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SACERDÓCIO DE CRISTO

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PERFEITO SACERDÓCIO DE CRISTO
PERFEITO SACERDÓCIO DE CRISTO

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Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil

Rua Hélio Brandão, 376 – IPSEP – Recife/PE Fone: 3471-0954 - CGC 24.392.284/0001

LEVÍTICO & HEBREUS

PERFEITO SACERDÓCIO DE CRISTO

Professor: Demétrio Rocha Aluno: Marcelo Gomes

ÍNDICE
INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO

SACERDÓCIO ARÔNICO SACERDÓCIO MELQUISEDEQUE

CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA

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INTRODUÇÃO
Falar sobre o sacerdócio de Jesus Cristo é contemplar o cumprimento das promessas de Deus para o seu povo. É sentir o cuidado de Deus em providenciar o maior de todos os sacerdotes que ao mesmo tempo apresenta o sacrifício diante de Deus como sendo também o próprio sacrifício vivo e definitivo para a remissão dos nossos pecados. No tempo do patriarca Moisés, foi desenvolvido um interessante sistema sacerdotal e este, delegado à tribo de Levi e a estes sacerdotes eram confiadas as tarefas relacionadas a casa de Deus. Tais como:     Incumbir-se do altar; Carregar o azeite; Apresentar os sacrifícios; Interceder pelos pecados do povo, e, outras tarefas mais.

Todos esses ritos cerimoniais se tornaram obsoletos após Cristo, não tínhamos mais um sacerdote “humano”, mediador entre Deus e nós, assim como diz o texto de Lv 16.16:

“Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da congregação, que está com eles no meio das suas impurezas”.

Mas, sim aquele que foi prometido como também diz o texto que está escrito em I Sm 2.35:

“Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que
procederá segundo o que tenho no coração e na mente; edificar-lhe-ei uma casa estável, e andará ele diante do meu ungido para sempre”.

A bem da verdade, o livro de Hebreus traz muitas informações sobre o sacerdócio de Cristo e de fato todas essas informações fazem ponte com o Livro de Levítico como tos os seus cerimoniais e determinações pré-estabelecidas afim de obedecer à lei mosaica. Ao estudarmos junta esta resumida obra, iremos comparar vários textos de Levítico como também os textos no original, a fim de saber e conhecer mais sobre o nosso grande Sumo Sacerdote e compreender a importância dele para a nossa salvação.

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DESENVOLVIMENTO
SACERDÓCIO ARÔNICO
Os capítulos 4.14 e 5.10 de Hebreus passa de Jesus, o Filho de Deus para Jesus, o nosso grande Sumo Sacerdote. Título dado a Ele somente neste livro do Novo Testamento. Arão (5.4) foi escolhido por Deus para ser o primeiro sumo sacerdote de Israel e a ele cabia a responsabilidade de intermediar entre o deus santo e seu povo pecaminoso. Arão era o mediador que representava um povo que carecia de misericórdia perante Deus, ao passo que o próprio Deus desenvolveu os meios pelos quais seria dispensada a sua graça. Porém Deus em sua infinita sabedoria sabia que os sacerdócios de Arão e os levitas não eram suficientemente bons, do contrário não haveria necessidade de mudanças, pois na verdade nem Arão, nem os levitas, nem o sistema religioso judaico poderiam suprir as necessidades da humanidade em pecado. Nesse caso, se fez necessário um sacerdócio superior, e que não dependesse de linguagem correta, descendência ou etnia. Diferentemente do ofício profético, onde Deus é representado perante o povo. No ofício sacerdotal é o povo que tem de ser representado perante Deus, assim foi e é com Jesus Cristo ( Hb 4.14; 5.1) Portanto o sacerdócio de Cristo é superior ao sacerdócio de Arão. Vejamos:

Arão
Escolhido por Deus como 1º sumo sacerdote.

Cristo
O nosso grande sumo sacerdote. Conhecido como 2º Adão, perfeito.

Mediador entre o Deus santo e o povo pecaminoso.

Mediador eterno entre Deus e o povo.

Arão

• Sumo sacerdote da religião judaica nos tempos de Cristo. • Oferecia sacrifícios todos os dias. • Sacerdote eterno e eficaz.

Cristo
• Ofereceu um único sacrifício.

Arão
O ministério dos sacerdotes arônicos terminava com a morte.

Cristo
O ministério de Cristo é eterno e imutável, pois Ele vive para sempre.

Serviam num tabernáculo terreno. Onde Arão era o mediador da Antiga Aliança.

