9 de março de 2016
Nutrição e Dietas
Quem quer ter uma vida saudável e um corpo em boa forma, levanta a mão! Todo mundo, né? Só
que para isso acontecer, você precisa conhecer os mitos da alimentação que estão te enganando e
abandoná-los de uma vez por todas! Veja abaixo:
1 – Ovo faz mal
Considerado vilão por muito tempo, o ovo, na verdade, é rico em proteínas, tem poucas calorias e é
bastante nutritivo. Não faz mal, nada! Pode comer sem culpa. Apenas não exagerar, como qualquer
alimento!
2 – Barrinha de cereal é bom para emagrecer
Parece amiga da dieta, mas na verdade é cheia de açúcar e, às vezes, vem até coberta de
chocolate… Aí não dá, né?! Quer emagrecer? Então fuja das barrinhas de cereal e fique com frutas
e castanhas. Frutas secas também pode! Existem algumas marcas que tem a opção sem açúcar e sem
aqueles ingredientes que nem conhecemos! Prefira essas opções.
3 – Granola também!
O mesmo problema das barrinhas de cereal: muitas têm açúcar pra caramba! Então, é bom ficar de
olho no rótulo, se quiser mesmo emagrecer e ter uma alimentação balanceada. Fica a dica! Prefira
as opções sem açúcar.
4 – Gordura é ruim
Nem toda gordura faz mal ou engorda. O abacate, por exemplo, é calórico e “gorduroso”, mas tem
gordura boa! É uma opção saudável, assim como o azeite, as nozes e algumas castanhas.
Essas são as gorduras insaturadas, que ajudam na absorção de vitaminas e protegem o coração de
infarto e AVC.
5 – Low carb é a melhor dieta
Quem pensa que cortar totalmente o carboidrato está com tudo, na verdade, está é bem enganado.
Os carboidratos são fonte de energia para o seu corpo conseguir realizar as tarefas. Só que você vai
encontrá-los tanto nas frutas e legumes, que são saudáveis e pouco calóricos, quanto nos bolos e
massas que, consumidos em excesso, engordam e fazem mal para a saúde.
Aí tem que saber escolher e não exagerar. Não vá jacar, hein?
6 – Café faz mal
O café é rico em antioxidantes, é um estimulante natural e previne várias doenças, desde que
ingerido na dose certa. Os médicos recomendam cerca de quatro xícaras de café por dia. E se você
tem insônia, evite beber café à noite, ok?
7 – Beber água durante a refeição engorda
O real perigo de beber não só água, mas líquidos em geral, durante a refeição é atrapalhar o
processo digestivo, pois o líquido vai diluir o suco gástrico e dificultar a digestão. Mas, um
pouco de água ou suco enquanto come não vai te fazer engordar nem atrapalhar sua digestão, não!
8 – Integral não engorda
Alimentos integrais têm a mesma quantidade de calorias que os normais e, se você comer demais,
vai engordar, sim. A diferença está na quantidade de fibras, que tornam o alimento mais saudável e
vão te deixar saciado por mais tempo.
9 – Margarina é melhor que manteiga
Apesar de a manteiga ser mais calórica que a margarina, ela é mais natural do que a concorrente,
que passa por um processo de hidrogenação.
10 – Queijo branco é aliado da dieta
Há quem pense que está fazendo a melhor troca ao substituir o queijo prato ou o provolone, por
exemplo, pelo queijo branco.
Com certeza é uma opção melhor do que os queijos amarelos, porém, não é dos menos calóricos na
lista da dieta. Apesar de ser um queijo com menos gordura saturada do que os mais amarelos,
existem outras opções mais interessantes para uma alimentação saudável.
Prefira o cottage e a ricota, que têm poucas calorias e gorduras, e são ricos em proteína.
11 – Beterraba é boa para anemia
Ao contrário do que muita gente acredita, a beterraba não trata a anemia. Ela não tem uma
quantidade grande de ferro, e é de um tipo que é mais difícil para o corpo absorver.
Apesar disso, ela é muito saudável e rica em nutrientes. Mas, se o seu problema é anemia, prefira o
feijão e as carnes vermelhas magras.
12 – Chocolate é inimigo da dieta
Tem gente que entra de dieta e fica naquele mau humor típico da falta de chocolate. Calma, miga! A
verdade é que dá pra incluir o chocolate na dieta, sim, desde que não exagere e que seja o tipo certo.
O ideal é consumir o chocolate com maior quantidade de cacau possível (de 50% para cima) e
quanto menos açúcar, melhor! Por isso, dê preferência aos amargos ou meio amargos.
13 – Peito de peru sempre!
Faz tapioca e coloca peito de peru; troca o presunto e a mortadela pelo peito de peru. Só tem um
probleminha: o peito de peru é um embutido, com alto teor de sódio, que vai te fazer reter bastante
liquido.
Melhor ficar com o atum (aquele sem óleo, por favor!), que é natural e saudável, rico em ômega 3!
14 – Se é diet e light, pode à vontade!
Não, não pode! Pior do que tomar uma Coca-Cola comum é tomar a zero achando que está tudo
bem. Faz tão mal quanto a original e o adoçante tem o mesmo efeito que o açúcar no organismo
quando falamos de insulina.
Vai te fazer engordar do mesmo jeito! Sem falar na alta concentração de sódio, que é péssima para a
saúde.
15 – Tem pouca caloria, então posso consumir sem culpa
Não é bem assim. Não dá para olhar só a caloria e esquecer os nutrientes. A gelatina não tem quase
caloria nenhuma, mas é cheia de corantes e conservantes.
