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Digestão de Monogástrico e Ruminante

Digestão de Monogástrico e Ruminante

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Published by: Hayron Kalil Cardoso Cordeiro on Dec 05, 2011
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Nutrição Animal

Conceitos Básicos: Processos Importantes na Nutrição: NUTRIÇÃO: Processo de fornecer as células do corpo animal as condições químicas necessárias para as reações metabólicas envolvidas no crescimento, mantença, produção e reprodução DIGESTÃO: Compreende os processos químicos e físicos que são responsáveis pela transformação do alimento em seus nutrientes, e os mecanismos de transporte até as células do intestino ABSORÇÃO: Envolve os processos químicos e físicos relacionados com o transporte dos nutrientes pela membrana do intestino e seu transporte até a circulação sangüínea ou linfática. Digestão e Absorção: São processos complementares METABOLISMO: Conjunto de reações catabólicas e anabólicas que permitem o funcionamento normal das células e consequentemente da vida do animal. Anabolismo ® Processo de construção Catabolismo ® Processo de destruição EXCREÇÃO: É a eliminação das partes dos alimentos não absorvidos ou dos que resultantes das reações metabólicas. ALIMENTO: Substâncias que quando ingeridas, são aproveitadas e fornecem os nutrientes necessários para os animais. É uma substância que quando consumida por um indivíduo, é capaz de contribuir para assegurar o ciclo regular de sua vida e a sobrevivência da espécie à qual pertence. É todo material que após a digestão pelos animais é capaz de ser digerido, absorvido e utilizado. ALIMENTAÇÃO: É o processo de fornecimento do alimento ao animal, na forma mais adaptada às suas preferências e condições fisiológicas. Consiste no ato de os animais ingerirem, transformarem, assimilarem e utilizarem materiais de composição e propriedades definidas. NUTRIENTE: Compostos químicos orgânicos e inorgânicos que participam diretamente dos processos metabólicos e são fornecidos pelos alimentos. NUTRIENTE ESSENCIAL: Nutrientes que não necessitam de transformações catabólicas ou anabólicas para serem metabolizados. RAÇÃO BALANCEADA: É a quantidade de alimentos calculada para fornecer os requisitos nutricionais mínimos conhecidos para os animais nas diferentes fases de sua vida ALIMENTAÇÃO RACIONAL: objetiva fornecer ao indivíduo os alimentos para sua manutenção, mantendo as condições de rendimento produtivo e o benefício da alimentação em troca do trabalho humano.

Celulose . Biotina. Triptofano. Taurina. Riboflavina. Tirosina. Cr.Lipossolúveis ==> A. K . Cistina. e os mecanismos de transporte até as células do intestino. Água Digestão e Absorção de Nutrientes INTRODUÇÃO: Digestão: Compreende os processos químicos e físicos que são responsáveis pela transformação do alimento em seus nutrientes. Prolina. muito especializado Bovino de corte: médio genético Caprinos/ovinos: médio a alto Avançada. Cl. Ácido Aspártico. Lisina.Ácidos Graxos e Ácidos Graxos Essenciais ==> Oleico ==> Linoleico ==> Linolênico ==> Araquidônico Vitaminas . Microelementos==> Cu. Au. Colina. I. V. Valina. S. Celobiose. Ácido Pantotênico. Sn. E. Isoleucina. B.). Comparação entre ruminantes e monogástricos Monogástricos Ruminantes Enzimática Microbiana e Enzimática Carbohidratos Carbohidratos Digestão Monossacarídios Ácidos graxos voláteis Proteínas » aminoácidos Proteína » NH3+C-C-C Porte menor Pesquisa Ciclo mais curto Aproveita resíduos não utilizados Alimentos Competitivo com homem pelo homem Bovino de leite: alto Desenvolvimento Alto. Ni. Cisteína. Ácido Fólico. Ácido Glutâmico. Ubiquinona. Fenilalanina. D. Hidróxi-Prolina. Absorção: Envolve os processos químicos e físicos relacionados com o transporte dos nutrientes pela membrana do intestino e seu transporte até a circulação sangüínea ou linfática.Macroelementos ==> Ca.Compostas de Aminoácidos que seriam: Alanina. Lipídios . Piridoxina. Inositol.Amido . Arginina.Hemicelulose . etc.Hidrossolúveis ==> Tiamina. produção emMuita improvisação. Ornitina. Leucina. Metionina. Treonina. Ácido Ascórbico. Lactose.PRINCIPAIS NUTRIENTES: Proteínas . Glicina.Açúcares Simples (Dissacarídeos e Monossacarídios . P. Na. Histidina. etc.Lignina . Se.. Etc. Niacina. Frutose. K..Sacarose. Glicose. Mn. Galactose. Zn. Manose. existem casos Tecnologia nível empresarial de pouca tecnologia .. Fe. Minerais . Mg. Cianocobalamina (B12). Citrulina.. Cd. Carbohidratos . Ácido Orótico.

