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Problemas Ambientais Urbanos e Rurais

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PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO 1 INTRODUÇÃO

Erosão, desmatamento, poluição, lixo e queimadas são alguns dos principais problemas ambientais em qualquer lugar do planeta. Neste trabalho são apresentadas algumas técnicas e soluções, formas de participação e discute-se o que esperar da sociedade. Não esqueça que cada problema a superar é uma oportunidade de fazer algo positivo. Temos, pois a oportunidade de pensar na conservação e no meio ambiente, num amplo contexto educacional. Assim fazendo, podemos chegar à nova geração e demonstra-lhe a beleza e as vantagens do mundo que a cerca. E lembre-se da frase de "O Pequeno Príncipe" (Antoine de Saint Exupèry): Tu te tornas responsável por aquilo que cativas 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS Estudo do IBGE publicado na Folha de São Paulo sob o título Suplemento de Meio Ambiente, em 2002, realizado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente [ MMA], em todos os municípios brasileiros, mostra dados impressionantes:

1. 2. 3. 4. 5.

47% das cidades sofreram prejuízo na sua agricultura, pecuária e pesca, por problemas ambientais;  41% dos municípios foram atingidos por desastres ambientais, como deslizamentos de terra, seca, erosão do solo e outros;  38% dos municípios têm seus rios e enseadas contaminados;  33% dos municípios têm problemas de poluição no solo, provocados principalmente pelos lixões (inclusive hospitalar);  22% das cidades têm problema de contaminação do ar. As principais fontes poluidoras foram: Queimadas (64%), Vias não pavimentadas (41%), Atividade industrial (38%), Agropecuária (31%) Veículos (26%). O trabalho do IBGE é mais um alerta de que o ambientalismo não é um capricho de "adoradores de florestas", mas sim um ponto relevante e com significativo impacto econômico, que precisa sempre ser levado em conta. O que você acha que nós, pobres mortais que não dispomos de autoridade administrativa podemos fazer para reverter essa situação? Todas as agressões ambientais têm como palco, a bacia hidrográfica. Assim, a EMBRAPA bolou um Plano de Manejo Integrado de Bacia Hidrográfica – MIBH. FAUSTINO (1996) apresenta um exemplo de Matriz Lógica, referente à problemática de uma bacia. Trata-se de um Quadro com 5 linhas e 4 colunas, com quatro dos principais problemas ambientais: 1) Desmatamento acelerado:

CAUSAS: pressão sobre novas áreas; exploração madeireira; falta de fiscalização.CONSEQUÊNCIAS: degradação do solo; inundações de baixios; descrédito institucional. SOLUÇÕES: reflorestamento; plano de manejo florestal; gestão de políticas.

2) Perda de solo:

CAUSAS: erosão; práticas inadequadas de cultivo. CONSEQUÊNCIAS: baixa produtividade; assoreamento; diminuição do valor da terra.SOLUÇÕES: práticas de conservação do solo.

3) Qualidade da água:

CAUSAS: contaminação por agrotóxicos; poluição por esgotos; falta de fiscalização.CONSEQUÊNCIAS: doenças; custo do tratamento (da água); falta de água. SOLUÇÕES:uso racional de agrotóxicos; tratamento dos esgotos; aplicação das leis.

4) Baixa produtividade agrícola:

CAUSAS: falta de conhecimento; conflitos de uso da terra; falta de recursos p/produção.CONSEQUÊNCIAS: diminuição da oferta; importação de produtos; aumento de preços.SOLUÇÕES: tecnificação; incentivos para a produção agrícola; planejamento de uso da terra.

Como podemos ver, até que não é difícil organizar as ideias e apresentar, numa planilha, os problemas ambientais, seguidos das

provocam sérios efeitos no meio ambiente. Eles são usados para destruir pragas e até ajudam na produção. deve ser um solo saudável e produtivo. Poluentes . Substâncias como lixo.2 POLUIÇÃO DO SOLO A poluição do solo ocorre pela contaminação deste através de substâncias capazes de provocar alterações significativas em sua estrutura natural. O solo. enriquecidos com matéria orgânica (restos de animais e plantas). Falta apenas uma coisinha: implementar as soluções.suas causas. também chamado de terra. O solo é a camada mais fina da crosta terrestre e se localiza na superfície externa. vento. o solo deve ser fértil. mas causam muitos danos ao meio ambiente. Como num tabuleiro de xadrez. esgoto. umidade. 2. ou seja. Quando o solo é poluído. agrotóxico e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem. Para que os alimentos dele retirados sejam de qualidade e em quantidade suficiente para atender as necessidades da população. Ele é o resultado da ação conjunta de agentes externos: chuva. é fundamental para a vida de todos os seres vivos do nosso planeta. consequências e soluções. CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS . etc. alterando o equilíbrio do solo e contaminando os animais através das cadeias alimentares. A poluição do solo tem como principal causa o uso de produtos químicos na agricultura chamados de agrotóxicos. os alimentos nele cultivados ficam contaminados.

em buracos "preparados" pra este fim. mas causam muitos danos ao meio ambiente. Isto ocorre pelo fato de não haver um processo de separação destes materiais. Como consequência disso. a chuva ácida. vaza promovendo a contaminação do solo. por exemplo. São eles: ATERROS . Eles são usados para destruir pragas e até ajudam na produção. Outro problema grave que ocorre nestes aterros é a mistura do lixo tóxico com o lixo comum. produzem gases tóxicos. O lixo depositado em aterros é responsável pela liberação uma substância poluente que mesmo estando sob o solo. Existem outros responsáveis que causam muitos problemas ao solo. alterando o equilíbrio do solo e contaminando os animais através das cadeias alimentares.depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis freáticos (ocasionando também a poluição das águas). além de provocar sérias alterações ambientais como. o solo passa a receber produtos perigosos e com grande potencial de contaminação misturado com o lixo comum. SOLO DESGASTADO A poluição do solo tem como principal causa o uso de produtos químicos na agricultura chamados de agrotóxicos. É. mas não são apenas os agrotóxicos que poluem os solos.

Os aterros são terrenos com buracos cavados no chão forrados com plástico ou argila onde o lixo recolhido na cidade é depositado. o que causa muitos danos ao lençol freático. o chorume. LIXO TÓXICO É outro problema decorrente dos aterros. uma camada do solo onde os espaços porosos são preenchidos por água LIXOS RADIOATIVOS . A decomposição da matéria orgânica existente no lixo gera um líquido altamente poluidor. não é suficiente e o liquido vaza e contamina o solo. alguns produtos perigosos são aterrados juntamente com o lixo comum. que mesmo com a proteção da argila e do plástico nos aterros. Como não há um processo de seleção do lixo.

Por isso é tão importante que não tenha poluição no solo. erosione. Se o solo estiver poluído. Estes minerais se misturam uns com os outros. e pelas usinas Angra 1 e Angra 2. onde também fica a água. do Lat. que representam 13.Este lixo é produzido pelas usinas nucleares e causam sérios problemas à saúde. O dado foi revelado pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). também seremos contaminados.08 mil metros cúbicos. O relatório indica que o lixo radioativo produzido por indústrias e hospitais. ficam temporariamente armazenados em centros vinculados à Comissão Nacional de Energia Pública (Cnem). A matéria orgânica se mistura com a água e a parte mineral e o ar fica guardado em buraquinhos que chamamos de poros do solo. intitulada "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável". s. serão utilizados em nossa alimentação. matéria orgânica e mineral. É como um ciclo: nós plantamos. água. o que pode trazer muitos riscos para a nossa saúde. os vegetais serão contaminados. 2. O solo ou terra é composto por quatro partes: ar. Erosão. cuidamos e colhemos os vegetais que por sua vez. portanto não podemos comer. Se nós comermos. O Brasil não tem depósitos adequados para armazenar o lixo radioativo.7 mil metros cúbicos. EROSÃO DO SOLO No início deste trabalho. mostramos resumidamente os 4 principais problemas da degradação ambiental em uma bacia hidrográfica (a Matriz Lógica): desmatamento. ato de corroer . perda de solo. Como todos têm a ver com a agricultura vamos discutir a erosão.f. qualidade da água e baixa produtividade agrícola. São destes poros que as raízes das plantas retiram o ar e a água que necessitam..

Os sais minerais do solo.  Bacias de infiltração.V ou vazão = área da seção x velocidade). Este fenômeno tem início com o desmatamento. podem abrir-se valas enormes. em regiões de alta pluviosidade.  Preservação da vegetação nativa em terrenos muito declivosos. a chuva costuma lavá-los e leválos. a primeira estrutura hidráulica exigida (logo depois da grade. que são levadas pela enxurrada para assorear rios e lagos. quando V=0. são transportadas e depois depositadas noutro local pela ação de agentes erosivos geológicos ou naturais ou pelas atividades humanas.  Pneus usados na contenção de encostas e em voçorocas. para fora do alcance das raízes. vão também bactérias. fósforo e potássio.lentamente.  Preferir a irrigação pressurizada (aspersão) à de superfície (sulcos).  Não utilizar para agricultura (ou pecuária).  Macrodrenagem e drenagem agronômica (a nível de parcela). ficam no fundo do .  Usar leguminosas (com sementes inoculadas com bactérias fixadoras de nitrogênio do ar) nas áreas já degradadas. em qualquer estação de tratamento de água (ETA) ou de esgotos (ETE). pelo seu próprio peso. agrotóxicos. Trata-se de um canal comprido. Esses 2 últimos elementos.  Plasticultura: plantio sob estufas de plástico. As gotas de chuva. desagregam as partículas do solo. SOLUÇÕES EXEQUÍVEIS :  Não agricultar áreas de preservação permanente (Conama 303/03). lateralmente às estradas vicinais.  Reflorestamento ou cobertura do solo (com palha ou lona plástica).3m/s ou menor. Pior. solos arenosos. CONSEQUÊNCIAS: A erosão do solo é tão comum entre nós que. ao atingirem o solo desnudo. baixando a produtividade agrícola. além de outras impurezas. plantio direto e cobertura morta. é a CAIXA DE AREIA. dimensionado para obrigar a água a perder velocidade (Q=A. é que junto com a água. causam eutrofização ("apodrecimento") dos mananciais. processo pelo qual pequenas partículas de rocha e solo se separam da sua localização original. chamadas de voçorocas. corrosão.  Práticas agrícolas: curvas de nível. carbônico e a própria água) e. como a Amazônia. em excesso. No caminho da água. nitrogênio. como são muito solúveis. são os principais alimentos das plantas (juntamente com os gases oxigênio. para conter o lixo). a energia da água não é mais suficiente para empurrar as partículas do solo e estas.

além de assorearem as estruturas. A queima destes produtos tem lançado um alto nível de monóxido e dióxido de carbono na atmosfera terrestre. Desde a metade do século XVIII. as partículas do solo: fazem crescer exageradamente as algas (por carregarem consigo Fósforo [P] e Potássio [K]. cresceu significativamente a poluição do ar. da queima dos combustíveis fósseis como. alimenta os setores . A queima do carvão mineral (fonte de energia para as máquinas da época) jogava na atmosfera das cidades industriais da Europa. Cidades como São Paulo. A partir deste momento. entopem as guelras dos peixes e cobrem seus ovos. sendo retirada dali periodicamente. doenças causadas pela poluição do ar. chuva ácida. principalmente. 2. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que. queima de combustíveis fósseis. quase todas as grandes cidades mundiais sofrem com os efeitos da poluição do ar. mudam a salinidade. além de outros estragos ambientais. toneladas de poluentes. por exemplo. Belo Horizonte. o homem teve que conviver com o ar poluído e com todas os danos advindos deste "progresso" tecnológico. poluição atmosférica.canal. diminuem o poder de penetração da luz solar. atrapalham os processos físicos e biológicos do tratamento da água ou esgoto. com o início da Revolução Industrial na Inglaterra. elementos eutrofizantes. gases tóxicos. Nos mananciais. cidade poluídas.3 POLUIÇÃO DO AR Prejuízos para o meio ambiente. Tóquio. A poluição gerada nos centros urbanos de hoje são resultado. Nova Iorque e Cidade do México estão na relação das mais poluídas do mundo. a cor e o pH da água. CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS Nos dias de hoje. Essas partículas. carvão mineral e derivados do petróleo (gasolina e diesel).

impedindo a dissipação do calor. A saúde das pessoas. A poluição também tem causado danos aos ecossistemas e ao patrimônio histórico e cultural. Várias doenças respiratórias como a bronquite. o calor fica concentrado nas camadas baixas da atmosfera.industrial. por exemplo. elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. pois a milenar construção grega estava sofrendo desgaste com a poluição da capital da Grécia. igrejas etc). monumentos históricos (prédios. a chuva ácida mata plantas. Desta maneira. provocando mudanças no clima. provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão entrar em extinção e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais frequência e intensidade. é a mais afetada com a poluição atmosférica. Resultado desta poluição. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera. animais e vai corroendo. . coloca-los de lado atualmente é extremamente complicado. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura no planeta Terra. rinite e asma levam milhares de adultos e crianças aos hospitais todos os anos. a Acrópole de Atenas passou por um processo de restauração. Portanto. com o passar do tempo. Pesquisadores afirmam que já está ocorrendo a elevação do nível de água dos oceanos. Este tipo de poluição tem provocado muitos problemas nas grandes cidades. Nos últimos anos. monumentos. O clima do planeta também é afetado pela poluição atmosférica.

. em todos os municípios brasileiros (maio/05). A maior parcela da poluição do ar é produzida pela queima de combustíveis fósseis. combustível renovável. CAUSAS MAIS COMUM Atividades industriais e mineradoras. escapamento de veículos. Os sistemas tecnológicos estão avançando no sentido de criar máquinas e combustíveis cada vez menos poluentes ou que não gerem nenhuma poluição. Testes realizados com hidrogênio tem mostrado que num futuro bem próximo. todas as fontes de poluição do ar devem se adequar a determinadas condições.     Diante das notícias negativas. lixões. casas e solo: é a chamada precipitação seca. erupções vulcânicas e outras. Segundo a legislação em vigor. pode se denunciada ao órgão ambiental competente. Hidrocarbonetos – agentes de várias doenças. queimadas. morrem cerca de 8 pessoas por dia. temos milhões de automóveis movidos a álcool. Outra pesquisa. divididas em 5 grupos: Monóxido de carbono – provoca asfixia. só perdendo para as atividades industriais e os veículos automotores. Pesquisa da Universidade de São Paulo. Uma parte do material em suspensão precipita nas árvores. o qual estabelecerá um prazo viável para que seja feita a adequação aos padrões estabelecidos. revelou que a poluição do ar é a responsável por 32% das mortes de cardíacos na cidade de São Paulo e que. Assim. por exemplo. como o carvão e o petróleo. de forma a não ocasionarem danos ao ambiente e à população. O resto. só na região metropolitana. permanece no ar durante semanas e é transportado pelo vento a longas distâncias. Muitos automóveis já estão utilizando gás natural como combustível. em estado sólido ou gasoso e são chamadas agentes poluentes. e Óxidos de nitrogênio – pode provocar nevoeiros e doenças. os carros poderão usar um tipo de combustível que lança no ar apenas vapor de água. Essas substâncias estranhas encontram-se suspensas na atmosfera. não fóssil. Óxidos de enxofre – agente da chuva ácida. o homem tem procurado encontrar medidas para solucionar estes problemas ambientais. Partículas – responsáveis por bronquites. No Brasil. agora do IBGE. que poluí pouco. mostrou que as queimadas são a terceira maior causa da poluição do ar no Brasil. por causa dos gases de veículos. Existe poluição do ar quando a presença de uma substância estranha ou a variação importante na proporção de seus constituintes pode provocar efeitos prejudiciais ou doenças. toda fonte de poluição existente que não esteja adaptada à lei.

3. Regular. "uma das cidades mais poluídas do mundo"]. Para a composição do Índice de Qualidade do Ar – IQA. . 400 e 500 (este último. cor vermelha Péssima: 300 – 399. Agora. Esse instrumento possibilita a elaboração de diagnósticos que facilitam a tomada de decisões relativas ao licenciamento das atividades poluidoras e as eventuais ações de controle necessárias. Rio e São Paulo são 2 belos exemplos. Partículas totais em suspensão (PTS): 240 ug/m3x24h Partículas inaláveis c/d<10micron (PM10): 150 ug/m3x24h Dióxido de enxofre (SO2): 365 ug/m3x24h Dióxido de nitrogênio (NO2): 320 ug/m3x1h Ozônio (O3): 160 ug/m3x1h Monóxido de carbono (CO): 9. cobertura do solo e clima). as concentrações de poluentes (cujas faixas de tolerância são especificadas na Resolução 3/90) foram classificadas do seguinte modo:       Bom: 0 – 50. Ofensivo à saúde. é só tomar o valor da média calculada e. colocam-se no eixo horizontal os valores máximos das faixas de tolerância e. delimitadas pela topografia e espaços aéreos (vertical e horizontal) de uma região. Está pronto o gabarito. em algumas regiões (lembram-se de como era a cidade de Cubatão-SP[ na década de 80. fixa as concentrações máximas permissíveis de poluentes do ar.IQA A Resolução CONAMA n. cor preta Assim. sendo toleráveis os seguintes limites. cor verde Regular: 51 – 100. para acomodar valores acima de 400). 300. tomam-se a média de cada um dos 6 poluentes do ar e. Ofensivo à saúde. tem-se tornado uma ameaça para a saúde e bem estar das pessoas e do meio ambiente em geral. 200. onde se lê o valor correspondente à faixa de IQA (Bom. cor marrom Crítica: > 400. entrando-se no gráfico correspondente pelo eixo horizontal. traça-se uma linha de chamada até a reta (anteriormente traçada) e daí. Impróprio. cor laranja Má: 200 – 299. de 28/06/90. Seguro à saúde. O Índice de Qualidade do Ar . 100. utilizadas no estudo da poluição atmosférica. durante o tempo de amostragem de 24 horas. para o cálculo do IQA. num gráfico em papel milimetrado. horizontalmente. Plotam-se os valores limites do poluente em cada faixa do IQA e unem-se esses pontos por uma reta.000 ug/m3x8h nota : ug/m3x24h significa: microgramas de partículas por metro cúbico de ar.      AS BACIAS AÉREAS são áreas homogêneas (definidas pelo seu relevo. etc. no eixo vertical. Justificativa: A qualidade do ar urbano. os valores máximos do IQA: 50.). até o eixo vertical. Ofensivo à saúde. cor amarela Inadequada: 101 – 199. Tolerável.

Em linhas gerais. 5% em relação às emissões registradas em 1990. que uma indústria de um país desenvolvido (que esteja sujeito à meta de redução de emissões). A meta é a redução.CRÉDITOS DE CARBONO. obriga os países desenvolvidos a reduzir as emissões dos gases do efeito estufa. Está sendo criado em SP o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE). O Protocolo de Kioto (PK para os íntimos). o Protocolo criou três "mecanismos de flexibilização". possa atender parte de suas exigências. tornando o País . Em 2003. executados por empresas de países em desenvolvimento. vale a pena ver de novo". o MDL permite. foram negociados US$ 330 milhões em todo o mundo e as projeções indicam um grande incremento no mercado global. negociado pela Comissão da ONU para a Mudança do Clima e assinado (menos pelos EUA e Austrália) em 1997. por cerca de 35 dólares.. Para facilitar o cumprimento das metas. como o Brasil. com o objetivo de organizar um mercado de créditos de carbono. A redução certificada de emissões está sendo negociada por 8 a 10 dólares por tonelada de dióxido de carbono e os créditos europeus. Por estarmos tratando de poluição atmosférica e esse gás (o CO2 ou dióxido de carbono) ser uma das vedetes do efeito estufa. p.ex. permite a participação dos países em desenvolvimento. o tema anuncia o Brasil como o primeiro País. A MOEDA ECOLÓGICA COMO INVESTIR EM MEIO AMBIENTE. entre 2008 e 2012. a se beneficiar (concretamente) com recursos internacionais dos Créditos de Carbono. o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL. "como diz a vinheta das novelas da Globo. adquirindo "créditos" associados a projetos de florestamento ou tecnológicos de redução de emissões. que não estão incluídos no PK. em todo o mundo. um dos quais. que poderá chegar a US$ 13 bilhões em 2007. em média.

Essas substâncias. Os riscos de acidentes são enormes e vale a pena "ficar de olho" (mas não para cima). 14). não sob a forma de chuva. no máximo. Como medir: A quantidade de íons livres de hidrogênio (H+) na água é dada pelo pH (potencial de Hidrogênio ionte) e causa a sua acidez (pH baixo) ou alcalinidade (pH alto. Vejamos alguns casos. Efeitos: Danos às florestas. peixes. ao solo. que saem das chaminés das fábricas. esperamos sobreviver pra ver no que vai dar. que são arrastados pelas gotas de chuva com o nome de chuva ácida.2 a 5. reagem na atmosfera com a água. Segundo a Agência de Proteção Ambiental Americana – EPA. Mede-se com um aparelho chamado peagâmetro ou tem-se uma noção com o papel de Tournassol. o oxigênio e outras. cerca da metade da acidez na atmosfera atinge o solo pela deposição seca. na prática. transformando-se em vários compostos ácidos. E ainda corrói as obras de arte expostas ao ar livre. como o ácido sulfúrico ou H2SO4 e o ácido nítrico ou HNO3. mas sim de gases ácidos e partículas sólidas. outros seres vivos e ao homem. Com as catástrofes climáticas atuais. de onde podem ser lavadas pelas chuvas. pH = 1. casas e árvores.0 (CHUVA ÁCIDA) pH = 5. principalmente as esculturas de mármore. carros. o dióxido de enxofre ou SO2 e o óxido de nitrogênio ou NOx).referência mundial no campo das negociações com carbono. ou seja.2 (todos os peixes morrem) pH = 4.0 (ácido sulfúrico) pH = 4. A CHUVA ÁCIDA     A água da chuva atinge o solo já poluída (por 2 dos agentes .6 (chuva limpa) . O vento sopra-as para os edifícios.

à vegetação (o dióxido de enxofre. cardíacas e respiratórias. transportando para os pulmões substâncias tóxicas e cancerígenas. correndo. cerca de 12m3/d de ar atmosférico e seus alvéolos possuem uma área de 70m2. existe uma classe de poluentes. fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que. se mantém suspenso na atmosfera. São representadas por MP10. Como não são retidas pelas defesas do organismo (nariz e mucosas). O perigo das dioxinas Um último lembrete relacionado à poluição do ar. Causam danos às estruturas e fachadas dos edifícios. O perigo das partículas: Partículas < 10u (com diâmetro inferior a dez mícron) têm mais facilidade de penetrar no sistema respiratório humano. Fontes: As fontes emissoras são as mais variadas: gases de escapamento dos veículos. com o aumento da mortalidade de doenças respiratórias. Se estiver andando. por destruir a clorofila) e são responsáveis pela redução da visibilidade (podendo causar sérios acidentes terrestres ou aéreos).ex. constituem-se num dos maiores problemas mundiais de saúde pública. Partículas < 5u são mais fáceis de alcançar os pulmões e seus alvéolos. Sob a denominação geral de material particulado (MP). Curiosidade: O homem em repouso deixa passar pelos seus pulmões. alergias. "fuligens" das queimadas.000 pessoas em Londres no ano de 1952. devido ao seu pequeno tamanho. principalmente nos locais não servidos pela coleta domiciliar e nas casas de praia (onde esse . a taxa sobe para 39m3/d.   pH = 6. Esses distúrbios agravamse pela ausência de ventos e no inverno com o fenômeno da inversão térmica (ocorre quando uma camada de ar frio forma uma parede na atmosfera que impede a passagem do ar quente e a dispersão dos poluentes). fumaças expelidas pelas chaminés das fábricas. causam irritação e doenças crônicas. São conhecidas como Partículas Respiráveis de Alto Risco (MP2.5 (lago saudável) pH = 7..5).0 (água pura) pH = 8. Assim. A maioria de nós pensa que a maneira mais rápida. 94 e subindo escada 115. prejudica a fotossíntese. prática e eficiente de se livrar do lixo doméstico. o material particulado (MP) e o ozônio (O3) ao nível do solo. Morreram em decorrência desse fenômeno cerca de 4. p. tais como: poeiras. poeiras das pedreiras e marmorarias e outras. lesões degenerativas no sistema nervoso ou em órgãos vitais e até câncer.0 (água do mar) Material Particulado Inalável A emissão excessiva de poluentes do ar tem provocado sérios danos à saúde como problemas respiratórios (bronquite crônica e asma).

que podem afetar a nossa saúde. em breve. Aqui vem o grande perigo: a presença do plástico. III Fórum Mundial da Água. degradação do meio ambiente.Grande parte das águas deste aquífero situa-se em subsolo brasileiro (região sul). Pesquisas realizadas pela Comissão Mundial de Água e de outros órgão ambientais internacionais afirmam que cerca de três bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo .3 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS Poluição de rios e mares. Em função destes problemas. O uso irracional e a poluição de rios. desde a Revolução Industrial (segunda metade do século XVIII). às vezes. Fundamental para a vida em nosso planeta. Não faça isso. Pelo menos. O homem tem causado. a água tem se tornado uma preocupação em todas as partes do mundo. um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado. é queimando-o. mares e lagos. problemas de saúde. faz com que sejam lançadas no ar as temíveis Dioxinas. 2.serviço também. depois de algum tempo. O melhor é enterrá-lo (mas sem o plástico do saco). os governos com consciência ecológica. oceanos. É como cuspir para cima. mares. podem ocasionar. esgotos. CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS Os principais fatores de deteriorização dos rios. caso não ocorra uma mudança drástica na maneira com que o ser humano usa e trata este bem natural. água poluída. todo este prejuízo à natureza. lagos e oceanos são: poluição e contaminação por produtos químicos e esgotos. através dos lixos. tem motivado a exploração racional de aquíferos (grandes reservas de água doce subterrâneas). Na América do Sul. dejetos químicos industriais e mineração sem controle. substâncias altamente cancerígenas. a falta de água doce. é inexistente). temos o Aquífero Guarani. "vira adubo".

entre 16 e 23 de março de 2003. a administração de riscos. que matam mais de 5 milhões de pessoas por ano. hepatite e febre tifoide. A pessoa consciente deve economizar. espalham-se diversas epidemias de doenças como diarreia. esquistossomose. alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população. alumínio e mercúrio). a divisão e a eficiente administração dos recursos hídricos do planeta. a valorização da água. a garantia do abastecimento de alimentos. produtos químicos usados em indústrias. óleos de automóveis. no dia-a-dia todas as pessoas podem colaborar para que a água doce não falte no futuro. 3 LIXO URBANO DE BELO HORIZONTE . foi realizado no Japão. sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os hospitais e postos de saúde destes países. Cerca de um milhão não tem acesso à água potável.necessário de condições sanitárias. o III Fórum Mundial de Água. metais pesados (chumbo. A preservação. BUSCA DE SOLUÇÕES: Com o intuito de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra. pois o desperdício de água doce pode trazer perigosas consequências num futuro pouco distante. Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que. pesquisadores e autoridades de diversos países aprovaram vários documentos que visam a tomada de atitudes para resolver os problemas hídricos mundiais. para que ela não falte no século XXI. economia e o uso racional da água devem estar presentes nas atitudes diárias de cada cidadão. zinco. Políticos. tintas. a proteção dos ecossistemas e mananciais. CURIOSIDADE: Produtos que mais poluem os rios. gasolina. leptospirose. Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais. óleos de cozinha. lagos e mares: detergentes. Em razão desses graves problemas.

já em 1929. as celas "Beccari" foram desativadas e a maior parte dos resíduos coletados era depositada. gerando péssima repercussão quanto ao processo de degradação da cidade. No período das chuvas. Para o tratamento do lixo. foi instalado um forno de incineração.A preocupação com a melhoria do padrão de limpeza da capital. Ao longo da década de 60. então. na capital mineira. mais uma vez. ocorreram dois trágicos deslizamentos na "Boca do Lixo". para a destinação final da maior parte dos resíduos urbanos. do Aterro Sanitário. no Vazadouro Morro das Pedras. Salienta-se a adoção de tecnologia de ponta no tratamento do lixo.BREVE HISTÓRICO Belo Horizonte. com a implantação. Sua história é marcada por pioneirismo na busca da destinação adequada para o lixo. a céu aberto. desativado. com a elaboração do Primeiro Plano Diretor de Limpeza Urbana de Belo Horizonte. conhecido popularmente como "Boca do Lixo". em 1922. Em 1972. a partir de 1975. mais de 300 pessoas moravam em condições sub-humanas. no cenário nacional. O forno de incineração foi. nos anos de 1971 e 1972. aliada ao crescimento da população e ao consequente aumento da quantidade de resíduos descartados exigiu a incorporação de novos recursos para o tratamento do lixo. cujo funcionamento se deu desde a fundação da cidade até o ano de 1930. sobrevivendo da catação das sobras. entrando em funcionamento cem celas de fermentação do sistema "Beccari". e da Usina de . ambos com vítimas fatais. A cidade se destaca. teve a higiene e a salubridade incluídas como requisitos fundamentais. primeira cidade planejada do Brasil. e. retoma-se a orientação de gestão adequada dos resíduos. Nesse local. O sistema de fermentação do lixo em celas foi desenvolvido pelo florentino Giovani Beccari. prevista para abrigar trezentos mil habitantes. era implantado em Belo Horizonte.

Outros problemas das grandes cidades. descartáveis ou com vida útil muito curta. mundialmente. A gestão de resíduos é. A cultura do desperdício no Brasil contrapõe-se. Em 1993. mas. desde a sua geração. em especial nas grandes cidades. buscando prevenir dificuldades futuras para a identificação de locais no município para esse uso. Posteriormente. coleta. Com o lançamento de novos produtos no mercado e a publicidade se incumbindo de "criar" necessidades. que diz respeito à sociedade. que são destinados. uma atitude individualista das pessoas em relação ao lixo. nacional e internacionalmente. tratamento e destino final. com destaque. observava-se. também. da água e do ar. como um dos mais graves PR oblemas ambientais da atualidade. um problema de grande complexidade. o lixo urbano já era reconhecido. que permitia o reaproveitamento de pequena parte dos recicláveis e da matéria orgânica. assumindo-o como problema seu apenas nos limites do seu espaço privado. para um aterro sanitário no município de Sabará. como um todo. portanto. com a substituição massificada de produtos duráveis por outros. total alheamento da sociedade em relação aos problemas relacionados ao lixo urbano. Em 1996. Novo modelo a partir de 1993 A partir de 1993. incluindo Belo Horizonte. foi gerado um sistema de produção e consumo indutor de desperdícios. não só por seu alto potencial poluidor dos solos. à situação de miséria de parte da população que tem como única fonte de sobrevivência e geração de renda a catação de alimentos e de outros materiais do lixo. tendo recebido vários prêmios. o serviço público que mais depende do envolvimento das pessoas. pelo qual foi reconhecida. como Belo Horizonte. No início da década de 90.Triagem e Compostagem. a área de Capitão Eduardo. entretanto. pela sua relação com o esgotamento dos recursos naturais. triagem. foi utilizada para implantação de um conjunto habitacional. O Plano também reservou outra área para aterro sanitário no município. É. a Superintendência de Limpeza Urbana – SLU iniciou a implementação do Modelo de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos de Belo Horizonte. são o saturamento da capacidade das áreas existentes para aterramento dos resíduos e as dificuldades para identificação de novas áreas para essa finalidade. atualmente. certamente. em Belo Horizonte. que havia sido desapropriada para aterro. pelo Programa "Gestão Pública . beneficiamento. reaproveitamento. deixando o município sem opção de local para disposição dos seus resíduos urbanos. o trabalho foi premiado. acondicionamento.

podas e capina). das Fundações Getúlio Vargas e Ford. e propiciou a produção de um composto de qualidade significativamente superior ao que era produzido na usina. o processo não tinha o devido controle operacional. Nesse novo modelo. nos Estados Unidos da América. além disso. vidro e plástico). poupando sua vida útil. A separação não conseguia eliminar a contaminação por cacos de vidro. com a implantação de unidades de reciclagem em locais de maior geração desse tipo de resíduos na cidade. Antes. Em estudo realizado em 1993.e Cidadania". etc. seletivamente. com a utilização do entulho reciclado em obras de pavimentação. de manutenção de vias públicas e de construção civil. que já estava próxima de se esgotar. ainda.. a SLU foi convidada a apresentar o trabalho e a participar de evento de comemoração de 10 anos de programa análogo. a correção da disposição irregular de entulho pela malha urbana. e. junto com os materiais oriundos de podas e capinas. Foram implantados três programas de reciclagem: Compostagem simplificada dos resíduos orgânicos (restos de alimentos. propiciavam economias de recursos naturais e energéticos e ainda viabilizavam a geração de trabalho e renda. metal. O novo processo passou a ser feito com os resíduos orgânicos coletados. foram identificadas 134 áreas de deposição clandestina na cidade. No novo sistema. gerando graves problemas para o município e despesas adicionais para o serviço de limpeza urbana. destacaram-se inovações tecnológicas. com ênfase à segregação dos resíduos na fonte e à coleta seletiva. o composto era feito a partir do material coletado. visando ao máximo reaproveitamento e à reciclagem dos resíduos sólidos. que já se encontrava obsoleta. promovido pela Fundação Ford. o composto gerado a partir da matéria orgânica limpa e com rigoroso controle de qualidade passou a ser usado como insumo. em parceria com a Escola de Governo John Kennedy. pilhas. propiciou economia para a prefeitura. O composto resultante. em hortas comunitárias e escolares. Permitiu. feiras e sacolões. era usado em canteiros centrais e jardins e causava incômodo à população pelo mau cheiro. em mercados. Esses programas. Em função dessa premiação. Reciclagem dos resíduos da construção civil (entulho) e Coleta Seletiva dos materiais recicláveis (papel. A Coleta Seletiva dos materiais recicláveis também apresentava . misturado e triado posteriormente na usina. da Universidade de Harvard. de baixa qualidade. além de possibilitarem a redução de materiais que seriam encaminhados ao aterro sanitário. O programa de reciclagem do entulho da construção civil. A compostagem simplificada foi adotada após a decisão de se paralisar a Usina de Triagem e Compostagem.

a parceria com os catadores. Apesar de tantas novidades tecnológicas. de forma intensiva e sistemática. sob viadutos. para aquecer suas marmitas. no centro da cidade. o que mais se destacou no novo modelo de gestão de resíduos instituído em 1993 foi a incorporação. efetivamente. Ainda no que se refere à inovação tecnológica. Outra invenção do novo sistema de limpeza urbana foi a criação e instalação de 100 micro pontos de apoio à varrição na área central. de componentes de caráter social e ambiental. contemplando áreas excluídas ou mal atendidas. que trabalhavam. de maneira informal e extremamente precária. que viabilizaram o acesso às vias estreitas.desafios tecnológicos. Antes. com a utilização de veículos especiais menores. pequenas instalações. já que havia poucas experiências no País e Belo Horizonte se propôs a buscar alternativas que viabilizassem a redução dos altos custos praticados em outros municípios. também. nas ruas da cidade. o que permitiu que os garis passassem a ter um local para trocar de roupas. foi instituído um processo revolucionário de mobilização e participação social no sistema de limpeza urbana. com adequação e inovação de equipamentos e instalações e ampliação do atendimento. foi promovido o aprimoramento dos serviços prestados. esses trabalhadores eram obrigados a pedir para usar banheiros em bares e outros estabelecimentos e a fazer suas refeições em praças ou na beira de calçadas. tomar banho após a jornada de trabalho nas ruas e. até então com uma atuação estritamente técnico-operacional 3 CONCLUSÃO . Uma solução criativa permitiu a ampliação dos serviços de coleta domiciliar em vilas e favelas. fazer uso de sanitários. do porte de uma banca de revistas. Para isso. além do compromisso de incorporar. em geral com pavimentação irregular e com acentuada declividade. já que era muito difícil encontrar áreas disponíveis para a construção de pontos tradicionais de apoio à varrição.

passou a utilizar-se dos estudos da percepção para assim compreender como os homens percebem o espaço por eles vivenciado. Aliado a Educação Ambiental (E. que tem justamente por preocupação compreender como a o homem interage com o espaço e toda a dinâmica que envolve este processo. Na TV. Não existe. revistas e jornais. Vá numa livraria e peça para visitar a estante de Meio Ambiente. "mapas mentais" e registros estruturados. espere sentado por algo parecido. Temos de ter um comprometimento com a vida. Pornô não serve? Responde o jornaleiro. . o bem estar de cada um e da sociedade. e encontrar um caminho para rever a questão da degradação do meio ambiente. Passe no jornaleiro da esquina e. entre os milhares de CD´s. preparados para a tomada de decisões e atuantes na realidade socioambiental. fotografias.A Geografia. procure por algum que dê informações sobre a Natureza. As técnicas comuns da percepção ambiental são: entrevistas.) que tem com função principal a formação de cidadãos conscientes.A. procure interagir nos assuntos ambientais locais e globais. tanto a nível global como local. Saber-pensar-agir é a filosofia de quem está preocupado em defender o Meio Ambiente.

acesso agosto 2010 http://pt. simples cidadão.ibge.com.br/biosseguranca/ .wikipedia. Atual – 1992. SP. Atual – 1989. Ed. Ed. Do nicho ao Lixo – ambiente.todabiologia. Zysman.Suplemento de Meio Ambiente.br/ acesso agosto 2010 http://www.acesso agosto 2010 http://bibocaambiental.metro.org/.apostila do curso de Educação Ambiental.fiocruz.com/ acesso agosto 2010 http://www. Destruição e equilíbrio – o homem e o meio ambiente no espaço e no tempo – 11ª edição. Sergio de Almeida.br/ acesso em agosto 2010 .acesso agosto 2010 http://jviana.2006. Francisco Capuano. É preciso nos conscientizar. podemos fazer pelo Meio Ambiente. Omar – O lixo urbano . NEIMAN. Jornal Folha de São Paulo .org. sociedade e educação – 8ª edição.blogspot.uol.E o que EU.com/journal/ . é porque nossa consciência ambiental aflorou como um botão de rosa desponta num sopro de vida. Para sermos saudáveis.acesso agosto 2010 http://www. 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RODRIGUES. Atual – 1991. Ed. 2002 http://www. Era Verde? Ecossistemas brasileiros ameaçados – 19ª edição. tenho a ver com isso ? Quando nos perguntamos o que nós. ET alii.com/ – acesso agosto 2010 http://www. simples mortais.multiply. SP. SCARLATO. FÜRST. temos que começar pela saúde do meio ambiente. SP.gov. Vamos cuidar bem dele.br/ .

“ainda falta fazer o link da problemática ambiental com as questões econômica e social”. Há vinte anos. intitulada “O Que o Brasileiro Pensa do Meio Ambiente e do Consumo Sustentável”. afirmou a ministra Izabella Teixeira. presente à cerimônia de lançamento da pesquisa. última modificação 06/06/2012 15:00 0 Comments e 0 Reactions Após o Dia Mundial do Meio Ambiente. é um número bastante expressivo. a ministra espera que a conferência da ONU reforce as conexões entre as questões ambiental. mas o governo brasileiro vê a questão com outra perspectiva. parece pouco animador. A ministra disse acreditar que isso poderá ser feito a partir da Rio+20: “Os três pilares da Conferência da ONU farão essa ligação ao discutir o .Consciência ambiental no Brasil aumenta. celebrado na terça-feira. Ao contrário. mas só 22% ouviram falar da Rio+20 por Maurício Thuswohl. especial para a Rede Brasil Atual publicado 06/06/2012 14:00. esse índice de quase um quarto da população não é baixo. social e política (Foto: ONU) Rio de Janeiro – Uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e divulgada nesta quarta-feira (6) revela que apenas 22% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar da Rio+20. realizada no Rio de Janeiro. o resultado da pesquisa. apesar do crescimento da consciência ambiental do povo brasileiro. A ministra acrescentou que “hoje se fala na Rio92 como um grande êxito. apenas 3% dos brasileiros sabiam da Rio92”. inclusive a mídia". mas na época muitos a consideraram um fracasso. “Considerando que a pesquisa cobriu todas as classes sociais e todas as regiões do Brasil. A poucos dias do início da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. Izabella afirmou que.

A íntegra da pesquisa pode ser vista no site do Ministério do Meio Ambiente . Entre estes. já está pavimentado. a administração sustentável dos recursos do planeta e a adoção de uma governança ambiental global”. o meio ambiente sequer aparecia na lista de prioridades do brasileiro”. segundo a ministra. além de toda sorte de lixo eletrônico ou hospitalar. das pessoas e da economia do país ao mesmo tempo” e 5% que é “produzir cada vez mais com combustível fóssil como o petróleo e o gás abundante em nosso país”. A Região Sul apresenta o maior percentual de coleta seletiva (76%). Em 2012.combate à pobreza. A pesquisa foi feita pelo Instituto CP2 entre os dias 15 e 30 de abril. Além dos principais problemas ambientais identificados pelos brasileiros no Brasil e no mundo e dos hábitos de consumo e reciclagem no país. praticamente inexistem no país. 47% dos entrevistado afirmaram saber o que é desenvolvimento sustentável. Além disso. de fato. ainda estão longe do ideal. Ainda segundo a pesquisa. se isso acontecer à custa da depredação dos recursos naturais do país. A preocupação com o problema do lixo. Outro dado interessante na comparação com 1992: naquele ano. já faz parte da realidade de 29% dos entrevistados. enquanto 26% disseram que é “cuidar do meio ambiente. por exemplo. Nordeste (32%) e Norte (27%). a pesquisa mostra também como é avaliada a atuação dos órgãos públicos e empresas privadas na conservação ambiental e qual a disposição do povo brasileiro para se engajar na busca por soluções para os problemas ambientais. os brasileiros listam o meio ambiente como o sexto problema. Em 1992. Centro-Oeste (41%). seguida pelas regiões Sudeste (55%). o descarte adequado de pilhas. 46% dos brasileiros não sabiam mencionar sequer um problema ambiental na sua cidade ou bairro. 52% da população brasileira não separa o lixo antes do descarte.2 mil entrevistas domiciliares nas cinco regiões do país. Maus hábitos Os hábitos de consumo da maioria dos brasileiros. 82% das pessoas entrevistadas disseram não estar dispostas a ter mais progresso. tarefas como. no entanto. “Entre os dez principais problemas do país. A separação do lixo é maior em áreas urbanas (50%) do que na zona rural (35%). demonstra um aumento no nível da informação ambiental do cidadão brasileiro. 69% afirmaram que se trata de “garantir que os recursos naturais não sejam destruídos pelos seres humanos”. A pesquisa. e teve como base a realização de 2. esse número caiu para 10%. Segundo a pesquisa. baterias e pneus velhos. por outro lado. disse. O caminho para avançar na consciência socioambiental do país.

De 1950 até 1994. a produção industrial e o transporte. metade das quais ligadas diretamente à poluição produzida por veículos automotores. Vazamentos de Petróleo. com o incremento das atividades industriais e de transporte (rodoviário e aéreo). que avaliaram os efeitos da poluição do ar em três países (Áustria.3 em 2005. Um grupo da Faculdade de Medicina da USP constatou. em decorrência de problemas respiratórios ou cardíacos desencadeados pela exposição contínua ao ar poluído. enquanto a quantidade média diária de viagens por habitante. apontou a poluição como responsável por um número maior de mortes do que o trânsito. principalmente nos meses de inverno.5 registradas em 1995 para 1. A poluição gerada (monóxido de carbono. pode aumentar até 12% o risco de mortes por doenças . Desmatamento e Desertificação.guiafloripa. O transporte rodoviário. Esses dados confirmaram informações de pesquisas anteriores. que a concentração de poluentes atmosféricos em São Paulo. entre 1960 e 1996. Poluição Atmosférica A poluição atmosférica está associada.br/energia/ambiente/problemas_ligados_energia. como a própria geração de energia (termoelétricas). deve subir de 1. material particulado) pelo transporte também é apontada como a responsável por 25 mil novos casos anuais de bronquite crônica e mais de 500 mil ataques de asma. Esses dois insumos alimentam grandes setores da economia atual. ônibus e caminhões) cresceu nove vezes. Uma estatística. totalizando aproximadamente 90% da energia comercial utilizada no mundo.7 viagens. Suíça e França). A ação dos resíduos sobre a saúde está sintetizada na Tabela 2).com. mais que dobrou. a frota mundial de veículos (carros. Os efeitos nocivos do crescimento automotivo têm aparecido continuamente em levantamentos de saúde. Os dados brasileiros também revelam prejuízos significativos à saúde. segundo a projeção. que mostraram que a poluição abrevia a vida de 12 a 24 mil pessoas por ano e provoca outras 24 mil internações. óxidos de enxofre e nitrogênio. principalmente. No Brasil. em 1997. à queima de carvão e de combustíveis derivados de petróleo (Os aspectos e impactos gerados pela queima de gasolina e diesel podem ser vistos na Tabela 1. uma das maiores fontes de poluentes. estimam que essa seja a causa de 40 mil mortes anuais. de acordo com o capítulo Cidades Sustentáveis da Agenda 21. a emissão de carbono (CO e CO 2) resultante da queima desses combustíveis. divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1999. podendo chegar essa relação a 4.http://www. joga mais de 900 milhões de toneladas de CO2 por ano na atmosfera. Estima-se que. crianças e idosos. Os pesquisadores europeus.php Principais Problemas Ambientais Ligados às Fontes de Energia Nesta seção são tratados os seguintes problemas:      Poluição atmosférica. realizadas no Reino Unido. Aumento do efeito estufa e alterações climáticas. em particular de gestantes. passando de 70 milhões para 630 milhões. Chuva ácida. a taxa de motorização passou de 72 habitantes por automóvel em 1960 para pouco mais de 5 em 1998.

Tabela 2 Ação dos Resíduos de Combustível Fósseis sobre a Saúde Substância Efeitos sobre a Saúde . Os efeitos agudos da poluição se manifestam. sobretudo. além da redução das defesas imunológicas pulmonares. Rubens Eugênio Barreto Ramos. Entre as crianças esse índice chega a 20% e a taxa de mortalidade de idosos acima de 65 anos. O ar de São Paulo recebe. quando a procura por atendimento em pronto-socorros infantis aumenta 25% e o número de internações por problemas respiratórios sobe 15% em relação às outras estações. aparecem sintomas de rinite alérgica e crises de asma.Estratégia de gerenciamento ambiental para setor de transportes: perspectivas para o uso do gás natural como minimizador da poluição atmosférica.respiratórias. Tabela 1 Aspectos e Impactos Gerados pelo Uso de Gasolina e Diesel Aspecto Emissão de dióxido de enxofre (SO2) Emissão monóxido carbono (CO) de de Impacto Chuva ácida Intoxicação Tipo Negativo Negativo Categoria Regional Local Emissão de dióxido de carbono (CO2) Efeito estufa Negativo Negativo Global Regional e global Emissão de óxidos Chuva ácida. nesse período do ano. efeito estufa Cancerígeno para animais Negativo Global Negativo Regional e global Negativo Regional Fonte: Breno Torres Santiago Nunes. após 3 meses de exposição aos poluentes. aumenta até 12%. o que dobra o risco de contrair câncer. Sérgio Marques Júnior. quando o egime mais intenso de chuvas e ventos ajuda a dispersar a poluição. de nitrogênio formação de ozônio de baixa altitude (NOx) (O3) Emissão material particulado de Não identificado - - Emissão de hidrocarbonetos Formação de ozônio de baixa altitude (O3) Emissão aldeídos de Formação de ozônio de baixa altitude (O3) Problemas no desenvolvimento de plantas. cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes. durante o inverno. Os experimentos feitos com animais de laboratório indicaram que. anualmente. 90% deles emitidos por veículos automotores.

De acordo com os pesquisadores. Contudo. investigou os danos provocados aos fetos. olhos e nariz. os halocarbonos e outros de origem industrial como o hidrofluorcarbono (HFC). (da dificuldades respiratórias. o monóxido de carbono (CO). fenômeno que permite manter uma temperatura terrestre favorável à existência biológica. aumento da incidência de rinite. cardiovascular e respiratório.Estratégia de gerenciamento ambiental para setor de transportes: perspectivas para o uso do gás natural como minimizador da poluição atmosférica Outra pesquisa. também da USP. Dificulta o transporte de oxigênio no sangue. a temperatura média da Terra responde ao aumento da concentração de gases de efeito estufa. dois em cada oito óbitos fetais tardios estão associados à poluição. diminui os reflexos. gera sonolência Irritações na garganta. de Provoca Provoca náuseas náusea e e O3 Hidrocarbonetos Aldeídos Material particulado queima carvão) Fonte: Breno Torres Santiago Nunes. Sérgio Marques Júnior. podem reter a radiação de retorno. o . embora não possuam a capacidade de absorver a radiação proveniente do sol. a poluição é um risco adicional à saúde das gestantes nos grandes centros urbanos. aumento da incidência de tosse e asma. A análise comparativa entre o número de óbitos fetais tardios (ocorridos após o 7º mês de gestação) e o nível diário de poluição revelou um número maior de mortes em períodos mais poluídos. potencial no desenvolvimento de enfisema efeito Problemas respiratórios. Rubens Eugênio Barreto Ramos. dificuldade respiratória. Aumento do Efeito Estufa e Alterações Climáticas A crescente consumo de combustíveis fósseis também está alterando o equilíbrio do planeta proporcionado pelo "efeito estufa". amplificando os efeitos do fenômeno produzido naturalmente. Irrita olhos. pois esses gases. irritação nos olhos. o metano (CH4). nariz e garganta. Sonolência. Afeta sistemas nervoso. nariz e garganta. apesar da proteção oferecida pela placenta e pelo próprio corpo materno. o óxido nitroso (N2O) e os clorofluorcarbonos (CFCs). Embora não seja fator determinante para a perda do bebê. liderada pelo Laboratório Experimental de Poluição Atmosférica.NOx SO2 CO Irritação dos olhos e aparelho respiratório. Entre os gases de efeito estufa mais conhecidos estão o dióxido de carbono (CO2). Os óxidos de nitrogênio (NOx). faringite e bronquite Fatal em altas doses. tosse Irrita olhos.

40 4. A contribuição desses gases para o aumento da temperatura global depende do tempo de sua permanência na atmosfera e da interação com outros gases e com o próprio vapor d'água natural do planeta. Os óxidos nítricos. as pesquisas de Svente Arrhenius já apontavam indícios de superaquecimento terrestre como decorrência do aumento de dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima de recursos fósseis (petróleo. também têm a mesma característica de reação fotoquímica com a luz solar. está na Tabela 3. emitindo 74. Os dados da emissão de CO2por setor de economia.00 Emissão CO2 1980 0. o País passaria a emitir 200 milhões de toneladas a mais.11 0. O metano. Tabela 3 Intensidade Energética e Emissão per Capita de CO2 Países Intensidade Energética 1980 Países de baixa renda Países de renda média Baixa Renda Média Alta 1. biomassa). na Suíça.8ºC na superfície do planeta durante o último século. O assunto permaneceu como tema acadêmico até meados do século XX.90 2.perfluorcarbono (PFC) também são exemplos de gases de efeito estufa. Em 2000. O relato da Academia Nacional de Ciências (NAS) dos Estados Unidos durante a realização do Fórum Econômico. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).91 0. embora tenha período curto de permanência na atmosfera. quando estudos experimentais. o aumento de dióxido de carbono em decorrência da intensificação das atividades industriais foi o principal fator que contribuiu para elevar a média da temperatura entre 0. passando para a 5ª posição no ranking. O histórico das emissões de CO2. no Brasil. provaram que a composição atmosférica tinha mudado desde o início da Era Industrial e que o ritmo dessa mudança poderia estar se acelerando.6 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.90 2. carvão. possui expressiva contribuição no aumento do efeito estufa porque absorve maior quantidade do calor irradiado pela Terra. Se as emissões causadas pelos desmatamentos fossem computadas. promovendo a formação de ozônio de baixa altitude. por fonte de energia. (Os dados de intensidade energética e emissão per capita de CO2.50 . o Brasil ocupava a 17ª posição no ranking de poluidores.00 1995 1.50 4. O dióxido de carbono é o principal agente da mudança em vista do tempo de dispersão muito longo e da quantidade gerada pelas atividades antropogênicas.83 1. em janeiro de 2000. confirmou que a temperatura média global nos dias atuais é substancialmente maior que a taxa média de aquecimento durante todo o século XX.91 1.00 1995 0. Em 1896. Calcula-se que o metano tem um potencial de aquecimento atmosférico 56 vezes maior do que o dióxido de carbono. realizados na década de 1950. estão na Tabela 4. está na Tabela 5). por países.4ºC e 0. em menor proporção. A quantidade de dióxido de carbono e metano produzida pela decomposição orgânica nos lagos represados de grandes centrais hidrelétricas e o índice elevado de óxidos nítricos expelido diretamente na camada estratosférica pelo tráfego aéreo tem sido citados como fatores agravantes do fenômeno.

60 12.59 0.4 0. n.29 0.0 61.4 31.01 56.60 635 1993 3. Balanço de Eficiência Energética do Brasil.44 367 1980 0.4 0.Renda Média Países de Renda Média Ásia e Pacífico Europa e Ásia Central América Latina/Caribe Países de Alta Renda (OCDE) Brasil 0. por Fonte de Energia (em Milhões de toneladas de Carbono) Fonte Gás Petróleo Carvão Total PIB (US$) 1974 0.0 659 1996 4.3 73.5 10.05 45.d. Observações: Intensidade energética medida em Kg equivalente de petróleo/US$ produzido.8 52. N. 0.67 0.d.4 54. 2000 Tabela 5 Histórico das Emissões de CO2 no Brasil.32 49.29 0.50 1.86 35. O efeito estufa e o setor energético brasileiro. emissão medida em Kg de CO2/US$.90 2. Texto de Discussão 179.9 21.50 0.5 749 .67 0.6 6.0 10.1 2.79 42.11 621 1990 2.7 Percentagem do Total 6 34 1 1 49 8 100 Fonte: INEE.2 5.d.91 n.60 1.49 32.11 1.d.9 12.72 41.50 2.2 13. 2.37 4.66 546 1986 2.50 7.50 4.91 1. Edição própria.40 n.60 2.50 1.40 12. : não disponível Tabela 4 Emissão de CO2 dos Combustíveis Fósseis por Setor da Economia Brasileira (Dados de 1996 em 106 tC de CO2) Setor Agropecuário Industrial Comercial Público Transporte Residencial Consumo Final Quantidade de Emissão 3. IPEA.45 0.3 62. 2000.60 Fonte: Mário Jorge Cardoso de Mendonça.00 1.34 0.27 49. Maria Bernadete Sarmiento Gutierez.

da Universidade de East Anglia (Inglaterra). O cenário resultante dessas mudanças seriam desastres como enchentes. desertificação de terras produtivas. conforme dados divulgados por seguradoras ligadas ao Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente. demonstrou que apenas 25% da variação total da temperatura terrestre. 2000 O estudo feito por geólogos da Universidade do Texas. como erupções vulcânicas e flutuações na intensidade da luz solar que atinge a Terra.94 -1. ocorreu por causas naturais. no final do século XVIII. prevêem que o impacto causado pelo aquecimento sobre determinadas regiões poderá agravar a situação de países que figuram entre os mais quentes e secos do mundo. registraram um aquecimento médio global de 1. ou já enfrentam escassez de alimentos.85 Fonte: INEE. fome. como o Cazaquistão e a Arábia Saudita. estoques pesqueiros e produção de energia devem consumir aproximadamente U$ 300 billhões. água potável. sendo o CFC (clorofluorcarbonos) o principal deles. durante o ano de 2000. que podem ser carregados pelo vento por distâncias superiores a . que incluem principalmente o aumento dos gases de efeito estufa e da radiação solar incidente em virtude da destruição da camada de ozônio. formados pela associação da água com dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogênio (NOx). com territórios ao nível do mar. Os resultados de outra pesquisa. como o Afeganistão e a Etiópia. Os dados projetados pelo Centro Tyndall. Esses fenômenos naturais foram os responsáveis pela maior parte das mudanças climáticas globais verificadas até meados do século XIX. Estados Unidos. tendem a acelerar também a alteração da temperatura oceânica.51 2. e são coerentes com os relatórios emitidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).1ºC desde o início da Revolução Industrial. extinção de espécies animais e vegetais. a partir de 2050. e os tipos climáticos das regiões terrestres. a circulação associada entre a terra e os mares. causada principalmente pelos compostos de cloro e bromo.Índice (kgC/US$) - -0.17 0.20 1. no último século. Chuva Ácida Os principais ácidos da chuva são o sulfúrico (H2SO4) e o nítrico (HNO3). produtos da queima de combustível fóssil. destruição de recifes de coral e submersão de países do Caribe e do Pacífico. Mudanças impostas ao equilíbrio do planeta pela atividade humana. desenvolvida por geofísicos da Universidade de Utah. Os pesquisadores cruzaram as temperaturas medidas em poços com até 600 metros de profundidade com os dados registrados a partir de 1860 por estações meteorológicas. Os custos para prevenir e contornar as catástrofes decorrentes das mudanças climáticas e das perdas de terras agrícolas. As temperaturas obtidas são semelhantes àquelas aferidas por outro grupo de pesquisadores em poços do hemisfério Sul. Balanço de Eficiência Energética do Brasil. epidemias.

sulfatos. e as partes mais pesadas dos hidrocarbonetos. O dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio podem causar danos tanto pela precipitação seca. Em quatro deles (janeiro. em março de 2001. dos esgotos lançados in natura e de materiais contaminados oriundos das dragagens portuárias. porém tem a desvantagem adicional de poder se espalhar e afetar a população de outras regiões. os países asiáticos lançaram na atmosfera cerca de 34 milhões de toneladas de dióxido de enxofre ao ano. os compostos mais nocivos evaporam. que não causam grandes precipitações. até então o maior responsável pela emissão desse gás no mundo. dependendo do regime dos ventos. nitratos. Como o óleo é menos denso do que a água. prédios. fluxos naturais de enxofre e nitrogênio causados pelas emissões vulcânicas. em abril. Há. como pela precipitação úmida. partículas orgânicas. nove deles somente entre 1990 e 2000. em Araucária (PR) e em Tramandaí (RS). ele tende a flutuar.fuligem. dissolvidos na chuva ou em vapores d'água atmosféricos. Quando o vazamento ocorre em alto mar. foram lançados mais de 5 milhões de litros de petróleo na região costeira da Baía de Guanabara (RJ).000 quilômetros do ponto de emissão. junho e julho de 2000). europeus e indianos do Projeto INDOEX (Indian Ocean Experiment) constataram a existência de uma mancha marrom de 10 milhões de quilômetros quadrados de extensão com 3 a 5 Km de espessura formada por resíduos poluentes . Para a saúde humana os principais danos causados pela ingestão de água ou alimentos contaminados por metais pesados presentes na chuva ácida são os problemas neurológicos. ocasionando chuvas ácidas distantes da fonte primária de poluição. e do acidente com a plataforma P-7. a ocorrência crescente de vazamentos de petróleo têm sido um fator crescente de poluição dos ecossistemas costeiros. quase 40% a mais do que os Estados Unidos. O fator significativo aqui também são as ações humanas porque o fluxo derivado destas é concentrado em poucas regiões industriais.sobre a Índia e o Oceano Índico.1. existe todo um processo que pode ocorrer com a mancha provocada. Índia.). com o batimento das ondas se agregam a pequenas partículas em suspensão no oceano. março. Neste processo. . fazendo com que ela se disperse antes de chegar à costa. pois são muito voláteis. o que acaba se tornando um problema sem fronteiras territoriais. além do consumo intenso de carvão como gerador de energia. a Petrobrás somava 18 desastres causados desde março de 1975 por vazamento de óleo e gasolina ou emissão de vapores de soda caústica. etc. Antes do afundamento da plataforma P-36. Por dois anos consecutivos (1999-200). sedimentando lentamente. esses números devem triplicar até 2010. São fluxos uniformemente espalhados. normalmente. que se depõe sobre a vegetação e as estruturas (monumentos. obstruindo a passagem da luz solar e provocando chuva ácida. atingindo uma grande superfície. pesquisadores norte-americanos. Por causa do incremento da industrialização e da frota de veículos. No decorrer da década de 1990. Tailândia e Coréia do Sul. além do lixo. cinzas e poeira mineral . sobretudo na China. Para os cientistas. Vazamentos de Petróleo No caso brasileiro. pela queima de biomassa e pela iluminação solar. a mancha resulta da alta concentração de poluentes emitidos em toda a Ásia e acumulados sobre essa região em decorrência dos padrões de circulação climática.

que movimenta aproximadamente U$ 6 bilhões por ano. As queimadas para prática de técnicas agropecuárias são a principal forma de desmatamento. todo ano. A degradação dos recifes de corais ameaça uma diversidade de espécies animais que utiliza as formações como habitat e torna as costas litorâneas desprotegidas contra a erosão provocada pelos movimentos oceânicos e o impacto das tempestades sobre a plataforma continental. composta por organismos e plantas que formam a base da cadeia alimentar e são responsáveis pela dispersão intra e inter-oceânica das espécies. Atualmente. Outro sinal visível da degradação dos ambientes oceânicos é a descoloração dos recifes de coral. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou que. o aumento do número de formações atingidas pelo problema. houve um aumento de 4% na cobertura florestal da Europa. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem observado. desde 1980. um índice alarmante comparado aos três registros históricos ocorridos nos cem anos anteriores. o relatório Planeta Vivo. fica em uma região de grande diversidade ecológica e interesse turístico porque abriga várias lagoas costeiras. Desmatamento e Desertificação O desmatamento promovido para obtenção de fontes energéticas (madeira e carvão) e a transformação de florestas em terrenos cultiváveis reduziram em 70% o parque florestal europeu e asiático entre os séculos XIX e início do século XX. 46% das matas nativas do planeta estão sob o mesmo risco de destruição pelo desmatamento que consome.2 milhões de quilômetros quadrados. manguezais.4 milhões de florestas. informou 100 episódios de descoloração de recifes durante a década de 1980. já considerados sob risco uma vez que 70% deles são superexplorados ou estão em seu limite biológico de reprodução. praias arenosas e de cascalho. O manejo inadequado da terra e uso excessivo de fertilizantes. Em 1998. De um total estimado em 62. entre 1980 e 1995. de 69% para 39%. costões rochosos. também . emitido pelo WWF. A expansão de áreas urbanas. A bacia marítima de Campos (RJ). A própria extração do petróleo provoca danos ambientais que ainda não foram devidamente mensurados. a construção de malhas viárias e a implantação de projetos hidrelétricos ou para extração de minérios. restam somente 33. somados ao desmatamento da cobertura vegetal. A lama utilizada como lubrificante para evitar o excesso de atrito do equipamento durante o processo de furo produz um montante ainda não calculado de rocha moída que é jogada no mar assim como todos os resíduos que são inerentes ao processo de extração do petróleo (gás e água com alta salinidade e concentração de metais). secas. incluindo o ilegal. 17 milhões de hectares de florestas tropicais.Para o ecossistema marinho. o custo desses vazamentos pode representar o comprometimento no longo prazo da diversidade biológica e genética. de acordo com o WWF e o Centro Mundial de Monitoramento e Conservação (WCMC). além de áreas de pescas e bancos de calcário em profundidades até 120 metros. além do comércio de madeira. colônias de aves marinhas. mas as condições da mata são precárias em virtude de incêndios. Nas áreas reflorestadas mais de 25% das árvores apresentam processos de desfoliação e número de matas primárias saudáveis reduziu. no mesmo período. Uma alteração significativa do ambiente oceânico poderá agravar a diminuição dos principais estoques pesqueiros. considerada pelos especialistas como uma das maiores fontes de petróleo do Brasil devido à sua extensão (40 mil km2). também contribuem para a desvastação. pragas e poluição atmosférica.

a destruição das florestas por queimadas ou desmatamento acarreta um duplo impacto ambiental porque as queimadas desprendem uma grande quantidade de dióxido de carbono e os desmatamentos. Istoé on Line Caderno Mais. ao retirar a cobertura vegetal. a floresta ainda seria capaz de retirar uma quantidade de carbono nada desprezível. Recentemente. em virtude da absorção de dióxido de carbono e à liberação de oxigênio realizadas pelas plantas durante o processo de fotossíntese. como Piraciba (SP). Seção +ciência. particularmente na África. também são um grande fone de emissão de dióxido de carbono. A posteriori. foram perdidos 562 milhões de hectares de terra férteis. Além de provocar os efeitos climáticos diretos. 26-27. que abrange 70% do ecossistema florestal da América Latina. Ao longo da década de 1980. onde o desmatamento das margem dos rios aumenta progressivamente o grau de erosão dos terrenos ribeirinhos. reduzem a quantidade de água evaporada do solo e a produzida pela transpiração das plantas. as prefeituras têm recorrido ao reflorestamento com espécies nativas para tentar reverter o processo de degradação e conter os riscos de desabastecimento. a desertificação já compromete 980 mil quilômetros quadrados. 6 de fevereiro de . Quanto mais quente.Atmosfera na Amazônia. as florestas chegaram a ser consideradas "o pulmão do planeta". Estados Unidos e Europa. que reúne mais de 300 pesquisadores da América Latina. algumas pesquisas apontaram que isso. pior. o que representa 38% da área total plantada no mundo. a floresta retira uma quantidade relativamente modesta de carbono por hectare preservado. microorganismos e pequenos animais) que promove a fertilidade do solo. comprovou que existe realmente um balanço positivo na absorção de carbono pela floresta amazônica. Considerando a sua extensão. Fonte: Almanaque Abril. onde mais da metade do território são de terrenos semiáridos. onde a perda de terras cultiváveis chega a U$ 4 bilhões ao ano. segundo o WRI.são responsáveis pela desertificação de áreas extensas ao redor do planeta. ou o eqüivalente à aproximadamente 10% das emissões globais devido à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento. Os efeitos da destruição já são sentidos inclusive nas áreas urbanas. As correções realizadas nos cálculos indicam que. áridos ou desérticos. se tratava de um equívoco porque o oxigênio liberado durante a fotossíntese era absorvido pelas próprias árvores para realimentar esse processo. De todo modo. na realidade. estimada entre 400 e 800 milhões de toneladas por ano. somadas todas as fontes conhecidas de absorção e emissão. algo entre uma e duas toneladas anuais. Durante a década de 1990. p. No Brasil. 2001 Ar Nefasto. o projeto Experimento de Grande Escala da Biosfera . embora menor do que havia sido divulgado anteriormente (5 a 8 toneladas de carbono por hectare). reduzindo a vazão da água e a qualidade do abastecimento. além de causarem degradação ambiental. As queimadas com fins agrícolas ou comerciais. o calor adicional pode destruir o húmus (nutrientes. Em várias cidades. acarretando uma diminuição no ciclo das chuvas.

p.2001 Sérgio Luis Boeira. 16 julho 2.com.SAP. Notícias Unesco.br .Setor de Controle da Poluição .com.com. Controle ambiental na Bacia de Campos: A técnica contra a poluição. 23 de julho de 2000 Poluentes formam grande mancha na atmosfera. Revista Fapesp. Revista Fapep. Folha Ciência.br Desertificação é tema de encontro em Recife.Folha Ciência.com. Revista Ecologia e Desenvolvimento . CEUTA. Texto de Discussão 179. Estadao.br. Folha Ciência. Pouco gás na floresta amazônica. julho 1997 Rosângela Trolles. Estudo aponta o declínio de ecossistemas mundiais. O efeito estufa e o setor energético brasileiro. Folha de São Paulo. Folha de São Paulo. Chuva Ácida.br Folha de São Paulo Estudo culpa homem pelo efeito estufa. 22 de julho de 2001. Estadao. 3 de setembro de 2000. p.com. IPEA. A-31 Gerardo Honty. Impactos Ambientales del Sector Energético en el Mercosur. p. Folha de São Paulo. Carro versus Ambiente. ONU prevê desastres com mudanças no clima. Estadao. Desmatamento agrava crise de água em SP. Liana John. p.br Mabel Augustowski. O alto mar não é deserto. CETEC . Caderno Cotidiano. Poluição é causa de 1 em cada 17 mortes. Folha de São Paulo. Edição 72. Folha Cotidiano. Apagão precede o desertão.000 Debora Vallory Figuerêdo. Estadao. Décio Rodrigues.2.001. fevereiro 2002 Mário Jorge Cardoso de Mendonça. Petrobrás levou 10 horas para pedir ajuda. C5. Poços também confirmam efeito estufa. 4 de março de 2.Edição 97 . C1. A-19. A18.com. Estado. afirma pesquisa européia . A poluição causa doenças e mata. p.br Marcos Pivetta. Estado. 2000. Edição própria. Maria Bernadete Sarmiento Gutierez.000.

