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Ação de Indenização por Falha em Entrega

atividade de relatorio
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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AO JUÍZO DO ___º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA

COMARCA DE DUQUE DE CAXIAS

LAUDICEIA MARIA RODRIGUES, brasileira, divorciada,


professora, identificado no DETRAN/RJ sob o nº 09.530.954-8,
inscrito no CPF sob o nº 027.113.357-04, residente e domiciliada
na Estrada Calandu, nº 800, Bloco 16, Apartamento nº101, Nossa
Sra. Do Carmo, CEP: 25040-610 por seus advogados constituídos,
vem perante V. Exa. Propor a presente

AÇÃO DE REESTITUIÇÃO DE VALOR


C/C INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL,

Em face de CASAS BAHIA, pessoa jurídica de direito privado


inscrita no CNPJ sob nº 59.291.534/0843-28, com sede social na
Avenida Conde Francisco Matarazzo,100, Centro - São Caetano do
Sul, CEP: 09520-900, com fulcro nos artigos 5º, inciso V, e 37, §
6º, da CRFB; Lei 8078/90, art. 14; e art. 927 do Cód. Civil, e 246, I,
247, 248, parágrafo único, do Cód. de Processo Civil.
PRELIMINARMENTE

Ab initio, cumpre requerer a V. Exa., se digne de


conceder os benefícios da justiça gratuita, nos exatos nos
termos do art. 98 e seguintes do CPC/2015, por ser juridicamente
_____________________________________________________________________________________________________________________________
Av. Dr. Manoel Teles, nº. 113, salas 701/702, Centro, D. de Caxias, RJ. Tel.: 2673-3401
Rua Artur Rodrigues Loivos, nº 288, Piabetá, Magé, RJ.
barrozoadv@[Link]
pobre, não possuindo recursos para custeio de despesas
processuais, sem prejuízo de sua mantença e a de seus
familiares, conforme declaração anexa.

Requer, outrossim, que seja determinada a inversão


do ônus da prova, com base na norma enunciada no artigo 6 º,
inciso VIII da Lei nº. 8.078/90, bem como diante do enunciado 03
do aviso 17/2005 do Egrégio TJ/RJ, ante a hipossuficiência técnica
existente.

NO MÉRITO

No dia 06 de agosto de 2024, a autora adquiriu um


armário de cozinha compacto, mediante pedido nº 268989405,
utilizando o cartão de crédito nº 5253 2600 2685 1312. A compra
foi parcelada em duas vezes, cada parcela no valor de R$742,53,
totalizando R$1.485,06, valor que incluía frete e serviço de
montagem do produto. A data inicialmente prevista para a
entrega do móvel era 10 de setembro de 2024. Contudo, em
contato com o vendedor Santana, através do chat da ré, foi
informada de que a entrega poderia ocorrer no dia 04 de
setembro de 2024. Acreditando nesta informação, a autora
aguardou a entrega do produto.

No dia 03 de setembro de 2024, a autora tentou


confirmar a entrega do móvel, mas não obteve retorno. Repetiu a
tentativa no dia 04 de setembro, novamente sem sucesso. Diante
da falta de respostas, a autora, sentindo-se desrespeitada e sem
informações claras sobre a entrega do móvel que já havia sido
pago, decidiu dirigir-se pessoalmente à loja no dia 12 de
setembro de 2024 para buscar esclarecimentos. Na loja, foi
informada que o vendedor Santana estava de férias, sendo
atendida pelo gerente da loja.

O gerente informou à autora que o modelo do móvel


adquirido não estava mais disponível em estoque, oferecendo-lhe
_____________________________________________________________________________________________________________________________
Av. Dr. Manoel Teles, nº. 113, salas 701/702, Centro, D. de Caxias, RJ. Tel.: 2673-3401
Rua Artur Rodrigues Loivos, nº 288, Piabetá, Magé, RJ.
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um modelo diferente. A autora, necessitando do móvel com
urgência, aceitou a troca sob a condição de que a entrega do
novo produto ocorresse até o dia 17 de setembro de 2024. A
autora recebeu um e-mail com a nova previsão de entrega para o
dia 21 de setembro de 2024. No entanto, a entrega não foi
realizada na data prometida.

