0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações35 páginas

Resumo 19-20

Enviado por

Maria Pedroso
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações35 páginas

Resumo 19-20

Enviado por

Maria Pedroso
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Sofia Santiago

Inovação e Empreendedorismo

INTRODUÇÃO AO EMPREENDEDORISMO INOVAÇÃO


INOVAÇÃO: A inovação é muito mais do que a invenção. É a necessidade de sucesso ao
comercializar a invenção. No entanto, há que ter em conta que o valor da palavra “inovação”
provém de uma nova ideia, acompanhada de um processo e da devida exploração.

Deste modo, podemos dizer que há muitos inventores isolados ou individuais, como atestam
centenas de associações de inventores, os quais continuarão a existir posteriormente, pois
inventar é algo essencialmente humano. Porém, a inovação é um processo interpessoal.
Transformar Ideias em produtos, serviços e processos requer a organização de diferentes
atividades a serem executadas por diferentes pessoas, jamais poderá ser o resultado de um
trabalho solitário. “Por isso se diz que pessoas inventam e as organizações inovam."

EMPREENDEDORISMO: O processo de criação, lançamento e execução de um novo negócio ou


novo projeto que geralmente começa como uma pequena empresa, como uma empresa de
startup, oferecendo um novo produto, processo ou serviço para um dado público que usufrui
do mesmo.

CRIATIVIDADE: Algo novo e de alguma forma valioso é formado. O item criado pode ser
intangível, como uma ideia, uma teoria científica, entre outros.

Relevância do Empreendedorismo
Normalmente assume-se que o empreendedorismo contribui para o crescimento económico
através de:

 Maior produção e distribuição da riqueza;


 Diminuição das assimetrias regionais;
 Promove mudanças nos negócios e na sociedade;
 Maior competição empresarial;
 Maior eficiência nos processos e produtos;
 Criação de postos de trabalho (mas…).

Empreendedorismo
 Tipos – intra e social
 Necessidade versus oportunidade
 A cultura e o empreendedorismo
 Empreendedorismo e PIB – GEM
 Condições estruturais

Necessidade versus Oportunidade

 O ponto de partida para a atividade empreendedora deve ser a posse de competências/


conhecimentos adequados para a criação/ gestão do negócio. Em Portugal, em 2010, os
homens estavam mais convencidos de as possuir (61,3%, contra 43,1% nas mulheres),
ambos acima da média do grupo. E ainda a viabilidade económico-social da ideia.

1
Sofia Santiago

 O empreendedorismo é induzido por duas vias:


 Oportunidade (o ideal): resulta do desejo de aproveitar, por iniciativa própria, uma
possibilidade de negócio existente no mercado, através da criação de uma empresa.
 Necessidade: resulta da ausência de outras oportunidades de obtenção de rendimentos
(nomeadamente, o trabalho dependente) que leva os indivíduos à criação de uma
empresa, dado considerarem não possuir melhores alternativas.

Empreendorismo na região centro

 A percentagem de população que admite estar preparada para criar uma empresa é de
45,3% -média nacional de 46,6%;
 Perceção do medo do fracasso como obstáculo para iniciar um negócio é de 51,8% na região
Centro, acima da média nacional de 47,9% (note-se que a média global é de 42,1%, sendo
assim estes valores são dos mais elevados do mundo);
 População adulta que admitiu conhecer alguém que tivesse lançado um novo negócio nos
últimos 2 anos: 26,7% no Centro manifestamente inferior ao valor médio de Portugal
(28,6%).
 55,7% das empresas foram criadas no setor dos serviços aos consumidores (bem acima da
média global de 44% e nacional de 49%) e 26, 2% no setor industrial, também acima das
médias nacionais e internacionais (22% e 23%, respetivamente).
 A orientação internacional dos empreendedores da região Centro está em linha com a
média internacional (20,2% versus 20,7%, abaixo da média nacional de 22%) e a orientação
inovadora é bastante fraca (medida pelo grau de novidade de produtos), sendo de 12,6%,
face a uma média internacional de 17,1%.

Os principais obstáculos à atividade empreendedora nesta região parecem ser:

 as políticas governamentais;
 o apoio financeiro, o acesso à informação;
 a falta de capacidade empreendedora;
 as normas sociais e culturais.

Por outro lado, os fatores que mais favorecem a atividade empreendedora são:

 o acesso à infraestrutura física;


 a educação e a formação;
 os programas governamentais e os apoios ao empreendedorismo

Fatores que propiciam:

 Ambiente familiar (estímulos recebidos)


 Educação (estímulos e competências)
 Idade (dinamismo e/ou maturidade/credibilidade?)
 Valores pessoais (persistência, autonomia, risco, realização)
 Experiência profissional anterior

Fatores comuns/desejáveis:

 Necessidade de ser independente e realizar (atingir resultados)


 Assunção de riscos moderados
 Autoconfiança

2
Sofia Santiago

 Assunção de responsabilidade
 Capacidade de trabalho e energia
 Competências em relações humanas/gestão de equipas
 Abertura à mudança, criatividade e inovação
 Dedicação à empresa
 Persistência apesar do fracasso
 Inteligência na execução

Qualidade dos empreendedores

Foco no cliente

 Dar/fornecer algo inovador, conhecendo a pessoa.

Benefícios: A oportunidade para:

 Criar o seu próprio destino


 Fazer a diferença
 Alcançar todo o seu potencial
 Possibilidade de lucros impressionantes
 Contribuir para a sociedade e seja reconhecido pelos seus esforços
 Fazer o que gosta

Desafios:

 Incerteza do rendimento
 O empreendedor é o último a ser pago, já que os colaboradores devem ser pagos
primeiro

3
Sofia Santiago

 Risco de perder todo o seu investimento


 Longas horas e trabalho duro
 Menor qualidade de vida até que o negócio seja estabelecido
 Altos níveis de stress

Casos de Sucesso

Casos de Não Sucesso


 Kodak

 Nokia

O processo empreendedor
A decisão de se tornar um empreendedor pode ocorrer (aparentemente) por acaso.

O processo empreendedor inicia-se quando um evento gerador de um conjunto de fatores,


possibilita o início de um negócio, ou de um projeto.

4
Sofia Santiago

Fatores que influenciam no processo empreendedor

Da ideia ao projeto

5
Sofia Santiago

Desenvolvimento do Cliente

1 -Descoberta do cliente

 Ajustar o problema e a solução:


 Validas com os teus potenciais clientes que a solução que tens vai resolver o problema que
têm e que eles estão dispostos a pagar por isso.
 Produto mínimo viável: Constróis um produto com as funcionalidades mais básicas
possíveis que responde apenas ao que falámos no ponto 1 em cima.
 Funil de vendas: Através de entrevistas, inquéritos e dados analíticos, vais cristalizando a
forma como irás adquirir novos clientes.

2 -Validação do cliente

 O teu produto mínimo viável está validado: Os teus clientes percebem o valor do teu
produto e o seu valor está bem definido.
 O teu funil de vendas está validado: Entendes o teu segmento de mercado e o teu funil está
otimizado para converter potenciais clientes em clientes. Sabes onde gastas o teu dinheiro
em marketing, e que trazes mais de um euro em receitas por cada euro que investes.
 O teu modelo de negócio está validado: Provaste que o teu mercado pode escalar (não há
apenas uns poucos clientes que já estão dispostos a pagar pelo teu serviço), e que o valor
que crias aos teus clientes é superior aos custos de gestão do negócio.