Cristo ministra o tabernáculo simbolizado por esse tabernáculo terrestre (Hb 8.1 - 5). Cristo é o mediador de uma melhor Aliança.

A Palavra hebraica para sacerdote é wheukoe. (kohen), ou seja, “autoridade principal ou oficial-mor, sacerdote [HARRIS ACHER, JR WALTKE, 1998, p. 704] Seu sentido original perdeu-se com o tempo, às vezes no A.T. encontramos a idéia de “príncipe” ou “ministro”, por exemplo: Em 1Rs. 4:5 Kohen é traduzido por ministro, em algumas versões das Bíblias mais usadas vemos traduzido por “oficial-mor”, já Septuaginta é usada a palavra grega e`tai/roj (hetairos) “camarada, companheiro, amigo” traduzida usualmente por “príncipe” ou “ministro” também na Septuaginta vemos a palavra i`ereu,j (hiereus) “Sacerdote” este é usado cerca de 31 vezes na Septuaginta pata traduzir kohen e arciereu,j para Sumo sacerdote. A Bíblia nos diz que o sacerdote deve ser nomeado por Deus para realizar tarefas onde um homem qualquer não poderia. Tais como:    Fazer sacrifícios e ofertas pelos pecados; Interceder pelo povo representado; Abençoá-los (Hb 5.1; 7.25; Lv 9.22).

Cristo preencheu todos os requisitos necessários para um sacerdote e sumo sacerdote. E, não precisou oferecer sacrifícios pelos próprios pecados. Nele não havia pecado. O sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão, porque Ele mesmo se apresentou como sacrifício pelos pecados do mundo. Sendo um único e suficiente sacrifício, perfeito e com validade eterna. Cordeiro puro e sem mácula, assim foi o Cordeiro de Deus (Hb 8.3). Jesus apresentou-se como um Sacrifício Sacerdotal, os sacrifícios do A.T. eram expiatórios porque desfaziam os pecados desta forma restaurando o adorador sem sua comunhão com Deus lhe restituindo as Bênçãos e Privilégios que Deus tinha para o seu povo, também vicários, pois era oferecida

uma vida no lugar de outra, neste caso a do infrator, então podemos afirmar que o Sacrifício de Cristo feito uma vez por todas, foi ao mesmo tempo expiatório como vicário, e adquiriu a Grande Salvação eterna para nós, e ainda mais, nos reconciliou de uma vez por todas com Deus tal como o Sacerdote antigo, só que com infinita maior autoridade, intercede pelo Seu povo (Hb 7.25). A presença de Cristo junto ao Pai responde todas as acusações por parte do diabo contra os crentes (Rm 8.33 – 34), pois foi o próprio Pai que providenciou tão grande Benção no momento que o constituiu Sumo Sacerdote (Hb 7.28).

SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE
Melquisedeque é apresentado como símbolo de Cristo. O autor usa o modo judaico de ilustração, ele toma um fato espiritual como este e demonstra o seu valor. Porém antes de qualquer coisa, devemos conhecer melhor quem foi Melquisedeque e por que ele é uma das figuras mais misteriosas da Bíblia Sagrada. A narrativa de Gn 14 relata que uma confederação de 4 reis babilônicos guerreou contra 5 palestínicos, no vale do mar morto, região onde Ló habitava. Os reis da região babilônica venceram e levaram os vencidos, com os seus despojos, para sua terra. Quando Abraão soube que seu sobrinho estava entre os derrotados foi no encalço deles juntamente com alguns pastores e alguns aliados seus, e com essa ação conseguiram surpreender os caldeus e libertaram Ló com os outros vizinhos, na volta da empreitada encontraram com o rei de Salém que se chamava Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18 – 20). E isso é tudo que se conhece de Melquisedeque e a maneira com que ele surge na história, pode indicar que ele era bastante conhecido na época, portanto não precisava de pormenores ao passo que Hebreus trás bastantes informações “novas” sobre ele e isso pode ter duas razões mais plausíveis: A alguma fonte que desconhecemos ou a própria revelação direta de Deus. Por conta de expressões como, “sem pai, nem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida” (Hb 7.3) muitos têm afirmado que Melquisedeque na realidade é um ser celestial, outros afirmam ser uma aparição pré-encarnada de Cristo a alguns outros que foi uma teofania semelhante a do anjo de Javé, contudo no relato histórico original podemos observar um Melquisedeque de carne e osso, mas vejamos algumas correntes de pensamento a respeito deste assunto.    Filon de Alexandria considerava como alegoria, e afirmava que era o Logos Divino. Josefo referisse a ele como o 1º sacerdote e fundador do templo em Jerusalém. Rabinos da antiguidade afirmam ser ele Sem, o mais velho sobrevivente ao dilúvio, pois se recusam a admitir que eles tenham entregado o dízimo a um estrangeiro.

