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MANUAL_C_150_J_e_E

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MANUAL DO PILOTO-ALUNO DA AERONAVE

Cessna 150E e J

PT-BXF série E PT- AVJ e PT-BKW serie J Jan 2011

ÍNDICE
INTRODUÇÃO ................................................................. OBJETIVO ........................................................................ O AVIÃO ........................................................................... Painel de instrumentos ........................................ Especificações principais ..................................... CHECK-LIST DE OPERAÇÃO DA AERONAVE ............. SISTEMA DE COMBUSTÍVEL ......................................... SISTEMA ELÉTRICO ....................................................... Fusíveis e Circuit-breakers .................................. Luz de alerta do gerador ...................................... Faróis .................................................................... Luz anti-colisão .................................................... Luzes de navegação .............................................. Iluminação do painel de instrumentos ................. Luz de cortesia da cabine....................................... Intercomunicador .................................................. PTT ......................................................................... Alimentação auxiliar de acessórios ....................... AQUECIMENTO E VENTILAÇÃO DA CABINE .............. AQUECIMENTO DO CARBURADOR .............................. ACIONAMENTO DO MOTOR .......................................... TAXIANDO ........................................................................ ANTES DA DECOLAGEM.................................................. Aquecimento do motor .......................................... Checagem dos magnetos ....................................... 1 1 1 2 3 5 15 16 16 16 17 17 17 17 17 18 18 18 18 19 19 19 21 21 21

Checagem da mistura ........................................... Checagem do ar-quente do carburador ................ Checagem da marcha-lenta .................................. DECOLAGEM .................................................................... Potência do motor ................................................. Ajuste dos flaps ..................................................... Decolagens com vento cruzado ............................. SUBIDA ............................................................................. Velocidades de subida ........................................... Arremetidas após aproximação perdida ............... VÔO EM CRUZEIRO ......................................................... ESTOL ................................................................................ POUSO ............................................................................... Pousos normais ..................................................... Pousos curtos ........................................................ Pousos com vento cruzado .................................... OPERAÇÕES PERMITIDAS ............................................. Limitações de velocidade ...................................... PESO E BALANCEAMENTO ............................................

22 22 22 22 22 23 23 24 24 24 24 25 26 26 26 26 27 28 29

Trata-se do monomotor civil mais popular do mundo.289 unidades. aliado à sua segurança e confiabilidade. OBJETIVO O objetivo deste Manual é familiarizar rapidamente o Piloto-Aluno com a aeronave de instrução básica utilizada pelo CFA: o Cessna 150. explicando suas respectivas diferenças. com motor a pistão. monoplana. Juntamente com o seu “irmão mais novo”. consulte o “Cessna Model 150 Owner’s Manual”. de maneira simplificada. foram construídos exatas 31. tornam-no um ótimo “professor”. estando mais de 20 mil ainda em operação ao redor do mundo. o Cessna 152. As excelentes características de vôo e de pilotagem extremamente fácil e agradável. de 2 assentos lado-a-lado. Presta-se como referência auxiliar ao Piloto-Aluno do CFA. de asa alta. p/n D251-13. hélice de passo fixo e trem de pouso triciclo. 1 . toda metálica. O AVIÃO O Cessna 150 é uma aeronave monomotora. para uma descrição completa e de caráter oficial da aeronave. editado pelo fabricante. quando empregado como avião de treinamento.INTRODUÇÃO Este Manual descreve. nas versões E e J. os sistemas básicos e a operação da aeronave Cessna modelo 150.

Manches 2 .Vacuômetro 15 . o nosso C-150 é utilizado para a instrução básica em vôos VFR diurnos e noturnos.Liquidômetros 16 – Transponder 17 – Manete de mistura 18 – Manete de potência 19 – Ar-quente do carburador 20 .Aqui no CFA. Painel de instrumentos C-150E: 6 7 8 9 1 4 10 11 12 13 2 3 5 19 20 18 17 16 14 15 1 – Velocímetro 2 – Altímetro 3 – Indicador de derrapagem 4 – Giro direcional 5 – Climb 6 – Horizonte artificial 7 – Manopla do arranque 8 – Rádio VHF 9 – Bússola 10 – Chave dos magnetos 11 – Interruptor master 12 – Aquecimento da cabine 13 – Tacômetro 14 .

