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Tipos de Parto e Suas Vantagens

O documento descreve os diferentes tipos de parto, incluindo parto normal, cesárea, humanizado, dentro da água, entre outros. Também explica as fases do trabalho de parto, desde a dilatação do colo do útero na primeira fase até a expulsão do bebê e placenta nas fases seguintes, com detalhes sobre os hormônios envolvidos em cada etapa do processo.

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Tipos de Parto e Suas Vantagens

O documento descreve os diferentes tipos de parto, incluindo parto normal, cesárea, humanizado, dentro da água, entre outros. Também explica as fases do trabalho de parto, desde a dilatação do colo do útero na primeira fase até a expulsão do bebê e placenta nas fases seguintes, com detalhes sobre os hormônios envolvidos em cada etapa do processo.

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Parto

PROFA. ESTHER RICCI


Final do desenvolvimento
o Após 40 semanas de desenvolvimento o organismo está completo e
pronto para o nascimento.
o OMS: em 2020 ocorreram em todo o mundo 140 milhões de
nascimentos.
o Cerca de 15 milhões nasceram antes das 37 semanas de gestação,
enquanto entre 3 e 12% nasceram depois das 42 semanas de
gestação.
Parto
 A ciência do nascimento é a obstetrícia e o médico especializado no
atendimento ao parto é o obstetra. Também existem outros profissionais
habilitados na assistência ao parto normal: enfermeira(o) obstetra.

Parto ou nascimento é o termo de uma gravidez, em que um ou mais


bebês deixam o útero da mulher.
Tipos de parto
Parto vaginal (normal): mais comum no mundo, a criança vem ao mundo através das
contrações musculares uterinas, que a ‘expulsam’ do útero, e sai pelo canal vaginal. É
comum a realização de uma pequena incisão na abertura da vagina, denominada
episiotomia.
Parto cesárea: no brasil 50% dos brasileiros nascem de cesárea, é o mais comum nos
hospitais particulares. Trata-se de uma cirurgia, com corte profundo em tecidos desde o
epitelial até muscular do abdômen, é recomendada quando há risco materno ou fetal.
Parto humanizado: é parto normal realizado sem intervenção de drogas, anestesia ou
qualquer outro procedimento clínico, pode ser feito em uma banheira, a maioria deste
tipo de parto é feita em casa, mas algumas maternidade já se equipam de médicos,
doulas e quartos especializados para realizarem o procedimento.
Tipos de parto
Parto de cócoras: É um parto normal que
consiste em fazer a mulher ficar na posição de
cócoras e facilitar a saída do bebê do útero, em
função de o ‘caminho’ estar a favor da
gravidade.
Uma as vantagens é que a dor fica mais amena
nesta posição e há menos risco de
comprometimento do períneo.
Inspirado no modo de parir das índias.
Tipos de Parto
Parto dentro da água: Apesar de já constar dos relatos
clínicos desde o século XIX, esse parto começou a se
popularizar pelo mundo na década de 1960.
Atualmente, alguns hospitais já têm instalações para as
mulheres que o desejam.
É um parto normal feito em banheira com água morna,
a mulher entra na banheira quando começa a sentir as
contrações. Algumas banheiras são grandes suficiente
para o pai entrar junto com a mãe.
Deve ser assistido por médico e/ou doula, e oferece ao
bebê uma transição agradável entre o útero e o exterior.
Tipos de Parto
Parto fórceps: é utilizado principalmente em
maternidades públicas, nas quais os médicos procuram
incentivar a chegada da criança via parto normal.
O fórceps é um instrumento que encaixa a criança como
se fosse um ‘pegador’ - por ventosa ou sistema
semelhante ao da pinça - e puxa o bebê do ventre
materno.
É recomendado quando o feto corre risco de vida ou a
mãe têm problemas cardíacos ou respiratórios e o
esforço e contrações podem fazer mal.
Tipos de Parto
Parto Leboyer: chegou ao Brasil na década de 1970,
após ser criado por um médico francês Frédérik
Leboyer.

