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Criação de suínos

Criação de suínos

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DEFINIÇÃO Manejo é um conjunto de práticas racionais que se deve realizar com os animais durante as diversas fases de suas vidas

, visando dar aos mesmos as condições de máxima produtividade. MANEJO ANTES E DURANTE A PUBERDADE (Matrizes de reposição - marrãs) A puberdade na espécie suína ocorre entre 5 a 6 meses de idade; para realizarmos um manejo adequado dos animais devemos separá-los, formando lotes do mesmo sexo, aos quatro meses de idade. Os suinocultores que realizam a reposição de suas matrizes (consideradas velhas, com mais de seis partos ou impróprias á reprodução) com marrãs retiradas do próprio rebanho, devem proceder a reposição mediante a seleção e escolha das marrãs que se situarem nos 25% das melhores e maiores leitegadas produzidas na granja. Na suinocultura tecnificada, normalmente, a reposição de matrizes ou varrões é feita mediante a aquisição desses animais de empresas especializadas em melhoramento genético, as quais, tem impulsionado, significativamente, a eficiência reprodutiva do rebanho nacional. O manejo das marrãs adquiridas na fase inicial ou fase de recebimento das mesmas na granja, deve ser acompanhado de alguns cuidados especiais devido as marrãs recém adquiridas não estarem adaptadas à sua "nova casa", ou seja, ao novo ambiente com o qual irá conviver. Para adquirir imunidade ou resistência aos microorganismos presentes no novo ambiente alguns cuidados deverão ser tomados, como:
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Ao serem adquiridas as marrãs deverão ser colocadas em baias coletivas (no máximo seis marrãs por baia). Baias que já deverão estar limpas e desinfetadas. Não misturar as marrãs recém adquiridas numa mesma baia com animais já existentes na granja. Procurar adquirir animais de uma única fonte visando evitar a presença de diferentes agentes patogênicos. Colocar um cachaço ou varrão ao lado das baias onde ficarão as marrãs recém adquiridas, visando uma melhor manifestação do cio das mesmas. Caso não seja possível, fazer o varrão caminhar pelo corredor de passagem pela manhã e à tarde. È importante estimular o cio das marrãs quando pensamos em melhorar a produtividade. Ao chegar à granja, as marrãs adquiridas deverão receber nas próximas 48 horas 1,800 kg de "ração de recria" por marrã por dia (ração seca). Dar metade da ração pela manhã e metade à tarde. Junto a essa ração, fornecer um anti-stress para melhorar a adaptação da marrã ao novo ambiente. (Exemplo: sulfamerazina, trimetoprim, oxitetraciclina, etc.) Geralmente, na semana que os animais recém adquiridos chegam ao novo ambiente (5 a 8 dias) manifestam o cio, o qual, denominamos de "cio do transporte". Este não deve ser aproveitado, pois sua manifestação deve-se ao "stress" da viagem e, os animais não estando ainda adaptados ao novo ambiente poderão ter uma taxa de fertilização e/ou gestação deficiente. Outro problema que poderia advir seria o comprometimento do desenvolvimento corporal das marrãs, causado por uma cobertura precoce.

A partir do terceiro dia, após a chegada das marrãs à granja, deve-se aumentar a quantidade de "ração de recria" (ração seca) para 3,000 kg a 3,200 kg por dia, por marrã.

Resguardado esses cuidados especiais para as marrãs adquiridas, as seguintes práticas de como para aquelas que foram selecionados do próprio plantel;
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Observar o "estado de carne" das marrãs, procurando oferecer uma maior quantidade de "ração de recria" (ração seca) para aquelas menos desenvolvidas. Separar as marrãs em lotes de seis fêmeas no máximo; colocá-las em baias coletivas procurando fazer lotes homogêneos. Fornecer 3,000 kg a 3,200 kg de "ração de recria" por dia, por marrã até a manifestação do segundo cio, quando a mesma, atingindo a idade e peso necessário, será coberta por um varrão de linhagem racial e peso adequado. O primeiro cio da marrã não deve ser aproveitado. As marrãs deverão ser cobertas no segundo cio com peso em torno de 110 kg de peso vivo e com aproximadamente 210 dias de idade. Para a primeira cobertura, utilizar um varrão já "experiente" em cobertura, porém mais jovem e de menor peso. A manifestação do cio deve ser verificada duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde. Havendo dúvida sobre a manifestação do cio, procurar levar a marrã até a baia do varrão para proceder a verificação, ou seja, se a marrã aceita ou não a cobertura. Assistir e auxiliar o varrão a fazer a cobertura corretamente; a cobrição deve ser feita levando a marrã à baia do varrão. A marrã deve ser coberta três vezes após o aparecimento do cio, com intervalo de 12 horas entre cada cobrição. Após a cobertura da marrã passar a fornecer "ração de gestação" na quantidade de 3,000 kg por marrã, por dia, até aos oitenta dias de gestação. Dar a metade da ração pela manhã e metade à tarde (ração seca). Após os oitenta dias de gestação (nas baias coletivas) as marrãs deverão ser conduzidas para as gaiolas individuais de gestação, visando uma melhor adaptação das mesmas quando forem transferidas para as gaiolas individuais na maternidade. Estando as marrãs nas gaiolas de gestação, é importante, que o tratador faça-as levantar três vezes ao dia, pois os animais gestantes, nas gaiolas de gestação, tendem a ficar deitados por longos períodos, o que dificulta a eliminação da urina, predispondo o animal às infecções do aparelho urinário (pielonefrite e cistite). De 80 a 112 dias de gestação as marrãs deverão passar a receber "ração de lactação" na quantidade de 3,000 kg a 3,500 kg de ração por dia, por marrã. Fornecer metade da ração pela manhã e metade à tarde. Nesta fase, as marrãs deverão receber a ração umedecida, bastando para isto, diminuir o volume de água do cocho e colocar a ração sobre a água.

Após o consumo da ração pelas marrãs, lavar os cochos evitando que os restos de ração venham a fermentar, prejudicando a saúde das porcas.
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De 112 a 113 dias de gestação fornecer 1,800 kg a 2,000 kg de "ração de lactação" por dia por marrã. Dar metade da ração pela manhã e metade à tarde. Nesta fase, observando que as marrãs estão com as fezes ressecadas, oferecer às mesmas, juntamente com a ração, três dias antes e três dias após o parto 10 gramas de sulfato de sódio (sal de Glauber) por dia, por marrã. Não sendo possível oferecer o sulfato de sódio, aumentar para 40% a quantidade de farelo de trigo na ração, visando diminuir a constipação intestinal

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ou fezes ressecadas que, certamente, concorrerão para aumentar o desconforto quando do momento do parto. No dia do parto não oferecer ração a marrã; colocar a disposição da mesma somente água fresca e potável. Entretanto, em alguns casos, atendendo a individualidade de alguma porca, visando acalmá-la, uma pequena quantidade de ração pode ser oferecida à mesma (800 gramas por dia). Para melhor assistência ao parto, as marrãs em gestação deverão ser conduzidas à maternidade 5 a 7 dias antes do parto previsto, devendo antes, serem lavadas com água e sabão de coco e, após banhadas com uma solução desinfetante (solução à base de IODOPHOR - 40 ml em 10 litros de água) com auxílio de um regador. Para aumentar a resistência orgânica ou imunidade das marrãs, três dias após a separação em lotes e colocação das mesmas em baias coletivas (marrãs adquiridas ou selecionadas do próprio rebanho), colocar em um dos cantos das baias restos de ração dos leitões que estão na creche e maternidade, restos de placentas de porcas de primeiro ou segundo parto, paridas recentemente, leitões munificados e natimortos (este material deve ser picado antes de ser oferecido às marrãs). Esta prática deve ser feita diariamente, durante uma semana se possível. A cobertura das marrãs deve ser realizada somente após 15 dias que esses restos de ração, placenta e fetos forem oferecidos às marrãs. É importante frisar que esta prática apresenta bons resultados quando se deseja imunizar marrãs ou leitoas antes da cobertura, visando o controle da parvovirose (doença provocada por vírus), entretanto esta prática representa um risco, pois pode disseminar outras infecções. Por esse motivo, a prática é recomendada somente para aquelas granjas onde existe um bom controle sanitário. Quando houver lesões nos cascos das marrãs, cuidar das mesmas usando uma solução de formol a 10% (100 ml de formol em 0,9 litro de água), utilizando para isto um pedilúvio, onde os animais serão submetidos a uma série de dez passagens, ao longo de um período de trinta dias. Outra medida, seria aumentar os níveis de biotina na ração. Antes e durante a puberdade as marrãs ou matrizes de reposição devem ser vacinadas contra rinite atrófica e contra erisipela; outras vacinas poderão ser recomendadas considerando a situação da granja, objeto da assistência técnica. Combater sistematicamente as moscas e ratos através de medidas e produtos específicos. Mediante constatação de sarna nos animais, proceder o combate de 15 em 15 dias, através do uso de lança-chamas e sarnicidas (Produto a base de: diazinon; cipermetrina; triclorfon). Evermifugar as marrãs de três em três meses e quando no período de gestação evermifugar quatorze dias antes do parto. Utilizar produtos a base de "fenbendazole; mebendazole; ivermectin". Proceder a limpeza das instalações diariamente, pela manhã e à tarde. Cada instalação ou segmento da granja deve ter suas vassouras, visando diminuir as possíveis contaminações entre os diferentes ambientes. Anotar sistematicamente, em fichas próprias, as coberturas, repetição de cio, abortos e outras anormalidades observadas com as marrãs. Cada porca deve ter uma ficha que a acompanha em todas as fases do ciclo reprodutivo, onde constam dados referentes ao seu desempenho.

