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POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DO TÓRAX

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POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DO TÓRAX

* Instruções para respiração = Para radiografia de tórax, qualquer movimento torácico ou pulmonar pode resultar em borramento da imagem radiográfica. * Apnéia ou segunda respiração = na segunda respiração, pode ser inalado mais oxigênio em comparação à primeira respiração. Posição do numerador no filme radiográfico: * Paciente em ortostática = numerador fica no canto superior. * Paciente sentado = numerador fica no canto lateral. * Paciente em decúbito = numerador fica no canto inferior. Indicações Patológicas: * Aspiração (obstrução mecânica) = muito comum em crianças pequenas. * Atelectasia (obstrução brônquica) = colapso de parte do pulmão. * Bronquiectasia = dilatação irreversível dos bronquíolos. * Neoplasias de pulmão = câncer ou tumor (câncer é maligno / tumor é benigno). * Derrame Pleural: ==> hemotórax = presença de líquido sanguíneo por trauma pulmonar. ==> pleurisia = inflamação por contaminação de vírus ou bactérias. ==> pneumonia = acúmulo de líquidos no pulmão, causando inflamação. ==> broncopneumonia = infecção causada por streptococcus ou staphylococcus. ==> pneumotórax = acúmulo de ar no espaço pleural, com colapso parcial do pulmão. Rotinas de Tórax: * Rotina de ambulatório = geralmente, o paciente fica em posição ortostática, pronação e deambulando, posição ereta, perfil e PA. * Rotina de CTI = geralmente, o paciente encontra-se em impossibilidade de movimentos. Desta forma, ele fica em decúbito dorsal com o raio central entrando anteriormente e saindo posteriormente. * Incidências de Tórax em AP: = Posição - Decúbito dorsal ou semi-ortostática (portáteis). = Filme - 35 x 43 (homens) e 35 x 35 (mulheres). = estruturas - traquéia, contorno do coração, grandes vasos, ápices pulmonares, costofrênicos. = Patologia - envolvendo os pulmões. * Incidências de Tórax em Ápico-Lordótica: = Posição - Decúbito dorsal ou ortostática. = Raio Central - ao nível da vértebra T7. = DFoFi - 1,50 ou 1,80.

= Filme - 35 x 43 (homens) ou 35 x 35 (mulheres). = Estruturas - campos pulmonares, clavícula. = Patologias - calcificações ósseas ou massas abaixo das clavículas. * Incidências de Tórax Oblíquas - OAD e OAE: = Posição = ereto rodado em 45º. = Raio Central - ao nível da vértebra T7. = DFoFi - 1,80. = Filme - 35 x 43 (homens) e 35 x 35 (mulheres). = Estruturas - traquéia, pulmões, ápices pulmonares, costofrênicos. = Patologias - envolve campos pulmonares, traquéia, contorno cardíaco, grandes vasos. * Incidências de Tórax Oblíquas OPD e OPE: = = = = = = Posição - ereto rodado em 45º. Raio Central - ao nível da vértebra T7. DFoFi - 1,80. Filme - 35 x 43 (homens) ou 35 x 35 (mulheres). Estruturas - traquéia, pulmões, ápices pulmonares, costofrênicos. Patologias - envolve traquéia, campos pulmonares, contorno cardíaco, grandes vasos.

* Incidências Laterais de Vias Aéreas Superiores: = = = = = = Posição - Ortostática ou Decúbito dorsal. Raio Central - ao nível das vértebras de C6 ou C7. DFoFi - 1,80. Filme - 24 x 30. Estruturas - traquéia, laringe. Patologias - envolve timo, esôfago, laringe. POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DO ABDOME * Abdome Simples: Preparo altamente necessário quando a suspeita clínica for de Litíase, Cálculo ou Pedra nos Rins. IMPORTANTE: Pacientes com histórico clínico de dor abdominal aguda, e intensa, náuseas e vômitos não necessitam PREPARO. Arcos Topográficos: = Ponta do processo xifóide - nível de T9 e T10: porção mais distal do esterno. = Margem Costal Inferior - nível de L2 e L3: usado para localizar vesícula biliar e estômago. = Crista Ilíaca - nível espaço intervertebral L4 eL5: a porção mais alta do ísquio. = Espinha Ilíaca Ântero-Superior (EIAS): em mulheres, há uma projeção ou saliência na estrutura pélvica. = Trocânter Maior. = Sínfise Púbica. = Tuberosidade Isquiática.