íleo · intestino grosso: ceco. omaso e abomaso · intestino delgado: duodeno.COMPONENTES DO TRATO ALIMENTAR DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS RUMINANTES: · boca · estômago composto: rúmen. retículo. CÃOS. cólon. reto PROCESSOS DIGESTIVOS: a) BOCA: · apreensão · mastigação · salivação · digestão inicial de amido. reto AVES: · bico · esôfago · papo ou inglúvio · estômago químico (pró-ventrículo) · estômago mecânico (moela) · intestino delgado: duodeno. EQUINOS. GATOS E COELHOS: · boca · esôfago · estômago · intestino delgado: duodeno. íleo · intestino grosso: ceco. jejuno. cólon. o canal colédoco (fígado e vesícula biliar) e o duto pancreático (pâncreas) . jejuno. açúcares solúveis e ésteres b) ESÔFAGO: · transporte de alimentos · papo 1) controle do fluxo alimentar 2) umedecimento dos alimentos c) ESTÔMAGO: · digestão microbiana – rumen (ácidos graxos voláteis) · digestão química–abomaso e estômago não-ruminantes · ação de HCl e pepsina (estômago do suíno e proventrículo das aves) · ação mecânica (moela) d) INTESTINO DELGADO: Duodeno: · local de neutralização do ph ácido do suco gástrico · desembocam no duodeno. jejuno. reto SUÍNOS. cólon. íleo · intestino grosso: cecos.

· ação da enteroquinase. dissacari-dases. ativando o tripsinogênio e todas as outras enzimas pancreáticas · algumas peptidases da membrana dos enterócitos podem agir sobre tri e dipeptídeos. Jejuno: · principal local de digestão e absorção dos nutrientes · no jejuno agem as principais enzimas: digestoras de macromoléculas: tripsina.. Íleo: · local onde ocorre uma pequena taxa de absorção (principalmente minerais e vitaminas) · absorção dos sais biliares (circuito enterohepático) · existe alguma contaminação por microorganismos do intestino grosso. (1982). enzimas intra-enterócitos: realizam o rompimento final e o início de algumas reações metabólicas. etc. H3PO4 ácidos fosfolipase a2 pâncreas fosfolipídeos graxos. eqüinos e coelhos) Principais enzimas digestivas. etc enzimas de membrana: di e tripeptidases. nucleases. . bases colesterol livre colesterol ésteres de pâncreas colesterol livre esterase colesterol proteínas e tripsina pâncreas peptídeos e aminoácidos polipeptídeos maltase borda em escova maltose glicose sacarase borda em escova sacarose glicose e frutose (invertase) lactase borda em escova lactose glicose e galactose aminopeptidases borda em escova polipeptídeos peptídeos dipeptidases borda em escova dipeptídeos aminoácidos Fonte: OLIVEIRA et al. enzima local de produção substrato produto boca: amilase salivar glândulas salivares amido maltose estômago: estômago.piloro e pepsina proteínas polipeptídeos duodeno intestino delgado: amilase pâncreas amido maltose lipase pâncreas tri e diglicerídeos di e monoglicerídios glicerol. lipases. amilase. quimio-tripsina. e) INTESTINO GROSSO: · local da digestão microbiana (ceco) · absorção de ácidos graxos voláteis (principal-mente em suínos adultos.

