Resumo 19-20
Resumo 19-20
Inovação e Empreendedorismo
Deste modo, podemos dizer que há muitos inventores isolados ou individuais, como atestam
centenas de associações de inventores, os quais continuarão a existir posteriormente, pois
inventar é algo essencialmente humano. Porém, a inovação é um processo interpessoal.
Transformar Ideias em produtos, serviços e processos requer a organização de diferentes
atividades a serem executadas por diferentes pessoas, jamais poderá ser o resultado de um
trabalho solitário. “Por isso se diz que pessoas inventam e as organizações inovam."
CRIATIVIDADE: Algo novo e de alguma forma valioso é formado. O item criado pode ser
intangível, como uma ideia, uma teoria científica, entre outros.
Relevância do Empreendedorismo
Normalmente assume-se que o empreendedorismo contribui para o crescimento económico
através de:
Empreendedorismo
Tipos – intra e social
Necessidade versus oportunidade
A cultura e o empreendedorismo
Empreendedorismo e PIB – GEM
Condições estruturais
1
Sofia Santiago
A percentagem de população que admite estar preparada para criar uma empresa é de
45,3% -média nacional de 46,6%;
Perceção do medo do fracasso como obstáculo para iniciar um negócio é de 51,8% na região
Centro, acima da média nacional de 47,9% (note-se que a média global é de 42,1%, sendo
assim estes valores são dos mais elevados do mundo);
População adulta que admitiu conhecer alguém que tivesse lançado um novo negócio nos
últimos 2 anos: 26,7% no Centro manifestamente inferior ao valor médio de Portugal
(28,6%).
55,7% das empresas foram criadas no setor dos serviços aos consumidores (bem acima da
média global de 44% e nacional de 49%) e 26, 2% no setor industrial, também acima das
médias nacionais e internacionais (22% e 23%, respetivamente).
A orientação internacional dos empreendedores da região Centro está em linha com a
média internacional (20,2% versus 20,7%, abaixo da média nacional de 22%) e a orientação
inovadora é bastante fraca (medida pelo grau de novidade de produtos), sendo de 12,6%,
face a uma média internacional de 17,1%.
as políticas governamentais;
o apoio financeiro, o acesso à informação;
a falta de capacidade empreendedora;
as normas sociais e culturais.
Por outro lado, os fatores que mais favorecem a atividade empreendedora são:
Fatores comuns/desejáveis:
2
Sofia Santiago
Assunção de responsabilidade
Capacidade de trabalho e energia
Competências em relações humanas/gestão de equipas
Abertura à mudança, criatividade e inovação
Dedicação à empresa
Persistência apesar do fracasso
Inteligência na execução
Foco no cliente
Desafios:
Incerteza do rendimento
O empreendedor é o último a ser pago, já que os colaboradores devem ser pagos
primeiro
3
Sofia Santiago
Casos de Sucesso
Nokia
O processo empreendedor
A decisão de se tornar um empreendedor pode ocorrer (aparentemente) por acaso.
4
Sofia Santiago
Da ideia ao projeto
5
Sofia Santiago
Desenvolvimento do Cliente
1 -Descoberta do cliente
2 -Validação do cliente
O teu produto mínimo viável está validado: Os teus clientes percebem o valor do teu
produto e o seu valor está bem definido.
O teu funil de vendas está validado: Entendes o teu segmento de mercado e o teu funil está
otimizado para converter potenciais clientes em clientes. Sabes onde gastas o teu dinheiro
em marketing, e que trazes mais de um euro em receitas por cada euro que investes.
O teu modelo de negócio está validado: Provaste que o teu mercado pode escalar (não há
apenas uns poucos clientes que já estão dispostos a pagar pelo teu serviço), e que o valor
que crias aos teus clientes é superior aos custos de gestão do negócio.
3 -Criação de cliente
Depois de ter cimentado qual é o teu cliente, inicia uma nova fase em que o mais
importante é execução -conseguir aumentar o número de pessoas a utilizar o produto ou
serviço de forma a ter receitas constantes e crescentes.
Por último, o modelo de negócio está provado e agora é necessário crescer a organização
(tanto nas vendas, suporte, desenvolvimento, etc) para responder às expetativas dos novos
consumidores que a empresa adquiriu.
