Enfermagem em Ginecologia e Obstetrícia

Professora: Simone

Este volume traz, concentradas em duas partes, noções básicas de ginecologia e obstetrícia, e o detalhamento dos serviços de assistência de enfermagem em cada situação específica. A primeira parte, sob o título geral “Enfermagem em ginecologia”, inicia-se com uma revisão de anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino, descrevendo as funções dos diversos órgãos. Em seguida percorre os exames ginecológicos, com os métodos, equipamentos e cuidados de enfermagem em cada um deles, explicando inclusive e técnica de colheita e preparo de esfregaços. Passa, então, para o estudo das patologias ginecológicas, órgão por órgão, abordando sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e cuidados de enfermagem. Na seqüência, trata das fases da vida da mulher, dos principais hormônios sexuais femininos e do ciclo menstrual e da menstruação. Finalmente, a título de complementação da matéria abordada, faz um apanhado geral do aparelho reprodutor masculino e dos métodos anticoncepcionais naturais e de barreira. A segunda parte, sob o título geral “ Enfermagem em Obstetrícia”, constitui uma abordagem sistematizada e bastante detalhada do assunto, iniciando-se com uma breve anotação sobre a clínica obstétrica e o centro obstétrico. Na continuidade, trata da fecundação, fertilização ou concepção, dos anexos que se originam do ovo, do desenvolvimento fetal, do diagnóstico de gravidez, das modificações fisiológicas durante a gestação, da gravidez múltipla, da assistência ao pré-natal normal, das complicações durante o período gestacional ( aborto, prenhez ectópica, placenta prévia, deslocamento prematuro da placenta, toxemia gravídica. ,mola hidatiforme), parto, trabalho de parto, períodos do trabalho de parto, assistência de enfermagem durante o parto, procedimentos referentes à bolsa das águas, cuidados com o recémnascido normal, puerpério, mamas e aleitamento materno, e complicações de puerpério. O volume é fartamente ilustrado, favorecendo a visualizção de órgãos,equipamentos e procedimentos, constituindo um material didático perfeitamente adequado às necessidades dos alunos de cursos de auxiliar de enfermagem, por sua linguagem clara e objetiva e por sua própria forma de organização.

1. Enfermagem em Ginecologia

É de fundamental importância que o profissional de enfermagem, que presta assistência à paciente necessitada de cuidados, esteja atento ao quanto é embaraçoso para ela conversar com alguém sobre seus distúrbios da função e estrutura sexuais. Devido à vergonha e também ao medo de que sua intimidade venha a ser discutida em público, a mulher nega-se por vezes a revelar o que considera particular e, desta forma, a menos que os sintomas de ordem sexual e da reprodução se tornem agudos, evita procurar auxílio dos profissionais de saúde. Partindo do princípio de que os fatores emocionais e sociais estão muitas vezes associados a problemas físicos, o profissional que presta assistência em ginecologia deve considera sua atitude e ser atencioso e dedicado no atendimento à paciente que procura auxílio devido a anormalidades que envolvam a genitália, permitindo que ela participe nas condutas a serem tomadas e esteja sempre informada sobre o que está lhe acontecendo. Ao adotar essa conduta, o profissional estará promovendo um ambiente seguro e tranqüilo, reduzindo a sensação de dependência, aliando a isso a habilidade nos procedimentos técnicos, a assepsia cuidadosa e uma preparação e orientação adequadas acerca dos procedimentos diagnósticos e de intervenção. Abordaremos, nesta primeira parte, aspectos da reprodução feminina e masculina, algumas patologias pertinentes à reprodução, distúrbios das mamas e algumas doenças sexualmente transmissíveis.

Aparelho reprodutor feminino Revisão de anatomia e fisiologia Mamas (masto)
As mamas são duas glândulas situadas sobre os músculos peitorais, uma de cada lado do tórax. O chamado corpo mamário é composto de: alvéolos, aréola mamária, mamilo, ampolas galactóforas, canais galactóforos e canalículos.

estimulado pelos estrogênios dos ciclos sexuais mensais. que induzem o crescimento do estroma e do sistema canalicular. preparando-a para a reprodução de leite. além do aumento de gordura que lhe aumenta o volume tornando-a importante na função estética e na sexualidade. sendo somente desta forma acontece um total desenvolvimento.Mama vista em corte transversal O desenvolvimento da mama tem início na puberdade. Após a puberdade fica recoberto de pêlos. Vulva (Pudendo) Trata-se do conjunto de órgãos genitais externos femininos do qual fazem parte: • • Monte pubiano ou monte Vênus_ coxim gorduroso de tecido adiposo e conjuntivo sobre a sínfise pública. Grandes lábios_ duas grandes pregas cutâneas que protegem internamente a vulva como um todo . porém.Fig. durante a gravidez tem início um acentuado crescimento. 1.

. Após o parto.) Orifício vaginal_ abertura da vagina parcialmente coberta pelo himém. (Essas glândulas de Skene têm a mesma função das de Bartholin.) Glândulas de Bartholin ou Glândulas vestibulares maiores_ localizase uma de cada lado do orifício vaginal e normalmente são pequenas e não-palpáveis. 2 _ Vista frontal da vulva • • • Pequenos lábios_ duas finas pregas cutâneas que ficam localizadas entre os grandes lábios. cujo aumento durante a excitação sexual e o coito mantém o orifício e o canal vaginal lubrificado. composto de tecido erétil e contendo vasos e nervos. Geralmente é rompido durante o primeiro coito. os resquícios do hímen são chamados carúnculas himenais. Clitóris_ corpúsculos pequenos. É extremamente sensível e importante para a excitação sexual feminina. (O hímen é uma membrana delgada que possui um pequeno orifício pelo qual escoa a menstruação. Orifício uretral_ pequena abertura da uretra situada entre o clitóris e o orifício vaginal. Elas secretam muco.Fig. Os dutos das glândulas de Skene têm um calibre muito pequeno e se abrem exatamente de cada lado do meado uretral. • • Períneo O períneo é o espaço compreendido entre a extremidade inferior da vulva e o orifício anal.

Situa-se entre a bexiga e o reto. Interna: endométrio (mucosa altamente vascularizada. Útero_ órgão formado por um músculo oco e flexível cujo formato se assemelha ao de uma pêra invertida. A porção superior do corpo é conhecida como fundo uterino. Possui mobilidade e sua sustentação é feita por ligamentos às paredes pélvicas. O endométrio modifica-se para receber e alimentar o ovo durante a gestação. Função: é o órgão feminino da cópula (recebe o órgão sexual masculino durante o ato sexual). Os bacilos de Dördelein encontrados na vagina respondem pelo aumento do meio ácido que atua como barreira de defesa do aparelho genital. ao reto e à bexiga e pelos músculos perineais. e comunica o útero com o exterior. formado de parede flexível. Função do corpo: a musculatura flexível do útero se distende durante a gravidez para conter o feto. Tem em média 7 cm de comprimento. capaz de grande distensão. Serve de passagem para o fluxo menstrual e para o feto no parto. É composto de duas partes _ corpo e colo __.Órgãos genitais internos • • • • • • Vagina (colpo)_ canal constituído de tecido músculo-membranoso. ocupando uma posição oblíqua levemente antefletida. Sua parede (parede uterina) é composta de três camadas: Externa: exométrio ou perimétrio (derivada do peritônio). O útero fica situado atrás da bexiga e à frente do reto. Média: miométrio (muscular). . Tem em média 8 a 10 cm. que reveste também internamente as trompas e o cérvix). entre as quais encontra-se uma zona de transição chamada istmo.

Nele se localizam as criptas do colo. projeções semelhantes a franjas (também chamadas de fímbrias ou de pavilhão).Fig. que se prolongam até os ovários. dilata-se. tubas uterinas ou ovidutos. espermatozóides e ovos através das tubas. • Trompas uterinas (salpinge)_ também chamadas trompas de Falópio. Medem cerca de 10 a 14 cm e possuem. Contrações rítmicas da musculatura tubária e movimentos ciliares conduzem óvulos. até os ovários. são dois canais que se estendem. um de cada lado do útero. que são glândulas responsáveis pela produção do muco cervical. na extremidade que se abre na cavidade peritonial. no momento do parto. formando o canal do parto. Função: as trompas recebem o óvulo liberado dos ovários depois da ovulação: é o local da fecundação e o canal que conduz o ovo ao útero. . 3_ Vista dos órgãos genitais femininos internos em corte Função do colo (ou cérvix): o colo abre-se na vagina e.

Cada ovário tem em média de 3 a 5 cm de comprimento. para observar alterações referentes a: • Forma.4 Útero e órgãos associados • Ovários_ são duas glândulas sexuais (gônadas) da mulher . situadas uma em cada lado do útero. em forma de amêndoa. 2 Exames em ginecologia Exame de mamas  Realizado pelo médico _ por meio de inspeção e palpação. .Fig. Na camada externa do ovário encontram-se numerosas formações microscópicas denominadas folículos. 2 cm de largura e 1 cm de espessura. • Simetria. Função: produzir os óvulos que serão captados pelas tubas uterinas e secretar os hormônios ovarianos (hormônio estrogênio e hormônio progesterona). Cada folículo contém uma célula germinativa feminina. tamanho e coloração.

em pequenos movimentos circulares. • Gânglios infartados na região axiliar. na qual as mamas ficam flácidas).  Autopalpação das mamas _ realizada pela própria mulher. ou na primeira semana do mês para mulheres menopausadas. • • • • • Fig. • Pele infiltrada por edema e enrugada (aspecto de casca de laranja). o mamilo e a região axilar (fig. com os braços levantados acima da cabeça. Usando a polpa dos dedos.  Cuidados de enfermagem Orientar a paciente sobre a importância do exame periódico. em pé. 5 Auto-exame de mamas ao espelho . pus ou sangue ao se espremerem os mamilos. endurecimentos. 6). • Proceder à expressão do mamilo (apertá-lo entre os dedos). massas ou espessamentos). tendo a mão do lado a ser palpado embaixo da cabeça. Secreção papilar. a aréola. Etapas: • Observa-se no espelho. tumores. Nódulos (caroços. nas três posições Seguintes: com os braços pendentes ao lado do corpo. • Orientar a paciente sobre a importância e sobre como se faz a autopalpação das mamas. pressionando cada mama devagar mas firmemente. Lesões. Remover as roupas da paciente da cintura pra cima e cobri-la com lençol.5) • Palpar cada mama usando a mão do lado oposto. verificando se há secreções. deve ser feita mensalmente após a menstruação (ocasião propícia. palpar toda a mama. A palpação deve ser feita em pé (durante o banho é uma boa oportunidade) e também deitada.• • • • Aspecto do mamilo e aréola (podem estar retraídos). Posicionar a paciente em decúbito dorsal. e com as mãos na cintura (fig. Dor. em movimentos circulares. Orientar a paciente sobre em que consiste o exame.

O taque bimanual é o toque vaginal ou retal realizado ao mesmo tempo que a palpação do útero pelo abdome. hemorragia. 7 _ Toque combinado com palpação abdominal .Fig. Toque _ palpação dos órgãos genitais internos. que pode ser por via vaginal ou retal. edema. colo. Fig. corpo do útero. 6 Autopalpação Exame Ginecológico Etapa: • • Inspeção da genitália externa para detectar presença de infecção. Para o toque. utiliza-se luva esterilizada e lubrificante. fundo-de-saco. Avaliam-se condições de: vagina. secreção ou alteração do epitélio local. anexos e paramétrios.

Fig. hiperemia. • Presença de hemorragias pequenas (devido a lesões no colo ou vagina). inflamação. colo tracionado). • Presença de corrimento (que poderá ser normal ou patológica). 9 _ Modelos de espéculo .8 Representação em corte do toque combinado  Especular _ colocação de espéculo no canal vaginal para visualizar e avaliar: • Cor e aspecto da vagina e do colo do útero (lesões. histerometria. Fig.

• Remover a roupa da paciente da cintura pra baixo. . As posições que podem ser utilizadas para esse tipo de exame são: . -luvas estéreis. -gaze. Cobrir a paciente com lençol até que o médico chegue.Fig. -lubrificante. .posição ginecológica. Dar assistência ao médico. • Colocar a paciente em posição na mesa ginecológica. -antissépticos. -espéculos vaginais estéreis.posição de Sim’s. e .posição genupeitoral. 10 _ Modelos de espéculo em posição para exame • • •  Cuidados de enfermagem • Pedir à paciente para urinar e evacuar antes exame. • Orientar a paciente sobre o que será feito durante o exame. -foco de luz. • Trocar o forro da mesa de exame (lençol ou papel). Providenciar o material necessário: -banco giratório.

11 _ Paciente em posição ginecológica Atenção Deve-se evitar a contaminação da paciente. permite examinar visualmente o colo do útero. introduzido na vagina. citologia. lesões e carcinoma). cultura cervical (realizada quando há suspeita de infecção por Neisseria gonorrhoea ou Clamydia trachomatis). devendo a enfermagem providenciar o material adicional necessário. urina tipo I. Durante o exame ginecológico podem ser realizados outros procedimentos como: hemograma completo. providenciando material esterilizado (luvas. Colposcopia Trata-se de um exame mediante o qual o médico visualiza o colo uterino com o colposcópio (aparelho com lente de aumento e iluminação potente que. Trichomonas vaginalis ou microorganismos que causam infecções bacterianas). esfregaço a fresco (tem por objetivo detectar infecções vaginais por Candida albicans. soluções) e utilizando técnicas assépticas. espéculos.Fig. Papanicolau .

• Ter contato sexual por 24 horas antes do exame.Também conhecido como citologia oncótica ou prevenção de câncer do colo do útero. do ectocérvix (abertura do colo) e também do endocérvix (interior do colo). Fig. displasia ou neoplasias. o papanicolau consiste no estudo das células do cérvix e da vagina para analisar e identificar células alteradas com inflamação. a paciente não deve: • Estar menstruada. Para a realização da colheita. • Usar duchas ou medicamentos vaginais por 48 horas antes do exame. 12 _ Diagnóstico de câncer do colo – colposcopia . As células podem ser colhidas do fundo-de-saco posterior da vagina (conhecido por fundo-de-saco vaginal posterior ou fundo-de-saco de Douglas). O conteúdo é então espalhado sobre a lâmina e imediatamente fixado com uma solução fixadora.

É efetuada para estudo dos problemas de esterilidade.000 ciclos por segundo. que por sua vez são ampliados e registrados em uma tela osciloscópica que compõe uma fotografia da forma. feita com cureta. A paciente é colocada na posição ginecológica. O equipamento de ultra-sonografia diagnóstica emprega ondas ultra-sônicas em uma freqüência de 20. antes do exame deve-se administrar água. converte energia mecânica em impulsos elétricos.  Cuidados de enfermagem Esse exame não requer cuidado especial. pode-se introduzir soro fisiológico via uretral através de uma sonda vesical. • Oferecer absorvente higiênico à paciente. Ultra-sonografia Trata-se de um método simples. Quando o exame é urgente requer jejum. Todo esse processo leva cerca de 10 minutos. • Prescrever analgésicos. baseado na transmissão de ondas sonoras. a pelve e o abdome são examinados na forma linear. após o exame. Entretanto. Para isso.Histerosalpingografia Consiste em um exame radiológico do útero e das trompas de Falópio após a injeção de um contraste. para alivias as dores durante o exame. para evitar que o contraste manche sua roupa. chá ou refrigerante para a paciente. expondo-se o colo através de um espéculo. Curetagem endocervical Raspagem do interior do colo do útero. Curetagem endometrial . avaliação da permeabilidade das trompas e determinação da presença de patologia na cavidade uterina.  Cuidados de enfermagem • Preparar o intestino da paciente com laxativos e enteroclisma na véspera. para análise do material colhido. para evitar que as sombras gasosas prejudiquem as imagens radiológicas. O transdutor. Introduz-se uma cânula no colo e injeta-se um contraste radiopaco na cavidade uterina e nas distribuição dos meios de contraste. colocado em contato com o abdome. é necessário que a paciente esteja com a bexiga cheia.

feita com cureta. secreção papilar e alterações de forma. ovários e supra-renais. As displasias mamárias podem causar dor. para análise de material ou para esvaziamento do útero. • Retirada dos cistos ou tumores. • Primeira gestação tardia. menopausa artificial. exposição a radiações. As pacientes com displasias mamárias devem ser orientadas a fazer consultas médicas periódicas mesmo após o tratamento. dieta em gordura. cérebro. fígado. • Disfunções hormonais. uso de certas substâncias químicas e abuso de contraceptivos orais. • Nuliparidade. Podem ser percebidas durante a palpação ou ser indolores e percebidas somente por meio de exames.Raspagem do endométrio. principalmente nos pulmões. Patologias ginecológicas Mamas Displasias mamárias Levam ao aparecimento de cistos (formações que contêm líquido ou muco em seu interior).  . • História de patologia mamária benigna (displasias) ou de mastite. ossos. entre outros. Tumores malignos (carcinoma ou sarcoma) A incidência de tumores malignos na mama é alta. • Drenagem dos cistos. menopausa tardia. como mamografia e biópsia. menarca precoce. nódulos. endurecimentos ou tumores benignos (como o papiloma ou o fibroadenoma). não-lactação. que pode consistir em: • Reposição hormonal.  Fatores que predispõem ao aparecimento do câncer mamário: • História familiar de câncer mamário. O tumor pode aparecer uni ou bilateralmente e ainda disseminar-se pelo organismo. mesmo em mulheres jovens. • Outros: obesidade. Biópsia Retirada de tecido vivo para análise (estudo cito e histopatológico). Sinais e sintomas • Nódulos de vários tipos ou tamanhos (que crescem lenta ou rapidamente).

tamanho. • Apoio psicológico – a paciente precisará de apoio. conteúdo cavoaxilar e gânglios. Cuidado de enfermagem em casos de mastectomia No pré-operatório: Jejum. Além da mama. Tricotomia axilar e torácica. fazendo uma limpeza terminal no leito. mamografia (imagem radiológica das mamas). instalar material adequado para oxigenação (máscara de O². Tratamento _ o tratamento do carcinoma da mama é cirúrgico. • Alterações de forma. • Lesões. • Pele infiltrada pro edema (enrugada). • Dor (último sintoma a aparecer. em alguns casos são retirados músculos peritoniais. quando o estágio está avançado). além dos temores em relação ao câncer. arrumar a cama de operado. • Presença de secreção papilar (que pode estar purulenta e/ou sanguinolenta). na mesa de cabeceira. mesa de refeição.  • • • Retração da pele ou do mamilo. . • Gânglios axilares infartados. a retirada da mama. pois é difícil enfrentar a situação de mastectomia. O tratamento cirúrgico de radioterapia e quimioterapia. biópsia (estudo cito e histopatológico) e outros exames. cor ou simetria. suporte de soro.). etc. cateter de O² . A intervenção cirúrgica é a mastectomia. • Preparar a unidade de forma adequada para receber a paciente _ retirar as roupas de cama. isto é. encorajando-a a formular perguntas e fornecendo respostas adequadas com o objetivo de minimizar a ansiedade e esclarecer dúvidas. Diagnostico _ exame físico.

