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TÉCNICO DE APOIO À INFÂNCIA

PARALESIA CEREBRAL INFANTIL

Triénio de 2010/2013

Autoras: - Letícia Ghazi, N.º14 - Sónia Batista, N.º18 - Vanessa Esteves, Nº21 - Sílvia Mira, Nº22 - Cláudia Vinagre, Nº 23

Professora: Catarina Santos

Escola Técnica e Profissional de Mafra, 3 de Maio de 2012

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Paralisia Cerebral Infantil

Resumo
Objetivando um estudo elaborado, será abordado o tema da doença Paralisia Cerebral Infantil, o que significa e como podemos classificar a doença definindo os tipos de Paralisia Cerebral existentes e qual o mais frequente. Visto que antigamente não valorizavam a aprendizagem da criança com esta doença, estando provado que uma criança com este problema realiza aprendizagens significativas que minimizam problemas da Paralisia Cerebral Infantil, pretende-se demonstrar o papel do educador e da equipa multidisciplinar em todo este processo. Será também referido a evolução da doença, o seu diagnóstico bem como os graus de incapacidade da doença. Embora a Paralisia Cerebral Infantil não tenha cura são realizados tratamentos médicos/terapêuticos, que visam minimizar danos, com o apoio da intervenção pedagógica educativa, a investigação visa principalmente responder a perguntas tais como: - “Qual o papel do educador/Técnico de apoio á infância no processo de aprendizagem de uma criança com Paralisia Cerebral Infantil?” - “Que tipos de atividades podem ser realizadas para estimular uma criança com Paralisia Cerebral Infantil?” - “Como integrar uma criança com PCI num grupo de crianças e na sociedade?”, - “Que papel tem a família no processo de aprendizagem de uma criança com PCI?”

A inclusão social da criança é extremamente importante para a sua valorização e independência, mas é uma problemática existente nos dias de hoje. Um estudo de caso é realizado com o objectivo de valorizar o trabalho e persuadir o leitor a interessar-se por crianças com Paralisia Cerebral, reconhecendo as suas qualidades, interesses e necessidades.

Palavras chave: Paralisia-Cerebral , Aprendizagem , Evolução, Inclusão, Equipa-Multidisciplinar, Estimulação, Atividades.

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Abstract
Aiming at a study drawn up, will be dealt with the issue of disease Cerebral Palsy Child, what does it mean and how can we classify the disease by defining the types of Cerebral Palsy exist and which was the most frequent. Given that formerly who did not the learning of the child with this disease, it is proven that a child with this problem is significant learning experiences that minimize problems of Cerebral Palsy Child, intended to demonstrate the role of the educator in this whole process. It is also referred to the evolution of the disease, its diagnosis and prognosis as well as the degree of incapacity of the disease. Although the Cerebral Palsy Child has not cure treatments are performed medical/therapeutic, which aim to minimize damage, with the support of the pedagogical intervention educational. The social inclusion of children is extremely important for their recovery and independence. A case study is performed with the objective to appreciate the work and persuade the reader to take an interest in children with Cerebral Palsy, recognizing their qualities.

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Paralisia Cerebral Infantil

Índice
Resumo ........................................................................................... 1 Introdução ........................................................................................ 4 Desenvolvimento ............................................................................... 5 Enquadramento Teórico .................................................................... 5 Capitulo 1 – Paralisia Cerebral ............................................................... 6 1.1 - Conceito de Paralisia Cerebral ........................................................ 6 1.2 - Classificação Clínica .................................................................... 6 1.3 - Evolução da Doença .................................................................... 7 1.3.1 - Diagnóstico .......................................................................... 7 1.3.2 - Grau de Incapacidade ............................................................. 8 1.4 - Fatores de Risco ........................................................................ 9 1.4.1 - Problemas Associados ............................................................ 9 1.5 - Tratamento Médico/Terapêutico...................................................... 10 Capítulo 2 - Processo e Ensino de Aprendizagem ..................................... 11 2.1 - Técnicos ................................................................................. 11 2.2 - Família ................................................................................... 12 2.3 - A Inclusão Social ....................................................................... 12 2.4 - Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa - APCL .............................. 13 Parte Prática ................................................................................... 14 1.1 Estudo de Caso ....................................................................... 15

Conclusão ...................................................................................... 17 Webgrafia ....................................................................................... 19 Anexos .......................................................................................... 20

