Nutrição Animal

Conceitos Básicos: Processos Importantes na Nutrição: NUTRIÇÃO: Processo de fornecer as células do corpo animal as condições químicas necessárias para as reações metabólicas envolvidas no crescimento, mantença, produção e reprodução DIGESTÃO: Compreende os processos químicos e físicos que são responsáveis pela transformação do alimento em seus nutrientes, e os mecanismos de transporte até as células do intestino ABSORÇÃO: Envolve os processos químicos e físicos relacionados com o transporte dos nutrientes pela membrana do intestino e seu transporte até a circulação sangüínea ou linfática. Digestão e Absorção: São processos complementares METABOLISMO: Conjunto de reações catabólicas e anabólicas que permitem o funcionamento normal das células e consequentemente da vida do animal. Anabolismo ® Processo de construção Catabolismo ® Processo de destruição EXCREÇÃO: É a eliminação das partes dos alimentos não absorvidos ou dos que resultantes das reações metabólicas. ALIMENTO: Substâncias que quando ingeridas, são aproveitadas e fornecem os nutrientes necessários para os animais. É uma substância que quando consumida por um indivíduo, é capaz de contribuir para assegurar o ciclo regular de sua vida e a sobrevivência da espécie à qual pertence. É todo material que após a digestão pelos animais é capaz de ser digerido, absorvido e utilizado. ALIMENTAÇÃO: É o processo de fornecimento do alimento ao animal, na forma mais adaptada às suas preferências e condições fisiológicas. Consiste no ato de os animais ingerirem, transformarem, assimilarem e utilizarem materiais de composição e propriedades definidas. NUTRIENTE: Compostos químicos orgânicos e inorgânicos que participam diretamente dos processos metabólicos e são fornecidos pelos alimentos. NUTRIENTE ESSENCIAL: Nutrientes que não necessitam de transformações catabólicas ou anabólicas para serem metabolizados. RAÇÃO BALANCEADA: É a quantidade de alimentos calculada para fornecer os requisitos nutricionais mínimos conhecidos para os animais nas diferentes fases de sua vida ALIMENTAÇÃO RACIONAL: objetiva fornecer ao indivíduo os alimentos para sua manutenção, mantendo as condições de rendimento produtivo e o benefício da alimentação em troca do trabalho humano.

Histidina. Cistina. Na. Zn. Mg. Ácido Orótico. Citrulina. Celobiose. Fe.Hemicelulose . I. Ácido Glutâmico. Etc.. Comparação entre ruminantes e monogástricos Monogástricos Ruminantes Enzimática Microbiana e Enzimática Carbohidratos Carbohidratos Digestão Monossacarídios Ácidos graxos voláteis Proteínas » aminoácidos Proteína » NH3+C-C-C Porte menor Pesquisa Ciclo mais curto Aproveita resíduos não utilizados Alimentos Competitivo com homem pelo homem Bovino de leite: alto Desenvolvimento Alto.. Isoleucina.Celulose . Microelementos==> Cu.Sacarose. Absorção: Envolve os processos químicos e físicos relacionados com o transporte dos nutrientes pela membrana do intestino e seu transporte até a circulação sangüínea ou linfática. Ácido Fólico. Hidróxi-Prolina.. P. Frutose. K. Biotina. Galactose.Compostas de Aminoácidos que seriam: Alanina. K . Lactose.Açúcares Simples (Dissacarídeos e Monossacarídios . Se. Prolina. D. S. Carbohidratos . E.Hidrossolúveis ==> Tiamina. Manose. e os mecanismos de transporte até as células do intestino. Cd. Inositol.. etc. Água Digestão e Absorção de Nutrientes INTRODUÇÃO: Digestão: Compreende os processos químicos e físicos que são responsáveis pela transformação do alimento em seus nutrientes. Cr. Cl.PRINCIPAIS NUTRIENTES: Proteínas . Treonina. Glicina. Ni. Valina. Cisteína. Cianocobalamina (B12). produção emMuita improvisação. Leucina. Lisina. Riboflavina.). Triptofano. Taurina. Au. etc. muito especializado Bovino de corte: médio genético Caprinos/ovinos: médio a alto Avançada. Tirosina. Ácido Ascórbico. Colina. V. Piridoxina. B.Amido . Ornitina. Metionina. Minerais . Ubiquinona.Lipossolúveis ==> A.Macroelementos ==> Ca. Lipídios . Arginina. Sn. Mn. Glicose. existem casos Tecnologia nível empresarial de pouca tecnologia .Lignina . Fenilalanina. Ácido Aspártico. Niacina.Ácidos Graxos e Ácidos Graxos Essenciais ==> Oleico ==> Linoleico ==> Linolênico ==> Araquidônico Vitaminas . Ácido Pantotênico.