6
Sofia Santiago
O EMPREENDEDOR INTERNO
EMPREENDEDOR INTERNO: Empreendedor Interno ou Empreendedor Corporativo é aquela
pessoa que trabalha dentro de uma organização e traz uma inovação.
IDEIAS E OPORTUNIDADES
Fatores Cognitivos
Alguns estudos mostram que a capacidade de reconhecer oportunidades pode ser uma
habilidade inata ou um processo cognitivo.
Algumas pessoas acreditam que os empreendedores têm um “sexto sentido” que lhes
permite ver oportunidades que os outros não viram.
Este “sexto sentido” é referido como entrepreneurial alertness, que é a habilidade de notar
as coisas sem ter iniciado um processo de pesquisa deliberado.
7
Sofia Santiago
8
Sofia Santiago
Tendências:
Criatividade
CRIATIVIDADE: Criatividade é o processo de gerar uma ideia nova ou útil.
O declínio da criatividade
9
Sofia Santiago
Com isto, aprendemos a ser não-criativos. O declínio da criatividade não é devido à idade,
mas aos bloqueios mentais criados ao longo de nossa vida. A família, a escola e as empresas
têm tido sucesso em inibir o pensamento criativo.
As pesquisas e a prática mostram que este processo pode ser revertido; podemos recuperar
boa parte das habilidades criativas.
O desenvolvimento da criatividade requer que abandonemos a zona de conforto e nos
libertemos dos bloqueios que impedem o pleno uso da capacidade mental.
Mitos da Criatividade
O primeiro mito: a criatividade é um dom especial que somente algumas poucas pessoas
têm. O talento, a persistência e a concentração podem ser um dom, mas o potencial para
ser criativo é algo disponível para todos nós. Muitas pessoas deixam este potencial ser
anulado por bloqueios culturais e ambientais e pelo medo de errar e parecerem tolas.
Outras usam o potencial criativo ocasionalmente.
O segundo mito é que as pessoas se tornam mais criativas quando trabalham sobre
pressão. A experiência mostra que, sob certas condições especiais, isto pode ser verdade.
Contudo, a experiência mostra também que sobre muita pressão, especialmente do tempo,
as pessoas se contentam com as primeiras ideias que lhes ocorrem, as mais óbvias. Muita
pressão pode reduzir a originalidade das soluções.
O terceiro mito é sobre o poder do dinheiro como motivador da criatividade. O
reconhecimento material é um motivador extrínseco, isto é, vem de fora da pessoa. A
motivação extrínseca é induzida por outra pessoa ou organização interessada nos
resultados do processo criativo. Estudos conduzidos por Teresa Amabile, da Universidade
de Harvard, revelaram que a grande força acionadora da criatividade está na motivação
para a tarefa executada, no interesse e paixão que as pessoas sentem pelo trabalho. Esta é
a motivação intrínseca, que vem de dentro da pessoa criativa. O dinheiro pode influenciar
a motivação intrínseca (interna), mas não pode criá-la.
O quarto mito: competição é melhor do que colaboração. Esta ideia pode ser válida para a
competição entre empresas, mas é um desastre quando aplicada a grupos dentro de uma
organização. A criatividade não é um ato solitário.
Quinto mito – os novos são mais criativos que os mais velhos
Sexto mito – a criatividade é reservada aos que arriscam
O que é a criatividade?
A criatividade é um processo mental que envolve a descoberta de ideias novas ou conceitos,
ou novas associações de ideias ou conceitos já existentes, impulsionado pelo processo do
consciente ou inconsciente introspeção.
10
Sofia Santiago
11
Sofia Santiago
Ramdom word
SCAMPER
Mapa Mental
(MindMap)
1. O que é
Listagem de Atributos é uma técnica que:
utiliza uma “entidade”, que pode ser um objeto, sistema ou
projeto;
identifica e carateriza os seus diversos atributos;
identifica os variados valores que estes atributos podem assumir;
(e então)
combina esses atributos para encontrar novas formas.