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Introdução
A Paralisia Cerebral Infantil, é hoje uma doença que, embora conhecida, não é aprofundada nas escolas, pois esta doença não está enquadrada no processo de aprendizagem de um Educador de Infância, que muitas das vezes é deparado com casos de crianças com Paralisia Cerebral, ainda não detetados, pelos médicos. É importante conhecer como é uma criança com Paralisia Cerebral, como é que esta ocorre e quais os sintomas. Técnicos qualificados na área da educação são fundamentais para uma criança com Necessidades Educativas Especiais, e têm o dever de a ajudar no seu desenvolvimento, de promover a sua autonomia e de a incluir socialmente dando-lhe a independência de que necessita para se sentir bem. Estes devem também ser interessados por estas crianças e conhecer melhor este tipo de doença. A inclusão social é fundamental para uma criança com Paralisia Cerebral, pois esta, junto de um grupo de crianças na mesma faixa etária, pode minimizar certos problemas da doença, embora não tenha cura. Este estudo é abordado de forma explícita, e visa persuadir o leitor a valorizar a criança com Paralisia Cerebral, a conhece-la e ajudá-la, e como à de agir o Técnico de Apoio à Infância. O estudo de caso referido, foi estudado ao longo de todo o trabalho, sendo uma criança com Paralisia Cerebral, num local de estágio de um membro do grupo. A Técnica que acompanha a criança proporcionou-nos dados importantes e revelantes no estudo. Saber lidar com uma Criança com Paralisia Cerebral, saber ouvi-la, saber compreende-la, saber quem é e como a podemos ajudar, é o todo importante que revelamos ao longo do estudo.

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Desenvolvimento Enquadramento Teórico

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Capitulo 1 – Paralisia Cerebral
1.1 - Conceito de Paralisia Cerebral
Segundo a Organização Mundial de Saúde (1999) “A paralisia cerebral (PC) ou encefalopatia crônica não progressiva da infância é decorrente de lesão estática, ocorrida no período pré, peri ou pós-natal, afeta o sistema nervoso central em fase de maturação estrutural e funcional. “ A Paralesia Cerebral resulta da fraqueza ou perda da função motora e/ou sensorial. Resulta dos problemas motores que começam cedo na vida e são resultado de lesões do sistema nervoso central ou problemas no desenvolvimento do cérebro antes do nascimento da- se pelo nome de problemas cogênitos, uma parte do cérebro deixa de funcionar. Paralesia Cerebral é uma doença do foro neurológico que afecta as funções básicas do ser humano.

1.2 - Classificação Clínica
De acordo com o tipo de envolvimento neuromuscular, Tabaquim (1996), refere sete categorias neurológicas de uma criança com Paralisia Cerebral, sendo elas: 1. Espástica A Paralisia Cerebral Espástica, é o tipo de paralisia mais frequente, aproximadamente 70% dos casos de paralisia, em que lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários. Os músculos espásticos estão em contração contínua, o que leva a que os movimentos da criança sejam excessivos devido ao reflexo estar exagerado. A criança ao tentar executar movimentos, faz com que esses sejam bruscos, lentos e anárquicos. 2. Discinética Quando a lesão está localizada nas áreas que dominam os movimentos, a criança apresenta movimentos involuntários, e quando realiza movimentos voluntários, estes ficam prejudicados. Estes movimentos involuntários podem caracterizar-se por serem:

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 Contínuos, uniformes e lentos, com movimentos involuntários atetósicos.  Rápidos, arrítmicos e de início súbito, com movimentos involuntários coreicos.  Movimentos intermitentes de torção, movimentos involuntários distónicos. Muitas crianças não têm a capacidade de falar, andar ou realizar movimentos voluntários funcionais e são, deste modo, dependentes para a alimentação, locomoção e higiene. 3. Atáxica

A Paralisia Cerebral Atáxica, envolve uma lesão cerebral ou das vias cerebrais. Sendo a função principal do cerebelo controlar o equilíbrio e coordenar os movimentos, as crianças com ataxia, apresentam marcha cambaleante e incoordenação dos movimentos, bem como incapacidade da realizar movimentos alternados rápidos, tendo dificuldade de atingir um alvo. Quando a lesão é extensa, é possível que a criança nunca seja capaz de andar sem apoio.

1.3 - Evolução da Doença
A Paralisia Cerebral é uma doença que vai afetar o desenvolvimento da criança, tendo em conta o que foi referido podemos mencionar que todas as células que não são afetadas são necessariamente estimuladas a funcionar o mais adequadamente possível, pois isto, faz com que as células afetadas sejam compensadas devido a estas não terem um funcionamento normativo. Quando isto é realizado com a criança verifica-se que esta desenvolve o máximo de potencialidades que poderá ter. Podemos citar que ao longo da evolução da doença, não foi determinado nenhum medicamento nem operações que possam curar a Paralisia Cerebral, esta pode ser estimulada de forma a que haja um desenvolvimento na criança tendo em conta que não há qualquer tipo de medicamento que possa fazer com que a criança deixe de ter esta doença é realizados diversos processos para que esta tenha desde a infância até à fase adulta uma evolução que possa estimula-la de uma forma diferente.

