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Monografia - Teresa Lemos

Este estudo analisa a gestão das políticas públicas pelo INAPEM e sua contribuição para o crescimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) em Moçâmedes. A pesquisa revelou que apenas 40% das MPMEs utilizam os serviços do INAPEM, com 48% considerando as políticas inadequadas e enfrentando desafios significativos, como o acesso a financiamento. Conclui-se que as políticas atuais não influenciam significativamente o crescimento das MPMEs devido à fragmentação institucional e à falta de participação empresarial.

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Monografia - Teresa Lemos

Este estudo analisa a gestão das políticas públicas pelo INAPEM e sua contribuição para o crescimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) em Moçâmedes. A pesquisa revelou que apenas 40% das MPMEs utilizam os serviços do INAPEM, com 48% considerando as políticas inadequadas e enfrentando desafios significativos, como o acesso a financiamento. Conclui-se que as políticas atuais não influenciam significativamente o crescimento das MPMEs devido à fragmentação institucional e à falta de participação empresarial.

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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS

REGÊNCIA DO CURSO DE CONTABILIDADE GESTÃO

GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: ESTUDO DE CASO NO INSTITUTO


NACIONAL DE APOIO AS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
(INAPEM) DO MUNICÍPIO DE MOÇÂMEDES

TERESA OLIVIA ADOLFO LEMOS

Moçâmedes, 2025
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS
REGÊNCIA DO CURSO DE CONTABILIDADE GESTÃO

GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: ESTUDO DE CASO NO INSTITUTO


NACIONAL DE APOIO AS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
(INAPEM) DO MUNICÍPIO DE MOÇÂMEDES

TERESA OLIVIA ADOLFO LEMOS

Trabalho de fim de curso para a obtenção do grau de


Licenciatura em Contabilidade e Gestão, no
Departamento de Ciências Económicas, sob a orientação
Científica do docente João de Sousa Kassinda, MSc.

Moçâmedes, 2025
UNIVERSIDADE DO MUNCÍPIO DE MOÇÂMEDES

Unidade Orgânica: Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades

Departamento de: Ciências Económicas

Trabalho de Fim de Curso apresentado à Faculdade de


Ciências Sociais e Humanidades da Universidade do
Muncípio de Moçâmedes, como parte dos requisitos
para aquisição do grau de Licenciatura em
Contabilidade e Gestão.

GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: ESTUDO DE CASO NO INSTITUTO


NACIONAL DE APOIO AS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
(INAPEM) DO MUNICÍPIO DE MOÇÂMEDES

Apresentado por:

TERESA OLIVIA ADOLFO LEMOS

Nº de Estudante: __________________

Nº de Registo do Trabalho: ______________

Orientado por:

__________________________________
João de Sousa Kassinda, Msc.

Moçâmedes, 2025
Gestão de Políticas públicas: Estudo de Caso no Instituto Nacional de Apoio

as Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) Do Município De Moçâmedes

2025
Teresa Olivia Adolfo Lemos
AGRADECIMENTOS

O longo processo de formação envolveu directa e indirectamente singularidades que


contribuíram de maneira significativa, por isso, agradeço em primeiro lugar a Deus pela saúde
e vida.

Agradeço a minha família em geral que esteve sempre comigo os momentos mais difíceis da
minha formação, especialmente ao meu esposo, José Marcolino, que esteve sempre a cada fase
da minha formação

Com singularidade, agradeço ao meu orientador, João Kassinda (MSc), pela prontidão,
incentivo e profissionalismo no processo de orientação deste trabalho de investigação.

A todos os colegas da faculdade que estiveram presentes nos avanços e recuos e dos quatro
anos de formação e aos amigos pela forçae encorajamento na formação.

v
RESUMO

Esta pesquisa teve como objectivo geral analisar a gestão das políticas públicas pelo INAPEM
e sua contribuição para o crescimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) no
município de Moçâmedes. A metodologia combinou abordagem qualitativa (entrevistas com
gestores do INAPEM e GPDEI) e quantitativa (questionários aplicados a 80 MPMEs),
utilizando estudo de caso descritivo e análise de dados primários e secundários. Os principais
resultados revelaram que: apenas 40% das MPMEs utilizam os serviços do INAPEM; 48%
consideram as políticas inadequadas às suas necessidades; o acesso a financiamento é o maior
desafio (70% das empresas); e há baixa eficácia nas capacitações (50% dos participantes
avaliam-nas como pouco práticas). Concluiu-se que as políticas actuais não influenciam
significativamente o crescimento das MPMEs), devido à fragmentação institucional, falta de
participação empresarial no desenho das acções e métricas insuficientes de avaliação de
impacto.

Palavras-chave: Políticas públicas; MPMEs; INAPEM; Moçâmedes.

vi
ABSTRACT

The general objective of this research was to analyze the management of public policies by
INAPEM and its contribution to the growth of Micro, Small and Medium Enterprises (MSMEs)
in the municipality of Moçâmedes. The methodology combined a qualitative approach
(interviews with INAPEM and GPDEI managers) and a quantitative approach (questionnaires
applied to 80 MSMEs), using a descriptive case study and analysis of primary and secondary
data. The main results revealed that: only 40% of MSMEs use INAPEM's services; 48%
consider the policies inadequate to their needs; access to finance is the biggest challenge (70%
of companies); and there is low effectiveness in training (50% of participants evaluate them as
impractical). It was concluded that current policies do not significantly influence the growth of
MSMEs), due to institutional fragmentation, lack of corporate participation in the design of
actions and insufficient impact assessment metrics.

Keywords: Public policies; MSMEs; INAPEM; Moçâmedes.

vii
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Natureza dos apoios institucionais destinados as MPME em Angola ...................... 12

Figura 2: Fomento e Promoção Empresarial e Capacitação Empresarial – INPEM ................ 15

Figura 3: Distribuição das MPMEs em Moçâmedes por Porte ................................................ 33

Figura 4: Sectores de Actuação das MPMEs no Município de Moçâmedes ............................ 33

Figura 5: Percentual de MPMEs que Utilizaram Serviços do INAPEM .................................. 34

Figura 6: Serviços utilizados no INAPEM pelas MPMEs ....................................................... 35

Figura 7: Avaliação do Impacto dos Serviços do INAPEM pelas MPMEs ............................. 35

Figura 8: Adequação das Políticas do INAPEM às Necessidades das MPMEs ....................... 36

Figura 9: Principais Desafios Enfrentados pelas MPMEs em Moçâmedes ............................. 37

Figura 10: Percepção das MPMEs sobre a Contribuição do INAPEM para seu Crescimento 37

Figura 11: Participação das MPMEs em Programas de Capacitação do INAPEM ................. 38

Figura 12: Impacto das Capacitações do INAPEM no Desempenho das MPMEs .................. 38

viii
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Tipologia das micro pequenas e médias empresas ................................................... 11

Tabela 2: Entrevista aplicada ao INAPEM............................................................................... 24

Tabela 3: Entrevista aplicada ao GPDEI .................................................................................. 29

ix
Índice
INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 1
CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................. 4
1.1 GESTÃO POLÍTICAS PÚBLICAS ................................................................................ 4
1.1.1 Conceito de Políticas Públicas ................................................................................... 4

1.1.2 Modelos de Gestão de Políticas Públicas .................................................................. 5

1.1.3 Factores Críticos de Sucesso na Gestão de Políticas Públicas .................................. 8

1.2 MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS .......................................................... 10


1.2.1 Conceito, Classificação e Importância .................................................................... 10

1.2.2 Políticas de Apoio às MPME’s em Angola ............................................................. 11

1.2.3 Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado ...................... 17

CAPÍTULO II – ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO, APRESENTAÇÃO, ANÁLISE


E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ................................................................................... 20
2.1 TIPO DE PESQUISA .................................................................................................... 20
2.1.1 Métodos de pesquisas: Teóricos e Empíricos .......................................................... 20

2.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA ....................................................................................... 21


2.2.1 População ............................................................................................................... 21

2.2.2 Amostra ................................................................................................................... 21

2.2 TECNICAS/INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS: ENTREVISTA E O


QUESTIONÁRIO ............................................................................................................... 22
2.3 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MOÇÂMEDES ..................................... 22
2.4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS .............................................. 24
2.4.1 Analise e Apresentação dos Dados Qualitativos ..................................................... 24

2.4.2 Analise e Apresentação dos Dados Quantitativos ................................................... 33

2.4.3 Discussão dos Resultados ........................................................................................ 39

CONCLUSÃO ......................................................................................................................... 41
SUGESTÕES .......................................................................................................................... 43
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................... 44
APÊNDICES ........................................................................................................................... 47
ANEXOS ................................................................................................................................. 55
INTRODUÇÃO

A gestão de políticas públicas tem se tornado um factor essencial para o desenvolvimento


económico e social, sobretudo no que concerne ao apoio a micro, pequenas e médias empresas
(MPMEs). Essas empresas, muitas vezes descritas como motores de crescimento económico,
necessitam de um ambiente propício, que inclui políticas públicas adequadas, para prosperarem.
O papel de instituições como o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias
Empresas (INAPEM) torna-se, assim, vital na promoção de práticas que favoreçam o
crescimento sustentável e a competitividade empresarial.

No município de Moçâmedes, uma das regiões com grande potencial económico, enfrenta
desafios significativos na implementação eficaz dessas políticas. Estudar a gestão das políticas
públicas nessa região permite entender não apenas os impactos positivos, mas também as falhas
que podem existir na sua aplicação, oferecendo uma visão crítica que contribui para a
formulação de estratégias mais eficientes. Segundo Moura (2021), a gestão de políticas públicas
deve ser orientada para a superação de barreiras burocráticas e a promoção da inclusão
económica, especialmente em regiões mais periféricas. Além disso, estudos como o de
Carvalho (2020) indicam que o apoio institucional a MPME’s contribui directamente para a
geração de empregos e o fortalecimento das economias locais.

Entretanto, não é apenas o apoio financeiro que garante o sucesso dessas empresas. A formação
empresarial e a capacitação dos gestores são igualmente importantes, como aponta Rodrigues
(2019). A criação de programas específicos para as necessidades locais pode ser um factor
decisivo na sobrevivência das MPME’s, sobretudo em ambientes desafiadores. No município
de Moçâmedes, o INAPEM tem a responsabilidade de assegurar que as políticas desenhadas a
nível nacional sejam aplicadas de forma eficaz no contexto regional. A eficácia dessa gestão é,
portanto, um ponto central para o crescimento e a sustentabilidade do tecido empresarial local.

Ainda que muito tenha sido feito, há indícios de que há espaço para melhorias no modo como
essas políticas são implementadas. Costa (2022) sugere que o sucesso das MPMEs depende não
apenas das políticas aplicadas, mas também da sua continuidade e adequação às realidades
locais. Assim, analisar a gestão de políticas públicas no contexto do município de Moçâmedes,
através de um estudo de caso no INAPEM, é fundamental para se obter uma compreensão mais
profunda dos factores que podem contribuir para o desenvolvimento ou entravar o crescimento
empresarial nesta região.