Já a manga, por exemplo, é calórica, mas faz muito bem à saúde, é cheia de fibras e, o mais
importante, é natural!
16 – Clight não tem açúcar, então pode…
Ah, é light, então pode! Não pode, gente. É cheio de aditivos químicos para deixá-lo docinho,
apesar da falta de açúcar. Quer tomar um suco? Use a fruta ou, no máximo, a polpa dela.
17 – Ah, é suco (de caixinha)
Outro que engana! O tal néctar da fruta não tem fibras, só açúcar. Mesma regra de cima: fique com
os naturais.
18 – Adoçante é melhor que açúcar
Para quem tem diabetes e não pode mesmo com açúcar, o adoçante é uma boa opção. Mas, apesar
das poucas calorias, os adoçantes não fazem bem à saúde e devem ser usados com moderação.
As melhores opções mesmo são o mel e açúcares orgânicos, como o mascavo e o demerara. Ou
então as opções de adoçantes naturais, como a stévia e o xylitol.
19 – Carne vermelha faz mal
Existem cortes de carne vermelha, como a picanha, por exemplo, que são mais gordurosos e
precisam ser consumidos com moderação. Mas o patinho e o lagarto são cortes magros e que podem
fazer parte da sua alimentação normalmente, sem perigo.
20 – Chocolate dá espinha
Não existe comprovação de que chocolate realmente dá espinha. Sabemos há muito tempo que o
que causa espinha, de fato, são os hormônios do nosso corpo. Mas, algumas pessoas relatam que ao
consumir chocolate e outros alimentos gordurosos surgem espinhas. Chocolate pode até engordar,
mas espinha? Não é comprovado!
21 – Tem que fazer detox
O fígado e os rins já fazem isso por você, ok? Claro que, ainda assim, é uma opção bem saudável,
por conta das fibras e vitaminas das frutas, sementes e folhas, mas os sucos detox não são
obrigatórios, muito menos a salvação do universo.
22 – Alimentos congelados têm menos nutrientes do que os frescos
Frutas e carnes, como aves e peixes, podem ser congeladas sem quase nenhum prejuízo no valor
nutricional. Mas esses alimentos podem ser congelados apenas uma vez: descongelou, tem que usar.
E nem todo alimento fica bom congelado, pois perde a textura ou tem o sabor alterado, então vale a
pena pesquisar!
23 – Comer à noite engorda
Não adianta comer porcaria o dia inteiro e parar às 18h. O que te faz engordar é o que você come e
a quantidade. Mas, claro, à noite, para dormir melhor, é bom optar por refeições leves, como saladas
e sopas.
24 – Ficar em jejum ajuda a emagrecer
E o risco que você tem de passar mal? Ficar em jejum não é mesmo uma das melhores escolhas
para quem quer emagrecer.
Em vez disso, procure se alimentar de 3 em 3 horas, mas com refeições leves e saudáveis. Além
disso, não deixe de contar com a ajuda de um nutricionista, hein?
25 – Quem se exercita muito pode comer o que quiser
Embora as atividades físicas sejam essenciais para manter um corpo em boa forma, não significa
que quanto mais você se exercitar, mais poderá comer.
Até mesmo porque, para ter energia para se exercitar, é indispensável ter uma alimentação leve e
balanceada. E se você se entupir de comidas “engordantes”, seu rendimento nas atividades físicas
ficará comprometido.
26 – Óleos são fonte de colesterol
Os óleos — milho, soja, canola, etc. — são vegetais, e as fontes de colesterol são sempre de origem
animal. Fazem bem à saúde, mas podem ter muitas calorias, então, devem ser usados com
moderação.
27 – Tomate seco é aliado da dieta
Apesar do alimento in natura ser ótimo para a saúde, a sua versão em conserva não é nada boa. É
preparada com muito óleo e tem alto teor de sódio.
28 – Pasta de amendoim também
Apesar dos benefícios que a pasta de amendoim pode fornecer, ela tem muitas calorias. E algumas
marcas adicionam o açúcar na composição.
Então, se você quer usar esse prato na sua alimentação, o ideal é prepará-lo em casa, sem adição de
açúcar. Ou então procure uma marca que use apenas o amendoim!
29 – Comida japonesa está liberada na dieta
A Comida Japonesa é conhecida por sua fama de saudável. Com vários pratos feitos com peixes,
legumes e algas, ela pode enganar quem está de dieta e acha que está tudo liberado.
Alguns itens podem, sim, ser consumidos, mas é preciso ter muita atenção aos pratos fritos,
empanados e com muito arroz, como o famoso hot holl, o guioza, o tempurá e o próprio sushi.
Não se esqueça que o arroz presente no sushi contém açúcar.
Além disso, o Shoyu tem alto teor de sódio, que leva à retenção de líquidos e, consequentemente, ao
inchaço.
30 – Sopas industrializadas emagrecem
Elas podem até te ajudar a emagrecer, pois têm poucas calorias, mas trazem vários prejuízos, por
conterem muito sódio, conservantes e aditivos químicos. Deixa a preguiça de lado e vai fazer uma
sopa de verdade, tá?!
31 – Oleaginosas estão liberadas na dieta
Muitas pessoas optam por comer castanhas do pará e de caju ou outras oleaginosas como nozes,
amêndoas, amendoim, etc., nos lanchinhos entre as refeições principais.
Mas é preciso ter muita atenção, pois elas são muito calóricas e precisam ser consumidas com
moderação. Castanha do pará, por exemplo: uma ou duas unidades por dia, no máximo!
Ah, outra coisa: não é para comer duas castanhas do pará, 15 amêndoas, 10 nozes e sei lá mais o
quê! Moderação sempre, ok?