. Vontade conscientemente dirigida ao fim de obter um resultado criminoso ou de assumir o risco de o produzir. dolo1 ou indiferença das pessoas e dos agentes produtores e consumidores de bens e serviços. astúcia.ebah. indivíduos. 1a . mas que incorporam dimensões sociais. A degradação ambiental é percebida como um problema generalizado. negligência. organizações internacionais. logro. 2a . porém confinados nos limites territoriais dos estados nacionaisGestão inadequada dos recursos.http://www.com. que também tem 1 Qualquer ato consciente com que alguém induz. dos índices alarmantes de poluição e da constatação de que os limites da natureza estavam sendo superados é que se iniciou um movimento em favor da utilização racional destes recursos. Somente há poucas décadas. permitiu a exploração e consumo de recursos por muito tempo sem que se pensasse em sua conservação. em decorrência de catástrofes ambientais. fraude. etc. má-fé. é o que vem sendo chamado de desenvolvimento sustentável. A Organização das Nações Unidas (ONU) tem se esforçado para reverter o processo acelerado de degradação dos recursos naturais no mundo. maquinação. Morosine (2005) citou que a Terra está tão densamente povoada que virtualmente todos os sistemas econômicos são interligados e interdependentes  os mais importantes problemas hoje são globais.br/content/ABAAABBAIAJ/historico-evolucao-questao-ambiental Evolução da Questão Ambiental Morosine (2005) reportou que a capacidade que os seres humanos têm de interferir na natureza para dela retirar o seu sustento e sobrevivência. entidades da sociedade civil. políticas e culturais. A degradação ambiental é percebida como um problema planetário que estados. contestam as relações internacionaisEssa nova maneira de atinge a todos e que decorre do tipo de desenvolvimento praticado pelos países. Pode-se pensar em uma evolução que seguiu as seguintes etapas (BARBIERI. A preocupação com os problemas ambientais decorrentes dos processos de crescimento e desenvolvimento deu-se lentamente e de modo muito diferenciado entre os diversos agentes. 3a . governos. como a pobreza e a exclusão social. (?) As ações que se fazem necessárias nesta nova fase começam questionando as políticas e as metas de desenvolvimento praticadas pelos perceber as soluções para os problemas globais. mantém ou confirma outrem em erro. que não se reduzem apenas à degradação do ambiente físico e biológico. Jur. Baseia-se na percepção de problemas ambientais localizados e atribuídos à ignorância.

educadores e industriais. argumentos e metodologias de análises controversas. motivados pela contaminação das águas e do ar nos países industrializados. o crescimento populacional e a tecnologia. Valle (2002) ainda reportou que: Primeiros movimentos ambientalistas. Década de conscientização! Contribuição – O Tratado Antártico (entrou em vigor em 1961). Consciência – os resíduos incorretamente dispostos podem penetrar na cadeia alimentar e causar mortes e deformações físicas em larga escala (processo chamado de bioacumulação). et al. naturais e sociais interdependentes do “sistema global” e encorajar a adoção de novas atitudes e políticas públicas. em grande parte não cumpridas. entre cientistas. e instituições capazes de minorar os problemas (PHILIPPI Jr. entre economistas. suscitaram debates em torno de três (3) questões: a poluição. com muita propriedade. Em uma retrospectiva histórica pode-se ordenar iniciativas do sentido da globalização. abrindo caminhos para mudanças nas atitudes sociais e políticas. Utilizando-se de modelos matemáticos. Em temos gerais. elaborou um relatório polêmico a partir de solicitação do Clube de Roma2 .. . preveniu dos riscos de um crescimento econômico contínuo baseado na exploração de recursos naturais esgotáveis. pessoas de dez países. objetivando discutir os dilemas atuais e futuros do homem. uma organização informal descrita. cientistas. como um “colégio invisível”. que estipula que o continente antártico somente poderá ser utilizado para fins pacíficos. foi um sinal de alerta que incluía projeções. Década de 1960 De acordo com Valle (2002): Na segunda metade do século X um grupo de cientistas de renome do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). A origem do Clube de Roma remonta ao ano de 1968. reuniram-se em Roma (Itália). 2004). Exemplos: Descontaminação do rio Tamisa e a melhoria do ar em Londres. políticos. Apesar de terem sido muito criticados por apresentarem dados.como causa a explosão demográfica e as precárias condições de vida de grande parte da população. O 2 No mês de abril de 1968. Seu relatório Limits of Growth (Limites do crescimento). publicado em 1972. seus esforços foram reconhecidos como importantes para que a reflexão e o debate sobre essas questões se generalizassem. quando em grupo de trinta (30) especialistas. industriais e funcionários públicos de diferentes instâncias de governo. Contaminação da Baía de Minamata (Japão) com mercúrio proveniente de uma indústria química. educadores. mas que teve o mérito de conscientizar a sociedade dos limites da exploração do planeta. Deste encontro nasceu o Clube de Roma. reuniu-se em Roma com o objetivo de aprimorar a compreensão dos componentes econômicos. com alguns fatos marcantes.

2008).. também. além de destruir insetos como se pretendia. pela Organização das Nações Unidas (ONU). Promoveu a discussão a respeito dos impactos humanos sobre a biosfera. políticos. Bases Científicas para Uso e Conservação Racionais dos recursos da Biosfera ou. Philippi Jr. no qual alertava para o uso indiscriminado de pesticidas. Em 1968 foi organizada a Conferência Intergovernamental de especialistas sobre as da poluição do ar e da água. Conferência da Biosfera. naturais e sociais – que formam o sistema global.. envenenavam os pássaros. os mecanismos e efeitos adversos da contaminação ambiental. promover novas iniciativas e planos de ação (DIAS. assim. incluindo os efeitos 2004). cujos dados e conclusões eram divulgados em revistas científicas.cujas finalidades eram promover o entendimento dos componentes variados. para que fossem abordadas as dimensões políticas. chamar a atenção dos que são responsáveis por decisões de alto alcance. Reconheceu-se que os problemas ambientais não respeitavam fronteiras regionais ou nacionais. et al. mas interdependentes – econômicos. aumentado a consciência pública quanto às implicações das atividades humanas sobre o meio ambiente e seu custo social. e do público do mundo inteiro. por ter gerado muita indignação. Seu grande diferencial foi ter explicado ao público. em linguagem acessível. simplesmente. sociais e econômicas da questão ambiental que . (2004) ainda reportaram que Um dos resultados mais significativos foi a ênfase no caráter interrelacionado do meio ambiente. Tratado foi aditado em 1991 pelo Protocolo sobre Proteção Ambiental. et al. que designa a Antártica como reserva natural e estabelece rígidos princípios ambientais que regulam todas as atividades humanas naquela parte do plaleta. visando regulamentar a produção e a utilização de pesticidas e inseticidas químicos sintéticos. Ele terminará por destruir a Terra). He will end by destroying the earth” (O homem perdeu a capacidade de antever e de prevenir. Dedicado a Albert Schweitzer. o desmatamento(PHILIPPI Jr. o livro principia com as palavras desse grande humanistas: “Man has lost the capacity to foresee and to forestall.. objetivando avaliar os problemas do meio ambiente global e sugerir ações corretivas. e por ter gerado reações por parte de governos de vários países. a urbanização e a industrialização. que ocorriam em ritmo acelerado. Incentivaram. A publicação de livro supra citado foi um dos acontecimentos apontados como mais significativo para o impulso da revolução ambiental. Contribuição – Livro publicado (1962) pela bióloga norte-americana Rachel Carson (Silent Spring – Primavera Silenciosa). o excesso de pastagens. O livro não foi a primeira advertência a respeito do impacto dos pesticidas sobre o meio ambiente. 2004). para aquele novo modo de entender e. et al. o que mostrava a necessidade da adoção de políticas ponderadas e abrangentes para a gestão ambiental. pois desde a década de 1940 já haviam sido realizadas várias pesquisas. a realização de outra conferência. que. bem como os riscos envolvidos (PHILIPPI Jr. Concluíram que a deterioração ambiental tinha como principais responsáveis o crescimento populacional.

haviam ficado de fora da esfera de ação naquela oportunidade. No ano que em o homem chegou à Lua, para muitos veio à tona a percepção da fragilidade do planeta e da responsabilidade coletiva em relação ao meio ambiente. Durante esta década, gradativamente os relatórios publicados por entidades científicas e de proteção à natureza passaram a ressaltar os efeitos nocivos das atividades humanas, especialmente os decorrentes do processo industrial. Contudo, a ênfase recaía sobre os resultados dos avanços da ciência (responsáveis pela ruptura dos equilíbrios naturais) e sobre a necessidade de ações técnicas (isoladas) para a correção dos problemas ambientais decorrentes. Nesse período, poucos cientistas estavam envolvidos com uma militância política, pois tinham receio de que um envolvimento desse porte pudesse gerar efeitos indesejáveis nas pesquisas que desenvolviam em sua própria respeitabilidade. Década de 1970 Por volta de 1970, a crise ambiental não mais passava despercebida. Um movimento significativo havia surgido no cenário mundial e a evolução dos estudos científicos comprovava cada vez mais a existência de vários problemas ambientais que poderiam comprometer a vida no planeta. Se a década de 1960 pode ser considerada como o período de mobilização, a década de 1970 marcou a construção de uma nova fase no mundo, em que a responsabilidade pela sustentabilidade disseminou-se entre diversos atores sociais. Esse foi o período em que a educação ambiental foi delineada e várias organizações ambientalistas e “partidos verdes” foram formados pelo mundo. No entanto, mesmo diante dos problemas econômicos e energéticos mundiais, muitos empresários, sindicatos, partidos políticos, entre outros, ainda consideravam o movimento ambientalista um fenômeno de moda e de revolta idealista, sustentado por uma elite de ricos “fora de propósito” (PHILIPPI Jr. et al., 2004) De acordo com Valle (2002): Época da regulamentação e do controle ambiental; Em 1972, o Clube de Roma publicou o relatório “Limites do Crescimento” (Limits of Growth), documento que condenava a busca do crescimento da economia dos países a qualquer custo e a meta de torná-lo cada vez maior, mais rico e poderoso, sem levar em consideração o custo ambiental desse crescimento. A repercussão deste relatório, bem como as pressões exercidas pelos movimentos ambientalistas que eclodiram em várias partes do mundo, levaram a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972 (em Estocolmo, Suécia), a realizar a I Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunindo representantes de cento e treze (113) países. Nesse evento, popularizou-se a frase da então primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi: “A pobreza é a maior das poluições”. Foi nesse contexto que os países em desenvolvimento afirmaram que a solução para combater a poluição não era brecar o desenvolvimento e sim orientá-lo para preservar o meio ambiente e os recursos nãorenováveis (ANDRADE et al., 2002).

Durante a Conferência foi recomendado que se criasse o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), para enfrentar a ameaça de crise ambiental no planeta. Primeira conferência da ONU sobre as relações entre o homem e o meio ambiente. Marco para o surgimento de políticas de gerenciamento ambiental. Discutiram-se questões como a defesa e melhoria do meio ambiente para as gerações presentes e futuras. Gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano e estabeleceu o Plano de Ação Mundial com o objetivo de inspirar e orientar a humanidade para a preservação e melhoria do ambiente humano. Preocupações: crescimento populacional, aumento dos níveis de poluição e o esgotamento dos recursos naturais. Nesta ocasião representantes do governo brasileiro defenderam o desenvolvimento econômico a qualquer custo (MOROSINE, 2005). Nesta conferência, pela primeira vez, as questões políticas, sociais e econômicas geradoras de impactos ao meio ambiente foram discutidas em um fórum intergovernamental, com a perspectiva de suscitar medidas corretivas e de controle. No caso do Brasil e de outros países em desenvolvimento, como Índia e China, que vislumbravam um desenvolvimento agroindustrial acelerado, inspirados no modelo proposto pelos países desenvolvidos, as recomendações quanto à necessidade de investimentos e medidas relativas à proteção ambiental pareciam constituir entraves ao progresso, além de uma estratégia de ingerência na autonomia interna, por isso, os representantes desses países resistiram ao reconhecimento da problemática ambiental como uma realidade que também deveria ser considerada (PHILIPPI Jr. et al., 2004). Apesar de toda controvérsia ocorrida, o evento gerou saldos bastante positivos: reconhecimento generalizado da profunda relação entre meio ambiente e desenvolvimento; formulação de uma legislação internacional concernente a algumas questões ambientais; emergência das organizações não governamentais (ONGs), recomendação que fosse realizada uma conferência internacional específica para se discutir a Educação Ambiental, considerada como elemento fundamental para o combate à crise ambiental, foram alguns de seus principais resultados (PHILIPPI Jr. et al., 2004). O principal documento resultante desse conclave, a Declaração sobre o ambiente humano, enfatizou a necessidade de livre intercâmbio de experiências científicas e do mútuo auxílio tecnológico e financeiro entre os países, a fim de facilitar a solução dos problemas ambientais (MILARÉ, 2004). Como reflexo da Conferência, Valle (2002), Philippi Jr et al., (2004) e Milaré (2002) reportaram que:  As nações começam a estruturar seus órgãos ambientais e estabelecer suas legislações visando ao controle da poluição ambiental. Poluir passa a ser crime em alguns países;  A ONU criou um organismo próprio em sua estrutura para tratar das questões ambientais no âmbito das Nações Unidas, denominado Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com sede em Nairóbi (Kenya) e instituiu o dia 5 de junho como Dia Internacional do

Meio Ambiente;  1973 – criou-se a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites);  1974 – estabelecida a relação entre os compostos de clorofluorcarbonos3 (CFCs) e a destruição da camada de ozônio na estratosfera4 ;  1975 - Porém, somente neste ano em Belgrado (Iugoslávia), foi que representantes de sessenta e cinco (65) países reuniram-se para formular os princípios orientadores do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que a partir de então, passou a existir formalmente. Neste contexto, os países participantes da Conferência de Estocolmo, afirmaram que a solução para combater a poluição não era brecar o desenvolvimento e sim orientar o desenvolvimento para preservar o meio ambiente e os recursos não-renováveis.  Considerando a crise energética causada pelo súbito aumento do preço do petróleo: racionalização do uso de energia e busca de fontes energéticas renováveis;  O conceito de desenvolvimento sustentável começa a tomar forma.  1978 – Iniciativa alemã do primeiro selo ecológico “Blue Angel” (Anjo azul), destinado a rotular produtos que se diferenciam por suas qualidades ambientais. Década de 1980 Com a chegada da década de 1980 e a entrada em vigor de legislações específicas que controlavam a instalação de novas indústrias e exigências para as emissões nas indústrias existentes, desenvolveram-se empresas especializadas na elaboração de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e de Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) (VALLE, 2002). LICENÇA AMBIENTAL – É um ato administrativo pelo qual o órgão competente estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadores dos recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores ou aqueles que, sob qualquer forma, possam causar degradação ou contaminação ambiental. Para o licenciamento de ações e atividades modificadoras do meio ambiente, a legislação 3 Composto químico gasoso, cuja molécula é composta dos átomos dos elementos cloro, flúor e carbono. Constitui um gás de alto poder refrigerante, por isso era muito usado na indústria, existem diversos programas em todo o mundo para banimento total do uso de CFCs em virtude dos efeitos danosos à camada de ozônio.

4 . Camada atmosférica situada acima de 12.000m de altitude, e onde há principalmente nitrogênio. prevê a elaboração de documentos técnicos específicos, pelo empreendedor, conforme o tipo de atividade a ser licenciada, como, por exemplo: Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA); Plano de Controle Ambiental (PCA); Relatório de Controle Ambiental (RCA); Plano de Recuperação de Áreas Degradas (PRAD); Plano de Gestão de Resíduos. Destes, o EIA/RIMA é o instrumento de maior amplitude nacional (MOROSINE, 2005). Em 1984 o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) participou da organização Conferência Mundial da Indústria sobre a Gestão do Meio Ambiente (WICEM); O setor químico do Canadá criou o programa Atuação Responsável (Responsible Care), uma das primeiras tentativas de se proporcionar um código de conduta para uma gestão ambiental saudável no setor empresarial (INTEGRAÇÃO..., 2005). O ano de 1987 constitui um marco na evolução do pensamento ambientalista mundial, em razão da publicação do relatório “Nosso Futuro Comum” pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland5 ), que fora especialmente constituído 2004; Valle, 2002) pela ONU, em 1983, sob a direção da então primeira-ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, (bastante respeitada por sua atuação na área ambiental) e realçou a importância da proteção do ambiente na realização do desenvolvimento sustentável (PHILIPPI Jr. et al., O documento “Nosso Futuro Comum” foi elaborado a partir de um estudo minucioso da problemática ambiental em todo o mundo, cujos resultados tornaram evidentes a necessidade da erradicação da pobreza (vista como causa e efeito dos problemas ambientais), por meio da polêmica proposta de “desenvolvimento sustentável”, definido no relatório como aquele que “atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem também as suas” (PHILIPPI Jr. et al., 2004). Sobre o relatório supracitado, Dias (2008) citou que: Pode ser considerado um dos mais importantes documentos sobre a questão ambiental e o desenvolvimento dos últimos anos. Vincula estreitamente economia e ecologia e estabelece com muita precisão o eixo em torno do qual se deve discutir o desenvolvimento, formalizando o conceito de desenvolvimento sustentável e estabelecendo os parâmetros a que os Estados, independente da forma de governo, deveriam se pautar, assumindo a responsabilidade não só pelos danos ambientais, como também pelas políticas que causam esses danos. As recomendações desse documento serviram de base para a Conferência sobre Meio

onde se popularizou o conceito de 5 Em razão do nome de sua coordenadora Gro Harlem Brundtland (1ª. Rio 92). 2002). Foi firmado um convênio internacional que estabelece as regras para os movimentos transfronteiriços de resíduos. Atingiu uma área de 260 Km2 .. incêndio em uma indústria provocaram um derramamento de 30 toneladas de pesticidas no Rio Reno. e um capítulo dedicado ao meio ambiente. que provocam problemas em várias partes do mundo. para coibir o comércio de resíduos tóxicos para serem descartados em países menos desenvolvidos. causado pelo petroleiro Exxon Valdez. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Basiléia (Suíça). Acidentes ambientais ocorridos na época 1984 – Bhopal (Índia). onde se lê no Artigo 225 “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. tornando as questões ambientais e de desenvolvimento sustentável indissoluvelmente ligadas (DIAS. legal e administrativa para recebê-los. O ano de 1988 constitui um ponto de inflexão na política ambiental brasileira ao assegurar na Constituição Federal (promulgada em 05/10/1988) uma moderna legislação ambiental. O problema desde então só tem se agravado. bem como foram a referência e base importante para os debates que aconteceram na Conferência. pela ocasião do 20º aniversário da Conferência de Estocolmo. Segundo Dias (2008): Nos anos 80. junho de 1992. tanto pelo aumento das temperaturas médias. que . Em 1989. como pelo avanço da tecnologia. mostrando que nenhuma área. Ministra da Noruega). foi dado um alerta por várias organizações e acadêmicos no mundo todo sobre o perigo representado ao planeta: a elevação da temperatura global devido ao efeito estufa. por mais remota e mais “intacta” que seja. 1986 – Chernobyl (Antiga União Soviética – atual Ucrânia). acidente nuclear com mais de 80 mortos e com efeitos até os dias atuais. está a salvo do impacto causado pelas atividades humanas. foi realizada a Convenção da Basiléia criada. impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (PHILIPPI Jr et al. 1989 – Alasca (EUA). Um vazamento de gases letais da fábrica Union Carbide deixou um saldo de 3400 mortes e 20 mil feridos devido ao lançamento de gases tóxicos na atmosfera. entre outras razões. derramamento de 4 milhões de litros de petróleo no Canal Príncipe Willian. 2004).Ambiente e Desenvolvimento (Rio de Janeiro. causando a mortandade de peixes ao longo de 193 Km. desenvolvimento sustentável. 1986 – Basiléia (Suíça). dispõe sobre o controle da importação e exportação e proíbe o envio de resíduos para países que não disponham de capacidade técnica. 2008. VALLE.

que combate o desperdício. ganharam maior dimensão com uma série de eventos internacionais. já consciente da importância de manter o equilíbrio ecológico e entendendo que o efeito nocivo de um resíduo ultrapassa os limites da área em que foi gerado ou é disposto. a racionalização do uso da água e da energia. De acordo com INTEGRAÇÃO(2005): A década de 1990 caracterizou-se pela busca por uma melhor compreensão sobre o conceito de desenvolvimento sustentável. o entusiasmo pela reciclagem. A década de 1990 assistiu também à entrada em vigor das normas internacionais de gestão ambiental (1996). paralelamente às tendências crescentes em direção à globalização. combustível e outros). Valle (2002) reportou que: Na década de 1990. evitando desperdícios. A expressão qualidade ambiental passou a fazer parte do cotidiano das pessoas. além de maior empenho e estímulos à reciclagem e reutilização. Em termos de gestão governamental. o homem se viu preparado para internalizar os custos da qualidade de vida em seu orçamento e pagar o preço de manter limpo o ambiente em que vive. denominadas de “Série ISO 14000”ou Normas de Série ISO 14000 (ISO – Organização Internacional para a Normatização ou Padronização . aceitando-se pagar um preço pela qualidade de vida e mantendo-se limpo o ambiente. A preocupação com o uso parcimonioso das matérias-primas escassas e não renováveis. como a participação de múltiplos grupos de interesse e uma maior responsabilização em relação a questões ambientais e sócias. água. A convicção de havia um número cada vez maior de problemas ambientais no mundo que exigiam soluções internacionais se tornou mais forte. No âmbito institucional. convergiram para uma abordagem mais ampla e lógica do tema ambiental.International Organization for Standardization).consegue demonstrar com mais precisão o que realmente está acontecendo com o clima global devido à atividade humana. 2002). Nesta década. . as idéias que tomaram forma no final da década de 1980. houve grande impulso com relação à consciência ambiental na maioria dos países. especialmente no que diz respeito ao comércio e à tecnologia. que pode ser resumida pela expressão qualidade ambiental. que constituem o coroamento de uma longa caminhada em prol da conservação do meio ambiente e do desenvolvimento em bases sustentáveis (VALLE. Muitas empresas passaram a se preocupar com a racionalização do uso de energia e de matérias-primas (madeira para fabricação de papel. os eventos do final da década de 1980 continuavam a influenciar o desenvolvimento político em todo o mundo. Década de 1990 De acordo com Seiffert (2007): A década de 90 colocou em evidência os problemas relacionados ao clima e como isso poderia comprometer a sobrevivência dos ecossistemas.

2002). consideram que as organizações versáteis. tanto para o momento presente como para as gerações futuras (ANDRADE et al. aspecto de importância vital de Desenvolvimento Sustentável. são essenciais à obtenção desses resultados. A carta auxiliará as empresas a cumprir.CNUMAD (Rio de Janeiro. em todas as questões. Coerentemente a este movimento. Em 1992 foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento . O Brasil. ofereceu-se para sediar o encontro. entidade que está instituída com o objetivo de ajudar organizações em todo o mundo a melhorar os resultados das suas ações sobre o ambiente (ANDRADE et al. Brasil). A definição do próprio título da Conferência – Meio Ambiente e Desenvolvimento – atendeu aos interesses do Brasil e dos demais países em desenvolvimento. Noruega) .. dinâmicas. de forma abrangente. para as organizações. ao se completarem vinte anos da proposta sueca de realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Conferência de Estocolmo). De acordo com a Carta Empresarial. Para o Brasil convinha conjugar sempre. elaborado por uma comissão de representantes de empresas. 2002.idéias foram formalmente apoiadas pela primeira vez. pela qual decidiu realizar até 1992 uma conferência sobre temas ambientais. Conferência Mundial da Indústria sobre a Gestão do Meio Ambiente – WICEM I). 2001). as suas obrigações em matéria de gestão do ambiente. a Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável foi criada com dezesseis princípios relativos à gestão do ambiente. e não um conflito entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Essa conferência foi convocada como uma preparação para a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD). as organizações necessitam partilhar do entendimento de que deve haver um objetivo comum. assim como a fonte da capacidade de gestão e dos recursos técnicos e financeiros indispensáveis à resolução dos desafios ambientais. VALLE. devem ser a força impulsora do desenvolvimento econômico sustentável. Os países desenvolvidos teriam preferido excluir do título a questão do desenvolvimento de modo a permitir concentração nos aspectos estritamente ambientais com base em dados e conclusões científicas.. os problemas ambientais com os temas econômicos e sociais. 2002). Neste contexto.Em 1990 houve a Conferência Ministerial sobre o Meio Ambiente (Bergen. objetivando avaliar como os países haviam promovido a proteção ambiental desde a primeira conferência e discutir . caracterizadas pelas iniciativas empresariais. A Resolução optou por essa concepção dual (SETTI. foi desenvolvido na Câmara de Comércio Internacional (CCI). naquela Sessão da Assembléia Geral. As economias de mercado. a XLIII Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 43/196. também conhecida como Cúpula da Terra ou Rio 92. que é. Em 1991 foi publicada a Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (dirigida às empresas por ocasião da 2ª. ágeis e lucrativas. Esse documento. deve-se ressaltar que em 1988. A preservação do meio ambiente é considerada uma das prioridades de qualquer organização.

Apesar de sua importância. tanto no âmbito local quanto planetário. VALLE.):  Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou Carta da Terra (rebatizada de Declaração do Rio). servindo com base de referência para o manejo ambiental na maior parte das regiões do mundo. a partir daquela data. Visa “estabelecer acordos internacionais que respeitem os interesses de todos e protejam a integridade do sistema global de ecologia e desenvolvimento”. incluindo a publicação “Cuidando do Planeta Terra: uma estratégia para o futuro da vida” (Caring for the earth: a stratey for sustainable l iving). as preparações em âmbito nacional.. não terem sido discutidos em profundidade.encaminhamentos para algumas questões específicas. Pode-se dizer que. a principal crítica que se faz a Rio 92 refere-se ao fato de as causas estruturais dos problemas ambientais (o capitalismo. 2005. Estabelece uma base sólida para a promoção do desenvolvimento em termos de progresso social. 2005. também envolveram a participação de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. lançando as bases sobre as quais os diversos países do mundo deveriam. garantindo que suas vozes fossem ouvidas (INTEGRAÇÃO…. 2004). cerca de 10 mil delegados. 2004). 2007. vinte anos antes. a proteção da biodiversidade entre outras (PHILIPPI Jr. et al. os valores sociais. é necessário o engajamento e responsabilidade dos governos. a Rio 92 aprovou cinco acordos oficiais VALLE. como citam alguns livros) e contou com a participação maciça da sociedade civil. PHILIPPI Jr. econômico e ambiental. 2005. 2002. resíduos tóxicos.. entre outros (INTEGRAÇÃO . o modelo de desenvolvimento econômico dos países. É um plano de ação parcialmente baseado em uma série de contribuições especializadas de governos e organismos internacionais. ao declarar que os seres humanos “têm o direito a uma vida saudável e produtiva. sub-regional. internacionais (SEIFFERT. Antes da sua realização propriamente dita. Constitui um plano de ação que tem por objetivo colocar em prática programas para frear o . 1400 organizações não-governamentais (ONGs) e aproximadamente 9 mil jornalistas. colocando os seres humanos no centro das preocupações relacionadas ao desenvolvimento sustentável. A Rio 92 ainda é a maior reunião de gênero já realizada. Dedica-se aos problemas da atualidade e almejava preparar o mundo para os desafios do “próximo” século. como as mudanças climáticas. em harmonia com a natureza”. tem quarenta capítulos. Contém 27 princípios que reafirmaram as questões que haviam sido formuladas em Estocolmo. as relações de poder entre os países).  Agenda 21 – um plano de ação para o meio ambiente e desenvolvimento no século XXI. O evento reuniu mais de 178 países (ou 182. 2004. rejeitos perigosos. No entanto. PHILIPPI Jr. A Agenda 21 é hoje um dos instrumentos sem validade legal mais sólidos. INTEGRAÇÃO . regional e global. objetivando o desenvolvimento e o compromisso ambiental. Também compareceram mais de 100 chefes de Estado. importantes e influentes no campo do meio ambiente. Reflete o consenso global e compromisso político em seu mais alto nível. para a sua implantação bem sucedida. et al. empreender ações concretas para a melhoria das condições sociais e ambientais.. et al.

2002. Durante o encontro. foi firmado o “Protocolo de Kyoto” (Japão): os países industrializados se comprometem a reduzir. recursos da terra. mudanças climáticas. biotecnologia. agricultura sustentável... Esses programas estão subdivididos em capítulos que tratam dos seguintes problemas: atmosfera. meio ambiente marinho. habilidades essenciais para o desenvolvimento sustentável (UNESCO. . cerca de 800 milhões de pessoas (quase 14% da população mundial) não só passavam fome como não sabiam ler ou escrever. 1995 – Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social (Copenhaque). 2005): 1993 – Conferência Mundial dos Direitos Humanos (Viena). por ocasião da “3a . Dias (2008) citou que: Além dos documentos contendo as diretrizes globais. embora um certo progresso houvesse sido feito em relação ao desenvolvimento sustentável. 2005). 1996 – Conferência Mundial das Nações Unidas sobre os Assentamentos Humanos (HABITAT I) (Istambul)..  Declaração de Princípios para o Manejo Sustentável de Florestas. suas emissões de gases que contribuem para o aquecimento global em 5. A conclusão geral foi de que.2%. houve um desdobramento institucional importante.. alguns exemplos (ANDRADE et al. florestas..  duas grandes convenções internacionais – a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). oceanos. a comunidade internacional convocou uma nova cúpula chamada Rio + 5 para rever os compromissos empreendidos no Rio de janeiro em 1992. até 2012. 1996 – Cúpula Mundial da Alimentação (Roma).. Os princípios do desenvolvimento sustentável foram reafirmados ao longo da década de 1990 em várias conferências internacionais. calculados com base nos níveis de emissões de 1990. 1997 apud Integração. 1994 – Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo).... já no final do século X. Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças do Clima”. para assegurar a implementação das propostas da Rio 92. desertificação. A CDS é uma comissão do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).processo de degradação ambiental e transformar em realidade os princípios da Declaração do Rio. 1997 (Nova York . 2002 e INTEGRAÇÃO. VALLE. cinco anos após a Rio 92. Neste contexto. água potável. que foi a criação da Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável (CDS) em dezembro de 1992. houve uma preocupação em relação à lenta implementação da Agenda 21.EUA). Em 1998 foi estabelecido o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Cimáticas. resíduos 2002). várias das metas da Agenda 21 ainda estão longe de se concretizar (INTEGRAÇÃO.. Em 1997. 2005). 1997.

do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática pela Organização Metereológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). os últimos trinta anos forneceram uma base sólida sobre a qual o desenvolvimento sustentável poderá ser implementado nas próximas décadas. Endrim. da NASA. Em julho de 2001 o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPPC) publicou o primeiro relatório de avaliação sobre as mudanças climáticas (três volumes). . diclorodifeniltricloretano (DDT). em novembro de 1988. qual afirmava que a mudança climática representava de fato uma ameaça à humanidade e conclamava pela adoção de um tratado internacional sobre o problema. Dias (2008) citou que: Um marco na tomada de consciência sobre o aquecimento global foi o depoimento do físico James Edward Hansen. objetivando reunir todas as evidências científicas sobre as mudanças climáticas.IPPC)6 . inseticidas ou herbicidas (Aldrin. Mirex e Toxafeno) mais as bifenilas cloradas (PBCs) (utilizados sobretudo como óleos isolantes elétricos) além das dioxinas e furanos (resultantes na maioria das vezes da queima de substâncias organocloradas) (VALLE. Clordano. Década de 2000 Apesar de vários contratempos. Hexacloro-benzeno. A preocupação com as questões ambientais globais atingiu seu ápice no virar do século com as discussões em torno das mudanças do clima. no qual apontava evidências científicas de que os humanos estavam interferindo perigosamente no clima. ao Congresso Norte-Americano. Dialdrin. em 1988. 2002). a Assembléia Geral das Nações Unidas resolveu que a Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável (CDS) serviria de Órgão Central Organizador da Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável. Dias (2008) reportou que: Em dezembro de 2000. a Convenção dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs). Em agosto de 2007 reiterou as informações contidas no primeiro relatório e apontou que a concentração do CO2 na atmosfera está em seu nível mais elevado em 400 mil anos. que ocorreria em Johannesburgo entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro de 2002 e que teria como objetivo avaliar a situação do meio ambiente global em função das medidas adotadas na CNUMAD -92. Suas denúncias contribuíram para o estabelecimento. Neste contexto. Heptaclor. Com relação às substâncias poluentes foram tomadas iniciativas importantes nos últimos anos do século X (VALLE. que estabeleceu medidas de controle/banimento sobre doze produtos químicos altamente tóxicos. 2002). Em 2001 foi aprovada em Estocolmo (Suécia). incluem nove famílias dos pesticidas. conhecida como Rio + 10. no 6 O IPPC é constituído por cientistas de diversos países e áreas de conhecimento.

que o homem molde as características do meio natural para assegurar-lhe conforto e sobrevivência. 2008). e em 2005 foi realizada a I Conferência Nacional do Meio Ambiente.Em 2002. que assim como a I Conferencia. foi realizada a I Conferência Nacional do Meio Ambiente. diferentemente da maioria dos animais. que expira em 2012. et al. identificar novas prioridades de ação. em Copenhagen (Dinamarca). ao longo dos anos. que em geral se adaptam ao meio. o que diferencia o homem dos demais animais que fazem parte dos ecossistemas naturais é o raciocínio. fortalecer os compromissos assumidos nessa ocasião. dez anos após a Conferência do Rio de Janeiro. E é ele que vem possibilitando. Philippi Jr. podendo participar de políticas públicas de meio ambiente e do acompanhamento das ações desenvolvidas pelo Governo. em 2003. 2004). 15 Considerações Finais De acordo com Seiffert (2007): A origem dos impactos ambientais gerados pelos ecossistemas antrópicos nos ecossistemas naturais está associada a características bastante peculiares do ser humano. Ecologicamente. ampliou a participação da sociedade brasileira na formulação de proposta para o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA). teve como objetivo constituirse em um espaço no qual a sociedade tivesse voz e voto para apontar diretrizes para a Política Nacional do Meio Ambiente.. No tocante às mudanças climáticas em dezembro de 2009 foi realizada a COP 15. A conferência supra citada produziu dois documentos relevantes – a Declaração de Johannesburgo sobre o Desenvolvimento Sustentável e o Compromisso de Johannesburgo para um Desenvolvimento Sustentável (DIAS. Chamam a atenção para o fato de não existir um desequilíbrio socioecológico no planeta: . a ONU promoveu em Johannesburgo (África do Sul) um novo encontro internacional intitulado “Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável” objetivando analisar os progressos alcançados na implementação dos acordos firmados na Rio 92. No Brasil (Brasília). além de proporcionar trocas de experiências e o fortalecimento de laços entre pessoas e instituições de diversas nações (PHILIPPI Jr. (2004) reportaram que há autores que discutem a existência de problemas ambientais a partir de suas relações com a pobreza e a riqueza. et al. Em 2008 (Poznan – Polônia) foi realizada uma reunião mundial sobre mudanças climáticas – acordo para a segunda etapa do Protocolo de Kyoto..

10:25h. Por um lado. Dias (2008) reportou que: A busca de uma agenda comum de ataque à pobreza e à destruição ambiental constitui-se num objetivo que une países desenvolvidos e em desenvolvimento nos fóruns internacionais. 196p. .gov. Há que se ressaltar que os problemas relacionados à riqueza e à pobreza coexistem dentro de cada país. No chamado Terceiro Mundo. os problemas ambientais relacionados à riqueza são decorrentes da manutenção de um estilo de vida com base no consumismo e no desperdício. Por outro. Rui Otávio Bernardes de. que restringem o investimento necessário em infraestrutura. problemas ambientais bastante freqüentes (como a poluição e a contaminação da água e do solo em virtude da inadequada disposição de resíduos industriais e da falta de saneamento básico.No chamado Primeiro Mundo. Gestão Ambiental – Enfoque Estratégico Aplicado ao Desenvolvimento Sustentável. educação. chega a ser exportado para outros países.. 1ª ed. Takeshy. saúde. São Paulo: Atlas. Disponível em:<http://www2. DIAS. daí dizer-se que produzem problemas ambientais relacionados à riqueza. Reinaldo. concordam em que somente com a adoção de estratégias comuns poderão enfrentar o duplo desafio que representa a pobreza e o meio ambiente. a destruição da biodiversidade em decorrência de desmatamentos e queimadas. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. INTEGRAÇÃO entre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento: 1972 – 2002 – Capítulo 1. 3ª reimpressão. a maioria da população tem um padrão de consumo suntuário. São Paulo: Pearson Education do Brasil. 2008. de água e de matérias-primas para sustentar altos níveis de produção de bens e produtos.br/~geobr/geo3-port/geo3port/capitulo1.. que decorre dos altos níveis de poluentes jogados na atmosfera. o efeito estufa e a destruição da camada de ozônio. habilitação e assim por diante. embora apresentem diferentes proporções no enfrentamento do problema. entre outros) têm uma profunda relação com a situação de pobreza em que essas populações se encontram. Ana Barreiros de. São exemplos disso a chuva ácida. Referências Bibliográficas ANDRADE. a falta de água. 2a ed. A situação é muito complexa. a omissão do poder público na promoção da melhora da qualidade de vida da população como um todo e o desrespeito de indivíduos que impigem à sociedade a inadequada disposição de seus resíduos ou a apropriação de bens coletivos. o lixo radioativo advindo das usinas nucleares. esses países possuem reais dificuldades financeiras. grandes impactos ambientais decorrentes da exploração desenfreada das fontes de matériasprimas. agricultura. generalizam-se a precariedade dos serviços.. os lixões a céu aberto. não sendo exclusivos dos países do Primeiro e do Terceiro Mundo.pdf> Acesso: 26/08/2005. as acumulações crescentes de lixo que. Assim.ibama. que preconizam altos níveis de consumos de energia. 2002. por falta de espaço para ser aterrado. Carvalho. Tachizawa.

SP: Manole. Petrópolis. PHILIPPI Jr. atualizada e ampliada. Édis. João Pessoa: ABES. 3a ed. SETTI. VALLE.. Adriana Goretti de Miranda. 2001. 6a . SEIFFERT. Direito do Ambiente – Doutrina. 3a ed. Barueri. Introdução ao Gerenciamento de Recursos Hídricos. Arnaldo Augusto. RJ: Vozes. 328p. São Paulo: Atlas. 2007. Curso . Gilda Collet.. Desenvolvimento e meio ambiente: as estratégias de mudanças da agenda 21. 2003. Mari Elizabete Bernardini. Qualidade Ambiental. Brasília: Agência Nacional de Energia Elétrica / Agência Nacional de Águas. BARBIERI. Gestão ambiental: instrumentos. ed. 310p.Gestão e Controle Ambiental. 1045p... PEREIRA. revisada e ampliada. São Paulo: Revista dos Tribunais. Maria de Fátima Morais. CHAVES. 4a . 193p. BRUNA. São Paulo: SENAC. 2005.. 2004. Isabella de Castro. Arlindo. 1024p. MOROSINE. Cyro Eyer do.. esferas de ação e educação ambiental.. ed. José Carlos. 84p. Marcelo de Andrade.MILARÉ. 2004. 160p. LIMA. 2002. Jurisprudência e Glossário. . Jorge Enoch Furquim Werneck. ROMÉRO. revista. Curso de Gestão Ambiental.

que se transformou em marco histórico. dedicada à busca de formas para reduzir a emissão de CO2. a necessidade de harmonizar desenvolvimento econômico com qualidade do meio ambiente. a perda de florestas tropicais.92 . Cubatão . porém sem muitos adeptos e sem soluções plausíveis de serem implementadas O impacto dos desastres ecológicos e a visível deterioração de muitos ecossistemas têm gerado uma consciência social coletiva.Introdução Entre os muitos avanços e mudanças deste século. cento e três países haviam criado suas comissões para . como por exemplo. o acúmulo de metais tóxicos nos sedimentos e no solo. Estas preocupações estão sendo levadas às convenções internacionais promovidas pelas Nações Unidas.http://www. Houve no passado algumasprevisões catastróficas e alarmantes. a contaminação e exaustão de cursos d‟água. intenso uso de recursos naturais).ufsc. Já em 1994. sociedade civil e empresários). A crescente e rápida expansão da atividade econômica. a destruição progressiva da camada de ozônio. realizada em dezembro de 1997. na mudança climática e nos danos para a saúde humana. seguindo o modelo industrial e agrícola prevalecente (intensa mecanização. Hoje é preocupação mundial a persistência do efeito estufa (aumento de dióxido de carbono e outros gases na atmosfera). e portanto levando à insustentabilidade a longo prazo. O despertar do recente e abrangente conceito de desenvolvimento sustentável começou surtir maior efeito a partir da realização da Rio. a recente Conference of the Parties -COP3. de biodiversidade em geral. vêm deteriorando os ecossistemas.br/disserta98/bello/cap1. o acúmulo de produtos químicos não-biodegradáveis no meio ambiente. Esta harmonia é expressa através de um desenvolvimento sustentável e é compartilhada pelos vários setores da sociedade (governo. Os cientistas foram os primeiros a identificar os impactos negativos das atividades econômicas sobre os ecossistemas. o aumento de lixos radioativos. em Kyoto. pois disseminou mundialmente a necessidade de vincular o desenvolvimento econômico às questões ambientais. academia. a acidificação do solo e da superfície das águas.eps. ou seja.SP. de terras úmidas.html Capítulo 1 . Há inúmeros exemplos de lugares no País e no mundo onde essa qualidade vida dos sistemas naturais e até sociais já foi perdida (por exemplo. Minamata -Japão). um dos mais importantes é o despertar de uma consciência ecológica.

é: como assegurar desenvolvimento sustentável. ou um conformismo com políticas de governo. porém.implementar a Agenda 21. suas estratégias de produção industrial. países desenvolvidos e em desenvolvimento. dos consumidores em particular e até mesmo dos investidores (acionistas. que é nos setores produtivos onde a mudança se faz. se vêem obrigados a repensar. a qualidade do meio ambiente foi negligenciada. A produção industrial conheceu uma evolução extraordinária na eficiência e na qualidade dos processos e na gestão da produção com a evolução da qualidade (TQM). bancos e também seguradoras). p. Sabe-se que a industrialização é responsável por uma grande parcela da poluição ambiental. prioritariamente. dos organismos não-governamentais. a saúde dos ecossistemas começou a tornar-se um requisito a mais na questão da qualidade total. organizações internacionais. segundo o State of the World – 1995 [Brown et al. os próprios empresários sob a pressão da opinião pública. de forma cada vez mais insistente. portanto. e . O reconhecimento de que os impactos ambientais negativos são atribuídos principalmente às atividades econômicas. há o reconhecimento de que o problema existe. O crescimento econômico para atender às necessidades de uma crescente massa populacional é um imperativo universalmente reconhecido (direitos humanos). Parece óbvio. A esse imperativo acrescenta-se hoje a necessidade do "desenvolvimento humano" (qualidade de vida). mostra a urgência de uma nova forma de gestão dos processos produtivos. O interesse empresarial pela qualidade ambiental talvez não seja tão somente uma preocupação social em si. Emprega-se muito a expressão desenvolvimento sustentável apesar da diversidade de definições. muitos industriais reconhecem a necessidade de uma mudança fundamental no manejo e uso dos recursos naturais. pouco consenso. em profundidade. mas uma questão de sobrevivência no mercado. A eficiência no uso de recursos naturais foi uma preocupação menor. Com a preocupação ambiental. A questão posta por muitos. 1995. dada a abundância na oferta e seu baixo custo.. Neste contexto. crescimento da atividade industrial com a qualidade ambiental? Esta questão se coloca para todos os setores da atividade humana. devendo ir além dos conceitos de qualidade assimilados até agora para incluir também o conceito de qualidade do meio ambiente. opinião pública. Hoje governos. todavia. ONG‟s. mostrando a repercussão do evento e seus desdobramentos. A ISO 14000 vem reforçar e até tornar primordial a inclusão de critérios de qualidade ambiental nos sistemas produtivos. de forma a compatibilizar as atividades econômicas com os princípios ecológicos. e isso requer qualidade do meio ambiente para que se tornem compatíveis a longo prazo.181]. .agora. necessária.

cria um clima favorável para induzir um novo salto qualitativo nessas estratégias. buscando apresentá-lo como a proposta mais adequada à promoção da gestão da qualidade ambiental na linha do desenvolvimento sustentável. Ao valer-se do conhecimento e progressos tecnológicos adquiridos com outras formas de gestão (entre elas a qualidade total e as ISO‟s) mundialmente aceitas e já assimiladas em muitas empresas industriais e de serviços. inclusive o Zero Emissions Research Initiative -Zeri. sem no entanto resolver as questões do desenvolvimento sustentável. Este estudo dedica-se a analisar o Zeri.Desde antes. apresenta inovações na forma de pensar e conduzir as profundas transformações que se fazem necessárias nessa fase importante da globalização da economia. tendo em vista a promoção do desenvolvimento sustentável. A busca de estratégias de gestão da qualidade ambiental e mais amplamente do desenvolvimento sustentável inspirou muitas iniciativas. identificar as principais iniciativas atualmente empregadas pelo setor industrial e verificar de que forma as mesmas atendem os aspectos da qualidade ambiental. e apresentar os elementos constituintes da iniciativa Zeri. . . e sobretudo depois da Rio-92.2 Justificativa e Relevância do Assunto O Zeri vem ao encontro da preocupação da sociedade. reciclagem) que melhoram a qualidade ambiental. surgiram diversas propostas de tecnologias (ex.: tecnologia limpa.Objetivo Geral Analisar o Zeri como proposta de gestão aplicável a diversos setores econômicos. especificamente ao industrial. 1.Objetivos Específicos Para atingir este objetivo o estudo busca:    compreender os aspectos que norteiam o desenvolvimento sustentável. mostrando como ela induz à gestão da qualidade ambiental na perspectiva do desenvolvimento sustentável.1 Objetivos . da cultura e da vida política dos povos. Ele propõe uma mudança nos processos produtivos com a participação desses três agentes – na qual a academia está presente de várias maneiras -. governos e empresários em harmonizar desenvolvimento com qualidade da vida ecológica. 1. em que a sustentabilidade da empresa se atrela a sustentabilidade ambiental social e econômica.

Embora. A escala global dos problemas gerados pelo conjunto das atividades humanas faz com que as soluções sejam cada vez mais negociadas.A relevância dessa visão do Zeri aparece com mais nitidez ao se identificar duas características no quadro da globalização pertinente ao desenvolvimento sustentável. bem como apresenta aspectos limitantes de tais iniciativa para a condução do desenvolvimento sustentável. O Zeri tem a vantagem de oferecer uma visão ampla e uma estratégia pragmática. que se faça a apresentação de como o Zeri integra os conceitos e valores do desenvolvimento sustentável com princípios. O Capítulo 3 examina as principais iniciativas mundiais (ênfase nas de gestão). do Vietnã à China) e de regiões inteiras que estão na corrida do crescimento econômico. a maior parte das ações de implementação devam ter lugar no âmbito dos países e localmente. Diante disso. buscando juntar-se aos já industrializados. adotadas e implementadas pelo conjunto das nações. A segunda característica refere-se ao esforço multilateral para resolver questões ambientais. objetivando desenvolvimento industrial sustentável. visando a melhoria da qualidade ambiental. . O Zeri propõe uma evolução do pensamento de estratégias que leva ao desenvolvimento sem esses efeitos perversos. 1. estratégias e métodos da qualidade total e dessa visão integrada elabora políticas e estratégias para gestão da qualidade ambiental. com o objetivo de elaborar um quadro conceitual que serve de referencial para estudar a questão da gestão da qualidade ambiental.3 Organização do Estudo Este estudo está organizado em quatro partes nessa ordem: O Capítulo 2 faz uma síntese histórica da evolução da questão ambiental até o surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável. com a participação de todos e na qual os benefícios são também partilhados por todos. estas têm pouca eficácia se fossem tomadas sem um esforço orquestrado. parece importante. A primeira refere-se ao elevado número de países (do Brasil ao México. a ser implementada a longo prazo. O crescimento perseguido segue o mesmo modelo de industrialização (alto consumo de recursos naturais e geração de poluentes) adotados por aqueles que começaram há mais de um século.

nas últimas décadas.8].1 Uma Visão Global O meio ambiente vem. Desse modo. 1991. 1993. por exemplo. atraindo maior atenção e interesse. que é a nossa frágil biosfera. nos anos 80. na então União Soviética.Em função disto. a deterioração ambiental e sua relação com o estilo de crescimento econômico já eram objeto de estudo e preocupação internacional. o Capítulo 5 apresenta as conclusões do estudo sobre a gestão da qualidade ambiental em harmonia como o desenvolvimento econômico e social. irremediavelmente. 1994. com os desastres ambientais de Bhopal e Chernobyl respectivamente. Capra et al. em 1972. 1996. depois do vazamento de petróleo do Valdez [Callenbach. cresce uma conscientização ambiental na Europa. desde a década de 60. passaram a fazer parte do nosso cotidiano as previsões apocalípticas. tornou-se um foco de grande interesse. o Capítulo 4.1." [Toynbee (1982) apud Mello. E.20-21]. de acordo com Brügger [1994]. Cita-se.br/disserta98/bello/cap2. "O ponto crucial é que a gestão dos recursos naturais não .23]. Também. dito sapiens.]. os antecedentes conceituais. 1995. Mas. bem como sugestões para trabalhos futuros. lançado em 1962. é o único animal capaz de destruir. seu próprio habitat. "O homem.ufsc. Donaire. p. Em 1968. de Rachel Carson. p. vazamento numa fábrica de pesticida na Índia e explosão de reator nuclear. Nas décadas de 70 e 80. finalmente. a questão ambiental. cit.html Capítulo 2 . publicou o conhecido relatório "Limites do Crescimento". a origem e o contexto em que foi formulado. em face dos desastres ecológicos. seguida nos EUA. foi fundado o Clube de Roma que. de interesse acadêmico e voltadas para a formulação de políticas de governos ou para revisão de estratégias empresariais.29]. 2. apresenta o Zeri. p. p. http://www. que trata do uso e efeitos dos produtos químicos sobre os recursos ambientais [Genebaldo Dias.A Questão Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável "Temos o poder de reconciliar as atividades humanas com as leis naturais e de nos enriquecermos com isso. bem como as estratégias gerenciais propostas e sua aplicabilidade. Albert Shweitzer (1954) que ganhou o Prêmio Nobel da Paz ao popularizar a ética ambiental e o livro "Primavera Silenciosa". p. Mas também é o único com habilidade para reverter esse processo que ele próprio deflagrou.eps." [Nosso Futuro Comum. denunciando que o crescente consumo mundial ocasionaria um limite de crescimento e um possível colapso [op.

os processos produtivos causam algum tipo de dano ao meio ambiente. vem de muito longe a interferência humana no equilíbrio da natureza. Torna-se necessário. A questão ambiental é complexa e portanto. Em síntese. entender a complexidade das questões ambientais. para enxergar as causas. 1996]. poluição. 1994. da realidade. o político e o social.39]. "A Terra tem 4. requer uma visão holística e sistêmica [Capra. No entanto. como fornecedor de bens e serviços e como assimilador de dejetos [Bellia. pois. com isso. uma mudança na concepção linear de causaefeito. Esta evolução do conhecimento das questões ambientais que se tem hoje é fruto de diversos estudos científicos realizados ao longo do tempo e o crescimento de uma consciência ecológica. Durante as últimas frações de segundo geológico da história do nosso planeta. a poluição. não pode ser isolada do contexto social e político. uma vez que. além do usual econômico. Sem estes dois primeiros aspectos. na quase sua totalidade. p. ao serem feitas. Assim. exaustão de recursos úteis ao homem e outras questões que nos são hoje bastante familiares. Entretanto. p.é uma questão apenas técnica e. as questões ambientais assumiram um papel de destaque na esfera das preocupações mundiais. com a realização da Rio-92. Faz-se necessária a percepção do todo. Esta concepção linear é explicada como sendo o resultado das divisões das áreas do conhecimento e suas conseqüentes especializações que. suas relações e suas inter-relações cíclicas. ou seja. p. muito se perdeu do todo. mudanças climáticas." [Brügger. a maior parte da literatura faz referência a esta última." [Brügger. bem antes da revolução industrial. e reconhecer que não haverá nenhuma solução técnica aceitável sem se resolver os problemas políticos e sociais associados.6 bilhões de anos.24]. os primeiros impactos negativos ao meio ambiente. ou seja. Na década de 90. na era Paleolítica. . o uso do meio ambiente pelo homem dá-se através de três funções básicas: como fornecedor de recursos. Tais intervenções antrópicas têm se traduzido freqüentemente em problemas como extinção de espécies. o Homo sapiens industrial interferiu em ciclos naturais que levaram de milhões a bilhões de anos interagindo dinamicamente para formar as atuais condições de vida que conhecemos e às quais nos adaptamos. a questão ambiental dificilmente poderia ter um encaminhamento melhor para seu entendimento e tentativas de soluções. provavelmente têm sua origem na Idade dos Metais. Freqüentemente é atribuído ao desenvolvimento industrial dos últimos séculos. a maior parte dos impactos causados ao meio ambiente.17]. tornando-se mais discutidas real âmbito ao qual pertencem. 1994. 1996.

essa foi a mentalidade predominante na prática da gestão empresarial." [Leal apud Bellia. Porém. etc. A importância cada vez maior dada às necessidades humanas (de consumo. a automação industrial. como ocorre com os minerais radioativos usados na geração de energia termonuclear. Para o aprimoramento desta produção. destaca-se uma outra proposição formulada por Bellia [1996. 1995. Os recursos eram considerados à disposição das pessoas sem que as mesmas se preocupassem com o papel que exerciam no equilíbrio da natureza e os danos causados. p. as organizações precisavam preocupar-se apenas com a eficiência dos sistemas produtivos. tais como os sistemas de qualidade.UNCED (mais conhecida por ‘Rio92’ ou ‘Eco-92’) que procurou o consenso para sua operacionalização. Na história recente. Bastava que fossem economicamente viáveis sua exploração/extração. A mudança vem se dando na forma de pensar e agir com o crescimento da consciência ecológica [Maximiano apud Donaire. que tiveram repercussões mundiais. como a eliminação de uma floresta natural. considera-se como sendo três as principais fases destas questões: a Reunião de Estocolmo em 1972 . refletindo a noção de mercados e recursos ilimitados. Por muito tempo. serviram para mostrar as limitações no trato com o meio ambiente. a água.44-45] a qual identifica quatro categorias: bens dificilmente renováveis. foram elaborados métodos. ao retirá-los e ao despejá-los de volta em forma de lixo. etc. p. ferramentas e formas de gerenciamento cada vez mais aprimorados.11]. p. no sentido de atendimento e criação de novas necessidades. o Relatório de Brundtland em 1987 como resultado de uma comissão de estudos de quatro anos que cunhou as bases e o conceito de desenvolvimento sustentável. bens inextinguíveis. desastres ambientais. o just-in-time. não só as reais necessidades de subsistência) e à sua oferta. Paralelamente a isto. Até certa altura da História. . as discussões sobre as questões ambientais têm se dividido entre as conseqüências negativas do crescimento e/ou os fracassos na gestão do nosso ambiente. e a "Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento" . por sua vez. fez surgir uma indústria de produção em escala. e bens permanentes . bens recicláveis."A apropriação dos recursos naturais provindos do meio ambiente cede ao homem os materiais e a energia necessários à produção de bens e serviços usados para a manutenção e desenvolvimento da vida. que se pode situar no anos 60.39]. Além da tradicional classificação dos recursos naturais em recursos exauríveis e não-exauríveis. tal como o ar. os recursos naturais estiveram a serviço do ser humano para satisfazer suas necessidades que.fundamentais à vida.a primeira grande conferência das nações sobre o meio ambiente. 1996. no curto prazo. Historicamente. geraram um aumento na produção.

Até aquela década vivenciava-se ainda. e o Programa Internacional de Proteção a Produtos Químicos (1980). p. a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento . sociais e econômicas envolvidas. proliferaram acordos e conferências temáticas internacionais. que foi presidida por Gro Harlem Brundtland (na época Primeira Ministra da Noruega).. As Três Fases Históricas na preocupação com o Meio Ambiente A partir dos anos 70 fortalece-se a noção de limitação dos recursos naturais com receio de sua exaustão e dos estragos causados pela crescente poluição. levaram a Conferência de Estocolmo a reflexão. em 1972. a Convenção sobre o Comércio Internacional de espécies ameaçadas da fauna e flora silvestres (CITES. que gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano e produziu um Plano de Ação Mundial. a qual sugeria que através de um controle de natalidade poder-se-ia obter o controle sobre a economia. Em 1983 foi criada pela Assembléia Geral da ONU. com a incumbência de reexaminar as questões críticas do meio ambiente e de desenvolvimento. como por exemplo. Neste sentido. onde se "buscava soluções técnicas para os problemas de poluição" [Brasil. visando dar uma nova compreensão. 1992.‘boas em si’ que são cada vez mais questionadas. conhecida como Conferência de Estocolmo. em nível planetário. pode-se dizer que a questão ambiental ganha um cunho político.CMMAD. foi criado o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas – UNEP. etc. das questões políticas. em 1973).21]. em 1972. com a publicação do Clube de Roma. de forma mais ampla. realiza-se a Conferência da ONU sobre o Ambiente Humano.14] menciona que "na década de 70 predominava no ‘inconsciente coletivo’ mundial a idéia de que a chamada crise ambiental se devia sobretudo à exaustão dos recursos naturais. 1991.. ". Das grandes preocupações." Nessa época. As preocupações ambientais já vinham sendo tratadas desde a Reunião de Estocolmo. Como resultado deste evento. porque logo depois. UNEP e Organização Internacional do Trabalho (OIT). estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). p. com o objetivo de influenciar e orientar o mundo na preservação e melhoria do ambiente humano [Genebaldo Dias. Na continuidade. dentre elas a poluição e a questão da chuva ácida na Europa. p. encarregado de monitorar o avanço dos problemas ambientais no mundo. Poucos eram os que se aventuravam a destacar os aspectos sociais dessa crise. além de elaborar . Brügger [1994. objetivando avaliar os riscos causados à saúde humana e ao meio ambiente. Segundo. o fim de uma certa prosperidade por uma ciência e uma tecnologia . Primeiro.20]. à poluição. 1994]..2. intitulada "Limites do Crescimento".onde as recomendações passaram a ser mais realistas e mais próximas da vida e da qualidade da vida humana" [Maimon.

a direção dos investimentos. Já que as necessidades humanas são determinadas social e culturalmente. O desenvolvimento sustentável significa compatibilidade do crescimento econômico.4]. A questão não é simplesmente referente ao tamanho da população. sob pena de se esgotarem rapidamente os recursos naturais. Emerge. Neste conceito estão embutidos pelo menos dois importantes princípios: o de necessidades e o da noção de limitação. "é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos.cit. por relacionar-se com os .]. isto requer a promoção de valores que mantenham os padrões de consumo dentro dos limites das possibilidades ecológicas. cit. convém lembrar algumas contribuições elaboradas pela Comissão Interministerial CIMA (1991). Neste mesmo sentido.e política. é ambiental . mas sim de mudanças quanto ao acesso aos recursos e quanto à distribuição de custos e benefícios. como resultado da CMMAD. 1991]. Na sua essência. p. a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro. a longo prazo. veio mostrar a necessidade de um novo tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso em todo o planeta e.49].cit. o desenvolvimento sustentável não é um estado permanente de equilíbrio.propostas de abordagem realistas. 1991. ou seja.pela redução da capacidade de recuperação dos ecossistemas e pelo esgotamento progressivo da base de recursos naturais . Nesta nova visão. desta forma. p. Nele.10 e p. 1991. o relatório ‘O Nosso Futuro Comum’ ou ‘Relatório de Brundtland’. O relatório criticou o modelo adotado pelos países desenvolvidos. através do ‘Relatório do Brasil para a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento’..46].]. Portanto. mas sim a distribuição equânime dos recursos [op. Esse relatório destaca que a crise. "o atendimento das necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades" [Nosso Futuro Comum. Essa Comissão deveria propor novas normas de cooperação internacional que pudessem orientar políticas e ações internacionais de modo a promover as mudanças que se faziam necessárias [Nosso Futuro Comum. na verdade. p. o conceito de desenvolvimento sustentável. a ser alcançado pelos países em desenvolvimento e desenvolvidos [op. a fim de atender às necessidades e às aspirações humanas" [Nosso Futuro Comum. o desenvolvimento sustentável preconiza que as sociedades atendam às necessidades humanas em dois sentidos: aumentando o potencial de produção e assegurando a todos as mesmas oportunidades (gerações presentes e vindouras). por ser insustentável e impossível de ser copiado pelos países em desenvolvimento. O primeiro trata da eqüidade (necessidades essenciais dos pobres) e o outro refere-se as limitações que o estágio da tecnologia e da organização social determinam ao meio ambiente [op. Em 1987. com desenvolvimento humano e qualidade ambiental. apontou-se a pobreza como uma das principais causas e um dos principais efeitos dos problemas ambientais do mundo.

