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Introdução

A emigração é o ato e o fenômeno espontâneo de deixar seu local de residência para se


estabelecer numa outra região ou nação. Trata-se do mesmo fenômeno da imigração

Mas visto da perspectiva do lugar de origem.A emigração é a saída de nosso país.


Convenciona-se chamar os movimentos humanos anteriores ao advento dos Estados
nacionais e, conseqüentemente, do surgimento das fronteiras de migração. O termo
migração também é comumente usado para designar os fluxos de população dentro de
um mesmo país.

Os emigrantes freqüentemente vão para lugares que não têm pessoas locais suficientes
com as habilidades para os empregos disponíveis. As lacunas que os migrantes
preenchem concentram-se em empregos altamente especializados.
Desenvolvimento

Emigração é a saída espontânea de pessoas de uma região para outra de um mesmo país
ou de um país para outro.

Motivos da emigração

A emigração sempre foi um movimento populacional muito comum na história.


Ela ocorre por diversos motivos, sendo que os principais são: busca de melhores
condições de vida, procura de emprego, fuga de uma área de desastre natural ou
existência de guerras. Os emigrantes costumam buscar regiões com alto índice
de urbanização, pois procuram boas condições de vida (emprego, educação,
saúde, etc).

As Razões da Emigração

As razões que levam uma pessoa ou grupo a emigrar são muitas, como as condições
políticas desfavoráveis, a precária situação econômica, perseguições religiosas ou
guerras. Há outras razões de cunho individual, como a mudança para o país do cônjuge
estrangeiro após o casamento ou ir para um país de clima mais ameno após a
aposentadoria.

As emigrações tiveram um profundo impacto no mundo dos séculos XIX e XX, quando
milhões de famílias deixaram a Europa e o Oriente Médio para buscar uma nova vida
em países como os Estados Unidos da América, o Canadá, o Brasil, a Argentina ou a
Austrália.

Apesar de por vezes algumas definições serem permeáveis, a emigração e a imigração


não devem ser confundidas com fenômenos de migração involuntária, como
expatriações forçadas e limpezas étnicas.

Multiplicam-se os casos de emigrantes portugueses que em países, como a Espanha,


Inglaterra, Irlanda, França e Holanda são vítimas de manifestações racistas ou vivem em
situações de autêntica escravatura.

Trabalhos Temporários

Muitos dos novos emigrantes portugueses, procuram nos países da União Europeia
empregos temporários que lhes permitam amealhar rapidamente dinheiro. Estão
dispostos a trabalhar em qualquer coisa e nas condições mais degradantes desde que
consigam este objectivo. Esta é a primeira constatação que se retira quando se analisam
os casos dramáticos que a comunicação social tem ultimamente relatado. Entre os que
se dedicam a este tipo de exploração, destacam-se dois grupos fundamentais:

a) Empresas de trabalho temporário ou simples engajadores de emigrantes. Em geral


começam por lhes prometer mundos e fundos uma vez chegados aos países de destino.
O que estes acabam por encontrar são condições de vida miseráveis a troco da simples
sobrevivência. Não raro nem sequer conseguem amealharem dinheiro para regressarem
e acabam na escravatura.

b)Redes mafiosas, onde preponderam portugueses e espanhóis de etnia cigana. Estas


redes mafiosas actuam sobretudo junto à fronteira de Portugal e Espanha e dedicam-se a
recrutar ex-toxicodependentes, imigrantes ilegais e pessoas com gravíssimas
dificuldades de inserção social. Umas vezes prometem-lhes trabalhos temporários em
Espanha, mas outras não hesitam os raptarem ou coagirem pela violência a fazerem o
que pretendem. O destino é sempre o mesmo: a escravatura e a prostituição.

As Novas Causas da Emigração.

Desde finais dos anos 90 que país que mais recebem imigrantes. Como podemos
explicar que todos os anos dezenas de milhares dos seus cidadãos continuem a emigrar
nas condições em que o fazem?

Emigrar constitui sempre um corte mais ou menos doloroso com uma dada comunidade.
Nunca é uma aventura inócua, sobretudo quando não se conhece a língua do país de
acolhimento.

