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Siderurgia Classificação dos Aços SAE-AISI-ASTM (SAE – Society of Automotive Engineers, AISI – American Iron

Siderurgia

Classificação dos Aços

SAE-AISI-ASTM (SAE Society of Automotive Engineers,

AISI American Iron and Steel Institute,

ASTM American Society for Testing and Materials)

DEMEC TM175 Prof Adriano Scheid

Seqüência : I. Aços Carbono II. Aços Liga ou para Construção Mecânica III. Aços Inoxidáveis
Seqüência :
Seqüência :
I. Aços Carbono
I. Aços Carbono
II. Aços Liga ou para Construção Mecânica
II. Aços Liga ou para Construção Mecânica
III. Aços Inoxidáveis
III. Aços Inoxidáveis
IV. Aços Ferramenta
IV. Aços Ferramenta
Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Simplesmente ao Carbono - SAE/AISI
Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Simplesmente ao Carbono - SAE/AISI

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 )

- Aços Simplesmente ao Carbono - SAE/AISI 10XX:

Os dois primeiros algarismos, ou seja, o 10 significa que os aços são simplesmente ao Carbono. A fração XX/ 100 indica o teor de Carbono em peso presente no aço.

Por exemplo, um aço SAE/AISI 1045 é um aço simplesmente ao Carbono, contendo

entre 0, 43 e 0, 50%C em peso e um aço SAE/AISI 1006 é um aço simplesmente ao Carbono, contendo 0, 06 %C em peso máximo. Estes aços apresentam teor de

Manganês que varia entre 0, 25 e 1, 00%, além de Fósforo e Enxofre com teores máximos de 0, 030 e 0, 050 respectivamente .

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono para Estruturas e Soldagem
Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono para Estruturas e Soldagem

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 )

- Aços Carbono para Estruturas e Soldagem - SAE/AISI 10XX:

A designação anterior é utilizada para representar o teor de Carbono, entretanto, são aços que apresentam teor de Enxofre mais baixo a fim de gerar

uma menor fração volumétrica de inclusões de sulfetos. Estes aços

apresentam teor de Manganês que varia entre 0,30 e 1,00%, além de Fósforo e Enxofre com teores máximos de 0,030 e 0,035 respectivamente.

Reprodução parcial da tabela da norma.
Reprodução parcial da tabela da norma.

Reprodução parcial da tabela da norma.

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono Ressulfurados ou de Usinagem
Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono Ressulfurados ou de Usinagem

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 )

- Aços Carbono Ressulfurados ou de Usinagem Fácil - SAE/AISI 11XX:

Os dois primeiros algarismos, ou seja, o 11 significa que os aços em questão são ao Carbono e apresentam teor de Enxofre mais elevado em relação às

subclasses anteriores. A fração XX/100 indica o teor de Carbono em peso

presente no aço. Por exemplo, um aço SAE/AISI 1137 é um aço Carbono ressulfurado, contendo 0,32 à 0,39%C e um aço SAE/AISI 1117 é um aço ressulfurado ao Carbono, contendo 0,14 à 0,20%C em peso. Estes aços apresentam teor de Manganês que varia entre 0,70 e 1,65%, além de Fósforo com teor máximo de 0,030% e Enxofre que varia desde 0,08 até 0,33%. São aços de usinagem fácil, uma vez que o mais elevado teor de Enxofre promove

maior fração volumétrica de inclusões de sulfetos, que facilitam a quebra do

cavaco.

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono Ressulfurados e Refosforados -
Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono Ressulfurados e Refosforados -

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 )

- Aços Carbono Ressulfurados e Refosforados - SAE/AISI 12XX:

Os dois primeiros algarismos, ou seja, o 12 significa que os aços em questão são ao Carbono e apresentam teor de Enxofre e Fósforo mais elevado. A fração XX/100 indica o teor de Carbono em peso presente no aço. Por

exemplo, um aço SAE/AISI 1212 é um aço Carbono ressulfurado e refosforado,

contendo 0,12%C e um teor mais elevado de Enxofre e Fósforo apresentando, respectivamente, faixas de 0,07 a 0,12% e 0,16 a 0,23%. O aço SAE/AISI 1215 é um aço ressulfurado e refosforado ao Carbono, contendo 0,15%C em peso e

um teor mais elevado de Enxofre e Fósforo apresentando, respectivamente, faixas de 0,04 a 0,09% e 0,26 a 0,35%. Estes aços são também referidos na literatura como aços de usinagem fácil, uma vez que o mais elevado teor de Enxofre e Fósforo promovem maior fração volumétrica de inclusões de sulfetos e fosfetos, que facilitam a quebra do cavaco.

