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Profess

LÍNGUA ora
PORTUGUESA Adrielle
adriellen@gmail.com /
EDITAIS COSTUMAM
COBRAR A GRAMÁTICA
INTEIRA
EDITAIS EM
TÓPICOS
A.Leitura, Interpretação e Análise de Textos.
B.Fonética – Fonemas, ortografia, acentuação
gráfica.
C.Morfologia - Estrutura e formação das palavras,
classes das palavras.
D.Semântica - Significação das palavras
E. Sintaxe – Termos da oração, coordenação,
subordinação, pontuação, concordância, regência e
colocação.
F. Estilística - Figuras de linguagem
G.Alterações introduzidas na ortografia da língua
portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa
CURIOSIDADES
ORTOGRÁFICAS
B) POR QUE / POR QUÊ /
PORQUE / PORQUÊ
ORTOGRAFIA
Uso dos
fonemas
s, z, ch, x, g, j
ÊS / -ESA E -EZ / -EZA

a) usamos ÊS / ESA quando o vocábulo


indica naturalidade, procedência ou
formam título de nobreza: português,
portuguesa, duquesa, francês, francesa;
b) usamos EZ / EZA quando temos
substantivos abstratos que derivem
de adjetivos: belo (adjetivo) – beleza
(substantivo abstrato), pobre (adjetivo) –
pobreza (substantivo abstrato); rico
(adjetivo) – riqueza (substantivo abstrato).
•–ISAR / -IZAR
Para utilizar a grafia correta, nesses casos
devemos seguir a regra da palavra originária /
palavra derivada, ou seja, se o vocábulo
apresentou a letra S, então, ela será mantida no
sufixo. Vejamos: piso – pisar; análise – analisar;
aviso – avisar.
Por outro lado, se não houver a letra S, então, o
sufixo recebe a letra Z. Vejamos: canal – canalizar;
drama – dramatizar;ATENÇÃO!!!
sinal –sinalizar.
A palavra catequizar é exceção, já que é derivada da palavra
catequese.
Uso do fonema S
a) em sufixos nominais -OSO(A) que significa “cheio de”,
“relativo a” ou “que provoca algo” e –ISA (gênero
feminino): cheiroso, formosa, dengosa, horroroso, poetisa,
profetisa;
b) verbos formados de vocábulos terminados em s, em
relação à regra palavra originária / palavra derivada:
pesquisa – pesquisar; análise- analisar;
d) nos adjetivos pátrios terminados em ÊS: português,
irlandês;
e) depois de ditongos: faisão, mausoléu, maisena;
f) as formas dos verbos PÔR e QUERER e seus
derivados: pus, puser, pusesse, quis, quiser, quisesse;
g) quando a um verbo com a letra D no infinitivo
corresponder um substantivo com som de /z/: confundir –
confusão, iludir- ilusão, aderir – adesão.
USA-SE O S
USA-SE O S
USA-SE O S
USO DO Ç
a) substantivos e adjetivos relacionados ao verbo TER (e
derivados): retenção - reter, contenção - conter;
b) nas palavras derivadas daquelas que possuem T no
radical: cantar – canção, exceto – exceção, setor– seção;
c) nas palavras de origem indígena, árabe e africana:
miçanga, paçoca, muriçoca, muçulmano, açougue,
açoite;
d) nos sufixos AÇO e AÇU: golaço, poetaço, Paraguaçu,
Nova Iguaçu;
e) após ditongo: beiço, compleição.
USO DO SS
a) prefixo terminado em vogal + palavra
começada por S: pre + sentir =
pressentir (perceba que o S foi
duplicado);
b) nas palavras derivadas daquelas que
possuem as expressões CED, GRED,
PRIM, MIT, MET e CUT no radical: ceder –
cessão, agredir – agressão, imprimir –
impressão, demitir – demissão,
intrometer – intromissão , discutir –
USO DO Z
a) pode funcionar como consoante de ligação: pé + udo
= pezudo, guri+ ada = gurizada;
b) nas terminações:
- AZ / OZ de adjetivos oxítonos: capaz, eficaz, veloz,
atroz;
- EZ / EZA de substantivos abstratos: altivez, aridez,
beleza, frieza;
- IZ / UZ de palavras oxítonas: triz, nariz, cruz, luz;
- IZAR em sufixos de verbos derivados de nomes sem S
na última sílaba: canalizar, finalizar, legalizar.
USO DO X E
CH
a) em palavras de origem indígena ou africana: xangô,
xará, xavante, xingar, xique-xique, abacaxi;
b) depois de ditongo: peixe, frouxo, faixa;
c) normalmente depois da sílaba inicial EN (exceto nos
casos em que se aplica a regra palavra originária /
palavra derivada):enxame, enxoval, enxada,
enxaqueca;
d) após sílaba inicial ME-: mexer, mexilhão, mexicano,
mexerico, mexerica. ATENÇÃO!!!
A palavra mecha é exceção.

Usa-se CH após sílaba inicial EN- + palavra iniciada por CH: encharcado
(charco), encher (cheio).
COM X OU CH
COM X OU CH
COM X OU CH
Uso do J ou G:
Substantivos terminados em -agem, -igem,
-ugem.
Exemplos: bagagem, ferrugem.
CUIDADO: pajem, lambujem.
Palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio,
-ógio, -úgio.
Exemplo: pedágio.
Verbos terminados em –jar.
Exemplo: arranjar.
Palavras de origem tupi, africana, árabe e
exótica.
Exemplos: Moji, jiboia.
Palavras derivadas de outras que
USO DO J
a) nas flexões dos verbos que possuem J no radical:
viajar (verbo) – que ela viaje, velejar (verbo) – eu
velejei;
b) nas palavras de origem indígena, africana e árabe:
pajé, jiboia, berinjela, cafajeste, jequitibá;
c) nas palavras derivadas daquelas que possuem J no
radical: lisonja – lisonjeado, gorja – gorjeta;
d) nas palavras de origem latina: majestade, injetar,
objeto, hoje.
Formaçã
o de
palavras
ESTRUTURA DAS PALAVRAS
 
A palavra é subdivida em partes
menores, chamadas de elementos
mórficos.