INDUÇÃO E SINCRONIZAÇÃO DA PUBERDADE PRECOCE EM FÊMEAS NULÍPARAS A indução da puberdade precoce na fêmea nulípara visa, basicamente, que ela comece sua atividade reprodutiva o mais cedo possível, sem prejuízo de seu desempenho reprodutivo posterior.

bem como. Para evitar que uma ou outra fêmea seja coberta. em que as marrãs não são manejadas adequadamente. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRIMEIRA COBRIÇÃO A fase em que a marrã é coberta pela primeira vez pode ter importantes implicações na eficiência total de sua vida reprodutiva. um cachaço com aproximadamente 11 meses de idade e deixá-lo junto às marrãs em torno de meia hora. O contato direto entre cachaço e marrã é essencial para a indução de uma puberdade precoce e. principalmente. para obter melhor resultado. visando proporcionar um melhor estímulo das marrãs. conduzir diariamente ou a cada dois dias. para sua sincronização. Acredita-se que além de estimular a imunização das marrãs esta prática diminuirá o "stress" quando da realização da primeira cobertura efetiva e consequentemente.Para induzir e sincronizar a puberdade precoce num grupo de marrãs. Através de dados de pesquisa. é melhor que a cobertura seja feita por ocasião do terceiro cio (125 a 135 kg de peso vivo). as granjas que possuírem mais um de cachaço. recomenda-se proceder da seguinte forma: • • • • • manter as marrãs separadas do cachaço até atingirem em média 165 dias de idade. Atualmente. doença que tem sido uma das principais responsáveis pelo aumento de natimortos. um aumento nos custos de produção da unidade produtiva. Nas granjas de menor nível tecnológico. alguns pesquisadores. contra a parvovirose. que mantenham os animais num bom estado de nutrição e que mantenham as instalações adequadas a um bom manejo. que mantenham um controle do rebanho através de um sistema de fichário. transferir o lote de marrãs para outra baia e/ou misturar marrãs de baias diferentes numa terceira baia. recomendam que antes de realizar a primeira "cobertura efetiva" deve-se cobrir as marrãs com cachaços (rufião) vasectomizados. a primeira cobrição pode ser realizada por ocasião do segundo cio (110 kg de peso vivo) nas granjas de melhor nível tecnológico. naquelas em que as práticas de manejo visam estimular a marrã a atingir a puberdade precocemente. ou seja. MANEJO DAS MATRIZES DURANTE A GESTAÇÃO . esta medida visa evitar uma redução no desempenho reprodutivo dos animais. eliminar as marrãs que dentro de vinte e um dias não apresentarem o cio. principalmente quanto a sincronização do cio. pois neste caso há uma influência significativa da taxa de ovulação (taxa de ovulação aumenta do primeiro ao terceiro cio) apesar da marrã receber a alimentação durante dois ciclos não produtivos. devem realizar uma rotação diária dos mesmos. aumentará o número de leitões nascidos. o tratador deve assistir ao cachaço durante o período em que o mesmo estiver com as marrãs.

Nas criações mais tecnificadas. permitindo oferecer uma alimentação mais adequada. Verificar as manifestações de cio nas matrizes em cobrição e em gestação duas vezes ao dia. visando estimular o . desenvolver ações para que as perdas de peso da matriz. a cada três meses. o qual. essa prática utilizada. inclusive a visualização do retorno ou não ao cio. provocando sérios prejuízos ao produtor. cloreto de amônio. All-out". As matrizes desmamadas. durante a fase de lactação não sejam superiores a 15%. ao meio dia e à tarde). a importância do manejo nesta fase quando visamos aumentar a produtividade. podendo variar. permite preencher cada compartimento da instalação de uma só vez e depois esvaziar da mesma forma. é recomendável a utilização do diurético. Facilitar a visualização e contato entre matrizes e varrões. pela manhã e à tarde. para mais ou menos. visando empregar o sistema "Todos . deverão passar para as baias coletivas ou gaiolas individuais de gestação em bom estado de carne. oriundas das gaiolas individuais da maternidade. demonstrando assim.500 kg por tonelada de ração. Esta prática facilita a eliminação da urina pela porca e induz a mesma a ingerir mais água. visando com isto diminuir a competição e brigas entre elas e. a gestação em galpões com gaiolas individuais. uma melhor visualização sobre a repetição ou não de cios e condições de se evitar briga entre as porcas. ALGUMAS PRÁTICAS DE MANEJO QUE DEVEM SER OBSERVADAS QUANDO NO PERÍODO DE GESTAÇÃO As matrizes devem ser mantidas em ambiente calmo e livres de qualquer "stress" (calor em excesso. na prevenção contra as infecções do aparelho urinário. ajudando desta forma. tem sido a mais utilizada. etc). quando na fase de lactação. A gestação. Do desempenho da gestação pode-se prever o potencial econômico e/ou produtivo de uma granja. de maior importância para a melhoria da eficiência reprodutiva. na espécie suína. Esta prática facilita a limpeza e Desinfecção do local. Para não atrasar o aparecimento de cio nas porcas. Todos Foras" ou sistema "All-in. Para diminuir a incidência do aparelho urinário. as matrizes devem ser agrupadas de acordo com a data de cobertura. Levantar as porcas que estão nas gaiolas individuais de gestação no mínimo três vezes ao dia (pela manhã. A gestação em baias deve ser feita com grupos. após o período de desmama.A gestação é uma das fases. de no máximo seis porcas. dura em média 114 dias (três meses. Nas gestações em gaiolas individuais ou mesmo em baias coletivas. durante sete dias. Estas ações implicam num maior e mais adequado fornecimento de ração para a porca. Dois terços da vida útil de uma porca ou matriz são passados em períodos de gestação. É importante observar que o referido sistema é mais viável para granjas a partir de sessenta matrizes. quatro dias. Apesar de limitar o espaço das matrizes.Dentro. facilita o controle individual das matrizes gestantes. barulhos. dentro da exploração suinícola. caso contrário haverá um atraso na manifestação do cio. mudança de local. na base de 2. três semanas e três dias). animais estranhos.

esta prática não tem um valor muito significativo. Havendo deficiências nas instalações. antes da cobertura procurar eliminar os restos de urina e secreções que ficam retidos nos divertículos prepuciais do macho. Deve-se ter sempre o cuidado para que o piso da baia de cobertura não seja escorregadio e que não venha provocar nenhuma lesão nos animais. gasta-se um quilo e seiscentas . próximo às matrizes em cobrição e gestação. Deverão ser separadas e submetidas a tratamento específico. Para as matrizes subalimentadas ou que sofreram perdas significativas durante a fase de lactação proceder o "flushing" o qual é o fornecimento de uma quantidade de ração a mais do que a matriz vinha recebendo. após o aparecimento do cio. logo após a cobertura. cobrir a matriz com reprodutores diferentes e mais descansados. um terço do volume de água. sempre que possível. Quando da cobertura. Assistir e auxiliar o varrão a fazer a cobertura corretamente. coloca-se sobre a água. após a cobertura. podendo levar à absorção embrionária. Não deixar porca e varrão juntos após a cobertura. com a finalidade de aumentar a taxa de ovulação. geralmente. para isto basta comprimir manualmente a região prepucial do macho antes da cobertura. fazer os varrões caminharem (um por vez) pelo corredor de passagem. A cobertura da matriz deve ser feita levando a mesma à baia do varrão. A matriz em cio deve ser coberta três vezes. não deverão ser cobertas. receber sua ração umedecida (para umedecer adequadamente. aproximadamente. quando na fase de gestação em gaiolas. devem receber sua ração umedecida. com intervalo de 12 horas entre cada cobrição. a ração da porca na quantidade necessária à manutenção do bom estado de carne da mesma. As matrizes que estão em baias coletivas poderão. usa-se. situado abaixo das gaiolas de gestação. Observar diariamente o "estado de carne" das matrizes. • • • • • • • • • • Fazer a cobertura das porcas e/ou marrãs nas horas mais fresca do dia. As matrizes. Sabe-se. impedindo a visualização e proximidade entre matrizes e varrões.aparecimento do cio. baixar o nível de água do cocho. deixando. É interessante observar que para as matrizes bem alimentadas e manejadas. um quilo de ração seca. O "flushing" deve ser suspenso quando 50% das matrizes submetidas a esta prática forem cobertas. também. Em casos de cobertura com reprodutores de tamanho e peso muito diferentes. Após a cobertura levar a matriz de volta à sua baia coletiva e/ou à gaiola de gestação. As matrizes que apresentarem corrimento vaginal contendo pus durante o período de cio. por um período de 7 a 10 dias antes da data prevista do cio. É importante que a matriz. através de dados de pesquisa. que durante o período de gestação as marrãs (nulíparas) tem um ganho de peso de 45 kg a 65 kg e as matrizes (multíparas) tem um ganho de peso de 35 kg a 40 kg. prejudicam a fertilização. Após. deve-se utilizar um "tronco" para facilitar a monta. Para isto. fique em ambiente tranqüilo por aproximadamente duas horas. A razão desta prática é que a urina e secreções retidas nos divertículos prepuciais podem comprometer a eficiência da cobertura. esta prática evita cobertura desnecessária e desgaste do varrão. Ambiente agitados ou estressantes.

após o fornecimento de ração para as matrizes ( a "vassoura" ainda é o grande "executivo" da granja). devido ao "stress" provocado pela calor ou instalação deficiente. Dar metade do trato pela manhã e metade à tarde. 5 a 7 dias antes do parto. juntamente com a ração. diariamente. bem como. após .000 kg de "ração de lactação" por matriz por dia. fornecendo 2. pela manhã e à tarde. não venham fermentar. No dia do parto não oferecer ração à matriz. Neste período. Entretanto.800 kg a 2.000 kg a 3. • • • • • • • • • Três dias antes do parto e três dias após o parto.800 kg a 2. fornecer as mesmas 10 gramas de sulfato de sódio (sal de Glauber) por dia. até 35 dias de gestação.• • • • • • gramas de água). no referido período. Fornecer metade da ração pela manhã e metade à tarde. as porcas deverão receber somente uma refeição por dia (pela manhã). De 91 a 109 dias de gestação passar a usar "ração de lactação". Dar metade do trato pela manhã e metade à tarde. oferecendo de 3. por dia. procurar aumentar a proporção de farelo de trigo na ração. Lavar os cochos onde foi servida a ração umedecida e abastecê-los de água limpa e fresca. Da desmama até a cobertura oferecer para as matrizes "ração de lactação" à vontade. fornecendo 1. Assim que realizar a cobertura passar a usar a "ração de gestação". As práticas de manejo devem ter uma rotina sistemática. Utilizar.300 kg a 2.500 kg de ração por matriz. impor um reflexo condicionado aos animais diminuindo-lhes o "stress" causado pelas ações diárias da administração da granja. a qual. por dia. De 36 a 90 dias de gestação continuar usando a ração de gestação. 40% de farelo de trigo na ração.600 kg de ração por matriz. Oferecer somente água. por matriz. Fornecer metade da ração pela manhã e metade à tarde. Após o trato das matrizes em gestação retirar dos cochos as sobras de ração umedecida e fornecê-las aos cevados na terminação ( não podemos desperdiçar rações). Esta prática proporciona maior conforto aos animais gestantes e consequentemente diminui as perdas de embriões que ocorrem nos primeiros dias após a cobrição (absorção embrionária) principalmente. Não sendo possível utilizar o sulfato de sódio na alimentação. quando do consumo da ração pelas matrizes.000 kg de ração por matriz. Procurar manter o ambiente das instalações com uma temperatura entre dezoito a vinte graus nível de arejamento. poderá causar maior desconforto ao animal por ocasião do parto. com horários e dias predeterminados visando um aperfeiçoamento das práticas executadas pelo tratador. causando problemas intestinais nos animais. pois para algumas matrizes deve-se oferecer a metade ou menos da ração que vinham recebendo. De 109 a 113 dias da gestação fornecer 1. Para utilizar esta prática nas baias de gestação coletiva deve-se avaliar as dificuldades de manejo. sendo antes lavadas com água e sabão neutro (sabão de coco) e. observando que as fezes das matrizes estão ressecadas. Sempre que usarmos rações umedecidas devemos ter o cuidado para que as sobras. por dia. visando com esta prática acalmar os animais que não se adaptam à restrição alimentar neste período. Proceder a limpeza das instalações. Esta prática visa diminuir uma possível constipação intestinal. esta prática deve ser observada com ponderação. As matrizes em gestação deverão ser transferidas para as gaiolas maternidade 5 a 7 dias antes do parto previsto.

