Apostila Elevo Cursos - Agente Funerário
Apostila Elevo Cursos - Agente Funerário
Módulo 1:
O agente funerário desempenha um papel crucial no apoio às famílias enlutadas, que estão passando por um
momento de profunda tristeza pela perda. Ele é responsável por preparar o corpo, garantindo que esteja
apresentável, e por transportá-lo para onde for necessário. Além disso, o agente funerário também cuida da
venda de urnas e coroas de flores, bem como de toda a documentação e burocracia relacionadas ao
sepultamento ou cremação.
O mercado funerário está em constante crescimento no Brasil, apesar de não ser um segmento amplamente
discutido devido ao tabu em torno da morte. Esse crescimento tem levado muitas pessoas a buscarem carreiras
nesse ramo. O setor funerário é um dos mais tradicionais e acompanha as tendências mundiais, com a
popularização dos serviços e produtos de "deathcare", que oferecem diversas opções para as despedidas finais.
Com a crescente demanda e os resultados positivos, o mercado está se diversificando e há uma maior procura
por profissionais qualificados, incluindo agentes funerários que realizam necromaquiagens e reconstruções
faciais, entre outros serviços.
Para se tornar um agente funerário, é necessário ter concluído o ensino fundamental ou médio e realizar uma
especialização em ciências mortuárias, que oferece conhecimentos avançados em tanatopraxia,
necromaquiagem e reconstrução facial. Esse curso abre diversas oportunidades no ramo mortuário, capacitando
os profissionais para atuarem em diferentes cargos e instituições, sendo o agente funerário uma das funções
mais essenciais em funerárias e crematórios.
Módulo 2:
AGENTE FUNERÁRIO
Um agente funerário desempenha um papel fundamental, exigindo não apenas habilidades técnicas, mas
também sensibilidade e respeito pela dor alheia.
Módulo 3:
Apresentação:
A funerária é um empreendimento que opera durante o horário comercial, mas seus profissionais estão
disponíveis 24 horas por dia para atender às necessidades das famílias enlutadas. Seus serviços vão além da
simples venda de caixões, incluindo o fornecimento de urnas mortuárias, a remoção e o transporte de corpos, a
ornamentação de câmaras mortuárias, o transporte em cortejos fúnebres, a instalação e manutenção de
velórios, além de serviços auxiliares como a disponibilização de aparelhos de ozona e a realização de
providências administrativas junto a cartórios de registro civil e cemitérios.
Mercado:
O mercado funerário é caracterizado pela sua estabilidade e pela amplitude do campo consumidor. Em
momentos de perda, as famílias preferem contar com uma empresa sólida, confiável e competente para cuidar
da parte burocrática e administrativa do funeral, proporcionando conforto e apoio emocional. Esse é um serviço
usado por todas as pessoas de forma indireta, o que torna o campo consumidor praticamente infinito. Os
fornecedores da funerária incluem fabricantes de urnas, floriculturas, serralherias, cemitérios, entre outros.
Localização:
A escolha da localização é fundamental para o sucesso do negócio. É importante que o local ofereça
infraestrutura adequada e condições que propiciem o desenvolvimento da funerária. Além disso, é fundamental
avaliar a facilidade de acesso, considerando a entrada e saída dos caixões e equipamentos usados nos funerais.
Geralmente, as funerárias costumam se instalar próximas a hospitais e institutos médico-legais.
Estrutura:
A estrutura básica de uma funerária deve contar com uma área mínima de 100m², onde serão instaladas uma
sala de preparação de cadáveres, um recinto para exposição de urnas e um escritório. A decoração do espaço
utilizado para atender o consumidor deverá ser simples e acolhedora, fazendo com que ele se sinta confortável
e amparado em um momento tão difícil.
Equipamentos:
Os equipamentos básicos de uma funerária incluem um veículo funerário, candelabros, suportes para coroas e
carrinhos de transporte para deslocamento e apoio das urnas.
