade na em-
L.da», a laborar continuamente no seu estabelecimento indus- presa;
trial, localizado na Quinta da Marquesa, 2950-557 Quinta 2- Não existem comissões de trabalhadores, sindicais
do Anjo, Palmela, freguesia da Quinta do Anjo, concelho de ou intersindicais e que o único delegado sindical existente
Palmela, distrito de Setúbal. foi auscultado e emitiu o respetivo parecer;
3- A situação respeitante ao posicionamento dos trabalha-
27 de julho de 2018 - A Secretária de Estado da Indústria, dores abrangidos pelo regime de laboração contínua encon-
Ana Teresa Lehmann - O Secretário de Estado do Emprego, tra-se acima expressa;
Miguel Filipe Pardal Cabrita. 4- Se encontra autorizada a laboração no estabelecimento
industrial, por decisão do IAPMEI - Agência para a Compe-
titividade e Inovação, IP, Ministério da Economia;
5- O processo foi regularmente instruído e se comprovam
os fundamentos aduzidos pela empresa.
Carl Zeiss Vision Portugal, SA - Autorização de Determinam o membro do Governo responsável pelo
laboração contínua sector de atividade em causa, a Secretária de Estado da
Indústria, ao abrigo da competência que lhe foi delegada
A empresa «Carl Zeiss Vision Portugal, SA», NIF nos termos da alínea a) do número 11 do Despacho n.º
500141142, com sede na Rua Luís Sá, 2910-836 Setúbal, 7543/2017, de 18 de agosto, do Ministro da Economia, pu-
freguesia de São Sebastião, concelho de Setúbal, distrito de blicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 164, de 25 de
Setúbal, requereu, nos termos e para os efeitos do disposto agosto de 2017 e enquanto membro do Governo responsável
no número 3 do artigo 16.º da Lei n.º 105/2009, de 14 de pela área laboral, o Secretário de Estado do Emprego, ao
setembro, autorização para laborar continuamente no seu abrigo da competência que lhe foi delegada nos termos da
estabelecimento industrial sito na Rua Luís Sá, 2910-836 alínea a) do número 1.6 do Despacho n.º 1300/2016, do Mi-
Setúbal, freguesia de São Sebastião, concelho de Setúbal, nistro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de 13
distrito de Setúbal. de janeiro, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º
A atividade que prossegue está subordinada, do ponto 18, de 27 de janeiro, ao abrigo do número 3 do artigo 16.º da
de vista laboral, à disciplina do Código do Trabalho, apro- Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro, o seguinte:
vado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, sendo aplicá- É autorizada a empresa «Carl Zeiss Vision Portugal,
vel o acordo de empresa (AE) celebrado com a associação SA», a laborar continuamente no seu estabelecimento in-
sindical do setor respetivo, a Federação Portuguesa dos Sin- dustrial, localizado na Rua Luís Sá, 2910-836 Setúbal, fre-
dicatos da Construção, Cerâmica e Vidro - FEVICCOM e guesia de São Sebastião, concelho de Setúbal, distrito de
publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 48, de 29 Setúbal.
de dezembro de 2015.
A requerente fundamenta o pedido em razões, essencial- 27 de julho de 2018 - A Secretária de Estado da Indústria,
mente económicas, e entre outras, nomeadamente, existir há Ana Teresa Lehmann - O Secretário de Estado do Emprego,
mais de 60 anos e já ter funcionado em regime de laboração Miguel Filipe Pardal Cabrita.
contínua, considerando o fabrico de lentes à época; desti-

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PORTARIAS DE CONDIÇÕES DE TRABALHO

...

PORTARIAS DE EXTENSÃO

Portaria de extensão das alterações do contrato co- Código de Trabalho e dos números 2 e 4 da RCM, na fixação
letivo entre a Associação Portuguesa da Indústria da eficácia das cláusulas de natureza pecuniária foi tida em
Farmacêutica - APIFARMA e a Federação Intersin- conta a data do depósito da convenção e o termo do prazo
dical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléc- para a emissão da portaria de extensão, com produção de
efeitos a partir do primeiro dia do mês em causa.
tricas, Farmacêuticas, Celulose, Papel, Gráfica, Im-
Embora a convenção tenha área nacional, a extensão de
prensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL e outro convenções coletivas nas Regiões Autónomas compete aos
respetivos Governos Regionais, pelo que a presente extensão
As alterações do contrato coletivo de trabalho en- apenas é aplicável no território do Continente.
tre a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica - Foi publicado o aviso relativo ao projeto da presente ex-
APIFARMA e a Federação Intersindical das Indústrias Me- tensão no Boletim do Trabalho e Emprego, Separata, n.º 25,
talúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, de 22 de junho de 2018, ao qual não foi deduzida oposição
Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL por parte dos interessados.
e outro, publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º Ponderadas as circunstâncias sociais e económicas jus-
23, de 22 de junho de 2018, abrangem as relações de trabalho tificativas da extensão de acordo com o número 2 do artigo
entre empregadores que se dediquem à atividade industrial 514.º do Código do Trabalho, promove-se a extensão das al-
farmacêutica e trabalhadores ao seu serviço, uns e outros re- terações do contrato coletivo em causa.
presentados pelas associações que as outorgaram. Assim, manda o Governo, pelo Secretário de Estado do
As partes subscritoras requereram a extensão da conven- Emprego, no uso da competência delegada por Despacho n.º
ção na mesma área e setor de atividade aos empregadores 1300/2016, de 13 de janeiro de 2016, do Ministro do Traba-
não filiados na associação de empregadores outorgante e tra- lho, Solidariedade e Segurança Social, publicado no Diário
balhadores ao seu serviço, das profissões e categorias nela da República, 2.ª série, n.º 18, de 27 de janeiro de 2016, ao
previstas, não representados pelas associações sindicais ou- abrigo do artigo 514.º e do número 1 do artigo 516.º do Có-
torgantes. digo do Trabalho e da Resolução do Conselho de Ministros
Considerando o disposto no número 2 do artigo 514.º do n.º 82/2017, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º
Código do trabalho, foi efetuado o estudo de avaliação dos 112, de 9 de junho de 2017, o seguinte:
indicadores previstos nas alíneas a) a e) do número 1 da Re-
solução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 82/2017, de 9 Artigo 1.º
de junho de 2017. Segundo o apuramento do Relatório Úni- As condições de trabalho constantes das alterações do
co/Quadros de Pessoal de 2016 estão abrangidos pelo referi- contrato coletivo de trabalho entre a Associação Portuguesa
do instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, dire- da Indústria Farmacêutica - APIFARMA e a Federação Inter-
ta ou indiretamente, excluindo os praticantes e aprendizes e sindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas,
o residual, 277 trabalhadores por contra de outrem a tempo Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia
completo (TCO), dos quais 33,9 % são homens e 66,1 % e Minas - FIEQUIMETAL e outro, publicadas no Boletim
são mulheres. De acordo com os dados da amostra, o estudo do Trabalho e Emprego, n.º 23, de 22 de junho de 2018, são
indica que para 202 TCO (72,9 % do total) as remunerações estendidas no território do Continente:
devidas são iguais ou superiores às remunerações conven- a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados
cionais, enquanto para 75 TCO (27,1 % do total) as remune- na associação de empregadores outorgante que se dediquem
rações são inferiores às convencionais, dos quais 40 % são à atividade industrial farmacêutica e trabalhadores ao seu
homens e 60 % são mulheres. Quanto ao impacto salarial serviço, das profissões e categorias profissionais previstas na
da extensão, a atualização das remunerações representa um convenção;
acréscimo de 0,2 % na massa salarial do total dos trabalha- b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados na
dores e de 1,5 % para os trabalhadores cujas remunerações associação de empregadores outorgante e trabalhadores ao
devidas serão alteradas. Na perspetiva da promoção de me- seu serviço, das profissões e categorias profissionais previs-
lhores níveis de coesão social o estudo indica uma redução tas na convenção, não representados pelas associações sindi-
no leque salarial. cais outorgantes.
Nos termos da alínea c) do número 1 do artigo 478.º do

2598
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Artigo 2.º trabalhador, nos termos do artigo 275.º do Código do Traba-


lho, as referidas retribuições apenas são objeto de extensão
1- A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a
para abranger situações em que a RMMG resultante da redu-
sua publicação no Diário da República.
ção seja inferior àquelas.
2- A tabela salarial e cláusulas de natureza pecuniária pre-
De acordo com o estatuído nos números 2 e 4 da RCM,
vistas na convenção produzem efeitos a partir de 1 de julho
na fixação da eficácia das cláusulas de natureza pecuniária,
de 2018.
nos termos da alínea c) do número 1 do artigo 478.º do Có-
digo do Trabalho, foi tido em conta a data do depósito da
20 de julho de 2018 - O Secretário de Estado do Empre- convenção e o termo do prazo para emissão da portaria de
go, Miguel Filipe Pardal Cabrita. extensão, com produção de efeitos a partir do primeiro dia
do mês em causa.
Considerando ainda que a convenção coletiva regula di-
versas condições de trabalho, procede-se à ressalva genérica
Portaria de extensão do contrato coletivo entre a de cláusulas contrárias a normas legais imperativas.
APHORT - Associação Portuguesa de Hotelaria, Embora a convenção tenha área nacional, a extensão de
convenções coletivas nas Regiões Autónomas compete aos
Restauração e Turismo e a FESAHT - Federa-
respetivos Governos Regionais, pelo que a presente extensão
ção dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, apenas é aplicável no território do Continente.
Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal Foi publicado o aviso relativo à presente extensão no
Boletim do Trabalho e Emprego, Separata, n.º 25, de 22 de
O contrato coletivo entre a APHORT - Associação Por- junho de 2018, ao qual não foi deduzida oposição por parte
tuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo e a FESAHT dos interessados.
- Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Be- Ponderadas as circunstâncias sociais e económicas jus-
bidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, publicado no Bole- tificativas da extensão de acordo com o número 2 do artigo
tim do Trabalho e Emprego (BTE), n.º 23, de 22 de junho de 514.º do Código do Trabalho promove-se a extensão do con-
2018, abrange no território nacional as relações de trabalho trato coletivo em causa.
entre empregadores que prossigam a atividade dos empreen- Assim, manda o Governo, pelo Secretário de Estado do
dimentos turísticos, dos estabelecimentos similares de alo- Emprego, no uso da competência delegada por Despacho n.º
jamento, dos estabelecimentos de restauração e de bebidas 1300/2016, de 13 de janeiro de 2016, do Ministro do Traba-
e estabelecimentos similares e trabalhadores ao seu serviço, lho, Solidariedade e Segurança Social, publicado no Diário
uns e outros representados pelas associações outorgantes. da República, 2.ª série, n.º 18, de 27 de janeiro de 2016, ao
As partes subscritoras requereram a extensão do contrato abrigo do artigo 514.º e do número 1 do artigo 516.º do Có-
coletivo na mesma área e setor de atividade aos empregado- digo do Trabalho e da Resolução do Conselho de Ministros
res não filiados na associação de empregadores outorgantes n.º 82/2017, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º
e trabalhadores ao seu serviço, das profissões e categorias 112, de 9 de junho de 2017, o seguinte:
nele previstas, não representados pela associação sindical
outorgante. Artigo 1.º
Considerando que a convenção em apreço procedeu à 1- As condições de trabalho constantes do contrato coleti-
alteração dos níveis e das categorias profissionais previstas vo entre a APHORT - Associação Portuguesa de Hotelaria,
na convenção que a antecedeu, o apuramento do Relatório Restauração e Turismo e a FESAHT - Federação dos Sin-
Único/Quadros de Pessoal atualmente disponível - que se re- dicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e
porta ao ano de 2016 - não contém informação que possibi- Turismo de Portugal, publicadas no Boletim do Trabalho e
lite a análise dos indicadores previstos nas alíneas a) a e) do Emprego, n.º 23, de 22 de junho de 2018, são estendidas no
número 1 da Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º território do Continente:
82/2017, de 9 de junho de 2017. No entanto, de acordo com a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados
o número 2 do artigo 514.º do Código do Trabalho, pondera- na associação de empregadores outorgante que se dediquem
das as circunstâncias sociais e económicas, nomeadamente a à atividade de alojamento, restauração e de bebidas abrangi-
identidade ou semelhança económica e social das situações das pela convenção e trabalhadores ao seu serviço, das pro-
previstas no âmbito da convenção com as que se pretende fissões e categorias profissionais nele previstas;
abranger com a presente extensão, a extensão justifica-se b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados na
porquanto tem, no plano social, o efeito de uniformizar as associação de empregadores outorgante que prossigam a ati-
condições mínimas de trabalho dos trabalhadores e, no pla- vidade mencionada na alínea anterior e trabalhadores ao seu
no económico, o de aproximar as condições de concorrência serviço, das profissões e categorias profissionais nele previs-
entre empresas do mesmo setor. tas, não representados pela associação sindical outorgante.
Considerando que as retribuições dos níveis I e II da ta- 2- As retribuições da tabela salarial inferiores à retribui-
bela salarial prevista no anexo III da convenção são infe- ção mínima mensal garantida apenas são objeto de extensão
riores à retribuição mínima mensal garantida (RMMG) em nas situações em que sejam superiores à retribuição mínima
vigor e esta pode ser objeto de reduções relacionadas com o mensal garantida em vigor, resultante de redução relaciona-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

da com o trabalhador, de acordo com o artigo 275.º do Có- sua publicação no Diário da República.
digo do Trabalho. 2- A tabela salarial e cláusulas de natureza pecuniária pre-
3- Não são objeto de extensão as cláusulas contrárias a vistas na convenção produzem efeitos a partir de 1 de julho
normas legais imperativas. de 2018.
Artigo 2.º
24 de julho de 2018 - O Secretário de Estado do Empre-
1- A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a go, Miguel Filipe Pardal Cabrita.

CONVENÇÕES COLETIVAS

Contrato coletivo entre a Associação dos Agriculto- Cláusula 3.ª


res do Ribatejo - Organização de Empregadores dos
Vigência, denúncia e revisão
Distritos de Santarém, Lisboa e Leiria e o Sindicato
Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, Flores- 1- O presente CCT entra em vigor com a sua publicação
no Boletim do Trabalho e Emprego e terá uma vigência de
ta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar, Bebidas e
24 meses, salvo quanto a salários e cláusulas de expressão
Afins - SETAAB pecuniária, que terão a vigência de 12 meses.
2- A tabela salarial constante dos anexos II e III e demais
cláusulas de expressão pecuniária produzirão efeitos a partir
CAPÍTULO I de 1 de junho de 2018 e serão revistas anualmente.
3- A denúncia do CCT pode ser efetuada, por escrito, por
Área, âmbito, vigência e revisão
qualquer das partes, com a antecedência mínima de 3 meses
em relação ao termo dos prazos de vigência previstos nos
Cláusula 1.ª
números anteriores, e desde que acompanhada de proposta
Área negocial global.
4- No caso de não haver denúncia, a vigência da conven-
O presente CCT aplica-se nos distritos de Santarém (ex-
ção será prorrogada automaticamente por períodos de um
cetuando os concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e
ano até ser denunciada por qualquer das partes.
Mação), Lisboa e Leiria.
5- Havendo denúncia, as partes comprometem-se a iniciar
Cláusula 2.ª o processo negocial utilizando as fases negociais que enten-
derem, incluindo a arbitragem voluntária, durante um perío-
Âmbito
do máximo de dois anos.
1- O presente contrato coletivo de trabalho obriga, por um 6- O não cumprimento do disposto no número anterior
lado, todos os empregadores e produtores por conta própria mantém em vigor a convenção, enquanto não for revogada
que, na área definida na cláusula 1.ª, se dediquem à atividade no todo ou em parte por outra convenção.
agrícola, pecuária, exploração silvícola ou florestal, e ativi- 7- O processo negocial inicia-se com a apresentação de
dades conexas, bem como todo o proprietário, arrendatário proposta fundamentada devendo a entidade destinatária res-
ou mero detentor, por qualquer título que, predominante- ponder até 30 dias após a data da sua receção.
mente ou acessoriamente, tenha por objetivo a exploração 8- A resposta deve exprimir uma posição relativa a todas as
naqueles sectores, mesmo sem fins lucrativos, desde que re- cláusulas da proposta, aceitando, recusando ou contrapondo.
presentados pela associação patronal signatária, Associação 9- A contraproposta pode abordar outras matérias para
dos Agricultores do Ribatejo - Organização de Empregado- além das previstas na proposta que deverão ser também con-
res dos Distritos de Santarém, Lisboa e Leiria, e, por outro sideradas pelas partes como objeto da negociação.
lado, todos os trabalhadores cujas categorias profissionais
estejam previstas no anexo I que, mediante retribuição, pres- CAPÍTULO II
tem a sua atividade naqueles sectores, sejam representados
pela associação sindical signatária, Sindicato Nacional dos Forma e modalidades do contrato
Trabalhadores da Agricultura, Floresta, Pesca, Turismo, In-
dústria Alimentar, Bebidas e Afins - SETAAB e não estejam Cláusula 4.ª
abrangidos por qualquer convenção coletiva específica.
Forma do contrato
2- O número de trabalhadores e empregadores abrangidos
é de 10 000 e de 1000, respetivamente. 1- O contrato de trabalho não depende da observância de

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

forma especial, salvo quando a lei determina o contrário. valor e a periodicidade da retribuição, o horário de trabalho,
2- Estão sujeitos a forma escrita, designadamente, o con- o local de trabalho, ou não havendo um fixo ou predomi-
trato a termo resolutivo, o contrato a tempo parcial, o con- nante, a indicação de que o trabalho é prestado em várias
trato de trabalho intermitente, o contrato para exercício de localizações, a duração das férias ou o critério para a sua
cargo ou funções em comissão de serviço. determinação, os prazos de aviso prévio a observar pelo em-
pregador e trabalhador para cessação do contrato, o número
Cláusula 5.ª
da apólice de seguro de acidentes de trabalho e a identifi-
Contratos de trabalho de muito curta duração cação da entidade seguradora, a menção de que este CCT é
aplicável à relação de trabalho e referência à contribuição da
Poderão ser celebrados contratos de trabalho de muito
entidade empregadora para um Fundo de Compensação de
curta duração para desenvolvimento de atividade sazonal
Trabalho e Fundo de Garantia de Compensação de Trabalho,
agrícola nos termos da legislação vigente.
correspondente a 1 % da retribuição mensal do trabalhador,
aplicável apenas a contratos de trabalho celebrados por perí-
CAPÍTULO III odo superior a 2 meses.

Admissão e carreira profissional Cláusula 7.ª

Período experimental
Cláusula 6.ª
1- O período experimental corresponde ao tempo inicial
Condições gerais de admissão de execução do contrato de trabalho, durante o qual as partes
1- São condições gerais de admissão para prestar trabalho apreciam o interesse na sua manutenção.
a idade mínima de 16 anos e a escolaridade obrigatória, sem 2- No decurso do período experimental, as partes devem
prejuízo do disposto nos números seguintes. agir de modo que possam apreciar o interesse na manutenção
2- Os menores de idade inferior a 16 anos podem prestar do contrato de trabalho.
trabalhos que pela sua natureza não ponham em risco o seu 3- O período experimental pode ser excluído por acordo
normal desenvolvimento, nos termos de legislação especí- escrito entre as partes.
fica. 4- À duração, contagem e denúncia do contrato durante o
3- Os menores de idade igual ou superior a 16 anos que período experimental aplica-se o previsto na lei.
não tenham concluído a escolaridade obrigatória ou que não Cláusula 8.ª
possuam qualificação profissional só podem ser admitidos a
prestar trabalho, desde que se verifiquem cumulativamente Categorias profissionais
as seguintes condições: 1- Os trabalhadores abrangidos por este contrato serão
a) Frequentem modalidade de educação ou formação que classificados de harmonia com as suas funções, em confor-
confira escolaridade obrigatória, qualificação profissional, midade com as categorias constantes do anexo I.
ou ambas; 2- Salvaguardando os direitos adquiridos à data da publi-
b) Tratando-se de contrato de trabalho a termo, a sua du- cação deste CCT, será exigida a titularidade dos seguintes
ração não seja inferior à duração total da formação, se o em- níveis habilitacionais para o preenchimento das condições
pregador assumir a responsabilidade do processo formativo, necessárias a cada uma das profissões constantes do anexo I:
ou permita realizar um período mínimo de formação, se esta a) Técnico superior: licenciatura ou grau académico supe-
responsabilidade estiver a cargo de outra entidade; rior;
c) O período normal de trabalho inclua uma parte reserva- b) Técnico: titularidade do 12.º ano e com formação pro-
da à educação e formação correspondente a 40 % do limite fissional;
máximo do período praticado a tempo inteiro da respetiva c) Operador especializado: titular de formação e ou curso
categoria e pelo tempo indispensável à formação completa; tecnológico e com equiparação ao 12.º ano;
d) O horário de trabalho possibilite a participação nos pro- d) Operador qualificado: escolaridade obrigatória acresci-
gramas de educação ou formação profissional. da de formação profissional adequada às funções;
4- O disposto nos números anteriores não é aplicável ao e) Operador: escolaridade obrigatória ou inferior.
menor que apenas preste trabalho durante o período das fé- 3- O preenchimento das condições definidas para as profis-
rias escolares. sões constantes no anexo I depende da existência de postos
5- O empregador deve comunicar à ACT - Autoridades de trabalho compatíveis na organização do empregador.
para as Condições de Trabalho, as admissões efetuadas nos
termos dos números 2 e 3. Cláusula 9.ª
6- Do contrato de trabalho ou documento a entregar pelo
Promoções e acessos
empregador ao trabalhador até 60 dias após o início da rela-
ção laboral, deverão constar a categoria do trabalhador ou 1- Sem prejuízo do previsto noutras cláusulas deste con-
a descrição sumária das funções correspondentes, a data da trato ou na legislação, constitui promoção ou acesso a passa-
celebração do contrato e a do início dos seus efeitos, a dura- gem de um profissional a um escalão superior a que corres-
ção previsível do contrato, se este for celebrado a termo, o ponde uma escala de retribuição mais elevada.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

2- A progressão na carreira profissional de operador pro- n) Possibilitar o exercício de cargos em estruturas repre-
cessar-se-á de acordo com a evolução do desempenho pro- sentativas dos trabalhadores;
fissional e a participação em ações de formação, tendo em o) Pôr à disposição dos trabalhadores, locais adequados
conta os níveis habilitacionais necessários e o descritivo fun- para afixação de documentos formativos e informativos de
cional das categorias imediatamente superiores. carácter sindical, nos termos gerais da lei;
3- Para os efeitos do número anterior, é relevante a forma- p) Não exigir do trabalhador a execução de atos ilícitos ou
ção profissional adequada, obtida com frequência de cursos que violem normas de segurança;
de formação ministrados por entidades formadoras acredi- q) Prestar à associação sindical outorgante do presente
tadas. CCT, todas as informações e esclarecimentos que solicite
quanto ao cumprimento deste contrato.
CAPÍTULO IV 2- Na organização da atividade, o empregador deve ob-
servar o princípio geral da adaptação do trabalho à pessoa,
Deveres, direitos e garantias com vista nomeadamente a atenuar o trabalho monótono ou
cadenciado em função do tipo de atividade, e as exigências
Cláusula 10.ª em matéria de segurança e saúde, designadamente no que se
refere a pausas durante o tempo de trabalho.
Deveres da entidade patronal 3- O empregador deve proporcionar ao trabalhador condi-
São deveres do empregador: ções de trabalho que favoreçam a conciliação da atividade
1- O empregador deve, nomeadamente: profissional com a vida familiar e pessoal.
a) Respeitar e tratar o trabalhador com urbanidade e pro- 4- O empregador deve afixar nas instalações da empresa
bidade; toda a informação sobre a legislação referente ao direito de
b) Pagar pontualmente a retribuição, que deve ser justa e parentalidade ou, se for elaborado regulamento interno, con-
adequada ao trabalho; sagrar no mesmo toda essa legislação.
c) Proporcionar boas condições de trabalho, do ponto de Cláusula 11.ª
vista físico e moral;
d) Fornecer aos trabalhadores equipamento adequado à Deveres do trabalhador
preparação, manuseamento e aplicação de produtos tóxicos São deveres do trabalhador:
e equiparados; 1- Sem prejuízo de outras obrigações, o trabalhador deve:
e) Contribuir para a elevação da produtividade e emprega- a) Respeitar e tratar o empregador, os superiores hierárqui-
bilidade do trabalhador, nomeadamente proporcionando-lhe cos, os companheiros de trabalho e as pessoas que se relacio-
formação profissional adequada a desenvolver a sua qualifi- nem com a empresa, com urbanidade e probidade;
cação; b) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade;
f) Respeitar a autonomia técnica do trabalhador que exer- c) Realizar o trabalho com zelo e diligência;
ça atividade cuja regulamentação ou deontologia profissio- d) Participar de modo diligente em ações de formação pro-
nal a exija; fissional que lhe sejam proporcionadas pelo empregador;
g) Prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em con- e) Cumprir as ordens e instruções do empregador respei-
ta a proteção da segurança e saúde do trabalhador, devendo tantes a execução ou disciplina do trabalho, bem como a se-
indemnizá-lo dos prejuízos resultantes de acidentes de tra- gurança e saúde no trabalho, que não sejam contrárias aos
balho; seus direitos ou garantias;
h) Adotar, no que se refere a segurança e saúde no traba- f) Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não
lho, as medidas que decorram de lei ou instrumento de regu- negociando por conta própria ou alheia em concorrência com
lamentação coletiva de trabalho; ele, nem divulgando informações referentes à sua organiza-
i) Fornecer ao trabalhador a informação e a formação ade- ção, métodos de produção ou negócios;
quadas à prevenção de riscos de acidente ou doença; g) Velar pela conservação e boa utilização de bens rela-
j) Manter atualizado, em cada estabelecimento, o registo cionados com o trabalho que lhe forem confiados pelo em-
dos trabalhadores com indicação de nome, datas de nasci- pregador;
mento e admissão, modalidade de contrato, categoria, pro- h) Promover ou executar os atos tendentes à melhoria da
moções, retribuições, datas de início e termo das férias e produtividade da empresa;
faltas que impliquem perda da retribuição ou diminuição de i) Cooperar para a melhoria da segurança e saúde no tra-
dias de férias; balho, nomeadamente por intermédio dos representantes dos
k) Adotar códigos de boa conduta para a prevenção e com- trabalhadores eleitos para esse fim;
bate ao assédio no trabalho, sempre que a empresa tenha sete j) Cumprir as prescrições sobre segurança e saúde no tra-
ou mais trabalhadores; balho que decorram de lei ou instrumento de regulamentação
l) Instaurar procedimento disciplinar sempre que tiver co- coletiva de trabalho.
nhecimento de alegadas situações de assédio no trabalho; 2- O dever de obediência respeita tanto a ordens ou ins-
m) Facilitar todo o tempo necessário aos trabalhadores que truções do empregador como de superior hierárquico do
desempenhem serviços como bombeiros voluntários, em ca- trabalhador, dentro dos poderes que por aquele lhe forem
sos de emergência; atribuídos.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 12.ª oito horas de antecedência.


4- Os membros das direções das associações sindicais, de-
Garantias dos trabalhadores vidamente identificados, nos termos da lei, que trabalhem na
É proibido ao empregador: empresa podem participar nas reuniões.
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exerça 5- Todo o diretor sindical que se desloque à empresa para
os seus direitos, bem como despedi-lo, aplicar-lhe outra san- aí participar numa reunião ou por qualquer outro motivo,
ção, ou tratá-lo desfavoravelmente por causa desse exercício; terá que se identificar, nos termos da lei em vigor à data deste
b) Obstar injustificadamente à prestação efetiva de traba- CCT, à entidade patronal ou aos seus representantes.
lho;
Cláusula 16.ª
c) Exercer pressão sobre o trabalhador para que atue no
sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba- Direitos, competências e poderes dos dirigentes e delegados sindicais
lho dele ou dos companheiros;
1- Os delegados sindicais têm direito a afixar convocató-
d) Diminuir a retribuição, salvo nos casos previstos no Có-
rias ou informações relativas à vida sindical, procedendo a
digo do Trabalho ou neste CCT;
sua distribuição entre os trabalhadores, mas sem prejuízo,
e) Mudar o trabalhador para categoria inferior, salvo nos
em qualquer caso, da laboração normal. O local de afixação
casos previstos neste código;
será indicado pela entidade patronal.
f) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho,
2- O número de delegados sindicais a quem são atribuí-
salvo nos casos previstos no Código do Trabalho ou neste
dos os créditos de horas e a sua competência e poderes, bem
CCT, ou ainda quando haja acordo;
como os seus direitos e os dos membros das comissões de
g) Ceder trabalhador para utilização de terceiro, salvo nos
trabalhadores ou dos corpos gerentes das associações sindi-
casos previstos no Código do Trabalho ou neste CCT;
cais, são regulados pelo CT.
h) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou serviços a ele
próprio ou a pessoa por ele indicada; Cláusula 17.ª
i) Explorar, com fim lucrativo, cantina, refeitório, econo-
mato ou outro estabelecimento diretamente relacionado com Reuniões com a entidade patronal
o trabalho, para fornecimento de bens ou prestação de servi- 1- Os delegados sindicais poderão reunir com a entidade
ços aos seus trabalhadores; patronal ou com quem esta para o efeito designar, sempre
j) Fazer cessar o contrato e readmitir o trabalhador, mes- que uma ou outra parte o julgue conveniente.
mo com o seu acordo, com o propósito de o prejudicar em 2- Sempre que uma reunião não puder realizar-se no dia
direito ou garantia decorrente da antiguidade. para que foi convocada, o motivo de adiamento deverá ser
fundamentado por escrito pela parte que não puder compa-
Cláusula 13.ª
recer, devendo a reunião ser marcada e realizada num dos 15
Direitos das comissões de trabalhadores dias seguintes.
3- O tempo dispensado nas reuniões previstas nesta cláu-
Os direitos das comissões dos trabalhadores são os cons-
sula não é considerado para o efeito de crédito de horas pre-
tantes da lei.
visto na cláusula anterior.
4- Os dirigentes sindicais, ou os seus representantes, de-
CAPÍTULO V vidamente credenciados, podem participar nas reuniões pre-
vistas nesta cláusula, mediante comunicação ao empregador,
Da atividade sindical e da organização dos com a antecedência mínima de seis horas.
trabalhadores
Cláusula 18.ª
Cláusula 14.ª
Quotização sindical
Da atividade sindical nos locais de trabalho As empresas poderão descontar mensalmente e remeter
Os trabalhadores abrangidos pelo presente contrato têm aos sindicatos respetivos o montante das quotas sindicais, até
direito ao exercício da atividade sindical, nos termos do Có- 15 dias após a cobrança, desde que previamente os trabalha-
digo do Trabalho. dores, em declaração individual escrita, a enviar ao sindicato
e à empresa, contendo o valor da quota e a identificação do
Cláusula 15.ª sindicato, assim o autorizem.
Reuniões
CAPÍTULO VI
1- Os trabalhadores têm direito a reunirem-se no interior
da empresa fora do horário de trabalho, sem prejuízo do nor-
Prestação de trabalho
mal funcionamento de turnos ou de trabalho suplementar.
2- As reuniões serão convocadas por 1/3 dos trabalhadores
da empresa ou pelo sindicato respetivo. SECÇÃO I
3- As reuniões efetuadas na empresa nos termos do núme-
ro 1 serão comunicadas à entidade patronal com quarenta e Local de trabalho

2603
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 19.ª Cláusula 21.ª

Local de trabalho Deslocações para frequência de cursos de formação profissional


1- O local de trabalho deve ser definido pelo empregador 1- Consideram-se deslocações para efeitos de frequência
no ato de admissão de cada trabalhador. de ações de formação profissional, promovidas pelo empre-
2- Na falta desta definição, o local de trabalho será o que gador, as mudanças do local habitual de trabalho ocasiona-
resulte da natureza do serviço ou circunstâncias do contrato das pelas mesmas.
individual de trabalho de cada trabalhador. 2- Aos trabalhadores deslocados para ações de formação
profissional o empregador assegurará transporte necessário
SECÇÃO II à deslocação e fornecerá alimentação e alojamento e em al-
ternativa, assegurará o pagamento de todas as despesas oca-
Deslocações e transportes sionadas com a deslocação, nomeadamente as decorrentes de
transporte, alimentação e alojamento.
Cláusula 20.ª 3- O tempo do trajeto e da formação não deve exceder o
período normal diário a que os trabalhadores estão obrigados
Regime de deslocações
1- O regime das deslocações dos trabalhadores fora do lo- SECÇÃO IV
cal habitual de trabalho regula-se pela presente disposição
em função das seguintes modalidades: Duração e organização do tempo de trabalho
a) Deslocação pequena - dentro da localidade onde se situa
o local habitual de trabalho; Cláusula 22.ª
b) Deslocação média - fora da localidade onde se situa o
local habitual de trabalho, mas para local que permite o re- Período normal de trabalho
gresso diário do trabalhador ao local de trabalho; O período normal de trabalho não pode exceder oito ho-
c) Deslocação grande - fora da localidade onde se situa o ras diárias e quarenta horas semanais.
local habitual de trabalho para local que não permite o re-
Cláusula 23.ª
gresso diário do trabalhador ao local habitual de trabalho,
com alojamento no local onde o trabalho se realiza; Intervalos de descanso
d) Deslocação muito grande - entre o Continente e as Regi-
O período normal de trabalho diário será interrompido
ões Autónomas ou para fora do território nacional.
por um intervalo para refeição não inferior a uma nem supe-
2- Nas deslocações pequenas o trabalhador tem direito ao
rior a duas horas, não podendo os trabalhadores prestar mais
reembolso das despesas de transporte em que tiver incorri-
de cinco horas seguidas de trabalho.
do e no caso de ter recorrido a viatura própria, ao valor de
0,36 €/km. Cláusula 24.ª
3- Nas deslocações médias o trabalhador tem direito ao
reembolso das despesas de transporte nos termos previstos Horário de trabalho, definição e princípio geral
no número 2 desta cláusula, se for o caso, e ao reembolso de 1- Compete ao empregador estabelecer o horário de tra-
despesas com refeições, designadamente: balho do pessoal ao seu serviço, de acordo com os números
a) Pequeno-almoço - se o trabalhador comprovadamente seguintes e dentro dos condicionalismos legais.
iniciar a deslocação antes das 6h30 da manhã e até ao mon- 2- Entende-se por horário de trabalho a determinação das
tante de 3,25 €; horas de início e termo do período normal de trabalho diário
b) Almoço - se a deslocação abranger o período entre as e do intervalo de descanso, bem como do descanso semanal.
12h30 e 14h30 e até ao montante de 9,70 €; 3- O horário de trabalho delimita o período normal de tra-
c) Jantar - se a deslocação se prolongar para além das balho diário e semanal.
20h00 e até ao montante de 9,70 €; 4- O início e o termo do período normal de trabalho diário
d) Ceia - se a deslocação se prolongar para além das 24h00 podem ocorrer em dias consecutivos.
e até ao montante de 3,25 €. 5- A alteração de horário de trabalho deve ser precedida
Em alternativa, o empregador poderá determinar atribuir de consulta aos trabalhadores envolvidos e à comissão de
ajudas de custo ao trabalhador, nos mesmos termos em que trabalhadores ou, na sua falta, à comissão sindical ou inter-
são asseguradas aos funcionários públicos. sindical ou aos delegados sindicais, bem como, ainda que
4- Nas deslocações muito grandes, o empregador suporta- vigore o regime de adaptabilidade, ser afixada na empresa
rá o pagamento da viagem, ida e volta, alojamento e refei- com antecedência de sete dias relativamente ao início da sua
ções ou em alternativa, às duas últimas, atribuição de ajudas aplicação, ou três dias em caso de microempresa.
de custo nos mesmos termos em que são asseguradas aos 6- Excetua-se do disposto no número anterior a alteração
funcionários públicos. de horário de trabalho cuja duração não seja superior a uma

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

semana, desde que seja registada em livro próprio, com a plementar.


menção de que foi consultada a estrutura de representação 12- O disposto no número anterior não se aplica aos traba-
coletiva dos trabalhadores referida no número anterior, e o lhadores contratados a termo resolutivo, cujo tempo previsto
empregador não recorra a este regime mais de três vezes por de contrato se verifique antes de terminado o período de re-
ano. ferência.
7- Não pode ser unilateralmente alterado o horário indivi- 13- Para efeitos do disposto na cláusula anterior, o horário
dualmente acordado. semanal no período de referência será afixado e comunicado
aos trabalhadores envolvidos com um mínimo de 7 dias de
Cláusula 25.ª
antecedência.
Regime de adaptabilidade Cláusula 26.ª
1- O período normal de trabalho pode ser definido em ter-
mos médios, casos em que o limite diário estabelecido na Banco de horas
cláusula 22.ª pode ser aumentado até ao limite de 4 horas, 1- O período normal de trabalho pode ser aumentado, por
sem que a duração de trabalho semanal exceda as 60 horas, acordo entre o trabalhador e empregador, até 2 horas diárias,
não se contando nestas o trabalho suplementar prestado por podendo atingir 50 horas semanais, não podendo ultrapassar
força maior. o período de três meses num ano civil, devendo o emprega-
2- O período normal de trabalho definido nos termos pre- dor comunicar o período em que será necessária a prestação
vistos no número anterior não pode exceder cinquenta horas de trabalho com a antecedência mínima de 15 dias seguidos.
em média num período de dois meses. 2- O trabalhador terá direito a redução equivalente do tem-
3- A duração média do período normal de trabalho sema- po de trabalho prestado em acréscimo em igual período, de-
nal deve ser apurada por referência a períodos de 6 meses. vendo o empregador comunicar aos trabalhadores o período
4- As horas de trabalho prestado em regime de alargamen- em que a mesma deve ter lugar com a antecedência mínima
to do período de trabalho normal, serão compensadas com de 15 dias seguidos.
a redução do horário normal em igual número de horas ou 3- Não sendo possível a redução equivalente do tempo de
então por redução em meios-dias ou dias inteiros. trabalho no ano civil a que respeita o acréscimo, a compen-
5- Quando as horas de compensação perfizerem o equiva- sação poderá ser feita no 1.º trimestre do ano civil seguinte
lente, pelo menos a meio ou um período normal de trabalho àquele a que respeita.
diário, o trabalhador poderá optar por gozar a compensação 4- Não sendo concedida a compensação dentro do perío-
por alargamento do período de férias. do de referência, as horas prestadas em excesso serão pagas
6- As horas de trabalho prestado em regime de alargamen- como trabalho suplementar.
to do período de trabalho normal que excedam as 4 horas por
Cláusula 27.ª
dia, referidas no número 1 desta cláusula, serão pagas como
horas de trabalho suplementar. Recuperação de horas
7- Se a média das horas de trabalho semanal prestadas no
1- As horas não trabalhadas por motivo de pontes e por
período de referência fixado no número 2 for inferior ao pe-
causas de força maior serão recuperadas, mediante trabalho
ríodo normal de trabalho previsto na cláusula 22.ª, por razões
a prestar de acordo com o que for estabelecido, em dias de
não imputáveis ao trabalhador, considerar-se-á saldado a fa-
laboração normal, não podendo, contudo, exceder, neste úl-
vor deste, o período de horas não prestado.
timo caso, o limite de 2 horas diárias.
8- Conferem o direito a compensação económica as altera-
ções que impliquem acréscimo de despesas para os trabalha- Cláusula 28.ª
dores, nomeadamente com:
a) Alimentação; Trabalho suplementar
b) Transportes; 1- Considera-se trabalho suplementar o prestado fora do
c) Creches e ATL; período normal de trabalho diário.
d) Cuidados básicos a elementos do agregado familiar. 2- O trabalho suplementar só pode ser prestado quando a
9- Havendo trabalhadores pertencentes ao mesmo agrega- empresa tenha de fazer face a acréscimo eventual e transi-
do familiar, a organização do tempo de trabalho tomará sem- tório de trabalho e não se justifique para tal a admissão de
pre em conta esse facto, dando prioridade a pelo menos um trabalhador.
dos trabalhadores na dispensa do regime previsto. 3- O trabalho suplementar pode ainda ser prestado em caso
10- O trabalhador menor tem direito a dispensa de horários de força maior ou quando seja indispensável para prevenir
de trabalho organizados de acordo com o regime da adapta- ou reparar prejuízo grave para a empresa ou para a sua via-
bilidade do tempo de trabalho, se for apresentado atestado bilidade.
médico do qual conste que tal prática pode prejudicar a sua Cláusula 29.ª
saúde ou a segurança no trabalho.
11- Se o contrato de trabalho cessar antes de terminado o Obrigatoriedade do trabalho suplementar
período de referência, as horas de trabalho que excederem a 1- Os trabalhadores estão obrigados à prestação de traba-
duração normal de trabalho serão pagas como trabalho su- lho suplementar salvo, havendo motivos atendíveis, o traba-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

lhador expressamente solicitar a sua dispensa, nomeadamen- Cláusula 34.ª


te nos seguintes casos:
a) Assistência inadiável ao agregado familiar; Trabalho por turnos
b) Frequência de estabelecimento de ensino ou preparação 1- Entende-se por turnos fixos, aqueles em que o trabalha-
de exames; dor cumpre o mesmo horário de trabalho sem rotação e por
c) Residência distante do local de trabalho e impossibili- turnos rotativos aqueles em que o trabalhador mude regular
dade comprovada de dispor de transporte adequado. ou periodicamente de horário, regendo-se nos termos dos ar-
tigos 221.º e 222.º do CT.
Cláusula 30.ª
2- O trabalhador em regime de turnos goza de preferência
Limites da duração do trabalho suplementar na admissão para postos de trabalho em regime de horário
normal.
1- Cada trabalhador não poderá prestar mais de 200 horas
3- O trabalhador sujeito à prestação de trabalho em regi-
de trabalho suplementar por ano nem, em cada dia normal de
me de turnos deve beneficiar de acompanhamento médico
trabalho mais de duas horas.
adequado.
2- O limite anual de horas de trabalho suplementar aplicá-
vel a trabalhador a tempo parcial é o correspondente à pro- Cláusula 35.ª
porção entre o respetivo período normal de trabalho e o de
trabalhador a tempo completo em situação comparável. Isenção de horário de trabalho
3- Em regra, cada trabalhador não poderá prestar mais de Por acordo escrito, pode ser isento de horário de trabalho
duas horas de trabalho suplementar por dia. o trabalhador que se encontre numa das seguintes situações:
a) Exercício de cargos de administração, de direção, de
Cláusula 31.ª
confiança, de fiscalização ou de apoio aos titulares desses
Descanso compensatório cargos;
b) Execução de trabalhos preparatórios ou complementa-
9- O trabalhador que prestar trabalho suplementar impedi-
res que, pela sua natureza, só possam ser efetuados fora dos
tivo do descanso diário tem direito a descanso compensató-
limites do horário normal de trabalho;
rio remunerado equivalente às horas de descanso em falta, a
c) Teletrabalho e exercício regular da atividade fora do es-
gozar num dos 3 dias úteis seguintes.
tabelecimento, sem controlo imediato da hierarquia;
2- O trabalhador que prestar trabalho em dia de descanso
d) Exercício de atividade em exposições ou feiras;
semanal obrigatório tem direito a 1 dia de descanso compen-
e) Execução de trabalhos em atividades sazonais e em
satório remunerado a gozar num dos 3 dias úteis seguintes.
campanhas agrícolas.
3- O descanso compensatório será marcado por acordo
entre trabalhador e empregador ou, na sua falta, pelo em- Cláusula 36.ª
pregador.
Descanso semanal obrigatório
Cláusula 32.ª
1- Todos os trabalhadores têm direito a, pelo menos, um
Registo de trabalho suplementar dia de descanso semanal que, em regra, será o domingo e a
meio dia de descanso complementar.
1- O empregador deve ter um registo de trabalho suple-
2- O meio-dia de descanso complementar deve ser o dia de
mentar em que, antes do início da prestação de trabalho su-
calendário imediatamente anterior ao dia de descanso sema-
plementar e logo após o seu termo, são anotadas as horas em
nal obrigatório.
que cada uma das situações ocorre.
3- O dia de descanso semanal obrigatório pode deixar de
2- O trabalhador deve visar o registo de trabalho suple-
ser o domingo, além de noutros casos previstos em legisla-
mentar imediatamente a seguir à prestação de trabalho su-
ção especial, quando o trabalhador presta atividade:
plementar, desde que possível.
a) Em empresa ou sector de empresa dispensado de en-
3- O empregador deve enviar à ACT a relação nominal de
cerrar ou suspender o funcionamento um dia completo por
trabalhadores que prestaram trabalho suplementar durante o
semana, ou que seja obrigado a encerrar ou a suspender o
ano civil anterior, com discriminação das horas prestadas,
funcionamento em dia diverso do domingo;
visada pela comissão de trabalhadores ou, na sua falta, em
b) Em empresa do setor agrícola, pecuário, agropecuário
caso de trabalhador filiado, pelo respetivo sindicato.
ou agroflorestal, cuja atividade e/ou funcionamento não pos-
Cláusula 33.ª sa ser interrompido;
c) Em atividade que deva ter lugar em dia de descanso dos
Trabalho noturno restantes trabalhadores;
Considera-se trabalho noturno o trabalho prestado entre d) Em atividade de vigilância ou limpeza;
as 21 horas de um dia e as 6 horas do dia seguinte, no período e) Em exposição ou feira;
compreendido entre 15 de março e 31 de outubro, e entre as f) Trabalho em regime de turnos;
20 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte, no período g) Atividades sazonais;
de 1 de novembro a 14 de março. h) Campanhas agrícolas.

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4- Sempre que possível, o empregador deve proporcionar 5- O direito a férias adquire-se com a celebração do con-
o descanso semanal no mesmo dia, aos trabalhadores que trato de trabalho e vence-se no dia 1 de janeiro de cada ano
pertençam ao mesmo agregado familiar, que o solicitem. civil, salvo o disposto nos números seguintes.
6- No ano civil da contratação, o trabalhador tem direito,
SECÇÃO II após seis meses completos da execução do contrato, a gozar
2 dias úteis de férias por cada mês de duração do contrato
Feriados e suspensão ocasional do trabalho nesse ano, até ao máximo de 20 dias úteis.
7- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor-
Cláusula 37.ª rido o prazo do número anterior ou antes de gozado o direito
a férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de junho do ano
Feriados civil subsequente.
1- São feriados obrigatórios:
Cláusula 39.ª
–– 1 de janeiro;
–– Terça-Feira de Carnaval; Duração do período de férias
–– Sexta-Feira Santa; 1- O período anual de férias é de 22 dias úteis.
–– Domingo de Páscoa; 2- Para efeito de férias, são úteis os dias de semana, de
–– 25 de abril; segunda-feira a sexta-feira, com exceção dos feriados, não
–– 1 de maio; podendo as férias ter início em dia de descanso semanal do
–– Corpo de Deus; trabalhador.
–– 10 de junho; 3- Para efeitos de determinação do mês completo devem
–– 15 de agosto; contam-se todos os dias, seguidos ou interpolados, em que
–– 5 de outubro; foi prestado trabalho.
–– 1 de novembro; 4- Nos contratos cuja duração total não atinja 6 meses, o
–– 1 de dezembro; gozo das férias tem lugar no momento imediatamente ante-
–– 8 de dezembro; rior ao da cessação, salvo acordo das partes.
–– 25 de dezembro; 5- As férias devem ser gozadas no decurso do ano civil em
–– Feriado municipal da localidade, se existir, ou da sede que se vencem, não sendo permitido acumular no mesmo
do distrito onde o trabalho é prestado. ano, férias de dois ou mais anos.
2- Em substituição de qualquer dos feriados referidos no 6- As férias podem, porém, ser gozadas no 1.º trimestre
número anterior, poderá ser observado, a título de feriado, do ano civil seguinte, em acumulação ou não com as férias
qualquer outro dia em que acordem a entidade patronal e os vencidas no início deste, por acordo entre o empregador e o
trabalhadores. trabalhador ou sempre que este pretenda gozar as férias com
3- O feriado de Sexta-Feira Santa pode ser observado em familiares residentes no estrangeiro.
outro dia com significado local no período da Páscoa, de 7- Empregador e trabalhador podem ainda acordar na acu-
acordo com os costumes e tradição local ou regional. mulação, no mesmo ano, de metade do período de férias ven-
cido no ano anterior com o vencido no início desse ano.
SECÇÃO III 8- Por acordo entre empregador e trabalhador, os períodos
de descanso compensatório ou os períodos resultantes de
Férias adaptabilidade de horário poderão ser gozados cumulativa-
mente com as férias.
Cláusula 38.ª
Cláusula 40.ª
Direito a férias
Duração do período de férias nos contratos de duração inferior a seis
1- Os trabalhadores têm direito a um período de férias re- meses
tribuídas em cada ano civil.
2- O direito a férias reporta-se ao trabalho prestado no ano 1- O trabalhador admitido com contrato cuja duração total
civil anterior e não está condicionado à assiduidade ou efe- não atinja 6 meses tem direito a gozar dois dias úteis de fé-
tividade de serviço, sem prejuízo do disposto nas cláusulas rias por cada mês completo de duração de contrato.
seguintes. 2- Para efeito de determinação do mês completo devem
3- O direito a férias deve efetivar-se de modo a possibilitar contar-se todos os dias, seguidos ou interpolados, em que
a recuperação física e psíquica dos trabalhadores e a assegu- foi prestado trabalho, incluindo os dias de descanso semanal
rar-lhes condições mínimas de disponibilidade pessoal, de interpolados entre duas ou mais semanas de trabalho conse-
integração na vida familiar e de participação social e cultural. cutivas.
4- O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efetivo 3- Nos contratos cuja duração total atinja seis meses, o
não pode ser substituído por qualquer compensação econó- gozo das férias tem lugar no momento imediatamente ante-
mica ou outra, ainda que com o acordo do trabalhador, a não rior ao da cessação, salvo acordo das partes.
ser na permuta de faltas com perda de retribuição por dias de 4- Os dias de férias referentes a trabalho sazonal prestado
férias até ao limite estabelecido na presente convenção. serão objeto de compensação no salário diário previsto na

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

tabela salarial constante do anexo III, dada a impossibilidade mento de ensino, nos termos previstos no CT;
do seu gozo efetivo. d) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho
devido a facto que não seja imputável ao trabalhador, nome-
Cláusula 41.ª
adamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações
Marcação do período de férias legais;
e) As motivadas pela necessidade de prestação de assistên-
1- A marcação do período de férias deve ser feita por mú-
cia inadiável e imprescindível a membros do seu agregado
tuo acordo, entre o trabalhador e o empregador.
familiar, nos termos previstos no CT;
2- Na falta de acordo, caberá à entidade patronal marcar as
f) As ausências não superiores a quatro horas e só pelo
férias, só podendo marcar o período de férias entre 1 de abril
tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável
e 30 de novembro.
pela educação do menor, uma vez por trimestre, para deslo-
3- A marcação do período de férias, de acordo com o nú-
cação à escola tendo em vista inteirar-se da situação educa-
mero anterior, é feita segundo uma planificação que assegu-
tiva do filho menor;
re o funcionamento dos serviços e permita, rotativamente, a
g) As dadas pelos trabalhadores eleitos para as estruturas
utilização dos meses de abril a outubro por cada trabalhador,
de representação coletiva, nos termos previstos no CT;
em função dos períodos gozados nos quatro anos anteriores.
h) As dadas por candidatos a eleições para cargos públi-
4- Aos trabalhadores do mesmo agregado familiar que es-
cos, durante o período legal da respetiva campanha eleitoral;
tejam ao serviço da mesma empresa deverá ser concedida,
i) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
sempre que possível, a faculdade de gozarem as suas férias
j) As que por lei forem como tal qualificadas.
simultaneamente.
3- São consideradas injustificadas as faltas não previstas
5- O gozo do período de férias pode ser interpolado, por
no número anterior.
acordo entre empregador e trabalhador e desde que sejam
gozados, no mínimo 10 dias úteis consecutivos. Cláusula 44.ª
6- O mapa de férias, com indicação do início e termo dos
períodos de férias de cada trabalhador, deve ser elaborado e Comunicação e prova e efeitos sobre faltas justificadas
aprovado até 15 de março de cada ano e afixado nos locais de 1- A ausência, quando previsível, é comunicada ao empre-
trabalho entre esta data e 30 de novembro. gador, acompanhada da indicação do motivo justificativo,
com a antecedência mínima de cinco dias.
SECÇÃO IV 2- Caso a antecedência prevista no número anterior não
possa ser respeitada, nomeadamente por a ausência ser im-
Faltas previsível com a antecedência de cinco dias, a comunicação
ao empregador é feita logo que possível.
Cláusula 42.ª 3- O não cumprimento do disposto nos números anteriores
torna as faltas injustificadas.
Definição de falta 4- O empregador pode, nos 15 dias seguintes à comunica-
1- Falta é a ausência do trabalhador do local em que devia ção da ausência, exigir ao trabalhador prova de facto invoca-
desempenhar a atividade durante o período normal de traba- do para a justificação, a prestar em prazo razoável.
lho durante o período normal de trabalho a que está obrigado. 5- A prova da situação de doença do trabalhador é feita por
2- Nos casos de ausências do trabalhador por períodos in- declaração de estabelecimento hospitalar, ou centro de saúde
feriores ao período normal de trabalho a que está obrigado, ou ainda por atestado médico.
os respetivos tempos serão adicionados para determinação 6- A situação de doença referida no número anterior pode
dos períodos normais de trabalho diário em falta. ser verificada por médico, nos termos previstos em legisla-
ção específica.
Cláusula 43.ª
7- A apresentação ao empregador de declaração médica
Tipos de falta com intuito fraudulento constitui falsa declaração para efei-
tos de justa causa de despedimento.
1- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas.
8- O incumprimento de obrigação prevista nos números 1
2- São consideradas faltas justificadas as ausências que se
ou 2, ou a oposição, sem motivo atendível, à verificação da
verifiquem pelos motivos e nas condições a seguir indicadas,
doença a que se refere o número 3 determina que a ausência
desde que o trabalhador faça prova dos factos invocados para
seja considerada injustificada.
a justificação:
9- As faltas justificadas não determinam a perda e prejuízo
a) As dadas, durante 15 dias seguidos, por altura do casa-
de quaisquer direitos ou regalias do trabalhador, salvo o dis-
mento;
posto no número seguinte.
b) As motivadas por falecimento do cônjuge não separado
10- Determinam perda de retribuição as seguintes faltas,
de pessoas e bens (5 dias consecutivos), parentes ou afins no
ainda que justificadas:
1.º grau na linha reta (5 dias consecutivos) ou outro parente
11- As faltas dadas pelos membros da direção da associa-
ou afim na linha reta ou no 2.º grau da linha colateral (2 dias
ção sindical para o desempenho das suas funções que exce-
consecutivos);
dam os créditos de tempo referidos neste CCT;
c) As motivadas pela prestação de provas em estabeleci-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

12- As faltas dadas pelos membros da comissão de traba- e garantias das partes na medida em que pressuponham a
lhadores, subcomissões e comissões coordenadoras no exer- efetiva prestação de trabalho.
cício da sua atividade para além do crédito concedido nos 4- O trabalhador beneficiário da licença sem vencimento
termos deste CCT; mantém o direito ao lugar.
13- As faltas dadas por motivos de doença, desde que o 5- Pode ser contratado um substituto para o trabalhador na
trabalhador beneficie de um regime de segurança social de situação de licença sem vencimento, em conformidade com
proteção na doença; as disposições que regulam o contrato a termo.
14- Por motivo de acidente no trabalho, desde que o traba-
lhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro; CAPÍTULO VII
As previstas na alínea j) do número 2 do artigo 52.º deste
CCT, quando superiores a 30 dias por ano; Retribuição, remunerações, subsídios e outras
15- As autorizadas ou aprovadas pelo empregador. prestações pecuniárias
Cláusula 45.ª
Cláusula 48.ª
Efeitos das faltas injustificadas
Princípio constitucional da retribuição
1- A falta injustificada constitui violação do dever de as-
siduidade e determina perda da retribuição correspondente Aos trabalhadores abrangidos pela presente convenção
ao período de ausência, que não é contado na antiguidade do será assegurada uma retribuição do trabalho, segundo a
trabalhador. quantidade, natureza e qualidade, em observância do princí-
2- A falta injustificada a um ou meio período normal de pio constitucional de que a trabalho igual salário igual, sem
trabalho diário, imediatamente anterior ou posterior a dia ou distinção de nacionalidade, idade, sexo, raça, religião ou ide-
meio-dia de descanso ou a feriado, constitui infração grave. ologia.
3- Na situação referida no número anterior, o período de Cláusula 49.ª
ausência a considerar para efeitos da perda de retribuição
prevista no número 1 abrange os dias ou meios-dias de des- Conceito de retribuição do trabalho
canso ou feriados imediatamente anteriores ou posteriores 1- Só se considera retribuição o montante a que, nos ter-
ao dia de falta. mos desta convenção, das normas que o regem ou dos usos, o
4- No caso de apresentação de trabalhador com atraso in- trabalhador tem direito como contrapartida do seu trabalho.
justificado: 2- A retribuição compreende a retribuição base e todas as
a) Sendo superior a sessenta minutos e para início do tra- outras prestações regulares e periódicas feitas, direta ou in-
balho diário, o empregador pode não aceitar a prestação de diretamente, em dinheiro ou em espécie, bem como outras
trabalho durante todo o período normal de trabalho; prestações que a presente convenção vier a definir como tal.
b) Sendo superior a trinta minutos, o empregador pode não 3- Presume-se constituir retribuição toda e qualquer pres-
aceitar a prestação de trabalho durante essa parte do período tação do empregador ao trabalhador.
normal de trabalho. 4- Para os efeitos desta convenção, considera-se ilíquido o
Cláusula 46.ª valor de todas as prestações pecuniárias nelas estabelecidas.
5- Não se considera retribuição:
Efeitos das faltas no direito a férias a) A remuneração por trabalho suplementar;
1- As faltas justificadas ou injustificadas não têm qualquer b) As importâncias recebidas a título de ajudas de custo,
efeito sobre o direito a férias do trabalhador, salvo o disposto subsídios de refeição, abonos de viagem, despesas de trans-
no número seguinte. porte e alimentação, abonos de instalação e outros equiva-
2- Nos casos em que as faltas determinam perda de re- lentes;
tribuição, esta poderá ser substituída, se o trabalhador ex- c) As gratificações extraordinárias e os prémios de produ-
pressamente assim o preferir, por perda de dias de férias, na tividade concedidos pelo empregador quando não atribuídos
proporção de 1 dia de férias por cada dia de falta, desde que com carácter regular ou quando não definidas antecipada-
salvaguardado o gozo efetivo de 20 dias úteis de férias ou 5 mente.
dias úteis, se se tratar de férias no ano de admissão. 6- Para efeitos desta convenção, entende-se por:
a) Retribuição de base: a retribuição correspondente à ta-
Cláusula 47.ª bela salarial, anexo II desta convenção, que dela faz parte
integrante;
Licença sem retribuição
b) Retribuição mínima: a retribuição de base e as diutur-
1- A entidade patronal pode atribuir ao trabalhador, a pe- nidades;
dido deste, licença sem retribuição por período determinado, c) Retribuição efetiva: a retribuição ilíquida mensal rece-
passível de prorrogação. bida pelo trabalhador que integra a retribuição de base, as
2- O período de licença sem retribuição conta-se para efei- diuturnidades e qualquer outra prestação paga mensalmente
tos de antiguidade. e com carácter de permanência por imperativo da lei ou deste
3- Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres CCT.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 50.ª a) 25 % da retribuição normal na 1.ª hora;


b) 37,5 % da retribuição normal nas horas ou frações sub-
Cálculo da retribuição horária e diária sequentes.
1- A retribuição horária é calculada segundo a fórmula: 2- O trabalho suplementar prestado em dia de descanso
semanal, obrigatório ou complementar, e em dia feriado
RM × 12 / 52 × n
confere ao trabalhador o direito a um acréscimo de 50 % da
sendo RM o valor da retribuição efetiva e n o período normal retribuição, por cada hora de trabalho efetuado.
de trabalho semanal. 3- Sempre que o trabalho suplementar se prolongue para
2- A retribuição diária é igual a 1/30 da retribuição efetiva, além das 20 horas, o trabalhador tem direito a um subsídio
desde que não tenha sido estipulado um salário diário nos de refeição de montante igual ao do disposto na cláusula 68.ª
termos deste CCT, para o trabalhador em trabalho sazonal. deste CCT ou em alternativa, por decisão do empregador ao
Cláusula 51.ª fornecimento de uma refeição por esta.
4- Sempre que o trabalhador preste trabalho suplementar
Retribuição certa e retribuição variável em dia de descanso semanal e em feriados terá direito ao
1- Os trabalhadores poderão receber uma retribuição mis- subsídio de refeição previsto na cláusula 68.ª e, se o trabalho
ta, ou seja, constituída por uma parte fixa e uma parte vari- tiver duração superior a 5 horas e se se prolongar para além
ável. das 20 horas, terá também direito a um subsídio de refeição
2- Aos trabalhadores que aufiram uma retribuição mista, de igual montante ou em alternativa, por decisão do empre-
será assegurado como valor mínimo o correspondente à re- gador, ao fornecimento de uma refeição por esta.
tribuição mínima a que teriam direito, para a respetiva cate- 5- Quando o trabalho suplementar terminar a horas que
goria profissional, nos termos deste CCT. não permita ao trabalhador a utilização de transportes cole-
3- Independentemente do tipo de retribuição, o trabalha- tivos, caberá ao empregador fornecer ou suportar os custos
dor não pode, em cada mês de trabalho, receber montante de transporte até à residência ou alojamento habitual do tra-
ilíquido inferior ao da retribuição mínima mensal garantida, balhador.
salvo havendo faltas injustificadas ou faltas justificadas que 6- Não é exigível o pagamento de trabalho suplementar
determinam a perda de retribuição. cuja prestação não tenha sido prévia e expressamente deter-
4- Quando a retribuição for variável ou mista, o pagamen- minada pela empresa.
to da componente variável da retribuição deve efetuar-se até Cláusula 54.ª
ao final do mês seguinte àquele a que respeite. Este prazo po-
derá ser antecipado para outra data que venha a ser acordada Retribuição em caso de substituição do trabalhador
entre o trabalhador e empregador. Sempre que um trabalhador substitua outro de categoria
Cláusula 52.ª superior por período que ultrapasse três dias consecutivos de
trabalho normal receberá, a partir do 4.º dia consecutivo de
Forma de pagamento substituição uma retribuição base idêntica à da correspon-
1- As prestações devidas a título de retribuição são satis- dente função desempenhada pelo trabalhador substituído
feitas por inteiro no decurso do mês a que digam respeito bem como a eventuais subsídios de função.
ou na data em que devam ser pagas segundo a presente con- Cláusula 55.ª
venção.
2- O empregador pode efetuar o pagamento por meio de Retribuição da isenção de horário de trabalho
qualquer meio de pagamento legalmente admissível à ordem 1- Os trabalhadores que venham a ficar isentos de horário
do respetivo trabalhador, desde que o montante devido esteja de trabalho têm direito a uma retribuição adicional definida
disponível nos prazos referidos no número anterior. nos pontos seguintes:
3- No ato de pagamento da retribuição, o empregador a) Aos trabalhadores cuja isenção de horário de trabalho
deve entregar ao trabalhador documento no qual conste o implicar a não sujeição aos limites máximos dos períodos
seu nome completo, grupo, categoria profissional e nível de normais de trabalho, essa retribuição será de 1 hora de traba-
retribuição, número de inscrição na instituição de segurança lho suplementar por dia;
social, período a que a retribuição respeita, discriminação da b) Aos trabalhadores cuja isenção de horário de trabalho
modalidade das prestações remuneratórias, importâncias re- for acordada com observância dos períodos normais de tra-
lativas à prestação de trabalho suplementar ou noturno, bem balho, essa retribuição será de 2 horas de trabalho suplemen-
como todos os descontos e deduções devidamente especifi- tar por semana.
cados, com indicação do montante líquido a receber. 2- Quando o trabalhador preste trabalho em dia de descan-
Cláusula 53.ª so semanal obrigatório ou feriado, não se aplica, para efeitos
de determinação de retribuição adicional, o regime de isen-
Retribuição de trabalho suplementar ção de trabalho, mas sim o de trabalho suplementar estabele-
1- O trabalho prestado em dia normal de trabalho será re- cido na presente convenção.
munerado com os seguintes acréscimos:

2610
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 56.ª durante o dia.


2- A prestação de trabalho noturno depois das 21 horas
Retribuição e subsídio de férias confere ao trabalhador o direito ao subsídio de refeição pre-
1- Todos os trabalhadores têm direito a receber, durante as visto no artigo 68.º deste CCT ou em alternativa, por decisão
férias, uma retribuição igual à que receberiam se estivessem da entidade empregadora, a uma refeição fornecida por esta.
ao serviço. 3- O disposto no número anterior não se aplica aos traba-
2- Além da retribuição mencionada no número anterior, o lhadores que funcionem em regime de turnos.
trabalhador tem direito a um subsídio de férias cujo mon-
Cláusula 60.ª
tante compreende a retribuição base e as demais prestações
retributivas que sejam contrapartida do modo específico da Dedução das remunerações mínimas
execução do trabalho.
1- Sobre o montante das remunerações mínimas mensais
3- O subsídio deve ser pago antes do início do período de
podem incidir as seguintes deduções:
férias e proporcionalmente, desde que sejam gozados, no mí-
a) O valor da remuneração em géneros e da alimentação,
nimo, 10 dias úteis consecutivos.
desde que usualmente praticadas na região ou na empresa,
4- A redução do período de férias nos termos do artigo
mas cuja prestação se deva por força do contrato de trabalho
257.º do Código do Trabalho não implica uma redução cor-
e com natureza de retribuição;
respondente nem na retribuição nem no respetivo subsídio
b) O valor do alojamento prestado pela entidade patronal
de férias.
devido por força do contrato de trabalho e com natureza de
5- Quando os trabalhadores não vencerem as férias por in-
retribuição.
teiro, nomeadamente no ano de admissão dos trabalhadores e
2- Os valores máximos a atribuir não podem ultrapassar
os trabalhadores contratados a termo, receberão um subsídio
respetivamente:
proporcional ao período de férias a que têm direito.
a) Por habitação, até 20,00 €/mês;
6- Para os trabalhadores remunerados pela tabela constan-
b) Por horta, até 0,10 €/m2/ano;
te no anexo III deste CCT, o seu subsídio de férias é propor-
c) Por água doméstica, até 2,00 €/mês;
cionalmente incluído no montante do salário diário.
d) Eletricidade - obrigatoriedade de contador individual
Cláusula 57.ª em cada habitação e o montante gasto será pago, na sua tota-
lidade, pelo trabalhador.
Subsídio de Natal 3- O valor da prestação pecuniária de remuneração míni-
1- Todos os trabalhadores têm direito a subsídio de Natal ma garantida não poderá em caso algum ser inferior a meta-
de valor igual a um mês de retribuição, que deve ser pago até de do respetivo montante.
15 de dezembro de cada ano. 4- A todo o trabalhador que resida em camaratas e àqueles
2- Em caso de suspensão da prestação de trabalho por im- que, por funções de guarda ou vigilância, no interesse da en-
pedimento prolongado, o trabalhador terá direito, no ano em tidade patronal, também residam na área da propriedade ou
que a suspensão tiver início, a um subsídio de Natal propor- exploração agrícola, não é devido o pagamento de alojamen-
cional ao tempo de trabalho prestado nesse ano. to, água e eletricidade.
3- No ano de admissão, o trabalhador terá direito a um sub-
Cláusula 61.ª
sídio de Natal proporcional ao tempo de trabalho prestado
nesse ano. Remuneração por exercício de funções inerentes a diversas categorias
4- Cessando por qualquer forma o contrato de trabalho, profissionais
nomeadamente por morte do trabalhador, antes da época do Quando algum trabalhador exercer funções inerentes a
pagamento do subsídio de Natal, aplica-se o disposto no nú- diversas profissões ou categorias profissionais terá direito à
mero 2 desta cláusula. remuneração mais elevada das estabelecidas para essas pro-
5- Para os trabalhadores remunerados pela tabela constan- fissões ou categorias profissionais.
te no anexo III deste CCT, o seu subsídio de Natal é propor-
cionalmente incluído no montante do salário diário. Cláusula 62.ª

Cláusula 58.ª Subsídio de capatazaria


1- O trabalhador que exercer funções que se compreendem
Subsídio de refeição
no conteúdo funcional da anterior categoria de capataz tem
1- A todos os trabalhadores é atribuído um subsídio de re- direito a um subsídio mensal, no valor de 34,00 € pelo exer-
feição de valor igual a 2,15 €, por dia de trabalho efetiva- cício de funções de chefia.
mente prestado. 2- Sempre que um capataz tenha sob a sua orientação tra-
Cláusula 59.ª balhadores a que corresponda uma remuneração mais ele-
vada terá direito a essa remuneração para além do subsídio
Retribuição do trabalho noturno mensal referido no número 1.
1- A retribuição do trabalho noturno será superior em 25 % 3- Se um trabalhador exercer temporariamente a função de
à retribuição a que dá direito o trabalho equivalente prestado capataz terá direito ao subsídio de capatazaria proporcional
ao período em que exerceu a função.