Fig. – tumores benignos da mama .

tendo por objetivo reduzir o edema. o volume e o aspecto na secreção coletada no dreno de aspiração “ Portovac”. Cuidados com o dreno de aspiração continua “Portovac”: .Fig. condições do curativo ( que geralmente é largo e compressivo. _ Câncer da mama No pós-operatório: • Receber a paciente na unidade de internação observando e anotando seu estado geral. prevenir hemorragia e facilitar a cicatrização da ferida cirúrgica).

• Os cuidados com esse braço devem ser observados.  Não usar roupas apertadas.  Usar sutiã de alças largas (distribui melhor o peso. • Colocar a paciente em posição confortável no leito. .Fechar a tampa da bomba mantendo-a pressionada. . fixando o tubo com a mão. para tentativas de levar a mão ao rosto ou pentear os cabelos. . facilitando o retorno venoso). interrompendo o fluxo. Porém o diagnóstico precoce nem sempre é feito. roupa. gradativamente. Toda mulher deve fazer o exame de autopalpação das mamas. • Orientar quanto à necessidade dos exercícios a serem feitos com o braço do lado operado. pelo uso de detergentes fortes. Evitar carregar objetos pesados desse lado (bolsa. amamentação sistemática e prolongada e auto-exame das mamas.  Usar luvas nas atividades domésticas (lavar louças.Soltar a pinça. . seguindo prescrição médica. o movimento do braço para trás deve ser evitado até a completa cicatrização. proceder à ordenha de forma delicada.Despejar o conteúdo drenado em um cálice graduado. IM.).Anotar volume e aspecto no prontuário da paciente. prevenindo lesões na pele. mantendo o braço do lado operado elevado sobre uma almofada a fim de melhorar a drenagem linfática e prevenindo o aparecimento de edema. passar para o antebraço e. O exame médico periódico deve ser feito anualmente por mulheres sem risco e semestralmente por mulheres com alto risco de desenvolver um câncer mamário. visando uma melhor adaptação a nova condição.Pressionar a bomba sobre uma superfície sólida. restabelecendo o vácuo. mensuração de PA. • Orientar a paciente sobre tratamento quimioterápico e radioterápico. A prevenção do câncer de mama inclui: incentivo da maternidade entre 20 e 30 anos. . caso haja. • Orientar a paciente sobre prótese e vestuário adequando.Observar se no tubo de drenagem há obstrução por coágulos.  Não cortar as cutículas das unhas. pois tanto a falta como o excesso de uso do membro poderá provocar linfedema e perda de função. porque esse membro está sem resistência contra infecções. que devem ser iniciados pela mão. .  Fazer uso de creme hidratante várias vezes ao dia (prevenindo ressecamento e prurido). SC E ID no braço do lado da mama operada.Abrir a tampa da bomba de sucção invertendo sua posição. impedindo que haja deslocamento do mesmo e perda da função. sacolas). • Não administrar medicação por via EV. cozinhar. etc. uma vez que as pacientes procuram o . . orientando a paciente quando aos cuidados a ter com esse braço.Pinçar o tudo de drenagem. próximo ao curativo.  Não se expor a sol forte. ferimentos. • Administrar analgésicos quando houver queixa de dor. . temperaturas elevadas e segurar cigarro aceso com essa mão (evitando queimaduras). devendo evitar cortes. devido a vasos capilares e linfáticos seccionados.

chamados de vulvovaginites • • • •  Sinais e sintomas Hiperemia e edema. • Problemas dermatológicos. devido a prevalência de tabus no meio social e a inibição da mulher. sabões. • Ausência de bacilos de Döderlein (barreira de defesa do aparelho genital). Glândulas de Bartholin inflamadas (aumentadas e dolorosas). • Causas inespecíficas (quando se desconhece a causa da doença). tricomonas. melhores serão os resultados. uma vez que o êxito do tratamento depende do estágio em que se encontra a doença.  Tratamento _ pode variar conforme a causa. etc. Quando mais precocemente for descoberta. .médico quando já se encontram com a doença em fase avançada. • Baixo teor de acidez na vagina (o pH ácido da vagina constitui uma barreira de defesa. candidíase. A vagina de criança e de mulheres idosas é menos resistente a infecções. Corrimento vaginal. Fazer lavagem vaginal (banhos de assento). Perspiração no local aumentada. É importante também conscientizar a população feminina para que procure auxílio médico preventivo.). bacilos difteróides e vírus de herpes tipo II. geléias contraceptivas. • Distúrbios endócrinos (ex: diabetes melito). pois a acidez detém os germes. Dor e prurido. • Estreptococos. consiste em: Tratar as doenças concomitantes. gonococos. melhor a qualidade de vida e maior a sobrevida da paciente. Agentes infecciosos (mais comuns: estafilococos). pós.  Causas _ vários fatores podem contribuir para o aparecimento da vulvovaginite: Higiene local precária. tecidos. Vulva e vagina Vulvovaginite Vulvite = inflamação da vulva Vaginite ou colpite = inflamação das paredes da vagina A vulvite e a vaginite geralmente são processos inflamatórios associados. devido á pouca acidez). • Doença venérea associada. Alérgenos (perfumes. De modo geral.

Fig. Afecções vulvares

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Aplicar óleos ou pomadas vaginais; Antibioticoterapia (que pode ser local, por via oral ou parenteral);

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Tomar analgésicos, antiinflamatórios; No caso de formação de abscessos, fazer a drenagem cirúrgica; • Se houver formação de cisto nas glândulas de Bartholin, elas poderão ser extirpadas (bartholinectomia).  Cuidado de enfermagem _ orientar a paciente sobre: • Higiene do local; • Evitar uso de roupa muito apertada; • Evitar coçar, já que isso pode piorar o problema; • Importância do tratamento do companheiro simultaneamente, pois a reinfecção pode ocorrer com as relações sexuais; • A necessidade de observar os cuidados de higiene local e de boa alimentação para melhorar as condições gerais de defesa das crianças. A enfermagem tem importante atuação ao ensinar as pacientes sobre o uso correto dos medicamentos prescritos, banhos de assento, higiene pessoal e familiar.

Leucorréia
Conhecida como “corrimento”, é a secreção produzida na vagina ou no colo do útero, em função de uma infecção que se exterioriza. • • • • • • • • • • •  Sinais e sintomas: Aspecto espesso e profuso; Cor amarelada; Odor fétido; Muco, grumos ou sangue.  Podem ocorrer também: Prurido; Disúria; Ardor local (queimação); Edema; Hiperemia; Desconforto; Dispareunia (coito doloroso).  Diagnóstico _ feito pelo exame clínico e pela colheita do material para exames laboratoriais, que podem ser: parasitológico, bacterioscópico e cultura do conteúdo vaginal.  Causas _ os principais causadores da leucorréia são: Trichomonas vaginalis: protozoário natural do trato vaginal. Quando há deficiência na defesa da vagina, pode ocorrer proliferação desse microorganismo, ocasionando a esverdeado, cremoso e espumoso, acompanhado de prurido vulvar. Candida albicans: fungo que causa a candidíase ou monilíase. A vulva e a vagina apresentam-se hiperemiadas, com placas brancas aderentes às paredes e corrimento branco com grumos. O prurido vulvar é intenso.

É comum o aparecimento de monilíase em pacientes que estejam usando antibióticos, pois reduzem o número de microorganismos protetores do trato vaginal (bacilos de Haemophilus vaginalis ou corinebacterium, Clamydia trachomatis, gonococos, estreptococos, estafilococos, colibacilos, bacilos difteróides, vírus de herpes tipo II e outros.  Tratamento _ o mesmo da vulvovaginite.

Útero
Cervicite
É uma inflamação aguda ou crônica localizada no colo do útero. A cervicite pode ser decorrente de influencias hormonais ou de infecção. A paciente se queixa de corrimento espesso, que pode apresentar raias de sangue. O colo do útero encontra-se inflamado, avermelhado. É preciso realizar exames para descartar ou confirmar a hipótese de fase inicial de carcinoma.  Tratamento _ depende da fase do processo inflamatório e consiste em: • Antibioticoterapia por via parenteral ou oral; • Aplicação vaginal de antibióticos; • Cauterização com eletrocautério; • Cauterização com agentes químicos. As pacientes submetidas à cauterização devem ser orientadas para: Diminuição da atividade diária por alguns dias; Abstinência sexual por tempo determinado pelo médico; Observação da secreção vaginal (havendo sangramento, procurar o médico).

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Mioma e Fibroma
Trata-se de um tumor benigno de evolução, instalado no corpo do útero. Mioma = composto de tecido muscular Fibroma = composto de tecido fibroso Fibromioma = composto de tecido fibroso e muscular  Sinais e sintomas Perturbações menstruais (como pequenos sangramentos contínuos); Dor abdominal (cólicas); Aumento do volume do ventre; Aborto;

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recebe cuidados especiais. Infecções genitais. Após a cirurgia a paciente pode ser submetida à radioterapia e quimioterapia. O fato de os judeus praticarem o ritual religioso da circuncisão facilita a higiene e a limpeza do genital masculino. seguida da remoção dos anexos para impedir a disseminação da doença. fazendo com que a fonte radioativa fique próxima do colo do útero. cobalto ou irídio) no interior do aparelho. A paciente permanece durante 72 horas com a fonte radioativa no canal vaginal e. a paciente é levada ao quarto apropriado. com maior incidência. O carcinoma costuma aparecer entre os 30 e os 90 anos. Secreção aquosa vaginal espontânea ou ao toque do colo. Disúria. procedimento realizado no centro cirúrgico. pode ser realizada uma profunda conização fina do colo. podendo aparecer posteriormente: Hemorragia uterina fora do período menstrual ou após menopausa. devendo-se remover todo o tecido maligno. O carcinoma pode ocorrer in situ (localizado) ou invasivo (do tipo que evolui para metástases em vários órgãos). O câncer do colo do útero ocorre com maior freqüência em multíparas e mais ainda nas poligestas. Em seguida. ocorrendo maior incidência em torno dos 60 anos para o câncer do tipo invasivo.• Esterilidade.  Tratamento _ o tratamento é cirúrgico e consiste na miomectomia ou na histerectomia total ou parcial. onde são colocadas pastilhas radioativas (de césio 137. permitindo a concepção. Corresponde à terceira maior causa de mortalidade de mulheres. Inicialmente o quadro é assintomático. papanicolau. Radiomoldagem _ tratamento de radioterapia utilizado para pacientes com câncer ginecológico. Carcinoma É um tumor maligno que atinge o corpo ou. durante esse período. pois não pode levantar-se do leito.  Diagnósticos _ o diagnostico é feito por meio de exames físicos. desde que mantida sob rigorosa observação. É introduzido um aparelho na via vaginal. Aumento do ventre. A histerectomia pode ser parcial ou total. Se a mulher é jovem e deseja mais uma gestação. • • • • • . Isso resulta em uma freqüência de câncer de colo seis vezes menor nas mulheres judias.  Tratamento _ o tratamento cirúrgico.  Sinais e sintomas _ dependem da evolução do tumor. o colo do útero. No caso de carcinoma in situ pode haver cura definitiva após a exérese do tumor. teste de Schiller e biópsia.

Figuras abaixo: Fig. o útero sai para o conduto vaginal.Prolapso e procidência do útero O prolapso do útero ocorre devido ao relaxamento dos ligamentos e dos músculos perineais que sustentem o útero. Prolapso . exteriorizando-se total ou parcialmente. Quando o útero atravessa a abertura da vagina. O prolapso pode ser discreto (com abaixamento do colo) ou acentuado. Em outras palavras. esse fenômeno recebe o nome de procidência uterina.

Fig. Prolapso .

Prolapso Cistocele .Fig.

empurrando a parede posterior da vagina situada diante dele para frente. A paciente tem a sensação de pressão pélvica e incontinência urinária ou observa aumento da freqüência urinária. Fig. causando incontinência de fezes e gases. devido ao enfraquecimento dos tecidos de sustentação. e com o esforço da paciente. em direção ao orifício vagina. pode ocorrer também a retocele. Colporrafia anterior (correção da parede anterior da vagina) para cistocele. Retocele Com a descida do útero e a cistocele. Pode haver lesão do esfíncter anal. exterioriza-se na vulva. Exercícios perineais podem diminuir a fraqueza dos músculos nos estágios precoces de cistocele. O relaxamento da parede vaginal posterior permite a protuberância do reto com a vagina. _ Cistocele. o reto estufa.Com a descida do útero. pode ocorrer a descida da bexiga (cistocele). O relaxamento da parede vaginal anterior permite a protuberância da bexiga com o esforço.  Tratamento _ para todos os casos é cirúrgico e consiste na fixação correta do útero e na correção dos tecidos de sustentação mediante: Histeropexia (fixação do útero). • • . com o esforço. Fig. Retocele. isto é.

analgésicos. A sintomatologia é variável. mas regride espontaneamente. como o cisto funcional. atingindo com maior freqüência as mulheres idosas. Deve-se dar especial atenção ao preparo e apoio psicológico dispensados às pacientes. porém as queixas mais comuns são: sensação de peso pélvico e dor no baixo – ventre (cólicas). Carcinoma de ovário É um tumor maligno que se instala no ovário.  Sinais e sintomas _ a sintomatologia depende da fase de evolução do processo. O tratamento do cisto de ovários é cirúrgico e consiste na retirada do cisto _ ooforectomia. Após a radioterápico e quimioterápico.  Tratamento _ o tratamento clínico é feito com: antibióticos. Nos casos graves. são acometidos pelo processo. semilíquido ou pastoso.• Colporrafia posterior ou perineorrafia (correção da parede posterior da vagina e do períneo) para retocele. pois algumas das cirurgias ginecológicas são mutilantes. isto é. Existem vários tipos de cisto de ovários. Ovários e tubas uterinas Cisto de ovário O cisto é um tumor com conteúdo líquido. a anexite abrange a ovarite (inflamação de ovário) e a salpingite (inflamação de tuba uterina). porém os sintomas mais comuns são: • Dor no baixo-ventre. de um ou dos dois lados. • Temperatura elevada na fase aguda. Anexite A anexite é um processo inflamatório que ocorre nas tubas e ovários. O tratamento é cirúrgico e consiste na ooforectomia. Assim. que piora durante o período menstrual. Geralmente ambos os órgãos. antipiréticos e repouso. que causa dores. faz-se a histerectomia. O tratamento cirúrgico consiste na retirada dos anexos.  Cuidados de enfermagem _ os cuidados de enfermagem no pré e pós-operatório das cirurgias ginecológicas são os mesmos de rotina para as cirurgias abdominais. salpingectomia e ooforectomia. A sintomatologia é semelhante à do cisto de ovário. de . náuseas e vômitos. • Sudorese.

Durante a menacme ocorrem os ciclos menstruais. Principais hormônios Hormônios FSH (hormônio folículo-estimulante) LH (hormônio luteinizante) Prolactina ou lactogênio ou luteotrófico Ocitocina Estrogênio Progesterona Testosterona HCG (hormônio gonadotrofina coriônica) Órgão produtor Hipófise Ovários Ovo . ondas de calor. indicando o final da vida reprodutiva da mulher. Durante o climatério ocorre a menopausa. intercalada de períodos de hemorragia. Climatério Nesse período os ciclos menstruais tornam-se irregulares. palpitações passageiras. Muitas mulheres apresentam distúrbios menstruais caracterizados por escassez das menstruações. O climatério é conhecido como “idade crítica”. a menacme. pois algumas mulheres sentem insônia e irritabilidade nessa fase.modo que elas necessitam de todo carinho. resultando em suores. Hormônios sexuais femininos A seguir é apresentado um quadro dos hormônios sexuais femininos e os órgãos responsáveis por sua produção. Menacme É a fase reprodutiva da vida da mulher. amparo e compreensão dos que lhes prestam assistência. Podem também ocorrer alterações vasomotoras. elevado da pressão arterial. que tem início com a menarca e termina com a menopausa.

hormônios que controlam a função das gônadas. isto é. Na puberdade a hipófise inicia a secreção dos hormônios gonadotróficos. Fig. onde irão exercer sua função. Hipófise . que as transporta para outras células do organismo. • Estimula a secreção do hormônio estrogênio pelos folículos ovarianos.Funções dos hormônios Os hormônios são substancias químicas produzidas por uma glândula e secretadas para o sangue.  FSH _ hormônios folículo-estimulante • Estimula o crescimento dos folículos ovarianos até o estado de folículo de Graaf.

• • •  LH _ hormônio luteinizante Estimula o aumento da secreção do hormônio estrogênio através dos folículos ovarianos. crescimento do útero. Exerce ação inibidora sobre o LH e o FSH.  Progesterona Prepara e estimula as mamas para a lactação. Estimula as criptas do colo para que produzam muco cervical. impedindo que ocorra a ovulação durante a gravidez e a amamentação. produzindo a contração uterina. Provoca a produção do leite. no entanto. Prepara o endométrio para receber o ovo. quando cessa a ação do estrogênio e da progesterona. desenvolvimento e manutenção da vulva e vagina. Sabe-se. Estimula o desenvolvimento do endométrio durante o ciclo menstrual. Estimula a mobilidade dos músculos das trompas uterinas. após a expulsão da placenta. Estimula a maturação e o rompimento do folículo de Graaf (fazendo com que ocorra a saída do óvulo: a ovulação).  Prolactina • • • •  Não se sabe ao certo quando a prolactina inicia e quando termina sua ação. favorecendo o transporte do óvulo fertilizado. crescimento de pêlos pubianos. o estrogênio é responsável pelos caracteres sexuais femininos (desenvolvimento das mamas. Ovulação • • • • •  . que: Atua na formação do corpo lúteo. Os dois hormônios ovarianos – estrogênio e progesterona – são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Prepara a glândula mamaria para a lactação. Ocitocina • • Atua no parto e após o parto. É responsável pela descida do leite. •  Estrogênio Conhecido como hormônio feminino. pigmentação da aréola mamária e da vulva. Contribui para que o folículo vazio se transforme em corpo lúteo (também chamado de corpo amarelo ou corpo albicans) e secrete o hormônio progesterona. crescimento dos ossos). concentração de tecido adiposo em áreas como quadris e coxas.

