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APOSTILA PETROBRAS BOMBAS

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PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões.

Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT). carga ou head 107 Cavitação. NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H. desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades. excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão. acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote . de simples efeito.

acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1.FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex. 3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa. 2. de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de duplo efeito.

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

a geração de energia. BA. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. MG. e outras funções de processo. SE. PR. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. RJ e RS. o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. o aumento ou a redução de velocidades. indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 . Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. Com isso. a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado. portanto. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. Assim. A variação da complexidade do trabalho realizado. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. SP. É preciso. CE. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. no diagnóstico de causas e soluções de problemas.Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos.

A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência. Até há bem pouco tempo. máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa. bombas dosadoras são fundamentais. usam-se intensa e extensivamente as bombas. praticamente. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas. Mas. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias.Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas. usam-se oleodutos. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras. Pela própria natureza da tarefa. Para que elas estejam disponíveis. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. Hoje. existem os mecânicos de manutenção. certamente. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. quem o faz já é a própria bomba. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. Além das distâncias. para todos esses e outros serviços. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. Sem elas. não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . dessa forma. Enfim. corrigindo seus defeitos ou falhas. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação. o controle de vazão é fundamental e. condensadores. No preparo de gasolinas. Algumas instalações. por exemplo. favorecidas por geografia peculiar.

Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo. é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho. segurança.. mecânico.. A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança. mas o seu serviço está. 18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Assim. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá. Você. quando executa seu trabalho. preservação do meio ambiente e custo adequados. Pense nisso! Você.Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados. como parte de uma equipe. deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas.

3 mícrons. dizemos: 1 mícron. as principais unidades usadas são: pés (ft). Em mecânica. usamos muito o milímetro (mm).01mm) e o mícron ( m). e (mils) milésimos de polegadas. incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. assim como os gases e os sólidos. o centésimo de milímetro (0. que é a milionésima parte do milímetro. etc. Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas. propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos.Unidades e suas conversões. polegada (in). nos itens a seguir. No sistema inglês. que é a milésima parte do metro. Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote . Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras. portanto. O plural de mícron é mícrones e mícrons. 2 mícrons. quando tratarmos de conversão de unidades.

achamos 0.01 0.609km = 1. De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.0254 2. as quais são pouco usadas em mecânica.1 30.000.0003937 0.28 x 10 -6 3.800 25.54 x 10 -5 mm 1.54 centésimos de mm 5mils = 2.0000394 12 1 0.3048m Logo 2ft = 2 x 0.001 0.03937 12.37 0.03937 0.001 mils 39.01mm 100.80 25.00001 1 x 10-6 0.54 x 5 = 12. temos a jarda (yd) e a milha (mi).A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0.480 2.3048.54 m 1. Portanto: 1ft = 0.3937 0.9144m 1mi = 1760yd = 1.4 0.7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000 1 0.0254 0. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.3048 0.3048 = 0.370 39.4 ft 3.400 25.00328 3.000 1 0.540 2.000 10 1 304.33x 10 -5 in 39.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m).28 x 10 -7 1 0.000 1.28 0.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês.37 0.001 304.6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.000 1.000 100 1 0.0833 8.

907 1.944 x 10-4 0.157 x 10-5 2.9842 4.778 x 10-4 0.600 1. a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton).892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0.274 0.000 2.Para converter mils para centésimos de milímetro. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0. são as unidades de massa mais usadas em mecânica.12 0.0005 – 1 1. o grama (g) (atenção.000 0.000 1 1 x 10 6 454 28.2 0.0283 907.903 x 10 -6 6.204.016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s).840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0.18 1016 g 1.4536 0. a palavra é do gênero masculino). dia (d) e ano.0625 2000 2240 Oz (avdp) 35.04167 1 60 3.274 16 1 32. A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525.001 1 x 10 -6 lbm 2.102 0.000984 – 0. a onça avdp (oz).171 x 10 -8 1.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote . seu submúltiplo. basta multiplicar por 2. minuto (min). a tonelada.536.000 35.142 x 10 -4 0. Massa m O quilograma (kg).54.46 x 10 -4 – 0.400 1. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm).01667 1 60 1 segundo = 3.0022 2. e o múltiplo.35 – – Ton métrica 0.001102 – 1.03527 35.600 Segundo 31.6 1 0.001 1. hora (h).74 x 10 -3 1 24 1440 86.000454 – 0.

temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC. na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1.033kgf/cm2).Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico. PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas . Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês. K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo. Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R). FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão.

0000108 1 0. É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura.00694 in2 1550 0.16 ft2 10.764 0. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10.03 6.0929 0. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ).01 929.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .4516 mm2 1.00155 144 1 = = = = = 0.000. FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4.000 1 0.0001 1x 10-6 0.000 100 1 92903 645.001076 0.155 0.

r 2 .929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo. FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .14 . 32 .h 3 = 3.0929 = 0.1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 5 = 47. temos que 1ft2 = 0. É sempre um produto de três dimensões.PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4.0929m2 10ft2 = 10 x 0.

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

É a denominada “aceleração centrífuga”.5m/s2.PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9.81m/s2.5m/s para cada segundo ou. conforme será visto no item sobre força. decorrente da atração da Terra sobre os corpos. Nos locais mais altos. ainda. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”.000m/s 2. o que é equivalente a 2.5 2 s 3. o valor de “g” é menor. a seguir. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000m/h 9. Ao girar. No nível do mar. a 2.600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos. esta aceleração é de 9.5m/s m = = = 2. um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração. expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2.

Neste caso. que através de seu impelidor impulsiona o líquido. o peso é uma força. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação. 300 = 31. ou seja. Uma bomba centrífuga. é a aceleração da gravidade. a qual.42 (rd/s)2 x 0.4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31.10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 . como qualquer força. é o produto de uma massa pela aceleração.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote . estamos exercendo uma força. O peso. Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9. estamos medindo uma força. teremos: Peso = mxg 9.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho. Quando subimos em uma balança para pesar. ela recebe o nome de força centrífuga. neste caso. PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0. está exercendo sobre ele uma força.10m = 98. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton). Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2.81.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro.

visto que massa e peso são distintos. que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg. peso é uma força. a aceleração da gravidade é de g = 9. a força centrífuga fica multiplicada por 4. só que. por exemplo.r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro. o que é uma simplificação. a força fica multiplicada por 2. mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor. Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9. ao nível do mar. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m . Dizemos. é o produto da massa pela aceleração. este valor simplificaria o denominador. ac = m . Portanto. ( ) N 30 2 . Portanto. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso. neste caso. Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar.81 9. Como vimos.81 = m x 9. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. Num local mais alto. Se dobrar o raio. a aceleração é a centrífuga.Como. o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração.81m/s2. ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número. a massa permaneceria com o mesmo valor. ao dobrar a rotação.

Energia e trabalho são equivalentes.225 2.000 1 4. devido ao fato de a massa ser articulada.45 dina 980. aumentamos também o raio de giro.10m ➜ ac = 98.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2.02x10 -9 0.45x 105 lbf 2.200 x 98.72N = 19. visto anteriormente. Fc = m x ac = 0.204 0.000102 1. se girasse a 300rpm e com um raio de 0.000 100.72N Da Tabela 8: 1 N = 0. a força será expressa em N.6 = 19.102 1.806 9806 1 0.665 980. ao aumentarmos a rotação.01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância.200kg.102kgf ➜ Fc = 19.72 x 0.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0.02x10-6 0.000 0.665. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga.00454 N 9. calculamos que para N = 300rpm e r = 0. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.10m? No problema 14.00001 4.2 2.102 = 2. de aceleração. foi gasta uma energia. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote . Para realizar esse trabalho.No caso da peça mostrada na Figura 8.001 1 0.454 Ton força 0.

Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf.738 2. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .427 0. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf . é energia mesmo.6 x 106 1055.239 8.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2.00929 9.09 1 1J = 1N.06 4.48 x10-4 3. FIGURA 10 Como podemos notar.00397 0.187 1. temos de exercer um torque na porca.93 x10 -4 1.23 0.8 1 3. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância.m = 1 0. d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave.m 9.412 1 0.102 3.ft 7.77 x10 -7 1 2.36 KW.h 1BTU 1cal 1lbf.67 x 105 108 0.001285 cal 2.ft = = = = 2.6 x 10 5 252 1 0.m 1kgf.138 J = N.m = 1kW.34 0. ou seja.655x10 6 778 3. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h). percorrendo a distância d. A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh.h 2.72 x10 -6 BTU 0.324 lbf.77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia.m T → N . Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação. podem ser expressos pelas mesmas unidades.16 x10 -6 3.

0833 7.50m F= 13.in = 1dina.ft = 1lbf.85 x 10 -7 1 dina . in 86.38 x 10 -8 1lbf.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf.8 8.138 0. teríamos de fazer uma força de 27.m 1kgf. com uma chave de 0. Pot = T t T → J = N.m F→N e d→m Tq → N.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf.36 x 10 7 1.85 12 1 8. Da tabela acima. ft = 100 x 0.m = 1 0.356 0.m = 1N.113 1 x 10 -7 1lbf.0115 1.13 x 106 1 1lbf. m ➜ 13. m = F x 0. Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo.8kgf .738 1 0. é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou.m.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft.ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf.233 0.Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf.8 x 10 7 1 x 10 7 1 .cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0. cm 9.50 Portanto. m 9.8kgf .8 1 1.m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas.02 x 10 -8 1N. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 . ft 7. em CV.8 = 27.6kgf 0.102 0.138kgf .138 = 13.50m. ainda.m F → lbf e d → ft Tq → lbf.ft = 0. temos: 1 lbf .

6g/cm3.6g. cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13. 70% → usar 0. o mercúrio.00134 1.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1. ou seja.341hp ➜ 100kW = 100 x 1.7457 0.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = .001 1 0. 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é a massa de cada unidade de volume.000 745.00136 1.7355 hp 0. possui uma massa específica de 13.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência. = massa volume Na temperatura ambiente. temos: 1kW = 1.5 KW 0.7 735.986 cv 0.341 1 0.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume.36 1. H 274 . ou seja. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex. usado em manômetros e termômetros. Q.341hp = 134.

sua massa específica é 0.998g/cm3. mas sua massa permanece constante. A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote . mantendo o numerador (massa) constante. A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0.PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume). É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente. é mais usual o emprego do peso específico. logo. se aquecermos um produto. do que da massa específica. o que levaria à redução da massa específica.998g. é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. No caso de bombas. seu volume aumenta com a temperatura. sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material. Por esse motivo. cuja definição veremos em seguida. Quanto maior a temperatura de um material. Logo. menor a sua massa específica.

PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água. basta pesá-lo.61 x 10 -5 0. em forma de cubo. sabendo que um reservatório completamente cheio. medir seu volume e fazer a divisão.0624 1 1728 lb / in3” 0.TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1. com cada lado medindo internamente 5cm.001 0.02 27680 lb /ft3 62. 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . = peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material.016 27.43 0.0361 3.68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume.000 1 16. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente. apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente).0005787 1 1 0. o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3.

016 27.O peso específico varia com a temperatura.94 Analisando a Tabela 13.0624 1 1728 lbf/in3 0.43 0.971gf.001gf/cm3 ➜ 2. vemos que o aço-carbono pesa 7.865gf.500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão.02 27680 lbf/ft3 62.001 0.86 a 0.000 1 16.0361 3.89 0. 1cm3 de água a 80oC pesa 0. A 200oC.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0. Na temperatura de 20oC. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.500 x 0.5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote .68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2. como kgf/ m3 ou lbf/in3.94 13.865gf/cm3. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição.5 0.8 vezes mais do que o mesmo volume de água. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.68 a 0. uma vez que o volume é modificado.61 x 10 -5 5.971gf/cm3 e a 200oC é de 0.787x 10 -4 1 1 0.78 0.8 8. o peso do cm3 de água cai para 0.70 a 0. acima.001gf/cm3 = 2.85 a 0.8 11.82 a 088 0.500kgf/m3 = 2.94 0.82 0. Como peso específico é uma relação entre peso e volume.78 a 0. temos que: 1kgf/m3 = 0.2 8. Por exemplo.02 2. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0. temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7.

possivelmente ele só fará uma mossa na madeira.74 e a do GLP. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3. o padrão de comparação adotado é o ar. é a força dividida pela área em que esta atua. Ao bater com o martelo. a densidade da gasolina fica em torno de 0.998g).5. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo. Na temperatura ambiente. como não poderia deixar de ser. é igual a 1. ou seja. elas se cancelam. Se batermos com a mesma força no sacapino. Na temperatura ambiente. Pressão Pressão. Para gases. No cálculo da densidade. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta). o prego penetra na madeira. Daí. g/cm3. por exemplo. expressa por um número sem dimensão. por definição. o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. ficando a densidade como adimensional. Outras fontes adotam outras temperaturas. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3. em torno de 0. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que é de aproximadamente 1g/cm3. Nessa temperatura. ambos com o mesmo diâmetro de corpo.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água. A densidade da água na temperatura ambiente. vamos dividir a massa específica desse material pela da água.

FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2.01 Saca-pino → P = F A = 10 0. ao bater no prego.01cm2 e a do saca-pino.000kgf/cm2 A 0. o prego penetrou. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico.2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino. enquanto o saca-pino só deformou a madeira. As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1. de 0.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 . exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo. Por esse motivo.2cm2.

2 h2 A2 3. conseguiremos levantar um carro com 2.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório. Dados: Peso = 2.6 = = = 156.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4.2cm para cada centímetro do pistão maior.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2.81kgf. Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual.000kgf. 1 = D2 4 = 3. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4.08kgf/cm2 490.14cm2 Área cil.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2. cil.08 x 3. V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490.14 x 22 4 = 3. 2 = D2 3.000kgf = 4. O pistão menor terá de deslocar-se de 156.14 x 252 = = 490. menor = 2cm Dia.14cm 2 = 12. cil. com uma força de apenas 12.81kgf Com o auxílio da pressão.000kgf Dia. maior = 25cm Pense e Anote Área cil.08kgf/cm2 no óleo.

FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1.000m de altura. a coluna de ar fica reduzida. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local. Por exemplo. permite que. a pressão exercida por esta coluna será de 1. decorrente da coluna de ar. possuindo. Logo.71kg/cm2. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto. por isso.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica. Essa pressão. a pressão atmosférica nessa altitude será de 0.033kgf. Quando subimos numa montanha. então. a coluna de ar pesa 0. O ar que envolve nosso planeta tem um peso. o que reduz a pressão atmosférica local.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote . Este valor é denominado pressão atmosférica.033kgf/cm2.710kgf.95kgf/cm2. uma pressão atmosférica em torno de 0. ao medir uma pressão. a 3. A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1.

P2abs = P2man + Patm ➜ 0. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1. quando abaixo. A pressão negativa é chamada também de vácuo. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa.5kg/cm2 Se a pressão P2. fosse de 0.5 = P1man + 1.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16. Quando a pressão está acima da pressão atmosférica.0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0.5kgf/cm2.6kgf/cm2 absoluta. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local. Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo.6 = P2man + 1.4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .5kg/cm2 1atm Pressão atm.0 ➜ P1man = 2. é negativa.0.4kg/cm2 P atm 1. P1. seria equivalente a dizer que é de . P2. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0.4kgf/cm2.4kgf/cm2 manométrica. Se a pressão P1 fosse de 2. ela é considerada positiva e.5 – 1. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio). FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1.0 = 1. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2. P1abs = P1man + Patm ➜ 2.5kgf/cm2 absoluta.0kgf/cm2. a medida em valor manométrico seria de 1. e uma outra pressão abaixo da atmosférica. abaixo da atmosfera.5kg/cm2 P man = – 0. a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local.6 – 1. ou seja.033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0.0 = – 0. representamos uma pressão acima da atmosférica.