2611
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

CAPÍTULO VIII rante um período de 120 dias subsequentes ao parto que in-
forme o empregador do seu estado, por escrito, com apresen-
Condições particulares de trabalho tação de atestado médico ou certidão de nascimento do filho;
c) Trabalhadora lactante, a trabalhadora que amamenta o
Cláusula 63.ª filho e informe o empregador do seu estado, por escrito, com
apresentação de atestado médico.
Parentalidade 2- O regime de proteção da parentalidade é ainda aplicável
A maternidade e a paternidade constituem valores sociais desde que o empregador tenha conhecimento da situação ou
eminentes, pelo que para além do estipulado no presente do facto relevante.
CCT, para a generalidade dos trabalhadores por ele abran-
Cláusula 66.ª
gidos, são assegurados a estes na condição de maternidade
e paternidade os direitos constantes do Código do Trabalho. Licença parental inicial
Cláusula 64.ª 1- A mãe e o pai trabalhadores têm direito, por nascimento
de filho, a licença parental inicial de 120 ou 150 dias conse-
Proteção na parentalidade cutivos, cujo gozo podem partilhar após o parto, sem preju-
1- A proteção na parentalidade concretiza-se através da ízo dos direitos da mãe a que se refere o número seguinte.
atribuição dos seguintes direitos: 2- A licença referida no número anterior é acrescida em 30
a) Licença em situação de risco clínico durante a gravidez; dias, no caso de cada um dos progenitores gozar, em exclu-
b) Licença por interrupção de gravidez; sivo, um período de 30 dias consecutivos, ou dois períodos
c) Licença parental, em qualquer das modalidades; de 15 dias consecutivos, após o período de gozo obrigatório
d) Licença por adoção; pela mãe a que se refere o número 2 da cláusula seguinte.
e) Licença parental complementar em qualquer das moda- 3- No caso de nascimentos múltiplos, o período de licença
lidades; previsto nos números anteriores é acrescido de 30 dias por
f) Dispensa da prestação de trabalho por parte de trabalha- cada gémeo além do primeiro.
dora grávida, puérpera ou lactante, por motivo de proteção 4- Em caso de partilha do gozo da licença, a mãe e o pai
da sua segurança e saúde; informam os respetivos empregadores, até sete dias após o
g) Dispensa para consulta pré-natal; parto, do início e termo dos períodos a gozar por cada um,
h) Dispensa para avaliação para adoção; entregando para o efeito, declaração conjunta.
i) Dispensa para amamentação ou aleitação; 5- O gozo de licença parental inicial em simultâneo, de pai
j) Faltas para assistência a filho; e mãe que trabalhem na mesma empresa, sendo esta uma
k) Faltas para assistência a neto; microempresa, depende de acordo com o trabalhador.
l) Licença para assistência a filho; 6- Caso a licença parental não seja partilhada pela mãe e
m) Licença para assistência a filho com deficiência ou do- pelo pai, e sem prejuízo dos direitos da mãe a que se refere
ença crónica; o artigo seguinte, o progenitor que gozar a licença informa
n) Trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsa- o respetivo empregador, até sete dias após o parto, da du-
bilidades familiares; ração da licença e do início do respetivo período, juntando
o) Horário flexível de trabalhador com responsabilidades declaração do outro progenitor da qual conste que o mesmo
familiares; exerce atividade profissional e que não goza a licença paren-
p) Dispensa de prestação de trabalho em regime de adap- tal inicial.
tabilidade; 7- Na falta da declaração referida nos números 4 e 6 a li-
q) Dispensa de prestação de trabalho suplementar; cença é gozada pela mãe.
r) Dispensa de prestação de trabalho no período noturno. 8- Em caso de internamento hospitalar da criança ou do
2- Os direitos previstos no número anterior apenas se apli- progenitor que estiver a gozar a licença prevista nos números
cam, após o nascimento do filho, a trabalhadores progeni- 1, 2 ou 3 durante o período após o parto, o período de licença
tores que não estejam impedidos ou inibidos totalmente do suspende-se, a pedido do progenitor, pelo tempo de duração
exercício do poder paternal, com exceção do direito de a mãe do internamento.
gozar 14 semanas de licença parental inicial e dos referentes 9- A suspensão da licença no caso previsto no número an-
a proteção durante a amamentação. terior é feita mediante comunicação ao empregador, acom-
panhada de declaração emitida pelo estabelecimento hospi-
Cláusula 65.ª
talar.
Conceitos em matéria de proteção da parentalidade Cláusula 67.ª
1- No âmbito do regime de proteção da parentalidade,
entende-se por: Períodos de licença parental exclusiva da mãe
a) Trabalhadora grávida, a trabalhadora em estado de ges- 1- A mãe pode gozar até 30 dias da licença parental inicial
tação que informe o empregador do seu estado, por escrito, antes do parto.
com apresentação de atestado médico; 2- É obrigatório o gozo, por parte da mãe, de seis semanas
b) Trabalhadora puérpera, a trabalhadora parturiente e du- de licença a seguir ao parto.

2612
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

3- A trabalhadora que pretenda gozar parte da licença an- d) Licença por adoção;
tes do parto deve informar desse propósito o empregador e e) Licença parental complementar em qualquer das moda-
apresentar atestado médico que indique a data previsível do lidades;
parto, prestando essa informação com a antecedência de 10 f) Falta para assistência a filho;
dias ou, em caso de urgência comprovada pelo médico, logo g) Falta para assistência a neto;
que possível. h) Dispensa de prestação de trabalho no período noturno;
i) Dispensa da prestação de trabalho por parte de trabalha-
Cláusula 68.ª
dora grávida, puérpera ou lactante, por motivo de proteção
Licença parental inicial a gozar por um progenitor em caso de da sua segurança e saúde;
impossibilidade do outro j) Dispensa para avaliação para adoção.
1- O pai ou a mãe tem direito a licença, com a duração 2- A dispensa para consulta pré-natal, amamentação ou
referida nos números 1 e 2 da cláusula 63.ª, ou do período aleitação não determina perda de quaisquer direitos e é con-
remanescente da licença, nos casos seguintes: siderada como prestação efetiva de trabalho.
a) Incapacidade física ou psíquica do progenitor que esti- 3- As licenças por situação de risco clínico durante a gra-
ver a gozar a licença, enquanto esta se mantiver; videz, por interrupção de gravidez, por adoção e licença pa-
b) Morte do progenitor que estiver a gozar a licença. rental em qualquer modalidade:
2- Em caso de morte ou incapacidade física ou psíquica da a) Suspendem o gozo das férias, devendo os dias rema-
mãe, a licença parental inicial a gozar pelo pai tem a duração nescentes ser gozados após o seu termo, mesmo que tal se
mínima de 30 dias. verifique no ano seguinte;
3- Em caso de morte ou incapacidade física ou psíquica de b) Não prejudicam o tempo já decorrido de estágio ou ação
mãe não trabalhadora nos 120 dias a seguir ao parto, o pai ou curso de formação, devendo o trabalhador cumprir apenas
tem direito a licença nos termos do número 1, com a neces- o período em falta para o completar;
sária adaptação, ou do número anterior. c) Adiam a prestação de prova para progressão na carreira
4- Para efeito do disposto nos números anteriores, o pai profissional, a qual deve ter lugar após o termo da licença.
informa o empregador, logo que possível e, consoante a si- 4- A licença parental e a licença parental complementar,
tuação, apresenta atestado médico comprovativo ou certidão em quaisquer das suas modalidades, por adoção, para assis-
de óbito e, sendo caso disso, declara o período de licença já tência a filho e para assistência a filho com deficiência ou
gozado pela mãe. doença crónica:
a) Suspendem-se por doença do trabalhador, se este infor-
Cláusula 69.ª mar o empregador e apresentar atestado médico comprovati-
vo, e prosseguem logo após a cessação desse impedimento;
Licença parental exclusiva do pai
b) Não podem ser suspensas por conveniência do empre-
1- É obrigatório o gozo pelo pai de uma licença parental de gador;
10 dias úteis, seguidos ou interpolados, nos 30 dias seguintes c) Não prejudicam o direito do trabalhador a aceder à in-
ao nascimento do filho, cinco dos quais gozados de modo formação periódica emitida pelo empregador para o conjun-
consecutivo imediatamente a seguir a este. to dos trabalhadores;
2- Após o gozo da licença prevista no número anterior, o d) Terminam com a cessação da situação que originou a
pai tem ainda direito a 10 dias úteis de licença, seguidos ou respetiva licença que deve ser comunicada ao empregador
interpolados, desde que gozados em simultâneo com o gozo no prazo de cinco dias.
da licença parental inicial por parte da mãe. 5- No termo de qualquer situação de licença, faltas, dispen-
3- No caso de nascimentos múltiplos, à licença prevista sa ou regime de trabalho especial, o trabalhador tem direito a
nos números anteriores acrescem dois dias por cada gémeo retomar a atividade contratada, devendo, no caso previsto na
além do primeiro. alínea d) do número anterior, retomá-la na primeira vaga que
4- Para efeitos do disposto nos números anteriores, o tra- ocorrer na empresa ou, se esta entretanto se não verificar, no
balhador deve avisar o empregador com a antecedência pos- termo do período previsto para a licença.
sível que, no caso previsto no número 2, não deve ser inferior 6- A licença para assistência a filho ou para assistência a
a cinco dias. filho com deficiência ou doença crónica suspende os direitos,
Cláusula 70.ª deveres e garantias das partes na medida em que pressupo-
nham a efetiva prestação de trabalho, designadamente a re-
Regime das licenças, faltas e dispensas tribuição, mas não prejudica os benefícios complementares
1- Não determinam perda de quaisquer direitos, salvo de assistência médica e medicamentosa a que o trabalhador
quanto à retribuição, e são consideradas como prestação efe- tenha direito.
tiva de trabalho as ausências ao trabalho resultantes de:
a) Licença em situação de risco clínico durante a gravidez; CAPÍTULO X
b) Licença por interrupção de gravidez;
c) Licença parental, em qualquer das modalidades; Disciplina

2613
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 71.ª 4- Os representantes dos trabalhadores não poderão exce-


der:
Poder disciplinar a) Empresas com menos de 61 trabalhadores - 1 represen-
1- A entidade patronal tem poder disciplinar sobre os tra- tante;
balhadores que se encontrem ao seu serviço, observando-se b) Empresas de 61 a 150 trabalhadores - 2 representantes;
o disposto no Código do Trabalho. c) Empresas de 151 a 300 trabalhadores - 3 representantes;
2- A entidade patronal exerce ela própria o poder discipli- d) Empresas de 301 a 500 trabalhadores - 4 representantes;
nar, podendo este ser ainda exercido pelos superiores hierár- e) Empresas de 501 a 1000 trabalhadores - 5 representan-
quicos dos trabalhadores. tes;
f) Empresas de 1001 a 1500 trabalhadores - 6 represen-
CAPÍTULO XI tantes;
g) Empresas com mais de 1500 trabalhadores - 7 repre-
Segurança e saúde no trabalho sentantes.
5- O mandato dos representantes dos trabalhadores é de 3
Cláusula 72.ª anos.
6- A substituição dos representantes só é admitida no caso
Princípios gerais de renúncia ou impedimento definitivo, cabendo a mesma
1- As entidades patronais cumprirão e farão cumprir o es- aos candidatos efetivos e suplentes, pela ordem indicada na
tipulado na legislação vigente sobre segurança e saúde no respetiva lista.
trabalho, nomeadamente o estipulado sobre estas matérias e 7- Os representantes dos trabalhadores a que se referem os
ainda não revogadas do anterior Código do Trabalho aprova- números anteriores dispõem para o exercício das suas fun-
do pela Lei n.º 99/2003, de 27 de agosto, e Lei n.º 35/2004, ções de um crédito de 5 horas por mês.
de 29 de julho, que a regulamenta. 8- O crédito de horas referido no número anterior não é
2- Nas empresas com 50 ou mais trabalhadores ao seu ser- acumulável com créditos de horas de que o trabalhador be-
viço ou que, embora com menos de 50 trabalhadores, apre- neficie por integrar outras estruturas representativas dos tra-
sentem riscos excecionais de acidente ou de doença ou taxa balhadores.
elevada de frequência ou gravidade de acidentes poderá exis- Cláusula 75.ª
tir uma comissão de segurança e saúde no trabalho, paritária,
nos termos da legislação vigente. Organização de serviços

Cláusula 73.ª Independentemente do número de trabalhadores que se


encontrem ao seu serviço, o empregador deve organizar ser-
Comissão de segurança e saúde no trabalho viços de segurança e saúde, visando a prevenção de riscos
1- Poderá ser criada em cada empresa uma comissão de profissionais e a promoção da saúde dos trabalhadores, de
segurança e saúde no trabalho, de composição paritária. acordo com o estabelecido na legislação em vigor aplicável.
2- As comissões de segurança, higiene e saúde no trabalho
elaborarão os seus próprios estatutos. CAPÍTULO XIII
3- As comissões de segurança, higiene e saúde no trabalho
são compostas por vogais, sendo representantes dos traba- Comissão paritária
lhadores os eleitos nos termos da cláusula seguinte, cabendo
a cada empresa designar um número idêntico de represen- Cláusula 76.ª
tantes.
Constituição
Cláusula 74.ª
1- Até 90 dias após a entrada em vigor deste contrato será
Representantes dos trabalhadores na comissão de segurança e saúde criada uma comissão paritária constituída por 1 representan-
no trabalho tes de cada uma das partes outorgantes do presente CCT, a
1- Os representantes dos trabalhadores para a comissão de AAR e o SETAAB.
segurança e saúde no trabalho são eleitos pelos trabalhado- 2- Por cada representante efetivo será designado um su-
res, por voto direto e secreto, segundo o princípio da repre- plente que o substituirá no exercício de funções em caso de
sentação pelo método de Hondt. impedimento do membro efetivo.
2- Só podem concorrer listas apresentadas pelas organi- 3- Nas reuniões da comissão paritária, o representante de
zações sindicais que tenham trabalhadores representados na cada uma das partes poderá fazer-se acompanhar dos asses-
empresa ou listas que apresentam subscritas, no mínimo, por sores que julguem necessários, os quais não terão direito a
20 % dos trabalhadores da empresa, não podendo nenhum voto.
trabalhador subscrever ou fazer parte de mais de uma lista. 4- A comissão paritária funcionará enquanto estiver em
3- Cada lista deverá indicar um número de candidatos efe- vigor o presente contrato, podendo os seus membros ser
tivos igual ao dos lugares elegíveis e igual ao número de substituídos pela parte que os nomeou em qualquer altura,
candidatos suplentes. mediante comunicação por escrito à outra parte.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 77.ª ção utiliza máquinas e alfaias básicas, procurando otimizar


os resultados e garantindo o bem-estar animal, a produção
Competência sustentável, a qualidade dos produtos produzidos, respeitan-
1- Compete à comissão paritária: do as normas de segurança, higiene e saúde no trabalho agrí-
a) Interpretar as cláusulas do presente CCT; cola, de segurança alimentar e proteção do ambiente.
b) Analisar os casos omissos no presente CCT; Operador especializado - É o trabalhador que, no âm-
c) Proceder à definição e enquadramento de novas profis- bito da sua profissionalização, organiza e executa tarefas
sões; especializadas relativas às atividades de produção, apoio,
d) Deliberar sobre dúvidas emergentes da aplicação do manutenção ou administrativa, numa empresa/exploração
presente CCT; agrícola, agro-pecuária ou agro-florestal, procurando otimi-
e) Deliberar sobre o local, calendário e convocação das zar os resultados. Na área da produção, procura garantir o
reuniões. bem-estar animal, a produção sustentável, a qualidade dos
2- A deliberação da comissão paritária que criar uma nova produtos produzidos, respeitando as normas de segurança,
categoria profissional deverá obrigatoriamente determinar a higiene e saúde no trabalho agrícola, de segurança alimentar
respetiva integração num dos níveis de remuneração previsto e proteção do ambiente. Pode ocupar-se de um determinado
no anexo I, para efeitos de retribuição e demais direitos. tipo de cultura, tarefa ou produção e ser designado em con-
formidade.
Cláusula 78.ª
Operador qualificado - É o trabalhador que, no âmbito da
Funcionamento e deliberações sua profissionalização, organiza e executa tarefas especiali-
zadas relativas às atividades de produção, apoio, manuten-
1- A comissão paritária considera-se constituída e apta a
ção ou administrativa, numa empresa/exploração agrícola,
funcionar logo que os nomes dos vogais sejam comunicados,
agro-pecuária ou agro-florestal, procurando otimizar os re-
por escrito e no prazo previsto no número 1 da cláusula 93.ª,
sultados. Na área da produção, procura garantir o bem-estar
à outra parte e ao Ministério do Trabalho, da Solidariedade e
animal, a produção sustentável, a qualidade dos produtos
da Segurança Social.
produzidos, respeitando as normas de segurança, higiene e
2- A comissão paritária funcionará a pedido de qualquer
saúde no trabalho agrícola, de segurança alimentar e prote-
das partes e só poderá deliberar desde que estejam presentes,
ção do ambiente.
pelo menos 1 membro de cada uma das partes.
Técnico - É o trabalhador que, no âmbito da sua profis-
3- As deliberações tomadas por unanimidade serão depo-
sionalização, planifica, organiza, coordena e executa tarefas
sitadas e publicadas nos mesmos termos da convenção cole-
nas áreas da produção, apoio, manutenção ou administrativa,
tiva e consideram-se para todos os efeitos como integrando
numa empresa/exploração agrícola, agro-pecuária ou agro-
este CCT.
-florestal, procurando otimizar os resultados. Na área da
4- A deliberação tomada por unanimidade, uma vez publi-
produção, procura garantir o bem-estar animal, a produção
cada, é aplicável no âmbito da portaria de extensão da con-
sustentável, a qualidade dos produtos produzidos, respeitan-
venção.
do as normas de segurança, higiene e saúde no trabalho agrí-
5- A pedido da comissão poderá participar nas reuniões
cola, de segurança alimentar e proteção do ambiente.
um representante do Ministério do Trabalho, da Solidarieda-
Técnico superior - É o trabalhador licenciado ou bacha-
de e da Segurança Social, sem direito a voto.
relado que efetua, organiza e orienta pesquisas, aperfeiçoa
ou desenvolve conceitos, teorias e métodos ou aplica conhe-
CAPÍTULO XIV cimentos científicos de biologia, zoologia, botânica, ecolo-
gia, genética ou microbiologia, economia e de organização
Disposições finais e transitórias do trabalho, especialmente nos campos da medicina veteri-
nária, agricultura, pecuária ou floresta inerentes às atividades
Cláusula 79.ª de produção e de apoio de uma empresa/exploração agrícola,
Regimes mais favoráveis
agro-pecuária ou agro-florestal.
O regime estabelecido pelo presente contrato não preju-
dica direitos e regalias mais favoráveis em vigor, mesmo que ANEXO II
não previstos em instrumentos de regulamentação de traba-
lho anteriores. Grelha salarial
Remunerações mínimas
Níveis Categorias profissionais
ANEXO I mensais (euros)
1 - Técnico superior 725,00
Categorias profissionais e definição de funções 2 - Técnico 625,00
Operador - É o trabalhador que, no âmbito da sua profis- 3 - Operador especializado 602,00
sionalização, executa tarefas nas áreas da produção, apoio, 4 - Operador qualificado 596,00
manutenção ou administrativa, numa empresa/exploração
5 - Operador 586,00
agrícola, agro-pecuária ou agro-florestal. Na área da produ-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

ANEXO III Cláusula 1.ª

Remunerações mínimas diárias - Trabalho sazonal Âmbito


1- O presente CCT assinado pelos outorgantes aplica-se a
Níveis Salário/ Salário/ Proporcionais de Salário/dia a todo o território nacional e obriga, por um lado, os empre-
hora dia férias, subsídios receber com gadores filiados na Associação das Empresas de Vinho do
de férias e de proporcionais
Porto (AEVP) que se dedicam à produção e comercialização
Natal (euros)
de vinhos do Porto e Douro, seus derivados e bebidas espi-
1 --- --- --- --- rituosas, da Região Demarcada do Douro e, por outro, os
2 --- --- --- --- trabalhadores ao seu serviço representados ou filiados nas
3 3,48 27,84 7,80 35,64 associações sindicais signatárias.
4 3,44 27,52 7,70 35,22 2- O presente CCT aplica-se igualmente aos trabalhadores
5 3,39 27,05 7,60 34,72
da associação patronal outorgante.
3- Esta convenção coletiva de trabalho abrange 17 empre-
gadores e 3200 trabalhadores.
Santarém, 12 de julho de 2018.
Cláusula 2.ª
Pela Associação dos Agricultores do Ribatejo - Organi-
zação de Empregadores dos Distritos de Santarém, Lisboa Vigência e revisão
e Leiria: 1- A presente convenção entra em vigor cinco dias após
Vasco José Cabral da Câmara Borba, na qualidade de a sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e terá
mandatário. uma vigência de dois anos, sem prejuízo das tabelas salariais
Fernando Maria Salgado Costa Duarte, na qualidade de e cláusulas de expressão pecuniária.
mandatário. 2- As tabelas salariais e cláusulas de expressão pecuniária
entram em vigor no dia 1 de janeiro de cada ano, exceto a
Pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultu-
anexa ao presente que produzirá efeitos a 1 de julho de 2018.
ra, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar, Bebidas e
3- A denúncia pode ser feita, por qualquer das partes, com
Afins - SETAAB:
a antecedência de, pelo menos, três meses em relação ao ter-
Joaquim Manuel Freire Venâncio, na qualidade de man- mo dos prazos de vigência previstos nos números anteriores
datário. e deve ser acompanhada de proposta de alteração.
4- As negociações iniciar-se-ão dentro de 15 dias a contar
Depositado em 19 de julho de 2018, a fl. 63 do livro n.º do termo do prazo fixado no número anterior.
12, com o n.º 145/2018, nos termos do artigo 494.º do Có- 5- Enquanto não entrar em vigor outro texto de revisão
digo do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de mantém-se em vigor o contrato a rever.
fevereiro.
CAPÍTULO II

Categorias profissionais, admissão, quadros e


Contrato coletivo entre a Associação das Empre- acessos
sas de Vinho do Porto (AEVP) e a FESAHT - Fe-
Cláusula 3.ª
deração dos Sindicatos da Agricultura, Alimen-
tação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal Categorias profissionais
(administrativos) - Revisão global Os trabalhadores abrangidos por este CCT serão obriga-
toriamente classificados, de acordo com as funções efecti-
Artigo 1.º vamente desempenhadas, numa das categorias previstas no
anexo I.
Artigo de revisão
Cláusula 4.ª
O presente contrato coletivo de trabalho revê e substi-
tui integralmente o anteriormente acordado pelas partes ou- Condições de admissão
torgantes publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª 1- As condições mínimas de admissão para o exercício das
série, n.º 15, de 22 de abril de 2005, com alteração parcial diferentes profissões abrangidas pelo presente CCT são as
publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 33, de 8 de enumeradas no anexo II para o respectivo sector profissional.
setembro de 2006. 2- As habilitações exigidas não serão obrigatórias no caso
de o local de trabalho se situar em concelhos onde não exis-
CAPÍTULO I tam estabelecimentos que facultem os referidos graus de en-
sino ou desde que o candidato comprove já ter exercido essas
Âmbito, vigência e denúncia funções.

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3- Quando o exercício de determinada profissão esteja adequada ao trabalho;


condicionado à posse de carteira profissional, devem as em- c) Proporcionar boas condições de trabalho, tanto do pon-
presas observar as disposições legais regulamentares sobre to de vista físico como moral;
essa matéria. d) Contribuir para a elevação do nível de produtividade do
trabalhador, nomeadamente proporcionar-lhe formação pro-
Cláusula 5.ª
fissional;
Dotações mínimas e acessos e) Respeitar a autonomia técnica do trabalhador que exer-
ça actividades cuja regulamentação profissional a exija;
1- As dotações mínimas e os acessos são os fixados no
f) Possibilitar o exercício de cargos em organizações re-
anexo II para cada um dos respectivos sectores profissionais.
presentativas dos trabalhadores;
2- Sempre que as entidades patronais necessitem de pro-
g) Prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em conta
mover trabalhadores a lugares de chefia, observarão as se-
a protecção da segurança e saúde do trabalhador, devendo in-
guintes preferências:
demnizá-lo dos prejuízos resultantes de acidente de trabalho;
a) Competência e zelo profissionais, que se comprovarão
h) Adoptar, no que se refere à higiene, segurança e saú-
por serviços prestados;
de no trabalho, as medidas que decorram, para a empresa,
b) Maiores habilitações literárias e profissionais;
estabelecimento ou actividade, da aplicação das prescrições
c) Antiguidade.
legais e convencionais vigentes;
3- No preenchimento de lugares ou vagas do quadro de
i) Fornecer ao trabalhador a informação e a formação ade-
pessoal deverá a entidade patronal atender prioritariamente
quadas à prevenção de riscos de acidentes e doença;
aos trabalhadores existentes na empresa, só devendo recorrer
j) Manter permanentemente actualizado o registo do pes-
à admissão de elementos estranhos à mesma quando nenhum
soal em cada um dos seus estabelecimentos, com indicação
dos trabalhadores ao seu serviço possuir as qualidades reque-
dos nomes, datas de nascimento e admissão, modalidades
ridas para o desempenho da função.
dos contratos, categorias, promoções, retribuições, datas de
Cláusula 6.ª início e termo das férias e faltas que impliquem perda da
retribuição ou diminuição dos dias de férias;
Período experimental k) Cumprir rigorosamente as disposições do presente CCT.
1- Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado o
Cláusula 8.ª
período experimental tem a seguinte duração:
a) 90 dias para a generalidade dos trabalhadores; Deveres dos trabalhadores
b) 180 dias para os trabalhadores que exerçam cargos de
São deveres dos trabalhadores:
complexidade técnica, elevado grau de responsabilidade ou
a) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o empre-
pressuponham uma especial qualificação, bem como para os
gador, os superiores hierárquicos, os companheiros de traba-
que desempenhem funções de confiança;
lho e as demais pessoas que estejam ou entrem em relação
c) 240 dias para pessoal de direção e quadros superiores.
com a empresa;
2- Durante o período experimental qualquer das partes
b) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade;
pode denunciar o contrato sem aviso prévio nem necessidade
c) Realizar o trabalho com zelo e diligência;
de invocação de justa causa, não havendo direito a indemni-
d) Cumprir as ordens e instruções do empregador em tudo
zação, salvo acordo em contrário; porém, se o período ex-
o que respeite à execução e disciplina do trabalho, salvo na
perimental tiver durado mais de 60 dias, o empregador, para
medida em que se mostrem contrárias aos seus direitos e ga-
denunciar o contrato, tem de dar um aviso prévio de 7 dias.
rantias;
3- A antiguidade do trabalhador conta-se desde o início do
e) Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não
período experimental.
negociando por conta própria ou alheia em concorrência com
4- O período experimental pode ser excluído por acordo
ela, nem divulgando informações referentes à sua organiza-
escrito das partes.
ção, métodos de produção ou negócios;
f) Velar pela conservação e boa utilização dos bens rela-
CAPÍTULO III cionados com o seu trabalho que lhe forem confiados pelo
empregador;
Direitos, deveres e garantias das partes g) Promover ou executar todos os actos tendentes à melho-
ria da produtividade da empresa;
Cláusula 7.ª h) Cooperar, na empresa, estabelecimento ou serviço, para
Deveres da entidade patronal
a melhoria do sistema de segurança, higiene e saúde no tra-
balho, nomeadamente por intermédio dos representantes dos
São deveres do empregador: trabalhadores eleitos para esse fim;
a) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o traba- i) Cumprir as prescrições de segurança, higiene e saúde
lhador; no trabalho estabelecidas nas disposições legais ou conven-
b) Pagar pontualmente a retribuição, que deve ser justa e cionais aplicáveis, bem como as ordenadas pelo empregador.

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Cláusula 9.ª transmite-se para o adquirente a posição jurídica do empre-


gador nos contratos de trabalho dos respectivos trabalhado-
Garantias dos trabalhadores res.
É proibido ao empregador: 2- Toda a restante matéria relacionada com esta cláusula
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exer- será regulada nos termos da legislação aplicável.
ça os seus direitos, bem como despedi-lo, aplicar-lhe outras
sanções ou tratá-lo desfavoravelmente por causa desse exer- CAPÍTULO IV
cício;
b) Obstar, injustificadamente, à prestação efectiva do tra- Prestação do trabalho
balho;
c) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue no Cláusula 12.ª
sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba-
lho dele ou dos companheiros; Horário de trabalho
d) Diminuir a retribuição, salvo nos casos previstos na lei 1- O período normal de trabalho para os trabalhadores
e neste CCT; abrangidos por este CCT será de quarenta horas, de segunda-
e) Baixar a categoria do trabalhador, salvo nos casos pre- -feira a sexta-feira de cada semana, sem prejuízo de horários
vistos na lei; de menor duração já em prática nas empresas.
f) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho, ou 2- Desde que haja acordo escrito do trabalhador e dentro
zona de trabalho (vendedores), salvo nos casos previstos na dos parâmetros definidos no numero anterior podem ser or-
lei, neste CCT, ou quando haja acordo; ganizados, horários trabalho semanais de quatro dias, poden-
g) Ceder trabalhadores do quadro de pessoal próprio para do, nestas circunstancias, o período de trabalho diário ser de
utilização de terceiros que sobre esses trabalhadores exer- dez horas.
çam os poderes de autoridade e direcção próprios do empre- 3- A jornada de trabalho diária deve ser interrompida por
gador ou por pessoa por ele indicada, salvo nos casos espe- um intervalo de descanso, de duração não inferior a uma
cialmente previstos; hora nem superior a duas horas, de modo que os trabalhado-
h) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar ser- res não prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo.
viços fornecidos pelo empregador ou por pessoa por ele in- Desde que com o acordo do trabalhador, o intervalo de
dicada; descanso poderá ter duração inferior a uma hora mas não
i) Explorar, com fins lucrativos, quaisquer cantinas, refei- inferior a trinta minutos. Entre o empregador e o trabalhador
tórios, economatos ou outros estabelecimentos directamente poderá ser acordada a jornada diária contínua. No caso de
relacionados como trabalho, para fornecimento de bens ou exceder seis horas, deverá estabelecer-se um curto período
prestação de serviços aos trabalhadores; de descanso, o qual será considerado como tempo de traba-
j) Fazer cessar o contrato e readmitir o trabalhador, mes- lho efectivo se não exceder trinta minutos.
mo com o seu acordo, havendo o propósito de o prejudicar
em direitos ou garantias decorrentes da antiguidade. Cláusula 13.ª

Cláusula 10.ª Trabalho suplementar


1- Considera-se trabalho suplementar o prestado fora do
Transferência do trabalhador para outro local de trabalho
período normal de trabalho.
1- A entidade patronal, salvo estipulação em contrário, só 2- O trabalho suplementar, que tem carácter excepcional,
pode transferir o trabalhador para outro local de trabalho se só pode ser prestado dentro dos condicionalismos legais e dá
essa transferência não causar prejuízo sério ao trabalhador direito a retribuição especial, a qual será igual à retribuição
ou se resultar da mudança, total ou parcial, do estabeleci- normal, acrescida das seguintes percentagens:
mento onde aquele presta serviço. a) 50 % na primeira hora;
2- No caso previsto na segunda parte do número anterior, o b) 75 % na segunda hora ou noturnas;
trabalhador, querendo rescindir o contrato, tem direito a uma c) 150 % em dias feriados e de descanso semanal obriga-
indemnização, correspondente a um mês de retribuição, em tório e complementar.
que se integra havendo-a a sua componente variável (comis- 3- Considera-se nocturno o trabalho prestado entre as 20
sões), por cada ano de antiguidade ou fracção, não podendo horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte.
ser inferior a três meses. 4- Para efeitos do cálculo da remuneração/hora utiliza-se
3- A entidade patronal custeará sempre as despesas feitas a fórmula seguinte:
pelo trabalhador directamente impostas pela transferência.
RH = 12 x vencimento mensal
Cláusula 11.ª 52 x horário de trabalho semanal
Transmissão do estabelecimento 5- Se o trabalho for prestado em dias de descanso semanal
1- Em caso de transmissão, por qualquer título, da titulari- ou feriados, o trabalhador terá direito a descansar num dos
dade da empresa, do estabelecimento ou de parte da empresa três dias subsequentes, ou noutros prazos superiores, desde
ou estabelecimento que constitua uma unidade económica, que haja acordo escrito do trabalhador.

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6- A prestação de trabalho suplementar em dia de descan- supostos e consequências legais, terá direito a uma indem-
so semanal complementar confere ao trabalhador direito a nização correspondente a um mês de retribuição em que se
um descanso compensatório remunerado, correspondente a integra, havendo-a, a sua componente variável (comissões)
25 % das horas de trabalho suplementar realizado. por cada ano de antiguidade ou fracção não podendo ser in-
7- O descanso compensatório referido no número anterior ferior a três meses.
vence-se quando perfizer um número de horas igual ao perío-
Cláusula 17.ª
do normal de trabalho diário e deverá ser gozado nos 90 dias
seguintes, ou noutro prazo inferior, desde que haja acordo Retribuições dos trabalhadores que exerçam funções inerentes a
escrito do trabalhador. diversas categorias

Cláusula 14.ª 1- Quando algum trabalhador exercer, com caracter de re-


gularidade funções inerentes a diversas categorias, receberá
Isenção de horário de trabalho a retribuição estipulada para a mais elevada.
1- Aos trabalhadores isentos de horário de trabalho será 2- Qualquer trabalhador poderá, porem, ser colocado em
concedida retribuição especial, correspondente a duas horas funções de categorias superior, a titulo experimental, duran-
de trabalho normal para o dia. te um período que não poderá exceder um total de 90 dias,
2- O acordo de isenção de horário de trabalho será acom- seguidos ou não, findo o qual será promovido à categoria em
panhado de declaração de concordância do trabalhador. que foi colocado a titulo experimental.
3- Entende-se que o trabalhador isento de horário de tra- 3- O trabalho ocasional em funções diferentes de grau
balho não está condicionado aos períodos de abertura e en- mais elevado não dá origem a mudança de categoria.
cerramento do estabelecimento, não podendo, porém, ser 4- Considera-se ocasional o trabalho que não ocorra por
compelido a exceder os limites de horário semanal fixados período superior a trinta horas por mês, não podendo, no en-
no contrato. tanto, durante o ano exceder cento e cinquenta horas.

Cláusula 15.ª Cláusula 18.ª

Descanso semanal e feriados Substituições temporárias

1- Os trabalhadores têm direito a um dia de descanso se- 1- Sempre que um trabalhador substitua outro de categoria
manal obrigatório e a um dia de descanso semanal comple- e retribuição superior, passará a receber a retribuição corres-
mentar. pondente à categoria do substituído durante o tempo que a
2- O dia de descanso semanal obrigatório é o domingo, e o substituição durar.
dia de descanso semanal complementar é o sábado. 2- Se a substituição durar mais de 180 dias, o substituto
3- São dias feriados obrigatórios os previstos na lei: dias manterá o direito à retribuição da categoria do substituído
1 de janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 25 de quando, finda a substituição, regressar ao desempenho das
abril, 1 de maio, de Corpo de Deus, 10 de junho, 15 de agos- funções anteriores.
to, 5 de outubro, 1 de novembro, e 1, 8 e 25 de dezembro. Cláusula 19.ª
4- São feriados além dos decretados como obrigatórios, os
seguintes: a Terça-Feira de Carnaval e o feriado municipal Subsídio de refeição
onde o trabalho é prestado, com excepção dos distritos de 1- Os trabalhadores ao serviço das empresas têm direito,
Lisboa e Porto, nos quais são estabelecidos os dias 13 e 24 por cada dia de trabalho, a um subsídio de refeição no valor
de junho, respectivamente. de 4,52 €.
2- O trabalhador perde o direito ao subsídio nos dias em
CAPÍTULO IV que faltar mais de meio período diário de trabalho.
3- O valor do subsídio previsto nesta cláusula não será
Retribuição considerado no período de férias nem para o cálculo dos
subsídios de férias e de natal.
Cláusula 16.ª 4- Não se aplica o disposto nos números anteriores às
empresas que à data da entrada em vigor da presente cláusula
Princípios gerais
já forneçam refeições comparticipadas aos seus trabalhadores
1- As remunerações mínimas mensais auferidas pelos tra- ou que já pratiquem condições mais favoráveis.
balhadores serão as constantes do anexo III.
Cláusula 20.ª
2- Sempre que o trabalhador aufira uma retribuição mis-
ta, isto é, constituída por parte certa e parte variável, ser- Subsídio de natal
-lhe-á unicamente garantida como retribuição certa mínima
1- Todos os trabalhadores, independentemente da sua anti-
a prevista no grupo X, acrescendo a estas a parte variável
guidade, têm direito a receber, na época do Natal, até ao dia
correspondente às comissões de vendas.
15 de dezembro, um subsídio correspondente a um mês de
3- A retribuição mista referida no número anterior deverá
retribuição.
ser considerada para todos os efeitos previstos neste CCT.
2- No ano de admissão, os trabalhadores receberão o sub-
4- Quando o trabalhador rescindir o contrato, com os pres-

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sídio referido no número anterior na parte proporcional ao Cláusula 22.ª


tempo decorrido desde a admissão.
3- Cessando o contrato de trabalho, receberão a parte do Período de férias
subsídio proporcional ao número de meses de serviço pres- 1- Os trabalhadores abrangidos por este CCT terão direito,
tado nesse ano. em cada ano civil, ao gozo de 22 dias uteis de férias, sem
4- Suspendendo-se o contrato de trabalho, por impedimen- prejuízo da sua retribuição normal.
to prolongado do trabalhador, este terá direito: 2- Para efeito de férias, são úteis os dias de semana de
a) No ano de suspensão, a um subsídio de Natal de mon- segunda-feira a sexta-feira, com excepção dos feriados, não
tante proporcional ao numero de meses de serviço prestado podendo as férias ter início em dia de descanso semanal do
nesse ano; trabalhador.
b) No ano de regresso à prestação de trabalho, a um subsí- 3- A duração do período de férias é aumentada no caso
dio de Natal de montante proporcional ao número de meses de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade de ter
completos de serviço até 31 de dezembro, a contar da data apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se reportam,
do regresso. nos seguintes termos:
5- Para os trabalhadores com retribuição variável, o subsí- a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou dois
dio de natal, será calculado na base da retribuição média dos meios-dias;
últimos 12 meses ou do tempo decorrido desde o início do b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou qua-
contrato, se for inferior. tro meios-dias;
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis
Cláusula 21.ª
meios-dias.
Ajudas de custo 4- O gozo das licenças por maternidade e paternidade não
afecta o aumento da duração do período de férias previsto no
1- Aos trabalhadores que se desloquem em viagem de ser-
número anterior.
viço serão assegurados os seguintes direitos:
5- Para efeitos do número 3, são equiparados às faltas os
a) Retribuição que aufiram no local de trabalho habitual;
dias de suspensão do contrato de trabalho por facto respei-
b) Pagamento das despesas de transporte, alojamento e ali-
tante ao trabalhador.
mentação, devidamente comprovadas e justificadas, durante
6- O trabalhador pode renunciar parcialmente ao direito a
o período efectivo da deslocação;
férias, recebendo a retribuição e o subsídio respectivos, sem
c) Pagamento das viagens de ida e volta, desde o local
prejuízo de ser assegurado o gozo efectivo de 20 dias úteis
onde se encontram deslocados até a sua residência;
de férias.
d) Um suplemento de 15 % sobre a retribuição normal, nos
7- No ano da admissão, o trabalhador tem direito, após seis
casos em que a deslocação se prolongue para além de uma
meses completos de execução do contrato, a gozar 2 dias
semana ou quando compreenda um fim de semana.
úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até ao
2- Aos trabalhadores no desempenho do serviço externo
máximo 20 dias úteis.
serão pagas as despesas de deslocação, incluídas as refeições
8- O período de férias é marcado por acordo entre empre-
impostas pela mesma ou em casos especiais quando impos-
gador e trabalhador.
tas pelo próprio serviço.
9- Na falta de acordo, cabe ao empregador marcar as fé-
3- Se o trabalhador utilizar a sua viatura ao serviço da enti-
rias, de pelo menos quinze dias úteis, entre 1 de maio e 31 de
dade patronal, esta pagar-lhe-á o produto do coeficiente 0,28
outubro e elaborar o respectivo mapa, ouvindo para o efeito
sobre o preço mais elevado do litro da gasolina sem chumbo
a comissão de trabalhadores e delegados sindicais.
por cada quilómetro percorrido.
10- Na marcação das férias, os períodos mais pretendidos
4- O disposto na alínea b) os números 1 e no número 2
devem ser rateados, sempre que possível, beneficiando, al-
desta cláusula não se aplicará quando a entidade patronal ti-
ternadamente, os trabalhadores em função dos períodos go-
ver na localidade instalações adequadas para fornecimento
zados nos dois anos anteriores.
de alimentação e alojamento.
11- Salvo se houver prejuízo grave para o empregador, de-
5- Os trabalhadores, enquanto em serviço, ainda que des-
vem gozar férias em idêntico período os cônjuges que traba-
locados, ficam a coberto da legislação de acidentes de traba-
lhem na mesma empresa ou estabelecimento, bem como as
lho, devendo as entidades patronais efectuar as comunica-
pessoas que vivam em união de facto ou economia comum
ções legais às instituições de seguro respectivas.
nos termos previstos em legislação especial.
6- Se a empresa exigir o trabalhador terá de apresentar a
12- O gozo do período de férias pode ser interpolado, por
fatura das despesas.
acordo entre empregador e trabalhador e desde que sejam
gozados, no mínimo, 10 dias úteis consecutivos.
CAPÍTULO VI 13- O mapa de férias, com indicação do início e termo dos
períodos de férias de cada trabalhador, deve ser elaborado
Suspensão de prestação do trabalho até 15 de abril de cada ano e afixado nos locais de trabalho

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entre esta data e 31 de outubro. às mesmas receberão um subsídio equivalente a 100 % da


14- O aumento da duração do período de férias previsto no respectiva retribuição mensal.
número 3 desta cláusula não tem consequências no montante 2- Para os trabalhadores com retribuição variável (comis-
do subsídio de férias, e são marcados livremente pelo empre- sões), a retribuição e respectivo subsídio de férias serão cal-
gador no plano de férias. culados na base da retribuição média dos últimos 12 meses
ou no tempo decorrido desde início do contrato, se for infe-
Cláusula 23.ª
rior.
Efeitos da suspensão do contrato de trabalho por impedimento 3- Cessando o contrato de trabalho, os trabalhadores têm
prolongado direito à indemnização correspondente ao período de férias
1- No ano da suspensão do contrato de trabalho por im- vencido e ao respectivo subsídio, salvo se já as tiverem go-
pedimento prolongado, respeitante ao trabalhador, se se ve- zado, bem como às férias e ao respectivo subsídio proporcio-
rificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do direito nais aos meses de serviço prestado no ano da cessação.
a férias já vencido, o trabalhador tem direito à retribuição Cláusula 27.ª
correspondente ao período de férias não gozado e respectivo
subsídio. Definição de faltas
2- No ano da cessação do impedimento prolongado o tra- 1- Por falta entende-se a ausência do trabalhador no local
balhador tem direito às férias nos termos previstos no núme- de trabalho e durante o período em que devia desempenhar a
ro 7 da cláusula 22.ª actividade a que está adstrito.
3- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor- 2- Nos casos de ausência do trabalhador por períodos infe-
rido o prazo referido no número anterior ou antes de goza- riores ao período de trabalho a que está obrigado, os respecti-
do o direito a férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de vos tempos são adicionados para determinação dos períodos
abril do ano civil subsequente. normais de trabalho diário em falta.
4- Cessando o contrato após impedimento prolongado res- 3- Para efeitos do disposto no número anterior, caso os pe-
peitante ao trabalhador, este tem direito à retribuição e ao ríodos de trabalho diário não sejam uniformes, consideran-
subsídio de férias correspondentes ao tempo de serviço pres- do-se sempre o de menor duração relativo a um dia completo
tado no ano de início da suspensão. de trabalho.
Cláusula 24.ª Cláusula 28.ª
Efeitos da cessação do contrato de trabalho Tipos de falta
1- Cessando o contrato de trabalho, o trabalhador tem o 1- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas.
direito de receber a retribuição correspondente a um período 2- São consideradas faltas justificadas:
de férias, proporcional ao tempo de serviço prestado até à a) As dadas, durante 15 dias seguidos, por altura do casa-
data da cessação, bem como ao respectivo subsídio. mento;
2- Se o contrato cessar antes de gozado o período de fé- b) As motivadas por falecimento do cônjuge, parentes ou
rias vencido no início do ano da cessação, o trabalhador tem afins, nos termos da cláusula 29.ª;
ainda o direito de receber a retribuição e o subsídio corres- c) As motivadas pela prestação de provas em estabeleci-
pondentes a esse período, o qual é sempre considerado para mento de ensino, nos termos da legislação especial;
efeitos de antiguidade. d) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho
3- Da aplicação do disposto nos números anteriores ao devido a facto que não seja imputável ao trabalhador, nome-
contrato cuja duração não atinja, por qualquer causa, 12 me- adamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações
ses, ou a cessação do contrato ocorra no ano seguinte ao da legais;
admissão, não pode resultar um período de férias superior ao e) As motivadas pela necessidade de prestação de assistên-
proporcional à duração do vínculo, sendo esse período con- cia inadiável e imprescindível a membros do seu agregado
siderado para efeitos de retribuição, subsídio e antiguidade. familiar, nos termos previstos na lei e em legislação especial;
Cláusula 25.ª f) As ausências não superiores a quatro horas e só pelo
tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável
Violação do direito a férias pela educação de menor, uma vez por trimestre, para deslo-
Caso o empregador, com culpa, obste ao gozo das férias cação à escola tendo em vista inteirar-se da situação educa-
nos termos previstos nas cláusulas anteriores, o trabalhador tiva do filho menor;
recebe, a título de compensação, o triplo da retribuição cor- g) As dadas pelos trabalhadores eleitos para as estruturas
respondente ao período em falta, que deve obrigatoriamente de representação colectiva, nos termos da lei;
ser gozado no 1.º trimestre do ano civil subsequente. h) As dadas por candidatos a eleições para cargos públicos,
durante o período legal da respectiva campanha eleitoral;
Cláusula 26.ª i) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
j) As que por lei forem como tal qualificadas;
Subsídio de férias
k) As dadas por nascimento de filhos, durante cinco dias
1- Antes do início das férias, os trabalhadores com direito úteis, seguidos ou interpolados.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

3- São consideradas injustificadas as faltas não previstas Cláusula 32.ª


do número anterior.
Efeitos das faltas justificadas
Cláusula 29.ª
1- As faltas justificadas não determinam a perda ou preju-
Faltas por motivo de falecimento de parentes ou afins ízo de quaisquer direitos do trabalhador, salvo o disposto no
número seguinte.
1- Nos termos da alínea b) do número 2 da cláusula 28.ª, o
2- Sem prejuízo de outras previsões legais, determinam a
trabalhador pode faltar justificadamente:
perda de retribuição as seguintes faltas ainda que justifica-
a) Cinco dias consecutivos por falecimento de cônjuge
das:
não separado de pessoas e bens ou de parente ou afim do 1.º
a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie
grau da linha recta (pai/mãe, sogro/sogra, padrasto/madrasta,
de um regime de segurança social de protecção na doença;
filhos, enteados e genro/nora);
b) Por motivo de acidente de trabalho, desde que o traba-
b) Dois dias consecutivos por falecimento de outro parente
lhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro;
ou afim na linha recta ou em 2.º grau da linha colateral (avó
c) As previstas na alínea j) do número 2 da cláusula 28.ª,
ou bisavós do próprio ou do cônjuge, irmãos e cunhados).
quando superiores aos limites de crédito de horas seguintes:
2- Aplica-se o disposto na alínea a) do número anterior ao
–– 44 horas por mês para dirigentes sindicais; e, 14 horas
falecimento de pessoa que viva em união de facto ou eco-
por mês para delegados sindicais ou membros de comissão
nomia comum com o trabalhador nos termos previstos em
de trabalhadores;
legislação especial.
d) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
Cláusula 30.ª e) As dadas por nascimento de filhos.
3- Nos casos previstos na alínea d) do número 2 da cláusula
Comunicação da falta justificada 28.ª, se o impedimento do trabalhador se prolongar efectiva
1- As faltas justificadas, quando previsíveis, são obrigato- ou previsivelmente para além de um mês, aplica-se o regime
riamente comunicadas ao empregador com a antecedência de suspensão da prestação do trabalho por impedimento
mínima de cinco dias. prolongado.
2- Quando imprevisíveis, as faltas justificadas são obriga- 4- No caso previsto na alínea h) do número 2 da cláusu-
toriamente comunicadas logo que possível. la 28.ª as faltas justificadas conferem, no máximo, direito
3- A comunicação tem de ser reiterada para as faltas justi- à retribuição relativa a um terço do período de duração da
ficadas imediatamente subsequentes às previstas nas comu- campanha eleitoral, só podendo o trabalhador faltar meios
nicações indicadas nos números anteriores. dias ou dias completos com aviso prévio de 48 horas.
Cláusula 31.ª Cláusula 33.ª

Prova da falta justificada Efeitos das faltas injustificadas


1- O empregador pode, nos 15 dias seguintes à comunica- 1- As faltas injustificadas constituem violação do dever
ção referida na cláusula anterior, exigir ao trabalhador prova de assiduidade e determinam perda de retribuição corres-
dos factos invocados para a justificação. pondente ao período de ausência, o qual será descontado na
2- A prova da situação de doença prevista na alínea d) antiguidade do trabalhador.
do número 2 da cláusula 28.ª é feita por estabelecimento 2- Tratando-se de faltas injustificadas a um ou meio perí-
hospitalar, por declaração no centro de saúde ou por atestado odo normal de trabalho diário, imediatamente anteriores ou
médico. posteriores aos dias ou meios-dias de descanso ou feriados,
3- A doença referida no número anterior pode ser fisca- considera-se que o trabalhador praticou uma infracção grave.
lizada por médico, mediante requerimento do empregador 3- No caso de a apresentação do trabalhador, para início
dirigido à Segurança Social. ou reinício da prestação de trabalho, se verificar com atraso
4- No caso de a Segurança Social não indicar o médico a injustificado superior a trinta ou sessenta minutos, pode o
que se refere o número anterior no prazo de vinte e quatro empregador recusar a aceitação da prestação durante parte
horas, o empregador designa um médico para efectuar a fis- ou todo o período normal de trabalho, respectivamente.
calização, não podendo este ter qualquer vínculo contratual
Cláusula 34.ª
anterior ao empregador.
5- Em caso de desacordo entre os pareceres médicos refe- Efeitos das faltas no direito a férias
ridos nos números anteriores, pode ser requerida a interven-
1- As faltas não têm efeito sobre o direito a férias do traba-
ção de junta médica.
lhador, salvo o previsto no número seguinte.
6- Em caso de incumprimento das obrigações previstas na
2- Nos casos em que as faltas determinam perda de retri-
cláusula anterior e nos números 1 e 2 desta cláusula, bem
buição, as ausências podem ser substituídas, se o trabalhador
como de oposição, sem motivo atendível, à fiscalização re-
expressamente assim o preferir, por dias de férias, na propor-
ferida nos números 3 e 4, as faltas são consideradas injusti-
ção de um dia de férias por cada dia de falta, desde que seja
ficadas.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

salvaguardado o gozo efectivo de 20 dias úteis de férias ou c) Exercer ou candidatar-se a funções em organismos de
da correspondente proporção, se se tratar de férias no ano de representação de trabalhadores;
admissão. d) Em geral, exercer, ter exercido, pretender exercer ou in-
vocar os direitos e garantias que lhe assistem.
CAPÍTULO VII 2- Presume-se abusiva qualquer sanção aplicada ao traba-
lhador, nos termos do número 1 desta cláusula, e ainda den-
Cessação do contrato de trabalho tro dos prazos legais em que esta garantia se mantém.
Cláusula 38.ª
Cláusula 35.ª
Consequência da aplicação de sanções abusivas
Causas e regime
A aplicação de quaisquer sanções abusivas nos termos da
O contrato de trabalho só pode cessar por qualquer das cláusula anterior obriga a entidade patronal a indemnizar o
formas e segundo os termos previstos na lei geral. trabalhador nos termos gerais de direito, com as alterações
seguintes:
CAPÍTULO VIII a) Se a sanção for o despedimento, a indemnização por
que o trabalhador venha a optar não será inferior ao dobro
Cláusula 36.ª da fixada na lei;
b) Se a sanção for a suspensão com perda de retribuição, a
Sanções disciplinares
indemnização não será inferior a 10 vezes a importância da
1- Considera-se infracção disciplinar o facto voluntário e retribuição perdida.
culposo, quer conste de acção ou omissão, que viole os de-
Cláusula 39.ª
veres decorrentes da lei e deste CCT.
2- As sanções disciplinares, que poderão ser aplicadas, são Exercício do poder disciplinar
as seguintes: 1- O poder disciplinar exerce-se através de processo dis-
a) Repreensão verbal; ciplinar.
b) Repreensão registada; 2- O processo disciplinar incluirá, obrigatoriamente uma
c) Perda de dias de férias; nota de culpa, de que será enviada cópia ao trabalhador, por
d) Suspensão do trabalho com perda de retribuição e an- carta registada com aviso de recepção, com a descrição fun-
tiguidade; damentada dos factos que lhe são imputados.
e) Despedimento sem qualquer indemnização ou compen- 3- O trabalhador dispõe de um prazo de dez dias úteis para
sação. deduzir, por escrito, os elementos que considere relevantes
3- Para a graduação da sanção a aplicar deve atender-se à para sua defesa, nomeadamente o rol de testemunhas.
natureza e à gravidade da infracção, à categoria e à posição 4- O trabalhador pode requerer a presença de um represen-
hierárquica do trabalhador e ao seu comportamento anterior, tante do seu sindicato em todas as diligências, processuais
não podendo aplicar-se mais de uma sanção pela mesma in- posteriores ao envio da nota de culpa.
fracção. 5- Enquanto decorrer o processo disciplinar, poderá o em-
4- A perda de dias de férias não pode por em causa o gozo pregador suspender preventivamente o trabalhador nos casos
de 20 dias úteis de férias. previstos na lei, assegurando-lhe, no entanto, todos os direi-
5- A suspensão do trabalho não pode exceder por cada in- tos e regalias que auferiria se estivesse ao serviço.
fracção 30 dias e, em cada ano civil, o total de 90 dias. 6- São requisitos essenciais o envio da nota de culpa, a au-
6- A sanção disciplinar não pode ser aplicada sem audiên- dição das testemunhas arroladas e a realização de diligências
cia prévia do trabalhador. solicitadas pelo trabalhador.
7- Iniciado o procedimento disciplinar, pode o emprega-
dor suspender o trabalhador, se a presença deste se mostrar CAPÍTULO VIII
inconveniente, mas não lhe é lícito suspender o pagamento
da retribuição. Segurança Social
8- A sanção disciplinar deverá ser executada até ao limite
de 30 dias após ter sido comunicada ao trabalhador. Cláusula 40.ª
Cláusula 37.ª Princípio geral

Sanções abusivas
As entidades patronais e os trabalhadores ao seu serviço
abrangidos por este CCT contribuirão para as instituições de
1- Consideram-se abusivas as sanções disciplinares moti- segurança social que obrigatoriamente os abranjam, nos ter-
vadas pelo facto de o trabalhador: mos da lei.
a) Haver reclamado legitimamente contra as condições de
trabalho; CAPÍTULO IX
b) Recusar o cumprimento de ordens a que não deva obe-
diência, nos termos da lei; Saúde, higiene e segurança

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 41.ª frequenta qualquer nível de educação escolar, incluindo cur-


sos de pós-graduação, em instituição de ensino.
Princípios gerais 2- A manutenção do estatuto do trabalhador-estudante é
1- O trabalhador tem direito à prestação de trabalho em condicionada pela obtenção de aproveitamento escolar, nos
condições de segurança, higiene e saúde asseguradas pelo termos previstos em legislação especial.
empregador. 3- A restante matéria é regulada nos termos da legislação
2- O empregador é obrigado a organizar as actividades de aplicável.
segurança, higiene e saúde no trabalho que visem a preven-
Cláusula 45.ª
ção de riscos profissionais e a promoção da saúde do traba-
lhador. Seguro e fundo para falhas
3- A execução de medidas em todas as fases da actividade
1- Os trabalhadores que exerçam funções de pagamento e
da empresa, destinadas a assegurar a segurança e saúde no
ou recebimento têm direito a um abono mensal para falhas
trabalho, assenta nos seguintes princípios de prevenção:
no valor de 30,35 €. Este abono fará parte integrante da retri-
a) Planificação e organização da prevenção de riscos pro-
buição do trabalhador enquanto este se mantiver classificado
fissionais;
na profissão a que correspondem essas funções.
b) Eliminação dos factores de risco e de acidente;
2- Sempre que os trabalhadores referidos no número an-
c) Avaliação e controlo dos riscos profissionais;
terior sejam substituídos nas funções citadas, o trabalhador
d) Informação, formação, consulta e participação dos tra-
substituto terá direito ao abono para falhas na proporção do
balhadores e seus representantes;
tempo de substituição e enquanto esta durar.
e) Promoção e vigilância da saúde dos trabalhadores.
Cláusula 46.ª
CAPÍTULO X
Formação profissional

Direitos especiais 1- As empresas obrigam-se, sempre que necessário, a esta-


belecer os meios de formação profissional, internos e exter-
Cláusula 42.ª nos, ou a facilitar, a expensas suas, o acesso a meios externos
de formação profissional, traduzidos em cursos de recicla-
Maternidade e paternidade gem e aperfeiçoamento ou formação para novas funções.
Além do estipulado no presente CCT para a generalidade 2- O tempo despendido pelos trabalhadores nos meios de
dos trabalhadores abrangidos, são assegurados aos trabalha- formação referidos será, para todos os efeitos, considerado
dores os direitos de parentalidade previstos na lei. como tempo de trabalho e submetido a todas as disposições
deste CCT sobre a duração do trabalho.
Cláusula 43.ª 3- Ao trabalhador deve ser assegurada, um número míni-
mo de trinta e cinco horas de formação, nos termos da lei.
Direitos dos trabalhadores menores
1- As entidades patronais e o pessoal dos quadros devem,
CAPÍTULO XI
dentro dos mais sãos princípios, velar pela preparação pro-
fissional dos menores.
2- As entidades patronais devem cumprir, em relação aos
Questões gerais e transitórias
membros ao seu serviço, as disposições do estatuto do ensi-
Cláusula 47.ª
no técnico relativo a aprendizagem e formação profissional.
3- Nenhum menor pode ser admitido sem ter sido apro- Disposições gerais e comissão paritária
vado no exame médico, a expensas das entidades patronais,
1- Todos os casos omissos neste CCT serão regidos pelas
destinado a comprovar se possui a robustez física necessária
leis gerais do trabalho.
para as funções a desempenhar.
2- Com a entrada em vigor da presente convenção os tra-
4- Pelo menos uma vez por ano as entidades patronais de-
balhadores por ela abrangidos são classificados nas catego-
vem assegurar a inspecção médica dos menores ao seu ser-
rias profissionais discriminadas no anexo I.
viço, de acordo com as disposições legais aplicáveis, a fim
Os casos omissos referentes a categorias profissionais
de se verificar se o seu trabalho é feito sem prejuízo da sua
que já tenham constado de contratação colectiva anterior
saúde e do seu desenvolvimento físico normal.
reger-se-ão pelo recurso ao ai previsto quando à definição de
5- Os resultados da inspecção referida no número anterior
funções, acesso e enquadramento na tabela salarial.
devem ser registados e assinados pelo médico nas respectivas
3- A supressão de algumas categorias profissionais não al-
fichas ou em caderneta própria.
tera as funções e direitos dos trabalhadores, devendo estes
Cláusula 44.ª enquadrar-se em nova categoria, de igual nível salarial, sem
perda de quaisquer direitos.
Trabalhadores estudantes 4- Com a presente convenção é constituída uma comissão
1- Considera-se trabalhador-estudante aquele que presta paritária, com o fim de interpretar e integrar as suas cláu-
uma actividade sob autoridade e direcção de outrem e que sulas que o texto da convenção suscite que será constituída

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

por dois elementos designados por cada uma das partes, que de tratamento automático da informação.
deliberarão por unanimidade, e que enviarão para depósito e Técnico contabilista - É o trabalhador que organiza e di-
publicação para passar a fazer parte desta convenção. rige os serviços de natureza contabilística; estuda a plani-
ficação dos circuitos contabilísticos, analisando os diversos
Cláusula 48.ª
sectores da actividade da empresa, de forma a assegurar uma
Quotização salarial recolha de elementos precisos, com vista à determinação de
custos e resultados de exploração; elabora o plano de contas
As entidades patronais abrangidas por este CCT obri-
a utilizar para a obtenção dos elementos mais adequados à
gam-se a efectuar o desconto das quotas para os sindicatos
gestão económico-financeira e cumprimento da legislação
aos trabalhadores que assim o solicitarem, que se obrigam a
comercial e fiscal; supervisiona os registos e livros de con-
liquidar às respectivas associações sindicais até ao dia 15 de
tabilidade, coordenando, orientando e dirigindo os empre-
cada mês, acompanhadas dos mapas de quotização conve-
gados encarregados dessa execução; fornece os elementos
nientemente preenchidos.
contabilísticos necessários à definição da política orçamental
Cláusula 49.ª e organiza e assegura o controle da execução do orçamento;
elabora ou certifica balancetes e outras informações contabi-
Garantia de manutenção de regalias
lísticas a submeter à administração ou a fornecer a serviços
As disposições do presente CCT consideram-se expres- públicos; procede ao apuramento de resultados, dirigindo o
samente, no seu conjunto, mais favoráveis para os trabalha- encerramento das contas e a elaboração do respectivo ba-
dores que as anteriormente vigentes. Contudo, da aplicação lanço, que apresenta e assina; elabora o relatório explicativo
do presente CCT não poderão resultar quaisquer prejuízos que acompanha a apresentação das contas ou fornece indica-
para os trabalhadores, designadamente baixa ou mudança de ções para essa elaboração, efectua as revisões contabilísticas
categoria ou classe, bem como diminuição de retribuição ou necessárias, verificando os livros ou registos, para se certifi-
outras regalias de carácter regular ou permanente que este- car da correcção da respectiva escrituração. É o responsável
jam a ser praticadas. pela contabilidade das empresas perante a Direcção-Geral
das Contribuições e Impostos.
ANEXO I Tesoureiro - É o trabalhador que dirige a tesouraria, em
escritórios em que haja departamento próprio, tendo a res-
ponsabilidade dos valores de caixa que lhe estão confiados;
A) Serviços administrativos e correlativos verifica as diversas caixas e confere as respectivas existên-
Director de serviços ou chefe de escritório - É o traba- cias; prepara os fundos para serem depositados nos bancos e
lhador que superintende em todos os serviços de escritório. tomas as disposições necessárias para levantamentos; verifi-
Chefe de departamento, chefe de divisão e chefe de ser- ca periodicamente se o montante dos valores em caixa coin-
viços - É o trabalhador que dirige ou chefia um sector de cide com o que os livros indicam, pode, por vezes, autorizar
serviços; são equiparados a esta categoria os trabalhadores certas despesas e executar outras tarefas relacionadas com as
que exerçam as funções de técnicos de contas que tenham operações financeiras.
sido indicados, nessa qualidade, à Direcção Geral das Con- Chefe de secção - É o trabalhador que coordena, dirige
tribuições e Impostos. e controla o trabalho de um grupo de profissionais ou que
Analista de sistemas - É o trabalhador que concebe e pro- dirige um departamento de serviços.
jecta, no âmbito do tratamento automático da informação, Técnico superior principal - é o trabalhador que nas áre-
os sistemas que melhor respondam aos fins em vista, tendo as de serviço em que exerce actividade, nomeadamente nas
em conta os meios de tratamento disponíveis; consulta os áreas de contabilidade (incluindo guarda livros), marketing,
interessados a fim de escolher elementos elucidativos dos recursos humanos, logística, higiene e segurança, ambien-
objectivos que se têm em vista; determina se é possível e te, qualidade, apoio à gestão e informática, coadjuva um
economicamente rentável utilizar um sistema de tratamento ou mais directores nas tarefas por aqueles desempenhadas,
automático de informação; examina os dados obtidos e de- substituindo-o nas suas ausências e podendo ser responsável
termina qual a informação a ser recolhida, com que perioci- por áreas, sectores ou projectos, reportando directamente ao
dade e em que ponto do seu circuito, bem como a forma e a responsável máximo da sua direcção ou a um colaborador de
frequência com que devem ser apresentados os resultados; nível igual ou superior, e assegura as actividades e tarefas e
determina as modificações a introduzir necessárias à norma- contribui para a concretização dos objectivos definidos para
lização dos dados e as transformações a fazer na sequência a sua área com vista a maximizar a sua eficiência, e assegu-
das operações; prepara ordinogramas e outras especificações rando a satisfação das necessidades da empresa.
para o programador, efectua testes a fim de se certificar se o Programador - É o trabalhador que tem a seu cargo o
tratamento automático da informação se adapta aos fins em estudo e programação dos planos dos computadores.
vista e, caso contrário, introduzir as modificações necessá- Técnico superior - é o trabalhador que, nomeadamente
rias. Pode ser incumbido de dirigir a preparação dos progra- nas áreas de contabilidade, marketing, recursos humanos,
mas. Pode coordenar os trabalhos das pessoas encarregadas logística, higiene e segurança, ambiente, qualidade, apoio à
de executar as fases sucessivas das operações da análise do gestão (incluindo correspondente em línguas estrangeiras)
problema. Pode dirigir e coordenar a instalação de sistema e informática coadjuva um chefe de secção, ou um técnico

