PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões.

Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT). NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . carga ou head 107 Cavitação.

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H.

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote .FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades. de simples efeito. excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão.

FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex. 3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa. de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 2. acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1. de duplo efeito.

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

CE. BA. e outras funções de processo. indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. a geração de energia. A variação da complexidade do trabalho realizado. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos. SE. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 . o aumento ou a redução de velocidades. SP. Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. no diagnóstico de causas e soluções de problemas. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. PR. MG. portanto. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. É preciso. Assim. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. Com isso. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado.Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos. RJ e RS.

para todos esses e outros serviços. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. Hoje. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. o controle de vazão é fundamental e. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação. dessa forma. por exemplo. Sem elas. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . Para que elas estejam disponíveis. Enfim. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. Até há bem pouco tempo. condensadores. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. bombas dosadoras são fundamentais. não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias. certamente. quem o faz já é a própria bomba. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e. máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. usam-se oleodutos. Mas. usam-se intensa e extensivamente as bombas. corrigindo seus defeitos ou falhas. No preparo de gasolinas. Além das distâncias. existem os mecânicos de manutenção. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras. praticamente. Algumas instalações. Pela própria natureza da tarefa. válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. favorecidas por geografia peculiar. A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência.Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas.

mecânico. Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo. Assim. preservação do meio ambiente e custo adequados. Você. é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados. 18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas ..Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade. A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança.. deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas. segurança. quando executa seu trabalho. como parte de uma equipe. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá. mas o seu serviço está. Pense nisso! Você.

propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. 2 mícrons. portanto. Em mecânica. o centésimo de milímetro (0. e (mils) milésimos de polegadas. que é a milionésima parte do milímetro. polegada (in). quando tratarmos de conversão de unidades. as principais unidades usadas são: pés (ft).01mm) e o mícron ( m). que é a milésima parte do metro. 3 mícrons. Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas. Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento. dizemos: 1 mícron.Unidades e suas conversões. usamos muito o milímetro (mm). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote . incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. nos itens a seguir. O plural de mícron é mícrones e mícrons. etc. assim como os gases e os sólidos. No sistema inglês. Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras.

De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.00001 1 x 10-6 0.0000394 12 1 0.000 100 1 0.3937 0.7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .800 25.540 2.03937 0.4 ft 3.0254 2.0833 8. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.001 mils 39.54 m 1.37 0. achamos 0.03937 12.3048 0.01mm 100. Portanto: 1ft = 0.001 0.33x 10 -5 in 39.01 0.609km = 1.370 39.000.4 0.9144m 1mi = 1760yd = 1.28 0.54 x 10 -5 mm 1.0254 0.000 1 0.400 25.000 1 0.0003937 0.3048 = 0.28 x 10 -7 1 0.54 centésimos de mm 5mils = 2.3048.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês.A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0.37 0.1 30.000 10 1 304. as quais são pouco usadas em mecânica.000 1.6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.480 2.54 x 5 = 12.80 25.00328 3.001 304.28 x 10 -6 3.3048m Logo 2ft = 2 x 0.000 1.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m). temos a jarda (yd) e a milha (mi).

000454 – 0.12 0.46 x 10 -4 – 0. seu submúltiplo. o grama (g) (atenção. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm). a tonelada.35 – – Ton métrica 0. hora (h).54. minuto (min). e o múltiplo.778 x 10-4 0.903 x 10 -6 6.000 0.0022 2. a onça avdp (oz).944 x 10-4 0.18 1016 g 1.016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s).907 1. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0.536.74 x 10 -3 1 24 1440 86.001 1 x 10 -6 lbm 2.03527 35. são as unidades de massa mais usadas em mecânica. a palavra é do gênero masculino).600 Segundo 31.04167 1 60 3.0005 – 1 1.4536 0.6 1 0.600 1. basta multiplicar por 2.0283 907.157 x 10-5 2.01667 1 60 1 segundo = 3.9842 4.274 0.001 1.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote .171 x 10 -8 1.274 16 1 32.000984 – 0.Para converter mils para centésimos de milímetro.001102 – 1. a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton).142 x 10 -4 0. Massa m O quilograma (kg).0625 2000 2240 Oz (avdp) 35.2 0.204.840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0.400 1.000 35.000 2.000 1 1 x 10 6 454 28.102 0.892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0. dia (d) e ano. A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525.

Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico. na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1. K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo. Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R). Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês. PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão. temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC.033kgf/cm2).

764 0. É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).01 929. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10.000.Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura.00155 144 1 = = = = = 0.00694 in2 1550 0.0001 1x 10-6 0.4516 mm2 1.0929 0.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .03 6.000 1 0.155 0. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ).16 ft2 10.0000108 1 0.001076 0. FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4.000 100 1 92903 645.

h 3 = 3.14 .r 2 . 32 .PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4. É sempre um produto de três dimensões.1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos que 1ft2 = 0. 5 = 47.0929m2 10ft2 = 10 x 0.0929 = 0.929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo. FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

5m/s para cada segundo ou. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”. Ao girar.000m/s 2. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos. Nos locais mais altos.000m/h 9. esta aceleração é de 9. decorrente da atração da Terra sobre os corpos.PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9. ainda.5 2 s 3. expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2. um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração. o que é equivalente a 2.5m/s2.5m/s m = = = 2.600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo. conforme será visto no item sobre força. o valor de “g” é menor. a 2. No nível do mar. É a denominada “aceleração centrífuga”.81m/s2. a seguir. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31. como qualquer força. estamos exercendo uma força. o peso é uma força. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton). Uma bomba centrífuga. 300 = 31. é o produto de uma massa pela aceleração. que através de seu impelidor impulsiona o líquido. Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9. Quando subimos em uma balança para pesar.42 (rd/s)2 x 0. ela recebe o nome de força centrífuga.10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 . ou seja. está exercendo sobre ele uma força. Neste caso. O peso.10m = 98. PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0. neste caso. estamos medindo uma força.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação. teremos: Peso = mxg 9. a qual.81.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote . é a aceleração da gravidade. Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2.

Como. ao nível do mar. a aceleração da gravidade é de g = 9. ( ) N 30 2 .81 9. Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar. só que. ac = m . Num local mais alto.r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro. mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor. este valor simplificaria o denominador. a força fica multiplicada por 2.81 = m x 9. A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração. por exemplo. ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número. Dizemos. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a força centrífuga fica multiplicada por 4. a aceleração é a centrífuga. neste caso. Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9. o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. Portanto. visto que massa e peso são distintos. a massa permaneceria com o mesmo valor. ao dobrar a rotação.81m/s2. peso é uma força. o que é uma simplificação.81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. é o produto da massa pela aceleração. Se dobrar o raio. Como vimos. que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg. Portanto. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m .

72N = 19.204 0. de aceleração.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2. Fc = m x ac = 0. se girasse a 300rpm e com um raio de 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote .102 = 2. Para realizar esse trabalho. devido ao fato de a massa ser articulada.225 2.102 1.000 1 4. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1.45x 105 lbf 2.001 1 0.000102 1.10m? No problema 14. ao aumentarmos a rotação.01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância.00001 4.102kgf ➜ Fc = 19.00454 N 9.2 2.10m ➜ ac = 98. visto anteriormente.000 0.665. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.665 980.6 = 19.02x10-6 0. a força será expressa em N.02x10 -9 0.72N Da Tabela 8: 1 N = 0. foi gasta uma energia.No caso da peça mostrada na Figura 8. calculamos que para N = 300rpm e r = 0. Energia e trabalho são equivalentes.000 100.200 x 98.454 Ton força 0.45 dina 980.200kg. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga.806 9806 1 0. aumentamos também o raio de giro.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0.72 x 0.

d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave.m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf.00929 9. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .23 0. percorrendo a distância d. Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação.324 lbf.8 1 3.09 1 1J = 1N. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância. temos de exercer um torque na porca. é energia mesmo.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2. A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h).738 2.06 4. podem ser expressos pelas mesmas unidades.427 0.36 KW.77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia.48 x10-4 3.6 x 10 5 252 1 0.ft = = = = 2.239 8.m 9.16 x10 -6 3.72 x10 -6 BTU 0. FIGURA 10 Como podemos notar. ou seja.m = 1kW.67 x 105 108 0.77 x10 -7 1 2.102 3.6 x 106 1055.m = 1 0.ft 7.34 0.00397 0.138 J = N.m T → N .m 1kgf.h 1BTU 1cal 1lbf.187 1.412 1 0.h 2.001285 cal 2. Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.655x10 6 778 3.93 x10 -4 1. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf .

m. teríamos de fazer uma força de 27. temos: 1 lbf . cm 9. Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo.50m F= 13. em CV.8 1 1.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf.m 1kgf.0833 7. é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou.113 1 x 10 -7 1lbf.cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0.m F → lbf e d → ft Tq → lbf.Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf. Pot = T t T → J = N.138 0. m = F x 0.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .138 = 13.50m. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 .738 1 0.m = 1N. ft = 100 x 0.50 Portanto.m = 1 0.m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas.38 x 10 -8 1lbf.356 0.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft.m F→N e d→m Tq → N.8 8.13 x 106 1 1lbf.102 0.ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf.ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf.ft = 0.233 0.ft = 1lbf. com uma chave de 0.6kgf 0.138kgf . m ➜ 13. ainda.0115 1.02 x 10 -8 1N. m 9.85 x 10 -7 1 dina .8 x 10 7 1 x 10 7 1 .8kgf . ft 7.8 = 27.36 x 10 7 1.8kgf .in = 1dina. in 86. Da tabela acima.85 12 1 8.

H 274 .6g/cm3.00134 1.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência. Q. 70% → usar 0.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1.000 745. usado em manômetros e termômetros.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume.341 1 0. 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .7457 0.341hp = 134. ou seja.00136 1.341hp ➜ 100kW = 100 x 1. ou seja. temos: 1kW = 1. possui uma massa específica de 13. = massa volume Na temperatura ambiente.7355 hp 0.001 1 0.6g. o mercúrio. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex.5 KW 0.36 1. é a massa de cada unidade de volume.986 cv 0.7 735.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = . cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13.

do que da massa específica. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume). A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0.PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. sua massa específica é 0. seu volume aumenta com a temperatura. é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente. cuja definição veremos em seguida. é mais usual o emprego do peso específico. sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material. se aquecermos um produto. menor a sua massa específica. No caso de bombas. mas sua massa permanece constante. logo. Quanto maior a temperatura de um material. o que levaria à redução da massa específica. mantendo o numerador (massa) constante.998g. A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote . Logo. Por esse motivo.998g/cm3.

= peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material.0361 3.001 0. com cada lado medindo internamente 5cm. basta pesá-lo.43 0.68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume.0624 1 1728 lb / in3” 0. em forma de cubo. PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água.000 1 16.61 x 10 -5 0. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente. o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3.0005787 1 1 0. sabendo que um reservatório completamente cheio.02 27680 lb /ft3 62.TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1. medir seu volume e fazer a divisão.016 27. 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente).

78 a 0.971gf/cm3 e a 200oC é de 0.02 2.85 a 0.865gf. 1cm3 de água a 80oC pesa 0.94 0.016 27. Por exemplo.68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2.78 0. temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7. o peso do cm3 de água cai para 0.94 13.865gf/cm3.8 8.8 11.94 Analisando a Tabela 13.68 a 0.500 x 0.86 a 0. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.O peso específico varia com a temperatura. acima. vemos que o aço-carbono pesa 7. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0. como kgf/ m3 ou lbf/in3.001 0.82 a 088 0. Na temperatura de 20oC. Como peso específico é uma relação entre peso e volume.8 vezes mais do que o mesmo volume de água. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição.89 0.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0.5 0.5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote .500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão.82 0.70 a 0. uma vez que o volume é modificado. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.02 27680 lbf/ft3 62.43 0.61 x 10 -5 5. temos que: 1kgf/m3 = 0.787x 10 -4 1 1 0.001gf/cm3 = 2.971gf.500kgf/m3 = 2.000 1 16.0624 1 1728 lbf/in3 0. A 200oC.001gf/cm3 ➜ 2.0361 3.2 8.

expressa por um número sem dimensão. como não poderia deixar de ser. vamos dividir a massa específica desse material pela da água. Nessa temperatura. Outras fontes adotam outras temperaturas. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo.74 e a do GLP. Na temperatura ambiente. Para gases. possivelmente ele só fará uma mossa na madeira.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água. o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido. em torno de 0.998g). Na temperatura ambiente. Ao bater com o martelo. é a força dividida pela área em que esta atua.5. o padrão de comparação adotado é o ar. Pressão Pressão. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . por exemplo. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta). o prego penetra na madeira. No cálculo da densidade. a densidade da gasolina fica em torno de 0. g/cm3. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3. ambos com o mesmo diâmetro de corpo. Daí. por definição. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. ou seja. 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0. elas se cancelam. que é de aproximadamente 1g/cm3. ficando a densidade como adimensional. Se batermos com a mesma força no sacapino. A densidade da água na temperatura ambiente. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. é igual a 1.

2cm2.2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino. de 0. Por esse motivo.000kgf/cm2 A 0. o prego penetrou.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 .01cm2 e a do saca-pino. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico. FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2. As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1.01 Saca-pino → P = F A = 10 0. exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0. ao bater no prego. enquanto o saca-pino só deformou a madeira.

menor = 2cm Dia. Dados: Peso = 2. cil.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4.2cm para cada centímetro do pistão maior.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .08kgf/cm2 no óleo.81kgf Com o auxílio da pressão.08kgf/cm2 490.08 x 3. cil. maior = 25cm Pense e Anote Área cil.14 x 252 = = 490.000kgf = 4.81kgf.14cm2 Área cil. conseguiremos levantar um carro com 2.000kgf Dia.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2.PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2. 2 = D2 3.6 = = = 156.2 h2 A2 3. O pistão menor terá de deslocar-se de 156.000kgf. com uma força de apenas 12.14 x 22 4 = 3. Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual.14cm 2 = 12.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4. V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490. 1 = D2 4 = 3.

Este valor é denominado pressão atmosférica.71kg/cm2.710kgf. uma pressão atmosférica em torno de 0. FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1. Por exemplo. ao medir uma pressão. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. O ar que envolve nosso planeta tem um peso. a 3. a pressão exercida por esta coluna será de 1. decorrente da coluna de ar. a coluna de ar fica reduzida. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local. então. por isso.000m de altura. Essa pressão.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. o que reduz a pressão atmosférica local. Logo. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto.033kgf/cm2. a coluna de ar pesa 0.033kgf. permite que.95kgf/cm2. Quando subimos numa montanha.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. possuindo. a pressão atmosférica nessa altitude será de 0. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote . A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1.