7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. Portanto.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote . e A ou a para pressão absoluta. O g vem da palavra gauge. libra por polegada quadrada. Usa-se M ou m para pressão manométrica. Exemplo: Pressão absoluta 3. que significa manômetro.0kgf/cm2 M 12. Para transformar a pressão de psig para psia. Para diferenciar. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida. psig quer dizer pressão manométrica.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta. é comum adicionar uma letra após a unidade. que significa pound per square inch. ou seja.26kgf/cm2 a Pressão relativa 8. basta somar a pressão atmosférica.2kgf/cm2 A 4. e psia é a pressão absoluta. e a é de absolute. no nível do mar. que é igual a 14.9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. são usados psig e psia. a pressão é usualmente medida em psi.

Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. Como a pressão é a relação entre força (neste caso. a “forma” da área não interfere na pressão. entre peso) e área. a área foi cancelada. com diferentes áreas de base. na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido.H . um quadrado ou qualquer outro formato. tanto faz ser um círculo. a seguir. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador. as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido. temos: Força Área Peso Área A .O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. Portanto. Na Figura 18.H. FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais. Não importa também se a área é pequena ou grande. colocamos diversos formatos de vasos.

74 x 20 = = 1.H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2.033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 .6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1. temos que: = 0.74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0.48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13.5kgf/cm2. acharemos 2.74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3. Usando a fórmula preparada para as unidades usuais. temos: P= . PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0. Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água.Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m.

422 1. indica a pressão de descarga de um ventilador.0102 10.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U. basta usar a Tabela 15 de conversão.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão.133 9.760m = 760mm Hg 13.9678 0.06805 1.001 1 1000 101.01 10 1.09807 1x10-5 0.56 7.102 102 10.1 51. mostrada anteriormente.3 MPa 0.02x10-5 0. A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água.01934 1.501 7501 760 m H20 10 10.895 0. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.87x10 -3 9.22 14.7031 0. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados.09678 9.5 1 0. É comum usar metros.89x10 -3 0.033 = 0. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas .81x10 -3 1x10-6 0. TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0. conforme mostra a Figura 20.1 1.06895 1.145 145 14.09807 0.9807 1 0.50x10-3 7.013 psi 14.0136 1 1.02x10-4 0.02 0.001 1 0.72 1 73.9869 0.33 atm 0.45x10 -4 0.6 750. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades.2 1.7 mmHg 735. contendo água.000133 9.07 100 6.807 0.33x10 -3 0.87x0 -6 9.1 6.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio.869 1 kPa 98.00136 0.1013 = = = = = = = = = 1 1.32x10 -3 0.2 0. Para passar para kgf/cm2.07031 0.

3kPa = 14. organização internacional de padronização.33m = 760mm Hg = 1. os valores usuais de pressão seriam altos.33m de água.1013MPa = 101. basta multiplicar por 10.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1. a pressão é manométrica: 100psig = 7.000Pa). é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa.07031 = 7.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0. seguindo recomendação da ISO. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada.013bar = = 0. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10. admitindo. A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar.92in Hg Como podemos ver.000. basta dividir o valor por 100. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote . Para passar de MPa para bar.7 psi = 29.50m H2O = 50 x 0.033kgf/cm2 = 10. PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0. definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa). o uso do bar.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –. numa fase de transição. Como o Pascal é uma unidade muito pequena.1kgf/cm2 50cm H2O = 0.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig. Por isso.1kgf /cm2 = 0.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1. Portanto. são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1.Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0.

vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera. igual à pressão atmosférica local de 1. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1. mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. no caso. A pressão no tubo P3 começará a cair. ficando no mesmo nível do reservatório. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível. Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1. fazendo seu nível subir. = ? 1 2 Inicialmente. suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e. A água entrará no tubo.033kg/cm 2A H máx.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica. Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3.

a coluna seria: P= xH 10 1.75gf/cm3). a coluna seria menor. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente). 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção. Se.Se. ficaremos limitados à profundidade teórica de 10. como a pressão atmosférica é menor.033 = 0. a pressão manométrica seria = –1. em função do seu peso específico. maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente). o que é a mesma coisa.33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água. Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). a pressão absoluta seria igual a zero. ou. onde a pressão atmosférica é maior. retirar todo o ar do interior do tubo. no lugar de água. tivéssemos gasolina (g gasolina = 0.033 = 1xP 10 H = 10. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. Neste caso. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito. Na prática.75 Como podemos notar. teremos uma coluna máxima.33 = 13. o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água.33m. para cada líquido. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície. Por isso. Num local de maior altitude.75 x H 10 H= 10. Quanto menor o . conseguíssemos fazer um vácuo absoluto.77m 0. Notar também que os 10. por hipótese. a coluna máxima seria: P= xH 10 1.033kgf/cm2. ou seja.33m ocorreriam ao nível do mar. Há perdas de carga por atritos.

01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”). FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ). menor a viscosidade. notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água. TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1. Quanto maior a viscosidade dinâmica.000672 0. Normalmente.Suponhamos dois vasilhames.672 1 1Poise = 1 0.001 1 1. A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas.s 0. 1cP = 0. Isso é devido à maior viscosidade do óleo.s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . porém mais viscoso.s 0.s 1 lbm/ft. e outro com água. é usado um submúltiplo 100 vezes menor.88 1cP (centipoise) = 1Pa. o centipoise (cP). um com óleo de massa específica igual à da água.000 1488 Pa.01 10 14. comparada com a da água.0672 0.1 0. maior a resistência ao deslocamento.488 lbm / ft. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos. Quanto maior a temperatura.

centistoke (cSt).1 15.000 4.6 32.7 18.30 7.3 13.000 3.6 61.30 23.01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.50 20.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12.45 23.0 32. que possui uma viscosidade de 63.35 26.000 10.7 200 300 400 500 1.60 117. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0.9 51.5 28.17 2.70 14.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.95 13.92 7. = As unidades mais usadas são: stoke (St).0 87.4 71.16 1.79 11.0 91.24 19.58 1.000 cSt centistokes 1 2.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .88 2.40 10.40 87.30 29.48 5.2 20.44 15.70 14.0 100.2 54.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).000 5.02 4.31 1.5 41.00 1.64cST a 100oC.200 Graus Engler 1.20 58.0 65.60 17.1 43.100 2.56 4.000 2.1 81.9cST a 40o e de 8.73 3.45 2. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1.35 8.

usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0. Então. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Suponhamos um vaso com um líquido volátil.000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. como GLP ou gasolina.A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida. FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta.9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0. À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura. dizemos que o líquido se encontra saturado. A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura.9 (cSt) = = = 1. Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise.

Etileno 9. Etileno glicol 10. Amônia 5. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. estará na fase vapor. Benzeno 12. Difenil 15. Downtherm A 16. Etano 7. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote . Se a pressão for inferior. 24. 8. por exemplo. o fluido estará na fase líquida. o fluido estará na fase líquida. Para uma pressão de vapor PV1. Gasolina 11. Acetona 2. Ácido Acético 17. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. estará na fase vapor. Clorobenzeno 13. Glicerina 18.6kg/cm2A. se a temperatura for inferior a T1. 25. Se a temperatura for maior. Álcool etílico 3. 26. Ácido fórmico 4. 23. Hexano 20. 4.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. Dietil-éter 14. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. Isobutano 19. Querosene 21. Anilina 6. Álcool metílico 22.

não se modificará. é a pressão atmosférica (1. Alguns líquidos. nesse caso.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão. Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. Nessa pressão. ele irá vaporizar-se. Este é o princípio da panela de pressão. o propano corresponde à linha 23. se colocarmos propano num vaso aberto. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. ou seja. ou seja. a qual possui uma válvula de segurança. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. a temperatura da água será de 100oC. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Por isso. Para cozinhar com 200oC.55barA. fazendo com que a pressão de vapor aumente. como o propano. fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. cerca de 4barM.033kgf/cm2A). Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento. seria necessário 15. Ao nível do mar. a energia é recebida através do eixo de acionamento.76barA). Para cozinhar com água a 150ºC. temos 20barA. precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba. A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. teremos de aumentar a temperatura da água. No caso de uma bomba. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. no caso. e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela. sob a forma de pressão e de velocidade. a pressão atmosférica. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. Quando estamos bombeando. a água começará a vaporizar (ferver). a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. Nesse momento.

desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2. podemos afirmar que. a bomba estaria transformando em calor. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível. pelo esquema da Figura 26. por atrito e por outras ineficiências.50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote . FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções. a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2. metade da energia recebida.

Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1. A energia sob a forma de pressão é a que. localizadas num nível mais baixo. a velocidade média cairá para a metade. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40.onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2. Se dobrarmos o diâmetro. Energia de velocidade ou cinética. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas. por exemplo. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .4cm2 → A2 A1 82. A água.4 v 1 = v2 x =3x = 1. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. Dobrando a área de uma seção da tubulação. Energia de pressão. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica.1 186. Para uma mesma massa. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2. quanto maior a altura. maior a energia contida. Essa capacidade é chamada de energia potencial. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186.32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura. Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4.

apenas se transforma. é a decorrente da velocidade de escoamento. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento).Pense e Anote A energia de velocidade. também chamada de energia cinética. Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia. a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria. FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima. expressas em dimensões de coluna de líquido.

também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão. FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos. No caso da bomba. choques etc. não temos perda. 60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2. na prática.A equação anterior é válida apenas teoricamente.. já que. mas ganho de energia. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão. voltaremos a este assunto. Pela equação anterior.

97 18.2 193.877.9 482.7 Área int.6 9.507.51 1.0 26.25 21.6 1.4 889.8 6.47 11.7 58.07 5.48 64.829.74 79.8 428.7 440.5 247.9 73.42 1.44 11.4 102.9 182.5 387.2 42.1 73.23 42. Nominal ext.1 154 146.65 16.4 11.7 872.7 22.9 455.4 288.7 2355.1 28.9 304.2 59.6 409.1 1.7 17.29 33.2 136.6 24.23 4.1 26.73 4.6 722.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm.8 1.1 7.91 5.6 242.9 254.75 7.7 19.56 13.4 121.9 215.3 157.52 12.0 155.35 9.6 239.94 2.3 12.2 94.50 3.02 8.54 8.27 12.77 3.3017.3 97.0 655.44 7.9 154.52 11.06 22.29 107. Diâm.2 574.2 23.3 131.8 111.1 74.2 52.2 791.9 8.79 1. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.2 87.2 21.5 17.45 95.6 477.87 3.4 47.5 584.19 2.464.52 10.91 0.10 42.49 40.2 6. cm2 1.37 1.9 856.2 9.5 1.6 66.0 105.5 321.9 463.62 1.41 79.65 97.8 140.443.4 202.7 547.4 9.11 10.4 168.1 431.32 3.47 2.62 11.8 13.0 Peso kgf/m 0.7 14.68 2.5 1.52 12.3 186.2 317.630.55 1.87 3.1 481.7 1.31 27.9 93.3 20.95 5.10 0.8 82.82 21.54 7.98 28.72 172. (mm) 2.18 12.9 50.7 17.7 15.08 13.63 2.4 2742.1 15.56 107.6 590.5 509.7 174.3 23.7 81.9 38.3 1.0 363.4 235.0 9.1 2677.12 123.6 173.0 139.7 15.91 5.9 336.52 12.1 294.8 124.82 2.3 1.6 488.6 11.1 1.96 1.3 80.9 15.8 729.44 2.91 6.8 303.57 4.1 12.23 81.4 30.5 49.8 11.28 15.2 203.2 77.64 3.8 15.1 1.1 116.7 42.09 3.793.178.5 699.7 254.8 186.140.0 14.7 15.6 2593.7 19.8 9.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .48 7.6 438.1 254.9 26.4 9.52 12.1 60.0 9.7 21.4 20.34 131.4 330.3 351.2 298.5 333.1 1038.51 67. (mm) int.88 3.6 34.2 365.44 5.9 310.23 5.9 18.71 11.

Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas.

r2 = .h V=B.h = 3 V=4. h) 2 . h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v.r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura . (b1 + b2) 2 (b .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote .D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a.h= V=B.h . 3 .h A= A= A= h .r .Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b. r2 .b. .h A=b.

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

Para funcionar. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. que podem ser grupadas em duas famílias principais. Para realizar essa movimentação. Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . O presente trabalho visa dar este conhecimento. a bomba necessita receber energia de um acionador. ➜ Motores de combustão interna. principalmente. as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. o acionamento das bombas é realizado.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas. Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. por motores elétricos. Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. Na indústria em geral. sendo a forma de pressão a predominante. Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. ➜ Turbinas a vapor. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas.

Além deles. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. Os motores pneumáticos. ao usar a turbina a vapor como principal. A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. De modo geral. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. quando empregados. são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. Visando aumentar a segurança operacional. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança. são acionadas por motor elétrico. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. a possibilidade de variar a rotação. não são utilizados em bombas de processo. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. a bomba principal e a reserva. O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. com o barateamento dos variadores de freqüência. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. Em unidades novas. Pense e Anote Durante muito tempo. Quando ambas. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. ou o contrário. principalmente. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor. ao escoarem através de oleodutos. são geralmente movidos a óleo diesel. São aplicados. Já a desvantagem é que. 68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Esses motores. a saber. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. Hoje em dia.motores de combustão interna. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. Se não dispusermos de vapor nas instalações.

algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo. fica uma delas como reserva.Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. nesses casos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 . Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente. só que com uma vazão menor. o sistema ainda continuará sendo atendido. o que permite variar significativamente a vazão.

4. A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado. 3. somente após a entrega). Normalmente. Verificação do estado do caixote de madeira. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. como. do acoplamento e da sua proteção. Havendo danos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . das linhas de refrigeração e de selagem. 5. vinda do fabricante. podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. uma bomba nova 1. por exemplo. O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). do tipo engradado. em outros. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas. as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. No ato do recebimento. a inspeção deverá ser mais detalhada. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. Conferência da documentação. Caso ele tenha sido mal manuseado. 2. do acionador. Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. da bomba. ter caído durante o transporte. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. Análise dos estados da base metálica.

Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. • Desenho da selagem. caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. além de um corte da caixa de selagem. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba. mostrando a base. corte do selo. Verificação de todas as suas entradas (flanges. NPSH etc. 6. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. vibração. lista de peças com identificação das referências comerciais. • Desenhos de corte do acionador. • Desenho do conjunto da bomba. acoplamento e as respectivas cotas. devem constar: plano de selagem. os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. do tamanho e do número de anéis utilizados. seu acionador.). Estando tudo correto. deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. 7. com lista de peças. No caso do uso de selo mecânico.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. a bomba. deverá ter a especificação do tipo. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba. furos que comunicam com o interior da carcaça. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. material de fabricação e quantidade empregada. • Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados.

