Ar tigos críticos

Artigos críticos Os artigos destinados aos procedimentos invasivos em pele e mucosas adjacentes, nos tecidos subepiteliais e no sistema vascular, bem como todos os que estejam diretamente conectados com este sistema, são classificados emartigos críticos. Estes requerem esterilização. Ex. agulhas, cateteres intravenosos, materiais de implante, etc.

etc. Ex. . equipamento respiratório. restrito às camadas da pele ou com mucosas íntegras são chamados de artigos semi-críticos e requerem desinfecção de médio ou de alto nível ou esterilização. sonda nasogástrica. espéculo vaginal.Artigos semi-críticos Artigos semi-críticos Os artigos que entram em contato com a pele não íntegra. porém. cânula endotraqueal.

Artigos não críticos Artigos não críticos Os artigos destinados ao contato com a pele íntegra e também os que não entram em contato direto com o paciente são chamadosartigos não-críticos e requerem limpeza ou desinfecção de baixo ou médio nível. materiais usados em banho de leito como bacias. roupas de cama do paciente. termômetro. estetoscópio. cuba rim. etc. . Ex. dependendo do uso a que se destinam ou do último uso realizado.

. com água e detergente ou produtos enzimáticos reduz aproximadamente 105 do bioburden.LIMPEZA É o procedimento de remoção de sujidade e detritos para manter em estado de asseio os artigos. reduzindo a população microbiana. Constitui o núcleo de todas as ações referentes aos cuidados de higiene com os artigos hospitalares. A limpeza deve preceder os procedimentos de desinfecção ou de esterilização. pois reduz a carga microbiana através remoção da sujidade e da matéria orgânica presentes nos materiais. Estudos têm demonstrado que a limpeza manual ou mecânica. como altera os parâmetros para este processo. O excesso de matéria orgânica aumenta não só a duração do processo de esterilização.

Além disso o uso desses agentes na prática da descontaminação causa uma aderência de precipitado de matéria orgânica no artigo. O uso de agentes químicos desinfetantes como glutaraldeído. de forma a tornálos seguros para manuseá-los. O agente químico é impedido de penetrar nos microorganismos pois há tendência das soluções químicas ligarem-se com as moléculas de proteínas presentes na matéria orgânica. A descontaminação tem por finalidade reduzir o número de microorganismos presentes nos artigos sujos. não tem fundamentação.Descontaminação de Artigos Descontaminação e desinfecção não são sinônimos. . prática largamente utilizada. hipoclorito de sódio e outros no processo de descontaminação. isto é. não ficando livres para ligarem-se aos microorganismos nas proporções necessárias dando uma “falsa segurança” no manuseio do material como descontaminado. prejudicando sobremaneira a posterior limpeza. formaldeído. ofereçam menor risco ocupacional.

presentes nos artigos e objetos inanimados. independente de serem patogênicos ou não. A destruição de algumas bactérias na forma esporulada também pode acorrer.Desinfecção O termo desinfecção deverá ser entendido como um processo de eliminação ou destruição de todos os microrganismos na forma vegetativa. mas não se tem o controle e a garantia desse resultado. .

Princípios ativos usados como desinfetantes .

Ao manipular o glutaraldeído. irritação ocular e das vias aéreas. ou com ar comprimido. o funcionário deve usar luva de borracha. lentes e outros materiais. a secagem com uma compressa ou toalha macia. borracha. Não danifica metais. principalmente se utilizado em áreas pouco ventiladas.O glutaraldeído é o agente mais utilizado na desinfecção. como a sensibilidade na pele. Não deve ser usado na limpeza de superfícies pelo seu teor tóxico e fator econômico. O enxágüe do material pode ser feito em água corrente potável.críticos e instrumentos sensíveis ao calor. . acondicionado em recipiente desinfetado e guardado até o próximo uso. Há relatos de hipersensibilidade de funcionários ao manipular o glutaraldeído. na concentração de 2% e por um período de exposição de 30 minutos. óculos e máscara. podendo ser utilizado na desinfecção de endoscópios e aparelhos com lentes. O uso mais difundido do glutaraldeído é na desinfecção de artigos semi.

Como desinfetante é mais utilizado a formalina. tóxico. É corrosivo. . solução em água a 10% ou em álcool a 8%. Há estudos que indicam o uso de formaldeído com restrições. pele e olhos. fungicida e viruscida após exposição de 30 minutos e esporicida após 18 horas. sendo bactericida. irritante de vias aéreas. tuberculicida. É indicado para a desinfecção de vidraria e capilares do sistema dialisador do mesmo paciente. na concentração de 4% por 24 horas.O formaldeído é usado em estado líquido e gasoso.

. Por penetrar em materiais porosos e ter ação residual. Tem como vantagens a sua ação residual e a pouca reatividade na presença de matéria orgânica. luvas de borracha. objetos de borracha. Há pesquisas relatando despigmentação da pele se não forem observadas essas recomendações. devem ser tomados os cuidados de utilizar o avental impermeável. sendo o período de exposição de 10 minutos para superfície e de 30 minutos para artigos.Compostos fenólicos O seu uso é recomendável para desinfecção de nível médio ou intermediário. não é indicado para artigos que entrem em contato com vias respiratórias e alimentos. látex e acrílico. Ao manipular a solução. óculos protetores e máscara.

equipamentos e áreas onde se manipule alimentos. . Os compostos de quaternário de amônia são usados para desinfecção de baixo nível por um período de 30 minutos.Quaternário de amônia Geralmente são utilizados em associação com outros desinfetantes. em superfícies. Quando utilizados isoladamente não tem ação micobactericida. Têm como vantagem a baixa toxicidade.

. banheiras de hidromassagem. Deve-se ressaltar que na manipulação de compostos clorados é necessário o uso de equipamento de proteção individual. copa. Também é utilizado em superfícies de áreas como lavanderia. mas reduzindo consideravelmente a quantidade de cloro livre. cadeiras de áreas especiais e caixa de água. pisos.CloroO hipoclorito está indicado para desinfecção e descontaminação de superfícies e de artigos plásticos e borracha como máscaras de inalação. banheiras infantis e outros. cozinha. lactário. retendo alguma atividade germicida. balcões de laboratório. A matéria orgânica consome a quantidade de cloro livre. formando cloraminas. nebulizadores. berços e incubadoras de acrílico. banco de sangue. diminuindo sua ação biocida. especialmente quando a concentração de cloro livre é baixa. Habitualmente este halogênio reage com proteínas. cânulas de Guedel.

estetoscópio.Iodo Além do uso como anti-séptico pode ser usado na desinfecção de vidros. metais resistentes à oxidação e bancadas.5 e 1.0 % de iodo livre em álcool etílico de 77% (v/v). que corresponde a 70% em peso ou iodóforos na concentração de 30 a 50 mg/l de iodo livre. endoscópios. . otoscópio. contendo 0. A formulação pode ser de álcool iodado. termômetros. ampolas.

com tempo de exposição de 10 minutos. menor custo e pouca toxicidade. sendo que o álcool etílico tem propriedades germicidas superiores ao isopropílico. sendo recomendáveis 3 aplicações intercaladas pela secagem natural.Álcool O á l c o o l é amplamente usado como desinfetante no âmbito hospitalar. 92% (p/v). Não é recomendado para borracha. rápida evaporação e inabilidade em penetrar na matéria proteica. como o isopropílico. tanto o álcool etílico. O seu uso é restrito pela falta de atividade esporicida. por terem atividade germicida. 70% (p/v). plásticos e cimento de lentes. . É recomendável para desinfecção de nível médio de artigos e superfícies.

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