5 de junho) e afirma que a ‘pobreza e degradação ambiental se encontram intimamente relacionadas’. que nem todos os povos ocupam as mesma posições nessa espaçonave. .. privilegiando fontes renováveis e o processo de inovação tecnológica [op.cit. 1991. Cada passageiro da primeira classe. além da importância de que a dimensão ambiental deva passar a integrar políticas e programas de governos. Já a Resolução 44/228 (da Assembléia Geral de 1989) confirma a Conferência no Brasil (a coincidir com o dia do Meio Ambiente . Tomado como quadro de fundo a metáfora da ‘economia do astronauta’. saúde e habitação e. ocupa os compartimentos de carga da nave. mas. somos obrigados a reconhecer.. Destaca-se ser nesta resolução a primeira vez que se declarou formalmente que a maior parcela de responsabilidade pela degradação ambiental é dos países desenvolvidos. porém.cit. que a maioria dos problemas de poluição são provocados pelos países desenvolvidos. para a Conferência de Estocolmo. em sua quase-totalidade proveniente dos países do mundo desenvolvido. p. 1996]. A comissão de Brudtland não se restringiu aos problemas ambientais. p. ocasião em que o Brasil se ofereceu para sediar a Conferência [Brasil.]. A imensa maioria dos passageiros. "Uma só Terra" [Brasil.183]. p. refletiu uma postura identificada com os interesses dos países em desenvolvimento. Esta resolução foi aprovada por consenso de todos os participantes. como forma de ajudar e não vir a ser barreiras comerciais [op.14]. como mencionado no relatório da CIMA (1991)." [Brasil. também expondo a importância da cooperação e do multilateralismo. à alteração da matriz energética. p. 1991. E acrescenta: "Vinte anos depois de Estocolmo. a Assembléia Geral das Nações Unidas (1988) aprovou a Resolução 43/196. Mais de um terço destes padece de fome ou desnutrição e três quartos não têm acesso adequado à água e acomodações dignas. o referido relatório mostra que esta metáfora ajuda a frisar o caráter global e interdependente da sociedade de fins de século. Menos de uma quinta parte da população do planeta ocupa a primeira classe da nave e consome 80% das reservas disponíveis. produz um impacto nas reservas de recursos 25 vezes superior ao dos ocupantes dos compartimento de carga.16]. os quais têm a principal responsabilidade no seu combate. além de gerar situação de escassez absoluta (exaustão do estoque de recursos) ou relativa (padrões insustentáveis de consumo ou iniqüidades no acesso a eles) [Brasil. 1991]. 1991. da satisfação das necessidades básicas de alimentação. Passados vinte anos da apresentação de proposta da Suécia para realização da Conferência sobre o Meio Ambiente Humano. p. sintetizada no título do relatório de Barbara Ward e René Dubos. Ele mostra que as possibilidades de um estilo de desenvolvimento sustentável está intrinsecamente ligado aos problemas de eliminação da pobreza.sistemas de poder para a distribuição e o uso de recursos pela sociedade. a qual determinou que a II Conferência deveria se realizar até 1992.cit.18]. A percepção do mundo em relação aos problemas ambientais começa a mudar suas perspectivas com o relatório Nosso Futuro Comum [op. aliado a tudo isto. em que se compara o planeta a uma nave espacial onde todos os povos seriam os passageiros [Bellia. cerca de 80% da população mundial.19].

9]. fazendo uso de processos de produção mais eficientes. tecnologias e de procedimentos mais limpos de produção ao longo do ciclo de vida do produto. produzam .. ou seja.a Agenda 21 [Mello. foram firmadas 2 duas convenções (uma sobre clima e outra sobre biodiversidade). 1996. atividades e meios de implementação. Não se trata. são convocados a perseguirem o desenvolvimento sustentável. Nesse sentido. como a prosperidade desejada para o processo de desenvolvimento é fruto do resultado das atividades do comércio e da indústria. na qual os mais diversos atores de uma sociedade. p. p. crescimento econômico. está na captura da imaginação e da vontade política dos atores sociais. uma declaração de boas intenções e uma Agenda de Ação . assim minimizando ou evitando os resíduos. na atualidade. Assim. O que está em jogo é. a Agenda 21 salienta: "O aperfeiçoamento dos sistemas de produção por meio de tecnologias e processos que utilizem os recursos de maneira mais eficiente e. Esse marco mudou os rumos mundiais com o consenso de mais de uma centena de países. e seu sucesso na execução é responsabilidade principal dos governos [Conferência.102]. as mesmas devem perseguir uma gestão ‘responsável’ (manejo responsável) do meio ambiente. nossas aspirações e nossas necessidades à capacidade de sustentação do planeta. reduzindo os riscos e perigos. 1996. Ela espelha um consenso mundial e um compromisso político no nível mais alto que diz respeito a desenvolvimento e cooperação ambiental. mais do que a capacidade humana de adaptação. foi realizada a "Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento" . ordenar prioridades e maneiras de implementá-la nas diversas áreas propostas. Esta realidade não revela um problema técnico. foi proposto que cada país fizesse a adaptação da Agenda 21 à sua realidade. os de um desenvolvimento desigual para as sociedades humanas e nocivo para os sistemas naturais. Quanto ao papel a ser desempenhado por cada um dos principais grupos de uma sociedade. no Rio de Janeiro. Ao falar de um novo paradigma de desenvolvimento."Os problemas de preservação do meio ambiente são os problemas do desenvolvimento. de ajustar nossos números. industrialização e degradação ambiental. e propõe uma série de ações. em 1992. objetivos. estratégias preventivas. A Agenda 21 trata de temas como pobreza. p. em nível mundial. retratado na elaboração da Agenda 21. Esses elementos são considerados indispensáveis à transformação do estilo em vigor. através de uma redução de impactos sobre o uso dos recursos e no meio ambiente." [Brasil. a CIMA (1991) diz que um dos maiores desafios para que este novo paradigma se formalize. Isto seria conseguido. a possibilidade de imprimir uma mudança substancial em sua forma de organização social e de interação com as leis da natureza. frisa-se que. 1991. é um agravante e perpetuador de desigualdade sócio-econômica [op.UNCED (Rio-92/Eco-92). mas sim social e político. Como recomendação maior. Na Rio-92. ao mesmo tempo.151]. dado que a situação de pobreza política. p.19-20]. proposto na referida Agenda.cit.

Mas. 2. no artigo "How to Save the World". bem difundido e o mais aceito. Rotmans e Vries [1997] comentam que a noção de desenvolvimento sustentável foi introduzida nesse ano. 1996. e que o relatório de Brundtland foi a peça chave. a deterioração do meio ambiente e o crescimento populacional estão indiscutivelmente interligados. No que se refere a comunidade científica e tecnológica.482].3 Desenvolvimento Sustentável O termo desenvolvimento sustentável foi primeiramente utilizado por Robert Allen. na implementação de políticas e programas.cit. ao longo deste trabalho adotar-se-á o conceito de Brundtland. da International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN). bem como com o público em geral.menos resíduos . United Nations Environmental Program (UNEP). Por isso." [Conferência. antes denominada World Wildlife Foundation). p. e World Wide Fund (WWF. 1996. p. no qual sumarizava o livro "The World Conservation Strategy: Living Resource Conservation for Sustainable Development" (1980).23]. Eles destacam também que apesar da importância do conceito nos atuais debates político e científicos.cit. Desta forma. ainda. tendo demorado quase uma década para ser amplamente conhecida nos círculos políticos. a fim de proporcionar um uso maior da informação e dos conhecimentos. Allen o define como sendo "o desenvolvimento requerido para obter a satisfação duradoura das necessidades humanas e o crescimento (melhoria) da qualidade de vida" [Allen apud Bellia.constitui um caminho importante na direção da sustentabilidade do comércio e da indústria.conseguindo mais com menos . ‘melhorar e acelerar o reconhecimento e valor das contribuições ligadas ao meio ambiente e desenvolvimento’ *op. visando entre outros. principalmente.487+. além de promover um ‘código de conduta e diretrizes relacionados com ciência e tecnologia’. percebe-se que os ideais do desenvolvimento sustentável são bem maiores do que as preocupações específicas. p. a preservação da qualidade do sistemas ecológicos. visando a convivência do ser humano numa base mais justa e equilibrada. na busca de parâmetros ditos como aceitáveis.] recomenda melhorar a comunicação e a cooperação entre esta comunidade e os responsáveis por decisões. . Os elementos que compõem o conceito de desenvolvimento sustentável já foram colocados. ou seja. a Agenda 21 [op. não existe uma única definição que seja compartilhada por todos interessados. é o reconhecimento de que a pobreza.. a necessidade de um crescimento econômico para satisfazer as necessidades sociais e a equidade (todos possam compartilhar) entre geração presente e futuras. Nenhum destes problemas fundamentais pode ser resolvido de forma isolada. como a racionalização do uso da energia. o adequado manejo de resíduos. por ser amplo. ou o desenvolvimento de técnicas substitutivas do uso de bens não-renováveis ou.

o ‘desenvolvimento sustentável’ é um objetivo a ser alcançado não só pelas nações ‘em desenvolvimento’. É importante lembrar que muitos obstáculos deverão ser vencidos para que se possa atingir. é preciso examinar as conseqüências da imposição e/ou dependência tecnológica presentes nos processos de transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento. Ele contém dois conceitos chaves: " . do planeta como um todo. os novos desenvolvimentos tecnológicos podem atuar no controle da poluição causada por tecnologias mais antigas. impedindo-o de atender às necessidades presentes e futuras. " . ou melhor ainda." [op. assim. atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades. 25]. *p. p. mas em todo o planeta e até um futuro longínquo. 49]. assim. p.. a fim de atender às necessidades e aspirações humanas. mas também pelas industrializadas. que devem receber a máxima prioridade. sobretudo as necessidades essenciais dos pobres do mundo.. ..." [op. Sem dúvida. Assim...o conceito de ‘necessidades’. Brügger [1994] atenta para o seguinte: "A economia não está isolada dos demais processos sociais e.a noção das limitações que o estágio da tecnologia e da organização social impõem ao meio ambiente. Do contrário. surgirão falsas alternativas como um Livre Comércio ‘maquiado de verde’ que continuará a reproduzir o sistema econômico que degradou a qualidade de vida no planeta.Destacam-se. o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos.cit. de forma satisfatória. a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro. tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares e por alguns anos. será preciso uma profunda revisão dos valores que compõem a nossa sociedade industrial.cit. 46] "Em essência. os pontos centrais do conceito de desenvolvimento sustentável elaborados pela CMMAD e contidos no relatório Nosso Futuro Comum [1991] e que se tornaram a linha mestra da Agenda 21: ". como também as restrições quanto ao uso de agentes químicos poluentes podem ser eficazes no controle ambiental. a direção dos investimentos. No entanto.4+ ". [p. o desenvolvimento sustentável de uma determinada região.

18]. Três ênfases básicas podem ser identificadas no desenvolvimento do conceito de tecnologia apropriada. demanda de recursos finitos.cit.] são: eficiência econômica. que muitas vezes acabou permitindo a exploração desenfreada por alguns indivíduos. o social e o ecológico.. impera a necessidade de se definir um grupo de critérios. 1996] para alcançar o desenvolvimento sustentável. 1994. escalas de funcionamento. na tentativa do estabelecimento de um novo sistema econômico. ao contrário." [Brügger. não só cabe analisar os recursos não-renováveis como. nível de modernidade e sofisticação.. Se a eficiência econômica e a preservação ambiental parecem estar distantes de uma solução conciliadora. abrangendo o econômico. ". O conceito de desenvolvimento sustentável inclui usar recursos com o caráter de perpetuação. consciente da questão ambiental. discutir a questão do bem público. Portanto. e grau de autoctonia e auto-sustentação. passa a ser problema do Estado. e a forma como o conceito foi elaborado é ampla. [op. densidade de capital e trabalho. 1996]. É necessário que se promova a adoção de técnicas que garantam a redução/eliminação do consumo acerbado ou. destaca-se o 4º Princípio da Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento: [Conferência. . É também em Bellia que se encontra a afirmação de que "nenhuma tecnologia é apropriada em sentido absoluto. nível de agressividade ambiental. estes passaram a ser objeto de gestão. a elevação ou a degradação da qualidade de determinado sistema social. Para reforçar. o seu tamanho. pode-se encontrar algumas soluções parciais em andamento na produção sustentável. da produção não sustentável. Sete critérios para uma análise multidimensional das tecnologias. A partir da falência do conceito de que os recursos ambientais seriam infinitos. e o impacto ambiental causado por estas tecnologias [Bellia. p.Para se abordar a importância da dimensão tecnológica para a manutenção. a crise chamada ambiental nada mais é do que uma ‘leitura’ da crise da nossa sociedade. também. a saber: preocupação com o significado sócio-político das tecnologias. Ele inclui também a exigência da sociedade organizada. a serem utilizados para determinar se uma tecnologia é apropriada ou não. a proteção ambiental deve constituir-se parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente deste. como pesquisa e utilização de formas renováveis de energia. destacados por Bellia [op..cit. ela será mais ou menos apropriada à medida que permitir que o sistema social em que é (ou vai ser) empregada se aproxime ou afaste das características ideais que deveria apresentar". grau de simplicidade. p. Então.61]. etc.

a questão ambiental não é apenas a história da degradação da natureza. A questão ambiental é complexa e o conceito de desenvolvimento sustentável.27] ". político. Neste sentido. ". também. tout court. traduzido em ‘modernização da pobreza’. Já o outro lado. Pode-se constatar que as . muitas das intervenções antrópicas que têm degradado os recursos naturais e as condições de vida têm sido feitas em nome do ‘progresso’ e do ‘desenvolvimento’. sob o título "Desordem Mundial". a procura de um novo enfoque do desenvolvimento regional deve levar em conta não somente o aspecto econômico. na entrevista dada à revista ‘Isto é’ (1403. mas que se aja localmente. [p. O que se deseja criticar. social e cultural.. O primeiro é o das grandes empresas e se refere ao domínio do mercado mundial ou. como demonstrado. Rotmans e Vries [1997] mencionam que este último "pode ser interpretado e desenvolvido de acordo com várias perspectivas". os principais atores não são países e sim empresas"."A atual crise ambiental é portanto muito mais a crise de uma sociedade do que uma crise de gerenciamento da natureza. em outras palavras. Sachs.. sim. os quais são. a expressão ‘desenvolvimento sustentável’ abrange pelo menos dois significados bem gerais: um inclui sua dimensão política e ética e o outro diz respeito unicamente ao gerenciamento sustentável dos recursos naturais.. mas também da exploração do homem (que também é natureza!) pelo homem. mas também o ecológico. de 21/8/96). [p. o "da poluição". que o desenvolvimento sustentável é um processo global e não pode ser confundido com a globalização. fauna. não têm estado sempre associados a qualidade de vida para a maioria da população: na esmagadora maioria das vezes são um eufemismo para designar crescimento desordenado.109] "Mas o que é progresso não se discute. [p. 1994.66+. Progresso e desenvolvimento.36] "Analogamente. p. ótica que transcende fronteiras nacionais e que significa evitar a poluição. Esta permeia o conceito de desenvolvimento sustentável e exige que se pense de forma global." *Brügger.. principalmente como ele se produz e quem o impulsiona.. A globalização poderia ser vista por "dois lados". entretanto. A globalização do problema ambiental suscita à questão da complexidade. flora e a biodiversidade). é bastante amplo. Alie-se. necessários para o crescimento e manutenção de todos os agentes envolvidos (seres humanos. é a adequação que conduz particularmente à perpetuação de uma estrutura social injusta. também. o aspecto comercial. menciona que globalização é "uma palavra que está sendo esticada para encobrir diferentes sentidos .

decisões tomadas na Rio-92. não precisaremos nos desfazer de tudo. Os governos não têm conseguido resolver eqüitativamente os problemas de acumulação de riqueza e sua distribuição e. Partindo-se da premissa.. e muito menos estes vão conformar-se com crescimento econômico zero. pois ". seja através de seus processos em si seja pelos produtos ou derivados (embalagens. Na literatura pode-se encontrar como principais explicações para este fato a falta de visão de longo prazo e a mudança do individualismo para o coletivo.. materiais utilizados. Contudo. produtos químicos/sintéticos. mas antes de sabermos isso. nem seguido pelos países que almejam atingir o estágio de primeiro mundo." e que é preciso questionar os aspecto do velho paradigma. [Cordani et al. De forma genérica. 2. mais ainda. científicos.cit. industriais. enquanto que às empresas têm sido atribuída a culpa pelos maiores impactos ambientais que vieram gerando. A busca pelo desenvolvimento sustentável pressupõe uma maior participação cooperativa dos governos (e inter-governos). p. principalmente encontrados na diferença entre crescimento (aumento da produção) e desenvolvimento (mudanças sociais e mentais).. desemprego e subemprego (exploração)..." [op. aos governos e à sociedade são atribuídos omissão. . de que o modelo de desenvolvimento atual não pode ser mantido pelos países desenvolvidos. que incluem as ações propostas na Agenda 21. pobreza. distribuição). 1997] Capra [1996] menciona que "a mudança de paradigmas requer uma expansão não apenas de nossas percepções e maneiras de pensar. da sociedade organizada e também do sistema de mercado. desnutrição. O caminho a ser percorrido é a busca do desenvolvimento sustentável. devemos estar dispostos a questionar tudo (. deve-se procurar formas de conciliar esses objetivos dentro de um novo paradigma de crescimento.) a respeito dos próprios fundamentos da nossa visão de mundo e do nosso modo de vida modernos. mas também de nossos valores. já consensual..26-27]. esta mudança de paradigma envolve a mudança de estratégias e enfoques sócio-econômicos que deverão ser elaborados de forma adequada. orientados para o crescimento e materialistas. com referência a questão ambiental. pode-se deduzir que o modelo atual não garante a longo prazo a manutenção do patamar de desenvolvimento dos países já industrializados. não apresentaram resultados práticos significativos até o momento.4 A Busca de Estratégias para o Desenvolvimento Sustentável Pelo exposto. que passa necessariamente pela implementação de diversas ações propostas na Agenda 21. saúde.

estão passando a adotar novas formas de gestão. em 1994. as questões sociais. pivô e agentes de mudanças. nenhuma contaminação na água ou no ar e nenhum resíduo sólido. pois agrega-lhe. político e econômico. UNU (Feasibility Study). "O Zeri empreenderá pesquisa científica envolvendo centros de excelência de todo o mundo com o objetivo de alcançar mudanças tecnológicas que facilitarão a produção sem nenhuma forma de desperdício. Assim. tanto organizações empresariais no âmbito dos países ou globalmente. Assim. é o Zero Emissions Research Initiative – Zeri. uma vez que. na elaboração de opções políticas para o crescimento sócio-econômico sustentável. 1995].) que atendem melhor aos critérios de desenvolvimento sustentável. além das questões ambientais antes não consideradas. em todos os níveis. Segundo Pauli [1995]." [Héden. 1994.Neste sentido. estabelecido na ocasião de sua fundação. restringe-se o trabalho à procura de iniciativas vinculadas ao setor produtivo. se integra no conceito mais amplo do desenvolvimento sustentável. isto é traduzir o desenvolvimento sustentável em ação. como qualidade total e outras. o presente trabalho concentra-se no setor produtivo e analisa as contribuições que este poderá proporcionar a sustentabilidade. O Zeri auxiliará os governos. ou melhor iniciado. adoção de tecnologias limpas pela substituição de processos e matérias-primas. Na busca de sua própria sustentabilidade no mercado. quando houver resíduos. estes devem ser convertidos em ‘inputs’ (de valor agregado) para outras indústrias.UNU e possui um compromisso com a estratégia do desenvolvimento sustentável. podem e devem se prestar para gerir a . O desafio. ou seja. todos os tipos de países devem empenhar-se em seguir um modelo de desenvolvimento sustentável que satisfaça a todos. ainda pouco conhecida no Brasil. as empresas poderão contribuir significativamente para amenizar os impactos negativos causados ao meio ambiente. além da eficiência dos processos de produção. o inter-relacionamento entre ações que conduzam ao desenvolvimento sustentável pressuponham grande abrangência de várias iniciativas no campo social. do consumo de energia e de matérias-primas. Todos os ‘inputs’ deverão se incorporar no produto final ou. depois de melhorar a utilização dos recursos. à luz de várias motivações. pela Universidade das Nações Unidas . O Zeri (que será estudado no Capítulo 4) foi lançado. considerando a variável ambiental. É nesta linha que as práticas de gestão adotadas pelos setores produtivos. na linha do desenvolvimento sustentável. passam a adotar novas estratégias (reciclagem de materiais. o Zeri é uma evolução da filosofia da Qualidade Total. a questão ambiental. Assim. Segundo a UNU. Uma nova proposta. A nova questão passa a ser como gerenciar a questão ambiental no contexto do desenvolvimento sustentável? Embora. é o de passar do conceitual ao operacional. tal como apresentada neste capítulo. agora. A ISO 14001 vem reforçar esta tendência. pois são agentes os mais dinâmicos. mas que está a frente das iniciativas citadas.

no Capítulo 3. Pois. e verificar de que forma as mesmas podem auxiliar à condução das empresas à qualidade ambiental http://www. e por via de conseqüência à promoção do desenvolvimento sustentável. neste trabalho busca-se dar ênfase às questões ambientais. abrangendo desde os aspectos econômicos até a questão da saúde e educação das pessoas e outros aspectos do bem-estar humano que fazem parte dos sistemas sociais. com a complexidade dos ecossistemas que sustentam a vida local e globalmente. na linha a ser perseguida do desenvolvimento sustentável. compreender mais profundamente as iniciativas de gestão e tecnologia atualmente mais empregadas. mas sim identificar as principais contribuições destas iniciativas à gestão da qualidade ambiental. Neste sentido.html Capítulo 3 . procura-se examinar as principais iniciativas do setor empresarial voltadas para a gestão da qualidade ambiental que tenham em seu bojo as características exigidas para efetivação do desenvolvimento sustentável. enfocando-a sob o aspecto da gestão da qualidade. Apesar de reconhecer que estas são apresentadas mais sob o ponto de vista econômico. Cabe ressaltar que não se procurou aqui esgotar o assunto. faz-se necessário. A primeira considera iniciativas voltadas à gestão da qualidade total e sua relevância para a questão ambiental. mas não o único. observou-se que o conceito de desenvolvimento sustentável é bastante amplo.Iniciativas visando à Gestão da Qualidade Ambiental 3. A segunda apresenta algumas iniciativas diretamente relacionadas com a gestão da qualidade ambiental.questão ambiental com devidas adaptações. sob a ótica da sua gestão. Abrange também o meio ambiente físico. Optou-se.2 Iniciativas voltadas à qualidade total . e tendo sempre presente a perspectiva maior da sustentabilidade do desenvolvimento.br/disserta98/bello/cap3. Dividiu-se este Capítulo em três partes. fica evidenciada a necessidade de reduzir-se o espectro deste estudo. Portanto. Portanto. estudar a questão ambiental.ufsc. por isso. a Qualidade Ambiental é o primeiro item. E a terceira parte estabelece a relação entre as iniciativas de gestão da qualidade ambiental com o conceito de desenvolvimento sustentável. 3.1 Gestão da Qualidade e Gestão Ambiental Pelo exposto no capítulo anterior.eps.

3. A visão sistêmica da qualidade. especialmente no Japão. Nesse sentido. . embora a mesma tenha suas origens em tempos longínquos. Segundo Brocka [1994.70]. entre outros. ou gerar uma crise na empresa para provocar mudança por meio de uma visão nova (proativas).2. têm chamado a atenção para diversos ‘vícios’ e erros gerenciais. desenvolvida principalmente por Juran e Deming deu origem aos atuais programas de qualidade total conhecidos. Nesse sentido. Os sistemas de gestão são aqui examinados principalmente sob aspectos referentes à gestão da qualidade ambiental. como Juran. forma de gerenciar. embora as causas fundamentalmente fossem provenientes da definição e gestão do sistema produtivo.500 anos. pela necessidade de respaldo político e financeiro (apoio às atividades futuras). como forma de superá-la (reativas). 1988]. Deming. Então. p. A conscientização da alta administração de uma empresa mostra-se como um dos passos principais para a implementação de um sistema de gestão. Contudo. Assim. os defeitos eram corrigidos. Autores. pode-se dizer que o marco de sua estruturação e difusão industrial iniciou-se na década de 50. pois encontrase em questões sobre a natureza humana. pode-se dizer que nenhum sistema da qualidade total obteria resultado com eficácia se não houvesse uma visão estratégica do problema da qualidade. A literatura traz quase sempre referência à questão da qualidade como se fosse originária deste século. o gerenciamento da qualidade pode retornar a 2. porém sem eliminação das causas de uma forma sistemática e permanente [Qualidade. Feigenbaum e Ishikawa. a culpa dos erros na produção era quase sempre imputada à mão-de-obra. Neste conjunto de iniciativas destacam-se os sistemas de gestão da qualidade total e de gerenciamento ambiental. formas simples e ferramentas apropriadas. Glitow *1995+ diz que ‘só há dois meios’ da alta administração alterar os rumos de sua empresa: mudar por causa de uma crise. Crosby.1 A Gestão da Qualidade Total Os programas de gestão da qualidade estão hoje difundidos pela maior parte dos países no mundo.O primeiro conjunto de iniciativas a ser examinado está correlacionado com sistemas de gestão existentes nas empresas.

na ótica da qualidade. Talvez essa característica seja o principal marco dessa visão sistêmica de gestão.51]. a agregação de valor. os programas de qualidade total basearam-se no conhecimento mais profundo das externalidades questionadas pelo mercado (consumidores).Assim. a utilização mais eficaz dos recursos do processo. nem mensurável no sentido tradicional [Brocka. A busca pela satisfação adequada das necessidades do mercado. 1997]. etc. Isto acarretou ações de integração entre a organização e a comunidade em que a mesma se insere. percebe-se que a sistemática utilizada na qualidade não deixava claro como os aspectos ambientais seriam tratados. Uma questão que está sempre presente na qualidade é a seguinte: Qual é o valor agregado? Embora esta questão permita um melhor entendimento da melhoria contínua. Assim. impõe um conjunto de procedimentos que visam. p. Neste sentido. esta conformidade exigiu um maior rigor ao cumprimento de normas e padrões aplicáveis ao produto. deixando ainda mais visível a questão ambiental. a redução de desperdícios e retrabalhos contribuem para que os impactos ambientais sejam reduzidos. a qualidade passou a ser considerada como responsabilidade de todos membros da organização e não mais dos inspetores do final da linha de produção. permeando tudo que se fazia na organização e chamando a participação de todos. entre outras coisas. a qualidade é um vetor de mudança e essas mudanças têm sido chamadas de revolução da qualidade ou revolução gerencial. Da mesma forma. torna-se compreensível que a gestão voltada à qualidade total tenha contribuído em muito para que os recursos da empresa sejam utilizados em sua forma mais eficiente. . Porém. Nesse sentido. Ainda neste contexto. dentro da visão ampliada que se tem hoje. Esta nova postura exigiu mudanças internas nas empresas que ultrapassam os limites de departamentos e se desdobram por todos processos da organização. Cabe aqui observar que essa forma de quantificação tem apresentado limitações. Como instrumento de gestão. a não ser naqueles aspectos ligados à legislação e/ou especificações dos clientes. logo passou a ser vista de uma forma mais abrangente. que inclui a subjetividade [Ensslin. Apesar de inicialmente a qualidade estar baseada. a resposta não precisa ser necessariamente quantitativa. nem se pode dizer que na época havia esta preocupação com a ótica ambiental. têm-se desenvolvido novas abordagens que reconhecem os limites da objetividade e apresentam alternativas para tratar problemas nessa área. É evidente que a racionalização no uso de matérias-primas. 1994. nos métodos de controle. a conformidade do produto ao mercado exigiu um grande investimento na imagem da empresa. principalmente. particularmente para as questões ligadas ao meio ambiente. como é o caso do Multiple Criteria Decision Aid (MCDA) de Bernard Roy. a racionalização da forma de trabalho.

etc. 1991.2]. A primeira. pode-se observar os ganhos ambientais que advieram dessas ações. Esse autor frisa que todos os problemas de poluição que causam perdas à terceira parte são problemas de qualidade. melhorias na qualidade são sempre benefícios para a sociedade e uma qualidade mais alta deve incluir menos poluição. observa-se que na noção de cliente externo proposta por Juran [Juran e Gryna (QCH). 2. Nesse sentido. ressalta que pouco uso se faz deste potencial. Contudo. Apesar disto. Aqui também. Ao se compreender a qualidade como um processo de adequação. deseja-se ressaltar que a gestão voltada à qualidade total tem como foco principal a adequação à satisfação dos consumidores. na visão de seus maiores expoentes.Os efeitos da não qualidade. pois não basta conseguir lucro rápido hoje. p. este é um exemplo. também abrange as questões ambientais. impuseram modificações nos produtos tornando-os mais adequados à nova realidade. A segunda. pela lógica da melhoria contínua. embora possa ser discutível a noção de meio ambiente preconizada por Juran. pode-se notar que "algo se perdeu na tradução da teoria para a realidade". que .11-12]. Taguchi [1990. e comenta a existência de restrições legais [op. incluindose aí quem compra o produto. Neste sentido. sem necessariamente considerar como prioridade a variável ambiental. que um negócio deve ser desenvolvido no longo prazo. Esta autora também concorda com a maioria dos autores sobre o potencial de aprendizagem com os erros cometidos. preço e qualidade. cit. ela frisa que. Neste sentido.8-9]. porém. além dos esforços feitos para se criar um mercado para eles.3] fala de qualidade como sendo "a perda que um produto causa à sociedade após ser embarcado". Textualmente ele diz: "clientes externos são aqueles que não pertencem à empresa. que isto só pode ser alcançado com produtos e/ou serviços de confiança e de alta qualidade. Mann [1992.29] menciona duas idéias fundamentais de Deming. p.. Todavia. que os produtos são comprados pela sua utilidade. Uma empresa que progride em qualidade é uma empresa que aprende. para os propósitos do presente trabalho.12] diz que: "a qualidade começa pela educação e acaba na educação. considerados como perdas à sociedade. considerando a terceira parte [op." Isto demonstra que não se pode pensar em qualidade total sem se ter a preocupação ambiental. comprovando que havia preocupação com impactos ambientais. Kaoru Ishikawa [apud Teboul. Contudo. Para ele. p. a qualidade total. entre outros. p.cit. a preocupação com o meio ambiente é um fato. no caso desta qualidade superior ter sido uma meta da indústria ocidental. no contexto do mercado em que atuavam. 1988.. p. o tema educação surge como uma necessidade básica. órgãos de regulamentação governamental e o público (o qual pode sofrer impacto de produtos sem segurança ou prejuízo ao meio ambiente). p.

p. p. Como o processo é estável. Já o processo de melhoramento identifica e implementa ações para sanar problemas crônicos da qualidade.aprende a aprender." [Deming (1986. que era preciso transformações no governo. Diante do exposto. ainda mais ao se atentar para a complexidade das questões que envolvem o conceito de desenvolvimento sustentável. 1993. p." Numa visão mais ampliada Deming já alertava. Outros pontos interessantes de ligação entre qualidade e meio ambiente está na relação feita por Juran a respeito de custo da má qualidade. Porém. como tal. embora possa ser importante. são erradamente tomados como inevitáveis [op."[Juran.1]. o meio ambiente pode ser afetado. os impactos negativos ao meio ambiente provocados pela indústria têm sido vistos como problemas crônicos e. ele entendia que era necessário "uma metamorfose.cit.6+. O mesmo pode ser aplicado à qualidade na área . controle e melhoria. p. "Remover uma causa especial de variação para direcionar-se ao controle estatístico. 1993] distingue o processo da qualidade como um intermitente planejamento. Primeiro. Desta visão. Isto também se aplica à gestão na área ambiental." Neste mesmo sentido. Nesse sentido. os problemas continuaram (tornam-se crônicos) a menos que uma mudança básica de causas comuns seja feito. Juran e Gryna (QPA).cit. op. op.338) apud Juran. é possível fazer uma relação com a questão ambiental e notar que. não têm recebido adequada atenção para encaminhamento de soluções. tanto Deming quanto Juran argumentam que os problemas de qualidade esporádicos e crônicos requerem cada um diferente abordagem. Walton [1992. não raramente. a qualidade tradicional concentrada só na manufatura é chamada de ‘qualidade com q minúsculo’ (little q). Entende este autor que os ganhos da qualidade que se obtém são originados basicamente com a melhoria.]. (QPA). na grande maioria das vezes.cit.411]. o importante a considerar é que. são de difícil solução e. não um remendo no atual sistema gerencial" [Deming apud Walton. pois a etapa processo de controle se direciona para ações voltadas à regularização de problemas esporádicos de qualidade. e as pessoas estão em pontos diferentes ao longo do caminho. QPA. A trilogia de Juran [1986.411]. na indústria e na educação. em ambos os casos.. e atividades de qualidade moderna que compreendem todas as atividades é denominada ‘qualidade com Q maiúsculo’ (big Q) *Juran. em 1989. Juran alerta para o fato de que os problemas esporádicos são cruciais e reclamam tratamento de urgência e os problemas crônicos se perenizam.41 e p. p. Mas. não é melhoria de processo. Eles ressaltam que: "um processo sob controle estático pode ter sérios problemas de qualidade.4] diz "a jornada da qualidade nunca termina. p.

não somente referente às leis. acrescido de que cliente é "alguém que é impactado pelo produto" [op. 3. o critério do que é certo. negociantes que revendem o produto. destaca-se que em seu livro Handbook . hoje em dia em evidência e discussão na literatura. p. sim. Segundo. Ainda. inventário) que por serem alocadas a departamentos específicos.4.3]. em sérias limitações [op.4. o que é permitido.4]. 1994. das questões ambientais já referidas e a tradicional visão de que consumidores são os usuários finais dos produtos. a maior parte delas endereçou esses esforços às áreas "convencionais" de redução de custo (reprojeto de produto para reduzir materiais e produção.25]. os quais compram o produto como um insumo aos seus processos. Uma nova revolução gerencial. é que precisa ser mais aprofundado. Pelas colocações dos vários autores citados. mas.2. onde considera o termo custo da qualidade significando custo da má qualidade [Juran. mais do que adaptações precisam ser feitas nas metodologias empregadas.3]. já que a maioria dos processos busca eficiência e satisfação dos consumidores e que grande parte da "existência de uma empresa é justificada pelo produto. o conceito de usuários e clientes é mais amplo. distribuição. tendo faltado aos seguidores destes conceitos a consideração da Natureza e a visão de que o ser humano impreterivelmente precisa da qualidade ambiental. Para ele. pode-se concluir que as questões ambientais agora reclamam pela efetiva inclusão da Natureza no rol dos consumidores. 1988. valores e ética. então. não deram certo. automação. ‘Ecologia com E’ (big E) refere-se à preocupação e às ações voltadas para a qualidade ambiental em todas as atividades da empresa. e consumidores que executam o último uso do produto". estas empresas se utilizaram durante anos de várias formas para reduzir custos (tais como: melhoria no orçamento. o qual é diferente de correto.cit.. método de melhoria para reduzir custo de mãode-obra.2-2. o mesmo pode ser notado hoje nas questões ambientais. pode-se destacar ainda que "usuários incluem processadores. No momento em que o mercado passa a reconhecer a importância da variável ambiental. gerenciamento por objetivo e programas anuais de melhoria). por ter sido por meio do levantamento dos custos da má qualidade que se iniciou muitas vezes o processo de convencimento para a adoção de um programa de qualidade. p.cit. onde. Juran comenta que os esforços feitos por várias companhias que usaram informações de custo da qualidade como base para fazer melhoria. porém.ecológica. e mais ainda às que estão voltadas para as premissas do desenvolvimento sustentável. Por fim. Assim. ou seja.2 A Série de Normas ISO 9000 . p. QCH. p. resultaram posteriormente.2. exato. A nova variável requer mudanças no sistema de gerenciamento das organizações. ‘ecologia com e minúsculo’ (little e) correspondendo a práticas de controle tipo end-of-pipe e. métodos ou serviços que ela fornece à sociedade" [Paladani.QCH. livre de erro.

Elas especificam as exigências. Cabe salientar aqui que as contribuições da norma. Portanto. O reconhecimento da norma é como um padrão de produção e não como validação de atingimento/atendimento ao mercado. Desta maneira.Visando homogeneizar os conceitos praticados pelas diversas filosofias da qualidade e seus respectivos programas.]. Tais normas nem sempre são bem entendidas e por vezes são consideradas obrigatórias. podiam ser considerados de baixa eficiência e pouco adequados às necessidades da empresa. processos e práticas específicas – ao qual se aplica. Portanto. São genéricas e independentes do setor industrial ou econômico. cabendo aqueles que concebem ou implementam um sistema da qualidade levar em conta as diferentes necessidades da empresa – produtos/serviços fornecidos. A série ISO 9000 constitui-se de documentos de orientação e ajuda às empresas para a implementação de sistemas de gestão da qualidade. em realidade.cit. sedimenta uma maior confiança nas relações cliente/fornecedor e na imagem organizacional. ressalta-se que um cliente pode solicitar de forma condicionante que o fornecedor obtenha o certificado da série. Assim. mas sim que o mesmo esteja estabilizado e sob controle. empresas que obtinham certificação não necessariamente apresentavam um programa de qualidade total funcionando adequadamente. 1995]. Alguns processos certificados. a International Organization for Standardization – ISO. Esta série da ISO traduz o estágio de organização das empresas. embora sejam voluntárias (do ponto de vista legal). dificultavam o processo de melhoramento contínuo do processo. No entanto. sem impor a uniformidade do mesmo. em alguns casos. mas é preciso cumprir os quesitos mínimos dessas mesmas normas quando quiser se certificar [Almeida Júnior. a norma é um indicativo e não uma determinante. a série de normas ISO 9000 protagonizou em vários países uma visão uniforme dos elementos (requisitos) de um sistema de gerenciamento da qualidade. . já que esta devia constantemente adaptar-se às exigências e mudanças dos consumidores. o sucesso de uma empresa está na competitividade de seus produtos e não no reconhecimento de um dado sistema. lançou uma série de normas específicas à questão da qualidade intituladas Série ISO 9000. a forma e conteúdo de se organizar um sistema de gestão da qualidade depende de cada um. haja vista que a série ISO 9000 não objetiva graus de competitividade do processo produtivo. em 1987. devendo ser entendida como uma conseqüência e não um fim em si mesma [op. a certificação significa "casa arrumada". Alguns autores colocam que as referidas normas restringem a flexibilidade à mudança e portanto. demonstraram que as ações da empresa estavam em dissonância com seus propósitos (empresa). Embora contestada por alguns. os elementos que devem compreender um sistema da qualidade.

bem como o SGA vem demonstrar que o controle da poluição no final do processo ("end of pipe") se torna insuficiente. já que por meio deles a empresa passou a conhecer melhor seus processos e a tratar os desperdícios de forma sistemática. realização. com o trabalho de dados e informações e atentos ao mercado (clientes e sociedade). Menciona-se. deixando para a empresa a decisão do procedimento a ser empregado para alcançar as reivindicações explícitas nas normas. pois levam em conta o esforço que vem sendo realizado pelas organizações. as normas desta série apresentam aspectos interessantes do ponto de vista normativo. revisão e gerenciamento da política ambiental.EMS) é aquela proposta pela norma ISO 14001: "parte integrante de todo sistema gerencial que inclui uma estrutura organizacional. que a instituição dos prêmios nacionais da qualidade exigem uma avaliação mais ampla que à ISO.Mas. com as atividades de planejamento. Cabe lembrar que. 3. Assim. por que continham as características desejáveis à certificação. certificação. legislação. auditoria. não se pode negar o avanço trazido pelos sistemas de gestão voltados à qualidade mesmo sob o ponto de vista ambiental. também. A qualidade substitui a inspeção no final da produção.3." [ISO 14001. educação e treinamento. portanto. para enfatizar a importância da área de qualidade. empresas que possuem um sistema de qualidade bem implantado e mantido. procedimentos e processo e recursos para desenvolvimento. muito mais que o check-list das normas. que estão habituadas com o controle de seus processos. desenvolveram-se esforços em cada país.1 A Gestão da Qualidade Ambiental A definição mais conhecida e adotada de sistemas de gestão ambiental .SGA (Environmental Management Systems . em princípio. tais como: normalização. responsabilidade. detêm uma organização básica que. facilita a busca da qualidade ambiental. . infra-estrutura institucional e promoção nacional. implementação. 1996]. planejamento de atividades. práticas.3 Iniciativas voltadas à Gestão da Qualidade Ambiental 3. ou seja. Assim.

como no sistema de qualidade. com controle na saída dos processos. significa planejar e prever essas emergências. A adoção de um SGA afeta a concepção de produtos e dos materiais usados no processo de produção de bens ou serviços. o SGA está fortemente calcado nas pessoas. 1996].Assim. elas não deveriam criar expectativas as quais não podem ser encontradas no produto. Esta última. prevenção. para passar a ver as necessidades da Natureza. A análise dos impactos ambientais gerados por uma empresa começa pelo conhecimento dos seus processos. nas políticas. as atividades de controle da poluição gerada também se iniciaram na área de produção. através da possibilidade de reciclagem e aproveitamento de resíduos [op. se obtém uma visão clara que possibilitará analisar esta questão na empresa [op. e uma avaliação para garantir o processo de melhoria contínua. faz-se necessário analisar os impactos ambientais gerados pelos seus processos produtivos. a inserção de questões ambientais na organização passa a ter valor nas decisões. E. recomenda-se desde o início incluir o pessoal de concepção de projeto. Da mesma forma. o SGA compreende o desenvolvimento de uma política. não apenas como fonte a ser explorada. Na busca de novas alternativas para os insumos utilizados e/ou modificações no processo produtivo. Como o que ocorreu no começo na qualidade. estabelecer prioridades e pesos. como na qualidade. definir. responsabilidades. Em suma. o que se faz. nos planos de ação e possibilita a divulgação ao mercado do comprometimento efetivo da empresa ao tema ambiental. Portanto. Oportunidade. A base de um SGA está sedimentada em uma política de gestão ambiental que deve ser estabelecida pela alta administração da empresa. tudo bem definido com tarefas.cit. sabendo-se o que entra. promover o exame de todas suas operações e conseqüências. o controle e monitoramento. cenários de possíveis situações de emergência. os insumos utilizados. nas orientações. Então o que muda. Igualmente. portanto. atribuições e um indispensável sistema de informação eficiente e eficaz [Thé.]. em ambos. considerando os aspectos ambientais. o que fará a diferença é o enfoque. bem como a distribuição deste ou de um novo produto deveria ser . é quem define os requisitos e os objetivos que posteriormente serão aprimorados em metas e ações. o exame pormenorizado da produção e dos seus resíduos sempre foi utilizado e fundamental. uma organização para assegurar os efeitos dessa política. Através de uma análise dentro da fábrica (sistema fechado). quando for o caso. considerando seus limites. a prevenção.cit. no referente às atividades de propaganda. mas como transformadora que é. além de estabelecer planos de contingência para os casos de ocorrência de acidentes. Também. como se fabrica e o que sai.].

as fases do ciclo de vida de um produto. o treinamento que antes era somente dado a gerentes e engenheiros ligados ao departamento de qualidade. o desenvolvimento de produto. Isto faz com que a análise de risco. passam a ser revistas com a inserção das questões ambientais em todas as suas atividades. . A exemplo do que ocorreu na qualidade. produção. o que agora também se aplica à gestão ambiental. as conhecidas funções que afetam a qualidade . normalmente consideradas nos sistemas de qualidade (composta de: definição. projeto final . que trate de fontes alternativas. pois novamente provocará outra quebra de tradição nos conceitos já estabelecidos. passou a ser estendido a todos os funcionários nas mais diversas funções da empresa. O gerenciamento ambiental deve gerar mudanças nos processos e nos produtos. devido à experiências limitadas e ausência de treinamento em gestão para a qualidade. na visão tradicional das empresas. Em outras palavras. compras (insumos).o estudo de mercado. O mesmo pode vir a ocorrer na implantação de sistema de gestão ambiental. a probabilidade de um dano. A determinação de um responsável pela execução das medidas propostas. órgão de defesa do consumidor e a sociedade como um todo. pois envolve efeitos de difícil visualização. conseqüências de longo prazo e intervenções/ações em casos de emergência. projeto preliminar. Neste sentido. o processo de conscientização. o qual também representará a empresa junto aos órgãos governamentais de controle ambiental. Assim. mais especificadamente.devem ser vistas e repensadas para reduzir os impactos ambientais. a engenharia de produção (manufatura). no que concerne ao controle das operações da fábrica e monitoramento das fontes poluentes. Contudo. terá sua localização dentro da estrutura organizacional certamente dependente dos riscos do negócio. e de uso). mercado e serviços . são treinados funcionários para essas atividades e para prestarem assessoria técnica às outras áreas da empresa. maior que os sistemas de qualidade total. ou seja. Cabe destacar que a literatura apresenta casos de resistência de envolvimento da alta administração na implementação de programas de qualidade. A gestão ambiental requer a manutenção de um sistema de informação eficiente e atualizado (interna e externamente). de desenvolvimento de novas tecnologias e de legislação ambiental. sendo que os produtos não devem mais serem planejados em termos "do berço ao túmulo" e sim "do berço ao berço". deva estar presente no planejamento. Isso faz parte do processo de busca pela melhoria contínua. produção piloto. treinamento e capacitação dos funcionários é muito mais amplo.detalhes.iniciada somente quando os requisitos de qualidade e segurança estipulados encontram-se completamente satisfeitos.

1993]. bons exemplos são o aço e o alumínio. o qual inclui atividades tais como: desenvolver e implementar sistemas. O grande objetivo da reciclagem é a transformação do produto. ou parte dele. atacar e eliminar as causas dos erros e problemas. O aproveitamento de materiais pode se dar por meio de três ações principais: . porém. realizar pesquisa. Ultimamente. mais integrada para tratar da questão ambiental. e pode ser mostrado facilmente nas atividades agrícolas. onde todas as sobras de material podem ser utilizadas como matériaprima para outros fins ou incorporadas ao solo como fertilizantes. ou atacam problemas parcialmente (tratamento de poluentes na saída da indústria).3.Para assumir o compromisso com a melhoria contínua é requerido um plano de ação. a reciclagem tornou-se destacada em alguns setores como o de plásticos onde se estima que 1/6 de todo plástico é reciclado [Blass.Reciclagem de Materiais . Na indústria metal mecânica. algumas das principais iniciativas conhecidas mundialmente que podem ser consideradas como importantes na promoção da melhoria da qualidade ambiental. Neste último os ganhos com reciclagem são consideráveis já que o consumo de energia elétrica é elevado nas primeiras fases de produção do mesmo. . 3. de forma sucinta. já que evita-se a extração e pré-beneficiamento de matérias-primas. As vantagens da reciclagem tornam-se importantes quando os custos de obtenção desta matéria-prima pelos processos tradicionais são maiores (primeiramente mais uma questão de custo). Apresenta-se a seguir. A reciclagem é um processo antigo. Entre elas há métodos de gestão e tecnologias apropriadas para gerenciar a questão da qualidade ambiental. porém. Essas tentativas de cunho "ambientalistas" buscam eliminar crises de poluição grave (despoluição de um rio contaminado).2 Iniciativas e Tecnologias "Ambientalistas" Diversas iniciativas vêm sendo utilizadas para a melhoria da qualidade ambiental. levantamentos de clientes. De outra parte. bem como identificar e criar novas oportunidades de melhoria. Porém. ainda persiste entre outros aspectos a questão energética. a ISO 14000 está trazendo uma abordagem mais sistêmica. em novas matérias-primas a serem utilizadas para a fabricação do mesmo produto ou novos produtos. pode-se considerar que os impactos ambientais advindos desta prática são menores.A reciclagem de materiais é talvez um dos movimentos mais antigos de aproveitamento de materiais que se conheça. achar.

entre outros.Reutilização de Produtos ou Componentes .A recuperação de materiais está baseada no fato de que um produto ou parte dele ainda pode ser utilizado mesmo quando a vida útil do conjunto originário estiver esgotada. Exemplos de reutilização são algumas embalagens de produtos que após cumprida sua função original passam a ter novos usos. Como no caso da recuperação. a reciclagem apresenta algumas limitações. Outro aspecto a ser considerado é que a reciclagem não é a melhor forma de aproveitamento de materiais já que a mesma atua nas primeiras etapas de transformação de um produto. óleos lubrificantes. Sob o aspecto ambiental a reutilização pode ser considerada a iniciativa mais eficiente já que o material entra praticamente no final da cadeia produtiva. Exemplos desta iniciativa podem ser vistos em produtos como pneus. a recuperação é normalmente restrita a um número de vezes ou ciclos o que limita a indefinida recuperação dos materiais. que se tornaram um problema ambiental grave. certos produtos são mais adequados que outros. . ou seja. Assim. A recuperação aumenta a vida de um produto ou parte dele. como na reciclagem. é mais indicado para aquelas partes "invisíveis" do produto. Percebe-se aí a dificuldade inerente ao processo de reciclagem por exemplo das latas de refrigerantes.Apesar de importante meio para o aproveitamento de materiais. já que após recuperado ele retorna ao mercado na forma de um produto novo. já que a parte em análise deve estar em perfeito estado de conservação e praticamente pronta para ser novamente usada. desmontagem e seleção de materiais. a possibilidade de recuperação é avaliada frente os custos de coleta. Uma outra iniciativa também importante é a reutilização de produtos ou componentes. Embora interessante. . onde o volume disponível seja compatível com os custos envolvidos. Esta forma de aproveitamento de materiais requer um processamento adicional às partes escolhidas de forma a inserí-las novamente em um novo produto. Parte de produtos onde a segurança é importante. Mas. Quando comparado à reciclagem. A maior limitação desta iniciativa está baseada no fato de que nem tudo pode ser recuperado.Entende-se por reutilização o aproveitamento do produto ou parte dele para cumprir a mesma função anterior num produto similar ou completamente diferente. a reutilização é bastante limitada. a recuperação é mais eficiente do ponto de vista ambiental já que entra em uma parte bem adiantada da cadeia produtiva de um novo produto ou componente. a reutilização de partes de produto é mais indicada para o cumprimento de .Recuperação de Materiais (materiais constantes de um produto) . na montagem ou acabamento do produto. Talvez a maior delas seja a complexidade e custos envolvidos para sua coleta e seleção. Diferentemente da reciclagem. Uma forma de aumentar a eficiência do aproveitamento de materiais é a chamada recuperação de materiais. testes não destrutivos devem ser realizados para comprovar a estado de integridade do material selecionado.

Ayres [1997.WBCSD) como uma estratégia para empresários. Embora desejável. Segundo este autor as diferenças entre estas abordagens são mínimas e cita.cit.].5] comenta que um novo modo de pensar "de-trás-para-frente" (no sentido inverso ao processo produtivo) sobre redução de emissões começou a emergir nos anos 80 e que tem sido chamado de várias maneiras de "redução de desperdício na fonte". p. A ecologia industrial enfatiza o potencial para reciclar resíduos de uma indústria como alimentação de estoques para outras. Assim. as outras abordagens são tipicamente definidas em vista a um resultado.funções "invisíveis" ao consumidor. O termo eco-eficiência foi primeiramente utilizado no livro Mudando o Rumo. por exemplo. como um subsídio para a Rio-92 [Schmidheiny apud Ayres. enquanto o dióxido de carbono é um produto residual da respiração. estas iniciativas apresentam limites à luz do conceito de desenvolvimento sustentável. "tecnologia limpa" ou "desmaterialização". 1997] e uma definição mais atual foi apresentada no Workshop sobre o assunto realizado em Antwerp. obtido a partir de um processo de reciclagem ou recuperação. para ele difere das outras sendo desenvolvidas e é apresentada explicitamente para os executivos (notavelmente no World Business Council for Sustainable Development . "ecologia industrial" e "eco-eficiência" e vários outros nomes. em 94. todas essas abordagens ‘ao reverso’ têm um foco comum no processo de mudança para reduzir emissões na fonte mais do que remover ou tratá-las mais tarde. A eco-eficiência abriga todas as outras abordagens.cit. um produto residual da fotossíntese. Tecnologia limpa enfatiza a mudança técnica que reduz as emissões na fonte. Neste caso. Contudo. é difícil imaginar a reutilização de produtos ou peças sem uma necessidade mínima de processamento prévio à sua utilização. nem os efeitos dos poluentes emitidos durante o processo industrial sobre os ecossistemas.+. já que o mesmo procura adquirir um "produto novo". por exemplo. A abordagem básica é aumentar o valor agregado para os consumidores por unidade de materiais divida por energia consumida [op. Oxigênio é. eco-eficiência é um conceito mais firme baseado em perspectivas empresariais. a semelhança dos nutrientes recicláveis de organismos biológicos. pois no processo de aproveitamento de materiais não é questionado. com o seguinte teor: . Mas. A partir desses exemplos pode-se observar que o aproveitamento de materiais traz benefícios inegáveis quando considerado sobretudo o envolvimento de matérias-primas denominadas não renováveis. cujo custo não ultrapasse 15% do custo final do produto. poder-se-ia estipular que um material é classificado como reutilizado se o mesmo exigir um processamento prévio. que a redução de desperdício enfatiza conservação de energia e eficiência na utilização de materiais. Contudo. segundo Ayres *op. por exemplo o impacto que o produto final causa ao meio ambiente.

[Ayres. 3 .] No segundo Workshop de Eco-Eficiência. p. para um nível de pelo menos na linha com a "capacidade de suporte" estimada da Terra.estender a durabilidade dos produtos.5]."eco-eficiência é alcançada pela entrega de mercadorias com preços competitivos e serviços que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida. do World Business Council for Sustainable Development -WBCSD.minimizar a dispersão tóxica.cit. em Antwerp.. . Ayres destaca que há três tipos de tecnologias para reduzir desperdícios e emissões: conservação de energia e materiais. 1 . ao longo de todo o ciclo da vida do produto. extensão da vida do produto (re-use. re-manufacturing. enquanto progressivamente reduzem os impactos ecológicos e o consumo intensivo de recursos. O autor frisa que "essa idéia é essencialmente equivalente a maximizar recursos de produtividade ao nível da empresa (levando em conta recursos ambientais escassos.aumentar a reciclabilidade dos materiais. 2 . Fig. os quais têm sido identificados.Fornecer serviço real baseado nas necessidades do consumidor ou cliente. 4 ." [op. 1997]. 5 .cit.minimizar a intensidade material de mercadoria e serviços. renovation. mais que simplesmente minimizar desperdícios ou poluição associada com um dado produto.maximizar o uso sustentável de recursos renováveis. Do ponto de vista gerencial.aumentar a intensidade dos serviços de produtos e serviços. isso sugere o objetivo de maximizar o valor agregado por unidade de bens produzidos. 6 . recycling) e minimização de resíduos – ‘utilização dos resíduos em produto utilizáveis’." [op. são sete objetivos para atingir a eco-eficiência: 1 . bem como energia e matéria-prima). Na linguagem dos economistas.Três Estágios da Eco-eficiência.minimizar a intensidade de energia de materiais e serviços. e 7 . Ayres [1997] diz que parecem existir quatro elementos chaves. repair. conforme a seguir: I .

II . o SGA é anterior ao lançamento. Campos [1996] apresenta uma versão traduzida dos 16 princípios de gestão ambiental da Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. os elementos III e VI. da série ISO 14000 (série de documentos e normas relacionadas com o aspecto do meio ambiente). por diversas instituições. proposta pela Câmara de Comércio Internacional e assinada em 1991. pois foi neste relatório sobre o desenvolvimento sustentável que aparece a primeira chamada para a indústria desenvolver efetivamente sistemas de gerenciamento ambiental [Lawrence. em 1997. um ponto de vista e reconhecimento pode não ser suficiente para assegurar que as ações da empresa sejam consistentes com os imperativos de sustentabilidade global [op. foi formalmente estabelecido o Strategic Advisory Group on Environment pelo Business Council for Sustainable Development. estas normas promovem uma aproximação a um consenso voluntário do controle de aspectos ambientais e a visão de prevenção.3. Neste mesmo ano. 1997]. A eco-eficiência assim definida já antecipa muitas idéias que o ZERI vai incorporar. III.3 A Série ISO 14000 Na realidade.cit. Ao mesmo tempo. Numa breve retrospectiva histórica. que o ambiente é finito . a capacidade de suporte da Terra é limitada. No entanto. Os dois primeiros elementos acima têm sempre permanecido firmemente no domínio do gerenciamento das organizações.Adotar um sistema do ponto de vista de ciclo de vida com respeito a ambos os processos e produtos. as origens da série ISO na área ambiental podem ser vistas como um reflexo do Relatório Nosso Futuro Comum.Assegurar a viabilidade econômica para a empresa. e VI. elaborada com a participação de uma centena de países tornou ampla a necessidade de uma maior responsabilidade no trato da questão ambiental. O SAGE. após avaliar a necessidade de normalização na área de . divulgado em 1987. expandir e integrar numa proposta mais abrangente para a gestão da qualidade ambiental voltada para o desenvolvimento sustentável. em agosto. mas pode-se afirmar que esta norma internacional.]. e que a empresa cria algumas responsabilidades considerando o meio ambiente. como se verá no Capítulo 4.Reconhecer o nível da política (diretrizes) da empresa. 3.

e já aprovadas.Critérios de qualificação para auditores ambientais). sistemas e técnicas de apoio). revisão). porém. Já. A busca da certificação por esta norma preconiza o estabelecimento de uma política ambiental (plano de melhoria. controle. Aquelas ligadas a processo. prevenção. Houve também influência do Esquema de Auditoria de Eco-gerenciamento (Eco-Management Audit Scheme .Especificação e diretrizes para uso. pois o que é exigido é um plano de prevenção/mitigação ou melhoria [Lawrence. 14011 . performance ambiental e comércio. auditoria de SGA. foi realizada a Rio-92. monitoramento. e 14012 . e neste mesmo ano é publicada a norma britânica de SGA. A mais importante diferença entre a ISO 14001 e o EMAS está na obrigatoriedade de publicação dos resultados das auditorias EMAS [Lawrence. Com a ISO 14001 cada empresa assume o problema relativo aos impactos ambientais negativos. Gerenciamento este que compreende o desenvolvimento de uma política interna ambiental para a organização. para desenvolver normas internacionais de gerenciamento ambiental [Lawrence. que se tornaram conhecidas como ISO 14000. em janeiro de 1993 foi criado pela ISO um novo comitê técnico. pode-se dizer que a mesma se divide em duas grandes partes: processos e produtos. 1997]. além de determinar a existência de um plano de prevenção e mitigação da poluição. que uma empresa pode ser certificada mesmo poluindo. o TC-207. bem como a BS 7750 é para a ISO 14000.Diretrizes gerais sobre princípios.Procedimentos de auditoria.cit.EMAS) que foi publicado pela Comunidade Econômica Européia (CEE) primeira versão em junho de 1993 e a segunda lançada em 02/04/95.gerenciamento ambiental. 1997. ou seja. e três de Diretrizes para Auditoria Ambiental (14010 . As outras normas e documentos guias referentes a produtos estão em diferentes estágios de desenvolvimento. Cabe lembrar que ambas as normas da série ISO de sistemas de gerenciamento da qualidade e de gerenciamento ambiental receberam influência das normas britânicas. contudo. conhecida como BS 7750.]. Posteriormente. Salienta-se. reconheceu que qualquer abordagem deveria incluir negócios.Princípios gerais. manutenção. A norma ISO 14001 pode ser resumida como sendo o reconhecimento dos impactos negativos causados pelas empresa e a elaboração de um plano de mitigação e melhoria [op. são: duas para Sistema de Gerenciamento Ambiental . a BS 5750 no desenvolvimento da ISO 9000 série da Qualidade. 1997]. . ISO 14001. assegurar os efeitos dessa política (objetivos e metas) e proporcionar o melhoramento contínuo (com revisões da política) [Lawrence. A série completa da norma ISO 14000 ainda não foi publicada.(14001 . A ISO 14001 tem como objetivo guiar e fornecer os passos essenciais à implementação de um sistema de gerenciamento ambiental.1996]. 1997]. 14004 .

2 . a ISO 14004 é um guia. [ISO 14001. entre outros. Apsan [op. Mas. possuir um sistema certificado ISO 9001 não significa ter um produto de qualidade.. identificar atividades/produtos e serviços que tem ou podem ter impactos significativos. Ainda. haja vista as relações existentes entre as duas e que podem ser vistas no Anexo C da ISO 14001. 1996. isto tende a se repetir também na série ambiental. desde junho de 1995. planejamento. A ISO 9001 e 14001 são compatíveis. e como tal fornece os princípios que envolvem uma implementação efetiva do SGA. contém maiores informações de como projetá-lo.cit. tentar entender as visões das partes interessadas. ambas prevêem o . Fig. procurar oportunidades de vantagem competitiva. bem como na sua aprovação como norma por intermédio de representantes de diversos setores (governos. p. com um sistema de qualidade definido. bem como atividades de outras organizações que impedem a performance ambiental [ISO 14004. Neste caso. 1997]. Ao se referir sobre voluntariedade da norma nesta obra citada.Modelo de Sistema de Gerenciamento Ambiental. também uma certificação ISO 14001 não significa zero poluição. estão divididas em 5 tópicos: política ambiental. É inegável que o aumento das atividades ligadas à qualidade em todo o mundo está relacionado à elaboração e adoção das Normas ISO 9000. checagem e ações corretivas. Assim. De acordo com Marcus e Willig [1997] os especialistas estão prevendo que o impacto desta série irá ultrapassar a extensa adoção da ISO 9000.As bases de abordagem da ISO 14001 para a melhoria contínua. a de SGA inclui a sociedade e expande os limites da empresa. Esta norma foi baseada no ciclo PDCA (Plan-Do-CheckAct). Inclui perguntas que ajudam a empresa a avaliar ‘onde se está’ e ‘como começar’. Os primeiros passos recomendados consistem em: verificar requerimentos legislativos e regulamentos.64] diz que "veio a existir para preencher um vazio" e que mais de 100 delegações de 50 países estiveram engajadas em redigir os padrões internacionais (os draft’s. organismos normativos. conforme mostra a figura 2. ou nenhum impacto negativo ao meio ambiente. Apsan [in op. porém. procurar a existência de práticas e procedimentos de gerenciamento ambiental.. Lawrence. Portanto. 1996]. implementação e operação. Por sua vez.cit.67-68] comenta que a série ISO 9000 trata da performance do processo e a ISO 14000 de melhoria da performance ambiental. investigar acidentes prévios de não-conformidade. a certificação é referente ao processo e não ao produto. draft international standards). e sim processo produtivo certificado. grupos ambientais). Um desses extra elementos da ISO 14004 é a revisão ambiental inicial. empresas. Cabe aludir que impactos positivos constam na norma de SGA. e revisão gerencial [ISO 14001. na qual mais de 75 mil empresas no mundo obtiveram a certificação. p. 1996]. Enquanto a norma ISO de qualidade envolveu mais uma relação cliente/fornecedor. que foi desenvolvido para os sistemas de qualidade.

e a indústria precisa liderar este caminho a menos que deseje ser liderada. os problemas persistem (destruição do habitat. Mas geralmente. a pergunta para os elaboradores de políticas está em como criar uma . 1997]. prescrevendo a tecnologia do momento. Dentre elas destaca-se: "As regulamentações ditavam quando e qual o nível a indústria deveria limpar-se. que ao fazer uma retrospectiva da evolução da política ambiental. A esta afirmação o autor adiciona diversas colocações de Ron Harper. são mais complexos. a solução requer uma mudança no foco de "uma tarefa relativamente fácil para uma mais difícil tarefa de mudança de comportamento das pessoas controlando fontes não pontuais difusas". mas é um problema de sobrevivência. ‘clean up’. mas que. 1997. Quase nenhuma atenção era dada as regras dos instrumentos econômicos e ação voluntária pela indústria na proteção ambiental. Assim.. conforme este autor demonstra no quadro abaixo. a inovação tem sido identificada como a chave do crescimento econômico e renovação. a qualidade da água melhorada. a indústria dizia que usava a melhor tecnologia de controle disponível. Johannson [op. p.) a indústria começa a ser cada vez mais parte da solução dos problemas ambientais." [Brundtland apud Johannson.. A ISO 14000 suscita práticas proativas. in Marcus e Willig. Johannson [in Marcus e Willig. controle do processo. no entanto.19] faz alusão as palavras de Frantisak (chefe do comitê assessor canadense na ISO. não petrificando uma idéia que o tempo passou. 1997. e que não se trata de uma opção. TC 207) ao dizer que o impacto da ISO 14000 será veloz e significativo. e as vezes.cit. quinhentas e quarenta delegações compareceram ao Oslo City Hall para escutar a Primeira Ministra da Noruega.. proporciona o contexto do presente regime que promove iniciativas voluntárias. (. o que quer dizer que caminhos menos caros para diminuir poluição não eram perseguidos.] comenta que as tradicionais medidas de ‘comando-e-controle’ têm conduzido/levado a um real e quantificável resultado no endereçamento da variedade de problemas ambientais. Assim então.controle de documentos e dados.21] menciona que iniciativas ambientais voluntárias e. iam mais longe. Alie-se também sua menção que em junho de 95.cit. treinamento e auditoria interna. … Nossos esforços devem visar (objetivar) um progresso real. Nossa questão comum deve ser para uma constante melhoria da atuação ambiental da indústria. que imensos progressos foram feitos. Ele afirma que no Canadá e nos EUA o ar está ficando mais limpo. têm começado a aumentar a importância para ambos o governo e a indústria. Sob este novo paradigma. biodiversidade. p. em particular a ISO 14000.cit. mudanças climáticas) e são ‘de uma diferente natureza’. a dirigir-se sobre a ISO 14000: "Nossa contribuição é crucial para assegurar as mudanças necessárias no meio industrial e operação do mercado. A mudança de paradigma na abordagem da presente complexidade dos problemas ambientais ‘requer novos remédios e o uso de técnicas mais sofisticadas’.] Harper [op." [op. Gro Harlem Brundtland.

ou seja. 1997 Johannson [in op. em muitas circunstâncias. Comando-e-controle é o instrumento de escolha Ampla série de instrumentos. é promover o uso de iniciativas voluntárias.] lança a pergunta que normalmente se faz.cit. Ele acrescenta ainda que a indústria é capaz de selecionar a maior abordagem de custo-efetividade para os problemas. A resposta. fáceis de identificar e gerenciar Direcionamento difuso e difíceis de gerenciar. in Marcus e Willig.Mudança de Paradigma Mudança de Paradigma Velho Novo Proteção ambiental e crescimento econômico vistos como opostos sustentável une meio ambiente e tomadas de decisão econômicas Foco problemas locais Foco problemas regionais e mundiais Agenda dirigida para considerações dentro do próprio país internacional e clima (ambiente) para investimentos Agenda sensível ao comércio Desenvolvimento Público olha para governo para priorizar problemas e encontrar soluções pública na identificação dos problemas e no desenvolvimento de soluções Participação Fragmentação jurisdicional conduz a duplicação e sobreposiçãoDiscussão cooperativa de jurisdição elimina duplicação e sobreposição Pensamento voltado para reação/solução prevenção Pensamento voltado para antecipação. Quadro 1 . e dá como resposta: . fontes de poluição não pontuais Fonte: Harper apud Johannson. inibe inovação Regulamentação trata de padrões de performance. A sua idéia para a mudança de paradigma na abordagem da questão ambiental está resumida do Quadro l. dá flexibilidade a indústria e encoraja inovação Direcionado à fontes de poluição pontuais. compatível e consistente com a manutenção do clima favorável a investimentos.regulamentação ambiental que ao mesmo tempo seja flexível para ser inovativa. incluindo ações voluntárias e instrumentos econômicos são utilizados Regulamentação prescreve soluções técnicas. quais os benefícios específicos que se poderia esperar da ISO 14001.