32 – Cereal matinal é uma boa opção para o café da manhã
Depende! Existem versões integrais, sem adição de açúcar e ricas em fibras. Mas muitas
marcas tem muito açúcar e, geralmente, são essas que as pessoas escolhem achando que estão
arrasando! #sqn
33 – Toda salada é boa
Muitas pessoas acham que, ao trocar o almoço ou o jantar por uma salada ‘caprichada’, estão
fazendo uma ótima escolha.
O problema é que há muitos casos em que as saladas que pedimos em alguns restaurantes por
exemplo, levam ingredientes que não são saudáveis e engordam, como bacon, tomate seco e
maionese.
Além disso, é preciso ter atenção ao tempero da salada: nada de molhos industrializados cheios de
sódio e gordura! Quando pedir essa opção fora de casa peça ao garçom para retirar esses alimentos.
Fique com os naturais, como azeite, vinagre, limão e ervas.
Ter uma vida saudável requer atenção e não sair acreditando em tudo o que te falam por aí, por isso,
procure sempre se atualizar e contar com a ajuda de um nutricionista.
O nutricionista irá adequar seu plano alimentar de acordo com suas necessidades.
Você conhece mais mitos da alimentação saudável que têm enganado muitos por aí? Então
compartilhe com a gente, deixando o seu comentário no post e até a próxima!
33 mitos da alimentação
13 mitos sobre alimentação saudável nos quais você não deve acreditar
Cortar totalmente carboidratos e glúten, evitar ovos e carne estão entre as
restrições alimentares comuns que você não deveria dar ouvidos, segundo
especialistas ouvidos pela Marie Claire americana
Vilões ou heróis: descubra os mitos e verdades sobre os alimentos que são tidos como inimigos ou
aliados de uma dieta saudável (Foto: Think Stock)
1. Ovos fazem mal para o coração
Ovos são conhecidos por conter uma grande quantidade de colesterol que, como sabemos, faz mal
ao coração. Mas não é tão simples: estudos têm mostrado que o colesterol encontrado nos ovos não
tem tanto impacto no seu colesterol total, mas sim a gordura saturada contida em frituras, por
exemplo, que eleva os tais níveis ruins. Evite muitas gemas e consuma mais claras, fontes de
proteína, para uma alimentação saudável.
Olho nas barrinhas que contêm camadas de chocolate, M&M’s, corantes artificiais (Foto:
Think Stock)
2. Barra de cereal é sempre um lanche saudável
Embora as amêndoas e frutas secas sejam realmente saudáveis, o que dizer das barrinhas que
contêm camadas de chocolate, corantes artificiais e outros ingredientes nada saudáveis? Se você
quer enganar a fome sem engordar, o melhor é consumir as amêndoas e frutas secas sem
incrementos.
Não são só batatas fritas que contêm gordura, alguns alimentos tidos como saudáveis também
(Foto: Think Stock)
3. Consumir comidas gordurosas levam a um corpo gordo
Existem diferentes tipos de gorduras e consumir algumas delas na dieta é essencial para uma
alimentação saudável. Assim como manteiga e batatas fritas, opções saudáveis como amêndoas e
abacates também são gordurosos. Mas as gorduras contidas em alguns alimentos naturais reduzem
os riscos de doenças do coração e infarto. Então, saber qual a gordura deve ser cortada da dieta é a
dica.
Carboidratos estão em quase tudo, da fruta ao sonho de padaria (Foto: Think Stock)
4. Você deve evitar totalmente carboidratos
Assim como as gorduras, é importante saber qual o tipo de carboidrato precisa ser evitado.
Carboidratos estão em quase tudo, da fruta ao sonho de padaria. Apenas tenha certeza de estar
comendo mais do primeiro e menos do segundo.
Pessoas que cortam totalmente alimentos gordurosos da dieta muitas vezes descontam nos doces
(Foto: Think Stock)
5. Cortar gorduras é sempre a melhor maneira de perder peso
Quando você corta totalmente um grupo alimentar, a tendência é que você acabe suprindo a
carência com outro. E, na maior parte das vezes, quem corta radicalmente qualquer gordura acaba
descontando no açúcar, o que só piora as coisas.
•
Comer carne não é a única maneira de incluir proteína na dieta (Foto: Think Stock)
6. Carne é a única maneira de ingerir uma “proteína completa” no dia a dia
Embora a carne seja de fato uma proteína completa, o que significa que contém os aminoácidos que
nosso corpo precisa, essa não é a única maneira de incluir proteína na dieta. Vegetais, frutas e grãos
também são ricos em proteína, então não pense que ser carnívoro é a única maneira de ter uma
alimentação balanceada.
Alimentos orgânicos são menos expostos a pesticidas e outros químicos, o que não quer dizer que
tenham mais nutrientes que os não-orgânicos (Foto: Think Stock)
7. Alimentos orgânicos são sempre mais saudáveis
Este é um tema controverso entre pró-orgânicos e quem olha este tipo de alimento com
desconfiança. Fato é que os alimentos orgânicos são menos expostos a pesticidas e outros químicos,
o que não quer dizer que tenham mais nutrientes que os não-orgânicos. Então, pense em orgânicos
quando quiser comer algo livre de aditivos e não apenas ter uma alimentação balanceada.
A quantidade de vinho que não faz mal à saúde é de apenas uma tacinha por dia (Foto: Think Stock)
8. Vinho tinto faz bem ao coração
Não se preocupe: não se trata de jogar por terra sua desculpa favorita para beber um bom vinho.
