PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões.

carga ou head 107 Cavitação. NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT).

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H. desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote . de simples efeito.FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades. excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão.

2. acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1. de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante. de duplo efeito. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex. 3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa.

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. RJ e RS. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. É preciso. no diagnóstico de causas e soluções de problemas. MG. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 . CE. BA. Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. Assim. A variação da complexidade do trabalho realizado. indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. a geração de energia. SE. PR. SP. e outras funções de processo. o aumento ou a redução de velocidades. portanto. Com isso. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos.Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado.

Mas. por exemplo. usam-se oleodutos. bombas dosadoras são fundamentais. Hoje. praticamente. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias. máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. condensadores. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. Para que elas estejam disponíveis. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. Pela própria natureza da tarefa. tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras. favorecidas por geografia peculiar. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. para todos esses e outros serviços. Sem elas. Algumas instalações. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. Além das distâncias. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . existem os mecânicos de manutenção. quem o faz já é a própria bomba. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e. No preparo de gasolinas. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação. dessa forma. A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência. o controle de vazão é fundamental e. Até há bem pouco tempo. usam-se intensa e extensivamente as bombas.Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas. Enfim. certamente. corrigindo seus defeitos ou falhas. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas.

deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas. Pense nisso! Você. segurança. mecânico. é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho. 18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança. preservação do meio ambiente e custo adequados. Você. mas o seu serviço está. Assim. como parte de uma equipe. quando executa seu trabalho.Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade.. Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados..

Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas. as principais unidades usadas são: pés (ft). Em mecânica. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. portanto.01mm) e o mícron ( m). que é a milésima parte do metro. propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos. o centésimo de milímetro (0. assim como os gases e os sólidos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote . usamos muito o milímetro (mm). polegada (in). etc. dizemos: 1 mícron. No sistema inglês. e (mils) milésimos de polegadas. O plural de mícron é mícrones e mícrons. 2 mícrons. que é a milionésima parte do milímetro. quando tratarmos de conversão de unidades. Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras. 3 mícrons. nos itens a seguir. incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento.Unidades e suas conversões.

0003937 0. as quais são pouco usadas em mecânica.001 0.3048 = 0.54 x 5 = 12.7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .54 centésimos de mm 5mils = 2.0254 2.03937 0. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.001 mils 39.6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.01mm 100.000 1 0.37 0.28 0.540 2.000 100 1 0. Portanto: 1ft = 0.3048 0.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m).1 30.001 304.37 0.0254 0.03937 12.0000394 12 1 0.80 25.370 39.01 0.3048.800 25. De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.54 m 1.000 10 1 304.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês.000 1.400 25.9144m 1mi = 1760yd = 1.0833 8.000 1 0.3937 0.00001 1 x 10-6 0.480 2.609km = 1.3048m Logo 2ft = 2 x 0.4 0.4 ft 3.28 x 10 -7 1 0.00328 3.33x 10 -5 in 39.A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0. temos a jarda (yd) e a milha (mi). achamos 0.54 x 10 -5 mm 1.000.000 1.28 x 10 -6 3.

basta multiplicar por 2.944 x 10-4 0.016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s).600 Segundo 31.001 1 x 10 -6 lbm 2. e o múltiplo.54.46 x 10 -4 – 0.000 1 1 x 10 6 454 28.0022 2.892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0. a tonelada. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm).600 1.0283 907.001102 – 1.04167 1 60 3.0005 – 1 1.000 2.0625 2000 2240 Oz (avdp) 35. a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton). a onça avdp (oz).001 1.171 x 10 -8 1.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote . dia (d) e ano.01667 1 60 1 segundo = 3.Para converter mils para centésimos de milímetro.2 0.903 x 10 -6 6.204. a palavra é do gênero masculino).274 16 1 32. A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525.778 x 10-4 0.9842 4.03527 35.400 1.840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0.157 x 10-5 2. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0.12 0.274 0.000 0.74 x 10 -3 1 24 1440 86.18 1016 g 1. minuto (min). seu submúltiplo.000454 – 0.102 0. Massa m O quilograma (kg).000 35.000984 – 0. hora (h).35 – – Ton métrica 0.536. são as unidades de massa mais usadas em mecânica.907 1.4536 0.142 x 10 -4 0.6 1 0. o grama (g) (atenção.

na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1. FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão.Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico. PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas . temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC. K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo.033kgf/cm2). Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R). Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês.

Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura. É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).0000108 1 0. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ).000.0929 0.000 1 0. FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10.0001 1x 10-6 0.4516 mm2 1.001076 0.155 0.03 6.01 929.16 ft2 10.00155 144 1 = = = = = 0.764 0.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .00694 in2 1550 0.000 100 1 92903 645.

0929m2 10ft2 = 10 x 0.h 3 = 3. FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 32 . É sempre um produto de três dimensões. 5 = 47.0929 = 0.14 .PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4. temos que 1ft2 = 0.r 2 .929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo.

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

decorrente da atração da Terra sobre os corpos.5m/s para cada segundo ou. Ao girar. No nível do mar.5m/s m = = = 2. ainda. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”.000m/s 2. o que é equivalente a 2. o valor de “g” é menor. a 2. um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração.5 2 s 3. expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2.PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . esta aceleração é de 9. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos.5m/s2. conforme será visto no item sobre força. a seguir. Nos locais mais altos.000m/h 9. É a denominada “aceleração centrífuga”.600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo.81m/s2.

Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2. como qualquer força.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote . O peso. ou seja.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro. PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0. estamos exercendo uma força. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton). Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9. o peso é uma força. a qual.10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 . Quando subimos em uma balança para pesar. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação. estamos medindo uma força.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho. ela recebe o nome de força centrífuga.10m = 98. Uma bomba centrífuga. Neste caso.42 (rd/s)2 x 0. é a aceleração da gravidade.4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31. está exercendo sobre ele uma força. neste caso. teremos: Peso = mxg 9.81. que através de seu impelidor impulsiona o líquido. é o produto de uma massa pela aceleração. 300 = 31.

r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro.81 = m x 9. Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9. a aceleração da gravidade é de g = 9. a força centrífuga fica multiplicada por 4. ac = m . que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg. ( ) N 30 2 . Num local mais alto. Como vimos. Se dobrar o raio. A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração. Portanto. ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número. a aceleração é a centrífuga. o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. Portanto. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . visto que massa e peso são distintos. a massa permaneceria com o mesmo valor.81m/s2. Dizemos. neste caso. é o produto da massa pela aceleração. a força fica multiplicada por 2. peso é uma força. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m . ao nível do mar.Como. o que é uma simplificação. este valor simplificaria o denominador. ao dobrar a rotação.81 9. Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. por exemplo. mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor.81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso. só que.

foi gasta uma energia.000102 1.45x 105 lbf 2.10m ➜ ac = 98. de aceleração.00001 4. visto anteriormente. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1.204 0.102 = 2.00454 N 9.454 Ton força 0.225 2. se girasse a 300rpm e com um raio de 0.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.No caso da peça mostrada na Figura 8. Para realizar esse trabalho.2 2.665 980.45 dina 980.200kg.72N = 19.200 x 98.72 x 0. ao aumentarmos a rotação. Fc = m x ac = 0.02x10 -9 0.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2.000 0. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga.000 1 4. aumentamos também o raio de giro. a força será expressa em N.6 = 19.665.72N Da Tabela 8: 1 N = 0.001 1 0.806 9806 1 0.02x10-6 0. devido ao fato de a massa ser articulada. PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote .01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância.000 100.10m? No problema 14.102 1. calculamos que para N = 300rpm e r = 0.102kgf ➜ Fc = 19. Energia e trabalho são equivalentes.

h 2.427 0.m 9.ft 7. FIGURA 10 Como podemos notar.m = 1 0.34 0.36 KW.8 1 3.23 0.138 J = N. Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.00929 9. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2.412 1 0.77 x10 -7 1 2.93 x10 -4 1.m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf. ou seja. Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação.m T → N . A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh.h 1BTU 1cal 1lbf. podem ser expressos pelas mesmas unidades.06 4.187 1.m 1kgf.09 1 1J = 1N.67 x 105 108 0. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .001285 cal 2.48 x10-4 3.324 lbf.m = 1kW.6 x 106 1055. d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave. temos de exercer um torque na porca.102 3.ft = = = = 2.6 x 10 5 252 1 0.72 x10 -6 BTU 0.655x10 6 778 3.16 x10 -6 3.738 2.77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia.00397 0. percorrendo a distância d.239 8. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h). é energia mesmo. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf .

738 1 0.m F→N e d→m Tq → N. teríamos de fazer uma força de 27.8 1 1. em CV.0833 7.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft. in 86.50 Portanto.233 0.02 x 10 -8 1N.85 12 1 8.8 8. Pot = T t T → J = N.138 = 13.13 x 106 1 1lbf. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 .m. ft = 100 x 0. m = F x 0.8kgf .ft = 1lbf.138 0.50m F= 13.m = 1N.in = 1dina.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf. temos: 1 lbf .ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf. Da tabela acima.356 0.ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf.Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf. m 9. ft 7.102 0.cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0.113 1 x 10 -7 1lbf. com uma chave de 0.85 x 10 -7 1 dina .6kgf 0.ft = 0.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .8kgf .m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas. é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou.0115 1.38 x 10 -8 1lbf.m 1kgf.m = 1 0.138kgf . cm 9. Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo.8 = 27. ainda.8 x 10 7 1 x 10 7 1 .36 x 10 7 1.50m. m ➜ 13.m F → lbf e d → ft Tq → lbf.

001 1 0. ou seja.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = . H 274 . 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ou seja.6g/cm3. é a massa de cada unidade de volume.00136 1.986 cv 0.341hp ➜ 100kW = 100 x 1. o mercúrio. = massa volume Na temperatura ambiente.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência.00134 1.7 735.7457 0.6g. usado em manômetros e termômetros. possui uma massa específica de 13.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume.000 745. 70% → usar 0.341hp = 134.7355 hp 0. cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13. temos: 1kW = 1. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex.5 KW 0.36 1. Q.341 1 0.

mas sua massa permanece constante. É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente. cuja definição veremos em seguida.PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. Quanto maior a temperatura de um material. mantendo o numerador (massa) constante.998g/cm3. Por esse motivo. A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote . logo. sua massa específica é 0. sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume). é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. é mais usual o emprego do peso específico. menor a sua massa específica. seu volume aumenta com a temperatura. se aquecermos um produto. Logo. o que levaria à redução da massa específica. A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0. do que da massa específica.998g. No caso de bombas.

68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume.TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1.016 27.0005787 1 1 0.02 27680 lb /ft3 62. medir seu volume e fazer a divisão.43 0. com cada lado medindo internamente 5cm. basta pesá-lo. apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente). = peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente.0624 1 1728 lb / in3” 0.0361 3.000 1 16. PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água.001 0. sabendo que um reservatório completamente cheio. 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3.61 x 10 -5 0. em forma de cubo.

8 vezes mais do que o mesmo volume de água.61 x 10 -5 5.82 0.500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão.70 a 0.8 8.86 a 0.2 8. como kgf/ m3 ou lbf/in3.02 2.016 27.02 27680 lbf/ft3 62. temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7.0361 3. Por exemplo. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0. uma vez que o volume é modificado.000 1 16.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.8 11. vemos que o aço-carbono pesa 7. 1cm3 de água a 80oC pesa 0.5 0. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.001 0.94 Analisando a Tabela 13.971gf/cm3 e a 200oC é de 0.68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2.001gf/cm3 ➜ 2. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição.82 a 088 0.89 0.865gf.001gf/cm3 = 2.971gf.865gf/cm3.94 13.787x 10 -4 1 1 0.500kgf/m3 = 2. Como peso específico é uma relação entre peso e volume. acima.85 a 0. temos que: 1kgf/m3 = 0.68 a 0.94 0. o peso do cm3 de água cai para 0.43 0.5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote . A 200oC.78 a 0.500 x 0. Na temperatura de 20oC.O peso específico varia com a temperatura.78 0.0624 1 1728 lbf/in3 0.

a densidade da gasolina fica em torno de 0. por definição. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0. Na temperatura ambiente. por exemplo. Outras fontes adotam outras temperaturas. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta). é a força dividida pela área em que esta atua. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. vamos dividir a massa específica desse material pela da água. ou seja. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo.5. o prego penetra na madeira. Na temperatura ambiente. ambos com o mesmo diâmetro de corpo. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. como não poderia deixar de ser. expressa por um número sem dimensão. Pressão Pressão. Ao bater com o martelo.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água. Nessa temperatura. Para gases. g/cm3. No cálculo da densidade. possivelmente ele só fará uma mossa na madeira. Se batermos com a mesma força no sacapino. elas se cancelam. o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3. é igual a 1. Daí. o padrão de comparação adotado é o ar. ficando a densidade como adimensional. A densidade da água na temperatura ambiente. que é de aproximadamente 1g/cm3.74 e a do GLP. em torno de 0.998g).

As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1. exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0. enquanto o saca-pino só deformou a madeira.2cm2.000kgf/cm2 A 0. Por esse motivo.01cm2 e a do saca-pino.2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 . o prego penetrou. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo.01 Saca-pino → P = F A = 10 0. ao bater no prego. de 0. FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2.

14cm2 Área cil. menor = 2cm Dia.14 x 22 4 = 3.PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2. Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual.08kgf/cm2 no óleo. maior = 25cm Pense e Anote Área cil. Dados: Peso = 2.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4.08kgf/cm2 490.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .14cm 2 = 12.08 x 3. cil. 1 = D2 4 = 3.2 h2 A2 3.000kgf = 4.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório.6 = = = 156.2cm para cada centímetro do pistão maior. 2 = D2 3.000kgf. cil. V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2.81kgf Com o auxílio da pressão.14 x 252 = = 490. O pistão menor terá de deslocar-se de 156. com uma força de apenas 12.81kgf.000kgf Dia. conseguiremos levantar um carro com 2.

a coluna de ar pesa 0. então. O ar que envolve nosso planeta tem um peso. a pressão exercida por esta coluna será de 1.033kgf. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote . Por exemplo. a 3.710kgf. possuindo. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto. ao medir uma pressão. uma pressão atmosférica em torno de 0. a coluna de ar fica reduzida. a pressão atmosférica nessa altitude será de 0. Este valor é denominado pressão atmosférica.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local.033kgf/cm2. decorrente da coluna de ar. por isso.95kgf/cm2. A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1. Logo. permite que.71kg/cm2. Quando subimos numa montanha.000m de altura. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1. Essa pressão. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. o que reduz a pressão atmosférica local.