Processos Produtivos:
Os processos produtivos de uma funerária envolvem a obtenção do atestado de óbito, que é o documento
expedido pelo médico atestando a causa da morte. Em casos de morte repentina ou em casa sem assistência
médica, a família deverá procurar o Distrito Policial mais próximo para solicitar a remoção do corpo para o
serviço de verificação de óbitos, que emitirá a declaração de óbito. A certidão de óbito, por sua vez, é obtida
junto ao Cartório de Registro Civil do distrito onde ocorreu a morte, após cinco dias úteis da solicitação. Além
disso, a funerária pode oferecer serviços de cremação e exumação, seguindo as normas e regulamentos
estabelecidos.
Esse é um mercado que exige sensibilidade e profissionalismo, pois lida com questões delicadas e
emocionalmente carregadas. Uma funerária bem estruturada e que oferece um serviço de qualidade pode se
tornar um ponto de apoio essencial para as famílias em momentos de perda e luto.
Módulo 4:
Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2009), os estabelecimentos funerários e similares
compreendem empresas públicas ou privadas que realizam diversas atividades relacionadas à gestão de restos
mortais humanos. Essas atividades incluem desde a remoção dos corpos até a conservação, ornamentação e
traslado dos mesmos.
Para o funcionamento desses estabelecimentos, são necessários diversos documentos e autorizações. O alvará
de funcionamento é expedido pelo setor de finanças municipal, enquanto a licença sanitária é emitida pela
Vigilância Sanitária Estadual, Municipal ou do Distrito Federal. Além disso, para atividades específicas como
tanatopraxia e conservação de restos mortais humanos, é exigido um Plano de Gerenciamento de Resíduos de
Serviços de Saúde (PGRSS) em conformidade com as normas da ANVISA.
A ANVISA também estabelece requisitos para os profissionais que executam os procedimentos, como a
necessidade de um responsável técnico com registro médico e certidão de responsabilidade técnica, bem como
a supervisão de profissionais com escolaridade mínima de segundo grau e qualificação específica comprovada.
Além disso, a agência reguladora define as áreas mínimas necessárias para o funcionamento desses
estabelecimentos, como áreas para embarque e desembarque de carro funerário, sala para higienização e
conservação de restos mortais humanos, e sala ou área para higienização e esterilização de materiais e
equipamentos. Essas áreas devem atender a requisitos específicos, como sistema de exaustão, recursos para
lavagem das mãos e equipamentos compatíveis com a demanda do estabelecimento.
Em resumo, os estabelecimentos funerários e similares devem cumprir uma série de exigências da ANVISA para
garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados.
Módulo 5:
Este manual abrange as recomendações técnicas de segurança relacionadas à indicação e uso do Equipamento
de Proteção Individual (EPI), com o objetivo de eliminar, neutralizar ou reduzir os riscos ocupacionais, tornando
as condições de trabalho mais seguras para os servidores e diminuindo a probabilidade de acidentes e doenças
ocupacionais.
A Norma Regulamentadora n° 06 (NR 06), aprovada pela Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), estabelece que a empresa é obrigada a fornecer gratuitamente aos empregados EPI adequado ao risco e
em perfeito estado de conservação e funcionamento nas seguintes circunstâncias:
Quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa
proteção contra os riscos de acidente do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho;
Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implementadas;
Para atender a situações de emergência.
O empregador deve adquirir o tipo adequado de EPI para a atividade do empregado, fornecer somente
EPI aprovado pelo MTE e de empresas cadastradas no DNSST/MTE, treinar o trabalhador sobre seu uso
adequado, tornar obrigatório seu uso, substituí-lo imediatamente quando danificado ou extraviado,
responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica, comunicar ao MTE qualquer
irregularidade observada no EPI, e registrar o fornecimento ao trabalhador;
O empregado deve usar o EPI apenas para a finalidade a que se destina, responsabilizar-se por sua
guarda e conservação, comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso, e
cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
Dessa forma, apresentamos os EPIs adequados aos riscos de cada cargo/função, ressaltando a importância da
adequação do EPI conforme a atividade efetiva do servidor. Em caso de necessidade de uso de EPI
complementar não previsto neste manual, deve-se comunicar imediatamente à Divisão de Medicina e
Segurança do Trabalho para orientação sobre o equipamento adequado.
Observações importantes:
1. Quando existirem duas ou mais atividades, deve ser entregue a soma dos EPIs necessários.
2. Em caso de mudança de atividade, os EPIs fornecidos devem ser adequados ao novo risco.
3. Todos os servidores que utilizam ferramentas ou transportam materiais que possam cair sobre os pés
devem usar botina com biqueira de aço.