A autora, mais uma vez, se viu desamparada e lesada,


pois além de não receber o produto no prazo estipulado, não
houve qualquer comunicação por parte da ré justificando o atraso
ou uma nova previsão de entrega. Esta situação causou-lhe
diversos transtornos, uma vez que já havia planejado a
organização de sua cozinha com base na entrega do móvel.

Destaca-se que a autora agiu de boa-fé em todas as


etapas do processo, confiando nas informações fornecidas pela
ré. A situação configura uma clara violação dos direitos do
consumidor, conforme disposto no Código de Defesa do
Consumidor (Lei nº 8.078/1990), especialmente no que tange aos
artigos 6º, inciso IV, que assegura a proteção contra práticas e
cláusulas abusivas, e 35, que garante o cumprimento forçado da
obrigação, a substituição do produto por outro equivalente ou a
restituição da quantia paga.

Ademais, a conduta da ré revela uma falta de respeito


com o consumidor, que se viu obrigado a diversas tentativas de
contato e deslocamentos desnecessários, sem obter uma solução
satisfatória. A ausência de comunicação adequada e a falha na
prestação do serviço contratado causaram à autora não apenas
prejuízos financeiros, mas também danos morais, decorrentes do
desgaste emocional e da frustração gerada pela situação.

A autora, portanto, se vê no direito de exigir o reembolso


integral do valor pago pelo produto, já que o serviço não foi
prestado conforme acordado, além de pleitear indenização por
danos morais, face à conduta negligente e abusiva da ré. A
_____________________________________________________________________________________________________________________________
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situação descrita demonstra uma clara afronta aos princípios da
boa-fé e da transparência, fundamentais nas relações de
consumo.

Ressalta-se ainda que a autora confiou na reputação da


ré, uma empresa estabelecida no mercado, e esperava um
tratamento digno e respeitoso, o que não ocorreu. A falta de
comunicação e a inércia da ré em solucionar o problema de forma
tempestiva e eficaz configuram uma prática abusiva e
desrespeitosa, violando os direitos básicos do consumidor.

A conduta da ré, ao não entregar o produto no prazo


estipulado e ao não fornecer informações adequadas, causou à
autora prejuízos que vão além do aspecto material. A frustração
de expectativas, o desgaste emocional e o transtorno causado
pela falha na prestação do serviço justificam a reparação por
danos morais. Esses danos são evidentes e devem ser
compensados, conforme orientação jurisprudencial e os princípios
consagrados no Código de Defesa do Consumidor.

Diante do exposto, é evidente que a autora foi lesada


em seus direitos e merece ser ressarcida pelos danos materiais e
morais sofridos. A postura da ré demonstra uma total falta de
respeito e consideração com o consumidor, o que não pode ser
tolerado. A autora busca, portanto, a devida reparação pelos
prejuízos sofridos, com base na legislação vigente e nos princípios
que regem as relações de consumo no Brasil.

DA VIOLAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO


CONSUMIDOR

O Código de Defesa do Consumidor (CDC), em seu artigo


30, estabelece que toda informação ou publicidade,
suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio
de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou

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apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se
utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

No caso em tela, a autora adquiriu um armário de


cozinha compacto, com entrega prevista inicialmente para
10/09/2024, posteriormente antecipada para 04/09/2024,
conforme informado pelo vendedor Santana. No entanto, a
entrega não ocorreu na data prometida, e a autora não obteve
retorno ao tentar contato nos dias 03 e 04 de setembro. Tal
situação configura descumprimento da oferta, conforme previsto
no artigo 35 do CDC.

O artigo 35 do CDC dispõe que, se o fornecedor de


produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação
ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua
escolha: I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos
termos da oferta, apresentação ou publicidade; II - aceitar outro
produto ou prestação de serviço equivalente; III - rescindir o
contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente
antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

A autora, ao comparecer à loja em 12/09/2024, foi


informada pelo gerente que o vendedor estava de férias e que o
móvel adquirido não estava mais disponível, sendo oferecido
outro modelo. A autora aceitou a troca, condicionada à entrega
até 17/09/2024. No entanto, a nova data de entrega também não
foi cumprida, conforme e-mail recebido com previsão para
21/09/2024, que igualmente não ocorreu.

