PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões. propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .

Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT). carga ou head 107 Cavitação. NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H.

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

de simples efeito.FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades. excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão. acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote .

3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa. de duplo efeito.FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex. de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante. 2. acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

RJ e RS. e outras funções de processo. Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. no diagnóstico de causas e soluções de problemas. Assim. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 . indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. SE. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. MG. A variação da complexidade do trabalho realizado. portanto. o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. É preciso. CE. a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. Com isso. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. PR. o aumento ou a redução de velocidades. a geração de energia. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos.Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado. SP. BA.

não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras. favorecidas por geografia peculiar. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e.Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas. Para que elas estejam disponíveis. válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. bombas dosadoras são fundamentais. por exemplo. Enfim. Pela própria natureza da tarefa. Até há bem pouco tempo. Hoje. Mas. praticamente. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. usam-se intensa e extensivamente as bombas. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias. No preparo de gasolinas. existem os mecânicos de manutenção. Além das distâncias. o controle de vazão é fundamental e. Sem elas. a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . Algumas instalações. quem o faz já é a própria bomba. para todos esses e outros serviços. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. corrigindo seus defeitos ou falhas. máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. certamente. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. usam-se oleodutos. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação. dessa forma. condensadores. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência.

A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança. segurança. Pense nisso! Você. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá.. deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas. é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho. quando executa seu trabalho. mas o seu serviço está. preservação do meio ambiente e custo adequados. Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo.. como parte de uma equipe. mecânico. 18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Assim. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados.Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade. Você.

01mm) e o mícron ( m). dizemos: 1 mícron. Em mecânica. etc. nos itens a seguir. portanto. as principais unidades usadas são: pés (ft). usamos muito o milímetro (mm). Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento. quando tratarmos de conversão de unidades. No sistema inglês. 3 mícrons. 2 mícrons. o centésimo de milímetro (0.Unidades e suas conversões. assim como os gases e os sólidos. propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos. que é a milésima parte do metro. incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote . Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras. que é a milionésima parte do milímetro. O plural de mícron é mícrones e mícrons. Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas. e (mils) milésimos de polegadas. polegada (in).

7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .3048 0.4 ft 3.000 1 0.28 x 10 -7 1 0.00328 3. as quais são pouco usadas em mecânica.000 1.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês. De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.28 x 10 -6 3.001 0.000 1 0.3048m Logo 2ft = 2 x 0.28 0.4 0.54 x 5 = 12.01mm 100.80 25.370 39.3937 0.03937 12.0254 2.800 25. achamos 0.3048.37 0.000 10 1 304.37 0.1 30.54 x 10 -5 mm 1.0000394 12 1 0.03937 0.000 100 1 0.000 1.6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0.54 centésimos de mm 5mils = 2. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.001 mils 39.400 25.3048 = 0. temos a jarda (yd) e a milha (mi).01 0.609km = 1.33x 10 -5 in 39.001 304.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m).0003937 0.000.0254 0.480 2.00001 1 x 10-6 0. Portanto: 1ft = 0.540 2.9144m 1mi = 1760yd = 1.0833 8.54 m 1.

dia (d) e ano.157 x 10-5 2.000 35.274 0.171 x 10 -8 1. seu submúltiplo.18 1016 g 1.536.274 16 1 32.001 1 x 10 -6 lbm 2.0005 – 1 1.4536 0.907 1.0283 907.Para converter mils para centésimos de milímetro. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0. a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton).000454 – 0.74 x 10 -3 1 24 1440 86.840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0.000 2. a tonelada.102 0.0022 2.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote . são as unidades de massa mais usadas em mecânica. o grama (g) (atenção.01667 1 60 1 segundo = 3.2 0. Massa m O quilograma (kg).9842 4.03527 35.204.142 x 10 -4 0. minuto (min).016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s).46 x 10 -4 – 0.35 – – Ton métrica 0.12 0.778 x 10-4 0.001 1.54. e o múltiplo.000 0.000 1 1 x 10 6 454 28.001102 – 1. hora (h). a palavra é do gênero masculino). a onça avdp (oz).600 Segundo 31.04167 1 60 3.892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0.0625 2000 2240 Oz (avdp) 35. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm).944 x 10-4 0.6 1 0.400 1.600 1.903 x 10 -6 6. A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525. basta multiplicar por 2.000984 – 0.

na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1. Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R). temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC. PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas .Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico. FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão.033kgf/cm2). Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês. K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo.

00155 144 1 = = = = = 0. É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).4516 mm2 1.Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura.000 100 1 92903 645.000.001076 0.000 1 0.764 0.0001 1x 10-6 0.0000108 1 0.00694 in2 1550 0.0929 0. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10.01 929. FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4.155 0. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ).16 ft2 10.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .03 6.

5 = 47. FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .0929m2 10ft2 = 10 x 0.14 .1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo. É sempre um produto de três dimensões. 32 .r 2 .PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4. temos que 1ft2 = 0.0929 = 0.h 3 = 3.

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo. É a denominada “aceleração centrífuga”. o que é equivalente a 2. o valor de “g” é menor. conforme será visto no item sobre força. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”. a 2.PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9.5 2 s 3. a seguir. Nos locais mais altos.5m/s2. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos. esta aceleração é de 9.000m/s 2.000m/h 9.81m/s2. um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração. decorrente da atração da Terra sobre os corpos.5m/s para cada segundo ou. expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5m/s m = = = 2. Ao girar. No nível do mar. ainda.

Uma bomba centrífuga. estamos medindo uma força.4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31. Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho. Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9. teremos: Peso = mxg 9. a qual. PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0. é o produto de uma massa pela aceleração. estamos exercendo uma força.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro.10m = 98. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação.42 (rd/s)2 x 0. está exercendo sobre ele uma força. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton). Quando subimos em uma balança para pesar. ou seja. que através de seu impelidor impulsiona o líquido. é a aceleração da gravidade. Neste caso. ela recebe o nome de força centrífuga.81. 300 = 31. como qualquer força. neste caso. o peso é uma força. O peso.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote .10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 .

ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número.Como. a aceleração da gravidade é de g = 9. que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m . ao dobrar a rotação. Se dobrar o raio. a aceleração é a centrífuga. a força fica multiplicada por 2. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso. este valor simplificaria o denominador. Portanto. Num local mais alto.81 = m x 9. o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. o que é uma simplificação. Como vimos. ( ) N 30 2 . a força centrífuga fica multiplicada por 4. A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração. só que. é o produto da massa pela aceleração.r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro.81m/s2. visto que massa e peso são distintos. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. a massa permaneceria com o mesmo valor. Dizemos. ac = m . neste caso. Portanto. ao nível do mar. peso é uma força.81 9. Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar. por exemplo. mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor. Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9.

PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote . devido ao fato de a massa ser articulada. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1. Para realizar esse trabalho.200kg. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga.No caso da peça mostrada na Figura 8.225 2.000102 1.454 Ton força 0.200 x 98.45x 105 lbf 2.102 1. ao aumentarmos a rotação.00454 N 9.204 0. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.72N = 19.6 = 19.72 x 0. visto anteriormente.806 9806 1 0.665.665 980. se girasse a 300rpm e com um raio de 0.02x10-6 0.000 100.01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância.10m ➜ ac = 98.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0.000 0. foi gasta uma energia.72N Da Tabela 8: 1 N = 0.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2.2 2.00001 4.001 1 0. Energia e trabalho são equivalentes.02x10 -9 0. de aceleração.10m? No problema 14. calculamos que para N = 300rpm e r = 0.000 1 4. Fc = m x ac = 0. a força será expressa em N. aumentamos também o raio de giro.102kgf ➜ Fc = 19.45 dina 980.102 = 2.

8 1 3.102 3.34 0. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância.738 2.67 x 105 108 0.93 x10 -4 1. percorrendo a distância d. Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação. temos de exercer um torque na porca.m = 1 0. FIGURA 10 Como podemos notar.m = 1kW.h 1BTU 1cal 1lbf.77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia. Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.h 2. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf .m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf.36 KW.48 x10-4 3.001285 cal 2.00397 0.16 x10 -6 3. podem ser expressos pelas mesmas unidades.09 1 1J = 1N.m 1kgf.6 x 106 1055. é energia mesmo.427 0.ft 7.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2.239 8. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h). ou seja.655x10 6 778 3.00929 9. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .187 1.138 J = N. A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh.m 9.23 0.m T → N .6 x 10 5 252 1 0.06 4. d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave.ft = = = = 2.412 1 0.72 x10 -6 BTU 0.324 lbf.77 x10 -7 1 2.

ft = 0.0833 7. ft 7.ft = 1lbf. m 9. Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo. é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou.50m.102 0.13 x 106 1 1lbf.138kgf . m = F x 0.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .138 0.cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0.8 1 1.m F→N e d→m Tq → N.356 0. m ➜ 13.738 1 0.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft. teríamos de fazer uma força de 27.8kgf .8 = 27.113 1 x 10 -7 1lbf.233 0.m F → lbf e d → ft Tq → lbf. em CV.36 x 10 7 1. in 86. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 . ft = 100 x 0.6kgf 0.m = 1N. Da tabela acima.8 x 10 7 1 x 10 7 1 .in = 1dina. cm 9.0115 1.38 x 10 -8 1lbf.ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf.85 x 10 -7 1 dina .85 12 1 8. com uma chave de 0.m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas. ainda.m = 1 0.8 8.138 = 13. Pot = T t T → J = N. temos: 1 lbf .Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf.ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf.50m F= 13.50 Portanto.8kgf .m.02 x 10 -8 1N.m 1kgf.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf.

341 1 0. H 274 .00134 1. temos: 1kW = 1.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1. é a massa de cada unidade de volume. cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13. o mercúrio.341hp ➜ 100kW = 100 x 1.36 1.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = . usado em manômetros e termômetros. 70% → usar 0. 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .7457 0.00136 1. = massa volume Na temperatura ambiente. ou seja.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência. possui uma massa específica de 13.5 KW 0. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex. ou seja.6g. Q.6g/cm3.001 1 0.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume.000 745.341hp = 134.7 735.986 cv 0.7355 hp 0.

Logo. sua massa específica é 0.998g/cm3. se aquecermos um produto. mas sua massa permanece constante. é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. é mais usual o emprego do peso específico. seu volume aumenta com a temperatura. logo. Quanto maior a temperatura de um material. sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material. No caso de bombas.PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. mantendo o numerador (massa) constante. menor a sua massa específica. o que levaria à redução da massa específica. do que da massa específica. cuja definição veremos em seguida. Por esse motivo. A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume). É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente.998g. A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote .

0624 1 1728 lb / in3” 0.016 27.001 0. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente.02 27680 lb /ft3 62.0361 3. basta pesá-lo.000 1 16. = peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material.43 0. sabendo que um reservatório completamente cheio. apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente). 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1. com cada lado medindo internamente 5cm.61 x 10 -5 0. medir seu volume e fazer a divisão. o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3. PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água. em forma de cubo.0005787 1 1 0.68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume.

5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote . acima.016 27.5 0. Na temperatura de 20oC. uma vez que o volume é modificado.8 8.86 a 0.94 Analisando a Tabela 13.865gf. como kgf/ m3 ou lbf/in3.68 a 0.0624 1 1728 lbf/in3 0. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.787x 10 -4 1 1 0.001 0.500 x 0. temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7.02 27680 lbf/ft3 62.78 a 0.94 0. 1cm3 de água a 80oC pesa 0.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0.8 11.89 0.001gf/cm3 ➜ 2.500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão.000 1 16.865gf/cm3.94 13.82 0.O peso específico varia com a temperatura.82 a 088 0.500kgf/m3 = 2.02 2.971gf.70 a 0. temos que: 1kgf/m3 = 0. vemos que o aço-carbono pesa 7.971gf/cm3 e a 200oC é de 0. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2. o peso do cm3 de água cai para 0.0361 3. Por exemplo.85 a 0.61 x 10 -5 5.2 8. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição. A 200oC.001gf/cm3 = 2.43 0.78 0. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0.8 vezes mais do que o mesmo volume de água. Como peso específico é uma relação entre peso e volume.

ambos com o mesmo diâmetro de corpo. que é de aproximadamente 1g/cm3. Daí. por definição. em torno de 0. é a força dividida pela área em que esta atua. Se batermos com a mesma força no sacapino. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. Na temperatura ambiente.5. A densidade da água na temperatura ambiente. por exemplo. é igual a 1. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3. Nessa temperatura.998g). o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido. Ao bater com o martelo. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . expressa por um número sem dimensão. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta). Na temperatura ambiente. o padrão de comparação adotado é o ar. Outras fontes adotam outras temperaturas. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo. o prego penetra na madeira. Para gases.74 e a do GLP. g/cm3. como não poderia deixar de ser. vamos dividir a massa específica desse material pela da água. 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. ficando a densidade como adimensional. ou seja. Pressão Pressão. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3. possivelmente ele só fará uma mossa na madeira. No cálculo da densidade. elas se cancelam. a densidade da gasolina fica em torno de 0.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água.

Por esse motivo. o prego penetrou.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo.000kgf/cm2 A 0.01cm2 e a do saca-pino.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 . ao bater no prego. exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0. de 0.01 Saca-pino → P = F A = 10 0. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico.2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino.2cm2. FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2. enquanto o saca-pino só deformou a madeira. As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1.

81kgf. conseguiremos levantar um carro com 2. cil. 1 = D2 4 = 3.000kgf = 4.14cm 2 = 12.6 = = = 156.08kgf/cm2 490.PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2.81kgf Com o auxílio da pressão.2 h2 A2 3.14cm2 Área cil.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4.14 x 252 = = 490.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2.08kgf/cm2 no óleo.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . cil. O pistão menor terá de deslocar-se de 156. 2 = D2 3. menor = 2cm Dia. V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490. Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório. Dados: Peso = 2.2cm para cada centímetro do pistão maior. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4. maior = 25cm Pense e Anote Área cil. com uma força de apenas 12.000kgf Dia.000kgf.14 x 22 4 = 3.08 x 3.

decorrente da coluna de ar.95kgf/cm2. a coluna de ar fica reduzida. permite que. FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1. por isso. Este valor é denominado pressão atmosférica. a pressão exercida por esta coluna será de 1. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. a 3.033kgf/cm2.000m de altura.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. O ar que envolve nosso planeta tem um peso. ao medir uma pressão. Por exemplo. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote . uma pressão atmosférica em torno de 0.710kgf. a pressão atmosférica nessa altitude será de 0. Logo. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local. então. possuindo. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto. a coluna de ar pesa 0.033kgf. Essa pressão. o que reduz a pressão atmosférica local. Quando subimos numa montanha.71kg/cm2.

