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PSICOSSOMÁTICA

MÓDULO 1

INTRODUÇÃO: VISÃO DA MEDICINA, PSICOLOGIA E


RELIGIÃO.

- Medicina-Trata o ser humano como se fosse uma


“máquina”, com alguma “peça” com defeito. Quando adoece apresenta
o defeito e quando não, se diz em “perfeito estado”.

- Psicologia-Olha o ser humano sob o aspecto do psiquismo


não levando em conta o funcionamento do corpo.

- Religião-Tem por objetivo dar sustentação espiritual na


caminhada do indivíduo em determinada crença.

A Psicossomática

Mostra que o ser humano reage como um todo complexo,


sendo que as dimensões psicológicas, sociais e biográficas funcionam
e se influenciam mutuamente.
Cada indivíduo possui características humanas que contém
aspectos muito especiais e que se diferenciam em termos de
funcionamento e modos de reação, o que caracteriza cada um de nós
como ser único.

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Todo ser possui :

 Dimensões biológicas-Características herdadas ou adquiridas


durante a vida.

 Dimensões psicológicas-Aspectos afetivas, emocionais e


intelectuais além dos processos conscientes e inconscientes que
influenciam a personalidade. A forma de se relacionar com as
pessoas e com o mundo.

 Dimensões sociais-Incorporação e influência dos valores,


crenças, família, grupos, localização geográfica onde vive.

Frente a essas dimensões, o organismo reage à situação da


vida e em virtude da integração desses aspectos o corpo humano reage
a impactos e tensões. No corpo de cada indivíduo está a marca da sua
história de vida.
Todo processo biopsicossocial funciona a partir de impactos
internos e externos ao organismo.
Por sermos seres interligados a essas 3 dimensões, uma
doença atinge os 3 setores desencadeando problemas nas 3 áreas. Só
que muitos não se dão conta e atribuem o problema à apenas um setor.

Exemplo:
1) susto  Reação psíquica

2) taquicardia  Reação biológica

3) apoio de outras pessoas  Reação social.

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A Organização Mundial de Saúde define como


saudável o indivíduo que possui:
“Completo bem-estar biológico, psicológico e social;
não apenas ausência de doença”.

A DOENÇA E O PROCESSO DE CURA

Paradigmas e conceitos

Há inúmeros mitos e paradigmas que influenciam a maneira


de como o ser humano se relaciona com a saúde e a doença. Esta
relação origina-se desde o surgimento do homem e vem se
desenvolvendo a medida que sua consciência se amplia.

Paradigma Primitivo: O homem era subjugado às forças da


natureza. O curador era o mediador entre as forças cósmicas e o
doente.
A doença era vista como uma ofensa para os deuses e para
obter a cura o doente deveria se reconectar com o Divino, pedir
perdão, o arrependimento e sacrifícios para aplacar a ira dos deuses.
Com isto vida e morte eram atreladas às crenças dos rituais religiosos.

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Xamã

Paradigma Grego: Os gregos foram os precursores em


dividir o material do espiritual. Para os médicos gregos tudo o que
existia no mundo e no cosmo eram passíveis de exploração, mas ainda
assim a “Força Criadora do Universo” eram que os direcionava as
questões e soluções.
A doença passou a ser tratada com compreensão de queixas,
interpretação de sonhos, dietas e meditação, ou seja, eventos que
levassem ao equilíbrio entre psique e soma.
Na antiga Grécia foram criados os “Templos de Incubação”,
dedicada ao deus grego Esculápio - Deus da medicina e da cura, em
que os tratamentos com ervas, banhos, sono eram usados para o
restabelecimento da saúde.

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Deus Esculápio

Templo ao Deus Esculápio

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Paradigma Cartesiano: Para René Descartes, o corpo era


uma máquina ou estátua criada por Deus que funcionava bem ou mal,
tendo ou não atividade psíquica.
Dizia que a matéria era uma realidade física separada de
atividade mental. Ele não descartava o divino, mas não via ligação
entre corpo e alma.
Acreditava que somente a glândula pineal fazia a ligação
entre psique e soma. Com isso religião e ciência se separam cada vez
mais, gerando um abismo entre as crenças espirituais e o
conhecimento objetivo.

René Descartes

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Paradigma Romântico: Na primeira metade do século 19, o


paradigma romântico influenciou a forma de lidar com os estados de
saúde.
Surge a medicina romântica, um modelo que contestava o
racionalismo. O ser humano passava a ser visto como um campo
global e que não poderia ser contemplado apenas como um conjunto
de partículas. Perceberam que as doenças corpóreas estavam
expressando perturbações de consciência da mesma forma que as
doenças psicológicas desencadeavam processos no campo orgânico.