Ressulfurados Ressulfurados e Refosforados
Ressulfurados Ressulfurados e Refosforados

Ressulfurados

Ressulfurados Ressulfurados e Refosforados

Ressulfurados e Refosforados

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono Alto Manganês - SAE/AISI
Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 ) - Aços Carbono Alto Manganês - SAE/AISI

Aços Carbono (SAE J403 / Agosto 1995 )

- Aços Carbono Alto Manganês - SAE/AISI 15XX:

Os dois primeiros algarismos, ou seja, o 15 significa que os aços são simplesmente ao Carbono com alto Manganês. A fração XX/100 indica o teor de Carbono em peso presente no aço. Por exemplo, um aço SAE/AISI 1541 é

um aço simplesmente ao Carbono, contendo entre 0,36 e 0,44%C em peso e

teor de Manganês de 1,35 até 1,65% e um aço SAE/AISI 1522 é um aço simplesmente ao Carbono, contendo entre 0,18 e 0,24%C em peso e teor de Manganês 1,10 a 1,40%. Estes aços apresentam teor de Manganês que varia entre 0,85 e 1,65%, além de Fósforo e Enxofre com teores máximos de 0,030 e 0,050 respectivamente. O maior teor de Manganês confere a esta subclasse maior resistência mecânica e limite de escoamento.

Aços Alto Manganês
Aços Alto Manganês

Aços Alto Manganês

Aços Liga ou para Construção Mecânica (SAE J404 / Abril 1994 )
Aços Liga ou para Construção Mecânica
(SAE J404 / Abril 1994 )

- Aços Liga ou para Construção Mecânica - SAE/AISI:

Os aços liga são designados por diversas séries representadas numericamente com quatro dígitos, onde os dois primeiros algarismos indicam os principais elementos de liga adicionados e a fração dos dois últimos dígitos “XX/100indica o teor de Carbono em peso presente no aço.

Os principais elementos de liga presentes nestes aços são: Cromo, Níquel,

Molibdênio, Vanádio.

Aços Liga ou para Construção Mecânica (SAE J404 / Abril 1994 )
Aços Liga ou para Construção Mecânica
(SAE J404 / Abril 1994 )

- Aços Liga ou para Construção Mecânica - SAE/AISI:

- Série 51XX: Aços desta série apresentam o Cromo como elemento de liga principal, em teores desde 0, 70 até 1, 10%. Por exemplo, um aço SAE/AISI 5140 é um aço liga ao Cromo, contendo 0, 38 a 0, 43%C e 0, 7 a 0,90%Cr em peso e um aço

SAE/AISI 5120 é um aço liga ao Cromo, contendo 0, 17 a 0, 22%C e 0, 7 a 0, 90% Cr em peso. - Série 41XX: Os aços desta série apresentam o Cromo e o Molibdênio como elementos de liga principais, em teores desde 0, 40 até 0, 80% do primeiro e 0, 08 a 0, 25% do segundo. Por exemplo, um aço SAE/AISI 4140 é um aço liga ao Cromo e Molibdênio, contendo 0, 38 a 0, 43%C, 0, 80 à 1, 10% Cr e 0, 15 à 0, 25% Mo em peso e um aço SAE/AISI 4120 é um aço liga ao Cromo e Molibdênio, contendo 0, 18 à

0, 23%C, 0, 40 à 0, 60%Cr e 0, 13 à 0, 20% Mo em peso.

Aços Liga ou para Construção Mecânica (SAE J404 / Abril 1994 )
Aços Liga ou para Construção Mecânica
(SAE J404 / Abril 1994 )

- Aços Liga ou para Construção Mecânica - SAE/AISI:

- Série 86XX: Os aços desta série apresentam o Cromo, Níquel e o Molibdênio como elementos de liga principais, em teores desde 0, 40 até 0, 60% Cr, 0, 15 a 0, 25%Mo e 0, 40 a 0, 70 %Ni. Por exemplo, um aço SAE/AISI 8640 é um aço liga ao Cromo e Molibdênio, contendo 0, 38 a 0, 43 % C, 0, 40 até 0, 60%Cr, 0, 15 a 0, 25%Mo e 0, 40 a 0, 70%Ni em peso e um aço SAE/AISI 8620 é um aço liga ao Cromo, Níquel e Molibdênio, contendo 0, 18 à 0, 23%C, 0, 40 até 0, 60%Cr, 0, 15 a 0, 25%Mo e 0, 40 a 0, 70%Ni em peso.