é negativa.4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas . a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local.5kg/cm2 Se a pressão P2. Se a pressão P1 fosse de 2.4kgf/cm2 manométrica.0 = – 0. quando abaixo. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1.6kgf/cm2 absoluta.033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio).5 = P1man + 1. P1abs = P1man + Patm ➜ 2.6 – 1.4kgf/cm2. a medida em valor manométrico seria de 1. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2. A pressão negativa é chamada também de vácuo.4kg/cm2 P atm 1.5kg/cm2 P man = – 0. ela é considerada positiva e.0kgf/cm2.6 = P2man + 1.5 – 1. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local. Quando a pressão está acima da pressão atmosférica.5kg/cm2 1atm Pressão atm.5kgf/cm2. P2abs = P2man + Patm ➜ 0.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa. Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo. P1. P2. seria equivalente a dizer que é de .0. ou seja.0 = 1. abaixo da atmosfera. FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1.0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0.5kgf/cm2 absoluta.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa. e uma outra pressão abaixo da atmosférica. fosse de 0. representamos uma pressão acima da atmosférica.0 ➜ P1man = 2.

ou seja.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14.0kgf/cm2 M 12. basta somar a pressão atmosférica. psig quer dizer pressão manométrica. que significa pound per square inch.9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. a pressão é usualmente medida em psi.2kgf/cm2 A 4. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote . que é igual a 14. libra por polegada quadrada. Para diferenciar.7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. que significa manômetro. Portanto. Para transformar a pressão de psig para psia. Usa-se M ou m para pressão manométrica. Exemplo: Pressão absoluta 3. e A ou a para pressão absoluta. no nível do mar.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida. O g vem da palavra gauge.26kgf/cm2 a Pressão relativa 8. são usados psig e psia. é comum adicionar uma letra após a unidade. e psia é a pressão absoluta. e a é de absolute.

Portanto. na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador. tanto faz ser um círculo. com diferentes áreas de base. a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido.O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. Não importa também se a área é pequena ou grande. um quadrado ou qualquer outro formato.H . Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais. Na Figura 18. a “forma” da área não interfere na pressão. as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a seguir. colocamos diversos formatos de vasos. temos: Força Área Peso Área A . Como a pressão é a relação entre força (neste caso. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que. entre peso) e área. a área foi cancelada.H.

temos: P= . acharemos 2.6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1.74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0. temos que: = 0.74 x 20 = = 1.H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2.Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m. Usando a fórmula preparada para as unidades usuais. PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0.5kgf/cm2. Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água.74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3.48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13.033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 .

1 1.3 MPa 0.09807 0. basta usar a Tabela 15 de conversão.09807 1x10-5 0.09678 9.33 atm 0.7 mmHg 735.133 9.013 psi 14. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.1013 = = = = = = = = = 1 1.0136 1 1. A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água.01934 1.01 10 1.56 7.001 1 0.87x0 -6 9.9807 1 0.72 1 73.07031 0.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão. conforme mostra a Figura 20. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas .81x10 -3 1x10-6 0.422 1.33x10 -3 0.2 0.501 7501 760 m H20 10 10.87x10 -3 9.07 100 6.02 0. Para passar para kgf/cm2.895 0.9678 0.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U. contendo água.02x10-5 0. É comum usar metros.9869 0.89x10 -3 0. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U.7031 0.45x10 -4 0. indica a pressão de descarga de um ventilador.001 1 1000 101. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio.00136 0.869 1 kPa 98.02x10-4 0.2 1.06805 1.145 145 14. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades.807 0.033 = 0.50x10-3 7.000133 9.6 750.32x10 -3 0.0102 10.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1.22 14.06895 1.1 51. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados. mostrada anteriormente.102 102 10. TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0.760m = 760mm Hg 13.5 1 0.1 6.

Como o Pascal é uma unidade muito pequena.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0.1kgf /cm2 = 0.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig. basta dividir o valor por 100. definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa).07031 = 7.1kgf/cm2 50cm H2O = 0. A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –. PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0. Portanto. é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa. Por isso. o uso do bar.000Pa).3kPa = 14.33m = 760mm Hg = 1. a pressão é manométrica: 100psig = 7. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote .1013MPa = 101.000. basta multiplicar por 10.50m H2O = 50 x 0.7 psi = 29.013bar = = 0. são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1. Para passar de MPa para bar.033kgf/cm2 = 10. seguindo recomendação da ISO.92in Hg Como podemos ver. organização internacional de padronização. admitindo. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10.33m de água. numa fase de transição. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada.Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1. os valores usuais de pressão seriam altos.

Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica. ficando no mesmo nível do reservatório. Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3. mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2. = ? 1 2 Inicialmente.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. A água entrará no tubo. igual à pressão atmosférica local de 1. fazendo seu nível subir. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível. no caso.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1. vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera. A pressão no tubo P3 começará a cair.033kg/cm 2A H máx. suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo.

Quanto menor o .75 x H 10 H= 10. retirar todo o ar do interior do tubo. Na prática. a coluna seria: P= xH 10 1. teremos uma coluna máxima.033 = 1xP 10 H = 10.033 = 0.77m 0. tivéssemos gasolina (g gasolina = 0. maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente). no lugar de água. Há perdas de carga por atritos. como a pressão atmosférica é menor. Por isso. ou seja. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente). por hipótese.75gf/cm3). Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água.33m.33m ocorreriam ao nível do mar.33 = 13.33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água. conseguíssemos fazer um vácuo absoluto.75 Como podemos notar. choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção. ficaremos limitados à profundidade teórica de 10. o que é a mesma coisa. em função do seu peso específico. Notar também que os 10.033kgf/cm2.Se. Se. onde a pressão atmosférica é maior. 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . a coluna máxima seria: P= xH 10 1. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. a pressão manométrica seria = –1. Neste caso. a coluna seria menor. a pressão absoluta seria igual a zero. ou. Num local de maior altitude. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito. para cada líquido. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície.

s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .488 lbm / ft. A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas. TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1. Quanto maior a temperatura. Normalmente. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos. notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água.0672 0. o centipoise (cP). é usado um submúltiplo 100 vezes menor. Quanto maior a viscosidade dinâmica. um com óleo de massa específica igual à da água.672 1 1Poise = 1 0. FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ).001 1 1. menor a viscosidade. maior a resistência ao deslocamento.Suponhamos dois vasilhames.000672 0. 1cP = 0.000 1488 Pa.s 0. comparada com a da água. e outro com água.01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura.s 0.1 0. porém mais viscoso.01 10 14.s 1 lbm/ft. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”).88 1cP (centipoise) = 1Pa. Isso é devido à maior viscosidade do óleo.

1 81.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).000 10.6 32.000 cSt centistokes 1 2.17 2.6 61.0 32.000 3.70 14.9 51.60 17.4 71.000 2. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0.24 19.58 1.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .16 1.0 91.00 1.000 5.88 2. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1. = As unidades mais usadas são: stoke (St).100 2.70 14.1 15.30 7.000 4.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12.2 54.40 87.45 2.20 58.30 23.7 200 300 400 500 1.0 100.5 28.02 4.45 23.200 Graus Engler 1.0 87. que possui uma viscosidade de 63.48 5.30 29.60 117.40 10.50 20.56 4.2 20.5 41. centistoke (cSt).44 15.1 43.73 3.01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.3 13.35 8.9cST a 40o e de 8.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.95 13.7 18.92 7.79 11.35 26.64cST a 100oC.31 1.0 65.

A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura. À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura. como GLP ou gasolina.000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. dizemos que o líquido se encontra saturado. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0. FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta.9 (cSt) = = = 1. Suponhamos um vaso com um líquido volátil. Então. usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0. Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida.A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica.

Clorobenzeno 13. Amônia 5. Se a temperatura for maior. Acetona 2. por exemplo. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote . o fluido estará na fase líquida. Etileno 9.6kg/cm2A. se a temperatura for inferior a T1. 8. Para uma pressão de vapor PV1. Etileno glicol 10. Dietil-éter 14. 23. Querosene 21. Se a pressão for inferior. Ácido Acético 17. Hexano 20. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. estará na fase vapor. Isobutano 19. Álcool etílico 3. Álcool metílico 22. estará na fase vapor. Glicerina 18. Ácido fórmico 4. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. o fluido estará na fase líquida. Difenil 15. 4.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. Anilina 6. 24. Downtherm A 16. Etano 7. Gasolina 11. 25. 26. Benzeno 12.

Para cozinhar com água a 150ºC. a temperatura da água será de 100oC. precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba. No caso de uma bomba. seria necessário 15. A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. no caso. e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela. a qual possui uma válvula de segurança. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. Nessa pressão. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. nesse caso. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. é a pressão atmosférica (1. ele irá vaporizar-se. fazendo com que a pressão de vapor aumente. a água começará a vaporizar (ferver). Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. Este é o princípio da panela de pressão. Nesse momento. Para cozinhar com 200oC. Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento. Por isso. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão. Quando estamos bombeando. a pressão atmosférica. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos 20barA. não se modificará. teremos de aumentar a temperatura da água.033kgf/cm2A). Ao nível do mar. fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. Alguns líquidos. se colocarmos propano num vaso aberto.55barA. ou seja. a energia é recebida através do eixo de acionamento. sob a forma de pressão e de velocidade. o propano corresponde à linha 23.76barA). cerca de 4barM. ou seja. como o propano.

50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso. a bomba estaria transformando em calor. a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote . desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível. por atrito e por outras ineficiências.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0. metade da energia recebida. FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área. pelo esquema da Figura 26. podemos afirmar que. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções.

v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas.onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. A energia sob a forma de pressão é a que. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186. Para uma mesma massa. Essa capacidade é chamada de energia potencial. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. quanto maior a altura. maior a energia contida.32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura. Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82.4cm2 → A2 A1 82.4 v 1 = v2 x =3x = 1.1 186. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Dobrando a área de uma seção da tubulação. localizadas num nível mais baixo. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. Energia de velocidade ou cinética. a velocidade média cairá para a metade. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2. Energia de pressão. A água. por exemplo. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4. Se dobrarmos o diâmetro.

a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. também chamada de energia cinética. no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria. FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima. Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia. apenas se transforma.Pense e Anote A energia de velocidade. expressas em dimensões de coluna de líquido. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento). é a decorrente da velocidade de escoamento.

60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . voltaremos a este assunto. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão. também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão.. não temos perda. No caso da bomba.A equação anterior é válida apenas teoricamente. na prática. mas ganho de energia. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2. já que. choques etc. Pela equação anterior. temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos.

41 79.8 11.8 82.4 102.74 79.45 95.4 30.9 15.4 889.31 27.0 655.5 1.1 1.48 7.6 1.02 8.1 26.54 7.7 17.0 14.68 2.65 16.3 1.140.44 11.5 321.7 1.1 154 146.4 11.47 2.1 60.6 409.3 23.0 139.7 Área int.62 1.464.3 186.57 4.91 5.1 74.7 15.4 330.9 455.6 9.77 3.9 182.52 12.52 12.28 15.4 9.82 21.8 13.1 1.5 333.3 12.2 365.1 12. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.9 304.1 1038.7 254.0 363.3 20.8 729.8 15.1 431.2 317.1 28.87 3.9 215.23 81.9 38. (mm) 2.7 21.4 121.08 13.2 6.8 140.2 42.52 10.6 488.48 64.8 303.88 3.37 1.11 10.98 28.2 77.9 8.9 154.4 2742.23 4.1 254.9 254.8 1.178.5 509.2 298.95 5.2 9.9 18.52 12.8 111.8 428.507.7 22.1 116.0 9. Nominal ext.6 242.7 14.7 2355.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .52 11.65 97.2 193.42 1.1 294.6 24.2 791.1 73.877.6 722.27 12.5 1.5 699.9 93.44 7.8 124.50 3.4 235.2 574.9 856.6 239.51 67.9 463.2 94.54 8.87 3.3 157.8 186.0 26.44 5.3 1.07 5.2 59.443.94 2.12 123.52 12.18 12.6 477.34 131.7 19.1 2677.91 6.3017.64 3.9 336.7 872.44 2.0 155.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm.09 3.9 310.6 11.6 438.5 387.6 34.9 482.82 2.2 23.4 288.91 5.29 107.793.4 168.9 50.829.29 33.51 1.7 15.6 2593.3 131.0 9.7 19.2 21.3 80.91 0.0 Peso kgf/m 0.8 9. (mm) int.4 9.56 107.25 21.72 172.55 1.630.6 66.2 136.1 15.4 20.62 11.23 42.5 17.35 9.7 17.96 1.2 87.63 2.7 42.7 15.9 73.8 6.7 440.3 97.75 7.1 481.7 58.7 174.3 351.79 1.47 11.6 173.32 3.4 47.0 105.4 202.56 13.97 18.7 81.5 49.06 22.49 40.7 547. cm2 1.5 247.73 4.19 2.9 26.6 590.1 7.5 584.71 11.10 42. Diâm.23 5.2 203.2 52.1 1.10 0.

Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas.

3 .r . r2 . h) 2 .h= V=B. (b1 + b2) 2 (b .b.h A= A= A= h .h = 3 V=4. .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote .h .r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura .h V=B. h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v. r2 = .Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b.D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a.h A=b.

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

Na indústria em geral. ➜ Turbinas a vapor. as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. O presente trabalho visa dar este conhecimento. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas. sendo a forma de pressão a predominante. que podem ser grupadas em duas famílias principais. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. principalmente. a bomba necessita receber energia de um acionador. ➜ Motores de combustão interna. Para realizar essa movimentação. por motores elétricos. Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . o acionamento das bombas é realizado. Para funcionar.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas.

Já a desvantagem é que. Os motores pneumáticos. São aplicados.motores de combustão interna. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor. Hoje em dia. a bomba principal e a reserva. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. Em unidades novas. a possibilidade de variar a rotação. são acionadas por motor elétrico. ao usar a turbina a vapor como principal. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. com o barateamento dos variadores de freqüência. ou o contrário. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. Além deles. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. De modo geral. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina. Quando ambas. ao escoarem através de oleodutos. Pense e Anote Durante muito tempo. são geralmente movidos a óleo diesel. Esses motores. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. não são utilizados em bombas de processo. principalmente. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança. são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. Se não dispusermos de vapor nas instalações. 68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. quando empregados. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. a saber. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor. Visando aumentar a segurança operacional. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente.

o sistema ainda continuará sendo atendido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 . algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo. fica uma delas como reserva.Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. nesses casos. só que com uma vazão menor. Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente. o que permite variar significativamente a vazão.

3. somente após a entrega). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . vinda do fabricante. Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. Caso ele tenha sido mal manuseado. 2. Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. do acionador. A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado. uma bomba nova 1. 4. Havendo danos. ter caído durante o transporte. 5. No ato do recebimento. podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. do tipo engradado. Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). das linhas de refrigeração e de selagem. por exemplo. Análise dos estados da base metálica. a inspeção deverá ser mais detalhada. em outros. as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. como. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. da bomba. Conferência da documentação. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e. do acoplamento e da sua proteção. Normalmente. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. Verificação do estado do caixote de madeira.

seu acionador. com lista de peças. Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. corte do selo. 7.). • Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. Estando tudo correto. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba. mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. deverá ter a especificação do tipo. além de um corte da caixa de selagem. do tamanho e do número de anéis utilizados. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados. devem constar: plano de selagem. acoplamento e as respectivas cotas. • Desenhos de corte do acionador. No caso do uso de selo mecânico. pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . NPSH etc. lista de peças com identificação das referências comerciais. 6. • Desenho do conjunto da bomba. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. furos que comunicam com o interior da carcaça. Verificação de todas as suas entradas (flanges. deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. • Desenho da selagem. a bomba. mostrando a base. vibração. material de fabricação e quantidade empregada. Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba.

durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote . a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. usar um óleo tipo turbina. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. ou seja. Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. um plano de preservação deve ser obedecido. devendo ser girada algumas voltas e drenada. Para evitar que isso ocorra. Logicamente.Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. de 1 volta + 1/4 de volta. Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. se não for possível fazê-lo com a mão. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. Na falta deste. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência. Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. por exemplo. Em seguida. deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba. Na sua furação. colocar um plugue roscado. ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling). Para essa operação de giro. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo. Marbrax 68. Caso não exista o sistema de névoa. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica. Para tal. Nesse caso. Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. findos os quais eles devem ser renovados. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. para tal preservação. girar manualmente algumas voltas. com nível até a parte inferior do eixo.

Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo. Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação. Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . regiões próximas ao mar ou de elevada umidade. Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. como a região de apoio do acionador e da bomba. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. por exemplo.nem o acoplamento.

Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados. Podemos dividir esta fase em três outras. fazendo uma união efetiva entre elas. Assim. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados. Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. sejam de desbalanceamento. 2. FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote . Alinhamento. Conexão com os flanges. com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto. Nivelamento/grauteamento. enumeradas a seguir: 1. 3.

usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. a entrada de concreto ou do graute. 1. ou se a bomba já estiver na planta. Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. evitando. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. observar diretamente a base metálica. espuma de poliuretano. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o graute era realizado com uma massa de cimento rala. Hoje em dia. os seguintes passos devem ser seguidos. assim. Hoje em dia. Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim. interno > 2D Prender com material que não endureça. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica. retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira. Na montagem da bomba. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. é raro o uso de chumbador tipo L. por exemplo. que curam bem mais Pense e Anote rápido. são empregados cimentos próprios. Como seu custo é bem superior ao do cimento. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada.Antigamente. 2. Picotar a base de concreto. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas.

4. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor. Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto.desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular. Após nivelar a base. Na falta da recomendação. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base. na direção dos parafusos de nivelamento. repetindo a leitura. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute. colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. Ajustar. 6. FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0. Colocar sobre o concreto. já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo. Evitar a presença de óleo e graxa. e depois na região da bomba. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. usar os valores da Tabela do API. com ar isento de óleo.2mm por metro. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. se necessário. Soprar. um pedaço de chapa com cerca de 12. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante. transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote . tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. As duas têm de ser iguais.7mm (1/2") de espessura. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. 5. Para tal. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento.

8.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N.2 37 118 389 7. Durante a fase de grauteamento. Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute.8 22. Para evitar quebras. Existem cimentos apropriados para graute. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade.3 13.15 8.m – 3. Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . principalmente junto ao concreto.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N. As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31).m 4. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar. São elas: as formas de madeira. Vedar as formas.1 33.7 81. Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência. 9.m 40. eles devem ser retirados da base. Fazer um acabamento com um chanfro de 45º.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento.4 136 217 332 481 kgf. conforme mostra a Figura 32. para evitar vazamentos. todas as tubulações devem estar desconectadas. Não é aconselhável o uso de vibrador. e sim três camadas de uma pasta à base de parafina.16 11.9 49. Verter o graute.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N.m 69. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf.

) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. no aperto de alguma das tubulações. Se. fazendo com que o material deforme. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local. se não estiver correto. Alinhar a bomba com o acionador. o que diminui a tensão introduzida pela linha. Zere os relógios. O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento. Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento.Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. Após a cura do graute. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. podem necessitar de tratamento térmico posterior. 12. 13. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. Se fizer parte do projeto. 17. não for possível enquadrar os valores. for excedido esse valor de deslocamento. 15. O aquecimento reduz a resistência da tubulação. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga. 14. 11. um na direção horizontal e o outro na vertical. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações. Os dois relógios devem indicar menos de 0. cortar a tubulação e refazer a solda da linha. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. sem necessidade de forçar os flanges. Havendo. se aquecidos. Os relógios também devem indicar menos de 0. batendo na chapa superior da base.05mm. se ficou alguma região vazia. Portanto. com auxílio de um pequeno martelo. dos filtros. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba. e outro para saída do ar.05mm. No caso de motor elétrico. peça para inverter as fases de alimentação elétrica. Após a operação anterior. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. comum. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. depois de tudo. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. Verificar a tensão introduzida pelas linhas. Somente após a cura do graute. Se. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. Para tal. 16. das válvulas de retenção etc. de selagem e de lubrificação. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la. verificar. um para introduzir massa epóxi.

Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. a bomba estará cheia de líquido. A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico. na maioria dos casos. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. Nessa situação. Se a partida for demorada. Já nas bombas de fluxo axial. Caso tenha dúvida. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. devem seguir as centrífugas. Por esse motivo. Bombas verticais. abrir a válvula de descarga. o que reduz a vida útil de seu isolamento. No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. elas devem partir com a descarga fechada. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. devem partir com a descarga totalmente aberta.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. Logo após a partida. a menor potência ocorre com alta vazão. Nesse caso. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. Durante a fase de aceleração da bomba. não podem girar ao contrário. evitando desgaste localizado. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor. Se a bomba está escorvada. Se o sentido de giro do acionador está correto. Quando pararem de sair borbulhas de ar. desarmando o motor. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . principalmente eixos e impelidores. As bombas de fluxo misto. desacople a bomba e teste. Fechar o suspiro. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. para efeito de partida. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. g h Partir a bomba. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. bem como o local de apoio na pista do rolamento. abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça. Antes da primeira partida e logo depois dela. Portanto. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. Para tal. serão analisadas as suas curvas de potência.

É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura. d e Vazamentos pela selagem. ruídos anormais e vazamentos e. rebaixando-a cerca de 25mm. f Havendo possibilidade. observando se o valor está dentro do esperado. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto.2mm para cada metro de dimensão. se necessário. desempenho. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. picotá-la. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0. Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba. devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador. medir a corrente do motor elétrico. Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar).Após a partida da bomba. b c Barulhos anormais. verificando vibração. Alinhar. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote . Proteger os chumbadores e grautear a base. Resumo Após a cura da base de concreto. A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis. Testar a bomba. o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico.

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Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. baseados no modo do seu funcionamento. Nos próximos capítulos.Classificação de bombas cado. o tipo da turbobomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote . engrenagens. juntamente com a forma como a energia é cedida. Podemos classificá-las. A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga. em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor. diafragma. analisaremos mais detalhadamente cada tipo. palhetas etc. A orientação do líquido ao sair do impelidor determina.

o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador. Em cada entrada. estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). Nesse tipo. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . as pás ficam situadas na periferia do impelidor. BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34). Nesse tipo de bomba. ele ganha um novo impulso e. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. por isso. Em uma volta. O líquido segue uma trajetória helicoidal. Na região de descarga.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano. Nela. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo.

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

inclui a bomba axial e a de fluxo misto. dificilmente o serão. bem montada. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. Normalmente. axial. outros.A norma API 610. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga. mista e regenerativa. bem operada e bem mantida. principalmente devido a sua versatilidade. além da centrífuga. Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. 90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . bem selecionada. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. fazendo uma divisão principal entre três modelos. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. bem fabricada. A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão. seguida de um número. De modo a facilitar essa identificação. e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas. proporcionando uma campanha longa. que. ela deve ser bem especificada. A bomba centrífuga é o tipo mais usado.

Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba. 2. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente.Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. 6. 4. o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. advindo daí o seu nome. 8. Na bomba. 5. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. 3. esta energia é cedida pelo impelidor. FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar. ao girá-lo com uma rotação N. 7. Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. Faz uso da força centrífuga.

teríamos no seu interior ar ou gases e. fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor. FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . sendo descarregado na voluta (6). O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7). 7. é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. na região 2. Na Figura 38. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1. ele cria uma região de menor pressão. ao girar. o vazio criado pelo impelidor. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. ao girar. Se não tivéssemos escorvado a bomba. em vez de líquido. 4. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. nessa situação. e assim sucessivamente. 5. O impelidor. 3. 6. 4 e 5). Ao ser deslocado no interior do impelidor. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. ao girar.O impelidor. 2.

4. temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor. que normalmente é fundido. conseqüentemente. válvulas. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1. 3. tais como curvas. 2. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3). Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . uma queda de pressão. o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor.. Logo após o olhal. a região 4. Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e. é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. 6. região 4. 7. 5. reduções. Pelos motivos expostos. Nessa região. podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. filtros etc. logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele).Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes.

Nas bombas verticais. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. Ao sair do impelidor. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). ao girar. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética).A partir da região 4. região cônica 7. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. o fluxo passa pela voluta. a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. Logo. permanecendo uma parcela como energia de velocidade. o difusor costuma ser uma peça independente. nas bombas axiais. mas o impelidor. na saída da carcaça. a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. Nas bombas horizontais. a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. que acelera o líquido. a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios. a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas. As áreas dos canais do difusor são crescentes. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta. por exemplo. De modo geral. sejam elas horizontais. nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. sejam verticais. Logo. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. Por último. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1).

Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. Quando as pressões são muitos altas. como conseqüência. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. em irrigação de lavouras. No próprio impelidor. Tanto na exploração. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. caso das unidades de uma refinaria. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. como veremos mais adiante. na exploração de petróleo. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. enquanto outras são para milhares de m3/h. Suporta desde serviços leves. a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . Nas bombas maiores. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos). As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. em termoelétricas. que podem chegar a milhares de hp. No cone de saída da carcaça.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum. na indústria de papel e celulose. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. Atualmente. até bombas com consumo de potências bastante altas. nas indústrias químicas. modificando. temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. no abastecimento de água das cidades. parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). como o bombeamento de água residencial. nas aciarias e nas demais indústrias. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2. daí seu grande emprego na indústria. a perda de carga será alterada. Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. feito com bombas pequenas com 1/8hp. a vazão da bomba. no transporte de líquidos (oleodutos). quanto na produção de petróleo. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão.

embora existam bombas menores. os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento. nesse tipo de serviço. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. é usual a adoção de bombas centrífugas. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas. abrangendo praticamente todas as áreas. NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas.aplicação. Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h. Nas demais aplicações. geralmente. o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Quando apresenta algum tipo de desgaste. geralmente. IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. é geralmente substituído. esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. Não é usual necessitar reparos. como as do tipo epóxi. trocase a luva. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. Juntamente com a carcaça.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. porcas de fixação. luvas do eixo e defletores. que é uma peça cara. Em vez de trocá-lo. É prática comum chamar o impelidor de rotor. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. envolve o impelidor contendo o líquido. a luva permite que o selo seja todo montado externamente. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado. O impelidor raramente é recuperado. que é mais barata. EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor. impelidor. Em alguns casos. No caso de carcaça em voluta. rotor é o conjunto de todas as peças girantes. O rotor é composto por eixo. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. Nos selos tipo cartucho. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. Sua recuperação é semelhante à da carcaça. Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. exceto os selos e rolamentos. o qual lhe é fixado. quando se danificam. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. a não ser que seja de grande tamanho. antes de ser colocado na caixa de selagem. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. Como. não existem em estoque carcaças reservas.

como são normalmente fabricadas de material nobre. Como esse material é frágil. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente). devido às restrições de poluição ambiental. ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como o carvão ou Teflon impregnado. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. serve de apoio para uma das sedes. as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. Na selagem por selo mecânico. Recentemente. CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. raramente necessitam de recuperação. é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo.MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. recebe também o nome de preme-gaxetas. quase sempre AISI 316. caso venham a vazar. SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. o que levaria a um vazamento pela selagem. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais. Atualmente. As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos. catalisadores etc. que estão sendo empregadas com sucesso. Nas bombas verticais. Raramente se danificam. Mesmo assim. SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. Nesse caso. é comum a utilização de mancais guias para o eixo.). Nesse caso. A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos.

BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. geralmente fixado ao eixo. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. A primeira é de ser uma peça de sacrifício. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem. Existe uma grande variedade desses selos. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. Por isso.zem para o exterior. após alguns meses de funcionamento. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. fica mais barato e rápido trocá-las. No caso de bombas que utilizam selo mecânico. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. fluindo daí para o mancal. tendo por função salpicar o óleo lubrificante. com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal. DEFLETOR É um disco. aumentando a eficiência da bomba. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. mas. teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo. ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. evitando que ele venha a vaporizar. esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos. perdendo sua capacidade de vedação. O retentor realizava sua função quando novo. permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. Quando suas folgas aumentam. aumentando a rigidez do rotor. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. que são peças mais caras. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. O anel pescador é acionado pela rotação do eixo. Com o uso dos anéis. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço. os lábios endureciam. Com folgas pequenas.

evitando que ele entre girando. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função. ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns). FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. na maioria dos casos. a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria. Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba.BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração. dispensam o uso de refrigeração nos mancais. 100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos. As bombas dotadas de lubrificação por névoa. VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais. Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor.

75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica. são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional). Por conveniência. existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP). Teoricamente. a vazão deve ser dividida por dois. daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação. se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 . m3/s.5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. A altura manométrica considerada é por estágio. Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana.5 a 2 D2 D1 < 1. identificamos o formato do impelidor.Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades). ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades. No cálculo da velocidade específica. basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. pela fórmula. gpm. ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1. m) (unidades inglesas – rpm. No caso de bombas de vários estágios. Para bombas de dupla sucção.

Como é de dupla sucção.750 x 0.125 2 2 h h 3.75 = 1. m rpm. seria equivalente a 2 impelidores.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0.75 = 1.019 1 0. m 3 Para → rpm.0167 rpm. com NS = 14. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas .Para converter a velocidade específica. um contra o outro. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3. calculado com rpm.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência.4 Pela Figura 43. teremos de fazer a conversão. vemos que o impelidor é do tipo radial.65 0. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s.4 em unidades métricas. para saber o equivalente de um Ns =100.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo.125 150 0. m3/h e m. m /h. Portanto. gpm. gpm. ft rpm. m3/h. PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1. m 3/s. m3/s e m.750 0. Como o impelidor é de dupla sucção. m 1. m3/s.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0.86 rpm. Dados: N = 1.354 42. basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm.86 = Ns = 14. m 0. ft 1 51.

Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. Nos ventiladores.FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente. excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote . as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis. A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas. Na indústria de petróleo. Por isso. os impelidores são predominantemente do tipo fechado. não é muito comum esta situação. que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado.

Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . caracteriza o formato do impelidor. e os mais altos. pela construção e quanto ao tipo de sucção. aos axiais. ficando os de fluxo misto com os valores intermediários. Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. Ns. Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás. Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais.

Comparando com a de simples voluta. É também bastante usada em bombas verticais. Alguns fabricantes. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. que pode ser simples ou dupla. Devido à dificuldade de fundição. obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. Raramente é utilizada. é a mais usada em bombas industriais. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. as carcaças são normalmente de simples voluta. de até 4" na descarga. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor. nas bombas menores. Partida verticalmente ou radialmente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . nas bombas menores. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Para cada vazão. a AMT é representada por uma unidade de comprimento. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. dupla voluta. ou pés (ft) no sistema inglês. independe do líquido bombeado. Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. Podem ser partidas axialmente ou radialmente. a bomba centrífuga fornece uma AMT. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido). Altura manométrica total (AMT). BB1. difusor. Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido. VS2) ou duplas (exemplos: BB5. Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão. que é dada pelo sistema. Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. isto porque a AMT é fixa. passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação.Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. VS5. Por esta definição. em geral metros no nosso sistema de unidades. Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. head (em inglês). carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido. A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado. concêntrica e mista. VS6) (ver Figura 35).

