PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões.

NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . carga ou head 107 Cavitação.Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT).

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H. desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades. acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote . de simples efeito. excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão.

3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa.FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1. de duplo efeito. 2. de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante.

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

SP. A variação da complexidade do trabalho realizado. Assim. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. SE.Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos. indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. Com isso. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. É preciso. o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. e outras funções de processo. no diagnóstico de causas e soluções de problemas. o aumento ou a redução de velocidades. CE. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado. RJ e RS. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. MG. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. PR. Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. portanto. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 . a geração de energia. BA. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos.

máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. No preparo de gasolinas. para todos esses e outros serviços. Até há bem pouco tempo. certamente. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. por exemplo. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras.Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas. a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. usam-se oleodutos. o controle de vazão é fundamental e. favorecidas por geografia peculiar. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. Além das distâncias. dessa forma. Mas. Hoje. Para que elas estejam disponíveis. Sem elas. não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. existem os mecânicos de manutenção. Pela própria natureza da tarefa. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. quem o faz já é a própria bomba. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e. condensadores. Enfim. bombas dosadoras são fundamentais. Algumas instalações. corrigindo seus defeitos ou falhas. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas. praticamente. A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência. usam-se intensa e extensivamente as bombas. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias. tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa.

18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Assim. preservação do meio ambiente e custo adequados. quando executa seu trabalho. deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas. segurança. mecânico. é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho.Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade. como parte de uma equipe.. A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança. Pense nisso! Você. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados. Você. Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá.. mas o seu serviço está.

as principais unidades usadas são: pés (ft).01mm) e o mícron ( m). 2 mícrons. usamos muito o milímetro (mm). polegada (in). O plural de mícron é mícrones e mícrons. que é a milionésima parte do milímetro. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote . dizemos: 1 mícron. Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento. assim como os gases e os sólidos. portanto. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. e (mils) milésimos de polegadas. etc. Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras. 3 mícrons. propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos. que é a milésima parte do metro. No sistema inglês. Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas.Unidades e suas conversões. Em mecânica. nos itens a seguir. o centésimo de milímetro (0. quando tratarmos de conversão de unidades.

7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .54 centésimos de mm 5mils = 2.001 mils 39.540 2.800 25.3048 = 0.80 25.0000394 12 1 0.28 x 10 -6 3.0003937 0.000 100 1 0.0254 2.000 1 0.00328 3.4 0.480 2.37 0. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.01mm 100.A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0.370 39.609km = 1.03937 0.9144m 1mi = 1760yd = 1.000 10 1 304.4 ft 3.3048.0833 8.54 m 1.3937 0.00001 1 x 10-6 0.001 0. achamos 0.400 25.000 1.000 1. Portanto: 1ft = 0.000.54 x 5 = 12.1 30.01 0.28 0.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m).001 304.33x 10 -5 in 39.000 1 0.6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.03937 12. as quais são pouco usadas em mecânica.0254 0.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês.54 x 10 -5 mm 1.37 0. temos a jarda (yd) e a milha (mi).28 x 10 -7 1 0.3048 0.3048m Logo 2ft = 2 x 0. De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.

46 x 10 -4 – 0. minuto (min).907 1.35 – – Ton métrica 0. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm).001 1.274 0. hora (h).274 16 1 32. a onça avdp (oz).600 1.74 x 10 -3 1 24 1440 86. a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton).903 x 10 -6 6.0005 – 1 1.204. dia (d) e ano. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0.171 x 10 -8 1.01667 1 60 1 segundo = 3.600 Segundo 31. são as unidades de massa mais usadas em mecânica. a palavra é do gênero masculino). A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525.12 0.892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0.944 x 10-4 0. o grama (g) (atenção.Para converter mils para centésimos de milímetro.03527 35.000454 – 0.000 2. seu submúltiplo. basta multiplicar por 2.4536 0.54.6 1 0.840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0. Massa m O quilograma (kg).000984 – 0.0283 907.400 1.001 1 x 10 -6 lbm 2.9842 4.016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s).000 35. e o múltiplo.0022 2.2 0.102 0. a tonelada.001102 – 1.142 x 10 -4 0.000 1 1 x 10 6 454 28.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote .0625 2000 2240 Oz (avdp) 35.536.000 0.778 x 10-4 0.04167 1 60 3.157 x 10-5 2.18 1016 g 1.

Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R). PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas . Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês. FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão. na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1.033kgf/cm2). temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC. K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo.Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico.

155 0.000 100 1 92903 645.00694 in2 1550 0.764 0. FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4.0000108 1 0.01 929.4516 mm2 1.000.0001 1x 10-6 0.000 1 0.00155 144 1 = = = = = 0. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .0929 0. É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).001076 0.16 ft2 10. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ).03 6.Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura.

temos que 1ft2 = 0.929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo.h 3 = 3.0929m2 10ft2 = 10 x 0.0929 = 0.r 2 .PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4. 5 = 47. É sempre um produto de três dimensões.1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .14 . 32 .

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

No nível do mar. esta aceleração é de 9.5m/s2.000m/s 2.81m/s2.600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo. o valor de “g” é menor.5m/s m = = = 2. É a denominada “aceleração centrífuga”. ainda.000m/h 9. decorrente da atração da Terra sobre os corpos. a seguir. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos. Ao girar. expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2.5m/s para cada segundo ou. Nos locais mais altos.5 2 s 3. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”. conforme será visto no item sobre força. o que é equivalente a 2. um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração. a 2. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9.

81. Neste caso. que através de seu impelidor impulsiona o líquido.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote .42 (rd/s)2 x 0.10m = 98. Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho.4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31. teremos: Peso = mxg 9. neste caso. Quando subimos em uma balança para pesar. como qualquer força. ou seja. é a aceleração da gravidade.10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 . é o produto de uma massa pela aceleração. Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9. O peso. estamos medindo uma força. o peso é uma força. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação. a qual. estamos exercendo uma força. está exercendo sobre ele uma força. 300 = 31. Uma bomba centrífuga. PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton). ela recebe o nome de força centrífuga.

a massa permaneceria com o mesmo valor. ( ) N 30 2 . mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor. que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg.Como. ao nível do mar. peso é uma força. a aceleração é a centrífuga. ao dobrar a rotação. visto que massa e peso são distintos. ac = m .81 9. Portanto. neste caso. a força fica multiplicada por 2. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9. por exemplo. A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração.81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso. Num local mais alto. Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar. Se dobrar o raio.81 = m x 9. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. Portanto.81m/s2. Como vimos.r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro. é o produto da massa pela aceleração. a força centrífuga fica multiplicada por 4. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m . o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. a aceleração da gravidade é de g = 9. ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número. o que é uma simplificação. Dizemos. só que. este valor simplificaria o denominador.

se girasse a 300rpm e com um raio de 0. Fc = m x ac = 0.No caso da peça mostrada na Figura 8. de aceleração. Para realizar esse trabalho.01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância. calculamos que para N = 300rpm e r = 0.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2.00454 N 9.665 980.6 = 19.02x10-6 0. visto anteriormente.102 1.72N = 19. PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote .102 = 2.72 x 0.000 100.665.000102 1.72N Da Tabela 8: 1 N = 0.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0.45x 105 lbf 2.000 0. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.10m? No problema 14.200 x 98.02x10 -9 0.806 9806 1 0. aumentamos também o raio de giro.00001 4. foi gasta uma energia.001 1 0.454 Ton força 0.000 1 4.10m ➜ ac = 98.204 0. Energia e trabalho são equivalentes. ao aumentarmos a rotação.45 dina 980. devido ao fato de a massa ser articulada. a força será expressa em N. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga.102kgf ➜ Fc = 19.200kg.225 2.2 2.

podem ser expressos pelas mesmas unidades.h 1BTU 1cal 1lbf.00929 9. d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave.34 0.48 x10-4 3.427 0. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h).187 1.00397 0.8 1 3.77 x10 -7 1 2.77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2.36 KW.h 2. FIGURA 10 Como podemos notar.655x10 6 778 3.m = 1kW. percorrendo a distância d.6 x 106 1055.001285 cal 2. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância. é energia mesmo. ou seja.67 x 105 108 0.239 8.m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf .93 x10 -4 1.138 J = N.6 x 10 5 252 1 0. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .72 x10 -6 BTU 0.324 lbf.102 3.m T → N . temos de exercer um torque na porca.m = 1 0. Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação.23 0.09 1 1J = 1N.ft = = = = 2.16 x10 -6 3.m 9. Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.m 1kgf.412 1 0.06 4.738 2. A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh.ft 7.

36 x 10 7 1.m = 1 0. temos: 1 lbf .102 0. ainda.8kgf .02 x 10 -8 1N.0833 7.ft = 0.8kgf . Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo.in = 1dina.8 x 10 7 1 x 10 7 1 .ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft.85 12 1 8.138 0.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf. em CV. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 . cm 9. ft = 100 x 0.50 Portanto.m. com uma chave de 0.738 1 0.m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas.6kgf 0.8 = 27.13 x 106 1 1lbf.356 0.38 x 10 -8 1lbf. m ➜ 13.m 1kgf. é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou. in 86. teríamos de fazer uma força de 27.Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf.0115 1.ft = 1lbf.cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0. ft 7. Da tabela acima. Pot = T t T → J = N.8 8. m 9. m = F x 0.138 = 13.m F→N e d→m Tq → N.138kgf .50m F= 13.8 1 1.233 0.m = 1N.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf.85 x 10 -7 1 dina .113 1 x 10 -7 1lbf.m F → lbf e d → ft Tq → lbf.50m.

é a massa de cada unidade de volume.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1.36 1.00134 1.986 cv 0. 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000 745. cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13.00136 1. Q.341 1 0. H 274 .341hp ➜ 100kW = 100 x 1. possui uma massa específica de 13.6g. 70% → usar 0.7457 0. usado em manômetros e termômetros.7355 hp 0.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência.5 KW 0.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = . temos: 1kW = 1.001 1 0.7 735. = massa volume Na temperatura ambiente. ou seja.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume. o mercúrio.6g/cm3.341hp = 134. ou seja. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex.

É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente. é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. menor a sua massa específica. cuja definição veremos em seguida.PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. se aquecermos um produto. mas sua massa permanece constante. Quanto maior a temperatura de um material. seu volume aumenta com a temperatura. A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0. Por esse motivo.998g. é mais usual o emprego do peso específico. sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material. A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote . Logo. No caso de bombas. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume). do que da massa específica. o que levaria à redução da massa específica. mantendo o numerador (massa) constante.998g/cm3. sua massa específica é 0. logo.

0005787 1 1 0. em forma de cubo.0624 1 1728 lb / in3” 0. o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3.TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente.61 x 10 -5 0.43 0. medir seu volume e fazer a divisão. PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água. apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente).68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume.016 27.0361 3.02 27680 lb /ft3 62. basta pesá-lo. sabendo que um reservatório completamente cheio.001 0.000 1 16. = peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material. com cada lado medindo internamente 5cm. 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição. acima.68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2. Na temperatura de 20oC.2 8. uma vez que o volume é modificado.02 2.0624 1 1728 lbf/in3 0.89 0. 1cm3 de água a 80oC pesa 0.001gf/cm3 = 2.016 27.8 11.8 8.500 x 0.971gf/cm3 e a 200oC é de 0.94 0.001 0.68 a 0.5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote .78 0.865gf/cm3. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.82 0.94 13.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0.70 a 0. Por exemplo.O peso específico varia com a temperatura. o peso do cm3 de água cai para 0.5 0.8 vezes mais do que o mesmo volume de água.43 0.787x 10 -4 1 1 0. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.02 27680 lbf/ft3 62.61 x 10 -5 5.971gf.0361 3.86 a 0.500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão. Como peso específico é uma relação entre peso e volume.001gf/cm3 ➜ 2.85 a 0.94 Analisando a Tabela 13.865gf.000 1 16. como kgf/ m3 ou lbf/in3.78 a 0. temos que: 1kgf/m3 = 0. A 200oC.82 a 088 0.500kgf/m3 = 2. vemos que o aço-carbono pesa 7. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0.

é igual a 1. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3.998g). Na temperatura ambiente. a densidade da gasolina fica em torno de 0. Para gases. em torno de 0. é a força dividida pela área em que esta atua. Nessa temperatura. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .74 e a do GLP. A densidade da água na temperatura ambiente.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0. vamos dividir a massa específica desse material pela da água. Daí. No cálculo da densidade. ficando a densidade como adimensional. o padrão de comparação adotado é o ar. Pressão Pressão. ou seja. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo. g/cm3. expressa por um número sem dimensão. como não poderia deixar de ser. ambos com o mesmo diâmetro de corpo. Se batermos com a mesma força no sacapino. por definição. Na temperatura ambiente. que é de aproximadamente 1g/cm3. possivelmente ele só fará uma mossa na madeira. Ao bater com o martelo. elas se cancelam. o prego penetra na madeira. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta). o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido.5. Outras fontes adotam outras temperaturas. por exemplo.

2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino. ao bater no prego. enquanto o saca-pino só deformou a madeira. FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2. de 0. Por esse motivo. exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0.2cm2.000kgf/cm2 A 0.01cm2 e a do saca-pino. As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 .01 Saca-pino → P = F A = 10 0. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo. o prego penetrou.

08kgf/cm2 490. cil. conseguiremos levantar um carro com 2.81kgf. maior = 25cm Pense e Anote Área cil. V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490.6 = = = 156.14cm2 Área cil.14 x 252 = = 490.14 x 22 4 = 3.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2.000kgf Dia.2 h2 A2 3. 2 = D2 3.2cm para cada centímetro do pistão maior. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4.PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2. com uma força de apenas 12.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .08 x 3.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4. Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual.81kgf Com o auxílio da pressão. O pistão menor terá de deslocar-se de 156.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório. menor = 2cm Dia.08kgf/cm2 no óleo. cil. Dados: Peso = 2.14cm 2 = 12.000kgf.000kgf = 4. 1 = D2 4 = 3.

a pressão atmosférica nessa altitude será de 0. a coluna de ar pesa 0.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. Logo. a coluna de ar fica reduzida. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto. por isso. permite que.710kgf. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote . possuindo.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. Essa pressão. uma pressão atmosférica em torno de 0. o que reduz a pressão atmosférica local. ao medir uma pressão.000m de altura.033kgf/cm2. Quando subimos numa montanha. Por exemplo.95kgf/cm2.71kg/cm2.033kgf. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local. O ar que envolve nosso planeta tem um peso. A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1. FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1. Este valor é denominado pressão atmosférica. a pressão exercida por esta coluna será de 1. decorrente da coluna de ar. então. a 3.

4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas . é negativa.6 – 1.6kgf/cm2 absoluta. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1.5 = P1man + 1.5kgf/cm2 absoluta. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio). Quando a pressão está acima da pressão atmosférica. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local.4kgf/cm2.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa. P2abs = P2man + Patm ➜ 0. A pressão negativa é chamada também de vácuo.033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0.0. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0. representamos uma pressão acima da atmosférica.6 = P2man + 1. seria equivalente a dizer que é de .0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0. P2.5kg/cm2 P man = – 0. a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local. a medida em valor manométrico seria de 1.0 ➜ P1man = 2. abaixo da atmosfera.5kgf/cm2.5kg/cm2 1atm Pressão atm.4kgf/cm2 manométrica. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa.4kg/cm2 P atm 1.5kg/cm2 Se a pressão P2.0 = – 0. Se a pressão P1 fosse de 2.0kgf/cm2. P1. ela é considerada positiva e.5 – 1. FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1. ou seja. P1abs = P1man + Patm ➜ 2.0 = 1. fosse de 0. Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo. quando abaixo. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16. e uma outra pressão abaixo da atmosférica.

