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FERIDAS & CURATIVOS

Anatomia e Fisiologia da Pele

 A pele, também
conhecida pelo sistema
tegumentar, é o maior
órgão de absorção do
corpo. Correspondendo
aproximadamente a
10% do peso corporal.
Anatomia e Fisiologia da Pele

 Espessura;
 Elasticidade
 Distensibilidade
Anatomia e Fisiologia da Pele
Existem fatores que
determinam a condição da pele:
 Idade
 Grau de nutrição;
 Hidratação;
 Riscos externos a que está
exposta;
 Dentre outros;
Anatomia e Fisiologia da Pele
A pele apresenta três camadas
distintas:

 Epiderme
 Derme
 Hipoderme

Se encontram firmemente
unidas entre si.
Fisiologia e Anatomia da Pele
 Epiderme
Camada mais externa da
pele, tem uma espessura
que varia de 0,04 mm nas
pálpebras a 1,6mm nas
regiões palmares e
plantares.
Fisiologia e Anatomia da Pele

 Epiderme
É avascular estratificada,
constituída basicamente de
80% de células denominadas
queratinócitos. e é composta de
cinco camadas.
Fisiologia e Anatomia da Pele

 Epiderme
Nas camadas mais inferiores
da epiderme, estão os
melanócitos, células que
produzem melanina,
pigmento que determina a
coloração da pele.
Fisiologia e Anatomia da Pele

 Derme
Camada mais profunda e espessa
da pele. É composta de
fibroblastos, fibras elásticas e de
colágeno, os quais totalizam cerca
de 95% do tecido.
Fisiologia e Anatomia da Pele

 Derme
Os receptores nervosos
presentes na pele respondem
pela sua sensibilidade,
tornando-a um órgão sensorial
extremamente sofisticado e
especializado:
Fisiologia e Anatomia da Pele
 Derme
 Córpusculo de Meissner – TATO
 Corpúsculo de Ruffini – CALOR
 Corpúsculo de Krause – FRIO
 Corpúsculo de Pacini – PRESSÃO
 Discos de Merkel – TATO E PRESSÃO
 Terminações nervosas livres - DOR
Fisiologia e Anatomia da Pele
 Derme
A derme repousa sobre a

hipoderme ou tecido subcutâneo,

que é um tecido conjuntivo frouxo

constituído de tecido adiposo,

unindo os tecidos vizinhos à

subcamada reticular da derme.


Fisiologia e Anatomia da Pele
Hipoderme
Contribui para impedir a
perda de calor e constitui
reserva de material
nutritivo, além de conferir
proteção contra traumas
mecânicos.
OBS: Camada mais interna, porém
não é considerada parte da pele.
Constituída por células adiposas,
fibras de colágeno e vasos
sanguíneos.
Fisiologia e Anatomia da Pele
 Outras estruturas
Subjacente à pele encontramos
outras estruturas:

 Fáscia muscular;
 Músculos;
 Articulações;
 Cartilagens;
 Tendões

FERIDAS
Qualquer ruptura da integridade de um
tecido ou orgão, podendo atingir desde a
epiderme até estruturas mais profundas...
(Meneghin, 2003)
CURATIVOS

É um meio terapêutico que consiste na limpeza,


com aplicação de procedimentos assépticos,
que vai desde a irrigação como solução
fisiológica até as coberturas específicas que
poderão auxiliar no processo de cicatrização.
FINALIDADES DO CURATIVO

 Prevenir a contaminação;
 Promover a cicatrização;
 Proteger a ferida;
 Absorver secreção e facilitar a drenagem;
 Aliviar a dor.
TIPOS DE CURATIVOS
 Aberto - É aquele no qual utiliza-se apenas o anti-
séptico, mantendo a ferida exposta. Ex: Ferida
cirúrgica limpa.

 Oclusivo - Curativo que após a limpeza da ferida e


aplicação do medicamento é fechado ou ocluído
com gaze ou atadura.
 Seco - Fechado com gaze ou compressa seca (não se usa
nada na gaze)

 Úmido - Fechado com gaze ou compressa umedecida com


pomada ou soluções prescritas.

 Compressivo - É aquele no qual é mantida compressão


sobre a ferida para estancar hemorragias, eviscerações, etc.

 Drenagens - Nos ferimentos com grande quantidade de


exsudato coloca-se dreno (Penrose, Kehr), tubos,
cateteres...
ALGUNS TRATAMENTOS
 Alginato de Cálcio e Sódio- Absorver o excesso de
secreção(exsudação).
secreção(

 Carvão ativado-Impedem e tratam a proliferação de


bactérias.

 Hidrogel- Manter a área úmida: lesão por pressão,


queimaduras de segundo grau e necroses.
 Sulfadiazina de Prata- Feridas infectadas

 A.G.E. Ácido Linoleico- Prevenir lesões por


pressão; acelera o processo de cicatrização.

 Solução Fisiológica

 Antissépticos
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
Ferimento aberto - Solução de continuidade. Ex: Incisão cirúrgica,
laceração penetrante ou escoriação.

Ferimento fechado - Não dá solução de continuidade. Ex: Contusão


ou equimose.

Ferimento acidental - Ferimento devido a um infortúnio.

Ferimento intencional - Causado por incisão cirúrgica (fins


terapêuticos).

Ferida asséptica: não contaminada. Ex: Feridas operatórias


Ferida séptica: contaminada. Ex: Feridas laceradas
INFLAMAÇÃO

É uma reação anormal do corpo a qualquer tipo de ferimento. A


resposta inflamatória ocorre em 3 fases: vascular, exsudativa e
reparadora.

