Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Curso de Graduação em Ciências Disciplina: Antropologia IV (FCH294)
Sociais
Semestre: 2017.2 3as e 5as. feiras – 07:00-08:50
Docente: Prof. Dr. Diego Marques diegofm@[Link]
Ementa
O curso pretende sintetizar, histórica e conceitualmente, o debate antropológico
relativo aos problemas da “magia”, “ciência” e “religião”, privilegiando: a) a discussão
sobre a natureza cultural dos sistemas cosmológicos; b) a sociologia dos fenômenos
mágico-religiosos na perspectiva da Antropologia; c) o problema epistemológico da
“lógica” e das “formas de classificação”, dentre outros tópicos associados ao tema. Ao
longo do semestre, além da bibliografia a seguir, serão indicados outros textos
complementares, para além da realização de atividades práticas de pesquisa.
Programa & Bibliografia sugerida por tópico
I. Apresentação do Curso e do Programa
A. Mágicos, prestidigitadores, místicos e sacerdotes
A preocupação antropológica com os sistemas cosmológicos e a questão
da “crença” e da “mentalidade” ‘primitiva’
1. FRAZER, James. “A magia simpática”, “Sobre bodes expiatórios”. In: O ramo de ouro.
Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1982 [1906-1915].
2. MAUSS, Marcel e HUBERT, Henri. Sobre o sacrifício. São Paulo: Cosac Naify, 2005
[1899].
Leitura complementar:
MAUSS, Marcel e HUBERT, Henri. “Esboço de uma teoria geral da magia”. In: MAUSS,
Marcel. Sociologia e antropologia, volume II. São Paulo: EPU Ltda., 1974 [1902-1903].
3. HERTZ, R. “A preeminência da mão direita: um estudo de polaridade religiosa.” In:
Religião e Sociedade. Vol. 6. 1980 [1907].
4. MALINOWSKI, Bronislaw. Magia, ciência e religião. Lisboa: Edições 70, 1984 [1948].
(Inclui Myth in Primitive Psychology (1926) & Magic, Science & Religion [1925]). Para
aula: ‘Magia e experiência’, ‘Magia e Ciência’ e ‘Magia e Religião’.
B. Bruxos, feiticeiros e legisladores morais
Sobre a sociologia do fenômeno mágico-religioso e suas derivações funcionalistas
5. EVANS-PRITCHARD, E. E. “A noção de bruxaria como explicação de infortúnios” &
“Os adivinhos”. In: Bruxaria, oráculos e magia entre os azande. RJ: Jorge Zahar Editor,
2005 [1937].
6. GLUCKMAN, Max. Rituais de rebelião no sudeste da África. Série Tradução.
Universidade de Brasília, n. 3, 2011 [1952]
7. TURNER, Victor. “Betwixt and between: o período liminar nos ritos de passagem” e
“Simbolismo ritual, moralidade e eestrutura social entre os Ndembu”. In: A floresta
dos símbolos: aspectos do ritual Ndembu. Nitérói: EdUFF, 2005 [1967].
8. LEACH, Edmund. “Cabelo mágico”; “Nascimento virgem” & “O Gênesis enquanto
um mito”. In: Edmund Leach: antropologia. São Paulo: Editora Ática, 1983 [1962].
9. DOUGLAS, Mary. “As abominações do Levítico”; “Magia e milagre”. In: Pureza e
perigo. Lisboa: Edições 70, 1991 [1966].
C. Xamãs, psicólogos, físicos e matemáticos
Simetria, entropia e taxonomias: a estrutura da doxa e da episteme
10. LÉVI-STRAUSS, C. “O feiticeiro e sua magia”. In: Antropologia Estrutural. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003 [1949].
11. LÉVI-STRAUSS, Claude. “A eficácia dos símbolos”; “O estudo estrutural do mito”.
In: Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003 [1958].
12. LÉVI-STRAUSS, Claude. “A ciência do concreto”; “A lógica das classificações
totêmicas”. In: O pensamento selvagem. São Paulo: Editora Nacional/EdUSP, 1970
[1962].
D. Crentes, políticos, new agers e nós
13. GEERTZ, Cliford. “A religião como sistema cultural”. In: A interpretação das
culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989 [1973].
14. BOURDIEU, Pierre. “Ritos de instituição”. In: Economia das trocas linguísticas: o que
falar quer dizer. São Paulo: Edusp, 1998 [1982].
15. LATOUR, Bruno. A esperança de Pandora: ensaios sobre a realidade dos estudos
científicos. Bauru: Edusc, 2001.
Leitura complementar:
LATOUR, Bruno. Reflexão sobre o culto moderno dos deuses fe(i)tiches. Bauru: Edusc,
2002.
16. MALUF, Sônia Weidner. “Mitos coletivos, narrativas pessoais: cura ritual, trabalho
terapêutico e emergência do sujeito nas culturas da ‘Nova Era’.” In: Mana 11(2), 2005.