1
Portanto, este estudo propõe-se a examinar de forma crítica as práticas de gestão de políticas
públicas relacionadas às MPMEs no município de Moçâmedes, com o intuito de identificar
lacunas, sugerir melhorias e contribuir para o crescimento local, tal como propõem Silva (2023)
e Martins (2022), que reforçam a necessidade de políticas públicas mais inclusivas e adaptadas
às especificidades regionais.

Situação Problemática

A gestão de políticas públicas direccionadas ao apoio das micro, pequenas e médias empresas
(MPMEs) representa um desafio central para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento
económico de regiões periféricas, como o no município de Moçâmedes. Ainda que o Instituto
Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) seja uma entidade
voltada ao incentivo e suporte dessas empresas, persistem lacunas na implementação e eficácia
das políticas de apoio. Estas lacunas podem comprometer tanto a sustentabilidade como o
crescimento dessas empresas, que enfrentam desafios no acesso a recursos financeiros,
capacitação e adaptação a exigências do mercado local. Neste contexto, surge a questão central:
De que forma a gestão das políticas públicas tem contribuído para o crescimento no
município de Moçâmedes?

Objectivo Geral

Analisar a gestão das políticas públicas pelo INAPEM e sua contribuição para o crescimento
do município de Moçâmedes.

Objectivos Específicos

1. Fundamentar teoricamente o estudo;


2. Descrever as políticas públicas aplicadas pelo INAPEM no apoio às MPME’s do no
município de Moçâmedes;
3. Identificar os principais desafios enfrentados pelas MPMEs no município de
Moçâmedes, relacionados à gestão dessas políticas;
4. Sugerir acções de melhoria para a gestão das políticas públicas voltadas ao apoio das
MPMEs no município de Moçâmedes.

Hipóteses
• Hipótese de Pesquisa (H₁): A gestão das políticas públicas pelo INAPEM contribui
significativamente para o crescimento das MPMEs o no município de Moçâmedes;

2
• Hipótese Nula (H₀): A gestão das políticas públicas pelo INAPEM não influencia
significativamente o crescimento das MPMEs no no muncípio de Moçâmedes.

Justificativa

A relevância deste estudo reside na crescente importância das micro, pequenas e médias
empresas como alicerces fundamentais para o desenvolvimento económico local. No município
de Moçâmedes, uma região com potencial económico significativo, as MPME’s enfrentam
desafios diversos, que vão desde o acesso ao financiamento até à capacitação dos seus gestores.
Assim, torna-se imperativo compreender como a gestão de políticas públicas, especialmente
através do INAPEM, tem apoiado ou dificultado o crescimento dessas empresas.

A pesquisa proposta contribui para uma melhor compreensão dos mecanismos de gestão dessas
políticas, oferecendo uma análise detalhada sobre os pontos fortes e fracos do actual modelo de
apoio às MPME’s na região. Este estudo pode proporcionar respostas concretas a questões
fundamentais relacionadas ao desenvolvimento económico local, ao demonstrar o impacto
directo dessas políticas no crescimento das empresas e na criação de empregos.

A investigação também se justifica pelo facto de o tema estar em constante evolução, dado o
estágio ainda embrionário do desenvolvimento de algumas políticas públicas voltadas às
MPME’s em regiões mais periféricas. A análise crítica da gestão dessas políticas poderá
fornecer subsídios para a formulação de novas estratégias ou a readequação das existentes,
contribuindo, assim, para um ambiente de negócios mais favorável no município de Moçâmedes

Estrutura do trabalho
O presente trabalho está estruturado em dois capítulos, sendo que, o primeiro capítulo trata da
revisão bibliográfica sobre os principais conceitos da pesquisa. O segundo consta o estudo de
caso, as metodologias utilizadas, a apresentação, análise e discussão dos seus resultados
obtidos, apêndices e anexos.

3
CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1 GESTÃO POLÍTICAS PÚBLICAS

Esta secção apresenta os fundamentos teóricos sobre a formulação, implementação e avaliação


das políticas públicas, com foco nos modelos teóricos, como o incremental, racional e de
múltiplos fluxos. Destaca a relevância do planeamento estratégico, da participação pública e da
transparência como factores críticos para o sucesso das políticas, estabelecendo uma base
teórica para compreender como essas acções são estruturadas para enfrentar desafios sociais e
económicos.

1.1.1 Conceito de Políticas Públicas

Segundo Dye (2017), de forma geral, elas podem ser entendidas como um conjunto de decisões
e acções adoptadas por governos para enfrentar problemas de interesse público e alcançar
objectivos sociais.

Para Peters (2018, p. 25):

As políticas públicas resultam da interacção de múltiplas disciplinas, como economia,


sociologia e ciência política, integrando conhecimentos variados para resolver
problemas colectivos. A elaboração dessas políticas exige um trabalho colaborativo
entre especialistas de diferentes áreas, possibilitando soluções mais abrangentes e
eficazes.

Segundo Bardach e Patashnik (2020) afirmam que o ciclo das políticas públicas compreende
etapas como diagnóstico, formulação, implementação e avaliação. Este modelo organiza as
actividades necessárias para que uma política pública seja eficaz, garantindo que cada fase do
processo seja devidamente considerada.

Segundo Howlett, Ramesh e Perl (2021), os factores sociais, económicos e políticos de uma
sociedade influenciam directamente a maneira como as políticas públicas são concebidas e
implementadas. Considerar o ambiente externo no desenvolvimento dessas políticas é essencial
para que elas sejam ajustadas às realidades locais.

De acordo com Easton (2020, p. 67), que define o conceito como “uma maneira pela qual o
sistema político organiza as demandas da sociedade em decisões concretas”.

4
Políticas públicas, portanto, transformam demandas sociais em acções concretas,
desempenhando um papel mediador essencial entre os interesses da sociedade e as acções do
governo.

Para Sabatier (2019), a implementação de uma política pública é tão crucial quanto a sua
formulação, pois é nesse momento que ela gera mudanças reais na sociedade. A execução
prática das políticas públicas é determinante para o alcance de seus objectivos.

Segundo Fischer, Miller e Sidney (2022) afirmam que a avaliação é uma ferramenta
indispensável no processo de políticas públicas, permitindo ajustes e melhorias constantes. O
processo de avaliação reforça a necessidade de retroalimentação no ciclo das políticas públicas,
assegurando que elas se mantenham alinhadas às necessidades sociais.

1.1.2 Modelos de Gestão de Políticas Públicas

Segundo Howlett, Ramesh e Perl (2021), a gestão de políticas públicas envolve uma ampla
gama de modelos e abordagens, que buscam aprimorar a eficiência e a eficácia das acções
governamentais. Esses modelos são utilizados para planejar, implementar e avaliar políticas, de
modo a atender às necessidades sociais e económicas. Os modelos de gestão de políticas
públicas proporcionam ferramentas analíticas que facilitam a compreensão dos processos de
tomada de decisão e implementação.

[Link] Modelo Incremental

Segundo Lindblom (1959), O modelo incremental é uma abordagem prática para a formulação
e implementação de políticas públicas, que se baseia em mudanças graduais, em vez de
transformações radicais. Ele reconhece que as limitações de tempo, recursos e informações dos
tomadores de decisão muitas vezes tornam inviável a análise exaustiva de todas as opções
possíveis. O modelo incremental defende pequenas alterações sucessivas em políticas
existentes, permitindo ajustes contínuos baseados em experiência e feedback.

Para Dror (2017), o incrementalismo prioriza acções que podem ser implementadas
rapidamente e ajustadas conforme necessário. Essa característica o torna especialmente útil em
situações que exigem respostas ágeis.

Segundo Bendor (2021, p. 41), “mudanças incrementais preservam elementos bem-sucedidos


de políticas anteriores, evitando rupturas desnecessárias”.

5
Segundo Wildavsky (2018, p. 28), “o modelo incremental acomoda a diversidade de interesses
e facilita a negociação entre os diferentes actores políticos”.

Para Peters (2020), mudanças incrementais podem ignorar problemas estruturais que requerem
reformas mais abrangentes. Essa crítica ressalta a necessidade de equilibrar mudanças graduais
com acções transformadoras quando necessário.

Seundo Etzioni (2019, p. 38):

O incrementalismo é uma abordagem pragmática que reflecte as limitações reais


enfrentadas pelos formuladores de políticas”. Sua aplicação prática garante sua
relevância contínua. A pragmática do modelo incremental reflecte a realidade dos
desafios enfrentados pelos tomadores de decisão.

De acordo com Bardach (2020), mudanças graduais permitem que os actores políticos avaliem
os impactos das políticas em tempo real, ajustando-se conforme necessário. Essa característica
reduz resistências e melhora a aceitação das políticas.

[Link] Modelo Racional

Segundo Simon (1972), o modelo racional é uma abordagem teórica que busca optimizar a
formulação de políticas públicas com base em uma análise lógica e sistemática de todas as
alternativas possíveis. Essa perspectiva se fundamenta na ideia de que os tomadores de decisão
devem agir de maneira racional, utilizando todas as informações disponíveis para seleccionar a
opção que maximiza os benefícios e minimiza os custos. O modelo racional assume que as
decisões são tomadas com base em cálculos objectivos e completos, considerando todas as
variáveis envolvidas. Essa abordagem idealiza o processo decisório como linear e
completamente informado. O modelo destaca a importância de análises detalhadas para
alcançar resultados óptimos, mesmo que sua aplicação prática enfrente desafios.

Para Lindblom (2020, p. 44)

A formulação de políticas começa com a identificação dos problemas e a determinação


de metas específicas, que orientam todo o processo decisório. Isso assegura que as
políticas sejam direccionadas para resolver problemas concretos. Definir objectivos
claros é essencial para alinhar as políticas públicas às necessidades identificadas.

6
Segundo Dror (2019, p. 32), “o modelo racional requer a consideração de todas as opções
possíveis, avaliando os custos e benefícios de cada uma”.

De acordo com Bardach (2021, p. 20), “a colecta e análise de dados confiáveis são fundamentais
para embasar escolhas racionais e objectivas”.

Segundo Sabatier (2018, p. 88), “as restrições de tempo, recursos e informações tornam difícil
a aplicação completa do modelo racional em contextos reais”.

Para Easton (2020, p. 95), “a ênfase na racionalidade técnica muitas vezes negligencia os
valores, interesses e dinâmicas de poder envolvidos nas decisões políticas”.

Segundo Peters (2021, p. 74), “apesar de suas limitações, o modelo racional oferece uma base
sólida para estruturar o processo de tomada de decisão, promovendo clareza e objectividade”.

[Link] Modelo de Múltiplos Fluxos

Segundo Kingdon (1984, p. 173),

O modelo de múltiplos fluxos, oferece uma perspectiva inovadora sobre a formulação


de políticas públicas. Ele sugere que políticas emergem da convergência de três fluxos
independentes: o fluxo de problemas, o fluxo de políticas e o fluxo político. Os três
fluxos operam separadamente até que uma janela de oportunidade permita sua
combinação, resultando na formulação de políticas públicas.

De acordo com Zahariadis (2016, p. 32), “o fluxo de problemas é impulsionado por eventos
críticos, indicadores ou feedback que chamam a atenção para questões específicas”.

Como afirma Kingdon (2011), o fluxo de políticas funciona como um mercado de ideias, onde
soluções viáveis e aceitáveis emergem para resolver problemas. Esse processo é essencial para
garantir a viabilidade técnica e política das propostas.