Aços Liga ou para Construção Mecânica (SAE J404 / Abril 1994 )
Aços Liga ou para Construção Mecânica
(SAE J404 / Abril 1994 )

- Aços Liga ou para Construção Mecânica - SAE/AISI:

- Série 43XX: Os aços desta série apresentam Cromo, Níquel e o Molibdênio como elementos de liga principais, em teores desde 0, 40 até 0, 90% Cr, 0, 20 a 0, 30%Mo e 1, 65 a 2, 00 %Ni. Por exemplo, um aço SAE/AISI 4340 é um aço liga ao Cromo, Níquel e Molibdênio, contendo 0, 38 a 0, 43 %C, 0, 70 até 0, 90 %Cr, 0, 20 a 0, 30%Mo e 1, 65 a 2, 00%Ni em peso e um aço SAE/AISI 4320 é um aço liga ao Cromo, Níquel e Molibdênio, contendo 0, 17 à 0, 22 %C, 0, 40 até 0, 60 %Cr, 0, 20 a 0, 30%Mo e 1, 65 a 2, 00%Ni em peso. - Série 93XX: Os aços desta série apresentam Níquel, o Cromo e o Molibdênio como elementos de liga principais, em teores nominais de 3, 25%Ni, 1, 20%Cr e 0, 12%Mo.

Aços Inoxidáveis (SAE J405 / Junho 1998 ) Aços Inoxidáveis – SAE J405 Os aços

Aços Inoxidáveis (SAE J405 / Junho 1998 )

Aços Inoxidáveis (SAE J405 / Junho 1998 ) Aços Inoxidáveis – SAE J405 Os aços Inoxidáveis

Aços Inoxidáveis SAE J405

Os aços Inoxidáveis são designados, genericamente, a partir de quatro séries com nomes oriundos da microestrutura principal presente no aço. Conceitualmente, os aços são designados de Inoxidáveis quando apresentarem teor de Cromo superior a

11, 5%. O Cromo presente promove a formação de uma película de óxidos de Cromo uniforme e estável na superfície do aço, promovendo o retardamento do avanço da corrosão, pelo efeito de barreira física entre o Oxigênio do ambiente o Ferro do aço. De forma geral, existem as seguintes séries de aços Inoxidáveis:

- Série 300 (Aços Inoxidáveis Austeníticos)

- Série 400 (Aços Inoxidáveis Ferríticos)

- Série 400 (Aços Inoxidáveis Martensíticos)

- Série de Aços Endurecíveis por Precipitação

- Série 300 (Aços Inoxidáveis Austeníticos) A série 300, denominada Aços Inoxidáveis Austeníticos, apresenta

- Série 300 (Aços Inoxidáveis Austeníticos) A série 300, denominada Aços Inoxidáveis Austeníticos, apresenta estrutura austenítica em temperatura ambiente, uma vez que os elementos de liga, especialmente o Níquel, promovem a estabilização da austenita. A série 300 apresenta teor de Carbono baixo, especialmente pela propriedade principal desta classe de aços que é a disponibilização

do Cromo para a formação de uma película óxidos que promovem a redução da corrosão.

Quando o teor de Carbono é elevado, a formação de carbonetos de Cromo pode levar à redução do desempenho quanto à corrosão além de causar, muitas vezes, outros fenômenos que degradam o material, como a conhecida “Sensitização” . O teor de Níquel está na faixa de 3, 5 a 37%, enquanto o teor de Cromo está na faixa de 15 a 26%. O Manganês normalmente é de 2, 00% e os teores de Fósforo e Enxofre encontram - se desde 0, 04 a 0, 20 e 0, 03 a 0, 15 respectivamente . Esta série pode apresentar ainda outros

elementos como Molibdênio, Cobre, titânio, Nióbio, tântalo e Nitrogênio. Esta série de

aços inoxidáveis é especialmente utilizada em aplicações onde a resistência à corrosão e

a conformabilidade sejam requisitos importantes de projeto.