Listagem de Atributos Por exemplo, um lápis: pela madeira de que é feito, pelo formato
(cilíndrico, etc.), pela cor, pela dureza da grafite (HB, 2H, 3H, etc.), pela
cor da grafite (preto, vermelho, azul, etc.) e outros detalhes que
servem para diferenciá-lo. Os diversos valores que podem ser
12
Sofia Santiago
13
Sofia Santiago
Criatividade e Biologia
A neurobiologia da criatividade tem sido abordada em vários estudos científicos;
Alguns autores escrevem que "a inovação criativa pode exigir coativação e comunicação
entre as regiões do cérebro que normalmente não são fortemente ligadas. Pessoas
altamente criativas que se destacam na inovação criativa tendem a diferir de três maneiras:
Têm um elevado nível de conhecimento especializado,
São capazes de pensamento divergente mediados pelo lobo frontal.
São capazes de modular neurotransmissores como a noradrenalinano seu lobo frontal.
Assim, o lobo frontal parece ser a parte do córtex que é mais importante para a criatividade.
Criatividade na Economia
No início do século 20, Joseph Schumpeter introduziu a teoria económica da destruição criativa,
para descrever a forma como as velhas formas de fazer as coisas são endogenamente destruídas
e substituído pelo novo.
Criatividade também é vista pelos economistas como Paul Romer como um elemento
importante para a recombinação de elementos para produzir novas tecnologias e produtos e,
consequentemente, o crescimento económico. Criatividade leva a capital, e produtos criativos
estão protegidos por leis de propriedade intelectual.
A "classe criativa" é visto por alguns como sendo um importante motor das economias
modernas. No seu livro de 2002, The Rise of Creative Class, economista Richard Florida
popularizou a noção de que as regiões com "3T's do desenvolvimento económico: Tecnologia,
Talento e Tolerância "também têm altas concentrações de profissionais criativos e tendem a ter
um maior nível de economia desenvolvimento.
3 Componentes essenciais
na Inovação:
Pensamento Lateral
Por padrão entende-se:
14
Sofia Santiago
Mudança de padrões
Pensamento Lateral: Procura encontrar um padrão diferente e mais eficaz (um padrão pode
persistir por ser útil e adequado, no entanto, uma reestruturação do mesmo pode dar origem a
algo muito melhor). Exemplo de padrão:
Pensamento Lateral: Segue os caminhos menos prováveis (olha para os menos óbvios).
15
Sofia Santiago
Os seis chapéus
Benefícios dos Seis Chapéus:
Design Thinking
16
Sofia Santiago
Empatizar
Definir
Idealizar
Prototipar
Construir uma representação de uma ou mais ideias para mostrar aos outros.
Testar
APRESENTAÇÃO DE IDEIAS
Um Bom Pitch:
Ser claro que problema resolve a solução proposta
Explicar de forma clara como a nossa solução é diferenciadora das propostas
concorrentes
Criar empatia com os nossos ouvintes e ter a capacidade de lhes dar respostas com
dados transparentes
Quem é a equipa do projeto
Disponibilidade mostre-se sempre disponível para aprofundar ou partilhar o caminho
Uma afirmação, ou uma pergunta que sirva para abrir o elevator pitch de forma a:
sustentarem os vossos objetivos
fazerem sobressair a mensagem chave
entusiasmarem a audiência
Fecho – para dizer o que pretende/o que pode fazer pelo comprador/cliente!
17
Sofia Santiago
Ensaiem com todos os que vos quiserem ouvir. Recolham todos os contributos... Pratiquem,
pratiquem, vezes sem conta!
Identificando oportunidades
O empreendedor utiliza a sua ideia de forma a transformá-la num produto ou serviço que
faça a empresa crescer.
É importante que o empreendedor teste a sua ideia ou conceito de negócio junto dos
clientes em potencial.
Ideias X Oportunidades
O que diferencia uma ideia de uma oportunidade de negócio?
Como avaliar uma oportunidade?
Quando partir para a elaboração de um plano de negócios ou desistir do processo?
Atrativa
Durável
No tempo certo
Suportada num produto, serviço ou negócio que adiciona valor ao seu comprador ou
utilizador.
18
Sofia Santiago
Avaliando Oportunidades
Atrativa
Margin Analysis
Procura
Procura:
Check-List de Oportunidades
Questões críticas:
Análise de mercado
Análise do Setor
Perfil do consumidor
Geografia (Onde estão?)
