PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões. propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .

Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT). NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . carga ou head 107 Cavitação.

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H.

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

de simples efeito.FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades. acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote . excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão.

FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex. de duplo efeito. 3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa. acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1. 2. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante.

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

PR. É preciso. Com isso. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos. BA. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. o aumento ou a redução de velocidades. a geração de energia. o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 .Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos. SE. no diagnóstico de causas e soluções de problemas. Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. SP. A variação da complexidade do trabalho realizado. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. CE. a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. RJ e RS. MG. e outras funções de processo. portanto. Assim.

a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa. No preparo de gasolinas. usam-se intensa e extensivamente as bombas. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. para todos esses e outros serviços. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias. Mas. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação. favorecidas por geografia peculiar. usam-se oleodutos. A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência. praticamente. Sem elas. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. condensadores. Até há bem pouco tempo. dessa forma. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. certamente. por exemplo. Hoje. Para que elas estejam disponíveis. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas.Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas. bombas dosadoras são fundamentais. Enfim. não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. corrigindo seus defeitos ou falhas. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. quem o faz já é a própria bomba. Além das distâncias. existem os mecânicos de manutenção. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. o controle de vazão é fundamental e. Algumas instalações. Pela própria natureza da tarefa.

quando executa seu trabalho.. Assim. Você.. A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança. mecânico. Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo.Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade. mas o seu serviço está. deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados. é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho. segurança. 18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como parte de uma equipe. Pense nisso! Você. preservação do meio ambiente e custo adequados. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá.

Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras. 2 mícrons. quando tratarmos de conversão de unidades. Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas. No sistema inglês.01mm) e o mícron ( m). polegada (in).Unidades e suas conversões. nos itens a seguir. o centésimo de milímetro (0. as principais unidades usadas são: pés (ft). etc. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote . propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. usamos muito o milímetro (mm). O plural de mícron é mícrones e mícrons. e (mils) milésimos de polegadas. 3 mícrons. que é a milésima parte do metro. que é a milionésima parte do milímetro. portanto. Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento. dizemos: 1 mícron. Em mecânica. incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. assim como os gases e os sólidos.

01 0.4 ft 3.54 x 5 = 12.4 0.540 2. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.0000394 12 1 0.000 10 1 304.000 1. temos a jarda (yd) e a milha (mi).28 x 10 -7 1 0.54 m 1.3048 = 0.37 0.000 100 1 0.00328 3.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m).6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.03937 12.33x 10 -5 in 39.370 39.37 0.0254 2.28 x 10 -6 3.A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês.1 30.000 1 0.001 mils 39. as quais são pouco usadas em mecânica.0833 8.54 centésimos de mm 5mils = 2. Portanto: 1ft = 0. De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.001 304.54 x 10 -5 mm 1.9144m 1mi = 1760yd = 1.001 0.000 1 0.0003937 0.609km = 1.800 25.01mm 100. achamos 0.3048m Logo 2ft = 2 x 0.28 0.000.7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000 1.03937 0.400 25.3937 0.480 2.3048.00001 1 x 10-6 0.3048 0.80 25.0254 0.

600 1.016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s). e o múltiplo.18 1016 g 1.903 x 10 -6 6.944 x 10-4 0. dia (d) e ano. a palavra é do gênero masculino).102 0. Massa m O quilograma (kg).142 x 10 -4 0.12 0.892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0.0005 – 1 1. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0.274 0. minuto (min).9842 4. seu submúltiplo. o grama (g) (atenção. A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525.74 x 10 -3 1 24 1440 86.000 0.000 1 1 x 10 6 454 28.0283 907. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm).0022 2. são as unidades de massa mais usadas em mecânica.000 2.001 1 x 10 -6 lbm 2. basta multiplicar por 2.35 – – Ton métrica 0.0625 2000 2240 Oz (avdp) 35.4536 0.778 x 10-4 0.01667 1 60 1 segundo = 3.04167 1 60 3.Para converter mils para centésimos de milímetro.274 16 1 32.171 x 10 -8 1.2 0.001102 – 1.600 Segundo 31. hora (h).000 35.001 1.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote .000454 – 0.46 x 10 -4 – 0. a onça avdp (oz).6 1 0.03527 35.204.400 1.840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0. a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton).157 x 10-5 2.907 1.000984 – 0.536. a tonelada.54.

PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão. na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1. Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R). K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo.033kgf/cm2). Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês. temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC.Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico.

É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).000 100 1 92903 645.0001 1x 10-6 0.000.000 1 0.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .01 929.00155 144 1 = = = = = 0.03 6. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ).764 0.0000108 1 0.Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura.0929 0.16 ft2 10.4516 mm2 1.00694 in2 1550 0. FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10.155 0.001076 0.

5 = 47.0929 = 0.r 2 . temos que 1ft2 = 0. 32 . FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .h 3 = 3.929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo.14 .PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4.1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0929m2 10ft2 = 10 x 0. É sempre um produto de três dimensões.

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração. a 2. Nos locais mais altos.5m/s para cada segundo ou. esta aceleração é de 9.81m/s2.000m/s 2.5m/s m = = = 2. decorrente da atração da Terra sobre os corpos. No nível do mar. Ao girar. o valor de “g” é menor.600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo.5 2 s 3. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2. o que é equivalente a 2. É a denominada “aceleração centrífuga”.000m/h 9.PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9.5m/s2. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos. a seguir. ainda. conforme será visto no item sobre força.

PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0. está exercendo sobre ele uma força. estamos exercendo uma força. ou seja.4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31. como qualquer força. Neste caso. Quando subimos em uma balança para pesar. é a aceleração da gravidade. a qual. Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho. O peso. Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote . neste caso. Uma bomba centrífuga. teremos: Peso = mxg 9. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton). que através de seu impelidor impulsiona o líquido.10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 .81. estamos medindo uma força. 300 = 31. o peso é uma força.10m = 98. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação.42 (rd/s)2 x 0. é o produto de uma massa pela aceleração. ela recebe o nome de força centrífuga.

este valor simplificaria o denominador. A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração. mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor. Dizemos. ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número. a aceleração é a centrífuga. Como vimos. a massa permaneceria com o mesmo valor. neste caso.r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro.81 = m x 9. só que. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. a força centrífuga fica multiplicada por 4. por exemplo. que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg.Como. Portanto. Num local mais alto. o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. a força fica multiplicada por 2. ac = m . ao dobrar a rotação. Portanto. ( ) N 30 2 .81m/s2. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar. ao nível do mar. visto que massa e peso são distintos. Se dobrar o raio.81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso. peso é uma força. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m .81 9. a aceleração da gravidade é de g = 9. é o produto da massa pela aceleração. Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9. o que é uma simplificação.

devido ao fato de a massa ser articulada. visto anteriormente.6 = 19.225 2.72N = 19. foi gasta uma energia.001 1 0. se girasse a 300rpm e com um raio de 0. aumentamos também o raio de giro.204 0.01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância.102 = 2.806 9806 1 0.00001 4.665 980.45 dina 980. a força será expressa em N.02x10-6 0.72N Da Tabela 8: 1 N = 0.102 1.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2. de aceleração.000 0.454 Ton força 0. calculamos que para N = 300rpm e r = 0.000102 1.10m? No problema 14.000 100. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga. Fc = m x ac = 0. ao aumentarmos a rotação.102kgf ➜ Fc = 19.02x10 -9 0.45x 105 lbf 2. Para realizar esse trabalho.No caso da peça mostrada na Figura 8. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.72 x 0.00454 N 9. PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote .200 x 98. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1.10m ➜ ac = 98.000 1 4. Energia e trabalho são equivalentes.665.2 2.200kg.

Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.m = 1 0.138 J = N.16 x10 -6 3.001285 cal 2.09 1 1J = 1N.655x10 6 778 3. Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação. ou seja.72 x10 -6 BTU 0. FIGURA 10 Como podemos notar.738 2. d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave.m T → N .23 0.00397 0.67 x 105 108 0. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância.324 lbf. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf .6 x 106 1055. percorrendo a distância d.6 x 10 5 252 1 0.239 8.m 9.427 0.06 4. temos de exercer um torque na porca. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h).77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh.36 KW.48 x10-4 3.m = 1kW.h 1BTU 1cal 1lbf.34 0.102 3.ft 7.8 1 3.m 1kgf.187 1. é energia mesmo.h 2.412 1 0.m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf.77 x10 -7 1 2. podem ser expressos pelas mesmas unidades.93 x10 -4 1.00929 9.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2.ft = = = = 2.

teríamos de fazer uma força de 27.8 x 10 7 1 x 10 7 1 .m. m = F x 0.50m F= 13. ainda.85 x 10 -7 1 dina .50 Portanto. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 .in = 1dina.50m. in 86. ft = 100 x 0.38 x 10 -8 1lbf.m F→N e d→m Tq → N. m ➜ 13.8 = 27.m = 1 0.13 x 106 1 1lbf.m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas.m F → lbf e d → ft Tq → lbf. Pot = T t T → J = N.6kgf 0.m = 1N.ft = 1lbf. cm 9.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf. é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou.8 1 1.0115 1.138 = 13.36 x 10 7 1.ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf.ft = 0.138kgf .Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf.8kgf .0833 7.233 0.356 0.138 0.ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft.02 x 10 -8 1N.8kgf .8 8. temos: 1 lbf . Da tabela acima. em CV.m 1kgf. ft 7.738 1 0. m 9.85 12 1 8. com uma chave de 0.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .113 1 x 10 -7 1lbf. Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo.cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0.102 0.

ou seja. usado em manômetros e termômetros.6g. cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13. 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5 KW 0.6g/cm3.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume.7 735.341hp ➜ 100kW = 100 x 1.00136 1. o mercúrio. Q. 70% → usar 0. é a massa de cada unidade de volume. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex. possui uma massa específica de 13. ou seja.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência.000 745.36 1.986 cv 0.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = .001 1 0.00134 1. H 274 .341 1 0.341hp = 134.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1. = massa volume Na temperatura ambiente.7457 0. temos: 1kW = 1.7355 hp 0.

A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote . mas sua massa permanece constante. A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0. Logo.998g.998g/cm3. sua massa específica é 0. é mais usual o emprego do peso específico. logo. se aquecermos um produto. Por esse motivo. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume). sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material. o que levaria à redução da massa específica. do que da massa específica.PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. Quanto maior a temperatura de um material. menor a sua massa específica. é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. seu volume aumenta com a temperatura. cuja definição veremos em seguida. mantendo o numerador (massa) constante. No caso de bombas. É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente.

em forma de cubo.000 1 16. = peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material. medir seu volume e fazer a divisão.016 27. sabendo que um reservatório completamente cheio. 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . com cada lado medindo internamente 5cm.02 27680 lb /ft3 62.43 0. o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3.68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume. basta pesá-lo.0005787 1 1 0. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente.TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1.0361 3. PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água. apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente).0624 1 1728 lb / in3” 0.61 x 10 -5 0.001 0.

78 0.787x 10 -4 1 1 0.61 x 10 -5 5.971gf. acima.865gf.5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote .001gf/cm3 ➜ 2.68 a 0. uma vez que o volume é modificado. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0.43 0. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição. como kgf/ m3 ou lbf/in3.2 8.016 27.94 13. temos que: 1kgf/m3 = 0.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0.865gf/cm3. Por exemplo.70 a 0. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.8 11.0361 3.8 8.0624 1 1728 lbf/in3 0.971gf/cm3 e a 200oC é de 0. o peso do cm3 de água cai para 0.000 1 16.94 Analisando a Tabela 13.02 27680 lbf/ft3 62.001 0.94 0.82 0.500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão.001gf/cm3 = 2. A 200oC.78 a 0. Como peso específico é uma relação entre peso e volume.82 a 088 0. Na temperatura de 20oC.89 0.8 vezes mais do que o mesmo volume de água.68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2. temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7.500kgf/m3 = 2.500 x 0. vemos que o aço-carbono pesa 7.5 0.86 a 0. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.O peso específico varia com a temperatura.02 2. 1cm3 de água a 80oC pesa 0.85 a 0.

expressa por um número sem dimensão. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água. Pressão Pressão.5.74 e a do GLP. Na temperatura ambiente. o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido. Para gases. Na temperatura ambiente. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. como não poderia deixar de ser. ficando a densidade como adimensional. por exemplo. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta).998g). vamos dividir a massa específica desse material pela da água. o padrão de comparação adotado é o ar. Daí. possivelmente ele só fará uma mossa na madeira. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3. elas se cancelam. Outras fontes adotam outras temperaturas. por definição. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. g/cm3. ou seja. o prego penetra na madeira. Se batermos com a mesma força no sacapino. Nessa temperatura. é a força dividida pela área em que esta atua. é igual a 1. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A densidade da água na temperatura ambiente. 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0. em torno de 0. No cálculo da densidade. a densidade da gasolina fica em torno de 0. Ao bater com o martelo. ambos com o mesmo diâmetro de corpo. que é de aproximadamente 1g/cm3.

o prego penetrou. ao bater no prego. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico. FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2. exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0. Por esse motivo. de 0.000kgf/cm2 A 0.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo.01cm2 e a do saca-pino. enquanto o saca-pino só deformou a madeira.2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino.2cm2. As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 .01 Saca-pino → P = F A = 10 0.

maior = 25cm Pense e Anote Área cil.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório.08kgf/cm2 no óleo. conseguiremos levantar um carro com 2. Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual.2cm para cada centímetro do pistão maior.2 h2 A2 3.000kgf = 4.08kgf/cm2 490.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490. cil.000kgf Dia.14 x 22 4 = 3.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4.14 x 252 = = 490.08 x 3.PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2.14cm2 Área cil.14cm 2 = 12. com uma força de apenas 12.81kgf. menor = 2cm Dia. cil.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2.81kgf Com o auxílio da pressão. Dados: Peso = 2.6 = = = 156. 1 = D2 4 = 3. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4. 2 = D2 3. O pistão menor terá de deslocar-se de 156.000kgf.

033kgf. O ar que envolve nosso planeta tem um peso. permite que.000m de altura. uma pressão atmosférica em torno de 0. ao medir uma pressão. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. a coluna de ar pesa 0. possuindo. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto. Por exemplo. decorrente da coluna de ar. Este valor é denominado pressão atmosférica. por isso. A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1. Logo.95kgf/cm2. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote .033kgf/cm2.710kgf. então. Essa pressão. Quando subimos numa montanha.71kg/cm2. o que reduz a pressão atmosférica local. a pressão exercida por esta coluna será de 1. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local. FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1. a 3.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. a pressão atmosférica nessa altitude será de 0. a coluna de ar fica reduzida.

seria equivalente a dizer que é de . Quando a pressão está acima da pressão atmosférica. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local. Se a pressão P1 fosse de 2.4kg/cm2 P atm 1. a medida em valor manométrico seria de 1. e uma outra pressão abaixo da atmosférica.0kgf/cm2.5kg/cm2 P man = – 0. P1abs = P1man + Patm ➜ 2. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0. FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1.4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .5kg/cm2 1atm Pressão atm. é negativa.6 – 1.5kgf/cm2.0 ➜ P1man = 2.0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0.4kgf/cm2. fosse de 0. representamos uma pressão acima da atmosférica.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16. quando abaixo. A pressão negativa é chamada também de vácuo. P2.4kgf/cm2 manométrica. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1. P2abs = P2man + Patm ➜ 0.6kgf/cm2 absoluta.5kg/cm2 Se a pressão P2.6 = P2man + 1.033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa. Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo. ou seja. a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local. ela é considerada positiva e.0. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2.5 = P1man + 1. P1.5kgf/cm2 absoluta.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa.0 = 1.5 – 1. abaixo da atmosfera. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio).0 = – 0.

que significa manômetro.2kgf/cm2 A 4.0kgf/cm2 M 12. que é igual a 14. e A ou a para pressão absoluta. Exemplo: Pressão absoluta 3. a pressão é usualmente medida em psi. libra por polegada quadrada. e psia é a pressão absoluta. basta somar a pressão atmosférica. Para diferenciar.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14. psig quer dizer pressão manométrica. é comum adicionar uma letra após a unidade. que significa pound per square inch.26kgf/cm2 a Pressão relativa 8. O g vem da palavra gauge. são usados psig e psia. Portanto. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote . no nível do mar.7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. e a é de absolute. Usa-se M ou m para pressão manométrica. Para transformar a pressão de psig para psia.9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. ou seja.

