Você está na página 1de 102

Universidade Regional de Blumenau

Centro de Ciências Exatas e Naturais


Departamento de Física
Disciplina de Física Experimental I

Manual de Laboratório
2010 – Práticas

Teoria e Revisão: Prof. Dr. Élcio Schumacher


Prof. M.Sc. Mauro da Silva
Universidade Regional de Blumenau
Departamento de Física
Rua Antônio da Veiga, 140
Bloco I – Sala I-603
Fone: 47-3321.0274

Monitoria
Laboratório de Física Instrumental – I-607
Fone: 47-3321.0271

O bom senso e o comportamento digno de pessoas


que aqui chegaram fazem-se necessários para a
segurança e bem estar de todos.

“Se você não sabe para onde está indo, vai acabar batendo em outro lugar”

Yoggi Berra, jogador de beisebol


Índice
Sala I-603
01 Lei de Hooke......................................................................................... 01
02 Condições de equilíbrio (formulas) ..................................................... 09
03 Resultante e Tração.............................................................................. 11
04 Momento e Equilíbrio.......................................................................... 17
05 Roldanas................................................................................................21
06 Força Centrípeta....................................................................................29
Sala I-605
07 Dilatação Térmica.................................................................................33
08 Força de Atrito......................................................................................40
09 Vetores..................................................................................................46
10 Pêndulo Simples...................................................................................51
11 Calorimetro ..........................................................................................57
Sala I-609
12 Pêndulo Composto...............................................................................63
13 M. R. U..................................................................................................69
14 M. R. U.V...............................................................................................73
15 Plano Inclinado......................................................................................79
16 Segunda Lei de Newton..........................................................................86
Introdução
Sempre que se fala em Física Experimental a primeira idéia que vem a mente da
maioria das pessoas é a de um Laboratório cheio de molas, massas, balanças, escalas
de precisão, multímetros, osciloscópios, dentre mais uma enorme parafernália de
objetos e instrumentos. A idéia não está de todo errada, mas é incompleta.
O laboratório é apenas uma pequena parte do assunto. A Física Experimental
ou, em termos mais amplos, o método experimental, é um dos pilares fundamentais
da Ciência. Embora haja ramos da ciência onde a experimentação seja desnecessária, o
método experimental é parte essencial do chamado método científico.
O método científico compreende um conjunto de procedimentos e critérios
que permitem compreender e explicar de modo confiável as leis e fenômenos naturais.
De modo esquemático e bastante simplificado resume-se o método científico com o
diagrama abaixo (Figura 1)

Figura 1- Diagrama esquemático para definir método científico.

O processo compreende as seguintes fases importantes:


• Observação. Nesta fase de coleta de dados por meio de medidas diversas
ocorrem, simultaneamente, dúvidas e idéias acerca do fenômeno observado;
Busca de uma relação entre os fatos observados e conceitos ou fatos pré-
estabelecidos;
• Hipóteses, modelos e planejamento de experiências de verificação;
Realização dos experimentos. Nesta fase novamente são efetuadas diversas medições
criteriosas e cuidadosas;
• Interpretação dos dados obtidos, conclusões e divulgação dos resultados para
que possam ser apreciados, reproduzidos e realimentados por idéias de outros
pesquisadores.
Deve-se notar que ao longo de todo o processo, a capacidade interrogativa e
criativa do homem acha-se presente e atuante, criando um ciclo dinâmico de retro-
alimentação de novas dúvidas, novas observações e novas experimentações, Isto gera
resultados cada vez mais detalhados e confiáveis ou ainda novas conclusões,
estabelecendo-se um acúmulo continuado de conhecimentos.
Para maior confiabilidade, o método experimental deve obedecer ainda a dois
requisitos fundamentais.
1. Em primeiro lugar os experimentos devem ser, obrigatoriamente,
reprodutíveis por qualquer pessoa e em qualquer lugar, respeitadas as
condições e métodos empregados.
2. Em segundo lugar, temos o princípio da falsificação, isto é, toda
proposição científica deve admitir experimentos que, caso não
forneçam os resultados esperados permitam refutar a hipótese
levantada.
Uma conseqüência importante destes aspectos é que qualquer resultado
inesperado exige o reexame completo e minucioso das hipóteses e modelos
construídos.
A Física é uma ciência que se baseia quase sempre na observação do fenômeno
natural e na identificação e medida das propriedades que o caracterizam.
Freqüentemente, essas observações e medidas não são feitas diretamente pelos
nossos sentidos, mas através de equipamentos complexos, desenvolvidos para essa
finalidade e fruto, eles também, de experiências anteriores sobre o mesmo tema.
A Física, ao mesmo tempo em que busca a solução dos problemas
fundamentais de COMO e PORQUE as coisas ocorrem ou são como são, busca, em
primeiro lugar, responder às questões QUANDO, QUANTO, a que DISTÂNCIA, de que
TAMANHO dentre outras de igual teor. A ciência sempre parte do mais simples para o
mais complexo. Uma postura contrária, fatalmente prejudicaria a análise e conduziria a
um alto índice de erros.
Como ciência, a Física busca desvendar não apenas os aspectos qualitativos dos
mistérios da natureza, mas também os aspectos quantitativos. É fácil então entender
que a matemática é um instrumento essencial para o físico, pois a matemática é a
linguagem que permite expressar de modo exato, unívoco e universal as regularidades
e padrões de comportamento observados na natureza.
Entretanto, o uso da chamada intuição física é essencial, pois muitas vezes a
essência de um fenômeno não pode ser entendida apenas através de equações. Os
princípios físicos fundamentais também podem e devem ser entendidos sem auxílio da
matemática.
A Física Teórica constrói modelos para explicar fenômenos observados
experimentalmente, procurando a partir deles, predizer os resultados de novos
experimentos. O critério final de sucesso é a concordância das previsões do modelo
com os resultados determinados de forma experimental. Isto cria uma interação e
realimentação permanente entre a experiência e a teoria, com desafios cada vez
maiores para a inteligência humana.
Percebe-se neste processo todo que a realização de medições é um aspecto
muito importante para a Ciência sendo parte fundamental da metodologia científica.
Não existe observação ou análise sem alguma forma de medição. Por este motivo, o
conhecimento das unidades de medida e dos instrumentos adequados ao tipo de
medida que se pretende realizar tem relevância prática fundamental. Além disto,
qualquer medição está sujeita a erros. Erros devido a defeitos do instrumento, erros
devido à falhas do operador e erros inerentes ao problema em foco.
Disto, segue a importância de se conhecer bem os instrumentos e métodos a
serem utilizados bem como procurar adquirir um bom embasamento teórico do
fenômeno a ser estudado.
Fundamentos

Construção de Gráficos 00
Lab. I-603
Fundamentos teóricos:

Atualmente é impossível imaginar alguma área de ciência ou tecnologia onde a


utilização de gráficos não seja necessária. Exemplo disso é os gráficos que descrevem o
comportamento das variáveis diárias (ou anuais) da temperatura ou da pressão
atmosférica ou das variações da pressão de um gás. No decorrer deste texto serão
apresentadas as normas básicas para confecção e utilização de gráficos.

Construção do Gráfico

Suponhamos que se queira estabelecer uma relação entre duas grandezas, isto
é, verificar o valor que uma delas assume a partir de determinado valor da outra. Com
isto, a primeira providência é obter, experimentalmente, uma série de valores das
duas grandezas, organizados em uma tabela.
Esses valores organizados devem ser representados graficamente, sendo esta, a
maneira mais apropriada para se analisar a relação entre essas grandezas,
possibilitando assim tirar conclusões sobre os resultados do experimento, bem como,
estabelecer uma relação matemática entre as grandezas.
Na maioria dos casos há uma relação definida entre as variáveis. Isto significa
que, a partir do valor de uma variável (variável independente) é possível obter o valor
da outra variável (variável dependente). Os gráficos podem ser lineares ou não.
Ao invés de ligar os pontos por segmentos retos, formando uma linha
quebrada, deve-se desenhar uma linha suave que expresse o comportamento médio
dos pontos, não sendo necessário, portanto, que a curva passe por todos os pontos.
A Figura 1 (a, b, c, d) abaixo ilustra algumas curvas suaves que devem ser
traçadas a partir de pontos experimentais.
Note que as curvas devem ser traçadas de modo que elas observem a
tendência dos pontos, acompanhada a sua distribuição no plano e de forma que o
número de pontos localizados acima da curva seja igual ao número de pontos abaixo.
Nos experimentos futuros você deve sempre traçar suas curvas segundo estes
modelos (exemplos de curvas que devem ser traçadas a partir de pontos
experimentais).
. .. . .
. . .
(a) (b) (c) (d)
Figura 1: Exemplos de curvas
Obs.:

1. Quando, a partir de um gráfico, se obtém o valor da variável dependente (y)


correspondente a um valor da variável independente (x), não abrangido pelo
experimento, mas dentro do intervalo de valores experimentais, o processo é
chamado interpolação gráfica.

2. Ao prolongar a linha de um gráfico, você está fazendo uma extrapolação gráfica.

3. Lembre-se de que no gráfico de uma função linear, como no caso da força elástica
(Fe) em função da deformação da mola (ΔL), a inclinação da reta é chamada de
coeficiente angular da reta (a), e representa a constante de proporcionalidade entre
as duas variáveis.

4. O ponto onde a linha cruza o eixo y é chamado de coeficiente linear da reta (b).
Exemplo:

Força Elástica em Função da Deformação da Mola

FE

θ
∆L x

Neste caso k é o coeficiente angular da reta e fornece o valor da constante elástica da mola.
5. Para desenhar a melhor reta a partir dos pontos experimentais e determinar a
declividade, ou seja, o coeficiente angular da reta (a) escolha dois pontos sobre a reta
(um dos quais próximo à origem) com coordenadas (x1, y1) e outro ponto com
coordenadas (x2, y2). O coeficiente angular da reta será obtido a partir da equação:

A unidade do coeficiente angular é dada pela unidade da variável dependente


dividida pela unidade da variável independente.
Fundamentos

Lei de Hooke 01
Lab. I-603
1 Introdução

A lei de Hooke descreve a forca restauradora que existe em diversos sistemas


quando comprimidos ou distendidos. Qualquer material sobre o qual exercer-se uma
força sofrerá uma deformação, que pode ou não ser observada. Apertar ou torcer uma
borracha, esticar ou comprimir uma mola, são situações onde a deformação nos
materiais pode ser notada com facilidade. Mesmo ao pressionar uma parede com a
mão, tanto o concreto quanto a mão sofrem deformações, apesar de não serem
visíveis. A força restauradora surge sempre no sentido de recuperar o formato original
do material e têm origem nas forças intermoleculares que mantém as moléculas e/ou
átomos unidos. Assim, por exemplo, uma mola esticada ou comprimida irá retornar ao
seu comprimento original devido a ação dessa força restauradora.

Enquanto a deformação for pequena diz-se que o material está no regime


elástico, ou seja, retorna a sua forma original quando a força que gerou a deformação
cessa. Quando as deformações são grandes, o material pode adquirir uma deformação
permanente, caracterizando o regime plástico.

Neste experimento trataremos de deformações pequenas em molas, ou seja,


no regime elástico.

Figura 1: Lei de Hooke

A figura 1 mostra uma mola com comprimento natural xo. Se esta for
comprimida até um comprimento x<xo, a força F (também chamada de força
restauradora) surge no sentido de recuperar o comprimento original, mostrado na
figura 1b. Caso a mola seja esticada até um comprimento x > xo a força restauradora F
terá o sentido mostrado em 1c. Em todas as situações descritas a força F é
proporcional a deformação ∆x, definida como ∆x = x − xo.
2

Em outras palavras, no regime elástico há uma dependência linear entre F e a


deformação ∆x. Este é o comportamento descrito pela lei de Hooke:

F = −k∆x

onde k ´e a constante de proporcionalidade chamada de constante elástica da


mola, e é uma grandeza característica da mola. O sinal negativo indica o fato de que a
força F tem sentido contrário a ∆x. Se k é muito grande significa que devemos realizar
forças muito grandes para esticar ou comprimir a mola, portanto seria o caso de uma
mola ”dura”. Se k é pequeno quer dizer que a força necessária para realizar uma
deformação é pequena, o que corresponde a uma mola ”macia”.

As figuras 2a e 2b mostram a situação que iremos


tratar nesta experiência. Consiste de uma mola não
distendida suspensa verticalmente, com comprimento
natural xo.

Temos a mesma mola Figura 2: (a) Mola sem ação


de forca externa. xo corresponde ao seu comprimento
natural. (b) Mola sob ação de um corpo de peso P=mg, o
qual deforma a mola de um valor ∆x = x − xo, sujeita a
ação de uma força que a distende até um comprimento
x=xo+∆x. A força que distende a mola é devida ao peso P
de um corpo com massa m, pendurado na extremidade inferior da mola.