4. Todos os servidores expostos à radiação não ionizante devem usar bloqueador solar.
5. A escolha e indicação dos demais uniformes ficam a critério da ACESC.
Módulo 6:
Os serviços funerários desempenham um papel crucial após a perda de um ente querido, oferecendo
assistência desde a preparação do corpo até as cerimônias de despedida. É essencial contar com profissionais
nesse momento, pois muitas questões podem gerar dúvidas, principalmente para aqueles menos familiarizados
com o assunto. Portanto, é fundamental escolher uma empresa e profissionais sérios para lidar com esse
momento tão delicado para os familiares do falecido.
Os serviços funerários abrangem uma série de procedimentos após a morte, dependendo das escolhas dos
familiares ou das preferências expressas pela pessoa em vida. Algumas famílias optam por diferentes tipos de
homenagens, como a escolha de flores específicas ou cerimônias personalizadas. Essas escolhas podem ser
feitas pela própria pessoa em vida, facilitando as decisões para os familiares no momento do luto.
É comum que muitas pessoas não estejam familiarizadas com os serviços funerários e o que eles incluem. Por
isso, é importante pesquisar sobre as funerárias antes de contratar esses serviços para evitar surpresas
inesperadas. Alguns dos principais serviços incluídos são:
Translado: transporte do corpo até o local de preparação, velório e sepultamento ou cremação, caso não
sejam no mesmo local do velório.
Flores e Velas: homenagens florais e velas utilizadas durante o velório e na ornamentação do caixão,
organizadas pela funerária.
Cobertura: a abrangência do plano funerário, como cobertura nacional, garantindo assistência em todo o país.
Agente Funerário: profissional que auxilia a família durante o luto, orientando sobre procedimentos
burocráticos e preparando o corpo para o velório.
Velório: preparação e organização do velório, incluindo a decoração com flores, velas e o conforto dos
familiares e amigos presentes.
Urna para Velório: disponibilização do caixão para o velório e posterior sepultamento ou cremação.
Esses são apenas alguns exemplos dos serviços prestados pelas funerárias, que podem variar de acordo com
cada empresa. É essencial buscar informações detalhadas sobre os serviços oferecidos antes de contratar,
garantindo assim que todas as necessidades sejam atendidas durante esse momento difícil.
Módulo 7:
Certidão de Óbito
Além de possuir valor legal, a DO é crucial para entender a situação de saúde da população e para orientar
ações que visam melhorá-la. Por isso, é essencial que os dados sejam precisos e reflitam a realidade. As
estatísticas de mortalidade são baseadas na DO preenchida pelo médico.
Responsabilidade do médico
O médico deve revisar cuidadosamente o documento antes de assiná-lo, sendo responsável tanto ética quanto
juridicamente pelas informações contidas em todos os campos.
Procedimentos do médico
1. Assinar a DO em branco.
2. Preencher a DO sem examinar pessoalmente o corpo e constatar a morte.
3. Utilizar termos vagos para descrever as causas da morte, como "parada cardíaca" ou "falência de
múltiplos órgãos".
4. Cobrar pela emissão da DO. Observação: O ato de examinar e constatar o óbito pode ser cobrado em
casos de pacientes particulares aos quais o médico não prestava assistência.
Quando emitir a DO
1. Em casos de óbito fetal com gestação inferior a 20 semanas, peso inferior a 500 gramas ou estatura
inferior a 25 centímetros. Observação: A legislação permite que a emissão da DO seja facultativa quando
a família deseja realizar o sepultamento do feto.
2. Em casos de peças anatômicas amputadas. Nesses casos, o médico elaborará um relatório descrevendo
o procedimento realizado, que será levado ao cemitério caso a peça seja sepultada.
Componentes da DO
A DO é composta por nove blocos de informações de preenchimento obrigatório:
IX. Utilizado em localidades sem médico, em que o registro oficial do óbito é feito por duas testemunhas.
Módulo 8:
O Serviço de Verificação de Óbito – SVO é um serviço público para determinar a causa de morte natural ocorrido
sem assistência médica, com assistência médica sem elucidação diagnóstica ou decorrente de doenças de
interesse da saúde pública. É considerada MORTE NATURAL aquela que tem como causa a doença que iniciou a
sucessão de eventos mórbidos que levou diretamente à morte.
