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Antropologia de Magia e Religião na UFBA

Este documento apresenta o programa e a bibliografia sugerida para o curso de Antropologia IV na Universidade Federal da Bahia. O curso irá discutir os debates antropológicos sobre magia, ciência e religião, privilegiando os sistemas cosmológicos, a sociologia dos fenômenos mágico-religiosos e a epistemologia da lógica e classificação. Serão abordados diversos autores e textos para analisar esses temas ao longo do semestre.

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Jorge Antonio
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Antropologia de Magia e Religião na UFBA

Este documento apresenta o programa e a bibliografia sugerida para o curso de Antropologia IV na Universidade Federal da Bahia. O curso irá discutir os debates antropológicos sobre magia, ciência e religião, privilegiando os sistemas cosmológicos, a sociologia dos fenômenos mágico-religiosos e a epistemologia da lógica e classificação. Serão abordados diversos autores e textos para analisar esses temas ao longo do semestre.

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Universidade Federal da Bahia

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

Curso de Graduação em Ciências Disciplina: Antropologia IV (FCH294)


Sociais

Semestre: 2017.2 3as e 5as. feiras – 07:00-08:50


Docente: Prof. Dr. Diego Marques diegofm@[Link]

Ementa
O curso pretende sintetizar, histórica e conceitualmente, o debate antropológico
relativo aos problemas da “magia”, “ciência” e “religião”, privilegiando: a) a discussão
sobre a natureza cultural dos sistemas cosmológicos; b) a sociologia dos fenômenos
mágico-religiosos na perspectiva da Antropologia; c) o problema epistemológico da
“lógica” e das “formas de classificação”, dentre outros tópicos associados ao tema. Ao
longo do semestre, além da bibliografia a seguir, serão indicados outros textos
complementares, para além da realização de atividades práticas de pesquisa.

Programa & Bibliografia sugerida por tópico

I. Apresentação do Curso e do Programa

A. Mágicos, prestidigitadores, místicos e sacerdotes


A preocupação antropológica com os sistemas cosmológicos e a questão
da “crença” e da “mentalidade” ‘primitiva’

1. FRAZER, James. “A magia simpática”, “Sobre bodes expiatórios”. In: O ramo de ouro.
Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1982 [1906-1915].

2. MAUSS, Marcel e HUBERT, Henri. Sobre o sacrifício. São Paulo: Cosac Naify, 2005
[1899].
Leitura complementar:
MAUSS, Marcel e HUBERT, Henri. “Esboço de uma teoria geral da magia”. In: MAUSS,
Marcel. Sociologia e antropologia, volume II. São Paulo: EPU Ltda., 1974 [1902-1903].

3. HERTZ, R. “A preeminência da mão direita: um estudo de polaridade religiosa.” In:


Religião e Sociedade. Vol. 6. 1980 [1907].

4. MALINOWSKI, Bronislaw. Magia, ciência e religião. Lisboa: Edições 70, 1984 [1948].
(Inclui Myth in Primitive Psychology (1926) & Magic, Science & Religion [1925]). Para
aula: ‘Magia e experiência’, ‘Magia e Ciência’ e ‘Magia e Religião’.

B. Bruxos, feiticeiros e legisladores morais


Sobre a sociologia do fenômeno mágico-religioso e suas derivações funcionalistas
5. EVANS-PRITCHARD, E. E. “A noção de bruxaria como explicação de infortúnios” &
“Os adivinhos”. In: Bruxaria, oráculos e magia entre os azande. RJ: Jorge Zahar Editor,
2005 [1937].

6. GLUCKMAN, Max. Rituais de rebelião no sudeste da África. Série Tradução.


Universidade de Brasília, n. 3, 2011 [1952]

7. TURNER, Victor. “Betwixt and between: o período liminar nos ritos de passagem” e
“Simbolismo ritual, moralidade e eestrutura social entre os Ndembu”. In: A floresta
dos símbolos: aspectos do ritual Ndembu. Nitérói: EdUFF, 2005 [1967].

8. LEACH, Edmund. “Cabelo mágico”; “Nascimento virgem” & “O Gênesis enquanto


um mito”. In: Edmund Leach: antropologia. São Paulo: Editora Ática, 1983 [1962].

9. DOUGLAS, Mary. “As abominações do Levítico”; “Magia e milagre”. In: Pureza e


perigo. Lisboa: Edições 70, 1991 [1966].

C. Xamãs, psicólogos, físicos e matemáticos


Simetria, entropia e taxonomias: a estrutura da doxa e da episteme

10. LÉVI-STRAUSS, C. “O feiticeiro e sua magia”. In: Antropologia Estrutural. Rio de


Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003 [1949].

11. LÉVI-STRAUSS, Claude. “A eficácia dos símbolos”; “O estudo estrutural do mito”.


In: Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003 [1958].

12. LÉVI-STRAUSS, Claude. “A ciência do concreto”; “A lógica das classificações


totêmicas”. In: O pensamento selvagem. São Paulo: Editora Nacional/EdUSP, 1970
[1962].

D. Crentes, políticos, new agers e nós

13. GEERTZ, Cliford. “A religião como sistema cultural”. In: A interpretação das
culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989 [1973].

14. BOURDIEU, Pierre. “Ritos de instituição”. In: Economia das trocas linguísticas: o que
falar quer dizer. São Paulo: Edusp, 1998 [1982].

15. LATOUR, Bruno. A esperança de Pandora: ensaios sobre a realidade dos estudos
científicos. Bauru: Edusc, 2001.
Leitura complementar:
LATOUR, Bruno. Reflexão sobre o culto moderno dos deuses fe(i)tiches. Bauru: Edusc,
2002.

16. MALUF, Sônia Weidner. “Mitos coletivos, narrativas pessoais: cura ritual, trabalho
terapêutico e emergência do sujeito nas culturas da ‘Nova Era’.” In: Mana 11(2), 2005.

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