PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões.

carga ou head 107 Cavitação. NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT).

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H. desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote . de simples efeito. excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão.FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades.

de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante. acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex. de duplo efeito. 3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa. 2.

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

o aumento ou a redução de velocidades. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. Assim. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. CE. MG. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. SE. SP. no diagnóstico de causas e soluções de problemas.Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos. BA. indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos. Com isso. portanto. e outras funções de processo. a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. A variação da complexidade do trabalho realizado. PR. RJ e RS. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 . o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. É preciso. a geração de energia.

Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas. tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa. praticamente. usam-se intensa e extensivamente as bombas. Mas. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias. Pela própria natureza da tarefa. No preparo de gasolinas. favorecidas por geografia peculiar. Até há bem pouco tempo. A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e. máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. quem o faz já é a própria bomba. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. usam-se oleodutos. bombas dosadoras são fundamentais. Para que elas estejam disponíveis. Além das distâncias. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. por exemplo. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . condensadores. existem os mecânicos de manutenção. não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. Hoje. válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. Enfim. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras. Sem elas. certamente. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. para todos esses e outros serviços. corrigindo seus defeitos ou falhas. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. o controle de vazão é fundamental e. Algumas instalações. dessa forma.

A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança. Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo. mecânico. como parte de uma equipe. preservação do meio ambiente e custo adequados.Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade. Você. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados... é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho. deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas. Pense nisso! Você. 18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . segurança. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá. mas o seu serviço está. Assim. quando executa seu trabalho.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote .01mm) e o mícron ( m). portanto. assim como os gases e os sólidos. dizemos: 1 mícron. polegada (in). usamos muito o milímetro (mm). as principais unidades usadas são: pés (ft). que é a milionésima parte do milímetro. o centésimo de milímetro (0. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras. 3 mícrons. incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. nos itens a seguir. e (mils) milésimos de polegadas. etc. O plural de mícron é mícrones e mícrons. que é a milésima parte do metro. Em mecânica. quando tratarmos de conversão de unidades. Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas. propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos. Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento. No sistema inglês.Unidades e suas conversões. 2 mícrons.

001 304.0254 0.400 25.80 25.800 25.37 0.540 2.0003937 0.001 0.03937 0.6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.0000394 12 1 0.33x 10 -5 in 39.54 x 10 -5 mm 1. as quais são pouco usadas em mecânica. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.3048 = 0.000 1.4 ft 3.54 x 5 = 12.3048m Logo 2ft = 2 x 0.9144m 1mi = 1760yd = 1.03937 12.001 mils 39.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m).0833 8.00001 1 x 10-6 0. temos a jarda (yd) e a milha (mi).7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .28 x 10 -6 3.480 2.54 centésimos de mm 5mils = 2. Portanto: 1ft = 0.3048.0254 2.370 39.3937 0.01mm 100.000.4 0. achamos 0.28 x 10 -7 1 0.37 0.A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês.000 10 1 304.000 1 0. De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.00328 3.1 30.000 1.54 m 1.3048 0.01 0.609km = 1.000 1 0.000 100 1 0.28 0.

basta multiplicar por 2.0022 2.000 2.142 x 10 -4 0.46 x 10 -4 – 0.35 – – Ton métrica 0.6 1 0. seu submúltiplo.600 Segundo 31.4536 0.016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s). a tonelada. Massa m O quilograma (kg).400 1.0005 – 1 1.001 1 x 10 -6 lbm 2.274 0.840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0.9842 4.536.000984 – 0.001102 – 1.171 x 10 -8 1.907 1.000454 – 0. a palavra é do gênero masculino).0283 907. dia (d) e ano.778 x 10-4 0.Para converter mils para centésimos de milímetro.000 0.74 x 10 -3 1 24 1440 86.04167 1 60 3.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote . a onça avdp (oz).2 0.18 1016 g 1.274 16 1 32.892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0.01667 1 60 1 segundo = 3. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0.000 35. a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton).600 1.903 x 10 -6 6.03527 35.204. A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525. hora (h). e o múltiplo.54.000 1 1 x 10 6 454 28. são as unidades de massa mais usadas em mecânica.001 1.102 0.944 x 10-4 0.0625 2000 2240 Oz (avdp) 35. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm).157 x 10-5 2. minuto (min).12 0. o grama (g) (atenção.

K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo.033kgf/cm2). Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês. PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas . temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC. FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão. Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R).Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico. na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1.

4516 mm2 1.155 0. É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).16 ft2 10.00155 144 1 = = = = = 0.03 6.Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura.764 0.00694 in2 1550 0.000 1 0.001076 0.0000108 1 0. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10. FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4.000 100 1 92903 645.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .0001 1x 10-6 0. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ).0929 0.000.01 929.

temos que 1ft2 = 0.0929m2 10ft2 = 10 x 0.h 3 = 3. É sempre um produto de três dimensões.0929 = 0.r 2 .1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4.14 .929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo. 32 . 5 = 47.

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5 2 s 3.000m/h 9.81m/s2.000m/s 2. expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2. o valor de “g” é menor. a 2. Ao girar. No nível do mar. o que é equivalente a 2. decorrente da atração da Terra sobre os corpos.5m/s2. esta aceleração é de 9. conforme será visto no item sobre força.5m/s para cada segundo ou. a seguir.PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9.5m/s m = = = 2. Nos locais mais altos. ainda. um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos. É a denominada “aceleração centrífuga”.

que através de seu impelidor impulsiona o líquido. teremos: Peso = mxg 9. Neste caso.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro. é a aceleração da gravidade. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação.4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31. Quando subimos em uma balança para pesar.10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 . o peso é uma força. estamos medindo uma força. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton).10m = 98.81. é o produto de uma massa pela aceleração. como qualquer força. Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9. ou seja.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote . está exercendo sobre ele uma força. neste caso. Uma bomba centrífuga.42 (rd/s)2 x 0. ela recebe o nome de força centrífuga.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho. estamos exercendo uma força. a qual. Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2. O peso. 300 = 31. PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0.

só que. Portanto. a aceleração da gravidade é de g = 9. ( ) N 30 2 . é o produto da massa pela aceleração. a força centrífuga fica multiplicada por 4.r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m . neste caso. que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg. Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9. Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar.81m/s2. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número. ac = m . a aceleração é a centrífuga.81 9.81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso.Como. Como vimos. Num local mais alto. Se dobrar o raio. o que é uma simplificação. o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. Portanto.81 = m x 9. a massa permaneceria com o mesmo valor. este valor simplificaria o denominador. a força fica multiplicada por 2. por exemplo. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . visto que massa e peso são distintos. ao dobrar a rotação. A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração. peso é uma força. mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor. Dizemos. ao nível do mar.

visto anteriormente.806 9806 1 0. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância.204 0.No caso da peça mostrada na Figura 8. se girasse a 300rpm e com um raio de 0.000 100.454 Ton força 0. de aceleração.72N Da Tabela 8: 1 N = 0.02x10-6 0. aumentamos também o raio de giro.102kgf ➜ Fc = 19. PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote .6 = 19.45x 105 lbf 2.102 = 2.000 1 4. foi gasta uma energia.45 dina 980. Para realizar esse trabalho.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2.2 2.665 980.00454 N 9.102 1.225 2.00001 4. a força será expressa em N. ao aumentarmos a rotação. calculamos que para N = 300rpm e r = 0. Energia e trabalho são equivalentes.665.72 x 0.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga.200kg.72N = 19.200 x 98.001 1 0. devido ao fato de a massa ser articulada.10m ➜ ac = 98. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1.000102 1.02x10 -9 0.000 0.10m? No problema 14. Fc = m x ac = 0.

m = 1kW. é energia mesmo. percorrendo a distância d. podem ser expressos pelas mesmas unidades.m = 1 0. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .93 x10 -4 1.16 x10 -6 3.00929 9. temos de exercer um torque na porca.102 3.48 x10-4 3.77 x10 -7 1 2. A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh.00397 0.h 2.m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf.m T → N .23 0. Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação.187 1. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf .6 x 106 1055.m 9.412 1 0.h 1BTU 1cal 1lbf.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2.001285 cal 2. d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave.738 2.8 1 3. ou seja.67 x 105 108 0.m 1kgf. FIGURA 10 Como podemos notar. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h).ft 7.427 0.655x10 6 778 3. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância.138 J = N.06 4.34 0.36 KW.324 lbf.77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia.72 x10 -6 BTU 0.6 x 10 5 252 1 0.ft = = = = 2. Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.09 1 1J = 1N.239 8.

85 12 1 8.ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf.138 0.8 x 10 7 1 x 10 7 1 . é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft. ainda.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .ft = 1lbf. m ➜ 13.02 x 10 -8 1N.8kgf .8 = 27. in 86. m = F x 0.m = 1N.ft = 0.356 0.13 x 106 1 1lbf.ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf. Da tabela acima.50m.m = 1 0.36 x 10 7 1.Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf.233 0. Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo.138kgf . ft = 100 x 0.6kgf 0. cm 9.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf.102 0.0833 7. Pot = T t T → J = N.738 1 0.m F → lbf e d → ft Tq → lbf.50 Portanto.8kgf .85 x 10 -7 1 dina .m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas.113 1 x 10 -7 1lbf.m F→N e d→m Tq → N.50m F= 13. ft 7. em CV. teríamos de fazer uma força de 27.8 8. temos: 1 lbf . PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 .m 1kgf.38 x 10 -8 1lbf.cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0.m.in = 1dina.138 = 13. com uma chave de 0.0115 1. m 9.8 1 1.

986 cv 0.6g/cm3.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1.000 745.341hp = 134.001 1 0. temos: 1kW = 1. o mercúrio. ou seja.341 1 0.36 1.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = .6g.7355 hp 0. 70% → usar 0. H 274 . cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13.7 735.00134 1.7457 0. 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é a massa de cada unidade de volume. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex. = massa volume Na temperatura ambiente.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume.5 KW 0.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência. usado em manômetros e termômetros. ou seja.00136 1. possui uma massa específica de 13.341hp ➜ 100kW = 100 x 1. Q.

cuja definição veremos em seguida. o que levaria à redução da massa específica. Logo. A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0. é mais usual o emprego do peso específico. É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente.PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. mantendo o numerador (massa) constante. A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote . sua massa específica é 0. mas sua massa permanece constante. é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material. Quanto maior a temperatura de um material. se aquecermos um produto. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume).998g. logo. seu volume aumenta com a temperatura.998g/cm3. do que da massa específica. Por esse motivo. No caso de bombas. menor a sua massa específica.

0361 3. em forma de cubo.0005787 1 1 0.016 27.43 0.68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume.TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1.02 27680 lb /ft3 62. 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3. sabendo que um reservatório completamente cheio. = peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material. basta pesá-lo. PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água. com cada lado medindo internamente 5cm. apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente).000 1 16.61 x 10 -5 0. medir seu volume e fazer a divisão.001 0.0624 1 1728 lb / in3” 0. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente.

02 27680 lbf/ft3 62.68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2.000 1 16.78 0.70 a 0.001 0. como kgf/ m3 ou lbf/in3.82 0.61 x 10 -5 5.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0.78 a 0. 1cm3 de água a 80oC pesa 0.68 a 0. temos que: 1kgf/m3 = 0. Na temperatura de 20oC. A 200oC.85 a 0. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição.94 0.500 x 0. Como peso específico é uma relação entre peso e volume. o peso do cm3 de água cai para 0.02 2.43 0.86 a 0.8 vezes mais do que o mesmo volume de água.82 a 088 0. Por exemplo. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.971gf.971gf/cm3 e a 200oC é de 0.500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão.0624 1 1728 lbf/in3 0.5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote .5 0.94 13.2 8.865gf. uma vez que o volume é modificado.001gf/cm3 ➜ 2.8 8.500kgf/m3 = 2. temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7.89 0.865gf/cm3. acima.787x 10 -4 1 1 0.016 27.O peso específico varia com a temperatura.8 11.0361 3. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0. vemos que o aço-carbono pesa 7.94 Analisando a Tabela 13. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.001gf/cm3 = 2.

998g). que é de aproximadamente 1g/cm3. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. como não poderia deixar de ser. Nessa temperatura. Se batermos com a mesma força no sacapino. Daí. em torno de 0. 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0.74 e a do GLP. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta). por definição. No cálculo da densidade. vamos dividir a massa específica desse material pela da água. Outras fontes adotam outras temperaturas. Pressão Pressão. por exemplo. o prego penetra na madeira. é igual a 1. elas se cancelam. g/cm3. é a força dividida pela área em que esta atua. ou seja. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ficando a densidade como adimensional. o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido. possivelmente ele só fará uma mossa na madeira.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água.5. Na temperatura ambiente. A densidade da água na temperatura ambiente. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo. Na temperatura ambiente. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3. a densidade da gasolina fica em torno de 0. Ao bater com o martelo. o padrão de comparação adotado é o ar. expressa por um número sem dimensão. Para gases. ambos com o mesmo diâmetro de corpo. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3.

01cm2 e a do saca-pino. As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1. FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2.000kgf/cm2 A 0. ao bater no prego.2cm2.2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino.01 Saca-pino → P = F A = 10 0. enquanto o saca-pino só deformou a madeira.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico. Por esse motivo. o prego penetrou. de 0. exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 .

Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual. maior = 25cm Pense e Anote Área cil.14cm2 Área cil. conseguiremos levantar um carro com 2. 1 = D2 4 = 3.14cm 2 = 12.000kgf. Dados: Peso = 2. cil.PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2.2cm para cada centímetro do pistão maior.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2.000kgf = 4.14 x 252 = = 490.81kgf.000kgf Dia. cil.14 x 22 4 = 3.08kgf/cm2 no óleo. com uma força de apenas 12.08 x 3.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4.6 = = = 156. menor = 2cm Dia.2 h2 A2 3. 2 = D2 3. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4.08kgf/cm2 490. O pistão menor terá de deslocar-se de 156.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .81kgf Com o auxílio da pressão. V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490.

Quando subimos numa montanha.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. uma pressão atmosférica em torno de 0. Por exemplo.033kgf/cm2. Este valor é denominado pressão atmosférica. Logo. FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1. a pressão atmosférica nessa altitude será de 0. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local. então. por isso. o que reduz a pressão atmosférica local. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote . ao medir uma pressão. possuindo. A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1. a coluna de ar pesa 0. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto.000m de altura. Essa pressão.710kgf. decorrente da coluna de ar.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. O ar que envolve nosso planeta tem um peso.71kg/cm2.033kgf. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica. a coluna de ar fica reduzida.95kgf/cm2. a pressão exercida por esta coluna será de 1. permite que. a 3.

abaixo da atmosfera. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0.0 ➜ P1man = 2.0.0 = 1. ela é considerada positiva e.6kgf/cm2 absoluta. a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local.5kg/cm2 1atm Pressão atm.6 = P2man + 1. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio).5kg/cm2 P man = – 0. P2. representamos uma pressão acima da atmosférica.4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas . seria equivalente a dizer que é de . P1abs = P1man + Patm ➜ 2. fosse de 0. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa. P2abs = P2man + Patm ➜ 0. quando abaixo.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2. FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1.4kgf/cm2 manométrica. a medida em valor manométrico seria de 1.033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0. A pressão negativa é chamada também de vácuo.5kgf/cm2.5kgf/cm2 absoluta. P1.5 – 1. Se a pressão P1 fosse de 2.6 – 1. Quando a pressão está acima da pressão atmosférica.5kg/cm2 Se a pressão P2.0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16.0kgf/cm2. ou seja.0 = – 0.5 = P1man + 1. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1. Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local.4kgf/cm2. e uma outra pressão abaixo da atmosférica.4kg/cm2 P atm 1. é negativa.