Paradigma Biomédico: No final do séc. 19, o paradigma


romântico passou a ser rejeitado uma vez que não se tinham provas
concretas do mecanismo e não se podiam admitir generalizações.
A doença passou a ser considerada como desvio de
normalidade fisiológica. Ao buscar uma única causa para a doença

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houve a promoção do “Pensamento Reducionista” que ao buscar a


única causa não se levava em consideração o ser humano em seus
aspectos mais subjetivos. Por outro lado, grandes descobertas quanto
ao funcionamento do corpo humano foram feitas como, por exemplo:
temperatura, batimentos cardíacos, pressão arterial, etc.
Após a fase reducionista, surge o “Universalismo” que por
fim entende o ser humano como um ser com aspectos pessoais, sociais,
psicológicos e crenças. Mesmo as sensações, sentimentos e idéias
eram passíveis de ser mensurados e representados no cérebro.
Dividiam-se as doenças como “Puramente Psicológicas” e
“Puramente Fisiológicas”.
Criaram uma padronização dos sintomas e padronização de
condutas terapêuticas.
Até hoje a medicina ortodoxa ainda reside neste campo.

O DESENVOLVIMENTO DA PSICOSSOMÁTICA
COMO CONCEITO

O termo “PISICOSSOMÁTICA” foi empregado pela


primeira vez em 1818 pelo psiquiatra alemão Felix Heinroth.
O médico usou o termo para explicar as causas da insônia, a
influência das paixões na tuberculose, epilepsia e câncer. Discípulo de
Freud, Heinroth designava a influência dos aspectos emocionais sobre
uma enfermidade. Introduz a Medicina Psicossomática em Viena-1922
juntamente com Jung, mas Helen Dubar-1935 formula a
psicossomática como ciência.
Helen Dubar é considerada idealizadora e fundadora da
“AMERICAN PSYCHOSSOMATIC SOCIETY” a da revista
“PSSYCHOSSOMATIC MEDICINE” em 1.935.

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Helen Dubar

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MÓDULO 2

O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DE
PSICOSSOMÁTICA

Em virtude do desenvolvimento da psicanálise cria-se a


Escola Psicossomática de Paris-1962.
Os estudiosos partiam do pressuposto que os pacientes
psicossomáticos apresentavam características comuns e as
relacionaram da seguinte forma:

11 o paciente tinha dificuldade de simbolizar.


11 Sonhava pouco,ou não se lembrava dos sonhos.
11 Pouca elaboração psíquica.
11 Pensamento operatório aprisionado no concreto.

O paciente tinha pouca ligação com seu inconsciente, o que o


tornava vulnerável ao estresse e o organismo reagia com uma doença
somática. Gradualmente foi se desenvolvendo um corpo clínico que
considerava a sintomatologia a partir da idéia de que um menor grau
de atividade mental corresponde a uma maior vulnerabilidade
somática.
Exemplo: um indivíduo sofre um trauma qualquer, como tem
poucos recursos psíquicos para o elaborar,sofre com um excesso de
estimulação mental e acaba por desencadear uma desorganização
psíquica que passa a atingir as funções somáticas.

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A PSICOSSOMÁTICA NOS DIAS ATUAIS

Com a integração e desenvolvimento de Física, Química,


biologia e Psicologia, a visão de mundo se aproximou mais do
holístico.

[Holístico- adjetivo derivado da palavra grega “holos” que


significa tudo que abrange, que é totalizante].

O conceito de Psicossomática nos dias atuais é:

“PSICOSSOMÁTICA É UM TERMO QUE SE REFERE


A INSEPARABILIDADE E INTERDEPENDÊNCIA DOS
ASPECTOS PSICOLÓGICOS E BIOLÓGICOS DA
HUMANIDADE”.IMPLICA NA VISÃO DO SER HUMANO
COMO UMA TOTALIDADE, UM COMPLEXO MENTE-
CORPO IMERSO NUM AMBIENTE SOCIAL”.

A medicina psicossomática atual tem 3 princípios básicos em


que se fundamenta:

1) O ser humano é composto de corpo, mente e espírito.

2) Cada pessoa é única e deve ser tratada como tal.

3) O paciente deve ser encorajado a ter autonomia no


processo de cura.

A Medicina Psicossomática não é nem pretende ser uma


prática alternativa mas com princípios teóricos próprios diferentes dos
princípios teóricos da ciência convencional.