033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0. P1abs = P1man + Patm ➜ 2. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16.5kg/cm2 1atm Pressão atm.5 = P1man + 1. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2.4kgf/cm2 manométrica.6 = P2man + 1. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio).4kg/cm2 P atm 1.0 = 1. Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo.6 – 1. representamos uma pressão acima da atmosférica. e uma outra pressão abaixo da atmosférica. ela é considerada positiva e.5 – 1. a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local.4kgf/cm2. seria equivalente a dizer que é de . a medida em valor manométrico seria de 1.6kgf/cm2 absoluta. abaixo da atmosfera. P2. FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1. quando abaixo.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa.0.0kgf/cm2.0 = – 0. é negativa.0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0. A pressão negativa é chamada também de vácuo.5kg/cm2 Se a pressão P2. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0.5kgf/cm2 absoluta. Quando a pressão está acima da pressão atmosférica.0 ➜ P1man = 2. P2abs = P2man + Patm ➜ 0. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local.5kg/cm2 P man = – 0. P1. ou seja. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1.4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas . fosse de 0. Se a pressão P1 fosse de 2.5kgf/cm2.

a pressão é usualmente medida em psi.0kgf/cm2 M 12. libra por polegada quadrada. é comum adicionar uma letra após a unidade. O g vem da palavra gauge. e a é de absolute.26kgf/cm2 a Pressão relativa 8.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14. Para transformar a pressão de psig para psia. ou seja.2kgf/cm2 A 4. que é igual a 14.7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. e A ou a para pressão absoluta. que significa manômetro. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote . Usa-se M ou m para pressão manométrica. no nível do mar. Portanto. são usados psig e psia.9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. psig quer dizer pressão manométrica. Para diferenciar.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta. Exemplo: Pressão absoluta 3. que significa pound per square inch. basta somar a pressão atmosférica. e psia é a pressão absoluta. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida.

tanto faz ser um círculo. Não importa também se a área é pequena ou grande. a seguir. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador. Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. Na Figura 18. na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que. um quadrado ou qualquer outro formato. a área foi cancelada. temos: Força Área Peso Área A . a “forma” da área não interfere na pressão. Portanto. entre peso) e área.H. as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais. Como a pressão é a relação entre força (neste caso. colocamos diversos formatos de vasos.H . com diferentes áreas de base.O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido.

Usando a fórmula preparada para as unidades usuais. temos que: = 0. acharemos 2.5kgf/cm2. Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água.74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0. PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0. temos: P= .74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3.74 x 20 = = 1.H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2.033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 .Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m.48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13.6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1.

Para passar para kgf/cm2.001 1 1000 101.32x10 -3 0.0102 10.9678 0.87x0 -6 9.1 6.133 9.033 = 0.00136 0.2 1.45x10 -4 0.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U.760m = 760mm Hg 13.501 7501 760 m H20 10 10.1 1.6 750.07 100 6.5 1 0.0136 1 1.07031 0.01 10 1.9869 0.22 14.56 7.01934 1.3 MPa 0.87x10 -3 9. A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água.7 mmHg 735.33 atm 0.81x10 -3 1x10-6 0. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados.807 0.09678 9. conforme mostra a Figura 20. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas . TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0.001 1 0. indica a pressão de descarga de um ventilador.869 1 kPa 98.02x10-4 0. É comum usar metros.102 102 10.33x10 -3 0.06805 1.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio.145 145 14.02x10-5 0.50x10-3 7. contendo água.7031 0.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades.1013 = = = = = = = = = 1 1. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U.9807 1 0.02 0.06895 1. basta usar a Tabela 15 de conversão.1 51.72 1 73.013 psi 14. mostrada anteriormente.000133 9.09807 1x10-5 0.895 0.09807 0.422 1. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.2 0.89x10 -3 0.

013bar = = 0. o uso do bar. é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig.1kgf/cm2 50cm H2O = 0.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0. Para passar de MPa para bar.000Pa).Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0. basta multiplicar por 10. Por isso.33m de água. PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0. os valores usuais de pressão seriam altos. A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada. Portanto.07031 = 7. basta dividir o valor por 100.1kgf /cm2 = 0.50m H2O = 50 x 0.033kgf/cm2 = 10. a pressão é manométrica: 100psig = 7.33m = 760mm Hg = 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote .7 psi = 29. definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa). organização internacional de padronização.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1.1013MPa = 101.000.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1. admitindo.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –. seguindo recomendação da ISO.92in Hg Como podemos ver.3kPa = 14. Como o Pascal é uma unidade muito pequena. são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1. numa fase de transição.

033kg/cm 2A H máx. fazendo seu nível subir. e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica. ficando no mesmo nível do reservatório. Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1. mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2. Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1. igual à pressão atmosférica local de 1. suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. = ? 1 2 Inicialmente. vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera. A água entrará no tubo. A pressão no tubo P3 começará a cair. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . no caso.

a coluna máxima seria: P= xH 10 1. para cada líquido. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito. Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). Há perdas de carga por atritos.75 x H 10 H= 10. Notar também que os 10. a pressão absoluta seria igual a zero. em função do seu peso específico. 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . conseguíssemos fazer um vácuo absoluto.033 = 0. retirar todo o ar do interior do tubo. a pressão manométrica seria = –1. ou. a coluna seria: P= xH 10 1. Por isso. onde a pressão atmosférica é maior. por hipótese. a coluna seria menor. Num local de maior altitude.33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água. Quanto menor o .33m.75gf/cm3).77m 0. como a pressão atmosférica é menor. ou seja. tivéssemos gasolina (g gasolina = 0. Na prática. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. ficaremos limitados à profundidade teórica de 10.33m ocorreriam ao nível do mar.33 = 13. Neste caso. o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente). choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção. o que é a mesma coisa.033kgf/cm2. no lugar de água. maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente).033 = 1xP 10 H = 10. teremos uma coluna máxima.Se.75 Como podemos notar. Se.

porém mais viscoso. menor a viscosidade.01 10 14. e outro com água. notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água. é usado um submúltiplo 100 vezes menor. Quanto maior a temperatura.488 lbm / ft.s 0. 1cP = 0. comparada com a da água.001 1 1.000672 0.88 1cP (centipoise) = 1Pa.672 1 1Poise = 1 0. Isso é devido à maior viscosidade do óleo.0672 0.Suponhamos dois vasilhames. FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ). o centipoise (cP). maior a resistência ao deslocamento. um com óleo de massa específica igual à da água. A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas. Normalmente. Quanto maior a viscosidade dinâmica.000 1488 Pa.s 0.1 0. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos.01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura. TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1.s 1 lbm/ft. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”).s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

5 41.20 58.40 87.70 14.44 15.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.2 54.4 71. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1.02 4.45 23.000 3.6 32.35 8.48 5.9 51.70 14.000 10.35 26.1 43.30 7.60 17.9cST a 40o e de 8.6 61.40 10.1 81.73 3.60 117.88 2.0 65. = As unidades mais usadas são: stoke (St).200 Graus Engler 1.31 1.0 100.64cST a 100oC.0 91. centistoke (cSt).01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.30 23.3 13.17 2.0 32.95 13.56 4.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12.50 20.000 4.7 200 300 400 500 1.16 1.2 20. que possui uma viscosidade de 63.45 2.000 2.24 19.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .100 2.1 15.0 87.30 29. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0.58 1.79 11.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).000 cSt centistokes 1 2.5 28.00 1.000 5.7 18.92 7.

dizemos que o líquido se encontra saturado.9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0.A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica. como GLP ou gasolina.9 (cSt) = = = 1. FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida. Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise. À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura. Suponhamos um vaso com um líquido volátil. A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura. usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0. Então.

Álcool etílico 3. Isobutano 19. Dietil-éter 14. 8. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote . Gasolina 11. Amônia 5. 23. Difenil 15. Benzeno 12. Hexano 20. se a temperatura for inferior a T1. 24. Ácido fórmico 4. Etileno 9. Querosene 21. estará na fase vapor. Acetona 2. Álcool metílico 22. por exemplo. 4. o fluido estará na fase líquida. Para uma pressão de vapor PV1. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. Ácido Acético 17. Anilina 6. Etano 7. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. estará na fase vapor. 26. Downtherm A 16.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. o fluido estará na fase líquida. Clorobenzeno 13. 25. Etileno glicol 10. Se a pressão for inferior. Glicerina 18.6kg/cm2A. Se a temperatura for maior.

Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento. fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. fazendo com que a pressão de vapor aumente. a água começará a vaporizar (ferver). não se modificará. nesse caso. a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. teremos de aumentar a temperatura da água. é a pressão atmosférica (1. a temperatura da água será de 100oC. ou seja. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. No caso de uma bomba. precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba. se colocarmos propano num vaso aberto. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . no caso. como o propano. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão. A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. Alguns líquidos. Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. a pressão atmosférica. Nessa pressão. Nesse momento.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. sob a forma de pressão e de velocidade.76barA).033kgf/cm2A). Este é o princípio da panela de pressão. a qual possui uma válvula de segurança. cerca de 4barM. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. ou seja. seria necessário 15. ele irá vaporizar-se.55barA. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23. Para cozinhar com 200oC. Ao nível do mar. Para cozinhar com água a 150ºC. o propano corresponde à linha 23. e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. a energia é recebida através do eixo de acionamento. temos 20barA. Por isso. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica. Quando estamos bombeando.

podemos afirmar que. desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2. FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área. a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2.50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso. por atrito e por outras ineficiências.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível. a bomba estaria transformando em calor. metade da energia recebida. pelo esquema da Figura 26. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote .

A água. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica.onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. Essa capacidade é chamada de energia potencial. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2. v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas. Se dobrarmos o diâmetro. quanto maior a altura. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4. Energia de velocidade ou cinética.32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186. Dobrando a área de uma seção da tubulação.4cm2 → A2 A1 82. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40. Para uma mesma massa. maior a energia contida. localizadas num nível mais baixo. a velocidade média cairá para a metade. A energia sob a forma de pressão é a que. Energia de pressão.1 186. por exemplo.4 v 1 = v2 x =3x = 1.

é a decorrente da velocidade de escoamento.Pense e Anote A energia de velocidade. a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. também chamada de energia cinética. apenas se transforma. expressas em dimensões de coluna de líquido. Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia. no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento). FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima.

ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2. na prática. No caso da bomba. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão. não temos perda. mas ganho de energia. temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos. choques etc. 60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. já que. voltaremos a este assunto. também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão..A equação anterior é válida apenas teoricamente. Pela equação anterior.

4 330.68 2.6 488.06 22.2 193.2 42.9 18.507.9 215.49 40.1 12.7 174.464.7 547.5 321.10 0.08 13.140.5 699.8 428.91 0.9 482.82 2.54 7.1 294.23 81.4 9.9 304.3 97.1 73.7 81.7 17.77 3.2 298.3 351.73 4.3 131.88 3.8 303.47 2.9 336.9 8.7 19.9 50.4 202.62 11. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.44 11.7 42.1 1038.2 87.23 4.4 121.6 66.2 203.56 107.1 74.18 12.8 9.1 116.7 440.4 2742.82 21.9 26.2 574.35 9.0 9.55 1.29 107.23 42.877.11 10.71 11.29 33.1 254.56 13.4 288.4 235.3 186.94 2.31 27.52 12.2 6.793.6 2593.2 77.1 60.7 Área int.6 477.4 9.2 23.7 58.51 1.23 5.2 94.27 12.52 10.4 20.3 80.8 15.91 5.10 42. cm2 1.48 64.4 30.5 387.87 3.87 3.1 481.5 247.2 317.1 28.178.52 12.6 242.91 6.52 11.3 20.75 7.7 22.34 131.63 2.9 15.02 8.45 95.0 26.97 18.1 154 146.6 24.37 1.3 23.4 889.7 15.96 1.44 5.8 13.51 67.7 19.1 1.9 463.42 1.0 Peso kgf/m 0.7 21.8 82.9 38.0 155.0 14.5 1.0 139.07 5.7 15.443.98 28.1 7.4 11.6 722.8 140.44 7.3017.95 5.64 3.41 79. (mm) 2.65 97.8 729.7 872.7 17.9 254.9 455.6 438.65 16.09 3.7 14.0 363.829.2 52.9 856.54 8.8 111.19 2.6 34.4 47.2 9.5 509.1 1.9 182.7 2355.6 239.1 431.630.6 173.9 154.7 254.0 105.47 11.7 15.1 2677.6 1.9 73.8 124.52 12.12 123.52 12.3 1.2 21.91 5.62 1.72 172.9 310.1 1.8 11.50 3.8 1.8 186.2 136.5 584.44 2.0 9.25 21. (mm) int.7 1.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .4 168.57 4.28 15.6 590.74 79.5 49. Nominal ext.3 1. Diâm.1 26.5 333.2 365.5 1.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm.79 1.4 102.2 791.6 409.1 15.5 17.6 9.0 655.9 93.48 7.3 157.6 11.2 59.3 12.32 3.8 6.

Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas.

. (b1 + b2) 2 (b .h= V=B. 3 .r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura .h A= A= A= h .h . r2 = .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote .h V=B.b. h) 2 .h A=b.D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a. r2 .h = 3 V=4.Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b.r . h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v.

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. sendo a forma de pressão a predominante. O presente trabalho visa dar este conhecimento. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas. por motores elétricos. as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. Para realizar essa movimentação. Na indústria em geral. o acionamento das bombas é realizado. Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. a bomba necessita receber energia de um acionador. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. principalmente. ➜ Motores de combustão interna. Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. Para funcionar. ➜ Turbinas a vapor. que podem ser grupadas em duas famílias principais.

a bomba principal e a reserva. ou o contrário. são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. Pense e Anote Durante muito tempo. Em unidades novas. Hoje em dia. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. quando empregados. Os motores pneumáticos. Além deles. são acionadas por motor elétrico. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. Já a desvantagem é que. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor. Visando aumentar a segurança operacional. Esses motores. De modo geral. não são utilizados em bombas de processo. A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente. O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina.motores de combustão interna. é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. são geralmente movidos a óleo diesel. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. com o barateamento dos variadores de freqüência. São aplicados. a saber. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor. ao escoarem através de oleodutos. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. principalmente. ao usar a turbina a vapor como principal. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. Se não dispusermos de vapor nas instalações. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. a possibilidade de variar a rotação. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. Quando ambas. 68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 . Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente. fica uma delas como reserva.Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. só que com uma vazão menor. algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo. o que permite variar significativamente a vazão. o sistema ainda continuará sendo atendido. nesses casos.

somente após a entrega). das linhas de refrigeração e de selagem. em outros. No ato do recebimento. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. da bomba. Verificação do estado do caixote de madeira.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . 5. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas. O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. como. Conferência da documentação. vinda do fabricante. 2. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e. uma bomba nova 1. Caso ele tenha sido mal manuseado. Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. a inspeção deverá ser mais detalhada. do tipo engradado. 4. Havendo danos. 3. ter caído durante o transporte. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado. podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. do acoplamento e da sua proteção. Análise dos estados da base metálica. do acionador. Normalmente. as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. por exemplo.

No caso do uso de selo mecânico.). lista de peças com identificação das referências comerciais. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . material de fabricação e quantidade empregada. • Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais. deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. a bomba. 7. Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. acoplamento e as respectivas cotas. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. seu acionador. Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados. Estando tudo correto. mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). • Desenho do conjunto da bomba. • Desenhos de corte do acionador. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba. pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. devem constar: plano de selagem. Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba. do tamanho e do número de anéis utilizados. caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. Verificação de todas as suas entradas (flanges. furos que comunicam com o interior da carcaça. deverá ter a especificação do tipo. corte do selo. além de um corte da caixa de selagem. NPSH etc. com lista de peças. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. vibração. mostrando a base. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. 6. • Desenho da selagem.

devendo ser girada algumas voltas e drenada. girar manualmente algumas voltas. os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. ou seja. Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. para tal preservação. Na falta deste. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba. a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. colocar um plugue roscado. Logicamente. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência. com nível até a parte inferior do eixo. usar um óleo tipo turbina. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. Marbrax 68. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. findos os quais eles devem ser renovados. Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling). PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo. Caso não exista o sistema de névoa. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. Para tal. um plano de preservação deve ser obedecido. durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote . Em seguida. Para essa operação de giro.Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica. Nesse caso. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. Na sua furação. por exemplo. de 1 volta + 1/4 de volta. Para evitar que isso ocorra. se não for possível fazê-lo com a mão. deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba.

Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. por exemplo.nem o acoplamento. como a região de apoio do acionador e da bomba. regiões próximas ao mar ou de elevada umidade. Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

3. O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. fazendo uma união efetiva entre elas. enumeradas a seguir: 1. Conexão com os flanges. Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. sejam de desbalanceamento. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados. 2. Assim. Alinhamento. Nivelamento/grauteamento. com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto. Podemos dividir esta fase em três outras. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote .Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados.

ou se a bomba já estiver na planta. espuma de poliuretano. observar diretamente a base metálica. os seguintes passos devem ser seguidos. retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada. Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. interno > 2D Prender com material que não endureça. 2. Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa. Hoje em dia. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. o graute era realizado com uma massa de cimento rala. evitando. Hoje em dia. FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. assim. Picotar a base de concreto. Como seu custo é bem superior ao do cimento. Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas.Antigamente. 1. por exemplo. são empregados cimentos próprios. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. que curam bem mais Pense e Anote rápido. Na montagem da bomba. é raro o uso de chumbador tipo L. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a entrada de concreto ou do graute. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica. usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim.

Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível. colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote .desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular. usar os valores da Tabela do API. e depois na região da bomba. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. Ajustar. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. na direção dos parafusos de nivelamento. Para tal. já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo. Na falta da recomendação. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor.7mm (1/2") de espessura. 6. Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto. FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0.2mm por metro. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base. Evitar a presença de óleo e graxa. Soprar. 4. Após nivelar a base. com ar isento de óleo. 5. Colocar sobre o concreto. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante. As duas têm de ser iguais. repetindo a leitura. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute. se necessário. um pedaço de chapa com cerca de 12.

9 49.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf. Não é aconselhável o uso de vibrador. Vedar as formas. Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N. Para evitar quebras. para evitar vazamentos. Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 9. 8. eles devem ser retirados da base. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10.16 11.8 22.2 37 118 389 7.7 81. Verter o graute. Fazer um acabamento com um chanfro de 45º.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos.3 13.m 69.m – 3. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade. e sim três camadas de uma pasta à base de parafina. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento.1 33.4 136 217 332 481 kgf.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N. todas as tubulações devem estar desconectadas.15 8. As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31). Durante a fase de grauteamento. conforme mostra a Figura 32.m 4. principalmente junto ao concreto. São elas: as formas de madeira.m 40. Existem cimentos apropriados para graute.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf. Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência.

se não estiver correto. o que diminui a tensão introduzida pela linha. das válvulas de retenção etc. um na direção horizontal e o outro na vertical. Portanto. Se.05mm.Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. Verificar a tensão introduzida pelas linhas. depois de tudo. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações. um para introduzir massa epóxi. Zere os relógios. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. Somente após a cura do graute. Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. de selagem e de lubrificação. batendo na chapa superior da base. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . Os dois relógios devem indicar menos de 0. Havendo. 13. No caso de motor elétrico. podem necessitar de tratamento térmico posterior. 12. Após a cura do graute. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. se aquecidos. sem necessidade de forçar os flanges. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. não for possível enquadrar os valores. peça para inverter as fases de alimentação elétrica.) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. se ficou alguma região vazia. dos filtros. Para tal. verificar. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio. Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. 15. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga.05mm. for excedido esse valor de deslocamento. Se. comum. Os relógios também devem indicar menos de 0. com auxílio de um pequeno martelo. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la. cortar a tubulação e refazer a solda da linha. O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. 11. fazendo com que o material deforme. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. Após a operação anterior. e outro para saída do ar. 14. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba. O aquecimento reduz a resistência da tubulação. no aperto de alguma das tubulações. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. Se fizer parte do projeto. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento. 16. Alinhar a bomba com o acionador. 17. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio.

serão analisadas as suas curvas de potência. Se a bomba está escorvada. Por esse motivo. é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. Se o sentido de giro do acionador está correto. Para tal. abrir a válvula de descarga. Durante a fase de aceleração da bomba. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Já nas bombas de fluxo axial. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor. Nessa situação. para efeito de partida. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico. o que reduz a vida útil de seu isolamento. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. Nesse caso. na maioria dos casos. No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. desacople a bomba e teste. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. bem como o local de apoio na pista do rolamento. devem partir com a descarga totalmente aberta. principalmente eixos e impelidores. Bombas verticais. Caso tenha dúvida. Quando pararem de sair borbulhas de ar. Antes da primeira partida e logo depois dela. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. Logo após a partida. elas devem partir com a descarga fechada.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. desarmando o motor. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. As bombas de fluxo misto. Se a partida for demorada. a bomba estará cheia de líquido. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. a menor potência ocorre com alta vazão. devem seguir as centrífugas. g h Partir a bomba. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). não podem girar ao contrário. Portanto. Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. evitando desgaste localizado. Fechar o suspiro.

devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador. o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico. Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis. picotá-la. medir a corrente do motor elétrico. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote . A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente. verificando vibração. Alinhar. desempenho.2mm para cada metro de dimensão. Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). b c Barulhos anormais. d e Vazamentos pela selagem. observando se o valor está dentro do esperado. Resumo Após a cura da base de concreto. se necessário. f Havendo possibilidade. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto. Proteger os chumbadores e grautear a base. Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba. É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura.Após a partida da bomba. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. Testar a bomba. ruídos anormais e vazamentos e. rebaixando-a cerca de 25mm. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0.

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baseados no modo do seu funcionamento. engrenagens. Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. diafragma. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote . em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor.Classificação de bombas cado. o tipo da turbobomba. palhetas etc. Podemos classificá-las. Nos próximos capítulos. analisaremos mais detalhadamente cada tipo. A orientação do líquido ao sair do impelidor determina. juntamente com a forma como a energia é cedida. A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga.

por isso. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo. Nesse tipo. A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). as pás ficam situadas na periferia do impelidor. BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. Em uma volta. ele ganha um novo impulso e. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido. Nela. O líquido segue uma trajetória helicoidal. A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. Nesse tipo de bomba. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. Na região de descarga. o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. Em cada entrada. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial. Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34).

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

seguida de um número. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. dificilmente o serão. além da centrífuga. que. fazendo uma divisão principal entre três modelos. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. bem fabricada.A norma API 610. bem selecionada. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga. principalmente devido a sua versatilidade. bem montada. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. A bomba centrífuga é o tipo mais usado. inclui a bomba axial e a de fluxo misto. ela deve ser bem especificada. axial. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial. Normalmente. outros. bem operada e bem mantida. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. proporcionando uma campanha longa. e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas. sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. 90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . De modo a facilitar essa identificação. Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. mista e regenerativa. são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão.

5.Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. 3. Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba. FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar. ao girá-lo com uma rotação N. há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. Na bomba. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. 2. 8. Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente. 7. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. esta energia é cedida pelo impelidor. Faz uso da força centrífuga. advindo daí o seu nome. o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. 4. Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. 6.

FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7). 3. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. 2. 7. 5. e assim sucessivamente. 4. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. na região 2. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1. teríamos no seu interior ar ou gases e. Ao ser deslocado no interior do impelidor. é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. ao girar. ele cria uma região de menor pressão. 4 e 5). Na Figura 38. O impelidor. ao girar. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. ao girar. em vez de líquido. Se não tivéssemos escorvado a bomba. nessa situação. não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor.O impelidor. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. sendo descarregado na voluta (6). o vazio criado pelo impelidor. 6.

7. 6. conseqüentemente. podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1. tais como curvas. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3). temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor. Nessa região. reduções. Pelos motivos expostos. 4. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e.Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes. o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor. válvulas. 3.. filtros etc. região 4. uma queda de pressão. que normalmente é fundido. 5. é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . a região 4. 2. logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele). Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). Logo após o olhal.

na saída da carcaça. a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios. o fluxo passa pela voluta. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. Ao sair do impelidor. Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. nas bombas axiais. Logo. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção. Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. Nas bombas horizontais. a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. por exemplo. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas. a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). ao girar. De modo geral. sejam verticais. que acelera o líquido.A partir da região 4. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. sejam elas horizontais. a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Logo. o difusor costuma ser uma peça independente. As áreas dos canais do difusor são crescentes. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética). a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. mas o impelidor. Por último. Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta. região cônica 7. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1). permanecendo uma parcela como energia de velocidade. Nas bombas verticais.

essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). Tanto na exploração. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. como conseqüência. nas aciarias e nas demais indústrias. em termoelétricas. a vazão da bomba. no transporte de líquidos (oleodutos). No próprio impelidor. no abastecimento de água das cidades. Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. enquanto outras são para milhares de m3/h. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . na exploração de petróleo. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. modificando. Nas bombas maiores. As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. No cone de saída da carcaça. como veremos mais adiante. que podem chegar a milhares de hp.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. na indústria de papel e celulose. Quando as pressões são muitos altas. Suporta desde serviços leves. a perda de carga será alterada. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2. quanto na produção de petróleo. parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. nas indústrias químicas. feito com bombas pequenas com 1/8hp. caso das unidades de uma refinaria. em irrigação de lavouras. Atualmente. Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. daí seu grande emprego na indústria. até bombas com consumo de potências bastante altas. como o bombeamento de água residencial. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos).

os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas. geralmente. embora existam bombas menores. Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. abrangendo praticamente todas as áreas. o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é usual a adoção de bombas centrífugas. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas. Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h.aplicação. QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. Nas demais aplicações. nesse tipo de serviço.

exceto os selos e rolamentos. luvas do eixo e defletores. quando se danificam. trocase a luva. No caso de carcaça em voluta. não existem em estoque carcaças reservas. Juntamente com a carcaça. Como. Sua recuperação é semelhante à da carcaça. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. como as do tipo epóxi.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. é geralmente substituído. rotor é o conjunto de todas as peças girantes. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. que é mais barata. CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado. É prática comum chamar o impelidor de rotor. antes de ser colocado na caixa de selagem. a não ser que seja de grande tamanho. Em vez de trocá-lo. que é uma peça cara. Não é usual necessitar reparos. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. Nos selos tipo cartucho. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. o qual lhe é fixado. Em alguns casos. Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. O rotor é composto por eixo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . a luva permite que o selo seja todo montado externamente. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. O impelidor raramente é recuperado. geralmente. esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. envolve o impelidor contendo o líquido. impelidor. porcas de fixação. Quando apresenta algum tipo de desgaste. EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor.

podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. Mesmo assim.). recebe também o nome de preme-gaxetas. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. serve de apoio para uma das sedes. é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo. os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente). caso venham a vazar. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais. Recentemente. CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. Nesse caso. As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos.MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem. Na selagem por selo mecânico. o que levaria a um vazamento pela selagem. as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. raramente necessitam de recuperação. que estão sendo empregadas com sucesso. catalisadores etc. como o carvão ou Teflon impregnado. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. Raramente se danificam. Como esse material é frágil. ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. como são normalmente fabricadas de material nobre. A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos. quase sempre AISI 316. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. Nas bombas verticais. devido às restrições de poluição ambiental. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos. é comum a utilização de mancais guias para o eixo. Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. Nesse caso. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso. além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Atualmente.

No caso de bombas que utilizam selo mecânico. Por isso. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. perdendo sua capacidade de vedação. permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. após alguns meses de funcionamento. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. Quando suas folgas aumentam. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem. tendo por função salpicar o óleo lubrificante. evitando que ele venha a vaporizar. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. fica mais barato e rápido trocá-las.zem para o exterior. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. DEFLETOR É um disco. Com folgas pequenas. As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos. mas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça. ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. fluindo daí para o mancal. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço. BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. A primeira é de ser uma peça de sacrifício. os lábios endureciam. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. aumentando a rigidez do rotor. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. O anel pescador é acionado pela rotação do eixo. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. que são peças mais caras. aumentando a eficiência da bomba. Com o uso dos anéis. Existe uma grande variedade desses selos. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. geralmente fixado ao eixo. Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. O retentor realizava sua função quando novo. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo.

BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais. FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. As bombas dotadas de lubrificação por névoa. Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria. dispensam o uso de refrigeração nos mancais. 100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns). Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor. absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos. na maioria dos casos. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função. evitando que ele entre girando. sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração.

A altura manométrica considerada é por estágio.75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica. No caso de bombas de vários estágios. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 . ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1.Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm.5 a 2 D2 D1 < 1. No cálculo da velocidade específica. basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. pela fórmula. Por conveniência. existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP). Teoricamente. ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades. identificamos o formato do impelidor.5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. m) (unidades inglesas – rpm. Para bombas de dupla sucção. são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional). a vazão deve ser dividida por dois. daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação. Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana. se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades). m3/s. gpm.

com NS = 14.354 42. m 0.125 2 2 h h 3.750 x 0. seria equivalente a 2 impelidores.75 = 1. m3/s.125 150 0. m3/h e m.750 0.019 1 0. um contra o outro. Como o impelidor é de dupla sucção.86 = Ns = 14.4 Pela Figura 43. PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1. Dados: N = 1. gpm. ft rpm.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo.0167 rpm.4 em unidades métricas. m 1. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas . basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0.65 0.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência. m rpm. calculado com rpm.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s. Como é de dupla sucção.75 = 1. vemos que o impelidor é do tipo radial.86 rpm. Portanto. teremos de fazer a conversão. m3/h. m 3 Para → rpm. m 3/s. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm. m /h. ft 1 51.Para converter a velocidade específica. gpm.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0. m3/s e m. para saber o equivalente de um Ns =100. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3.

Por isso. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas. Nos ventiladores. não é muito comum esta situação. os impelidores são predominantemente do tipo fechado.FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente. A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás. Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote . Na indústria de petróleo. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos. as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis. que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado.

aos axiais. pela construção e quanto ao tipo de sucção. caracteriza o formato do impelidor.Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais. Ns. e os mais altos. ficando os de fluxo misto com os valores intermediários. Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás.

Comparando com a de simples voluta. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . é a mais usada em bombas industriais. Alguns fabricantes. nas bombas menores. de até 4" na descarga. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. as carcaças são normalmente de simples voluta. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série. Raramente é utilizada. Devido à dificuldade de fundição. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios. Partida verticalmente ou radialmente. que pode ser simples ou dupla. nas bombas menores. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial. obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas. É também bastante usada em bombas verticais.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

que é dada pelo sistema. isto porque a AMT é fixa. A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado. independe do líquido bombeado. ou pés (ft) no sistema inglês. difusor. Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido.Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. Podem ser partidas axialmente ou radialmente. Altura manométrica total (AMT). Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . head (em inglês). a AMT é representada por uma unidade de comprimento. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão. carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação. enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido. Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. dupla voluta. VS5. VS6) (ver Figura 35). VS2) ou duplas (exemplos: BB5. em geral metros no nosso sistema de unidades. a bomba centrífuga fornece uma AMT. Para cada vazão. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. concêntrica e mista. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido). Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. Por esta definição. passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. BB1. Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão.

Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. descontando. a curva se modificará. O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores. é usual registrar no gráfico esses valores. Por isso.Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros. ou o equivalente 75x50x200. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba. 108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. como. eles também deverão ser identificados no gráfico. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra. Normalmente. por exemplo: 3x2x8. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3. Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva. logicamente. que pertence a uma bomba centrífuga radial.

C. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9. Por esse motivo. Caso os manômetros estejam abaixo da L.. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal.81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs). A expressão dessas energias. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd. Na realidade. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote . em metros.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão. em metros. para bombas verticais.C. ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga. Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e. o plano de referência poderia ser qualquer um. os valores devem ser subtraídos.

Ao nível do mar g = 9.8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção.Usando as unidades apropriadas.

Estas velocidades podem ser facilmente obtidas. EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. 3). As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs. 4. Os valores de hs ou hd. 2. tais como curvas. válvulas.78 x Q 3. 3. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT. ou a própria bomba.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2.54 x Q = As Ds Vd = 2. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba.78 e 3. tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis.1. Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18.54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão. Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação. as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote . As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s. O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação. usamos a fórmula da equação 3. altura dos manômetros.78 x Q 3. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2. devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba.

elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . numa primeira aproximação. Se. maior a perda. no sistema em que a bomba estiver instalada. calculando a AMT. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha. podemos obter a AMT. podemos avaliar se a bomba está em bom estado. ou o inverso: sabendo a vazão. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis. ou seja. com o desempenho em conformidade com a curva original. à medida que a vazão vai aumentando. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd). Quanto maior a vazão. a AMT vai sendo reduzida. Caso não esteja. Portanto. para cada vazão.30 ou 0. ou. A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. na vazão de 70m3/h. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. cuja curva está representada na Figura 50. tivermos um instrumento que indique a vazão. Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos.velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido). para uma determinada vazão. é provável que a bomba esteja desgastada. mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. Se. num trecho de linha horizontal. se as medições efetuadas forem confiáveis. de acordo com a equação simplificada 5. o que é equivalente. calculando a AMT. A perda de carga irá variar com a vazão. podemos estimar a vazão. de 10m de coluna de água. De posse dessa curva. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis.40m. ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. A bomba. A curva da Figura 50 mostra que. dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. geralmente da ordem de 0. ou seja. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. temos uma AMT correspondente e.

passando sua vazão a ser nula. Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga. Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. como shutoff da bomba. Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção. A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 . a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. em inglês. Na Figura 50. gasolina ou ar. seja ele água. ou. DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. que pode ser positiva. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás). FIGURA 52 AMT IGUAL A H. Existe uma altura. a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. a vazão da bomba seria reduzida. GLP. estamos nessa condição. se desprezarmos as perdas de carga na tubulação.Pense e Anote do líquido bombeado. À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT).

No caso de estar bombeando água na vazão acima. ou seja. daria 4. Essa curva caracteriza a bomba. A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados. gasolina e ar. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec.5 0.0kgf/cm2 de acréscimo. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . daí seu nome de curva característica.5 x 80 10 = 4. daria apenas 0.50.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50.0013 0.75 x 80 10 = 6. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8. necessitam de fatores de correções. com 90m3/h de vazão. Como cada fluido possui um peso específico diferente.0 P= GLP 80 0. para uma vazão de 90m3/h.01kgf/cm2. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2.0 P= Gasolina 80 0. que seria igual para os quatro fluidos: água. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles. A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que. Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. trabalhando com qualquer dos fluidos citados.0kgf/cm2. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade).0 P= Ar 80 0.75 0. os quais modificam a curva. por terem um atrito muito elevado. e com gasolina daria 6. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL. valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba. considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão. Se estivéssemos bombeando ar.0013 x 80 10 = 0. GLP. teríamos os valores mostrados na Figura 53. Bombeando GLP. teria AMT = 80m.

7. cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50.550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga. Avaliar se a bomba está em bom estado. bombeando gasolina ( = 0. se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos.4kg/cm2 e na descarga.8 – 1.4 = 85. esse teste deve ser bem rápido. um na sucção e outro na descarga. mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista.8kgf/cm2. ou seja. Quando não temos instrumento para indicar a vazão. temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. com a válvula de descarga fechada. Não há necessidade de levantar toda a curva.Quanto maior o desgaste da bomba. apresenta na sucção a pressão de 1. temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 . Calculando a AMT pela equação 5. Portanto. Nesse tipo de teste.3m 0. FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h. não é aconselhável esse tipo de teste. basta um ponto. ou ele não é confiável. 7. No caso de produtos com condições próximas da vaporização. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff).75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote . (Pd – Ps) = 10 . podemos fazer uma avaliação do seu estado. Assim.

Se estivesse desgastada. encontramos 86m para AMT. É expressa em metros ou pés. Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso. Pense e Anote Logo. A bomba em bom estado. Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54. obtemos a vazão Q = 90m3/h. entrando com a vazão de 70m3/h. do estado do impelidor e da carcaça.5kgf/cm2 na sucção e de 8. para esta mesma AMT de 80m. nas condições dadas no problema. Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8.8 e sua viscosidade é baixa. Com a mudança de líquido. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. teria uma vazão de 90m3/h. independente do líquido que esteja sendo bombeado. A densidade do líquido é de 0.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m.3m verificados.5) = 80m 0.8 gf/cm3). Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2.9kgf/cm2 na descarga.9 – 2. Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0. a bomba pode ser considerada em bom estado. Para cada vazão. a pressão de descarga é que irá variar. a bomba cede uma AMT. valor bem próximo dos 85. 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste.Pela Figura 50.

o que nem sempre é verdade. como se ela estivesse bombeando pedras. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . portanto. líquido e vapor. deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. Se vaporizar nessa região. estão na fase vapor. Portanto. as soluções desses problemas são bem distintas. Os impelidores podem sofrer danos. ainda não aqueceu. convivendo em equilíbrio. em que só a queda de pressão contribui.Podemos calcular a AMT. será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura. logo. cujos sintomas são bastante semelhantes. pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. parte branca. como mostrado em (1– 6). parte cinza. estão na fase líquida e os abaixo. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). Nos casos mais severos. a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. de forma simplificada. Entretanto. Cavitação. ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5). temos as duas fases. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. ocorre um forte ruído. Sobre a linha. Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam. tem início a vaporização. o líquido ainda não recebeu energia. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba. Os pontos situados acima da linha de equilíbrio. Na Figura 55. Como veremos.

a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor. Abaixo dessa vazão. por meio de cálculos e de testes de bancada.FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. Imediatamente antes das pás. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38. este é um dos locais mais prováveis. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. parando antes. kgf/cm2A. provocando a vaporização no seu interior. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. Os fabricantes. Para cada vazão. A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos a região de menor pressão. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar. barA. expresso em metros de coluna d’água. e crescente com a vazão. Então. cujo formato é mostrado na Figura 56. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba. psia etc.

os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente.Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. senão o líquido vaporizará. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba. chamado de recirculação interna. Portanto. disponibilizada no flange de sucção da bomba. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada. que será visto mais adiante. É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado. é denominada NPSH disponível. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade). O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. acima da pressão de vapor. NPSH vem de Net Positive Suction Head. não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1). que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida. O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. Na realidade. nessa região.

em geral. o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal.54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção. o plano é na linha de centro do flange de sucção. Nas bombas in-line e nas verticais. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão.78 x Q 3. No caso das bombas horizontais. Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. ela é medida um pouco antes. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor. O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Por definição.

vemos que. pela equação do NPSH disponível. reduzindo a pressão de sucção Ps. A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs. aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção. o NPSH disponível cai com o aumento da vazão. apenas dois itens serão alterados. Portanto. Os demais permanecem constantes. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. Quando aumentamos a vazão. Para uma mesma instalação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote . Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba. teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58. O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. equação 6. como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal).FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. ao variar a vazão.

em algum ponto do interior da bomba. Quando ocorre a vaporização. também mostrada no gráfico. Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga. se. Para tal utilizaremos a Figura 38. para a vazão desejada. Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. temos como conseqüência a cavitação. não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). teremos a vaporização. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito). Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. que sempre é expressa desta forma. devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor. Ao contrário. Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

4. 6. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote . 7.FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1. 2. 3. 5.

para uma determinada vazão. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto. NPSH requerido. Do lado esquerdo. logo. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. voltando a superar a pressão de vapor. ou seja. o vapor retornará à fase líquida. Na Figura 59. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. Se a vaporização fosse total. a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. o que levará à vaporização do líquido. Dispondo desta energia mínima. montada a partir das Figuras 38 e 58A. As energias estão representadas por colunas de líquido. ponto “b”. a bomba ficaria completamente cheia de vapor. reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. Logo após as pás. No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. por definição. já explicadas na Figura 38. nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor. Nesta figura. só uma parte do líquido é vaporizada. Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). para uma determinada vazão.Como já havíamos chamado a atenção. quase sempre a vaporização é parcial. A partir deste ponto. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). Vejamos agora. não alterando o valor do NPSH requerido. Nesse caso. a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. NPSH disponível por definição. Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba. de acordo com a Figura 59. Para uma mesma vazão. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. região 4. estão representados dois casos. o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. No bombeamento com vaporização. para uma determinada vazão. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido.

permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9. o que levará à vaporização de parte do produto bombeado.Pense e Anote mos vaporização. FIGURA 59 CAVITAÇÃO. Do lado direito. o NPSH disponível é menor do que o requerido.8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 .

3bar). na realidade.312barA).02kgf/cm2 bar = 0. Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela.5kgf/cm2. com as dimensões de tubos. temos para 4"sch 40 (área = 82cm2). O termo de velocidade no flange de sucção. Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25. O fabricante informa que. v2/2g. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0.30m água = 0.A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido. uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível.5kgf/cm2 h = 30cm = 0. ele é matematicamente cancelado. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . não influi. na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. É o que dá origem à cavitação clássica. Na Tabela 15.3barA x 1. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido. Para evitar a vaporização. (a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0. PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0.5m. para a vazão de 60m3/h. Dados: Ps = – 0. Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40.306kgf/cm2 A Da Tabela 18.02kgf/cm2 Pv = 0.98gf/cm3). O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor.98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba.033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização.5m Patm = 1. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs. temos também que: 1bar = 1. o NPSH requerido é 2.

define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena.8m está maior do que o NPSH requerido = 2.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2.5 + 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote .27 + 0. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1).8 m 1 19.98 2 x 9. passaria a trabalhar no ponto 2.30 + 0.81 NPSHdisp = 10 x 0.032 + 0. Se começasse a cavitar. que corresponde à vazão Q1 e AMT1.306) 2. A queda de AMT é abrupta. Mas.78 x Q A = 2. bombeando água fria. é possível que tenhamos problemas. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor.227 4. O API 610.12 + + 0.78 x 60 82 = 2. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute. quando a cavitação é significativa. apenas 0.033 – 0. o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível. seria interessante dispor de uma margem maior.30 = 2.5m.30 = 2. indicando teoricamente que não haverá vaporização. com a vazão Q2 e AMT2.62 O NPSH disponível = 2. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste. Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações.03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0.30m. por exemplo.21 + 0. dependendo da intensidade. Para bombeamento de água.78 ~ 2.

O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h. 7m. teremos um valor (NPSH disp=5.6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. a bomba estará operando sem cavitar. Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico. a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m). bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m). Determinamos o NPSH disponível (5. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba. 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 6m. Repetindo o teste para outras vazões. Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m). ou seja. Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1.FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente.5m].5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m). Com a redução gradativa do NPSH disponível.). Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m.5m etc. A cada redução. 5. os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m). Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m).

o que elevaria a pressão de vapor Pvap e. o peso específico do líquido.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote . As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção. conseqüentemente. a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção. Esse método não é muito usado. uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps. numa bancada de teste. modificaríamos. somente. Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido. Variando a temperatura. Usualmente. Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. A velocidade de sucção Vs está amarrada. podemos alterar.FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0. prevalecendo o da redução de pressão na sucção. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada. além da Pvap. quando o teste é realizado em circuito fechado). Reduzindo o nível do reservatório de sucção. O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro. portanto. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. Pvap ou .3 X 50 = 1. reduziria o NPSH disponível.

com o NPSHdisp = NPSHreq. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão. na determinação do NPSH requerido. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. é sempre desejável manter uma margem de NPSH. menor a margem de NPSH. Na realidade. Figura 62. é provável que não notemos nenhum ruído. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. Logo. a bomba já está perdendo em desempenho. o líquido começa a vaporizar bem antes. Logo. teremos a formação de bolhas de vapor. a bomba já está cavitando. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. permanecendo os mesmos valores válidos para água. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a bomba já estará cavitando. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. com um NPSH disponível acima do requerido. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. Elas se chocarão e crescerão de tamanho. A norma API não aceita essas reduções. A conclusão é que. como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. como veremos adiante. quanto maior a vazão. nem perda de desempenho da bomba. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba.É interessante chamar a atenção para o fato de que. Por esse motivo. ou seja. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar. É o que chamamos de cavitação incipiente. maior deverá ser essa margem. mas não notamos perda de desempenho. Pense e Anote 3% de AMT. embora com pequena intensidade. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto.

reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. o jato será formado no sentido da parede. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 . prejudicando sua passagem pelo impelidor. Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida. As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59). fica um vazio que será preenchido pelo líquido. Ao atingir essas regiões. mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba. Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). mas sim do retorno do vapor à fase líquida. retornando à fase líquida. conforme mostrado na Figura 63. se a quantidade vaporizada for muito elevada. Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido. Instantaneamente. as bolhas entrarão em colapso. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. ela retornará à fase líquida.Pense e Anote lado. FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida. Quando a pressão externa for superior. não acarretarão danos. o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. criando um jato de líquido.

como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção.4 1. são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas. Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor.0078 1.398 4. A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás. é que ocorre o arrancamento do material. uma redução considerável do volume.045. A seguir. temos o colapso das bolhas. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica.3 5. Nessa região. Na Tabela 23. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor.1568 Vapor (b) cm3/g 19. que acabam implodindo. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos.1 Aumento de volume b/a 19. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1. Na região da implosão.52 127. temos um aumento considerável de volume.0434 1.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal. temos o inverso.Com a bomba operando na condição de cavitação. Quando um líquido vaporiza.0225 1. e quando ele condensa. o líquido já está recebendo energia do impelidor e. Volume específico é volume por unidade de massa.550. portanto.934 1. aumentando a pressão.672.