4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .5 – 1.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16. A pressão negativa é chamada também de vácuo. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1. é negativa. FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1.6 – 1. seria equivalente a dizer que é de . Se a pressão P1 fosse de 2.033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0.0 = 1.0.0 ➜ P1man = 2. fosse de 0. P2. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio).0 = – 0. abaixo da atmosfera. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2.5kgf/cm2 absoluta. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local.5 = P1man + 1.6 = P2man + 1.0kgf/cm2.4kg/cm2 P atm 1.5kg/cm2 Se a pressão P2. P1abs = P1man + Patm ➜ 2.5kgf/cm2.5kg/cm2 P man = – 0.5kg/cm2 1atm Pressão atm.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa. ou seja. a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local.6kgf/cm2 absoluta.4kgf/cm2.4kgf/cm2 manométrica. quando abaixo. Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo. representamos uma pressão acima da atmosférica. P1. ela é considerada positiva e. e uma outra pressão abaixo da atmosférica. Quando a pressão está acima da pressão atmosférica. P2abs = P2man + Patm ➜ 0. a medida em valor manométrico seria de 1. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0.0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0.

7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. Para transformar a pressão de psig para psia. são usados psig e psia.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote .0kgf/cm2 M 12. ou seja. Para diferenciar. Usa-se M ou m para pressão manométrica. e a é de absolute. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida.9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. é comum adicionar uma letra após a unidade.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta.26kgf/cm2 a Pressão relativa 8. no nível do mar. e psia é a pressão absoluta. que é igual a 14. basta somar a pressão atmosférica. libra por polegada quadrada. que significa pound per square inch. Portanto. e A ou a para pressão absoluta.2kgf/cm2 A 4. que significa manômetro. O g vem da palavra gauge. psig quer dizer pressão manométrica. Exemplo: Pressão absoluta 3. a pressão é usualmente medida em psi.

Não importa também se a área é pequena ou grande. temos: Força Área Peso Área A . colocamos diversos formatos de vasos. a seguir.H. tanto faz ser um círculo. na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador.O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais. Portanto.H . entre peso) e área. a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido. Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que. a “forma” da área não interfere na pressão. as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . com diferentes áreas de base. a área foi cancelada. um quadrado ou qualquer outro formato. Na Figura 18. Como a pressão é a relação entre força (neste caso.

74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0. acharemos 2.H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2.5kgf/cm2. Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água. PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0.Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m. temos que: = 0.48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13.6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1.033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 .74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3. Usando a fórmula preparada para as unidades usuais. temos: P= .74 x 20 = = 1.

000133 9. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.807 0. É comum usar metros.6 750. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio.0136 1 1. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U.87x0 -6 9.0102 10.00136 0.06895 1.1 1.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1.2 1.22 14.33 atm 0.81x10 -3 1x10-6 0.102 102 10.02x10-4 0. Para passar para kgf/cm2.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U.133 9.501 7501 760 m H20 10 10.7 mmHg 735.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades.760m = 760mm Hg 13. A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água.9678 0.87x10 -3 9.09807 0.45x10 -4 0.56 7.1 6.145 145 14.001 1 1000 101.033 = 0. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados.2 0.9869 0.02 0.07 100 6. indica a pressão de descarga de um ventilador.72 1 73.869 1 kPa 98.1013 = = = = = = = = = 1 1.013 psi 14.89x10 -3 0.7031 0.895 0.32x10 -3 0.1 51.06805 1.02x10-5 0.422 1. TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0.09678 9.001 1 0.5 1 0.01934 1. mostrada anteriormente. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas .01 10 1.09807 1x10-5 0.50x10-3 7. basta usar a Tabela 15 de conversão.07031 0. contendo água. conforme mostra a Figura 20.9807 1 0.33x10 -3 0.3 MPa 0.

é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0. a pressão é manométrica: 100psig = 7. basta multiplicar por 10. numa fase de transição.Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0.07031 = 7.033kgf/cm2 = 10.92in Hg Como podemos ver. o uso do bar.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –.1kgf /cm2 = 0.1kgf/cm2 50cm H2O = 0.3kPa = 14.50m H2O = 50 x 0. os valores usuais de pressão seriam altos.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1.000. admitindo. Para passar de MPa para bar. Portanto. definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa). PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada.33m de água.33m = 760mm Hg = 1. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote . A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar.1013MPa = 101.000Pa). são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1.7 psi = 29. Por isso. seguindo recomendação da ISO. organização internacional de padronização.013bar = = 0. Como o Pascal é uma unidade muito pequena. basta dividir o valor por 100.

mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2. ficando no mesmo nível do reservatório. igual à pressão atmosférica local de 1. A pressão no tubo P3 começará a cair. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e. A água entrará no tubo.033kg/cm 2A H máx. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1. fazendo seu nível subir.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. no caso. vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera. Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele. = ? 1 2 Inicialmente. e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica. Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3.

33m ocorreriam ao nível do mar. onde a pressão atmosférica é maior. Há perdas de carga por atritos. a coluna seria: P= xH 10 1. ficaremos limitados à profundidade teórica de 10. Se. conseguíssemos fazer um vácuo absoluto. a coluna máxima seria: P= xH 10 1.33 = 13. como a pressão atmosférica é menor.75 Como podemos notar. 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente).33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água.Se. para cada líquido.033kgf/cm2. o que é a mesma coisa. Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). Na prática. a pressão manométrica seria = –1. ou seja. retirar todo o ar do interior do tubo. em função do seu peso específico. Num local de maior altitude. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. Por isso.033 = 0.75gf/cm3). Notar também que os 10. Quanto menor o . a coluna seria menor. a pressão absoluta seria igual a zero.33m. choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito. no lugar de água. teremos uma coluna máxima. por hipótese.77m 0. o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente). Neste caso. tivéssemos gasolina (g gasolina = 0. ou.75 x H 10 H= 10.033 = 1xP 10 H = 10.

000 1488 Pa. FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ). TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1. é usado um submúltiplo 100 vezes menor.s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000672 0. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”). A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas.001 1 1.88 1cP (centipoise) = 1Pa. notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água.1 0.s 1 lbm/ft.01 10 14.s 0. Quanto maior a temperatura.0672 0. porém mais viscoso. 1cP = 0.672 1 1Poise = 1 0. menor a viscosidade. comparada com a da água. Quanto maior a viscosidade dinâmica. Isso é devido à maior viscosidade do óleo. maior a resistência ao deslocamento.s 0.Suponhamos dois vasilhames.01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura. e outro com água. um com óleo de massa específica igual à da água.488 lbm / ft. o centipoise (cP). Normalmente. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos.

35 26.02 4.70 14.60 17.31 1.7 200 300 400 500 1.000 5.5 41.44 15.0 91.1 81.40 10.0 100.000 2.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).2 20. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0.20 58.9 51.7 18.17 2.40 87.64cST a 100oC.48 5.30 7. = As unidades mais usadas são: stoke (St).35 8.2 54.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.100 2.88 2.3 13.45 2.000 4.45 23.00 1.30 29.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12.95 13.000 3.9cST a 40o e de 8.4 71.50 20.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .30 23.0 65.79 11. que possui uma viscosidade de 63.6 32.0 32.60 117.1 43.200 Graus Engler 1.56 4. centistoke (cSt).16 1.000 10.01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.92 7.73 3.000 cSt centistokes 1 2.5 28.0 87.1 15.58 1.70 14.6 61. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1.24 19.

À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura.9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0.A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Suponhamos um vaso com um líquido volátil.9 (cSt) = = = 1. usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0.000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida. como GLP ou gasolina. FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta. A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura. Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise. dizemos que o líquido se encontra saturado. Então.

Etileno 9. Isobutano 19. Clorobenzeno 13. Glicerina 18. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. Ácido fórmico 4. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote . Etano 7. 24. Amônia 5. o fluido estará na fase líquida. Ácido Acético 17. 26. Difenil 15. Anilina 6. 8. Dietil-éter 14. Gasolina 11. Querosene 21. 23. se a temperatura for inferior a T1.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. Para uma pressão de vapor PV1. Downtherm A 16. Se a temperatura for maior. por exemplo. estará na fase vapor. o fluido estará na fase líquida. Etileno glicol 10. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. 25. Álcool etílico 3. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. 4.6kg/cm2A. Benzeno 12. estará na fase vapor. Acetona 2. Álcool metílico 22. Se a pressão for inferior. Hexano 20.

a energia é recebida através do eixo de acionamento. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão. se colocarmos propano num vaso aberto. nesse caso. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica. cerca de 4barM. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23.76barA). A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. não se modificará. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento. Este é o princípio da panela de pressão. fazendo com que a pressão de vapor aumente. Para cozinhar com água a 150ºC. como o propano. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Nessa pressão. temos 20barA. e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. ou seja.033kgf/cm2A). Para cozinhar com 200oC. precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba. fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. ou seja.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. o propano corresponde à linha 23.55barA. a pressão atmosférica. sob a forma de pressão e de velocidade. Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. Alguns líquidos. Quando estamos bombeando. teremos de aumentar a temperatura da água. a temperatura da água será de 100oC. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. a água começará a vaporizar (ferver). é a pressão atmosférica (1. No caso de uma bomba. Nesse momento. a qual possui uma válvula de segurança. seria necessário 15. no caso. Ao nível do mar. ele irá vaporizar-se. Por isso.

desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2. a bomba estaria transformando em calor. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote . pelo esquema da Figura 26. metade da energia recebida. por atrito e por outras ineficiências. FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área. podemos afirmar que. a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível.50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0.

4cm2 → A2 A1 82. A água. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade.4 v 1 = v2 x =3x = 1. Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. A energia sob a forma de pressão é a que.32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura. Para uma mesma massa. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4. Energia de pressão. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . por exemplo.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186. maior a energia contida. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2. v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2.onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1.1 186. Energia de velocidade ou cinética. a velocidade média cairá para a metade. quanto maior a altura. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. Essa capacidade é chamada de energia potencial. Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82. localizadas num nível mais baixo. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. Dobrando a área de uma seção da tubulação. Se dobrarmos o diâmetro.

Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria. seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia.Pense e Anote A energia de velocidade. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento). FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima. a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. expressas em dimensões de coluna de líquido. apenas se transforma. também chamada de energia cinética. é a decorrente da velocidade de escoamento.

na prática. ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2. choques etc. FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. já que. também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. mas ganho de energia. No caso da bomba. não temos perda. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão.. voltaremos a este assunto. 60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos.A equação anterior é válida apenas teoricamente. Pela equação anterior.

2 298.77 3.1 294.6 239.6 34.3017.2 94.8 11.2 59.54 7.52 11.9 182.2 87.65 97.5 387.1 60.8 82.1 1.6 66.3 23.9 26.7 19.7 19.96 1.6 2593.8 186.5 247.47 2.8 15.7 58.1 431.8 303.4 330.2 6.3 12.4 288.5 333.793.0 26.2 23.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm.63 2.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .5 49.2 77.87 3.3 157.9 215. cm2 1.0 105.5 1.7 15.95 5.140.2 203.2 365.6 24.7 15.23 42.8 140.9 254.97 18.5 17.507.4 235.19 2.10 42.23 81.9 8.0 139.8 1.47 11.72 172.8 9.8 124.1 28.9 18.62 1.8 13.9 93.6 438.3 80.75 7.35 9.178.7 547.09 3.9 38.3 1.62 11.98 28.6 9.48 7.56 107.5 584.4 2742.7 22.1 74.10 0.68 2.79 1.44 11.3 20.9 482.34 131.6 409.41 79.4 47.32 3.91 5.7 21.630.5 1.52 10.1 73.1 481.9 50.54 8.49 40.443.829.71 11.2 52.6 722.8 111.12 123.1 26.1 1.28 15.52 12.6 477.91 0.9 73.52 12.82 2.44 7.7 2355.7 17.8 729.9 455.7 440.2 9.1 2677.9 856.11 10.7 17.56 13.82 21.6 173.4 102.9 154.4 9.94 2.2 21. Diâm.9 336.6 1.31 27.1 116.4 11.02 8.1 254.07 5.23 5. Nominal ext.91 5.9 310.37 1.74 79.3 186.5 321.25 21.7 174.877. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.23 4.7 81.7 42.87 3.4 121.1 1.29 107.1 7. (mm) 2.48 64.08 13.9 304.9 15.5 699.0 655.6 590.0 155.44 2.1 1038.51 1.9 463.4 168.3 97.29 33.7 Área int.464.65 16.7 254.88 3.1 154 146.7 15.6 242.0 363.2 574.91 6.2 317.2 136.73 4.64 3.0 9.52 12.3 131.45 95.7 1.3 1.06 22.8 428.2 42.4 9.1 12.6 11.4 889.27 12.1 15.0 Peso kgf/m 0.4 30.50 3.55 1.4 202.18 12.2 193.3 351. (mm) int.57 4.44 5.0 9.7 872.2 791.7 14.4 20.0 14.52 12.42 1.5 509.6 488.51 67.8 6.

Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas.

Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b. .h .h= V=B.D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a.h A= A= A= h . r2 = .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote . h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v. h) 2 .h V=B. (b1 + b2) 2 (b . 3 .h A=b.r . r2 .r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura .h = 3 V=4.b.

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. que podem ser grupadas em duas famílias principais.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. ➜ Motores de combustão interna. Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. Na indústria em geral. principalmente. O presente trabalho visa dar este conhecimento. ➜ Turbinas a vapor. Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas. Para realizar essa movimentação. o acionamento das bombas é realizado. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas. sendo a forma de pressão a predominante. Para funcionar. a bomba necessita receber energia de um acionador. por motores elétricos.

O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. Quando ambas. são acionadas por motor elétrico. Hoje em dia. Além deles. Já a desvantagem é que.motores de combustão interna. a saber. ao usar a turbina a vapor como principal. Se não dispusermos de vapor nas instalações. Esses motores. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. Visando aumentar a segurança operacional. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. Os motores pneumáticos. ou o contrário. São aplicados. Pense e Anote Durante muito tempo. Em unidades novas. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente. De modo geral. com o barateamento dos variadores de freqüência. 68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. são geralmente movidos a óleo diesel. as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. ao escoarem através de oleodutos. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. a possibilidade de variar a rotação. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. não são utilizados em bombas de processo. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. quando empregados. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. a bomba principal e a reserva. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. principalmente.

algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo. o sistema ainda continuará sendo atendido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 .Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. fica uma delas como reserva. Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente. só que com uma vazão menor. o que permite variar significativamente a vazão. nesses casos.

das linhas de refrigeração e de selagem. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. em outros. No ato do recebimento. 5. podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. do acionador. Normalmente. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e. 2. 4. Análise dos estados da base metálica. Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas. somente após a entrega). como. Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. ter caído durante o transporte. 3. vinda do fabricante. por exemplo. uma bomba nova 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . do acoplamento e da sua proteção. Caso ele tenha sido mal manuseado.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. da bomba. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada. O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). Verificação do estado do caixote de madeira. Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado. a inspeção deverá ser mais detalhada. Conferência da documentação. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. do tipo engradado. Havendo danos.

• Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais. • Desenho do conjunto da bomba. a bomba. 7.). • Desenhos de corte do acionador. No caso do uso de selo mecânico. devem constar: plano de selagem. lista de peças com identificação das referências comerciais. 6. acoplamento e as respectivas cotas. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. material de fabricação e quantidade empregada. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . deverá ter a especificação do tipo. Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. mostrando a base. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. vibração.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material. Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba. Verificação de todas as suas entradas (flanges. corte do selo. Estando tudo correto. caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. além de um corte da caixa de selagem. mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). seu acionador. com lista de peças. deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. • Desenho da selagem. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados. do tamanho e do número de anéis utilizados. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba. Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. NPSH etc. furos que comunicam com o interior da carcaça.

Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. Marbrax 68. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica. os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. Para evitar que isso ocorra. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo. Caso não exista o sistema de névoa. PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. Na sua furação. devendo ser girada algumas voltas e drenada. durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote . ou seja. usar um óleo tipo turbina. girar manualmente algumas voltas. Logicamente. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. colocar um plugue roscado. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. Para tal. por exemplo. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba. Na falta deste. Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. um plano de preservação deve ser obedecido. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling). passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. se não for possível fazê-lo com a mão.Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. de 1 volta + 1/4 de volta. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. Para essa operação de giro. a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. com nível até a parte inferior do eixo. para tal preservação. Nesse caso. Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba. Em seguida. findos os quais eles devem ser renovados.

como a região de apoio do acionador e da bomba. por exemplo. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . regiões próximas ao mar ou de elevada umidade. Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo. Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas.nem o acoplamento.

sejam de desbalanceamento. Nivelamento/grauteamento. Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. Podemos dividir esta fase em três outras. FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote .Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados. com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto. O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. fazendo uma união efetiva entre elas. 2. 3. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados. Alinhamento. Assim. Conexão com os flanges. enumeradas a seguir: 1.

por exemplo. Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. o graute era realizado com uma massa de cimento rala. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. são empregados cimentos próprios. Como seu custo é bem superior ao do cimento. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. interno > 2D Prender com material que não endureça. os seguintes passos devem ser seguidos. Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa. 1. Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas. Picotar a base de concreto. observar diretamente a base metálica. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. que curam bem mais Pense e Anote rápido. é raro o uso de chumbador tipo L. 2. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. evitando. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a entrada de concreto ou do graute. retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. assim. usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). espuma de poliuretano. Na montagem da bomba.Antigamente. Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim. ou se a bomba já estiver na planta. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. Hoje em dia. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada. Hoje em dia.

desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular. tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. As duas têm de ser iguais. Ajustar. FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0. colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível. já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo.7mm (1/2") de espessura. Evitar a presença de óleo e graxa. Após nivelar a base. 4. se necessário. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base. Soprar.2mm por metro. um pedaço de chapa com cerca de 12. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute. Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto. e depois na região da bomba. Na falta da recomendação. Colocar sobre o concreto. transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote . Para tal. na direção dos parafusos de nivelamento. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. com ar isento de óleo. repetindo a leitura. usar os valores da Tabela do API. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante. Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor. 5. 6.

m 4. Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . conforme mostra a Figura 32. Não é aconselhável o uso de vibrador.16 11. 9.4 136 217 332 481 kgf. Fazer um acabamento com um chanfro de 45º.8 22. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento.15 8.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10. São elas: as formas de madeira.1 33. eles devem ser retirados da base. As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31). Para evitar quebras. Vedar as formas. Durante a fase de grauteamento. Verter o graute. Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute. Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência.m 40.3 13. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar.2 37 118 389 7. 8.m – 3. principalmente junto ao concreto.m 69.7 81. para evitar vazamentos. todas as tubulações devem estar desconectadas. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf. Existem cimentos apropriados para graute.9 49.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N. e sim três camadas de uma pasta à base de parafina. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos.

Após a cura do graute. 11. Se. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. um para introduzir massa epóxi. Alinhar a bomba com o acionador. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la. comum. Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. batendo na chapa superior da base. Verificar a tensão introduzida pelas linhas.) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. 16. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento.05mm. verificar. depois de tudo. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba. com auxílio de um pequeno martelo. 17. Os dois relógios devem indicar menos de 0. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga. Para tal. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. 15. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações. e outro para saída do ar. sem necessidade de forçar os flanges. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio. 14.Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. Se fizer parte do projeto. Zere os relógios. se aquecidos. se não estiver correto. cortar a tubulação e refazer a solda da linha. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . 13. Se. Somente após a cura do graute. for excedido esse valor de deslocamento.05mm. Os relógios também devem indicar menos de 0. dos filtros. das válvulas de retenção etc. não for possível enquadrar os valores. O aquecimento reduz a resistência da tubulação. de selagem e de lubrificação. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. peça para inverter as fases de alimentação elétrica. no aperto de alguma das tubulações. um na direção horizontal e o outro na vertical. Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. se ficou alguma região vazia. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. 12. o que diminui a tensão introduzida pela linha. No caso de motor elétrico. Havendo. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local. O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento. podem necessitar de tratamento térmico posterior. Após a operação anterior. fazendo com que o material deforme. Portanto.

Durante a fase de aceleração da bomba. Fechar o suspiro. desarmando o motor. Quando pararem de sair borbulhas de ar. para efeito de partida. não podem girar ao contrário. devem partir com a descarga totalmente aberta. Bombas verticais. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. Por esse motivo. Logo após a partida. o que reduz a vida útil de seu isolamento. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. a bomba estará cheia de líquido. b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. Já nas bombas de fluxo axial. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. na maioria dos casos. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para tal. desacople a bomba e teste. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. Caso tenha dúvida. g h Partir a bomba. As bombas de fluxo misto.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. abrir a válvula de descarga. No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. bem como o local de apoio na pista do rolamento. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. Nessa situação. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. Se o sentido de giro do acionador está correto. a menor potência ocorre com alta vazão. Antes da primeira partida e logo depois dela. serão analisadas as suas curvas de potência. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. principalmente eixos e impelidores. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). Portanto. Se a bomba está escorvada. elas devem partir com a descarga fechada. abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça. devem seguir as centrífugas. Nesse caso. Se a partida for demorada. evitando desgaste localizado. A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico.

observando se o valor está dentro do esperado. ruídos anormais e vazamentos e.2mm para cada metro de dimensão. Testar a bomba. se necessário. d e Vazamentos pela selagem. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto. Alinhar. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0. Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. medir a corrente do motor elétrico. A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente. Resumo Após a cura da base de concreto. É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura.Após a partida da bomba. picotá-la. f Havendo possibilidade. desempenho. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote . rebaixando-a cerca de 25mm. b c Barulhos anormais. devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador. verificando vibração. o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico. Proteger os chumbadores e grautear a base. Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis.

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engrenagens. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote . palhetas etc. Podemos classificá-las. o tipo da turbobomba.Classificação de bombas cado. Nos próximos capítulos. A orientação do líquido ao sair do impelidor determina. Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga. analisaremos mais detalhadamente cada tipo. juntamente com a forma como a energia é cedida. diafragma. baseados no modo do seu funcionamento. em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor.

Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. Nesse tipo. Na região de descarga. estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. as pás ficam situadas na periferia do impelidor. Em cada entrada. O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. Em uma volta. A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo. O líquido segue uma trajetória helicoidal. Nesse tipo de bomba. BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. por isso. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido. a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34). ele ganha um novo impulso e. Nela.

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. De modo a facilitar essa identificação. axial. que. proporcionando uma campanha longa. 90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. fazendo uma divisão principal entre três modelos. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas. principalmente devido a sua versatilidade. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. bem fabricada. bem selecionada. Normalmente. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. bem operada e bem mantida. além da centrífuga. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial. inclui a bomba axial e a de fluxo misto. ela deve ser bem especificada. mista e regenerativa.A norma API 610. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. dificilmente o serão. Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. A bomba centrífuga é o tipo mais usado. bem montada. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga. outros. A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. seguida de um número.

há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. 7. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . 4. 3. FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar. 8. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. Na bomba. Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. 6. ao girá-lo com uma rotação N. advindo daí o seu nome. Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente. o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. Faz uso da força centrífuga. 5.Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. esta energia é cedida pelo impelidor. Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba. 2.

O impelidor. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. sendo descarregado na voluta (6). ao girar. na região 2.O impelidor. ele cria uma região de menor pressão. 3. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. 5. é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. teríamos no seu interior ar ou gases e. Na Figura 38. não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor. 4 e 5). 4. ao girar. 7. Ao ser deslocado no interior do impelidor. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga. ao girar. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1. O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7). e assim sucessivamente. Se não tivéssemos escorvado a bomba. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 6. nessa situação. o vazio criado pelo impelidor. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. 2. fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. em vez de líquido.

o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor. 6. o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e. 4. reduções. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor. tais como curvas. Logo após o olhal. Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). filtros etc. FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). válvulas. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3). Pelos motivos expostos. região 4. uma queda de pressão. logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele). a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). 7.Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes. Nessa região. que normalmente é fundido. é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. 2.. podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. 3. conseqüentemente. 5. a região 4.

Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta. que acelera o líquido. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As áreas dos canais do difusor são crescentes. Logo. sejam verticais. mas o impelidor. a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. nas bombas axiais. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1). na saída da carcaça. Ao sair do impelidor. Por último. O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios. Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. ao girar. a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. o difusor costuma ser uma peça independente. o fluxo passa pela voluta. sejam elas horizontais. Nas bombas verticais. De modo geral. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. Nas bombas horizontais. Logo. permanecendo uma parcela como energia de velocidade. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção. região cônica 7. por exemplo.A partir da região 4. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética). nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas.

As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. em termoelétricas. em irrigação de lavouras. temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2. no transporte de líquidos (oleodutos). como veremos mais adiante. as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. como conseqüência. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. que podem chegar a milhares de hp. Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. na indústria de papel e celulose. parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. Nas bombas maiores. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. nas aciarias e nas demais indústrias. As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). Tanto na exploração. No próprio impelidor. enquanto outras são para milhares de m3/h.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. modificando. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. Suporta desde serviços leves. caso das unidades de uma refinaria. na exploração de petróleo. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão. No cone de saída da carcaça. nas indústrias químicas. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. Quando as pressões são muitos altas. Atualmente. essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum. como o bombeamento de água residencial. a vazão da bomba. feito com bombas pequenas com 1/8hp. no abastecimento de água das cidades. quanto na produção de petróleo. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos). a perda de carga será alterada. até bombas com consumo de potências bastante altas. a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . daí seu grande emprego na indústria.

NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas. Nas demais aplicações. QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas. o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . abrangendo praticamente todas as áreas.aplicação. Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. nesse tipo de serviço. Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h. é usual a adoção de bombas centrífugas. os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. embora existam bombas menores. geralmente.

Sua recuperação é semelhante à da carcaça. O impelidor raramente é recuperado. antes de ser colocado na caixa de selagem. O rotor é composto por eixo. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. Como. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado. envolve o impelidor contendo o líquido. EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor. impelidor.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. luvas do eixo e defletores. Nos selos tipo cartucho. No caso de carcaça em voluta. trocase a luva. o qual lhe é fixado. a não ser que seja de grande tamanho. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. como as do tipo epóxi. é geralmente substituído. que é uma peça cara. Em vez de trocá-lo. Juntamente com a carcaça. CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. É prática comum chamar o impelidor de rotor. quando se danificam. não existem em estoque carcaças reservas. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. Não é usual necessitar reparos. exceto os selos e rolamentos. rotor é o conjunto de todas as peças girantes. que é mais barata. Quando apresenta algum tipo de desgaste. geralmente. Em alguns casos. esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. a luva permite que o selo seja todo montado externamente. porcas de fixação.

SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. raramente necessitam de recuperação. Na selagem por selo mecânico. Nesse caso. Nesse caso. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos. catalisadores etc. Raramente se danificam. Mesmo assim. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. como o carvão ou Teflon impregnado. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. que estão sendo empregadas com sucesso. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. Como esse material é frágil. além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . devido às restrições de poluição ambiental. Recentemente. A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos. SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo. recebe também o nome de preme-gaxetas. quase sempre AISI 316. serve de apoio para uma das sedes. caso venham a vazar. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. Nas bombas verticais. Atualmente. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem.MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. o que levaria a um vazamento pela selagem. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso. ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos.). os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente). CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. como são normalmente fabricadas de material nobre. Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. é comum a utilização de mancais guias para o eixo.

ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. O anel pescador é acionado pela rotação do eixo. Por isso. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. Com folgas pequenas. evitando que ele venha a vaporizar. perdendo sua capacidade de vedação. mas. aumentando a rigidez do rotor. No caso de bombas que utilizam selo mecânico. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. aumentando a eficiência da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos. A primeira é de ser uma peça de sacrifício. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça. os lábios endureciam.zem para o exterior. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. DEFLETOR É um disco. após alguns meses de funcionamento. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço. Com o uso dos anéis. Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. O retentor realizava sua função quando novo. BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. Quando suas folgas aumentam. que são peças mais caras. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. tendo por função salpicar o óleo lubrificante. fica mais barato e rápido trocá-las. fluindo daí para o mancal. geralmente fixado ao eixo. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. Existe uma grande variedade desses selos.

na maioria dos casos. sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração. a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria. As bombas dotadas de lubrificação por névoa. Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor. FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função. evitando que ele entre girando. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns). Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor. 100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. dispensam o uso de refrigeração nos mancais. absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos. VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais.

Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana. identificamos o formato do impelidor. Teoricamente. m) (unidades inglesas – rpm. gpm. A altura manométrica considerada é por estágio.5 a 2 D2 D1 < 1. se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1. basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 . são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional). pela fórmula. ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades. Para bombas de dupla sucção. Por conveniência.Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm. existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP). daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação.75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica. No cálculo da velocidade específica. No caso de bombas de vários estágios. a vazão deve ser dividida por dois. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades).5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. m3/s.

750 0. m rpm. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3.354 42. ft rpm. gpm. m3/s e m. m 3/s. m3/h e m.125 2 2 h h 3. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas . PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1.019 1 0. seria equivalente a 2 impelidores.65 0. teremos de fazer a conversão. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm. um contra o outro. calculado com rpm. gpm. m /h. vemos que o impelidor é do tipo radial.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0. m 3 Para → rpm. m3/h.4 Pela Figura 43.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0. m3/s.Para converter a velocidade específica. Dados: N = 1. Como o impelidor é de dupla sucção.125 150 0.86 = Ns = 14.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência.750 x 0.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s. basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm.4 em unidades métricas. Portanto. m 1.75 = 1. ft 1 51.86 rpm.75 = 1. para saber o equivalente de um Ns =100. m 0. Como é de dupla sucção.0167 rpm. com NS = 14.

os impelidores são predominantemente do tipo fechado. excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. Na indústria de petróleo.FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente. Por isso. Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. não é muito comum esta situação. A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás. Nos ventiladores. que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas. as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote .

aos axiais. Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. caracteriza o formato do impelidor. Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais. pela construção e quanto ao tipo de sucção. e os mais altos. Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás. ficando os de fluxo misto com os valores intermediários. Ns.

nas bombas menores. Devido à dificuldade de fundição.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série. é a mais usada em bombas industriais. Partida verticalmente ou radialmente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . Raramente é utilizada. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas. de até 4" na descarga. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor. nas bombas menores. as carcaças são normalmente de simples voluta. É também bastante usada em bombas verticais. Comparando com a de simples voluta. que pode ser simples ou dupla. obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial. Alguns fabricantes.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

BB1. Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. a AMT é representada por uma unidade de comprimento. Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. ou pés (ft) no sistema inglês. VS6) (ver Figura 35). a bomba centrífuga fornece uma AMT. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido). AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação. carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. difusor. Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão. head (em inglês). A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão. que é dada pelo sistema. Por esta definição. dupla voluta. VS5. independe do líquido bombeado. passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. Para cada vazão. Altura manométrica total (AMT). Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido. em geral metros no nosso sistema de unidades. daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. Podem ser partidas axialmente ou radialmente. VS2) ou duplas (exemplos: BB5. enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido.Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. concêntrica e mista. isto porque a AMT é fixa.

ou o equivalente 75x50x200.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3. Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva. flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros. eles também deverão ser identificados no gráfico. como. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. descontando. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8. Por isso. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba. a curva se modificará. Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção. logicamente. é usual registrar no gráfico esses valores. que pertence a uma bomba centrífuga radial. 108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . por exemplo: 3x2x8. O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50.Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. Normalmente.

ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. Na realidade. Por esse motivo. em metros. Caso os manômetros estejam abaixo da L. A expressão dessas energias. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga.C.81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs).. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote .C. os valores devem ser subtraídos. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão. o plano de referência poderia ser qualquer um. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal. Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e. para bombas verticais. em metros.

Ao nível do mar g = 9.Usando as unidades apropriadas. EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção.8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

3). As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s. tais como curvas. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis. Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18. válvulas.78 x Q 3. 2. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2. As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs.1. tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido. 3. altura dos manômetros.78 x Q 3. devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação. ou a própria bomba. Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba.54 x Q = As Ds Vd = 2. usamos a fórmula da equação 3. O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação. 4.78 e 3. Estas velocidades podem ser facilmente obtidas. EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote . Os valores de hs ou hd.54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão.

podemos obter a AMT. A bomba. ou seja. cuja curva está representada na Figura 50. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. num trecho de linha horizontal. se as medições efetuadas forem confiáveis. para uma determinada vazão. ou.velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. na vazão de 70m3/h. é provável que a bomba esteja desgastada. de 10m de coluna de água. A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd).40m. De posse dessa curva. calculando a AMT. no sistema em que a bomba estiver instalada. o que é equivalente. Portanto. com o desempenho em conformidade com a curva original. calculando a AMT. à medida que a vazão vai aumentando. Caso não esteja. Se. Se. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis. ou o inverso: sabendo a vazão. para cada vazão. A curva da Figura 50 mostra que. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. ou seja. A perda de carga irá variar com a vazão. podemos avaliar se a bomba está em bom estado. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha. geralmente da ordem de 0. ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos. mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. maior a perda. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis.30 ou 0. a AMT vai sendo reduzida. podemos estimar a vazão. Quanto maior a vazão. numa primeira aproximação. de acordo com a equação simplificada 5. tivermos um instrumento que indique a vazão. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido). temos uma AMT correspondente e.

a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção. passando sua vazão a ser nula. seja ele água. À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT). gasolina ou ar. ou. o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. Existe uma altura. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás). em inglês. FIGURA 52 AMT IGUAL A H. DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. como shutoff da bomba.Pense e Anote do líquido bombeado. a vazão da bomba seria reduzida. se desprezarmos as perdas de carga na tubulação. GLP. nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. estamos nessa condição. A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 . Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga. Na Figura 50. Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. que pode ser positiva.

ou seja. A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que. valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba. que seria igual para os quatro fluidos: água.0 P= Ar 80 0.0kgf/cm2. por terem um atrito muito elevado. daria apenas 0. considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão. Como cada fluido possui um peso específico diferente. teria AMT = 80m.01kgf/cm2. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec.0013 0. trabalhando com qualquer dos fluidos citados.50. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . e com gasolina daria 6. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL.75 x 80 10 = 6. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8. daria 4. para uma vazão de 90m3/h.5 0. gasolina e ar. Essa curva caracteriza a bomba. Bombeando GLP.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles.75 0.5 x 80 10 = 4.0 P= Gasolina 80 0. teríamos os valores mostrados na Figura 53. Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. os quais modificam a curva. necessitam de fatores de correções.0 P= GLP 80 0. A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados. No caso de estar bombeando água na vazão acima. daí seu nome de curva característica. com 90m3/h de vazão. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade).0013 x 80 10 = 0. GLP.0kgf/cm2 de acréscimo. Se estivéssemos bombeando ar. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2.

ou ele não é confiável. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff). podemos fazer uma avaliação do seu estado.4 = 85. com a válvula de descarga fechada.8 – 1.550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga. bombeando gasolina ( = 0. Assim. Quando não temos instrumento para indicar a vazão. apresenta na sucção a pressão de 1. se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos. basta um ponto. cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. Não há necessidade de levantar toda a curva. 7.4kg/cm2 e na descarga. FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3. Nesse tipo de teste.3m 0.Quanto maior o desgaste da bomba. (Pd – Ps) = 10 . ou seja. No caso de produtos com condições próximas da vaporização. esse teste deve ser bem rápido.8kgf/cm2. Avaliar se a bomba está em bom estado. um na sucção e outro na descarga. Portanto.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h. mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista. 7. Calculando a AMT pela equação 5.75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote . temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 . não é aconselhável esse tipo de teste.

A bomba em bom estado. a pressão de descarga é que irá variar. a bomba cede uma AMT. entrando com a vazão de 70m3/h. É expressa em metros ou pés.8 gf/cm3). Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54. para esta mesma AMT de 80m. Pense e Anote Logo. a bomba pode ser considerada em bom estado. Com a mudança de líquido. do estado do impelidor e da carcaça. Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8.9kgf/cm2 na descarga. Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso. teria uma vazão de 90m3/h.5kgf/cm2 na sucção e de 8.Pela Figura 50. encontramos 86m para AMT. Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2.5) = 80m 0. A densidade do líquido é de 0. obtemos a vazão Q = 90m3/h. nas condições dadas no problema. Se estivesse desgastada.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m.3m verificados.8 e sua viscosidade é baixa. 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste. Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0. independente do líquido que esteja sendo bombeado. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. valor bem próximo dos 85.9 – 2. Para cada vazão. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h.

A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam.Podemos calcular a AMT. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. logo. portanto. Sobre a linha. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). em que só a queda de pressão contribui. como mostrado em (1– 6). Os impelidores podem sofrer danos. líquido e vapor. Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . o que nem sempre é verdade. cujos sintomas são bastante semelhantes. parte cinza. a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. Como veremos. Entretanto. ocorre um forte ruído. esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. de forma simplificada. Se vaporizar nessa região. Na Figura 55. A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. como se ela estivesse bombeando pedras. temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura. parte branca. a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. estão na fase líquida e os abaixo. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5). convivendo em equilíbrio. o líquido ainda não recebeu energia. estão na fase vapor. temos as duas fases. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). Cavitação. será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. Os pontos situados acima da linha de equilíbrio. tem início a vaporização. Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. as soluções desses problemas são bem distintas. Portanto. pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. ainda não aqueceu. deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. Nos casos mais severos.

este é um dos locais mais prováveis. provocando a vaporização no seu interior. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. Os fabricantes. parando antes. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. kgf/cm2A. Então. cujo formato é mostrado na Figura 56. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38. A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. Para cada vazão.FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. e crescente com a vazão. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba. temos a região de menor pressão. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar. por meio de cálculos e de testes de bancada. Imediatamente antes das pás. barA. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão. psia etc. expresso em metros de coluna d’água. passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Abaixo dessa vazão. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor.

não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1). que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida. os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente.Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. NPSH vem de Net Positive Suction Head. Na realidade. disponibilizada no flange de sucção da bomba. É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. nessa região. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. chamado de recirculação interna. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada. acima da pressão de vapor. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba. senão o líquido vaporizará. Portanto. é denominada NPSH disponível. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade). que será visto mais adiante.

Nas bombas in-line e nas verticais.78 x Q 3.Por definição. o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal. o plano é na linha de centro do flange de sucção. em geral. Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2.54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção. ela é medida um pouco antes. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor. No caso das bombas horizontais.

FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. pela equação do NPSH disponível. vemos que. Os demais permanecem constantes. Quando aumentamos a vazão. como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal). apenas dois itens serão alterados. equação 6. aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção. o NPSH disponível cai com o aumento da vazão. Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba. A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58. ao variar a vazão. Portanto. reduzindo a pressão de sucção Ps. Para uma mesma instalação. O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote .

Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. também mostrada no gráfico. Para tal utilizaremos a Figura 38. que sempre é expressa desta forma. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga. 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . em algum ponto do interior da bomba. Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. temos como conseqüência a cavitação. Quando ocorre a vaporização. Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. se. Ao contrário. teremos a vaporização. devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido. Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor. para a vazão desejada. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito).

6. 3. 5. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote . 7. 2.FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1. 4.

No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). estão representados dois casos. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. região 4. ou seja. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba. NPSH disponível por definição.Como já havíamos chamado a atenção. Se a vaporização fosse total. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor. As energias estão representadas por colunas de líquido. Do lado esquerdo. Nesta figura. Nesse caso. No bombeamento com vaporização. reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. só uma parte do líquido é vaporizada. não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. montada a partir das Figuras 38 e 58A. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido. o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. Logo após as pás. É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. voltando a superar a pressão de vapor. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. A partir deste ponto. quase sempre a vaporização é parcial. para uma determinada vazão. NPSH requerido. de acordo com a Figura 59. O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. a bomba ficaria completamente cheia de vapor. por definição. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão. ponto “b”. o vapor retornará à fase líquida. já explicadas na Figura 38. para uma determinada vazão. Para uma mesma vazão. não alterando o valor do NPSH requerido. logo. Vejamos agora. Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor. para uma determinada vazão. Na Figura 59. Dispondo desta energia mínima. o que levará à vaporização do líquido.

permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor. Do lado direito. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9. FIGURA 59 CAVITAÇÃO. o que levará à vaporização de parte do produto bombeado. o NPSH disponível é menor do que o requerido.8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 .Pense e Anote mos vaporização.

98gf/cm3).5kgf/cm2 h = 30cm = 0. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40. na realidade.3bar). na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. o NPSH requerido é 2. Na Tabela 15. O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor.5m. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É o que dá origem à cavitação clássica. Para evitar a vaporização. temos também que: 1bar = 1.3barA x 1.312barA).5kgf/cm2. temos para 4"sch 40 (área = 82cm2). Dados: Ps = – 0.5m Patm = 1.98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2.306kgf/cm2 A Da Tabela 18. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0. Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25. Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59. com as dimensões de tubos. Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela. O fabricante informa que. não influi. uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível. (a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido.033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização.02kgf/cm2 bar = 0. ele é matematicamente cancelado. para a vazão de 60m3/h. O termo de velocidade no flange de sucção. v2/2g. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs.30m água = 0. PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0.02kgf/cm2 Pv = 0.A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido.

033 – 0. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido.8m está maior do que o NPSH requerido = 2.5m. O API 610. quando a cavitação é significativa. é possível que tenhamos problemas. A queda de AMT é abrupta.30 = 2.306) 2.5 + 1.30 = 2.03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0. dependendo da intensidade.227 4. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute.62 O NPSH disponível = 2.21 + 0. seria interessante dispor de uma margem maior. indicando teoricamente que não haverá vaporização.30m.27 + 0.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2. com a vazão Q2 e AMT2. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor. por exemplo. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena. que corresponde à vazão Q1 e AMT1. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1).78 x 60 82 = 2. o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível.30 + 0. passaria a trabalhar no ponto 2. Se começasse a cavitar. Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações. Mas. define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote .032 + 0.12 + + 0. apenas 0. bombeando água fria. Para bombeamento de água.81 NPSHdisp = 10 x 0.78 x Q A = 2.78 ~ 2. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste.8 m 1 19.98 2 x 9.

a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m). 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m). Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico. 5. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba. O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h. a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m). 7m.5m]. Determinamos o NPSH disponível (5. Repetindo o teste para outras vazões.5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m). a bomba estará operando sem cavitar. os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m). Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. 6m.5m etc. A cada redução.).FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente.6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m). Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1. teremos um valor (NPSH disp=5. Com a redução gradativa do NPSH disponível. Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m. ou seja.

Pvap ou . o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps. numa bancada de teste. podemos alterar. Reduzindo o nível do reservatório de sucção. reduziria o NPSH disponível. prevalecendo o da redução de pressão na sucção. Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. Esse método não é muito usado.3 X 50 = 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote . o peso específico do líquido. quando o teste é realizado em circuito fechado). O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro. Variando a temperatura. Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido. modificaríamos.FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0. o que elevaria a pressão de vapor Pvap e. além da Pvap. Usualmente. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada. a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção. As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. portanto. uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. somente. conseqüentemente. A velocidade de sucção Vs está amarrada.

maior deverá ser essa margem. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. A conclusão é que. Logo. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto.É interessante chamar a atenção para o fato de que. permanecendo os mesmos valores válidos para água. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão. quanto maior a vazão. como veremos adiante. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. o líquido começa a vaporizar bem antes. nem perda de desempenho da bomba. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. na determinação do NPSH requerido. a bomba já está cavitando. mas não notamos perda de desempenho. Logo. É o que chamamos de cavitação incipiente. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba. teremos a formação de bolhas de vapor. com o NPSHdisp = NPSHreq. a bomba já estará cavitando. é sempre desejável manter uma margem de NPSH. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. Figura 62. Elas se chocarão e crescerão de tamanho. a bomba já está perdendo em desempenho. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é provável que não notemos nenhum ruído. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. menor a margem de NPSH. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. Por esse motivo. Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar. com um NPSH disponível acima do requerido. Na realidade. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). A norma API não aceita essas reduções. ou seja. Pense e Anote 3% de AMT. embora com pequena intensidade.

ela retornará à fase líquida. criando um jato de líquido. As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. se a quantidade vaporizada for muito elevada.Pense e Anote lado. as bolhas entrarão em colapso. mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba. Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida. Instantaneamente. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido. Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). Quando a pressão externa for superior. retornando à fase líquida. Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. mas sim do retorno do vapor à fase líquida. prejudicando sua passagem pelo impelidor. o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. fica um vazio que será preenchido pelo líquido. FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida. Ao atingir essas regiões. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 . conforme mostrado na Figura 63. atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. não acarretarão danos. reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. o jato será formado no sentido da parede. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59). em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha.

são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1.398 4. Volume específico é volume por unidade de massa. como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção.4 1.0225 1.1 Aumento de volume b/a 19.3 5.1568 Vapor (b) cm3/g 19. A seguir. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas. o líquido já está recebendo energia do impelidor e. temos o colapso das bolhas.550. temos um aumento considerável de volume.Com a bomba operando na condição de cavitação. ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal. uma redução considerável do volume. portanto. Nessa região. e quando ele condensa.672. é que ocorre o arrancamento do material. temos o inverso.0434 1. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos. Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor. Na Tabela 23. aumentando a pressão. Quando um líquido vaporiza.52 127.045.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .934 1. A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás. que acabam implodindo. Na região da implosão. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica.0078 1.

como a decorrente da recirculação interna. oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. forte ruído. chegando a 19.398 vezes. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes. Já na temperatura de 40ºC. maior a severidade do problema de cavitação. esse calor é retirado do próprio líquido. Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq). o aumento será bem maior. O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. Se não houvesse esse resfriamento. Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. formando gelo. crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). que será vista a seguir. No caso da vaporização no interior da bomba. Por isso. a cavitação é menos intensa comparativamente. Por isso. fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . Nesse caso. pelo arrancamento de partículas metálicas. a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico. A cavitação gera vibração. Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. a intensidade da cavitação seria maior. quanto mais frio o líquido. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis. trazendo todos os inconvenientes já citados. A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. principalmente do impelidor.Pela Tabela 23. além do desgaste da bomba. A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização. perda de desempenho (vazão e pressão).

Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. mas da implosão das bolhas. oscilação das pressões. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado. ou seja. perda de vazão e de pressão. que significa vazio. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2.O nome de cavitação vem de cavidade.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o crescimento das bolhas e a sua implosão. vibração. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba. aumentar o NPSH disponível. logo no início das pás. temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. Para que não haja cavitação. No caso das bombas. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão. O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. A cavitação causa um ruído acentuado.78 x Q A = 3. desgaste no impelidor. O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção.

conforme era esperado. afastado alguns metros do flange. devido à formação e à implosão das bolhas. Há algumas décadas. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica. Já vimos o que é a cavitação clássica. inclusive concorrentes. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. Para facilitar a observação. a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão. Na linha de sucção. e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção. forte vibração. as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. Vamos entender como cada um deles ocorre. FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . vimos que a cavitação. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. para assistirem ao experimento. naquele momento. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras.Recirculação interna No item anterior. Era então injetado um pouco de corante. Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. Os presentes ao experimento estavam. Quando foi atingida uma determinada vazão. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). Em cada uma destas etapas. era realizada uma pequena injeção de corante. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. A vazão foi sendo reduzida em etapas. entrar na bomba e sair pela descarga.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

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Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

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Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
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podendo chegar a 65% da vazão do BEP.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0. Ns = 200. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A. a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS.75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Acima de 45%. os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. Para olhais grandes. de baixa pressão. portanto. vir a cavitar. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . Com um impelidor axial. Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. logo. A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade. podendo. o percentual de estabilidade seria aumentado. na qual podem ocorrer instabilidades. seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos).

oscilação das pressões. Quanto à perda de desempenho. na parte visível delas. prejudicando o fluxo. todos concordam. Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga.Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. ruído. mas já entram com o líquido. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. na junção com os discos. Na área da descarga. perda de desempenho. vibração. desgaste do impelidor. oscilação dos manômetros. Quanto maiores esses valores. que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. vibração. mais estreita a faixa de operação da bomba. Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. a partir de um certo percentual. ou seja. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba. com o qual a bomba inicia a recirculação. Quanto aos danos no impelidor. Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído. o desgaste é na lateral das pás. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial.

Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa. os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando. Em percentuais bem pequenos. Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório. Até o teor de 0. não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70). Para o caso de baixo. o funcionamento fica seriamente prejudicado. FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto. Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). O ar forma um colchão de amortecimento. podendo até fazer a bomba perder a escorva. Esta última. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 . se não tiver a submergência adequada. Na parte de cima da figura. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície.5% em volume de gases no líquido. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração. Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação. em torno do tubo. Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba.

Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. portanto. Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes. somente a perda de carga irá variar. A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão.) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna. 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a curva do sistema será ascendente com a vazão. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P). maior a perda de carga do sistema e. h2 etc. a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1. Quanto maior a vazão. é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema.Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão.

Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série. 20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60. Na vazão nula. Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor. Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72. • Pelo ajuste das pás do impelidor. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico. o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. 80 e 100m3/h. respectivamente. esse será o ponto de trabalho. Controlando por cavitação. Todavia. Portanto. • Pela mudança da rotação. • Pelo controle de pré-rotação. A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. já que a perda de carga seria nula. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m. Alterando a curva do sistema. a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão. só seria necessário vencer a cota H e o P. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote .

devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Isso modificará o ponto de trabalho. alterando assim a curva do sistema. para evitar esforço axial elevado. ao ser mais aberta ou fechada. o que poderá levar à sua vaporização. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. por exemplo. No caso de bombas axiais. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. como. seja devido a problemas de recirculação interna ou.Vejamos como os modos mais usuais funcionam. aumenta ou diminui a perda de carga na linha. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. esse método de controle é interessante. seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. como pode ser visto na Figura 74. Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga. É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. ainda. É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. uma válvula de controle que. Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação.

o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote . portanto. controlando a pré-rotação.Modificando a abertura da válvula. ou seja. variando a rotação. não é um método que possa ser usado a toda hora. Além disso. que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba. A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução. ajustando o ângulo das pás do impelidor. colocando um orifício no flange de descarga da bomba. esse tipo de controle possui uma limitação. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor.

Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As turbinas a vapor.de 30% de fechamento). que também cumprem essa função. porque. o acionador tem de possibilitar esse recurso. Para utilizar o controle por rotação. ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação. Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta. gastando parte da energia cedida pela bomba. Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba. FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75. O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor. ou seja. nesse caso. é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor. uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga.

Se cortarmos o impelidor nesse caso. o assunto será abordado com maior profundidade. a vazão poderá não ser atendida. novos pontos de operação poderiam ser obtidos. a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 . A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência.Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. Posteriormente. O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76). O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. à medida que a vazão aumenta. modificando a curva da bomba. permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. facilitando o controle por meio de válvula. Nesse caso.

sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões. como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante). são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda.O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. não são normalmente empregados em bombas de refinarias. É um sistema semelhante aos usados em compressores. em vez de usar bombas de grande capacidade. Nesse caso. Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. ou em alguns sistemas de água de refrigeração. As pás do impelidor se mantêm fixas. FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77. Esses sistemas de controle. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

fazendo com que aumente a cavitação e. o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira. como conseqüência. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote .Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. por exemplo. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação. a bomba estaria operando. ou seja. Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. o que garante o nível constante. Para entender como funciona o sistema. chegando menos condensado na bota. vamos partir de uma situação em equilíbrio. FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo). Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. Nessa situação. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78). caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B. 75% da vazão.

devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão. ou seja. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão. quanto de vazão mínima. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . tanto de vazão máxima. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa. Com isso. é por meio da variação de rotação. para não potencializar os danos. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C. aumenta o NPSH disponível. um aumento do consumo de vapor na turbina.Caso ocorra o contrário. do ponto de vista de consumo de energia. o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação. O mais econômico. Para usar esse sistema. inferior a 50m. Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. ou seja. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível. A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade.

550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote . As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas. ou MCL (metros de coluna de líquido). A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido. As outras curvas características independem do fluido. que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro). desde que a viscosidade do mesmo seja baixa.As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico. para ter certeza do seu desempenho. Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste. Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade. head (em inglês). FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3.

seu rendimento será de 0. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. na figura acima. correspondentes a 40hp. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo.6 ou 60%. choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp. FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. passa por um valor máximo e começa a cair.Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. Nesse caso. 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . os 40% restantes do rendimento. Toda essa perda de energia é transformada em calor. Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. não importando a potência de placa do acionador. Na Figura 80. Na curva mostrada. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera. temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido).

Pela Figura 81. A curva de rendimento é válida para qualquer líquido. O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás.Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência. praticamente sem choques (ver Figura 66). Curva de potência x vazão Na Figura 81. FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3. usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. Nos catálogos próprios da bomba. A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. desde que a viscosidade não seja alta. a curva mostrada geralmente já está corrigida. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga. as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68). deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110). temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp.550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes. Por esse motivo. Sendo alta. para a vazão de 90m3/h.

para saber a potência consumida por outro líquido.70 De acordo com a equação 7. PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento.A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = . Q e sofrerão correções e.H. H. temos para 90m3/h: = 70% = 0. a potência mudará (Figura 110). a potência é diretamente proporcional ao peso específico . a potência cairá também pela metade.Q 1 x 80 x 90 = = 37.0gf/cm3) na vazão de 90m3/h. para água temos: Pot = .Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos. conseqüentemente.54hp 274 274 x 0. basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido. Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3). segundo as Figuras 79 e 80.H. Se o líquido for viscoso. temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80. Se ele cair pela metade.70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Da Figura 79. bombeando água fria ( =1.

como no caso de lavagem de uma unidade. No gráfico da Figura 81. ou seja. evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta. a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água. desarmando o motor.77hp Como era esperado. Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. a potência consumida para a mesma vazão aumentará. devemos partir a bomba centrífuga. teremos uma aceleração mais rápida.Q 274 = 0. Por esse motivo. a potência seria: Para GLP Pot = .70 = 18. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido). A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal. que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta.5 x 80 x 90 274 x 0. pode levar à atuação do sistema de proteção. onde é comum o bombeio de água pelas bombas. o que. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão. com a menor vazão. Portanto. Assim. veremos que isso não ocorre com as bombas axiais.5gf/cm3) nessa mesma vazão. Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. note que a potência é crescente com a vazão. Mais adiante. que corresponde à descarga fechada. alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba. Portanto.H. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote . Nessa situação. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0.Caso tenhamos a curva de potência. mostrada na Figura 81. o que é próprio da bomba centrífuga radial. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água. que possui = 1gf/cm3. Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água. além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática. não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente. exigindo a menor potência possível do motor.

Caso contrário. A linha de sucção. instalada ao nível do mar. uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6).50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. que é calculado para o líquido bombeado. O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão. energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido. 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante. FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido.76gf/cm3). Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A). onde foi medida a pressão. teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). é de 4”sch 40. Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria. A pressão de sucção é de – 0. A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões. PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. Avaliar essa bomba quanto à cavitação. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0.

Vs 4”sch 40 Inicialmente. podemos calcular o NPSH disponível.78 x Q 2.20m Patm = 1. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2.1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0. Com esses dados e a pressão de sucção.5kgf/cm 2M hs = 0.7m/s As 82.35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote .78 x 80 = = 2.C.033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L. temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82. Da tabela de tubos (Tabela 18).FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0.

02kgf/cm2. rendimento e NPSH versus a vazão. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT.02kgf/cm 2 = 0.9m = 2.20 = 2 x 9.357kgf/cm2 A ~ 0.5 + 1.88 Para a vazão de 80m3/h.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6.9m.76 2.02kgf/cm2 1.8 0.20 = 2. podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2.033 – 0. Como o NPSH disponível é de 2.Da Tabela 15. Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído. logo.31 + 0. Pense e Anote Pvap = 0. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m. temos que 1 bar = 1. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . AMT. head.72 10 x (– 0.36) + + 0. adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas.37 + 0. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação. potência. teoricamente a bomba irá cavitar.35barA x 1 bar = 1. vibração ou apresentando desgaste no impelidor. carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão. temos o NPSHdisp<NPSHreq.

Numa bomba centrífuga. O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP. decrescendo depois. estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial.Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: . a AMT decresce com a vazão. podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 . FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor.Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ).H. enquanto a potência e o NPSH requerido crescem. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação. de fluxo misto e de fluxo axial.

elas são menos críticas que as radiais e as axiais. apresenta o que chamamos de instabilidade. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. quando uma bomba apresenta essa anomalia. para uma mesma AMT. portanto. Como a menor potência corresponde à vazão nula. na figura 84. temos de abrir a bomba. Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor. Nas de fluxo axial.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. Temos. podemos ter duas ou mais vazões distintas. Por isso. pode até chegar a cair. com a descarga aberta. um novo tipo de vazão mínima. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. Para alterar o diâmetro do impelidor. Por esse motivo. Não é aconselhável operar nessa região. a curva de AMT fica mais inclinada. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se reduzirmos a força centrífuga. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. a potência cai com o aumento de vazão. possui uma região onde. ou seja. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. que é devido à instabilidade da curva de AMT. estas três variáveis também serão reduzidas. Nesse aspecto. Nas bombas de fluxo misto. e as de fluxo axial. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. nesse caso. quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido. a AMT e a potência consumida. A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor. as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. em algumas. maior a vazão. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. mostrada à direita. O oposto também é verdadeiro. condição de potência mínima.

Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas. quanto maior o diâmetro. Para uma mesma vazão. como mostra a Figura 85. a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo. menor o NPSH.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. Não existe uma relação matemática definida. AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor.

92 = 64. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8. consumindo uma potência de 46hp.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro. ponto 2 da Figura 86. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m.8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0.93 = 33. 164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0.5hp Na realidade. o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado. Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

seja a curva de AMT.A vazão varia diretamente com a rotação. ou de NPSH requerido. B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação. NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual. basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima. Na Figura 87. B1 e C1 para A2. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. mostramos a mudança desses pontos de A1. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores. Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos. para saber a curva para uma nova rotação. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. de potência.

rpm2. FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3.550rpm e está representada na Figura 88.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 . o de B1 é igual ao de B2.000rpm. FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais. o rendimento de A1 é igual ao de A2. ou seja.Pense e Anote mais alta. traçar a curva de AMT para a rotação de 3. e assim sucessivamente.

teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3.0 3.550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3.Temos: N1= 3.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.4 Plotando os pontos em um gráfico.1 59.0 AMT 2 64.000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3.3 62.6 93.000 3.3 52. teremos: Ponto 4 para 3.4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1. 2 e 3. 168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3.550 Q2 = 110 x 3.8452 = 51.000rpm Q2 0.000 3.550rpm N2 = 3.0 50.000 = 93.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24. obtemos a curva para a rotação em questão.7 67.

550rpm N2 = 3. os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3.000rpm. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89.000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema.FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Do mesmo modo que calculamos a curva para 3.000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia.550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3. podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico.

Devido à oposição das volutas (ver Figura 91). mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto.Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. Como elas são aproximadamente iguais. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90). quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça. a tendência é cancelar essas resultantes. a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. Na Figura 91. tanto no sentido radial quanto axial. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. temos uma resultante para cada voluta. Por isso. o resultado é uma força. a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. Quanto maior essa força. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços. Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples. 170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . maior a resultante da força radial. Com isso. mais o eixo irá fletir. facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP). as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. serão criados esforços. as resultantes também serão parecidas.

as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . correspondente a um impelidor em balanço. O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. são quase sempre de simples voluta. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual. resultando em forças axiais. havendo opção entre os dois tipos. até 4 polegadas de flange de descarga. mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. Esforços axiais A Figura 92.FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta.

Na área do olhal. o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora. Na parte frontal do impelidor. As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados. do outro.Na parte externa ao olhal do impelidor. As diferenças de área. reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e. a área traseira é menor devido ao eixo. Na parte posterior do impelidor. As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. e a área externa ao anel de desgaste (A2). atua a pressão da voluta (Pvol). O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. a pressão da voluta. Fora dessa vazão. Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. na área externa ao anel de desgaste (A4). de um lado temos a pressão de sucção e. temos a área interna ao anel de desgaste (A1). com as pressões atuando sobre elas. duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4). a pressão é diferente em cada ponto. Em bombas com impelidor em balanço. 172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . em que atua a pressão da voluta (Pvol). na qual atua a pressão de sucção (Ps).