Por isso. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva. é usual registrar no gráfico esses valores.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores. O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50. a curva se modificará. ou o equivalente 75x50x200. 108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . descontando. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros. como. por exemplo: 3x2x8. que pertence a uma bomba centrífuga radial.Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba. eles também deverão ser identificados no gráfico. Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção. flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. Normalmente. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3. logicamente.

em metros. o plano de referência poderia ser qualquer um. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal. Por esse motivo. Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote .. Caso os manômetros estejam abaixo da L. em metros. A expressão dessas energias. para bombas verticais.C. Na realidade.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão.81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs). ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9. os valores devem ser subtraídos.C.

8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Usando as unidades apropriadas. Ao nível do mar g = 9. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção. EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2.

Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis.78 x Q 3. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba. as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote .54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão. Estas velocidades podem ser facilmente obtidas. altura dos manômetros. 4. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2. As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s. As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs. 2.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2. 3. válvulas. devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. Os valores de hs ou hd.78 x Q 3. tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido. usamos a fórmula da equação 3. ou a própria bomba. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba. tais como curvas. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação.78 e 3. O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT.1. 3). EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação.54 x Q = As Ds Vd = 2.

Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd). ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. Se. numa primeira aproximação. cuja curva está representada na Figura 50. mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. Caso não esteja.velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. tivermos um instrumento que indique a vazão. ou. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. calculando a AMT. calculando a AMT. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. ou seja. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. de acordo com a equação simplificada 5. geralmente da ordem de 0.30 ou 0. o que é equivalente. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido). temos uma AMT correspondente e. A curva da Figura 50 mostra que. A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. maior a perda. se as medições efetuadas forem confiáveis. para uma determinada vazão. dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. à medida que a vazão vai aumentando. na vazão de 70m3/h. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha. para cada vazão. podemos estimar a vazão. podemos avaliar se a bomba está em bom estado. é provável que a bomba esteja desgastada. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis. com o desempenho em conformidade com a curva original. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis. De posse dessa curva. no sistema em que a bomba estiver instalada. Se. podemos obter a AMT. ou seja. ou o inverso: sabendo a vazão. Quanto maior a vazão. a AMT vai sendo reduzida. A perda de carga irá variar com a vazão.40m. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Portanto. A bomba. num trecho de linha horizontal. elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. de 10m de coluna de água.

a vazão da bomba seria reduzida. como shutoff da bomba. gasolina ou ar. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás). À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT). passando sua vazão a ser nula. FIGURA 52 AMT IGUAL A H. Existe uma altura. Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). que pode ser positiva. Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção. A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 . ou. Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga.Pense e Anote do líquido bombeado. DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. Na Figura 50. o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. se desprezarmos as perdas de carga na tubulação. seja ele água. a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. estamos nessa condição. GLP. a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. em inglês.

A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que. os quais modificam a curva.0013 x 80 10 = 0. gasolina e ar. e com gasolina daria 6. Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. teria AMT = 80m.0kgf/cm2.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50. daria apenas 0. Essa curva caracteriza a bomba. Se estivéssemos bombeando ar. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2.5 0. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que seria igual para os quatro fluidos: água. Bombeando GLP.0kgf/cm2 de acréscimo.75 0. teríamos os valores mostrados na Figura 53. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade).0 P= Ar 80 0.0 P= GLP 80 0. Como cada fluido possui um peso específico diferente. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8. necessitam de fatores de correções. ou seja.5 x 80 10 = 4. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL. com 90m3/h de vazão. daí seu nome de curva característica. valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba.0013 0.50. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles. por terem um atrito muito elevado. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec. para uma vazão de 90m3/h. No caso de estar bombeando água na vazão acima.0 P= Gasolina 80 0. trabalhando com qualquer dos fluidos citados. GLP. daria 4.75 x 80 10 = 6. A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados.01kgf/cm2. considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão.

com a válvula de descarga fechada. Nesse tipo de teste. esse teste deve ser bem rápido. basta um ponto. mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista. podemos fazer uma avaliação do seu estado. FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3. Assim.Quanto maior o desgaste da bomba.4kg/cm2 e na descarga.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h.3m 0. (Pd – Ps) = 10 . se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos. ou ele não é confiável. No caso de produtos com condições próximas da vaporização. um na sucção e outro na descarga. ou seja. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff).8 – 1. não é aconselhável esse tipo de teste. Portanto.75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote . Calculando a AMT pela equação 5. Não há necessidade de levantar toda a curva.8kgf/cm2. temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 . Quando não temos instrumento para indicar a vazão. Avaliar se a bomba está em bom estado. bombeando gasolina ( = 0. temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. 7.550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga. apresenta na sucção a pressão de 1.4 = 85. cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. 7.

A densidade do líquido é de 0.8 e sua viscosidade é baixa. teria uma vazão de 90m3/h. a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste.3m verificados. independente do líquido que esteja sendo bombeado. a pressão de descarga é que irá variar. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m. a bomba cede uma AMT. nas condições dadas no problema. Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2. valor bem próximo dos 85. obtemos a vazão Q = 90m3/h.Pela Figura 50. Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8. Para cada vazão.8 gf/cm3). 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5kgf/cm2 na sucção e de 8. A bomba em bom estado.9 – 2. Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso. Pense e Anote Logo.5) = 80m 0. encontramos 86m para AMT. Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0. Se estivesse desgastada.9kgf/cm2 na descarga. para esta mesma AMT de 80m. É expressa em metros ou pés. Com a mudança de líquido. do estado do impelidor e da carcaça. entrando com a vazão de 70m3/h. a bomba pode ser considerada em bom estado. Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54.

Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba. Portanto. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. de forma simplificada. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. as soluções desses problemas são bem distintas. Na Figura 55. líquido e vapor. parte branca. Sobre a linha. convivendo em equilíbrio. ocorre um forte ruído. a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. Os impelidores podem sofrer danos. cujos sintomas são bastante semelhantes. ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5). temos as duas fases. em que só a queda de pressão contribui. como mostrado em (1– 6). Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. Os pontos situados acima da linha de equilíbrio. ainda não aqueceu. pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura. Entretanto. como se ela estivesse bombeando pedras. Nos casos mais severos.Podemos calcular a AMT. estão na fase líquida e os abaixo. A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam. o que nem sempre é verdade. Como veremos. deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. tem início a vaporização. esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. parte cinza. Se vaporizar nessa região. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. logo. Cavitação. o líquido ainda não recebeu energia. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. portanto. estão na fase vapor.

passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . expresso em metros de coluna d’água. temos a região de menor pressão. e crescente com a vazão. psia etc. Abaixo dessa vazão. A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba. por meio de cálculos e de testes de bancada. Então. provocando a vaporização no seu interior. Os fabricantes. Para cada vazão. parando antes. a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar. kgf/cm2A. cujo formato é mostrado na Figura 56. este é um dos locais mais prováveis. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. Imediatamente antes das pás.FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. barA. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38.

que será visto mais adiante. Na realidade. Portanto. Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. nessa região. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . acima da pressão de vapor. é denominada NPSH disponível. NPSH vem de Net Positive Suction Head. chamado de recirculação interna. que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida. senão o líquido vaporizará. O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada. O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente. Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade).Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. disponibilizada no flange de sucção da bomba. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba. não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1).

ela é medida um pouco antes.Por definição. No caso das bombas horizontais. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão.78 x Q 3. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2.54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção. Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. Nas bombas in-line e nas verticais. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor. o plano é na linha de centro do flange de sucção. o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal. em geral.

como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal). vemos que. pela equação do NPSH disponível. teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58. Portanto. aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção. Quando aumentamos a vazão. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs. Para uma mesma instalação. Os demais permanecem constantes. O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote . apenas dois itens serão alterados. equação 6.FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. reduzindo a pressão de sucção Ps. o NPSH disponível cai com o aumento da vazão. ao variar a vazão. Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba.

para a vazão desejada. Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). temos como conseqüência a cavitação. Para tal utilizaremos a Figura 38. Quando ocorre a vaporização. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga. Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento. Ao contrário. também mostrada no gráfico. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). se.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido. 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito). Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor. em algum ponto do interior da bomba. teremos a vaporização. que sempre é expressa desta forma.

FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1. 4. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote . 3. 7. 6. 5. 2.

e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). Dispondo desta energia mínima. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . não alterando o valor do NPSH requerido. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. o que levará à vaporização do líquido.Como já havíamos chamado a atenção. de acordo com a Figura 59. NPSH disponível por definição. Do lado esquerdo. É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). a bomba ficaria completamente cheia de vapor. Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). A partir deste ponto. voltando a superar a pressão de vapor. As energias estão representadas por colunas de líquido. o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto. por definição. Logo após as pás. ou seja. já explicadas na Figura 38. Nesse caso. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. Nesta figura. Para uma mesma vazão. logo. a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. o vapor retornará à fase líquida. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba. No bombeamento com vaporização. para uma determinada vazão. Vejamos agora. montada a partir das Figuras 38 e 58A. Se a vaporização fosse total. quase sempre a vaporização é parcial. para uma determinada vazão. O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. ponto “b”. estão representados dois casos. a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido. para uma determinada vazão. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão. só uma parte do líquido é vaporizada. Na Figura 59. região 4. reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. NPSH requerido. Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor.

o NPSH disponível é menor do que o requerido. permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor.8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 . FIGURA 59 CAVITAÇÃO. Do lado direito. o que levará à vaporização de parte do produto bombeado. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9.Pense e Anote mos vaporização.

5kgf/cm2 h = 30cm = 0. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs. Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59.98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2. O termo de velocidade no flange de sucção. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido. O fabricante informa que.5m. É o que dá origem à cavitação clássica. na realidade. na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. temos para 4"sch 40 (área = 82cm2). Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25. Para evitar a vaporização. para a vazão de 60m3/h. o NPSH requerido é 2.3barA x 1. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0.033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização. temos também que: 1bar = 1.5m Patm = 1. O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor. ele é matematicamente cancelado. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .98gf/cm3).3bar).30m água = 0. PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0. Na Tabela 15.306kgf/cm2 A Da Tabela 18. Dados: Ps = – 0. (a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0.A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido. v2/2g.5kgf/cm2. Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela.02kgf/cm2 Pv = 0. não influi.02kgf/cm2 bar = 0.312barA). com as dimensões de tubos. uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba.

227 4. é possível que tenhamos problemas.98 2 x 9.78 x 60 82 = 2. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste.5 + 1.30m. apenas 0. Mas.30 + 0.78 x Q A = 2. por exemplo. seria interessante dispor de uma margem maior. Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações.033 – 0.5m.62 O NPSH disponível = 2. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena. dependendo da intensidade.21 + 0. define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido.032 + 0.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2. quando a cavitação é significativa. indicando teoricamente que não haverá vaporização. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1). bombeando água fria.03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0.12 + + 0. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor.81 NPSHdisp = 10 x 0.78 ~ 2. A queda de AMT é abrupta.27 + 0. O API 610.30 = 2.30 = 2. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote . Para bombeamento de água. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute.8m está maior do que o NPSH requerido = 2. Se começasse a cavitar.306) 2. que corresponde à vazão Q1 e AMT1. passaria a trabalhar no ponto 2. com a vazão Q2 e AMT2.8 m 1 19. o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível.

O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h. a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m). os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m).). Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico.5m]. A cada redução. Com a redução gradativa do NPSH disponível. 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente.5m etc. 7m.6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m. Determinamos o NPSH disponível (5. Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m). a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m). bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m). ou seja.5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m). Repetindo o teste para outras vazões. teremos um valor (NPSH disp=5. 6m. Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1. a bomba estará operando sem cavitar. 5. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba.

FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0. Reduzindo o nível do reservatório de sucção. Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. o que elevaria a pressão de vapor Pvap e. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote . Esse método não é muito usado. reduziria o NPSH disponível. Variando a temperatura. além da Pvap. numa bancada de teste. Pvap ou . o peso específico do líquido. podemos alterar. A velocidade de sucção Vs está amarrada. conseqüentemente. As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção. modificaríamos. uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. prevalecendo o da redução de pressão na sucção. portanto. Usualmente. quando o teste é realizado em circuito fechado).3 X 50 = 1. O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro. somente. a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada.

como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). com o NPSHdisp = NPSHreq. embora com pequena intensidade. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Elas se chocarão e crescerão de tamanho. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. teremos a formação de bolhas de vapor. ou seja. com um NPSH disponível acima do requerido. Logo. O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. a bomba já está cavitando. é provável que não notemos nenhum ruído. A norma API não aceita essas reduções. Na realidade. a bomba já está perdendo em desempenho. Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar.É interessante chamar a atenção para o fato de que. Figura 62. nem perda de desempenho da bomba. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. na determinação do NPSH requerido. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. a bomba já estará cavitando. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. permanecendo os mesmos valores válidos para água. A conclusão é que. É o que chamamos de cavitação incipiente. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. Pense e Anote 3% de AMT. Por esse motivo. Logo. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. o líquido começa a vaporizar bem antes. menor a margem de NPSH. como veremos adiante. é sempre desejável manter uma margem de NPSH. quanto maior a vazão. maior deverá ser essa margem. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto. mas não notamos perda de desempenho. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão.

Ao atingir essas regiões. mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba. fica um vazio que será preenchido pelo líquido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 . Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. conforme mostrado na Figura 63. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido. prejudicando sua passagem pelo impelidor. criando um jato de líquido. As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. as bolhas entrarão em colapso. não acarretarão danos. atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. Instantaneamente.Pense e Anote lado. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. Quando a pressão externa for superior. FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida. mas sim do retorno do vapor à fase líquida. o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. se a quantidade vaporizada for muito elevada. em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha. Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. o jato será formado no sentido da parede. retornando à fase líquida. ela retornará à fase líquida. Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59).

4 1.1568 Vapor (b) cm3/g 19. Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor. A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás. temos o inverso. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas. Quando um líquido vaporiza. são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1.672. como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção.1 Aumento de volume b/a 19. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica. que acabam implodindo. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor. e quando ele condensa.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos o colapso das bolhas. Nessa região. A seguir. portanto.0078 1.550.Com a bomba operando na condição de cavitação. Na Tabela 23. uma redução considerável do volume. temos um aumento considerável de volume. é que ocorre o arrancamento do material. Volume específico é volume por unidade de massa.52 127.3 5. Na região da implosão.398 4.0434 1. o líquido já está recebendo energia do impelidor e. aumentando a pressão.045. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos.934 1. ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal.0225 1.

Já na temperatura de 40ºC. maior a severidade do problema de cavitação. a intensidade da cavitação seria maior. crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização. forte ruído. trazendo todos os inconvenientes já citados. além do desgaste da bomba. Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. quanto mais frio o líquido. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis. a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico.Pela Tabela 23. No caso da vaporização no interior da bomba. A cavitação gera vibração. A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização. pelo arrancamento de partículas metálicas. que será vista a seguir. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . Nesse caso. Por isso. Se não houvesse esse resfriamento. o aumento será bem maior. A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. como a decorrente da recirculação interna. perda de desempenho (vazão e pressão). esse calor é retirado do próprio líquido. a cavitação é menos intensa comparativamente. principalmente do impelidor. oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes. formando gelo. chegando a 19.398 vezes. o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq). Por isso.