20
Sofia Santiago
21
Sofia Santiago
Grau de Controlo:
Preço Moderado a forte Fraco
Custos Moderado a forte Fraco
Cadeia de fornecedores Moderado a forte Fraco
Cadeia de distribuição Moderado a forte Fraco
Barreiras à entrada:
Alguma regulamentação a favor Possui ou pode conseguir Nenhuma
Vantagem tecnológica Possui ou pode conseguir Nenhuma
Vantagem contratual/legal Possui ou pode conseguir Nenhuma
Redes de contacto estabelecidas Bem desenvolvidas Limitadas; inacessíveis
Equipa Gestão
Pessoas da equipa Experientes, competência Inexperientes, nunca dirigiram
comprovada negócio parecido
Formação de pessoas Multidisciplinar; habilidades Todos com a mesma formação e
complementares caraterísticas
Envolvimento com o negócio Paixão pelo que fazem Apenas interesse financeiro
(remuneração; benefícios, etc.)
DA IDEIA À INOVAÇÃO
22
Sofia Santiago
Até à década dos anos 90, os ativos de uma empresa eram habitualmente classificados como
capital físico, ou seja, propriedade imobiliária, maquinaria, outros equipamentos e capital
financeiro. Mais recentemente houve a consciencialização relativamente à existência de outro
tipo de propriedade: os ativos intangíveis.
DPI agregam valor em cada etapa da cadeia de valor, desde a ideia criativa/inovadora para
introduzir um novo, melhor e mais barato, produto/serviço no mercado:
Estratégia de DPIP deve ser uma parte integrante da estratégia global de negócios de uma
organização;
A estratégia de DPI de uma organização é influenciada pela sua capacidade
criativa/inovadora, recursos financeiros, domínio da tecnologia, ambiente competitivo,
etc.;
MAS: Ignorar o sistema PI por completo, como é frequentemente o caso, é em si mesmo
uma estratégia de PI e pode, eventualmente, custar caro.
23
Sofia Santiago
Fontes de Apropriabilidade
Segredo. Confidencialidade & Cláusulas de Não-concorrência
Nem sempre funciona pois as caraterísticas externas do produto podem revelar as
internas; os engenheiros pertencem a uma “comunidade técnica” que necessita de
trocar informações;
Conhecimento “tácito”
Pode ser muito difícil de imitar, sobretudo quanto integrado em empresas ou regiões.
Ex. Benetton
Contudo o conhecimento tácito pode ser “difuso” i.e. Difícil de juntar e portanto,
embora apropriável, dificilmente seria a base de criação valor com benefícios.
A PI é essencialmente um direito, outorgado pelo Estado por meio de leis específicas,
por um prazo determinado. Permite ao seu detentor excluir terceiros da sua
comercialização.
A PI abrange a propriedade industrial, copyrights e domínios conexos. A propriedade
industrial é o regime de proteção conferido às invenções, modelos de utilidade,
desenhos industriais, marcas e denominações de origem.
O termo propriedade intelectual reflete a ideia de que o produto em questão é resultado
da mente ou intelecto e os direitos de PI pode ser protegida pela lei da mesma forma
que outros tipos de propriedade.
Direitos exclusivos tais como copyrights e patentes asseguram ao seu detentor o direito
exclusivo de vender ou licenciar o produto Por ser o único vendedor no mercado deste
item em particular, ele detém um monopólio, ainda que temporário
Entretanto, existem produtos protegidos por PI que são substitutos próximos Neste caso,
existiriam outras formas de mercado tais como oligopólio e competição monopolista.
DIREITOS DE AUTOR ©
ART. 11º Titularidade: “O direito de autor pertence ao criador intelectual da obra, salvo
disposição em contrário.”
24
Sofia Santiago
Patente
Modelo de Utilidade
Desenho/Design
Marca
Sinais Distintos de Comércio
Marca
Marcas registadas:
Sinal utilizado para identificar certos bens e serviços como produzidos ou procedentes
de uma pessoa ou empresa específica
Ajuda a distinguir estes produtos e serviços de outros similares, permitindo a sua
identificação pelo consumidor.