Veja-se os seguintes julgados do Tribunal de Justiça do


Rio de Janeiro que tratam sobre a situação em questão. In verbis:

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE COMPRA E VENDAS


DE IMÓVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C REPETIÇÃO DE
INDÉBITO COM DANOS MORAIS COM ANTECIPAÇÃO DE TUTELA.
SENTENÇA QUE JULGOU PELA PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. (TJ-AL): DIREITO
CIVIL E DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE COMPRA E VENDAS DE
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IMÓVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO
COM DANOS MORAIS COM ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SENTENÇA QUE
JULGOU PELA PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL DO BANCO DO
BRASIL S/A. APLICAÇÃO DO CDC. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE
PASSIVA. TESE REJEITADA. AGENTE FINANCIADOR QUE INTEGRA A
CADEIA DE FORNECIMENTO. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA.
COBRANÇA DE TAXA DE OBRA. ILEGITIMIDADE DA COBRANÇA.
COBRANÇA QUE SOMENTE OCORRERÁ ATÉ O PRAZO AJUSTADO NO
CONTRATO, INCLUINDO O PRAZO DE TOLERÂNCIA. TESE FIRMADA PELO
STJ. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO CONHECIDO E NÃO
PROVIDO. APELAÇÃO CÍVEL DA MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES
S/A. JUROS DA EVOLUÇÃO DA OBRA. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA
COBRADA A MAIOR. DANOS MORAIS CONFIGURADOS NA HIPÓTESE.
QUANTUM RAZOÁVEL FIXADO PELO MAGISTRADO EM R$ 10.000,00.
PRECEDENTE DESTA 4ª CÂMARA. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. UNANIMIDADE. TJ-AL - Apelação
Cível: AC 0708988-42.2017.8.02.0001 Maceió, Data do Julgamento: 22 de
Agosto de 2023, 4ª Câmara Cível, Data de Publicação: 23/08/2023 AC 0708988-
42.2017.8.02.0001 Maceió

Verificando um dos diversos julgados existentes, resta


claro a existência de inúmeras e reiteradas decisões que
consolidam o entendimento de que é evidente que a ré não
cumpriu a oferta conforme veiculada, gerando o direito da autora
de rescindir o contrato e obter a restituição do valor pago, além
de perdas e danos. A conduta da ré configura clara violação dos
direitos do consumidor, conforme estabelecido pelo CDC, sendo
imperiosa a reparação dos danos sofridos pela autora
configurando dano moral, gerando o direito de compensação
pelos danos ocasionados.

DO DIREITO À RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO

A autora adquiriu um armário de cozinha compacto pelo


valor de R$ 1.485,06, com a entrega inicialmente prevista para
10/09/2024, posteriormente alterada para 04/09/2024 pelo
vendedor Santana. No entanto, a entrega não foi realizada nas
datas prometidas, e a autora, após várias tentativas de contato e
esclarecimentos, foi informada de que o produto não estava mais
disponível. A troca por outro modelo foi autorizada, com nova
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previsão de entrega para 17/09/2024, que também não foi
cumprida, sendo novamente adiada para 21/09/2024, sem
sucesso.

Diante do exposto, a situação configura um vício na


prestação do serviço, conforme previsto no Código de Defesa do
Consumidor (CDC), Lei nº 8.078/1990. O artigo 18 do CDC
estabelece que os fornecedores de produtos de consumo duráveis
ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de
qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou
inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o
valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as
indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem
ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes
de sua natureza.

Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta


dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em
perfeitas condições de uso; II - a restituição imediata da quantia
paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos; III - o abatimento proporcional do preço.

No caso em tela, a autora optou pela restituição


imediata da quantia paga, uma vez que o vício não foi sanado
dentro do prazo legal de trinta dias. A autora tentou resolver a
questão de forma amigável, mas não obteve sucesso, sendo
informada de sucessivos adiamentos e da indisponibilidade do
produto adquirido. Tal situação gerou frustração e transtornos,
configurando, além do vício na prestação do serviço, um dano
moral passível de indenização.

DIREITO DO CONSUMIDOR. PRODUTO NÃO ENTREGUE.