9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. que significa manômetro.26kgf/cm2 a Pressão relativa 8.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta. Portanto.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14. é comum adicionar uma letra após a unidade. no nível do mar. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote . basta somar a pressão atmosférica. O g vem da palavra gauge. e a é de absolute. são usados psig e psia. Para diferenciar. Usa-se M ou m para pressão manométrica. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida. a pressão é usualmente medida em psi. e psia é a pressão absoluta. libra por polegada quadrada. ou seja.7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. que é igual a 14. Exemplo: Pressão absoluta 3.2kgf/cm2 A 4. e A ou a para pressão absoluta. psig quer dizer pressão manométrica.0kgf/cm2 M 12. que significa pound per square inch. Para transformar a pressão de psig para psia.

a seguir. temos: Força Área Peso Área A . FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais. a “forma” da área não interfere na pressão. na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido. um quadrado ou qualquer outro formato. as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a área foi cancelada.H. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador. Na Figura 18. a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido. colocamos diversos formatos de vasos. com diferentes áreas de base.H . tanto faz ser um círculo. entre peso) e área. Não importa também se a área é pequena ou grande.O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. Portanto. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que. Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. Como a pressão é a relação entre força (neste caso.

5kgf/cm2. acharemos 2. temos: P= .033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 .Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m.74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0. PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0.74 x 20 = = 1. Usando a fórmula preparada para as unidades usuais. temos que: = 0. Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água.74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3.H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2.48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13.6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1.

9807 1 0.01934 1.32x10 -3 0.133 9.7 mmHg 735.33 atm 0.7031 0.3 MPa 0.000133 9.1013 = = = = = = = = = 1 1. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades.50x10-3 7.02 0.1 6.56 7. Para passar para kgf/cm2.760m = 760mm Hg 13.501 7501 760 m H20 10 10.0136 1 1. conforme mostra a Figura 20.22 14.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U.013 psi 14.869 1 kPa 98.06895 1.81x10 -3 1x10-6 0.06805 1.02x10-5 0.09807 1x10-5 0.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão. contendo água.09678 9.89x10 -3 0.1 51. É comum usar metros.9678 0.72 1 73.033 = 0.001 1 0. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.01 10 1.87x10 -3 9.07031 0. A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água.02x10-4 0.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1.09807 0.87x0 -6 9. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U.33x10 -3 0. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio.895 0.2 1.07 100 6.00136 0.1 1. TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0.001 1 1000 101.102 102 10.145 145 14.0102 10.6 750.2 0.45x10 -4 0.422 1. basta usar a Tabela 15 de conversão.5 1 0.807 0.9869 0. mostrada anteriormente. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas . indica a pressão de descarga de um ventilador.

basta multiplicar por 10. PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0.1kgf/cm2 50cm H2O = 0.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0.013bar = = 0.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig.33m de água. o uso do bar. Como o Pascal é uma unidade muito pequena.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –.50m H2O = 50 x 0. numa fase de transição. basta dividir o valor por 100. organização internacional de padronização. é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa.000.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1. Portanto.1kgf /cm2 = 0.Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote .000Pa). os valores usuais de pressão seriam altos. a pressão é manométrica: 100psig = 7. Para passar de MPa para bar. definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa). Por isso.33m = 760mm Hg = 1. são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1.7 psi = 29. admitindo. A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada.92in Hg Como podemos ver.07031 = 7.033kgf/cm2 = 10. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10.1013MPa = 101.3kPa = 14.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1. seguindo recomendação da ISO.

e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo. suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e. ficando no mesmo nível do reservatório. A água entrará no tubo. fazendo seu nível subir. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele.033kg/cm 2A H máx. Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3. mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível. igual à pressão atmosférica local de 1.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera. no caso. A pressão no tubo P3 começará a cair. = ? 1 2 Inicialmente.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1.

a coluna máxima seria: P= xH 10 1.033kgf/cm2. o que é a mesma coisa.77m 0.33m. o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água. como a pressão atmosférica é menor. a pressão manométrica seria = –1. a coluna seria: P= xH 10 1. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito.33 = 13. a pressão absoluta seria igual a zero. por hipótese. tivéssemos gasolina (g gasolina = 0. Num local de maior altitude.33m ocorreriam ao nível do mar. maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente).75 Como podemos notar. choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção. conseguíssemos fazer um vácuo absoluto. ficaremos limitados à profundidade teórica de 10.033 = 0. Há perdas de carga por atritos.33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água. Por isso. onde a pressão atmosférica é maior. 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . em função do seu peso específico.75 x H 10 H= 10. Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). Na prática. Notar também que os 10. Se. Neste caso. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento.033 = 1xP 10 H = 10. ou seja. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície. retirar todo o ar do interior do tubo.Se. teremos uma coluna máxima. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente). ou. para cada líquido. a coluna seria menor.75gf/cm3). no lugar de água. Quanto menor o .

000 1488 Pa. Quanto maior a viscosidade dinâmica. comparada com a da água.1 0. porém mais viscoso.01 10 14. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”).01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura. Quanto maior a temperatura.0672 0.s 0. 1cP = 0. TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1.s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água. menor a viscosidade.Suponhamos dois vasilhames.001 1 1. A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas. FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ).88 1cP (centipoise) = 1Pa.488 lbm / ft.s 1 lbm/ft.672 1 1Poise = 1 0. e outro com água. Normalmente.000672 0. maior a resistência ao deslocamento.s 0. Isso é devido à maior viscosidade do óleo. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos. o centipoise (cP). é usado um submúltiplo 100 vezes menor. um com óleo de massa específica igual à da água.

45 2.16 1. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1. centistoke (cSt).0 100.92 7.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12.000 5.000 4.40 10.00 1.1 43.44 15.58 1.6 32.2 20. que possui uma viscosidade de 63.0 91.50 20.000 cSt centistokes 1 2.56 4.70 14.60 17.35 26.5 41.6 61.0 32. = As unidades mais usadas são: stoke (St).5 28.0 87.01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.2 54.17 2.73 3.000 3.000 10.9cST a 40o e de 8.79 11.48 5.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .4 71.70 14.000 2.60 117.45 23. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0.100 2.7 200 300 400 500 1.30 7.0 65.7 18.64cST a 100oC.20 58.02 4.30 23.95 13.200 Graus Engler 1.35 8.30 29.3 13.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).1 81.40 87.31 1.9 51.1 15.24 19.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.88 2.

A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida. dizemos que o líquido se encontra saturado.000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. Suponhamos um vaso com um líquido volátil. Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise. como GLP ou gasolina. Então. usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0.9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0. À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura.9 (cSt) = = = 1.A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica.

Clorobenzeno 13. Se a pressão for inferior. Glicerina 18. o fluido estará na fase líquida. o fluido estará na fase líquida. por exemplo. Etileno 9. Álcool etílico 3. 8. Para uma pressão de vapor PV1. Ácido fórmico 4. Difenil 15. Dietil-éter 14. 23. Isobutano 19. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote .6kg/cm2A. Ácido Acético 17. Etano 7. Amônia 5. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. Álcool metílico 22. Se a temperatura for maior. se a temperatura for inferior a T1.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. 25. Gasolina 11. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. Etileno glicol 10. 4. Anilina 6. 26. estará na fase vapor. Hexano 20. 24. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. Benzeno 12. Downtherm A 16. Querosene 21. Acetona 2. estará na fase vapor.

Nessa pressão. seria necessário 15.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. não se modificará. a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. temos 20barA. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão. Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. no caso.76barA). sob a forma de pressão e de velocidade. fazendo com que a pressão de vapor aumente. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. Quando estamos bombeando. Para cozinhar com água a 150ºC. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23. a qual possui uma válvula de segurança. Por isso. Para cozinhar com 200oC. a energia é recebida através do eixo de acionamento. ou seja. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. o propano corresponde à linha 23. ele irá vaporizar-se. teremos de aumentar a temperatura da água. a temperatura da água será de 100oC. Nesse momento. como o propano.55barA. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. se colocarmos propano num vaso aberto. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. Ao nível do mar. ou seja. e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela. precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba.033kgf/cm2A). nesse caso. cerca de 4barM. Alguns líquidos. a água começará a vaporizar (ferver). Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento. Este é o princípio da panela de pressão. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é a pressão atmosférica (1. a pressão atmosférica. fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. No caso de uma bomba.

metade da energia recebida. a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote . a bomba estaria transformando em calor. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível. FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0. pelo esquema da Figura 26.50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso. por atrito e por outras ineficiências. desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2. podemos afirmar que.

Energia de pressão.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas.1 186. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40. Dobrando a área de uma seção da tubulação. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. A água.4 v 1 = v2 x =3x = 1. Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4. a velocidade média cairá para a metade. quanto maior a altura. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1. localizadas num nível mais baixo. por exemplo. Para uma mesma massa. Se dobrarmos o diâmetro.32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura.4cm2 → A2 A1 82. maior a energia contida. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade. Essa capacidade é chamada de energia potencial. Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82. v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica. Energia de velocidade ou cinética. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. A energia sob a forma de pressão é a que. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2.

apenas se transforma. seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento). Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . é a decorrente da velocidade de escoamento. também chamada de energia cinética. no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria. a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. expressas em dimensões de coluna de líquido.Pense e Anote A energia de velocidade. FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima.

. 60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2. voltaremos a este assunto. FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. No caso da bomba. também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão. mas ganho de energia. não temos perda. Pela equação anterior. já que. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos. choques etc.A equação anterior é válida apenas teoricamente. na prática.

6 242.52 12.77 3. cm2 1.4 11.3017.44 11.3 186.71 11.7 22.6 409.2 87.10 0.4 9.51 67.25 21.3 97.52 10.19 2.48 64.4 30.9 463.1 60.28 15.49 40.7 Área int.7 19.6 173.8 111. (mm) 2.3 12.52 12.0 9.7 14. (mm) int.06 22.9 93.23 5.8 1.2 574.6 1.6 590.54 7.2 298.31 27.7 17.98 28.1 1.6 722.52 12.23 81.507.75 7.0 155.4 202.4 9.08 13.1 431.7 15.6 66.29 107.51 1.68 2.82 2.0 Peso kgf/m 0.2 23.47 11.27 12.9 182.9 336.9 38.1 73.9 254.63 2.87 3.1 1.1 116.65 97.0 655.5 387.793.2 791.02 8.8 729.8 6.1 154 146.42 1.4 288.74 79.32 3.95 5.91 0.88 3.2 77.6 9. Diâm.9 26.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm.5 1.56 107.7 440.140.1 7.23 42.82 21.5 49.4 330.5 321.6 34.64 3.5 584.7 17.8 124.72 172.2 136.2 59.8 11.7 2355.35 9.829.1 2677.97 18.6 239.29 33.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .23 4.6 438.630.91 5.50 3.5 1.44 5.7 1.0 105.47 2.3 80.5 247.8 9.8 140.5 509.0 139.4 121.1 26.7 547.54 8.1 294.4 20.178.1 1038. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.44 7.1 74.3 1. Nominal ext.62 1.34 131.9 73.9 304.2 42.52 11.0 14.2 193.8 15.7 81.1 1.3 23.6 11.5 333.9 15.91 5.8 303.37 1.79 1.8 428.9 18.2 203.7 872.1 254.1 12.65 16.443.7 19.12 123.48 7.6 24.3 351.0 26.9 455.5 699.2 317.96 1.62 11.9 50.52 12.2 365.464.5 17.07 5.3 1.44 2.6 488.4 889.4 2742.1 481.0 9.9 215.7 21.1 28.6 477.7 58.2 21.09 3.4 102.0 363.3 131.4 168.4 47.9 856.3 20.9 310.57 4.3 157.7 42.2 9.10 42.9 8.55 1.41 79.7 174.91 6.9 482.8 186.877.2 94.4 235.7 15.73 4.6 2593.18 12.87 3.11 10.9 154.56 13.8 13.2 6.7 15.8 82.1 15.94 2.2 52.7 254.45 95.

Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas.

h) 2 . 3 .r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura .h= V=B. (b1 + b2) 2 (b .b.h = 3 V=4. r2 .h A= A= A= h .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote .h .r . .h V=B.h A=b.D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a. r2 = .Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b. h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v.

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

➜ Motores de combustão interna. principalmente. Para realizar essa movimentação. sendo a forma de pressão a predominante. Para funcionar. Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. O presente trabalho visa dar este conhecimento. a bomba necessita receber energia de um acionador. Na indústria em geral. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas. ➜ Turbinas a vapor. por motores elétricos.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. o acionamento das bombas é realizado. que podem ser grupadas em duas famílias principais. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas. as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade.

A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. 68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. a possibilidade de variar a rotação. principalmente. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. ou o contrário. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. Quando ambas. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. Além deles. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. Se não dispusermos de vapor nas instalações. O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina. Os motores pneumáticos. Já a desvantagem é que. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança. ao escoarem através de oleodutos. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. São aplicados. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. Em unidades novas. a bomba principal e a reserva. De modo geral. são geralmente movidos a óleo diesel. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. Hoje em dia. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. a saber. com o barateamento dos variadores de freqüência. são acionadas por motor elétrico. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. Esses motores. ao usar a turbina a vapor como principal.motores de combustão interna. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. Pense e Anote Durante muito tempo. Visando aumentar a segurança operacional. não são utilizados em bombas de processo. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor. quando empregados.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 . fica uma delas como reserva.Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. só que com uma vazão menor. Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente. algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo. o sistema ainda continuará sendo atendido. nesses casos. o que permite variar significativamente a vazão.

uma bomba nova 1. 4. Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. das linhas de refrigeração e de selagem. 2. do acoplamento e da sua proteção. ter caído durante o transporte. podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. Normalmente. Análise dos estados da base metálica. Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. da bomba. vinda do fabricante. a inspeção deverá ser mais detalhada. Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e. por exemplo. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada. do tipo engradado. 5. Conferência da documentação. No ato do recebimento. somente após a entrega). A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado. as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. Havendo danos. em outros. do acionador. 3.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). como. Verificação do estado do caixote de madeira. Caso ele tenha sido mal manuseado. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas.

caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. • Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais. No caso do uso de selo mecânico. 7.). além de um corte da caixa de selagem. seu acionador. • Desenho do conjunto da bomba. Estando tudo correto. vibração. mostrando a base. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. corte do selo. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Verificação de todas as suas entradas (flanges. acoplamento e as respectivas cotas. deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. NPSH etc. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba. a bomba. com lista de peças. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados. Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material. • Desenhos de corte do acionador.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. devem constar: plano de selagem. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. furos que comunicam com o interior da carcaça. Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. do tamanho e do número de anéis utilizados. material de fabricação e quantidade empregada. lista de peças com identificação das referências comerciais. 6. mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). • Desenho da selagem. deverá ter a especificação do tipo.

a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. Para essa operação de giro. ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling). Logicamente. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. de 1 volta + 1/4 de volta. Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. Na falta deste. findos os quais eles devem ser renovados. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba. colocar um plugue roscado. os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. para tal preservação. durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote .Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. um plano de preservação deve ser obedecido. Em seguida. se não for possível fazê-lo com a mão. ou seja. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica. PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. devendo ser girada algumas voltas e drenada. Nesse caso. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. Para tal. passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. por exemplo. Marbrax 68. Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. com nível até a parte inferior do eixo. Na sua furação. Para evitar que isso ocorra. usar um óleo tipo turbina. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. girar manualmente algumas voltas. Caso não exista o sistema de névoa.

Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. regiões próximas ao mar ou de elevada umidade.nem o acoplamento. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação. Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas. como a região de apoio do acionador e da bomba. Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo. por exemplo. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Conexão com os flanges.Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados. Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote . O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. 2. 3. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados. sejam de desbalanceamento. fazendo uma união efetiva entre elas. Assim. Nivelamento/grauteamento. Alinhamento. enumeradas a seguir: 1. Podemos dividir esta fase em três outras. com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto.

Antigamente. a entrada de concreto ou do graute. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim. são empregados cimentos próprios. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. Hoje em dia. o graute era realizado com uma massa de cimento rala. por exemplo. Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . evitando. 2. os seguintes passos devem ser seguidos. 1. é raro o uso de chumbador tipo L. Como seu custo é bem superior ao do cimento. que curam bem mais Pense e Anote rápido. ou se a bomba já estiver na planta. Picotar a base de concreto. usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). observar diretamente a base metálica. assim. Na montagem da bomba. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. interno > 2D Prender com material que não endureça. Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. espuma de poliuretano. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas. Hoje em dia. retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica.

já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base. 5. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. Colocar sobre o concreto. repetindo a leitura. usar os valores da Tabela do API. transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote . Evitar a presença de óleo e graxa. Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. Após nivelar a base. um pedaço de chapa com cerca de 12. As duas têm de ser iguais. FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0. com ar isento de óleo.2mm por metro. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor. Soprar. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível.desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. Para tal. colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. na direção dos parafusos de nivelamento. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute.7mm (1/2") de espessura. se necessário. Na falta da recomendação. 6. 4. Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto. tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. Ajustar. e depois na região da bomba.

Fazer um acabamento com um chanfro de 45º.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf. Vedar as formas. eles devem ser retirados da base. Verter o graute. Para evitar quebras. Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute.7 81. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos. todas as tubulações devem estar desconectadas. Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N. 8. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento. As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31).m 69. 9. Existem cimentos apropriados para graute.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N. para evitar vazamentos.15 8. Durante a fase de grauteamento.16 11.m 40.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N.4 136 217 332 481 kgf. São elas: as formas de madeira. conforme mostra a Figura 32. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento.m 4.8 22.m – 3. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar.9 49. Não é aconselhável o uso de vibrador.1 33.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade.3 13.2 37 118 389 7. principalmente junto ao concreto. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10. Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . e sim três camadas de uma pasta à base de parafina.

verificar. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. 12. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. Somente após a cura do graute. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba. Havendo. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações. um para introduzir massa epóxi. cortar a tubulação e refazer a solda da linha.) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. de selagem e de lubrificação. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga. Os relógios também devem indicar menos de 0. Verificar a tensão introduzida pelas linhas. não for possível enquadrar os valores. com auxílio de um pequeno martelo. batendo na chapa superior da base. Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. Portanto. Após a cura do graute. Se. Se. Para tal. peça para inverter as fases de alimentação elétrica. O aquecimento reduz a resistência da tubulação. for excedido esse valor de deslocamento. se não estiver correto. depois de tudo. 13. No caso de motor elétrico. podem necessitar de tratamento térmico posterior. 11. 14. 17. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. um na direção horizontal e o outro na vertical. Após a operação anterior. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. comum. O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento. sem necessidade de forçar os flanges. Zere os relógios. Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. se ficou alguma região vazia.Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. das válvulas de retenção etc. dos filtros. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento. no aperto de alguma das tubulações. fazendo com que o material deforme. Os dois relógios devem indicar menos de 0. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local.05mm. 15. o que diminui a tensão introduzida pela linha. Alinhar a bomba com o acionador. se aquecidos. e outro para saída do ar.05mm. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . 16. Se fizer parte do projeto.

Antes da primeira partida e logo depois dela. g h Partir a bomba. Nesse caso. Se a bomba está escorvada. Já nas bombas de fluxo axial. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. a bomba estará cheia de líquido. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. evitando desgaste localizado. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. Portanto. Logo após a partida. Por esse motivo. Durante a fase de aceleração da bomba. Se a partida for demorada. desarmando o motor. Se o sentido de giro do acionador está correto. Caso tenha dúvida. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. bem como o local de apoio na pista do rolamento. Nessa situação. é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. Fechar o suspiro. Para tal. na maioria dos casos. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. Bombas verticais. b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. serão analisadas as suas curvas de potência. Quando pararem de sair borbulhas de ar. o que reduz a vida útil de seu isolamento. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. abrir a válvula de descarga. A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico. devem seguir as centrífugas. Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. principalmente eixos e impelidores. desacople a bomba e teste. devem partir com a descarga totalmente aberta. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . elas devem partir com a descarga fechada.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). não podem girar ao contrário. a menor potência ocorre com alta vazão. As bombas de fluxo misto. para efeito de partida. No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça.

b c Barulhos anormais. A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente. verificando vibração. Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). f Havendo possibilidade. picotá-la. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto. rebaixando-a cerca de 25mm. d e Vazamentos pela selagem. Testar a bomba.2mm para cada metro de dimensão. É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura. o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico. ruídos anormais e vazamentos e. desempenho. observando se o valor está dentro do esperado. medir a corrente do motor elétrico. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0. Proteger os chumbadores e grautear a base. se necessário. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. Resumo Após a cura da base de concreto. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote . Alinhar. devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador.Após a partida da bomba. Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis. Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba.

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A orientação do líquido ao sair do impelidor determina. Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. baseados no modo do seu funcionamento. o tipo da turbobomba. juntamente com a forma como a energia é cedida. diafragma. em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor. engrenagens. Nos próximos capítulos. analisaremos mais detalhadamente cada tipo.Classificação de bombas cado. Podemos classificá-las. palhetas etc. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote . A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga.

O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. por isso. BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo. Nesse tipo. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. ele ganha um novo impulso e. Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. Nesse tipo de bomba. O líquido segue uma trajetória helicoidal. A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano. BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. Em cada entrada. BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial. Na região de descarga. as pás ficam situadas na periferia do impelidor. Em uma volta. estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). Nela. o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34).

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas. Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. bem operada e bem mantida. a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. dificilmente o serão. Normalmente. A bomba centrífuga é o tipo mais usado. bem montada. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. axial. principalmente devido a sua versatilidade. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. De modo a facilitar essa identificação. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga. inclui a bomba axial e a de fluxo misto. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. bem fabricada. outros.A norma API 610. mista e regenerativa. ela deve ser bem especificada. que. além da centrífuga. bem selecionada. 90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . seguida de um número. proporcionando uma campanha longa. são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. fazendo uma divisão principal entre três modelos. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial.

há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. 5. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . esta energia é cedida pelo impelidor. Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. Na bomba. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. 6. Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente. 8. advindo daí o seu nome. 3.Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. ao girá-lo com uma rotação N. Faz uso da força centrífuga. o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. 2. 7. FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar. 4. Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba.

O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7). teríamos no seu interior ar ou gases e. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. ao girar. sendo descarregado na voluta (6). FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. 2. ao girar. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. Se não tivéssemos escorvado a bomba. e assim sucessivamente. 5. o vazio criado pelo impelidor. fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. ele cria uma região de menor pressão. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1.O impelidor. 4 e 5). Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 7. ao girar. O impelidor. 4. é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. 3. na região 2. nessa situação. Ao ser deslocado no interior do impelidor. em vez de líquido. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor. Na Figura 38. 6. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga.

filtros etc. região 4. 7. o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e. que normalmente é fundido. FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1. 6. a região 4. logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele).Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes. uma queda de pressão. válvulas. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3). conseqüentemente. tais como curvas. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . 3. podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. Nessa região.. a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor. Logo após o olhal. temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor. Pelos motivos expostos. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). 2. é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. reduções. 4. Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). 5.

Nas bombas horizontais. que acelera o líquido. sejam verticais. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. o fluxo passa pela voluta. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). Logo. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. na saída da carcaça. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . por exemplo. ao girar. Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta. a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética). O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios. nas bombas axiais. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. Nas bombas verticais. a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. o difusor costuma ser uma peça independente. As áreas dos canais do difusor são crescentes. sejam elas horizontais. a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas. a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. mas o impelidor. região cônica 7. Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1). a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. De modo geral. Logo. Por último.A partir da região 4. a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. Ao sair do impelidor. permanecendo uma parcela como energia de velocidade.

essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum. como conseqüência. as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. nas aciarias e nas demais indústrias. Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. até bombas com consumo de potências bastante altas. Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. caso das unidades de uma refinaria. na exploração de petróleo. temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. Tanto na exploração. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. em irrigação de lavouras. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. no abastecimento de água das cidades. Quando as pressões são muitos altas. modificando. a vazão da bomba. Atualmente. As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . feito com bombas pequenas com 1/8hp. a perda de carga será alterada. No próprio impelidor. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. como veremos mais adiante.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. em termoelétricas. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. nas indústrias químicas. enquanto outras são para milhares de m3/h. na indústria de papel e celulose. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. como o bombeamento de água residencial. quanto na produção de petróleo. Nas bombas maiores. daí seu grande emprego na indústria. no transporte de líquidos (oleodutos). Suporta desde serviços leves. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos). parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. que podem chegar a milhares de hp. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão. No cone de saída da carcaça.

Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h. abrangendo praticamente todas as áreas. o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento.aplicação. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas. nesse tipo de serviço. Nas demais aplicações. geralmente. é usual a adoção de bombas centrífugas. Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens. NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas. embora existam bombas menores.

O impelidor raramente é recuperado. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. exceto os selos e rolamentos. como as do tipo epóxi. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. geralmente.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. envolve o impelidor contendo o líquido. Juntamente com a carcaça. Sua recuperação é semelhante à da carcaça. No caso de carcaça em voluta. que é uma peça cara. impelidor. O rotor é composto por eixo. Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. antes de ser colocado na caixa de selagem. a luva permite que o selo seja todo montado externamente. rotor é o conjunto de todas as peças girantes. Nos selos tipo cartucho. que é mais barata. EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor. CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. é geralmente substituído. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado. É prática comum chamar o impelidor de rotor. Em vez de trocá-lo. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. Em alguns casos. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. Não é usual necessitar reparos. porcas de fixação. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. luvas do eixo e defletores. não existem em estoque carcaças reservas. o qual lhe é fixado. esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. Como. quando se danificam. a não ser que seja de grande tamanho. trocase a luva. Quando apresenta algum tipo de desgaste.

caso venham a vazar. raramente necessitam de recuperação. podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. que estão sendo empregadas com sucesso. Nas bombas verticais. As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos. como o carvão ou Teflon impregnado. Mesmo assim.). o que levaria a um vazamento pela selagem. além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. serve de apoio para uma das sedes. os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente). SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. Como esse material é frágil. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. Nesse caso. CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. Nesse caso. é comum a utilização de mancais guias para o eixo. quase sempre AISI 316. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. recebe também o nome de preme-gaxetas. SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso. Na selagem por selo mecânico. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo.MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. Atualmente. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. devido às restrições de poluição ambiental. catalisadores etc. ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. Raramente se danificam. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos. Recentemente. como são normalmente fabricadas de material nobre.

O anel pescador é acionado pela rotação do eixo. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. geralmente fixado ao eixo. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem. Existe uma grande variedade desses selos. BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. Com o uso dos anéis. tendo por função salpicar o óleo lubrificante. aumentando a eficiência da bomba. Por isso. os lábios endureciam. Quando suas folgas aumentam. A primeira é de ser uma peça de sacrifício. teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. No caso de bombas que utilizam selo mecânico. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. aumentando a rigidez do rotor. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. fica mais barato e rápido trocá-las. esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. evitando que ele venha a vaporizar. que são peças mais caras. após alguns meses de funcionamento. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço. mas.zem para o exterior. permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. perdendo sua capacidade de vedação. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal. DEFLETOR É um disco. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. O retentor realizava sua função quando novo. Com folgas pequenas. fluindo daí para o mancal. As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos.

As bombas dotadas de lubrificação por névoa. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função. dispensam o uso de refrigeração nos mancais. ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor. na maioria dos casos. VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais. 100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. evitando que ele entre girando. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns). a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria.BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos. Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor. sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração.

Por conveniência. identificamos o formato do impelidor.5 a 2 D2 D1 < 1. ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades.5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 . existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP). Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana. daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação. a vazão deve ser dividida por dois. Teoricamente. Para bombas de dupla sucção.75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica. ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1. pela fórmula. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades). gpm. No caso de bombas de vários estágios. m3/s. se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. No cálculo da velocidade específica. são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional). basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. m) (unidades inglesas – rpm. A altura manométrica considerada é por estágio.Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm.

seria equivalente a 2 impelidores. com NS = 14.0167 rpm. calculado com rpm.4 Pela Figura 43.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0. Dados: N = 1.Para converter a velocidade específica.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0.019 1 0.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência.75 = 1. ft 1 51. m3/h.750 0. vemos que o impelidor é do tipo radial.4 em unidades métricas. um contra o outro.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s. para saber o equivalente de um Ns =100. ft rpm. m3/s e m. Portanto. gpm. m3/s.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo. Como o impelidor é de dupla sucção. basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm. teremos de fazer a conversão. m 3 Para → rpm.75 = 1.750 x 0. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm.86 rpm.354 42. m rpm. gpm. PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1.65 0. m 3/s.125 2 2 h h 3. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3. m3/h e m.125 150 0.86 = Ns = 14. Como é de dupla sucção. m /h. m 1. m 0. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas .

Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. Na indústria de petróleo.FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente. os impelidores são predominantemente do tipo fechado. Nos ventiladores. excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote . não é muito comum esta situação. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas. Por isso. que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado. as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis.

Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. pela construção e quanto ao tipo de sucção.Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. e os mais altos. aos axiais. Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Ns. ficando os de fluxo misto com os valores intermediários. Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás. Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais. caracteriza o formato do impelidor.

Devido à dificuldade de fundição. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . que pode ser simples ou dupla. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor. Alguns fabricantes. É também bastante usada em bombas verticais. as carcaças são normalmente de simples voluta. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas. obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios. nas bombas menores. Partida verticalmente ou radialmente. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial. Comparando com a de simples voluta. de até 4" na descarga. Raramente é utilizada. nas bombas menores. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. é a mais usada em bombas industriais.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

a bomba centrífuga fornece uma AMT. enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido. em geral metros no nosso sistema de unidades. concêntrica e mista. ou pés (ft) no sistema inglês. head (em inglês). Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão. VS5. que é dada pelo sistema. BB1. Altura manométrica total (AMT). passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. a AMT é representada por uma unidade de comprimento. daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. independe do líquido bombeado.Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação. Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . Para cada vazão. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. dupla voluta. Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado. VS2) ou duplas (exemplos: BB5. carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido. isto porque a AMT é fixa. difusor. Por esta definição. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido). VS6) (ver Figura 35). Podem ser partidas axialmente ou radialmente.

Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. por exemplo: 3x2x8. 108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ou o equivalente 75x50x200. flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3. a curva se modificará. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8. como. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra. Normalmente. Por isso. que pertence a uma bomba centrífuga radial. é usual registrar no gráfico esses valores. Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção. logicamente. descontando.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores. eles também deverão ser identificados no gráfico. Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros.

Por esse motivo. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9. o plano de referência poderia ser qualquer um.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão. Caso os manômetros estejam abaixo da L.81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs).C. ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. para bombas verticais. A expressão dessas energias. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga.. os valores devem ser subtraídos. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote . em metros. Na realidade. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd.C. em metros. Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e.

Ao nível do mar g = 9. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção.8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2.Usando as unidades apropriadas.

devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote . Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação.54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão. EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba. ou a própria bomba. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação. O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação. As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba. tais como curvas. Os valores de hs ou hd.54 x Q = As Ds Vd = 2. As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s.78 x Q 3. altura dos manômetros. 2.1. Estas velocidades podem ser facilmente obtidas. tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido. Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18. 3. 4. 3).78 x Q 3. válvulas.78 e 3. usamos a fórmula da equação 3. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis.

elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. com o desempenho em conformidade com a curva original. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido). Caso não esteja. ou seja. tivermos um instrumento que indique a vazão. A bomba. maior a perda.30 ou 0. de 10m de coluna de água. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha. podemos avaliar se a bomba está em bom estado. Portanto. Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos. podemos obter a AMT. a AMT vai sendo reduzida. para uma determinada vazão. ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. podemos estimar a vazão. Se. no sistema em que a bomba estiver instalada. de acordo com a equação simplificada 5. na vazão de 70m3/h. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd). o que é equivalente. é provável que a bomba esteja desgastada. Quanto maior a vazão. ou o inverso: sabendo a vazão. calculando a AMT. ou seja. se as medições efetuadas forem confiáveis. temos uma AMT correspondente e. numa primeira aproximação. dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. cuja curva está representada na Figura 50. para cada vazão. geralmente da ordem de 0.40m. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . à medida que a vazão vai aumentando.velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. De posse dessa curva. Se. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis. A curva da Figura 50 mostra que. mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. ou. A perda de carga irá variar com a vazão. num trecho de linha horizontal. calculando a AMT.

A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 . se desprezarmos as perdas de carga na tubulação. Existe uma altura. Na Figura 50. Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção. o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga. DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. em inglês. a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. como shutoff da bomba. passando sua vazão a ser nula. GLP. a vazão da bomba seria reduzida. ou. gasolina ou ar. Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. FIGURA 52 AMT IGUAL A H. estamos nessa condição. nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás). À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT). seja ele água.Pense e Anote do líquido bombeado. que pode ser positiva.

0 P= GLP 80 0.0013 x 80 10 = 0. por terem um atrito muito elevado. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8. que seria igual para os quatro fluidos: água.5 x 80 10 = 4. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados. daria 4. gasolina e ar. valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba.5 0. trabalhando com qualquer dos fluidos citados.50. e com gasolina daria 6. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2.0kgf/cm2 de acréscimo. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL.0013 0.75 0. Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. para uma vazão de 90m3/h.0 P= Ar 80 0.01kgf/cm2. daí seu nome de curva característica.75 x 80 10 = 6. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade). Como cada fluido possui um peso específico diferente. os quais modificam a curva. GLP. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec. necessitam de fatores de correções. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles. Essa curva caracteriza a bomba. teria AMT = 80m. considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão. No caso de estar bombeando água na vazão acima. Bombeando GLP. A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que. daria apenas 0.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50. ou seja. teríamos os valores mostrados na Figura 53. com 90m3/h de vazão.0kgf/cm2.0 P= Gasolina 80 0. Se estivéssemos bombeando ar.

Quanto maior o desgaste da bomba. temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. Portanto. cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. Não há necessidade de levantar toda a curva.4 = 85. ou seja. No caso de produtos com condições próximas da vaporização. não é aconselhável esse tipo de teste. Assim.4kg/cm2 e na descarga.8 – 1.75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote . Calculando a AMT pela equação 5. temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 . 7. um na sucção e outro na descarga. apresenta na sucção a pressão de 1. esse teste deve ser bem rápido. com a válvula de descarga fechada.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h. Quando não temos instrumento para indicar a vazão. (Pd – Ps) = 10 . basta um ponto. FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff). podemos fazer uma avaliação do seu estado. se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos. Nesse tipo de teste. bombeando gasolina ( = 0.550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga.8kgf/cm2. 7.3m 0. mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista. Avaliar se a bomba está em bom estado. ou ele não é confiável.

8 gf/cm3).Pela Figura 50. obtemos a vazão Q = 90m3/h. do estado do impelidor e da carcaça. nas condições dadas no problema. Com a mudança de líquido. Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0. Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso.3m verificados.9 – 2. É expressa em metros ou pés. Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h. teria uma vazão de 90m3/h. Para cada vazão. a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste. A densidade do líquido é de 0. a pressão de descarga é que irá variar. independente do líquido que esteja sendo bombeado. a bomba cede uma AMT. Pense e Anote Logo.8 e sua viscosidade é baixa. A bomba em bom estado. 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .9kgf/cm2 na descarga.5kgf/cm2 na sucção e de 8. para esta mesma AMT de 80m. Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8. entrando com a vazão de 70m3/h. Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2. Se estivesse desgastada. encontramos 86m para AMT.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m.5) = 80m 0. valor bem próximo dos 85. a bomba pode ser considerada em bom estado.

Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). Cavitação. como se ela estivesse bombeando pedras. Nos casos mais severos. A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam. Portanto. logo. Se vaporizar nessa região. Os pontos situados acima da linha de equilíbrio. como mostrado em (1– 6). cujos sintomas são bastante semelhantes. as soluções desses problemas são bem distintas. ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5). esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. estão na fase líquida e os abaixo. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . convivendo em equilíbrio. a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. de forma simplificada.Podemos calcular a AMT. Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. estão na fase vapor. portanto. Como veremos. temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura. o líquido ainda não recebeu energia. Entretanto. ocorre um forte ruído. ainda não aqueceu. parte cinza. Na Figura 55. Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba. pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. Os impelidores podem sofrer danos. Sobre a linha. o que nem sempre é verdade. em que só a queda de pressão contribui. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. parte branca. tem início a vaporização. temos as duas fases. líquido e vapor.

psia etc. temos a região de menor pressão. A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. cujo formato é mostrado na Figura 56. e crescente com a vazão. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar. expresso em metros de coluna d’água. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. Imediatamente antes das pás.FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. por meio de cálculos e de testes de bancada. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. Os fabricantes. Abaixo dessa vazão. Para cada vazão. Então. a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor. parando antes. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão. este é um dos locais mais prováveis. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38. kgf/cm2A. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . barA. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba. provocando a vaporização no seu interior.

Na realidade. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . disponibilizada no flange de sucção da bomba. senão o líquido vaporizará. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. nessa região. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba. os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente. que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida. acima da pressão de vapor.Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade). Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. Portanto. não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1). O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. NPSH vem de Net Positive Suction Head. O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. que será visto mais adiante. É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado. é denominada NPSH disponível. chamado de recirculação interna.

54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção. o plano é na linha de centro do flange de sucção. O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão.Por definição. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . em geral.78 x Q 3. ela é medida um pouco antes. Nas bombas in-line e nas verticais. Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. No caso das bombas horizontais. o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor.

teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal). ao variar a vazão. Para uma mesma instalação. Quando aumentamos a vazão. A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs. Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba. Portanto. apenas dois itens serão alterados.FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote . o NPSH disponível cai com o aumento da vazão. O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. Os demais permanecem constantes. reduzindo a pressão de sucção Ps. vemos que. pela equação do NPSH disponível. equação 6. aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção.

em algum ponto do interior da bomba. que sempre é expressa desta forma. Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor. Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). também mostrada no gráfico. teremos a vaporização. Ao contrário. Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito). para a vazão desejada. Quando ocorre a vaporização. devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. temos como conseqüência a cavitação. se. 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para tal utilizaremos a Figura 38. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga.

2. 3. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote . 4. 5. 7. 6.FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1.

de acordo com a Figura 59. NPSH requerido. para uma determinada vazão. região 4. estão representados dois casos. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. Nesse caso. Vejamos agora. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). ponto “b”. não alterando o valor do NPSH requerido. para uma determinada vazão. não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . quase sempre a vaporização é parcial. Nesta figura. No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor. a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão. só uma parte do líquido é vaporizada. Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). Logo após as pás.Como já havíamos chamado a atenção. o vapor retornará à fase líquida. Dispondo desta energia mínima. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. NPSH disponível por definição. o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. Do lado esquerdo. e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. Para uma mesma vazão. para uma determinada vazão. por definição. montada a partir das Figuras 38 e 58A. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. o que levará à vaporização do líquido. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido. ou seja. voltando a superar a pressão de vapor. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto. É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. a bomba ficaria completamente cheia de vapor. Na Figura 59. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. Se a vaporização fosse total. As energias estão representadas por colunas de líquido. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. No bombeamento com vaporização. Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor. já explicadas na Figura 38. A partir deste ponto. logo.

FIGURA 59 CAVITAÇÃO. o NPSH disponível é menor do que o requerido. permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor.Pense e Anote mos vaporização. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9.8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 . o que levará à vaporização de parte do produto bombeado. Do lado direito.

Na Tabela 15. O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor.02kgf/cm2 bar = 0. (a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0.98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2. Dados: Ps = – 0.033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização. na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. temos também que: 1bar = 1. ele é matematicamente cancelado. não influi. Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59. É o que dá origem à cavitação clássica. uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível.5m Patm = 1.A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido.5kgf/cm2.5m. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40. temos para 4"sch 40 (área = 82cm2).3barA x 1.306kgf/cm2 A Da Tabela 18. v2/2g. com as dimensões de tubos. para a vazão de 60m3/h. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba. O fabricante informa que. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0. Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25.312barA).30m água = 0. Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .98gf/cm3).02kgf/cm2 Pv = 0. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs.5kgf/cm2 h = 30cm = 0. na realidade. Para evitar a vaporização. o NPSH requerido é 2. O termo de velocidade no flange de sucção.3bar). PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0.

81 NPSHdisp = 10 x 0. Se começasse a cavitar.227 4.033 – 0. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute.21 + 0. Mas. o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível. Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações.032 + 0.30 + 0. é possível que tenhamos problemas.62 O NPSH disponível = 2. que corresponde à vazão Q1 e AMT1. define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT.8m está maior do que o NPSH requerido = 2.12 + + 0.5 + 1.30 = 2.78 ~ 2. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste. seria interessante dispor de uma margem maior. indicando teoricamente que não haverá vaporização. bombeando água fria. passaria a trabalhar no ponto 2.98 2 x 9. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor.30m. dependendo da intensidade.27 + 0.5m.78 x Q A = 2.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2. Para bombeamento de água. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido. com a vazão Q2 e AMT2.8 m 1 19. apenas 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote .03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0. O API 610.306) 2. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1).78 x 60 82 = 2.30 = 2. quando a cavitação é significativa. A queda de AMT é abrupta. por exemplo.

O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h. 6m. 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Com a redução gradativa do NPSH disponível. Determinamos o NPSH disponível (5.FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente. Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. 5.5m]. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba. a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m). Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico. Repetindo o teste para outras vazões.6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m). Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1. A cada redução. a bomba estará operando sem cavitar. teremos um valor (NPSH disp=5.5m etc. ou seja. Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m. os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m).5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m). bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m).). Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m). 7m.

Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido. o peso específico do líquido. numa bancada de teste. Usualmente. A velocidade de sucção Vs está amarrada. prevalecendo o da redução de pressão na sucção.FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0. Pvap ou . Reduzindo o nível do reservatório de sucção. somente. conseqüentemente. As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção. a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção. podemos alterar. modificaríamos.3 X 50 = 1. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote . Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. Esse método não é muito usado. portanto. o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps. o que elevaria a pressão de vapor Pvap e. quando o teste é realizado em circuito fechado). uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. Variando a temperatura. além da Pvap. reduziria o NPSH disponível. O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro.

Na realidade. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. é sempre desejável manter uma margem de NPSH. a bomba já estará cavitando. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto. Figura 62. a bomba já está perdendo em desempenho. Logo. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. com um NPSH disponível acima do requerido.É interessante chamar a atenção para o fato de que. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba. teremos a formação de bolhas de vapor. o líquido começa a vaporizar bem antes. É o que chamamos de cavitação incipiente. como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). permanecendo os mesmos valores válidos para água. nem perda de desempenho da bomba. maior deverá ser essa margem. embora com pequena intensidade. Pense e Anote 3% de AMT. A norma API não aceita essas reduções. A conclusão é que. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão. Elas se chocarão e crescerão de tamanho. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. é provável que não notemos nenhum ruído. como veremos adiante. a bomba já está cavitando. menor a margem de NPSH. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. na determinação do NPSH requerido. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. com o NPSHdisp = NPSHreq. mas não notamos perda de desempenho. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. Por esse motivo. ou seja. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. quanto maior a vazão. Logo. Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar.

Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). o jato será formado no sentido da parede. reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha. prejudicando sua passagem pelo impelidor. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido. Ao atingir essas regiões. Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida. mas sim do retorno do vapor à fase líquida. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. Instantaneamente. conforme mostrado na Figura 63.Pense e Anote lado. Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. fica um vazio que será preenchido pelo líquido. atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59). o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. as bolhas entrarão em colapso. ela retornará à fase líquida. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida. mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba. não acarretarão danos. criando um jato de líquido. As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. Quando a pressão externa for superior. se a quantidade vaporizada for muito elevada. retornando à fase líquida. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 .

Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor. e quando ele condensa. Na Tabela 23. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos.045.1 Aumento de volume b/a 19. temos o colapso das bolhas.3 5. aumentando a pressão. Volume específico é volume por unidade de massa. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas. temos o inverso.398 4. uma redução considerável do volume.672.550.52 127.Com a bomba operando na condição de cavitação. A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor.0078 1. Na região da implosão. temos um aumento considerável de volume. Nessa região. como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção. A seguir.0225 1.4 1. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1. que acabam implodindo. o líquido já está recebendo energia do impelidor e.1568 Vapor (b) cm3/g 19.0434 1.934 1.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . portanto. Quando um líquido vaporiza. são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente. ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal. é que ocorre o arrancamento do material.

o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). Por isso. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes. chegando a 19. Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. perda de desempenho (vazão e pressão). a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico. Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. Por isso. a intensidade da cavitação seria maior. o aumento será bem maior. Já na temperatura de 40ºC.Pela Tabela 23. como a decorrente da recirculação interna. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . maior a severidade do problema de cavitação. quanto mais frio o líquido. além do desgaste da bomba. oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização. formando gelo. pelo arrancamento de partículas metálicas. A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização. podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq).398 vezes. Nesse caso. principalmente do impelidor. que será vista a seguir. A cavitação gera vibração. esse calor é retirado do próprio líquido. Se não houvesse esse resfriamento. Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. No caso da vaporização no interior da bomba. crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). forte ruído. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis. a cavitação é menos intensa comparativamente. O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. trazendo todos os inconvenientes já citados.

que significa vazio. mas da implosão das bolhas. logo no início das pás. No caso das bombas. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. o crescimento das bolhas e a sua implosão. Para que não haja cavitação. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba. O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção. vibração. ou seja.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. desgaste no impelidor. aumentar o NPSH disponível. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado.O nome de cavitação vem de cavidade. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor. O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão.78 x Q A = 3. A cavitação causa um ruído acentuado. perda de vazão e de pressão. Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. oscilação das pressões. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2.