retículo. reto SUÍNOS. CÃOS. reto AVES: · bico · esôfago · papo ou inglúvio · estômago químico (pró-ventrículo) · estômago mecânico (moela) · intestino delgado: duodeno. íleo · intestino grosso: ceco. o canal colédoco (fígado e vesícula biliar) e o duto pancreático (pâncreas) . cólon. EQUINOS. jejuno. jejuno.COMPONENTES DO TRATO ALIMENTAR DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS RUMINANTES: · boca · estômago composto: rúmen. açúcares solúveis e ésteres b) ESÔFAGO: · transporte de alimentos · papo 1) controle do fluxo alimentar 2) umedecimento dos alimentos c) ESTÔMAGO: · digestão microbiana – rumen (ácidos graxos voláteis) · digestão química–abomaso e estômago não-ruminantes · ação de HCl e pepsina (estômago do suíno e proventrículo das aves) · ação mecânica (moela) d) INTESTINO DELGADO: Duodeno: · local de neutralização do ph ácido do suco gástrico · desembocam no duodeno. GATOS E COELHOS: · boca · esôfago · estômago · intestino delgado: duodeno. cólon. reto PROCESSOS DIGESTIVOS: a) BOCA: · apreensão · mastigação · salivação · digestão inicial de amido. íleo · intestino grosso: cecos. omaso e abomaso · intestino delgado: duodeno. cólon. íleo · intestino grosso: ceco. jejuno.

dissacari-dases. (1982). quimio-tripsina. ativando o tripsinogênio e todas as outras enzimas pancreáticas · algumas peptidases da membrana dos enterócitos podem agir sobre tri e dipeptídeos. e) INTESTINO GROSSO: · local da digestão microbiana (ceco) · absorção de ácidos graxos voláteis (principal-mente em suínos adultos. enzimas intra-enterócitos: realizam o rompimento final e o início de algumas reações metabólicas.. etc enzimas de membrana: di e tripeptidases. enzima local de produção substrato produto boca: amilase salivar glândulas salivares amido maltose estômago: estômago. Jejuno: · principal local de digestão e absorção dos nutrientes · no jejuno agem as principais enzimas: digestoras de macromoléculas: tripsina. amilase. H3PO4 ácidos fosfolipase a2 pâncreas fosfolipídeos graxos.piloro e pepsina proteínas polipeptídeos duodeno intestino delgado: amilase pâncreas amido maltose lipase pâncreas tri e diglicerídeos di e monoglicerídios glicerol. bases colesterol livre colesterol ésteres de pâncreas colesterol livre esterase colesterol proteínas e tripsina pâncreas peptídeos e aminoácidos polipeptídeos maltase borda em escova maltose glicose sacarase borda em escova sacarose glicose e frutose (invertase) lactase borda em escova lactose glicose e galactose aminopeptidases borda em escova polipeptídeos peptídeos dipeptidases borda em escova dipeptídeos aminoácidos Fonte: OLIVEIRA et al. lipases. . Íleo: · local onde ocorre uma pequena taxa de absorção (principalmente minerais e vitaminas) · absorção dos sais biliares (circuito enterohepático) · existe alguma contaminação por microorganismos do intestino grosso. etc. eqüinos e coelhos) Principais enzimas digestivas.· ação da enteroquinase. nucleases.