Na situação de equilíbrio mostrada na figura 1b, temos duas forças de módulos


iguais e sentidos contrários F e P agindo sobre o corpo. Uma delas é devida ao peso
P=mg, onde g é a aceleração da gravidade. A outra se deve a força restauradora da
mola e é tal que F=-P. Temos então da Lei de Hooke:

F = −k.∆x = −P =⇒ P = k.∆x

Ou, analisando a equação em módulo:

P = k.∆x

Pode-se notar que a equação acima descreve uma dependência linear entre P e
a deformação da mola ∆x. Escrevendo esta dependência na forma y=ax+b, temos a
seguinte correspondência:

Figura 3:
3

Ou seja, em um gráfico do módulo do peso P versus a deformação ∆x da mola,


teremos o coeficiente angular a correspondendo ao valor da constante elástica k da
mola, e o coeficiente linear correspondendo a b=0. Portanto, é possível determinar a
constante elástica da mola graficamente.

Para determinar
experimentalmente a constante k
utiliza-se o seguinte procedimento.
Mede-se a deformação ∆x da mola,
para diferentes pesos colocados em
sua extremidade livre e traça-se o
gráfico do peso empregado contra ∆x,
conforme ilustra a Figura 3.
Procedimentos

01
4

Lei de Hooke
Objetivos: Determinação das constantes elásticas e enunciado da Lei
de Hooke. Lab. I-603
Referências: Halliday e Resnick, Física, V.1; Sears e Zemansky, Física, V. 1;

Material Necessário:
• 01 Régua milimetrada (400 mm)
• 01 Manípulo com cabeça de plástico
• 02 Indicadores (plástico)
• 01 Mola
• 04 Massas com ganchos aferidas (50g)

Procedimento Experimental (parte 1):


01. Montar o equipamento conforme Figura 1;

Figura 1.

02. Medir o comprimento inicial da mola Lo. Anotar o valor obtido na Tabela 1 do
relatório experimental;
03. Prender um peso de 0,50 N na extremidade da mola;
04. Medir o comprimento final da mola. Anotar o valor medido na Tabela 1;
05. Calcular a deformação sofrida pela mola: (∆L = Lf – Lo);
06. Retirar o peso de 0,50 N e verificar se a mola volta para a posição inicial;
07. Acrescentar novos pesos e repetir as sequências completando a Tabela 1;
08. Responder as questões 1 a 8 do relatório experimental.
5

Procedimento Experimental (parte 2 – Associação das molas em série):


09. Montar o equipamento conforme Figura 2.
10. Medir o comprimento inicial das molas e anotar o valor na Tabela 2;
11. Repita os procedimentos 03 à 07 do item anterior.
12. Responder as questões 9 a 11 do relatório experimental.

Figura 2.

Procedimento Experimental (parte 3 – Associação das molas em paralelo):


13. Montar o equipamento conforme Figura 3.

Figura 3.

14. Medir o comprimento inicial das molas L0 e anotar o valor na Tabela 3;


15. Repita os procedimentos 03 à 07 da parte 1.
16. Acrescentar novos pesos e repetir as sequências, completando a Tabela 3.
17. Responder as questões 12 a 14 do relatório experimental.
6

Lei de Hooke 01
Relatório Experimental Lab. I-603
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1 (uma mola):

1. Preencher a Tabela calculando os campos pedidos:

F(N) L(m) L(m) ∆L(M) k=F/∆L kmed

1 0,50

2 1,00

3 1,50

4 2,00

Tabela 1

2.a Em papel milimetrado, construir o gráfico de F em função de ΔL.

2.b Determinar o coeficiente angular da reta:

a = _______________

2.c Determinar o coeficiente linear da reta:

b = _______________

2.d Qual o significado físico do coeficiente angular da reta?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
7

3. O que aconteceu com os valores de ∆L a medida que F aumentou?

___________________________________________________________________________

4. Qual a relação existente entre F e ∆L?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

5. A mola passou o limite de elasticidade?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

6. O que é limite de elasticidade?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

7. Enunciar a Lei de Hooke:

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

8. Os resultados obtidos comprovam a lei?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
8

Parte 2 (Molas associadas em série):

9. Preencher a Tabela abaixo (com duas molas)

F(N) Lo(m) Lf(m) ∆L(M) k=F/∆L kmed

1 0,50

2 2,00

Tabela 2

10. Qual a constante elástica das molas associadas em série?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

11. Faça uma comparação desta constante com a obtida para a mola individual, calculada
anteriormente (parte 1):

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

Parte 3 (Molas associadas em paralelo):

12. Calcular os valores e preencher a Tabela abaixo:

F(N) Lo(m) Lf(m) ΔL(M) k=F/ΔL kmed

1 0,50

2 2,00

Tabela 3

13. Qual a constante elástica das molas associadas em paralelo?

___________________________________________________________________________

14. Faça uma comparação desta constante com a obtida para a mola individual, calculada
anteriormente (parte 1):

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
Fundamentos
9

Condições de
Equilíbrio
2/3
Lab. I-603
Fundamentos:
(Fundamentos referentes às experiências: 2 (Resultante E Tração) e 3
(Momento E Equilíbrio)

Na física é comum considerar um corpo como um ponto material, isto é, uma


partícula. Assim, em certos casos o estudo do comportamento de um corpo quando
submetido a um sistema de forças, é mais fácil.
Um ponto material pode possuir apenas o movimento de translação, já um
corpo extenso pode ter o movimento de translação e de rotação. O ponto material
pode estar em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. A esses dois estados
chamaremos de estados de equilíbrio.
Se o ponto estiver em repouso, diremos que está em equilíbrio estático, e se
estiver em movimento retilíneo uniforme, diremos que está em equilíbrio dinâmico.
Dizer que um ponto está em repouso ou em movimento retilíneo uniforme é
dizer que a força resultante que atua nele é nula.
Exemplificando:

Um corpo de massa 5Kg está pendurado em cordas leves, como mostra a


figura abaixo.
Para que um corpo rígido fique em equilíbrio sob a ação de um sistema de
forças coplanares, devem ser cumpridas as seguintes condições:
a) A resultante das forças deve ser nula (Fps = 0), ou seja:
,
b) O momento resultante deve ser nulo ; onde,
M=Fperpend . d

sendo: Fperpend a força perpendicularmente aplicada no ponto com distância d em


relação a um ponto fixo escolhido.
10

No caso da Figura, o ponto “O" está em equilíbrio. Para calcular o módulo das tensões
nas cordas T1 e T2. Temos que fazer o diagrama das tensões nas três cordas. A tensão
T1 não está sobre os eixos das coordenadas cartesianas. Logo, ela deve ser
decomposta em T1x e T1y :

Como o sistema está em equilíbrio estático, deveremos ter:

Método das projeções (decomposição das forças):

Podemos decompor as forças em um sistema vetorial usando as relações


trigonométricas para encontrar todas as forças que atuam ao longo dos eixos
coordenados.

C α β D y
Ay By

A B A B
α β x
O Ax Bx
0
P
P

Para determinar as componentes de cada força temos:


Procedimentos

02
11

Resultante e Tração
Objetivos: Noções sobre ângulo e resultantes, coeficiente linear e
angular, decomposição de forças e suas relações. Lab. I-603
Referências: Halliday e Resnick, Física, V.1;
Sears e Zemansky, Física, V. 1;

Material Necessário:
• 07 Massas de 50g com gancho
• 02 Tripés
• 01 Fixador metálico com manípulo
• 01 Carretel de linha
• 02 Roldanas
• 01 Transferidor (180o)
• 04 massas com ganchos aferidas (50g)

Procedimento Experimental (parte 1):

1. Montar o equipamento conforme Figura abaixo:


2. Nomear cada conjunto de pesos, respectivamente, de F1, F2 e FE
(equilibrante).
3. Manter constantes F1 e F2 (1,0 N).
4. Manter a corda, inicialmente, sem peso e aumentar FE e, com o
transferidor, medir o ângulo formado entre F1 e F2.
5. Completar a Tabela 1 do relatório experimental.
6. Responder as questões 02 a 06 do relatório experimental.

Procedimento Experimental (parte 2): Figura 1.

7. Montar o equipamento conforme Figura 2:


8. Zerar e nomear os dinamômetros de A e B e o peso de
massas de P, conforme Figura 2.
9. Anotar as leituras do dinamômetro na questão 07 do
relatório experimental.
10. Com o transferidor, medir o ângulo α e β (conforme
Figura 3) e anotar na questão 08 do relatório experimental.

Figura 2.
12

Figura 3.

11. Responder as questões 09 a 14 do relatório experimental.

Procedimento Experimental (parte 3):

12. Montar o equipamento conforme Figura 4.


13. Nomear os dinamômetros de A e B e o peso de P.
14. Anotar as leituras do dinamômetro na questão 15 do
relatório experimental.
15. Com o transferidor, medir o ângulo α e β (conforme
Figura 3) e anotar na questão 08 do relatório experimental.
16. Responder as demais questões do relatório experimental.

Figura 4.
13

Resultante e Tração 02
Relatório Experimental
Lab. I-603
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1:

1. Tabela 1: (Ver pagina 9 “Condições de equilíbrio”)

FE (N) F1 (N) F2 (N) α FR (calculado) *

* FR2 = F12 + F22 + 2.F1.F2.cos α

2. Os valores de FE medidos diretamente foram próximos aos valores de FR calculados?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

3. Em papel milimetrado, construir o gráfico de FE2 em função do cos α:


Obs: O gráfico deverá estar em escala, conter título, identificação dos eixos e dos pontos
utilizados.

4. Qual a equação do gráfico?

5. O que representa o coeficiente angular?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
14

6. O que representa o coeficiente linear?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

Parte 2:

7. Leituras dos dinamômetros:

TA = ____________ N TB = ____________ N

8. Medida dos ângulos:

α = ____________ β = ____________

11. Escreva a condição de equilíbrio de um ponto:


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

10. Pela condição de equilíbrio, calcular os valores de TA e TB e comparar com os valores


obtidos no item 07:

TA = ____________ N TB = ____________ N

11. Qual o valor do peso utilizado?

P = ____________ N

12. Os valores calculados foram razoáveis? Comente os resultados:


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

13. Decomponha as forças e anote os resultados na Tabela 2:

Forças Em x (N) Em y (N)


TA
TB
Resultante
Tabela 2 – Decomposição das forças.
15

14. Escreva as forças TA e TB na forma vetorial:

Parte 3:

15. Quais as leituras nos dinamômetros?

TA = ____________ N TB = ____________ N

16. Medida dos ângulos:

α = ____________ β = ____________

17. Qual a condição de equilíbrio de um ponto?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

18. Pela condição de equilíbrio, calcular os valores de TA e TB:

TA = ____________ N TB = ____________ N

19. Qual o valor do peso utilizado?

P = ____________ N

20. Decomponha as forças e anote os resultados na Tabela 3:

Forças Em x (N) Em y (N)


TA
TB
Resultante
Tabela 3 – Decomposição das forças.

21. Escreva as forças TA e TB na forma vetorial:


Procedimentos

03
16

Momento e Equilíbrio
Objetivos: Braço de alavanca, momento, condições de equilíbrio
estático e medida indireta do peso. Lab. I-603
Referências: Halliday e Resnick, Física, V.1; Sears e Zemansky, Física, V. 1;

Material Necessário:
• 01 Travessão de aço para Momento Estático
• 06 Massas 50g
• 01 Fixador metálico para pendurar travessão
• 01 Carretel de linha
• 01 Dinamômetro 5N
• 01 Dinamômetro 2N

Procedimento Experimental (parte 1):

1. Montar o equipamento conforme Figura 1. O travessão deverá ser suspenso pelo furo
central. Equilibrar os pesos pendurados nos dois lados, deslocando-os conforme necessário.

Figura 1.
2. Medir as distâncias dos pesos ao furo central do travessão. Anotar o resultado na Tabela 1
do relatório experimental e completar os demais campos da Tabela.
3. Responder as questões 02 e 03 do relatório experimental.

Procedimento Experimental (parte 2):

4. Medir o peso do travessão com o dinamômetro e anotar na questão 04 do relatório


experimental.
5. Montar o equipamento conforme Figura 2. O travessão deve ser suspenso por um ponto
fora do seu centro. Pendurar as massas de pesos conhecidos nos dois lados até encontrar o
equilíbrio horizontal.
17

Figura 2.

