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O HABITUS EM UMA COMUNIDADE RURAL DA CIDADE DE MANAUS.

Francinézio Lima do Amaral1

RESUMO

O propósito desse texto é analisar as adaptações do “estilo de vida” dos grupos sociais
oriundos das zonas rurais do estado do Amazonas que migraram para a capital, Manaus,
principalmente a partir da implantação do modelo da Zona Franca de Manaus na segunda
metade da década de 70. Mais do que chegar a conclusões definitivas, buscaremos destacar
algumas questões que consideramos relevantes para contribuir com o debate sobre o tema.

Palavras – chave: estilo de vida, habitus, Zona Franca de Manaus.

ABSTRACT

The intention this text is analising the adaptation of “life style” of social grups originaries
of rural zone of Amazonas states that migraties for capital, Manaus, maining from of
introduciono of Freedom Zone of Manaus in the half second of 70’s. But that to arrive at
definitive conclusions, searching pointed some questions that we to consider importants for
to contribute was the debate about the subject.

Key – works: life estyle, habitus,F reedom Zone of Manus.

1
O autor é graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM e mestrando do
Programa de Pós-Graduação em Sociologia – PPGS, também pela mesma instituição.

1
INTRODUÇÃO.

Este artigo, pré-requisito avaliativo da disciplina Dimensões do Trabalho na


Amazônia, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia - PPGS da Universidade Federal
do Amazonas - UFAM, buscará destacar algumas questões que nos parecem ser relevantes
no que diz respeito ao movimento migratório de populações rurais do interior do estado do
Amazonas bem como suas estratégias de adaptação social, política, econômica e cultural,
ao modo de vida das áreas urbanas da cidade de Manaus.
Com isso, objetivamos investigar até que ponto essas necessidades de adaptação
modificaram o habitus do homem amazônico, se é que pode ter havido alguma modificação
estrutural relevante que possa ser considerada nesse caso. Essa hipótese surge a partir de
algumas observações que podem ser observadas, especialmente nos bairros localizados no
entorno da cidade de Manaus.
Nosso propósito aqui não tem, nem poderia ter, um caráter conclusivo a respeito
do tema analisado, tem, contudo, a intenção de, além de evidenciar algumas características
particulares desse grupo social específico, também dar nossa colaboração para o debate.

O HABITUS E O ESTILO DE VIDA DE POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO


AMAZONAS.

Nossa exposição inicia com as contribuições teóricas de Pierre Bourdieu (In


ORTIZ, 1993: 83) sobre a categoria sociológica que ele definiu como “estilo de vida”,
resultado das diferentes disposições dos grupos no espaço social que caracterizadas por
“sistemas de desvios diferenciais que são a re-tradução simbólica de diferenças
objetivamente inscritas nas condições de existência”. Isso significa dizer que a formação
dos estilos de vida, as escolhas e as ações individuais aí engendradas, estão intrinsecamente
ligados ao habitus ao quais os indivíduos encontram-se inseridos. Esse habitus significa,
para o autor um

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... sistema de disposições duráveis, estruturas estruturadas predispostas a
funcionarem como estruturas estruturantes, isto é, como princípio que
gera e estrutura as práticas e as representações que podem ser
objetivamente “regulamentadas” e “reguladas” sem que por isso sejam o
produto de obediência de regras, objetivamente adaptadas a um fim, sem
que se tenha necessidade da projeção consciente deste fim ou do domínio
das operações para atingi-lo, mas sendo, ao mesmo tempo, coletivamente
orquestradas sem serem o produto da ação organizadora de um maestro
(BOURDIEU in ORTIZ, 1983, p. 15)