Casos de morte natural (morte súbita, óbitos domiciliares sem assistência médica e não suspeito de causa
externa/violenta, óbitos em Pronto Atendimento sem causa conhecida, Casos notificados e/ou em estudo pela
vigilância epidemiológica).
Morte Natural
As mortes naturais em acompanhamento médico e com diagnóstico bem definido, devem ser atestadas pelo
médico que acompanhou o paciente em vida. Neste caso não há necessidade de encaminhar o corpo para o
SVO.
Se a circunstância do óbito for natural, mas a causa for desconhecia, a pessoa pode ter morrido em casa, num
hospital ou em via pública, o corpo será encaminhado para o SVO. Dessa forma, o Serviço de Verificação de
Óbito desenvolve um trabalho diferente do que é feito pelo Departamento Médico Legal (DML), da Secretaria de
Segurança Pública, que investiga mortes por causas externas, como quedas, envenenamentos, homicídios e
outras situações de morte violenta ou acidental.
Documentos de identificação com foto do falecido e também o CPF e CNS. O familiar de 1º grau (cônjuge, pais,
irmãos, filhos e avós) que autorizará o procedimento de necropsia a ser realizado, também deve apresentar
seus documentos.
Para familiar de 2º grau (netos, tios e sobrinhos, etc.) é necessário complementação com certidão de
nascimento para comprovar parentesco. No caso onde não é comprovado o parentesco, o reclamante será
encaminhado para obter autorização judicial para liberação dos procedimentos e sepultamento.
Sempre que possível, trazer documentos médicos, prontuários, exames laboratoriais, ou de imagem,
pertinentes à doença do falecido.
No caso de óbitos fetais ou recém-nascidos, é necessário trazer todos os exames pré-natais, inclusive o cartão
da gestante e de vacinas, bem como exames de ultrassonografia, quando estiverem disponíveis.
Para os óbitos fetais, as unidades hospitalares devem encaminhar juntamente com o corpo, a placenta para
análise.
É importante que a pessoa a vir reclamar o corpo possa fornecer informações acerca dos últimos dias de vida
e/ou histórico de saúde do falecido, e nos casos de gestantes, fetos e recém nascidos, o histórico da gestação e
parto.
É um procedimento realizado por médicos patologistas, com auxílio de técnicos de necropsia, em pessoa
falecida (após devidamente autorizados por parente de primeiro grau), encaminhadas ao SVO para elucidação
do óbito.
A necropsia consiste do exame externo e interno do corpo, anotações e observações sobre quaisquer aspectos
que possam ser encontrados fora do normal. Durante o procedimento são coletados fragmentos de tecidos
(partes de órgãos) para análise microscópica posterior, caso seja necessário.
Na suspeita de determinadas doenças são colhidos, sangue e líquor de meninges (líquido que protege o sistema
nervoso central) para exames laboratoriais como por exemplo cultura, bacterioscopia e pesquisa de agentes
infecciosos.
Apenas após a realização da necropsia ou uma análise detalhada do corpo é possível o preenchimento da
Declaração de Óbito, pelo médico patologista.
Muitas vezes o diagnóstico da causa do óbito é completamente elucidado durante o procedimento, porém o
esclarecimento definitivo da causa mortis requer o estudo microscópico subsequente do material coletado no
momento da necropsia.
A confecção de lâminas para análise e elucidação dos casos que não foram definidos apenas com o
procedimento de necropsia é parte integrante dos serviços prestados pelo SVO, bem como elaboração de
laudos conclusivos das causas do óbito. A liberação dos laudos cadavéricos, após solicitado, pode levar até 90
dias.
Módulo 9:
Tanatopraxia e Necromaquiagem
A Tanatopraxia foi desenvolvida nos EUA durante a Guerra Civil para preservar os corpos dos
militares, e chegou ao Brasil na década de 1990. Ela consiste na aplicação de produtos
químicos para desinfecção e retardamento do processo de decomposição. Já a
Necromaquiagem, também conhecida como reparação facial, busca minimizar marcas de
enfermidades e acidentes, devolvendo ao falecido uma aparência natural.