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

superior principal, nas tarefas por aqueles desempenhadas, para o exterior. Responde, se necessário, a pedidos de infor-
podendo ser responsável por projectos, reportando ao res- mações telefónicas.
pectivo chefe de secção, a um técnico superior principal ou a Continuo - É o trabalhador que executa diversos serviços,
um colaborador de nível igual ou superior. tais como controlo, anúncio, atendimento e encaminhamen-
Secretário de direcção - É o trabalhador que se ocupa do to de visitantes, dando apoio a tarefas simples de escritório,
secretário específico da administração ou direcção da em- tais como recados, estampilha e entrega de correspondência
presa. Entre outras, compete-lhe normalmente as seguintes e executa diversos serviços análogos.
funções: redigir actas das reuniões de trabalho; assegurar, Porteiro - É o trabalhador que atende os visitantes, infor-
por sua própria iniciativa, o trabalho de rotina diária do ga- ma-se das suas pretensões e anuncia-os ou indica-lhes os ser-
binete; providenciar pela realização das assembleias gerais, viços a que se devem dirigir; por vezes é incumbido de con-
reuniões de trabalho, contratos e escrituras. trolar entradas e saídas de visitantes, mercadorias e veículos.
Caixa - É o trabalhador que tem a seu cargo as opera- Pode ainda ser encarregado da recepção da correspondência
ções da caixa e registo do movimento relativo a transacções Rececionista - Telefonista 1.º ano - É o profissional que
respeitantes à gestão da entidade patronal; recebe numerário estagia pelo 1.º ano para funções de recepcionista telefonista,
e outros valores e verifica se a sua importância correspon- e que presta serviço de atendimento nos serviços de receção,
de à indicada nas notas de venda ou nos recibos; prepara os e também serviço telefónico, transmitindo aos telefones in-
subscritos segundo as folhas de pagamento. Pode preparar ternos as chamadas recebidas e estabelecendo ligações inter-
os fundos destinados a serem depositados e tomar as disposi- nas ou para o exterior. Responde, se necessário, a pedidos de
ções necessárias para os levantamentos. informações telefónicas.
Técnico comercial ou de marketing - é o trabalhador que Continuo 1.º ano - É o profissional que estagia pelo 1.º
sob a supervisão de um superior hierárquico, e em apoio a ano para funções de contínuo, que executa diversos serviços,
este, estuda, propõe, planifica e executa trabalhos nas áreas tais como controlo, anúncio, atendimento e encaminhamento
comerciais e de marketing, elabora relatórios, estudos e aná- de visitantes, dando apoio a tarefas simples de escritório, tais
lise de diversos meios em função dos produtos e clientes de como recados, estampilha e entrega de correspondência e
acordo com as orientações e decisões da sua chefia. executa diversos serviços análogos.
Técnico administrativo - é o trabalhador que sob a super- Assistente administrativo (2.º ano) - É o profissional que
visão de um superior hierárquico, na área onde desenvolve a estagia pelo 2.º ano para funções de técnico administrativo
sua actividade - contabilidade, marketing, recursos humanos, assistente ou operador comercial, e executa tarefas
logística, higiene e segurança, ambiente, qualidade, apoio à administrativas ou comerciais.
gestão e informática, se ocupa da execução de tarefas admi- Assistente administrativo (1.º ano) - É o profissional que
nistrativas, nomeadamente redige relatórios e informações, estagia pelo 1.º ano para funções de técnico administrativo
examina correio, recebe pedidos de informações encami- assistente ou operador comercial e executa tarefas adminis-
nhando-os para os diversos serviços, e prepara documentos trativas ou comerciais.
e assegura-se da organização e arquivo de documentos, bem Porteiro 1.º ano - É o profissional eu estagia pelo primei-
como outras tarefas consoante a natureza e importância do ro ano para funções de porteiro, e que atende os visitantes,
escritório onde trabalha. informa-se das suas pretensões e anuncia-os ou indica-lhes
Técnico de higiene e segurança - é o trabalhador que sob os serviços a que se devem dirigir; por vezes é incumbido
a supervisão de um superior hierárquico, e em apoio a este, de controlar entradas e saídas de visitantes, mercadorias e
estuda, propõe, planifica e executa trabalhos nas áreas de hi- veículos. Pode ainda ser encarregado da recepção da corres-
giene e segurança, elabora relatórios, estudos e análise de pondência.
diversos elementos de acordo com as orientações e decisões Operador de limpeza - É o trabalhador cuja actividade
da sua chefia. consiste principalmente em proceder á limpeza das instala-
Técnico administrativo assistente - é o trabalhador que ções.
sob a supervisão de um superior hierárquico e em apoio a Paquete - É o trabalhador menor de 18 anos que executa
este se ocupa da execução de tarefas administrativas, nome- unicamente os serviços enumerados para os contínuos.
adamente redige relatórios e informações, examina correio,
recebe pedidos de informações encaminhando-os para os B) Trabalhadores técnicos de vendas
diversos serviços, e prepara documentos e assegura-se da
organização e arquivo de documentos, bem como outras ta- Chefe de vendas - É o trabalhador que dirige e coordena
refas consoante a natureza e importância do escritório onde um ou mais sectores de vendas da empresa.
trabalha. Inspector de vendas - É o trabalhador que inspeciona
Cobrador - É o trabalhador que, normal e predominante- o serviço dos vendedores (viajantes ou pracistas); visita os
mente, efectua fora do escritório recebimentos, pagamentos clientes e informa-se das suas necessidades; recebe as re-
e depósitos. clamações dos clientes e informa-se das suas necessidades;
Rececionista - Telefonista - É o trabalhador que presta verifica a acção dos seus inspecionados pelas notas de enco-
serviço de atendimento nos serviços de receção, e também menda, auscultação da praça e programas cumpridos. Pode
serviço telefónico, transmitindo aos telefones internos as por vezes aceitar encomendas, que transmitirá ao vendedor
chamadas recebidas e estabelecendo ligações internas ou da zona respectiva, a quem será creditada a respectiva co-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

missão. direcção, tendo em atenção as funções efectivamente desem-


Vendedor - É o trabalhador que diligencia e realiza ven- penhadas podem ser reclassificados como técnico superior,
das para fora do estabelecimento e envia relatórios sobre as de acordo com aa estrutura organizativa do empregador.
vendas efectuadas, podendo ter as seguintes designações:
caixeiro de praça, se actua na área do concelho onde se en- ANEXO II
contra instalada a sede ou delegação da empresa a que se
encontra adstrita e concelhos limítrofes; caixeiros-viajante, Condições de admissão. Dotações. Acessos. Outras
se actua numa zona geográfica determinada fora daqueles condições específicas
concelhos.
Promotor de vendas - É o trabalhador que verifica as pos-
sibilidades do mercado nos seus vários aspectos de prefe- A) Condições de admissão
rência, poder aquisitivo e solvabilidade; observa os produtos
As condições mínimas de admissão para o exercício das
quanto à sua aceitação pelo público e a melhor maneiro de
funções inerentes às categorias profissionais previstas neste
os vender, estuda os meios reais eficazes de publicidade, de
CCT são a escolaridade mínima obrigatória, sem prejuízo da
acordo com as características do público a que os produtos se
salvaguarda dos trabalhadores que prestem já serviços, ou
destinam, fazendo prospecção e promovendo vendas.
dos que tenham mais de 25 anos de idade.
Operador comercial - é o profissional que executa
tarefas relacionadas com a venda dos produtos e serviços,
de acordo com os procedimentos preestabelecidos, tendo B) Dotações mínimas
em vista a satisfação dos clientes. Informa o cliente sobre as 1- Na elaboração do quadro de pessoal de escritório abran-
características dos produtos, processa a venda de produtos, gido por este CCT observar-se-ão as seguintes regras:
calculando o valor da venda, cobrando o preço e zelando a) É obrigatória a existência de um trabalhador com a
pelo seu acondicionamento. categoria de chefe de escritório ou director de serviços nos
escritórios em que haja 25 ou mais trabalhadores de escritó-
C) Enquadramento nas novas categorias profissionais rio e correlativos;
b) Sendo obrigatória a existência de chefe de escritório,
1- As categorias profissionais extintas são enquadradas, no
este terá de ter sob as suas ordens, pelo menos, um chefe de
mesmo grupo de remunerações, e nas categorias profissio-
departamento ou equiparado (entendendo-se como tal qual-
nais seguintes:
quer trabalhador que aufira remuneração igual ao previsto na
–– Contabilista - Técnico de contabilidade; tabela para o chefe de departamento);
–– Guarda-livros - Técnico superior principal; c) Por cada grupo de 25 de trabalhadores de escritório e
–– Correspondente em línguas estrangeiras - Técnico su- correlativos é obrigatória a existência de um trabalhador com
perior ou secretário de direção; a categoria de chefe de departamento ou equiparado;
–– Estenodactilógrafo de línguas estrangeiras - Técnico d) Nos escritórios com um mínimo de 10 trabalhadores é
administrativo ou técnico comercial e de marketing; obrigatória a existência de um chefe de secção ou equipa-
–– Prospector de vendas (sem comissão) - Promotor de rado; porém, o número de chefes de secção ou técnicos su-
vendas (sem comissão) ou vendedor (sem comissão); perior principal não pode ser inferior a 10 % do número de
–– Primeiro escriturário - Técnico administrativo ou técni- trabalhadores de escritório e correlativos;
co comercial e de marketing; e) Na classificação de técnicos administrativos ou técnico
–– Estenodactilógrafo de língua portuguesa - Técnico ad- comercial e de marketing ou equiparados observar-se-ão as
ministrativo assistente; proporções de 40 % destes e de 60 % de técnicos administra-
–– Segundo escriturário - Técnico administrativo assisten- tivos assistentes ou equiparados, podendo o número de técni-
te; cos administrativos ser superior àquela percentagem.
–– Demonstrador - Operador comercial; f) O número de assistentes administrativos do 1.º e 2.º ano
–– Perfurador-verificador - Técnico administrativo assis- tomados no seu conjunto não poderá exceder 50 % dos téc-
tente; nicos administrativos e técnicos administrativos assistentes.
–– Telefonista de 1.ª - Rececionista-telefonista; 2- Para os efeitos deste anexo, entende-se por correlativos
–– Telefonista de 2.ª - Rececionista-telefonista 1.º ano; os trabalhadores das seguintes profissões: cobradores, telefo-
–– Prospector de vendas (com comissão) - Promotor de nistas, contínuos, porteiros, paquetes e serventes de limpeza.
vendas (com comissão) ou vendedor (com comissão);
–– Datilógrafo 1.º ano - Assistente administrativo - 1.º ano; C) Acessos dos trabalhadores administrativos ou
–– Estagiário 1.º ano - Assistente administrativo - 1.º ano; correlativos
–– Servente limpeza - Operador de limpeza.
2- Os trabalhadores da actual categoria de chefe de secção, 1- Os assistentes administrativos dos 1.º e 2.º ano logo que
tendo em atenção as funções efectivamente desempenhadas completem os dois anos ou atinjam 24 anos de idade serão
podem ser reclassificados como técnico superior principal, promovidos a técnico administrativo assistente ou a catego-
de acordo com a estrutura organizativa do empregador. ria equivalente, sem prejuízo de poderem continuar adstritos
3- Os trabalhadores da actual categoria de secretário de às mesmas tarefas.

2627
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

2- O número de assistentes administrativos dos 1.º e 2.º Técnico comercial e de marketing


anos no seu conjunto não poderá exceder 50 % do número Caixa
de técnicos administrativos e técnicos administrativos assis- Técnico administrativo
V 893,00
tentes, ou equiparados. Técnico de higiene e segurança
3- O porteiro do 1.º ano e a recepcionista telefonista do Promotor de vendas (sem comissão)
1.º ano, logo que completem 12 meses de trabalho são Vendedor (sem comissão)
promovidos, respectivamente, a porteiro ou a recepcionista- Técnico administrativo assistente
telefonista. VI Cobrador 834,00
4- Sempre que as entidades patronais, independentemen- Operador comercial
te das promoções previstas nos números anteriores, tenham VII Rececionista-telefonista 770,00
necessidade de promover a categorias superiores a técnico Continuo
administrativo assistente ou equiparado, observar-se-ão as VIII Porteiro 719,00
seguintes preferências: Rececionista-telefonista (1.º ano)
a) Competência e zelo profissionais que se comprovarão IX Assistente administrativo (2.º ano) 657,00
por serviços prestados;
Assistente administrativo (1.º ano)
b) Maiores habilitações literárias e profissionais; Promotor de vendas (com comissão)
c) Antiguidade. Operador de limpeza
X 608,00
Contínuo (1.º ano)
D) Condições específicas dos técnicos de vendas Porteiro (1.º ano)
Vendedor (com comissão)
Zonas de trabalho para vendedores
XI Paquete (até 17 anos) Regime smn
1- Compete à entidade patronal, em colaboração com o
respectivo chefe e o trabalhador visado, a definição da sua Porto, 19 de junho de 2018.
zona de trabalho.
2- O pagamento dos valores correspondentes a comissões Pela Associação das Empresas de Vinho do Porto
sobre vendas, quando devidos terá de ser efectuado até ao dia (AEVP):
30 do mês subsequente àquele em que se efectuou a venda, Nuno Maria Azevedo e Bourbon Aguiar Branco e Gon-
salvo acordo em contrário. çalo Aguiar Branco, mandatários.
3- As entidades patronais fornecerão mensalmente aos tra-
balhadores de vendas externas nota discriminativa das res- Pela FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura,
pectivas vendas facturadas, salvo no período de novembro a Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal:
janeiro, em que essa nota deverá ser entregue até ao fim de José Maria da Costa Lapa, mandatário.
fevereiro.
Declaração
ANEXO III
A FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura,
Tabela salarial Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal ou-
torga esta convenção em representação dos seguintes sindi-
catos:
De 1 de julho a 31 de dezembro de 2018
–– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Remunerações mínimas
Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve;
Grupo Categorias profissionais Valor em euros –– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Director de serviços
Turismo, Restaurantes e Similares do Centro;
I Chefe de escritório 1 261,00 –– Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Ali-
Analista de sistemas mentação, Serviços e Similares da Região da Madeira;
–– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Chefe de departamento
Chefe de divisão Turismo, Restaurantes e Similares do Norte;
II Chefe de serviços 1 130,00 –– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Técnico de contabilidade Turismo, Restaurantes e Similares do Sul;
Tesoureiro –– SINTAB - Sindicato dos Trabalhadores de Agricultura
Chefe de secção e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Por-
Técnico superior principal tugal;
III 1 006.00 –– STIANOR - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Chefe de vendas
Programador de Alimentação do Norte;
Técnico superior –– STIAC - Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Ali-
IV Inspector de vendas 955,00 mentar do Centro, Sul e Ilhas;
Secretário de direcção –– SABCES - Açores - Sindicato dos Trabalhadores de

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Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e mo dos prazos de vigência previstos nos números anteriores
Serviços dos Açores. e deve ser acompanhada de proposta de alteração.
4- As negociações iniciar-se-ão dentro de 15 dias a contar
Depositado em 23 de julho de 2018, a fl. 64 do livro n.º do termo do prazo fixado no número anterior.
12, com o n.º 150/2018, nos termos do artigo 494.º do Có- 5- Enquanto não entrar em vigor outro texto de revisão
digo do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de mantém-se em vigor o contrato a rever.
fevereiro.
CAPÍTULO II

Categorias profissionais, admissão, quadros e


acessos
Contrato coletivo entre a Associação das Empresas
de Vinho do Porto (AEVP) e a FESAHT - Federação Cláusula 3.ª
dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebi-
das, Hotelaria e Turismo de Portugal (armazéns) - Categorias profissionais
Revisão global Os trabalhadores abrangidos por este CCT serão obriga-
toriamente classificados, de acordo com as funções efecti-
vamente desempenhadas, numa das categorias previstas no
Artigo 1.º anexo I.
Artigo de revisão Cláusula 4.ª
O presente contrato coletivo de trabalho revê e substi-
Condições de admissão
tui integralmente o anteriormente acordado pelas partes ou-
torgantes publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª 1- As condições mínimas de admissão para o exercício das
série, n.º 15, de 22 de abril de 2005, e alteração salarial e diferentes profissões abrangidas pelo presente CCT são as
outras no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 36, de 29 de enumeradas no anexo II para o respectivo sector profissional.
setembro de 2006. 2- As habilitações exigidas não serão obrigatórias no caso
de o local de trabalho se situar em concelhos onde não exis-
CAPÍTULO I tam estabelecimentos que facultem os referidos graus de en-
sino ou desde que o candidato comprove já ter exercido estas
Área, âmbito e denúncia funções.
3- Quando o exercício de determinada profissão esteja
Cláusula 1.ª condicionado à posse de carteira profissional, devem os em-
pregadores observar as disposições legais e regulamentares
Área e âmbito sobre essa matéria.
1- O presente CCT assinado pelos outorgantes aplica-se a Cláusula 5.ª
todo o território nacional e obriga, por um lado, os empre-
gadores filiados na Associação das Empresas de Vinho do Dotações mínimas e acessos
Porto (AEVP) que se dedicam à produção e comercialização 1- Sempre que os empregadores necessitem de promover
de vinhos do Porto e Douro, seus derivados e bebidas espi- trabalhadores a lugares de chefia, observarão as seguintes
rituosas, da Região Demarcada do Douro e, por outro, os preferências:
trabalhadores ao seu serviço representados ou filiados nas a) Competência e zelo profissionais, que se comprovarão
associações sindicais signatárias. por serviços prestados;
2- Esta convenção colectiva de trabalho abrange 17 em- b) Maiores habilitações literárias e profissionais;
pregadores e 3200 trabalhadores. c) Antiguidade.
Cláusula 2.ª 2- No preenchimento de lugares ou vagas do quadro de
pessoal, deverá o empregador atender prioritariamente aos
Vigência, denúncia e revisão trabalhadores existentes na empresa, só devendo recorrer à
1- A presente convenção entra em vigor cinco dias após admissão de elementos estranhos à mesma quando nenhum
a sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e terá dos trabalhadores ao seu serviço possuir as qualidades reque-
uma vigência de dois anos, sem prejuízo das tabelas salariais ridas para o desempenho da função.
e cláusulas de expressão pecuniária. Cláusula 6.ª
2- A tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária en-
tram em vigor no dia 1 de janeiro de cada ano, exceto a anexa Período experimental
ao presente CCT que produzirá efeitos a 1 de julho de 2018. 1- Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado, o
3- A denúncia pode ser feita, por qualquer das partes, com período experimental tem a seguinte duração:
a antecedência de, pelo menos, três meses em relação ao ter- a) 90 dias para a generalidade dos trabalhadores;

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b) 180 dias para os trabalhadores que exerçam cargos de a) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o empre-
complexidade técnica, elevado grau de responsabilidade ou gador, os superiores hierárquicos, os companheiros de traba-
pressuponham uma especial qualificação, bem como para os lho e as demais pessoas que estejam ou entrem em relação
que desempenhem funções de confiança; com a empresa;
c) 240 dias para pessoal de direcção e quadros superiores. b) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade;
2- Durante no período experimental, qualquer das partes c) Realizar o trabalho com zelo e diligência;
pode denunciar o contrato sem aviso prévio nem necessidade d) Cumprir as ordens e instruções do empregador em tudo
de invocação de justa causa, não havendo direito a indemni- o que respeite à execução e disciplina do trabalho, salvo na
zação, salvo acordo em contrário; porém, se o período ex- medida em que se mostrem contrárias aos seus direitos e ga-
perimental tiver durado mais de 60 dias, o empregador, para rantias;
denunciar o contrato, tem de dar um aviso prévio de 7 dias. e) Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não
3- A antiguidade do trabalhador conta-se desde o início do negociando por conta própria ou alheia em concorrência com
período experimental. ela, nem divulgando informações referentes à sua organiza-
4- O período experimental pode ser excluído por acordo ção, métodos de produção ou negócios;
escrito das partes. f) Velar pela conservação e boa utilização dos bens rela-
cionados com o seu trabalho que lhe forem confiados pelo
CAPÍTULO III empregador;
g) Promover ou executar todos os actos tendentes à melho-
Direitos, deveres e garantias das partes ria da produtividade da empresa;
h) Cooperar, na empresa, estabelecimento ou serviço, para
Cláusula 7.ª a melhoria do sistema de segurança, higiene e saúde no tra-
balho, nomeadamente por intermédio dos representantes dos
Deveres do empregador trabalhadores eleitos para esse fim;
São deveres do empregador: i) Cumprir as prescrições de segurança, higiene e saúde no
a) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o traba- trabalho estabelecidas nas disposições legais ou convencio-
lhador; nais aplicáveis, bem como as ordena dadas pelo empregador.
b) Pagar pontualmente a retribuição, que deve ser justa e Cláusula 9.ª
adequada ao trabalho;
c) Proporcionar boas condições de trabalho, tanto do pon- Garantias dos trabalhadores
to de vista físico como moral; É proibido ao empregador:
d) Contribuir para a elevação do nível de produtividade do a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exer-
trabalhador, nomeadamente proporcionar-lhe formação pro- ça os seus direitos, bem como despedi-lo, aplicar-lhe outras
fissional; sanções ou tratá-lo desfavoravelmente por causa desse exer-
e) Respeitar a autonomia técnica do trabalhador que exer- cício;
ça actividades cuja regulamentação profissional a exija; b) Obstar, injustificadamente, à prestação efectiva do tra-
f) Possibilitar o exercício de cargos em organizações re- balho;
presentativas dos trabalhadores; c) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue no
g) Prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em conta sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba-
a protecção da segurança e saúde do trabalhador, devendo in- lho dele ou dos companheiros;
demnizá-lo dos prejuízos resultantes de acidente de trabalho; d) Diminuir a retribuição, salvo nos casos previstos na lei
h) Adoptar, no que se refere à higiene, segurança e saú- e neste CCT;
de no trabalho, as medidas que decorram, para a empresa, e) Baixar a categoria do trabalhador, salvo nos casos pre-
estabelecimento ou actividade, da aplicação das prescrições vistos na lei;
legais e convencionais vigentes; f) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho, ou
i) Fornecer ao trabalhador a informação e a formação ade- zona de trabalho (vendedores), salvo nos casos previstos na
quadas à prevenção de riscos de acidentes e doença; lei, neste CCT, ou quando haja acordo;
j) Manter permanentemente actualizado o registo do pes- g) Ceder trabalhadores do quadro de pessoal próprio para
soal em cada um dos seus estabelecimentos, com indicação utilização de terceiros que sobre esses trabalhadores exer-
dos nomes, datas de nascimento e admissão, modalidades çam os poderes de autoridade e direcção próprios do empre-
dos contratos, categorias, promoções, retribuições, datas de gador ou por pessoa por ele indicada, salvo nos casos espe-
início e termo das férias e faltas que impliquem perda da cialmente previstos;
retribuição ou diminuição dos dias de férias; h) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar ser-
k) Cumprir rigorosamente as disposições do presente CCT. viços fornecidos pelo empregador ou por pessoa por ele in-
Cláusula 8.ª dicada;
i) Explorar, com fins lucrativos, quaisquer cantinas, refei-
Deveres dos trabalhadores tórios, economatos ou outros estabelecimentos directamente
São deveres dos trabalhadores: relacionados como trabalho, para fornecimento de bens ou

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prestação de serviços aos trabalhadores; lho efectivo se não exceder trinta minutos.
j) Fazer cessar o contrato e readmitir o trabalhador, mes- 4- O período normal de trabalho diário dos trabalhadores
mo com o seu acordo, havendo o propósito de o prejudicar que só prestem trabalho nos dias de descanso dos restantes
em direitos ou garantias decorrentes da antiguidade. trabalhadores da empresa ou estabelecimento pode ser au-
mentado, no máximo, em quatro horas diárias.
Cláusula 10.ª
5- Considera-se trabalho nocturno o prestado entre as 20
Transferência do trabalhador para outro local de trabalho horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte.
6- Para motorista, ajudante de motorista e servente de via-
1- O empregador, salvo estipulação em contrário, só pode
turas de carga poderá ser praticado o regime de horário de
transferir o trabalhador para outro local de trabalho se essa
trabalho livre móvel, nos termos dos regulamentos em vigor,
transferência não causar prejuízo sério ao trabalhador ou se
desde que haja prévio acordo escrito do trabalhador.
resultar da mudança, total ou parcial, do estabelecimento
7- Os trabalhadores no regime de horário de trabalho pre-
onde aquele presta serviço.
visto no número anterior terão garantido como retribuição
2- No caso previsto na segunda parte do número anterior, o
mínima mensal o valor previsto no anexo III para a respecti-
trabalhador, querendo rescindir o contrato, tem direito a uma
va categoria profissional, acrescido de 15 % e sem prejuízo
indemnização correspondente a um mês de retribuição por
do subsídio de trabalho nocturno.
cada ano de antiguidade ou fracção, não podendo ser inferior
a três meses. Cláusula 13.ª
3- O empregador custeará sempre as despesas feitas pelo
trabalhador directamente impostas pela transferência. Regime especial de horário
1- Desde que haja acordo escrito do trabalhador, podem
Cláusula 11.ª
ser organizados horários de trabalho semanais em que o tem-
Transmissão da empresa ou estabelecimento po de trabalho é concentrado em quatro dias, podendo o pe-
ríodo de trabalho diário ser aumentado até dez horas, dentro
1- Em caso de transmissão, por qualquer título, da titulari-
dos limites estabelecidos pela lei.
dade da empresa, do estabelecimento ou de parte da empresa
2- Por acordo escrito com o trabalhador, pode ser alterado
ou estabelecimento que constitua uma unidade económica,
o período normal de trabalho diário, podendo a duração do
transmite-se para o adquirente a posição jurídica do empre-
trabalho ser definida em termos médios, com os limites se-
gador nos contratos de trabalho dos respectivos trabalhado-
guintes: o limite diário do período normal de trabalho efec-
res.
tivo pode ser aumentado até mais duas horas e sem que a
2- Toda a restante matéria relacionada com esta cláusula
duração do trabalho efectivo semanal exceda as 50 horas, e
será regulada nos termos da legislação aplicável.
com um limite anual de aumento de 100 horas.
3- Não conta para aqueles limites o trabalho suplementar
CAPÍTULO IV prestado por motivo de força maior.
4- O regime de trabalho em termos médios não poderá
Prestação do trabalho realizar-se nos dias de descanso obrigatório, podendo ser nos
dias feriados e descanso complementar, desde que haja acor-
Cláusula 12.ª do pontual do trabalhador.
Horário de trabalho
5- Nas semanas com duração inferior a 40 horas de traba-
lho efectivo, sempre mediante prévia audição do trabalhador
1- Compete ao empregador definir os horários de trabalho e se possível de acordo com as preferências por este comu-
dos trabalhadores ao seu serviço, dentro dos condicionalis- nicadas, poderá ocorrer redução diária não superior a duas
mos legais. horas, ou redução da semana de trabalho em dias ou meio
2- O tempo de trabalho que o trabalhador se obriga a pres- dias, ou, ainda, mediante acordo entre o trabalhador e o em-
tar em número de horas por dia ou semana denomina-se, pregador, aumento do período de férias, sempre sem prejuízo
respectivamente, «período normal de trabalho diário» ou do direito ao subsídio de refeição, mas também, no último
«período normal de trabalho semanal». O período normal de caso, sem aumento do subsídio de férias.
trabalho não pode exceder, em princípio, 8 horas por dia nem 6- As horas decorrentes da aplicação do regime de adap-
40 horas por semana. tabilidade serão objecto de registo individualizado e o seu
3- A jornada de trabalho diária deve ser interrompida por controlo obedecerá às regras seguintes:
um intervalo de descanso, de duração não inferior a uma a) As horas trabalhadas a mais, quando não forem com-
hora nem superior a duas horas, de modo que os trabalhado- pensadas em igual número, serão pagas como trabalho su-
res não prestem mais de seis horas de trabalho consecutivo. plementar; ou,
Desde que com o acordo do trabalhador, o intervalo de b) Optando o empregador por não pagar trabalho suple-
descanso poderá ter duração inferior a uma hora mas não mentar, serão compensadas em igual tempo (no período de
inferior a trinta minutos. Entre o empregador e o trabalhador referência), sendo metade dessas horas marcada pelo traba-
poderá ser acordada a jornada diária contínua. No caso de lhador, respeitando as regras dos números 5 e 8 desta cláu-
exceder seis horas, deverá estabelecer-se um curto período sula, salvo oposição por parte do empregador, por motivos
de descanso, o qual será considerado como tempo de traba-

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ponderosos e atendíveis. em seis semanas, sempre sem prejuízo de ser salvaguardados


7- A duração média do período normal de trabalho não po- aos trabalhadores o gozo de descanso semanal ao domingo
derá ultrapassar as quarenta horas semanais e é apurada por pelo menos em 15 semanas por ano.
referência a período não superior a seis meses. O trabalho prestado ao abrigo deste regime dará direito
8- As alterações da organização do tempo de trabalho em a um acréscimo de remuneração de 20 % a incidir sobre o
termos médios devem ser programadas com pelo menos uma mínimo mensal previsto na tabela - anexo III da respectiva
semana de antecedência ou por um período inferior no caso categoria.
de acordo. 8- Para os trabalhadores que têm como local de trabalho,
9- Em caso de organização de horários de trabalho em ter- ou como local de trabalho habitual, a Região Demarcada do
mos médios, o empregador deverá diligenciar para que os Douro, com as categorias e funções ligadas à vindima, no-
trabalhadores possam utilizar os mesmos meios de transpor- meadamente com a categoria de profissional de armazém,
te ou equivalentes. auxiliar de armazém, enólogos, enólogos auxiliares, analis-
10- As alterações que impliquem acréscimo de despesas tas, e os que prestam apoio administrativo, com limitação ao
para os trabalhadores conferem direito a compensação eco- período da vindima, entre setembro e novembro, inclusive,
nómica. de cada ano, poderá aplicar-se o regime estabelecido no nú-
11- Os acordos realizados ao abrigo desta cláusula têm um mero 7 supra.
limite máximo de validade de dois anos.
Cláusula 15.ª
Cláusula 14.ª
Trabalho suplementar
Descanso semanal e feriados 1- É trabalho suplementar o prestado para além do período
1- Os trabalhadores têm direito a um dia de descanso se- normal de trabalho diário, sem prejuízo dos regimes de dura-
manal obrigatório e a um dia de descanso semanal comple- ção de trabalho em termos médios.
mentar. 2- O trabalho suplementar não pode exceder duas horas
2- O dia de descanso semanal obrigatório é o domingo, e o por dia normal de trabalho nem 200 horas por ano.
dia de descanso semanal complementar é o sábado, salvo nos 3- O trabalho suplementar prestado por motivo de força
casos previstos na lei ou na presente convenção. maior ou quando se torne indispensável para prevenir ou re-
3- São dias feriados obrigatórios os previstos na lei: dias parar prejuízos graves para a empresa ou para a sua viabili-
1 de janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 25 de dade não fica abrangido pelos limites decorrentes do número
abril, 1 de maio, de Corpo de Deus, 10 de junho, 15 de agos- anterior.
to, 5 de outubro, 1 de novembro, e 1, 8 e 25 de dezembro. 4- O trabalho suplementar dá direito a retribuição especial,
4- São feriados além dos decretados como obrigatórios, os a qual será igual à retribuição normal acrescida das seguintes
seguintes: a Terça-Feira de Carnaval e o feriado municipal percentagens:
onde o trabalho é prestado, com excepção dos distritos de 50 % na 1.ª hora;
Lisboa e Porto, nos quais são estabelecidos os dias 13 e 24 75 % na 2.ª hora ou nocturnas;
de junho, respectivamente. 150 % em dias de feriado ou descanso semanal.
5- O disposto nos números 1 e 2 não prejudica a aplicação Para os efeitos do cálculo da remuneração hora utiliza-se
de regime diferente nas situações de laboração contínua ou a fórmula seguinte:
naquelas em que a organização do trabalho esteja distribuída
RH = (12 x Vencimento mensal) / (52 x Horário semanal)
por horários que abranjam o sábado e ou o domingo.
6- Para os trabalhadores que prestem serviço nos sectores 5- O trabalho prestado no dia de descanso semanal obriga-
de conservação e manutenção de máquinas e equipamentos, tório ou feriado dá direito a descanso compensatório de meio
o descanso semanal pode ser no domingo e segunda-feira, dia ou dia completo, conforme o trabalhador tenha realizado
desde que a natureza dos serviços o justifique e haja acordo até metade, ou mais de metade, do período normal de traba-
do trabalhador, o que lhes dará direito a um acréscimo de re- lho diário, e tem que ser gozado nos três dias seguintes.
muneração de 20 % a incidir sobre o mínimo mensal previsto 6- Os descansos compensatórios vencem-se, salvo no caso
na tabela - anexo III, da respectiva categoria. do número anterior, quando perfizerem o número de horas
7- Para os trabalhadores com as categorias de guarda, vigi- igual ao período normal de trabalho diário e devem ser goza-
lante, demonstrador, promotor comercial de vinhos e profis- dos, em princípio, nos 60 dias seguintes.
sional de turismo o dia de descanso semanal complementar 7- Por acordo, o descanso compensatório decorrente de
poder deixar de ser ao sábado e o dia de descanso semanal trabalho suplementar pode ser substituído por prestação de
obrigatório pode deixar de ser ao domingo. trabalho remunerada com um acréscimo de 100 %.
Os trabalhadores que trabalharem neste regime terão
porém de quatro em quatro semanas o período de descanso CAPÍTULO V
semanal ao sábado e domingo; porém, no período de maio
a setembro, de cada ano, apenas terá de ser assegurado o Retribuição
gozo do descanso semanal obrigatório ao domingo, de seis

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Cláusula 16.ª 2- No ano de admissão, os trabalhadores receberão o sub-


sídio referido no número anterior na parte proporcional ao
Princípios gerais tempo decorrido desde a admissão.
As remunerações mínimas mensais auferidas pelos traba- 3- Cessando o contrato de trabalho, receberão a parte do
lhadores serão as constantes do anexo III-A. subsídio proporcional ao tempo decorrido desde a admissão.
4- Suspendendo-se o contrato de trabalho por impedimen-
Cláusula 17.ª
to prolongado do trabalhador, este terá direito:
Retribuições dos trabalhadores que exerçam funções inerentes a a) No ano da suspensão, a um subsídio de Natal de mon-
diversas categorias tante proporcional ao número de meses de serviço prestado
1- Quando algum trabalhador exercer, com carácter de re- nesse ano;
gularidade, funções inerentes e diversas categorias, receberá b) No ano de regresso à prestação de trabalho, a um subsí-
a retribuição estipulada para a mais elevada. dio de Natal de montante proporcional ao número de meses
2- Qualquer trabalhador poderá, porém, ser colocado em completos de serviço até 31 de dezembro, a contar da data
funções de categoria superior, a título experimental, durante do regresso.
um período que não poderá exceder um total de 90 dias, se- 5- Para os trabalhadores com retribuição variável, o subsí-
guidos ou não, findo o qual será promovido à categoria em dio de Natal será calculado na base da retribuição média dos
que foi colocado a título experimental. últimos 12 meses ou do tempo decorrido desde o início do
3- O trabalho ocasional em funções diferentes de grau contrato, se for inferior.
mais elevado não dá origem a mudança de categoria. Cláusula 21.ª
4- Considera-se ocasional o trabalho que não ocorra por
período superior a 30 horas por mês, não podendo, no entan- Ajudas de custo
to, durante o ano exceder 150 horas. 1- Aos trabalhadores que se desloquem em viagem de
Cláusula 18.ª serviço será abonada a importância diária de 50,20 € para
alimentação e alojamento, ou efectuado o pagamento destas
Substituições temporárias despesas contra apresentação do respectivo documento, con-
1- Sempre que um trabalhador substitua outro de categoria forme prévia opção da entidade patronal.
e retribuição superior passará a receber a retribuição corres- 2- Sempre que a deslocação não implique uma diária com-
pondente à categoria do substituído durante o tempo que a pleta, serão abonados os seguintes valores:
substituição durar. a) Pequeno-almoço - 2,31 €;
2- Se a substituição durar mais de 180 dias, o substituto b) Ceia - 2,95 €;
manterá o direito à retribuição da categoria do substituído c) Almoço ou jantar - 9,98 €;
quando, finda a substituição, regressar ao desempenho das d) Dormida - 29,10 €.
funções anteriores. 3- Aos trabalhadores no desempenho de serviço externo,
além das despesas da deslocação, alojamento e alimentação,
Cláusula 19.ª será pago um acréscimo de remuneração de 15 % nos se-
guintes casos:
Subsídio de refeição
a) Quando tenham posto de trabalho fixo e a deslocação
1- Os trabalhadores ao serviço das empresas têm direito, implique que o trabalhador faça fora mais de duas pernoitas
por cada dia de trabalho, a um subsídio de refeição no valor seguidas;
de 4,52 €. b) Quando desempenhe funções que impliquem desloca-
2- O trabalhador perde o direito ao subsídio nos dias em ções mais ou menos permanentes e a deslocação seja por um
que faltar o período superior a meio período diário de tra- período superior a uma semana ou implique passar fora o
balho. fim-de-semana.
3- O valor do subsídio previsto nesta cláusula não será 4- O disposto nos números 1 e 2 desta cláusula não se apli-
considerado no período de férias nem para cálculo dos subsí- cará quando a entidade patronal tiver na localidade instala-
dios de férias e de Natal. ções adequadas para fornecimento de alimentação e aloja-
4- Não se aplica o disposto nos números anteriores aos mento.
empregadores que à data da entrada em vigor da presente 5- Se o trabalhador utilizar a sua viatura ao serviço da enti-
cláusula já forneçam refeições comparticipadas aos seus tra- dade patronal, esta pagar-lhe-á o produto do coeficiente 0,28
balhadores ou que já pratiquem condições mais favoráveis. sobre o preço mais elevado do litro da gasolina sem chumbo
Cláusula 20.ª por cada quilómetro percorrido.
6- Os trabalhadores, enquanto em serviço, ainda que des-
Subsídio de Natal locados, ficam a coberto da legislação de acidentes de traba-
1- Todos os trabalhadores, independentemente da sua an- lho, devendo as entidades patronais efectuar as comunica-
tiguidade, têm o direito de receber, na época do Natal, até ao ções legais às instituições de seguro respectivas.
dia 15 de dezembro, um subsídio correspondente a um mês 7- Se a empresa exigir o trabalhador terá de apresentar a
de retribuição. fatura das despesas.

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Cláusula 22.ª meses completos de execução do contrato, a gozar 2 dias


úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até ao
Subsídio de turno máximo 20 dias úteis.
1- Os trabalhadores que prestem serviços em regime de 8- O período de férias é marcado por acordo entre empre-
dois ou três turnos rotativos terão direito a um subsídio men- gador e trabalhador.
sal de 45,70 €. 9- Na falta de acordo, cabe ao empregador marcar as fé-
2- Independentemente do subsídio de turno, o trabalhador rias, sendo pelo menos quinze dias úteis, entre 1 de maio e
terá direito ao pagamento de acréscimo legal por trabalho 31 de outubro, e elaborar o respectivo mapa, ouvindo para o
nocturno em relação ao vencimento base. efeito a comissão de trabalhadores, ou na usa falta os dele-
gados sindicais.
Cláusula 23.ª
10- Na marcação das férias, os períodos mais pretendidos
Seguro e fundo para falhas devem ser rateados, sempre que possível, beneficiando, al-
ternadamente, os trabalhadores em função dos períodos go-
1- Os trabalhadores que exerçam funções de pagamento e
zados nos dois anos anteriores.
ou recebimento têm direito a um abono para falhas no valor
11- Salvo se houver prejuízo grave para o empregador, de-
de 30,35 €. Este abono fará parte integrante da retribuição do
vem gozar férias em idêntico período os cônjuges que traba-
trabalhador enquanto este se mantiver classificado na profis-
lhem na mesma empresa ou estabelecimento, bem como as
são a que correspondem essas funções.
pessoas que vivam em união de facto ou economia comum
2- Sempre que os trabalhadores referidos no número an-
nos termos previstos em legislação especial.
terior sejam substituídos nas funções citadas, o trabalhador
12- O gozo do período de férias pode ser interpolado, por
substituto terá direito ao abono para falhas na proporção do
acordo entre empregador e trabalhador e desde que sejam
tempo de substituição e enquanto esta durar.
gozados, no mínimo, 10 dias úteis consecutivos.
13- O mapa de férias, com indicação do início e termo dos
CAPÍTULO VI períodos de férias de cada trabalhador, deve ser elaborado
até 15 de abril de cada ano e afixado nos locais de trabalho
Suspensão da prestação do trabalho entre esta data e 31 de outubro.
14- O aumento da duração do período de férias previsto no
Cláusula 24.ª número 3 desta cláusula não tem consequências no montante
Período de férias
do subsídio de férias, e são marcados livremente pelo empre-
gador no plano de férias.
1- Os trabalhadores abrangidos por este CCT terão direito
em cada ano civil, ao gozo de 22 dias úteis de férias, sem Cláusula 25.ª
prejuízo da sua retribuição normal.
Efeitos da suspensão do contrato de trabalho por impedimento
2- Para efeito de férias, são úteis os dias de semana de
prolongado
segunda-feira a sexta-feira, com excepção dos feriados, não
podendo as férias ter início em dia de descanso semanal do 1- No ano da suspensão do contrato de trabalho por im-
trabalhador. pedimento prolongado, respeitante ao trabalhador, se se ve-
3- A duração do período de férias é aumentada no caso rificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do direito
de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade de ter a férias já vencido, o trabalhador tem direito à retribuição
apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se reportam, correspondente ao período de férias não gozado e respectivo
nos seguintes termos: subsídio.
a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou dois 2- No ano da cessação do impedimento prolongado o tra-
meios dias; balhador tem direito às férias nos termos previstos no núme-
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou qua- ro 7 da cláusula 24.ª
tro meios dias; 3- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor-
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis rido o prazo referido no número anterior ou antes de goza-
meios dias. do o direito a férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de
4- O gozo das licenças por maternidade e paternidade não abril do ano civil subsequente.
afecta o aumento da duração do período de férias previsto no 4- Cessando o contrato após impedimento prolongado res-
número anterior. peitante ao trabalhador, este tem direito à retribuição e ao
5- Para efeitos do número 3, são equiparados às faltas os subsídio de férias correspondentes ao tempo de serviço pres-
dias de suspensão do contrato de trabalho por facto respei- tado no ano de início da suspensão.
tante ao trabalhador. Cláusula 26.ª
6- O trabalhador pode renunciar parcialmente ao direito a
férias, recebendo a retribuição e o subsídio respectivos, sem Efeitos da cessação do contrato de trabalho
prejuízo de ser assegurado o gozo efectivo de 20 dias úteis 1- Cessando o contrato de trabalho, o trabalhador tem o
de férias. direito de receber a retribuição correspondente a um período
7- No ano da admissão, o trabalhador tem direito, após seis de férias, proporcional ao tempo de serviço prestado até à

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

data da cessação, bem como ao respectivo subsídio. d) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho
2- Se o contrato cessar antes de gozado o período de fé- devido a facto que não seja imputável ao trabalhador, nome-
rias vencido no início do ano da cessação, o trabalhador tem adamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações
ainda o direito de receber a retribuição e o subsídio corres- legais;
pondentes a esse período, o qual é sempre considerado para e) As motivadas pela necessidade de prestação de assistên-
efeitos de antiguidade. cia inadiável e imprescindível a membros do seu agregado
3- Da aplicação do disposto nos números anteriores ao familiar, nos termos previstos na lei e em legislação especial;
contrato cuja duração não atinja, por qualquer causa, 12 me- f) As ausências não superiores a quatro horas e só pelo
ses, ou a cessação do contrato ocorra no ano seguinte ao da tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável
admissão, não pode resultar um período de férias superior ao pela educação de menor, uma vez por trimestre, para deslo-
proporcional à duração do vínculo, sendo esse período con- cação à escola tendo em vista inteirar-se da situação educa-
siderado para efeitos de retribuição, subsídio e antiguidade. tiva do filho menor;
g) As dadas pelos trabalhadores eleitos para as estruturas
Cláusula 27.ª
de representação colectiva, nos termos da lei;
Violação do direito a férias h) As dadas por candidatos a eleições para cargos públicos,
durante o período legal da respectiva campanha eleitoral;
Caso o empregador, com culpa, obste ao gozo das férias
i) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
nos termos previstos nas cláusulas anteriores, o trabalhador
j) As que por lei forem como tal qualificadas;
recebe, a título de compensação, o triplo da retribuição cor-
k) As dadas por nascimento de filhos, durante cinco dias
respondente ao período em falta, que deve obrigatoriamente
úteis, seguidos ou interpolados.
ser gozado no 1.º trimestre do ano civil subsequente.
3- São consideradas injustificadas as faltas não previstas
Cláusula 28.ª do número anterior.

Subsídio de férias Cláusula 31.ª


1- Antes do início das férias, os trabalhadores com direito Faltas por motivo de falecimento de parentes ou afins
às mesmas receberão um subsídio equivalente a 100 % da
1- Nos termos da alínea b) do número 2 da cláusula 30.ª, o
respectiva retribuição mensal.
trabalhador pode faltar justificadamente:
2- Cessando o contrato de trabalho, os trabalhadores têm
a) Cinco dias consecutivos por falecimento de cônjuge não
direito à indemnização correspondente ao período de férias
separado de pessoas e bens ou de parente ou afim do 1.º grau
vencido e ao respectivo subsídio, salvo se já as tiverem go-
da linha recta (pai/mãe, sogro/sogra, padrasto/madrasta, fi-
zado, bem como às férias e ao respectivo subsídio proporcio-
lhos, enteados e genro/nora);
nais aos meses de serviço prestado no ano da cessação.
b) Dois dias consecutivos por falecimento de outro parente
Cláusula 29.ª ou afim na linha recta ou em 2.º grau da linha colateral (avó
ou bisavós do próprio ou do cônjuge, irmãos e cunhados).
Definição de faltas 2- Aplica-se o disposto na alínea a) do número anterior ao
1- Por falta entende-se a ausência do trabalhador no local falecimento de pessoa que viva em união de facto ou eco-
de trabalho e durante o período em que devia desempenhar a nomia comum com o trabalhador nos termos previstos em
actividade a que está adstrito. legislação especial.
2- Nos casos de ausência do trabalhador por períodos infe-
Cláusula 32.ª
riores ao período de trabalho a que está obrigado, os respecti-
vos tempos são adicionados para determinação dos períodos Comunicação da falta justificada
normais de trabalho diário em falta.
1- As faltas justificadas, quando previsíveis, são obrigato-
3- Para efeitos do disposto no número anterior, caso os pe-
riamente comunicadas ao empregador com a antecedência
ríodos de trabalho diário não sejam uniformes, consideran-
mínima de cinco dias.
do-se sempre o de menor duração relativo a um dia completo
2- Quando imprevisíveis, as faltas justificadas são obriga-
de trabalho.
toriamente comunicadas logo que possível.
Cláusula 30.ª 3- A comunicação tem de ser reiterada para as faltas justi-
ficadas imediatamente subsequentes às previstas nas comu-
Tipos de falta nicações indicadas nos números anteriores.
1- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas.
Cláusula 33.ª
2- São consideradas faltas justificadas:
a) As dadas, durante 15 dias seguidos, por altura do casa- Prova da falta justificada
mento;
1- O empregador pode, nos 15 dias seguintes à comunica-
b) As motivadas por falecimento do cônjuge, parentes ou
ção referida na cláusula anterior, exigir ao trabalhador prova
afins, nos termos da cláusula 31.ª;
dos factos invocados para a justificação.
c) As motivadas pela prestação de provas em estabeleci-
2- A prova da situação de doença prevista na alínea d) do
mento de ensino, nos termos da legislação especial;

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

número 2 da cláusula 30.ª é feita por estabelecimento hos- odo normal de trabalho diário, imediatamente anteriores ou
pitalar, por declaração no centro de saúde ou por atestado posteriores aos dias ou meios dias de descanso ou feriados,
médico. considera-se que o trabalhador praticou uma infracção grave.
3- A doença referida no número anterior pode ser fisca- 3- No caso de a apresentação do trabalhador, para início
lizada por médico, mediante requerimento do empregador ou reinício da prestação de trabalho, se verificar com atraso
dirigido à Segurança Social. injustificado superior a trinta ou sessenta minutos, pode o
4- No caso de a Segurança Social não indicar o médico a empregador recusar a aceitação da prestação durante parte
que se refere o número anterior no prazo de vinte e quatro ou todo o período normal de trabalho, respectivamente.
horas, o empregador designa um médico para efectuar a fis-
Cláusula 36.ª
calização, não podendo este ter qualquer vínculo contratual
anterior ao empregador. Efeitos das faltas no direito a férias
5- Em caso de desacordo entre os pareceres médicos refe-
1- As faltas não têm efeito sobre o direito a férias do tra-
ridos nos números anteriores, pode ser requerida a interven-
balhador, salvo o previsto no número 3 da cláusula 24.ª, e do
ção de junta médica.
disposto no número seguinte.
6- Em caso de incumprimento das obrigações previstas na
2- Nos casos em que as faltas determinam perda de retri-
cláusula anterior e nos números 1 e 2 desta cláusula, bem
buição, as ausências podem ser substituídas, se o trabalhador
como de oposição, sem motivo atendível, à fiscalização re-
expressamente assim o preferir, por dias de férias, na propor-
ferida nos números 3 e 4, as faltas são consideradas injusti-
ção de um dia de férias por cada dia de falta, desde que seja
ficadas.
salvaguardado o gozo efectivo de 20 dias úteis de férias ou
Cláusula 34.ª da correspondente proporção, se se tratar de férias no ano de
admissão.
Efeitos das faltas justificadas
1- As faltas justificadas não determinam a perda ou preju- CAPÍTULO VII
ízo de quaisquer direitos do trabalhador, salvo o disposto no
número seguinte. Cessação do contrato de trabalho
2- Sem prejuízo de outras previsões legais, determinam a
perda de retribuição as seguintes faltas ainda que justifica- Cláusula 37.ª
das:
a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie Causa e regime
de um regime de segurança social de protecção na doença; 1- O contrato de trabalho só pode cessar por qualquer das
b) Por motivo de acidente de trabalho, desde que o traba- formas e segundo os termos previstos na lei geral.
lhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro; 2- Quando o trabalhador resolver o contrato de trabalho
c) As previstas na alínea j) do número 2 da cláusula 30.ª, com justa causa, com os pressupostos e consequências le-
quando superiores aos limites de crédito de horas seguintes: gais, terá direito a uma indemnização correspondente a um
–– 44 horas por mês para dirigentes sindicais; e, 14 horas mês de retribuição, por cada ano de antiguidade ou fracção,
por mês para delegados sindicais ou membros de comissão não podendo ser inferior a três meses.
de trabalhadores;
d) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador; Cláusula 38.ª
e) As dadas por nascimento de filhos. Sanções disciplinares
3- Nos casos previstos na alínea d) do número 2 da cláusu-
la 30.ª, se o impedimento do trabalhador se prolongar efec- 1- Considera-se infracção disciplinar o facto voluntário e
tiva ou previsivelmente para além de um mês, aplica-se o culposo, quer conste de acção ou omissão, que viole os de-
regime de suspensão da prestação do trabalho por impedi- veres decorrentes da lei e deste CCT.
mento prolongado. 2- As sanções disciplinares que poderão ser aplicadas são
4- No caso previsto na alínea h) do número 2 da cláusu- as seguintes:
la 30.ª as faltas justificadas conferem, no máximo, direito a) Repreensão;
à retribuição relativa a um terço do período de duração da b) Repreensão registada;
campanha eleitoral, só podendo o trabalhador faltar meios c) Perda de dias de férias;
dias ou dias completos com aviso prévio de 48 horas. d) Suspensão do trabalho com perda de retribuição e de
antiguidade;
Cláusula 35.ª e) Despedimento sem qualquer indemnização ou compen-
sação.
Efeitos das faltas injustificadas
3- Para a graduação da sanção a aplicar deve atender-se à
1- As faltas injustificadas constituem violação do dever natureza e à gravidade da infracção, à categoria e à posição
de assiduidade e determinam perda de retribuição corres- hierárquica do trabalhador e ao seu comportamento anterior,
pondente ao período de ausência, o qual será descontado na não podendo aplicar-se mais de uma sanção pela mesma in-
antiguidade do trabalhador. fracção.
2- Tratando-se de faltas injustificadas a um ou meio perí- 4- A perda de dias de férias não pode por em causa o gozo

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

de 20 dias úteis de férias. 5- Enquanto decorrer o processo disciplinar, poderá o em-


5- A suspensão do trabalho não pode exceder por cada in- pregador suspender preventivamente o trabalhador nos casos
fracção 30 dias e, em cada ano civil, o total de 90 dias. previstos na lei, assegurando-lhe, no entanto, todos os direi-
6- A sanção disciplinar não pode ser aplicada sem audiên- tos e regalias que auferiria se estivesse ao serviço.
cia prévia do trabalhador. 6- São requisitos essenciais o envio da nota de culpa, a au-
7- Iniciado o procedimento disciplinar, pode o emprega- dição das testemunhas arroladas e a realização de diligências
dor suspender o trabalhador, se a presença deste se mostrar solicitadas pelo trabalhador.
inconveniente, mas não lhe é licito suspender o pagamento
da retribuição. CAPÍTULO VIII
8- A sanção disciplinar deverá ser executada até ao limite
de 30 dias após ter sido comunicada ao trabalhador. Segurança Social
Cláusula 39.ª
Cláusula 42.ª
Sanções abusivas
Princípio geral
1- Consideram-se abusivas as sanções disciplinares moti-
vadas pelo facto de um trabalhador: Os empregadores e os trabalhadores ao seu serviço
a) Haver reclamado legitimamente contra as condições de abrangidos por este CCT contribuirão para as instituições
trabalho; de Segurança Social que obrigatoriamente os abranjam, nos
b) Recusar o cumprimento de ordens a que não deva obe- termos da lei.
diência, nos termos da lei; Cláusula 43.ª
c) Exercer ou candidatar-se a funções em organismos de
representação de trabalhadores; Complemento do subsídio por acidente de trabalho
d) Em geral, exercer, ter exercido, pretender exercer ou in- Em caso de incapacidade temporária por acidente de tra-
vocar os direitos e garantias que lhe assistem. balho adquirida em serviço, compete ao empregador repor o
2- Presume-se abusiva qualquer sanção aplicada ao traba- vencimento líquido até perfazer a totalidade da retribuição
lhador, nos termos do número 1 desta cláusula, e ainda den- mensal líquida, no caso de as companhias de seguros não o
tro dos prazos legais em que esta garantia se mantém. fazerem, até ao limite de quatro meses.
Cláusula 40.ª
CAPÍTULO IX
Consequência da aplicação de sanções abusivas
A aplicação de quaisquer sanções abusivas nos termos Segurança, higiene e saúde no trabalho
da cláusula anterior obriga o empregador a indemnizar o
trabalhador nos termos gerais do direito, com as alterações Cláusula 44.ª
seguintes:
Princípios gerais
a) Se a sanção for o despedimento, a indemnização por
que o trabalhador venha a optar não será inferior ao dobro 1- O trabalhador tem direito à prestação de trabalho em
da fixada na lei; condições de segurança, higiene e saúde asseguradas pelo
b) Tratando-se de sanção de suspensão, a indemnização empregador.
não deve ser inferior a 10 vezes a importância da retribuição 2- O empregador é obrigado a organizar as actividades de
perdida. segurança, higiene e saúde no trabalho que visem a preven-
ção de riscos profissionais e a promoção da saúde do traba-
Cláusula 41.ª lhador.
Exercício do poder disciplinar
3- A execução de medidas em todas as fases da actividade
da empresa, destinadas a assegurar a segurança e saúde no
1- O poder disciplinar exerce-se através de processo dis- trabalho, assenta nos seguintes princípios de prevenção:
ciplinar. a) Planificação e organização da prevenção de riscos pro-
2- O processo disciplinar incluirá, obrigatoriamente uma fissionais;
nota de culpa, de que será enviada cópia ao trabalhador, por b) Eliminação dos factores de risco e de acidente;
carta registada com aviso de recepção, com a descrição fun- c) Avaliação e controlo dos riscos profissionais;
damentada dos factos que lhe são imputados. d) Informação, formação, consulta e participação dos tra-
3- O trabalhador dispõe de um prazo de dez dias úteis para balhadores e seus representantes;
deduzir, por escrito, os elementos que considere relevantes e) Promoção e vigilância da saúde dos trabalhadores.
para sua defesa, nomeadamente o rol de testemunhas.
4- O trabalhador pode requerer a presença de um represen-
CAPÍTULO X
tante do seu sindicato em todas as diligências, processuais
posteriores ao envio da nota de culpa.
Direitos especiais

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 45.ª Cláusula 49.ª

Maternidade e paternidade Disposições gerais e comissão paritária


Além do estipulado no presente CCT para a generalidade 1- Todos os casos omissos neste CCT serão regidos pela
dos trabalhadores abrangidos, são assegurados aos trabalha- lei geral do trabalho.
dores os direitos de parentalidade previstos na lei. 2- Com a entrada em vigor da presente convenção os tra-
balhadores por ela abrangidos são classificados nas catego-
Cláusula 46.ª
rias profissionais discriminadas no anexo I.
Direitos dos trabalhadores menores Os casos omissos referentes a categorias profissionais
que já tenham constado de contratação colectiva anterior
1- Os empregadores e o pessoal dos quadros devem, den-
reger-se-ão pelo recurso ao aí previsto quanto à definição de
tro dos mais são princípios, velar pela preparação profissio-
funções, acesso e enquadramento na tabela salarial.
nal dos menores.
3- A aglutinação e supressão de algumas categorias profis-
2- Os empregadores devem cumprir, em relação aos me-
sionais não altera as funções e direitos dos trabalhadores, de-
nores ao seu serviço, as disposições do estatuto do ensino
vendo estes enquadrar-se em nova categoria, de igual nível
técnico relativo a aprendizagem e formação profissional.
salarial, sem perda de quaisquer direitos.
3- Nenhum menor pode ser admitido sem ter sido aprova-
4- Com a presente convenção é constituída uma comissão
do no exame médico, a expensas dos empregadores, destina-
paritária, com o fim de interpretar e integrar as suas cláu-
do a comprovar se possui a robustez física necessária para as
sulas que o texto da convenção suscite que será constituída
funções a desempenhar.
por dois elementos designados por cada uma das partes, que
4- Pelo menos uma vez por ano os empregadores devem
deliberarão por unanimidade, e que enviarão para depósito e
assegurar a inspecção médica dos menores ao seu serviço,
publicação para passar a fazer parte desta convenção.
de acordo com as disposições legais aplicáveis, a fim de se
verificar se o seu trabalho é feito sem prejuízo da sua saúde e Cláusula 50.ª
do desenvolvimento físico normal.
5- Os resultados da inspecção referida no número anterior Quotização sindical
devem ser registados e assinados pelo médico nas respecti- Os empregadores abrangidos por este CCT obrigam-se a
vas fichas ou em caderneta própria. efectuar os descontos das quotas para os sindicatos aos traba-
lhadores que assim o solicitarem, que se obrigam a liquidar
Cláusula 47.ª
às respectivas associações sindicais, gratuitamente, até ao
Trabalhadores-estudantes - Noção dia 15 de cada mês, acompanhadas dos mapas de quotização
convenientemente preenchidos.
1- Considera-se trabalhador-estudante aquele que presta
uma actividade sob autoridade e direcção de outrem e que Cláusula 51.ª
frequenta qualquer nível de educação escolar, incluindo cur-
sos de pós-graduação, em instituição de ensino. Garantias de manutenção de regalias
2- A manutenção do estatuto do trabalhador-estudante é 1- As disposições do presente CCT consideram-se expres-
condicionada pela obtenção de aproveitamento escolar, nos samente, no seu conjunto, mais favoráveis para os trabalha-
termos previstos em legislação especial. dores que as anteriormente vigentes. Contudo, da aplicação
3- A restante matéria é regulada nos termos da legislação do presente CCT, não poderão resultar quaisquer prejuízos
aplicável. para os trabalhadores, designadamente baixa ou mudança de
categoria ou classe, bem como diminuição de retribuição ou
Cláusula 48.ª
outras regalias de carácter regular ou permanente.
Formação profissional
1- Os empregadores obrigam-se sempre que necessário a ANEXO I
estabelecer os meios de formação profissional, internos e ex-
ternos, ou facultar, a expensas suas, o acesso a meios exter- Descritivo de funções
nos de formação profissional, traduzidos em cursos de reci- Enólogo principal - É o trabalhador profissional de eno-
clagem e aperfeiçoamento ou formação para novas funções. logia que, detendo os requisitos legais para exercer funções
2- O tempo despendido pelos trabalhadores nos meios de de enólogo, é especialmente designado pelo empregador
formação referidos será, para todos os efeitos, considerado para tal função e que, possuindo conhecimentos técnico-
como tempo de trabalho e submetido a todas as disposições -científicos, acompanha todas as operações, desde a cultu-
deste CCT sobre a duração do trabalho. ra da vinha até ao engarrafamento, incluindo a colheita das
3- Ao trabalhador deve ser assegurada, um número míni- uvas, os processos de vinificação, armazenamento e enve-
mo de trinta e cinco horas de formação, nos termos da lei. lhecimento, supervisionando e determinando todas as práti-
cas necessárias a garantir a qualidade do vinho ou produtos
CAPÍTULO XI vitivinícolas, supervisionando e coordenando o trabalho de
outros enólogos.
Questões gerais e transitórias

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Analista principal - É o trabalhador que executa análi- las bombas de alimentação de água e combustível.
ses quantitativas e qualitativas que exigem conhecimentos Motorista de pesados - É o profissional que, estando de-
técnicos elevados no domínio da química laboratorial ou in- vidamente habilitado, conduz e zela pela conservação da via-
dustrial. Ensaia e determina os tratamentos físico-químicos a tura que lhe for adstrita.
fazer aos vinhos e seus derivados. Técnico de manutenção de 2.ª (serralheiros de 2.ª e elec-
Controlador de qualidade - É o trabalhador que, nos ar- tricistas de 2.ª e outros) - É o profissional especializado que
mazéns, presta assistência técnica aos diversos serviços, de- executa trabalhos da sua área de especialidade, monta, des-
signadamente de engarrafamento, e realiza inspecções sobre monta, repara, conserva, substitui, os vários tipos de equi-
a qualidade do trabalho executado e produtividade atingida. pamentos para os quais esteja devidamente habilitado, assu-
Verifica a qualidade dos materiais utilizados, submetendo- mindo a responsabilidade dessas execuções.
-os a exames minuciosos, servindo-se de instrumentos de Ajudante de encarregado de armazém - É o trabalhador
verificação e medida ou observando a forma de cumprimen- que colabora com o encarregado de armazém coadjuvando-o
tos das normas de produção da empresa; regista e transmite na execução das tarefas que lhe estão atribuídas e substituin-
superiormente todas as anomalias encontradas, a fim de se do-o nas suas ausências e impedimentos.
efectuarem correcções ou apurarem responsabilidades. Chefe do sector de enchimento - Coordena e controla as
Encarregado geral de armazém - É o trabalhador que or- tarefas referentes ao funcionamento do sector de enchimen-
ganiza, dirige e coordena a actividade dos encarregados de to; vigia o funcionamento das linhas, verifica pressões, tem-
armazém que estão sob as suas ordens. peraturas e ritmos, supervisiona os operadores de linha de
Enólogo - É o trabalhador profissional de enologia que, enchimento, a fim de garantir a rentabilidade e ou qualidade
detendo os requisitos legais para exercer funções de enólogo do produtos e dar cumprimento aos programas de enchimen-
e possuindo conhecimentos técnico-científicos, acompanha to, elabora escalas de pessoal, avalia as necessidades de ma-
todas as operações, desde a cultura da vinha até ao engarra- teriais e preenchimento de requisições e elabora mapas de
famento, incluindo a colheita das uvas, os processos de vini- controlo de produção.
ficação, armazenamento e envelhecimento, supervisionando Fogueiro de 2.ª - É o trabalhador que alimenta e conduz
e determinando todas as práticas necessárias a garantir a qua- geradores de vapor, competindo-lhe, além do estabelecido
lidade do vinho ou produtos vitivinícolas, podendo desem- pelo Regulamento de Profissão de Fogueiro, aprovado pelo
penhar as suas funções sob a supervisão e coordenação de Decreto-Lei n.º 46 989, de 30 de abril de 1966, a limpeza do
enólogo principal e podendo chefiar e coordenar o trabalho tubular de fornalhas e condutas, devendo ainda providenciar
de outros profissionais de enologia, incluindo de outros enó- pelo bom funcionamento de todos os acessórios bem como
logos. pelas bombas de alimentação de água e combustível.
Técnico de manutenção 1.ª (serralheiros de 1.ª e electri- Analista estagiário - É o trabalhador que realiza um está-
cistas de 1.ª e outros) - São os profissionais especializados gio de adaptação às funções de analista.
que executam trabalhos da sua área de especialidade, mon- Técnico de construção civil (trolha, pintor, carpinteiro,
tam, desmontam, reparam, conservam, substituem, os vários serralheiro, pintor) - É o trabalhador que, de acordo com a
tipos de equipamentos para os quais estejam devidamente sua especialidade, executa os trabalhos na área da construção
habilitados, assumindo a responsabilidade dessas execuções. civil.
Ajudante de controlar de qualidade - É o trabalhador que Cozinheiro - É o trabalhador que prepara, tempera e cozi-
coadjuva o controlador de qualidade e o substitui nas ausên- nha os alimentos destinados às refeições, elabora ou contri-
cias. bui para a composição das ementas, recebe os víveres e ou-
Analista - É o trabalhador que efectua experiências, tros produtos necessários à sua confecção, sendo responsável
análises simples e ensaios físico-químicos, tendo em vista, pela sua conservação, amanha o peixe, prepara os legumes
nomeadamente, determinar ou controlar a composição e pro- e as carnes e procede à execução as operações culinárias,
priedades de matérias-primas e ou produtos acabados, suas emprata-os e guarnece-os e confecciona os doces destinados
condições de utilização e aplicação. às refeições, quando necessário e executa ou vela pela lim-
Encarregado de armazém - É o trabalhador que organiza, peza da cozinha e dos utensílios.
dirige e coordena, segundo especificações que lhe são for- Motorista de ligeiros - É o profissional que, estando devi-
necidas, os diversos trabalhos de um armazém de vinhos, damente habilitado, conduz e zela pela conservação da viatu-
orientando os profissionais sob as suas ordens e estabelecen- ra que lhe for adstrita.
do a forma mais conveniente para utilização da mão-de-obra, Operador de máquinas - É o trabalhador que predomi-
instalações e equipamentos, controla e regista as entradas e nantemente opera e vigia o funcionamento de instalações
saídas do armazém e mantém actualizado o registo de exis- de refrigeração, pasteurização, centrifugação, gaseificação
tências. ou destilação (de bagaço e vinho), competindo-lhe a regula-
Fogueiro de 1.ª - É o trabalhador que alimenta e conduz mentação das máquinas, segundo programas superiormente
geradores de vapor, competindo-lhe, além do estabelecido estabelecidos.
pelo Regulamento de Profissão de Fogueiro, aprovado pelo Tanoeiro - É o trabalhador responsável pela construção
Decreto-Lei n.º 46 989, de 30 de abril de 1966, a limpeza do de vasilhas até 800 l, com acabamentos perfeitos, estanques
tubular de fornalhas e condutas, devendo ainda providenciar e sem nós e repasses. Emenda madeira que se parta durante
o bom funcionamento de todos os acessórios bem como pe- a construção ou se estrague. Faz acertos de medição, quando