Exemplos:
gatinho = gat + inh + o
Infelizmente = in + feliz + mente
 
ELEMENTOS
MÓRFICOS
Os elementos mórficos são:
 
1. Radical;
2. Vogal temática;
3. Tema;
4. Desinência;
5. Afixo;
6. Vogais e consoantes de ligação.
RADICAL
  O significado básico da
palavra está contido nesse
elemento; a ele são
acrescentados outros
elementos.
Exemplos:
pedra, pedreiro, pedrinha.
VOGAL TEMÁTICA VERBAL
Tem como função preparar o radical para ser
acrescido pelas desinências e também indicar a
conjugação a que o verbo pertence.
 
Exemplo: cantar, vender, partir.
 
OBSERVAÇÃO:
 Nem todas as formas verbais possuem a vogal
temática.
 
Exemplo: parto (radical + desinência)
TEMA

É o radical com a presença


da vogal temática.
 
Exemplo: choro, canta.
DESINÊNCIAS
São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem
apresentar. São subdivididas em:
DESINÊNCIAS NOMINAIS;
DESINÊNCIAS VERBAIS.
 
DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de
gênero são a e o; as desinências de número são o s para o plural e o singular
não tem desinência própria.
 
Exemplo: gat + o
         Radical desinência nominal de gênero
 
      Gat + o + s
Radical d.n.g d.n.n
 
d.n.g » desinência nominal de gênero
d.n.n » desinência nominal de número
DESINÊNCIAS VERBAIS

Indicam o modo, número, pessoa e tempo dos


verbos.

Exemplo:
cant + á + va + mos
       Radical  v.t  d.m.t  d.n.p
 
v.t » vogal temática
d.m.t » desinência modo-temporal
d.n.p » desinência número-pessoal
 
AFIXOS
São elementos que se juntam aos radicais para
formação de novas palavras. Os afixos podem ser:
 

PREFIXOS – quando colocado antes do radical;


SUFIXOS – quando colocado depois do radical
 
Exemplo:
 
Pedrada.
Inviável.
Infelizmente
VOGAIS E CONSOANTES DE
LIGAÇÃO

São elementos que são inseridos


entre os morfemas (elementos
mórficos), em geral, por motivos
de eufonia, ou seja, para facilitar a
pronúncia de certas palavras.
 

Exemplo: silvícola, paulada, cafeicultura.


 

PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS


PALAVRAS
 

Inicialmente observemos alguns conceitos sobre


palavras primitivas e derivadas e palavras simples e
compostas:
 

PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são


formadas a partir de outras.
Exemplo: pedra, casa, paz, etc.
 
PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a
partir de outras já existentes.
 Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro
(derivada de ferro).
 
PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que
 
possuem apenas um radical.
 
Exemplo: cidade, casa, pedra.
 
PALAVRAS COMPOSTAS - são palavras que
apresentam dois ou mais radicais.
 
Exemplo: pé-de-moleque, pernilongo, guarda-
chuva.
 
Na língua portuguesa existem dois processos
de formação de novas palavras: derivação e
composição.
 
DERIVAÇÃO
É o processo pelo qual palavras novas
(derivadas) são formadas a partir de outras que
já existem (primitivas). Podem ocorrer das
seguintes maneiras:

1. Prefixal;
2. Sufixal;
3. Parassintética;
4. Regressiva;
5. Imprópria.
1. PREFIXAL – processo de derivação
pelo qual é acrescido um prefixo a
um radical.
 
Exemplo: desfazer, inútil.
Vejamos alguns prefixos latinos e
gregos mais utilizados:
 
2. SUFIXAL – processo de derivação
pelo qual é acrescido um sufixo
(NOMINAL OU VERBAL) a um radical.
 Exemplos:
Pedreiro
Livraria
Civilizar
 
 
3. PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é
acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical.

Exemplos: a + noit + ecer = ANOITECER

PREFIXO RADICAL SUFIXO

per + noit + ar. = PERNOITAR


 
OBSERVAÇÃO :
 Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo, mas não são formadas
por parassíntese. Para que ocorra a parassíntese é necessários que o
prefixo e o sufixo juntem-se ao radical ao mesmo tempo. Para verificar tal
derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra deixar
de ter sentido, então ela foi formada por derivação parassintética. Caso a
palavra continue a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo ou do
sufixo, ela terá sido formada por derivação prefixal e sufixal.
4. REGRESSIVA - processo de derivação em que
são formados substantivos a partir de verbos.
 
Exemplos:
Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar)
O debate foi longo. (do verbo debater)
 
5.IMPRÓPRIA - processo de
derivação que consiste na
mudança de classe gramatical da
palavra sem que sua forma se
altere.
 
Exemplo: O jantar estava ótimo
 
COMPOSIÇÃO
 
É o processo pelo qual a palavra é
formada pela junção de dois ou mais
radicais. A composição pode ocorrer de
duas formas:
 
POR JUSTAPOSIÇÃO
POR AGLUTINAÇÃO.
 
JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas
palavras e continua a serem faladas (escritas) da
mesma forma como eram antes da composição.
 
Exemplo: girassol (gira + sol), pé-de-moleque (pé +
de + moleque)
 
AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo
menos uma das palavras seja na grafia ou na
pronúncia.
 
Exemplo: planalto (plano + alto)
 Além da derivação e da composição existem outros
tipos de formação de palavras que são hibridismo,
abreviação e onomatopéia.
PROVA ESPCEX
e

2018
ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO
 
É a forma reduzida apresentada por algumas
palavras:
  Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma),
moto (motocicleta).
 
HIBRIDISMO
  É a formação de palavras a partir da junção de
elementos de idiomas diferentes.
  Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel –
latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego).
 

