FACULDADE DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia
2º ANO/2023
Pedagogia de Biologia II
PEDAGOGIA DO E-LEARNING, B-LEARNING E INOVAÇÃO EDUCATIVA
Marlim Da Graça Justo: Código nº 96220649
Lichinga, Setembro de 2023
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia
2º ANO/2023
Pedagogia de Biologia II
PEDAGOGIA DO E-LEARNING, B-LEARNING E INOVAÇÃO EDUCATIVA
Trabalho de Campo a ser submetido na
Coordenação do Curso de Licenciatura
em Ensino de Biologia da UnISCED.
Tutor: Elvis Mawoze;
Jone Dias;
Gumissai Raul Gumissai.
Marlim Da Graça Justo: Código nº 96220649
Lichinga, Setembro de 2023
Índice
Introdução ............................................................................................................................... 3
Objectivos ............................................................................................................................... 3
Geral: ...................................................................................................................................... 3
Específicos: ............................................................................................................................. 3
Metodologia ............................................................................................................................ 3
Aprendizagem ao longo da vida, evolução de conceitos ........................................................ 4
Formação e-learning e b-learning: Diferenças principais ....................................................... 6
Formações em e-learning ........................................................................................................ 6
Plataformas de Cursos a Distancia .......................................................................................... 6
Formações em b-learning........................................................................................................ 7
Conclusão................................................................................................................................ 8
Referencias Bibliográficas ...................................................................................................... 9
Introdução
Apesar de existirem várias modalidades de cursos de formação profissional, há duas que são
as mais recorrentes e para as quais surgem perguntas frequentes: o e-learning (cursos online) e
o b-learning (cursos semipresenciais). E-learning é um termo anglo-saxónico que significa
electronic learning, ou ensino electrónico. Esta modalidade de ensino, por vezes também é
chamada de formação a distância ou formação online. Esta modalidade de aprendizagem,
caracteriza-se essencialmente pelo uso das novas tecnologias, nomeadamente a internet, onde
a aprendizagem permite mais autonomia e requer mais disciplina, mas tem a grande vantagem
de cada um poder ajustar o tempo que tem disponível para o estudo com as restantes
actividades do dia-a-dia. O termo b-learning signfica blended learning, ou seja, aprendizagem
mista ou combinada. Formação semipresencial é outra das formas para designar este tipo de
formação.
Objectivos
Geral:
Falar da Pedagogia do e-learning, b-learning e inovação educativa.
Específicos:
Caracterizar pedagogia do e-learning, b-learning e inovação educativa;
Exemplificar a pedagogia do e-learning, b-learning e inovação educativa.
Metodologia
Este trabalho foi abordado por meio de diferentes formais de pesquisa, das quais destacam-se
levantamentos de dados por meio de uso de TICS e levantamentos bibliográficos que
consistiu basicamente na consulta de manuais relacionados ao objecto do trabalho.
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Aprendizagem ao longo da vida, evolução de conceitos
A ideia defendida por Licínio Lima (1998) de uma aprendizagem ao longo da vida vem sendo
discutida ao longo de muitos anos. Lao-Tsé (1967), por exemplo, sustentava que “todo estudo
é interminável”. Esse pensamento também é encontrado no mito de Prometeu e na “República
Ideal” de Platão, para quem a educação
É o primeiro dos mais belos privilégios. E se sucede a este privilégio
de desviar de sua natureza e que seja possível rectificá-lo, eis aí o que
cada um deve sempre fazer no decorrer de sua vida segundo a sua
possibilidade. (Platão, 1970).
A Aprendizagem ao Longo da Vida é uma expressão recente de uma preocupação antiga. O
que é novo é tudo o que vem por detrás desse princípio antropológico e como ele é
instrumentalizado (Gadotti, 1981). Daí a enorme importância de tomarmos posição face a esse
tema. Pode-se dizer que, desde Aristóteles, a educação tem sido entendida como permanente,
integral, e que se dá ao longo de toda a vida. Este é um princípio básico da pedagogia e existe
praticamente em todas as culturas (Teixeira, 1997).
Paulo Freire sempre defendeu a ideia da educação ao longo da vida. Atenção que estamos a
falar de práticas educativas que podem acontecer em diferentes loca e de diferentes formas:
Não é possível ser gente senão por meio de práticas educativas. Esse
processo de formação perdura ao longo da vida toda, o homem não
para de educar-se, sua formação é permanente e se funda na dialéctica
entre teoria e prática. (Freire, 2000).