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

não correspondam às medidas exigidas. termos do artigo 14.º do Regulamento da Profissão de Fo-
Técnico de manutenção 3.ª (serralheiros de 3.ª e electri- gueiro.
cistas de 3.ª e outros) - É o profissional especializado que Promotor comercial de vinhos 2.º ano - É o profissional
executa trabalhos da sua área de especialidade, monta, des- que estagia pelo 2.º ano para o desempenho de funções de
monta, repara, conserva, substitui, os vários tipos de equi- promotor comercial de vinhos e executa tarefas relacionadas
pamentos para os quais esteja devidamente habilitado, assu- com a venda dos produtos e serviços, de acordo com os pro-
mindo a responsabilidade dessas execuções. cedimentos preestabelecidos, tendo em vista a satisfação dos
Profissional de turismo - É o profissional que tem como clientes. Informa o cliente sobra as características dos produ-
função a recepção, o acolhimento, o acompanhamento e a tos, processa a venda de produtos, calculando o valor da ven-
prestação de informações às pessoas e grupos que visitam da, cobrando o preço e zelando pelo seu acondicionamento.
as instalações do empregador ou onde este expõe os seus Profissional de turismo do 2.º ano - É o profissional quer
produtos, podendo desempenhar funções acessórias e com- estagia pelo 2.º ano para funções de profissional de turismo e
plementares, nomeadamente a comercialização de produtos. tem como função a recepção, o acolhimento, o acompanha-
Fogueiro de 3.ª - É o trabalhador que alimenta e conduz mento e a prestação de informações às pessoas e grupos que
geradores de vapor, competindo-lhe, além do estabelecido visitam as instalações do empregador ou onde este expõe os
pelo Regulamento de Profissão de Fogueiro, aprovado pelo seus produtos, podendo desempenhar funções acessórias e
Decreto-Lei n.º 46 989, de 30 de abril de 1966, a limpeza do complementares, nomeadamente a comercialização de pro-
tubular de fornalhas e condutas, devendo ainda providenciar dutos.
pelo bom funcionamento de todos os acessórios bem como Auxiliar de armazém - É o trabalhador que desempenha
pelas bombas de alimentação de água e combustível. tarefas de ordem predominantemente manual, nomeadamen-
Operador-chefe de linha de enchimento - É o trabalha- te transporte e manuseamento de recipientes com produtos
dor que, numa linha de enchimento, coordena e controla os ou matéria-prima, podendo utilizar carrinhos, porta-paletes
serviços dos operadores de linha, podendo simultaneamente ou outros meios, excluindo empilhadores, procede à escolha
exercer as funções de operador. e selecção de vasilhame cheio ou vazio; participa na limpeza
Operador de empilhador - É o trabalhador cuja activi- das zonas de trabalho e procede às várias operações manuais
dade se processa manobrando ou utilizando máquinas em- nas empresas, nomeadamente carregando e descarregando e
pilhadoras. arrumando mercadorias, auxiliando nas linhas de enchimen-
Ajudante de motorista - É o profissional que acompa- to, acondicionando, embalando e rotulando produtos e mate-
nha o motorista, competindo-lhe auxiliá-lo na manutenção riais diversos com vista ao seu armazenamento e expedição.
e limpeza do veículo, vigia e indica manobras, arruma as Auxiliar de armazém do 1.º ano - É o trabalhador que
mercadorias no veículo e carga e procede à sua entrega nos estagia pelo período máximo de um ano para o desempe-
domicílios, podendo ainda fazer a cobrança das mercadorias. nho de funções de auxiliar de armazém e desempenha ta-
Promotor comercial de vinhos - É o profissional que exe- refas de ordem predominantemente manual nomeadamente
cuta tarefas relacionadas com a venda dos produtos e ser- transporte e manuseamento de recipientes com produtos ou
viços, de acordo com os procedimentos pré-estabelecidos, matéria-prima podendo utilizar carrinhos, porta paletes ou
tendo em vista a satisfação dos clientes. Informa o cliente outros meios, excluindo empilhadores, procede à escolha e
sobre as características dos produtos, processa a venda de selecção de vasilhame cheio ou vazio; participa na limpeza
produtos, calculando o valor da venda, cobrando o preço e das zonas de trabalho; procede às várias operações manuais
zelando pelo seu acondicionamento. nas empresas nomeadamente carregando, descarregando e
Operador de linha de enchimento - É o trabalhador que arrumando mercadorias, auxiliando nas linhas de enchimen-
opera, regula e vigia o funcionamento de uma instalação des- to, acondicionando, embalando e rotulando produtos e mate-
tinada ao enchimento em recipientes próprios. Acciona os riais diversos com vista ao seu armazenamento e expedição.
sistemas de alimentação, bombas e outros dispositivos, de Para efeitos da contagem do período de um ano conte todo
modo a preparar e assegurar o funcionamento de máquinas o período de trabalho prestado pelo trabalhador ao emprega-
do sector. dor, seja como trabalhador temporário seja com contratado
Profissional de armazém - É o trabalhador que procede às a termo.
operações necessárias à recepção, manuseamento e expedi- Profissional de turismo do 1.º ano - É o profissional que
ção de vinho e serviços complementares de armazém. estagia pelo 1.º ano para funções de profissional de turismo e
Auxiliar de construção civil - É o trabalhador que, sem tem como funções a recepção, acolhimento, acompanhamen-
qualquer qualificação ou especialização profissional, traba- to e prestação de informações às pessoas e grupos que visi-
lha nas obras ou na oficina, ou em qualquer local que se jus- tam as instalações do empregador ou onde este expõe os seus
tifique a sua presença, e que tenha mais de 18 anos de idade. produtos, podendo desempenhar funções acessórias e com-
Ajudante de fogueiro - É o trabalhador aprendiz de fo- plementares, nomeadamente a comercialização de produtos.
gueiro que, sob a exclusiva orientação e responsabilidade do Promotor comercial de vinhos do 1.º ano - É o profissio-
fogueiro, assegura o abastecimento de combustível sólido ou nal que estagia pelo 1.º ano para o desempenho de funções de
líquido para os geradores de vapor de carregamento manual promotor comercial de vinhos e executa tarefas relacionadas
ou automático e procede à limpeza dos mesmos e da secção com a venda dos produtos e serviços, de acordo com os pro-
em que estão instalados. Exerce legalmente as funções nos cedimentos preestabelecidos, tendo em vista a satisfação dos

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

clientes. Informa o cliente sobre as características dos produ- ções mínimas legais.
tos, processa a venda de produtos, calculando o valor da ven- 2- Os trabalhadores anteriormente classificados como ofi-
da, cobrando o preço e zelando pelo seu acondicionamento. ciais electricistas, serralheiros mecânicos de 1.ª e torneiros
Empregado de refeitório - É o trabalhador que ajuda a mecânicos de 1.ª serão reclassificados em técnicos de manu-
preparar e lavar os legumes, descasca batatas, cenouras, ce- tenção de 1.ª
bolas e outros, alimenta o balcão do self-service de sopas e 3- Os trabalhadores anteriormente classificados como ser-
pratos quentes, entrega dietas e extras, lava tabuleiros, limpa ralheiros mecânicos de 2.ª e 3.ª e torneiros mecânicos de 2.ª
talheres e ajuda na limpeza da cozinha e a varrer e limpar o e 3.ª serão reclassificados em técnicos de manutenção de 2.ª
salão restaurante; recebe e envia à copa os tabuleiros e lou- e 3.ª, respectivamente.
ças sujas dos utentes e pode, eventualmente, também colocar 4- Acesso:
nas mesas as refeições. 4.1- Os técnicos de manutenção de 3.ª classe que comple-
Auxiliar de limpeza - É o trabalhador cuja actividade con- tem dois anos de permanência na mesma empresa no exercí-
siste principalmente em proceder à limpeza das instalações. cio da mesma profissão ascenderão à classe imediatamente
superior.
ANEXO II 4.2- Os técnicos de manutenção de 2.ª que completem três
anos no exercício dessas funções e categoria na mesma em-
Condições de admissão - Quadros e acessos presa serão promovidos a técnicos de manutenção de 1.ª
4.3- Para efeitos do disposto nos números 4.1 e 4.2 conta-
-se todo o tempo de permanência na mesma classe e empresa.
Trabalhadores de armazéns
1- Condições de admissão - idade de 18 anos e as habilita- Trabalhadores químicos
ções mínimas legais.
1- Condições mínimas:
2- Acesso:
1.1- Analista principal - curso de Química Laboratorial do
2.1- O profissional de armazém maior de 18 anos de idade
Instituto Industrial ou conhecimentos profissionais adquiri-
terá um período de adaptação de um ano, incluindo o período
dos equivalentes.
experimental.
1.2- Analista e estagiário - curso auxiliar de Laboratório
2.2- Se o profissional de armazém vier de outra empresa
Químico da Escola Industrial ou conhecimentos profissio-
deste sector onde já tiver adquirido a categoria de profissio-
nais adquiridos equivalentes.
nal de armazém, esse período de adaptação será reduzido a
2- Acesso - os trabalhadores admitidos para a categoria de
seis meses. Para beneficiar desta redução terá de fazer prova,
estagiário passarão automaticamente à de analista findo o 1.º
no momento de admissão, dessa anterior situação, mediante
ano de serviço.
apresentação de documento comprovativo, em duplicado, fi-
cando este na posse do trabalhador depois de assinado pela
entidade patronal. ANEXO III
2.3- Se o profissional de armazém, ao fazer 18 anos de
idade, ainda não tiver um ano de casa, terá de completar o Tabela salarial
tempo suficiente para um ano, o qual funcionará como perí-
odo de adaptação. De 1 de julho a 31 de dezembro de 2018
Remunerações mínimas
Fogueiros (Em euros)
1- Condições de admissão - idade de 18 anos e as habilita- Grupo Categoria Total
ções mínimas legais. A
Enólogo principal
1 105,00
2- Dotações mínimas - havendo três ou mais trabalhadores Analista principal
fogueiros, um deles será classificado como encarregado. Controlador de qualidade
B 1 029,00
Encarregado geral de armazém
Motoristas Enólogo
Técnico de manutenção 1.ª
1- Condições de admissão - idade de 18 anos e as habilita- Ajudante de controlador de qualidade
ções mínimas legais. D 880,00
Analista
2- Dotações especiais: Encarregado de armazém
2.1- Todo o motorista profissional, quando no exercício Fogueiro de 1.ª
das suas funções em veículos de carga, terá de ser acompa- E Motorista de pesados 851,00
nhado por ajudante de motorista, sempre que aquele o solici- Técnico de manutenção de 2.ª
te e o serviço o justifique. Ajudante de encarregado de armazém
F 833,00
Chefe de sector de enchimento
Técnicos de manutenção Fogueiro de 2

1- Condições de admissão - idade de 16 anos e as habilita-

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Analista estagiário –– STIANOR - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias


Técnico de construção civil (pedreiro, de Alimentação do Norte;
pintor, carpinteiro, preparador, serralheiro, –– STIAC - Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Ali-
trolha) mentar do Centro, Sul e Ilhas;
Cozinheiro –– SABCES - Açores - Sindicato dos Trabalhadores de
G Motorista de ligeiros 794,00 Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e
Operador de máquinas Serviços dos Açores.
Tanoeiro
Profissional de turismo
Técnico de manutenção de 3.ª Depositado em 23 de julho de 2018, a fl. 64 do livro n.º
Fogueiro de 3.ª 12, com o n.º 149/2018, nos termos do artigo 494.º do Có-
digo do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de
H Operador-chefe de linha de enchimento 772,00
fevereiro.
I Operador de empilhador 748,00
Ajudante de motorista
Promotor comercial de vinhos
Operador de linha de enchimento
J Profissional de armazém 736,00 Contrato coletivo entre a Associação Portuguesa da
Auxiliar de construção civil (servente de Indústria de Ourivesaria - APIO e a Federação In-
construção civil)
tersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas,
Ajudante de fogueiro
Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica,
Promotor comercial de vinhos do 2.º ano
L
Profissional de turismo do 2.º ano
636,00 Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL -
Auxiliar de armazém
Revisão global
Profissional de turismo do 1.º ano
M Promotor comercial de vinhos do 1.º ano
601,00
Empregado de refeitório CAPÍTULO I
Auxiliar de limpeza
N Auxiliar de armazém do 1.º ano 580,00 Área, âmbito e denúncia

Porto, 19 de junho de 2018. Cláusula 1.ª


Pela Associação das Empresas de Vinho do Porto Área e âmbito
(AEVP):
1- O presente contrato colectivo de trabalho, aplica-se em
Nuno Maria Azevedo e Bourbon Aguiar Branco e Gon- todo o território nacional, obriga por um lado, as empresas
çalo Aguiar Branco, mandatários. singulares e colectivas que estejam filiadas na Associação
Pela FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura, Portuguesa da Indústria de Ourivesaria - APIO e, por outro
Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal: lado, aos trabalhadores ao seu serviço representados pela as-
sociação sindical signatária.
José Maria da Costa Lapa, mandatário. A presente convenção aplica-se aos sectores de activida-
de da indústria de ourivesaria em todo o território nacional.
Declaração 2- Sempre que neste CCT se utiliza qualquer das desig-
A FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura, nações trabalhador ou trabalhadores, entende-se que estas
Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal ou- se devem ter por aplicáveis aos trabalhadores de ambos os
torga esta convenção em representação dos seguintes sindi- sexos.
catos:
Cláusula 2.ª
–– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve; Vigência e denúncia
–– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, 1- A presente convenção colectiva de trabalho entra em vi-
Turismo, Restaurantes e Similares do Centro; gor a partir do quinto dia posterior ao da sua publicação no
–– Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Ali- Boletim do Trabalho e Emprego.
mentação, Serviços e Similares da Região da Madeira; 2- As tabelas salariais e demais cláusulas de expressão pe-
–– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, cuniária terão uma vigência de doze meses, com efeitos a
Turismo, Restaurantes e Similares do Norte; partir de 1 de janeiro de 2018 e serão revistas anualmente.
–– Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, 3- A denúncia deste CCT, na parte que respeita à tabela
Turismo, Restaurantes e Similares do Sul; salarial e cláusulas de expressão pecuniária será feita, decor-
–– SINTAB - Sindicato dos Trabalhadores de Agricultura ridos 9 meses contados a partir da data referida no número 2.
e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Por- 4- A denúncia do CCT referido no número 1 pode ser fei-
tugal;

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

ta, decorridos 2 anos, contados a partir da referida data e de execução do contrato e poderá ter a duração de um mês.
renova-se por iguais períodos até ser substituída por outra 2- Mantendo-se o contrato de trabalho, a antiguidade do
que a revogue. trabalhador conta-se sempre desde o início do período ex-
5- As denúncias far-se-ão com o envio às demais partes perimental.
contratantes da proposta de revisão, através de carta regista- 3- Durante o período experimental, salvo acordo escrito
da com aviso de recepção, protocolo ou outro meio que faça em contrário, qualquer das partes pode rescindir o contrato
prova da sua entrega à contraparte. sem aviso prévio e sem necessidade de invocação de justa
6- As contrapartes deverão enviar às partes denunciantes causa, não havendo direito a qualquer indemnização.
uma contraproposta até trinta dias após a recepção das pro- 4- Não haverá período experimental quando a entidade
postas de revisão, presumindo-se que a outra parte aceita o patronal e o trabalhador o mencionarem, por escrito, no mo-
proposto sempre que não apresentem proposta específica mento de admissão.
para cada matéria; porém, haver-se-á como contraproposta a 5- Entende-se que a entidade patronal renuncia ao período
declaração expressa da vontade de negociar. experimental sempre que admita ao seu serviço o trabalhador
7- As partes denunciantes disporão até de dez dias para através de convite, ou oferta pessoal de melhores condições.
examinar as contrapropostas.
Cláusula 6.ª
8- As negociações iniciar-se-ão, sem qualquer dilação, nos
primeiros dez dias úteis após o termo dos prazos referidos Exames e inspecções médicas
nos números anteriores.
1- Antes da admissão, os candidatos devem ser submeti-
9- A CCT denunciada mantém-se até à entrada em vigor de
dos a exame médico, a expensas da empresa, a fim de se
outra que a revogue.
averiguar se possuem saúde e robustez para ocupar o lugar
10- Na reunião protocolar deve ser definido(s) qual a
pretendido.
entidade(s) secretariante(s) do processo de revisão.
2- Pelo menos uma vez por ano as empresas assegurarão
11- Da proposta e contraproposta serão enviadas cópias ao
obrigatoriamente a inspecção médica dos trabalhadores ao
Ministério do Trabalho.
seu serviço, a fim de verificar se o seu trabalho é feito sem
Cláusula 3.ª prejuízo da saúde; igual inspecção terá lugar no caso de ces-
sação do contrato, se o trabalhador o solicitar.
Condições de admissão 3- Os resultados das inspecções referidas no número ante-
1- Salvo nos casos expressamente previstos na lei ou neste rior serão registados e assinados pelo médico em ficha pró-
contrato, as condições mínimas de admissão para as catego- pria.
rias profissionais por ele abrangidas são: 4- A empresa que promove o exame ou inspecção médica
a) Idade mínima de 16 anos; obriga-se a facultar ao trabalhador, a pedido deste, o respec-
b) Escolaridade obrigatória. tivo resultado.
2- As habilitações referidas no número anterior não serão
Cláusula 7.ª
exigíveis aos trabalhadores que à data da entrada em vigor
do presente contrato já exerçam a profissão. Contratação a termo
Cláusula 4.ª 1- A contratação a termo reporta-se sempre a situação de
carácter excepcional e às expressamente previstas na lei e
Regras de admissão não poderá ser utilizada pelas entidades patronais como meio
1- Para o preenchimento de lugares na empresa a entidade de frustrar a aplicação das garantias ligadas ao contrato sem
patronal deverá dar preferência aos trabalhadores já ao seu termo.
serviço. 2- A estipulação do termo será nula se tiver por fim iludir
2- Salvo acordo em contrário, a entidade patronal que ad- as disposições que regulam o contrato sem termo.
mita um trabalhador obriga-se a respeitar a cate­goria profis- 3- Só poderão celebrar-se contratos a termo por prazo infe-
sional e classe por ele adquiridas anteriormente, uma vez que rior a seis meses nos seguintes casos:
o trabalhador apresente, para o efeito, documento comprova- a) Substituição temporária do trabalhador;
tivo das funções que exercia. b) Acréscimo temporário ou excepcional da actividade da
3- A admissão dos trabalhadores será obrigatoriamente empresa;
participada pela entidade patronal ao sindicato e à associa- c) Execução de uma tarefa ocasional ou serviço determi-
ção, nos 15 dias seguintes àquele em que a admissão se tor- nado precisamente definido e não duradouro.
nou efectiva, com as seguintes indicações: nome, residência, 4- Os trabalhadores contratados a termo terão as mesmas
categoria e classe, retribui­ção, empresa onde exercia a pro- regalias dos trabalhadores efectivos, salvo se outras mais fa-
fissão e datas de admissão e nascimento. voráveis forem acordadas, e em igualdade de condições com
os restantes candidatos terão prioridade em caso de admissão
Cláusula 5.ª
em regime de contrato sem termo.
Período experimental 5- O contrato de trabalho a termo está sujeito a forma es-
crita, devendo ser assinado por ambas as partes e conter as
1- O período experimental corresponde ao período inicial
seguintes indicações:

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

a) Nome ou denominação e residência ou sede dos con- mos deste contrato seja admitida aprendizagem.
traentes; 2- A duração da aprendizagem não poderá ultrapassar dois
b) Categoria profissional ou funções ajustadas respeitantes e um ano, conforme o aprendiz tenha sido admitido, respec-
à categoria institucionalizada que mais se aproxime e retri- tivamente, com 16 ou 17 anos.
buição do trabalhador; 3- O aprendiz que perfaça 18 anos de idade será promovi-
c) Local e horário de trabalho; do ao escalão imediatamente superior (pré-oficial), logo que
d) Data de início do contrato de trabalho; tenha permanecido um mínimo de 6 meses como aprendiz.
e) Prazo estipulado com indicação do motivo justificativo 4- Quando cessar um contrato com um aprendiz a entida-
ou, no caso de contratos a termo incerto, da actividade, tarefa de patronal, passar-lhe-á, obrigatoriamente, um certificado
ou obra cuja execução justifique a respectiva celebração ou referente ao tempo de aprendizagem que já possui, com in-
nome do trabalhador substituído; dicação da profissão ou profissões em que ele se verificou.
f) Data da celebração. 5- Ao fim de um ano de aprendizagem o aprendiz pode ser
6- Considera-se contrato sem termo aquele em que falte a promovido a praticante e assim ingressar na carreira de uma
redução a escrito, a assinatura das partes, o nome ou deno- das profissões que não tem aprendizagem assinaladas com
minação ou as referências exigidas na alínea e) do número b) no anexo II.
anterior, ou, simultaneamente, as referências exigidas nas
Cláusula 10.ª
alíneas d) e f) do mesmo número.
7- A celebração sucessiva e ou intervalada de contratos de Promoções e acessos
trabalho a termo, entre as mesmas partes, para o exercício
Constitui promoção ou acesso a passagem de um traba-
das mesmas funções ou para satisfação das mesmas necessi-
lhador à classe superior da mesma categoria ou mudança
dades do empregador determina a conversão automática da
para outro serviço de natureza hierárquica a que corresponda
relação em contrato sem termo.
uma escala de retribuição mais elevada.
8- O período experimental é, respectivamente, de 15 ou
30 dias, conforme o contrato tenha duração até 6 meses ou Cláusula 11.ª
superior.
9- Os trabalhadores contratados a termo por prazo inferior Promoções obrigatórias
a um ano têm direito a um período de férias equivalente a 1- Salvo quando tiver optado pela faculdade prevista
dois dias úteis por cada mês completo de duração do con- no número 5 da cláusula 9.ª, ingressando em praticante, o
trato. aprendiz que tenha terminado o seu período de aprendiza-
10- Quando da caducidade do contrato a termo, o trabalha- gem ascende a pré-oficial.
dor terá direito a uma compensação equivalente a três dias 2- Os pré-oficiais e os praticantes ao fim de dois anos na
de remuneração base por cada mês completo de duração do categoria terão acesso à categoria de oficial de 3.ª
contrato. 3- Os oficiais de 3.ª ao fim de três anos de permanência na
Cláusula 8.ª categoria terão acesso à categoria de oficial de 2.ª
4- Os oficiais de 2.ª ao fim de três anos de permanência
Classificação profissional na categoria terão acesso à categoria de oficiais de 1.ª, salvo
1- Os trabalhadores abrangidos por este contrato serão se a entidade patronal comprovar por escrito a inaptidão do
classificados, de acordo com as funções efecti­vamente de- trabalhador.
sempenhadas, sendo vedado às entidades patronais atribuir- 5- No caso de o trabalhador não aceitar a prova apresenta-
-lhes categorias profissionais e classes diferentes das nele da pela empresa, nos termos do número anterior para a sua
previstas. não promoção, terá direito a exigir um exame profissional,
2- A especialização atribuída aos profissionais não pode a efectuar no seu posto de trabalho, de acordo com as suas
ser invocada pelos mesmos para se recusarem a executar funções habituais e usuais na especialidade.
ocasionalmente quaisquer trabalhos que estejam no âmbito 6- Os exames a que se refere o número anterior serão efec-
da sua categoria e ramo a que pertencem e dentro da sua tuados por um júri composto por dois ele­mentos: um em
definição de funções, não podendo tal execução implicar de representação do trabalhador e outro em representação da
qualquer modo diminuição do seu salário ou regalias que entidade patronal.
usufruírem. 7- No caso de o júri previsto no número anterior não che-
3- Sempre que se verifique a existência, em empresa gar a acordo em relação ao resultado do exame, caberá ao
abrangida por esta convenção, de categoria profissional não trabalhador mais qualificado na empresa a decisão final do
prevista nesta, as partes outorgantes, procederão à discussão exame, sendo esta aceitação obrigatória para ambas as par-
da sua designação, conteúdo funcional e enquadramento sa- tes.
larial, de modo a integrá-las na revisão contratual seguinte. 8- Os oficiais de 1.ª ao fim de três anos de permanência na
categoria terão acesso à categoria de oficial principal no caso
Cláusula 9.ª
de existir a vaga respectiva.
Aprendizagem § único. É obrigatória a existência de um oficial principal
1- São admitidos como aprendizes os jovens que, nos ter- sempre que na empresa existam quatro ou mais oficiais, pré-
mos da cláusula 4.ª, ingressem em profissão onde, nos ter- -oficiais e ou praticantes.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 12.ª lheres durante o período de gravidez e amamentação.


9- Nenhum trabalhador pode ser obrigado a prestar traba-
Trabalhadores estrangeiros lho suplementar, desde que havendo motivos atendíveis ex-
Na ocupação de trabalhadores estrangeiros será obriga- pressamente os invoquem.
toriamente observada a igualdade de tratamento, em particu-
Cláusula 15.ª
lar, no tocante à retribuição e outros benefícios económicos,
relativamente a trabalhadores portugueses que, na empresa, Descanso compensatório
tenham categoria e funções idênticas.
1- A prestação de trabalho suplementar em dia útil, confe-
re aos trabalhadores o direito a um descanso compensatório
CAPÍTULO II remunerado, correspondente a 25 % do número de horas de
trabalho suplementar realizado.
Prestação do trabalho 2- O descanso compensatório vence-se quando perfizer um
número de horas igual ao período normal de trabalho diário e
SECÇÃO I deve ser gozado num dos 90 dias seguintes.
Cláusula 16.ª
Duração do trabalho
Trabalho nocturno
Cláusula 13.ª 1- Considera-se nocturno o trabalho prestado no período
que decorre entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia
Horário normal de trabalho
seguinte.
1- O período normal de trabalho terá a duração máxima 2- O trabalhador tem direito a descansar, pelo menos, duas
semanal de quarenta horas repartindo-se por cinco dias de horas após um período de quatro horas de trabalho nocturno
2.ª a 6.ª feira. contínuo, com direito a igual remuneração.
2- O período de trabalho diário deve ser interrompido por
um período de descanso que não poderá ser inferior a uma SECÇÃO II
hora nem superior a duas, de modo que os trabalhadores não
prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo, ou Remuneração do trabalho
quatro horas e meia, tratando-se de trabalhadores menores.
Cláusula 14.ª Cláusula 17.ª

Trabalho suplementar Remunerações mínimas mensais

1- Considera-se trabalho suplementar todo aquele que é As remunerações mínimas mensais garantidas aos traba-
prestado fora do horário de trabalho. lhadores abrangidos por este contrato são as que constam do
2- O trabalho suplementar só pode ser prestado quando as anexo III, de acordo com o respectivo enquadramento pro-
entidades patronais tenham de fazer face a acréscimos even- fissional.
tuais de trabalho que não justifiquem a admissão de trabalha- Cláusula 18.ª
dores, bem assim como em casos de força maior ou quando
se torne indispensável para prevenir ou reparar prejuízos gra- Retribuições dos trabalhadores que exerçam funções inerentes a
ves para a empresa ou para a sua viabilidade. diversas categorias
3- A prestação de trabalho suplementar tem de ser prévia e Quando algum trabalhador exerça, com carácter de regu-
expressamente determinada pela entidade empregadora, sob laridade, funções inerentes a diversas categorias, receberá a
pena de não ser exigível o respectivo pagamento. retribuição estipulada para a mais elevada.
4- As entidades empregadoras devem possuir um livro
Cláusula 19.ª
onde, com o visto de cada trabalhador, serão registadas as
horas de trabalho suplementar, antes e após a sua prestação. Substituição temporária
5- O trabalho suplementar prestado nos dias de descanso
1- Sempre que um trabalhador substitua integralmente ou-
semanal e em dia de feriado confere ao trabalhador o direito
tro de categoria e retribuição superior para além de 15 dias,
a descansar num dos três dias úteis seguintes, seja qual for a
passará a receber esta última retribuição durante todo o prazo
duração do trabalho executado.
em que a substituição durar, incluindo o período inicial de
6- O trabalho prestado em continuidade de serviço depois
15 dias.
das 20 horas dá direito ao trabalhador a descansar igual perí-
2- O esquema definido no número anterior não poderá ser
odo de tempo no dia imediato.
aplicado sistematicamente.
7- Nenhum trabalhador pode realizar mais que duas horas
3- No caso de a substituição durar mais de nove meses,
consecutivas de trabalho suplementar e cento e vinte horas/
o substituto manterá o direito à retribuição do substituído
ano, salvo nos casos de iminência de prejuízos graves e casos
quando, finda a substituição, regressar ao desempenho das
de força maior.
funções anteriores.
8- O trabalho suplementar é vedado aos menores e a mu-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 20.ª tividade, à importância diária de 7,5 % da remuneração do


grau II, ou o pagamento das despesas contra a apresentação
Subsídio de Natal de documento comprovativo.
1- Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato têm 2- Ao trabalhador que, mediante acordo prévio, se deslo-
direito a um subsídio de Natal de montante igual ao da retri- que em viatura própria ao serviço da empresa, ser-lhe-á pago
buição mensal. o correspondente ao coeficiente de 0,28 do preço de gasolina
2- Os trabalhadores que no ano de admissão não tenham por cada quilómetro percorrido.
concluído um ano de serviço terão direito a um subsídio em
montante proporcional ao tempo de serviço prestado no res- CAPÍTULO III
pectivo ano civil.
3- Cessando o contrato de trabalho, este subsídio será pago Suspensão da prestação do trabalho
em montante proporcional ao número de meses completos de
serviço no ano de cessação.
4- O subsídio de Natal será pago até 15 de dezembro de SECÇÃO I
cada ano, salvo no caso da cessação do contrato de trabalho,
em que o pagamento se efectuará na data da respectiva ces- Férias
sação.
Cláusula 25.ª
Cláusula 21.ª
Direito a férias
Remuneração do trabalho suplementar
1- Os trabalhadores abrangidos pelo presente contrato têm
1- O trabalho suplementar prestado em dia normal de tra- direito a um período de férias remuneradas em cada ano civil
balho dá direito a uma remuneração especial, a qual será que não está condicionado à assiduidade ou efectividade de
igual à retribuição normal, acrescida de 75 %. serviço.
2- A fórmula a considerar no cálculo de horas simples para 2- O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efectivo
a remuneração do trabalho suplementar é a seguinte: não pode ser substituído por qualquer compensação econó-
Remuneração mensal x 12 mica ou outra, ainda que com o acordo do trabalhador.
52 x Período de trabalho semanal 3- O direito a férias vence-se no dia 1 de janeiro de cada
ano civil, salvo o disposto nos números seguintes.
3- O pagamento do trabalho suplementar deverá ser efec- 4- Quando o início da prestação de trabalho ocorrer no 1.º
tuado até ao fim da primeira semana do mês seguinte àquele semestre do ano civil o trabalhador, após um período de ses-
em que foi prestado, mediante recibo correctamente discri- senta dias de trabalho efectivo, gozará um período de férias
minado. proporcional aos meses de antiguidade que teria em 31 de
Cláusula 22.ª dezembro.
5- Quando o início da prestação de trabalho ocorra no 2.º
Retribuição do trabalho nocturno semestre do ano civil, o direito a férias só se vence após o
1- A retribuição do trabalho nocturno será superior em decurso de seis meses completos de serviço efectivo.
25 % à retribuição a que dá direito o trabalho equivalente 6- No ano da admissão o trabalhador, e sempre que a enti-
prestado durante o dia. dade empregadora encerre para férias, não poderá ser pena-
2- Sempre que o trabalho se prolongue para além de duas lizado por esse facto, tendo direito à remuneração completa
horas após o termo do horário normal, o trabalhador, além da do período de encerramento.
remuneração especial indicada no número 1 desta cláusula e 7- Nos casos previstos no número 4 e caso se verifique a
do acréscimo como trabalho nocturno, tem ainda direito ao cessação do contrato de trabalho antes de 31 de dezembro,
subsídio de jantar, nunca inferior a 16,40 €. ao trabalhador será descontado os dias que eventualmente
tenha gozado a mais.
Cláusula 23.ª
Cláusula 26.ª
Retribuição do trabalho em dia de descanso ou feriado
Duração do período de férias
O trabalho prestado nos dias de descanso semanal e nos
feriados será remunerado com o acréscimo de 150 % da re- 1- O período anual de férias é de 22 dias úteis.
tribuição normal. 2- Os trabalhadores admitidos por contrato a termo cuja
duração, inicial ou renovada, não atinge um ano, têm direito
Cláusula 24.ª a um período de férias equivalente a dois dias úteis por cada
Abono para deslocações
mês completo de serviço.
3- Para efeitos da determinação do mês completo de servi-
1- Nos casos em que o trabalhador exerça a sua actividade ço devem contar-se todos os dias, seguidos ou interpolados,
em lugar diverso do local habitual de trabalho, terá direito em que foi prestado o trabalho.
ao pagamento das despesas com transporte, alimentação e 4- As férias deverão ser gozadas em dias seguidos, salvo
alojamento, directamente impostas pelo exercício dessa ac-

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se a entidade patronal e o trabalhador acordarem em que o dos Açores e da Madeira;


respectivo período seja gozado interpoladamente, devendo b) Os trabalhadores que exerçam a sua actividade nas Re-
neste caso ser salvaguardado o período mínimo de 10 dias giões Autónomas dos Açores e da Madeira, quando preten-
úteis consecutivos. dam gozá-las em outras ilhas ou no Continente;
c) Os trabalhadores que pretendam gozar as férias com fa-
Cláusula 27.ª
miliares emigrados no estrangeiro.
Acréscimo da duração das férias 3- Os trabalhadores poderão ainda acumular no mesmo
ano metade do período de férias vencido no ano anterior com
1- A duração do período de férias é aumentada no caso
o desse ano, mediante acordo com a entidade patronal.
de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade de ter
apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se reportam, Cláusula 30.ª
nos seguintes termos:
a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou dois Retribuição durante as férias
meios-dias; 1- A retribuição correspondente ao período de férias não
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou qua- pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam se es-
tro meios-dias; tivessem efectivamente ao serviço e deve ser paga antes do
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis início daquele período.
meios-dias. 2- Além da retribuição mencionada no número anterior, os
2- Para efeitos do número anterior são equiparadas às fal- trabalhadores têm direito a um subsídio de férias de montan-
tas os dias de suspensão do contrato de trabalho por facto te igual ao dessa retribuição, que será pago antes do início do
respeitantes ao trabalhador. período de férias.
3- A redução do período de férias, prevista na cláusula 41.ª,
Cláusula 28.ª
não implica redução correspondente no subsídio de férias.
Efeito da suspensão do contrato de trabalho por impedimento Cláusula 31.ª
prolongado
1- No ano da suspensão do contrato de trabalho por impe- Marcação do período de férias
dimento prolongado, respeitante ao trabalhador, caso se ve- 1- A marcação do período de férias deve ser feita por mú-
rifique a impossibilidade total ou parcial do gozo do direito tuo acordo entre a entidade patronal e o trabalhador.
a férias já vencido, o trabalhador terá direito à retribuição 2- Na falta de acordo caberá à entidade patronal a elabo-
correspondente ao período de férias não gozado e respectivo ração do mapa de férias depois de ouvido o órgão que no
subsídio. interior da empresa represente o trabalhador ou, na sua falta,
2- O trabalhador convocado a prestar serviço militar terá o sindicato.
direito a gozar o período de férias e a receber o respectivo 3- No caso previsto no número anterior, a entidade patro-
subsídio, antes da sua incorporação, devendo para esse efeito nal só pode marcar o período e férias entre 1 de maio e 31
avisar imediatamente do facto à entidade patronal. de outubro.
3- No ano de cessação do impedimento prolongado, o tra- 4- Se, depois de marcado o período de férias, exigências
balhador tem direito, após a prestação de três meses de efec- imperiosas do funcionamento da empresa determinarem o
tivo serviço, a um período de férias e respectivo subsídio adiamento ou a interrupção das férias já iniciadas, o traba-
equivalente aos que teriam vencido em 1 de janeiro desse lhador tem direito a ser indemnizado pela entidade patronal
ano se tivesse estado ininterruptamente ao seu serviço. dos prejuízos que comprovadamente haja sofrido na pres-
4- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de de- suposição de que gozaria integralmente as férias na época
corrido o prazo referido no número anterior ou de gozado o fixada.
direito de férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de abril 5- Durante o período de férias se o trabalhador adoecer,
do ano civil subsequente, excepto se se verificar a cessação são as mesmas interrompidas desde que a entidade patronal
do contrato de trabalho. seja do facto informada, prosseguindo logo após a alta, salvo
Cláusula 29.ª se outra data for acordada entre as partes, os restantes dias
não compreendidos naquele período.
Cumulação de férias 6- Haverá ainda lugar a alteração do período de férias sem-
1- As férias devem ser gozadas no decurso do ano civil pre que o trabalhador na data prevista para o seu início esteja
em que se vencem, não sendo permitido acumular no mes- temporariamente impedido por facto que não lhe seja impu-
mo ano férias de dois anos, salvo o previsto nos números tável, cabendo à entidade patronal, na falta de acordo, a nova
seguintes. marcação do período de férias, preferencialmente dentro do
2- Terão direito a acumular férias de dois anos os traba- período previsto no número 3.
lhadores que exerçam a actividade no Continente quando 7- Terminado o impedimento antes de decorrido o período
pretendam gozá-las nas Regiões Autónomas dos Açores e da anteriormente marcado, o trabalhador gozará os dias de fé-
Madeira. rias ainda compreendidos neste, aplicando-se quanto à mar-
a) Os trabalhadores que exerçam a sua actividade no con- cação dos dias restantes o disposto no número anterior.
tinente, quando pretendam gozá-las nas Regiões Autónomas 8- Nos casos em que a cessação do contrato de trabalho

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está sujeita a aviso prévio, as partes interessadas poderão o domingo.


acordar na antecipação do período de férias para o momento 2- São considerados feriados os seguintes dias:
imediatamente anterior à data prevista para a cessação do 1 de janeiro;
contrato; na falta de acordo observar-se-á o disposto no nú- Terça-Feira de Carnaval;
mero 2 desta cláusula. Sexta-Feira Santa;
9- Se o mapa de férias não tiver sido afixado até ao dia 15 25 de abril;
de abril ou não tiver sido respeitado pela entidade patronal Domingo de Páscoa;
o período referido no número 3, caberá ao trabalhador fixar 1 de maio;
o período em que gozará as suas férias, desde que o faça por 10 de junho;
escrito e com uma antecedência mínima de 30 dias em rela- Corpo de Deus;
ção à data do início das mesmas. 15 de agosto;
10- No caso de o trabalhador ter exercido o direito confe- 5 de outubro;
rido no número anterior e a entidade patronal se recusar a 1 de novembro;
conceder férias no período fixado pelo trabalhador, incorre 1 de dezembro;
aquela nas sanções previstas na cláusula seguinte. 8 de dezembro;
11- A entidade patronal deverá elaborar o mapa de férias 25 de dezembro;
dos seus trabalhadores, com indicação do início e termo dos Feriado municipal do respectivo concelho.
períodos de férias de cada trabalhador até 15 de abril de cada 3- As entidades patronais, sempre que possível, concede-
ano devendo enviar uma cópia ao sindicato respectivo. rão tolerância de ponto a todos os trabalhadores na tarde de
24 de dezembro, sem perda de remuneração.
Cláusula 32.ª
Não cumprimento da obrigação de conceder férias SECÇÃO II
1- A entidade patronal que, intencionalmente não cumprir
total ou parcialmente a obrigação de conceder férias, pagará Faltas
ao trabalhador, a título de indemnização, o triplo da retribui-
ção correspondente ao tempo de férias que este deixou de Cláusula 36.ª
gozar, bem como, o respectivo subsídio de férias.
Faltas - Definição
2- O trabalhador terá ainda direito ao período de férias em
falta. 1- Falta é a ausência do trabalhador durante o período nor-
3- O disposto nesta cláusula não prejudica a aplicação das mal de trabalho a que está obrigado.
sanções em que a entidade patronal incorra por violação das 2- As faltas podem ser justificadas e injustificadas.
normas reguladoras das relações de trabalho. 3- No caso de ausência do trabalhador por períodos infe-
riores ao período normal de trabalho a que está obrigado, os
Cláusula 33.ª respectivos tempos serão adicionados para determinação dos
Efeitos da cessação do contrato de trabalho períodos normais de trabalho diário em falta.
1- Cessando o contrato de trabalho por qualquer forma, o Cláusula 37.ª
trabalhador terá direito a receber a retribuição corresponden-
te a um período de férias proporcional ao tempo de serviço Faltas justificadas
prestado no ano da cessação, bem como ao respectivo sub- 1- Consideram-se justificadas as faltas prévia ou posterior-
sídio. mente autorizadas pela entidade patronal, bem como:
2- Se o contrato cessar antes de gozado o período de férias a) As dadas por impossibilidade de prestar trabalho por
vencido no início desse ano, o trabalhador terá ainda direito facto para o qual o trabalhador de nenhum modo haja con-
a receber a retribuição correspondente a esse período, bem tribuído, nomeadamente em resultado de obrigações legais;
como o respectivo subsídio. b) As dadas até 30 dias por ano para prestar assistência
3- O período de férias a que se refere o número anterior, inadiável e imprescindível em caso de doença ou acidente de
embora não gozado, conta-se sempre para efeitos de anti- filhos, adoptados ou enteados menores de 10 anos. Em caso
guidade. de hospitalização, o direito a faltar estende-se ao período que
Cláusula 34.ª aquela durar;
c) As dadas até 15 dias por ano para prestar assistência
Exercício de outra actividade durante as férias inadiável e imprescindível em caso de doença ou acidente
O trabalhador não pode exercer durante as férias qual- ao cônjuge, parente ou afim na linha recta ascendente ou no
quer outra actividade remunerada, salvo se já a viesse exer- 2.º grau da linha colateral, filho, adoptado ou enteado com
cendo cumulativamente ou a entidade patronal o autorizar. mais de 10 anos de idade, acrescidas de 1 dia por cada filho
adoptado ou enteado além do primeiro;
Cláusula 35.ª d) Prática de actos necessários e inadiáveis ao exercício
Descanso semanal e feriados
de funções em organismos sindicais, instituições de previ-
dência, comissões paritárias ou outras inerentes, nos termos
1- São considerados dias de descanso semanal o sábado e

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

da lei sindical; tribuição correspondente ao período de ausência, o qual será


e) Por altura do casamento, até quinze dias seguidos; descontado, na antiguidade do trabalhador.
f) As dadas durante cinco dias consecutivos por faleci- 2- Incorre em infracção disciplinar grave todo o trabalha-
mento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de pa- dor que:
rente ou afim no 1.º grau da linha recta; (pais e filhos, por a) Faltar injustificadamente com alegação de motivo de
parentesco ou adopção plena, padrastos, enteados, sogros, justificação comprovadamente falso;
genros e noras); b) Faltar injustificadamente durante 3 dias consecutivos ou
g) As dadas durante dois dias consecutivos por falecimen- seis interpolados no período de um ano civil.
to de outro parente ou afim da linha recta ou 2.º grau da linha
Cláusula 41.ª
colateral; (avós e bisavós por parentesco ou afinidade, netos
e bisnetos por parentesco, afinidade ou adopção plena, ir- Efeitos das faltas no direito a férias
mãos consanguíneos ou por adopção plena e cunhados);
Nos casos em que as faltas determinam a perda de re-
h) As dadas pela prestação de provas em estabelecimento
tribuição, esta poderá ser substituída, se o trabalhador ex-
de ensino;
pressamente assim o preferir, por perda de dias de férias, na
i) As que por lei forem como tal qualificadas.
proporção de um dia de férias por cada dia de falta, desde
2- Aplica-se o disposto na alínea g) do número anterior ao
que seja salvaguardado o gozo efectivo de 20 dias úteis de
falecimento de pessoas que vivem em comunhão de vida e
férias ou a correspondente proporção se se tratar de férias no
habitação com o trabalhador.
ano da admissão.
3- A entidade patronal pode, em qualquer caso de falta
justificada, exigir ao trabalhador prova dos factos invocados Cláusula 42.ª
para a justificação.
Impedimento prolongado
Cláusula 38.ª
1- Quando o trabalhador esteja temporariamente impedido
Comunicação e prova sobre falta justificada de comparecer ao trabalho por facto que não lhe seja impu-
tável, nomeadamente serviço militar obrigatório, doença ou
1- As faltas justificadas quando previsíveis deverão ser co-
acidente e o impedimento se prolongue por mais de um mês,
municadas à entidade patronal com a antecedência mínima
mantém o direito ao lugar, com a categoria, antiguidade e de-
de cinco dias e as imprevistas serão obrigatoriamente comu-
mais regalias que por esta convenção colectiva ou iniciativa
nicadas logo que possível.
da entidade patronal lhe estavam a ser atribuídas.
2- As faltas dadas por motivo da alínea e) da cláusula an-
2- Após o cumprimento do serviço militar, o trabalhador
terior deverão ser comunicadas com a antecedência mínima
toma de novo o seu lugar, mantendo-se na mesma categoria
de dez dias.
durante um período de 3 meses, em regime de readaptação,
3- A entidade patronal pode, em qualquer caso de falta
após o que lhe será atribuída a categoria e classe que lhe ca-
justificada, exigir ao trabalhador prova dos factos invocados
beria se tivesse estado ininterruptamente ao serviço.
para a justificação.
3- Terminado o impedimento, o trabalhador deve apresen-
Cláusula 39.ª tar-se de imediato ao serviço para retomar funções, salvo no
caso de impedimento por serviço militar obrigatório, em que
Efeitos das faltas justificadas se deverá apresentar no prazo de 15 dias, sob pena de perder
As faltas justificadas não determinam a perda ou prejuízo o direito ao lugar.
de quaisquer direitos ou regalias do trabalhador, salvo as que 4- O contrato caducará, porém no momento em que se tor-
se enquadrem nos seguintes casos: ne certo que o impedimento é definitivo.
a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie
de um regime de segurança social de protecção na doença; CAPÍTULO IV
b) Por motivo de acidente no trabalho, desde que o traba-
lhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro; Direitos e deveres e garantias das partes
c) As previstas na alínea b) do número 1 da cláusula 37.ª,
até 30 dias por ano; Cláusula 43.ª
d) As previstas na alínea c) do número 1 da cláusula 37.ª,
até 15 dia por ano; Deveres da entidade patronal
e) As previstas na alínea d) até 4 dias/mês para dirigentes São deveres da entidade patronal:
e 8 horas/mês para delegados sindicais; a) Cumprir o disposto no presente contrato e na legislação
f) As previstas na alínea i) do número 1 da cláusula 37.ª, de trabalho aplicável;
quando superiores a 30 dias por ano; b) Passar ao trabalhador um certificado de trabalho donde
g) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador. conste o tempo durante o qual o trabalhador esteve ao seu
Cláusula 40.ª serviço e o cargo que desempenhou. O certificado só pode
conter outras referências quando expressamente solicitadas
Efeitos das faltas injustificadas pelo trabalhador;
1- As faltas injustificadas determinam sempre perda de re- c) Tratar com urbanidade os seus trabalhadores, e, sempre

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

que lhes tiver de fazer qualquer observação ou admoestação os seus direitos, bem como despedi-lo ou aplicar-lhe sanções
que lhes sejam feitas de forma a não ferir a sua dignidade; por causa desse exercício;
d) Exigir de cada trabalhador apenas o trabalho compatível b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue no
com a respectiva aptidão, categoria e possibilidade física; sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba-
e) Não deslocar qualquer trabalhador para serviços que lho, dele ou dos seus companheiros;
não sejam exclusivamente os da sua profissão ou não este- c) Encarregar temporariamente o trabalhador de serviços
jam de acordo com os da sua categoria hierárquica, salvo o não compreendidos no objecto do contrato, com excepção do
disposto no número 2 da cláusula 8.ª; disposto no número 2 da cláusula 8.ª;
f) Prestar aos organismos outorgantes, quando pedidos, d) Transferir o trabalhador para outro local ou zona, se essa
todos os elementos relativos ao cumpri­mento deste contrato; transferência lhe causar prejuízo devidamente comprovado;
g) Acompanhar com todo o interesse a aprendizagem dos e) Obrigar o trabalhador a adquirir ou a utilizar serviços
que ingressam na profissão; fornecidos pela entidade patronal, ou por pessoa por ela in-
h) Facilitar a missão dos trabalhadores que sejam dirigen- dicada;
tes de organismos sindicais, instituições de previdência ou f) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, refei-
membros das comissões paritárias; tórios, economatos ou outros estabe­lecimentos para forne-
i) Atribuir, sem perda de remuneração, ao trabalhador- cimentos de bens ou prestação de serviço aos trabalhadores.
-estudante as dispensas previstas na lei em vigor para fre-
Cláusula 46.ª
quência das aulas e para a prestação de provas de avaliação;
j) Contribuir para a elevação do seu nível de produtivi- Defesa dos profissionais e da concorrência de trabalho
dade;
Com vista a salvaguardar os legítimos interesses dos
l) Cumprir todas as demais obrigações decorrentes do
profissionais e o exercício normal da actividade da entidade
contrato de trabalho e das normas que o regem.
patronal, é vedado a esta recorrer à prestação de serviços por
Cláusula 44.ª parte dos trabalhadores que não exerçam efectiva e exclusi-
vamente as profissões abrangidas por este contrato, salvo se
Deveres dos trabalhadores a eventual pres­tação de serviços a que se pretende recorrer
São deveres dos trabalhadores: se não enquadrar na definição normal de funções constantes
a) Observar o disposto no presente contrato e nas disposi- deste CCT.
ções legais aplicáveis; Cláusula 47.ª
b) Exercer, de harmonia com as suas aptidões, com dili-
gência, zelo e assiduidade as funções que lhe forem confia- Quotização
das; As entidades patronais abrangidas por este contrato obri-
c) Não negociar por conta própria ou alheia em concorrên- gam-se a liquidar ao sindicato, até ao dia 10 de cada mês, as
cia com ela, nem divulgar informações quanto à sua organi- verbas correspondentes à quotização sindical dos seus asso-
zação, métodos de produção ou negócios; ciados, acompanhadas dos mapas de quotização convenien-
d) Obedecer à entidade patronal, seus representantes e aos temente preenchidos.
responsáveis hierarquicamente superiores em tudo quanto
respeite à execução e disciplina do trabalho e disciplina, sal- CAPÍTULO V
vo na medida em que as respectivas ordens ou instruções se
mostrem contrárias aos seus direitos e garantias; Disciplina
e) Usar de urbanidade, respeitar e fazer-se respeitar em
relação a todos aqueles com quem profissionalmente tenha Cláusula 48.ª
que privar;
Sanções disciplinares
f) Cumprir e zelar pelo cumprimento das normas de higie-
ne e segurança e pela preservação e uso adequado de bens, 1- As infracções disciplinares dos trabalhadores serão pu-
instalações e equipamentos da entidade patronal que lhes te- nidas, conforme a gravidade da falta, com as seguintes san-
nha sido confiado; ções:
g) Defender em todas as circunstâncias os legítimos inte- a) Repreensão (admoestação simples e verbal pelo supe-
resses da empresa; rior hierárquico);
h) Acompanhar com todo o interesse a aprendizagem dos b) Repreensão registada;
que ingressem na profissão; c) Suspensão do trabalho, com perda de retribuição;
i) Desempenhar as funções por forma a prestigiar a pro- d) Despedimento com justa causa.
fissão. 2- Para o efeito da graduação das sanções, deverá atender-
-se, nomeadamente, à natureza, à gravidade da infracção, à
Cláusula 45.ª culpabilidade do infractor, ao comportamento anterior e à
categoria e posição hierárquica do trabalhador, não podendo
Garantias dos trabalhadores
aplicar-se mais de uma sanção pela mesma infracção.
É proibido à entidade patronal: 3- A suspensão do trabalho não pode exceder por cada in-
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exerça fracção 12 dias, e em cada ano civil, o total de 30 dias.

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Cláusula 49.ª dade da empresa, do estabelecimento ou de parte da empresa


ou estabelecimento que constitua uma unidade económica,
Exercício da acção disciplinar transmite-se para o adquirente a posição do empregador nos
1- O procedimento disciplinar deve exercer-se nos sessen- contratos de trabalho dos respectivos trabalhadores, bem
ta dias subsequentes àquele em que a entidade patronal, ou como a responsabilidade pelo pagamento de coima aplicada
o superior hierárquico com competência disciplinar, teve co- pela prática de contra-ordenação laboral.
nhecimento da infracção. 2- O disposto no número anterior é igualmente aplicável à
2- A sanção disciplinar não pode ser aplicada sem audiên- transmissão, cessão ou reversão da exploração de empresa,
cia prévia do trabalhador e a sua execução só pode ter lugar estabelecimento ou unidade económica, sendo solidariamen-
nos três meses subsequentes à decisão. te responsável, em caso de cessão ou reversão, quem imedia-
3- Poderá o trabalhador reclamar para o escalão hierar- tamente antes tenha exercido a exploração.
quicamente superior na competência disciplinar àquele que 3- O transmitente responde solidariamente pelos créditos
aplicou a pena. do trabalhador emergentes do contrato de trabalho, da sua
4- Nenhuma sanção disciplinar, com excepção da prevista violação ou cessação, bem como pelos encargos sociais cor-
na alínea a) do número 1 da cláusula anterior, poderá ser respondentes, vencidos até à data da transmissão, cessão ou
aplicada sem que o trabalhador seja previamente ouvido em reversão, durante os dois anos subsequentes a esta.
auto reduzido a escrito (processo disciplinar prevista na cláu- 4- Considera-se económico o conjunto de meios organiza-
sula 80.ª do presente contrato) de que conste audiência do tivos com o objectivo de exercer uma actividade económica,
arguido e a indicação dos meios de prova produzidos. principal ou acessória.
5- O trabalhador pode exercer o direito de oposição à
Cláusula 50.ª
transmissão da posição do empregador no seu contrato de
Suspensão do trabalhador trabalho em caso de transmissão, cessão ou reversão de em-
presa ou estabelecimento, ou de parte de empresa ou esta-
1- Com a notificação da nota de culpa, pode a entidade pa-
belecimento que constitua uma unidade económica, nos ter-
tronal suspender preventivamente o trabalhador sem perda
mos dos números 1 ou 2 desta cláusula, quando aquela possa
de retribuição.
causar-lhe prejuízo sério, nomeadamente por manifesta falta
2- O delegado sindical ou na sua falta, o sindicato respec-
de solvabilidade ou situação financeira difícil do adquirente
tivo, dever ser avisado da suspensão, no prazo máximo de
ou, ainda, se a política de organização do trabalho deste não
48 horas.
lhe merecer confiança.
Cláusula 51.ª 6- A oposição do trabalhador prevista no número anterior
obsta à transmissão da posição do empregador no seu contra-
Sanções abusivas
to de trabalho, nos termos dos números 1 ou 2 desta cláusula,
Consideram-se abusivas as sanções disciplinares motiva- mantendo-se o vínculo ao transmitente.
das pelo facto de o trabalhador: 7- O transmitente e o adquirente devem consultar os repre-
a) Haver reclamado legitimamente contra as condições de sentantes dos respetivos trabalhadores, antes da transmissão,
trabalho; com vista à obtenção de um acordo sobre as medidas que
b) Recusar-se a cumprir ordens a que não devesse obediên- pretendam aplicar aos trabalhadores na sequência da trans-
cia, nos termos da alínea d) da cláusula 43.ª; missão, sem prejuízo das disposições legais e convencionais
c) Em geral, exercer, ter exercido, pretender exercer ou in- aplicáveis a tais medidas.
vocar os direitos e garantias que lhe assistem. 8- O trabalhador que exerça o direito de oposição deve
Cláusula 52.ª informar o respetivo empregador, por escrito, no prazo de
cinco dias úteis após o termo do prazo para a designação da
Execução e caducidade do procedimento disciplinar comissão representativa, se esta não tiver sido constituída,
1- Qualquer que seja a sanção disciplinar a aplicar ao tra- ou após o acordo ou o termo da consulta a que se refere o
balhador, o procedimento disciplinar caduca se não tiver iní- número 7 desta cláusula, mencionando a sua identificação, a
cio nos 60 dias subsequentes à verificação ou conhecimento atividade contratada e o fundamento da oposição, de acordo
dos factos constitutivos da infracção disciplinar. com o número 5 precedente.
2- A execução de sanções disciplinares, com excepção do Cláusula 54.ª
despedimento, terá lugar no prazo de 30 dias a contar da de-
cisão, sob pena de caducar. Cessação ou interrupção da actividade
3- Da aplicação das sanções previstas no número 1 da cláu- No caso de a entidade patronal cessar ou interromper
sula 48.ª pode o trabalhador directamente ou por intermédio a sua actividade, aplicar-se-á o regime estabelecido na lei
do sindicato respectivo reclamar para a entidade competente. geral, salvo se a entidade patronal, com o acordo do traba-
Cláusula 53.ª lhador, o transferir para outro estabelecimento, sendo-lhe
então garantidos, por escrito, todos os direitos decorrentes
Transmissão da empresa ou estabelecimento da antiguidade ao serviço da entidade patronal que cessou ou
1- Em caso de transmissão por qualquer título, da titulari- interrompeu a sua actividade.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

CAPÍTULO VI pai trabalhador tem direito, por decisão conjunta, a dispensa


referida na alínea anterior para aleitação até o filho perfazer
Condições particulares de trabalho um ano.
2- A mãe pode gozar até 30 dias da licença parental inicial
antes do parto.
SECÇÃO I 3- É obrigatório o gozo, por parte da mãe, de seis semanas
de licença a seguir ao parto.
Parentalidade 4- A trabalhadora que pretenda gozar parte da licença an-
tes do parto deve informar desse propósito o empregador e
Cláusula 55.ª apresentar atestado médico que indique a data previsível do
Parentalidade parto, prestando essa informação com a antecedência de 10
dias ou, em caso de urgência comprovada pelo médico, logo
1- Sem prejuízo, em qualquer caso, da garantia do lugar,
que possível.
do período de férias ou de quaisquer outros benefícios con-
5- Os trabalhadores deverão dar conhecimento à empresa
cedidos pela entidade patronal e do demais estabelecido no
dos factos que determinem a aplicação do disposto no núme-
regime jurídico para a proteção da parentalidade, previstas
ro anterior com a brevidade possível, após deles terem tido
no Código do Trabalho são assegurados os seguintes direi-
conhecimento.
tos:
a) Assegurar às mulheres o direito a receber em identidade Cláusula 56.ª
de tarefas e qualificações a mesma retribuição dos homens,
Direitos de personalidade
bem como as garantias dos direitos à igualdade e não dis-
criminação previstos no artigo 25.º do Código do Trabalho; Aos trabalhadores serão assegurados os direitos de perso-
b) A trabalhadora grávida puérpera ou lactante, tem direito nalidade, nomeadamente os previstos nos artigos 14.º a 22.º
à proteção da segurança e saúde, nomeadamente a prevista do Código do Trabalho.
no artigo 62.º bem como à proteção contra o despedimento Cláusula 57.ª
consagrada no artigo 63.º ambos do Código do Trabalho;
c) A mãe e o pai trabalhadores têm direito, por nascimento Regime de licenças, dispensas e faltas
de filho, a licença parental inicial de 120 ou 150 dias conse- Por acordo entre a entidade patronal e o trabalhador, as
cutivos, cujo gozo podem partilhar após o parto, sem preju- empresas pagarão as licenças, faltas e dispensas não previs-
ízo dos direitos da mãe a que se referem os números 2, 3 e 4 tas na cláusula 39.ª, sendo posteriormente ressarcidas dos
desta cláusula; subsídios que o trabalhador usufruir da Segurança Social.
d) O gozo da licença referida no número anterior pode ser
usufruído em simultâneo pelos progenitores entre os 120 e
SECÇÃO II
os 150 dias;
e) A licença referida na alínea c) é acrescida em 30 dias, no
Trabalhado de menores
caso de cada um dos progenitores gozar, em exclusivo, um
período de 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias Cláusula 58.ª
consecutivos, após o período de gozo obrigatório pela mãe a
que se refere o número 3 desta cláusula; Princípios gerais relativos ao trabalho de menor
f) No caso de nascimentos múltiplos, os períodos previs- 1- O empregador deve proporcionar ao menor condições
tos na alínea anterior, é acrescido de 30 dias por cada geme- de trabalho adequadas à idade e ao desenvolvimento do mes-
lar além do primeiro; mo e que protejam a segurança, a saúde, o desenvolvimento
g) O pai ou a mãe tem direito a licença, com a duração físico, psíquico e moral, a educação e a formação, preve-
referida na alínea c), ou do período remanescente da licença, nindo em especial qualquer risco resultante da sua falta de
no caso de incapacidade física ou psíquica do progenitor que experiência ou da inconsciência dos riscos existentes ou po-
estiver a gozar a licença, enquanto esta se mantiver. Ou no tenciais.
caso de morte do progenitor que estiver a gozar a licença. 2- O empregador deve, em especial, avaliar os riscos rela-
Em caso de morte ou incapacidade física ou psíquica da cionados com o trabalho, antes de o menor o iniciar ou antes
mãe, a licença parental inicial a gozar pelo pai tem a duração de qualquer alteração importante das condições de trabalho,
mínima de 30 dias; incidindo nomeadamente sobre:
h) A mãe que comprovadamente, amamenta o filho tem a) Equipamento e organização do local e do posto de tra-
direito a ser dispensada em cada dia de trabalho por dois balho;
períodos distintos de duração máxima de uma hora para b) Natureza, grau e duração da exposição a agentes físicos,
cumprimento dessa missão, durante todo o tempo que durar biológicos e químicos;
a amamentação. No caso de nascimentos múltiplos, a dispen- c) Escolha, adaptação e utilização de equipamento de tra-
sa referida é acrescida de mais 30 minutos por cada gémeo balho, incluindo agentes, máquinas e aparelhos e a respetiva
além do primeiro; utilização;
i) No caso de não haver lugar a amamentação, a mãe ou o d) Adaptação da organização do trabalho, dos processos de

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

trabalho ou da sua execução; ção ao empregador.


e) Grau de conhecimento do menor no que se refere à exe- 5- No caso previsto nos números 1 ou 2, os representantes
cução do trabalho, aos riscos para a segurança e a saúde e às legais podem reduzir até metade o prazo previsto no núme-
medidas de prevenção. ro anterior, com fundamento em que tal é necessário para a
3- O empregador deve informar o menor e os seus repre- frequência de estabelecimento de ensino ou de ação de for-
sentantes legais dos riscos identificados e das medidas toma- mação profissional.
das para a sua prevenção.
Cláusula 61.ª
4- A emancipação não prejudica a aplicação das normas
relativas à proteção da saúde, educação e formação do tra- Denúncia de contrato por menor
balhador menor.
1- O menor sem escolaridade obrigatória, frequência do
Cláusula 59.ª nível secundário de educação ou sem qualificação profissio-
nal que denuncie o contrato de trabalho sem termo durante
Admissão de menor ao trabalho a formação, ou num período imediatamente subsequente de
1- Só pode ser admitido a prestar trabalho o menor que duração igual àquela, deve compensar o empregador do cus-
tenha completado a idade mínima de admissão, tenha con- to direto com a formação que este tenha suportado.
cluído a escolaridade obrigatória ou esteja matriculado e a 2- O disposto no número anterior é igualmente aplicável
frequentar o nível secundário de educação e disponha de ca- caso o menor denuncie o contrato de trabalho a termo depois
pacidades físicas e psíquicas adequadas ao posto de trabalho. de o empregador lhe haver proposto por escrito a conversão
2- A idade mínima de admissão para prestar trabalho é de do mesmo em contrato sem termo.
16 anos.
Cláusula 62.ª
3- O menor com idade inferior a 16 anos que tenha conclu-
ído a escolaridade obrigatória ou esteja matriculado e a fre- Trabalho suplementar de menor
quentar o nível secundário de educação pode prestar traba-
1- O trabalhador menor não pode prestar trabalho suple-
lhos leves que consistam em tarefas simples e definidas que,
mentar.
pela sua natureza, pelos esforços físicos ou mentais exigidos
2- O disposto no número anterior não é aplicável se a pres-
ou pelas condições específicas em que são realizadas, não se-
tação de trabalho suplementar por parte de menor com idade
jam suscetíveis de o prejudicar no que respeita à integridade
igual ou superior a 16 anos for indispensável para prevenir
física, segurança e saúde, assiduidade escolar, participação
ou reparar prejuízo grave para a empresa, devido a facto
em programas de orientação ou de formação, capacidade
anormal e imprevisível ou a circunstância excecional ainda
para beneficiar da instrução ministrada, ou ainda ao seu de-
que previsível, cujas consequências não podiam ser evitadas,
senvolvimento físico, psíquico, moral, intelectual e cultural.
desde que não haja outro trabalhador disponível e por um
4- Em empresa familiar, o menor com idade inferior a 16
período não superior a cinco dias úteis.
anos deve trabalhar sob a vigilância e direção de um membro
3- Na situação referida no número anterior, o menor tem
do seu agregado familiar, maior de idade.
direito a período equivalente de descanso compensatório, a
5- O empregador comunica ao serviço com competência
gozar nas três semanas seguintes.
inspetiva do ministério responsável pela área laboral a ad-
missão de menor efetuada ao abrigo do número 3, nos oito Cláusula 63.ª
dias subsequentes.
Trabalho de menor no período nocturno
Cláusula 60.ª
1- É proibido o trabalho de menor com idade inferior a 16
Capacidade do menor para celebrar contrato de trabalho e receber a anos entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte.
retribuição 2- O menor com idade igual ou superior a 16 anos não
1- É válido o contrato de trabalho celebrado por menor que pode prestar trabalho entre as 20 horas de um dia e as 7
tenha completado 16 anos de idade e tenha concluído a es- horas do dia seguinte, sem prejuízo do disposto nos números
colaridade obrigatória ou esteja matriculado e a frequentar seguintes.
o nível secundário de educação, salvo oposição escrita dos 3- O menor com idade igual ou superior a 16 anos pode
seus representantes legais. prestar trabalho noturno:
2- O contrato celebrado por menor que não tenha comple- a) Em atividade prevista em instrumento de regulamenta-
tado 16 anos de idade, não tenha concluído a escolaridade ção coletiva de trabalho, exceto no período compreendido
obrigatória ou não esteja matriculado e a frequentar o nível entre as 0 e as 5 horas;
secundário de educação só é válido mediante autorização es- b) Que se justifique por motivos objetivos, em atividade de
crita dos seus representantes legais. natureza cultural, artística, desportiva ou publicitária, desde
3- O menor tem capacidade para receber a retribuição, sal- que tenha um período equivalente de descanso compensató-
vo oposição escrita dos seus representantes legais. rio no dia seguinte ou no mais próximo possível.
4- Os representantes legais podem a todo o tempo declarar 4- No caso do número anterior, a prestação de trabalho
a oposição ou revogar a autorização referida no número 2, noturno por menor deve ser vigiada por um adulto, se for
sendo o ato eficaz decorridos 30 dias sobre a sua comunica- necessário para proteção da sua segurança ou saúde.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

