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Insulina e Hipoglicemiantes Orais em Veterinária

O documento discute insulina e hipoglicemiantes orais para o tratamento do diabetes melito em cães e gatos. Apresenta as propriedades e tipos de insulina, incluindo suas formas análogas, e discute a insulinoterapia em cães e gatos. Também aborda hipoglicemiantes orais como sulfonilureias e suas reações adversas no tratamento do diabetes.

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Tatiana Petroff
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Insulina e Hipoglicemiantes Orais em Veterinária

O documento discute insulina e hipoglicemiantes orais para o tratamento do diabetes melito em cães e gatos. Apresenta as propriedades e tipos de insulina, incluindo suas formas análogas, e discute a insulinoterapia em cães e gatos. Também aborda hipoglicemiantes orais como sulfonilureias e suas reações adversas no tratamento do diabetes.

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INSULINA e 


HIPOGLICEMIANTES ORAIS

Dra. Thaís Fernanda Trombin


INSULINA
INSULINA
• Hormônio protéico

• Conservado ao longo da evolução

• Duas cadeias: A e B (ligações dissulfídicas)

• Fatores de crescimento ! IGF 1 e 2


(insulin-like growth factors = somatomedinas)

• Similariedade ! imunogenecidade:

– Canina = suína humana bovina felina

– Antigenicidade
SÍNTESE DE INSULINA
PEPTÍDIO-C
• Avaliação da capacidade funcional
pancreática

• Meia-vida mais prolongada que a insulina

• Menos sujeito a influências do que a insulina


RECEPTOR DE INSULINA
DIABETES MELITO
• DMID: diabetes melito tipo I ou dependente de
insulina
– Cães

– Adultos

– Fêmeas

• DMNID: diabetes melito não dependente de


insulina
– Gatos

– Adultos

– Machos
DIABETES MELITO
• Perda de peso
• Hiperglicemia

• Polifagia
(normal: 80-120mg/dL; diabetes: 400-800)

• Hiperlipidemia

• Poliúria

• Glicosúria

• Polidipsia
• Cetonúria

• Acidose metabólica

• Urinálise (bactérias)
INSULINA
• Insulinas monocompetentes obtidas de
animais

– Monoespecífica: Bovina ou suína

– Mistas: 90% bovina e 10% suína

• DNA recombinante

– Insulina humana
INSULINA
• Insulina Cristalina, conhecida como Regular é
obtida pela sua precipitação com cloreto de zinco
e tampão fosfato, é a mais rapidamente absorvida
e metabolizada! ÚNICA adm IV

• Insulina + proteínas (protamina):

– PZI (complexo insulina-zinco-protamina): gatos,


ação prolongada

– NPH (suspensão de insulina isófana: Neutra,


Protamina): mais usada, ação intermediária
INSULINA
• Para a obtenção da insulina cristalina !
aumentar a [Zn], solução tampão acetato,
ajustes de pH ! alteração do tempo de ação

– Soluções amorfas de insulina, solúveis e de


ação rápida ! Semilente

– Grandes cristais de insulina, insolúveis e de


absorção prolongada ! Ultralente

– Lente ! 70% Ultralente + 30% Semilente,


absorção e tempo de atuação são
intermediários
INSULINA
• Formas análogas de insulina ! alteração nos
aminoácidos da cadeia beta da insulina humana
! para alteração do tempo de absorção e de
atuação

– Curta ação: Lispro (cães), Aspart (injeções


múltiplas), Glulisine (não disponível ainda)

– Ação longa: Glargina (+Zn, atividade 24h, sem


picos de atividade, afinidade reduzida pelos
receptores, não misturar outras insulinas na mm
seringa) e Detemir (albumina, menor flutuação
nos níveis de glicose, dose-dependente)
INSULINOTERAPIA
• Carnívoros: cães e gatos

• Cães ! DMID

– Mistas (bovina e suína) NPH

– Lente de origem humana

• 0,5 a 1,0 UI/Kg a cada 12 ou 24h


INSULINOTERAPIA
• Gatos! DMNID

– Hipoglicemiantes orais

– 30 a 50% ! insulinoterapia

– Ultralente

– 0,5 a 1,0 UI/Kg a cada 12 ou 24h

– NPH
NEUROPATIA DIABÉTICA
NEUROPATIA DIABÉTICA
CAES E GATOS 

DIABETES CETOACIDÓTICA
• Baixas doses de insulina Regular ou
Semilente

• Evitando danos agressivos:

– Hipoglecemia, hipocalemia, acidose


láctica, hipofosfatemia e desequilíbrio
osmótico com consequente edema
cerebral
COMPLICAÇÕES DA INSULINOTERAPIA

• Problemas no armazenamento ou na
administração

• Administração ou indução de hormônios


antagônicos como corticoides, hormônios de
crescimento, hormônios tireoidianos

• Indução de atividade enzimática insulinolítica

• Diminuição da afinidade do receptor insulínico

• Produção de hormônios anti-insulina

• Defeitos da transdução de sinal do receptor


HIPOGLICEMIA
• Fraqueza muscular

• Mudança de comportamento: apatia (gatos)

• Tremores musculares

• Letargia (gatos)

• Ataxia

• Convulsão (cão)

• Coma

• Efeito Somogyi (hiperglicemia de rebote)


HIPOGLICEMIANTES ORAIS
• Sulfonilureias
• Meglitinidas

• Biguanidas

• Tiazolidinedionas
SULFONILUREIAS
• Mecanismo de ação:

– Aumentam a sensibilidade das células β à


glicose, aumentando a secreção de
insulina

– Aumentam a resposta dos tecidos-alvos à


atuação da insulina, incrementando a sua
captação de glicose
HIPOGLICEMIANTES ORAIS
SULFONILUREIAS
• Primeira geração
• Segunda geração

– Tolbutamida
– Gliburida

– Acetoexamida
– Glipizida
– Tolazamida

– Clorpropamida
SULFONILUREIAS
SULFONILUREIAS
• Reações adversas:

• Hipoglicemia: maior duração que a da


insulinoterapia

• Aumento da secreção do ADH

• Colestase (canais biliares)

• Distúrbios neurológicos como parestesia e


cefaleia
• ADAMS, H.R. Farmacologia e terapêutica em veterinária. 8 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2003. 1048 p.
• BOOTH, N.H. e MCDONALD, L. E. Farmacologia e terapêutica em Veterinária. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 1992 997 p.
• BRUNTON, L.L.; LAZO, J.S.; PARKER, K.L. Goodman e Gilman: As bases
farmacológicas da terapêutica. McGraw-Hill. 12 ed. 2012. 2112 p.
• MINNEMAN, K.P.; WECKER, L.; LARNER, J.; BRODY, T.M.; Brody – Farmacologia
Humana. 4. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006
• RANG, H.P.; RITTER, J.M.; FLOWER, R. Farmacologia Rang. Elsevier, 7 ed. 2012.
808 p.
• SPINOSA, H.S.; GÓRNIAK, S.L.; BERNARDI, M.M. Farmacologia aplicada à
medicina veterinária. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 918 p.
• TRIPATHI, K.D. Farmacologia Médica. 5. Ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2006

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