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A DIMENSÃO SOCIAL NA PSICOSSOMÁTICA

O ser humano está atrelado ao seu meio sociocultural, seja ele


familiar, econômico, religioso,moral,etc.
O primeiro grupo em que o ser humano começa a interagir é o
familiar. De maneira gradual essas interações vão se ampliando com o
desenvolvimento do indivíduo.
As características de personalidade também são de extrema
importância, que em parte são herdadas e outras adquiridas interagindo
com o meio em que o indivíduo vive. Como em qualquer sociedade
normas e regras são entendidas e incorporadas na sua vida e as
experiências e vivências passarão a fazer parte da sua personalidade.
Qualquer pessoa no transcorrer de seu desenvolvimento constrói e
estrutura modos de ser e reagir às diferentes solicitações as quais é
impelido a agir (tanto mental quanto corpóreo) com o sentido de
manter seu organismo equilibrado.
A pessoa é o resultado das inúmeras experiências vividas no
decorrer de sua história. O intuito da medicina psicossomática é
compreender os processos de adoecimento como uma resposta de ser
humano que vive em sociedade e é parte ativa da microestrutura
familiar,que está dentro da macroestrutura social e cultural, situada em
um determinado ambiente físico e que procura dar um significado a
sua existência no mundo.

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Macroestrutura
socioeconômica-
Microestrutura
cultura
familiar
Indivíduo

ANAMNESE EM PSICOSSOMÁTCA

O profissional que quer atuar na área de psicossomática deve


ter em mente um anamnese baseada nos seguintes pricípios básicos:

1) Antecedentes pessoais - gestação, histórico familiar,


infância.
2) Condições do nascimento.
3) Alimentação
4) Sono
5) Desenvolvimento neuropsicomotor
6) Escolaridade
7) Religiosidade
8) Doenças - agudas, crônicas, hereditárias e quanto afetam o
paciente.
9) Sexualidade
10) Sociabilidade

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11) Cuidados pessoais

O profissional deve saber seus limites técnicos e éticos no


momento de atuar, providenciando encaminhamento para outros
profissionais que darão o tratamento adequado daquilo que ele não é
especialista.

O diálogo e a integração com as demais especialidades são


importantes para o complexo restabelecimento CORPO-MENTE-
ESPÍRITO.

O paciente que chega até a Medicina Psicossomática é um


paciente que já passou por vários departamentos hospitalares, já
realizou exames laboratoriais,clínicos sem que se chegue a um
diagnóstico fechado.

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MÓDULO 3

DESENVOLVIMENTO DE UM QUADRO
PSICOSSOMÁTICO

Hans Seyle (1947) deu o nome de SINDROME GERAL DE


ADAPTAÇÃO ao conjunto de modificações não específicas que
ocorrem no organismo, frente a situações estressantes que
desencadeiam o processo de somatização.

Ela consiste em 3 fases:

1) Reação de alarme

2) Fase de resistência

3) Fase de exaustão

Assim como nos animais, os seres humanos apresentam uma


reação de alarme quando se deparam com situações que colocam em
risco seu equilíbrio físico. O organismo age com a reação de
emergência.

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Reação de alarme

Freqüência cardíaca
Pressão arterial
Aumento de Glóbulos vermelhos
Açúcar no sangue
Dilatação dos brônquios
Aumento da pupila
Aumento de glóbulos brancos
Ansiedade
Sudorese

Fase de Resistência

A fase de resistência ocorre quando o agente agressor


perpetua sua ação. As mudanças corpóreas e psicológicas nesta fase
são:

 Aumento do córtex da suprarrenal


 Insônia
 Ulcerações no aparelho digestório
 Irritabilidade
 Alterações no humor
 Atrofia de algumas estruturas
relacionadas à produção de células do
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sangue
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 Diminuição da libido

Fase de Exaustão

A terceira fase significa que pode ter havido uma falha no


mecanismo de adaptação.
De modo parcial, há um retorno à fase de alarme e,
posteriormente, caso o estímulo estressor continue potente, poderá
levar o indivíduo ao esgotamento por sobrecarga fisiológica e à morte.
É importante frisar que reações de estresse são naturais na
vida, contudo, frente a algumas circunstâncias elas podem ser nocivas
ao funcionamento do indivíduo.

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MÓDULO 4

ASPECTOS PSICOLÓGICOS E AS DOENÇAS


MAIS COMUNS EM PSICOSSOMÁTICA

As enfermidades mais comuns e recorrentes em pesquisas da


medicina psicossomática citar as doenças cardivasculares,câncer,
síndrome da fadiga, distúrbios do sono, depressão, LER, diabetes.