O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. Na Figura 18. Como a pressão é a relação entre força (neste caso. colocamos diversos formatos de vasos. entre peso) e área. Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido. a área foi cancelada. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador. Portanto. a “forma” da área não interfere na pressão.H. um quadrado ou qualquer outro formato. a seguir. tanto faz ser um círculo. FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais.H . na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido. temos: Força Área Peso Área A . as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . com diferentes áreas de base. Não importa também se a área é pequena ou grande. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que.

temos: P= . PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0. Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água.74 x 20 = = 1. temos que: = 0.6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1.74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3.H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2.48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13. Usando a fórmula preparada para as unidades usuais.Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m.5kgf/cm2.74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0. acharemos 2.033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 .

56 7.81x10 -3 1x10-6 0.02x10-5 0.09807 1x10-5 0.133 9.2 1. TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão.869 1 kPa 98.22 14.001 1 1000 101.0136 1 1.06895 1.32x10 -3 0.895 0.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U. contendo água.89x10 -3 0. A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água. É comum usar metros. basta usar a Tabela 15 de conversão.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1.422 1.102 102 10.45x10 -4 0. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio. mostrada anteriormente. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas . conforme mostra a Figura 20. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades.33 atm 0.87x0 -6 9.33x10 -3 0.09678 9.87x10 -3 9. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U.00136 0.6 750. Para passar para kgf/cm2.06805 1.9869 0.07031 0.02x10-4 0. indica a pressão de descarga de um ventilador.033 = 0.000133 9.9807 1 0.50x10-3 7.1 1.09807 0.07 100 6.7 mmHg 735.001 1 0.0102 10.9678 0.807 0.145 145 14.01 10 1.501 7501 760 m H20 10 10.72 1 73.5 1 0.1 51.7031 0.02 0.760m = 760mm Hg 13.1013 = = = = = = = = = 1 1. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.2 0. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados.01934 1.3 MPa 0.013 psi 14.1 6.

1kgf /cm2 = 0. é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig. basta multiplicar por 10. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada. são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1.07031 = 7.1kgf/cm2 50cm H2O = 0.50m H2O = 50 x 0.3kPa = 14. PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0. Por isso. organização internacional de padronização. seguindo recomendação da ISO. admitindo.1013MPa = 101.000. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10. Como o Pascal é uma unidade muito pequena. numa fase de transição.013bar = = 0. Para passar de MPa para bar.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –.033kgf/cm2 = 10. Portanto. os valores usuais de pressão seriam altos. o uso do bar.Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0.33m = 760mm Hg = 1. A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1.33m de água. a pressão é manométrica: 100psig = 7. definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa).92in Hg Como podemos ver.7 psi = 29.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote .000Pa). basta dividir o valor por 100.

e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica. mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1. suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e. ficando no mesmo nível do reservatório. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível. Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele.033kg/cm 2A H máx. fazendo seu nível subir. Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3. igual à pressão atmosférica local de 1. = ? 1 2 Inicialmente.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1. vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A pressão no tubo P3 começará a cair. no caso.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. A água entrará no tubo.

a coluna máxima seria: P= xH 10 1. Notar também que os 10. no lugar de água. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. como a pressão atmosférica é menor. conseguíssemos fazer um vácuo absoluto. 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . a pressão manométrica seria = –1. a coluna seria: P= xH 10 1.33 = 13.77m 0. para cada líquido. Num local de maior altitude.75gf/cm3). em função do seu peso específico.033 = 0. Por isso. ou.75 x H 10 H= 10.33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água.75 Como podemos notar. ou seja. por hipótese. Neste caso. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície. retirar todo o ar do interior do tubo. o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água.33m ocorreriam ao nível do mar. teremos uma coluna máxima. onde a pressão atmosférica é maior. maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente). a coluna seria menor. Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). tivéssemos gasolina (g gasolina = 0. Se. a pressão absoluta seria igual a zero.033kgf/cm2. choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção.33m. Quanto menor o . Na prática. ficaremos limitados à profundidade teórica de 10. Há perdas de carga por atritos. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente).033 = 1xP 10 H = 10.Se. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito. o que é a mesma coisa.

A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas.0672 0. Normalmente. um com óleo de massa específica igual à da água.s 1 lbm/ft. 1cP = 0. porém mais viscoso.1 0. e outro com água. menor a viscosidade.Suponhamos dois vasilhames.000672 0. maior a resistência ao deslocamento. Quanto maior a temperatura.672 1 1Poise = 1 0. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos.488 lbm / ft. comparada com a da água. é usado um submúltiplo 100 vezes menor.001 1 1.s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Isso é devido à maior viscosidade do óleo.01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura. o centipoise (cP).s 0.88 1cP (centipoise) = 1Pa. notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água.s 0.01 10 14. FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ). TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”). Quanto maior a viscosidade dinâmica.000 1488 Pa.

= As unidades mais usadas são: stoke (St).0 100.0 91.1 81.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12.00 1.000 cSt centistokes 1 2. que possui uma viscosidade de 63. centistoke (cSt).4 71.60 117.2 20.35 26.48 5.64cST a 100oC.0 87.3 13.45 23.20 58.02 4.60 17.45 2.1 15.70 14.73 3.000 5.7 18.58 1.01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.70 14.1 43.100 2.88 2.000 3.0 32.24 19.44 15.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).79 11.30 29.6 61.000 4.92 7.9 51.40 87.16 1.7 200 300 400 500 1.31 1.5 28.50 20.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .000 2.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.2 54.17 2.5 41.9cST a 40o e de 8.6 32.30 7. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0.56 4.200 Graus Engler 1.35 8.0 65. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1.40 10.95 13.30 23.000 10.

9 (cSt) = = = 1. como GLP ou gasolina. dizemos que o líquido se encontra saturado. Suponhamos um vaso com um líquido volátil.000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida. Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica. usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0. FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta. A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura. Então. À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura.9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0.

Clorobenzeno 13. Ácido Acético 17. Gasolina 11. por exemplo. Querosene 21. o fluido estará na fase líquida. Para uma pressão de vapor PV1. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. Acetona 2. o fluido estará na fase líquida. Hexano 20. 26. Dietil-éter 14. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. Álcool etílico 3. Ácido fórmico 4. Etano 7. Álcool metílico 22. Difenil 15. Glicerina 18. estará na fase vapor. Downtherm A 16. Se a temperatura for maior. Anilina 6.6kg/cm2A. Isobutano 19. 25. Amônia 5. estará na fase vapor. 8. Benzeno 12. 24. Etileno glicol 10. Etileno 9.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote . Se a pressão for inferior. 4. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. se a temperatura for inferior a T1. 23.

sob a forma de pressão e de velocidade. Alguns líquidos. Nessa pressão. como o propano. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. Para cozinhar com 200oC. seria necessário 15. nesse caso.55barA. Ao nível do mar. Este é o princípio da panela de pressão. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica. fazendo com que a pressão de vapor aumente. Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. Nesse momento. a água começará a vaporizar (ferver). fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. a qual possui uma válvula de segurança. Quando estamos bombeando. Para cozinhar com água a 150ºC. teremos de aumentar a temperatura da água. se colocarmos propano num vaso aberto. a temperatura da água será de 100oC. ele irá vaporizar-se. precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba. temos 20barA. Por isso. no caso. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. é a pressão atmosférica (1.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. ou seja. cerca de 4barM. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23. não se modificará. Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento.033kgf/cm2A). A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. ou seja. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão.76barA). a pressão atmosférica. a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. No caso de uma bomba. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. a energia é recebida através do eixo de acionamento. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o propano corresponde à linha 23.

a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0. pelo esquema da Figura 26. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote . metade da energia recebida. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível. a bomba estaria transformando em calor. FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área. podemos afirmar que. desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2. por atrito e por outras ineficiências.50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções.

v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica. quanto maior a altura. A energia sob a forma de pressão é a que.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186.4 v 1 = v2 x =3x = 1. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas. Energia de velocidade ou cinética.4cm2 → A2 A1 82. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. maior a energia contida. Se dobrarmos o diâmetro. Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. A água. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade. a velocidade média cairá para a metade. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2.32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. Dobrando a área de uma seção da tubulação. Para uma mesma massa. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82. localizadas num nível mais baixo. Energia de pressão. Essa capacidade é chamada de energia potencial.1 186. por exemplo. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4.

também chamada de energia cinética. é a decorrente da velocidade de escoamento. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento). no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria.Pense e Anote A energia de velocidade. seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia. a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima. Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . apenas se transforma. expressas em dimensões de coluna de líquido.

. Pela equação anterior. não temos perda. No caso da bomba. 60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão. também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão.A equação anterior é válida apenas teoricamente. mas ganho de energia. voltaremos a este assunto. ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2. temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos. na prática. já que. choques etc.

41 79. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.6 242.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .1 12.3 351.68 2.3 12.0 26.9 38.4 11.74 79.6 2593.2 94.1 431.1 116.51 1.1 1.7 58.87 3.91 5.91 6.27 12.95 5.3 80.2 317.7 15.09 3.2 87.9 93.23 4.6 34.9 254.1 294.7 2355.6 173.7 21.0 Peso kgf/m 0.7 19.464.6 66.4 330.2 52.5 584.9 26.0 105.7 254.3017.793.1 481.28 15.4 2742.507.25 21.3 97.54 8.6 9.12 123.8 13.1 254.7 81.1 73.6 24.7 42.2 365.75 7.37 1.8 303.47 2.1 74.4 47.82 21.07 5.4 102.52 12.82 2.11 10.1 1038.54 7.65 97.7 547.8 428.52 12.1 26. (mm) int.52 12.4 168.6 590.44 2.7 19.57 4.2 6.56 13.6 1.52 10.1 28.62 1.5 1.1 1.7 14.0 9.10 0.45 95.4 9.2 23.8 186.35 9.0 655.1 1.48 7.44 5.2 42.829.9 304.8 1.6 438.7 Área int.6 488.62 11.56 107.9 8.9 182.7 174.3 131.3 157.9 336.9 310.52 12.3 20.4 30.877. Diâm.7 440.178.71 11.8 111.2 203.31 27.9 15.6 722.0 14.5 387.72 172.8 9.4 20.48 64.2 136.29 107.96 1.7 1.443.8 15.5 699.9 154.1 15.7 17.19 2.9 215.5 509.5 247.9 73.9 50.1 60.6 239.630.5 49.87 3.8 729.7 872.2 193.23 5.4 235.7 15.4 9.8 140.9 455.2 9.8 82.7 22.0 9.9 482.2 59.7 15.50 3.1 154 146.140.63 2.1 2677.3 1.8 11.0 155.5 17.2 77.34 131.3 1.5 321.4 288.79 1.5 333.64 3.6 11.2 298.0 363.1 7.0 139.8 124.23 81.88 3.4 889.02 8.10 42.94 2.44 7.29 33.9 463.6 477.18 12.47 11.6 409.9 18.2 21.5 1.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm. cm2 1.97 18.51 67.91 5.73 4.55 1.9 856. Nominal ext.44 11.98 28.91 0.2 791.77 3.3 186.2 574.32 3.3 23. (mm) 2.42 1.4 121.49 40.52 11.08 13.7 17.23 42.4 202.65 16.06 22.8 6.

Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas. Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

3 .r . r2 . h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v.Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b.D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a.b.h A=b.r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura .h . r2 = .h = 3 V=4. . (b1 + b2) 2 (b .h= V=B.h V=B. h) 2 .h A= A= A= h .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote .

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

➜ Turbinas a vapor. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas. por motores elétricos. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas. Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. o acionamento das bombas é realizado. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. principalmente. Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. O presente trabalho visa dar este conhecimento. Na indústria em geral. Para funcionar. sendo a forma de pressão a predominante. que podem ser grupadas em duas famílias principais. ➜ Motores de combustão interna.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. Para realizar essa movimentação. a bomba necessita receber energia de um acionador.

68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. a bomba principal e a reserva. Hoje em dia. quando empregados. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor. ao usar a turbina a vapor como principal. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. a saber. Pense e Anote Durante muito tempo. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. São aplicados. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. com o barateamento dos variadores de freqüência. são geralmente movidos a óleo diesel.motores de combustão interna. ou o contrário. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. ao escoarem através de oleodutos. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente. De modo geral. Já a desvantagem é que. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. Visando aumentar a segurança operacional. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança. são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor. Os motores pneumáticos. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. não são utilizados em bombas de processo. Quando ambas. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. são acionadas por motor elétrico. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. Esses motores. Se não dispusermos de vapor nas instalações. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. a possibilidade de variar a rotação. O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina. Em unidades novas. é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. Além deles. principalmente.

o sistema ainda continuará sendo atendido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 . nesses casos. algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo.Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. fica uma delas como reserva. o que permite variar significativamente a vazão. Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente. só que com uma vazão menor.

O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). Verificação do estado do caixote de madeira. podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. Caso ele tenha sido mal manuseado. somente após a entrega). as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. 2. 5. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. Normalmente. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. em outros. vinda do fabricante. Análise dos estados da base metálica. Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado. Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. 3. da bomba. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. a inspeção deverá ser mais detalhada. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. 4. do acionador. uma bomba nova 1. do tipo engradado. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e. ter caído durante o transporte. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. como. do acoplamento e da sua proteção. No ato do recebimento. por exemplo. das linhas de refrigeração e de selagem. Havendo danos. Conferência da documentação.

). 7. devem constar: plano de selagem. Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. 6. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados. • Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais. mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). do tamanho e do número de anéis utilizados. material de fabricação e quantidade empregada. Estando tudo correto. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. • Desenhos de corte do acionador. acoplamento e as respectivas cotas. os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. com lista de peças. Verificação de todas as suas entradas (flanges. lista de peças com identificação das referências comerciais. além de um corte da caixa de selagem. deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba. • Desenho do conjunto da bomba. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. No caso do uso de selo mecânico. mostrando a base. seu acionador. Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. vibração. a bomba. deverá ter a especificação do tipo.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. furos que comunicam com o interior da carcaça. • Desenho da selagem. NPSH etc. corte do selo. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba.