* Abdome Agudo: Pode ser definido como uma dor abdominal de aparecimento súbito, não traumático, que pode necessitar de intervenção cirúrgica ou não. A anamnese detalhada, direcionando o exame físico, será a base que orientará a condução do tratamento precoce e o restabelecimento do paciente. Rotinas de Abdome Agudo: Para diagnosticar obstrução intestinal ou perfuração intestinal. IMPORTANTE: Nestes casos, não se aplica contraste se houver suspeita de perfuração visceral. OBS: Numa incidência de abdome em ortostática, é possível visualizar o nível do líquido hidroaéreo. Patologias: * Ascite = acúmulo anormal de líquidos na cavidade peritoneal do abdome, causada por cirrose hepática ou doença metastática. * Pneumoperitôneo = refere-se aos gases livres na cavidade peritoneal, causados por perfuração visceral, úlcera gástrica ou duodenal. * Doença de Crohn = inflamação crônica da parede intestinal, que pode resultar em obstrução do intestino. * Obstrução não mecânica do intestino = é caracterizada como iliodinâmica (sem força), causada com mais frequência por peritonite (ílio paralítico), por ausência de motilidade do intestino, Ocorre frequentemente no período pós-operatório (primeiras 72hs), após a cirurgia abdominal. * Colite Ulcerativa = inflamação crônica do cólon. OBS: o enema de bário é extremamente contra-indicado. * Incidências de Abdome Simples em AP - Decúbito dorsal: = = = = = = Radiografia de abdome simples. Raio Central - 1 metro (foco no umbigo). Filme - 35 x 43. Respiração - ao final da expiração. Estruturas - contorno do fígado, baço, rins, estômago cheio de ar. Patologias - obstrução intestinal.

Rotina de Abdome Agudo - são em 3 incidências: * Incidência de Abdome Agudo em AP - Decúbito dorsal * Incidência de Abdome Agudo em AP - Ortostática * Incidência de Tórax em PA. Incidências Clínicas para Abdome Agudo * Ílio Paralítico = obstrução não mecânica do intestino. * Ascite = acúmulo anormal de líquido no abdome. *Perfuração Visceral = intestino, estômago por ar intraperitoneal. * Massa intra-abdominal = neoplasias benignas ou malignas.

* Pós-operatório = Cirurgia abdominal. * Abdome Simples em AP: = Paciente em decúbito dorsal, com o PMS perpendicular sobre a LCM. Plano coronal paralelo a superfície do exame; = Braços e pernas estendidas; = RC perpendicular, no PMS a nível das cristas ilíacas. = Interromper a respiração. * Abdome Simples em PA: = Paciente em decúbito ventral com o PMS do corpo centralizado na LCM. = Pernas esticadas com apoio sob os tornozelos, braços pra cima ao lado da cabeça. Fornecer um travesseiro. = Esta incidência é menos desejável quando os rins são estruturas de interesse, devido ao aumento da DOF. * Incidência de Abdome Simples em AP - Decúbito Lateral: = Paciente em decúbito lateral por no mínimo de 5 min., para permitir a subida do ar ou acúmulo anormal de líquidos. = O decúbito lateral direito visualiza melhor o ar livre intraperitoneal na área do fígado no abdome superior direito, longe de bolhas gástricas. = RC em torno de 5 cm acima da crista ilíaca. * Incidência de Abdome Simples em AP Ortostática: = = = = Paciente em ortostática, com o PMS perpendicular e sobre a LC da superfície de exame. Braços estendidos ao longo do corpo. RC perpendicular e horizontal, 5 cm acima das critas ilíacas no PMS. Exposição deve ser feita ao final da expiração.

* Incidência de Abdome Simples em DD com Raios Horizontais: = Paciente em decúbito dorsal, com a região lateral em contato com a superfície de exame. = RC horizontal, 5cm acima das cristas ilíacas. = Exposição deve ser feita ao final da expiração. * Incidência de Abdome Simples em DL: = Paciente em decúbito lateral, com a região lateral em contato com a superfície do exame. = RC perpendicular, 5cm acima das cristas ilíacas. = Exposição deve ser feita ao final da expiração.

TÓRAX - CONSIDERAÇÕES FINAIS • O exame radiológico do tórax é o mais comum de todos os procedimentos radiográficos.

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O tórax é a parte superior do tronco, situada entre o pescoço e o abdome e dividese radiologicamente em: 1) Caixa torácica; 2) Aparelho respiratório; 3) mediastino. A caixa torácica é a parte do esqueleto que propicia uma armadura de proteção das partes do corpo envolvidas na respiração e circulação sanguínea. A víscera torácica descreve os pulmões e or órgãos contidos no mediastino. Os limites do tórax:

* Anterior = Esterno (manúbrio, corpo, processo xifóide). * Posterior = as 12 vértebras torácicas. * Superior = as 2 clavículas unidas ao esterno e as 2 escápulas unidas aos pares costais. * Ao redor = os 12 pares de costelas. Referências Topográficas: • • • • • • • Proeminência vertebral (C7) = utilizada para determinar a localização do raio central numa incidência PA de tórax. Fúrcula Esternal = Fenda na proporção superior do manúbrio que é utilizada para determinar a localização do raio central numa incidência AP de tórax. T7 - Porção média do tórax = utilizada para determinar a posição do raio central numa incidência PA de tórax. T9 e T10 = Utilizada como referência de separação entre a cavidade torácica e a cavidade abdominal (não muito confiável por causa das variações de postura). O Aparelho respiratório é formado pela faringe, traquéia, brônquios e pulmões. O diafragma é o músculo chefe da respiração e se chama cúpula diafragmática. A cúpula diafragmática se move para baixo, aumentando o volume da cavidade torácica e diminuindo o volume da cavidade abdominal; E se move para cima, diminuindo o volume da cavidade torácica e aumentando o volume da cavidade abdominal. As 4 partes importantes na radiografia de tórax: laringe, traquéia, brônquios e pulmões. Laringe = Borda superior = C3; borda inferior = C6; proeminência laríngea = C5. Traquéia = Junção com a laringe = C6; junção com os brônquios = T4 e T5.