3 -Criação de cliente

 Depois de ter cimentado qual é o teu cliente, inicia uma nova fase em que o mais
importante é execução -conseguir aumentar o número de pessoas a utilizar o produto ou
serviço de forma a ter receitas constantes e crescentes.

4 -Criação do projeto ou empresa

 Por último, o modelo de negócio está provado e agora é necessário crescer a organização
(tanto nas vendas, suporte, desenvolvimento, etc) para responder às expetativas dos novos
consumidores que a empresa adquiriu.

6
Sofia Santiago

Em conclusão relativamente às ideias de negócio apresentadas acima:


 As melhores ideias de negócios começam com um problema ou necessidade comum.
 O processo de avaliação das ideias ajuda um empreendedor a examinar de forma mais
eficaz e eficiente várias ideias para identificar a solução com maior potencial.
 Uma análise de viabilidade ajuda o empreendedor a determinar se a ideia pode ser
transformada em um negócio viável.

O EMPREENDEDOR INTERNO
EMPREENDEDOR INTERNO: Empreendedor Interno ou Empreendedor Corporativo é aquela
pessoa que trabalha dentro de uma organização e traz uma inovação.

IDEIAS E OPORTUNIDADES
Fatores Cognitivos

 Alguns estudos mostram que a capacidade de reconhecer oportunidades pode ser uma
habilidade inata ou um processo cognitivo.
 Algumas pessoas acreditam que os empreendedores têm um “sexto sentido” que lhes
permite ver oportunidades que os outros não viram.
 Este “sexto sentido” é referido como entrepreneurial alertness, que é a habilidade de notar
as coisas sem ter iniciado um processo de pesquisa deliberado.

7
Sofia Santiago

Experiência anterior na indústria

 A indústria ajuda os empreendedores a reconhecer oportunidades de negócio. Há várias


explicações para este efeito: Ao trabalhar numa indústria, o indivíduo pode notar um nicho
de mercado que não está a ser servido, ou não está satisfeito.
 É possível que ao trabalhar numa indústria, o indivíduo construa uma rede de contactos
sociais (social network) que lhe passam ideias, insights, pistas,…, que podem conduzir a
novas oportunidades.

Fontes de novas ideias


As ideias podem surgir de múltiplas fontes e em contextos distintos, como sejam: experiências
de trabalho anteriores, aulas, hobbies, conversas com amigos, familiares e conhecidos, feiras,
encontros sociais, leitura de biografias, etc.

Mas, os empreendedores podem iniciar um processo consciente e deliberado de procura de


ideias.

Alguns métodos possíveis para procurar uma ideia:

 Identificação de necessidades. As empresas oferecem produtos ou serviços para satisfazer


algum tipo de necessidade dos clientes.
Assim, a forma mais elementar da procura de ideias é pesquisar necessidades não
satisfeitas e conceber produtos/serviços para as satisfazer.
 Observação de deficiências. Virtualmente todos os negócios podem ser melhorados.
O que pode ser melhorado? Os produtos, o design das embalagens, os espaços físicos, o
serviço ao cliente, a rapidez com que um serviço é prestado, o preço, a conveniência, etc.
Ou seja, fazer algo semelhante ao que outros já fazem mas ligeiramente melhor,
sensivelmente diferente, por um preço mais baixo, com maior conveniência, mais
facilmente, (...), é uma forma de identificar ideias.
Observar deficiências significa, portanto, pensar o que melhorar quando se constitui uma
empresa semelhante a outras que já existem.
 Observação de tendências. Olhar para o mercado e observar tendências locais, nacionais
ou internacionais pode permitir formular uma ideia.
Os mercados mudam e alteram-se os gostos e as preferências dos consumidores, as
tecnologias e os padrões de consumo, as estruturas demográficas, urbanas e etárias, a
atenção e os cuidados com os animais e com o ambiente natural, etc.
O empreendedor pode seguir as tendências para aproveitar oportunidades emergentes.
 Derivação da ocupação atual. Muitos empreendedores deixam o seu emprego para iniciar
a sua própria empresa. Muitos empreendedores identificam a ideia de negócio no seu
emprego anterior. Isto acontece porque a empresa não sabe, não quer, ou não pode
aproveitar uma oportunidade ou tecnologia emergente e o empreendedor fá-lo.
 Procura de novas aplicações. A procura de novos usos para bens que já existem. Os
empreendedores podem analisar e monitorizar os produtos e serviços de empresas rivais a
operar no mercado para detetar formas de melhorar os produtos/serviços adequando-os
às necessidades e criando uma oferta que o mercado pode privilegiar.
 Hobbies. Nos seus hobbies os indivíduos podem encontrar necessidades não satisfeitas –
portanto, oportunidades. Por exemplo, desportistas amadores que sentem a falta de
serviços e/ou produtos direcionados para os seus hobbies.
 Imitação do sucesso de outro. Poucos empreendedores lançam empresas com ofertas
verdadeiramente novas. A maioria imita o sucesso de uma empresa que já existe.

8
Sofia Santiago

 A adaptação e resposta a regulamentações governamentais pode ser uma fonte de ideias


de novos produtos. Por exemplo, nova legislação de segurança no trabalho (ex.: melhorar
as condições de trabalho) pode gerar oportunidades para novas empresas de formação e
serviços nesta área.
 Os esforços do próprio empreendedor em investigação e desenvolvimento (I&D) são uma
fonte de novas ideias.

Tendências:

Criatividade
CRIATIVIDADE: Criatividade é o processo de gerar uma ideia nova ou útil.

O reconhecimento de oportunidade pode ser, pelo menos em parte, um processo criativo.

O declínio da criatividade

9
Sofia Santiago

Crianças entre 3 e 5 anos, 98% apresentaram alta criatividade.


 Mesmas crianças aos 10 anos, o percentual caiu para 30%.
 Aos 15 anos, 12% mantiveram alto índice de criatividade.
 Quando adultos, somente 2% foram altamente criativos.

 Com isto, aprendemos a ser não-criativos. O declínio da criatividade não é devido à idade,
mas aos bloqueios mentais criados ao longo de nossa vida. A família, a escola e as empresas
têm tido sucesso em inibir o pensamento criativo.
 As pesquisas e a prática mostram que este processo pode ser revertido; podemos recuperar
boa parte das habilidades criativas.
 O desenvolvimento da criatividade requer que abandonemos a zona de conforto e nos
libertemos dos bloqueios que impedem o pleno uso da capacidade mental.