O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. no sentido da resultante da carga axial. FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 . Dependendo da vazão. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. o esforço axial. podemos alterar a resultante da força axial. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados. podendo modificar o sentido dos esforços axiais. conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. é uma das formas de reduzir o esforço axial. ficando dois em série. conforme mostrado na Figura 93. conseqüentemente. a pressão da voluta é alterada. é ligeiramente superior. a AMT se modifica e. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção.Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). O anel de desgaste na parte traseira do impelidor. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções. conseqüentemente. Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos. Variando seu diâmetro. conforme comentado anteriormente. Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. reduzindo a pressão nesta região e. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor.

os esforços serão somados. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . resultando uma força considerável. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido. tornando mais complexa a fundição da carcaça. Para atenuar essa força axial. FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade. a qual poderá sobrecarregar o mancal.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios. uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores. Se os impelidores forem instalados em série.

o tambor de balanceamento terá. sob a pressão de descarga. à pressão de descarga e. gerando uma força axial. a pressão de descarga e. a pressão de sucção. Por meio desse arranjo. do outro. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga. os impelidores são mantidos em série. Assim. indo para uma câmara de balanceamento. DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. neste caso. O líquido. do outro. O disco de balanceamento fica submetido. é utilizado um disco com esse propósito. Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba.Com esse método. o esforço a axial. passa através de uma pequena folga axial. dessa forma. reduzindo significativamente o esforço axial. a pressão reinante nela fica próxima da de sucção. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga. FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . após o último impelidor. que é oposta às geradas pelos impelidores. de um lado. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores. Dessa câmara. só que. Ft. de um lado. reduzindo. à pressão da câmara de balanceamento. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa.

176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo. A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. teremos uma folga axial no disco de escora. Para cada força gerada pelos impelidores. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio. a utilização de mancais de deslizamento. após o último impelidor. deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. para esta solução funcionar. Isso elevará a força de compensação do disco. restaurando a posição do conjunto rotativo. que a compensará. É fácil notar que. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. caindo a pressão intermediária dessa câmara. a pressão da câmara aumentará. seguido de um disco de balanceamento. Num dado momento. Portanto. um tambor de balanceamento. Devido à diferença de pressão e de áreas.Vejamos como trabalha o disco. essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora. ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga. a exemplo do disco de balanceamento. o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial. Essa solução é uma soma das duas anteriores.

As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas. evitando que ela venha a girar ao contrário. Como veremos a seguir. Tambor de balanceamento. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente. maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba. os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. Na Figura 99. Se esse impelidor for instalado em balanço. desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais. os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. Disco de balanceamento. o aumento de vazão. Impelidores montados em oposição. Nas bombas com difusor. o esforço radial é sempre compensado. Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. isso não ocorre. normalmente. Misto (tambor e disco de balanceamento). Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B). É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação.Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. há necessidade do uso de uma válvula de retenção. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. bombas BB. teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. Para qualquer AMT. o empuxo axial tenderá a compensar-se. Na de dupla voluta. Pás traseiras. Axialmente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. ficando a resultante praticamente nula.

Se fossem três bombas em paralelo. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para quatro bombas. Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”. marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo. de “b” e de “c”. “b” e “c”. Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. marcaríamos três vezes o valor de “a”.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. basta somar as vazões delas para cada AMT.

b2. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. como sempre. Na Figura 100. ou seja. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h. A bomba B. conforme pode ser visto na Figura 101. FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . a2. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão. Com três bombas em paralelo. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. com duas. conforme pode ser visto na Figura 102. Se as curvas das bombas forem diferentes. Portanto. quando tivermos apenas uma bomba operando. 120. o ponto de operação será de 52m3/h. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. cada bomba contribuindo com 26m3/h. marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. a vazão será esta. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. Se duas bombas estiverem operando. a vazão seria de 66m3/h. Para obtenção dessa curva. ou seja. mesmo no seu shutoff. ou se uma delas estiver desgastada. como no caso de bombas de modelos distintos. seria de 37m3/h. cada uma contribuindo com 22m3/h. b3 e b4 (b1=0). o que resultaria em um baixo desempenho. Acima de 150m de AMT. seria de 43m3/h. Quanto mais vertical a curva do sistema.Pense e Anote O ponto de trabalho. apenas a bomba A terá vazão. com maior perda de carga na linha. e com três bombas.

A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo. as duas bombas começam a trabalhar juntas.como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. Abaixo de 150m de AMT. FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

A bomba B. a bomba A. operando isoladamente. basta conhecer a AMT dessa condição de operação. Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. No caso da Figura 102 é de ~105m. trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. apenas a bomba A teria vazão. ao atingir sua rotação final. Se partimos a bomba B. Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h). As duas. Pela Figura 102. Nesse caso. Portanto. dependendo da vazão total. operando em paralelo. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. no ponto Pt3 com 54m3/h. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. que é inferior à pressão da bomba A. BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99. A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. Com esse valor de AMT. se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e. também operando isoladamente. Nessa condição. basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. no ponto Pt2 com 33m3/h.Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver). uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote .

abaixo de 40m3/h de vazão. Com isso. funcionando o sistema apenas com a bomba A. Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B. um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba.válvula de retenção da bomba B não abrirá. FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo. Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada). A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. trabalhando no shutoff. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada. O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão. Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. No caso mostrado. somente a bomba A irá contribuir no bombeamento. A bomba B ficaria trabalhando no shutoff. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104). Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência.

basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando. Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão. Curvas planas.FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote . Curvas instáveis (ascendente/descendente). Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema.

se ocorrer. FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105. basta somar suas AMTs. fornece uma AMT para uma determinada vazão.Bombas operando em série Geralmente. mas. quando usamos bombas em série. estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema. acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. em algumas situações. A. A segunda bomba. Para elaborar a curva das bombas operando em série. Mas. B. esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. É raro ter mais de duas bombas operando em série. A primeira bomba. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . 25 e 40m3/h. 25 e 40m3/h. “b” e “c” correspondentes às vazões de 10. Figura 106.Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série. obtivemos outros pontos. A curva das bombas diferentes. no caso foram zero. Figura 107. foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série. Usando o mesmo processo para outras vazões. foi obtida dobrando os valores de AMT “a”.

a segunda bomba recebe o nome de booster. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna. As vazões das bombas devem ser compatíveis. temos o inverso. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série. no segundo. o que resulta em um NPSH requerido menor. são mostrados dois exemplos. o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e. ou seja. Quando usado este sistema. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. Na Figura 108. Na esquerda. 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . No primeiro caso. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana. Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). curvas das bombas são planas e do sistema. de 17m3/h. Nesse caso. o ganho de vazão foi de 10m3/h e. Na direita. As curvas planas são interessantes para operação em série. nesse caso. inclinadas. não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo.

sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água. que possui uma viscosidade muito baixa. É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. o que reduz o NPSH requerido. Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água. basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação.Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote . Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. não deverá ter problema de NPSH. restringindo o desempenho.

0Qoo. adotamos a curva média.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. Logo. ➜ 0. Para determinar os fatores de correção.Pela Figura 109.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. vemos que. chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP. Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. dividir a vazão por 2. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo. Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial. podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas. O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão. que é a de 1. as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. Se o impelidor for de dupla sucção. ➜ 1. São quatro curvas para CH. ➜ 1. entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. CQ e CH. ao aumentar a viscosidade. dividir a AMT total pelo número deles). 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio. as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho.

São quatro fatores: 0. aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT.66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote . – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão. sabendo que. para água. A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h. AMT = 58m e um rendimento de 0. a AMT. 0.Para obter os valores corrigidos.2 do BEP.86 e com viscosidade de 72cSt.86 ag – 0. e 1.8Qoo.00. 1. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0. Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0. esta bomba forneceria 130m3/h.60.76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0.66 (66%).80.

100. obteremos: Pense e Anote C = 0.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada).96 (p/ 0. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas.7 x 0.80 CQ = 0.66 x 0.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos.99 CH = 0. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .80 = 0. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas. 80.53 = 42. O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual.8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0.96 = 55.7 x 55. em função da vazão. da AMT e da viscosidade.7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0.99 = 128.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128. a AMT.53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0. a eficiência e a vazão sofrem uma redução. e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba.86 274 x 0. correspondentes a 60. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos.

5 10 8 40 30 25 20 4 . 4 45. 60. 8 80 5 31 350 4 33. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 .6Qoo 0.Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0. é o de reduzir o atrito e o desgaste. é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato.0Qoo 1.8Qoo 1. 5 2 11.2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16. O objetivo da lubrificação de uma bomba. 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 . como a de qualquer outro equipamento. 22 6.5 6 2 120 100 80 3 2 .5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas.2 5 30 4 6 5 70 17 0 21. Para tal.

A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. conseqüentemente. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos. ou mesmo retificada. os picos se chocarão e quebrarão. se houver a formação desse filme lubrificante. Vejamos como funcionam. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies. evitando o contato metálico entre as duas superfícies. Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . São as rugosidades. um óleo que mantenha os picos afastados. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. também serão quebrados. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento. e assim sucessivamente. formando novos picos que. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. Além de reduzir ou eliminar o desgaste. veremos que ela é formada por picos e vales. teremos uma redução do atrito. com a continuação do movimento. A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. desgaste. teremos contato de metal contra metal e. Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante.FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada.

é usual falar em cunha de óleo. a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial. Se o filme de óleo romperse. mas dentro do limite elástico. Mas. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. apóia-se na parte inferior do mancal. chamada metal patente. a tendência do eixo é subir no mancal. praticamente um ponto. criando uma pressão de óleo. teremos contato metal com metal. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. ocasionando um contato metálico. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . Para evitar danos no eixo. a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. só teremos desgaste na partida da máquina. MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. ou seja. Devido ao formato da curva de pressão criada. Ao iniciar a rotação. ao começar a girar. Com esses esforços.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. Essa pressão irá gerar uma força. que elevará o eixo ligeiramente do mancal.

Como as esferas giram. ou seja. formando um filme de óleo. dependendo do produto bombeado. algumas bombas utilizam mancal próprio. Portanto. como o peso próprio do conjunto rotativo. uma bomba. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas. pode gerar um incêndio. o que pode levar à falha por fadiga. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. Sendo bem tratados e acompanhados. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador. Para sustentação do conjunto rotativo. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. levem a uma vida curta dos rolamentos. Essa deformação aumenta a área de contato. Nas bombas verticais. já que ocasiona a falha do selo mecânico. Pelos motivos explicados. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. Normalmente. As bombas centrífugas horizontais utilizam. ora sem carga. podem proporcionar muitos ganhos. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. o que. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. ora estarão com carga. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. empregam-se mancais de deslizamento. quando chega a fundir os mancais.uma vez cessada a força. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. o que evita o rompimento do filme de óleo formado. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . mancais de rolamentos. com freqüência. a deformação deixa de existir. Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. que separa as esferas das pistas do rolamento. 91% falham antes do prazo esperado. reduzindo a pressão. juntamente com a carga. Nos rolamentos. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado. Em um rolamento submetido a uma carga. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. Caso as condições de rotação.

que se comunica com o reservatório. Nos motores elétricos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote . Existem três tipos principais de lubrificação com óleo. Por exemplo. recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. Nas indústrias. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). • Por nível. No lado do rolamento radial. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais. na sua maioria. • Forçada (ou pressurizada).300rpm com óleo. predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora. até 2/3 do seu volume. nível este que é medido com a bomba parada. Para mancais de rolamento. é usual o emprego da graxa. Do lado do mancal de escora. retornando ao depósito da caixa de mancais. O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador. passando parte dele por dentro dos rolamentos. Para garantir a lubrificação. • Por névoa de óleo. passa pelo interior do mesmo. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias.200rpm com graxa. Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante. • Próprio produto bombeado. existe um furo G. Com graxa. Óleo lubrificante. ficando restrita a algumas bombas pequenas. no máximo. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo. ou até 4. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. fazendo as vezes do lubrificante.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. Os fabricantes das bombas. que o direciona para os rolamentos. ao girar. em que o ambiente tem pós em suspensão. Para evitar que o nível fique alto nesta região. o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior.

que pode ser de rolamento ou de deslizamento. O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68. seja devido à carga. ao girar. O sistema de lubrificação forçado necessita. arrasta o óleo pela sua superfície interna. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro. Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. no mínimo.FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. seja à rotação. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de: uma bomba para circular o óleo. Como fica parcialmente mergulhado no óleo. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento.

denominado coletor ecológico. mas não é boa para lubrificação. Próximo de cada equipamento. duas válvulas de alívio. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. geralmente de 50mbar. A partir do reclassificador. da qual posteriormente retirado. temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. acionada pelo eixo da bomba principal.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. geralmente de 2 polegadas de diâmetro. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. Do gerador. entre outros dispositivos. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent. Na parte superior. que permite avaliar visualmente o estado do óleo. pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. em que são instalados os reclassificadores. dois filtros. onde existe um coletor transparente. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. dois resfriadores de óleo. em que temos duas bombas de lubrificação. Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais. O óleo condensado fica na caixa ecológica. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação.Pense e Anote (geralmente duplo). sendo adequada para ser transportada. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. Para cada ponto a ser lubrificado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . corresponde um reclassificador. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. A pressão de distribuição é bem baixa. temos uma válvula que possibilita drenar o óleo. onde é instalado um distribuidor. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante. Na parte inferior desse coletor transparente. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). o que equivale a 0. Nesse caso. um resfriador e uma válvula de segurança. Nesse tipo de lubrificação. saem as linhas de distribuição da névoa. Essa mistura é preparada em um gerador. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro.

não entram umidade nem pós na caixa de mancais. Por ficar levemente pressurizada. Como o coeficiente de atrito é menor. Na maioria dos casos. do cachimbo.Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%). anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos). Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a potência consumida pela bomba cai. a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais. Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. Eliminação do uso de copo nivelador.

FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115). Quanto maior o número. 502. o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. quando especificado que serão lubrificadas por névoa. a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro. O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos. sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117). Nas novas. Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado. O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116). 503. maior a vazão de névoa. O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. 504 e 505.Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. Somente este modelo é montado no distribuidor.

nesse tipo de mancal. Existe também o de névoa de purga. FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura. é adotado o sistema de névoa de purga. Por isso. 200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . sendo mantido o nível de lubrificante original.

As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa. Nessas bombas. ambas sem selagem. daí seu nome. que significa “enlatada” em inglês. A bomba canned. nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned. FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote . possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais.Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício.

abastecimento com funil ou regador sujo etc. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. produtos de 2a linha. aumento de esforços radiais e axiais. À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. produto bombeado. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . recirculação. sujeiras etc. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. desalinhamento entre bomba e acionador. estocagem inadequada etc. a água está dissolvida no óleo e não é percebida. À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. vapores e gases. Nesses níveis. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. esforços da tubulação etc. Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. Para identificá-la. raios de concordância etc. desbalanceamento. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada. pós etc. diâmetro da caixa. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água.

o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais. Nos percentuais mais baixos de água. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses. a vida do rolamento é considerada normal.000ppm. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 .000. A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e. a queda passa a ser bem lenta. Na Figura 120. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. Por outro lado. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas.03 100 = 0. passaria a ser a cada 2. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. Se a falha ocorresse a cada ano. a do mancal. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo.3 vezes.000 = 3 10. indo para 300ppm. Quanto maior a temperatura. se a umidade aumentar três vezes. o que reduz significativamente sua vida. como conseqüência. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. Com 100ppm de água.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação. maior a oxidação. a redução é de quase 50% na vida útil. Após 350ppm. Na Figura 121. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo. a vida será reduzida para 45% da normal.000. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar. nas temperaturas usuais da caixa de mancal.3 anos. ao passar de 100 para 200ppm. ou pouco mais de 5 meses. ficando em 25ppm. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes.000 de partes da mistura água/óleo.45 ano. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0. Depois dos 1. porque fica emulsionada. degradando rapidamente o óleo. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos. Provavelmente. recebendo o valor de 100%. A Figura 120 mostra que. Isto corresponde a 300 ppm = 300 1.000 = 0. o rolamento teria uma vida relativa de 230%.