A ovulação corre em um único dia do ciclo menstrual. Fig. 14 dias ou mais ou menos 2 dias antes da menstruação seguinte.000 folículos. Esquema do óvulo humano Os ovários são constituídos por numerosas formações microscópicas denominadas folículos. liberando o óvulo. se rompe. Mensalmente. tendo atingido seu desenvolvimento máximo. por estímulos hormonais. a mulher possui dois ovários mais ou menos 400. apenas um folículo amadurece. Na puberdade. porém somente de 300 a 400 deles irão amadurecer durante o período da menacme. Ao nascer. Ovulação Fig.• É o processo que ocorre no ovário quando o folículo maduro. os folículos iniciam seu processo de amadurecimento. Cada folículo contém uma célula germinativa feminina (oócito) que permanece em repouso durante toda a infância. O folículo .

Esse processo é denominado ovulação. dando saída ao óvulo.quem contém célula-ovo imatura cresce e incha. o ovo formado caminhará até o endométrio. Opsomenorréia: cada 35 ou 40 dias.30 • • • Duração _ 3 a 5 dias Hipomenorréia: menos de 3 dias. Após a ovulação o folículo rompido se transforma em corpo lúteo. que reduz pela metade seu material genético. • Fase pós-ovulação Se o óvulo liberado durante a ovulação não for fecundado por um espermatozóide. A célula reprodutora feminina (gameta) que resultou do processo da ovulação contém metade da informação genética necessária para produzir o ovo. Hipermenorréia: mais de 5 dias. Menorragia: profusa quantidade de sangue. o folículo de Graaf se rompe. dando inicio a um novo ciclo menstrual. Intervalo _ 28 a 30 dias Polimenorréia: cada 15 dias (2 vezes por mês) Proiomenorréia: cada 20 ou 25 dias. cessando a produção de hormônios. ele morrerá depois de 12 ou 24 horas. Dentro da célula-ovo ocorre a divisão por meiose. • Período fértil É o período do ciclo menstrual em que ocorre a ovulação e em que a mulher pode engravidar se mantiver relação sexual sem proteção anticoncepcional. ocorre a descamação do endométrio (menstruação). Espaniomenorréia: cada 2 a 3 meses. Quantidade _ 100 a 500 ml Oligomenorréia: escassa quantidade de sangue. • • • • • • • • • . Após a morte do óvulo. onde irá se implantar. o corpo lúteo regredirá. Se o óvulo morrer. cuja função é secretar hormônios. e o corpo lúteo vai se manter por mais algum tempo secretando os hormônios necessários durante a gravidez. Se o óvulo liberado durante a ovulação for fertilizado pelo espermatozóide. Características e alteração do ciclo menstrual Ciclo eumenorréico: b3 – 5c 100 a 500 ml 28 . geralmente com coágulos. Amenorréia: ausência de menstruação. Ao atingir o desenvolvimento máximo (por estímulos hormonais). formando uma protuberância na superfície do ovário.

• •

Menóstase _ suspensão brusca da menstruação antes do tempo normal de seu término (influências hormonais). Dismenorréia _ síndrome da menstruação, caracterizada por depressão, nervosismo, mastalgia, náuseas, cólicas e mal-estar geral. Metrorragia _ perda sanguínea genital atípica: Surge em qualquer época do ciclo; Ocorre entre as menstruações; Pode ser prolongada por vários dias ou meses, podendo cessar ou reaparecer sem a periodicidade própria do ciclo menstrual normal; Surge com freqüência na puberdade, sendo conhecida como hemorragia disfuncional.

• • • • •

Todo o processo do ciclo menstrual é comandado por hormônios produzidos nos ovários, sendo estes, por sua vez, estimulados por hormônios secretados pela hipófise, que é uma glândula localizada no cérebro. Qualquer problema que altere o funcionamento do glândula hipófise também afeta os ovários, que podem atrasar a liberação de óvulos ou parar de funcionar e, conseqüentemente, afetar o processo do ciclo menstrual. Logo após a menstruação, o colo do útero se fecha e se encontra duro. Há ausência de muco cervical (ou somente um pouco de muco infértil). É um período de infertilidade. Nesse período, os ovários se encontram em baixa atividade, e isso funciona como uma mensagem para que a glândula hipófise secrete hormônio FSH (hormônio folículo-estimulante). Esse hormônio atuará sobre os ovários, dando inicio ao processo de desenvolvimento dos folículos, que, por sua vez, iniciam a produção do hormônio estrogênio. A seguir são apresentadas as ilustrações das fases pré-ovulatória, de ovulação e pós-ovulatória, mostrando o que ocorre quando há e quando não há fecundação.

Fig. Fase pré-ovulatória (logo após a menstruação)

Fig. Fase Pré-ovulatória (preparo para a ovulação)

Fig. Ovulação. Ocorre em um só dia de cada ciclo. É o dia do ápice do muco cervical. O momento da ovulação depende dos níveis adequados de hormônio.

Ovulação sem fecundação Fig. Fase pós-ovulatória sem fecundação .Fig.

Fig. Ovulação com fecundação. Fase pós-ovulatória com fecundação . os espermatozóides. ajudados pelo muco. alcançam o óvulo e ocorre a fecundação Fig. Se no período fértil houver relação sexual.

Métodos anticoncepcionais Os problemas socioeconômicos vividos pela população brasileira carente impõem a implementação de uma política de educação sexual que abranja todos os segmentos da sociedade. O número encontrado será o primeiro dia do período fértil. sob influência dos hormônios do ovário. em geral. a mulher marca em um calendário os dias em que a menstruação ocorre em cada ciclo. Essa escolha deve estar baseada nas necessidades do casal. Método de Billings (ou da ovulação) Para utilizar esse método. entrar no mérito dos muitos pontos de vista sobre o assunto. durante seis meses seguidos. Um ciclo completo vai do primeiro dia de menstruação até o dia anterior à próxima. no período do 8º ao 19 º dia essa mulher não deve ter relações sexuais. Para calcular o período fértil. coloração e consistência desse muco. Os principais métodos de abstinência periódica são a tabelinha e o método de Billings. contudo. dura 24 a 32 dias. a mulher deve estar atenta à lubrificação da vagina. Exemplo: Duração dos ciclos: 26 a 30 dias Subtrai-se 18 de 26 (ciclo mais curto) e 11 de 30 (ciclo mais longo): 26 – 18 = 8 30 – 11 = 19 Os números 8 e 19 indicam. basta ver nas anotações o ciclo mais curto e subtrair 18. uma vez que entendemos ser estritamente pessoal a opção por este ou por aquele método. Tabelinha Por esse método. respectivamente. isto é. Métodos naturais O uso dos métodos naturais é baseado em um conhecimento relativo da fisiologia feminina de modo que a mulher possa identificar seu período fértil e o casal evite as relações sexuais nesses dias. Para escolher um bom método de planejamento familiar é preciso conhecer todos. a mulher pode identificar seu período fértil. para conhecer a duração dos ciclos. Observando a diferença de quantidade. . Neste item analisamos os métodos anticonceptivos sem. analisando-se as indicações e contra-indicações para cada caso. produz um muco (sem cheiro forte nem coloração escura). Para achar o ultimo dia fértil. que ocorre porque o colo uterino. o início e o fim do período fértil. é só pegar o ciclo mais longo e subtrair 11.

Os principais são a camisinha e o diafragma. Transparente e elástica (semelhante à clara de ovo crua) = maior chance de engravidar Fig. protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Uma das vantagens de seu uso é a proteção do colo uterino durante a relação sexual. constituem uma barreira à concepção. Diafragma Trata-se de um pequeno dispositivo de borracha. o diafragma deve ser utilizado com uma geléia espermicida. impedindo a penetração do esperma no colo uterino e nas trompas da mulher. que é colocado no fundo da vagina antes da relação sexual e só deve ser retirado seis horas depois.Secreção mucosa abundante. de formato oval. é preciso observar a qualidade do produto. A camisinha deve ser colocada no pênis rígido antes da penetração e retirada após a ejaculação. Para maior segurança. Para maior segurança. que é oferecido em muitos centros de saúde. Esse método exige um treinamento prévio. Esquema do método de Billings Métodos de barreira São os métodos que. que não deve ser guardado em locais úmidos e pouco ventilados. prevenindo o aparecimento de ferimentos. pois. . Camisinha É um método cada vez mais difundido. além de evitar a gravidez indesejada.

O DIU é um método excelente para a mulher que já tem filhos. • Anemia. Também para optar por esse método a mulher deve conhecer as contraindicações: • Sangramento exagerado durante a menstruação – porque ele aumenta o sangramento menstrual. evitando que se encontre com o óvulo. doenças hepáticas. é muito difícil engravidar. DIU O DIU (dispositivo intra-uterino) é um pequeno aparelho de cobre e plástico que deve ser colocado dentro do útero por um médico habilitado. infecção no útero. só ocorrendo quando ele está mal posicionado no útero. Quando usada corretamente. Pode ser usado por tempo indeterminado e é altamente eficaz. São raros os casos de gravidez com o uso do DIU. . deve ocorrer a menstruação. Não é recomendada a mulheres com idade superior a 38 anos. hipertensão e diabetes. Essas gestações não causam malformação na criança. é preciso conhecer suas contraindicações.Método hormonal A pílula anticoncepcional tem sido amplamente difundida. de sete dias. porém o risco de o feto se localizar nas trompas é maior. exigindo consulta médica prévia. que não quer ou não pode fazer uso da pílula ou que não deseja uma esterilização. Toma-se um comprimido por dia a partir do quinto dia do ciclo. nas trompas uterinas e nos ovários – pois ele pode agravar a doença. de preferência sempre à mesma hora. até o final da cartela. a fumante _ principalmente as que fumam com exagero _ e as que tem varizes. num procedimento relativamente indolor. No intervalo seguinte. Para optar pelo uso da pílula anticoncepcional. Ela pode ser usada por mulheres jovens durante um período relativamente longo (5 a 7 anos). Seu emprego deve estar dentro dos limites de segurança. Sua função é impedir a movimentação do espermatozóide dentro do corpo da mulher.

é importante que a decisão de adotar esse método seja tomada após analise profunda e madura. Pode ser feita através de incisão no fundo da vagina ou por laparoscopia. que não mais poderão unir-se ao óvulo. Esterilização em mulheres ou laqueadura É uma cirurgia relativamente simples. Dois tipos de DIU (dispositivo intra-uterino) Esterilização Como a esterilização impede definitivamente a possibilidade de gravidez. mediante pequena abertura no abdome.Fig. impedindo-se assim a passagem dos espermatozóides. cirurgia pela qual se introduz um tubo óptico pelo lado do umbigo e efetua-se a ligadura das trompas. nunca após um parto normal ou cesariana. Esterilização feminina (laqueadura) . Fig. pois o arrependimento pode vir meses ou anos depois.

a vasectomia é pouco utilizada no Brasil. implantação. o parto e o puerpério. Suas preocupações estão voltadas para a concepção. crescimento e expulsão do feto. É uma cirurgia bastante simples e segura. pois a ereção. a clínica de obstetrícia deve ser constituída das seguintes unidades: • Ambulatório de pré-natal. puerpério e puericultura. Por um forte preconceito _ o machismo _. Fig.Esterilização masculina ou vasectomia Realizada através de uma pequena abertura ao lado da bolsa escrotal. Clínica e centro obstétricos Para o atendimento à gestante. podendo ser feita com anestesia local. . para bloquear o canal por onde passam os espermatozóides. A cirurgia não interfere nas relações sexuais. a quantidade de sêmen ejaculado e seu aspecto não se alteram. que vai dos testículos até o pênis. Esterilização masculina (vasectomia) Enfermagem em obstetrícia Obstetrícia é o ramo da medicina que cuida das mulheres durante a gestação. Optar por esse método ou pela laqueadura é uma decisão que deve ser tomada conjuntamente pelo casal sob orientação médica.

mascaras e gorro. Possui salas de parto para o atendimento a parto normal ou cesariana. Enfermarias ou quartos para puérperas patologias que precisam de isolamento. Enfermarias ou quartos para puérperas. etc. Fig. Centro obstétrico (salas de parto). fertilização ou concepção Fecundação. propé. O centro obstétrico O centro obstétrico é um local restrito onde são empregadas as mesmas técnicas assépticas usadas no centro cirúrgico. Unidade de berçário. Fecundação Fecundação. O óvulo fertilizado recebe o nome de ovo ou zigoto. copa. Demais dependências. Espermatozóide e oogênese .• • • • • • • Sala de admissão de parturientes. fertilização ou concepção é a união do espermatozóide com o óvulo. incluindo uso de uniforme privativo. como posto de enfermagem. Enfermarias ou quartos para parturientes.

são responsáveis pela alimentação das células) e em embrioblastos (localizados no centro do blastócito. Quando as células da mórula já podem ser distinguidas. O ovo se divide e se subdivide sucessivamente. origina duas novas células iguais chamadas blastômeros. Nas primeiras divisões não há crescimento do tamanho ou da massa celular. fecundação. . 16 blastômeros. Fig. mesoderma e endoderma). que possui células diferenciadas em trofoblastos (localizados na camada superficial. Logo após a fecundação por um único espermatozóide. Ovulação. O ovo formado possui a quantidade de informação genética (cromossomos) necessária ao desenvolvimento de um novo ser. No entanto. liberando uma enzima capaz de destruir seu envoltório. são responsáveis por formar o corpo do futuro embrião através de três folhetos germinativos: ectoderma. para que seja rompido o envoltório do óvulo. passa a 4. é preciso que milhares de espermatozóide ataquem o óvulo. 8. a membrana do óvulo torna-se impermeável aos demais espermatozóides. Ele é então conduzido por movimentos ciliares e contrações da trompa uterina para o útero.Sabemos que somente um espermatozóide penetra no óvulo. Através da divisão por mitose. e assim por diante. é chamado de mórula. nidificação Ao construir um conjunto de várias células arredondadas (semelhantes a amoras). segmentação. Chega ao útero por volto do quinto dia e adere à mucosa uterina – o endométrio – por volta do sexto ao oitavo dia após a fecundação. ela recebe o nome de blastócito. Repetindo o processo. multiplicando-se enquanto avança em direção ao útero. O zigoto inicia sua evolução mediante um processo divisório das células.

o óvulo é captado pelas fímbrias da tuba uterina. refere-se ao número de gestações: nuligesta – mulher que nunca esteve grávida. É do endométrio que o ovo irá retirar as substâncias necessárias à sua sobrevivência. é chamado de feto. primeira menstruação de uma mulher. podendo ser fertilizada na porção ampolar da tuba.O blastócito adere à mucosa uterina e aí vai escavando um ninho e penetrando no endométrio. secundípara – mulher que está tendo um parto de feto viável pela segunda vez. uma vez que o espermatozóide não sobrevive mais que 30 horas no trato genital feminino. Apenas depois de um ano última menstruação a mulher é considerada menopausada. cordão umbilical e líquido amniótico que nutrirão e protegerão o concepto em suas fases evolutivas. geminigesta – mulher grávida de gêmeos. sofrendo transformações progressivas. o ovo migra até a cavidade uterina implantando-se no endométrio na fase de blastocisto. está no puerpério. primigesta – mulher que está grávida pela primeira vez: secundigesta – mulher grávida pela segunda vez. última menstruação de uma mulher. referente ao número de partos: nulípara – mulher que nunca teve um parto. multípara – mulher que já teve mais de um parto. Gestação Menarca Menopausa Nutriz “-para” Parturiente Puérpera Puerpério Anexos que se originam do ovo Ao ser liberado. fertilização. mulher que amamenta. membranas. . Terminologia Concepção Gesta fecundação. Do momento da nidação até a oitava semana de gestação o ovo passa a ser chamado de embrião. cordão umbilical e membranas fetais. placenta. multigesta – mulher que engravidou várias vezes. muito provavelmente nas 24 horas que se sucedem ao coito. período pós-parto. primípara – mulher que tem um parto de feto viável pela primeira vez. A implantação do ovo no endométrio é chamada de nidação e ocorre por volta do sétimo dia após a fecundação. geminípara – mulher que pariu gêmeos. mulher que está no pós-parto. dando origem aos anexos embrionários. Uma vez fecundado. Da oitava semana até o nascimento. grávida. Do ovo originam-se o embrião e também os anexos: placenta. prenhez. mulher que está em trabalho de parto.

permitindo trocas materno-fetais. Essa parte apresenta duas faces: • Face materna: de cor vinhosa. brilhante. Apresenta em média 20 cm de diâmetro. É a comunicação do feto com a mãe. compreendendo uma complexa estrutura de tecidos e vasos sangüíneos. de 2 a 3 cm de espessura e pesa aproximadamente 500 g no final da gestação.Placenta Órgão formado por tecido materno e fetal. Também é chamado de secundina após o parto. A placenta tem forma arredondada e dimensões variáveis. onde se insere o cordão umbilical. A parte da placenta formada por tecido fetal é a que comumente chamamos de placenta. . encontra-se aderida ao útero. • Face fetal: lisa. cinza-azulada.

Trocas gasosas (oxigênio e gás carbônico). algumas substâncias nocivas conseguem atravessar a placenta. progesterona e gonadotrofina coriônica. importantes na manutenção da gravidez. Secreção de hormônios: Estrogênio.Fig. Cordão umbilical . Passagem transplacentária de nutrientes e detritos eliminados Funções • • • Barreira: Impede contato direto do sangue materno como sangue fetal. Impede passagem de substâncias nocivas e microorganismos (vírus. rubéola. Anticorpos. No final do quarto mês. porém. como álcool e nicotina do cigarro. bactérias). Realizações de trocas materno-fetais: Substâncias nutritivas e detritos. e também alguns microorganismos: sífilis. a estrutura da placenta está completa. • • • • • • Geralmente a placenta é implantada no fundo do útero. toxoplasmose. mas ainda crescerá.

Canal de ligação entre o feto e a mãe. que é m média de 50 cm. o âmnio situa-se internamente à bolsa. O cório é a membrana que se situa externamente à bolsa. A passagem de gás carbônico com substâncias não-aproveitadas do feto para a placenta é feita elas artérias. ocasionado o sofrimento fetal. e é mais fino que o cório. que formam a bolsa amniótica. Cordão longo: pode enrolar-se no pescoço do feto ou sofrer prolapso quando a bolsa das águas se rompe. • • • Problemas que podem surgir Cordão curto: pode causar o deslocamento da placenta. mas pode variar de 30 cm a 1 m. A passagem de oxigênio com substâncias nutritivas da placenta para o feto é feita pela veia. perto do útero. sendo também chamado de membrana amniótica. perto do feto. Membranas fetais São as membranas cório e âmnio. O cordão umbilical desenvolve-se com o feto e tem um aspecto torcido e espiralado ao longo de todo o seu comprimento. . compreendendo geralmente uma veia e duas artérias.