Mitos da Criatividade
 O primeiro mito: a criatividade é um dom especial que somente algumas poucas pessoas
têm. O talento, a persistência e a concentração podem ser um dom, mas o potencial para
ser criativo é algo disponível para todos nós. Muitas pessoas deixam este potencial ser
anulado por bloqueios culturais e ambientais e pelo medo de errar e parecerem tolas.
Outras usam o potencial criativo ocasionalmente.
 O segundo mito é que as pessoas se tornam mais criativas quando trabalham sobre
pressão. A experiência mostra que, sob certas condições especiais, isto pode ser verdade.
Contudo, a experiência mostra também que sobre muita pressão, especialmente do tempo,
as pessoas se contentam com as primeiras ideias que lhes ocorrem, as mais óbvias. Muita
pressão pode reduzir a originalidade das soluções.
 O terceiro mito é sobre o poder do dinheiro como motivador da criatividade. O
reconhecimento material é um motivador extrínseco, isto é, vem de fora da pessoa. A
motivação extrínseca é induzida por outra pessoa ou organização interessada nos
resultados do processo criativo. Estudos conduzidos por Teresa Amabile, da Universidade
de Harvard, revelaram que a grande força acionadora da criatividade está na motivação
para a tarefa executada, no interesse e paixão que as pessoas sentem pelo trabalho. Esta é
a motivação intrínseca, que vem de dentro da pessoa criativa. O dinheiro pode influenciar
a motivação intrínseca (interna), mas não pode criá-la.

 O quarto mito: competição é melhor do que colaboração. Esta ideia pode ser válida para a
competição entre empresas, mas é um desastre quando aplicada a grupos dentro de uma
organização. A criatividade não é um ato solitário.
 Quinto mito – os novos são mais criativos que os mais velhos
 Sexto mito – a criatividade é reservada aos que arriscam

O que é a criatividade?
 A criatividade é um processo mental que envolve a descoberta de ideias novas ou conceitos,
ou novas associações de ideias ou conceitos já existentes, impulsionado pelo processo do
consciente ou inconsciente introspeção.

10
Sofia Santiago

 De um ponto de vista científico, os produtos do pensamento criativo (por vezes referido


como pensamento divergente) são geralmente considerados como tendo ambos
originalidade e adequação.
 Embora intuitivamente um fenómeno simples, é na verdade bastante complexa.
 Apesar de popularmente associado a arte e literatura, é também uma parte essencial de
inovação e invenção, sendo importante em profissões como gestão, economia, arquitetura,
desenho industrial, design gráfico, publicidade, matemática, música, ciência engenharia e
ensino.
 Indústrias inteiras foram gerados a partir da busca de ideias criativas e o desenvolvimento
de técnicas de criatividade.
 Criatividade tem sido associada com parte direita do cérebro ou mesmo especificamente
com o pensamento lateral.
 Ideias criativas são muitas vezes geradas quando se descarta hipóteses preconcebidas e se
tenta uma nova abordagem ou método que possa parecer aos outros impensável.

Atitudes para a criatividade Ferramentas de criatividade


1. Curiosidade  Brainstorming
2. Confrontando desafios  Listagem de atributos
3. Descontentamento construtivo  Questionamento de suposições
4. Mente aberta  SCAMPER
5. Flexibilidade  Mapa Mental (MindMap)
6. Suspensão do julgamento  Outros pontos de vista
7. Síntese  Positivo, Negativo e Interessante
8. Otimismo  9 Janelas
9. Perseverança  Ramdom word
10. Eterno aprendiz

Ferramentas de criatividade: esquemas de algumas


Cultura:
 Conhecimento
Brainstorming  Eventos
 Tradição
 Lazer

11
Sofia Santiago

Ramdom word

SCAMPER

Mapa Mental
(MindMap)

1. O que é
Listagem de Atributos é uma técnica que:
 utiliza uma “entidade”, que pode ser um objeto, sistema ou
projeto;
 identifica e carateriza os seus diversos atributos;
 identifica os variados valores que estes atributos podem assumir;
(e então)
 combina esses atributos para encontrar novas formas.

Atributo é uma caraterística ou propriedade de uma entidade. É


qualquer detalhe que serve para identificar, qualificar, classificar,
quantificar ou expressar o estado de uma entidade. Os atributos de
uma estratégia empresarial podem ser: os mercados visados, os
produtos oferecidos, os preços praticados, os canais de distribuição,
as competências disponíveis, etc. Uma entidade pode ser descrita
pelos valores dos seus atributos.

Listagem de Atributos Por exemplo, um lápis: pela madeira de que é feito, pelo formato
(cilíndrico, etc.), pela cor, pela dureza da grafite (HB, 2H, 3H, etc.), pela
cor da grafite (preto, vermelho, azul, etc.) e outros detalhes que
servem para diferenciá-lo. Os diversos valores que podem ser

12
Sofia Santiago

assumidos por esses atributos podem ser combinados de diversas


maneiras, gerando diferentes tipos de lápis.
2. Quando usar
Use quando você tiver uma situação que possa ser decomposta em
atributos. Esta ferramenta é indicada quando você quiser criar ou
melhorar um produto, serviço, sistema, processo ou projeto.

Um obstáculo comum à inovação é a dificuldade de definir o problema


devido à complexidade da situação. Problemas complexos precisam
ser analisados sobre distintas perspetivas para serem adequadamente
entendidos e definidos. A técnica Nove Janelas pode ajudar a
desvendar a complexidade, para que o problema se torne mais claro.
É uma ferramenta visual que permite analisar a situação sob diferentes
9 Janelas perspetivas, especialmente em pensar sobre o problema a resolver em
termos de TEMPO e ESPAÇO. O princípio básico desta técnica consiste
em dividir o universo do problema em nove segmentos.

No uso da técnica das Nove Janelas, o conceito de futuro é bastante


elástico, tanto pode ser no minuto seguinte, como no próximo dia,
semana, mês, ano ou século. O mesmo acontece com o conceito de
passado.
A maior dificuldade no uso desta técnica pode ocorrer na identificação
do subsistema e do macro sistema. O subsistema consiste das partes
que formam o sistema; o macro sistema é o ambiente onde o sistema
funciona.

13
Sofia Santiago

Criatividade e Biologia
 A neurobiologia da criatividade tem sido abordada em vários estudos científicos;
 Alguns autores escrevem que "a inovação criativa pode exigir coativação e comunicação
entre as regiões do cérebro que normalmente não são fortemente ligadas. Pessoas
altamente criativas que se destacam na inovação criativa tendem a diferir de três maneiras:
 Têm um elevado nível de conhecimento especializado,
 São capazes de pensamento divergente mediados pelo lobo frontal.
 São capazes de modular neurotransmissores como a noradrenalinano seu lobo frontal.
 Assim, o lobo frontal parece ser a parte do córtex que é mais importante para a criatividade.

Criatividade na Economia
No início do século 20, Joseph Schumpeter introduziu a teoria económica da destruição criativa,
para descrever a forma como as velhas formas de fazer as coisas são endogenamente destruídas
e substituído pelo novo.

Criatividade também é vista pelos economistas como Paul Romer como um elemento
importante para a recombinação de elementos para produzir novas tecnologias e produtos e,
consequentemente, o crescimento económico. Criatividade leva a capital, e produtos criativos
estão protegidos por leis de propriedade intelectual.

A "classe criativa" é visto por alguns como sendo um importante motor das economias
modernas. No seu livro de 2002, The Rise of Creative Class, economista Richard Florida
popularizou a noção de que as regiões com "3T's do desenvolvimento económico: Tecnologia,
Talento e Tolerância "também têm altas concentrações de profissionais criativos e tendem a ter
um maior nível de economia desenvolvimento.