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AP e Perfil de Vias Aéreas Superiores: • • • • Traquéia e laringe cheias de ar. Coluna de ar na porção superior. Traquéia na porção anterior e esôfago na porção posterior = T3. Brônquios = O brônquio fonte direito é mais largo e mais curto do que o esquerdo. Essa diferença de tamanho entre os brônquios fonte ocorre porque os corpos estranhos têm uma tendência maior a se alojar no brônquio direito. Carina = T5 Bronquíolos/Brônquios = T7.

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Pulmões = Formados por substância leve, esponjosa e elástica = parênquima. Em cada pulmão, há uma delicada bolsa de parede dupla = pleura. Pleura externa = parietal; Pleura interna = visceral; Espaço entre as pleuras = cavidade pleural. Em T10 = É possível visualizar o coração, a aorta descendente o esôfago e os pulmões.

Por que o esterno e as vértebras não são bem visualizados na radiografia de tórax em PA? Resposta: Porque estão superpostos com as estruturas mediastinais (coração + grandes vasos). • • • • • Ápices pulmonares = T1 Seios costofrênicos = T10 As 4 estruturas radiologicamente importantes no mediastino: timo, coração e grandes vasos, traquéia, esôfago. Coração e grandes vasos = entre T5 e T8. Grandes vasos = veia cava superior e inferior, aorta, artérias e veias pulmonares.

Tipos Físicos: * hiperestênico = tórax amplo e estreito * estênico/hipoestênico = tórax padrão *astênico = tórax estreito e longo • Colimação = restringir o feixe primário para reduzir a dose de radiação absorvida pelo paciente e melhorar a qualidade da imagem produzida.

Por que todas as radiografias de tórax devem ser feitas, preferencialmente, com o paciente de pé? Resposta: Porque permite amplo movimento do diafragma, visualiza possíveis níveis líquidos no tórax e evita distenção e hiperemia dos grandes vasos. Critérios Radiográficos: • Tórax em PA

* PA Verdadeiro = sem rotação (havendo escoliose e cifose, dificulta ou impossibilita o exame). * Elevação do queixo = objetivo de não cobrir regiões pulmonares superiores. * Minimização das sombras mamárias = objetivo de diminuir as sombras sobre os campos pulmonares inferiores. • Tórax em Perfil

* Sempre o perfil esquerdo = objetivo de mostrar melhor a área cardíaca.

* Perfil verdadeiro = sem rotação e inclinação * Braços levantados para o alto = objetivo de evitar a superexposição do campo torácico e erros na imagem radiográfica. • Localização do raio central = colocar o raio central no centro dos campos pulmonares em todos os tipos de pacientes com colimação bem feita, tanto na parte superior quanto na inferior. Pontos Topográficos

* Poeminencia vertebral = nível de T1 * Ângulo inferior da escápula = nível de T7 * Fúrcula esternal = abaixo da cartilagem tireóidea • Indicações patológicas - radiografia de tórax:

1) Aspiração (obstrução mecânica); 2) Atelectasia (colapso por obstrução brônquica); 3) Bronquiectasia (dilatação irreversível dos brônquios); 4) Bronquite (muco excessivo no interior dos brônquios); 5) Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (obstrução persistente crônica); 6) Fibrose Cística (secreção causando impactação progressiva); 7) Dispnéia (dificuldade de respirar); 8) Enfisema (perda de elasticidade e destruição alveolar); 9) Neoplasia (crescimento de tumor benigno ou maligno); 10) Derrame pleural (acúmulo de líquido na cavidade pleural); 11) Pleurisia (inflamação da pleura); 12) Pneumonia (acúmulo de secreção nos pulmões); 13) Pneumotórax (acúmulo de ar no espaço pleural); 14) Edema (excesso de líquido no interior do pulmão); 15) Embolia (bloqueio súbito de uma artéria); 16) Síndrome da Angústia Respiratória (lesão ou infecção dos capilares ou alvéolos);

17) Tuberculose (BK) (infecção pelo bacilo de Koch); 18) Doença Ocupacional Pulmonar (inalação de pó de carvão, asbesto ou poeira de sílica). Rotina de Tórax = PA em Ortostática; Perfil em Ortostática. Radiografia Especial de Tórax = AP em Decúbito Dorsal ou Semi-ereto; AP Lateral; AP Lordótica; Oblíquas Anterior e Posterior. Radiografia das Vias Aéreas Superiores = AP em Ortostática; Perfil em Ortostática

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