5. Medir as distâncias dos pesos até o ponto de fixação do travessão.


6. Responder as questões 05 a 10 do relatório experimental.

Procedimento Experimental (parte 3):

7. Montar o equipamento conforme Figura 3. O travessão deverá ser suspenso pelo furo
central. Em um dos lados suspender um peso de peso conhecido e com auxílio de um
barbante, suspender um objeto com peso desconhecido (molho de chaves, por exemplo) e
deslocar o barbante no travessão até atingir o equilíbrio horizontal do sistema.

Figura 3.

8. Medir as distâncias dos pesos até o pino central, anotar os dados e terminar de completar
a Tabela 2, do relatório experimental.
9. Medir com o dinamômetro o peso do objeto.
10. Responder as questões 11 a 13 do relatório experimental.
03
18

Momento e Equilíbrio
Relatório Experimental
Lab. I-603
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1: (Ver pagina 9 “Condições de equilíbrio”)

1. Tabela 1:

N F1 (N) d1 (m) F2 (N) d2 (m) M1 (N.m)* M2 (N.m)* MR (N.m)*


1 0,5 0,5 0,20
2 1,0 0,5 0,20
3 2,0 0,5 0,20
4 1,0 0,20
Tabela 1. Forças e momentos.
* M1 = F1.d1, M2 = F2.d2, MR = M1 + M2

2. Qual o valor do momento resultante? O que se conclui com os resultados obtidos?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

3. As condições de equilíbrio de um corpo rígido foram comprovadas?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

Parte 2:

4. Peso do travessão medido com dinamômetro:

PT = ____________ N
19

5. Valores dos pesos do sistema:

P1 = ____________ N P2 = ____________ N

6. Distâncias até o ponto “A”(ponto de fixação) do travessão:

AB = ____________ m AC = ____________ m AD = ____________ m

7. Aplicar as condições de equilíbrio:

M1 = P1.d1 =

M2 = P2.d2 =

M3 = PT.d =

8. Escrever a equação que permite calcular o peso do travessão:

9. Calcular o peso do travessão:

PT = ____________ N

10. O valor calculado foi o esperado? Comente o resultado comparando-o com o obtido na
questão 04, deste relatório.

Parte 3:

11. Tabela 2.

Objetos P1 (N) d1 (m) d (m) P (N) * Pmédio

* P.d = P1.d1 (Condição de equilíbrio)

12. Qual o peso dos objetos medidos com o dinamômetro?

Objeto 1 = ____________ N Objeto 2 = ____________ N Objeto 3 = ____________ N

13. Os pesos calculados na Tabela 2 concordam com os medidos pelo dinamômetro?


Comente os resultados.
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
Fundamentos

04
20

Roldanas
Objetivos: Estudar as condições de equilíbrio cadernal e determinar
o seu rendimento. Lab. I-603
Referências: Halliday e Resnick, Física, V.1; Sears e Zemansky, Física, V. 1;

Fundamentos Teóricos

Introdução a roldana simples

A roldana da figura ao lado é constituída por um disco circular em cuja


superfície lateral acha-se cavada um sulco no qual passa uma corda. O disco é móvel
em torno de um eixo perpendicular à sua face passando por seu centro. As
extremidades deste eixo acham-se presas a uma chapa que se fixa a um suporte rígido.

Numa das extremidades do fio, encontra-se o corpo B que se deseja elevar e


cujo peso é a resistência R a vencer. Na outra extremidade do fio aplica-se uma força
motora F destinada a produzir a elevação do corpo B.

A roldana fixa ou simples não acompanha a carga. Funciona como uma


alavanca cujos braços são os raios do disco (veja a figura 1a). Como estes braços são
iguais, as forças R e F também o são (figura 1b), portanto não há nestas

máquinas economia de forças .

Saída

A B x1 x2

A B

Entrada F PB

(a) (b)

Figura 1.

A roldana simples é um sistema mecânico que serve para mudar a DIREÇÃO e o


SENTIDO de uma FORÇA.
21

O trabalho motor da roldana fixa é igual ao trabalho resistente, pois as forças


são iguais e o deslocamento de um dos ramos do fio é forçosamente igual ao
deslocamento do outro ramo.

Na figura 1 a FORÇA F aplicada no ponto A se transmite pela corda e vai atuar


no corpo (no ponto B) PARA CIMA.

Numa corda (desprezando seu peso) a força é sempre de tração ao longo do


eixo da corda e igual em qualquer ponto. Assim, na figura 1, para equilibrar o corpo de
peso PB, teremos que F = PB.

Introdução Roldana Móvel:

As polias são utilizadas para modificar o valor e a direção da força aplicada. A


força aplicada, chamada força motriz, é transferida para a carga (força resistente)
através da associação de cabos e roldanas. Através da aplicação da 2a Lei de Newton
determina-se teoricamente a relação entre a força motriz FM e a força resistente FR:

FR
Eq. (1) FM = , onde n é o nº de polias móveis
2n

Define-se a vantagem mecânica do sistema de duas maneiras:

Vantagem mecânica estática real (Vmer) é definida pela razão entre a força
resistente e a força motriz necessária para o equilíbrio estático do sistema FME (sem
movimento do sistema), ou seja:

FR
Eq. (2) Vmer =
FME

Vantagem mecânica dinâmica (Vmd) é definida pela razão entre a força


resistente e a força motriz necessária para o equilíbrio dinâmico do sistema FMD (com
movimento a velocidade constante do sistema):

FR
Eq. (3) Vmd =
FMD
22

A polia é uma máquina simples constituída por uma “ roda que gira” em torno
de um eixo, como mostra a figura 2 abaixo.

FIG. 2 FIG. 2a

Uma roldana é dita MÓVEL (Figura 2a e b) se além do movimento de rotação


executar também um movimento de TRANSLAÇÃO (ao se mover).

A condição de equilíbrio nas polias móveis de cordas paralelas é:

∑ Mo = 0
+ r
F - − R ⋅ r + F ⋅ 2r = 0
O F = R÷2

R
Figura 02b – Polia móvel de cordas paralelas

Para qualquer efeito de cálculo a polia fixa comporta-se como alavanca


interfixa de braços iguais (vantagem mecânica = 1) e a polia móvel comporta-se como
alavanca inter-resistente cujo braço da potência é o dobro do braço da resistência
(vantagem mecânica = 2).

A vantagem mecânica de uma máquina simples traduz a “economia” de força


proporcionada pela máquina, isto é, o número pela qual a força aplicada pelo
operador está sendo multiplicada. Por exemplo, sendo P1 a intensidade da força
aplicada pelo operador e P2 o peso da carga a ser levantada, temos:

Vm = P2 / P1 (definição).
23

Na figura 1, a roldana 1 é uma roldana fixa e a roldana 2‚ uma roldana móvel.


Isolando a ROLDANA MÓVEL (fig.3) constatamos duas FORÇAS F atuando para cima e
apenas uma força T atuando para baixo (estamos desprezando o peso da roldana)

F F
1

2
2

T
P1 P2

Figura 3 – Roldana móvel (2)

Figura 4 -sistema de roldanas

Supondo que o sistema esteja em equilíbrio (R=0) concluímos que (para a fig.3):
T=2.F e, de acordo com a figura 4, F = P1 e T = P2 (peso do corpo).

P2
Assim: P2 = 2.P1 ou P1 = (eq.1)
2

Se o peso da roldana móvel não for desprezível, esta última equação torna-se:

2F = Pcorpo + Proldana (eq.2) sendo 2F=P2 e P2= 2P1

Reunindo as eq. (1) e (2) obteremos:

2P1 = Pcorpo + Proldana (eq.3)

Sempre que o peso P1 descer por uma distância x1 , o peso P2 sobe por uma distância
x1
x2, sendo x2 = (eq.4)
2
Fundamentos

04
24

Roldanas
Objetivos: Estudar as condições de equilíbrio cadernal e determinar
o seu rendimento. Lab. I-603
Referências: Halliday e Resnick, Física, V.1; Sears e Zemansky, Física, V. 1;

Material Necessário:
• 05 Massas 50g
• 01 Tripé com manípulo
• 01 Fixador metálico com manípulo
• 01 Carretel de linha
• 01 Roldana simples móvel
• 01 Roldana simples fixa
• 01 Roldana dupla móvel
• 01 Roldana dupla fixa

Introdução Roldana Simples:

Procedimento Experimental (parte 1):

1. Montar o equipamento conforme Figura 2. Colocar duas


massas de 50g na roldana móvel.
A
F
F B
R=PB

Figura 2.

2. Determinar os pesos (roldana móvel + massas = força resistente) e da força motora.


Anotar os resultados da questão 01 do relatório experimental.
3. Responder as questões 02 a 04 do relatório experimental.
25

Procedimento Experimental (parte 2):

4. Montar o equipamento conforme Figura 3. Colocar quatro massas de 50g na roldana


móvel.
5. Responder as questões 05 a 07 do relatório experimental.

Figura 3.
Procedimentos

04
26

Roldanas
Relatório Experimental Lab. I-603
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1:

1. Força Resistente (roldana móvel + massas) = ____________ N

Força Motriz = ____________N

2. Os valores de FRE e FM foram iguais? Porque?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

3. Calcular a vantagem mecânica da roldana móvel:

Vm = ____________ N

4. Faça um comentário sobre a aplicação prática da roldana móvel:


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

Parte 2:

5. Força Resistente = ____________ N

Força Motriz = ____________ N


27

6. Os valores de FRE e FM foram iguais? Porquê?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

7. Calcular a vantagem mecânica da polia móvel:

Vm = ____________ N
Fundamentos

05
28

Força Centrípeta
Lab. I-603
Fundamentos Teóricos.
Quando um corpo efetua um Movimento Circular, este sofre uma aceleração que é
responsável pela mudança da direção do movimento, a qual chamamos aceleração centrípeta.
Sabendo que existe uma aceleração e sendo dada a massa do corpo, podemos, pela 2ª Lei de
Newton, calcular uma força que assim como a aceleração centrípeta, aponta para o centro da
trajetória circular.

A esta força damos o nome: Força Centrípeta. Sem ela, um corpo


não poderia executar um movimento circular.
Como visto anteriormente, quando o movimento for circular
uniforme, a aceleração centrípeta é constante, logo, a força
centrípeta também é constante.
Sabendo que:

ou

Então:

A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo, com direção
perpendicular à trajetória.

Determinação Experimental da força centrípeta no MCU (Movimento Circular uniforme)


Procedimentos

05
29

Força Centrípeta
Lab. I-603
Referências: Halliday e Resnick, Física, V.1; Sears e Zemansky, Física, V. 1;

Material Necessário:
• 01 Kit experimental de força centrípeta dotado de motor, dinamômetro, fonte
de alimentação e corpo de prova
• 01 cronometro
• 01 trena

Procedimentos:
1. Verificar a montagem do equipamento conforme figura abaixo:
2. Ajustar a posição do corpo de prova para que o raio da trajetória fique igual a
18 cm
3. Regular a posição do corpo de prova de 100g (circulada em
roxo) pendurado no barbante para que o barbante fique na
vertical e o dinamômetro indique 0,5 N. (circulada em
amarelo, esta regulagem é feita movendo o corpo do
dinamômetro para cima ou para baixo)
Dica: a posição de equilíbrio é encontrada quando a massa circulada em roxo
está completamente na vertical, ou seja, quando a linha que sustenta a massa m está
alinhada com a marca da base.
4. Ligar a fonte de tensão e cuidar para que tenha inicialmente uma tensão igual a
zero.
5. Aumentar gradativamente a tensão e observar o movimento de rotação.
6. Regular a tensão aplicada ao motor para que a intensidade da força centrípeta
indicada no dinamômetro seja igual a 0,50N. Nesta situação o barbante que
sustenta o corpo de prova deve ficar na vertical. Deixar o sistema girar por um
certo tempo até que estabilize.
30

Força Centrípeta 05
Relatório Experimental Lab. I-603
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

1. Com o cronômetro medir o tempo de 10 rotações e encontrar o período do movimento


circular uniforme.
T10=___________s
T1=___________s ( T10/10)

2. Calcular a freqüência do MCU


F= _____________

3. Calcular a velocidade angular do MCU

ω= ω =____________

4. Calcular o valor da força centrípeta


Fc=m.R. ω²
Fc= Força centrípeta; m= massa; R= raio da trajetória; ω= velocidade angular ; T= período de
oscilação

Fc=______________

5. Calcular o erro relativo entre a força centrípeta e a força centrípeta experimental ( indicada
pelo dinamômetro ).
ER(%)___________

6. Comparar o valor calculado da força centrípeta com o valor indicado no dinamômetro.


Considerando a tolerância de erro (5%), podemos afirmar que a força centrípeta medida é
igual à força centrípeta calculada?
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________
31

Determinação da força centrípeta em função da velocidade angular


7. Modificar a posição do dinamômetro e repetir os procedimentos acima para encontrar outros
valores da força centrípeta e completar a tabela abaixo.
N F (N) m R(m) T10 (s) T1 (s) ω (rad/s) ω² (rad/s)²
dinamômetro (Kg)