Essas técnicas são essenciais para manter a dignidade do falecido e proporcionar conforto
aos familiares. O mercado para esses profissionais é promissor, e é importante que estejam
sempre atualizados e preparados psicologicamente para exercer suas atividades com
segurança e respeito.
Módulo 10:
Certamente você já ouviu falar de situações em que uma investigação criminal teve que passar por uma perícia
do Instituto Médico Legal. Esse órgão público, também chamado de Departamento Médico Legal, é responsável
pelas necropsias e laudos de cadáveres das Polícias Científicas dos Estados brasileiros.
Neste módulo, iremos explicar o que é o Instituto Médico Legal, em que situações devemos acionar esse órgão
e qual a sua importância para a sociedade.
O Instituto Médico Legal é um órgão público que oferece bases técnicas para o julgamento de causas criminais,
geralmente relacionadas a mortes. A mais conhecida função do IML é a autópsia de cadáveres, porém as suas
funções não se resumem a isso. Outros exames realizados pelos médicos legistas são:
• Análises de toxicologia;
Como você deve ter percebido, a maior parte das investigações feitas no IML ocorrem em pessoas vivas,
vítimas de acidentes de trânsito ou trabalho, agressões e outras circunstâncias.
Como dissemos, existem algumas situações em que devemos solicitar os serviços do Instituto Médico Legal.
Neste artigo, falaremos das circunstâncias que envolvem morte.
De modo geral, um corpo deve ser encaminhado para o IML nas seguintes situações:
• Morte violenta, ou seja, falecimento por acidentes de trânsito ou de trabalho, homicídios ou suicídios;
Ainda, existem as mortes que ocorrem em casa, a pessoa não era assistida por um médico – e não se sabe as
causas do óbito. Nesses casos, se não houver suspeita de homicídio ou violência, é o Serviço de Verificação de
Óbitos (SVO) que deve examinar o corpo.
Depois de entender o que é IML, você deve estar se perguntando quais são os procedimentos realizados pelos
peritos. A princípio, o corpo passa por uma série de exames que têm como objetivo determinar as causas
exatas da morte.
Não existe um tempo determinado de duração para essas investigações, mas elas devem durar apenas o
necessário e obter o máximo de respostas. Isso é feito para evitar a retirada do corpo do túmulo
posteriormente, prática que costuma causar transtornos para a família e todos os envolvidos.
Então, depois de determinadas as causas da morte, os médicos assinam o Atestado de Óbito e tem início o
processo de liberação do corpo. Essa liberação deve ser acompanhada por um parente de primeiro grau (pai,
mãe ou filhos) ou maridos e esposas. Porém, na falta dessas pessoas, parentes de segundo grau (primos, tios)
podem dar continuidade ao processo.
Módulo 11:
Traslado de Corpos
O traslado de corpos é um serviço essencial para o transporte dos restos mortais de uma pessoa falecida, seja
por morte acidental, súbita ou natural, até o local de origem, permitindo que os ritos funerários e despedidas
pelos familiares ocorram adequadamente.
Além do traslado entre cidades e estados, o serviço também pode ser internacional, embora seja importante
ressaltar que, em casos de falecimento fora do país, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não assume
responsabilidades por despesas, tanto para turistas quanto para residentes no exterior.
Outra situação em que o traslado é comum é quando os familiares desejam mudar o sepultamento para outro
cemitério, o que geralmente requer o processo de exumação. Nesses casos, é fundamental seguir as normas e
regulamentos locais, incluindo o tempo mínimo para a exumação.
O transporte de restos mortais tem diversas exigências para garantir a integridade do corpo e a segurança dos
envolvidos. Para traslados intermunicipais, interestaduais ou internacionais, é essencial observar as normas de
cada localidade, incluindo as regras específicas de transporte aéreo, caso necessário.
Documentos como cópia autenticada da identidade do solicitante, certidão de óbito, laudo médico de
embalsamento e autorizações policiais e sanitárias são comumente exigidos. Além disso, as funerárias devem
cumprir requisitos como veículos adequados, contrato social válido, CNPJ regular e alvará de funcionamento em
dia.