. 1600 lbs Peso vazio ..7 lts Motor Continental O-200A de 100 hp a 2. 4... 6 qts...Especificações principais: Peso máximo de decolagem.. 22................. 3..... 100 mph Alcance máximo .0 hrs (E) e 6..0 lb/sq............75m de diâmetro.... 3.................... 10...5 hrs (E) e 5.. p/ superar obstáculo de 50ft........................ de 1....650 ft Dist.................. passo fixo.. 12........... 300 NM Autonomia máxima (pot.5 hrs.........8 kg/m 2 Velocidade de cruzeiro ....5 lts/h 5..... 735 ft 445 ft Dist.. de decolagem (nível do mar)...... Distância de pouso .....0 hrs....... (J) Teto operacional .........750 rpm...........ft 48......... Velocidade máxima .... 1....855 m 224 m 422 m 135 m 98 lts 85 lts 13 lts 24.5 gal Consumo médio em cruzeiro ....5 gal/h Capacidade de óleo ........ 6. 425 NM Alcance típico (sem reserva) ........... (J) Autonomia típica (cruzeiro) .......................385 ft Cap........ 26 gal Combustível utilizável .. 990 lbs 120 mph 726 kg 450 kg 193 km/h 160 km/h 790 km 550 km Carga alar .......................... METO) ................................. com 4 cilindros opostos e alimentação por carburador.... 3... de combustível total .......... 3 ..... Hélice McCaulay bipá metálica.....5 gal Reserva não utilizável ..........

4 .

.... ABERTA Manete de potência .......... À BORDO CHECK EXTERNO PRÉ-VÔO Tanque direito............................... FAIXA VERDE Caixa de 1os..... VERIFICADOS Ponta da asa dir / luz naveg................ DRENADO Flape dir................ À BORDO Extintor.... e articulações......... FECHADA Trem de pouso dir........... VERIFICADOS Aileron dir.................................. CHECADO Tampa do tanque direito . / OK Bequilha.............. OFF Transponder........... TESTE CURSO / POBRE Rádio.......... 21 lbs....................................... LIVRES Master ......................................................... OFF Ar quente .. CHECADO Montante da asa direita......... e dobradiças.................. e freio.......... CHECADAS Bordo de ataque asa direita................ OFF Instrumentos....... OFF Luzes .......... CHECADOS Flaps...................... CHECADO Nível de combustível asa dir... OFF Magnetos......................................... molas e fixação.............. CHECADOS Pneu do trem direito..... TESTE CURSO / REDUZIDA Manete de mistura ....... TAKE-OFF Documentos ...............CHECK-LIST DE OPERAÇÃO DA AERONAVE CHECK DE CABINE PRÉ-VÔO Manches ............................... Socorros ..... FECHADO Seletora de combustível ............ CHECADAS 5 ................................................... FULL Compensador........................

....... FECHADA Carenagem do motor........ AUSENTES Caixa da bateria............... VERIFICADOS Compensador........ e freio.................. Assentos ............. Cintos .. CHECADAS Spinner ........ / OK Filtro de combustível ........ CHECADA ACIONAMENTO DO MOTOR Cheque pré-vôo ..... VERIFICADO Luz anti-colisão..... 30 lbs............... CHECADO Farol de pouso .......................... VERIFICADOS Flape esq.................................................................... VERIFICADOS Deriva e leme ......... e dobradiças........ e articulações.. CHECADO Tampa do tanque esquerdo............ CHECADAS Estabilizador e profundor esq....... CHECADO Capas do pitot e respiro ................. 21 lbs. REMOVIDAS Bordo de ataque asa esquerda........................................ CHECADOS Pneu do trem esquerdo.... Calços / garfo ..... CHECADO Nível de combustível asa esq....... VERIFICADOS Tanque esquerdo....................... VERIFICADOS Luz de cauda ......... / OK Antenas VHF e ELT............... FECHADA Montante da asa esquerda.. DRENADO Trem de pouso esq... CHECADAS Aileron esq........... CHECADO Ponta da asa esq / luz naveg........... DRENADO Nível de óleo ..............Pneu da bequilha .............................. FEITO REMOVIDOS AJUSTADOS PASSADOS 6 ................................. FECHADA Pás da hélice .......... Vazamentos de óleo / comb........................... CHECADA Estabilizador e profundor dir......... ACIMA DE 4 qts...... CHECADO Filtro de ar do carburador ...................