Nos monogástricos as exigências nutricionais são mais específicas (ex: aminoácidos ao invés de proteína). Nos monogástricos o alimento passa rapidamente no intestino (tem que estar mais prontamente disponível). 5. ácido propiônico e ácido butírico · pH entre 6.Avaliação de Desempenho dos Animais: Avaliação do desempenho de lotes de animais recebendo o alimento pelos índices de conversão alimentar e eficiência alimentar.8 a 6. 3. Processo Digestivo dos Ruminantes. 6. 2. Os monogástricos tem menor capacidade de armazenar alimentos no organismo. Monogástrico não tem capacidade de aproveitar células ou alimentos complexos.9 ® saliva atua como substância tampão . Quantidade Consumida Conversão Alimentar= Quantidade Produzida Quantidade Produzida Eficiência Alimentar = Quantidade Consumida Diferenças entre Ruminantes e Monogástricos 1. No monogástrico o processo de digestão é enzimático. · As bactérias são predominantes · Baixa concentração de oxigênio ® fermentação é anaeróbica · Formação de ácido acético. Monogástrico tem a capacidade limitada para sintetizar proteínas e vitaminas. Características do rúmen: · Rúmen: câmara de fermentação · População de microrganismos bactérias e protozoários. 4.

mas. sendo que nos dois primeiros ocorre a fermentação microbiano. estômago. o pâncreas e o fígado. Nos ruminantes o mecanismo de digestão dos alimentos é bastante peculiar pelo fato destes animais possuírem o estômago composto. O aparelho digestivo tem como principal função digerir e absorver os alimentos e excretar os produtos não aproveitados pelo organismo. esôfago. O estômago dos ruminantes é dividido em quatro compartimentos que são o rúmen. jejuno e íleo) e intestino grosso (ceco.· Produtos de fermentação ® rapidamente absorvidos. · No intestino ®produção de uma ribonuclease que digere mais fácil// os ácidos nucléicos. Consta de um conduto alimentar que compreende boca. o fósforo e outros constituintes da estrutura dos microrganismos digeridos PRINCÍPIOS BÁSICOS As substâncias presentes nos alimentos ingeridos e que são importantes para a nutrição do organismo animal incluem os carboidratos (constituem cerca de 75% da matéria seca das forragens e são a principal fonte de energia para os ruminantes). os sais inorgânicos. rúmen. ou seja. Para que o rúmen-retículo funcione como câmara de fermentação. pH e a presença de microorganismos. é necessário que determinadas condições sejam mantidas como: temperatura. Os ruminantes possuem o estômago composto que compreende uma parte aglandular e uma parte glandular que corresponde ao estômago dos monogástricos. o omaso é o local de absorção e o abomaso tem uma função digestiva enzimática. Da parte aglandular faz parte o rúmen. as proteínas. Cada um possui uma função digestiva específica: o rúmen-retículofunciona como uma câmara de fermentação. liberando os aminoácidos. A fermentação microbiana ocorre no intestino grosso da maioria dos animais. o retículo. colo e reto) e de glândulas acessórias que são as glândulas salivares. o omaso e o abomaso. principalmente no ceco e no colo. intestino delgado (duodeno. faringe. onde as bactérias e . · A temperatura do rúmen entre 38 e 42°C · Teor de umidade do conteúdo ruminal ® entre 85 e 90% · Síntese de Vitaminas do Complexo B · Síntese de Proteína (aminoácidos) Diferenças na Digestão após o Abomaso x Monogástricos · Açúcares inexistentes ® quase todos foram fermentados no absorção no intestino praticamente nula. as vitaminas e a água. antes que o bolo alimentar passe para outras partes do aparelho digestivo. o retículo e o omaso. os lipídios. nos ruminantes ocorre a fermentação prégástrica.