Para transformar a pressão de psig para psia. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote .7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida. ou seja. Exemplo: Pressão absoluta 3. e A ou a para pressão absoluta. Usa-se M ou m para pressão manométrica. é comum adicionar uma letra após a unidade. que significa manômetro. que significa pound per square inch.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14.26kgf/cm2 a Pressão relativa 8. libra por polegada quadrada. O g vem da palavra gauge. e psia é a pressão absoluta.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta. que é igual a 14.2kgf/cm2 A 4. são usados psig e psia.9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. basta somar a pressão atmosférica. psig quer dizer pressão manométrica. a pressão é usualmente medida em psi. no nível do mar.0kgf/cm2 M 12. Para diferenciar. e a é de absolute. Portanto.

H . a “forma” da área não interfere na pressão. FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais. com diferentes áreas de base. a seguir. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador. Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. Como a pressão é a relação entre força (neste caso. na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido.O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. Portanto. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que. Não importa também se a área é pequena ou grande. Na Figura 18. a área foi cancelada. a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido. tanto faz ser um círculo. um quadrado ou qualquer outro formato. colocamos diversos formatos de vasos. entre peso) e área. temos: Força Área Peso Área A .H. as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13. temos: P= .H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2. Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água. acharemos 2.Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m.74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0.74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3.6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1. PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0.74 x 20 = = 1.033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 . Usando a fórmula preparada para as unidades usuais. temos que: = 0.5kgf/cm2.

09678 9.102 102 10.5 1 0.145 145 14.6 750.06895 1.01934 1.56 7.033 = 0.760m = 760mm Hg 13. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas .45x10 -4 0.01 10 1.1 6. Para passar para kgf/cm2. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U.895 0.9678 0.22 14.013 psi 14.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U.2 1.50x10-3 7.02x10-5 0. É comum usar metros.0102 10.9869 0.87x10 -3 9.0136 1 1.3 MPa 0.422 1. mostrada anteriormente.09807 0.00136 0. contendo água.000133 9.1013 = = = = = = = = = 1 1. TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0. basta usar a Tabela 15 de conversão.02 0. A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água.81x10 -3 1x10-6 0. conforme mostra a Figura 20.33 atm 0. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio.869 1 kPa 98.7031 0.07 100 6.807 0.9807 1 0.501 7501 760 m H20 10 10.07031 0.02x10-4 0.89x10 -3 0.87x0 -6 9.06805 1. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades. indica a pressão de descarga de um ventilador.2 0.33x10 -3 0.1 1.72 1 73.133 9.1 51.001 1 0.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão.001 1 1000 101.09807 1x10-5 0.32x10 -3 0. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.7 mmHg 735. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados.

Como o Pascal é uma unidade muito pequena.013bar = = 0. os valores usuais de pressão seriam altos. a pressão é manométrica: 100psig = 7.33m = 760mm Hg = 1. são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1.Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0. Portanto.1013MPa = 101. seguindo recomendação da ISO. o uso do bar. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada. Por isso.033kgf/cm2 = 10.7 psi = 29. organização internacional de padronização.92in Hg Como podemos ver. é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote .000.33m de água. numa fase de transição. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10.07031 = 7.1kgf/cm2 50cm H2O = 0. basta multiplicar por 10. definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa). basta dividir o valor por 100.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1. admitindo.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1.1kgf /cm2 = 0.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig.3kPa = 14. A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar.000Pa). Para passar de MPa para bar.50m H2O = 50 x 0. PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0.

Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3. e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo. Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1. igual à pressão atmosférica local de 1.033kg/cm 2A H máx.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica. vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível. ficando no mesmo nível do reservatório. fazendo seu nível subir.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. A água entrará no tubo. no caso. suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1. mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2. A pressão no tubo P3 começará a cair. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . = ? 1 2 Inicialmente.

033kgf/cm2. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito. a pressão absoluta seria igual a zero. o que é a mesma coisa. a coluna máxima seria: P= xH 10 1. a pressão manométrica seria = –1. Quanto menor o . 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . por hipótese.33 = 13.75 x H 10 H= 10.75gf/cm3). para cada líquido. teremos uma coluna máxima. Notar também que os 10.033 = 1xP 10 H = 10. conseguíssemos fazer um vácuo absoluto. Se. em função do seu peso específico. choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção. tivéssemos gasolina (g gasolina = 0.033 = 0. o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água.33m. maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente). ou. a coluna seria menor.Se. onde a pressão atmosférica é maior.33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície.75 Como podemos notar. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. ficaremos limitados à profundidade teórica de 10. Há perdas de carga por atritos. Na prática. Por isso. a coluna seria: P= xH 10 1. Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). no lugar de água.33m ocorreriam ao nível do mar. ou seja.77m 0. retirar todo o ar do interior do tubo. como a pressão atmosférica é menor. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente). Num local de maior altitude. Neste caso.

001 1 1.01 10 14. o centipoise (cP).488 lbm / ft. maior a resistência ao deslocamento. porém mais viscoso.000672 0.s 0.Suponhamos dois vasilhames. 1cP = 0. Normalmente.0672 0. um com óleo de massa específica igual à da água. TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1.s 1 lbm/ft. Quanto maior a temperatura. menor a viscosidade. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”). A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas.88 1cP (centipoise) = 1Pa. notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água.s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Isso é devido à maior viscosidade do óleo.1 0. Quanto maior a viscosidade dinâmica.000 1488 Pa. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos. é usado um submúltiplo 100 vezes menor.01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura. FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ). comparada com a da água.s 0.672 1 1Poise = 1 0. e outro com água.

35 8.56 4.2 54.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).0 32. que possui uma viscosidade de 63.50 20.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.9cST a 40o e de 8.1 43.70 14.73 3.9 51. = As unidades mais usadas são: stoke (St).5 28.000 cSt centistokes 1 2.60 17.5 41.45 2.0 87.92 7.88 2.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1.100 2.7 18.000 5.64cST a 100oC.30 29.000 10. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0.60 117.31 1.1 81.00 1.4 71.0 100.44 15.02 4.6 61.40 87.95 13.000 4.01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.000 2.48 5.000 3.200 Graus Engler 1. centistoke (cSt).45 23.16 1.2 20.30 7.20 58.35 26.40 10.6 32.30 23.24 19.70 14.7 200 300 400 500 1.79 11.58 1.0 91.1 15.17 2.0 65.3 13.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .

9 (cSt) = = = 1. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura. Suponhamos um vaso com um líquido volátil. dizemos que o líquido se encontra saturado.000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta. A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura. Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida. Então. usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0. como GLP ou gasolina.A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica.9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0.

se a temperatura for inferior a T1. Querosene 21. Glicerina 18. Downtherm A 16. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote . Benzeno 12. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. Acetona 2. estará na fase vapor. 25. Ácido fórmico 4. por exemplo. 8. 26. Etileno 9. Ácido Acético 17. Dietil-éter 14. Etano 7. Álcool etílico 3. Gasolina 11. 23. Se a temperatura for maior. Para uma pressão de vapor PV1.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. Clorobenzeno 13. Difenil 15. o fluido estará na fase líquida. estará na fase vapor. Anilina 6.6kg/cm2A. 24. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. Amônia 5. 4. Etileno glicol 10. Isobutano 19. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. Se a pressão for inferior. o fluido estará na fase líquida. Álcool metílico 22. Hexano 20.

cerca de 4barM. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento. Este é o princípio da panela de pressão. no caso. Nesse momento. ou seja. o propano corresponde à linha 23. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. Quando estamos bombeando. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. a energia é recebida através do eixo de acionamento. fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. como o propano. Para cozinhar com água a 150ºC. temos 20barA. a temperatura da água será de 100oC. a qual possui uma válvula de segurança. não se modificará. nesse caso. a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. a água começará a vaporizar (ferver).55barA. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. Para cozinhar com 200oC. é a pressão atmosférica (1. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela. Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. seria necessário 15. teremos de aumentar a temperatura da água. Nessa pressão. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica.033kgf/cm2A). sob a forma de pressão e de velocidade. Ao nível do mar. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23. ou seja.76barA). precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba. No caso de uma bomba. Por isso. ele irá vaporizar-se. Alguns líquidos. a pressão atmosférica. fazendo com que a pressão de vapor aumente. se colocarmos propano num vaso aberto.

pelo esquema da Figura 26. metade da energia recebida. FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área. a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2. a bomba estaria transformando em calor. desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2.50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso. podemos afirmar que.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote . por atrito e por outras ineficiências.

por exemplo. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. a velocidade média cairá para a metade. A energia sob a forma de pressão é a que. Se dobrarmos o diâmetro. maior a energia contida. quanto maior a altura. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade. localizadas num nível mais baixo.4cm2 → A2 A1 82.32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura. Essa capacidade é chamada de energia potencial. Energia de pressão. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40. Energia de velocidade ou cinética. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica. A água.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas. v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2. Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82.onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. Para uma mesma massa. Dobrando a área de uma seção da tubulação. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1.4 v 1 = v2 x =3x = 1.1 186.

expressas em dimensões de coluna de líquido.Pense e Anote A energia de velocidade. é a decorrente da velocidade de escoamento. Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . também chamada de energia cinética. seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia. FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento). a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. apenas se transforma. no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria.

Pela equação anterior. já que. choques etc. voltaremos a este assunto. temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos. FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. No caso da bomba. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão. na prática. ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2. também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão. mas ganho de energia. 60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . não temos perda..A equação anterior é válida apenas teoricamente.

1 12.6 24.8 9.1 73.7 254.72 172.48 7.23 42.6 2593.1 294.1 116.44 7.8 15.2 298.0 363.3 23.3 131.6 173.64 3.1 1038.49 40.48 64.2 59.1 7.1 1.4 102.3 1.5 49.7 440.8 13.7 2355.9 254.37 1.35 9.6 722.28 15.91 5.4 121.32 3.5 1.2 23.6 34.52 11.96 1.8 428.29 33. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.2 193.56 13.52 12. cm2 1.0 155.1 1.7 22.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .7 547.7 Área int.2 317.2 136.877.3 186.5 509.7 17.54 7.56 107.0 105.75 7.7 15.5 247.3 97.2 365.94 2.06 22.8 140.97 18.7 14.8 124.1 28.08 13.2 87.9 73.65 97.3 20.91 0.9 304.02 8.44 2.09 3.2 94.793.7 15.7 1.0 9.5 584.9 336.0 9.6 66.630.52 10.51 67.1 1.1 26. Nominal ext.29 107.3 80.9 463.140.4 330.4 235.7 174.7 19.8 111.6 477.82 21.1 481.52 12.4 9.2 574.47 2. (mm) 2.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm.62 1.4 47.2 21.8 303.3 157.9 18.9 15.12 123.6 438.42 1.4 288.1 60.44 5.52 12.50 3.1 74.5 333.52 12.3 12.9 8.95 5.6 1.829.9 93.87 3.9 26.7 872.3 351.5 699.23 5.7 42.23 81.2 42.5 17.9 38.71 11.8 186.4 30.5 321.6 11.9 856.2 203.9 482.507.4 168.4 2742.11 10.3 1.65 16.443.4 9.9 455.91 5.41 79.62 11.2 52.54 8.7 19.6 239.45 95.1 2677.6 242.79 1.82 2.4 202.4 11.2 6.87 3.4 889.19 2.51 1.7 58.2 791.0 14.6 409.5 387.34 131.5 1.0 655.27 12.57 4.98 28.88 3.6 9.8 6.7 17.0 26.6 590.4 20. (mm) int.464.9 182.23 4.1 154 146.8 82.10 42.1 431.9 50.178.2 77.7 81.31 27.10 0. Diâm.77 3.18 12.8 729.8 11.63 2.7 15.47 11.1 254.44 11.6 488.7 21.68 2.07 5.2 9.0 139.73 4.55 1.9 154.1 15.3017.74 79.9 215.91 6.25 21.8 1.9 310.0 Peso kgf/m 0.

Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas.

h = 3 V=4.h= V=B. . h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v.D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a.h V=B.h A= A= A= h .Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b.h .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote . r2 = .r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura . r2 .b.r .h A=b. h) 2 . (b1 + b2) 2 (b . 3 .

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. ➜ Motores de combustão interna. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. por motores elétricos. Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. O presente trabalho visa dar este conhecimento. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas. sendo a forma de pressão a predominante. Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . o acionamento das bombas é realizado. principalmente. Para realizar essa movimentação. Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. a bomba necessita receber energia de um acionador. que podem ser grupadas em duas famílias principais. Na indústria em geral. Para funcionar. ➜ Turbinas a vapor.

Visando aumentar a segurança operacional. Se não dispusermos de vapor nas instalações. ao escoarem através de oleodutos.motores de combustão interna. São aplicados. Esses motores. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. Em unidades novas. principalmente. Já a desvantagem é que. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. 68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . são acionadas por motor elétrico. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. Quando ambas. Os motores pneumáticos. com o barateamento dos variadores de freqüência. Pense e Anote Durante muito tempo. quando empregados. a possibilidade de variar a rotação. a bomba principal e a reserva. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. não são utilizados em bombas de processo. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. ao usar a turbina a vapor como principal. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente. ou o contrário. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. Hoje em dia. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. Além deles. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. são geralmente movidos a óleo diesel. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. a saber. De modo geral. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança.

só que com uma vazão menor. algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo. o sistema ainda continuará sendo atendido. Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 . fica uma delas como reserva.Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. nesses casos. o que permite variar significativamente a vazão.

podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. No ato do recebimento. do acoplamento e da sua proteção. do tipo engradado. Havendo danos. Normalmente. ter caído durante o transporte. O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. somente após a entrega). Verificação do estado do caixote de madeira. 4. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado. Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. em outros. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas. Análise dos estados da base metálica. as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. uma bomba nova 1. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. do acionador. 5. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. da bomba. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e. como. das linhas de refrigeração e de selagem. a inspeção deverá ser mais detalhada. 3. Conferência da documentação. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada. Caso ele tenha sido mal manuseado. 2. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. vinda do fabricante.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. por exemplo.

Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. devem constar: plano de selagem. Estando tudo correto. deverá ter a especificação do tipo. os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. 6. além de um corte da caixa de selagem. • Desenhos de corte do acionador. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. vibração. mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba. acoplamento e as respectivas cotas. lista de peças com identificação das referências comerciais.). deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. NPSH etc. mostrando a base. • Desenho do conjunto da bomba.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. do tamanho e do número de anéis utilizados. corte do selo. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. material de fabricação e quantidade empregada. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados. seu acionador. a bomba. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba. • Desenho da selagem. No caso do uso de selo mecânico. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. com lista de peças. pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material. furos que comunicam com o interior da carcaça. Verificação de todas as suas entradas (flanges. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. • Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais. 7.

Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. Para tal. Logicamente. Caso não exista o sistema de névoa. Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. para tal preservação. a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. Para evitar que isso ocorra. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo. Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência. passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba. Para essa operação de giro. ou seja. Nesse caso. colocar um plugue roscado. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. usar um óleo tipo turbina. um plano de preservação deve ser obedecido. findos os quais eles devem ser renovados. Marbrax 68. se não for possível fazê-lo com a mão. com nível até a parte inferior do eixo. durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote . ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling). de 1 volta + 1/4 de volta. Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba. os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. devendo ser girada algumas voltas e drenada.Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. Em seguida. Na falta deste. girar manualmente algumas voltas. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. por exemplo. Na sua furação. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica.

Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. regiões próximas ao mar ou de elevada umidade.nem o acoplamento. como a região de apoio do acionador e da bomba. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação. por exemplo. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo. Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas.

FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote . enumeradas a seguir: 1. Nivelamento/grauteamento. O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. Conexão com os flanges. Assim. Podemos dividir esta fase em três outras.Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados. Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. 3. com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto. 2. sejam de desbalanceamento. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. Alinhamento. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados. fazendo uma união efetiva entre elas.

retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. 2. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica. o graute era realizado com uma massa de cimento rala. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas. Hoje em dia. os seguintes passos devem ser seguidos. 1. evitando. é raro o uso de chumbador tipo L. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. a entrada de concreto ou do graute. assim. Na montagem da bomba. FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa.Antigamente. ou se a bomba já estiver na planta. Picotar a base de concreto. observar diretamente a base metálica. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira. Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. Como seu custo é bem superior ao do cimento. são empregados cimentos próprios. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada. interno > 2D Prender com material que não endureça. que curam bem mais Pense e Anote rápido. Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. Hoje em dia. por exemplo. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). espuma de poliuretano. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote . Para tal. se necessário.7mm (1/2") de espessura. Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível. Colocar sobre o concreto. Na falta da recomendação. Evitar a presença de óleo e graxa. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento. um pedaço de chapa com cerca de 12.desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular. na direção dos parafusos de nivelamento. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base. usar os valores da Tabela do API. com ar isento de óleo. Ajustar. 5. e depois na região da bomba. As duas têm de ser iguais. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante. repetindo a leitura.2mm por metro. 4. tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute. 6. FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0. colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. Soprar. Após nivelar a base.

m 69. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10. 8. Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute. Existem cimentos apropriados para graute. Vedar as formas.m 4.9 49. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento. todas as tubulações devem estar desconectadas. conforme mostra a Figura 32.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf. Não é aconselhável o uso de vibrador. São elas: as formas de madeira. As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31). Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para evitar quebras.7 81. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento. Verter o graute. Fazer um acabamento com um chanfro de 45º. principalmente junto ao concreto.m 40.15 8.1 33.3 13.m – 3. Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência.4 136 217 332 481 kgf. Durante a fase de grauteamento. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos.2 37 118 389 7. para evitar vazamentos.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N. eles devem ser retirados da base. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar.8 22. e sim três camadas de uma pasta à base de parafina.16 11.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf. 9.

Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. 17. das válvulas de retenção etc. O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento.05mm. No caso de motor elétrico. de selagem e de lubrificação. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. Após a cura do graute. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga. Portanto. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba.Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. comum. Zere os relógios. 14. fazendo com que o material deforme. Após a operação anterior. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. dos filtros. Para tal. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. se não estiver correto. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . Se. depois de tudo. O aquecimento reduz a resistência da tubulação. e outro para saída do ar. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. peça para inverter as fases de alimentação elétrica. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. Se fizer parte do projeto. não for possível enquadrar os valores. 16. Os dois relógios devem indicar menos de 0. Havendo. Se. um na direção horizontal e o outro na vertical. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio. sem necessidade de forçar os flanges. um para introduzir massa epóxi. for excedido esse valor de deslocamento. cortar a tubulação e refazer a solda da linha. com auxílio de um pequeno martelo.) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. no aperto de alguma das tubulações. verificar. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações. Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. 13. Verificar a tensão introduzida pelas linhas. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local. podem necessitar de tratamento térmico posterior. Somente após a cura do graute. 12. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento. 11.05mm. Os relógios também devem indicar menos de 0. se aquecidos. o que diminui a tensão introduzida pela linha. Alinhar a bomba com o acionador. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. batendo na chapa superior da base. 15. se ficou alguma região vazia.

No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico. Por esse motivo. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. a bomba estará cheia de líquido. Antes da primeira partida e logo depois dela. Nesse caso. Para tal. desarmando o motor. Logo após a partida. Já nas bombas de fluxo axial. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. As bombas de fluxo misto. b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. devem seguir as centrífugas. não podem girar ao contrário. Se a partida for demorada. Portanto. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. Bombas verticais. a menor potência ocorre com alta vazão. Se a bomba está escorvada. bem como o local de apoio na pista do rolamento. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). abrir a válvula de descarga. Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. Durante a fase de aceleração da bomba. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. para efeito de partida. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. elas devem partir com a descarga fechada. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . serão analisadas as suas curvas de potência. Nessa situação. Fechar o suspiro. devem partir com a descarga totalmente aberta. Se o sentido de giro do acionador está correto. principalmente eixos e impelidores. evitando desgaste localizado. é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. na maioria dos casos. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. Caso tenha dúvida. Quando pararem de sair borbulhas de ar. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. g h Partir a bomba. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. o que reduz a vida útil de seu isolamento. desacople a bomba e teste.

observando se o valor está dentro do esperado. Proteger os chumbadores e grautear a base. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto. Testar a bomba. Alinhar. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. ruídos anormais e vazamentos e. medir a corrente do motor elétrico. devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador. É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura. rebaixando-a cerca de 25mm. Resumo Após a cura da base de concreto. Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). desempenho. verificando vibração. b c Barulhos anormais. o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico. picotá-la. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. se necessário. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote . f Havendo possibilidade.2mm para cada metro de dimensão. Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba. d e Vazamentos pela selagem. A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente.Após a partida da bomba. Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis.

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Classificação de bombas cado. palhetas etc. analisaremos mais detalhadamente cada tipo. A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga. o tipo da turbobomba. juntamente com a forma como a energia é cedida. A orientação do líquido ao sair do impelidor determina. em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor. engrenagens. Podemos classificá-las. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote . diafragma. Nos próximos capítulos. Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. baseados no modo do seu funcionamento.

estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. Nesse tipo de bomba. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). Em cada entrada.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. as pás ficam situadas na periferia do impelidor. o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial. o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. por isso. A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. O líquido segue uma trajetória helicoidal. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . Nesse tipo. a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34). A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano. Nela. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. Em uma volta. Na região de descarga. ele ganha um novo impulso e. Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador.

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. axial. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. proporcionando uma campanha longa. bem operada e bem mantida. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. bem selecionada. 90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão. fazendo uma divisão principal entre três modelos.A norma API 610. principalmente devido a sua versatilidade. além da centrífuga. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial. De modo a facilitar essa identificação. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. outros. bem montada. A bomba centrífuga é o tipo mais usado. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. que. e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas. ela deve ser bem especificada. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. bem fabricada. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. seguida de um número. dificilmente o serão. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga. mista e regenerativa. Normalmente. inclui a bomba axial e a de fluxo misto.

2. 6. esta energia é cedida pelo impelidor. Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente. Faz uso da força centrífuga. 5. 8. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. 4. 3. Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. ao girá-lo com uma rotação N. 7. há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar.Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. advindo daí o seu nome. Na bomba.

sendo descarregado na voluta (6). O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7). 5. ao girar. FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. nessa situação. 6. 2. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. em vez de líquido. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. 4. Se não tivéssemos escorvado a bomba. 3. na região 2. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1.O impelidor. 7. e assim sucessivamente. ao girar. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. teríamos no seu interior ar ou gases e. o vazio criado pelo impelidor. 4 e 5). ao girar. ele cria uma região de menor pressão. O impelidor. Ao ser deslocado no interior do impelidor. Na Figura 38.

é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e. uma queda de pressão. o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor. conseqüentemente.. 7. FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1.Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes. 6. a região 4. válvulas. Nessa região. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). 4. 5. a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. que normalmente é fundido. Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). filtros etc. temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor. reduções. logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele). 3. região 4. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3). tais como curvas. Pelos motivos expostos. Logo após o olhal. 2.

o difusor costuma ser uma peça independente. Logo. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética). a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios. na saída da carcaça. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1). a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. o fluxo passa pela voluta. Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. Nas bombas verticais. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. De modo geral. permanecendo uma parcela como energia de velocidade. mas o impelidor. Ao sair do impelidor. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. região cônica 7. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. sejam elas horizontais. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). As áreas dos canais do difusor são crescentes. Nas bombas horizontais. Por último. que acelera o líquido. Logo.A partir da região 4. sejam verticais. nas bombas axiais. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ao girar. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. por exemplo. nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas. Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta.

Nas bombas maiores. Atualmente.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. Quando as pressões são muitos altas. nas aciarias e nas demais indústrias. As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. como o bombeamento de água residencial. em irrigação de lavouras. como conseqüência. até bombas com consumo de potências bastante altas. a perda de carga será alterada. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. No próprio impelidor. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. daí seu grande emprego na indústria. no transporte de líquidos (oleodutos). quanto na produção de petróleo. no abastecimento de água das cidades. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos). a vazão da bomba. Tanto na exploração. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão. enquanto outras são para milhares de m3/h. a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. Suporta desde serviços leves. Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. modificando. No cone de saída da carcaça. caso das unidades de uma refinaria. em termoelétricas. feito com bombas pequenas com 1/8hp. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. na exploração de petróleo. como veremos mais adiante. na indústria de papel e celulose. que podem chegar a milhares de hp. nas indústrias químicas. temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum. parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2.

QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. geralmente. Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens. o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . embora existam bombas menores. é usual a adoção de bombas centrífugas. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento.aplicação. NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas. Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. abrangendo praticamente todas as áreas. nesse tipo de serviço. Nas demais aplicações.

não existem em estoque carcaças reservas. geralmente. O rotor é composto por eixo. esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. porcas de fixação. CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. que é mais barata. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. rotor é o conjunto de todas as peças girantes. Como. O impelidor raramente é recuperado. quando se danificam. É prática comum chamar o impelidor de rotor. luvas do eixo e defletores. impelidor. como as do tipo epóxi.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. Nos selos tipo cartucho. Juntamente com a carcaça. Não é usual necessitar reparos. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. exceto os selos e rolamentos. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. trocase a luva. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. a luva permite que o selo seja todo montado externamente. Em vez de trocá-lo. antes de ser colocado na caixa de selagem. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. Quando apresenta algum tipo de desgaste. Em alguns casos. o qual lhe é fixado. Sua recuperação é semelhante à da carcaça. a não ser que seja de grande tamanho. envolve o impelidor contendo o líquido. IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor. No caso de carcaça em voluta. é geralmente substituído. que é uma peça cara.

ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. Recentemente. é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo. além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. como o carvão ou Teflon impregnado. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. raramente necessitam de recuperação. Nesse caso. Nas bombas verticais. caso venham a vazar. CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. devido às restrições de poluição ambiental.). Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. Raramente se danificam. serve de apoio para uma das sedes. Nesse caso. como são normalmente fabricadas de material nobre. catalisadores etc. Atualmente. Mesmo assim. as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. quase sempre AISI 316. o que levaria a um vazamento pela selagem. SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente).MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. recebe também o nome de preme-gaxetas. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso. podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos. é comum a utilização de mancais guias para o eixo. Como esse material é frágil. que estão sendo empregadas com sucesso. Na selagem por selo mecânico.

com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal. DEFLETOR É um disco. aumentando a eficiência da bomba. permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. fluindo daí para o mancal. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. Com folgas pequenas. fica mais barato e rápido trocá-las. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. Por isso. mas. O retentor realizava sua função quando novo. geralmente fixado ao eixo. que são peças mais caras. perdendo sua capacidade de vedação. aumentando a rigidez do rotor. Quando suas folgas aumentam. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço. ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos. Com o uso dos anéis. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. A primeira é de ser uma peça de sacrifício. evitando que ele venha a vaporizar. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. os lábios endureciam. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. No caso de bombas que utilizam selo mecânico. após alguns meses de funcionamento. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. Existe uma grande variedade desses selos. esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça.zem para o exterior. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. tendo por função salpicar o óleo lubrificante. O anel pescador é acionado pela rotação do eixo.

sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração. As bombas dotadas de lubrificação por névoa. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função. FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos. VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais. 100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . evitando que ele entre girando. a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria. na maioria dos casos.BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns). Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor. dispensam o uso de refrigeração nos mancais. ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor.

m3/s.5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. Para bombas de dupla sucção. se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. identificamos o formato do impelidor. pela fórmula. Teoricamente.75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades). existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP).Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm. são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional). ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades. Por conveniência. No caso de bombas de vários estágios. No cálculo da velocidade específica. A altura manométrica considerada é por estágio. daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação. basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. gpm. a vazão deve ser dividida por dois. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 . Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana. ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1.5 a 2 D2 D1 < 1. m) (unidades inglesas – rpm.

m3/s e m. m 3/s. gpm. um contra o outro. Dados: N = 1.75 = 1. m3/h e m. gpm.65 0. Portanto. m3/h.019 1 0.4 Pela Figura 43.4 em unidades métricas. Como o impelidor é de dupla sucção. com NS = 14. ft 1 51.125 2 2 h h 3. m /h. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas . seria equivalente a 2 impelidores. m 0. m rpm.75 = 1. ft rpm. m 3 Para → rpm. m3/s.0167 rpm.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo. teremos de fazer a conversão. PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1.86 rpm.86 = Ns = 14. m 1. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3.Para converter a velocidade específica. vemos que o impelidor é do tipo radial.125 150 0.354 42. calculado com rpm.750 x 0. Como é de dupla sucção.750 0.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s. para saber o equivalente de um Ns =100.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência. basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm.

que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado. Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis. Por isso. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote . excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos. não é muito comum esta situação. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas. A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás.FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. Nos ventiladores. Na indústria de petróleo. os impelidores são predominantemente do tipo fechado.

Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ficando os de fluxo misto com os valores intermediários.Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. pela construção e quanto ao tipo de sucção. e os mais altos. Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás. aos axiais. Ns. caracteriza o formato do impelidor. Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais.

as carcaças são normalmente de simples voluta. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. Raramente é utilizada. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor. Comparando com a de simples voluta. é a mais usada em bombas industriais. obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial. Partida verticalmente ou radialmente. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série. nas bombas menores. Devido à dificuldade de fundição. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . É também bastante usada em bombas verticais. de até 4" na descarga. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. Alguns fabricantes.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios. que pode ser simples ou dupla. nas bombas menores.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

difusor. Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido). concêntrica e mista. independe do líquido bombeado. Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido. dupla voluta. isto porque a AMT é fixa. a bomba centrífuga fornece uma AMT. Por esta definição.Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. Altura manométrica total (AMT). a AMT é representada por uma unidade de comprimento. Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. Para cada vazão. que é dada pelo sistema. ou pés (ft) no sistema inglês. em geral metros no nosso sistema de unidades. BB1. VS2) ou duplas (exemplos: BB5. enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido. passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão. VS6) (ver Figura 35). Podem ser partidas axialmente ou radialmente. Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação. head (em inglês). daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. VS5. A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado.