Fig. O ciclo respiratório materno-fetal. anotados somente os valores do oxigênio. Nela está contido o líquido amniótico. Funções . • • Bolsa amniótica _ é a chamada bolsa das águas.

5 com e pesando 5 g. o embrião está medindo 2. Polidrâmio (muita água): mais de 1l. Começam a aparecer as formações de braços e pernas. Desenvolvimento fetal Durante os primeiros dias após a implantação. Oligâmnio (pouca água): menos de 1l. No final da quarta semana de desenvolvimento. o âmnio e a vesícula vitelina se diferenciam. O feto começa a fazer movimentos. Volume Normal: aproximadamente 1l. o feto aumenta consideravelmente de tamanho: mede cerca de 15cm e pesa aproximadamente 200g. Mantém a temperatura corporal do feto. então. Funções Impede aderência do feto ao âmnio. No final do terceiro mês ou décima segunda semana. urina fetal e vérnix caseoso. eletrólitos e outras substâncias. Líquido esverdeado: sofrimento fetal. A cabeça é maior em relação ao resto do corpo. do líquido contido na bolsa amniótica. sendo composto de: água. Líquido leitoso com grumos: feto maduro. e adquire forma a partir do disco embrionário. o pescoço do embrião apresenta-se mais alongado. unido ao cório por um pedículo. Lubrifica o canal do parto. Serve como barreira contra infecção. como já foi dito. ao final da décima sexta semana. de 7. que era de uma única célula. Mede cerca d 9 cm e pesa aproximadamente 40g. o cório e as viscosidades se desenvolvem. Tem inicio a formação de órgãos e ossos. embora a mãe ainda não perceba. Líquido castanho: morte fetal. Líquido amarelado: doença hemolítica. nariz e ouvido. mas ainda sem suas estruturas claramente definidas. os dedos e os artelhos já estão bem diferenciados. o desenvolvimento embrionário é muito rápido. e começam a esboçar-se olhos. Os rins começam a filtrar água e resíduos do sangue. Os genitais externos começam a se diferenciar.5 a 10 mm. Aspecto Líquido claro: feto não maduro.• • • • • • • • • • • • • • • • • Protege o feto contra traumas. Líquido amniótico _ trata-se. O tamanho da . proteínas. A genitália externa está formada. No segundo mês. Torna-se um pouco alongado e curvado para baixo. o corpo do embrião aparece como um disco embrionário achatado. o embrião aumenta seu tamanho inicial. devido ao crescimento do cérebro. Ele envolve completamente o feto. No quarto mês. Tem. mas não apresenta características sexuais definidas. Nele são encontradas também células fetais descamadas. gordura.

Diagnóstico de gravidez Gravidez é o período que vai da concepção até a expulsão do feto do corpo materno. Mede 27cm e pesa 500g. o feto ainda se mostra delgado e magro. capaz de lhe garantir uma ótima sobrevivência. Taquicardia. Sialorréia (aumento de salivação). Lanugem (pilificação do rosto). Presença de colostro (pode ocorrer após a décima sexta semana). No sétimo mês. nessa fase a mãe já percebe os movimentos do feto.500g. Aumento de peso. Micções mais freqüentes (polaciúria) e disúria. as glândulas sebáceas iniciam a secreção de uma substancia denominada vérnix caseoso. Mamas aumentadas e doloridas.cabeça em relação ao corpo diminui à medida que se processa o crescimento. o feto atinge o desenvolvimento pleno. Aumento de apetite (polifagia). Ele mede 34cm e pesa mais ou menos 800g. No quinto mês ou vigésima semana. Fadiga ou sonolência. as pregas plantares tornam-se mais profundas em toda a extensão dos pés. No final do nono mês. Tonturas. ao final da vigésima oitava semana. Percepção dos movimentos fetais (a partir da décima quarta semana): Pigmentação da pele aumentada. Constipação intestinal. Geralmente. Náuseas e vômitos. Sinais e sintomas • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Amenorréia ou falta de menstruação. Letargia ou nervosismo. Seu diagnóstico é feito a partir dos sinais e sintomas que podem ser percebidos pela própria gestante ou pelo médico.700g. tende a assumir a posição de Buda. Leucorréia (geralmente após o terceiro trimestre de gravidez). a pele é vermelha e coberta por vérnix caseoso. A pele apresenta-se mais clara. as unhas estão estendidas além das extremidades dos dedos. Exames de confirmação _ o diagnóstico de gravidez pode ser confirmado por: . o feto apresenta marcante avanço em seu desenvolvimento e em seu crescimento. Ele está medindo geralmente de 48 a 52cm e pesando mais ou menos 3. Tem cerca de 37 cm e pesa aproximadamente 1. Aumento do abdome (crescimento do útero). Como ele já superou o comprimento do útero. Modificação nos órgãos da pelve. o feto ganha aproximadamente 200 a 250 g por semana. cuja finalidade é proteger a pele do feto. a pele do feto está profundamente enrugada. No final do sexto mês ou vigésima quarta semana. Nas oito ultimas semanas de gestação.

Ultrassonografia ( a partir da sexta semana). Ausculta dos batimentos cardiofetais (BCF). Fig. Modificações fisiológicas durante a gestação As modificações que ocorrem no organismo materno durante a gravidez e que desaparecem após o parto são as seguintes: Sistema reprodutor • • • Mamas _ as mamas encontram-se aumentadas e dolorosas devido ao desenvolvimento e preparo para a lactação. ao redor do mamilo. Exame de sangue (presença de hormônio gonadotrofina coriônica). Exame de urina (presença de hormônio gonadotrofina coriônica). . Raio X (visualização do esqueleto do feto) – exame que geralmente não é usado. Presença de veias superficiais dilatadas e visíveis (rede de Haller). Palpação dos contornos fetais (após a vigésima quarta semana). Presença de colostro (pode estar presente desde os primeiros meses de gestação até i quinto dia após o parto. devido ao aumento da vascularização. Altura do fundo do útero nas várias semanas da gravidez • • Presença de glândulas sebáceas salientes na aréola (tubérculos de Montgomery).• • • • • • • Exame ginecológico. pois a radiação pode prejudicar o desenvolvimento do feto. Podem também ser observado: Aumento da pigmentação da aréola e do mamilo. cuja função é a lubrificação.

Estomago/intestino _ a ação de hormônios diminui os movimentos intestinais. fácil sangramento e gengivite. Normalmente tem cerca de 7cm de comprimento e pesa 50g. posição e consistência durante a gravidez. elástico. náuseas e vômitos. No colo do útero forma-se um tampão mucoso (conhecido pelo nome de rolha de schroeder). Vulva _ apresenta maior volume e. • . a vagina torna-se hiperatrofiada. Períneo _ também torna-se amolecido. aversão a alimentos. cuja finalidade é proteger a cavidade uterina do meio externo. Contudo. muito comum nas gestantes. • • Sistema digestório • Cavidade bucal _ ocorrem alterações gengivais. verifica-se a sialorréia ou ptialismo. reduzindo a defesa natural da boca. O fígado também tem sua função alterada. amolecidas. provavelmente por influência hormonal. para facilitar o canal do parto.• Útero _ o útero sofre alterações de forma. que consiste em uma salivação excessiva. atingindo no final da gravidez cerca de 36 cm e 1kg. • Vagina _ devido a alterações vasculares. tamanho. tensões físicas e emocionais podem também ser a causa dessas manifestações. podendo aparecer: edema. fazendo com que a digestão se torne mais lenta. por aumento de pigmentação. enjôos. e suas paredes ficam frouxas. pirose (azia). regurgitação. Aumenta cerca de 4 cm por mês. peso. Desse modo. edemaciada. Pode também ocorrer aumento da freqüência de caries dentárias por modificações no pH e por diminuição da concentração de imunoglobulinas da saliva. Além disso. hiperemia. decorrente da hiperfunção da glândula salivar. tornase arroxeada. Há presença de secreção vaginal de cor clara e consistência friável e aumento de acidez vaginal. o útero comprime os órgãos abdominais. Com o crescimento. Preparando-se para formar o canal do parto. adquire a coloração avinhada. manifestam-se na maioria das mulheres. principalmente durante os três primeiros meses de gravidez.

Pode ocorrer polaciúria. o sangue torna-se mais diluído. devido ao aumento do peso e à estase venosa nas pernas. insônia. pelo hipoperistaltismo de origem hormonal e também pela pressão do útero sobre o intestino. isto é. Sistema circulatório Ocorre aumento do volume sangüíneo e. conseqüentemente. Sistema respiratório Durante a gravidez há um aumento da freqüência respiratória.A flatulência e a constipação intestinal ocorrem pela mudança de hábitos alimentares. . Sistema urinário Há um aumento da freqüência de micções durante as primeiras e últimas semanas de gravidez. Porém surgir taquicardia e palpitações. disúria e nictúria. Sistema nervoso Podem surgir ansiedade e meda na mãe em relação à formação do bebê e à responsabilidade de ter um ser dependente de seus cuidados. Sonolência. emocionais. fadiga e mesmo cefaléia são causadas por tensões nervosas. O trato urinário apresenta maior predisposição a infecções. Durante a gravidez a mulher sente-se frágil e mais sensível. devido à ação de hormônios e também pela pressão que o útero exerce sobre a bexiga. Também pode haver tendência à melancolia. do trabalho cardíaco. podendo ocasionar a chamada anemia fisiológica da gravidez. Devido à compressão exercida pelo útero sobre o diafragma. diminuindo sua capacidade de reserva. ansiedade. etc. Em função do aumento do volume sangüíneo. As palpitações também podem ocorrer devido a fatores emocionais. insegurança. pode ocorrer dispnéia. A mulher também está mais sujeita ao aparecimento de varizes nos membros inferiores. diminui sua concentração de eritrócitos (glóbulos vermelhos). que se manifestam mesmo em repouso.

que se intensidade durante a gestação e cai após o parto. mas depois a tendência é aumentar.Fig. 6kg correspondem. • Útero: 1 kg. A hiperpigmentação desaparece após o parto. 5kg. B) desenho da cavidade abdominal ao fim do 9º mês lunar de gestação. mancha em forma de máscara que recobre a testa.5kg. No rosto às vezes surge o cloasma. a raiz e a região malar. Desse. devido à distensão acentuada da pele. aproximadamente. no abdome e nas nádegas. a : • Feto: 3. . • Líquido amniótico: 1 kg. • Placenta: 0. chegando no total a 12kg no final da gestação. • Peso corporal _ no início da gestação pode ocorrer uma ligeira perda de peso. Alterações fisiológicas que ocorrem durante a gestação: A) desenho da cavidade abdominal ao fim do 5º mês lunar de gestação. surge uma lanugem – o sinal de Halban -. A linha mediana do abdome passa a ser linha negra. Pode haver o aparecimento de estrias na mamas. O aumento deve ser gradativo. Outras modificações • Pele _ há uma hiperpigmentação da pele devido ao aumento do hormônio melanina. • Pescoço _ aumento por hipertrofia da glândula tireóide e regride após o parto. Junto ao couro cabeludo.

Geralmente. 1 cório e 1 âmnio (ou seja. • Placenta comum. O óvulo fecundado dividi-se em partes iguais (essa divisão ocorre no início da formação do ovo. • Âmnios separados.Podemos dizer também que o aumento ponderal na gravidez deve ser de 6 kg + 5 % do peso inicial (os 5 % estão vinculados à embebiçao gravídica). 1 cório e 2 âmnios. • Placenta comum. produzem-se gêmeos siameses ou outros tipos de gêmeos conjuntos. • Placenta comum e bolsa amniótica separada. Gravidez múltipla Gêmeos monozigóticos Também chamados de gêmeos idênticos. Possuem genótipos semelhantes. possuem bolsa amniótica comum). univitelinos ou verdadeiros. os monozigóticos são sempre gêmeos do mesmo sexo assemelham-se muito fisicamente. O ovo separa-se na fase de mórula em duas massas iguais e cada uma se torna um embrião separado. Resultam da fertilização de um único óvulo. Se a separação é incompleta. • Cório comum. • Os monozigóticos podem apresentar: • Placentas e bolsas amnióticas separadas. quando cada parte do óvulo pode gerar sozinha um ser humano na fase de mórula). eles possuem: • Placenta comum. Ovo único 1 Âmnio 1 Cório Placenta Comum 1Cório Placenta comum 2 Âmnios 2 Córios Placenta comum Placenta dupla Gêmeos dizigóticos .

Resultam da fertilização de dois (ou mais) óvulos por dois (ou mais) espermatozóides. • Placenta fundida. dois córios e dois âmnios. Ovo duplo 2 âmnios 1 Córios Placenta comum 2 Córios Placenta dupla Dizigoto (fraternos. pois possuem genótipos diferentes. diferentes. e são fecundado por dois espermatozóides. Sua semelhança física é a mesma que há entre irmãos não-gêmeos.Também chamados de gêmeos fraternos. sendo um de cada ovários. que originam um ovo duplo: • Os dois óvulos podem vir de um mesmo ovário e são fecundados por dois espermatozóides. Gravidez gemelar . dois córios e dois âmnios. podem ter sexo diferente) Fig. Os dizigóticos podem apresentar: • Duas placentas. • Os dois óvulos podem vir dos dois ovários – os óvulos amadurecem ao mesmo tempo. Podem ser de sexos diferentes e nada mais são do que irmãos nascidos ao mesmo tempo.

História de doença na família. a mulher deve procurar um médico para fazer o diagnóstico e dar início à assistência pré-natal. acidentes.Assistência ao pré-natal normal É a assistência prestada à gestante durante a gravidez avisando à proteção da vida da mãe e da criança. Procedimentos nas consultas Todas as consultas de pré-natal devem consistir em: • • • • • • • • • • Anamnese _ obter informações sobre: Estado geral da paciente no momento. doenças e cirurgias anteriores. . no último mês. Evitar complicações. doenças. A periodicidade pode variar de acordo com rotina. Exame físico Avaliar estado geral. • Semanais. Avaliar condições de nutrição e hidratação. História das gestações anteriores. Logo que suspeitar de gravidez. Periodicidade das consultas • Mensais: até sete meses e meio. a orientação médica e o estado geral da paciente. Verificar presença de edema (geralmente se inicia nos membros inferiores). Estudaremos os procedimentos que devem ser realizados durante o pré-natal de acordo com a divisão estabelecida pelas normas da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. • Quinzenais: a partir da trigésima semana. Proteger a saúde materna. física e psicologicamente. • • • • • • Objetivos Assegurar um bom desenvolvimento fetal. Orientar a mãe em relação aos cuidados com o bebê. História da gravidez atual. História da saúde. Preparar a mãe para o parto.

somando-se nove meses ao mês da última menstruação e acrescentandose um ano quando a última menstruação ocorreu nos meses de abril até dezembro. pois o ano será o mesmo.10 meses no calendário lunar. A seguir são apresentados exemplos e propostas de exercício para serem resolvidas pelos alunos: UM = 20/8/98 + 7 dias = 27 + 9 meses = 27/5 + 1 ano = 27/5/99 Faça você: UM = 14/6/98 Ou.vária em médica de 266 a 280 dias quando contada em dias. Exemplos: IG = 28 semanas IG = menos de 32 semanas completas Data provável do parto (DPP) – a duração normal gestação é de: .• • • • • • Detectar problemas ou doenças. Pesagem Controle de sinais vitais Controle da pressão arterial _ importante para a prevenção de complicações. fevereiro e março.3 meses = 17/1 + 1 ano = 17/1/00 Faça você UM = 10/7/97 Para os meses de janeiro. . Calcula-se a DPP somando-se sete dias ao primeiro dia da última menstruação (UM). Cálculo da idade gestacional (IG) e da data provável do parto (DPP): Idade gestacional (IG) é a duração da gestação até o momento. então.9 meses no calendário solar. O cálculo da data provável do parto é feito pela regra de Nãgele e se baseia no primeiro dia da ultima menstruação (última ciclo menstrual). . Exemplo: UM = 17/1 . É expressa em dias ou semanas completas. basta somar 7 dias e 9 meses. diminuir 3 meses e acrescentar 1 ano. é possível acrescentar 7 dias. Exemplo: UM = 18/2/99 +7 dias = 25 + 9 meses = 25/11/99 Resumindo: Faça você UM = 3/1/98 .

O exame obstétrico compreende: • Palpação dos contornos fetais entre as contrações para verificar posição. O útero cresce 4 cm por mês na gestação.• Para UM em janeiro. . 30 e 31 dias. O parto para cerca de 60% das mulheres ocorre entre cindo dias antes e cinco dias depois da DPP. em que a ovulação estaria ocorrendo 14 dias após o primeiro dia da UM. A partir do terceiro mês percebe-se o fundo do útero. Com as mãos encurvadas o examinado procura o fundo do útero e a parte fetal que o ocupa. que podem ser mais curtos ou mais longos. somente 4 % dos partos ocorrem na DPP. sem roupa da cintura para baixo e coberta com um lençol. Exame obstétrico _ para esse exame. Devido à irregularidade dos ciclos menstruais. As quatro manobras de palpação abdominal • • • Medições para avaliar o desenvolvimento fetal: Medir a altura uterina (da sínfise pública até o umbigo). fevereiro ou março: DPP = (UM + 7 dias) + 9 meses • Para UM em abril a dezembro: DPP = ( UM + 7 dias) – 3 meses + 1 ano No entanto. e também por haver meses de 29. a paciente deve ser orientada a esvaziar a bexiga antes. • Fig. Deve ser colocada na braços estendidos. a regra de Nãgele foi elaborada baseada num período menstrual de 28 dias.