ONOMATOPEIA
 

Consiste na criação de palavras através da

tentativa de imitar vozes ou sons da natureza.


 
Exemplos:

fonfom
cocoricó
tique-taque
boom!.
 
 
Classes
de
palavras
N u m e r
SUBSTANTIVO
S
Palavra que dá nome aos seres em geral,
podendo nomear também ações, conceitos
físicos, afetivos e socioculturais, entre
outros que não podem ser considerados
“seres” no sentido literal da palavra;

Classificações:
Simples e composto
Primitivo e derivado
COLETIVO
CLASSIFICAÇÕES
QUANTO AO GÊNERO
Biforme – duas formas: uma para o
masculino e outra para o feminino.
Exemplo – menino e menina
Uniforme – uma forma para ambos
os gêneros

Epicenos
Comuns de dois gêneros
ARTIGO
Palavra que se coloca antes ou depois do
substantivo para determiná-lo de modo
particular (definido) ou geral (indefinido);

Expressa características, qualidades e


estados.
ADJETIVO
ADJETIVO
ADJETIVO

eia
ARTIGO
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
dos seres. Por exemplo: meio, terço, dois quintos, etc.

Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres,


indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. Por
exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Flexão
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas
em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas,
etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em
número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais
são invariáveis. Os numerais ordinais variam em gênero e
número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésimas
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
atuam em funções substantivas:
Por exemplo:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de
produção.

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais


flexionam-se em gênero e número:
Por exemplo:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e


número. Observe:
um terço/dois terços
PRONOME
S
É a palavra que acompanha ou
substitui o substantivo, indicando
sua posição em relação às
pessoas do discurso ou mesmo
situando-o no espaço e no tempo.
OS PRONOMES PODEM SER:

•substantivos: são aqueles que


tomam o lugar do substantivo.
 
Ela era a mais animada da festa.

•adjetivos: são aqueles que


acompanham o adjetivo.
 
Minha bicicleta quebrou.
 
LASSIFICAÇÃO DOS PRONOME

•Pronome pessoal
•Pronome
possessivo
•Pronome
demonstrativo
•Pronome relativo
•Pronome
Pronome pessoais
Os pronome pessoais são aqueles que
indicam as pessoas do discurso.
Dividem-se em retos que exercem a
função de sujeito e os oblíquos que
exercem a função de complemento.
Número 1ª pessoa 2ª pessoa 3ª pessoa
RETOS
Singular *Eu *Tu (você) Ele
Plural Nós Vós (Vocês) Eles
EXERCEM A FUNÇÃO DE SUJEITO / PODEM EXERCER A
FUNÇÃO DE COMPLEMENTO
QUADRO DOS PRONOMES PESSOAIS

NÚMERO PESSOA CASO RETO PRONOMES OBLÍQUO

ÁTONOS TÔNICOS
SEM/PREP COM/PREP

1ª EU ME MIM, COMIGO

SINGULAR 2ª TU TE TI, CONTIGO

3ª ELE O, A, LHE, SE SI, CONSIGO

NÓS,
1ª NÓS NOS CONOSCO
VÓS,
PLURAL 2ª VÓS VOS CONVOSCO
OS, AS, LHES
3ª ELES SE SI, CONSIGO.
Emprego dos pronomes pessoais

Os pronomes pessoais retos funcionam como


sujeitos de frases:
 
Eu vou à loja, talvez ele esteja lá.

Retos: Eu, tu, ele, nós, vós, eles.


 
.Os pronomes pessoais retos nunca aparecem
depois de uma preposição. Torna-se
obrigatório o uso dos pronomes oblíquos:
 
Entre mim e ti há uma distância enorme.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser
átonos ou tônicos.

•São pronomes oblíquos átonos:


me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes.
Os pronomes pessoais oblíquos átonos, com
formas verbais:
  A mãe esperava-o ansiosa

•São pronomes oblíquos tônicos:


mim, ti, ele, ela, si, nos, vos, eles, elas.
 
Os pronomes pessoais oblíquos tônicos são
usados com preposição:
A mãe ansiosa esperava por mim.
EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS

•Os pronomes oblíquos átonos o, a, os, as exercem a


função de objeto direto: 

A enfermeira examinou o garoto. Objeto direto


A enfermeira examinou-o
(quem examina, examina alguma coisa – VTD)

•Os pronomes oblíquos átonos lhe, lhes exercem a


função de objeto indireto.
O garçom oferece-lhe bebida.
(quem oferece, oferece alguma coisa a alguém)
preposição
•Antes de verbo no infinitivo só usamos eu e
tu, jamais mim e ti.

Fizeram de tudo para eu me emocionar.  


Fizeram de tudo para tu comprares a casa.

Nos casos acima os pronomes “eu e tu” são


sujeitos dos verbos emocionar e comprares.

Obs: Os pronomes retos “eu e tu” nunca


serão complementos, mesmo regidos
de preposição.
COLOCAÇÃO
PRONOMINAL
COLOCAÇÃO
PRONOMINAL
Os pronomes oblíquos átonos
são: me, te, se, nos, vos, lhe,
lhes.
Na frase, esses pronomes podem,
dependendo de certos fatores, aparecer
em três diferentes posições em
relação ao verbo: antes, no meio ou
depois.
Regras
para a
Próclise
PRÓCLIS
E
 Quando o pronome está antes do verbo.
1. Usa-se a próclise quando há palavras que, por eufonia “atraem”
o pronome para antes do verbo. São elas:
a) Palavras de sentido negativo (não, nada, nem, nunca...)
Ex.: Nada nos preocupava naquele tempo.