Ao sustentar que o ser humano é inacabado, Paulo Freire conclui que o processo de
aprendizagem é essencial para a sua sobrevivência e que, neste, a aquisição de competências é
fundamental para o sucesso, a auto-satisfação e progressão dos cidadãos, compactuando com
o documento orientador da Comissão Europeia (2007). Freire, afirma que o aprender acontece
ao longo de toda a vida, de maneira permanente e involuntária. O ser humano, por mais
moderno e desenvolvido que seja, não deixa de ser inacabado, incompleto, inconcluso e, por
esse motivo, é preciso conhecermo-nos melhor, conhecer os outros e a natureza, buscando
sempre sermos melhores, agindo, mas também reflectindo sobre o que fazemos.
Assim, passamos de uma consciência inicialmente mágica do mundo para uma consciência
refletida, com um viés mais científico e crítico. Pela educação, todos buscamos tornarmo-nos
melhores e mais felizes. Não podemos ser melhores se não tivermos educação ou não nos
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preocuparmos com a formação e o aprender permanente. O ser humano aprende ao longo de
toda a vida, não apenas na escola, conhecendo as suas circunstâncias e o mundo em que vive,
mas em todos os locais (Padilha, 2007).
A educação procura superar o nosso desejo de melhoria constante ( in acabamento ). Se a
expressão “aprendizagem ao longo da vida” é antiga, o mesmo não ocorre com a expressão
“educação ao longo da vida”. Canário (1999) constatou que o conceito de “educação ao longo
da vida” apareceu pela primeira vez, num documento oficial, em Inglaterra, em 1919 ( Life
long education , Education for life ), associado à formação profissional dos trabalhadores. Na
“Pedagogia do Oprimido”, Freire (1970) fala sobre a importância de que o adulto entenda que
a aprendizagem ao longo da vida deve, sim, acontecer para processos individuais de melhoria
curricular e uma possível ascensão profissional, mas que não deve ser somente esse o
objetivo, sendo importante o foco no desenvolvimento dos adultos e nos seus percursos de
vida e não apenas na qualificação do capital humano.
A expressão Life long education foi traduzida, em França, por Éducation permanente .
Segundo o autor, é assim que ela aparece nos anos 1950 e 1960 na literatura pedagógica e no
Relatório Edgar Faure, da Unesco, Aprender a ser, em 1972, como um marco das futuras
políticas educativas (Canário, 1999). A matriz fundadora da Educação ao Longo da Vida é a
Educação Permanente. Para Gadotti (1981), há total coerência entre estas duas expressões.
Uma pode ser substituída pela outra sem qualquer perda de significado.
Esta visão do conceito de Educação ao Longo da Vida (Educação Permanente) teve destaque
na Declaração de Hamburgo elaborada no CONFINTEA V (Robinson, 1997), apesar dos seus
reconhecidos avanços no campo do conceito de Educação de Adultos e, particularmente, no
conceito ampliado de alfabetização. Em Hamburgo não se superou inteiramente a visão da
“neutralidade” do conceito de “Educação Permanente” dos anos 1970, abrindo um precedente
para que as conferências seguintes e suas respetivas declarações (no Brasil em 2009 e na
Coreia do Sul em 2017) abordassem os processos de aprendizagem ao longo da vida como
algo fundamental e necessário para o progresso individual e coletivo, visando garantir para as
pessoas adultas a integração nestes processos de aprendizagem e que a educação ao longo da
vida deixe de ser um “privilégio”.
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Formação e-learning e b-learning: Diferenças principais
As evoluções na tecnologia trouxeram consigo a alteração dos métodos de trabalho e o
aparecimento de novas profissões.
Torna-se cada vez mais importante manter-nos actualizados para potenciar as nossas
competências técnicas. Neste sentido, as formações e cursos são uma excelente opção para
mantermos-mos competitivos no mercado de trabalho, para aumentar as nossas hipóteses de
sermos contratados e para potenciarmos evoluções na carreira.
Apesar de todos termos uma vida exigente, os centros formativos apresentam cada vez mais
soluções de formação online certificada, que vão ao encontro das necessidades de cada um.
Formações em e-learning
Seguno GADOTTI (1981), “E-learning é um termo anglo-saxónico que significa electronic
learning, ou ensino eletrónico. Esta modalidade de ensino, por vezes também é chamada de
formação a distância ou formação online”.
Esta modalidade de aprendizagem, caracteriza-se essencialmente pelo uso das novas
tecnologias, nomeadamente a internet, onde a aprendizagem permite mais autonomia e requer
mais disciplina, mas tem a grande vantagem de cada um poder ajustar o tempo que tem
disponível para o estudo com as restantes actividades do dia-a-dia.
Plataformas de Cursos a Distancia
Uma formação à distância não significa que o estudo é feito sem qualquer acompanhamento.