CANCELAMENTO DA COMPRA SEM CONCORDÂNCIA DO
ADQUIRENTE. (TJ-AL): DIREITO DO CONSUMIDOR. PRODUTO
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NÃO ENTREGUE. CANCELAMENTO DA COMPRA SEM
CONCORDÂNCIA DO ADQUIRENTE. INVERSÃO DO ÔNUS DA
PROVA NÃO ISENTA O CONSUMIDOR DE COMPROVAR OS
FATOS QUE ESTÃO AO SEU ALCANCE. ART. 6º, VIII, DO CDC C/C
ART. 373, I, DO CPC. AUTOR NÃO JUNTOU COMPROVANTES DE
COMPRA E PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE FATURAS QUE
COMPROVEM QUE O VALOR ESTORNADO NÃO FOI CREDITADO.
RESTITUIÇÃO INDEVIDA. VENDA DE PRODUTO NÃO
DISPONÍVEL. EXPECTATIVA FRUSTRADA. BEM DE USO
ESSENCIAL À ATIVIDADE LABORAL. DANO MORAL
CONFIGURADO. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE
PROVIDO. TJ-AL - Recurso Inominado Cível: RI 0701822-
10.2017.8.02.0081 Maceió, Data do Julgamento: Data de
julgamento16/04/2020, 2ª Turma Recursal da 1ª Região -
Maceió, Data de Publicação: Data de publicação17/04/2020 RI
0701822-10.2017.8.02.0081 Maceió

BEM MÓVEL. INDENIZAÇÃO. (TJ-SP): BEM MÓVEL.


INDENIZAÇÃO.1. A consumidora pode demandar quaisquer dos
integrantes da cadeia produtiva, com vistas a obter a
reparação de prejuízo sofrido. Inteligência do artigo 18 do
Código de Defesa do Consumidor.2. Não solucionados os vícios
apresentados no prazo legal, é devida a restituição dos valores
pagos. Inteligência do art. 18, § 1º, do CDC.3. Sofre evidente
abalo moral o consumidor que adquire pisos para instalar em
sua residência e, verificada a existência de vícios, é obrigado a
ajuizar ação e realizar nova obra para o devido reparo.4. O
valor do dano moral deve ser aferido com razoabilidade, sem
excesso, para que não gere enriquecimento, nem com
insignificância, que o torne inexpressivo. Sentença mantida.
Recursos desprovidos, com majoração da verba honorária. TJ-
SP - Apelação Cível: AC 1000729-75.2018.8.26.0067 SP
1000729-75.2018.8.26.0067, Data do Julgamento: Data de
julgamento03/10/2017, 26ª Câmara de Direito Privado, Data
de Publicação: Data de publicação23/02/2020 AC 1000729-
75.2018.8.26.0067 SP 1000729-75.2018.8.26.0067

Considerando que a loja ré não entregou o produto no


prazo acordado e não sanou o vício dentro do prazo legal, a
autora tem o direito de exigir a restituição imediata do valor
pago, devidamente atualizado, sem prejuízo de eventuais
_____________________________________________________________________________________________________________________________
Av. Dr. Manoel Teles, nº. 113, salas 701/702, Centro, D. de Caxias, RJ. Tel.: 2673-3401
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perdas e danos. A conduta da ré, ao não cumprir com suas
obrigações contratuais e legais, causou prejuízos à autora, que
deve ser ressarcida de forma justa e adequada.

DOS DANOS MORAIS CAUSADOS AO CONSUMIDOR

O Código de Defesa do Consumidor (CDC), em seu


artigo 6º, inciso VI, estabelece como direito básico do
consumidor a efetiva prevenção e reparação de danos
patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos. Este
dispositivo legal visa assegurar que o consumidor, parte
vulnerável na relação de consumo, tenha seus direitos
protegidos e que qualquer lesão sofrida seja devidamente
reparada.

No caso em tela, a autora adquiriu um armário de


cozinha compacto, com a promessa de entrega e montagem
incluídas no valor pago. A expectativa legítima da autora era
de que o produto fosse entregue e montado conforme o
acordado, o que não ocorreu. A alteração unilateral da data de
entrega, seguida pela falta de comunicação e a posterior
informação de que o produto não estava mais disponível,
configuram falhas graves na prestação do serviço.

A frustração da autora foi agravada pela promessa de


substituição do produto por outro modelo, que também não foi
cumprida. A constante mudança nas datas de entrega e a
ausência de respostas claras por parte do fornecedor geraram
um desgaste emocional significativo, caracterizando um dano
moral. A autora foi submetida a uma situação de incerteza e
desrespeito, que ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano.