Os custos do traslado variam conforme a distância e o tipo de transporte, sendo que o transporte aéreo
internacional pode custar entre R$ 2,7 mil e R$ 6,3 mil, dependendo da companhia aérea. Em casos de
falecimento durante viagem com seguro viagem, a seguradora pode cobrir os custos do traslado.
Para conservar os restos mortais durante o transporte, especialmente em casos de demora ou longas
distâncias, é necessário realizar o processo adequado de embalsamento, conforme normas da Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária).
Em resumo, o traslado de corpos é um serviço complexo, sujeito a várias regulamentações, cujo objetivo é
garantir que os ritos funerários sejam respeitados e que os familiares possam despedir-se adequadamente de
seus entes queridos.
Módulo 12:
Entendendo a Exumação
O que é exumação?
Exumação é o ato de desenterrar. O processo consiste na remoção dos despojos mortais de um ente querido
(ossos) do jazigo e a sua respectiva reacomodação em uma urna exclusiva para esta finalidade.
A exumação é normalmente solicitada com o objetivo de abrir espaço na gaveta para um novo sepultamento,
seja em um jazigo familiar ou por aluguel de gaveta por tempo determinado.
O processo de exumar é um momento doloroso para a família. Ele pode ser considerado um segundo
sepultamento, pois a memória da perda do ente querido é reavivada, desencadeando um segundo luto em
menor intensidade.
É muito importante que as empresas envolvidas neste processo reconheçam a sensibilidade do momento e
ofereçam um atendimento adequado.
O prazo mínimo para a exumação de corpos, a partir da data de sepultamento, é de 3 (três) anos para adultos e
de 2 (dois) anos para criança até a idade de seis anos.
Fora dos prazos estabelecidos acima, a exumação poderá ser autorizada por ordem judicial ou pedido de
autoridade sanitária. Decreto Estadual 16.017/80 artigo 551.
Mesmo cumprindo o prazo legal de três anos não é certo que o corpo esteja apto a realização da exumação.
Fatores com umidade, falta de circulação de ar e utilização de tanatopraxia podem retardar o processo natural
de decomposição.
Para solicitar a exumação é necessário entrar em contato com o cemitério onde o ente querido foi sepultado.
O pedido de exumação deve ser feito pelo cônjuge ou filhos, sempre maiores de 18 (dezoito) anos. Na falta
deles, utilizar a ordem estabelecida pelo artigo 1.829 da Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. (filhos
ou cônjuge; pais; irmãos…)
O parente que está solicitando a exumação deve assinar o requerimento de exumação. Caso o dono do jazigo
não seja o requerente da exumação, ele também deve assinar o requerimento.
I – Certidão de óbito;
Para casos de morte violenta (p.ex. por perfuração, projétil de arma de fogo, etc) é necessário a “certidão de
objeto e pé” do Processo. Esta certidão é obtida no Fórum, em que tramita o processo. Para trasladação dos
despojos mortais para outro cemitério é necessária uma carta com autorização do cemitério ou crematório que
irá receber os despojos.
Se for levado para outro município ou estado, há necessidade de autorização emitida pelo Distrito Policial.
No município de São Paulo, o pedido de exumação é regulamentado pelo Decreto Municipal Nº 59.196.
Por que exumar?
A prática da exumação é bastante comum no Brasil, o que possibilita um uso racional e ecológico dos espaços
destinados a cemitérios.
Em Jazigo próprio a decisão de exumar é exclusiva da família. Neste caso, a opção pela exumação está
relacionada à intenção de abrir espaço para novos sepultamentos.
O aluguel de gaveta para sepultamento é outro momento em que a exumação é muito utilizada. A locação é
uma modalidade de enterro utilizada pelas famílias que não possuem jazigo próprio, muito comum na cidade de
São Paulo.
Parte significativa dos óbitos da cidade utilizam o serviço de aluguel nos cemitérios municipais, conhecido como
quadra Geral. São cerca de 26.000 sepultamentos anuais, que representam 40% do total de óbitos da cidade.
Alguns cemitérios particulares também oferecem este serviço.
O aluguel se dá por um período de 3 anos. Após este período a família precisa dar um destino aos despojos
mortais do ente querido falecido.