1 0,30 0,100 0,180

2 0,40 0,100 0,180

3 0,50 0,100 0,180

4 0,60 0,100 0,180

5 0,70 0,100 0,180

8. Com os resultados da tabela acima, construir o gráfico Fc = F(ω) (força centrípeta em função da
velocidade angular)

9. Como se chama a curva encontrada no gráfico da Fc em função da ω?


________________________________________

10. Linearizar o gráfico Fc= f(ω). Para isso, deve-se construir um gráfico da força centrípeta em
função da velocidade angular ao quadrado ( Fc=f(ω²)

11. Determinar os coeficientes angular e linear do gráfico Fc=f(ω²).


Coeficiente angular A=__________
Coeficiente Linear B= ___________

12. Considerando a tolerância de erro de 5%, comparar o coeficiente angular do gráfico Fc=f(ω²)
com o produto m*R. São iguais?
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________
13. Que relação de proporcionalidade existe entre força centrípeta e velocidade angular?
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________
14. Escrever a fórmula que permite calcular a força centrípeta em função da velocidade angular.
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________
32

15. No experimento acima N4 (tabela) trabalhamos com uma massa de 100g, e encontramos uma
força centrípeta de 0,6N. Dobrar a massa pendurada no barbante acrescentando duas massas
de 50g, uma de cada lado. Colocar lentamente o sistema em movimento de rotação até que a
força centrípeta fique igual a 0,6N novamente. Medir o tempo de 10 rotações e encontrar o
período.
T10=_____________

T1=______________

16. O que aconteceu com o período de rotação?

_____________________________________________________________________________

___________________________________________________

17. O que se conclui com o experimento?

_____________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________

No experimento acima N4 (tabela) trabalhamos com uma massa de 100g, e encontramos uma

força centrípeta de 0,6 N. Diminuir o raio da trajetória para 13 cm e ajustar a força centrípeta

para indicar 0,6N. Colocar lentamente o sistema em rotação até que a força centrípeta fique

igual a 0,6N novamente. Medir o tempo de 10 rotações e encontrar o período.

T10=______________

T1=______________

18. O que aconteceu com o período de rotação?

_____________________________________________________________________________

19. O que se conclui com o experimento?

_____________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________
Fundamentos
33

Dilatação Térmica 06
Lab. I-605
Fundamentos teóricos

As dimensões de um corpo, em geral, se alteram quando há variação de


temperatura. Denominamos Dilatação Térmica essas variações de dimensão do corpo,
provocadas pelo calor.
Todo corpo possui três dimensões e, se provocarmos uma variação de
temperatura neste corpo, dependendo das condições em que o corpo se encontra, é
possível desprezar a dilatação em até duas de suas dimensões.

Dilatação Linear:

Seja uma haste de comprimento Lo à temperatura T0 ( o C ) . Aquecendo essa


haste à temperatura T ( o C ) o comprimento da haste passa a ser L.

L0 = comprimento inicial da barra

L = comprimento final da barra. L0


∆T = = variação de temperatura.
L

∆L = variação de comprimento. ∆L
∆L = L - L 0
α = coeficiente de dilatação linear.

Observa-se experimentalmente que a dilatação linear depende diretamente do


comprimento inicial ( L0 ), da variação da temperatura ( ∆T ) e do tipo de material que
constitui a haste (α ) , ou seja:

∆L = α .L0 .∆T (eq. 1)

Como: ∆L = L − L0 , temos que:

L = L0 (1 + α .∆T ) (eq.2)
Procedimentos
34

Dilatação Térmica 06
Lab. I-605
Material Necessário:
• 01 Manta de aquecimento
• 01 Mangueira
• 01 Base principal metálica dotada de instrumento comparador
• 01 Corpo de prova de aço
• 01 Corpo de prova de cobre
• 01 Corpo de prova de latão
• 01 Balão volumétrico
• 01 Haste de 500 mm
• 01 Pano de limpeza

Procedimento Experimental:

OBS: Cuidado para não obstruir a saída de vapor do equipamento e com possíveis “jatos”
de vapor que poderão causar queimaduras.

Parte 1 (Dilatação térmica linear):

1. Montar o equipamento conforme Figura 1.

Figura 1. Dilatômetro linear

2. Acerte o “zero” da escala maior girando o painel recortilhado do relógio comparador


(Figura 2).
35

Figura 2. Ajuste do “zero”

3. Quando o vapor de água passar pela barra, este se dilata. Neste sentido, devemos
observar o relógio comparador que se localiza em uma das extremidades da base principal
metálica e também o termômetro que está conectado na saída de vapor.

4. Com a trena, determine o comprimento inicial das hastes metálicas ( L0 ) e anote o valor
na questão 1 do relatório experimental.

5. Com o termômetro determine a temperatura ambiente, anotando o valor na questão 2 do


relatório experimental.

6. Aguarde até que a água ferva e faça a leitura no relógio comparador e no termômetro,
para cada corpo de prova. Calcule o coeficiente de dilatação linear e anote os valores na
Tabela 1 (questão 3) do relatório experimental.

∆L
α=
L 0 .∆λ

7. Dados alguns coeficientes de dilatação retirados da literatura, compare com os valores


calculados no experimento e responda as demais questões do relatório experimental:

Material ºC-¹
Aço 11.10-6
Cobre 17.10-6
Latão 19.10-6
Ferro 12.10-6
Alumínio 22.10-6
Tabela 1. Coeficientes de dilatação linear
36

Parte 2 (Dilatação térmica volumétrica – Anel de Gravesande):

8. Aproveitando a água quente do experimento anterior, deslique a manta de aquecimento


da energia, e recolha a água em um becker. Coloque o becker sobre a manta e religue a
manta novamente.

9. Em temperatura ambiente, encaixe a esfera no anel e responda a questão 6 do relatório


experimental.

10. Aqueça a esfera na água quente por 5 minutos e tente encaixá-la novamente no anel.
Anote suas observações da questão 7 do relatório experimental.

11. Agora, aqueça o anel e a esfera simultaneamente na água quente por 5 minutos e em
seguida tente encaixar a esfera no anel. O que acontece (questão 8 do relatório
experimental).

12. Com a esfera em temperatura ambiente, resfrie o anel em água corrente e tente
novamente o encaixe. (questão 9 do relatório experimental).
06
37

Dilatação Térmica
Relatório Experimental
Lab. I-605
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1 (Dilatação térmica linear):

1. Comprimentos a temperatura ambiente:

L( 0 ) aço = __________ __
L( 0 ) cobre __________ ___
L( 0 ) latão __________ ___

2. Temperatura ambiente:

T0 ( o C ) = ____________

3. Tabela 2:

L0 T0 (ºC) T (ºC) ∆T ∆L (mm) α(ºC-1)


Aço
Cobre
Latão

4. Compare os valores calculados com os tabelados e ache o erro percentual.

|E| = Valor Tabelado – Valor Calculado . 100%


Valor Tabelado

E ( aço ) = _____________

E (cobre ) = _____________

E (latão ) = _____________
38

5. Utilizando a eq. 1, determine o valor de L.

L aço = __________ _

Lcobre = __________

Llatão = ___________

Parte 2 (Dilatação térmica volumétrica – anel de Gravesande):

6. Tente encaixar o anel e a esfera a temperatura ambiente, o que acontece?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

7. Anel a temperatura ambiente e esfera quente, o que acontece? Explique:

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

8. Anel e esfera quentes, o que acontece? Explique:

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

9. Anel a temperatura ambiente e esfera resfriada em água corrente, o que acontece?


Explique:

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
Fundamentos

07
39

Força de Atrito
Lab. I-605
Fundamentos teóricos:

A superfície de qualquer material contém sempre inúmeras irregularidades, que se


opõem ao deslizamento de qualquer outro corpo, oposição essa denominada atrito. O atrito
é, portanto, uma força de reação; daí a decorrência da terceira lei de Newton: quando não
houver força oponente ao movimento entre duas superfícies em contato, não existirá força
de atrito, ou seja, a força de atrito é uma força entre as superfícies em contato, sempre
paralela ao plano destas, e que se opõe a qualquer tendência de escorregamento entre elas.
A força de atrito que atua sobre um corpo se calcula pela equação:

Fa = Nµ (eq.1)

onde N é a normal à superfície e µ é o coeficiente de atrito.

A razão entre a força de atrito e a componente perpendicular às superfícies em


contato é denominada coeficiente de atrito (µ). Em física, é comum um tratamento
macroscópico a casos semelhantes, para se obter relações mais práticas. Assim, a força de
atrito deverá ser relacionada com outras grandezas também macroscópicas. Portanto, um
método bastante conveniente para a determinação desses coeficientes é inclinar o plano até
que o corpo comece a escorregar e o outro por tração, que você fará ao realizar os
experimentos seguintes.
As forças de atrito que atuam entre superfícies em repouso relativo são chamadas
forças de atrito estático. A força máxima de atrito estático será igual à força mínima
necessária para começar o movimento. Iniciado este, as forças de atrito que atuam entre as
superfícies usualmente decrescem, de modo que uma força menor bastará para manter o
movimento uniforme (com velocidade constante). As forças que atuam entre superfícies em
movimento relativo denominam-se de atrito cinético. Assim, podemos escrever as equações
do atrito:

Fa = µ e N e Fa = µ c N
(eq. 2)

Tanto µe como µc são constantes adimensionais, cada uma sendo a razão dos módulos de
duas forças. Geralmente, para um dado par de superfícies µe > µc . Os valores reais de µe e
de µc dependem da natureza das duas superfícies em contado, podendo ambos exceder 1,
embora comumente sejam inferiores a esse valor.
Procedimentos
40

Força de Atrito
Objetivos: : Determinação dos coeficientes de atrito para diferentes
07
superfícies. Lab. I-605
Material Necessário:
• 01 Plano inclinado
• 01 Dinamômetro (02 N)
• 01 Corpo de prova
• 01 Balança

Procedimento Experimental:

Parte 1:

1. Execute a montagem conforme a Figura 1, deixando a face esponjosa do corpo de prova


em contato com a mesa

Figura 1.

2. Com o dinamômetro paralelo a mesa, aplique uma força de 0,2 N sobre o móvel, observe
o que acontece.
3. Aumente a intensidade da força aplicada de 0,2 em 0,2 N sobre o corpo de prova e
preencha a Tabela 1 do relatório experimental.
4. Vire o corpo de prova deixando agora a superfície de madeira em contato com a mesa.
Proceda como anteriormente e preencha a Tabela 2 do relatório experimental.
5. Com o dinamômetro, determine o peso do corpo de prova e anote na questão 3 do
relatório experimental.
6. Responda as questões 04 a 08 do relatório experimental.
41

Parte 2:

7. Monte o equipamento conforme a Figura 2.

Figura 2.

8. Com a parte esponjosa do corpo de prova em contato com a rampa, gire o manípulo de
elevação da rampa, inclinando-a até 15o. Faça suas observações e responda a questão 9 do
relatório experimental.
9. Aumente lentamente a inclinação da rampa até que o corpo de prova comece a deslizar.
Anote o valor do ângulo na questão 10. Este ângulo é denominado ângulo crítico θc , ou seja,
para um ângulo maior que este o corpo escorrega. Quando o ângulo é crítico, a força de
atrito atinge seu valor máximo. Repita este procedimento 5 vezes, determine o ângulo
crítico e o coeficente de atrito (questão 10 do relatório experimental).
10. Repita o procedimento 5 vezes, agora com a superfície de madeira em contato com a
rampa. Preencha a tabela 4 do relatório experimental.
11. Responda as demais questões do relatório experimental.
07
42

Força de Atrito
Relatório Experimental
Lab. I-605
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1:

1. Tabela 1:

Superfícies em contato Tampo da mesa e esponjas


Forças aplicadas (N) Movimento? (sim) ou (não)
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
1,4
Tabela 1.
2. Tabela 2:
Superfícies em contato Tampo da mesa e madeira
Forças aplicadas (N) Movimento? (sim) ou (não)
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
1,4
Tabela 1.
3. Qual o peso do corpo de prova (determinado com o dinamômetro)?

P = ____________ N

4. Qual o menor valor da força capaz de iniciar o movimento do corpo de prova com a
superfície esponjosa em contato com a mesa?
43

Fesponja = ____________ N

5. Qual o menor valor da força capaz de iniciar o movimento do corpo de prova com a
superfície esponjosa em contato com a mesa?