............. LIVRE Starter ......................................... Freios ...... após o motor pegar............................................. Transponder............................... APLICADOS Magnetos ............ 3x MOTOR FRIO ou 1x MOTOR QUENTE/ AVANÇAR 2 cm....... ACIONAR Nota: 1) Se o motor não funcionar após 5 a 10 seg: interromper a partida e acionar novamente com a manete de potência totalmente reduzida e mistura cortada.................................................................... FECHADAS Rádio e Transponder . Rádio .......................................... RICA Manete de potência ..... enriquecer a mistura e reduzir a potência........... OFF Master ................... Potência ....... BOTH Área da hélice ....... ABERTA Mistura .. ON Ar quente ..................... Temperatura do óleo........... Luz anti-colisão .....................................................Portas...... FAIXA VERDE SUBINDO 1000 RPM CHECAR APAGADA ON / SINTONIZADO STAND-BY / 2000 DE ACORDO ON ANOTADO 7 ..... Livro de bordo ........... OFF Farol e luzes ........................................ 2) Se o motor afogar: acionar novamente com a manete de potência em máximo e mistura cortada.... Luzes de navegação e farol ............................... FECHADO Seletora de combustível ............................ Luz do gerador.. APÓS A PARTIDA DO MOTOR Pressão do óleo ...................................

...................... AJUSTADO P/ “QNH” Transponder ........... 600 a 800 RPM Potência ...................................... SUFICIENTE Instrumentos .................................. MAX.................... Manche .............. 30o. NA POSIÇÃO DE ESPERA Freios ............................................................ 150 RPM DIF................. 1000 RPM LIVRE POBRE LADO DO VENTO MÍNIMA NECES..................................... 100 RPM / FECHADO Potência .... TESTAR 2x / VOLTAR PARA RICA Ar quente . QUEDA MAX......... ABERTA Autonomia ................. Flaps .......................................... STAND-BY / CÓDIGO SQUAWK INSERIDO Potência .... ABERTO / QUEDA MAX............................................ Compensador .............. 1700 RPM Magnetos ................... Mistura .................................. MÍNIMA Tacômetro (em marcha lenta)........... APLICADOS LIVRES / ATUANDO TAKE-OFF CHECK 10o.......................................TÁXI Área de taxi................................................................ Freios ....... CHECADOS Altímetro................. 20o... Comandos ....... 75 RPM / VOLTAR P/ “BOTH” Potência ……………………… 1500 RPM Mistura ………………………............ Potência ...... Bequilha ....... 40o / RECOLHIDOS Seletora de combustível .............................. TESTAR LIVRE / ATUANDO 8 .................

............... DE ACORDO Tráfego e pista ..................................................... EFETUAR Tráfego .............. 75 mph SUBIDA Pressão e temperatura do óleo .................................................... LIVRES DECOLAGEM Potência ..................... FECHADO Magnetos .......... VERIFICADOS Potência (após cruzar 300 pés).. MÁXIMA Aliviar a bequilha .......................................... OFF 9 ...........................Cintos ....... BOTH Farol de pouso ..................................... VERIFICADOS Mistura ......................... 70 a 80 mph Faróis .. AJUSTAR CONF.. ALT Instrumentos do motor ............... 40 mph Rodar ........... BÚSSOLA Transponder ....... CHECADO / LIVRE ALINHADO NA CABECEIRA Bússola ...................................................................................................................... AJUSTADOS Portas e Janelas ........ COERENTE Giro direcional............................................................ TRAVADAS Brieffing de decolagem............. 65 mph Acelerar para V2 ........ RICA Ar quente ..... 2400 RPM Velocidade .....

....................................... 10 ........ Farol de pouso ..Altímetro ........... Altímetro . Ar quente . POBRE FECHADO DE ACORDO CHECADOS DE ACORDO CHECADO / LIVRE RICA abaixo de 4500’ ABERTO FAIXA VERDE AJUSTAR P/ “QNH” ao cruzar o nível de transição.......... APÓS O POUSO Flaps.................................. ......... Flaps .. OFF Transponder .............92 inHg) ............... Freios .............ao atingir a altitude de transição..................................................................... OFF / 2000 Mistura ………………………........... Tráfego .......... RECOLHIDOS Farol de pouso ................. 70% METO (ver tabela): (2430 RPM nível mar / 2550 RPM a 5000’ / FULL a 9000’) Instrumentos ………………… CHECADOS Mistura ……………………… RICA abaixo de 4500’ / AJUSTAR acima 5000’ DESCIDA Mistura ............................ ....... Velocidade......................................................... AJUSTAR P/ “QNE” (29................................ NIVELADO EM CRUZEIRO Potência ......................................................... CHECK PRÉ-POUSO Ar quente .......................