Melquisedeque sai da história tão misteriosamente quanto entrou e o breve relato de Gn 14.18 – 20 não nos revela muita coisa, mas seu nome é mencionado na Profecia Messiânica encontrada em Sl 110.4 e em Hb 5.6 – 10; 6.20; 7.28, onde ele é apresentado como rei de Salém (Paz) antigo nome de Jerusalém (Sl 76.2) e seu nome vem de duas palavras hebraicas “melek” (rei) e “tsedeq” (justiça, retidão), trata-se de um rei de justiça reinando em uma cidade de Paz (Hb 7.2)

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Analisemos os aspectos de Melquisedeque que o fazem ser símbolo de Cristo: Devido ao significado do seu nome que pode ser traduzido livremente por “Rei da Paz”. O seu sacerdócio não era hereditário. O fato de não haver registro de seu nascimento nem da sua morte é característico da natureza eterna do Sacerdócio de Cristo. O sacerdócio de Cristo, simbolizado por Melquisedeque é superior ao de Arão, como provam os seguintes fatos: a) Levi estando sob a tutela de Abraão, entregou os dízimos a Melquisedeque (7.4 – 10) b) O ministério dos sacerdotes da ordem de Arão terminava com a morte, mas Cristo tem um Sacerdócio Eterno e imutável porque ele vive para sempre (23 – 25). c) Arão oferecia sacrifícios que limpavam temporariamente os pecados, mas Cristo ofereceu um Sacrifício eternamente eficaz (26 – 28).

CONCLUSÃO
A Santidade de Cristo Jesus é única e real, absoluta e perfeita, acima de qualquer cerimonialismo, semelhantes a que a lei requeria dos sacerdotes Levitas. Ele realizou um único Sacrifício e resolveu para sempre o problema do pecado, o ser sacerdócio é perfeito, por isso pode salvar perfeitamente (Hb 7.25). Uma vez que ficou envelhecido e sem sentido o sistema sacrificial do A.T. e o sacerdócio levita é removido. Jesus trona-se o Sumo Sacerdote, mediador e intercessor em favor do Pecador diante de Deus. Hoje podemos contemplar a perfeita obra sacrificial de Jesus sobre nós, e o que antes era feito para limpar os nossos pecados através de sacrifícios executados pelo sacerdote, hoje não tem mais necessidade, pois, a mais maravilhosa obra salvífica que já existiu, aconteceu em nosso favor, o Cordeiro verdadeiramente sem mácula foi imolado para a remissão dos nossos pecados. Devemos ao estudarmos este assunto, termos em mente que Deus ao longo da existência da humanidade vem preparando o seu povo para tão grande salvação na pessoa de Jesus Cristo, e todos esses rituais trazem ao contrário do que se pode pensar, a mensagem de que Cristo é o único intermediador entre Deus e os homens, e hoje efetivamente podemos entender que esta mensagem é para nós servos do único e verdadeiro Sumo Sacerdote Jesus Cristo.

"Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus. Que não necessitasse como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo." (Hebreus 7. 26 – 27)

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BIBLIOGRAFIA
1. ALMEIDA, Revista e Atualizada, 1988. Bíblia de Estudo de Genebra, 2ª Ed. Revista e Ampliada: Editora Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo, 2009. 2. PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia – Livro por Livro. Editora Vida: São Paulo, 1996. Tradução de N. Lawrense Olson, 18ª Edição. 3. ALEXANDER, Pat e David. The New Lion Handbook to the Bible, 1999. NORONHA, Lailah de. Manual Bíblico SBB; tradução de Lailah de Noronha. Almeida Revista e Atualizada, 2. Ed. 1993 e Nova Tradução na Linguagem de hoje, 2000, Sociedade Bíblica do Brasil; Barueri, SP, 2008. 4. J. I. Packer, Merril C. Tenney, William White Jr. - O Mundo do Novo Testamento, São Paulo, Ed. Vida, 2006. 5. J. I. Packer, Merril C. Tenney, William White Jr. – A Vida cotidiana nos tempos Bíblicos, São Paulo, Ed. Vida, 1982. 6. SOARES, Ezequias – Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo, São Paulo, Hagnos, 2008.

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