Para ele mentes que se mantêm fechada ao progresso. p. p. as empresas acreditam que um SGA trará benefícios financeiros e ambientais a longo prazo. in op. comenta que.cit. 1997].. ou outro tipo formal de sistema de gerenciamento."Depende das metas e necessidades específicas de sua organização e daquelas de seus clientes.43].9]. Pode-se integrar responsabilidades ambientais dentro das funções existentes da companhia. Entretanto.cit. p. Rogers [in Marcus e Willig. p. CEO da Cinergy Corp. Mas. "Precisamos adotar o "cathedral thinking".cit." [op.44]. p.] diz o que TQEM começa com claros objetivos de negócios que incluem objetivos ambientais. Portanto é uma questão de conscientização ambiental.. O desafio é demonstrar esses benefícios para outros [op. Neste mesmo sentido. Assim. ele frisa que a maior barreira encontrada origina-se na mentalidade de resistência a mudança. e estes podem comprometerse com o desenvolvimento sustentável. a flexibilidade (habilidade de se adaptar ao mercado mundial) é um requerimento básico à sobrevivência" [in Marcus e Willig. proporciona uma sólida fundação para implementação de um SGA [Diamond. mas a maioria deles são difíceis de se quantificar. mas complexa [op.. ecologia industrial e balanço ecológico. dizem não poder fazer ou não ter capacidade para fazê-la. Hemenway e Hale [1996] mencionam que muitas empresas pesaram o mérito da ISO 14001 e as progressivas têm se movido através dos seus requisitos.cit. as gerações de planejadores e construtores não . A ISO. Na literatura.26]. Contudo. diversos artigos apresentam comparações entre os programas de gestão da qualidade com os da gestão ambiental. realizando operações de controle ambiental através do Total Quality Environmental Management . estes autores destacam que o TQEM pode incluir a gestão da qualidade ambiental. são tipicamente aquelas quando deparadas com uma oportunidade. "quando nós não sabemos sobre como nossas ações afetam o meio ambiente". da revista Quality Progress. os benefícios reais virão para aqueles que entrarem no espírito profundo do SGA. Como também. onde você não pode esperar ganhar a menos que esteja no jogo. sem necessidade da ISO 14001. A implementação de um SGA está associada a muitos benefícios.. conceito que explica esforços heróicos que constariam nas grandes catedrais da Europa. o que leva à se pensar em educação ambiental. nem todos os benefícios são prognosticáveis. Apesar desta incerteza.27]. 1997.TQEM. é como a loteria. FitzGerald [apud op. Este autor acredita que uma barreira potencial pode ser uma pobre implementação e interpretação que é também rígida. Num destes. reordenar as relações entre atividades humanas e meio ambiente não é uma tarefa fácil. Johannson finaliza dizendo que "no ambiente dos negócios de hoje. e não somente nas especificações traçadas na ISO 14001..cit. que na realidade estas pessoas estão dizendo que não irão fazer a mudanças. As empresas reconhecem o potencial do SGA para reduzir os riscos ambientais (incluindo a possibilidade de não conformidade) e a esta dificuldade está pois são ações preventivas. com a ISO 14000.

8]. este autor destaca Villani. inclui auditoria. uma é pessoal.tinham esperança de ver o produto no seu trabalho de vida. Gestão da Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Depois do inventário das principais iniciativas de gestão.+. avaliação de desempenho (performance) ambiental. 3. cabe perguntar-se sobre a relação dessas iniciativas como o desenvolvimento sustentável.4. A ISO 14000 contém uma ampla área de gerenciamento. de life-cycle assessement). os quadros de governos e de empresas vêm tentando determinar como utilizar o sistema de gerenciamento ambiental para facilitar seus trabalhos". sim verificar que tipo de decisões e ações são tomadas para facilitar e quando se tem um SGA ‘no lugar’.] Outra citação encontrada em Begley é de Smoller." *op. O estudo de sistemas de gestão que aqui se fez. in Marcus e Willig. Convém lembrar que uma dos normas da série ISO 14000 terá como objeto a avaliação de ciclo de vida (a ISO 14040 estabelecerá os principais elementos da ACV).13]. p. de Recursos Naturais de Wisconsin. mas nós queremos avaliálo contra ‘comando e controle’. Esta é a missão como inspiradora e energia para criar catedrais . Acrescenta que muitos segmentos empresariais estão esperando para ver se a norma dará a eles mais flexibilidade no retorno de instituição de um SGA voluntário. que diz: "não esperar melhoria ambiental substancial nos primeiros dois anos. ." [Valle. mas.mudar a estrutura/ reformular/transformar as relações entre o meio ambiente e as atividades humanas." *op. selo ambiental. p. Secretário do Deptº. "Nós temos uma missão. Resíduos industriais representam. na maioria dos casos. mas para o meio ambiente e economia. Begley [1997] comenta que. 1997. avaliação do ciclo de vida (ACV –ou em inglês LCA.cit. 1995. nacional e global. Nossa missão é contemplar um futuro melhor e deixar que a próxima geração um passo mais perto desta realização. que irá requerer uma base de dados e alguns impactos que ainda não têm padrões ou legislação.cit. revelou certos pontos importantes que servem de resposta à questão. além de que muitas conferências anunciam os benefícios destas normas e os perigos de ser o único no seu bloco econômico a não adotá-la. ainda em fase de elaboração. "Na realidade a poluição industrial é uma forma de desperdício e um indício da ineficiência dos processo produtivos até agora utilizados." [Rogers. "A melhor maneira de predizer o futuro é inventá-lo". perdas de matérias-primas e insumos. corporativa. Ao referir-se que o SGA não é só para negócios e regulamentação. "desde o lançamento de parte da ISO 14000.ISO 14000 é uma coisa boa ou ruim. "nós não sabemos se um SGA . num estudo realizado com empresas nos USA.

quando as diferenças não são tão grandes. Nessa perspectiva. Antes de 1979. 1990+ e se a qualidade deveria trazer sempre um benefício para a sociedade. não ainda quanto à sua solução total. de que o desenvolvimento sustentável precisa ser perseguido. e por essa ligação estabelece-se já uma relação com o conceito de desenvolvimento sustentável. Na área de administração já foi uma grande descoberta ‘aprender’ a ouvir sugestões dos funcionários ‘subalternos’. Nos dias de hoje. Apesar das diferenças de opinião. formas simples e ferramentas apropriadas. se ‘todos os problemas de poluição são problemas de qualidade’*Taguchi. em 1946.cit. pelas razões já citadas no capítulo anterior. segundo eles. autor de uma guia de orientação da área da qualidade.A qualidade total inclui a qualidade ambiental. Agora os problemas crônicos ambientais estão deixando de o serem. mais se encontra em questões sobre a natureza humana. "O controle de qualidade total. sim. A criação da ISO. mas foi esquecida ao longo do caminho. a consumidora final. cidadãos e governos. então há que se lembrar a autora Mann [1992]: "muito se perdeu na tradução da teoria para a prática na área da qualidade". pela atenção que vêm despertando. diferentemente. as "discussões que ocasionalmente ocorrem entre os defensores de cada guru algumas vezes parecem disputas religiosas". é uma revolução do pensamento administrativo. É claro que não se pode comentar uma época sem levar em conta o contexto histórico. ‘quase universal’. mas. na Suíça. 1993]. menciona que "o Gerenciamento da Qualidade não se trata de uma novidade e não é conduzido pelas forças econômicas presentes. Naquele ano . À luz de todas as citações referentes à qualidade e reflexões sobre as contribuições. Este avanço servirá de valia no rumo ao desenvolvimento sustentável. pois este também necessita de um engajamento maior de todos os seres humanos nos problemas da Humanidade e do Planeta. apresentam uma concordância nas idéias de 95% [op. tinha o propósito de facilitar a normalização como forma de promoção do comércio internacional. Com referência as normas internacionais pode-se também observar a transformação ocorrida. a questão ambiental está em evidência. Considerar a qualidade ambiental. Já o casal Brocka [1994]. ao estilo japonês. na direção do desenvolvimento sustentável. como um esforço para harmonizar o processo produtivo com os ecossistemas parecer ser o salto importante. principalmente. Faltou a Natureza no rol de consumidores. forma de gerenciar. No entanto. Como já mencionado.]. A qualidade. de Juran e Taguchi a história da humanidade com o movimento da qualidade (se bem entendida). Esse é um salto qualitativo que está faltando na visão dos sistemas de gestão." [Ishikawa. assim. os progressos realizados no sistema de gestão visando a qualidade. poderia ter sido diferente. e há uma consciência generalizada. qualidade total estende-se à qualidade ambiental. tiveram ‘saltos qualitativos’ e tinham o objetivo de melhor servir a sociedade. o trabalho da ISO era mais focado em técnicas e questões de segurança (por exemplo: normas para tamanho de papel). representa esforços e benefícios de empresas.

no mesmo conceito de visão a longo prazo e de melhoramento contínuo descritos anteriormente. [Mello. "O que o avanço tecnológico tem promovido é a redução do desperdício. para isso recorre a diversas ferramentas e métodos. técnicas. calibração. até mesmo eliminando o uso de algumas matériasprimas mais escassas ou poluidoras. 1996. Os estilos de gerenciamento em muitos países ocidentais. Portanto. como meio de sobrevivência e perpetuação. ou seja. o ecológico. integrada. no que se refere ao desenvolvimento sustentável as ISO’s contribuem com a visão sistêmica.que significa isobar. p.) parâmetros nada mais são do que o desdobramento de um objetivo maior.. Tais princípios .40]. 1993. além de lembrar triângulo isósceles (dois ângulos iguais) [Arnolds. As iniciativas ambientalistas. propiciando um melhor aproveitamento dos insumos. 1993 e Henkoff. no entanto.houve uma mudança. dos processos e métodos da gestão. o SAGE foi formado para encorajar uma abordagem comum de gerenciamento ambiental. Geraram uma adesão e corrida para manter e/ou ganhar mercado. passaram a ser padrão de referência. p. que vão sendo substituídas por outras de melhor rendimento. o desenvolvimento sustentável necessita para ser atingido três ângulos de igual importância. normas setoriais. 32. (. isométrico.[1996]: "um sistema de gestão ambiental possui um aspecto marcante que fundamenta a sua concepção: o conceito de visão a longo prazo e de melhoramento contínuo. Ambas auxiliaram o melhor conhecimento dos processos e como tratar o desperdício de forma sistemática. Já em 1991. tanto as de qualidade tanto as do meio ambiente.18] Como observa Carvalho et al. apud Hormozi 1997]. que desenvolveu a série de normas da qualidade (1987). Implementar um sistema é uma das formas (meio) encontradas para atingir determinado fim. 1997. de facilitar o comércio internacional e de remover barreiras [Alexander (1996) apud Hormozi. de uma maneira simplista e geral. O próprio nome ISO é uma sigla oficial. mas é também uma palavra vem do grego isos . ganham força quando visualizadas no conjunto das interações do processo produtivo com o meio ambiente e destes com a sociedade. legislação. tecnologia).. TC 176. A este fato. As normas da ISO. uma comparação pode ser realizada. o desenvolvimento auto-sustentável. adotam princípios que são frontalmente contra essas diretrizes. o econômico e o social. ao mesmo tempo que para os ajustes pretendidos houve necessidade de outros desenvolvimentos em paralelo (entre outros: treinamento. criação do technical commitee. surgidas soltas do contexto de impactos ambientais negativos. "A abordagem sistêmica de uma organização e a postura pró-ativa fundamentam-se. como forma de forçar habilidades empresariais para melhorar e medir sua performance ambiental.

html Capítulo 4 . para unir e não seguir em paralelo. Ambas procuram a máxima eficiência no seu respectivo campo de ação. incorpora o progresso realizado pelas iniciativas de gestão aqui mencionadas e avança na direção da visão abrangente. porém. porém. como a ISO 14000 e a eco-eficiência. propondo uma estratégia que integra produtividade industrial com qualidade ecológica. Parece óbvio que falta a ambas. 1996]. fundamentalmente. Falta-lhes uma visão de conjunto. custos e rentabilidade. a lucratividade de uma é neutralizada pelos prejuízos da outra. no sentido pró-ativo. No balanço final que a sociedade fizer. a ser estudado no Capítulo 4. Enquanto uma se preocupa com a produtividade. aos poucos foram tomando forma sistemática. O Zeri. e atendimento das aspirações de bem estar da sociedade. primordialmente uma abordagem sistêmica dos ciclos produtivos e deste com os ciclos dos ecossistemas em que a empresa atua. Representam etapas significativas na história do progresso da humanidade. as duas linhas de gerenciamento correm em paralelo." [Carvalho et al. a outra volta-se para a recuperação dos danos causados ao meio ambiente. Para romper esta estrutura e adotar-se uma nova postura.Zeri . para o tratamento da questão do meio ambiente. que apesar dos progressos na gestão da qualidade total e ambiental.eps.refletem uma cultura reativa fortemente enraizada em várias organizações e que. Falta-lhes.br/disserta98/bello/cap4.ufsc. tanto do ponto de vista econômico. servindo assim ao desenvolvimento sustentável. http://www. mas requer uma nova mudança de paradigma gerencial. as quais. preservação da qualidade ecológica. passa despercebida e é praticamente de maneira inconsciente. A relevância dessas iniciativas para o desenvolvimento sustentável está no fato de que elas oferecem as ferramentas e instrumentos de gestão para a qualidade ambiental.. o que deturpa e condena uma série de modelos e ferramentas úteis de gestão. em muitos casos. necessita-se um esforço extra e uma liderança adequada. "O compromisso com uma visão de longo prazo e a visualização de vantagens econômicas a médio e longo prazo. Como observado. por muitas vezes. uma abordagem mais estratégica juntando a consciência ecológica e o desenvolvimento sustentável. a gestão da qualidade ambiental vem emergindo de várias abordagens de gerenciamento. Compatibilizar estes dois tipos de ciclos é possível. ultimamente.Zero Emissions Research Initiative . é conflitante com valores e princípios da postura ocidental de gerenciamento. quanto do social e. Observa-se. capaz de convencer os seus seguidores de sua própria visão e dos seus ideais. Resultados rápidos e imediatos constituem a maioria dos retornos desejados de muitos investimentos. Surgiram depois abordagens específicas para a questão ambiental. Inicialmente das iniciativas que surgiram para aprimorar gestão da qualidade total no setor empresarial. suficientemente abrangente para integrar progresso econômico.

2 Origens e Formulação 4. e da busca de estratégias apropriadas para promovê-lo. a estratégia. composto por cientistas. como base para promover um novo tipo de desenvolvimento que seja sustentável. Essas três correntes encontraram nas Nações Unidas. Nesse contexto institucional. Como prioridade. Integra os princípios e estratégias da qualidade total com os requisitos da qualidade ambiental. a UNU reconheceu a necessidade de um redirecionamento dos estudos nas perspectivas micro e macro do gerenciamento ambiental para torná-los mais pragmáticos. o Zeri emergiu de um processo de cristalização dos ideais do desenvolvimento sustentável proclamados na Conferência de Estocolmo e consagrados na Rio-92. com o propósito de "elaborar uma política orientada ao planejamento e implementação de estratégias de desenvolvimento sustentável. o braço acadêmico que pode mobilizar a capacidade científica mundial para estudar os problemas de caráter global e propor alternativas políticas para resolvê-los. dirigentes de organismos internacionais e empresários. . o Zeri adquiriu a marca distinta de uma proposta visionária e inovadora. após a UNCED 92. a social. advoga uma mudança de paradigmas no conjunto das atividades econômicas. o Reitor da UNU convocou um Comitê internacional. Assim. atenta ao bem estar humano individual e coletivo. postulada pela Agenda 21. mas consubstanciada com o pragmatismo empresarial. Este capítulo examina quatro dimensões dessa proposta: as origens e desenvolvimento do Zeri. Seu conceito ainda está em evolução e sua aplicabilidade para a gestão do desenvolvimento sustentável vem sendo demonstrada via exemplos de empresas que adotam as estratégias que ele propõe. Dado sua singular posição institucional e sua missão de estudar assuntos de caráter global. e sua aplicabilidade para gestão da qualidade ambiental na perspectiva do desenvolvimento sustentável. seu conceito e princípios. defendendo os sistemas naturais e a qualidade do meio ambiente. 4. e a ecológica.1 A Proposta do Zeri O Zero Emissions Research Initiative – Zeri. em particular dos processos de produção industrial.1 Contexto Institucional e Lançamento O Zeri surgiu na UNU como resultado da convergência de três correntes de pensamento que dominaram o cenário mundial nos últimos 60 anos: a desenvolvimentista. além da aptidão acadêmica e operacional (capacidade para articular estudos teórico-práticos em redes mundiais de pesquisa).4. por intermédio da UNU.2. Desde o primeiro instante. lançado pela UNU (United Nations University) em 1994. voltada para o crescimento econômico e a expansão da produção industrial.

UNU (AR).NIKEI e do Japan Times). o da eco-restruturação. . na qual. Enfatizou também a necessidade de estreitar a articulação entre academia. voltado para envolver o setor empresarial no processo do desenvolvimento sustentável.Sustentabilidade Ecológica . Como estratégias operacionais.o uso de normas. do comportamento individual e coletivo do cidadão em relação ao meio ambiente e das organizações sociais. recebeu a incumbência de criar um plano de ação para implementar a Agenda 21 da UNU. aí incluindo a mudança da organização das atividades econômicas com ênfase na tecnologia.capacidade dos ecossistemas de tolerar e de se recuperar das intervenções humanas ou destruição atribuídas às causas naturais. A primeira apresentação pública do Zeri foi realizada em 1994 na sede da UNU. . . O objetivo maior é aumentar a capacidade interna de gerenciamento nos países em desenvolvimento. A proposta gerou imediatas repercussões na imprensa dedicada ao setor empresarial e à comunidade diplomática residente no Japão (por meio do Nihon Keizai Shimbun . os resultados dos estudos e/ou cursos oferecidos podem ganhar efeito sinergético e multiplicador. A presença da mídia e do setor empresarial revelou-se um fator determinante no ímpeto que tomou a partir de então. Gunter Pauli. processos e instituições pelas quais o estado e a sociedade civil gerenciam o desenvolvimento de uma maneira ambientalmente sustentável. o Comitê deu ênfase ao treinamento de recursos humanos nas áreas de reflexão política e elaboração de políticas de gestão. seja de governo seja de comunidades rurais ou urbanas. na presença de trinta convidados. visando o estreitamento de parceria com o setor privado no esforço coletivo de eco-restruturação. 1996]: . o governo e a sociedade. entre os quais estavam empresários e cientistas japoneses e representantes da mídia. O Zeri foi baseado no primeiro dos três programas. 1993. Pauli esquematizou as linhas mestras do Zeri como um programa de longo prazo. Seu principal idealizador.Eco-restruturação – estratégia para o total redirecionamento da civilização industrial. a saber [UNU (UNU Agenda 21). em Tokyo.Governabilidade Ambiental .aquele Comitê recomendou três programas. empresas e governo. envolvendo a academia. assumindo a visão conceitual e as estratégias operacionais recomendadas pelo Comitê. como forma de auxiliar os mesmos a definirem suas próprias estratégias e planos de desenvolvimento sustentável. naturalmente e por conseqüência.

Alia-se a isto. no Japão e internacionalmente.2 Estudo de Viabilidade No início. já que o Japão é um país que tem despertado certa curiosidade no mundo ocidental. Aos poucos. também desde o primeiro instante.A escolha do primeiro público alvo reflete uma estratégia promocional no lançamento do Zeri. Isso se conjuga com sua recente liderança na gestão da qualidade total e da produtividade. levando o debate sobre o Zeri em vários países. p. o fato de o país. Nova Deli/Índia. Na busca de uma fundamentação mais sólida. tende a compreender bem a necessidade de maximizar o seu aproveitamento [Mitsuhashi. receptividade e até entusiasmo por parte de empresários e cientistas. essa atitude prevaleceu sobre os menos otimistas. organizou mesas redondas. uma equipe de três pessoas. Recolheu principalmente o pensamento e a visão estratégica de cientistas. 4. Uma das objeções mais freqüentes ouvidas era: ZE (Zero Emissions) é impossível. . O Relatório do Estudo de Viabilidade ficou pronto em abril de 1995 sob o título Feasibility Study on The Zero Emissions Research Initiative/UNU. e a performance na recuperação após os choques dos preços do petróleo. o Zeri gerou curiosidade ou ceticismo no meio empresarial. empresários e estadistas que proporcionaram os recursos intelectuais para a formulação do Zeri. inclusive com várias apresentações do projeto na Europa. por sua vez.35-36]. ganhando adesão de importantes segmentos no governo e no mundo empresarial do Japão e depois internacionalmente. A realização deste Estudo de viabilidade contou com uma equipe central de seis cientistas e promoveu uma série de debates e encontros. lideradas por Pauli. e muitas controvérsias científicas. pela escassez de matéria-prima. EUA. in UNU World (Proceedings). começou a trabalhar dentro da UNU: empreendeu um estudo de viabilidade do Zeri. cuidou dos preparativos para o primeiro congresso mundial do Zeri e dedicouse a um intenso esforço de promoção junto às empresas e governos. esboçou linhas gerais da pesquisa de diferentes setores selecionados. inclusive dentro da própria UNU. 1996. a UNU promoveu um estudo de viabilidade do Zeri. O Relatório final recolheu os resultados que estas atividades preparatórias geraram e incorporou um grande número de sugestões que foram incluídas num programa de pesquisa para o período de 95 a 98. tanto para rebater as objeções quanto para sustentar às adesões. Mas houve.2. especialmente sob dois aspectos: a rápida transformação de reprodutor de tecnologia para um dos líderes em P&D. Pauli. Carl-Göran Hedén da Royal Swedish Academy of Sciences. Entre 94 e início de 95. em Beijing/China. sob a coordenação do Prof.

1995]. industrializados ou não. constituindo-se. JIT (zero estoque) e outros.cit. entre as quais se incluem: TQM (zero defeito)."representa uma continuação lógica da atual tendência de gerenciamento industrial. mas vai ao centro dos processos. mas também leva em conta impactos sobre meio ambiente fora dos portões da empresa [UNU (Feasibility Study). No horizonte mais a longo prazo. como ela é essencial". o Relatório.]. econômico e socialmente sustentável. e implementar projetos por meio de redes de força-tarefa.V]: ."prepara o terreno para criar uma indústria ecológica sustentável. no ponto culminante na série de inovações sociais e de gestão empresarial. na busca de um desenvolvimento que seja ecológico."lança uma ponte disciplinar e fronteiras geográficas. Para assegurar a coordenação apropriada do Zeri. utilizando os meios de comunicação da eletrônica moderna. a saber [Héden.A principal conclusão deste Relatório revela que "a iniciativa não é só viável. que o mesmo ocorrerá com o ZE. Uma essencial função no exercício dinâmico das redes será iniciar amplo diálogo regional dirigido à disseminação de boas práticas que irão manter e aumentar a produtividade. o Relatório recomenda ainda criar uma "organização virtual". tanto para o gerenciamento interno. um aspecto operacional importante para o Zeri é a utilização em grande parte de comunicações via Internet. UNU (Feasibility Study). se materializa na promoção da produtividade total. mas este contém um desafio maior: ele não só incorpora e expande os princípios de gestão já estabelecidos. Não somente chama a um irrepreensível uso eficiente das matérias-primas e qualidade dos produtos produzidos. No horizonte imediato e operacional. . Afirma ainda. 1994. Portanto. em particular o ambiental. 1995]. conceitos que têm tido grande impacto no desenvolvimento industrial. quanto para interagir com seus clientes. 1994. e menciona que a mudança de valores é uma busca contínua [Héden. bem como às interfaces destes com outros sistemas. além de sublinhar a interdependência entre os países. sem sacrifício da sustentabilidade ou desgastar o respeito à dignidade humana e à equidade para com a presente e futura gerações [op. o social e o econômico. o conceito de Zero Emissions . assim. . p.ZE.cit. UNU (Feasibility Study).] O Relatório contém recomendações para ações imediatas e de longa duração. O relatório destaca três razões para a importância do Zeri. 1995. e consagrados no âmbito das empresas." [op. destaca a necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento em consonância com a Agenda 21. .

No Japão. 1993]. 1995]. 4. bem como o "White Paper" da Agência para a Proteção do Meio Ambiente que incluiu o Zeri na avaliação de esforços daquele país para alcançar Zero Emissões" [Mitsuhashi. sem comprometer as chances de que as futuras gerações tenham o mesmo. . o II em Chattanooga (USA. a Internet constitui-se. e mesmo na esfera de governo central. seguiram-se dois outros.36]. em 1996. e que a sobrevivência da empresa está atrelada à estabilidade dos sistemas que sustentam a vida. Após o primeiro congresso do Zeri (Tokyo. Paulatinamente. em abril de 95. novas iniciativas foram surgindo em comunidades urbanas e regionais. o Zeri propõe uma estratégia de ação voltada primeiramente para a mudança de paradigma da atividade industrial. 1995). 1997). desde então. em anos sucessivos. Portanto. começaram os movimentos para organizar grupos de discussão ao nível de municípios. em uma mostra ("vitrine") dessa circulação contínua das idéias e experiências. e proporcionar às gerações presentes o que necessitam. já que essa é responsável. p. in UNU World (Proceedings). com o Estudo de Viabilidade completo e depois do Primeiro Congresso Mundial do Zeri. em grande proporção. pela degradação dos ecossistemas. tendo alocado recursos de vários ministérios para estas atividades. fonte inspiradora e guia para o desenvolvimento do Zeri mundialmente. disponibilizar o conhecimento existente e futuro da academia. respeitar as leis da vida sobre o Planeta (crescimento e sobrevivência) enquanto se busca progresso material e bem-estar social. Advogando que a sustentabilidade ecológica e social são intimamente ligadas. Atividades regionais podem também servir como incubadoras para projetos que sejam cientificamente desafiantes e apropriados para cooperação internacional [UNU (Feasibility Study). "o próprio governo japonês começou a tomar oficialmente conhecimento do Zeri.A estrutura administrativa deverá ser flexível e receptiva a ganhos obtidos de experiências de outras organizações com propósitos similares aos do Zeri. desde então. os primeiros projetos de pesquisa seriam iniciados. Este Relatório tornou-se. são os princípios fundamentais que inspiram o conceito Zeri. Esses congressos deram ao Zeri visibilidade global e serviram de fórum para troca de idéias e relatos de experiências entre cientistas. a juntar esforços e viabilizar respostas às maiores questões referentes ao desenvolvimento sustentável [UNU (UNU Agenda 21). empresários e funcionários de governo. no sentido de auxiliar governos (formuladores de política) e a indústria. 1996. 1996) e o III em Jakarta (Indonésia. Assim. Na estratégia institucional da UNU o Zeri foi uma das formas encontradas para implementar a sua Agenda 21.3 Conceito e Princípios do Zeri Imitar a natureza harmonizando as atividades econômicas com os ciclos biológicos. Ao mesmo tempo. por exemplo.

de forma integral." [Daly in op. p. Índia. Para isso. Assim. jazidas de petróleo). propõe que se ultrapasse o pressuposto de que os recursos naturais são ilimitados. Há. propõe o aproveitamento total desses recursos. o conceito nasceu da consciência da necessidade das mudanças que a civilização industrial deve fazer para harmonizar os sistemas produtivos e sociais com os da natureza.cit. 1994. porém. há estudos avançados que passam da teoria à prática. 1995.4. de minérios. 1995. os fundamentos conceituais do Zeri se inspiram na observação dos sistemas da natureza e da reflexão sobre os sistemas de valores da sociedade: 1. Nesse sentido. chegando a integrar na contabilidade nacional e inclusive no cálculo do PIB (GNP. de água limpa. constrói sua sustentação intelectual em cima de valores filosófico-sociais. Mas. Pauli. O Zeri. O valor econômico da Natureza vem ganhando espaço nas contas nacionais. de cardumes de peixes. à biodiversidade e aos sítios turísticos. sejam fatos normais no processo produtivo. Em alguns países. "…quando a teoria econômica começou a ser elaborada.. mas tornou-se mais explícito com o Estudo de Viabilidade (1995) e com as primeiras publicações que o sucederam (Capra e Pauli. minas. o Zeri advoga o uso "total". ao contrário. como Costa Rica. na teoria econômica moderna. 1990). Japão e Filipinas. teórica ou aplicada a setores específicos (ex. parte ou todo o acervo de recursos naturais naqueles países. 1996). Em síntese. busca a eliminação do desperdício dos recursos naturais.1 Fundamentos Conceituais O conceito em que o Zeri se sustenta. quanto como base de sustentação da vida sobre o Planeta.167]. 1996. . recusando-se aceitar que os rejeitos (considerados lixo)." [Todd in Capra e Pauli. A literatura sobre o assunto. Pearce e Turner. p. o mundo estava „vazio‟ e assim parecia razoável tratar o meio ambiente como bem gratuito.: pesca. uma corrente crescente que sustenta a atribuição de valores contábeis ao estoque de florestas.116].gross national product). foi enunciado no ato do seu lançamento.Valor da Natureza. dos recursos naturais que servem de matéria-prima e fonte de energia para a produção de bens e serviços. a) Enquanto fator econômico. avoluma-se.3. UNU World -Proceedings of the Second Annual UNU World Congress on ZERI. transformando-o em recurso. dos conhecimentos científicos sobre a vida nos ecossistemas e das experiências empresarias na economia de mercado. tanto como fator econômico (os chamados recursos naturais). podendo ser utilizados de forma indiscriminada. assim refinando conceitos e métodos de análises (a exemplo de Bartelmus. "Baseia-se na premissa de que lixo é recurso fora do lugar e que a natureza assimila qualquer forma de lixo. a escala do sistema econômico era pequena em relação ao meio ambiente.

deste modo.1] A vida sobre a Terra depende de um complexo e frágil sistema de múltiplos processos interativos. É uma teoria que somente agora está emergindo na sua totalidade. 108-124] propõem uma revisão do regime fiscal. b) Enquanto sustentação da vida."a ecologia profunda" no conceito de Capra [op. p.3] – o mundo é visto como um todo integrado. holístico. nossas práticas empresariais estão simplesmente destruindo a vida sobre a terra. psicologia gestáltica. teoria geral dos sistemas e a cibernética. de forma a incluir tributos sobre os recursos naturais.) Sabemos que cada sistema natural vivo sobre o planeta está se desintegrando diante de nossos olhos. (. Quando os efeitos da poluição provocada por indústrias de Cubatão. ecologia. a extinção de espécies e mesmo ante a perspectiva de uma ameaça global à sobrevivência humana. balanceando melhor os custos de produção e dos custos de consumo de produtos acabados com uma taxação também sobre a matéria-prima. Para isso requer-se a reestruturação do conjunto das atividades econômica.cit. "Na ciência. as enxurradas vieram descendo com mais rapidez e o volume inundando a várzea santista. resultantes das atividades antropogênicas. O solo. Mais ainda essa abordagem sugere mudanças profundas na própria política fiscal. ao invés de uma coletânea de partes dissociadas umas das outras. ficou evidente o stress dos ecossistemas que sustentam a vida naquela localidade.cit. a teoria dos sistemas vivos proporciona a formulação científica mais apropriada da ecologia profunda. apud Capra. p... Contudo. mas tem suas raízes em diversos campos científicos que foram desenvolvidos durante a primeira parte deste século biologia organísmica. em particular da produção industrial.. 1995." [ op." [Hawken. Nas palavras de Paul Hawken. o ser humano arvora-se de soberano à Natureza.O futuro parece reservar aos „economistas ambientais‟ boas oportunidades para explorarem teórica e praticamente esse novo ângulo de um dos três fatores econômicos. numa visão mais profunda da ecologia . o Zeri associa-se aqueles que como Herman Daly [Daly in Capra e Pauli. eliminando qualquer forma de desperdício. p. começaram a aparecer em cadeia (a Floresta Atlântica veio morrendo e com ela a biodiversidade existente nas encostas da Serra do Mar. The Ecology of Commerce. Isto não é uma maneira polida de dizer que a empresa está arrasando o mundo. água. tradicionalmente chamado de „matéria-prima‟. A consciência de que a vida sobre o Planeta se sustenta sobre um complexo sistema de múltiplos processos interativos e de que a atividade econômica deve sintonizar-se com o ritmo de vida dos ecossistemas para tornar-se sustentável. A ecologia tradicional é antropocêntrica. com vistas a alterar o regime de taxas e incentivos no sentido de incorporar os requisitos de preservação do meio ambiente. os bebes nasciam com graves lesões. in Capra e Pauli. até ausência de cérebro). isto é. . o ar e o mar vem sendo transformado de sistemas geradores de vida em depósitos de lixo.. o valor da Natureza ganha nova dimensão ante os desastres ecológicos localizados.3 ]. em São Paulo. Nessa perspectiva. inclusive para utilizá-la em sua totalidade. "Dito de forma direta. p.

Importa. Todos esses são totalidade irredutíveis. tais como os sistemas sociais e os ecossistemas. Este princípio. in Capra e Pauli. não o menos importante. que para os negócios significa mudar de produtos para serviços.2]. pois conhecer e aprender como funcionam esses sistemas. durante os quais moldou a sociedade moderna e influenciou significativamente todas a partes do mundo. a crença do progresso material ilimitado a ser alcançado através do progresso econômico e tecnológico. p. cujas estruturas específicas redundam da interação e interdependência das suas partes. considerando o mundo como um todo integrado ao invés de uma coletânea de partes dissociadas. Outro princípio importante da ecologia é a natureza cíclica da maioria dos processos ecológicos. Comunidades de organismos têm evoluído ao longo de bilhões de anos.Capra diz estar-se assistindo a uma mudança radical da visão mundial na ciência e na sociedade. a rede da vida. uma mudança de paradigmas. de que a vida em sociedade é uma luta competitiva pela existência. "As interações entre os membros de um ecossistema incluem o intercâmbio de energia e de recursos em ciclos contínuos – o ciclo da água. p." [op. implica numa mudança de percepção de objetos para relações. que vem se esgotando. e parceria – fazem parte do mesmo padrão de . usando e reciclando continuamente. op. entre os quais o entendimento de que o universo é um sistema mecânico composto de blocos elementares. fluxo cíclicos de energia e de recursos.cit. água e ar.cit. o do dióxido de carbono (CO2). cooperação. O paradigma.cit. de que o corpo humano é uma máquina. "O primeiro princípio da ecologia é interdependência. tão radical quanto a revolução Coperniana. Reconhece que estamos todos imersos nele e dependentes dos processos cíclicos da natureza [Capra. parte de organismos e comunidade de organismos. 1995. Segundo Capra. Todos os membros de um ecossistema estão interligados formando um sistema vasto e intrincada rede de relações. e o dos vários nutrientes.4]. de acordo com o autor. O novo paradigma pode ser chamado de visão holística do mundo.. tem dominado a cultura industrial mundial por algumas centenas de anos. e finalmente." [Capra. op. as mesmas moléculas de minerais. Pode ser também chamado de visão ecológica em que o universo é visto como uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e interdependentes ao invés de uma coletânea de objetos isolados. os sistemas vivos incluem organismos individuais. a crença de que a submissão da mulher ao homem segue a lei natural básica [Capra. Os princípios ecológicos: interdependência. Esse paradigma consiste em várias idéias e valores.].. p.3].

ou de milhões de anos (a fossilização animal e vegetal). regional. a gestão eqüitativa do bem comum e a busca da qualidade total. Vai mais longe. entre outras. Segunda. internacional. a aspiração universal de melhores padrões de vida individual e coletiva. processo e produto. inspiram princípios e estratégias do Zeri. assim. saúde. esses processos metabólicos consomem energia e nutrientes do sol. Contrapõe-se. como parte dos sistema dinâmico do universo. Na prática. à visão linear tradicional da empresa. . em particular da produção industrial. na qual o processo produtivo se resume em três estágios: insumo. O Zeri busca na ciência físico-biológica fundamentos para propor uma relação simbiótica. harmonizando as atividades econômicas com os ciclos naturais com os ecossistemas. cultura. o Zeri incorpora. cidadania). E a última. alterações da visão de mercado e responsabilidade fiduciária. Por esse ângulo. agora globalizada. do ar. tudo se recicla ao longo de poucas horas (processos de fermentação). bem como também os valores sociais: desenvolvimento comunitário. etc) e bem estar social (por exemplo: habitação. Terceira. diretos humanos. a cadeia de vida se auto-regula. do solo. imitando os ciclos de vida existentes na Natureza. Desses ideais. mas também passa por transformações e mutações. essa cadeia cresce em complexidade à medida que se sobe na hierarquia dos seres vivos (do molusco ao ser humano). isso requer a reestruturação do conjunto das atividades econômicas. O Zeri traz a abordagem sistêmica para dentro do conjunto das atividades industriais. Quatro características dessa cadeia. não parasítica.valores humanos: qualidade de vida "total" (equidade nos benefícios do desenvolvimento). gestão da qualidade total. emprego. evolui.organização. conciliando-se com os do desenvolvimento sustentável e. 2 – Valores da sociedade . desenvolvimento humano (educação. como também geram a energia que sustenta a própria vida. o Zeri revê os valores que regem a economia de mercado. O conceito Zeri sustenta-se também nos valores trazidos pelos ideais do desenvolvimento sustentável e da gestão da qualidade total apresentados nos Capítulos precedentes. vale-se do conhecimento científico para promover a consciência de que a atividade humana deve sintonizar-se com o ritmo de vida dos ecossistemas para tornar-se sustentável. Essa é a forma como os ecossistemas se auto-organizam para maximizar a sustentabilidade. mas de maneira integrada e visando uma mudança de paradigma. Analisa o processo produtivo interligado e sugere políticas e estratégias de gestão do sistema econômico e social. A primeira é que a Natureza não conhece desperdício.

devemos repensar tanto as bases do mercado e as virtudes da competitividade" [Pauli. discute-se sobre os méritos e a perversidade da economia de mercado.) O que se precisa. e a presença de políticas públicas se fazem necessárias para conciliar forças opostas. ecologicamente orientada. O Zeri incorpora essa convergência de políticas e coloca a sustentabilidade da empresa na dependência de sua capacidade de enfrentar os novos desafios do mercado e na de se ajustar aos requisitos maiores do bem-estar ecológico e social. a economia de mercado é regida por leis muitas vezes que estão em contradição com os valores propostos pelos ideais do desenvolvimento sustentável. p. p. o mercado "pode gerar muito bons frutos para todos sobre a Terra. muitas vezes se revela mau para todos os outros. pois já em 1984.Breakthroughs.eleva a gestão da qualidade total (TQM) a uma nova dimensão. ameaças ao meio ambiente e a mudança tecnológica. 1996.27].. no momento em que temos de reconhecer que o que parece bom para os acionistas de empresas. Pauli e todos quantos aderiram na primeira hora às idéias de Emissão Zero promovidas pela UNU. ambiental. p." [Nicolin in UNU World. Nessa ambivalência de valores.97]. p. dessa forma. eficiência e qualidade são as condições básicas para competir e sobreviver na economia de mercado. o Chanceler Willy Brandt "esboçava as prioridades do conceito de modernização ecológica. econômico e social. três pressupostos: . Como diz Nicolin . de acordo com Brandt. Produtividade.. é uma reforma profunda da economia que conduza a uma sociedade industrializada.97] comenta que isto não é uma abordagem inteiramente nova.27] Assim. apontando para três desafios interligados: desemprego. mais uma vez. 1995. Mas. O comunismo não ofereceu nenhuma alternativa viável. (. utilizando matérias-primas e energia econômica e eficientemente. Ao mesmo tempo vê-se facilmente como esses frutos podem ser destruídos pelo mau uso dos princípios da econômica do mercado. Griefan [in Capra e Pauli. engajam-se em consolidar uma abordagem conceitual e prática do desenvolvimento sustentável. O Zeri toma-a como um fato profundamente arraigado na civilização presente. entende sua lógica e mecanismos operacionais que geram crescimento econômico. 1995. ampliará as oportunidade da economia" [inCapra e Pauli. Tal política econômica moderna. No entanto. na qual se integram os outros ângulos do desenvolvimento sustentável. 1996. ao mesmo tempo reconhece que é injusta na distribuição da riqueza e é danosa para a natureza. Estabelece. na qual procuram incorporar os méritos da economia de mercado e corrigir as iniqüidades sociais e desequilíbrios no meio ambiente que ela pode provocar. Mas. "O livre mercado tem sido considerado como o caminho mais eficiente para organizar o uso e a distribuição de matéria-prima e produtos acabados.

a academia.Resumo dos conceitos que inspiraram o Zeri 4. qualidade do produto. a ser adotada por quantos queiram empenhar-se em traduzir o conceito de Emissões Zero em estratégias para o desenvolvimento sustentável. à visão marcada pela conservação. Fig. virtudes prescritas como essenciais para a competitividade no mercado. Para Tasch e Viederman "a noção nova de prudência financeira e responsabilidade fiduciária que vêm sendo desenvolvida na comunidade dos investidores inclui o impacto da atividade empresarial sobre o meio ambiente e as comunidades locais. tornaram-se fatores determinantes do sucesso empresarial no futuro. líderes empresariais. p. o Zeri incorpora a noção da "responsabilidade fiduciária" [Capra e Pauli. O terceiro pressuposto indica que para ganhar o favor do público. Sua elaboração deu-se por um processo interativo em que participaram. tanto quanto uma consciência de empresa ecológica em produzi-lo. 1995]:  Os participantes do Zeri compreendem haver necessidade urgente de projetar estratégias associativas e políticas industriais baseadas no princípio do desenvolvimento sócio-econômico sustentável.   O primeiro. sob a liderança da UNU. . Da mesma forma. mas agora vistas na perspectiva do desenvolvimento sustentável e da gestão da qualidade ambiental. Os princípios do Zeri são [UNU (Feasibility Study). competição e dominação. p. do sistema de valores que exalta expansão. evolui da visão global mecanicista à ecológica. quanto pelas exigências da competitividade do mercado.2 A Carta de Princípios Esses valores anteriormente descritos foram consignados em uma Carta de Princípios do Zeri. produtividade se impõe tanto pelo valor econômico da Natureza já referido. Nessa perspectiva. p.145]. a qualidade refere-se a melhoria dos processos e produtos acabados. Responsabilidade fiduciária é um conceito mais amplo do que "prudência financeira"("a obrigação moral para com o investidor de maximizar o retorno e minimizar o risco"). cooperação e parceria.126]. Nesse sentido. O segundo." [Pauli in Capra e Pauli. para sobreviver e florescer em tempos em que o mundo industrializado atravessa uma dramática mudança de paradigma. retoma as noções de produtividade e qualidade total. 1995. 3 . assim como agora incluída à preocupação que estes demonstram para com o meio ambiente natural.3. obviamente. refere-se à nova postura empresarial em que "a empresa. 1995. aí incluídos." [in Capra e Pauli.125]. 1995. do governos e da mídia. gestão da produtividade industrial com qualidade ambiental.

a eliminação de todo desperdício. A indústria precisa combinar esquemas de redução de custo com investimento em meio ambiente. Apoiam a pesquisa multidisciplinar. pode dar a impressão de uma seqüência linear de idéias separadas umas das outras. Empreenderão pesquisa conjunta. a listagem dos dez princípios. onde forças competitivas estimulam a indústria a eliminar todas as formas de desperdício. no mínimo de 5 (cinco) anos. os resíduos resultantes se tornarão insumos de „valor agregado‟ para outras indústrias. trabalhando com centros de excelência e têm compromisso de criar um exemplo. em geral. Se a pesquisa for bem sucedida. engenharia e tecnologias aplicadas serão reacessados tendo emissão zero como meta. Ao mesmo tempo. sistemas de processamento. Concordam que a indústria somente atingirá seu potencial quando todo o desperdício for eliminado. sobre as oportunidades que se abrem quando a emissão zero é buscada. portanto. 4. como parte da mudança de paradigma subjacente ao conceito do desenvolvimento sustentável.4 Linhas Mestras da Estratégia do Zeri . no nível pré-competitivo. A busca da eliminação de desperdício (emissão zero) está alinhada com o direcionamento das corporações para a qualidade total (defeito zero) e para o „just-in-time‟ (estoque zero). Os atuais processos de produção. emerge o pensamento cíclico que os interligam dentro de uma lógica maior de longo prazo. Um esforço especial será realizado para informar e educar os consumidores e o público. Visto superficialmente. Estão conscientes de que o grande público necessita de um amplo entendimento das complexas questões que estão em jogo. como uma metodologia. Comprometem-se com um processo de longo prazo. consumidos ou integrados no produto ou no processo de produção.         Acreditam que a criação/geração de benefícios de valor agregado para a sociedade é melhor sustentada por meio de mecanismos de mercado. combinando os seus interesses estratégicos associativos com um visão de como garantir a competitividade no futuro. delineiam a estratégia do Zeri para essa mudança de paradigma. Buscarão soluções baseadas em inovações tecnológicas apoiadas por políticas industriais apropriadas. No entanto. Almejam. No caso em que todos os insumos („inputs‟) não venham a ser completamente utilizados. Reconhecem que o ZERI questionará formas de produção já estabelecidas. projetos-piloto serão estabelecidos seguidos da disseminação da tecnologia. quando observados mais atentamente.

ou que mostram casos concretos de P&D e de empreendimentos empresariais em andamento. ao setor público. maximizar o uso da matéria-prima e. P&D é necessária em todos os passos da "metodologia" e ambas visam e se realizam quando chegam à escala empresarial. mediante a eliminação de qualquer resíduo ou refugo. inclusive com exemplos que sugerem o modo de operacionalizá-los. minimizar desperdício. Vai mais longe: propõe que com a mesma quantidade de matéria-prima se produza bens com maior durabilidade sem perder em eficiência. reduzindo o termo de obsolescência.1995). O Zeri incorpora essa estratégia. entre estas às já citadas Capra e Pauli. a exemplo do que vem acontecendo em alguns países na Ásia e na Europa (mais especificadamente Gotland/Suécia e Yakushima/Japão). ou de ilhas.A estratégia Zeri encontra-se delineada em várias publicações. Prolongar o ciclo de vida dos bens . bem como a administração e desenvolvimento regional de cidades. nas palavras de Ayres [1997] é "ecoeficiência". e novos empreendimentos em escala empresarial ou reestruturação dos existentes. adiciona uma dimensão maior: aproveitar os insumos na sua totalidade. Como parte de sua estratégia maior. Estas são as linhas mestras da estratégia Zeri. Faz parte da estratégia empresarial clássica. Ela tanto se aplica à uma empresa como um todo.produzidos. Para dar uma idéia mais clara dessa estratégia. os materiais sólidos. Aplicam-se. a estratégia do Zeri conta com o suporte da academia (principalmente para P&D) e do governo (para a gestão de mudança no modelo industrial vigente). apresenta-se a seguir os cinco passos da metodologia que ela promove. Em outras palavras. entendida no sentido dos recursos naturais. a primeira linha de ação da metodologia Zeri consiste em obter que toda a matéria-prima esteja contida no produto final. quanto à totalidade das empresas. Ela compreende três linhas de ação: a metodologia para gerir a mudança industrial na direção do desenvolvimento sustentável. com as devidas adaptações. as quais devem ser vistas como iniciativas interligadas e complementares. mas. Os passos são: Passo 1 – Produtividade total da matéria-prima Produtividade é uma das principais questões para competir e sobreviver no mercado. É a produtividade total dos insumos. e com maior razão. A meta proposta pelo Zeri se completa com a exigência de uma qualidade superior do produto em termos de vida útil. o Zeri promove uma metodologia de mudança empresarial em cinco passos. correspondentemente. Em todas as linhas. e este deve ter um ciclo de vida mais longo. Pauli (1995 e 1996) e Estudo de Viabilidade (UNU. por exemplo. o programa de P&D para criação de novos modelos e protótipos industriais. líquidos ou gasosos que possam alterar a vida dos sistemas ecológicos. e não somente do aumento da eficiência . Assim. inclusive energia.

eliminar perdas de matéria-prima e evitar emissões. p. A produtividade assim entendida. e po. amplia. já vem sendo utilizado em vários . com vistas a mapear minuciosamente fluxo dos materiais. ou de ambos. A partir disso. requer dos fabricantes assumirem a responsabilidade pela vida total do produto que fabricaram. durabilidade e eficiência dos bens produzidos. e consequentemente de rejeitos e poluentes. Outra forma de enfocar a produtividade total centraliza-se no ciclo de vida do produto. e não retêm a responsabilidade sobre sua manutenção ou no seu descarte. pois. A lógica que prevalece hoje está dentro dos parâmetros da economia de mercado. tornou claro aos industrialistas que é melhor antecipar-se. segundo Ayres "a empresa que apenas vende seus produtos a outros. Esse aumento da qualidade. in Capra e Pauli. Aqui a ISO 14001 vem juntar-se e reforçar a linha da metodologia do Zeri. dos equipamentos ou dos processos. Pauli observa "a internalização de muitos custos reais de produção. identificar os pontos de fuga. e não o aproveitamento total da matéria-prima ou redução de seu uso. que agora devem ser arcados pelo poluidor." [Pauli. resulta em diminuição da quantidade de matéria-prima. A estratégia consiste em uma dupla ação: estender a durabilidade do bem e aumentar seu valor de recuperação. e também da sobrecarga de lixo que é jogada nos ecossistemas.r via de conseqüência a redução na extração de recursos naturais. O sistema de "leasing". é possível também identificar inovações tecnológicas e de processos. de aumentar a durabilidade dos bens que fabrica. Mas. A razão parece simples.da mão-de-obra. e o contínuo aumento de taxas aplicadas sobre efluentes liberados. implica em duas mudanças radicais nas práticas do mercado. reduzindo os custos dos resíduos no início do processo industrial. evita que estes se voltem contra o fabricante pelos danos de deteriorização do meio ambiente em que este vive. produtos e refugos. muito pelo contrário. o qual prioriza maximização do retorno do investimento pela venda do produto industrializado. conseqüentemente. e todas as saídas ao longo da linha de produção da empresa. p.148] A estratégia de ampliar a durabilidade dos bens industriais e reduzir os custos de seu manejo e manutenção.24]. não tem nenhum interesse. O mapeamento permite traçar o ciclo dos materiais durante o processo industrial. 1995. A primeira. 1997. desde a entrada da matéria-prima e energia. além de buscar satisfação dos consumidores através do produto. o sentido de qualidade. capazes de reduzir insumos. nem para reduzir os custos operacionais de seu manejo"[Ayres. bem como o balanço final dos insumos. A busca da produtividade total começa com o estudo meticuloso de toda o processo produtivo industrial. Sabe-se que muitas indústrias programam a durabilidade dos seus produtos. e com isso valorizar a redução do insumo de recursos naturais. do que ter de arcar com complexas legislações ambientalistas em constantes mudanças.

responsabilizam-se pela sua manutenção. Conseguiria fazê-lo se a quantidade de emissões e descartes não fosse tão grande. a responsabilidade pela vida do bem. embora sejam menos ofensivas que o lixo nuclear. crescem com a expansão industrial. Sua composição físicoquímica. reciclagem ou descarte. de anos para reintegrá-los nos ecossistemas. Como resultado. A Natureza necessita de milhares. As montanhas de ferro velho dos carros usados. além do bem intencionalmente produzido. recuperação. É o descompasso entre dois regimes de metabolismo: o natural e o industrial. no anexo I). Muitos deles são tóxicos ao sistema de vida dos ecossistemas e à saúde animal e humana (vide exemplos citados por Pauli. O processo industrial tradicionalmente concebido. um descompasso entre a massa de recursos naturais processados (principalmente a partir dos últimos 250 anos da história da humanidade) e a capacidade dos ecossistemas que sustentam a vida em recuperar-se. partilham desta responsabilidade com os provedores de serviços. na maioria das vezes. [Ayres. carros estão disponíveis via firmas especializadas nesse ramo. os ciclos da vida dos ecossistemas não fecham. é jogado fora ou despejado em locais prédeterminados (aterros sanitários). recuperação. Surge disso . como parte do ativo no balanço da empresa.segmentos do mercado: aviões. entre elas a Mercedes Benz. que não são incorporados no produto final. ou pelo menos. ou até milhões. Há. Tais saídas são geralmente aceitas como efeito normal do processo de fabricação. uma vez utilizado pelo consumidor. ainda não é do fabricante. Na verdade. Ao invés de um design visando a obsolescência programada. 1997] A segunda mudança refere-se as especificações para o design dos bens duráveis. lixo sólido. e devolvidos a estes depois de transformados pela indústria. portanto. agridem o meio ambiente. reciclagem e descarte. os torna de difícil absorção pelos organismos vivos e pela Natureza como um todo. muitas vezes. no início dos anos 90 anunciaram políticas no sentido de receber de volta carros usados para reutilizar parte de seus componentes. emissões de líquido e gases. minimizar custos de manutenção e com maior versatilidade para reforma. Na linha do Zeri. e sobretudo se a velocidade da produção não fosse tão alta. os produtores dos bens ficam com a propriedade deles. o produto acabado. Além disso. Nesse sistema. trata-se de materiais extraídos dos ecossistemas. A experiência da IBM e XEROX são as mais conhecidas. garrafas plásticas e outras formas de "descarte". Grandes empresas automobilísticas alemãs. Passo 2 – Ciclo de Vida de Materiais (Modelo Output – Input) No segundo passo metodológico evolui-se do pensamento linear para o cíclico. requerse especificações para maximizar a durabilidade. pneus. para o caso brasileiro. gera múltiplas "saídas" de materiais em forma de resíduos. mas das firmas intermediárias que se constituem em "provedores de serviços". computadores. aparelhos domésticos. BMW e a Volkswagem.

„Saídas‟ e „descarte‟ geralmente são consideradas lixo/desperdício sem valor econômico e freqüentemente envolvem custo para seu despejo. ao invés da visão linear do processo produtivo que se limita a "insumo – produto". assim diminuindo o impacto sobre o meio ambiente graças à produtividade total. requer-se rigorosa a análise dos processos industriais. por razões de capacidade física. utiliza-se o mapeamento do fluxo de materiais. emissões de toda espécie e bens descartados podem ser insumos para outros produtos. passa-se a pesquisar a existência de outras industrias que possam utilizar como matéria-prima os resíduos ou emissões não aproveitados. Mais ainda. para inventariar todo e qualquer resíduo ou emissão. Nesse passo metodológico. mediante diversos processos produtivos apropriados. acrescenta-se o complemento cíclico „produto – insumo‟. Havendo viabilidade. para fechar o ciclo dos materiais é preciso planejar e reestruturar a produção industrial de modo a fazer com que toda a matéria prima seja transformada em bens úteis. vale-se dos requisitos . Não havendo viabilidade dentro da mesma empresa. Passo 3 . reciclar os bens usados. o novo planejamento do sistema industrial vai incluindo esses ciclos produtivos complementares ao processo produtivo principal. econômica ou outras. já mencionado no passo anterior. Para isso. em que nada se perde. Para tanto. e a partir dai se harmoniza com os ecossistemas em que se situa. ou reorientar as existentes. com o objetivo de planejar a produção industrial como um sistema "fechado". O Zeri vai um passo adiante: com essa planilha de "novos insumos". A ISO 14001 na sua recomendação propõe verificar todos os impactos negativos e positivos de cada processo produtivo. Em outras palavras. ou reintegrada nos ecossistemas sem danificá-los. ao terceiro passo metodológico. Resíduos. agora vistos como insumos de valor agregado. que se agrava na medida que cresce a industrialização no modelo atual. Faz-se uma relação de todos os tipos saídas. nesse caso. toda „saída‟ em forma de resíduo ou emissão é tomado como insumo para a produção de outros bens. passa-se a explorar a viabilidade técnica e econômica de introduzir novos processos de produção para a produção de outros bens dentro da própria empresa. no sentido de processar todas as emissões e rejeitos de matéria-prima. não usados no produto final ou no processo de produção. Na estratégia do Zeri.tudo a questão da qualidade ambiental. e a elaboração de uma plano de mitigação/melhoria. tecnológica. Recorre-se. no sentido sistêmico da palavra.Agrupamentos empresariais O Zeri vale-se da estrutura sistêmica de conglomerados empresariais que nasceram sob o impulso do mercado para planejar novas estruturas. portanto.

já que. Estas fábricas. A função das políticas públicas na estratégia do Zeri será retomado no quinto passo metodológico. na fabricação do calçado há rejeitos de couro com valor econômico desperdiçados. entre os efluentes líquidos e gasosos dos processos químicos praticados pelo curtume. seja por uma questão de porte. Há. Com efeito. quando conciliados com os princípios de qualidade ambiental e produtividade total da matéria-prima. como já mencionado nos passos anteriores. quanto os efluentes tornam-se fatores negativos. este ainda contínua na direção da degradação dos rios. O mercado não teve até agora atrativo suficiente para estimular iniciativas para o aproveitamento dos resíduos e emissões que continuam poluindo os rios e o ar no Vale dos Sinos. e o processo produtivo é eficiente. a produtividade e a qualidade não é total. A estratégia de integrar e aglomerar a atividade industrial com vistas à sustentabilidade ambiental aplica-se a todos os empreendimentos industriais nos quais a empresa não está montada para fazer uso total da matéria-prima que processa. Em termos empresariais e econômicos clássicos. poluentes venenosos que contaminam a água. utilizam o couro beneficiado por outras empresas. esse agregado empresarial pode ser considerado como uma história de sucesso da estratégia de aglomeração empresarial. bem como o produto final tem boa aceitação no mercado. por sua vez. para produzir calçados. O ciclo não fecha. o de desenvolvimento sustentável. O próprio mercado se encarregou de induzir a iniciativa empresarial a estabelecer curtumes altamente especializados e tecnologicamente cada vez mais sofisticados para garantir um produto competitivo que servem a uma diversidade de fábricas calçadistas. A maioria das fábricas de sapatos no Vale dos Sinos (RS) por exemplo. Por outro lado. deteriorando a qualidade do meio ambiente. em geral de pequeno e médio porte. . o ar e o solo. ao contrário. também. devem sobreviver no mercado cada vez mais exigente com produtos de maior qualidade. se industrializados passam a ter valor econômico. Tanto os rejeitos. Por uma questão de escala. como podem tornar-se elementos de "deseconomia" (nãoeconômico) se não aproveitados. além da diminuição de grandes estoque. por exemplo. ar etc. nem para aproveitar os resíduos que resultam da fabricação do sapato. Esses. diminuem o índice de qualidade e produtividade. não seria economicamente viável para cada uma individualmente curtir o couro. não só geram problemas de poluição. O insumo de matéria-prima flui de uma empresa para outra. portanto menor consumo de energia e de matéria-prima. a qualidade inclui também maior durabilidade dos produtos. ou pelos menos é preciso encontrar uma utilidade para conseguir seu retorno à capacidade cíclica na Natureza. pontualidade. seja pela natureza dos bens que produz.de qualidade e pontualidade como freio para reduzir a pressão sobre a extração de recursos naturais e uso de energia.

Há. nos quais há partilha de recursos humanos e financeiros. O Zeri aborda a questão. há necessidade de muita descoberta científica e invenções tecnológicas a fazer. a segunda. Tecnologia tornou-se o fator dominante no avanço do desenvolvimento industrial e na conquista de posições de mercado. Investimentos maciços são feitos em P&D. quando existem. Tornou-se também muito mais cara. À academia cabe auxiliar o empresário a vencê-los. estão a preços que a maior parte das pequenas e médias empresas ou os países menos ricos. mercadológicos. A partilha nos custos facilitará a utilização das tecnologias geradas por uma . para restaurar os ecossistemas na sua integridade. e de grandes conglomerados econômicos para assegurar ou conquistar mercado. e participação em royalties. parecem atraentes. penetrado no ciclos de vida dos materiais. e isso tem duas conseqüências importantes: a primeira dificilmente haverá P&D para tecnologias "ambientais". reconstituindo-os das perdas sofridas com as retiradas. por parte de governos. O acervo tecnológico e cientifico da humanidade é imenso. descobriu como transformá-los e desenvolveu métodos para faze-lo. Ela tem desvendado os segredos da Natureza. mas ainda muito incompleto para garantir um modelo industrial sustentável.Descobertas Científicas e Inventos Tecnológicos Os objetivos de produtividade total. Mas. de capacidade física. financeiros. etc. A primeira via prevê esquemas de P&D sob regime de consórcios entre empresas e a academia. sob os dois aspectos: a criação de conhecimentos e tecnologias e a disseminação das mesmas. ou para retornar os materiais utilizados à natureza de forma biodegradável. Cabe-lhe agora avançar nesses conhecimentos e know-how mediante o aprendizado de como maximizar a utilização dos recursos naturais sem danificar o meio ambiente. O Zeri propõe estimular a criação de novas tecnologias via mecanismos de mercado e mediante políticas públicas. essas tecnologias. know-how tecnológico ou de gerenciamento de processos disponível para realizar os passos propostos pela metodologia Zeri. os problemas são de logística. mas em muitos casos esbarra em inúmeros obstáculos tecnológicos. problemas de ordem técnica. Muitas vezes não há conhecimento científico. Há problemas de recursos humanos. e outros. nos termos definidos anteriormente. já que o mercado pode não ver retorno nelas (a curto prazo). de fechar o ciclo de vida dos materiais dentro da empresa ou no conjunto das empresas.Passo 4 . inventariado sua composição físico-química e estrutura. Muita pesquisa básica foi desenvolvida para „dominar segredos‟ dos materiais e na tecnologia para sua transformação em bens úteis. sobretudo. não podem pagar. ou como reintegrá-los aos ecossistemas.