Segundo Howlett e Ramesh (2020), o fluxo político é influenciado por mudanças de governo,
interesses partidários e pressões da opinião pública. Esse elemento reforça a importância de
considerar factores externos e dinâmicas de poder.

Para Kingdon (1984, p. 182), “as janelas de oportunidade são momentos críticos que facilitam
a introdução de novas políticas públicas”.

7
Para Zahariadis (2016, p. 45), “a natureza imprevisível das janelas de oportunidade pode
dificultar o planeamento estratégico”.

Como aponta Sabatier (2021), o modelo oferece uma estrutura flexível que permite analisar
como ideias e eventos interagem para moldar decisões políticas. Essa característica o torna
valioso em estudos de caso e análises comparativas.

1.1.3 Factores Críticos de Sucesso na Gestão de Políticas Públicas

Segundo Peters (2020), o sucesso de uma política pública está directamente relacionado à
qualidade do planeamento, à participação pública e à capacidade de avaliação contínua. Isso
reforça a necessidade de um enfoque abrangente que combine aspectos técnicos e sociais.

[Link] Planeamento Estratégico nas Políticas Públicas

Segundo Mintzberg (2018, p. 65), “o planeamento estratégico permite alinhar os objectivos das
políticas públicas às prioridades sociais, maximizando a eficácia e a eficiência”.

De acordo com Dror (2019), uma política bem planejada considera cenários futuros,
identificando possíveis obstáculos e oportunidades. Esse enfoque proactivo é essencial para
minimizar os impactos de incertezas e maximizar os resultados.

Segundo Oliveira (2020, p. 47), “indicadores claros permitem monitorar o progresso das
políticas públicas, promovendo ajustes quando necessário”.

Para Marques (2021), a inclusão de actores relevantes, como organizações da sociedade civil e
o sector privado, enriquece o processo de planeamento com perspectivas diversificadas. Essa
abordagem amplia a legitimidade e a representatividade das políticas.

Segundo Lima (2018), um processo de planeamento transparente cria confiança entre os


cidadãos e o governo, garantindo maior adesão às políticas. Isso demonstra a importância de
processos claros e participativos.

Para Ferreira (2022, p. 76), “a revisão constante dos planos estratégicos permite ajustar as metas
e estratégias às mudanças no contexto socioeconómico”.

Segundo Arnstein (1969, p. 26), “a participação pública é o processo pelo qual os cidadãos
influenciam directamente as decisões que os afectam”.

8
De acordo com Fox (2021, p. 49), “a transparência nas políticas públicas facilita o acesso às
informações governamentais, permitindo que os cidadãos monitorem as acções do governo”.

Para Peters (2020), a diversidade de perspectivas trazida pelos cidadãos enriquece o processo
decisório, aumentando a probabilidade de soluções mais eficazes. Essa diversidade de opiniões
permite que diferentes realidades sejam consideradas.

Segundo Fung (2018), quando as pessoas participam do processo político, sentem-se mais
conectadas às decisões e mais comprometidas com sua implementação.

Segundo Lindstedt e Naurin (2019), governos transparentes criam um ambiente menos propício
a práticas corruptas, aumentando a confiança pública nas instituições.

Para Gaventa (2020, p. 41), “sem canais eficazes de diálogo entre governo e cidadãos, há o
risco de alienação e perda de legitimidade”.

Segundo Heald (2022), políticas formuladas de maneira transparente e participativa têm maior
probabilidade de adaptação às mudanças e maior aceitação pública. Essa sinergia entre
transparência e participação é essencial para o sucesso de longo prazo.

[Link] Monitoramento e Avaliação das Políticas

Segundo Fischer, Miller e Sidney (2020, p. 97), “o monitoramento e a avaliação oferecem


evidências para a tomada de decisões informadas, promovendo a eficiência e a eficácia das
políticas públicas”.

Para Hatry (2021), o monitoramento fornece informações em tempo real sobre o progresso das
políticas públicas, permitindo ajustes imediatos quando necessário. Essa prática garante que as
acções estejam alinhadas aos objectivos inicialmente propostos.

De acordo com Vedung (2022, p. 33), “a avaliação busca determinar se os objectivos foram
atingidos e identificar lições para futuras políticas”.

Segundo Behn (2019, p. 72), “esses processos permitem que governos e gestores prestem contas
à população, demonstrando como os recursos públicos foram utilizados”.

Para Patton (2020, p. 58), “a avaliação de políticas públicas permite destacar iniciativas bem-
sucedidas que podem servir de modelo em outros contextos”.

9
Segundo Pereira e Silva (2021, p. 84), “ferramentas digitais e sistemas de big data têm facilitado
a colecta, análise e interpretação de dados em tempo real”.

1.2 MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

1.2.1 Conceito, Classificação e Importância

Segundo Storey (2016, p. 18), “as MPMEs enfrentam desafios específicos, como acesso
limitado a financiamento e capacitação, que demandam políticas públicas direccionadas para
garantir sua sustentabilidade e crescimento”.

Segundo OECD (2020), as políticas de apoio às MPMEs são fundamentais para enfrentar os
desafios enfrentados por essas empresas, como acesso ao crédito, capacitação técnica e
adaptação a mudanças no mercado. Essas iniciativas governamentais visam criar condições
mais favoráveis para que as MPMEs prosperem e contribuam para o desenvolvimento
socioeconómico. políticas públicas voltadas para as MPMEs desempenham um papel crítico na
redução de barreiras económicas e no incentivo à competitividade.

De acordo com Beck, Demirguc-Kunt e Levine (2021), linhas de crédito específicas para
MPMEs ajudam a superar limitações financeiras e a investir em expansão e inovação. Essas
acções permitem que as empresas alcancem maior estabilidade e competitividade.

Segundo Drucker (2019), treinamentos e consultorias oferecidos por órgãos governamentais


aumentam a produtividade e a gestão eficiente das MPMEs. Esses programas promovem o
desenvolvimento de competências essenciais.

De acordo com Storey (2020, p. 62), “a redução de impostos para MPMEs estimula o
investimento em expansão e inovação, aumentando sua competitividade”.

Segundo McKinsey (2021, p. 33), “programas de transformação digital permitem que as


MPMEs adoptem tecnologias modernas, aumentando sua eficiência e acesso a novos
mercados”.

De acordo com Silva e Oliveira (2019, p. 38), “a criação de redes colaborativas entre MPMEs
e grandes empresas facilita o compartilhamento de recursos e oportunidades”. Políticas de
Apoio às MPMEs em Angola

10
[Link] Classificação das MPME

De cordo com a Lei n.º 30/11, de 13 de Setembro (Lei das Micro, Pequenas e Medias Empresas),
no seu artigo 5.º, “As MPME, distinguem-se por dois critérios, nomeadamente, o número de
trabalhadores efectivos e o volume de facturação total anual sendo esta última a prevalecente
sempre que for necessário decidir sobre a classificação das mesmas”.

Tabela 1: Tipologia das micro pequenas e médias empresas

Tipologia Nº de trabalhadores Facturação Bruta (Em USD)

Microempresas (ME), Empregam até dez 10 Montante não superior a 250


trabalhadores mil USD, (equivalente AKZ)

Pequenas Empresas Empregam de dez 10 até 100 Montante superior a 250 mil
(PE), trabalhadores USD, inferior a 3 milhões,
(equivalente AKZ)

Médias Empresas Empreguem mais de 100 e até Montante superior a 3 milhões


(ME), 200 trabalhadores de USD e igual ou inferior a 10
milhões de USD, (equivalente
AKZ).
Fonte: Adaptado da Lei n. º30/11, de 13 de Setembro
Esses critérios ajudam a direccionar políticas de forma mais eficaz, considerando as
especificidades de cada categoria de empresa. Por exemplo, políticas voltadas para
microempresas frequentemente priorizam a formalização e o acesso a crédito inicial, enquanto
as pequenas e médias empresas podem se beneficiar de incentivos fiscais e programas de
internacionalização.

O estabelecimento de categorias claras fortalece a aplicação de políticas públicas que atendem


às diferentes demandas das MPMEs, promovendo um ambiente mais equitativo para o
crescimento.

1.2.2 Políticas de Apoio às MPME’s em Angola

De cordo com a Lei n.º 30/11, de 13 de Setembro (Lei das Micro, Pequenas e Medias Empresas),
no seu artigo 4.º, “Para efeitos da presente lei, entende-se por empresa, as sociedades comerciais
que, independentemente da sua forma jurídica, tenham por objecto o exercício de uma
actividade económica.”

11
Classificam-se como MPME as sociedades comerciais que tenham adoptado um dos tipos
previstos nas alinhas a), b) e) do artigo 2.º da Lei n.º 1/04, de 13 Fevereiro – Lei das Sociedades
Comerciais.

[Link] Natureza dos Apoios Públicos para as MPME

Para Lazio (2015), as MPME são vistas como uma parte de vital relevância para
sustentabilidade económica e para recuperação do emprego devido à sua natureza
eminentemente activa em capital humano. Daí que os incentivos Institucionais consistam na
necessidade do Estado em criar mecanismo e políticas que possam ajudar a melhorar o ambiente
económico e social das MPME.
A política de apoio à MPME integra programas de incentivos fiscais e financeiros,
organizacionais, de criação de competências, de inovação e de capacitação tecnológica, a criar
pelo executivo.
De cordo com a Lei n.º 30/11, de 13 de Setembro (Lei das Micro, Pequenas e Medias Empresas),
no seu artigo n.ºs 11º, 13º e 18ª, os apoios institucionais destinados as MPME podem assumir
os seguintes formatos:

Figura 1: Natureza dos apoios institucionais destinados as MPME em Angola

Criar linhas de crédito

• Bonificadas politicas de leasing ou quaisquer outros mecanismos financeiros


que lhe facilitem a afirmação na economia das empresas de capital angolano
igual ou superior a 75% e enquadradas no sistema das MPME.

Constituição, registo e licenciamento de MPME

• O executivo deve proceder à implementação de um sistema simplificado de


formalidades de procedimentos para constituição e de licenciamento da sua
actividade.

Medidas de apoio fiscal e financeiro

• Simplificação dos actos e procedimentos de tributação; disponibilização de


programas dirigidos ao financiamento das MPME através de linhas de credito
com juros bonificados, a serem disponibilizadas pelas instituições financeiras
bancárias.

Fonte: Adaptado da Lei n.º 30/11, de 13 de Setembro (Lei das Micro, Pequenas e Medias
Empresas)

12
[Link] Actuação do INAPEM na Certificação e Capacitação

O Instituto Nacional de Apoio às Micros, Pequenas e Médias Empresas [INAPEM] (2025), é


um serviço público tutelado pelo Ministério da Economia, encarregue pelo acompanhamento,
certificação e classificação das micro, pequenas e medias empresas.

De acordo com Tchikete (2017), todos os anos são afectadas verbas estatais para a concessão
de subsídios a entidades destinadas à formação profissional de proprietários de MPME. No final
de cada acção formativa os participantes são certificados profissionalmente pelo Instituto
Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), órgão sob tutela do
Ministério da Economia.