Nesse caso. colocar um plugue roscado. ou seja. um plano de preservação deve ser obedecido. Em seguida. Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. Caso não exista o sistema de névoa. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica. Para essa operação de giro. girar manualmente algumas voltas. deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. devendo ser girada algumas voltas e drenada. para tal preservação. de 1 volta + 1/4 de volta. PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. Marbrax 68. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo. Para evitar que isso ocorra. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. com nível até a parte inferior do eixo. usar um óleo tipo turbina. Logicamente. Para tal. passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. findos os quais eles devem ser renovados. por exemplo. os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. Na falta deste. a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote . Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. se não for possível fazê-lo com a mão. Na sua furação. ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling).Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba.

nem o acoplamento. Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas. Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. como a região de apoio do acionador e da bomba. Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação. por exemplo. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. regiões próximas ao mar ou de elevada umidade.

O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. enumeradas a seguir: 1. sejam de desbalanceamento. FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote . Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. Nivelamento/grauteamento. Conexão com os flanges. fazendo uma união efetiva entre elas. 3. Podemos dividir esta fase em três outras. Alinhamento. 2. com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto.Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados. Assim. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados.

FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. Como seu custo é bem superior ao do cimento. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. são empregados cimentos próprios.Antigamente. Hoje em dia. 2. 1. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira. os seguintes passos devem ser seguidos. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. interno > 2D Prender com material que não endureça. assim. que curam bem mais Pense e Anote rápido. espuma de poliuretano. Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. por exemplo. é raro o uso de chumbador tipo L. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. o graute era realizado com uma massa de cimento rala. ou se a bomba já estiver na planta. Hoje em dia. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica. Na montagem da bomba. Picotar a base de concreto. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. a entrada de concreto ou do graute. usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). evitando. retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. observar diretamente a base metálica. Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada.

Após nivelar a base. Ajustar. Na falta da recomendação. na direção dos parafusos de nivelamento. já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo. repetindo a leitura. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. As duas têm de ser iguais. FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0. e depois na região da bomba. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento. transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote . Soprar. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. Evitar a presença de óleo e graxa. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base.2mm por metro.desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular. um pedaço de chapa com cerca de 12. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. Para tal. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante. 6. Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto. Colocar sobre o concreto. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor. 5.7mm (1/2") de espessura. usar os valores da Tabela do API. se necessário. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute. com ar isento de óleo. 4.

Vedar as formas. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento. todas as tubulações devem estar desconectadas. Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute.3 13.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf. Para evitar quebras.8 22.m 4. As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31).7 81. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf. conforme mostra a Figura 32. Verter o graute. 8.m – 3.4 136 217 332 481 kgf. São elas: as formas de madeira. para evitar vazamentos.m 40. eles devem ser retirados da base. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10. e sim três camadas de uma pasta à base de parafina. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade. Existem cimentos apropriados para graute.9 49.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N.1 33. Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência. Durante a fase de grauteamento. Fazer um acabamento com um chanfro de 45º.m 69.2 37 118 389 7.16 11. Não é aconselhável o uso de vibrador. principalmente junto ao concreto. 9.15 8.

17. Se fizer parte do projeto.Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. sem necessidade de forçar os flanges. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento. se ficou alguma região vazia. se aquecidos. Zere os relógios. dos filtros. 13. Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. 12. e outro para saída do ar. Portanto.) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. 16. for excedido esse valor de deslocamento. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. No caso de motor elétrico. Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. Havendo. no aperto de alguma das tubulações. Para tal. Somente após a cura do graute. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba. com auxílio de um pequeno martelo. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. Após a cura do graute. podem necessitar de tratamento térmico posterior. Os dois relógios devem indicar menos de 0. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. comum. 11. O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento. peça para inverter as fases de alimentação elétrica. de selagem e de lubrificação. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. depois de tudo. Após a operação anterior. Se. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio. cortar a tubulação e refazer a solda da linha.05mm. O aquecimento reduz a resistência da tubulação. um na direção horizontal e o outro na vertical. fazendo com que o material deforme. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. um para introduzir massa epóxi. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . o que diminui a tensão introduzida pela linha. Os relógios também devem indicar menos de 0. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações. se não estiver correto. das válvulas de retenção etc. verificar. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. Se. 14. não for possível enquadrar os valores. 15.05mm. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. Verificar a tensão introduzida pelas linhas. Alinhar a bomba com o acionador. batendo na chapa superior da base.

desarmando o motor. b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. Se a partida for demorada. Antes da primeira partida e logo depois dela. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. abrir a válvula de descarga.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. devem seguir as centrífugas. Já nas bombas de fluxo axial. Nesse caso. As bombas de fluxo misto. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. evitando desgaste localizado. Portanto. principalmente eixos e impelidores. na maioria dos casos. No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Por esse motivo. g h Partir a bomba. a bomba estará cheia de líquido. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. devem partir com a descarga totalmente aberta. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). Quando pararem de sair borbulhas de ar. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. elas devem partir com a descarga fechada. Nessa situação. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. Se o sentido de giro do acionador está correto. é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. Durante a fase de aceleração da bomba. Se a bomba está escorvada. Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. a menor potência ocorre com alta vazão. Logo após a partida. desacople a bomba e teste. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. Fechar o suspiro. Bombas verticais. Caso tenha dúvida. abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor. bem como o local de apoio na pista do rolamento. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. Para tal. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. não podem girar ao contrário. serão analisadas as suas curvas de potência. o que reduz a vida útil de seu isolamento. A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico. para efeito de partida. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede.

Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). se necessário.2mm para cada metro de dimensão. Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote . É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura. Proteger os chumbadores e grautear a base. desempenho. f Havendo possibilidade. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis. Testar a bomba. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto. Alinhar. rebaixando-a cerca de 25mm. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. picotá-la. Resumo Após a cura da base de concreto. ruídos anormais e vazamentos e. b c Barulhos anormais. observando se o valor está dentro do esperado. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0. verificando vibração. devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador. d e Vazamentos pela selagem. medir a corrente do motor elétrico.Após a partida da bomba. A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente. o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico.

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em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor. analisaremos mais detalhadamente cada tipo. engrenagens. Nos próximos capítulos. baseados no modo do seu funcionamento. diafragma.Classificação de bombas cado. A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga. juntamente com a forma como a energia é cedida. Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. A orientação do líquido ao sair do impelidor determina. o tipo da turbobomba. Podemos classificá-las. palhetas etc. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote .

o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. Em cada entrada. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo. estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. as pás ficam situadas na periferia do impelidor. O líquido segue uma trajetória helicoidal. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador. O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). por isso. Na região de descarga. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. Nesse tipo. A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano. A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. Nela. BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34). BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial. Nesse tipo de bomba. Em uma volta. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . ele ganha um novo impulso e.

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. bem selecionada. principalmente devido a sua versatilidade. e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas. que. dificilmente o serão.A norma API 610. De modo a facilitar essa identificação. outros. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. inclui a bomba axial e a de fluxo misto. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. bem operada e bem mantida. axial. A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão. Normalmente. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. seguida de um número. sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. proporcionando uma campanha longa. bem fabricada. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial. mista e regenerativa. Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. bem montada. fazendo uma divisão principal entre três modelos. além da centrífuga. A bomba centrífuga é o tipo mais usado. ela deve ser bem especificada. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga.

Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. 5. advindo daí o seu nome. Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba. FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. 8. o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. 3. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente. 4. há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. 6. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. 7. ao girá-lo com uma rotação N. Faz uso da força centrífuga. esta energia é cedida pelo impelidor. Na bomba. 2.

4 e 5). sendo descarregado na voluta (6). em vez de líquido. Ao ser deslocado no interior do impelidor. ao girar. 6. ao girar. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga. 3. Se não tivéssemos escorvado a bomba. 7. não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor. ao girar. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. 2. Na Figura 38. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. o vazio criado pelo impelidor. 4. nessa situação. 5. na região 2. O impelidor. O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7).O impelidor. FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. ele cria uma região de menor pressão. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1. teríamos no seu interior ar ou gases e. e assim sucessivamente.

o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . 5. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor. Pelos motivos expostos. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3). logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele). tais como curvas. 4. podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). 6. uma queda de pressão. Logo após o olhal. 7. filtros etc. FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1. região 4. a região 4.. válvulas. reduções. 3.Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes. que normalmente é fundido. conseqüentemente. 2. é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. Nessa região. temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor.

que acelera o líquido. Nas bombas verticais. permanecendo uma parcela como energia de velocidade. por exemplo. a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. De modo geral. na saída da carcaça. mas o impelidor. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. nas bombas axiais. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1). Nas bombas horizontais. O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. o fluxo passa pela voluta. a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. As áreas dos canais do difusor são crescentes. região cônica 7. Por último. sejam elas horizontais.A partir da região 4. a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas. a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética). a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. ao girar. Logo. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. sejam verticais. Ao sair do impelidor. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. o difusor costuma ser uma peça independente. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Logo. Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta.

As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). na exploração de petróleo. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. como o bombeamento de água residencial. Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . modificando. temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. nas aciarias e nas demais indústrias. a vazão da bomba.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. quanto na produção de petróleo. parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. caso das unidades de uma refinaria. Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. Quando as pressões são muitos altas. no transporte de líquidos (oleodutos). como conseqüência. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. na indústria de papel e celulose. em irrigação de lavouras. a perda de carga será alterada. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão. Atualmente. enquanto outras são para milhares de m3/h. No cone de saída da carcaça. como veremos mais adiante. essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum. As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. Suporta desde serviços leves. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos). No próprio impelidor. Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. até bombas com consumo de potências bastante altas. nas indústrias químicas. daí seu grande emprego na indústria. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. em termoelétricas. as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. no abastecimento de água das cidades. Tanto na exploração. Nas bombas maiores. que podem chegar a milhares de hp. feito com bombas pequenas com 1/8hp. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2.

Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens. NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas. Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. é usual a adoção de bombas centrífugas. geralmente. abrangendo praticamente todas as áreas. os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. Nas demais aplicações. embora existam bombas menores. o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. nesse tipo de serviço.aplicação.

esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. Quando apresenta algum tipo de desgaste. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. a luva permite que o selo seja todo montado externamente. como as do tipo epóxi. que é uma peça cara. antes de ser colocado na caixa de selagem. trocase a luva. que é mais barata. Não é usual necessitar reparos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . Sua recuperação é semelhante à da carcaça. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor. Nos selos tipo cartucho. rotor é o conjunto de todas as peças girantes. Juntamente com a carcaça. O rotor é composto por eixo. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. luvas do eixo e defletores. O impelidor raramente é recuperado. É prática comum chamar o impelidor de rotor. impelidor. geralmente. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. No caso de carcaça em voluta.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. o qual lhe é fixado. não existem em estoque carcaças reservas. Em vez de trocá-lo. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. quando se danificam. a não ser que seja de grande tamanho. é geralmente substituído. porcas de fixação. Em alguns casos. exceto os selos e rolamentos. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado. IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. Como. envolve o impelidor contendo o líquido.

Nesse caso. As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos. quase sempre AISI 316. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. Nas bombas verticais. o que levaria a um vazamento pela selagem. A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos.MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. Raramente se danificam. SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. como são normalmente fabricadas de material nobre. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem. as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. como o carvão ou Teflon impregnado. Recentemente. serve de apoio para uma das sedes. podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. é comum a utilização de mancais guias para o eixo. raramente necessitam de recuperação. Como esse material é frágil. os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente). além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Atualmente. catalisadores etc. SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo. ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. que estão sendo empregadas com sucesso. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. caso venham a vazar. Nesse caso. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. Mesmo assim. devido às restrições de poluição ambiental. Na selagem por selo mecânico. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais.). recebe também o nome de preme-gaxetas. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos.

permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. geralmente fixado ao eixo. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . A primeira é de ser uma peça de sacrifício. após alguns meses de funcionamento. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço. teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. aumentando a eficiência da bomba. Quando suas folgas aumentam. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. tendo por função salpicar o óleo lubrificante. As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. que são peças mais caras. Por isso. fica mais barato e rápido trocá-las. Existe uma grande variedade desses selos. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem.zem para o exterior. ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. fluindo daí para o mancal. com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal. os lábios endureciam. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. mas. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. DEFLETOR É um disco. evitando que ele venha a vaporizar. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. O anel pescador é acionado pela rotação do eixo. Com folgas pequenas. O retentor realizava sua função quando novo. perdendo sua capacidade de vedação. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. No caso de bombas que utilizam selo mecânico. Com o uso dos anéis. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. aumentando a rigidez do rotor.

100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais. na maioria dos casos. evitando que ele entre girando. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função. As bombas dotadas de lubrificação por névoa.BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor. sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração. a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria. ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor. Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns). dispensam o uso de refrigeração nos mancais. absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos.

m) (unidades inglesas – rpm. gpm. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 . se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. Para bombas de dupla sucção.5 a 2 D2 D1 < 1. a vazão deve ser dividida por dois. basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. No caso de bombas de vários estágios. identificamos o formato do impelidor.Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm. ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1. Por conveniência. pela fórmula. são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional). Teoricamente. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades). A altura manométrica considerada é por estágio.5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação. existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP). No cálculo da velocidade específica.75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica. ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades. Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana. m3/s.

um contra o outro. com NS = 14.75 = 1. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm. ft 1 51. Portanto.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s. para saber o equivalente de um Ns =100. Como o impelidor é de dupla sucção. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas . m /h. gpm.75 = 1.354 42.750 x 0. m3/s.Para converter a velocidade específica. m3/h.86 = Ns = 14. PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1. m rpm. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3. Dados: N = 1. basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm. vemos que o impelidor é do tipo radial. m 1.86 rpm.0167 rpm. ft rpm.019 1 0.125 2 2 h h 3. m 3 Para → rpm.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0. teremos de fazer a conversão. calculado com rpm.4 Pela Figura 43. Como é de dupla sucção. m3/s e m. m3/h e m. gpm. m 3/s.4 em unidades métricas.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência. seria equivalente a 2 impelidores.750 0.65 0. m 0.125 150 0.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo.

Na indústria de petróleo. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas. A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. Nos ventiladores. não é muito comum esta situação. as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis. Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote . Por isso. que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado. os impelidores são predominantemente do tipo fechado.FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente. excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos.

caracteriza o formato do impelidor. Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. e os mais altos. Ns. Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais. pela construção e quanto ao tipo de sucção. ficando os de fluxo misto com os valores intermediários. Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás. aos axiais.

é a mais usada em bombas industriais. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . as carcaças são normalmente de simples voluta. que pode ser simples ou dupla. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série. nas bombas menores. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. de até 4" na descarga. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial. obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas. Raramente é utilizada. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. Alguns fabricantes. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor. nas bombas menores.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. Devido à dificuldade de fundição. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. É também bastante usada em bombas verticais. Comparando com a de simples voluta. Partida verticalmente ou radialmente.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

isto porque a AMT é fixa. Por esta definição. BB1. que é dada pelo sistema. VS5. a bomba centrífuga fornece uma AMT. Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação. dupla voluta. passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. VS2) ou duplas (exemplos: BB5. difusor. Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido. head (em inglês). em geral metros no nosso sistema de unidades. VS6) (ver Figura 35). enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido. Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão. independe do líquido bombeado.Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. Podem ser partidas axialmente ou radialmente. ou pés (ft) no sistema inglês. Para cada vazão. a AMT é representada por uma unidade de comprimento. A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido). Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão. concêntrica e mista. Altura manométrica total (AMT).

logicamente. que pertence a uma bomba centrífuga radial. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros. como. descontando. é usual registrar no gráfico esses valores. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3. O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50. eles também deverão ser identificados no gráfico. Por isso. ou o equivalente 75x50x200. 108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva. a curva se modificará. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8. flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba. por exemplo: 3x2x8. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores.Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. Normalmente. Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção.