O direito à reparação por danos morais está


claramente previsto no CDC, e a conduta do réu, ao não
cumprir com suas obrigações contratuais e ao tratar a autora
_____________________________________________________________________________________________________________________________
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com descaso, justifica a indenização pleiteada. A reparação por
danos morais tem o objetivo de compensar o sofrimento e a
angústia causados à autora, além de servir como medida
punitiva e educativa para o fornecedor, prevenindo futuras
condutas semelhantes.

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE


OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. APELO DO
DEMANDANTE. DANOS MORAIS EM VIRTUDE DE ATRASO NA
ENTREGA DA OBRA. ACOLHIDO. INADIMPLEMENTO TOTAL.
CIRCUNSTÂNCIAS ESPECÍFICAS DO CASO QUE ENSEJAM O
RECONHECIMENTO DO DEVER DE INDENIZAR. PRECEDENTES
DO STJ. DANOS MORAIS COMPROVADOS. MÉTODO BIFÁSICO.
PRECEDENTES DO STJ. PRIMEIRA FASE. PRECEDENTES DESTE
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SEGUNDA FASE. ARBITRAMENTO DA
COMPENSAÇÃO POR DANOS MORAIS EM R$ 5.000,00 (CINCO
MIL REAIS). REFORMA DA SENTENÇA. REDISTRIBUIÇÃO DOS
ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. RECURSO DE APELAÇÃO CONHECIDO
E PROVIDO. (TJ-AL): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO
CONSUMIDOR. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SENTENÇA DE PARCIAL
PROCEDÊNCIA. APELO DO DEMANDANTE. DANOS MORAIS EM
VIRTUDE DE ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. ACOLHIDO.
INADIMPLEMENTO TOTAL. CIRCUNSTÂNCIAS ESPECÍFICAS DO
CASO QUE ENSEJAM O RECONHECIMENTO DO DEVER DE
INDENIZAR. PRECEDENTES DO STJ. DANOS MORAIS
COMPROVADOS. MÉTODO BIFÁSICO. PRECEDENTES DO STJ.
PRIMEIRA FASE. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
SEGUNDA FASE. ARBITRAMENTO DA COMPENSAÇÃO POR
DANOS MORAIS EM R$ 5.000,00 (CINCO MIL REAIS). REFORMA
DA SENTENÇA. REDISTRIBUIÇÃO DOS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA.
RECURSO DE APELAÇÃO CONHECIDO E PROVIDO. TJ-AL -
Apelação Cível: AC 0709830-90.2015.8.02.0001 Maceió, Data
do Julgamento: 12 de Julho de 2023, 4ª Câmara Cível, Data de
Publicação: 12/07/2023 AC 0709830-90.2015.8.02.0001
Maceió

RECURSO INOMINADO – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO


MORAL – DIREITO DO CONSUMIDOR – RESPONSABILIDADE POR
VÍCIO DO SERVIÇO – CANCELAMENTO DE VOO – APLICAÇÃO DO
_____________________________________________________________________________________________________________________________
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CDC – DANO MORAL CARACTERIZADO – MANUTENÇÃO DO
VALOR DO QUANTUM INDENIZATÓRIO – DENTRO DA ESFERA
DO RAZOÁVEL E DO PROPORCIONAL – RECURSO CONHECIDO E
IMPROVIDO. (TJ-AM): RECURSO INOMINADO – AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL – DIREITO DO CONSUMIDOR –
RESPONSABILIDADE POR VÍCIO DO SERVIÇO – CANCELAMENTO
DE VOO – APLICAÇÃO DO CDC – DANO MORAL
CARACTERIZADO – MANUTENÇÃO DO VALOR DO QUANTUM
INDENIZATÓRIO – DENTRO DA ESFERA DO RAZOÁVEL E DO
PROPORCIONAL – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1.
Houve sentença de procedência de indenização por danos
morais. 2. Alega que houve mudança do itinerário de voo, sem
prévia comunicação e que a companhia aérea não ofereceu
nenhum tipo de assistência material conforme previsto na
Resolução nº 400, art. 26 da ANAC, fato este que gerou
atrasos e outros transtornos. 3. Há com clareza a ocorrência
de vício de qualidade do serviço pelo recorrente que cancelou
um dos voos do itinerário do recorrido (art. 20, CDC). Portanto,
o dano moral faz-se, sim, impor ante inadequação na
prestação do serviço que causou aflição ao consumidor que foi
impedido de embarcar no voo de volta. 4. Com relação ao
valor do quantum, observo que o montante relativo à
indenização por danos morais é determinado de acordo com
as peculiaridades de cada caso concreto, sendo revisto por
este relator somente quando se tratar de valores ínfimos ou
excessivos, isto é, quando não se observa os critérios da
proporcionalidade e razoabilidade. Portanto, entendo que o
quantum estipulado na sentença do juízo a quo é proporcional
e razoável, razão pela qual o mantenho. 5. Diante disto,
CONHEÇO DO RECURSO, mas NEGO-LHE PROVIMENTO,
mantenho a sentença atacada e me sirvo dos seus
fundamentos para exarar esta súmula de julgamento como
acórdão (art. 46 da Lei 9.099/95). Condena-se, por fim, o
recorrente ao pagamento de custas e honorários no percentual
de 10% sobre o proveito econômico, suspensas suas
exigibilidades nos termos da lei. (art. 55 da Lei nº 9.099/95).
TJ-AM - Recurso Inominado Cível: 0428044-36.2024.8.04.0001
Manaus, Data do Julgamento: Data de julgamento20/05/2024,
3ª Turma Recursal, Data de Publicação: Data de
publicação20/05/2024 0428044-36.2024.8.04.0001 Manaus