b) Advérbios, não seguido de vírgula (hoje, aqui, sempre, talvez,


muito, etc.)
Ex.: Hoje me arrependo do que fiz.
c) Conjunções subordinativas (que, quando, embora, se, como, para que,
etc).
Ex.: Embora me sinta culpado, não pedirei desculpas.
d) Os seguintes pronomes:
* Relativos (que, que, quais, onde, qual,
etc.)
Ex.: Ficamos em uma colina de
onde se avistava
*Indefinidos: o mar. muitos, todos,
(alguém,
poucos, etc.)
Ex.: Todos me deram apoio.
* Demonstrativos:Alguém meesta,
(este, telefonou?
aquele,
aquilo etc.)
Ex.: Aquilo lhe fez muito bem.
Isto me pertence.
2. A próclise é também usada em
frases interrogativas, exclamativas
e optativas (frases que exprimem
desejo).
Ex.: Quem lhe entregou a carta? (frase
interrogativa)
Quanta mentira se disse a respeito dela!
(frase exclamativa)
Deus nos proteja daquele maluco! (frase
3. Também se usa próclise em frases com a
optativa)
preposição em + verbo no gerúndio.
Ex.: Em se tratando de educação, ele é
realista.
4. Em frases com preposição + infinitivo
flexionado (isto é, conjuga-do.
Ex.: A situação levou-os a se posicionarem
contra a greve.
Casos facultativos de
Pode-se utilizar tantopróclise
a próclise quanto a ênclise:
1. Com pronomes pessoais do caso reto (eu,
tu etc.), desde que não precedidos de palavra
atrativa.
Ex.: Eu lhe obedeço. (próclise)
Eu obedeço-lhe. (ênclise)
Espero que ele nos apóie. (só é possível
b) Com infinitivo não flexionado precedido de
a próclise)
preposição ou palavra negativa.
Ex.: Vim para te apoiar. (próclise)
Vim para apoiar-te. (ênclise)
Espero não o encontrar. (próclise)
Espero não encontrá-lo. (ênclise)
MESÓCLISE
Quando o pronome está no meio do
verbo.
Essa colocação pronominal é obrigatória
quando o verbo está no futuro do presente ou
noEx.:
futuro do pretérito.
Entregar-te-ei os documentos hoje.
Dar-lhe-iam uma nova oportunidade?
Observaç
ãoHavendo
1ª) : palavra que exija próclise, essa
colocação prevalece sobre a mesóclise. Ex.: Não te
entregarei os documentos
2ª) Se o verbo no futurohoje.
não iniciar a oração, a
mesóclise é opcional.
Ex.: Seus amigos lhe dariam nova oportunidade.
ou
Seus amigos dar-lhe-iam nova oportunidade.
ÊNCLISE
 Quando o pronome está depois do verbo.
 É a colocação normal do pronome na
língua culta.
A ênclise é usada principalmente nos
seguintes casos:
1. Quando o verbo inicia a oração. (a não
ser sob licença poética, não se devem
iniciar orações com pronomes oblíquos)

Ex.: Entregou-me os documentos hoje.


ÊNCLISE
2. Com o verbo no imperativo
afirmativo
Ex.: Por
3. Quando favor, diga-nos
o verbo o que
está no infinitivo
aconteceu.
impessoal;
4. Quando o verbo está no gerúndio
(sem a preposição em)
Os pronomes oblíquos átonos o, a, os, as
assumem as formas lo, la, los, las quando
estão ligados a verbos terminados em r, s
ou z.

Nesse caso, o verbo perde sua última


letra e a nova forma deverá ser
acentuada 
de acordo com as regras de
acentuação da língua.

Por exemplo:
"tirar-a" torna-se "tirá-la";
"faz-os" torna-se "fá-los";
Pronomes Possessivos
São aqueles que indicam posse, em relação às três pessoas do
discurso. São eles: meu(s),minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s),
nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s).

Empregos dos pronomes possessivos


O emprego dos possessivos de terceira pessoa seu, sua, seus, suas
pode dar duplo sentido à frase (ambiguidade). Para evitar isso,
coloca-se à frente do substantivo dele, dela, deles, delas, ou troca-se
o possessivo por esses elementos.

Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com seus


documentos. De quem eram os documentos? Não há como saber.
Então a frase está ambígua. Para tirar a ambigüidade, coloca-se,
após o substantivo, o elemento referente ao dono dos documentos:
se for Joaquim: Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com
seus documentos dele; se for Sandra: Joaquim contou-me que
Sandra desaparecera com seus documentos dela. Pode-se, ainda,
eliminar o pronome possessivo: Joaquim contou-me que Sandra
desaparecera com os documentos dele (ou dela).

É facultativo o uso de artigo diante dos possessivos.


Ex.• Trate bem seus amigos. ou Trate bem os seus amigos.

Não se devem usar pronomes possessivos diante de partes do


próprio corpo
Ex. • Amanhã, irei cortar os cabelos. (meus)
• Vou lavar as mãos. (minhas)
• Menino! Cuidado para não machucar os pés! (seus)
Pronomes Demonstrativos
Pronomes demonstrativos são aqueles que situam os seres
no tempo e no espaço, em relação às pessoas do discurso.
São os seguintes:
Este, esta, isto: são usados para o que está próximo da
pessoa que fala e para o tempo presente.

Este chapéu que estou usando é de couro.( próximo a 1ª


pessoa)
Este ano está sendo cheio de surpresas. (presente)
Esse, essa, isso: são usados para o que está próximo da pessoa
com quem se fala, para o tempo passado recente e para o futuro.
Ex. Esse chapéu que você está usando é de couro?
2003. Esse ano será envolto em mistérios.
Em novembro de 2001, inauguramos a loja. Até esse mês, nada
sabíamos sobre comércio.
Aquele, aquela, aquilo: são usados para o que está distante da
pessoa que fala e da pessoa com quem se fala e para o tempo
passado remoto.
Ex. Aquele chapéu que ele está usando é de couro?
Em 1974, eu tinha 15 anos. Naquela época, Londrina era uma
cidade pequena.

***Outros usos dos demonstrativos


Em uma citação oral ou escrita, usa-se este, esta, isto para o que
ainda vai ser dito ou escrito, e esse, essa, isso para o que já foi
dito ou escrito.
Pronomes Indefinidos

Os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do


discurso de uma maneira vaga, imprecisa, genérica.