Actualmente, 01 de Janeiro de 2025, de acordo com a estatística do site do INAPEM existem


46.358 empresas certificadas em todo país.

De acordo com site da referida instituição, o (INAPEM, 2025) oferece seis serviços destinados
as MPME, designadamente:

1. Certificação
2. Fomento, Promoção e Capacitação Empresarial
3. Acesso ao Financiamento
4. Consultoria e Assistência Técnica
5. Formalização da Actividade Económica
6. Feito em Angola
1. Certificação

As empresas Certificadas pelo INAPEM gozam das seguintes prerrogativas, de acordo com a
Lei n.º 8/22, de 14 de Abril, que aprova o Código dos Benefícios Fiscais no seu artigo 41.º:

benefícios fiscais:

• Redução do imposto industrial até 50%;


• Redução de 2% sobre as vendas brutas para as microempresas;
• Benefícios que variam de 10% até 50% para pequenas e médias empresas;
• Isenção de encargos e emolumentos no acto do aumento do capital social;
• Isenção de pagamento do imposto do selo para as microempresas.

Outro sim, os apoios institucionais:

13
• Incentivos directos na aquisição de bens e serviços as MPME’s, sendo que as entidades
públicas devem reservar um mínimo de 25% do seu orçamento destinados às MPME,
relativa a aquisição de bens e serviços.
• Prazos de recebimentos melhorados - máximo de 45 dias de prazos de pagamentos por parte
de entidades públicas, contados da data da recepção das facturas.
• Tratamento preferencial em procedimentos concursais – com 10% do valor dos contractos
de bens e serviços entre entidades públicas e grandes empresas ficam reservados às
MPME’s.
• Definido o mínimo de 25% do valor dos contractos para realização de obras públicas deve
ser realizado por MPME.
• Preferência para MPME em caso de empate em concurso públicos e de subcontratação.
2. Fomento e Promoção Empresarial e Capacitação Empresarial

De acordo com INAPEM (2025), o desenvolvimento de iniciativas de fomento e promoção do


sector empresarial privado, que visem propor medidas concretas para eliminar os obstáculos ao
desenvolvimento das empresas, especialmente às MPME’s, estabelecer mecanismos de
complementaridade entre as MPMEs e as grandes empresas, e fomentar alianças e estruturas
mistas público/privadas para difundir a inovação.

(ibid.) Desenvolvimento de iniciativas de capacitação das MPMEs direccionadas aos gestores,


donos de empresas... líderes cooperativas, jovens e mulheres empreendedoras, com o objectivo
de fortalecer as competências de gestão e fomentar uma cultura empresarial vais voltada para a
profissionalização da gestão, cumprimentos dos modelos de prestação de contas ao Estado,
adopção de modelos de gestão e das boas práticas. Promover uma interacção frequente entre as
MPMEs, através de eventos corporativos (workshop, palestras, seminários e outros), com vista
a criar sinergias que possam resultar em trocas de experiência que agreguem mais
conhecimento, e igualmente possam gerar novas oportunidades de negócio.

14
Principais Iniciativas do Departamento:

Figura 2: Fomento e Promoção Empresarial e Capacitação Empresarial – INPEM

PREI

Mais Projecto
Cidadania ENVOLVER

Plataforma
AgroPRODESI
Nosso Saber

Capacitação
Fiscal e Crescer Digital
Cidadania
Fonte: Adaptado de (INAPEM, 2025)
Vantagens

• Desenvolver competências que permitam criar e/ou gerir o seu próprio negócio;
• Desenvolver uma mentalidade empreendedora;
• Fortalecer técnicas de negociação e de como aumentar o volume de vendas;
• Análise correcta sobre como, quando e onde investir;
• Vantagem competitiva (INAPEM, 2025).

Como aceder:

• O INAPEM Dinamiza as acções de capacitação em duas modalidades:


• Formação presencial - Aulas presenciais, onde o formando (candidato) deve fazer a
inscrição nas Instalações do INAPEM, seguido de um pagamento simbólico, de acordo
ao módulo de capacitação solicitado.
• Plataforma Nosso Saber:
• Estão disponíveis cursos na modalidade E-Learning corporativo - Cursos sem formador,
ou seja, cursos de auto-treinamento na sua essência. O formando inscreve-se quando
quiser;
15
• E-Learning síncrono - Quando o formador e formando estão em aula ao mesmo tempo
(INAPEM, 2025).
3. Facilitação ao Financiamento
• Propor o estabelecimento de instrumentos que visam criar incentivos, modalidades de
financiamento e outras facilidades que permitam assegurar a iniciativa empresarial e
potenciar as pequenas e médias empresas;
• Estimular a criação de garantias mútuas privadas;
• Fomentar modalidades de financiamento de capital de risco e financiamento social;
• Fomentar a solicitação e concepção de financiamentos de modo responsável;
• Realizar uma supervisão adequada aos produtos financeiros oferecidos às micro,
pequenas e médias empresas (INAPEM, 2025).

O Departamento de Programas de Facilitação e de Financiamento (DPFF) é responsável


por viabilizar o acesso das empresas às diferentes modalidades de financiamento no sector
privado, desempenhando um papel estratégico no apoio ao desenvolvimento empresarial
(INAPEM, 2025).
Objectivos
1. Propor instrumentos que facilitem a criação de incentivos e modalidades de
financiamento.
2. Estimular a implementação de garantias mútuas privadas.
3. Fomentar modalidades de financiamento, incluindo capital de risco e social.
4. Incentivar práticas responsáveis na solicitação e concessão de financiamentos.
5. Supervisionar produtos financeiros disponibilizados às MPMEs (INAPEM, 2025).
Principais Serviços
1. Linhas de Financiamento: Serviço de apoio ao crédito (processamento de pedidos,
negociação com instituições financeiras, acompanhamento dos créditos desembolsados.
2. Programas de Facilitação: Identificação e selecção de pedidos, organização do
dossier, negociação com bancos e aprovação de propostas e monitorização física das
operações aprovadas.
3. Consultoria e Assistência Técnica: Apoio especializado para iniciativas empresariais
e desenvolvimento de projectos.

16
4. Formalização da Actividade Económica: consolidação de negócios de pequena
dimensão no sector formal, promovendo o acesso ao crédito e fortalecendo o
empreendedorismo.
5. Serviço Feito em Angola: incentivo à produção e consumo de bens nacionais com valor
agregado superior a 60%.

1.2.3 Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado

O Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado (GPDEI), estabelecido


pelo Decreto Executivo n.º 235/20, de 9 de Setembro, é descrito no artigo 24º como um serviço
de apoio especializado ao Governador Provincial. Ele é responsável por promover e coordenar
o desenvolvimento económico integrado da província, assegurando a execução de políticas,
programas e projectos relacionados ao comércio, indústria, recursos minerais e outras áreas
estratégicas para o crescimento socioeconómico.

Segundo o artigo 24º, no número 2, as principais competências do GPDEI incluem:

1. Propor medidas de desenvolvimento económico e social: Identificar e sugerir


iniciativas que promovam o progresso económico e social da província e suas unidades
territoriais.
2. Promoção de actividades empresariais: Articular-se com as administrações
municipais para fomentar o empreendedorismo e a actividade empresarial local.
3. Inventário de necessidades e possibilidades de investimento: Mapear carências e
oportunidades de investimento público e privado, promovendo estratégias que
incentivem o desenvolvimento sustentável.
4. Licenciamento de actividades comerciais e industriais: Coordenar e supervisionar os
processos relacionados ao licenciamento de empresas, assegurando que estejam
alinhados às directrizes legais.
5. Políticas de segurança e higiene no trabalho: Implementar e monitorar políticas
relacionadas à segurança e higiene no ambiente de trabalho, em conformidade com as
normas vigentes.
6. Supervisão de políticas de investimento privado: Garantir que as políticas de
incentivo ao investimento privado sejam aplicadas de forma eficaz e alinhadas aos
interesses estratégicos da província.

17
Segundo o mesmo artigo, no número 3, o gabinete é estruturado em quatro departamentos
principais, que reflectem sua abrangência funcional:

Departamentos Principais

1. Promoção do Emprego e Fomento do Empresariado: Incentiva a criação de postos


de trabalho e apoia empreendedores.

2. Indústria: Focado no fortalecimento do sector industrial local.

3. Comércio: Supervisiona as actividades comerciais na região.

4. Recursos Minerais: Coordena a exploração sustentável de recursos minerais.

O Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado (GPDEI)


desempenha um papel central na promoção do desenvolvimento económico sustentável do
município de Moçâmedes, implementando acções estratégicas que abrangem diversas áreas
fundamentais.

Promoção do Investimento Privado: o GPDEI tem se destacado na atracção de


investimentos estrangeiros. Em 2021, uma delegação dos Emirados Árabes Unidos visitou
a província para explorar oportunidades no sector pecuário, com suporte activo do gabinete
(Gabinete Provincial do Namibe, 2021).

Formalização de Empresas: Em colaboração com o Instituto Nacional de Apoio às Micro,


Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e o Guiché Único da Empresa (GUE), o GPDEI
facilitou a formalização de mais de 90 empresas em Moçâmedes, promovendo a legalização
e o crescimento do sector empresarial (Jornal do Namibe, 2023).

Desenvolvimento de Infra-estruturas Logísticas: O gabinete está envolvido na


implementação do Corredor do Namibe, que visa fortalecer infra-estruturas portuárias e
ferroviárias. Autoridades regionais participaram de discussões para optimizar a integração
regional e promover o comércio (O País, 2024, p. 3).

Exploração de Recursos Minerais: O GPDEI supervisiona 47 empresas cadastradas na


exploração de recursos minerais, incluindo quartzito, mármore, granito e xisto. Essas
actividades contribuem para a diversificação económica e a geração de empregos (ANGOP,
2024, p. 4).

18
Planeamento Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável: O gabinete desenvolve
planos estratégicos para melhorar infra-estruturas escolares, de saúde e de saneamento
básico, além de atrair investimentos e criar empregos, potencializando as vantagens
competitivas da província (Gabinete Provincial do Namibe, 2023).

19
CAPÍTULO II – ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO, APRESENTAÇÃO,
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

2.1 TIPO DE PESQUISA

2.1.1 Métodos de pesquisas: Teóricos e Empíricos

A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo descritivo, cujo objectivo central é


identificar e analisar os factores e conceitos associados à gestão de políticas públicas
direccionadas às MPMEs no município de Moçâmedes, com foco no INAPEM.

Conforme destacado por Prodanov e Freitas (2013), os estudos descritivos buscam estabelecer
relações entre variáveis e descrever características de fenómenos ou populações, sem
interferência do pesquisador.

Essa abordagem é particularmente relevante para o tema em questão, pois permite mapear as
políticas públicas implementadas, seus impactos e os desafios enfrentados pelas MPMEs, sem
manipulação das variáveis envolvidas.

A pesquisa descritiva, conforme apontado por Gil (2008), utiliza técnicas padronizadas de
colecta de dados, como questionários e entrevistas, para sistematizar informações sobre o
fenómeno estudado.

No contexto deste trabalho, essas técnicas foram aplicadas para captar a percepção das MPMEs
e do INAPEM e do GPDEI, garantindo uma análise abrangente e fundamentada.