Se não houvesse esse resfriamento. maior a severidade do problema de cavitação. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes.Pela Tabela 23. a cavitação é menos intensa comparativamente. o aumento será bem maior.398 vezes. A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização. Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. chegando a 19. trazendo todos os inconvenientes já citados. Por isso. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . esse calor é retirado do próprio líquido. além do desgaste da bomba. A cavitação gera vibração. fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização. Por isso. que será vista a seguir. Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. como a decorrente da recirculação interna. Já na temperatura de 40ºC. crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq). forte ruído. quanto mais frio o líquido. perda de desempenho (vazão e pressão). O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. Nesse caso. a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico. principalmente do impelidor. No caso da vaporização no interior da bomba. pelo arrancamento de partículas metálicas. formando gelo. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis. o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). a intensidade da cavitação seria maior.

perda de vazão e de pressão. que significa vazio. A cavitação causa um ruído acentuado. No caso das bombas. aumentar o NPSH disponível. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão. Para que não haja cavitação.O nome de cavitação vem de cavidade. logo no início das pás. desgaste no impelidor.78 x Q A = 3.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. ou seja. o crescimento das bolhas e a sua implosão. vibração. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. oscilação das pressões. mas da implosão das bolhas. temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor. O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão.

e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras. Em cada uma destas etapas. conforme era esperado. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. para assistirem ao experimento. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão. Para facilitar a observação. Na linha de sucção.Recirculação interna No item anterior. era realizada uma pequena injeção de corante. a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. devido à formação e à implosão das bolhas. Há algumas décadas. entrar na bomba e sair pela descarga. Os presentes ao experimento estavam. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. A vazão foi sendo reduzida em etapas. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica. vimos que a cavitação. Quando foi atingida uma determinada vazão. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. Era então injetado um pouco de corante. naquele momento. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. inclusive concorrentes. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. Vamos entender como cada um deles ocorre. as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. afastado alguns metros do flange. as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. forte vibração. Já vimos o que é a cavitação clássica.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
138
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
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Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS. a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. o percentual de estabilidade seria aumentado. Para olhais grandes. podendo chegar a 65% da vazão do BEP. seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos). na qual podem ocorrer instabilidades. vir a cavitar.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. portanto. de baixa pressão.75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . logo. Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade. FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0. Com um impelidor axial. podendo. Acima de 45%. Ns = 200. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A.

Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. Quanto à perda de desempenho. Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. perda de desempenho. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído. mas já entram com o líquido. na parte visível delas. todos concordam. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga. o desgaste é na lateral das pás. Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. na junção com os discos. O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. com o qual a bomba inicia a recirculação. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. oscilação das pressões. desgaste do impelidor. a partir de um certo percentual. Na área da descarga. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Quanto aos danos no impelidor. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba. que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. vibração. mais estreita a faixa de operação da bomba. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. ou seja. oscilação dos manômetros. Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. prejudicando o fluxo. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. ruído. vibração. Quanto maiores esses valores.

Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 . o funcionamento fica seriamente prejudicado. Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração. Para o caso de baixo. Até o teor de 0. Esta última.5% em volume de gases no líquido. O ar forma um colchão de amortecimento. Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório. se não tiver a submergência adequada. deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície. FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa.Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. podendo até fazer a bomba perder a escorva. Em percentuais bem pequenos. para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. em torno do tubo. Na parte de cima da figura.

A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão. a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1. Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P).) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna.Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão. somente a perda de carga irá variar. maior a perda de carga do sistema e. 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema. h2 etc. a curva do sistema será ascendente com a vazão. Quanto maior a vazão. Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. portanto.

20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série. respectivamente. Na vazão nula. já que a perda de carga seria nula. Todavia. Controlando por cavitação. A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva. Portanto. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico. 80 e 100m3/h. o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. • Pelo controle de pré-rotação. Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema. Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. esse será o ponto de trabalho. • Pela mudança da rotação. Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. Alterando a curva do sistema. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote . FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72. • Pelo ajuste das pás do impelidor. só seria necessário vencer a cota H e o P. a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão.

seja devido a problemas de recirculação interna ou. Isso modificará o ponto de trabalho. como. como pode ser visto na Figura 74. o que poderá levar à sua vaporização. aumenta ou diminui a perda de carga na linha. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. por exemplo. No caso de bombas axiais. É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. ao ser mais aberta ou fechada. devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. alterando assim a curva do sistema. uma válvula de controle que. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. esse método de controle é interessante. para evitar esforço axial elevado. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. ainda. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga.Vejamos como os modos mais usuais funcionam. Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação.

esse tipo de controle possui uma limitação. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor. não é um método que possa ser usado a toda hora. colocando um orifício no flange de descarga da bomba. variando a rotação. ajustando o ângulo das pás do impelidor.Modificando a abertura da válvula. Além disso. o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. portanto. A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução. ou seja. podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote . que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. controlando a pré-rotação.

ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75. uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba.de 30% de fechamento). O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor. nesse caso. gastando parte da energia cedida pela bomba. Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. o acionador tem de possibilitar esse recurso. que também cumprem essa função. é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor. Para utilizar o controle por rotação. As turbinas a vapor. temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. ou seja. Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta. Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga. porque. os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação.

permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. facilitando o controle por meio de válvula. o assunto será abordado com maior profundidade. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 . O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76). novos pontos de operação poderiam ser obtidos. Se cortarmos o impelidor nesse caso. a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. Posteriormente. a vazão poderá não ser atendida. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. à medida que a vazão aumenta.Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. modificando a curva da bomba. Nesse caso. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva. A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência. as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas.

ou em alguns sistemas de água de refrigeração. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante). Nesse caso.O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões. em vez de usar bombas de grande capacidade. como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga. Esses sistemas de controle. As pás do impelidor se mantêm fixas. É um sistema semelhante aos usados em compressores. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda. não são normalmente empregados em bombas de refinarias. FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77.

FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo). a bomba estaria operando. como conseqüência. ou seja. o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. vamos partir de uma situação em equilíbrio. caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B. o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. 75% da vazão. Nessa situação. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote . por exemplo. chegando menos condensado na bota. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira. Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. fazendo com que aumente a cavitação e. Para entender como funciona o sistema.Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. o que garante o nível constante. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78).

aumenta o NPSH disponível. um aumento do consumo de vapor na turbina. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C.Caso ocorra o contrário. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. tanto de vazão máxima. A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade. o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa. do ponto de vista de consumo de energia. Para usar esse sistema. para não potencializar os danos. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível. Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. Com isso. é por meio da variação de rotação. inferior a 50m. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ou seja. devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. quanto de vazão mínima. ou seja. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. O mais econômico. O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga.

As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas. As outras curvas características independem do fluido. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote . para ter certeza do seu desempenho. head (em inglês). desde que a viscosidade do mesmo seja baixa. A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado. que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro). FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. ou MCL (metros de coluna de líquido). é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste.As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico. Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade.

Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. Na curva mostrada. correspondentes a 40hp. na figura acima. os 40% restantes do rendimento. não importando a potência de placa do acionador. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp.6 ou 60%. Toda essa perda de energia é transformada em calor. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido). seu rendimento será de 0. Nesse caso. Na Figura 80.Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. passa por um valor máximo e começa a cair. 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão. FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo.

Pela Figura 81.550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes. Nos catálogos próprios da bomba. A curva de rendimento é válida para qualquer líquido. Sendo alta. Curva de potência x vazão Na Figura 81. a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . desde que a viscosidade não seja alta. Por esse motivo. deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110). as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68).Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência. A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. a curva mostrada geralmente já está corrigida. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga. FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3. praticamente sem choques (ver Figura 66). temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp. usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba. O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás. para a vazão de 90m3/h.

PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento. a potência mudará (Figura 110). temos para 90m3/h: = 70% = 0. a potência cairá também pela metade. Da Figura 79. temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80. segundo as Figuras 79 e 80.H.Q 1 x 80 x 90 = = 37. bombeando água fria ( =1.A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = . H. a potência é diretamente proporcional ao peso específico . Q e sofrerão correções e.54hp 274 274 x 0.0gf/cm3) na vazão de 90m3/h.Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos.H. Se ele cair pela metade.70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se o líquido for viscoso. conseqüentemente. para água temos: Pot = .70 De acordo com a equação 7. basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido. para saber a potência consumida por outro líquido. Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3).

Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote . Nessa situação. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. onde é comum o bombeio de água pelas bombas. A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal. alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba. desarmando o motor. No gráfico da Figura 81. como no caso de lavagem de uma unidade. note que a potência é crescente com a vazão. exigindo a menor potência possível do motor. com a menor vazão. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão. ou seja. o que é próprio da bomba centrífuga radial. o que. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água.70 = 18.Q 274 = 0. devemos partir a bomba centrífuga. que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta. mostrada na Figura 81. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido).77hp Como era esperado. Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará. a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água. que corresponde à descarga fechada. a potência seria: Para GLP Pot = . não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente.5gf/cm3) nessa mesma vazão. Por esse motivo.5 x 80 x 90 274 x 0. Mais adiante. Portanto. Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água. a potência consumida para a mesma vazão aumentará.Caso tenhamos a curva de potência. Portanto. pode levar à atuação do sistema de proteção. evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta. Assim.H. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática. que possui = 1gf/cm3. teremos uma aceleração mais rápida. veremos que isso não ocorre com as bombas axiais.

uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6). Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível. 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido. PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. é de 4”sch 40. que é calculado para o líquido bombeado. A pressão de sucção é de – 0. Caso contrário. A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões. Avaliar essa bomba quanto à cavitação.76gf/cm3). FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido.Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria.50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A). onde foi medida a pressão. instalada ao nível do mar. O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0. A linha de sucção.

Com esses dados e a pressão de sucção.35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote .78 x 80 = = 2. Vs 4”sch 40 Inicialmente.20m Patm = 1.C.FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0.033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L.78 x Q 2.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2.7m/s As 82. Da tabela de tubos (Tabela 18).1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0.5kgf/cm 2M hs = 0. podemos calcular o NPSH disponível. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento. temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82.

9m. head. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas.8 0. logo. temos o NPSHdisp<NPSHreq.36) + + 0.37 + 0.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6. carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão. Pense e Anote Pvap = 0.20 = 2.9m = 2. Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído.88 Para a vazão de 80m3/h. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação.02kgf/cm2 1. rendimento e NPSH versus a vazão.5 + 1.02kgf/cm2. potência.31 + 0.033 – 0. Como o NPSH disponível é de 2. podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2.357kgf/cm2 A ~ 0.35barA x 1 bar = 1.02kgf/cm 2 = 0. vibração ou apresentando desgaste no impelidor. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m.20 = 2 x 9. teoricamente a bomba irá cavitar. AMT.Da Tabela 15. temos que 1 bar = 1.76 2. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT.72 10 x (– 0.

decrescendo depois. O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP.H. podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 . de fluxo misto e de fluxo axial. FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor. enquanto a potência e o NPSH requerido crescem. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação. estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial. Numa bomba centrífuga.Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: .Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ). a AMT decresce com a vazão.

a AMT e a potência consumida. podemos ter duas ou mais vazões distintas. que é devido à instabilidade da curva de AMT. possui uma região onde. estas três variáveis também serão reduzidas. Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. Por esse motivo. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. nesse caso. para uma mesma AMT. A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor. maior a vazão. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. quando uma bomba apresenta essa anomalia. as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. apresenta o que chamamos de instabilidade. em algumas. Como a menor potência corresponde à vazão nula. Para alterar o diâmetro do impelidor. portanto. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido. ou seja. um novo tipo de vazão mínima. Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. na figura 84. com a descarga aberta. mostrada à direita. O oposto também é verdadeiro. Se reduzirmos a força centrífuga. Nas de fluxo axial. elas são menos críticas que as radiais e as axiais. e as de fluxo axial. Temos. Não é aconselhável operar nessa região.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. Nesse aspecto. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. temos de abrir a bomba. a curva de AMT fica mais inclinada. condição de potência mínima. Nas bombas de fluxo misto. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a potência cai com o aumento de vazão. Por isso. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. pode até chegar a cair. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor.

Para uma mesma vazão.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas. menor o NPSH. quanto maior o diâmetro. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor. Não existe uma relação matemática definida. AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor. a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . como mostra a Figura 85. FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo.

164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .92 = 64. consumindo uma potência de 46hp. o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m.5hp Na realidade. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro.8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0.93 = 33. Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema. ponto 2 da Figura 86. temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima. mostramos a mudança desses pontos de A1. NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual. Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos. B1 e C1 para A2. B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação.A vazão varia diretamente com a rotação. seja a curva de AMT. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. ou de NPSH requerido. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. Na Figura 87. de potência. para saber a curva para uma nova rotação. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores.

ou seja. o de B1 é igual ao de B2. traçar a curva de AMT para a rotação de 3. o rendimento de A1 é igual ao de A2. FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 .Pense e Anote mais alta.550rpm e está representada na Figura 88. FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3.000rpm. Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais. e assim sucessivamente. rpm2.

4 Plotando os pontos em um gráfico. teremos: Ponto 4 para 3.3 62. 168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0 50.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24. 2 e 3.000 3. obtemos a curva para a rotação em questão.3 52.550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1.0 3.6 93.000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3.1 59.550rpm N2 = 3.0 AMT 2 64.000 3.7 67.8452 = 51.000 = 93.000rpm Q2 0.550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3. teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3.Temos: N1= 3.550 Q2 = 110 x 3.

podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico.000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema. os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000rpm.550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89.550rpm N2 = 3. Do mesmo modo que calculamos a curva para 3.000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia.FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3.

as resultantes também serão parecidas. quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP). facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações. Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples. o resultado é uma força. mais o eixo irá fletir. À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. Devido à oposição das volutas (ver Figura 91). Quanto maior essa força. maior a resultante da força radial. 170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões.Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. serão criados esforços. Com isso. a tendência é cancelar essas resultantes. as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços. Na Figura 91. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90). mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto. Por isso. a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. tanto no sentido radial quanto axial. temos uma resultante para cada voluta. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. Como elas são aproximadamente iguais. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça.

as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . havendo opção entre os dois tipos. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual. são quase sempre de simples voluta. resultando em forças axiais.FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. até 4 polegadas de flange de descarga. correspondente a um impelidor em balanço. mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. Esforços axiais A Figura 92.

duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4). de um lado temos a pressão de sucção e. As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados. As diferenças de área. com as pressões atuando sobre elas. e a área externa ao anel de desgaste (A2). Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. do outro. 172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. Na área do olhal. Fora dessa vazão. a área traseira é menor devido ao eixo. a pressão da voluta. Na parte frontal do impelidor. As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e. A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. na área externa ao anel de desgaste (A4). em que atua a pressão da voluta (Pvol). atua a pressão da voluta (Pvol). geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora.Na parte externa ao olhal do impelidor. reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. Na parte posterior do impelidor. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. na qual atua a pressão de sucção (Ps). temos a área interna ao anel de desgaste (A1). Em bombas com impelidor em balanço. a pressão é diferente em cada ponto.

conseqüentemente. podemos alterar a resultante da força axial. O anel de desgaste na parte traseira do impelidor. a pressão da voluta é alterada. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções. é ligeiramente superior. o esforço axial. a AMT se modifica e. conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 . conforme comentado anteriormente. Variando seu diâmetro. ficando dois em série. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados.Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). reduzindo a pressão nesta região e. Dependendo da vazão. O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. podendo modificar o sentido dos esforços axiais. Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos. conseqüentemente. é uma das formas de reduzir o esforço axial. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção. no sentido da resultante da carga axial. Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. conforme mostrado na Figura 93.

a qual poderá sobrecarregar o mancal. uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido. os esforços serão somados. Se os impelidores forem instalados em série. tornando mais complexa a fundição da carcaça. Para atenuar essa força axial. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . resultando uma força considerável. FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios.