............ Potência ........... MANTER ACIONADO PERIGO: Se o fogo persistir o avião deve ser abandonado imediatamente..... Magnetos (após parada hélice)...........CORTE DO MOTOR Freios..................................... Faróis e luzes ………………… Mistura .... ............................ 11 . Seletora de combustível ....... Capa do pitot e suspiro.................................................... Hélice outro vôo mesmo dia.................................................................... Master ............... FECHADA Starter............ APLICADOS 1000 RPM OFF OFF CORTAR OFF OFF PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA FOGO NO MOTOR DURANTE A PARTIDA Mistura ............. CORTADA Magnetos. ..... Livro de bordo .............. MÁXIMA Seletora de combustível............. OFF Manete de potência ............ Janelas e Portas... Calços ............................ ........................................................................... Rádio ...... ABANDONO Chave.................................... RETIRADA FECHADA PREENCHIDO FECHADAS COLOCADOS COLOCADAS NA VERTICAL último vôo do dia........................

ESTABELECER a 70 mph Local para pouso ................. Magnetos ................................................ Master.. Extintor.............. .. ABERTO Seletora de combustível .... RICA Ar quente do carburador........................................ Aquecimento da cabine..... Potência ................. DEFINIDO Magnetos ........... Acionar 12 ......................................... CORTADA FECHADA MÍNIMA DESLIGADO OFF OFF OFF ABERTAS DESLIGADO SE NECESSÁRIO PROCEDER PARA ATERRAGEM SEM POTÊNCIA FALHA DO MOTOR EM VÔO SE ESTIVER ACIMA DE 1000 PÉS DE ALTURA: VÔO PLANADO............ Seletora de combustível .................. Se fogo no motor: Mistura. ABERTA Quantidade de combustível....... ...FOGO EM VÔO VERIFICAR A ORIGEM DO FOGO: Se no sistema elétrico (fumaça na cabine): Master .............. Janelas................. VERIFICADA Starter................ BOTH Mistura ....................................................................... Aquecimento da cabine .........................................................................................

.......... REDUZIR UM POUCO Aterrisar assim que possível...................... PREPARAR-SE PARA UMA IMINENTE ATERRAGEM SEM POTÊNCIA................... DEFINIDO PROCEDER PARA ATERRAGEM SEM POTÊNCIA ATERRAGEM SEM POTÊNCIA Velocidade.................................................... OFF Magnetos.......... prossegir para uma ATERRAGEM SEM POTÊNCIA.. DEFINIDO Mistura...................................................................... DESTRAVADAS NA CERTEZA DO POUSO....................................... 70 mph Local para pouso ... FECHADA Cintos ..... CORTADA Master.............. RICA Potência.... AJUSTADOS Objetos pérfuro-cortantes........ ESTABELECER a 70 mph Local para pouso ................... 13 .......................................... ............................ MÍNIMA PERDA DE PRESSÃO DO ÓLEO Mistura.. OFF Ar quente ........... FLAP FULL / VELOC.... SE ESTIVER ABAIXO DE 1000 PÉS DE ALTURA: VÔO PLANADO................. FECHADO Seletora de combustível....... REMOVIDOS Portas e Janelas ...Caso a potência não seja restabelecida ou sem altura suficiente para uma nova partida.......

. pois toda a carga estará sendo suprida pela bateria...... Instrumentos do motor .... LIGAR O RÁDIO SOMENTE QUANDO FOR UTILIZÁ-LO........ prosseguir o vôo com potência reduzida e mistura rica........... FUNCIONAMENTO IRREGULAR DO MOTOR Ar quente do carburador ....... ABERTO SE A IRREGULARIDADE CONTINUAR APÓS 1 MIN: Ar quente do carburador ........ .. Mistura. LUZ DO GERADOR ACESA EM VÔO Desligar todos os equipamentos elétricos não essenciais........ Seletura de combustível . FECHADO AJUSTADA ABERTA VERIFICAR Se a operação for satisfatória com apenas um magneto......... 14 ..... Pousar no aeródromo mais próximo.........ALTA TEMPERATURA DO ÓLEO POUSAR NA PISTA MAIS PRÓXIMA E INVESTIGAR O PROBLEMA.. PREPARAR-SE PARA UMA IMINENTE ATERRAGEM SEM POTÊNCIA....