- Série 400 (Aços Inoxidáveis Ferríticos e Martensíticos) A série 400 Ferrítica apresenta microestrutura de

- Série 400 (Aços Inoxidáveis Ferríticos e Martensíticos) A série 400 Ferrítica apresenta microestrutura de Ferro alfa . O elemento de liga principal da série ferrítica é o Cromo com teor na faixa de 11, 5 a 27 %. O Manganês normalmente é de 1, 00% e os teores de Fósforo e Enxofre encontram - se torno 0, 04 e 0 , 03 respectivamente. Esta série pode apresentar ainda outros elementos como Molibdênio,

titânio, Nióbio, selênio e Nitrogênio. O Carbono é mantido baixo pelos mesmos motivos

apresentados anteriormente, ou seja, a formação de carbonetos de Cromo pode levar à redução do desempenho quanto à corrosão. A série 400 Martensítica, recebe esta designação devido à microestrutura presente ser resultante do processo de têmpera e revenido. O elemento de liga principal da série é o Cromo com teor na faixa de 11, 5 a 18, 00%. O Manganês normalmente é de 1, 00% e os teores de Fósforo e Enxofre encontram- se torno 0, 04 e 0, 03, respectivamente. Esta série

pode apresentar ainda outros elementos como Molibdênio Vanádio e Tungstênio. O

Carbono mínimo está ao redor de 0, 15 se houver necessidade de têmpera e resistência à

corrosão, podendo atingir 1, 20 quando a resistência ao desgaste é importante.

- Série de Aços Inoxidáveis Endurecíveis por Precipitação A última série é a dos aços

- Série de Aços Inoxidáveis Endurecíveis por Precipitação A última série é a dos aços Inoxidáveis Endurecíveis por Precipitação, a qual recebe esta nomenclatura devido ao mecanismo de endurecimento que envolve o processo de solubilização e envelhecimento ou endurecimento por precipitação. Também são conhecidos como aços PH, do inglês “Precipitation Hardening” . Os elementos de liga principais da série são o Cromo com teor na faixa de 12, 25 a 18, 00 %, o Manganês

normalmente é de 1, 00% (ou menor) e os teores de Fósforo e Enxofre encontram-se,

normalmente, em torno 0, 04 e 0, 03 respectivamente. Esta série apresenta ainda Níquel entre 3, 00 e 8,50% além de outros elementos como Molibdênio, Cobre, Alumínio, Nióbio e Nitrogênio. O Carbono nesta série pode ser limitado a 0, 09 devido à necessidade de

resistência à corrosão.

Aços Ferramenta (SAE / AISI) Genericamente referidos aos aços para ferramenta e matrizes, ou simplesmente
Aços Ferramenta (SAE / AISI) Genericamente referidos aos aços para ferramenta e matrizes, ou simplesmente

Aços Ferramenta (SAE / AISI)

Genericamente referidos aos aços para ferramenta e matrizes, ou simplesmente aços Ferramenta, designamos os materiais Ferrosos utilizados na confecção do

ferramental de que se serve a indústria, para a fabricação manual ou em máquinas

ferramentas, de toda a variedade de utilidades . A cada família de aços ferramenta, é adotada uma letra maiúscula designativa e a diferenciação entre os aços da mesma família é realizada pela adoção de números escritos logo após a letra que representa a família. Deve- se observar que, em uma mesma família, não encontramos todos os números da série de algarismos . Em uma determinada série, por exemplo, a O, podemos encontrar a classificação O 1, O 2, O 6 e O 7, que significa

que as séries (composições) com numeração faltante caíram em desuso e foram suprimidas da classificação, não mais figurando nas publicações das instituições normativas (SAE, ASTM, outras) . Serão apresentadas a seguir as principais características das famílias de aços ferramenta, segundo SAE / AISI .

Aços Ferramenta (SAE / ASTM / AISI)
Aços Ferramenta (SAE / ASTM / AISI)

Série W (Aços para Têmpera em Água):

A sua nomenclatura provém da palavra “Water”, em inglês, pois são aços de têmpera

em água ou salmoura. O teor de Carbono desta séria pode ser especialmente especificado (pelo comprador) na faixa desde 0, 60 até 1, 40 %. O teor de elementos de

liga desta série ou é nula ou limita -se a pequenos teores de Cromo e Vanádio, sendo

o primeiro limitado a 0, 50 % (eleva a temperabilidade) e o segundo a 0, 25% (confere granulação refinada ao aço = tenacidade). São aços conhecidos como aços ferramenta ao Carbono. A SAE recomenda uma divisão em quatro grupos :

a) Aços W de qualidade 1, apresenta qualidade especial quanto à composição química com controle rígido dos teores de elementos de liga e temperabilidade.

b) Aços W de qualidade 2, apresenta qualidade especial, entretanto, sem controle

rígido de composição química, mas com controle acurado de temperabilidade.