78 x Q A = 3. oscilação das pressões. aumentar o NPSH disponível. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão. logo no início das pás. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba. o crescimento das bolhas e a sua implosão.O nome de cavitação vem de cavidade. mas da implosão das bolhas. A cavitação causa um ruído acentuado. desgaste no impelidor. temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. vibração. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. No caso das bombas. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado. Para que não haja cavitação. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção. perda de vazão e de pressão. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2. ou seja. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão. que significa vazio.

A vazão foi sendo reduzida em etapas. FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. Quando foi atingida uma determinada vazão. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. entrar na bomba e sair pela descarga. era realizada uma pequena injeção de corante. afastado alguns metros do flange. conforme era esperado. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. Já vimos o que é a cavitação clássica. naquele momento. vimos que a cavitação. Vamos entender como cada um deles ocorre. para assistirem ao experimento.Recirculação interna No item anterior. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica. a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. devido à formação e à implosão das bolhas. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. Era então injetado um pouco de corante. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. Os presentes ao experimento estavam. e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). Há algumas décadas. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. Para facilitar a observação. Na linha de sucção. inclusive concorrentes. forte vibração. faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras. Em cada uma destas etapas.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

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Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

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Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
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75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . portanto. FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0. podendo. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. o percentual de estabilidade seria aumentado. vir a cavitar. seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos). Ns = 200. Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade. podendo chegar a 65% da vazão do BEP. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS. Com um impelidor axial. na qual podem ocorrer instabilidades. Para olhais grandes. os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. Acima de 45%. logo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . de baixa pressão. a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência.

Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido. ou seja. Quanto aos danos no impelidor. ruído. vibração. na junção com os discos. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. desgaste do impelidor. com o qual a bomba inicia a recirculação. todos concordam. Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. Quanto maiores esses valores. oscilação das pressões. mas já entram com o líquido. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído. na parte visível delas. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial. prejudicando o fluxo. Quanto à perda de desempenho. Na área da descarga. a partir de um certo percentual. perda de desempenho. mais estreita a faixa de operação da bomba. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação.Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. vibração. O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. oscilação dos manômetros. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga. o desgaste é na lateral das pás. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba.

5% em volume de gases no líquido. Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório. Até o teor de 0. Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. O ar forma um colchão de amortecimento. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa. Na parte de cima da figura. em torno do tubo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 . se não tiver a submergência adequada. o funcionamento fica seriamente prejudicado. Em percentuais bem pequenos. para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto.Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração. Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação. Para o caso de baixo. Esta última. os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície. podendo até fazer a bomba perder a escorva. deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70).

a curva do sistema será ascendente com a vazão. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P). somente a perda de carga irá variar. Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. Quanto maior a vazão. Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes. maior a perda de carga do sistema e. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna.) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . h2 etc. portanto.Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão. a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1. A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão. é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema.

a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote . Portanto. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m. Controlando por cavitação. • Pelo ajuste das pás do impelidor. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema. 20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico. FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72. esse será o ponto de trabalho. Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. já que a perda de carga seria nula. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. Todavia.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. Alterando a curva do sistema. o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. • Pela mudança da rotação. • Pelo controle de pré-rotação. Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. respectivamente. Na vazão nula. Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série. só seria necessário vencer a cota H e o P. 80 e 100m3/h. Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor.

ao ser mais aberta ou fechada. ainda. Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. uma válvula de controle que. Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. como pode ser visto na Figura 74. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. Isso modificará o ponto de trabalho. No caso de bombas axiais. seja devido a problemas de recirculação interna ou. alterando assim a curva do sistema. É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. esse método de controle é interessante. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que poderá levar à sua vaporização. devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba. Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão.Vejamos como os modos mais usuais funcionam. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. para evitar esforço axial elevado. por exemplo. como. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. aumenta ou diminui a perda de carga na linha.

esse tipo de controle possui uma limitação.Modificando a abertura da válvula. o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução. ajustando o ângulo das pás do impelidor. portanto. Além disso. que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. não é um método que possa ser usado a toda hora. podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba. variando a rotação. ou seja. colocando um orifício no flange de descarga da bomba. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor. controlando a pré-rotação. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote .

porque. Para utilizar o controle por rotação. Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga. temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. gastando parte da energia cedida pela bomba. nesse caso. O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor. ou seja. O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba. As turbinas a vapor. Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor.de 30% de fechamento). os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação. FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75. o acionador tem de possibilitar esse recurso. ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. que também cumprem essa função. Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta. Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

o assunto será abordado com maior profundidade. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76).Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. Posteriormente. A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência. Nesse caso. O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva. a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. à medida que a vazão aumenta. a vazão poderá não ser atendida. Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. Se cortarmos o impelidor nesse caso. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 . as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas. facilitando o controle por meio de válvula. modificando a curva da bomba. novos pontos de operação poderiam ser obtidos.

Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . em vez de usar bombas de grande capacidade. não são normalmente empregados em bombas de refinarias.O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. É um sistema semelhante aos usados em compressores. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante). FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77. sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões. como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga. As pás do impelidor se mantêm fixas. Nesse caso. são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação. ou em alguns sistemas de água de refrigeração. Esses sistemas de controle.

Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78). fazendo com que aumente a cavitação e. Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. como conseqüência. o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. chegando menos condensado na bota. FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo). o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. a bomba estaria operando. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote . por exemplo. vamos partir de uma situação em equilíbrio. Nessa situação. caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B. 75% da vazão. Para entender como funciona o sistema. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. o que garante o nível constante. ou seja. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira.

O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. para não potencializar os danos. aumenta o NPSH disponível. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível. quanto de vazão mínima. um aumento do consumo de vapor na turbina. inferior a 50m. ou seja. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação. ou seja. tanto de vazão máxima. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade. O mais econômico. Para usar esse sistema. Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação. devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão.Caso ocorra o contrário. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C. Com isso. do ponto de vista de consumo de energia. é por meio da variação de rotação. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa.

As outras curvas características independem do fluido. head (em inglês).As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico. desde que a viscosidade do mesmo seja baixa. As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas. Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado. é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido. FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. para ter certeza do seu desempenho.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote . Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade. ou MCL (metros de coluna de líquido). que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro).

Nesse caso. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera.6 ou 60%. Na curva mostrada. passa por um valor máximo e começa a cair. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo. correspondentes a 40hp. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido).Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. Na Figura 80. Toda essa perda de energia é transformada em calor. seu rendimento será de 0. Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. não importando a potência de placa do acionador. os 40% restantes do rendimento. choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. na figura acima. 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão.

Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência. temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga. FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3. deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110). A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. Por esse motivo. O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás. Pela Figura 81. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . para a vazão de 90m3/h. a curva mostrada geralmente já está corrigida. praticamente sem choques (ver Figura 66). desde que a viscosidade não seja alta. Nos catálogos próprios da bomba. usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba. Sendo alta.550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes. A curva de rendimento é válida para qualquer líquido. as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68). Curva de potência x vazão Na Figura 81.

54hp 274 274 x 0. temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80. PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento.0gf/cm3) na vazão de 90m3/h. segundo as Figuras 79 e 80.H. bombeando água fria ( =1. Se o líquido for viscoso.H.Q 1 x 80 x 90 = = 37. Da Figura 79. a potência mudará (Figura 110). Se ele cair pela metade. para saber a potência consumida por outro líquido. temos para 90m3/h: = 70% = 0. conseqüentemente. Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3).Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos.70 De acordo com a equação 7. Q e sofrerão correções e. para água temos: Pot = . a potência cairá também pela metade. H. a potência é diretamente proporcional ao peso específico . basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido.70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = .

A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal. Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática. não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente. que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta. exigindo a menor potência possível do motor. Portanto. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. a potência seria: Para GLP Pot = . além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. desarmando o motor. o que. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0. Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. devemos partir a bomba centrífuga. Mais adiante.5 x 80 x 90 274 x 0. Assim. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote . que corresponde à descarga fechada. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água. o que é próprio da bomba centrífuga radial. Por esse motivo. veremos que isso não ocorre com as bombas axiais. evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta. Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água.Q 274 = 0. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará.5gf/cm3) nessa mesma vazão.H. Nessa situação.77hp Como era esperado. com a menor vazão. alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão. como no caso de lavagem de uma unidade. a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água.70 = 18. No gráfico da Figura 81. onde é comum o bombeio de água pelas bombas. ou seja. pode levar à atuação do sistema de proteção. Portanto. note que a potência é crescente com a vazão. teremos uma aceleração mais rápida. mostrada na Figura 81. a potência consumida para a mesma vazão aumentará. que possui = 1gf/cm3.Caso tenhamos a curva de potência. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido).

FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido. Avaliar essa bomba quanto à cavitação. 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . onde foi medida a pressão. A linha de sucção. Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível. uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6). Caso contrário. PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria. que é calculado para o líquido bombeado. A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões.76gf/cm3). teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). é de 4”sch 40. instalada ao nível do mar. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0. Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A).50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido.Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante. A pressão de sucção é de – 0. O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão.

FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0.033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L.7m/s As 82.35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote . Vs 4”sch 40 Inicialmente. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento. podemos calcular o NPSH disponível.78 x 80 = = 2.1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2. Com esses dados e a pressão de sucção. temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82.78 x Q 2. Da tabela de tubos (Tabela 18).5kgf/cm 2M hs = 0.20m Patm = 1.C.

podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2. temos que 1 bar = 1. adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas. Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído.20 = 2 x 9. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m.02kgf/cm2.72 10 x (– 0. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação. vibração ou apresentando desgaste no impelidor.033 – 0.9m. logo.8 0.37 + 0. rendimento e NPSH versus a vazão. teoricamente a bomba irá cavitar.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6.31 + 0. carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão. AMT.36) + + 0. Como o NPSH disponível é de 2. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT.02kgf/cm 2 = 0.357kgf/cm2 A ~ 0. potência.88 Para a vazão de 80m3/h.5 + 1.9m = 2. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .02kgf/cm2 1. temos o NPSHdisp<NPSHreq. Pense e Anote Pvap = 0.76 2.Da Tabela 15.35barA x 1 bar = 1. head.20 = 2.

O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP. estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação.Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ). Numa bomba centrífuga.Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: . podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 . enquanto a potência e o NPSH requerido crescem. decrescendo depois. FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor. a AMT decresce com a vazão. de fluxo misto e de fluxo axial.H.

quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. Temos. podemos ter duas ou mais vazões distintas. as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. Nesse aspecto. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor. condição de potência mínima. pode até chegar a cair. em algumas. a potência cai com o aumento de vazão. para uma mesma AMT. portanto. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. Se reduzirmos a força centrífuga. Nas de fluxo axial. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. um novo tipo de vazão mínima. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. com a descarga aberta. Nas bombas de fluxo misto. Por isso. nesse caso. na figura 84. Como a menor potência corresponde à vazão nula. temos de abrir a bomba. mostrada à direita. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. apresenta o que chamamos de instabilidade. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. a curva de AMT fica mais inclinada. que é devido à instabilidade da curva de AMT. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a AMT e a potência consumida. possui uma região onde. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. e as de fluxo axial. maior a vazão. O oposto também é verdadeiro. quando uma bomba apresenta essa anomalia. Por esse motivo. ou seja. Não é aconselhável operar nessa região. elas são menos críticas que as radiais e as axiais. Para alterar o diâmetro do impelidor. Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. estas três variáveis também serão reduzidas.

menor o NPSH. a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor. Para uma mesma vazão. FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. como mostra a Figura 85. quanto maior o diâmetro. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor. Não existe uma relação matemática definida. Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas.

8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro. Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema. temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0. consumindo uma potência de 46hp. 164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado.92 = 64. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m.93 = 33.5hp Na realidade. ponto 2 da Figura 86.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação. seja a curva de AMT. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores. de potência. ou de NPSH requerido.A vazão varia diretamente com a rotação. mostramos a mudança desses pontos de A1. Na Figura 87. para saber a curva para uma nova rotação. basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima. B1 e C1 para A2. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos.

FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 . traçar a curva de AMT para a rotação de 3. rpm2.000rpm. ou seja. o de B1 é igual ao de B2. FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. o rendimento de A1 é igual ao de A2.Pense e Anote mais alta. e assim sucessivamente. Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais.550rpm e está representada na Figura 88.

Temos: N1= 3.0 AMT 2 64.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.6 93.000 = 93. 168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3.550rpm N2 = 3.550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3. obtemos a curva para a rotação em questão. 2 e 3. teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3.4 Plotando os pontos em um gráfico.0 3.4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1.000rpm Q2 0.0 50.550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3. teremos: Ponto 4 para 3.000 3.3 62.1 59.3 52.7 67.000 3.550 Q2 = 110 x 3.8452 = 51.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24.

FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3. Do mesmo modo que calculamos a curva para 3.000rpm.000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .550rpm N2 = 3.000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema. podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico. os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3.550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89.

170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples. serão criados esforços. maior a resultante da força radial. as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. tanto no sentido radial quanto axial. mais o eixo irá fletir. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços. mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto.Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. Na Figura 91. Por isso. as resultantes também serão parecidas. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90). À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP). a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. Quanto maior essa força. o resultado é uma força. temos uma resultante para cada voluta. Com isso. a tendência é cancelar essas resultantes. facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações. Devido à oposição das volutas (ver Figura 91). Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões. Como elas são aproximadamente iguais.

O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. Esforços axiais A Figura 92. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual.FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. até 4 polegadas de flange de descarga. mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . correspondente a um impelidor em balanço. havendo opção entre os dois tipos. resultando em forças axiais. são quase sempre de simples voluta. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta.

172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Em bombas com impelidor em balanço. As diferenças de área. a pressão da voluta. a área traseira é menor devido ao eixo. Na parte posterior do impelidor. Na área do olhal. a pressão é diferente em cada ponto. o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4).Na parte externa ao olhal do impelidor. com as pressões atuando sobre elas. reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. na área externa ao anel de desgaste (A4). e a área externa ao anel de desgaste (A2). Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. em que atua a pressão da voluta (Pvol). atua a pressão da voluta (Pvol). a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e. de um lado temos a pressão de sucção e. temos a área interna ao anel de desgaste (A1). O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. Na parte frontal do impelidor. do outro. Fora dessa vazão. geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora. As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. na qual atua a pressão de sucção (Ps). As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados.

Variando seu diâmetro. no sentido da resultante da carga axial. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor. Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. podemos alterar a resultante da força axial. a AMT se modifica e. reduzindo a pressão nesta região e. FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 . O anel de desgaste na parte traseira do impelidor. conseqüentemente. podendo modificar o sentido dos esforços axiais. a pressão da voluta é alterada. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. Dependendo da vazão. conforme comentado anteriormente. Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos. é uma das formas de reduzir o esforço axial. é ligeiramente superior. o esforço axial.Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados. conseqüentemente. conforme mostrado na Figura 93. ficando dois em série. O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções.

Para atenuar essa força axial. resultando uma força considerável. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade. tornando mais complexa a fundição da carcaça. Se os impelidores forem instalados em série. a qual poderá sobrecarregar o mancal. os esforços serão somados. uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios.