Já vimos o que é a cavitação clássica. Vamos entender como cada um deles ocorre. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão. Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. Os presentes ao experimento estavam. Na linha de sucção. afastado alguns metros do flange. vimos que a cavitação. era realizada uma pequena injeção de corante. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. para assistirem ao experimento. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. Em cada uma destas etapas. A vazão foi sendo reduzida em etapas. forte vibração. a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. Para facilitar a observação. Quando foi atingida uma determinada vazão. Era então injetado um pouco de corante. Há algumas décadas. faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). inclusive concorrentes. e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. entrar na bomba e sair pela descarga. conforme era esperado. devido à formação e à implosão das bolhas. FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . naquele momento.Recirculação interna No item anterior.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

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Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

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Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
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Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A. vir a cavitar.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. na qual podem ocorrer instabilidades. podendo chegar a 65% da vazão do BEP. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . portanto. os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. Com um impelidor axial. seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos). o percentual de estabilidade seria aumentado. Acima de 45%. a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. Para olhais grandes. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS.75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . de baixa pressão. podendo. Ns = 200. logo. FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0.

Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. mais estreita a faixa de operação da bomba. perda de desempenho. Quanto maiores esses valores. que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. na parte visível delas. Quanto aos danos no impelidor. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. o desgaste é na lateral das pás. na junção com os discos. Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. Quanto à perda de desempenho. oscilação das pressões. Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido.Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. prejudicando o fluxo. oscilação dos manômetros. a partir de um certo percentual. todos concordam. vibração. vibração. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga. desgaste do impelidor. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. ou seja. com o qual a bomba inicia a recirculação. ruído. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. Na área da descarga. mas já entram com o líquido. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. O ar forma um colchão de amortecimento. podendo até fazer a bomba perder a escorva. em torno do tubo. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa. Até o teor de 0. Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório. FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto.5% em volume de gases no líquido. Esta última. os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando. Na parte de cima da figura. Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. Para o caso de baixo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 .Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70). se não tiver a submergência adequada. Em percentuais bem pequenos. Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície. para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba. não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração. o funcionamento fica seriamente prejudicado.

A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão. a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1. é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema.) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P). 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a curva do sistema será ascendente com a vazão. Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. maior a perda de carga do sistema e. portanto.Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão. h2 etc. Quanto maior a vazão. somente a perda de carga irá variar. Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna.

Portanto. Todavia. • Pelo ajuste das pás do impelidor. Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema. • Pela mudança da rotação. Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor. Controlando por cavitação. Alterando a curva do sistema. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico. só seria necessário vencer a cota H e o P. 20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m. esse será o ponto de trabalho. • Pelo controle de pré-rotação. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva. o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. já que a perda de carga seria nula. A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. Na vazão nula. respectivamente. a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote . 80 e 100m3/h.

por exemplo. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. como. para evitar esforço axial elevado. ainda. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão. ao ser mais aberta ou fechada.Vejamos como os modos mais usuais funcionam. seja devido a problemas de recirculação interna ou. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. Isso modificará o ponto de trabalho. Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga. o que poderá levar à sua vaporização. uma válvula de controle que. Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. aumenta ou diminui a perda de carga na linha. como pode ser visto na Figura 74. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. alterando assim a curva do sistema. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. No caso de bombas axiais. É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação. esse método de controle é interessante. devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba.

esse tipo de controle possui uma limitação. portanto. o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. controlando a pré-rotação. podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba. que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. ajustando o ângulo das pás do impelidor. colocando um orifício no flange de descarga da bomba.Modificando a abertura da válvula. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote . A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor. ou seja. não é um método que possa ser usado a toda hora. variando a rotação. Além disso.

ou seja. ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. Para utilizar o controle por rotação.de 30% de fechamento). O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba. o acionador tem de possibilitar esse recurso. Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga. Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta. uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75. Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor. os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação. que também cumprem essa função. gastando parte da energia cedida pela bomba. porque. As turbinas a vapor. O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor. nesse caso.

Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. facilitando o controle por meio de válvula.Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. Posteriormente. Nesse caso. à medida que a vazão aumenta. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76). as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas. modificando a curva da bomba. a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. a vazão poderá não ser atendida. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 . O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva. Se cortarmos o impelidor nesse caso. novos pontos de operação poderiam ser obtidos. o assunto será abordado com maior profundidade. A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência.

sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões. em vez de usar bombas de grande capacidade. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação. ou em alguns sistemas de água de refrigeração. Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As pás do impelidor se mantêm fixas. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante).O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77. Nesse caso. Esses sistemas de controle. são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda. É um sistema semelhante aos usados em compressores. não são normalmente empregados em bombas de refinarias. como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga.

chegando menos condensado na bota. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. a bomba estaria operando. por exemplo. ou seja. Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. 75% da vazão. como conseqüência. o que garante o nível constante. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação. o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B. fazendo com que aumente a cavitação e. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote . Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78). Nessa situação.Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. Para entender como funciona o sistema. FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo). o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira. vamos partir de uma situação em equilíbrio.

devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação. tanto de vazão máxima. do ponto de vista de consumo de energia. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. é por meio da variação de rotação. O mais econômico. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Caso ocorra o contrário. quanto de vazão mínima. inferior a 50m. Com isso. O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga. Para usar esse sistema. aumenta o NPSH disponível. Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa. um aumento do consumo de vapor na turbina. Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. ou seja. A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade. ou seja. para não potencializar os danos.

A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado. head (em inglês). As outras curvas características independem do fluido. Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. ou MCL (metros de coluna de líquido).As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico. Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade. para ter certeza do seu desempenho. que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro). As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas. desde que a viscosidade do mesmo seja baixa. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido. é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste. FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote .

Toda essa perda de energia é transformada em calor. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo. Na Figura 80. choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão. 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .6 ou 60%. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp. Na curva mostrada. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido). na figura acima. seu rendimento será de 0. Nesse caso. não importando a potência de placa do acionador. os 40% restantes do rendimento. FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo. passa por um valor máximo e começa a cair.Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. correspondentes a 40hp.

550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes. a curva mostrada geralmente já está corrigida. praticamente sem choques (ver Figura 66). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp. Sendo alta. Pela Figura 81. para a vazão de 90m3/h. Nos catálogos próprios da bomba. a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba. Por esse motivo. A curva de rendimento é válida para qualquer líquido. desde que a viscosidade não seja alta. O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás. FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga.Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência. deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110). Curva de potência x vazão Na Figura 81. A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68).

70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .H. Se ele cair pela metade.70 De acordo com a equação 7. PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento. bombeando água fria ( =1. Da Figura 79. para água temos: Pot = . para saber a potência consumida por outro líquido. Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3). basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido. Q e sofrerão correções e. conseqüentemente. Se o líquido for viscoso.Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos. temos para 90m3/h: = 70% = 0.54hp 274 274 x 0. temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80.A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = . a potência é diretamente proporcional ao peso específico . H. a potência cairá também pela metade. a potência mudará (Figura 110).Q 1 x 80 x 90 = = 37. segundo as Figuras 79 e 80.H.0gf/cm3) na vazão de 90m3/h.

veremos que isso não ocorre com as bombas axiais. note que a potência é crescente com a vazão. teremos uma aceleração mais rápida. que corresponde à descarga fechada. a potência consumida para a mesma vazão aumentará.5 x 80 x 90 274 x 0. que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido). Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água. como no caso de lavagem de uma unidade.77hp Como era esperado. Portanto.70 = 18. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote . que possui = 1gf/cm3. Mais adiante. ou seja.Caso tenhamos a curva de potência. a potência seria: Para GLP Pot = . Assim. Portanto. o que. evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta.Q 274 = 0. Por esse motivo. além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. devemos partir a bomba centrífuga. A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática. exigindo a menor potência possível do motor. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. mostrada na Figura 81. pode levar à atuação do sistema de proteção. com a menor vazão. No gráfico da Figura 81. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0.H. não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente.5gf/cm3) nessa mesma vazão. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão. Nessa situação. o que é próprio da bomba centrífuga radial. a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará. Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba. onde é comum o bombeio de água pelas bombas. desarmando o motor.

teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). é de 4”sch 40. energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido. 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0.76gf/cm3). uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6). Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível. instalada ao nível do mar. O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão. FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido. A linha de sucção. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria.50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. Caso contrário. Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A). PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. A pressão de sucção é de – 0. A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões. onde foi medida a pressão. Avaliar essa bomba quanto à cavitação. que é calculado para o líquido bombeado.

1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0. Com esses dados e a pressão de sucção.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2. podemos calcular o NPSH disponível. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento. Vs 4”sch 40 Inicialmente.5kgf/cm 2M hs = 0.78 x 80 = = 2.C.78 x Q 2.7m/s As 82.FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0. temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82.20m Patm = 1.033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L.35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote . Da tabela de tubos (Tabela 18).

35barA x 1 bar = 1. vibração ou apresentando desgaste no impelidor. potência.357kgf/cm2 A ~ 0. Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído.36) + + 0. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação. logo. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .02kgf/cm2 1.Da Tabela 15.02kgf/cm 2 = 0.76 2.31 + 0.72 10 x (– 0.033 – 0. head. Pense e Anote Pvap = 0. podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT.02kgf/cm2. carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão. temos o NPSHdisp<NPSHreq.9m.5 + 1.37 + 0.20 = 2 x 9.20 = 2.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6.9m = 2. rendimento e NPSH versus a vazão. AMT.88 Para a vazão de 80m3/h. temos que 1 bar = 1. teoricamente a bomba irá cavitar.8 0. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m. Como o NPSH disponível é de 2. adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas.

estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial. de fluxo misto e de fluxo axial. FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor. enquanto a potência e o NPSH requerido crescem. decrescendo depois.Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ). podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 .Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: . Numa bomba centrífuga. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação.H. a AMT decresce com a vazão. O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP.

as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. maior a vazão.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor. elas são menos críticas que as radiais e as axiais. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. Nesse aspecto. Não é aconselhável operar nessa região. a AMT e a potência consumida. possui uma região onde. a potência cai com o aumento de vazão. em algumas. estas três variáveis também serão reduzidas. Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . um novo tipo de vazão mínima. a curva de AMT fica mais inclinada. mostrada à direita. Para alterar o diâmetro do impelidor. Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. na figura 84. Nas de fluxo axial. pode até chegar a cair. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. O oposto também é verdadeiro. Como a menor potência corresponde à vazão nula. com a descarga aberta. quando uma bomba apresenta essa anomalia. apresenta o que chamamos de instabilidade. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. nesse caso. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. condição de potência mínima. podemos ter duas ou mais vazões distintas. para uma mesma AMT. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. temos de abrir a bomba. Por esse motivo. Por isso. Temos. portanto. que é devido à instabilidade da curva de AMT. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. Nas bombas de fluxo misto. ou seja. e as de fluxo axial. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. Se reduzirmos a força centrífuga. quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido.

a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . quanto maior o diâmetro. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor. AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor. Não existe uma relação matemática definida. Para uma mesma vazão. menor o NPSH. como mostra a Figura 85. Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo.

92 = 64. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8. temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0. 164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5hp Na realidade. Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema. ponto 2 da Figura 86. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m.93 = 33.8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro. o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado. consumindo uma potência de 46hp.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

Na Figura 87. basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima. B1 e C1 para A2. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores. de potência. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . para saber a curva para uma nova rotação. Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação. seja a curva de AMT.A vazão varia diretamente com a rotação. mostramos a mudança desses pontos de A1. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos. ou de NPSH requerido. NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual.

Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais. o rendimento de A1 é igual ao de A2.550rpm e está representada na Figura 88. ou seja. traçar a curva de AMT para a rotação de 3. o de B1 é igual ao de B2.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 . FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. rpm2.Pense e Anote mais alta. e assim sucessivamente. FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3.000rpm.

2 e 3.000rpm Q2 0.4 Plotando os pontos em um gráfico.550 Q2 = 110 x 3.3 62.6 93. teremos: Ponto 4 para 3.8452 = 51.550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3.550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3.3 52. obtemos a curva para a rotação em questão.0 AMT 2 64.000 3.Temos: N1= 3.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.0 3.550rpm N2 = 3.0 50.7 67.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24.1 59.000 3. 168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000 = 93.4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1.000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3. teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3.

550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3.550rpm N2 = 3. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89. podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico. Do mesmo modo que calculamos a curva para 3.FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3.000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia.000rpm. os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema.

mais o eixo irá fletir. 170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Por isso. temos uma resultante para cada voluta. o resultado é uma força. quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP). a tendência é cancelar essas resultantes. tanto no sentido radial quanto axial. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90). facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações.Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. Devido à oposição das volutas (ver Figura 91). Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões. as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. as resultantes também serão parecidas. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto. serão criados esforços. Na Figura 91. maior a resultante da força radial. Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples. Quanto maior essa força. Com isso. Como elas são aproximadamente iguais. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça.

até 4 polegadas de flange de descarga. mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. correspondente a um impelidor em balanço. Esforços axiais A Figura 92. são quase sempre de simples voluta. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. havendo opção entre os dois tipos. as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. resultando em forças axiais. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta.FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual.