dentro do sistema produtivo. por sua importância. cipermetrina. nas gestações ímpares. Para receber as matrizes gestantes. seria aumentar os níveis de biotina na ração. aos 85 dias de gestação. triclorfon). a maternidade apresenta-se como uma instalação básica. Anotar sistematicamente em fichas próprias. Quando houver lesões nos cascos das matrizes. Vacinar contra erisipela dos suínos. as matrizes gestantes. Vacinar contra parvovirose e leptospirose. de 6 em 6 meses. exigindo uma atenção e permanência. evitando que os mesmos venham sofrer um esmagamento causado pela porca. mais complexo do que de outras instalações utilizadas dentro da atividade. o aquecedor de leitões e os comedouros e bebedouros da matriz e leitões. utilizando produtos a base de "fenbendazole. aos 100 dias de gestação. ivermectin". as matrizes gestantes. Vacinar contra rinite atrófica. também faz parte o abrigo escamoteador dos leitões. são desmamados. onde as matrizes serão submetidas a uma série de dez passagens. Na maternidade a matriz deve ficar contida com segurança e conforto a um equipamento destinado a garantir uma maior viabilidade à segurança dos leitões. não há como estabelecer um bom sistema de manejo dentro de uma granja suinícola. da qual. Esse equipamento denomina-se gaiola maternidade ou cela-parideira. A instalação possui um equipamento. as matrizes gestantes. as coberturas. deve merecer . PERÍODO DE PERMANÊNCIA DA MATRIZ NA MATERNIDADE Inicia-se quando a mesma. 10 dias após o parto. quando esta põe-se a deitar. quando do nascimento e lactação. de 6 em 6 meses. quase constante. as matrizes gestantes.9 litro de água) utilizando para isto um pedilúvio. em gestação. abortos e outras ocorrências que houver com as matrizes. durante dez dias. Evermifugar as porcas gestantes 14 dias antes do parto. através do uso de lança-chamas e sarnicidas (Produtos a base: diazinon. Combater sistematicamente as moscas e ratos através de medidas e produtos específicos. MANEJO DOS SUÍNOS NA MATERNIDADE Dentro das edificações necessárias à suinocultura. pelo menos. relativamente. cuidar das mesmas usando uma solução de formol a 10% (100 ml de formol em 0. aos 100 dias de gestação.• • • • • • • • • • banhadas com solução desinfetante a base de "iodophor" (40 ml em 10 litros de água) com auxílio de um regador. Esta fase em que a matriz encontra-se na maternidade. é transferida (5 a 7 dias antes do parto previsto) para a gaiola maternidade e finaliza-se quando os leitões nascidos. ao longo de um período de trinta dias. Sem um controle zootécnico das matrizes. de 6 em 6 meses. as gaiolas de maternidade já deverão estar limpas e desinfetadas. de grande importância. Mediante constatação de sarna nos animais proceder o combate de 15 em 15 dias. Outra medida auxiliar. mebendazole. do tratador e/ou gerente da granja. Vacinar contra peste suína clássica. É importante observar o vazio sanitário.

seja de 7% a 10%. maternidade. pode ter como causa o ambiente desfavorável somado a comportamento indevido do tratador. podendo alcançar índices bem superiores devido as deficiências de manejo. para termos a entrada e saída dos animais em dias determinados. . acrescentar dois litros de formol e cem centímetros cúbicos de creolina). Porcas que se mostram agressivas com os leitões. recomenda-se agrupá-las de acordo com a data de cobertura. mas sua função é só para demarcar as áreas realmente desinfectadas. na maternidade. Ao levar as matrizes em gestação para as gaiolas maternidade. a brutalidade e os gestos bruscos na maternidade são prejudiciais às matrizes. A prática desse sistema é recomendável para todas as fases da criação (gestação. Esta prática visa facilitar. All-out". esvaziar da mesma forma. visando empregar o sistema de manejo "Todos-Dentro. AÇÕES QUE DEVEM SER OBSERVADAS NA MATERNIDADE ANTES DO PARTO • • • • • Lavar criteriosamente as baias ou gaiolas que irão receber as matrizes ou marrãs. posteriormente. devem encontrar um ambiente confortável e de segurança. Estima-se que durante o parto a mortalidade dos leitões. é separada por "salas".usar 80 ml em 20 litros de água). All-out". bastando para isto. creche. mesmo quando a maternidade é contínua. o qual permite preencher cada compartimento da instalação de uma só vez e. de acordo com o número de grupos de porcas cobertas por semana. deve-se utilizar o sistema "All-in. a limpeza e melhorar a desinfecção das instalações.todos os cuidados do responsável pelo manejo. recria e terminação). alterar os produtos utilizando uma solução de formol a 10% e 0. chegando inclusive a matá-los. A caiação sempre deve ser realizada. deve estar sempre em alerta buscando diminuir as perdas que ocorrem nesta fase. Feita a Desinfecção da instalação ou gaiolas maternidade. água e sabão ou detergente. não tem função desinfetante.5% de creolina (em 17. procedendo após. vassoura. utilizando escova. pulverizá-la com desinfetante (solução a base de iodophor . principalmente para as primíparas que são mais sensíveis. cujo período denominamos de vazio sanitário que é importante na profilaxia das doenças. Após lavar a baia ou gaiola maternidade aguardar até que a mesma fique enxuta e posteriormente. o qual. MANEJO NA MATERNIDADE "ANTES DO PARTO" As porcas.9 litros de água. observar que o emprego desta prática é mais viável em granja a partir de sessenta matrizes. programar o número de porcas a serem cobertas por semana.usar 200 ml em 10 litros de água). oriundas de gestação. geralmente. Os barulhos excessivos. onde a maternidade. não sendo separada por grupos de porcas em "salas". A cada dois meses mudar os desinfetantes quando da pulverização das gaiolas maternidade. deixar as mesmas sem animais por um período de 7 dias. Entretanto. Todos-Fora" ou sistema "All-in. a caiação de toda a baia com água de cal hidratada e creolina (creolina . É importante.

Após uma semana de idade. visando um melhor controle dos janelões e/ou cortinas. fases de inquietação e tranqüilidade. ocorre geralmente com início das dores do parto. deve ser mantida em aproximadamente 70%. Obtendo-se uma secreção leitosa em jatos. ou seja. quando na maternidade. proporcionando uma temperatura mais adequada aos animais. antes do mesmo. Os leitões recém-nascidos precisam de uma temperatura de 30 a 32 graus centígrados nos 5 a 6 primeiros dias de idade. em 94% dos casos. geralmente. água limpa (potável) e fresca. janelões e ventilação forçada). as matrizes e leitões ficam mais tranqüilas quando diminuímos a iluminação do ambiente. muitas vezes trabalhosa. para medir a temperatura ambiente. Todos os partos devem ser assistidos pelo tratador ou responsável pela granja a qualquer hora do dia ou da noite. O instinto de preparar o "ninho" demonstrando. quando consideramos a ração consumida pela matriz no período. As mudanças de comportamento. Níveis superiores predispõe os animais. Observar e testar o funcionamento dos bebedouros das porcas e leitões. aproximadamente. pois cada leitão ao nascer representa. é efetuado por: • • • sistema elétrico incorporado ao piso do abrigo. os leitões à várias enfermidades. Colocar e manter dentro da maternidade um "termômetro" de máxima e mínima. edema este que evolui de forma gradativa até o dia do parto.• No abrigo escamoteador dos leitões. por resistências revestidas de louça ou metal. As instalações devem ser mantidas limpas. 24 horas ou mais. é muito importante dentro do processo produtivo. quando da realização dos partos. o parto. Com mais conforto as porcas produzirão mais leite para os leitões e estes desenvolverão mais rapidamente. por lâmpadas infravermelho. Para melhor controle da iluminação recomenda-se o uso de reostatos. Esta prática. uma semana antes do parto as matrizes apresentam sinais mais evidentes da aproximação do mesmo. A observação destes sinais são importantes para assistirmos adequadamente as matrizes gestante. . desde que bem manejadas. observar e testar se a fonte de aquecimento dos leitões está em funcionamento. mas deve-se evitar as lavagens diárias. O aquecimento dos leitões. a fonte de calor deve ser ligada sempre que a temperatura cair de 25 graus centígrados. É importante que os leitões e as porcas na maternidade. alternadamente. Estas referidas fontes de aquecimento tem demonstrado bons resultados. de 50 a 60 quilos de ração. A iluminação dentro da maternidade não deve ser intensa. ocorre dentro das próximas seis horas. principalmente. tenham sempre às suas disposições. A umidade relativa do ar dentro da maternidade. demonstrando inquietação é notada mais ou menos no terceiro dia antes do parto. Observar periodicamente o comportamento da matriz. O melhor sintoma para se verificar a aproximação do parto é proceder a ordenha das glândulas mamarias da porca. Para as matrizes a temperatura ideal seria em torno de 18 a 20 graus centígrados. • • • • • • • • Observar e testar se o sistema de ventilação e/ou arejamento da maternidade está funcionando (cortinas. também chamado de "creep". Normalmente observa-se a congestão e o aumento da sensibilidade das glândulas mamarias e edema da vulva.