O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50. por exemplo: 3x2x8. Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva. ou o equivalente 75x50x200. 108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a curva se modificará. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros. Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8. eles também deverão ser identificados no gráfico. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3. é usual registrar no gráfico esses valores.Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra. Por isso. logicamente. flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. Normalmente.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores. como. que pertence a uma bomba centrífuga radial. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. descontando. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba.

A expressão dessas energias.C. os valores devem ser subtraídos. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd. Na realidade. Caso os manômetros estejam abaixo da L. ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges.. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga. em metros.81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs).C. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal. o plano de referência poderia ser qualquer um. Por esse motivo. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote . para bombas verticais. Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e. em metros.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão.

Ao nível do mar g = 9. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção.Usando as unidades apropriadas.8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2.

2. 4. usamos a fórmula da equação 3.54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT. devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. 3). as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote . EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação. ou a própria bomba.54 x Q = As Ds Vd = 2.78 x Q 3. altura dos manômetros.78 e 3. As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs. Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18.1. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis.78 x Q 3. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2. tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido. As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba. 3. Os valores de hs ou hd. Estas velocidades podem ser facilmente obtidas.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2. Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação. tais como curvas. válvulas.

é provável que a bomba esteja desgastada. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido). no sistema em que a bomba estiver instalada. à medida que a vazão vai aumentando. num trecho de linha horizontal. De posse dessa curva.30 ou 0. podemos estimar a vazão. para uma determinada vazão. calculando a AMT. se as medições efetuadas forem confiáveis. temos uma AMT correspondente e. Caso não esteja. Quanto maior a vazão. a AMT vai sendo reduzida.velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis. A curva da Figura 50 mostra que. geralmente da ordem de 0. Se. A bomba. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. ou. o que é equivalente. de acordo com a equação simplificada 5. tivermos um instrumento que indique a vazão. A perda de carga irá variar com a vazão. numa primeira aproximação. ou seja. podemos obter a AMT. na vazão de 70m3/h. ou seja. para cada vazão.40m. ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. maior a perda. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha. com o desempenho em conformidade com a curva original. Se. podemos avaliar se a bomba está em bom estado. elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd). de 10m de coluna de água. Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. Portanto. calculando a AMT. cuja curva está representada na Figura 50. ou o inverso: sabendo a vazão.

Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção. Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. que pode ser positiva. Existe uma altura. FIGURA 52 AMT IGUAL A H. como shutoff da bomba. estamos nessa condição. gasolina ou ar. Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. a vazão da bomba seria reduzida. em inglês. a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. passando sua vazão a ser nula. À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT). DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). se desprezarmos as perdas de carga na tubulação. A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 .Pense e Anote do líquido bombeado. Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga. ou. o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. Na Figura 50. GLP. a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás). seja ele água.

por terem um atrito muito elevado. Essa curva caracteriza a bomba. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade). considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão. que seria igual para os quatro fluidos: água. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2.01kgf/cm2. Bombeando GLP. daria 4. A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50. valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba.0 P= Ar 80 0. A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados. para uma vazão de 90m3/h. Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. Se estivéssemos bombeando ar. No caso de estar bombeando água na vazão acima.0 P= Gasolina 80 0.5 x 80 10 = 4.0013 0. os quais modificam a curva. com 90m3/h de vazão. Como cada fluido possui um peso específico diferente. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8. daí seu nome de curva característica. gasolina e ar. teríamos os valores mostrados na Figura 53. GLP. teria AMT = 80m.75 0. daria apenas 0.0kgf/cm2 de acréscimo.0kgf/cm2.0013 x 80 10 = 0.50.75 x 80 10 = 6.5 0. ou seja. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . necessitam de fatores de correções. trabalhando com qualquer dos fluidos citados. e com gasolina daria 6.0 P= GLP 80 0. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec.

cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50.8 – 1. temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. esse teste deve ser bem rápido.4kg/cm2 e na descarga. um na sucção e outro na descarga. ou seja. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff). 7. se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos. não é aconselhável esse tipo de teste.Quanto maior o desgaste da bomba. Avaliar se a bomba está em bom estado.4 = 85. apresenta na sucção a pressão de 1.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h. (Pd – Ps) = 10 . mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista. basta um ponto. Quando não temos instrumento para indicar a vazão. No caso de produtos com condições próximas da vaporização. com a válvula de descarga fechada. Nesse tipo de teste.8kgf/cm2. ou ele não é confiável. podemos fazer uma avaliação do seu estado.75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote . temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 . FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3. 7. Portanto. Calculando a AMT pela equação 5. Assim. Não há necessidade de levantar toda a curva.3m 0.550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga. bombeando gasolina ( = 0.

valor bem próximo dos 85.9 – 2. a bomba pode ser considerada em bom estado.8 gf/cm3). independente do líquido que esteja sendo bombeado. A densidade do líquido é de 0. A bomba em bom estado. Para cada vazão. Com a mudança de líquido. teria uma vazão de 90m3/h. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. nas condições dadas no problema. para esta mesma AMT de 80m.5kgf/cm2 na sucção e de 8. entrando com a vazão de 70m3/h. a pressão de descarga é que irá variar. Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso.9kgf/cm2 na descarga. obtemos a vazão Q = 90m3/h. a bomba cede uma AMT.5) = 80m 0.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m. Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0.Pela Figura 50. encontramos 86m para AMT. Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2. a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste. Se estivesse desgastada. Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h.8 e sua viscosidade é baixa. Pense e Anote Logo. 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8. É expressa em metros ou pés. do estado do impelidor e da carcaça.3m verificados.

Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). as soluções desses problemas são bem distintas. Entretanto. o líquido ainda não recebeu energia. deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. Na Figura 55. portanto. cujos sintomas são bastante semelhantes. tem início a vaporização. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). parte cinza. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. Nos casos mais severos. estão na fase vapor. a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. temos as duas fases. Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba. em que só a queda de pressão contribui. como se ela estivesse bombeando pedras. estão na fase líquida e os abaixo. logo. Os pontos situados acima da linha de equilíbrio. ainda não aqueceu. pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. de forma simplificada.Podemos calcular a AMT. temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura. Cavitação. Os impelidores podem sofrer danos. líquido e vapor. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam. Se vaporizar nessa região. Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5). ocorre um forte ruído. Sobre a linha. Portanto. parte branca. convivendo em equilíbrio. será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. como mostrado em (1– 6). A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. o que nem sempre é verdade. a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. Como veremos.

Então. provocando a vaporização no seu interior. A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. Imediatamente antes das pás.FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38. temos a região de menor pressão. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. barA. a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor. e crescente com a vazão. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. parando antes. Abaixo dessa vazão. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. expresso em metros de coluna d’água. por meio de cálculos e de testes de bancada. Para cada vazão. este é um dos locais mais prováveis. passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . psia etc. Os fabricantes. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba. cujo formato é mostrado na Figura 56. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão. kgf/cm2A.

NPSH vem de Net Positive Suction Head. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . nessa região. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba. não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1). acima da pressão de vapor. é denominada NPSH disponível. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. disponibilizada no flange de sucção da bomba. que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida. Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade). que será visto mais adiante. Portanto. É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado. senão o líquido vaporizará.Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. Na realidade. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada. O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. chamado de recirculação interna. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente.

ela é medida um pouco antes. o plano é na linha de centro do flange de sucção. O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . em geral. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor.54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção. Nas bombas in-line e nas verticais. o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal. Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão.78 x Q 3.Por definição. No caso das bombas horizontais.

como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal). Os demais permanecem constantes. o NPSH disponível cai com o aumento da vazão. Para uma mesma instalação. vemos que. equação 6. ao variar a vazão. aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção. apenas dois itens serão alterados. O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. Portanto. Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba.FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. Quando aumentamos a vazão. teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58. reduzindo a pressão de sucção Ps. pela equação do NPSH disponível. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote . A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs.

teremos a vaporização. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. que sempre é expressa desta forma. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito). Ao contrário. em algum ponto do interior da bomba. Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor. Para tal utilizaremos a Figura 38. temos como conseqüência a cavitação. Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento. Quando ocorre a vaporização. não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). se. Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). também mostrada no gráfico. para a vazão desejada. 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido.

7.FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1. 2. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote . 3. 5. 6. 4.

NPSH disponível por definição. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. NPSH requerido. já explicadas na Figura 38. logo. Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor. a bomba ficaria completamente cheia de vapor. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. Nesta figura. Nesse caso. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. Para uma mesma vazão. não alterando o valor do NPSH requerido. por definição. As energias estão representadas por colunas de líquido. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). Vejamos agora. a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor. a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). Se a vaporização fosse total. É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. No bombeamento com vaporização. e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). região 4. voltando a superar a pressão de vapor. Dispondo desta energia mínima. O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. Na Figura 59. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto.Como já havíamos chamado a atenção. o vapor retornará à fase líquida. montada a partir das Figuras 38 e 58A. de acordo com a Figura 59. estão representados dois casos. o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). Logo após as pás. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. quase sempre a vaporização é parcial. reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. A partir deste ponto. o que levará à vaporização do líquido. ponto “b”. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão. só uma parte do líquido é vaporizada. para uma determinada vazão. ou seja. Do lado esquerdo. para uma determinada vazão. para uma determinada vazão.

o NPSH disponível é menor do que o requerido. permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor. FIGURA 59 CAVITAÇÃO.8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 . o que levará à vaporização de parte do produto bombeado. Do lado direito. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9.Pense e Anote mos vaporização.

uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível. Dados: Ps = – 0.3bar).3barA x 1.5m Patm = 1. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba. na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. temos para 4"sch 40 (área = 82cm2). O fabricante informa que.98gf/cm3). Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25. para a vazão de 60m3/h. não influi. Na Tabela 15. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs. É o que dá origem à cavitação clássica.02kgf/cm2 bar = 0.033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40. O termo de velocidade no flange de sucção.306kgf/cm2 A Da Tabela 18. na realidade. Para evitar a vaporização. PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0.30m água = 0.02kgf/cm2 Pv = 0. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0. Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59. v2/2g. O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor. Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela.98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2. com as dimensões de tubos. temos também que: 1bar = 1. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido.5kgf/cm2 h = 30cm = 0. ele é matematicamente cancelado. (a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0.5kgf/cm2. o NPSH requerido é 2.312barA).5m.

81 NPSHdisp = 10 x 0.30 + 0.98 2 x 9.8m está maior do que o NPSH requerido = 2.78 ~ 2.78 x 60 82 = 2.30 = 2.032 + 0. define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT.5 + 1. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor.227 4. o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível.27 + 0.5m.78 x Q A = 2. seria interessante dispor de uma margem maior.306) 2. Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações. O API 610.033 – 0. indicando teoricamente que não haverá vaporização. por exemplo. Se começasse a cavitar.12 + + 0.03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena. Mas. dependendo da intensidade. Para bombeamento de água. apenas 0.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2.30m. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste.62 O NPSH disponível = 2. A queda de AMT é abrupta. com a vazão Q2 e AMT2. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1). quando a cavitação é significativa. bombeando água fria. é possível que tenhamos problemas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote .30 = 2.21 + 0. passaria a trabalhar no ponto 2. que corresponde à vazão Q1 e AMT1. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute.8 m 1 19. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido.

bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m). 7m. 6m. 5. Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m.5m etc. os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m). Determinamos o NPSH disponível (5. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba. O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h. ou seja. Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1.FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente. Repetindo o teste para outras vazões. teremos um valor (NPSH disp=5. a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m).). Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m).6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. Com a redução gradativa do NPSH disponível. Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico. 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A cada redução. a bomba estará operando sem cavitar. a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m).5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m).5m].

prevalecendo o da redução de pressão na sucção. numa bancada de teste. quando o teste é realizado em circuito fechado). Esse método não é muito usado. o peso específico do líquido. podemos alterar. Variando a temperatura.FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0.3 X 50 = 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote . somente. A velocidade de sucção Vs está amarrada. a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. portanto. além da Pvap. Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido. Usualmente. modificaríamos. o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps. reduziria o NPSH disponível. O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro. Reduzindo o nível do reservatório de sucção. Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. Pvap ou . As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção. conseqüentemente. uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. o que elevaria a pressão de vapor Pvap e.

Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar. com um NPSH disponível acima do requerido. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. como veremos adiante. A norma API não aceita essas reduções. como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. nem perda de desempenho da bomba. a bomba já estará cavitando. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. quanto maior a vazão. é provável que não notemos nenhum ruído. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. com o NPSHdisp = NPSHreq. Pense e Anote 3% de AMT. na determinação do NPSH requerido. maior deverá ser essa margem. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba.É interessante chamar a atenção para o fato de que. mas não notamos perda de desempenho. Por esse motivo. A conclusão é que. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. ou seja. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Logo. Elas se chocarão e crescerão de tamanho. a bomba já está perdendo em desempenho. o líquido começa a vaporizar bem antes. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. permanecendo os mesmos valores válidos para água. Na realidade. teremos a formação de bolhas de vapor. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. É o que chamamos de cavitação incipiente. Logo. é sempre desejável manter uma margem de NPSH. a bomba já está cavitando. embora com pequena intensidade. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. Figura 62. menor a margem de NPSH.

atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. prejudicando sua passagem pelo impelidor. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 . FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida. Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida. reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. mas sim do retorno do vapor à fase líquida. as bolhas entrarão em colapso. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido.Pense e Anote lado. Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). não acarretarão danos. criando um jato de líquido. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. fica um vazio que será preenchido pelo líquido. em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha. o jato será formado no sentido da parede. se a quantidade vaporizada for muito elevada. Instantaneamente. conforme mostrado na Figura 63. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. ela retornará à fase líquida. Quando a pressão externa for superior. Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59). Ao atingir essas regiões. retornando à fase líquida. mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba.

Volume específico é volume por unidade de massa. uma redução considerável do volume.398 4.0434 1.672. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1. aumentando a pressão.1568 Vapor (b) cm3/g 19. A seguir. Na Tabela 23. o líquido já está recebendo energia do impelidor e. Nessa região.1 Aumento de volume b/a 19. temos um aumento considerável de volume.0078 1. temos o colapso das bolhas. ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal. como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor. Quando um líquido vaporiza.934 1. que acabam implodindo.52 127.Com a bomba operando na condição de cavitação. é que ocorre o arrancamento do material.0225 1. e quando ele condensa. temos o inverso.045. Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor. Na região da implosão. são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos.550. portanto.4 1.3 5.

O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes. Por isso. quanto mais frio o líquido. perda de desempenho (vazão e pressão). forte ruído. maior a severidade do problema de cavitação. Por isso. como a decorrente da recirculação interna. pelo arrancamento de partículas metálicas. crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). principalmente do impelidor. esse calor é retirado do próprio líquido. Nesse caso. oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização. a intensidade da cavitação seria maior. Se não houvesse esse resfriamento.398 vezes. A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. A cavitação gera vibração. que será vista a seguir. o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq). Já na temperatura de 40ºC. o aumento será bem maior. a cavitação é menos intensa comparativamente. Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico. formando gelo. chegando a 19. trazendo todos os inconvenientes já citados. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . No caso da vaporização no interior da bomba. A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização.Pela Tabela 23. além do desgaste da bomba. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis.

