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Estudo dirigido de Imunologia para P1

Imunidade inata – Barreiras naturais e elemento celulares e moleculares que passam a compor no mecanismo da
resposta imune. A resposta imune inata tem início logo que o organismo é invadido, sendo a sua primeira linha de defesa.
Imunidade adquirida- é o conjunto de reações que passam a compor a resposta imune, quando aumenta no
organismo, a proliferação de linfócitos B e T.
Defensinas- proteínas que possuem atividade anti-microbiana, sendo considerada como antibiótico natural. Essa
proteína possui uma estrutura em folha-beta, que é capaz de se inserir na membrana lipídica dos seus agressores.

IMUNIDADE INATA:
Os macrófagos e neutrófilos são células da imunidade inata. Na superfície dessas células estão presentes
RECEPTORES PARA O PADRÃO DE CONHECIMENTO, chamados de pRrs. As PRRs reconhecem padrões
moleculares presentes em microorganismos e ausentes em eucariotos.
Esses padrões moleculares são chamados de PAMPs e são reconhecidos pelos PRRs dos macrófagos e neutrófilos.
Como exemplo de PAMPs podemos citar: peptidioglicanas presentes nas paredes de bactérias, a manana, um
polissacarídeo presente na parede celular de bactérias Gram-negativas, a manose, monossacarídeos também encontrado
em bactérias. Esses padrões moleculares (PAMPs) são conhecidos como estranhos pelas células da imunidade inata.
A unidade inata se apresenta em quatro tipos de barreiras:
Barreira anatômica – a pele e as mucosas impedem ou retardam a entrada de elementos estranhos. O PH da pele não
é propício ao crescimento bacteriano. A flora das mucosas é composta por microrganismos que competem com os
patógenos.
Barreira físico-química – a temperatura e a capacidade de produzir febre, inibi o crescimento de alguns micróbios.
Moléculas como o interferon, lisozimas, componentes do sistema complemento, reconhecem padrões moleculares
encontrados em microorganismos e os eliminam.
Barreiras endocíticas – a fagocitose ou Pinocitose são mecanismos de defesa, que depois de internalizar os
microorganismos , os destrói dentro das células
Barreira inflamatória – a inflamação traz ao local de injúria, moléculas com atividade anti-microbiana e moléculas
fagocíticas.

IMUNIDADE ADAPTATIVA
Estão envolvidos os linfócitos T e B, células do sistema imune que reconhecem os antígenos de forma bem
específica. Ao conjunto de possibilidades de reconhecimento de um antígeno, chamamos de REPERTÓRIO
IMUNOLÓGICO. São os anticorpos e TCRs os responsáveis pelo nosso imenso repertório imunológico.
Os genes que codificam para anticorpos e TCRs, sofrem um processo de recombinação somática, o que fará com
que os linfócitos B e T tenham uma única estrutura molecular para reconhecimento do antígeno. Devido a essa
recombinação, todos os linfócitos B e T que se originarem a partir daquele que sofreu recombinação, serão idênticos, ou
seja, clones. Só após esse processo, os linfócitos estão aptos para participar da resposta imune.
Antes de os linfócitos B e T específicos atuarem contra determinado antígeno, eles devem sofrer expansão clonal,
que consiste na sua multiplicação sucessiva, de modo a produzir células clones.
Um antígeno pode estimular a produção de diferentes clones de linfócitos B, cada tipo de clone possui
imunoglobulina de apenas um tipo, que reconhece determinada parte do antígeno. A parte do antígeno que é reconhecida,
chama-se em epitopo ou determinante anti-gênico.

ÓRGÃOS LINFÓIDES PRIMÁRIOS: são responsáveis pela geração e maturação das células do sistema imune.
 Medula – local de geração da células circulantes no sangue, incluindo as dos sistema imune.
 Timo – órgão onde ocorre a maturação dos Linfócitos T. O Timo seleciona os linfócitos. Os que não são
selecionados sofrem apoptose.

ÓRGÃOS LINFÓIDES SECUNDÁRIOS: onde acontece a resposta imune.


 Linfonodo: local onde é iniciada a resposta imune adaptativa.
 Sistema linfático – responsável pela condução dos antígenos capturados até os linfonodos.
 Baço – faz a eliminação de células lesadas e velhas. Ele filtra o sangue. Se um antígeno alcançar a circulação
sanguínea o baço desenvolve uma vigorosa resposta imunológica.
Isabel Titoneli – Pólo Itaperuna
PROCESSO INFLAMATÓRIO
Se persistiu por alguns dias é porque a imunidade inata não deu conta, então, a adquirida entrou em ação. Ocorreu
uma inflamação, condição primordial para que seja estabelecida a imunidade adaptativa.
Quando o espinho perfura o pé, ocorre o rompimento do endotélio dos vasos. Isso faz com que sejam ativados os
sistemas plasmáticos de reparo tecidula e também o sistema complemento. Esse dano endotelial faz com que mude a
permeabilidade do local dos vasos sanguíneos. Com a ativação dos sistemas plasmáticos e sistema complemento, os
mastócitos liberam substâncias como prostaglandinas, leucotrienos(mediadores inflamatórios), histamina, bradicinina,
que promovem o aumento da permeabilidade dos vasos, facilitando a passagem das células do sistema imune.
O sistema complemento opsoniza antígenos, potencializando a fagocitose pelos mastócitos. Esses macrófagos
produzem quimiocina, que atraem os leucócitos que estão no sangue para o foco inflamatório (quimiotaxia). As citocinas
ativarão os neutrófilos, que vão atravessar o endotelio dos vasos sanguínios em direção ao foco inflamatório.
Todo esse processo ainda não deu conta de conter a invasão. Entra em ação a imunidade adquirida. Os macrófagos
capturam os microorganismos e os levam para os lifonodos e apresentam-nos para as células B e T, que serão ativadas,
dando início À imunidade adquirida. Com o passar do tempo, a inflamação foi evoluindo em direção À cura.

IMUNOGLOBULINAS

IgG – é secretada células B diferenciadas plasmócitos. É a classe mais encontrada no sangue. É a única que atravessa
a placenta.
IgM – secretária como monômero ou pentâmero e é produzida por plasmócitos. É a de maior concentração no
sangue depois da IgG. Primeiro anticorpo a ser secretado durante a resposta imune primária. É relacionado a infecções
agudas e pode se ligar a várias partículas de antígenos, formando uma rede de aglutinação.
IgA – anticorpo que predomina na secreções das mucosas com a função de impedir infecções por patógenos nesse
local. Sua forma multimérica possui segmentos J. Presente na mucosa intestinal e respiratória.
IgE – produzida por plasmócitos localizados principalmente abaixo da pele e de mucosas. Sua concentração no soro
é muito baixa e está relacionada inflamação e a resposta imune contra helmintos. Tem Tropismo por mastócitos e
basófilos e está associada a reações alérgicas.
IgD – Estão presentes na superfície de células B e estão presentes no soro em concentrações muito baixas.

Isabel Titoneli – Pólo Itaperuna