São eles: alguém, ninguém, tudo, nada, algo, cada, outrem,


mais, menos, demais, algum, alguns, alguma, algumas,
nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas, todo, todos, toda,
todas, muito, muitos, muita, muitas, bastante, bastantes,
pouco, poucos, pouca, poucas, certo, certos, certa, certas,
tanto, tantos, tanta, tantas, quanto, quantos, quanta,
quantas, um, uns, uma, umas, qualquer, quaisquer além
das locuções pronominais indefinidas cada um, cada qual,
quem quer que, todo aquele que, tudo o mais...
Usos de alguns pronomes indefinidos

Todo - deve ser usado com artigo, se significar inteiro e o


substantivo à sua frente o exigir; caso signifique cada ou
todos não terá artigo, mesmo que o substantivo exija.
Ex. • Todo dia telefono a ela. (Todos os dias)
• Fiquei todo o dia em casa. (O dia inteiro)
• Todo ele ficou machucado. (Ele inteiro, mas a palavra ele
não admite artigo)

Todos, todas - devem ser usados com artigo, se o substantivo


à sua frente o exigir.
Ex. • Todos os colegas o desprezam.
• Todas as meninas foram à festa.
• Todos vocês merecem respeito.
Algum - tem sentido afirmativo, quando usado antes do
substantivo; passa a ter sentido negativo, quando estiver depois do
substantivo.
Ex. • Amigo algum o ajudou. (Nenhum amigo)
• Algum amigo o ajudará. (Alguém)

Certo - será pronome indefinido, quando anteceder substantivo e


será adjetivo, quando estiver posposto a substantivo.
Ex. • Certas pessoas não se preocupam com os demais.
• As pessoas certas sempre nos ajudam.

Qualquer - não deve ser usado em sentido negativo. Em seu


lugar, deve-se usar algum, posteriormente ao substantivo, ou
nenhum. Ex.• Ele entrou na festa sem qualquer problema. Essa
frase está inadequada gramaticalmente. O adequado seria
• Ele entrou na festa sem problema algum.
• Ele entrou na festa sem nenhum problema
Pronomes Interrogativos

São os pronomes que, quem, qual e quanto


usados em frases interrogativas diretas ou
indiretas.
Ex. • Que farei agora? - Interrogativa direta.
• Quanto te devo, meu amigo? -
Interrogativa direta.
• Qual é o seu nome? - Interrogativa direta.
• Não sei quanto devo cobrar por esse
trabalho. - Interrogativa indireta.
Pronomes Relativos

Que - deve ser utilizado com o intuito de substituir um


substantivo (pessoa ou "coisa"), evitando sua repetição.
Na montagem do período, deve-se colocá-lo
imediatamente após o substantivo repetido, que passará
a ser chamado de elemento antecedente.

Ex: nas orações Roubaram a peça. A peça era rara no


Brasil há o substantivo peça repetido.
Pode-se usar o pronome relativo que e, assim, evitar a
repetição de peça. O pronome será colocado após o
substantivo. Então teremos Roubaram a peça que... . Este
“que” está no lugar da palavra peça da outra oração. Deve-se,
agora, terminar a outra oração: ...era rara no Brasil, ficando
Roubaram a peça que era rara no Brasil.

Outro exemplo:
01) Encontrei o garoto. Você estava procurando o garoto.
• Substantivo repetido = garoto
• Colocação do pronome após o substantivo = Encontrei o
garoto que ...
• Restante da outra oração = ... você estava procurando.
• Junção de tudo = Encontrei o garoto que você estava
procurando.
O Pronome Relativo Cujo

Este pronome indica posse (algo de alguém).


Na montagem do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o
possuído (alguém cujo algo)

Ex: Antipatizei com o rapaz. Você conhece a namorada do rapaz. o


substantivo repetido rapaz possui namorada. Deveremos, então usar o
pronome relativo cujo, que será colocado entre o possuidor e o
possuído: Algo de alguém = Alguém cujo algo.

Então, tem-se a namorada do rapaz = o rapaz cujo a namorada. Não se


pode, porém, usar artigo (o, a, os, as) depois de cujo. Ele deverá contrair-
se com o pronome, ficando: cujo + o = cujo; cujo + a = cuja cujo + os =
cujos; cujo + as = cujas. Então a frase ficará o rapaz cuja namorada.
Somando a duas orações, tem-se

Antipatizei com o rapaz cuja namorada você conhece.


Verbo, advérbio,
preposição, conjunção e
Verbos
Palavra que indica ação, praticada
ou sofrida pelo sujeito, fato, de
que o sujeito participa ativamente,
estado ou qualidade do sujeito,
ou fenômeno da natureza.
VERBOS
1. TIPOS DE VERBOS
2. MODOS
3. TEMPOS
4. VOZES
5. FORMAS NOMINAIS
6. LOCUÇÕES VERBAIS
1 - TIPOS DE
VERBOS
Os verbos se classificam em:
• Principal e Auxiliar
• De Ação e De Ligação
• Regular e Irregular
• Defectivo
• Anômalos
• Abundantes
• Pronominais
• Transitivo e Intransitivo
PRINCIPAL E
AUXILIAR
O verbo principal, quando acompanhado
de verbo auxiliar, é expresso numa das
formas nominais: infinitivo, gerúndio ou
particípio.
Por exemplo: 
Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar)    (verbo principal no
infinitivo)
Os auxiliares são aqueles que entram na
formação dos tempos compostos e das
locuções verbais.
AÇÃO E LIGAÇÃO
Verbo de ação: como o próprio nome já diz, exprimem
ação, praticantes de ação. Ex.: Maria comprou um carro.
João caiu. Leandro correu rapidamente até a padaria.
Eles podem ser gesticularizados pelo nosso corpo

Verbos de ligação: Não é possível fazer esta


gesticularização com o nosso corpo, pois são verbos que
não praticam ação, e sim estado, estado permanente,
transitório, continuidade ou mudança de estado etc...
Ex.: Maria está bem. (estado transitório) O pássaro está
feliz. (estado transitório) A mulher anda preocupada. (não
é a ação de andar) Ela vive alegre. (estado permanente)
REGULAR E
IRREGULAR
Regulares: são aqueles cuja flexão não provoca alterações
no radical, utiliza sempre os mesmos morfemas para indicar que
está em determinada pessoa, número, tempo e modo. Exemplos:

Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no


radical ou nas desinências. Exemplo: faço     fiz      farei     fizesse
ANÔMALOS
 São aqueles que durante a conjugação apresentam transformações
profundas no radical.