O estudo adoptou a abordagem de estudo de caso, que, segundo Yin (2001), permite uma
investigação empírica detalhada de um fenómeno contemporâneo em seu contexto real.

Essa metodologia é adequada para analisar o INAPEM como unidade de estudo, pois possibilita
explorar as particularidades da gestão de políticas públicas em Moçâmedes, considerando as
interacções entre o instituto, as MPMEs e o ambiente socioeconómico local.

Segundo o entendimento Gil (2008, p. 50), a pesquisa bibliográfica “é desenvolvida a partir de


material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”.

A combinação entre pesquisa bibliográfica e estudo de caso, enriqueceu a base teórica e


empírica do trabalho, integrando revisões de literatura com dados colectados directamente dos
actores envolvidos.

20
A pesquisa incorporou uma abordagem mista, que de acordo com Sampieri e Mendoza (2008),
os métodos mistos representam um conjunto de processos sistemáticos e críticos de pesquisa e
implicam a colecta e a análise de dados quantitativos e qualitativos, assim como sua integração
e discussão conjunta, para realizar inferências como produto de toda a informação colectada.

A componente quantitativa permitiu a análise estatística de dados colectados por meio de


questionários, como a distribuição das MPMEs por porte e sector de actuação, enquanto a
qualitativa focou nas entrevistas com gestores do INAPEM e do GPDEI, explorando nuances
subjectivas e contextuais. Essa dualidade metodológica ampliou a compreensão do tema, pois,
como destacam os autores, a pesquisa quantitativa traduz informações em dados mensuráveis,
enquanto a qualitativa valoriza a interpretação de significados e relações dinâmicas.

2.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

2.2.1 População

Conforme Prodanov e Freitas (2013), a população de uma pesquisa compreende a totalidade de


indivíduos ou elementos que compartilham características relevantes para o estudo. No presente
trabalho, a população foi definida como o conjunto de micro, pequenas e médias empresas
(MPMEs) certificadas pelo IANPEM e localizadas no município de Moçâmedes, num total de
726 empresas, uma vez que estas constituem o foco central da análise sobre a gestão de políticas
públicas pelo INAPEM.

2.2.2 Amostra

Para a selecção da amostra, foram consideradas 80 empresas, sendo 76 microempresas e 4


pequenas empresas, utilizando-se a técnica de amostragem aleatória simples. Este método,
conforme destacado por Prodanov e Freitas (2013), assegura que cada elemento da população
tenha igual probabilidade de ser incluído na amostra, garantindo maior representatividade dos
resultados. A amostragem aleatória simples é considerada a base metodológica para a selecção
de amostras científicas, pois minimiza vieses e permite generalizações mais confiáveis para o
universo pesquisado. Dessa forma, a escolha aleatória das empresas participantes assegurou
que os dados coleados reflectissem adequadamente a realidade das MPMEs em Moçâmedes,
contribuindo para a validade e robustez das conclusões obtidas.

21
2.2 TECNICAS/INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS: ENTREVISTA E O
QUESTIONÁRIO

Para a colecta de dados nesta pesquisa, foram utilizados dois instrumentos metodológicos
principais: entrevistas padronizadas e questionários de perguntas fechadas. As entrevistas foram
direccionadas ao INAPEM e do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico
Integrado (GPDEI), enquanto os questionários foram aplicados às Micro, Pequenas e Médias
Empresas (MPMEs) do município de Moçâmedes.

Conforme Prodanov e Freitas (2013), a entrevista padronizada consiste em um roteiro


predefinido, no qual o entrevistador segue um formulário estruturado previamente elaborado.
Essa abordagem permite a padronização das respostas, facilitando a comparação entre
diferentes grupos e garantindo maior consistência nos dados colectados.

No presente estudo, essa técnica foi essencial para obter informações qualitativas detalhadas
sobre as políticas públicas implementadas pelo INAPEM e sua eficácia no apoio às MPMEs.

Já o questionário de perguntas fechadas, também conforme destacado por Prodanov e Freitas


(2013), consiste em um instrumento de colecta de dados no qual as respostas são pré-definidas,
sendo preenchido por escrito pelos respondentes. A utilização de questões fechadas exigiu um
conhecimento prévio aprofundado do tema, o que permitiu a obtenção de informações mais
objectivas e passíveis de análise quantitativa.

Essa metodologia foi fundamental para mapear a percepção das MPMEs em relação aos
serviços oferecidos pelo INAPEM, bem como para identificar os principais desafios
enfrentados por essas empresas.

A combinação desses dois instrumentos: entrevistas padronizadas (qualitativas) e questionários


fechados (quantitativos), proporcionou uma abordagem metodológica mista, permitindo uma
análise mais abrangente e robusta sobre o contributo das políticas públicas no desenvolvimento
das MPMEs em Moçâmedes. Além disso, a padronização dos instrumentos garantiu maior
confiabilidade nos resultados, facilitando a sistematização e interpretação dos dados colectados.

2.3 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MOÇÂMEDES

Situada no sudoeste de Angola, às margens do Oceano Atlântico, encontra-se Moçâmedes, uma


cidade de significativa importância geoeconómica.

22
De acordo com o Governo Provincial do Namibe [GPN] (2023), Moçâmedes, capital da
província do Namibe, foi fundada a 4 de Agosto de 1949 e conta com uma extensão territorial
de [Link]² , habitada por 371.708 habitantes.

A geografia peculiar de Moçâmedes se destaca como elemento primordial para compreender


sua dinâmica socioeconómica. Caracterizada por um clima desértico quente e por um relevo
diversificado, que compreende desde planícies costeiras até montanhas imponentes, a região
desempenha um papel fundamental no direccionamento das actividades económicas locais.

De acordo com Herculano (2023), no âmbito económico, Moçâmedes emerge como um ponto
estratégico devido à presença de um porto marítimo, o qual serve como elo crucial para as
operações comerciais tanto nacionais quanto internacionais. Este porto, aliado aos recursos
naturais abundantes, impulsiona diversos sectores, destacando-se a pesca, a mineração, a
agricultura e o turismo.

A indústria pesqueira figura como um dos pilares económicos da região, proporcionando não
apenas uma fonte de sustento para os habitantes locais, mas também uma importante
contribuição para a economia nacional, mediante a exportação de pescado e crustáceos.

De acordo com Herculano (2023), o sector minerador exerce um papel significativo, explorando
os vastos depósitos minerais encontrados em Moçâmedes, tais como minério de ferro e rochas
ornamentais etc. Esta actividade não só gera empregos e renda para a população local, mas
também contribui para o desenvolvimento industrial do país.

Apesar dos desafios impostos pelo clima árido, a agricultura prospera na região, beneficiando-
se de técnicas de irrigação e do solo fértil para o cultivo de diversos produtos agrícolas, os quais
abastecem minimamente o mercado interno.

Ademais, o potencial turístico de Moçâmedes desponta como uma promissora fonte de


crescimento económico, atraindo visitantes ávidos por explorar suas belas praias, desfrutar de
suas paisagens exuberantes e mergulhar em suas águas cristalinas.

Neste contexto, Moçâmedes se revela não apenas como um ponto geográfico no mapa, mas sim
como um centro pulsante de actividades económicas e culturais, cujo potencial para o
desenvolvimento e a prosperidade é vasto e inspirador.

23
2.4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

2.4.1 Analise e Apresentação dos Dados Qualitativos

Tabela 2: Entrevista aplicada ao INAPEM

Dados do entrevistado:

Nome da Instituição: INAPEM

Localização: Moçâmedes

1. Quais são os principais objectivos das R: Os objectivos das políticas


políticas públicas implementadas pelo
INAPEM em Moçâmedes? implementadas pelo INAPEM são a
dinamização da economia e do sector
produtivo.

2. Como o INAPEM assegura que as R: O INAPEM assegura que as políticas


políticas públicas atendam às
especificidades das MPMEs no atendam às especificidades das MPMEs,
município de Moçâmedes? através da plataforma de certificação
empresarial.

3. Que estratégias são utilizadas para R: O processo de acompanhamento e


acompanhar e avaliar a eficácia das
políticas públicas destinadas às avaliação das políticas é feita através da
MPMEs? cooperação entre os diversos actores
envolvidos, a chamada cooperação
institucional, através de visitas efectuadas ás
MPMEs e a suas actividades.

4. Quais são os principais apoios R: O INAPEM por não ser uma instituição
financeiros e técnicos oferecidos pelo
INAPEM às MPMEs? financeira, ele não dá apoio financeiro
directo, mas sim, facilita no acesso ao
financiamento por parte das MPMEs,
servindo de ponte entre as empresas e a
banca. Do ponto de vista dos apoios
técnicos, oferecidos pelo INAPEM, temos o

24
serviço de consultoria e assistência técnica,
formações sobre empreendedorismo e
gestão de pequenos negócios, elaboração de
planos de negócio, legalização de empresas,
realização de feiras específicas para a
promoção dos negócios das MPMEs...

5. Existe alguma diferença na forma R: Sim, existe diferença na aplicação desses


como esses apoios são aplicados a
micro, pequenas e médias empresas? apoios às MPMEs. As diferenças variam
Se sim, quais? desde por ex. os benefícios fiscais e não só,
que diferem em função da dimensão da
empresa e da sua capacidade contributiva,
bem os montantes dos pacotes de
financiamento.

6. Como o INAPEM promove a R: O INAPEM, tem promovido acções de


capacitação dos gestores e proprietários
formação e capacitação aos gestores, em
das MPMEs na região?
colaboração com os nossos parceiros, como
AGT, através do programa de workshops
sobre cidadania e literacia fiscal, e
consultórios de contabilidade em matérias
de plano de negócios.

7. Quais têm sido os resultados mais R: Constituição e legalização de empresas


significativos alcançados pelas
políticas públicas implementadas pelo num total de 120 e cooperativas 60. Os
INAPEM em Moçâmedes? benefícios são vários, que podemos indicar
apenas, a organização da actividade
económica localmente, o comprometimento
das MPME,s com o crescimento e
desenvolvimento socioeconómico do
município tendo o INAPEM como parceiro,
e a redução da carga fiscal junto da AGT
para as MPMEs certificada pelo INAPEM

25
bem como o acesso ao financiamento
através do Aviso 10 do BNA.

8. Quais são os principais desafios R: O principal desafio é a sensibilização das


enfrentados pelo INAPEM na
implementação dessas políticas? MPMEs para a adesão à determinados
programas e políticas, dado que muitos dos
nossos empresários ainda são muito
cépticos quanto se trata do Estado e quando
não envolve financiamento.

9. Pode citar exemplos de políticas R: INAPEM, em 2022, a instituição


públicas bem-sucedidas e seus
impactos no desenvolvimento das executou o PREI (Programa de reconversão
MPMEs? da economia informal), tendo em conta a
necessidade de formalização dos
microempresários, formações sobre
múltiplas matérias, a EFA (Expo feito em
Angola), em 2023 realizou a feira do
Carpinteiro e do Serralheiro, cujos impactos
reflectem-se no crescimento desse sector à
nível de Moçâmedes bem como aceitação
por parte das instituições do Estado na
contratação desses serviços, workshop sobre
a formalização agricultura na economia em
parceria com a FAO o que veio acentuar a
valorização dos nossos produtos do campo.