Sendo assim, podemos entender que dentre os grupos sociais que habitam as
zonas rurais do interior do estado do Amazonas podemos encontrar um habitus que pode
considerado como geral a todos eles, sem, contudo, esquecer-se das particularidades de
cada um que garantem a diversidade e a complexidade marcantes desses grupos. Temos
então, grupos rurais migrando para as cidades e sendo socializados a partir de novas
identidades, provocando uma fusão entre grupos sociais heterogêneos que partilham de um
mesmo habitus geral e um grupo social ainda maior, mais complexo e que também possui
habitus próprio, ou seja, os moradores da zona urbana, constituídos basicamente de uma
pequena-burguesia resultante dos resquícios da colonização. É notório que esse novo estilo
de vida continua sendo sistematizado pela “unidade originariamente sintética do habitus,
princípio unificador e gerador de todas as práticas”, portanto, o estilo de vida de um grupo
social pode ser entendido como

um conjunto unitário de preferências distintivas que exprimem, na lógica


específica de cada um dos subespaços simbólicos, mobília, vestimentas,
linguagem ou héxis corporal, a mesma intenção expressiva, princípio da
unidade de estilo que se entrega diretamente à intuição... (BOURDIEU,
in ORTIZ, 1983, p. 83 – 84).

É aí que nossa hipótese ganha relevância, posto que temos, a partir de então, um
campo social que, para Bourdieu (In ORTIZ, 1993), é todo o espaço social onde se
estabelecem relações sociais regidas por lutas em torno do poder. Sabemos que os
resultados dessa luta desembocam, inevitavelmente, numa divisão social extremamente
desigual e injusta, porém, é esse um dos fatores principais que fazem com seja possível
percebermos como cada subgrupo traça suas estratégias de produção e reprodução da vida
dentro desse espaço social que, agora passa a ser comum, que é a cidade.

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Esse fato nos remete à noção de “necessidade”, analisada pelo autor e que nos
ajuda a questionar, quais são, então, os gostos, anseios e perspectivas da elite minoritária e
os da imensa população que constituiu e habita as periferias urbanas da cidade de Manaus?
O próprio autor nos indica que isso tem haver com as diferenças contidas nas “variações da
distância com o mundo – suas pressões materiais e suas urgências temporais – distância que
depende, ao mesmo tempo, da urgência objetiva da situação no momento considerado e da
disposição para tomar suas distâncias em relação a essa situação” (p. 85). Assim sendo, o
que configura como uma necessidade, ou um luxo inatingível, para um determinado grupo
social, no caso, o periférico, pode não ter a menor relevância para o outro, ou seja, a elite.
Como nos indica o próprio autor quando dá sua definição de gosto:

Os gostos obedecem, assim, a uma espécie de lei de Engels generalizada:


a cada nível de distribuição, o que é raro e constitui um luxo inacessível
ou uma fantasia absurda para os ocupantes do nível anterior ou inferior,
torna-se banal ou comum, e se encontra relegado à ordem do necessário,
do evidente, pelo aparecimento de novos consumos, mais raros e,
portanto, mais distintivos (...). Por uma espécie de adesão de segunda
ordem à necessidade, as diferentes classes se dão como ideal ético as
escolhas implícitas do ethos que essa necessidade lhes impõe, recusando
ao mesmo tempo as “virtudes” chamadas por outros de necessidades
(BOURDIEU in ORTIZ, 1983, p. 85 – 86).

E mais,
Na medida em que cresce a distância objetiva com relação à necessidade,
o estilo de vida se torna, sempre, cada vez mais o produto de uma
“estilização da vida”, decisão sistemática que orienta e organiza as
práticas mais diversas. (BOURDIEU in ORTIZ, 1983, p. 87 – 88).

O campo onde essas diferenças de habitus podem ser percebidas de maneira mais
direta é o campo da economia, talvez por se tratar de um espaço social onde as lutas se dão
com maior vigor e de maneira mais incisiva. Assim sendo, podemos evidenciar, agora,
algumas características do estilo de vida econômico dessas populações, dando maior ênfase
para o tipo de organização do trabalho dentro da unidade familiar, como nos mostra
Abromovay (1992) ao destacar o “caráter familiar” com que cada uma dessas unidades de
produção dirige, organiza e executa os seus trabalhos uma vez que cada uma delas é uma
empresa que, associada às demais empresas que conformam determinada área, partilham

