INSTITUTO DE GESTÃO E CIENCIAS DE SAÚDE
2º Semestre
Turma M33
Módulo: Aparelho Gastrointestinal
Tema: Diarreia Crônica, Má Absorção e Massas Pélvicas
Nampula
Julho de 2024
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INSTITUTO DE GESTÃO E CIENCIAS DE SAÚDE
2º Semestre
Turma M33
Módulo: Aparelho Gastrointestinal
Tema: Diarreia Crônica, Má Absorção e Massas Pélvicas
Discentes : Trabalho de Caracter Avaliativo de
Gaudência João Modulo de Aparelho Gastrointestinal, a
Mamudo Amade Silva ser submetido ao Instituto de Gestão e
Ciências de Saúde.
Natália Carlos
Rosário Remígio Gerónimo Avaliado pelo docente:
Sandra Eduardo Dr.
Valbrandynho M. Júnior
Nampula
Julho de 2024
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Índice
Introdução ........................................................................................................................... 5
Diarreia Crônica ......................................................................................................................... 6
Agente Etiológico ................................................................................................................... 6
História Natural da Doença .................................................................................................... 6
Quadro Clínico ....................................................................................................................... 6
Causas e Formas de Transmissão ........................................................................................... 6
Fisiopatologia ......................................................................................................................... 7
Tipos .......................................................................................................................................... 7
Diagnóstico Sindrômico e Diferencial ................................................................................... 7
Conduta Terapêutica e Não Terapêutica ................................................................................ 7
Anamnese ............................................................................................................................... 8
Exames Auxiliares e Laboratoriais ..................................................................................... 8
. Medicamentos Utilizados ..................................................................................................... 8
Má Absorção .............................................................................................................................. 9
Agente Etiológico ................................................................................................................... 9
História Natural da Doença .................................................................................................... 9
Quadro Clínico ....................................................................................................................... 9
Causas e Formas de Transmissão ........................................................................................... 9
Fisiopatologia ......................................................................................................................... 9
Tipos ..................................................................................................................................... 10
Diagnóstico Sindrômico e Diferencial ................................................................................. 10
Conduta Terapêutica e Não Terapêutica .............................................................................. 10
Anamnese ............................................................................................................................. 10
Exames Auxiliares e Laboratoriais ...................................................................................... 11
Medicamentos Utilizados ..................................................................................................... 11
Massas Pélvicas ....................................................................................................................... 11
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Agente Etiológico................................................................................................................. 11
História Natural da Doença .................................................................................................. 11
Quadro Clínico ......................................................................................................................... 12
Causas e Formas de Transmissão ......................................................................................... 12
Fisiopatologia ....................................................................................................................... 12
Tipos ..................................................................................................................................... 12
Diagnóstico Sindrômico e Diferencial ................................................................................. 12
Conduta Terapêutica e Não Terapêutica .............................................................................. 13
Anamnese ............................................................................................................................. 13
Exames Auxiliares e Laboratoriais ...................................................................................... 13
Medicamentos Utilizados ..................................................................................................... 13
Conclusão................................................................................................................................. 14
Referências Bibliográficas ....................................................................................................... 15
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Introdução
A diarreia crônica, a má absorção e as massas pélvicas são condições médicas que podem
impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Este trabalho abordará o
desenvolvimento dessas condições, seus agentes etiológicos, história natural, quadro clínico,
causas e formas de transmissão, fisiopatologia, tipos de diagnóstico sindrômico e diferencial,
conduta, anamnese, exames auxiliares e laboratoriais, além dos principais medicamentos
utilizados, suas dosagens e condutas terapêuticas e não terapêuticas.
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Diarreia Crônica
A diarreia crônica é definida como a presença de evacuações líquidas ou semilíquidas que
duram mais de quatro semanas. Ela pode ser resultado de várias causas, incluindo infecções,
doenças inflamatórias intestinais, distúrbios endócrinos, e síndromes de má absorção.
Agente Etiológico
Os agentes etiológicos podem ser infecciosos, como bactérias (por exemplo, Clostridium
difficile), vírus (por exemplo, rotavírus), ou parasitas (por exemplo, Giardia lamblia), ou não
infecciosos, como doenças inflamatórias intestinais (por exemplo, Doença de Crohn),
síndromes de má absorção (por exemplo, doença celíaca), e condições endócrinas (por
exemplo, hipertiroidismo).