É o parto normal, feito em um ambiente favorável à


chegada do bebê. Uma luz fraca, música ambiente,
muita calma e tranquilidade devem estar ao redor
para deixarem a mãe tranquila e o bebê chegar ao
mundo sem traumas.
Em vez de palmadinha no bumbum, massagem.
Corte do cordão umbilical, só quando parar de
pulsar
Vantagens do parto normal
A recuperação é rápida;
Não há dor pós-parto;
A rápida recuperação deixa a mãe mais tranquila, o que favorece a lactação;
A alta é mais rápida, o que possibilita à mãe retomar seus afazeres
prontamente;
A cada parto normal, o trabalho de parto é mais fácil do que no anterior;
A mulher participa ativamente do nascimento do filho.
É menor a chance de dor pélvica crônica.
Desvantagens do parto normal
Possíveis danos ao períneo, uretra e ânus;
Incontinência urinária e fecal;
Dor no períneo, em casos de episiotomia e laceração.
Risco de ruptura do útero durante o trabalho de parto caso este
tenha sido submetido a uma cirurgia anteriormente - como cesariana
ou miomectomia.
Vantagens da cirurgia cesárea
O nascimento é menos demorado;
A mãe pode decidir quando será o nascimento;
É realizada no mesmo dia da internação;
A mulher não sente dores durante o processo devido à anestesia;
Ter a disponibilidade do médico que a acompanhou durante o pré-
natal.
Desvantagens da cirurgia cesárea
Recuperação mais lenta do que no parto normal;
Os pontos internos são absorvidos, entretanto os externos precisam ser retirados, demanda
um retorno ao serviço de saúde;
Na recuperação a mulher sente dores, ao rir, chorar, ficar de pé, espirrar, tossindo,
amamentar, ao se movimentar, também há o receio de evacuar e os pontos se abrirem, as
dores após a cirurgia são do corte na barriga e da manipulação da cavidade abdominal pelo
médico;
A mãe não participa ativamente do nascimento;
Atraso na lactação;
Risco de morte da mãe é 16 vezes maior do que no parto normal;
Dobro na permanência hospitalar;
Risco de infecção, inflamação, perda do útero e hemorragia;
Desvantagens da cirurgia cesárea
O útero fica com uma cicatriz em seu músculo que é sempre um ponto mais frágil; na
região, pode haver perda da sensibilidade, dor, queloides e aderências;
O pulmão do bebê não é comprimido durante a cesárea e ele tem maior risco de ter
desconforto para respirar após ser extraído. Pode acontecer uma síndrome que leva a
criança à unidade de terapia intensiva neonatal (pulmões úmidos e pneumonia,
especialmente nas cesarianas marcadas antes do sinal de maturidade pulmonar);
A mulher deve ficar sem pegar peso e fazer esforço físico nem ginástica por pelo menos
2 meses após a cirurgia;
Cirurgias pélvicas como de miomas se complicam devido às aderências e às cirurgias
anteriores;
Trabalho de parto
Divide-se em quatro períodos:
oPrimeira fase: tem início com dores abdominais ou nas costas, é a
diminuição da espessura e dilatação do colo do útero: geralmente a
duração de 12 a 19 horas.
oSegunda fase: descida e expulsão do bebê: tem duração de vinte
minutos a duas horas
oTerceira fase: a expulsão da placenta: tem duração de cinco a trinta
minutos.
oQuarta fase: uma hora após a saída da placenta.
Primeira fase
Começa com contrações do útero, inicialmente com frequência de 2 a 3 em cada 10 minutos e
com duração aproximada de 40 segundos.
Ocasionalmente, o parto é precedido da ruptura do saco amniótico "rompimento da bolsa".
As contrações aceleram  frequência de 5 a cada 10 minutos e duração clínica de 70
segundos, quando se aproxima a expulsão do feto. Na saída, somam-se as contrações uterinas
aos esforços expulsivos voluntários da mãe.
O trabalho de parto pode se iniciar com o colo uterino fechado, abrindo com a força das
contrações e dilatação de 2 a 3 centímetros nas primíparas (mulheres no primeiro parto), e de 3
a 4 centímetros nas multíparas (mulheres do segundo parto em diante). Cada contração dilata o
colo uterino até que ele atinja 10 centímetros de diâmetro.
A duração do trabalho de parto varia, em média, dura cerca de 12 horas para mulheres
primíparas, ou em torno de 8 horas em mulheres multíparas.
Primeira fase: hormônios
Ocitocina é um hormônio hipotalâmico que potencializa as contrações uterinas tornando-
as fortes e coordenadas, até completar-se o parto.

Quando inicia a gravidez, não existem receptores no útero para a ocitocina. Estes
receptores vão aparecendo gradativamente no decorrer da gravidez.
Quando a ocitocina se liga a eles, causa a contração do músculo liso uterino e também,
estimulação da produção de prostaglandinas, pelo útero, que ativará o músculo liso
uterino.