_____________________________________________________________________________________________________________________________
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Portanto, a falha na prestação do serviço e a frustração
gerada pela não entrega do produto no prazo acordado
configuram danos morais, sendo direito da autora a reparação por
tais danos, conforme previsto no Código de Defesa do
Consumidor.

DOS PEDIDOS

Ante ao exposto, requer a V. Exa. o que passa a expor:

1 - Deferimento do pedido de GRATUIDADE DE JUSTIÇA,


para todos os fins de direito;

2 - Seja determinada a INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA,


com base na norma enunciada no artigo 6º, inciso VIII da Lei
nº. 8.078/90 e ante a sua hipossuficiência técnica existente;

3 - A CITAÇÃO da ré, no endereço supracitado, nos


exatos termos do art. 246, com as prerrogativas do art. 212,
ambos do NCPC, para apresentar defesa escrita, sob pena de
revelia e confissão quanto a matéria de fato;

6 - CONDENAR a ré a PAGAR INDENIZAÇÃO NO VALOR


DE R$ 20.000,00 (vinte mil reais), para satisfação dos DANOS
MORAIS causados ao autor, com juros de mora de 12% ao ano a
partir da citação e correção monetária desde o ajuizamento da
causa e a RESTITUIÇÃO NO VALOR DE R$ 1.485,06(um mil,
quatrocentos e oitenta e cinco reais e seis centavos) pelo valor
pago do objeto da lide;

7 - A CONDENAÇÃO da ré em custas processuais e


honorários advocatícios, estes em 20%.

Protesta ao autor, e requer provar o alegado por todos


os meios de provas permitidos em direito, como depoimento
pessoal do representante legal da ré, sob pena de confesso, que
_____________________________________________________________________________________________________________________________
Av. Dr. Manoel Teles, nº. 113, salas 701/702, Centro, D. de Caxias, RJ. Tel.: 2673-3401
Rua Artur Rodrigues Loivos, nº 288, Piabetá, Magé, RJ.
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fica desde já requerido; inquirição de testemunhas, que para
tanto deverão ser intimadas a comparecer à audiência a ser
designada; juntada de novos documentos e demais necessários
para o esclarecimento da verdade.

Termos em que pede deferimento de V. Exa. para


D.R.A. a presente, dando-se a esta o valor de R$ 26.485,06 (vinte
e seis mil, quatrocentos e oitenta e cinco reais e seis centavos), e
informando, para fins do que o artigo 106 do Cód. de Proc. Civil,
que os seus patronos possuem escritório na Rua Dr. Manoel Teles,
nº. 113, sala 501, Centro, Duque de Caxias, RJ, onde receberão
todas as notificações e/ou intimações pertinentes ao presente
feito, em nome do advogado Carlos Claudionor Barrozo –
OAB/RJ nº. 73.973, sob pena de nulidade.

Duque de Caxias, aos 30 de setembro de 2024.

CARLOS C. BARROZO ROBERTA S.


BARROZO
OAB/RJ nº. 73.973
OAB/RJ nº. 135.584

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