Assim. O líquido. de um lado. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga. de um lado. Por meio desse arranjo. O disco de balanceamento fica submetido. neste caso. o tambor de balanceamento terá. a pressão reinante nela fica próxima da de sucção.Com esse método. a pressão de sucção. DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . após o último impelidor. Ft. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa. o esforço a axial. indo para uma câmara de balanceamento. à pressão da câmara de balanceamento. os impelidores são mantidos em série. que é oposta às geradas pelos impelidores. Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição. é utilizado um disco com esse propósito. dessa forma. Dessa câmara. a pressão de descarga e. passa através de uma pequena folga axial. reduzindo. à pressão de descarga e. reduzindo significativamente o esforço axial. gerando uma força axial. do outro. só que. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga. do outro. sob a pressão de descarga. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores.

deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial. essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora. É fácil notar que. Devido à diferença de pressão e de áreas. um tambor de balanceamento. 176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . para esta solução funcionar. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. seguido de um disco de balanceamento. Essa solução é uma soma das duas anteriores. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga. após o último impelidor.Vejamos como trabalha o disco. Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. caindo a pressão intermediária dessa câmara. que a compensará. a utilização de mancais de deslizamento. teremos uma folga axial no disco de escora. a exemplo do disco de balanceamento. DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos. ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. Isso elevará a força de compensação do disco. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio. Portanto. Num dado momento. A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo. Para cada força gerada pelos impelidores. a pressão da câmara aumentará. restaurando a posição do conjunto rotativo.

Se esse impelidor for instalado em balanço. Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. Na Figura 99. há necessidade do uso de uma válvula de retenção. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba. o esforço radial é sempre compensado. Misto (tambor e disco de balanceamento). Tambor de balanceamento. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B). evitando que ela venha a girar ao contrário. bombas BB. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente. As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas. normalmente. o empuxo axial tenderá a compensar-se. Pás traseiras. ficando a resultante praticamente nula. os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. Para qualquer AMT.Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. o aumento de vazão. Impelidores montados em oposição. isso não ocorre. Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. Axialmente. Na de dupla voluta. Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação. Disco de balanceamento. Como veremos a seguir. Nas bombas com difusor. desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais.

Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”. Para quatro bombas.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo. “b” e “c”. de “b” e de “c”. marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas. marcaríamos três vezes o valor de “a”. Se fossem três bombas em paralelo. Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. basta somar as vazões delas para cada AMT. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

cada bomba contribuindo com 26m3/h. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. mesmo no seu shutoff. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. b3 e b4 (b1=0). FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. Com três bombas em paralelo. ou se uma delas estiver desgastada. o ponto de operação será de 52m3/h. a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. com duas. como no caso de bombas de modelos distintos. conforme pode ser visto na Figura 102. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h. A bomba B. o que resultaria em um baixo desempenho. conforme pode ser visto na Figura 101. seria de 43m3/h. Quanto mais vertical a curva do sistema. a vazão será esta. Acima de 150m de AMT. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. ou seja. Para obtenção dessa curva. Portanto. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. Se as curvas das bombas forem diferentes. Na Figura 100. apenas a bomba A terá vazão. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. b2. como sempre. com maior perda de carga na linha. marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. 120. cada uma contribuindo com 22m3/h. ou seja. a2. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . seria de 37m3/h. e com três bombas. a vazão seria de 66m3/h. Se duas bombas estiverem operando.Pense e Anote O ponto de trabalho. quando tivermos apenas uma bomba operando. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão.

como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo. FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . as duas bombas começam a trabalhar juntas. Abaixo de 150m de AMT.

Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h). basta conhecer a AMT dessa condição de operação. Nessa condição. operando em paralelo. apenas a bomba A teria vazão. dependendo da vazão total. Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver). A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. As duas. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. também operando isoladamente. a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote . no ponto Pt3 com 54m3/h. Pela Figura 102. a bomba A. Se partimos a bomba B.Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. A bomba B. basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e. Com esse valor de AMT. Nesse caso. operando isoladamente. No caso da Figura 102 é de ~105m. trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. que é inferior à pressão da bomba A. se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h. a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. Portanto. ao atingir sua rotação final. no ponto Pt2 com 33m3/h. BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99.

válvula de retenção da bomba B não abrirá. um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba. A bomba B ficaria trabalhando no shutoff. O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão. abaixo de 40m3/h de vazão. Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada). vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada. Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B. somente a bomba A irá contribuir no bombeamento. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104). Com isso. No caso mostrado. trabalhando no shutoff. funcionando o sistema apenas com a bomba A. FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência.

Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão. Curvas instáveis (ascendente/descendente). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote .FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando. Curvas planas. basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema.

FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B. acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. fornece uma AMT para uma determinada vazão. esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. A segunda bomba. estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema. em algumas situações. quando usamos bombas em série. É raro ter mais de duas bombas operando em série. Para elaborar a curva das bombas operando em série. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . se ocorrer. Mas. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. B. A primeira bomba. basta somar suas AMTs. A. mas.Bombas operando em série Geralmente.

Figura 106. foi obtida dobrando os valores de AMT “a”. Figura 107. Usando o mesmo processo para outras vazões. no caso foram zero. 25 e 40m3/h.Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série. A curva das bombas diferentes. “b” e “c” correspondentes às vazões de 10. 25 e 40m3/h. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h. obtivemos outros pontos. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série.

o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. nesse caso. As curvas planas são interessantes para operação em série. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. o ganho de vazão foi de 10m3/h e. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. no segundo. curvas das bombas são planas e do sistema. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. No primeiro caso. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. ou seja. inclinadas. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo. Na esquerda. o que resulta em um NPSH requerido menor. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana. FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série. As vazões das bombas devem ser compatíveis. não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. Na direita. 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). são mostrados dois exemplos. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna. Quando usado este sistema. de 17m3/h. Nesse caso. a segunda bomba recebe o nome de booster. Na Figura 108. temos o inverso.

basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. não deverá ter problema de NPSH. que possui uma viscosidade muito baixa. sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água. FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1. Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam. restringindo o desempenho. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação. Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água.Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote . o que reduz o NPSH requerido.

Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas. Logo. ➜ 1. Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch. dividir a AMT total pelo número deles). O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão. podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais. ao aumentar a viscosidade.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. adotamos a curva média. Se o impelidor for de dupla sucção.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Para determinar os fatores de correção. as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. ➜ 0.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. dividir a vazão por 2. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos.Pela Figura 109. 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0Qoo. que é a de 1. vemos que. Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP. CQ e CH. chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo. Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. São quatro curvas para CH. ➜ 1. as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio.

1. esta bomba forneceria 130m3/h. 0.2 do BEP. Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0.86 ag – 0. São quatro fatores: 0.76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0.8Qoo. – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão. e 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote . aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT.66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0.86 e com viscosidade de 72cSt. AMT = 58m e um rendimento de 0. a AMT. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0.66 (66%). A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h. sabendo que.Para obter os valores corrigidos.80.60. para água.00.

53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos. a eficiência e a vazão sofrem uma redução.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos. correspondentes a 60.7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0.80 CQ = 0.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0.96 = 55. da AMT e da viscosidade. a AMT.96 (p/ 0. 100. e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas. O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual. obteremos: Pense e Anote C = 0.53 = 42. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas.86 274 x 0.80 = 0.7 x 55.66 x 0.99 CH = 0.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada).99 = 128.7 x 0. em função da vazão. 80.

5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas. 60.0Qoo 1. é o de reduzir o atrito e o desgaste. é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato.5 6 2 120 100 80 3 2 .5 10 8 40 30 25 20 4 . PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 .Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0. 8 80 5 31 350 4 33. 5 2 11. 22 6.6Qoo 0. 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 .2 5 30 4 6 5 70 17 0 21. Para tal. O objetivo da lubrificação de uma bomba.8Qoo 1. 4 45. como a de qualquer outro equipamento.2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16.

ou mesmo retificada. conseqüentemente. São as rugosidades. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento. um óleo que mantenha os picos afastados. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. também serão quebrados. formando novos picos que. os picos se chocarão e quebrarão. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . teremos contato de metal contra metal e. Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante. Vejamos como funcionam. A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. e assim sucessivamente. evitando o contato metálico entre as duas superfícies.FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada. se houver a formação desse filme lubrificante. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. teremos uma redução do atrito. veremos que ela é formada por picos e vales. Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. desgaste. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies. Além de reduzir ou eliminar o desgaste. A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes. com a continuação do movimento. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos.

Essa pressão irá gerar uma força. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal. que elevará o eixo ligeiramente do mancal. ao começar a girar. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . teremos contato metal com metal. praticamente um ponto. Para evitar danos no eixo. Devido ao formato da curva de pressão criada. a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada. Com esses esforços. MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida. apóia-se na parte inferior do mancal. a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. chamada metal patente. Se o filme de óleo romperse. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. mas dentro do limite elástico. só teremos desgaste na partida da máquina. criando uma pressão de óleo. Mas. ou seja.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. ocasionando um contato metálico. Ao iniciar a rotação. é usual falar em cunha de óleo. a tendência do eixo é subir no mancal.

Como as esferas giram. já que ocasiona a falha do selo mecânico. o que pode levar à falha por fadiga. Pelos motivos explicados. levem a uma vida curta dos rolamentos. terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado. juntamente com a carga. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. o que evita o rompimento do filme de óleo formado. ora estarão com carga. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. como o peso próprio do conjunto rotativo. uma bomba. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. As bombas centrífugas horizontais utilizam. Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. Normalmente. Para sustentação do conjunto rotativo. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. formando um filme de óleo. algumas bombas utilizam mancal próprio. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. que separa as esferas das pistas do rolamento. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. Caso as condições de rotação. Nos rolamentos. mancais de rolamentos. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. Nas bombas verticais. o que. quando chega a fundir os mancais.uma vez cessada a força. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. Essa deformação aumenta a área de contato. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador. a deformação deixa de existir. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. Portanto. reduzindo a pressão. ora sem carga. podem proporcionar muitos ganhos. 91% falham antes do prazo esperado. com freqüência. empregam-se mancais de deslizamento. ou seja. Em um rolamento submetido a uma carga. que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. dependendo do produto bombeado. Sendo bem tratados e acompanhados. pode gerar um incêndio. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Nas indústrias. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais. é usual o emprego da graxa.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. existe um furo G. na sua maioria. ao girar. Existem três tipos principais de lubrificação com óleo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote . Por exemplo. • Por névoa de óleo. Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. Óleo lubrificante. no máximo. Os fabricantes das bombas. No lado do rolamento radial. em que o ambiente tem pós em suspensão. O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. ou até 4. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo.200rpm com graxa. fazendo as vezes do lubrificante. é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). Para evitar que o nível fique alto nesta região. Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante.300rpm com óleo. passa pelo interior do mesmo. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. até 2/3 do seu volume. Para garantir a lubrificação. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador. • Por nível. passando parte dele por dentro dos rolamentos. recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. retornando ao depósito da caixa de mancais. predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). • Forçada (ou pressurizada). Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias. que o direciona para os rolamentos. que se comunica com o reservatório. Com graxa. Nos motores elétricos. Do lado do mancal de escora. Para mancais de rolamento. As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora. o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior. ficando restrita a algumas bombas pequenas. nível este que é medido com a bomba parada. • Próprio produto bombeado.

Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. Como fica parcialmente mergulhado no óleo. que pode ser de rolamento ou de deslizamento. ao girar. O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68. O sistema de lubrificação forçado necessita. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . seja devido à carga. arrasta o óleo pela sua superfície interna. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro.FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. no mínimo. de: uma bomba para circular o óleo. seja à rotação. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento.

onde existe um coletor transparente. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro. Na parte superior. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais.Pense e Anote (geralmente duplo). Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. Do gerador. temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros. em que são instalados os reclassificadores. geralmente de 2 polegadas de diâmetro. A partir do reclassificador. Próximo de cada equipamento. onde é instalado um distribuidor. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. dois filtros. Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. Nesse tipo de lubrificação. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. O óleo condensado fica na caixa ecológica. mas não é boa para lubrificação. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante. saem as linhas de distribuição da névoa. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba. um resfriador e uma válvula de segurança. Nesse caso. temos uma válvula que possibilita drenar o óleo. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. A pressão de distribuição é bem baixa. duas válvulas de alívio. geralmente de 50mbar. da qual posteriormente retirado. Essa mistura é preparada em um gerador. dois resfriadores de óleo. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. em que temos duas bombas de lubrificação. Na parte inferior desse coletor transparente. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent. acionada pelo eixo da bomba principal. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. entre outros dispositivos. Para cada ponto a ser lubrificado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . corresponde um reclassificador. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. sendo adequada para ser transportada. o que equivale a 0. denominado coletor ecológico. que permite avaliar visualmente o estado do óleo.

Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. a potência consumida pela bomba cai. não entram umidade nem pós na caixa de mancais.Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%). do cachimbo. Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos). a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais. Como o coeficiente de atrito é menor. Eliminação do uso de copo nivelador. Por ficar levemente pressurizada. Na maioria dos casos.

sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117).Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. 503. Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado. Somente este modelo é montado no distribuidor. o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. quando especificado que serão lubrificadas por névoa. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. 504 e 505. obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115). 502. a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro. Nas novas. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos. O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116). maior a vazão de névoa. Quanto maior o número.

nesse tipo de mancal. 200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é adotado o sistema de névoa de purga. FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. Existe também o de névoa de purga. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura. Por isso. sendo mantido o nível de lubrificante original.

Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício. ambas sem selagem. Nessas bombas. que significa “enlatada” em inglês. A bomba canned. possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico. As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa. nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais. Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned. FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote . daí seu nome.

À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. Nesses níveis. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água. desbalanceamento. Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. esforços da tubulação etc. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. raios de concordância etc. recirculação. abastecimento com funil ou regador sujo etc. produtos de 2a linha. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. diâmetro da caixa. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . vapores e gases. À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. desalinhamento entre bomba e acionador. sujeiras etc. pós etc. a água está dissolvida no óleo e não é percebida.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. estocagem inadequada etc. aumento de esforços radiais e axiais. Para identificá-la. produto bombeado.

Se a falha ocorresse a cada ano.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais. ao passar de 100 para 200ppm. Depois dos 1. Provavelmente. Nos percentuais mais baixos de água.45 ano. Quanto maior a temperatura. ou pouco mais de 5 meses. o que reduz significativamente sua vida. A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e.3 vezes. Por outro lado.000ppm. como conseqüência.000. a do mancal. Isto corresponde a 300 ppm = 300 1. Na Figura 120. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo. maior a oxidação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 .03 100 = 0. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses. Na Figura 121. indo para 300ppm.000 = 3 10. a redução é de quase 50% na vida útil. porque fica emulsionada. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes. a vida será reduzida para 45% da normal.000 = 0. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos. degradando rapidamente o óleo. passaria a ser a cada 2. nas temperaturas usuais da caixa de mancal. ficando em 25ppm. o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2. Com 100ppm de água. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar.000.3 anos. recebendo o valor de 100%. Após 350ppm. o rolamento teria uma vida relativa de 230%.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação. se a umidade aumentar três vezes. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas.000 de partes da mistura água/óleo. a vida do rolamento é considerada normal. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. a queda passa a ser bem lenta. A Figura 120 mostra que.