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das mesmas tecnologias e do mesmo modelo de administração, sendo, portanto, “as razões
pelas quais a agricultura capitalista contemporânea dos países centrais se desenvolveu” (p.
19). Portanto, para este autor:

A própria racionalidade da organização familiar não depende (...) da


família em si mesma, mas , ao contrário, da capacidade que esta tem de
se adaptar e montar um comportamento adequado ao meio social e
econômico em que se desenvolve (ABRAMOVAY, 1992, p. 23)

Para exemplificar nossa hipótese, tomemos como exemplo a comunidade Nova


Esperança, localizada no bairro Valparaíso, Zona Leste de Manaus, que é a zona que mais
apresenta características rurais, justamente por concentrar a maior quantidade de famílias
oriundas do interior do Estado. Nessa comunidade podemos encontrar algumas
concentrações de famílias que, obedecendo ao movimento migratório e ao processo de
desenvolvimento do moderno modo de produção capitalista, deixaram suas terras, seu
lugar, em busca de novas alternativas de reprodução da vida no meio urbano. Ao que
parece, estas adaptações também se deram de forma heterogênea, já que uma boa parcela da
população do bairro se adaptou com maior facilidade e incorporaram melhor o habitus
urbano. Contudo, existem alguns casos em que se observa uma espécie de resistência das
populações em preservar, se não integralmente, uma parcela considerável de seu habitus
original. Foi isso que se observou na comunidade Nova Esperança.
Exemplo disso é que, na busca por sua adaptabilidade a nova realidade,
conseguiram montar estratégias que garantiram a manutenção da unidade de produção
familiar dentro do meio urbano, a partir da prática da “agricultura familiar”, ou de
subsistência. Mas, como já dissemos, algumas alterações tiveram que ser feitas, o que levou
a um redimensionamento da organização e da estruturação da unidade de produção
familiar, refletindo, conseqüentemente, nos gostos e no estilo de vida não só econômico,
mas social, político e cultural dessa parcela da população.
Se de um lado, mantêm-se uma divisão sexual do trabalho, de outro essa mesma
divisão abre espaço para o aumento da necessidade melhorar o nível de educação de toda a
família. Se o modelo de produção ainda é baseado na subsistência, ela agora é garantida
não mais pelo simples estoque da produção, mas pela comercialização, mesmo que em

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pequena escala, da maior parte dessa produção. Se antes, o pouco capital obtido com a
comercialização era investido apenas na manutenção das ferramentas e na obtenção de
algumas provisões essenciais (remédios, vestuário, etc.), agora, aumentam
significativamente, mesmo que ainda insuficientes, e passam a ter novos destinos como
habitações mais confortáveis, tecnologias que garantam o aumento da produção, etc.
Nesse sentido, verifica-se, nesse artigo, que a construção de um novo espaço e de
uma nova identidade, como já dissemos anteriormente, encontra-se relacionada com as
necessidades oriundas do sistema produtivo. No caso em questão, do sistema capitalista de
produção. Para tanto, a categoria habitus enquanto um sistema estruturado que pode tornar-
se um sistema estruturante, a partir de noções articuladas a ela como honra, gosto, estilo de
vida e ethos contribuíram para a verificação de uma sobreposição de identidades. Mas, será
que somente os movimentos migratórios podem ser considerados como o único fator
responsável por todas essas transformações? De certo que não. Eles fazem parte de um
processo mais complexo que envolve questões sociais num nível mais macro. É o que
veremos a seguir.

ZONA FRANCA DE MANAUS, GLOBALIZAÇÃO E AS NOVAS DIMENSÕES DO


TRABALHO.