Fmadeira = ____________ N

6. Compare os dois casos e justifique a diferença:


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

7. Segundo as leis da Mecânica Newtoniana, “um corpo em repouso assim permanecerá, a


menos que uma força resultante externa venha a atuar sobre o mesmo”.
Nos dois casos anteriores, você tentou tirar o bloco do repouso aplicando forças externas
paralelas às superfícies em contato. Como você justifica o fato das forças externas iniciais,
dentro de certo limite, não terem conseguido movimentar o corpo de prova?
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

8. Segundo suas observações, o que você deve admitir para justificar uma resultante externa
nula no intervalo inicial em que a força aplicada não foi capaz de mover o corpo de prova?
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

Parte 2.

9. Justifique o motivo pelo qual o móvel não desce a rampa sob a ação da sua componente
P x.
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

10. Ângulo crítico (esponja):


N

FA

P ⋅ sen θ c
Figura 3.
P ⋅ cos θ c
θc P
44

Fa = P. sen θ c
Nµ e = P. sen θ c → N = P cosθ c
P cosθ c µ e = P sen θ c
µ e = tgθ c (eq.3)

n° 1 2 3 4 5
θc
µ
Tabela 3.

µ
11. Fazendo µ e = ∑ (eq.4) , calcule o valor do coeficiente de atrito médio:
n

µe = ____________ N

12. Ângulo crítico (madeira):

n° 1 2 3 4 5
θc
µ
Tabela 4.

µ
13. Fazendo µ e = ∑ (eq.4) , calcule o valor do coeficiente de atrito médio:
n

µe = ____________ N
45 Fundamentos

Vetores 08
Lab. I-605
Fundamentos teóricos:

Os problemas de mecânica são resolvidos, às vezes, rapidamente e com


resultados satisfatórios, por meio de métodos gráficos. Torna-se necessário, então,
representar graficamente as forças de modo a evidenciar todos os elementos.
Neste primeiro momento, faremos um estudo associado com vetores.
Lembrando que quantidades vetoriais, por outro lado, além da intensidade, possuem
direção e devem obedecer à lei de adição do paralelogramo, conforme descrito neste
item.
A soma de dois vetores (resultante) é fornecida pela regra do paralelogramo:
Se os vetores não tiverem a mesma direção, isto é, se as retas-suportes não
coincidirem, formando um determinado ângulo α e encontrando-se num determinado
ponto 0, (Figura 1) a resultante entre os vetores estará situada numa reta-suporte
compreendida entre aquelas do vetor a e vetor b.

R
b
α
θb
θa
0
a
Figura 1

Esta resultante tem como ponto de aplicação o mesmo ponto 0, como intensidade,
direção e sentido os mesmos da diagonal do paralelogramo construído com os
segmentos que representam os vetores a e b.
Os ângulos que a resultante forma com os vetores a e b, ou seja, os ângulos θa
e θb da Figura 1, são ângulos que relacionam a direção do vetor resultante com os
demais vetores a e b.
46

Método do paralelogramo
Neste segundo momento, passamos a trabalhar analiticamente. Podemos então
achar o valor (módulo ) da resultante R = a + b da Figura. 1 pela igualdade:

R = a 2 + b 2 + 2.a.b. cosα
Para qualquer valor de α.
Método da decomposição:
O ângulo que a resultante forma com o vetor a (direção de R)‚ é dado por:

b.senα
tgθ a =
a + b.cos α

A forma vetorial de um vetor no plano é: a = axi + ayj


onde, o módulo do vetor a vale :

r
a = a x2 + a y2
A soma vetorial de (a + b) é dada por:
R = (ax + bx)i + (ay + by)j ou R = Rxi + Ryj

O ângulo entre dois vetores a e b é obtido pela equação:

(ax ⋅ bx) + (ay ⋅ by)


cos α =
a⋅b
Quando um corpo está sob a ação simultânea de duas forças concorrentes,
tudo se passa como se sobre o corpo agisse uma única força, chamada resultante, que
produz o mesmo efeito dessas duas forças. Com os métodos gráfico e analítico
determinar o módulo do vetor R, do exemplo abaixo.Sabendo que a equilibrante é um
vetor diretamente oposto com a resultante, monte na mesa de força os elementos
fornecidos (e calculados) e constate que deve haver equilíbrio.

b R

E a
Procedimentos
47

Vetores
Objetivos: : Mostrar três métodos distintos para obtenção da resultante
08
entre dois vetores: Gráfico, Decomposição e Regra do Paralelogramo. Lab. I-605
Material Necessário:
• 01 Transferidor
• 01 Par de esquadros
• 01 Mesa de força
• 01 Papel milimetrado
• 01 Dinamômetro
• Pesos

A mesa de forças é um dispositivo que torna possível a verificação experimental da


soma de vetores. Esta mesa é composta de um disco circular graduado em graus, no
qual podemos fixar roldanas móveis.
Nestas penduramos massas através de um fio, que vai encontrar um anel metálico
fixo ao pino no centro da mesa.
O peso das massas correspondem as forças a serem equilibradas. O equilíbrio
ocorre quando o anel fica centralizado em relação ao pino. Veja figura 1.

Procedimento Experimental:

Parte 1:

1. Sejam os vetores a = 4i e b = 2i + 5j (em cm), indique estes valores num gráfico, usando
papel milimetrado.
2. Medindo no gráfico feito anteriormente, responda os itens da questão 2 do relatório
experimental.
3. Responda as questões 03 a 04 do relatório experimental.
4. Na mesa de forças, colocar nos suportes os pesos F1 (200 gf) e F2 (350 gf) com um ângulo
de 60o entre elas .
48

5. Ajustar o “zero” do dinamômetro e engatar o mesmo no anel central da mesa de forças.


deslocá-lo entre as roldanas até que o centro do anel fique coincidindo com o centro do
transferidor. Responder a questão 05 do relatório experimental.
6. Com a outra metade do papel milimetrado, traçar um sistema de eixos cartesianos.
Representar os valores de F1, F2 e Fd (sendo Fd a força lida no dinamômetro) no sistema.
(considere que a força F1 encontra-se sobre o eixo x positivo e use a escala de 1cm para cada
50 gf).
7. Responder as demais questões do relatório experimental.
49

Vetores 08
Relatório Experimental
Lab. I-605
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

1. Construir o gráfico em papel milimetrado.

Representação Gráfica:

2. Medindo no gráfico, determine:

2.1. O módulo de a: |a| = ____________

2.2. O módulo de b: |b| = ____________

2.3. O Módulo de R: |R| = ____________

2.4. A forma vetorial de R: R = ____________

2.5. O ângulo que o vetor b forma com o vetor a: α = ____________

2.6. O ângulo que o vetor R forma com o vetor a: θa = ____________

2.7. O ângulo que o vetor R forma com o vetor b: θb = ____________

Representação Analítica:

3. Matematicamente, determine:

3.1. O módulo de a: |a| = ____________

3.2. O módulo de b: |b| = ____________

3.3. O Módulo de R: |R| = ____________

3.4. A forma vetorial de R: R = ____________

3.5. O ângulo que o vetor b forma com o vetor a: α = ____________

3.6. O ângulo que o vetor R forma com o vetor a: θa = ____________


50

3.7. O ângulo que o vetor R forma com o vetor b: θb = ____________

4. Os valores calculados foram os esperados? Faça uma comparação entre os resultados e


justifique:
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

5. Qual o valor lido no dinamômetro?

Fd = ____________

6. Pelo processo da decomposição, calcular os ítens abaixo:

6.1. A componente F1x: F1x = ____________

6.2. A componente F2x: F2x = ____________

6.3. A componente F1y: F1y = _____________

6.4. A Componente F2y: F2y = ____________

6.5. A resultante horizontal: Rx = _____________

6.6. A resultante vertical: Ry = _____________

6.7. A resultante total: R = ____________

7. A condição de equilíbrio foi satisfeita? Explique:

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
51
Fundamentos

Pêndulo Simples 09
Fundamentos teóricos:
Lab. I-605
O pêndulo simples consiste de um pequeno corpo de massa m suspenso em um ponto
fixo por um fio inextensível e de peso desprezível. Quando afastado de sua posição de
equilíbrio e abandonado, o corpo oscila em torno desta posição. Na figura abaixo,
desprezando-se a resistência do ar, estão representadas as forças que atuam sobre
a massa: a tração T do fio e peso P.

Um pêndulo Simples é representado na Figura 1.

Nessa experiência, o fio está preso num suporte pelo ponto A, e a massa
descreve um arco de circunferência cujo centro é este ponto A.
O ângulo θ, medido a partir da vertical, e com sentido positivo orientado para o
sentido anti-horário, define a posição da massa. Obs: qualquer corpo suspenso por um
fio (ideal) que oscile num plano vertical, denomina de Pêndulo Simples.
O Período T de um pêndulo simples é o tempo que ele leva para fazer uma
oscilação completa. Entende-se por comprimento do pêndulo simples L‚ a distância
entre o ponto de suspensão A e o centro de gravidade CG do corpo situado,
aproximadamente, na metade do corpo (Figura 1).
A componente tangencial do peso, Pt , é a força restauradora do movimento
oscilatório do pêndulo e sua intensidade é dada por:
52

Desta equação vemos que o pêndulo simples não é rigorosamente um


movimento harmônico simples, pois Pt não é diretamente proporcional a elongação
x . Lembre-se, o M.H.S é caracterizado por uma força restauradora cujo módulo é
diretamente proporcional a elongação x, como para o oscilador massa – mola,
onde a força restauradora é dada pela Lei de Hooke:

Por outro lado, para pequenas amplitudes de oscilação (θ < 10o ), o valor do
arco BC na figura 1 é praticamente igual a projeção do movimento da massa sobre o
eixo horizontal x, sendo o triângulo ABC praticamente retângulo, e consequentemente

Substituindo este resultado na equação (1) temos a seguinte equação para a


componente tangencial da força na condição de pequenas oscilações: ( considerando
o ângulo (θ < 10º)

Daqui, aplicando a Segunda Lei de Newton à equação acima e fazendo


uma analogia com o M.H.S do sistema massa-mola, temos as seguintes equações
que descrevem o movimento da massa pendular :

O período, para pequenas oscilações, pode ser calculado por:


L L
T= 2π. ) T²= 4π².
g g
4π 2
Onde g é a aceleração da gravidade, Chamando de K , fica :
g
T2
T² = k.L ==> k = (eq. 2)
L
Procedimentos
53

Pêndulo Simples
Objetivos: : Determinação da aceleração da gravidade utilizando o
09
pêndulo simples. Lab. I-605
Material Necessário:
• 01 Conjunto pêndulo simples
• 02 Massas
• 01 Trena
• 01 Cronômetro

Procedimento Experimental:

1. Determinação da aceleração da gravidade utilizando a latitude (ϕ) e altura (h) local.


A aceleração da gravidade em função da latitude (ϕ) e altura (h) pode ser calculada por:

g = 9,7807. (1+ 0,00524.sen²ϕ). (1- 2,93.10-8 .h) (eq.3)

Blumenau está numa latitude de 27º S (ϕ = 27º). Utilizando a eq. 3, calcule com
quatro casas decimais, o valor de g para as alturas pedidas e preencha a Tabela 1.

2. Verifique se a situação do experimento corresponde as figuras abaixo. Leia atentamente e


responda o relatório experimental.

Figura 1. Figura 2.
09
54

Pêndulo Simples
Relatório Experimental Lab. I-605
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

1. Tabela 1.

Número Lat.(ϕ) sen²ϕ Altura (h) g(m/s²)


1 0m
2 10 m
3 20 m
4 100 m
5 1000 m
Tabela 1. Valor de g com variação da altura.

2. Para uma altura “zero” (Nível do mar), calcule g em função da latitude e preencha a
tabela abaixo:

Graus 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
sen² ϕ
g(m/s²)
Tabela 2. Valor de g com variação da latitude.

3. Como varia g em função da altura e da latitude? Explique:

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

4.Onde g é mínimo e máximo?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
55

5. Com L = 60 cm, monte o pêndulo e meça com o cronômetro, o tempo gasto para 10
oscilações:

T10 = ____________

6. Calcule o tempo que o tempo leva para fazer uma oscilação (utilize T1 = T10/10):

T1 = ____________

7. Por que se faz a contagem de 10 oscilações e não de uma única para a determinação do
período?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

8. Utilizando a eq. 2, calcule k1:

k1 = ____________ s2/m

9. Altere o comprimento L para 80 cm, calcule o período T2 e k2 para este novo


comprimento:

L = 80 cm T2 = ____________ k2 = ___________

10. Altere novamente L para 120 cm. Calcule T3 e K3:

L = 120 cm T3 = ____________ k3 = ___________

11. Calcule k médio:

km = ____________

4π 2
12. Sendo km = , calcule g:
g

g = __________ m/s2

13. Calcule o erro relativo de g, para a altura de 20 m e latitude de 27o, com o determinado
experimentalmente na questão anterior:

g M − gC
E (%) = x100
gC

|E(%)| = ____________
56

14. Sabendo-se de o período é o inverso da frequência, o que acontece com a frequência


quando o comprimento do pêndulo aumenta? Justifique sua resposta.

