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UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA

Disciiplina : Desenho Urbano / Grupo A / TEMA :Novo Urbanismo

Novo Urbanismo
INTEGRANTES DO GRUPO

JULIANO URIEL GOMES ALFREDO- 3243


LEANDRO DEMBO- 228
EDSON FELIPE- 0000
EDSON SUNGO- 3133
DARIO GONÇALVES- 2999

Docente : Thomáz Ramalho

Novo Urbanismo
AGRADECIMENTOS

Gostariamos de agradecer à prior à Deus, o alfa e o omega, principio e fim do


conhecimento universal, votos de agradecimento aos colegas, familiares e ao
nosso professor por nos ter dado a possibilidade de explorar e transmitir o
resultado desta pesquisa a turma.

Novo Urbanismo
NEW URBANISM-NOVO URBANISMO

Novo Urbanismo
INTRODUÇÃO

Um novo movimento está a ganhar espaço de uma maneira expressiva nas


discussões sobre planeamento, desenho urbano e arquitectura na América do
Norte e um pouco por todo mundo. Movimento este conhecido por New Urbanism
( Novo Urbanismo).
O movimento surge basicamente nos finais do séc. XX, em resposta ao incontido
crescimento dos subúrbios nos estados unidos. Uma especie de urbanização que
sem ser cidade ou campo, tão pouco, se conseguia definir um caractêr próprio que
lhe desse um sentido de lugar para se viver.
Facto que ocorre nas cidaddes satélites ( Viana, Cacuaco e Benfica), que cresce
nas mediações da nossa cidade capital.

Para os principais defensores deste movimento era chegada a altura de mudar as


funções das zonas mais pobres, se possível quebrar na totalidade as diferenças
entre as zonas no meio urbano.

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Teóricos, urbanistas e arquitectos , durante e depois da década de 80 escreveram
sobre a decadência do nível de vida do citadino proveniente da falha dos planos
organizacionais antes utilizados, Lewis Mumford criticou o desenvolvimento anti-
urbano da América pós guerra, Jane Jacobs com o livro `The Death and life of the
Greats américa cities`` escrito no inicio da década de 60, chamou a atenção dos
urbanistas para que estes reconsiderassem ou revissem os projectos de casas de
uso unico ou unifamiliar separad, de centros comerciais segregados que passaram
a ser norma, e os espaços destinados aos carros.

Em 1994 foi editada a primeira publicação de importância por Peter Katz com o
título “The new urbanism” depois varias publicações aparecem como resultado do
trabalho de vários grupos de especialistas:
- Todd W. Bressi, Peter Calthorpe, Jaime Correa, Victor Dover e Joseph Kohl;
- Andres Duany e Elizabeth Plater-Zyberk;
- Mark Schimmenti, Erick Valle, Daniel Solomon e Kathryn Clarke;
- Geoffrey Ferrell, Elizabeth Moule e Stefanos Polyzoides;
- Steven Peterson e Barbara Littenberg;
- Vincent Scully.

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Desenvolvimento
O casal Andres Duany e Elizabeth Plater-Zyberk ( fazem
parte dos fundadores do Congresso para o novo urbanismo) e
outros especialistas definiram as principais exigências do novo
urbanismo para melhor resolução do modo de vida humano:

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• Equilíbrio entre residência, emprego e comercio: o bairro deve oferecer
habitações diversificadas quanto a tipologia e o custo, deve ter os postos de
trabalho no bairro ou nas proximidades dos mesmos, deve oferecer uma variedade
de comércio que preencha as necessidades mais comuns de cada um. Esta
diferença na volumetria e na imagem dos edifícios/espaços não descaracteriza o
bairro mas sim da um toque cultural e pontos de referencia únicos à cada bairro
(um bairro é melhor acomodado numa área entre 40 a 160 hectares, se a área for
superior à 160 deve-se então subdividi-la criando outro bairro).

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• Percursos: para tornar a circulação pelos espaços e vias
mais aprazível deve-se criar uma distância ou um percurso
que possa ser percorrido desde o centro do bairro às
habitações em cinco minutos.