Exames a serem realizados ao menos uma vez no pré-natal • Exame de urina _ tipo I e cultura. Os valores baixos de eritrócitos (Ht) e de hemoglobina (Hb) podem indicar anemia fisiológica da gravidez. para verificar verminoses (a verminose pode acentuar a anemia e prejudicar o desenvolvimento fetal). proteinúria). • Tipagem sanguínea: fator Rh _ deve ser realizado na primeira consulta: • Se a mulher é Rh _ fazer Rh do pai. repetir no terceiro trimestre. A partir do quarto mês a ausculta é possível com o estetoscópio de Pinard. • Se o pai é Rh+. para diagnóstico de sífilis: • Quando o resultado for positivo. A partir do terceiro mês. • Se a mulher produz anticorpos. fazer teste para verificar se a mulher produz anticorpos contra o fator Rh (se o resultado for negativo – não há produção de anticorpos -. • Tipagem sanguínea: ABO _ deve ser realizada na primeira consulta. não há risco para o feto). se a mãe não estiver produzindo anticorpos. Valor normal: de 120 a 160 batimentos/minutos. Sofrimento fetal. Posição fetal (a região do abdome onde os batimentos fetais são mais audíveis chama-se foco). para avaliar: • Infecção urinária (presença de bactéria). • Exame de sangue • Hemograma completo – realizar na primeira consulta. se o feto está sendo atingido (os anticopos da mãe passam a destruir as hemácias do feto). o teste deve ser repetido para controle durante todo o pré-natal.• • • • • • Medir circunferência abdominal. Os valores altos de leucócitos podem indicar infecções. Números de fetos. É preciso avaliar o líquido amniótico e. • Sorologia de lues ou VDRL _ realizar na primeira consulta. • Exame de fezes _ realizar na primeira consulta. • Toxemia gravídica (presença de proteínas. glicosúria). ou pelo ouvido do examinador em contato direto com o abdome da gestante. há risco para o feto. • Quando o resultado for negativo. globina = proteína). se necessário. • Diabetes (presença e glicose. Ausculta dos batimentos fetais para avaliar: Vitalidade fetal. pedir exame para o parceiro e tratar ambos (com antibióticos). o médico . Deve ser feito na primeira consulta e repetido no segundo semestre. a ausculta pode ser feita com o uso do aparelho sonar. para verificar a contagem de leucócitos (glóbulos brancos) e de eritrócitos (glóbulos vermelhos) que contêm hemoglobina (heme = ferro.

limpeza da região genital. Deve ser feito o exame de prevenção do câncer cérvico-vaginal: papanicolau na primeira consulta ou até o terceiro mês. escovar com freqüência para evitar cáries. mas não comprimidas. deixar o mamilo saliente. para observar alterações patológicas e as modificações comuns das mamas durante a gravidez: Aumentadas. Exame de mamas _ realizar desde a primeira consulta. perineal e anal. Anomalias no mamilo que dificultarão a lactação: mamilo plano ou invertido. Vestuário • • Roupas próprias para o tempo e folgadas na cintura. não deixar resto de sabão (resseca a pele). • Uso de cintas especiais. • Alimentação _ é importante uma alimentação rica para: • Desenvolvimento do feto (a mãe malnutrida pode levar a um retardo no crescimento intra-uterino). usar escova macia para evitar que a gengiva sangre. • Sapato de salto médio ou baixo (para evitar problemas de coluna e melhorar o equilíbrio). Exame ginecológico Toque e exame especular devem ser realizados na primeira consulta ou até o terceiro mês de gestação. higiene Banho diário. Dolorosas. • Dentes: consultar dentista. Orientações Durante o pré-natal. isto é. a gestante deve receber orientações sobre as modificações que surgem e os cuidado necessários para o período de gravidez. Meias elásticas (prevenção de varizes por aumento de pressão nos membros inferiores). Aumento da pigmentação da aréola e mamilo. • Asseio. A gestante deve ser orientada sobre exercícios que visam formar o bico. • Suporte para os seios (a posição ereta facilita a descida do leite). • Massagear e passar creme/óleo nos seios e abdome para evitar estrias e ressecamento.• • • • • • • • • pode interromper a gravidez ou fazer transfusão sanguínea intráutero. as mamas devem ser bem sustentadas. Presença de glândulas sebáceas salientes na aréola (tubérculos de Montgomery). .

Vacinação antitetânica após o terceiro trimestre (geralmente no quinto mês). Ter oito horas de sono noturno. Repousar em posição semi-deitada após as refeições. • Melhor lactação. Reduzir alimentos gordurosos. Alimentar-se freqüentemente. . náuseas e vômitos. devido a digestão difícil. Pode praticar esportes. Trabalhar em local se intoxicação e contaminação. Fazer passeios a pé diários. Repousar. Atividade física deve ser moderada. Peso Aumento de peso ser gradativo. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Pirose Tomar leite. Imunização Evitar contato com doenças contagiosas. Tonturas ou vertigens/desmaios _ são devidos a: Hipoglicemia. como frutas frescas e vegetai de folha. permite maior relaxamento a partir do oitavo mês. vitaminas. Andar a pé. Evitando comer doces e massas em excesso. cálcio e ferro. pois pode ocorrer comprometimento fetal. Exercícios e repouso Evitar fadiga. Evitar alimentos que piorem a pirose. • • • • • • • • • Viagens Carro: não guiar após o sétimo mês. A dieta deve ser rica principalmente em: proteínas. frituras e condimentos. Avião: não é aconselhável a partir do oitavo mês. principalmente no primeiro trimestre. No final da gestação: o repouso em decúbito lateral esquerdo. Cuidados com as vacinas de elementos vivos. no caso de risco de aborto. Ingerir pequena quantidade em cada refeição Constipação intestinal Evitar constipação intestinal e acumulo de gases ingerindo alimentos que contenham celulose. Ingerir água varias vezes ao dia. Controlar para que o aumento ano exceda os 12 kg. com uso de travesseiro para apoiar abdome e as pernas. vômitos Comuns nos três primeiros meses de gestação. Náuseas.• Melhor condição para a mãe durante e após o parto. Não comer alimentos fermentecíveis e constipantes. Não ficar com estômago vazio (alimentar-se a cada duas ou três horas).

• Para evitá-las. • Evitar ambiente fechado. é contra-indicada. ler e ter lazer. • Hemorragia. social e espiritual. • Orientações sobre o bebê _ enxoval e cuidados com o recém-nascido. • Caibas • Resultam da compressão dos vasos. • Podem ser causadas por falta de cálcio. • Entender as alterações psicológicas e a tensão emocional que ocorrem durante a gestação. para poder atender. • Orientações sobre o parto e o trabalho de parto. Para prevenir tonturas ou vertigens: • Fazer boa dieta. • Drogas e medicamentos – não usar sem indicação médica. • Higiene mental • Combater medo e ansiedade comuns na gestação.• Pressão arterial baixa. segundo alguns médicos. • A obtenção de conhecimentos corretos sobre o trabalho de parto. • Pode aparecer em repouso. • Pode indicar patologia. • Encorajar a paciente a dar informações verdadeiras e fiéis sobre ocorrências passadas e presentes. Atuação do técnico de enfermagem Pondo em prática os conhecimentos básicos adquiridos. • Má ventilação. aglomeração e local abafado. a barriga atrapalha). . • Atividade sexual • Reduzir no primeiro trimestre: • Abster-se no último mês (para não romper a bolsa. • Insônia e hipersônia _ geralmente são de origem psíquica. • Procurar se distrair. a paciente deve fazer exercícios e alimentar-se bem. mesmo que seja analgésico comum. o parto e os cuidados com o bebê é útil para diminuir a ansiedade e para que a gestante esteja mais preparada. orientar e relacionarse adequadamente com a paciente. • Ansiedade. • Palpitação e taquicardia • Por aumento do trabalho cardíaco (por aumento do volume sanguíneo). vendo-a como um todo emocional. • Em caso de ameaça de aborto. o auxiliar de enfermagem pode ter a seguinte atuação na assistência pré-natal: • Valorizar as necessidades da paciente. • Evitar conversas com pessoas pessimistas. físico. • Fumo e álcool • Usar moderadamente ou abolir (nicotina provoca hipodesenvolvimento fetal).

mecânica ou médica. devido a causas relacionadas com anomalias ovulares ou fetais. e orientar a paciente sobre esses exames. respiração e pressão arterial e anotar os dados obtidos no prontuário. choque. • . cobri-la com lençol de acordo com orientação. sem interrupção química. Colocar a paciente na mesa. • Incompetência istimo-cervical. • Anomalias a teratógenos (causam alterações nos cromossomos): radiações. temperatura. Complicações durante o período gestacional Aborto É interrupção da gravidez antes que seja atingida a viabilidade fetal (24 semanas) e o produto da expulsão ou extração do organismo materno de feto com menos de 6 meses ou pesando 500 g ou menos. • Malformação do útero. Aplicar medicamentos e vacinas de acordo com prescrição médica. Orientar e esclarecer as dúvidas da paciente. desnutrição. • Infecções sífilis. tétano. Informar sobre outros serviços que o hospital proporciona. em posição para exames – decúbito dorsal para exame obstétrico e posição ginecológica para exame ginecológico. • Defeitos crônicos do óvulo ou do espermatozóide. vírus. toxoplasmose. Controlar peso. cirurgias (ex: retirada de fibroma no útero). Exemplos: • Diabetes. • Insuficiência do corpo lúteo. Preparar a gestante para exame físico e orientá-la para esvaziar a bexiga. pulso. indicando a localização do sanitário. • Traumatismo durante a gravidez: tombos.• • • • • • • • Colher material para exames de urina. porém pode-se impedir a evolução do processo. Aproximadamente 75% dos abortos espontâneos ocorrem antes dos três meses. Um aborto espontâneo pode ser: • Ameaçador e evitável: acompanhado de dor geralmente intensa e hemorragia. assistir aos exames atendendo as solicitações da paciente e do exterminador. Ensinar o uso de meia elástica (quando for o caso). medicação. • Avitaminose. a fatores maternos (constituição da mulher) ou outros. sangue e outros. Tipos de aborto Aborto natural ou espontâneo _ término da gravidez. • Hipotireoidismo.

Aborto habitual _ é a perda de três ou mais gestações consecutivas antes do período viável. • Administração de medicamentos que impedem nas contrações uterinas e diminuem a dor. cólicas fortes. a conduta médica será de completar o aborto através da administração de drogas e da curetagem (raspagem do útero com a cureta) para que se conclua o esvaziamento do útero. esvaziamento do útero gravídico por meio de instrumentos. rotura das membranas e dilatação do colo do útero. Atender às solicitações da paciente do leito. não desprezando coágulos ou membranas eliminadas que devem ser vistos pelo médico. Observar sangramento vaginal. Comunicar ao médico qualquer anormalidade. provocado ou artificial _ é o termino deliberado e intencional da gravidez. não constituindo crime no Brasil. Abordo induzido. geralmente decorrente de uma causa socioeconômica: mãe solteira. geralmente ocorrem hemorragia. Tratamento O tratamento depende da evolução do aborto • Aborto evitável _ no caso do aborto evitável. Completo: quando há eliminação completa do feto e dos anexos embrionários. Esse procedimento é feito sob anestesia. muitos filhos. Cuidado de enfermagem • • • • • • Aborto evitável Proporcionar ambiente agradável e calmo para a paciente repousa. o tratamento visa impedir a evolução do processo através de: • Repouso absoluto no leito. • Precaução de esforço ao evacuar (controlar com dieta). clandestino e criminoso no Brasil. Criminal: é expulsão do ovo. Usar técnicas assépticas para evitar que a paciente adquira infecção por via vaginal. Pode ser: Terapêutico: quando é realizado por um médico para salvar a vida da mãe ou em caso de gravidez decorrente de estrupo. é aceitável por lei. Incompleto: quando é expelido o feto e fica retida a placenta: pode haver grande hemorragia. é ilegal. repetidos abortos naturais. .• • • • • • • • Inevitável: quando não é possível impedir a evolução do processo. evitando assim excesso de movimentação. Retido: quando os produtos da concepção são retidos no útero por algumas semanas após a morte fetal. embrião ou feto por meios artificiais. • Ambiente calmo e tranqüilo. isto é. mulheres de baixa renda. • Abordo inevitável _ quando é inevitável ou incompleto.

Perfuração uterina. O aborto provocado constitui uma das causas mais freqüentes de mortalidade materna no Brasil. Insuficiência ovariana. ocorrendo em cerca de 98% dos casos de prenhez ectópica). Tratamento aqui especificamente do caso da prenhez tubária. Fazer tricotomia da região pubiana e do períneo. Controle de gotejamento de soro ou sangue. Observar sangramento vaginal. Trauma psicológico. Sua evolução. • Abdominal _ raramente é possível que o feto viva e cresça. . • Cervical _ quando o ovo se implanta no colo do útero. de modo geral é o aborto entre a primeira e a sexta semana ou a perfuração da tuba uterina. Prenhez ectópica É a implantação do ovo fora da cavidade uterina (fora do endométrio) Tipos Há quatro tipos de prenhez ectópica. Insuficiência renal. Complicações mais comuns de abortamento • • • • • • • Hemorragias. Embolia (devido a injeção e outras substâncias que entram na circulação). • Ovárica _ quando o ovo se implanta no ovário. Infecções. segundo o local de implantação do ovo: • Tubária _ quando o ovo se implanta na tuba uterina (é mais freqüente. não desprezando coágulos ou membranas que devem ser vistos pelo médico.• • • • • • Aborto inevitável Procurar tranqüilizar a paciente. Observar os mesmo cuidados de um pré-operatório e encaminhar a paciente ao centro cirúrgico (em muitos locais a curetagem é feita no próprio ambulatório).

Choque. Diagnóstico . Locais da prenhez ectópica • • • • • • • • Sinais e sintomas Se ocorrer aborto Dor abdominal. Em ambos os casos pode ocorrer infecção. quando a hemorragia é muito intensa. Hemorragia interna devido à rotura da tuba. Se ocorrer perfuração da tuba uterina: Dor abdominal intensa.Fig. Hemorragia por via vaginal. muitas vezes com irradiação para os membros inferiores e que pode levar ao desmaio.

O diagnóstico é feito através do ultra-som ou da laparoscopia (visualização do abaulamento da tuba uterina). púbica e perineal. Controle rigoroso de sinais vitais. Observação de sinais e sintomas relativos ao choque. • Parcial – quando o orifício está parcialmente coberto. A placenta insere-se geralmente no segmento inferior do útero. • Marginal _ quando apenas uma borda da placenta atinge a margem do orifício interno do colo do útero. Passar sonda vesical. Os mesmos cuidados no pós-operatório de cirurgias abdominais (laparotomias). Tipos Há três tipos de placenta prévia: • Central ou completa – quando ela cobre inteiramente o orifício interno do colo uterino. A causa é desconhecida. Tratamento O tratamento da prenhez tubária é cirúrgico (salpingectomia). Placenta prévia É a inserção da placenta fora do seu local normal. . Também conhecida como placenta baixa (localiza-se na lateral). Cuidados de enfermagem • • • • • • Os mesmos cuidados de um pré-operatório de cirurgia abdominal. Tricotomia da região abdominal. no centro do colo ou lateralmente.

Tratamento Depende das condições: a maturidade do feto. Cuidados de enfermagem para com a paciente em repouso • Proporcionar ambiente calmo e assistir a paciente para que repouse. Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica de hemorragia aparentemente sem causa e pela ultra-sonografia. o local da inserção da placenta.Fig. sem causa aparente. sem dor. • Anemia e fraqueza decorrentes das hemorragias. sem contração. a existência de sangramento abundante. A paciente pode ficar em repouso e observação ou ser submetida à cesariana. • Pode desencadear trabalho de parto prematuro. Placenta prévia Sinais e sintomas • Hemorragia abundante no terceiro trimestre. . • Hemorragia aumenta à medida que a gravidez progride.

geralmente . Controlar rigorosamente os sinais vitais. Ocorre geralmente no final da gravidez. Se o feto estiver maduro. Deslocamento prematuro da placenta (DPP) É a separação da placenta do seu local de inserção no útero antes do parto. Conclua durante a gravidez em caso de placenta prévia • • • • • Controlar gotejamento de soro e sangue (para repor perdas).Fig. independente de a mulher ser multípara ou primípara. Fazer uso de técnicas assépticas e orientar a paciente sobre higiene para evitar infecção. com acúmulo de sangue na cavidade uterina. Sinais e sintomas • Hemorragia oculta e dolorosa (interna). anemia ou infecção. Controlar a quantidade de sangramento vaginal (hemorragia). no caso de PP de inserção lateral ou no segmento inferior pode ocorrer parto normal. e não houver sangramento abundante. já em trabalho de parto. resultando um hematoma subplacentário. Observar sinais e sintomas de choque.

traumatismos. Idade avançada. aguardando o trabalho de parto normal. . Pode ocorrer tetania e hipersensibilidade uterina. atendendo às necessidades da paciente para que repouse. Controlar rigorosamente os sinais vitais.• • • com dor intensa. • Constatação de sofrimento fetal. • Inicio do trabalho de parto. A ausculta de batimentos cardiofetais indica sofrimento fetal ( devido à hipóxia). Causas desconhecidas. Nefropatia. ou o sangramento é profuso. Hipertensão arterial. Desnutrição. • Cessação espontânea da hemorragia. geralmente pouco dolorosa. Placenta prévia. é preciso fazer histerectomia. Em alguns casos. Estase vascular. Fatores predisponentes do DPP • • • • • • • • • • • • Hiperdistensão do útero. • Maturidade do feto. • Presença de dor. realiza-se cesariana. Se o sangramento é moderado e o estado da gestante permitir. Observar sinais e sintomas de choque. Se o trabalho de parto não progride. é mais grave. Proporcionar ambiente calmo. podendo haver morte fetal e choque materno. conforme indicação médica. Multiparidade. Toxemia. Proceder aos preparativos para o parto normal ou cesariana. para conter a hemorragia. a paciente é mantida em repouso e vigilância. Cordão umbilical curto. Cuidados de enfermagem • • • • • • Observar sangramento. Tratamento O tratamento depende do grau do DPP (que pode variar de zero a três) • Presença de hemorragia externa. Hemorragia exteriorizada através do colo e perda por via vaginal. Quedas. após a cesariana. com administração de antiespasmódicos. Controlar rigorosamente gotejamento de soro e sangue.

pré-eclâmpsia ou eclâmpsia. . • Com doença renal/cardíaca. A etiologia da doença é pouco conhecida. A toxemia pode ocorrer em qualquer mulher. atinge 10% de todas as gestantes. • Com tensão emocional. porém a incidência maior ocorre em gestantes com as seguites características: • Baixa e gorda. Com câncer. Com prenhez múltipla. consiste na presença de toxinas no sangue da gestante. • Diabéticas. Primigesta. Com Rh diferente. Toxemia gravídica • • • • • Em clima quente e úmido. • Com hipertensão crônica.Toxemia gravídica Também chamada gestose gravídica. Fig.

que pode ser: Oculto. anúria. • Evolução do quadro _ surgem sinais e sintomas de eclâmpsia iminente: • Celebrais: sonolência. tontura. • Possível hipertermia. Generalizado = anasarca. • De 1 a 5 g em 24 horas = moderada. escurecimento da visão. • Proteinúria com desvio para toxemia: • Até 1 g em 24 horas = leve. hematúria.2 a 0. • Visuais: distúrbios visuais. É mais freqüente no terceiro trimestre da gravidez. • Proteinúria _ presença de proteínas na urina: • Proteinúria normal no adulto = 0. o ganho de peso de 1 kg por semana ou 2 kg por mês já é sinal de alerta. • Gastrintestinais: náuseas. Após iniciada. vômitos. dor epigástrica.2 g. • De 14:9 a 16: 10 = leve (o médico decide entre o tratamento ambulatorial e a internação). mãos e face. • Hipertensão arterial • Se a pressão arterial estiver em 13: 9. a toxemia só cessa no parto. obnubilação. A paciente queixa-se de formigamento. • Acima de 18:11 = considerada caso grave. Eclâmpsia É um quadro que se caracteriza por: • Edema. cefaléia. • Cardíacos: taquicardia. porém percebido pelo aumento excessivo de peso.• Com mola hidatiforme. deve-se ficar alerta e fazer um controle freqüente. • Respiratórios: dispnéia. • De 16: 10 a 18: 10 = moderada e requer internação. sem nenhuma incidência anterior. • Acima de 5 g = grave. • Proteinúria normal na gestante = 0. distensão das pernas e incomodo. porém o óbito fetal reduz as reações da paciente. . Moderado. Leve ou discreto atinge pés. A toxemia pode manifestar-se no início da gestação ou até no puerpério.6 g (durante a gestação é normal o aumento de proteinúria). invisível. Etapas da toxemia Pré-eclâmpsia • • • • • Edema _ inchaço. As vezes surge dias antes do parto. • Renais: oligúria.