Após este período considera-se como indicativo de anormalidade. lentamente introduzir a mão no aparelho reprodutor da matriz procurando observar se há algum obstáculo à saída do feto ou se é possível retirá-lo. a placenta pode sair imediatamente e/ou até uma hora após o nascimento do último leitão. Certificando-se que não existe obstáculo à saída do feto (após o toque vaginal) recomenda-se a aplicação de ocitocina pela via intramuscular (1 a 3 cm) e aguardar por um período de mais ou menos 20 minutos.Passar sobre a luva uma pequena quantidade lubrificante (óleo nujol ou vaselina líquida). Alguns suinocultores fazem a aplicação de hormônio ocitocina. . o qual. A interferência no parto da matriz suína (toque vaginal) deve ser realizada observando as seguintes recomendações básicas: . a alimentação da porca. a temperatura do abrigo escamoteador dos leitões. A primeira medida para procedermos uma interferência no parto é realizar o toque vaginal para verificar a presença ou posicionamento do feto dentro do aparelho reprodutor e. um estreitamento da via fetal óssea ou mole ou a presença de fetos enfisematosos tornaria a ação do referido produto sem efeito e/ou desfavorável para o problema.lavar as mãos e braços com água e sabão. talvez devido ao maior tônus muscular observado nos referidos animais. . • Preparar a ficha zootécnica que deverá acompanhar a matriz em toda sua vida produtiva.Com calma e cuidado. Nas primíparas esta duração é menor.Primeiramente lavar a parte posterior da matriz utilizando água. É importante que esta ficha seja preenchida sistematicamente. . mas este só deve ser utilizado com a garantia de que não existe à saída do feto. o nascimento entre um leitão e outro tem um intervalo de tempo médio de 10 a 20 minutos e a duração normal do parto é de 3 a 6 horas. o fornecimento e .Calçar luva própria para realização do toque vaginal. somente deve assistir ao parto. A interferência (toque vaginal) no parto deve ser evitada e só deve ser feita quando o intervalo entre o nascimento dos leitões for muito demorado (acima de cinqüenta minutos). quando os estímulos das contrações uterinas deverão ocorrer proporcionando a expulsão dos fetos. não interferindo no mesmo Grande parte do sucesso de uma suinocultura deve-se ao manejo desenvolvido nas fases de nascimento e lactação. escova e sabão. dentro das condições normais. fases em que os cuidados higiênicos. MANEJO NA MATERNIDADE DURANTE O PRIMEIRO DIA DE VIDA DOS LEITÕES Com proximidade do parto a matriz gestante torna-se mais inquieta exigindo mais atenção por parte do tratador ou responsável pela maternidade. . a temperatura do ambiente na maternidade. pois uma torção de útero. visando o aumento das contrações uterinas para expulsão dos fetos. inclusive retirá-lo quando possível.• • • • • Nas multíparas. Na espécie suína.

sabe-se que a composição do colostro modifica-se com rapidez após o parto. para melhor aproveitamento dos anticorpos ou imunoglobulinas formados no organismo da porca. Amarrar e cortar com auxílio de uma tesoura. Além disto. Algumas massagens devem ser feitas no dorso e região pulmonar dos leitões. necessitando por isto. até duas horas após o nascimento. Ao nascer. a qualquer hora do dia ou da noite. tem função nutritiva e laxativa para os leitões. poderemos causar uma hérnia umbilical no leitão. Todo leitão recém-nascido deve mamar o primeiro leite ou colostro. Deve-se remover as membranas fetais e muco que envolvem o leitão recém-nascido. de uma fonte de aquecimento nos primeiros dias de vida Segundo alguns autores. CUIDADOS COM OS LEITÕES RECÉM-NASCIDOS • • • Enxugar os leitões ao nascer. darão maior resistência aos leitões contra determinadas infecções. existentes no colostro. observa-se que 24 a 36 horas após o nascimento dos leitões. não possuem ainda um sistema termo-regulador desenvolvido. permite estabelecer através da ingestão do colostro.2 graus centígrados. atingido 50% das mortes totais. entretanto. Ao amarrar o umbigo deve-se ter o cuidado para não tracioná-lo em excesso. dois dedos (3 a 4 cm) abaixo do ponto de inserção deste e. os quais. imediatamente após as operações descritas acima. usando panos limpos ou papel "toalha" absorvente. imediatamente após. uma maior proteção contra os agentes patogênicos existentes no ambiente. O leitão nasce praticamente sem proteção contra os germes patogênicos. para estimular a circulação e respiração imediatamente após o parto. tornarem-se impermeáveis às imunoglobulinas ou anticorpos encontrados no colostro. o que nos leva a concluir que o acompanhamento do parto. encerra-se a absorção dos anticorpos devido as células do epitélio intestinal dos mesmos. logo após o parto. Orientar o leitão recém-nascido para a primeira mamada. Alguns estudos demonstram que 25 a 30% dos leitões nascidos vivos morrem até a oitava semana de idade e que 69% das perdas ocorrem durante a primeira semana e acima de 80% no primeiro dia de vida dos leitões. preferencialmente. O colostro além de estimular a imunidade dos leitões. os leitões. após o nascimento. é através da ingestão do colostro que os leitões recebem a proteção contra determinadas doenças. o umbigo dos leitões. A capacidade de absorção de anticorpos. principalmente das narinas. mergulhar o umbigo numa solução de iodo a 10%. pelo leitão tem um tempo limitado. demonstrando que a amamentação dos leitões nas duas primeiras horas. o esmagamento dos leitões pelas porcas é apontado como a principal causa. deve ser realizado pelo tratador.qualidade de água e o conforto das instalações e equipamentos oferecidos aos animais são fundamentais para se evitar as perdas que ocorrem nesta fase. caso contrário. • Ligar e manter a fonte de aquecimento dos leitões em funcionamento. visando diminuir a mortalidade que ocorre nesta fase. verificando-se uma diminuição logo após o nascimento. . principalmente nas primeiras semanas de vida. Várias são as causas destas perdas. a temperatura corporal de um leitão recém-nascido cai em média 2.

Esta perda é diretamente proporcional à temperatura ambiente. nos seguintes níveis: • • • 30 a 32 o C . . também.para leitões de 8 a 14 dias de idade 24 o C . as quais seriam gastas para a manutenção do crescimento e. predispondo-o ás infecções. diminuindo a resistência do mesmo. entrando num quadro de hipoglicemia. MENOR RESISTÊNCIA À DETERMINADAS INFECÇÕES Segundo alguns autores. o leitão recém-nascido. Procurar manter a temperatura para os leitões de acordo com a faixa etária. preferencialmente. principalmente. enterotoxigênicas (E. debilidade. MORTE DOS LEITÕES Uma queda de temperatura brusca e severa pode. o leitão recém-nascido estará mais sujeito ao esmagamento causado pela porca. ao momento em que começa a mamar e ao peso corporal do leitão. o "stress" provocado pelo frio. Nesta condição.para leitões de 1 a 7 dias de idade 28 o C . aumenta o nível de cortisol no organismo. chega a consumir suas reservas de glicose.para leitões de 15 a 21 dias de idade A fonte de aquecimento dos leitões (lâmpadas infravermelho de 250 watts ou resistência revestida de louça ou metal) deve situar-se em um canto da baia maternidade ou. adaptado e junto à tampa ou abertura do "creep". do aumento da gordura subcutânea que auxilia contra a perda de calor corporal. desidratação e convulsão. causar a morte dos mesmos. através do "stress" provocado nos leitões. depressão. A altura da fonte de aquecimento em relação ao piso da baia maternidade deve ser regulada de acordo com o comportamento dos leitões (mais ou menos 30 a 40 cm). PROBLEMAS CAUSADOS PELA PERDA DE CALOR NOS LEITÕES RECÉMNASCIDOS AUMENTO DO METABOLISMO Para manter-se aquecido o organismo do leitão gasta grande parte de suas energias metabólicas. coli e ao vírus TGE). Esta deficiência manifesta-se por baixa temperatura corporal. HIPOGLICEMIA Sentindo muito frio. nas primeiras horas de vida.

deve-se ter o cuidado para não cortar a gengiva e/ou língua do leitão. aparentemente mortos. Recomenda-se que os dentes só devem ser cortados após os leitões terem mamado o colostro. A dentição permanente completa-se aos 18 meses de idade. É importante observar que o canibalismo é desencadeado por diversos fatores e não apenas pelo fator mencionado. os piques na orelha são feitos com auxílio de um alicate especial e com um perfurador circular. rente às gengivas. devido. a distribuição uniforme de calor aos leitões. devido a parada de respiração. As "mossas" 1 e 10 podem ser usadas duas vezes e as que representam 3 e 30 podem ser usadas até três vezes. usando alicate próprio e previamente desinfetado com solução de iodo a 10%.É importante observar que a fonte de aquecimento dos leitões. por proporcionar o aquecimento somente dentro do "creep". sendo praticamente insensível. por proporcionar menor índice de mortalidade de leitões. Quando cortamos o terço final da cauda expomos uma região sensível que causará uma reação de defesa imediata. Procede-se o corte no terço final da cauda. deve-se tratá-lo com solução de iodo a 10%. colocada dentro do abrigo escamoteador tem apresentado um melhor resultado quando comparado com fontes de aquecimento colocadas fora do abrigo. levando o animal a proteger-se das mordidas que podem desencadear o canibalismo. Procurar não deixar que a presas cortadas fiquem pontiagudas ou com bordos cortantes podendo causar ferimentos nas telas da porca. Estas. não estimulando as reações de defesa do animal quando mordido. O leitão nasce com oito dentes (chamados de "dente de leite") sendo. quando da mamada dos leitões. visando a identificação dos mesmos. quatro caninos e quatro premolares. por evitar os efeitos de correntes de ar. representando os números 100. brincos e piques na orelha. estabelecidos pelo método australiano de marcação. • Procurar reanimar os leitões recém-nascidos. oferecendo maior conforto para a porca (temperatura ideal para as porcas é de 15 a 18 graus centígrados). contudo demonstrando batimentos cardíacos que podem ser notados no lado . 200. Ao cortar os dentes. O corte da cauda deve ser feito no terço final da mesma com auxílio de um alicate próprio ou tesoura e após. por apresentar um custo menor. principalmente. Cortar "presas" (dentes) dos leitões recém-nascidos. visando proteger as tetas da porca. quando numa idade mais avançada. • Proceder a caudectomia ou corte da cauda dos leitões recém-nascidos visando diminuir o canibalismo entre os mesmos. devido a mesma ser pouco inervada nesta região. A marcação pode ser efetuada através de tatuagem. Entre os diversos sistemas de piques na orelha. são também chamados de "mossas". O sistema Australiano de Marcação é o método oficial adotado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). o mais comum e utilizado nas granjas de nosso estado é o Sistema Australiano que pode marcar até 1599 leitões sem repetição. Os piques nas orelhas. 400 e 800 só podem ser usadas uma vez. • Proceder a marcação dos leitões recém-nascidos. ficando o restante da baia maternidade com a mesma temperatura ambiente.

OBSERVAÇÃO: Os piques podem ser usados na seguinte freqüência (máxima): . Proceder a pesagem dos leitões recém-nascidos através de amostragens (10%).400 . PRÁTICAS DE MANEJO . etc) devem ser feitos com o máximo cuidado seguindo todos os proceitos básicos de higiene. na ponta 100 e no centro 400. em cima 30. geralmente.100 . Cada mossa tem um valor convencional. devem ser realizados buscando a reanimação do leitão. visando a máxima eficiência reprodutiva.Do segundo dia de vida até a desmama . Leitões com peso abaixo de 0.• • • esquerdo do tórax. observada na baia e "creep" sempre que necessário. buscar eliminar os fatores que limitam a produção de leitões. também. Todas as práticas de manejo. procurar levantar o leitão pelos membros posteriores e movimentá-los visando a saída das secreções das vias respiratórias.200 . também. Para reanimar os leitões recomenda-se eliminar os líquidos fetais das vias respiratórias com auxílio de panos limpos ou papel absorvente. A cal hidratada deve ser utilizada para diminuir a umidade.599 da seguinte forma: ORELHA DIREITA: Cada pique embaixo da orelha corresponde a 1.Oficializado pela Associação de Criadores de Suínos A marcação de suínos pelo sistema "australiano" é feita mediante mossas aplicadas nas orelhas. corte de cauda.800 ------1 vez 1 e 10 -------------------2 vezes 3 e 30 -------------------3 vezes MANEJO NA MATERNIDADE Do segundo dia de vida dos leitões até a desmama O manejo na maternidade do segundo dia de vida dos leitões até a desmama deve. Além das mossas são usados furos que representam os números 400 e 800 como mostram os clichês ao lado. em cima a 3. inclusive o abrigo escamoteador dos leitões sempre limpos e secos. na ponta 200 e no centro 800. realizadas nesta fase (corte dos dentes. Manter a baia maternidade. massagens ao nível da região pulmonar. A marcação deve ser feita ao nascer ou no máximo quando os leitõezinhos tiverem 15 dias. ORELHA ESQUERDA: Cada pique embaixo da orelha significa 10. marcação dos leitões.200 kg.700 kg tem pouca possibilidade de sobrevivência e deve ser eliminado. MARCAÇÃO DE SUÍNOS SISTEMA AUSTRALIANO . Com o sistema australiano podem ser aplicados os números de 1 a 1. O peso médio dos leitões ao nascer deve ser igual ou superior a 1.