1.3.1 - Diagnóstico
O Diagnóstico é realizado sempre que é necessário dar início às terapias, este tem um papel importante para poder determinar o tipo de terapia a realizar com a criança.

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A Paralisia Cerebral pode manifestar-se logo à nascença tendo em conta que por vezes esta não se consegue manifestar de imediato então acaba por ser diagnosticada algum tempo depois. Quando ocorrem suspeitas de que a criança se encontra com esta doença, deve-se de imediato consultar um neurologista pediátrico a fim de determinar o local onde se encontra a lesão cerebral na criança. Os médicos quando determinam a existência desta doença pedem de imediato aos responsáveis pela criança que efetuem exames à mesma tais como, análises de sangue e à urina, eletroencefalograma (para poder medir a atividade elétrica do cérebro), electromiograma (onde na qual este é necessário para se poder medir a atividade elétrica dos músculos) e também se realiza um TAC (este serve para poder detetar as alterações que se deram no cérebro). As análises ao sangue e à urina são efetuadas para poder ter a certeza que a criança não tem mais nenhuma doença.

1.3.2 - Grau de Incapacidade
O grau de incapacidade do transtorno neuromuscular pode ser leve, moderado e seve. Observando o quadro abaixo de Minear (1956), podemos ter uma pequena noção do tipo de grau de incapacidade.

Global (grau Motricidade de Grossa incapacidade)

Motricidad e Fina

Cogniçã o

Fala

Social

Baixo

Marcha independent e

Sem prejuízo

QI + 70

Mais de Indepen duas dente palavra s

Moderado

Marcha com Função ajuda limitada

QI 50-70

Palavra s isolada s

Assistid o

Elevado

Sem locomoção

Sem função

QI 50

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As pessoas portadoras de Paralisia Cerebral, cujo grau de incapacidade é leve conseguem movimentar-se sozinhas, conseguem realizar actividades que envolvam a motricidade fina, como por exemplo desenhar e recortar. Estas também conseguem construir frases com mais de duas palavras e demonstram uma boa integração com a sociedade. O desempenho intelectual destas pessoas irá reflectir-se na sua aprendizagem escolar. As pessoas, cujo grau de incapacidade é moderado têm dificuldades em movimentarem-se sozinhas, pois necessitam sempre da ajuda de algo ou alguém. Estas pessoas apresentam uma motricidade fina limitada. Estas pessoas constroem frases sem sentido utilizando apenas algumas palavras. Nas actividades da vida diária precisa de alguma segurança e o apoio de alguém. Os aspectos cognitivos são limitados por isso irá dificultar o desempenho escolar. As pessoas, cujo grau de incapacidade é elevado não conseguem desenvolver a motricidade fina e grossa porque possuem muitas dificuldades. Estas pessoas não conseguem desenvolver a linguagem e a fala e a capacidade intelectual ou mental. Quanto maior o transtorno motor do portador, maior será a incapacidade mental do mesmo.

1.4 - Fatores de Risco
A paralisia cerebral é provocada por lesões que vão envolvendo as regiões do cérebro que são controladas com os movimentos, podemos verificar que à diversas lesões cerebral. A paralisia cerebral abrange vários fatores de risco como:  Prematuridade (prematuro, ou seja, que nasce antes do tempo);  Baixo peso ao nascer;  Gemelaridade (gémeos);  Asfixia / falta de oxigénio;  Infeções da mãe / feto durante a gravidez;  Hemorragia do 3º trimestre da gravidez / anomalias da placenta;  Traumatismos de parto ou traumatismo craniano após o parto;  Infeções do sistema nervoso central como por exemplo a meningite, encefalite;  Icterícia grave;  Acidente vascular cerebral;  Alterações genéticas.

1.4.1 - Problemas Associados
Na paralisia Cerebral o cérebro possui uma diversidade de funções interrelacionados, ou seja, uma lesão cerebral pode afetar uma ou várias funções como a
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linguagem, audição, visão, desenvolvimento mental, epilepsia e transtornos percetivos. A criança ou adolescente com paralisia cerebral encontra- se afetada na evolução do seu desenvolvimento. A criança não consegue adquirir determinados movimentos porque sente culpada da sua possibilidades de andar, falar, escrever, etc. Mais tarde, poderá ter uma melhoria, mas corre o risco de nunca obter essa melhoria. A criança com esta doença encontra-se limitada com as suas experiências, as suas possibilidades de aprendizagens e tem dificuldade na perceção que ela tem sobre si mesma e sobre o mundo em que vive. Na Paralisia Cerebral não existe dois casos iguais, mas podemos descrever deficiências mais comuns, sendo elas défices auditivos, défices cognitivos, défices percetivos-motoras, défices respiratórias, défices visuais. Mas com estas deficiências pode haver certos problemas como a epilepsia, com problemas de articulação e com problemas de linguagem.