 1ª Fase Vascular

Caracteriza-se por hiperemia local, devido a vaso dilatação. Nesta fase


chega ao local plasma, anticorpos, células sanguíneas. Ocorre
processo fagocítico onde os leucócitos englobam as substâncias
estranhas e células danificadas.
Fases da Inflamação
 2ª Fase Exsudativa

Ocorre formação de exsudato que são líquidos compostos


por células sanguíneas, células de tecido danificado e
corpos estranhos. Pode ser seroso, purulento (infecção),
hemorrágico (eritrócitos). O acúmulo de exsudato nos
espaços intersticiais causa edema e dor localizada.
Fases da inflamação
 3ª Fase reparadora

Cicatrização do ferimento. Ocorre remoção das


células teciduais lesadas pela regeneração de
novas células e formação de tecido cicatricial.
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
 
 CICATRIZAÇÃO PRIMEIRA INTENÇÃO OU PRIMÁRIA

É a volta do tecido normal sem presença de infecção e as


bordas do ferimento estão bem próximas. Pode ser usada
sutura, materiais adesivos.
  
SEGUNDA INTENÇÃO OU SECUNDÁRIA

Ocorre quando não acontece aproximação das superfícies com


presença de infecção prolongada. O processo de cicatrização
necessita de grande quantidade de tecido de granulação para
fechar o ferimento.
Ex. Deiscência
TERCEIRA INTENÇÃO OU TERCIÁRIA
 A ferida  fica aberta por um tempo determinado, a mesma ficará
aberta só enquanto estiver com uma infecção real e depois fechará.

Processoque envolve limpeza, debridamento e formação de tecido de


granulação saudável para posterior coaptação das bordas da lesão.
FATORES QUE AFETAM A CICATRIZAÇÃO NORMAL

 Idade;
 Nutrição;
 Condições de vascularização;
 Edema;
 Inflamação local;
 Hormônios;
 Infecção;
 Extensão da lesão.

 Para auxiliar um paciente portador de uma ferida, o enfermeiro deve


estar a par da causa, do tipo de ferida e quando esta ocorreu, assim
como conhecer a natureza básica dos problemas de saúde e do plano
geral de assistência médica do paciente.
 Material: Bandeja contendo:

 - Pacote de curativo (pinças: 1 anatômica, 1 dente de rato, 1


Kelly ou Pean, 1 Kocher), 1 tesoura.
Com 3 pinças: 1 anatômica, 1 dente de rato, 1 Kelly.
- Pacote de gazes;
- Esparadrapo, micropore;
- Frasco com anti-septico (o mais utilizado atualmente é o
álcool a 70%);
- Soro fisiológico;
- Cuba rim (para receber o lixo);
- Saco plástico para lixo (que vai envolver a cuba rim);
- Forro de papel, pano ou impermeável para proteger roupa
de cama;
- Pomadas, algodão, seringas, ataduras, cubas (quando
indicado)
- 1 ou 2 pares de luvas
Deve-se usar máscara no procedimento.
 Procedimentos para realização do curativo:

1 - Lavar as mãos.
2 - Preparar o Material.
3 - Explicar o procedimento ao paciente.
4 - Solicitar ou auxiliar o paciente a posicionar-se
adequadamente.
5 - Expor a área a ser tratada.
6 - Colocar a cuba rim ou similar próximo ao local
do curativo
7 - Abrir o pacote de curativo;
1º Par: Kocher e Dente de rato
2º Par: Anatômica, Kelly e Tesoura (caso esteja
presente no pacote).
 - Dobrar a gaze com a pinça Kocher com auxílio da pinça
dente de rato e embebe-la com soro fisiológico.

9 - Segurar o esparadrapo do curativo anterior com a pinça


dente de rato. Descolar o esparadrapo com o auxílio da
pinça Kocher montada com gaze embebida em soro
fisiológico. (Isso facilita na retirada do esparadrapo
diminuindo a dor do paciente)
10 - Remover o curativo e desprezá-lo na cuba-rim, ou
similar, evitando que as pinças toquem o mesmo.
11 - Remover as marcas de esparadrapo ao redor da ferida
com a pinça Kocher.
 12 - Iniciar a limpeza da área menos contaminada com o 2o
par de pinças, utilizando soro fisiológico. Trocar as gazes
sempre que necessário.
13 - Fazer aplicação do anti-séptico com auxílio da pinça
Kelly ou colocar curativo especial;
 14 - Proteger a ferida com gaze utilizando as pinças
anatômica e Kelly.
15 - Fixar as gazes com esparadrapo.
16 - Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.
17 - Imergir as pinças e a tesoura abertas em solução
adequada.
18 - Lavar as mãos.
19 - Anotar na prescrição do paciente: hora, local,
condições da ferida, soluções utilizadas.
PINÇAS
 PEAN  DENTE DE RATO
PINÇAS
 KELLY CURVA  KELLY RETA
PINÇAS
 KOCHER CURVA  KOCHER RETA
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
1- QUAIS SÃO OS TIPOS DE CURATIVOS?
2- CITE ALGUNS TRATAMENTOS PARA CURATIVOS
3- QUAIS SÃO AS CAMADAS DA PELE?
4- QUAIS SÃO AS FINALIDADES DO CURATIVO?
5- QUAIS SÃO AS 3 FASES DO PROCESSO
INFLAMATÓRIO?
6- CITE 4 EXEMPOLS DE:
a)Ferida asséptica
b) Ferida séptica

PESQUISA:
REGRA DOS 9 PARA QUEIMADURAS

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