História Natural da Doença
A história natural da diarreia crônica depende da etiologia subjacente. Por exemplo, em
doenças inflamatórias intestinais, pode haver períodos de exacerbação e remissão. Em
infecções crônicas, os sintomas podem persistir até que o agente infeccioso seja erradicado.
Quadro Clínico
• Os sintomas incluem;
• evacuações frequentes e líquidas,
• cólicas abdominais, urgência fecal,
• perda de peso e, ocasionalmente,
• febre
• A presença de sangue ou muco nas fezes pode sugerir uma causa inflamatória.
• Em alguns casos, a diarreia crônica pode levar à desidratação e desequilíbrios
eletrolíticos.
Causas e Formas de Transmissão
As causas variam desde infecciosas até não infecciosas. A transmissão pode ocorrer via
alimentos ou água contaminados, contato direto com pessoas infectadas ou condições
autoimunes. No caso de doenças infecciosas, as precauções higiênicas são fundamentais para
prevenir a transmissão.
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Fisiopatologia
A fisiopatologia da diarreia crônica envolve um aumento na secreção intestinal ou uma
diminuição na absorção de fluidos e eletrólitos, resultando em um desequilíbrio que leva à
diarreia. Isso pode ocorrer devido a inflamação da mucosa intestinal, infecção ou disfunção das
células epiteliais.
Tipos
Os tipos de diarreia crônica incluem:
• Diarreia Secretora: Resulta de secreção excessiva de água e eletrólitos no intestino,
geralmente causada por toxinas bacterianas ou tumores.
• Diarreia Osmótica: Ocorre quando substâncias não absorvidas aumentam a
osmolaridade dentro do intestino, puxando água para o lúmen intestinal. Pode ser
causada por intolerâncias alimentares, como intolerância à lactose.
• Diarreia Inflamatória: Caracterizada por inflamação da mucosa intestinal, resultando
em exsudação de fluido e sangue. Exemplo: Doença de Crohn e colite ulcerativa.
• Diarreia Motora: Resulta de uma motilidade intestinal anormal, como no caso da
Síndrome do Intestino Irritável.
Diagnóstico Sindrômico e Diferencial
O diagnóstico sindrômico é baseado na presença de diarreia crônica persistente. Diagnósticos
diferenciais incluem Síndrome do Intestino Irritável (SII), Doença de Crohn, colite ulcerativa,
infecções crônicas e má absorção. A diferenciação entre essas condições pode ser feita através
de exames laboratoriais, endoscópicos e de imagem.
Conduta Terapêutica e Não Terapêutica
A conduta terapêutica inclui:
• Hidratação: Oral ou intravenosa para prevenir desidratação.
• Manejo nutricional: Dieta adequada e suplementação nutricional conforme necessário.
• Tratamento da causa subjacente: Uso de antibióticos, anti-inflamatórios ou intervenções
dietéticas específicas.
A conduta não terapêutica inclui:
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• Educação do paciente: Sobre a importância da higiene e da alimentação adequada.
• Acompanhamento regular: Para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar conforme
necessário.
• Suporte psicológico: Para pacientes que lidam com condições crônicas e impactantes.
Anamnese
A anamnese deve incluir a duração e frequência da diarreia, características das fezes, sintomas
associados, histórico de viagens, dieta, uso de medicamentos e histórico familiar. Detalhes
sobre fatores agravantes e aliviantes, bem como sobre a rotina diária do paciente, são
essenciais.
Exames Auxiliares e Laboratoriais
• Exames de fezes para parasitas,
• culturas bacterianas,
• testes de sangue para inflamação,
• endoscopia e biópsias intestinais podem ser necessários para identificar a causa
subjacente. Testes de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada
podem ser úteis para avaliar complicações.
. Medicamentos Utilizados
• Metronidazol: 250-500 mg por via oral, três vezes ao dia, durante 7-10 dias. Utilizado para
infecções parasitárias.
• Vancomicina: 125 mg por via oral, quatro vezes ao dia, durante 10-14 dias. Utilizado para
infecções por Clostridium difficile.
• Prednisona: 40-60 mg por via oral, uma vez ao dia, ajustando conforme a resposta clínica.
Utilizado em doenças inflamatórias intestinais.
• Loperamida: 2-4 mg por via oral após cada evacuação, não excedendo 16 mg por dia. Utilizado
para controle sintomático da diarreia.