Cuidados de enfermagem • Orientar a paciente sobre a importância da assistência pré-natal. peso e proteinúria e de procurar um médico ao perceber edema ou outras alterações. independentemente de o feto estar vivo ou morto. cujas vesículas estão ligadas entre si por um filamento fino. Geralmente não existe feto e esses cistos podem preencher toda a cavidade uterina. Pode ocorrer óbito fetal por insuficiência placentária. condições do feto e duração da toxemia. Hipertensão arterial (acima de 18: 11). O seu crescimento pode invadir a musculatura uterina e transformar-se em coriocarcinoma. Observar edema ou outras alterações. • • • • • • • Mola hidatiforme É uma neoplasia benigna do cório. Dieta hipossódica. que se transforma numa massa cística cheia de um líquido claro e viscoso. que depende de: condições da mãe. Proporcionar ambiente adequado ao repouso no caso de pré-eclâmpsia. anúria e choque) e comunicar ao médico. Controlar rigorosamente peso e pressão arterial. A mola se assemelha a um cacho de uva. Tratamento • • • • • • • • • • • Em caso de pré-eclâmpsia: Ambulatorial com: Repouso físico e psíquico. Parto normal ou cesariana (mesmo que seja parto prematuro). dieta e medicamentos.• • • • Proteinúria. Em caso de eclâmpsia: Cuidados nas crises convulsivas e no estado de como. que é sempre maligno. Coma. Internação: Para vigilância desses cuidados ou para interrupção da gravidez. de fazer controle de pressão arterial. hipotensor. No caso de eclâmpsia: Cuidados nas crises convulsivas. Cuidados para paciente em estado de coma. hiperprotética e hipervitamínica (pode beber água). seguir orientações de repouso. Medicamentos: sedativo. Crises convulsivas. Sinais e sintomas . Observar sinais e sintomas eu indiquem complicações (principalmente referentes à respiração. diurético.

Náuseas e vômitos. Alterações do estado geral: emagrecimento. Útero grande e mole. Diagnóstico • • Dosagem do hormônio gonadotrofina coriônica e história clínica. Ultra-sonografia. deve ser realizada imediatamente a curetagem para esvaziar a cavidade uterina. Se confirmado o diagnóstico de coriocarcinoma. fraqueza. Tratamento Confirmado o diagnóstico. . a critério médico pode ser feita histerectomia ou quimioterapia. palidez.• • • • Sangramento vaginal.

deve-se dar maior atenção aos seguintes: • Orientar a mulher para não engravidar. • Dar apoio psicológico se a paciente se submeter a tratamento quimioterapia. coriocarcinoma Cuidados de enfermagem Os cuidados de enfermagem são os mesmos para qualquer tipo de curetagem. Parto . pelo menos por um ano. Entretanto. Mola hidatiforme.Fig. • Fazer controle de gonadotrofina coriônica periodicamente.

episiotomia). Parto prematuro: ocorre antes da trigésima sétima semana de gestação. Trabalho de parto Sabe-se que a ação de hormônios e a maturidade fetal desencadeiam o início do trabalho de parto. Abortamento: anterior à vigésima quarta semana e o produto é inviável. Segundo o procedimento Espontâneo: ocorre sem qualquer interferência. Introduzido: provocado por medicamentos ou manobras. . O feto pode ser expulso pelas vias genitais (parto espontâneo) ou extraído por meios cirúrgicos. Classificação do parto • • • • • • • • • • Segundo a idade gestacional (IG) Parto a termo ou normal: ocorre entre a trigésima sétima e a quadragésima segunda semana a partir da última menstruação. Parto serotino ou prenhez prolongada: ultrapassa a quadragésima segunda semana (feto hipermaturo). Cirúrgico: ação operatória = cesariana. Dirigido: acompanhamento por ações ativas do parteiro durante o seu desenrolar (ex: amniotomia. a placenta e as membranas se desprendem e são expulsos do corpo da gestante.Parto é a combinação de fenômenos pelos quais o feto.

Inervações do útero Sinais de trabalho de parto • Descida do útero _ por um abaixamento da cintura há um alívio da pressão no abdome superior. . acompanhamento do aumento da pressão na região pélvica.Fig.

Fig. Trabalho de parto normal – contrações uterinas • Perda do tampão mucoso _ é eliminado com pequena quantidade de sangue (perda de rolha. do tampão ou da secreção rósea). Pode aparecer (ser eliminado) de 24 a 48 horas antes do início do trabalho de parto ou se desprender durante o trabalho de parto. • • . Rompimento das membranas da bolsa amniótica e saída do líquido amniótico: O líquido sai em pequena quantidade ou em jato.

Prolapso do cordão. O rompimento pode ser: espontâneo (amniorex) ou arterial (amniotomia). até chegar a intervalos de 4 em 4 ou de 2 em 2 minutos.Fig. pois não há mais barreira (será preciso controle freqüente de temperatura). depende do comprimento do cordão e da posição. Tenta-se fazer o parto até 24 horas após o rompimento. O “parto seco” e mais doloroso é um conceito errado difundido entre os leigos quando o rompimento é precoce. • Alterações nas contrações: • Freqüência: diminui o intervalo entre as contrações – começam de 20 em 20 minutos. a problemas de um rompimento precoce: Infecção. Expulsão na dilatação completa • • • • • Cor normal: esbranquiçada. . • Duração: aumenta a duração de cada contração – de 10 a 15 segundos até de 45 a 60 segundos. cordão pode ser esmagado no momento do parto. • As contrações se modificam no trabalho de parto por ação do hormônio ocitocina e por aumento da irritabilidade do músculo. • Contrações uterinas • Ocorrem durante a gravidez: curtas e irregulares e menos dolorosas. leitosa com grumos.

Expulsão da placenta. Em média: • 12 horas a partir da dilatação. repetindo-se durante 1 hora ou mais. Não há dilatação do colo. • 15 horas para a primípara. o feto pode estar em situação. pois há mais resistência da pelve. ou são regulares mas diminuem em vez de aumentar. endurece. o útero se eleva. Expulsão do feto. média e forte (na contração forte. . • • • • • • • Objetivo do relaxamento Reduzir a tensão e a resistência dos tecidos. apresentação e posição diferente ao se encaixar na abertura da pelve. Objetivos da contração Apagamento completo do canal cervical. o abdome fica distendido e duro. Duração do trabalho de parto Pode variar de poucas horas até 24 horas. Dilatação e apagamento do colo numa primípara Considera-se que a paciente está em trabalho de parto quando as contrações dolorosas do útero ocorrem de 10 em 10 minutos. Fig. Geralmente encontra-se na apresentação cefálica ou na apresentação pélvica. Trabalho de parto falso • • As contrações não são regulares.• Intensidade: aumento a intensidade – fraca. Dilatação do colo. não afunda ao toque). abertura do colo. A contração é seguida de um período de relaxamento.

Situação Apresentação Atitude Posição Vertical ou occipital Ponto de referencia Lambda Bregma Linha de orientação Sutura sagital Sutura sagitometópica Linha metópica Símbolo O B N Fletida Cefálica Longitudinal { Pélvica Glabela = intercílios (nariz) { Defletida { Bregma Frontal Facial Pélvica Mento Crista sacrococcíge a Acrômio Linha facial Sulco interglúteo Dorso M S A .

occipito-esquerda-anterior (OEA). g) situação oblíqua. Estudaremos a seguir cada uma dessas etapas em um parto cefálico (apresentação cefálica). Fig. apresentação e posição do feto: a) situação longitudinal. apresentação córnica. e) situação longitudinal. Nesse período forma-se o canal do parto pela continuidade entre a cavidade. vertical. sacro-direita-posterior (SDP). acrômio-esquerda-anterior (AEA). acrômio-esquerda-anterior (AEA). naso-direita-anterior (NDA).Fig. • Expulsão do feto. apresentação pélvica (pelvipodálica). • Dequitação da placenta. apresentação cefálica. e termina com a dilatação completa do colo. Dilatação (1º período) Inicia-se com as primeiras contrações regulares e dolorosas. oocipito-direitaposterior (ODP). apresentação cefálica. h) situação transversa. b) situação longitudinal. vertical. . apresentação pélvica incompleta (modo de nádegas). frontal. apresentação cefálica. vertical. Crânio fetal Períodos do trabalho de parto O parto é dividido em três períodos ou etapas: • Dilatação do colo. apresentação cefálica. Situação. f) situação longitudinal. i) situação transversa. oocipito-direita-anterior (ODA). d) situação longitudinal. c) situação longitudinal. sacro-diretaposterior (SDP).

Toque vaginal . Avaliada pelo toque vaginal ou retal Com 8 cm. Quando mais apagado. Duração de 8 a 12 horas. Possui duas fases: dilatação lenta (até 4 cm) e rápida (de 4 a 10 cm). mais fino é o colo. Fig. levar a parturiente para o centro obstétrico. Dilatação (abertura) do colo Varia de 1 a 10 cm.Ocorrências • • • • • • • • • Apagamento completo do canal cervical (diminui em espessura) O apagamento é gradual.

romper bolsa das águas artificialmente (quando ela não se romper espontaneamente). como objetivo de evitar dilaceração do períneo e lesão do feto. se necessário. Assistência de enfermagem • • Se necessário. Episiotomia _ incisão no períneo para ampliar o canal do parto.Fig. antiespasmódicos e ocitocina. Anestesia local (ou locorregional) Para alívio da dor. Expulsão (2º período) O chamado período de expulsão inicia-se com a dilatação completa do colo e termina com a saída total do feto. Ocorrências • • • • • • Insinuação e descida do feto (o feto se encaixa. Administrar analgésicos. Pode ser também anestesia raquidiana ou peridural. . desce na abertura da pelve e começa a aparecer na vulva durante as contrações). Esse período dura de alguns minutos a 1 hora. Toque renal para saber a altura da apresentação e a quantidade de apagamento e dilatação do colo. Nele ocorre o nascimento da criança. Não detém o trabalho de parto.

flutuação e acomodação do feto • • • • Desprendimento da cabeça _ acompanhado de movimentos de rotação interna e externa.Fig. Insinuação e descida do feto Fig. ou por manobras do obstetra. Assistência de enfermagem • Anotar hora de nascimento e sexo da criança. o restante do feto desliza. Pinçamento e secção do cordão umbilical. Desobstrução das vias aéreas _ feita antes da primeira inspiração. para evitar que o recém-nascido aspire muco. . Desprendimento do corpo _ após a saída de um ombro. pode ser espontâneo. saindo rapidamente. Encaixamento. a vácuo ou por extração. sangue ou líquido amniótico. a fórceps.

A duração é de 5 a 15 minutos após a saída do recémnascido. Dequitação (3º período) Localiza-se imediatamente após o nascimento do bebê e termina quando a placenta é expulsa. junto com a placenta sem o cordão umbilical e as membranas cório e as que formam a bolsa amniótica. O secundamento normal Ocorrências A placenta se descola e é expulsa pelas contrações uterinas (não dolorosas).• • Colocar pulseira de identificados no recém-nascido (pode ser colocada posteriormente na sala de reanimação). Nesse período ocorre a expulsão dos anexos do ovo. bem como sobre as características das contrações uterinas no trabalho de parto. Envolver o recém-nascido no campo estéril e levá-lo para a sala de reanimação. Fig. Assistência de enfermagem • A paciente deve ser orientada sobre os sinais e sintomas do parto. Período da dilatação . para dirigir-se ao hospital.

Lubrificante. sofrimento fetal. • Quando ocorrerem as contrações.Ao chegar ao hospital a gestante é recebida na sala de admissão. • • • • • • • • • • • • • • • Material necessário Luva esterilizada. • Banho de chuveiro (se possível). períneo e região perianal). Verifica-se se a gestante está em trabalho de parto ou se é uma situação especial que exige internação hospitalar. • Tricotomia (região suprapúbica. Sendo comprovado o trabalho de parto ou situação especial (óbito fetal. etc. Auxiliar o médico durante o exame. a parturiente será admitida para internação. o exame obstétrico. cobrindo-a com lençol e dando apoio físico para evitar queda da própria altura.). orientar a paciente a respirar de maneira rápida e superficial (como cachorrinho cansado) e . Após ser admitida no hospital. Lençol para cobrir a paciente. Assistência de enfermagem Pedir à gestante para esvaziar a bexiga. com maior intensidade e duração de 30 a 40 segundos. Auxiliar a gestante a subir e a descer da mesa de exames. • Oferecer apoio psicológico. pois parturiente pode sentir-se incapaz de suportar as dores das contrações e descontrolar-se. informando que as contrações ocorrem regularmente a intervalos de 5 a 10 minutos e tem curta duração (20 segundos) e . Termômetro e aparelho para medir a pressão arterial. • Enteroclisma (caso prescrito). a anamnese (histórico da gravidez contado pela paciente) e ainda outros procedimentos necessários. Estetoscópio de Pinard ou aparelho sonar. ocorrem intervalos de 2 a 5 minutos. como indicado. • Controle de sinais vitais com ênfase na pressão arterial a cada 2 horas ou menos se indicado. púbica. • Orientar a parturiente a urinar a cada 3 horas – a bexiga cheia inibirá as contrações e interferirá na descida do feto. Evitar queda da própria altura. Fica métrica. em especial as primíparas. Lençol ou forro de papel para forrar a mesa de exames. Antisséptico (antissepsia da vulva). a gestante ser preparada para o parto normal ou cirúrgico. O médico (ou enfermeira obstetriz) realiza o toque (para verificar o apagamento e a dilatação do colo do útero e a posição do feto). quando o trabalho de parto se torna mais ativo. no período . colocá-la em decúbito dorsal sem roupa da cintura para baixo. Esse preparo pode ocorrer na sala de pré-parto ou no próprio quarto ou enfermaria da paciente e consiste em: • Orientar as parturientes. Pesar e verificar os sinais vitais. • Vestir camisola hospitalar. incentivando-as a controlar a freqüência de suas contrações no primeiro estágio ou estágio de dilatação. raiz das coxas.

administrado por via endovenosa (juntamente com o soro). Os outros dois períodos ocorrem na sala de parto. Controlar o gotejamento do soro com ocitocina. pois a ocitocina em excesso pode levar à rotura uterina. tem por finalidade levar o útero a contrações curtas e regulares para que ocorra o apagamento e a dilatação do colo uterino. Pintocin e outros) que. Partos múltiplos. antes da chegada d paciente deve-se montar a sala do centro obstétrico. lenta e profundamente (sem forçar. . com a boca entreaberta). Cuidar da higiene e do conforto da paciente. Sofrimento fetal. proporcionando ambiente repousante e de bem-estar. • • • • • • • • • • • • • • • • Indicações Hipermaturidade. • • Material não-estéril necessário Mesa operatória com perneira. Inércia uterina. Contra-indicações Cesariana anterior. deslocamento prematuro da placenta e hipóxia fetal). Procurar manter a posição de Sims sempre que possível. pois facilita a rotação anterior da cabeça do feto. Auxiliar na montagem e observação da monitoração das contrações uterinas. caso seja preciso (se as contrações uterinas forem muito intensas e prolongadas podem produzir: tetania uterina.• • • • • de relaxamento. Toxemia. controlar o gotejamento do soro. Hiperdistensão do útero. Auxiliar o médico ou o obstetra que vai fazer o constante controle dos batimentos cardiofetais e da dilatação do colo. Bolsa rota há mais de 24 horas. tentando diminuir a ansiedade da paciente e obter sua colaboração. evita a pressão contínua do útero grávido sobre a veia cava inferior e promove o relaxamento entre as contrações. Observar náuseas e vômitos. Cuidados de enfermagem Controlar cuidadosamente os sinais vitais e as contrações uterinas. É importante fazer o controle de gotejamento do soro. Caso em venóclise. portanto. A equipe de enfermagem deve se compreensiva. Introdução do trabalho de parto Durante esse período. o parto pode ser induzido através do hormônio ocitocina sintético (nomes comerciais: Syntocinon. Mãe diabética. pois esta pode evacuar no leito. rotura uterina. Administrar medicamentos prescritos.

