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A Comunicação e a Linguística

no contexto disciplinar
Profa. Ma. Leticia Sangaletti
Ma. Letícia Sangaletti
Jornalista pela UFSM
Mestra em Letras (URI/FW)
Doutoranda em Letras (UFRGS)
Professora conteudista da Sagah
Jornalista - Diário Missões e Santo Ângelo Urgente!
leticiasangaletti@hotmail.com
• A Comunicação e a Linguística no Contexto Interdisciplinar.
• A comunicação e a importância da boa comunicação no contexto
escolar e social.
• Os conceitos básicos da língua: a fala, a escuta, a leitura, a escritura e a
análise linguística contextualizada no processo interdisciplinar.
• A linguagem formal e informal.
• A ortografia, a pontuação e a acentuação e a sua importância na
estrutura e no sentido do texto.
• A coesão e a coerência textual.
• As ambiguidades.
• O ato de ler.
• A leitura e a escola.
• Tipos e níveis de leitura.
O que é comunicação?
• Qual a importância da comunicação?
• Como você se comunica?
• Qual importância da comunicação no contexto escolar?
• Qual a importância da comunicação na sociedade?
O homem, através dos tempos, vem buscando comunicar-se com
gestos, expressões e a fala. A escrita tem origem no momento em
que o homem aprende a comunicar seus pensamentos e
sentimentos por meio de signos. (BARBOSA, 2013, p. 34).
Língua e linguagem

• Comunicação

• Linguagem

• Língua

• Interlocutores

(2)
Língua Portuguesa, 1º ano
Concepção de Língua e Linguagem, signo e fala

Conceituando:

• A comunicação ocorre quando interagimos com


outras pessoas, utilizando uma linguagem.
• Verbal e não-verbal.

(2)
Língua Portuguesa, 1º ano
Concepção de Língua e Linguagem, signo e fala

Conceituando:
• Interlocutores: indivíduos que participam do processo de
interação por meio da linguagem.

• Código: um conjunto de sinais convencionados socialmente para a


construção e a transmissão de mensagens.

(2)
Língua Portuguesa, 1º ano
Concepção de Língua e Linguagem, signo e fala

Conceituando:
• Língua: código linguístico social, formado por
signos (palavras) e leis combinatórias, por meio do
qual as pessoas se comunicam.

(2)
Linguagem...
• Um sistema de signos que permite construir uma interpretação da
realidade através de sons, letras, cores, imagens, gestos etc.
Diferentes linguagens
- Línguas naturais (Inglês, Francês, Português, Russo, Guarani ...);
- A pintura;
- A dança;
- A música;
- Os sistemas gestuais;
- Os sistemas particulares de signos (logotipos, quadrinhos).
Literatura

• "Para o zen budismo, a lua na água


• é um símbolo da impermanência de todas as coisas.“
• Paulo Leminski
LINGUAGENS: MÚSICA

A MÚSICA IRRADIA.

Imagens: (a) Lhademmor / GNU Free Documentation License. (b) Sao.Rocker /


Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported.
Língua Portuguesa, 1º ano
Concepção de Língua e Linguagem, signo e fala

LINGUAGENS: TEATRO

Imagens: (a) Ester Inbar / Use of image free for any purpose.
O TEATRO ENCENA O VERBAL, O (b) Malene Thyssen / GNU Free Documentation License.

VISUAL E O SONORO.
Língua Portuguesa, 1º ano
Concepção de Língua e Linguagem, signo e fala

LINGUAGENS: CINEMA
O CINEMA MOVIMENTA.

Imagem: Screenshot do filme "Snow White and the Huntsman", 2012 / Universal Pictures / http://www.imdb.com/video/imdb/vi2494275609/
LINGUAGENS: PINTURA
IMPRIME.

Imagem: Félix Ziem / O Grande Canal em Veneza /


A PINTURA

MASP / United States Public Domain.


LINGUAGENS: FOTOGRAFIA E DESENHO
LINGUAGENS: CHARGE
LINGUAGENS: TRÂNSITO

Imagens: Pava / Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 Italy.