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que. óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. dos mancais. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo). reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e. quando altos. As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume. Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. conseqüentemente. Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. o Marbrax 68. Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções. LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra.Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa. por exemplo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

interligados por um eixo. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. Em bombas com impelidor entre os mancais. Nos catálogos. metade flexível e metade rígido. Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. realizando apenas uma renovação parcial. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. No caso de bombas em balanço. FS. Consiste no uso de dois acoplamentos. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador. Para facilitar a desmontagem das bombas. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. De lâminas ou discos flexíveis. os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . como as OH1 e OH2. No caso de bombas centrífugas. o que ocorre a cada 6 meses. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. Tipo pneu. um em cada extremidade. De engrenagens. os dois acoplamentos utilizados são híbridos. Este último costuma ter o diâmetro maior. Geralmente. De pinos amortecedores. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga. Nesses casos. De garras com elastômero. De correntes. Atualmente. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. Na seleção de um acoplamento. tipo BB. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. a graxa tomará caminhos preferenciais. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens. Os principais tipos empregados são: Rígido. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço.

550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional.000 6.0 16. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M.0 .600 Máx.500 3. Entretanto.FS = 1.000 6. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5"). acionador x FS = 60 x 1. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis. adotando. PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3. por Pense e Anote exemplo.7 23.8 17. FS = 1.7 34.8 14.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp.1.0 23.0 27.1.000 5.000rpm 1. Dados: Potência – 60hp Rotação – 3.000 6. O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm.5 6.0 Adotando o fator de segurança de 1.3 2.750 3.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2.0 5. hp/ 1. Para efeito de dimensionamento. é aconselhável usar segurança adicional.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos: Potência para seleção = Pot.9 11.6 4. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência.7 3.000 4.2 3. sempre utilizamos a potência de placa do acionador.

Uma vez selecionado. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”.550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm). Essas letras são de Distance Between Shafts End. o que corresponde ao acoplamento 10M. Sua rotação máxima admitida é de 3. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada. Portanto. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba.55 A divisão da rpm por 1.550/1000 3. Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos. há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior. usar sempre um fator de serviço. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada.6. Quando dimensionar um acoplamento para bombas.Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18. achamos 23. Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada. aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm. teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo.750rpm (a da bomba é 3.000rpm Rot rpm/1. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação). poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação. caso ele seja balanceado dinamicamente. igual ou superior a 1. Se ainda assim não atender. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote .000rpm. Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18.000 3.6 hp/1.1.000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm. FS.7hp/1.

Se. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado. principalmente. aumentando o NPSH disponível. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor. Algumas partes da especificação provêm de normas. PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência.6kg/cm2M Pressão de descarga – 16. antes de fazer a especificação final. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC. ainda assim.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0. Sempre que possível. Escolhido o tamanho da bomba. como no caso do API 610 que. que possuem NPSH requerido mais baixo. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH. Exemplificando.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1. o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada.7 na temperatura de bombeamento. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor. essas bombas não atenderem. o NPSH requerido e o rendimento. É usual.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0. o diâmetro do impelidor. o que permite o cálculo da potência consumida.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . entre outras coisas. em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas.

FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 . Para querosene com densidade de 0. temos: 1cv = 0.125 50 .250 40 . o NPSH requerido e a potência para água. e marcamos o ponto de trabalho.250 32 . obtemos o diâmetro do impelidor. Figura 124.200 65 250 80 . Com esse ponto.200 65 . entramos na Figura 123 para bombas com 3. a potência será de: Pot = 76 x 0.Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m.8.125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa.200 100 200 32 . não necessitamos de fatores de correção.250 40 200 80 . com a vazão e com a AMT.8cv Da Tabela 11.315 50 250 50 .200 32 .160 100 160 32 .8 = 60.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 .125 40 . Entramos nas curvas da bomba 40-315.550rpm e determinamos a bomba 40-315.160 40 .160 50 160 65 160 80 . Diâmetro do impelidor = 322mm.315 50 . Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico). o rendimento.

986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .8 = 59.6hp 274 x 0.9hp cv Pot = 60.A potência consumida em hp será: hp = 59.8cv x 0.

entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). o NPSHdisp > NPSHreq. A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e. como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. nesse caso. a bomba selecionada atende. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente. portanto. devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado. o que logicamente levaria a uma bomba maior. entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha. a abertura da bomba não é a solução para o caso. Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba. necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas. Se o NPSH não atender. devemos ter certeza de que o problema é da bomba. Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional. podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada. como vazamento ou vibração alta. Com o tamanho escolhido.

NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). Bombas que apresentam vibração ou ruído. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade). as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. 6. 2. 7. Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. 4. Figura 125. 3. ou seja. Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. 214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna. Carcaça ou difusores sem desgaste. mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição. 5. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. Rotação correta. Bombas com vazamentos. não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. estando em boas condições. Muitas vezes. por serem peças fundidas. No diagrama de bloco a seguir. analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação.estes que são visíveis. Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais. seja pela imprecisão do método de medição no campo. sempre apresentam pequenas variações na forma. Entende-se como em boas condições: 1. deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. A seguir. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. Na abertura da bomba.

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. ou seja. a recirculação interna. Para efeito de cavitação. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . sua origem é: mais propício à cavitação. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. filtro sujo etc. convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. não está conseguindo aumentar sua vazão. não é uma causa provável. Cavitação ocorre. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. alterando suas características na região de sucção. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. normalmente. reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido. é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão. A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico. parecido com o de “batida de pedras” na carcaça. por exemplo. que pode ter sua origem em: te fechada. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). o NPSH disponível já é alto. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível. portanto. ✔Desgaste no impelidor. quando a bomba está trabalhando com vazões altas. uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. ✔Bomba com folgas internas altas. Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido). se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. Como a bomba está apresentando baixo desempenho. como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível).A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. No segundo estágio.

6. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. que possui 12% de Cr. 8. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. o qual resiste mais à cavitação. o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba. são: 1. Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração. Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. nesse caso. trará o ganho necessário para evitar a cavitação. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. ou a simplificação do encaminhamento da linha. em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). por ordem de facilidade. 9. alterar o valor de controle (set point). 3. Portanto. A pressão de vapor acaba se cancelando. ou a eliminação de acessórios instalados nela. 4. 7. Dentre os materiais usuais.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). Reduzir a perda de carga na linha de sucção. o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. 5. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. Quando a bomba succiona de um vaso fechado. 2. aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. com a conseqüente redução da perda de carga. bastando. por exemplo. É usada para conviver com o problema. uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH.

Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. conseqüentemente. nesse caso. entrada de ar ou de gases. que apresenta alguma deficiência. é ajustar a rotação. ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena. As razões para isso podem ser: da) antes da partida. Portanto. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. vamos ao passo seguinte. que está exigindo maior potência ou do acionador. Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima. Se vapores saírem. o que reduzirá seu desempenho. a bomba pode não atender ao processo. te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). A solução. mação de vórtice e. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se tudo estiver correto.FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. temos de diagnosticar se o problema é da bomba. é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. se a rotação estiver mais baixa.

Quanto maior a viscosidade. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). ou próximo a ela. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. Portanto. podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. Ocorrendo modificação do peso específico ( ). para um mesmo produto. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. Dependendo dessa alteração. ainda. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. devido a um pequeno aumento da carga. Quanto menor a temperatura. A potência também irá variar diretamente com o peso específico. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. motores de combustão interna. e afeta negativamente o desempenho da bomba. Necessitamos. a vazão e o rendimento. nas buchas entre estágios ou. não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. ela terá seu desempenho alterado. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto. Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. essas variações de densidade costumam ser pequenas. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação. ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. Na prática. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . muito empregadas nas turbinas mais antigas. ela poderá não atender às necessidades do processo. Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. portanto. A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. A viscosidade também altera a curva da bomba. maior a viscosidade. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. reduzindo a AMT. temos alteração das pressões e da potência.

corrigir os valores da pressão. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão. Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. Em último caso. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. Nesse caso. que pode servir para adaptar o manômetro. costuma ter um orifício de 1/4”. que pode servir para amortecer pulsações da pressão. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. estando todos dentro dos valores considerados normais. Se o desvio for pequeno. AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3. a bomba está boa. costumam ocorrer pulsações. a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). o problema é da bomba. podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. já verificamos o NPSH. É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. oscilam muito e falseiam as pressões lidas. Na maioria das vezes. como válvulas. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff). normalmente no flange de sucção da bomba. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente.narias tem medidor de vazão. Nessa região. pelo roteiro. Caso ele não exista. o que dificulta a medição. a escorva. Anteriormente. Quando não dispomos de indicação de vazão.

7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor.VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico.85 0. A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745.85 0. além da corrente. usando uma proporcionalidade.1 91.2 92. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor. Ex.5 92. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor. a voltagem real.88 75% carga 100% carga 50% carga 90. o erro será pequeno. Embora a tabela seja para 220V.7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3.78 0.88 0. O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.550rpm).7 0. os valores são válidos para 440V também. teremos de obter. medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta.88 0.4 90.90 0.90 745.1 91. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote . com 220V.91 0.90 0.3 92.: 90% – usar 0.86 0. podemos avaliar grosseiramente a sua potência.1 92. trifásicos com grau de proteção IP55.5 93. o fator de potência e o rendimento do motor.85 0. Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0.90 0.86 0.5 91. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89.88 0. Quando a bomba é acionada por motor elétrico.

determinando as freqüências envolvidas. tentando aumentar a rotação. Roçamento interno. Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. geralmente. está com algum problema interno. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente.Caso o acionador seja uma turbina a vapor. o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba. Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico). No caso de turbina acionando bombas. podemos realizar uma análise de vibração. Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. Para motores elétricos. Chumbadores da base soltos. Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. Mancal de rolamento com desgaste. é porque o rendimento dela caiu. ou seja. “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. Cavitação. dificilmente dispomos desse dado. a avaliação da potência é mais difícil. Base não grauteada adequadamente. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Mancal de deslizamento com folga alta. Folgas internas altas. O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
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ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

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Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

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Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
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Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

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tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
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Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
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dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . geram um pulso que se transforma em vibração. quando passam muito próximas da lingüeta da voluta. O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena.FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor. Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação. é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada. esta vibração pode ser bastante acentuada. Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m).

desde que não comprometesse o desempenho da bomba. R3 – Raio da voluta na região da lingüeta.550 = 17. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta.750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N. girando a 3. Exemplificando. > 6 % Para bomba com difusor – folga mín. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução.000 = = = 6. que possui a mesma linha de centro do eixo. fica fácil. Para aumentar a distância e solucionar o problema. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor. Num torno. Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín. ou raio interno do difusor. > 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta. uma bomba com impelidor de cinco pás.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor).550rpm. não devemos ter problemas.25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga. Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3. basta centrar pela guia da carcaça. O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 . Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1.750CPM = 17.

usar os valores recomendados no item Dados Práticos. menor a vibração da bomba. pista externa. Quando ultrapassamos a folga máxima. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. Na falta da folga do fabricante. o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados. gaiola ou esferas. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado. permitindo que a bomba vibre. Quanto menor essa folga.

a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. a visualização dessa obstrução pode ser difícil. Neste caso. Caso tenha dúvidas. o ângulo é zero.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares. Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. dependendo do grau de obstrução. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . aumentando em muito a vibração. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). Em impelidores pequenos. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada. passe um arame por dentro de cada canal. ao girar. ou examine-os com o auxílio de uma lanterna. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração. esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. seja por uma falha de fundição.

ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios. se a vazão estiver acima da especificada. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1. Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba. aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão.053= 1. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ). Pense e Anote Portanto. elevando a potência consumida. as vibrações ficam instáveis. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. portanto. Portanto. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. A potência varia com o cubo da rotação. a bomba exigirá potência maior. a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação. 232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. Essa vazão adicional consome uma potência adicional. Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores.16). Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. o rendimento da bomba cai. Nesse caso. teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção. Quando ocorre roçamento.

ou axiais elevadas. aquecendo-o mais. Quanto mais oxidado. Ver Figuras 120 e 121. ciente de atrito. ✔Bomba operando com alta vibração. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. a temperatura máxima do óleo será de 70ºC. Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. elevando. ✔Contaminantes no óleo. o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. com anel pescador ou com anel salpicador. mais rápida a oxidação do óleo. As razões anteriores são óbvias. Quanto maior a temperatura. irá aumentar a geração de calor. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais. o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados. conseqüentemente. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. maior a sua vida. aumentam ligeiramente a vibração. A oxidação dá origem a lamas. Se a temperatura ambiente for de 30ºC. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo. Se o nível de óleo estiver alto. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. ✔Óleo com viscosidade inadequada. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado. gomas e vernizes. levando a esfera a ter contato com a pista. devido à sua folga maior. Isso provoca o rompimento do filme de óleo. Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa. Quanto mais frio o óleo. Por outro lado. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). ✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . O aumento dos esforços. a temperatura dos mancais. o que aquece e encurta a vida do rolamento. ou do coefiba e do acionador. Quando a lubrificação é por névoa. principalmente água. Portanto. mais escuro o óleo. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais.

esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. se visível. Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. se a luva prolongar-se além da sobreposta. conseqüentemente. Na selagem por gaxetas. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem. é facilmente identificado. temos de abrir o selo para reparo. é normal um pequeno vazamento. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais. o local mais comum de vazamento é pelas sedes. durante a partida. o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. Algumas vezes. juntamente com seu mancal. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça. Nos selos mecânicos. Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. como ocorre nos selos tipo cartucho. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo. embora menos comum. posteriormente. fica fácil sua determinação. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. raramente este volta a ficar estanque. Se a curva ficar paralela ao eixo. caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. as sedes se acomodam. afetando o balanceamento axial (Figura 145). Bombas com vazamentos O vazamento.Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. vazam um pouco e. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . trabalhando muito tempo sem evolução.

as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado. sempre que possível. Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2). A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas. monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical. facilitando um possível roçamento. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 .Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. Vale o mesmo para a montagem da carcaça. Montando na posição horizontal.

>250 a 315 Máx. Mín. Da Tabela 30.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6. = 50. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx. Mín. Mín. Mín. >180 a 250 Máx. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49.017 e Mín. >120 a 180 Máx. >30 a 50 Máx. >400 a 500 Máx. >315 a 400 Máx. Mín. Mín.999 + 0. >80 a 120 Máx. >50 a 80 Máx. Mín.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx. Mín. Mín.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .018 e 49.002 ➜ Máx.999 + 0. Mín. = 50. >18 a 30 Máx. + 18 e Mín.

000 a 75. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor.05mm. Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 . + 30 e Mín.05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0.9 x 109) as excentricidades de 0. D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB.030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1. para o tambor de balanceamento e para as luvas. para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx. O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1.9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 .PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30.075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote . 0 ➜ 75. Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0.

ou com 13 m.500mm.025mm LTI máx. EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1. 3. o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI. em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx. 0.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1.025mm Peças < 0.05mm 2. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0. valendo o que for maior.600 Coluna da direita da Tabela 31. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2. 0. 4.100mm LTI máx.500 4 5. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES.1 m /mm de diâmetro da face.9 x 109 D2 60 2 3. a excentricidade máxima é de Eixo < 0. Para o eixo das bombas verticais.406 x 109 < 1. Para montagem com interferência.0625 12 flexibilidade = = = = 1.1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . da VS-1 até a VS-7. Fator de L4 1.125mm LTI 0. 5. 0. 0.025mm LTI máx.

medir em 1.3.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote . Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0.125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0.125mm Se a sobreposta for guiada externamente. medir em 2. Se for guiada internamente.