à pressão de descarga e. O líquido. DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. após o último impelidor. O disco de balanceamento fica submetido. sob a pressão de descarga. a pressão de descarga e. gerando uma força axial. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores. do outro. Ft. é utilizado um disco com esse propósito. o esforço a axial. a pressão reinante nela fica próxima da de sucção. indo para uma câmara de balanceamento. à pressão da câmara de balanceamento. reduzindo significativamente o esforço axial. que é oposta às geradas pelos impelidores. Por meio desse arranjo. Dessa câmara. Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga. os impelidores são mantidos em série. reduzindo. o tambor de balanceamento terá.Com esse método. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa. Assim. só que. do outro. passa através de uma pequena folga axial. dessa forma. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga. FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . neste caso. a pressão de sucção. de um lado. de um lado. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição.

Portanto. essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora. caindo a pressão intermediária dessa câmara. após o último impelidor. seguido de um disco de balanceamento. Essa solução é uma soma das duas anteriores. É fácil notar que. deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. a exemplo do disco de balanceamento. Para cada força gerada pelos impelidores. 176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. restaurando a posição do conjunto rotativo. para esta solução funcionar. A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. que a compensará. a utilização de mancais de deslizamento. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga. um tambor de balanceamento. o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. Num dado momento. Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. teremos uma folga axial no disco de escora. Isso elevará a força de compensação do disco. DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo.Vejamos como trabalha o disco. Devido à diferença de pressão e de áreas. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio. a pressão da câmara aumentará. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial.

Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. Impelidores montados em oposição. o empuxo axial tenderá a compensar-se. isso não ocorre. Disco de balanceamento. bombas BB. Para qualquer AMT. desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais. Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. Na de dupla voluta. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B). os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. Como veremos a seguir. evitando que ela venha a girar ao contrário. Axialmente. normalmente. há necessidade do uso de uma válvula de retenção. Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. Pás traseiras. o esforço radial é sempre compensado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente. Nas bombas com difusor. Se esse impelidor for instalado em balanço. Tambor de balanceamento. Na Figura 99. Misto (tambor e disco de balanceamento). É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação. As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas. os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. o aumento de vazão. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. ficando a resultante praticamente nula. É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba.

basta somar as vazões delas para cada AMT. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo. Se fossem três bombas em paralelo. “b” e “c”. Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”. marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. marcaríamos três vezes o valor de “a”. de “b” e de “c”. Para quatro bombas.

com maior perda de carga na linha. a vazão será esta. quando tivermos apenas uma bomba operando. Se duas bombas estiverem operando. seria de 43m3/h. a vazão seria de 66m3/h. b3 e b4 (b1=0).Pense e Anote O ponto de trabalho. cada bomba contribuindo com 26m3/h. com duas. 120. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h. a2. FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. e com três bombas. apenas a bomba A terá vazão. ou seja. Com três bombas em paralelo. conforme pode ser visto na Figura 102. conforme pode ser visto na Figura 101. mesmo no seu shutoff. como no caso de bombas de modelos distintos. A bomba B. Acima de 150m de AMT. Para obtenção dessa curva. ou se uma delas estiver desgastada. ou seja. o ponto de operação será de 52m3/h. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão. o que resultaria em um baixo desempenho. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. Na Figura 100. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. como sempre. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. Portanto. marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. cada uma contribuindo com 22m3/h. Se as curvas das bombas forem diferentes. seria de 37m3/h. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. b2. Quanto mais vertical a curva do sistema.

FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. Abaixo de 150m de AMT. A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo. as duas bombas começam a trabalhar juntas.

operando isoladamente. no ponto Pt3 com 54m3/h. a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote . Pela Figura 102. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. Se partimos a bomba B. Portanto. também operando isoladamente. ao atingir sua rotação final. a bomba A. As duas. A bomba B. operando em paralelo. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e. A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver). trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. dependendo da vazão total. A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. basta conhecer a AMT dessa condição de operação. BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99. que é inferior à pressão da bomba A. Nessa condição.Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h). Com esse valor de AMT. Nesse caso. a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. no ponto Pt2 com 33m3/h. uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. No caso da Figura 102 é de ~105m. apenas a bomba A teria vazão. se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h.

Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . trabalhando no shutoff. No caso mostrado. Com isso. A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência. um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba. Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada). somente a bomba A irá contribuir no bombeamento. abaixo de 40m3/h de vazão. O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão.válvula de retenção da bomba B não abrirá. A bomba B ficaria trabalhando no shutoff. FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo. funcionando o sistema apenas com a bomba A. vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104).

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote . Curvas instáveis (ascendente/descendente). basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema. Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando. Curvas planas.FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão.

estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema. É raro ter mais de duas bombas operando em série. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . mas. Para elaborar a curva das bombas operando em série. A segunda bomba. FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105.Bombas operando em série Geralmente. em algumas situações. quando usamos bombas em série. fornece uma AMT para uma determinada vazão. A primeira bomba. se ocorrer. acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. B. A. Mas. esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. basta somar suas AMTs. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B.

Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série. A curva das bombas diferentes. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . foi obtida dobrando os valores de AMT “a”. Usando o mesmo processo para outras vazões. Figura 107. foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série. Figura 106. no caso foram zero. 25 e 40m3/h. obtivemos outros pontos. 25 e 40m3/h. “b” e “c” correspondentes às vazões de 10.

nesse caso. As curvas planas são interessantes para operação em série.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. As vazões das bombas devem ser compatíveis. Nesse caso. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. No primeiro caso. o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido. Na esquerda. não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. o que resulta em um NPSH requerido menor. são mostrados dois exemplos. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. ou seja. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. Quando usado este sistema. temos o inverso. Na Figura 108. de 17m3/h. curvas das bombas são planas e do sistema. inclinadas. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo. no segundo. FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série. a segunda bomba recebe o nome de booster. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e. Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). o ganho de vazão foi de 10m3/h e. Na direita. 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. o que reduz o NPSH requerido. restringindo o desempenho.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote . FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação. Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. não deverá ter problema de NPSH. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. que possui uma viscosidade muito baixa. basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água.Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série. Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água.

Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos. vemos que.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP. Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. dividir a vazão por 2. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais.0Qoo. que é a de 1. 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para determinar os fatores de correção. chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade. ao aumentar a viscosidade. ➜ 1. Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. São quatro curvas para CH. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo. as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. Logo. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. CQ e CH. entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho. ➜ 1. adotamos a curva média.Pela Figura 109. ➜ 0. Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas. Se o impelidor for de dupla sucção. dividir a AMT total pelo número deles). O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão.

76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0.86 ag – 0.86 e com viscosidade de 72cSt.80. A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h. e 1. Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0. 0. a AMT. aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT. AMT = 58m e um rendimento de 0. – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão. sabendo que. para água. São quatro fatores: 0. 1.2 do BEP.8Qoo.60. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0.66 (66%). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote .00.66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0.Para obter os valores corrigidos. esta bomba forneceria 130m3/h.

a eficiência e a vazão sofrem uma redução. O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual.7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0.96 = 55. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .99 = 128.7 x 55.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada).86 274 x 0. correspondentes a 60. obteremos: Pense e Anote C = 0. 80. a AMT. em função da vazão.66 x 0.96 (p/ 0. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas.53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0. 100.53 = 42.80 CQ = 0.99 CH = 0.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128. da AMT e da viscosidade.8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0.7 x 0. e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos.80 = 0. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas.

O objetivo da lubrificação de uma bomba. é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato. Para tal. é o de reduzir o atrito e o desgaste.0Qoo 1. 5 2 11.5 6 2 120 100 80 3 2 .2 5 30 4 6 5 70 17 0 21.5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas. 4 45. 22 6. 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 .Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0.8Qoo 1.5 10 8 40 30 25 20 4 . 8 80 5 31 350 4 33. como a de qualquer outro equipamento. 60.2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 .6Qoo 0.

desgaste. Vejamos como funcionam. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento. A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies. São as rugosidades. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. ou mesmo retificada.FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada. formando novos picos que. teremos uma redução do atrito. também serão quebrados. Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. e assim sucessivamente. evitando o contato metálico entre as duas superfícies. se houver a formação desse filme lubrificante. A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes. teremos contato de metal contra metal e. Além de reduzir ou eliminar o desgaste. com a continuação do movimento. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . os picos se chocarão e quebrarão. um óleo que mantenha os picos afastados. veremos que ela é formada por picos e vales. conseqüentemente.

Com esses esforços. Para evitar danos no eixo. Se o filme de óleo romperse. MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida. chamada metal patente. a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial. Devido ao formato da curva de pressão criada.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. Essa pressão irá gerar uma força. a tendência do eixo é subir no mancal. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. ou seja. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. só teremos desgaste na partida da máquina. ocasionando um contato metálico. praticamente um ponto. que elevará o eixo ligeiramente do mancal. ao começar a girar. Mas. Ao iniciar a rotação. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal. é usual falar em cunha de óleo. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. mas dentro do limite elástico. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . teremos contato metal com metal. criando uma pressão de óleo. a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. apóia-se na parte inferior do mancal.

dependendo do produto bombeado. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. podem proporcionar muitos ganhos. As bombas centrífugas horizontais utilizam. 91% falham antes do prazo esperado. Nos rolamentos. Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. Para sustentação do conjunto rotativo. algumas bombas utilizam mancal próprio. Sendo bem tratados e acompanhados. levem a uma vida curta dos rolamentos. já que ocasiona a falha do selo mecânico. ou seja. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador.uma vez cessada a força. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. quando chega a fundir os mancais. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. reduzindo a pressão. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. como o peso próprio do conjunto rotativo. o que pode levar à falha por fadiga. o que. juntamente com a carga. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. ora sem carga. Nas bombas verticais. Em um rolamento submetido a uma carga. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. empregam-se mancais de deslizamento. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Essa deformação aumenta a área de contato. mancais de rolamentos. o que evita o rompimento do filme de óleo formado. com freqüência. ora estarão com carga. Caso as condições de rotação. Como as esferas giram. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. formando um filme de óleo. Pelos motivos explicados. que separa as esferas das pistas do rolamento. que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas. a deformação deixa de existir. uma bomba. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. pode gerar um incêndio. Normalmente. Portanto. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado.

Para garantir a lubrificação. • Forçada (ou pressurizada). Os fabricantes das bombas. Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias. Para evitar que o nível fique alto nesta região. Do lado do mancal de escora.300rpm com óleo. Óleo lubrificante. No lado do rolamento radial. ficando restrita a algumas bombas pequenas. ao girar. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais. é usual o emprego da graxa. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). até 2/3 do seu volume. Existem três tipos principais de lubrificação com óleo. passa pelo interior do mesmo. Com graxa. no máximo. Para mancais de rolamento. o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior. Nos motores elétricos. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. retornando ao depósito da caixa de mancais. Por exemplo. que o direciona para os rolamentos. O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante. O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e. na sua maioria. Nas indústrias. em que o ambiente tem pós em suspensão. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador. As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. nível este que é medido com a bomba parada. • Por nível. • Por névoa de óleo. ou até 4. Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. • Próprio produto bombeado.200rpm com graxa. existe um furo G. passando parte dele por dentro dos rolamentos. que se comunica com o reservatório. fazendo as vezes do lubrificante. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote .

arrasta o óleo pela sua superfície interna. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento. O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal. de: uma bomba para circular o óleo. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Como fica parcialmente mergulhado no óleo. no mínimo. seja devido à carga. seja à rotação. ao girar.FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. que pode ser de rolamento ou de deslizamento. Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. O sistema de lubrificação forçado necessita. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro.

A pressão de distribuição é bem baixa. Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. geralmente de 2 polegadas de diâmetro. Do gerador.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. corresponde um reclassificador. Nesse tipo de lubrificação. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante. o que equivale a 0. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação. dois resfriadores de óleo. em que temos duas bombas de lubrificação. pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. saem as linhas de distribuição da névoa. em que são instalados os reclassificadores. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons. temos uma válvula que possibilita drenar o óleo. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. um resfriador e uma válvula de segurança. que permite avaliar visualmente o estado do óleo. onde existe um coletor transparente. dois filtros. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro. da qual posteriormente retirado. onde é instalado um distribuidor. Nesse caso. temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros. O óleo condensado fica na caixa ecológica. Essa mistura é preparada em um gerador. mas não é boa para lubrificação. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. Próximo de cada equipamento. Para cada ponto a ser lubrificado.Pense e Anote (geralmente duplo). duas válvulas de alívio. entre outros dispositivos. denominado coletor ecológico. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais. acionada pelo eixo da bomba principal. Na parte inferior desse coletor transparente. A partir do reclassificador. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . geralmente de 50mbar. Na parte superior. sendo adequada para ser transportada.

Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%). do cachimbo. Na maioria dos casos. Como o coeficiente de atrito é menor. Eliminação do uso de copo nivelador. anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos). Por ficar levemente pressurizada. Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. a potência consumida pela bomba cai. não entram umidade nem pós na caixa de mancais. Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais.

maior a vazão de névoa. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. 502. Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado. 504 e 505. FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . Somente este modelo é montado no distribuidor. Quanto maior o número. 503. O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos. Nas novas. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115).Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. quando especificado que serão lubrificadas por névoa. sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117). O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116). o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro.

é adotado o sistema de névoa de purga. FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo. nesse tipo de mancal. 200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . sendo mantido o nível de lubrificante original. Por isso. Existe também o de névoa de purga.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura.

FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote . As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa. Nessas bombas.Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. A bomba canned. que significa “enlatada” em inglês. ambas sem selagem. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais. nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned. possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico. daí seu nome. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício.

Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. abastecimento com funil ou regador sujo etc. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. sujeiras etc. À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. diâmetro da caixa. desbalanceamento. Para identificá-la. produtos de 2a linha.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. aumento de esforços radiais e axiais. estocagem inadequada etc. produto bombeado. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada. Nesses níveis. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. raios de concordância etc. vapores e gases. esforços da tubulação etc. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . pós etc. a água está dissolvida no óleo e não é percebida. desalinhamento entre bomba e acionador. recirculação.

A Figura 120 mostra que.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação. Após 350ppm. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo. degradando rapidamente o óleo.03 100 = 0. passaria a ser a cada 2. recebendo o valor de 100%. maior a oxidação. indo para 300ppm. Provavelmente. o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 .45 ano.3 vezes. o que reduz significativamente sua vida. porque fica emulsionada.000ppm. ou pouco mais de 5 meses. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos. Se a falha ocorresse a cada ano. a do mancal.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais. ao passar de 100 para 200ppm. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes. ficando em 25ppm. Na Figura 121. o rolamento teria uma vida relativa de 230%. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. Isto corresponde a 300 ppm = 300 1. a redução é de quase 50% na vida útil. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0.000 = 0.000 = 3 10. Quanto maior a temperatura. Depois dos 1. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo.000 de partes da mistura água/óleo.3 anos.000. se a umidade aumentar três vezes. Nos percentuais mais baixos de água. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar. a vida será reduzida para 45% da normal. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. nas temperaturas usuais da caixa de mancal. como conseqüência. Por outro lado. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas. Na Figura 120. a vida do rolamento é considerada normal. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses. A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e. Com 100ppm de água.000. a queda passa a ser bem lenta.