 Os verbos SER e IR são os únicos verbos irregulares chamados de


anômalos.

 No verbo SER, existem radicais diferentes: sou, és, era, fui...

 O mesmo acontece com o verbo IR, que apresenta as formas vou,


fui e irei.
DEFECTIVO
S
Defectivos: são aqueles que não apresentam
conjugação completa. Classificam-se em impessoais,
unipessoais e pessoais.

Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.


Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular.

a) haver, quando sinônimo de existir. Por exemplo:


Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo). Por
exemplo: Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da
natureza: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
amanhecer, escurecer, etc. 
DEFECTIVOS
Unipessoais: são
aqueles que, tendo sujeito, conjugam-
se apenas  nas terceiras pessoas do singular e do
plural. Entre os unipessoais estão os verbos que
significam vozes de animais, como: bramar
(tigre), bramir (crocodilo), cacarejar (galinha),
coaxar (sapo), cricrilar (grilo)

Pessoais: não
apresentam algumas flexões por
motivos morfológicos ou eufônicos.
abolir, banir, colorir, extorquir (não
Por exemplo:
têm a 1ª pessoa do singular do presente do
indicativo); falir, precaver, reaver (no presente do indicativo só têm 1ª
e 2ª pessoas do plural – nós, vós – ) - nós falimos, vós falis; nós reavemos, vós
reaveis.
ABUNDANTES
São aqueles que apresentam mais de uma forma em uma mesma
flexão. Isso ocorre geralmente no particípio, que tem uma forma
regular e uma forma irregular (ou forma curta):

INFINITIVO PARTICÍPIO PARTICÍPIO


REGULAR IRREGULAR
(ser e estar)
aceitar aceitado Aceito, aceite
acender acendido aceso
eleger elegido eleito
entregar entregado entregue
enxugar enxugado enxuto
extinguir extinguido extinto
imprimir imprimido impresso
isentar isentado isento
EMPREGO DO VERBO
ABUNDANTE
 Normalmente, usa-se o particípio regular com os verbos auxiliares
ter e haver .
Ex.
Ainda não havia expressado minha gratidão.
verbo HAVER + particípio regular

 A forma curta (irregular) é usada com os verbos ser e estar.


Ex.
Minha gratidão não será expressa por palavras.
verbo SER + particípio irregular (forma curta)
EMPREGO DO VERBO
ABUNDANTE
Particípio regular: TER Particípio curto: SER e
e HAVER ESTAR

Eu já havia limpado a A cozinha foi limpa por mim.


cozinha.

A fogueira de São João foi


A cozinheira tinha acendido acesa pelos rapazes da
o forno. festa.
O diretor tinha suspendido o O aluno foi suspenso pelo
aluno. diretor
•Atenção:
1)Não existe a forma chego (de chegar), apenas
chegado (verbo regular).
Ex. Eu tinha chegado quando você saiu.
tinha chego ( não existe)
 Embora a norma culta não recomende, na
linguagem cotidiana há preferência pelas formas
curtas de certos verbos.
 É o caso de pago, gasto, e ganho, usados com

qualquer auxiliar (eu tinha pago, tinha ganho) e de


pego (do verbo pegar) que, mesmo não sendo uma
forma recomendada pelos gramáticos
tradicionais, é consagrada pelo uso.
Ex. O rapaz tinha pago a conta ao padeiro.
A conta foi paga pelo rapaz.
PRONOMINAI
S
TRANSITIVO E
INTRANSITIVO
•Verbos intransitivos- os que tem o sentido completo.
As crianças brincam.
•Verbos transitivos:
• Diretos- precisam, geralmente, de um complemento direto para
completar o seu sentido. Perguntas feitas ao verbo: o quê ? e
quem ?
A criança lê uma história.
Objeto direto
Indiretos- precisam, geralmente, de um complemento indireto
para completar o seu sentido. Qualquer outra pergunta feita ao
verbo.
A professora sorri aos alunos.
Objeto
indireto
FLEXÃO DE MODO
Modo verbal é a maneira pela qual o falante expressa sua atitude
em relação ao que diz. São três os modos.

 Indicativo – expressa certeza, o que expressa que algo


seguramente vai acontecer. Eu leio todos os dias.

 Subjuntivo – expressa dúvida, incerteza, hipóteses, ou a


possibilidade de algo vir a acontecer.
Ex: Meus pais querem que eu leia todos os dias.

 Imperativo – expressa o modo geralmente empregado para


exortar o interlocutor, fazer um pedido, persuadir, dar ordem,
conselho. Ex: Leia todos os dias, mesmo que seja um pouco.
CONJUGAÇÃO VERBAL
Existem 3 conjugações verbais:
1ª que tem como vogal temática o ''a'‘ - Ex: cantar, pular, sonhar
2ª que tem como vogal temática o ''e'‘ - Ex: vender, comer, chover,
sofrer
3ª que tem como vogal temática o ''i'‘ - Ex: partir, dividir, sorrir,
abrir etc....
Exemplos:
1º CONJUGAÇÃO 2º CONJUGAÇÃO 3º CONJUGAÇÃO
verbos terminados verbos terminados em verbos terminados em
em AR ER IR

cantar vender partir


amar chover sorrir
sonhar sofrer abrir
OBS: O verbo pôr, assim como seus derivados (compor, repor,
depor, etc.), pertence à 2º conjugação, porque na sua forma antiga a
sua terminação era em er: poer. A vogal “e”, apesar de haver
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas de verbo:
põe, pões, põem etc.