3 Componentes essenciais
na Inovação:

Pensamento Lateral
Por padrão entende-se:

 Ordenação da informação de forma sequencial e repetível da atividade neural;


 Qualquer conceito, ideia ou pensamento ou imagem repetível;
 Sequência repetível, no tempo, de conceitos ou ideias;
 Ordenação de outros padrões que, juntos, constituem uma abordagem a um problema;
 Repetível, reconhecível e utilizável.

14
Sofia Santiago

Mudança de padrões

 Pensamento Vertical: Pega no padrão e desenvolve-o;


 Pensamento Lateral: Reestrutura o padrão, ordenando os dados de forma.

Pensamento Lateral: Procura encontrar um padrão diferente e mais eficaz (um padrão pode
persistir por ser útil e adequado, no entanto, uma reestruturação do mesmo pode dar origem a
algo muito melhor). Exemplo de padrão:

O Pensamento Lateral e o Pensamento Vertical fundem-se na sua utilização, mas existem


ocasiões que requerem a utilização deliberada do Pensamento Lateral. Por exemplo:

 Na geração de novas ideias;


 Na resolução de problemas.

 Liberta a informação, desafiando os padrões-cliché;


 É uma descrição de um processo e não um resultado.

Pensamento Vertical: Segue os caminhos mais prováveis.

Pensamento Lateral: Segue os caminhos menos prováveis (olha para os menos óbvios).

15
Sofia Santiago

Os seis chapéus
Benefícios dos Seis Chapéus:

 Melhora a qualidade das decisões;


 Poupa tempo e energia;
 Melhora a exploração dos temas;
 Cria o Pensamento Colaborativo;
 Aumenta a criatividade e inovação.

Esforço de Criatividade dos seis chapéus:

Design Thinking

16
Sofia Santiago

Empatizar

 Conhecer/Aprender com a audiência para a qual se está a “desenhar”.

Definir

 Redefinir e focar as questões com base nos insights da fase da empatia.

Idealizar

 Brainstorming e geração de ideias criativas.

Prototipar

 Construir uma representação de uma ou mais ideias para mostrar aos outros.

Testar

 Regressar ao grupo inicial, no sentido de testar ideias e obter feedback.

APRESENTAÇÃO DE IDEIAS
Um Bom Pitch:
 Ser claro  que problema resolve a solução proposta
 Explicar de forma clara  como a nossa solução é diferenciadora das propostas
concorrentes
 Criar empatia  com os nossos ouvintes e ter a capacidade de lhes dar respostas com
dados transparentes
 Quem é a equipa  do projeto
 Disponibilidade  mostre-se sempre disponível para aprofundar ou partilhar o caminho

Componentes do elevator Pitch:

Gancho – para atrair a atenção da audiência!

 Uma afirmação, ou uma pergunta que sirva para abrir o elevator pitch de forma a:
 sustentarem os vossos objetivos
 fazerem sobressair a mensagem chave
 entusiasmarem a audiência

Núcleo – para apresentara proposta, dando ênfase:

 À credibilidade da equipa e ao historial da empresa


 À proposta de valor única
 À informação quantitativa de suporte ao modelo de negócio

Fecho – para dizer o que pretende/o que pode fazer pelo comprador/cliente!

Conheçam a vossa audiência

 Em que é que estão interessados?


 Quais são os “pain and gains” e de que forma os resolvem?

17
Sofia Santiago

Façam um “pitch” fácil de entender

 Testem com os vossos amigos ou familiares se percebem o que estão a apresentar


 Usem imagens para “pintar o quadro”

Uma boa apresentação tem um guião e uma história

 Adicionem uma narrativa ao vosso plano de inovação

Ensaiem com todos os que vos quiserem ouvir. Recolham todos os contributos... Pratiquem,
pratiquem, vezes sem conta!

Identificando oportunidades
 O empreendedor utiliza a sua ideia de forma a transformá-la num produto ou serviço que
faça a empresa crescer.
 É importante que o empreendedor teste a sua ideia ou conceito de negócio junto dos
clientes em potencial.

Ideias X Oportunidades
 O que diferencia uma ideia de uma oportunidade de negócio?
 Como avaliar uma oportunidade?
 Quando partir para a elaboração de um plano de negócios ou desistir do processo?

O que é uma oportunidade?


Uma oportunidade tem 4 qualidades essenciais:

 Atrativa
 Durável
 No tempo certo
 Suportada num produto, serviço ou negócio que adiciona valor ao seu comprador ou
utilizador.

TIMING - JANELA DE OPORTUNIDADE

 O termo “janela de oportunidade” é uma metáfora que descreve o período de tempo em


que a empresa pode realisticamente entrar num novo mercado.
 Assim que o mercado para um novo produto está estabelecido, a janela de oportunidade
abre-se e novas empresas entram.
 A certo ponto, o mercado fica maduro, e a janela de oportunidade (para novas entradas)
fecha-se.

18
Sofia Santiago

Avaliando Oportunidades
 Atrativa

Market size and structure


 O mercado cresce, é emergente? É fragmentado?
 Existem barreiras à entrada? Ou excessivos custos de saída? Tem estratégias para transpor
estas barreiras?
 Quantos key players estão no mercado? Eles controlam a propriedade intelectual?
 Em que estágio do ciclo de vida está o produto? (risco depende também do ciclo de vida e
maturidade do produto)
 Qual é o tamanho do mercado em € e o potencial para se conseguir um bom market share?
 E o sector, como está estruturado?
 poder dos fornecedores
 poder dos compradores
 poder dos concorrentes
 e os substitutos
 Como o setor está segmentado, quais são as tendências, que eventos influenciam os
cenários etc.?

Margin Analysis

 Determine as forças do negócio


 Identifique as possibilidades de lucros (margem bruta > 20, 30, 40%?!)
 Analise os custos (necessidades de capital), breakeven, retornos...
 Mapeie a cadeia de valor do negócio
 Para isso deverá saber como o seu produto/serviço chega até o cliente final
 Isto ajudará a entender a sua cadeia de valor e dos seus concorrentes

 Procura

Procura:

 Qual o público alvo?


 Qual a durabilidade do produto/serviço no mercado? (ciclo de vida)
 Os clientes estão acessíveis? (canais)
 Como os clientes encaram o relacionamento com a empresa?
 O potencial de crescimento é alto (>10, 15, 20% anual)?
 O custo de captação do cliente é recuperável no curto prazo (< 1 ano)?
19
Sofia Santiago

Check-List de Oportunidades
Questões críticas:

 Existe um problema para ser resolvido (necessidade não atendida)?


 Existe um produto ou serviço que solucionará este problema?
 Nós podemos identificar com clareza os clientes potenciais?
 Nós podemos efetivamente implementar uma estratégia de marketing/vendas que seja
exequível? (custo/retorno)
 A janela da oportunidade está aberta?