O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção. logo no início das pás.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . oscilação das pressões. desgaste no impelidor. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba. ou seja. vibração.O nome de cavitação vem de cavidade. temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão. No caso das bombas. mas da implosão das bolhas. Para que não haja cavitação. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão. o crescimento das bolhas e a sua implosão. aumentar o NPSH disponível. perda de vazão e de pressão.78 x Q A = 3. O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. que significa vazio. A cavitação causa um ruído acentuado.

a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. Há algumas décadas. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. conforme era esperado. vimos que a cavitação. A vazão foi sendo reduzida em etapas. afastado alguns metros do flange. entrar na bomba e sair pela descarga. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica.Recirculação interna No item anterior. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. era realizada uma pequena injeção de corante. Para facilitar a observação. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). Quando foi atingida uma determinada vazão. inclusive concorrentes. Os presentes ao experimento estavam. naquele momento. Vamos entender como cada um deles ocorre. Já vimos o que é a cavitação clássica. FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . devido à formação e à implosão das bolhas. Em cada uma destas etapas. para assistirem ao experimento. as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. forte vibração. Na linha de sucção. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. Era então injetado um pouco de corante. e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

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ABASTECIMENTO

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Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

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Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

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Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

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Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
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75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. portanto. o percentual de estabilidade seria aumentado.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos). Com um impelidor axial. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . na qual podem ocorrer instabilidades. logo. FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0. Acima de 45%. Ns = 200. podendo. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A. vir a cavitar. Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. podendo chegar a 65% da vazão do BEP. de baixa pressão. Para olhais grandes. os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS.

Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. todos concordam. oscilação dos manômetros. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído. prejudicando o fluxo. mais estreita a faixa de operação da bomba. desgaste do impelidor. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. com o qual a bomba inicia a recirculação. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. na junção com os discos. O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. o desgaste é na lateral das pás. vibração. mas já entram com o líquido. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. ou seja.Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. ruído. Quanto maiores esses valores. vibração. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. Quanto aos danos no impelidor. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. Na área da descarga. na parte visível delas. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . oscilação das pressões. Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido. Quanto à perda de desempenho. perda de desempenho. a partir de um certo percentual. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga.

O ar forma um colchão de amortecimento. FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto.5% em volume de gases no líquido. Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície. em torno do tubo. Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. Na parte de cima da figura. se não tiver a submergência adequada. para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba. não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. o funcionamento fica seriamente prejudicado. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 . Em percentuais bem pequenos. os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando. Para o caso de baixo.Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. Esta última. Até o teor de 0. podendo até fazer a bomba perder a escorva. Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa. Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação.

Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes. h2 etc. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P). somente a perda de carga irá variar. Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. a curva do sistema será ascendente com a vazão.) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. portanto. 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1. maior a perda de carga do sistema e.Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão. A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão. é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema. Quanto maior a vazão. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna.

Controlando por cavitação. esse será o ponto de trabalho. FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72. Na vazão nula. o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. Todavia. Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série. • Pela mudança da rotação. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema. respectivamente. Alterando a curva do sistema. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m. 20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60. Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. 80 e 100m3/h. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. Portanto. já que a perda de carga seria nula. Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote . A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. • Pelo controle de pré-rotação. só seria necessário vencer a cota H e o P. • Pelo ajuste das pás do impelidor.

Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. para evitar esforço axial elevado. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. como pode ser visto na Figura 74. devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba. Isso modificará o ponto de trabalho. aumenta ou diminui a perda de carga na linha. por exemplo. uma válvula de controle que. alterando assim a curva do sistema. esse método de controle é interessante. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. No caso de bombas axiais. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga. É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. o que poderá levar à sua vaporização. É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. seja devido a problemas de recirculação interna ou. como. Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. ainda. ao ser mais aberta ou fechada.Vejamos como os modos mais usuais funcionam.

portanto. que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba. ou seja.Modificando a abertura da válvula. controlando a pré-rotação. Além disso. variando a rotação. A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote . esse tipo de controle possui uma limitação. não é um método que possa ser usado a toda hora. o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. colocando um orifício no flange de descarga da bomba. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor. ajustando o ângulo das pás do impelidor.

uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. As turbinas a vapor. que também cumprem essa função.de 30% de fechamento). Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga. é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor. O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor. O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba. os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação. ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. o acionador tem de possibilitar esse recurso. FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75. Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. Para utilizar o controle por rotação. gastando parte da energia cedida pela bomba. ou seja. porque. nesse caso. temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta.

a vazão poderá não ser atendida. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 . Posteriormente. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. o assunto será abordado com maior profundidade. facilitando o controle por meio de válvula. as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas. Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76).Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. modificando a curva da bomba. novos pontos de operação poderiam ser obtidos. permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. à medida que a vazão aumenta. A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência. Nesse caso. a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. Se cortarmos o impelidor nesse caso.

sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda. As pás do impelidor se mantêm fixas. em vez de usar bombas de grande capacidade. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante). Nesse caso. Esses sistemas de controle. como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga. FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77. É um sistema semelhante aos usados em compressores. ou em alguns sistemas de água de refrigeração.O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. não são normalmente empregados em bombas de refinarias. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação.

FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo). o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. por exemplo. Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78).Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. ou seja. Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. 75% da vazão. o que garante o nível constante. vamos partir de uma situação em equilíbrio. Nessa situação. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. chegando menos condensado na bota. Para entender como funciona o sistema. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação. como conseqüência. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira. a bomba estaria operando. fazendo com que aumente a cavitação e. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote . o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B.

Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. é por meio da variação de rotação. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa. O mais econômico. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação. ou seja. Para usar esse sistema. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. aumenta o NPSH disponível. o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação.Caso ocorra o contrário. um aumento do consumo de vapor na turbina. O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga. do ponto de vista de consumo de energia. devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. tanto de vazão máxima. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade. inferior a 50m. ou seja. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. quanto de vazão mínima. Com isso. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão. para não potencializar os danos.

As outras curvas características independem do fluido. A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado. head (em inglês). FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste. ou MCL (metros de coluna de líquido). Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade. Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro).As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote . As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas. para ter certeza do seu desempenho. desde que a viscosidade do mesmo seja baixa. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido.

Nesse caso. passa por um valor máximo e começa a cair.6 ou 60%. Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo. choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. correspondentes a 40hp. Na Figura 80. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo. na figura acima.Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido). Toda essa perda de energia é transformada em calor. os 40% restantes do rendimento. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. Na curva mostrada. 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . seu rendimento será de 0. temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão. não importando a potência de placa do acionador. FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp.

Curva de potência x vazão Na Figura 81. as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68). temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp. A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. Nos catálogos próprios da bomba. FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3.Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência.550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes. desde que a viscosidade não seja alta. Pela Figura 81. para a vazão de 90m3/h. O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás. deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110). Por esse motivo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . A curva de rendimento é válida para qualquer líquido. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga. a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. praticamente sem choques (ver Figura 66). a curva mostrada geralmente já está corrigida. usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba. Sendo alta.

segundo as Figuras 79 e 80.Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos. para saber a potência consumida por outro líquido. Se ele cair pela metade. para água temos: Pot = . temos para 90m3/h: = 70% = 0. temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80. conseqüentemente. basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido.54hp 274 274 x 0.Q 1 x 80 x 90 = = 37.A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = .70 De acordo com a equação 7. Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3). PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento. a potência é diretamente proporcional ao peso específico . a potência cairá também pela metade.70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se o líquido for viscoso.H. Da Figura 79. bombeando água fria ( =1. Q e sofrerão correções e. a potência mudará (Figura 110).0gf/cm3) na vazão de 90m3/h.H. H.

A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal. ou seja. a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água. Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba.Q 274 = 0. devemos partir a bomba centrífuga. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará. Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água.Caso tenhamos a curva de potência.5 x 80 x 90 274 x 0. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água. a potência consumida para a mesma vazão aumentará. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote . pode levar à atuação do sistema de proteção. exigindo a menor potência possível do motor. que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta. teremos uma aceleração mais rápida. a potência seria: Para GLP Pot = . evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática.5gf/cm3) nessa mesma vazão. o que. Assim.70 = 18. Por esse motivo. veremos que isso não ocorre com as bombas axiais. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido). mostrada na Figura 81. onde é comum o bombeio de água pelas bombas. o que é próprio da bomba centrífuga radial. desarmando o motor. com a menor vazão. Nessa situação. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão. não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0.77hp Como era esperado. Mais adiante. como no caso de lavagem de uma unidade. além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. note que a potência é crescente com a vazão. que possui = 1gf/cm3. No gráfico da Figura 81. Portanto. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. que corresponde à descarga fechada.H. Portanto.

Avaliar essa bomba quanto à cavitação. A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões. Caso contrário. uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6). O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão. Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A). A linha de sucção. que é calculado para o líquido bombeado. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria.Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante. PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível.76gf/cm3). 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido. FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0. instalada ao nível do mar. onde foi medida a pressão. é de 4”sch 40.50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. A pressão de sucção é de – 0.

FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0. Da tabela de tubos (Tabela 18). Vs 4”sch 40 Inicialmente.033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L. Com esses dados e a pressão de sucção. podemos calcular o NPSH disponível.20m Patm = 1.78 x 80 = = 2.C.7m/s As 82.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento.35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote .5kgf/cm 2M hs = 0.1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0.78 x Q 2. temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82.

35barA x 1 bar = 1. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação.31 + 0. Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído.20 = 2 x 9.8 0. vibração ou apresentando desgaste no impelidor.Da Tabela 15. potência.88 Para a vazão de 80m3/h.02kgf/cm2.02kgf/cm2 1. Como o NPSH disponível é de 2.033 – 0.357kgf/cm2 A ~ 0. Pense e Anote Pvap = 0.02kgf/cm 2 = 0. podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2. AMT.36) + + 0.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6.20 = 2. temos que 1 bar = 1. head.9m. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m. carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão.9m = 2. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5 + 1. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT. temos o NPSHdisp<NPSHreq. logo. adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas.76 2.72 10 x (– 0.37 + 0. rendimento e NPSH versus a vazão. teoricamente a bomba irá cavitar.

O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP. enquanto a potência e o NPSH requerido crescem. a AMT decresce com a vazão. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação.Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ). Numa bomba centrífuga. decrescendo depois. podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 . estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial.Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: . de fluxo misto e de fluxo axial.H. FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor.

Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. temos de abrir a bomba. a curva de AMT fica mais inclinada. Se reduzirmos a força centrífuga. com a descarga aberta. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . nesse caso. Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. elas são menos críticas que as radiais e as axiais. Por esse motivo. condição de potência mínima. Não é aconselhável operar nessa região. Nesse aspecto. Nas bombas de fluxo misto. pode até chegar a cair. as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. na figura 84. mostrada à direita. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor. e as de fluxo axial. Nas de fluxo axial. podemos ter duas ou mais vazões distintas. estas três variáveis também serão reduzidas.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. em algumas. que é devido à instabilidade da curva de AMT. a potência cai com o aumento de vazão. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. Por isso. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. Como a menor potência corresponde à vazão nula. maior a vazão. O oposto também é verdadeiro. A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor. ou seja. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. Temos. para uma mesma AMT. um novo tipo de vazão mínima. quando uma bomba apresenta essa anomalia. quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido. Para alterar o diâmetro do impelidor. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. possui uma região onde. apresenta o que chamamos de instabilidade. a AMT e a potência consumida. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. portanto.

como mostra a Figura 85. a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas. quanto maior o diâmetro. menor o NPSH. AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor. FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. Para uma mesma vazão. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor. Não existe uma relação matemática definida.

o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado.92 = 64.5hp Na realidade. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8. 164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema. ponto 2 da Figura 86.93 = 33. consumindo uma potência de 46hp. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro. temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0.8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

Na Figura 87. seja a curva de AMT. para saber a curva para uma nova rotação. de potência. mostramos a mudança desses pontos de A1. B1 e C1 para A2. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores. NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual. Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos. basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima. B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ou de NPSH requerido.A vazão varia diretamente com a rotação. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação.

e assim sucessivamente. FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3.000rpm. o rendimento de A1 é igual ao de A2. traçar a curva de AMT para a rotação de 3. ou seja.Pense e Anote mais alta. FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3.550rpm e está representada na Figura 88.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 . o de B1 é igual ao de B2. Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais. rpm2.

obtemos a curva para a rotação em questão.000 = 93.7 67.1 59.000 3.3 62. teremos: Ponto 4 para 3.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24.550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3.550rpm N2 = 3.000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3.4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1. teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3.8452 = 51.4 Plotando os pontos em um gráfico.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.0 50.0 AMT 2 64.3 52. 2 e 3.Temos: N1= 3.550 Q2 = 110 x 3.000rpm Q2 0.6 93. 168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0 3.550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3.000 3.

FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3.000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema. podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico.000rpm.550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3.550rpm N2 = 3. Do mesmo modo que calculamos a curva para 3. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89.000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia.

mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça. serão criados esforços. a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões. 170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. maior a resultante da força radial. mais o eixo irá fletir. facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90). Por isso. quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. tanto no sentido radial quanto axial. À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. as resultantes também serão parecidas. o resultado é uma força. Como elas são aproximadamente iguais. Devido à oposição das volutas (ver Figura 91). a tendência é cancelar essas resultantes. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP). Na Figura 91. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços.Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples. temos uma resultante para cada voluta. Quanto maior essa força. Com isso.

FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. resultando em forças axiais. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. havendo opção entre os dois tipos. mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . são quase sempre de simples voluta. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. até 4 polegadas de flange de descarga. Esforços axiais A Figura 92. O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. correspondente a um impelidor em balanço.

As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. do outro. Fora dessa vazão. a área traseira é menor devido ao eixo. As diferenças de área. na área externa ao anel de desgaste (A4). duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4). Em bombas com impelidor em balanço. na qual atua a pressão de sucção (Ps). Na área do olhal. Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. a pressão é diferente em cada ponto. em que atua a pressão da voluta (Pvol). o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. Na parte frontal do impelidor. reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora. Na parte posterior do impelidor. com as pressões atuando sobre elas. temos a área interna ao anel de desgaste (A1). a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados. A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. a pressão da voluta. atua a pressão da voluta (Pvol). de um lado temos a pressão de sucção e.Na parte externa ao olhal do impelidor. e a área externa ao anel de desgaste (A2). O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. 172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 . a AMT se modifica e. podemos alterar a resultante da força axial. no sentido da resultante da carga axial. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção. Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. podendo modificar o sentido dos esforços axiais. é ligeiramente superior. é uma das formas de reduzir o esforço axial. conforme comentado anteriormente. conforme mostrado na Figura 93. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor. ficando dois em série. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados. Dependendo da vazão. Variando seu diâmetro. reduzindo a pressão nesta região e. conseqüentemente.Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções. o esforço axial. conseqüentemente. a pressão da voluta é alterada. O anel de desgaste na parte traseira do impelidor.

uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores. os esforços serão somados.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido. resultando uma força considerável. FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade. Para atenuar essa força axial. Se os impelidores forem instalados em série. a qual poderá sobrecarregar o mancal. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . tornando mais complexa a fundição da carcaça.

do outro. Ft. a pressão reinante nela fica próxima da de sucção. O disco de balanceamento fica submetido. Assim. Por meio desse arranjo. o esforço a axial. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga. só que. do outro. O líquido. reduzindo. neste caso. o tambor de balanceamento terá. Dessa câmara. que é oposta às geradas pelos impelidores. os impelidores são mantidos em série. à pressão da câmara de balanceamento. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga. a pressão de sucção. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição. gerando uma força axial.Com esse método. dessa forma. de um lado. após o último impelidor. é utilizado um disco com esse propósito. a pressão de descarga e. à pressão de descarga e. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores. FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. de um lado. passa através de uma pequena folga axial. Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba. sob a pressão de descarga. indo para uma câmara de balanceamento. reduzindo significativamente o esforço axial.

o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos.Vejamos como trabalha o disco. Num dado momento. após o último impelidor. a pressão da câmara aumentará. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo. um tambor de balanceamento. essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora. seguido de um disco de balanceamento. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. restaurando a posição do conjunto rotativo. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga. A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. a exemplo do disco de balanceamento. Essa solução é uma soma das duas anteriores. Isso elevará a força de compensação do disco. ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. a utilização de mancais de deslizamento. Para cada força gerada pelos impelidores. Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. Devido à diferença de pressão e de áreas. caindo a pressão intermediária dessa câmara. DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. 176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É fácil notar que. que a compensará. Portanto. para esta solução funcionar. teremos uma folga axial no disco de escora. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio.