SINDROME DA FADIGA

A fadiga é um dos sintomas mais comuns na medicina e


psicologia.
Trata-se de um desgaste de energia física e mental que por
tempo prolongado pode acarretar alterações como dores musculares,
perturbações do sono, alterações digestivas, arritmias cardíacas,
palidez e, no campo psíquico, diminuição de prazer nas atividades,
desatenção, irritação, desânimo fácil, menor interesse sexual e menor
energia nas tarefas.

DISTÚRBIOS DO SONO

Deve ser ressaltado que os distúrbios de sono ocorrem quando


o indivíduo está diante de uma situação que exija dela desempenho.

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Este pode ser manifestado desde sonolência excessiva,


dificuldade em iniciar ou manter o sono, distúrbios do padrão sono-
vigília, parasonias.
Dentro das parasonias citamos o sonambulismo, enxaqueca,
bruxismo e terror noturno.

DEPRESSÃO

A depressão é uma enfermidade que influencia as atitudes das


pessoas frente as suas vidas a das que estão ao seu redor.
Altera sentimentos, reduz sensações, interfere nas escolhas, na
forma de pensar, no comportamento e nas crenças do indivíduo.
Requer tratamento médico e psicológico.
Os sintomas podem ser em intensidade leve, moderada ou
grave, o que pode levar a um comprometimento severo na vida das
pessoas que apresentam o problema.
Os sintomas descritos em distúrbios do sono e fadiga também
se fazem presentes, mas nos casos de depressão aparecem as alterações
de apetite, tristeza sem causa aparente, sentimentos de inferioridade e
culpa, pensamentos freqüentes de morte ou suicídio.
Para a psicanálise, o estado depressivo é causado na relação
que o indivíduo estabelece com os chamados primordiais, que mais
tarde serão representados pelos objetos significativos como pessoas
próximas, ideais, status,etc.
Para Freud ao se perder o objeto o sujeito tende, para não
perdê-lo totalmente, a identificar-se com ele de forma narcísica e o
introjetá-lo no seu próprio eu.Caso esse objeto fosse ao mesmo tempo
amado, mas inconscientemente odiado pela pessoa,o rancor e o ódio
inconscientes que guardava pelo objeto tenderia a ser revertido sobre o
próprio eu expressando-se sob a forma de depressão.

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Em termos biológicos, a depressão decorre de um


desequilíbrio dos neurotransmissores químicos como serotonina,
noradrenalina e norepinefrina.
Atualmente, entende-se que há uma mescla de todas estas
visões.

L.E.R.

A LER é considerada uma patologia que envolve estresse e


atividade física repetitiva.
Apresenta-se como dor mal definida, de intensidade variável,
nem sempre bem localizada com inflamações nas articulações.
A LER é somática em razão de seus aspectos fisiopatológicos
e psíquicos porque envolve características de personalidade do
indivíduo e social porque se dá em relação a uma organização e
divisão do trabalho. Acomete pessoas que são perfeccionistas, não
admitem falhas, e tem dificuldade em admitir sentimentos e aceitar
críticas.

DIABETES
A diabetes surge da alteração de produção de insulina pelo
pâncreas. Este hormônio tem como função transformar o açúcar do
sangue em energia.
Os sintomas mais comuns são: muita sede, aumento de
apetite, fadiga, machucados que demoram a cicatrizar, na mulher
aumento de infecções, no homem impotência, dentre outros sintomas.
Do ponto de vista psicológico fatores desencadeantes de stress
como, por exemplo, uma perda de um ente querido, mudança brusca
de padrões de vida podem desencadear um quadro de depressão que
por conseqüência desencadeia o diabetes.

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Especialistas notam que muitos pacientes diabéticos


apresentam quadros depressivos acentuados.
De certa forma a depressão colabora para um controle
deficiente sobre a glicose e seu tratamento não só melhora a qualidade
de vida do portador de diabetes como também influencia na evolução
da doença.

DOENÇAS CARDIOVASCULRES

As chamadas doenças do coração são em grande parte de


origem comportamental.
Indivíduos com enfermidades cardiovasculares têm como
características extrema agressividade, impaciência, sentimentos
exagerados de urgência de tempo, competitividade e vigorosa
atividade motora.
Sob aspecto psicológico são pessoas irritadiças, indelicadas,
dificuldade de interação interpessoal e mau humor. São pessoas em
que a raiva contida ou expressa geram comportamentos que predispõe
o indivíduo a ter doenças cardíacas.
Técnicas baseadas na abordagem comportamental têm por
objetivo controlar ou eliminar as manifestações abruptas de
comportamento visando baixar os níveis de stress a que estão
submetidos os portadores de doenças cardiovasculares.

