1
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CAMPUS PROFESSORA CINOBELINA ELVAS - CPCE
CURSO: Engenharia Agronômica
DISCIPLINA: Geoprocessamento
DOCENTE: Doze Batista de
Oliveira
RESUMO DE GEOPROCESSAMENTO
Discentes:
Lucia Marina França Teles
Manuela Kerolin Nere Barreira
Pablo Hiago Da Silva
Vinícius da Costa e Sousa
Bom Jesus – PI
2024
2
INTRODUÇÃO
A principal razão para a forte relação interdisciplinar entre Cartografia e
Geoprocessamento reside no foco comum sobre o espaço geográfico. Enquanto a
Cartografia busca desenvolver modelos de representação dos dados que descrevem os
processos espaciais, o Geoprocessamento emprega técnicas matemáticas e
computacionais, através dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), para analisar esses
processos. Essa complementaridade evidencia a conexão entre essas duas áreas.
Historicamente, o vínculo é reforçado pela precedência das iniciativas de automação
cartográfica em relação ao desenvolvimento dos primeiros sistemas de SIG (conforme
destacado por Maguire et al., 1991).
Sistemas de Informação Geográfica):
Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) pode ser definido como um
sistema voltado para a aquisição, armazenamento, manipulação, análise, simulação,
modelagem e apresentação de dados com referência espacial na superfície terrestre,
integrando diferentes tecnologias. Portanto, o SIG é uma aplicação específica de um
sistema de informação em sentido amplo. Essa tecnologia automatiza tarefas que antes
eram realizadas manualmente e facilita a execução de análises complexas por meio da
integração de dados provenientes de diversas fontes (Hasenak e Weber,1998).
O objetivo principal de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) é atuar
como uma ferramenta eficaz para todas as áreas do conhecimento que utilizam mapas. Ele
permite integrar, em uma única base de dados, informações que representam diversos
aspectos de uma região; possibilita a entrada de dados em diferentes formatos; combina
informações de várias fontes para gerar novos tipos de conhecimento; e pode produzir
relatórios e documentos gráficos variados, entre outras funcionalidades.
Funcionamento de um Sistema de Informação Geográfica
Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) é composto por cinco componentes
principais: entrada de dados, armazenamento, gerenciamento, análise e manipulação de
dados, e saída/apresentação dos resultados.
A fase de entrada de dados envolve a conversão de informações analógicas em
formato digital, como mapas em papel, por meio de técnicas de digitalização ou varredura
ótica. Esses dados provêm de fontes variadas, como fotografias aéreas, imagens de
satélite e mapas topográficos.
3
O armazenamento de dados se refere ao uso de dispositivos como discos rígidos e
CDs para guardar essas informações. Já o **gerenciamento de dados** envolve a
inserção, remoção e atualização dos dados por meio de um Sistema de Gerenciamento de
Banco de Dados (SGBD), que facilita o tratamento tanto de dados espaciais quanto não-
espaciais.
A análise e manipulação de dados é um dos pontos mais cruciais do SIG,
permitindo operações como modelagem espacial, criação de zonas de buffer e
sobreposição de mapas. Esses processos ajudam a analisar a distribuição espacial de
fenômenos geográficos, como a autocorrelação espacial de pontos, e a gerar novas
informações a partir da combinação de dados.
Por fim, a saída e apresentação dos dados consiste na criação de relatórios, mapas
e gráficos, que podem ser exibidos em monitores ou impressos. Isso possibilita a
visualização dos resultados obtidos e facilita a comunicação das análises realizadas.
Em resumo, o SIG integra diversas tecnologias e processos para transformar dados
geográficos em informações úteis para a tomada de decisões e a análise de fenômenos
espaciais.
Dados Vetoriais e Dados Raster
Os dados espaciais podem ser representados em dois formatos principais: vetoriais
e raster. Os dados vetoriais utilizam formas geométricas, como pontos, linhas e polígonos,
para representar objetos espaciais com localização e fronteiras exatas. Pontos indicam
localizações específicas, linhas representam objetos alongados, como estradas ou rios, e
polígonos descrevem áreas fechadas, como terrenos ou lagos.