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

15. Desloque o pêndulo 5, 10, 15, 20 e 25 cm da sua posição de equilíbrio (amplitude), e


determine, para cada caso (10 oscilações) o tempo gasto e termine de completar a tabela
abaixo (comprimento do fio = 50 cm):

no Deslocamento Tempo de 10 Período (s) Freqüência (Hz)


inicial (cm) oscilações (s)
1 5
2 10
3 15
4 20
5 25
Tabela 3.

16. A partir da Tabela 3, construa o gráfico do período versus pequenas amplitudes.

17. Construa o gráfico da frequência versus pequenas amplitudes:

18. Quais são suas conclusões a respeito destes dois últimos gráficos construídos?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

19. Com o prumo de massa menor, desloque o pêndulo uma pequena amplitude e
determine o tempo para 10 oscilações. Troque o prumo para a massa maior e repita o
procedimento, completando a Tabela 4:

no Massa do pêndulo (g) Tempo de 10 oscilações (s) Período (s) Freqüência (Hz)
1
2
Tabela 4.

20. Utilizando os dados da Tabela 4, o que você conclui (a respeito de período e freqüência)
quando variamos a massa de um pêndulo, mantendo o comprimento fixo?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________
Fundamentos

10
57

Calorímetro
Objetivo: Determinar o calor específico de sólidos

Lab. I-605
Fundamentos teóricos:
Quando são colocados em contato dois ou mais corpos que se encontram em diferentes
temperaturas, observa-se que, após um certo intervalo de tempo, todos atingem uma
temperatura intermediária entre as temperaturas iniciais. Durante esse processo, ocorre uma
transferência de energia térmica dos corpos de maior temperatura para os de menor
temperatura. Essa energia térmica em trânsito denomina-se calor.

Unidades de Quantidade de Calor

Caloria (cal) é a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de 1g de água de


14,5°C a 15,5°C,sob pressão normal.

No SI, a unidade de quantidade de calor é o joule (J)

A relação entre a caloria e o joule é:

1cal = 4,186J

ΣQ = 0,

Equações parte I:

logo: Q cedido + Q recebido = 0

m.c.∆t = m.c.∆t + C.∆t

Água quente Água Tamb. Calorímetro

Equações Parte II:

[ Q = m.c.∆t e Qcedido + Qrecebido = 0 ],

VMedido − VTabelado
E% = ⋅100%
VTabelado
Procedimentos

10
58

Calorímetro
Objetivo: Determinar o calor específico de sólidos
Lab. I-605
Material necessário:
• Manta de Aquecimento
• Bequer
• 3 cilindros metálicos
• Termômetro
• Calorímetro

Cilindro
metálico
Termômetro
Bequer

Manta de
Aquecimento

Calorímetro
Parte I – Determinação da Capacidade Térmica (C) do Calorímetro

1. Coloque uma determinada quantidade de água para aquecer;


2. Coloque 100g de água à temperatura ambiente no calorímetro;
3. Quando a água estiver próximo ao ponto de ebulição, transfira para o calorímetro,
anotando a sua temperatura na tabela 1;
4. Tampe o calorímetro e com o termômetro meça a temperatura de equilíbrio térmico;

∆t, determine a capacidade


5. Com a equação fundamental da calorimetria Q= m.c.∆
térmica C do seu calorímetro.

Parte II – Determinação do Calor Específico dos Sólidos

1. Coloque uma determinada quantidade de água para aquecer até o ponto de ebulição;

2. Coloque um dos três cilindros metálicos na água fervente por um tempo determinado;
59

3. Coloque 300g de água a temperatura ambiente no calorímetro;

4. Retire o cilindro da água quente e introduza-o, rapidamente, no calorímetro, tampe-o e


monitore a temperatura até que a mesma se estabilize;

5. Anote nas tabelas as respectivas temperaturas de equilíbrio de cada sistema;

6. Com o auxílio das equações da calorimetria

[ Q = m.c.∆t e Qcedido + Qrecebido = 0 ],

a) determine o calor específico de cada cilindro e preencha a tabela abaixo: com os


valores tabelados;
b) determine o material de que é feito o cilindro a partir do valor do calor específico
calculado;
c) encontre o erro percentual relativo, utilizando a fórmula dada abaixo e coloque os
valores na tabela 3;
10
60

Calorímetro
Relatório Experimental Lab. I-605
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1 :

Valor encontrado de C:

C = __________________ (cal/°C)

Tabela 1

m (g) c (cal/g°C) t inicial (°C) t final (°C) ∆t (tf – ti)

ÁGUA QUENTE
Água Tambiente

Calorímetro

2a) Alumínio
m (g) c (cal/g°C) Tinicial (°C) Tfinal (°C) ∆ T ( Tf – Ti )

Água

Cilindro

Calorímetro
61

2b) Cobre
m (g) c (cal/g°C) Tinicial (°C) Tfinal (°C) ∆ T ( Tf – Ti )

Água

Cilindro

Calorímetro

2c) Ferro
m (g) c (cal/g°C) Tinicial (°C) Tfinal (°C) ∆ T ( Tf – Ti )

Água

Cilindro

Calorímetro

Tabela 3

Material cmedido (cal/g°C) Ctabelado (cal/g°C) erro relativo(%)

Alumínio 0,217

Cobre 0,093

Ferro 0,113

Questões:

1. O valor experimental do calor específico foi exatamente igual ao valor


tabelado? Quais foram as possíveis fontes de erro?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________

2. Qual o significado físico para o calor específico?


__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
62

3. Qual o significado físico para a capacidade térmica?


__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________

4. Explique por que o meio interno do calorímetro não troca calor com o
meio externo, somente entre si?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
Fundamentos

11
63

Pêndulo Composto
Lab. I-609
Fundamentos teóricos:

A Figura 1 ilustra um Pêndulo Físico, também chamado de Pêndulo Composto.

θ d
Y=0

P Cm
Figura 1 – Pêndulo composto
Denominamos de Pêndulo Composto qualquer corpo que possa oscilar num
plano vertical em torno de um eixo horizontal que passa por esse corpo, ou seja, o
Pêndulo composto ou físico‚ é formado por qualquer corpo suspenso por um ponto de
apoio O, de maneira que o corpo oscila em torno deste ponto. A massa do corpo é M e
a posição do centro de massa (cm) - o centro de massa é a posição em que ficaria
concentrada toda a massa do corpo se ele fosse transformado num corpo pontual. É
dada pela expressão rCm = ∫ r dm , onde r é a posição da massa infinitesimal dm, e a
integral é feita sobre todo o volume do corpo (o centro de massa não precisa
necessariamente estar dentro do corpo).
Momento de Inércia que passa por O é I.
Conjugado restaurador relativo a uma rotação θ é: (torque gerado pela força
peso, dado em módulo).
τ = m.g .d .sen θ
Para que o sistema possa executar um MHS, é preciso que θ seja pequeno, então:
senθ = θ
τ = m.g.d .θ
fazendo: K = m ⋅ g ⋅ d , vem τ = K ⋅ θ
Portanto, em módulo, a relação entre o torque e o momento angular é:
dl
τ=−
dt
64

a relação com a aceleração angular fica:


d 2θ
τ = I ⋅ α = −I 2
dt

substituindo o torque, temos:


d 2θ
− I 2 = Kθ
dt
d 2θ
I 2 = − M ⋅ g ⋅ d ⋅ sen θ ou
dt

d2θ
I 2 = + M ⋅ g ⋅ d ⋅ sen θ = 0
dt
que é a equação para o pêndulo físico.
Lembrando que ω = 2π temos,
Τ
Iω2 + M ⋅ g ⋅ d ⋅ sen θ = 0

portanto, o período do pêndulo composto para pequena amplitude será:


I
T = 2π
K
Substituindo:
I
K = m⋅g ⋅d vem Τ = 2 π ⋅
m⋅g⋅d
Procedimentos
65

Pêndulo Composto
Objetivos: : Determinação da aceleração da gravidade utilizando o
11
pêndulo composto, aplicar o teorema de Steiner. Lab. I-609
Material Necessário:
• 01 Barra delgada
• 01 Suporte para a barra
• 01 Trena
• 01 Cronômetro
• 01 Balança
• 01 Pêndulo simples

Procedimento Experimental:

Procedimentos:

Determinação do momento de inércia de uma barra delgada em relação ao se


centro de massa (ICm). O momento de inércia de uma barra delgada em relação ao seu
centro de massa calcula-se pela equação:
1
I Cm = ⋅ m ⋅ L2 (eq.1)
12

Onde m é a massa da barra e L o comprimento da barra. Se usarmos a massa


(m) em kg e L em metros (m), o Momento de Inércia (I) será dado em kg. m2 (SI).

Utilização do teorema de Steiner:

O teorema de Steiner é uma fórmula que nos permite calcular o momento de


inércia de um sólido rígido através de um eixo de rotação que passa por um ponto O
Na Figura 2 chamemos de "O" o ponto de suspensão e de d a distância que vai do
ponto de suspensão até o centro de massa. O ⋅
d
O teorema de Steiner nos dá a equação:

L
I 0 = I CM + d 2 ⋅ m (eq.2) cm

Onde Io é o momento de inércia em relação ao ponto "O", L/2

Figura 2
66

d é a distância do cm ( centro de massa ) até o ponto de suspensão do furo da Figura


2.
Determinação da aceleração da gravidade utilizando pêndulo composto. O
período (T) de um pêndulo composto se calcula pela equação:
Io
Τ = 2π ⋅ (eq.3)
m.g.d

Determinação do comprimento de um pêndulo simples de igual período ao


pêndulo composto

O período de um pêndulo simples se calcula por: ΤS = 2π ⋅


LS
g
Onde, Ls‚ é o comprimento do pêndulo simples.

Io
Para o pêndulo composto: ΤC = 2 π ⋅
m.g.d
Para o pêndulo em forma de barra temos que, no isocronismo, o período de
oscilação do pêndulo simples é igual ao período do pêndulo composto.
Como queremos Ts = Tc, teremos: Ls = Io , ou seja : Ls = Io / m .d
11
67

Pêndulo Composto
Relatório Experimental
Lab. I-609
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Momento de inércia (eq.1)

Determine a massa e o comprimento da barra (massa em kg e L em metros, com 4


casas decimais).
m = _____________ L = ______________

Utilizando a eq.1 e os valores medidos do item acima, calcule ICm .


ICm = ____________

Teorema de Steiner (eq.2 eq.3)

"Monte" o pêndulo composto usando para suspensão o 1° "furo" (o mais distante do


centro).
Com a trena determine d.
d = ____________

Utilizando a eq.2, calcule Io.


Io = ____________

Com o cronômetro determine (em s) o tempo para 10 oscilações.


t10 = ___________

Logo, o período: T1 = ___________

Utilizando a eq.3 calcule g1.


g1 = ___________ m/s2

Repita a operação utilizando o 2° "furo".


68

d = _________ Io = _________ t10 = ____________

T2 = ________ g2 = _________ m/s2

Repita a operação utilizando, porém o 3° "furo".


d = _________ Io = _________ t10 = ___________

T3 = ________ g3 = _________ m/s2

Fazendo: g = (g 1 + g 2 + g 3)/ 3 obtenha g.


g = ________ m/s2

Pêndulo simples de igual período ao pêndulo composto


Utilizando Io e d do item acima, calcule Ls (em m e com 2 casas decimais).
Ls = _____________

Monte um pêndulo simples de comprimento Ls e determine seu período.


Ts = ____________

Comparando este valor de Ts com T1, o que você verifica?


R:

Suspenda o pêndulo composto pelo 1° furo e deixe os dois pêndulos oscilarem. O que
você verifica?
R:

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________
Fundamentos

12
69

M. R. U.
Lab. I-609
Fundamentos teóricos:

O Movimento Retilíneo Uniforme (MRU) é a forma mais simples de


deslocamento, visto que os movimentos são ao longo de uma reta, quer seja
horizontal, como no caso do movimento de um carro, quer seja vertical, como no caso
da queda ou lançamento de um objeto.

Movimento Retilíneo e Uniforme

O movimento retilíneo e uniforme tem as seguintes características:

• A velocidade se mantém constante, daí o termo uniforme;


• Distâncias iguais são percorridas para o mesmo intervalo de tempo;
• A aceleração é nula.