Por esse motivo. A expressão dessas energias. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges. os valores devem ser subtraídos.81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs). o plano de referência poderia ser qualquer um.. Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9. em metros. Caso os manômetros estejam abaixo da L. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote .C. em metros. Na realidade.C. para bombas verticais. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd. ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal.

8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2.Usando as unidades apropriadas. Ao nível do mar g = 9. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção.

1.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2. ou a própria bomba. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis. O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação.78 e 3. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2. As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs. EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote . 4. tais como curvas. Estas velocidades podem ser facilmente obtidas.78 x Q 3. usamos a fórmula da equação 3. devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. 3). tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido. 2.54 x Q = As Ds Vd = 2. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba. Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18. válvulas. Os valores de hs ou hd. altura dos manômetros.78 x Q 3. Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação. 3. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba.54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT. As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s.

à medida que a vazão vai aumentando. A bomba. ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. ou seja. temos uma AMT correspondente e. é provável que a bomba esteja desgastada. calculando a AMT. ou. Quanto maior a vazão. calculando a AMT. tivermos um instrumento que indique a vazão. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. geralmente da ordem de 0. maior a perda. a AMT vai sendo reduzida. numa primeira aproximação. num trecho de linha horizontal.40m. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis.velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. Se. de acordo com a equação simplificada 5. o que é equivalente. mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. na vazão de 70m3/h. De posse dessa curva. cuja curva está representada na Figura 50. elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido).30 ou 0. Se. Portanto. podemos avaliar se a bomba está em bom estado. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. para cada vazão. Caso não esteja. A curva da Figura 50 mostra que. podemos obter a AMT. ou seja. para uma determinada vazão. Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos. de 10m de coluna de água. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha. dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. com o desempenho em conformidade com a curva original. no sistema em que a bomba estiver instalada. se as medições efetuadas forem confiáveis. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd). ou o inverso: sabendo a vazão. podemos estimar a vazão. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A perda de carga irá variar com a vazão.

Pense e Anote do líquido bombeado. GLP. como shutoff da bomba. o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. seja ele água. se desprezarmos as perdas de carga na tubulação. gasolina ou ar. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás). DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. passando sua vazão a ser nula. em inglês. nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 . À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT). Existe uma altura. Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga. Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. estamos nessa condição. Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção. FIGURA 52 AMT IGUAL A H. que pode ser positiva. a vazão da bomba seria reduzida. Na Figura 50. ou.

por terem um atrito muito elevado.01kgf/cm2. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba. com 90m3/h de vazão. trabalhando com qualquer dos fluidos citados. teríamos os valores mostrados na Figura 53. considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão.0kgf/cm2.5 x 80 10 = 4.75 x 80 10 = 6. para uma vazão de 90m3/h. Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles. No caso de estar bombeando água na vazão acima. daria apenas 0. que seria igual para os quatro fluidos: água. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2.0 P= GLP 80 0. teria AMT = 80m. daí seu nome de curva característica. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL. gasolina e ar.5 0.75 0. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec. A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que. ou seja. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade). GLP.0 P= Gasolina 80 0.0013 x 80 10 = 0. necessitam de fatores de correções. Como cada fluido possui um peso específico diferente.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50. Bombeando GLP.0 P= Ar 80 0.50. Essa curva caracteriza a bomba. Se estivéssemos bombeando ar. A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados.0kgf/cm2 de acréscimo. daria 4. os quais modificam a curva.0013 0. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8. e com gasolina daria 6.

não é aconselhável esse tipo de teste. bombeando gasolina ( = 0.8kgf/cm2. com a válvula de descarga fechada. podemos fazer uma avaliação do seu estado. 7. temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. Não há necessidade de levantar toda a curva.3m 0. Avaliar se a bomba está em bom estado.4kg/cm2 e na descarga. um na sucção e outro na descarga. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff). Calculando a AMT pela equação 5.75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote . apresenta na sucção a pressão de 1. mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista. basta um ponto. esse teste deve ser bem rápido.8 – 1. Assim. (Pd – Ps) = 10 . Nesse tipo de teste. temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 .550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga.4 = 85. ou ele não é confiável. FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3. 7. Portanto. se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos. cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50.Quanto maior o desgaste da bomba. ou seja. Quando não temos instrumento para indicar a vazão.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h. No caso de produtos com condições próximas da vaporização.

do estado do impelidor e da carcaça. a bomba pode ser considerada em bom estado. Pense e Anote Logo. nas condições dadas no problema. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h. Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso. 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Pela Figura 50. teria uma vazão de 90m3/h.9kgf/cm2 na descarga. Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2. A bomba em bom estado. Com a mudança de líquido. Para cada vazão. encontramos 86m para AMT.3m verificados. Se estivesse desgastada. a bomba cede uma AMT. É expressa em metros ou pés. independente do líquido que esteja sendo bombeado.5kgf/cm2 na sucção e de 8. a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste. Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54. Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8. A densidade do líquido é de 0.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m.9 – 2. valor bem próximo dos 85.8 gf/cm3). Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0.5) = 80m 0. a pressão de descarga é que irá variar. para esta mesma AMT de 80m. obtemos a vazão Q = 90m3/h. entrando com a vazão de 70m3/h. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50.8 e sua viscosidade é baixa.

Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. de forma simplificada. convivendo em equilíbrio. A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam. líquido e vapor. Sobre a linha. Cavitação. esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. parte cinza. em que só a queda de pressão contribui. cujos sintomas são bastante semelhantes. ainda não aqueceu. temos as duas fases. Se vaporizar nessa região. estão na fase líquida e os abaixo. como se ela estivesse bombeando pedras. logo. o que nem sempre é verdade. Na Figura 55. Como veremos. Os pontos situados acima da linha de equilíbrio. como mostrado em (1– 6). Entretanto. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. Nos casos mais severos. ocorre um forte ruído. temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura. será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. parte branca. portanto. ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5). pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. tem início a vaporização. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. Portanto. as soluções desses problemas são bem distintas. estão na fase vapor. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . o líquido ainda não recebeu energia. Os impelidores podem sofrer danos. a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba.Podemos calcular a AMT.

Então. parando antes. a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor. temos a região de menor pressão. psia etc. Imediatamente antes das pás. kgf/cm2A. barA. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38. Os fabricantes. Para cada vazão. provocando a vaporização no seu interior. cujo formato é mostrado na Figura 56. Abaixo dessa vazão. este é um dos locais mais prováveis. expresso em metros de coluna d’água. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. por meio de cálculos e de testes de bancada. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. e crescente com a vazão. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba.

É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado.Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. acima da pressão de vapor. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . senão o líquido vaporizará. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada. NPSH vem de Net Positive Suction Head. os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente. nessa região. é denominada NPSH disponível. Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. Portanto. chamado de recirculação interna. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba. que será visto mais adiante. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. Na realidade. não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1). Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade). O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida. disponibilizada no flange de sucção da bomba.

O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2. Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. o plano é na linha de centro do flange de sucção. No caso das bombas horizontais. Nas bombas in-line e nas verticais. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor. o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão.54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção. ela é medida um pouco antes. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Por definição. em geral.78 x Q 3.

aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção. O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. apenas dois itens serão alterados. equação 6. vemos que.FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. o NPSH disponível cai com o aumento da vazão. Para uma mesma instalação. teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58. A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs. ao variar a vazão. Quando aumentamos a vazão. Os demais permanecem constantes. pela equação do NPSH disponível. reduzindo a pressão de sucção Ps. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote . Portanto. Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba. como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal).

teremos a vaporização. também mostrada no gráfico. para a vazão desejada. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento. Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. Para tal utilizaremos a Figura 38. que sempre é expressa desta forma. Quando ocorre a vaporização. não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). temos como conseqüência a cavitação. 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido. Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. em algum ponto do interior da bomba. se. Ao contrário. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito). Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor.

5. 4. 7. 3. 2. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote . 6.FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1.

a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. Do lado esquerdo. Nesta figura. Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor. Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. NPSH disponível por definição. não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Na Figura 59. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido. nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor. só uma parte do líquido é vaporizada. para uma determinada vazão. As energias estão representadas por colunas de líquido. montada a partir das Figuras 38 e 58A. reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. Vejamos agora. A partir deste ponto. a bomba ficaria completamente cheia de vapor. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). o vapor retornará à fase líquida.Como já havíamos chamado a atenção. No bombeamento com vaporização. Dispondo desta energia mínima. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. Logo após as pás. estão representados dois casos. já explicadas na Figura 38. Se a vaporização fosse total. O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto. o que levará à vaporização do líquido. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. por definição. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). para uma determinada vazão. região 4. não alterando o valor do NPSH requerido. No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. ponto “b”. quase sempre a vaporização é parcial. É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. Para uma mesma vazão. ou seja. NPSH requerido. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. voltando a superar a pressão de vapor. de acordo com a Figura 59. Nesse caso. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba. para uma determinada vazão. logo. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão.

8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 . FIGURA 59 CAVITAÇÃO. Do lado direito. o que levará à vaporização de parte do produto bombeado. o NPSH disponível é menor do que o requerido. permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor.Pense e Anote mos vaporização. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9.

02kgf/cm2 Pv = 0. não influi. com as dimensões de tubos. O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido. Para evitar a vaporização.312barA). o NPSH requerido é 2. uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível.98gf/cm3).306kgf/cm2 A Da Tabela 18. temos para 4"sch 40 (área = 82cm2).033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização. O termo de velocidade no flange de sucção.A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido. para a vazão de 60m3/h. ele é matematicamente cancelado. na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela.5kgf/cm2 h = 30cm = 0. Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5m. na realidade. É o que dá origem à cavitação clássica.5kgf/cm2.5m Patm = 1. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0. O fabricante informa que.02kgf/cm2 bar = 0. PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0. temos também que: 1bar = 1. (a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40. Dados: Ps = – 0. v2/2g. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba.30m água = 0.3bar).98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2.3barA x 1. Na Tabela 15. Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25.

Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações. Mas.30m.5 + 1.8 m 1 19. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute.78 ~ 2. Para bombeamento de água. bombeando água fria.03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0. Se começasse a cavitar. passaria a trabalhar no ponto 2. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor.21 + 0. é possível que tenhamos problemas. O API 610. seria interessante dispor de uma margem maior. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste. apenas 0. A queda de AMT é abrupta.032 + 0. que corresponde à vazão Q1 e AMT1.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2.30 + 0.306) 2. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido. indicando teoricamente que não haverá vaporização.30 = 2. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote .12 + + 0.30 = 2. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1). o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível.98 2 x 9.227 4.5m.033 – 0.78 x Q A = 2.8m está maior do que o NPSH requerido = 2.62 O NPSH disponível = 2. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena.78 x 60 82 = 2.81 NPSHdisp = 10 x 0. por exemplo. quando a cavitação é significativa. dependendo da intensidade. define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT. com a vazão Q2 e AMT2.27 + 0.

a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m). 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m).5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m). Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1. Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico. 5.5m etc. a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m). Repetindo o teste para outras vazões. os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m). Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m. O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h. 7m. 6m.5m].FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente. a bomba estará operando sem cavitar. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba. Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m). ou seja.). teremos um valor (NPSH disp=5. Determinamos o NPSH disponível (5. Com a redução gradativa do NPSH disponível.6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. A cada redução.

conseqüentemente. além da Pvap. Variando a temperatura. numa bancada de teste. Usualmente. O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro.FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0. reduziria o NPSH disponível. modificaríamos. Pvap ou . Reduzindo o nível do reservatório de sucção. A velocidade de sucção Vs está amarrada. o peso específico do líquido. portanto. uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. somente. Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote . podemos alterar. prevalecendo o da redução de pressão na sucção.3 X 50 = 1. quando o teste é realizado em circuito fechado). Esse método não é muito usado. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada. As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção. Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido. o que elevaria a pressão de vapor Pvap e.

quanto maior a vazão. como veremos adiante. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto. é provável que não notemos nenhum ruído. A conclusão é que. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. Elas se chocarão e crescerão de tamanho. nem perda de desempenho da bomba. menor a margem de NPSH. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. Logo. teremos a formação de bolhas de vapor. com um NPSH disponível acima do requerido. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. É o que chamamos de cavitação incipiente. Na realidade. a bomba já está cavitando. Pense e Anote 3% de AMT. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. permanecendo os mesmos valores válidos para água.É interessante chamar a atenção para o fato de que. Logo. O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão. Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar. maior deverá ser essa margem. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. a bomba já estará cavitando. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. embora com pequena intensidade. o líquido começa a vaporizar bem antes. com o NPSHdisp = NPSHreq. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba. A norma API não aceita essas reduções. na determinação do NPSH requerido. mas não notamos perda de desempenho. Figura 62. é sempre desejável manter uma margem de NPSH. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a bomba já está perdendo em desempenho. ou seja. como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). Por esse motivo.

prejudicando sua passagem pelo impelidor. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido. mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba. as bolhas entrarão em colapso. conforme mostrado na Figura 63. o jato será formado no sentido da parede.Pense e Anote lado. criando um jato de líquido. se a quantidade vaporizada for muito elevada. mas sim do retorno do vapor à fase líquida. ela retornará à fase líquida. em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha. retornando à fase líquida. não acarretarão danos. Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59). Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. fica um vazio que será preenchido pelo líquido. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. Quando a pressão externa for superior. Ao atingir essas regiões. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 . As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida. Instantaneamente. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida.

672. Na região da implosão. A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás.0225 1.398 4.Com a bomba operando na condição de cavitação. o líquido já está recebendo energia do impelidor e. Quando um líquido vaporiza.934 1. Na Tabela 23. ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos. são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente. Nessa região.0078 1. como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1.4 1. Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor. temos o inverso. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas. uma redução considerável do volume.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . aumentando a pressão.045.0434 1. é que ocorre o arrancamento do material. e quando ele condensa. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor. portanto. temos um aumento considerável de volume. Volume específico é volume por unidade de massa.550.3 5.1 Aumento de volume b/a 19. que acabam implodindo. A seguir. temos o colapso das bolhas.1568 Vapor (b) cm3/g 19.52 127.