•Qual a função da língua?
• Na origem de toda a atividade comunicativa do ser humano, está a
linguagem, que é a capacidade de se comunicar por meio de uma
língua.
LÍNGUA: VARIAÇÃO E NORMA

• Há situações em que a língua se apresenta de formas diferentes – o que


é normal - alguns fatores que favorecem estas variações são:
- região geográfica;
- o sexo;
- a idade;
- a classe social;
- profissionais;
- o grau de formalidade do contexto.
(1)
Tipos de Variação Linguística
Histórica
• A variação linguística Histórica é a maneira como a língua evolui
de acordo com o tempo, são as mudanças que a língua sofreu ao
longo da história.
• Por exemplo, o pronome VOCÊ. Na língua portuguesa era vossa
mercê, passou para vosmecê, virou vancê e chegou ao termo que
usamos atualmente: você. Isso quer dizer que a palavra evoluiu e
se transformou através do tempo.
Regional
• Já a variação Regional, chamada também de Diatópicas, está
relacionada com palavras ditas em regiões diferentes, mas que
significam a mesma coisa.
• Ex. Aipim, mandioca e macaxeira, as três palavras diferentes são
usadas para designar a mesma coisa.

• Aqui também entra a parte fonética, como a forma de pronunciar


certas letras, como o “r” no meio das palavras, que se fala
diferente no Paraná e no Rio de Janeiro, por exemplo. Vai mudar
de acordo com a região.
Social
• Variação Social ou Diastráticas tem a ver com os diferentes
grupos sociais, com os contrastes na linguagem. Pode ser por
idade, quando o avó conversa com a neta, as falas são diferentes,
por exemplo, “Seu avô era um pão” e “Aquele menino é meu
crush”. Também pode ser diferenciada pelo sexo, pois a
linguagem das mulheres é diferente dos homens. Classe social
também pode apontar variações de linguagem, pois tem a ver com
o tipo de cultura que você tem contato. Além disso, o grupo social
em que os indivíduos estão inseridos, como nerds, skatistas,
surfistas, indica variação e se você não faz parte desse grupo, pode
não entender.
Estilo
• A variação de estilo ou diafásica é a que tem a ver com a situação
de uso da língua, do que é adequado e o que não é adequado. Pode
ser formal e informal, padrão e não padrão, coloquial e culta, e vai
se adequar a língua àquele momento.
Por exemplo:
• Por exemplo, diante de um juiz o sujeito vai formalizar a língua,
mas quando está com a família, amigos ou em intimidade, a
tendência é falar informalmente.
Modalidades de fala/escrita e graus de formalidade

• Norma-padrão: designa o modelo ideal de língua; algo que está


fora e acima da atividade linguística dos falantes.
• Variedades prestigiadas: indicam as variedades linguísticas
faladas pelo cidadão com alta escolarização e vivência urbana.
• Variedades estigmatizadas: assinalam as variedades
linguísticas que caracterizam os grupos sociais desprestigiados do
Brasil. (BAGNO)
Preconceito Linguístico
• De acordo com Bagno (1999), o preconceito lingüístico se baseia na crença de
que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a
língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos
dicionários.

• “Qualquer manifestação lingüística que escape desse triângulo escola-


gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito lingüístico,
“errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”, e não é raro a gente ouvir
que “isso não é português”. Um exemplo. Na visão preconceituosa dos
fenômenos da língua, a transformação de I em R nos encontros consonantais
como em Cráudia, chicrete, praca, broco, pranta é tremendamente
estigmatizada e às vezes é considerada até como um sinal do “atraso mental”
das pessoas que falam assim. Ora, estudando cientificamente a questão, é fácil
descobrir que não estamos diante de um traço de “atraso mental” dos falantes
“ignorantes” do português, mas simplesmente de um fenômeno fonético que
contribuiu para a formação da própria língua portuguesa padrão” (1999, p. 42).
• Mas e na escrita, como a comunicação pode ocorrer de forma
efetiva?
- Deve ter boa ortografia, pontuação e a acentuação correta para
dar sentido do texto.
- Deve ser coerente e ter coesão.
- Cuidar das ambiguidades.
- LER MUITO!
• Segundo Azeredo (2008) "Um texto bem pontuado há de ser, é
claro, aquele em que a pontuação constitui uma pista segura para
a apreensão do sentido pretendido por seu autor".