Análise de mercado

Análise do Setor

 Identificar as tendências do ambiente


 Descrever a indústria, histórico e projeções do
mercado, as tendências, o perfil dos consumidores
 Analisar os principais concorrentes (seus 4Ps, market
share), quem serão os concorrentes no futuro?
 Comparar o seu negócio com os concorrentes, quais são os seus diferenciais? E os deles?
Como você pretende superá-los?

Onde obter informações:

 Associações comerciais e industriais da cidade, da região, ou do estado


 INE
 BP
 Internet
 Empresas de pesquisa de mercado
 Órgãos do governo
 Universidades
 Institutos de investigação
 Revistas, jornais, periódicos, livros, documentários

Definição do segmento de mercado


 Qual o perfil do comprador?
 O que ele compra atualmente?
 Porque ele compra?
 Quais fatores influenciam a compra?
 Quando, como e com que periodicidade é feita a compra?
 Onde ele se encontra? Como chegar até ele?

Perfil do consumidor
Geografia (Onde estão?)

 País, região, estado, cidade, bairro etc.

20
Sofia Santiago

 Moram isolados ou convivem com muitos vizinhos?


 Na região prevalecem temperaturas baixas ou altas? Em que épocas do ano?
 A região tem boa infraestrutura rodoviária, portuária etc.?

Perfil (Como são?)

 Pessoas: idade, sexo, tamanho da família, educação, ocupação, renda, nacionalidade,


religião, time de futebol, partido político etc.
 Empresas: setor, porte da empresa, número de funcionários, tempo de existência,
faturamento, clientes etc.

Estilo de Vida (Como vivem e o que fazem?)

 Pessoas: passatempos, hábitos ao assistir à televisão, hábitos de consumo (alimentação,


vestuário, diversão), atividades sociais e culturais, afiliação a clubes, o que gostam de
fazer nas férias etc.
 Empresas: proteção do meio ambiente, doações a eventos, investimento em cultura e
desporto, investimento na formação dos funcionários, benefícios aos funcionários etc.

Critérios para Avaliar Oportunidades


Atratividade
Critério Alto Potencial Baixo Potencial
Mercado
Necessidades dos clientes Identificadas, recetivas, Sem foco, leal a outros produtos
atingíveis
Valor gerado para os Alto Baixo
utilizadores
Ciclo de vida do produto/serviço Período que permite recuperar Muito rápido e não permite
investimento recuperar investimento e obter
lucro
Estrutura do mercado Competição não consolidada ou Competição consolida ou
mercado emergente mercado maduro, ou ainda
mercado em declínio
Tamanho do mercado Vendas acima de 50 milhões Desconhecido ou com vendas
anuais e poucos players menores que 10 milhões anuais
Taxa de crescimento de 30% a 50% ao ano ou mais Menor que 10% ao ano ou
mercado decrescendo
Participação possível no Ser líder, 20% ou mais Menor que 5%
mercado
Análise Económica
Lucros depois de impostos 10% a 15% ou mais, com Menor que 5%, frágil
perspetiva duradoura
Tempo para:
Ponto de Equilíbrio Menos de 2 anos Mais de 4 anos
Cash Flow Positivo Menos de 2 anos Mais de 4 anos
Retorno potencial sobre o 25% ao ano ou mais 15% a 20% ou menos
investimento
Necessidade de capital inicial Baixa e moderada Altos investimentos
Vantagens Competitivas
Custos fixos e variáveis:
Produção Menores Maiores
Marketing Menores Maiores
Distribuição Menores Maiores

21
Sofia Santiago

Grau de Controlo:
Preço Moderado a forte Fraco
Custos Moderado a forte Fraco
Cadeia de fornecedores Moderado a forte Fraco
Cadeia de distribuição Moderado a forte Fraco
Barreiras à entrada:
Alguma regulamentação a favor Possui ou pode conseguir Nenhuma
Vantagem tecnológica Possui ou pode conseguir Nenhuma
Vantagem contratual/legal Possui ou pode conseguir Nenhuma
Redes de contacto estabelecidas Bem desenvolvidas Limitadas; inacessíveis
Equipa Gestão
Pessoas da equipa Experientes, competência Inexperientes, nunca dirigiram
comprovada negócio parecido
Formação de pessoas Multidisciplinar; habilidades Todos com a mesma formação e
complementares caraterísticas
Envolvimento com o negócio Paixão pelo que fazem Apenas interesse financeiro
(remuneração; benefícios, etc.)

DA IDEIA À INOVAÇÃO

Fontes de Vantagem Competitiva

22
Sofia Santiago

DPI  DIREITOS PROPRIEDADE INTELECTUAL


A importância da Propriedade Intelectual

Até à década dos anos 90, os ativos de uma empresa eram habitualmente classificados como
capital físico, ou seja, propriedade imobiliária, maquinaria, outros equipamentos e capital
financeiro. Mais recentemente houve a consciencialização relativamente à existência de outro
tipo de propriedade: os ativos intangíveis.

Estes ativos são gerados pela criatividade, o pensamento e a inventividade humana, e


constituem o capital intelectual de uma empresa.

DPI agregam valor em cada etapa da cadeia de valor, desde a ideia criativa/inovadora para
introduzir um novo, melhor e mais barato, produto/serviço no mercado:

 Estratégia de DPIP deve ser uma parte integrante da estratégia global de negócios de uma
organização;
 A estratégia de DPI de uma organização é influenciada pela sua capacidade
criativa/inovadora, recursos financeiros, domínio da tecnologia, ambiente competitivo,
etc.;
 MAS: Ignorar o sistema PI por completo, como é frequentemente o caso, é em si mesmo
uma estratégia de PI e pode, eventualmente, custar caro.

Apropriabilidade & Ativos Complementares

Apropriabilidade é muito importante:

 Se a inovação, ou a sua base de conhecimentos puder ser “apropriada”, significa que


ninguém a pode usar ou copiar. Isso é uma fonte de poder negocial.

23
Sofia Santiago

Fontes de Apropriabilidade
 Segredo. Confidencialidade & Cláusulas de Não-concorrência
 Nem sempre funciona pois as caraterísticas externas do produto podem revelar as
internas; os engenheiros pertencem a uma “comunidade técnica” que necessita de
trocar informações;
 Conhecimento “tácito”
 Pode ser muito difícil de imitar, sobretudo quanto integrado em empresas ou regiões.
Ex. Benetton
 Contudo o conhecimento tácito pode ser “difuso” i.e. Difícil de juntar e portanto,
embora apropriável, dificilmente seria a base de criação valor com benefícios.
 A PI é essencialmente um direito, outorgado pelo Estado por meio de leis específicas,
por um prazo determinado. Permite ao seu detentor excluir terceiros da sua
comercialização.
 A PI abrange a propriedade industrial, copyrights e domínios conexos. A propriedade
industrial é o regime de proteção conferido às invenções, modelos de utilidade,
desenhos industriais, marcas e denominações de origem.
 O termo propriedade intelectual reflete a ideia de que o produto em questão é resultado
da mente ou intelecto e os direitos de PI pode ser protegida pela lei da mesma forma
que outros tipos de propriedade.