07mm 3 = 0.07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados. como os usados em máquinas de balanceamento. Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos.A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH.05mm 4 = 0.03mm 6 = 0. Os ressaltos do eixo. devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0. no qual os rolamentos se apóiam.01 a 0.03mm 7 = 0.07mm 2 = 0.05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0.10mm 8 = 0. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes. O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização.

indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2. r mín. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência. ele deve ser realizado com 1. ra r mín. h r mín.5 vez a pressão de projeto. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste.Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín.5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm. Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor. A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba. Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. tambor de balanceamento.000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 . o que for maior.

800 x 100 1.5 x 10 = = 1.000 x G x M 10. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6.PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas.000 x 2.4 grama na periferia do impelidor.5 pelo API N – 1.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10.388 NxR 1.4 g O desbalanceamento admissível seria de 1.800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2.

Com o passar do tempo.No balanceamento dos conjuntos rotativos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações. O grau G-1. Portanto. evitar corrigir no acoplamento.800rpm e com peças montadas com folga. No balanceamento do conjunto rotativo.0 Bombas acima de 3. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias. usar: GRAU G-2.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem. essa correção é desnecessária. Isso porque. GRAU G-1. a bomba ficará desbalanceada. Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica. que são usinados para “recuperar” a folga recomendada. ocasionando um relaxamento de tensões. Na maioria das vezes.800rpm e com peças montadas com interferência.800rpm ou acima de 3. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. se necessitar ser substituído no campo. o que gera deformações nas guias.5 Bombas abaixo de 3.

Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente. a norma API 610 – 9a edição. Na falta delas. é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies. danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para evitar esse problema. conforme mostrado na Figura 136. Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias.

68 0. caso das buchas das bombas verticais.48 0.99 500 até 524. adotar a folga: Folga (mm) = 0. usar as folgas da tabela.95 1. bronze. Para diâmetros superiores a 650mm. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300.43 0. Para ferro fundido.58 300 até 324.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC.99 200 até 224. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido.99 0.99 80 até 89.99 65 até 79. Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto.60 0.99 225 até 249.99 575 até 599.99 475 até 499.88 0.99 525 até 549.99 150 até 174.89 275 até 299. 2.90 0.83 0. os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32.75 0.99 400 até 424.30 0. 3.89 125 até 149.99 350 até 374.99 450 até 474.89 250 até 274. Acrescentar 0. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling). normalmente.33 0.50 0.35 0. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400.53 0. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento.99 115 até 124.85 0.45 0.70 0.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote .99 425 até 449.99 175 até 199.99 550 até 574. Nesse tipo de aplicação.99 625 até 649.99 90 até 99.99 0. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento.78 0.63 0.25 0.99 375 até 399. Para materiais não metálicos (por exemplo.65 0.55 0.99 100 até 114.99 325 até 349.73 0.40 0.001 D – Diâmetro do anel em mm.95 + (D – 650) x 0.80 0.99 600 até 624. PEEK).38 0.28 0.

Por causa dessa tendência. como no caso das de dois estágios em balanço (OH). o dobro da folga pode levar a vibrações altas.5 a 2 vezes a folga citada pelo API. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir. De modo geral.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio. as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento. parafusos axiais ou radiais. A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. o que leva a um gasto maior de energia. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento. Nesse caso. tenham dureza superior a 400BHN. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316.AISI 316 revestido de material duro. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. a estacionária e a rotativa. temos: Folga diametral = 0. Se isso não for possível. Em alguns tipos de bomba. PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32. a menos que ambas as superfícies. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias. Stellite. seguir a recomendação do fabricante. ou pontos de solda. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais. A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API.

não há ganho com esse tipo de corte. usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E).12 + 0.60 + 0.12mm. ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba. Nesse caso. é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo. Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte. pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição. Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC.12 = 0. Assim. Nesse caso.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. Com a utilização de uma ponta montada. FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 . Nas bombas com difusor. deixando intactas suas laterais (Figura 137 C). ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B). Na Figura 137. Folga final = 0. acrescentar 0. acrescentar 0. podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção. o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta. Nas bombas com carcaça em voluta.84mm Impelidor Para reduzir estoques. para efeito de cálculos. o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás.12mm. são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor. portanto.

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

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PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
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Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
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Manutenção e Reparo de Bombas

ao encostar um rolamento no outro. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1. ficando uma folga pequena entre as pistas internas.5 folga normal In 0.001x D(mm) 0. somente as pistas externas se tocam. utilize uma rasquete. As folgas diametrais são o dobro das radiais.Pense e Anote de modo que. ao ser deformado. adquire uma largura proporcional à folga. Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento. Depois de deformado. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível.07 + 0. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento. Nessa condição. A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo.003 + 0.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada. Trata-se de um filamento plástico que. Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes. ou como folgas radiais ou como diametrais. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga.

Caso a mesma venha reta. gerando um elevado empuxo axial.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C).22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior. as reduções devem ser excêntricas. causando problemas no bombeamento. FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção. ou da parte de baixo da bomba.5 x 0.07 + 0. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .001 x 80 = 0. ela deve ser perpendicular ao eixo. Pelo mesmo motivo citado. Caso a tubulação venha de cima. o que prejudica o fluxo do líquido. Se for paralela. Por esse motivo. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B. A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente. o lado plano deve ficar na parte inferior. o que leva à falha prematura do mancal.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0. A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção. a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente.15 = 0. o lado plano deve ficar para cima. caso tenhamos uma curva próxima à bomba.

girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo. gerando empuxo axial alto.FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção. Assim. a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba. Caso não exista espaço. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote . as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor. A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor.

Neste caso. sendo interna. Se a bomba estiver em bom estado. ou seja. devido à fuga do líquido pelas folgas. a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo. empurrando o líquido para fora da bomba. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema). esta fuga pode ser considerada desprezível. são decorrentes desse seu modo de trabalhar. reduzem o volume da câmara. a pressão pode chegar a valores muito altos. com as folgas adequadas. deslocam esse volume até a descarga e. ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão. maior a pressão. para uma mesma rotação. de deslocamento positivo ou volumétrica. ou pode ser colocada na linha de descarga.Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. na operação da bomba de deslocamento positivo. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. Já na bomba de deslocamento positivo. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. a vazão é constante. Na realidade. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). pistão. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . externamente à bomba. Os nomes dessas bombas. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. por razões de segurança. Nas bombas centrífugas. Podemos afirmar então que. Por esse motivo. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. nessa região. diafragma ou pela rotação de uma peça. Nas bombas de deslocamento positivo. Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. não depende do sistema. Ocorrendo uma restrição grande na descarga.

Para tal. neste caso. ao contrário das bombas centrífugas. e é o sistema que comanda a pressão. são mais indicadas para esses casos.000SSU (200cSt). As bombas volumétricas. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido. são sempre auto-escorvantes. as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. deixando-o sair pela sucção da bomba. ou seja. sendo chamadas. conseqüentemente. Mesmo sendo autoescorvantes. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. Nas bombas alternativas. não se usa AMT e sim a própria pressão. As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. raramente são usadas bombas centrífugas.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas. A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. por não serem afetadas pela viscosidade. Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça. aumentam a potência para o bombeamento. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão. Por isso. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. de turbinas de recuperação hidráulica. Com líquidos de viscosidade alta. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. As bombas de deslocamento positivo. as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir. que as tornam auto-escorvantes. para líquidos acima de 1. ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre.

Carter 2. Pistão 9. como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. Eixo de manivela 3. FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO. o que leva a uma perda de desempenho. devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção. como um motor elétrico. Válvula 10. ou podem utilizar um acionador rotativo. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. responsável por deslocar o líquido. a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste).do pistão. Haste 6. Cruzela 5. As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. Camisa 7. DE SIMPLES EFEITO. Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. Biela 4. as de dois cilindros são as duplex. Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. Nesse caso. Cilindro 8. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. subtraindo-a. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. de um êmbolo ou de um diafragma. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção.

ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX. DE DUPLO EFEITO.

Quanto maior a vazão de vapor.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. podendo vir a quebrar a bomba. o pistão irá mover-se para a esquerda. e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. maior o número de ciclos executados por minuto. o vapor gera um movimento contínuo alternativo. maior a velocidade de deslocamento do pistão. levando junto o diafragma. Ao chegar ao final do curso. torna a inverter o movimento. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. a bomba tenderá a disparar. Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. ou seja. fazendo com que ele suba. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. em vez de líquido. movendo-os solidários. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. estará bombeando ar ou gases. que está interligado ao de vapor. Com isso. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. leva a bomba a disparar. que é o acionador. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . O pistão da bomba. geralmente. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. Temos dois ciclos: admissão e descarga. ele inverte. Inicialmente. Inicialmente. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. Um é o cilindro de vapor. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. Ao chegar ao final desse curso. lado esquerdo da Figura 151. A bomba. Ao atingir o ponto superior. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. À medida que o diafragma vai subindo. fazendo a inversão das aberturas. Assim. O outro é o cilindro do produto que será bombeado. Essa situação. os quais demandam bem menos potência. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita.

O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente. podemos modificar a vazão. variando a rotação ou o curso do pistão. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas. FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se. movida a ar comprimido. abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. Uma das câmaras é a acionadora. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. e a outra é a do produto que será bombeado. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. arrastando com ele o pistão. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O diafragma começa a descer. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior.Assim que o líquido parar de ser admitido. Para variar o curso. Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. modificamos o raio da manivela. como o de biela/manivela.

evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. Se não tivéssemos as fugas. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa. independente da pressão (caso teórico). quanto maior o número de cilindros. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). Quando a pulsação puder trazer algum problema. a vazão seria sempre a mesma. A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante. Variando a vazão. de bexiga ou de pistão. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . maior esse vazamento e. As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. Como toda bomba de deslocamento positivo. usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. Nas alternativas puras.Algumas bombas. e mínima (zero). Esses amortecedores podem ser de diafragma. um pouco menor a vazão fornecida ao sistema. a pressão também sofrerá variação. empurram o líquido para a descarga. as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. menor a pulsação de pressão e de vazão. Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento. Ela é máxima. Para uma mesma rotação. quando está no início ou final do curso. quando o cilindro está no meio do curso. é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. conseqüentemente. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. No caso real. que trabalham com fluidos agressivos. por meio de rotação. A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo.

2 ou 3 fusos). de palhetas e de lóbulos. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). menor as fugas. Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas.FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de fusos (1. o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba. As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente.

o que equilibra o esforço axial nos fusos. cada uma girando num sentido. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. fica a região de sucção. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. onde os dentes se engrenam. do contrário. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. bombeiam simultaneamente. região 1. possui um fuso motriz e dois conduzidos. entre dois dentes consecutivos e a carcaça. Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3. impedindo o retorno do líquido para a sucção. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. No caso de três fusos. Devido ao elevado número de dentes e à rotação. Ao chegar à parte superior. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga. Neste caso. Antes do crescente. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. Para ter um bom desempenho. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. os dentes se engrenam.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. como também devem estar na carcaça ou no crescente. Na bomba da Figura 156. mostrada na Figura 155. há necessidade de um sistema de balanceamento axial. Por isso. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos. A bomba de parafusos. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado. Ao girar. As duas engrenagens. onde é liberado. Depois dele. seja qual for a pressão reinante na descarga. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. a região de descarga. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si. levando-o para a região 2. haverá perdas no volume bombeado. descarregam pelo centro da carcaça. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba.

Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido.vai girando. Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna. da sucção para a descarga. o líquido vai sendo deslocado axialmente. não temos pulsação de pressão. logo. A vazão é contínua. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

ao girar. são expelidas. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. Devido à excentricidade do rotor. Quando se desejam pressões maiores. mantendo contato com a carcaça. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. Figura 157. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. na sucção. deslocando-o até chegar à região da descarga. O rotor. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. são utilizadas bombas em série. ficam alojadas diversas palhetas que. pela força centrífuga ou por meio de molas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 . Com rotação alta. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. aproximadamente de 6kg/cm2. o qual normalmente é construído de um material elástico. onde cabe um determinado volume. Na região de sucção. esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão. bloqueia o líquido nessas câmaras.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. como Buna N e Viton. da sucção para a descarga. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. Nesse rotor. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido. as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça.

2.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. 3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 159 BOMBAS COM 1. aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça. dois. ao girarem. fazendo a vedação. Os rotores estão sempre em contato na parte central. Pelo seu formato. Existem bombas de um. três e cinco lóbulos. volume esse que é deslocado e liberado na descarga.

É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem. deslocando o líquido da sucção para a descarga.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. que permite sua oscilação. A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. não mostrado na figura. portanto. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote . O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica. montado sob a forma de U. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível. maior a vazão. FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. maior o curso dos pistões. Quanto mais inclinado o disco.

É conectado ao eixo através de estrias. PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão. Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante. O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula. DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste. EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias. Os pistões são articulados com essa placa. PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica. 270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais.

a placa oscilante e o bloco do cilindro. os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. juntamente com os pistões. sapata da placa. Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande. Na Figura 163. O volume deslocado depende do diâmetro. mola e a caixa também fazem parte da bomba. Princípio de funcionamento O eixo. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . mancal tipo bucha. O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo. A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. mostramos alguns outros modelos que são utilizados. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA. Junta esférica. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. giram solidários. do número de pistões e do seu curso.

A palheta impede o retorno do líquido para a sucção. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica. O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. juntamente com uma palheta que faz a vedação. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento. obrigando-o a sair pela descarga.A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . vai sendo deslocado da sucção para a descarga. A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior. com o giro. que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento.

Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas. existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE. SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote .Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas.

que fica recuado em relação à descarga da bomba. não será necessário escorvá-la. o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça. Quando a bomba é desligada. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto. A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis. Na próxima partida. 274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. Seu rendimento é baixo. o líquido fica retido nessa câmara. Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. Ao girar.

.Motion Control NSK. Chemical Processing. Centrifugal pumps handbook.ed. API 610: centrifugal pumps for petroleum. Catálogo 4000P Reg. E. 1998. Nova York: [19 —] . fev.ed. PSI pump selection for industry. NSK. WORTHINGTON. Torino: 1990. NSK Rolamentos . SULZER BROTHERS LTD. 2. Understanding pump cavitation. Washington: 2003. São Paulo: 2002. E. Winterthur: 1989. MATTOS. SKF. 47-6100-1990-09. NELSON. de 1997. E. 9.Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. Bombas industriais. Rio de Janeiro: Interciência. petrochemical and natural gas industries. W. FALCO R.

DR UM MOND L UIS R OBERTO ARRUDA A NA P AULA DE B ARROS L EITE R ICARDO G OMES R ODRIGUES R OSEMARY LOM ELI NO DE SOUZA XAVIER R OSILENE F ERREIRA MENEZES Revisão técnico-metodológica E RNESTO F ERREIRA M ARTINS S ÉRGIO MOLINA M ICAELO Revisão gramatical Revisão editorial Projeto gráfico.SENAI / RJ PRODUZIDO PELA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Coordenador de formação. capacitação e certificação de abastecimento M AURÍCIO L IMA Diretora de educação Elaboração Gerente de educação profissional Gerência de educação profissional ANDRÉA MARINHO F RANCO GETÚLIO V. GRÁFICA E P ROGRAMAÇÃO VISUAL . programação visual e diagramação L OURDES S ETTE R ITA G ODOY I N -F ÓLIO – P RODUÇÃO EDITORIAL .

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