• Um texto em que a pontuação é correta faz com que o leitor


chegue muito mais próximo das intenções pretendidas pelo autor
em sua obra, além de fazer com que o mesmo soe melhor também
aos ouvidos de quem o ouve.
Coesão
• É a conexão que liga elementos no texto (palavras, orações,
períodos, parágrafos), que cria harmonia entre os elementos de
um texto.
• Exemplo: Gabriel estuda. Gabriel trabalha. (esse exemplo não é
coeso pois não estabelece uma conexão)
• Gabriel estuda e trabalha. (Corrigindo o exemplo, agora ele está
coeso pois adicionamos o e).
Coerência
• Coerência é a propriedade do texto que permite que se construa sentido a
partir dele, estabelecendo relação entre suas partes e entre o próprio texto e a
situação de sua ocorrência. É ligação, nexo ou harmonia entre dois
fatos ou duas ideias; relação harmônica, conexão.

• Aquele garoto não gosta de futebol e, portanto, fica chamando seus amigos
para jogar (incoerência, porque quem não gosta de um esporte evita praticá-
lo).

• Fanático por futebol, o pai de João obriga o filho a jogar. Mas aquele garoto
não gosta de futebol e, portanto, fica chamando seus amigos para
jogar. Assim, ele pode ficar a um canto enquanto os amigos jogam, e a
algazarra que fazem dá ao pai a falsa impressão de que o filho está se
divertindo (coerência restabelecida por acréscimo de informações ou
contexto, ficando assim coerente para os leitores/ouvintes).
Ambiguidades
• Os tipos comuns de ambiguidade, como vício de linguagem são:
• Uso indevido de pronomes possessivos
• A mãe pediu à filha que arrumasse o seu quarto.
• Qual quarto? o da mãe ou da filha? Para evitar ambiguidade:
• A mãe pediu à filha que arrumasse o próprio quarto.

• Vi o João andando com seu carro.


• O carro em questão pode ser do próprio João, ou da pessoa a
quem a mensagem foi dirigida.
• Vi o João andando com o carro dele.
• Colocação inadequada das palavras
• A criança feliz foi ao parque.
• A criança ficou feliz ao chegar no parque, ou estava
assim antes?
• Feliz, a criança foi ao parque.
• Uso de forma indistinta entre o pronome relativo e a
conjunção integrante
• A estudante falou com o garoto que estudava enfermagem.
• Quem estuda enfermagem, a estudante ou o garoto?
• A estudante de enfermagem falou com o garoto;
• ou
• A estudante falou com o garoto do curso de enfermagem;
• Uso indevido de formas nominais

• A moça reconheceu a amiga frequentando a academia.

• Quem estava na academia? a moça ou a amiga?

• A moça reconheceu a amiga que estava frequentando a academia.


• ou
• A moça, na academia, reconheceu a amiga.
• Como trabalhar a leitura na escola?
• “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a
posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da
leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem
dinamicamente” (FREIRE, 2008, p. 11).
Tipos e níveis de leitura
How to Read a Book: the classic guide to
intelligent reading, escrito pelos norte-
americanos Mortimer J. Adler e Charles Von
Doren. O livro foi publicado primeiramente em
1940. Depois editado em 1972
• O primeiro nível é chamado de leitura elementar. Nela, há
pouco envolvimento intelectual e emocional. Por isso, geralmente
são leituras rápidas e de fácil entendimento, como propagandas e
banners. Nessa fase, o leitor é capaz de responder qual é o
conteúdo do texto, mas sem se aprofundar mais.

• Depois, passamos para o segundo nível, que é a leitura de
inspeção. Nesse patamar, o leitor age como um detetive: lê mais
de uma vez, analisa as frases, entende o contexto, etc. A pessoa
ainda não está totalmente envolvida com a leitura, mas já de
aproxima mais do conteúdo do texto.

• O terceiro nível é a leitura analítica. Neste nível, o leitor já está
completamente envolvido com a leitura. Além de conhecer a
história, ele entende o que o escritor quer dizer, compreende a
estrutura do texto e consegue conectar esse conhecimento com
outras informações já conhecidas por ele. Dessa forma, já é
possível ter uma opinião formada sobre a leitura.
• O nível mais avançado da leitura é praticado por poucas pessoas, e
se chama leitura sintópica. Nela, o leitor consegue, além de ler
o livro, comparar a obra com outras que ele já leu e, com
isso, visualizar o assunto por diversos ângulos. Dessa forma, o
leitor pode chegar a novas conclusões que, muitas vezes, não se
encontram nem nos próprios livros.
Para discutir...
• Como usar a comunicação para promover a leitura?
• Como usar a comunicação num contexto interdisciplinar ?
Atividade
• Propor uma atividade para promover a leitura que envolva
Diferentes tipos de Comunicação e as Variações Linguísticas,
utilizando diferentes linguagens.