No caso da Master D, o Campus Virtual da Master D é a plataforma de estudo que permite
aos formandos terem acesso aos conteúdos da formação, entrarem em contacto direto com a
equipa docente para esclarecimentos de dúvidas, marcarem sessões, assistirem a workshops,
webinares ou definir um plano de estudos personalizado, em consonância com o Orientador
de Estudos, adequado às suas necessidades formativas. (Herrington, 2010).
É possível fazer vários cursos certificados a distância mas é importante escolher os melhores
cursos online que permitam prepará-lo para a profissão escolhida. Cursos ligados ao Turismo,
Cuidados Animais, Agricultura, Saúde e Bem-Estar, Comunicação, Serviços Administrativos,
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Decoração ou Marketing Digital são excelentes apostas para este tipo de modalidade de
formação.
São muitas as vantagens dos cursos online. Nesta modalidade tem maior liberdade e
flexibilidade podendo fazer os seus próprios horários, pode estudar onde quiser permitindo
uma maior concentração e o ritmo de estudo é decidido por si. Por outro lado, devido ao facto
de não ter de se deslocar ao centro de formação economiza tempo e custos. Para quem reside
em locais que não têm acesso a centros formativos, esta é uma excelente opção.
Formações em b-learning
Segundo Paz e Terra (1991), O termo b-learning signfica blended learning, ou seja,
aprendizagem mista ou combinada. Formação semipresencial é outra das formas para
designar este tipo de formação.
Nesta modalidade, maior parte do estudo é feito a distância, mas inclui sessões presenciais. Os
formandos frequentam o centro formativo para sessões de acompanhamento presencial,
masterclasses ou sessões práticas inerentes à formação.
Os cursos de áreas técnicas e que exigem sessões práticas, devem ser feitos nesta modalidade.
Formações ligadas às energias renováveis, indústria, automação, eletrotécnica, informática ou
fotografia, são alguns dos exemplos de cursos onde as sessões práticas são elemento
fundamental para a avaliação do formando.
Para além de ter vantagens semelhantes às formações online, os cursos
realizados em b-learning permitem complementar os conteúdos
estudados através da plataforma de estudos com sessões presenciais.
No entanto, terá sempre que ver com escolha de cada um. De forma
resumida, ambas as modalidades de estudo são as mais privilegiadas
para quem pretende conciliar a sua atividade profissional, ou
quaisquer outras atividades do seu dia a dia, com o estudo. Não sabe
por qual delas optar? São diferentes e não há uma fórmula certa. O
importante é perceber qual a forma que mais se adequa a si e quais são
os seus objetivos. Ainda não sabe? Entre em contacto, a Master D
pode ajudar (Paz e Terra, 1991).
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Conclusão
O desenvolvimento e a generalização dos sistemas informáticos em contextos de formação a
distância estão a proporcionar novos cenários de aprendizagem e formação com contornos
ainda não completamente definidos. Como a inovação tecnológica não conduz só por si à
inovação pedagógica, a criação de modelos de formação inovadores, não deve consistir
apenas em fazer com eles o que já fazíamos sem eles. Neste sentido, a inovação assenta numa
relação tecnologia/pedagogia, de forma a criar novos ambientes de formação a distância que
respondam melhor às necessidades da Sociedade da Informação. A experiência que se
descreve é uma tentativa nesse sentido, a partir da qual, se podem já fazer algumas reflexões.
Inovação Educacional
Inovação educacional é quando um processo, prática ou produto é melhorado, adicionando
elementos a mais do que tinha anteriormente com o objectivo de melhorar a vida das pessoas,
neste caso, dos estudantes.
Por isso, inovações educacionais têm o objectivo de potencializar o ensino ou de facilitar a
vida dos docentes e dos alunos utilizando ferramentas novas, em especial, a tecnologia.
Entretanto, inovação educativa não é apenas inserir tablets ou computadores na escola, por
exemplo, mas desenvolver uma metodologia em que esses recursos sejam de fato utilizados,
capacitando, primeiramente, os professores para isso.
Alguns exemplos de inovações na educação são:
Formação continuada para professores, em especial sobre o uso de tecnologias
educacionais;
Uso de metodologias activas que colocam o aluno no centro do processo de
aprendizagem;
Materiais didácticos renovados e contextualizados para a nova geração;
Tutoria digital para os estudante.
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Referencias Bibliográficas
Gadotti, M. (1981). A educação contra a educação: O esquecimento da educação através da
educação permanente .
Paz e Terra. Garrison, R. (1991). Understanding distance education - a framework for the
future . New York:
Routledge Gaspar, T. (2003 ). Políticas curriculares e democratização do ensino: Estudo do
modelo comparado ma criação do ensino secundário unificado
Herrington, J., Reeves, T., & Oliver, R. (2010). Aguide to athentic e-learning .
Routledge. Imaginário, L., & Castro, J. M. (2011). Psicologia da formação profissional e da
educação de adultos . Livpsic.