Equação no MRU

Considere um móvel percorrendo uma trajetória retilínea com respeito a um


referencial adotado, por exemplo, a origem do eixo do x. No instante de tempo to = 0,
o móvel encontra-se em xo (posição inicial) e no instante de tempo, t, o móvel está na
posição x (posição final). Como a velocidade média para o movimento retilíneo e
uniforme é idêntica a velocidade em qualquer tempo, vm = v, tem-se da definição de
velocidade escalar média.
∆x
v= onde ∆x = x − x 0 e ∆t = t − t 0
∆t

Então, isolando x e considerando to = 0, a equação horária do MRU passa ser dada


pela eq. 1.

x = x 0 + vt ( eq. 1)

v
Propriedade:

A variação do espaço ∆x = x − x 0 = vt é vo
numericamente igual à área sob a curva do A = v o × t o = ∆x
gráfico da velocidade contra o tempo gráfico de
v = f (t ) . to t
Procedimentos
70

M. R. U.
Objetivos: Mostrar que no movimento uniforme a velocidade se mantém
12
constante. Lab. I-609
Material Necessário:
• 01 Rampa com sensores de start /stop com eletroímã
• 01 Chave liga/desliga
• 01 Cronômetro digital com fonte DC
• 01 Cabos de conexão
• 01 Esfera

Procedimento Experimental:

1. Posicionar o primeiro sensor na posição X0=0,00m e o segundo em X = 0,1 m


2. Liguar o cronometro e a chave liga/desliga (controla o eletroímã).
3. Fixar a esfera ao eletroímã.
4. Desligar o eletroímã liberando a esfera, anotar o tempo indicado pelo cronômetro.
5. Repetir os paços colhendo três valores de tempo para o mesmo deslocamento e anotar
na tabela.
6. Reposicionar o segundo sensor aumentando a distância entre os dois sensores (X=0,20m)
e completar a tabela abaixo, repetindo para cada medida os procedimentos acima.
7. Calcular a velocidade desenvolvida pela esfera ao percorrer a distancia ∆X entre os
sensores S1 e S2.
12
71

M.R.U.
Relatório Experimental
Lab. I-609
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1:

1. Tabela 1:
Nº X0(m) X(m) ∆X(m) T1(s) T2(s) T3(s) Tm(s) Vm(m/s)

01 0 0,100

02 0 0,200

03 0 0,300

04 0 0,400

05 0 0,500

2. O que deve acontecer com ∆t para que o movimento seja considerado uniforme?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

3. Considerando a tolerância de erro de erro admitida (5%) pode-se afirmar que a velocidade
permaneceu constante?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
72

4. Supondo que o movimento seja uniforme, determine a velocidade em cada trecho:

x
Dado: x = x 0 + vt → se x 0 = 0 temos v =
t

V0-10 = __________

V0-20 = __________

V0-30 = __________

V0-40 = __________

V0-50 = __________

5. Em papel milimetrado, construa o gráfico de x em função de t ( x = f (t ) ).

6. O gráfico obtido caracteriza um M.R.U.? Explique.

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

7. O gráfico mostra que as grandezas deslocamento e tempo são ___________proporcionais.


(Diretamente /inversamente)

8. Com a outra metade do papel milimetrado trace o gráfico da velocidade em função do


tempo ( v = f (t ) ).

9. O grafico obtido caracteriza um M.R.U.? Explique.

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
Fundamentos

13
73

M. R. U. V.
Lab. I-609
Fundamentos teóricos:

O movimento de um corpo é retilíneo para um observador em um determinado


referencial quando percorre uma trajetória retilínea em relação a este referencial,
podendo esta trajetória ter uma direção horizontal, como uma bola de sinuca logo
após a tacada (e antes de chocar com outras bolas ou com a mesa), vertical, como uma
bola caindo, ou inclinada, que é o caso usado nesta prática. Além disso, as grandezas
físicas vetoriais deslocamento, velocidade e aceleração têm a mesma direção do
movimento. O termo uniformemente variado refere-se à variação da velocidade, cujo
módulo (comprimento do vetor) varia de forma uniforme, ou seja, para intervalos de
tempo iguais as variações da velocidade são iguais. A aceleração a permanece
constante e diferente de zero. O espaço percorrido aumenta proporcionalmente ao
quadrado do tempo.

Equações do MRUV

No movimento uniformemente variado valem as seguintes equações que


relacionam as grandezas posição, velocidade, aceleração e tempo.
Seja v0 a velocidade inicial do móvel no instante de tempo t0 = 0 e v a sua
velocidade no instante de tempo t, então a aceleração média am = a vale:
∆v
a= (eq.1)
∆t
Onde,
∆v = v − v 0 e ∆t = t − t 0
Obtendo-se, após isolarmos v, a equação de velocidade do MUV dada pela eq. 2:
v = v0 + at (eq.2)
Seja x0 a posição inicial do móvel e v0 a velocidade inicial no instante de tempo
t0 = 0. Considere também x e v como sendo a posição e a velocidade do móvel no
instante de tempo t. Sabendo-se que ∆x = x − x 0 e ∆v = v − v 0 temos:
1 2
x = v0 t + at (eq.3)
2
1 2x
Se fizermos v0 = 0 : x = at 2 e, a = 2 (eq.4)
2 t
Ainda: v = v 0 + at Se v 0 = 0 teremos :
v = at (eq.5)
74

Para o MUV pode-se relacionar velocidade, aceleração e espaço percorrido


isolando-se a variável tempo na eq. 2 de velocidade e substituindo na eq. 3 de posição,
obtém-se a equação de Torricelli:

v 2 = v02 + 2 a ∆x (eq.6)
Procedimentos
75

M.R.U.V.
Objetivos: : Mostrar que, no movimento retilíneo uniformemente variado
13
(MRUV), a aceleração permanece constante. Lab. I-609
Material Necessário:
• 01 Plano inclinado
• 01 Volante metálico
• 01 Cronômetro
• 01 Papel milimetrado
• Fita adesiva para marcação

Procedimento Experimental:

1. Incline o trilho em aproximadamente 2o.


2. Com a fita adesiva, faça marcações de 10 cm no equipamento.
3. Coloque o volante móvel sobre o trilho, conforme Figura 1.
4. Abandone o volante móvel, e comece a cronometrar o tempo para cada intervalo de 10
cm. (0 a 10 cm, 10 a 20 cm e assim sucessivamente).
OBS: em todas as situações, o volante móvel será lançado da posição “zero”.

Figura 1.
5. Repita o procedimento mais cinco vezes, anotando os valores obtidos na Tabela 1, e
responda as demais questões do relatório experimental.

6. Abandone o móvel da posição “zero” (xo) e anote o tempo para ele percorrer todo o
percurso (até x4). Repita o procedimento por cinco vezes e preencha a Tabela 2 do relatório
experimental.
13
76

M.R.U.V.
Relatório Experimental Lab. I-605
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1:

1. Tabela 1:

Nº de medidas 1o intervalo 2o intervalo 3o intervalo 4o intervalo


∆x 0 ,1 (c ∆t 0,1 ∆x1, 2 (c ∆ t 1, 2 (s ∆x 2 , 3 (c ∆ t 2 , 3 (s ∆x 3, 4 (c ∆t 3, 4 (s
m) (s) m) ) m) ) m) )
1 10 10 10 10

2 10 10 10 10

3 10 10 10 10

4 10 10 10 10

5 10 10 10 10

Valores 10 10 10 10
médios

2. Tabela 2.
Node ordem das ∆x ( 0 , 4 ) ∆t ( 0, 4 ) ∆x ( 0 , 4 )
(m/s)
medidas (m) (s) ∆t ( 0 , 4 )
1
2
3
4
5
Média das medidas
77

3. Qual o significado físico da razão (∆x (0,4) / ∆t (0,4))?

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

4. Qual o valor do velocidade média Vm (0,4) em m/s?


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

5. Determine as velocidades médias para cada intervalo e complete a Tabela 3:

1o intervalo 2o intervalo 3o intervalo 4o intervalo


Velocidade
média em cada
intervalo

6. Em papel milimetrado, construa o gráfico da velocidade média versus tempo.

7. Como é denominada, na física, a grandeza que informa quando a velocidade varia com o
tempo?
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

8. Considerando a velocidade e o tempo iniciais iguais a “zero”, complete a Tabela 4:

Posição ocupada Instante (s)


pelo móvel (m)
x0 = 0,00 t0 = 0,00
x1 = t1 =
x2 = t2 =
x3 = t3 =
Tabela 4
9. Com os dados da Tabela 4, em papel milimetrado, contrua um gráfico da posição (x)
versus tempo (t):

10. Como é denominada a forma da curva obtida no gráfico da posição versus tempo?
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________
78

11. Qual o significado físico da tangente a qualquer ponto da curva do gráfico da posição
versus tempo?
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

12. Com base na Tabela 4, eleve o tempo ao quadrado e complete a Tabela 5:

Posição ocupada Tempo elevado


pelo móvel (m) ao quadrado
x0 = 0,00 t0 = 0,00
x1 = t1 =
x2 = t2 =
x3 = t3 =

13. Trace o gráfico da posição (x) versus tempo ao quadrado (t2):


___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

14. O gráfico da posição (x) versus tempo ao quadrado (t2) é uma função linear? Explique:

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

15. Calcule a tangente do gráfico anterior:

tgθ = ____________

16. Com o valor da tangente, calcule a aceleração (relações encontradas na introdução


teórica desta experiência).

a = ____________ m/s
Fundamentos

14
79

Plano Inclinado
Lab. I-609
Fundamentos teóricos:

Um dos movimentos mais simples que pode ser exaustivamente estudado é o


movimento de um corpo colocado num plano inclinado. Inicialmente, vamos considerar o
plano inclinado sem atrito, sem rotação, e assim, as forças que agem sobre o corpo são a
atração gravitacional da Terra, que gera o seu peso (P = mg), e a reação normal N da
superfície do plano inclinado. A seguir consideraremos um plano inclinado com atrito, sem
rotação. Finalmente teremos o movimento do corpo considerando o atrito e o movimento
de rotação, e assim, além das forças que agem sobre o corpo, temos as grandezas físicas da
cinemática linear e angular com também as energias cinética de translação e rotação e o
momento de inércia do corpo.
No MRUV valem as equações:

1
a) x = v0 ⋅ t + ⋅ a ⋅ t 2 (eq.1)
2

b) v = v 0 + a ⋅ t (eq. 2)

c) v 2 = v 02 + 2 ⋅ a ⋅ x (eq.3)

A segunda lei de Newton afirma que a força resultante que atua num corpo de massa
m produz nele uma aceleração, de modo que:

FR,x = m.a ⇒ ou: P = m ⋅ g (eq. 5) , onde: g = 9,8 m/s²

É necessário ainda lembrar que:


CO
senθ = (eq. 6) e f a = N ⋅ µ (eq. 7) , onde fa é a força de atrito.
hip

Movimento no plano inclinado sem atrito

Figura 1: Um N
corpo num p lano
inclinado sem
atrito

P sen θ

P cos θ
θ P
80

O plano inclinado tem uma inclinação θ, e vamos considerar um sistema de eixos xy da


forma mostrada na figura 46. Calculemos o movimento do corpo.
Podemos decompor o movimento do corpo nas duas direções, x e y. Na direção y, não
possui movimento, não há aceleração e, assim, a força resultante nessa direção é nula, ou
seja:
∑ Ry = 0
∑ R y = N − Py
0 = N − Py
N = Py
N = P ⋅ cosθ
N = m ⋅ g ⋅ cos θ

Na direção de x, há um movimento acelerado e o corpo desce o plano inclinado.


Então, ∑ x
R =0
R x = Px
R x = P ⋅ sen θ
R x = m ⋅ g ⋅ sen θ
Aplicando a segunda lei de Newton:
ΣF = m.a
FR,x = m ax , portanto, esta equação é a eq. 4.

Num plano inclinado e sem atrito temos que a força resultante sobre um corpo é:
R x = P ⋅ sen θ (eq. 8)

Substituindo a eq. 8 na eq. 4, teremos:

a = g ⋅ sen θ (eq. 9)

Movimento no plano inclinado com atrito sem considerar a rotação

Para o sistema de forças da fig. 1, teremos: R = P ⋅ senθ - Fa (eq.10)


Fig. 2: Um corpo N
num plano
inclimado com
atrito

P sen θ

P P cos θ
θ
81

Substituindo a eq. 10 na eq. 4, teremos:

m ⋅ a = m ⋅ g ⋅ senθ − N ⋅ µ como N = P ⋅ cosθ


m ⋅ a = m ⋅ g ⋅ sen θ − m ⋅ g ⋅ cosθ

a = g ⋅ sen θ − g ⋅ µ ⋅ cosθ (eq.11)

O coeficiente de atrito foi determinado para a superfície de contato entre a esfera e a


calha, sendo seu valor igual a: µ = 0,03.