5- O disposto nos números 2 e 3 não é aplicável se a pres- medida em que o interesse daquele pode ser satisfeito ou, na
tação de trabalho noturno ocorrer em circunstância referida falta de acordo, decide fundamentadamente, informando o
no número 2 da cláusula anterior, sendo devido o descanso trabalhador por escrito.
previsto no número 3 da cláusula 62.ª 6- O trabalhador-estudante não é obrigado a prestar tra-
balho suplementar, exceto por motivo de força maior, nem
SECÇÃO III trabalho em regime de adaptabilidade, banco de horas ou ho-
rário concentrado quando o mesmo coincida com o horário
Trabalhadores-estudantes escolar ou com prova de avaliação.
7- Ao trabalhador-estudante que preste trabalho em regime
Cláusula 64.ª de adaptabilidade, banco de horas ou horário concentrado é
assegurado um dia por mês de dispensa, sem perda de direi-
Noção de trabalhador-estudante tos, contando como prestação efetiva de trabalho.
1- Considera-se trabalhador-estudante o trabalhador que 8- O trabalhador estudante que preste trabalho suplemen-
frequenta qualquer nível de educação escolar, bem como tar tem direito a descanso compensatório com duração de
curso de pós-graduação, mestrado ou doutoramento em ins- metade do número de horas prestadas.
tituição de ensino, ou ainda curso de formação profissional
Cláusula 66.ª
ou programa de ocupação temporária de jovens com duração
igual ou superior a seis meses. Faltas para prestação de provas de avaliação
2- A manutenção do estatuto de trabalhador-estudante de- 1- O trabalhador-estudante pode faltar justificadamente
pende de aproveitamento escolar no ano letivo anterior. por motivo de prestação de prova de avaliação, nos seguin-
Cláusula 65.ª tes termos:
a) No dia da prova e no imediatamente anterior;
Organização do tempo de trabalho de trabalhador-estudante b) No caso de provas em dias consecutivos ou de mais de
1- O horário de trabalho de trabalhador-estudante deve, uma prova no mesmo dia, os dias imediatamente anteriores
sempre que possível, ser ajustado de modo a permitir a fre- são tantos quantas as provas a prestar;
quência das aulas e a deslocação para o estabelecimento de c) Os dias imediatamente anteriores referidos nas alíneas
ensino. anteriores incluem dias de descanso semanal e feriados;
2- Quando não seja possível a aplicação do disposto no d) As faltas dadas ao abrigo das alíneas anteriores não po-
número anterior, o trabalhador-estudante tem direito a dis- dem exceder quatro dias por disciplina em cada ano letivo.
pensa de trabalho para frequência de aulas, se assim o exigir 2- O direito previsto no número anterior só pode ser exer-
o horário escolar, sem perda de direitos e que conta como cido em dois anos letivos relativamente a cada disciplina.
prestação efetiva de trabalho. 3- Nos casos em que o curso esteja organizado no regime
3- A dispensa de trabalho para frequência de aulas pode de sistema europeu de transferência e acumulação de crédi-
ser utilizada de uma só vez ou fracionadamente, à escolha tos (ECTS), o trabalhador-estudante pode, em alternativa ao
do trabalhador-estudante, e tem a seguinte duração máxima, disposto no número 1, optar por cumular os dias anteriores
dependendo do período normal de trabalho semanal: ao da prestação das provas de avaliação, num máximo de
a) Três horas semanais para período igual ou superior a três dias, seguidos ou interpolados ou do correspondente em
vinte horas e inferior a trinta horas; termos de meios-dias, interpolados.
b) Quatro horas semanais para período igual ou superior a 4- A opção pelo regime cumulativo a que refere o número
trinta horas e inferior a trinta e quatro horas; anterior obriga, com as necessárias adaptações, ao cumpri-
c) Cinco horas semanais para período igual ou superior a mento do prazo de antecedência previsto no disposto nas alí-
trinta e quatro horas e inferior a trinta e oito horas; neas a) e b) do número 4 da cláusula 71.ª
d) Seis horas semanais para período igual ou superior a 5- Só é permitida a cumulação nos casos em que os dias
trinta e oito horas. anteriores às provas de avaliação que o trabalhador-estudan-
4- O trabalhador-estudante cujo período de trabalho seja te tenha deixado de usufruir não tenham sido dias de descan-
impossível ajustar, de acordo com os números anteriores, ao so semanal ou feriados.
regime de turnos a que está afeto tem preferência na ocupa- 6- Consideram-se ainda justificadas as faltas dadas por tra-
ção de posto de trabalho compatível com a sua qualificação balhador-estudante na estrita medida das deslocações neces-
profissional e com a frequência de aulas. sárias para prestar provas de avaliação, sendo retribuídas até
5- Caso o horário de trabalho ajustado ou a dispensa de tra- 10 faltas em cada ano letivo, independentemente do número
balho para frequência de aulas comprometa manifestamente de disciplinas.
o funcionamento da empresa, nomeadamente por causa do 7- Considera-se prova de avaliação o exame ou outra pro-
número de trabalhadores-estudantes existente, o empregador va, escrita ou oral, ou a apresentação de trabalho, quando
promove um acordo com o trabalhador interessado e a co- este o substitua ou complemente e desde que determine dire-
missão de trabalhadores ou, na sua falta, a comissão inter- ta ou indiretamente o aproveitamento escolar.
sindical, comissões sindicais ou delegados sindicais, sobre a

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 67.ª trabalho para frequência de aulas, a marcação do período de


férias de acordo com as necessidades escolares ou a licença
Férias e licenças de trabalhador-estudante sem retribuição cessa quando o trabalhador-estudante não
1- O trabalhador-estudante tem direito a marcar o perío- tenha aproveitamento no ano em que beneficie desse direito.
do de férias de acordo com as suas necessidades escolares, 2- Os restantes direitos cessam quando o trabalhador-estu-
podendo gozar até 15 dias de férias interpoladas, na medida dante não tenha aproveitamento em dois anos consecutivos
em que tal seja compatível com as exigências imperiosas do ou três interpolados.
funcionamento da empresa. 3- Os direitos do trabalhador-estudante cessam imediata-
2- O trabalhador-estudante tem direito, em cada ano civil, mente em caso de falsas declarações relativamente aos factos
a licença sem retribuição, com a duração de 10 dias úteis de que depende a concessão do estatuto ou a factos consti-
seguidos ou interpolados. tutivos de direitos, bem como quando estes sejam utilizados
para outros fins.
Cláusula 68.ª
4- O trabalhador-estudante pode exercer de novo os di-
Promoção profissional de trabalhador-estudante reitos no ano letivo subsequente àquele em que os mesmos
O empregador deve possibilitar a trabalhador-estudante cessaram, não podendo esta situação ocorrer mais de duas
promoção profissional adequada à qualificação obtida, não vezes.
sendo todavia obrigatória a reclassificação profissional por Cláusula 71.ª
mero efeito da qualificação.
Procedimento para exercício de direitos de trabalhador-estudante
Cláusula 69.ª
1- O trabalhador-estudante deve comprovar perante o em-
Concessão do estatuto de trabalhador-estudante pregador o respetivo aproveitamento, no final de cada ano
1- O trabalhador-estudante deve comprovar perante o em- letivo.
pregador a sua condição de estudante, apresentando igual- 2- O controlo de assiduidade do trabalhador-estudante
mente o horário das atividades educativas a frequentar. pode ser feito, por acordo com o trabalhador, diretamente
2- Para concessão do estatuto junto do estabelecimento de pelo empregador, através dos serviços administrativos do es-
ensino, o trabalhador-estudante deve fazer prova, por qual- tabelecimento de ensino, por correio eletrónico ou fax, no
quer meio legalmente admissível, da sua condição de traba- qual é aposta uma data e hora a partir da qual o trabalhador-
lhador. -estudante termina a sua responsabilidade escolar.
3- O trabalhador-estudante deve escolher, entre as possibi- 3- Na falta de acordo o empregador pode, nos 15 dias se-
lidades existentes, o horário mais compatível com o horário guintes à utilização da dispensa de trabalho para esse fim,
de trabalho, sob pena de não beneficiar dos inerentes direitos. exigir a prova da frequência de aulas, sempre que o estabele-
4- Considera-se aproveitamento escolar a transição de ano cimento de ensino proceder ao controlo da frequência.
ou a aprovação ou progressão em, pelo menos, metade das 4- O trabalhador-estudante deve solicitar a licença sem re-
disciplinas em que o trabalhador-estudante esteja matricu- tribuição com a seguinte antecedência:
lado, a aprovação ou validação de metade dos módulos ou a) Quarenta e oito horas ou, sendo inviável, logo que pos-
unidades equivalentes de cada disciplina, definidos pela ins- sível, no caso de um dia de licença;
tituição de ensino ou entidade formadora para o ano letivo b) Oito dias, no caso de dois a cinco dias de licença;
ou para o período anual de frequência, no caso de percursos c) 15 dias, no caso de mais de cinco dias de licença.
educativos organizados em regime modular ou equivalente
que não definam condições de transição de ano ou progres- CAPÍTULO VII
são em disciplinas.
5- Considera-se ainda que tem aproveitamento escolar o Segurança e saúde no trabalho
trabalhador que não satisfaça o disposto no número anterior
devido a acidente de trabalho ou doença profissional, doença Cláusula 72.ª
prolongada, licença em situação de risco clínico durante a
gravidez, ou por ter gozado licença parental inicial, licença Segurança e saúde no trabalho
por adoção ou licença parental complementar por período 1- As entidades patronais instalarão obrigatoriamente os
não inferior a um mês. trabalhadores ao seu serviço em boas condições de seguran-
6- O trabalhador-estudante não pode cumular os direitos ça e saúde, observando para o efeito as normas legais em
previstos neste Código com quaisquer regimes que visem os vigor, nomeadamente o estipulado na Lei n.º 102/2009, de
mesmos fins, nomeadamente no que respeita a dispensa de 10 de setembro, com a nova redacção introduzida pela Lei
trabalho para frequência de aulas, licenças por motivos esco- n.º 3/2014, de 28 de janeiro:
lares ou faltas para prestação de provas de avaliação. a) A limpeza e conservação dos locais destinados ao traba-
lho ou descanso dos trabalhadores; instalações sanitárias ou
Cláusula 70.ª
outros, postas à sua disposição, tais como, lavabos e chuvei-
Cessação e renovação de direitos ros convenientemente apropriados;
b) Sistemas de condicionamento de ar com a devida pre-
1- O direito a horário de trabalho ajustado ou a dispensa de

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

visão de ventilação de segurança apropriada, natural ou ar- d) Organização dos meios destinados à prevenção e pro-
tificial; tecção, e coordenação das medidas a adoptar em caso de pe-
c) Níveis de intensidade sonora que não ultrapassem os 85 rigo grave e eminente.
Db (decibeis);
Cláusula 74.ª
d) A existência de armários, caixas ou estojos de primeiros
socorros, segundo a natureza, importância e riscos calcula- Segurança e saúde no trabalho
dos;
1- No desenvolvimento dos trabalhos devem ser observa-
e) Vestuário de trabalho e equipamentos de protecção in-
dos os preceitos legais gerais, assim como as prescrições es-
dividual contra riscos resultantes das operações efectuadas,
pecíficas para o sector no que se refere à segurança e saúde
sempre que sejam insuficientes os meios técnicos de protec-
no trabalho.
ção;
2- Os trabalhadores devem colaborar com a entidade pa-
f) Cuidados especiais e adequados na utilização de produ-
tronal em matéria de saúde e segurança e devem denunciar
tos tóxicos, corrosivos, inflamáveis e explosivos;
prontamente qualquer deficiência existente.
g) A existência e funcionamento de serviços de segurança
e saúde, no trabalho assegurados por um médico do trabalho Cláusula 75.ª
que, dadas as especificidades das empresas poderá ser indivi-
dual ou colectivamente, assegure uma hora por mês por cada Acidente de trabalho
grupo de 10 trabalhadores ou fracção; 1- Em caso de acidente de trabalho, as empresas obrigam-
h) Nenhum médico do trabalho poderá assegurar a vigilân- -se a pagar aos trabalhadores sinistrados 80 % da retribuição
cia de um número de trabalhadores a que correspondam mais mensal desde o primeiro dia do acidente e até aos 120 dias,
de 150 horas de serviço por mês. obrigando-se estes a entregar o subsídio que vierem a rece-
Os médicos do trabalho exercem as suas funções com ber da companhia seguradora até àquele montante.
independência técnica e moral relativamente à entidade pa- 2- As entidades patronais deverão facilitar o emprego aos
tronal e aos trabalhadores, não sendo da sua competência profissionais com capacidade de trabalho reduzida, quer esta
exercer a fiscalização das ausências ao serviço seja qual for derive de idade, doença ou acidente, proporcionando-lhes
o motivo que as determine. adequadas condições de trabalho e salário e promovendo ou
i) Assegurar, pelo menos uma vez por ano, sejam obriga- auxiliando acções de formação e aperfeiçoamento profissio-
toriamente feitas inspecções médicas aos trabalhadores ao nal apropriadas.
seu serviço a fim de se verificar se o trabalho é feito sem
prejuízo de saúde. CAPÍTULO VIII
2- Os trabalhadores têm o direito de, nos termos da lei,
eleger os seus representantes para a segurança e saúde no Cessação do contrato de trabalho
trabalho.
Cláusula 73.ª Cláusula 76.ª

Causas da cessação do contrato de trabalho


Organização dos serviços de segurança e saúde no trabalho
1- Independentemente do número de trabalhadores que se Sem prejuízo dos preceitos e garantias dos trabalhado-
encontrem ao seu serviço, a entidade empregadora deve or- res consagrados no Código do Trabalho, nomeadamente as
ganizar serviços de segurança e saúde visando a prevenção relativas à protecção da trabalhadora grávida, puérpera ou
de riscos profissionais e a promoção da saúde dos trabalha- lactante, a cessação do contrato de trabalho rege-se pelo re-
dores. ferido código ou seja:
2- Através dos serviços mencionados no número anterior, a) Caducidade;
devem ser tomadas as providências necessárias para prevenir i) Verificando-se o seu termo;
os riscos profissionais e promover a saúde dos trabalhado- ii) Em caso de impossibilidade superveniente, absoluta e
res, garantindo-se, entre outras legalmente consignadas, as definitiva de o trabalhador prestar o seu trabalho ou de o em-
seguintes actividades: pregador o receber;
a) Identificação e avaliação dos riscos previsíveis em todas iii) Com a reforma do trabalhador, por velhice ou invali-
as actividades da empresa, para a segurança e saúde nos lo- dez.
cais de trabalho e controlo periódico dos riscos resultantes de b) Revogação, por acordo escrito e assinado entre as par-
exposição a agentes químicos, físicos, biológicos e a factores tes, em documento onde conste a data da produção de efei-
de risco psicossociais; tos e a compensação pecuniária para liquidação de todos os
b) Promoção e vigilância da saúde, bem como a organi- créditos;
zação de registos clínicos e outros elementos informativos c) Resolução por evocação de justa causa por qualquer das
relativos a cada trabalhador; partes;
c) Informação e formação sobre os riscos para a seguran- d) Denúncia, por parte do trabalhador mediante comuni-
ça e saúde, bem como sobre as medidas de protecção e de cação escrita enviada ao empregador com a antecedência de
prevenção; 30 ou 60 dias, conforme a antiguidade seja até ou mais de
dois anos.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 77.ª cinco seguidas ou dez interpoladas;


h) Falta culposa de observância de normas de higiene e se-
Ilicitude do despedimento gurança no trabalho;
Para além das demais situações de ilicitude do despe- i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas, de
dimento constantes do Código do Trabalho, bem como das injúrias ou outras ofensas punidas por lei sobre trabalhadores
garantias de indemnização do trabalhador por danos patri- da empresa, elementos dos corpos sociais ou sobre empre-
moniais e não patrimoniais e ainda da reintegração do traba- gador individual não pertencente aos mesmos órgãos, seus
lhador no seu posto de trabalho nos casos de ilicitude, qual- delegados ou representantes;
quer tipo de despedimento é ilícito: j) Sequestros e em geral crimes contra a liberdade das pes-
a) Se não tiver sido precedido do respectivo procedimento; soas referidas na alínea anterior;
b) Se se fundar em motivos políticos, ideológicos, étnicos k) Incumprimento ou oposição ao cumprimento de deci-
ou religiosos, ainda que com invocação de motivo diverso; sões judiciais ou administrativas;
c) Se forem declarados improcedentes os motivos justifi- l) Reduções anormais de produtividade.
cativos invocados para o despedimento;
Cláusula 80.ª
d) Em caso de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante
ou de trabalhador durante o gozo de licença parental inicial, Procedimento disciplinar
em qualquer das suas modalidades, se não for solicitado o
A elaboração da nota de culpa, a suspensão preventiva
parecer prévio da entidade competente na área da igualdade
do trabalhador, a resposta à nota de culpa, a instrução e a
de oportunidades entre homens e mulheres.
decisão, obedecem aos artigos 353.º a 357.º do Código do
Cláusula 78.ª Trabalho.

Efeitos da ilicitude Cláusula 81.ª


Sendo o despedimento declarado ilícito, o empregador é Resolução
condenado:
1- Ocorrendo justa causa, pode o trabalhador fazer cessar
a) A indemnizar o trabalhador por todos os danos, patri-
imediatamente o contrato.
moniais e não patrimoniais, causados;
2- Constituem justa causa de resolução do contrato pelo
b) A reintegrá-lo no seu posto de trabalho sem prejuízo da
trabalhador, nomeadamente, os seguintes comportamentos
sua categoria e antiguidade.
do empregador:
Cláusula 79.ª a) Falta culposa de pagamento pontual da retribuição;
b) Violação culposa das garantias legais ou convencionais
Justa causa de despedimento do trabalhador;
1- O comportamento culposo do trabalhador que, pela sua c) Aplicação de sanção abusiva;
gravidade e consequências, torne imediata e praticamente d) Falta culposa de condições de condições de segurança e
impossível a subsistência da relação de trabalho, constitui saúde no trabalho;
justa causa de despedimento. e) Lesão culposa de interesses patrimoniais sérios do tra-
2- Para apreciação da justa causa deve atender-se, no qua- balhador;
dro de gestão da empresa, ao grau de lesão dos interesses do f) Ofensas à integridade física ou moral, liberdade, honra
empregador, ao carácter das relações entre as partes ou entre ou dignidade do trabalhador, puníveis por lei, praticadas pelo
o trabalhador e os seus companheiros e às demais circunstân- empregador ou seu representante.
cias que no caso se mostrem relevantes. 3- Constitui ainda justa causa de resolução do contrato
3- Constituem, nomeadamente, justa causa de despedi- pelo trabalhador:
mento os seguintes comportamentos do trabalhador: a) Necessidade de cumprimento de obrigações legais in-
a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsá- compatíveis com a continuação do contrato;
veis hierarquicamente superiores; b) Alteração substancial e duradoura das condições de tra-
b) Violação dos direitos e garantias de trabalhadores da balho no exercício legítimo de poderes do empregador;
empresa; c) Falta não culposa de pagamento pontual da retribuição.
c) Provocação repetida de conflitos com outros trabalha- 4- Na apreciação da justa causa, deve atender-se, no qua-
dores da empresa; dro de gestão da empresa, ao grau de lesão dos interesses do
d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligên- empregador, ao caráter das relações entre as partes ou entre
cia devida, das obrigações inerentes ao exercício do cargo ou o trabalhador e os seus companheiros e às demais circunstân-
posto de trabalho que lhe esteja confiado; cias que no caso sejam relevantes.
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios da empresa:
Cláusula 82.ª
f) Falsas declarações relativas à justificação de faltas;
g) Faltas não justificadas ao trabalho que determinem di- Indemnização devida ao trabalhador
rectamente prejuízos ou riscos graves para a empresa ou,
1- A resolução do contrato com fundamento nos factos
independentemente de qualquer prejuízo ou risco, quando
previstos no número 2 da cláusula anterior confere ao tra-
o número de faltas injustificadas atingir, em cada ano civil,

2657
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

balhador o direito a uma indemnização por todos os danos Cláusula 86.ª


patrimoniais e não patrimoniais sofridos, devendo esta cor-
responder a uma indemnização de 30 a 45 dias de retribuição Competências
base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade. Compete à comissão paritária:
2- No caso de fracção de ano o valor de referência previsto a) Interpretar as cláusulas do presente contrato;
na segunda parte do número anterior é calculado proporcio- b) Integrar os casos omissos;
nalmente, mas, independentemente da antiguidade do traba- c) Deliberar sobre as dúvidas emergentes da aplicação
lhador, a indemnização nunca pode ser inferior a três meses deste contrato;
de retribuição base e diuturnidades. d) Deliberar sobre o local, calendário e convocação das
3- No caso do contrato a termo, a indemnização prevista reuniões.
nos números anteriores não pode ser inferior à quantia cor-
Cláusula 87.ª
respondente às retribuições vincendas.
Cláusula 83.ª Funcionamento
1- Os membros da comissão paritária reunirão a pedido de
Falência qualquer das partes e aprovarão o regulamento de funciona-
A declaração de falência da entidade patronal não faz ca- mento.
ducar os contratos de trabalho. 2- As deliberações serão sempre tomadas por unanimida-
O administrador de falência ou da insolvência satisfará de, considerando-as as suas deliberações parte integrante da
integralmente as retribuições que se forem vencendo se a presente convenção.
empresa não for encerrada e enquanto o não for.
Cláusula 84.ª CAPÍTULO X

Documentos a entregar ao trabalhador aquando da cessação do Disposições finais


contrato de trabalho
1- Cessando o contrato de trabalho, o empregador deve en- Cláusula 88.ª
tregar ao trabalhador:
Revogação dos contratos anteriores
a) Um certificado de trabalho, indicando as datas de ad-
missão e de cessação, bem como o cargo ou cargos desem- O presente contrato colectivo, revoga em tudo o que for
penhados; mais favorável ao CCT publicado no Boletim do Trabalho e
b) Outros documentos destinados a fins oficiais, designa- Emprego, n.º 18, de 15 de maio de 2010.
damente os previstos na legislação de segurança social, que Cláusula 89.ª
deva emitir mediante solicitação.
2- O certificado de trabalho só pode conter outras referên- Direitos adquiridos
cias a pedido do trabalhador. 1- Da aplicação do presente contrato não poderão resultar
quaisquer prejuízos para os trabalhadores, de­signadamente
CAPÍTULO IX baixa de categoria, bem como diminuição de retribuição ou
de outras regalias de carácter regular ou permanente que es-
Comissão paritária tejam a ser praticadas.
2- Consideram-se expressamente aplicáveis todas as dis-
Cláusula 85.ª posições legais que estabeleçam tratamento mais favorável
que o presente contrato.
Comissão paritária
1- A comissão paritária será constituída por igual núme- Cláusula 90.ª
ro de representantes da parte patronal e sindical outorgantes Disposição final
desta convenção considerando-se constituída logo que am-
bas as partes designem o(s) seu(s) representantes(s). Com a entrada em vigor da presente revisão do contrato,
2- Os representantes das associações patronais e sindicais nas empresas nenhum trabalhador poderá ter aumento infe-
junto da comissão paritária poderão fazer-se acompanhar dos rior ao valor percentual acordado.
assessores que julgarem necessários, os quais não terão di-
reito a voto. ANEXO I
3- A comissão paritária funcionará enquanto estiver em
vigor o presente contrato, podendo os seus membros ser Definição de funções
substituídos pela parte que os nomear em qualquer altura, Os profissionais abrangidos pelo presente CCT serão
mediante prévia comunicação à outra parte. obrigatoriamente classificados nas seguintes profissões de

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

acordo com as tarefas efectivamente desempenhadas: ra uma máquina apropriada para ornamentar, com sulcos,
Alisador/acabador - É o trabalhador que, predominante- determinadas peças de ourivesaria.
mente, elimina imperfeições, regulariza e alisa a superfície lmprimidor (repuxador) de metais preciosos - É o traba-
de peças vindas da fundição ou estampagem. lhador que enforma peças de metal precioso, no­meadamente
Auxiliar - É o trabalhador que procede à manutenção de de chapa de prata, servindo-se de um torno de peito, e utiliza
máquinas e ferramentas; recupera os desperdícios e executa moldes que previamente confecciona.
as tarefas auxiliares do sector em que se insere. Joalheiro - É o trabalhador que fabrica e ou repara arte-
Batedor de ouro em folha - É o trabalhador que, servin- factos de metais preciosos de elevado valor es­tético destina-
do-se de martelos e livros apropriados, bate ouro em folha a dos a adorno ou uso pessoal.
fim de lhe diminuir a espessura e aumentar a superfície. Prepara as ligas metálicas, fabrica os dispositivos de fi-
Cinzelador - É o trabalhador que, servindo-se de cinzéis xação das pedras, podendo efectuar a respectiva cravação.
ou de outras ferramentas manuais, executa motivos em rele- Oficial de faqueiro - É o trabalhador que elimina imper-
vo ou lavrado em peças de metais preciosos. feições em peças de faqueiro, de metal precioso, especial-
Cravador/joalheiro - É o trabalhador que, utilizando bu- mente de prata, e dá-lhe o acabamento necessário, manual
ris, olhetas, martelos e outras ferramentas apro­priadas, fixa, ou mecânico.
por cravação, pedras ornamentais nas jóias. Estuda a dispo- Oficial de martelo (caldeireiro de prata) - É o trabalha-
sição da pedraria requerida pela peça e programa a sequência dor que, utilizando ferramentas manuais apropria­das, fabrica
das operações a realizar. e repara, por batimento, artigos de prata tais como terrinas,
Dourador e prateador - É o trabalhador que dá reves- travessas e serviços de chá. Normalmente não realiza os tra-
timento, através de galvanoplastia, a superfícies de peças balhos de acabamento.
fabricadas de ouro ou prata, assim como oxida as variadas Operador de máquinas de lapidar metais - É o trabalha-
peças. dor que ornamenta, por facetamento, e segundo o apropriado
Esmaltador de artefactos de ouro - É o trabalhador que a seu gosto artístico, superfícies de peças de ourivesaria, uti-
aplica camadas de esmalte, após preparação prévia, nas su- lizando uma máquina.
perfícies de objectos de adorno executados em metais ma- Ourives (ourives de ouro) - É o trabalhador que fabrica e
cios. ou repara artefactos geralmente de ouro, desti­nados a adorno
Enchedor - É o trabalhador que preenche as armações ou uso pessoal. Utiliza ferramentas manuais ou mecânicas.
confeccionadas pelo filigraneiro (filigranista) com fio metáli- Trabalha por desenhos, modelos ou outras especificações
co torcido e laminado (filigrana), disposto de modo a formar técnicas.
artísticos rendilhados. Polidor de ouro ou joalharia - É o trabalhador que, ma-
Filigraneiro - É o trabalhador que confecciona as estru- nual ou mecanicamente, procede ao polimento das peças fa-
turas de prata ou ouro que compõem determinados objectos bricadas em ourivesaria ou joalharia.
de adorno ou uso pessoal a encher com filigrana, procedendo Polidor de pratas - É o trabalhador que dá polimento às
posteriormente aos necessários trabalhos de montagem, sol- superfícies de obras fabricadas com prata; executa as tarefas
dadura e acabamento. fundamentais do polidor de metais (operador de máquinas
Fundidor-moldador (em caixas) - É o trabalhador que de polir), mas com o objectivo especifico do polimento e lus-
executa moldações em areia utilizando caixas apro­priadas. tragem de objectos de prata, o que requer conhecimentos e
Fundidor-moldador (em ceras perdidas) - É o trabalha- cuidados especiais.
dor que obtém peças fundidas de metal precioso, utilizando Prateiro (ourives de prata) - É o trabalhador que fabri-
o processo de ceras perdidas. ca e repara, com ferramentas manuais ou mecâ­nicas, artigos
Gravador manual - É o trabalhador que, utilizando buris normalmente de prata, com médias ou grandes dimensões,
e outras ferramentas apropriadas, talha manual­mente letras e para uso doméstico, culto religioso ou finalidades decora-
motivos decorativos sobre jóias e artigos de metal. tivas. Trabalha por desenhos, modelos ou outras especifica-
Pode trabalhar segundo a sua inspiração, criando os de- ções técnicas.
senhos a gravar.
Pode ser especializado na gravura de determinados me- Âmbito profissional
tais e ser denominado em conformidade.
Gravador mecânico - É o trabalhador que regula, mano-
bra e opera uma máquina-pantógrafo que faz di­versos traba- ANEXO II
lhos de reprodução ou cópia de letras e motivos decorativos.
Pode afiar as ferramentas utilizadas. Enquadramento profissional
Guilhochador - É o trabalhador que monta, regula e ope-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Grau Categorias profissionais Alisador/acabador de 1.ª


Batedor de ouro em folha - oficial principal (a) Batedor de ouro em folha de 2.ª
Cinzelador - oficial principal (a) Cinzelador de 2.ª
Cravador joalheiro -oficial principal (a) Cravador/joalheiro de 2.ª
Filigraneiro - oficial principal (a) Dourador/prateador de 2.ª
Guilhochador - oficial principal (a) Enchedor de 1.ª
Gravador manual - oficial principal (a) Esmaltador de artefactos de ouro de 1.ª
I Imprimidor (repuxador) de metais preciosos - oficial Filigraneiro de 2.ª
principal (a) Fundidor-moldador (em caixas) de 2.ª
Joalheiro - oficial principal (a) Fundidor-moldador (em ceras perdidas) 2.ª
Oficial de faqueiro - principal (a) IV Guilhochador de 2.ª
Oficial de martelo (caldeireiro de prata) - principal (a) Gravador manual de 2.ª
Ourives - oficial principal (a) Gravador mecânico de 1.ª
Prateiro - oficial principal (a) Joalheiro de 2.ª
Batedor de ouro em folha - de 1.ª Oficial de faqueiro de 2.ª
Dourador/prateador - oficial principal (b) Oficial de martelo/(caldeireiro de prata) de 2.ª
Cinzelador de 1.ª Operador de máquinas de lapidar metais de 2.ª
Cravador joalheiro de 1.ª Ourives de 2.ª
Filigraneiro de 1.ª Prateiro de 2.ª
Fundidor-moldador (em caixa) - oficial principal (b) Polidor de pratas de 2.ª
Fundidor-moldador (em ceras perdidas) - oficial Polidor de ouro e joalharia de 2.ª
principal (b)
Alisador/acabador de 2.ª
Guilhochador de 1.ª
Batedor de ouro em folha de 3.ª
II Gravador manual de 1.ª
Cinzelador de 3.ª
Imprimidor (repuxador) de metais preciosos de 1.ª
Cravador/joalheiro de 3.ª
Joalheiro de 1.ª
Dourador/ prateador de 3.ª
Oficial de faqueiro de 1.ª
Enchedor de 2.ª
Oficial de martelo (caldeireiro de prata) de 1.ª
Esmaltador de artefactos de ouro de 2.ª
Operador de máquinas de lapidar metais - principal (b)
Filigraneiro de 3.ª
Ourives de 1.ª
Fundidor-moldador (em caixas) de 3.ª
Polidor de pratas - oficial principal (b)
Fundidor-moldador (em ceras perdidas) de 3.ª
Polidor de ouro e Joalheiro - oficial principal (b)
Guilhochador de 3.ª
Prateiro de 1.ª V
Gravador manual de 3.ª
Alisador/acabador - oficial principal (b)
Gravador mecânico de 2.ª
Dourador/prateador de 1.ª
Imprimidor (repuxador) de metais preciosos de 3.ª
Enchedor - oficial principal (b)
Joalheiro de 3.ª
Esmaltador de artefactos de ouro - oficial principal (b)
Oficial de faqueiro de 3.ª
Fundidor-moldador (em caixas) de 1.ª
Oficial de martelo (caldeireiro de prata) de 3.ª
III Fundidor-moldador (em ceras perdidas) de 1.ª
Operador de máquinas de lapidar metais de 3.ª
Gravador mecânico - oficial principal (b)
Ourives de 3.ª
Imprimidor (repuxador) de metais preciosos de 2.ª
Prateiro de 3.ª
Operador de máquinas de lapidar metais de 1.ª
Polidor de pratas de 3.ª
Polidor de pratas de 1.ª
Polidor de ouro e joalharia de 3.ª
Polidor de ouro e joalharia de 1.ª
Alisador/acabador de 3.ª
Enchedor de 3.ª
VI
Esmaltador de artefactos de ouro de 3.ª
Gravador mecânico de 3.ª

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Auxiliar trias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente


do Norte;
VII Praticante do 2.º ano
–– SITE-CN - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Pré-oficial do 2.º ano Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do
Praticante do 1.º ano Centro Norte;
VIII
Pré-oficial do 1.º ano –– SITE-CSRA - Sindicato dos Trabalhadores das Indús-
IX Aprendiz do 2.º ano trias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente
X Aprendiz do 1.º ano
do Centro Sul e Regiões Autónomas;
–– SITE-SUL - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
(a) Profissões com aprendizagem completa e tirocínio. Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do
(b) Profissões sem aprendizagem mas com tempo de prática.
Sul;
–– SIESI - Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e
ANEXO III Ilhas;
–– STIMMVC - Sindicato dos Trabalhadores das Indús-
Tabela salarial trias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito de Viana
Grau Valor em €
do Castelo;
–– STIM - Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mi-
I 1 040,00 €
neira;
II 980,00 € –– Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades
III 915,00 € Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira.
IV 850,00 €
V 755,00 € Depositado em 26 de julho de 2018, a fl. 65 do livro n.º
VI 715,00 € 12, com o n.º 155/2018, nos termos do artigo 494.º do Có-
digo do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de
VII 625,00 €
fevereiro.
VIII 615,00 €
IX 600,00 €
X 590,00 €
Contrato coletivo entre a Associação dos Indus-
Declaração triais Hoteleiros e Similares do Algarve - AIHSA e a
Para cumprimento do disposto no artigo 492.º, número FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricul-
1, alínea g) conjugado com o 494.º do Código do Trabalho, tura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo
declara-se que serão potencialmente abrangidos pela presen- de Portugal e outros - Alteração salarial e outras e
te convenção colectiva de trabalho 93 empresas e 272 traba- texto consolidado
lhadores.
O CCT da Hotelaria e Similares do Algarve publicado no
Lisboa, 29 de junho de 2018. Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º 22, de 15 de
Pela Associação Portuguesa da Indústria de Ourivesaria junho de 2007, n.º 33, de 8 de setembro de 2007, n.º 38, de 15
- APIO: de outubro de 2009, e no n.º 33, de 8 de setembro de 2017, é
revisto da seguinte forma:
Carlos Alberto Nicolau Caria, na qualidade de presiden-
te da direção. Cláusula 1.ª
José Maria Caeiro Bulhão, qualidade de vice-presidente
Âmbito
da direção.
Victor Manuel Montouro Soares, na qualidade de vogal 1- O presente CCT obriga, por um lado, as empresas repre-
da direção. sentadas pela associação patronal outorgante e, por outro, os
trabalhadores ao seu serviço representados pelas associações
Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Quí- sindicais outorgantes.
micas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, 2- O âmbito subjectivo da presente convenção é o constan-
Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL: te do anexo I.
Helder Jorge Vilela Pires, na qualidade de mandatário. 3- O presente CCT tem como potencial de aplicação
Francisco Alves Silva Ramos, na qualidade de manda- 11 000 trabalhadores e 800 empresas.
tário. Cláusula 2.ª
A FIEQUIMETAL representa as seguintes organizações
Área
sindicais:
A área de aplicação da presente convenção é definida
–– SITE-NORTE - Sindicato dos Trabalhadores das Indús- pela área geográfica do distrito de Faro.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

(……) B) Tabela mínima pecuniária de base e níveis de remu-


neração para trabalhadores da restauração e estabeleci-
Cláusula 4.ª mentos de bebidas

Vigência e revisão (Em vigor de 1 de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de


1- Esta convenção entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2018)
2018 e vigora pelo prazo mínimo de 12 meses, excepto a
(em euros)
tabela salarial que vigorará por 12 meses contados a partir
Grupos
daquela data, ou até que seja substituída. A B
Níveis
(……) XIV 1 158,00 886,00
XIII 953,00 723,00
Cláusula 100.ª
XII 865,00 662,00
Subsídio de alimentação XI 826,00 632,00

1- Os trabalhadores abrangidos por este contrato a quem, X 795,00 610,00


nos termos da cláusula 125.ª, não seja fornecida a alimenta- IX 728,00 605,00
ção em espécie têm direito a um subsídio mensal de alimen- VIII 647,00 600,00
tação de 50,00 €. VII 600,00 590,00
VI 590,00 585,00
ANEXO II V 580,00 580,00
IV 580,00 580,00

A) Tabela de remunerações mínimas pecuniárias de III 580,00 580,00


base e níveis de remunerações para os trabalhadores II 464,00 464,00
de unidades e estabelecimentos hoteleiros e campos de I 464,00 464,00
golfe, inclui e abrange pensões e similares
Os rectroativos que resultem da aplicação das tabelas
agora publicadas e que ainda não tenham sido pagos, devem
(Em vigor de 1 de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de
ser satisfeitos pelo empregador no prazo de 90 dias, a contar
2018)
da data da publicação deste CCT.
(em euros)
Grupos
A B C D Lisboa, 14 de maio de 2018.
Níveis
XV 1 319,00 1 298,00 1 155,00 1 155,00
Pela Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do
Algarve - AIHSA:
XIV 1 236,00 1 221,00 1 080,00 1 080,00
XIII 1 018,00 1 007,00 908,00 908,00 Daniel José de Sousa do Adro, membro da direção.
XII 926,00 920,00 838,00 838,00 José Alberto de Sousa Gião, membro da direção.
XI 889,00 875,00 794,00 794,00 Pela FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura,
X 873,00 856,00 766,00 766,00 Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal:
IX 787,00 775,00 698,00 698,00
Tiago Carneiro Jacinto, mandatário.
VIII 698,00 691,00 623,00 623,00 Jorge Manuel dos Santos, mandatário.
VII 654,00 646,00 600,00 600,00
Pela FECTRANS - Federação dos Sindicatos de Trans-
VI 605,00 600,00 591,00 591,00
portes e Comunicações:
V 583,00 583,00 586,00 586,00
IV 580,00 580,00 580,00 580,00
Tiago Carneiro Jacinto, mandatário.
Jorge Manuel dos Santos, mandatário.
III 580,00 580,00 580,00 580,00
II 464,00 464,00 464,00 464,00 Pela FEPCES - Federação Portuguesa dos Sindicatos do
I 464,00 464,00 464,00 464,00 Comércio, Escritórios e Serviços:
Tiago Carneiro Jacinto, mandatário.
Jorge Manuel dos Santos, mandatário.
Pela FIEQUIMETAL - Federação Intersindical das In-
dústrias Metalúrgica, Química, Eléctricas, Farmacêutica,
Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas:

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Tiago Carneiro Jacinto, mandatário. Abastecedoras de aeronaves;


Jorge Manuel dos Santos, mandatário. Restauração e estabelecimentos de bebidas classificados
de luxo.
Pela FEVICCOM - Federação Portuguesa dos Sindicatos
da Construção, Cerâmica e Vidro: Grupo B:
Tiago Carneiro Jacinto, mandatário. Hotéis, hotéis rurais e hotéis-apartamentos de 4 estrelas;
Jorge Manuel dos Santos, mandatário. Aldeamentos e apartamentos turísticos de 4 estrelas;
Resorts (excepto se existir um empreendimento turístico
Pelo Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da
de 5 estrelas);
Marinha Mercante:
Albergarias;
Tiago Carneiro Jacinto, mandatário. Parques de campismo e caravanismo de 5 e 4 estrelas;
Jorge Manuel dos Santos, mandatário. Restauração e estabelecimentos de bebidas.
Pelo SQTD - Sindicato dos Quadros e Técnicos de De- Grupo C:
senho:
Hotéis, hotéis rurais de 3 estrelas;
Tiago Carneiro Jacinto, mandatário. Hotéis apartamentos de 3 e 2 estrelas;
Jorge Manuel dos Santos, mandatário. Aldeamentos e apartamentos turísticos de 3 estrelas;
Estalagens de 4 estrelas;
Texto consolidado Motéis de 3 e 2 estrelas;
Parques de campismo e caravanismo de 3 estrelas;
Pensões de 1.ª e 2.ª;
CAPÍTULO I Actividades marítimo turísticas.

Âmbito, área e revisão Grupo D:


Hotéis de 2 e 1 estrelas;
Cláusula 1.ª Hotéis-apartamentos de 1 estrela;
Cantinas e refeitórios, excepto os que se encontrem em
Âmbito
regime de concessão de exploração;
1- O presente CCT obriga, por um lado, as empresas repre- Pensões de 3.ª, alojamento local, casas de campo, agro-
sentadas pela associação patronal outorgante e, por outro, os -turismo, turismo de habitação, turismo da natureza.
trabalhadores ao seu serviço representados pelas associações
sindicais outorgantes. 1- As diversas classificações e tipos de estabelecimentos
2- O âmbito subjectivo da presente convenção é o constan- hoteleiros e similares dos diversos grupos de remuneração
te do anexo I. incluem, nomeadamente, os que, não tendo serviço de res-
3- O presente CCT tem como potencial de aplicação taurante, se designam por residencial.
11 000 trabalhadores e 800 empresas. 2- Para todos os efeitos deste CCT, consideram-se conjun-
tos e ou complexos turísticos e ou hoteleiros, à excepção dos
Cláusula 2.ª aldeamentos e apartamentos turísticos já previstos e integra-
dos nos grupos A, B e C, o conjunto de unidades, estabeleci-
Área
mentos ou instalações hoteleiras, para-hoteleiras, de restau-
A área de aplicação da presente convenção é definida ração ou similares ou complementares interdependentes ou
pela área geográfica do distrito de Faro. objecto de exploração integrada, complementar ou parcelar,
Cláusula 3.ª realizada ou não, de facto, pela mesma entidade.
3- Os trabalhadores que prestem serviço em complexos ou
Classificação dos estabelecimentos conjuntos turísticos e os hoteleiros terão direito à remunera-
Para todos os efeitos desta convenção as empresas ou es- ção correspondente ao grupo de remuneração aplicável ao
tabelecimentos são classificados nos grupos seguintes: estabelecimento de classificação turística superior, sem pre-
juízo dos vencimentos mais elevados que já aufiram.
Grupo A:
Cláusula 4.ª
Hotéis, hotéis rurais e hotéis-apartamentos de 5 estrelas;
Aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 estrelas; Vigência e revisão
Resorts (quando existir um empreendimento turístico de 1- Esta convenção entra em vigor no dia 1 de janeiro de
5 estrelas); 2018 e vigora pelo prazo mínimo de 12 meses, excepto a
Campos de Golfe (salvo se constituírem complemento tabela salarial que vigorará por 12 meses contados a partir
das unidades hoteleiras de categoria inferior, caso em que daquela data, ou até que seja substituída.
adquirirão a categoria correspondente); 2- A denúncia poderá ser feita decorridos 10 meses sobre a
Estalagens de 5 estrelas; data referida no número anterior, respectivamente.
Casinos; 3- A denúncia para ser válida deverá ser remetida por carta

2663
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

registada com aviso de recepção às demais partes contratan- uma duração de 75 dias;
tes e será acompanhada da proposta de revisão. c) Para as restantes categorias profissionais têm uma du-
4- As contrapartes deverão enviar às partes denunciantes ração de 45 dias.
uma contraproposta até 30 dias após a recepção da proposta. 4- Os períodos de experiência dos trabalhadores contrata-
5- As partes denunciantes poderão dispor de 10 dias para dos a termo são os seguintes:
examinar a contraproposta. a) Para os contratados a termo com período de duração su-
6- As negociações iniciar-se-ão, sem qualquer dilação, no perior a seis meses, 30 dias;
primeiro dia útil após o termo dos prazos referidos nos nú- b) Para os contratados a termo com contrato a termo com
meros anteriores. período de duração inferior a 6 meses, 15 dias.
7- Presume-se, sem possibilidade de prova em contrário, 5- Para a contagem do período de experiência de 45 dias
que as contrapartes que não apresentem contraproposta acei- só serão considerados os dias em que haja efectiva prestação
tem o proposto; porém, haver-se-á como contraproposta a de trabalho; quando o período de experiência for superior a
declaração expressa da vontade de negociar. 45 dias, serão englobados os dias de descanso e os feriados.
8- Da proposta e contraproposta serão enviadas cópias ao
Cláusula 7.ª
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
Título profissional
CAPÍTULO II Nas profissões em que legalmente é exigida a possa a
título profissional ou cartão de aprendiz não poderá nenhum
Da admissão, aprendizagem, estágio, carreira trabalhador exercer a sua actividade sem estar munido de um
profissional e contratos de trabalho daqueles títulos.

Cláusula 5.ª Cláusula 8.ª

Contrato de trabalho
Condições de admissão - Princípio geral
1- Para além dos casos expressamente previstos na lei ou 1- Até ao termo do período experimental têm as partes,
neste CCT, são condições gerais mínimas de admissão: obrigatoriamente, de dar forma escrita ao contrato.
a) Idade mínima de 16 anos; 2- Dele devem constar a identificação das partes e todas
b) Exibição do certificado comprovativo de habilitações as condições contratuais, designadamente data de admissão,
correspondentes ao último ano de escolaridade obrigatória, período de experiência, função, local de trabalho, categoria
salvo para os trabalhadores que comprovadamente tenham já profissional, horário de retribuição.
exercido a profissão; 3- O contrato será feito em duplicado, sendo 1 exemplar
c) Robustez física suficiente para o exercício da actividade para cada uma das partes.
comprovada por boletim de sanidade, quando exigido por 4- À entidade patronal que não cumprir, por facto que lhe
lei. seja imputável, as disposições referidas nos números anterio-
2- Em admissões para preenchimento de postos de trabalho res cabe o ónus de provar, em juízo ou fora dele, que as con-
de natureza permanente, as entidades patronais darão prefe- dições contratuais ajustadas são outras que não as invocadas
rência aos trabalhadores que lhes tenham prestado serviço na ou reclamadas pelo trabalhador.
função respectiva na qualidade de contratado a termo certo. Cláusula 9.ª
3- As condições especiais e preferenciais de admissão são
as constantes da parte I do anexo III. Contratos a termo

Cláusula 6.ª 1- É permitida a celebração de contratos de trabalho a ter-


mo certo, igual ou superior a 6 meses, desde que a estipu-
Período de experiência lação do prazo não tenha por fim elidir as disposições dos
1- Nos contratos sem prazo a admissão presume-se feita contratos sem prazo.
em regime de experiência, salvo quando por escrito se esti- 2- Têm-se por justificados os contratos de trabalho a termo
pule o contrário. certo, celebrados para fazer face a qualquer das seguintes
2- Durante o período de experiência qualquer das partes circunstâncias:
pode rescindir o contrato, sem necessidade de pré-aviso ou a) Substituição temporária de trabalhador que, por qual-
invocação de motivo, não ficando sujeita a qualquer sanção quer razão, se encontre impedido de prestar serviço ou em
ou indemnização; porém, caso a admissão se torne definitiva, relação ao qual esteja pendente em juízo acção de apreciação
a antiguidade conta-se desde o início do período de expe- da licitude do despedimento;
riencia. b) Acréscimo temporário ou excepcional da actividade da
3- Os períodos de experiência para os trabalhadores con- empresa;
tratados sem prazo são os seguintes: c) Actividades sazonais;
a) As categorias profissionais de direcção têm uma dura- d) Execução de uma tarefa ocasional ou serviço determi-
ção de 90 dias; nado precisamente definido e não duradouro;
b) As categorias profissionais dos níveis XI, XII e XIII têm e) Lançamento de uma nova actividade de duração incerta,

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bem como o início de laboração de uma empresa ou estabe- Cláusula 12.ª


lecimento;
f) Contratação de trabalhadores à procura do primeiro Estágio e tirocínio - Conceito, duração e regulamentação
emprego ou de desempregados de longa duração ou noutras 1- Estágio e tirocínio são os períodos de tempo necessários
situações previstas em legislação especial da política de em- para que o trabalhador adquira um mínimo de conhecimen-
prego. tos e experiência indispensáveis ao exercício de uma pro-
3- Só poderão ser fixados prazos inferiores a 6 meses quan- fissão, quer como complemento da aprendizagem quer para
do a tarefa ou o trabalho a prestar tenham carácter transitório iniciação em profissões que a não admitem.
e sem continuidade. 2- As normas que regulamentam o estágio e tirocínio, bem
4- O contrato caduca no termo do prazo estipulado, se a como a duração dos respectivos períodos, são estabelecidos
entidade patronal comunicar por escrito ao trabalhador, até 8 na parte III do anexo III.
dias antes do prazo expirar, a vontade de o não renovar.
5- O contrato de trabalho a termo certo poderá ser sucessi- CAPÍTULO III
vamente renovado, até ao máximo de 3 anos, passando a ser
considerado depois daquele limite como contrato sem prazo, Quadros, acessos e densidades
contando-se a antiguidade desde a data de início do primeiro
contrato. Cláusula 13.ª
6- Os trabalhadores com contrato a termo certo, ainda
que sazonais, têm direito às mesmas regalias definidas neste Organização do quadro de pessoal
CCT e na lei para os trabalhadores permanentes, e contam 1- A definição da composição do quadro de pessoal é da
igual e nomeadamente para efeitos do quadro de densidades exclusiva competência da entidade patronal, sem prejuízo,
a observar nos termos do presente CCT. porém, das normas desta convenção, designadamente quanto
Cláusula 10.ª às densidades das várias categorias.
2- A classificação dos trabalhadores, para todos os efeitos,
Como se celebram os contratos a termo terá de corresponder às funções efectivamente exercidas.
1- O contrato de trabalho a termo certo está sujeito a forma Cláusula 14.ª
escrita e conterá obrigatoriamente as seguintes indicações:
Identificação dos contraentes, categoria profissional e re- Trabalhadores com capacidade reduzida
tribuição do trabalhador, local de prestação do trabalho, data 1- Por cada 100 trabalhadores as empresas deverão ter,
do início, prazo, justificação do contrato a prazo. sempre que possível, pelo menos 2 com capacidade de tra-
2- Nos casos previstos no número 3 da cláusula 9.ª, deverá balho reduzida.
constar igualmente a indicação, tão precisa quanto possível, 2- As empresas com efectivos entre os 50 e 100 trabalha-
do serviço ou da obra a que prestação do trabalho se destina. dores deverão ter, sempre que possível, pelo menos 1 traba-
3- Na falta ou na insuficiência desta justificação, o contrato lhador nas condições indicadas no número 1.
considera-se celebrado pelo prazo de 6 meses. 3- Sempre que as empresas pretendam proceder ao recru-
4- A inobservância de forma escrita e a falta de indicação tamento de trabalhadores com capacidade de trabalho re-
de prazo certo transformam o contrato em contrato sem pra- duzida deverão, para o efeito, consultar as associações de
zo. deficientes da zona.
5- A estipulação do prazo será nula, qualquer que seja a 4- A admissão de pessoal nas condições dos números 1 e 2
modalidade ou prazo do contrato, quando tenha por fim eli- deverá ser comunicada aos delegados sindicais ou à comis-
dir as disposições dos contratos sem termo. são de trabalhadores.
Cláusula 11.ª Cláusula 15.ª
Aprendizagem: conceito, duração e regulamentação Promoção e acesso - Conceito
1- Considera-se aprendizagem o período em que o traba- Constitui promoção ou acesso a passagem de qualquer
lhador a ela obrigado deve assimilar, sob a orientação de um trabalhador a uma categoria profissional superior à sua, ou
profissional qualificado ou da entidade patronal, os conhe- a qualquer outra categoria a que corresponda uma escala de
cimentos técnicos, teóricos e práticos indispensáveis ao in- retribuição superior ou mais elevada.
gresso na carreira profissional.
2- Só se considera trabalho de aprendiz o que for regular e Cláusula 16.ª
efectivamente acompanhado por profissional ou pela entida- Acesso, normas gerais e específicas
de patronal, que preste regular e efectivo serviço na secção
respectiva, de acordo com a densidade mínima estabelecida 1- As vagas que ocorrerem nas categorias profissionais,
na cláusula 19.ª escalões ou classes superiores serão preenchidas pelos traba-
3- As normas que regem a aprendizagem, bem como a du- lhadores das categorias, escalões ou classes imediatamente
ração dos respectivos períodos, são as constantes da parte II inferiores, salvo as excepções seguintes:
do anexo III. a) Estarem preenchidos os quadros de densidades aplicá-

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veis, não obstante a vaga; pessoal ao seu serviço, nos termos, períodos e prazos cons-
b) Não terem os candidatos completado os períodos de tantes da lei, (Decreto-Lei n.º 332/93, de 25 de setembro).
aprendizagem ou ¾ do período de estágio ou tirocínio; 2- O mapa será remetido, dentro do prazo previsto na lei,
c) Não possuírem os candidatos, comprovadamente, as às entidades nela referidas.
condições mínimas exigíveis nos termos deste CCT. 3- Será sempre enviado um exemplar deste mapa ao sindi-
2- Havendo mais de um candidato, a preferência será prio- cato e à associação patronal respectiva.
ritária e sucessivamente determinada pelos índices de menor
habilitação técnico-profissional, comprovada por documento CAPÍTULO IV
idóneo, maior antiguidade e maior idade.
3- As normas específicas de acesso são as constantes da Dos direitos, deveres e garantias das partes
parte IV do anexo III.
Cláusula 17.ª Cláusula 22.ª

Deveres da entidade patronal


Densidades das categorias
1- As densidades mínimas a observar serão as constantes São, especialmente, obrigações da entidade patronal:
do anexo IV. a) Proporcionar aos trabalhadores ao seu serviço a neces-
2- Nas empresas até 6 trabalhadores nas quais a entidade sária formação, actualização e aperfeiçoamento profissional;
patronal ou gerente da sociedade prestem serviço contarão b) Passar ao trabalhador no momento da cessação do con-
para o quadro de densidades de uma secção desde que pres- trato, seja qual for o motivo desta, atestado donde constem a
tem trabalho efectivo permanentemente nelas, não se con- antiguidade e as funções desempenhadas, bem como outras
siderando para tal efeito nas restantes secções consideradas referências, desde que, quanto a estas últimas, expressamen-
para o quadro de densidades. te solicitadas pelo interessado e, respeitando à sua posição na
empresa, do conhecimento da entidade patronal;
Cláusula 18.ª c) Garantir aos trabalhadores toas as facilidades para o de-
sempenho dos cargos sindicais, conforme estipula o presente
Densidades e aprendizagem e estagiários nas profissões hoteleiras
CCT e a lei;
1- Nas secções em que haja até 2 profissionais só poderá d) Colocar um painel em local acessível do estabelecimen-
haver um aprendiz ou estagiário e naqueles em que o número to para a afixação de informações e documentos sindicais;
for superior poderá haver um aprendiz ou estagiário por cada e) Facultar uma sala para reunião dos trabalhadores da
3 profissionais. empresa entre si ou com os delegados sindicais ou outros
2- Nos estabelecimentos de serviço de bandeja, designada- representantes dos sindicatos;
mente nos classificados de cafés, pastelarias, salões de chá e f) Consultar os serviços de colocações do sindicato em
esplanadas, não poderá haver aprendizes nem estagiários nas caso de necessidade de recrutamento de pessoal;
secções de mesas. g) Garantir os trabalhadores ao serviço contra os acidentes
Cláusula 19.ª de trabalho, nos termos da legislação em vigor;
h) Informar os trabalhadores, através dos delegados sindi-
Densidade mínima de encarregados de aprendizagem e estágio cais e ou de comissão de trabalhadores, sempre que estes o
As empresas que nos termos deste CCT tenham ao seu solicitem, sobre a situação económico-financeira e objecti-
serviço trabalhadores classificados como aprendizes e ou es- vos da empresa.
tagiários têm de ter, no mínimo, nomeado encarregado pela Cláusula 23.ª
aprendizagem ou estágio um profissional dos seus quadros
permanentes por cada grupo de 3 trabalhadores aprendizes Formação profissional
e ou estagiários. 1- A frequência de cursos de reciclagem, formação e aper-
Cláusula 20.ª feiçoamento profissional durante o período normal de traba-
lho é obrigatória, salvo ocorrendo motivos ponderosos para
Trabalhadores estrangeiros todos os trabalhadores para tanto designados pela entidade
1- A contratação de trabalhadores estrangeiros só poderá patronal, que para o efeito suportará todos os cursos, sem
ser feita nos termos do Decreto-Lei n.º 97/77, de 17 de mar- prejuízo da retribuição e demais regalias contratuais do tra-
ço. balhador.
2- Aos trabalhadores portugueses com igual ou superior 2- Os trabalhadores que, por sua iniciativa, frequentem
qualificação e méritos profissionais e exercendo as mesmas cursos de reciclagem ou de aperfeiçoamento profissional têm
funções não poderá ser paga retribuição inferior à recebida direito a redução de horário, conforme as necessidades, sem
pelos trabalhadores estrangeiros. prejuízo da sua remuneração e demais regalias, até o limite
de 90 horas anuais.
Cláusula 21.ª
3- Nos casos referidos no número anterior, a entidade pa-
Mapas de pessoal tronal poderá recusar a redução do horário sempre que aque-
les cursos coincidam totalmente com os meses de maio a
1- As entidades patronais elaborarão um mapa de todo o

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setembro. 2- O dever a que se refere a alínea g) do número anterior


4- A frequência dos cursos referidos nesta cláusula deve respeita igualmente às instruções emanadas dos superiores
ser comunicada, consoante os casos, à entidade patronal ou hierárquicos do trabalhador, dentro da competência que lhes
ao trabalhador com a antecedência mínima de 10 dias. for atribuída pela entidade patronal.
5- A utilização da faculdade referida no número 2 será
Cláusula 25.ª
controlada a nível da empresa, não podendo ao mesmo tem-
po usá-la mais de um trabalhador por cada 5 e não mais de Garantias dos trabalhadores
um trabalhador nas secções até 5 trabalhadores.
1- É proibido à entidade patronal:
6- As empresas abrangidas por este CCT, sempre que pos-
a) Opor-se por qualquer forma a que o trabalhador exerça
sível, participarão em acções de reciclagem e valorização
os seus direitos ou beneficie das suas garantias, bem como
profissional dos trabalhadores, organizadas pelas associa-
despedi-lo ou aplicar-lhe sanções por causa desse exercício;
ções sindicais outorgantes ou outras entidades interessadas,
b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que este actue
comparticipando nos seus custos e concedendo facilidades
no sentido de influir desfavoravelmente nas suas condições
aos seus trabalhadores para a sua frequência.
de trabalho ou dos seus colegas;
7- A comparticipação financeira nessas acções e as faci-
c) Diminuir a retribuição ou modificar as condições de
lidades a conceder aos trabalhadores serão as constantes do
trabalho dos trabalhadores ao seu serviço, de forma a que
protocolo a celebrar entre a entidade organizadora e a em-
dessa modificação resulte ou possa resultar diminuição de re-
presa.
tribuição e demais regalias usufruídas no exercício das suas
8- As acções referidas nos números anteriores deverão ser
funções;
averbadas na carteira profissional dos trabalhadores.
d) Baixar a categoria, grau, classe ou retribuição do tra-
Cláusula 24.ª balho, excepto se, havendo acordo escrito das partes, a al-
teração for determinada por razões de mudança de carreira
Deveres dos trabalhadores profissional do trabalhador ou por estrita necessidade deste,
1- Os trabalhadores devem: em caso de acidente ou doença, como forma de possibilitar
a) Cumprir todas as obrigações decorrentes do contrato de a manutenção do seu contrato de trabalho, devendo nestes
trabalho e das normas que o regem; casos a alteração ser precedida de comunicação ao sindicato;
b) Respeitar e tratar com correcção a entidade patronal, os e) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho ou
clientes e os colegas de trabalho; outra zona de actividade, salvo acordo das partes, e ainda de
c) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade; posto de trabalho, se tal mudança acarretar prejuízo relevan-
d) Não negociar, por conta própria ou alheia, em concor- te para o trabalhador;
rência com a empresa, nem divulgar segredos referentes à f) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar ser-
sua organização, métodos de produção ou negócios; viços fornecidos pela entidade patronal ou por pessoas por
e) Velar pela conservação e boa utilização dos bens rela- ela indicadas;
cionados com o seu trabalho que lhe forem confiados pela g) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, refei-
entidade patronal; tórios, economatos ou outros estabelecimentos para forneci-
f) Promover ou executar todos os actos tendentes à melho- mento de bens ou prestações de serviços aos trabalhadores;
ria da produtividade da empresa; h) Despedir e readmitir um trabalhador, mesmo com o seu
g) Cumprir as ordens e directivas da entidade patronal pro- acordo, havendo o propósito de o prejudicar em direitos ou
feridas dentro dos limites dos respectivos poderes de direc- garantias já adquiridos;
ção, definidos nesta convenção e nas normas que a regem, i) Despedir sem justa causa qualquer trabalhador;
em tudo quanto, se não mostrar contrário aos seus direitos e j) A prática do lock-out.
garantias ou dos seus colegas de trabalho; 2- A actuação da entidade patronal em contravenção com o
h) Manter impecáveis o asseio e higiene pessoais; disposto no número anterior constitui justa causa de rescisão
i) Procurar aperfeiçoar e actualizar os seus conhecimentos do contrato por iniciativa do trabalhador, com as consequ-
profissionais; ências previstas nesta convenção, sem prejuízo do agrava-
j) Contribuir para a manutenção do estado de higiene e mento previsto para a actuação abusiva da entidade patronal,
asseio das instalações postas à sua disposição; quando a esta haja lugar.
k) Executar os serviços que lhe forem confiados de harmo-
Cláusula 26.ª
nia com as aptidões, função e categoria profissional, tendo
em conta a qualidade de serviço, tipo de estabelecimento e Cobrança da quotização sindical
regras profissionais;
1- Relativamente aos trabalhadores que hajam já autoriza-
l) Cumprir os regulamentos internos do estabelecimento
do ou venham a autorizar a cobrança das suas quotas sindi-
onde exercem o seu trabalho, desde que aprovados pelo Mi-
cais por desconto no salário, as empresas deduzirão, mensal-
nistério da Segurança Social e do Trabalho, depois de ouvido
mente, no acto do pagamento da retribuição, o valor da quota
o sindicato;
estatutariamente estabelecido.
m) Não conceder crédito sem que tenha sido especialmente
2- Nos 10 dias seguintes a cada cobrança, as empresas re-
autorizado.
meterão ao sindicato respectivo o montante global das quo-

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tas, acompanhado do mapa de quotização, preenchido con- nota de culpa, o qual nunca poderá ser inferior a 5 dias úteis.
forme as instruções dele constantes. 4- A comissão de trabalhadores pronunciar-se-á seguida-
3- Os sindicatos darão quitação, pelo meio ou forma ajus- mente, em parecer fundamentado, no prazo de 5 dias úteis
tado de todas as importâncias recebidas. a contar do momento em que o processo lhe seja entregue
por cópia.
Cláusula 27.ª
5- Decorrido o prazo referido no número anterior, a en-
Proibição de acordos entre entidades patronais tidade patronal proferirá a decisão fundamentada, de que
entregará uma cópia ao trabalhador e outra à comissão de
1- São proibidos acordos entre entidades patronais no sen-
trabalhadores.
tido de reciprocamente limitarem a admissão de trabalhado-
6- Para a contagem dos prazos referidos nos números 3
res que nelas tenham prestado serviço.
e 4 não são considerados dias úteis o sábado e o domingo,
2- O trabalhador cuja admissão tenha sido recusada com
nem os dias de descanso do presumível infractor, quando não
fundamento naquele acordo tem direito a 12 meses de remu-
coincidam com aqueles dias da semana.
neração, calculada com base na retribuição auferida na últi-
ma empresa onde prestou serviço, sendo solidariamente res- Cláusula 32.ª
ponsáveis as entidades patronais intervenientes no acordo.
Outras regras processuais

CAPÍTULO V 1- Não poderá ser elaborada mais de uma nota de culpa


relativamente aos mesmos factos ou infracção.
Da disciplina 2- É obrigatória a audição das testemunhas indicadas pelo
arguido, até ao limite de 10, nunca mais de 5 por cada facto,
Cláusula 28.ª bem como a realização das diligências que requerer que não
revistam natureza manifestamente dilatória, tudo devendo
Conceitos da infracção disciplinar ficar a constar do processo.
Considera-se infracção disciplinar a violação culposa 3- O trabalhador, quando for ouvido, e sê-lo-á sempre que
pelo trabalhador, nessa qualidade, dos deveres que lhe são o requerer, pode fazer-se acompanhar por mandatário ou re-
cometidos pelas disposições legais aplicáveis e pelo presente presentante do sindicato.
CCT. 4- Só podem ser tomadas declarações, tanto do trabalhador
como das testemunhas, no próprio local de trabalho ou nos
Cláusula 29.ª escritórios da empresa, desde que situados na mesma área
Poder disciplinar
urbana, onde deverá estar patente o processo de consulta do
trabalhador ou do seu mandatário.
1- A entidade patronal tem poder disciplinar sobre os tra- 5- O trabalhador não pode ser punido senão pelos factos
balhadores que estejam ao seu serviço. constantes da nota de culpa.
2- O poder disciplinar tanto é exercido directamente pela
entidade patronal como pelos superiores hierárquicos do pre- Cláusula 33.ª
sumível infractor, quando especificamente mandatados.
Vícios e nulidades do processo disciplinar
Cláusula 30.ª 1- A preterição ou o preenchimento irregular de qualquer
Obrigatoriedade do processo disciplinar
das formalidades ou prazos descritos nas cláusulas anteriores
determinam a nulidade do processo disciplinar, com excep-
1- O poder disciplinar exerce-se obrigatoriamente median- ção do seu despacho de instauração ou auto de notícia.
te processo disciplinar sempre que a sanção que se presume 2- A não verificação dos pressupostos determinativos da
ser de aplicar for mais gravosa que uma repreensão simples. sanção e a nulidade ou inexistência do processo disciplinar
2- O processo disciplinar é escrito e deverá ficar concluído determinam a nulidade das sanções.
no prazo de 90 dias.
Cláusula 34.ª
Cláusula 31.ª
Suspensão preventiva na pendência do processo disciplinar
Tramitação do processo disciplinar
1- Iniciado o processo disciplinar, pode o trabalhador ser
1- Os factos da acusação serão, concreta e especificamen- suspenso preventivamente, sem perda de retribuição.
te, levados ao conhecimento do trabalhador e da comissão de 2- A suspensão preventiva deverá ser sempre comunicada
trabalhadores através de uma nota de culpa. ao trabalhador por escrito, sob pena de este não ser obrigado
2- A nota de culpa terá sempre de ser entregue pessoal- a respeitá-la.
mente ao trabalhador, dando ele recibo no original, ou, não
se achando ao serviço, através de carta registada com aviso Cláusula 35.ª
de recepção remetida para a sua residência.
Sanções disciplinares
3- O trabalhador pode consultar o processo e apresentar a
sua defesa por escrito, pessoalmente ou por intermédio de 1- As sanções disciplinares aplicáveis são, por ordem cres-
mandatário, no prazo que, obrigatoriamente, lhe é fixado na cente de gravidade, as seguintes:

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a) Repreensão simples; cláusula anterior, além da responsabilizar a entidade patronal


b) Repreensão registada; por violação das leis do trabalho, dá direito ao trabalhador
c) Multa; ser indemnizado, nos termos gerais de direito.
d) Suspensão da prestação de trabalho com perda de retri-
Cláusula 39.ª
buição;
e) Despedimento com justa causa. Registo de sanções disciplinares
2- As sanções disciplinares devem ser ponderadas e pro-
A entidade patronal deve manter devidamente actualiza-
porcionadas aos comportamentos verificados, para o que, na
do o registo das sanções disciplinares, por forma a poder ve-
sua aplicação, deverão ser tidos em conta a culpabilidade do
rificar-se facilmente o cumprimento das cláusulas anteriores.
trabalhador, o grau de lesão dos interesses da empresa, o ca-
rácter das relações entre as partes e do trabalhador com os Cláusula 40.ª
seus companheiros de trabalho e de um modo especial, todas
as circunstâncias relevantes que possam concorrer para uma Caducidade de acção e prescrição da responsabilidade disciplinar
solução justa. 1- A acção disciplinar caduca no prazo de 45 dias a con-
3- As multas aplicadas por infracções cometidas no mes- tar do conhecimento da infracção pela entidade patronal ou
mo dia não podem exceder um sexto da retribuição diária e, superior hierárquico do trabalhador com competência disci-
em cada ano civil, a retribuição correspondente a 5 dias. plinar sem que tenha sido instaurado o respectivo processo
4- A suspensão do trabalho não poderá exceder, por cada disciplinar contra o arguido.
infracção, 12 dias e, em cada ano civil, o total de 30 dias. 2- A responsabilidade disciplinar prescreve ao fim de 12
5- Não é permitido aplicar à mesma infracção penas mis- meses a contar do momento em que se verificou a pretensa
tas. infracção ou logo que cesse o contrato individual de traba-
Cláusula 36.ª lho.
3- Para efeitos desta cláusula, a acção disciplinar conside-
Sanções abusivas ra-se iniciada com o despacho de instauração ou com o auto
Consideram-se abusivas as sanções disciplinares motiva- de notícia, que deverão ser sempre comunicados por escrito
das pelo facto de um trabalhador: ao trabalhador.
a) Haver reclamado individual ou colectivamente contras Cláusula 41.ª
as condições de trabalho;
b) Recusar-se a cumprir ordens a que não devesse obedi- Execução da sanção
ência; O início da execução da sanção não poderá, em qualquer
c) Recusar-se a prestar trabalho suplementar quando o caso, exceder 3 meses sobre a data em que foi notificada a
mesmo lhe não possa ser exigido, nos termos dos números 2 decisão do respectivo processo; na falta de indicação da data
e 3 da cláusula 50.ª; para início da execução, entende-se que esta se começa a
d) Ter prestado informações, de boa fé, a qualquer orga- executar no dia imediato ao da notificação.
nismo com funções de vigilância ou fiscalização do cumpri-
mento das leis do trabalho; CAPÍTULO VI
e) Ter declarado ou testemunhado, de boa fé, contra as en-
tidades patronais em processo disciplinar ou perante os tribu- Da prestação do trabalho
nais ou qualquer outra entidade com poderes de fiscalização
ou inspecção; Cláusula 42.ª
f) Exercer, ter exercido ou candidatar-se ao exercício de
funções sindicais, designadamente de dirigente, delegado ou Período diário e semanal de trabalho
membro de comissões sindicais, intersindicais ou de traba- 1- Sem prejuízo de horário de duração inferior e regimes
lhadores; mais favoráveis já praticados, o período diário e semanal
g) Em geral, exercer, ter exercido, pretender exercer ou in- será:
vocar direitos ou garantias que lhe assistem. a) Para os serviços administrativos, informática e cobrado-
Cláusula 37.ª res, 8 horas diárias e 40 semanais, de segunda-feira a sexta-
-feira;
Presunção de abusividade b) Para telefonistas, trabalhadores de cinema e trabalhado-
Presume-se abusiva, até prova em contrário, a aplicação res de ensino, 8 horas diárias e 40 semanais, em cinco dias;
de qualquer sanção disciplinar sob a aparência de punição c) Para os restantes profissionais, 40 horas semanais em
de outra falta, quando tenha lugar até 6 meses após os factos cinco dias.
referidos na cláusula anterior. 2- Durante o período de 1 de maio a 30 de setembro, o
período normal de trabalho semanal será cumprido em 5,5
Cláusula 38.ª dias, podendo a alteração ser feita sem qualquer autorização
Indemnização pelas sanções abusivas
dos trabalhadores.
3- No período de 1 de outubro a 30 de abril, o período
A aplicação de alguma sanção abusiva, nos termos da

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normal de trabalho semanal poderá ser exigido em 5,5 dias, 4- Quando haja descanso, cada período de trabalho não
se o trabalhador der o seu acordo escrito a tal. poderá ser superior a 6 horas nem inferior a 2; porém, para
4- Sempre que o horário semanal seja prestado em 5 dias e os trabalhadores referidos nas alíneas a) e b) do número 1 da
meio, o trabalhador não pode realizar em cada dia mais de 9 cláusula 42.ª haverá um descanso ao fim de 3 ou 4 horas de
horas e menos de 4 horas de trabalho. trabalho, que não pode ser inferior a 30 minutos nem supe-
5- Para os trabalhadores que tenham dado o seu acordo in- rior a 2 horas.
dividual por escrito antes de 1992 ao horário distribuído por
Cláusula 45.ª
6 dias de semana, mantém-se o mesmo em vigor.
6- Com o prejuízo do disposto na alínea c) do número 1, o Horários especiais
período normal de trabalho semanal é de 42 horas até 30 de
1- O trabalho de menores de 18 anos só é permitido das 7
setembro de 1997.
às 23 horas.
Cláusula 43.ª 2- Quando um trabalhador substitua temporariamente ou-
tro, o seu horário será o do substituído.
Regimes de horário de trabalho 3- O horário dos empregados «extra» será o atribuído ao
1- O trabalho normal pode ser prestado em regime de: serviço especial a efectuar.
a) Horário fixo; 4- Quando o período de trabalho termine para além das 2
b) Horário flutuante; horas, os respectivos profissionais farão horário seguido, sal-
c) Horário flexível; vo se o trabalhador der o seu acordo, por escrito, ao horário
d) Horário rotativo. intervalado.
2- Entende-se por horário fixo aquele cujas horas de início 5- Sempre que viável, mediante acordo do trabalhador, de-
e termo são iguais todos os dias e que se encontram pre- verá ser praticado horário seguido.
viamente fixadas, de acordo com a presente convenção, nos 6- Ao trabalhador-estudante será garantido um horário
mapas de horário de trabalho submetidos à aprovação da compatível com os seus estudos, obrigando-se o mesmo a
Inspecção-Geral do Trabalho. obter o horário escolar que melhor se compatibilize com o
3- Entende-se por horário flutuante aquele cujas horas de horário da secção onde trabalha.
início e de termo podem ser diferentes em cada dia da sema-
Cláusula 46.ª
na mas que se encontram previamente fixadas no mapa de
horário de trabalho remetido à Inspecção-Geral do Trabalho, Proibição de alteração de horário
havendo sempre um período de descanso de 10 horas, no
1- No momento da admissão, o horário a efectuar por cada
mínimo, entre cada um dos períodos de trabalho.
profissional deve ser sempre ajustado à possibilidade de
4- Entende-se por horário flexível aquele em que as ho-
transporte entre o seu domicílio e o local de trabalho.
ras de início e termo dos períodos de trabalho e de descanso
2- A entidade patronal só pode alterar o horário de trabalho
diários podem ser móveis, dentro dos limites previamente
quando haja solicitado escrita ou declaração de concordância
acordados por escrito. Os trabalhadores sujeitos a este regi-
do trabalhador ou quando necessidade imperiosa de mudan-
me terão um período de trabalho complementar variável; o
ça de horário geral de funcionamento do estabelecimento o
período complementar variável será da inteira disposição do
imponham; a alteração poderá ainda ocorrer quando neces-
trabalhador, salvaguardando sempre o normal funcionamen-
sidade imperiosa de mudança do horário geral da secção,
to dos sectores abrangidos.
devidamente fundamentada, o imponha, não podendo, neste
5- Entende-se por horário de turnos rotativo o que sofre
caso, a entidade patronal alterar o dia ou dias de descanso
variação regular entre as diferentes partes do dia - manhã,
semanal do trabalhador.
tarde e noite -, bem como dos períodos de descanso, podendo
3- A alteração do horário não poderá, em qualquer caso,
a rotação ser contínua ou descontínua.
acarretar prejuízo sério para o trabalhador.
Cláusula 44.ª 4- Os acréscimos de despesas de transporte que passem a
verificar-se para o trabalhador resultantes da alteração do ho-
Intervalos no horário de trabalho rário serão encargo da entidade patronal.
1- O período diário de trabalho poderá ser interrompido 5- O novo horário e os fundamentos da alteração, quando
por um descanso de duração não inferior a 30 minutos nem esta seja da iniciativa da entidade patronal, deverão ser afixa-
superior a 4 horas. dos no painel da empresa com uma antecedência mínima de
2- O tempo destinado às refeições, quando tomadas nos 30 dias relativamente ao pedido de aprovação oficial.
períodos de trabalho, será acrescido à duração deste e não é 6- As empresas poderão alterar os horários de trabalho
considerado na contagem do tempo de descanso, salvo quan- para aplicação do disposto no número 2 da cláusula 42.ª, po-
do este seja superior a 2 horas; porém, quando as refeições rém, o dia completo de descanso não pode ser alterado.
forem tomadas no período de descanso não aumentarão a
Cláusula 47.ª
duração deste.
3- O intervalo entre o termo do trabalho de um dia e o iní- Horário parcial
cio do período de trabalho seguinte não poderá ser inferior
1- Só é permitida a contratação de trabalhadores em regi-
a 11 horas.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

me de tempo parcial para os serviços de limpeza, de apoio cartões de ponto, de modo que permita fácil verificação.
ou especiais. 5- Cada trabalhador só pode, em cada ano civil, prestar o
2- Para além das situações referidas no número anterior, máximo de 180 horas suplementares.
as empresas podem contratar a tempo parcial até 10 % do 6- O trabalho suplementar prestado nos termos da alínea
número total dos trabalhadores efectivos da empresa ou um b) do número 2 não é considerado no cômputo previsto no
como mínimo. número anterior.
3- A remuneração será estabelecida em base proporcional, 7- Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a enti-
de acordo com os vencimentos auferidos pelos trabalhadores dade patronal enviará no 1.º mês de cada trimestre à Inspec-
a tempo inteiro e em função do número de horas de trabalho ção-Geral do Trabalho a relação nominal dos trabalhadores
prestado. que efectuaram trabalho suplementar durante o trimestre an-
4- Os trabalhadores admitidos neste regime poderão figu- terior, com discriminação do número de horas prestadas ao
rar nos quadros de duas ou mais empresas, desde que no con- abrigo das alíneas a) e b) do número 2 desta cláusula, visada
junto não somem mais de 8 horas diárias nem 40 semanais. pela comissão de trabalhadores, ou, na sua falta, pelos dele-
gados sindicais.
Cláusula 48.ª
8- A prestação de trabalho suplementar em dia de descanso
Trabalho por turnos ou em dia feriado e nos casos previstos na alínea b) do nú-
mero 2 desta cláusula será comunicada à Inspecção-Geral do
1- Nas secções de funcionamento ininterrupto durante as
Trabalho no prazo de 48 horas.
24 horas do dia, os horários de trabalho serão rotativos desde
9- À entidade patronal que não cumpra as disposições re-
que a maioria dos trabalhadores abrangidos expressamente,
feridas no número 4 cabe o ónus de provar, em juízo ou fora
por escrito, manifestem vontade de os praticar.
dele, que os períodos de prestação de trabalho suplementar
2- A obrigatoriedade de horário rotativo referido no núme-
são outros ou diferentes que os invocados ou reclamados
ro anterior cessa desde que haja acordo expresso e escrito da
pela outra parte.
maioria dos trabalhadores por ele abrangidos.
3- Os trabalhadores do sexo feminino que tenham filhos Cláusula 51.ª
poderão ser isentos do cumprimento do horário rotativo, in-
dependentemente do disposto no número 2, desde que o soli- Retribuição do trabalho suplementar
citem expressamente e a entidade patronal considera que da A retribuição da hora de trabalho suplementar será igual
dispensa não advirá qualquer prejuízo. à retribuição efectiva da hora normal, acrescida de 100 %.
Cláusula 49.ª Cláusula 52.ª

Isenção de horário de trabalho Trabalho nocturno


1- Poderão ser isentos do cumprimento do horário de tra- 1- Considera-se nocturno o trabalho prestado entre as 0
balho os trabalhadores que nisso acordem. horas e as 7 horas.
2- Os requerimentos de isenção, acompanhados de decla- 2- O trabalho nocturno será pago com um acréscimo de
ração de concordância do trabalhador, serão dirigidos ao Mi- 50 %; porém, quando no cumprimento do horário de traba-
nistério da Segurança Social e do Trabalho, o qual acolherá o lho sejam prestadas mais de 4 horas durante o período con-
parecer do respectivo sindicato. siderado nocturno, será todo o período de trabalho diário
3- O trabalhador isento, se for das categorias dos níveis remunerado com aquele acréscimo.
XIV, XIII e XII, terá direito a um prémio de 20 % calculado 3- Nos estabelecimentos de venda de alojamento que em-
sobre a remuneração mensal; se for de outra categoria, o pré- preguem no conjunto 12 ou menos trabalhadores o acrésci-
mio de isenção será de 25 %. mo será de 25 %; contudo, os trabalhadores que já trabalha-
vam na empresa em 1 de maio de 1992 mantém o direito à
Cláusula 50.ª
remuneração dos 50 % que lhes era devida.
Trabalho suplementar 4- Se além de nocturno o trabalho for suplementar ou havi-
do como tal (prestado em dia feriado ou em dia de descanso
1- Considera-se trabalho suplementar o prestado fora do
semanal), acumular-se-á o respectivo acréscimo.
horário diário normal.
5- Quando o trabalho nocturno suplementar se iniciar ou
2- O trabalho suplementar só pode ser prestado:
terminar a hora em que não haja transportes colectivos, a
a) Quando a empresa tenha de fazer face a acréscimos
entidade patronal suportará as despesas de outro meio de
eventuais de trabalho;
transporte.
b) Quando a empresa esteja na eminência de prejuízos im-
6- Nos casos de horários fixos em que, diariamente, mais
portantes ou se verifiquem casos de força maior.
de 4 horas coincidam com o período nocturno, o suplemento
3- O trabalhador deve ser dispensado de prestar trabalho
será igual a metade da remuneração ilíquida mensal.
suplementar quando, havendo motivo atendível, o solicite.
7- As ausências dos trabalhadores sujeitos a horários noc-
4- Imediatamente antes do seu início e após o seu termo, o
turnos fixos serão descontadas de acordo com o critério esta-
trabalho suplementar será registado em livro próprio ou nos
belecido na cláusula 81.ª

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 53.ª trabalhador, pode este ser deslocado para posto ou local de
trabalho diferente do habitual ou daquele para que foi con-
Obrigatoriedade de registo de entradas e saídas tratado.
1- Em todos os estabelecimentos é obrigatório o registo 2- A deslocação pode assumir as seguintes modalidades:
das entradas e saídas dos trabalhadores, por qualquer meio a) Deslocação acidental, que se caracteriza pela prestação
documental idóneo. de trabalho em posto ou local de trabalho diferente do habi-
2- As fichas ou qualquer outro tipo de registo de entradas e tual ou para o qual o trabalhador foi contratado, por período
saídas, devidamente arquivados e identificados, serão guar- não superior a 1 dia;
dados pelo tempo mínimo de 5 anos. b) Deslocação temporária, que se caracteriza pela presta-
3- Sobre a empresa que, de qualquer modo, infrinja as ção de trabalho em posto ou local de trabalho diferente do
obrigações constantes dos números anteriores recai o ónus habitual ou para o qual o trabalhador foi contratado, por pe-
de provar, em juízo ou fora dele, que os horários invocados ríodo não superior a 90 dias.
pelos trabalhadores não são os verdadeiros. 3- Em qualquer caso, o trabalhador deslocado continuará a
pertencer ao quadro da secção e do estabelecimento em que
Cláusula 54.ª
presta normalmente serviço e mantém o direito à retribuição
Mapas de horário de trabalho referente ao posto de trabalho de que é titular, salvo se outra
maior lhe for devida.
1- Os mapas de horário de trabalho serão submetidos à
4- Quando a deslocação envolva mudança de local de tra-
aprovação da Inspecção-Geral do Trabalho, nos termos da
balho, a entidade patronal suportará eventuais agravamentos
legislação aplicável.
de despesas sofridas pelo trabalhador, nomeadamente com
2- Os mapas de horário de trabalho organizados de harmo-
transportes e habitação.
nia com as disposições aplicáveis, podendo abranger o con-
5- O trabalhador que seja deslocado terá direito a uma
junto pessoal do estabelecimento ou ser elaborados separa-
compensação a ajustar caso a caso entre o trabalhador e a en-
damente por secções, conterão obrigatoriamente as seguintes
tidade patronal, sem prejuízo do disposto nos números 3 e 4.
indicações; firma ou nome do proprietário, designação, clas-
6- Fica expressamente proibida a celebração de quaisquer
sificação e localização do estabelecimento, nome e categoria
acordos de deslocação após o anúncio legal de qualquer gre-
dos trabalhadores, hora de começo e fim de cada período de
ve que abranja empresas do sector.
refeições, além dos nomes dos profissionais isentos do cum-
7- É permitida a transferência de trabalhadores num raio
primento do horário de trabalho, com indicação do despacho
de 17,5 Km nas situações em que haja encerramento do es-
que concedeu a autorização. Quando se mostre vantajoso,
tabelecimento ou secção e na organização dos descansos se-
poderá ser utilizado o mapa modelo anexo.
manais, mas quanto a esta situação somente até 30 de abril
3- Cada estabelecimento é obrigado a ter afixado em todas
de 1993. A empresa garantirá ou pagará aos trabalhadores
as secções, em lugar de fácil leitura, o mapa de horário de
transferidos os transportes.
trabalho respectivo.
4- São admitidas alterações parciais aos mapas de horário Cláusula 57.ª
de trabalho até ao limite de 20 quando respeitem apenas à
redução ou aumento de pessoal e não haja modificações dos Deslocação em serviço
períodos nele indicados. Os trabalhadores que, no âmbito das respectivas funções,
5- As alterações só serão válidas depois de registada em se desloquem em serviço da empresa terão direito a:
livro próprio. a) Transporte em caminho de ferro (1.ª classe), avião ou,
6- As alterações que resultem de substituições acidentais quando transportadas em viatura própria, ao reembolso, em
de qualquer empregado por motivo de doença, falta impre- função das distâncias percorridas, das despesas totais e de
vista de trabalhadores ou férias ou ainda a necessidade ori- desgaste da viatura;
ginada por afluência imprevista de clientes não contam para b) Alimentação e alojamento mediante apresentação de
o limite fixado no número 4, mas deverão ser registadas no documentos justificativos e comprovativos das despesas;
livro de alterações. c) A uma compensação, por cada dia ou fracção de deslo-
Cláusula 55.ª cação, a ajustar caso a caso, tendo em conta, nomeadamente,
a duração total e distância da deslocação, no mínimo será
Local de trabalho - Definição pago o valor atribuído para a administração pública.
Na falta de indicação expressa no acto de admissão, en- Cláusula 58.ª
tende-se por local de trabalho o estabelecimento em que o
trabalhador presta serviço ou a que está adstrito, quando o Polivalência de funções
seu trabalho, pela natureza das suas funções, não seja pres- 1- Considera-se polivalência de funções o exercício por
tado em local fixo. um trabalhador de tarefas respeitantes a uma ou mais cate-
Cláusula 56.ª gorias profissionais cumulativamente com o exercício das
funções respeitantes à sua própria categoria, desde que estas
Deslocação últimas mantenham predominância e aquelas sejam compa-
1- Mediante acordo expresso entre a entidade patronal e o tíveis com a qualificação profissional do trabalhador e o não

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

coloquem, em qualquer circunstância numa posição hierár- cos, trabalhadores da construção civil, fogueiros, gráficos e
quica e profissionalmente inferior. químicos o descanso semanal é sempre de 2 dias e deverá
2- Mediante acordo expresso entre a entidade patronal e o coincidir, pelo menos uma vez por mês, com um sábado e
trabalhador, pode este prestar trabalho em regime de poliva- um domingo, através de um sistema de permuta dos dias de
lência de funções. descanso semanal, a acordar entre os interessados.
3- O trabalhador que dê o seu acordo à prestação de tra- 4- Para os demais trabalhadores o descanso semanal será o
balho em regime de polivalência ficará no referido regime que resultar do seu horário de trabalho.
por um período de 4 meses (120 dias), o qual só poderá ser 5- A permuta do descanso semanal entre trabalhadores da
prorrogado por igual período mediante novo acordo expres- mesma secção é permitida mediante autorização da entidade
so das partes. patronal e registo no livro de alterações de horário de traba-
4- O trabalhador que dê o seu acordo à prestação de tra- lho.
balho em regime de polivalência tem direito a uma com-
Cláusula 61.ª
pensação enquanto permanecer no referido regime, a ajustar
caso a caso, sem prejuízo do que se dispõe na cláusula 89.ª, Retribuição do trabalho prestado em dias de descanso semanal
e ainda ao pagamento pela entidade patronal de eventuais
1- É permitido trabalhar em dias de descanso semanal nos
agravamentos de despesas que da entrada nesse regime lhe
mesmos casos ou circunstâncias em que é autorizada a pres-
advenham.
tação de trabalho suplementar.
5- Fica expressamente proibida a celebração de quaisquer
2- O trabalho prestado em dias de descanso semanal é ha-
acordos de polivalência após o anúncio legal de qualquer
vido como suplementar e remunerado, pois, em função do
greve que abranja empresas do sector, relativamente às que
número de horas realizadas, de acordo com a fórmula se-
se situarem no âmbito do referido anúncio, ficando igual-
guinte (quando o trabalhador realize pelo menos 4 horas, o
mente impedido o alargamento do âmbito dos regimes que
pagamento será feito por todo o período normal diário, sem
estiverem em curso no referido momento.
prejuízo de maior remuneração, quando este seja excedido):
Cláusula 59.ª
R = (RH x N) x 2
Polivalências nos estabelecimentos de pequena dimensão sendo:
1- Nos estabelecimentos adiante mencionados é admitida R - remuneração do trabalho prestado em dia de descanso
polivalência, por mera solicitação da entidade patronal: semanal;
a) Nos estabelecimentos de alojamento: Trabalhadores de RH - remuneração horária;
portaria e recepção entre si; trabalhadores da copa ou cafe- N - número de horas trabalhadas ou ao pagamento das
taria com os da cozinha; trabalhadores dos restaurantes para quais o trabalhador tem direito.
com os de bar; nos estabelecimentos até 25 trabalhadores, da 3- Além disso, nos 3 dias após a realização desse trabalho
portaria, recepção e escritórios entre si; extraordinário, terá o trabalhador de gozar o dia ou dias de
b) Nos restaurantes e similares: Trabalhadores da copa descanso, por inteiro, em que se deslocou à empresa para
com os da cozinha; trabalhadores de balcão e mesas entre si; prestar serviço. Por acordo expresso entre as partes, o perío-
trabalhadores de restaurante para com os de bar. do de 3 dias poderá ser alargado.
2- O disposto nas alíneas do número anterior não prejudica 4- Se por razões ponderosas e inamovíveis não puder go-
o que se dispõe na cláusula 89.ª zar os seus dias de descanso de substituição, o trabalho des-
ses dias ser-lhe-á pago também como suplementar.
CAPÍTULO VII Cláusula 62.ª

Da suspensão da prestação do trabalho Feriados


1- O trabalho prestado em dias feriados será havido e pago
nos termos do número 2 da cláusula anterior.
SECÇÃO I
2- São feriados obrigatórios:
–– 1 de janeiro;
Descanso semanal e feriados
–– 25 de abril;
Cláusula 60.ª –– 1 de maio;
–– Corpo de Deus (festa móvel);
Descanso semanal –– 10 de junho;
1- Todos os trabalhadores abrangidos pela presente con- –– 15 de agosto;
venção têm direito a um descanso semanal, que, mesmo –– 5 de outubro;
quando superior a 24 horas, será sempre seguido. –– 1 de novembro;
2- Para os trabalhadores administrativos o descanso sema- –– 1 de dezembro;
nal coincide com o sábado e o domingo. –– 8 de dezembro;
3- Para os telefonistas, trabalhadores de cinema, traba- –– 25 de dezembro;
lhadores de ensino, rodoviários, electricistas, metalúrgi- –– Terça-Feira de Carnaval;

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

–– Sexta-Feira Santa (festa móvel); é sempre de 22 dias úteis.


–– Feriado municipal da localidade ou, quando este não 2- Os trabalhadores cujo contrato tenha duração inferior a
existir, o feriado distrital (da capital do distrito). 1 ano, ainda que contratados a … quem… têm direito a um
3- Excepto nos estabelecimentos de laboração contínua e período de férias correspondente a 2 dias úteis por cada mês
casinos, é obrigatório o encerramento dos estabelecimentos completo de serviço.
no dia 1 de maio; em relação aos estabelecimentos que se
Cláusula 66.ª
mantenham em laboração, esta será garantida com o máximo
de metade do respectivo pessoal. Escolha da época de férias
4- As empresas deverão, sempre que possível, no dia 24 de
1- A época de férias deve ser fixada de comum acordo en-
dezembro, dispensar os trabalhadores a partir das 20 horas.
tre a entidade patronal e o trabalhador; na falta de acordo,
5- O feriado de Sexta-feira Santa poderá ser observado,
compete à entidade patronal marcá-las no período de 1 de
por acordo das partes, na segunda-feira imediata ao Domin-
maio a 31 de outubro e de forma a que os trabalhadores da
go de Páscoa ou em outro dia com significado local nesse
mesma empresa, pertencentes ao mesmo agregado familiar,
período.
gozem férias simultaneamente.
Cláusula 63.ª 2- O início das férias não pode coincidir com os dias de
descanso semanal ou dia feriado.
Funcionamento nos feriados 3- A entidade patronal deve elaborar sempre, até 1 de ja-
As empresas comunicarão aos respectivos trabalhadores neiro de cada ano, um mapa de férias de todo o pessoal ao
com, pelo menos, 8 dias de antecedência relativamente a serviço, que afixará no painel da empresa; na elaboração do
cada feriado, se encerrarão total ou parcialmente ou se fun- mapa de férias, a entidade patronal terá de observar uma es-
cionarão naquele dia. cala rotativa, de modo a permitir, anual e consecutivamente,
a utilização de todos os meses de verão, por cada trabalhador,
SECÇÃO II de entre os que se desejem gozar férias no referido período.
Cláusula 67.ª
Férias
Alteração do período de férias
Cláusula 64.ª 1- Se, depois de marcado o período de férias, exigências
Princípios gerais
imperiosas do funcionamento da empresa determinarem o
adiamento ou a interrupção das férias já iniciadas, o traba-
1- O trabalhador tem direito a gozar férias em cada ano lhador tem direito a ser indemnizado pela entidade patronal
civil. dos prejuízos que comprovadamente haja sofrido na pres-
2- O direito a férias adquire-se com a celebração do con- suposição de que gozaria integralmente as férias na época
trato, vence-se no dia 1 de janeiro de cada ano e reporta-se fixada.
ao trabalho prestado no ano civil anterior. 2- A interrupção das férias não poderá prejudicar em caso
3- Porém no ano de admissão o trabalhador tem direito a algum o gozo seguido de metade do período a que o traba-
um período de férias equivalente a 2 dias úteis por cada mês lhador tenha direito.
de antiguidade que completar até 31 de dezembro, não con- 3- Haverá lugar a alteração do período de férias sempre
tando para o cálculo do período de férias a sua respectiva que o trabalhador temporariamente impedido por facto que
duração. não lhe seja imputável, desde que comunicado à entidade
4- Quando o trabalhador seja admitido até 30 de setembro, patronal.
deverá gozar férias, segundo o critério do número anterior,
até ao final do ano, se a entidade patronal não lhe conceder Cláusula 68.ª
anteriormente; quando admitido posteriormente, gozá-las-á
Retribuição das férias
no 1.º trimestre do ano seguinte.
5- Cessando o contrato de trabalho por qualquer forma, o 1- A retribuição durante as férias não pode ser inferior à
trabalhador terá direito a receber a retribuição corresponden- que os trabalhadores receberiam se estivessem efectivamen-
te a um período de férias proporcional ao tempo decorrido te ao serviço, sendo incluídos no seu cálculo a remunera-
desde 1 de janeiro desse ano e, se ainda não tiver gozado as ção pecuniária base, o subsídio de alimentação, o prémio de
férias vencidas em 1 de janeiro, terá também direito à retri- línguas e o suplemento de isenção de horário de trabalho,
buição correspondente a esse período. quando a ele haja lugar.
6- O período de férias a que se refere a parte final do nú- 2- Na retribuição das férias o trabalhador receberá tam-
mero anterior, embora não gozado, conta sempre para efeitos bém o suplemento a que se refere a cláusula 52.ª, sempre
de antiguidade. que preste regularmente um mínimo de 4 horas diárias no
período considerado nocturno.
Cláusula 65.ª 3- No caso de o trabalhador ter direito a retribuição mista
Duração de férias
ou variável, serão integrados na retribuição das férias 1/12 das
comissões dos últimos 12 meses.
1- O período de férias, independentemente da antiguidade,

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Cláusula 69.ª pedimento prolongado do respeitante ao trabalhador, se se


verificar impossibilidade total ou parcial do gozo do direito
Subsídio de férias a férias já vencido, o trabalhador terá direito à retribuição
1- Os trabalhadores têm direito, anualmente, a um subsídio correspondente ao período de férias não gozado e respectivo
de férias de montante igual à retribuição das férias. subsídio.
2- No ano da cessação do contrato o trabalhador receberá 2- No ano da cessação do impedimento prolongado, o tra-
um subsídio de férias igual ao período proporcional de férias. balhador terá direito ao período de férias e respectivo sub-
3- A redução do período de férias, nos termos do número sídio que teria vencido em 1 de janeiro desse ano, como se
2 da cláusula 82.ª, não poderá implicar redução do subsídio estivesse ininterruptamente ao serviço, após 90 dias de pres-
de férias. tação de trabalho.
Cláusula 70.ª 3- Os dias de férias que excedam o número dos dias conta-
dos entre o momento da apresentação do trabalhador após a
Momento do pagamento cessação do impedimento e o termo do ano civil em que esta
1- A remuneração das férias e o respectivo subsídio serão se verifique serão gozados no 1.º trimestre do ano imediato.
pagos adiantadamente. Cláusula 74.ª
2- Quando, porém, a alimentação for fornecida em espécie,
pode o trabalhador preferir continuar a tomar as refeições no Violação do direito a férias
estabelecimento durante o decurso das férias, quando este A entidade patronal que obstar ao gozo de férias, nos ter-
não encerre. mos previstos nesta convenção, pagará ao trabalhador, a tí-
Cláusula 71.ª tulo de indemnização, o triplo da retribuição correspondente
ao período em falta e respectivo subsídio, devendo o período
Doença no período de férias em falta, obrigatoriamente, ser gozado no 1.º trimestre do
1- Sempre que o trabalhador se encontre, por motivo de ano civil seguinte, ou, não sendo já possível, ser substituído
doença, parto ou acidente comprovado, impossibilitado de pelo pagamento da correspondente prestação pecuniária.
entrar no gozo das suas férias na data prevista, consideram-
-se estas suspensas, devendo ser gozadas logo que possível, SECÇÃO III
uma vez obtida dos serviços médico-sociais e alta respectiva.
2- Se qualquer das situações referidas no número anterior Faltas
ocorrer durante o gozo das férias, serão as mesmas interrom-
pidas, desde que a entidade patronal seja do facto informada, Cláusula 75.ª
prosseguindo o respectivo gozo após o termo da situação, na
forma acordada entre a entidade patronal e o trabalhador, ou, Noção
na falta de acordo, logo após a alta. 1- Considera-se falta a ausência do trabalhador durante o
3- Se os dias de férias em falta excederem o número de período normal de trabalho a que está obrigado.
dias existentes entre o momento da alta e o termo do ano 2- As ausências por períodos inferiores serão consideradas
civil, serão aquelas gozadas no 1.º trimestre do ano imediato. somando os tempos respectivos e reduzindo o total mensal
4- A prova das situações previstas nos números 1 e 2 po- a horas.
derá ser feita por estabelecimento hospitalar, por médico das 3- Exceptuam-se do número anterior as ausências parciais
administrações regionais de saúde ou por atestado médico, não superiores a 30 minutos que não excedam por mês 90
sem prejuízo, neste último caso, do direito de fiscalização e minutos, as quais não serão consideradas.
controlo por médico indicado pela entidade patronal.
Cláusula 76.ª
Cláusula 72.ª
Tipo de faltas
Exercício de outra actividade durante as férias 1- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas.
1- O trabalhador em gozo de férias não poderá exercer 2- São consideradas faltas justificadas:
outra actividade remunerada, salvo se já a viesse exercendo a) As dadas por motivo de casamento, até 11 dias segui-
cumulativamente. dos, excluindo os dias de descanso e feriados intervalados;
2- A contravenção ao disposto no número anterior, sem b) As motivadas por falecimento de cônjuge, parentes ou
prejuízo de eventual responsabilidade do trabalhador, dá à afins, nos termos da cláusula seguinte;
entidade patronal o direito de reaver a retribuição corres- c) As motivadas pela prática de actos necessários ao exer-
pondente às férias e respectivo subsídio, dando-lhe o destino cício de funções em associações sindicais ou instituições de
legal. segurança social na qualidade de delegado sindical ou de
Cláusula 73.ª membro de comissão de trabalhadores, bem como as dadas
nos termos da cláusula 133.ª;
Efeitos da suspensão do contrato de trabalho, por impedimento d) As motivadas por prestação de provas em estabeleci-
prolongado nas férias mentos de ensino;
1- No ano de suspensão do contrato de trabalho por im- e) As motivadas por impossibilidade de prestar serviço de-

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vido ao facto que não seja imputável ao trabalhador, nome- da cláusula 76.ª, salvo tratando-se de faltas de membros de
adamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações comissões de trabalhadores, quando não excedam os créditos
legais, ou a necessidade de prestar assistência inadiável a legalmente previstos;
membros do seu agregado familiar; b) As dadas por motivo de doença, desde que o trabalhador
f) As dadas por frequência de curso de formação profissio- receba subsídio da segurança social;
nal, até 10 dias em cada ano, podendo cumular-se as relativas c) As dadas por motivo de acidente de trabalho, desde que
a 6 anos; o trabalhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro.
g) As motivadas por doação de sangue, a título gracioso,
Cláusula 80.ª
durante 1 dia, e nunca mais de uma vez por trimestre;
h) As prévia e posteriormente autorizadas pela entidade Efeitos das faltas injustificadas
patronal.
1- Sem prejuízo do disposto no número 2 da cláusula 82.ª,
3- São consideradas injustificadas todas as faltas não pre-
as faltas injustificadas determinam sempre a perda da retri-
vistas no número anterior.
buição correspondente ao período de ausência, o qual será
4- As faltas a que se refere a alínea f) do número 2 se-
descontado para todos os efeitos na antiguidade do trabalha-
rão controladas a nível de empresa, não podendo, ao mesmo
dor.
tempo, usar daquela faculdade mais de um trabalhador por
2- Tratando-se de faltas injustificadas de um ou de meio
cada 5 e não mais de um trabalhador nas secções até 5 tra-
período normal de trabalho diário, o período de ausência a
balhadores.
considerar para efeitos do número anterior abrangerá os dias
Cláusula 77.ª ou meios dias de descanso ou feriados não trabalhados ime-
diatamente anteriores ou posteriores ao dia ou dias de faltas.
Faltas por motivo de falecimento de parentes ou afins 3- Incorre em infracção disciplinar grave todo o trabalha-
1- O trabalhador pode faltar, justificadamente: dor que:
a) Cinco dias consecutivos por morte do cônjuge não se- a) Faltar injustificadamente durante 5 dias consecutivos ou
parado de pessoas e bens, filhos, pais, sogros, padrasto, ma- 10 interpolados no período de 1 ano;
drasta, genros, noras e enteados; b) Faltar injustificadamente com alegação de motivo de
b) Dois dias consecutivos por morte de avós, netos, ir- justificação comprovadamente falso.
mãos, cunhados e pessoas que vivam em comunhão de mesa 4- No caso de a apresentação do trabalhador, para início
e habitação com o trabalhador. ou reinicio da prestação de trabalho, se verificar com atraso
2- Os tempos de ausência justificados por motivo de luto injustificado superior a 30 ou 60 minutos, pode a entidade
são contados desde o momento em que o trabalhador teve patronal recusar a aceitação da prestação durante parte ou
conhecimento do falecimento, mas nunca para além de 8 todo o período normal de trabalho, respectivamente.
dias após a data do funeral.
Cláusula 81.ª
Cláusula 78.ª
Desconto das faltas
Participação e justificação de faltas 1- O tempo de trabalho não realizado que implique perda
1- As faltas justificadas, quando previsíveis, serão obriga- de remuneração será reduzido a dias de trabalho e desconta-
toriamente comunicadas à entidade patronal com a antece- do de acordo com a seguinte fórmula:
dência mínima de 5 dias. RM x nd
2- Quando imprevistas, as faltas justificadas serão obriga- D=
30
toriamente comunicadas à entidade patronal logo que pos-
sível. sendo:
3- O não cumprimento do disposto nos números anteriores D = desconto a efectuar;
toma as faltas injustificadas. RM = remuneração mensal;
4- A entidade patronal pode, no prazo de 10 dias, em qual- nd = número de dias completos a descontar, correspon-
quer caso de falta justificada, exigir ao trabalhador prova dos dentes a períodos de trabalho efectivamente não realizado.
factos invocados para a justificação. 2- Se na redução do total de ausência e dias completos
houver horas de ausência remanescentes, estas serão descon-
Cláusula 79.ª
tadas de acordo com a seguinte fórmula:
Efeitos das faltas justificadas D = RH x Hnt
1- As faltas justificadas não determinam perda ou prejuízo
sendo:
de quaisquer direitos ou regalias do trabalhador, salvo o dis-
D = desconto a efectuar correspondente às horas rema-
posto no número seguinte.
nescentes da redução do total de ausências a dias completos;
2- Determinam perda de retribuição as seguintes faltas,
RH = remuneração horária;
ainda que justificadas:
Hnt = número de horas remanescentes.
a) As dadas nos casos previstos na alínea c) do número 2

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 82.ª presente contrato.


5- No prazo de 10 dias a contar da apresentação do tra-
Efeitos das faltas no direito a férias balhador, mas tão só para as hipóteses em que este, findo o
1- As faltas justificadas ou injustificadas não têm qualquer impedimento, goza do prazo de 15 dias referido no número
efeito sobre o direito a férias do trabalhador, salvo o disposto anterior para se apresentar ao serviço, a entidade patronal
no número seguinte. há-de permitir-lhe a reocupação efectiva do seu posto de tra-
2- Nos casos em que as faltas determinam perda de retri- balho, sendo-lhe devida a retribuição a partir do recomeço
buição, esta poderá ser substituída, se o trabalhador expres- da sua actividade.
samente assim o preferir, por perda de dias de férias, na pro-
Cláusula 86.ª
porção de um dia de férias por cada dia de falta, até ao limite
de 1/3 do período de férias a que o trabalhador tenha direito. Verificação de justa causa durante a suspensão
Cláusula 83.ª A suspensão do contrato não prejudica o direito de, du-
rante ela, qualquer das partes rescindir contrato, ocorrendo
Momento a forma de desconto justa causa.
O tempo de ausência que implique perda de remunera-
Cláusula 87.ª
ção será descontado no vencimento do próprio mês ou do
seguinte, salvo quando o trabalhador prefira que os dias de Encerramento temporário do estabelecimento ou diminuição de
ausência lhe sejam deduzidos no período de férias vencido e laboração
não gozado, de acordo com o disposto na cláusula anterior. Em caso de encerramento temporário do estabelecimento
Cláusula 84.ª ou de diminuição de laboração, por facto imputável à entida-
de patronal ou por razões de interesse desta, os trabalhadores
Licença sem retribuição afectados manterão o direito ao lugar e à retribuição.
1- A pedido escrito do trabalhador poderá a entidade patro-
nal conceder-lhe licença sem retribuição. CAPÍTULO VIII
2- Quando o período de licença ultrapasse 30 dias, aplica-
-se o regime de suspensão de trabalho por impedimento pro- Da retribuição
longado.

SECÇÃO I
SECÇÃO IV
Princípios gerais
Suspensão da prestação de trabalho por impedimento
prolongado
Cláusula 88.ª
Cláusula 85.ª Conceito

Impedimentos prolongados 1- Considera-se retribuição tudo aquilo a que, nos termos


deste contrato, do contrato individual, das normas que o re-
1- Quando o trabalhador esteja temporariamente impedido
gem ou dos usos, o trabalhador tem direito como contrapar-
de comparecer ao trabalho, por facto que não lhe seja impu-
tida ou consequência do seu trabalho.
tável, nomeadamente o serviço militar obrigatório, doença
2- A retribuição compreende a remuneração de base e to-
ou acidente, manterá o direito ao lugar com a categoria, anti-
das as outras prestações, regulares ou variável e periódicas,
guidade e demais regalias que por contrato colectivo de tra-
feitas directa e indirectamente.
balho ou iniciativa da entidade patronal lhe sejam atribuídas.
2- Se o impedimento se prolongar por período superior a Cláusula 89.ª
30 dias, suspendem-se os direitos, deveres e garantias das
partes, na medida em que o pressuponha a efectiva prestação Critérios da fixação da remuneração
de trabalho. 1- Todo o trabalhador será remunerado de acordo com as
3- Todavia, o contrato caducará no momento em que se funções efectivamente exercidas e constantes do contrato in-
torne certo que é definitivo o impedimento, ou no caso do dividual.
contrato a termo se for comunicada ao trabalhador a vontade 2- Sempre que, em cumprimento de ordem legítima o tra-
de o não renovar. balho execute, de forma regular e continuada, por período
4- Findo o impedimento, o trabalhador deve apresentar-se superior a 8 dias, trabalho ou serviços de categoria superior
à entidade patronal, no prazo de 15 dias, a fim de retomar àquela para que está contratado ser-lhe-á paga a remunera-
o trabalho, sob pena de perder o direito ao lugar. Todavia, ção correspondente a esta categoria enquanto a exercer.
nos casos em que o impedimento tenha sido determinado por 3- Quando algum trabalhador exerça, com regularidade,
razões de doença ou acidente, o trabalhador deve apresentar- funções inerentes a diversas categorias receberá o ordenado
-se ao serviço no dia seguinte àquele em que obteve alta, estipulado para a mais elevada.
sob pena de incorrer em infracção disciplinar, nos termos do 4- Sempre que um trabalhador substitua integralmente ou-

2677
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

tro de categoria mais elevada no exercício das respectivas Cláusula 93.ª


funções receberá o vencimento correspondente à categoria
do trabalhador substituído. Subsídio de Natal
5- Sem prejuízo dos números anteriores, os estagiários, 1- Na época de Natal, até ao dia 20 de dezembro, será pago
logo que ascendam à categoria seguinte, nos termos desta a todos os trabalhadores um subsídio correspondente a 1 mês
convenção, passam imediatamente a auferir a remuneração de retribuição.
dessa categoria. 2- Iniciando-se, suspendendo-se ou cessando o contrato no
6- Nos estabelecimentos mistos com serviço de snack os próximo ano da atribuição do subsídio, este será calculado
empregados de balcão serão equiparados, para efeitos de re- proporcionalmente ao tempo de serviço prestado nesse ano.
muneração, a empregado de snack da correspondente clas-
Cláusula 94.ª
se profissional (1.ª ou 2.ª) e poderão executar as respectivas
funções. Documento a entregar ao trabalhador
7- Aos trabalhadores a quem estejam cometidas funções
No acto do pagamento, a entidade patronal entregará ao
de monitor ou encarregado de aprendizagem ou estágio será
trabalhador documento de onde conste o nome ou a firma da
pago um suplemento de 10 % sobre a sua remuneração men-
entidade patronal, o nome do trabalhador, a categoria profis-
sal enquanto no desempenho das referidas funções.
sional, o número de inscrição na segurança social e o período
8- As funções efectivamente exercidas que não se enqua-
a que corresponde a retribuição, e a discriminação de todas
drem nas categorias previstas nesta convenção serão equi-
as importâncias pagas, nomeadamente as relativas a trabalho
paradas àquelas com que tenham mais afinidade e ou cuja
normal, nocturno, suplementar e em dias de descanso e fe-
definição de funções mais se lhe aproxime, sendo os traba-
riados, férias e subsídios de férias, bem como a especificação
lhadores, para efeitos de remuneração, igualados ao nível de
de todos os descontos, deduções e valor ilíquido efectiva-
remuneração respectivo.
mente pago.
Cláusula 90.ª
Cláusula 95.ª
Retribuição horária
Partidos
Para todos os efeitos do presente contrato o valor da re-
Não é permitido o desconto na retribuição do trabalhador
tribuição horária normal será obtida através da seguinte fór-
do valor de utensílios partidos, quando seja involuntária a
mula:
conduta causadora ou determinante dessa ocorrência.
RM x 12
Rh = Cláusula 96.ª
n x 52
Objectos perdidos
sendo:
Rh = remuneração horária normal; 1- Os trabalhadores deverão entregar à direcção da empre-
RM = remuneração base normal (remuneração pecuniá- sa ou ao seu superior hierárquico objectos e valores extravia-
ria mais alimentação); dos ou perdidos pelos clientes.
n = período normal de trabalho semanal. 2- Os trabalhadores que tenham procedido de acordo com
o número anterior têm direito a exigir um recibo comprova-
Cláusula 91.ª tivo da entrega do respectivo objecto ou valor.
Abono para falhas 3- Passado um ano sem que o objecto ou valor tenha sido
reclamado pelo seu comprovado proprietário, será entregue
1- Os controladores-caixas que movimentem regularmente
ao trabalhador que o encontrou.
dinheiro, os caixas, os recepcionistas que exerçam funções
de caixa, os tesoureiros e os cobradores têm direito a um
subsídio mensal para falhas de 32,00 € enquanto desempe- SECÇÃO II
nharem efectivamente essas funções.
Remuneração pecuniária
2- Sempre que os trabalhadores referidos no número an-
terior sejam substituídos nas funções citadas, o trabalhador
Cláusula 97.ª
substituto terá direito ao abono para falhas na proporção do
tempo da substituição e enquanto este durar. Remunerações mínimas pecuniárias de base mensais
Cláusula 92.ª Aos trabalhadores abrangidos por este CCT são garanti-
das as remunerações mínimas pecuniárias de base constantes
Lugar e tempo de cumprimento
das tabelas salariais do anexo II; no cálculo dessas remu-
1- Salvo acordo em contrário, a retribuição deve ser sa- nerações pecuniárias de base não é considerado o valor de
tisfeita no local onde o trabalhador presta a sua actividade quaisquer prestações complementares ou extraordinárias, as
e dentro das horas normais de serviço ou imediatamente a quais, consequentemente, acrescerão sempre às remunera-
seguir. ções de base devidas aos trabalhadores.
2- O pagamento deve ser efectuado até ao último dia do
período de trabalho a que respeita.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 98.ª 2- A entidade patronal tem liberdade de escolha dos pro-


fissionais que pretenda admitir para qualquer serviço extra,
Garantia de aumento mínimo devendo, porém, sempre que possível, fazer o recrutamento
1- É garantido a todos os trabalhadores um aumento mí- através do sindicato.
nimo a partir de 1 de janeiro de 2007 nos seguintes termos:
Cláusula 102.ª
a) 25,00 € para os trabalhadores das empresas de aloja-
mento; Retribuição mínima dos serviços extra
b) 15,00 € para os trabalhadores das empresas da restaura-
1- Ao pessoal contratado para os serviços extra serão pagas
ção e bebidas com excepção dos níveis I e II;
pela entidade patronal as remunerações mínimas seguintes:
c) 10,00 € para os trabalhadores enquadrados nos níveis I
–– Chefe de mesa .................................................... 39,00 €
e II da restauração e bebidas.
–– Chefe de barman ................................................ 39,00 €
2- O aumento referido no número 1 será devido apenas nas
–– Chefe de cozinha ................................................ 39,00 €
situações em que as empresas não tenham procedido a au-
–– Chefe de pasteleiro ............................................ 39,00 €
mentos salariais posteriormente a 31 de julho de 2005.
–– Primeiro-pasteleiro ............................................ 35,00 €
Cláusula 99.ª –– Primeiro-cozinheiro ........................................... 35,00 €
–– Empregado de mesa e bar .................................. 34,00 €
Prémio de conhecimento de línguas –– Quaisquer outros profissionais ........................... 33,00 €
1- Os profissionais que no exercício das suas funções uti- 2- As remunerações acima fixadas correspondem a um dia
lizam conhecimentos de idiomas estrangeiros em contacto de trabalho normal e são integralmente devidas, mesmo que
com o público ou clientes, independentemente da sua cate- a duração do serviço seja inferior.
goria, têm direito a um prémio no valor mensal de 23,00 € 3- Nos serviços prestados nos dias de Natal, Páscoa, Car-
por cada uma das línguas francesa, inglesa ou alemã, salvo naval e na passagem do ano as remunerações mínimas refe-
se qualquer dessas idiomas for o da sua nacionalidade. ridas no número 1 sofrerão um aumento de 50 %.
2- A prova do conhecimento de línguas será feita através 4- Se o serviço for prestado fora da área onde foram con-
de certificado de exame realizado em escola profissional ou tratados, serão pagos ou fornecidos os transportes de ida e
estabelecimento de ensino de línguas, devendo tal habili- volta e o período de trabalho contar-se-á desde a hora da par-
tação ser averbada na carteira profissional pelo respectivo tida até ao final do regresso, utilizando-se o primeiro trans-
sindicato. porte ordinário que se efectue após o termo do serviço; no
3- Nas profissões onde não seja exigível carteira profissio- caso de terem de permanecer mais de um dia na localidade
nal a prova daquela habilitação far-se-á através de certificado onde vão prestar serviço, têm ainda direito a alojamento e
de exame, passado por escola profissional ou estabelecimen- alimentação, pagos ou fornecidos pelas entidades patronais.
to de ensino de línguas, o qual só será válido depois de ser 5- Sempre que, por necessidade resultante de serviço, se-
visado pelo sindicato. jam deslocados trabalhadores da sua função normal para a
realização do serviço extra, ficam os mesmos abrangidos
Cláusula 100.ª
pelo disposto nesta cláusula.
Subsídio de alimentação
1- Os trabalhadores abrangidos por este contrato a quem, CAPÍTULO X
nos termos da cláusula 125.ª, não seja fornecida a alimenta-
ção em espécie têm direito a um subsídio mensal de alimen- Condições particulares de trabalho, menores e
tação de 50,00 €. trabalhadore-estudantes
2- Do subsídio referido no número anterior não é dedutível
qualquer valor, mesmo tratando-se de estabelecimento que, Cláusula 103.ª
não servindo ou confeccionando refeições, forneça aos tra-
Licença por maternidade
balhadores pequeno-almoço ou ceia simples.
1- As trabalhadoras têm direito a uma licença por mater-
CAPÍTULO IX nidade de 120 dias, dos quais 90 deverão ser gozados obri-
gatória e imediatamente após o parto, podendo os restantes
Serviço extra 30 dias ser gozados total ou parcialmente antes ou depois
dele, mas no caso de nascimento de gémeos aquele período é
Cláusula 101.ª acrescido de mais 30 dias por cada.
2- Em caso de impedimento hospitalar da criança a seguir
Definição e normas especiais dos serviços extra ao parto ou no decurso da licença por maternidade, esta pode
1- É considerado serviço extra o serviço acidental ou ex- ser interrompida a pedido da mãe até cessar o internamento,
traordinário, executado dentro ou fora do estabelecimento, sendo retomada nesta data até perfazer o período máximo
que, excedendo as potencialidades de rendimento de traba- respectivo.
lho dos profissionais efectivos, é desempenhado por pessoal 3- A trabalhadora, quando o requeira, pode acumular o
recrutado especialmente para esse fim. gozo de férias com a licença de parto.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

4- Os aumentos salariais verificados durante ausências ao Cláusula 109.ª


serviço por motivo de licença de parto reflectir-se-ão, para
todos os efeitos, na retribuição ou subsídios que a trabalha- Regime de ausência do trabalho
dora deva auferir nesse período, como se estivesse efectiva- 1- As ausências do trabalho previstas nas cláusulas 103.ª a
mente ao serviço. 108.ª, bem como a redução do horário de trabalho, determi-
nam a perda de quaisquer direitos, sendo consideradas para
Cláusula 104.ª
todos os efeitos como efectiva prestação de trabalho, salvo o
Licença em casos especiais disposto nos números seguintes.
2- Determinam apenas perda de retribuição as ausências
Em caso de nado-morto ou de aborto, o período de licen-
referidas nas cláusulas 103.ª e 104.ª, bem como a licença pre-
ça pós-parto é de 30 dias.
vista na alínea d) do número 1 da cláusula 107.ª
Cláusula 105.ª 3- Nos casos referidos na cláusula 108.ª, só quando for de
2 dias completos, haverá lugar a retribuição, que correspon-
Consultas pré-natais derá a 1 dia.
As trabalhadoras têm direito a ser dispensadas do traba-
Cláusula 110.ª
lho, até 16 horas mensais, para se deslocarem a consultas
pré-natais ou para efectuar quaisquer exames ou tratamentos Trabalhos de menores
médicos, durante o período de gravidez.
1- Aos menores de 18 anos ficam proibidos todos os tra-
Cláusula 106.ª balhos que possam representar prejuízo ou perigo para a sua
formação moral ou saúde.
Trabalhos proibidos ou condicionados 2- Os trabalhadores menores de 18 anos gozarão, sempre
1- São proibidos ou condicionados os trabalhos que im- que possível, férias simultaneamente com os pais ou tutores,
pliquem efectivos ou potenciais para a função genética da ainda que estes não prestem serviço na mesma empresa.
mulher.
Cláusula 111.ª
2- É assegurado às trabalhadoras o direito a não desempe-
nharem durante a gravidez a até 6 meses após o parto tarefas Trabalhadores-estudantes
ou regimes de prestação de trabalho clinicamente desaconse-
1- Todo o trabalhador que siga qualquer curso em estabele-
lháveis, não podendo, em particular, manipular produtos pe-
cimento de ensino particular ou oficial, mesmo que não rela-
rigosos ou nocivos ou desempenhar funções que impliquem
cionado com a actividade que exerce como profissional, terá
grande esforço físico.
direito a utilizar, sempre que necessário, para frequentar as
3- No caso de a trabalhadora desempenhar igualmente ta-
aulas e sem perda de remuneração, uma hora diária num dos
refas com as características e nos períodos referidos no nú-
períodos de começo ou termo do seu horário.
mero anterior, ser-lhe-ão atribuídas transitoriamente outras,
2- Em cada ano lectivo, para efeito de exames, os traba-
sem perda de quaisquer direitos ou regalias, designadamente
lhadores-estudantes serão dispensados, sem perda de venci-
de retribuição.
mento, por 5 dias, além dos necessários para efectuar provas
Cláusula 107.ª de exame.
3- Os trabalhadores-estudantes, quando o desejarem, go-
Assistência aos filhos zarão férias, sempre que possível, em simultâneo com as fé-
Os trabalhadores que tenham filhos, enteados ou equipa- rias escolares.
rados, menores ou deficientes a cargo, têm direito a: 4- Exceptua-se do disposto no número anterior o caso de
a) Redução do trabalho diário numa hora para lhes prestar empresas que encerrem anualmente 30 dias para férias do
aleitação, ou assistência no caso de deficientes até que com- pessoal.
pletem 1 ano de idade; 5- Qualquer dos direitos referidos nos números anteriores
b) Dispensa, a seu pedido, até 2 dias por mês, para tratar de fica condicionado à prova de inscrição, frequência e aprovei-
assuntos relacionados com deficientes a cargo; tamento por meio idóneo.
c) Fixação de horário de trabalho seguido ou não, com ter-
mo até às 20 horas, se o funcionamento do respectivo serviço CAPÍTULO XI
não ficar inviabilizado com tal horário;
d) Gozar de licença por um período de um ano, renovável Segurança Social e regalias sociais
por um ou 2 períodos de 6 meses para lhes prestar assistên-
cia.
SECÇÃO I
Cláusula 108.ª

Dispensa aquando dos ciclos fisiológicos Segurança Social e abono de família


Constitui direito específico das mulheres ser dispensadas,
aquando dos ciclos fisiológicos, até 2 dias em cada mês.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Cláusula 112.ª vidas de papel higiénico e com divisórias que lhes assegurem
um isolamento satisfatório.
Contribuições
Cláusula 118.ª
1- Em matéria de Segurança Social e abono de família, as
entidades patronais e todos os seus empregados abrangidos Vestiários
por esta convenção contribuirão para a respectiva Segurança
1- Para permitir ao pessoal guardar e mudar de roupa de-
Social, nos termos do competente regulamento.
vem existir vestiários.
2- As contribuições por parte da empresa e dos profissio-
2- Sempre que possível, os vestiários devem comportar
nais incidirão sobre os vencimentos e prestações efectiva-
armários individuais de dimensões suficientes conveniente-
mente pagos, nos termos desta convenção.
mente arejados e fechados à chave.
Cláusula 113.ª
Cláusula 119.ª
Controlo das contribuições
Locais subterrâneos e semelhantes
As folhas de ordenados ou salários, bem como as guias
Os locais subterrâneos e sem janelas em que normalmen-
relativas ao pagamento das contribuições do regime geral de
te se exerce trabalho devem satisfazer todas as normas apro-
Segurança Social, deverão ser visadas pelas comissões de
priadas respeitantes à iluminação, ventilação, arejamento e
trabalhadores, ou, na sua falta, por representante eleito pelos
temperatura.
trabalhadores para esse efeito ou pelo delegado sindical.
Cláusula 120.ª
SECÇÃO II
Primeiros-socorros

Serviços Sociais e de saúde 1- Todo o estabelecimento deve, segundo a sua dimensão


e os riscos calculados, possuir um ou vários armários, caixas
Cláusula 114.ª ou estojos de primeiros-socorros.
2- O equipamento dos armários, caixas ou estojos de pri-
Higiene e segurança meiros-socorros previstos no número anterior deve ser de-
A instalação e elaboração dos estabelecimentos indus- terminado segundo o número de trabalhadores e a natureza
triais abrangidos por esta convenção devem obedecer às dos riscos.
condições necessárias que garantam a higiene e segurança 3- O conteúdo dos armários, caixas ou estojos deve ser
dos trabalhadores. mantido em condições de assepsia e convenientemente con-
servado e verificado, pelo menos, uma vez por mês.
Cláusula 115.ª 4- Cada armário, caixa ou estojo de primeiros-socorros
Condições de asseio nos locais de trabalho
deve conter instruções claras e simples para os primeiros cui-
dados a ter em caso de emergência, devendo o seu conteúdo
Todos os locais destinados ao trabalho ou previstos para
ser cuidadosamente etiquetado.
a passagem de pessoas e ainda as instalações sanitárias ou
5- Em todos os estabelecimentos com mais de 20 trabalha-
outras postas à sua disposição, assim como o equipamento
dores, as entidades patronais providenciarão no sentido de
destes lugares, devem ser convenientemente conservados em
que 3 % dos trabalhadores e, no mínimo, um trabalhador ao
estado de limpeza e asseio.
serviço estejam habilitados com cursos de primeiros socor-
Cláusula 116.ª ros, pelo que deverão, para o efeito, obter a necessária cola-
boração dos delegados de saúde da zona, da Cruz Vermelha
Iluminação ou dos hospitais e conceder as facilidades aos trabalhadores,
Todos os locais de trabalho, de repouso, de permanência, necessários para o efeito.
de passagem ou de utilização pelos trabalhadores devem ser
Cláusula 121.ª
providos, enquanto forem susceptíveis de ser utilizados, de
iluminação natural ou artificial, ou as duas formas de acordo Infantários
com as normas internacionalmente adoptadas.
A fim de facilitar a prestação de trabalho e diminuir o
Cláusula 117.ª absentismo por parte dos trabalhadores com responsabilida-
des familiares, as entidades patronais deverão criar, manter
Lavabos ou colaborar em obras de interesse social, designadamente
1- É obrigatória a existência em locais apropriados de la- infantários, jardins infantis e estabelecimentos análogos.
vabos em número suficiente.
Cláusula 122.ª
2- Devem ser postos à disposição dos trabalhadores sabão
e toalhas, de preferência individuais, ou quaisquer outros Sala de convívio
meios apropriados para se enxaguarem.
1- Nas empresas com mais de 100 trabalhadores deverá
3- Devem existir, também em locais apropriados, retretes
existir, sempre que haja espaço disponível, uma deverá exis-
suficientes e em permanente estado de limpeza e asseio, pro-
tir, sempre que haja espaço disponível, uma sala destinada

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

exclusivamente ao seu convívio e recreio. manteiga ou doce;


2- Sempre que as empresas referidas no número 1 se si- b) Ceia simples - duas sandes de carne ou queijo e 2 dl de
tuem fora dos centros urbanos, é obrigatória a existência de vinho, de leite, ou café com leite, ou chá;
uma sala de convívio ou recreio. c) Almoço, jantar e ceia completa - sopa ou aperitivo de
cozinha, peixe ou carne, pão, 3 dl de vinho, ou uma cerveja,
Cláusula 123.ª
ou um refrigerante, ou água mineral, ou leite, fruta ou doce
Seguro de acidentes de trabalho e café.
1- É obrigatório para todas as empresas, em relação aos Cláusula 128.ª
trabalhadores ao seu serviço, segurar estes contra acidentes
de trabalho, devendo o seguro ser feito pela remuneração Alimentação especial
base real, a que serão adicionados todos os subsídios e remu- O profissional que por prescrição médica necessite de
nerações complementares a que o trabalhador tenha direito alimentação especial pode optar entre o fornecimento em es-
pelo exercício das suas funções e prestação de serviço. pécie nas condições recomendadas ou o pagamento do equi-
2- A entidade patronal suportará integralmente todos os valente pecuniário constante da cláusula 131.ª
prejuízos que advenham ao trabalhador resultantes do não
Cláusula 129.ª
cumprimento do disposto nos números anteriores.
Requisitos de preparação e fornecimento da alimentação ao pessoal
SECÇÃO III 1- A entidade patronal, ou os seus representantes directos,
deverá promover o necessário para que as refeições tenham
Alimentação a suficiência e o valor nutritivo indispensáveis a uma alimen-
tação racional.
Cláusula 124.ª 2- Assim:
Princípios do direito a alimentação
a) A quantidade e qualidade dos alimentos para o preparo
das refeições do pessoal são da responsabilidade da entidade
Têm direito a alimentação todos os trabalhadores abran- patronal e do chefe de cozinha;
gidos por esta convenção, qualquer que seja a sua profissão b) A confecção e a apresentação são da responsabilidade
ou categoria e o tipo ou estabelecimento onde prestem ser- do chefe de cozinha ou do cozinheiro do pessoal.
viço. 3- De 2 em 2 dias, deve o chefe de cozinha ou cozinheiro
Cláusula 125.ª do pessoal elaborar e afixar em lugar visível a ementa das
refeições a fornecer.
Fornecimento de alimentação 4- A elaboração das ementas deverá obedecer aos seguin-
Nos estabelecimentos em que se confeccionem ou sirvam tes requisitos:
refeições, a alimentação será fornecida, obrigatoriamente, a) Diariamente, alternar a refeição de peixe com carne;
em espécie; nos demais estabelecimentos, incluindo os de b) Não repetir a constituição dos pratos.
bandeja e cafés que sirvam apenas o tradicional serviço de 5- A inobservância dos requisitos acima referidos obriga
bife, ovos e carnes frias, será substituída pelo subsídio pre- as entidades patronais a fornecer a alimentação, por escolha
visto na cláusula 100.ª do trabalhador, constante da ementa dos clientes.
6- Todo o pessoal, sem excepção, tomará as refeições no
Cláusula 126.ª
refeitório único ou no local para esse fim destinado, que de-
Refeições que constituem a alimentação verá reunir, obrigatoriamente, condições de conforto, areja-
mento, limpeza e asseio.
1- As refeições que integram a alimentação são o pequeno-
-almoço, o almoço, o jantar, a ceia simples e a ceia completa. Cláusula 130.ª
2- Os trabalhadores que tenham direito ao fornecimento
da alimentação em espécie têm sempre direito a 2 refeições Tempo destinado às refeições
principais e a uma refeição ligeira, conforme o seu horário 1- As horas das refeições são fixadas pela entidade patro-
de trabalho. nal dentro dos períodos destinados à refeição do pessoal,
3- Têm direito a ceia simples os trabalhadores que prestem constante do mapa de horário de trabalho.
serviço entre as 23 horas de um dia e a 1 hora do dia seguinte. 2- O tempo destinado às refeições é de 15 minutos para
4- Têm direito a ceia completa os trabalhadores que pres- as refeições ligeiras e de 30 minutos para as refeições prin-
tem serviço para além da 1 hora. cipais.
3- Quando os períodos destinados às refeições não estejam
Cláusula 127.ª
incluídos nos períodos de trabalho, deverão estas ser forneci-
Condições básicas da alimentação das nos 30 minutos imediatamente anteriores ou posteriores
ao início ou termo dos mesmos períodos de trabalho, salvo
As refeições serão constituídas, atendendo à preferência
se, expressamente, o trabalhador interessado concordar com
dos trabalhadores, por:
outro momento para o seu fornecimento.
a) Pequeno-almoço - café com leite ou chá e pão com

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

4- Por aplicação do disposto no número anterior, nenhum 2- Em caso algum pode o valor do alojamento ser deduzi-
profissional pode ser obrigado a tomar 2 refeições principais do da parte pecuniária da remuneração, seja qual for o mon-
com intervalos inferiores a 5 horas. tante da remuneração base do trabalhador.
5- O pequeno-almoço terá de ser tomado até às 11 horas.
Cláusula 135.ª
Cláusula 131.ª
Garantia do direito ao alojamento
Valor pecuniário da alimentação 1- Quando a concessão do alojamento faça parte das con-
1- Para todos os efeitos desta convenção, seja qual for o dições contratuais ajustadas, não poderá a sua fruição ser re-
seu valor, a alimentação não poderá em nenhum caso ser tirada ou agravada.
dedutível no salário do trabalhador, independentemente do 2- Se for acidental ou resultante das condições especiais
montante deste. ou transitórios da prestação de trabalho, não pode ser exigida
2- O valor convencional atribuído à alimentação fornecida qualquer contrapartida quando cesse essa fruição.
em espécie é, para todos os efeitos, o constante do quadro
seguinte: CAPÍTULO XII
Refeições Valor convencional
Da actividade sindical
A - Completa/mês 26,00 €
B - Refeições avulsas: Cláusula 136.ª
Pequeno-almoço 2,00 €
Direito à actividade sindical
Ceia simples 3,00 €
Almoço, jantar e ceia completa 5,00 € 1- Os trabalhadores e os sindicatos têm direito a desenvol-
ver a actividade sindical no interior das empresas, nomeada-
3- Em todos os casos em que, excepcionalmente, nos ter- mente através de delegados sindicais e de comissões sindi-
mos do presente contrato, haja lugar à substituição do for- cais de empresa.
necimento da alimentação em espécie, aquela far-se-á pelos 2- A comissão sindical de empresa é constituída pelos de-
montantes constantes da tabela B do número anterior. legados sindicais.
Cláusula 132.ª 3- Aos dirigentes sindicais ou aos seus representantes, de-
vidamente credenciados, é facultado o acesso às empresas,
Alimentação nas férias e em dias de descanso semanal nos termos da lei.
1- Os trabalhadores que tenham direito à alimentação for- 4- É proibido às entidades e organizações patronais pro-
necida em espécie podem optar, no período das suas férias, mover a constituição e manter ou subsidiar, por quaisquer
por continuar a tomas as refeições no estabelecimento se este meios, associações sindicais ou, de qualquer modo, intervir
não encerrar, ou pelo recebimento do respectivo valor, referi- na sua organização e direcção.
do no número 2 (tabela A) da cláusula anterior. Cláusula 137.ª
2- Também nos dias de descanso semanal podem esses tra-
balhadores tomar as refeições no estabelecimento, mas, se o Dirigentes sindicais
não fizerem, não lhe é devida qualquer compensação. 1- Os trabalhadores eleitos para a direcção, ou órgão di-
Cláusula 133.ª rectivo equivalente, dos organismos sindicais têm direito a
um crédito de 4 dias por mês, sem perda de remuneração,
Casos em que deixe de ser prestada a alimentação em espécie por facto devendo a sua utilização ser comunicada à entidade patronal
não imputável ao trabalhador
respectiva.
Nos casos referidos na cláusula anterior, sem prejuízo do 2- Para além do crédito atribuído, os mesmos trabalhado-
disposto na cláusula 125.ª, quando aos trabalhadores não seja res deverão ser sempre dispensados sem direito a remunera-
fornecida a alimentação em espécie a que tenham direito por ção, pelo tempo necessário ao exercício das suas obrigações,
facto que não lhe seja imputável, esta será substituída pelos quando tal necessidade seja comunicada pela associação sin-
valores da tabela B da cláusula 131.ª, ou seja, pelo quantitati- dical.
vo global diário das refeições que deixarem de tomar.
Cláusula 138.ª
SECÇÃO IV Tarefas sindicais
1- Sem prejuízo do disposto nas cláusula 137.ª e 141.ª e na
Alojamento
alínea c) do número 2 da cláusula 76.ª, as entidades patro-
nais são obrigadas a dispensar, com perda de remuneração,
Cláusula 134.ª
mediante comunicação do organismo sindical interessado,
Não dedutibilidade do valor do alojamento quaisquer outros trabalhadores para o desempenho de tarefas
sindicais que lhes sejam atribuídas.
1- Por acordo com o trabalhador, pode a empresa conce-
2- A comunicação prevista no número anterior será feita
der-lhe alojamento em instalações suas ou alheias.