Na parte externa ao olhal do impelidor. a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e. com as pressões atuando sobre elas. atua a pressão da voluta (Pvol). reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. Na área do olhal. na qual atua a pressão de sucção (Ps). a área traseira é menor devido ao eixo. As diferenças de área. A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. a pressão é diferente em cada ponto. Na parte frontal do impelidor. Fora dessa vazão. de um lado temos a pressão de sucção e. em que atua a pressão da voluta (Pvol). do outro. o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. a pressão da voluta. duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4). Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados. O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora. Em bombas com impelidor em balanço. temos a área interna ao anel de desgaste (A1). Na parte posterior do impelidor. na área externa ao anel de desgaste (A4). e a área externa ao anel de desgaste (A2). As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. 172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

no sentido da resultante da carga axial. conseqüentemente. conforme comentado anteriormente. a AMT se modifica e. podendo modificar o sentido dos esforços axiais. a pressão da voluta é alterada. reduzindo a pressão nesta região e. conforme mostrado na Figura 93. é ligeiramente superior. Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos.Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. Dependendo da vazão. podemos alterar a resultante da força axial. O anel de desgaste na parte traseira do impelidor. O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. é uma das formas de reduzir o esforço axial. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção. o esforço axial. ficando dois em série. conseqüentemente. Variando seu diâmetro. FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 .

uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores. Para atenuar essa força axial. tornando mais complexa a fundição da carcaça. Se os impelidores forem instalados em série. a qual poderá sobrecarregar o mancal. resultando uma força considerável. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios. FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade. os esforços serão somados. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

de um lado. o tambor de balanceamento terá. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição. após o último impelidor. que é oposta às geradas pelos impelidores. reduzindo significativamente o esforço axial. DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. passa através de uma pequena folga axial. neste caso. à pressão da câmara de balanceamento. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores. Ft. indo para uma câmara de balanceamento. Assim. dessa forma. é utilizado um disco com esse propósito. O líquido. O disco de balanceamento fica submetido. gerando uma força axial. de um lado.Com esse método. do outro. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga. o esforço a axial. reduzindo. a pressão de sucção. os impelidores são mantidos em série. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa. a pressão de descarga e. do outro. Dessa câmara. Por meio desse arranjo. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga. FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba. só que. à pressão de descarga e. sob a pressão de descarga. a pressão reinante nela fica próxima da de sucção.

essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio. Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. a utilização de mancais de deslizamento. o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga.Vejamos como trabalha o disco. Num dado momento. após o último impelidor. A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. restaurando a posição do conjunto rotativo. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo. teremos uma folga axial no disco de escora. DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. Essa solução é uma soma das duas anteriores. deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. Isso elevará a força de compensação do disco. caindo a pressão intermediária dessa câmara. É fácil notar que. Portanto. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial. Para cada força gerada pelos impelidores. Devido à diferença de pressão e de áreas. 176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que a compensará. ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. seguido de um disco de balanceamento. para esta solução funcionar. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. um tambor de balanceamento. a pressão da câmara aumentará. a exemplo do disco de balanceamento.

evitando que ela venha a girar ao contrário. Impelidores montados em oposição. os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. o empuxo axial tenderá a compensar-se. o aumento de vazão. Pás traseiras. Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. há necessidade do uso de uma válvula de retenção.Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente. bombas BB. Como veremos a seguir. isso não ocorre. Na de dupla voluta. Nas bombas com difusor. maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. Para qualquer AMT. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . ficando a resultante praticamente nula. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. normalmente. É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba. Axialmente. os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. Misto (tambor e disco de balanceamento). o esforço radial é sempre compensado. Disco de balanceamento. As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas. Tambor de balanceamento. Se esse impelidor for instalado em balanço. desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais. teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação. Na Figura 99.

Para quatro bombas. marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas. “b” e “c”. Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. basta somar as vazões delas para cada AMT. Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”. marcaríamos três vezes o valor de “a”.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. de “b” e de “c”. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se fossem três bombas em paralelo.

seria de 37m3/h. como sempre. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. mesmo no seu shutoff. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. ou seja. a vazão será esta. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . ou seja. FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. Para obtenção dessa curva. conforme pode ser visto na Figura 102. Com três bombas em paralelo. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. o que resultaria em um baixo desempenho. como no caso de bombas de modelos distintos. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. b3 e b4 (b1=0). com maior perda de carga na linha. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. Quanto mais vertical a curva do sistema. o ponto de operação será de 52m3/h. A bomba B. cada uma contribuindo com 22m3/h. cada bomba contribuindo com 26m3/h. com duas. a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. b2. apenas a bomba A terá vazão. Se as curvas das bombas forem diferentes. Se duas bombas estiverem operando.Pense e Anote O ponto de trabalho. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h. Na Figura 100. a2. Portanto. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão. a vazão seria de 66m3/h. Acima de 150m de AMT. 120. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. e com três bombas. seria de 43m3/h. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. quando tivermos apenas uma bomba operando. conforme pode ser visto na Figura 101. ou se uma delas estiver desgastada.

Abaixo de 150m de AMT. A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo. FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. as duas bombas começam a trabalhar juntas.

a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote . se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h. Pela Figura 102. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. Se partimos a bomba B. A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. no ponto Pt2 com 33m3/h. Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h). operando isoladamente. uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. a bomba A. trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. operando em paralelo. As duas.Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. A bomba B. a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). apenas a bomba A teria vazão. que é inferior à pressão da bomba A. No caso da Figura 102 é de ~105m. BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99. A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver). no ponto Pt3 com 54m3/h. ao atingir sua rotação final. também operando isoladamente. basta conhecer a AMT dessa condição de operação. basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. dependendo da vazão total. Nessa condição. Portanto. Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. Nesse caso. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e. Com esse valor de AMT.

A bomba B ficaria trabalhando no shutoff. A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. somente a bomba A irá contribuir no bombeamento. um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba. Com isso. No caso mostrado. trabalhando no shutoff. Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo.válvula de retenção da bomba B não abrirá. vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada. Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104). Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência. abaixo de 40m3/h de vazão. O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão. funcionando o sistema apenas com a bomba A. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada).

basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão. Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema. Curvas instáveis (ascendente/descendente). Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando. Curvas planas.FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote .

se ocorrer. Para elaborar a curva das bombas operando em série. A. A segunda bomba.Bombas operando em série Geralmente. Mas. basta somar suas AMTs. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema. em algumas situações. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. mas. FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105. B. esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. A primeira bomba. quando usamos bombas em série. fornece uma AMT para uma determinada vazão. É raro ter mais de duas bombas operando em série. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B.

25 e 40m3/h.Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série. no caso foram zero. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . foi obtida dobrando os valores de AMT “a”. Usando o mesmo processo para outras vazões. foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h. A curva das bombas diferentes. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série. “b” e “c” correspondentes às vazões de 10. Figura 107. 25 e 40m3/h. Figura 106. obtivemos outros pontos.

são mostrados dois exemplos. a segunda bomba recebe o nome de booster. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e. Quando usado este sistema. As vazões das bombas devem ser compatíveis. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. curvas das bombas são planas e do sistema. Nesse caso. não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. o ganho de vazão foi de 10m3/h e. o que resulta em um NPSH requerido menor.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. No primeiro caso. Na esquerda. FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série. temos o inverso. Na direita. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna. inclinadas. As curvas planas são interessantes para operação em série. nesse caso. ou seja. Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . no segundo. de 17m3/h. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo. o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. Na Figura 108.

FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1. restringindo o desempenho. sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água. que possui uma viscosidade muito baixa. o que reduz o NPSH requerido.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote . Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água. basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. não deverá ter problema de NPSH. Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação.Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série.

dividir a AMT total pelo número deles). ➜ 0. Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial.0Qoo.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos. Para determinar os fatores de correção. CQ e CH. Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas. São quatro curvas para CH. ao aumentar a viscosidade. Logo. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch. ➜ 1. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP. dividir a vazão por 2.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Se o impelidor for de dupla sucção. vemos que. que é a de 1. ➜ 1. as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. adotamos a curva média.Pela Figura 109. chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade.

para água. e 1. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0.86 e com viscosidade de 72cSt.76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote .66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0. 1.2 do BEP. A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h. – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão.60.8Qoo. a AMT. AMT = 58m e um rendimento de 0.66 (66%). Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0.Para obter os valores corrigidos. São quatro fatores: 0. sabendo que. aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT.80. esta bomba forneceria 130m3/h. 0.00.86 ag – 0.

80 = 0. da AMT e da viscosidade.8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas. correspondentes a 60. e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba.99 CH = 0. 80.99 = 128. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual. em função da vazão.80 CQ = 0.53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada).96 (p/ 0.7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128. 100.7 x 55. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos.53 = 42.66 x 0.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos. a eficiência e a vazão sofrem uma redução.96 = 55.7 x 0.86 274 x 0. obteremos: Pense e Anote C = 0. a AMT.

é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato.2 5 30 4 6 5 70 17 0 21. 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 .8Qoo 1.Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0.5 10 8 40 30 25 20 4 . 60. 5 2 11.5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas.6Qoo 0. Para tal. 22 6. é o de reduzir o atrito e o desgaste. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 . O objetivo da lubrificação de uma bomba. 4 45. 8 80 5 31 350 4 33.5 6 2 120 100 80 3 2 . como a de qualquer outro equipamento.0Qoo 1.2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16.

FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos. conseqüentemente. desgaste. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. um óleo que mantenha os picos afastados. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. teremos uma redução do atrito. evitando o contato metálico entre as duas superfícies. Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. teremos contato de metal contra metal e. os picos se chocarão e quebrarão. Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies. se houver a formação desse filme lubrificante. formando novos picos que. ou mesmo retificada. veremos que ela é formada por picos e vales. com a continuação do movimento. também serão quebrados. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . São as rugosidades. A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes. Além de reduzir ou eliminar o desgaste. Vejamos como funcionam. e assim sucessivamente. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento.

Se o filme de óleo romperse. chamada metal patente. só teremos desgaste na partida da máquina. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . Com esses esforços. ao começar a girar. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. Devido ao formato da curva de pressão criada. a tendência do eixo é subir no mancal. apóia-se na parte inferior do mancal. criando uma pressão de óleo. a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal. Essa pressão irá gerar uma força. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada. ou seja. ocasionando um contato metálico. teremos contato metal com metal. a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. é usual falar em cunha de óleo. Para evitar danos no eixo. Mas.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. praticamente um ponto. mas dentro do limite elástico. Ao iniciar a rotação. que elevará o eixo ligeiramente do mancal. MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida.

mancais de rolamentos. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. Pelos motivos explicados. Essa deformação aumenta a área de contato. pode gerar um incêndio. algumas bombas utilizam mancal próprio. terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado. Portanto. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. Normalmente. ora estarão com carga. o que pode levar à falha por fadiga. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. levem a uma vida curta dos rolamentos. quando chega a fundir os mancais. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. formando um filme de óleo. o que. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. uma bomba. que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. Nas bombas verticais. com freqüência. reduzindo a pressão. Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. a deformação deixa de existir. ou seja. juntamente com a carga. As bombas centrífugas horizontais utilizam. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. empregam-se mancais de deslizamento. Nos rolamentos. Caso as condições de rotação.uma vez cessada a força. 91% falham antes do prazo esperado. que separa as esferas das pistas do rolamento. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Como as esferas giram. como o peso próprio do conjunto rotativo. Em um rolamento submetido a uma carga. o que evita o rompimento do filme de óleo formado. ora sem carga. Para sustentação do conjunto rotativo. Sendo bem tratados e acompanhados. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. já que ocasiona a falha do selo mecânico. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. dependendo do produto bombeado. podem proporcionar muitos ganhos.

que se comunica com o reservatório. Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora. ao girar. Nos motores elétricos. é usual o emprego da graxa. até 2/3 do seu volume. No lado do rolamento radial. Com graxa. Por exemplo. Óleo lubrificante. Para mancais de rolamento. • Por névoa de óleo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote . é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). no máximo. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais. • Forçada (ou pressurizada). passando parte dele por dentro dos rolamentos. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior. As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. Nas indústrias. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. em que o ambiente tem pós em suspensão. Do lado do mancal de escora. Os fabricantes das bombas. retornando ao depósito da caixa de mancais. nível este que é medido com a bomba parada. Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante. Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias. • Por nível. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador.200rpm com graxa. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo. recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e. na sua maioria. ou até 4. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. passa pelo interior do mesmo. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. ficando restrita a algumas bombas pequenas. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. Para evitar que o nível fique alto nesta região. existe um furo G. que o direciona para os rolamentos. fazendo as vezes do lubrificante. • Próprio produto bombeado. Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. Para garantir a lubrificação.300rpm com óleo.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. Existem três tipos principais de lubrificação com óleo.

FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. seja à rotação. de: uma bomba para circular o óleo. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que pode ser de rolamento ou de deslizamento. arrasta o óleo pela sua superfície interna. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento. ao girar. no mínimo. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro. seja devido à carga. Como fica parcialmente mergulhado no óleo. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal. O sistema de lubrificação forçado necessita. Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68.

dois filtros. Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. o que equivale a 0. acionada pelo eixo da bomba principal. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. temos uma válvula que possibilita drenar o óleo. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. Na parte superior. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro. sendo adequada para ser transportada. A partir do reclassificador. entre outros dispositivos. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba.Pense e Anote (geralmente duplo). pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. Na parte inferior desse coletor transparente. Do gerador. dois resfriadores de óleo. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante. temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . em que temos duas bombas de lubrificação. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. em que são instalados os reclassificadores. onde existe um coletor transparente. Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons. Essa mistura é preparada em um gerador. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. geralmente de 2 polegadas de diâmetro. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. um resfriador e uma válvula de segurança. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent. da qual posteriormente retirado. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais. A pressão de distribuição é bem baixa. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação. O óleo condensado fica na caixa ecológica. duas válvulas de alívio. que permite avaliar visualmente o estado do óleo. Para cada ponto a ser lubrificado. corresponde um reclassificador. onde é instalado um distribuidor. O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. Nesse caso. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. saem as linhas de distribuição da névoa.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. Nesse tipo de lubrificação. denominado coletor ecológico. mas não é boa para lubrificação. Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). geralmente de 50mbar. Próximo de cada equipamento.

a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais.Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%). Como o coeficiente de atrito é menor. Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . do cachimbo. Por ficar levemente pressurizada. Eliminação do uso de copo nivelador. não entram umidade nem pós na caixa de mancais. Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. a potência consumida pela bomba cai. Na maioria dos casos. anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos).

sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117). obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115). quando especificado que serão lubrificadas por névoa.Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. maior a vazão de névoa. Somente este modelo é montado no distribuidor. Nas novas. O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116). O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. 504 e 505. 503. O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado. 502. Quanto maior o número. a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro.

sendo mantido o nível de lubrificante original. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura. 200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Por isso. FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. é adotado o sistema de névoa de purga. Existe também o de névoa de purga. nesse tipo de mancal.

nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico. As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa. A bomba canned. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício. Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais. Nessas bombas. ambas sem selagem. que significa “enlatada” em inglês.Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. daí seu nome. FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote .

Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. esforços da tubulação etc. diâmetro da caixa. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. estocagem inadequada etc. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água. abastecimento com funil ou regador sujo etc. raios de concordância etc. desalinhamento entre bomba e acionador. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. sujeiras etc. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. a água está dissolvida no óleo e não é percebida. vapores e gases. Nesses níveis. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. Para identificá-la. pós etc. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. desbalanceamento. produtos de 2a linha. À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. recirculação. À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. produto bombeado.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. aumento de esforços radiais e axiais. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água.

A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e. ficando em 25ppm.000 = 0. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. se a umidade aumentar três vezes. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. Com 100ppm de água. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses. Nos percentuais mais baixos de água. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. a do mancal.3 vezes. o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2. Por outro lado. A Figura 120 mostra que.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação. Isto corresponde a 300 ppm = 300 1. Na Figura 120. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes. degradando rapidamente o óleo. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0. Depois dos 1. nas temperaturas usuais da caixa de mancal. a vida será reduzida para 45% da normal. Se a falha ocorresse a cada ano.000 de partes da mistura água/óleo.03 100 = 0. Na Figura 121. maior a oxidação.000.3 anos. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo. Após 350ppm. a redução é de quase 50% na vida útil. Provavelmente. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas.45 ano.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo. Quanto maior a temperatura. a vida do rolamento é considerada normal. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos.000. ou pouco mais de 5 meses. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 . o rolamento teria uma vida relativa de 230%. a queda passa a ser bem lenta.000 = 3 10. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar. recebendo o valor de 100%. o que reduz significativamente sua vida. indo para 300ppm. como conseqüência. porque fica emulsionada. passaria a ser a cada 2. ao passar de 100 para 200ppm.000ppm.