Marbrax 68. Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. girar manualmente algumas voltas. para tal preservação. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo. ou seja. findos os quais eles devem ser renovados. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. Nesse caso. Na sua furação. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. colocar um plugue roscado. Caso não exista o sistema de névoa. com nível até a parte inferior do eixo. devendo ser girada algumas voltas e drenada. Em seguida. usar um óleo tipo turbina. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba.Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. Para evitar que isso ocorra. durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote . Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. Para essa operação de giro. por exemplo. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. se não for possível fazê-lo com a mão. Para tal. passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling). deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba. um plano de preservação deve ser obedecido. Na falta deste. os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. de 1 volta + 1/4 de volta. a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. Logicamente. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência.

Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. como a região de apoio do acionador e da bomba. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação. Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. por exemplo. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas. regiões próximas ao mar ou de elevada umidade. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo.nem o acoplamento.

fazendo uma união efetiva entre elas. 3. FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote . Alinhamento. Conexão com os flanges. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. 2. Assim. sejam de desbalanceamento. Podemos dividir esta fase em três outras. O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. enumeradas a seguir: 1. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados.Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados. Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. Nivelamento/grauteamento. com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto.

Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. a entrada de concreto ou do graute. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. são empregados cimentos próprios. Como seu custo é bem superior ao do cimento. Picotar a base de concreto. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . evitando. espuma de poliuretano. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada. ou se a bomba já estiver na planta. o graute era realizado com uma massa de cimento rala. Hoje em dia.Antigamente. 1. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica. é raro o uso de chumbador tipo L. os seguintes passos devem ser seguidos. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas. FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. interno > 2D Prender com material que não endureça. retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. 2. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. observar diretamente a base metálica. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim. usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa. Na montagem da bomba. que curam bem mais Pense e Anote rápido. assim. por exemplo. Hoje em dia. Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira.

Soprar. 4. já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. usar os valores da Tabela do API. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor.desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular.2mm por metro. Evitar a presença de óleo e graxa. Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote . colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível.7mm (1/2") de espessura. se necessário. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. repetindo a leitura. Para tal. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. um pedaço de chapa com cerca de 12. Ajustar. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. Colocar sobre o concreto. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute. 6. Após nivelar a base. Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto. com ar isento de óleo. e depois na região da bomba. FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0. Na falta da recomendação. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante. As duas têm de ser iguais. na direção dos parafusos de nivelamento. 5.

As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31). eles devem ser retirados da base. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento. Fazer um acabamento com um chanfro de 45º. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento.4 136 217 332 481 kgf.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf. principalmente junto ao concreto.m 40. Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .15 8. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar. Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência.2 37 118 389 7. São elas: as formas de madeira. conforme mostra a Figura 32. 9. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf.16 11. Vedar as formas.7 81.m – 3.m 69. e sim três camadas de uma pasta à base de parafina. Verter o graute. Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute.9 49.3 13. Não é aconselhável o uso de vibrador. Durante a fase de grauteamento. Para evitar quebras. 8.1 33.8 22. para evitar vazamentos.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N.m 4.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N. Existem cimentos apropriados para graute. todas as tubulações devem estar desconectadas.

Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. Para tal. não for possível enquadrar os valores. se não estiver correto. sem necessidade de forçar os flanges. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio. batendo na chapa superior da base. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio. 12. das válvulas de retenção etc. comum. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. podem necessitar de tratamento térmico posterior. 11. no aperto de alguma das tubulações. depois de tudo. e outro para saída do ar. se aquecidos. Após a operação anterior. Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. Após a cura do graute. for excedido esse valor de deslocamento. se ficou alguma região vazia. 14. Se. de selagem e de lubrificação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento. 15. 13. Verificar a tensão introduzida pelas linhas. fazendo com que o material deforme. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento. com auxílio de um pequeno martelo. peça para inverter as fases de alimentação elétrica. o que diminui a tensão introduzida pela linha.05mm. Somente após a cura do graute. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. Zere os relógios. um na direção horizontal e o outro na vertical. 17. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. Se fizer parte do projeto. Se. No caso de motor elétrico. Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. um para introduzir massa epóxi. dos filtros. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações.) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. Alinhar a bomba com o acionador. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la. Os relógios também devem indicar menos de 0. cortar a tubulação e refazer a solda da linha. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba. 16. Os dois relógios devem indicar menos de 0.05mm. Havendo. verificar. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga. Portanto. O aquecimento reduz a resistência da tubulação.

abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça. principalmente eixos e impelidores. o que reduz a vida útil de seu isolamento. As bombas de fluxo misto. Fechar o suspiro. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. a bomba estará cheia de líquido. Se a bomba está escorvada. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. para efeito de partida. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. evitando desgaste localizado. Para tal. é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico. elas devem partir com a descarga fechada.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. desacople a bomba e teste. devem partir com a descarga totalmente aberta. No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). Se a partida for demorada. Por esse motivo. Já nas bombas de fluxo axial. bem como o local de apoio na pista do rolamento. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. Bombas verticais. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. Antes da primeira partida e logo depois dela. desarmando o motor. Durante a fase de aceleração da bomba. Portanto. Se o sentido de giro do acionador está correto. g h Partir a bomba. a menor potência ocorre com alta vazão. não podem girar ao contrário. b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. Caso tenha dúvida. Nessa situação. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . na maioria dos casos. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. Quando pararem de sair borbulhas de ar. Nesse caso. serão analisadas as suas curvas de potência. Logo após a partida. abrir a válvula de descarga. devem seguir as centrífugas. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor.

f Havendo possibilidade. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0. observando se o valor está dentro do esperado. Resumo Após a cura da base de concreto. Proteger os chumbadores e grautear a base. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. Alinhar. se necessário. devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto. Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba. verificando vibração. Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote . Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis.Após a partida da bomba. picotá-la. b c Barulhos anormais. Testar a bomba. A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente. É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura. d e Vazamentos pela selagem. ruídos anormais e vazamentos e. rebaixando-a cerca de 25mm. desempenho.2mm para cada metro de dimensão. medir a corrente do motor elétrico.

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juntamente com a forma como a energia é cedida. baseados no modo do seu funcionamento. o tipo da turbobomba. engrenagens. palhetas etc. A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga. diafragma. Podemos classificá-las. A orientação do líquido ao sair do impelidor determina.Classificação de bombas cado. Nos próximos capítulos. Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote . em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor. analisaremos mais detalhadamente cada tipo.

BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. Em cada entrada. O líquido segue uma trajetória helicoidal. Na região de descarga. BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. Nela. Em uma volta. estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. ele ganha um novo impulso e. a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34). o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. por isso. Nesse tipo de bomba. Nesse tipo. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . as pás ficam situadas na periferia do impelidor. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano.

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

bem montada. proporcionando uma campanha longa. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. fazendo uma divisão principal entre três modelos. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. que. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão. axial.A norma API 610. inclui a bomba axial e a de fluxo misto. principalmente devido a sua versatilidade. dificilmente o serão. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. mista e regenerativa. sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. A bomba centrífuga é o tipo mais usado. 90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ela deve ser bem especificada. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. bem operada e bem mantida. outros. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial. a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. além da centrífuga. são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. bem selecionada. De modo a facilitar essa identificação. bem fabricada. seguida de um número. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. Normalmente. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas.

ao girá-lo com uma rotação N. Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba. 4. 6. 3. Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente. há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. Faz uso da força centrífuga. 7. 8. 2. Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. advindo daí o seu nome.Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. esta energia é cedida pelo impelidor. 5. Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. Na bomba. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar.

ao girar. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. 5. ao girar. é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. 4 e 5). O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7). O impelidor. nessa situação. 4. e assim sucessivamente. ao girar. em vez de líquido.O impelidor. teríamos no seu interior ar ou gases e. sendo descarregado na voluta (6). 3. Na Figura 38. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. na região 2. não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor. 6. ele cria uma região de menor pressão. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1. Se não tivéssemos escorvado a bomba. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o vazio criado pelo impelidor. Ao ser deslocado no interior do impelidor. 7. FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. 2.

Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). Nessa região. 2. logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele). Pelos motivos expostos.. filtros etc. Logo após o olhal.Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes. 6. conseqüentemente. é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e. 5. região 4. temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor. que normalmente é fundido. Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1. válvulas. podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). a região 4. 7. 3. 4. o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor. uma queda de pressão. tais como curvas. reduções. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3).

mas o impelidor. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Logo. sejam elas horizontais. o fluxo passa pela voluta. na saída da carcaça. O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios.A partir da região 4. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. As áreas dos canais do difusor são crescentes. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética). Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. nas bombas axiais. a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas. Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta. permanecendo uma parcela como energia de velocidade. que acelera o líquido. por exemplo. a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). Ao sair do impelidor. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1). Nas bombas horizontais. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. Por último. nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção. ao girar. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. sejam verticais. Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. o difusor costuma ser uma peça independente. Logo. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). região cônica 7. Nas bombas verticais. a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. De modo geral.

Atualmente. No cone de saída da carcaça. nas indústrias químicas. modificando. como veremos mais adiante. Tanto na exploração. na indústria de papel e celulose. que podem chegar a milhares de hp. no abastecimento de água das cidades. daí seu grande emprego na indústria. em irrigação de lavouras. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. quanto na produção de petróleo. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. Suporta desde serviços leves. essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. como o bombeamento de água residencial. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2. Nas bombas maiores. nas aciarias e nas demais indústrias. As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. Quando as pressões são muitos altas. na exploração de petróleo. As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). no transporte de líquidos (oleodutos). temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. enquanto outras são para milhares de m3/h. Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. a vazão da bomba. as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. em termoelétricas. como conseqüência. caso das unidades de uma refinaria. Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. feito com bombas pequenas com 1/8hp. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos). a perda de carga será alterada. parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. até bombas com consumo de potências bastante altas. No próprio impelidor.

Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. é usual a adoção de bombas centrífugas. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento. o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . nesse tipo de serviço. QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas.aplicação. NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas. abrangendo praticamente todas as áreas. embora existam bombas menores. geralmente. Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h. Nas demais aplicações.

No caso de carcaça em voluta. Quando apresenta algum tipo de desgaste. O impelidor raramente é recuperado. É prática comum chamar o impelidor de rotor. Juntamente com a carcaça. IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. a não ser que seja de grande tamanho. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. trocase a luva. antes de ser colocado na caixa de selagem. porcas de fixação. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. exceto os selos e rolamentos. que é mais barata. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. luvas do eixo e defletores. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. O rotor é composto por eixo. não existem em estoque carcaças reservas. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. Nos selos tipo cartucho. EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor. é geralmente substituído. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . Em vez de trocá-lo. esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. o qual lhe é fixado. quando se danificam. CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. que é uma peça cara. impelidor. Sua recuperação é semelhante à da carcaça. Como. rotor é o conjunto de todas as peças girantes.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. Em alguns casos. a luva permite que o selo seja todo montado externamente. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. Não é usual necessitar reparos. como as do tipo epóxi. geralmente. envolve o impelidor contendo o líquido. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado.

). é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo. quase sempre AISI 316. caso venham a vazar. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. devido às restrições de poluição ambiental. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais.MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. serve de apoio para uma das sedes. catalisadores etc. o que levaria a um vazamento pela selagem. que estão sendo empregadas com sucesso. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. Recentemente. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos. raramente necessitam de recuperação. Nesse caso. além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. Mesmo assim. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos. Raramente se danificam. as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem. Nas bombas verticais. é comum a utilização de mancais guias para o eixo. ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente). Nesse caso. como são normalmente fabricadas de material nobre. Como esse material é frágil. podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. recebe também o nome de preme-gaxetas. CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. Atualmente. Na selagem por selo mecânico. As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos. como o carvão ou Teflon impregnado. SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso.

esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem. fica mais barato e rápido trocá-las. mas. perdendo sua capacidade de vedação. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. Com o uso dos anéis. tendo por função salpicar o óleo lubrificante. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. No caso de bombas que utilizam selo mecânico. Com folgas pequenas. O retentor realizava sua função quando novo. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. A primeira é de ser uma peça de sacrifício. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. Por isso. Existe uma grande variedade desses selos. DEFLETOR É um disco.zem para o exterior. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos. permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. aumentando a eficiência da bomba. evitando que ele venha a vaporizar. após alguns meses de funcionamento. Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. aumentando a rigidez do rotor. O anel pescador é acionado pela rotação do eixo. fluindo daí para o mancal. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo. os lábios endureciam. BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. Quando suas folgas aumentam. que são peças mais caras. geralmente fixado ao eixo. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço.

sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração. Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor. Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns). 100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos. ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor. na maioria dos casos. evitando que ele entre girando. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função.BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. As bombas dotadas de lubrificação por névoa. dispensam o uso de refrigeração nos mancais. a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria.

são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional). daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação. basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. m3/s. se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. No caso de bombas de vários estágios. Para bombas de dupla sucção.5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 .75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica.Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm. Teoricamente. A altura manométrica considerada é por estágio. existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP). pela fórmula. m) (unidades inglesas – rpm.5 a 2 D2 D1 < 1. ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades. Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana. No cálculo da velocidade específica. Por conveniência. gpm. a vazão deve ser dividida por dois. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades). identificamos o formato do impelidor.

75 = 1.125 150 0. para saber o equivalente de um Ns =100. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm. seria equivalente a 2 impelidores.4 em unidades métricas.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0.750 x 0. gpm. teremos de fazer a conversão.4 Pela Figura 43. m3/s e m.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência.019 1 0.750 0. Como o impelidor é de dupla sucção.0167 rpm.65 0. m3/h e m. calculado com rpm. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas . m3/h. gpm. Portanto.125 2 2 h h 3. com NS = 14.Para converter a velocidade específica. vemos que o impelidor é do tipo radial. ft rpm.354 42. m 0.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo.86 = Ns = 14. Dados: N = 1. m rpm. m 3 Para → rpm.75 = 1.86 rpm. m 3/s. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3. ft 1 51. m3/s. m 1. PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1. Como é de dupla sucção. basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm. m /h.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0. um contra o outro.

FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente. Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. Na indústria de petróleo. Nos ventiladores. os impelidores são predominantemente do tipo fechado. que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis. A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás. Por isso. não é muito comum esta situação. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote . excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas.

e os mais altos. Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais. Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás.Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. caracteriza o formato do impelidor. pela construção e quanto ao tipo de sucção. ficando os de fluxo misto com os valores intermediários. Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. Ns. aos axiais.

Alguns fabricantes. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série. é a mais usada em bombas industriais. obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. Comparando com a de simples voluta. É também bastante usada em bombas verticais. nas bombas menores. Devido à dificuldade de fundição. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas. que pode ser simples ou dupla. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . as carcaças são normalmente de simples voluta. de até 4" na descarga. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. nas bombas menores. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios. Partida verticalmente ou radialmente. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. Raramente é utilizada. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

a bomba centrífuga fornece uma AMT. difusor. independe do líquido bombeado. VS2) ou duplas (exemplos: BB5. passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. Altura manométrica total (AMT). a AMT é representada por uma unidade de comprimento. head (em inglês). Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido. isto porque a AMT é fixa. daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. concêntrica e mista. Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. que é dada pelo sistema. BB1. carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. em geral metros no nosso sistema de unidades. VS5. Por esta definição. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. ou pés (ft) no sistema inglês. dupla voluta. Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão. Para cada vazão. Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido). VS6) (ver Figura 35). Podem ser partidas axialmente ou radialmente. A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado. AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação.Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão.

Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção. como. descontando. flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8.Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. eles também deverão ser identificados no gráfico. 108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Por isso. que pertence a uma bomba centrífuga radial. logicamente. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba. a curva se modificará. é usual registrar no gráfico esses valores. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. ou o equivalente 75x50x200. por exemplo: 3x2x8. Normalmente. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra. O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50. Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva.

Caso os manômetros estejam abaixo da L.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão. os valores devem ser subtraídos. em metros. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal. para bombas verticais..C. Na realidade. A expressão dessas energias.C. o plano de referência poderia ser qualquer um. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges.81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs). Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e. em metros. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd. Por esse motivo. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9. ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote .

EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2.8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Usando as unidades apropriadas. Ao nível do mar g = 9. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção.

Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação. 3). O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação.78 e 3. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba. 3.54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão. válvulas. as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote .78 x Q 3. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT.54 x Q = As Ds Vd = 2. usamos a fórmula da equação 3. Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação. devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. 2. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2.1. tais como curvas. EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s. tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido. 4. altura dos manômetros. Os valores de hs ou hd. As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba. ou a própria bomba. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2. Estas velocidades podem ser facilmente obtidas.78 x Q 3.

A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. para cada vazão. podemos estimar a vazão. no sistema em que a bomba estiver instalada. A curva da Figura 50 mostra que. a AMT vai sendo reduzida. Quanto maior a vazão. dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd). se as medições efetuadas forem confiáveis. A bomba. De posse dessa curva. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha. de 10m de coluna de água. numa primeira aproximação. Se. na vazão de 70m3/h. Portanto. A perda de carga irá variar com a vazão. temos uma AMT correspondente e. podemos avaliar se a bomba está em bom estado.40m. mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. Se. à medida que a vazão vai aumentando. tivermos um instrumento que indique a vazão. geralmente da ordem de 0. com o desempenho em conformidade com a curva original. cuja curva está representada na Figura 50. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . maior a perda.30 ou 0. ou seja. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. podemos obter a AMT. ou seja. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido).velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis. elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. para uma determinada vazão. ou. é provável que a bomba esteja desgastada. Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis. Caso não esteja. calculando a AMT. o que é equivalente. de acordo com a equação simplificada 5. num trecho de linha horizontal. calculando a AMT. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. ou o inverso: sabendo a vazão.

como shutoff da bomba. gasolina ou ar. Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. FIGURA 52 AMT IGUAL A H. ou. o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. passando sua vazão a ser nula. em inglês.Pense e Anote do líquido bombeado. Na Figura 50. Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção. que pode ser positiva. Existe uma altura. Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga. a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 . nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). se desprezarmos as perdas de carga na tubulação. a vazão da bomba seria reduzida. GLP. À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT). seja ele água. a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. estamos nessa condição. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás).

Como cada fluido possui um peso específico diferente. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles. com 90m3/h de vazão.0kgf/cm2.01kgf/cm2.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50. necessitam de fatores de correções.0 P= Ar 80 0. para uma vazão de 90m3/h. trabalhando com qualquer dos fluidos citados.0kgf/cm2 de acréscimo. daria 4. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0013 0. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8. ou seja. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2. que seria igual para os quatro fluidos: água.5 0. No caso de estar bombeando água na vazão acima.75 x 80 10 = 6. Essa curva caracteriza a bomba. teria AMT = 80m. A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados. A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL.75 0.5 x 80 10 = 4.0013 x 80 10 = 0. daí seu nome de curva característica. Se estivéssemos bombeando ar. e com gasolina daria 6. Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. por terem um atrito muito elevado. gasolina e ar. GLP. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade).0 P= Gasolina 80 0. Bombeando GLP. os quais modificam a curva. daria apenas 0. teríamos os valores mostrados na Figura 53.0 P= GLP 80 0. valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba.50. considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão.

7.8 – 1. mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista.75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote .Quanto maior o desgaste da bomba. ou seja. um na sucção e outro na descarga. cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50.550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga.8kgf/cm2. Calculando a AMT pela equação 5. Quando não temos instrumento para indicar a vazão. bombeando gasolina ( = 0. não é aconselhável esse tipo de teste. Portanto.4 = 85. 7. Avaliar se a bomba está em bom estado. FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3.4kg/cm2 e na descarga. com a válvula de descarga fechada. (Pd – Ps) = 10 . Nesse tipo de teste. esse teste deve ser bem rápido. temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 . Não há necessidade de levantar toda a curva.3m 0. basta um ponto. podemos fazer uma avaliação do seu estado. No caso de produtos com condições próximas da vaporização.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h. ou ele não é confiável. Assim. apresenta na sucção a pressão de 1. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff). se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos.

9 – 2.9kgf/cm2 na descarga. valor bem próximo dos 85. Pense e Anote Logo. independente do líquido que esteja sendo bombeado. encontramos 86m para AMT. 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5) = 80m 0. a bomba pode ser considerada em bom estado.5kgf/cm2 na sucção e de 8. Se estivesse desgastada. a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste.Pela Figura 50. Com a mudança de líquido. a bomba cede uma AMT. do estado do impelidor e da carcaça. Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54.8 e sua viscosidade é baixa. a pressão de descarga é que irá variar. nas condições dadas no problema. É expressa em metros ou pés.8 gf/cm3). entrando com a vazão de 70m3/h. A densidade do líquido é de 0. Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0. Para cada vazão. para esta mesma AMT de 80m. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h.3m verificados. teria uma vazão de 90m3/h. Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2. A bomba em bom estado. obtemos a vazão Q = 90m3/h.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m. Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso.

Portanto. o que nem sempre é verdade. em que só a queda de pressão contribui. será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. portanto. ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5). Nos casos mais severos. convivendo em equilíbrio. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. Os impelidores podem sofrer danos. cujos sintomas são bastante semelhantes. Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba. Cavitação. A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. parte branca. tem início a vaporização. esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. estão na fase vapor. Como veremos. Se vaporizar nessa região. temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura.Podemos calcular a AMT. de forma simplificada. ainda não aqueceu. as soluções desses problemas são bem distintas. Na Figura 55. parte cinza. temos as duas fases. A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam. logo. a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. Sobre a linha. como mostrado em (1– 6). o líquido ainda não recebeu energia. Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . Os pontos situados acima da linha de equilíbrio. Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). Entretanto. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. líquido e vapor. estão na fase líquida e os abaixo. ocorre um forte ruído. pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. como se ela estivesse bombeando pedras.

A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. Então. cujo formato é mostrado na Figura 56. por meio de cálculos e de testes de bancada. Para cada vazão. kgf/cm2A.FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. psia etc. a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor. Abaixo dessa vazão. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar. este é um dos locais mais prováveis. barA. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. provocando a vaporização no seu interior. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38. expresso em metros de coluna d’água. passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Imediatamente antes das pás. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão. temos a região de menor pressão. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. Os fabricantes. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. e crescente com a vazão. parando antes. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba.

é denominada NPSH disponível. O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. que será visto mais adiante. chamado de recirculação interna. disponibilizada no flange de sucção da bomba. os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente. Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade). acima da pressão de vapor. É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado.Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1). O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada. nessa região. senão o líquido vaporizará. Portanto. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. NPSH vem de Net Positive Suction Head. Na realidade. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba.

54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção. em geral. O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2. o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal.Por definição. Nas bombas in-line e nas verticais. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor. ela é medida um pouco antes. No caso das bombas horizontais.78 x Q 3. Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão. o plano é na linha de centro do flange de sucção. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Os demais permanecem constantes. Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba. equação 6. reduzindo a pressão de sucção Ps. ao variar a vazão. aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção. O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs.FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote . teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58. Quando aumentamos a vazão. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. pela equação do NPSH disponível. vemos que. apenas dois itens serão alterados. Portanto. como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal). Para uma mesma instalação. o NPSH disponível cai com o aumento da vazão.

Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento. não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. Para tal utilizaremos a Figura 38. também mostrada no gráfico. devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido. Quando ocorre a vaporização. Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. Ao contrário. Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). temos como conseqüência a cavitação. teremos a vaporização. se. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito). que sempre é expressa desta forma. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga. em algum ponto do interior da bomba.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. para a vazão desejada.

6. 3. 7. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote . 4. 2. 5.FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1.

o vapor retornará à fase líquida. já explicadas na Figura 38. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. Logo após as pás. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão. nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor.Como já havíamos chamado a atenção. As energias estão representadas por colunas de líquido. Nesta figura. No bombeamento com vaporização. montada a partir das Figuras 38 e 58A. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. NPSH requerido. ou seja. não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. logo. a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido. quase sempre a vaporização é parcial. para uma determinada vazão. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba. região 4. Na Figura 59. voltando a superar a pressão de vapor. não alterando o valor do NPSH requerido. para uma determinada vazão. Do lado esquerdo. a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. Se a vaporização fosse total. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. ponto “b”. só uma parte do líquido é vaporizada. Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). o que levará à vaporização do líquido. O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. estão representados dois casos. e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). Vejamos agora. Nesse caso. por definição. Dispondo desta energia mínima. para uma determinada vazão. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. NPSH disponível por definição. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). a bomba ficaria completamente cheia de vapor. Para uma mesma vazão. de acordo com a Figura 59. reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. A partir deste ponto. Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor.

8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 .Pense e Anote mos vaporização. FIGURA 59 CAVITAÇÃO. permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor. o que levará à vaporização de parte do produto bombeado. o NPSH disponível é menor do que o requerido. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9. Do lado direito.

Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25.02kgf/cm2 Pv = 0. Para evitar a vaporização. na realidade. o NPSH requerido é 2.5kgf/cm2.30m água = 0. uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível. O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor. O termo de velocidade no flange de sucção. na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. com as dimensões de tubos. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0. ele é matematicamente cancelado.02kgf/cm2 bar = 0.306kgf/cm2 A Da Tabela 18. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido.3barA x 1. para a vazão de 60m3/h. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs.033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização. temos também que: 1bar = 1.98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2.3bar). Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela. Dados: Ps = – 0. v2/2g.312barA). PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0.98gf/cm3). (a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0. É o que dá origem à cavitação clássica.5m.5kgf/cm2 h = 30cm = 0. não influi.A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido. Na Tabela 15. Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40.5m Patm = 1. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba. O fabricante informa que. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos para 4"sch 40 (área = 82cm2).

78 x Q A = 2. com a vazão Q2 e AMT2. seria interessante dispor de uma margem maior. A queda de AMT é abrupta.12 + + 0. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste. Para bombeamento de água.78 ~ 2. Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações.5 + 1.81 NPSHdisp = 10 x 0.30 + 0.306) 2. apenas 0.033 – 0.03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0. Se começasse a cavitar. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor.30 = 2.98 2 x 9. indicando teoricamente que não haverá vaporização. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena.30 = 2.62 O NPSH disponível = 2. é possível que tenhamos problemas. Mas.21 + 0.78 x 60 82 = 2.5m. que corresponde à vazão Q1 e AMT1. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote . passaria a trabalhar no ponto 2. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido. bombeando água fria.227 4.8 m 1 19. define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT. O API 610. dependendo da intensidade. por exemplo.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2.8m está maior do que o NPSH requerido = 2. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1).27 + 0.30m.032 + 0. quando a cavitação é significativa. o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível.

). A cada redução. 6m.5m]. ou seja. Determinamos o NPSH disponível (5. a bomba estará operando sem cavitar.FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba. os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m). Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1. bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m). Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico.5m etc. Repetindo o teste para outras vazões. Com a redução gradativa do NPSH disponível. a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m). a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m). Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m. teremos um valor (NPSH disp=5. 5. O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h.6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. 7m. Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m). 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m).

a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção. além da Pvap. uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. modificaríamos. o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps. quando o teste é realizado em circuito fechado). podemos alterar. o que elevaria a pressão de vapor Pvap e. numa bancada de teste. Usualmente.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro. prevalecendo o da redução de pressão na sucção. A velocidade de sucção Vs está amarrada. somente. Pvap ou . PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote .FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada. portanto.3 X 50 = 1. Reduzindo o nível do reservatório de sucção. As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção. Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido. conseqüentemente. Variando a temperatura. Esse método não é muito usado. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. o peso específico do líquido. Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. reduziria o NPSH disponível.

ou seja. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. Logo. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar. mas não notamos perda de desempenho. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. quanto maior a vazão. é provável que não notemos nenhum ruído. O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. Elas se chocarão e crescerão de tamanho. É o que chamamos de cavitação incipiente. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. embora com pequena intensidade. menor a margem de NPSH. a bomba já estará cavitando. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . teremos a formação de bolhas de vapor. a bomba já está perdendo em desempenho. como veremos adiante. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto. com o NPSHdisp = NPSHreq. A conclusão é que. Logo. Pense e Anote 3% de AMT.É interessante chamar a atenção para o fato de que. permanecendo os mesmos valores válidos para água. como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). Por esse motivo. nem perda de desempenho da bomba. Na realidade. a bomba já está cavitando. A norma API não aceita essas reduções. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão. com um NPSH disponível acima do requerido. Figura 62. é sempre desejável manter uma margem de NPSH. na determinação do NPSH requerido. maior deverá ser essa margem. o líquido começa a vaporizar bem antes.

Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida. em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha. fica um vazio que será preenchido pelo líquido. conforme mostrado na Figura 63. o jato será formado no sentido da parede. FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida. se a quantidade vaporizada for muito elevada. prejudicando sua passagem pelo impelidor.Pense e Anote lado. atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. Ao atingir essas regiões. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. Quando a pressão externa for superior. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido. mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 . ela retornará à fase líquida. As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. criando um jato de líquido. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. as bolhas entrarão em colapso. Instantaneamente. retornando à fase líquida. não acarretarão danos. o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59). mas sim do retorno do vapor à fase líquida.

0434 1. Na Tabela 23. é que ocorre o arrancamento do material. Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor. temos um aumento considerável de volume.934 1. e quando ele condensa. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1.398 4. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor. uma redução considerável do volume.0078 1. que acabam implodindo. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas. Nessa região.52 127.045. A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás. A seguir. como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção.550. Quando um líquido vaporiza. Volume específico é volume por unidade de massa.1 Aumento de volume b/a 19.0225 1. temos o colapso das bolhas. o líquido já está recebendo energia do impelidor e.Com a bomba operando na condição de cavitação. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica. são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .1568 Vapor (b) cm3/g 19.3 5.4 1. aumentando a pressão. temos o inverso. ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal.672. portanto. Na região da implosão.

além do desgaste da bomba. oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes. perda de desempenho (vazão e pressão). como a decorrente da recirculação interna. a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico. a cavitação é menos intensa comparativamente.Pela Tabela 23. que será vista a seguir. A cavitação gera vibração. A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização. Já na temperatura de 40ºC. Se não houvesse esse resfriamento. O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. maior a severidade do problema de cavitação. crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). Por isso. Nesse caso. fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. esse calor é retirado do próprio líquido. a intensidade da cavitação seria maior. chegando a 19. podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq). trazendo todos os inconvenientes já citados. forte ruído. principalmente do impelidor. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis. formando gelo.398 vezes. No caso da vaporização no interior da bomba. A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). pelo arrancamento de partículas metálicas. o aumento será bem maior. quanto mais frio o líquido. Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. Por isso.

mas da implosão das bolhas. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão. desgaste no impelidor. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado. aumentar o NPSH disponível.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . vibração. O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção. Para que não haja cavitação. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba. O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. A cavitação causa um ruído acentuado. que significa vazio. logo no início das pás. ou seja. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão.O nome de cavitação vem de cavidade. perda de vazão e de pressão. No caso das bombas. oscilação das pressões.78 x Q A = 3. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2. o crescimento das bolhas e a sua implosão.