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à empresa com a antecedência mínima de 10 dias, devendo Cláusula 144.ª


constar da mesma a indicação do período previsto para a au-
sência do trabalhador. Reuniões fora do horário normal
3- As faltas a que se refere o número 1 desta cláusula serão 1- Os trabalhadores podem reunir-se nos locais de traba-
controladas a nível da empresa, não podendo, quando se trate lho, fora do horário normal, mediante convocação de 1/3 ou
de período superior a 5 dias, estar simultaneamente ausentes 50 trabalhadores, ou dos delegados sindicais ou da comis-
mais de 2 trabalhadores por empresa. são sindical ou intersindical, sem prejuízo da normalidade
de laboração, no caso de trabalho por turnos ou de trabalho
Cláusula 139.ª
extraordinário.
Identificação dos delegados 2- Nos estabelecimentos de funcionamento intermitente
e nos que encerrem depois das 22 horas as reuniões serão
1- As direcções sindicais comunicarão à entidade patronal
feitas nos períodos de menor afluência de clientes e público.
a identificação dos seus delegados sindicais e dos compo-
nentes das comissões sindicais de empresa por meio de carta Cláusula 145.ª
registada, de que será afixada cópia nos locais reservados às
comunicações sindicais. Reuniões durante o horário normal
2- O mesmo procedimento deverá ser observado no caso 1- Sem prejuízo do disposto no número 1 da cláusula an-
de substituição ou cessação de funções. terior, os trabalhadores têm direito a reunir-se durante o ho-
rário normal de trabalho até um período máximo de 15 horas
Cláusula 140.ª
por ano, que contarão, para todos os efeitos, como tempo de
Proibição de transferência de delegados sindicais serviço efectivo, desde que assegurem o funcionamento dos
serviços de natureza urgente.
Os delegados sindicais não podem ser transferidos do lo-
2- As reuniões referidas no número anterior podem ser
cal de trabalho sem o seu acordo e sem prévio conhecimento
convocadas por quaisquer das entidades citadas na cláusula
da direcção do sindicato respectivo.
anterior.
Cláusula 141.ª 3- Os promotores das reuniões referidas nesta cláusula e
na anterior são obrigados a comunicar à entidade patronal e
Crédito de horas aos trabalhadores interessados, com a antecedência mínima
1- Cada delegado sindical dispõe, para exercício das suas de um dia, a data e a hora em que pretendem que elas se efec-
funções sindicais, de um crédito de horas que não pode ser tuem, devendo afixar as respectivas convocatórias.
inferior a 8 por mês. 4- Os dirigentes das organizações sindicais respectivas que
2- O crédito de horas atribuído no número anterior é re- não trabalhem na empresa podem participar nas reuniões,
ferido ao período normal de trabalho e conta, para todos os mediante comunicação dirigida à entidade patronal com a
efeitos, como tempo de serviço. antecedência mínima de 6 horas.
Cláusula 142.ª Cláusula 146.ª

Cedência de instalações Atribuições


1- Nas empresas com 150 ou mais trabalhadores a entida- Aos delegados sindicais ou à comissão sindical compete
de patronal é obrigada a por à disposição dos delegados sin- zelar pelo cumprimento das normas desta convenção.
dicais, a título permanente, desde que estes o requeiram, um
Cláusula 147.ª
local, situado no interior da empresa ou na sua proximidade,
que seja apropriado ao exercício das suas funções. Reuniões com a entidade patronal
2- Nas empresas com menos de 150 trabalhadores a enti-
1- A comissão sindical da empresa reúne com a entidade
dade patronal é obrigada a por à disposição dos delegados
patronal sempre que uma ou outra das partes o julguem ne-
sindicais, sempre que estes o requeiram, um local apropriado
cessário e conveniente.
para o exercício das suas funções.
2- Das decisões tomadas e dos seus fundamentos será dado
Cláusula 143.ª conhecimento a todos os trabalhadores por meio de comuni-
cados distribuídos e afixados nas empresas.
Informação sindical 3- Estas reuniões terão, normalmente, lugar fora das horas
Os delegados sindicais têm direito a afixar, no interior da de serviço, mas, em casos extraordinários, poderão ter lugar
empresa e em local apropriado, para o efeito reservado pela dentro do horário normal, sem que tal implique perda de re-
entidade patronal, textos, convocatórias, comunicações ou muneração.
informações relativos à vida sindical e aos interesses sócio- 4- As horas despendidas nestas reuniões não podem ser
-profissionais dos trabalhadores, bem como a proceder à sua contabilizadas para os efeitos do disposto na cláusula 141.ª
distribuição, mas sem prejuízo, em qualquer dos casos, da 5- Os dirigentes sindicais poderão participar nestas reuni-
laboração normal da empresa. ões, desde que nisso acordem a comissão sindical e entidade
patronal.

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Cláusula 148.ª o trabalhador não pode exercer direitos já adquiridos ou re-


clamar créditos vencidos, excepto se for atribuído ao traba-
Protecção contra os despedimentos de representantes de trabalhadores lhador uma importância global,
1- O despedimento de membros dos corpos gerentes das
Cláusula 151.ª
associações sindicais, de delegados sindicais, de membros
das comissões e subcomissões de trabalhadores e suas co- Caducidade
missões coordenadoras fica sujeito ao disposto nos números
1- A caducidade do contrato de trabalho ocorre nos termos
seguintes, durante o desempenho das suas funções e até 5
gerais de direito, designadamente:
anos após o seu termo.
a) Expirando o prazo por que foi estabelecido;
2- Elaborado o processo disciplinar, nos termos da legisla-
b) Verificando-se a impossibilidade superveniente, absolu-
ção aplicável e do presente contrato, a suspensão do despedi-
ta e definitiva de o trabalhador prestar o seu trabalho ou de a
mento será sempre decretada por acção judicial, se contra ele
empresa o receber;
se tiver pronunciado o trabalhador interessado e a comissão
c) Com a reforma do trabalho, ou por invalidez, ou por
de trabalhadores ou associação sindical, no caso de se tratar
velhice.
de um seu membro, ou a associação sindical, no caso de se
2- A impossibilidade superveniente de a empresa receber
tratar de um membro dos seus corpos gerentes ou de delega-
a prestação de trabalho, mesmo no caso de falência, só se
do sindical.
verifica no caso de encerramento total e definitivo do esta-
3- No caso referido na última parte do número anterior, a
belecimento.
nota de culpa e a cópia do processo disciplinar serão envia-
3- A reforma só é relevante, para efeitos de caducidade, a
das ao sindicato em que o trabalhador se encontra inscrito
partir do momento da concessão da pensão do trabalhador.
para efeito de emissão do respectivo parecer,
4- A suspensão preventiva de algum dos trabalhadores re- Cláusula 152.ª
feridos no número 1 deve ser comunicada, por escrito, ao
trabalhador, à respectiva comissão de trabalhadores, ao sin- Rescisão com justa causa
dicato em que esteja inscrito e à inspecção de trabalho da 1- Qualquer das partes, ocorrendo justa causa, poderá por
respectiva área. termo ao contrato, quer este tenha prazo ou não.
5- Enquanto durar a suspensão preventiva, a entidade pa- 2- Constitui justa causa todo o facto ou circunstância im-
tronal não pode, em nenhum caso, impedir ou dificultar, por putável objectivamente a qualquer das partes que torne im-
qualquer forma, o exercício das funções para que foram elei- possível a manutenção das relações de trabalho.
tos os trabalhadores referidos no número 1. 3- Os factos lesivos praticados pelos mandatários ou re-
6- O disposto nos números 1 e 4 é aplicável aos candidatos presentantes da entidade patronal são, para os efeitos desta
aos corpos gerentes das associações sindicais desde a apre- cláusula, objectivamente imputáveis a esta.
sentação da candidatura até 6 meses após o acto eleitoral. 4- A faculdade de rescindir o contrato é exclusiva da enti-
dade patronal e dos seus mandatários ou representantes.
CAPÍTULO XIII Cláusula 153.ª

Da cessação do contrato de trabalho Justa causa de rescisão por iniciativa da entidade patronal
1- Poderão constituir justa causa de despedimento, nomea-
Cláusula 149.ª damente, os seguintes comportamentos do trabalhador:
a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsá-
Causas de extinção do contrato de trabalho
veis hierarquicamente superiores;
Sem prejuízo de outras causas consagradas na lei, o con- b) Violação de direitos e garantias dos trabalhadores da
trato de trabalho pode cessar por: empresa;
a) Mútuo acordo; c) Provocação repetida de conflitos com outros trabalha-
b) Caducidade; dores da empresa;
c) Denúncia unilateral por iniciativa do trabalhador; d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligên-
d) Rescisão por qualquer das partes, ocorrendo justa causa. cia devida, das obrigações inerentes ao exercício do cargo ou
Cláusula 150.ª do posto de trabalho que lhe seja confiado;
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios da empresa;
Cessação por mútuo acordo f) Prática intencional, no âmbito da empresa, de actos lesi-
1- Salvo as hipóteses de simulação ou fraude às cláusulas vos da economia nacional;
deste contrato, é sempre licito às partes revogar por mútuo g) Faltas não justificadas ao trabalho que determinem di-
acordo o contrato de trabalho, quer este tenha prazo ou não. rectamente prejuízo ou riscos graves para a empresa ou, in-
2- O acordo revogatório constará, obrigatoriamente, de do- dependentemente de qualquer prejuízo ou risco, quando o
cumento escrito, assinado por ambas as partes em duplicado, número de faltas injustificadas atingir, em cada ano, 5 dias
ficando cada parte com um exemplar. consecutivos ou 10 interpolados;
3- São nulas as cláusulas desse acordo onde se declare que h) Falta culposa de observância de normas de higiene e se-

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gurança no trabalho; ponderadas todas as circunstâncias relevantes, concluir pela


i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas, de não existência de probabilidade séria de verificação efectiva
injurias ou outras ofensas punidas por lei sobre trabalhadores da justa causa de despedimento invocada.
da empresa, elementos dos corpos sociais ou sobre a entida- 3- O pedido de suspensão ou a suspensão do despedimento
de patronal individual não pertencente aos mesmos órgãos, já decretados ficam sem efeito se o trabalhador a contar da
seus delegados ou representantes; data do despedimento não propuser, no prazo de 30 dias, ac-
j) Sequestro e, em geral, crimes contra a liberdade das ção de impugnação judicial do despedimento ou se este for
pessoas referidas na alínea anterior; julgado improcedente.
k) Incumprimento ou oposição ao cumprimento de deci- 4- Sendo dado provimento no pedido de suspensão do des-
sões judiciais ou actos administrativos definitivos e execu- pedimento, o trabalhador dever reiniciar a sua actividade até
tórios; 10 dias após a notificação da decisão.
l) Reduções anormais da produtividade do trabalhador;
Cláusula 157.ª
m) Falsas declarações relativas à justificação de faltas.
2- Nas acções judiciais de impugnação de despedimento, Efeitos da ilicitude
compete à entidade patronal a prova de existência da justa
1- Sendo o despedimento declarado ilícito, a entidade em-
causa invocada.
pregadora será condenada:
Cláusula 154.ª a) No pagamento da importância correspondente ao valor
da retribuição que o trabalhador deixou de auferir desde a
Justa causa data do despedimento até à data da sentença;
1- Constituem justa causa de rescisão do contrato pelo tra- b) Na reintegração do trabalhador, sem prejuízo da sua
balhador os seguintes comportamentos da entidade empre- categoria e antiguidade, salvo se até à sentença este tiver
gadora: exercido o direito de opção previsto no número 3, por sua
a) Falta culposa de pagamento pontual da retribuição na iniciativa ou a pedido do empregador.
forma devida; 2- Da importância calculada nos termos da alínea a) do nú-
b) Violação culposa das garantias legais ou convencionais mero anterior são deduzidos os seguintes valores:
do trabalhador; a) Montante da retribuição respeitante ao período decor-
c) Aplicação de sanção abusiva; rido desde a data do despedimento até 30 dias antes da data
d) Falta culposa de condições de higiene e segurança no de propositura da acção, se esta não for proposta nos 30 dias
trabalho; subsequentes ao despedimento;
e) Lesão culposa de interesses patrimoniais sérios do tra- b) Montante das importâncias relativas a rendimentos de
balhador; trabalho auferidos pelo trabalhador em actividades iniciadas
f) Ofensas à integridade física, liberdade, honra ou digni- posteriormente ao despedimento.
dade do trabalhador, puníveis por lei, praticadas pela entida-
Cláusula 158.ª
de empregadora ou seus representantes legítimos.
2- Constitui ainda justa causa de rescisão do contrato pelo Proibição da rescisão sem justa causa, ainda que com pré-aviso
trabalhador:
É proibido à entidade patronal despedir o trabalhador
a) A necessidade de cumprimento de obrigações legais in-
sem justa causa.
compatíveis com a continuação ao serviço;
b) A alteração substancial e duradoura das condições de Cláusula 159.ª
trabalho no exercício legítimo de poderes da entidade em-
pregadora; Rescisão por iniciativa do trabalhador com invocação de justa causa
c) A falta não culposa de pagamento pontual da retribuição 1- Querendo rescindir o contrato invocando justa causa
do trabalhador. por facto imputável à entidade patronal, o trabalhador comu-
nicar-lhe-á por escrito, esta sua vontade por forma inequí-
Cláusula 155.ª
voca, com indicação dos factos que integram a justa causa.
Meio de verificar a justa causa 2- Quando o trabalhador torne a iniciativa da rescisão legi-
timamente justa causa, receberá uma indemnização calcula-
O exercício, pela entidade patronal, da faculdade de des-
da nos termos da cláusula 157.ª, excepto no caso do número
pedir o trabalhador, invocando justa causa, está condiciona-
2 da cláusula 154.ª
do à realização do processo disciplinar.
Cláusula 160.ª
Cláusula 156.ª
Rescisão por iniciativa do trabalhador sem invocação de justa causa
Suspensão de despedimentos
1- Pode o trabalhador rescindir o contrato de trabalho por
1- Quando a entidade patronal decida o despedimento, o
decisão unilateral desde que comunique essa vontade à en-
trabalhador pode pedir a sua suspensão no tribunal compe-
tidade patronal, por escrito, com a antecedência mínima de
tente.
2 meses ou, se tiver menos de 2 anos completos de serviço,
2- O tribunal, nos termos da lei, decretará a suspensão se,
de um mês.

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2- O aviso prévio previsto nesta cláusula, se não for total- 3- As infracções aos preceitos relativos a retribuições se-
mente cumprido, poderá ser substituído por uma indemniza- rão punidas com multa, que poderá ir até ao dobro do mon-
ção em dinheiro igual à retribuição do período em falta. tante das importâncias em dívida.
3- No caso da contratação a termo, o período de aviso pré- 4- Conjuntamente com as multas serão sempre cobradas
vio será de 15 ou 30 dias, conforme o contrato tenha a dura- as indemnizações que forem devidas aos trabalhadores pre-
ção até 6 meses ou mais de 6 meses, respectivamente. judicados, as quais reverterão a favor dos referidos trabalha-
dores.
Cláusula 161.ª
5- Sem prejuízo de aplicação de pena mais grave prevista
Trespasse, cessão ou transmissão de exploração do estabelecimento na lei geral, sempre que a infracção for acompanhada por
coacção, falsificação, simulação ou qualquer meio fraudu-
1- Quando haja transmissão de exploração ou de estabele-
lento será a mesma punida com multa de … e a tentativa com
cimento, qualquer que seja o meio jurídico por que se opere,
multa de … a … .
os contratos de trabalho continuarão com a entidade patronal
6- No caso de reincidência, as multas serão elevadas para
adquirente, salvo quanto aos trabalhadores que não preten-
o dobro.
dam a manutenção dos respectivos vínculos contratuais, por
7- O produto das multas reverterá para a Segurança Social.
motivo grave e devidamente justificado.
2- Em particular nos casinos e noutros estabelecimentos
geridos em regime de concessão, quando haja simples subs- CAPÍTULO XV
tituição da concessionária ou da entidade patronal explora-
dora, quer por iniciativa sua quer da proprietária ou entidade Disposições finais e transitórias
de que depende a concessão ou exploração, os contratos de
trabalho continuarão com a nova entidade exploradora, salvo Cláusula 163.ª
quando hajam cessado nos termos da parte final do número
Indumentárias
anterior.
3- Consideram-se motivos graves, justificativos da resci- 1- Qualquer tipo de indumentária é encargo exclusivo da
são por parte do trabalhador, para os efeitos desta cláusula, entidade patronal, excepto a calça preta e a camisa branca
quaisquer factos que tornem praticamente impossível a sub- tradicionais na indústria.
sistência da relação de trabalho, designadamente os seguin- 2- A escolha do tecido e o corte do fardamento deverão ter
tes: em conta as condições climatéricas do estabelecimento e o
a) Existência de litígio contencioso, pendente ou já decidi- período do ano.
do, entre o trabalhador e a nova entidade patronal; 3- Os trabalhadores só usarão indumentárias decorativas,
b) Manifesta falta de solvabilidade da nova concessionária exóticas, regionais ou históricas se derem a sua aquiescência
ou entidade exploradora. a esse uso.
4- Na falta de acordo sobre a qualificação do motivo grave, 4- As despesas de limpeza e conservação da indumentária
será a questão decidida pelo tribunal. são encargo da entidade patronal, desde que possua lavan-
5- Os trabalhadores que optem pela cessação do contrato daria.
têm direito ao dobro da indemnização prevista na cláusula Cláusula 164.ª
157.ª, por cujo pagamento serão solidariamente responsáveis
o transmitente e o adquirente. Atribuição de categorias profissionais
6- Não prevalecem sobre as normas anteriores os acordos Nenhuma outra classificação ou categoria, além das pre-
firmados entre a antiga e a nova entidade, ainda que constem vistas no anexo, pode ser atribuída aos trabalhadores abran-
de documento autêntico ou autenticado. gidos por este instrumento.
Cláusula 165.ª
CAPÍTULO XIV
Manutenção de regalias adquiridas, regulamentação em vigor e
Penalidades favorabilidade global
A entrada em vigor da presente convenção não poderá
Cláusula 162.ª suscitar para os trabalhadores diminuição de categoria e de
retribuição nem perda de quaisquer regalias que lhe sejam
Multas
atribuídas, mesmo que nesta não estejam expressamente
1- Sem prejuízo de sanções mais graves ou outras espe- contempladas, sem prejuízo da declaração das partes contra-
cialmente previstas na lei, as entidades patronais que infrin- tantes da maior favorabilidade global da presente convenção.
girem os preceitos deste contrato serão punidas com multa
de … a … por cada trabalhador em relação ao qual se veri- Cláusula 166.ª
ficar a infracção.
Comissão paritária
2- Quando a infracção respeitar a uma generalidade de tra-
balhadores, a multa aplicável será de … a … por cada traba- 1- Será constituída uma comissão paritária composta por
lhador em relação ao qual se verificar a infracção. 2 representantes da FESAHT - Federação dos Sindicatos da

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Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de –– Programador de informática


Portugal e 2 representantes da Associação dos Industriais –– Topógrafo
Hoteleiros e Similares do Algarve - AIHSA. –– Secretário de golfe
2- Cada uma das partes indicará à outra, no prazo de 15 –– Subchefe de cozinha
dias após a publicação da presente convenção, a identifica- –– Supervisor de bares
ção dos respectivos representantes.
Nível XII:
3- À comissão paritária compete em especial, nomeada-
mente, a interpretação das disposições da presente conven- –– Caixeiro-encarregado ou caixeiro-chefe de secção
ção e a integração de lacunas que a sua aplicação suscite ou –– Chefe de barman
revele. –– Chefe (químicos)
4- A comissão paritária poderá decidir do alargamento das –– Chefe de compras/ecónomo
competências referidas no número anterior e ou da criação –– Chefe de controlo
de outras comissões específicas. –– Chefe de movimento
5- A comissão paritária poderá deliberar desde que esteja –– Chefe de mesa
presente metade dos membros efectivos representantes de –– Chefe de portaria
cada uma das partes, sindical e patronal. –– Chefe de secção (escritórios)
6- As deliberações são vinculativas para todas as partes –– Chefe de snack
outorgantes, se tomadas por unanimidade. –– Cozinheiro de 1.ª
7- As deliberações adoptadas nos termos dos números an- –– Desenhador de publicidade e artes gráficas
teriores serão parte integrante da presente convenção e de- –– Desenhador com seis ou mais anos
vem ser depositadas e publicadas no Boletim do Trabalho e –– Encarregado de animação e desportos
Emprego do Ministério da Segurança Social e do Trabalho. –– Encarregado de armazém
–– Encarregado de construção civil
ANEXO I –– Encarregado de electricista
–– Encarregado fiscal (construção civil)
Níveis de remuneração –– Encarregado de fogueiro
–– Encarregado geral de garagem
Nível XV: –– Encarregado metalúrgico
–– Director de hotel –– Encarregado de obras (construção civil)
–– Encarregado (restaurantes e similares)
Nível XIV: –– Encarregado de praias e piscinas
–– Analista de informática –– Guarda-livros
–– Assistente de direcção –– Medidor orçamentista coordenador
–– Chefe de cozinha –– Programador mecanográfico
–– Director de alojamento –– Subchefe de recepção
–– Director artístico –– Técnico construtor civil dos graus II e III
–– Director comercial –– Tesoureiro
–– Director de golfe Nível XI:
–– Director de produção (food and beeverage)
–– Director de serviços (escritórios) –– Correspondente em línguas estrangeiras
–– Director de serviços técnicos –– Governante geral de andares
–– Subdirector de hotel –– Operador de computador
–– Secretário(a) de direcção
Nível XIII: –– Subchefe de mesa
–– Chefe de departamento, de divisão e serviços –– Pasteleiro de 1.ª
–– Chefe de manutenção, de conservação ou de serviços Nível X:
técnicos
–– Chefe de manutenção de golfe –– Cabeleireiro completo
–– Chefe-mestre pasteleiro –– Cabeleireiro de homens
–– Chefe de pessoal –– Caixa
–– Chefe de recepção –– Capataz de campo
–– Contabilista –– Capataz de rega
–– Desenhador projectista –– Chefe de balcão
–– Director de pensão –– Chefe de bowling
–– Director de restaurante e similares –– Chefe de equipa (construção civil)
–– Encarregado geral (construção civil) –– Chefe de equipa de electricista
–– Técnico industrial –– Chefe de equipa (metalúrgicos)
–– Técnico construtor civil de grau IV –– Educador de infância coordenador

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–– Encarregado de pessoal de garagem –– Fogueiro de 1.ª


–– Encarregado de telefones –– Forneiro
–– Encarregado termal –– Governanta de andares
–– Enfermeiro –– Governanta de rouparia e ou lavandaria
–– Escanção –– Ladrilhador de 1.ª
–– Escriturário de 1.ª –– Merceneiro de 1.ª
–– Especialista (químicos) –– Massagista de terapêutica de recuperação e sauna
–– Esteno-dactilógrafo em línguas estrangeiras –– Mecânico de automóveis de 1.ª
–– Gerente (CIN) –– Mecânico de frio e ar condicionado de 1.ª
–– Medidor orçamentista com mais de seis anos –– Mecânico de 1.ª (madeiras)
–– Mestre (arrais) –– Medidor orçamentista entre três e seis anos
–– Monitor de animação e desportos –– Motorista
–– Oficial impressor de litografia –– Motorista (marítimo)
–– Operador mecanográfico –– Operador de máquinas de contabilidade
–– Preparador de trabalhos (serviços técnicos) –– Operador de registo de dados
–– Técnico construtor civil de grau I –– Pasteleiro de 2.ª
–– Pedreiro de 1.ª
Nível IX:
–– Pintor de 1.ª
–– Ajudante de guarda-livros –– Polidor de mármores de 1.ª
–– Apontador –– Polidor de móveis de 1.ª
–– Amassador –– Porteiro de 1.ª
–– Barman/Barmaid de 1.ª –– Rádiotécnico
–– Bate-chapas de 1.ª –– Recepcionista de 1.ª
–– Cabeleireiro –– Recepcionista de garagem
–– Caixeiro de 1.ª –– Serralheiro civil de 1.ª
–– Calceteiro de 1.ª –– Serralheiro mecânico de 1.ª
–– Canalizador de 1.ª –– Soldador de 1.ª
–– Carpinteiro em geral de 1.ª –– Telefonista de 1.ª
–– Carpinteiro de limpos de 1.ª –– Trolha ou pedreiro de acabamentos de 1.ª
–– Cobrador
Nível VIII:
–– Controlador
–– Controlador room-service –– Arquivista técnico
–– Cortador –– Aspirante amassador
–– Cozinheiro de 2.ª –– Aspirante forneiro
–– Chefe de cafetaria –– Assador-grelhador
–– Chefe de gelataria –– Auxiliar de educação
–– Chefe de self-service –– Banheiro
–– Desenhador entre três e seis anos –– Barman/Barmaid de 2.ª
–– Educador de infância –– Bate-chapas de 2.ª
–– Electricista oficial –– Bilheteiro (cinema)
–– Empregado de balcão de 1.ª –– Chefe de lavandaria (ou técnico de lavandaria)
–– Empregado de consultório –– Cafeteiro
–– Empregado de inalações –– Caixa de balcão
–– Empregado de mesa de 1.ª –– Caixeiro de 2.ª
–– Empregado de secção de fisioterapia –– Calista
–– Encarregado de parque de campismo –– Calceteiro de 2.ª
–– Empregado de snack de 1.ª –– Canalizador de 2.ª
–– Encarregado de refeitório de pessoal –– Carpinteiro em geral de 2.ª
–– Escriturário de 2.ª –– Carpinteiro de limpos de 2.ª
–– Especializado (químicos) –– Carpinteiro de toscos
–– Esteno-dactilógrafo em língua portuguesa –– Cavista
–– Entalhador –– Chefe de caddies
–– Estagiário de impressor de litografia –– Chefe de copa
–– Estagiário de operador de computador –– Conferente (comércio)
–– Estofador de 1.ª –– Controlador-caixa
–– Estucador de 1.ª –– Costureira especializada
–– Expedidor de transportes –– Cozinheiro de 3.ª
–– Fiel de armazém –– Desenhador até três anos

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

–– Despenseiro –– Trolha ou pedreiro de acabamentos de 2.ª


–– Disck-Jockey –– Vigilante de crianças com funções pedagógicas
–– Educador de infância estagiário
Nível VII:
–– Empregada de andares/quartos
–– Empregado de armazém –– Ajudante de cabeleireiro
–– Empregado de balcão de 2.ª –– Ajudante de despenseiro/cavista
–– Empregado de compras (metalúrgico) –– Ajudante de electricista
–– Empregado de compras (construção civil e madeiras) –– Ajudante de motorista
–– Empregado de mesa de 2.ª –– Ajudante de projeccionista
–– Empregado de snack de 2.ª –– Bagageiro com três ou mais anos
–– Encarregado de jardins –– Banheiro de termas
–– Encarregado de limpeza –– Bilheteiro
–– Encarregado de vigilantes –– Buvete
–– Entregador de ferramentas de materiais ou produtos –– Caixeiro de 3.ª
–– Escriturário de 3.ª –– Duchista
–– Estagiário de operador de máquinas de contabilidade –– Empregado de gelados
–– Estagiário de operador mecanográfico –– Empregado de mesa/balcão de self-service
–– Estagiário de operador de registo de dados –– Engomador-controlador
–– Esteticista –– Estagiário de cozinheiro do 4.º ano
–– Estofador de 2.ª –– Fogueiro de 3.ª
–– Estucador de 2.ª –– Guarda de acampamento turístico
–– Fiel –– Guarda florestal
–– Fiscal –– Guarda de parque de campismo
–– Florista –– Jardineiro
–– Fogueiro de 2.ª –– Lavador garagista
–– Ladrilhador de 2.ª –– Lubrificador
–– Maquinista de força motriz –– Manipulador/ajudante de padaria
–– Marcador de jogos –– Meio-oficial de barbeiro
–– Marceneiro de 2.ª –– Operador de máquinas de golfe
–– Marinheiro –– Oficial de rega
–– Massagista de estética –– Servente de cargas e descargas
–– Mecânico de 2.ª (madeiras) –– Servente de secção técnica de manutenção e conserva-
–– Mecânico de automóveis de 2.ª ção
–– Mecânico de ar frio e ar condicionado de 2.ª –– Tratador de cavalos
–– Medidor orçamentista até três anos –– Trintanário até três anos
–– Nadador-salvador –– Tirocinante técnico de desenho do 2.º ano
–– Oficial barbeiro –– Vigia de bordo
–– Operador de chefe de zona –– Vigilante de crianças sem funções pedagógicas
–– Operador de máquinas auxiliares –– Vigilante de jogos
–– Operário polivalente
Nível VI:
–– Pedreiro de 2.ª
–– Pintor de 2.ª –– Abastecedor de carburantes
–– Polidor de mármores de 2.ª –– Arrumador (cinema)
–– Polidor de móveis de 2.ª –– Ascensorista com mais de 18 anos
–– Porteiro de 2.ª –– Bagageiro até três anos
–– Praticante cabeleireiro –– Caddie com 18 ou mais anos
–– Preparador-embalador (AA) –– Caixeiro-ajudante
–– Pré-oficial electricista –– Costureira
–– Projeccionista (espectáculos) –– Copeiro com mais de 20 anos
–– Recepcionista de golfe –– Dactilógrafo do 2.º ano
–– Recepcionista de 2.ª –– Empregado de balneários
–– Semiespecializado (químicos) –– Empregado de limpeza
–– Serralheiro civil de 2.ª –– Empregado de refeitório
–– Serralheiro mecânico de 2.ª –– Engomador
–– Soldador de 2.ª –– Engraxador
–– Telefonista de 2.ª –– Estagiário de cozinheiro do 3.º ano
–– Tratador-conservador de piscinas –– Estagiário de escriturário do 2.º ano
–– Trintanário com três ou mais anos –– Estagiário de pasteleiro do 3.º ano

2690
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

–– Manicura –– Aprendiz de despenseiro com 18 ou mais anos do 2.º


–– Lavador ano
–– Operador heliográfico do 2.º ano –– Aprendiz de pasteleiro com 18 ou mais anos do 2.º ano
–– Peão –– Aprendiz de secção técnica de conservação e manuten-
–– Pedicura ção com 18 ou mais anos
–– Porteiro de serviço –– Chegador do 2.º ano
–– Porteiro (restaurantes, cafés e similares)
Nível II:
–– Praticante da construção civil do 3.º ano
–– Roupeiro –– Aprendiz de barman/barmaid com 18 ou mais anos do
–– Tractorista 1.º ano
–– Vigilante –– Aprendiz de barman/barmaid com menos de 18 anos do
2.º ano
Nível V:
–– Aprendiz de cafeteiro com 18 ou mais anos (um ano)
–– Chegador do 3.º ano –– Aprendiz de cavista com 18 ou mais anos do 1.º ano
–– Copeiro até 20 anos –– Aprendiz de cavista com menos de 18 anos do 2.º ano
–– Dactilógrafo do 1.º ano –– Aprendiz da construção civil com menos 18 anos do 2.º
–– Estagiário de barman/barmaid do 2.º ano ano
–– Estagiário de cozinheiro do 2.º ano –– Aprendiz de controlador com 18 ou mais anos de 1.º ano
–– Estagiário escriturário do 1.º ano –– Aprendiz de controlador com menos de 18 anos do 2.º
–– Estagiário de pasteleiro do 2.º ano ano
–– Estagiário de recepcionista do 2.º ano –– Aprendiz de controlador-caixa com 18 ou mais anos
–– Guarda de garagem (seis meses)
–– Guarda de lavabos –– Aprendiz de cozinheiro com 18 ou mais anos do 1.º ano
–– Guarda de vestiário –– Aprendiz de cozinheiro com menos de 18 anos do 2.º
–– Mandarete com 18 ou mais anos ano
–– Moço de terra –– Aprendiz de despenseiro com 18 ou mais anos do 1.º
–– Operador heliográfico do 1.º ano ano
–– Praticante da construção civil do 2.º ano –– Aprendiz de despenseiro com menos de 18 anos do 2.º
–– Tirocinante técnico de desenho do 1.º ano ano
–– Aprendiz de empregado de andares/quartos com 18 ou
Nível IV:
mais anos (seis meses)
–– Estagiário de barman/barmaid do 1.º ano –– Aprendiz de empregado de balcão com 18 ou mais anos
–– Estagiário de cafeteiro (um ano) (um ano)
–– Estagiário de cavista (um ano) –– Aprendiz de empregado de mesa com 18 ou mais anos
–– Estagiário de controlador (um ano) (um ano)
–– Estagiário de controlador-caixa (seis meses) –– Aprendiz de empregado de rouparia/lavandaria com 18
–– Estagiário de cozinheiro do 1.º ano ou mais anos (seis meses)
–– Estagiário de despenseiro (um ano) –– Aprendiz de empregado de snack com 18 anos ou mais
–– Estagiário de empregado de balcão (um ano) anos (um ano)
–– Estagiário de empregado de mesa (um ano) –– Aprendiz de empregado de self-service com 18 ou mais
–– Estagiário de empregado de snack (um ano) anos (seis meses)
–– Estagiário de pasteleiro do 1.º ano –– Aprendiz de padaria
–– Estagiário de recepcionista do 1.º ano –– Aprendiz de pasteleiro com 18 ou mais anos do 1.º ano
–– Estagiário de porteiro (um ano) –– Aprendiz de porteiro com 18 ou mais anos (um ano)
–– Praticante de armazém –– Aprendiz de recepcionista com 18 ou mais anos do 1.º
–– Praticante de caixeiro ano
–– Praticante da construção civil do 1.º ano –– Aprendiz de recepcionista com menos de 18 anos do
–– Praticante de metalúrgico 2.º ano
–– Aprendiz de sec. técnica, manutenção e conservação
Nível III:
com menos de 18 anos do 2.º ano (electromecânico e me-
–– Aprendiz de barman/barmaid com 18 ou mais anos do talúrgico)
2.º ano –– Chegador do 1.º ano
–– Aprendiz de cavista com 18 ou mais anos do 2.º ano
Nível I:
–– Aprendiz de controlador com 18 ou mais anos do 2.º
ano –– Aprendiz de barman/barmaid com menos de 18 anos do
–– Aprendiz de cozinheiro com 18 ou mais anos do 2.º ano 1.º ano
–– Aprendiz da construção civil com 18 ou mais anos do –– Aprendiz de cafeteiro com menos de 18 anos (um ano)
2.º e 3.º anos –– Aprendiz de cavista com menos de 18 anos do 1.º ano

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

–– Aprendiz da construção civil com menos de 18 anos V 583,00 583,00 586,00 586,00
–– Aprendiz de controlador com menos de 18 anos do 1.º IV 580,00 580,00 580,00 580,00
ano
III 580,00 580,00 580,00 580,00
–– Aprendiz de controlador-caixa com menos de 18 anos
II 464,00 464,00 464,00 464,00
(um ano)
–– Aprendiz de cozinheiro com menos de 18 anos do 1.º I 464,00 464,00 464,00 464,00
ano
–– Aprendiz de despenseiro com menos de 18 anos do 1.º B) Tabela mínima pecuniária de base e níveis de remu-
ano neração para trabalhadores da restauração e estabeleci-
–– Aprendiz de empregado de balcão com menos de 18 mentos de bebidas
anos (um ano)
–– Aprendiz de empregado de mesa com menos de 18 anos (Em vigor de 1 de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de
(um ano) 2018)
–– Aprendiz de empregado de rouparia/lavandaria com (em euros)
menos de 18 anos (seis meses)
Grupos
–– Aprendiz de empregado de self-service com menos de Níveis
A B
18 anos (um ano)
XIV 1 158,00 886,00
–– Aprendiz de empregado de snack com menos de 18
XIII 953,00 723,00
anos (um ano)
–– Aprendiz de pasteleiro com menos de 18 anos (um ano) XII 865,00 662,00
–– Aprendiz de porteiro com menos de 18 anos (um ano) XI 826,00 632,00
–– Aprendiz de recepcionista com menos de 18 anos do X 795,00 610,00
1.º ano IX 728,00 605,00
–– Aprendiz de secção técnica, manutenção e conservação VIII 647,00 600,00
com menos de 18 anos do 1.º ano (electromecânica e meta- VII 600,00 590,00
lúrgico)
VI 590,00 585.00
–– Ascensorista até 18 anos
V 580,00 580,00
–– Caddie com menos de 18 anos
–– Mandarete com menos de 18 anos IV 580,00 580,00
III 580,00 580,00
ANEXO II II 464,00 464,00
I 464,00 464,00
Tabelas de remuneração pecuniárias de base
mínimas, notas às tabelas e níveis de remuneração C) Notas às tabelas dos pontos A) e B)
1- Aos trabalhadores administrativos e de fabrico de pas-
A) Tabela de remunerações mínimas pecuniárias de telaria dos estabelecimentos e empresas integrados no grupo
base e níveis de remunerações para os trabalhadores B aplica-se a tabela do grupo C.
de unidades e estabelecimentos hoteleiros e campos de 2- Se o trabalhador classificado como operário polivalente
golfe, inclui e abrange pensões e similares tiver a categoria profissional de 1.ª em alguma das profissões
de serviços técnicos e de manutenção nas unidades hotelei-
(Em vigor de 1 de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de ras, será enquadrada no nível dos oficiais de 1.ª e remunera-
2018) do como tal.
3- Nas instalações de vapor que funcionem nos termos do
(em euros)
despacho aprovado pelo Decreto-Lei n.º 574/71, de 21 de
Grupos dezembro, as retribuições dos trabalhadores que executem
A B C D
Níveis
tarefas inerentes às definidas para a categoria profissional de
XV 1 319,00 1 298,00 1 155,00 1 155,00 fogueiro são acrescidas de 20 %.
XIV 1 236,00 1 221,00 1 080,00 1 080,00 4- Aos trabalhadores dos estabelecimentos de restauração
XIII 1 018,00 1 007,00 908,00 908,00 e similares e de apoio, integrados ou complementares de
XII 926,00 920,00 838,00 838,00 quaisquer meios de alojamento, será observado o grupo sa-
XI 889,00 875,00 794,00 794,00 larial correspondente ao estabelecimento hoteleiro, salvo se,
X 873,00 856,00 766,00 766,00 em virtude da classificação turística mais elevada, não dever
resultar a aplicação de grupo de remuneração superior; igual-
IX 787,00 775,00 698,00 698,00
mente será mantida a aplicação do grupo de remuneração
VIII 698,00 691,00 623,00 623,00
superior; igualmente será mantida a aplicação do grupo de
VII 654,00 646,00 600,00 600,00 remuneração da tabela do ponto A) relativamente aos estabe-
VI 605,00 600,00 591,00 591,00 lecimentos de restauração, similares e outros não integrados

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

em qualquer unidade hoteleira se a entidade patronal o vier G) Trabalhadores do comércio e armazém


aplicando.
1- A idade mínima de admissão será:
a) Para os trabalhadores de armazéns que não comerciali-
ANEXO III
zem os produtos 18 anos;
b) Para os trabalhadores dos estabelecimentos e armazéns
Admissão, carreira profissional e condições
que comercializam directamente os produtos 16 anos.
específicas
H) Trabalhadores técnicos de desenho
I- Condições específicas e preferenciais de admissão 1- Podem ser admitidos como técnicos de desenho os can-
didatos habilitados com diploma dos cursos técnicos seguin-
A) Trabalhadores de hotelaria tes ou que frequentem os referidos da alínea e):
a) Curso de formação industrial ou curso geral técnico
1- Para o serviço de andares, bares e salões de dança a ida- (mecânica, electricidade, construção civil ou artes visuais
de mínima de admissão é de 18 anos. aplicadas);
2- Para os trabalhadores das categorias profissionais das b) Curso complementar técnico (mecanotecnia, electrotec-
secções de recepção e controlo as habilitações mínimas exi- nia, radiotecnia/electrónica, construção civil, equipamentos
gidas são o 11.º ano de escolaridade ou equivalente. e decoração ou artes gráficas);
3- São condições preferenciais de admissão: c) Estágio de desenhador de máquinas ou de construção
a) A posse de diploma de escolas profissionais averbada na civil do Serviço de Formação Profissional do Ministério do
carteira profissional; Trabalho;
b) A posse de título profissional com averbamento de apro- d) Curso de especialização de desenhador industrial ou de
vação em cursos de aperfeiçoamento das escolas profissio- construção civil das escolas técnicas ou curso complementar
nais; técnico de desenho industrial;
c) A posse de carteira profissional. e) Frequência no 9.º ano do curso secundário unificado e
do último ano dos cursos complementares indicados na alí-
B) Trabalhadores administrativos e de informática nea a).
1- A idade mínima de admissão é de 18 anos. 2- Os trabalhadores sem experiência profissional ingressa-
2- As habilitações mínimas exigidas são o 11.º ano de es- rão na profissão:
colaridade ou equivalente; porém, estas habilitações não são a) Com a categoria profissional de técnico de desenho ti-
exigíveis aos trabalhadores que, comprovadamente, tenham rocinante do escalão I, quando habilitados com a formação
já exercido a profissão. escolar referida nas alíneas a) e e) do número 1;
b) Com a categoria profissional de técnico de desenho ti-
rocinante do escalão II, quando habilitados com a formação
C) Trabalhadores electricistas
escolar referida nas alíneas b), c) e d) do número 1.
Os trabalhadores electricistas habilitados com curso de 3- As entidades patronais podem promover o ingresso de
especialidade em escola oficial não poderão ser admitidos trabalhadores de qualquer das categorias profissionais dos
para categorias inferiores à de pré-oficial. técnicos de desenho constantes deste contrato, ainda que sem
habilitações escolares referidas no número 1, desde que os
D) Trabalhadores telefonistas candidatos façam prova documental da profissão e especiali-
dade e de experiência profissional.
1- A idade mínima de admissão é de 18 anos. 4- A habilitação mínima e a idade mínima exigíveis para
2- As habilitações literárias mínimas exigidas são o 6.º ano ingresso nas categorias profissionais de arquivista técnico e
de escolaridade ou equivalente; porém, estas habilitações operador heliográfico são, respectivamente, o 9.º ano de es-
não são exigíveis aos profissionais que, comprovadamente, colaridade ou equivalente e 18 anos.
tenham já exercido a profissão.
I) Enfermeiros
E) Trabalhadores metalúrgicos
Apenas podem ser admitidos os profissionais de enfer-
Os trabalhadores metalúrgicos habilitados com curso de magem que sejam titulares de carta de enfermeiro (Decreto-
especialidade de escola oficial não poderão ser admitidos -Lei n.º 401/76, de 20 de maio), ou do diploma respectivo re-
para categorias profissionais inferiores a oficial de 2.ª gistado na Direcção-Geral da Saúde e da respectiva carteira
profissional ou documento comprovativo da que a requereu.
F) Trabalhadores de garagens
1- A idade mínima de ingresso na categoria profissional de J) Técnicos construtores civis
vendedor de carburantes é de 18 anos. 1- Para a admissão na categoria de técnico construtor ci-
2- A idade mínima de ingresso na categoria profissional de vil os candidatos devem estar habilitados com o diploma do
guarda de garagem é de 21 anos,

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

curso de mestrança de construtor civil e com carteira profis- 2 anos, conforme se trate de trabalhadores admitidos com
sional. menos ou com 18 ou mais anos, respectivamente;
2- Os técnicos construtores civis ingressam directamente b) Não haverá período de aprendizagem para a categoria
na respectiva carreira com a categoria do grau I se tiverem profissional de calceteiro.
menos de um ano de experiência profissional. 2- Os trabalhadores da alínea A), «Hotelaria», sujeitos
a aprendizagem, admitidos com menos de 1 ano, logo que
II- Aprendizagem - Duração e regulamentação completem a referida idade ficam sujeitos à duração prevista
na coluna II do número anterior, computando-se o tempo de
1- A aprendizagem terá a duração estabelecida nas alíneas aprendizagem já efectuado até à referida altura para o cál-
seguintes: culo do período de aprendizagem a que poderão ainda ser
sujeitos.
A) Hotelaria 3- Os aprendizes só podem ser transferidos de secção ou
profissão mediante acordo das partes.
Idade do trabalhador
4- Não haverá período de aprendizagem para os trabalha-
Com menos de 18 Com 18 ou mais
Categorias
anos de idade anos de idade
dores que no momento da admissão se encontram já habi-
litados com o curso de formação profissional das escolas
I II
oficiais.
Duração Períodos Duração Períodos
5- O tempo de aprendizagem em determinada profissão,
Cozinheiro 1.º ano 1.º ano
2 anos 2 anos independentemente da empresa onde tenha sido efectuada,
2.º ano 2.º ano
desde que superior a 45 dias, será contado para efeitos do
1.º ano 1.º ano cômputo do respectivo período, devendo ser certificado nos
Pasteleiro 2 anos 2 anos
2.º ano 2.º ano
termos do número seguinte.
1.º ano 1.º ano 6- Quando cessar o contrato de trabalho de um aprendiz
Recepcionista 2 anos 2 anos
2.º ano 2.º ano
a entidade patronal passar-lhe-á um certificado referente ao
1.º ano 1.º ano
Barman/barmaid 2 anos 2 anos tempo de aprendizagem que já possui, com indicação da pro-
2.º ano 2.º ano
fissão ou profissões em que se verificou.
1.º ano 1.º ano
Despenseiro 2 anos 2 anos 7- A suspensão do contrato de trabalho por impedimento
2.º ano 2.º ano
prolongado respeitante ao trabalhador não será considerada
1.º ano 1.º ano
Cavista 2 anos
2.º ano
2 anos
2.º ano
na contagem do tempo de aprendizagem.
8- Concluído o período de aprendizagem, o aprendiz in-
1.º ano 1.º ano
Controlador 2 anos
2.º ano
2 anos
2.º ano
gressará no período de estágio ou de tirocínio, nas categorias
em que se encontra previsto o estágio ou tirocínio ou na ca-
Porteiro 1 ano 1 ano 1 ano 1 ano
tegoria profissional respectiva nos restantes casos.
Empregado de mesa 1 ano 1 ano 1 ano 1 ano
Empregado de snack 1 ano 1 ano 1 ano 1 ano
III- Estágio e tirocínio - Duração e regulamentação
Empregado de balcão 1 ano 1 ano 1 ano 1 ano
Cafeteiro 1 ano 1 ano 1 ano 1 ano O estágio ou tirocínio existirá nos casos e terá a duração
estabelecida nos pontos seguintes:
Controlador-caixa 1 ano 1 ano 6 meses 6 meses
Empregado de sel-service 1 ano 1 ano 6 meses 6 meses
A) Trabalhadores de hotelaria
Empregado de rouparia/
1 ano 1 ano 6 meses 6 meses
lavandaria Categorias Duração Períodos
Empregado de andares/ 1.º ano
- - 6 meses 6 meses
quartos 2.º ano
Cozinheiro Dois anos
3.º ano
B) Electricista - a duração da aprendizagem é de dois anos;
4.º ano
porém, terminará:
1.º ano
a) Logo que o trabalhador tenha completado 18 anos de Pasteleiro Dois anos 2.º ano
idade e desde que tenha pelo menos 6 meses de aprendiza- 3.º ano
gem; Recepcionista Um ano
1.º ano
b) Logo que o trabalhador conclua com aproveitamento o 2.º ano
curso de especialidade em escola oficial. Barman/Barmaid Dois anos
1.º ano
2.º ano
C) Metalúrgicos - a duração dos períodos de aprendizagem Despenseiro Um ano Um ano
será de um ou dois anos, conforme se trate de trabalhadores
Cavista Um ano Um ano
admitidos com mais ou menos de 18 anos, respectivamente.
Controlador Um ano Um ano
D) Construção civil: Porteiro Um ano Um ano
a) A duração dos períodos de aprendizagem será de 3 ou Empregado de mesa Um ano Um ano

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Empregado de snack Um ano Um ano nal sob cuja orientação e ordens estagiou, ou se tal ingresso
Empregado de balcão Um ano Um ano
estiver condicionado à realização de exame profissional pelo
regulamento da carteira profissional.
Cafeteiro Um ano Um ano
3- O parecer desfavorável, para que produza efeitos sus-
Controlador-caixa Seis meses Seis meses
pensivos da promoção automática, deverá ser notificado pela
entidade patronal ao trabalhador, no mínimo até 30 dias da
B) Administrativos e de informática data prevista para a promoção e nunca antes de 60 dias.
O ingresso nas profissões de escriturário e operador de 4- Dentro do prazo referido no número anterior a entidade
computador poderá ser precedido de estágio. patronal remeterá ao sindicato uma cópia da notificação en-
O estágio para escriturário terá a duração máxima de 2 tregue ao trabalhador.
anos, independentemente da idade do trabalhador no acto de 5- O trabalhador a quem tenha sido vedada a promoção
admissão. automática poderá requerer exame, a realizar em escolas
O estágio para operador de computador, operador de re- profissionais, sendo, desde que obtenha aproveitamento,
gisto de dados, operador mecanográfico e operador de má- promovido ao 1.º grau da categoria respectiva.
quinas de contabilidade terá a duração máxima de 4 meses. 6- O trabalhador a quem tenha sido vedada a promoção
automática não poderá executar, sob a sua exclusiva res-
ponsabilidade, tarefas ou funções respeitantes ao 1.º grau da
C) Metalúrgicos
categoria para que estagia, sendo obrigatoriamente acompa-
O período de tirocínio dos praticantes é de 2 anos. nhado pelo responsável do estágio.
7- O trabalhador estagiário que não tenha conseguido de-
D) Fogueiros cisão favorável no exame realizado em escola profissional
poderá, sucessivamente, decorridos 6 meses, solicitar novos
O período de tirocínio terá a duração de 3 anos. exames com vista a obter aproveitamento e promoção, caso
no decurso de tais períodos não obtenha parecer favorável do
E) Trabalhadores da construção civil e madeiras responsável pelo estágio.
O período de tirocínio é de 3 anos. 8- O tempo de estágio ou de tirocínio em determinada pro-
fissão, independentemente da empresa onde tenha sido reali-
zado, desde que superior a 45 dias, será contado para efeitos
F) Trabalhadores de comércio
do cômputo do respectivo período, devendo ser certificado
O período de tirocínio será de 2 anos; porém, termina nos termos do número seguinte.
logo que o trabalhador complete 18 anos de idade e tenha 9- Quando cessar o contrato de trabalho de um estagiário
pelo menos 6 meses de tirocínio. ou praticante, a entidade patronal passar-lhe-á um certificado
referente ao tempo de estágio ou tirocínio que o trabalhador
G) Técnicos de desenho já realizou, com indicação da profissão ou profissões em que
se verificar.
A duração do tirocínio será a seguinte:
10- A suspensão do contrato de trabalho por impedimento
a) Seis meses para os trabalhadores habilitados com a for-
prolongado respeitante ao trabalhador não será considerada
mação escolar referida na parte I, ponto H), número 1, alí-
na contagem do tempo ou de tirocínio.
neas c) e d);
11- Em qualquer caso ou profissão, os estagiários ou prati-
b) Um ano para os trabalhadores habilitados com a forma-
cantes que terminem com aproveitamento curso de formação
ção escolar referida na parte I, ponto H), número 1, alínea b);
ou aperfeiçoamento da respectiva especialidade em escola
c) Dois anos para os trabalhadores habilitados com a for-
profissional findarão nesse momento o seu estágio, com a
mação escolar referida na parte I, ponto H), número 1, alínea
promoção imediata ao 1.º grau da categoria respectiva.
a);
12- Nenhum trabalhador munido de carteira profissional
d) Três anos para os trabalhadores habilitados com a for-
ou habilitado com o curso profissional de correspondente ca-
mação escolar referida na parte I, ponto H), número 1, alínea
tegoria poderá ser classificado como aprendiz, estagiário ou
e).
praticante, salvo se houver procedido com dolo, caso em que
Neste caso, porém, decorridos 6 meses após a conclusão
o contrato deixará de produzir quaisquer efeitos.
de um dos cursos indicados na alínea b), considera-se termi-
Haverá sempre dolo, se a data de emissão da carteira pro-
nado o período de tirocínio.
fissional for anterior à da celebração do contrato de trabalho,
ou com ela coincidente, e caso o trabalhador não tiver reve-
H) Trabalhadores barbeiros e cabeleireiros lado, no momento de admissão, tal circunstância.
1- O período de tirocínio não poderá ser inferior a 1 ano
nem superior a 4 anos. IV- Acesso - Normas específicas
2- Findo o período de estágio ou tirocínio, o praticante ou
estagiário ingressará automaticamente no 1.º grau da cate- A) Hotelaria
goria profissional respectiva, salvo parecer desfavorável,
escrito e devidamente fundamentado, emitido pelo profissio- 1- O mandarete com mais de 18 anos de idade e 2 anos de

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

serviço efectivo terá preferência no acesso à aprendizagem I) Construtores civis


de qualquer das secções e beneficiará de uma redução de
12- O tempo máximo de permanência dos profissionais
metade do período correspondente de aprendizagem, findo
construtores civis no grau I será de 3 anos.
o qual ingressará como estagiário, nos termos gerais deste
13- Os profissionais construtores civis devidamente cre-
contrato.
denciados serão automaticamente integrados no grau corres-
2- Logo que completem o período de estágio ou tirocínio,
pondente às funções que desempenhem.
os trabalhadores ingressam automaticamente na categoria
14- Ao profissional construtor civil que execute funções
profissional mais baixa da profissão para que estagiaram,
correspondentes a diversos graus será atribuído o grau su-
salvo as excepções previstas neste contrato.
perior.

B) Trabalhadores administrativos
V- Outras condições específicas
3- O acesso dos dactilógrafos processar-se-á nos mesmos
termos do dos estagiários escriturários, sem prejuízo de con-
tinuarem adstritos ao serviço próprio e às funções de dacti- Motoristas ajudantes
lógrafo. 1- Os trabalhadores motoristas e ajudantes de motorista
4- Os escriturários de 3.ª e 2.ª ascendem automaticamen- terão de possuir um livrete de trabalho:
te na categoria profissional imediata logo que completem 3 a) Para registar todos os períodos de trabalho diário, o tra-
anos de trabalho naquelas categorias. balho extraordinário, o prestado em dias de descanso sema-
nal ou dia feriado, no caso de utilizarem o horário móvel;
C) Trabalhadores electricistas b) Para registo do trabalho extraordinário, prestado em
dias de descanso semanal ou feriado, se estiverem sujeitos
5- Os profissionais electricistas classificados como electri-
a horário fixo.
cista-ajudante e electricista pré-oficial ascenderão à catego-
2- Os livretes são pessoais e intransmissíveis e serão ad-
ria imediatamente superior logo que tenham completado 3
quiridos no sindicato que representa o trabalhador ou a res-
anos de trabalho na categoria:
pectiva categoria profissional.
a) O disposto neste número só será aplicável aos traba-
3- Os encarregados com a aquisição, bem como a requisi-
lhadores admitidos após a entrada em vigor deste contrato,
ção de livretes, serão suportados pela empresa.
mantendo-se para os demais o regime de acesso automático
ao fim de 2 anos.
Trabalhadores electricistas
D) Telefonistas 1- O trabalhador electricista terá sempre direito a recusar
cumprir ordens contrárias à boa ética profissional, nomeada-
6- Os telefonistas de 2.ª ascendem automaticamente à ca-
mente normas de segurança de instalações eléctricas.
tegoria imediata logo que completem 2 anos naquela cate-
2- O trabalhador electricista pode recusar obediência a or-
goria.
dens de natureza técnica referentes à execução de serviço
7- Os trabalhadores metalúrgicos de 2.ª classe ascenderão
quando não provenientes de superior técnica e legalmente
à 1.ª logo que completem anos de trabalho na classe.
habilitado.
3- Sempre que no exercício da profissão o trabalhador
F) Trabalhadores de comércio electricista, no desempenho das suas funções, corra riscos
8- O caixeiro-ajudante ascenderá a caixeiro de 3.ª logo que de electrocussão, não poderá trabalhar sem ser acompanhado
complete 2 anos de trabalho na categoria. por outro trabalhador.
9- O terceiro-caixeiro e o segundo-caixeiro ascenderão à
classe imediatamente superior logo que completem 3 anos Construtores civis
de trabalho na categoria.
1- A responsabilidade exigida nos termos legais pela di-
recção e fiscalização de obras, elaboração de projectos e es-
G) Trabalhadores da construção civil e madeiras timativas de custos ou orçamentos só poderá ser exigida ou
10- Os profissionais de construção civil e madeiras de 2.ª assumida pelos construtores civis que efectivamente dirijam
classe ascenderão a 1.ª logo que completem 3 anos na classe. e ou fiscalizem as obras, elaborem ou dirijam os estudos e ou
projectos, estimativas e orçamentos.
H) Barbeiros e cabeleireiros 2- O trabalhador construtor civil terá sempre o direito de
recusar ou fazer cumprir ordens, de executar trabalhos que
11- O acesso às categorias de barbeiros e cabeleireiros sejam contrários à boa ética profissional, que não respeitem
apenas é permitido aos profissionais das categorias imediata- as normas técnicas e específicas da construção que lhe sejam
mente inferiores, com o período mínimo de 1 ano de prática aplicáveis e demais regulamentos e legislação em vigor.
e aprovação no exame profissional respectivo.