A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis. perda de desempenho (vazão e pressão). crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). Nesse caso. chegando a 19. Se não houvesse esse resfriamento.Pela Tabela 23. a intensidade da cavitação seria maior. o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). Já na temperatura de 40ºC. Por isso. oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. No caso da vaporização no interior da bomba. trazendo todos os inconvenientes já citados.398 vezes. formando gelo. além do desgaste da bomba. maior a severidade do problema de cavitação. forte ruído. pelo arrancamento de partículas metálicas. que será vista a seguir. A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização. Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. o aumento será bem maior. Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. quanto mais frio o líquido. a cavitação é menos intensa comparativamente. O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq). A cavitação gera vibração. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização. esse calor é retirado do próprio líquido. Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. como a decorrente da recirculação interna. Por isso. principalmente do impelidor. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes. a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico.

vibração.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . perda de vazão e de pressão. O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão. O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. desgaste no impelidor. logo no início das pás. A cavitação causa um ruído acentuado. mas da implosão das bolhas. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado. No caso das bombas. oscilação das pressões. Para que não haja cavitação. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. o crescimento das bolhas e a sua implosão.O nome de cavitação vem de cavidade. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba.78 x Q A = 3. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão. temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. que significa vazio. ou seja. Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. aumentar o NPSH disponível.

devido à formação e à implosão das bolhas. as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão. e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção.Recirculação interna No item anterior. vimos que a cavitação. Na linha de sucção. inclusive concorrentes. Há algumas décadas. Já vimos o que é a cavitação clássica. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. entrar na bomba e sair pela descarga. Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. Vamos entender como cada um deles ocorre. afastado alguns metros do flange. era realizada uma pequena injeção de corante. a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. forte vibração. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). Quando foi atingida uma determinada vazão. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras. A vazão foi sendo reduzida em etapas. Era então injetado um pouco de corante. conforme era esperado. Os presentes ao experimento estavam. para assistirem ao experimento. naquele momento. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. Em cada uma destas etapas. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. Para facilitar a observação.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

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Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

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ABASTECIMENTO

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Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
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Manutenção e Reparo de Bombas

o percentual de estabilidade seria aumentado.75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0. os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. Ns = 200. seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos). vir a cavitar.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. portanto. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS. Com um impelidor axial. Para olhais grandes. a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. logo. A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade. de baixa pressão. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. na qual podem ocorrer instabilidades. Acima de 45%. podendo. podendo chegar a 65% da vazão do BEP.

que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. com o qual a bomba inicia a recirculação.Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. ruído. Quanto aos danos no impelidor. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. ou seja. desgaste do impelidor. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga. na junção com os discos. Na área da descarga. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. vibração. Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação. Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido. oscilação das pressões. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. mas já entram com o líquido. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . vibração. todos concordam. o desgaste é na lateral das pás. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial. Quanto maiores esses valores. a partir de um certo percentual. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. oscilação dos manômetros. Quanto à perda de desempenho. na parte visível delas. prejudicando o fluxo. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. perda de desempenho. mais estreita a faixa de operação da bomba.

o funcionamento fica seriamente prejudicado. Esta última. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 . não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando. deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70). para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). O ar forma um colchão de amortecimento.5% em volume de gases no líquido. Na parte de cima da figura. se não tiver a submergência adequada. Em percentuais bem pequenos. Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação. Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório. Até o teor de 0. FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto. podendo até fazer a bomba perder a escorva. em torno do tubo.Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa. Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração. Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. Para o caso de baixo.

Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P). Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1. maior a perda de carga do sistema e. Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes. A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão. h2 etc.) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. a curva do sistema será ascendente com a vazão. é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema. 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . somente a perda de carga irá variar. portanto. Quanto maior a vazão. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna.

Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão. Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. Na vazão nula. A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. • Pelo ajuste das pás do impelidor. Alterando a curva do sistema. • Pelo controle de pré-rotação. Todavia. FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m. 20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60. 80 e 100m3/h. já que a perda de carga seria nula. • Pela mudança da rotação. Controlando por cavitação. Portanto. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico. respectivamente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote . o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. esse será o ponto de trabalho. só seria necessário vencer a cota H e o P. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva.

por exemplo. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . aumenta ou diminui a perda de carga na linha. seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. seja devido a problemas de recirculação interna ou. esse método de controle é interessante. É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga. como pode ser visto na Figura 74. alterando assim a curva do sistema. para evitar esforço axial elevado. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. como. Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação. No caso de bombas axiais.Vejamos como os modos mais usuais funcionam. devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba. É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. uma válvula de controle que. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. ao ser mais aberta ou fechada. ainda. o que poderá levar à sua vaporização. Isso modificará o ponto de trabalho.

variando a rotação. podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba.Modificando a abertura da válvula. o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. controlando a pré-rotação. ajustando o ângulo das pás do impelidor. que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. esse tipo de controle possui uma limitação. colocando um orifício no flange de descarga da bomba. ou seja. Além disso. portanto. não é um método que possa ser usado a toda hora. A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote .

As turbinas a vapor. Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga. o acionador tem de possibilitar esse recurso. FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75. Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta. gastando parte da energia cedida pela bomba. porque. temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. Para utilizar o controle por rotação. nesse caso. Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação. é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor. O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba. ou seja. O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor.de 30% de fechamento). Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. que também cumprem essa função.

as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas. permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 .Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76). A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência. a vazão poderá não ser atendida. à medida que a vazão aumenta. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. o assunto será abordado com maior profundidade. novos pontos de operação poderiam ser obtidos. Posteriormente. Nesse caso. a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva. facilitando o controle por meio de válvula. Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. Se cortarmos o impelidor nesse caso. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. modificando a curva da bomba.

FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77. são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda. como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante). ou em alguns sistemas de água de refrigeração. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões.O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação. em vez de usar bombas de grande capacidade. As pás do impelidor se mantêm fixas. É um sistema semelhante aos usados em compressores. Esses sistemas de controle. não são normalmente empregados em bombas de refinarias. Nesse caso.

Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. Para entender como funciona o sistema. caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote . por exemplo. FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo). o que garante o nível constante. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. chegando menos condensado na bota. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78). 75% da vazão. Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. Nessa situação. ou seja. fazendo com que aumente a cavitação e. vamos partir de uma situação em equilíbrio. o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. a bomba estaria operando. como conseqüência. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação.

A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. Para usar esse sistema. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão. tanto de vazão máxima. O mais econômico. do ponto de vista de consumo de energia. quanto de vazão mínima. devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. inferior a 50m. O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga. um aumento do consumo de vapor na turbina.Caso ocorra o contrário. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão. Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. ou seja. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa. aumenta o NPSH disponível. ou seja. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. Com isso. o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação. é por meio da variação de rotação. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . para não potencializar os danos.

head (em inglês). Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote . é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste. ou MCL (metros de coluna de líquido). que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro). A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado. As outras curvas características independem do fluido. As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido. Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade.As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico. desde que a viscosidade do mesmo seja baixa. para ter certeza do seu desempenho. FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3.

correspondentes a 40hp. Na Figura 80. temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo. passa por um valor máximo e começa a cair. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp. na figura acima. 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. Na curva mostrada. não importando a potência de placa do acionador. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido). FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. os 40% restantes do rendimento. Toda essa perda de energia é transformada em calor.6 ou 60%. Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo. seu rendimento será de 0. Nesse caso.Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera.

usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba. A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. Curva de potência x vazão Na Figura 81. O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás. Sendo alta.550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes. desde que a viscosidade não seja alta. a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110). FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3. a curva mostrada geralmente já está corrigida. para a vazão de 90m3/h. as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68). temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp. Pela Figura 81.Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . Nos catálogos próprios da bomba. Por esse motivo. praticamente sem choques (ver Figura 66). A curva de rendimento é válida para qualquer líquido.

basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido.54hp 274 274 x 0. temos para 90m3/h: = 70% = 0. Se o líquido for viscoso. conseqüentemente. Da Figura 79. para saber a potência consumida por outro líquido.H.70 De acordo com a equação 7. a potência cairá também pela metade. a potência é diretamente proporcional ao peso específico . temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80. Q e sofrerão correções e. PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento.0gf/cm3) na vazão de 90m3/h. Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3).Q 1 x 80 x 90 = = 37. bombeando água fria ( =1.A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = .70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . H. a potência mudará (Figura 110).H. segundo as Figuras 79 e 80. para água temos: Pot = .Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos. Se ele cair pela metade.

alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido).H. onde é comum o bombeio de água pelas bombas. Portanto. devemos partir a bomba centrífuga. evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta. a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água. Por esse motivo. que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta. Mais adiante. mostrada na Figura 81. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará. a potência consumida para a mesma vazão aumentará.70 = 18. o que é próprio da bomba centrífuga radial. além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água. Portanto. com a menor vazão. que possui = 1gf/cm3. veremos que isso não ocorre com as bombas axiais. No gráfico da Figura 81. pode levar à atuação do sistema de proteção. Nessa situação.Q 274 = 0. Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0. que corresponde à descarga fechada. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão. não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente. o que. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote . note que a potência é crescente com a vazão. ou seja.5gf/cm3) nessa mesma vazão. teremos uma aceleração mais rápida.Caso tenhamos a curva de potência. Assim.5 x 80 x 90 274 x 0. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática.77hp Como era esperado. Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. desarmando o motor. exigindo a menor potência possível do motor. como no caso de lavagem de uma unidade. A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal. a potência seria: Para GLP Pot = .

76gf/cm3). Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível. instalada ao nível do mar. FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido. Caso contrário. teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). onde foi medida a pressão. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0. A linha de sucção. Avaliar essa bomba quanto à cavitação. PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões. O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria. é de 4”sch 40. uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6). que é calculado para o líquido bombeado. 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante.50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A). A pressão de sucção é de – 0. energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido.

35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote . temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2. Vs 4”sch 40 Inicialmente. podemos calcular o NPSH disponível.78 x Q 2.1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0. Da tabela de tubos (Tabela 18).20m Patm = 1.FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0.C.78 x 80 = = 2. Com esses dados e a pressão de sucção.5kgf/cm 2M hs = 0.033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L.7m/s As 82. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento.

8 0. logo. Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído.31 + 0.37 + 0. adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas.02kgf/cm 2 = 0. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m. AMT. potência.72 10 x (– 0. temos que 1 bar = 1. Pense e Anote Pvap = 0.35barA x 1 bar = 1.20 = 2. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT. rendimento e NPSH versus a vazão. teoricamente a bomba irá cavitar. temos o NPSHdisp<NPSHreq.76 2.Da Tabela 15. Como o NPSH disponível é de 2. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão.20 = 2 x 9.02kgf/cm2 1.88 Para a vazão de 80m3/h.5 + 1.357kgf/cm2 A ~ 0.36) + + 0.9m = 2.02kgf/cm2.033 – 0.9m. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação. podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2. head.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6. vibração ou apresentando desgaste no impelidor.

FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor. podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 .Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: . decrescendo depois. a AMT decresce com a vazão. de fluxo misto e de fluxo axial. estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial. enquanto a potência e o NPSH requerido crescem.H. Numa bomba centrífuga. O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação.Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ).

Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. Se reduzirmos a força centrífuga. elas são menos críticas que as radiais e as axiais. as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. condição de potência mínima. nesse caso. mostrada à direita. em algumas. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. Para alterar o diâmetro do impelidor. com a descarga aberta. pode até chegar a cair. a curva de AMT fica mais inclinada. ou seja. O oposto também é verdadeiro. quando uma bomba apresenta essa anomalia. maior a vazão. A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor. Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . apresenta o que chamamos de instabilidade. e as de fluxo axial. quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. Nesse aspecto. possui uma região onde. a potência cai com o aumento de vazão. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. podemos ter duas ou mais vazões distintas. temos de abrir a bomba. portanto. Por isso. a AMT e a potência consumida. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. um novo tipo de vazão mínima.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. Não é aconselhável operar nessa região. que é devido à instabilidade da curva de AMT. Como a menor potência corresponde à vazão nula. para uma mesma AMT. estas três variáveis também serão reduzidas. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. Por esse motivo. na figura 84. Nas de fluxo axial. Nas bombas de fluxo misto. Temos.

como mostra a Figura 85. Para uma mesma vazão. AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor. Não existe uma relação matemática definida. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor. FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo. quanto maior o diâmetro. a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . menor o NPSH.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas.

o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado.8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0.5hp Na realidade. temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0. 164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ponto 2 da Figura 86.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8. Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema.93 = 33. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m. consumindo uma potência de 46hp.92 = 64.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

seja a curva de AMT. de potência. basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores. ou de NPSH requerido. para saber a curva para uma nova rotação. Na Figura 87. mostramos a mudança desses pontos de A1. Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação. B1 e C1 para A2. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual.A vazão varia diretamente com a rotação.

FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais. ou seja.550rpm e está representada na Figura 88.000rpm.Pense e Anote mais alta. traçar a curva de AMT para a rotação de 3.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 . o rendimento de A1 é igual ao de A2. o de B1 é igual ao de B2. rpm2. FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3. e assim sucessivamente.

000 = 93.Temos: N1= 3.000rpm Q2 0.550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3.000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3.1 59.8452 = 51.3 52.4 Plotando os pontos em um gráfico. 2 e 3.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24.7 67.550 Q2 = 110 x 3.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.3 62.6 93.0 AMT 2 64.000 3.0 3.0 50. teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3.550rpm N2 = 3.4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1.000 3. teremos: Ponto 4 para 3.550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3. obtemos a curva para a rotação em questão. 168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89.000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia. Do mesmo modo que calculamos a curva para 3. os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3. podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico.000rpm.000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema.550rpm N2 = 3.

170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos uma resultante para cada voluta. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90). Quanto maior essa força. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP). Na Figura 91. Por isso. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços. À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. tanto no sentido radial quanto axial. as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto. Devido à oposição das volutas (ver Figura 91).Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões. a tendência é cancelar essas resultantes. facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações. maior a resultante da força radial. Como elas são aproximadamente iguais. mais o eixo irá fletir. serão criados esforços. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples. Com isso. a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. o resultado é uma força. a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. as resultantes também serão parecidas.

havendo opção entre os dois tipos. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual. até 4 polegadas de flange de descarga.FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. são quase sempre de simples voluta. O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. correspondente a um impelidor em balanço. resultando em forças axiais. as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. Esforços axiais A Figura 92.

O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. Na parte frontal do impelidor. do outro.Na parte externa ao olhal do impelidor. na área externa ao anel de desgaste (A4). em que atua a pressão da voluta (Pvol). duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4). As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados. a pressão da voluta. a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e. o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. Na área do olhal. temos a área interna ao anel de desgaste (A1). Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. e a área externa ao anel de desgaste (A2). Fora dessa vazão. na qual atua a pressão de sucção (Ps). A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. atua a pressão da voluta (Pvol). geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora. As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. 172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . com as pressões atuando sobre elas. As diferenças de área. a área traseira é menor devido ao eixo. Na parte posterior do impelidor. a pressão é diferente em cada ponto. reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. de um lado temos a pressão de sucção e. Em bombas com impelidor em balanço.

Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). a pressão da voluta é alterada. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor. FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 . o esforço axial. conseqüentemente. O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados. conforme comentado anteriormente. conseqüentemente. Dependendo da vazão. no sentido da resultante da carga axial. O anel de desgaste na parte traseira do impelidor. podemos alterar a resultante da força axial. podendo modificar o sentido dos esforços axiais. Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos. reduzindo a pressão nesta região e. Variando seu diâmetro. conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. é uma das formas de reduzir o esforço axial. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção. a AMT se modifica e. ficando dois em série. conforme mostrado na Figura 93. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções. é ligeiramente superior.

tornando mais complexa a fundição da carcaça. a qual poderá sobrecarregar o mancal. uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores. Para atenuar essa força axial. FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se os impelidores forem instalados em série. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido. os esforços serão somados. resultando uma força considerável.

a pressão reinante nela fica próxima da de sucção. a pressão de sucção. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga. sob a pressão de descarga. de um lado. indo para uma câmara de balanceamento. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição.Com esse método. neste caso. o tambor de balanceamento terá. Ft. do outro. após o último impelidor. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa. Dessa câmara. o esforço a axial. só que. é utilizado um disco com esse propósito. Assim. O líquido. gerando uma força axial. os impelidores são mantidos em série. reduzindo significativamente o esforço axial. à pressão da câmara de balanceamento. Por meio desse arranjo. O disco de balanceamento fica submetido. a pressão de descarga e. que é oposta às geradas pelos impelidores. de um lado. passa através de uma pequena folga axial. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores. reduzindo. do outro. FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba. à pressão de descarga e. dessa forma. DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga.

Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. a pressão da câmara aumentará. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. Para cada força gerada pelos impelidores. a exemplo do disco de balanceamento. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga. É fácil notar que. o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo. deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. teremos uma folga axial no disco de escora. seguido de um disco de balanceamento. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio. que a compensará. Portanto. a utilização de mancais de deslizamento.Vejamos como trabalha o disco. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial. um tambor de balanceamento. restaurando a posição do conjunto rotativo. caindo a pressão intermediária dessa câmara. 176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. Num dado momento. para esta solução funcionar. essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora. Isso elevará a força de compensação do disco. DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. Devido à diferença de pressão e de áreas. após o último impelidor. ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. Essa solução é uma soma das duas anteriores.

isso não ocorre. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. Nas bombas com difusor. evitando que ela venha a girar ao contrário. Pás traseiras. Axialmente. É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba. Na de dupla voluta. o esforço radial é sempre compensado. desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais. Como veremos a seguir. Na Figura 99. Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. Se esse impelidor for instalado em balanço. os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . Impelidores montados em oposição. As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas. normalmente. Para qualquer AMT. teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B).Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente. É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação. Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. o empuxo axial tenderá a compensar-se. Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. Misto (tambor e disco de balanceamento). Tambor de balanceamento. bombas BB. há necessidade do uso de uma válvula de retenção. maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. Disco de balanceamento. os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. o aumento de vazão. ficando a resultante praticamente nula.

de “b” e de “c”. Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”. marcaríamos três vezes o valor de “a”. basta somar as vazões delas para cada AMT. Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas. “b” e “c”. Se fossem três bombas em paralelo. Para quatro bombas.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo.

com duas. cada uma contribuindo com 22m3/h. e com três bombas. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. com maior perda de carga na linha. ou seja. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . 120. seria de 43m3/h. seria de 37m3/h. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h. Com três bombas em paralelo. A bomba B. como no caso de bombas de modelos distintos. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. Se duas bombas estiverem operando. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. mesmo no seu shutoff. Portanto. b2.Pense e Anote O ponto de trabalho. Acima de 150m de AMT. Para obtenção dessa curva. Quanto mais vertical a curva do sistema. cada bomba contribuindo com 26m3/h. apenas a bomba A terá vazão. b3 e b4 (b1=0). Na Figura 100. a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. quando tivermos apenas uma bomba operando. conforme pode ser visto na Figura 102. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão. a vazão será esta. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. a2. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. o que resultaria em um baixo desempenho. FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. ou seja. a vazão seria de 66m3/h. o ponto de operação será de 52m3/h. conforme pode ser visto na Figura 101. ou se uma delas estiver desgastada. como sempre. Se as curvas das bombas forem diferentes.

A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo. FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. as duas bombas começam a trabalhar juntas. Abaixo de 150m de AMT.

Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99. Com esse valor de AMT. que é inferior à pressão da bomba A. também operando isoladamente. Portanto. ao atingir sua rotação final. As duas. se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h. uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. apenas a bomba A teria vazão. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e. A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver). a bomba A. Nessa condição. basta conhecer a AMT dessa condição de operação. basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. A bomba B. dependendo da vazão total. operando em paralelo. Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h). Se partimos a bomba B. a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote . No caso da Figura 102 é de ~105m. Nesse caso. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). no ponto Pt3 com 54m3/h. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. operando isoladamente. a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. Pela Figura 102. no ponto Pt2 com 33m3/h.

Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B. Com isso. No caso mostrado. O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão. Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. A bomba B ficaria trabalhando no shutoff. A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência. FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo. abaixo de 40m3/h de vazão. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .válvula de retenção da bomba B não abrirá. vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada. Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada). um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104). somente a bomba A irá contribuir no bombeamento. funcionando o sistema apenas com a bomba A. trabalhando no shutoff.

Curvas instáveis (ascendente/descendente). Curvas planas. Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema. basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão.FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote . Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando.

B. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . mas. basta somar suas AMTs. Mas. quando usamos bombas em série. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B. acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. É raro ter mais de duas bombas operando em série. A primeira bomba.Bombas operando em série Geralmente. FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105. A. fornece uma AMT para uma determinada vazão. em algumas situações. se ocorrer. esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. A segunda bomba. Para elaborar a curva das bombas operando em série. estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema.

Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série. “b” e “c” correspondentes às vazões de 10. 25 e 40m3/h. Figura 106. A curva das bombas diferentes. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série. Figura 107. 25 e 40m3/h. obtivemos outros pontos. no caso foram zero. foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . foi obtida dobrando os valores de AMT “a”. Usando o mesmo processo para outras vazões.

As vazões das bombas devem ser compatíveis. curvas das bombas são planas e do sistema. temos o inverso. FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série. o ganho de vazão foi de 10m3/h e. No primeiro caso. o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido. o que resulta em um NPSH requerido menor. Nesse caso. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna. Na esquerda. ou seja. inclinadas. Quando usado este sistema. no segundo. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). são mostrados dois exemplos. de 17m3/h. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo. não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As curvas planas são interessantes para operação em série. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. Na Figura 108. a segunda bomba recebe o nome de booster. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. Na direita. nesse caso. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e.

sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água. não deverá ter problema de NPSH. o que reduz o NPSH requerido. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote .Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série. basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. restringindo o desempenho. que possui uma viscosidade muito baixa. Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação. Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água.

as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. dividir a AMT total pelo número deles).Pela Figura 109. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch. Para determinar os fatores de correção. São quatro curvas para CH. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo. Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. adotamos a curva média. que é a de 1. Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão. Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas. ➜ 1. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. ➜ 0. CQ e CH. as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos. ao aumentar a viscosidade. 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas. entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. ➜ 1. Logo. dividir a vazão por 2. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio. Se o impelidor for de dupla sucção.0Qoo. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. vemos que. chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade.

76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0.66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0. – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão. Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0. 0. São quatro fatores: 0.86 e com viscosidade de 72cSt. e 1.80. para água.2 do BEP. esta bomba forneceria 130m3/h. 1. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0.00. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote . AMT = 58m e um rendimento de 0. A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h.60.86 ag – 0. aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT.8Qoo.Para obter os valores corrigidos. a AMT. sabendo que.66 (66%).

8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos.99 = 128.99 CH = 0. e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos.53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas.80 = 0. da AMT e da viscosidade.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada).66 x 0. obteremos: Pense e Anote C = 0.96 = 55.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual.7 x 0. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas.7 x 55.80 CQ = 0.53 = 42. em função da vazão. 100. 80. correspondentes a 60.96 (p/ 0. a AMT.7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0.86 274 x 0. a eficiência e a vazão sofrem uma redução.

5 6 2 120 100 80 3 2 . 22 6. é o de reduzir o atrito e o desgaste.2 5 30 4 6 5 70 17 0 21. 4 45. O objetivo da lubrificação de uma bomba. 60.2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16.8Qoo 1. Para tal. 5 2 11. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 . 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 . 8 80 5 31 350 4 33.6Qoo 0.5 10 8 40 30 25 20 4 .0Qoo 1.Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0. é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato. como a de qualquer outro equipamento.5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas.

formando novos picos que.FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . um óleo que mantenha os picos afastados. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. evitando o contato metálico entre as duas superfícies. se houver a formação desse filme lubrificante. Vejamos como funcionam. Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. ou mesmo retificada. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento. A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. conseqüentemente. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos. Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. os picos se chocarão e quebrarão. e assim sucessivamente. com a continuação do movimento. teremos uma redução do atrito. Além de reduzir ou eliminar o desgaste. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies. também serão quebrados. desgaste. São as rugosidades. teremos contato de metal contra metal e. veremos que ela é formada por picos e vales. A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes.

a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal. que elevará o eixo ligeiramente do mancal. ou seja. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. só teremos desgaste na partida da máquina. chamada metal patente. Ao iniciar a rotação. Se o filme de óleo romperse. Essa pressão irá gerar uma força. Mas. a tendência do eixo é subir no mancal. criando uma pressão de óleo. Com esses esforços. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. Para evitar danos no eixo.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada. apóia-se na parte inferior do mancal. teremos contato metal com metal. ao começar a girar. praticamente um ponto. Devido ao formato da curva de pressão criada. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. é usual falar em cunha de óleo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida. a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. mas dentro do limite elástico. ocasionando um contato metálico.

formando um filme de óleo. o que pode levar à falha por fadiga. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. Nas bombas verticais. o que evita o rompimento do filme de óleo formado.uma vez cessada a força. Caso as condições de rotação. o que. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado. Portanto. como o peso próprio do conjunto rotativo. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. a deformação deixa de existir. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. Para sustentação do conjunto rotativo. Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. empregam-se mancais de deslizamento. podem proporcionar muitos ganhos. ou seja. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. Sendo bem tratados e acompanhados. Pelos motivos explicados. Normalmente. 91% falham antes do prazo esperado. que separa as esferas das pistas do rolamento. juntamente com a carga. Em um rolamento submetido a uma carga. dependendo do produto bombeado. algumas bombas utilizam mancal próprio. Nos rolamentos. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . pode gerar um incêndio. As bombas centrífugas horizontais utilizam. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. ora estarão com carga. Como as esferas giram. reduzindo a pressão. com freqüência. uma bomba. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador. mancais de rolamentos. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. já que ocasiona a falha do selo mecânico. quando chega a fundir os mancais. ora sem carga. levem a uma vida curta dos rolamentos. Essa deformação aumenta a área de contato. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas.

Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias. O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). Nos motores elétricos. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador.300rpm com óleo. predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. retornando ao depósito da caixa de mancais.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. passando parte dele por dentro dos rolamentos. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. que o direciona para os rolamentos. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. é usual o emprego da graxa. fazendo as vezes do lubrificante. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo. Para evitar que o nível fique alto nesta região.200rpm com graxa. Do lado do mancal de escora. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote . O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora. nível este que é medido com a bomba parada. ou até 4. na sua maioria. Nas indústrias. Por exemplo. Com graxa. Para garantir a lubrificação. até 2/3 do seu volume. No lado do rolamento radial. no máximo. Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante. existe um furo G. ao girar. Para mancais de rolamento. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. • Próprio produto bombeado. em que o ambiente tem pós em suspensão. o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior. recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. Os fabricantes das bombas. Óleo lubrificante. • Por nível. • Por névoa de óleo. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). • Forçada (ou pressurizada). passa pelo interior do mesmo. ficando restrita a algumas bombas pequenas. que se comunica com o reservatório. Existem três tipos principais de lubrificação com óleo.

Como fica parcialmente mergulhado no óleo. de: uma bomba para circular o óleo. seja à rotação. O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68. seja devido à carga. ao girar.FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. arrasta o óleo pela sua superfície interna. O sistema de lubrificação forçado necessita. que pode ser de rolamento ou de deslizamento. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento. no mínimo. Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. dois filtros. um resfriador e uma válvula de segurança. temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. Do gerador. O óleo condensado fica na caixa ecológica. Na parte inferior desse coletor transparente. o que equivale a 0. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba. pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais. acionada pelo eixo da bomba principal. duas válvulas de alívio. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . entre outros dispositivos. onde existe um coletor transparente. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante. O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. denominado coletor ecológico. em que são instalados os reclassificadores. Nesse tipo de lubrificação. dois resfriadores de óleo. Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent. Próximo de cada equipamento. A partir do reclassificador. corresponde um reclassificador. sendo adequada para ser transportada. mas não é boa para lubrificação. Essa mistura é preparada em um gerador. em que temos duas bombas de lubrificação. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. saem as linhas de distribuição da névoa. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. geralmente de 2 polegadas de diâmetro. Nesse caso. da qual posteriormente retirado. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro. geralmente de 50mbar. A pressão de distribuição é bem baixa. Para cada ponto a ser lubrificado. que permite avaliar visualmente o estado do óleo.Pense e Anote (geralmente duplo). Na parte superior. Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). temos uma válvula que possibilita drenar o óleo. onde é instalado um distribuidor.

a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais. Por ficar levemente pressurizada. do cachimbo.Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%). não entram umidade nem pós na caixa de mancais. Na maioria dos casos. Eliminação do uso de copo nivelador. Como o coeficiente de atrito é menor. Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos). a potência consumida pela bomba cai.

O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116). a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro. 503. sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117). 502. Nas novas. 504 e 505. Somente este modelo é montado no distribuidor. O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115). FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . maior a vazão de névoa. quando especificado que serão lubrificadas por névoa. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado.Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. Quanto maior o número. O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos.

é adotado o sistema de névoa de purga. Existe também o de névoa de purga. nesse tipo de mancal. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo. Por isso.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura. FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. sendo mantido o nível de lubrificante original. 200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Nessas bombas. A bomba canned. Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned. daí seu nome. ambas sem selagem. nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. que significa “enlatada” em inglês. FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote . As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa.Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais. possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico.

Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. pós etc. À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. desbalanceamento. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. aumento de esforços radiais e axiais. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . produto bombeado. O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água. recirculação. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. produtos de 2a linha. raios de concordância etc. estocagem inadequada etc.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. vapores e gases. a água está dissolvida no óleo e não é percebida. diâmetro da caixa. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. desalinhamento entre bomba e acionador. esforços da tubulação etc. Para identificá-la. abastecimento com funil ou regador sujo etc. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. sujeiras etc. Nesses níveis. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada.

3 vezes.03 100 = 0. a redução é de quase 50% na vida útil. passaria a ser a cada 2. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos. a vida do rolamento é considerada normal. o rolamento teria uma vida relativa de 230%. Depois dos 1.000 = 0. Nos percentuais mais baixos de água.000. indo para 300ppm. recebendo o valor de 100%. Quanto maior a temperatura. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar. o que reduz significativamente sua vida. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses. Provavelmente. Se a falha ocorresse a cada ano.3 anos. Isto corresponde a 300 ppm = 300 1. o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2. Na Figura 120.000ppm. Por outro lado. ficando em 25ppm. porque fica emulsionada. a vida será reduzida para 45% da normal.000 de partes da mistura água/óleo.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação. nas temperaturas usuais da caixa de mancal. a queda passa a ser bem lenta. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas. Com 100ppm de água.45 ano. a do mancal. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0. se a umidade aumentar três vezes. Após 350ppm. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e. como conseqüência. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. degradando rapidamente o óleo. maior a oxidação. ou pouco mais de 5 meses.000 = 3 10. A Figura 120 mostra que.000. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo. ao passar de 100 para 200ppm. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais. Na Figura 121. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 .