A vazão foi sendo reduzida em etapas. e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. Há algumas décadas. Na linha de sucção. devido à formação e à implosão das bolhas. conforme era esperado. Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. Já vimos o que é a cavitação clássica. as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica. era realizada uma pequena injeção de corante. naquele momento. inclusive concorrentes. FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras. afastado alguns metros do flange. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. Vamos entender como cada um deles ocorre. Era então injetado um pouco de corante. forte vibração. a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. vimos que a cavitação.Recirculação interna No item anterior. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. Quando foi atingida uma determinada vazão. Os presentes ao experimento estavam. Em cada uma destas etapas. para assistirem ao experimento. entrar na bomba e sair pela descarga. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão. Para facilitar a observação.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

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ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

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Manutenção e Reparo de Bombas

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Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
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PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

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Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
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Manutenção e Reparo de Bombas

na qual podem ocorrer instabilidades. vir a cavitar. Para olhais grandes. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS. A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade. Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. Com um impelidor axial. Ns = 200. de baixa pressão. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A. a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Acima de 45%. os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. podendo chegar a 65% da vazão do BEP. o percentual de estabilidade seria aumentado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos).75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. podendo. logo. portanto.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0.

vibração. que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. todos concordam. Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido. vibração. Quanto aos danos no impelidor. Quanto maiores esses valores. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. Na área da descarga. prejudicando o fluxo. a partir de um certo percentual. perda de desempenho. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. Quanto à perda de desempenho. oscilação das pressões. desgaste do impelidor.Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. ruído. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . oscilação dos manômetros. na junção com os discos. o desgaste é na lateral das pás. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba. na parte visível delas. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial. Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. com o qual a bomba inicia a recirculação. Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. ou seja. mais estreita a faixa de operação da bomba. mas já entram com o líquido. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 . não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. o funcionamento fica seriamente prejudicado. Para o caso de baixo. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70). Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. Na parte de cima da figura. O ar forma um colchão de amortecimento. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície. Até o teor de 0. Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório. Esta última. podendo até fazer a bomba perder a escorva. Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação. se não tiver a submergência adequada. deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba. em torno do tubo. Em percentuais bem pequenos.5% em volume de gases no líquido. FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração.Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando.

Quanto maior a vazão. maior a perda de carga do sistema e.Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão. Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes. Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. h2 etc. a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1.) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P). somente a perda de carga irá variar. a curva do sistema será ascendente com a vazão. é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema. portanto. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna.

Na vazão nula. esse será o ponto de trabalho. Controlando por cavitação. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote . • Pelo controle de pré-rotação. só seria necessário vencer a cota H e o P. FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72. Portanto. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva. respectivamente.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico. já que a perda de carga seria nula. a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão. Todavia. Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m. 80 e 100m3/h. Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série. 20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60. • Pela mudança da rotação. A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. • Pelo ajuste das pás do impelidor. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema. o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor. Alterando a curva do sistema.

devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba. É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. Isso modificará o ponto de trabalho. No caso de bombas axiais. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão. como pode ser visto na Figura 74. ainda. alterando assim a curva do sistema. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. seja devido a problemas de recirculação interna ou. esse método de controle é interessante. Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga. aumenta ou diminui a perda de carga na linha. uma válvula de controle que. para evitar esforço axial elevado. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação. ao ser mais aberta ou fechada.Vejamos como os modos mais usuais funcionam. o que poderá levar à sua vaporização. como. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. por exemplo.

podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba. o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. ajustando o ângulo das pás do impelidor. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote . controlando a pré-rotação. colocando um orifício no flange de descarga da bomba. portanto.Modificando a abertura da válvula. A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor. que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. não é um método que possa ser usado a toda hora. ou seja. variando a rotação. Além disso. esse tipo de controle possui uma limitação.

Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga. ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . porque. O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba.de 30% de fechamento). temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta. os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação. As turbinas a vapor. nesse caso. gastando parte da energia cedida pela bomba. o acionador tem de possibilitar esse recurso. é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor. ou seja. Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. que também cumprem essa função. O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor. Para utilizar o controle por rotação. FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75.

modificando a curva da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 . a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. Posteriormente. o assunto será abordado com maior profundidade. permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. novos pontos de operação poderiam ser obtidos. A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência. as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas. a vazão poderá não ser atendida. Nesse caso. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. à medida que a vazão aumenta. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. Se cortarmos o impelidor nesse caso. facilitando o controle por meio de válvula. O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva.Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76).

não são normalmente empregados em bombas de refinarias. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante). É um sistema semelhante aos usados em compressores.O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões. em vez de usar bombas de grande capacidade. Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. ou em alguns sistemas de água de refrigeração. Esses sistemas de controle. Nesse caso. FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga. As pás do impelidor se mantêm fixas. são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação.

FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo). ou seja. Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira. como conseqüência. fazendo com que aumente a cavitação e. o que garante o nível constante. vamos partir de uma situação em equilíbrio. chegando menos condensado na bota. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote .Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação. o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. Nessa situação. Para entender como funciona o sistema. o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B. a bomba estaria operando. 75% da vazão. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78). por exemplo.

devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. quanto de vazão mínima. Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. para não potencializar os danos. o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . um aumento do consumo de vapor na turbina. A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C. aumenta o NPSH disponível. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação. O mais econômico. inferior a 50m. O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga.Caso ocorra o contrário. Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão. Com isso. é por meio da variação de rotação. Para usar esse sistema. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. ou seja. ou seja. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. tanto de vazão máxima. do ponto de vista de consumo de energia. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível.

head (em inglês). Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba.As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico. As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas. que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro). Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote . FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido. A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado. desde que a viscosidade do mesmo seja baixa. ou MCL (metros de coluna de líquido). As outras curvas características independem do fluido. para ter certeza do seu desempenho. é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste.

Na Figura 80. correspondentes a 40hp. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera. Na curva mostrada. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido). 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão. Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. Nesse caso. os 40% restantes do rendimento. Toda essa perda de energia é transformada em calor. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp. na figura acima. choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. passa por um valor máximo e começa a cair.6 ou 60%. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo. FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. seu rendimento será de 0. não importando a potência de placa do acionador.

a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. Nos catálogos próprios da bomba. Sendo alta. para a vazão de 90m3/h. usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba.Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência.550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga. Pela Figura 81. a curva mostrada geralmente já está corrigida. FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3. Curva de potência x vazão Na Figura 81. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp. desde que a viscosidade não seja alta. as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68). O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás. A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. Por esse motivo. deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110). A curva de rendimento é válida para qualquer líquido. praticamente sem choques (ver Figura 66).

H. bombeando água fria ( =1. a potência mudará (Figura 110). para saber a potência consumida por outro líquido. a potência cairá também pela metade. Se o líquido for viscoso.H. Se ele cair pela metade.A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = .70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3). Q e sofrerão correções e.Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos.H. temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80. temos para 90m3/h: = 70% = 0.Q 1 x 80 x 90 = = 37. para água temos: Pot = .54hp 274 274 x 0. segundo as Figuras 79 e 80. Da Figura 79. basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido. a potência é diretamente proporcional ao peso específico .0gf/cm3) na vazão de 90m3/h. conseqüentemente. PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento.70 De acordo com a equação 7.

Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. como no caso de lavagem de uma unidade.H. mostrada na Figura 81. devemos partir a bomba centrífuga. a potência consumida para a mesma vazão aumentará. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote . que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta. além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. Mais adiante. ou seja.77hp Como era esperado. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão.Caso tenhamos a curva de potência. a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água. Portanto. Assim. note que a potência é crescente com a vazão.5gf/cm3) nessa mesma vazão. exigindo a menor potência possível do motor. o que. Portanto. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água. evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta. pode levar à atuação do sistema de proteção.70 = 18. com a menor vazão. Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água. Por esse motivo. que possui = 1gf/cm3. a potência seria: Para GLP Pot = . No gráfico da Figura 81. o que é próprio da bomba centrífuga radial. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido). teremos uma aceleração mais rápida. Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. Nessa situação. alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba. não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente.5 x 80 x 90 274 x 0. desarmando o motor. veremos que isso não ocorre com as bombas axiais. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática. que corresponde à descarga fechada. A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal.Q 274 = 0. onde é comum o bombeio de água pelas bombas.

Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A). que é calculado para o líquido bombeado.Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante. Caso contrário. onde foi medida a pressão. FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido. O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0. uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6). A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões. Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria. Avaliar essa bomba quanto à cavitação. A linha de sucção. 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é de 4”sch 40. PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. A pressão de sucção é de – 0.50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido. instalada ao nível do mar.76gf/cm3).

Com esses dados e a pressão de sucção.033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L.20m Patm = 1. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento.FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0. Vs 4”sch 40 Inicialmente.78 x 80 = = 2.1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0.C.5kgf/cm 2M hs = 0. Da tabela de tubos (Tabela 18).35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote .78 x Q 2. temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82.7m/s As 82.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2. podemos calcular o NPSH disponível.

Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído. logo.37 + 0.5 + 1. temos que 1 bar = 1.76 2. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT.36) + + 0. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação. Pense e Anote Pvap = 0. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .357kgf/cm2 A ~ 0. Como o NPSH disponível é de 2.02kgf/cm 2 = 0.20 = 2 x 9. temos o NPSHdisp<NPSHreq.Da Tabela 15. vibração ou apresentando desgaste no impelidor. carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão.02kgf/cm2 1. head.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6.9m = 2.35barA x 1 bar = 1.033 – 0.72 10 x (– 0. AMT. potência. adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas. teoricamente a bomba irá cavitar.88 Para a vazão de 80m3/h. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m.31 + 0.9m.8 0.20 = 2. rendimento e NPSH versus a vazão. podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2.02kgf/cm2.

a AMT decresce com a vazão.H. decrescendo depois. podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 . enquanto a potência e o NPSH requerido crescem.Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ). Numa bomba centrífuga. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação.Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: . estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial. FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor. O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP. de fluxo misto e de fluxo axial.

as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. Se reduzirmos a força centrífuga. Como a menor potência corresponde à vazão nula. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido. Nas bombas de fluxo misto. temos de abrir a bomba. O oposto também é verdadeiro. ou seja. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. Temos.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. Por isso. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. pode até chegar a cair. na figura 84. em algumas. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. Por esse motivo. e as de fluxo axial. podemos ter duas ou mais vazões distintas. a potência cai com o aumento de vazão. possui uma região onde. a curva de AMT fica mais inclinada. Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. Nas de fluxo axial. quando uma bomba apresenta essa anomalia. Nesse aspecto. condição de potência mínima. com a descarga aberta. Não é aconselhável operar nessa região. a AMT e a potência consumida. mostrada à direita. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. um novo tipo de vazão mínima. elas são menos críticas que as radiais e as axiais. para uma mesma AMT. estas três variáveis também serão reduzidas. que é devido à instabilidade da curva de AMT. Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. maior a vazão. nesse caso. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. apresenta o que chamamos de instabilidade. portanto. Para alterar o diâmetro do impelidor. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor.

a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . menor o NPSH. Para uma mesma vazão. quanto maior o diâmetro. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor. Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas. FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. como mostra a Figura 85. Não existe uma relação matemática definida. AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor.

ponto 2 da Figura 86.5hp Na realidade.8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0. consumindo uma potência de 46hp.92 = 64. o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8. 164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0. Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema.93 = 33. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

A vazão varia diretamente com a rotação. para saber a curva para uma nova rotação. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores. Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. Na Figura 87. ou de NPSH requerido. B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos. mostramos a mudança desses pontos de A1. B1 e C1 para A2. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. seja a curva de AMT. basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima. de potência. NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual.

rpm2.Pense e Anote mais alta.000rpm. traçar a curva de AMT para a rotação de 3. e assim sucessivamente. o de B1 é igual ao de B2. Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 . FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. ou seja. o rendimento de A1 é igual ao de A2. FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3.550rpm e está representada na Figura 88.

168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3. 2 e 3.7 67.4 Plotando os pontos em um gráfico.1 59.000rpm Q2 0.4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1.Temos: N1= 3.550rpm N2 = 3.550 Q2 = 110 x 3.000 = 93. obtemos a curva para a rotação em questão. teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3.0 50. teremos: Ponto 4 para 3.0 3.3 52.3 62.0 AMT 2 64.000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3.6 93.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24.550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3.000 3.8452 = 51.000 3.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.

550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3. podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89.FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3. Do mesmo modo que calculamos a curva para 3. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia.000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema.550rpm N2 = 3. os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3.000rpm.

tanto no sentido radial quanto axial. maior a resultante da força radial. a tendência é cancelar essas resultantes. 170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. Por isso. Com isso. a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. serão criados esforços. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP).Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. Na Figura 91. mais o eixo irá fletir. quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90). temos uma resultante para cada voluta. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços. Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões. À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações. Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples. Devido à oposição das volutas (ver Figura 91). mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto. as resultantes também serão parecidas. Quanto maior essa força. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça. Como elas são aproximadamente iguais. o resultado é uma força.

até 4 polegadas de flange de descarga. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. resultando em forças axiais. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta. mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual. havendo opção entre os dois tipos.FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. correspondente a um impelidor em balanço. são quase sempre de simples voluta. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . Esforços axiais A Figura 92.

Em bombas com impelidor em balanço. atua a pressão da voluta (Pvol). do outro. e a área externa ao anel de desgaste (A2). As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados. de um lado temos a pressão de sucção e. O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. a área traseira é menor devido ao eixo. a pressão é diferente em cada ponto. Na parte posterior do impelidor. na qual atua a pressão de sucção (Ps). na área externa ao anel de desgaste (A4). As diferenças de área. o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4). Na parte frontal do impelidor. reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. com as pressões atuando sobre elas. em que atua a pressão da voluta (Pvol). a pressão da voluta. Na área do olhal. Fora dessa vazão. A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. 172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora. a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e.Na parte externa ao olhal do impelidor. temos a área interna ao anel de desgaste (A1).

reduzindo a pressão nesta região e. podemos alterar a resultante da força axial. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. conseqüentemente. conforme comentado anteriormente. conseqüentemente. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção. o esforço axial. Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. a AMT se modifica e. no sentido da resultante da carga axial.Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). Variando seu diâmetro. O anel de desgaste na parte traseira do impelidor. Dependendo da vazão. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor. ficando dois em série. a pressão da voluta é alterada. conforme mostrado na Figura 93. é uma das formas de reduzir o esforço axial. O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. é ligeiramente superior. FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 . Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos. conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. podendo modificar o sentido dos esforços axiais.