Os passos metodológicos propostos (busca da produtividade total. mas também da participação dos que se regem por outras motivações. e esse tem dimensões nacionais (locais e regionais) e inter-nações. quanto o empenho coletivo do setor produtivo. até a questão mais delicada da propriedade intelectual e o custo das patentes. Tenta-se. Nisso. Para isso. podem não ter a força suficiente para induzir o setor produtivo a preocupar-se com a qualidade ambiental. do meio ambiente e do desenvolvimento econômico. O outro aspecto da metodologia Zeri é a disseminação. resta recorrer à segunda via. O segundo caminho leva ao uso dos mecanismos do Estado na gestão do bem comum. o que requer tanto o empenho individual de cada empresa. como os as organizações não-governamentais (ONG‟s) e a academia. uma posição não-conformista com o atual regime. em relação a essa última. Passo 5 . Na esfera nacional o poder público participa na gestão ambiental mediante o . agrupamento das atividades industriais) devem ser técnica e economicamente viáveis ou ter o estímulo do poder público para desencadear essa viabilidade. como se observa com muito freqüência. para a divulgação de tecnologias disponíveis. A função deste é de proporcionar políticas. O Zeri assume. a metodologia Zeri segue dois caminhos: no primeiro vale-se dos mecanismos que se revelaram efetivos no crescimento da economia de mercado (ISO 14000. mas modera-se ao propor soluções radicais por serem contraproducentes. Aborda desde o uso dos meios modernos de comunicação. associa-se a tudo quanto existe em estratégia de difusão tecnológica. fechamento dos ciclos dos materiais. TQM e as tecnologias ambientalistas) para estimular mudanças no setor produtivo de modo a levá-lo a seguir os passos metodológicos indicados. Se esta não for efetiva. e das condições para a sua efetiva assimilação pelo setor produtivo. Trata-se da formulação de políticas de orientação para a gestão da qualidade ambiental na perspectiva da sustentabilidade da empresa. As motivações do mercado. assim resolver a questão estabelecendo economia de escala nos custos da criação tecnológica.Políticas Públicas Os quatro passos metodológicos até aqui descritos. mas não se limitam a eles. e do Estado. a dos incentivos através de políticas tecnológicas públicas.maior numero de usuários. Outro aspecto importante da questão ambiental levantado nos Capítulos 2 e 3 é sua abrangência e complexidade. dos cidadãos. incentivos e taxação que levem a todos os beneficiários e responsáveis pela sustentabilidade dos ecossistemas a compatibilizarem interesses e estratégias. firmam-se nos pressupostos da economia de mercado. A metodologia Zeri busca envolver não somente as forças do mercado.

ver-se-á também as condicionantes e os limites que a implementação do Zeri apresenta. mesmo porque ao respondê-las o Zeri vai aprimorando sua formulação e consolidando sua credibilidade. dos grupos sociais e dos cidadãos que levem à qualidade ambiental. "eco-eficiência". ou que foram emergindo durante o estudo.1 Aplicabilidade e Crítica Conceitual Nas criticas mais freqüentes ao Zeri há aspectos periféricos e outros bem mais profundos. os quais incluem o envolvimento das forças do mercado. às dos movimentos comunitários (ONG‟s) e as da academia. As questões sobre aspectos mais profundos referem-se à sua fundamentação cientifica. Entre os primeiros encontram-se questões sobre o que o Zeri acrescenta de novo ao que já tem sido proposto antes na gestão ambiental. até agora. nisso incluindo as questões mais freqüentemente levantadas. "metabolismo industrial" e mesmo algumas das . Cabe examinar estas questões com atenção. estará mais reforçada quando respaldada em políticas e em práticas empresariais internas consistentes com os princípios de desenvolvimento sustentável. 4 . outras emergem na passagem da teoria à pratica. procurou-se entender o conceito e a estratégia do Zeri. porém. 4.5. Fig. Dada a dimensão global da questão do meio ambiente. Biodiversidade. e algumas foram citadas nos Capítulos 2 e 3: "ecorestruturação". "ecologia industrial". Algumas são de cunho conceitual.estabelecimento de políticas públicas e na administração dessas políticas. essa função do Estado vem assumindo uma importância crescente. "analise do ciclo de vida dos materiais". ou coibir e até punir as que danificam o meio ambiente. e das profundas implicações para as questões de desenvolvimento econômico e social sustentáveis. Ao fazer-se esse balanço de pontos fortes e fracos.5 APlicabilidade e Crítica do Zeri Neste Capitulo. à viabilidade econômica e operacional. 4. Cabe-lhe regular e incentivar as iniciativas do setor produtivo. etc. cabe um exame mais crítico de sua aplicabilidade. Recursos do Mar. Sua presença nos foros de negociação multilateral (Convenção do Clima. na medida em que ela propõe os passos concretos para a gestão da qualidade ambiental do setor produtivo. A estratégia proposta pelo Zeri leva a essa consolidação de posições. Uma vez concluída essa etapa. sem a preocupação ainda de questionar os valores que o sustentam ou a viabilidade da metodologia que propõe.  Em que o Zeri inova sobre as propostas de gestão ambiental existentes? Deve-se reconhecer que muitas das idéias que o Zeri promove já existiam antes.).Resumo ilustrativo das estratégias e dos passos metodológicos.

Para romper com isso.normas da serie ISO 14000 que foram sendo discutidas na mesma época em que o Zeri era lançado. são revistas (isto é. Partindo dessa perspectiva ecológica. e harmoniza o processo produtivo com os ciclos de vida nos ecossistemas. Assim. portanto. uma em oposição à outra. A novidade conceitual do "ZERI". buscando interligá-los dentro de uma visão sistêmica. e esse é um dos seus méritos. em que as linhas de produção industrial e de qualidade ambiental correm em paralelo. Fica assim esclarecida a relação que este estudo buscava entre o Zeri . mas também a inspiração. deve ser procurada na sua visão abrangente da gestão da qualidade ambiental. o Zeri encontra na Natureza não só os valores econômicos e biológicos. o processo produtivo em todos os seus ciclos. propõe uma metodologia que mostra os passos operacionais da gestão da qualidade total (de produção e ambiental) sob a visão integrada. . traz o ecológico para dentro do econômico. Reexamina. na qual as atividades que se passam no "interior da indústria" (TQM e ISO's em seu pleno sentido). como foi assinalado no Capítulo 3. a empresa e os ecossistemas em que ela se insere. o Zeri apresentase como uma proposta que leva à superação das limitações e prejuízos do paradigma existente. replanejadas) e gerenciadas de modo a compatibilizá-las com os ciclos naturais existentes nos ecossistemas. assim. ou. o grau de originalidade conceitual do Zeri não está em trazer „uma proposta a mais e melhor‟ que as outras. fundamentada na observação das "leis" da Natureza. em que o "todo se torna maior que a soma das partes". À gestão da qualidade total (TQM) no processo produtivo. integrando-os num conjunto coerente.  De fato. ISO‟s. Assim. falta-lhe a componente ambiental. ao invés de afirmar-se negando o mérito das propostas anteriores. à questão ambiental falta-lhe uma proposta sistêmica que a integre no processo econômico. e também com a Agenda 21. ele se alinha com o conceito de desenvolvimento sustentável. a gestão da qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável. iniciativas ambientalistas). o Zeri construiu sua base conceitual e estratégica em cima dos avanços precedentes na área de gestão (TQM. e tendo como objetivo maior a sustentabilidade de ambas. redesenhadas. de onde extrai a estratégia de gestão da produção industrial que se harmoniza com elas. O Zeri eleva o meio ambiente ao nível ecológico. mencionado no Capítulo 3. para o paradigma de gestão sustentável já referido. Ao contrário.

Ao mesmo tempo que fica estabelecida claramente a relação entre o Zeri e o desenvolvimento sustentável pela via da gestão da qualidade total no setor industrial acima definida, não se encontra ainda a mesma explicitação clara quanto ao terceiro componente do desenvolvimento sustentável, o bem estar social. Embora o Zeri se inspire nos valores da sociedade e tenha como objetivo o desenvolvimento humano, ainda não os incorporou numa estratégia de gestão social, como já o fez em relação a empresa. O estudo mostrou que muitos dos princípios se aplicam tanto ao setor empresarial quanto ao serviço publico no nível das comunidades. Encontrou-se referências freqüentes aos benefícios que a aplicação da estratégia do Zeri na empresa traria para a comunidade (mais emprego, condições de trabalho mais favoráveis, participação nos benefícios e responsabilidades). Contudo, não chegou encontrar os passos de uma estratégia específica para gerir o serviço público, o desenvolvimento regional, a gestão de vida urbana "humanizada", a educação de hábitos de consumo mais "ecológico". No seu estágio atual de formulação, este pode ser apontado como um dos pontos "fracos" na aplicabilidade do Zeri, necessitando de maior desenvolvimento. A fundamentação científica do Zeri é outra fonte de questões críticas que indicam pontos fortes e fracos em sua proposição. "Zero Emissões é impossível, científica e tecnologicamente". Essa objeção é a primeira e a mais freqüentemente feita ao Zeri. Advém da observação empírica comum, bem como a do conhecimento das „leis‟ da Física (segunda lei da termodinâmica), da Engenharia de Produção e outras. Ayres [1997] chama o Zeri de „slogan atraente‟. O que está em questão, portanto, é a viabilidade do processo industrial utilizar a matéria-prima integralmente eliminando toda e qualquer forma de resíduo ou emissão. Notou-se que o Zeri responde a esse questionamento seguindo duas linhas de raciocínio. A primeira vale-se do exemplo da qualidade total (no início foi considerada impossível) para enfatizar que é uma questão de postura intelectual criativa, de mentalidade aberta, de espirito científico à busca de soluções. Enfatiza, também, que não parece relevante provar se é possível ou não "Emissão Zero", mas tal qual o TQM, o Zeri é um ideal que orienta a busca do progresso, da perfeição. Se alcançar o zero absoluto de emissões é impossível, qual seria o ponto mais próximo possível a ele? A pergunta, então, volta-se para os cientistas responderem. Dai porque a segunda linha de raciocínio reconhece a necessidade de se empreender pesquisas científicas e tecnológicas visando conhecer melhor a composição dos materiais, as

transformações por que passam durante o processo produtivo, os resíduos e emissões que ocorrem e como utilizá-los como valores agregados para a produção de outros bens. E se tudo não puder ser aproveitado, então, resta pesquisar como devolvê-los à Natureza em estado físico-químico benignos aos ecossistemas. Sob esta perspectiva, o que poderia ser o ponto mais fraco da aplicabilidade do Zeri, acaba tornando-se um dos pontos fortes pelo incentivo que contém para avanços científicos e inovações tecnológicas.

A aplicabilidade do Zeri pode ser também questionada sob o ponto de vista de sua viabilidade econômica. Muitos pensam, diz Pauli [1995], que a produção sem emissões, que é inviável, ou muito cara nas condições da economia de mercado. Há o problema dos custos. Verificou-se ao longo do estudo que a estratégia do Zeri está toda montada para eliminar custos (eliminação de perdas, o ciclo completo insumo-produto-insumo, a agregação de empresas para chegar a uma economia de escala). A qualidade também, 20 anos atrás, era considerada um custo adicional, passou a ser, depois, uma pré-condição para entrar no mercado, tornou-se por fim rentável com a redução de custos. Assim também, muitos pensam hoje que Emissão Zero é impraticável, mas em menos de 20 anos, acredita-se que o Zeri será o padrão de qualidade para tornar-se sustentável. Resta saber, porém, como sobreviver até lá, já que a economia de mercado ainda está controlada por valores de produtividade e qualidade.

Há também um problema de escala empresarial. Muitas empresas não tem como enfrentar o desafio de aplicar o Zeri sozinha, seja por uma questão de porte, seja por limitações tecnológicas, seja pela natureza da atividade industrial. Esses são limitações à estrutura empresarial e a economia de mercado não oferece soluções para elas. Na estratégia do Zeri essas limitações seriam superadas mediante políticas industriais apropriadas, incentivos à pesquisa cientifica e tecnológica, apoio à gestão da qualidade total e com forte aliança entre empresários, academia e poder público. Mesmo assim fica em evidência ainda maior a disparidade entre setores industriais, regiões e países quanto a capacidade de aplicar o Zeri em toda a sua abrangência.

4.5.2 Condicionantes e Limites Operacionais O Zeri, para convencer, deve passar pelo teste da viabilidade, isto é demonstrar sua capacidade de traduzir teoria em ação, promessas em resultados. Passados três anos após ser lançado, pode-se fazer uma retrospectiva da sua evolução, inclusive sua presença no Brasil. Seria prematuro fazer uma rigorosa avaliação geral, pois não houve tempo suficiente para maturação de muitas das iniciativas. O que parece possível, no entanto, e útil para efeito deste estudo, é destacar alguns fatos na implementação que indicam tendências e sugerem elementos de conclusões – no atual estágio que se encontram, e servem de base para algumas observações críticas sobre a operacionalização do Zeri. O Estudo de Viabilidade sugeriu um vasto programa inicial de pesquisa, com 10 linhas de projetos sobre assuntos os mais diversos (encontrados também em Capra e Pauli, 1995, p.151-156). Entre eles havia tópicos bastante convencionais, tais como a reciclagem do papel, e outros surpreendentes, como o estudo da cera que cobre as penas das aves. Cada projeto teria uma equipe de P&D, trabalharia em rede, desenvolveria protótipos e disseminaria amplamente os resultados. Não cabe aqui fazer uma descrição detalhada da implementação do programa inicial do Zeri, nem dos outros projetos em andamento em várias partes do mundo. É suficiente indicar que há registro de inúmeras iniciativas, em vários estágios de desenvolvimento, inspiradas pela „filosofia‟ e estratégia do Zeri. As informações, em constante evolução, estão disponíveis aos interessados, principalmente via Internet. Quem analisar mais de perto observará que:

alguns dos projetos do programa inicial não foram além da proposta (o das aves, por exemplo); outros tomaram um direção pouco significativa para a filosofia do Zeri (reciclagem do papel); em contrapartida, um grande número de outras iniciativas não previstas no programa inicial começaram a surgir em busca de soluções para velhos ou novos problemas até então considerados sem interesse ou sem solução. Nos arquivos da UNU, bem como nos anais dos três Congressos que o Zeri promoveu mundialmente, há numerosos relatos das experiências de empresas, mostrando iniciativas novas, ou o redirecionamento de atividades existentes, que foram desencadeadas pelos princípios e metodologia do Zeri.

As iniciativas inspiradas pelo Zeri que estão em andamento pelo mundo, podem ser agrupadas em três tipos:

Iniciativas industriais. Várias grandes empresas, no Japão, principalmente, adotaram os princípios e metodologia propostas pelo Zeri em seu planejamento industrial, ora em determinado setor da empresa, como é o caso da Chichibo Onada Ciment, um dos maiores produtores de cimento daquele país, que introduziu uma série de mudanças seja para eliminar as emissões de suas chaminés, seja para reciclar , reaproveitar parte dos equipamentos que ela ou outra empresa fabrica (por exemplo: as máquinas – em grande número as do jogo eletrônico „pachinco‟, uma espécie de caça-níquel, a cada ano são substituídas), pela utilização do bambu na fabricação de blocos prémoldados para a construção de paredes). Outro exemplo é o da grande agroindústria Golden Hope, da Malásia, que até agora vinha utilizando 7 a 10% da palmeira na produção de óleo de coco, jogando fora o restante da biomassa, passou a introduzir uma série de processos industriais para a produção de vários outros bens de valor mercadológico considerável. Iniciativas integradas. Há vários exemplos de empresas ou de entidades que abriram linhas de produção totalmente diferentes da sua atividade principal. É o caso de algumas cervejarias, como a da Namíbia, que além de produzir a cerveja com a matéria-prima tradicional, tendo de enfrentar uma enorme massa de resíduos, ao invés de despejá-los em lugares pré-determinados (como sem nenhum valor), passou a utilizálos como alimento para a criação de gado, de peixe, produção de champignons e até de hortaliças. Em Fiji, campo experimental, este modelo está sendo testado com a participação de uma escola de menores abandonados. Um exemplo que chegou a inspirar e cresceu com o Zeri é Las Gaviotas, na Colômbia, no qual a atividade hospitalar, a sustentação da comunidade local, a atividade econômica e a recuperação da floresta se desenvolveu ajustando-se ao ecossistema local. Iniciativas regionais. Algumas iniciativas de aplicar o Zeri a toda uma região podem ser apontadas. No Japão, mais uma vez a Ilha de Fukushima, vários estados (inclusive Okinava) estão desenvolvendo planos e políticas públicas visando organizar a atividade econômica (industrial e outras), a exploração dos recursos naturais, o turismo, a gestão de cidades e vilas de forma a integrar-se mais harmoniosamente com os micro-sistemas ecológicos da região. É claro que nesses casos o processo de mudança é mais longa, portanto não há como apontar resultados. Note-se que vários dos ministérios do governo japonês (o dos transportes, o de indústria e comércio, o do meio ambiente) estão adotando programas sob o nome de Zero Emissões. Ainda, também, a já citada iniciativa na Suécia, ilha de Gotland.

Esses exemplos fazem parte de uma lista bem mais longa que consta dos anais dos Congressos do Zeri nos quais as iniciativas são descritas com detalhes

org). e não montar um programa bem estruturado de projetos a serem gerenciados centralmente. Tal como assinalado em 4. Pode-se argüir que esta aplicabilidade é mais fácil para um setor empresarial acostumado há mais tempo a todas as inovações da TQM e tendo maior sensibilidade para os impactos negativos da atividade industrial sobre os ecossistemas naturais. descolada da realidade empresarial. Por outro lado.3. não se deve concluir.ias. como mostrado anteriormente. Diante dessa observação. (os exemplos são relatados por Mitsuhashi em seu livro recente sobre o ZE no Japão). Entendê-lo assim eqüivaleria a não entendê-lo. na homepage da UNU e do Zeri (www. A UNU quando o lançou apostou no mérito intrínseco da visão e da coerência da estratégia na perspectiva do desenvolvimento sustentável. deliberadamente. Com maior . não se reduz a um receituário de medidas gerenciais visando resultados imediatos. embora o Zeri tenha uma estratégia pragmática. e que são montados em cima de uma máquina burocrática. estimular a criatividade. foi enfático em cortar pela raiz a expectativa de que o Zeri seria "mais um" desses programas "fechados". Cabe reconhecer que. "a titulo de exemplos". deve-se admitir que Zeri poderá ser pouco atraente para empresas enfrentando alta competitividade. com o objetivo de introduzir uma nova visão da atividade empresarial na linha do desenvolvimento sustentável. O objetivo era despertar iniciativas. planejados em seus menores detalhes operacionais. os exemplos serviram para desencadear um novo processo de abordagem da questão ambiental. A estratégia básica foi a de sugerir um certo número de projetos de pesquisa. enfrentando a grande empresa. requer-se uma visão integrada na qual a excelência da empresa e da atividade industrial em si é completada com a interação harmoniosa com o meio ambiente e com a sociedade que a rodeia. que o Zeri se reduz a uma visão teórica solta. no entanto. estando também a disposição de interessado via Internet. esta. A forma de implementá-lo foi. como também para as de pequeno porte se tiverem que arcar com onerosas mudanças sozinhas. o Japão. começar pelo setor empresarial.zeri. e com recursos financeiros para implementá-los.técnicos.unu. O Estudo de Viabilidade.edu e www. Incorporando a TQM e as iniciativas ambientalistas em novo modo de pensar e utilizando a linguagem econômica de mercado que empresários bem conhecem. Mais importante do que descrever os projetos e iniciativas em andamento é observar a estratégia de implementação do Zeri. e num país em estágio avançado de industrialização. O fato de que várias grandes corporações japonesas tenham aderido com recursos e demonstram hoje em seus relatórios oficiais iniciativas em nome do Zeri parece indicar que o conceito e a metodologia proposta revelou-se aplicável em seus respectivos sistemas empresariais.

a saber: clarificação e gerenciamento de ciclos completos de materiais com processos industriais. alegorias referentes a natureza (por exemplo. Importante para a empresa e a academia parece ser como reduzir esta emissão . Aceita-se. o risco dos excessos terminólogicos "para efeitos de linguagem".) Os registros mostram também uma variedade muito grande de frentes de pesquisa.razão. hesitarão os países em desenvolvimento se tiverem que depender de pesquisa avançado ou compra de tecnologias caras. in UNU World. Na implementação do Zeri. e a ênfase na responsabilidade "ecológica" da empresa (lembrando a participação dos empresários na Rio-92) ao invés de meramente "ambientalista". um destes é o Institute of Industrial Science da Universidade de Tokyo escolheu „três área prioritárias de pesquisa‟. porém. e análises Output-Input de materiais e metodologia de gerenciamento [Suzuki. produtividade. perdem todo o sentido quando utilizadas para descrever processos técnicos industriais. a rede de pesquisa formada por 40 universidades japonesas conta com recursos do setor privado e do governo japonês. a "linguagem" em que sua mensagem foi dita/envolvida (competitividade. pois. qualidade e outros conceitos da economia de mercado). na eliminação da praga do jacinto aquático que infesta os lagos e rios na África) até a meta da DuPont de chegar a Zero Emissões em 20 anos. outro fator crítico que merece reflexão é a forma de divulgação e de formação de um novo pensamento para empresários. revelou-se tão importante quanto a próprio conteúdo mensagem em si. Há inclusive registro de recursos mais vultuosos colocados à disposição da pesquisa sobre formas de viabilizar o Zeri (por exemplo. o ciclo metabólico dos ecossistemas) se tomadas ao pé da letra. Além disso. O "marketing" do Zeri (desde o uso do Internet até o estilo dos cursos para executivos). e do uso de conceitos e expressões que por vezes não resistem ao rigor da linguagem científica. desde as que investigam processos para eliminar emissões através de biosistemas integrados (exemplo. ou por tecnologias existentes mas em desuso (sistemas biológicos integrados no tratamento dos resíduos da cervejaria). A busca pela viabilidade científica do Zeri veio crescendo a medida que o Zeri foi ganhando o interesse do empresário e encontrando objeções na academia. em vários casos empresas investiram em pesquisas de novas soluções tecnológicas (explosão a vapor para retirar a tinta do papel impresso para melhor reciclagem). Observase que para chegar a Emissão Zero. viabilidade de agrupamentos industriais e tecnologia "renovative". que há o tempo próprio para a alegoria e outro para o rigor cientifico. 1997]. Isto se reflete nos editoriais que recebeu em jornais de grande circulação entre empresários. Pode-se reconhecer. É relevante observar que a motivação para essa busca científicotecnológica ultrapassou a dúvida sobre a viabilidade ou não da Emissão Zero. e nos vários artigos publicados em revistas cientificas. mas se utilizadas para comunicar idéias inovativas tem grande poder de romper o círculo vicioso no modo de pensar.

cientistas e estadistas a utilizá-la na gestão de problemas concretos da qualidade ambiental. que persiste. o Zeri chegou em 1995 por iniciativa do CNPq que facilitou a vinda de Gunter Pauli que fez a primeira apresentação dos conceitos e estratégias de Emissão Zero ao público brasileiro em uma conferencia em Brasília (transcrição em Anexo) e outra em São Paulo. em 1997. seja pela intensa industrialização seja pelas grande expansões agrícolas. água. uma legislação na Indonésia que estabelece uma gradação. No que se refere a formulação de políticas ambientais inspiradas pelo Zeri cita-se.ao mínimo. A busca de soluções requer que cada . florestas. Parece uma dedução lógica diante do imenso volume de biomassa. Essas imensas potencialidades e necessidades. obviamente na falta de conhecimento devido estágio inicial do Zeri. durante 1996 e 1997. principalmente. Começaram a partir daí os primeiros contatos com a academia (UFSC e PUC/RS) com empresas (entre elas a Usina Santa Fé) e a FIESP e o SENAI (em São Paulo) e com os setores do Governo (Paraná). também. da performance na gestão da qualidade ambiental das indústrias daquele país. A literatura é escassa e a divulgação incipiente. No que tange ao Brasil. todos sob pressão crescente gerada pelas atividades humanas. Pode-se dizer. o impacto na política industrial e ambiental do Japão (nível nacional e de prefeituras). ou para a população (exceto em casos raros como Cubatão entre outros). naturalmente. que contém uma estratégia que motiva empresários. identificada por cores. em termos financeiros para as empresas. A isso acrescenta-se o desafio da mentalidade conservadora generalizada. que criou uma zona industrial Emissão Zero. Iniciativas foram então surgindo em vários lugares com um grau de assimilação do conceito Zeri „desigual‟. além de que os prejuízos dos desastres ecológicos ainda não se fizeram se sentir de maneira aguda. ante a sensação de riqueza de recursos naturais. como descarregar as emissões nos ecossistemas em forma benigna para a sua subsistência. e também devido à propensão esbanjadora que se apossou da população desde os tempos coloniais. Uma delas. e quando o zero é inviável. é a falta de conhecimento. ambas seguindo modelos considerados agressivos ao meio aos ecossistemas. recursos minerais. mas tem limitações para efetivar-se. A aplicabilidade é portanto enorme. esbarram. É com base nesses dados concretos que se pode dizer que o Zeri se apresenta como uma proposta viável para abordar a questão ambiental no contexto do desenvolvimento sustentável. Cita-se também planejamento regional do Oeste de Java. 1996 e. biodiversidade. a política nacional na Namíbia. O Zeri tem enorme potencial de aplicabilidade no Brasil.

e.html Capítulo 5 . que se resumem no conceito do desenvolvimento sustentável. Observou-se que. de produtividade total da matéria-prima. mas foi concentrando seu foco no setor industrial. Qualidade entendida como vetor de mudança. embora a preocupação com a qualidade ambiental estivesse presente no pensamento dos que promoveram esses progressos gerenciais. da forma de lidar com problemas complexos. governo. como também pode possibilitar a geração de empregos e a redução da pobreza.eps. estimula empresários e centros de pesquisa a conceberem tecnologias a exemplos do que ocorre nos processos dinâmicos da Natureza.uma faça sua parte. O Zeri tem como objetivo propor que se revejam processos e tecnologias aceitas como acabadas.Conclusões e Recomendações 5. sua filosofia de zero desperdício. academia e setor privado. em busca da melhoria contínua. E essa é uma questão mais ampla. afeta a aceitação de certas atividades empresariais por parte dos cidadãos. até chegar à gestão ambiental em particular. http://www. consequentemente. Trata-se de uma evolução da qualidade total.ufsc. que não é objeto deste estudo. quando a sustentabilidade dos ecossistemas passou também a ser reconhecida como importante para a sobrevivência da empresa. pode-se concluir que o Zeri é atraente. consumidores e governo (nível local e internacional). com isso. Assim pode-se dizer que o Zeri é uma busca real pela melhoria contínua. Em seguida.1 Conclusões A princípio este estudo teve por escopo o conceito de desenvolvimento sustentável no sentido amplo.br/disserta98/bello/cap5. Ele inclui as questões ambientais antes "esquecidas" pelas empresas. colaborando para a solução de problemas sociais. sobre a saúde humana. a qualidade ambiental e o desenvolvimento social. O caminho a ser percorrido agora exige que se leve em conta o crescimento econômico. na verdade ela permaneceu num plano secundário até recentemente. Portanto. acompanhando a evolução histórica dos progressos feitos na gestão da qualidade total. ou seja. Na busca de aproveitamento dos resíduos da cervejaria gerou-se alimentos. Sua aplicação requer algumas mudanças de paradigmas. ciente dos impactos negativos das atividades industriais poluidoras sobre os ecossistemas. a conscientização ecológica. reconheceu-se a necessidade de se buscar a resposta para a questão da qualidade ambiental numa visão mais abrangente da gestão da . de percepção. energia e empregos (conversão da "praga" jacinto em alto substrato de valor agregado para cogumelo) e. Hoje.

do conjunto do setor industrial.qualidade que incorpore tanto os avanços já alcançados pela prática da TQM. não se restringe a ele. a partir do Zeri. Deste estudo tornou-se possível tirar. entre as quais. quanto as iniciativas de gerenciamento voltadas para o meio ambiente. que esta visão mais ampla requer um novo paradigma de gestão ambiental que leve à harmonização das atividades econômicas com a preservação da vida nos ecossistemas. então. podendo-se dizer. e embora sua implementação tenha começado pelo setor industrial. e a própria comunidade local – participam. portanto. O Zeri é uma proposta estratégica que incorpora as contribuições do TQM. viu-se que esta mudança significa um esforço coletivo em busca do desenvolvimento sustentável. as linhas metodológicas para a gestão do desenvolvimento industrial sustentável que se aplicam ao nível das empresas. mas também os segmentos mais ativos da sociedade governo. as ONG‟s. que o Zeri veio trazer um novo quadro de referência para esta mudança de paradigma. integrando-as numa proposta holística de gestão empresarial. ainda. Mais ainda. tentou-se fornecer evidências para mostrar as aberturas de sua aplicabilidade aos demais setores. é possível estabelecer. assim.   . que está em consonância com os princípios formulados pela Agenda 21 e as convenções internacionais que tratam da questão ambiental. Chegou-se. à conclusão de que à semelhança da mudança de paradigma trazida ao sistema empresarial pelos conceitos e métodos da qualidade total. um outro salto qualitativo se faz agora necessário para que a gestão da qualidade ambiental compatibilize a sustentabilidade ecológica com a empresarial. contribuindo conceitual e pragmaticamente. como demonstrado pelas iniciativas concretas em vários países. centros de pesquisa. algumas conclusões mais especificas. embora este estudo esteja focalizado principalmente à aplicação do Zeri ao setor produtivo. da ISO e de outras iniciativas de gerenciamento da qualidade ambiental. Propõe uma estratégia que é suficientemente pragmática para gestão da qualidade ambiental e compatível com leis do mercado. destacam-se as seguintes:  O Zeri tem uma abrangência suficientemente ampla para incluir os três aspectos essenciais do desenvolvimento sustentável: econômico. como aquelas propostas pelas normas ISO 14000. ecológico e social. a ponto de interessar empresários e executivos de grandes e pequenas empresas com proposições que lhes permitam integrar-se no processo de desenvolvimento sustentável. Verificou-se. Portanto. Desta forma. ainda. no qual não somente o setor industrial. Reconheceu-se. Destaca-se que a proposta Zeri oferece uma visão abrangente.

em primeiro plano. organização dos serviços públicos. também. Entre estes está.). abrem perspectivas para estudos mais aprofundados sobre o Zeri. administradores de empresa e do serviço público. cientistas sociais. Algumas são inerentes ao seu recente desenvolvimento ou pouca divulgação. ao nível geral e principalmente se visto em relação no Brasil. seu sucesso no ambiente empresarial brasileiro depende de maior divulgação. como estratégia e como metodologia apropriada para gerir a questão da qualidade ambiental na perspectiva do desenvolvimento sustentável. como ela é essencial. Depende. administradores. nas negociações .2 Sugestões para Trabalhos Futuros As conclusões acima levam à indicação de duas principais linhas de ação complementares: A primeira é a de sugerir a adoção do Zeri como quadro de referência. 5. tais como o de serviços públicos. a aplicabilidade dos conceitos e estratégias do Zeri em outros setores. Embora o Zeri tenha mostrado sua aplicabilidade na sustentabilidade do desenvolvimento industrial em vários países. e à academia (centros de pesquisa). outras são devidas à incompleta elaboração. tais como gestão de cidades.bem como para o estabelecimento de políticas industriais apropriadas ao nível do governo. que foram abordados. A segunda linha de ação está relacionada com a continuidade deste estudo. estende-se à todas as áreas de gerenciamento das atividades econômicas e sociais. Muitos dos tópicos. de fomento à pesquisa. Mas. a sua aplicabilidade a estas áreas ainda necessita de maior elaboração. o desenvolvimento urbano e regional. como é o caso dos outros setores além do produtivo.   A abrangência do Zeri. de estudos específicos sobre sua aplicabilidade na promoção do desenvolvimento sustentável no nível regional e urbano. quanto aos órgãos de políticas ambientais. Esta é uma sugestão que se dirige tanto ao setor empresarial. A Iniciativa Zeri tem limitações e condicionantes em sua aplicabilidade. caso a caso. etc. sua filosofia e estratégia. Isso abre perspectivas promissoras para inovações em vários campos. desenvolvimento regional. envolvendo profissionais (economistas. engenheiros. maior aprofundamento conceitual e de maior disseminação de sua visão estratégica e metodologia operacional. assim como sobre sua aplicabilidade na gestão do setor de serviços e na administração pública. Pode-se assim concluir como diz o Relatório do Estudo de Viabilidade do Zeri: a „Iniciativa Zeri‟ não só é possível/viável.

mediante estímulos do mercado e com suporte de políticas públicas. completar o ciclo dos materiais. o marketing dos produtos e as reações do mercado consumidor.  Há oportunidades de pesquisa e estudos sobre estratégias industriais visando resolver a questão ambiental. não tanto de "tecnologias limpas". A lista de oportunidades é praticamente ilimitada. a participação dos empregados na consciência ecológica. e. entre elas o impacto do regime de patentes na transferência de tecnologias e know-how. Pode-se visualizar estudos sobre mudanças nas políticas públicas com vistas à promoção do desenvolvimento industrial sustentável na perspectiva do Zeri. Outros estudos mais específicos podem ser particularmente relevantes para sua aplicabilidade no caso do Brasil. ou o descarte de resíduos benignos aos ecossistemas. de forma essencialmente integrada à gestão da qualidade total.internacionais sobre a mudança climática. vastas oportunidades para P&D em busca. etc. aproveitamento de tecnologias existentes para maximizar o uso da matéria-prima. principalmente por parte de órgãos de fomento à pesquisa. emissões. seja na reorganização de amplos distritos ou parques industrias. mas principalmente de novas tecnologias. engajados na proposta do desenvolvimento sustentável. Estudos podem determinar a viabilidade de inúmeros casos de agrupamentos industriais na perspectiva ecológica. Por exemplo:  O Zeri coloca em questão muitas tecnologias de produção industrial praticadas hoje que não levam em conta adequadamente a noção de sustentabilidade dos ecossistemas. seja no estágio de "incubação" (há várias instituições que se consideram incubadoras de iniciativas empresariais). o impacto de diferentes legislações ambientalistas para incentivo ou „desincentivo‟ (taxas e regulamentos) de práticas industriais não sustentáveis. A partir de tais valores ecológicos.  . o desenho da planta industrial. e produtos que podem ser revistos sob o ângulo da sustentabilidade ecológica. pois em cada processo industrial há resíduos. mas. até analise dos custos do aproveitamento de resíduos. Estudos podem também aprofundar questões de políticas consideradas críticas para a mudança de paradigmas proposto pelo Zeri. do planejamento das linhas de produção. A gama de possibilidades se estende desde estudos sobre a organização departamental. Isso poderia motivar investimentos em P&D por parte das empresas. novos inventos. não mediante processos e tecnologias em paralelo ao processo produtivo.

Poder-se-ia imaginar. esta linha de pesquisa sugere empreender estudos de caso de todo a cadeia de produção industrial. desde o plantio do canavial até a colocação do açúcar/álcool no mercado. a cadeia da industrialização do quartzo desde a mina até a colocação dos produtos de alta tecnologia no mercado de fibras óticas e chips. Na linha da gestão propriamente dita. Poder-se-ia. e em associação com a implementação da ISO 14000. apontar para temas de estudo sobre a função da academia na formação profissionais e no encaminhamento de pesquisas voltadas à gestão para o desenvolvimento sustentável. por último. Cabe. Ante a importância desta série de normas para o desenvolvimento industrial brasileiro. um tema relevante à aprofundar é a contribuição do Zeri ao aprimoramento dos métodos de gestão da qualidade total. pesquisas sistemáticas mediante toda uma série de estudos de casos sobre a industrialização de determinada região. – exemplo: a cadeia da cana-de-açúcar. A cadeia da agroindústria é outro setor no qual estudos na perspectiva Zeri . agora vista na sua extensão à qualidade ambiental. por exemplo. com o objetivo de avaliar sua sustentabilidade sob o prisma do Zeri. setor por setor. por exemplo. podem trazer contribuições novas para o desenvolvimento industrial sustentável.  .ISO 14000. examinar as mudanças que os currículos de graduação ou da pós-graduação deveriam ter para formar profissionais de planejamento e gestão empresarial ou de gestão pública com a visão da sustentabilidade da empresa no contexto econômico e social (local e regional). também. Cita-se.

(% dos que apontam a opção "é um problema muito sério") Questão: Qual é a seriedade que você atribui a cada um dos problemas indicados: muita. face-a-face.46% Quer dizer que a consciência ambiental atingiu seu ápice? Significa que estamos perante uma revolução das massas pela sustentabilidade? . entre os brasileiros.php?pg=temas&cd=1385 Problemas ambientais não fazem parte da realidade dos brasileiros A conclusão tem como base uma pesquisa realizada pela Market Analysis. 82% dos brasileiros – em média – julgam como “muito sério” os fenômenos de contaminação. sobre o impacto ambiental das ações humanas. Interrogados sobre quão grave consideram uma série de conseqüências ecológicas da ação do homem. em oito das principais capitais do país Market Analysis Brasil Um estudo realizado pela Market Analysis em oito capitais do país revela que existe um grau importante de sensibilidade. mas que ainda falta muito para tal questão ocupar um lugar de relevância em suas preocupações do dia-a-dia.com. Nov-Dez. nas oito principais capitais do Brasil. extinção de espécies.2005. Gráfico 1 – Gravidade dos problemas ambientais. Market Analysis.ecoterrabrasil.br/home/index.http://www. alguma. Margem de erro= ± 3. pouca ou nenhuma Fonte: Pesquisa realizada com 800 adultos. exaustão de recursos energéticos e mudança climática.

menos de 4% (3. superpopulação ou mudanças climáticas quando consultados sobre sua visão dos principais problemas do mundo. Apenas entre os formadores de opinião. enquanto mais do que duplicaram as matérias sobre poluição da água. Tomando como referência o número de menções aos assuntos pela mídia nacional. nota-se que o espaço dedicado ao efeito estufa triplicou nos últimos oito anos. É verdade que o assunto é preocupante para um em cada oito líderes de opinião (13. Só diminuíram ou permaneceram quase iguais as notas sobre gases poluentes ou espécies em extinção. A admissão da gravidade desses assuntos permanece desconectada do topo da agenda pública nacional. 1998-2006(Maio) Mesmo diante das catástrofes naturais e do esgotamento dos recursos energéticos (e suas conseqüências ambientais) que caracterizaram os últimos anos. Ainda . Crise ambiental simplesmente não está inclusa entre os maiores problemas que o país enfrenta atualmente. na opinião dos brasileiros.6%) dos entrevistados mencionam espontaneamente problemas ambientais como poluição. a posição dos tópicos ambientais chega a ser importante – mesmo assim não chega a ser absolutamente prioritária. haja visto a crescente atenção da mídia a tais assuntos.Nem um pouco. O dado surpreende. Fonte: Arquivos da Folha de São Paulo.9%) e ocupa um lugar de destaque junto à violência/guerra/terrorismo e corrupção/degradação moral/intolerância.

a poluição da água nos rios. mas não do Brasil. como poluição. embora uma maioria expressiva dos brasileiros o classifiquem como “muito sério” (60%). fazem parte dos problemas do mundo. o que inclui emissão de gases e limitações e problemas decorrentes do uso do petróleo. ainda existe um descompasso ou dissociação parcial entre as conseqüências ambientais da ação humana e a preocupação com as necessidades econômicas . Uma está relacionada à calamidades naturais.assim. Dentre todos os itens estudados. e outra aos aspectos diretamente referentes às conseqüências econômicas do impacto humano sobre o ecossistema. perde para fatores vistos por eles como muito mais sérios globalmente. Explorando mais a fundo a lógica subjacente às avaliações que o consumidor no Brasil faz dos problemas ambientais. A opinião de líderes e público geral coincide em apontar que questões ambientais. lagos e oceanos é o problema ambiental que desperta maior seriedade entre os brasileiros: 93% dos adultos residentes nas grandes cidades julgam o problema como "muito sério". na melhor das hipóteses. tais como a desigualdade e a pobreza. desaparecimento dos recursos naturais e mudanças climáticas. Ou seja. Menções a questões desse tipo simplesmente somem da agenda nacional. o que recebeu o menor índice de gravidade foi o da produção e uso do petróleo. nota-se a existência de duas dimensões de compreensão do assunto. Calamidades naturais ou impacto humano? Tal como indicado no gráfico 1.

Motorola. Merck. Desde sua fundação.que dependem do uso de energia. cientistas políticos. na medida em que se dissocia espontaneamente a necessidade energética dos desastres ecológicos. bens de consumo geral. além de cinco países da América Latina. Sobre a Market Analysis Brasil A Market Analysis Brasil tem sua matriz em Florianópolis (SC) e a sede operacional em São Paulo (SP). opinião pública e comportamento social. telecomunicações. existe pouca legitimidade para iniciativas que priorizem uma política ambiental sólida em detrimento de investimentos em outras áreas ou em detrimento do crescimento econômico. introdução de novos produtos e conceitos no mercado e turismo e entretenimento. já coordenou mais de 600 projetos em 20 Estados brasileiros. Essa brecha na consciência ambiental surge como um dos principais entraves à popularização prática de iniciativas pró-sustentabilidade ambiental. novas tecnologias de comunicação/informação. que utilizam os mais modernos métodos de pesquisa: quantitativas e qualitativas. financeiros. mystery shopping e estudos de inteligência competitiva. análise de dados e datamining. identificação de prospects. em 1997. . desk research. Unilever e RS Consulting. a Market Analysis conta com uma equipe multidisciplinar formada por sociólogos. publicitários e estatísticos. Afinal. O foco do trabalho da empresa está nos setores de saúde. estudo de custo-benefício entre preços e atributos. Afiliada da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa) e da Esomar (Associação Mundial das Empresas de Pesquisa de Mercado). entre os quais estão estudos regulares para clientes como American Express.

Alteração global do clima 10. . Erosão devido a desmatamento e manejo inadequado do solo na agricultura e pecuária. que acarreta em perda de Biodiverdidade. Falta de saneamento básico. Dentre os problemas ambientais que afetam o Brasil. lagos e represas 7. Desmatamento. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas conseqüências ambientais 11. Poluição marinha 5. Urbanização acelerada 3.Poluição do ar e do solo 6. 4. Poluição industrial.webradioagua. 5. Poluição e eutrofização de águas interiores – rios.org/index. Perda da diversidade genética 8. 3. Produção de alimentos e agricultura 12. podemos listar os mais críticos: 1. Crescimento demográfico rápido 2. Falta de políticas de gerenciamento de resíduos sólidos nas áreas urbanas. Poluição das águas e solos devido a falta de saneamento básico nas áreas urbanas e rurais. gerando “lixões”.http://www.php/blog/item/694 OS 12 GRANDES PROBLEMAS AMBIENTAIS DA HUMANIDADE Escrito por Ricardo Limberger  Tamanho da letra  Imprimir  E-mail Seja o primeiro a comentar!  1. Desmatamento 4. 2. Efeitos de grandes obras civis 9.

http://mundoestranho.abril.gov. As ameaças de acidentes ecológicos são tão sérias que mobilizam várias organizações não-governamentais (ONGs). o vazamento de um oleoduto ou de uma usina nuclear.com. Mergulhe nessa Na Internet: www. coordenador de qualidade ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). "Estamos alterando ciclos importantes do planeta. diz o engenheiro Márcio Freitas. Após mudanças na legislação. E isso acontece no Brasil em função das atividades econômicas. claro. como nos sete casos que listamos abaixo. Esse exemplo bem que poderia ser seguido em outros casos de ameaças ambientais. Mas há também as conseqüências que podem estourar a qualquer momento. Esse tipo de fiscalização é fundamental e dá resultados. Quer um exemplo? Há cerca de 20 anos. o controle da emissão de poluentes dos veículos ficou bastante rigoroso e as previsões assustadoras não se concretizaram: os carros continuam circulando por São Paulo. por exemplo. deixando uma região em situação crítica após.como a destruição das florestas. da fauna e da flora. como em todo país desenvolvido". mas agora numa versão bem mais ecológica.ibama. a ação humana.br/materia/quais-sao-as-principais-ameacas-de-desastresecologicos-no-brasil Quais são as principais ameaças de desastres ecológicos no Brasil? por Suzana Paquete A extinção de grandes áreas de vegetação nativa e a destruição de rios importantes são algumas das principais ameaças. O duro é saber que por trás disso tudo está. todas desenvolvendo projetos para driblar os problemas e tentando abrir os olhos dos governantes enquanto há tempo. Os efeitos de alguns desses problemas só serão sentidos num futuro distante . os prognósticos sobre a poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras era sombrio: alguns especialistas imaginavam que no ano 2000 os automóveis poderiam ser até proibidos de circular na cidade de São Paulo.br Risco máximoDesmatamento e destruição de rios são os problemas que mais preocupam os ambientalistas Mata Atlântica .

A vegetação em volta dele foi desmatada e. 60% de sua área original. O desmatamento nos últimos 100 anos a transformou numa das florestas mais ameaçadas do planeta. pois chuvas simples causam deslizamentos das margens. Outro problema é a introdução no rio de peixes de hábitats diferentes. 160 só existem lá e podem desaparecer Rio São Francisco A construção de hidrelétricas já afetou bastante um dos principais rios brasileiros. Segundo dados de entidades como a Conservação Internacional e a SOS Mata Atlântica. a mineração e a abertura de estradas são os principais problemas Rio Xingu A maior ameaça ao rio que cruza o Pará e Mato Grosso é a construção da hidrelétrica de Belo Monte. hoje se perde um campo de futebol de vegetação a cada quatro minutos! Essa destruição põe em risco também a fauna da região: de 271 mamíferos que habitam a floresta. Apesar da necessidade concreta de se ampliar a produção de energia no país. A taxa anual de desmatamento é de cerca de 25 500 km2. Além de uma possível . segundo a Conservação Internacional. como o uso de áreas para a pecuária. A expansão agropecuária. especialistas dizem que a obra terá um grande impacto ambiental.a obstrução por sedimentos . em apenas 30 anos. É que são as próprias árvores que dão a umidade necessária para a região e tornam o solo fértil para outras plantas Cerrado A vegetação típica da região central do Brasil perdeu. especialistas não se cansam de alertar que a Amazônia poderá no futuro se tornar um grande deserto. Do que sobrou.de trechos do São Francisco.Restam só 7% de sua vegetação original. menos de 2% estão protegidos em parques ou reservas. Se ela continuar perdendo a cobertura vegetal nesse ritmo. para a agricultura e a extração ilegal de madeiras. que deverá ser a terceira maior do planeta. isso tem provocado o assoreamento . várias ONGs afirmam que em pouco tempo o cerrado estará numa situação pior que a da Mata Atlântica. o que já provocou um sério desequilíbrio ecológico e a extinção de várias espécies que habitavam o São Francisco Floresta Amazônica O desmatamento da maior floresta tropical úmida do mundo ocorre por vários motivos. Nesse ritmo de desmatamento. segundo a Conservação Internacional.

rachados. mas desde 2000 investimos 6 bilhões de reais em segurança. áreas previstas para virar parques nacionais estão abandonadas e a extração de madeira ainda existe. Entidades como a The Nature Conservancy (TNC) e a SOS Mata Atlântica se preocupam principalmente com as cercanias de Porto Seguro. podendo se romper e causar um grande acidente ecológico nas praias e nos mangues da região. A Petrobrás se defende. Florestas são desmatadas para dar lugar a grandes hotéis.mudança no fluxo do rio. por meio de sua assessoria: "Somos uma indústria de risco. A Fundação SOS Mata Atlântica afirma que os dutos estão velhos. Empresários hoteleiros rebatem garantindo que as novas construções têm procurado preservar o máximo de floresta nativa . Os principais dutos foram automatizados com sensores e recebem manutenção a cada dois anos" Sul da Bahia Hoje restam 25% de cobertura verde original da região. a barragem de Belo Monte e outras complementares poderão inundar uma imensa área de vegetação nativa Cubatão e São Sebastião As duas cidades abrigam inúmeros oleodutos da Petrobrás.

Principais problemas ambientais no mundo e no Brasil É possível dividir os problemas ambientais do mundo em três níveis: a) Alterações climáticas Os efeitos de El Niño e La Niña São fenômenos que se manifestam nas águas oceânicas do Pacífico ocasionando alterações noclima do planeta Terra e interferências nas variações de temperatura e na regularidade das chuvas. porém com efeitos contrários. O aumento dos ventos alísios carrega as águas quentes superficiais para a Ásia.colegioweb.html 01/06/2012 10:10 Principais problemas ambientais no mundo e no Brasil 1. De acordo com os especialistas no assunto.http://www.br/trabalhos-escolares/geografia/problemasambientais/principais-problemas-ambientais-no-mundo-e-no-brasil. chegando à superfície aos arredores do litoral peruano. e a Antártica possuía 3000 Km2 de degelo. As grandes cordilheiras mundiais estão tendo suas massas de gelo e neve reduzidas.com. e as águas frias seguem a direção inversa. b) formas distintas de poluição Poluição do ar . Geralmente seguido do El Niño ocorre a La Niña. Degelo no Mundo O degelo é um dos efeitos do aquecimento global que vem ocorrendo em diversas partes do planeta. até o ano de 1997 a região Ártica já tinha 14% de sua área reduzida.

rios. lagos e represas.É causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis (como o carvão e o petróleo) que aumenta a concentração de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera terrestre. produtos químicos e esgoto sem tratamento são os principais poluentes das águas e a despoluição das águas é um processo bastante trabalhoso. Poluição da água As águas são contaminadas pelo lançamento de materiais poluentes nos mares. . Lixo.

Poluição do solo É causada pelos lixos que são jogados em locais impróprios e que demoram se decompor. e por componentes químicos. Principais poluentes do solo .

Protegem os rios. Importância das florestas As florestas são muito úteis para a vida na terra. propagandas. Mantêm o equilíbrio da temperatura. outdoors. e pessoas falando ao mesmo tempo. que além de poluir o visual das cidades. . a destruição das florestas representa um grande risco ambiental. é o habitat mais diversificado do planeta. pichações dispostos em ambientes urbanos. Animais estão sujeitos à caça e pesca predatória para a comercialização de sua pele e carne. diminuindo as chances de assoreamento. . evitando que ela passe pelo tronco e infiltre no subsolo. . ruídos de motores e escapamentos. tiram a atenção dos motoristas contribuindo para os acidentes de trânsito.Poluição sonora Ocorre principalmente nos grandes centros urbanos devido às buzinas. Conservam o equilíbrio entre os gases presentes na atmosfera. Favorece a existência de animais de várias espécies. fornecendo alimento à eles. . Poluição visual É provocada por placas. Com isso. ou sendo queimadas para a formação de pastos e para o crescimento urbanização. . muitas espécies de plantas e animais correm sérios riscos de entrar em extinção. Portanto. c) extinção de espécies e desmatamento Muitas florestas estão sendo derrubadas para o comércio de madeira. máquinas. prejudicando o sistema auditivo. Protegem os solos da água da chuva. A importância das florestas está relacionada a alguns fatores: .

O selo verde O Conselho de Manejo Florestal (FSC). O lixo Com o crescimento populacional. O lixo das cidades pode ser levado para os lixões. portanto. A decomposição é uma forma de controlar o lixo urbano. aterros sanitários ou passam pelos processos de incineração ou compostagem. a quantidade de lixo produzido também tem aumentado. uma ONG ambientalista internacional. representa o selo verde que apóia os produtos de origem florestal de maneira sustentável. . não se decompõe causando a poluição. porém grande parte desse lixo não é biodegradável.

substância altamente tóxica que contamina os lençóis freáticos e o solo. pois a coleta seletiva ainda não é realizada adequadamente. é comum encontrar materiais recicláveis nos aterros. . Aterros Sanitários O aterro sanitário é um local onde o lixo é enterrado em camadas alternadas de lixo e terra. no entanto. O lixo que vai para o aterro sanitário são os não-recicláveis. Compostagem Compostagem é um processo na qual o lixo passa por uma triagem e é divido em três partes: material orgânico. materiais não-aproveitáveis e materiais recicláveis. reduzindo o número de resíduos e destruindo os microorganismos causadores de doenças. Na execução de um aterro sanitário. causando grandes problemas ambientais como a reprodução de moscas e a produção do chorume através da decomposição do lixo.Lixão Os Lixões são extensos terrenos a céu aberto para onde os lixos urbanos são levados. é importante impermeabilizar sua base para evitar a contaminação do subsolo e construir canais de drenagem para os gases e líquidos (chorume) que se formarão. evitando-se assim o mau cheiro e a proliferação de insetos. Incineração Incineração é um processo que consiste em queimar o lixo em câmaras de incineração. Neste local o lixo não recebe tratamento adequado.

redução de poluição. Os materiais recicláveis são direcionados para determinados locais onde ele será reaproveitado para fazer novos produtos. reutilizar vasilhames. etc. pois esta prática traz muitos benefícios. entre outras. ou seja. Para reciclar é necessário adotar uma série de atitudes como a coleta seletiva. É preciso nos conscientizar de que reciclar é importante para a vida do planeta. onde é produzido um composto que é usado como adubo para a fertilização do solo. como a economia de energia. Os materiais não-aproveitáveis são levados para os aterros sanitários.O material orgânico passa por um tratamento biológico. geração de empregos. latas e sacolas. limpeza e higiene das cidades. . não misturar materiais recicláveis com o restante do lixo. Reciclagem É um processo que reaproveita certos materiais com o intuito de reduzir a produção de lixos.

Desde 1970. No entanto. devido a uma maior conscientização dos efeitos nocivos das práticas de exploração madeireira prolífico e uma mudança na direção florestal sustentável no Brasil. O efeito do desmatamento sobre a precipitação. poluição atmosférica e da água. degradação da terra e poluição da água causada por atividades de mineração.br/?p=442 Questões Ambientais Sem categoria dez 262011 As principais questões ambientais no Brasil incluem o desmatamento na Bacia Amazônica. Enquanto nação em desenvolvimento ou recém-industrializada. o comércio ilegal de animais silvestres.epgea. O brasil também é o lar de cerca de 13% de todas as espécies animais conhecidas. perda de biodiversidade e emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo. o que é. mais de 600. O desmatamento tem sido uma fonte significativa de poluição. o Brasil tem todas as condições para assumir a liderança no campo das iniciativas ambientais. em parte. O Ministério do Meio Ambiente anunciou recentemente dados mostrando uma queda nas taxas de desmatamento na Floresta Amazônica desde meados de 2011. as questões ambientais continuam a ser uma grande preocupação no Brasil.http://www. Recentemente. entre outros. tendo uma das coleções mais diversas de flora e fauna do planeta. Além disso. mas o desmatamento tem sido principal causa do Brasil de degradação ambiental e ecológica.000 quilômetros quadrados de floresta amazônica foram destruídos e o nível de desmatamento nas zonas protegidas de floresta amazônica do Brasil aumentou mais de 127 por cento entre 2000 e 2010. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) tem ajudado a reduzir os níveis de desmatamento ao longo de 2011 através de seu Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real. o Brasil está negociando o uso de satélites da Índia para . a degradação de zonas húmidas e derrames de petróleo graves. Os impactosdecorrentes do desenvolvimento da agricultura e da industrialização no país ameaçam essa biodiversidade. No campo de biocombustíveis somos o segundo maior produtor de etanol do mundo.com. uma maior destruição da Floresta Amazônica tem sido promovido por um aumento da demanda global por madeira ea soja.

Enquanto o financiamento é insuficiente. os legisladores e as autoridades municipais estão tomando medidas para melhorar seus sistemas de cidades individuais de gestão de resíduos. Além disso. ao contrário da China ou Índia. Isso tem sido observado por Carlos Minc. o desafio para a gestão de resíduos sólidos está em relação à prestação de um financiamento adequado e de governo. bem como os países que precede. a perda de biodiversidade. tais como óleo. as áreas de preservação ambiental não contam com a proteção essencial de que precisam. que estão experimentando um rápido crescimento urbano. é causada pelo desmatamento rápido e industrialização. o problema com o desmatamento ea extração ilegal de madeira continua a ser uma questão muito séria no país. o Brasil não regular resíduos perigosos. Autoridades brasileiras e defensores do meio ambiente são igualmente confiante de que estas medidas irão reforçar a capacidade do governo brasileiro para combater o desmatamento. pneus e agrotóxicos. A alteração dos fatores ambientais também é em grande parte responsável pelo aumento no número de espécies ameaçadas de extinção. Em 2009.melhorar o monitoramento do desmatamento na floresta amazônica. Apesar de todos esses esforços. no entanto. 769 espécies ameaçadas de extinção foram identificadas no Brasil tornando-o o lar do maior número de espécies ameaçadas oitavo do mundo. Estes esforços individuais por oficiais da cidade são tomadas em resposta à falta de uma lei abrangente que gerencia todo o país materiais de resíduos. e a poluição. Com uma taxa de crescimento constante. Grande parte deste aumento no Brasil. Mesmo que haja serviços de coleta. em perigo ou criticamente em perigo. que afirma que enquanto as áreas protegidas são povoadas por seres humanos. De acordo com uma avaliação de espécies realizado pela Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas. eles tendem a se concentrar no sul e sudeste do Brasil. o Governo está tomando medidas para cumprir mais eficazmente sua política de redução de desmatamento fechando serrarias ilegais e apreendendo veículos transportando madeira ilegal. . menor risco/quase ameaçada. 97 espécies foram identificadas no Brasil como mais vulneráveis. Entretanto. Resíduos A população brasileira tem uma taxa de crescimento estável em 1% (2009). Espécies ameaçadas de extinção O Brasil é o lar de mais de 6% das espécies ameaçadas do mundo.

Enquanto aterros são muitas vezes vistas como a última opção para eliminação de resíduos em países europeus. serviços de coleta são mais proeminentes nas regiões sul e sudeste do Brasil. De acordo com um relatório do PNUMA. [14] Os aterros Enquanto a coleta de resíduos no Brasil está melhorando um pouco. metal e vidro. metal 4%. mas uma decisão mais abrangente e conclusivo deve ser feita para todo o país para criar um futuro mais sustentável. bem como os mercados formal e informal. a eliminação final dos resíduos ocorre geralmente em aterros sanitários inadequados. Como resultado. Com as várias parcerias e colaborações. [13] Uma das principais vitória para a recolha de resíduos foi entre 2006 e 2008. estão desenvolvendo soluções possíveis para esses problemas. Esta parceria é entre os funcionários do PNUMA e da cidade que formam o verde e saudável do Projeto Ambientes em São Paulo . 3% de vidro e plástico de 3%. o projeto é capaz de promover políticas que estabelecem mudanças ambientais. o Brasil favorece a aterros . De acordo com a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Municipais. resíduos sólidos no Brasil é composto por 65% de matéria orgânica. como no caso do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP). ainda melhorias de gestão de resíduos ainda não têm fundos. Vários métodos são usados para separar resíduos. quando os serviços do país expandiu-se para recolha de resíduos de serviço um adicional de um milhão de pessoas. o projeto já reuniu pesquisas sobre saneamento no Brasil. preferindo resíduos em energia de sistemas em vez. dos setores público e privado. o Brasil sediará a Copa do Mundo seguidas pelos Jogos Olímpicos de Verão de 2016. 26% através de pontos de coleta. como papel. Dentro de 405 municípios. Com o envolvimento da comunidade. elevando a taxa de recolha de resíduos separados entre a população do país para 14%. Organizações internacionais. 25% de papel. 7% dos municípios total do país. bem estão se unindo com as autoridades municipais locais. Desde 2008.Em 2014. Colecção serviços Atualmente. algumas cidades estão avançando de forma eficiente no gerenciamento de seus resíduos. o PNUMA vem trabalhando com o Brasil para criar um sistema de gestão sustentável dos resíduos que promove a preservação e conservação ambiental. A fim de solucionar a falta de envolvimento federal. 50% da separação desses materiais é realizado através de porta-a-porta de serviço. uma grande quantidade de investimento é entrar no país. juntamente com a protecção da saúde pública. e 43% através de catadores informais de rua.

etanol ou combustíveis renováveis. De acordo com o Manual de Gestão Integrada Municipal de Resíduos Sólidos. Resíduos em energia Resíduos em energia é uma maneira de eliminar todos os resíduos de combustível em que a reciclagem por si só não é economicamente viável. Seu sistema patenteado tem uma turbina a gás de pequeno e mistura-o com ar pré-aquecido. operar e manter. Projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo também . Por exemplo. Como níveis de renda alta na região sul do Brasil. No entanto. os cidadãos estão incitando os funcionários a melhorar os sistemas de gestão de resíduos. Muitas vezes. essa hesitação é em resposta aos custos iniciais da adoção de novas soluções. A fim de fornecer soluções específicas para problemas no Brasil. Como os riscos e perigos ambientais de lixões a céu aberto são entendidas pelos administradores município no Brasil. Pöyry. Fisia-Babcock. eliminá-los como uma opção para a maioria das cidades no Brasil. Pirnie Malcolm e outros que já estão estabelecidas no Brasil e em desenvolvimento resíduos em energia projetos. Em contrapartida. No entanto. essas mudanças de política só vai acontecer com o financiamento adequado. o uso do aterro começará a cair devido ao novo regulamento e as leis. Rio de Janeiro . Sener. Algumas cidades actualmente a considerar tais projetos são Belo Horizonte . Apesar de os cidadãos e as autoridades estão começando a entender o dano dos aterros e da importância da gestão de resíduos. os líderes de resíduos em energia da indústria não entendem a condição atual dos resíduos no Brasil. São José dos Campos . os resultados são limitados. a maioria não entender resíduos para sistemas de energia. sem instalações comerciais estão sendo construídas atualmente.e acredita que eles são modos eficientes de eliminação. o desperdício de energia Conselho de Pesquisa de Tecnologia no Brasil está desenvolvendo um híbrido de resíduos urbanos sólidos urbanos (RSU) / ciclo de gás natural. São Paulo. os incineradores são caros para comprar. CNIM. São Bernardo do Campo e outros. Outra vantagem é que este sistema não muda a tecnologia atual incinerador. Keppel-Seghers. Outro benefício do uso de pequenas quantidades de gás natural é a possibilidade de substituí-lo com gás de aterro. mais lixeiras estão sendo fechadas em favor dos aterros sanitários. o que lhe permite usar componentes que já existem em outros resíduos em energia das plantas. A preferência por aterros tem dificultado a criação de métodos alternativos de eliminação de resíduos. VonRoll. Envolvimento do setor privado no setor de resíduos em energia inclui empresas como a Siemens. Este sistema de queima uma pequena quantidade de gás natural que é de 45% de eficiência e 80% da energia que é produzida por resíduos sólidos urbanos é de 34% de eficiência.

em um aterro sanitário em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro da área). sendo maior em veículos que utilizam combustíveis etanol. a poluição do ar no Brasil difere da de outras nações onde predominantemente de petróleo ou gás natural com base em combustíveis são utilizados. [16] A poluição do ar Devido à sua posição única como a única área do mundo que utiliza extensivamente o etanol. No entanto. Este processo é esperado para eliminar 2. mais de 96% das latas disponíveis no mercado foram recicladas. uma organização sem fins lucrativos que promove a reciclagem e eliminação de resíduos. realiza investigação técnica. a coleta de material reciclável não é comum. Em 1992. e óxidos de nitrogênio são. o Brasil é líder em reciclagem de latas de alumínio sem a intervenção do governo. apenas 2% é reciclado com o restante despejado em aterros sanitários. O sucesso dos catadores informais forneceram evidências para os legisladores e os cidadãos que as soluções que são de baixa tecnologia. porque ambos os óxidos de .estão começando a desenvolver em alguns aterros sanitários brasileiros. apenas 62% da população tem acesso à coleta de lixo. No entanto. maior no Brasil do que a maioria outras áreas do mundo devido às suas emissões. Esses projetos são estabelecidos para coletar gases produzidos no local e convertê-los em energia. [15] Reciclagem De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Mesmo dentro desses sistemas de coleta. As maiores áreas urbanas de São Paulo e Rio de Janeiro sofrem de problemas de ozônio substancial. Concentrações atmosféricas de etanol acetaldeído. possivelmente. as empresas privadas no Brasil estabeleceu o Compromisso Empresarial Brasileiro para Reciclagem (CEMPRE). o metano está sendo coletado e convertido em eletricidade. baixo custo e mão de obra intensiva pode fornecer soluções sustentáveis para a gestão dos resíduos enquanto também proporciona benefícios sociais e econômicos. Por exemplo. O Brasil produz 240 mil toneladas de resíduos todos os dias. as questões de qualidade do ar no Brasil relacionam mais com o etanol derivado de emissões. Questões da organização de publicações. Deste montante. realiza seminários e mantém bancos de dados.5 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono até 2012. Em 2007. a reciclagem em geral no Brasil é baixo. Com cerca de 40% do combustível usado nos veículos brasileiros provenientes de etanol. Essa liderança vem de catadores de lixo informais que ganham a vida recolhendo latas de alumínio.