Fonte. Elaborado pelo autor (2025)

Observa-se que o INAPEM tem como principal objectivo a dinamização da economia e do


sector produtivo em Moçâmedes. Esse alinhamento com o desenvolvimento local corrobora a
fundamentação teórica de Storey (2016), que destaca a necessidade de políticas públicas
direccionadas para superar desafios específicos enfrentados pelas MPMEs, como acesso a
financiamento e capacitação. O foco na dinamização económica também reflecte o objectivo
geral da pesquisa, que busca analisar a contribuição do INAPEM para o crescimento do

26
município.
Verifica-se que o INAPEM utiliza a plataforma de certificação empresarial como mecanismo
para adaptar políticas às necessidades das MPMEs. Essa abordagem demonstra uma aplicação
prática do modelo racional de Simon (1972), que enfatiza a definição clara de objectivos e a
análise sistemática de alternativas. No entanto, a ausência de menção a diagnósticos detalhados
ou à participação activa das empresas no desenho das políticas sugere uma limitação na
abordagem incrementalista (Lindblom, 1959), que preconiza ajustes contínuos baseados em
feedback directo dos stakeholders.

Identifica-se que a cooperação institucional e as visitas às MPMEs são estratégias adoptadas


para monitorar as políticas. Essas acções alinham-se parcialmente com o factor crítico de
sucesso “monitoramento e avaliação” (Fischer et al., 2020). Contudo, a falta de indicadores
quantitativos ou metodologias padronizadas, como sugerido por Vedung (2022), pode
comprometer a mensuração precisa da eficácia das políticas.

Constatou-se que o INAPEM actua como mediador no acesso ao financiamento, sem oferecer
recursos directamente. Essa abordagem reflecte uma limitação estrutural, mas ressalta seu papel
como facilitador, conforme previsto na Lei n.º 30/11. Os apoios técnicos, como consultoria e
capacitação, são consistentes com as recomendações de Drucker (2019) sobre a importância da
formação para a produtividade das MPMEs. A ênfase em planos de negócios e legalização
também atende ao objectivo específico de identificar desafios relacionados à gestão política.

Evidencia-se que os benefícios fiscais e pacotes de financiamento são diferenciados conforme


o porte das empresas, o que demonstra uma aplicação do conceito de tipologia das MPMEs (Lei
n.º 30/11). Essa abordagem é crucial para o objectivo de sugerir melhorias, pois reforça a
necessidade de políticas segmentadas, como defendido por Beck et al. (2021).

Verificou-se que as acções de formação, realizadas em parceria com a AGT, reforçam o papel
das políticas de capacitação (OECD, 2020). No entanto, a dependência de parceiros externos
pode fragilizar a sustentabilidade das iniciativas. A ausência de métricas sobre o impacto dessas
formações nos negócios das MPMEs limita a avaliação da hipótese H1, que postula uma
contribuição significativa do INAPEM para o crescimento.

Registou-se a legalização de 120 empresas e 60 cooperativas, além da redução da carga fiscal,


o que demonstra avanços na formalização, um dos desafios citados no problema de pesquisa.

27
Contudo, a falta de dados comparativos, como aumento de empregos ou receitas, impede uma
análise mais robusta do impacto económico.

Identificou-se que a resistência dos empresários em aderir a programas sem financiamento


directo revela uma lacuna na comunicação e no desenho das políticas, corroborando a crítica
de Gaventa (2020) sobre a necessidade de canais eficazes de participação pública. Esse cenário
reforça a hipótese H0, que sugere uma influência não significativa das políticas, indicando que
as acções do INAPEM não estão sendo plenamente internalizadas pelo público-alvo.

Programas como o PREI e a Feira do Carpinteiro ilustram a aplicação do modelo de múltiplos


fluxos (Kingdon, 1984), em que problemas (informalidade), soluções (formalização) e contexto
político (parceria com a FAO) convergiram em janelas de oportunidade. O crescimento
sectorial mencionado sugere impacto positivo, mas a ausência de dados específicos, como
número de empresas formalizadas ou aumento de vendas, limita a generalização dos resultados.

Em síntese, de acordo com os resultados, o INAPEM adopta uma abordagem multifacetada,


combinando certificação, capacitação e mediação financeira, alinhada parcialmente aos
modelos teóricos discutidos. No entanto, lacunas na avaliação de impacto, na participação
activa das MPMEs e na transparência dos processos (Howlett et al., 2021) comprometem a
eficácia global das políticas.

28
Tabela 3: Entrevista aplicada ao GPDEI

Dados do entrevistado:

Nome da Instituição: GPDEI

Localização: Moçâmedes

1. Quais são as principais iniciativas R; As principais iniciativas promovidas pelo


promovidas pelo GPDEI para o
desenvolvimento económico do GPDEI, São as realizações de eventos
município de Moçâmedes? promoção local de feiras agro- pecuária, a
agricultura e pesca, a feira das festas do
mar. A implementação das roxas
orçamentais, O mapeamento ou
actualizações das zonas de grandes para a
exportação minerais e o escoamento de
produção local.

2. Como o GPDEI colabora com o R: O GPDEI colabora com o INAPEM, para


INAPEM para promover o
fortalecimento das MPMEs? promover o fortalecimento das Empresas
através das acções sobre tudo ligadas as
materiais tributário, literacia fiscal para dar
resposta aos constantes problemas ou
necessidades apresentadas pelas MPME.

3. Que políticas específicas o GPDEI tem R; As politicas que o GPDEI tem


implementado para incentivar o
empreendedorismo local? implementado São; O PREI (PROGRAMA
DE RECONVERÇÃO DA ECONOMIA
INFORMAL) politica de distribuição da
produção local, OTM(Operadores de
Transporte Municipal) apoio as
transformações das pequenas industrias,
politicas de apoio a comercialização

29
agrícola, programa de formação e
capacitação aos empreendedores e emissão
de carta de compromisso de garantias
publicas para as MPME para acessos de
créditos bancários.

4. Que tipo de suporte o GPDEI oferece R; O suporte que o GPDEI oferece são os
para facilitar a formalização de
empresas na província? suportes Institucionais que visam
formalização de empresas na província
através de parcerias com outras instituições
publicas como; Guiché, loja de registos e
empresas privadas, e iniciativas em zonas
rurais de maneira a facilitar o acesso a
formalização de cooperativa.

5. Quais áreas estratégicas têm recebido R; As arias com maior investimento e


maior atenção do GPDEI em termos de
investimento e desenvolvimento? desenvolvimento no GPDEI, são agricultura
e agro- picoaria, pesca, geologias e minas,
comercio industrial e turismo.

6. Quais resultados foram alcançados R; Os resultados alcançados com essas


com as políticas de promoção
empresarial e industrial promovidas politicas Foi formalizadas mais de 100
pelo GPDEI? empresas isso foi ano passado, também
foram financiados mais de 175mil empresas
nos diversos sectores em economia
(comercio agrícola, turismo a
implementação de parques industriais
também alcançamos a geração de posto de
emprego).

7. Como o GPDEI avalia a eficácia das R; O GPDEI faz uma avaliação positiva
iniciativas voltadas para o crescimento
das MPMEs? porque últimos anos teve um aumento
significativo do surgimento de varias

30
empresas privadas que actuam nos diversos
sector económicos.

8. Pode citar exemplos de investimentos R; Os exemplos de investimentos bem –


bem-sucedidos e seu impacto na
economia local? sucedidos são as empresas; AD AVIARIO
ADRIANO, A Empresa Silva e Silva
Industrial, a Empresa SICO- PAL, A
PADARIA PAMBULU.

Fonte. Elaborado pelo autor (2025)

Verifica-se que o GPDEI concentra suas acções em eventos sectoriais (feiras agro-pecuárias e
de pesca), mapeamento de zonas de exportação e escoamento da produção local. Essa
abordagem alinha-se com o conceito de planejamento estratégico territorial (Mintzberg, 2018),
porém a ausência de menção a indicadores de impacto sugere fragilidade no monitoramento,
conforme alertado por Vedung (2022). As feiras demonstram preocupação com a
comercialização, mas não explicitam como superam desafios estruturais do comércio local.

Identifica-se que a parceria com o INAPEM ocorre principalmente em questões tributárias e de


literacia fiscal. Essa sinergia institucional reflecte o modelo de governança multinível (Howlett
et al., 2021), mas a restrição a aspectos fiscais limita seu potencial. A fundamentação teórica
de Sabatier (2019) sobre coalizões de defesa sugere que a ausência de projectos conjuntos em
áreas como inovação ou acesso a mercados representa uma oportunidade perdida para políticas
mais integradas.

Constata-se a implementação de programas como PREI e OTM, que seguem a lógica do modelo
incremental (Lindblom, 1959) ao buscar a formalização progressiva. A emissão de cartas de
garantia para crédito bancário corresponde às recomendações de Beck et al. (2021) sobre
mitigação de riscos financeiros. Contudo, a falta de detalhes sobre critérios de seleção para
esses benefícios pode indicar fragilidades na transparência, factor crítico destacado por Peters
(2020).

Observa-se que o GPDEI actua via parcerias com órgãos de registo e iniciativas rurais. Essa
estratégia de descentralização aproxima-se do conceito de “policy mix” (OECD, 2020), porém
a dependência de outras instituições pode gerar entraves burocráticos. A Lei n.º 30/11 prevê

31
simplificação de processos, mas as respostas não detalham como isso ocorre na prática,
dificultando a avaliação de eficácia.

Destacam-se cinco sectores-chave: agricultura, pesca, mineração, comércio e turismo. Essa


focalização segue a abordagem de clusters económicos (Porter, 1998), mas a ausência de
hierarquização ou metas sectoriais específicas sugere carência de planejamento estratégico mais
robusto, conforme defendido por Dror (2019).

Regista-se a formalização de 100 empresas e financiamento de 175 mil negócios em 2023.


Esses números parecem contraditórios com a realidade das MPMEs em Moçâmedes (726
empresas certificadas pelo INAPEM), indicando possível sobreposição de dados ou diferenças
metodológicas.

A auto-avaliação positiva baseia-se no aumento do número de empresas, critério quantitativo


que ignora variáveis qualitativas como sustentabilidade ou competitividade. Essa lacuna vai
contra os princípios de avaliação multidimensional propostos por Fischer et al. (2020),
enfraquecendo a robustez da análise.

As empresas citadas (AD Avário Adriano, Silva e Silva Industrial) representam exemplos
pontuais que, embora relevantes, não permitem generalizações. A falta de dados comparativos
(ex.: crescimento de receita, empregos gerados) impede avaliar seu real impacto no
desenvolvimento local.

Em síntese, o GPDEI apresenta uma actuação multifoca com ênfase em formalização e eventos
sectoriais, alinhada parcialmente aos objectivos da pesquisa. Contudo, as fragilidades na
mensuração de resultados, transparência de critérios e integração de políticas com o INAPEM
- conforme identificado na primeira entrevista - reforçam a hipótese H0 sobre limitações na
efectividade das políticas. Neste sentido, é necessário que haja melhorias, a criação de um
sistema unificado de monitoramento e maior articulação interinstitucional,

32
2.4.2 Analise e Apresentação dos Dados Quantitativos

Figura 3: Distribuição das MPMEs em Moçâmedes por Porte

20%

Microempresa

80% Pequena empresa

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

De acordo com os resultados da pesquisa, 80% das empresas pesquisadas classificam-se como
microempresas (até 10 funcionários), enquanto apenas 20% são pequenas empresas (11-100
funcionários). Essa distribuição confirma o perfil predominante do tecido empresarial
angolano, conforme descrito na Lei n.º 30/11. A concentração em microempresas reforça a
necessidade de políticas diferenciadas, como propõe Storey (2016), já que esses negócios
enfrentam desafios específicos de escala e acesso a recursos.