Se os impelidores forem instalados em série. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido. tornando mais complexa a fundição da carcaça. os esforços serão somados. Para atenuar essa força axial. FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . resultando uma força considerável.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios. a qual poderá sobrecarregar o mancal. uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores.

neste caso. a pressão de sucção. DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. reduzindo. de um lado. é utilizado um disco com esse propósito. dessa forma. FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . gerando uma força axial. O líquido. à pressão de descarga e. O disco de balanceamento fica submetido. o esforço a axial.Com esse método. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga. que é oposta às geradas pelos impelidores. Dessa câmara. do outro. a pressão de descarga e. a pressão reinante nela fica próxima da de sucção. os impelidores são mantidos em série. após o último impelidor. passa através de uma pequena folga axial. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores. reduzindo significativamente o esforço axial. só que. indo para uma câmara de balanceamento. Assim. o tambor de balanceamento terá. do outro. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição. Ft. de um lado. Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba. Por meio desse arranjo. sob a pressão de descarga. à pressão da câmara de balanceamento. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga.

DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. seguido de um disco de balanceamento. após o último impelidor. a exemplo do disco de balanceamento. Num dado momento. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial. Portanto. teremos uma folga axial no disco de escora. um tambor de balanceamento. restaurando a posição do conjunto rotativo. 176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Devido à diferença de pressão e de áreas. a utilização de mancais de deslizamento. A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. Essa solução é uma soma das duas anteriores. Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. a pressão da câmara aumentará. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga. É fácil notar que. ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. caindo a pressão intermediária dessa câmara. o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos. para esta solução funcionar. Isso elevará a força de compensação do disco.Vejamos como trabalha o disco. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo. que a compensará. Para cada força gerada pelos impelidores. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio. essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora.

ficando a resultante praticamente nula. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B). Nas bombas com difusor. desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais. isso não ocorre. É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba. maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. o aumento de vazão. Na de dupla voluta. Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. bombas BB. evitando que ela venha a girar ao contrário. Disco de balanceamento. Tambor de balanceamento. Impelidores montados em oposição. É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente. Para qualquer AMT. normalmente. Axialmente. há necessidade do uso de uma válvula de retenção. Pás traseiras. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . o empuxo axial tenderá a compensar-se. Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. Na Figura 99. Como veremos a seguir. Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. o esforço radial é sempre compensado. Misto (tambor e disco de balanceamento). os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. Se esse impelidor for instalado em balanço.Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas.

marcaríamos três vezes o valor de “a”. Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. basta somar as vazões delas para cada AMT. Para quatro bombas. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . “b” e “c”. Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”. de “b” e de “c”.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo. Se fossem três bombas em paralelo. marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas.

ou se uma delas estiver desgastada. marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . 120. b2. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h. FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. com maior perda de carga na linha. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. a vazão seria de 66m3/h. Se duas bombas estiverem operando. quando tivermos apenas uma bomba operando. seria de 37m3/h. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. Portanto. ou seja. cada bomba contribuindo com 26m3/h. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. seria de 43m3/h. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. a2. cada uma contribuindo com 22m3/h. o que resultaria em um baixo desempenho. a vazão será esta. como sempre. b3 e b4 (b1=0). ou seja. Com três bombas em paralelo. conforme pode ser visto na Figura 102. A bomba B.Pense e Anote O ponto de trabalho. Para obtenção dessa curva. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão. como no caso de bombas de modelos distintos. Acima de 150m de AMT. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. e com três bombas. o ponto de operação será de 52m3/h. apenas a bomba A terá vazão. Quanto mais vertical a curva do sistema. Se as curvas das bombas forem diferentes. mesmo no seu shutoff. com duas. conforme pode ser visto na Figura 101. Na Figura 100.

A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo.como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Abaixo de 150m de AMT. as duas bombas começam a trabalhar juntas.

a bomba A. Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. As duas. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e.Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h. No caso da Figura 102 é de ~105m. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). Nessa condição. ao atingir sua rotação final. no ponto Pt3 com 54m3/h. Pela Figura 102. Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h). também operando isoladamente. operando isoladamente. Portanto. A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. Nesse caso. BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99. no ponto Pt2 com 33m3/h. a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote . que é inferior à pressão da bomba A. uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. operando em paralelo. A bomba B. Se partimos a bomba B. Com esse valor de AMT. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. basta conhecer a AMT dessa condição de operação. apenas a bomba A teria vazão. dependendo da vazão total. A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver).

O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão.válvula de retenção da bomba B não abrirá. abaixo de 40m3/h de vazão. No caso mostrado. funcionando o sistema apenas com a bomba A. FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo. trabalhando no shutoff. A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104). Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada). somente a bomba A irá contribuir no bombeamento. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada. Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B. Com isso. um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba. A bomba B ficaria trabalhando no shutoff.

Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando. Curvas planas. Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema. basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão.FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. Curvas instáveis (ascendente/descendente). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote .

B. estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema. acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. fornece uma AMT para uma determinada vazão. Mas. A primeira bomba. A. basta somar suas AMTs.Bombas operando em série Geralmente. se ocorrer. É raro ter mais de duas bombas operando em série. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . em algumas situações. quando usamos bombas em série. esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. Para elaborar a curva das bombas operando em série. mas. FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105. A segunda bomba. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B.

“b” e “c” correspondentes às vazões de 10. 25 e 40m3/h. 25 e 40m3/h. obtivemos outros pontos. A curva das bombas diferentes. foi obtida dobrando os valores de AMT “a”. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h. Usando o mesmo processo para outras vazões. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série. no caso foram zero. Figura 106. Figura 107.Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série.

ou seja. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. Na Figura 108.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. inclinadas. Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). no segundo. curvas das bombas são planas e do sistema. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana. 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. As curvas planas são interessantes para operação em série. o ganho de vazão foi de 10m3/h e. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. o que resulta em um NPSH requerido menor. são mostrados dois exemplos. No primeiro caso. nesse caso. Nesse caso. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido. FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo. Na esquerda. Na direita. a segunda bomba recebe o nome de booster. de 17m3/h. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e. As vazões das bombas devem ser compatíveis. temos o inverso. o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. Quando usado este sistema.

Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água. restringindo o desempenho.Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam. não deverá ter problema de NPSH. É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1. que possui uma viscosidade muito baixa. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água. o que reduz o NPSH requerido.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote .

Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial. dividir a AMT total pelo número deles). Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch. que é a de 1. as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão. Logo. podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. ➜ 1. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Se o impelidor for de dupla sucção.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência.0Qoo. ao aumentar a viscosidade. chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade. São quatro curvas para CH. ➜ 1. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo. vemos que. as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho. adotamos a curva média. Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos. dividir a vazão por 2. ➜ 0.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Para determinar os fatores de correção.Pela Figura 109. CQ e CH. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP. entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

esta bomba forneceria 130m3/h.86 ag – 0.2 do BEP. para água. Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0.66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0.76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0.66 (66%). aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT. AMT = 58m e um rendimento de 0. e 1. sabendo que. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0. São quatro fatores: 0.86 e com viscosidade de 72cSt. 1.60.80. 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote .00.Para obter os valores corrigidos. a AMT. A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h. – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão.8Qoo.

99 CH = 0. em função da vazão.7 x 55.96 = 55.53 = 42.80 = 0.66 x 0.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada). O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual. correspondentes a 60. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos. obteremos: Pense e Anote C = 0. da AMT e da viscosidade.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas.53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128. 100.7 x 0.7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0. a AMT. e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba. a eficiência e a vazão sofrem uma redução.86 274 x 0. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas.8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0.99 = 128. 80. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .96 (p/ 0.80 CQ = 0.

Para tal. 60.8Qoo 1. como a de qualquer outro equipamento.5 10 8 40 30 25 20 4 . 5 2 11.2 5 30 4 6 5 70 17 0 21. 22 6.Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0. é o de reduzir o atrito e o desgaste.6Qoo 0. 8 80 5 31 350 4 33.0Qoo 1. é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato. O objetivo da lubrificação de uma bomba.5 6 2 120 100 80 3 2 . 4 45. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 .2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16.5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas. 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 .

teremos contato de metal contra metal e. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. com a continuação do movimento. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. também serão quebrados. e assim sucessivamente. Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos. formando novos picos que. evitando o contato metálico entre as duas superfícies. Além de reduzir ou eliminar o desgaste. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento.FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies. os picos se chocarão e quebrarão. ou mesmo retificada. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. São as rugosidades. Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante. A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes. conseqüentemente. teremos uma redução do atrito. um óleo que mantenha os picos afastados. Vejamos como funcionam. desgaste. se houver a formação desse filme lubrificante. veremos que ela é formada por picos e vales.

praticamente um ponto. chamada metal patente. a tendência do eixo é subir no mancal. a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial. ocasionando um contato metálico. Ao iniciar a rotação. ao começar a girar. Para evitar danos no eixo. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. criando uma pressão de óleo. Com esses esforços. teremos contato metal com metal. MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida. mas dentro do limite elástico. Essa pressão irá gerar uma força. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . ou seja. Mas. a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. é usual falar em cunha de óleo. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada. que elevará o eixo ligeiramente do mancal. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. Devido ao formato da curva de pressão criada. apóia-se na parte inferior do mancal. Se o filme de óleo romperse. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. só teremos desgaste na partida da máquina.

terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado. podem proporcionar muitos ganhos. com freqüência. 91% falham antes do prazo esperado. formando um filme de óleo. Nos rolamentos. juntamente com a carga. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. a deformação deixa de existir. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. já que ocasiona a falha do selo mecânico. Nas bombas verticais. pode gerar um incêndio. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. Pelos motivos explicados. Caso as condições de rotação. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. Como as esferas giram. uma bomba. Para sustentação do conjunto rotativo. mancais de rolamentos.uma vez cessada a força. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ou seja. As bombas centrífugas horizontais utilizam. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. Portanto. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. Normalmente. Sendo bem tratados e acompanhados. quando chega a fundir os mancais. que separa as esferas das pistas do rolamento. ora estarão com carga. o que. levem a uma vida curta dos rolamentos. algumas bombas utilizam mancal próprio. reduzindo a pressão. Em um rolamento submetido a uma carga. o que pode levar à falha por fadiga. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. empregam-se mancais de deslizamento. o que evita o rompimento do filme de óleo formado. como o peso próprio do conjunto rotativo. Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. ora sem carga. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. dependendo do produto bombeado. que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. Essa deformação aumenta a área de contato.

Óleo lubrificante. Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. na sua maioria. recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. No lado do rolamento radial. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. Para mancais de rolamento. • Forçada (ou pressurizada). Para garantir a lubrificação. Para evitar que o nível fique alto nesta região. passando parte dele por dentro dos rolamentos. existe um furo G. que se comunica com o reservatório. Por exemplo. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais. Os fabricantes das bombas. ao girar. nível este que é medido com a bomba parada. • Por névoa de óleo. no máximo. retornando ao depósito da caixa de mancais. é usual o emprego da graxa.200rpm com graxa. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante. Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias. passa pelo interior do mesmo. Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora. até 2/3 do seu volume. • Por nível.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. em que o ambiente tem pós em suspensão. que o direciona para os rolamentos. é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). • Próprio produto bombeado. fazendo as vezes do lubrificante. Nos motores elétricos. ou até 4. o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior. O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e.300rpm com óleo. ficando restrita a algumas bombas pequenas. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. Com graxa. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote . Do lado do mancal de escora. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. Existem três tipos principais de lubrificação com óleo. As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. Nas indústrias. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador.

O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento. O sistema de lubrificação forçado necessita. que pode ser de rolamento ou de deslizamento. seja devido à carga. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro. ao girar.FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. no mínimo. arrasta o óleo pela sua superfície interna. Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. Como fica parcialmente mergulhado no óleo. de: uma bomba para circular o óleo. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal. seja à rotação. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Para cada ponto a ser lubrificado. que permite avaliar visualmente o estado do óleo. onde é instalado um distribuidor. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais. geralmente de 2 polegadas de diâmetro. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. Do gerador. dois resfriadores de óleo. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação. temos uma válvula que possibilita drenar o óleo.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. Na parte inferior desse coletor transparente. da qual posteriormente retirado. entre outros dispositivos. A partir do reclassificador. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. corresponde um reclassificador. O óleo condensado fica na caixa ecológica. Próximo de cada equipamento. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. Nesse caso. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba. denominado coletor ecológico. em que são instalados os reclassificadores. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. Essa mistura é preparada em um gerador. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons. Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. mas não é boa para lubrificação. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent.Pense e Anote (geralmente duplo). dois filtros. onde existe um coletor transparente. o que equivale a 0. pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante. um resfriador e uma válvula de segurança. duas válvulas de alívio. em que temos duas bombas de lubrificação. A pressão de distribuição é bem baixa. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . Nesse tipo de lubrificação. geralmente de 50mbar. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro. sendo adequada para ser transportada. saem as linhas de distribuição da névoa. O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. acionada pelo eixo da bomba principal. Na parte superior.

anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos). não entram umidade nem pós na caixa de mancais. a potência consumida pela bomba cai. Eliminação do uso de copo nivelador. a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais. Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. Por ficar levemente pressurizada. Como o coeficiente de atrito é menor. do cachimbo. Na maioria dos casos. Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%).

sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117). o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado. FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. 504 e 505. Nas novas. 502. 503. a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos.Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115). O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116). quando especificado que serão lubrificadas por névoa. maior a vazão de névoa. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. Quanto maior o número. O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. Somente este modelo é montado no distribuidor.

nesse tipo de mancal. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo. sendo mantido o nível de lubrificante original. 200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . é adotado o sistema de névoa de purga. FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. Existe também o de névoa de purga.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura. Por isso.

Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned. que significa “enlatada” em inglês. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais.Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. Nessas bombas. nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa. FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote . ambas sem selagem. A bomba canned. daí seu nome. possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício.

À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. recirculação. desbalanceamento. Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. diâmetro da caixa. estocagem inadequada etc.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água. Para identificá-la. produto bombeado. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. raios de concordância etc. vapores e gases. abastecimento com funil ou regador sujo etc. pós etc. desalinhamento entre bomba e acionador. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. Nesses níveis. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. produtos de 2a linha. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. aumento de esforços radiais e axiais. a água está dissolvida no óleo e não é percebida. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. sujeiras etc. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada. esforços da tubulação etc.

a do mancal. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. maior a oxidação. porque fica emulsionada. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. Na Figura 120. A Figura 120 mostra que. se a umidade aumentar três vezes.000 = 0.03 100 = 0. a vida do rolamento é considerada normal.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais.000ppm. A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e. o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2. Depois dos 1. Na Figura 121. recebendo o valor de 100%.3 vezes. indo para 300ppm. o rolamento teria uma vida relativa de 230%.45 ano. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes.3 anos. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas.000 = 3 10. Quanto maior a temperatura. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo. ao passar de 100 para 200ppm. ficando em 25ppm. Provavelmente. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses. a queda passa a ser bem lenta. passaria a ser a cada 2. Por outro lado. ou pouco mais de 5 meses. Isto corresponde a 300 ppm = 300 1. nas temperaturas usuais da caixa de mancal. como conseqüência. a redução é de quase 50% na vida útil. o que reduz significativamente sua vida. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. Se a falha ocorresse a cada ano. a vida será reduzida para 45% da normal. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 .000. degradando rapidamente o óleo.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação. Nos percentuais mais baixos de água. Após 350ppm.000 de partes da mistura água/óleo. Com 100ppm de água.000. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0.