É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba. normalmente. As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas. os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. Como veremos a seguir. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais. Na Figura 99. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B). Axialmente. há necessidade do uso de uma válvula de retenção. Se esse impelidor for instalado em balanço. Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. bombas BB. Na de dupla voluta. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. o empuxo axial tenderá a compensar-se. evitando que ela venha a girar ao contrário.Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. Pás traseiras. Tambor de balanceamento. Disco de balanceamento. isso não ocorre. Impelidores montados em oposição. Para qualquer AMT. teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. o aumento de vazão. Nas bombas com difusor. ficando a resultante praticamente nula. Misto (tambor e disco de balanceamento). Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação. o esforço radial é sempre compensado.

Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. Se fossem três bombas em paralelo. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo. de “b” e de “c”. marcaríamos três vezes o valor de “a”.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. Para quatro bombas. Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”. marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . “b” e “c”. basta somar as vazões delas para cada AMT.

Para obtenção dessa curva. como sempre. mesmo no seu shutoff. conforme pode ser visto na Figura 102. Se as curvas das bombas forem diferentes. ou seja. cada uma contribuindo com 22m3/h. a vazão seria de 66m3/h. Quanto mais vertical a curva do sistema. seria de 37m3/h.Pense e Anote O ponto de trabalho. cada bomba contribuindo com 26m3/h. Se duas bombas estiverem operando. b3 e b4 (b1=0). marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. ou seja. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. Na Figura 100. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. conforme pode ser visto na Figura 101. o ponto de operação será de 52m3/h. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. 120. e com três bombas. Com três bombas em paralelo. como no caso de bombas de modelos distintos. A bomba B. com maior perda de carga na linha. apenas a bomba A terá vazão. ou se uma delas estiver desgastada. b2. com duas. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . Acima de 150m de AMT. a2. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. seria de 43m3/h. quando tivermos apenas uma bomba operando. Portanto. o que resultaria em um baixo desempenho. a vazão será esta. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h.

as duas bombas começam a trabalhar juntas.como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Abaixo de 150m de AMT. A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo.

a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). Com esse valor de AMT. As duas. operando em paralelo. a bomba A. a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote . basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. Pela Figura 102. ao atingir sua rotação final. dependendo da vazão total. Portanto. trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99. A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. Se partimos a bomba B. apenas a bomba A teria vazão. que é inferior à pressão da bomba A. Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h). A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver). se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h. Nessa condição. operando isoladamente. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e. A bomba B. no ponto Pt3 com 54m3/h. No caso da Figura 102 é de ~105m.Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. também operando isoladamente. uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. no ponto Pt2 com 33m3/h. basta conhecer a AMT dessa condição de operação. Nesse caso.

abaixo de 40m3/h de vazão. somente a bomba A irá contribuir no bombeamento.válvula de retenção da bomba B não abrirá. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba. A bomba B ficaria trabalhando no shutoff. Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência. O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão. No caso mostrado. trabalhando no shutoff. funcionando o sistema apenas com a bomba A. Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B. FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo. Com isso. A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada). Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104). vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada.

Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema.FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão. basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Curvas instáveis (ascendente/descendente). Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote . Curvas planas.

estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema. se ocorrer. basta somar suas AMTs. A primeira bomba. em algumas situações. fornece uma AMT para uma determinada vazão. B. A. Para elaborar a curva das bombas operando em série. A segunda bomba. esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105. mas. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B.Bombas operando em série Geralmente. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É raro ter mais de duas bombas operando em série. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. quando usamos bombas em série. Mas.

obtivemos outros pontos. Figura 106.Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série. 25 e 40m3/h. foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h. foi obtida dobrando os valores de AMT “a”. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . 25 e 40m3/h. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série. “b” e “c” correspondentes às vazões de 10. Usando o mesmo processo para outras vazões. Figura 107. no caso foram zero. A curva das bombas diferentes.

curvas das bombas são planas e do sistema. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ou seja. o que resulta em um NPSH requerido menor. Na esquerda. no segundo. As vazões das bombas devem ser compatíveis. a segunda bomba recebe o nome de booster. nesse caso. o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. Nesse caso. são mostrados dois exemplos. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido. FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série. inclinadas. temos o inverso. o ganho de vazão foi de 10m3/h e. Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). As curvas planas são interessantes para operação em série. No primeiro caso. de 17m3/h.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e. não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. Quando usado este sistema. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo. Na direita. Na Figura 108. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna.

É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. o que reduz o NPSH requerido. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam. Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. que possui uma viscosidade muito baixa. restringindo o desempenho. FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1. basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. não deverá ter problema de NPSH.Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote . Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água. sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação.

as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Logo. podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas.0Qoo. que é a de 1. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. São quatro curvas para CH. ➜ 1. dividir a vazão por 2. ➜ 0. dividir a AMT total pelo número deles). vemos que. ao aumentar a viscosidade. O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão. chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade. 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. adotamos a curva média. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio. entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. CQ e CH.Pela Figura 109. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais. ➜ 1. Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas. Se o impelidor for de dupla sucção. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. Para determinar os fatores de correção. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch.

aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0. A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h. esta bomba forneceria 130m3/h.8Qoo. AMT = 58m e um rendimento de 0.Para obter os valores corrigidos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote .86 e com viscosidade de 72cSt.2 do BEP. Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0. 1. São quatro fatores: 0. – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão. 0.76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0.00.80.66 (66%). sabendo que.86 ag – 0. e 1.60.66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0. para água. a AMT.

7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128.7 x 55. a eficiência e a vazão sofrem uma redução.53 = 42.80 = 0. 80. em função da vazão.8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0. da AMT e da viscosidade. obteremos: Pense e Anote C = 0. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas.99 = 128.7 x 0. a AMT.99 CH = 0.53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0. O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada).66 x 0. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba.96 (p/ 0.86 274 x 0.96 = 55. correspondentes a 60. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas.80 CQ = 0.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos. 100.

2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16.Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0. Para tal. 5 2 11. 4 45.5 6 2 120 100 80 3 2 .5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas. é o de reduzir o atrito e o desgaste. 60.6Qoo 0.2 5 30 4 6 5 70 17 0 21. 8 80 5 31 350 4 33. 22 6. é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato.5 10 8 40 30 25 20 4 . PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 .8Qoo 1.0Qoo 1. como a de qualquer outro equipamento. O objetivo da lubrificação de uma bomba. 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 .

Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. Vejamos como funcionam. ou mesmo retificada.FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos. se houver a formação desse filme lubrificante. também serão quebrados. teremos contato de metal contra metal e. e assim sucessivamente. Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante. veremos que ela é formada por picos e vales. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. conseqüentemente. evitando o contato metálico entre as duas superfícies. São as rugosidades. Além de reduzir ou eliminar o desgaste. teremos uma redução do atrito. desgaste. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . com a continuação do movimento. um óleo que mantenha os picos afastados. formando novos picos que. os picos se chocarão e quebrarão. A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento.

que elevará o eixo ligeiramente do mancal. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal. Ao iniciar a rotação. só teremos desgaste na partida da máquina. apóia-se na parte inferior do mancal. chamada metal patente. Devido ao formato da curva de pressão criada. Se o filme de óleo romperse. ao começar a girar. Para evitar danos no eixo. Mas. a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. é usual falar em cunha de óleo. criando uma pressão de óleo. MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . Essa pressão irá gerar uma força. mas dentro do limite elástico. Com esses esforços.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial. a tendência do eixo é subir no mancal. ou seja. teremos contato metal com metal. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. praticamente um ponto. ocasionando um contato metálico. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada.

Pelos motivos explicados. empregam-se mancais de deslizamento. a deformação deixa de existir. podem proporcionar muitos ganhos. dependendo do produto bombeado. já que ocasiona a falha do selo mecânico. Para sustentação do conjunto rotativo. Normalmente. Caso as condições de rotação. ou seja. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. o que pode levar à falha por fadiga. ora sem carga. juntamente com a carga. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. o que. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. 91% falham antes do prazo esperado. Como as esferas giram. o que evita o rompimento do filme de óleo formado. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. como o peso próprio do conjunto rotativo. que separa as esferas das pistas do rolamento. Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. uma bomba. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. Essa deformação aumenta a área de contato. reduzindo a pressão. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. Nos rolamentos. ora estarão com carga. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas. quando chega a fundir os mancais. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. formando um filme de óleo. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. algumas bombas utilizam mancal próprio. Nas bombas verticais. Em um rolamento submetido a uma carga. Portanto. levem a uma vida curta dos rolamentos. pode gerar um incêndio. As bombas centrífugas horizontais utilizam.uma vez cessada a força. Sendo bem tratados e acompanhados. com freqüência. mancais de rolamentos.

existe um furo G. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). Existem três tipos principais de lubrificação com óleo. na sua maioria. No lado do rolamento radial. As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. Óleo lubrificante. Com graxa. no máximo. ficando restrita a algumas bombas pequenas. é usual o emprego da graxa. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). Os fabricantes das bombas. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador. ou até 4. ao girar. • Próprio produto bombeado. • Por névoa de óleo. em que o ambiente tem pós em suspensão. é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. Para mancais de rolamento. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e. Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias. • Forçada (ou pressurizada). Nas indústrias. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. • Por nível. fazendo as vezes do lubrificante. Para garantir a lubrificação. passa pelo interior do mesmo. Por exemplo. passando parte dele por dentro dos rolamentos. retornando ao depósito da caixa de mancais. Do lado do mancal de escora. nível este que é medido com a bomba parada. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais. até 2/3 do seu volume. que o direciona para os rolamentos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote . predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante.300rpm com óleo. o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo. Nos motores elétricos.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. que se comunica com o reservatório.200rpm com graxa. Para evitar que o nível fique alto nesta região. Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora.

O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68. que pode ser de rolamento ou de deslizamento. O sistema de lubrificação forçado necessita. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro. de: uma bomba para circular o óleo. seja à rotação. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . no mínimo. Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. seja devido à carga. Como fica parcialmente mergulhado no óleo. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento.FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. ao girar. arrasta o óleo pela sua superfície interna. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal.

Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). em que temos duas bombas de lubrificação. o que equivale a 0. Na parte inferior desse coletor transparente. mas não é boa para lubrificação. saem as linhas de distribuição da névoa. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro.Pense e Anote (geralmente duplo). dois filtros. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. um resfriador e uma válvula de segurança. Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons. onde existe um coletor transparente. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais. dois resfriadores de óleo. corresponde um reclassificador. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent. da qual posteriormente retirado. Do gerador. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. A pressão de distribuição é bem baixa. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . Nesse caso. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. denominado coletor ecológico. temos uma válvula que possibilita drenar o óleo. Na parte superior. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba. Para cada ponto a ser lubrificado. Essa mistura é preparada em um gerador. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante. O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. acionada pelo eixo da bomba principal.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. que permite avaliar visualmente o estado do óleo. entre outros dispositivos. geralmente de 50mbar. pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros. O óleo condensado fica na caixa ecológica. geralmente de 2 polegadas de diâmetro. Nesse tipo de lubrificação. em que são instalados os reclassificadores. Próximo de cada equipamento. onde é instalado um distribuidor. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. A partir do reclassificador. sendo adequada para ser transportada. Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. duas válvulas de alívio.

Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%). não entram umidade nem pós na caixa de mancais. a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais. Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Na maioria dos casos. a potência consumida pela bomba cai. do cachimbo. Eliminação do uso de copo nivelador. Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos). Como o coeficiente de atrito é menor. Por ficar levemente pressurizada.

Nas novas. Somente este modelo é montado no distribuidor. quando especificado que serão lubrificadas por névoa. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. maior a vazão de névoa. Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado. Quanto maior o número. obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115). O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116). O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos. o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. 503.Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117). 504 e 505. O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. 502. a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro.

FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. é adotado o sistema de névoa de purga. Por isso. Existe também o de névoa de purga. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo. sendo mantido o nível de lubrificante original.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura. 200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . nesse tipo de mancal.

FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote . possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico. As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa. nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. Nessas bombas. A bomba canned. que significa “enlatada” em inglês.Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. ambas sem selagem. daí seu nome. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício. Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned.

desalinhamento entre bomba e acionador. esforços da tubulação etc. À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água. vapores e gases. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. recirculação. aumento de esforços radiais e axiais. estocagem inadequada etc. Nesses níveis. diâmetro da caixa. sujeiras etc. raios de concordância etc. a água está dissolvida no óleo e não é percebida. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. produto bombeado. pós etc. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada. produtos de 2a linha.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. abastecimento com funil ou regador sujo etc. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. Para identificá-la. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . desbalanceamento.

o que reduz significativamente sua vida. a vida do rolamento é considerada normal. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. porque fica emulsionada. a do mancal. degradando rapidamente o óleo. Por outro lado.3 vezes.000ppm. ou pouco mais de 5 meses. indo para 300ppm. ao passar de 100 para 200ppm. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo. Com 100ppm de água. Depois dos 1. nas temperaturas usuais da caixa de mancal. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. como conseqüência. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas. Nos percentuais mais baixos de água. recebendo o valor de 100%. Isto corresponde a 300 ppm = 300 1.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais. A Figura 120 mostra que.03 100 = 0. ficando em 25ppm. Quanto maior a temperatura. a redução é de quase 50% na vida útil. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 . Se a falha ocorresse a cada ano.000 de partes da mistura água/óleo. Na Figura 121.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação. A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes. passaria a ser a cada 2. o rolamento teria uma vida relativa de 230%. o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2.000 = 3 10.3 anos.45 ano. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo.000. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses. Provavelmente. a vida será reduzida para 45% da normal.000. Na Figura 120.000 = 0. maior a oxidação. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos. Após 350ppm. se a umidade aumentar três vezes. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar. a queda passa a ser bem lenta.