ou seja. útil aos ruminantes. Outro carboidrato importante. em forma de amônia. qual seja. que limita a produtividade animal. Seu teor aumenta com o decorrer do ciclo vegetativo ou idade das plantas. Aproximadamente 70 a 85% de matéria seca digestível da ração é digerida pelos microorganismos do rúmen. e é um dos mais abundantes compostos orgânicos. frutose e sacarose (muito encontrado na cana de açúcar) estão presentes nas forragens e são completamente digeridos no aparelho digestivo dos ruminantes. é o amido que é praticamente todo digerido pelo ruminante. muito presente nos grãos dos cereais. A celulose é utilizada pelos ruminantes através de um processo indireto. capazes de hidrolizar a celulose. a principal fonte de energia para os ruminantes. Dentre eles destaca-se a celulose que é um carboidrato estrutural básico das plantas e está presente em quase todas elas. a lignina interfere na digestibilidade dos outros nutrientes. d) a absorção de açucares no ruminante parece quase nula. cerca de 75% da matéria seca das forragens e conseqüentemente. que ocorre intimamente associada com a celulose. inclusive a celulose. A utilização desta grande fonte de energia é desejável e necessária para suprir essas espécies. portanto muito importante à nutrição de bovinos. o sistema digestivo dos ruminantes permite uma menor dependência da qualidade da proteína da ração em comparação ao do . Outro aspecto importante da nutrição de ruminantes. isto é. Ocorre. as hastes de folhas. devido à presença de microorganismo no rúmen. ou que nos suínos. com fornecimento de energia. Existem também algumas desvantagens: a) perda de energia na fermentação pré-gástrica. as cascas. contém uma substância indigesta chamada lignina. c) síntese de proteínas a partir de compostos nitrogenados não protéicos. c) na hidrólise das proteínas no rúmen perde-se alguns aminoácidos essenciais. Portanto. que é oportuno mencionar se refere a degradação e síntese de proteína. que são capazes de realizar a degradação de proteína e de outros compostos nitrogenados não protéicos e a subsequente síntese de proteína microbiana. b) perda de nitrogênio. Principais compostos ou Nutrientes Alguns compostos ou nutrientes merecem uma citação especial: os carboidratos constituem de um modo geral. Quantidades razoáveis de carboidratos solúveis tais como glicose. os caules. O fato dos ruminantes possuírem o estômago composto traz algumas vantagens com relação aos monogástricos tais como: a) utilização de alimentos fibrosos consideravelmente maior que em outro herbívoro. Além de não digerida. hospedando microorganismos no rúmen.protozoários produzem enzimas capazes de hidrolizar proteínas. A parte glandular corresponde ao abomaso onde a digestão é feita através do suco gástrico. os sabugos. As partes lenhosas das plantas. apresenta um coeficiente de digestibilidade próxima a 100%. lipídios e carboidratos. Tem sido sugerido que a liguificação de forrageiras é o fator mais importante. b) síntese das vitaminas do complexo B e vitamina K o que torna os ruminantes independentes do fornecimento externo destas vitaminas e dificilmente sofrem carências delas.

o suprimento alimentar deve ser devidamente equilibrado em fontes de energia. A soma destas frações. corrigida pelo coeficiente de absorção da proteína no intestino delgado. minerais e vitaminas. em uma proporção que dependerá das características da fonte protéica e da ração. pois são capazes de utilizar esse nitrogênio para a produção de proteína C) devido ao aumento do teor de liquina nas plantas.monogástrico. são indesejáveis. Portanto. pois. podem provocar distúrbios no rúmen. para ser digerida e absorvida. . B) Devido a presença dos microorganismos no rúmen. Neste caso. mudanças bruscas e rápidas da dieta. pode até utilizar fonte de nitrogênio não protéico. é composta de duas frações: a proteína da dieta que não foi degradada no rúmen (PNDR) e a proteína microbiana (PM) que foi sintetizada no rúmen. os bovinos podem ser alimentados de nitrogênio não protéico. como por exemplo a uréia. A proteína da dieta ingerida é degradada pelos microorganismos do rúmen. Pelo exposto pode-se tirar algumas conclusões de ordem prática: A) É importante manter a estabilidade das condições do rúmen. por consequência a da população microbiana. prejudicando o desempenho animal. Adaptação às mudanças alimentares devem ser realizadas. Dessa forma. D) para a devida nutrição dos microorganismos do rúmen e ou dos bovinos. a proteína que atinge o abomaso e intestino do animal. representa a proteína disponível para o animal. como o da uréia. proteína ou outros compostos nitrogenados. com o aumento da sua idade é absolutamente importante evitar que os bovinos sejam alimentados com forrageiras em estágio adiantado de maturação. os compostos nitrogenados liberados são utilizados na síntese de biomassa microbiana.

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