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra. por exemplo. conseqüentemente. A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que. LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções. reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e. LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2. O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento. óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo). quando altos. dos mancais.Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . o Marbrax 68.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

metade flexível e metade rígido. o que ocorre a cada 6 meses. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. Nos catálogos. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. interligados por um eixo. Geralmente. De pinos amortecedores. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. Em bombas com impelidor entre os mancais. Os principais tipos empregados são: Rígido. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador. Para facilitar a desmontagem das bombas. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. De garras com elastômero. realizando apenas uma renovação parcial. tipo BB. Nesses casos. De lâminas ou discos flexíveis. Este último costuma ter o diâmetro maior. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo. Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. De engrenagens. Tipo pneu. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga. a graxa tomará caminhos preferenciais. os dois acoplamentos utilizados são híbridos. Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. De correntes. No caso de bombas centrífugas. Atualmente. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço. como as OH1 e OH2.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. No caso de bombas em balanço. Consiste no uso de dois acoplamentos. os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . FS. um em cada extremidade. Na seleção de um acoplamento.

Dados: Potência – 60hp Rotação – 3.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm.9 11. PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3. é aconselhável usar segurança adicional.0 Adotando o fator de segurança de 1. por Pense e Anote exemplo. hp/ 1.0 23. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5").0 5.0 16. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis.0 27.000rpm 1. adotando. acionador x FS = 60 x 1.000 4.6 4. Entretanto.0 .7 34.600 Máx.1.000 5.7 3.000 6.000 6. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência. temos: Potência para seleção = Pot.8 17.000 6.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp.1.5 6.7 23. FS = 1.550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6.FS = 1.2 3.750 3. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M. Para efeito de dimensionamento.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2.500 3.8 14.3 2. sempre utilizamos a potência de placa do acionador.

teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo. usar sempre um fator de serviço.000rpm Rot rpm/1.000 3. Sua rotação máxima admitida é de 3. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm.6.750rpm (a da bomba é 3. o que corresponde ao acoplamento 10M. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado.000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm.1. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada.7hp/1. Se ainda assim não atender. Essas letras são de Distance Between Shafts End.550/1000 3. Uma vez selecionado. aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior.6 hp/1. achamos 23. caso ele seja balanceado dinamicamente. Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada.000rpm. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação). há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos. Portanto. poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote .55 A divisão da rpm por 1. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba. igual ou superior a 1. Quando dimensionar um acoplamento para bombas. Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18. FS.550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm).Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18.

como no caso do API 610 que. Algumas partes da especificação provêm de normas.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Sempre que possível. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado. o que permite o cálculo da potência consumida. o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba. entre outras coisas.7 na temperatura de bombeamento. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada. o NPSH requerido e o rendimento. que possuem NPSH requerido mais baixo. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado. principalmente. antes de fazer a especificação final. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0. o diâmetro do impelidor.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É usual.6kg/cm2M Pressão de descarga – 16.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH. aumentando o NPSH disponível. ainda assim. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível. Exemplificando. Escolhido o tamanho da bomba. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor. essas bombas não atenderem. Se. PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba. em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas.

200 100 200 32 . Com esse ponto. temos: 1cv = 0. o NPSH requerido e a potência para água.125 40 .Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m. FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 .315 50 . obtemos o diâmetro do impelidor.250 40 200 80 . Diâmetro do impelidor = 322mm.250 40 .160 100 160 32 .315 50 250 50 .8.8cv Da Tabela 11. Figura 124.250 32 . e marcamos o ponto de trabalho.200 65 . entramos na Figura 123 para bombas com 3. Entramos nas curvas da bomba 40-315.8 = 60. com a vazão e com a AMT.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 . não necessitamos de fatores de correção. Para querosene com densidade de 0.200 65 250 80 .125 50 . Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico).200 32 .125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa.160 40 . o rendimento. a potência será de: Pot = 76 x 0.550rpm e determinamos a bomba 40-315.160 50 160 65 160 80 .

8cv x 0.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.8 = 59.6hp 274 x 0.A potência consumida em hp será: hp = 59.9hp cv Pot = 60.

a abertura da bomba não é a solução para o caso. Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado. o que logicamente levaria a uma bomba maior. devemos ter certeza de que o problema é da bomba. nesse caso. o NPSHdisp > NPSHreq. portanto. Se o NPSH não atender. como vazamento ou vibração alta. necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional. podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. a bomba selecionada atende. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente. como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. Com o tamanho escolhido. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e. Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba.

não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais. Entende-se como em boas condições: 1. 5. Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. 6. mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição.estes que são visíveis. seja pela imprecisão do método de medição no campo. No diagrama de bloco a seguir. Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. Bombas com vazamentos. por serem peças fundidas. Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna. 214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. Muitas vezes. Na abertura da bomba. 3. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. Rotação correta. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba. sempre apresentam pequenas variações na forma. seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que. 7. A seguir. ou seja. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. 4. Figura 125. 2. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. Carcaça ou difusores sem desgaste. Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. Bombas que apresentam vibração ou ruído. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade). estando em boas condições.

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

✔Bomba com folgas internas altas. quando a bomba está trabalhando com vazões altas.A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. não está conseguindo aumentar sua vazão. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido. ✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. a recirculação interna. 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . alterando suas características na região de sucção. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. que pode ter sua origem em: te fechada. filtro sujo etc. Como a bomba está apresentando baixo desempenho. uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. por exemplo. No segundo estágio. sua origem é: mais propício à cavitação. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível. Cavitação ocorre. não é uma causa provável. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. o NPSH disponível já é alto. Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido). A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico. parecido com o de “batida de pedras” na carcaça. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. portanto. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios. normalmente. uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível). ✔Desgaste no impelidor. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. Para efeito de cavitação. ou seja.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . Dentre os materiais usuais. que possui 12% de Cr. alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. alterar o valor de controle (set point). o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba. 8. mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. são: 1. Portanto. 7. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. por exemplo. 6. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). ou a simplificação do encaminhamento da linha. Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração. 3. uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). o qual resiste mais à cavitação. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. A pressão de vapor acaba se cancelando.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH. Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. 2. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável. por ordem de facilidade. ou a eliminação de acessórios instalados nela. É usada para conviver com o problema. 4. bastando. em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. trará o ganho necessário para evitar a cavitação. Quando a bomba succiona de um vaso fechado. nesse caso. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. 5. com a conseqüente redução da perda de carga. aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. 9. o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. Reduzir a perda de carga na linha de sucção.

é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. conseqüentemente. mação de vórtice e. entrada de ar ou de gases. se a rotação estiver mais baixa. temos de diagnosticar se o problema é da bomba. Portanto. A solução. Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que reduzirá seu desempenho.FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. As razões para isso podem ser: da) antes da partida. é ajustar a rotação. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. Se vapores saírem. que está exigindo maior potência ou do acionador. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos. vamos ao passo seguinte. nesse caso. Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima. que apresenta alguma deficiência. a bomba pode não atender ao processo. te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). Se tudo estiver correto. ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena.

ainda. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. a vazão e o rendimento. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. e afeta negativamente o desempenho da bomba. motores de combustão interna. Necessitamos. Quanto maior a viscosidade. Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. Ocorrendo modificação do peso específico ( ). portanto. Na prática. essas variações de densidade costumam ser pequenas. ou próximo a ela. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . Dependendo dessa alteração. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. para um mesmo produto. ela poderá não atender às necessidades do processo.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido. devido a um pequeno aumento da carga. nas buchas entre estágios ou. A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. ela terá seu desempenho alterado. A potência também irá variar diretamente com o peso específico. reduzindo a AMT. Portanto. muito empregadas nas turbinas mais antigas. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. Quanto menor a temperatura. podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação. temos alteração das pressões e da potência. A viscosidade também altera a curva da bomba. com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. maior a viscosidade. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas.

Nesse caso. já verificamos o NPSH. AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente. Anteriormente. Na maioria das vezes. normalmente no flange de sucção da bomba. Nessa região. como válvulas. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. Em último caso.narias tem medidor de vazão. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. oscilam muito e falseiam as pressões lidas. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão. valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. que pode servir para amortecer pulsações da pressão. Se o desvio for pequeno. podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff). a bomba está boa. costuma ter um orifício de 1/4”. Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. costumam ocorrer pulsações. É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. que pode servir para adaptar o manômetro. a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). pelo roteiro. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Quando não dispomos de indicação de vazão. o problema é da bomba. corrigir os valores da pressão. Caso ele não exista. o que dificulta a medição. estando todos dentro dos valores considerados normais. ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. a escorva. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba.

5 93.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote . Ex.91 0.90 745.90 0.7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3. com 220V. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor. medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta. usando uma proporcionalidade.90 0. a voltagem real. o erro será pequeno.86 0. teremos de obter.: 90% – usar 0.1 91. os valores são válidos para 440V também. podemos avaliar grosseiramente a sua potência.86 0.85 0. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor.85 0.4 90.7 0. o fator de potência e o rendimento do motor. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89.90 0.5 92.2 92.78 0.1 91. Quando a bomba é acionada por motor elétrico.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0.88 0.VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico.7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor.88 0. trifásicos com grau de proteção IP55. Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos.3 92. O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.88 75% carga 100% carga 50% carga 90. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão. além da corrente.85 0.550rpm). A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745. Embora a tabela seja para 220V.88 0.1 92.5 91.

O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. podemos realizar uma análise de vibração. Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. Mancal de deslizamento com folga alta. tentando aumentar a rotação. Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. Para motores elétricos. a avaliação da potência é mais difícil. Mancal de rolamento com desgaste. Roçamento interno. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). Cavitação. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba. geralmente. Base não grauteada adequadamente. é porque o rendimento dela caiu. “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. está com algum problema interno. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Caso o acionador seja uma turbina a vapor. a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. Folgas internas altas. dificilmente dispomos desse dado. Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico). Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. determinando as freqüências envolvidas. ou seja. No caso de turbina acionando bombas. Chumbadores da base soltos. Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
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ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

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Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

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Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
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Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

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tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
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Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
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Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação. Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m). é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada. O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena. dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . geram um pulso que se transforma em vibração.FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor. esta vibração pode ser bastante acentuada. quando passam muito próximas da lingüeta da voluta.

25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga. que possui a mesma linha de centro do eixo. não devemos ter problemas. > 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta. basta centrar pela guia da carcaça. uma bomba com impelidor de cinco pás. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor. Num torno.000 = = = 6. ou raio interno do difusor. Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 .750CPM = 17. fica fácil.750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor). Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3. desde que não comprometesse o desempenho da bomba. R3 – Raio da voluta na região da lingüeta. > 6 % Para bomba com difusor – folga mín. girando a 3. Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín. O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido. Para aumentar a distância e solucionar o problema. Exemplificando. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução.550rpm.550 = 17.

o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente. pista externa. Quanto menor essa folga. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. Na falta da folga do fabricante. Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna. Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. gaiola ou esferas. usar os valores recomendados no item Dados Práticos. menor a vibração da bomba. Quando ultrapassamos a folga máxima. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . permitindo que a bomba vibre.

ou examine-os com o auxílio de uma lanterna. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. Caso tenha dúvidas. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada. ao girar. a visualização dessa obstrução pode ser difícil. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. Neste caso. passe um arame por dentro de cada canal. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares. dependendo do grau de obstrução. esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas. Em impelidores pequenos. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . o ângulo é zero. Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. aumentando em muito a vibração. seja por uma falha de fundição.

aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão. as vibrações ficam instáveis.16). Essa vazão adicional consome uma potência adicional. se a vazão estiver acima da especificada. elevando a potência consumida. Quando ocorre roçamento. ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios. Nesse caso. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. o rendimento da bomba cai. a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação.Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1.053= 1. A potência varia com o cubo da rotação. Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. 232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba. Portanto. a bomba exigirá potência maior. portanto. teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção. Pense e Anote Portanto. Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ).

Portanto. ciente de atrito. as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo. levando a esfera a ter contato com a pista. principalmente água. Quanto maior a temperatura. o que aquece e encurta a vida do rolamento. o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados. a temperatura dos mancais. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais. ou do coefiba e do acionador. ou axiais elevadas. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. ✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. Se a temperatura ambiente for de 30ºC. maior a sua vida. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. Quando a lubrificação é por névoa. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais. com anel pescador ou com anel salpicador. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. Quanto mais frio o óleo. gomas e vernizes. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. A oxidação dá origem a lamas. mais rápida a oxidação do óleo. Quanto mais oxidado. elevando. Por outro lado. aumentam ligeiramente a vibração. conseqüentemente. O aumento dos esforços. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. ✔Óleo com viscosidade inadequada. Isso provoca o rompimento do filme de óleo. mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. aquecendo-o mais. ✔Bomba operando com alta vibração. a temperatura máxima do óleo será de 70ºC. irá aumentar a geração de calor. As razões anteriores são óbvias. devido à sua folga maior. A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais. mais escuro o óleo. ✔Contaminantes no óleo. Se o nível de óleo estiver alto. Ver Figuras 120 e 121. Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado.

o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. se a luva prolongar-se além da sobreposta. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. vazam um pouco e. é facilmente identificado. é normal um pequeno vazamento. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. afetando o balanceamento axial (Figura 145). Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça. posteriormente. Bombas com vazamentos O vazamento. durante a partida. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais. como ocorre nos selos tipo cartucho. caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem. as sedes se acomodam. juntamente com seu mancal. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. Nos selos mecânicos. Se a curva ficar paralela ao eixo. esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo. Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. fica fácil sua determinação. Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. o local mais comum de vazamento é pelas sedes. temos de abrir o selo para reparo. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. embora menos comum. Na selagem por gaxetas. conseqüentemente. Algumas vezes. trabalhando muito tempo sem evolução. se visível. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. raramente este volta a ficar estanque.

Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas. Vale o mesmo para a montagem da carcaça. sempre que possível. A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas. Montando na posição horizontal. Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 . facilitando um possível roçamento. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical. as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado.

999 + 0. Mín.017 e Mín. Mín.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6. Mín. >30 a 50 Máx. Mín. Mín. >120 a 180 Máx. = 50. >315 a 400 Máx. >400 a 500 Máx. Mín.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49. Mín. = 50. >80 a 120 Máx. >180 a 250 Máx. Mín. >250 a 315 Máx. >50 a 80 Máx. Mín.018 e 49. Da Tabela 30. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49.999 + 0.002 ➜ Máx.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . + 18 e Mín. Mín. >18 a 30 Máx.

Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 .05mm. + 30 e Mín.000 a 75.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 .075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote . Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0. O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1. para o tambor de balanceamento e para as luvas. para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor.PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30.030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1.9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB. 0 ➜ 75.05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0.9 x 109) as excentricidades de 0. D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB.

0. EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2. o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI.025mm LTI máx. 0. 5. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1.025mm Peças < 0.05mm 2. 4.1 m /mm de diâmetro da face. da VS-1 até a VS-7.406 x 109 < 1. 0.125mm LTI 0.9 x 109 D2 60 2 3. valendo o que for maior.600 Coluna da direita da Tabela 31. 0.500mm. Para o eixo das bombas verticais.1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0625 12 flexibilidade = = = = 1. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES. Fator de L4 1. 3.100mm LTI máx. ou com 13 m. em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx. a excentricidade máxima é de Eixo < 0.500 4 5.025mm LTI máx. Para montagem com interferência.

125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0. Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0. Se for guiada internamente.125mm Se a sobreposta for guiada externamente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote . medir em 1. medir em 2.3.

Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos.07mm 2 = 0.07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados.03mm 6 = 0. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes. devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto. no qual os rolamentos se apóiam.10mm 8 = 0. como os usados em máquinas de balanceamento.01 a 0. Os ressaltos do eixo. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos. O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização.07mm 3 = 0.05mm 4 = 0. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo.03mm 7 = 0.05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0.A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH. FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 . A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba. Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor. r mín. Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. o que for maior.5 vez a pressão de projeto. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos. ele deve ser realizado com 1. tambor de balanceamento.Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência. h r mín.5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm. ra r mín. indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste.

PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1.000 x 2.388 NxR 1. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas.4 grama na periferia do impelidor.000 x G x M 10.5 pelo API N – 1.4 g O desbalanceamento admissível seria de 1.800 x 100 1.5 x 10 = = 1. A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6.800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

se necessitar ser substituído no campo. o que gera deformações nas guias. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. Com o passar do tempo. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente. normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. No balanceamento do conjunto rotativo. Portanto. ocasionando um relaxamento de tensões. Na maioria das vezes.5 Bombas abaixo de 3. Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça. a bomba ficará desbalanceada.No balanceamento dos conjuntos rotativos. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . Isso porque.0 Bombas acima de 3. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações.800rpm e com peças montadas com interferência. GRAU G-1. O grau G-1. essa correção é desnecessária.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica. que são usinados para “recuperar” a folga recomendada. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias.800rpm e com peças montadas com folga. evitar corrigir no acoplamento. usar: GRAU G-2.800rpm ou acima de 3.

conforme mostrado na Figura 136. Para evitar esse problema. danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso. Na falta delas. a norma API 610 – 9a edição. Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes. é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies. Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

70 0.99 500 até 524.99 375 até 399.63 0.88 0.78 0.99 450 até 474. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400.75 0.99 0.85 0.65 0.99 325 até 349.99 625 até 649.99 65 até 79.99 475 até 499.89 125 até 149.99 550 até 574.99 0. Para diâmetros superiores a 650mm.68 0.80 0.99 80 até 89.48 0. adotar a folga: Folga (mm) = 0.83 0. 3.35 0. Para materiais não metálicos (por exemplo.90 0.99 525 até 549. caso das buchas das bombas verticais.99 100 até 114.95 + (D – 650) x 0. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling).99 90 até 99. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300.89 250 até 274.95 1.33 0.30 0.25 0.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64.53 0. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento.58 300 até 324.55 0.50 0.89 275 até 299.60 0. normalmente.99 575 até 599.99 150 até 174.99 600 até 624.99 425 até 449. 2.99 115 até 124.40 0.99 350 até 374. Para ferro fundido. PEEK).38 0.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido. os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32.99 400 até 424.73 0. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento. usar as folgas da tabela.43 0. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote . Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto. Nesse tipo de aplicação.45 0. Acrescentar 0.99 200 até 224. bronze.99 175 até 199.99 225 até 249.28 0.001 D – Diâmetro do anel em mm.

A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. parafusos axiais ou radiais. deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico. temos: Folga diametral = 0. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1. o que leva a um gasto maior de energia. Por causa dessa tendência. tenham dureza superior a 400BHN. Stellite. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API. ou pontos de solda.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . seguir a recomendação do fabricante. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies.5 a 2 vezes a folga citada pelo API. o dobro da folga pode levar a vibrações altas. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio. as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato. a menos que ambas as superfícies. PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32. Se isso não for possível. Nesse caso. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir.AISI 316 revestido de material duro. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias. a estacionária e a rotativa. como no caso das de dois estágios em balanço (OH). Em alguns tipos de bomba. Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316. A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. De modo geral. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento.

12 = 0. não há ganho com esse tipo de corte.60 + 0.84mm Impelidor Para reduzir estoques. Nas bombas com carcaça em voluta. acrescentar 0. ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B). usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E). Com a utilização de uma ponta montada. Nas bombas com difusor.12 + 0. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção. são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor. ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba.12mm. podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba. Assim. Nesse caso. acrescentar 0.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 . o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta. Folga final = 0.12mm. deixando intactas suas laterais (Figura 137 C). o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás. é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo. para efeito de cálculos. Na Figura 137. portanto. pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição. Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC. Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte. Nesse caso.

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

248

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
250
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

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Pense e Anote

FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
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Manutenção e Reparo de Bombas

Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes.003 + 0.Pense e Anote de modo que. ao ser deformado. Nessa condição. ficando uma folga pequena entre as pistas internas. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1. ou como folgas radiais ou como diametrais.001x D(mm) 0. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga. Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento. ao encostar um rolamento no outro. somente as pistas externas se tocam. Trata-se de um filamento plástico que. A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo. As folgas diametrais são o dobro das radiais.5 folga normal In 0. utilize uma rasquete.07 + 0. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível. Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada. adquire uma largura proporcional à folga. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . Depois de deformado. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage.

o lado plano deve ficar na parte inferior. causando problemas no bombeamento. ou da parte de baixo da bomba. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B. caso tenhamos uma curva próxima à bomba. as reduções devem ser excêntricas. Pelo mesmo motivo citado. Por esse motivo.15 = 0. o lado plano deve ficar para cima. a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente. o que prejudica o fluxo do líquido. o que leva à falha prematura do mancal.001 x 80 = 0. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C).5 x 0. ela deve ser perpendicular ao eixo. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .07 + 0. Caso a tubulação venha de cima. Caso a mesma venha reta.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1. Se for paralela. A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0.22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior. gerando um elevado empuxo axial. A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente. FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção.

as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote . gerando empuxo axial alto. Caso não exista espaço. a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba. girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo. Assim.FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção. A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor.

tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema). na operação da bomba de deslocamento positivo. evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. a pressão pode chegar a valores muito altos. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. deslocam esse volume até a descarga e. Podemos afirmar então que. Neste caso. Os nomes dessas bombas. Por esse motivo. não depende do sistema. externamente à bomba. Nas bombas de deslocamento positivo. a vazão é constante. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. para uma mesma rotação. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. de deslocamento positivo ou volumétrica. com as folgas adequadas.Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). são decorrentes desse seu modo de trabalhar. Já na bomba de deslocamento positivo. maior a pressão. esta fuga pode ser considerada desprezível. Na realidade. Ocorrendo uma restrição grande na descarga. o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. diafragma ou pela rotação de uma peça. sendo interna. reduzem o volume da câmara. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . ou pode ser colocada na linha de descarga. a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo. Se a bomba estiver em bom estado. ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão. pistão. Nas bombas centrífugas. ou seja. nessa região. por razões de segurança. devido à fuga do líquido pelas folgas. empurrando o líquido para fora da bomba.

por não serem afetadas pela viscosidade.000SSU (200cSt). As bombas volumétricas. Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça. sendo chamadas. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre. que as tornam auto-escorvantes. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido. ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). Nas bombas alternativas. conseqüentemente. são sempre auto-escorvantes. As bombas de deslocamento positivo. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga. aumentam a potência para o bombeamento. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão. de turbinas de recuperação hidráulica. as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. Com líquidos de viscosidade alta. e é o sistema que comanda a pressão. raramente são usadas bombas centrífugas. ou seja. Mesmo sendo autoescorvantes. deixando-o sair pela sucção da bomba. Por isso. neste caso. são mais indicadas para esses casos. para líquidos acima de 1. Para tal. não se usa AMT e sim a própria pressão. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas. as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas. ao contrário das bombas centrífugas.

a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste). devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção. as de dois cilindros são as duplex. Haste 6. de um êmbolo ou de um diafragma. as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. Cruzela 5. Carter 2.do pistão. como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. como um motor elétrico. Válvula 10. As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. Eixo de manivela 3. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO. necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. o que leva a uma perda de desempenho. Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. subtraindo-a. DE SIMPLES EFEITO. Biela 4. Nesse caso. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. ou podem utilizar um acionador rotativo. Cilindro 8. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. Pistão 9. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso. Camisa 7. responsável por deslocar o líquido.

DE DUPLO EFEITO.FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX. ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Ao chegar ao final do curso. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. que é o acionador. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. Inicialmente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . o vapor gera um movimento contínuo alternativo. O pistão da bomba. geralmente. maior a velocidade de deslocamento do pistão. Inicialmente. que está interligado ao de vapor. movendo-os solidários. a bomba tenderá a disparar. leva a bomba a disparar. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. Assim. e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. torna a inverter o movimento. fazendo com que ele suba. Quanto maior a vazão de vapor. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita. lado esquerdo da Figura 151. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. fazendo a inversão das aberturas. ou seja. Essa situação. em vez de líquido. Ao atingir o ponto superior. Temos dois ciclos: admissão e descarga. Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. maior o número de ciclos executados por minuto. podendo vir a quebrar a bomba. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro. Um é o cilindro de vapor. ele inverte. Com isso. estará bombeando ar ou gases. À medida que o diafragma vai subindo. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. A bomba. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor. os quais demandam bem menos potência. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. O outro é o cilindro do produto que será bombeado. o pistão irá mover-se para a esquerda. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. Ao chegar ao final desse curso. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. levando junto o diafragma.

e a outra é a do produto que será bombeado. abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. arrastando com ele o pistão. Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão.Assim que o líquido parar de ser admitido. podemos modificar a vazão. Para variar o curso. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se. variando a rotação ou o curso do pistão. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. O diafragma começa a descer. modificamos o raio da manivela. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. como o de biela/manivela. O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente. FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . movida a ar comprimido. Uma das câmaras é a acionadora. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior.

A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo. quanto maior o número de cilindros. Nas alternativas puras. a vazão seria sempre a mesma. um pouco menor a vazão fornecida ao sistema.Algumas bombas. usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. e mínima (zero). é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante. conseqüentemente. por meio de rotação. Esses amortecedores podem ser de diafragma. Se não tivéssemos as fugas. quando está no início ou final do curso. Para uma mesma rotação. independente da pressão (caso teórico). as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. Ela é máxima. de bexiga ou de pistão. Como toda bomba de deslocamento positivo. evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. a pressão também sofrerá variação. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. maior esse vazamento e. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . que trabalham com fluidos agressivos. quando o cilindro está no meio do curso. menor a pulsação de pressão e de vazão. No caso real. Quando a pulsação puder trazer algum problema. empurram o líquido para a descarga. As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa. Variando a vazão. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento.

As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente.FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). de palhetas e de lóbulos. Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas. FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . menor as fugas. de fusos (1. o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba. 2 ou 3 fusos).

impedindo o retorno do líquido para a sucção. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si. cada uma girando num sentido. há necessidade de um sistema de balanceamento axial. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. fica a região de sucção. As duas engrenagens. Ao girar. No caso de três fusos. seja qual for a pressão reinante na descarga. haverá perdas no volume bombeado. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. Depois dele. mostrada na Figura 155. bombeiam simultaneamente. possui um fuso motriz e dois conduzidos. levando-o para a região 2. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba. descarregam pelo centro da carcaça. A bomba de parafusos. Antes do crescente. Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3. a região de descarga. Neste caso. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos. Devido ao elevado número de dentes e à rotação. Para ter um bom desempenho. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. região 1. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. como também devem estar na carcaça ou no crescente. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . os dentes se engrenam. entre dois dentes consecutivos e a carcaça. Na bomba da Figura 156. Por isso. onde é liberado. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. do contrário. o que equilibra o esforço axial nos fusos. a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. onde os dentes se engrenam. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. Ao chegar à parte superior.

Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido.vai girando. da sucção para a descarga. Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna. A vazão é contínua. logo. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . não temos pulsação de pressão. o líquido vai sendo deslocado axialmente.

ao girar. na sucção. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. Figura 157. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça. são utilizadas bombas em série.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. o qual normalmente é construído de um material elástico. Nesse rotor. Na região de sucção. mantendo contato com a carcaça. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 . aproximadamente de 6kg/cm2. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. da sucção para a descarga. onde cabe um determinado volume. O rotor. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. bloqueia o líquido nessas câmaras. Quando se desejam pressões maiores. ficam alojadas diversas palhetas que. como Buna N e Viton. esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão. pela força centrífuga ou por meio de molas. são expelidas. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. deslocando-o até chegar à região da descarga. Devido à excentricidade do rotor. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. Com rotação alta.

2. aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça. Pelo seu formato. ao girarem.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. FIGURA 159 BOMBAS COM 1. dois. 3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . três e cinco lóbulos. fazendo a vedação. Os rotores estão sempre em contato na parte central. volume esse que é deslocado e liberado na descarga. Existem bombas de um.

maior o curso dos pistões. que permite sua oscilação. O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica. montado sob a forma de U. É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem. não mostrado na figura. FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. portanto. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível. deslocando o líquido da sucção para a descarga.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. Quanto mais inclinado o disco. maior a vazão. A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote .

É conectado ao eixo através de estrias. Os pistões são articulados com essa placa.FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais. Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante. PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica. DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste. 270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula. EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias. PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão.

Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. do número de pistões e do seu curso.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA. mancal tipo bucha. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . mola e a caixa também fazem parte da bomba. Princípio de funcionamento O eixo. giram solidários. os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. juntamente com os pistões. Na Figura 163. O volume deslocado depende do diâmetro. Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. Junta esférica. O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante. A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante. mostramos alguns outros modelos que são utilizados. sapata da placa. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. a placa oscilante e o bloco do cilindro. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo.

com o giro. juntamente com uma palheta que faz a vedação. vai sendo deslocado da sucção para a descarga. obrigando-o a sair pela descarga. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica. A palheta impede o retorno do líquido para a sucção.A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento. A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior. que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento.

existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE.Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas. SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote . Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas.

É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. 274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis. não será necessário escorvá-la. Na próxima partida. Seu rendimento é baixo. Ao girar. Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. o líquido fica retido nessa câmara. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto. que fica recuado em relação à descarga da bomba.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. Quando a bomba é desligada. o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça.

Chemical Processing.ed. 9. 1998. E. São Paulo: 2002. FALCO R. petrochemical and natural gas industries. Washington: 2003. E. fev.Motion Control NSK. Torino: 1990. NELSON. Bombas industriais. Nova York: [19 —] . Centrifugal pumps handbook. SKF. 2. de 1997. NSK.. SULZER BROTHERS LTD. Understanding pump cavitation. MATTOS. Catálogo 4000P Reg.ed.Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. Winterthur: 1989. W. E. Rio de Janeiro: Interciência. API 610: centrifugal pumps for petroleum. 47-6100-1990-09. PSI pump selection for industry. NSK Rolamentos . WORTHINGTON.

programação visual e diagramação L OURDES S ETTE R ITA G ODOY I N -F ÓLIO – P RODUÇÃO EDITORIAL . capacitação e certificação de abastecimento M AURÍCIO L IMA Diretora de educação Elaboração Gerente de educação profissional Gerência de educação profissional ANDRÉA MARINHO F RANCO GETÚLIO V. DR UM MOND L UIS R OBERTO ARRUDA A NA P AULA DE B ARROS L EITE R ICARDO G OMES R ODRIGUES R OSEMARY LOM ELI NO DE SOUZA XAVIER R OSILENE F ERREIRA MENEZES Revisão técnico-metodológica E RNESTO F ERREIRA M ARTINS S ÉRGIO MOLINA M ICAELO Revisão gramatical Revisão editorial Projeto gráfico.SENAI / RJ PRODUZIDO PELA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Coordenador de formação. GRÁFICA E P ROGRAMAÇÃO VISUAL .

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