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo). Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2. ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento. A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. quando altos. conseqüentemente. Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. dos mancais.Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa. As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume. por exemplo. Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra. Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções. LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. o Marbrax 68.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Os principais tipos empregados são: Rígido. interligados por um eixo. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. De correntes. Tipo pneu. De pinos amortecedores. Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga. Consiste no uso de dois acoplamentos. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. Em bombas com impelidor entre os mancais. No caso de bombas em balanço. realizando apenas uma renovação parcial. Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço. Nesses casos. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. No caso de bombas centrífugas. tipo BB. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. metade flexível e metade rígido.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. Atualmente. De garras com elastômero. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. FS. Geralmente. os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . De engrenagens. Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. como as OH1 e OH2. a graxa tomará caminhos preferenciais. Para facilitar a desmontagem das bombas. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. um em cada extremidade. os dois acoplamentos utilizados são híbridos. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. o que ocorre a cada 6 meses. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. De lâminas ou discos flexíveis. Este último costuma ter o diâmetro maior. Na seleção de um acoplamento. Nos catálogos.

000 6. Entretanto. Dados: Potência – 60hp Rotação – 3.000rpm 1.1.000 6.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6. temos: Potência para seleção = Pot.8 14.6 4.3 2. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência. Para efeito de dimensionamento. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis.FS = 1.000 5.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp.8 17.0 .7 23.2 3.000 4.1.0 23.750 3.0 27.9 11.7 3. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5").600 Máx. é aconselhável usar segurança adicional. sempre utilizamos a potência de placa do acionador. FS = 1.000 6. O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm. adotando.7 34.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2.0 5.0 Adotando o fator de segurança de 1.500 3. hp/ 1. PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M.0 16. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional.5 6. acionador x FS = 60 x 1. por Pense e Anote exemplo.

achamos 23.750rpm (a da bomba é 3.Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18. Essas letras são de Distance Between Shafts End.000rpm. usar sempre um fator de serviço. FS. Quando dimensionar um acoplamento para bombas. Sua rotação máxima admitida é de 3. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação).550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm). o que corresponde ao acoplamento 10M. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada. caso ele seja balanceado dinamicamente. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”.550/1000 3. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado.7hp/1.6 hp/1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote . igual ou superior a 1.000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm. aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior.000 3. Se ainda assim não atender. poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação. Uma vez selecionado. Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos. Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18. Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada.55 A divisão da rpm por 1. teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo.1. Portanto. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm. há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada.000rpm Rot rpm/1.6.

PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba. aumentando o NPSH disponível. como no caso do API 610 que. Se. ainda assim. Escolhido o tamanho da bomba.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .6kg/cm2M Pressão de descarga – 16. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba. o diâmetro do impelidor.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado. em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas. o que permite o cálculo da potência consumida. antes de fazer a especificação final. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor. entre outras coisas.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. principalmente. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH. Algumas partes da especificação provêm de normas. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado. É usual. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Sempre que possível.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0.7 na temperatura de bombeamento. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível. Exemplificando. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. essas bombas não atenderem. que possuem NPSH requerido mais baixo. o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar. o NPSH requerido e o rendimento.

200 65 .125 50 . Figura 124. a potência será de: Pot = 76 x 0.125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa.8 = 60. entramos na Figura 123 para bombas com 3.160 100 160 32 .200 65 250 80 . Diâmetro do impelidor = 322mm.125 40 .200 32 . temos: 1cv = 0. Para querosene com densidade de 0.200 100 200 32 .160 40 . Entramos nas curvas da bomba 40-315. e marcamos o ponto de trabalho. Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico).160 50 160 65 160 80 .315 50 250 50 .Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 . o NPSH requerido e a potência para água. não necessitamos de fatores de correção.315 50 .250 40 200 80 . o rendimento. com a vazão e com a AMT.8.250 32 .250 40 .8cv Da Tabela 11. FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 . obtemos o diâmetro do impelidor.550rpm e determinamos a bomba 40-315. Com esse ponto.

9hp cv Pot = 60.8 = 59.8cv x 0.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.A potência consumida em hp será: hp = 59.6hp 274 x 0.

Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional. devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado. problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba. Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. portanto. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente. entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. a bomba selecionada atende. como vazamento ou vibração alta. podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. a abertura da bomba não é a solução para o caso. Se o NPSH não atender. o NPSHdisp > NPSHreq. Com o tamanho escolhido. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). o que logicamente levaria a uma bomba maior. nesse caso. como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. devemos ter certeza de que o problema é da bomba. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada. A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico. necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas.

4. A seguir. 7. mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição. Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. sempre apresentam pequenas variações na forma. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. 214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Bombas com vazamentos. deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. Rotação correta. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. 3. No diagrama de bloco a seguir. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba. Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais.estes que são visíveis. estando em boas condições. analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação. 2. 6. Bombas que apresentam vibração ou ruído. Muitas vezes. Figura 125. seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que. Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. ou seja. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). seja pela imprecisão do método de medição no campo. Carcaça ou difusores sem desgaste. Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. Na abertura da bomba. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade). por serem peças fundidas. Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. 5. Entende-se como em boas condições: 1.

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

portanto. A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico. não é uma causa provável. ✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. Para efeito de cavitação. Como a bomba está apresentando baixo desempenho. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. quando a bomba está trabalhando com vazões altas. a recirculação interna. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. filtro sujo etc. ✔Bomba com folgas internas altas. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. Cavitação ocorre. reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. não está conseguindo aumentar sua vazão. ou seja. por exemplo. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido).A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. ✔Desgaste no impelidor. o NPSH disponível já é alto. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios. que pode ter sua origem em: te fechada. normalmente. é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. No segundo estágio. uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível). uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. parecido com o de “batida de pedras” na carcaça. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido. alterando suas características na região de sucção. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). sua origem é: mais propício à cavitação. convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem.

ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. trará o ganho necessário para evitar a cavitação. Portanto. É usada para conviver com o problema. Dentre os materiais usuais. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. Reduzir a perda de carga na linha de sucção.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. alterar o valor de controle (set point). ou a simplificação do encaminhamento da linha. 8. nesse caso. 3. 2. 7. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. Quando a bomba succiona de um vaso fechado. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. por exemplo. 9. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. são: 1. aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. 5. Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH. o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . com a conseqüente redução da perda de carga. por ordem de facilidade. A pressão de vapor acaba se cancelando. que possui 12% de Cr. o qual resiste mais à cavitação. bastando. 4. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). 6. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação. o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba. ou a eliminação de acessórios instalados nela. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável. uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração.

As razões para isso podem ser: da) antes da partida. mação de vórtice e. te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). nesse caso. Se tudo estiver correto. Se vapores saírem. conseqüentemente. é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. que está exigindo maior potência ou do acionador. entrada de ar ou de gases. se a rotação estiver mais baixa. Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima. o que reduzirá seu desempenho. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. que apresenta alguma deficiência. A solução. temos de diagnosticar se o problema é da bomba. vamos ao passo seguinte.FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. é ajustar a rotação. a bomba pode não atender ao processo. ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos. Portanto.

Ocorrendo modificação do peso específico ( ). portanto. ainda. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. temos alteração das pressões e da potência. reduzindo a AMT. nas buchas entre estágios ou. muito empregadas nas turbinas mais antigas. maior a viscosidade. Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. motores de combustão interna. essas variações de densidade costumam ser pequenas. para um mesmo produto. A viscosidade também altera a curva da bomba. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. A potência também irá variar diretamente com o peso específico. Quanto menor a temperatura. ela terá seu desempenho alterado. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação. exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. ela poderá não atender às necessidades do processo. a vazão e o rendimento. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido. com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. Quanto maior a viscosidade. Necessitamos. devido a um pequeno aumento da carga. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. Portanto. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas. Na prática. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). ou próximo a ela. e afeta negativamente o desempenho da bomba. Dependendo dessa alteração.

O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão. já verificamos o NPSH. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente. ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. estando todos dentro dos valores considerados normais. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff). a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). oscilam muito e falseiam as pressões lidas. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. corrigir os valores da pressão. o problema é da bomba. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. como válvulas. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. costuma ter um orifício de 1/4”. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba. pelo roteiro. Quando não dispomos de indicação de vazão. valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. normalmente no flange de sucção da bomba. que pode servir para amortecer pulsações da pressão. Anteriormente. É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. a escorva. costumam ocorrer pulsações. que pode servir para adaptar o manômetro.narias tem medidor de vazão. a bomba está boa. Na maioria das vezes. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Em último caso. Nesse caso. AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3. Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. o que dificulta a medição. Se o desvio for pequeno. Nessa região. Caso ele não exista.

3 92.550rpm). Ex. o erro será pequeno. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor.88 0.86 0.90 0.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0.88 0.: 90% – usar 0.86 0.78 0.90 0. Embora a tabela seja para 220V.1 91. os valores são válidos para 440V também.91 0. com 220V.5 92. a voltagem real.85 0. O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.88 75% carga 100% carga 50% carga 90.1 91. podemos avaliar grosseiramente a sua potência.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote . teremos de obter.90 745.4 90. Quando a bomba é acionada por motor elétrico. A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745. o fator de potência e o rendimento do motor.VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico.5 93.88 0. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor.7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor. usando uma proporcionalidade. além da corrente. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão.85 0.2 92.90 0.85 0.7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3.5 91. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89.1 92. medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta.7 0. trifásicos com grau de proteção IP55. Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos.

a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido. Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico). Mancal de deslizamento com folga alta. determinando as freqüências envolvidas. Cavitação. Roçamento interno. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. Mancal de rolamento com desgaste. ou seja. geralmente. Chumbadores da base soltos. “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. podemos realizar uma análise de vibração. Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. No caso de turbina acionando bombas. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. Folgas internas altas. tentando aumentar a rotação. Base não grauteada adequadamente. Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. a avaliação da potência é mais difícil. está com algum problema interno. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente. é porque o rendimento dela caiu. dificilmente dispomos desse dado.Caso o acionador seja uma turbina a vapor. Para motores elétricos. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
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ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

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Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

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Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
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Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

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tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
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Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
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FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor. é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada. Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação. dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . esta vibração pode ser bastante acentuada. quando passam muito próximas da lingüeta da voluta. Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m). O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena. geram um pulso que se transforma em vibração.

que possui a mesma linha de centro do eixo. > 6 % Para bomba com difusor – folga mín. Num torno. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta. fica fácil.550rpm. Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín. desde que não comprometesse o desempenho da bomba.750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N. > 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta.000 = = = 6. girando a 3. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor.750CPM = 17. basta centrar pela guia da carcaça. não devemos ter problemas. R3 – Raio da voluta na região da lingüeta. ou raio interno do difusor. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução. uma bomba com impelidor de cinco pás.25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga. Exemplificando. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 . O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido. Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. Para aumentar a distância e solucionar o problema.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor).550 = 17. Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3.

Quando ultrapassamos a folga máxima. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado. menor a vibração da bomba. usar os valores recomendados no item Dados Práticos. Na falta da folga do fabricante. permitindo que a bomba vibre.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . pista externa. gaiola ou esferas. o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna. Quanto menor essa folga. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências. Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados.

Neste caso. Em impelidores pequenos. Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. dependendo do grau de obstrução. esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . ou examine-os com o auxílio de uma lanterna. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). ao girar. mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. aumentando em muito a vibração. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. passe um arame por dentro de cada canal. a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. a visualização dessa obstrução pode ser difícil. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração. essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares. Caso tenha dúvidas. seja por uma falha de fundição. o ângulo é zero. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada.

as vibrações ficam instáveis. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão. ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios. 232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .16). a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação. teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção. A potência varia com o cubo da rotação. Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. elevando a potência consumida. Quando ocorre roçamento. Nesse caso. Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. Pense e Anote Portanto. o rendimento da bomba cai. a bomba exigirá potência maior. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1. se a vazão estiver acima da especificada.Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. Portanto. Essa vazão adicional consome uma potência adicional. portanto. Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ).053= 1. Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba.

Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa. gomas e vernizes. as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo. Quanto maior a temperatura. com anel pescador ou com anel salpicador. O aumento dos esforços. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. levando a esfera a ter contato com a pista. Quanto mais oxidado. Quanto mais frio o óleo. Quando a lubrificação é por névoa. ou do coefiba e do acionador. Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. Portanto. o que aquece e encurta a vida do rolamento. ✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. devido à sua folga maior. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais. mais escuro o óleo. ✔Contaminantes no óleo. principalmente água. ✔Bomba operando com alta vibração. Por outro lado. o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. Se o nível de óleo estiver alto. As razões anteriores são óbvias. o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . aquecendo-o mais. A oxidação dá origem a lamas. em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). a temperatura máxima do óleo será de 70ºC. ciente de atrito. mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. maior a sua vida. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. ou axiais elevadas. aumentam ligeiramente a vibração. ✔Óleo com viscosidade inadequada. elevando. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. Ver Figuras 120 e 121. Se a temperatura ambiente for de 30ºC. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. a temperatura dos mancais. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado. mais rápida a oxidação do óleo. A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados. Isso provoca o rompimento do filme de óleo. conseqüentemente. irá aumentar a geração de calor.

caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. afetando o balanceamento axial (Figura 145). Bombas com vazamentos O vazamento. a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo. raramente este volta a ficar estanque. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Na selagem por gaxetas. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais. embora menos comum. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. conseqüentemente. fica fácil sua determinação. desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. trabalhando muito tempo sem evolução. Nos selos mecânicos. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. vazam um pouco e.Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. é normal um pequeno vazamento. como ocorre nos selos tipo cartucho. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. se a luva prolongar-se além da sobreposta. Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. temos de abrir o selo para reparo. se visível. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. Algumas vezes. o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. posteriormente. Se a curva ficar paralela ao eixo. as sedes se acomodam. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. juntamente com seu mancal. durante a partida. o local mais comum de vazamento é pelas sedes. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. é facilmente identificado. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem.

Vale o mesmo para a montagem da carcaça. A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas. monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. facilitando um possível roçamento. Montando na posição horizontal. as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado. sempre que possível. Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2).Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 .

Mín. Mín. >180 a 250 Máx.999 + 0. >50 a 80 Máx.017 e Mín. >315 a 400 Máx. >250 a 315 Máx. >120 a 180 Máx.999 + 0.002 ➜ Máx. >400 a 500 Máx. Mín. Mín.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx. Mín. Mín.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .018 e 49.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6. = 50. >30 a 50 Máx. + 18 e Mín. Mín. Mín. Mín. Mín. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49. >80 a 120 Máx. >18 a 30 Máx. = 50. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx. Da Tabela 30. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49.

D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB.075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote .9 x 109) as excentricidades de 0. Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0. + 30 e Mín. Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 .000 a 75.9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB. O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1. para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx.PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30.05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0. 0 ➜ 75. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor. para o tambor de balanceamento e para as luvas.030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1.05mm.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 .

0. da VS-1 até a VS-7.500 4 5.1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .500mm.025mm Peças < 0.0625 12 flexibilidade = = = = 1. 0. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2.05mm 2. Para montagem com interferência. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES. EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1. 3. 5. Para o eixo das bombas verticais.600 Coluna da direita da Tabela 31. ou com 13 m. a excentricidade máxima é de Eixo < 0.406 x 109 < 1. 0.9 x 109 D2 60 2 3.100mm LTI máx.1 m /mm de diâmetro da face. valendo o que for maior. em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx. o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI.125mm LTI 0.025mm LTI máx.025mm LTI máx.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1. 4. Fator de L4 1. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0. 0.

125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote .125mm Se a sobreposta for guiada externamente. medir em 1.3. Se for guiada internamente. Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0. medir em 2.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0.