CÂNCER

Pesquisadores tentam estabelecer relações entre o surgimento


de um câncer com aspectos psicológicos.
Encontramos na literatura científica que a mágoa e sua
expressão auxiliam no desapontamento e progressão do câncer.

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Para a psicossomática o indivíduo concretiza seus “tumores


mentais” no corpo físico.
Ressentimentos antigos guardados e originados pelo medo e
tristeza são fabricados pela mente que só o inconsciente conhece. A
doença não desaparecerá enquanto o portador estiver “retendo” as
situações amargas que vivenciou.Além do tratamento médico a ajuda
de profissionais da área psicológica são de extrema importância para o
restabelecimento da saúde do indivíduo.
O apoio familiar e o “espírito de luta” também colaboram para
a remissão da doença.

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MÓDULO 5

PSICOSSOMÁTICA E METAFÍSICA

Bem mais recente que a psicossomática a Filosofia Metafísica


desponta nos finais dos anos 70 com uma nova visão de que a mente
do ser humano é a grande geradora de deficiências e prazeres da vida.
O indivíduo passa a ser 100% responsável pelo que lhe
acontece não mais atribuindo ao Divino, nem a sorte ou azar. Ele está
no comando de tudo que lhe acontece na vida.
Para esta nova ciência caso as condições da vida do ser
humano não estejam a contento é sinal de que ele não está fazendo uso
adequado de seus poderes naturais, os quais comandam seu destino.
Acatar a consciência metafísica é abandonar o pretexto de
atribuir ao externo suas frustrações internas: é reconhecer em si
mesmo o referencial manifestador que cria a realidade, atraindo para si
tudo de bom ou ruim que lhe acontece na vida.
Ser responsável é reconhecer e respeitar os próprios
sentimentos, usar de bom senso e assumir o direito de escolha,
podendo dar ou tirar a importância de que aconteça ao redor. Ser
responsável é ter habilidade natural de criar respostas, passando a
conduzir a vida de forma consciente.

Louise L. Hay (1980) foi uma das precursoras desta nova


filosofia e segundo a professora “as doenças só se manifestam quando
cultivamos padrões mentais negativos”.

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A Autora dos livros “Você pode curar sua vida”, “Cure seu
corpo” dentre outros, formula a relação dos males físicos com as
causas psíquicas.
Para eliminar uma condição ruim de maneira definitiva,
devemos primeiro trabalhar para dissolver sua causa mental.

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MÓDULO 6

 Definição da palavra metafísica: s.f.-Conhecimento


das causas primárias e dos princípios elementares.

Para a Metafísica são três os sentimentos básicos desencadeiam um


processo de adoecimento tanto físico quanto mental.

MEDO
RAIVA
TRISTEZA

Todos os seres humanos são passíveis de tais sentimentos que


servem como base para formação de sua personalidade.
É óbvio que todos nós temos e passamos por tais sentimentos
pois é conhecendo-os que também provamos dos sentimentos tais
como coragem, compaixão, alegria.
Os sentimentos descontrolados e exagerados com relação a
um fato da vida é que pode ser chamado de patológico.
O excesso desses sentimentos e a prolongada exposição a eles
é que desencadeiam as doenças e enfermidades.

Para a Medicina Chinesa essas sensações também são levadas


em conta causando um desequilíbrio em algum dos elementos que

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compõem o ser humano, TERRA, METAL,ÁGUA, MADEIRA,


FOGO, que por sua vez geram comportamentos de raiva , tristeza, etc.

Baseada na medicina tradicional chinesa, a Metafísica


relaciona tais sentimentos em desequilíbrio a um processo de doença e
especifica os órgãos que são mais comuns de serem atingidos por elas.

Exemplo: Doenças pulmonares são desencadeadas por longos


períodos de tristeza.

Mais ainda a Metafísica vai além dos sentimentos e também


atribui o tipo de comportamento que um indivíduo apresenta como
causa de um processo patológico.

Exemplo: Pessoas extremamente radicais quanto suas


verdades são sérias candidatas a sofrerem de enxaqueca.

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MÓDULO 7

A Psique do corpo- D.G. Ramos, editora Summus.

Medicina psicossomática e psicologia da saúde- J.C.Riechelmann,


editora Pioneira.

Stress: a tensão da vida- H. Seyle, editora Ibrasa

SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA


PSICOSSOMÁTICA
www.psicossomatica.org.br

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Platão

“O GRANDE ERRO DE NOSSOS DIAS NO


TRATAMENTO DO CORPO HUMANO É QUE O
MÉDICO SEPARA A ALMA DO CORPO”.

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Hipócrates- “Pai da Medicina”