uma quantidade suficiente de combustível deve ser drenada de cada tanque e do filtro separador. a fim de eliminar toda a água e sedimentos eventualmente acumulados. AMBOS e FECHADA. Só é possível drenar o filtro separador com a válvula seletora na posição aberta. O combustível flui destes tanques por gravidade. no caso do 150J. TANQUE ESQUERDO. quando deverá ser fechada antes do pouso. Atenção: Só utilize gasolina de aviação. Antes de cada vôo. Deverá estar aberta durante todo o vôo. já o C150J (AVJ) possui quatro posições:TANQUE DIREITO. um em cada asa.SISTEMA DE COMBUSTÍVEL O combustível é fornecido ao motor a partir de dois tanques. passando por uma válvula seletora existente no piso da cabine e de lá segue para o filtro separador de impurezas e para o carburador. 15 . A seletora deverá ser fechada após cada pouso. na posição ambos. Importante: acompanhe pessoalmente todo o abastecimento e inspecione visualmente o nível de combustível e a correta colocação das tampas dos tanques após o abastecimento. exceto em caso de pouso de emergência. A válvula seletora do C150E (BXF) e do 150J (BKW) só possui duas posições: ABERTA e FECHADA.

bem junto da tampa de inspeção da carenagem do motor.5 galões cada) UTILIZÁVEL NÃO UTILIZÁVEL 35 gal. A bateria de 12 volts está localizada do lado direito. CAPACIDADE DO SISTEMA DE COMBUSTÍVEL C-150J (AVJ) (galões) TANQUES DUAS ASAS (17. SISTEMA ELÉTRICO A energia elétrica é fornecida por um sistema de corrente contínua de 14 volts. O circuito a que se 16 . 3.5 gal. 3 gal. alimentado por um gerador acionado diretamente pelo motor.CAPACIDADE DO SISTEMA DE COMBUSTÍVEL C-150E (BXF) (galões) TANQUES DUAS ASAS (13 galões cada) UTILIZÁVEL NÃO UTILIZÁVEL 22. à frente da parede de fogo. A chave master aciona todos os circuitos elétricos.5 gal. exceto o relógio e o sistema de ignição. Fusíveis e Circuit-breakers (disjuntores) Os fusíveis no painel de instrumentos protegem a maior parte dos circuitos elétricos do avião.

rotulada ALT no painel. puxe o comutador para fora até a primeira posição. quando o gerador estiver funcionando normalmente. Ela deverá permanecer apagada por todo o tempo. Ela acenderá antes do acionamento do motor . 17 . dá uma indicação da saída do gerador.refere está indicado acima de cada porta-fusível. ou quando o motor estiver trabalhando em marcha-lenta com RPMs insuficientes para o gerador produzir corrente. Para ligar um farol para o táxi. nos pousos e nas decolagens. Luz de alerta do gerador Uma luz vermelha. localizados na asa esquerda. Para ligar ambos os faróis. A luz anti-colisão na cauda é protegida por um CB no painel. Luz anti-colisão É acionada pressionado-se o CB existente no painel. Os liquidômetros de combustível e a buzina de estol são protegidos por um circuit-breaker de rearme automático que fornece energia intermitente para a operação destes dispositivos em caso de falha no circuito elétrico. Faróis Os faróis. puxe o comutador todo para fora até a segunda posição. Esta luz não avisa sobre a descarga da bateria. são acionados por um comutador existente no painel. Ela também acenderá se o gerador estiver em pane. e a capacidade de cada fusível é indicada na tampa do seu porta-fusível.