Movimento no plano inclinado com atrito considerando a rotação

Neste caso, para deduzir a equação do movimento, é necessário aplicar o princípio da


conservação de energia. Sendo assim, na fig.1, do ponto "O" até o ponto "1", considerando o
atrito, teremos:

1 1
U = K + Wat U = onde, K = m ⋅ v 2 + ⋅ I ⋅ ω 2 onde I é o momento de inércia
2 2
1 1
m ⋅ g ⋅ h0 = ⋅ m ⋅ v1 + ⋅ I ⋅ ω 2 + Fa ⋅ x 0 (eq.12)
2 2
U = Energia Potencial Gravitacional do sistema;
K = Energia Cinética.

Como a esfera gira em torno de seu Centro de Massa, o momento de inércia é dado
por:
2
I= ⋅ m ⋅ R 2 (eq.13)
5

A velocidade linear (v) e a velocidade angular (w) são relacionadas da seguinte


maneira:
v
v =ω ⋅R →ω = (eq.14)
R

Substituindo as eq.13 e 14 na eq.12, teremos:

1 1 2  v2 
m ⋅ g ⋅ H0 = ⋅ m ⋅ v12 + ⋅ ⋅ m ⋅ R 2 ⋅  12  + N ⋅ µ ⋅ x0
2 2 5 R 

1 1
m ⋅ g ⋅ H0 = ⋅ m ⋅ v12 + ⋅ m ⋅ v12 + m ⋅ g ⋅ cos θ ⋅ µ ⋅ x 0
2 5
ou:

g ⋅ H 0 = 0,7 ⋅ v12 + g ⋅ µ ⋅ x 0 ⋅ cos θ (eq. 15)


Procedimentos
82

Plano Inclinado
Objetivos: : Mostrar os efeitos do momento de inércia (I) e a validade das
14
equações do lançamento de um projétil. Lab. I-609
Material Necessário:
• 01 Esfera (bola de snooker)
• 01 Trena
• 01 Trilho
• 01 Apoio para o trilho
• 01 Cronômetro
• 01 Papel carbono
• 01 papel branco
• Fita adesiva

Procedimento Experimental:

1. Execute a montagem conforme a Figura 1, meça em centímetros os valores solicitados na


questão 1 do relatório experimental.
Figura 1: Um corpo num plano
xo (0)
inclinado
(1)
(2)
Carbono x1
v1
Papel ofício H0
v2
θ ⋅

Mesa horizontal

(3)
A

2. Leia atentamente e responda as demais questões do relatório experimental.


14
83

Plano Inclinado
Relatório Experimental Lab. I-609
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________

Parte 1:

1. Tabela 1:

Variável Valor
xo
x1
H
Ho
θ

2. Movimento no plano inclinado SEM ATRITO:

2.1. Chamando a aceleração de a1, calcule seu valor:

a1 = __________ m/s2

2.2. Com base na Figura 1, fazendo vo = 0 e usando a eq. 3, calcule v1:

v1 = ____________ m/s

2.3. Usando a eq. 1, calcule o tempo (gasto para percorrer xo).

t = ____________ s

3. Moviento no plano inclinado COM ATRITO SEM CONSIDERAR A ROTAÇÂO:

3.1. Chamando a aceleração da eq. 11 de a2, calcule seu valor:

a2 = ____________ m/s2

3.2. Usando a eq. 3, calcule v1:

v1 = ____________ m/s
84

3.3 O que você conclui a respeito de v1 calculado neste ítem, quando comparado com o valor
de v1 determinado em 2.2?
___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

3.4. Usando a eq. 1, calcule t:

t = ____________ s

4. Movimento no plano inclinado COM ATRITO CONSIDERANDO A ROTAÇÃO:

4.1. Usando a eq. 15, calcule v1:

v1 = ____________ m/s

4.2. Levando em conta o valor de V1, calculado acima, pela eq. 3, calcule a3:

a3 = ____________ m/s2

4.3. Usando a eq. 2, calcule t:

t = ____________ s

5. Com base nbos resultados anteriores, complete a tabela abaixo (não esqueça das
unidades);

Item Aceleração Velocidade no pto 1 Tempo gasto


Questão 2
Questão 3
Questão 4
Tabela 2. Comparativo

6. Com um cronômetro, determine o tempo que a esfera gasta para percorrer xo:

t = ____________ s

7. Calcule o erro relativo para o tempo calculado (nas questões 2 a 4), e o real, medido com o
cronômetro:

t( calculado) − t( medido)
E( rel.) = x100%
t( calculado)

E(questão 2) = __________ E(questão 3) = __________ E(questão 4) = __________


85

8. Usando a eq. 18, calcule a aceleração entre os pontos 1 e 2:


m ⋅ a = N ⋅ µ → m ⋅ a = m ⋅ g ⋅ µ → a = g ⋅ µ (eq. 18)

a = ____________ m/s2

9. Usando a eq. 3, o valor da aceleração calculado acima e v1 do ítem 4.1, calcule v2 (lembrar
que vo agora é v1 e x é x1):

v2 = ____________ m/s

10. Sabendo-se que o alcance horizontal de um projétil é dado pela eq. 19, calcule-o;

2H
A = v0 ⋅ (eq. 19)
g

A = ____________ cm

11. Sobre o piso, fixe uma folha de papel branco e uma de carbono sobre esta. Solte a esfera
no ponto “O” (Figura 1). Após a esfera bater sobre os papeis, retire o carbono com cuidado
e meça a distância A, do alcance horizontal.

Aexperimental = ____________ m

12. Calcule o erro relativo entre o alcance calculado e o experimental:

Ealcance = ____________
86 Fundamentos

Segunda Lei de Newton 15


Lab. I-609
Fundamentos teóricos:

Quando uma força resultante está presente em uma partícula, esta adquire uma
aceleração na mesma direção e sentido da força, segundo um referencial inercial.

A relação, nesse caso, entre a causa (força resultante) e o efeito (aceleração adquirida)
constitui o objetivo principal da segunda lei de Newton, cujo enunciado pode ser
simplificado assim:

Isso significa que, sendo a massa do corpo constante, a força resultante e a aceleração
produzida possuem intensidades diretamente proporcionais. Ou seja, quanto mais
intensa for a força resultante, maior será a aceleração adquirida pelo corpo. Logo, a
relação entre as intensidades de e constitui uma função linear, onde a massa
(constante) corresponde à declividade (tg ) da semi-reta do gráfico.
15
87

Segunda lei de Newton


Relatório Experimental Lab. I-609
Aluno 1: ___________________________________________________ Data: ___/___/___
Aluno 2: ___________________________________________________

Aluno 3: ___________________________________________________
Nota:
Aluno 4: ___________________________________________________
Relação entre Força resultante e aceleração

1. Com uma balança medir a massa do carrinho ( Mc=________Kg)


2. Massa do porta-pesos 8g.

3. Acrescentar nos pinos do carrinho 2 (duas) massas de 20g e 2 massas de 10g


(totalizando 0,060 Kg), considerar a massa da roldana 5g.
Massa acrescentada Ma= 0,065g

4. Suspender no porta-pesos uma massa de 20g, o q dará uma força aceleradora de


P=Ms*g => P=0,028*9,81 => P=________ N
Massa suspensa Ms= __________Kg
Força resultante FR= __________N
Massa do carrinho Mc=___________Kg

5. Assim o sistema terá uma massa total igual a soma de ( MA + MS + Mc) Kg .


Masa total M= MA + MS + Mc=___________Kg
Obs.: A massa total permanecerá
constante durante toda a
experiência

6. Verificar se todos os cabos estão conectados e os sensores posicionados a cada 0,1m a


partir do centro do carrinho.

7. Ligar o eletroímã antes do que o trilho de ar, depois de tudo ligado desligar o
eletroímã .
88

8. Anotar na tabela abaixo os intervalos de tempos registrados no crônometro.


Força resultante Fr=Ms*g= 0,028*9,81=_________N
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média

9. Transferir 10g do carrinho para o porta pesos, Calcular o valor da força resultante.
Força resultante FR=Ms*g=0,38*0,81 = _______N
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média

10. Transferir 10g do carrinho para o porta pesos, Calcular o valor da força resultante.
Força resultante FR=Ms*g=0,48*0,81 = _______N
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média
89

11. Transferir 10g do carrinho para o porta pesos, Calcular o valor da força resultante.
Força resultante FR=Ms*g=0,58*0,81 = _______N
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média

12. Transferir 10g do carrinho para o porta pesos, Calcular o valor da força resultante.
Força resultante FR=Ms*g=0,68*0,81 = _______N
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média

13. Com os dados das tabelas acima montar a nova tabela abaixo
N M (Kg) FR(N) am(m/s²) F/a (Kg)

01

02

03

04

14. Considerando a tolerância admitida (5%), podemos afirmar que a segunda coluna
(massa do sistema) é igual a ultima coluna F/a?
________________________________________________
15. Construir em papel milimetrado um gráfico da aceleração x Força resultante.

16. O gráfico mostra que as grandezas força resultante e aceleração são _______________
proporcionais. (diretamente / inversamente)
90

17. Determinar os coeficientes angular e linear do gráfico da a x FR.

Coeficiente angular A = __________


Coeficiente Linear B = ___________
18. Qual é a relação de proporcionalidade entre a força (F) e a aceleração (a)?

_____________________________________________________________

19. Enuncie a segunda lei de Newton, com suas palavras, tendo como base as conclusões
tiradas deste exemplo.
_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

Relação entre massa e aceleração


1. Retirar todas as massas do carrinho e do porta pesos, desconectar o sensor “S5” na
parte de traz do cronometro.
2. Colocar no porta-pesos (8g) duas massas de 20g, o que dará uma força aceleradora de
P=M*g  P=0,048*9,81  P=________N.
3. Massa total do sistema igual a soma de (Mc+Ms) Kg.
Massa suspensa Ms = 0,048 Kg
Força resultante FR= _________N
Massa do carrinho MC=________Kg
Massa acrescentada Ma = 0,0000 Kg
Massa total M=MS+MC+MA= ________Kg
4. Calcular a aceleração do carrinho para cada intervalo de tempo e anotar na tabela
abaixo os intervalos de tempos registrados no cronômetro.
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média
91

5. Acrescentar 60g de massa no carrinho e repetir os procedimentos.


6. Massa total do sistema igual a soma de (Mc+Ms) Kg.
Massa suspensa Ms = 0,048 Kg
Força resultante FR= _________N
Massa do carrinho MC=________Kg
Massa acrescentada Ma = ________ Kg
Massa total M=MS+MC+MA= ________Kg
7. Anotar os novos tempos, calcular a aceleração e completar a tabela que segue.
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média

8. Acrescentar mais 60g ao carrinho e repetir o procedimento.


9. Massa total do sistema igual a soma de (Mc+Ms) Kg.
Massa suspensa Ms = 0,048 Kg
Força resultante FR= _________N
Massa do carrinho MC=________Kg
Massa acrescentada Ma = ________ Kg
Massa total M=MS+MC+MA= ________Kg
10. Anotar os novos tempos, calcular a aceleração e completar a tabela que segue.
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média
92

11. Acrescentar mais 60g ao carrinho e repetir o experimento.


12. Massa total do sistema igual a soma de (Mc+Ms) Kg.
Massa suspensa Ms = 0,048 Kg
Força resultante FR= _________N
Massa do carrinho MC=________Kg
Massa acrescentada Ma = _____________Kg
Massa total M=MS+MC+MA= ________Kg
13. Anotar os novos tempos, calcular a aceleração e completar a tabela que segue.
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média

14. Acrescentar mais 60g ao carrinho e repetir o experimento.


15. Massa total do sistema igual a soma de (Mc+Ms) Kg.
Massa suspensa Ms = 0,048 Kg
Força resultante FR= _________N
Massa do carrinho MC=________Kg
Massa acrescentada Ma = _____________Kg
Massa total M=MS+MC+MA= ________Kg
16. Anotar os novos tempos, calcular a aceleração e completar a tabela que segue.
∆X (m) M (Kg) FR (N) T(s) a(m/s²) F/a (Kg)

0,100

0,200

0,300

0,400

Média
93

17. Com os dados das tabelas acima montar a nova tabela abaixo.
N M(Kg) FR(N) a(m/s²) M*a(N)

01

02

03

04

18. Considerando a tolerância de erro admitida (5%), podemos afirmar que a terceira
coluna (força resultante) é igual a última coluna( produto da massa pela aceleração)
M*a?
__________________________________________________________________
19. Construir em Papel milimetrado um gráfico M X a (aceleração em função da massa)
20. Linearizar o gráfico M X a e determinar os coeficientes angular e linear do mesmo.(
para linearizar, formar a tabela a(m/s²) e 1/m (1/Kg)
Coeficiente angular A = ____________
Coeficiente linear B = _____________