1.5 - Tratamento Médico/Terapêutico
O tratamento deve envolver uma equipa multidisciplinar ao nível da saúde como os Fisoterapeutas, Terapeutas da Fala e Terapeutas Ocupacionais, um Psicólogo, um Ortopedista e um Neurologista. A causa exata de Paralisia Cerebral é desconhecida. A Paralisia Cerebral não tem cura, o objetivo do tratamento médico e terapêutico é ajudar a criança a conseguir uma maior interdependência possível, mas muita coisa pode ser feita para dar a criança o máximo de independência possível. As convulsões podem ser controladas por medicamentos. O tratamento ortopédico pode incluir talas, canadianas e aparelhos diversos que possam evitar contracturas e outras deformações dos braços e pernas. A cirurgia ortopédica pode ser também uma opção cortando músculos e tendões contraídos que permite a sua distensão ou unindo determinados ossos de modo a estabilizar as articulações. Este tipo de cirurgias pode permitir á criança um melhor equilíbrio e andar.

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Capítulo 2 - Processo e Ensino de Aprendizagem
Na paralisia cerebral deve ser feita com um processo de Ensino-Aprendizagem sendo organizado e estruturado de forma especializar o desenvolvimento da criança ou jovem. Com esta doença a criança deve beneficiar com áreas que facultem e auxiliem o seu desenvolvimento, com o apoio de terapias. A criança com Paralisia Cerebral pode estar integrada no Ensino Regular ou Especial. No entanto, a criança deve beneficiar numa primeira fase de uma Estimulação Global que é posteriormente uma Iniciação Académica.

2.1 - Técnicos
Os técnicos são profissionais especializados que estimulam e apoiam a criança com Paralisia Cerebral e ter evoluções no seu desenvolvimento. Os técnicos fazem parte de uma equipa multidisciplinar, que em conjunto decide o que se deve trabalhar mais com a criança, levanta os seus interesses e necessidades e acompanha todo o processo. A técnica Doutora Inês, que acompanhou o nosso estudo de caso, revelou-nos todo o historial da criança em questão e como tem sido a sua evolução. As atividades realizadas pela técnica são fundamentadas e específicas pois uma criança com Paralisia Cerebral necessita de muita estimulação e motivação para atingir determinados objetivos. A técnica mencionou-nos que uma das suas grandes preocupações é nunca querer magoar a criança, embora a tenha de contrariar em fazer atividades que ela não gosta muito como por exemplo relacionadas com a área da ginástica. Uma técnica necessita de muita paciência e dedicação pois os resultados do seu esforço e trabalho demoram bastante tempo até serem visíveis.

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2.2 - Família
A Família, sendo o primeiro e principal agente de socialização da criança, devem proporcionar um ambiente que estimule aprendizagem e independência da criança, ajudando no exercício físico regular, no desenvolvimento de hábitos de higiene e estilos de vida saudáveis. É necessário haver um trabalho em conjunto entre os Técnicos e a Família proporcionando uma diversidade de áreas, no sentido de desenvolver e promover novas capacidades gerais da criança com Paralisia Cerebral, assim como a sua qualidade de vida. No estudo de caso realizado pelo grupo, podemos perceber de forma mais precisa a importância fundamental que a família tem para a criança. O trabalho desenvolvido na escola, a nível da motivação, da paciência, de pequenos exercícios, deve ser desenvolvido também em casa pela família. Para além de darem continuação a um processo de aprendizagem criam melhores laços com a criança. Foi-nos possível ter o exemplo relativamente ao nosso estudo de caso, em que a ida para férias da criança levou á sua regressão no seu desenvolvimento motor, área em que tinha grandes dificuldades, pois em casa a família colocou-a novamente na cadeira de rodas. Esta situação poderia ter sido evitada, se a família tivesse dado continuação ao trabalho desenvolvido na escola. É portanto fundamental o apoio e integração da família no processo de aprendizagem da criança com Paralisia Cerebral.