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Má Absorção
A má absorção é a incapacidade do intestino delgado de absorver nutrientes adequadamente,
levando à desnutrição e a uma variedade de sintomas gastrointestinais. A má absorção pode ser
resultado de doenças intestinais, insuficiência pancreática ou cirurgia intestinal.
Agente Etiológico
As causas incluem doenças como doença celíaca, insuficiência pancreática, síndrome do
intestino curto e doenças inflamatórias intestinais. Outras causas podem incluir infecções
crônicas, como giardíase, e condições congênitas.
História Natural da Doença
A história natural envolve o desenvolvimento progressivo de deficiências nutricionais e
complicações relacionadas, como osteoporose e anemia. A má absorção não tratada pode levar
a uma diminuição significativa na qualidade de vida e aumento da morbidade.
Quadro Clínico
Os sintomas incluem diarreia, esteatorreia (fezes gordurosas), perda de peso, anemia, e
deficiências vitamínicas. Outros sintomas podem incluir fadiga, inchaço abdominal e
alterações na pele e no cabelo devido à desnutrição.
Causas e Formas de Transmissão
As causas não são transmissíveis, mas resultam de condições crônicas que afetam a absorção
intestinal. No caso de infecções, a transmissão pode ocorrer através de água ou alimentos
contaminados.
Fisiopatologia
A má absorção pode resultar de danos à mucosa intestinal, falta de enzimas digestivas ou
alterações na motilidade intestinal. Por exemplo, na doença celíaca, o glúten provoca uma
resposta imunológica que danifica a mucosa do intestino delgado, levando à má absorção.
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Tipos
Os tipos de má absorção incluem:
• Má Absorção de Gorduras: Resulta em esteatorreia e é frequentemente associada a
doenças pancreáticas ou hepáticas.
• Má Absorção de Carboidratos: Pode ser causada por deficiências enzimáticas como a
intolerância à lactose.
• Má Absorção de Proteínas: Pode ocorrer em condições como enteropatia perdedora de
proteínas.
• Má Absorção de Micronutrientes: Inclui deficiências de vitaminas e minerais específicos,
como ferro, vitamina B12 e vitamina D.
Diagnóstico Sindrômico e Diferencial
O diagnóstico sindrômico é baseado na presença de sintomas sugestivos e testes laboratoriais.
Diagnósticos diferenciais incluem pancreatite crônica, doença celíaca e doença de Crohn.
Testes como endoscopia com biópsia e exames de imagem são essenciais.
Conduta Terapêutica e Não Terapêutica
A conduta terapêutica inclui:
• Suplementação nutricional: Inclui vitaminas e minerais conforme necessário.
• Dieta específica: Por exemplo, dieta sem glúten para doença celíaca.
• Tratamento da causa subjacente: Uso de enzimas digestivas ou medicamentos anti-
inflamatórios.
A conduta não terapêutica inclui:
• Educação alimentar: Instruir o paciente sobre a importância de seguir a dieta prescrita.
• Monitoramento regular: Acompanhamento de níveis nutricionais e ajustamento de
suplementos.
• Suporte psicológico: Para ajudar os pacientes a lidar com restrições alimentares e impacto na
qualidade de vida.
Anamnese
A anamnese deve focar em sintomas gastrointestinais, perda de peso, histórico de doenças
autoimunes e dieta. Informações sobre o início dos sintomas, a presença de fatores agravantes
e a resposta a tratamentos anteriores são cruciais.
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Exames Auxiliares e Laboratoriais
Testes de absorção de gordura, biópsias intestinais, exames de imagem (por exemplo,
tomografia) e testes de função pancreática são úteis no diagnóstico. A avaliação dos níveis de
vitaminas e minerais no sangue é fundamental.
Medicamentos Utilizados
• Suplementos de Enzimas Pancreáticas: Doses variáveis conforme a necessidade,
administradas com refeições. Utilizados em insuficiência pancreática.
• Suplementos Nutricionais: Incluem multivitamínicos e minerais, doses conforme a
deficiência identificada.
• Dieta Sem Glúten: Exclusão completa do glúten na dieta para pacientes com doença celíaca.
• Vitamina D e Cálcio: Suplementação para prevenir osteoporose, doses variáveis conforme a
necessidade.
Massas Pélvicas
Massas pélvicas são crescimentos anormais na região pélvica que podem ser benignos ou
malignos e podem afetar vários órgãos, incluindo ovários, útero e intestinos. O diagnóstico
precoce e a caracterização correta dessas massas são fundamentais para o tratamento adequado.