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo).Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa. A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que. O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento. Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções. por exemplo. LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. o Marbrax 68. ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. conseqüentemente. dos mancais. reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e. Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2. quando altos.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . De engrenagens. Os principais tipos empregados são: Rígido. Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. Para facilitar a desmontagem das bombas. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. Na seleção de um acoplamento. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. De correntes. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. No caso de bombas em balanço. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. metade flexível e metade rígido. Consiste no uso de dois acoplamentos. os dois acoplamentos utilizados são híbridos. Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. De lâminas ou discos flexíveis. Nesses casos. Atualmente. Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. No caso de bombas centrífugas. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. Geralmente. Em bombas com impelidor entre os mancais. FS. De pinos amortecedores. Este último costuma ter o diâmetro maior. Nos catálogos. realizando apenas uma renovação parcial. interligados por um eixo. um em cada extremidade. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. o que ocorre a cada 6 meses. como as OH1 e OH2. Tipo pneu. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador. a graxa tomará caminhos preferenciais. De garras com elastômero. tipo BB. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens.

600 Máx.0 5. acionador x FS = 60 x 1.000rpm 1.0 .000 6.500 3. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M.7 3.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .1. Dados: Potência – 60hp Rotação – 3.000 5. por Pense e Anote exemplo.0 27. sempre utilizamos a potência de placa do acionador.000 4.6 4.1. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis.3 2.0 23.5 6.000 6.0 16.000 6.0 Adotando o fator de segurança de 1.7 23.8 14.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2. Entretanto. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5"). FS = 1. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional. Para efeito de dimensionamento.8 17. hp/ 1. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência. O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm. temos: Potência para seleção = Pot.7 34. adotando.9 11. PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3. é aconselhável usar segurança adicional.750 3.FS = 1.550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6.2 3.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp.

Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18.550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm).6 hp/1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote . Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos. Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada. o que corresponde ao acoplamento 10M.000rpm Rot rpm/1. FS. Sua rotação máxima admitida é de 3. poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação.550/1000 3.000 3. igual ou superior a 1.1.6. aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento.750rpm (a da bomba é 3. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada. Portanto. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm. caso ele seja balanceado dinamicamente. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação). Quando dimensionar um acoplamento para bombas.000rpm. usar sempre um fator de serviço. teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada.000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm. Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18.7hp/1. achamos 23. Se ainda assim não atender. Essas letras são de Distance Between Shafts End. há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior.55 A divisão da rpm por 1. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”. Uma vez selecionado.

o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. o NPSH requerido e o rendimento. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0. aumentando o NPSH disponível. Algumas partes da especificação provêm de normas. principalmente. É usual. antes de fazer a especificação final. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC. Se. essas bombas não atenderem.7 na temperatura de bombeamento. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado. ainda assim. que possuem NPSH requerido mais baixo. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores. o diâmetro do impelidor.6kg/cm2M Pressão de descarga – 16. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. o que permite o cálculo da potência consumida. em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado. PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como no caso do API 610 que. entre outras coisas. Escolhido o tamanho da bomba. Exemplificando. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0. Sempre que possível.

550rpm e determinamos a bomba 40-315.160 50 160 65 160 80 . Diâmetro do impelidor = 322mm.200 32 .200 65 250 80 .Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m.315 50 . Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico).160 40 . FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 .8cv Da Tabela 11.250 40 200 80 .125 40 . com a vazão e com a AMT.315 50 250 50 . Figura 124.125 50 . e marcamos o ponto de trabalho. o NPSH requerido e a potência para água. obtemos o diâmetro do impelidor. a potência será de: Pot = 76 x 0.200 65 .250 40 .8. Com esse ponto. Entramos nas curvas da bomba 40-315.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 .8 = 60.250 32 . o rendimento.125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa. não necessitamos de fatores de correção.160 100 160 32 . temos: 1cv = 0. Para querosene com densidade de 0. entramos na Figura 123 para bombas com 3.200 100 200 32 .

8 = 59.A potência consumida em hp será: hp = 59.986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.8cv x 0.6hp 274 x 0.9hp cv Pot = 60.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. como vazamento ou vibração alta. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e. Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. Se o NPSH não atender. devemos ter certeza de que o problema é da bomba. A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico. Com o tamanho escolhido. como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. o NPSHdisp > NPSHreq. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente. a abertura da bomba não é a solução para o caso. devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado. problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . portanto. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada. podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. nesse caso. o que logicamente levaria a uma bomba maior. a bomba selecionada atende.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba. Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha.

Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. 6. 7. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. No diagrama de bloco a seguir. deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. 3. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba. por serem peças fundidas. Bombas que apresentam vibração ou ruído. Entende-se como em boas condições: 1. as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. sempre apresentam pequenas variações na forma. Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais. seja pela imprecisão do método de medição no campo. ou seja. seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que. NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). Figura 125. Muitas vezes. estando em boas condições. não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. A seguir. 5. Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). Carcaça ou difusores sem desgaste. Bombas com vazamentos. 4. Na abertura da bomba. Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. Rotação correta. Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. 214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .estes que são visíveis. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. 2. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade). mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição.

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível). ✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. Como a bomba está apresentando baixo desempenho. portanto. ou seja. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. não está conseguindo aumentar sua vazão. é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. normalmente. parecido com o de “batida de pedras” na carcaça.A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios. filtro sujo etc. o NPSH disponível já é alto. Para efeito de cavitação. ✔Bomba com folgas internas altas. como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico. No segundo estágio. convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem. que pode ter sua origem em: te fechada. a recirculação interna. não é uma causa provável. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . por exemplo. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). Cavitação ocorre. alterando suas características na região de sucção. quando a bomba está trabalhando com vazões altas. ✔Desgaste no impelidor. Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido). se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. sua origem é: mais propício à cavitação. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. que possui 12% de Cr. Reduzir a perda de carga na linha de sucção.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. alterar o valor de controle (set point). 4. nesse caso. por ordem de facilidade. por exemplo. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. 9. mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. 8. Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). trará o ganho necessário para evitar a cavitação. Dentre os materiais usuais. 6. A pressão de vapor acaba se cancelando. Quando a bomba succiona de um vaso fechado. Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração. 5. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). com a conseqüente redução da perda de carga. bastando. ou a eliminação de acessórios instalados nela. 3. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH. 7. o qual resiste mais à cavitação. É usada para conviver com o problema. Portanto. são: 1. o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba. ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. ou a simplificação do encaminhamento da linha. alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. 2. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável.

Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima.FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. Se vapores saírem. é ajustar a rotação. Se tudo estiver correto. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. mação de vórtice e. temos de diagnosticar se o problema é da bomba. As razões para isso podem ser: da) antes da partida. o que reduzirá seu desempenho. Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. nesse caso. vamos ao passo seguinte. A solução. se a rotação estiver mais baixa. que está exigindo maior potência ou do acionador. a bomba pode não atender ao processo. conseqüentemente. que apresenta alguma deficiência. ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. Portanto. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). entrada de ar ou de gases. é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos.

ainda. nas buchas entre estágios ou. Necessitamos. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. Quanto menor a temperatura. ou próximo a ela. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). Portanto. para um mesmo produto. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. essas variações de densidade costumam ser pequenas. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. temos alteração das pressões e da potência.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. muito empregadas nas turbinas mais antigas. podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. Quanto maior a viscosidade. A viscosidade também altera a curva da bomba. motores de combustão interna. a vazão e o rendimento. ela poderá não atender às necessidades do processo. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. reduzindo a AMT. exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. Dependendo dessa alteração. ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. devido a um pequeno aumento da carga. A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. ela terá seu desempenho alterado. maior a viscosidade. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido. Na prática. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas. A potência também irá variar diretamente com o peso específico. e afeta negativamente o desempenho da bomba. portanto. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. Ocorrendo modificação do peso específico ( ).

a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. que pode servir para amortecer pulsações da pressão. estando todos dentro dos valores considerados normais. AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. oscilam muito e falseiam as pressões lidas. Nessa região. que pode servir para adaptar o manômetro. a bomba está boa.narias tem medidor de vazão. já verificamos o NPSH. como válvulas. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente. Quando não dispomos de indicação de vazão. É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. a escorva. corrigir os valores da pressão. Se o desvio for pequeno. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. costumam ocorrer pulsações. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . normalmente no flange de sucção da bomba. Na maioria das vezes. o problema é da bomba. Caso ele não exista. pelo roteiro. Anteriormente. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. Nesse caso. O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. Em último caso. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba. Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff). costuma ter um orifício de 1/4”. o que dificulta a medição.

medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta.86 0.88 0.88 0. o fator de potência e o rendimento do motor.5 93. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor.90 745. o erro será pequeno. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor. trifásicos com grau de proteção IP55.90 0.5 92. Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos. Quando a bomba é acionada por motor elétrico.1 92. teremos de obter.88 0. usando uma proporcionalidade.7 0. com 220V.7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor.2 92.7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3.90 0.85 0. O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.1 91.5 91. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão. Ex.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote . além da corrente. Embora a tabela seja para 220V.550rpm).VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89.91 0.: 90% – usar 0. A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745.88 75% carga 100% carga 50% carga 90. os valores são válidos para 440V também.85 0.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0.85 0. podemos avaliar grosseiramente a sua potência.3 92.86 0.78 0.4 90.1 91. a voltagem real.90 0.

tentando aumentar a rotação. ou seja. Mancal de rolamento com desgaste. Base não grauteada adequadamente. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). dificilmente dispomos desse dado. Cavitação. O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. é porque o rendimento dela caiu. geralmente. Roçamento interno. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente. Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. Chumbadores da base soltos. Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes. a avaliação da potência é mais difícil. Folgas internas altas. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba. Para motores elétricos. Mancal de deslizamento com folga alta. Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico). a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores. está com algum problema interno. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. determinando as freqüências envolvidas. No caso de turbina acionando bombas. Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. podemos realizar uma análise de vibração.Caso o acionador seja uma turbina a vapor.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
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ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

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Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

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Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
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Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

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tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
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Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
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esta vibração pode ser bastante acentuada. quando passam muito próximas da lingüeta da voluta. geram um pulso que se transforma em vibração. dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena.FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor. Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m). Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação. é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada.

> 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta. > 6 % Para bomba com difusor – folga mín.550 = 17. desde que não comprometesse o desempenho da bomba. Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. Para aumentar a distância e solucionar o problema. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução. girando a 3.750CPM = 17. uma bomba com impelidor de cinco pás. ou raio interno do difusor. não devemos ter problemas. Num torno. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 . Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor). O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido.25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga.550rpm. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3. fica fácil. basta centrar pela guia da carcaça. Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta.000 = = = 6. R3 – Raio da voluta na região da lingüeta. que possui a mesma linha de centro do eixo.750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N. Exemplificando.

Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna. gaiola ou esferas. permitindo que a bomba vibre.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado. menor a vibração da bomba. Na falta da folga do fabricante. Quanto menor essa folga. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Quando ultrapassamos a folga máxima. o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. pista externa. usar os valores recomendados no item Dados Práticos. Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados.

Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. a visualização dessa obstrução pode ser difícil. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas. ou examine-os com o auxílio de uma lanterna. seja por uma falha de fundição. essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados. a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). Neste caso. aumentando em muito a vibração. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N. dependendo do grau de obstrução. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. ao girar. passe um arame por dentro de cada canal. Caso tenha dúvidas. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. o ângulo é zero. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. Em impelidores pequenos.

232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores. portanto. Quando ocorre roçamento. Pense e Anote Portanto. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. Portanto. Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ). Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba.Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. a bomba exigirá potência maior. as vibrações ficam instáveis. o rendimento da bomba cai. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios. a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação. Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. A potência varia com o cubo da rotação. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1.16). elevando a potência consumida. Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. Nesse caso. Essa vazão adicional consome uma potência adicional. se a vazão estiver acima da especificada.053= 1. teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção.

o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. com anel pescador ou com anel salpicador. irá aumentar a geração de calor. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. Quanto mais oxidado. maior a sua vida. levando a esfera a ter contato com a pista. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais. ✔Contaminantes no óleo. mais escuro o óleo. Portanto. o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. aquecendo-o mais. mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. ✔Bomba operando com alta vibração. Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. A oxidação dá origem a lamas. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. Quanto maior a temperatura. Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa. A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais. o que aquece e encurta a vida do rolamento. Por outro lado. ou axiais elevadas. as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado. devido à sua folga maior. principalmente água. Se a temperatura ambiente for de 30ºC.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados. elevando. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. Ver Figuras 120 e 121. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . mais rápida a oxidação do óleo. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. O aumento dos esforços. aumentam ligeiramente a vibração. ✔Óleo com viscosidade inadequada. ✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). a temperatura dos mancais. As razões anteriores são óbvias. ou do coefiba e do acionador. a temperatura máxima do óleo será de 70ºC. gomas e vernizes. Quando a lubrificação é por névoa. ciente de atrito. Se o nível de óleo estiver alto. conseqüentemente. Quanto mais frio o óleo. Isso provoca o rompimento do filme de óleo.

Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. as sedes se acomodam. caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. temos de abrir o selo para reparo. Na selagem por gaxetas. é normal um pequeno vazamento. conseqüentemente.Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. Bombas com vazamentos O vazamento. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . juntamente com seu mancal. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. se visível. é facilmente identificado. Nos selos mecânicos. Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça. raramente este volta a ficar estanque. posteriormente. o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. como ocorre nos selos tipo cartucho. Se a curva ficar paralela ao eixo. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. trabalhando muito tempo sem evolução. embora menos comum. a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem. fica fácil sua determinação. vazam um pouco e. Algumas vezes. esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. se a luva prolongar-se além da sobreposta. o local mais comum de vazamento é pelas sedes. durante a partida. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. afetando o balanceamento axial (Figura 145).

as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado. Vale o mesmo para a montagem da carcaça. Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2). Montando na posição horizontal.Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. facilitando um possível roçamento. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 . monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical. sempre que possível. A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas.

>250 a 315 Máx.002 ➜ Máx. >30 a 50 Máx.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx.018 e 49. Mín. >400 a 500 Máx. Mín. Mín. >50 a 80 Máx. >80 a 120 Máx. >120 a 180 Máx. Mín. Mín. >180 a 250 Máx. Mín.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx. + 18 e Mín. = 50. >315 a 400 Máx. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49. Mín.017 e Mín.999 + 0.999 + 0. Mín.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Mín. >18 a 30 Máx. = 50. Mín. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49. Da Tabela 30.

9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB.9 x 109) as excentricidades de 0. para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 .05mm.075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote .PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor. O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1.05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0. para o tambor de balanceamento e para as luvas. Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 . D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB.030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1.000 a 75. Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0. 0 ➜ 75. + 30 e Mín.

em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx. Para o eixo das bombas verticais. EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1. o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI.600 Coluna da direita da Tabela 31.1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .025mm LTI máx.500 4 5. Para montagem com interferência. 3. 4. ou com 13 m. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0.406 x 109 < 1. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2.025mm LTI máx.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1.125mm LTI 0.9 x 109 D2 60 2 3.05mm 2. 0. 0.500mm. 0.1 m /mm de diâmetro da face. 5.100mm LTI máx. a excentricidade máxima é de Eixo < 0. valendo o que for maior. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES.025mm Peças < 0.0625 12 flexibilidade = = = = 1. 0. Fator de L4 1. da VS-1 até a VS-7.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote .125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0.3.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0. Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0. Se for guiada internamente. medir em 2.125mm Se a sobreposta for guiada externamente. medir em 1.