5% do total de mortes anuais nas faixas etárias de crianças cinco anos de idade e mais jovens e adultos de 65 anos e mais velhos foram atribuídos aos níveis de poluição do ar nessas cidades. Porto Alegre .984 medições registrar 100 microgramas de partículas por metro cúbico. desde 1993. incluindo uma refinaria de petróleo da Petrobras e uma siderúrgica da Cosipa . abaixo dos 1. de US $ 200 milhões em controle ambiental. Provavelmente devido à liberalização do comércio. e Vitória entre os anos de 1998 e 2005. Em 2000. O mais elevado dos níveis de intensidade de . por meados dos anos 1990. Estudos apontam para isso como evidência de o Brasil ser um paraíso de poluição . Desde aquele tempo. o Brasil tem uma alta concentração de indústrias poluidoras intensiva de exportação.nitrogênio acetaldeído e contribuem significativamente para a poluição do ar fotoquímicos e formação de ozono. [18] Rio de Janeiro e São Paulo foram classificados os dias 12 e 17 cidades mais poluídas uma avaliação com base em dados do Banco Mundial e das Nações Unidas de emissões e qualidade do ar em 18 mega-cidades. tornou-se conhecido como o “Vale da Morte” e “o lugar mais poluído do planeta”. esforços têm sido feitos para melhorar as condições ambientais na área. A poluição industrial A cidade de Cubatão. incluindo. Fortaleza . Curitiba . incluindo deslizamentos de terra e defeitos congênitos potencialmente atribuíveis à poluição pesada da região. designado pelo governo brasileiro como uma zona industrial em parte devido à sua proximidade com o Porto de Santos . [17] Número de automóveis e os níveis de industrialização nas cidades brasileiras influenciar fortemente os níveis de poluição do ar em áreas urbanas que têm um impacto importante sobre a saúde de grandes grupos populacionais em grandes áreas urbanas brasileiras. Por outro lado. o investimento COSIPA. Operação dessas instalações foi feito “sem qualquer controle ambiental que seja” levando trágicos acontecimentos ao longo da década de 1970 e 1980. Com base em dados anuais de poluição do ar se reuniram nas cidades de Belo Horizonte. os níveis de chumbo no ar diminuiu em aproximadamente 72% após a introdução generalizada de combustíveis sem chumbo no Brasil em 1975. O índice multipoluente usado para realizar a avaliação não incluiu nenhum dos poluentes específicos aos impactos da qualidade do ar da utilização do combustível etanol. São Paulo. A área tem historicamente abrigou inúmeras instalações industriais. centro de Cubat ão está registrado 48 microgramas de partículas por metro cúbico de ar. Rio de Janeiro.

aterros sanitários e resíduos industriais. Poluição da água também é derivada de produção de etanol. Além disso. a lavagem da cana. a energia produzindo unidades instaladas em usinas e por outros fontes menores de águas residuais. Apesar desta proibição. vinhaça é às vezes mal utilizado no armazenamento e transporte em usinas. produzida em destilação. A poluição da água no Brasil e poluição e degradação ambiental no rio Tietê As regiões Sul e Sudeste do Brasil a escassez de água devido à experiência de superexploração e mau uso de recursos hídricos superficiais. São Paulo hoje processos de 55% do seu esgoto e está prevista para processar 85% em 2018. fermentação.poluição são encontrados em indústrias relacionadas com a exportação. Do Brasil do Rio Tietê tem mais de 20 anos foram atingidas com a poluição pesada de esgoto. Legislação proibiu a descarga direta de vinhaça sobre as águas de superfície. que leva ao esgotamento do oxigênio dissolvido na água e muitas vezes provoca anóxia . tais como papel. e fabricação. levando-o para ser misturado com águas residuais provenientes do processo de lavagem da cana para ser reutilizado como adubo orgânico em campos de cana de açúcar. erosão do solo. [22] As duas maiores fontes de poluição da água de produção de etanol vem de usinas na forma de águas residuais de lavagem de hastes de cana antes de passar através de moinhos. Devido ao tamanho da indústria. principalmente atribuíveis à poluição pesada de esgoto. algumas usinas de cana ainda pequena descarga de vinhaça em córregos e rios. devido à falta de recursos de transporte e aplicação. . sua atividade agroindustrial no cultivo. e vinhaça . o Projeto Tietê foi iniciado em um esforço para limpar o rio. Essas fontes de aumentar a demanda bioquímica de oxigênio nas águas onde são descarregadas. metalurgia e celulose e calçados. destilação. colheita e processamento da cana gera a poluição da água a partir da aplicação de fertilizantes e agrotóxicos. Em 1992. principalmente de São Paulo.

ao contrário dos países desenvolvidos. porém esses “povos não civilizados” sabiam muito bem a importância da natureza para sua vida.949-900. continuamos poluindo. Dessa forma. Sala 607. essa ganância tem um custo alto. No Brasil. com isso. a pobreza. o início da influência do homem sobre o meio ambiente pode ser notada a partir da chegada dos portugueses. Bloco A. agioda@hotmail. econômica e cultural. As carências em tantas áreas impedem que sejam empregadas tecnologias/investimentos na área ambiental. CEP 21. Depto Química Industrial. causando a degradação de áreas agricultáveis e de recursos hídricos e.http://www. o número de habitantes do Brasil se reduziu a três milhões no início do século XIX. Joinville. os indígenas que aqui habitavam (estimados em 8 milhões) sobreviviam basicamente da exploração de recursos naturais. O modelo econômico atual está baseado na concentração–exclusão de renda. Com a descoberta do petróleo em 1857 nos EUA. 2000). A pobreza pelo fato de só sobreviver pelo uso predatório dos recursos naturais e os ricos pelos padrões de consumo insustentáveis (NEIVA. Doutoranda LADETEC/IQ/UFRJ. já visível nos problemas causados pela poluição do ar e da água e no número de doenças derivadas desses fatores. meros 100 mil anos. Ilha do Fundão.org. aumentando a pobreza (PORTUGAL. 2002).htm PROBLEMAS AMBIENTAIS: TEMOS CONSCIÊNCIA DA INFLUÊNCIA DOS MESMOS EM NOSSA VIDA? ADRIANA GIODA Profa. RJ. Ou seja. o homem saltou para uma nova era: o mundo industrializado. A única forma para evitar problemas futuros. o homem se baseava em crenças religiosas que pregavam que os recursos naturais eram infindáveis. Infelizmente. INTRODUÇÃO Por cerca de 4 bilhões de anos o balanço ecológico do planeta esteve protegido.br/noticias/materias/pnt_problemasamb. que trouxe como uma das principais conseqüências a poluição. Após a exterminação de grande parte dos índios pelos portugueses. . enquanto a segunda vivia no estado mais precário possível.terrabrasil. À época. o processo degradativo do meio ambiente tem sido proporcional à sua evolução. com isso. utilizavam-nos de forma sustentável (WALLAVER. 2000). Ambos os modelos econômicos afetam o meio ambiente. além de destruirmos as reservas naturais sobrecarregamos o meio ambiente com poluentes. SC. p. então. O homem “civilizado” tem usado os recursos naturais inescrupulosamente priorizando o lucro em detrimento das questões ambientais. A primeira classe acumulava economias e conhecimento. o término de uma exploração se dava com a extenuação dos recursos do local.. A sociedade ainda não absorveu a importância do meio ambiente para sua sobrevivência.com 1. por isso. A preocupação com o meio ambiente caminha a passos lentos no Brasil. Os acontecimentos decorrentes da industrialização dividiram o povo em duas classes econômicas: os que espoliavam e os que eram espoliados. Rio de Janeiro. 2001). estamos sempre atrasados com relação aos países desenvolvidos e. ex. utilizava desordenadamente as reservas naturais. Foi nesse período que começaram as intensas devastações do nosso território. Com o surgimento do homem. Todavia. UNIVILLE. essa cultura tem passado de geração em geração e até os dias de hoje ainda predomina (WALLAVER. de ainda maiores degradações do meio ambiente. é através de legislações rígidas e da consciência ecológica. O homem branco sempre considerou os índios como povos “não civilizados”. principalmente em função de prioridades ainda maiores como. A segunda classe pela falta de recursos. Centro de Tecnologia. Antes da ocupação do território brasileiro. As causas das agressões ao meio ambiente são de ordem política.

além de 100. 2001). Há uma perda efetiva de macro e micronutrientes em cada queimada que chega a ser superior a 50% para muitos nutrientes. ar. a realidade apontada pelas pesquisas mostra que os problemas ambientais ainda são enormes e estão longe de serem solucionados. a introdução de espécies estranhas a um determinado ambiente e a poluição (WALLAVER.. uma vez que esses são seus maiores predadores. homem. acordos internacionais estejam em vigor. ex. além de aumentar a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. A queimada não é de todo desaconselhada desde que seja feita sob orientação (p. Apesar do uso de sistemas de monitoramento via satélite. em menor intensidade. 17% das espécies de aves (1. com perda de 38 milhões de espécimes (O GLOBO. As principais causas da extinção das espécies faunísticas são a destruição de habitats. A poluição. ou para estabelecer campos agricultáveis (pastagens artificiais. Algumas espécies da fauna brasileira se encontram extintas e muitas outras correm o risco. etc. 22 de répteis. flora. devido ao aumento demográfico elas vêm sendo derrubadas para acomodar as populações. As queimadas. Se houvesse uma diminuição da população de gaviões devido à caça predatória. geralmente praticadas pelo homem. PROBLEMAS AMBIENTAIS ATUAIS Embora estejam acontecendo vários empreendimentos por parte de empresas. fauna. ressecamento do solo entre vários outros fatores. conseqüentemente. o gafanhoto serve de alimento para sapos. Em seguida serão apresentados alguns dados dessa catástrofe. o solo. O tráfico de animais silvestres movimenta cerca de 10 bilhões de dólares/ano. as montanhas. novas leis tenham sido sancionadas. . As florestas têm sido as mais atingidas. culturas anuais e outras plantações de valor econômico) para alimentar as mesmas. que serve de alimento para cobras que serve de alimento para gaviões que quando morrem servem de alimento para os seres decompositores. o número de sapos diminuiria e aumentaria a população de gafanhotos. Técnico do IBAMA) e facilmente controlada . os quais facilitam a localização de focos e seu combate. mas sim a tudo que nos cerca: água. sendo 34 espécies de insetos. ainda é grande o número de incêndios ocorridos nas florestas brasileiras (SILVA. são atualmente um dos principais fatores que contribuem para a redução da floresta em todo o mundo.580 espécies) a maior diversidade de primatas do planeta e anfíbios (330 espécies). a vida silvestre. 148 de aves e 84 de mamíferos. 2000). 03/07/02).FLORA Desde o princípio de sua história o homem tem exercido intensa atividade sobre a natureza extraindo suas riquezas florestais. É importante lembrar que o desaparecimento de determinadas espécies de animais interrompe os ciclos vitais de muitas plantas (O GLOBO. altera a cadeia alimentar e dessa forma pode haver o desaparecimento de uma espécie e superpopulação de outra. De acordo com o IBGE há pelo menos 330 espécies e subespécies ameaçadas de extinção. Cada um desses itens está sofrendo algum tipo de degradação. P. . . solo.. É preciso lembrar que o meio ambiente não se refere apenas as áreas de preservação e lugares paradisíacos. o ar. pampas e. assim como a caça predatória. agravando o aquecimento do planeta. a caça/pesca predatórias. aumentaria a população de cobras. Além de haver um aumento de pragas no meio ambiente. Essa ocupação tem sido realizada sem um planejamento ambiental adequado causando alterações significativas nos ecossistemas do planeta. aceleração do processo de erosão.2. Esses gafanhotos precisariam de muito alimento e com isso poderiam atacar outras plantações. 1998).000 espécies de invertebrados (WALLAVER. O fogo afeta diretamente a vegetação. 2000). a água. ex. Muitas cobras precisariam de mais alimentos e.FAUNA A fauna brasileira é uma das mais ricas do mundo com 10% das espécies de répteis (400 espécies) e mamíferos (600 espécies). a saúde pública e a economia. causando perdas para o homem (IBAMA. sendo que 10% corresponde ao mercado brasileiro. 03/07/02).

Aproximadamente 20% vão para a indústria e 10% para as residências (http://www. China. . onde mais da metade da população mora ilegalmente. rios e reservatórios. já tendo sido devastados 97% de sua área (VITOR. Cerca de 70% da água consumida mundialmente. ameaçando a saúde das pessoas. a maior concentração de petróleo conhecida está localizada no Golfo Pérsico. mas não se aplica à outra parte. Uma das maiores agressões para a formação de água doce é a ocupação e o uso desordenado do solo. Além desta. A escassez de água se deve basicamente à má gestão dos recursos hídricos e não à falta de chuvas. a mata Atlântica é a mais ameaçada no Brasil e a quinta no mundo. . Relatórios da ONU apontam que 1 bilhão de pessoas não tem acesso a água tratada e com isso 4 milhões de crianças morrem devido a doenças como o cólera e a malária (DIAS. assoreamento dos cursos de água devido ao desmatamento e ocupação das margens. APA).150 mil Km2 de floresta tropical são derrubados por ano. são utilizadas para irrigação. Toda legislação que pretende ordenar o uso e a ocupação do solo. O modelo urbanístico brasileiro praticamente se divide em dois: a cidade oficial (cidade legal. a qual é a que mais cresce. Esses rios se encontram tanto em países pobres quanto ricos. encostas íngremes. A cidade fora da lei. Paquistão (http://www. Ermíria Maricato (FAU/USP) (apud MEIRELLES. é onde ocorre o embate entre a preservação do meio ambiente e a urbanização.wiuma. é aplicada à cidade legal. Há uma relação direta entre as moradias pobres e as áreas ambientalmente frágeis (beira de córregos. Mais da metade dos rios do mundo diminuíram seu fluxo e estão contaminados. desmoronamento de encostas. 2000) foram construídos no Brasil 4. várzeas e áreas de proteção ambiental. temos que ter muito cuidado para não sermos surpreendidos e dominados por nações mais poderosas.br). 2002). . Porém. quando na verdade eles não têm alternativas e isso ocorre devido à falta de planejamento urbano. Fortaleza). Não é à toa que há um interesse mundial na proteção dessa região (PORTUGAL. comprometimento dos cursos de água que viraram depósitos de lixo e canais de esgoto. registrada em órgãos municipais) e a cidade oculta (ocupação ilegal do solo). incluindo a desviada dos rios e a bombeada do subsolo.wiuma. mais de 3 milhões de moradias foram construídas em terras invadidas ou em áreas inadequadas. Apenas 2% da água do planeta é doce.4 milhões de moradias entre 1995 e 1999. são em torno de 20 mil km2 de floresta amazônica. A expectativa é de que nos próximos 25 anos 2. São Paulo. sendo que no Brasil. A Bacia do Amazonas é o maior filão de água doce do planeta.br).76 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de água. 1994). 2000). Não é porque a Amazônia é o pulmão do mundo. sendo que 90% está no subsolo e nos pólos. sem conhecimento técnico e financiamento público. 2000). As conseqüências dessa ocupação desorganizada já são bastante conhecidas: enchentes. Os invasores passam a ser considerados inimigos da qualidade de vida e do meio ambiente. muitos países da Ásia e do Oriente Médio disputam recursos hídricos. sendo apenas 700 mil dentro do mercado formal. sendo a maioria em países que já tem escassez de água. Infelizmente no Brasil a má gestão do solo. mangues. isso já foi comprovado que todo o oxigênio produzido por essa floresta é consumido por ela mesma. Como se sabe. De acordo com a Profa. Em um futuro próximo o mundo sedento virá buscar água na Bacia do Amazonas e o Brasil será a OPEP da água. Atualmente a água já é uma ameaça a paz mundial. Obviamente esses dados são melhor observados nas grandes metrópoles (Rio de Janeiro. Por isso. pois. correspondendo a 1/5 da água doce disponível. Ou seja.RECURSOS HÍDRICOS Já ouvimos falar muito sobre a guerra do petróleo e os países da OPEP. bem como. desaparecimento de áreas verdes. Para agravar ainda mais a situação são previstas as adições de mais de 3 bilhões de pessoas que nascerão neste século. Os rios ainda sobreviventes são o Amazonas e o Congo. Esses fatores ainda são agravados pelo ressurgimento de epidemias como dengue. o petróleo deste novo século que também causará muitas guerras é outro: a água.OCUPAÇÃO DO SOLO O acesso a terra continua sendo um dos maiores desafios de nosso país. a ausência de uma política habitacional tem levado a esses fatos. febre amarela e leptospirose (MEIRELLES. como Índia.org.org.

um economista inglês.frigoletto.CRESCIMENTO POPULACIONAL O tema controle da natalidade ainda é um assunto que causa muita polêmica. Se não for realizado um controle da natalidade. como se pode pensar em não fazer um controle da natalidade? . tanto do ponto de vista ideológico. Essa classe sem privilégios é onde deveria ocorrer um controle maior da natalidade. quanto cultural e religioso.905 favelas no país. Como alternativa. seja pela exaustão dos recursos naturais esgotáveis. A morte por fome já é uma realidade em vários países da África e tem sido destaque na imprensa diariamente (O GLOBO 20/02/01.548 em São Paulo e 811 no Rio de Janeiro.br). O Brasil é um dos países a apresentar maior crescimento populacional.br). minimizando os problemas sociais para o país. 13/06/02). realizado pelo IBGE. E o pior é que a situação tende a agravar-se. por isso é tão pouco abordado. então. ou seja. Se no planeta com 6 bilhões de habitantes. o esgotamento destes condenará a humanidade à infelicidade. imagine-se com 10 bilhões de pessoas previstas para o ano de 2050. principalmente nos grandes centros onde a maior porcentagem da população carente tem muitos filhos. 2001). seja pela excessiva sobrecarga de poluentes nos sistemas de sustentação da vida”. Trata-se de um fenômeno mundial cujos prejuízos chegam a 26 bilhões de dólares anuais. Há 3. 23/05/02. Segundo SACHS (apud RODRIGUES. 26/06/02. e. os planos assistenciais seriam mais facilmente desenvolvidos e o meio ambiente poderia ser mantido. O crescimento populacional é uma forma de proliferação da pobreza.wiuma. A idéia de um controle de natalidade não é nova. A pobreza e o meio ambiente estão tão interligadas que serão o tema central da Conferência Mundial sobre o Meio ambiente (RIO+10) deste ano na África do Sul. A partir dessa iniciativa seriam evitados abortos indesejáveis. As maiores causas da desertificação são o excesso de cultivo e de pastoreio e o desmatamento. crianças abandonadas. se faz necessário conter a explosão demográfica. Thomas Malthus (1766-1834). Países como a Índia terão um acréscimo de 519 milhões de pessoas. exploradas.5% de novas favelas em 9 anos. 24 milhões de toneladas de solo agricultável são perdidos a cada ano correspondendo. semelhante à política adotada em países ricos.org. Já a maior parte da sociedade brasileira não tem acesso aos mesmos recursos e dispensam menor preocupação com as condições que darão a seus descendentes. a limitação de 2 filhos por casal. seremos todos responsáveis pela condenação de milhões de pessoas a morrer de fome ou sede. a felicidade do ser humano está diretamente relacionada com os recursos naturais. a população já se encontra no limite. Há muitos aspectos a serem questionados. Outro fator que está afetando o solo é o mau uso na agricultura. Com base nestes dados. ou seja. a 30% da superfície da Terra. por ter mais acesso a informação. faz uso de métodos anticoncepcionais. . no momento. 2001) os maltusianos “acreditavam e ainda acreditam que o mundo já está superpovoado e. atingindo o equilíbrio entre população e produção de alimentos (RODRIGUES. abordou o problema do crescimento populacional e da produção de alimentos em seus livros. o ótimo da população garantiria mais recursos por habitante. De acordo com o pensamento maltusiano. muito superior à população de vários países. 2000). além das práticas deficientes de irrigação (MOREIRA. Para ele. que é a atual realidade das grandes cidades do Brasil e dos países pobres. beneficiaria as condições sócioeconômicas do país. O controle da natalidade é indispensável pois o planeta está acima de sua capacidade máxima de ocupação e há evidências de falta de alimentos e água para as próximas décadas. Entre as décadas de 50-80 sua população teve um acréscimo de 67 milhões. com isso a sobrevivência de 1 bilhão de pessoas está ameaçada. sendo 1.com. portanto.O censo de 2000. tendo em média dois filhos. Com número estável de habitantes. O Censo realizado em 1872 (primeiro) e o de 1991 (décimo) mostraram que a população brasileira passou de 10 milhões para 150 milhões de pessoas. aponta um crescimento de 22. Malthus assegurava que o crescimento populacional traria a miséria. ou seja. prostituídas e com um futuro quase certo para a criminalidade. A classe média alta. condenado ao desastre. um aumento de 15 vezes em 120 anos (http://www. China 211 milhões e o Paquistão de 200 milhões até o ano de 2050 (http://www.

uma vez que. 2002).CONDIÇÕES CLIMÁTICAS Em 1990. . 2001). 2001). 2001). 2001). 2000). o lixo se tornou um dos grandes problemas das metrópoles. . Com verões mais longos e quentes aumentará a taxa de reprodução e crescimento de insetos e. ou seja. No Brasil. com isso. ainda são poucos os materiais aproveitados no Brasil onde é estimada uma perda de cerca de 4 bilhões de dólares por ano.LIXO Outro trágico fator ambiental é o lixo que em sua maioria ainda é lançado a céu aberto. O renomado cientista Stephen Hawkings já havia alertado que a espécie humana não chegaria ao final do Terceiro Milênio justamente por causa do efeito estufa (NORONHA.ig. 76% do lixo é jogado a céu aberto sendo visível ao longo de estradas e também são carregados para represas de abastecimento durante o período de chuvas. Se multiplicarmos pela população brasileira.2% até janeiro de 2012. cerca de 85% da população brasileira vive nas cidades. pois afetarão todo o planeta e de forma desproporcional os países pobres que serão atingidos por ciclones tropicais. se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno de 25 toneladas.com. Um relatório da ONU revela que as regiões costeiras. no estado do Rio de Janeiro 36-70% das indústrias reciclam seus dejetos (BRANDÃO.ultimosegundo. 40 milhões de pessoas vivem no litoral lançando 150 mil litros de esgoto por dia ou 6 bilhões de litros de esgoto sem tratamento (VITOR. o qual estabeleceu que os países industrializados deveriam diminuir as emissões de dióxido de carbono em 5. Atualmente apenas 8% do esgoto doméstico é tratado no Brasil e o restante é despejado diretamente nos cursos d’ água (MEIRELLES. O lixo industrial apresenta índices maiores de reciclagem.SANEAMENTO BÁSICO Outro fator gravíssimo para aumentar a poluição ambiental é a falta de saneamento básico. Embora muito esteja se fazendo nesta área em nível mundial. a falta de saneamento básico responde por 65% das internações nos hospitais do país (http://www.. sul e sudeste do Brasil. para restabelecer o equilíbrio na Terra. são as mais poluídas do mundo. para cada dólar investido no saneamento básico. O Brasil já aprovou a assinatura deste Protocolo (O GLOBO 20/06/02). A partir desses dados foi criado o Protocolo de Kioto. 2002).br). escassez de água. Cada brasileiro produz 1 Kg de lixo doméstico por dia. Segundo dados preliminares do relatório a ser apresentado na RIO+10. 2000). sobre os níveis vigentes em 1990. cuja produção é 63% reciclada (COZETTI. Os poucos investimentos do governo nessa área são inexplicáveis. . Mas. À época eles alertaram que o mundo precisava reduzir de 60 a 80% seus gases causadores do efeito estufa. 4 dólares são economizados com a prevenção de doenças que requerem internações (CRUZ. 200 cientistas participaram do primeiro painel intergovernamental de mudança do clima. chuvas torrenciais e ventos fortes. De acordo com o IBGE. Pela legislação vigente. De acordo com a FIRJAN. cabe às prefeituras gerenciar a coleta e destinação dos resíduos sólidos. poderá haver a redução de colheitas e nesse caso o Brasil seria um dos países afetados entre vários outros efeitos (NORONHA. há indícios de melhora na área no país onde se tem como melhor exemplo as latas de alumínio. Esses países são mais vulneráveis devido à falta de recursos. A preocupação com as mudanças climáticas é justificada. aumenta a transmissão de doenças por estes vetores (O GLOBO 21/06/02). podese imaginar a dimensão do problema (COZETTI. Além disso. Com isso. organizado pelas Nações Unidas. doenças e erosão.

jogamos fora muito material reciclável (são despejadas na natureza 125 mil toneladas de rejeitos orgânicos e materiais recicláveis por dia). secas e enchentes etc. calçadas. uma vez que. A cada tonelada de papel que se recicla. E o pior é que essa água retorna aos mananciais após o uso. De acordo com esse estudo metade dos rios já estão poluídos. como a Etiópia e causando a morte de 1 milhão de pessoas por fome (http://www. Um novo e mais amplo estudo sobre a Terra foi realizado por 1. Entre os possíveis danos causados pela emissão descontrolada de compostos para a atmosfera alguns já estão comprovados. sem tratamento e. 2001). Além disso. OUTROS DADOS “INTERESSANTES” . Esses dados comprovam que as fronteiras geográficas do planeta não impedem que a poluição se alastre. além de vazamentos.DESPERDÍCIO No Brasil por se ter disponibilidade de recursos. nas próximas três décadas 50% da população sofrerá com a falta de água. Segundo o relatório. retorna a nós para consumo após vários tratamentos com custos elevadíssimos. banhos demorados. Canadá e Europa causaram uma das principais secas da história da humanidade. 40 árvores deixam de ser cortadas. que até agora não saíram do papel. É pouco provável que as medidas propostas venham a ser adotados por esses governos. O relatório informa que muitos desses problemas poderiam ter sido amenizados se houvessem sido cumpridos os acordos estabelecidos na RIO-92. 15% do solo estão degradados e 80 países sofrem com a escassez de água. os brasileiros desperdiçam meia produção anual de Itaipu ou 9. se não tomarmos providências. 50% da água tratada é desperdiçada no país. nos próximos 10 anos. roupas. (O GLOBO 23/05/02) Não devemos pensar que essas mudanças estão muito distantes de nós. que causam grandes impactos ambientais. os maiores poluidores mundiais.com/news). afetando os países mais pobres do mundo. 2001). 3.000 especialistas. Kafi Annau. prevista no Protocolo de Kioto. mesmo assim. pelas quais o planeta está passando. Entre os maus hábitos estaria a lavagem de carro. louças na qual é desperdiçada mais água do que o necessário. agravarão o problema da fome e de doenças infecciosas e tornarão as tragédias climáticas mais freqüentes. o desperdício se tornou parte de nossa cultura.newscientist. O relatório alerta que essas drásticas mudanças. . precisariam de uma mudança total no modelo de desenvolvimento econômico e social (NEIVA. invernos mais curtos. Esse relatório prevê um futuro sombrio para o planeta caso não sejam tomadas providências imediatas. porque os países ricos não têm cumprido os acordos internacionais firmados à época. Os EUA reconheceram que há um elo entre o efeito estufa e o homem. Uma gota de água caindo o dia inteiro corresponde a 46L (CRUZ. apenas pela minimização dos desperdícios. A poluição gerada nesses países teria reduzido de 20 a 50% o volume de chuvas no Sahel. 20% dos alimentos são desperdiçados (desde a colheita até a mesa da comunidade) segundo o IBGE.5% da média total anual (CRUZ. Muitos outros efeitos serão somados a esses. novamente. 2001). 11 mil espécies de animais e plantas estão ameaçados de extinção. O uso racional poderá evitar a construção de novas barragens. anunciaram oficialmente que não se sente no compromisso de colaborar com a despoluição atmosférica. para que suas indústrias gastem com programa de controles de emissões sujas (O GLOBO 04/06/02). Em ambos os casos o desperdício gera poluição ambiental. os poluentes lançados por usinas geradoras de energia e indústrias dos EUA. Como exemplo de desperdícios está o uso irracional de aparelhos elétricos e luzes acessas desnecessariamente. Com relação à energia elétrica. pouco se tem feito com relação ao desenvolvimento sustentável proposto na ECO-92. através do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas. É só olharmos para trás e veremos as modificações sofridas no meio ambiente nos últimos dez anos: verões mais quentes. isso tanto para pobres quanto ricos. Essas toneladas perdidas seriam suficientes para matar a fome de toda a população carente. Como exemplo.De acordo com o secretário geral da ONU. pouca periodicidade nas chuvas.

empresas. tratem o lixo e o esgoto de forma correta. Até o momento pouco foi implantado nessa área. Relatórios da ONU apontam que 85% de produção e do consumo no mundo estão localizados nos países industrializados que tem apenas 19% da população (VITOR. recursos naturais) e o déficit é aumentado 2.25%) (http://www. na qual entrevistou 2. 15 bilhões de dólares seriam suficientes para acabar com a fome do mundo. O relatório da PNUD também afirma que as 3 pessoas mais ricas do mundo têm lucro superior ao PIB dos 48 países mais pobres onde vivem cerca de 600 milhões de pessoas. educadores. 2002). Nós também somos culpados por essas mortes uma vez que atendemos aos apelos da mídia e da sociedade de consumo (compre isso. Poucos sabem. emitiam 20. incentivem a reciclagem entre outros. 5. os grandes investimentos em pesquisas e tecnologias limpas por empresas. protejam áreas naturais.49%) e o Brasil 1.ALTERNATIVA PARA UM FUTURO ECOLOGICAMENTE CORRETO A questão ambiental ainda é pouco conhecida pela população no Brasil e atinge basicamente as classes mais privilegiadas da sociedade. o desmatamento e as queimadas (45%) e a contaminação dos rios. CONSIDERAÇÕES FINAIS O maior número de leis de proteção ambiental. seriam necessários 6 planetas (Edward Wilson apud MOON. Os EUA têm 5% da população mundial e consomem 40% dos recursos disponíveis. que mata 10 milhões de crianças por ano (BISSIO. em 1992 e 1997. 20/06/02). 2002). Todos esses avanços ainda não são suficientes para salvar o . mares e oceanos (26%).7% emissões mundiais) de CO2 por habitante. Eles também se mostraram dispostos a ajudar em campanhas de separação e reciclagem de lixo (72%). contra o desperdício de água (52%) e energia (41%) e no reflorestamento (27%). pois vai incentivar os cidadãos a conhecerem e fazerem sua parte.ig.Dados recentes fornecidos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostraram que o mundo está consumindo 40% além da capacidade de reposição da biosfera (energia. seguidos de contaminação dos recursos hídricos. Mais da metade (59%) consideram a natureza sagrada e têm noção de que os danos ambientais causados pelo homem são irreversíveis e concordaram que o controle da natalidade é indispensável para o meio ambiente. meios de comunicação e de cada cidadão.5 toneladas/habitante (13. cobrar as autoridades competentes para que apliquem a lei. a Índia 900 Kg/habitante (3. compre aquilo!!!). CRESPO (1998) comprovou esse fato quando realizou uma pesquisa sobre meio ambiente. luz e consumos desnecessários (REDUZIR. A população citou como principais problemas ambientais. China e África.aquecimentoterrestre. Os EUA. os brasileiros se mostram dispostos a colaborar. Organizações Não-Governamentais (ONGs). países com uma população dez vezes maior (O GLOBO. 2001).br). mas a Educação Ambiental já é lei no país. a criação de ONGs e a participação mais ativa da sociedade são uma realidade mundial. A educação ambiental é fundamental na resolução desses problemas. entre elas: evitar desperdício de água. A Lei 9. EDUCAÇAO AMBIENTAL . 4. REUSAR e RECICLAR).795 de 27/04/1999 institui a Política Nacional de Educação Ambiental a qual reza que todos os níveis de ensino e da comunidade em geral têm direito à educação ambiental e que os meios de comunicação devem colaborar para a disseminação dessas informações. 2000). a China 2.3 toneladas (22. façam um planejamento da utilização do solo. Já os líderes em questões ambientais no país apontaram o saneamento e o lixo.91 toneladas/habitante (1. adquirir produtos de empresas preocupadas com o meio ambiente. A preservação do meio ambiente depende de todos: governo. Se os 6 bilhões de pessoas usufruíssem o mesmo padrão de vida dos 270 milhões de americanos. Embora ainda não muito familiarizados com a consciência ecológica.5% ao ano (COZETTI.000 pessoas e 90 líderes de vários setores.com. em 1997. Os EUA aumentaram em 13% (e deverá chegar a 29% até o fim da década) suas emissões poluentes nos últimos 10 anos o que equivale a um aumento conjunto da Índia. alimentos. fazer coleta seletiva.07%). É estimado que sejam gastos no planeta 435 bilhões de dólares/ano em publicidade.

econômicos. serão indispensáveis neste século que todos os povos se unam. RJ. monitoramento ambiental adequado e permanente.planeta e as previsões são sombrias. * BRAGA. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS * BISSIO. * EUA reconhecem o elo entre efeito estufa e o homem. danos irreversíveis. 27. 16/06/2002. * CRUZ. Brasil será destaque em Joanesburgo. A explosão urbana. T. Acesso em junho/2002. Então devemos pensar bem no que criamos ou consumimos. Jornal O GLOBO. A educação ambiental será absolutamente necessária para conscientizar a sociedade e.com. Desertificação. Revista Ecologia e Desenvolvimento. 4651. Acesso em junho/2002. Jornal O GLOBO. está aumentando a consciência ecológica e há leis mais rígidas. Acesso em junho/2002. * DIAS.library.br>. Para que os danos ambientais não atinjam maiores proporções.br>. * MOON. * MEIRELES. S. Brasil é destaque em lista de crimes ambientais atribuídos a indústria. Crimes ambientais. 76: . * MOREIRA. pág.org. * CADERNO Planeta Terra. 04/06/2002.. 2000. Revista Ecologia e Desenvolvimento. será a única alternativa viável para conter os danos ao meio ambiente. Jornal O GLOBO. * Disponível em <http://www. 34. Jornal O GLOBO. 92: 2001. * Disponível em <http://www.. M. B. 32. * CRESPO. 85: 2000. (2002) O futuro é um inferno. B. os ganhos dos acordos judiciais. Disponível em <http://www. desenvolvimento e sustentabilidade: o que pensa o brasileiro? Revista Debates Sócioambientais. (2000) As soluções não se situam mais dentro da economia. O tema é complexo e envolve fatores políticos. RJ. Acesso em maio/2002. N.newscientist. P. fiscalização. 5.wiuma. DF..istoedigital. consumir tanto. 22-28. Lixo. obter a participação mais ativa da mesma. Apesar do país estar se destacando na área ambiental frente outros países da América Latina. Revista Ecologia e Desenvolvimento. J.br>. embora lentamente. Revista Ecologia e Desenvolvimento. 2002). C.istoedigital. 76.. pág. Jornal O GLOBO. Disponível em <http://www. * FOME provoca a pior crise em dez anos na áfrica. tanto carro. D. Jornal O GLOBO. É preciso construir tanto prédio.br>. 9: 24-25. o petróleo do século 21. ou seja.marca incomoda de modernidade. 2000.ultimosegundo. Revista Ecologia e Desenvolvimento. * MOREIRA. Jornal O GLOBO.. 04/06/2002. maiores investimentos em pesquisas de solução ecologicamente sustentável para os problemas ambientais e incentivos fiscais a empresas. RJ. Acesso em junho/2002. Revista Ecologia e Desenvolvimento. * DUTRA. 2001. * Disponível em <http://www. * EUROPA e Japão criticam plano climático de Bush. RJ. Revista Ecologia e Desenvolvimento.com. Editora IBAMA.com. 06/06/2002. 27. 03/07/2002. pág. 20/02/2002. S A.. 100: 2002. Acesso em maio/2002. * MEIRELLES. * COZETTI. A adoção de uma política ambiental mais eficiente com leis mais rigorosas... G. pág. Indústrias do Rio aderem a gestão ambiental. Nas campanhas eleitorais atuais alguns partidos incluíram em seus planos de governo questões ambientais como o Tratado de Kioto. com isso. RJ. M. No Brasil. pág. As riquezas que jogamos fora. * BRANDÃO. RJ. 26/06/2002. 96: 2001.com.. * IBAMA. mas ainda não há uma ação política efetiva nessa área. Revista Ecologia e Desenvolvimento. pág. C.ig. ainda é no Brasil que ocorrem os maiores desastres ecológicos atribuídos a indústria (BRAGA. Educação e crescimento populacional. Água. * Disponível em <http://www.br>. para que o ser humano se realize na vida?” Ladislau Dawbor (apud BISSIO. 21. o grito da terra. 77. Brasília. (1998) Meio ambiente. sociais e até mesmo culturais entre todas as nações e por isto a resolução do problema não é tão simples. (2001) Manual dos agentes ambientais colaboradores. 2000). Evidente que essas atitudes estão mudando. S. * CAOS no clima trará fome. I. Para refletir: A cada criação do homem um pouco do planeta se acaba. RJ. 35.com/news>.

* NEIVA. F. 91: 2001. Brasília. Jornal O GLOBO.com. Acesso em maio/2002.. F. o futuro que o brasileiro quer. RJ. C. pág. M.2000. X. pág. DF (2000). 32. * MUNDO será mais quente e doente. G. A. pág. 29. J. P. S. COZETTI. Disponível em <http://www. Agenda 21. Editora IBAMA.. RJ. NORONHA. * RODRIGUES. COZETTI. S. 23/05/2002.. * ONU retrata terra devastada e prevê um futuro sombrio. 2001 * SENADO dá aprovação para o Protocolo de Kyoto. 34. A.br>. fauna brasileira. * SILVA. N. 100: 2002. MEIRELLES.. 13/06/2002. RJ.com. * PORTUGAL. 38. G..frigoletto. . Brasília.. Mineiro. pág. * WALLAVER. 93: 2001. RJ. * VITOR. diz estudo. Revista Ecologia e Desenvolvimento. 21/06/2002. A questão ambiental deve estar no centro de tudo. * NORONHA.. MOREIRA.. Disponível em <http://www. * O CRESCIMENTO da população brasileira. P. 20/06/2002. R. Acesso em junho/2002.gpca. Jornal O GLOBO. Editora IBAMA. . N. (1998) Manual de prevenção e combate aos incêndios florestais. S. Mudanças climáticas já são realidade. * POLUIÇÃO de países ricos causou fome na África.br>. Revista CSOnline... Jornal O GLOBO. NEIVA. ABC do meio ambiente. População e meio ambiente. DF. Jornal O GLOBO. Revista Ecologia e Desenvolvimento. Revista Ecologia e Desenvolvimento.

As partes da UNFCCC concordaram em lançar um novo pacto em 2015. O mundo não . inundações e tempestades. Mas como este quadro demonstra. mas sua recuperação total está prevista para meados deste século ou inclusive depois. os temas "verdes" entraram na agenda política e na consciência do consumidor. o que protege o planeta dos raios solares que podem causar câncer de pele. Em 1997. Proteção à camada de ozônio: o Protocolo da ONU de 1987 tornou ilegal o uso de gases de clorofluorcarbono (CFC) que corroem a camada de ozônio. aumentando gravemente os riscos de secas. em 1972. na sigla em inglês). efetivo a partir de 2020. Foi contida uma expansão maior do buraco na camada de ozônio. Mas as metas de Kyoto foram atropeladas pelas emissões de grandes economias emergentes que não são obrigadas a cumprir metas. O tempo é curto.http://noticias. poucos problemas foram resolvidos e alguns se agravam rapidamente. Biodiversidade: a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD). A Terra está a caminho de um aquecimento de três graus Celsius ou mais ao final do século.htm Conheça quais são os principais problemas ambientais desde 1972 COMENTE No Rio de Janeiro 14/06/201218h27     Comunicar erroImprimir Desde a primeira grande conferência mundial sobre meio ambiente. não conseguiu conter a extinção de espécies. a ONU estabeleceu a Convenção-quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC. outra herança da Eco-92. a UNFCCC promulgou o Protocolo de Kyoto. o único tratado que estabelece cortes específicos de emissões de gases de efeito estufa.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2012/06/14/conheca-quais-sao-osprincipais-problemas-ambientais-desde-1972. Mudanças climáticas: na Rio-92.uol.

as florestas primárias do mundo recuaram 300 milhões de hectares. A boa notícia é que o reflorestamento ganhando terreno no hemisfério norte e que houve algum progresso na oferta de incentivos financeiros para proteger as florestas nativas. A decomposição do plástico é muito lenta. só 7% da produção mundial de pescado tinha o certificado do Conselho de Administração Marinho (Marine Stewardship Council) de produção com respeito ao meio ambiente.8% do total global em 2009. Energia: o aumento do interesse em energias renováveis. a produção de energia solar aumentou 30. Em 2007. representaram apenas 0. Com os biocombustíveis e o gás proveniente do lixo. Desde 2006. Desde 1992. Mas em conjunto com a geotérmica. triplicou a extração mundial de água subterrânea em resposta ao aumento da população urbana e da demanda agrícola. Os recifes de coral sofreram redução de 38% desde 1980 e e perda de hábitat é superior a 20% desde aquela década. contrasta com o predomínio dos combustíveis fósseis.alcançou a Meta de Desenvolvimento do Milênio sobre a perda da biodiversidade para 2010. principalmente por causa da agricultura. O desmatamento é a terceira maior causa de emissões de gases de efeito estufa. o percentual chega a 10. O investimento global em energia e combustíveis renováveis alcançou um recorde de 211 bilhões de dólares em 2010. Há 169 "zonas costeiras mortas" nos oceanos e 415 que sofrem eutrofização. Só 158 das 263 bacias de rios que cruzam fronteiras nacionais têm acordos de cooperação em matéria de gestão de recursos.9% das fontes de energia em 2009. Água doce: nos últimos 50 anos. Contaminação e dejetos: a produção anual de plásticos mais que duplicou nas últimas duas décadas para 265 milhões de toneladas. Noventa e dois por cento da "pegada de carbono" mundial da água se deve à agricultura. que representaram 80. 540% a mais do que em 2004. impulsionado especialmente pelos objetivos estabelecidos na Europa. quadruplicou uma iniciativa da ONU de replantar pelo menos um bilhão de árvores ao ano.2%. uma área quase do tamanho da Argentina. Desmatamento: desde 1992.000%. poluição das águas provocadas por altas concentrações de nutrientes (devido ao despejo de fertilizantes ou matéria orgânica) que causam a proliferação de organismos que consomem o oxigênio dissolvido na água. Oceanos: com exceção de algumas pescas que estão sob controle dos Estados. das quais a metade é usada para artigos descartáveis.000% e eólica (ventos) em 6. muitas populações de peixes sofrem um esgotamento sem precedentes. causadores do aquecimento global. .

Também no lado positivo. Fontes: Informe Global sobre Meio Ambiente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).criando uma ameaça ambiental de longo prazo. Chumbo no petróleo ou na gasolina está perto de ser eliminado e há um tratado mundial para deter a tristemente célebre "dúzia suja" de poluentes orgânicos persistentes (POPs) e produtos químicos que se biodegradam tão lentamente que se acumulam na cadeia alimentar. números sobre energia do informe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e Agência Internacional de Energia (AIEA). os consumidores são cada vez mais sensíveis à reciclagem. Por outro lado. desde que não seja caro demais. o número de vazamentos de petróleo caiu nos últimos 20 anos. .

blogspot.br/p/principais-problemas-ambientais. podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região. Madereiras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo(principalmente de soja).html Principais Problemas Ambientais Amazônia: Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo.com. pois em pouco tempo.http://biomasnacionais. colocando em risco a floresta. .

A Mata Atlântica originalmente ocupava 16% do território brasileiro. para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território. São Paulo. Paraná. futuramente.Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. registrando patente e depois lucrando com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar. Levam estas para seus países. com a extração do pau-brasil (Caesalpinia echinata) e continua até os dias atuais. Mato Grosso do Sul. Cientistas estrangeiros entram na floresta. Rio de Janeiro. Minas gerais. Espírito . para obter amostras de plantas ou espécies animais. principalmente pela pressão urbana. Mata Atlântica: A destruição da Mata Atlântica começou no início da colonização européia. Goiás. distribuída por 17 Estados: Rio Grande do Sul. pesquisam e desenvolvem substâncias. sem autorização de autoridades brasileiras. Santa Catarina.

pouco se sabe. Ceará. sendo a fragmentação deste ecossistema. Atualmente este ecossistema está reduzido a menos de 7% de sua extensão original. Alagoas. dispostos de forma fragmentada ao longo da costa brasileira. uma das principais causas. e Piauí. Bahia. no interior das regiões Sul e Sudeste. Sergipe. Pernambuco. Paraíba. além de trechos nos estados de Goiás. Para a fauna. faz com que as . entre muitas outras espécies. principalmente de mamíferos de médio e grande porte. Das espécies vegetais. milhares. de espécies não puderam ser conhecidas. A fragmentação do habitat de algumas espécies.Santo. muitas correm risco de extinção por terem seu ecossistema reduzido. Rio Grande do Norte. observa-se um número elevado de espécies ameaçadas de extinção.Do que se perdeu. ou talvez milhões. Mato Grosso do Sul e no interior dos estados nordestinos. por serem retiradas da mata paracomercialização ilegal ou por serem extraídas de forma irracional como ocorreu com o paubrasil e atualmente ocorre com o palmito juçara (Euterpe edulis).

Pecuária extensiva – Emulação com a fauna nativa. Pesca predatória e caça ao jacaré – redução das reservas pesqueiras e possibilidade de extinção de algumas espécies de animais. manutenção do equilíbrio climático e controle da erosão e enchentes. Garimpo de ouro e pedras preciosas – Processo de erosão. em geral. 2.populações remanescentes. 3. . contaminação dos rios. Apesar de toda a destruição que o ecossistema vem sofrendo. os principais impactos ambientais podem ser enumerados a partir dos seguintes fatores: 1. Pantanal: No Pantanal. aproximadamente 100 milhões de brasileiros dependem desta floresta para a produção de água. estejam subdivididas e representadas por um número consideravelmente pequeno de indivíduos.

por exemplo. Atualmente. intensa na região. contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento.A má administração das lavouras causa grandes erosões no solo e a utilização de biocidas e fertilizantes contamina os rios. Hoje. Amineração favoreceu o desgaste e a erosão dos solos. as monoculturas e a abertura de estradasdestruíram boa parte do cerrado. Nos últimos 30 anos.4. Cerrado: O cerrado é o ecossistema brasileiro que mais sofreu alteração com a ocupação humana. a pecuária extensiva. trazendo grandes perigos para a contaminação de rios. vivem ali cerca de 20 milhões de pessoas. menos de 2% está protegido em parques ou reservas. Plantio de cana-de-açúcar . Aproveitamento dos cerrados . Turismo e migração desordenada e predatória – Fogos na região. A atividade garimpeira. causando a morte das aves. 5.Provoca dano à preservação ambiental. . 6.

Em seu conjunto. Devido aos elevados índices de aridez que caracteriza a maior parte da região. vegetação nativa e solos agricultáveis estão em franco desaparecimento. Por outro lado. causando uma degeneração da composição das matas nativas da região. As terras agrícolas estão . é substituído ou seletivamente explorado. a região semi-árida está inserida num contexto onde a ação antrófica tem contribuído para o avanço sobre remanescentes florestais que. com elevada produtividade.) e sua exploração como lenha e carvão vegetal.Caatinga: Na Caatinga. onde existe elevado potencial para irrigação. e boa parte da produção direcionada para o mercado externo. no vale do São Francisco. A pecuária e o reflorestamento. o uso da terra está diretamente ligado à disponibilidade de água nos solos. tem sido a única alternativa econômica do sertanejo. sobretudo com Algaroba (Prosopis sp. já desponta uma agricultura moderna. em determinados casos.

o próprio pinheirodo-Paraná serve para construção bem . Incentivou o surgimento de diversas agroindústrias. é uma atividade econômica de grande significado para a região nordestina. tende a se tornar mais grave o problema da desertificação. De resto. Estudo recente do Núcleo Desert da Universidade Federal do Piauí constatou que em 71 microregiões o empobrecimento generalizado dos recursos da terra já atinge mais de 52 mil hectares. que já ocupa uma área superior a 640 mil hectares. a agricultura irrigada. tabuleiros e terraços aluviais de solos profundos. Todavia. com boa retenção de umidade. Assim. propiciando a verticalização da produção.localizadas em áreas de baixadas. a má drenagem tem provocado um sério problema de salinização. Nestes solos alcançam-se elevadas produtividades. o que compensa as perdas nos anos de maior déficit hídrico. Mata de Araucária: Possuindo muitas madeiras de grande valor econômico .

como o pinus e o eucalipto. de espécies exóticas (estrangeiras) de rápido crescimento e maior produtividade. sofre erosão e carregamento pela chuva. o que vem provocando problemas ambientais. Mesmo os incentivos ao reflorestamento. é ocupado por . correndo agora o risco de desaparecer. para isso. a agropecuária tem bastante força. deixado no lugar da antiga mata. Cerca de 50% deste. como a que atingiu Santa Catarina em 1983.como fonte de celulose . eliminando a possibilidade de existência dos animais que dependem dos pinhões. Com isso descaracteriza-se tremendamente a comunidade desse ecossistema. provocando assoreamento nos rios e grandes enchentes. fornecidos pelo governo. já que utilizam-se. Pampas: Nos Pampas. O solo descoberto. não obtiveram os efeitos desejados.esta formação vegetal foi muito devastada pelo homem nos últimos anos. como a erosão do solo.

http://www1.uol.folha.áreas rurais: valor relativamente pequeno.com.com. os Pampas é o que possui menor porcentagem territorial destinada à conservação e um dos menos estudados. se comparado aos outros biomas.br/folha/ciencia/ult306u7016.asp?did=27173&action=reportagem .terra. Entretanto.br/ecologia/default.shtml http://360graus.

como por exemplo a caça de gaviões. dia a dia estão se manifestando de forma mais frequente e em toda a extensão do Globo. Com o baixo número das aves. todavia. pelo que tudo indica. A produção industrial da atualidade é alta. e a cada dia mais está se esgotando. frente às formas danosas da atividade humana. O mesmo aconteceu também com a China e Índia. de tão presentes. em 2011. A expansão econômica é constantemente buscada por todos os países. na recente Conferência sobre o Clima realizada em Copenhague. o sapo. A pobreza é outro fator que gera um ciclo degenerativo frente ao Meio Ambiente. língua. modelo predominante no mundo atual. haveria um maior consumo de seu alimento. Um exemplo atual pode ser dado no caso dos Estados Unidos da América. apesar de ser um bem de vital importância também para a “saúde”da economia. o petróleo continua sendo o meio energético mais demandado e principal fonte do desenvolvimento. Dinamarca. A incessante busca pela constante expansão e desenvolvimento da suas economias. causando o desequilíbrio ecológico e a consequente superpopulação de outras espécies. população. mas sim de levar vantagem em disputas por poder internacional. O crescimento irresponsável de muitos setores frente ao Meio Ambiente e às possibilidades sociais. Aumentando-se o número de cobras. promove e participa de congressos e reuniões internacionais para discussão do tema. quando se estabelece um acordo e são impostas metas vinculantes. o Meio Ambiente na maioria dos casos é relegado a um segundo ou terceiro plano. mesmo não levando em conta fatores como a pobreza e a poluição ambiental. o que acarreta outros fatores de sérios impactos tanto ambientais como sociais. Todavia o recurso é finito. como é o caso do Meio Ambiente. Seus níveis estão cada dia mais altos. o país se retira e recusa a assinar tais documentos. O número de sapos então estaria reduzido. Os problemas energéticos mundiais já estão enraizados e. e muitos outros fatores que. Forças aquém do poder estatal também exercem suas pressões. faz com que os olhos de muitos governos sejam vendados a ponto de ignorarem outros fatores que não digam respeito direto à prosperidade econômica de suas nações. As atividades humanas estão induzindo o desaparecimento de determinadas espécies de animais. instaure-se determinada disputa ou corrida a fim de se determinar qual nação está a frente em determinado quesito em relação a outras da mesma região. Tais patamares dizem respeito à economia. A própria existência de divisas e da variedade de países em todo o mundo faz com que. Uma sociedade com alto índice de pobreza poluí e danifica mais. fizeram com que alguns problemas se instaurassem. e . visto que estas são alimentos preferenciais daqueles. O país constantemente se diz preocupado com questões ambientais. tendo objetivos estritamente lucrativos. sempre investem seus interesses em uma economia que cresce a cada dia mais. Meio Ambiente 0 O mundo atingiu patamares elevadíssimos relacionados à vida social. muitas vezes passam despercebidos aos olhos das pessoas. e até mesmo do mundo todo.tutelaambiental. querendo ou não. em pouco tempo. 2012 Artigos. Tais desequilíbrios afetam diretamente a vida humana. alegando sempre motivos econômicos e de altos custos à sua economia. como por exemplo a exploração das classes mais pobres e a falta de meios energéticos. direta ou indiretamente. produção industrial. além claro dos EUA. todavia a grande maioria não busca aliar outros fatores importantíssimos e até mesmo cruciais para a própria expansão da economia. irão se manifestar de forma acentuada. Apesar de muitas atividades e especulações. de matérias-primas provenientes do Meio Ambiente. desproporcionalidade energética. tanto no desenvolvimento e instalação do novo meio. como a iniciativa privada e grandes corporações industriais que. desequilíbrios ambientais. Desse modo. desenvolvendo bens a partir. é basicamente predominada pela produção e atuação da iniciativa privada. má distribuição de alimentos. Não há comofalar em novos meios de produção energética sem tocar no assunto de dano ou ao menos potencial dano ambiental. as quais somente tomam efetivo conhecimento de causa quando tais problemas incidirem diretamente em suas vidas. como no decorrer de seu uso e da produção energética. consequentemente aumentará o número de cobras. qual seja. e consequentemente se torna mais pobre e com menos recursos para sua saudável qualidade de vida. não com a finalidade de proporcionar o bem-estar social.http://www. Uma economia capitalista. As grandes respostas naturais. Todos os dias são noticiados desastres naturais ocorridos em algum lugar do planeta. desigualdade de riquezas.com/a-realidade-ambiental-atual/ A REALIDADE AMBIENTAL ATUAL março 30. elevada e invasiva exploração do meio ambiente.

e outros elementos. e este tem determinados conhecimentos acerca das características urbanas do local. educação. incluindo a desviada dos rios e a bombeada do subsolo. que prejudicam a saúde humana e também a existência de outros ecossistemas. são fatores que acarretam tanto o aumento da pobreza como também das taxas de criminalidade no mundo. tanto em outros países como no Brasil. educação. a qual está crescendo em regiões como Nordeste e Sul. O quantum de água saudável e disponível para consumo do homem está cada vez menor. Outro fator responsável também pelo agravamento da qualidade da água no planeta é o uso desordenado e irresponsável do solo. etc. Grande são os incidentes e o número de queimadas dolosas no Brasil. . E diminuí devido a atividades mal planejadas e a falta de políticas efetivas de gerenciamento de recursos hídricos no mundo. E ainda. deslisamentos. em detrimento às possibilidades de acesso a alimentos. Apenas 2% da água do planeta é doce. A desertificação de muitas áreas já é uma realidade. Aproximadamente 20% vão para a indústria e 10% para as residências. Até pouco tempo éramos 6 bilhões. como saneamento básico. Desde que passou a atuar sobre a natureza. do ponto de vista analítico e de ocupação. Outra área que é vitima da irresponsabilidade na utilização do solo. necessitando em um aumento da produção. são utilizadas para irrigação. sem planejamento ambiental e de desenvolvimento urbano. e muitos outros. que atinge diretamente a qualidade e disponibilidade da água na região e consequentemente no planeta. a fim de saciar suas necessidades. um tabu estabelecido sobre o controle de natalidade. A água contida no planeta sempre esteve presente na mesma quantidade. O crescimento populacional é também fator determinante para a crise ambiental do planeta. primeiramente não pela maior demanda frente à menor oferta. capaz de garantir a vida e a sobrevivência humana. O não planejamento e o descompromisso com o nascimento e a vida futura dos filhos. Devido ao crescimento populacional as florestas tem sido cada dia mais afetadas pela ação humana. é objeto de disputa política econômica e até mesmo bélica. o solo. Trata-se de uma realidade próxima. a marca dos 7 bilhões. e sim pela má distribuição de tais elementos. por motivos culturais. Anualmente milhões de toneladas de solo são perdidas. dentre outros. o grande problema do crescimento populacional frente ao meio ambiente será a falta de alimentos e recursos naturais. O fogo afeta o ar. onde há a atuação do governo. desaparecimento de áreas verdes. fonte energética. religiosos. fazendo com que determinadas pessoas tenham muito mais do que necessitam e. porém distante da atuação do poder público. seja para o cultivo de alimentos. das leis e da consciência preservacionista em geral. Se atualmente o petróleo. Cerca de 70% da água consumida mundialmente. como os nutrientes contidos no solo. Primeiro a cidade legal. o que acontecerá com a água. saúde gratuita. e também em alguns pontos do norte de Minas Gerais. são reduzidos drasticamente. foram e continuam sendo realizados sem o devido planejamento ambiental. havendo o uso e a ocupação irresponsável do solo. sendo que 90% está no subsolo e nos polos. outras não tenham nada. Há ainda. a água. por exemplo. elemento sem o qual não há vida? A grande maioria dos rios mundiais está diminuindo seu fluxo e seu curso. são grandes fatores não só de destruição de florestas. o número de gafanhotos aumentaria. Diariamente o número da população mundial cresce. saúde. A questão é que o mesmo não ocorre com a água saudável. em dois segmentos. segundo a ONU. desrespeitando-se o meio ambiente. alimentação adequada. De fato o crescimento populacional está intimamente ligado às possibilidades de renda e aos níveis de pobreza da população. seja para assentar suas moradias. Enchentes. assoreamento de cursos de água. Tal ocupação acarreta sérias consequências ao Meio Ambiente e à população em geral. Assim. chegando a ser um elemento de alta preocupação do setor público ambiental em muitas épocas do ano. Até certo ponto. A realidade de muitas cidades brasileiras é divida. éticos. é a agricultura. enquanto isso. agora já ultrapassamos. com as possíveis assistências públicas e sociais. os animais. o homem tem agido cada vez mais invasivamente sobre a vegetação e a natureza em geral.consequentemente. Tanto a ocupação como o cultivo de alimentos. mas também da emissão de gases em altíssimas quantidades. causando grandes impactos aos ecossistemas planetários. aumentariam os ataques a plantações e consequentemente diminuiria o número de alimentos disponíveis. some-se a isso o fato de que a população mundial cresce de forma assustadora. também exerce fundamental alteração na taxa de natalidade. O acesso da população a oportunidades garantidoras de uma vida qualificada. O segundo segmento é aquele que cerca o primeiro. As queimadas. poluição e inviabilização do uso responsável de diversos bens naturais. que a cada queimada.

muitos países. A grande maioria dos dejetos são diretamente liberados em cursos de água. Segundo dados do IBGE. disse Ahmed Djoghlaf. O saneamento básico também é um fator determinante que incide diretamente na vida humana e na qualidade do Meio Ambiente. a grande maioria dos lixões é a céu aberto.O lixo é outro grande problema. urgem por alterações. Enfim. energia. Outro dado alarmante é que exatamente a metade de toda a água tratada é desperdiçada no país. e tal diferença aumenta a cada ano que passa a patamares de 2. em parte. Djoghlaf disse aos jornalistas que nenhum país atingiu as metas. empresas e pessoas relegam e subordinam o assunto de acordo com seus interesses privados. o qual estabeleceu que os países industrializados deveriam diminuir as emissões de dióxido de carbono em 5. recursos naturais. tudo que é descartado pelo homem. No Brasil nem 10% do esgoto é tratado. Constantemente danos ambientais são presenciados pela população. uma vez que a cada parte investida em saneamento. O mundo atualmente está consumindo. Outro ponto a ser tocado é o desperdício. secretário -executivo da Convenção de Diversidade Biológica da ONU. Assim a cada 1 dólar investido. com bons. dentre eles as florestas da Amazônia. O desperdício também está presente na energia elétrica. A partir desses dados foi criado o Protocolo de Kyoto. O não investimento em saneamento básico por parte do poder público não tem respaldo. apesar de suas características tradicionais. a poluiç ão e a exploração excessiva estão prejudicando a capacidade produtiva dos ambientes mais vulneráveis. em 110 relatórios nacionais feitos com o objetivo de atender a promessa de 2002 de “reduzir significativamente” ou reverter a perda de biodiversidade. O relatório da ONU foi baseado. 200 cientistas participaram do primeiro painel intergovernamental de mudança do clima. índices de reaproveitamento. Como conciliar a redução de gases e poluentes no ar. sobre os níveis vigentes em 1990. Como a população brasileira em sua grande maioria vive nas cidades. O desperdício.5%. é lixo. Desperdiçar é normal. porém ainda não satisfatórios. A cultura popular brasileira desenvolveu. sem contudo frear os motores da produção industrial? Trata-se de uma preocupação mundial que. O alumínio é o que representa os melhores resultados. Segundo matéria veiculada no Estado de São Paulo. não sendo aproveitado em outras atividades. até mil vezes maiores que as vistas antes. 20% dos alimentos são desperdiçados. tanto nas classes baixas como nas classes altas. O clima é outro fator de grande discussão e problemática atual. cerca de 40% a mais do que o Meio Ambiente pode repor (alimentos. o desperdício é uma realidade presente em todos os níveis da sociedade. 4 são preservados. Ainda que a ideia e a ameaça já tenha se fixado como uma verdade atual e com a certeza de uma maior gravidade no futuro. embora muito se discuta em termos de redução de emissões por meio de metas. de acordo com a ONU. publicada em 10/5/2010: “A Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu hoje que a “enorme” perda de vida sustentável em ambientes naturais deve se tornar irreversível se os objetivos globais para impedir as perdas não forem atingidos neste ano. no Brasil pouco ainda é reciclado. visando o bem comum e o interesse social. quatro outras partes são economizadas com a prevenção de doenças que requerem internações. aliado à má distribuição. Segundo dados preliminares do relatório a ser apresentado na RIO+10. Se 6 bilhões (número menor que a atual população mundial) de pessoas usufruíssem o mesmo padrão de vida dos 270 milhões de americanos. Nas cidades brasileiras. Os EUA têm 5% da população mundial e consomem 40% dos recursos disponíveis. À época eles alertaram que o mundo precisava reduzir de 60 a 80% seus gases causadores do efeito estufa. seriam necessários 6 planetas. O Brasil é signatário deste protocolo. etc). Em comparação a algumas nações. para restabelecer o equilíbrio na Terra. . Em 1990. pouco tem sido feito. da colheita ao consumo. chegando mesmo a afetar colheitas e criação de animais. com vistas ao lucro e ao irresponsável crescimento econômico. a falta de saneamento básico responde por 65% das internações nos hospitais do país. O ambiente mundial encontra-se saturado e em risco de assumir um estado de irreversibilidade. “Continuamos a perder biodiversidade numa taxa sem precedentes”. O estudo “Perspectivas Globais de Biodiversidade” descobriu que o desmatamento. “Este relatório indica que estamos chegando a um ponto sem retorno no qual danos irreversíveis serão causados a menos que tomemos atitudes urgentemente”. O mundo produz muito lixo. é um fator de grande problemática atual para a qualidade de vida da grande maioria das pessoas do mundo. e em muitos casos é embasado por fatores culturais que. Relatórios da ONU apontam que 85% de produção e do consumo no mundo estão localizados nos países industrializados que tem apenas 19% da população. a destinação adequada do lixo é um dos maiores problemas ambientais urbanos da atualidade. Djoghlaf argumentou que as taxas de extinção de algumas espécies animais e vegetais atingiram um pico histórico. organizado pelas Nações Unidas.2% até janeiro de 2012. responsáveis por alterações climáticas. lagos e recifes de corais. a normalidade do desperdício.