Ela é acionada por uma chave localizada na parte central inferior do painel. mantenha pressionado o botão vermelho localizado no manche e fale simultaneamente ao microfone. vermelha na ponta da asa esquerda e branca na cauda. acima da manete do primer. acione a chave do inercomunicador na posição VHF. Puxe para fora para ligar. PTT (press-to-transmit) Para transmitir no rádio VHF.Luzes de navegação Existe um comutador no painel que aciona as luzes de navegação: verde na ponta da asa direita. Iluminação do painel de instrumentos Uma luz vermelha localizada no teto da cabine emite um facho de baixa intensidade que ilumina o painel para vôos noturnos sem ofuscar a visão externa dos tripulantes. O rádio VHF tem que estar ligado para que o intercomunicador funcione. 18 . Luz de cortesia da cabine A luz branca de iluminação da cabine é acionada por um comutador existente na console do teto. Intercomunicador Uma chave comutadora existente no centro do painel alterna entre canal externo de voz (posição VHF) e intercomunicador interno entre os pilotos (posição INTERCOM).

do tipo “acendedor de cigarros”. puxe para fora os tubos de ventilação localizados nos cantos superiores do párabrisa dianteiro. é acionado puxando-se a alavanca correspondente no painel até a posição desejada. 19 . Não use em decolagens. o motor pega com bastante facilidade.Alimentação auxiliar de acessórios Uma tomada de 12-volts DC. Para ventilação da cabine. está disponível no painel para a alimentação de dispositivos externos. tais como um GPS. para vôos em elevadas altitudes. aplique o ar-quente do carburador para prevenir a formação de gelo no interior do mesmo. na junção das asas. uma lanterna elétrica ou um telefone celular. ACIONAMENTO DO MOTOR Normalmente. ou apenas uma injeção com o motor já quente. AQUECIMENTO DO CARBURADOR Em descidas longas ou em nível de cruzeiro a elevadas altitudes (caso o motor apresente súbita queda de RPM ou comportamento áspero). após 3 injeções da manete de potência com o motor frio. AQUECIMENTO E VENTILAÇÃO DA CABINE aquecimento da cabine. pousos e arremetidas.

é importante que a velocidade seja reduzida. que o uso dos freios seja o mínimo possível e que todos os controles sejam utilizados (conforme o diagrama abaixo). pare o motor e investigue.Explosões fracas e intermitentes. caso o manômetro de óleo não comece a indicar pressão após 30 segundos em dias quentes ou após 1 minuto em dias muito frios. A falta de pressão de óleo pode causar sérios danos ao motor. especialmente sob condições de vento forte. acompanhadas de emissão de fumaça preta pelo escapamento. podem indicar afogamento do motor. Após a partida do motor. empurre a manete de potência toda à frente e acione a partida. avance a mistura para rica e reduza a manete de potência. Assim que o motor pegar. faça o seguinte: empobreça totalmente a mistura. TAXIANDO Ao taxiar. 20 . Para ligar o motor afogado.

a fim de evitar abrasão ou avarias às pontas das hélices pela aspiração de material do solo. utilize a menor potência possível de motor.DIAGRAMA DE TÁXI Taxiando sobre pista de cascalho ou de terra. 21 .

é possível que as velas estejam sujas. uma vez que a refrigeração do mesmo é deficiente quando no solo. e o aquecimento adicional se dará no cheque dos magnetos e mistura. pode-se repetir este procedimento por mais uma ou duas vezes até que a queda de RPM no teste de magneto esteja dentro dos parâmetros normais. em seguida.ANTES DA DECOLAGEM Aquecimento do motor A maior parte do aquecimento do motor já terá sido feita durante o táxi. Caso se verifique queda de RPM maior que 150 RPM durante a checagem. da seguinte forma: gire a chave do contato inicialmente para a posição R e observe a indicação de RPM. Pode-se tentar limpá-las da seguinte forma: empobreça um pouco a mistura e aplique potência a 2. isto é.000 RPM por um a dois minutos. realizados na posição de espera antes da pista de decolagem. Checagem dos magnetos A verificação dos magnetos deve ser feita a 1. Evite superaquecer o motor. Caso a queda persista. 22 . pode-se suspeitar de pane na chave de contato ou que o magneto esteja “avançado”. depois restabeleça mistura rica e teste novamente. Nenhum dos magnetos deve apresentar queda maior do que 150 RPM e a diferença entre ambos não deve ultrapassar 75 RPM.700 RPM. com o ponto de ignição adiantado . Se um ou ambos os magnetos não apresentarem nenhuma queda durante a checagem. volte a chave para BOTH e. gire-a para a posição L e observe a queda de RPM.