Mas não é o vinho que pode elevar seu HDL, o chamado colesterol bom, mas sim o etanol, contido
em qualquer bebida alcoólica que, em pequenas doses, previne o entupimento de artérias. Mas não
use isso como desculpa para encher a cara –a quantidade de vinho, por exemplo, que não faz mal à
saúde é de apenas uma tacinha por dia.
Muitas delas contêm grandes quantidades de açúcar (Foto: Think Stock)
9. Granola sempre faz bem
Só porque reúne aveia, amêndoas, frutas secas que a granola é o alimento mais saudável do mundo.
Muitas delas contêm grandes quantidades de açúcar. Então, se você está procurando por um cereal
leve, esta talvez não seja a melhor escolha.
Há uma razão para que o arroz branco seja um dos principais ingredientes países considerados
saudáveis como o Japão (Foto: Think Stock)
10. Arroz integral é sempre melhor do que arroz branco
Há uma razão para que o arroz branco seja um dos principais ingredientes países considerados
saudáveis como o Japão. Apesar de passar por mais processos químicos que seu homólogo mais
escuro, alguns tipo depois são enriquecido com os nutrientes que perdem. O arroz integral, por
outro lado, tem níveis mais elevados de arsênico e ácido fítico, o que torna mais difícil para o corpo
absorver nutrientes como ferro.
Café contém grandes quantidades de antioxidantes, mas deve ser tomado com moderação (Foto:
Think Stock)
11. Café faz mal
Café contém grandes quantidades de antioxidantes, previne o desenvolvimento de diabetes do tipo
2, além de doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer. Não, isso não quer dizer que você
pode beber litros de cafeína durante o dia. Como sempre, o problema é o excesso.
Novo grande vilão das dietas em todo mundo, o corte total do glúten só é indicado por motivos de
saúde (Foto: Think Stock)
12. Parar de comer glúten vai fazer você perder peso e ficar saudável
Novo grande vilão das dietas em todo mundo, o corte total do glúten só é indicado por motivos de
saúde, a pessoas que têm intolerância ou sensibilidade a este ingrediente. Em outros casos, você
pode apenas estar privando seu corpo de uma grande quantidade de alimentos.
Moderação é a palavra-chave para consumir açúcar (Foto: Think Stock)
13. Açúcar só faz mal
Como todos os outros alimentos desta lista, moderação é a palavra-chave. Especialistas
recomendam açúcar, fonte de energia, limitado a 10% de uma dieta diária.
Mitos e verdades sobre alimentação mais questionados no consultório
Quem busca uma alimentação saudável pode encontrar muitos mitos e verdades sobre os alimentos
em revistas ou mesmo na internet. Por isso, esses pacientes costumam chegar no consultório cheios
de dúvidas sobre o que podem comer para ter sucesso em suas dietas. Assim, é essencial que o
profissional de nutrição esteja preparado para esclarecer e orientar seus pacientes nos mitos e
verdades sobre alimentação. Só assim, eles poderão ter resultados positivos sem perder qualidade de
vida.
Confira as principais dúvidas dos pacientes sobre alimentos:
"Alimentos diet são pouco calóricos"
Esse é um dos principais mitos que envolvem a alimentação, e costuma estar combinado com uma
confusão entre o que é diet e o que é light. Os alimentos diet restringem algum nutriente, como o
açúcar ou glúten, e são indicados para pacientes com alguma restrição alimentar, como os
diabéticos. Isso não significa que esses alimentos sejam menos calóricos, muito pelo contrário. O
chocolate diet costuma ter mais gordura que o normal, por exemplo.
Já os alimentos light têm uma redução de 25% ou mais, de algum nutriente, como o açúcar e o sal,
grandes vilões da saúde. Por isso, são os mais indicados para aqueles pacientes que precisam perder
peso.
"Vegetais perdem seus nutrientes quando congelados"
Alimentos congelados são práticos e podem ajudar no dia a dia da dieta. Por isso, essa é uma das
principais tendências de nutrição. Porém, outro mito bastante comum no consultório, alguns
pacientes apresentam certo receio em congelar vegetais por que acham que eles vão ficar menos
nutritivos. Esses alimentos, quando levados a baixas temperaturas, ficam muito próximos ao seu
estado natural e diminuem o risco de serem infectados por bactérias.
"Frutas emagrecem"
Como as frutas são ricas em vitaminas e outros nutrientes importantíssimos para o funcionamento
do organismo humano, é bem comum que os pacientes acreditem que elas são "liberadas" e acabem
abusando da quantidade ingerida. Como esses alimentos são ricos em açúcar, devem ser
consumidos de forma equilibrada. Alguns estudos mostram ainda que frutas em excesso podem
aumentar o nível de triglicérides e elevar a glicemia em diabéticos. Ou seja, toda cautela é pouco.
"Ovo faz mal à saúde"
Durante muitos anos, o ovo foi considerado um vilão da alimentação, devido a quantidade de
gordura da gema. Atualmente, sabemos que ele possui nutrientes importantíssimos para a
manutenção da saúde, como aminoácidos, vitaminas e minerais. Por isso, em indivíduos saudáveis,
o consumo de uma unidade por dia pode ser bastante positivo.
"Pão integral é menos calórico que o pão comum"
Ao contrário do que muitos pensam, os tipos de pão possuem uma quantidade de calorias bastante
semelhante. No entanto, o pão integral é rico em fibras, que garantem saciedade por mais tempo e
ajudam o intestino a trabalhar melhor. Por isso, são mais benéficos para a saúde.
Mitos e verdades sobre carne vermelha
Há muitas polêmicas sobre a carne vermelha, por que alguns cortes podem ser gordurosos, o que
com certeza é prejudicial para quem sofre de colesterol alto e doenças cardíacas, por exemplo. Mas
esse alimento é rico em ferro de fácil absorção, por isso, na maioria dos casos, com um bom plano
nutricional, não é necessário elimina-la da alimentação.