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo). ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume.Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa. dos mancais. LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. o Marbrax 68. quando altos. Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra. reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e. A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que. LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2. conseqüentemente. O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento. por exemplo.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

interligados por um eixo. Tipo pneu. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. Geralmente. Nos catálogos. realizando apenas uma renovação parcial. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador. No caso de bombas em balanço. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. Atualmente. como as OH1 e OH2. No caso de bombas centrífugas. De engrenagens. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. Para facilitar a desmontagem das bombas. Consiste no uso de dois acoplamentos. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. Os principais tipos empregados são: Rígido. Em bombas com impelidor entre os mancais. De lâminas ou discos flexíveis. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo. Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. De correntes.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. FS. um em cada extremidade. De pinos amortecedores. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens. metade flexível e metade rígido. a graxa tomará caminhos preferenciais. Na seleção de um acoplamento. Este último costuma ter o diâmetro maior. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga. tipo BB. De garras com elastômero. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. o que ocorre a cada 6 meses. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. Nesses casos. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. os dois acoplamentos utilizados são híbridos.

600 Máx.2 3.1.000 6. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional.0 Adotando o fator de segurança de 1.0 16.7 23. acionador x FS = 60 x 1. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5").750 3. sempre utilizamos a potência de placa do acionador.0 . PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3. FS = 1. hp/ 1.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp.550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6.5 6.7 34. por Pense e Anote exemplo.0 23. adotando.0 5.6 4.000 4. é aconselhável usar segurança adicional.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2.8 14. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência.FS = 1. Entretanto. Dados: Potência – 60hp Rotação – 3.8 17.000 5.7 3.000 6. O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm.0 27.000rpm 1.3 2. temos: Potência para seleção = Pot.000 6. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para efeito de dimensionamento.500 3.1. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis.9 11.

000 3.1. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote .000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm. achamos 23. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado. Quando dimensionar um acoplamento para bombas. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba. teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada. há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. o que corresponde ao acoplamento 10M.550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm). igual ou superior a 1.000rpm Rot rpm/1. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”.55 A divisão da rpm por 1.Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18.6. poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação. usar sempre um fator de serviço. Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18. Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada. Essas letras são de Distance Between Shafts End.000rpm.550/1000 3.7hp/1. FS. aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm. Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos. Sua rotação máxima admitida é de 3. Portanto. caso ele seja balanceado dinamicamente.6 hp/1. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação). Uma vez selecionado. Se ainda assim não atender.750rpm (a da bomba é 3. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada.

7 na temperatura de bombeamento. Escolhido o tamanho da bomba. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor. entre outras coisas. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores.6kg/cm2M Pressão de descarga – 16. PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas. Se. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC. antes de fazer a especificação final.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. Sempre que possível. essas bombas não atenderem. É usual. como no caso do API 610 que.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. principalmente. o que permite o cálculo da potência consumida. Exemplificando. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH. ainda assim. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar. aumentando o NPSH disponível. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba. que possuem NPSH requerido mais baixo. Algumas partes da especificação provêm de normas.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1. o diâmetro do impelidor.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência. o NPSH requerido e o rendimento. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado.

não necessitamos de fatores de correção. obtemos o diâmetro do impelidor.200 65 250 80 .200 65 .125 50 .Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m.160 100 160 32 . Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico). o NPSH requerido e a potência para água. a potência será de: Pot = 76 x 0.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 . Com esse ponto. Entramos nas curvas da bomba 40-315.200 32 .125 40 .550rpm e determinamos a bomba 40-315.8. Diâmetro do impelidor = 322mm. com a vazão e com a AMT. e marcamos o ponto de trabalho.315 50 .250 40 .315 50 250 50 . temos: 1cv = 0. Figura 124. o rendimento.250 40 200 80 . Para querosene com densidade de 0.160 40 .200 100 200 32 . FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 .8cv Da Tabela 11. entramos na Figura 123 para bombas com 3.8 = 60.125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa.250 32 .160 50 160 65 160 80 .

A potência consumida em hp será: hp = 59.8 = 59.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .8cv x 0.9hp cv Pot = 60.6hp 274 x 0.986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.

devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado. devemos ter certeza de que o problema é da bomba. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. nesse caso.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. Com o tamanho escolhido. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente. o que logicamente levaria a uma bomba maior. Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional. como vazamento ou vibração alta. Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba. a abertura da bomba não é a solução para o caso. podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas. entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . Se o NPSH não atender. entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e. como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. o NPSHdisp > NPSHreq. portanto. a bomba selecionada atende. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha.

214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. 7. Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. 2. Muitas vezes. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. Entende-se como em boas condições: 1. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. estando em boas condições. Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais.estes que são visíveis. seja pela imprecisão do método de medição no campo. as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. No diagrama de bloco a seguir. Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). Bombas que apresentam vibração ou ruído. 6. 3. Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. 4. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade). NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação. Bombas com vazamentos. Carcaça ou difusores sem desgaste. Na abertura da bomba. sempre apresentam pequenas variações na forma. por serem peças fundidas. 5. ou seja. Figura 125. mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição. Rotação correta. Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. A seguir. Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna.

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. ✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. Para efeito de cavitação.A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. o NPSH disponível já é alto. uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível). não está conseguindo aumentar sua vazão. como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. a recirculação interna. Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido). parecido com o de “batida de pedras” na carcaça. por exemplo. alterando suas características na região de sucção. que pode ter sua origem em: te fechada. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). Como a bomba está apresentando baixo desempenho. convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem. ✔Bomba com folgas internas altas. ✔Desgaste no impelidor. A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. normalmente. é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão. não é uma causa provável. Cavitação ocorre. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. quando a bomba está trabalhando com vazões altas. filtro sujo etc. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. No segundo estágio. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível. sua origem é: mais propício à cavitação. ou seja. 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . portanto. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido.

uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. nesse caso. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. bastando. 8. em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). que possui 12% de Cr. 6. aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. são: 1. A pressão de vapor acaba se cancelando. alterar o valor de controle (set point). Portanto. por ordem de facilidade.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. Quando a bomba succiona de um vaso fechado. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação. Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. com a conseqüente redução da perda de carga. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável. por exemplo. ou a eliminação de acessórios instalados nela. Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. 7. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH. Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração. ou a simplificação do encaminhamento da linha. trará o ganho necessário para evitar a cavitação. É usada para conviver com o problema. 3. 9. o qual resiste mais à cavitação. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. Reduzir a perda de carga na linha de sucção. Dentre os materiais usuais. alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. 5. 2. 4. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba.

FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. nesse caso. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. vamos ao passo seguinte. A solução. é ajustar a rotação. entrada de ar ou de gases. conseqüentemente. que apresenta alguma deficiência. Se tudo estiver correto. temos de diagnosticar se o problema é da bomba. Portanto. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos. a bomba pode não atender ao processo. te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. Se vapores saírem. que está exigindo maior potência ou do acionador. é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena. As razões para isso podem ser: da) antes da partida. se a rotação estiver mais baixa. Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima. mação de vórtice e. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que reduzirá seu desempenho.

A potência também irá variar diretamente com o peso específico. A viscosidade também altera a curva da bomba. com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. para um mesmo produto. ela poderá não atender às necessidades do processo. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. Portanto. e afeta negativamente o desempenho da bomba. Dependendo dessa alteração. não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. Necessitamos. motores de combustão interna. Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. portanto. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido. Quanto menor a temperatura. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. muito empregadas nas turbinas mais antigas. devido a um pequeno aumento da carga. ainda.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. reduzindo a AMT. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. a vazão e o rendimento. maior a viscosidade. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). ou próximo a ela. temos alteração das pressões e da potência. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . nas buchas entre estágios ou. Ocorrendo modificação do peso específico ( ). Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. ela terá seu desempenho alterado. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto. ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação. Quanto maior a viscosidade. Na prática. essas variações de densidade costumam ser pequenas.

a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3. Se o desvio for pequeno. o que dificulta a medição. Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. Nesse caso. costuma ter um orifício de 1/4”. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. que pode servir para adaptar o manômetro. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff). É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Em último caso. Na maioria das vezes. que pode servir para amortecer pulsações da pressão. a bomba está boa. podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão. normalmente no flange de sucção da bomba. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. já verificamos o NPSH. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba. costumam ocorrer pulsações. corrigir os valores da pressão. valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. Nessa região. estando todos dentro dos valores considerados normais. Anteriormente. Quando não dispomos de indicação de vazão. pelo roteiro. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. oscilam muito e falseiam as pressões lidas. Caso ele não exista. O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. como válvulas.narias tem medidor de vazão. o problema é da bomba. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente. a escorva.

Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos. os valores são válidos para 440V também. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89. teremos de obter.7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor.85 0.88 0. medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta. trifásicos com grau de proteção IP55.7 0.2 92.90 745. com 220V. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão. A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745. Quando a bomba é acionada por motor elétrico.86 0.88 75% carga 100% carga 50% carga 90.1 91.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0.4 90. O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.1 92. usando uma proporcionalidade.90 0.90 0.88 0.91 0.86 0.: 90% – usar 0.5 91. Ex. Embora a tabela seja para 220V.78 0.5 92.550rpm).85 0. podemos avaliar grosseiramente a sua potência.7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor. o fator de potência e o rendimento do motor. além da corrente.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote .1 91.VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico.90 0. a voltagem real. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor.5 93.88 0.85 0. o erro será pequeno.3 92.

Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Roçamento interno. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores. Cavitação. Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. Para motores elétricos. é porque o rendimento dela caiu. geralmente. Base não grauteada adequadamente. Mancal de deslizamento com folga alta. No caso de turbina acionando bombas. Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. a avaliação da potência é mais difícil. Chumbadores da base soltos. tentando aumentar a rotação. a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. dificilmente dispomos desse dado. ou seja. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico). O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente. podemos realizar uma análise de vibração. Mancal de rolamento com desgaste. está com algum problema interno. Folgas internas altas. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba.Caso o acionador seja uma turbina a vapor. Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. determinando as freqüências envolvidas.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
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ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

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Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

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Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
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Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

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tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
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Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
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O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena. Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m). quando passam muito próximas da lingüeta da voluta. dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . geram um pulso que se transforma em vibração. esta vibração pode ser bastante acentuada. é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada. Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação.FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor.

> 6 % Para bomba com difusor – folga mín. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3. > 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta. Num torno. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor. ou raio interno do difusor. uma bomba com impelidor de cinco pás. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta. Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 . Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín. que possui a mesma linha de centro do eixo. R3 – Raio da voluta na região da lingüeta. girando a 3. Para aumentar a distância e solucionar o problema. não devemos ter problemas.750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor). Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. Exemplificando.550rpm.25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga.000 = = = 6. desde que não comprometesse o desempenho da bomba. fica fácil. O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido.750CPM = 17. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução. basta centrar pela guia da carcaça.550 = 17.

menor a vibração da bomba. Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna. o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente. Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências. Na falta da folga do fabricante.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. Quando ultrapassamos a folga máxima. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado. pista externa. gaiola ou esferas. permitindo que a bomba vibre. Quanto menor essa folga. usar os valores recomendados no item Dados Práticos. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Em impelidores pequenos. dependendo do grau de obstrução. Neste caso. ou examine-os com o auxílio de uma lanterna. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. ao girar. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados. a visualização dessa obstrução pode ser difícil.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. o ângulo é zero. Caso tenha dúvidas. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N. Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). aumentando em muito a vibração. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. seja por uma falha de fundição. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração. passe um arame por dentro de cada canal. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas. a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares.

Nesse caso. Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção. Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. a bomba exigirá potência maior. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1. elevando a potência consumida. 232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A potência varia com o cubo da rotação. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão. Portanto. o rendimento da bomba cai. portanto. Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ).053= 1. a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação. se a vazão estiver acima da especificada.16). Essa vazão adicional consome uma potência adicional. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. as vibrações ficam instáveis.Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores. ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios. Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba. Quando ocorre roçamento. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. Pense e Anote Portanto.

✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. com anel pescador ou com anel salpicador. mais escuro o óleo. a temperatura máxima do óleo será de 70ºC. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. Quanto mais frio o óleo. Se o nível de óleo estiver alto. A oxidação dá origem a lamas. ✔Bomba operando com alta vibração. elevando. em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. aquecendo-o mais. devido à sua folga maior. conseqüentemente. irá aumentar a geração de calor. A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais. ou axiais elevadas. ou do coefiba e do acionador. Quanto maior a temperatura. Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. principalmente água. maior a sua vida. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. ✔Contaminantes no óleo. Por outro lado. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais. levando a esfera a ter contato com a pista. ✔Óleo com viscosidade inadequada. Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais. mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. Ver Figuras 120 e 121. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. a temperatura dos mancais. Quando a lubrificação é por névoa. o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. ciente de atrito. aumentam ligeiramente a vibração. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. gomas e vernizes. Quanto mais oxidado. Se a temperatura ambiente for de 30ºC. O aumento dos esforços. Portanto. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo. o que aquece e encurta a vida do rolamento. mais rápida a oxidação do óleo. Isso provoca o rompimento do filme de óleo. As razões anteriores são óbvias.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados.

trabalhando muito tempo sem evolução. Algumas vezes. esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. juntamente com seu mancal. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. temos de abrir o selo para reparo. é facilmente identificado. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. se visível. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem. Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. raramente este volta a ficar estanque. Bombas com vazamentos O vazamento. Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. fica fácil sua determinação. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. como ocorre nos selos tipo cartucho. posteriormente. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. o local mais comum de vazamento é pelas sedes. se a luva prolongar-se além da sobreposta. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. Nos selos mecânicos. durante a partida.Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. conseqüentemente. embora menos comum. Na selagem por gaxetas. vazam um pouco e. afetando o balanceamento axial (Figura 145). a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo. é normal um pequeno vazamento. as sedes se acomodam. caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se a curva ficar paralela ao eixo.

facilitando um possível roçamento. as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 . monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical.Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas. Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2). A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas. sempre que possível. Vale o mesmo para a montagem da carcaça. Montando na posição horizontal.

Mín. >120 a 180 Máx. >18 a 30 Máx. >315 a 400 Máx.002 ➜ Máx. Mín. >180 a 250 Máx. >50 a 80 Máx. Mín. = 50. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49.999 + 0. >80 a 120 Máx.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx. >250 a 315 Máx. = 50. >30 a 50 Máx. Mín. Mín. Mín.018 e 49. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49. + 18 e Mín.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Mín.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6.017 e Mín. Mín. Mín. Mín. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx. Da Tabela 30.999 + 0. >400 a 500 Máx.