Agente Etiológico
As causas incluem cistos ovarianos, miomas uterinos, câncer ginecológico, endometriose e
abscessos pélvicos. Outras causas podem incluir gravidez ectópica, doenças infecciosas e
aderências pélvicas.
História Natural da Doença
A evolução das massas pélvicas depende de sua natureza. Massas benignas podem permanecer
estáveis ou resolver espontaneamente, enquanto massas malignas podem progredir
rapidamente. O acompanhamento regular é essencial para monitorar mudanças nas
características das massas.
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Quadro Clínico
• Os sintomas podem incluir dor pélvica,
• distensão abdominal, irregularidades menstruais
• sangramento anormal,
• e sintomas de compressão de órgãos adjacentes.
• Em casos de massas malignas, podem ocorrer perda de peso inexplicada e sintomas
sistêmicos.
Causas e Formas de Transmissão
As causas variam de benignas a malignas. Não são transmissíveis, mas podem resultar de
condições inflamatórias ou neoplásicas. A história familiar de câncer pode aumentar o risco de
massas malignas.
Fisiopatologia
A fisiopatologia depende do tipo de massa, com variações na origem celular, comportamento
de crescimento e potencial invasivo. Por exemplo, miomas uterinos são tumores benignos do
músculo liso do útero, enquanto o câncer de ovário pode se espalhar para outros órgãos
pélvicos.
Tipos
Os tipos de massas pélvicas incluem:
• Cistos Ovarianos: Sacos cheios de líquido nos ovários que podem variar em tamanho e
causar dor ou desconforto.
• Miomas Uterinos: Tumores benignos do músculo uterino que podem causar sangramento e
dor.
• Endometriomas: Cistos formados pela presença de tecido endometrial fora do útero.
• Massas Malignas: Incluem câncer de ovário, câncer de útero e outros tumores pélvicos.
Diagnóstico Sindrômico e Diferencial
O diagnóstico sindrômico é baseado na presença de uma massa detectável. Diagnósticos
diferenciais incluem cistos ovarianos, miomas uterinos, tumores malignos e endometriose. A
avaliação deve incluir exames de imagem e, quando necessário, biópsias.
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Conduta Terapêutica e Não Terapêutica
A conduta terapêutica inclui:
• Monitoramento: Em casos de massas benignas pequenas e assintomáticas.
• Intervenção cirúrgica: Remoção de massas sintomáticas ou suspeitas de malignidade.
• Terapia hormonal: Para reduzir o tamanho de miomas ou tratar endometriose.
• Quimioterapia ou radioterapia: Em casos de massas malignas.
A conduta não terapêutica inclui:
• Educação do paciente: Sobre sinais e sintomas de complicações.
• Suporte emocional: Aconselhamento e grupos de apoio para pacientes com diagnóstico de
câncer.
• Acompanhamento regular: Ultrassonografias periódicas para monitorar o crescimento da
massa.
Anamnese
A anamnese deve incluir sintomas pélvicos, histórico menstrual, histórico sexual e reprodutivo,
e histórico familiar de câncer. Informações sobre o início dos sintomas, sua progressão e fatores
agravantes são essenciais.
Exames Auxiliares e Laboratoriais
Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância
magnética são essenciais. Marcadores tumorais como CA-125 para câncer de ovário e biópsias
podem ser necessários para o diagnóstico definitivo.
Medicamentos Utilizados
• Analgésicos: Paracetamol 500-1000 mg por via oral, até quatro vezes ao dia. Utilizado para
alívio da dor.
• Antibióticos: Ceftriaxona 1-2 g por via intravenosa, uma vez ao dia, durante 7-14 dias.
Utilizado para tratar abscessos pélvicos.
• Terapia Hormonal: Combinada com estrogênio e progestina, doses variáveis conforme a
necessidade. Utilizado em endometriose.
• Quimioterapia: Esquemas variáveis conforme o tipo de câncer, com drogas como cisplatina e
paclitaxel.
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Conclusão
A diarreia crônica, a má absorção e as massas pélvicas são condições complexas que requerem
um entendimento detalhado para diagnóstico e tratamento adequados. Abordagens abrangentes
que incluam anamnese cuidadosa, exames laboratoriais e de imagem são fundamentais para o
manejo eficaz dessas condições. A escolha de medicamentos e suas dosagens deve ser
personalizada com base na condição específica e nas necessidades do paciente
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Diarreia Crônica
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