Pessoas:
1ª, 2ª e 3ª pessoa são abordadas em 2 situações:
singular e plural.

Primeira pessoa do singular - eu  ex: eu canto


Segunda pessoa do singular - tu  ex: tu cantas
Terceira pessoa do singular - ele  ex ele: canta
Primeira pessoa do plural - nós   ex: nós cantamos
Segunda pessoa do plural - vós   ex: vós cantais
Terceira pessoa do plural - eles   ex: eles cantam
ESQUEMA DE CONJUGAÇÃO VERBAL
PRESENTE
PERFEITO
TEMPOS PRETÉRITO IMPERFEITO
MAIS QUE
PERFEITO
MODO
INDICATIVO

PRESENTE
FUTURO
PRETÉRITO
PRESENTE

MODO TEMPOS
SUBJUNTIVO PRETÉRITO
IMPERFEITO

FUTURO

AFIRMATIVO
IMPERATIVO
NEGATIVO

FORMAS NOMINAIS GERÚNDIO, INFINITIVO E PARTICÍPIO.


TEMPOS VERBAIS

FLEXÃO DE TEMPO NO MODO INDICATIVO

PRESENTE – expressa uma ação que está ocorrendo no momento


da fala, ou ação que repete ou perdura.
Ex: Nós moramos aqui. / Essas frutas são muito nutritivas.

PRETÉRITO (PASSADO) – subdivide-se em três tempos distintos.

PERFEITO – transmite a ideia de uma ação completa e concluída.


Ex: Eu joguei bola ontem.
PRETÉRITO IMPERFEITO – transmite a ideia de um tempo
habitual ou contínuo, no passado. Ex: Ele sempre me visitava aos
domingos.

Também pode transmitir a ideia de algo que vinha acontecendo,


mas foi interrompida por outra ação.
Ex: Nós fechamos a porta quando as visitas chegaram.

PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO – uma ideia de uma ação


ocorrido no passado, mas que é anterior a outra ação, também
passada. Ex: Quando ele chegou, eu já fizera minha lição.

*** Observe que o pretérito mais que perfeito se relaciona com o


perfeito.
O FUTURO DO INDICATIVO SUBDIVIDE-SE EM DOIS
TEMPOS:

FUTURO DO PRESENTE – expressa uma ideia que ocorrerá no


futuro em relação ao tempo atual. Ex: Eu irei à praia amanhã. /
Faremos nosso trabalho semana que vem.

FUTURO DO PRETÉRITO - expressa a ideia de uma ação que


ocorreria desde que certa ação tivesse sido atendida.
Ex: Eu iria a praia, se estivesse em férias.

TEMPOS NO MODO SUBJUNTIVO

PRESENTE - indica um fato incerto no presente ou exprime um


desejo, sendo empregado normalmente depois de expressões como:
convém que, é necessário que, é possível que, tomara que, talvez.
Ex: Talvez eu faça um curso de inglês esse ano.
PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO - indica um fato
incerto ou improvável ou um fato que poderia ter ocorrido
mediante certa condição. Ex: Se ele pensasse no futuro, estudaria
mais.

FUTURO DO SUBJUNTIVO – expressa a ideia de um


acontecimento possível no futuro.
Ex: Quando ele chegar, iniciaremos a reunião.

OS VERBOS APRESENTAM FORMAS NOMINAIS QUE NÃO


PODEM EXPRIMIR NEM TEMPO NEM MODO. SÃO TRÊS AS
FORMAS; INFINITIVO, GERÚNDIO E PARTICÍPIO.
Exemplos:
Ela estava apaixonada pelo seu melhor
amigo.
Terminado o julgamento, o réu
Onde se realizam os casamentos.
MODELO DE CONJUGAÇÃO DO VERBO REGULAR - AMAR

Verbo Amar...
Indicativo

Presente Pretérito perfeito Pretérito imperfeito

eu amo eu amei eu amava

tu amas tu amaste tu amavas

ele/ela ama ele/ela amou ele/ela amava

amámos /
nós amamos nós nós amávamos
amamos

vós amais vós amastes vós amáveis

eles/elas amam eles/elas amaram eles/elas amavam


Pret. mais-que-
Futuro Condicional
perfeito

Futuro do presente Futuro do pretérito

eu amara eu amarei eu amaria

tu amaras tu amarás tu amarias

ele/ela amara ele/ela amará ele/ela amaria

amáramo amaremo amaríamo


nós nós nós
s s s

vós amáreis vós amareis vós amaríeis

eles/elas amaram eles/elas amarão eles/elas amariam


Subjuntivo
Presente Pretérito imperfeito Futuro
quando
que eu ame se eu amasse amar
eu
que tu ames se tu amasses quando tu amares
que quando
ame se ele/ela amasse amar
ele/ela ele/ela
amássem quando
que nós amemos se nós amarmos
os nós
quando
que vós ameis se vós amásseis amardes
vós
que se quando
amem amassem amarem
eles/elas eles/elas eles/elas
 
Imperativo
afirmativo negativo Infinitivo pessoal
– – para amar eu
ama tu não ames tu para amares tu
ame você não ame você para amar ele/ela
amemos nós não amemos nós para amarmos nós
amai vós não ameis vós para amardes vós
para amarem
amem vocês não amem vocês
eles/elas
MODO IMPERATIVO SE DIVIDE EM
AFIRMATIVO E NEGATIVO.

Imperativo afirmativo -

Presente do Indicativo Imperativo Presente do


Afirmativo Subjuntivo

Eu canto --- Que eu cante


Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós
cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Imperativo negativo - Para se formar o imperativo negativo, basta
antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante (não tem)


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem vocês
ATENÇÃO: No modo imperativo não faz sentido usar na
3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma
ordem, pedido ou conselho só se aplicam diretamente à
pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se
você/vocês.
ADVÉRBIO
Advérbio é a
classe de
palavras que
modifica o
sentido dos
verbos,
adjetivos e
outros
advérbios.
CLASSIFICAÇÃO
DO ADVÉRBIO
Afirmação
sim, deveras,
certamente,efetivamente,
incontestavelmente, realmente...