"Vitaminas engordam"
Às vezes, é preciso prescrever vitaminas para os pacientes, por que eles possuem dificuldades de
absorção ou até mesmo deficiências alimentares. No entanto, alguns são resistentes à ideia de
consumi-las, pois acreditam que as vitaminas engordam.
Nesses casos, é preciso realizar uma conscientização da importância das vitaminas no
funcionamento do organismo, para que o paciente compreenda os riscos da deficiência delas. Além
disso, o consumo excessivo de proteínas, carboidratos e gorduras são a principal origem do excesso
de peso.
Para atender melhor seus clientes, além de estar sempre antenado nos mitos e verdades sobre a
alimentação, é preciso ter organização. Por isso, conte com um software para ajuda nas principais
rotinas do consultório, como na organização das fichas dos pacientes, análise dietética e nutricional,
tornando seu trabalho mais simples e eficiente. Assim, você tem muito mais tempo para se
concentrar nas dúvidas dos seus pacientes e se inteirar sobre as descobertas do mundo da nutrição!
Mitos x verdades: descubra se o ovo é vilão ou mocinho da boa alimentação
Nutricionista Cristiane Perroni esclarece dúvidas comuns sobre esse superalimento, que é rico
em nutrientes, mas já foi "acusado" de elevar os níveis do colesterol. Veja!
Os vilões da alimentação saudável mudam de tempos em tempos. Se hoje o glúten e a lactose são os
inimigos da vez, o ovo foi por anos e anos banido da dieta de quem tinha problemas de coração e
colesterol. As coisas mudaram. Hoje o ovo é considerado um superalimento, por ser rico em macro
e micronutrientes, ter baixo custo e ser de fácil preparo. Mas ainda há muita gente que evita ou
restringe o consumo no seu dia a dia.
Para esclarecer os mitos e verdades sobre esse alimento tão presente no cardápio do brasileiro,
pedimos ajuda a nossa nutricionista Cristiane Perroni. Confira!
Vilão ou mocinho? Saiba tudo sobre o ovo (Foto: Getty Images)
VERDADE: o ovo é um superalimento
O ovo é rico em macro e micronutrientes. Na clara está presente proteínas de alto valor biológico.
Na gema, principalmente gorduras (saturadas e colesterol), vitaminas lipossolúveis A, D, E e K.
Possui ainda vitaminas do complexo B (vitamina B12, riboflavina, ácido fólico e colina); e minerais
como ferro, selênio, fósforo, iodo, zinco, cobre e cálcio. É excelente fonte de luteína e zeaxantina
que estão relacionadas à prevenção da degeneração macular e alterações oftalmológicas.
MITO: ovo aumenta o colesterol
Estudos já demonstraram que a ingestão de alimentos fontes de colesterol não são responsáveis pelo
aumento do colesterol sanguíneo, e sim o consumo excessivo de gordura saturada. Estima-se que
30% da população responda negativamente à ingestão excessiva de alimentos fontes de colesterol.
Em torno de 70 a 80% do colesterol é fabricado pelo corpo e 20 a 30% provém da alimentação.
Muitos indivíduos que apresentam hipercolesterolemia estão têm relação familiar, origem genética.
Em torno de 70 a 80% do colesterol é fabricado pelo corpo e 20 a 30% provém da alimentação".
Cris Perroni
O colesterol, em níveis equilibrados, é fundamental para nosso organismo. É essencial para
formação das membranas celulares, produção de hormônios sexuais, formação dos sais biliares,
vitamina D e na formação dos tecidos nervosos.
Estudos recentes vêm demonstrando ser seguro consumir um ovo diariamente, no entanto, mais
estudos são necessários para avaliar qual o limite seguro. A indicação do consumo deve ser
individualizada de acordo com objetivos e história clínica do indivíduo.
MITO: o ovo pode ser preparado com qualquer técnica culinária que terá efeitos positivos à saúde
É preciso cuidado no preparo (foto: Getty Image)
Atenção à forma de preparo do ovo (omelete, cozido, mexido): deve-se utilizar utensílios/panelas
que dispensem a utilização de gordura ou utilizar pequenas quantidades de gorduras como azeite
virgem ou óleo de coco. Existem “sprays de gordura” (azeite e coco) ou dosadores que liberam
quantidade muito reduzida.
Dieta da proteína acelera perda de peso e redução de gordura corporal
VERRDADE: não lavar o ovo para ser armazenado e não guardar na porta da geladeira
O ovo deve ser armazenado dentro da geladeira (e não na porta da geladeira) e não deve ser lavado
antes do consumo. A lavagem dos ovos pode remover a cutícula protetora dos poros da casca,
facilitando a entrada de microrganismos, resultando na deterioração e diminuição do período de
estocagem. Só lave os ovos em água corrente antes do consumo.
VERDADE: comer ovo cru pode ser fonte de contaminação
O ovo não deve ser consumido cru ou mal cozido para não ter risco de ingestão de alimento
contaminado com salmonela, sendo indicado o cozimento no mínimo por sete minutos. Salmonela é
um grupo de bactérias que pode causar gastroenterites (diarreia, vômito, dor na barriga, mal estar),
encontrada em alimentos de origem animal.
VERDADE: é saudável consumir ovo no café da manhã
Ovo é boa pedida para de manhã (Getty Images)
Por ser excelente fonte de proteína, o consumo de ovo no café da manhã promove maior saciedade.
Pode ser utilizado como substituto do queijo e da manteiga ou em preparações.