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que.Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . quando altos. ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções. conseqüentemente. Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo). As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2. LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. dos mancais. por exemplo. óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento. Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. o Marbrax 68. LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Consiste no uso de dois acoplamentos. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo. Nesses casos. tipo BB. Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. Em bombas com impelidor entre os mancais. interligados por um eixo. Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. a graxa tomará caminhos preferenciais. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador. De correntes. De garras com elastômero. No caso de bombas em balanço. realizando apenas uma renovação parcial. Para facilitar a desmontagem das bombas. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. metade flexível e metade rígido. Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. um em cada extremidade. os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . De pinos amortecedores. Geralmente. Este último costuma ter o diâmetro maior. o que ocorre a cada 6 meses. Atualmente. No caso de bombas centrífugas. De engrenagens. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. Os principais tipos empregados são: Rígido. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço. FS. como as OH1 e OH2. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. Tipo pneu. Nos catálogos. De lâminas ou discos flexíveis.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. Na seleção de um acoplamento. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. os dois acoplamentos utilizados são híbridos.

O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm. sempre utilizamos a potência de placa do acionador.0 .750 3.000 6.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0 16.7 34. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional.000 6.1. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência.000 4.2 3. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp. FS = 1.7 3.0 27.0 23. por Pense e Anote exemplo.0 Adotando o fator de segurança de 1. é aconselhável usar segurança adicional. hp/ 1.FS = 1.9 11.000 5. Para efeito de dimensionamento.8 14. Entretanto.000rpm 1.8 17.3 2.7 23. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5"). Dados: Potência – 60hp Rotação – 3.500 3. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M.000 6. temos: Potência para seleção = Pot.1. acionador x FS = 60 x 1.600 Máx. PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2.0 5. adotando.550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6.6 4.5 6.

55 A divisão da rpm por 1. aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento. Se ainda assim não atender. Essas letras são de Distance Between Shafts End.6 hp/1. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação). Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada. Quando dimensionar um acoplamento para bombas. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm. Sua rotação máxima admitida é de 3.750rpm (a da bomba é 3.7hp/1. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba. caso ele seja balanceado dinamicamente. Uma vez selecionado.Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18.550/1000 3.000rpm Rot rpm/1. Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote .1. Portanto. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada. igual ou superior a 1.6. teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo. usar sempre um fator de serviço. FS. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”. há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior. Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18. o que corresponde ao acoplamento 10M. achamos 23. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado.000rpm.000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm.550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm). poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação.000 3. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada.

entre outras coisas. PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba. o NPSH requerido e o rendimento.6kg/cm2M Pressão de descarga – 16. ainda assim. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência. que possuem NPSH requerido mais baixo. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0. principalmente. Se. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0. o que permite o cálculo da potência consumida. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba. Algumas partes da especificação provêm de normas. Escolhido o tamanho da bomba. essas bombas não atenderem.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. o diâmetro do impelidor. É usual. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado. Sempre que possível. aumentando o NPSH disponível. Exemplificando. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH. em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado. como no caso do API 610 que.7 na temperatura de bombeamento. antes de fazer a especificação final.

315 50 250 50 .8 = 60. FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 .550rpm e determinamos a bomba 40-315.125 50 . obtemos o diâmetro do impelidor.160 100 160 32 .200 100 200 32 .125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 . Entramos nas curvas da bomba 40-315.250 40 .8cv Da Tabela 11. Figura 124. Com esse ponto. o NPSH requerido e a potência para água.200 32 .125 40 .160 40 . não necessitamos de fatores de correção.160 50 160 65 160 80 . a potência será de: Pot = 76 x 0. Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico).200 65 250 80 . temos: 1cv = 0.315 50 . com a vazão e com a AMT. Diâmetro do impelidor = 322mm. entramos na Figura 123 para bombas com 3.8.Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m. o rendimento.250 32 .250 40 200 80 . e marcamos o ponto de trabalho. Para querosene com densidade de 0.200 65 .

9hp cv Pot = 60.6hp 274 x 0.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .A potência consumida em hp será: hp = 59.8 = 59.986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.8cv x 0.

problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. a abertura da bomba não é a solução para o caso. Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional. o NPSHdisp > NPSHreq. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. a bomba selecionada atende. devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado. o que logicamente levaria a uma bomba maior. Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba. Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e. devemos ter certeza de que o problema é da bomba. Com o tamanho escolhido. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada. como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. portanto. como vazamento ou vibração alta. necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico. entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. nesse caso.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. Se o NPSH não atender. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente.

por serem peças fundidas. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. 214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Figura 125. as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. Rotação correta. 2. 7. analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. A seguir. mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição. Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade). 6. Na abertura da bomba. estando em boas condições. Entende-se como em boas condições: 1. seja pela imprecisão do método de medição no campo. No diagrama de bloco a seguir. seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais. ou seja. Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba.estes que são visíveis. deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. Carcaça ou difusores sem desgaste. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. 4. 3. Bombas com vazamentos. Muitas vezes. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. Bombas que apresentam vibração ou ruído. sempre apresentam pequenas variações na forma. Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. 5.

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios.A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. sua origem é: mais propício à cavitação. ✔Desgaste no impelidor. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. portanto. 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. por exemplo. Cavitação ocorre. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. Para efeito de cavitação. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. o NPSH disponível já é alto. ou seja. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. a recirculação interna. No segundo estágio. ✔Bomba com folgas internas altas. Como a bomba está apresentando baixo desempenho. filtro sujo etc. se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. normalmente. reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. alterando suas características na região de sucção. parecido com o de “batida de pedras” na carcaça. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível. Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido). é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão. que pode ter sua origem em: te fechada. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem. não está conseguindo aumentar sua vazão. não é uma causa provável. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível). quando a bomba está trabalhando com vazões altas.

em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). são: 1. bastando. aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. Portanto. com a conseqüente redução da perda de carga. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação. Reduzir a perda de carga na linha de sucção. o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. por exemplo. Dentre os materiais usuais. 7. 9.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). nesse caso. 5. 3. trará o ganho necessário para evitar a cavitação. 8. mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. ou a eliminação de acessórios instalados nela. ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. A pressão de vapor acaba se cancelando. que possui 12% de Cr. o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba. alterar o valor de controle (set point). por ordem de facilidade. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . 2. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. 6. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. o qual resiste mais à cavitação. Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. É usada para conviver com o problema. alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. ou a simplificação do encaminhamento da linha. Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH. Quando a bomba succiona de um vaso fechado. 4.

FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. é ajustar a rotação. é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). entrada de ar ou de gases. ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena. vamos ao passo seguinte. Portanto. Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. nesse caso. As razões para isso podem ser: da) antes da partida. que está exigindo maior potência ou do acionador. o que reduzirá seu desempenho. a bomba pode não atender ao processo. conseqüentemente. A solução. se a rotação estiver mais baixa. mação de vórtice e. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se vapores saírem. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos. Se tudo estiver correto. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima. temos de diagnosticar se o problema é da bomba. que apresenta alguma deficiência.

ela poderá não atender às necessidades do processo. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. A viscosidade também altera a curva da bomba. reduzindo a AMT. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto. não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. devido a um pequeno aumento da carga. Quanto maior a viscosidade. temos alteração das pressões e da potência. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. A potência também irá variar diretamente com o peso específico. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. muito empregadas nas turbinas mais antigas. Ocorrendo modificação do peso específico ( ). A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. Necessitamos. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. ainda. nas buchas entre estágios ou. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). essas variações de densidade costumam ser pequenas. a vazão e o rendimento. para um mesmo produto. Quanto menor a temperatura. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. ela terá seu desempenho alterado. Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. e afeta negativamente o desempenho da bomba. motores de combustão interna. portanto. Na prática. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação. exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. Portanto.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. ou próximo a ela. Dependendo dessa alteração. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. maior a viscosidade.

a escorva. podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. Se o desvio for pequeno. O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). normalmente no flange de sucção da bomba. a bomba está boa. oscilam muito e falseiam as pressões lidas. como válvulas. Anteriormente. AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3. o que dificulta a medição. Caso ele não exista. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. corrigir os valores da pressão.narias tem medidor de vazão. Em último caso. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff). que pode servir para adaptar o manômetro. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. estando todos dentro dos valores considerados normais. costumam ocorrer pulsações. o problema é da bomba. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente. Quando não dispomos de indicação de vazão. Nessa região. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. Na maioria das vezes. que pode servir para amortecer pulsações da pressão. Nesse caso. É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . pelo roteiro. costuma ter um orifício de 1/4”. valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. já verificamos o NPSH. Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão.

: 90% – usar 0. o fator de potência e o rendimento do motor. os valores são válidos para 440V também. com 220V. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão.88 75% carga 100% carga 50% carga 90. Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos.7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3.5 93.1 91. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89. Embora a tabela seja para 220V. usando uma proporcionalidade.1 92.2 92.88 0. além da corrente.88 0.1 91.90 0. a voltagem real.90 0.90 745.4 90. O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.85 0.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote . Ex. Quando a bomba é acionada por motor elétrico.5 92.88 0.3 92.78 0. medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta.85 0.91 0.550rpm).7 0. A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745. o erro será pequeno. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor. trifásicos com grau de proteção IP55. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor.86 0.86 0. teremos de obter.7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0.5 91.85 0.VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico. podemos avaliar grosseiramente a sua potência.90 0.

Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes. tentando aumentar a rotação. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba. Para motores elétricos. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. é porque o rendimento dela caiu.Caso o acionador seja uma turbina a vapor. a avaliação da potência é mais difícil. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. Mancal de rolamento com desgaste. Mancal de deslizamento com folga alta. geralmente. ou seja. Roçamento interno. O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido. No caso de turbina acionando bombas. Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. está com algum problema interno. podemos realizar uma análise de vibração. Base não grauteada adequadamente. Cavitação. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. determinando as freqüências envolvidas. Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. Folgas internas altas. Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico). dificilmente dispomos desse dado. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores. Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. Chumbadores da base soltos.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
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ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

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Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

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Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
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Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

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tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
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Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
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Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação. esta vibração pode ser bastante acentuada. é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada. Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m). O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena.FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor. quando passam muito próximas da lingüeta da voluta. geram um pulso que se transforma em vibração. dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

fica fácil. Para aumentar a distância e solucionar o problema. Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. não devemos ter problemas. Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 .750CPM = 17.25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga. ou raio interno do difusor. > 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta. O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido. desde que não comprometesse o desempenho da bomba. basta centrar pela guia da carcaça.750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N.550rpm. que possui a mesma linha de centro do eixo.550 = 17. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor).000 = = = 6. R3 – Raio da voluta na região da lingüeta. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução. girando a 3. Exemplificando. Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1. Num torno. > 6 % Para bomba com difusor – folga mín. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor. uma bomba com impelidor de cinco pás.

Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados. Quando ultrapassamos a folga máxima. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna. pista externa. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado. gaiola ou esferas. Na falta da folga do fabricante. o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente. Quanto menor essa folga. menor a vibração da bomba.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . usar os valores recomendados no item Dados Práticos. permitindo que a bomba vibre. Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências.

seja por uma falha de fundição. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N. Caso tenha dúvidas. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. ao girar. dependendo do grau de obstrução. a visualização dessa obstrução pode ser difícil. Em impelidores pequenos. aumentando em muito a vibração. mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. passe um arame por dentro de cada canal. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados. esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. o ângulo é zero. Neste caso. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares. ou examine-os com o auxílio de uma lanterna. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada.

16). portanto. as vibrações ficam instáveis. Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba. a bomba exigirá potência maior.053= 1. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. Nesse caso. aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão. Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ). Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. Quando ocorre roçamento. a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação. A potência varia com o cubo da rotação. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. 232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção. Essa vazão adicional consome uma potência adicional. se a vazão estiver acima da especificada. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1. o rendimento da bomba cai. Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores. Portanto. Pense e Anote Portanto. elevando a potência consumida.Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios.

Se o nível de óleo estiver alto. conseqüentemente. com anel pescador ou com anel salpicador. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. ou do coefiba e do acionador. A oxidação dá origem a lamas. irá aumentar a geração de calor. ✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. principalmente água. devido à sua folga maior. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. Quanto maior a temperatura. maior a sua vida. as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. As razões anteriores são óbvias. Quanto mais oxidado. em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. Se a temperatura ambiente for de 30ºC. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . Portanto. o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. ou axiais elevadas. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. o que aquece e encurta a vida do rolamento. elevando. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado. mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. ✔Bomba operando com alta vibração. levando a esfera a ter contato com a pista. ✔Contaminantes no óleo. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. a temperatura dos mancais. gomas e vernizes. ciente de atrito. aumentam ligeiramente a vibração. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. ✔Óleo com viscosidade inadequada. mais escuro o óleo. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. Por outro lado. aquecendo-o mais. Quando a lubrificação é por névoa. Isso provoca o rompimento do filme de óleo. o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa. O aumento dos esforços. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais. A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais. mais rápida a oxidação do óleo. Ver Figuras 120 e 121. Quanto mais frio o óleo. a temperatura máxima do óleo será de 70ºC.

trabalhando muito tempo sem evolução. posteriormente. Nos selos mecânicos. caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. raramente este volta a ficar estanque. Se a curva ficar paralela ao eixo. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. Bombas com vazamentos O vazamento. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. embora menos comum. a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo. Algumas vezes. Na selagem por gaxetas. o local mais comum de vazamento é pelas sedes. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. vazam um pouco e. é facilmente identificado. esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. juntamente com seu mancal. o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. afetando o balanceamento axial (Figura 145).Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem. se visível. fica fácil sua determinação. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. como ocorre nos selos tipo cartucho. se a luva prolongar-se além da sobreposta. durante a partida. as sedes se acomodam. temos de abrir o selo para reparo. desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. é normal um pequeno vazamento. conseqüentemente. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça.

Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2). facilitando um possível roçamento. as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado.Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas. A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas. Vale o mesmo para a montagem da carcaça. monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical. Montando na posição horizontal. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 . sempre que possível.

>250 a 315 Máx. >30 a 50 Máx. + 18 e Mín. Mín. Mín.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Mín. >80 a 120 Máx. Mín.002 ➜ Máx. Mín.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx. = 50. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49. Mín.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6. Mín. = 50.018 e 49. Da Tabela 30. Mín. >18 a 30 Máx.017 e Mín. >315 a 400 Máx. Mín. >400 a 500 Máx. Mín.999 + 0. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49. >120 a 180 Máx.999 + 0. >50 a 80 Máx. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx. >180 a 250 Máx.

075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote . O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1. para o tambor de balanceamento e para as luvas.9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB.05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0.030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1. 0 ➜ 75.PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30.05mm.000 a 75. + 30 e Mín. Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0. para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor. Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 . D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 .9 x 109) as excentricidades de 0.

0625 12 flexibilidade = = = = 1. 3. 5.1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES.500 4 5.406 x 109 < 1. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0. 0.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1. Para montagem com interferência.1 m /mm de diâmetro da face.500mm.025mm LTI máx.9 x 109 D2 60 2 3.025mm LTI máx. em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx.05mm 2.100mm LTI máx. a excentricidade máxima é de Eixo < 0.025mm Peças < 0.600 Coluna da direita da Tabela 31. 0.125mm LTI 0. da VS-1 até a VS-7. 4. 0. ou com 13 m. Para o eixo das bombas verticais. Fator de L4 1. o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI. 0. valendo o que for maior.

3. medir em 2. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote . medir em 1.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0. Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0. Se for guiada internamente.125mm Se a sobreposta for guiada externamente.125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0.

Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos.01 a 0. como os usados em máquinas de balanceamento. O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .03mm 7 = 0. devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto.05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0. FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes.07mm 2 = 0.05mm 4 = 0. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo.03mm 6 = 0. no qual os rolamentos se apóiam.10mm 8 = 0.07mm 3 = 0.A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH. Os ressaltos do eixo.07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados.

tambor de balanceamento.5 vez a pressão de projeto. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste. ele deve ser realizado com 1. Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. r mín. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos. A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba. Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência. o que for maior.000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 .Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín. ra r mín. indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2. h r mín.5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm.

A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6.5 pelo API N – 1.PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1.4 g O desbalanceamento admissível seria de 1.5 x 10 = = 1.4 grama na periferia do impelidor. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .800 x 100 1.388 NxR 1. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10.000 x G x M 10.000 x 2.800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . essa correção é desnecessária. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. Portanto. Na maioria das vezes. GRAU G-1.800rpm ou acima de 3.No balanceamento dos conjuntos rotativos. o que gera deformações nas guias. O grau G-1. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias.5 Bombas abaixo de 3. evitar corrigir no acoplamento.0 Bombas acima de 3. No balanceamento do conjunto rotativo. se necessitar ser substituído no campo. Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça. a bomba ficará desbalanceada. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica.800rpm e com peças montadas com folga. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente. Isso porque. usar: GRAU G-2. que são usinados para “recuperar” a folga recomendada.800rpm e com peças montadas com interferência. normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. Com o passar do tempo.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem. ocasionando um relaxamento de tensões.

Na falta delas. Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes. Para evitar esse problema. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a norma API 610 – 9a edição. é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies. Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias. conforme mostrado na Figura 136. danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso.

25 0.99 475 até 499. Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto. usar as folgas da tabela.45 0. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento. 2.60 0.99 200 até 224.30 0.99 375 até 399. Nesse tipo de aplicação.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC.99 500 até 524.99 80 até 89.89 125 até 149.99 575 até 599.88 0.43 0. caso das buchas das bombas verticais.99 225 até 249.50 0.99 325 até 349.35 0. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling).89 250 até 274. bronze.99 625 até 649.99 100 até 114.89 275 até 299.73 0. Para diâmetros superiores a 650mm.99 115 até 124.78 0.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64.53 0.99 0.48 0.70 0. os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32. adotar a folga: Folga (mm) = 0.95 1.58 300 até 324.99 525 até 549. 3. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400. Para ferro fundido.63 0. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento.95 + (D – 650) x 0.99 65 até 79.99 175 até 199. PEEK).28 0.99 600 até 624. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido.99 450 até 474.68 0. normalmente.85 0.65 0.99 90 até 99. Para materiais não metálicos (por exemplo.99 150 até 174.001 D – Diâmetro do anel em mm.33 0.99 425 até 449.80 0.38 0.55 0.40 0. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote .90 0.75 0.99 350 até 374.83 0.99 400 até 424.99 0. Acrescentar 0.99 550 até 574. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300.

Por causa dessa tendência. tenham dureza superior a 400BHN. Em alguns tipos de bomba. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio. A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. o que leva a um gasto maior de energia. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais. a menos que ambas as superfícies. o dobro da folga pode levar a vibrações altas. Stellite.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. seguir a recomendação do fabricante. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção. como no caso das de dois estágios em balanço (OH). parafusos axiais ou radiais. Nesse caso. Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento.5 a 2 vezes a folga citada pelo API. deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1.AISI 316 revestido de material duro. ou pontos de solda. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API. temos: Folga diametral = 0. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316. PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32. Se isso não for possível. De modo geral. a estacionária e a rotativa.

deixando intactas suas laterais (Figura 137 C). FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 . Nesse caso.84mm Impelidor Para reduzir estoques. Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC. Na Figura 137. podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba.12mm. o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta. pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição.12mm.12 + 0.60 + 0. Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte.12 = 0. para efeito de cálculos. usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E). ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba. acrescentar 0. Folga final = 0. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção. Nas bombas com carcaça em voluta. não há ganho com esse tipo de corte. ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B). são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo. Assim. Com a utilização de uma ponta montada. o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás. acrescentar 0. Nesse caso. portanto. Nas bombas com difusor.

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

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PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
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Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
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Manutenção e Reparo de Bombas

ficando uma folga pequena entre as pistas internas. As folgas diametrais são o dobro das radiais. adquire uma largura proporcional à folga. utilize uma rasquete. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento.Pense e Anote de modo que. Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada. A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo. Trata-se de um filamento plástico que. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível. ao ser deformado.07 + 0.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento.001x D(mm) 0. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1. Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes. Depois de deformado. Nessa condição. ou como folgas radiais ou como diametrais. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage.003 + 0. somente as pistas externas se tocam.5 folga normal In 0. ao encostar um rolamento no outro. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial.

o que leva à falha prematura do mancal.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0.22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior.5 x 0. Se for paralela. as reduções devem ser excêntricas. ela deve ser perpendicular ao eixo. o lado plano deve ficar para cima. ou da parte de baixo da bomba. A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B. caso tenhamos uma curva próxima à bomba.001 x 80 = 0. o que prejudica o fluxo do líquido.15 = 0.07 + 0. Por esse motivo. FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Caso a mesma venha reta. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C). Pelo mesmo motivo citado. Caso a tubulação venha de cima. a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente. causando problemas no bombeamento. o lado plano deve ficar na parte inferior. gerando um elevado empuxo axial.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1. A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote . gerando empuxo axial alto. A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor. Assim. as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor. Caso não exista espaço. girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo. a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba.FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção.

tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema). sendo interna. Podemos afirmar então que. são decorrentes desse seu modo de trabalhar. Nas bombas de deslocamento positivo. a pressão pode chegar a valores muito altos. a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. Neste caso. Ocorrendo uma restrição grande na descarga. evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. a vazão é constante. o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. esta fuga pode ser considerada desprezível. Nas bombas centrífugas. reduzem o volume da câmara. nessa região. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. Se a bomba estiver em bom estado. maior a pressão. ou pode ser colocada na linha de descarga. empurrando o líquido para fora da bomba. por razões de segurança. Já na bomba de deslocamento positivo. Na realidade. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . devido à fuga do líquido pelas folgas. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. ou seja. na operação da bomba de deslocamento positivo. com as folgas adequadas. externamente à bomba. de deslocamento positivo ou volumétrica. para uma mesma rotação. diafragma ou pela rotação de uma peça.Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. não depende do sistema. Os nomes dessas bombas. Por esse motivo. deslocam esse volume até a descarga e. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). pistão. Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão.

neste caso. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas. que as tornam auto-escorvantes. basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga. As bombas volumétricas. por não serem afetadas pela viscosidade. para líquidos acima de 1. Com líquidos de viscosidade alta. Por isso. Para tal. como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Nas bombas alternativas. Mesmo sendo autoescorvantes. de turbinas de recuperação hidráulica. são sempre auto-escorvantes. ao contrário das bombas centrífugas. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre. sendo chamadas. não se usa AMT e sim a própria pressão. ou seja. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão.000SSU (200cSt). As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. conseqüentemente. Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça. as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir. são mais indicadas para esses casos. deixando-o sair pela sucção da bomba. As bombas de deslocamento positivo. raramente são usadas bombas centrífugas. e é o sistema que comanda a pressão. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido. ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). aumentam a potência para o bombeamento.

As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. de um êmbolo ou de um diafragma. Eixo de manivela 3. as de dois cilindros são as duplex. Pistão 9. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso.do pistão. DE SIMPLES EFEITO. Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. Biela 4. ou podem utilizar um acionador rotativo. o que leva a uma perda de desempenho. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. Haste 6. Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. subtraindo-a. devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção. responsável por deslocar o líquido. Nesse caso. Carter 2. Cilindro 8. como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste). Cruzela 5. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. como um motor elétrico. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção. Válvula 10. Camisa 7. as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO.

FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX. ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . DE DUPLO EFEITO.

maior a velocidade de deslocamento do pistão. movendo-os solidários. o vapor gera um movimento contínuo alternativo. que é o acionador. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. Assim. Com isso. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. ele inverte. Ao chegar ao final do curso. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. ou seja. levando junto o diafragma. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. Essa situação. O pistão da bomba. lado esquerdo da Figura 151.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. A bomba. Temos dois ciclos: admissão e descarga. Inicialmente. em vez de líquido. podendo vir a quebrar a bomba. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor. À medida que o diafragma vai subindo. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. Quanto maior a vazão de vapor. fazendo com que ele suba. torna a inverter o movimento. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. Inicialmente. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. o pistão irá mover-se para a esquerda. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba. e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. que está interligado ao de vapor. leva a bomba a disparar. Um é o cilindro de vapor. fazendo a inversão das aberturas. estará bombeando ar ou gases. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. os quais demandam bem menos potência. Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. O outro é o cilindro do produto que será bombeado. maior o número de ciclos executados por minuto. Ao atingir o ponto superior. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. a bomba tenderá a disparar. geralmente. Ao chegar ao final desse curso. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro.

O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente.Assim que o líquido parar de ser admitido. O diafragma começa a descer. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior. variando a rotação ou o curso do pistão. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. arrastando com ele o pistão. podemos modificar a vazão. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. como o de biela/manivela. Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Uma das câmaras é a acionadora. Para variar o curso. movida a ar comprimido. FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste. e a outra é a do produto que será bombeado. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. modificamos o raio da manivela. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas.

Quando a pulsação puder trazer algum problema. um pouco menor a vazão fornecida ao sistema. A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo. conseqüentemente. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. quando está no início ou final do curso. Ela é máxima. e mínima (zero). quando o cilindro está no meio do curso. a vazão seria sempre a mesma. a pressão também sofrerá variação. usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. de bexiga ou de pistão. por meio de rotação. empurram o líquido para a descarga.Algumas bombas. Como toda bomba de deslocamento positivo. Para uma mesma rotação. maior esse vazamento e. Se não tivéssemos as fugas. Nas alternativas puras. No caso real. Esses amortecedores podem ser de diafragma. evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. quanto maior o número de cilindros. menor a pulsação de pressão e de vazão. Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento. é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . Variando a vazão. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante. independente da pressão (caso teórico). As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. que trabalham com fluidos agressivos. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa.

Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas. de fusos (1. FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente. o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba. menor as fugas.FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). 2 ou 3 fusos). de palhetas e de lóbulos.

A bomba de parafusos. Na bomba da Figura 156. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. onde é liberado. haverá perdas no volume bombeado. Antes do crescente. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba. Ao girar. fica a região de sucção. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas. Ao chegar à parte superior. seja qual for a pressão reinante na descarga. a região de descarga. levando-o para a região 2. o que equilibra o esforço axial nos fusos. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. do contrário. região 1. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga. bombeiam simultaneamente. Depois dele. descarregam pelo centro da carcaça. a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. entre dois dentes consecutivos e a carcaça. como também devem estar na carcaça ou no crescente. Por isso. Para ter um bom desempenho. os dentes se engrenam. há necessidade de um sistema de balanceamento axial. Neste caso. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. possui um fuso motriz e dois conduzidos. onde os dentes se engrenam. Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. impedindo o retorno do líquido para a sucção. Devido ao elevado número de dentes e à rotação. mostrada na Figura 155. No caso de três fusos. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos. As duas engrenagens. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . cada uma girando num sentido.

o líquido vai sendo deslocado axialmente. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna.vai girando. Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido. logo. não temos pulsação de pressão. da sucção para a descarga. A vazão é contínua.

deslocando-o até chegar à região da descarga. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. aproximadamente de 6kg/cm2. Na região de sucção. Com rotação alta. da sucção para a descarga. bloqueia o líquido nessas câmaras. mantendo contato com a carcaça. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 . Quando se desejam pressões maiores. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. como Buna N e Viton. onde cabe um determinado volume. pela força centrífuga ou por meio de molas. são utilizadas bombas em série. são expelidas. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido. ficam alojadas diversas palhetas que. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. Figura 157. o qual normalmente é construído de um material elástico. esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. ao girar. na sucção. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. Devido à excentricidade do rotor. Nesse rotor. O rotor.

Pelo seu formato.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. fazendo a vedação. 3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os rotores estão sempre em contato na parte central. 2. FIGURA 159 BOMBAS COM 1. três e cinco lóbulos. dois. volume esse que é deslocado e liberado na descarga. aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça. ao girarem. Existem bombas de um.

não mostrado na figura.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. montado sob a forma de U. que permite sua oscilação. deslocando o líquido da sucção para a descarga. O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível. maior a vazão. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote . maior o curso dos pistões. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. Quanto mais inclinado o disco. portanto. FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem. A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível.

EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias. 270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste. O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula.FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais. Os pistões são articulados com essa placa. Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante. É conectado ao eixo através de estrias. PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão. PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica.

os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. Princípio de funcionamento O eixo. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). mola e a caixa também fazem parte da bomba. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante. do número de pistões e do seu curso. Na Figura 163. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA. a placa oscilante e o bloco do cilindro. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. O volume deslocado depende do diâmetro. mancal tipo bucha. Junta esférica. sapata da placa. A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante. mostramos alguns outros modelos que são utilizados. Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo. Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. giram solidários.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática. Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. juntamente com os pistões.

A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . obrigando-o a sair pela descarga. O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. vai sendo deslocado da sucção para a descarga. com o giro. juntamente com uma palheta que faz a vedação. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica. A palheta impede o retorno do líquido para a sucção. A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior. que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento.

Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas. existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE. Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas. SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote .

274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. Quando a bomba é desligada.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. não será necessário escorvá-la. o líquido fica retido nessa câmara. Na próxima partida. É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor. A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis. É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. Ao girar. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto. que fica recuado em relação à descarga da bomba. Seu rendimento é baixo.

Washington: 2003. 9. 2.Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. FALCO R. NSK. API 610: centrifugal pumps for petroleum. E. SKF. Torino: 1990. NELSON.Motion Control NSK. Rio de Janeiro: Interciência. E. SULZER BROTHERS LTD. PSI pump selection for industry. 47-6100-1990-09.. W.ed. petrochemical and natural gas industries. Bombas industriais. de 1997. Winterthur: 1989. E. Understanding pump cavitation. fev.ed. NSK Rolamentos . Nova York: [19 —] . Catálogo 4000P Reg. Chemical Processing. São Paulo: 2002. Centrifugal pumps handbook. WORTHINGTON. 1998. MATTOS.

DR UM MOND L UIS R OBERTO ARRUDA A NA P AULA DE B ARROS L EITE R ICARDO G OMES R ODRIGUES R OSEMARY LOM ELI NO DE SOUZA XAVIER R OSILENE F ERREIRA MENEZES Revisão técnico-metodológica E RNESTO F ERREIRA M ARTINS S ÉRGIO MOLINA M ICAELO Revisão gramatical Revisão editorial Projeto gráfico. capacitação e certificação de abastecimento M AURÍCIO L IMA Diretora de educação Elaboração Gerente de educação profissional Gerência de educação profissional ANDRÉA MARINHO F RANCO GETÚLIO V. programação visual e diagramação L OURDES S ETTE R ITA G ODOY I N -F ÓLIO – P RODUÇÃO EDITORIAL .SENAI / RJ PRODUZIDO PELA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Coordenador de formação. GRÁFICA E P ROGRAMAÇÃO VISUAL .

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