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . quando altos. reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e. ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra. por exemplo. o Marbrax 68. LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. conseqüentemente. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2.Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo). dos mancais. As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume. A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que. LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento. Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. Os principais tipos empregados são: Rígido. De engrenagens. interligados por um eixo.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. o que ocorre a cada 6 meses. Na seleção de um acoplamento. Nos catálogos. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. a graxa tomará caminhos preferenciais. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens. um em cada extremidade. Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. No caso de bombas centrífugas. como as OH1 e OH2. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. Consiste no uso de dois acoplamentos. Para facilitar a desmontagem das bombas. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo. realizando apenas uma renovação parcial. Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. De lâminas ou discos flexíveis. metade flexível e metade rígido. os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . Geralmente. Em bombas com impelidor entre os mancais. FS. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. tipo BB. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. De correntes. No caso de bombas em balanço. De garras com elastômero. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga. De pinos amortecedores. Este último costuma ter o diâmetro maior. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. os dois acoplamentos utilizados são híbridos. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. Tipo pneu. Nesses casos. Atualmente.

000 4. por Pense e Anote exemplo.7 3.550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6.FS = 1. é aconselhável usar segurança adicional.600 Máx. sempre utilizamos a potência de placa do acionador.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm.1.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp. Dados: Potência – 60hp Rotação – 3. Entretanto.0 Adotando o fator de segurança de 1.2 3.000 6. temos: Potência para seleção = Pot.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2.0 23.6 4. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional. adotando.3 2.500 3.750 3.5 6.000 6.7 23.1. hp/ 1.8 17.7 34. PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis.0 16.8 14. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência. acionador x FS = 60 x 1. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5").000 5.000 6. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M. Para efeito de dimensionamento. FS = 1.0 5.000rpm 1.0 .9 11.0 27.

Quando dimensionar um acoplamento para bombas. poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação. Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos.55 A divisão da rpm por 1.6. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada.1. aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento. achamos 23. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote . Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação).Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18.000rpm Rot rpm/1.000rpm.750rpm (a da bomba é 3. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba. Sua rotação máxima admitida é de 3. FS.7hp/1.550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm). Se ainda assim não atender. Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada.000 3. igual ou superior a 1.550/1000 3. caso ele seja balanceado dinamicamente. usar sempre um fator de serviço. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado. o que corresponde ao acoplamento 10M. Essas letras são de Distance Between Shafts End. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm.000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm. teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo. há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”.6 hp/1. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada. Portanto. Uma vez selecionado.

7 na temperatura de bombeamento. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba. o NPSH requerido e o rendimento. Algumas partes da especificação provêm de normas. ainda assim. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível. aumentando o NPSH disponível. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0. como no caso do API 610 que. antes de fazer a especificação final. o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. essas bombas não atenderem.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC. o diâmetro do impelidor. o que permite o cálculo da potência consumida. Se. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência. que possuem NPSH requerido mais baixo. entre outras coisas. Escolhido o tamanho da bomba. PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. Sempre que possível. Exemplificando. É usual.6kg/cm2M Pressão de descarga – 16. principalmente.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas.

8 = 60.250 40 .125 40 . Entramos nas curvas da bomba 40-315.160 40 . o rendimento.550rpm e determinamos a bomba 40-315.315 50 . FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 .8. Diâmetro do impelidor = 322mm.200 65 250 80 . com a vazão e com a AMT. Com esse ponto.250 32 . temos: 1cv = 0.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 . e marcamos o ponto de trabalho. Para querosene com densidade de 0. entramos na Figura 123 para bombas com 3.200 65 . o NPSH requerido e a potência para água.125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa. não necessitamos de fatores de correção.Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m.200 100 200 32 . obtemos o diâmetro do impelidor.125 50 .8cv Da Tabela 11.160 50 160 65 160 80 . a potência será de: Pot = 76 x 0.200 32 .315 50 250 50 . Figura 124. Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico).250 40 200 80 .160 100 160 32 .

6hp 274 x 0.8 = 59.A potência consumida em hp será: hp = 59.8cv x 0.986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.9hp cv Pot = 60.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Com o tamanho escolhido. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. Se o NPSH não atender. a abertura da bomba não é a solução para o caso. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas. como vazamento ou vibração alta. devemos ter certeza de que o problema é da bomba. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada. podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. portanto. problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba. entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e. nesse caso. Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha. Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente. A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico. o NPSHdisp > NPSHreq. a bomba selecionada atende. o que logicamente levaria a uma bomba maior. devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado.

Entende-se como em boas condições: 1. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. Carcaça ou difusores sem desgaste. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba. Figura 125. NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna. seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que.estes que são visíveis. Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação. ou seja. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. 7. não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade). estando em boas condições. as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). Bombas que apresentam vibração ou ruído. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. 2. Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais. Na abertura da bomba. seja pela imprecisão do método de medição no campo. 3. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. 214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. Muitas vezes. Bombas com vazamentos. por serem peças fundidas. sempre apresentam pequenas variações na forma. No diagrama de bloco a seguir. Rotação correta. A seguir. Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. 5. 6. 4.

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

a recirculação interna. 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. portanto. por exemplo. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. filtro sujo etc. uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível). Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido). convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível. não está conseguindo aumentar sua vazão. Para efeito de cavitação. ✔Desgaste no impelidor. No segundo estágio. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido.A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. ou seja. normalmente. alterando suas características na região de sucção. Como a bomba está apresentando baixo desempenho. o NPSH disponível já é alto. ✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. não é uma causa provável. ✔Bomba com folgas internas altas. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão. Cavitação ocorre. quando a bomba está trabalhando com vazões altas. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. sua origem é: mais propício à cavitação. como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. parecido com o de “batida de pedras” na carcaça. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios. que pode ter sua origem em: te fechada. A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico.

em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). Quando a bomba succiona de um vaso fechado. por exemplo. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. por ordem de facilidade. Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. 9. o qual resiste mais à cavitação. com a conseqüente redução da perda de carga. 5. mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. Reduzir a perda de carga na linha de sucção. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. que possui 12% de Cr. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. são: 1. Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). 3. Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável. ou a eliminação de acessórios instalados nela. ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração. É usada para conviver com o problema. nesse caso. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. Portanto. Dentre os materiais usuais. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH. ou a simplificação do encaminhamento da linha. 2. o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba. 8. 6. uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. 7. alterar o valor de controle (set point). bastando. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . 4. trará o ganho necessário para evitar a cavitação. A pressão de vapor acaba se cancelando.

a bomba pode não atender ao processo. o que reduzirá seu desempenho. é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. entrada de ar ou de gases. nesse caso. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. se a rotação estiver mais baixa. Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima. A solução. Se tudo estiver correto. mação de vórtice e. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que apresenta alguma deficiência. te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena. Se vapores saírem. conseqüentemente. Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. Portanto. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos. vamos ao passo seguinte. As razões para isso podem ser: da) antes da partida. temos de diagnosticar se o problema é da bomba.FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. que está exigindo maior potência ou do acionador. é ajustar a rotação.

Na prática. Quanto maior a viscosidade. exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. ela terá seu desempenho alterado. maior a viscosidade. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. A viscosidade também altera a curva da bomba. e afeta negativamente o desempenho da bomba. essas variações de densidade costumam ser pequenas. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. reduzindo a AMT. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas. portanto. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. temos alteração das pressões e da potência. ainda. muito empregadas nas turbinas mais antigas. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. ela poderá não atender às necessidades do processo. Portanto. com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. ou próximo a ela. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. Necessitamos. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. para um mesmo produto. A potência também irá variar diretamente com o peso específico. A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. Quanto menor a temperatura. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto. Ocorrendo modificação do peso específico ( ). podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. Dependendo dessa alteração. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido. nas buchas entre estágios ou. devido a um pequeno aumento da carga. a vazão e o rendimento. motores de combustão interna.

AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3. já verificamos o NPSH. oscilam muito e falseiam as pressões lidas. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. estando todos dentro dos valores considerados normais. Em último caso. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente. corrigir os valores da pressão. Nessa região. a bomba está boa. Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff).narias tem medidor de vazão. Se o desvio for pequeno. normalmente no flange de sucção da bomba. Caso ele não exista. a escorva. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que pode servir para amortecer pulsações da pressão. o problema é da bomba. que pode servir para adaptar o manômetro. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. Nesse caso. O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba. como válvulas. ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. Quando não dispomos de indicação de vazão. pelo roteiro. costumam ocorrer pulsações. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão. o que dificulta a medição. Anteriormente. costuma ter um orifício de 1/4”. Na maioria das vezes.

O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.90 0. usando uma proporcionalidade. teremos de obter.86 0. trifásicos com grau de proteção IP55. além da corrente.7 0.1 91.88 0.4 90.85 0.85 0.86 0. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor. o erro será pequeno.VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico. Ex. Embora a tabela seja para 220V. os valores são válidos para 440V também.88 0.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote .7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3. A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745.78 0.1 92.90 0.550rpm).: 90% – usar 0. o fator de potência e o rendimento do motor. com 220V.91 0.90 0.85 0.5 93.7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor.88 0. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0. medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta.3 92. a voltagem real. Quando a bomba é acionada por motor elétrico.5 92.90 745. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89.1 91. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão. podemos avaliar grosseiramente a sua potência. Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos.2 92.88 75% carga 100% carga 50% carga 90.5 91.

No caso de turbina acionando bombas. geralmente. está com algum problema interno. o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente. Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. Chumbadores da base soltos. Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. ou seja. Mancal de deslizamento com folga alta. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). Para motores elétricos. é porque o rendimento dela caiu. Cavitação. Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico).Caso o acionador seja uma turbina a vapor. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. determinando as freqüências envolvidas. Roçamento interno. Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes. Mancal de rolamento com desgaste. tentando aumentar a rotação. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . dificilmente dispomos desse dado. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba. “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. Base não grauteada adequadamente. podemos realizar uma análise de vibração. Folgas internas altas. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores. a avaliação da potência é mais difícil. a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
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ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

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Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

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Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
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Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

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tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
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Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
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Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m). dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena. geram um pulso que se transforma em vibração. Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação. é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada. esta vibração pode ser bastante acentuada.FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor. quando passam muito próximas da lingüeta da voluta.

O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido. Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor. desde que não comprometesse o desempenho da bomba. basta centrar pela guia da carcaça.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor). não devemos ter problemas. Para aumentar a distância e solucionar o problema.550rpm. Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta. Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3. > 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta.550 = 17. girando a 3. > 6 % Para bomba com difusor – folga mín. ou raio interno do difusor.750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N. Exemplificando. fica fácil.000 = = = 6. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 . R3 – Raio da voluta na região da lingüeta.25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga. Num torno. que possui a mesma linha de centro do eixo.750CPM = 17. uma bomba com impelidor de cinco pás.

o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente. Quanto menor essa folga. gaiola ou esferas. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. usar os valores recomendados no item Dados Práticos. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Quando ultrapassamos a folga máxima. permitindo que a bomba vibre. Na falta da folga do fabricante. Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados. menor a vibração da bomba. pista externa. Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna.

mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. Caso tenha dúvidas. esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada. a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. Neste caso. a visualização dessa obstrução pode ser difícil. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados. seja por uma falha de fundição. passe um arame por dentro de cada canal. ao girar. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). o ângulo é zero. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . Em impelidores pequenos. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. aumentando em muito a vibração. dependendo do grau de obstrução. ou examine-os com o auxílio de uma lanterna.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares.

Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores. Portanto. aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão. o rendimento da bomba cai. Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba. portanto. Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios. Nesse caso. 232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ). Quando ocorre roçamento.16). a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação. Essa vazão adicional consome uma potência adicional. Pense e Anote Portanto. Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. elevando a potência consumida. as vibrações ficam instáveis.053= 1. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1. teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção.Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. se a vazão estiver acima da especificada. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. a bomba exigirá potência maior. A potência varia com o cubo da rotação.

com anel pescador ou com anel salpicador. levando a esfera a ter contato com a pista. Quando a lubrificação é por névoa. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. aquecendo-o mais. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais. conseqüentemente. Ver Figuras 120 e 121. mais rápida a oxidação do óleo. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. gomas e vernizes. Se a temperatura ambiente for de 30ºC. o que aquece e encurta a vida do rolamento. Isso provoca o rompimento do filme de óleo. a temperatura dos mancais. ciente de atrito. as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo. o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados. principalmente água. maior a sua vida. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. Por outro lado. ✔Bomba operando com alta vibração. Quanto mais frio o óleo. aumentam ligeiramente a vibração. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. ✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais. As razões anteriores são óbvias. ou do coefiba e do acionador. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado. ou axiais elevadas. Se o nível de óleo estiver alto. Portanto. ✔Óleo com viscosidade inadequada. devido à sua folga maior. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. a temperatura máxima do óleo será de 70ºC. Quanto mais oxidado. elevando. o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. ✔Contaminantes no óleo. A oxidação dá origem a lamas. Quanto maior a temperatura. irá aumentar a geração de calor. O aumento dos esforços. Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. mais escuro o óleo.

esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . embora menos comum. as sedes se acomodam. Algumas vezes. como ocorre nos selos tipo cartucho. posteriormente. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. se a luva prolongar-se além da sobreposta. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. fica fácil sua determinação. raramente este volta a ficar estanque. é normal um pequeno vazamento. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. durante a partida. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça. afetando o balanceamento axial (Figura 145). Nos selos mecânicos. Se a curva ficar paralela ao eixo. vazam um pouco e. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. é facilmente identificado. conseqüentemente. Na selagem por gaxetas. o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. temos de abrir o selo para reparo. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais.Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. trabalhando muito tempo sem evolução. Bombas com vazamentos O vazamento. se visível. juntamente com seu mancal. Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. o local mais comum de vazamento é pelas sedes.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 . Montando na posição horizontal. Vale o mesmo para a montagem da carcaça. facilitando um possível roçamento. as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado. sempre que possível. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2). monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical. A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas.Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas.

>315 a 400 Máx. >80 a 120 Máx.018 e 49.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49. Da Tabela 30. Mín. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx.999 + 0. >400 a 500 Máx.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx. Mín. = 50.999 + 0. Mín. >120 a 180 Máx. >50 a 80 Máx. Mín. Mín. Mín. >18 a 30 Máx. Mín. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49. Mín. >30 a 50 Máx. + 18 e Mín.017 e Mín.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . >180 a 250 Máx. >250 a 315 Máx. Mín.002 ➜ Máx. = 50. Mín.

075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote .05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0.000 a 75.030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1. Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0. para o tambor de balanceamento e para as luvas. 0 ➜ 75. D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB.PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30. + 30 e Mín. Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 .05mm. para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx.9 x 109) as excentricidades de 0. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor.9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 . O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1.

0.0625 12 flexibilidade = = = = 1.406 x 109 < 1. valendo o que for maior. ou com 13 m. 0.600 Coluna da direita da Tabela 31. 4.500 4 5.125mm LTI 0.1 m /mm de diâmetro da face. o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI.025mm LTI máx. 5.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1.100mm LTI máx. em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx. Fator de L4 1. 0.05mm 2. Para montagem com interferência. Para o eixo das bombas verticais. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0.1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 3. 0.025mm Peças < 0. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES. a excentricidade máxima é de Eixo < 0.9 x 109 D2 60 2 3. da VS-1 até a VS-7.025mm LTI máx.500mm. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2. EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1.

125mm Se a sobreposta for guiada externamente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote . Se for guiada internamente. medir em 1. Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0.125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0.3. medir em 2.