Este manejo deve ser seguido até a leitegada apresentar-se uniforme e já terem estabelecido a escolha de "suas tetas". evitar que as fezes fiquem acumuladas nas gaiolas maternidades (trazeiras das porcas). O uso do termostato reduz significativamente as despesas com eletricidade. de maneira uniforme para outras matrizes. Procurar uniformizar os lotes de leitões pelo peso. deve-se "salpicá-los" com solução de creolina (5 gotas/litro) ou. Para misturar leitões de lotes diferentes. geralmente. . etc. declinando após este período). observando a temperatura adequada para cada faixa etária. em relação as glândulas mamárias abdominais e inguinais. as seguintes características: • Produzem leite mais gorduroso e com maior teor de açúcar. deve-se optar para fazer transferência de leitões velhos para as leitegadas mais novas. Para estabelecer melhor algumas normas de manejo. ou ruim de leite (produção de leite na porca aumenta até aos vinte e um dias após o parto. Sempre que alguns leitões não apresentam o mesmo desenvolvimento médio da leitegada deve-se procurar a causa. restos de placenta da porca que receberá os leitões transferidos (mãe adotiva). é importante observar que as glândulas mamárias peitorais apresentam. Sempre que a baia da porca ou abrigo dos leitões estiverem molhados (urina. sempre que possível. evitar a umidade. janelões ou cortinas disponíveis na instalação. entram em involução. Quando usar a cal como secante não esquecer de varrer a baia e o abrigo dos leitões retirando o excesso de cal. após os leitões mais fracos terem mamado. Esta prática deve ser realizada colocando os leitões mais desenvolvidos dentro do "creep" e somente soltá-los. esfregar sobre o dorso dos leitões. Observar se os leitões estão amamentando normalmente.Manter a fonte de aquecimento dos leitões em funcionamento. a mamarem. enfermidades do aparelho digestivo respiratório. ou que venha a morrer após o parto deve ter seus leitões transferidos. Recomenda-se a manutenção de um termômetro e um termostato dentro da maternidade para uma melhor administração das fontes de aquecimento. que pode estar relacionada com sub-alimentação (problema em uma ou mais tetas). se possível. antes de três dias de idade. A transferência dos leitões deve ser efetuada no máximo. três dias após o parto da matriz adotiva. cuja leitegada tenham a mesma idade que os leitões transferidos. ou que a diferença de idade não seja superior a três dias. Manter a maternidade sempre limpa. Preferencialmente. fezes amolecidas ou água) deve-se proceder a limpeza dos mesmos e secá-los com auxílio de panos (sacos) e/ou cal hidratada. Matriz com leitegada pequena. Procurar colocar os leitões mais fracos. pois as glândulas mamárias excedentes e/ou não utilizadas. Esta prática visa evitar que a porca venha repelir os leitões e que ocorra uma rejeição entre os próprios leitões. Para proceder a transferência dos leitões deve ser observado se os leitões ingeriram colostro. nas tetas anteriores.

Mediante uma avaliação funcional e econômica. Aplicar nos leitões. a fileira de tetas junto ao piso.250 ml de leite de vaca / . "escolhem" e determinam "suas" mamas ou tetas. três dias após o nascimento. Para proceder o aleitamento artificial. gradativamente. a oferecer aos leitões pequenas quantidades de ração "pre-inicial". após os estímulos provocados pelos leitões. É importante que os leitões recebam o ferro suplementar. O leitão mama em torno de 20 vezes ao dia. pois a presença deste elemento no leite (1 mg/litro) é insuficiente para atender a demanda orgânica dos leitões que é de 5 mg por dia. Esta prática de manejo é muito trabalhosa e exige que o aleitamento artificial seja semelhante ao aleitamento natural.2 gramas de ácido cítrico / . também. Considerando que a reserva de ferro no organismo do leitão recém-nascido é de 20 mg. 100 mg de "ferro injetável" por leitão no músculo do pescoço. facilitando a sucção feita pelos leitões.0.• • • • Produzem maior volume de leite. O sucesso desta prática depende. serem transferidos para as mães adotivas. o intervalo entre mamadas é de 60 a 70 minutos e cada mamada demora 20 a 30 segundos. os leitões. os leitões mais fortes ficam com as tetas peitorais. se os leitões receberam ou não o colostro. demonstra que as tetas peitorais ficam mais expostas e disponíveis aos leitões. conforme o consumo apresentado pelos leitões. A partir de vinte e um dias. se não interferimos. nas quais o leitão mama de 20 a 60 gramas de leite. Normalmente. proceder o aleitamento artificial dos leitões órfãos ou leitões que estão passando por falta de leite (agalaxia na porca) e que não puderam. As tetas são mais compridas e macias. Com a matriz deitada. dependendo do desenvolvimento dos leitões e consumo de ração. recomenda-se como substituto do leite da porca a seguinte mistura. causando desta maneira uma desuniformização da leitegada. observar que durante a lactação.50 mg de tetraciclina A quantidade a ser fornecida para os leitões dependerá do desenvolvimento e idade dos mesmos. A quantidade de ração a ser oferecida deve ser aumentada. A quantidade da mistura a ser fornecida poderá ser aumentada de acordo com a idade e crescimento dos leitões. A descida do leite é mais rápida. por vez. . possuem algumas vantagens sobre as demais. por algum motivo. podendo variar de 20 a 50 ml por leitão. . nos três primeiros dias após o parto. Sete dias após estar fornecendo o substituto do leite da porca. que conforme demonstramos. a uma temperatura entre 37 a 40 ºC. É importante. os mesmos poderão ser desmamados. Fornecer o substituto do leite em torno de 20 vezes ao dia. pode-se concluir que em cinco dias a reserva do referido elemento se esgotaria para atender a demanda orgânica diária. também. deve-se diminuir a freqüência dos fornecimentos e passar.1 colher de sopa de nata .1 a 0. em muito.

Desmamar os leitões aos 21 dias de idade. sobre piso de cimento. Para as granjas menos tecnificadas a desmama deve ser realizada mais tardiamente. visa estimular o consumo da alimentação sólida. etc) seja executada com os leitões. A água consumida pelos animais geralmente. visando um melhor controle sanitário e melhor manejo para sincronização de cios. preparando os animais para a desmama aos 21 dias de idade. A quantidade de ração oferecida aos leitões. para uma baia de pré-gestação e os leitões deverão permanecer na baia maternidade de um até sete dias visando minimizar o "stress" e proporcionar uma melhor adaptação à alimentação após a desmama. baixo desenvolvimento dos animais. nesta idade dos leitões. para que a partir do quinto dia os leitões já possam receber ração (‘pré-inicial") à vontade. No terceiro e quarto dia após a desmama. . No dia do desmame a porca deve ser conduzida se possível. no sistema "All-in. A desmama deve ser feita. ou seja. No dia seguinte. De 7 a 10 dias após o parto. sem acesso à terra e que ainda não iniciaram o consumo de ração. levar à morte. A água deve estar disponível aos leitões desde o primeiro dia de vida. mas o consumo de água pelos leitões é mais observado e necessário a partir de 7 a 10 dias de idade. se possível deve ser colocada em cocho ou sobre o piso do abrigo escamoteador. pois o excesso de "stress" poderia predispor os animais às doenças.A deficiência de ferro no organismo dos leitões causa anemia. A ração. quando deles é retirado o leite materno. de acordo com o consumo dos leitões até à desmama. All-out". colocar em torno de 100 gramas de ração por dia ("ração pré-inicial") para a leitegada de cada porca. Observar o fornecimento e qualidade água para os leitões e matrizes. a quantidade de ração a ser oferecida aos leitões. nas deficiências mais graves. A desmama aos 21 dias deve ser realizada em granjas que apresentam um bom estado sanitário e que desenvolvam as práticas de manejo e alimentação corretamente. Observa-se que a deficiência deste mineral somente ocorre nos leitões criados confinados. podendo. A água deve ser fornecida fresca e à vontade para os leitões e matrizes. é proporcional ao consumo de ração seca. A ração deve ser oferecida seca. mudança de baia. deve ser aumentada gradativamente. • • • • No dia da desmama não fornecer ração para os leitões. com o peso do animal e com as condições do ambiente (frio ou calor). Sempre deve-se procurar retirar as sobras da ração oferecida para que esta não venha a fermentar prejudicando a saúde dos leitões. No dia da castração é importante que nenhuma outra prática de manejo (desmama. época em que os leitões estarão com o aparelho digestivo mais adaptado a nova alimentação. fornecer 50 gramas de "ração pré-inicial" pela manhã e 50 gramas de "ração pré-inicial" à tarde. provoca a perda de apetite. A vantagem de procedermos a desmama aos 21 dias é sua influência no aumento da produtividade através da diminuição do intervalo entre partos. aos 21 dias. em torno de 28 a 35 dias. após a desmama. • • Proceder a castração dos leitões machos aos 10 a 15 dias de idade observando todos os preceitos de higiene. deve ser fornecido somente água de boa qualidade. se possível. deve ser aumentada gradativamente. Este fornecimento de ração.

