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Arte e Pensamento Trabalho Final

O documento discute a relação entre mimeses e tragédia antiga através das teorias de Platão e Aristóteles, destacando como a arte pode distorcer a verdade ou representar a virtude humana. Também aborda a crise da representação no século XIX e a superação da mímeses no século XX, conforme analisado por Walter Benjamin, que argumenta que a reprodutibilidade técnica da arte destrói sua aura. A obra de arte, ao ser reproduzida, perde sua autenticidade, levando artistas a explorar novas técnicas que priorizam a expressão pessoal e a autenticidade.

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Arte e Pensamento Trabalho Final

O documento discute a relação entre mimeses e tragédia antiga através das teorias de Platão e Aristóteles, destacando como a arte pode distorcer a verdade ou representar a virtude humana. Também aborda a crise da representação no século XIX e a superação da mímeses no século XX, conforme analisado por Walter Benjamin, que argumenta que a reprodutibilidade técnica da arte destrói sua aura. A obra de arte, ao ser reproduzida, perde sua autenticidade, levando artistas a explorar novas técnicas que priorizam a expressão pessoal e a autenticidade.

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- UFF

CAMPUS RIO DAS OSTRAS


INSTITUTO HUMANIDADES E SAUDE
DEPARTAMENTO DE ARTES E ESTUDOS CULTURAIS
CURSO PRODUÇÃO CULTURAL
DISCIPLINA DE ARTE E PENSAMENTO

AVILIAÇÃO FINAL

JULIA DONKE SPITZNER

Rio das Ostras


2016
A relação entre mimeses e tragédia antiga pode ocorrer com base na
teoria de dois filósofos gregos, Platão e seu discípulo, Aristóteles.

Segundo a tese de Platão a arte, principalmente a tragédia desvirtua o


espectador, porque a tragédia é uma imitação da aparência sensível das coisas
vista pelo olhar do artista, o que pode criar varias imagens parciais que a mesma
coisa pode fornecer. Somente a forma transcendente pode bloquear essa
multiplicidade de imagens que, segundo Platão, distorcem a imagem absoluta
das virtudes e da verdade. A mímeses é um tipo de produtividade que não cria
objetos originais, apenas cópias do que seria a realidade, sendo falsa e ilusória
e desvirtuando o ser da verdade.

Por outro lado, para Aristóteles a imitação não se limita mais ao mundo
exterior, ela se sustenta pela verossimilhança e fornece a representação como
uma possibilidade, no plano do fictício, sem qualquer compromisso de traduzir a
realidade empírica. Na tragédia, o objeto de imitação é representado pelo
homem de virtude, o homem bom, normalmente representado melhor do que
realmente é. Esse homem passará por um conflito com um poder de instancia
maior, como os deuses ou o destino, passando de uma boa para má fortuna.

Ao se reconhecer no sofrimento do personagem, acabamos por criar


empatia por ele. Ao sentir compaixão e partilhar do terror do personagem,
segundo Aristóteles, a plateia tem uma catarse, expurgando seus sentimentos e
purificando sua alma.

Durante o século XIX, enfrenta-se uma crise da representação, levando,


no inicio do século XX, à uma superação da mímeses. Walter Benjamin explica
como se da este processo em seu ensaio “A obra de arte na era de sua
reprodutibilidade técnica”(BENJAMIN, 1936).

​ Segundo Benjamin, a obra de arte sempre foi um objeto de reprodução,


inicialmente pela cópia, depois com o surgimento da xilogravura e mais tarde, no
século XIX, com a litogravura. Com a litogravura, a arte gráfica ganhou espaço
no mercado pela sua reprodução em massa, abalando assim, a pintura, que até
então dominava o mercado. Com o surgimento da fotografia, a pintura pictórica é
colocada em xeque, já que a fotografia tinha um padrão de qualidade para a
representação do real muito mais elevado que a pintura, além de ser muito mais
rápido.

​ Porém, a cópia nunca será igual a obra original, por não captar seu “aqui
e agora”, que é o que a torna autentica. Para Benjamin, a reprodutibilidade da
obra leva a destruição de sua aura. Isso deu uma abertura para que os artistas
criassem novas técnicas de pintura que não estavam mais preocupados com a
reprodução do mundo, de fatores externos, como se via nas pinturas pictóricas,
e passam a representar suas impressões e sensações, trazendo de volta a aura
e autenticidade das obras de arte.

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