Figura 4: Sectores de Actuação das MPMEs no Município de Moçâmedes

38% 39%
Comércio
Serviços
Indústria
23%

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

De acordo com os resultados da pesquisa, observa-se uma distribuição relativamente


equilibrada entre comércio (39%), serviços (38%) e indústria (23%). Essa composição reflecte
a diversificação económica do município de Moçâmedes, embora o menor peso do sector

33
industrial corrobore os desafios de industrialização identificados por Herculano (2023). A
predominância do comércio e serviços alinha-se com o perfil de economias em
desenvolvimento, onde esses sectores tendem a absorver maior parte da mão-de-obra menos
qualificada, conforme teorizado por Beck et al. (2021).

Figura 5: Percentual de MPMEs que Utilizaram Serviços do INAPEM

40%
Sim
60%
Não

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

De acordo com os resultados da pesquisa, apenas 40% das empresas declararam ter utilizado
serviços do INAPEM, contra 60% que afirmaram o contrário. Essa baixa penetração
institucional contradiz os objectivos declarados pelo próprio INAPEM e sugere falhas na
divulgação ou atractividade dos serviços oferecidos. Como alertado por Gaventa (2020), a baixa
adesão pode indicar desconexão entre as políticas públicas e as necessidades reais das empresas,
reforçando a ideia sobre a limitada influência das políticas no crescimento empresarial.

34
Figura 6: Serviços utilizados no INAPEM pelas MPMEs

40% Capacitação técnica


60%
Consultoria empresarial

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

De acordo com os resultados da pesquisa, dentre as empresas que acessaram o INAPEM, 60%
utilizaram serviços de consultoria empresarial, contra 40% que buscaram capacitação técnica.
Essa preferência por consultoria pode reflectir as dificuldades na elaboração de planos de
negócios e formalização, conforme identificado nas entrevistas qualitativas. No entanto, a
relativamente baixa procura por capacitação (especialmente considerando sua importância
destacada por Drucker, 2019) sugere que os programas oferecidos podem não estar alinhados
com as demandas práticas dos empresários.

Figura 7: Avaliação do Impacto dos Serviços do INAPEM pelas MPMEs

40% Positivo
60%
Neutro

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

A maioria (55%) avaliou positivamente o impacto dos serviços do INAPEM, enquanto 35%
consideraram neutro e apenas 10% negativo. Esses números sugerem eficácia relativa nas

35
iniciativas que conseguem alcançar as empresas, mas devem ser interpretados com cautela
devido à baixa taxa de utilização geral (40%). Há predominância de avaliações positivas, porém
a significativa parcela de avaliações neutras (superior às negativas) indica espaço para
melhorias na qualidade e adequação dos serviços, conforme sugerido por Howlett et al. (2021).

Figura 8: Adequação das Políticas do INAPEM às Necessidades das MPMEs

40% Positivo
60%
Neutro

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

Aproximadamente 48% das empresas consideram que as políticas do INAPEM atendem às suas
necessidades, contra 32% neutras e 20% que discordam. Essa divisão quase equitativa revela
substancial desconexão entre oferta e demanda de políticas públicas. Como argumenta Sabatier
(2019), políticas eficazes requerem diagnóstico preciso das necessidades, aspecto que parece
deficiente neste caso. A significativa taxa de neutralidade (32%) pode indicar desconhecimento
ou baixa relevância percebida dos programas.

36
Figura 9: Principais Desafios Enfrentados pelas MPMEs em Moçâmedes

30%
Acesso ao financiamento

70% Cumprimento de requisitos


legais

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

O acesso ao financiamento emerge como principal obstáculo (70%), superando em mais que o
dobro o cumprimento de requisitos legais (30%). Essa constatação valida empiricamente as
teorias de Beck et al. (2021) sobre as barreiras financeiras às MPMEs em economias em
desenvolvimento. Curiosamente, apesar dessa demanda explícita por financiamento, apenas
40% das empresas utilizaram os serviços do INAPEM, o que pode sugerir either ineficiência
nos mecanismos de mediação financeira ou desconhecimento desses serviços por parte dos
empresários.

Figura 10: Percepção das MPMEs sobre a Contribuição do INAPEM para seu Crescimento

40% Concordo
50%
Neutro
Discordo
10%

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

A avaliação divide-se entre 45% positiva, 30% neutra e 25% negativa. Esses números revelam
percepção ambivalente sobre o papel institucional, com quase um quarto dos respondentes
expressando insatisfação clara. Tal resultado questiona a eficácia geral das políticas, apesar dos

37
casos positivos identificados. Como propõe Fischer et al. (2020), essa dispersão de opiniões
sugere a necessidade de maior segmentação e personalização das políticas públicas para
diferentes perfis de MPMEs.

Figura 11: Participação das MPMEs em Programas de Capacitação do INAPEM

40% Sim
60%
Não

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

Apenas 35% das empresas participaram de capacitações, contra 65% que não o fizeram. Essa
baixa adesão é preocupante, considerando o papel central da capacitação no desenvolvimento
empresarial (OECD, 2020). O dado corrobora as limitações identificadas nas entrevistas
qualitativas sobre resistência dos empresários, sugerindo que os programas podem não estar
adequados em formato, conteúdo ou horários à realidade operacional das MPMEs.

Figura 12: Impacto das Capacitações do INAPEM no Desempenho das MPMEs

40% Positivo
60%
Neutro

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)

Entre os participantes, 50% avaliaram o impacto como positivo, 30% como neutro e 20% como
negativo. Essa divisão indica que, mesmo quando as empresas acessam capacitações, os

38
resultados são inconsistentes. A alta taxa de avaliações neutras (30%) sugere que muitos
programas falham em demonstrar aplicabilidade prática imediata, aspecto crucial para MPMEs
com limitada capacidade de absorção de conhecimentos teóricos, conforme destacado por
Drucker (2019).

2.4.3 Discussão dos Resultados

A análise cruzada dos dados revela uma dissonância significativa entre a percepção institucional
(INAPEM/GPDEI) e a realidade empresarial em Moçâmedes. Enquanto as instituições
destacam programas estruturados como o PREI e feiras sectoriais como principais conquistas,
apenas 40% dos empresários relatam utilizar efectivamente esses serviços, indicando uma
lacuna preocupante entre oferta e demanda de políticas públicas.

No aspecto financeiro, a contradição é particularmente evidente: 70% das MPMEs identificam


o acesso a crédito como principal desafio, contrastando com a actuação do INAPEM que,
conforme suas próprias declarações, limita-se a mediação bancária sem oferecer instrumentos
directos. Essa desconexão explica por que apenas 35% dos empresários percebem contribuição
positiva do instituto, confirmando a hipótese de Carvalho (2020) sobre a necessidade de
políticas financeiras mais ousadas para MPMEs.

A questão da capacitação apresenta paradoxo similar. O INAPEM relata ampla oferta formativa
(workshops, consultórios contábeis), mas os dados quantitativos mostram que 65% das
empresas nunca participaram dessas iniciativas. Dentre os 35% que participaram, metade avalia
o impacto como neutro ou negativo, sugerindo desalinhamento entre conteúdo oferecido e
necessidades práticas - exactamente a crítica antecipada por Rodrigues (2019) sobre programas
de capacitação desconectados da realidade operacional.

A colaboração INAPEM-GPDEI, apresentada pelas instituições como robusta (com ênfase em


literacia fiscal), não encontra eco nos resultados empresariais: 48% consideram as políticas
inadequadas às suas necessidades. Essa divergência corrobora a tese de Arnstein (1969) sobre
a importância da participação efectiva dos beneficiários no desenho de políticas, aspecto
negligenciado segundo os dados colectados.

Os casos de sucesso institucionalmente celebrados (como a formalização de 120 empresas pelo


INAPEM e 100 pelo GPDEI) mostram-se estatisticamente irrelevantes perante o universo de
726 MPMEs certificadas, revelando que as políticas atingem apenas nichos específicos. Essa

39
limitação quantitativa, associada à avaliação neutra/negativa de 45% dos usuários, sustenta a
hipótese H0 sobre impacto limitado das políticas.

A predominância de microempresas (80%) no perfil amostral reforça a urgência de políticas


diferenciadas, como previsto na Lei n.º 30/11, porém as instituições demonstram dificuldade
em operacionalizar essa segmentação. O GPDEI menciona diferenciação por porte nos
financiamentos, mas os empresários sinalizam uniformidade nos critérios de acesso -
dissonância que explica a baixa eficácia percebida.

O estudo revela ainda circularidade problemática: as instituições atribuem baixa adesão ao


“cepticismo dos empresários” (INAPEM), enquanto estes apontam “inadequação das políticas”
(48%) e “dificuldade de acesso” (60% de não-usuários). Essa mutualidade de críticas, sem
mecanismos institucionais de mediação, perpetua o ciclo de inefectividade identificado por
Howlett et al. (2021) em políticas mal implementadas.

Portanto, o gap entre discurso institucional e percepção empresarial deriva de três falhas
estruturais: (1) desenho de políticas sem diagnóstico participativo, (2) mecanismos de
implementação burocráticos e (3) avaliação focada em outputs (nº de eventos/beneficiários) em
detrimento de outcomes (impacto econômico real). A superação dessas limitações, conforme
sugerido nos objectivos da pesquisa, exigiria adopção do modelo de múltiplos fluxos (Kingdon,
1984), integrando efectivamente as demandas empresariais aos processos decisórios.

40
CONCLUSÃO

A presente pesquisa teve como objectivo analisar a gestão das políticas públicas pelo INAPEM
e sua contribuição para o crescimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) no
município de Moçâmedes, buscando responder à questão central: De que forma a gestão das
políticas públicas tem contribuído para o crescimento no município de Moçâmedes? Os
resultados demonstram que o estudo alcançou seu propósito ao identificar tanto as práticas
implementadas quanto os desafios persistentes.

Verificou-se que o INAPEM desenvolve iniciativas estruturadas, como o Programa de


Reconversão da Economia Informal (PREI), capacitações empresariais e mediação para acesso
a financiamento. No entanto, a eficácia dessas políticas é limitada pela baixa adesão (apenas
40% das MPMEs utilizam os serviços) e pela percepção de inadequação (48% das empresas
consideram-nas insuficientes). O acesso ao crédito permanece como principal obstáculo para
70% dos empreendedores, evidenciando uma lacuna entre as políticas existentes e as
necessidades reais.

O objectivo geral de analisar a contribuição do INAPEM para o crescimento local foi alcançado,
revelando um cenário de impactos positivos pontuais, como a formalização de 120 empresas e
benefícios fiscais, mas com influência limitada no desenvolvimento económico global.