Já os dados raster são compostos por uma matriz de pixels, onde cada célula possui
um valor associado que representa uma característica, como cor ou elevação. Esses dados
são ideais para fenômenos contínuos, como temperatura, elevação e imagens de satélite.
Enquanto os dados vetoriais são mais precisos para representar formas exatas, os raster
são melhores para representar variáveis que mudam continuamente no espaço. Ambos são
amplamente utilizados em Sistemas de Informação Geográfica (SIG).
GEORREFERENCIAMENTO
Georreferenciamento é o processo de associar dados ou imagens a coordenadas
geográficas precisas na superfície da Terra, utilizando sistemas de coordenadas como
latitude e longitude. Ele permite que objetos, mapas ou fenômenos sejam posicionados de
forma exata no espaço, criando uma referência comum para diferentes tipos de
informações espaciais.
A importância do georreferenciamento está na sua capacidade de garantir precisão
e consistência na localização de dados espaciais, facilitando a integração de informações
de diversas fontes. Isso é essencial para atividades como planejamento urbano,
4
agricultura, mapeamento de recursos naturais e gestão de desastres, pois possibilita
análises espaciais detalhadas e tomadas de decisões mais fundamentadas.
Principais aplicações do Geoprocessamento na engenharia agronômica.
O geoprocessamento tem se consolidado como uma ferramenta essencial na
engenharia agronômica, proporcionando maior precisão e eficiência no manejo agrícola.
Suas aplicações são amplas e estratégicas, começando pelo mapeamento e gestão do solo,
que permite a criação de mapas detalhados com informações sobre a textura, fertilidade e
capacidade de drenagem do solo. Esses mapas ajudam agrônomos a planejar o uso
adequado do solo, prevenir o desgaste e adotar práticas que aumentem a produtividade
agrícola.
Outra aplicação relevante é na agricultura de precisão onde o geoprocessamento
possibilita o monitoramento detalhado de áreas de cultivo. Utilizando dados de satélite e
drones, os engenheiros conseguem identificar variações nas condições das plantações e,
com isso, aplicar insumos como fertilizantes, pesticidas e água de forma localizada e
precisa, reduzindo desperdícios e custos, além de melhorar o rendimento das colheitas.
No campo do monitoramento ambiental, o geoprocessamento permite aos
agrônomos acompanhar a degradação do solo, erosão, desmatamento e alterações
climáticas nas áreas agrícolas. Esse tipo de monitoramento é fundamental para garantir a
sustentabilidade das práticas agrícolas, permitindo que intervenções preventivas ou
corretivas sejam realizadas de maneira eficiente.
Por fim, o planejamento do uso da terra também se beneficia do
geoprocessamento, permitindo que os engenheiros agrônomos façam uma organização
estratégica das propriedades rurais. Isso envolve a definição de áreas adequadas para o
plantio, pastagem, preservação ambiental e outras atividades agrícolas, otimizando o uso
dos recursos disponíveis e promovendo um desenvolvimento agrícola mais sustentável e
produtivo.
5
REFERÊNCIAS
ASSAD, E. D. e SANO, E. E. Sistema de Informações Geográficas: Aplicações na
Agricultura. Brasília, EMBRAPA/CPAC,1998.
JENSEN, J. Sensoriamento Remoto do Ambiente: Uma perspective em recursos
terrestres
(traduçãoJosé[Link].).SãoJosédosCampos,SP,Parêntese,2009.
MIRANDA,[Link] de Sistemas de Informações
Geográ[Link],Brasília,2005.
MOREIRA,[Link] do Sensoriamento Remoto e Metodologias de
Aplicaçã[Link]çosa, MG, UFV,4ª.ed.,2011.
ROCHA,[Link]: Tecnologia
[Link],JuizdeFora,2000;
ROSA,[Link],[Link]ção ao Geoprocessamento: Sistema de Informações
Geográ[Link]ândia,1996