Exemplos: Crepioca - 1 ovo batido + 2 colheres de sopa de farinha de tapioca + 2 colheres de sopa
de cottage para o recheio
ou Panqueca de banana - 1 ovo batido + 1 banana amassada + 1 colher de Aveia + 1 colher de chá
de cacau em pó.
Desmistificando o Ovo
Por muito tempo ele foi relacionado com o aumento do colesterol e com isso as indicações de
consumo ficavam em um ovo por semana.
Atualmente, sabemos que esse conceito do passado estava errado, mas vejo que dúvidas a cerca de
quanto e como pode ser consumido ainda existem. Vamos falar a seguir sobre esse alimento tão
comum, versátil, de baixo preço aquisitivo e de alto valor nutritivo para eliminarmos de vez
qualquer mito que ainda exista sobre seu consumo.
O ovo é um alimento basicamente proteico, que consiste em dois componentes: a clara e a gema.
A clara do ovo é rica em proteína (a albumina), aminoácidos essenciais e vitaminas do complexo B.
A gema, é composta de antioxidantes no qual dão sua coloração amarelada, vitaminas lipossolúveis
(A, D, E e K) e em sua maior parte de gorduras insaturadas e colesterol.
Gorduras insaturadas são benéficas por protegerem os vasos sanguíneos da arteriosclerose e
contribuírem para redução do colesterol ruim (LDL). Já o colesterol dietético, muito relacionado
antigamente às doenças cardiovasculares, é componente principal da membrana plasmática das
células do nosso organismo e dos hormônios, principalmente os sexuais como a testosterona.
Sabe-se que o colesterol sanguíneo é produzido na sua maior parte pelo nosso próprio corpo,
restando uma responsabilidade muito pequena do colesterol da dieta. Isso por tanto desmistifica que
não se pode comer ovo diariamente.
Pelo contrário, podemos ingerir sim nosso ovo de cada dia! Uma unidade tem em torno de 75
calorias e é um alimento de fácil digestão.
Nutricionista Carolina Medeiros (IG @nutricarolmedeiros)
Contato: carolina.medeiros@younutri.com
A gema do ovo aumenta o colesterol
Por Da Redação
access_time 31 out 2016, 19h07 - Publicado em 18 mar 2011, 22h00
chat_bubble_outline more_horiz
Um ovo tem em média 210 miligramas de colesterol. É coisa pra chuchu. Para ingerir a mesma
quantidade, você precisaria comer 300 gramas de pão de queijo, um pacote de manteiga, 500
gramas de almôndega ou 2 quilos de biscoito de polvilho. Como os médicos recomendam um
consumo de até 300 miligramas de colesterol por dia, um único ovo já preenche quase toda a cota.
Falando assim, parece até que cortar o ovo da dieta é a melhor saída para evitar doenças
cardiovasculares, certo? Errado. Acontece que a quantidade de colesterol de um alimento não tem
impacto direto sobre o colesterol plasmático (do sangue). O mecanismo é complexo e depende de
fatores genéticos, consumo de gorduras saturadas e trans, falta de atividade física e dieta pobre em
fibras. Ou seja: ao comer um ovo, acontece uma variação do colesterol, mas ela vai depender de
outros fatores – e com certeza será inferior a 210 miligramas.
Um estudo realizado em 1999 colocou o ovo definitivamente no lugar dos mocinhos. Ele foi levado
a cabo durante 8 anos pelo médico Frank Hu, professor de nutrição da Escola de Saúde Pública de
Harvard, nos EUA. A equipe analisou 38 mil homens entre 40 e 75 anos e 80 mil mulheres entre 34
e 59 anos, que adicionaram diferentes quantidades de ovo à dieta normal. Hu concluiu que o
consumo de até um ovo por dia não teve impacto significativo sobre o risco de doenças
cardiovasculares e derrame em pessoas saudáveis. O risco aumentou apenas entre os diabéticos.
A preocupação com o colesterol é tão grande que muita gente se esquece dos benefícios do ovo em
uma dieta equilibrada. Além de ser rico em proteínas, tem minerais como ferro e zinco. É também
um dos poucos alimentos que contêm vitamina D. Apenas um terço de suas gorduras são saturadas,
contra 60% das de um requeijão. E tudo isso por 75 calorias – menos que uma banana.
Aumento do colesterol depende de fatores genéticos, consumo de gorduras, falta de atividade física
e de fibras.
Onde está o colesterol
*MG de colesterol por 100 g de alimento
Bacalhau refogado – 112
Pintado assado – 126
Manteiga – 200
Camarão cozido – 241
Lambari frito – 246
Lula grelhada – 260
Manjuba frita – 270
Ovo cozido – 397
Fígado grelhado – 601
Coração de frango grelhado – 280
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp)
A gema do ovo aumenta o colesterol
Um ovo tem em média 210 miligramas de colesterol. É coisa pra chuchu. Para ingerir a mesma
quantidade, você precisaria comer 300 gramas de pão de queijo, um pacote de manteiga, 500
gramas de almôndega ou 2 quilos de biscoito de polvilho. Como os médicos recomendam um
consumo de até 300 miligramas de colesterol por dia, um único ovo já preenche quase toda a cota.
Falando assim, parece até que cortar o ovo da dieta é a melhor saída para evitar doenças
cardiovasculares, certo? Errado. Acontece que a quantidade de colesterol de um alimento não tem
impacto direto sobre o colesterol plasmático (do sangue). O mecanismo é complexo e depende de
fatores genéticos, consumo de gorduras saturadas e trans, falta de atividade física e dieta pobre em
fibras. Ou seja: ao comer um ovo, acontece uma variação do colesterol, mas ela vai depender de
outros fatores – e com certeza será inferior a 210 miligramas.