As marcas podem ser constituídas por:
Sinais gráficos
o Nominativos, são formados exclusivamente por palavras;
o Figurativos, são constituídos em exclusivo por desenhos ou figuras;
25
Sofia Santiago
Tipos de marca
Vantagens
As marcas não distintivas: Não podem ser registadas as marcas compostas exclusiva ou
essencialmente por elementos que descrevam o produto/serviços (as suas caraterísticas,
qualidades, proveniência geográfica, entre outros aspetos), por elementos usuais na linguagem
do comércio, por determinadas formas (forma imposta pela própria natureza do produto, forma
do produto necessária à obtenção de um resultado técnico ou forma que lhe confira um valor
substancial) ou por uma única cor.
Exemplos:
Sapatos (para identificar calçado)
26
Sofia Santiago
As marcas que constituam infração de direitos alheios ou que possam favorecer a prática de
atos de concorrência desleal. Não podem ser registadas as marcas constituídas por sinais que
representem uma reprodução ou imitação de outros já existentes (salvo consentimento do
titular destes últimos).
Design/Desenho
Desenho industrial:
27
Sofia Santiago
Confere um direito exclusivo que permite impedir que terceiros, sem o consentimento do
titular do registo, produzam, fabriquem, vendam ou explorem economicamente o objeto
protegido.
Atenção! A propriedade e o exclusivo sobre desenhos ou modelos adquire se apenas por
via do registo, não através do simples uso no mercado.
Impede que outros registem o mesmo design ou design idêntico para outro produto.
Possibilita ao titular do registo aplicar nos produtos uma menção de que se encontram
protegidos, de modo a dissuadir potenciais infrações (através das expressões “desenho ou
modelo n º” ou das iniciais “D M n º”).
Atenção! O uso destes símbolos por quem não tenha efetivamente promovido o registo do
seu desenho ou modelo é proibido, constituindo um ilícito contraordenacional. No entanto,
enquanto o registo não tiver sido concedido e o requerente pretender de alguma forma
divulgar o produto, pode sempre indicar que se encontra pendente o respetivo registo.
Garante a possibilidade de transmitir o registo ou de conceder licenças de exploração a
favor de terceiros, a título gratuito ou oneroso.
É necessário que estejam preenchidas três condições para que a divulgação não obste ao registo:
28
Sofia Santiago
Modelo de Utilidade:
Resumindo:
O que pode ser patenteado:
Descoberta Algo que sempre existiu mas que ninguém havia anteriormente desvendado o
fenómeno Ex Lei de gravitação universal de Isaac Newton Não são protegidas pela PI
Métodos cirúrgicos, operatórios e terapêuticos usam pesquisa, mas não são destinados
essencialmente à fabricação económica de mercadorias
29
Sofia Santiago
Métodos, planos e sistemas não industriais métodos contáveis, controle de stocks, cálculos,
jogos, métodos de propaganda, etc
Estratégia
Financiamento:
30
Sofia Santiago
Se o seu capital não é suficiente para financiar um negócio, pode optar por recorrer
primeiro ao seu círculo de amigos e conhecidos Apostar no crowdfunding ’’(financiamento
colaborativo) é uma forma prática de captar o interesse de Family Fools and Friends e
crescer para um leque potencial de pequenos investidores particulares
Lance uma campanha de angariação de fundos numa plataforma online de crowdfunding
explique a sua ideia de negócio e estabeleça uma meta de financiamento A partir daí, a
porta está aberta para receber donativos Em Portugal, poderá recorrer à PPL uma das mais
relevantes plataformas de ‘ nacionais, cuja maior campanha permitiu angariar 20 mil euros.
Esta alternativa é mais convencional e passa por pedir um empréstimo numa instituição
bancária. A oferta de crédito mais vantajosa para o seu caso resultará da análise às taxas
de juro e às comissões associadas, assim como às garantias necessárias Deve sempre ter
isso em conta
Para obtenção de crédito, pode também recorrer ao mecanismo de Garantia Mútua Este
sistema privado foi desenvolvido especificamente para situações em que as empresas não
têm garantias suficientes para aceder a crédito bancário Cabe à sociedade de garantia
mútua prestar garantias financeiras ao seu empréstimo (como se fosse uma fiadora),
permitindo desbloquear um crédito bancário para a sua empresa Informe se, junto do seu
banco.