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•Centro: é a parte de maior destaque do bairro podendo ser uma praça, um local onde estão não só o trabalho e o comércio mas também
habitações nos andares de cima, zonas culturais, lazer, feiras, área para concertos, etc. ( deve ser um lugar para encontro de pessoas e ideias).
•Edificios Publicos: devem estar nas zonas ou vias de destaque do bairro mas não necessariamente no centro, a sua posição no bairro deve ter
em conta o fácil acesso aos mesmos, fácil visualização e percursos de cinco minutos.
•Espaços públicos: o espaço publico natural ou urbano no novo urbanismo ganha duas divisões de analise:
- Estruturação do espaço: funciona como elemento base do planeamento a partir do qual se devem articular os edifícios públicos, garantindo
e exponenciando a identidade do local;
- Fomentar o espírito comunitário: quando o espaço publico é bem pensado e projectado ele desperta os moradores para uma cidadania
activa, que ira fortalecer os laços da comunidade.
•Hierarquia da rede viária: no novo urbanismo o peão é o elemento principal do tráfego e os automóveis passam para o segundo plano. As vias
devem ser projectadas de acordo com o fluxo de circulação de cada zona, quando se pensa nas vias para todos os níveis de deslocação criam-se
cruzamentos de conhecimento humano e social, laços surgem de um simples “bom dia” ou de uma conversa.

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O novo urbanismo trouxe também a ideia de uma malha de vias que abre um
leque de escolhas quanto ao caminho para o itinerário, esta malha viária diminui
também os conflitos automobilísticos ou engarrafamentos, e aumenta a segurança
para os peões.
Estabelecem-se no NU larguras mínimas para as faixas de rodagem de 3 metros
permitindo fluidez no transito e espaço de manobras, nas vias não deveriam ser
apenas pensadas as faixas de rodagem mas também a paisagem, o verde, a ecologia
ou ainda a “ruralização do espaço urbano” com arvores ou sebes arbóreas criando
um ambiente agradável para peões e ciclistas, e estas arvores diminuiriam a
velocidade dos carros nas vias pois um enfileiramento de arvores na via dá uma
sensação de estreitamento da faixa.
O estacionamento deve ser projectado, não tendo em conta a insaciável procura
existente, mas de acordo com a capacidade de tráfego que a área urbana poderá
suportar, fazendo com as pessoas optem pelo uso de transportes colectivos, o que
diminui o índice de poluição.
A localização do estacionamento na via publica deve ser feita em zonas mais
ocultas, como nas traseiras dos edifícios ou nas ruas de hierarquia inferior. Caso seja
necessário deve-se projectar parques de estacionamento periféricos/dissuasores,
articulados ao sistema de transporte colectivo e com rede pedonal. A implementação
de parques de estacionamento dentro dos aglomerados urbanos deve ser rejeitada.

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CRÍTICA AO NOVO URBANISMO

• Situam-se no âmbito da crítica ao movimento modernista.

• Investem em questões formais no intuito de promoverem


certos comportamentos sociais.

• Seus arranjos têm mau desempenho em determinadas


dimensões morfológicas

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IMAGENS ILUSTRATIVAS

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CONCLUSÃO
 
 
O surgimento do novo Urbanismo busca a entender em que medida, as soluções
espaciais concebidos pelo mesmo, atendendo as solicitações estabelecidas em
seus princípios com a validade do novo urbanismo como tentativa concreta de
elevar o nível de desenho urbano, através de suas inserções reais na paisagem
urbana actual.

Portanto o novo urbanismo apresenta-se como uma teoria utópica, prescritiva e


determinista. É utópica devido a sua descrição imaginativa de uma sociedade
ideal, fundamental em princípios e normas espaciais.
Prescritiva por tentar com os seus princípios e normas de impor uma nova
estrutura a realidade existente.
Determinista porque suas prescrições garantem uma determinada forma
resultante correspondendo a um determinado comportamento social.

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