Propriedade Intelectual: Visão Económica

 Direitos exclusivos tais como copyrights e patentes asseguram ao seu detentor o direito
exclusivo de vender ou licenciar o produto Por ser o único vendedor no mercado deste
item em particular, ele detém um monopólio, ainda que temporário
 Entretanto, existem produtos protegidos por PI que são substitutos próximos Neste caso,
existiriam outras formas de mercado tais como oligopólio e competição monopolista.

DIREITOS DE AUTOR ©
ART. 11º Titularidade: “O direito de autor pertence ao criador intelectual da obra, salvo
disposição em contrário.”

24
Sofia Santiago

Direito de Autor (Copyrights) ©

 Regime de proteção conferido especificamente a criações literárias, artísticas e


científicas, inclusive o software.
 O registo de direito de autor de uma obra original confere o direito exclusivo de utilizar,
fruir e dispor da obra, ou seja, de impedir que terceiros copiem o que foi criado.
 O direito de autor não cobre a ideia em si, e sim as expressões concretas das ideias.
 Incide sobre meios de expressão tangíveis (livros, esculturas, gravuras, disquetes) e
intangíveis (coreografia, pub. Internet).
 Não depende de nenhuma formalidade para se obter proteção jurídica pois é obtida
automaticamente.
 O Direito de Autor está presente no Código dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos
(CDADC): De acordo com a melhor técnica decidiu se criar um diploma próprio onde se
condensam todas as normas específicas de proteção dos programas de computador ao
invés de se proceder a alterações no Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

Modalidades de proteção de Propriedade Industrial:

 Patente
 Modelo de Utilidade
 Desenho/Design
 Marca
 Sinais Distintos de Comércio

Sinais Distintos de Comércio

Marca
Marcas registadas:
 Sinal utilizado para identificar certos bens e serviços como produzidos ou procedentes
de uma pessoa ou empresa específica
 Ajuda a distinguir estes produtos e serviços de outros similares, permitindo a sua
identificação pelo consumidor.
As marcas podem ser constituídas por:
 Sinais gráficos
o Nominativos, são formados exclusivamente por palavras;
o Figurativos, são constituídos em exclusivo por desenhos ou figuras;

25
Sofia Santiago

o Mistos têm uma parte nominativa e uma outra figurativa


 Frases publicitárias
 Combinação de cores

Tipos de marca

As marcas podem assumir múltiplas configurações:

 Marcas nominativas: Compostas apenas por elementos verbais, nomeadamente palavras,


incluindo nomes de pessoas, letras ou números
 Marcas figurativas: Compostas apenas por elementos figurativos, como desenhos, imagens
ou figuras
 Marcas mistas: Compostas por elementos verbais e figurativos
 Marcas sonoras: Compostas por sons
 Marcas tridimensionais: Compostas pela forma do produto ou da respetiva embalagem
 Marcas compostas por slogans: constituídas por frases publicitárias, independentemente
da sua proteção pelo Direito de Autor

Vantagens

O registo não é obrigatório. Todavia, é altamente aconselhável, dadas as múltiplas vantagens


que oferece:

 Permite valorizar o esforço financeiro e o investimento intelectual utilizado na conceção de


novas marcas
 Confere um direito exclusivo que permite impedir que terceiros, sem o consentimento do
titular, produzam, fabriquem, vendam ou explorem economicamente a marca registada
 Atenção! A propriedade e o exclusivo sobre marcas adquire se apenas por via do registo,
não através do simples uso no mercado
 Impede que outros registem sinal igual ou semelhante para produtos ou serviços idênticos
ou afins
 Possibilita ao titular do registo a utilização das indicações "marca registada", registada","
ou ®, de modo a dissuadir potenciais infrações
 Atenção! O uso destes símbolos por quem não tenha efetivamente promovido o registo da
sua marca é proibido, constituindo um ilícito contraordenacional No entanto, enquanto o
registo não tiver sido concedido e o requerente pretender de alguma forma divulgar a
marca, pode sempre indicar que se encontra pendente o respetivo registo
 Garante a possibilidade de transmitir o registo ou de conceder licenças de exploração a
favor de terceiros, a título gratuito ou oneroso

O que não pode ser registado

As marcas não distintivas: Não podem ser registadas as marcas compostas exclusiva ou
essencialmente por elementos que descrevam o produto/serviços (as suas caraterísticas,
qualidades, proveniência geográfica, entre outros aspetos), por elementos usuais na linguagem
do comércio, por determinadas formas (forma imposta pela própria natureza do produto, forma
do produto necessária à obtenção de um resultado técnico ou forma que lhe confira um valor
substancial) ou por uma única cor.

Exemplos:
 Sapatos (para identificar calçado)

26
Sofia Santiago

 Cinema Tickets (para serviços de venda de bilhetes)


 Hidratação Creme (para produtos cosméticos)
 Reparação 24 H (para serviços de reparação)
 Lava Mais (para detergentes de roupa)
 Super Crédito (para serviços financeiros e de crédito)
 Atenção! Uma marca composta exclusiva ou essencialmente por estes elementos (com
exceção das cores) apenas pode ser registada se tiver adquirido, na prática comercial,
eficácia distintiva

As marcas que contenham símbolos de Estado, emblemas de entidades públicas ou estrangeiras,


brasões, medalhas, nomes ou retratos de pessoas, sinais com elevado valor simbólico,
nomeadamente símbolos religiosos, entre outros (salvo autorização das entidades
competentes).

As marcas que constituam infração de direitos alheios ou que possam favorecer a prática de
atos de concorrência desleal. Não podem ser registadas as marcas constituídas por sinais que
representem uma reprodução ou imitação de outros já existentes (salvo consentimento do
titular destes últimos).

Em que casos o registo de marca caduca?

 O registo de marca caduca automaticamente por falta de renovação.


 Nestes casos, o titular dispõe da possibilidade de revalidação do seu registo, no prazo de
um ano a contar da data de publicação do aviso de caducidade no Boletim da Propriedade
Industrial.
 Por ausência de uso sério durante cinco anos consecutivos, salvo justo motivo
 Se a marca se tiver transformado na designação usual do produto ou do serviço para que
foi registada
 Se a marca se tornar suscetível de induzir o público em erro, nomeadamente acerca da
natureza, qualidade e origem geográfica dos produtos ou serviços.

Design/Desenho

O que é um desenho ou modelo?

 O Design “ diz respeito ao aspeto exterior de uma parte ou do conjunto de um produto.


 Para ser registado deve ser novo e possuir carácter singular.
 Não possui, no entanto, novas características funcionais.

Desenho industrial:

 Relacionado ao aspeto ornamental ou estético de um objeto.


 O desenho pode se constituir de estruturas tridimensionais, como a forma de um
componente ou estruturas bidimensionais, como modelos, linha e cores.

Quais as vantagens da proteção?

O registo não é obrigatório Todavia, é altamente aconselhável, dadas as múltiplas vantagens


que oferece:

 Permite valorizar o esforço financeiro e o investimento em capital humano e intelectual


utilizado na conceção de novos produtos.