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Trabalhadores em salas de cinema tes de andares, um será obrigatoriamente classificado como


governante geral de andares.
Nos cinemas considera-se para todos os efeitos que cada
5- Mesas
sessão tem uma duração mínima de 4 horas.
5.1- Nos estabelecimentos com 5 profissionais de mesa,
observar-se-á o seguinte quadro de densidades mínimas:
ANEXO IV
Número de trabalhadores
Categorias
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A- Quadro de densidades especiais
Chefe de mesa - - - - - - - - - 1
Nos hotéis e albergarias com mais de 60 quartos as sec- Empregado de 1.ª 1 1 1 2 2 3 3 3 4 4
ções são obrigatoriamente separadas e nelas apenas poderá Empregado de 2.ª - 1 2 2 3 3 4 5 5 5
haver categorias de grau inferior desde que haja pelo menos
um profissional em cada um e em todos os graus superiores 5.2- Havendo mais de 10 profissionais, para os que exce-
da mesma secção. derem este número, observar-se-á a mesma proporção; po-
rém a categoria de chefe de mesa será substituída pela de
subchefe de mesa.
B- Densidades mínimas de profissões hoteleiras
6- Bares
Sem prejuízo do disposto na alínea anterior, serão obser- 6.1- Nos bares até 10 barmen, observar-se-á o seguinte
vadas as seguintes densidades mínimas: quadro de densidades mínimas:
1- Recepção
1.1- Nas secções de recepção observar-se-á o seguinte Número de trabalhadores
Categorias
quadro de densidades mínimas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Chefe de bar - - - - - 1 1 1 1 1
Número de trabalhadores
Categorias Barman de 1.ª 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Barman de 2.ª - 1 2 2 3 3 4 4 5 6
Chefe de recepção - - - - - 1 1 1 1 1
Recepcionista de 1.ª 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3
6.2- Havendo mais de 10 barmen, observar-se-á a mesma
Recepcionista de 2.ª - 1 2 2 3 3 4 4 5 6 proporção. Porém, a categoria de chefe de bar será substituí-
da pela de subchefe de bar.
1.2- Nas recepções com mais de 10 recepcionistas obser- 6.3- Nas unidades ou complexos hoteleiros onde haja 3
var-se-á, para os que excederem este número, a mesma pro- ou mais bares ou 2 e 1 boite existirá obrigatoriamente um
porção. Porém, a categoria de chefe de recepção será substi- supervisor de bares.
tuída pela de subchefe de recepção. 7- Balcão
2- Controlo 7.1- Na secção de balcão observar-se-á o seguinte quadro
2.1- Havendo secção de controlo com 5 ou controladores, de densidades mínimas:
um será obrigatoriamente classificado como chefe de secção
de controlo. Número de trabalhadores
Categorias
2.2- Para este efeito não são contados os controladores- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
-caixa. Chefe de balcão - - - - - 1 1 1 1 1
3- Portaria Empregado de balcão de 1.ª 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3
3.1- Nas secções de portaria observar-se-á o seguinte qua- Empregado de balcão de 2.ª - 1 2 2 3 3 4 4 5 6
dro de densidades mínimas:
7.2- Havendo mais de 10 trabalhadores, observar-se-á a
Número de trabalhadores mesma proporção.
Categorias 8- Snack
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
8.1- Nos snacks observar-se-á o seguinte quadro de densi-
Chefe de portaria - - - - - 1 1 1 1 1
dades mínimas:
Porteiro de 1.ª 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3
Porteiro de 2.ª - 1 2 2 3 3 4 4 5 6 Número de trabalhadores
Categorias
3.2- Nas portarias com mais de 10 porteiros, observar-se-á, 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
para os que excederem este número, as mesma proporção. Chefe de snack - - - - - 1 1 1 1 1
4- Andares Empregado de snack de 1.ª 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3
4.1- Nos estabelecimentos com 10 ou mais empregados Empregado de snack de 2.ª - 1 2 2 3 3 4 4 5 6
de quarto, um será obrigatoriamente classificado como go-
8.2- Havendo mais de 10 trabalhadores, observar-se-á a
vernante.
mesma proporção.
4.2- Para além disso, haverá mais um governante para cada
9- Cozinha
grupo de 10 empregados de quarto.
9.1- O quadro de pessoal de cozinha deverá obedecer às
4.3- Nos estabelecimentos onde haja 5 ou mais governan-
seguintes densidades mínimas:

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Número de trabalhadores 13- Cafetaria


Categorias 13.1- Nos estabelecimentos onde haja cinco ou mais ca-
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
feteiros, um será obrigatoriamente classificado como chefe
Chefe de cozinha - - - - - - - - - 1 de cafetaria.
Cozinheiro de 1.ª - - - 1 1 1 1 1 1 1
14- Copa
Cozinheiro de 2.ª 1 1 1 1 1 2 2 3 3 3
2 3 3 4 4 5 5
14.1- Nas copas onde haja 6 ou mais copeiros, 1 será obri-
Cozinheiro de 3.ª - 1 2
gatoriamente classificado como chefe de copa.
9.2- Havendo mais de 10 profissionais, aplicar-se-ão as 15- Telefones:
mesmas proporções para os que excederem aquele número; 15.1- Nos estabelecimentos com 5 ou mais telefonistas, 1
porém, a categoria de chefe de cozinha será substituída pela será obrigatoriamente classificado como encarregado de te-
de subchefe. lefones.
9.3- Densidades especiais mínimas na cozinha:
a) Nas unidades e complexos hoteleiros onde o serviço de C - Densidades mínimas nas profissões não hoteleiras
cozinha esteja organizado em partidas, nelas haverá obriga-
toriamente as seguintes densidades:
Administrativos
Primeiro- Segundo- Terceiro- Estagiário
Partidas
-cozinheiro -cozinheiro -cozinheiro ou aprendiz 1- Quadro de densidades mínimas de escriturários:
Molheiro (saucier) 1 --- 1 1
Peixes e sopas (entremitier) --- 1 1 1 Número de trabalhadores
Guarda-comidas (guarde- 1 --- 2 1 Categorias
-mangés 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
b) Quando existirem mais partidas, estas terão obrigatoria- Primeiros - - 1 1 1 1 2 2 2 2
Segundos 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3
mente a seguinte densidade mínima:
Terceiros - 1 1 2 2 3 3 3 4 5
Cozinheiro de 1.ª ou 2.ª - 1;
Cozinheiro de 3.ª - 1; 2- Havendo mais de 10 escriturários, observar-se-ão as
Estagiário ou aprendiz - 1. mesmas proporções mínimas.
10- Pastelaria (restaurantes e similares): 3- O número total de estagiários para escriturários não po-
10.1- O quadro de pessoal de pastelaria deverá obedecer às derá ser superior a 25 % dos escriturários ou a 1, no caso de
seguintes densidades mínimas: o número desses ser inferior a 4.
4- Nos escritórios com 5 ou mais profissionais adminis-
Número de trabalhadores trativos, um será obrigatoriamente classificado como chefe
Categorias
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 de secção.
Chefe de pasteleiro - - - - - 1 1 1 1 1 5- Nos escritórios com 10 ou mais trabalhadores adminis-
Pasteleiro de 1.ª - - 1 1 1 1 1 1 1 2 trativos, 1 será obrigatoriamente classificado como chefe de
Pasteleiro de 2.ª 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 departamento, de divisão ou de serviços.
Pasteleiro de 3.ª - 1 2 2 3 3 3 4 5 5 6- Nos escritórios com 20 ou mais trabalhadores adminis-
10.2- Havendo mais de 10 pasteleiros, observar-se-á a trativos é obrigatória a existência de um director de serviços.
mesma proporção. 7- Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, sem-
10.3- Nas pequenas fábricas de pastelaria até 3 profissio- pre que haja secção ou serviços constituídos é obrigatória a
nais, havendo um chefe pasteleiro não é obrigatória a exis- existência de um trabalhador qualificado na chefia respecti-
tência de um primeiro-pasteleiro. va.
11- Pastelaria (hotéis e similares)
11.1- O quadro de pessoal de pastelaria deverá obedecer às Metalúrgicos
seguintes densidades mínimas: 1- Quadro de proporções mínimas relativamente aos traba-
Número de trabalhadores lhadores da mesma profissão.
Categorias
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Número de trabalhadores
Escalões
Chefe de pasteleiro - - - - - 1 1 1 1 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Pasteleiro de 1.ª 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3 Primeiros - 1 1 1 2 2 2 3 3 3
Pasteleiro de 2.ª - 1 2 2 3 3 4 4 5 6 Segundos 1 1 2 3 3 4 5 5 6 7
11.2- Havendo mais de 10 pasteleiros, observar-se-á a 2- Havendo mais de 10 metalúrgicos da mesma profissão,
mesma proporção. seguir-se-ão as mesmas profissões.
11.3- Nos hotéis e similares de hotéis não é permitida a 3- O pessoal de chefia não será considerado para efeito das
categoria de terceiro-pasteleiro. proporções mínimas estabelecidas no número 1.
12- Economato 4- Nos estabelecimentos onde haja 11 ou mais trabalha-
12.1- Nos economatos com 8 ou mais trabalhadores um dores metalúrgicos, um será obrigatoriamente classificado
será obrigatoriamente classificado como ecónomo. como chefe de equipa.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

5- Nos estabelecimentos onde haja 20 ou mais trabalha- b) Quando o número de profissionais for superior a 10,
dores metalúrgicos, um será obrigatoriamente classificado manter-se-ão as proporções estabelecidas no quadro da alí-
como encarregado. nea a);
6- O número total de aprendizes e praticantes não poderá c) Nos estabelecimentos com 5 ou mais caixeiros, 1 será
ser superior a 50 % do total de oficiais metalúrgicos, obrigatoriamente classificado como caixeiro-encarregado ou
caixeiro chefe de secção;
Fogueiros d) O número de praticantes não poderá exceder 25 % do
número de caixeiros;
Sempre que haja no quadro de um estabelecimento 3 ou e) O número de caixeiros-ajudantes não poderá exceder o
mais profissionais fogueiros, 1 será obrigatoriamente classi- de terceiros-caixeiros.
ficado como encarregado. 2- Armazéns:
a) Quando existam até 10 trabalhadores de armazém, 1
Electricistas será classificado como fiel de armazém;
1- Quadro de densidades mínimas de trabalhadores elec- b) Quando existam de 10 a 15 trabalhadores de armazém,
tricistas: haverá 1 encarregado e 1 fiel de armazém;
c) Quando existam mais de 15 trabalhadores de armazém,
Número de trabalhadores haverá 1 encarregado e 2 fiéis de armazém.
Escalões
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Oficial 1 1 1 2 3 3 3 4 5 6 Construção civil e madeiras
Pré-oficial - 1 1 1 1 2 2 2 2 2
Ajudante - - 1 1 1 1 2 2 2 2 1- O número de oficiais de 1.ª não poderá ser inferior a
50 % do número de oficiais de 2.ª
2- Havendo mais de 10 profissionais, observar-se-ão as 2- Nas empresas onde exista somente um oficial, este terá
mesmas proporções mínimas. de ser obrigatoriamente classificado como oficial de 1.ª
3- O pessoal de chefia não será considerado para efeito das
proporções mínimas estabelecidas no número 1.
Trabalhadores de cinema
4- Nos estabelecimentos com mais de 3 oficiais electricis-
tas, pelo menos 1 será obrigatoriamente classificado como No serviço de sala até 100 lugares terá de haver no mí-
chefe de equipa. nimo 1 fiscal e 4 arrumadores por cada 100 lugares a mais,
5- Nos estabelecimentos que tiverem ao seu serviço 5 ou mais um arrumador.
mais oficiais, pelo menos 1 será obrigatoriamente classifica-
do como encarregado. ANEXO V
6- O número de aprendizes e ajudantes não poderá exceder
50 % do número de oficiais e pré-oficiais electricistas. Quadros, níveis de remuneração e de qualificação e
definição técnica das categorias profissionais
Comércio
As categorias profissionais constantes deste anexo estão
1- Balcão: referidas a certa espécie de secção, serviço ou estabeleci-
a) Quadro de proporções mínimas dos caixeiros: mento e não poderão existir senão nessas secções, serviços
ou estabelecimentos.
Número de trabalhadores
Categorias
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Primeiros - - 1 1 1 1 2 2 2 2
Segundos 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3
Terceiros - 1 1 2 2 3 3 3 4 5

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

Nível de Nível de
remuneração qualificação
1- Direcção
1. Director de hotel XV 1
2. Assistente de direcção XIV 1
3. Director de alojamento XIV 1
4. Director comercial XIV 1
5. Director de produção XIV 1
6. Subdirector de hotel XIV 1
7. Director de restaurantes e similares XIII 1
8. Chefe de pessoal XIII 2.2
9. Director de pensão XIII 2.2
10. Encarregado (restaurantes e similares) XII 2.2

2- Recepção
1. Chefe de recepção XIII 2.2
2. Subchefe de recepção XII 3
3. Recepcionista de 1.ª IX 4.2
4. Recepcionista de 2.ª VIII 5.3
5. Recepcionista estagiário do 2.º ano V A.3
6. Recepcionista estagiário do 1.º ano IV A.3
7. Recepcionista aprendiz com 18 ou mais anos do 2.º ano III A.4
8. Recepcionista aprendiz com 18 ou mais anos do 1.º ano II A.4
9. Recepcionista aprendiz com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
10. Recepcionista aprendiz com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4

3- Controlo
1. Chefe de secção de controlo XII T.2
2. Controlador(a) IX 5.3
3. Controlador-caixa VIII 5.3
4. Controlador estagiário (um ano) IV A.3
5. Controlador-caixa estagiário (seis meses) IV A.3
6. Controlador aprendiz com 18 ou mais anos do 2.º ano III A.4
7. Controlador aprendiz com 18 ou mais anos do 1.º ano II A.4
8. Controlador aprendiz com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
9. Controlador aprendiz com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4
10. Controlador-caixa aprendiz com mais de 18 anos (seis meses) II A.4
11. Controlador-caixa aprendiz com menos de 18 anos (um ano) I A.4

4- Portaria
1. Chefe de portaria XII 2.2
2. Porteiro de 1.ª IX 4.2
3. Porteiro de 2.ª VIII 5.3
4. Trintanário com 3 ou mais anos de função VIII 6.2
5. Trintanário até 3 anos de função VII 6.2

2700
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

6. Bagageiro com 3 ou mais anos de função VII 6.2


7. Bagageiro até 3 anos de função VI 6.2
8. Porteiro de serviço VI 6.2
9. Porteiro (restaurantes, cafés e similares) VI 6.2
10. Ascensorista com 18 ou mais anos VI 6.2
11. Guarda de vestiário V 7.2
12. Mandarete com 18 ou mais anos V 6.2
13. Porteiro estagiário IV A.3
14. Porteiro aprendiz com 18 ou mais anos (um ano) II A.4
15. Porteiro aprendiz com menos de 18 anos (um ano) I A.4
16. Ascensorista até 18 anos I A.4
17. Mandarete com menos de 18 anos I A.4

5- Andares
1. Governante geral de andares XI 2.2
2. Governante de andares IX 3
3. Empregado de andares/quartos VIII 6.2
4. Empregado de andares/quartos com 18 ou mais anos (seis II A.4
meses)

6- Mesas
1. Chefe de mesa XII 2.2
2. Subchefe de mesa XI 3
3. Escanção X 4.2
4. Empregado de mesa de 1.ª IX 4.2
5. Empregado de mesa de 2.ª VIII 5.3
6. Marcador de jogos VIII 6.2
7. Empregado de mesa estagiário (um ano) IV A.3
8. Empregado de mesa aprendiz com 18 ou mais anos (um ano) II A.4
9. Empregado de mesa aprendiz com menos de 18 anos (um ano) I A.4

7- Bar
1. Supervisor de bares XIII 2.2
2. Chefe de barman XII 2.2
3. Barman/barmaid de 1.ª IX 4.2
4. Barman/barmaid de 2.ª VIII 5.3
5. Barman/barmaid estagiário do 2.º ano V
6. Barman/barmaid estagiário do 1.º ano IV A.3
7. Barman/barmaid aprendiz com 18 ou mais anos do 2.º ano III A.4
8. Barman/barmaid aprendiz com 18 ou mais anos do 1.º ano II A.4
9. Barman/barmaid aprendiz com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
10. Barman/barmaid aprendiz com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4

8- Balcão
1. Chefe de balcão X 3
2. Empregado de balcão de 1.ª IX 5.3

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

3. Empregado de balcão de 2.ª VIII 5.3


4. Empregado de balcão estagiário (um ano) IV A.3
5. Empregado de balcão aprendiz com 18 ou mais anos (um ano) II A.4
6. Empregado de balcão aprendiz com menos de 18 anos (um ano) I A.4

9- Snack-bar
1. Chefe de snack XII 3
2. Empregado de snack de 1.ª IX 5.3
3. Empregado de snack de 2.ª VIII 5.3
4. Empregado de snack estagiário (um ano) IV A.3
5. Empregado de snack aprendiz com 18 ou mais anos (um ano) II A.4
6. Empregado de snack aprendiz com menos de 18 anos (um ano) I A.3

10- Self-service
1. Chefe de self-service IX 3
2. Empregado de mesa/balcão de self-service VII 5.3
3. Empregado de mesa/balcão de self-service aprendiz com 18 ou II A.4
mais anos (seis meses)
4.Empregado de mesa /balcão de self-service aprendiz com menos I A.4
de 18 anos (um ano)

11- Cozinha
1. Chefe de cozinha XIV 2.2
2. Subchefe de cozinha XIII 3
3. Cozinheiro de 1.ª XII 4.2
4. Cozinheiro de 2.ª IX 4.2
5. Cozinheiro de 3.ª VIII 5.3
6. Cozinheiro estagiário do 4.º ano VII A.3
7. Cozinheiro estagiário do 3.º ano VI A.3
8. Cozinheiro estagiário do 2.º ano V A.3
9. Cozinheiro estagiário do 1.º ano IV A.3
10. Cozinheiro aprendiz com 18 ou mais anos do 2.º ano III A.4
11. Cozinheiro aprendiz com 18 ou mais anos do 1.º ano II A.4
12. Cozinheiro aprendiz com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
13. Cozinheiro aprendiz com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4
14. Cortador IX 5.3
15. Assador-grelhador VIII 5.3

12- Pastelaria
1. Chefe/mestre pasteleiro XIII 2.2
2. Pasteleiro de 1.ª XI 4.2
3. Pasteleiro de 2.ª IX 4.2
4. Pasteleiro de 3.ª (só restaurantes e similares como fabrico) IX 4.2
5. Pasteleiro estagiário do 3.º ano VI A.3
6. Pasteleiro estagiário do 2.º ano V A.3

2702
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

7. Pasteleiro estagiário do 1.º ano IV A.3


8. Pasteleiro aprendiz com 18 ou mais anos do 2.º ano III A.4
9. Pasteleiro aprendiz com 18 ou mais anos do 1.º ano II A.4
10. Pasteleiro aprendiz com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
11. Pasteleiro aprendiz com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4

13- Economato
1. Chefe de compras/ecónomo XII 2.2
2. Despenseiro VIII 5.3
3. Cavista VIII 5.3
4. Despenseiro estagiário (um ano) IV A.3
5. Cavista estagiário (um ano) IV A.3
6. Despenseiro aprendiz com 18 ou mais anos do 2.º ano III A.4
7. Cavista aprendiz com 18 ou mais anos do 2.º ano III A.4
8. Despenseiro aprendiz com 18 ou mais anos do 1.º ano II A.4
9. Cavista aprendiz com 18 ou mais anos do 1.º ano II A.4
10. Despenseiro aprendiz com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
11. Cavista aprendiz com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
12. Despenseiro aprendiz com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4
13. Cavista aprendiz com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4
14. Ajudante de despenseiro/cavista VII 6.2

14- Cafetaria
1. Chefe de cafetaria IX 3
2. Cafeteiro VIII 5.3
3. Cafeteiro estagiário (um ano) IV A.3
4. Cafeteiro aprendiz com 18 ou mais anos (um ano) II A.4
5. Cafeteiro aprenriz com menos de 18 anos (um ano) I A.4

15- Copa
1. Chefe de copa VIII 3
2. Copeiro com 2 ou mais anos de função VI 6.2
3. Copeiro até 2 anos da função V 6.2

16- Rouparia e ou Lavandaria


1. Governante de rouparia e ou lavandaria IX 3
2. Costureira especializada VIII 5.3
3. Engomador-controlador VII 5.3
4. Costureira VI 6.2
5. Engomador VI 6.2
6. Lavador VI 6.2
7. Roupeiro VI 6.2
8. Empregado de rouparia/lavandaria aprendiz com 18 ou mais II A.4
anos (seis meses)
9. Empregado de rouparia/lavandaria aprendiz com menos de 18 I A.4
anos (seis meses)

2703
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

17- Limpeza
1. Encarregado de limpeza VIII 3
2. Empregado de limpeza VI 6.2
3. Guarda de lavabos V 7.2

18- Room-service
1. Controlador de room-service IX 4.2

19- Gelataria
1. Chefe de gelataria IX 3
2. Empregado de gelados VII 5.3

20- Refeitório
1. Encarregado de refeitório IX 3
2. Empregado de refeitório VI 6.2

21 - Vigilância
1. Encarregado de vigilantes VIII 3
2.Vigilante VI 6

22- Termas
1. Encarregado termal X 3
2. Empregado de consultório IX 5.4
3. Empregado de inalações IX 5.4
4. Empregado de secção de fisioterapia IX 5.4
5. Banheiro de termas VII 5.4
6. Buvete VII 6.1
7. Duchista VII 6.1

23- Golfe
1. Director de golfe XIV 1
2. Secretário de golfe XIII 2.2
3. Chefe de manutenção de golfe XIII 3
4. Capataz de campo X 4.1
5. Capataz de rega X 4.1
6. Operador-chefe de zona VIII 6.1
7. Recepcionista de golfe VIII 6.1
8. Chefe de caddies VIII 3
9. Oficial de rega VII 6.1
10. Operador de máquinas de golfe VII 6.1
11. Caddie com 18 ou mais anos VI 6.1
12. Peão VI 7.1
13. Caddie com menos de 18 anos I A.4

24- Praias e piscinas

2704
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

1. Encarregado de praias e piscinas XII 3


2. Banheiro VIII 5.4
3. Nadador-salvador VIII 5.4
4. Tratador – conservador de piscinas VIII 6.1
5. Bilheteiro VII 6.1
6. Empregado de balneários VI 7.1
7. Moço de terra V 7.1

25- Bowling
1. Chefe de bowling X 3

26- Animação e desportos


1. Director artístico XIV 1
2. Encarregado de animação e desportos XII 3
3. Monitor de animação e desportos X 5.4
4. Disck-Jockey VIII 5.4
5. Tratador de cavalos VII 6.1

27- Parques de campismo


1. Encarregado de parquet de campismo IX 3
2. Guarda de parque de campismo VII 6.1
3. Guarda de acompanhamento turístico VII 6.1

28- Jardins
1. Encarregado de jardins VIII 3
2. Jardineiro VII 5.4

29- Arranjos florais


1. Florista VIII 5.4

30- Florestas
1. Guarda-florestal VII 5.4

31- Categorias sem enquadramento específico


1. Vigilante de crianças sem funções pedagógicas VII 6.1
2. Vigilante de jogos VII 6.1
3. Tractorista VI 6.1
4. Engraxador VI 7.1

32- Telefones
1. Encarregado de telefones X 3
2. Telefonista de 1.ª IX 5.4
3. Telefonista de 2.ª VIII 6.1

33- Cinema
1. Gerente X 3

2705
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

2. Projeccionista VIII 5.4


3. Fiel VIII 5.4
4. Fiscal VIII 5.4
5. Bilheteiro VIII 6.1
6. Ajudante de projeccionista VII 6.1
7. Arrumador VI 7.1

34- Administrativos
1. Director de serviços XIV 2.2
2. Chefe de departamento, de divisão ou de serviços XIII 2.1
3. Contabilista XIII 2.1
4. Chefe de secção XII 2.1
5. Tesoureiro XII 2.1
6. Guarda livros XII 2.1
7. Secretário de direcção XI 4.1
8. Correspondente em línguas estrangeiras XI 4.1
9. Esteno-dactilógrafo em línguas estrangeiras X 5.1
10. Caixa X 5.1
11. Escriturário de 1.ª X 5.1
12. Escriturário de 2.ª IX 5.1
13. Ajudante de guarda-livros IX 5.1
14. Esteno-dactilógrafo em língua portuguesa IX 5.1
15. Operador de telex IX 5.1
16. Cobrador IX 5.1
17. Operador de máquinas de contabilidade IX 5.1
18. Escriturário de 3.ª VIII 6.1
19. Operador de máquinas auxiliares VIII 6.1
20. Operador de máquinas de contabilidade estagiário VIII A.1
21. Dactilógrafo do 2.º ano VI 6.1
22. Escriturário estagiário do 2.º ano VI A.1
23. Dactilógrafo do 1.º ano V 6.1
24. Escriturário estagiário do 1.º ano V A.1

35- Informática
1. Analista de informática XIV 1
2. Programador de informática XIII 2.1
3. Programador mecanográfico XII 4.1
4. Operador de computador XI 4.1
5. Operador mecanográfico X 5.1
6. Operador de registo de dados IX 5.1
7. Operador de computador estagiário IX A.1
8. Operador mecanográfico estagiário VIII A.1
9. Operador de registo de dados estagiário VIII A.1

36- Serviços técnicos de manutenção


A) Categorias sem enquadramento específico

2706
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

1. Director de serviços técnicos XIV 1


2. Chefe de manutenção, de conservação ou de serviços técnicos XIII 2.2
3. Preparador de trabalho(a) X 4.1
4. Apontador(a) IX 5.4
5. Operário polivalente(a) VIII 5.4
6. Servente(a) VII 7.2

B) Construção civil e madeiras


7. Encarregado geral XIII 2.2
8. Encarregado fiscal(a) XII 3
9. Encarregado de obras(a) XII 3
10. Encarregado(a) XII 3
11. Chefe de equipa(a) X 3
12. Carpinteiro de limpos de 1.ª (a) IX 5.4
13. Estucador de 1.ª (a) IX 5.4
14. Ladrilhador de 1.ª (a) IX 5.4
15. Pedreiro de 1.ª(a) IX 5.4
16. Pintor de 1.ª (a) IX 5.4
17. Polidor de mármores de 1.ª (a) IX 5.4
18. Carpinteiro em geral de 1.ª (a) IX 5.4
19. Calceteiro de 1.ª (a) IX 5.4
20. Trolha ou pedreiro de acabamentos de 1.ª (a) IX 5.4
21. Entalhador (a) IX 5.4
22. Estofador (a) IX 5.4
23. Marceneiro de 1.ª (a) IX 5.4
24. Mecânico de madeiras de 1.ª (a) IX 5.4
25. Polidor de móveis de 1.ª (a) IX 5.4
26. Carpinteiro de limpos de 2.ª (a) VIII 6.1
27. Estucador de 2.ª (a) VIII 6.1
28. Ladrilhador de 2.ª (a) VIII 6.1
29. Pedreiro de 2.ª VIII 6.1
30. Pintor de 2.ª VIII 6.1
31. Polidor de mármores de 2.ª (a) VIII 6.1
32. Carpinteiro em geral de 2.ª (a) VIII 6.1
33. Calceteiro de 2.ª (a) VIII 6.1
34. Trolha ou pedreiro de acabamentos de 2.ª (a) VIII 6.1
35. Estofador de 2.ª (a) VIII 6.1
36. Merceneiro de 2.ª (a) VIII 6.1
37. Mecânico de madeiras de 2.ª (a) VIII 6.1
38. Polidor de móveis de 2.ª (a) VIII 6.1
39. Carpinteiro de toscos (a) VIII 6.1
40. Praticante de construção civil do 3.º ano VI A.3
41. Praticante de construção civil do 2.º ano V A.3
42. Praticante de construção civil do 1.º ano IV A.3
43. Aprendiz de construção civil com 18 ou mais anos do 2.º e 3.º III A.4
anos II A.4

2707
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

44. Aprendiz da construção civil com 18 ou mãos anos do 1.º ano I A.4
45. Aprendiz da construção civil com menos de 18 anos

C) Metalúrgicos
46. Encarregado (a) XII 3
47. Chefe de equipa (a) XII 3
48. Bate-chapas de 1.ª (a) IX 5.4
49. Canalizador de 1.ª (a) IX 5.4
50. Mecânico de automóveis de 1.ª (a) IX 5.4
51. Mecânico de frio e ar condicionado de 1.ª (a) IX 5.4
52. Pintor de 1.ª (a) IX 5.4
53. Serralheiro civil de 1.ª (a) IX 5.4
54. Serralheiro mecânico de 1.ª (a) IX 5.4
55. Soldador de 1.ª (a) IX 5.4
56. Bate-chapas de 2.ª (a) VIII 6.1
57. Canalizador de 2.ª (a) VIII 6.1
58. Mecânico de automóveis de 2.ª (a) VIII 6.1
59. Mecânico de frio e ar condicionado de 2.ª (a) VIII 6.1
60. Pintor de 2.ª (a) VIII 6.1
61. Serralheiro civil de 2.ª (a) VIII 6.1
62. Serralheiro mecânico de 2.ª (a) VIII 6.1
63. Soldador de 2.ª (a) VIII 6.1
64. Empregado de compras (a) VIII 6.1
65. Entregador de ferramentas, materiais e produtos (a) VIII 6.1
66. Maquinista de força motriz (a) VIII 6.1
67. Praticante (de todas as especialidades) IV A.3
68. Aprendiz (de todas as especialidades) com 18 ou mais anos III A.4
69. Aprendiz (de todas as especialidades) com menos de 18 anos II A.4
do 2.º ano
70. Aprendiz (de todas as especialidades) com menos de 18 anos I A.4
do 1.º ano

D) Electricistas
71. Encarregado electricista (a) XII 3
72. Chefe de equipa de electricista (a) X 3
73. Radiotécnico XII 4.1
74. Oficial electricista (a) IX 5.4
75. Pré-oficial electricista (a) VIII 6.1
76. Ajudante electricista (a) VIII 6.1
77. Aprendiz de electricista com mais de 18 anos III A.4
78. Aprendiz de electricista com menos de 18 anos do 2.º ano II A.4
79. Aprendiz de electricista com menos de 18 anos do 1.º ano I A.4

E) Fogueiros
80. Encarregado de fogueiro (a) XII 3
81. Fogueiro de 1.ª (a) IX 5.4

2708
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

82. Fogueiro de 2.ª (a) VIII 5.4


83. Fogueiro de 3.ª (a) VII 6.1
84. Chegador do 3.º ano V A.4
85. Chegador do 2.º ano III A.4
86. Chegador do 1.º ano II A.4

F) Técnicos construtores civis


87. Técnico de construtor civil do grau IV XIII 4.1
88. Técnico de construtor civil do grau III XII 4.1
89. Técnico de construtor civil do grau II XII 4.1
90. Técnico de construtor civil do grau I X 4.1

38- Serviços complementares e de apoio


A) Transportes e garagem
1. Encarregado de geral de garagem (a) XII 3
2. Chefe de movimento (a) XII 3
3. Encarregado de pessoal de garagem (a) X 3
4. Expedidor de transportes IX 5.4
5. Motorista IX 5.4
6. Recepcionista de garagem IX 5.4
7. Lubrificador (a) VII 6.1
8. Ajudante de motorista (a) VII 7.1
9. Lavador-garagista VII 6.1
10. Servente de cargas e descargas VII 7.1
11. Abastecedor de carburantes VI 6.1
12. Guarda de garagens V 7.1

B) Técnicos de desenho
13. Técnico industrial XIII 2.2
14. Desenhador projectista XIII 2.2
15. Medidor-orçamentista-coordenador XII 2.2
16. Assistente operacional XII 2.2
17. Desenhador de publicidade e artes gráficas XII 4.1
18. Desenhador com 6 ou mais anos de função XII 4.1
19. Medidor-orçamentista com 6 ou mais anos de função X 4.1
20. Desenhador entre 3 e 6 anos de função IX 5.4
21. Medidor-orçamentista entre 3 e 6 anos de função IX 5.4
22. Desenhador até 3 anos de função VIII 5.4
23. Medidor-orçamentista até 3 anos de função VIII 5.4
24. Arquivista técnico VIII 6.1
25. Tirocinante técnico de desenho do 2.º ano VII A.3
26. Operador heliográfico do 2.º ano VI 6.1
27. Tirocinante técnico de desenho do 1.º ano V A.3
28. Operador heliográfico do 1.º ano V 6.1

C) Comércio (balcão)

2709
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

29. Caixeiro-encarregado XII 3


30. Caixeiro-chefe de secção XII 3
31. Caixeiro de 1.ª IX 5.2
32. Caixeiro de 2.ª VIII 5.2
33. Caixa de balcão VIII 5.2
34. Caixeiro de 3.ª VII 6.1
35. Caixeiro-ajudante VI 6.1
36. Caixeiro praticante IV A.2

D) Comércio (armazém)
37. Encarregado de armazém XII 3
38. Fiel de armazém IX 5.2
39. Conferente VIII 6.1
40. Empregado de armazém VIII 6.1
41. Praticante de armazém IV A.2

E) Barbeiros e cabeleireiros
42. Cabeleireiro completo X 4.1
43. Cabeleireiro de homens X 4.1
44. Cabeleireiro IX 5.4
45. Oficial barbeiro VIII 6.1
46. Meio-oficial de barbeiro VII 6.1
47. Praticante de cabeleireiro VIII 6.1
48. Ajudante de cabeleireiro VII 7.1

F) Estética e sauna
49. Massagista terapêutico de recuperação e sauna IX 5.4
50. Massagista de estética VIII 5.4
51. Esteticista VIII 5.4
52. Calista VIII 6.1
53. Manicure VI 6.1
54. Pedicure VI 6.1

G) Gráficos
55. Oficial impressor de litografia X 5.4
56. Estagiário de impressor de litografia IX A.3

H) Limpezas químicas e desinfecções


57. Chefe XII 3
58. Especialista X 5.4
59. Especializado IX 5.4
60. Semiespecializado VIII 6.1

I) Panificadores
61. Amassador IX 5.4
62. Forneiro IX 5.4

2710
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

63. Aspirante amassador VIII A.3


64. Aspirante forneiro VIII A.3
65. Manipulador-ajudante de padaria VII 6.1
66. Aprendiz de padaria II A.4

J) Marítimos
67. Mestre (arrais) X 3
68. Motorista marítimo IX 5.4
69. Marinheiro IX 5.4
70. Vigia VI 6.1

L) Enfermagem
71. Enfermeiro X 4.1

M) Ensino e creche
72. Educador de infância coordenador X 3
73. Educador de infância IX 4.1
74. Auxiliar de educação VIII 5.4
75. Educador de infância estagiário VIII A.3
76. Vigilante de crianças com funções pedagógicas VIII 5.4

N) Topógrafos
77. Topógrafos XIII 4.1

(a) Os trabalhadores das categorias profissionais assinaladas que em 1 de outubro de 1978 já prestavam serviço nas empresas serão remuneradas pelo
nível de remuneração imediatamente superior ao indicado no presente anexo e constante do anexo da tabela salarial.

1- Direcção desenvolvimento da procura, estuda os mercados nacionais e


internacionais e elabora os estudos necessários à análise das
Director de hotel - é o trabalhador que dirige, orienta e
oscilações das correntes turísticas.
fiscaliza o funcionamento das diversas secções e serviços de
Director de produção («food and beverage») - é o traba-
um hotel, hotel apartamento ou motel; aconselha a adminis-
lhador que dirige, coordena e orienta o sector de comidas e
tração no que diz respeito a investimentos e à definição da
bebidas nas unidades hoteleiras. Faz as previsões de custos
política financeira, económica e comercial; decide sobre a
e vendas potenciais de produção. Gere os stocks, verifica a
organização do hotel. Pode representar a administração den-
qualidade das mercadorias a adquirir. Providencia o correcto
tro do âmbito dos poderes que por esta lhe sejam conferidos,
armazenamento das mercadorias e demais produtos, contro-
não sendo, no entanto, exigível a representação em matérias
lando as temperaturas do equipamento de frio, a arrumação
de contratação colectiva, nem em matéria contenciosa do tri-
e a higiene. Visita o mercado e os fornecedores em geral:
bunal de trabalho; é ainda responsável pela gestão do pesso-
faz a comparação de preços dos produtos a obter e elabora
al, dentro dos limites fixados no seu contrato individual de
as estimativas dos custos diários e mensais, por secção e no
trabalho.
conjunto do departamento à sua responsabilidade. Elabora e
Director de alojamento - é o trabalhador que dirige e
propõe à aprovação ementas e listas de bebidas e respectivos
coordena a actividade das secções de alojamento e afins.
preços. Verifica se as quantidades servidas aos clientes cor-
Auxilia o director de hotel no estudo da utilização máxima
respondem ao estabelecido. Controla os preços e requisições;
da capacidade de alojamento, determinando os seus custos
verifica as entradas e saídas e respectivos registos; apura os
e laborando programas de ocupação. Pode eventualmente
consumos diários e faz inventários finais, realizando médias
substituir o director.
e estatísticas. Controla as receitas e despesas das secções de
Director comercial - é o trabalhador que organiza, diri-
comidas e bebidas segundo normas estabelecidas, dando co-
ge e executa os serviços de relações públicas, promoção e
nhecimento à direcção de possíveis falhas. Fornece à conta-
vendas da unidade ou unidades hoteleiras. Elabora planos de
bilidade todos os elementos de que este careça. Apresenta à

2711
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, 8/8/2018

direcção, periodicamente, relatórios sobre o funcionamento acompanha o funcionamento das várias secções, serviços e
do sector e informa relativamente aos artigos ou produtos consequente movimento das receitas, despesas e arrecadação
que dão mais rendimento e os que devem ser suprimidos. de valores; prepara e colabora, se necessário, na realização
Subdirector de hotel - é o trabalhador que auxilia o di- de inventários das existências de víveres, produtos de manu-
rector de hotel no desempenho das suas funções. Por delega- tenção, utensílios e mobiliários afectos às várias dependên-
ção do director, pode encarregar-se da direcção, orientando cias. Pode ter de executar, quando necessário, serviços de
e fiscalizando o funcionamento de uma ou várias secções. escritório inerentes à exploração do estabelecimento.
Substitui o director nas suas ausências. Encarregado de restaurantes e similares - é o trabalhador
Assistente de direcção - é o trabalhador que auxilia o di- que dirige, orienta, fiscaliza e coordena os serviços dos es-
recto de um hotel na execução das respectivas funções e o tabelecimentos ou secções de comidas e bebidas; efectua ou
substitui no impedimento ou ausência. Tem a seu cargo a supervisiona a aquisição, guarda e conservação dos produtos
coordenação prática dos serviços por secções, podendo ser perecíveis e outros, vigiando a sua aplicação e controlando
encarregado da reestruturação de certos sectores da unidade as existências e inventários; elabora as tabelas de preços e
hoteleira e acidentalmente desempenhar funções ou tarefas horários de trabalho; acompanha e executa o funcionamento
em secções para que se encontra devidamente habilitado. dos serviços e controla o movimento das receitas e despesas;
Director de restaurante e similares - é o trabalhador que exerce a fiscalização dos custos e responde pela manutenção
dirige, orienta e fiscaliza o funcionamento das diversas sec- do equipamento e bom estado de conservação e higiene das
ções e serviços de um restaurante ou do departamento de instalações; ocupa-se ainda da reserva de mesa e serviço de
alimentação de um hotel; elabora ou aprova as ementas e balcão, da recepção de clientes e das suas reclamações, sen-
listas do restaurante; efectua ou toma providências sobre a do responsável pela apresentação e disciplina dos trabalha-
aquisição de víveres e todos os demais produtos necessários dores sob as suas ordens.
a exploração e vigia a sua eficiente aplicação; acompanha o
funcionamento dos vários serviços e consequente movimen- 2- Recepção
to das receitas e despesas; organiza e colabora, se necessário,
na execução dos inventários periódicos das existências dos Chefe de recepção - é o trabalhador que superintende nos
produtos de consumo, utensílios de serviço e móveis afectos serviços de recepção e telefones do estabelecimento com
às dependências; colabora na recepção dos clientes, auscul- alojamento, orienta o serviço de correspondência com os
ta os seus desejos e preferências e atende as suas eventuais clientes, a facturação e a caixa relativa às receitas, podendo
reclamações, Aconselha a administração ou o proprietário ainda colaborar nos serviços de portaria. Organiza e orienta o
no que respeita a investimentos; decide sobre a organização serviço de reservas. Estabelece as condições de hospedagem
do restaurante ou departamento; elabora e propõe planos de e ocupa-se directa ou indirectamente, da recepção dos hóspe-
gestão de recursos mobilizados pela exploração; planifica e des. Comunica as secções o movimento de chegada e saídas,
assegura o funcionamento das estruturas administrativas; de- bem como os serviços a prestar aos hóspedes. Fornece aos
fine a política comercial e exerce a fiscalização dos custos; é clientes todas as informações que possam interessar-lhes.
ainda responsável pela gestão do pessoal, dentro dos limites Fornece à direcção todos os elementos sobre o movimento
fixados no seu contrato individual de trabalho, Pode repre- de clientes, sugestões relativas a preços e promoção. Instrui
sentar a administração dentro do âmbito dos poderes que por os profissionais seus subordinados sobre os trabalhos a cargo
esta lhe sejam conferidos, não sendo, no entanto, exigível a de cada um e sobre as informações que tenham eventualmen-
representação em matérias de contratação colectiva nem em te de prestar aos clientes. Poderá substituir o director, o sub-
matéria contenciosa do tribunal de trabalho. director ou o assistente de direcção nos seus impedimentos.
Chefe de pessoal - é o trabalhador que se ocupa dos servi- Subchefe de recepção - é o trabalhador que coadjuva e
ços e relações com o pessoal, nomeadamente admissão, for- substitui o chefe de recepção no exercício das respectivas
mação e valorização profissional e disciplina, nos termos da funções.
política definida pela administração e direcção da empresa. Recepcionista de 1.ª - é o trabalhador que se ocupa dos
Director de pensão - é o trabalhador que dirige, orienta serviços de recepção, designadamente do acolhimento dos
e fiscaliza o funcionamento das diversas secções e serviços hóspedes e da contratação do alojamento e demais servi-
de uma pensão, estalagem ou pousada, Aconselha e a admi- ços; assegura a respectiva inscrição nos registos do estabe-
nistração no que diz respeito a investimentos e a definição lecimento; atende os desejos e reclamações dos hóspedes;
da política financeira, económica e comercial; decide sobre a procede ao lançamento dos consumos ou despesas; emite,
organização da pensão, da estalagem ou da pousada; efectua apresenta e recebe as respectivas contas; prepara e executa
ou assiste à recepção dos hóspedes ou clientes e acompanha a correspondência da secção e respectivo arquivo; elabora
a efectivação dos contratos de hospedagem ou outros ser- estatísticas de serviço. Poderá ter de efectuar determinados
viços; efectua ou superintende na aquisição e perfeita con- serviços de escrituração inerentes à exploração do estabe-
servação de víveres e outros produtos, roupas, utensílios e lecimento e operar com o telex, fax ou outros meios tecno-
móveis necessários à laboração eficiente do estabelecimento lógicos de comunicação, quando instalado na secção. Nos
e vigia os seus consumos ou aplicação; providencia pela se- estabelecimentos que não possuam secções separadas de
gurança e higiene dos locais de alojamento, de convívio dos recepção, a portaria poderá ter de assegurar os respectivos
clientes, de trabalho, de permanência e repouso do pessoal; serviços.

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Recepcionista de 2.ª - é o trabalhador que coadjuva o re- teiro de 1ª executando trabalhos de portaria.
cepcionista de 1.ª executando trabalho da recepção. Trintanário (com mais de 3 e até 3 anos) - é o trabalha-
dor encarregado de acolher os hóspedes e clientes à entra-
3. Controlo da do estabelecimento, facilitando-lhes a saída e o acesso
às viaturas de transporte, e de indicar os locais de recepção,
Chefe de secção de controlo - é o trabalhador que supe- cooperando de um modo geral na execução dos serviços de
rintende, coordena e executa os trabalhos de controlo. portaria, devendo vigiar a entrada e saída do estabelecimento
Controlador - é o trabalhador que verifica as entradas e de pessoas e mercadorias. Pode ainda, quando devidamente
saídas diárias das mercadorias (géneros, bebidas e artigos di- habilitado, conduzir viaturas.
versos) e efectua os respectivos registos bem como determi- Bagageiro (com mais de 3 e até 3 anos) - é o trabalha-
nados serviços de escrituração inerentes à exploração do es- dor que se ocupa do transporte das bagagens dos hóspedes
tabelecimento. Controla e mantém em ordem os inventários e clientes, da arrecadação de bagagens e eventualmente do
parciais e o inventário geral; apura os consumos diários, esta- transporte de móveis e utensílios e outros pequenos serviços.
belecendo médias e elaborando estatísticas. Periodicamente Porteiro de serviço - é o trabalhador que se ocupa da vi-
verifica as existências (stocks) das mercadorias armazenadas gilância e controlo na entrada e saída de pessoas e merca-
no economato, cave, bares, etc., e do equipamento e utensí- dorias. Poderá ter de executar pequenos serviços dentro do
lios guardados ou em serviço nas secções, comparando-os estabelecimento, sem prejuízo do seu trabalho normal.
com os saldos das fichas respectivas. Fornece aos serviços Porteiro (restaurantes, cafés e similares) - é o trabalha-
de contabilidade os elementos de que estes carecem e con- dor que executa tarefas relacionadas com as entradas e saídas
trola as receitas das secções. Informa a direcção das faltas, de clientes e pequenos serviços.
quebras e outras ocorrências no movimento administrativo. Ascensorista (até 18 e com 18 ou mais anos de idade) - é
Controlador-caixa - é o trabalhador que emite as con- o trabalhador que se ocupa da condução e asseio dos eleva-
tas de consumo nas salas de refeições, recebimento das im- dores destinados ao transporte de hóspedes, podendo substi-
portâncias respectivas, mesmo quando se trate de processos tuir acidentalmente o bagageiro e o mandarete.
de pré-pagamento ou venda e ou recebimento de senhas e Guarda de vestiário - é o trabalhador que se ocupa do
elaboração dos mapas de movimento da sala em que preste serviço de guarda de agasalhos e outros objectos dos hóspe-
serviço. Auxilia nos serviços de controlo, recepção e balcão. des e clientes, podendo, cumulativamente, cuidar da vigilân-
cia, conservação e asseio das instalações sanitárias e outras
4- Portaria destinadas à clientela.
Chefe de portaria - é o trabalhador que superintende, co- Mandarete (com mais de 18 e com menos de 18 anos de
ordena e executa trabalhos de portaria. idade) - é o trabalhador que se ocupa da execução de recados
Porteiro de 1.ª - é o trabalhador que executa as tarefas e pequenos serviços dentro e fora do estabelecimento, sob a
relacionadas com as entradas e saídas dos clientes num hotel orientação do chefe de portaria ou chefe da dependência a
ou estabelecimento similar, controlando e tomando todas as cujo serviço se ache adstrito. Pode ocupar-se da condução
medidas adequadas a cada caso; coordena e oriente o pessoal dos elevadores destinados ao transporte de hóspedes e clien-
de portaria; estabelece os turnos de trabalho; vigia o servi- tes, assim como do asseio dos mesmos e das zonas públicas
ço de limpeza da secção; regista o movimento das entradas do estabelecimento.
e saídas dos hóspedes; controla a entrega e restituição das
chaves dos quartos, dirige a recepção da bagagem e correio e 5- Andares
assegura a distribuição; certifica-se de que não existe impe- Governante geral de andares - é o trabalhador que supe-
dimento para a saída dos clientes; presta informações gerais rintende e coordena os trabalhos dos governantes de andares,
e de carácter turístico que lhe sejam solicitadas; assegura a de rouparia/lavandaria e do encarregado de limpeza; na au-
satisfação dos pedidos dos hóspedes e clientes e transmite- sência destes assegurará as respectivas tarefas.
-lhes mensagens. Pode ser encarregado do movimento tele- Governante de andares - é o trabalhador que providencia
fónico, da venda de tabaco, postais, jornais e outros artigos, a limpeza e arranjos diários dos andares que lhe estão con-
bem como da distribuição dos quartos e do recebimento das fiados, coordenando toda a actividade do pessoal sob suas
contas dos clientes. Nos turnos da noite, compete-lhe, espe- ordens; vigia a apresentação e o trabalho dos empregados
cialmente, quando solicitado: despertar ou mandar despertar de andares; ocupa-se da ornamentação de jarras e supervisa
os clientes; verificar o funcionamento das luzes, ar condicio- o arranjo, asseio e decoração das salas e zonas de convívio;
nado, água e aquecimento; fazer ou dirigir as rondas, vigian- examina o bom funcionamento da aparelhagem eléctrica, so-
do os andares e outras dependências e tomar providências nora, telefónica, instalações sanitárias e o estado dos móveis,
em caso de anormalidade, fazendo o respectivo relatório, alcatifas e cortinados, velando pela sua conservação ou a sua
destinado à direcção. Pode ter de receber contas de clientes e substituição quando necessária; mantém reserva de roupas e
efectuar depósitos bancários. Nos estabelecimentos que não de material de limpeza e faz a sua distribuição; pode receber
possuam secções separadas de portaria e recepção poderá ter e acompanhar os hóspedes e fornece indicação ao pessoal
de assegurar os respectivos serviços. acerca dos horários e preferência daqueles; verifica a ocupa-
Porteiro de 2.ª - é o trabalhador que colabora com o por- ção dos quartos; guarda objectos esquecidos pelos clientes;

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atende as reclamações dos hóspedes e superintende no tra- de ementa escolhida; serve ou providencia para que sejam
tamento da roupa de clientes; envia diariamente relatório ao correctamente servidos os vinhos e bebidas encomendados.
seu superior hierárquico. Na falta de governante de rouparia, Guarda as bebidas sobrantes dos clientes que este pretendem
dirige e coordena o serviço de tratamento de roupas. consumir posteriormente; prepara e serve bebidas nos locais
Empregado de andares/quartos - é o trabalhador que se de refeição. Pode ter de executar ou de acompanhar a exe-
ocupa do asseio, arranjo e decoração dos aposentos dos hós- cução de inventário das bebidas existentes na cave do dia.
pedes, bem como dos locais de acesso e de estar, de rece- Possui conhecimentos aprofundados de enologia, tais como
bimento e entrega de roupas aos hóspedes e ainda da troca designação, providência, data da colheita e graduação alco-
e tratamento das roupas de serviço. Colabora nos serviços ólica. Pode substituir o subchefe de mesa nas suas faltas ou
de pequenos-almoços nos estabelecimentos onde não exista impedimentos.
serviço de restaurante ou cafetaria para o efeito e ainda no Empregado de mesa de 1.ª - é o trabalhador que serve
funcionamento de pequenos consumos a utilizar pelos clien- refeições e bebidas a hóspedes e clientes. É responsável por
tes nos quartos, quando não exista serviço de room-service um turno de mesas. Executa ou colabora na preparação das
ou fora deste caso, acidentalmente, nas faltas imprevisíveis salas e arranjo das mesas para as diversas refeições, prepara
dos empregados adstritos ao serviço de room-service. as bandejas, carros de serviço e mesas destinadas às refei-
ções e bebidas nos aposentos ou outros locais dos estabeleci-
6- Mesas mentos. Acolhe e atende os clientes, apresenta-lhes a ementa
ou lista do dia, dá-lhes explicações sobre os diversos pratos e
Chefe de mesa - é o trabalhador que dirige e orienta todos bebidas e anota pedidos; serve os alimentos escolhidos; ela-
os trabalhadores relacionados com o serviço de mesa; define bora ou manda emitir a conta dos consumos, podendo efec-
as obrigações de cada trabalhador da secção e distribui os tuar a cobrança. Segundo a organização e classe dos estabe-
respectivos turnos (grupos de mesa); elabora o horário de lecimentos, pode ocupar-se, só ou com a colaboração de um
trabalho tendo em atenção as necessidades do serviço e as empregado de um turno de mesas, servindo directamente aos
disposições legais aplicáveis; estabelece, de acordo com a clientes, ou por forma indirecta, utilizando carros ou mesas
direcção, as quantidades de utensílios de mesa necessários a móveis; espinha peixes, trincha carnes e ultima a preparação
execução de um serviço eficiente, considerando o movimen- de certos pratos; pode ser encarregado da guarda e conser-
to normal e classe das refeições a fornecer, verificando ainda vação de bebidas destinadas ao consumo diário da secção e
a sua existência mediante inventários periódicos; acompanha proceder à reposição da respectiva existência. No final das
ou verifica os trabalhos de limpeza das salas, assegurando-se refeições procede ou colabora na arrumação da sala, trans-
da sua perfeita higiene e conveniente arrumação; providen- porte e guarda de alimentos e bebidas expostas para venda
cia a limpeza regular dos utensílios de trabalho, orienta as ou serviço e dos utensílios de uso permanente. Colabora na
preparações prévias, o arranjo das mesas para as refeições, execução dos inventários periódicos e vela pela higiene dos
dos móveis expositores, de abastecimento e de serviço, as- utensílios. Poderá acidentalmente substituir o escanção ou o
segura a correcta apresentação exterior do pessoal; fornece subchefe de mesa.
instruções sobre a composição dos pratos e eficiente execu- Empregado de mesa de 2.ª - é o trabalhador que serve re-
ção dos serviços; nas horas de refeições recebe os clientes e feições e bebidas a hóspede e clientes, ajudando ou substituin-
acompanha-os às mesas, podendo atender os seus pedidos; do o empregado de mesa de 1.ª, colabora na arrumação das
acompanha o serviço de mesa vigiando a execução dos res- salas, no arranjo das mesas e vela pela limpeza dos utensílios,
pectivos trabalhos; recebe as opiniões e sugestões dos clien- cuida do arranjo dos aparadores e do seu abastecimento com
tes e suas eventuais reclamações, procurando dar a estas os utensílios, e preparação necessários ao serviço; executa
pronta e possível solução quando justificadas; colabora com quaisquer serviços preparatórios na sala, tais como a troca
os chefes de cozinha e pastelaria na elaboração das ementas de roupas; auxilia nos preparos do ofício, auxilia ou executa
das refeições e listas de restaurantes, bem como nas suges- o serviço de pequenos-almoços nos aposentos e outros locais
tões para banquetes e outros serviços, tendo em atenção os de estabelecimento. Regista a transmite à cozinha os pedidos
gostos ou preferências da clientela, as possibilidades técni- feitos pelos clientes. Pode emitir as contas das refeições e
cas do equipamento e do pessoal disponível. Pode ocupar-se consumos e cobrar as respectivas importâncias.
do serviço de vinhos e ultimação de especialidades culiná- Marcador de jogos - é o trabalhador encarregado do re-
rias. Pode ser encarregado de superintender nos serviços de cinto onde se encontram jogos de sala; conhece o funcio-
cafetaria e copa e ainda na organização e funcionamento da namento e regras dos jogos praticados no estabelecimento.
cave do dia. Presta esclarecimento aos clientes sobre esses mesmos jo-
Subchefe de mesa - é o trabalhador que coadjuva o chefe gos. Eventualmente pode ter de executar serviços de balcão
de mesa no desempenho das funções respectivas, substituin- e de bandeja.
do-o nas suas ausências ou impedimentos.
Escanção - é o trabalhador que se ocupa do serviço de
7- Bar
vinhos e outras bebidas; verifica as existências na cave do
dia providenciando para que as mesmas sejam mantidas. Supervisor de bares - é o trabalhador que coordena e su-
Durante as refeições apresenta a lista das bebidas ao clien- pervisa o funcionamento de bares e boîtes sob a orientação
te e aconselha o vinho apropriado para os diferentes pratos do director ou assistente de direcção responsável pelo sector

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de comidas e bebidas, quando exista e a quem deverá substi- 9- Snack-bar


tuir nas respectivas falhas ou impedimentos. É o responsável
Chefe de «snack» - é o trabalhador que chefia e orien-
pela gestão dos recursos humanos e materiais envolvidos,
ta o pessoal a seu cargo; fiscaliza os arranjos e preparações
pelos inventários periódicos e permanente os artigos de con-
de mesas frias, gelados, cafetarias e de outros sectores de
sumo e utensílios de serviço afectos à exploração, pela ela-
serviço; colabora com o chefe de cozinha na elaboração das
boração das listas de preços e pela manutenção do estado de
ementas; supervisiona o fornecimento das refeições e atende
asseio e higiene das instalações e utensilagem, bem como
os clientes, dando-lhes explicações sobre os diversos pra-
pela respectiva conservação.
tos e bebidas; anota os pedidos, regista-os e transmite-os às
Chefe de «barman» - é o trabalhador que superintende e
respectivas secções. Define as obrigações de cada compo-
executa os trabalhos de bar.
nente da brigada, distribui os respectivos turnos e elabora
«Barman/Barmaid» de 1.ª - é o trabalhador que serve
os horários de trabalho, tendo em atenção as necessidades
bebidas simples ou compostas, cuida da limpeza ou arranjo
da secção. Acompanha e verifica os trabalhos de limpeza da
das instalações do bar e executa as preparações prévias ao
secção, assegurando-se da sua perfeita higiene e conveniente
balcão, prepara cafés, chás e outras infusões e serve sandu-
arrumação.
íches, simples ou compostas, frias ou quentes. Elabora ou
Empregado de «snack de 1.ª» - é o trabalhador que aten-
manda emitir as contas dos consumos observando as tabelas
de os clientes, anota os pedidos e serve refeições e bebidas,
de preços em vigor e respectivo recebimento. Colabora na
cobrando as respectivas importâncias. Ocupa-se da limpeza
organização e funcionamento de recepções, de banquetes,
e preparação dos balcões, mesas e utensílios de trabalho. Co-
etc. Pode cuidar do asseio e higiene dos utensílios de prepa-
labora nos trabalhos de controlo e na realização dos inven-
ração e serviço de bebidas. Pode proceder à requisição dos
tários periódicos e permanentes exigidos pela exploração.
artigos necessários ao funcionamento e à reconstituição das
Emprata pratos frios, confecciona e serve gelados.
existências; procede ou colabora na execução de inventários
Empregado de snack de 2.ª - é o trabalhador que colabo-
periódicos do estabelecimento ou secção.
ra com o empregado de snack de 1.ª na execução das suas
«Barman/Barmaid» de 2.ª - é o trabalhador que coadju-
funções.
va o barman de 1.ª executando trabalhos de bar. Cuida da
limpeza e higiene dos utensílios de preparação e serviço de
bebidas. 10- Self-service
Chefe de «self-service» - é o trabalhador que chefia o
8- Balcão pessoal, orienta e vigia a execução dos trabalhos e prepa-
ração do serviço, supervisiona o fornecimento das refeições,
Chefe de balcão - é o trabalhador que superintende e exe-
podendo fazer a requisição de géneros necessários à sua
cuta os trabalhos de balcão.
confecção. Executa ou colabora na realização de inventários
Empregado de balcão de 1.ª - é o trabalhador que atende
regulares ou permanentes.
e serve os clientes em restaurantes e similares, executando
Empregado de balcão/mesa de «self-service» - é o tra-
o serviço de cafetaria próprio da secção de balcão. Prepa-
balhador que serve refeições e bebidas. Ocupa-se da pre-
ra embalagens de transporte para serviços ao exterior, cobra
paração e limpeza dos balcões, salas, mesas e utensílios de
as respectivas importâncias e observa as regras e operações
trabalho. Abastece ainda os balcões de bebidas e comidas
de controlo aplicáveis; atende e fornece os pedidos dos em-
confeccionadas e colabora nos trabalhos de controlo exigi-
pregados de mesa, certificando-se previamente da exactidão
dos pela exploração.
dos registos; verifica se os produtos ou alimentos a forne-
cer correspondem em qualidade, quantidade e apresentação
aos padrões estabelecidos pela gerência do estabelecimen- 11- Cozinha
to; executa com regularidade a exposição em prateleiras e Chefe de cozinha - é o trabalhador que organiza, coor-
montras dos produtos para venda; procede às operações de dena, dirige e verifica os trabalhos de cozinha e grill nos
abastecimento; elabora as necessárias requisições de víveres, restaurantes, hotéis e estabelecimentos similares; elabora ou
bebidas e outros produtos a fornecer pela secção própria ou contribui para a elaboração das ementas e das listas de res-
procede à sua aquisição directa aos fornecedores; efectua ou taurantes com uma certa antecedência, tendo em atenção a
manda executar os respectivos pagamentos, dos quais presta natureza e o número de pessoas a servir, os víveres existentes
contas diariamente à gerência; executa ou colabora nos tra- ou susceptíveis de aquisição e outros factores e requisita às
balhos de limpeza e arrumação das instalações, bem como secções respectivas os géneros de que necessita para a sua
na conservação e higiene dos utensílios de serviço; efectua confecção dos pratos, tipos de guarnição e quantidades a ser-
ou colabora na realização dos inventários periódicos da sec- vir, cria receitas e prepara especialidades, acompanha o an-
ção. Pode substituir o controlador nos seus impedimentos e damento dos cozinhados, assegura-se da perfeição dos pratos
ausências. e da sua concordância com o estabelecido; verifica a ordem e
Empregado de balcão de 2.ª - é o trabalhador que coad- a limpeza de todas as secções e utensílios de cozinha; estabe-
juva o empregado de balcão de 1.ª executando trabalhos de lece os turnos de trabalho; propõe superiormente a admissão
balcão. do pessoal e vigia a sua apresentação e higiene; mantém em
dia um inventário de todo o material de cozinha; é responsá-

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vel pela conservação dos alimentos entregues à secção; pode e fornece às secções as mercadorias e artigos necessários ao
ser encarregado do aprovisionamento da cozinha e de elabo- seu funcionamento. Procede à recepção dos artigos e verifica
rar um registo diário dos consumos. Dá informações sobre a sua concordância com as respectivas aquisições; organi-
quantidades necessárias às confecções dos pratos e ementas; za e mantém actualizados os ficheiros de mercadorias à sua
é ainda responsável pela elaboração das ementas do pessoal guarda, pelas quais é responsável; executa ou colabora na
e pela boa confecção das respectivas refeições, qualitativa e execução de inventários periódicos, assegura a limpeza e boa
quantitativamente. ordem de todas as instalações do economato.
Subchefe de cozinha - é o trabalhador que coadjuva e Despenseiro - é o trabalhador que compra, quando de-
substitui o chefe de cozinha no exercício das respectivas vidamente autorizado, transporta em veículo destinado para
funções. o efeito, armazena, conserva, controla e fornece às secções
Cozinheiro de 1.ª, 2.ª e 3.ª - é o trabalhador que se ocupa mediante requisição as mercadorias e artigos necessários ao
da preparação e confecção das refeições e pratos ligeiros; seu funcionamento. Ocupa-se da higiene e arrumação da sec-
elabora ou colabora na elaboração das ementas; recebe os ção.
víveres e os outros produtos necessários à confecção das re- Cavista - é o trabalhador que compra, quando devida-
feições, sendo responsável pela sua guarda e conservação; mente autorizado, transporta em veículo destinado para o
prepara o peixe, os legumes e as carnes e procede à execução efeito, controla e fornece às secções mercadorias e artigos
das operações culinárias; emprata e guarnece os pratos cozi- necessários ao seu funcionamento. Assegura a laboração da
nhados; confecciona os doces destinados às refeições. Vela cave do dia.
pela limpeza da cozinha, dos utensílios e demais equipamen- Ajudante de despenseiro/cavista - é o trabalhador que
tos. Aos cozinheiros menos qualificados em cada secção ou colabora com o despenseiro ou cavista exclusivamente no
estabelecimentos competirá igualmente a execução das tare- manuseamento, transporte e arrumação de mercadorias e
fas de cozinha mais simples. demais produtos, vasilhame ou outras taras à guarda da des-
Cortador - é o trabalhador que corta carnes para confec- pensa ou da cave do dia e da limpeza da secção. Pode ter
ção e colabora nos trabalhos de cozinha. de acompanhar o responsável pelas compras nas deslocações
Assador/grelhador - é o trabalhador que executa, exclu- para a aquisição de mercadorias.
siva ou predominantemente, o serviço de grelhador (peixe,
carne, mariscos, etc.) em secção autónoma da cozinha. 14- Cafetaria
Chefe de cafetaria - é o trabalhador que superintende,
12- Pastelaria
coordena e executa os trabalhos de cafetaria.
Chefe/mestre pasteleiro - é o trabalhador que planifica, Cafeteiro - é o trabalhador que prepara café, chá, leite,
dirige, distribui, coordena e fiscaliza todas as tarefas e fa- outras bebidas quentes e frias não exclusivamente alcoólicas,
ses do trabalho de pastelaria, nele intervindo onde e quan- sumos, torradas, sanduíches e confecções de cozinha ligeira,
do necessário. Requisita matérias-primas e outros produtos emprata e fornece, mediante requisição, as secções de con-
e cuida da sua conservação, pela qual é responsável. Cria sumo. Colabora no fornecimento e serviços de pequenos-
receitas e pode colaborar na elaboração das ementas e lis- -almoços e lanches. Assegura os trabalhos de limpeza dos
tas, mantém em dia os inventários de material e stocks de utensílios e demais equipamentos da secção.
matérias-primas.
Pasteleiro de 1.ª - é o trabalhador que prepara massas, 15- Copa
desde o início da sua preparação, vigia temperaturas e pontos
de cozedura e age em todas as fases do fabrico, dirigindo o Chefe de copa - é o trabalhador que superintende, coor-
funcionamento das máquinas, em tudo procedendo de acor- dena e executa os trabalhos de copa.
do com as instruções do mestre/chefe, substituindo-o nas Copeiro - é o trabalhador que executa o trabalho de lim-
suas faltas e impedimentos. Confecciona sobremesas e cola- peza e tratamento das louças, vidros e outros utensílios de
bora, dentro da sua especialização, nos trabalhos de cozinha. mesa, cozinha e equipamento usados no serviço de refeições
Pasteleiro de 2.ª - é o trabalhador que trabalha com o por cuja conservação é responsável; coopera na execução de
forno; qualquer que seja a sua área, coadjuva o pasteleiro de limpezas e arrumações da secção. Pode substituir o cafeteiro
1.ª no exercício das suas funções e substitui-o nas suas faltas nas suas faltas e impedimentos.
e impedimentos. Confecciona sobremesas e colabora, dentro
da sua especialização, nos trabalhos de cozinha. 16- Rouparia e ou lavandaria
Chefe de lavandaria (ou técnico de lavandaria) - é o
13- Economato trabalhador que assegura a gestão integral das lavandarias
Chefe de compras/ecónomo - é o trabalhador que proce- de funcionamento industrial; elabora os programas de fun-
de à aquisição e transporte de géneros, mercadorias e outros cionamento dos equipamentos automáticos; aconselha a di-
artigos, sendo responsável pelo regular abastecimento, cal- recção sobre a qualidade dos tecidos a adquirir, realizando
cula os preços dos artigos baseado nos respectivos custos e para tanto análises laboratoriais, aconselha sobre os produ-
plano económico da empresa. Armazena, conserva, controla tos de lavagem e tratamento de roupas a adquirir e define a
mais correcta utilização. Tem de conhecer os equipamentos

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específicos de lavandaria para aconselhar sobre aquisição e regista diariamente as receitas no room-service. Tem de es-
e orientar a manutenção. Controla diariamente a água para tar apto a corresponder a todas as solicitações que lhe sejam
estabelecer a quantidade de detergente a utilizar. Elabora pe- postas pelos clientes, pelo que deverá possuir conhecimentos
riodicamente relatórios sobre os custos de produção. Pode suficientes dos idiomas francês e inglês, culinária e ementas
exercer cumulativamente a gestão da rouparia. praticadas. Esta função deve ser desempenhada por trabalha-
Governante de rouparia ou lavandaria - é o trabalhador dor qualificado como empregado de mesa de 1.ª ou categoria
que dirige, coordena e executa o serviço de rouparia e lavan- superior, se não houve trabalhador especialmente afecto ao
daria; dirige a recepção, lavagens, conserto, conservação e desempenho dessa função.
distribuição de roupas pertencentes ao estabelecimento ou
aos clientes; requisita os produtos de lavagem, detergentes e 19- Gelataria
demais artigos necessários e vela pela sua conveniente apli-
cação; controla a roupa lavada, separando-a segundo o me- Chefe de gelataria - é o trabalhador que superintende e
lhor critério de arrumação; elabora o registo diário de roupa executa os trabalhos desta secção, serviço ou estabelecimen-
tratada, procede à facturação dos serviços prestados; verifica to.
os stocks; verifica o funcionamento das máquinas e provi- Empregado de gelados - é o trabalhador que confeccio-
dencia eventuais reparações. Assegura a limpeza da secção. na os gelados e abastece os balcões ou máquinas de distri-
Elabora ou colabora na realização dos inventários regulares buição. Serve os clientes. Compete-lhe cuidar do asseio e
ou permanentes. higiene dos produtos, equipamentos e demais utensilagem,
Costureiro especializado - é o trabalhador que se ocupa bem como das instalações. Pode eventualmente colaborar no
dos trabalhos de corte e confecção de roupas, podendo ter de serviço de refeições e bebidas.
executar outros trabalhos da secção.
Engomador/controlador - é o trabalhador que se ocupa 20- Refeitórios
de trabalhos de engomadoria, controla e selecciona o recebi- Encarregado de refeitório (pessoal) - é o trabalhador que
mento e entrega das roupas de clientes e de serviço. organiza, coordena, orienta e vigia os serviços de um refeitó-
Costureira - é a trabalhadora que se ocupa dos trabalhos rio, requisita os géneros, utensílios e quaisquer outros produ-
de conserto e aproveitamento das roupas de serviço e ador- tos necessários ao normal funcionamento dos serviços; fixa
no, podendo ter de assegurar outros trabalhos da secção. ou colabora no estabelecimento das ementas, tomando em
Engomador - é o trabalhador que se ocupa de trabalhos consideração o tipo de trabalhadores a que se destinam e o
de engomadoria e dobragem das roupas, incluindo as dos valor dietético dos alimentos; distribui as tarefas ao pessoal,
hóspedes ou clientes, podendo ter de assegurar outros traba- velando pelo cumprimento das regras de higiene, eficiência
lhos da secção. e disciplina; verifica a quantidade e qualidade das refeições;
Lavador - é o trabalhador que se ocupa da lavagem e lim- elabora mapas explicativos das refeições fornecidas e de-
peza manual ou mecânica, incluindo o processo de limpeza a mais sectores do refeitório ou cantina para posterior contabi-
seco, das roupas de serviço, dos hóspedes ou clientes, poden- lização. Pode ainda ser encarregado de receber os produtos e
do ter de assegurar outros trabalhos da secção. verificar se coincidem em quantidade, qualidade e preço com
Roupeiro - é o trabalhador que se ocupa do recebimento, os descritos nas requisições e ser incumbido de admissão do
tratamento, arrumação e distribuição das roupas, podendo ter pessoal.
de assegurar outros trabalhos da secção. Empregado de refeitório (pessoal) - é o trabalhador que
serve as refeições aos trabalhadores, executa trabalhos de
17- Limpeza limpeza e arrumação e procede à limpeza e tratamento das
Encarregado de limpeza - é o trabalhador que superinten- loiças, vidros de mesa e utensílios de cozinha.
de, coordena e executa os serviços de limpeza.
Empregado de limpeza - é o trabalhador que se ocupa da 21- Vigilância
lavagem, limpeza, arrumação e conservação de instalações, Encarregado de vigilantes - é o trabalhador que coordena
equipamentos e utensílios de trabalho que utilize. e executa a vigilância, monta esquemas de segurança, dirige
Guarda de lavabos - é o trabalhador que assegura a lim- ou chefia os vigilantes e elabora relatórios sobre as anoma-
peza e asseio dos lavabos e locais de acesso aos mesmos, lias verificadas.
podendo acidentalmente substituir o guarda de vestiário nos Vigilante - é o trabalhador que exerce a vigilância; veri-
seus impedimentos. fica se tudo se encontra normal e zela pela segurança do es-
tabelecimento. Elabora relatórios das anomalias verificadas.
18- Room-service
Controlador de «room-service»