31
Sofia Santiago
FINANCIAMENTO BANCÁRIO
Apoio à tesouraria
Contas correntes caucionadas
Descobertos bancários draft
Mas são tendencialmente muito avessos ao risco, preferindo empresas estáveis, já afirmadas no
mercado e com uma estrutura financeira equilibrada. “Dão um chouriço…”.
E exigem, normalmente, garantias, quer da própria empresa, quer a nível pessoal ( A garantia
mútua pode ajudar.
LOCAÇÃO FINANCEIRA
32
Sofia Santiago
MICROCRÉDITO
Não tem acesso ao crédito bancário tradicional e precisa de financiar um negócio? Nesse
caso, o microcrédito pode ser a solução ideal para si Este sistema disseminou se como um
financiamento alternativo a cidadãos excluídos do crédito (por falta de rendimentos ou
garantias), mas com boas ideias de negócio.
Em Portugal, o montante máximo de financiamento é de 15 mil euros, através da
Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC). “Todos os tipos de negócio são
admissíveis”, informa a ANDC, mas tenha em conta que este financiamento se destina a
desempregados, jovens à procura do primeiro emprego e trabalhadores em regime
precário.
Nos anos 70 no Bangladesh, o Prof Muhamad Yunus considerado o pai do microcrédito, que
lhe valeu o Nobel da Paz em 2006 terá conseguido mudar a vida de 42 famílias com apenas,
27 dólares
Criou o Grameen Bank vocacionado para apoiar as famílias pobres e particularmente as
mulheres. Atualmente o banco tem 2 600 balcões e serve cerca de 8 milhões de famílias no
Bangladesh
Tem um banco em Nova Iorque com a mesma filosofia apoio às mulheres pobres para a
criação de pequenos negócios tem cerca de 9 000 clientes, a média dos empréstimos é de
1 500 dólares e a taxa de cumprimento de 99.
BUSINESS ANGELS
O apoio de Business Angels pode ser fundamental para financiar e capacitar a sua ideia de
negócio Estes ‘anjos empresariais’ na sua maioria empreendedores que geraram capital
suficiente para apostar em novos projetos investem em negócios ainda em fase
embrionária, prestando também orientação e mentoring Em troca de financiar um negócio,
ficam com uma posição minoritária na empresa.
CAPITAL DE RISCO
33
Sofia Santiago
Mudança de propriedade:
Management buy out (MBO): financia a aquisição da totalidade ou de uma parte
significativa do negócio pela equipa de gestão da empresa
Management buy in (MBI): financia a aquisição da totalidade ou de uma parte
significativa do negócio por uma equipa de gestão exterior à empresa.
Capital de substituição: permite a alguns dos atuais sócios a tomada de parte ou a
totalidade da posição dos restantes sócios.
VANTAGENS:
Melhora a estrutura financeira da empresa
Não exige a prestação de garantias pessoais ou da empresa
A remuneração do investimento depende do sucesso do negócio, logo a SCR também se
esforçará para que ele tenha sucesso
Fornecem capital, mas também apoio em gestão e acesso a redes de contactos
É uma fonte de capitais flexível a participação acompanha as necessidades de
desenvolvimento do negócio.
Apoios Públicos
O seu projeto empresarial traduz se numa PME com elevado nível de inovação e valorização
do território onde se insere? Nesse caso, fique atento aos diversos apoios públicos
disponíveis No portal do Portugal 2020 poderá encontrar informações sobre candidaturas
aos fundos estruturais da União Europeia Identifique a oportunidade mais adequada para
a sua empresa e prepare a candidatura
Em Lisboa, por exemplo, a Câmara Municipal promove o programa Lisboa Empreende de
apoio ao micro empreendedorismo local Além do acesso a taxas de financiamento
favoráveis, o programa disponibiliza apoio técnico especializado
De forma indireta, o Programa FINICIA do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias
Empresas e ao investimento (também mobiliza os esforços públicos em prol da criação de
novas empresas Esta iniciativa apoia a criação de PME através do acesso a soluções de
financiamento mais vantajosas, nas quais o Estado partilha o risco com Sociedades de
Capital de Risco, Sociedades de Garantia Mútua e instituições bancárias.
34
Sofia Santiago
35