27
Sofia Santiago

 Confere um direito exclusivo que permite impedir que terceiros, sem o consentimento do
titular do registo, produzam, fabriquem, vendam ou explorem economicamente o objeto
protegido.
 Atenção! A propriedade e o exclusivo sobre desenhos ou modelos adquire se apenas por
via do registo, não através do simples uso no mercado.
 Impede que outros registem o mesmo design ou design idêntico para outro produto.
 Possibilita ao titular do registo aplicar nos produtos uma menção de que se encontram
protegidos, de modo a dissuadir potenciais infrações (através das expressões “desenho ou
modelo n º” ou das iniciais “D M n º”).
 Atenção! O uso destes símbolos por quem não tenha efetivamente promovido o registo do
seu desenho ou modelo é proibido, constituindo um ilícito contraordenacional. No entanto,
enquanto o registo não tiver sido concedido e o requerente pretender de alguma forma
divulgar o produto, pode sempre indicar que se encontra pendente o respetivo registo.
 Garante a possibilidade de transmitir o registo ou de conceder licenças de exploração a
favor de terceiros, a título gratuito ou oneroso.

O que não pode ser registado:

 Não podem ser objeto de registo como desenho ou modelo:


 Programas de computador;
 Produtos ditados exclusivamente pela sua função técnica;
 Produtos de interconexões;
 Produtos com um design contrário à ordem pública ou aos bons costumes;
 Design que não respeite as condições de proteção, que são a novidade e o caráter singular.

O que pode ser registado:

Podem ser protegidos os desenhos ou modelos que preencham, cumulativamente, as duas


condições seguintes:

 O desenho ou modelo tem que ser novo.


 Um desenho ou modelo é novo se antes da data do pedido de registo nenhum desenho ou
modelo idêntico tiver sido divulgado ao público.

É necessário que estejam preenchidas três condições para que a divulgação não obste ao registo:

 Tem que ser efetuada pelo próprio criador do desenho ou modelo.


 Tem que ser efetuada no prazo improrrogável de 12 meses que antecede o pedido de
registo.
 Tem que ser indicada no requerimento do pedido.
 O desenho ou modelo tem que ter um carácter singular.
 Para que um desenho ou modelo possa ser registado não pode ser confundível com
qualquer outro produto anterior.

O que é uma Invenção?


 É uma solução nova para um problema técnico específico

NÃO podem ser consideradas invenções:

28
Sofia Santiago

 As descobertas, as teorias científicas e os métodos matemáticos


 As criações estéticas
 Os projetos, princípios e os métodos de exercício de atividades intelectuais em matéria
de jogo ou no domínio das atividades económicas
 Programas de computador, como tal, sem qualquer aplicação técnica
 As apresentações de informação.

Patente e Modelo de Utilização

As Patentes e Modelos de Utilidade protegem os aspetos funcionais dos produtos e processos


inovadores: Protegem as invenções.

Modelo de Utilidade:

 Trata se de um dispositivo ou forma nova conferida a um objeto conhecido, visando


aumentar ou facilitar sua capacidade de utilização.
 É patenteável como modelo de utilidade o objeto de uso prático, ou parte deste,
suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma ou disposição, envolvendo
ato inventivo que resulte em melhoria funcional no seu uso ou na sua fabricação.

Resumindo:
O que pode ser patenteado:

 Apenas matéria com conteúdo técnico


 Um produto, o uso de um produto, um processo ou um aparelho

O que não é patenteável:

 Descoberta Algo que sempre existiu mas que ninguém havia anteriormente desvendado o
fenómeno Ex Lei de gravitação universal de Isaac Newton Não são protegidas pela PI
 Métodos cirúrgicos, operatórios e terapêuticos usam pesquisa, mas não são destinados
essencialmente à fabricação económica de mercadorias

29
Sofia Santiago

 Métodos, planos e sistemas não industriais métodos contáveis, controle de stocks, cálculos,
jogos, métodos de propaganda, etc

Quem pode fazer um pedido?

Por VIA EUROPEIA:

 Qualquer pessoa, física ou moral, e qualquer sociedade, equiparada a uma pessoa


moral, independentemente da nacionalidade ou lugar de residência ou de atividade.
 Não é obrigatória a nomeação de um agente no ato do pedido, embora seja
aconselhável nos restantes procedimentos.

POR VIA INTERNACIONAL:

 Qualquer pessoa, física ou moral, nacional de um dos Estados Membros ou domiciliada


num desses Estados.
 Havendo pluralidade de requerentes pelo menos um deve ser nacional de um Estado
Membro ou nele domiciliado.

Estratégia

3 Pontos fundamentais finais a ter em conta:


 Financiamento
 Marketing
 Gestão

Financiamento:

Figura 1 – A Lógica Natural

30
Sofia Santiago

1º MANDAMENTO: CONTENÇÃO DE CUSTOS

 Minimizar as despesas pessoais e colocar todos os lucros no negócio


 Evitar as despesas desnecessárias móveis equipamentos viaturas etc
 Estabelecer parcerias e partilhar despesas com os parceiros
 Fazer leasing de equipamentos em vez de comprar
 Partilhar espaço de escritório e/ ou trabalhadores
 Recorrer a incubadoras ou centros de empresas
 Fazer compras em locais mais baratos

Formas de Financiar o nosso projeto:


CROWDFUNDING

 Se o seu capital não é suficiente para financiar um negócio, pode optar por recorrer
primeiro ao seu círculo de amigos e conhecidos Apostar no crowdfunding ’’(financiamento
colaborativo) é uma forma prática de captar o interesse de Family Fools and Friends e
crescer para um leque potencial de pequenos investidores particulares
 Lance uma campanha de angariação de fundos numa plataforma online de crowdfunding
explique a sua ideia de negócio e estabeleça uma meta de financiamento A partir daí, a
porta está aberta para receber donativos Em Portugal, poderá recorrer à PPL uma das mais
relevantes plataformas de ‘ nacionais, cuja maior campanha permitiu angariar 20 mil euros.

Como funciona o crowdfunding?

 Esta forma de financiamento alternativa funciona de forma bastante simples O


empreendedor através de um vídeo ou de um texto explica o seu projeto, estabelecendo o
que quer fazer, qual o montante mínimo que necessita e o tempo de angariação de fundos
Se no prazo estabelecido conseguir atingir o montante pretendido, o projeto recebe o
financiamento Se tal não acontecer, não existirão fundos para o projeto Quem investiu terá
os seus fundos devolvidos
 Se está interessado em recorrer a esta forma de financiamento saiba que existem dois
portais portugueses especializados nesta matéria o PPL e o Massivemov Se pretende ter
uma rede de apoio mais vasta existem portais internacionais para conseguir o seu objetivo,
onde o Kickstarter é o mais conhecido.

CRÉDITO BANCÁRIO PARA FINANCIAR UM NEGÓCIO

 Esta alternativa é mais convencional e passa por pedir um empréstimo numa instituição
bancária. A oferta de crédito mais vantajosa para o seu caso resultará da análise às taxas
de juro e às comissões associadas, assim como às garantias necessárias Deve sempre ter
isso em conta
 Para obtenção de crédito, pode também recorrer ao mecanismo de Garantia Mútua Este
sistema privado foi desenvolvido especificamente para situações em que as empresas não
têm garantias suficientes para aceder a crédito bancário Cabe à sociedade de garantia
mútua prestar garantias financeiras ao seu empréstimo (como se fosse uma fiadora),
permitindo desbloquear um crédito bancário para a sua empresa Informe se, junto do seu
banco.