Aços Ferramenta (SAE / ASTM / AISI)
Aços Ferramenta (SAE / ASTM / AISI)

Série W (Aços para Têmpera em Água):

c) Aços W de qualidade 3, apresenta qualidade “standard” ou padrão, entretanto, sem certificado de controle da temperabilidade. d) Aços W de qualidade 4 , apresenta qualidade comercial, entretanto não são

submetidos a testes especiais de qualidade nem garantia da profundidade de

têmpera.

comercial, entretanto não são submetidos a testes especiais de qualidade nem garantia da profundidade de têmpera.
Aços Ferramenta (SAE / ASTM / AISI)
Aços Ferramenta (SAE / ASTM / AISI)

Série S (Aços Resistentes ao Choque):

É uma série inicialmente desenvolvida para aplicação em molas e, por esta razão, tem alta resistência à fadiga e a choques mecânicos provenientes de esforços súbitos. A tenacidade é garantida pelo teor de Carbono que é mantido em máximo de 0, 65 % o que,

por outro lado, reduz a dureza de têmpera. Para compensar este teor de Carbono, são

adicionados, normalmente, elementos formadores de carbonetos, como o Cromo ( 0, 50 3, 5%), Molibdênio ( 0, 20 1, 80%) e Tungstênio ( 1, 5 3, 0 %), podendo conter Vanádio e/ou Níquel. A temperabilidade dos aços da série S é maior do que a encontrada na série

W. Atenção especial em tratamento térmico deve ser adotada para que não ocorra a descarbonetação, sob pena de comprometer a resistência à fadiga.

térmico deve ser adotada para que não ocorra a descarbonetação, sob pena de comprometer a resistência
térmico deve ser adotada para que não ocorra a descarbonetação, sob pena de comprometer a resistência
Aços Ferramenta (ASTM A 681)
Aços Ferramenta (ASTM A 681)

Aços para Trabalho a Frio, Séries O, A e D:

Os aços para trabalho à frio distribuem- se em três grupos distintos, dependendo do aço selecionado para a fabricação . São eles, os aços de têmpera em óleo (série O), os aços de médio teor de elementos de liga (série A) e os aços de alto teor de liga e alto Carbono

(série D). Uma das características destes aços é a necessidade de baixas taxas de

resfriamento requeridas para a têmpera, que induzem menores distorções após tratamento térmico, sendo também referidos como “indeformáveis”.

Aços Ferramenta (ASTM A 681)
Aços Ferramenta (ASTM A 681)

Série O (Aços para Trabalho a Frio para a Têmpera em Óleo):

Os aços da série O apresentam maior temperabilidade que os da série W, devido ao maior teor de elementos de liga e deles se aproximam quanto à resistência ao desgaste pelo teor elevado de Carbono . A têmpera em óleo resulta em menor risco de trincamento

e modificações dimensionais, importante para ferramentas. A série O contém, em geral,

entre 0, 85 e 1, 55% Carbono, Cromo até 0, 85%, Níquel até 0, 30%, podendo conter Tungstênio, Molibdênio e Vanádio . São utilizados em matrizes para conformação à frio de metais, matrizes de corte, calibres, entre outros .

e Vanádio . São utilizados em matrizes para conformação à frio de metais, matrizes de corte,
e Vanádio . São utilizados em matrizes para conformação à frio de metais, matrizes de corte,
Aços Ferramenta (ASTM A 681)
Aços Ferramenta (ASTM A 681)

Série A (Aços para Trabalho a Frio para a Têmpera ao Ar):

Esta série caracteriza- se pelos mais altos teores de Cromo ( 0, 90 5, 50%), Manganês ( 0, 40 2, 10% ), Molibdênio ( 0, 70 1, 20) e, em alguns casos, Vanádio entre 0, 15 e 5, 15%. Ainda podem apresentar Tungstênio e Níquel. O teor de Carbono varia entre 0, 45

e 2, 00%, que eleva o teor de carbonetos, conferindo resistência à abrasão.

