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As técnicas e intervenções da conciliação

e da mediação como novos modos de


respaldar casais em litígio e a guarda
compartilhada.

LUIZ HENRIQUE AGUIAR


PSICOLOGIA JURIDICA - UNIP 1/2015
Separação conjugal: a dissolução da
conjugalidade
 Divórcio – mesmo como percebido como a melhor solução pelo casal será
vivenciado como uma situação extremamente dolorosa e estressante.

 A separação provoca nos cônjuges sentimentos de fracasso, impotência e perda,


havendo um luto a ser elaborado. O tempo de elaboração do luto pela separação é
quase sempre maior do que aquele do luto por morte.

 Filhos reagem com raiva, medo, tristeza ou culpa.


 Estes sentimentos podem se alternar durante semanas ou meses após a separação.
 O importante, no processo de divórcio, é deixar os filhos fora do conflito conjugal.
 O casal parental continuará para sempre com as funções de cuidar, de proteger e de
prover as necessidades materiais e afetivas dos filhos - COPARENTALIDADE

 A capacidade dos filhos de lidar com a crise da separação vai depender da


capacidade dos pais de SEPARAR a função conjugal da função parental
Separação conjugal: a dissolução da
conjugalidade
 A separação conjugal pode ter efeitos construtivos para os membros de uma família

 Sobretudo quando o preço para manter o casamento é a autodestruição e a destruição


do outro.
 Quer os pais estejam casados ou separados, o mais importante para o desenvolvimento
emocional dos filhos é a qualidade da relação que se estabelece entre os membros do
casal e entre estes e os filhos.

 A separação leva toda a família a reestruturar os padrões de relacionamento


vigentes.

 Alguns estudos mostram que o desequilíbrio do sistema familiar na situação de


divórcio tende a começar um ano antes da separação e, geralmente, depois de dois
anos para a maioria, e até no máximo seis anos para todas, as famílias voltam a
estabelecer um funcionamento satisfatório para seus membros.
Mediação Familiar

 China desde 1949 – EUA desde 1974 – Brasil no inicio anos 90

 Mediação pode envolver todos os pontos do divorcio ou se limitar


somente às questões da guarda e visitação

 Visa superar a logica adversarial – antagonismo entre vencedor e


vencido
 Não há decisões definitivas em processos de Varas de Família

 Litigio visto como perturbação temporária e não uma ruptura definitiva

 Objetivo: devolver ao casal a competência para gerar a própria


solução do conflito
NEGOCIAÇÃO

X↔X
OS ACORDOS SÃO ESPONTANEOS E DIRETOS SEM AUXILIO DE UM
TERCEIRO
ARBITRAGEM

X X
\/
A
QUANDO UM TERCEIRO, ESCOLHIDO PELAS PARTES (ARBITRO) DECIDE AS QUESTOES DO
LITIGIO

DECISAO SEGUNDO OS CRITERIOS DE MERECIMENTO AVALIADOS PELO ARBITRO


LITIGIO COM RESOLUÇÃO JUDICIAL

X X
\/
J
QUANDO UM TERCEIRO, NÃO ESCOLHIDO PELAS PARTES, DETERMINA SOBRE AS QUESTOES
LEGAIS

DEFINIÇÃO A PARTIR DE CRITERIOS LEGAIS OU DE MERECIMENTO OBSERVADOS PELO JUIZ


Conciliação
X ↔ X

C
QUANDO ALGUM IMPASSE DIFICULTA A NEGOCIAÇÃO E UM TERCEIRO AUXILIA O
RESTABELECIMENTO DO DIALOGO

REDUZ TENSOES E ANIMOSIDADES

CONCILIADOR OPINA E SUGERE ALTERNATIVAS


MEDIAÇÃO
X↔X
\/
M
QUANDO ALGUM IMPASSE DIFICULTA A NEGOCIAÇÃO E UM TERCEIRO AUXILIA A MANTE-LA
OU RESTABELECE-LA

AS PARTES DEVEM SER AS AUTORAS DAS DECISÕES (CONSENSUAIS)

MEDIADOR ATUA NA CONSTRUÇÃO DO DIALOGO DE UM AMBIENTE COLABORATIVO E


DESCONSTRUÇÃO DE IMPASSES
As técnicas e intervenções da conciliação
e da mediação como novos modos de
respaldar casais em litígio e a guarda
compartilhada.

LUIZ HENRIQUE AGUIAR


PSICOLOGIA JURIDICA - UNIP 1/2015

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