Checagem do ar-quente do carburador Com o motor em 1. em seguida. Checagem da marcha-lenta Recue completamente a manete de potência e observe o funcionamento do motor em marcha-lenta.000 pés.500 RPM. Não atingindo prontamente 2. Nas decolagens de aeródromos com elevação acima de 4. deve-se empobrecer um pouco a mistura para que o motor atinja máxima RPM. 23 .200 RPM. complete mistura rica rapidamente antes que o motor morra. aborte a decolagem. DECOLAGEM Potência do motor Aplique potência suavemente até o fim do curso da manete (potência plena) e observe a RPM. abra completamente a manete de acionamento do aquecimento do carburador e observe a queda de RPM no tacômetro. que não deverá ultrapassar 100 RPM.500 RPM. verifique o correto funcionamento do comando de mistura ar-combustível recuando lentamente a manete de mistura até observar queda súbita de RPM.Checagem da mistura Com o motor em 1. ou caso o motor se apresente áspero. Este deverá ser regular e com o tacômetro indicando entre 600 e 800 RPM.

O uso de 10º (1º. Portanto. mas esta ligeira vantagem se perde na razão de subida para livrar um obstáculo de 50 pés. O uso de mais do que um dente de flap nunca é recomendado em nenhuma decolagem. A exceção a esta regra seria a decolagem de uma pista em altitude elevada e sob temperatura alta. e então cabrado abruptamente para tirá-lo logo do solo. só se deve dar 10º de flap nos casos especiais de decolagens de pistas macias ou irregulares e sem obstáculos à frente. dente. de maneira a evitar-se que possa tocar novamente a pista enquanto deriva. é preferível mantê-los estendidos ao invés de recolhê-los na subida para livrar os obstáculos. dente) de flap encurta a corrida de decolagem em cerca de 10%.Ajuste dos flaps As decolagens normais devem sempre ser realizadas sem flaps. faça uma leve curva para o lado do vento. Decolagens com vento cruzado As decolagens sob ventos cruzados fortes devem ser feitas com o mínimo de flaps recomendado para as características da pista. 24 . Caso se use 10º de flap na corrida de decolagem. para corrigir a derivação. O avião deve ser mantido no chão até uma velocidade ligeiramente maior do que o normal. a fim de se reduzir a derivação lateral imediatamente após a rotação da aeronave. Assim que livrar o solo. quando a razão de subida seria mínima com flaps no 1º.

Isto é ilustrado na tabela abaixo para potência de 70%: 25 . o melhor ângulo de subida é obtido com potência a pleno e sem flaps. a fim de otimizar a refrigeração do motor. devido ao menor arrasto proporcionado pelo ar mais rarefeito. Atenção: subidas a baixa velocidade devem ser de curta duração para evitar-se má refrigeração do motor. Se for necessária uma subida mais acentuada para livrar obstáculos. a menos que o motor apresente-se áspero devido a mistura excessivamente rica. VÔO EM CRUZEIRO O cruzeiro normal em altitude é feito com potência entre 65% a 75% da METO (maximum endurance time of operation.SUBIDA Velocidades de subida As subidas normais devem ser feitas com velocidade entre 75 e 80 mph. Arremetidas após aproximação perdida Nas arremetidas. A mistura deve ser toda rica. ou máximo tempo de autonomia). com os flaps recolhidos e potência a pleno. recolha os flaps imediatamente após aplicar potência plena. a velocidades entre 55 e 60 mph. O vôo de cruzeiro mais eficiente é realizado em elevadas altitudes.

430 2.S.A.000 ft 2.600 lbs FLAPS UP FLAPS 20º FLAPS 40º 0o 20o (C.A. Pode-se notar uma leve trepidação do manche imediatamente antes do avião estolar.S. uma vez que as velocidades indicadas não são confiáveis próximas ao estol.550 Manete a pleno 111 116 120 ESTOL As características de estol do Cessna 150 são convencionais.PERFORMANCE ÓTIMA DE CRUZEIRO ALTITUDE RPM T. em mph) 40o 60o ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DAS ASAS 55 49 48 57 51 49 63 56 54 78 70 67 26 . tanto com ou sem flaps.000 ft 9. em mph Nível do mar 5. As velocidades de estol são apresentadas na tabela abaixo. VELOCIDADES DE ESTOL Peso bruto 1. especialmente quando os flaps estão abaixados. Isto quer dizer que o avião não apresenta nenhum comportamento anormal ou tendência perigosa próximo à velocidade de estol. Elas são dadas como velocidades calibradas. para a condição de CG à frente e aeronave no seu peso máximo de operação.