Monogástrico não tem capacidade de aproveitar células ou alimentos complexos. Os monogástricos tem menor capacidade de armazenar alimentos no organismo. Quantidade Consumida Conversão Alimentar= Quantidade Produzida Quantidade Produzida Eficiência Alimentar = Quantidade Consumida Diferenças entre Ruminantes e Monogástricos 1. 6. 3. ácido propiônico e ácido butírico · pH entre 6. Processo Digestivo dos Ruminantes. 2.Avaliação de Desempenho dos Animais: Avaliação do desempenho de lotes de animais recebendo o alimento pelos índices de conversão alimentar e eficiência alimentar. 5. 4. Nos monogástricos o alimento passa rapidamente no intestino (tem que estar mais prontamente disponível). Monogástrico tem a capacidade limitada para sintetizar proteínas e vitaminas. No monogástrico o processo de digestão é enzimático. Características do rúmen: · Rúmen: câmara de fermentação · População de microrganismos bactérias e protozoários.9 ® saliva atua como substância tampão . · As bactérias são predominantes · Baixa concentração de oxigênio ® fermentação é anaeróbica · Formação de ácido acético.8 a 6. Nos monogástricos as exigências nutricionais são mais específicas (ex: aminoácidos ao invés de proteína).

intestino delgado (duodeno. Para que o rúmen-retículo funcione como câmara de fermentação. antes que o bolo alimentar passe para outras partes do aparelho digestivo. ou seja. rúmen. o fósforo e outros constituintes da estrutura dos microrganismos digeridos PRINCÍPIOS BÁSICOS As substâncias presentes nos alimentos ingeridos e que são importantes para a nutrição do organismo animal incluem os carboidratos (constituem cerca de 75% da matéria seca das forragens e são a principal fonte de energia para os ruminantes). Consta de um conduto alimentar que compreende boca. esôfago. as vitaminas e a água. O aparelho digestivo tem como principal função digerir e absorver os alimentos e excretar os produtos não aproveitados pelo organismo. sendo que nos dois primeiros ocorre a fermentação microbiano. os lipídios.· Produtos de fermentação ® rapidamente absorvidos. o retículo. mas. liberando os aminoácidos. estômago. principalmente no ceco e no colo. Os ruminantes possuem o estômago composto que compreende uma parte aglandular e uma parte glandular que corresponde ao estômago dos monogástricos. onde as bactérias e . as proteínas. Cada um possui uma função digestiva específica: o rúmen-retículofunciona como uma câmara de fermentação. jejuno e íleo) e intestino grosso (ceco. os sais inorgânicos. o pâncreas e o fígado. o omaso é o local de absorção e o abomaso tem uma função digestiva enzimática. nos ruminantes ocorre a fermentação prégástrica. o retículo e o omaso. Nos ruminantes o mecanismo de digestão dos alimentos é bastante peculiar pelo fato destes animais possuírem o estômago composto. O estômago dos ruminantes é dividido em quatro compartimentos que são o rúmen. Da parte aglandular faz parte o rúmen. o omaso e o abomaso. A fermentação microbiana ocorre no intestino grosso da maioria dos animais. pH e a presença de microorganismos. é necessário que determinadas condições sejam mantidas como: temperatura. · A temperatura do rúmen entre 38 e 42°C · Teor de umidade do conteúdo ruminal ® entre 85 e 90% · Síntese de Vitaminas do Complexo B · Síntese de Proteína (aminoácidos) Diferenças na Digestão após o Abomaso x Monogástricos · Açúcares inexistentes ® quase todos foram fermentados no absorção no intestino praticamente nula. · No intestino ®produção de uma ribonuclease que digere mais fácil// os ácidos nucléicos. faringe. colo e reto) e de glândulas acessórias que são as glândulas salivares.