Acontece que esses movimentos migratórios a que estamos nos referindo,


ocorridos com maior expressividade a partir da década de 70, são resultado da implantação,
pelo governo militar, do modelo econômico da Zona Franca de Manaus, e que de forma
alguma ocorreu de forma homogênea. Ao contrário, os novos bairros que surgiram no
entorno da cidade, foram formados justamente pelas interseções entre os diversos
subgrupos que se deslocaram para a área urbana, cada um com suas particularidades,
porém, compartilhando de um mesmo habitus, e que iniciaram a construção de um novo
espaço e de uma nova identidade que pudesse tornar possível sobreviver no interior da nova
realidade.
Entenderemos melhor esse processo, fazendo uma breve digressão na história para
relembrar (ou conhecer) os motivos e o processo de implantação da Zona Franca de

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Manaus como modelo econômico. Historicamente, as políticas de desenvolvimento
econômico do Brasil estiveram e, de certa maneira, ainda estão, pautadas no
desenvolvimento de grandes projetos nacionais, criados para dar conta de resolver, no
menor espaço de tempo, as crises que por ventura estejam comprometendo o sistema de
produção. Tem sido assim desde a extração das drogas do sertão, passando pelos dois ciclos
da borracha até chegar no período dos governos militares que, em nome da soberania
nacional e da expansão do progresso e do capitalismo e também devido à nova
reorganização da economia mundial adotam o modelo das chamadas áreas de livre
comércio, ou zonas francas. Sendo este um modelo capitalista de produção trata-se,
portanto, de um modelo excludente e de exploração.
Fato é que a Zona Franca de Manaus, ao redefinir o papel da Amazônia Ocidental
no cenário da economia capitalista global, encontrou aqui as condições ideais e necessárias
para a introdução das indústrias multinacionais, dentre elas a isenção dos impostos a
abundante e barata mão-de-obra, estando assim, inserida na consolidação desse processo
que vinha se desenvolvendo no séc. XX. A respeito disso, Ianni (2001: 183) nos ensina
que:

O globalismo é uma configuração histórico-social abrangente,


convivendo com as mais diversas formas sociais de vida e trabalho, mas
também assinalando condições e possibilidades, impasses e perspectivas,
dilemas e horizontes. Tanto é assim que no âmbito do globalismo
emergem ou ressurgem localismos, provincianismos, nacionalismos,
regionalismos, colonialismos, imperialismos, etnicismos, racismos e
fundamentalismos; assim como reavivam-se os debates, as pesquisas e as
aflições sobre a identidade e a diversidade, a integração e a
fragmentação.

Essa nova ordem global traz consigo o surgimento da economia informacional que
também influencia na nova divisão internacional do trabalho ao acentuar as já conturbadas
relações de poder entre regiões, nações, continentes, etc. A noção de economia
informacional foi tomada aqui das teorias de Manuel Castells (1999: 87 - 88) que entende
que uma economia é “informacional porque a produtividade e a competitividade de
unidades ou agentes (...) dependem basicamente de sua capacidade de gerar, processar e
aplicar de forma eficiente a informação baseada em conhecimentos” e uma vez que “a

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produtividade impulsiona o desenvolvimento”, a combinação entre regiões
subdesenvolvidas, mão-de-obra farta e barata, isenção de impostos e avanços tecnológicos
tornou-se a fórmula perfeita para o aperfeiçoamento do modo de produção capitalista.
No que tange às novas dimensões assumidas pelo trabalho, engendradas por essa
também nova divisão internacional do trabalho, o que podemos observar é um intenso e
complexo processo de transição que, de uma forma ou de outra, mantêm o trabalhador sob
forte regime de exploração, pois, se antes era submetido a infindáveis jornadas de trabalho
que levavam à exaustão, agora, exigem níveis de qualificação que permitam o
desenvolvimento de múltiplas atividades de forma simultâneas. Em Manaus a formação do
“exército de reserva” foi beneficiada pelo forte movimento migratório no sentido
interior/capital que também respondeu pelo redimensionamento espacial e territorial da
cidade.
Ocorre, então, que uma vez que as necessidades de mão-de-obra nas fábricas do
Pólo Industrial não absorveram toda a população migrante, novas alternativas de para se
reorganizarem social, econômica, política e culturalmente tiveram de ser encontradas e aí,
percebemos a capacidade desses grupos sociais rurais de conviverem e superarem as
adversidades. Relegados à falta de assistência por parte do Estado não encontrando
posicionamento no mercado de trabalho formal esses grupos passam a ter então, na
informalidade, sua única alternativa de sobrevivência, especialmente na prestação de
serviços. E a diversidade desses serviços pode ser entendida como resultado da articulação
entre o habitus original trazido do interior e o habitus urbano.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Finalizamos nosso trabalho resgatando o que fora proposto de início, ou seja,