Um estudo realizado em 1999 colocou o ovo definitivamente no lugar dos mocinhos. Ele foi levado
a cabo durante 8 anos pelo médico Frank Hu, professor de nutrição da Escola de Saúde Pública de
Harvard, nos EUA. A equipe analisou 38 mil homens entre 40 e 75 anos e 80 mil mulheres entre 34
e 59 anos, que adicionaram diferentes quantidades de ovo à dieta normal. Hu concluiu que o
consumo de até um ovo por dia não teve impacto significativo sobre o risco de doenças
cardiovasculares e derrame em pessoas saudáveis. O risco aumentou apenas entre os diabéticos.
A preocupação com o colesterol é tão grande que muita gente se esquece dos benefícios do ovo em
uma dieta equilibrada. Além de ser rico em proteínas, tem minerais como ferro e zinco. É também
um dos poucos alimentos que contêm vitamina D. Apenas um terço de suas gorduras são saturadas,
contra 60% das de um requeijão. E tudo isso por 75 calorias – menos que uma banana.
Aumento do colesterol depende de fatores genéticos, consumo de gorduras, falta de atividade física
e de fibras.
Onde está o colesterol
*MG de colesterol por 100 g de alimento
Bacalhau refogado – 112
Pintado assado – 126
Manteiga – 200
Camarão cozido – 241
Lambari frito – 246
Lula grelhada – 260
Manjuba frita – 270
Ovo cozido – 397
Fígado grelhado – 601
Coração de frango grelhado – 280
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp)
<style type="text/css"> .wpb_animate_when_almost_visible { opacity: 1; }</style>
Alimentos integrais engordam?
Marcello Paiva24/07/2014 16:5424/07/2014Fora 959
• Compartilhar esse post
• Twitter
O QUE SÃO ALIMENTOS INTEGRAIS? QUAIS SEUS BENEFÍCIOS? QUANTO DEVO
CONSUMIR? QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS ALIMENTOS BRANCOS E OS
INTEGRAIS? ALIMENTOS INTEGRAIS ENGORDAM MENOS QUE OS “BRANCOS”?
Segundo o glossário temático do Ministério da Saúde,¹ alimento integral é aquele não processado ou
pouco processado e que mantém em perfeitas condições seu conteúdo em fibras e nutrientes. Com
isso os integrais são alimentos mais duros, pela presença da casca que os envolve. Quando sua
camada externa é removida, os alimentos se tornam mais macios e brancos, como pode ser o caso
do arroz, trigo, milho, aveia entre outros.
QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DOS ALIMENTOS INTEGRAIS?
Dentre os inúmeros benefícios dos alimentos integrais podemos destacar:
• Diminuem incidência de câncer de cólon
• Diminuem risco de doenças cardiovasculares
• Interferem na absorção de gorduras ingeridas
• Aumentam a saciedade
• Ajudam na prevenção e tratamento da obesidade
• Úteis no tratamento da diabetes
• Diminuem a constipação intestinal (“prisão de ventre”)
• Importantes na manutenção do sistema imune.
• Rico em carboidratos (fonte de energia)
• Conseguem preservar vitaminas e minerais dos alimentos.
• Aumentam a termogênese
QUAL A NECESSIDADE DIÁRIA QUE DEVO CONSUMIR DE FIBRAS?
A recomendação de consumo diário de fibras é de 25g a 30g/dia. Tal quantia auxilia na diminuição
das chances de ocorrer problemas como câncer de colón, diabetes, doenças cardiovasculares e
obstipação intestinal.
Um estudo publicado no Journal of American Medical concluiu que uma dieta rica em fibras
(23g/dia) pode reduzir em até 23% o risco de doenças coronarianas (artérias do coração).
Uma alimentação variada e equilibrada a base de aveia, frutas, grãos castanhas, hortaliças, farelos e
carboidratos integrais vai prevenir de um possível déficit de fibras no organismo.
O que não se deve esquecer é que, associado à ingestão das fibras, o indivíduo precisa consumir
bastante água para que o papel das fibras seja cumprido.
Outro ponto importante e que deve ser evitado é em relação ao consumo de aveia e centeio crus, por
exemplo, pois podem diminuir a absorção de ferro, zinco e cálcio.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS ALIMENTOS “BRANCOS” E OS INTEGRAIS?
Os alimentos considerados brancos passam por um processo de manipulação química e
consequentemente acabam perdendo totalmente ou parcialmente sua estrutura e seus nutrientes.
Os alimentos integrais mantêm sua riqueza em fibras, vitaminas, minerais e eletrólitos, justamente
por estarem quase na totalidade de sua forma original.
Se for escolher um alimento para ingerir, dê preferência aos integrais por todos os benefícios que
ele proporciona se comparados aos alimentos brancos.
ALIMENTOS INTEGRAIS ENGORDAM MENOS QUE OS “BRANCOS”?
Os alimentos integrais possuem na sua maioria as mesmas calorias que os brancos, porém, como se
sabe, possuem centenas de benefícios que os alimentos brancos perderam em seu processamento.
Se você acha que pode comer alimentos integrais de forma exagerada, está enganado, pois se fizer
isso irá engordar. Eles também devem ser consumidos de maneira equilibrada, de forma a atender,
juntamente com outros alimentos, (proteínas e gorduras) suas necessidades diárias de calorias.
Nutricionista Marcelo Langsdorff e o Dr. em Medicina do Esporte Dr. Walter Rosamilia.