protozoários produzem enzimas capazes de hidrolizar proteínas. c) síntese de proteínas a partir de compostos nitrogenados não protéicos. Principais compostos ou Nutrientes Alguns compostos ou nutrientes merecem uma citação especial: os carboidratos constituem de um modo geral. ou seja. que ocorre intimamente associada com a celulose. devido à presença de microorganismo no rúmen. d) a absorção de açucares no ruminante parece quase nula. e é um dos mais abundantes compostos orgânicos. a principal fonte de energia para os ruminantes. as hastes de folhas. é o amido que é praticamente todo digerido pelo ruminante. ou que nos suínos. Quantidades razoáveis de carboidratos solúveis tais como glicose. Existem também algumas desvantagens: a) perda de energia na fermentação pré-gástrica. Tem sido sugerido que a liguificação de forrageiras é o fator mais importante. A parte glandular corresponde ao abomaso onde a digestão é feita através do suco gástrico. isto é. frutose e sacarose (muito encontrado na cana de açúcar) estão presentes nas forragens e são completamente digeridos no aparelho digestivo dos ruminantes. Seu teor aumenta com o decorrer do ciclo vegetativo ou idade das plantas. lipídios e carboidratos. a lignina interfere na digestibilidade dos outros nutrientes. muito presente nos grãos dos cereais. Além de não digerida. Ocorre. que são capazes de realizar a degradação de proteína e de outros compostos nitrogenados não protéicos e a subsequente síntese de proteína microbiana. b) perda de nitrogênio. contém uma substância indigesta chamada lignina. útil aos ruminantes. Outro carboidrato importante. com fornecimento de energia. As partes lenhosas das plantas. Outro aspecto importante da nutrição de ruminantes. inclusive a celulose. que limita a produtividade animal. os sabugos. o sistema digestivo dos ruminantes permite uma menor dependência da qualidade da proteína da ração em comparação ao do . cerca de 75% da matéria seca das forragens e conseqüentemente. capazes de hidrolizar a celulose. A utilização desta grande fonte de energia é desejável e necessária para suprir essas espécies. hospedando microorganismos no rúmen. Dentre eles destaca-se a celulose que é um carboidrato estrutural básico das plantas e está presente em quase todas elas. qual seja. b) síntese das vitaminas do complexo B e vitamina K o que torna os ruminantes independentes do fornecimento externo destas vitaminas e dificilmente sofrem carências delas. c) na hidrólise das proteínas no rúmen perde-se alguns aminoácidos essenciais. em forma de amônia. os caules. O fato dos ruminantes possuírem o estômago composto traz algumas vantagens com relação aos monogástricos tais como: a) utilização de alimentos fibrosos consideravelmente maior que em outro herbívoro. Aproximadamente 70 a 85% de matéria seca digestível da ração é digerida pelos microorganismos do rúmen. portanto muito importante à nutrição de bovinos. que é oportuno mencionar se refere a degradação e síntese de proteína. A celulose é utilizada pelos ruminantes através de um processo indireto. Portanto. as cascas. apresenta um coeficiente de digestibilidade próxima a 100%.

como por exemplo a uréia. são indesejáveis. com o aumento da sua idade é absolutamente importante evitar que os bovinos sejam alimentados com forrageiras em estágio adiantado de maturação. como o da uréia. representa a proteína disponível para o animal. . Adaptação às mudanças alimentares devem ser realizadas. Portanto. B) Devido a presença dos microorganismos no rúmen. para ser digerida e absorvida. minerais e vitaminas. pois são capazes de utilizar esse nitrogênio para a produção de proteína C) devido ao aumento do teor de liquina nas plantas. prejudicando o desempenho animal. A proteína da dieta ingerida é degradada pelos microorganismos do rúmen. os bovinos podem ser alimentados de nitrogênio não protéico. corrigida pelo coeficiente de absorção da proteína no intestino delgado. a proteína que atinge o abomaso e intestino do animal. Neste caso. mudanças bruscas e rápidas da dieta. é composta de duas frações: a proteína da dieta que não foi degradada no rúmen (PNDR) e a proteína microbiana (PM) que foi sintetizada no rúmen. o suprimento alimentar deve ser devidamente equilibrado em fontes de energia. podem provocar distúrbios no rúmen. Pelo exposto pode-se tirar algumas conclusões de ordem prática: A) É importante manter a estabilidade das condições do rúmen. proteína ou outros compostos nitrogenados. em uma proporção que dependerá das características da fonte protéica e da ração. A soma destas frações. D) para a devida nutrição dos microorganismos do rúmen e ou dos bovinos. por consequência a da população microbiana. Dessa forma. os compostos nitrogenados liberados são utilizados na síntese de biomassa microbiana.monogástrico. pois. pode até utilizar fonte de nitrogênio não protéico.

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