fornecer ração umedecida à vontade para as matrizes. fêmeas magras ou que apresentam-se desgastadas após o período de lactação. Retirar as sobras de rações umedecidas que ficam nos cochos. (não podemos desperdiçar ração. oferecer 5. O controle zootécnico e contábil são indispensáveis. as matrizes consumirão pouca ração. que ao estabelecermos esta prática. Vacinar os leitões contra a "erisipela suína" ao desmame e três semanas após.000 kg de ração umedecida.000 kg por matriz. desinfectados e mantidos guardados adequadamente. oferecer 3. . Todos os instrumentos utilizados nas castrações dos leitões e nos partos das matrizes (cordões. oferecer 4. a partir do sexto dia após o parto.000 kg de ração umedecida ("ração de lactação") por dia e por matriz. manté-las em bom estado de carne. Dar metade da ração pela manhã e metade à tarde. não é oferecido nenhuma ração à matriz. Esta prática. por dia e por matriz. A ração ("ração de lactação") deve ser oferecida seca numa quantidade inicial de 1. Esta quantidade deverá ser aumentada gradativamente. alimentar as matrizes da seguinte forma. mais ou menos.000 kg de ração umedecida. Observa-se. com boa produção de leite e estimular um rápido retorno ao cio após a desmama (5 a 8 dias). por dia e por matriz. Vacinar os leitões e matrizes contra a "parvovirose" e "leptospirose". No terceiro dia após o parto. Vacinar os leitões contra "rinite atrófica" aos 7 dias de idade e revacinar à desmama. devendo vacinar os leitões à desmama e três semanas após. prejudicando a eficiência reprodutiva. de início. uma terceira refeição que deve ser oferecida à noite. Procurar fornecer para as matrizes em lactação. seringas. No primeiro dia após o parto. às 19:00 ou 20:00 horas. procurando evitar que as mesmas venham a fermentar prejudicando a saúde da matriz. Oferecer a ração sempre de forma parcelada (metade pela manhã e metade à tarde). É muito importante que as matrizes durante o período de lactação (período de grande desgaste) sejam bem nutridas e que se mantenham num bom estado de carne. por dia e por matriz. etc) deverão ser lavados. • • • • • • • • • • • • • No segundo dia após o parto. geralmente atrasam o aparecimento ou manifestação de cio. após o parto.500 kg a 4. anos. Estas sobras deverão ser colocadas nas baias de gestação coletivas e/ou terminação. Durante o período de lactação a matriz não deve perder mais do que 13% a 15% de seu peso. As matrizes devem ser vacinadas 10 dias após o parto. consequentemente. visa através do aumento de consumo de ração pelas matrizes. só aumentando o consumo após adaptarem-se ao trato. é oferecido somente água. conforme o consumo da matriz. agulhas. alicates. toda sobra dever ser aproveitada). oferecer 2.500 kg a 3. Observar e anotar em fichas próprias todas as ocorrências que houver com as matrizes e suas leitegadas.000 kg de ração umedecida. Deve-se observar que no dia do parto. Combater sistematicamente as moscas e ratos através de medidas e produtos específicos. Na maternidade. tesouras. geralmente. oferecer 2. No quarto dia após o parto. No quinto dia após o parto.• • Observar e proceder corretamente a alimentação das matrizes após o parto. aumentando o intervalo entre partos e.000 kg de ração umedecida por dia e por matriz.500 kg a 6. A partir do sexto dia após o parto.500 kg a 5.

visando facilitar o manejo dos leitões. As paredes deverão estar caiadas com água de cal e creolina. são construídos próximos ou anexos à maternidade. onde o piso em forma de gradil (ferro redondo) fica aproximadamente à 60 cm do piso da instalação. secos e desinfetados. quando estes atingem em torno de 25 kg de peso vivo por leitão. vai da desmama até 65 a 70 dias de idade dos leitões. etc.). ou. É importante observar que é nesta fase que o leitão tem a melhor conversão alimentar. mas normalmente as mais utilizadas são aquelas feitas para receber uma leitegada (10 a 12 leitões). Na creche a área necessária para cada leitão varia de 20 a 30 cm por leitão. normalmente. All-out" visando melhor controle sanitário e uniformização da leitegada. ou. no máximo duas. De uma maneira geral a melhor creche é aquela em que os leitões não tem contato com as fezes. no máximo de duas matrizes. que o piso permita um bom escoamento dos dejetos dos leitões. O período de utilização desta instalação. que não seja fria.MANEJO NA CRECHE Os prédios ou setores destinados a receber os leitões. mas a mais funcional e usada pelas granjas tecnificadas são as creches metálicas. É importante que os lotes de leitões estejam sempre uniformes. Geralmente. tipo gaiolas. após a desmama. que exige atenção e cuidados com o manejo. creche com 2/3 de piso compacto e 1/3 ripado. são chamados de ‘unidades de crescimento inicial" ou creches conforme comumente é denominado. os prédios destinados à creche. mas não frio. O bebedouro deve ficar a uma altura mínima de 20 a 25 cm do piso da gaiola de creche. • Observar e manter os bebedouros (tipo chupeta) em funcionamento. Antes dos leitões serem transferidos deverão estar limpos. que não tenha umidade excessiva (máximo de 70%). Recomenda-se que utilize um bebedouro chupeta para cada . providos de suporte para regulagem de altura. • • Procurar colocar na gaiola de creche a leitegada de uma. possuindo comedouro metálico e bebedouro tipo "chupeta". que o ambiente seja ventilado. porém é uma fase crítica. afim de evitar brigas e competição entre os animais. sanidade e nutrição dos leitões. A baia de creche pode ser construída de diversas maneiras (creches com piso ripado de concreto ou metal. O tamanho das gaiolas de creche são variáveis. ALGUMAS AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS PARA O MANEJO NA CRECHE Procurar utilizar o sistema "All-in. Deve-se observar para que os bebedouros fiquem sempre de 2 a 3 cm acima da linha de dorso dos animais.

Outros tipos de bebedouro podem ser utilizados. É importante que o ambiente seja arejado. também chamadas. Procurar manter o ambiente da creche tranqüilo e com luminosidade diminuída. Geralmente o consumo de água previsto nesta fase é de 3 litros por dia. A temperatura na creche deve ser mantida ao redor de 18 a 22 graus centígrados. MANEJO NA RECRIA E TERMINAÇÃO As fases de recria e terminação. (ração seca). os leitões foram transferidos de imediato. Ao mudar a ração de uma fase para outra. É importante observar que este tipo de alimentação é recomendável para as granjas que desmamam seus leitões aos 21 dias de idade. deve-se proceder a mudança de maneira gradativa. ou. que a mesma venha causar algum distúrbio intestinal. Vacinar os leitões contra a peste suína clássica aos 65 dias de idade. Colocar. as quais já deverão estar limpas e desinfetadas para receber os leitões. pois os leitões não devem passar muita fome. Procurar evitar. Vacinar os leitões contra a Parvovirose e Leptospirose 3 semanas após a desmama. O comedouro deve ser sempre observado. É importante que mantenha os lotes de leitões já formados. no máximo o desperdício de ração pelos leitões. observar e manter a fonte de aquecimento para os leitões. visando que os animais não venham rejeitar a ração. Fornecer ração a vontade. a ração "pré-inicial" à vontade. até aos 42 dias de idade. a ração deve ser oferecida seca aos animais. quando os mesmos forem transferidos da creche para a recria. respectivamente de crescimento e acabamento. para as gaiolas de creche. porém o tipo "chupeta" é o mais funcional. relativamente simples e com menor número de equipamentos . Procurar fornecer aos leitões. Combater sistematicamente as moscas e ratos através de medidas e produtos específicos. à vontade. eles alcançam a melhor conversão alimentar. Vacinar os leitões contra a erisipela suína 3 semanas após a desmama. Após a desmama. (ração seca). já que nesta fase. • • • • • • • • • Aos 65 a 70 dias de idade transferir os leitões da creche para as baias de recria ou crescimento e terminação. utilizando a ração misturada por um a dois dias. O controle zootécnico e contábil são indispensáveis. cuja largura deve ser de 15 a 18 cm. Observar e anotar em fichas próprias todas as ocorrências que houver com a leitegada. Aos 60 a 63 dias de idade substituir a "ração inicial" pela "ração de recria". leitões na creche de 21 a 28 dias de idade necessitam de uma temperatura em torno de 20 a 22 graus centígrados e a partir de 28 dias de idade a temperatura ideal é em torno de 18 graus centígrados. sempre limpos evitando a formação de gases (amônia) para os leitões. Após os 42 dias de idade os leitões deverão receber "ração inicial". se por algum motivo. até aos 60 a 63 dias de idade. por animal.• • • • • • 10 leitões nesta fase. deve-se proceder o manejo da alimentação conforme mencionamos no ítem anterior (manejo na maternidade). Observar que a restrição alimentar para os leitões deve ser feita. deve estar sempre com ração disponível aos leitões e guardar uma proporção de 3 leitões por divisória do comedouro. mas na creche não deve haver correntes de ar. são realizadas em instalação. mas com bastante critério. Observar e manter os canais de dejetos e piso sob as gaiolas da creche.

visando minimizar os efeitos do calor e melhoria de manejo dos animais. aproximadamente. conforme observamos nas criações destinadas a venda de animais para reprodução.000 kg de peso vivo. quando a criação dos animais é direcionada para o abate.65 m2 por leitão. apresenta libido ou apetite sexual. necessitam de menores cuidados. visando melhor manejo dos animais e menores custos (a área necessária por leitão na fase de recria é menor do que a exigida na fase de terminação) quando da construção da granja. Já nas granjas maiores. principalmente os menores. que os leitões tenham um ambiente de conforto e sem "stress". Nessas instalações. as instalações recria e terminação são construídas separadamente. dependendo do tipo de piso utilizado. que protejam os leitões contra o calor. o período entre 70 a 120 dias de idade dos leitões. não realiza-se a separação por sexo. na construção da recria/terminação. onde os machos não sendo castrados. que é feito mediante um rebaixamento do piso de 6 a 12 cm. o sistema de lâmina d’água.00 m de largura. já aos 3 a 4 meses de idade. nesta fase. é em média 0. Outros tipos apresentam-se com pisos totalmente ripados e sob estes uma canaleta (sem água) com acentuado desnível. Nessas fases os animais já apresentam uma maior resistência aos microorganismos patogênicos. exigindo a separação por sexo para não prejudicar o manejo dos animais. com aproximadamente. na parte oposta ao corredor central de manejo. enfim. que o manejo dos dejetos seja facilitado. o importante é observar para que sejam arejadas. que o número de animais por baia seja compatível com a área disponível. principalmente nas regiões quentes e com maior disponibilidade de água. Mais recentemente. enfim. ou seja. vários tipos de construções tem sido testados: algumas apresentam piso de concreto totalmente compactos com ligeiro desnível em sentido de canaletas de dejetos. Para a construção da recria/terminação. ALGUMAS AÇÕES QUE DEVEM SER DESENVOLVIDAS PARA O MANEJO NA RECRIA . uma melhor digestibilidade dos alimentos e. obtendo-se por conseqüência um maior ganho de peso e melhor conversão alimentar. 1. geralmente. dos 25.000 kg a 60. permitindo a limpeza quando da descarga dos depósitos d’água. na parte final da baia. Todos esses tipos de construções tem proporcionado bons resultados quando o manejo das instalações e dos animais são bem executados. observa-se que vários suinocultores. FASES DE RECRIA OU CRESCIMENTO A fase de recria ou crescimento compreende. procedem o manejo dos animais sem mudança de baia durante a fase de recria e terminação. Para o melhor desenvolvimento dos leitões na fase recria/terminação. a área necessária para manejo. outras com piso parcialmente ou totalmente "ripado" sobre canaletas de dejetos que ficam imersas em água e periodicamente esgotadas.60 a 0. onde nesta parte rebaixada é colocada uma lâmina d’água que fica à disposição dos leitões. tem-se utilizado. ou seja. quando comparados com os leitões nas fases anteriores (creche e maternidade).destinados ao manejo dos leitões. Nesta fase. instalados estrategicamente para esta finalidade.