Prostaglandinas: dilatação do colo do útero


Primeira fase:
hormônios
A progesterona mantém seus níveis elevados
durante toda a gravidez, inibindo o músculo liso
uterino e bloqueando sua resposta a ocitocina e
as prostaglandinas. No final da gestação ele
diminui.
O estrogênio aumenta o grau de contratilidade
uterina. Na última etapa da gestação, o
estrogênio tende a aumentar mais que a
progesterona, o que faz com que o útero consiga
ter contratilidade maior.
Primeira fase: hormônios
A relaxina aumenta o número de receptores para a ocitocina, além de produzir
um ligeiro amolecimento das articulações pélvicas (articulações da bacia)
dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto (por provocar remodelamento
do tecido conjuntivo, afrouxa a união entre os ossos da bacia e alarga o canal de
passagem do feto).
Tem ação importante no útero para que ele se distenda, a medida em que o
bebê cresce.
O nível de relaxina aumenta ao máximo antes do parto e depois cai rapidamente
Produzida pelo corpo lúteo e placenta.
Segunda fase
Inicia com o cérvix completamente dilatado (10 centímetros) e termina com a
expulsão fetal.
Uma nova força começa a atuar: a contração da musculatura do diafragma e da
parede abdominal, que, associados às contrações, comprimem o útero de cima
para baixo e da frente para trás e, assim, o bebê é expelido.
Na maior parte dos nascimentos é a cabeça a primeira parte do corpo a passar
pelo canal de parto. No entanto, em cerca de 4% verifica-se apresentação
pélvica, em que o bebê apresenta os pés ou as nádegas virados para o canal de
parto.
Terceira fase
Compreende ao desprendimento, descida e expulsão da placenta e
membranas.
Ocorre entre 5 a 30 minutos após o término da segunda fase.
Ocorre pelas contrações uterinas que diminuem o volume do útero e,
consequentemente, aumentam a espessura da parede muscular: com
esta redução, a placenta se descola.
Ocorre a infiltração de sangue entre a placenta e o endométrio
remanescente, originando hematoma retroplacentário
Quarta fase
O período de Greenberg corresponde à primeira hora depois da saída da placenta.
É de fundamental importância nos processos hemostáticos (impedir o sangramento excessivo). Durante esse
período, há a possibilidade maior de ocorrerem grandes hemorragias. Os mecanismos que coíbem a
hemorragia pós-parto são:
Miotamponamento: inicia-se imediatamente depois da saída da placenta e consiste na contração potente da
musculatura uterina, tamponando a saída dos vasos sanguíneos que irrigavam a placenta. Se este
mecanismo não ocorrer de forma adequada, há a chamada "hipotonia uterina", que pode resultar em
sangramentos excessivos e colocar a vida da mulher em risco.
Trombotamponamento: depende da formação de pequenos coágulos (trombos) que obliteram vasos
uteroplacentários.
Após a primeira hora, o útero apresenta-se em condições normais, firmemente contraído, completando,
assim, o mecanismo de hemeostase.
Lactação
O início da lactação se dá com a produção de leite,
que ocorre nos alvéolos das glândulas mamárias. O
leite sai dos alvéolos e caminha até o mamilo através
dos seios lactíferos.
O estrogênio, hormônios da tireoide, corticosteróides
adrenais e a insulina, promovem o desenvolvimento
das mamas.
Este desenvolvimento vai ser acentuado pela ação da
progesterona, que também estimula a proliferação
dos ductos.
Lactação
Durante a gravidez, há a necessidade de uma proliferação dos alvéolos e
dos ductos para a lactação. Isto ocorre devido à ação dos hormônios
progesterona e estrogênio. O lactogênio placentário e a prolactina
também são muito importantes.
O leite só começa a ser produzido depois do primeiro dia do
nascimento, por ação da prolactina.
Até este período, haverá a secreção e liberação do colostro, que é um
líquido gorduroso, de cor amarelada, que contém anticorpos maternos.
Depressão pós-
parto
Depressão pós-parto
oA tristeza e irritabilidade pós-parto é fisiológica e pode atingir até 80% das
mulheres; no entanto, a depressão pós-parto é mais grave, pode incapacitar a
mulher e precisa de tratamento.
o A tristeza pós-parto surge dois ou três dias depois de a mulher dar à luz, em
cinco dias atinge o pico máximo e some em de dez dias quinze dias.

oSe perdurar por mais de 1 mês, e os sintomas foram se instalando


gradativamente e ficando piores a cada dia deve-se prestar atenção em alguns
sinais e começar o tratamento.
o A depressão pós-parto acomete em torno de 10% a 15% das mulheres.
Explicação neurobioquímica
oO pós-parto é um período de deficiência hormonal.
o Durante a gestação, o organismo da mulher esteve submetido a altas
doses de hormônios e tanto o estrógeno quanto a progesterona agem
no sistema nervoso central, mexendo com os neurotransmissores que
estabelecem a ligação entre os neurônios.
o De repente, em algumas horas depois do parto, o nível desses
hormônios cai vertiginosamente, o que pode ser um fator importante no
desencadeamento do transtorno pós-parto.
o Mas esse não é o único fator. Todos os sintomas associados ao humor e
às emoções são multideterminados, ou seja, não têm uma causa única.
Outros fatores
o Mulher com história de depressão no passado;
o Gravidez não desejada ou não planejada, causam aumento do
estresse ao longo da gestação;
o Perda da atenção da família e amigos;
o Cuidados com a criança;
o Privação de sono, o bebê acorda muito à noite ;
o Privação de liberdade
Depressão pós-parto
o A maior parte dessas mulheres não fica sabendo que está deprimida e
atribui os sintomas ao estresse, ou não tem suas queixas valorizadas pelo
companheiro, nem pelo pediatra que atende a criança, nem pelo obstetra
que acompanha o pós-natal.
o O resultado é que, às vezes, o quadro pode resolver espontaneamente,
mas, em muitas outras, pode tornar-se crônico.

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