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Fisiologia da digestão e utilização de nutrientes

em ruminantes e não-ruminantes

1. Fisiologia da Digestão

 Por que é importante conhecer a fisiologia da


digestão?

 Base para a nutrição


 Conhecer para balancear as dietas
 Eficiência na utilização

2. Aparelho Digestório

 Funções:
 Fornecer de forma contínua, nutrientes,
água e eletrólitos
 Armazenar alimentos para digestão
 Preparar alimento para absorção (digestão)
 Assimilar produtos da digestão
 Eliminar os resíduos não digeridos
3. Principais grupos

Não-Ruminantes ou Ruminantes ou
monogástricos poligástricos

Aves Ovinos
Suínos Caprinos
Eqüínos Bovinos
Caninos e felinos Bubalinos
Coelho Outros
Outros

4. Digestão dos Alimentos

 Os principais mecanismos de digestão e


absorção dos carboidratos solúveis, gorduras e
proteínas ocorrem no Intestino Delgado (ID)
 Exceção Ruminantes (Fermentação microbiana
no Rúmen)
 Amilase Salivar (inicia a digestão do amido -
suíno)
 Algumas Proteínas são hidrolisadas pela ação
da Pepsina e HCl

5. Digestão dos Carboidratos

 Carboidratos da dieta (amidos, sacarose,


lactose e carboidrato fibroso)
 Amido → polissacarídeo (amilose +
amilopectina)
 Sacarose e Lactose → dissacarídeos
(glicose + frutose e glicose + galactose)
 Carboidratos fibrosos → carboidratos
estruturais (celulose + hemicelulose)
 α-amilase pancreática (hidrólise enzimática das
Ligações α-1,4 do amido)
 A α-amilase não hidrolisa as ligações α-1,6 das
ramificações da molécula de amido
 Os produtos finais na digestão da amilase são:
 Trissacarídeos
 Dissacarídeos
 Oligossacarídeos (com ligações α-1,4 e α-
1,6
 Nenhuma glicose livre é formada (amilase
pancreática)
 Produtos são degradados por enzimas na borda
em escova - monossacarídeos (são aborvidos
pela mucosa)
 Carnívoros e Onívoros recebendo dietas com
baixo teor de fibras a maior parte dos
carboidratos solúveis são absorvidos antes do
jejuno (Rápida absorção)

6. Transporte de Monossacarídeos para dentro


da célula epitelial

 Glicose ou galactose (transporte ativo) contra


seu gradiente de concentração e requer a
presença de sódio
 Nos ruminantes esse transporte ativo de glicose
é pouco utilizado (pouca glicose é liberada para
o intestino delgado – Rúmen)
7. Digestão de Proteínas
 Hidrólise da proteína inicia-se no estômago
(pepsina)
 Fases da digestão (ocorrem no lúmen e na
superfície da mucosa)
 Enzimas pancreáticas:
 Endopeptidases (tripsinogênio,
quimotripsinogênio e elastase)
 Exopeptidases (carboxipeptidases A e B)

 Produtos da hidrólise pancreática :


 Aminoácidos básicos
 Oligopeptídios (peptídeos pequenos) –
estes sofrem hidrólise posterior na borda
em escova
 Aminoácidos
 Dipeptídios ABSORVIDOS
 Tripeptídeos

8. Absorção de aminoácidos

 A absorção dos aminoácidos (célula epitelial)


ocorre por transporte ativo
 O transporte para peptídeos e aminoácidos
requer a presença de sódio no lúmen do jejuno
(sistemas sódio – dependentes)

9. Importância dos Lipídios como constituintes


da dieta

 Alto valor energético


 2,25 mais energia:
 1 g LIPÍDEO = 9,4 kcal
 1 g CARBOIDRATO = 4,15 kcal
 1 g PROTEÍNA = 5,65 kcal
 Absorção de vitaminas solúveis em gordura
 Suprimento de ácidos graxos essenciais
 Maior componente do tecido nervoso
 Constituintes celulares
 (lipoproteínas, membranas e mitocôndrias)

10. Digestão de Lipídios

 Maior parte das gorduras (triglicerídios


insolúveis em água) são emulsificados pelos
sais biliares
 Digestão requer:
 Secreções pancreáticas (lipase
pancreatica)
 Secreções biliares (sais biliáres)

 Lipase pancreática (age na interface óleo-água,


liberando β-monoglicerídio e dois ácidos graxos
livres)
 Os sais biliares atuam como detergente
formando as micelas (difundem-se até a borda
em escova do epitélio, a gordura é liberada para
difundir-se dentro da célula)
 Ácidos graxos e monoglicerídeos são
reesterificados para triglicerídios dentro do
epitélio (formando quilomícrons)
 Quilomícron facilita o transporte do triglicerídio
insolúvel em água (forma uma camada de
proteína)
11. Digestão Microbiana

 Ruminantes (Rúmen é uma câmara de


fermentação)
 A digestão enzimática ocorre depois que o
alimento foi atacado pelos microrganismos
(corpos microbianos são digeridos pelo
animal)
 Herbívoros não-ruminantes (ceco e cólon)
 Digestão por fermentação se segue a
digestão enzimática no herbívoro
monogástrico
12. Digestão Microbiana: Carboidratos

 Tanto carboidratos solúveis como insolúveis são


degradados por enzimas microbianas
 Celulose: tempo de degradação
 Amido: ↓ tempo de degradação
 Produtos finais da fermentação:
 AGV´s (Acetato, Propionato e Butirato)
 Gases (Metano)

13. Carboidratos Fibrosos

 Estimular a ruminação (melhora a fermentação)


 Aumentar o fluxo de saliva
 Estimular as contrações ruminais

14. Acidose Lática

 Redução do pH ruminal:
 Aumento da ingestão de carboidratos
solúveis (eleva-se a produção de AGV e
consequentemente reduz o pH ruminal,
eleva-se a população de microrganismo
produtores de ácido lático)
 Mudança brusca na dieta sem adaptação

15. Digestão Microbiana: Proteína

 Proteína microbiana pode ser sintetizada a partir


de fontes de NNP (uréia)
 Proteína dietética é desdobrada em aa´s e
peptídios (proteína Microbiana) – PDR
 Esta proteína microbiana é digerida e absorvida
no intestino delgado pelos sistemas enzimáticos

16. Lipídios para Ruminantes

 Lipídios x digestão da fibra


 Barreira física ao redor da fibra
 Efeitos tóxicos – mudança na população
 Efeito sobre a superfície das membranas
 5 a 7 % MS (EE)

17. Bibliografia Consultada


 Cunningham, J. G. Tratado de Fisiologia
Veterinária. Edit. Guanabara Koogan, 2 ed.
1999. 527p.
 Gurtler, H. Ketz, H. A., Schroder, L. et al.
Fisiologia Veterinária. Edit. Guanabara. 4 ed.
1987. 611p.
 Swenson, M. J., Reece, W. O. Dukes, Fisiologia
dos Animais Domésticos. Edit. Guanabara
Koogan. 11ed. 1996. 856p.