suscitar algumas questões relacionadas às transformações do habitus de grupos sociais
rurais que migraram e se reproduziram no meio urbano da cidade de Manaus, buscando
contribuir ao debate sobre o tema. Vimos que muitos desses grupos, mesmo sob forte
influência de uma realidade que não era a sua, lutam e persistem na manutenção, pelo
menos uma grande parte, de seu habitus original como estratégia de adaptação e
sobrevivência no meio urbano. Surgem, então, o podemos chamar de ilhas rurais dentro do
meio urbano, como é o caso, da Comunidade Nova Esperança no bairro Valparaíso que
buscou na agricultura de subsistência, a saída para adaptar-se às exigências impostas pela
estrutura estruturada na qual se inseriram e ao mesmo tempo preservarem seus
conhecimentos e costumes originais, transformando-os em estruturas estruturantes.
Vimos também que esse movimento migratório foi resultado, principalmente, da
implementação da Zona Franca de Manaus como projeto econômico que redimensionou o
papel da Amazônia Ocidental no cenário da nova divisão internacional do trabalho e que
transformou sobremaneira a configuração espacial e social da cidade de Manaus, obrigando
seus habitantes a articularem, além de novas relações sociais, econômicas, culturais e
políticas, novas distribuições territoriais. Porém, como se trata de uma estratégia capitalista
global, a exploração e a exclusão da massa dos trabalhadores pode ser entendida como o
exemplo mais contundente para justificar as estratégias encontradas por esses grupos
sociais rurais.
Ora, se não lhes foi dada a oportunidade de “inclusão” no mercado de trabalho
que prometia ser a grande solução dos problemas, o jeito foi buscar alternativas que, pelo
menos, pudessem garantir as condições mínimas de sobreviver com certa dignidade. No
caso da comunidade Nova Esperança, as adversidades impostas pela falta de infra-estrutura
e pela falta de assistência fortaleceram a vontade do grupo de não abandonar o seu habitus,
e a encontrar um meio equilibrado de adaptação a uma nova realidade. Talvez esses fatores
tenham colaborado pela decisão de investir na agricultura do tipo familiar, mas que, agora,
não se restringia mais apenas à subsistência, passando também a direcionar sua produção à
comercialização, através do abastecimento, principalmente, das feiras e pequenos

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estabelecimentos comerciais dos bairros da cidade. Por fim, muitas são as possibilidades de
análises das articulações do habitus, das maneiras pelas quais grupos sociais engendram
suas lutas no “campo” e das alternativas encontradas para viabilizá-las.

REFERÊNCIAS

ABRAMOVAY, R. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. São Paulo – Rio de


Janeiro – Campinas: HUCITEC, ANPOCS, UNICAMP, 1992.

BOURDIEU, Pierre. Esboço de uma teoria da prática. In ORTIZ, R. (org.). Pierre


Bourdieu: Sociologia. (Coleção Grandes Cientistas Sociais). Tradução de Paula Monteiro e
Alícia Auzmendi. São Paulo: Ática, 1983.

_________________ O campo científico. In ORTIZ, R. (org.). Pierre Bourdieu: Sociologia.


(Coleção Grandes Cientistas Sociais). Tradução de Paula Monteiro e Alícia Auzmendi. São
Paulo: Ática, 1983.

________________ O desencantamento do mundo: Estruturas econômicas e estruturas


temporais. Tradução de Silvia Mazza.São Paulo: Editora Perspectiva, 1979.

IANNI, O. A era do globalismo. 5ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

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