A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH.05mm 4 = 0. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos.07mm 2 = 0.10mm 8 = 0.03mm 6 = 0. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo. Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos. como os usados em máquinas de balanceamento.07mm 3 = 0.01 a 0. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .03mm 7 = 0. O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização. Os ressaltos do eixo. no qual os rolamentos se apóiam.05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0.07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados. devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto. FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0.

Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. o que for maior. ele deve ser realizado com 1.5 vez a pressão de projeto. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste. r mín.000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 . Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência. tambor de balanceamento. A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba. h r mín. ra r mín.5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm.Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín. indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2.

388 NxR 1.000 x G x M 10.5 x 10 = = 1.4 g O desbalanceamento admissível seria de 1.800 x 100 1.5 pelo API N – 1. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas. A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10.4 grama na periferia do impelidor. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1.800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2.000 x 2.

que são usinados para “recuperar” a folga recomendada.800rpm ou acima de 3. a bomba ficará desbalanceada. usar: GRAU G-2. O grau G-1. evitar corrigir no acoplamento. No balanceamento do conjunto rotativo. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda. o que gera deformações nas guias. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . essa correção é desnecessária.800rpm e com peças montadas com folga. Portanto. Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça. Isso porque.0 Bombas acima de 3. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica. ocasionando um relaxamento de tensões. normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento.5 Bombas abaixo de 3. se necessitar ser substituído no campo. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações. GRAU G-1. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. Com o passar do tempo.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem.No balanceamento dos conjuntos rotativos. Na maioria das vezes.800rpm e com peças montadas com interferência.

Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes. Na falta delas. Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias. Para evitar esse problema. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a norma API 610 – 9a edição. danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso. é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies. conforme mostrado na Figura 136.

os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32. Acrescentar 0.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC. adotar a folga: Folga (mm) = 0.95 1.001 D – Diâmetro do anel em mm.99 450 até 474.85 0.99 65 até 79.99 0. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento.99 200 até 224.99 175 até 199. bronze.99 550 até 574.38 0.99 225 até 249.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300.50 0.99 325 até 349.99 525 até 549. Nesse tipo de aplicação.45 0.28 0. caso das buchas das bombas verticais. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling).99 600 até 624.99 625 até 649.99 425 até 449. Para ferro fundido.80 0.55 0.40 0.99 575 até 599.78 0.99 90 até 99.25 0. Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto.68 0. usar as folgas da tabela.63 0.89 125 até 149.70 0.35 0.33 0.58 300 até 324.60 0.48 0.99 150 até 174.95 + (D – 650) x 0.99 80 até 89. 2. normalmente. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote . Para materiais não metálicos (por exemplo.65 0.83 0.89 275 até 299.99 0.99 375 até 399.75 0.99 350 até 374. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento.53 0.43 0.89 250 até 274. Para diâmetros superiores a 650mm.99 500 até 524.30 0. 3. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido.88 0. PEEK).99 475 até 499.99 100 até 114.99 400 até 424.73 0.99 115 até 124.90 0.

PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32.AISI 316 revestido de material duro. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1. tenham dureza superior a 400BHN. Se isso não for possível. o que leva a um gasto maior de energia. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias. a estacionária e a rotativa. temos: Folga diametral = 0. Por causa dessa tendência. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio. deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico. seguir a recomendação do fabricante. o dobro da folga pode levar a vibrações altas.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5 a 2 vezes a folga citada pelo API. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies. como no caso das de dois estágios em balanço (OH). as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento. Em alguns tipos de bomba. Nesse caso. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API. a menos que ambas as superfícies. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir. A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento. De modo geral. Stellite. ou pontos de solda. parafusos axiais ou radiais.

Nas bombas com difusor. deixando intactas suas laterais (Figura 137 C). Nesse caso. Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte. acrescentar 0. portanto. Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC. o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta. Na Figura 137. ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B).12 + 0. acrescentar 0. é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo. Nas bombas com carcaça em voluta. usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E).12 = 0.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba. Com a utilização de uma ponta montada. podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba. são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor.60 + 0. para efeito de cálculos.12mm. pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição. FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 .84mm Impelidor Para reduzir estoques. Assim. Nesse caso. o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção.12mm. Folga final = 0. não há ganho com esse tipo de corte.

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

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PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

As folgas diametrais são o dobro das radiais.07 + 0.5 folga normal In 0. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage. Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível. ao ser deformado.Pense e Anote de modo que. ao encostar um rolamento no outro. Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada. utilize uma rasquete. somente as pistas externas se tocam. ficando uma folga pequena entre as pistas internas. adquire uma largura proporcional à folga. Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes. A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo. ou como folgas radiais ou como diametrais. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1. Trata-se de um filamento plástico que.001x D(mm) 0. Depois de deformado. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . Nessa condição.003 + 0.

gerando um elevado empuxo axial. Pelo mesmo motivo citado.5 x 0. A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1. as reduções devem ser excêntricas. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C). FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção.07 + 0. o lado plano deve ficar para cima.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0. o lado plano deve ficar na parte inferior. A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente.15 = 0. o que leva à falha prematura do mancal. ela deve ser perpendicular ao eixo. a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente. Caso a mesma venha reta. Se for paralela. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . caso tenhamos uma curva próxima à bomba. causando problemas no bombeamento. Caso a tubulação venha de cima. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B.22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior.001 x 80 = 0. Por esse motivo. ou da parte de baixo da bomba. o que prejudica o fluxo do líquido.

as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor. Caso não exista espaço. gerando empuxo axial alto. Assim. girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo.FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote . a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba. A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor.

deslocam esse volume até a descarga e. externamente à bomba. a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo. Neste caso. Podemos afirmar então que. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. não depende do sistema. Se a bomba estiver em bom estado. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). diafragma ou pela rotação de uma peça. nessa região. ou seja.Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. são decorrentes desse seu modo de trabalhar. a vazão é constante. tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema). Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. Por esse motivo. para uma mesma rotação. ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão. ou pode ser colocada na linha de descarga. a pressão pode chegar a valores muito altos. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. Ocorrendo uma restrição grande na descarga. Na realidade. Nas bombas centrífugas. o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. empurrando o líquido para fora da bomba. esta fuga pode ser considerada desprezível. Os nomes dessas bombas. sendo interna. na operação da bomba de deslocamento positivo. pistão. de deslocamento positivo ou volumétrica. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. com as folgas adequadas. Já na bomba de deslocamento positivo. por razões de segurança. Nas bombas de deslocamento positivo. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. reduzem o volume da câmara. devido à fuga do líquido pelas folgas. maior a pressão.

de turbinas de recuperação hidráulica. são sempre auto-escorvantes. basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga. As bombas volumétricas. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido. as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir. ou seja. ao contrário das bombas centrífugas. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão. que as tornam auto-escorvantes. Com líquidos de viscosidade alta. neste caso. As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. aumentam a potência para o bombeamento. sendo chamadas. deixando-o sair pela sucção da bomba. para líquidos acima de 1. as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. são mais indicadas para esses casos. conseqüentemente. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas. Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça. e é o sistema que comanda a pressão. como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . raramente são usadas bombas centrífugas. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. não se usa AMT e sim a própria pressão. Para tal.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas.000SSU (200cSt). ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. Mesmo sendo autoescorvantes. Por isso. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. As bombas de deslocamento positivo. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre. por não serem afetadas pela viscosidade. Nas bombas alternativas.

Eixo de manivela 3. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . Pistão 9. o que leva a uma perda de desempenho. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso. Biela 4. subtraindo-a. As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção. ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. Camisa 7. necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. as de dois cilindros são as duplex.do pistão. responsável por deslocar o líquido. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. como um motor elétrico. a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste). Cruzela 5. ou podem utilizar um acionador rotativo. DE SIMPLES EFEITO. Válvula 10. as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção. FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO. Cilindro 8. Haste 6. Carter 2. Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. Nesse caso. de um êmbolo ou de um diafragma.

DE DUPLO EFEITO. ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX.

Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. torna a inverter o movimento. Um é o cilindro de vapor. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor. o vapor gera um movimento contínuo alternativo. Ao chegar ao final desse curso. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. fazendo a inversão das aberturas. podendo vir a quebrar a bomba. a bomba tenderá a disparar. os quais demandam bem menos potência. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. ou seja. Inicialmente. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita. o pistão irá mover-se para a esquerda. levando junto o diafragma. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. Assim. ele inverte. maior a velocidade de deslocamento do pistão. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. Ao atingir o ponto superior. Temos dois ciclos: admissão e descarga. O pistão da bomba. estará bombeando ar ou gases. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. Com isso. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba. A bomba. em vez de líquido. Inicialmente. fazendo com que ele suba. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro. Quanto maior a vazão de vapor. Essa situação. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. lado esquerdo da Figura 151. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. Ao chegar ao final do curso. maior o número de ciclos executados por minuto.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. movendo-os solidários. que é o acionador. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. leva a bomba a disparar. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. que está interligado ao de vapor. À medida que o diafragma vai subindo. geralmente. O outro é o cilindro do produto que será bombeado.

abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. como o de biela/manivela. O diafragma começa a descer. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. movida a ar comprimido. O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente. variando a rotação ou o curso do pistão. Uma das câmaras é a acionadora. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. Para variar o curso. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. modificamos o raio da manivela. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste. e a outra é a do produto que será bombeado. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior.Assim que o líquido parar de ser admitido. podemos modificar a vazão. arrastando com ele o pistão. Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão.

independente da pressão (caso teórico). Quando a pulsação puder trazer algum problema. Nas alternativas puras. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. quando está no início ou final do curso. que trabalham com fluidos agressivos. é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. e mínima (zero). maior esse vazamento e. um pouco menor a vazão fornecida ao sistema. Para uma mesma rotação. Esses amortecedores podem ser de diafragma. A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo. Se não tivéssemos as fugas. Ela é máxima. No caso real. Variando a vazão. por meio de rotação. de bexiga ou de pistão. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa. a vazão seria sempre a mesma. As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. quanto maior o número de cilindros. Como toda bomba de deslocamento positivo. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. menor a pulsação de pressão e de vazão. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. conseqüentemente. a pressão também sofrerá variação. quando o cilindro está no meio do curso. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento. evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante.Algumas bombas. empurram o líquido para a descarga.

FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. de palhetas e de lóbulos. de fusos (1. 2 ou 3 fusos). menor as fugas. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas. o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba. FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente.

BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. os dentes se engrenam. seja qual for a pressão reinante na descarga. a região de descarga. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. região 1. impedindo o retorno do líquido para a sucção. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo. Antes do crescente. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. bombeiam simultaneamente. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. entre dois dentes consecutivos e a carcaça. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. Depois dele. fica a região de sucção. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. Para ter um bom desempenho. a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. mostrada na Figura 155. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado. o que equilibra o esforço axial nos fusos. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos. há necessidade de um sistema de balanceamento axial. como também devem estar na carcaça ou no crescente. onde os dentes se engrenam. possui um fuso motriz e dois conduzidos. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. cada uma girando num sentido. haverá perdas no volume bombeado. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. do contrário. Devido ao elevado número de dentes e à rotação. Neste caso. onde é liberado. A bomba de parafusos. No caso de três fusos. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas. As duas engrenagens. descarregam pelo centro da carcaça. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba. levando-o para a região 2. Ao girar. Ao chegar à parte superior. Na bomba da Figura 156. Por isso. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si.

não temos pulsação de pressão. A vazão é contínua. logo. o líquido vai sendo deslocado axialmente. da sucção para a descarga. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .vai girando. Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna. Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido.

O rotor.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. aproximadamente de 6kg/cm2. Nesse rotor. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. são expelidas. pela força centrífuga ou por meio de molas. como Buna N e Viton. o qual normalmente é construído de um material elástico. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão. ficam alojadas diversas palhetas que. mantendo contato com a carcaça. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. na sucção. Figura 157. da sucção para a descarga. são utilizadas bombas em série. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. Quando se desejam pressões maiores. deslocando-o até chegar à região da descarga. Devido à excentricidade do rotor. bloqueia o líquido nessas câmaras. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. onde cabe um determinado volume. Com rotação alta. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 . as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça. Na região de sucção. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. ao girar.

FIGURA 159 BOMBAS COM 1. aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça. volume esse que é deslocado e liberado na descarga. 3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . fazendo a vedação. Pelo seu formato. ao girarem. Os rotores estão sempre em contato na parte central. Existem bombas de um.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. 2. três e cinco lóbulos. dois.

FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica. A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível. Quanto mais inclinado o disco. deslocando o líquido da sucção para a descarga. portanto. que permite sua oscilação. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote . maior a vazão. É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. não mostrado na figura. montado sob a forma de U. maior o curso dos pistões.

270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os pistões são articulados com essa placa. PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão.FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais. É conectado ao eixo através de estrias. Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante. PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica. EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias. O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula. DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste.

giram solidários. do número de pistões e do seu curso. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . O volume deslocado depende do diâmetro. Na Figura 163. a placa oscilante e o bloco do cilindro. juntamente com os pistões. mancal tipo bucha. Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo. mola e a caixa também fazem parte da bomba. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande. Princípio de funcionamento O eixo. Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. Junta esférica. mostramos alguns outros modelos que são utilizados. A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. sapata da placa.

A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior.A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. com o giro. vai sendo deslocado da sucção para a descarga. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento. juntamente com uma palheta que faz a vedação. que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A palheta impede o retorno do líquido para a sucção. obrigando-o a sair pela descarga. O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica.

Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas. SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote . Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas. existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE.

que fica recuado em relação à descarga da bomba. o líquido fica retido nessa câmara. A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis. Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor. 274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Na próxima partida. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. Ao girar. não será necessário escorvá-la. Seu rendimento é baixo. É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. Quando a bomba é desligada. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto.

Torino: 1990.. Centrifugal pumps handbook. 2. MATTOS. NELSON. NSK. Nova York: [19 —] . W. NSK Rolamentos . Chemical Processing. Understanding pump cavitation. 1998. São Paulo: 2002. 47-6100-1990-09. 9. Washington: 2003. API 610: centrifugal pumps for petroleum.Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. FALCO R. SULZER BROTHERS LTD. WORTHINGTON. PSI pump selection for industry. E. E. fev.ed. de 1997. petrochemical and natural gas industries. SKF.ed. Bombas industriais. Winterthur: 1989. Catálogo 4000P Reg. E.Motion Control NSK. Rio de Janeiro: Interciência.

capacitação e certificação de abastecimento M AURÍCIO L IMA Diretora de educação Elaboração Gerente de educação profissional Gerência de educação profissional ANDRÉA MARINHO F RANCO GETÚLIO V. GRÁFICA E P ROGRAMAÇÃO VISUAL .SENAI / RJ PRODUZIDO PELA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Coordenador de formação. DR UM MOND L UIS R OBERTO ARRUDA A NA P AULA DE B ARROS L EITE R ICARDO G OMES R ODRIGUES R OSEMARY LOM ELI NO DE SOUZA XAVIER R OSILENE F ERREIRA MENEZES Revisão técnico-metodológica E RNESTO F ERREIRA M ARTINS S ÉRGIO MOLINA M ICAELO Revisão gramatical Revisão editorial Projeto gráfico. programação visual e diagramação L OURDES S ETTE R ITA G ODOY I N -F ÓLIO – P RODUÇÃO EDITORIAL .