31
Sofia Santiago

FINANCIAMENTO BANCÁRIO

A banca comercial disponibiliza financiamentos em múltiplos contextos

 Apoio à tesouraria
 Contas correntes caucionadas
 Descobertos bancários draft

Mas são tendencialmente muito avessos ao risco, preferindo empresas estáveis, já afirmadas no
mercado e com uma estrutura financeira equilibrada. “Dão um chouriço…”.

E exigem, normalmente, garantias, quer da própria empresa, quer a nível pessoal ( A garantia
mútua pode ajudar.

LOCAÇÃO FINANCEIRA

 Consiste em uma instituição financeira (colocar à disposição de um cliente locatário o


usufruto de um bem móvel ou imóvel durante determinado período de tempo, que adquire
a um fornecedor específico, por indicação do seu cliente
 Como contrapartida do usufruto, o locatário paga uma renda periódica, previamente
negociada, tendo habitualmente, no termo do contrato, o direito de adquirir o bem
mediante o pagamento de um valor residual, previamente acordado
 Com frequência o locador não cobre a totalidade do preço do bem obrigando o locatário a
pagar “à cabeça uma percentagem
 Como se pode constatar, as empresas não compram bens através de locação financeira
Adquirem isso sim o direito a utilizá-los durante determinado período.

32
Sofia Santiago

MICROCRÉDITO

 Não tem acesso ao crédito bancário tradicional e precisa de financiar um negócio? Nesse
caso, o microcrédito pode ser a solução ideal para si Este sistema disseminou se como um
financiamento alternativo a cidadãos excluídos do crédito (por falta de rendimentos ou
garantias), mas com boas ideias de negócio.
 Em Portugal, o montante máximo de financiamento é de 15 mil euros, através da
Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC). “Todos os tipos de negócio são
admissíveis”, informa a ANDC, mas tenha em conta que este financiamento se destina a
desempregados, jovens à procura do primeiro emprego e trabalhadores em regime
precário.
 Nos anos 70 no Bangladesh, o Prof Muhamad Yunus considerado o pai do microcrédito, que
lhe valeu o Nobel da Paz em 2006 terá conseguido mudar a vida de 42 famílias com apenas,
27 dólares
 Criou o Grameen Bank vocacionado para apoiar as famílias pobres e particularmente as
mulheres. Atualmente o banco tem 2 600 balcões e serve cerca de 8 milhões de famílias no
Bangladesh
 Tem um banco em Nova Iorque com a mesma filosofia apoio às mulheres pobres para a
criação de pequenos negócios tem cerca de 9 000 clientes, a média dos empréstimos é de
1 500 dólares e a taxa de cumprimento de 99.

BUSINESS ANGELS

 O apoio de Business Angels pode ser fundamental para financiar e capacitar a sua ideia de
negócio Estes ‘anjos empresariais’ na sua maioria empreendedores que geraram capital
suficiente para apostar em novos projetos investem em negócios ainda em fase
embrionária, prestando também orientação e mentoring Em troca de financiar um negócio,
ficam com uma posição minoritária na empresa.

CAPITAL DE RISCO

 As entidades de capital de risco especializam se no investimento em empresas emergentes,


o que se traduz na aquisição de uma parte do capital As participações são temporárias
(entre três a sete anos) e estão particularmente focadas em startup inovadoras, com grande
potencial de crescimento e rendibilidade Por norma, os montantes de investimento são
mais elevados do que um Business Angel poderia ceder.
 É uma forma de investimento empresarial, com o objetivo de financiar empresas, apoiando
o seu desenvolvimento e crescimento, com fortes reflexos na gestão (APCRI).
 Pode ser efetuado por três tipos de agentes as sociedades de capital de risco (SCR) os
fundos de capital de risco (FCR) e os business angels designados entre nós, formalmente,
por investidores de capital de risco (ICR).
 Surgiu nos E U A na década de quarenta do século passado.

33
Sofia Santiago

 Mudança de propriedade:
 Management buy out (MBO): financia a aquisição da totalidade ou de uma parte
significativa do negócio pela equipa de gestão da empresa
 Management buy in (MBI): financia a aquisição da totalidade ou de uma parte
significativa do negócio por uma equipa de gestão exterior à empresa.
 Capital de substituição: permite a alguns dos atuais sócios a tomada de parte ou a
totalidade da posição dos restantes sócios.
 VANTAGENS:
 Melhora a estrutura financeira da empresa
 Não exige a prestação de garantias pessoais ou da empresa
 A remuneração do investimento depende do sucesso do negócio, logo a SCR também se
esforçará para que ele tenha sucesso
 Fornecem capital, mas também apoio em gestão e acesso a redes de contactos
 É uma fonte de capitais flexível a participação acompanha as necessidades de
desenvolvimento do negócio.

Apoios Públicos
 O seu projeto empresarial traduz se numa PME com elevado nível de inovação e valorização
do território onde se insere? Nesse caso, fique atento aos diversos apoios públicos
disponíveis No portal do Portugal 2020 poderá encontrar informações sobre candidaturas
aos fundos estruturais da União Europeia Identifique a oportunidade mais adequada para
a sua empresa e prepare a candidatura
 Em Lisboa, por exemplo, a Câmara Municipal promove o programa Lisboa Empreende de
apoio ao micro empreendedorismo local Além do acesso a taxas de financiamento
favoráveis, o programa disponibiliza apoio técnico especializado
 De forma indireta, o Programa FINICIA do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias
Empresas e ao investimento (também mobiliza os esforços públicos em prol da criação de
novas empresas Esta iniciativa apoia a criação de PME através do acesso a soluções de
financiamento mais vantajosas, nas quais o Estado partilha o risco com Sociedades de
Capital de Risco, Sociedades de Garantia Mútua e instituições bancárias.

34
Sofia Santiago

COMPETIÇÕES PARA STARTUPS


 As competições para startups são uma forma prática de angariar capital para desenvolver
o seu negócio Vocacionadas para startups com forte ADN inovador, estas iniciativas
chamam também a atenção de potenciais investidores Os prémios podem estar associados
a programas de aceleração, capital de risco ou recompensas monetárias sem
contrapartidas.
 Exemplos internacionais e nacionais:
 A cada Web Summit centenas de startups participam na competição de pitch perante
um júri internacional Na última edição do evento considerado o maior encontro
internacional de tecnologia, empreendedorismo e inovação na Europa o prémio foi de
100 mil euros de investimento por parte da sociedade de capital de risco Portugal
Ventures.
 Também a nível internacional, a TechCruch Disrupt dinamiza as famosas competições
Startup Battlefield Com edições na Europa, Estados Unidos e Ásia, as startups com maior
potencial vencedoras são distinguidas com um prémio de 50 mil dólares.
 Em Portugal, por exemplo, o Prémio do Jovem Empreendedor apoia empresas em fase
de criação ou expansão de negócios A empresa vencedora recebe um prémio de
aceleração, dividido entre uma verba monetária de 50 mil euros, um financial award de
50 mil euros e apoios complementares ao nível da formação e mentoring.

35

Você também pode gostar