03mm 6 = 0. FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0.07mm 2 = 0. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo. devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto. O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização. Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos.05mm 4 = 0.10mm 8 = 0. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos. como os usados em máquinas de balanceamento. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes.A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH. Os ressaltos do eixo.03mm 7 = 0.05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0. no qual os rolamentos se apóiam.07mm 3 = 0. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados.01 a 0.

5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos.5 vez a pressão de projeto. h r mín. r mín. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência. ra r mín. o que for maior. ele deve ser realizado com 1. tambor de balanceamento. A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba.Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín.000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 . Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor. indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2. Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste.

A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6.000 x G x M 10. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas.4 grama na periferia do impelidor.388 NxR 1. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2.5 x 10 = = 1.000 x 2.PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1.4 g O desbalanceamento admissível seria de 1.800 x 100 1.5 pelo API N – 1.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10.

5 Bombas abaixo de 3. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. evitar corrigir no acoplamento. Portanto. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias. usar: GRAU G-2.No balanceamento dos conjuntos rotativos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça. O grau G-1. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. essa correção é desnecessária.0 Bombas acima de 3. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações. a bomba ficará desbalanceada.800rpm e com peças montadas com folga. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica. se necessitar ser substituído no campo. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem. Com o passar do tempo. ocasionando um relaxamento de tensões. o que gera deformações nas guias. Isso porque.800rpm ou acima de 3. Na maioria das vezes. que são usinados para “recuperar” a folga recomendada. No balanceamento do conjunto rotativo. GRAU G-1.800rpm e com peças montadas com interferência. normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento.

é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias. conforme mostrado na Figura 136. Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes. Para evitar esse problema. Na falta delas. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso. a norma API 610 – 9a edição. Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente.

95 1.68 0. Para materiais não metálicos (por exemplo.90 0.33 0.99 90 até 99.45 0. 3.99 0. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300. os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400.28 0. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento.99 600 até 624.99 200 até 224.80 0. Acrescentar 0.63 0. Nesse tipo de aplicação.88 0.99 115 até 124.83 0.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC.30 0. PEEK). 2.99 225 até 249.75 0.99 475 até 499.38 0.89 125 até 149.89 250 até 274.53 0. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento.43 0.73 0.89 275 até 299. usar as folgas da tabela.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64.99 65 até 79.99 625 até 649.99 425 até 449.99 550 até 574.99 400 até 424.99 325 até 349.78 0. normalmente.50 0.99 575 até 599.70 0. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling).001 D – Diâmetro do anel em mm.99 175 até 199. Para diâmetros superiores a 650mm.99 150 até 174. caso das buchas das bombas verticais. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote . adotar a folga: Folga (mm) = 0.25 0.99 525 até 549.48 0.99 450 até 474.99 0.99 80 até 89. Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto.40 0.95 + (D – 650) x 0.99 500 até 524.99 350 até 374. bronze.99 100 até 114.65 0.99 375 até 399.85 0. Para ferro fundido.55 0.58 300 até 324.35 0.60 0.

a menos que ambas as superfícies. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato. como no caso das de dois estágios em balanço (OH). Stellite.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . parafusos axiais ou radiais.AISI 316 revestido de material duro. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir. deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico. A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. De modo geral. o que leva a um gasto maior de energia. o dobro da folga pode levar a vibrações altas. Nesse caso. as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento. PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32. Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1. A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. a estacionária e a rotativa.5 a 2 vezes a folga citada pelo API. Se isso não for possível. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias. Por causa dessa tendência. temos: Folga diametral = 0. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API. seguir a recomendação do fabricante. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316. ou pontos de solda. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio. tenham dureza superior a 400BHN. Em alguns tipos de bomba.

ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B).12mm.12 + 0. deixando intactas suas laterais (Figura 137 C). ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba. Com a utilização de uma ponta montada. são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor. acrescentar 0. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção.60 + 0. FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 . Assim. Nas bombas com difusor. Nesse caso.12 = 0. é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo. podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba. pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição.84mm Impelidor Para reduzir estoques. Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte. não há ganho com esse tipo de corte. Nesse caso. portanto. Na Figura 137.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. Nas bombas com carcaça em voluta. usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E). Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC. acrescentar 0. para efeito de cálculos. o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta. o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás. Folga final = 0.12mm.

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

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PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
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Manutenção e Reparo de Bombas

Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento. ao ser deformado. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível.003 + 0.001x D(mm) 0. somente as pistas externas se tocam. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial.5 folga normal In 0. Trata-se de um filamento plástico que.07 + 0. ou como folgas radiais ou como diametrais.Pense e Anote de modo que. Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage. utilize uma rasquete. ficando uma folga pequena entre as pistas internas.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . ao encostar um rolamento no outro. adquire uma largura proporcional à folga. As folgas diametrais são o dobro das radiais. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento. Depois de deformado. Nessa condição. A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga. Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada.

Pelo mesmo motivo citado. o que leva à falha prematura do mancal. o que prejudica o fluxo do líquido. Caso a mesma venha reta. causando problemas no bombeamento. gerando um elevado empuxo axial.5 x 0. Se for paralela. Caso a tubulação venha de cima. ou da parte de baixo da bomba. as reduções devem ser excêntricas. A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente. A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1. Por esse motivo. o lado plano deve ficar na parte inferior. FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção. ela deve ser perpendicular ao eixo. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B. caso tenhamos uma curva próxima à bomba. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C). a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente.07 + 0. o lado plano deve ficar para cima.15 = 0.22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior.001 x 80 = 0. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Caso não exista espaço. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote . A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor.FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção. Assim. a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba. girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo. gerando empuxo axial alto. as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor.

Já na bomba de deslocamento positivo. Nas bombas centrífugas. na operação da bomba de deslocamento positivo. de deslocamento positivo ou volumétrica. Na realidade. reduzem o volume da câmara. nessa região. externamente à bomba. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. Podemos afirmar então que. esta fuga pode ser considerada desprezível. ou pode ser colocada na linha de descarga. são decorrentes desse seu modo de trabalhar. Por esse motivo. Neste caso. Ocorrendo uma restrição grande na descarga. devido à fuga do líquido pelas folgas. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. pistão. Os nomes dessas bombas. sendo interna. Nas bombas de deslocamento positivo. por razões de segurança. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo. diafragma ou pela rotação de uma peça. Se a bomba estiver em bom estado. ou seja. Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema).Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. para uma mesma rotação. maior a pressão. não depende do sistema. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. com as folgas adequadas. a vazão é constante. empurrando o líquido para fora da bomba. a pressão pode chegar a valores muito altos. deslocam esse volume até a descarga e.

neste caso. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. aumentam a potência para o bombeamento. não se usa AMT e sim a própria pressão. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão. ou seja. As bombas de deslocamento positivo. Nas bombas alternativas. deixando-o sair pela sucção da bomba. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido. ao contrário das bombas centrífugas. e é o sistema que comanda a pressão. para líquidos acima de 1.000SSU (200cSt). raramente são usadas bombas centrífugas. as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas. sendo chamadas. Com líquidos de viscosidade alta. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre. Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça. Mesmo sendo autoescorvantes. Por isso. como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As bombas volumétricas. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. Para tal. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas. conseqüentemente. que as tornam auto-escorvantes. são sempre auto-escorvantes. As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir. por não serem afetadas pela viscosidade. são mais indicadas para esses casos. de turbinas de recuperação hidráulica.

As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. Haste 6. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. Eixo de manivela 3. a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste). FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO. Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. Válvula 10. como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. como um motor elétrico. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção. Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. as de dois cilindros são as duplex. o que leva a uma perda de desempenho. subtraindo-a. responsável por deslocar o líquido. de um êmbolo ou de um diafragma.do pistão. Carter 2. devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção. Pistão 9. Nesse caso. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. Camisa 7. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso. Cruzela 5. ou podem utilizar um acionador rotativo. Biela 4. DE SIMPLES EFEITO. ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. Cilindro 8.

ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX. DE DUPLO EFEITO.

torna a inverter o movimento. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . Inicialmente. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. que está interligado ao de vapor. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. fazendo com que ele suba. ou seja. o vapor gera um movimento contínuo alternativo. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita. e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. fazendo a inversão das aberturas. os quais demandam bem menos potência. maior o número de ciclos executados por minuto. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. Um é o cilindro de vapor. estará bombeando ar ou gases. Quanto maior a vazão de vapor. maior a velocidade de deslocamento do pistão. Ao atingir o ponto superior. que é o acionador. Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. a bomba tenderá a disparar. levando junto o diafragma. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. Inicialmente. ele inverte.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. Temos dois ciclos: admissão e descarga. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. geralmente. A bomba. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. em vez de líquido. Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. podendo vir a quebrar a bomba. o pistão irá mover-se para a esquerda. movendo-os solidários. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. Com isso. Ao chegar ao final desse curso. Essa situação. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. Ao chegar ao final do curso. Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. Assim. leva a bomba a disparar. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro. lado esquerdo da Figura 151. À medida que o diafragma vai subindo. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba. O pistão da bomba. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. O outro é o cilindro do produto que será bombeado.

abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. movida a ar comprimido. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como o de biela/manivela. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se. variando a rotação ou o curso do pistão. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. Para variar o curso. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. arrastando com ele o pistão. modificamos o raio da manivela. O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente.Assim que o líquido parar de ser admitido. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. e a outra é a do produto que será bombeado. FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. O diafragma começa a descer. podemos modificar a vazão. Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão. Uma das câmaras é a acionadora.

quanto maior o número de cilindros.Algumas bombas. a pressão também sofrerá variação. No caso real. Ela é máxima. que trabalham com fluidos agressivos. quando o cilindro está no meio do curso. A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo. de bexiga ou de pistão. maior esse vazamento e. empurram o líquido para a descarga. as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. Esses amortecedores podem ser de diafragma. a vazão seria sempre a mesma. Como toda bomba de deslocamento positivo. e mínima (zero). Quando a pulsação puder trazer algum problema. As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. menor a pulsação de pressão e de vazão. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. por meio de rotação. Para uma mesma rotação. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa. Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . Nas alternativas puras. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. independente da pressão (caso teórico). um pouco menor a vazão fornecida ao sistema. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. Variando a vazão. evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante. conseqüentemente. quando está no início ou final do curso. Se não tivéssemos as fugas.

Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas. de fusos (1. As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente. de palhetas e de lóbulos. 2 ou 3 fusos).FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba. menor as fugas. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. Depois dele. levando-o para a região 2. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo. Para ter um bom desempenho. possui um fuso motriz e dois conduzidos. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. há necessidade de um sistema de balanceamento axial. bombeiam simultaneamente. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. entre dois dentes consecutivos e a carcaça. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas. a região de descarga. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. região 1. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. Antes do crescente. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba. As duas engrenagens. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos. descarregam pelo centro da carcaça. mostrada na Figura 155. do contrário. Ao girar. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. onde é liberado. seja qual for a pressão reinante na descarga. Neste caso. impedindo o retorno do líquido para a sucção. Ao chegar à parte superior. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . Devido ao elevado número de dentes e à rotação. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. Na bomba da Figura 156. onde os dentes se engrenam. o que equilibra o esforço axial nos fusos. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. fica a região de sucção. como também devem estar na carcaça ou no crescente. Por isso. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado. cada uma girando num sentido. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si. os dentes se engrenam. No caso de três fusos. haverá perdas no volume bombeado. A bomba de parafusos. Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3.

da sucção para a descarga. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A vazão é contínua.vai girando. logo. Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido. Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna. não temos pulsação de pressão. o líquido vai sendo deslocado axialmente.

O rotor. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido. mantendo contato com a carcaça. aproximadamente de 6kg/cm2. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. Nesse rotor. as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. são expelidas. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. na sucção. da sucção para a descarga. ao girar. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. Com rotação alta.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. Figura 157. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. deslocando-o até chegar à região da descarga. pela força centrífuga ou por meio de molas. como Buna N e Viton. Na região de sucção. ficam alojadas diversas palhetas que. onde cabe um determinado volume. bloqueia o líquido nessas câmaras. o qual normalmente é construído de um material elástico. Quando se desejam pressões maiores. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 . são utilizadas bombas em série. Devido à excentricidade do rotor.

fazendo a vedação. 2. ao girarem. FIGURA 159 BOMBAS COM 1. Os rotores estão sempre em contato na parte central. volume esse que é deslocado e liberado na descarga. aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça. Pelo seu formato. 3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . dois. três e cinco lóbulos.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. Existem bombas de um.

montado sob a forma de U.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. não mostrado na figura. O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica. que permite sua oscilação. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote . deslocando o líquido da sucção para a descarga. Quanto mais inclinado o disco. É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem. FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. maior o curso dos pistões. A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível. maior a vazão. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. portanto. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível.

PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão. Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante. DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste. Os pistões são articulados com essa placa. O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula. 270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica.FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais. EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias. É conectado ao eixo através de estrias.

mancal tipo bucha. Princípio de funcionamento O eixo.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática. do número de pistões e do seu curso. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante. A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante. Junta esférica. O volume deslocado depende do diâmetro. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). giram solidários. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA. A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. sapata da placa. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo. mostramos alguns outros modelos que são utilizados. juntamente com os pistões. a placa oscilante e o bloco do cilindro. Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. Na Figura 163. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . mola e a caixa também fazem parte da bomba. Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande.

com o giro. O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior.A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento. vai sendo deslocado da sucção para a descarga. A palheta impede o retorno do líquido para a sucção. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . obrigando-o a sair pela descarga. juntamente com uma palheta que faz a vedação.

Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas. existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE.Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas. SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote .

A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis. o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça. que fica recuado em relação à descarga da bomba. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor. Ao girar. Na próxima partida. o líquido fica retido nessa câmara. 274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. Quando a bomba é desligada. Seu rendimento é baixo.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto. não será necessário escorvá-la.

Catálogo 4000P Reg. fev. E. Rio de Janeiro: Interciência. WORTHINGTON. Centrifugal pumps handbook. NSK Rolamentos . 1998. Torino: 1990. E. MATTOS.Motion Control NSK. Understanding pump cavitation.Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. PSI pump selection for industry. São Paulo: 2002. Nova York: [19 —] . Chemical Processing. petrochemical and natural gas industries. FALCO R. Winterthur: 1989. Washington: 2003. NELSON. SKF. Bombas industriais. W. E. 2. de 1997.ed. 47-6100-1990-09. NSK. API 610: centrifugal pumps for petroleum. 9. SULZER BROTHERS LTD..ed.

GRÁFICA E P ROGRAMAÇÃO VISUAL .SENAI / RJ PRODUZIDO PELA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Coordenador de formação. DR UM MOND L UIS R OBERTO ARRUDA A NA P AULA DE B ARROS L EITE R ICARDO G OMES R ODRIGUES R OSEMARY LOM ELI NO DE SOUZA XAVIER R OSILENE F ERREIRA MENEZES Revisão técnico-metodológica E RNESTO F ERREIRA M ARTINS S ÉRGIO MOLINA M ICAELO Revisão gramatical Revisão editorial Projeto gráfico. programação visual e diagramação L OURDES S ETTE R ITA G ODOY I N -F ÓLIO – P RODUÇÃO EDITORIAL . capacitação e certificação de abastecimento M AURÍCIO L IMA Diretora de educação Elaboração Gerente de educação profissional Gerência de educação profissional ANDRÉA MARINHO F RANCO GETÚLIO V.

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