Muitas áreas inabitáveis são ocupadas. diz o documento. como consequência de tais fatos. as periferias sub-humanas e os locais de habitação não planejados. também é um fator de suma preocupação para os agentes urbanos. comércio e crescimento populacional. o relatório apresentado pelas ONGs ambientais WWF e E3G avalia as ferramentas utilizadas pelos países do G20. As questões levantadas pelo relatório devem ser discutidas durante uma reunião da ONU sobre biodiversidade que acontecerá em outubro. Na primeira e segunda posição do ranking ficou um programa de “eficiência energética em edifícios” do governo alemão. ou mudanças.” O relatório afirma que a biodiversidade é uma preocupação central para a sociedade que poderia ajudar a lidar com a pobreza e melhorar a riqueza. em parte pensadas para interromper subsídios “prejudiciais” ou “perversos”. gerando grandes inundações. Intitulado “O melhor e o pior das políticas climáticas e da recuperação econômica”. . responsável pela garantia de diversos direitos sociais à população. torna-se uma barreira no ciclo natural da água proveniente das chuvas. destacou o valor econômico e o retorno do “capital natural” e seu papel em assegurar a saúde do solo. placas. O solo vem sendo tornado cada vez mais impermeável. aumentando a quantidade de água sobre o solo. Muitos rios e lagos estão se tornando contaminados por algas. executasse algum tipo de planejamento referente a tais áreas urbanas em expansão. O lixo. “A verdade é que precisamos dela mais do que nunca em um planeta de 6 bilhões de habitantes que se encaminha para ter 9 bilhões de pessoas em 2050. contribuem para a deterioração da saúde humana. dos oceanos e da atmosfera. De acordo com matéria vinculada na Folha Online em 05/11/2009: As ações brasileiras para reduzir as emissões provocadas pelo desmatamento na Amazônia ficaram em sexto lugar em uma lista que classifica as melhores medidas específicas na luta contra o aquecimento global. como a expansão de áreas naturais protegias e o controle da poluição. A poluição sonora em grandes centros é tão evidente que muitas vezes a tranquila vida chega a se tornar inviável. deixando suas águas com pouco oxigênio e matando peixes. por meio de sua compactação e de formas de asfaltamento. acarretando em catástrofes tanto naturais como pessoais. no Japão. e áreas de preservação permanente. como por exemplo encostas de grandes desfiladeiros. E os recifes de coral estão desaparecendo em razão da combinação de águas mais ácidas e mais quentes. medindo o sucesso ambiental e econômico. avisos. bem como a pesca predatória. com a morte de várias pessoas. A poluição visual também contribuí.Principais alvos Três potenciais pontos sem retorno foram identificados: o clima global. uma vez que a quantidade de anúncios. Elas incluem tentativas de regular a devastação do solo. no âmbito da vida de muitas famílias. apresentada nesta quinta-feira (5). A super aglomeração de pessoas em um curto espaço de tempo. formando-se então as favelas. disse Steiner. diz o relatório. Saneamento básico idem. sofrem com problemas de saneamento básico. impossibilitou que o poder público. reduzindo assim a quantidade das reservas de água doce subterrânea e. que seriamente degradam o meio ambiente e. saúde e pobreza. como consequência. como já foi apresentado acima. dentre outros. A falta de planejamento resulta no pior. O relatório defende uma nova estratégia para lidar com essas perdas. merecendo tanta atenção quando a crise econômica por apenas uma fração do custo dos recentes empréstimos financeiros. O diretor-geral do Programa de Meio Ambiente da ONU. pesca. juntamente com medidas mais tradicionais. “A humanidade fabricou a ilusão de que de alguma forma pode ficar sem a biodiversidade ou que isso é de alguma forma periférico ao mundo contemporâneo”. a população rural passou então rapidamente a migrar para tais centros. Achim Steiner. As in formações são da Dow Jones. planícies de inundação.” O ambiente urbano convive com inúmeras problemáticas decorrentes do descuido ambiental e da falta de uma política efetiva que realmente desenvolva as cidades de forma sustentável e não poluidora. na Espanha. as chuvas regionais e a perda de espécies de plantas e animais são prejudicados pelo contínuo desmatamento da floresta amazônica. impedindo que estas penetremno e atinjam os lençóis freáticos. afetando o sustento e a recreação de populações locais. o que ainda continua ocorrendo nos dias de hoje. Com a industrialização e a concentração dos elementos industriais e produtivos nos centros urbanos.

estão muito atrás no ranking. Ainda assim. “Este relatório mostra que os governos que aplicam medidas para combater a mudança climática ter ão êxito e ocuparão uma posição de liderança”. destinação de resíduos sólidos. Embora em alguns casos os problemas ambientais se manifestem de formas diferentes em determinados pontos do planeta. informa Janaína Lage. mas sim terciária. e. em matéria exibida pela Folha Online datada de 29/01/2010: O Brasil caiu para o 62º lugar em um índice de performance ambiental elaborado pelas universidades americanas Yale e Columbia. traduz-se em ameaças ambientais. na grande maioria dos casos. Constantemente congressos são realizados. Todavia em muitos casos. Novamente. “Apelamos ao G20 para conduzir uma estratégia de investimento na economia verde”. países com crescimento econômico acelerado. saneamento básico. privando muitos do básico e necessário. Bilhões são gastos em campanhas de divulgação política e de angariamento de fundos para o custeamento de candidatos ao poder de diversas nações. alimentos e matéria-prima cresce. mas desempenho ruim na emissão de gases-estufa e poluentes. as águas tanto marinhas como doces. as florestas. e de ajustamento de conduta de seus países. levando-se em conta que os países do G20 são responsáveis por três quartos das emissões de gases de efeito estufa no mundo. diretor da iniciativa global das alterações climáticas da WWF. A conversão gradativa da própria economia em uma futura economia responsável. e ocupam respectivamente o 121º e o 123º lugares. a fauna. Algumas metas jamais são atingidas. é negada devido à implicação de determinados ônus à própria economia. geração de energia. inúmeras são as vozes que pedem por atitudes urgentes e de efetiva mudança na abordagem e tratamento do Meio Ambiente. em seu estado atual.. Diariamente a demanda por recursos naturais. o solo. etc. com bom resultado em indicadores como qualidade de água potável. acrescentou. para evitar que uma crise ambiental sem precedentes se instaure. A demanda cresce. se não norteada por planejamentos e meios de tornar tais fenômenos sustentáveis. A realidade ambiental no mundo como um todo é crítica. tais acordos são lançados à uma política nem mesmo secundária. pobreza e fome. disse Kim Carstensen. Outras implicações políticas capazes de melhorar significativamente – se efetivadas – a qualidade ambiental do planeta. enfrenta. que ocupam o 61º lugar. como China e Índia. pode ser considerada insuportável. as geleiras. são sempre colocadas na balança e comparadas da seguinte forma: Se gerar algum custo. mas também melhoram e diversificam a economia. os resultados sequer chegam a tocar os patamares necessários e previstos para a redução dos danos ambientais. o Brasil ocupava o 34º lugar. em âmbito mundial. de seus governos. são temas constantes de eventos promovidos por muitos governos a fim de se buscar meios viáveis. Os ministros da Fazenda do G20 se reúnem neste fim de semana no Reino Unido.. pautas e mais pautas incluem o Meio Ambiente como tema a ser debatido. e a distribuição a cada dia mais se torna inadequada. e muitos outros. . […] O resultado coloca o Brasil atrás dos EUA. em matéria publicada hoje na Folha [. a flora em geral. Os mesmos gastos porém não são implementados no que tange as políticas ambientais. Na última edição. há dois anos.O relatório salienta que as políticas climáticas não apenas geram benefícios ambientais. sustentável e efetivamente voltada aos interesses ambientais e sociais. de Nova York. aliada ao crescimento populacional desenfreado.]. reuniões são idealizadas. Cada região do globo possuí seus principais problemas ambientais: Falta de água. O clima. quando alguns países tidos como grandes poluidores tornam-se signatários de determinados acordos ambientais internacionais. A expansão da economia mundial. todos contribuem de forma decisiva para a situação alarmante que o Meio Ambiente. onde deverão apresentar propostas concretas sobre o financiamento para ajudar países emergentes a desenvolver uma economia de baixa emissão de carbono.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: na Rio-92. só 7% da produção mundial de pescado tinha o certificado do Conselho de Administração Marinho (Marine Stewardship Council) de produção com respeito ao meio ambiente. As partes da UNFCCC concordaram em lançar um novo pacto em 2015. poluição das águas provocadas por altas concentrações de nutrientes (devido ao despejo de fertilizantes ou matéria orgânica) que causam a proliferação de organismos que consomem o oxigênio dissolvido na água. O mundo não alcançou a Meta de Desenvolvimento do Milênio sobre a perda da biodiversidade para 2010. A Terra está a caminho de um aquecimento de três graus Celsius ou mais ao final do século. O tempo é curto. em 1972. na sigla em inglês). outra herança da Eco92. OCEANOS: com exceção de algumas pescas que estão sob controle dos Estados. Foi contida uma expansão maior do buraco na camada de ozônio.globo. Mas as metas de Kyoto foram atropeladas pelas emissões de grandes economias emergentes que não são obrigadas a cumprir metas. poucos problemas foram resolvidos e alguns se agravam rapidamente.http://g1. muitas populações de peixes sofrem um esgotamento sem precedentes. 14 Jun 2012 (AFP) -Desde a primeira grande conferência mundial sobre meio ambiente. Noventa e dois por cento da "pegada de carbono" mundial da água se deve à agricultura. Há 169 "zonas costeiras mortas" nos oceanos e 415 que sofrem eutrofização. Mas como este quadro demonstra. o que protege o planeta dos raios solares que podem causar câncer de pele. mas sua recuperação total está prevista para meados deste século ou inclusive depois. PROTEÇÃO À CAMADA DE OZÕNIO: o Protocolo da ONU de 1987 tornou ilegal o uso de gases de clorofluorcarbono (CFC) que corroem a camada de ozônio. ÁGUA DOCE: nos últimos 50 anos. o único tratado que estabelece cortes específicos de emissões de gases de efeito estufa. inundações e tempestades. não conseguiu conter a extinção de espécies. efetivo a partir de 2020. principalmente por causa da agricultura. triplicou a extração mundial de água subterrânea em resposta ao aumento da população urbana e da demanda agrícola. a ONU estabeleceu a Convenção-quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC. BIODIVERSIDADE: a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD). Só 158 das 263 bacias de rios que cruzam fronteiras nacionais têm acordos de cooperação em matéria de gestão de recursos.html 19/06/2012 12h54 . Em 2007. os temas "verdes" entraram na agenda política e na consciência do consumidor. a UNFCCC promulgou o Protocolo de Kyoto.Atualizado em 19/06/2012 12h54 Principais problemas ambientais desde 1972 France Presse RIO DE JANEIRO. Em 1997. Os recifes de coral sofreram redução de 38% desde 1980 e e perda de hábitat é superior a 20% desde aquela década. . aumentando gravemente os riscos de secas.com/mundo/noticia/2012/06/principais-problemas-ambientais-desde-19721.

a produção de energia solar aumentou 30. impulsionado especialmente pelos objetivos estabelecidos na Europa. Chumbo no petróleo ou na gasolina está perto de ser eliminado e há um tratado mundial para deter a tristemente célebre "dúzia suja" de poluentes orgânicos persistentes (POPs) e produtos químicos que se biodegradam tão lentamente que se acumulam na cadeia alimentar. uma área quase do tamanho da Argentina. números sobre energia do informe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e Agência Internacional de Energia (AIEA). representaram apenas 0. CONTAMINAÇÃO E DEJETOS: a produção anual de plásticos mais que duplicou nas últimas duas décadas para 265 milhões de toneladas. FONTES: Informe Global sobre Meio Ambiente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Por outro lado. contrasta com o predomínio dos combustíveis fósseis. DESMATAMENTO: desde 1992. O desmatamento é a terceira maior causa de emissões de gases de efeito estufa. as florestas primárias do mundo recuaram 300 milhões de hectares. desde que não seja caro demais. 540% a mais do que em 2004.9% das fontes de energia em 2009.000%. Com os biocombustíveis e o gás proveniente do lixo. A boa notícia é que o reflorestamento ganhando terreno no hemisfério norte e que houve algum progresso na oferta de incentivos financeiros para proteger as florestas nativas. ri/jt/lbc/emm/mvv/dm . o percentual chega a 10. causadores do aquecimento global.000% e eólica (ventos) em 6. Também no lado positivo.ENERGIA: o aumento do interesse em energias renováveis. Desde 2006. que representaram 80. Mas em conjunto com a geotérmica. Desde 1992. o número de vazamentos de petróleo caiu nos últimos 20 anos.8% do total global em 2009. O investimento global em energia e combustíveis renováveis alcançou um recorde de 211 bilhões de dólares em 2010.2%. A decomposição do plástico é muito lenta. quadruplicou uma iniciativa da ONU de replantar pelo menos um bilhão de árvores ao ano. criando uma ameaça ambiental de longo prazo. os consumidores são cada vez mais sensíveis à reciclagem. das quais a metade é usada para artigos descartáveis.

em junho de 1992. publicado em 1987. que preservem o equilíbrio ecológico. Mostram que os países ricos são os grandes consumidores desses recursos e. e apontam o desequilíbrio ecológico como um dos resultados das relações entre países pobres e ricos. Os estudos mostram o estreito vínculo entre pobreza. Esse conceito implica mudanças nas relações políticas internacionais: maior cooperação entre as nações para a geração de tecnologias não-poluidoras e acordos internacionais sobre o uso dos recursos naturais. Para pressionar os organismos oficiais. 1a CONFERENCIA MUNDIAL A primeira Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento realiza-se em 1972. ECO-92 A segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento é realizada no Rio de Janeiro. mais de . Para conter a degradação.br/celo/topicos/subtopicos/ecologia/questoes_ambientais/que stoes_ambientais.com. na Suécia. reduzindo os danos ao meio ambiente. Participam 114 chefes de Estado e 170 delegações oficiais. os maiores responsáveis pela manutenção do equilíbrio ambiental e preservação das espécies. limitações à produção de substâncias tóxicas e emissões de poluentes no meio ambiente. em Estocolmo.html Desenvolvimento Sustentado A degradação do meio ambiente está diretamente vinculada às atividades econômicas praticadas no planeta. além de equipes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. considerado predatório. os analistas indicam a necessidade de mudar o atual modelo de desenvolvimento econômico. no centro de convenções Riocentro. Especialistas do mundo inteiro elaboram o conceito de desenvolvimento sustentado: sistemas de exploração mais racional dos recursos naturais. Os principais resultados são reunidos no livro Nosso futuro comum.http://www. Demonstram que os países pobres ou em desenvolvimento são os que detêm as maiores reservas de recursos naturais e estão destruindo-as rapidamente para pagar suas dívidas externas. Aconselham os países pobres a construir modelos de desenvolvimento nãopredatórios e sugerem que os países ricos os ajudem nessa tarefa através de verbas e tecnologias.universitario. a questão ambiental é assumida oficialmente por um grande número de governos e mais de cem países criam organismos oficiais específicos para tratar do tema. com patrocínio da ONU. com patrocínio da ONU e deflagra vários estudos com o objetivo de traçar uma estratégia para a preservação da vida no planeta. portanto. desigualdade de renda e deterioração ambiental. Após a Conferência de Estocolmo.

da conservação e gestão dos recursos naturais. São eliminadas as barreiras comerciais para a madeira e a borracha exploradas com técnicas de manejo que evitem o esgotamento desses recursos. no bairro de Jacarepaguá (RJ). Os projetos de desenvolvimento sustentável ficam na dependência da definição dos mecanismos de financiamento e de transferência de tecnologia. devem ajudar as nações pobres com tecnologias nãopoluidoras e avanços científicos que as conduzam a um desenvolvimento mais rápido e menos predatório. Agenda 21 – O objetivo da Agenda 21 é traçar estratégias para implantar os princípios da Carta da Terra. 14. Todos os governos e pessoas devem cooperar na erradicação da pobreza. Formas de redução do desmatamento também não são consolidadas em documento. É criada uma Comissão para o Desenvolvimento Sustentável (CDS). formada por 53 países. têm a responsabilidade de garantir que sua exploração não cause danos ao meio ambiente de outros países e o dever de indenizar as vítimas de poluição e outros danos ambientais. Os dois documentos mais importantes aprovados na conferência são a Carta da Terra. É assinada por 153 países. A convenção sobre mudanças climáticas limita a emissão dos gases tóxicos associados ao efeito estufa e à destruição da camada de ozônio. mas não define datas para seu cumprimento. As formas de implantá-los. que reúne cerca de 40 mil militantes no aterro do Flamengo (RJ) . oito tratam de questões econômicas e sociais. o Fórum Global. mas os países desenvolvidos têm responsabilidades maiores: são os que mais consomem e os que detêm as tecnologias necessárias para o desenvolvimento dos países pobres. Carta da Terra – O ponto central da Carta da Terra é a constatação de que os países ricos poluem mais o planeta e. para fiscalizar o cumprimento da Agenda 21. também chamada de Declaração do Rio. e a Agenda 21. . As delegações oficiais concordam teoricamente com os princípios da preservação ambiental. do clima e da biodiversidade. A declaração sobre as florestas garante a soberania de cada país no uso de suas riquezas florestais. De seus 40 capítulos. São inúmeras as divergências entre as delegações oficiais. são motivo de controvérsia. a Kari-Oca. Clima e florestas – Três outros documentos tratam do desmatamento. que serão definidos em novos fóruns internacionais. Os EUA não aceitam limites à emissão de poluentes atmosféricos e não assinam o documento. realiza-se também a Conferência Mundial dos Povos Indígenas.3. sete descrevem o papel dos grupos sociais. no entanto. Reconhece que os Estados têm o direito soberano sobre os recursos naturais de seus territórios. portanto.200 ONGs de todo o mundo organizam um encontro paralelo. Na mesma época. e 11 tratam das políticas para garantir a qualidade de vida das próximas gerações. Em 1993 o Brasil passa a integrar a comissão. numa grande taba construída por índios tucanos e do Alto Xingu. e a conferência não consegue estabelecer a fonte de recursos para financiar a implantação das políticas aprovadas.

da Suíça. O documento é aprovado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU e pelas ONGs que participam do Fórum Global. As quatro glaciações já registradas – quando as calotas polares avançam sobre as regiões temperadas – fazem a temperatura média do planeta cair vários graus. era ocupada por uma grande floresta e os terrenos que hoje abrigam a floresta amazônica pertenciam ao fundo do mar. por exemplo. Há milhões de anos. indica a necessidade do acesso igualitário à tecnologia de conservação e à tecnologia baseada em recursos biológicos. pelo presidente Clinton. no entanto. elaborado pelo World Resource Institute. e pela União Mundial para a Natureza. como o Brasil. As rupturas na crosta terrestre e a deriva dos continentes mudam a posição destes ao longo de milênios . seus climas passam por grandes transformações. Mostra que os desmatamentos podem destruir milhares de espécies vivas ainda desconhecidas. sobre seus recursos e propõe que tenham o direito de participar dos lucros resultantes de sua exploração. Os EUA. Essas mudanças. apresenta 85 propostas para a preservação da diversidade biológica no planeta e um plano para o uso sustentado de recursos biológicos. Degradação Ambiental A superfície da Terra está em constante processo de transformação e. a área do atual deserto do Saara. Cada nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de poluição. Em conseqüência. dos EUA. A invenção da máquina a .5 bilhões de anos. país que detém a maior indústria farmacêutica do planeta. Com o surgimento do homem na face da Terra. o que só será feito em julho de 1993. são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. Quanto mais rápido o desenvolvimento tecnológico. o planeta registra drásticas alterações ambientais . AGENTES DO DESEQUILÍBRIO A escalada do progresso técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. Reconhece a soberania dos países detentores da biodiversidade.Biodiversidade – O documento Estratégia global para a biodiversidade. recusam-se a assinar o documento. maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. o ritmo de mudanças acelerase. ao longo de seus 4.

produtos de limpeza. espécies animais e vegetais são domesticadas. Crescimento populacional – O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade da terra. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera. o ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infra-estrutura. A grande cidade usa os recursos naturais em escala concentrada. como alguns plásticos. A necessidade de aumentar as exportações para sustentar o desenvolvimento interno estimula tanto a extração dos recursos minerais como a expansão da agricultura sobre novas áreas. ao perderem seus predadores naturais. insetos e aves. Nos países pobres. pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos.vapor. matam microrganismos decompositores. Florestas cedem lugar a lavouras e criações. A destilação do petróleo multiplica a emissão de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de geração . Com a petroquímica. eletrodomésticos. oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos. subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. poluem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos. As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor. Cresce o desmatamento e a superexploração da terra. usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas lavouras. principalmente da rede de saneamento básico. Ao longo do tempo. por exemplo. tintas e solventes. no solo. A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. Economia do desperdício – O estilo de desenvolvimento econômico atual estimula o desperdício. A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental. aumenta a procura pelo carvão e acelera o ritmo de desmatamento. Lixo – Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera. os mares. O apelo ao consumo multiplica a extração de recursos naturais: embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumentam a quantidade de lixo no meio ambiente. Automóveis. e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. surgem novas matérias-primas e substâncias não-biodegradáveis. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos. reduzem a fertilidade da terra. nas águas ou no solo. multiplicam-se aceleradamente. roupas e demais utilidades são planejados para durar pouco. Resíduos radiativos – Entre todas as formas de lixo. quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade da natureza de construir novas situações de equilíbrio. muitas extintas e outras. Produtos químicos não-biodegradáveis. os resíduos radiativos são os mais perigosos.

à prova de radiação. Encontrada e aberta por sucateiros. usada em equipamento radiológico.de energia elétrica. Questões Ambientais no Brasil Reflexões . um vazamento na Usina de Angra I. na Ucrânia. No Brasil. em setembro de 1957. provocam alterações genéticas e câncer. Despejos no mar e na atmosfera são proibidos desde 1983. O mar Báltico é uma das regiões do planeta que mais concentram esse tipo de sucata. Em contato com o meio ambiente. centenas de feridos e forma uma nuvem radiativa que se espalha por toda a Europa. as substâncias radiativas interferem diretamente nos átomos e moléculas que formam os tecidos vivos. Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível. mas até hoje não existem formas absolutamente seguras de armazenar essas substâncias. EUA. contamina dois técnicos. no entanto. em 1986. em pouco tempo provoca a morte de quatro pessoas e a contaminação de duzentas. contamina cerca de 270 mil pessoas. que devem ser enterrados em áreas geologicamente estáveis. na usina russa de Tcheliabínski. em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médicohospitalares. O mais grave. Essas precauções. O primeiro deles. no Rio de Janeiro. nem sempre são cumpridas e os vazamentos são freqüentes. Submarinos nucleares afundados durante a 2a Guerra Mundial também constituem grave ameaça. Mas o pior acidente com substâncias radiativas registrado no país ocorre em Goiânia . não podem ser destruídas e permanecem em atividade durante milhares e até milhões de anos. em Chernobyl . Ameaça nuclear – Atualmente existem mais de quatrocentas usinas nucleares em operação no mundo – a maioria no Reino Unido. em 1987: o Instituto Goiano de Radioterapia abandona uma cápsula com isótopo de césio-137. O número de pessoas contaminadas é incalculável. As mais recomendadas são tambores ou recipientes impermeáveis de concreto. Vazamentos ou explosões nos reatores por falhas em seus sistemas de segurança provocam graves acidentes nucleares. França e Leste europeu. deixa mais de trinta mortos.

o Brasil é o país em desenvolvimento que mais tem atraído a atenção internacional. têxteis e de transformação de minerais não-metálicos. A poluição e o desmatamento ameaçam seus diversificados ecossistemas. dejetos humanos e resíduos industriais saturam a deficiente rede de saneamento básico e envenenam águas e solos. monóxido de carbono. Automóveis e veículos pesados são responsáveis pela emissão de 2. de 1991. Poluição do ar As emissões de dióxido de enxofre. A situação é mais grave em grandes centros. O agravamento dos problemas ambientais no país está ligado à industrialização. O programa entra em funcionamento em 1988 e deve estar concluído em 1997. Dados da Cetesb (Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Básico). à urbanização acelerada e à desigualdade socioeconômica. Rio de Janeiro e Belo Horizonte. como poeira. mostram que as indústrias da Grande São Paulo lançam por ano no ar cerca de 305 mil toneladas de material particulado e 56 mil toneladas de dióxido de enxofre. no Rio de Janeiro. No complexo industrial da Baixada Fluminense. a concentração média de partículas poluentes no ar também é alta: 94 mcg/m³. como São Paulo. crescem em todas as aglomerações urbanas e industriais do país. o dobro do considerado seguro. inclusive o de maior biodiversidade do planeta. que obriga a instalação de filtros catalisadores no escapamento dos automóveis e caminhões novos. óxido e dióxido de nitrogênio e de material particulado. fumaça e fuligem.Ecologia no Brasil Com dimensões continentais e 70% da população concentrados em áreas urbanas. o amazônico. Na região metropolitana de Belo Horizonte. Gases liberados por veículos e fábricas. o governo federal cria o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. A maior responsável por esses índices é Contagem. cidade mineira que concentra as indústrias metalúrgicas. iniciada na década de 50.065 toneladas anuais de monóxido de carbono . Águas contaminadas . poluem a atmosfera. e os níveis de dióxido de enxofre são maiores que os de São Paulo. além das queimadas no interior. Em 1986. ao modelo agrícola monocultor e exportador instituído desde os anos 70. a concentração de partículas em suspensão atinge a média anual de 160 mcg/m³. Nas grandes cidades.

Paranapanema. Xingu. Ainda são usados no Brasil produtos organoclorados e organofosforados. A baia de Guanabara. Vazamentos de petróleo em poços das plataformas submarinas e acidentes em terminais portuários e navios-tanques têm provocado graves desastres ecológicos. Degradação da superfície O principal fator de poluição do solo. A baía de Todos os Santos. O agente laranja. lixo urbano. os rios da bacia Amazônica. Sinos e Guaíba são repositórios desses resíduos. Miranda e Madeira são os mais afetados. Em 1993. Gravataí. proibidos ou de uso restrito em mais de 50 países devido a sua toxicidade e longa permanência no ambiente. Tietê. Na Amazônia. Poluição do mar – Dejetos industriais e orgânicos são jogados em vários pontos do litoral. A média anual brasileira é duas vezes superior à do mundo inteiro. o governo do Estado do Rio de Janeiro consegue financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de US$ 793 milhões para a despoluição da baía de Guanabara. substância tóxica usada no tratamento de madeira. do Peixe. O litoral do Pará e as praias da ilha de Marajó estão contaminados por pentaclorofeno de sódio. jogado nos rios à média de 2. Os deltas do Amazonas e do Capibaribe . responsáveis por quase toda a produção agrícola para consumo interno e exportação. das Velhas. está contaminada por mercúrio. latas e outras sucatas. Os pólos petroquímicos e cloroquímicos localizados em quase todos os estuários dos grandes rios lançam metais pesados e resíduos de petróleo nos manguezais e na plataforma continental . plásticos. mata os peixes e qualquer outra forma de vida aeróbica. As regiões mais atingidas por esses agrotóxicos são a Centro-Oeste. as baías de Todos os Santos. Jacuí.5 kg para cada grama de ouro extraído dos garimpos. Em maio de 1994. Taquari. metais pesados e outras substâncias tóxicas. O excesso de cargas orgânicas em suas águas consome todo o oxigênio. O terminal de São Sebastião (SP) registra 105 vazamentos em 1990 e 1991. a Sudeste e a Sul. Itajaí. 50 toneladas de nitratos e metais pesados. A areia e a terra são levadas a uma distância de 5 km e o lixo para aterros sanitários. o governo do Estado inicia um programa de despoluição e desassoreamento do rio: barcaças retiram areia e lixo do seu leito. na Bahia. em alguns trechos do rio Tietê dentro da capital existem apenas bactérias anaeróbicas. Os rios Tapajós . o maior dano é provocado pelo mercúrio.Praticamente todas as grandes e médias cidades brasileiras têm suas águas contaminadas por esgotos. subsolo e águas doces é a utilização abusiva de pesticidas e fertilizantes nas lavouras. recebe diariamente cerca de 500 toneladas de esgotos orgânicos. O lixo e o desmatamento nas margens provocam o assoreamento de seu leito. os rios Paraíba do Sul. além de 3 mil toneladas de resíduos sólidos – areia. um desfolhante usado pelos americanos na Guerra do Vietnã para devastar a . no Rio de Janeiro. Em São Paulo. de Guanabara e de Paranaguá.

são destruídos pelo fogo em 1988 e. desaparece quase toda a cobertura original da mata Atlântica nas regiões Sudeste. Pressionada. já foi aplicado por empresas transnacionais na Amazônia. uso excessivo dos defensivos agrícolas. Espécies ameaçadas . Eles também tornam as pragas cada vez mais resistentes. as queimadas na floresta Amazônica são consideradas uma das piores catástrofes ecológicas do mundo. Desertos – Desmatamento indiscriminado. A médio e longo prazo esses produtos destroem microrganismos. causam lesões hepáticas e renais e problemas no sistema nervoso. manejo inadequado do solo e seca trazem a desertificação de algumas áreas do país. em 1991. Nos anos 80. mas garante que o problema não é preocupante. a superexploração agrícola e a pecuária extensiva fazem crescer o já chamado "deserto dos pampas": uma área de 200 ha no município de Alegrete. Em março de 1993. queimadas. a direção da usina confirma a informação. o cerrado vem sendo queimado para abrir espaço à soja e à pecuária. Radiatividade – A ausência de comunicação imediata de problemas em usinas nucleares preocupa militantes ecológicos e cientistas no mundo inteiro. em Angra dos Reis (RJ). Queimadas – Desde o início da ocupação portuguesa o fogo foi o principal instrumento para derrubar a vegetação original e abrir áreas para lavoura. A região Nordeste é a mais atingida: 97% de sua cobertura vegetal nativa já não existem. No homem. o grupo Greenpeace denuncia: a paralisação da Usina Nuclear de Angra I. outro incêndio destrói 17 mil ha do parque. Podem provocar envelhecimento precoce em adultos e diminuição da capacidade intelectual em crianças. também faz uso acentuado desses fosforados. fungos. pecuária. No Centro-Oeste. A cultura da soja. mineração e expansão urbana. exigindo doses cada vez maiores de pesticidas. A mineração e as salinas também afetam o sul do Pará e a região de Mossoró (RN).mata tropical. de ocupação mais recente. é a seca que provoca os incêndios que devastam os ecossistemas: 80% do Parque Nacional das Emas . para transformar a floresta em terrenos agropastoris. A área desertificada chega a 50 mil ha e afeta a vida de 400 mil pessoas. insetos e contaminam animais maiores. na divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul. mineração. No Rio Grande do Sul. Nordeste e Sul. Ao longo dos quase cinco séculos de história do país. No caso de Angra. hoje espalhada por quase todas as regiões do país. Isso também acontece no Brasil. provoca um aumento anormal de radiatividade no interior de seu reator. o incidente serviu de alerta para o fato de ainda não se ter estabelecido um plano eficiente para a população abandonar a cidade em caso de acidente grave. Em algumas regiões. poluição.

a mata Atlântica e o Pantanal estão entre as maiores reservas biológicas do planeta. Espécies vegetais ameaçadas – A substituição dos ecossistemas originais por pastagens. a maioria delas ameaçadas pelo processo de degradação ambiental. Colômbia. México e Indonésia são os países de maior diversidade biológica no mundo. É o caso da araucária. . o extrativismo desordenado e a poluição têm reduzido e até levado à extinção inúmeras espécies vegetais nativas. A Amazônia.Brasil.

bem como a forma de fazê-lo. simultaneamente.http://www. contaria com ferramentas transformadoras (Nóbrega. Esta série de acontecimentos causou comoção internacional. em acordo à perspectiva da “ecologia profunda”. a cidade e o planeta. em 1966. Todos esses problemas transcendiam projetos educativos ou disciplinas científicas isoladas. com o passar do tempo e as novas descobertas. sua prática é antiga. já praticava Educação Ambiental desde que surgiu. pois a natureza era mais poderosa do que os homens. Eram problemas que transcendiam as fronteiras dos países e surgiam como resultado de grandes alterações nos processos ambientais regionais ou globais. a água. durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente.br/index. a diminuição da vida aquática em alguns dos grandes lagos norte-americanos. exigindo de todos os habitantes do planeta o exercício de uma cidadania que incorpora uma consciência ética na qual a relação natureza/sociedade reconhece o valor intrínseco de todas as formas de vida. Assim. os casos fatais de intoxicação com mercúrio em Minamata e Niigata. a sobrevivência do homem estava atrelada à sua relação com a natureza. bem como a contaminação do mar provocada pelo petroleiro Torrey Canyon. Essa conferência representa o momento em que a Educação Ambiental entra para a história do movimento ambientalista mundial. o bairro. deram o alerta. o conhecimento da natureza e a transmissão desse conhecimento servia apenas para que o ambiente fosse mais dominado e explorado (Maia. Descobrem-se novas formas de exploração dos recursos naturais e os fenômenos da natureza começam a ser compreendidos. Episódios como a contaminação do ar em Londres e Nova York. Já nos tempos primitivos. passando a ser considerada como um campo de ação pedagógica (Medina. 2002). o . Os processos educativos haviam ficado racionais e a escola descuidara dos sentimentos. a Educação Ambiental se propõe a discutir os problemas ambientais por meio da formação dos indivíduos e. Até então. o corpo. fruto de enormes impactos causados pela atividade humana.com. e em Outubro de 1977. representantes de 113 países participam da Conferência de Estocolmo Conferência da ONU sobre o Ambiente Humano (marco inicial do Direito Ambiental Internacional). a UNESCO promove o Encontro Internacional em Educação Ambiental. com 65 países. 2008). acontece a Primeira Conferência Internacional em Educação Ambiental. realizada em Estocolmo (Suécia). nossos ancestrais vivenciavam a Educação Ambiental. A década de 70 é um marco político na medida em que o ambiente passa a ser reconhecido em termos legais.php?option=com_content&view=article&id =419&Itemid=584 Histórico da Educação Ambiental Origens da Educação Ambiental O termo Educação Ambiental foi criado em 1972. a transmissão de informação. Em 1972. O homem. em Belgrado/Iugoslávia. Essa Educação Ambiental “primitiva” era uma condição necessária. a partir dessa Conferência.cacadoresdecachoeiras. 2007). quando a sociedade tomou conhecimento dos problemas ambientais e os governos definiram que a saída para mudar o mundo seria a educação. entre 1952 e 1960. a morte de aves provocada pelos efeitos secundários e imprevistos do DDT e outros pesticidas. esquecendo o ar. das sensações e das relações em sala de aula. Porém. entre 1953 e 1965. reais e urgentes. concluiu-se que a educação deveria. fazendo com que países muito desenvolvidos temessem que a contaminação colocasse em perigo o futuro da Humanidade. mudaram as razões subjacentes à necessidade de educar para o ambiente. surgem problemas ambientais. mesmo sem saber. Ao interagir com o mundo que os rodeava e ao ensinar seus filhos a fazerem o mesmo. Em 1975. Apesar da utilização do termo Educação Ambiental ser relativamente nova. Criou-se o termo Educação Ambiental porque o homem estava se afastando da natureza. para isso. nas décadas de 50 e 60. que assumem proporções alarmantes. preocupar-se com a sensibilização. Nesta conferência de Tbilisi. em Tibilisi (URSS). Entretanto.

à preparação de todo cidadão para uma participação na defesa do meio ambiente. De acordo com os preceitos desta agenda. O MMA cria a Coordenação de Educação Ambiental. dos quais destacamos:  A Agenda 21. são aprovados os novos “Parâmetros Curriculares” que incluem a Educação Ambiental como tema transversal em todas as disciplinas. Reconhece ainda a Educação Ambiental como um processo de aprendizagem permanente. bem como o estabelecimento de critérios e orientações para a resolução de problemas. Como resultado da ECO-92. melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. em 1988. visando assegurar no país condições ao desenvolvimento socioeconômico. o debate e a sua própria capacidade de aperfeiçoamento.desenvolvimento de hábitos e a promoção de valores. Ainda em 1992. A Questão Ambiental no Brasil Na década de 70 o Brasil estava em plena ditadura militar e havia um interesse desenvolvimentista que não contemplava a preocupação ambiental como prioridade. a Lei 7. também. Na década de 1990. Em cumprimento às recomendações da Agenda 21 e aos preceitos constitucionais. foi criada a SEMA (Secretaria Especial de Meio Ambiente). centrada nos problemas locais. no Brasil. celebrado por diversas organizações da sociedade civil. consolida e capacita os Núcleos de Educação Ambiental (NEAs) nos estados. 2002). coordenar e executar a Política Nacional de Meio Ambiente. o primeiro órgão brasileiro de ação nacional voltado para o Meio Ambiente. deveria ser promovido. Visa. um programa de capitação de multiplicadores em Educação Ambiental em todo o país. Desenvolve-se. assim. a Lei 6. é promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil. A preocupação centrou-se nos problemas ambientais globais e nas questões do desenvolvimento sustentável. Em 1986. com a finalidade de formular. onde se estabelecem as recomendações para a capacitação de recursos humanos. de caráter não oficial. Ainda assim. em 1989.490 transforma a Secretaria de Meio Ambiente em Ministério do Meio Ambiente. realiza-se no Rio de Janeiro a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento – UNCED (ECO-92). Estabelece ainda que a Educação Ambiental deve ser oferecida em todos os níveis de ensino e em programas específicos direcionados para a comunidade. o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) desenvolvem diversas ações para consolidar a Educação Ambiental no Brasil. contendo um capítulo (VI) sobre meio ambiente e outros artigos afins. o que permite desenvolver Programas Integrados de Educação Ambiental para a .938 instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente.  Na ECO-92 elaborou-se também a Carta Brasileira de Educação Ambiental. todo o tipo de programas de educação de adultos. Em 1981. baseado no respeito por todas as formas de vida. de forma a incentivar uma educação permanente sobre meio ambiente e desenvolvimento. a Lei 8. O IBAMA cria. editaram-se vários documentos. O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.735 cria o IBAMA. aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana”. em 1994. Esta Lei situa a Educação Ambiental como um dos princípios que garantem “a preservação. Nesta perspectiva. com a participação de 170 países. Ela deveria propiciar a reflexão. com a colaboração apropriada das organizações não governamentais. é aprovado no Brasil o Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA). é criado o CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente). em 1973. No MEC. que apresentou um plano de ação para um desenvolvimento sustentável dos vários países. que se prepara para desenvolver políticas nessa área no país e sistematizar as ações existentes. que prevê ações nos âmbitos de Educação Ambiental formal e não-formal. o Ministério da Educação (MEC). foram estabelecidas estratégias internacionais para ações no campo da educação e formação ambiental (Maia. Num contexto de críticas ao desenvolvimento acelerado e à forma de exploração dos recursos ambientais. que reconhece a educação como um processo dinâmico em permanente construção.

que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental. de classe. esta concepção só deixa uma alternativa ao educador: a de comprometer-se com aqueles segmentos da sociedade brasileira que. a partir dos pressupostos da Lei 9. em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). 2008). humanistas. envolvendo entidades não governamentais. Foi um prolongamento da Conferência das Nações Unidas sobre meio Ambiente Humano MARCO REFERENCIAL 1962 1968 Clube de Roma 1972 Conferência de Estocolmo 1977 Primeira Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental . Representantes de 113 países participam da /Conferência da ONU sobre o Ambiente humano. conhecimentos. é promulgada a Lei nº 9. (Medina. são sempre excluídos dos processos decisórios e ficam com o maior ônus. desencadeando uma grande o livro Silent Spring (Primavera inquietação internacional sobre a perda de Silenciosa) qualidade de vida Um grupo de 30 especialistas de várias áreas (economistas. para a preservação e melhoria do ambiente humano. muitas vezes.). meios de comunicação. O decreto estende a obrigatoriedade da Educação Ambiental para uma variedade de instituições: instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino. as quais. órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e outros órgãos públicos (desde federais até municipais). Marcos Históricos Segue um resumo dos principais marcos históricos da Educação Ambiental: ANO DESCRIÇÃO Torna-se um clássico na história do movimento A jornalista Rachel Carson lança ambientalista. Várias organizações estaduais do meio ambiente (OEMAs) implantam programas de Educação Ambiental e os municípios criam as secretarias municipais de meio ambiente. contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal". pedagogos. O decreto reafirma os principais pontos da Lei 9795/99. regulamentada pelo Decreto 4. essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Realizada em Tiblisi – Geórgia (ex-URSS. 2006). atendendo à necessidade de estabelecer uma visão global e princípios comuns que servissem de orientação e inspiração à humanidade.795/99 entende-se por Educação Ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais. habilidades. etc. entre outras funções. O compromisso e a competência do educador são requisitos indispensáveis para passar do discurso para a ação (Quintas. impulsionam iniciativas governamentais.281/2002. mas presente em todas as matérias. na disputa pelo controle dos bens ambientais do país.795. industriais. Em 1999. que definiu a educação ambiental como "uma prática educativa integrada. cabe ressaltar que uma proposta de Educação Ambiental dialógica e transformadora pressupõe escolhas. foi organizada pela UNESCO. Assim. Ao negar a neutralidade da gestão ambiental e ao afirmar o caráter intrinsecamente conflituoso da sua prática. desenvolvem atividades de Educação Ambiental. Nesta perspectiva. não como disciplina específica no currículo de ensino. bem de uso comum. as ONGs têm desempenhado importante papel no processo de aprofundamento e expansão das ações de Educação Ambiental que se completam e. atitudes e competências voltadas para a conservação do Meio Ambiente. Paralelamente. liderados pelo industrial Arílio Peccei.Gestão. passa a se reunir em Roma para discutir a crise atual e o futuro da humanidade.

uma constituição de vanguarda em relação à questão ambiental. em nossos dias. conservação. A Conferência de Tiblisi como foi consagrada – é o ponto culminante da primeira fase do Programa Internacional de Educação Ambiental. a institucionalização da problemática ambiental no país. na atualidade. proteger bancos genéticos da flora e da fauna brasileira e estimular a Educação Ambiental nas suas diferentes formas. 1975). 1984 1987 1988 Constituição da República Federativa do Brasil 1989 Lei 7. Competelhes a preservação. I Conferência sobre Meio Ambiente da Câmara de Comércio Internacional Our Commom Future (Nosso Futuro Comum) Ocorreu em Versalhes. o mesmo da Conferência de Estocolmo. entre outros. 1972). Estados Árabes. Divulga-se o. recomendar medidas a serem tomadas a níveis nacional e internacional referentes à proteção ambiental através da política de desenvolvimento sustentado. É considerada. trouxe como pontos principais de discussão a diversificação do movimento ambientalista brasileiro. iniciado em 1975 pela UNESCO/PNUMA (Belgrado. A Conferência de 92 apresenta como objetivos: examinar a situação ambiental do mundo e as mudanças ocorridas depois de Estocolmo. com atividades celebradas na África. Considera-se. examinar estratégias de promoção de desenvolvimento sustentado e de eliminação da pobreza nos países em desenvolvimento. Europa e América Latina. Com a finalidade de formular. Realiza-se no Rio de Janeiro com a participação de 170 países. promover o aperfeiçoamento da legislação ambiental internacional.735 cria o IBAMA 1992 ECO-92 (Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. coordenar e executar a política ambiental do meio ambiente. Ásia. fomento e controle dos recursos naturais renováveis em todo território federal. sobre meio ambiente e desenvolvimento É promulgada contendo um capítulo sobre Meio Ambiente e vários outros artigos afins. o evento mais decisivo para os rumos da EA em todo mundo. identificar estratégias regionais e globais para ações apropriadas referentes às principais questões ambientais. Com representantes de 170 países. secretariado por Maurice Strong.(Estocolmo.UNCED) 1997 Rio + 5 . 20 anos atrás. o aumento significativo da consciência ambiental da população e o movimento duplo de setores estratégicos e ações individuais e coletivas de porte. a multiplicidade de atores sociais. relatório da Comissão Mundial ou Comissão de Brundtland. com o objetivo de estabelecer formas de colocar em prática o conceito de “desenvolvimento sustentado”.

Porém os resultados não foram muito satisfatórios. As expectativas em relação aos grandes avanços foram frustradas. enfim. elaborar um documento com propostas mobilizadoras. África do Sul. Diferente de outras Leis. 2002 Rio + 10 2002 Decreto 4. a Política Nacional de Educação Ambiental institucionaliza a educação ambiental. Na cidade de Joanesburgo. Regulamentou a Lei 9. legaliza seus princípios. reduzir as atividades que causam o aquecimento do globo terrestre.795/99. reconheceu. a transforma em objeto de políticas públicas.281 Documentos de Referência . a educação ambiental como um componente urgente." Sancionada pelo presidente Fernando Henrique. foi realizada a Conferência reunindo representantes de 190 países. Os principais objetivos da conferência foram: avaliar a primeira década da “Era Ambiental”. formal e/ou não-formal. A Política Nacional de Educação Ambiental é uma proposta programática de promoção da educação ambiental em todos os setores da sociedade. como orientam os Artigos 205 e 225 da Constituição Federal. além de fornecer à sociedade um instrumento de cobrança para a promoção da educação ambiental. mas estabelece responsabilidades e obrigações. em 27 de abril de 1999. institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. essencial e permanente em todo processo educativo. não estabelece regras ou sanções. Ao definir responsabilidades e inserir na pauta dos diversos setores da sociedade.1999 Lei No 9795 "Dispõe sobre a educação ambiental. as propostas finais foram consideradas muito genéricas pelos ambientalistas de todo o mundo representando um retrocesso.

política. Ambiental O conceito de Educação Ambiental foi mudando e se aperfeiçoando ao longo do tempo. colocamos à disposição diferentes definições para a Educação Ambiental.1995). Para perceber a abrangência e o significado da Educação Ambiental é preciso uma forma de pensar mais complexa – da teoria moriniana. a fim de perceber este conceito de forma mais abrangente e contextual. Atualmente. experiências e determinação que os tornem aptos a agir . Dentro deste enfoque. Para muitos especialistas. tem se acentuado a necessidade de levar em conta os vários aspectos que interferem nas situações ambientais. cultural e histórica de uma população. etc. incorporando as dimensões socioeconômica. paisagens naturais. preservação. orientada para a solução dos problemas concretos do meio ambiente. Só assim será possível a evolução deste conceito ao seu amplo significado.individual e coletivamente .Na I Conferência Intergovernamental sobre educação ambiental . com vista à construção de um futuro pensado e vivido numa lógica de desenvolvimento e progresso (pensamento positivista). O conceito de Educação Ambiental varia de interpretações. embasado na busca de um equilíbrio entre o homem e o ambiente. valores. de acordo com cada contexto. "É um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos. habilidades. a Educação Ambiental restringe-se em trabalhar assuntos relacionados à natureza: lixo. Neste contexto. Inicialmente relacionado a idéia de natureza e o modo de percebê-la. Na tentativa de fazer uma análise sobre os conceitos desta prática.http://www. uma Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável é severamente criticada pela dicotomia existente entre "desenvolvimento e sustentabilidade". a Educação Ambiental é ferramenta de educação para o desenvolvimento sustentável (apesar de ser polêmico o conceito de desenvolvimento sustentável. 1994. a Educação Ambiental assume um caráter mais realista. animais. Georgia (ex URSS) a Educação Ambiental foi definida como uma dimensão dada ao conteúdo e à prática da Educação. Para muitos. Ampliando a maneira de perceber a Educação Ambiental podemos dizer que se trata de uma prática de educação para a sustentabilidade.vidagua. tendo em vista ser o próprio "desenvolvimento" causador de tantos danos sócio-ambientais). presentes e futuros" (Dias.br/conteudo/38 Educ.org.e a resolver problemas ambientais. Algumas definições de Educação Ambiental . conforme a influência e vivência de cada um. através de . a Educação Ambiental assume um caráter basicamente naturalista.Tbilisi.

e que possua os conhecimentos.De acordo com o conceito de educação ambiental definido pela comissão interministerial na preparação da ECO-92. . valores.Na conferência de Estocolmo em 1972 "A finalidade da educação ambiental é formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e problemas com ele relacionados. Assim sendo. presentes e futuros (UNESCO. política. habilidades. 1987)". essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade" (art. habilidades. as capacidades. Lei Federal nº 9. .1995).1º."A educação ambiental é um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos. devendo considerar as condições e estágios de cada país. do Ministério do Meio Ambiente: "Educação ambiental é um processo permanente. experiências. no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos. no presente e no futuro. . bem de uso comum do povo. 1976. sob uma perspectiva histórica. as atitudes." ( in Leão & Silva. na busca de soluções para os problemas ambientais. conhecimentos.A Lei Federal nº 9. a motivação e o compromisso para colaborar individual e coletivamente na resolução de problemas atuais e na prevenção de problemas futuros" (UNESCO.enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade. individual ou coletivamente. cultural e histórica. . "a educação ambiental se caracteriza por incorporar as dimensões sócio-econômica.795 define a Educação Ambiental como "o processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais. p.O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) define a Educação Ambiental como um processo de formação e informação orientado para o desenvolvimento da consciência critica sobre as questões ambientais.e resolver problemas ambientais presentes e futuros". . atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. região e comunidade. e de atividades que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental. experiências e determinação que os tornam aptos a agir . não podendo se basear em pautas rígidas e de aplicação universal. .individual e coletivamente . habilidades.2). de 27/4/99) .A definição oficial de educação ambiental. com vistas a utilizar racionalmente os recursos do meio na satisfação material e espiritual da sociedade. a Educação Ambiental deve permitir a compreensão da natureza complexa do meio ambiente e interpretar a interdependência entre os diversos elementos que conformam o ambiente. valores e a determinação que os tornam capazes de agir.795.

Links: www.apoema.com.br www.aultimaarcadenoe.com.br www.prea.org.br www.repea.org.br www.revistaea.org www.mma.gov.br www.criancaecologica.sp.gov.br

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de umsistema que 1 permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, e que precisou do vínculo da sustentabilidade no longo prazo, um "longo 2 prazo" de termo indefinido, em princípio. Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito que gerou dois programas nacionais no Brasil. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais. Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet. • Questão Social: Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do ponto de vista do ser humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente. • Questão Energética: Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram. • Questão Ambiental: Sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável. O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:     ecologicamente correto economicamente viável socialmente justo culturalmente diverso

Área exterior do projeto sustentável Biosfera 2, noArizona, Estados Unidos

Índice
[esconder]

     

1 Definição 2 Conceitos correlatos 3 Diluição do conceito 4 Referências 5 Ligações externas 6 Ver também

Definição
O termo "sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo oRelatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas". O conceito de sustentabilidade começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (United Nations Conference on the Human Environment UNCHE), realizada na suécia, na cidade de Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972, a primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas em relação ao meio ambiente. A Conferência 3 de Estocolmo lançou as bases das ações ambientais em nível internacional, chamando a atenção internacional especialmente para questões relacionadas com a degradação ambiental e a poluição que não se limita às fronteiras políticas, mas afeta países, regiões e povos, localizados muito além do seu ponto de origem. A Declaração de Estocolmo, que se 4 traduziu em um Plano de Ação, define princípios de preservação e melhoria do ambiente natural, destacando a necessidade de apoio financeiro e assistência técnica a comunidades e países mais pobres. Embora a expressão "desenvolvimento sustentável" ainda não fosse usada, a declaração, no seu item 6, já abordava a necessidade imper "defender e melhorar o ambiente humano para as atuais e futuras gerações" - um objetivo a ser alcançado juntamente com a paz e o desenvolvimento econômico e social. A ECO-92 - oficialmente, Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento -, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável. A mais importante conquista da Conferência foi colocar esses dois termos, meio ambiente e desenvolvimento, juntos - concretizando a possibilidade apenas esboçada na Conferência de Estocolmo, em 1972, e consagrando o uso do conceito de desenvolvimento sustentável, defendido, em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland). O conceito de desenvolvimento sustentável entendido como o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades - foi concebido de modo a conciliar as reivindicações dos defensores do desenvolvimento econômico como as preocupações de setores interessados na conservação 5 6 dos ecossistemas e da biodiversidade. Outra importante conquista da Conferência foi

a Agenda 21, um amplo e abrangente programa de ação, visando a sustentabilidade global 7 no século XXI. Em 2002, a Cimeira (ou Cúpula) da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo reafirmou os compromissos da Agenda 21, propondo a maior integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) através de programas e políticas centrados nas questões sociais e, particularmente, nos sistemas de 8 proteção social.

Conceitos correlatos
"Sustentável" significa apto ou passível de sustentação, já "sustentado" é aquilo que já tem garantida a sustentação. É defendido que "sustentado" já carrega em si um prazo de validade, no sentido de que não se imagina o que quer que seja, no domínio do universo físico, que apresente sustentação perpétua (ad aeternu), de modo que, no rigor, "sustentado" deve ser acompanhado sempre do prazo ao qual se refere, sob risco de imprecisão ou falsidade, acidental ou intencional. Tal rigor é especialmente importante nos casos das políticas ambientais ou sociais, sujeitos a vieses de interesses divergentes. Crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico constante e duradouro, porque assentado em bases consideradas estáveis e seguras. Dito de outra maneira, é uma situação em que a produção cresce, em termos reais, isto é, descontada a inflação, por um período relativamente longo. Gestão sustentável é a capacidade para dirigir o curso de uma empresa, comunidade ou país, através de processos que valorizam e recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro. A sustentabilidade comunitária é uma aplicação do conceito de sustentabilidade no nível comunitário. Diz respeito aos conhecimentos, técnicas e recursos que uma comunidade utiliza para manter sua existência tanto no presente quanto no futuro. Este é um conceito chave para as ecovilas ou comunidades intencionais. Diversas estratégias podem ser usadas pelas comunidades para manter ou ampliar seu grau de sustentabilidade, o qual pode ser avaliado 9 através da ASC (Avaliação de Sustentabilidade Comunitária) . Sustentabilidade como parte da estratégia das organizações. O conceito de sustentabilidade está intimamente relacionado com o da responsabilidade social das organizações. Além disso, a ideia de "sustentabilidade" adquire contornos de vantagem competitiva. Isto permitiu a expansão de alguns mercados, nomeadamente o da energia, com o surgimento das energias renováveis. Segundo Michael Porter, "normalmente as companhias têm uma estratégia económica e um estratégia de responsabilidade social, e o que elas devem ter é uma estratégia só". Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se for encarada integrar uma estratégia única da organização, tal como defende Porter, e não como algo que concorre, à parte, com "a" estratégia da organização, apenas como parte da política de imagem ou de comunicação. A ideia da sustentabilidade, como estratégia de aquisição de vantagem competitiva, por parte das empresas, é refletida, de uma forma expressamente declarada, na elaboração do que as empresas classificam como "Relatório de Sustentabilidade". Investimento socialmente responsável. Investir de uma forma ética e sustentável é a base do chamado ISR (ou SRI, do inglês Socially responsible investing). Em 2005, oSecretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em articulação com a Iniciativa Financeira

em inglês. http://dictionary.Prêmio Nobel de Economia 1998: "Não houve mudança significativa no entendimento dos determinantes do progresso. se olhado pelo avesso. Página visitada em 13/05/2012. convidou um grupo de vinte grandes investidores institucionais de doze países para elaborar os Princípios do Investimento Responsável. ↑ Declaration of the United Nations Conference on the Human Environment ↑ Stockholm 1972 . ainda que possa estimular a produção de previsões mais ou menos catastróficas acerca do futuro e aquecer os debates sobre propostas de soluções eventualmente conflitantes.Report of the United Nations Conference on the Human Environment ↑ Report of the United Nations Conference on Environment and Development. 3. ↑ Sustentabilidade . a abordagem do combate às causas da insustentabilidade parece não avançar no mesmo ritmo. e com um grande número de organizações parceiras. Através de redes peer-to-peer.reference. 4. signatárias desses princípios.do PNUMA (PNUMA-FI ou.com . ainda se norteia basicamente pela crença na possibilidade do crescimento econômico perpétuo e essa crença predomina largamente sobre a tese oposta. de organizações multilaterais e governamentais.Rio Declaration on Environment and Development 6. o decrescimento econômico. a PNUMA-FI procura identificar e promover a adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade em todos os níveis. pesquisa e treinamento. traduzido como crescimento da produção ou. Annex I . 2. Brazil. ↑ United Nations Conference on Environment and Development (UNCED). ↑ UNCED . O trabalho contou também com o apoio de um grupo de 70 especialistas do setor financeiro. das organizações da sociedade civil. The Encyclopedia of Earth 7. o desenvolvimento dos países continua a ter como principal indicador. como crescimento (preponderantemente não sustentável) da exploração de recursos naturais. da prosperidade ou do 13 desenvolvimento. dos meios de comunicação de massa. suapesquisa. a ponto de se tornar quase uma unanimidade global. o crescimento econômico. 10 Diluição do conceito O uso do termo "sustentabilidade" difundiu-se rapidamente. Página visitada em 13/05/2012. incorporando-se ao vocabulário politicamente correto das empresas. " Referências Notas 1. nas operações das instituições 11 financeiras. As políticas públicas. cujas bases foram lançadas no início dos anos 1970.United Nations Conference on Environment and Development . Segundo Amartya Sen. em abril de 2006. por Nicholas 12 Georgescu-Roegen. assim como acontecia antes de 1987. Rio de Janeiro. bem como a ação efetiva dos governos. 5. Rio de Janeiro. ↑ sustain (em inglês). 3-14 June 1992. Por outro lado. Atualmente a PNUMA-FI trabalha com cerca de 200 instituições financeiras. De todo modo. UNEP-FI) e o Pacto Global das Nações Unidas (UN Global Compact). Continuam a ser vistos como resultado direto do desempenho econômico.com. da sociedade civil e da academia. Os princípios da PNUMA-FI foram lançados na Bolsa de Nova York. visando desenvolver e promover as conexões entre sustentabilidade e desempenho financeiro.

↑ Report of the World Summit on Sustainable Development. Metodos para planejamento local HARGROVES. por José Eli da Veiga. 13. Hardback: Earthscan/James&James. ISBN 0-471-58082-1    Desenvolvimento sustentável e perspectiva de genero Desenvolvimento sustentável microrregional. Folha de São Paulo. Promoting Practical Sustainability. Jonathon. & SMITH. 2005. ↑ Avaliação de Sustentabilidade Comunitária 10. P. ↑ United Nations Environment Programme Finance Initiative 11. 26 August. South Africa.8. apud José Eli da Veiga. M. The Natural Advantage of Nations: Business Opportunities. Innovation and Governance in the 21st Century . (Editors). Johannesburg. 2000. ISBN 1-84407-121-9   Questões para o desenvolvimento sustentável YOUNG. . ↑ "Sustentabilidade equivocada . Food for the Future: Conditions and Contradictions of Sustainability . Bibliografia  ALLEN. (Editor). Paperback. Canberra (Australia): Australian Agency for International Development (AusAID) (2000 and reprints) ISBN 0 642 45058 7. 5 de setembro de 2010.gerações futuras e o discurso de hoje" . ↑ Declaração Internacional das Instituições Financeiras sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável 12. Lincoln & HAMSHIRE. 1993.4 September 2002 9. K. ↑ Desenvolvimento como Liberdade Companhia das Letras.

nessa nova visão das relações homem-meio ambiente. e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. a enciclopédia livre. de modo que sejam preservados. a ONU retomou o debate das questões ambientais. O Relatório. Gro Harlem Brundtland. que é “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”. as quais reafirmam uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adoptado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento. Neste documento o desenvolvimento sustentável é concebido como: o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes. propõe o desenvolvimento sustentável. faz parte de uma série de iniciativas.1 . (Redirecionado de Relatório de Brundtland) Relatório Brundtland é o documento intitulado Nosso Futuro Comum (Our Common Future). sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. chefiou a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. publicado em 1987. para estudar o assunto.https://pt. a primeira-ministra da Noruega. Indicada pela entidade. Apresentado em 1987. há também um limite máximo para a utilização dos recursos naturais. que não existe apenas um limite mínimo para o bem-estar da sociedade. No início da década de 1980. Fica muito claro.wikipedia. O relatório aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigentes. O documento final desses estudos chamou-se Nosso Futuro Comum.org/wiki/Relat%C3%B3rio_de_Brundtland Relatório Brundtland Origem: Wikipédia. também conhecido como Relatório Brundtland. anteriores à Agenda 21.

Meadows efectuado por uma equipa do M Roma. política internaciona O relatório "The Limits to Gro Meadows. Dennis L. preservação da biodiversidade e dos ecossistemas. diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis.2 primeira Cimeira da Terra.Índice [esconder]      1 Contexto histórico 2 Medidas propostas 3 Ver também 4 Referências 5 Ligações externas Contexto histórico[editar] O Clube de Roma. . energia) a longo prazo. Entre elas:     limitação do crescimento populacional. garantia de recursos básicos (água. uma série de medidas devem ser tomadas pelos países para promover o desenvolvimento sustentável. alimentos. A Conferência de Estocolmo s questões ambientais globais.e on O Relatório O Nosso Futuro C Medidas propostas[editar] Segundo o Relatório da Comissão Brundtland. fundado em personalidades de relevo mund ambiente.

com uso de tecnologia adaptada a esse preceito. etc. reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais.Assim como mencionado Sustentabilidade em tendo um alto desenvolvimento ao decorrer dos anos através de suas hierarquias. como a solar. Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente adequado de desenvolvimento sustentável são:    uso de novos materiais na construção. implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU). nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo. buscando conciliar o desenvolvimento económico com a preservação ambiental e. pela comunidade internacional. as metas propostas são:  adopção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento). aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia. a miséria. por um lado.   banimento das guerras.    reciclagem de materiais reaproveitáveis. moradia). se.  protecção dos ecossistemas supra-nacionais como a Antárctica.   controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores. surge a ideia do Desenvolvimento Sustentável (DS). aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas. ainda. Ver também[editar]  Desenvolvimento sustentável . para que seja formalizado um processo de identificação do impacto da produção da empresa no meio ambiente e resulte na execução de um projecto que alie produção e preservação ambiental. escola. ao fim da pobreza no mundo. oceanos. consumo racional de água e de alimentos. por outro lado. O conceito de desenvolvimento sustentável deve ser assimilado pelas lideranças de uma empresa como uma nova forma de produzir sem degradar o meio ambiente. redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de alimentos. Diante desta constatação. a eólica e a geotérmica. O actual modelo de crescimento económico gerou enormes desequilíbrios. atendimento das necessidades básicas (saúde. a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. estendendo essa cultura a todos os níveis da organização. Em âmbito internacional.

com.ambientebrasil. 2. Página visitada em 30 de Dezembro de 2010.org. www. Sustentabilidade Referências 1. Ligações externas[editar]  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso futuro comum2ª ed. 1991 . ambientes.un. ↑ Ambiente Brasil » Conteúdo » Gestão » Artigos » Desenvolvimento Sustentável. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas. ↑ Earth_Summit. Página visitada em 30 de Dezembro de 2010.br.

Primeiramente. Essa abordagem demográfica aponta para a urgência de um controle populacional através da formulação de políticas públicas nesse sentido. de forma sucinta. Visão Neomalthusiana do Crescimento Populacional A questão ambiental vem sendo discutida de maneira interdisciplinar. EFEITOS DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS NA SOCIEDADE E POPULAÇÃO 2.http://www. a participação política crescente nas questões ambientais é vislumbrado. a visão neomalthusiana será trazida à tona como instrumento pouco eficiente de análise do crescimento populacional.html Efeitos dos problemas ambientais na sociedade e população Escrito por Laura Tavares Henrique. pois demonstra ter uma visão muito simplista. Por fim. A teoria neomalthusiana. que acarreta em desigualdades profundas na sociedade. as tendências na análise da população mundial em relação as questões ambientais. a um controle do crescimento populacional dos países pobres. ou seja. A perspectiva populacional em consonância com os problemas ambientais é tratado por Martine (1993a) que propõe uma análise diferente da . no entanto. melhor dizendo. que estabelece uma relação direta entre crescimento demográfico e pressão sobre recursos naturais. Isso porque.cenedcursos. a responsabilidade quanto aos problemas ambientais será objeto de análise a partir de suas diferenças. simplesmente. pelas diversas facetas apresentadas pelos problemas de ordem ambiental. a fim de que se verifique as pressões da sociedade organizada na regulação das decisões e atividades de ordem ambiental. Assim. nos últimos anos. o tamanho e crescimento populacional são fatores determinantes para o equilíbrio ambiental. na visão desses teóricos. não se pode deixar de trazer à tona a abordagem da teoria populacional neomalthusiana[1]. o ponto de partida para se analisar os problemas econômicos. sociais e ambientais é o crescimento descontrolado populacional. contudo. ao se tratar de população. A questão ambiental. É preciso também abordar o modelo de desenvolvimento baseado na modernização. Apenas a perspectiva demográfica é considerada. haja vista a poluição e a devastação causadas. a redução dessas populações. Em seguida. envolvendo poucas variáveis quando toca o problema dos efeitos do crescimento e desenvolvimento econômico sobre o meio ambiente. 1. não são por ela discutidos apesar de serem demasiado agressivos ao meio ambiente. numa perspectiva interdisciplinar.br/efeitos-dos-problemas-ambientais-na-sociedade-epopulacao. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo abordar. Os padrões de produção e consumo no qual a teoria neomalthusiana se funda.1. Assim. é mais complexa e interdisciplinar que a mera visão demográfica da corrente neomalthusiana. a proposta de solucionar os problemas ambientais se reduziria. apresenta algumas limitações quando o assunto é meio ambiente.com. 2. como o próprio assunto já incita.

ocupações do solo. etc.2. Os primeiros. o cerne da relação entre meio ambiente e população está na adoção de modelos de desenvolvimento e teconologia que se adeqüem a problemas ambientais como escassez de recursos. tem-se Martine (1993) que apresenta a idéia de que a preocupação populacional brasileira. dentre outros que repercutem no mundo como um todo. pandemias ou catástrofes naturais de escala global. As percepções se darão em longo prazo. Os problemas ambientais podem ser diferenciados em dois tipos. devido ao modelo de produção e consumo adotados ao longo da história. poluição. salvo algumas exceções. Para reforçar essa afirmação. pois a explicação para a redução dos níveis de fecundidade está na modernização e desenvolvimento dos países que já obtiveram sucesso nesses índices. condições inapropriadas de habitação. nas suas áreas de adensamento demográfico. Assim. A relação entre população. seria possível dizer que a responsabilidade dos países frente a esses problemas varia de acordo com as condições econômicas de cada país. estaria então. O fator desenvolvimento ainda está presente na análise da população mundial de Martine (1993a).acima exposta. Apesar de não poder ser delimitada de forma rígida o grau de responsabilidade dos países em relação a determinados problemas. para Martine (1993) seriam a perda de biodiversidade. 2. mudanças climáticas. dentre outros. meio ambiente e desenvolvimento no Brasil deve atentar-se principalmente para esse nicho urbano. Porém. o debate tem envolvido uma nova questão: a concentração populacional em dadas regiões. pois o critério para essa análises levaria a polêmicas discussões interdisciplinares. como se pode presumir. Segundo ela. está em relação aos espaços urbanos já ocupados e construídos. Entretanto. e não do controle populacional. Os problemas regionais estariam fortemente ligados ao desenvolvimento e à pobreza de alguns países. interligados porém distintos. A contribuição brasileira para os problemas ambientais. pois seriam exemplificados pela falta de saneamento básico. de diminuição das taxas de crescimento populacional. Diferentes graus de responsabilidades frente aos problemas ambientais O binômio “crescimento populacional” e “pressão sobre recursos” é constantemente ressaltado na discussão sobre os problemas ambientais em relação à população. Os problemas regionais ainda estariam vinculados ao esgotamento de alguns recursos naturais como água. Os países menos industrializados teriam um peso maior sobre problemas ambientais como desertificação. no seu espaço urbano. teriam maior peso nos problemas ambientais globais. solo. Assim. desmatamento. Com o novo quadro que se apresenta mundialmente. dentre outros que envolvem um modelo de produção e consumo mais tardios que dos países em desenvolvimento. o efeito estufa. e não especialmente para os espaços naturais ou intocados. etc. pode levar a problemas de sustentabilidade nesses locais. a menos que fatores externos de grande proporção alterem essas previsões como grandes guerras. o fator inercial da dinâmica geográfica não permite que os reflexos sejam percebidos de imediato no ritmo de crescimento populacional. as quedas de fecundidade já são consideráveis na população mundial. fontes de combustíveis. pois a estrutura populacional está definida no curto prazo. a grosso modo. .: os problemas ambientais globais e os problemas ambientais regionais ou locais. os danos à camada de ozônio. pode-se dizer que os países industrializados. destaca-se a importância do desenvolvimento para a redução acelerada e expressiva do crescimento populacional.