Dúvida
talvez, decerto, porventura,
acaso, provavelmente, ...
CLASSIFICAÇÃO DO
ADVÉRBIO
 
  Intensidade
muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, tanto,
tão, quão, meio, todo, demasiadamente...

Lugar
aqui, lá, aí, perto, longe, atrás, abaixo, dentro, fora,
além, aquém, adiante ...
CLASSIFICAÇÃO DO
ADVÉRBIO
Modo
bem, mal, assim, apenas, depressa, devagar e os terminados em –
mente: calmamente, tristemente...

Negação - não, absolutamente.

Tempo
hoje, amanhã, ontem,breve, logo, antes, depois,agora, já, sempre,
nunca, jamais, cedo, tarde,outrora, diariamente, antigamente...
LOCUÇÃO ADVERBIAL
São duas ou mais palavras que
exercem função de advérbio,
exprimindo também circunstância
de lugar, tempo, modo, causa...
Exemplos:
Em Pernambuco, as mudanças
começaram em 1984.
Ela mora no ar.
CONJUNÇÃO
É uma palavra invariável que liga:

Duas orações;

Duas palavras de mesma


função em uma oração.
Conjunções
subdividem-se:

Conjunções Coordenativas ligam


palavras ou orações.

Conjunções Subordinativas inserem


uma oração na outra, estabelecendo
entre elas uma relação de
dependência sintática.
As Conjunções Coordenativas
classificam-se em:
Aditivas
Relações que estabelecem: adição, soma
Principais Conjunções: e, nem (e não)

Ex: Telefonei para ele e já dei seu recado.

Adversativas
Relações que estabelecem: oposição, contraste

Principais Conjunções: mas, porém, todavia, contudo

Ex: Gostaria de ir à festa, mas estou doente.


Alternativas
Relações que estabelecem: separação, exclusão
Principais Conjunções: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer

Ex: Ora estuda piano, ora estuda flauta.

Conclusivas
Relações que estabelecem: conclusão
Principais Conjunções:logo, pois, portanto, por isso
Ex: Não estudou com disciplina, portanto provavelmente
será aprovado.
Explicativas

Relações que estabelecem: explicação, justificativa

Principais Conjunções: que, porque, porquanto, pois

Ex: Vamos embora, pois já é tarde.

Todas elas ligam dois termos ou


duas orações e estabelecem entre
esses termos ou orações um tipo de
relação.
AS CONJUNÇÕES SUBORDINADAS
CLASSIFICAM-SE EM:
1- Integrantes (que/ se) – fazem parte da
regência de um verbo ou nome; integram uma
oração substantiva.
EX: Eu disse que ele viria.
2- Causais ( porque, que, pois, visto que, já
que, uma vez que) exprimem causa/razão.
Ex: Como ela gritou não disse nada.
3- Comparativa ( como, mais que, pior que,
melhor que...) comparação.
Ex: João teimou como um burro.
4- Concessivas (embora, se bem que,
mesmo que, ainda que, conquanto...) – fato
contrário da oração principal.
Ex: Vou ao baile, mesmo que chova.
6- Conformativas (segundo, conforme,como)
concordância/conformidade.
Ex: Conforme lhe disse, viajarei amanhã.
7- Consecutivas ( que – acompanhado de
tão...que, tanto...que, tamanho...que,
tal...que) consequência/efeito.
Ex: Ela comeu tanto que passou mal.
8- Temporais (quando, mal, logo que, sempre
que, assim que...) tempo.
Ex: Mal o filme começara, ela sentiu-se mal.
9- Finais – finalidade.
Ex: Estudamos bastante a fim de que
passássemos no vestibular.
10- Proporcionais (à proporção que, à medida
PREPOSIÇÃO
Preposições: ligam
palavras e orações,
isoladamente NÃO
possuem função
sintática, possuem
na frase um valor
semântico.
A função da
preposição é
subordinar um
termo ao outro.
CLASSIFICAÇÃO DAS
PREPOSIÇÕES
As preposições podem ser:
Essenciais – a, ante, até, após, com, contra, de
desde, em, entre, para, perante, por,sem, sob,
sobre.
Acidentais – afora, consoante, durante, exceto,
fora, mediante, salvo, senão, visto.
Exemplos: Lutou contra mim.
Confiava a mim seus segredos.
Todos comeram, salvo tu.
Locuções Prepositivas – ao lado de, antes de, além de,
com respeito a (...) *Na LP, a última palavra sempre é
uma preposição.
RELAÇÕES SEMÂNTICAS DA
PREPOSIÇÃO
As preposições podem exprimir vários sentidos:
1- Modo – Comeu um bife a cavalo.
2- Preço – A casa foi avaliada em 1 bilhão.
3- Direção – Atirou-se sobre o herói.
4- Companhia – Foram viajar com os amigos.
5- Instrumento – Martelava com o ferro.
6- Procedência – Vim de Paris.
7- Assunto – Falou sobre linguística.
8- Tempo – Por dez anos vivi em Londres.
9- Lugar – Cantava pelos bares da vida.
10- Posição inferior – O livro estava sob a carteira.
11- Posição superior – O livro estava sobre a carteira.
CONTRAÇÕES E
COMBINAÇÕES
Combinações:
AO - (prep. A + artigo Pelo - (prep. POR +
O) artigo O)

Aonde - (prep. A + Desses - (prep. DE +


advérbio ONDE) pron. Dem. ESSES)

À- (prep. A + artigo
Naquelas - (prep.
EM + pron.Dem.
A) AQUELAS)
Das - (prep. DE + DUM – (prep. DE +
artigo AS) art. UM)