BIBLIOGRAFIA:
1) Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Secretaria de Atenção à
Saúde. Glossário temático: alimentação e nutrição. Brasília: Editora do
Ministério da Saúde; 2008. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/glossario_alimenta.pdf. Acessado em: 2013 (27 fev).
Mitos e tabus Alimentares
Certamente você já ouviu que “carboidrato à noite engorda”, que “manga com leite faz mal”
e que “cerveja dá barriga de chopp?”. Mas tudo isso é mito ou tem um fundamento por trás?
Mitos são histórias utilizadas pelos povos antigos para explicar fatos da realidade e
fenômenos da natureza, que na época, não eram compreendidos por eles. Ninguém sabe muito bem
como um mito começa, mas alguns deles se propagam em nossa cultura até hoje. Já os tabus
alimentares, são crenças e superstições relacionadas ao consumo de alguns alimentos ou à
combinação deles, que seriam prejudiciais à saúde.
A nutrição é um dos principais alvos dos tabus, mitos e crendices populares, seguindo
gerações e desafiando as explicações da ciência. Várias religiões proíbem o consumo de certos tipos
de carnes, como os judeus e os muçulmanos que não comem carne de porco. A proibição do
consumo de alguns animais pode ser também pelo fato dele ser criado em casa, como bicho de
estimação.
O significado da alimentação também muda de acordo com a condição econômica da
pessoa. Para a população de baixa renda, em geral, os alimentos são classificados entre os alimentos
“fortes” e os “fracos”. Os alimentos fortes são aqueles que sustentam, como o arroz, feijão e carne,
enquanto que os fracos são as frutas, verduras e legumes, que servem somente para “tapear a fome”.
Quando essas pessoas dividem os alimentos em fortes e fracos, elas não se baseiam no valor
nutritivo dos alimentos, mas sim na capacidade que eles têm de matar a fome, como é o caso dos
alimentos fortes, que dão a sensação de “barriga cheia”, pois são mais gordurosos e mais difíceis
para digerir. Normalmente, eles sabem que as frutas, verduras e legumes são ricos em vitaminas e
minerais, mas seu consumo deixa a “sensação” de fome. Isso também é um mito.
Quem já não sentiu medo de uma coisa que tem certeza que é uma mentira, como é o caso da
manga com leite. Você alguma vez quis experimentar essa mistura? Se te oferecessem você
tomaria?
Para desvendar alguns mitos, vamos começar pelos mais clássicos:
1.Manga com leite faz mal?
Antigamente, na época dos escravos, era proibido comer os frutos das colheitas, sob a pena
de castigo. Por isso, os escravos escondiam algumas frutas e as comiam à noite, longe dos olhares
do capitão do mato. Após um dia de muito trabalho eles podiam apenas tomar leite para diminuir a
fome. Como uma forma de diminuir os “furtos”, os senhores começaram a espalhar o boato de que
comer fruta com leite matava. História vai, história vem, e a manga levou a pior, ficando conhecida
por causar a morte naqueles que e ingerissem com leite.
2.Carboidrato à noite engorda?
As pessoas acreditam que comer carboidratos, como pães, macarrão e batata à noite
engordam, mas este mito se justifica em situações nos quais o consumo desses alimentos seja
realmente exagerado. Em qualquer hora do dia, se você se entupir de pizza e biscoito irá engordar!
Todos os excessos, sejam eles de carboidrato, proteína ou lipídio irão implicar no aumento de peso,
pois estão implicados no alto consumo calórico.
À noite, nosso metabolismo sofre uma leve diminuição, por isso, recomenda-se que no
jantar seja consumido uma refeição mais leve, em relação ao almoço. É importante evitar os
excessos durante o dia todo, visando não apenas a perda de peso, mas hábitos alimentares mais
saudáveis. Cuidado com os modismos.
3.Banana "prende" o intestino?
Antes do desenvolvimento dos antibióticos, usava-se um preparado de banana verde para
combater quadros de diarreia. Na verdade, as frutas como goiaba, manga, banana e caju ainda
quando estão verdes, contêm taninos, um composto que confere aquele “aperto” na boca quando
comemos essas frutas verdes.
Os taninos podem “prender” um pouco o intestino, porém, durante o amadurecimento das
frutas, grande parte desse composto desaparece.
4.Ricota não engorda?
Todos os alimentos contêm quilocalorias, exceto a água. A ricota não é exceção.
Os carboidratos produzem 4 quilocalorias por grama (kcal/g), as proteínas também, enquanto que as
gorduras produzem 9 kcal/g.
A ricota é constituída (basicamente) por proteínas, logo, assim como os carboidratos e as gorduras,
será convertida em energia para desempenharmos nossas funções diárias. O que devemos levar em
conta não são as quilocalorias, e sim a qualidade nutricional dos alimentos. Nunca 4 kcal de açúcar
será igual (nutricionalmente) a 4 kcal de ricota.
5.Cerveja "dá" barriga de Chopp?
Como dito anteriormente, a única coisa que não contém quilocalorias é a água.
Uma tulipa (290 ml) de cerveja contém em média 122 kcal (podendo variar de marca para marca).
O que é uma quantidade razoável, se formos analisar apenas uma tulipa, porém, quem é que vai à
um bar para tomar 290 ml de cerveja? Acho que quase ninguém... Se você costuma tomar aquela
cervejinha de vez em quando, experimente contar quantos copos de cerveja você consome em uma
noite.
Se forem pedir um petisco... ferrou!
O mal não está necessariamente no alimento, mas na quantidade que consumimos, na forma que o
preparamos e na frequência que o comemos. Para ter uma vida saudável, equilíbrio é uma palavra
fundamental! Pode-se comer de tudo, basta ter a consciência de que o exagero pode fazer mal.