Os emigrantes que possuem baixíssimos níveis de escolaridade e de qualificação


profissional desempenhavam actividades profissionais pouco ou nada qualificadas. No
estrangeiro a sua situação é a mesma, apenas eventualmente recebem remunerações
mais elevadas.

É preciso dizer que a situação agravou-se nos últimos anos. Em Portugal foram forçados
a competirem no mercado de trabalho com os imigrantes oriundos do Brasil, dos países
do leste da Europa ou de África. Disputam com eles os lugares disponíveis em
actividades desqualificadas e mal remuneradas para o contexto europeu. Ora quem
"ganha" nesta competição são naturalmente os imigrantes - os preferidos pelos patrões -
pois mostram-se mais facilmente disponíveis para trabalharem em condições
deploráveis.

Paradoxos

Nas análises que são feitas sobre estes emigrantes é habitual apontar dois do seus
aparentes paradoxos.

Nos país, a maioria destes emigrantes oferece frequentemente alguma resistência a


mudar de local de residência ou a exercer certas actividades. No entanto, com relativa
facilidade emigram para locais no estrangeiro de que nunca ouviram falar para
exerceram actividades em condições que não hesitariam em recusar em Portugal. Para
explicar estes fenómenos são dadas duas explicações.

Primeiro:A mudança de residência no país é encarada como uma mudança de vida, um


corte com os laços familiares, mas as mudanças provocadas pela emigração são
percepcionada de forma menos radical. A emigração é vista como uma situação
temporária que não afecta a identidade pessoal e social do emigrantes. Todos eles
esperam um dia voltarem e retomarem a suas vidas no ponto em que as deixaram, mas
em melhores condições. Trata-se, como sabemos, de uma perigosa ilusão.

Segundo: As tarefas executadas pelos emigrantes em Portugal e no estrangeiros não


possuem o mesmo significado. Como é sabido os emigrantes recusam a exercer em
Portugal actividades profissionais a que se dedicam no estrangeiro. Esta mudança de
atitude não está necessariamente relacionada com as diferenças salariais. A questão
prende-se sobretudo com o problema o desprestigio social de certos trabalhos. Em
Portugal muitas destas actividades profissionais são assumidas como des-qualificantes e
os que as exercem sentem-se diminuídos socialmente. Ora, enquanto emigrantes no
estrangeiro, o exercício destas mesmas actividades é visto como natural e é até
assumido como um sinal positivo da sua capacidade de adaptação e iniciativa
individual.

Com alguma insistência, estas duas atitudes são apontadas como o reflexo de uma
atitude mais profunda face ao próprio país. Afirma-se que no estrangeiro muitos destes
emigrantes revelam um espantoso dinamismo no desempenho profissional, o que
contrasta com a sua atitude passiva no próprio país. Apesar de algum exagero neste
retrato, o mesmo possui contudo um evidente fundo de verdade.
Conclusão

Por exemplo os Portugueses maioria dos emigrantes saiem do país iludidos pelas
facilidades de livre circulação de pessoas e bens formalmente. Imaginam que em todos
os estados membros serão recebidos de braços abertos. A realidade que encontram é
muito diferente. Em toda a parte não deixam de ser estrangeiros. A lógica da sua
recepção é sempre a mesma: serão bem recebidos se escasseia a mão-de-obra, mas
indesejáveis se o desemprego estiver em crescimento.

As condições de acolhimento torna-se frequentemente num autêntico pesadelo. Sentem


todo o peso da discriminação nos salários, mas também no contacto com as
comunidades locais. Na Alemanha e Inglaterra os ataques racistas contra os imigrantes
já provocaram várias vítimas entre os portugueses.

Portanto, é compreensível que muitos pessoas, vem nestas circunstâncias pensarem em


emigrar, em razão dos nomes que tem nos documentos uma das imposições dos
invasores: a troca de nomes.Por isso mesmo, tem muito nomes de descendente origens
de versas.
Indice

-O que é a Emigração

-As suas causas

-Os seus motivos