Comparativamente aos aços da série D, são aços que apresentam o mesmo índice de

deformação na têmpera, maior resistência a choques e menores temperaturas de tratamento térmico.

o mesmo índice de deformação na têmpera, maior resistência a choques e menores temperaturas de tratamento
o mesmo índice de deformação na têmpera, maior resistência a choques e menores temperaturas de tratamento
Série D (Aços para Trabalho a Frio de Alto Cromo e Carbono): Os aços desta

Série D (Aços para Trabalho a Frio de Alto Cromo e Carbono):

Os aços desta série D são conhecidos pela capacidade de têmpera, sendo o D originado

na palavra “Deep”, do inglês, profundidade de têmpera. São temperados ao ar ou ar soprado, apresentando baixa distorção dimensional, sendo frequentemente chamados de “indeformáveis” . São aços que apresentam excepcional resistência ao desgaste,

conferido pela elevada fração de carbonetos de Cromo presentes na sua microestrutura.

Os aços desta série apresentam baixa resistência a choques, com aplicação limitada desta série para as ferramentas sujeitas a este tipo de esforço. O teor de Carbono desta série está entre 1, 40 e 2, 50 %, o teor de Cromo entre 11, 00 e 13, 50%, o que confere a fração volumétrica de carbonetos mencionada. Podem conter ainda teores de Molibdênio, Vanádio, Tungstênio e Cobalto.

fração volumétrica de carbonetos mencionada. Podem conter ainda teores de Molibdênio, Vanádio, Tungstênio e Cobalto.
fração volumétrica de carbonetos mencionada. Podem conter ainda teores de Molibdênio, Vanádio, Tungstênio e Cobalto.
Aços Ferramenta (ASTM A 681)
Aços Ferramenta (ASTM A 681)

Aços para Trabalho a Quente, Série H:

Os aços para trabalho a quente destinam- se ao uso em ferramental que trabalhe em contato com material aquecido a temperaturas que podem chegar a 1100ºC, o que corresponde a aquecimento do ferramental entre 550 e 600ºC. Para que resistam a tais

condições de trabalho e ainda mantenham a elevada dureza e resistência ao desgaste,

eles apresentam na composição, teores de elementos como Cromo, Tungstênio, Molibdênio e Vanádio. Apresentam alta temperabilidade, pelo seu elevado teor de elementos de liga e Carbono, que permitem resfriamento em ar soprado. A resistência a

choques térmicos e mecânicos é imprescindível ao seu comportamento. Devem resistir ainda a carregamento cíclicos mecânicos e térmicos, ou seja, devem apresentar resistência à fadiga e fadiga térmica. Estas propriedades são conferidas pelo teor

relativamente baixo de Carbono, na faixa de 0, 22 a 0, 55%.

Aços Ferramenta (ASTM A 681)
Aços Ferramenta (ASTM A 681)

Aços para Trabalho a Quente, Série H:

A série H pode ser ao Cromo, em que apresenta cerca de 5% de Cromo médio na composição, podendo conter ainda elementos como Tungstênio, Molibdênio e Vanádio. O teor de Carbono está na faixa de 0, 30 a 0, 45%. Exemplos desta série são os aços

H11, H12 e H13. Estes aços foram inicialmente desenvolvidos para matrizes de injeção

de Alumínio. Algumas das suas propriedades principais são a alta temperabilidade (endurecimento ao ar), baixa distorção na têmpera, mínima oxidação em trabalho em temperatura e resistência ao desgaste pela reatividade com o Alumínio, além do relativo

baixo custo (baixos teores de elementos de liga) .

ao desgaste pela reatividade com o Alumínio, além do relativo baixo custo (baixos teores de elementos
Aços para Trabalho a Quente, Série H: A série H pode ser ao Tungstênio, em

Aços para Trabalho a Quente, Série H:

A série H pode ser ao Tungstênio, em que apresenta de 8, 5 a 19, 00 % de Tungstênio na composição, além de Cromo entre 1, 75 e 12 , 75% podendo ainda conter Vanádio. O teor de Carbono está na faixa de 0, 22 a 0, 55%. Exemplos desta série são os aços H21, H24

e H25. O elevado teor de Tungstênio confere elevada resistência a quente (dureza a

quente ou resistência ao revenimento) o que, por outro lado, reduz a resistência a choques térmicos, sendo limitado o uso de refrigeração dos moldes com água. A séria H apresenta ainda uma subsérie ao Molibdênio, contendo teores de Molibdênio na faixa de

4, 50 a 5, 50%, Tungstênio entre 4, 5 e 6, 75%, Cromo entre 3, 75 e 4, 50% além de Vanádio. O Carbono é mantido entre 0, 15 e 0, 45%.