Aparelho de pressão arterial. respirar lenta e profundamente. Aspirador (para aspirar o líquido amniótico). Deitá-la na mesa do parto e colocá-la em posição ginecológica. respirar como “cachorrinho cansado” (ao mesmo tempo em que faz força para baixo). obstetra fará o resto. Material estéril necessário 1 pacote de parto (4 campos e 1avental). Inspirar profundamente antes da contração (ao sentir que ela está chegando). oferecendo material e segurando a paciente. Durante as contrações. Auxiliar na anestesia ráqui ou peridural. Bisturi e lâmina. 1 caixa de parto normal. pedir para a parturiente parar de fazer força e respirar normalmente. Mesas acessórias. Solicitar a cooperação da parturiente. Um campo esterilizado e aquecido para receber o recém-nascido. Luvas estéreis. Observar a hora do nascimento e o sexo da criança. informando a mãe sobre o nascimento. . oferecendo o material necessário. Auxiliar na anestesia locorregional e na episiotomia. Seringa de 20 ml e agulha. Oferecer solução antisséptica e campos cirúrgicos. Auxiliar no pinçamento e na secção do cordão umbilical. Ampolas de ocitócito para quando for preciso (Syntocinon e Ergotrate). Caso seja preciso: fórceps e material adicional. orientando-a para: Fazer forças para baixo com todos os músculos do abdome quando vier a contração e descansar quando cessar a contração (dor). Armários com material de centro obstétrico. Respeitando as técnicas assépticas. Hamper. Bandeja (onde será colocada a placenta). Ligar o foco de luz e posicioná-lo. Abrir pacotes e caixas e oferecer o material ao cirurgião. Período de expulsão • • • • • • • • • • • • • • • • • • Cuidados de enfermagem Transportar a paciente até a sala de parto. Anestésico para episiotomia (xilocaina a 2% sem adrenalina). quando utilizadas. Após a contração. Auxiliar o cirurgião a se paramentar.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Foco de luz (fixo e móvel). Fios de sutura. Quando a cabeça do recém-nascido se desprender. Gases e compressas. Solução antisséptica.

Retirar os campos cirúrgicos. Receber os anexos expulsos numa bandeja. Auxiliar o cirurgião na episiotomia. Colocar forro esterilizado no períneo. tem por finalidade promover a contração uterina. Administrar ocitócito. colher amostra de sangue da placenta e em seguida a mãe para tipagem sangüínea.• • se for rotina do hospital. Proceder à antissepsia da vulva e do períneo. evitando assim hemorragia). Se for rotina. colocar a pulseira de identificação. conforme pedido médico. comprimindo o abdome. • • • • . por via intramuscular ou endovenosa (esse medicamento é contra-indicado para pacientes hipertensas. Envolver o recém-nascido em campo esterilizado e levá-lo à sala de reanimação. Período de dequitação • • • • • • • Cuidados de enfermagem Solicitar à mãe para fazer força para baixo (o médico pode fazer pressão sobre o útero. Transportar a paciente para a maca e levá-la ao quarto. Verificar a pressão arterial. para auxiliar a expulsão dos anexos).

• Cabeça fetal insinuada. • Lacerações maternas. • Bexiga esvaziada. . • Colo completamente dilatado. • Prolapso do cordão. • Tipos • Fórceps alto (contra-indicado). • Requisitos • Parturiente anestesiada.Fig. • Indicações • Parto prolongado com piora das condições fetais ou maternas. • Bolsa rota. • Riscos • Lesões fetais. • Fetal. Retração do útero após o parto Fórceps Extração artificial através de instrumental que faz a preensão da cabeça do feto para desprendê-lo das vias genitais.

feita pelo médico ou parteira. • Incisão uterina. esses procedimentos são realizados somente pelo médico. cardiopatia. • • • Material utilizado Pinça estéril. Amniotomia Ruptura artificial da bolsa das águas. • Quando há infecção no canal de parto. • Distocia dinâmica: a dilatação não progride. • Patologias maternas: diabetes. Fórceps baixo (a cabaça deve estar no assoalho pélvico). em qualquer local onde estiver sendo atendida. Cesariana Trata-se de internação cirúrgica que possibilita a retirado do feto após a abertura do útero. • Etapas • Incisão abdominal. • Sofrimento fetal (observado pela arritmia do foco e pela cor do líquido amniótico). de cor brilhante ou aspecto leitoso. por via vaginal. • Amnioscopia. deve sair o líquido amniotomia. • Apresentações anômalas: pélvica. • Sutura. Procedimentos referentes à bolsa das águas Durante o período de dilatação. . • Contra-indicações _ as contra-indicações estão vinculadas ao risco de infecção e peritonite: • Quando o feto está morto. • Dequitação manual.• • Fórceps médio. Antisséptico. • Amniocentese. • Indicações • Bacias estreitas (antes do início ou após o insucesso do trabalho de parto). Rompidas as membranas. de espádua. Com exceção da amniotomia. • Extração do feto.. a paciente pode ser submetida aos seguintes procedimentos: • Amniotomia. incompatibilidades sanguíneas. Faz-se amniotomia quando a ruptura da bolsa das águas não ocorre espontaneamente. utilizando-se uma pinça comum ou estilete especial (pinça de Herff).

com interrupção da respiração placentária e término da circulação umbilical. prestando-lhe esclarecimentos e permanecendo a seu lado durante o procedimento. Gaze. gaze e antisséptico) da região abdominal. Amnioscópio. A amnioscopia e a amniocentese podem ajudar no diagnóstico do tempo da gravidez (hipermaturidade) e das condições do feto (sofrimento fetal). Material para anestesia local e para antissepsia (pinça. Além de auxiliar o médico e providenciar o material a ser utilizado em cada manobra. Luva estéril. • • • • • Material utilizado Luva esterilizada. Antes de proceder á manobra. Luva esterilizada. Amnioscopia Exame realizado introduzindo-se pela vagina um aparelho. Agulha. As alterações fisiológicas que ocorrem . Amniocentese Punção da bolsa das águas com retirada do líquido amniótico através da parede abdominal para exame de laboratório e verificação de seu aspecto. Reanimação do recém-nascido O nascimento dá início à respiração aérea e à circulação cardíaca. Foco de luz. para visualizar a bolsa das águas e assim verificar o aspecto do líquido amniótico. Coloca-se a paciente em decúbito dorsal e faz-se a antissepsia da região abdominal a ser puncionada. os quais tem a finalidade de receber o líquido amniótico.• • Comadre ou lençol. a paciente é colocada na comadre ou no lençol bem dobrado. • • • • • • • Material utilizado Tubo estéril. a enfermagem deve dar apoio à gestante. o amnioscópio. São necessários procedimentos que auxiliam o recém-nascido na transição da vida fetal para a vida independente neonatal. Seringa 20 ml. e submetida a antissepsia do períneo. Antes da introdução do amnioscópio é feita a antissepsia do períneo. Antisséptico.

5/4. sendo obrigatório a verificação de seu funcionamento antes do início de cada parto.0 (RN pré-termo) e nº3. resultando na elevação da pressão parcial de oxigênio em nível alveolar e na circulação arterial. • Material para cateterização (caixa de pequena cirurgia. ocorrem essas alterações. a hipercapnia e as alterações circulatórias presentes na anoxia perinatal. mascara. • Ressuscitador (Kreisselman.pés e luvas esterilizadas. • Aspirador elétrico. a fim de que sejam evitados danos irreversíveis ao sistema nervoso central e demais órgãos. auxiliares de enfermagem. 8 e 10. Takaoka. • Restabelecimento das condições circulatórias. Todo material utilizado na reanimação do RN deve ser rigorosamente esterilizado. para diminuir o consumo de oxigênio e gasto excessivo das reservas de energia. campos aquecidos e colchões térmicos. luvas estéreis. quando exposto a temperatura ambiente 25ºC. Nos primeiros movimentos respiratórios do recém-nascido. berço com lâmpada de cor radiante. • Fonte de O² com dispositivos para umidificação e aquecimento do fluxômetro. foco de luz.5/3. obstetra. A equipe que presta assistência à mãe e ao recém-nascido na sala de parto dever ser integrada pelos seguintes elementos: enfermeira. • Intermediários para conexão da cânula endotraqueal à máscara e/ou fonte O². sondas de aspiração nº 6. por meio de: • Manutenção da temperatura corpórea _ através da redução da perda de calor que ocorre no período pós-parto imediato. Material da sala de reanimação: • Berço aquecido – calor radiante. • Oxigenação _ fonte de oxigênio com válvula redutora de pressão. com campos esterilizados e aquecidos. • Procedimentos de rotina na sala de parto. • Eletrodos e monitores para freqüência cardíaca. campo oftálmico).são relacionadas primariamente à expansão pulmonar e ao término do shunt direito-esquerdo normalmente presente na circulação fetal. • Cânulas traqueais nº2. pois o resfriamento do RN aumenta o consumo de O² de cerca de três vezes o nível basal e o RN perde 4ºC. . cateter umbilical. devendo todos os que entram em contato direto com o recém-nascido estar paramentados com avental.0 (RN de termo). • Laringoscópio com lâminas 0 (RN pré-termo) e 1 (RN de termo). • Balão auto-insuflável (Ambu). gorro. na temperatura cutânea em 5 minutos e 2 ºC na temperatura corpórea em 20 minutos. Os procedimentos a serem adotados têm por objetivo reverter imediatamente a hipoxemia. pro . Wisap). É muito importante que a sala destinada à reanimação seja próxima ou mesmo lado da sala de parto e provida de ar-condicionado. anestesista e neonatologista. • Mascara para RN de diferentes tamanhos. para RN de termo e prematuros. • Desobstrução das vias aéreas superiores _ a fim de que haja adequada expansão de energia.

o RN é recebido pelo pediatra envolto em campos estéreis e pré-aquecidos e colocado sob calor radiante.extremidades cianóticas 2 >100/mim choro forte bem fletido. heparina (liquemine). butterflies nº 23 e 25. as narinas com pressão negativa máxima de 20 mm de HG em movimentos rápidos e delicados. deve-se avaliar a vitalidade através do Boletim de Apgar. soro glicosado a 5% e a 10%. gelco 24. deve-se: • Secar toda a superfície corpórea do RN. soro fisiológico puro – 50 ml na bureta. caso não seja obtida a nota 8.• • • • • Medicamento já preparados – adrenalina. sulfato de atropina. buretas. Solução antisséptica – álcool etílico a 70% ou clorexidina a 0. Na seqüência. isoproterenol. dobutamina. Material para laqueadura . tubos para coleta de amostras de sangue. látex e tesoura. Assim que o obstetra procede ao clampeamento do cordão umbilical.5%. Boletim de Apgar Sinal 0 1 < 100/min irregular/choro fraco alguma flexão de Extremidades algum movimento ou careta róseo. 8.ampolas de 10 ml ou 50 ml na bureta. Seringas – 1-3-5-10 e 20 ml. 20 x 7 e 20 x 8.4% e 10%. Naloxone. albumina a 20%. em seguida. água destilada para diluir as drogas. continuar avaliando a cada 5 minutos. agulhas – 20 x 6. movimentação Ativa choro ou tosse Freqüência cardíaca ausente Esforço respiratório ausente Tônus muscular flacidez Irritabilidade reflexa nenhum resposta (cateter nasal Estimulo plantar) Cor cianose/palidez inteiramente rosado Prova de Apgar (USA) – COTAÇÃO DE 0 A 10 Coração Respiração Tono 012 012 012 012 012 012 .Cordclamp®.gluconato de Ca a 10%. ou pinça Kocker.preparação diária em frasco escuro. bicarbonato de Na a 3%. • Aspirar a boca e. dopamina. • Com um minuto de vida. Solução de nitrato de prata a 1 % .

torácico e abdominal. condições de nascimento). Proceder a identificação através impressão digital mãe e das impressões digital e plantar do RN ( estatuto da criança e do adolescente. Mostrar o RH para mãe. que confere se os impressos que o acompanham estão devidamente preenchidos (hora do parto.5 % ou álcool etílico a 70%). Pesar e examinar a placenta. .Reflexo Coloração Total 012 012 012 012 012 012 1 minuto 5 minutos Os RN com notas inferiores a 7 no primeiro minuto são considerados anoxiados RECEM-NASCIDO Normal Anoxia moderada Anoxia grave APGAR 7 a 10 3a6 0a2 • • • • • • • • Laquear o cordão umbilical a uma distancia de 2 cm do anel umbilical. até a unidade neonatal para os demais cuidados. Em seguida. perímetros cefálico. Encaminhar o RN.alem da pulseira colocada na mãe e no RN (nome da mãe. tipo de parto. artigo 10 e 229). se sua condição clinica permitir e se a temperatura ambiente for adequada. deve-se: • Observar as condições gerais do RN. sexo e registro estão iguais aos dados de seu prontuário. envolto em campos aquecidos ou em incubadora de transporte. estatura. Realizar um exame físico simplificado – peso. Observar sempre a presença de duas artérias e uma veia. que poderá aconchegá-lo e amamentá-lo. data e hora do nascimento e sexo). colher uma amostra de sangue da mãe e do cordão pra tipagem e reação sorológica para sífilis. Assistência de enfermagem na unidade neonatal No berçário o recém-nascido é recebido pela enfermagem. verificando se a pulseira de identificação. Instilar uma gota de nitrato de prata a 1 % em cada olho e duas gotas na vagina como objetivo de prevenir a oftalmia e vaginite gonocócica (Crede). utilizando um antisséptico apropriado (clorexidina a 0.

Durante esse período o organismo materno. Cuidados de enfermagem • Controlar o sangramento vaginal (pode ocorrer hemorragia). Outra é a tendência materna de valorizar os cuidados com o filho em detrimento de suas próprias necessidades. retorna as condições anteriores. prevenindo vômitos ou irritação gástrica) e colocá-lo em berço aquecido só com fraldas. As maiores modificações puerperais ocorrem na puerpério imediato. ocorre na sala de recuperação. Manter constante observação às reações do RN nestas primeiras horas de vida (tipo de respiração. Realizar lavagem gástrica. Convém sempre alertar a mãe sobre a importância da revisão puerperal após a alta hospitalar. Elaborar uma anotação detalhada contendo a hora da admissão. mesmo entre as mais assíduas ao pré-natal. colocar o RN completamente despido e registrar o peso. É o período de maior risco para a paciente. Uma das razões desse comportamento é a dificuldade de deslocamento da mãe até o hospital carregando a criança consigo. Observa-se que poucas mulheres. com a paciente ainda na maternidade. retornam para a revisão no puerpério. quando indicado (em caso de cesariana com finalidade de remover líquido meconial ou sangue. condições. aspecto do colo umbilical e eliminações). O nascimento é estressante para a mãe. A duração do puerpério é em média de 6 a 8 semanas (1 mês e meio e 2 meses ou 45 a 60 dias). A assistência ao puerpério tem como finalidade prevenir complicações e assegurar a lactação normal Período logo após a dequitação Também chamado puerpério imediato ou de quarto período do parto. Atualmente considera-se puerpério o período de 45 dias após o parto. dado o primeiro banho e oferecida chuquinha com água e glicose. A freqüência de complicações durante esse período é maior que a do segundo trimestre de gestação. que sofreu as modificações da gestação. Puerpério Puerpério. Administrar vitamina K no terço médio lateral da coxa. É também chamado popularmente de dieta ou resguardo. pós-parto ou sobreparto é o período que vai do termino do parto (isto é. cuidados com o bebê e anticoncepção. após a dequitação) até a volta do organismo materno às condições prégravídicas. Com seis horas de vida é realizado pelo pediatra um minucioso exame físico no RN.• • • • • • Proceder à pesagem – forrar a balança com papel toalha. . de modo que é preciso vigiá-la durante a primeira hora pós-parto. peso e temperatura do RN e procedimentos realizados. O puerpério deve receber a mesma atenção dedicada ao pré-natal e ao parto. e a paciente necessita de orientação quando à amamentação. coloração da pele.

sangramento. a paciente deve estar com a bexiga vazia (bexiga cheia eleva o útero). evitando hemorragia. esse controle é importante. estimular a contração com massagem uterina ou administração de ocitócito. Por volta do décimo segundo ao décimo quarto dia. o útero geralmente não é palpável acima da sínfise pubiana. Rápida perda de peso. uma vez que existe uma grande variação. Temperatura elevada pode indicar infecção. pulso taquicárdico e fino pode indicar hemorragia. pois o útero contraído mantém os vasos sanguíneos contraídos. A freqüência normal de redução do fundo do útero não pode ser estabelecida com exatidão. Modificações no puerpério e cuidados de enfermagem Útero • • Aspecto _ o útero deve estar firme. se necessário. característico. Estafa muscular. células descamadas): A quantidade média eliminada é de 250 a 300 ml por dia na primeira semana. Oferecer líquidos. Possuem odor próprio. Causas supostas: Rápido resfriamento do corpo. Segundo a cor. o colo se fecha. Observar se a paciente tem calafrios e tranqüilizá-la sobre a normalidade desse fato – é comum ocorrem 15 a 20 minutos após a dequitação. durante 5 a 15 minutos. o útero mede de 15 a 20 cm e diminui 1 cm por dia até atingir seu tamanho normal. Involução uterina _ logo após o parto. ao mesmo tempo em que retorna sua forma e comprimento. A involução é mais lenta nas multíparas. contraído. do segundo ao terceiro dia. dentro de padrões normais. duro. Controlar os sinais vitais: Pressão arterial baixa pode indicar hemorragias e pressão arterial alta pode indicar toxemia. se não houver náuseas. Lóquios _ secreções que saem da vagina durante o puerpério (placenta. • • • • • . de pessoa para pessoa. Antes de se medir a altura uterina com fita métrica. No décimo dia. são classificados em quatro tipos: Rubra: vermelho vivo. Pulso bradicárdico é estado normal (a pressão arterial se normaliza nos cinco primeiros dias do puerpério). o útero ainda permanecer um pouco arredondado e pesado. o segmento inferior desaparece. Por volta de um mês depois.• • • • • • • • • • • • Palpar o fundo do útero e verificar se está firme. Paralelamente. Modificações circulares. não doloroso à palpação e contraído (a contração uterina evita hemorragias). ele se torna novamente pélvico. somente após o retorno da menstruação é que seus contornos e forma voltam à normalidade. Nervosismo.