A exumação é realizada por profissionais habilitados para tais serviços. É obrigatório o uso de EPIs para
proteção dos profissionais.
O jazigo é aberto e a urna retirada. Em local aberto, a tampa do caixão é removida. Os restos mortais do ente
querido falecido (ossos) são separados e acondicionados em uma urna adequada para este fim.
A urna pode ser realocada no próprio jazigo ou pode ser levada para outro local de acordo com a preferência da
família.
Os restos de caixão e roupas são encaminhados para um local em acordo com as normas sanitárias locais.
A família, caso não se sinta à vontade em participar deste momento, não precisa acompanhar o processo
presencialmente.
Módulo 13:
A cremação é um procedimento de redução do corpo humano após o falecimento que, por meio de altas
temperaturas, se transforma em cinzas. Ela surgiu há milhares de anos; as civilizações grega e romana já
optavam pela cremação como uma forma nobre de destino após a morte. Apesar de se associar essa prática
aos anos de 1000 a.C. para os gregos e 750 a.C. para os romanos, não se sabe ao certo a data da sua origem.
É importante que as crenças religiosas sejam consideradas na hora da escolha, pois enquanto, para algumas
crenças (o budismo e o hinduísmo, por exemplo), a cremação é obrigatória para a purificação e a libertação da
alma, para outras (como o islamismo e o judaísmo), ela não pode ser realizada de forma alguma.
No catolicismo, o procedimento foi proibido até aproximadamente 1960. Atualmente, a cremação é permitida
para pessoas dessa religião, com a recomendação de que as cinzas não sejam espalhadas.
Uma das ressalvas comuns que as pessoas têm em relação à cremação é a respeito do valor. No entanto, essa
opção é menos custosa que o sepultamento, pois são evitados alguns custos, como o jazigo e a taxa de
manutenção.
Assim, a escolha da melhor alternativa deve ser discutida pela família. Nesse sentido, muitas pessoas
conversam sobre o destino que desejam dar ao seu corpo após o seu falecimento e, em casos assim, é
importante que a vontade seja respeitada. Também é possível registrar em cartório o desejo de ser cremado.
Agora que você já sabe o que é a cremação, vamos entender melhor como acontece esse procedimento. É
importante saber que existem algumas regras para o processo, que variam de acordo com o estado. Porém, em
geral, ela só pode acontecer depois do tempo mínimo de 24 horas após a emissão da declaração de óbito.
Preparação
O corpo passa por uma preparação, em que são retirados os objetos metálicos e os implantes, como marca-
passo, para garantir a segurança. Ele fica por algum tempo em câmara fria, antes de ser submetido ao calor.
Incineração
Na sequência, o corpo, que está em um recipiente adequado — produzido em material ecológico, sem química,
vidros, metais e verniz —, é introduzido em uma câmara. Lá, é exposto a uma temperatura de
aproximadamente 800°C, responsável pela desintegração. A temperatura se eleva e é preciso que um
profissional responsável monitore todo o procedimento, que dura entre 2 e 3 horas.
A cremação sempre deve ser feita individualmente. No Brasil, é ilegal fazer cremações simultâneas, além de as
câmaras não serem capazes de comportar mais de um corpo.
Fragmentação
Após o processo com o calor, o corpo cremado precisa repousar em uma superfície metálica, onde são
removidos quaisquer resíduos metálicos. Em seguida, passa-se pelo cremulador, uma máquina que faz com que
os resíduos se tornem fragmentos muito pequenos.
Por fim, eles passam por outra máquina para a pulverização, até que se tornem um pó fino. Ele é lacrado e pode
ser transferido para uma urna adequada, para que seja entregue à família.
Depois da cremação, é preciso fazer outra escolha muito importante: como as cinzas serão guardadas. Uma
alternativa que pode ajudar na despedida é mantê-las em um local especial para o ente querido. Para algumas
pessoas, essa é uma forma importante de preservar a memória com carinho e prestar homenagens.
Além disso, alguns cemitérios contam com um espaço chamado columbário, que é destinado especificamente
para guardar as cinzas e é um local calmo e agradável para fazer orações a quem já se foi.