3. A modernização sem sustentabilidade. em melhoria de qualidade de vida. desde o começo dos debates ambientalistas na década de 60. Apesar de o crescimento populacional ser um fator importante na análise dos problemas ambientais. A análise do caso do pólo petroquímico de Camaçari. A projeção de futuro. Camaçari é um caso que permite a percepção de que modernização e desenvolvimento tecnológico não implicam. implica na exploração dos recursos naturais até seu esgotamento. o que gera um maior número de impactos no meio ambiente. (MARTINE. sem que haja uma preocupação voltada para o desenvolvimento de técnicas que não agridam o meio ambiente e a sociedade de forma irreversível. A título de exemplo. (MARTINE. 1993.10). enchentes e desertificação. e conseqüentemente. na Bahia é realizada por Franco et al (1994). Resultado de todo um processo de expansão industrial que privilegiou e incentivou a implantação de indústrias poluentes e de alto risco no país. como vê-se: a trajetória futura da problemática ambiental mundial dependerá basicamente da evolução de dois fatores: a) do grau de incorporação de países atualmente subdesenvolvidos aos padrões de produção e consumo que prevalecem nas sociedades industrializadas. como propõe Torres (1993). Esse discurso "lhes evita ter que fazer um exame crítico da civilização industrial ou da sua responsabilidade na degradação ambiental global". Entende-se por modernização. Modernização: um modelo predatório e desigual A modernização defendida pelo sistema capitalista é alvo de críticas dos ambientalistas. maiores índices de poluição e demanda de recursos naturais. deve tomar novos padrões. necessariamente. porém não resumem a única explicação para os demais problemas eu não sejam desmatamento. também o XXI. Franco et al (1994) esclarece que a conduta das atividades industriais de Camaçari até então. . pois envolveria uma carga maior de responsabilidade nos problemas ambientais para os países em desenvolvimento. 1993. Especificamente a exploração de minerais não metálicos. A responsabilidade desses países em desenvolvimento frente aos problemas ambientais está ligada ao crescimento demográfico e à pobreza. não se pode descartar a relevância dos padrões de produção e consumo que caracterizam os séculos XIX. toma-se os setores produtivos de bens intermediários no Brasil. o que pode acarretar em um agravamento das diferenças sociais. ou seja. a expansão de capital através de crescimento econômico e implantação de indústrias sem a recente noção de “sustentabilidade”. a industria de papel e celulose e química.25) 2. b) do ritmo de desenvolvimento e adoção de tecnologias que permitam padrões de produção e consumo mais condizentes com o bem-estar ambiental. a metalurgia.O discurso neomalthusiano seria mais interessante para os países industrializados ou desenvolvidos. todavia. p. XX e por enquanto. p. como naqueles que deverão se desenvolver durante o intervalo. pois são eles que apresentam problemas de crescimento demográfico. apresentaram estruturas produtivas de maior crescimento nos últimos 10 anos. tanto nos países atualmente desenvolvidos. não abarcavam a preocupação com saúde e segurança dos trabalhadores ou impactos ambientais ocasionados por sua atividade. escassez de recursos com água. Essas industrias ainda apresentam o perfil de se instalarem em grandes centros urbanos.

de viés mais democráticos[2]. 1994. Hogan (1993) deixa claro seu argumento de que há uma relação direta entre a organização das camadas médias urbanas e sua sensibilidade às questões ambientais. em geral. hajam organização e mobilização política efetivas. às próprias características dessa população. e uma socialização dos custos. vê-se uma situação distinta no Brasil. degradação ambiental e prejuízos à saúde. Embora não se possa negar que as camadas de renda mais elevada possuem maior capacidade de organização e. pelas próprias estruturas políticas e sociais que apresentam. que podem auxiliar no alcance do objetivo final que é a diminuição de situações que geram degradação ambiental. maior pressão sobre as decisões políticas. a opinião desses setores tem sido marcada pela criação de leis ambientais reforçadas e limites nos processos produtivos de seus respectivos países. Papel regulador da sociedade organizada: Participação Política A questão ambiental mobiliza agentes sociais que foram chamados por alguns autores como “terceiro setor”. entre outros elementos. através das lutas travadas pelos sindicatos. Nesses países. (FRANCO et al. tem-se uma visão que defende a organização democrática como forma de regular os efeitos negativos sobre o meio ambiente: Os diferentes graus de risco deste tipo de indústria (química e petroquímica) em cada país e/ou região são determinados. que apesar de seu potencial de organização para reivindicação. que por sua vez correspondem em um aumento dos encargos no sistema de saúde e seguridade. Essa dinâmica política da sociedade civil que defende o movimento ambiental pode ser percebida mais intensamente nos países industrializados. em virtude disso. executivas e judiciais). que resultam em relações de forças políticas em cada momento e lugar. pois contam com a participação da sociedade organizada e d e organizações não governamentais. 2. Na obra de Franco et all (1994). como pode-se perceber pela análise de Hogan (1993) acerca da composição sócio-demográfica de Cubatão. não garante que.4.Daí extrai-se a defesa do argumento de que existe uma apropriação privada dos lucros. como é o caso da Suíça e da França. Isso já não é tão simples para as camadas médias. essencialmente.69) . por escolhas de práticas de gestão da produção e do trabalho. quais sejam: a poluição. apesar da demanda pela questão ambiental ser relativamente recente na política mundial. Os partidos verdes já possuem uma certa tradição em países europeus. Estas são expressas nas políticas públicas. organizações não governamentais e instituições públicas e privadas.. e ainda em investimentos para recuperação dos recursos naturais prejudicados. A conclusão do autor é de que não houve mobilização da população da cidade para evitar o agravamento da situação ambiental devido. Entretanto. como fontes de pressão sobre as decisões políticas nesse sentido. por parte dessas empresas que não se atentaram para questões ambientais e sociais. com eleitorado fiel. nas práticas fiscalizatórias e na mobilização da sociedade civil. Esses elementos sociais e seus respectivos movimentos possuem um papel cada vez maior na tomada de decisão das instancias governamentais (nas esferas legislativas. Os efeitos da modernização são sentidos pelos trabalhadores mais diretamente envolvidos na produção. p.

O processo de redistribuição das indústrias pelo mundo pode ser interpretado como resultado da elaboração e implementação de leis ambientais mais rigorosas nos países industrializados. Fatores como a diminuição de custos com mão de obra e matéria prima, incentivos fiscais oferecidos pelos governos dos países em desenvolvimento e a possibilidade de uma legislação ambiental "mais flexível" têm atraído investimentos das indústrias transnacionais. As questões ambientais têm sido negligenciadas por vários países em desenvolvimento, mesmo podendo ter repercussões no médio e longo prazo. A preferência política desses países tem sido voltada para a possibilidade de crescimento econômico (representado principalmente pela criação de empregos) oferecidas por essas indústrias transnacionais. A força dos movimentos iniciados pelos sindicatos é significativa nessa situação crítica de crise de empregos, embora esses não coloquem em pauta em suas negociações as condições de segurança dos trabalhadores. Os discursos de defesa às questões ambientais nem sempre são acompanhados de políticas que ponham em prática tais argumentos. A saúde da população, por exemplo, não é mais importante nas decisões de instalações de industrias nesses países do que os incentivos fiscais por eles propostos. Como atenta alguns estudiosos, bastante afinado com certos organismos internacionais imputam os problemas de meio ambiente e de saúde nos países de terceiro mundo exclusivamente à questão do crescimento da população e seus atributos de pobreza e educação. (FRANCO et al., 1995, p.135)

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste trabalho, o esforço foi voltado para uma abordagem da questão ambiental, mais ampla e interdisciplinar, voltando os olhos para uma discussão reflexiva acerca dos efeitos dos problemas ambientais na sociedade e população mundial. A qualidade de vida da população mundial está intrinsecamente ligada às soluções a problemas que atingem a todos, como as mudanças climáticas, a poluição, o aumento dos níveis dos oceanos, as catástrofes ambientais, dentre outros. À medida que problemas regionais como o saneamento básico e fornecimento de recursos às populações como água e energia elétrica, forem solucionados em cada país, haverá uma redução dos problemas ambientais causados pela poluição generalizada. Os centros urbanos, objeto de maior preocupação no que tange aos problemas ambientais populacionais, precisam ser reestruturados a partir de um novo conceito de desenvolvimento que abandone os padrões de produção e consumo adotados até então, embora essa sentença também seja válida para as regiões menos povoadas do globo. Autora: Laura Tavares Henrique REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARMO, R.L. (1993) O Conceito de qualidade de vida: uma primeira abordagem. IFCH/UNICAMP. Campinas.

DRUCK, G.; FRANCO, A.; BORGES, A.; FRANCO, T. (1994) "Mudanças na gestão, precarização do trabalho e riscos industriais". Salvador, Revista Caderno CRH, UFBA, n.21, PP.68-87. FRANCO, T. (1993) "Trabalho industrial e meio ambiente: a experiência do complexo industrial de Camaçari" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp.69-100. FRANCO, T.; REGO, M.; PEREIRA, R.; FRANCO, A.; BORGES, A.; DRUCK, G.; (1994) "Riscos industriais: de desafio a instrumento de opressão dos povos". Salvador, Revista Caderno CRH, UFBA, n.20, pp.127-144. HOGAN, D.J. (1993) "População, pobreza e poluição em Cubatão" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP. MARTINE, G. (1993a) "A demografia na questão ecológica: falácias e dilemas reais" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp. 9-19. MARTINE, G. (1993b) "População, meio ambiente e desenvolvimento: o cenário global e nacional" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp. 21-41. TORRES, H.G. (1993) "Indústrias sujas e intensivas em recursos naturais: importância crescente no cenário industrial brasileiro" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp.43-67.

[1] A teoria populacional neomalthusiana corresponde a uma revisão da proposta de Malthus (1766 – 1834), economista inglês criador da corrente da demografia dentro das Ciências Econômicas. Para os neomalthusianos, há uma relação direta entre o subdesenvolvimento e o crescimento populacional, ou seja, a superpopulação era o fator determinante da pobreza dos países, pois eleva gastos com serviços públicos oferecidos pelo Estado, reduzindo os investimentos em setores produtivos. Essa idéia é baseada no pressuposto de que a superpopulação levaria a um esgotamento dos recursos naturais e, conseqüentemente, à pobreza. [2] O termo “democrático” é aqui colocado, no sentido de estruturas políticas que permitem a livre organização social e política, e expressão das opiniões de seus cidadãos.

http://www.florestalrecicla.com/2011/05/qual-origem-dos-problemas-ambientais.html

QUAL A ORIGEM DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS?

Você já se deu conta que existem diversas concepções para identificar as causas dos problemas ambientais? Poderíamos questionar: Para que buscar estas causas? Os problemas com o meio ambiente estão a nossa vista e devemos atuar no sentido de solucionarmos ou minimizá-los. Algumas pessoas acreditam que buscar as causas que geram estes problemas seria demandar tempo, tempo este que poderia ser utilizado de forma objetiva.

Esta pode ser a opinião de muitos, principalmente quando nos detemos superficialmente sobre um assunto, entretanto devemos atentar para o fato de que apenas conhecendo as causas é que podemos buscar meios eficientes para resolvê-los. Diagnosticar o problema é uma etapa, mas para se usar o medicamento ou antídoto correto tem-se que saber a causa.

Vamos simular que estamos de posse de uma lente de aumento e de posse deste instrumento vamos identificar três diferentes concepções sobre as causas da crise ambiental. A primeira delas considera que os problemas ambientais se intensificaram a partir do modelo industrialista de desenvolvimento, caracterizado por alto consumo de matérias primas, energia e água. Claro que este modelo se assenta nas conquistas científicas tradicionalmente pautadas numa lógica cartesiana em que valoriza-se o conhecimento especializado e a visão linear dos processos: retira-se matéria prima do meio ambiente, transforma-a, repassa-se ao consumidor a utiliza e os resíduos da produção e do consumo são descartados diretamente no ambiente.

Nesta concepção, a solução ou mitigação dos problemas ambientais se encontram no emprego de tecnologias limpas ou ecotecnologias; deve-se incentivar o reaproveitamento dos produtos, ou, reciclá-los, de modo que o resultado do processo industrial seja a mínima geração de resíduos. A partir do advento do desenvolvimento sustentável se insere a concepção de ciclo de vida de um produto, e a visão cíclica dos processos é inserida na cadeia produtiva. Educação ambiental nesta concepção é educação para saber reciclar, reutilizar, economizar no uso da água e da energia, por exemplo, e propõe-se repensar o consumo, mas é admissível que o repensar seja superficial, precisa-se manter as indústrias aquecidas produzindo sempre

mais, agora com mais cuidado quanto à exploração dos recursos naturais e com o destino dado os rejeitos.

Fechando um pouco mais o foco da lente veremos uma segunda concepção que alia problema ambiental com sistema político adotado. As causas seriam o capitalismo que na lógica do lucro deseja transformar tudo em riquezas a serem usufruídas por poucos, segundo Foladori (2001) O capital “inaugura, pela primeira vez na história da humanidade, um sistema de produção, cujo objetivo não é a satisfação direta das necessidades, mas a obtenção do lucro”. Este sistema responde pela desigualdade acentuada na distribuição da riqueza, 80% da população mundial, detém 20% do capital que circula no mundo, enquanto 80% da riqueza encontra-se nas mãos de 20% da população. Nesta concepção unicamente promovendo melhor distribuição derenda, permitindo acesso da população à saúde, educação, moradia, lazer, incluindo consciência política, o indivíduo agiria em seu meio com mais responsabilidade. Entretanto os dois sistemas têm base na produção industrial intensiva no uso de recursos e de energia, ambientalmente seriam degradadores.

Fechando mais o foco vamos encontrar a terceira vertente que situa as causas dos problemas ambientais, no campo dos valores humanos. A preponderância das atitudes autoafirmativas, tendo seu maior representante o sistema patriarcal, responderiam pelas nossas ações em relação ao meio que nos cerca, incluindo nossos semelhantes. No entendimento de Fritjof Capra (1982, p. 27), as atitudes decorrentes do sistema patriarcal são os gestores da degradação ambiental como um todo. Este sistema (que está instalado há, pelo menos, três mil anos) caracteriza-se pelo domínio, pela força, pressão direta, ou pressões mais sutis, como o ritual, a tradição, lei e linguagem, costumes, etiqueta, educação que são impostos ao ser mais fraco.

Os contrapontos a este sistema, tão arraigado em nossa sociedade, são os movimentos feministas, os de valorização da diversidade, de acolhimento ao diferente. Nesta concepção educação ambiental seria educação em valores humanos, mudança profunda nas nossas crenças, resultando em quebra de preconceitos, atitudes responsáveis em relação ao mais fraco, entendendo mais fraco como nossos semelhantes e o ambiente natural. Nesta visão se insere as concepções sistêmica, holística e a teoria da Complexidade de Edgar Morin. Talvez esta breve discussão nos faça entender porque às vezes os educadores trabalham com focos diferenciados. No mais cabe-nos ressaltar que devemos tratar de EDUCAÇÃO SÓCIOAMBIENTAL, meio ambiente e ser humano estão profundamente interligados e estes assuntos não podem ser tratados separadamente. O leitor concorda? Joedla Rodrigues de Lima, Dra. Professora do curso de Engenharia Florestal (UFCG) Colaboradora do Projeto Florestal Recicla III.

Ecologia: Grito da Terra. 2001.Sugestões para Leitura: ALTVATER. MATURANA. Leonardo. Grito dos Pobres. FOLADORI. Henrique. Guilhermo. G. H. Epistemologia Ambiental. 2004. V. 2002. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista. Terra-Pátria. São Paulo: Palas Athena. Rio de Janeiro: Sextante. LEFF. 319 p. . 1995. Limites do Desenvolvimento Sustentável. Tradução de Sandra Valenzuela. O Preço da Riqueza. MORIN. 266 p. R. Anne Brigitte. Amar e Brincar: Fundamentos Esquecidos do Humano. 2004. Tradução de Paulo Azevedo Neves da Silva Porto Alegre: Sulina. Elmar. Edgar & KERN. São Paulo: Cortez. & ZOLLER. 2001. Tradução de Wofgang Leo Maar. Tradução de Humberto Marioti e Lia Diskin. BOFF. Traduzido por Marise Manoel. Campinas (SP): Editora da Unicamp e São Paulo: Imprensa Oficial. 333 p.

A interdisciplinaridade é explicada por Norgaard (1998) através de uma metáfora muito interessante. sem deixar de lado suas especificidades. onde a dissonância pode ser compreendida como parte da . de cidadãos responsáveis e conscientes de seu papel no mundo. o som da improvisação orquestral pode representar uma revolução.espacoacademico. respeito e cidadania planetária devem estar presentes diariamente na rotina da sala de aula. sendo hoje pertinente que os currículos escolares busquem desenvolver práticas pedagógicas ambientalizadas. políticos e econômicos que se está passando. Dessa forma. a Educação Ambiental deve estar presente no currículo de todas as disciplinas. um consenso mundial de que o nosso futuro. buscando desenvolver-se de maneira interdisciplinar. 2002: 23-24) Assim. Nesse processo. o meio natural e as relações sociais.htm A educação ambiental e o currículo escolar por Suzane da Rocha Vieira* “Estrangeiro eu não vou ser Cidadão do mundo eu sou” Milton Nascimento Nos últimos anos.http://www. a partir da crise da modernidade. e tais discussões vêm ganhando espaço com o passar dos anos.Lei 9795/99. (SATO. Assim começam a surgir novos paradigmas que visam uma direção mais sistêmica e complexa de sociedade. depende das relações estabelecidas entre os homens e os recursos naturais. onde tocar juntos requer uma partitura mais elaborada e uma competência mais considerável. em 1972 que se ampliou o conceito de Educação Ambiental e na Conferência de Tibilisi em 1977 que internacionalmente reconheceu-se que: A Educação Ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificação de conceitos. estética. criou-se. a partir da década de setenta emergiram em todo o mundo discussões acerca da Educação Ambiental. uma vez que permite a análise de temas que enfocam as relações entre a humanidade. as questões ambientais têm adquirido uma grande importância em nossa sociedade. a Educação Ambiental vem adquirindo uma grande importância no mundo. Como perspectiva educativa. para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos. Se todos os pesquisadores envolvidos numa pesquisa possuíssem os mesmos entendimentos sobre um determinado conhecimento. Mas possuir conhecimentos complementares ou divergentes seria comparável a uma orquestra.com. É necessário ter claro que a Educação Ambiental não deve estar presente no currículo escolar como uma disciplina. Dessa maneira. ambientais. nela ele simboliza a orquestra para explicar a importância da interdisciplinaridade. a Educação Ambiental apresentava um caráter preservacionista. um desses espaços é a escola. Inicialmente. acentuaram-se os números de estudos na busca de soluções para os problemas sociais.br/083/83vieira. Com as mudanças que o mundo vem sofrendo. enquanto homens e mulheres organizados em sociedade. porque ela não se destina a isso. uma vez que o ambiente é um todo complexo. no mundo inteiro. a partir de novas práticas pedagógicas que sejam promotoras de sujeitos de ação e não de adaptação. ela possui um caráter social e político que não podem ser negados. Ainda que numa orquestra os músicos não possam escolher as partituras que tocam juntos ou eleger o regente. Foi a partir da Conferência de Estocolmo. A Educação Ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida. conforme preconiza o Plano Nacional de Educação Ambiental . objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio. urge uma reformulação no sistema educativo. E. com ações voltadas apenas para o cuidado com a natureza mas hoje sabemos que ela não se limita simplesmente às modificações ambientais. mas sim como um tema que permeia todas as relações e atividades escolares. estaríamos tocando um só instrumento e alcançando as mesmas notas musicais. Assuntos como ética. suas culturas e seus meios biofísicos. como não poderia deixar de ser.

E é para esse tipo de conhecimento que a Educação Ambiental está voltada. Segundo Santos (2000). isolá-las. Conforme Barcelos (2002). a dimensão ambiental traz a necessidade de uma rica orquestra musical. proporem novas metodologias que favoreçam a implementação da Educação Ambiental. Sendo que o conhecimento que se consagrou foi o conhecimento regulação. Atualmente. . segundo Sato. disposições e sensibilidades que comandam relações e comportamentos sociais do sujeito e estrutura sua personalidade” (1995: 50). experiências práticas. ela precisa envolver conhecimentos do cotidiano dos alunos e que lhes traga significado. A maneira como o currículo é oferecido na maioria das escolas não permite um arranjo flexível para que os professores possam incluir a dimensão ambiental em suas aulas. no sentido de que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social. deve ser entendida como educação política. a interdisciplinaridade envolve muito mais do que integração entre as disciplinas. Há diferentes formas de incluir a temática ambiental nos currículos escolares. O que não será uma tarefa muito fácil. GARCIA. desenvolvimento da cidadania. por intermédio de prática interdisciplinar. dominando e anulando as possibilidades de implementação do conhecimento emancipação. projetos ou qualquer outra atividade que conduza os alunos a serem reconhecidos como agentes ativos no processo que norteia a política ambientalista. a fragmentação do conhecimento perde o sentido. et al. mas como sujeito do conhecimento. por em prática a máxima do pensamento ecologista mundial de poder agir local e pensar global. reduzir ou anular qualquer uma das partes ou disciplinas envolvidas”. De acordo com Sato. É concordando com Sacristán (1998) que compreende o currículo como algo construído no cruzamento de influências e campos de atividades diferenciadas e inter-relacionadas. Cabe aos professores. o currículo escolar vem transformando-se e atendendo as exigências do paradigma da pósmodernidade. relações essas inerentemente políticas. um conhecimento construído. biológicos. a modernidade está assentada sobre dois pilares de construção do conhecimento. onde o primeiro é o conhecimento-regulação e o segundo o conhecimento-emancipação. em que o ato de conhecer é também ato de reconhecer que o outro não mais é visto tomado apenas como objeto. Portanto. para refletir sobre questões atuais e pensar em que mundo se deseja viver. sempre considerando o ambiente imediato. Portanto. Entretanto. no entanto. que entende a sociedade como uma totalidade. transpassa todas as disciplinas já que ela. a EA tem sido identificada como transdisciplinar isto é. separá -las. da autonomia e da ética. atividades fora da sala de aula. como atividades artísticas. que “permite distinguir as disciplinas sem. tendo em vista que tudo no mundo está fragmentado. cidadania nacional e planetária. Barcelos (2002) apontará que para se atingir o conhecimento emancipação é necessário uma construção paradigmática. Considerando que a Educação Ambiental tem por objetivo a busca do conhecimento integrado de todas as áreas para a solução dos problemas ambientais. Assim.que se viabiliza a educação ambiental na escola. uma vez que esta educação visa o conhecimento emancipação. e. e onde os conhecimentos se complementam para a interpretação conjunta de uma realidade. produção de materiais locais. É necessário que o currículo seja entendido como “algo que se constitui nas relações intersubjetivas na comunidade escolar. uma vez que a educação ambiental. permitindo analisar o curso de objetivação e concretização do currículo em vários níveis e assinalando suas múltiplas transformações. portanto. relacionado a exemplos de problemas atualizados (2003: 25). então. mesmo que implicitamente sempre intencionais. e. associar sem. Por isso. autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza Para Moreira “nas escolas não se aprendem apenas conteúdos sobre o mundo natural e social. a Educação Ambiental precisa fazer parte do cotidiano escolar. 2002: 100). a retomada do conhecimento emancipação permitirá o surgimento de uma nova relação entre conhecimento e cidadania.transição da modernidade. “sustenta todas as atividades e impulsiona os aspectos físicos. com isso. adquirem-se também consciência. Currículo é um processo inacabado” (GALIAZZI. sociais e culturais dos seres humanos” (2002: 24). mas para se construir uma conscientização ambiental/planetária é necessário desconstruir a compartimentalização do conhecimento.

Porto alegre:UFRGS. 09. Ano I. – dez. M. p. 25-40. J. GALIAZZI. assim com da sociedade.C. Currículos e Programas no Brasil. deve proporcionar a participação de todos no processo de sua construção execução. A Educação Ambiental precisa ser entendida como uma importante aliada do currículo escolar na busca de um conhecimento integrado que supere a fragmentação tendo em vista o conhecimento emancipação. 1998. os valores e comportamentos do estudante e da sociedade da qual ele é partícipe em uma relação recíproca de influências que envolvem uma variedade de conceitos e visões de mundo. as pessoas. A critica da razão indolente – contra o desperdício da experiência. 2002: 24). jul. Uma vez que. Educação Ambiental. a escola ao propor o desenvolvimento do currículo escolar voltado para a questão ambiental. tendo os alunos como sujeitos do processo. GIESTA. apresenta -se como uma peça importante no currículo escolar. Revista eletrônica do Mestrado de Educação Ambiental. 2000. Richard. 98 –111. 3ed. N. entre outras aprendizagens que lhe dêem suporte para melhor compreender o mundo. (1999:120). Deste modo. T.. além de terem sua importância dentro da Educação Ambiental. a uma determinada sociedade e as relações que esta estabelece com o conhecimento. Percebe-se. Educação e filosofia 32. Portanto. In Ambiente & Sociedade. (2002). NORGAARD. biológicos. Campinas: Papirus. 1994. Os conteúdos precisam ser revistos para que os mesmos convirjam entre as disciplinas de forma interdisciplinar. Sendo assim. 1995. SACRISTÁN.Porém. Subjetividade: inquietações contemporâneas. São Paulo: Cortez. 2002. n. Construindo Caleidoscópios: organizando unidades de aprendizagem. existe nas diversas realidades uma pluralidade de objetivos com relação ao que ensinar. SATO. é evidente a necessidade de trazer para os currículos escolares os conhecimentos. A improvisação do conhecimento discordante. S. São Carlos: Rima. M. Partindo disto. Al. O currículo: uma reflexão sob a prática. M. Referências BARCELOS. a EA “sustenta todas as atividades e impulsiona os aspectos físicos. a construção de um currículo deve levar em conta o indivíduo. p. aprenda a obter informações e desenvolver competências para perceber o ambiente particular como parte as sociedade global. sociais e culturais dos seres humanos” (SATO. As palavras de Giesta expressam essa realidade da seguinte maneira: “a educação se dá na interação com as pessoas e com o meio ambiente” (1994: 183). C. (16). SANTOS. 2. 2002. MOREIRA. a sua sociedade e a sua história de forma a criar uma situação de um compromisso que possa gerar a transformação. B. 149159. et. F. que o currículo é uma construção social. no sentido que está diretamente ligado a um momento histórico. assim se pronuncia: o estudante analise a coerência de seus próprios valores e comportamentos. Tomada de decisões pedagógicas no cotidiano escolar. os fatos. 1998. A . v. no sentido de que os conteúdos propostos compõe um quadro bastante diverso e ao mesmo tempo peculiar. Sobre o desenvolvimento de um currículo Giesta. Rio Grande. G. Porto Alegre: Artmed. . segundo Sato. então.

Exigências impostas : . 2 . ou deixar de seguir normas de segurança relativas à instalação nuclear. independente da existência de culpa.número 6. os danos serão assumidos pela União. é de responsabilidade dos Ministérios do Meio Ambiente . da Saúde e da .número 9. Foram criadas também as "Áreas de Proteção Ambiental " ou APAS. A punição pode ser extinta caso se comprove a recuperação do dano ambiental. consumo e liberação no meio ambiente. Lei de interesses difusos. pode ser penalizada. turístico ou paisagístico. As multas variam de R$ 50.registro de produtos nos Ministérios da Agricultura e da Saúde. aplicação.obrigatoriedade do receituário agronômico para venda de agrotóxicos ao consumidor.ibama.Lei das Atividades Nucleares . ao consumidor e ao patrimônio artístico. Determina que se houver um acidente nuclear. processar. A lei regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua comercialização.974 de 05/01/1995. sendo que 90 % delas devem permanecer intocadas e 10 % podem sofrer alterações para fins científicos. 3 .php?option=com_content&view=article&id =420&Itemid=587 17 Leis Ambientais 1 . fornecer.número 7. 5 . Para saber mais: www.347 de 24/07/1985. chegando à liquidação da empresa. fiscalização e também o destino da embalagem.com. Esta lei estabelece normas para aplicação da engenharia genética. até sua comercialização.902 de 27/04/1981. 6 – Lei da Engenharia Genética – número 8. .registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA .cacadoresdecachoeiras.00 a R$ 50 milhões de reais.Lei da Área de Proteção Ambiental . Lei que criou as "Estações Ecológicas ".Esta lei classifica como crime produzir. Em caso de acidente nuclear não relacionado a qualquer operador.número 7.Lei dos Agrotóxicos . desde o cultivo.802 de 10/07/1989.Lei da Ação Civil Pública .Lei de Crimes Ambientais . usar. a instituição autorizada a operar a instalação tem a responsabilidade civil pelo dano. manipulação e transporte de organismos modificados (OGM) .o descumprimento desta lei pode acarretar multas e reclusão. Reordena a legislação ambiental brasileira no que se refere às infrações e punições.453 de 17/10/1977. áreas que podem conter propriedades privadas e onde o poder público limita as atividades econômicas para fins de proteção ambiental. Dispõe sobre a responsabilidade civil por danos nucleares e a responsabilidade criminal por atos relacionados com as atividades nucleares. controle.http://www.número 6. A autorização e fiscalização do funcionamento das atividades na área e da entrada de qualquer produto geneticamente modificado no país. 4 . .605 de 12/02/1998. autora ou co-autora da infração ambiental.gov. trata da ação civil publica de responsabilidades por danos causados ao meio ambiente. se ela tiver sido criada ou usada para facilitar ou ocultar um crime ambiental.br/index. importar ou exportar material sem autorização legal. áreas representativas de ecossistemas brasileiros. transmitir informações sigilosas neste setor.br. extrair e comercializar ilegalmente minério nuclear. A pessoa jurídica.

12 – Lei do Parcelamento do Solo Urbano – número 6. sendo o titular da autorização de exploração dos minérios responsável pelos danos ambientais. controlar e fomentar o uso racional dos recursos naturais. além de proibir a introdução de espécie exótica (importada ) e a caça amadorística sem autorização do Ibama. proibidos em áreas de preservação ecológicas. Permite aos estados e municípios costeiros instituírem seus próprios planos de gerenciamento costeiro.br. perseguição. que deverá. define o que é zona costeira como espaço geográfico da interação do ar.661 de 16/05/1988. informar trabalhadores e a comunidade sobre questões relacionadas à saúde e segurança nesta atividade. que causarem danos ao meio ambiente são passíveis de suspensão. os monumentos naturais. Lei que organiza a Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. caça profissional. 8 – Lei da Fauna Silvestre – número 5. Também exige que propriedades rurais da região Sudeste do país preservem 20 % da cobertura arbórea.dnpm. do mar e da terra. comércio de espécies da fauna silvestre e produtos derivados de sua caça. Para saber mais: www. além dos sítios e paisagens de valor notável pela natureza ou a partir de uma intervenção . além de topos de morro. ou seja.Agricultura.771 de 15/09/1965. 10 – Lei do Gerenciamento Costeiro – número 7.gov. apanha de animais silvestres. desenvolvimento florestal e borracha. incluindo os recursos naturais e abrangendo uma faixa marítima e outra terrestre.735 de 22/02/1989. desde que prevaleçam as normas mais restritivas. que deve ser concedida pelo orgão ambiental competente. Para saber mais: www. Define as diretrizes para criar o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. arqueológico. Toda entidade que usar técnicas de engenharia genética é obrigada a criar sua Comissão Interna de Biossegurança. Estabelece as regras para loteamentos urbanos. Criou o Ibama. incorporando a Secretaria Especial do Meio Ambiente e as agências federais na área de pesca. Criminaliza também a exportação de peles e couros de anfíbios e répteis em bruto. entre outros. 13 – Lei Patrimônio Cultural . naquelas onde a poluição representa perigo à saúde e em terrenos alagadiços.805 de 18/07/1989. Os trabalhos de pesquisa ou lavra. devendo tal reserva ser averbada em cartório de registro de imóveis.ibama. Determina a proteção de florestas nativas e define como áreas de preservação permanente (onde a conservação da vegetação é obrigatória) uma faixa de 30 a 500 metros nas margens dos rios. fiscalizar. atuando para conservar. incluindo como patrimônio nacional os bens de valor etnográfico.decreto-lei número 25 de 30/11/1937. 7 – Lei da Exploração Mineral – numero 7. A atividade garimpeira executada sem permissão ou licenciamento é crime.gov. 9 – Lei das Florestas – número 4. encostas com declividade superior a 45 graus e locais acima de 1.br.766 de 19/12/1979. Esta lei regulamenta as atividades garimpeiras. 11 – Lei da criação do IBAMA – número 7. de lagos e de reservatórios. Para estas atividades é obrigatória a licença ambiental prévia. A lei classifica como crime o uso. Este gerenciamento costeiro deve obedecer as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente ( CONAMA ).197 de 03/01/1967. Ao Ibama compete executar a política nacional do meio ambiente.800 metros de altitude.

br/informativo/intermed. dotado de valor econômico. independentemente da culpa. É a lei ambiental mais importante e define que o poluidor é obrigado a indenizar danos ambientais que causar. armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão. 14 – Lei da Política Agrícola .embrapa. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. A lei prevê também a criação do Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos para a coleta. que pode ter usos múltiplos (consumo humano.171 de 17/01/1991. Coloca a proteção do meio ambiente entre seus objetivos e como um de seus instrumentos. impondo ao poluidor a obrigação de recuperar e/ou indenizar prejuízos causados.Esta lei criou a obrigatoriedade dos estudos e respectivos relatórios de Impacto Ambiental (EIA-RIMA). 16 – Lei de Recursos Hídricos – número 9. da fauna e da flora. Atribui aos estados e municípios o poder de estabelecer limites e padrões ambientais para a instalação e licenciamento das industrias. O Ministério Público pode propor ações de responsabilidade civil por danos ao meio ambiente.humana. tratamento. A partir do tombamento de um destes bens. 17 – Lei do Zoneamento Industrial nas Áreas Críticas de Poluição – número 6. Define a água como recurso natural limitado. Fonte: http://www.cnpma. desenvolver programas de educação ambiental. realizar zoneamentos agroecológicos para ordenar a ocupação de diversas atividades produtivas. ficam proibidas sua demolição. fomentar a produção de mudas de espécies nativas.803 de 02/07/1980.938 de 17/01/1981. destruição ou mutilação sem prévia autorização do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. entre outros.433 de 08/01/1997.php3#127 Prof. Define que o poder público deve disciplinar e fiscalizar o uso racional do solo. 15 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – número 6. SPHAN. da água. exigindo o Estudo de Impacto Ambiental. produção de energia. lançamento de esgotos). transporte. Paulo Affonso Leme Machado Professor da UNESP – campus de Rio Claro – SP Autor do livro "Direito Ambiental Brasileiro" .número 8.

cadmo e mercúrio ou então. devemos reduzir o consumo tomando as seguintes atitudes: 1. 10. 4. injeções e curativos feitos em casa. tanto na produção. Comprar somente o necessário. 2. revistas e livros. procurando uma farmácia ou um posto de saúde com Consertamos produtos em vez de descartá-los. 6. 21. devolvemos o produto para o reven Junto aos outros consumidores. 4. quanto na distribuição. 6.google. isto é. evitando comprar produtos descartáveis? Evitamos a compra de produtos que possuem elementos tóxicos ou perigosos? Enterramos o nosso lixo. Evitar gastos desnecessários de papel para embrulhar presentes.https://sites. 8. em substituição as sacolas oferecidas pelas lojas e supermer Dividir com outras pessoas alguns materiais como: jornais. 14. 3. Compramos produtos cujas embalagens são reutilizáveis e/ou recicláveis. 8. Realmente precisamos de determinados produtos que compramos ou ganhamos? Compramos produtos duráveis/resistentes. III – Conceito de Reutilizar Este conceito está relacionado com a utilização de um produto ou embalagem mais de uma vez. 18. 16. Levar sacolas ou carrinhos de feira para carregar compras. substituindo-os por novos? Deixamos os pneus velhos nas oficinas de trocas. que desenvolvam programas sócio-ambientais e/ou que sejam re II– Conceito de Reduzir Portanto. assim como vasilhames? Damos preferência a produtos e serviços que não agridem ao ambiente. 2. 17. 20. 9. certificando que existe um sistema de retorno ao f Evitamos as pilhas de alto teor de chumbo. 11. 19. 5. Portanto. pois elas são responsáveis pelo seu destino adequado? Deixamos a bateria usada do carro no local onde adquirimos a nova. . exigimos produtos sem embalagens desnecessárias. no c Escolhemos produtos de empresas certificadas. sem analisarmos o que estamos fazendo. Diminuir a quantidade de pacotes e embalagens. Comprar produtos duráveis. Adotar um consumo mais racional. após o uso. 5. 12. 15. se não houver coleta do mesmo no bairro? Evitamos queimar o lixo? Lemos os rótulos dos produtos para conhecer as suas recomendações ou informações ambientais? Usamos detergentes e produtos de limpeza biodegradáveis? Utilizamos pilhas recarregáveis? Não compramos produtos provenientes de trabalho escravo? Não compramos produtos produzidos por crianças que são obrigadas a trabalhar? Não compramos produtos de origem duvidosa? Evitamos a compra de caderno e papéis que usam cloro no processo de branqueamento? Pegamos emprestado ou alugamos aparelhos/equipamentos que não usamos com freqüência. estaremos reutilizando quando: 1. 7. 3. Comprar produtos que tenham refil. 7.com/site/reambientar/Home/os-7-r-s-do-meio-ambiente 7 R's: Amigos do Meio Ambiente Repensar | Reduzir | Reutilizar | Reaproveitar | Reciclar | Recusa I – Conceito de Repensar Geralmente agimos na vida automaticamente. pois de antemão concluímos que todos f Mas é necessário parar para pensar: 1. ao invés de comprá-lo? Não jogamos no lixo remédios. 13.

Utilizem as embalagens das compras para jogá-lo fora. envelopes pardos que já foram usados. 5. Fazemos a limpeza em objetos antigos. Pintamos móveis antigos.E o ambiente agradece. 4. Procurem comprar produtos que tenham embalagens que podem ter outro uso. 6. et Consertamos brinquedos. 5. V – Conceito de Reciclar Através da reciclagem. de modo geral. IV – Conceito de Reaproveitar Com o reaproveitamento. etc. pois a economia de água e de energia é muito grande. 5. chips. 6. roupas. Vejam como reaproveitar 1. 6. Comprando produtos cujas embalagens sejam feitas de materiais reciclados. Organizem-se em seu trabalho/escola/bairro/rua/comunidade/igreja/casa um projeto de separação de materiais para col Entrando em contato com uma Associação de Catadores do seu bairro. pois além de nos levar a ter conhecimentos científicos e jurídicos. sou um Consum Evolução dos R's 1º MOMENTO 2º MOMENTO 3º MOMENTO (ONTEM) (HOJE) (AMANHÃ) 3 R’s 5 R’s 7 R’s OBSERVAÇÃO DESEJADO . 3. Potes de plástico ou de vidro são boas opções para guardar pregos. parafusos. 4. 2. 7. utensílios domésticos. 2.2. alumínio Após a coleta encaminhar para a Associação de Catadores ou diretamente para a Indústria de Reprocessamento. em breve. livros. outras são mais complexas. a quantidade de lixo diminui e ainda economizamos. Envelopes podem ser usados para guardar documentos ou fotografias. Trocamos a capa dos estofados. 8. Quando usamos o verso da folha de papel para escrever. Guardamos. Os materiais que poderão ser coletados. 3. 8. papelões. livros. mas que continuam perfeitos. obriga-nos a uma orga sustentável depende da participação de todos. Podemos contribuir com a Re 1. como: revistas. VII – Conceito Recuperar NOVO! Temos de recuperar o que foi danificado. 7. 8. Caixas de papelão poderão ser utilizadas para colocar produtos de limpeza. dizer: sou um Consumidor Ético. papéis. plásticos. Caixas de sapato são ótimas para porta –trecos. Espero que se possa. são: jornais. sem uso. fazendo-os parecer novos. 7. para uso posterior. 3. compensar o planeta pelos desgastes e retiradas que temos realiz Durante a explanação sobre os 5 R‟s observamos a gama de ações que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo produz um de nós. Não comprem sacos de lixo. distrito ou município para juntos traçarem um p Só faça coleta seletiva de “lixo” que poderá ser encaminhado para local de reciclagem ou de venda. Roupas usadas poderão ser recortadas ou tingidas. móveis. VI – Conceito Recusar NOVO! É dizer NÃO aos produtos que agridam o meio ambiente. para começar a reutilizá-los. e Procuramos dar um novo destino aos objetos que foram utilizados. Participando de campanhas para coleta seletiva de lixo. 4. Doamos produtos que possam servir as outras pessoas. vidros. os produtos (= lixo) serão transformados em matéria prima para se iniciar um novo ciclo de produção-co O ambiente também agradece a reciclagem. Comprando produtos reciclados.

produzir.Repensar 6.Reciclar 1. consumir.Recuperar O mais importante de tudo: REINVENTAR uma nova maneira de: viver.Repensar 1.Reaproveitar 4.Reciclar 5.Reduzir 2.Recusar 7.1.Reduzir 2.Reutilizar 3. armazenar e até prestar serviços financeiros. transportar.Reaproveitar 4.Reutilizar ou Reaproveitar 3.Reciclar 5.Reduzir 2.Reutilizar 3. .

mas algumas mudanças na estrutura dos grandes centros urbanos podem minimizar o efeito destas. Problemas como a presença de aterros sanitários. . As áreas urbanas são as que mais expressam as intervenções humanas no meio natural. a poluição da atmosfera e dos cursos de água e a produção de calor geram diversos efeitos sobre os aspectos do ambiente. efeitos estes decorrentes no Brasil e no mundo. Não existe fórmula mágica para evitar as consequências sentidas pela população. Além disso. o desmatamento.Problemas Ambientais Urbanos Por Morgana Aline Voigt. outros fenômenos que contam com grande participação da natureza também dificultam a vida nos centros urbanos. a impermeabilização dos solos. a ocupação de áreas inadequadas para moradia.

muito comum nas regiões mais industrializadas do Sudeste. provocando mudanças drásticas na natureza e desencadeando diversos problemas ambientais. o ar quente.A urbanização se intensificou com a expansão das atividades industriais. Além da degradação da água. Esses gases retêm calor. outras formas de poluição têm assumido graves proporções no Brasil. metade dos municípios ainda utiliza aterros sanitários. No estado de São Paulo. também. outro problema típico das grandes cidades e muito frequente no inverno. fica retido por uma camada superior de ar frio. ocasionando a destruição de casas e um grande número de vítimas fatais. Esse fato é muito preocupante. outros fenômenos que contam com grande participação da natureza também dificultam a vida nos centros urbanos: as enchentes. produzida pela reação química dos vapores de água com os resíduos lançados pelas fábricas e automóveis. resíduo altamente tóxico produzido pela decomposição do lixo urbano. pode facilmente penetrar no subsolo e. . deve ser destacado o fenômeno físico denominado inversão térmica. sobretudo. constituído de gases emitidos por automóveis e fábricas e carregado de poluentes. Na Grande São Paulo. um fenômeno físico conhecido como ilha de calor. com frequência. A expansão da rede urbana sem o devido planejamento ocasiona problemas ambientais também nas cidades brasileiras. Na cidade de São Paulo ocorre também. O desenvolvimento e o crescimento desses centros urbanos muitas vezes não ocorrem de maneira planejada. Além dos efeitos nocivos à saúde. A contaminação e a escassez da água decorrem também da ocupação irregular e caótica das áreas de mananciais pela população de baixa renda. caracterizado pelo aquecimento exagerado do centro urbano. uma vez que o Chorume. a poluição do ar é responsável pela chuva ácida. essas áreas abrigam quase 2 milhões de pessoas. Por fim. contaminar os recursos hídricos. gerando grande diferença térmica entre as áreas centrais e a periferia. pelas emissões de gases pelos automóveis e fábricas. fato que atraiu e ainda atrai milhões de pessoas para as cidades. esses e outros problemas urbanos são causados pela característica eminentemente mercantil dos empreendimentos imobiliários. consequentemente. Nesse caso. Enchentes Além dos mais variados problemas causados pelo homem que assolam as grandes cidades. em catástrofes como o deslizamento de encostas e enchentes. Uma delas é a poluição atmosférica. Esse fenômeno é causado. A ocupação de áreas inadequadas para a moradia resulta. Recorrentes no Brasil.

ocasionando a enchente. a quantidade de chuva anual é 5% maior e. tendo sido gastos mais de 540 milhões de reais. a precipitação é 10% superior se comparada com as áreas rurais. diminuindo a quantidade de água que poderia ser infiltrada e aumentando ainda mais a vazão dos corpos d’água. Outro fator que agrava a situação das enchentes são as mudanças climáticas. Um dos fatores que contribui para o agravamento das enchentes. Essa consequência do processo de urbanização teve como causa principal a construção de casas. o material particulado (poluentes) em suspensão favorece a formação de núcleos de condensação na atmosfera. principalmente nas grandes cidades. quando o leito natural de um rio ou córrego recebe uma quantidade de água. Em algumas regiões que possuem um clima regular permanecem a maior parte do ano sem receber chuva que. Só este ano mais de 190 mil pessoas foram afetadas por enchentes apenas na região nordeste do país.Portanto. maior do que sua capacidade de comportá-la. Interferência da mudança de temperatura . indústrias e vias marginais nas áreas de várzeas dos rios e proximidades e é. essas inundações são muito comuns e são fenômenos naturais que ocorrem em todos os corpos d’água. além disso. proveniente da chuva. onde o fator se aplica. em dias de chuva. atualmente. é o fato de que a maior parte do solo é impermeabilizada pelo asfalto e pelo concreto.Todo rio ou corpo d’água tem uma área em todo seu entorno que costuma inundar em determinadas épocas do ano ou quando há um índice de precipitação muito grande. um problema constante nos períodos chuvosos dos principais centros urbanos. Junta-se a isto. O aumento de temperatura nos centros urbanos intensifica a evaporação. tendo-se um quadro típico do período de chuvas no Brasil: dezenas de cidades alagadas e pessoas desabrigadas. O resultado é o aumento da quantidade de chuvas. Nas áreas urbanas. o fato de que a maioria da população joga lixo nas ruas entupindo os sistemas artificiais de escoamento projetados pelas prefeituras. Ou seja. ele transborda. aumentando a vazão e causando um transbordamento. cai de maneira torrencial causando as enchentes. posteriormente.

ou em qualquer lugar do mundo onde haja falta de planejamento. social. o aprofundamento do leito. A questão das enchentes no Brasil. ou não. as enchentes seguem uma linha imediatista na tentativa de alcançar a resolução do problema em um período curto de tempo. Enchente em Santa Catarina (2008) Criança em contato com água contaminada . com canalização e construção de reservatórios regularizadores de vazão. Tudo isso só faz agravar a problemática das enchentes nos grandes centros urbanos. pontes e diques. contribuindo para os processos de erosão. As enchentes representam uma ameaça para a população. têm ocorrido enchentes pela necessidade de abertura repentina de vertedouros em determinadas barragens devido ao fato de estas se encontrarem acima do seu limite de armazenamento. a população tem contato com a água contaminada. Áreas inteiras são ocupadas e loteadas. Chamadas de cheias artificiais. Dentre as ações. estrutural e até mesmo política. sem planejamento. Em épocas de inundações. deixa de ser uma questão puramente ambiental e passa a ser também. atualmente. Esta urbanização desmesurada também leva a população a ocupar áreas dos leitos de rios ou de mananciais. consequentemente.Em alguns lugares ainda. especialmente nas áreas periféricas. na maior parte dos casos. contribuindo para a propagação de doenças como a leptospirose. econômica. O processo de urbanização no Brasil. destacam-se as obras de desassoreamento dos rios (retirada dos sedimentos depositados pela água) e. As soluções encontradas para conter. da maneira que é possível. ocorre de forma intensa e. onde há deficiência de coleta e tratamento de esgoto. de forma clandestina. são provocadas por erros de operações de comportas ou por erros de projetos de obras hidráulicas como bueiros.

pela sua força. uma força maior quando proveniente de áreas montanhosas e menor para áreas de bacia. prejudicando a agricultura. Não é raro ocorrerem enxurradas que. sem cobertura vegetal. incide sobre áreas propensas à ocorrência. enormes buracos que destroem trechos de terra cultiváveis. tiver sido povoada.Enxurradas As Enxurradas ocorrem quando uma quantidade substancial de água. Quando uma região onde existiu um rio ou corredeira no passado. ela estará propensa a perceber a descida das águas de áreas mais elevadas. a ação combinada das enxurradas e das águas subterrâneas causa as voçorocas. animais e mobílias para as corredeiras e rios. proveniente das chuvas torrenciais. as enxurradas podem desenhar desde sulcos superficiais até outros mais profundos. consigam arrastar veículos. mas o desmatamento e a ocupação populacional acabam interferindo nesta ação. Ela prossegue com ação natural da lei gravitacional nas áreas de declínio do solo tendo deste modo. dando origem à enxurrada. . Nas cidades. Em geral elas estariam elevando níveis de rios ou de córregos em regiões de bacias. chamados ravinas. No Brasil. as atividades pluviométricas superiores à 40 mm já são suficientes para provocar inundações regionalizadas. que se avolumam na estreita faixa da antiga corredeira. Em terrenos inclinados. pessoas.

6 graus. É apontada também a ocorrência de um maior número de chuvas volumosas.Enxurrada em São José do Rio Preto . Dados recentes mostram que a região metropolitana terá um aumento da temperatura média entre 2 e 3 graus Celsius neste século. a Rua 25 de Março. especialmente nas grandes. Isso quer dizer que nas cidades. . a grande quantidade de veículos e indústrias que. com a poluição. acontecem de duas a cinco vezes por ano. Atualmente. a temperatura média da cidade sofreu um acréscimo de 1. Antes de 1950. tornam as cidades mais abafadas. como: a poluição atmosférica. Ao mesmo tempo em que a região da Serra da Cantareira apresenta 20 graus Celsius. no centro. consolidando literalmente uma ilha climática.SP Ilha de Calor Ilha de calor é um fenômeno climática que ocorre a partir da elevação da temperatura de uma área urbana se comparada a uma zona rural. por exemplo. Nos últimos 30 anos. entre outros fatores que contribuem para o aumento da retenção de calor na superfície. a pavimentação e diminuição da área verde. a temperatura é superior a de áreas periféricas. Estudos realizados mostram que na cidade de São Paulo a temperatura varia em até 12 graus Celsius entre um bairro e outro. irradiando 50% a mais de calor. a construção de prédios barrando a passagem do vento e impedindo que este refresque as regiões centrais. sofre com um calor de 32 graus. precipitações acima de 50 mm ao dia eram raras na cidade. Essa anomalia ocorre devido à junção de diversos fatores. a alta densidade demográfica.

Também faz com que se desenvolva um maior índice de chuvas. reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera e planejar a expansão urbana e o uso do solo. O fenômeno de formação de ilhas de calor em centros urbanos ao redor do mundo contribui para o aquecimento global. a zona norte (Leopoldina. o ar próximo do chão é aquecido pelo calor da superfície do solo. . a maior da região Norte. ao mesmo tempo em que a elevação das temperaturas no planeta intensifica a concentração de calor já existente nessas regiões. parte da zona sul (Glória. a temperatura pode se elevar em até 3 graus Celsius. arborizar regiões desmatadas. que. Além disso. além de afetar a pressão arterial. aumentar os níveis de estresse e alterar mecanismos de regulação endócrina. Catete. Durante o dia. Mesmo em centros urbanos circundados por florestas. Bonsucesso. a intensificação das ilhas de calor afeta a saúde da população e das cidades. como a cidade de Manaus. sobretudo naqueles localizados em áreas cercadas por serras ou montanhas. Representação ilustrativa de uma ilha de calor Inversão Térmica A inversão térmica é um fenômeno atmosférico muito comum nos grandes centros urbanos industrializados. combinado com a impermeabilização dos solos. Para evitar a formação das ilhas de calor é necessária a preservação das áreas verdes nas cidades. quando comparada em relação a áreas vizinhas. Flamengo e Botafogo) e as áreas centrais de Niterói e São Gonçalo. pode resultar em enchentes catastróficas. Aumenta a concentração de gases tóxicos. que inclui a área central da cidade do Rio de Janeiro.Um mapeamento das ilhas de calor do Rio de Janeiro revela que as temperaturas mais elevadas estão localizadas no núcleo metropolitano. Ramos e Penha). o que pode levar a um aumento da mortalidade por doenças respiratórias.

essa massa de ar não consegue subir e a qualidade do ar piora por causa da fumaça emitida por veículos e indústrias. Sendo assim. Já nos dias quentes. Com a atividade industrial e a numerosa frota de veículos dessas regiões. além do índice pluviométrico também ser menor durante o inverno. Se a inversão durar vários dias. sua intensificação e seus efeitos nocivos se devem ao lançamento de poluentes na atmosfera. Comparação entre o fluxo de ar É importante ressaltar que a inversão térmica é um fenômeno natural. Ou seja. fato que dificulta a dispersão dos gases poluentes. No entanto. provocando uma alteração na temperatura. Nos dias frios o clima fica propício para inversões térmicas. menos denso e mais leve. À noite. Esse ar aquecido. os raios de sol aquecem a superfície terrestre e o chão transfere o calor para o ar acima dele. esse processo ocorre quando o ar frio e mais denso é impedido de circular por uma camada de ar quente menos denso. oriunda dos gases emitidos. esse ar quente sobe. a camada de ar frio começa a concentrar os poluentes.Por ser menos denso e mais leve. Forma-se. Forma-se uma camada de ar frio em baixas altitudes. Em Londres. o solo esfria rapidamente e a temperatura do ar que está mais próximo da superfície também diminui. uma camada de ar frio abaixo da camada de ar aquecida durante o dia. o que é muito comum nas grandes cidades. Por isso o nível de poluição do ar costuma ser maior no inverno do que no verão. sendo registrada em áreas rurais e com baixo grau de industrialização. formando uma camada de cor cinza. a camada de ar frio. a dispersão desses poluentes fica extremamente prejudicada. não consegue subir. No dia seguinte. sobe e carrega os poluentes. mais densa e pesada. porque o ar quente funciona como um "tampão": é a inversão térmica. então. em dezembro de 1952. a concentração de poluentes pode elevar-se a níveis perigosos. morreram cerca de 4000 pessoas em .

conseqüência de uma prolongada inversão térmica devido à combustão excessiva de carvão contaminado com enxofre. Entre as possíveis medidas para minimizar os danos gerados pela inversão térmica estão a utilização de biocombustíveis. não gera danos à natureza. dióxido de carbono e do dióxido de enxofre. sendo que o resultado desse processo é a formação do ácido nítrico e do ácido sulfúrico. também pode ser desencadeado em locais distantes de onde os poluentes foram emitidos. Ao se precipitarem em forma de chuva. ocorre o fenômeno que. . o óxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre reagem com as partículas de água presentes nas nuvens. Doenças respiratórias. sobretudo pela queima do carvão mineral e de outros combustíveis de origem fóssil. redução das queimadas e políticas ambientais mais eficazes. no entanto. fiscalização de indústrias. O problema é que o lançamento de gases poluentes na atmosfera por veículos automotores. neve ou neblina. irritação nos olhos e intoxicações são algumas das consequências da concentração de poluentes na camada de ar próxima ao solo. indústrias e usinas termelétricas tem aumentado a acidez das chuvas. Camada visível formada por poluentes Chuva Ácida A chuva contém um pequeno grau natural de acidez. em virtude da ação das correntes atmosféricas. A chuva ácida é um dos grandes problemas ambientais dos locais onde ocorre a poluição atmosférica decorrente da liberação de óxidos de nitrogênio. O dióxido de carbono.

danificação de edifícios e corrosão de veículos e monumentos históricos. Berlim e até Atenas. De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza. contaminação da água potável. Efeitos nocivos decorrentes da chuva ácida . sistema de tratamento de gases industriais. utilização de carvão com menor teor de enxofre e popularização de fontes energéticas mais limpas. esse fenômeno se intensificou nos países asiáticos. Entre os transtornos gerados pela chuva ácida estão a destruição de lavouras e de florestas. modificação das propriedades do solo. que consome mais carvão mineral do que os EUA e os países europeus juntos. Algumas ações são necessárias para reduzir esse problema. alteração dos ecossistemas aquáticos. cerca de 35% dos ecossistemas do continente europeu foram destruídos pelas chuvas ácidas. a chuva ácida é mais comum nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. tais como a redução no consumo de energia. já sofrem com os efeitos da chuva ácida há muito tempo. principalmente na China. No Brasil.Esquema que ilustra a formação de chuvas ácidas Grandes cidades como Nova York. A maior ocorrência de chuvas ácidas até os anos 1990 era nos Estados Unidos da América. Contudo.

Esses transtornos são causados por diversos fatores antrópicos. é necessário um planejamento urbano coerente. Frente aos problemas elucidados. . diretamente ligados à expansão das atividades industriais e ao êxodo rural. além da conscientização da população. bem como a elaboração e aplicação de políticas ambientais eficazes.CONCLUSÃO Conclui-se que a expansão e ocupação da rede urbana sem o devido planejamento ocasionou e ainda ocasiona vários problemas ambientais para a população que a habita. com os quais toda a sociedade tem que arcar. A implantação de medidas preventivas tende a evitar os prejuízos vistos atualmente.

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além de criarem problemas complexos de caráter ambiental. os quais são . Crescimento demográfico rápido: Mesmo considerando que a taxa de fecundidade das mulheres está diminuindo nos países desenvolvidos. o crescimento demográfico aliado ao desenvolvimento tecnológico acelera a pressão sobre os sistemas e recursos naturais. Poluição do ar e do solo: ocasionada principalmente pelas indústrias. lagos e represas: a poluição orgânica provenientes dos centros urbanos e atividades agropecuárias gera uma variedade de efeitos sobre os recursos hídricos continentais. poluição térmica de efluentes de usinas nucleares e etc. ocasiona diversos problemas como erosão. devido ao aumento na produção industrial e nos padrões de consumo. através de: emissões atmosféricas das indústrias. levantou 12 grandes problemas que preocupam pesquisadores.com. e etc.br/p/os-12-grandes-problemas-ambientais-da. desastres ecológicos de grandes proporções. 5. contaminação do solo por pesticidas e herbicidas. são eles: 1. Esses centros de alta densidade populacional demandam maiores recursos. Urbanização acelerada: além do rápido crescimento demográfico. a aglomeração de população em áreas urbanas está gerando grandes centros com 15 milhões de habitantes ou mais.blogspot. disposição inadequada de resíduos sólidos (exemplo: lixões) e de resíduos industriais que causam poluição do solo. administradores e gerentes da área ambiental. perda de biodiversidade (exemplo: espécies frágeis de corais).http://coletivopiracicaua. assoreamento de corpos hídricos e etc. especialmente das tropicais. 4. econômicos e principalmente social. 3. Desmatamento: a taxa anual de desmatamento das florestas. Poluição e eutrofização de águas interiores – rios. como naufrágio de petroleiros. acúmulo de metais pesados no sedimento marinho nas regiões costeiras e estuários. e em geral traz como consequência mais impactos ambientais.html Os 12 grandes problemas ambientais da humanidade Uma análise da UNEP (United Nations Environment Programme – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) sobre os grandes problemas mundiais da atualidade em relação ao ambiente. diminuição da produtividade dos solos. 2. perda de biodiversidade. energia e infra-estrutura. Poluição marinha: a poluição marinha está se agravando cada vez mais devido a: descargas de esgotos domésticos e industriais através de emissários submarinos. agroindústria e automóveis. 6. acúmulo de aerossóis na atmosfera provenientes da poluição veicular e industrial.

Produção de alimentos e agricultura: A agricultura de alta produção é uma grande consumidora de energia.2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. e etc.8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial. e se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3. distribuição de vetores e expectativa de vida . que é o aumento da temperatura do planeta. 11. A biodiversidade e seus recursos genéticos são fundamentais para futuros desenvolvimentos tecnológicos. acúmulo de metais pesados no sedimento. e estas são relatório Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1º C a mais já é suficiente para derreter as geleiras de topos de montanha do mundo todo. ou seja em extinção de espécies e perda da variabilidade da flora e da fauna. Cada grau celsius de aumento da temperatura acumulativas. urbanização e crescente desenvolvimento tecnológico gera a necessidade da construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas. portos e canais. carvão mineral) mais gases de efeito estufa são lançados na atmosfera. terrestre segundo irá o trazer 2º consequências do diferentes. devido a maior retenção da radiação infravermelha térmica na atmosfera. comprometendo abastecimento locais de água. E quanto maior a utilização de combustíveis fosséis (termelétricas. 7. causada pelo fenômeno da eutrofização. Efeitos de grandes obras civis: a construção de obras civis de grande porte. como represas de usinas hidrelétricas. 8. Essa pressão resulta na deterioração da qualidade da água. Outros tipos de matrizes energéticas como hidrelétricas e usinas nucleares possuem impactos ambientais associados a sua construção e operação (exemplo: falta de tratamento para os resíduos nucleares).fundamentais para o abastecimento público das populações. Falta de saneamento básico: principalmente nos países subdesenvolvidos. de pesticidas e de fertilizantes. Perda da diversidade genética: o desmatamento e outros problemas ambientais acarreta em perda de biodiversidade. alterações no estoque pesqueiro e geralmente inviabiliza alguns dos usos múltiplos dos recursos hídricos. gera impactos consideráveis e díficeis de mensurar sobre sistemas aquáticos e terrestres. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1. A expansão das fronteiras agrícolas aumenta as taxas de desmatamento e perda de biodiversidade. 9. a falta de saneamento básico é um problema crucial devido às inter-relações entre doenças de veiculação hídrica. 12. Alteração global do clima: o aumento da concentração dos gases estufa na troposfera terrestre (primeira camada da atmosfera) e de partículas de poluentes está causando um fenômeno conhecido como aquecimento global. 10. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas conseqüências ambientais: o aumento da demanda energética devido ao crescimento populacional. grandes e pequenas usinas nucleares.

2.adulta e taxa de mortalidade infantil. que acarreta em perda de Biodiverdidade. No entanto. Poluição das águas e solos devido a falta de saneamento básico nas áreas urbanas gerando 5. Erosão devido a desmatamento e manejo inadequado do solo na agricultura e pecuária. como mais gastos com saúde pública. a humanidade começou a tomar consciência dos seus impactos sobre a natureza. Desmatamento. Falta de políticas de gerenciamento de resíduos sólidos nas áreas urbanas. a partir da década de 70. 3. Isso levou ao surgimento de uma nova abordagem de desenvolvimento econômico conciliatório com a conservação ambiental. “lixões”. devido principalmente as consequências econômicas que as reações da natureza a esses impactos geravam. Dentre os problemas ambientais que afetam o Brasil. Poluição industrial. podemos listar os mais críticos: 1. . E também pela poluição orgânica gerada pelo aporte de esgostos domésticos e drenagem pluvial em corpos d’água devido a falta de infra-estrutura adequada e a lançamentos irregulares. surgiu assim o conceito de desenvolvimento sustentável. 4. e rurais.

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