pá. ou seja. Essas deverão ser raspadas e limpas pela manhã e à tarde todos os dias. Procurar manter nas baias de recria. visando minimizar as diferenças de temperaturas entre os ambientes citados. vassoura ou "rodos". através da uniformidade dos leitões (lotes de leitões transferidos da creche). lotes com 10 a 20 animais. 10% abaixo e 10% acima. A lavação em excesso torna o piso da baia abrasivo. A ração deve ser oferecida seca e à vontade até os 120 dias de idade. É importante observar. inclusive a transferência dos leitões da creche para o galpão de recria em dias pré-determinados. recomenda-se o uso de cortinas para proteger principalmente os animais recém transferidos da creche. isto facilita muito as práticas de manejo. A ração representa. que a variação de peso dos animais de um lote seja maior que 20% do peso médio dos mesmos. Procurar manter uma temperatura média de 20 graus centígrados dentro da instalação. Procurar observar e manter sempre ração nos cochos ("ração de recria") à disposição dos leitões. Procurar dar o máximo de arejamento às salas de creche. ao máximo. com auxílio de enxada. que é mais fácil manejar e dar uniformidade a lotes menores de leitões. All-out" para obter um melhor controle sanitário e uniformidade dos leitões. • • • • • • Procurar evitar de lavar as baias de recria diariamente. em torno de 80%. promovendo grande desgaste nos cascos dos leitões. do custo de produção. providos de suporte para regulagem de altura. Procurar evitar. quando da transferência dos leitões para recria. Deve-se observar para que os bebedouros fiquem sempre 2 a 3 centímetros acima da linha de dorso dos animais. O ideal é que os lotes de leitões sejam formados de leitegada. pois a competitividade é menor. Observar e manter os bebedouros (chupetas) em funcionamento. Procurar utilizar o sistema "All-in. desinfetadas e caiadas para receber os leitões transferidos da creche. Procurar evitar. no máximo.• • • • • • • Os leitões deverão ser transferidos da creche para recria com 63 a 70 dias de idade. Proceder a mudança de ração de maneira gradativa. predispondo-os às diversas infecções. utilizando a ração nova misturada na anterior. Procurar realizar todas as operações de manejo. Devese utilizar 1 bebedouro para cada 10 animais. secas. Em locais de muito vento e frio intenso. As baias de recria deverão estar limpas. por um a . evitando desta forma briga entre os animais agrupados. Substituir a "ração de recria" pela "ração de terminação" a partir de 120 dias de idade e fornecê-la até à venda dos animais. qualquer desperdício de ração. A água deve ser fresca e de boa qualidade. "stress de adaptação" em excesso e parada ou perda de desenvolvimento dos animais transferidos da creche.

aumentam mais gordura na carcaça e. visando um melhor controle sanitário. como na recria. Os comedouros. ALGUMAS AÇÕES QUE DEVEM SER DESENVOLVIDAS PARA O MANEJO NA TERMINAÇÃO • • • • • • • • As baias de terminação deverão estar limpas. devem guardar uma proporção de três . como nas outras fases. Utilizar 1 bebedouro (chupeta) para cada 10 leitões (capados). All-out". geralmente. tornamse antieconômicos. o sistema "All-in. FASE DE TERMINAÇÃO OU ACABAMENTO A fase de terminação ou acabamento compreende. dependendo do tipo de piso utilizado. O controle zootécnico e contábil são indispensáveis. Observar e anotar em fichas próprias todas as ocorrências que houver com a leitegada. guardando uma proporção de três leitões por "boca" ou divisória. Proceder a mudança de ração de maneira gradativa. tem uma conversão alimentar pior. Procurar utilizar. Procurar evitar a permanência nas baias de recria de animais "refugos". A área necessária para o manejo dos animais nesta fase é de 0.000 kg de peso vivo. É importante observar que os animais após os 100. observar o mesmo manejo recomendado para a limpeza de recria. aproximadamente. Procurar manter nas baias de terminação os mesmos lotes de animais transferidos das baias de recria. por um período de dois dias. A largura dessas divisórias deve ser de 25 a 26 centímetros. o período entre 120 a 154 dias de idade dos leitões (capados) ou seja dos 60.00 m2 por animal. providos de suporte para regulagem de altura.000 kg a 100. Substituir a "ração de recria" pela "ração de terminação" a partir de 120 dias de idade e fornecê-la até à venda dos animais.• • • • dois dias.91 a 1. desinfetadas e caiadas para receber os animais transferidos das baias de recria ou crescimento. Combater sistematicamente as moscas e ratos através de medidas e produtos específicos. Os comedouros devem oferecer fácil acesso aos leitões. utilizando a "novas" ração misturada à ração anterior. secas. Observar e procurar manter uma temperatura média ideal de 18 a 20 graus centígrados dentro dos galpões de terminação. visando manter um bom controle sanitário do rebanho. Observar e manter bebedouros em funcionamento.000 kg de peso vivo. Colocá-los 2 a 3 centímetros acima do dorso dos animais. doentes ou com lesões graves. Procurar não lavar as baias de terminação diariamente.

Daí. escutá-las e cheirá-las. o piso não deve ser liso e nem áspero. ALGUMAS AÇÕES QUE DEVEM SER DESENVOLVIDAS PARA O MANEJO DOS VARRÕES • • Os varrões devem ser adquiridos com 6 a 7 meses de idade para que seja avaliado fisicamente e para que haja melhor adaptação do animal no novo ambiente. a importância da introdução de bons reprodutores no rebanho. É importante. individualmente. também denominados de varrões ou cachaços. possibilitando ao varrão. predispondo-o às infecções. devido o macho poder atender. através de cruzamentos. A largura dessas divisórias deve ser de 30 centímetros. devem ser apartados em uma baia própria e. colocar nas baias vizinhas. para condicionar o varrão à cobertura. Ao ser adquirido. doentes ou portadores de graves lesões. portanto. No piso o varrão tem dificuldades de manter-se de pé e o piso áspero provoca desgaste excessivo nos cascos do animal. a mesma deve estar limpa. vendidos e/ou sacrificados o mais breve possível. Para evitar os problemas. ou seja. poderemos beneficiar ou prejudicar o rebanho. visando um melhor controle sanitário. Os animais "refugos". O controle zootécnico e contábil são indispensáveis. • • • Combater sistematicamente as môscas e ratos através de medidas e produtos específicos. observá-las. é muito importante dentro da criação de suínos. produzindo. pois o reprodutor colabora com 50% do material genético de cada leitão nascido. CUIDADOS COM OS VARRÕES O manejo de reprodutores. já deve estar com sua baia preparada para recebê-lo. seca. bem arejada e com espaço suficiente para a movimentação do varrão (7 a 8 m2). Observar e anotar um fichas próprias todas as ocorrências que houver com a leitegada (capados). • • Procurar manter o varrão em baia com piso adequado. desinfetada. ou seja. pois dependendo do nível genético do reprodutor. que eventualmente podem acometer os cascos dos . A importância do macho torna-se. Deve-se evitar o aumento da pressão de infeção em todas as instalações trabalhadas na granja. maior do que a da fêmea dentro de um rebanho. o reprodutor ou varrão.animais por "boca" ou divisória. Isto estimulada a libido dos machos e ao mesmo tempo estimula o aparecimento de cio nas fêmeas. 20 vezes mais descendentes. em torno de 20 fêmeas. marrãs em idade de aparecimento de cio.

por dia. Vacinar contra a "peste suína clássica" anualmente. fazendo-os passarem por um pedilúvio contendo uma solução a 5% ou 10% de formol.• • • • • • • • • • • • • • • • • varrões. Procurar localizar as baias individuais dos varrões. providos de suporte para regulagem de altura. A monta.500 kg de "ração gestação". deve ser assistida e auxiliada pelo tratador ou responsável pelos animais. ao do varrão e que se encontre dentro do período ideal para aceitar a monta. na baia do varrão. Procurar alimentar os varrões. pois em ambientes desconhecidos o mesmo pode ficar agitado e não realizar uma monta satisfatoriamente. sempre. Para isto basta fazer ligeira compressão sobre a bolsa prepucial expulsando os referidos produtos. O varrão só deve ser utilizado para a cobertura a partir dos 8 meses de idade. pois esta prática possibilita estimular o aparecimento de cio nas porcas. Evitar que o varrão venha ficar magro ou com peso em excesso. Manter os bebedouros (chupeta) em funcionamento. por varrão. recomenda-se tratá-los de 10 em 10 dias. deve-se conduzir primeiramente a fêmea à baia de cobrição para depois conduzir o varrão. O excesso de calor prejudica a espermatogênese. antes que seja submetido a um tratamento específico. estimula os varrões à cobertura e permite um melhor controle do cio. O varrão deve ter sempre à sua disposição água fresca e de boa qualidade. fornecendo no máximo 2. é importante verificar a integridade física do pênis quando da realização da monta. de tamanho aproximadamente. Vacinar contra a "erisipela suína" de 6 em 6 meses. Varrer diariamente pela manhã e à tarde. A ração do varrão deve ser oferecida seca. Vacinar os varrões contra "rinite atrófica’ de 6 em 6 meses. Procurar não deixar o varrão cobrir porcas com corrimento ou com infecções no aparelho genital. não sendo possível. É importante que o varrão conheça o ambiente do local de cobrição. A matriz deve ser plurípara. a baia do varrão. sobre o piso. Procurar manter uma temperatura. Procurar. higienizar ou remover as secreções e restos de urina que ficam retidos na bolsa prepucial do varrão. Procurar realizar as coberturas sempre na baia do varrão. ou. próximas às baias da fêmeas. em torno de 18 a 20 graus.000 kg a 2. deve ser feito levando uma matriz à sua baia. facilitando o reconhecimento do mesmo. de comportamento calmo. Isto é importante para a boa performance reprodutiva. no canto da baia. permite um manejo mais fácil a cobrição. quando o mesmo já se adaptou ao novo ambiente e demonstre já estar condicionado (treinado) a realizar a monta ou cobertura. procurando mantê- . O condicionamento do varrão jovem à monta. antes da realização da monta. no cocho. Vacinar contra a "parvovirose e leptospirose" de 6 em 6 meses. Colocá-los 2 a 3 centímetros do dorso dos animais. o mesmo não deve ser colocado para cobrir outras fêmeas. Caso o varrão venha a cobrir alguma porca com "corrimento vaginal purulento". procurar realizá-las em baias próprias à cobrição e neste caso.