D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB. Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0.05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor. para o tambor de balanceamento e para as luvas. 0 ➜ 75.075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote . O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1.9 x 109) as excentricidades de 0. para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx.000 a 75.9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB.05mm.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 . + 30 e Mín. Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 .030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1.PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30.

em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx. Fator de L4 1.1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 4. EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1.05mm 2.500mm. a excentricidade máxima é de Eixo < 0. 0.025mm LTI máx.1 m /mm de diâmetro da face. 3.500 4 5. 0.0625 12 flexibilidade = = = = 1. ou com 13 m. Para montagem com interferência. o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI.600 Coluna da direita da Tabela 31.125mm LTI 0. 0.025mm LTI máx. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1. 5. 0. da VS-1 até a VS-7. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0.9 x 109 D2 60 2 3.025mm Peças < 0. Para o eixo das bombas verticais. valendo o que for maior.100mm LTI máx.406 x 109 < 1. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2.

3.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0. Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0. Se for guiada internamente. medir em 1.125mm Se a sobreposta for guiada externamente. medir em 2. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote .125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0.

O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização.01 a 0.07mm 3 = 0. no qual os rolamentos se apóiam. como os usados em máquinas de balanceamento.05mm 4 = 0.07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados.10mm 8 = 0.07mm 2 = 0.03mm 6 = 0. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0. Os ressaltos do eixo.03mm 7 = 0.05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo. Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos. devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes.A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH.

r mín. h r mín. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência.5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm.5 vez a pressão de projeto. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos. tambor de balanceamento. ra r mín. A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba. Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor. indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2.Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín. Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. o que for maior. ele deve ser realizado com 1. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste.000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 .

5 pelo API N – 1.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10.800 x 100 1. A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6.4 grama na periferia do impelidor.4 g O desbalanceamento admissível seria de 1. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas.388 NxR 1.000 x 2. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2.5 x 10 = = 1.PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1.000 x G x M 10.

No balanceamento do conjunto rotativo. O grau G-1. a bomba ficará desbalanceada. Isso porque. Com o passar do tempo. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica. essa correção é desnecessária. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda. Portanto. evitar corrigir no acoplamento.800rpm e com peças montadas com folga. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . o que gera deformações nas guias. Na maioria das vezes. GRAU G-1. ocasionando um relaxamento de tensões.No balanceamento dos conjuntos rotativos.800rpm e com peças montadas com interferência. normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente. Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias. que são usinados para “recuperar” a folga recomendada. usar: GRAU G-2.5 Bombas abaixo de 3. se necessitar ser substituído no campo. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações.0 Bombas acima de 3.800rpm ou acima de 3.

Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . conforme mostrado na Figura 136. Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes. Para evitar esse problema. a norma API 610 – 9a edição.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias. é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies. danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso. Na falta delas.

89 275 até 299. normalmente.99 225 até 249. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling).99 100 até 114.50 0.28 0. caso das buchas das bombas verticais. Nesse tipo de aplicação.99 80 até 89.38 0. 2. Acrescentar 0.70 0.99 500 até 524.99 425 até 449.001 D – Diâmetro do anel em mm.99 625 até 649. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300.99 325 até 349.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC. adotar a folga: Folga (mm) = 0.58 300 até 324.55 0.99 65 até 79.99 400 até 424.99 200 até 224.99 600 até 624. usar as folgas da tabela.48 0.63 0.75 0.60 0.99 350 até 374. os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32.90 0. Para materiais não metálicos (por exemplo.45 0. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400.35 0. Para ferro fundido.40 0.73 0.99 525 até 549.68 0.89 125 até 149. PEEK).99 150 até 174.25 0. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento. bronze.99 475 até 499.89 250 até 274.78 0.80 0.99 175 até 199.65 0.95 1.88 0.99 375 até 399.33 0. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido.99 115 até 124.99 90 até 99.99 575 até 599.85 0.99 0.43 0.99 0.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote .99 550 até 574. Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento.95 + (D – 650) x 0.53 0.99 450 até 474.30 0. 3. Para diâmetros superiores a 650mm.83 0.

tenham dureza superior a 400BHN. Por causa dessa tendência. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir. a estacionária e a rotativa. a menos que ambas as superfícies. temos: Folga diametral = 0. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies. Nesse caso. o dobro da folga pode levar a vibrações altas. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias. A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais. parafusos axiais ou radiais. Em alguns tipos de bomba. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API. as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316.5 a 2 vezes a folga citada pelo API. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. como no caso das de dois estágios em balanço (OH). PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32.AISI 316 revestido de material duro.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato. De modo geral. A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. seguir a recomendação do fabricante. Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento. ou pontos de solda. Stellite. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se isso não for possível. deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico. o que leva a um gasto maior de energia.

84mm Impelidor Para reduzir estoques.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. Nas bombas com difusor.12 + 0. ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B). é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo.12mm. não há ganho com esse tipo de corte. portanto. podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba. Folga final = 0. Com a utilização de uma ponta montada.12mm. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção. Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC. ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba. Nesse caso. para efeito de cálculos. acrescentar 0. Assim. pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição. FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 . o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta. Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte. o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás. são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor. Na Figura 137.12 = 0. acrescentar 0. Nas bombas com carcaça em voluta.60 + 0. Nesse caso. usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E). deixando intactas suas laterais (Figura 137 C).

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

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PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

001x D(mm) 0. Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento. adquire uma largura proporcional à folga. ou como folgas radiais ou como diametrais. A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo. utilize uma rasquete. Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes. Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada. Nessa condição. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial. Trata-se de um filamento plástico que.07 + 0. ficando uma folga pequena entre as pistas internas. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível.003 + 0.5 folga normal In 0.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . ao encostar um rolamento no outro. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento. somente as pistas externas se tocam. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage. As folgas diametrais são o dobro das radiais. Depois de deformado.Pense e Anote de modo que. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga. ao ser deformado. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1.

ou da parte de baixo da bomba.15 = 0.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1.07 + 0. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B.5 x 0. o que leva à falha prematura do mancal. Por esse motivo. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C). A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente. o que prejudica o fluxo do líquido. Caso a tubulação venha de cima. gerando um elevado empuxo axial.001 x 80 = 0.22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior. Se for paralela. o lado plano deve ficar para cima. o lado plano deve ficar na parte inferior. ela deve ser perpendicular ao eixo. a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente. Pelo mesmo motivo citado. FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção. as reduções devem ser excêntricas. Caso a mesma venha reta. caso tenhamos uma curva próxima à bomba. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0. causando problemas no bombeamento.

as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor. a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba.FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção. Caso não exista espaço. girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo. A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor. Assim. gerando empuxo axial alto. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote .

Neste caso. ou pode ser colocada na linha de descarga. com as folgas adequadas. diafragma ou pela rotação de uma peça. maior a pressão. nessa região. Nas bombas centrífugas. Na realidade. Os nomes dessas bombas. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. por razões de segurança. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . Já na bomba de deslocamento positivo. na operação da bomba de deslocamento positivo. para uma mesma rotação. ou seja. tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema). a pressão pode chegar a valores muito altos. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. externamente à bomba. Ocorrendo uma restrição grande na descarga. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). reduzem o volume da câmara. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. de deslocamento positivo ou volumétrica. Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. devido à fuga do líquido pelas folgas. ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão. Podemos afirmar então que. Se a bomba estiver em bom estado. empurrando o líquido para fora da bomba. Nas bombas de deslocamento positivo. evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. não depende do sistema. deslocam esse volume até a descarga e. Por esse motivo. a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo.Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. a vazão é constante. são decorrentes desse seu modo de trabalhar. pistão. sendo interna. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. esta fuga pode ser considerada desprezível.

as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. sendo chamadas. Para tal. ao contrário das bombas centrífugas. aumentam a potência para o bombeamento. de turbinas de recuperação hidráulica. deixando-o sair pela sucção da bomba. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas. para líquidos acima de 1. que as tornam auto-escorvantes. neste caso. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre. são mais indicadas para esses casos. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. raramente são usadas bombas centrífugas. Por isso. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão. basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga. conseqüentemente. A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. As bombas de deslocamento positivo. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça. Mesmo sendo autoescorvantes. As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. e é o sistema que comanda a pressão. Com líquidos de viscosidade alta. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido.000SSU (200cSt). as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir. por não serem afetadas pela viscosidade. ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). não se usa AMT e sim a própria pressão.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas. Nas bombas alternativas. ou seja. As bombas volumétricas. como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . são sempre auto-escorvantes.

Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. responsável por deslocar o líquido. Válvula 10. necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. Pistão 9. a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste).do pistão. as de dois cilindros são as duplex. FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO. Nesse caso. como um motor elétrico. As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. DE SIMPLES EFEITO. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. de um êmbolo ou de um diafragma. Camisa 7. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção. Eixo de manivela 3. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. Cilindro 8. Carter 2. Biela 4. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. Cruzela 5. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso. subtraindo-a. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. o que leva a uma perda de desempenho. devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção. ou podem utilizar um acionador rotativo. Haste 6.

DE DUPLO EFEITO.FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX. ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Quanto maior a vazão de vapor. Temos dois ciclos: admissão e descarga. Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. geralmente. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. À medida que o diafragma vai subindo. O pistão da bomba. a bomba tenderá a disparar. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. Assim. levando junto o diafragma. que é o acionador. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor. os quais demandam bem menos potência. leva a bomba a disparar. fazendo a inversão das aberturas. lado esquerdo da Figura 151. em vez de líquido. que está interligado ao de vapor. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. Ao atingir o ponto superior. estará bombeando ar ou gases. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. A bomba. ou seja. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. podendo vir a quebrar a bomba. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro. Ao chegar ao final desse curso.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. Com isso. O outro é o cilindro do produto que será bombeado. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. movendo-os solidários. o vapor gera um movimento contínuo alternativo. Essa situação. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba. fazendo com que ele suba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . torna a inverter o movimento. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. maior o número de ciclos executados por minuto. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. maior a velocidade de deslocamento do pistão. Inicialmente. Ao chegar ao final do curso. o pistão irá mover-se para a esquerda. Inicialmente. ele inverte. Um é o cilindro de vapor.

Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão. variando a rotação ou o curso do pistão. movida a ar comprimido. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se. modificamos o raio da manivela.Assim que o líquido parar de ser admitido. FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste. Uma das câmaras é a acionadora. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. podemos modificar a vazão. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. O diafragma começa a descer. abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas. Para variar o curso. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. arrastando com ele o pistão. O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como o de biela/manivela. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. e a outra é a do produto que será bombeado.

a vazão seria sempre a mesma. Esses amortecedores podem ser de diafragma. é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. de bexiga ou de pistão. a pressão também sofrerá variação. conseqüentemente. Ela é máxima. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. um pouco menor a vazão fornecida ao sistema. Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . independente da pressão (caso teórico).Algumas bombas. quando o cilindro está no meio do curso. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). No caso real. As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. que trabalham com fluidos agressivos. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. Quando a pulsação puder trazer algum problema. menor a pulsação de pressão e de vazão. as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. maior esse vazamento e. A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante. A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo. por meio de rotação. Como toda bomba de deslocamento positivo. empurram o líquido para a descarga. quando está no início ou final do curso. Para uma mesma rotação. Variando a vazão. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa. Se não tivéssemos as fugas. Nas alternativas puras. quanto maior o número de cilindros. e mínima (zero).

FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba. 2 ou 3 fusos). Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas. FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de palhetas e de lóbulos. menor as fugas. de fusos (1.

Na bomba da Figura 156. a região de descarga. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. do contrário. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. Neste caso. Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3. como também devem estar na carcaça ou no crescente. No caso de três fusos. fica a região de sucção. Para ter um bom desempenho. A bomba de parafusos. onde os dentes se engrenam. cada uma girando num sentido. possui um fuso motriz e dois conduzidos. região 1. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. Ao chegar à parte superior. Devido ao elevado número de dentes e à rotação. impedindo o retorno do líquido para a sucção. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. Por isso. há necessidade de um sistema de balanceamento axial.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. As duas engrenagens. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. Depois dele. haverá perdas no volume bombeado. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga. bombeiam simultaneamente. a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. entre dois dentes consecutivos e a carcaça. descarregam pelo centro da carcaça. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo. Ao girar. Antes do crescente. onde é liberado. o que equilibra o esforço axial nos fusos. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . seja qual for a pressão reinante na descarga. a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. levando-o para a região 2. os dentes se engrenam. mostrada na Figura 155. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos.

Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido. Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna. A vazão é contínua. da sucção para a descarga. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . logo.vai girando. o líquido vai sendo deslocado axialmente. não temos pulsação de pressão.

deslocando-o até chegar à região da descarga.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. mantendo contato com a carcaça. Figura 157. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 . Com rotação alta. pela força centrífuga ou por meio de molas. as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão. são utilizadas bombas em série. na sucção. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. Nesse rotor. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. aproximadamente de 6kg/cm2. onde cabe um determinado volume. bloqueia o líquido nessas câmaras. como Buna N e Viton. ficam alojadas diversas palhetas que. Devido à excentricidade do rotor. são expelidas. ao girar. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido. o qual normalmente é construído de um material elástico. Quando se desejam pressões maiores. Na região de sucção. da sucção para a descarga. O rotor.

Os rotores estão sempre em contato na parte central. fazendo a vedação. dois. FIGURA 159 BOMBAS COM 1. ao girarem. 3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . volume esse que é deslocado e liberado na descarga. Pelo seu formato. 2.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. três e cinco lóbulos. Existem bombas de um. aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça.

maior a vazão. não mostrado na figura.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote . deslocando o líquido da sucção para a descarga. portanto. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível. FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem. O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica. maior o curso dos pistões. montado sob a forma de U. Quanto mais inclinado o disco. que permite sua oscilação.

Os pistões são articulados com essa placa. O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula. PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão.FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais. Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante. DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste. 270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É conectado ao eixo através de estrias. PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica. EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias.

A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA. Junta esférica. Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande. Princípio de funcionamento O eixo. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. do número de pistões e do seu curso. mola e a caixa também fazem parte da bomba. mancal tipo bucha. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . sapata da placa. a placa oscilante e o bloco do cilindro. O volume deslocado depende do diâmetro. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante. juntamente com os pistões. Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. mostramos alguns outros modelos que são utilizados. giram solidários. A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. Na Figura 163.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática.

juntamente com uma palheta que faz a vedação. A palheta impede o retorno do líquido para a sucção. com o giro. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento. obrigando-o a sair pela descarga. A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior.A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica. O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento. vai sendo deslocado da sucção para a descarga. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote . Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas. existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE.Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas.

Seu rendimento é baixo. o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça. A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis. o líquido fica retido nessa câmara. Ao girar. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto. que fica recuado em relação à descarga da bomba.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor. Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. não será necessário escorvá-la. É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. 274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Na próxima partida. Quando a bomba é desligada.

SKF. 9. API 610: centrifugal pumps for petroleum. Centrifugal pumps handbook. SULZER BROTHERS LTD. petrochemical and natural gas industries. 2. Understanding pump cavitation.ed. WORTHINGTON. Bombas industriais. NELSON.Motion Control NSK..ed. MATTOS. Chemical Processing. Catálogo 4000P Reg. fev. PSI pump selection for industry. NSK. E. Winterthur: 1989. Torino: 1990. São Paulo: 2002. W. de 1997. Rio de Janeiro: Interciência. 47-6100-1990-09. E. FALCO R. Nova York: [19 —] . E. Washington: 2003. NSK Rolamentos .Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. 1998.

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