Da mesma forma, existe a opção de transformar as cinzas em algo diferente, como uma joia, uma obra de arte
ou uma árvore. Essas alternativas são interessantes para quem deseja sentir a pessoa sempre por perto, de
maneira mais ampla. No caso da árvore, por exemplo, as cinzas podem ser colocadas em urnas biodegradáveis,
específicas para receber a terra e uma muda.
Para naturalizarmos o processo de cremação e aceitarmos que é uma das opções possíveis diante da perda de
um ente querido, vamos mostrar algumas informações interessantes sobre o processo. Veja a seguir.
Apesar de ser uma tradição em crescimento no Ocidente, nos países do Oriente essa é considerada uma prática
purificadora, o que a torna mais comum. Ela tem a função religiosa-filosófica, assim, de eliminar os defeitos
daquela pessoa e liberar a sua alma. Alguns dos locais nos quais a prática é mais usual são:
• Japão;
• Inglaterra;
• Hong Kong;
• China;
• Índia.
Essa é uma alternativa que era comum, por exemplo, na Grécia Antiga. Eles faziam o processo em fogo aberto e
enviavam as cinzas para as terras natais. Isso começou a se tornar mais delicado por questões religiosas — por
exemplo, para os judeus, não pode haver destruição do corpo, já que a alma se desprende lentamente dele.
Após o velório e a condução para uma sala refrigerada, o corpo precisa aguardar outros processos de cremação
serem realizados, se for o caso. Isso porque é ilegal que ele seja executado de forma coletiva, por exemplo.
Além disso, as próprias câmaras não apresentam tamanho para comportar mais de um corpo. É preciso que a
cremação seja realizada assim, até mesmo como forma de respeito aos familiares, para que possam receber os
restos mortais corretos e definirem o destino de acordo com a vontade de homenagear aquela pessoa querida.
Por mais que seja um desejo do ente querido falecido, há circunstâncias nas quais não é possível realizar a
cremação. Ter ciência disso é fundamental para encontrar outras formas de homenagear a pessoa.
Legalmente, em caso de morte violenta, a pessoa não poderia ser cremada. Isso porque, em caso de reabertura
da investigação, por meio de exumação, é preciso ter acesso ao corpo para realizar laudos adicionais. A
exceção é quando há uma autorização judicial para isso.
Muitas pessoas desistem dessa opção por acreditarem que é um processo mais caro do que o sepultamento.
Curiosamente, não é. Essa é uma opção mais barata, já que não envolve alguns custos, como:
• terreno;
• locação do espaço;
• compra do jazigo;
• manutenção do jazigo.
No caso da cremação, não há essas questões, o que torna tudo mais barato. Além disso, se for vontade da
família e do ente querido, é mais prático. Isso não impede, por exemplo, de deixar as cinzas no cemitério para
que os ritos de homenagem possam ser feitos ali — no caso, a urna ficará no columbário local. Ali, serão
depositadas as cinzas da pessoa, que poderão ser visitadas sempre que familiares e amigos queridos quiserem.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a cremação não polui o ambiente. Para isso, é preciso que o
processo seja feito com alguns cuidados, que garantem a preservação ambiental. Assim, existem
regulamentações para que tudo seja realizado de maneira ética e sem impactos à natureza.
Em relação aos gases que são produzidos, é importante saber que são liberadas apenas água e uma pequena
quantidade de gás carbônico.
Os equipamentos para o procedimento também contam com filtros de ar, que reduzem os resíduos tóxicos
gerados. Já as cinzas são compostas por cálcio e potássio e não oferecem nenhum risco de contaminação,
mesmo em casos de falecimento decorrente de enfermidade.
Para quem considera a importância das questões ambientais, que tal transformar-se em uma árvore? As
biournas permitem isso. Elas são compostas de uma cápsula que possibilita a germinação da semente e da
parte na qual são depositadas as cinzas. De acordo com a decomposição da cápsula, as cinzas alimentam as
raízes da árvore. Uma bela forma de renascer, não é mesmo?
Agora que você entendeu melhor o que é cremação e como ela funciona, pode refletir a respeito. É importante
escolher a maneira mais saudável de lidar com o luto e prestar a última homenagem a quem se foi. Assim, a
família precisa encontrar a alternativa que trará maior conforto nesse momento.
Módulo 14:
Referências Bibliográficas
Apostilas
Sites