Quatro meses após o parto para a mulher que amamenta. Níveis de involução uterina no pós-parto • A regeneração do endométrio ocorre depois de 6 a 8 semanas. do terceiro ao quarto dia. Alba: esbranquiçado. ou seja. • Cuidados diários com o períneo . Parada repentina. Infecção: cor amarela purulenta.• • • • • • • Fúcsia: vermelho escuro. • • • • • • Retorno da menstruação Média: Dois meses após o parto para a mulher que não amamenta. Depende de quando cessa a ação da prolactina (hormônio). vulva e períneo Voltam ao estado normal (estavam hipotônicos. lóquios podem estar presentes até quarenta dias após o parto. relaxados e distendidos) e a vagina diminui de tamanho. A mulher deve ficar meia hora por dia em decúbito ventral para ajudar o útero a voltar à posição normal. odor fétido. em casos raros. Flava: amarelado. O primeiro fluxo é mais abundante. Vagina. do décimo dia em diante. Fig. Complicações dos lóquios: Saída abundante (hemorragia). do quinto ao décimo dia.

tornam-se edemaciadas com o esforço do parto. Aparelho urinário . Usar comadre e vasos limpos. Sistema digestório • • • • Constipação _ causas: Flacidez dos músculos abdominais e perineais. Diminui gradativamente (2 a 3kg na primeira semana. e trocar sempre.• • • • • • • • • • • Avaliar condições da episiotomia: presença de hematoma (indica hemorragia) e presença de pus (indica infecção). Curativos: passar antisséptico. Podem surgir hemorróidas durante a gravidez. Higiene intima duas vezes ao dia. São muitos dolorosas nos primeiros dias do puerpério. As estrias regridem. Usar absorvente limpo. Fazer higiene sempre que evacuar. correspondente a lóquios. • Deambulação com precoce. Manter local limpo e seco. As hemorróidas que surgem antes da gravidez regridem no puerpério. segundo dia. evitando que escorregue para frente e para traz. Hemorróidas (dor). Objetivo principal _ prevenir infecção. Desaparece a pigmentação. enxugar-se com toalha. • Dieta adequada. urina). • Cuidados com hemorróidas. e as que surgem durante a gravidez em geral desaparecem completamente. leite. mas diminuem gradativamente em tamanho e causam menor desconforto quando a circulação melhora. se elas já existiam anteriormente. no chuveiro. possibilitando a transferência de microorganismo do ânus para a vagina. Higiene e curativo: Banho diário: primeiro dia no leito. Episiotomia (dor). As varizes regridem. antes. Usar papel higiênico macio só após terceiro dia. • Conduta: • Líquidos. • Laxantes e lavagens (se necessário). ou. Pele • • • Peso • • Logo após o parto há perda de 6 kg. fixo.

que geralmente passa no terceiro dia. Taquicardia _ causas: Hemorragia. • Dor na região. Decúbito dorsal/repouso. Deambular precocemente para facilitar boa circulação e evitar edema e risco de trombose nos membros inferiores. Abrir torneira com ruído de água audível para a paciente. • • • • • • Conduta: Higiene íntima com água morna. de desapontamento (melancolia da maternidade). Estado emocional. A hemoglobina (Hb) e o hematócito (Ht) estão baixos nas primeiras 48 horas após o parto e entre o quinto e o décimo segundo dia voltam ao normal. • Ser atencioso. Infecção. Estado emocional Há um período de excitação seguido de outro. Choque. Temperaturas . causada por: • Edema de uretra ou fístula. Aparelho circulatório Nas primeiras duas semanas o volume do sangue volta ao normal. Sonda vesical de alívio (se necessário e conforme pedido médico). • Perda do tônus vesical.Pode surgir dificuldade para urinar. Controle dos sinais vitais • • • • • • • • • • Pulso normal (bradicárdico) _ causas: Eliminação de líquidos. Importante Bexiga distendida predispõe à infecção e demora mais a voltar ao estado normal. Usar todos os métodos de estimulação antes da sondagem vesical. • Anestesia. Pressão arterial _ abaixa com o parto e volta ao normal nos cinco primeiros dias. mostrar segurança. Bolsa de água quente só com prescrição médica. com vontade de chorar sem motivo aparente. Proceder à movimentação ativa desses membros no leito.

O repouso é essencial para a saúde física e mental da mãe. vitaminas. e o parto é quase sempre exaustivo. Complicações A conduta a ser adotada é: Observar a paciente com insônia. acúmulo de gases e acúmulo de secreção pulmonar. Exercícios e deambulação precoce • • • • • Deambular a partir do segundo dia pós-parto com a finalidade de: Prevenir complicações (trombose). Não há restrição alimentar. Orientar retorno médico • Revisão puerperal depois de 30 45 dias (no Maximo 60 dias). Sono • • • • • • • • • • • É comum a fadiga acompanhar o período pós-parto. Fortalecer musculatura uterina e abdominal. Com ingestão de líquidos. A ultima semana de gravidez é física e emocionalmente cansativo. para evitar traumatismos e hemorragias na vagina. Relações sexuais • Só devem ser retornadas um mês após o parto. Segundo dia: 37 a 37. Mamas ingurgitadas. . minerais e calorias. Respiração _ passa de costal para abdominal. O sono pode ser perturbado por: Dor. duas teorias tentam explicar esse fenômeno: “febre do leite” (apojadura) e aumento de presença de germes na vagina no terceiro dia após o parto. Rica em proteínas. Auxiliar a drenagem de lóquios (sentar também ajuda). Evitar constipação. Episiotomia.2ºC. Terceiro ou quarto dia: a temperatura aumenta 38ºC. Balanceada. Hemorróida. indica infecção puerperal. Inicialmente líquida (ir mudando gradativamente). Excesso de visitas e telefonemas. Se a temperatura for maior que 38ºC. Lidar com as alegrias e solicitações de um novo bebê na família pode ser quase impossível para a mãe cansada.• • • • • Dieta • • • • • Hipertermia nas primeiras 24 horas após o parto (até 38ºC a temperatura é considerada normal).

Canalículos _ canais muito finos que transportam o leite dos alvéolos para os canais. bem pequenos. urinas). Aspecto da episiotomia. • • • • • Fisiologia da glândula mamária Durante a gravidez as glândulas mamárias se preparam para lactar pela ação dos hormônios estrogênio. No peito existem centenas desses “bagos” distribuídos pelos 18 a 20 “cachos de uva”. A prolactina é produzida em quantidades cada vez maiores durante a gravidez. substâncias nutritivas que são transformadas em leite. Eliminações (fezes. Peso. Mamas e aleitamento materno Anatomia e fisiologia dos seios • Alvéolos mamários _ semelhantes a bagos de uvas. A eles chegam. Medida do útero (altura uterina). ver item “mamas e aleitamento materno”. Orientações sobre planejamento familiar e métodos anticoncepcionais Importante orientar a paciente sobre estes assuntos. Canal galactóforo _ transporta o leite dos canalículos até os seios galactóforos. Mamas Sobre este assusto.• Bebê • • • • Corrigir as causas. cor. Principais anotações • • • • • • • Lóquios: cheiro. à medida que a criança suga. Com relação ao bebê: Deixar a mãe observar a criança. quantidade. Esclarecer dúvidas da mãe. . Aréola mamaria _ parte marrom ao redor do mamilo. Sinais vitais. Ampolas galactóforas ou seios galactóforos _ depósitos de leite que se encontram sob a aréola. progesterona e prolactina. Dor. através do sangue. Mamilo ou bico do peito _ por onde o leite sai. Orientar a mãe quando aos cuidados com o recém-nascido. onde fica guardado o leite que é produzido.

como nicotina (do cigarro) e álcool.No parto ocorre ação do hormônio ocitocina sobre o útero e sobre as mamas. Contração uterina Ocitocina { { reflexo da descida do leite Sucção { Prolactina Reflexo da produção do leite Inibe FSH e LH Assim. proteínas e gordura. cessa a ação do estrogênio e da progesterona e ocorre a liberação das funções da prolactina na lactação. pela expulsão da placenta. A partir daí. O colostro é rico em anticorpos. a diferença de cor deve-se à diferença de composição do leite. também inibe a ação dos hormônios FHS e LH. com a contração dos músculos do seio. maiores são a produção e a descida. Os anticorpos da mãe também são utilizados na formação do leite. levando o leite para os canalículos e destes para os galactóforos. variável de mulher para mulher. Ao sugar. • Apojadura _ também denominada descida ou subida do leite. ficando assim dolorosas e ingurgitadas em vez de flácidas. o leite materno será de cor branca. Não há leite fraco. também entram na composição do leite. Porém. . quem enviam ordem ao cérebro para que liberem ocitocina e prolactina. que atua no reflexo da produção do leite no interior dos alvéolos. mais fluido e adocicado. Por isso é importante que a nutriz tenha uma boa alimentação. Após o parto. a apojadura dura três ou quatro dias e é acompanhada de hipertermia. impedindo que ocorra a ovulação durante a amamentação. Os alvéolos das glândulas mamárias se contraem. sua ação inibidora tem tempo indeterminado. Geralmente. Depois. a produção e a descida do leite são um reflexo da sucção: quando mais o bebê suga. o recém-nascido estimula as terminações nervosas do mamilo. Amamentação – itens importantes • No início da mamada surge o leite “aguado” e após uns dois minutos aparece o leite branco. O hormônio prolactina. alem de outros nutrientes. Os alvéolos produzem leite usando substancias nutritivas presentes no sangue da mãe. o leite verte dos seios galactóforos. Ao iniciar a produção do leite branco. presentes no sangue a mãe. atuando livremente na produção de leite. onde são armazenados. através dos mamilos. • Colostro _ leite de cor amarelada que se forma durante a gestação e é eliminado até o 2º ou 5º dia após o parto. As glândulas mamárias se tornam congestionadas pelo aumento da quantidade de leite produzido. ocorre geralmente do segundo ou quarto dia de puerpério. Algumas substancias nocivas.

Verificar antes da mamada se a aréola esta macia: o acúmulo do leite nos depósitos sob a aréola pode torná-la endurecida. Da criança: Tronco um pouco elevado (nunca inclinado para trás) Para não dificultar a deglutição e evitar que o bebê aspire leite. No berçário: Primeira mamada após seis horas (conforme prescrição médica). Sentada confortavelmente. e o recém-nascido não consegue sugar. deve-se esvaziar o seio para que não haja acúmulo de leite. distendida e plana. Nos primeiros dias. deitada (a presença de episiotomia dificulta a mãe a ficar sentada). Introduzindo na boca do bebê apenas o mamilo sujeito a fissura (ou rachaduras) e ao não-esvaziamento completo do seio (o que pode levar ao ingurgitamento). Importante Introduzir na boca do bebê todo o mamilo e toda ou quase toda a aréola (dependendo do tamanho da aréola). Pelo tempo que quiser o bebê. A cada três ou quatro horas. . pela ordenha manual ou ordenha mecânica (bomba manual). Desencostar o nariz da criança do seio para que ela possa respirar normalmente e evitar que degluta ar pela boca e tenha cólicas.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Se a quantidade de leite produzida é maior do que a necessidade da criança. Posição Da mãe: Cômoda. Horário Quando a criança tem fome.

Evitar fumo e álcool. no colo da mãe. após dar um seio. Os músculos das bochechas ajudam. Colocar para regurgitar (arrotar) o bebê ingere ar durante a mamada e. pois assim ela consegue mamar mais. que podem estar flácidas. Duração _ em média. ingurgitadas e dolorosas. Cuidados de enfermagem • • • • • Orientar sobre a importância do aleitamento materno. Repousar bastante _ sono noturno de no mínimo oito horas. É pratico. Preenche as necessidades nutricionais do bebê até os seis meses. Usar sutiã adequado. criando uma pressão negativa para a sucção (direita). de dez a quinze minutos para cada seio. Somente tomar medicamentos com prescrição médica. posição da criança para arrotar: em pé. Os lábios permanecem achatados contra a aréola. . por isso. Lavar as mãos antes das mamadas. Atenção Ao ser colocada para deitar. a mãe deve colocar a criança para arrotar. Observar anormalidades e comunicar ao médico. Limpar os mamilos com água estéril antes das mamadas. não apertado. para que o bebê possa sugar o resto da gordura dessa mama (a gordura fornece calorias para o bebê). pois passam ao bebê através do leite. Orientar sobre cuidados com as mamas. Orientar sobre o ato de amamentar. e trocá-lo diariamente. para não ocorrer acidente: o bebê pode aspirar o excesso de leite que sai junto com o ar e ficar asfixiado. a criança deve ficar de bruços.Fig. as gengivas comprimem a aréola e a língua move-se para trás. ou de lado. observando as alterações e agindo para impedir complicações. firmes. Higiene da mãe Banho diário. passar para o outro. que deve dar leves tapinhas nas costas do bebê. • • • • • • • • • • • • • • Alternar os dois seios Deve-se iniciar a mamada pelo último seio da mamada anterior. Dieta rica com ingestão de líquido para ajudar na formação do leite. Após esvaziar um seio. a língua empurra o mamilo para cima e para adiante para agarrá-lo (esquerda). Vantagens do aleitamento materno • • • É econômico. com a cabeça voltada para o lado. Na amamentação ao seio. Palpar as mamas.

resfriado. Evita contaminação (leite e recipiente não são contaminados). É próprio para a espécie (a composição do leite é ideal para o bebê). por três meses. Esses exercícios devem começar durante a gravidez e ser feitos em uma freqüência de duas a três vezes por dia. juntamente com a sucção. para que os exercícios sejam iniciados bem antes do parto. Protege as mamas da mãe do câncer. infecções gastrointestinais). Após o nascimento da criança. É um problema que deve ser detectado durante a gestação. aceleram o deslocamento dos tecidos e a conseqüente protrusão dos mamilos. os exercícios. . Evita a ocorrência de diarréias. vômitos e cólicas por má digestão ou má alimentação. Induz a rápida involução uterina. Complicações de puerpério Mamas Seios sem bico É possível formar o bico dos seios através de exercícios. Transmite anticorpos da mãe para o bebê. afim de romper múltiplas aderências do tecido conjuntivo que prendem o mamilo à aréola. no mínimo. • Exercícios de Hoffman _ quando a mãe apresenta mamilos planos ou invertidos. Induz a rápida digestão da criança (ela completa a digestão em cerca de duas horas). Funciona como método anticoncepcional por tempo indeterminado.• • • • • • • • • • • • Dá satisfação emocional a mãe. Previne infecções e alergias no bebê (bronquite. otite. Está sempre na temperatura ideal. recomenda-se que ela faça os exercícios de Hoffman. É útil para o equilíbrio emocional e a segurança do bebê.

todos os canais e alvéolos do seio ficam cheios. retirar o bico da boca dele com o auxilio do dedo mínimo. posteriormente. fazer manobras de pressão leve sobre a região areolar. popularmente. turgescência ou “seio empedrado” Quando há acúmulo de leite. começar com esvaziamento manual para que a criança possa “pegar” o mamilo. repleto). plana. Iniciar pelo seio menos ferido (quando o bebê tem mais fome). deve-se fazer o esvaziamento do seio. tracionando-a no sentido das setas. Com os polegares. Se o seio estiver muito túrgido. antissépticos. Para que não ocorra ingurgitamento. seio empedrado. causando dor e sangramento. Ingurgitação. Iniciar a mamada pelo seio mais cheio. Usa sutiã: seios suspensos levam a canais retificados e a melhor esvaziamento das mamas. Verificar se há problemas emocionais. Não usar sutiã apertado. repletos. Lavar o mamilo com água: alguns não recomendam lavar com água pois o leite que escorre forma uma película protetora e cicatrizante. seio túrgido (inchado) ou ainda. Completar o esvaziamento do seio para que não ocorra acúmulo de leite. Fissuras nos mamilos São rachaduras que ocorrem no mamilo. Amamentar com maior freqüência e menor duração. Cuidados • • • • • • • Prevenir com o uso da técnica correta de amamentação. para cima e para baixo (A)e. e a criança não consegue sugar direito. a aréola torna-se endurecida. Sangue no mamilo na boca da criança não é problema. cremes nem óleos nos mamilos. isto é. Cuidados • • • • • • • • • • • • Introduzir todo o mamilo na boca do bebê. . Iniciar a mamada pelo seio mais cheio. Quando o bebê dormir mamando. para os lados (B). Se o seio esta ingurgitado. Expor as mamas ao sol. Esse fenômeno é conhecido como seio ingurgitado (cheio. Usar compressas úmidas e quentes várias vezes ao dia (não é recomendado por alguns). com a mama dolorida. Não deixar o bebê morder o mamilo. Não usar pomadas. O bebê fica com fome e a mãe. Usar protetor de seios (uma “chupeta” que se adapta ao seio e possibilita a mamada).Fig.

Mal-estar geral. Parto prolongado. Profilaxia e cuidados de enfermagem _ o fundamento para que uma infecção puerperal seja evitada são os cuidados a serem tomados desde o pré-natal até o puerpério. Cansaço.Mastite Inflamação das mamas que ocorre por complicação de fissuras e turgescência. Também se pode usar bolsa de gelo ou compressas quentes. Taquicardia. Sintomatologia Febre acima de 38ºC por dois ou mais após o parto. Dor localizada. Na forma intensiva. Hemorragias antes do parto. Na forma leve de mastite. Também pode ser prescrita dieta seca. a puérpera pode continuar a amamentar (por falta de estímulo. São eles: . dor. Casos graves exigirão drenagem do abscesso. A interrupçao da amamentação deve obedecer a orientação médica. após parto recente (seja na episiotomia ou em qualquer ponto da cavidade uterina). apresentando hipertermia. da própria paciente ou por matérias contaminados. da equipe de enfermagem. a mastite pode evoluir para abscesso (infecção purulenta). É um quadro grave. antitérmicos. pois isso altera sua composição química). Os germe chegam à paciente pelas mãos do médico. conforme prescrição do médico. Infecção puerperal Considera-se infecção puerperal aquela originada no aparelho genital. Traumatismo de parto. Lóquios purulentos de odor fétido e abundante. O leite materno pode ser conservado em geladeira ate 24 horas e esquentado em banho-maria (nunca ferver. Calafrios. empregado analgésicos. Cefaléia. pois a infecção pode propagar-se por todo o organismo (septicemia). O estreptococo é o microorganismo que mais freqüentemente ocasiona infecção do aparelho genital. a produção de leite pode cessar). ingurgitamento mamário e fissuras (as fissuras são as portas de entrada de germes). Diagnóstico_ o diagnóstico é feito pelos sinais e sintomas apresentados e por analise de cultura de secreção vaginal. Outros germes piogênicos existente no ambiente podem também causar esse tipo de infecção. • • • • • • • • • • • • • • • Fatores que favorecem o aparecimento da infecção puerperal. podendo levar a paciente a morte. antibióticos e drogas para cessar a produção leite (secar o leite).

por exemplo. Flebites. deve lavar as mãos constantemente). Analisar cultura dos lóquios de puérperas com hipertermia. Usar rigorosamente técnicas assépticas durante o pré-natal. após as primeiras 24 horas do parto. Hemorragia. o parto e o puerpério (o pessoal de enfermagem. Complicações _ as principais complicações do puerpério são: Hipertensão arterial. Mastites.• • • • • • • • • • • • Suprir os focos de infecção da gestante. Infecção. . Orientar a paciente sobre higiene. Isolar puérperas febris para evitar contaminação de outras pacientes. Psicoses.