No que se refere às hipóteses formuladas, os resultados obtidos corroboram a Hipótese de


Pesquisa, a hipótese nula (H₀) foi confirmada, que postulou que a gestão das políticas públicas
pelo INAPEM não influencia significativamente o crescimento das MPMEs no município de
Moçâmedes, os dados mostram que a gestão actual não influencia significativamente o
crescimento das MPMEs, dado que 55% dos beneficiários avaliam os serviços como neutros
ou negativos, e desafios estruturais persistem sem soluções efectivas.

Os principais resultados destacam, a fragmentação institucional, pois a colaboração entre


INAPEM e GPDEI restringe-se a questões tributárias, sem integração em áreas como inovação
ou acesso a mercados, capacitações pouco efectivas, pois penas 35% das MPMEs participam,
e metade dos participantes avalia-as como de aplicabilidade limitada, falta de alinhamento com
as necessidades empresariais: 48% das empresas consideram as políticas inadequadas, enquanto
as instituições focam em métricas quantitativas (ex.: número de eventos realizados), ausência

41
de mecanismos participativos: a resistência dos empresários reflecte a necessidade de maior
envolvimento no desenho das políticas.

A relação entre as partes do estudo mostra como a fundamentação teórica (modelos de políticas
públicas de Kingdon e Howlett) se articula com os dados empíricos, confirmando a importância
de políticas adaptadas às realidades locais. A revisão bibliográfica sustentou a análise das
lacunas, enquanto as entrevistas e questionários validaram a desconexão entre as acções
institucionais e as demandas das MPMEs.

Este trabalho contribui com sugestões para o INAPEM/GPDEI, contribuições para políticas
públicas em contextos similares, destacando a necessidade de participação activa dos
beneficiários no ciclo de políticas.

Em síntese, embora o INAPEM possua a estrutura necessária para promover o desenvolvimento


das MPMEs, é urgente reformular suas estratégias, priorizando diagnóstico participativo,
monitorização de resultados e integração intersectorial. Este estudo serve como ponto de partida
para essa transformação, além de abrir caminho para pesquisas futuras sobre o impacto de
políticas específicas. A superação dos desafios identificados poderá, finalmente, transformar as
políticas públicas em verdadeiros motores de crescimento económico em Moçâmedes.

42
SUGESTÕES

Com base nos resultados obtidos, sugere-se:

✓ Fortalecer a Participação das MPMEs no Desenho das Políticas: Os resultados


mostraram que 48% das MPMEs consideram as políticas inadequadas às suas
necessidades, e apenas 40% utilizam os serviços do INAPEM. Isso indica uma
desconexão entre as políticas oferecidas e as demandas reais.
✓ Melhorar a Divulgação e Acessibilidade dos Serviços: 60% das MPMEs não utilizam
os serviços do INAPEM, muitas vezes por desconhecimento ou cepticismo. Lançar
campanhas de comunicação direccionadas (redes sociais, rádio local) e parcerias com
associações empresariais para divulgar os serviços. Criar um "guia prático" digital que
explique de forma simples os benefícios e como acessá-los.
✓ Ampliar e Personalizar Programas de Capacitação: Apenas 35% das MPMEs
participaram de capacitações, e 50% dos participantes avaliaram-nas como pouco
práticas. Reformular os programas com foco em habilidades práticas (ex.: gestão
financeira, marketing digital) e oferecer horários flexíveis (noturnos ou fins de semana).
Incluir estudos de caso locais e mentorias contínuas, conforme sugerido por Drucker
(2019) e OECD (2020).
✓ Garantir que as MPMPs tenham acesso a financiamento: 70% das MPMEs citaram
o acesso a financiamento como principal desafio, mas o INAPEM actua apenas como
mediador, sem oferecer soluções directas. É importante garantir que as MPME’s.
possam efectivamente, ter acesso a financiamento por via dos bancos que serão
garantidos pelo FGC.
✓ Implementar um Sistema de Monitoramento e Avaliação Contínua: As instituições
focam em métricas quantitativas (ex.: número de empresas formalizadas), sem avaliar
impactos reais (crescimento de receitas, empregos gerados). Adoptar indicadores de
desempenho claros (ex.: aumento de vendas pós-capacitação) e realizar avaliações
semestrais com feedback das MPMEs. Utilizar ferramentas digitais para colecta de
dados em tempo real, seria uma estratégia a considerar.

43
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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exploração de recursos minerais.

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República.

Bardach, E., & Patashnik, E. M. (2020). Um guia prático para análise de políticas: Oito passos
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Orgânico do Governo Provincial do Namibe. Diário da República, Série I, n.º 140, pp.
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decisão em organizações administrativas (4ª ed.). Free Press.

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namibianas.

Zahariadis, N. (2016). O modelo de múltiplos fluxos: Estrutura, limitações e perspectivas.


Springer.

45
46
APÊNDICES

47
APÊNDICE 1 – GUIÃO DE ENTREVISTA PARA O INAPEM

Caro (a) respondente, com esta entrevista, pretendemos recolher informações necessárias de
um estudo de investigação do âmbito do curso de licenciatura em Contabilidade e Gestão. Este
estudo tem como título “Gestão De Políticas Públicas: Estudo De Caso No Instituto
Nacional De Apoio As Micro, Pequenas E Médias Empresas (INAPEM) do Município de
Moçâmedes”. Suas respostas serão tratadas com confidencialidade e serão utilizadas apenas
para fins académicos.
Dados gerais:
Sua função:
Tempo de trabalho:

Secção 1: Gestão de Políticas Públicas

1. Quais são os principais objectivos das políticas públicas implementadas pelo INAPEM
em Moçâmedes?

2. Como o INAPEM assegura que as políticas públicas atendam às especificidades das


MPMEs no município de Moçâmedes?

3. Que estratégias são utilizadas para acompanhar e avaliar a eficácia das políticas
públicas destinadas às MPMEs?

Secção 2: Apoios e Capacitação

4. Quais são os principais apoios financeiros e técnicos oferecidos pelo INAPEM às MPMEs?
5. Existe alguma diferença na forma como esses apoios são aplicados a micro, pequenas e
médias empresas? Se sim, quais?

6. Como o INAPEM promove a capacitação dos gestores e proprietários das MPMEs na


região?

Secção 3: Resultados e Desafios

48
7. Quais têm sido os resultados mais significativos alcançados pelas políticas públicas
implementadas pelo INAPEM em Moçâmedes?

8. Quais são os principais desafios enfrentados pelo INAPEM na implementação dessas


políticas?

9. Pode citar exemplos de políticas públicas bem-sucedidas e seus impactos no


desenvolvimento das MPMEs?

49
APÊNDICE 1I – GUIÃO DE ENTREVISTA PARA O GPDEI

Caro (a) respondente, com esta entrevista, pretendemos recolher informações necessárias de
um estudo de investigação do âmbito do curso de licenciatura em Contabilidade e Gestão. Este
estudo tem como título “Gestão De Políticas Públicas: Estudo De Caso No Instituto
Nacional De Apoio As Micro, Pequenas E Médias Empresas (INAPEM) do Município de
Moçâmedes”. Seu conhecimento e experiência são essenciais para entendermos o tema em
estudo. Suas respostas serão tratadas com confidencialidade e serão utilizadas apenas para fins
académicos.
Dados gerais:
Sua função:
Tempo de trabalho:

Secção 1: Desenvolvimento Económico Integrado

1. Quais são as principais iniciativas promovidas pelo GPDEI para o desenvolvimento


económico do município de Moçâmedes?

2. Como o GPDEI colabora com o INAPEM para promover o fortalecimento das


MPMEs?

3. Que políticas específicas o GPDEI tem implementado para incentivar o


empreendedorismo local?

Secção 2: Apoio e Infra-estruturas

4. Que tipo de suporte o GPDEI oferece para facilitar a formalização de empresas na


província?

5. Como o GPDEI actua para melhorar a infra-estrutura económica da região, como portos e
corredores logísticos?

6. Quais áreas estratégicas têm recebido maior atenção do GPDEI em termos de investimento
e desenvolvimento?

Secção 3: Resultados e Impacto

50
7. Quais resultados foram alcançados com as políticas de promoção empresarial e industrial
promovidas pelo GPDEI?

8. Como o GPDEI avalia a eficácia das iniciativas voltadas para o crescimento das MPMEs?
9. Pode citar exemplos de investimentos bem-sucedidos e seu impacto na economia local?

51
APÊNDICE III – INQUERITO POR QUESTIONÁRIO PARA AS MPME

Caro (a) respondente, com esta entrevista, pretendemos recolher informações necessárias de
um estudo de investigação do âmbito do curso de licenciatura em Contabilidade e Gestão. Este
estudo tem como título “Gestão De Políticas Públicas: Estudo De Caso No Instituto
Nacional De Apoio As Micro, Pequenas E Médias Empresas (INAPEM) do Município de
Moçâmedes”. Suas respostas serão tratadas com confidencialidade e serão utilizadas apenas
para fins académicos.
Dados gerais
Tempo de actividade:

( ) Menos de 1 ano ( ) Entre 1 e 3 anos ( ) Entre 3 e 5 anos ( ) Mais de 5 anos

Questões:
Secção 1: Caracterização da Empresa

1. Qual o tamanho da sua empresa?

• ( ) Microempresa (até 10 trabalhadores)


• ( ) Pequena empresa (de 11 a 100 trabalhadores)
• ( ) Média empresa (de 101 a 200 trabalhadores)

2. Qual é o sector de actuação principal da sua empresa?

• ( ) Comércio
• ( ) Serviços
• ( ) Indústria

Secção 2: Apoio e Políticas Públicas

4. A sua empresa já utilizou algum serviço oferecido pelo INAPEM?

• ( ) Sim
• ( ) Não

5. Caso sim, quais serviços foram utilizados? (pode seleccionar mais de uma opção)

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• ( ) Capacitação técnica
• ( ) Apoio financeiro (linhas de crédito, subsídios, etc.)
• ( ) Consultoria empresarial
• ( ) Formalização de actividade económica
• ( ) Outro: __________________

6. Como avalia o impacto dos serviços oferecidos pelo INAPEM na sua empresa?

• ( ) Positivo
• ( ) Neutro
• ( ) Negativo

7. As políticas públicas implementadas pelo INAPEM atendem às necessidades


específicas da sua empresa?

• ( ) Concordo
• ( ) Neutro
• ( ) Discordo

Secção 3: Desafios e Resultados

8. Quais destes desafios a sua empresa enfrenta com maior frequência? (pode seleccionar
mais de uma opção)

• ( ) Acesso ao financiamento
• ( ) Capacitação técnica
• ( ) Cumprimento de requisitos legais
• ( ) Inovação e tecnologia

9. Acredita que o apoio do INAPEM tem contribuído para a sustentabilidade e


crescimento da sua empresa?

• ( ) Concordo
• ( ) Neutro
• ( ) Discordo

10. A sua empresa já participou de programas de capacitação promovidos pelo INAPEM?

• ( ) Sim

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• ( ) Não

11. Caso tenha participado, como avalia o impacto desses programas na gestão e no
desempenho da sua empresa?

• ( ) Positivo

• ( ) Neutro

• ( ) Negativo

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ANEXOS

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