dente). obtém-se velocidades de estol mais baixas.ou ambos para manter o alinhamento da pista. abaixe logo a bequilha ao solo e aplique fortemente os freios. Recolha os flaps assim que tocar o solo. Os planeios de descida devem ser feitos a velocidades entre 65 e 75 mph com os flaps recolhidos. POUSO Pousos normais Os pousos normais são feitos com qualquer posição de flap. e permanece ligada até que a atitude de vôo da aeronave se altere. 5 a 10 mph antes que o estol aconteça. ou entre 60 e 70 mph com os flaps abaixados. Arredonde ligeiramente antes da cabeceira para tocar a pista com os trens de pouso principais primeiro. Pousos com vento cruzado Use a menor configuração de flaps possível. velocidade de cerca de 58 mph e full flaps (4º. execute uma aproximação baixa com o mínimo de potência necessária. a fim 27 . Execute uma aproximação em “caranguejo” ou levemente glissada . de acordo com o comprimento da pista.Com a aeronave mais leve. Assim que a aeronave tocar a pista. A buzina de estol emite um sinal sonoro contínuo. Pousos curtos Para realizar um pouso curto. Evite glissadas muito acentuadas na aproximação. corrija a proa sobre a pista e toque-a com o nariz quase nivelado.

.................... + 3................. power off Atenção: Embora o Cessna 150 esteja certificado para executar parafusos........................................................... Deve-se evitar pousar em pistas cuja componente transversal de vento cruzado esteja excedendo 15 nós........... Todavia............76 G máximo – flaps down ......... 109 mph (95 nós) Curvas de grande inclinação .. exceto as listadas abaixo.600 lbs G máximo – flaps up ........... algumas manobras são permitidas.............. com suas respectivas velocidades máximas de entrada: Chandelles ........ desde que os respectivos limites de velocidade e de fator de carga sejam observados.5 Nenhuma manobra acrobática é permitida.......... 28 .............. 1............... A aeronave não está certificada para manobras puramente acrobáticas........................1..de não forçar desnecessariamente os comandos e a estrutura da aeronave....... a realização desta manobra é PROIBIDA por determinação da ANAC.... OPERAÇÕES PERMITIDAS O Cessna 150 está autorizado para operações VFR diurnas e noturnas.............. Peso máximo de projeto .. 109 mph (95 nós) Oito Preguiçoso ...... + 4..... 109 mph (95 nós) Parafusos ............................4 .......... power off Estóis …………………………………………………......

............ 109 mph 1 A máxima velocidade na qual podem ser aplicados comandos abruptos de variação de atitude sem exceder o fator de carga de projeto............... 162 mph (arco vermelho) Faixa de operação com cautela ........... 120 a 162 mph (arco amarelo) Faixa de operação normal ........................... ar calmo) .......... 49 a 100 mph (arco branco) Velocidade de manobras 1 ........................................... 29 ..Limitações de velocidade: As máximas velocidades aerodinâmicas calibradas para as quais o Cessna 150 está homologado são as seguintes: Máxima (planeio ou mergulho.............. 56 a 120 mph (arco verde) Faixa de operação com flaps .......

Para situações de carregamento específicas. isto quer dizer que. mesmo com o avião carregado com tanques de combustível cheios. 2 tripulantes de peso médio de 80 kg e até 25 kg de bagagem no bagageiro.PESO E BALANCEAMENTO O Cessna 150 possui um envelope de operação bastante tolerante ao carregamento e à mudança de CG da aeronave. nas situações normais de instrução de vôo. a aeronave ainda estará com o seu peso máximo de decolagem e seu momento de CG seguramente dentro do seu envelope de carregamento. Na prática. refira-se ao “Cessna Model 150 Owner’s Manual” e à ficha de peso e balanceamento do avião para o cálculo do momento do CG.  30 .

Pituba – Salvador / BA.com. Permitida a reprodução sem fins comerciais.a@terra.cfacursos. – Escola de Aviação Civil DAC BI008/127/94 CNPJ 00. desde que com citação da fonte.  31 .f. CEP 41910-100 Home-page: www.2CFA Cursos Ltda.135/0001-69 Av.br 2 2011. Shopping Beira Mar.530.br E-mail: c. Octávio Mangabeira. 30.com.CFA – Curso de Formação de Aeronautas.

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