07mm 3 = 0.10mm 8 = 0. no qual os rolamentos se apóiam. como os usados em máquinas de balanceamento. Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes.05mm 4 = 0. Os ressaltos do eixo. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0. devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto.03mm 7 = 0. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo.07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados.01 a 0.A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH.07mm 2 = 0.03mm 6 = 0. FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0. O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização.

o que for maior. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência. Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor. indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2.000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 . Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. ele deve ser realizado com 1. ra r mín.5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm. tambor de balanceamento.Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos. h r mín.5 vez a pressão de projeto. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste. r mín. A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba.

000 x 2. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5 x 10 = = 1.PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1.388 NxR 1.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10.800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2.5 pelo API N – 1.000 x G x M 10.4 grama na periferia do impelidor. A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas.800 x 100 1.4 g O desbalanceamento admissível seria de 1.

Com o passar do tempo. evitar corrigir no acoplamento. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. que são usinados para “recuperar” a folga recomendada. Na maioria das vezes. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias.800rpm e com peças montadas com interferência. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . Portanto. Isso porque. se necessitar ser substituído no campo. usar: GRAU G-2. essa correção é desnecessária.800rpm e com peças montadas com folga. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente.5 Bombas abaixo de 3. normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. GRAU G-1.0 Bombas acima de 3. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica. a bomba ficará desbalanceada. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações. o que gera deformações nas guias. ocasionando um relaxamento de tensões. No balanceamento do conjunto rotativo.No balanceamento dos conjuntos rotativos. O grau G-1.800rpm ou acima de 3. Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça.

danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso. é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies. Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente. Para evitar esse problema. a norma API 610 – 9a edição. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . conforme mostrado na Figura 136.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias. Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes. Na falta delas.

99 350 até 374.48 0.89 275 até 299.35 0.88 0.70 0.83 0.99 0. Para ferro fundido. Nesse tipo de aplicação. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400. os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32. Acrescentar 0.30 0. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling). normalmente.65 0.99 600 até 624.90 0.99 525 até 549. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento.89 125 até 149. 3. Para materiais não metálicos (por exemplo. Para diâmetros superiores a 650mm.99 425 até 449. bronze.99 150 até 174.73 0. usar as folgas da tabela.58 300 até 324. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento. 2. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300.99 550 até 574.99 375 até 399.38 0.28 0. adotar a folga: Folga (mm) = 0.99 500 até 524. caso das buchas das bombas verticais.45 0.99 200 até 224. PEEK).25 0.80 0.99 80 até 89.63 0.001 D – Diâmetro do anel em mm.40 0.95 + (D – 650) x 0.43 0.89 250 até 274.99 175 até 199.99 400 até 424.99 325 até 349. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote .68 0.99 115 até 124.99 65 até 79.99 100 até 114. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido.60 0.85 0.33 0.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64.55 0.99 575 até 599.75 0.99 90 até 99.99 450 até 474.53 0.95 1.50 0.99 0.99 625 até 649.99 475 até 499.99 225 até 249.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC.78 0. Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto.

as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. Stellite. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento. Se isso não for possível. temos: Folga diametral = 0. Por causa dessa tendência. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies. A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. a estacionária e a rotativa. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção.AISI 316 revestido de material duro. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir. tenham dureza superior a 400BHN.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Em alguns tipos de bomba. o dobro da folga pode levar a vibrações altas. ou pontos de solda. o que leva a um gasto maior de energia. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316. como no caso das de dois estágios em balanço (OH). deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico. parafusos axiais ou radiais. a menos que ambas as superfícies.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1. A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. De modo geral. PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32. Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias.5 a 2 vezes a folga citada pelo API. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais. Nesse caso. seguir a recomendação do fabricante. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio.

não há ganho com esse tipo de corte.84mm Impelidor Para reduzir estoques. Na Figura 137. o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás. Nas bombas com difusor. o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta.12mm. ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B). para efeito de cálculos. acrescentar 0. Assim. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção. acrescentar 0. Com a utilização de uma ponta montada.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor. é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo. ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba.12 = 0. Nas bombas com carcaça em voluta. portanto. Nesse caso. podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba.12 + 0. Folga final = 0. FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 . pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição. Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC.12mm. usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E). Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte. Nesse caso. deixando intactas suas laterais (Figura 137 C).60 + 0.

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

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PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

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ABASTECIMENTO

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Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

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O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
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Manutenção e Reparo de Bombas

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FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
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Trata-se de um filamento plástico que. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível. Depois de deformado.001x D(mm) 0.003 + 0.Pense e Anote de modo que. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage. Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes. ao ser deformado. As folgas diametrais são o dobro das radiais. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial.07 + 0. utilize uma rasquete. A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo.5 folga normal In 0. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento. ou como folgas radiais ou como diametrais. Nessa condição. somente as pistas externas se tocam. Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento. Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga. ficando uma folga pequena entre as pistas internas. ao encostar um rolamento no outro.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . adquire uma largura proporcional à folga.

22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior. Caso a tubulação venha de cima. causando problemas no bombeamento.5 x 0. o lado plano deve ficar na parte inferior. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C).001 x 80 = 0. FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção. a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente. Caso a mesma venha reta. gerando um elevado empuxo axial.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0. A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção. A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente. Se for paralela. o lado plano deve ficar para cima.15 = 0. Por esse motivo. ela deve ser perpendicular ao eixo. Pelo mesmo motivo citado. as reduções devem ser excêntricas.07 + 0.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que prejudica o fluxo do líquido. ou da parte de baixo da bomba. caso tenhamos uma curva próxima à bomba. o que leva à falha prematura do mancal.

Assim. girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo. Caso não exista espaço. A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor. gerando empuxo axial alto. a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba. as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote .FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção.

para uma mesma rotação. esta fuga pode ser considerada desprezível. não depende do sistema. nessa região.Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. externamente à bomba. por razões de segurança. diafragma ou pela rotação de uma peça. Neste caso. a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo. pistão. Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. maior a pressão. Por esse motivo. de deslocamento positivo ou volumétrica. ou seja. Na realidade. na operação da bomba de deslocamento positivo. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. reduzem o volume da câmara. deslocam esse volume até a descarga e. a vazão é constante. evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. sendo interna. empurrando o líquido para fora da bomba. Se a bomba estiver em bom estado. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. Nas bombas de deslocamento positivo. tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema). o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. Podemos afirmar então que. devido à fuga do líquido pelas folgas. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. com as folgas adequadas. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão. a pressão pode chegar a valores muito altos. Ocorrendo uma restrição grande na descarga. são decorrentes desse seu modo de trabalhar. ou pode ser colocada na linha de descarga. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. Nas bombas centrífugas. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . Os nomes dessas bombas. Já na bomba de deslocamento positivo.

aumentam a potência para o bombeamento. sendo chamadas. As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. neste caso. As bombas volumétricas. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão. Nas bombas alternativas. e é o sistema que comanda a pressão. ou seja. Para tal. Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. são sempre auto-escorvantes. para líquidos acima de 1. deixando-o sair pela sucção da bomba. por não serem afetadas pela viscosidade. Por isso. ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). Mesmo sendo autoescorvantes. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido. são mais indicadas para esses casos. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas. de turbinas de recuperação hidráulica. As bombas de deslocamento positivo. como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga. as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir.000SSU (200cSt). A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. ao contrário das bombas centrífugas. conseqüentemente. Com líquidos de viscosidade alta. não se usa AMT e sim a própria pressão. raramente são usadas bombas centrífugas. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. que as tornam auto-escorvantes.

ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. Nesse caso. Camisa 7. as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. DE SIMPLES EFEITO. Cruzela 5. Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. responsável por deslocar o líquido. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. Eixo de manivela 3. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. Biela 4. ou podem utilizar um acionador rotativo. subtraindo-a. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. de um êmbolo ou de um diafragma. a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste). as de dois cilindros são as duplex. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção. como um motor elétrico. Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. o que leva a uma perda de desempenho. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. Carter 2. Pistão 9. Haste 6. Cilindro 8. Válvula 10. devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção.do pistão. FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO. necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso.

FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX. ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . DE DUPLO EFEITO.

e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. o vapor gera um movimento contínuo alternativo. Quanto maior a vazão de vapor. maior o número de ciclos executados por minuto. Essa situação. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. geralmente. lado esquerdo da Figura 151. fazendo com que ele suba.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. torna a inverter o movimento. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. movendo-os solidários. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro. A bomba. Inicialmente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . fazendo a inversão das aberturas. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba. levando junto o diafragma. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. O pistão da bomba. que está interligado ao de vapor. Ao chegar ao final desse curso. podendo vir a quebrar a bomba. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. a bomba tenderá a disparar. Inicialmente. Temos dois ciclos: admissão e descarga. Ao chegar ao final do curso. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. Assim. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita. Ao atingir o ponto superior. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. O outro é o cilindro do produto que será bombeado. Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. maior a velocidade de deslocamento do pistão. Com isso. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. ele inverte. ou seja. os quais demandam bem menos potência. o pistão irá mover-se para a esquerda. que é o acionador. leva a bomba a disparar. estará bombeando ar ou gases. em vez de líquido. À medida que o diafragma vai subindo. Um é o cilindro de vapor. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor.

e a outra é a do produto que será bombeado.Assim que o líquido parar de ser admitido. Para variar o curso. modificamos o raio da manivela. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas. variando a rotação ou o curso do pistão. Uma das câmaras é a acionadora. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste. podemos modificar a vazão. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. arrastando com ele o pistão. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão. movida a ar comprimido. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. O diafragma começa a descer. abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. como o de biela/manivela. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se.

Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento. Esses amortecedores podem ser de diafragma. evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. Para uma mesma rotação. que trabalham com fluidos agressivos. quando está no início ou final do curso. Como toda bomba de deslocamento positivo. maior esse vazamento e. No caso real. um pouco menor a vazão fornecida ao sistema. A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante. as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). por meio de rotação. As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. Ela é máxima. menor a pulsação de pressão e de vazão. é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. a vazão seria sempre a mesma. quando o cilindro está no meio do curso. Se não tivéssemos as fugas. quanto maior o número de cilindros. empurram o líquido para a descarga. conseqüentemente. Nas alternativas puras. a pressão também sofrerá variação. e mínima (zero). de bexiga ou de pistão. independente da pressão (caso teórico). Variando a vazão. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . Quando a pulsação puder trazer algum problema.Algumas bombas. usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo.

menor as fugas. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). de palhetas e de lóbulos. de fusos (1. As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente.FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. 2 ou 3 fusos). Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas. FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba.

A bomba de parafusos. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . como também devem estar na carcaça ou no crescente. cada uma girando num sentido. As duas engrenagens. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo. Por isso. Na bomba da Figura 156. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga. Ao girar. haverá perdas no volume bombeado. fica a região de sucção. o que equilibra o esforço axial nos fusos. Para ter um bom desempenho. levando-o para a região 2. No caso de três fusos. Neste caso. descarregam pelo centro da carcaça. a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. bombeiam simultaneamente. Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3. do contrário. a região de descarga. mostrada na Figura 155. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. possui um fuso motriz e dois conduzidos. impedindo o retorno do líquido para a sucção. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. onde os dentes se engrenam. Depois dele. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. os dentes se engrenam. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. Antes do crescente. Devido ao elevado número de dentes e à rotação. seja qual for a pressão reinante na descarga. a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado. Ao chegar à parte superior. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. onde é liberado. há necessidade de um sistema de balanceamento axial. entre dois dentes consecutivos e a carcaça. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba. região 1.

logo. não temos pulsação de pressão. A vazão é contínua. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido. da sucção para a descarga.vai girando. Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna. o líquido vai sendo deslocado axialmente.

o qual normalmente é construído de um material elástico. esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. O rotor. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. Na região de sucção. as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido. como Buna N e Viton. Devido à excentricidade do rotor. são expelidas. bloqueia o líquido nessas câmaras. onde cabe um determinado volume. mantendo contato com a carcaça. da sucção para a descarga. na sucção. Quando se desejam pressões maiores. ao girar. Nesse rotor. são utilizadas bombas em série. ficam alojadas diversas palhetas que. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. aproximadamente de 6kg/cm2. Com rotação alta. pela força centrífuga ou por meio de molas. Figura 157. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. deslocando-o até chegar à região da descarga.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 .

FIGURA 159 BOMBAS COM 1. 2. ao girarem. dois. 3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pelo seu formato. volume esse que é deslocado e liberado na descarga.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. três e cinco lóbulos. Existem bombas de um. fazendo a vedação. Os rotores estão sempre em contato na parte central. aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça.

É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem. FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote . A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível. que permite sua oscilação. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. não mostrado na figura. Quanto mais inclinado o disco. O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. deslocando o líquido da sucção para a descarga. maior a vazão. portanto. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível. maior o curso dos pistões. montado sob a forma de U.

É conectado ao eixo através de estrias. PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica. Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante.FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais. DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste. O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula. PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão. EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias. 270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os pistões são articulados com essa placa.

Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. sapata da placa. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). a placa oscilante e o bloco do cilindro. A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande. mancal tipo bucha. mostramos alguns outros modelos que são utilizados. mola e a caixa também fazem parte da bomba. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. O volume deslocado depende do diâmetro. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo. Na Figura 163. giram solidários. juntamente com os pistões. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. Princípio de funcionamento O eixo. O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA. do número de pistões e do seu curso.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática. Junta esférica. A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante.

A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior. vai sendo deslocado da sucção para a descarga. obrigando-o a sair pela descarga. com o giro. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento.A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. juntamente com uma palheta que faz a vedação. O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. A palheta impede o retorno do líquido para a sucção.

Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas.Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas. SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote . existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE.

o líquido fica retido nessa câmara. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto. Quando a bomba é desligada. o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça. A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis. que fica recuado em relação à descarga da bomba.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. não será necessário escorvá-la. 274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Na próxima partida. É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. Ao girar. É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor. Seu rendimento é baixo.

1998. 2. SULZER BROTHERS LTD. Nova York: [19 —] . FALCO R. Understanding pump cavitation. São Paulo: 2002. API 610: centrifugal pumps for petroleum. E.ed. Catálogo 4000P Reg. Centrifugal pumps handbook. Rio de Janeiro: Interciência. Washington: 2003. Torino: 1990. W. fev.Motion Control NSK. Bombas industriais. PSI pump selection for industry.Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. E. petrochemical and natural gas industries. Winterthur: 1989. SKF. 47-6100-1990-09. NSK. MATTOS. Chemical Processing. 9. E. NSK Rolamentos .ed. de 1997.. WORTHINGTON. NELSON.

DR UM MOND L UIS R OBERTO ARRUDA A NA P AULA DE B ARROS L EITE R ICARDO G OMES R ODRIGUES R OSEMARY LOM ELI NO DE SOUZA XAVIER R OSILENE F ERREIRA MENEZES Revisão técnico-metodológica E RNESTO F ERREIRA M ARTINS S ÉRGIO MOLINA M ICAELO Revisão gramatical Revisão editorial Projeto gráfico.SENAI / RJ PRODUZIDO PELA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Coordenador de formação. capacitação e certificação de abastecimento M AURÍCIO L IMA Diretora de educação Elaboração Gerente de educação profissional Gerência de educação profissional ANDRÉA MARINHO F RANCO GETÚLIO V. GRÁFICA E P ROGRAMAÇÃO VISUAL . programação visual e diagramação L OURDES S ETTE R ITA G ODOY I N -F ÓLIO – P RODUÇÃO EDITORIAL .

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