principalmente no início de sua vida reprodutiva. Procurar combater. os varrões jovens nas primeiras tentativas de cobertura. O tratador ou responsável pelos animais deve ter paciência e voltar à prática em outra hora ou outro dia. para isto o varrão deve ser retirado calmamente. 35 a 40 coberturas por mês. Procurar evitar que o varrão "salte" pela frente ou pelos lados da matriz dificultando monta. preferencialmente. deve-se . não só em referência a qualidade genética dos animais. Deve-se observar. como também em referência ao padrão sanitário dos mesmos. que a matriz torne-se agitada. Somente adquirir varrões de fontes idôneas. segundo dados de pesquisa. ou. ou. Procurar evitar. se for necessário. A relação varrão/matriz deve ser mantida. que nas granjas em que a desmama é realizada em grupo. A escolha da fonte fornecedora dos varrões determinará o nível de produtividade do rebanho. 20 coberturas por mês. • O número de coberturas por varrão. a sarna e vermes com medidas e produtos específicos.• • • • • • • • • • la limpa e seca. manualmente. sem proporcionar ao mesmo igual período de descanso. Procurar manter as instalações livres de môscas e ratos através de medidas e produtos específicos. quando da cobertura. Procurar auxiliar. que se dedicam ao melhoramento genético dos animais. sem assustá-lo. sobre a qual possa depositar confiança. Procurar sempre adquirir os varrões de uma mesma fornecedora de animais para reprodução. 12 coberturas por semana. mesmo que as primeiras tentativas de cobertura não tenham sido efetivadas. da seguinte maneira. ou. varrões de 8 a 15 meses de idade podem cobrir 10 a 12 matrizes por mês e varrões acima de 15 meses de idade podem cobrir em torno de 35 a 40 matrizes por mês. sempre que detectar. • • procurar não utilizar o varrão durante 4 a 5 dias seguidos. é o seguinte: Varrões até 15 meses de idade poderão realizar 1 cobertura por dia. frustando as tentativas de coberturas feitas pelo varrão jovem. Procurar manter um ambiente de tranqüilidade quando da cobertura. Varrões com mais de 15 meses de idade poderão realizar 2 coberturas por dia. Procurar não deixar a matriz por muito tempo na baia do varrão quando da cobertura. ou. Procurar não utilizar exageradamente o reprodutor jovem. segundo alguns pesquisadores. deslocando-se bruscamente. Realizar a monta. 8 coberturas por semana. nas horas mais frescas do dia.

apto para a cobertura. sobre o desenvolvimento ou ocorrências acontecidas com o animal ou grupo de animais. É importante proceder a verificação e acompanhamento dos indicadores de produtividade periodicamente. sobrecarregando o trabalho do varrão. conseguiremos manter um manejo racional e economicamente viável. a mão-de-obra é muito importante no manejo das matrizes e reprodutores. mediante anotações feitas em fichas próprias. • • • • Procurar anotar em fichas próprias todas as ocorrências que houver com o varrão. para isto. desde o nascimento até a venda ou morte dos mesmos.ter um varrão. Quando o peso do varrão atinge incompatível com o peso das fêmeas. tornando-o incapaz. mas sempre devemos lidar com segurança. devido a possibilidade de algum acidente com o varrão. INDICADORES DE PRODUTIVIDADE Chamamos de "Indicadores de Produtividade" os índices zootécnicos demonstrados ou calculados. de reconhecer situações individuais e adaptar o manejo às condições peculiares a seu rebanho. Sempre que for viável deve-se ter na grania um varrão jovem e experiente para as marrãs e um varrão mais velho para as matrizes pluríparas. Na prática. entretanto nas criações com mais de 30 matrizes. deve-se considerar mais de 1 varrão para o plantel devido a possibilidade de retorno ao cio de algumas matrizes. Procurar substituir os varrões aos 2 a 3 anos de idade. de uma tábua de mais ou menos 0. e também para minimizar os riscos de perda de cios (1 cio perdido eqüivale ao custo de 100 kg de ração aproximadamente). seja capaz quando do diagnóstico de cio nas fêmeas e orientações das montas. recomenda-se a relação de 1 varrão para cada 20 matrizes. deve fazê-lo com calma e segurança. Procurar com que o tratador ou responsável pelos animais. a utilização de "tronco de monta" para não descadeirar as fêmeas a serem cobertas. de realizar a monta no momento preciso. Geralmente os varrões e matrizes são dóceis. para cada três fêmeas desmamadas.60 cm2 para melhor direcionar o varrão e proporcionar proteção ao condutor do animal. pois somente através destes. Sempre que for conduzir ou transferir o varrão de sua baia para outra. geralmente. • Média de Nascidos . utilizando. recomenda-se quando da cobertura. observando o peso atingido e a capacidade reprodutiva dos mesmos. O controle zootécnico e contábil são indispensáveis. através dos dados obtidos pelo acompanhamento da performance do rebanho.

• Partos por Porcas por Ano É o número de partos do ano. . • Porcentagem de matrizes refugadas É o numero de matrizes refugadas. dividido pelo número de leitões nascidos. menos os leitões desmamados. dividido pelo número de leitões desmamados. • Porcentagem de Mortalidade. • Porcentagem de Mortes de Leitões Mamando É o número de mortes de leitões mamando. até a Desmama na Maternidade É o número de leitões nascidos vivos. Deste restante divide-se pelos leitões nascidos vivos das porcas desmamadas. dividido pelo número médio de matrizes do ano. dividido pelo número de leitões nascidos. dividido pelo número de matrizes do rebanho. dividido pelo número de porcas desmamadas. • Porcentagem de Natimortos É o número de leitões natimortos. • Média de Leitões Desmamados É o número de leitões desmamados. das porcas desmamadas. • Média de Nascidos vivos É o número de leitões nascidos vivos. • Porcentagem de Mortalidade na creche É o número de mortes na creche. dividido pelo número de leitões nascidos vivos. dividido pelo úmero de partos. dividido pelo número de partos. dividido pelo número médio de matrizes do ano.É o número de leitões nascidos. • Porcentagem de Mumificados É o número de leitões mumificados. • Desmamados por Porca por Ano É o número de leitões desmamados no ano.

mais o número de repetição de cio. dividido pelo número de gaiolas existentes na maternidade. menos a soma da data do último parto. que fica entre a última e penúltima costela. sendo o número de repetições de cio. isto dividido pelo número de porcas no mês. • Dias até a cobertura Efetiva É a soma da data da cobertura do mês. • Medida de Gordura Corporal É feita no ponto chamado de P2. ÍNDICES ZOOTÉCNICOS CONSIDERADOS BONS NA SUINOCULTURA TECNIFICADA ATUAL 210 a 240 324 a 354 5 a 10 150 82 a 85 3 3 33. isto dividido pelo número de porcas cobertas no mês. O nível sempre deve estar acima de 10 mm.5 cm da coluna vertebral.3 2. dividido por este total. a uma distância de 6. A medida é feita com auxílio de um medidor "ultra-sônico" de gordura.3 33.35 a Idade de Reprodução (dias)-------------------------------------------Idade à primeira cria (dias)--------------------------------------------Intervalo entre desmama e cobrição fértil (dias)------------------------Intervalo entre partos (dias)--------------------------------------------Taxa de concepção ou fertilidade (%)---------------------------------Vida útil das matrizes (anos)-------------------------------------------Vida útil do varrão (anos)----------------------------------------------Reforma anual de matrizes (%)----------------------------------------Reforma anual de varrões (%)-----------------------------------------No de parto por porca por ano----------------------------------------- . Este nível refere-se às linhagens "tipo" carne. menos a soma da data da desmama do mês. pois abaixo disto aparecem problemas de reprodução. • Dias até a Desmama É a soma da data da desmama no mês.• Porcentagem de Repetição de Cio É o número de primeiras cobrições. • Desmamados por Gaiola por Ano É o número de leitões desmamados no ano.

6 a 0.80 a 3.40 6 a 6.5 12 a 13 25 a 30 43 a 48 60 a 65 95 a 100 1/20 2.35 a 1.8 22.8 22.5 a 1 3a4 12 a 15 5a6 1 0.00 2.45 9.46 a .26 a 10.6 a 9.0 a 23.0 112 a 114 21 160 a 180 6a8 1a3 0.43 10.5 a 23.8 a 11 10.8 15 25 33.No de leitões nascidos por parto---------------------------------------No de leitões nascidos vivos por parto---------------------------------No de leitões desmamados por parto----------------------------------No de leitões desmamados por porca por ano-------------------------No de cevados por porca por ano-------------------------------------No de leitões desmamados por gaiola por ano-------------------------Dias até a desmama---------------------------------------------------Taxa anual de desfrute (%)--------------------------------------------Taxa de mortalidade na maternidade (%)------------------------------Taxa de mortalidade na creche (%)------------------------------------Taxa de mortalidade na recria/terminação (%)-------------------------Taxa de mortalidade de matrizes (%)----------------------------------Porcentagem de repetição de cio (%)----------------------------------Porcentagem de natimortos (%)---------------------------------------Porcentagem de mumificados (%)-------------------------------------Porcentagem de abortos (%)------------------------------------------Porcentagem de matrizes para reposição (1o ano)---------------------Porcentagem de matrizes para reposição (2o ano)---------------------Porcentagem de matrizes para reposição (3o ano)---------------------Porcentagem de matrizes em relação ao rebanho (%)------------------Período de gestação (dias)--------------------------------------------Peso médio dos leitões ao nascimento (kg)----------------------------Peso médio aos 21 dias de idade (kg)---------------------------------Peso médio aos 42 dias (kg)-------------------------------------------Peso médio aos 65 a 70 dias (kg)-------------------------------------Peso médio aos 91 dias (kg)-------------------------------------------Peso médio aos 120 dias (kg)-----------------------------------------Peso médio aos 150 dias (kg)-----------------------------------------Relação varrão/matriz (No)--------------------------------------------Conversão alimentar de rebanho (kg)----------------------------------Conversão alimentar de cevado (kg)------------------------------------ 2.3 10 a 12 114 a 115 1.

60 240 120 a 140 210 110 18 a 20 10 99 a 100 2.gramas-------------------------------Número médio de funcionários por matrizes---------------------------- a 2.70 36 a 38 600 a 650 1/30 .Idade do varrão à 1 cobertura (dias)----------------------------------Peso do varrão à 1a cobertura (kg)-------------------------------------Idade da marrã à 1a cobertura no 2o cio (dias)------------------------Peso da marrã à 1a cobertura no 2o cio (kg)---------------------------Espessura do toucinho no ponto P2 (1a lactação) em mm--------------Nível crítico de gordura corporal no ponto P2 em mm------------------Comprimento de carcaça (mínimo) .cm-------------------------------Espessura de toucinho (máximo) cm-----------------------------------Área olho de lombo (cm2)---------------------------------------------Ganho diário de peso (mínimo) .50 a 2.

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