2.3 - A Inclusão Social

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2.4 - Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa - APCL
A Associação de Paralisia Cerebral foi fundada a 26 de Julho de 1960,em Lisboa. A criação desta associação foi através de um grupo de pais com a ajuda de técnicos que sentiram alguma dificuldade em ajudar crianças e jovens portadores desta doença. O aparecimento desta associação deveu-se á iniciativa de Maria Luísa de Almeida, uma mãe cuja filha tinha Paralisia Cerebral que, regressava de Londres, onde tinha estagiado e se tinha formado nesta especialidade. Da associação portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) e com o apoio da fundação Calouste Gulbenkian, foi construído o primeiro centro de reabilitação para a Paralisia Cerebral em Portugal, considerada hoje como um modelo. Esta é uma instituição particular de solidariedade social, de pessoas com deficiência, constituída por pais, amigos técnicos e pessoas com deficiência, fez com que surgissem mais centros de reabilitação de Paralisia cerebral que se encontram espalhados por todo o território nacional. A partir de 1974 começou-se a sentir uma enorme necessidade de descentralizar os apoios técnicos de reabilitação, tornando assim uma maior e mais eficaz integração no ensino regular, alterando os estatutos com a criação de alguns Núcleos Regionais. Cada um deles dotado de autonomia técnica, administrativa e financeira. Atualmente podemos observar que existem 13 Núcleos regionais em Portugal com o objectivo de dar resposta a todas as pessoas com esta doença.

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Parte Prática

Imsagen«m

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1.1 Estudo de Caso
O nosso Estudo de Caso foi realizado no Jardim de Infância da Encarnação, tendo como técnica a Doutora Inês que nos ajudou a conseguir realizar com sucesso este estudo de caso. Tivemos uma conversa com a mesma para que nos pudesse referir aspectos importantes sobre a criança em questão. Eduarda é uma criança que actualmente se encontra com 6 anos de idade e que está a ser acompanhada desde há três anos atrás. Por palavras da Técnica responsável por Eduarda, esta indica-nos que a mesma tem tido uma evolução significativa mas que esta evolução é apenas a nível mental, porque a nível motor a criança continua com mínima evolução. Quando falamos a nível motor podemos referir como aspecto importante que esta criança inicialmente andava com muita dificuldade e que quando encontrou para o Jardim de Infância mencionado foi acompanhada por uma técnica, esta já não tinha tantos medos e teria melhorado bastante, chegando então às Férias colocaram a criança numa cadeira de rodas sem a deixar andar nem exercer os membros inferiores levando ao facto de a mesma deixar de andar novamente. ~ Neste momento a criança mantém-se na cadeira de rodas, sem conseguir fazer qualquer tipo de movimento com as pernas devido a toda a pouca estimulação que não lhe foi sujeita. Segundo diversos médicos especializados nesta área, a Técnica menciona-nos que estes dizem que Eduarda não terá apenas esta doença e que esta derivará de outras doenças. O que parece é que a criança tem os músculos a funcionar mas estes estarão afetados. Eduarda é uma criança em que os seus principais sentimentos é o medo e a preocupação de ter um bom relacionamento com os outros. Relativamente ao grau de Paralisia Cerebral da criança, a técnica referenos que o grau de Paralisia se encontra entre o nível moderado e elevado, pois a criança demonstra algumas evoluções mas por vezes regride, como por exemplo o facto de ter deixado de andar. A criança tem a necessidade de ser estimulada a nível da motricidade fina e grossa pois a sua grande dificuldade é a nível motor. A técnica motiva muito a criança, como nos referiu, Eduarda uma das áreas que não gosta é a ginástica pois é estimulada onde tem grande dificuldade. A criança realiza atividades sentada e a fazer movimentos com o corpo, na ginástica faz o movimento de croquete com apoio da técnica. A nível cognitivo Eduarda está mais estimulada e mantém um diálogo compreensível, realiza sequências básicas e reconhece o nome de crianças próximas do seu grupo.
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Planificações Materiasi

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Conclusão

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Webgrafia
Consultado em:       http://www.manualmerck.net/?id=296 - 7 de Março de 2012 http://edif.blogs.sapo.pt/10120.html - 11 de Março de 2012 http://familia.sapo.pt/bebe/primeiros_dias/bebe_saude/8252062.html - 12 de Março de 2012 http://mednet.umic.pt/portal/sever.pt/community/Doencas$Detail?i dDoenças=AZD0089b – 16 de Março de 2012 http://www.psicologia.pt/profissional/entidades/ver_entidades.php ?id=27&grupo=2 – 16 de Março de 2012 http://www.apcl.org.pt/index.php/historia - 18 de Março de 2012

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- plasticina - amachucar -rasgar -abrir e fechar objetos

Anexos

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