Tungstênio entre 4, 5 e 6, 75%, Cromo entre 3, 75 e 4, 50% além de
Tungstênio entre 4, 5 e 6, 75%, Cromo entre 3, 75 e 4, 50% além de
Aços Ferramenta de Baixa Liga para Propósitos Especiais: Série L: A inicial “L” provém de

Aços Ferramenta de Baixa Liga para Propósitos Especiais:

Série L:

A inicial “L” provém de “Low”, do inglês, que se refere à baixa liga, apresenta na composição química teores baixos de Cromo e Manganês, podendo conter ainda, em

alguns casos, pequenos teores de Vanádio, Molibdênio, Tungstênio ou Níquel .

Apresentam teor de Carbono entre 0, 45 e 1, 00%, Cromo entre 0, 60 e 1, 20% e Manganês entre 0, 10 e 0, 80 %. O Cromo contribui para a resistência ao desgaste, e juntamente com Molibdênio e Manganês, aumentam a temperabilidade, permitindo a

têmpera em óleo. Estes aços apresentam apenas razoável estabilidade dimensional . São normalmente temperados em água.

em óleo. Estes aços apresentam apenas razoável estabilidade dimensional . São normalmente temperados em água.
em óleo. Estes aços apresentam apenas razoável estabilidade dimensional . São normalmente temperados em água.
Aços Ferramenta de Baixa Liga para Propósitos Especiais: Série P (Aços para Moldes Plásticos): O

Aços Ferramenta de Baixa Liga para Propósitos Especiais:

Série P (Aços para Moldes Plásticos):

O Cromo e o Níquel são os principais elementos de liga destes aços para moldes de plásticos . Apresentam teores baixíssimos de Carbono (normalmente entre 0, 05 e

0, 10%), caracterizam-se pela dureza excepcionalmente baixa na condição de recozidos

permitindo a usinagem e a prensagem na forma desejada. Em seguida, são normalmente cementados, temperados e revenidos. Os teores de Cromo variam desde 0, 40 até 2, 00% e Níquel entre 0, 10 e 4, 25%.

cementados, temperados e revenidos. Os teores de Cromo variam desde 0, 40 até 2, 00% e
cementados, temperados e revenidos. Os teores de Cromo variam desde 0, 40 até 2, 00% e
Aços Rápidos Série T (Aço Rápido ao Tungst ê nio) Os aços rápidos recebem esse

Aços Rápidos

Série T (Aço Rápido ao Tungst ênio) Os aços rápidos recebem esse nome pela propriedade de resistência à perda da dureza frente ao calor especialmente produzido em operação, pelo atrito nos processos de

usinagem a grandes velocidades de corte e pesados avanços . Esta propriedade de

dureza a quente subsiste até temperaturas superiores a 500ºC. A série T corresponde à série ao Tungstênio e o teor de Carbono fica em torno de 0, 65 a 1, 60%, suficiente para gerar elevada fração de carbonetos ao Tungstênio e demais elementos de liga, que

conferem resistência à abrasão. O teor de Tungstênio está entre 11, 75 e 21, 00%. O Cromo está entre 3, 75 e 5, 00%, podendo conter ainda elementos como Molibdênio e Vanádio. Os aços desta série apresentam alta temperabilidade, e são temperados a

partir do resfriamento ao ar. O Vanádio em teor entre 0, 80 a 5, 25% proporciona elevação

na fração de carbonetos, entretanto, pode levar ao aparecimento de austenita retida após a têmpera.

Aços Rápidos Série M (Aço Rápido ao Molibd ê nio) São aços ferramenta que contém

Aços Rápidos

Série M (Aço Rápido ao Molibd ênio) São aços ferramenta que contém entre 3, 25 e 11, 00% de Molibdênio, além de Cromo entre 3, 50 e 4 , 75%, Tungstênio desde 1, 15 até 10, 50 % e 0, 95 a 3, 75 % Vanádio. O

Cobalto pode ser introduzido à composição do aço. O teor de Carbono varia entre 0, 78 a

1 , 52 % . Comparativamente aos aços rápidos da série T, os aços da série M apresentam resistência à abrasão similar, entretanto, melhor tenacidade. Um inconveniente desta série é que são mais susceptíveis à descarbonetação durante tratamento térmico.